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Staphylococcus sp.

(FALTA FONTE DAS FIGURAS) Jorge Todo Bom nº 20607035
Escola Superior Agrária, Instituto Politécnico Coimbra Microbiologia Ambiental (2008/2009)
LICENCIATURA EM ENGENHARIA DO AMBIENTE

S

taphylococcus é um género de bactérias Gram-positivas, com forma de cocos que causam doenças no ser humano, doenças para as quais ainda não existe cura. Os estafilococos são um dos mais comuns patogénicos do homem. Eles evoluíram connosco durante muitos milhões de anos, e desenvolveram defesas e contra-ataques não menos impressionantes que os nossos contra eles (Wikipedia, ANO). Os estafilococos têm forma esférica, cerca de 1 micrómetro de diâmetro, e formam grupos com aspecto de cachos de uvas (staphyl é a palavra em grego para cacho de uvas). Após técnica de Gram, são roxos quando observados ao microscópio óptico, logo Gram-positivos, devido à sua membrana simples e parede celular de peptidoglicano grossa constituída por mureína, ácido teicóico e polissacarídeos (Figura 1). Os estafilococos são anaeróbios facultativos ou seja, podem viver em meios aeróbios, usando oxigénio, ou anaeróbios através de fermentação, mas crescem muito mais rapidamente em aerobiose. Não têm flagelo nem cílios logo são incapazes de se mover por si só. A sua temperatura óptima é 37ºC, a mesma do corpo humano.

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também conhecido como estafilococo dourado.net) Staphylococcus aureus (MAIS UMA VEZ FALTA FIGURAS) A FONTE DAS Staphylococcus aureus.Figura 1 – Estrutura da parede celular de Staphylococcus (www. As culturas jovens de certas estirpes podem exibir cápsula. é uma espécie de estafilococo coagulase-positivos. 2 . É uma das espécies patogénicas mais comuns. juntamente com a Escherichia coli. consideram-se os estafilococos como acapsulados ou seja sem cápsula. Grampositivas nas culturas recentes. tendem a perder essa propriedade nas culturas velhas.slideshare. É a mais virulenta espécie do seu género. porém de um modo geral.

após 24 horas na estufa a 37ºC. pH 7. ter DNAse-positivo. As enzimas mais conhecidas são a coagulase e a catalase entre outras como as lipases. A foliculite é a inflamação de um folículo piloso. como o caldo simples ou ágar simples. carbúnculo e impetigo. G-I e a famosa toxina do Síndrome de Choque Térmico TSCT-1 (antiga enterotoxina F). enterotoxinas: A-E. Tabela 1 – Tabela de Classificação cientifica de S. convexas. aureus (Wikipedia. beta. delta e gamma. de acordo com a localização e outras características (Figura 2). ANO) Classificação científica Domínio Bacteria Reino: Filo: Monera Firmicutes Classe: Bacilli Ordem: Bacillales Família: Staphylococcaceae Género: Staphylococcus Espécie: S. que surge em decorrência da sua obstrução. geralmente desenvolvem um pigmento amarelo. Classe. Reino. produzem colónias de cerca de 1-3mm de diâmetro. Deixando as placas. Quando na pele recebem diferentes designações.Segundo a classificação científica actual (Domínio. Estas infecções podem localizar-se na pele ou em regiões mais profundas. tais como foliculite. aureus crescem bem nos meios de cultura mais comuns. aureus pode produzir toxinas tais como as citotoxinas alfa. A Staphylococcus aureus é o agente mais comum em infecções piogénicas. A S. recém isoladas. Em placa de ágar simples. aureus é classificada como se mostra na Tabela 1. as células de S. aureus Quanto à cultura. da superfície livre e bordos circulares. furunculose. a fibrinolisina e a penicilase. apresentar coagulase positiva. as culturas de estafilococos patogénicos. leucocidina de Panton-Valentine. toxinas esfoliativas A e B. opacas e brilhantes. nucleases. Ordem. Género e Espécie) a S. 3 . Divisão ou Filo. um ou dois dias à temperatura ambiente. à temperatura óptima de 37ºC. a hialuromidase. ao passo que os estafilococos saprófitas formam colónias brancas. Características principais e infecções mais comuns A Staphylococcus aureus é caracterizada por ser fermentador de manitol. Família. ser um agente patogénico e é encontrado na nasofaringe superior em Seres humanos.

actualmente. E). a endocardite. C. queimaduras ou imunossupressão. pneumonia e outros. imunologicamente distintas (A. Essas toxinas são chamadas enterotoxinas. A bacteremia pode ter origem de qualquer infecção estafilocócica localizada. a doença surge em consequência da disseminação da Staphylococcus aureus a partir do foco de infecção. elas são termo estáveis e. a bacteremia (frequentemente associada a abcessos metastáticos). 4 . Entre as infecções profundas destacam-se a osteomielite. o Staphylococcus aureus pode causar vários tipos de intoxicações. D. conhecendo-se. cinco. Algumas evidências sugerem que essas enterotoxinas são superantígenos. geralmente localizada na pele. é a infecção dos folículos pilosos e das glândulas sebáceas obstruídas. sendo determinado por uma toxina. ou terçol. particularmente quando localizado na nuca e parte superior das costas. esse microrganismo pode causar infecções de carácter mais grave. A osteomielite secundária é decorrência de traumas penetrantes. O hordéolo. assim. a intoxicação alimentar pode ser veiculada por alimentos cozidos. A primeira é provocada pela ingestão de toxinas previamente formadas no alimento contaminado pelas Staphylococcus aureus. No primeiro caso.pt CITAÇÃO INCORRECTA). B. A osteomielite pode ser primária. ou hematogénica. Em indivíduos debilitados por doenças crónicas.sapo. a pneumonia e. denominada esfoliatina. A primeira possibilidade pode ser exemplificada pela síndrome da pele escaldada ou doença de Ritter e é caracterizada pelo deslocamento de extensas áreas de epiderme. Quando o furúnculo apresenta vários tipos de drenagem. ou abcesso. é a infecção de uma glândula sebácea marginal das pálpebras. com envolvimento do tecido celular subcutâneo. ocasionalmente. As intoxicações que ocorrem na ausência de processos infecciosos são de dois tipos: intoxicação alimentar e síndrome do choque tóxico.saude. recebem a designação de carbúnculo estafilocócico. é produzida na área da infecção e levada para áreas distantes pela corrente sanguínea. a meningite e a artrite bacteriana. tais como abcesso. e secundária. processos cirúrgicos ou da presença de um foco de infecção contíguo. traumas físicos. seja na vigência de um processo infeccioso ou não. Existe também uma afecção crónica purulenta granulomatosa de origem bacteriana causada pelo Staphylococcus aureus a que se dá o nome de botriomicose (medicosdeportugal. Além dessas infecções.O furúnculo.

e provoca a coagulação do plasma. Enzimas e toxinas extracelulares – a mais conhecida é a coagulase. sendo encontrada na maioria das amostras de S.slideshare. Peptidoglicano – activa a via alternativa do complemento provocando uma reacção inflamatória do hospedeiro.Figura 2 – Infecções cutâneas provocadas por Staphylococcus aureus (www. libertação de histamina. Ácidos teicóicos – (ribitol e glicerolfosfato) são componentes da parede celular e parecem estar envolvidos na activação do complemento e na aderência. anticomplementar. Hemolisinas – hemolisina alfa e beta. directa e indirectamente. sendo responsáveis pela interacção com a porção Fc da molécula de IgG. aureus. lipase. proporcionando maior resistência á fagocitose. desoxirribosenucleases. Proteína A – é uma proteína de superfície. proteases. provoca efeitos quimiotáticos. característica da espécie.net) Factores de virulência As células da Staphylococcus aureus apresentam alguns componentes de e produzem várias substâncias extracelulares. antifagocitário. Outras enzimas incluem a catalase. reacções de hipersensibilidade e lesão plaquetária. 5 . É composta por uma cadeia polipeptídica com um peso molecular em torno de 58 mil Daltons. Tem sido demonstrado que esta reacção. de natureza polissacarídica. Adesinas – torna os microrganismos capazes de se ligar às fibronectinas (glicoproteínas da membrana celular. sendo tóxica para animais e plaquetas humanas. hialuronidase. que contribuem para a sua virulência: Cápsula – algumas amostras de Staphylococcus aureus possuem cápsula. saliva) e laminina (glicoproteína da membrana celular). betalactamase e a estafiloquinase. plasma.

aureus ocorre por contacto directo e por contacto indirecto. Essas linhagens resistentes a meticilina 6 . As infecções estafilocócicas superficiais podem ser consideradas graves se acometerem recém-nascidos. no caso de surtos epidémicos de infecção hospitalar. Epidemiologia A transmissão do S. Com o propósito de evidenciar diferenças ou similaridade entre as linhagens. As linhagens resistentes são produtoras de beta-lactamase (peniciliniase). Tratamento Embora o Staphylococcus aureus possa ser susceptível à acção de várias drogas activas contra bactérias Gram-positivas (tais como penicilinas.Leucocidina – é uma toxina que possui a capacidade de desgranular os neutrófilos e macrófagos humanos e de coelhos. é também conhecido pela sua elevada capacidade de desenvolver resistência a diversas delas. toxinas e outros antigénios da bactéria. A resistência à meticilina é relacionada a alterações das proteínas ligadoras de penicilinase (penicillin-binding proteins). ou de intoxicação alimentar. Portanto. O papel das reacções imunológicas ainda não está bem esclarecido. aminoglicosídios. pacientes cirúrgicos e portadores de doenças debilitantes como o cancro e a diabetes. particularmente. Porém a resistência a esses antibióticos foi detectada dois anos após o início da sua utilização. Acredita-se que a detecção de anticorpos circulantes. O emprego de meticilina e outras penicilinas semi-sintéticas (tais como a oxacilina. As infecções causadas por esses microrganismos podem determinar o aparecimento de anticorpos séricos e a imunidade celular contra as enzimas. iniciada em 1959. Esta é uma das razões pelas quais as infecções estafilocócicas severas são mais frequentemente adquiridas em hospitais. vários métodos de tipagem foram desenvolvidos. resistentes à acção das peniciliniases. Em várias situações e. A penicilina é a droga de escolha se a linhagem for sensível. possa ser útil para a monitorização do curso de infecções estafilocócicas e para diferenciar as infecções profundas e de curso prolongado. nafcilina e cloxacilina). representou uma etapa significativa na terapia antiestafilocócica. cesfalosporinas. ou outro elo da cadeia epidemiológica. a antibioticoterapia adequada das infecções estafilocócicas deve ser precedida da escolha da droga com base nos resultados de testes de susceptibilidade (Figura 4). tetraciclina e clorafenicol). pode ser necessário subdividir a espécie a fim de se identificar o foco da infecção. Entre estes estão a biotipagem. eritromicina. dirigidos para os ácidos teicóicos da parede celular. e são codificadas por genes plasmidiais. uma enzima que inibe a acção da droga. a sorotipagem (baseada no antigénio polissacarídeo capsular e a resistotipagem (baseada no perfil de susceptibilidade a antimicrobianos).

POUCA BIBLIOGRAFIA PARA SUSTENTAR A INFORMAÇÃO DO TEXTO. FIGURA NÃO CITADA NO TEXTO Bibliografia    http://medicosdeportugal.net REFERÊNCIAS INCORRECTAS/INCOMPLETAS. aureus a vários antimicrobianos (www.sapo.wikipedia.pt/action/10/glo_id/1668/menu/2/ WIKIPEDIA.saude.(MRSA .net).org/ acedido em? http://slideshare. ANO.Staphylococcus aureus meticilina-resistentes). Disponível em: http://pt. Figura 2 – Sensibilidade e resistência da S. muitas vezes são resistentes a outros tipos de antibióticos. Para essas linhagens a droga de escolha é a gentamicina e em caso de tratamento de infecções estafilocócicas de carácter grave é recomendado o uso da vancomicina.slideshare. 7 . Nesta figura onde se lê “cepas” deve ler-se “estirpes”.