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INTRODUÇÃO No contexto da química de coordenação, o termo complexo significa um átomo metálico ou íon central rodeado por um conjunto de ligantes. Um ligante é um íon ou molécula que pode ter existência independente. Um complexo é a combinação de um ácido de Lewis (o átomo metálico central) com várias bases de Lewis (os ligantes). O átomo da base de Lewis que forma a ligação com o átomo central é chamado de átomo doador, porque ele que doa os elétrons usados para formar a ligação. O átomo ou íon metálico, o ácido de Lewis do complexo, é o átomo receptor. As principais características das estruturas geométricas dos complexos metálicos foram identificadas por Alfred Werner (1866-1919). Werner combinou a interpretação do isomerismo óptico e geométrico co m padrões de reações e com dados de condutância num trabalho que ainda permanece como um modelo de como usar, de maneira efetiva e criativa, evidências físicas e químicas. Todo elemento tende a satisfazer tanto suas valência primaria como suas valência secundária. Depois de determinar o número de valência destes complexos, Werner procurou determinar a estrutura destes complexos, deduzindo em diferentes formas geométricas e os resultados obtidos apontavam para estrutura octaédrica. Werner combinou a interpretação de isomerismo óptico e geométrico com padrões de reações e com dados de condutividade elétrica num trabalho que ainda permanece como modelo de como usar, de maneira efetiva e criativa, evidências físicas e químicas. As cores marcantes de muitos compostos de coordenação de metais d e f, as quais são consequências das estruturas eletrônicas, eram um mistério para Werner.

A teoria dos complexos de Werner diz que os compostos de coordenação podem ser formados facilmente com os metais de transição, pois estes possuem orbitais d vagos que podem acomodar os pares de elétrons doados pelos ligantes. A condutividade elétrica de uma solução depende da concentração do soluto e do número de cargas presentes. Usando condutividades molares e mantendo a concentração constante, o número de cargas existentes em um complexo pode ser deduzido por comparação com dados tabelados. As medidas de condutância eletrolítica envolvem, geralmente, a determinação da resistência de um segmento de solução compreendido entre dois eletrodos paralelos, por aplicação da lei de Ohm. Estes eletrodos são de platina metálica, revestida de um depósito de negro de platina, para aumentar a área e reduzir a resistência de polarização. As primeiras medidas de condutância molar, em soluç ão aquosa, foram feitas por Werner e Miolati, com o objetivo de desvendar a estrutura de vários complexos contendo aminas. Através dos anos, o estudo dessa técnica na química de coordenação tem demonstrado que a água, apesar de um excelente solvente, apres enta algumas desvantagens em seu uso por motivos de sofrer hidrólise ou as dificuldades em solubilizar os complexos. Por estes motivos passou-se a utilizar os solventes não aquosos, os quais apresentam melhores resultados que a água. A condutância específica de uma solução de um eletrólito depende dos íons presentes, variando a sua concentração. Quando se dilui a solução de um eletrólito, a condutância específica diminui, pois há menos íons por mL de solução para conduzir a corrente. Se a solução se coloca entre dois eletrodos separados e suficientemente grandes como para conter totalmente a solução, a condutância aumenta a medida que a solução se dilui. Isto se deve principalmente a uma diminuição das ações interiônicas dos

a condutância equivalente aumenta à medida que a concentração diminui e se aproxima de um valor limite. . A medida da condutância é o total de da condutância de todos os íons da solução. Para eletrólitos fortes. a condutância dessa solução se denomina condutância equivalente. dissociada ou ionizada. denominado condutância equivalente à diluição infinita. Se existe 1 equivalente grama do soluto. devido a viscosidade que eles têm de vencer.). Eletrólito é toda a substância que. pois os métodos não são seletivos. a diluição infinita dos respectivos íons de acordo com a Lei de migração independente dos íons. A quantidade dessa condutância equivalente pode ser determinada por extrapolação. os íons tem geralmente diferentes "velocidades". pela adição de um solvente ou aquecimento. Já para os eletrólitos fracos. Desta forma torna-se um condutor de eletricidade.eletrólitos fortes e a um aumento na grade de dissociação dos eletrólitos fracos. deionizadores. para indicar a presença ou a ausência de íons livres na água No meio reacional. Os medidores condutométricos são utilizados nos sistemas de purificação da água. a condutometria não é comumente utilizada para as análises de moléculas que não se dissociam. que normalmente são baixas. origina íons positivos ( cátions ) e íons negativos ( ânions ). As duas maiores utilizações da condutometria são para monitorar o total da condutância de uma solução e para determinar o ponto final das titulações que envolvem íons. o método não é particularmente utilizado para a análise qualitativa. mas pode -se calcular através da condutância equivalente. Como a medida condutométrica requer a presença de íons. (AB A+ + B. não se pode empregar o método de extrapolação. Desde que todos os íons contribuam para a condutividade da solução.

define -se a mobilidade de um íon. J. e tem unidades m s -1/V m-1 ou. A fração de corrente conduzida por um dado íon em solução é denominada número de transporte. Todos os sais simples dos metais alcalinos se dissolvem em água. já que então depende de fenômenos de superfície. sob a ação do campo elétrico. o que forçosamente envolve a noção de energia superficial. maior a força retardadora que ele experimenta. Como os íons Li+ são muito pequenos. em regiões próximas aos elétrodos. proveniente da viscosidade do meio. mostrou que o fato se deve a que as duas espécias iônicas. ele sofre uma aceleração. não participam igualmente do transporte da corrente. deveríamos esperar que soluções de sais de lítio . Porém. c átion e ânion. a cinética toma outras feições. Hittorf (1853). A mobilidade iônica (u) de um íon consiste na sua velocidade na direção do campo elétrico de intensidade unitária. Quando um Faraday atravessa em eletrólito. nas zonas catódicas e anódicas. A diferente contribuição das espécies iônicas ao transporte da corrente deve ser atribuída à di ferente velocidade de deslocamento dos íons. Nas mesmas condições quanto menor o raio do íon (hidratado) menor será a resistência à viscosidade oferecida pelo solvente e maior a velocidade. simplesmente m2 s-1 V-1. por efeito da eletrólise não é a mesma. W.Para se medir tais "velocidades". Por outro lado. Quando um íon submetido a um campo elétrico E. quanto mais rápido ele atravessa a solução. a variação de concentração do eletrólito. A condutividade dos íons depende da facilidade com que eles conseguem passar através da solução: pode -se esperar que íons grandes em líquidos viscosos tenham condutividades baixas. liberando íons e formando soluções que são fortes eletrólitos. N cargas positivas são neutralizadas no cátodo e N cargas negativas são neutralizadas no ânodo. No entanto.

e o raio do césio hidratado é menor do que o do lítio hidratado. Quando um sal é insolúvel. O tamanho também explica o comportamento desses íons em colunas de troca iônica. terá maior dificuldade em se movimentar. em que o Li+ se liga menos fortemente. O íon hidratado. portanto. Contudo. a energia liberada quando os íons se hidratam (energia de hidratação) deve ser maior que a energia necessária para romper o retículo cristalino. Os íons pequenos deveriam migrar mais facilmente para o cátodo. que envolve maior número de moléculas de água. Logo. medidas de mobilidade iônica e medidas de condutividade em soluções aquosas mostram uma sequência oposta: Cs + > Rb+ > K+ > Na+ > Li+ . Já o Cs hidratado. o Cs+ é menos hidratado move-se mais rapidamente e conduz melhor a eletricidade. Muitos sais de sódio são hidratados e o potássio apresenta poucos sais hidratados.conduzissem melhor a corrente elétrica do que soluções de sais dos outros metais alcalinos. Rubídio e césio não formam sais hidratados. A solubilidade em água da maioria dos sais do grupo IA diminui do Li para o Cs. pois quase todos os sais de lítio são hidratados. significa que sua energia reticular é maior que sua energia de hidratação. e conduzir melhor a corrente do que íons grandes. A causa dessa aparente anomalia um campo elétrico maior. INTRODUÇAO . 1. geralmente c omo triidratos. O decréscimo da hidratação do ao Li + ao Cs+ também se verifica nos sais cristalinos. O tamanho dos íons hidratados é importante fator que afeta a passagem desses íons através das membranas celulares. Para que uma substância dissolva-se. sendo eluído primeiro.

mol -1 na .A Colorimetria e a Espectrofotometria podem ser conceituadas como um procedimento analítico através do qual se determina a concentração de espécies químicas mediante a absorção de energia radiante (luz). em cada comprimento de onda. [1] A espectrofotometria é uma ferramenta valiosa para se determinar a composição de íons complexos em solução. O poder da técnica reside no fato de que as medidas de absorção quantitativas podem ser realizadas sem perturbar-se o equilíbrio sob consideração. Uma solução quando iluminada por luz branca. As energias correspondentes a essas regiões são ao redor de 150 a 72 kcal. e a região do visível entre 400 a 800 nm. de natureza ondulatória. sendo que parte de sua energia é absorvida por elétrons da eletrosfera dos átomos constituintes das moléculas. expressos em m ou nm) e que apresenta a propriedade de interagir com a matéria. Esta absorção. apresenta uma côr que é resultante da absorção relativa dos vários comprimentos de onda que a compõem. de sua concentração e da espessura da mesma que é atravessada pela luz. A luz pode ser entendida como uma forma de energia. depende da natureza da substância. A espectroscopia de absorção ultravioleta/visível é utilizada principalmente para análises quantitativas e é provavelmente aplicada nos laboratórios químicos e clínicos ao redor do mundo mais que qualquer outro método. [2] A região ultravioleta do espectro é geralmente considerada na faixa de 200 a 400 nm. caracterizada pelos diversos comprimentos de onda ( . assim como suas constantes de formação.

e 72 a 36 kcal. Energias dessa magnitude correspondem. que dá a relação entre a intensidade da luz incidindo na solução (I 0 ). à diferença entre estados eletrônicos de muitas moléculas. o pico de absorção pode ser correlacionado com o tipo de ligação que existe na espécie que está sendo estudada.Beer. Isto é descrito pela lei de Lambert. o aspecto mais importante do cálculo quântico é a determinação de quanta luz é absorvida pela amostra. Log (I0 / I) = A = bc A= absorbância = absorvidade molecular ou coeficiente de extinção c = concentração do material absorvedor b = espessura da amostra através da qual a luz passa. em primeiro lugar.região ultravioleta. Nos compostos inorgânicos. o comprimento de onda de absorção das transições d-d depende do . do número e do arranjo dos elétrons nas moléculas ou íons absorventes.mol -1 para a região visível. A absorção pelos compostos orgânicos e inorgânicos é relacionada com uma deficiência de elétrons na molécula. muitas vezes. De um ponto de vista prático. Como conseqüência. A absorção da região visível e ultravioleta depende. e a intensidade da luz saindo da solução (I).

denominados complexos de transferência de carga. o que leva a uma alta sensibilidade. produzem absorção em comprimentos de ondas maiores. Muitos complexos orgânicos exibem esse tipo de absorção e são. no qual o elétron excitado está em um orbital molecular que é compartilhado por dois ou mais átomos. da basicidade. podendo chegar à região do visível. o complexo de iodeto de iodo molecular e o complexo ferro/ferricianeto responsável pela cor azul -da-Prússia. mais longos serão os comprimentos de onda absorvidos. o estado excitado é produto de um tipo de processo de oxidação/redução interna. A cor vermelha do complexo de ferro(III)/tiocianato constitui um exemplo . um elétron do doador é transferido para um orbital que está altamente associado com o receptor. Assim.000). o complexo de 1. Quando esse produto absorve radiação. do número de grupos coordenados. chamadas de ligaçõe s conjugadas. Um complexo de transferência de carga consiste em um grupo doador ligado a um receptor de elétron.metal envolvido. dos átomos doadores e da geometria dos grupos coordenados. portanto. Os compostos que possuem ligações simples e duplas alternadamente. Alguns exemplos familiares de complexos de transferência de carga incluem os complexos fenólicos de ferro(III). Quanto mais extenso for o sistema conjugado.10fenantrolina com o ferro(II). Esse comportamento difere daquele de um cromóforo orgânico. os que possuem dupla ligação absorvem fortemente no ultravioleta remoto. Nos compostos orgânicos. a absorção por tra nsferência de carga é particularmente importante porque as absortividades molares são geralmente altas ( > 10. [3] Para finalidades quantitativas.

identificar uma substância. Um espectrofotômetro é um aparelho onde o comprimento de onda da luz incidente na amostra pode ser controlado. e indica a razão T entre a intensidade da luz que incidiu e a luz que conseguiu atravessar a amostra: a transmitância T = I/I0. o elétron nesse complexo retorna ordinariamente ao seu estado original após um breve período. em função do comprimento de onda. No caso de moléculas dissolvidas em um solvente. Ocasionalmente. Em muitos complexos de transferência de carga envolvendo um íon metálico. o metal atua como receptor de elétron.adicional de absorção por transferência de carga. e detectar como a molécula afeta a luz. um complexo excitado pode se dissociar e gerar produtos de oxidação/redução fotoquímica. INTRODUÇÃO [2] O princípio de espectrofotometria é deixar incidir luz em uma molécula. T. é característico para cada substância. luz monocromática) obedece a lei de Lambert -Beer: . a intensidade da luz transmitida (de um determinado comprimento de onda. [4] Lei de Lambert-Beer Pelo espectro pode-se portanto. O espectro de uma determinada substância. contudo. em certas condições. O produto é uma espécie excitada que envolve predominantemente ferro(II) e o radical SCN. A absorção de um fóton resulta na transferência de um elétron do íon tiocianato para um orbital que está altamente associado com o íon ferro(III). Como em outros tipos de excitação eletrônica.

Um ligante é um íon ou molécula que pode ter existência independente. 2. a absorbância A = abc é proporcional à concentração. é útil usar a absorbância A = -log(T) porque se a lei de Lambert-Beer é válido. [4] No contexto da química de coordenação dos metais. a concentração é pequena suficiente que as moléculas dissolvidas podem ser consideradas independentes. reflexão e refração são desprezíveis. o [Ni(CO)4] e o [Co(NH3)6]Cl3 são compostos de coordenação. Esta relação deve ser válida quando: 1. Assim. e c a concentração.T = I/I0 = 10-abc com a uma constante característico do soluto (absortividade). o termo complexo significa um átomo metálico ou íon central rodeado por um conjunto de ligantes. O átomo da base de Lewis . efeitos de espalhamento. b a distância que a luz atravessa. ou seja. Neste caso. Exemplo de um complexo é o [Co(NH 3)6]3+. tornando o espectrofotômetro um medidor de concentração seletivo para a molécula que tem um pico de absorção no comprimento de onda sob estudo. a única razão que a luz não chega no detector é absorção. Um complexo é a combinação de um ácido de Lewis (o átomo metálico central) com várias bases de Lewis (os ligantes). no qual o íon Co3+ está rodeado por seis ligantes NH3. O termo composto de coordenação é utilizado para designar um complexo neutro ou um composto iônico no qual pelo menos um dos íons é um complexo.

[1] As principais características das estruturas geométricas dos complexos metálicos foram identificadas por Alfred Werner (1866-1919). evidências físicas e químicas. de maneira efet iva e criativa. Assim. termodinâmica e as propriedades magnéticas dos Onde o é o parâmetro de aumenta ao longo de uma série espectroquímica dos ligantes e varia com a identidade e a carga do átomo metálico. o O é o átomo doador quando o H 2O atua como um ligante. [1. Sendo que para um mesmo átomo metálico os ligantes podem ser organizados em ordem crescente das transições que ocorrem quando eles estão presentes em um complexo: . o ácido de Lewis do complexo. Werner combinou a interpretação do isomerismo óptico e geométrico com padrões de reações e com dados de condutância num trabalho que ainda permanece como um modelo de como usar. o o. o par isolado de elétrons do ligante é considerado um ponto de carga negativa que repele os elétrons dos orbitais d do íon metálico central. porque é ele que doa os elétrons usados para formar a ligação.[1] Na presença de um campo cristalino octaédrico. O átomo ou íon metálico.que forma a ligação com o átomo central é chamado de átomo doador.2] Na teoria do campo cristalino. Esta teoria baseia-se no desdobramento dos orbitais d em grupos com energias diferentes e usa este desdobramento para justificar e correlacionar o espectro óptico. os orbitais d são desdobrados em um conjunto com nível de energia menor triplamente degenerado (t 2g) e um conjunto com nível de energia maior duplamente degenerado (e g) separados por uma energia desdobramento do campo ligante. a estabilidade complexos. é o átomo receptor.

< S2.< NO2. enquanto que aquele que origina uma transição de baixa energia ( tal como o Br -) é chamado de um ligante de campo fraco. Em um mecanismo de esfera interna. Em um mecanismo de esfera externa. as menores distâncias metal-ligante e energias de interação mais fortes. de um átomo metálico para outro. Na década de 1950. as esferas de coordenação dos reagentes compartilham um ligante temporariamente e formam um estado de transição ligado em ponte. O outro é um mecanismo de esfera externa. que abrange muitas transferências simples de elétron.< H2O < py < NH3 < NO2. os complexos entram em contato sem compartilhar um ligante em ponte e o elétron passa. Um é o mecanismo de esfera interna.< F. que envolve o processo de transferência de átomo. por efeito túnel.< CO Um ligante que dá origem a uma transição de alta energia (tal como o CO) é chamado de um ligante de campo forte.Br. foram identificados dois mecanismos de oxirredução em complexos octaédricos. sendo a ordem aproximadamente a seguinte: Mn2+ < Ni2+ < Co2+ < Fe2+ < V2+ < Fe3+ < Co3+ < Mo3+ O valor de o aumenta com o aumento do número de oxidação do íon metálico central e à medida que se desce num grupo. [1] A força do campo ligante também depende da identidade do íon metálico central. A variação com o número de oxidação reflete o tamanho menor dos íons de maior carga e.< OH. [1] Classificação dos mecanismos: . consequentemente.

e muito mais estáveis do que os seus sais. Geralmente os complexos são coloridos. [3] MLnX + Y MLnXY seguido por MLnXY MLnY+ X Dissociativo: Consiste em uma seqüência de reações em que um intermediário com um número de coordenação reduzido é formado pela saída de um grupo de saída. A etapa elementar mais lenta da reação é chamada de etapa determinante da velocidade isso porque ela domina a velocidade da reação global.MLn----Y MLn Y + X . [3] MLnX + Y 1.O mecanismo de uma reação é na verdade seguida de uma seqüência de etapas elementares pela qu al a reação ocorre. podendo ser isolados [ ]. [3] Os mecanismos podem ser classificados da seguinte forma: Associativo: Envolve uma etapa em que um intermediário é formado com um número de coordenação mais elevado do que o complexo original.0 Introdução Os elementos do bloco d possuem uma tendência para formar complexos com outros íons ou moléculas. envolvendo ligações covalentes entre os íons ou moléculas que fazem à coordenação. X---. [3] MLnX MLn + X seguido por ML n + Y MLnY Troca: Ocorre em uma única etapa. Os grupos de entrada e saída são trocados a partir da formação de um complexo ativado. Em alguns casos o mecanismo global não está totalmente resolvido e a única informação disponível é a etapa determinante da velocidade.

. A Colorimetria e a Espectrofotometria podem ser conceituadas como um procedimento analítico através do qual se determina a concentração de espécies químicas mediante a absorção de energia radiante (luz). O número de ligantes é denominado número de coordenação (NC) e pode ser determinado observando-se a fórmula de um composto de coordenação.Um composto de coordenação consiste. Na concentração de tiocianato de 0. de natu reza ondulatória.6. onde n= 1. Em baixa concentração de tiocianato a espécie predominante é [Fe(SCN)]2+ formada por Fe3+ + SCN [Fe(SCN)]2+. Dependendo da concentração do tiocianato. Uma solução quando iluminada por luz branca. íons ou moléculas. apresenta uma cor que é resultante da absorção relativa dos vários comprimentos de onda que a compõem. [ SCN-] O Fe III reage com o tiocianato para dar uma série de compostos intensamente vermelhos. que permanecem em solução. obtém -se uma série de complexos: estes são todos vermelhos e são representados pela fórmula: [Fe(SCN)n]3-n. rodeado por certo número de outros átomos. o equilíbrio é expresso pela constante de estabilidade do complexo (Kc) [1]. caracterizada pelos diversos comprimentos de onda (. em cada . e são chamados de ligantes. O Fe (II) não reage. em um átomo c entral.. Esta absorção. O íon complexo está em equilíbrio com o íon do metal central e seus ligantes. caso o ligante não tenha mais do que um ponto de ligação [1].. Kc = [Fe(SCN)2+] / [Fe3+ ]. Essa luz pode ser entendida como uma forma de energia. pois favorece o aumento da intensidade da cor e a sua estabilidade [2]. Na determinação espectrofotométrica usa-se um grande excesso de tiocianato. sobretudo. é em altas concentrações de tiocianato é [Fe(SCN)6]3..1 mol/L a espécie predominante é [Fe(SCN)2]+. sendo que parte de sua energia é absorvida por elétrons da eletrosfera dos átomos constituintes das moléculas. No exemplo abaixo.. expressos em m ou nm) e que apresenta a propriedade de interagir com a matéria.[ ]. que têm a propriedade de doar elétrons ao átomo central.

não. e o comprimento do caminho ótico. Se a sobreposição for construtiva e as energias compatíveis. b. Os elétrons mais internos do que os de Valencia não participam das ligações e a absorção lumin osa destes ocorre em uma faixa de comprimento de onda dos limites típicos da espectroscopia UV-Vis. a espessura atravessada pelo feixe luminoso e demais fatores. a constante de proporcionalidade é chamada de absortividade molar e vem dada pelo símbolo e. sendo . A capacidade de interação é proporcional ao tipo de substância e sua concentração. A radiação eletromagnética pode interagir com a matéria. que a radiação percorre no meio absorvente. com o estado energético mais baixo. pois os elétrons que ocupavam orbitais atômicos isolados agora estão sob a influencia dos dois núcleos dos átomos que formam a ligação. sendo constante o comprimento de onda. gerando uma região de intersecção das duas elestroferas.comprimento de onda. c. isto é. a TLV sobrepõe os orbitais atômicos de valência dos átomos a serem ligados. Dessas sobreposições. A absorbância é proporcional à concentração da espécie química absorvente. substâncias químicas podem absorver ou emitir radiação.Quando a concentração na expressão acima for dada em mol por litro e b está em cm. que é dada pela Lei de Beer. desconsideradas. assim. O Conjunto torna -se mais estável. isto é: A = abc Onde a é constante de proporcionalidade chamada absortividade. de usa concentração e da espessura da mesma que é atravessada pela luz [ ]. são criados dois tipos de ligação: . a ligação é formada. a absorbância está l inearmente relacionada com a concentração das espécies absorventes. depende da natureza da substância.0 Introdução Para formar uma ligação química. assim: A = ebc Onde e tem unidades de L cm-1 mol-1 1. De acordo com a Lei de Beer.

Porém. Um composto de coordenação consiste. e a distancia energético entre orbital e seu corresponde antiligante ( *) deverá aumentar. podendo ser isolados [ ]. Os ligantes e solventes saturados ( somente ligação ). caso o ligante não tenha mais do que um ponto de ligação [2]. Podemos prever deslocamento do pico de absorção pela energia da ligação química envolvida. que têm a propriedade de doar elétrons ao átomo central. permitindo a rotação em torno desse eixo sem alteração de carga da ligação. pois a ligação seria destuida. Ligação pi ( ). Sistemas ligados contendo ligações podem realizar essa transição. O número de ligantes é denominado número de coordenação (NC) e pode ser determinado observando-se a fórmula de um composto de coordenação. simétrica em torno do eixo. O mecanismo de troca tem um papel central na discussão da substituição octaédrica. Essas transições costumam ser menos energético do que as transições *e ocorrem na região entre 150 e 260 nm [ ]. Assim. a absorç ão deverá ocorrer em comprimento de onda. Os elementos do bloco d possuem uma tendência para formar complexos com outros íons ou moléculas. rodeado por certo número de outros átomos. envolvendo ligações covalentes entre os íons ou moléculas que fazem à coordenação. não permitindo a rotação em torno do seu eixo. não simétrica em torno do eixo de ligação . e o maximo ( pico ) de absorção da banda se encontra fora dos limites tradicionais da espectroscopia UV-Vis. estas ocorre numa região do ultravioleta muito energética (UV de vácuo). e são chamados de ligantes. e muito mais estáveis do que os seus sais. Uma ligação mais forte envolve orbitais mais estáveis. íons ou moléculas. contendo pares eletrônicos isolados apresentam esse tipo de transição eletrônica. sobretudo. A análise das leis de velocidade para as reações que acorrem por tal mecanismo ajuda a formular as condições precisas para distinguir . Geralmente os complexos são coloridos. em um átomo central.Ligação sigma ( ).

e conclui que . O cobalto existe como uma forma compacta hexagonal á temperatura ambiente. Esses Compostos mostraram propriedades que pareciam confuzas à luz das teorias de ligação da época. mas converte-se em uma forma compacta cúbica acima de 400 °C.0 Introdução O cobalto é um metal brilhante. assemelhado ao ferro. Algumas delas são usadas em pigmentos de tintas. fornecendo discernimento de estrutura e da ligação da matéria. O cobalto em forma de compacta não é atacado por a água a te mperatura ordinária. [6] As cores associadas à química não são apenas belas. outras produzem cores em vidros e pedras preciosas. Quando finamente devido e piroforica. Os compostos de metais de transição constituem um importante grupo de substâncias coloridas. No final do século XVIII até o século XIX. A diferença entre as duas classes de reação depende se a etapa determinante da velocidade é a formação da ligação nova no ligante no metal ou a quebra da ligação já existente metal ligante[3]. foi a primeira tentativa de explicar a ligação existente em complexos de coordenação. muitos compostos de coordenação foram isolados e estudados. em 1893. Werner foi capaz de explicar a natureza das ligações nos complexos. A aglomeração no centro de reações associativas e facilita as reações dissociativas. [4] A teoria de coordenaço de Werner. Grupos volumosos podem bloquear a aproximação dos nucléofilos atacantes e a red ução do número de coordenação na reação dissociativa pode aliviar a superaglomeração[ ]. A transformação é lenta e não ocorre a uma temperatura bem definida. Um ligante alfa ou um Pi receptor acelera muito a substituição de um ligante que se encontra em posição trans. elas também são informativas. 1. O cobalto perde seu ferromagnetismo acima de 1000 °C. É ferromagnético. a química desses elementos fascinava demais os químicos mesmo antes que a tabela periódica fosse introduzida. tenaz e duro. Como os compostos de metais de transição exibem belas cores.essas duas possibilidades e identificar a substituição como troca associativa ou troca dissociativa.

Ignorando os casos em que a pressão da amônia e muito grande. A aminas do Co (II) não apresentam grande estabilidades. Essa carga deve ser compensada por um numero de cargas provenientes.y e z . Os compostos simples incluem os haletos. extraordinariamente numerosos. O potencial padrão do Co+2 Co+3 + e . são direcionais. Os eixos x. Em contrapartida. Uma prova disso é a facilidade com que se formam amincomplexos a concorrência das molé culas de água muito mais numerosa do que as amônias presente. alias muito maiores do que sua afinidade pelo oxigênio. os complexos de cobalto (III) são estáveis e extraordinariamente numerosos. Os cobaltos aminas. podem conter um átomo de cobalto (III) (mononucleares) ou vários ligados por pontes (poli nucleares). são não direcionais. [6] Os sais de cobalto (II) em sua maioria em sua parte são capazes de absorver amônia.842 V conseqüentemente. O cobalto (II) exibe relativamente força capacidade para a formação de complexos. 4 e 2. O complexo geralmente existe na forma de um íon positivo.nesses compostos o metal apresentaram dois tipos de valencia: Valencia primaria. O hidróxido e numerosos sais com oxoacidos. pode se dizer que o numero de valência secundarias é igual ao numero de átomos ligantes coordenado ao metal. [6] O hexamimcobalto 3 tem uma estrutura octaédrica . óxidos. Os sais simples do cobalto (III) são obtidos a partir de sais do cobalto (I) pela ação de fatores agentes oxidantes. o metal se situa no centro do e os ligantes nos seis vértices de um octaédrico. [6] É muito grande a afinidade do Co (III) pelo nitrogênio. geralmente são decompostas pela água. Os sais de cobalto (II) são perfeitamente estáveis. Utilizando uma linguagem mais atual. o numero de moléculas de amônia absorvidas não é superior a 6. [6] Compostos de cobalto (III) envolvem uma forma hidratada da do óxido Co2O3 é uns poucos sais. o íon Co+3 oxida rapidamente a água a oxigênio. A valência primaria é o numero de cargas no íon complexo. Valências secundarias. sendo em geral 6. São muito instáveis.é igual a -1. [3] A maioria dos compostos de cobalto (II) é composta de cobalto dispositivo. Uma explicação moderna seria a que segue.

A análise das leis de velocidade para as reações que acorrem por tal mecanismo ajuda a formular as condições precisas para distinguir essas duas possibilidades e identificar a substituição como troca associativa ou troca dissociativa.apontam para três vértices do octaedro. mas a energia de emparelhamento é quem vai dizer se o elétrons vão quebrar essa barreira e passar para um nível energético. Os lóbulos dos orbitais (dxy. Os lóbulos dos orbitais eg (dx² -y² e dz²) se situam ao longo dos eixos x. uma ordem diferente pode ser encontrada se as bases forem ordenadas de acordo com as velocidades nas quais deslocam um ligante de um íon metálico central em um complexo. para considerações cinéticas substituímos o conceito de basicidade pelo conceito cinético de nucleofelicidade. um exemplo é a hidratação do mesmo na qual os seus orbitais d livres ( atuando como acido de Lewis ) recebem os pares isolados da água formando [Co (H2O)6]3+. diz -se que é a velocidade de ataque por uma base. dxz e dzy) se situam entre de coordenadas cartesianas ortogonais. Pode agir como acido de Lewis. Desse modo. Por nucleofelicidade. [3] As constantes de equilíbrio das reações de deslocamento podem ser usadas para colocar os ligantes na ordem como bases de Lewis. Entretanto. Esses dois orbitais tem energias diferentes. Como essas transições eletrônicas os elétrons quando voltam para um nível menor de energia emitem um fóton de luz que geram um comprimento de onda podendo estar no visível ou não logo se o complexo não tem transição eletrônica geralmente ele vai ser incolor.y e z. A diferença entre as duas classes de reação depende se a etapa determinante da velocidade é a formação da ligação nova no ligante no metal ou a quebra da ligação já existente metal ligante. sulfetos e sais de ácidos comuns. A mudança das considerações de equilíbrio de equilíbrio para considerações cinéticas é enfatizada . Existe uma variedade de compostos de cobalto como óxidos. [3] O cobalto é metal de transição que pode ter estado de oxidação variando do (+II) ao (+V) sendo os mais comuns o (+I) e (+III). [6] O mecanismo de troca tem um papel central na discussão da substituição octaédrica.

referindo-se ao deslocamento do ligante como substituição nucleofílica. que inclui muitas transferências de elétron simples. [1. O outro mecanismo de esfera externa. A aglomeração no centro de reações associativas facilita as reações dissociativas. as esferas de condenação dos reagentes compartilham um ligante tran sitoriamente e forma um complexo ativado intermediário ligado por ponte. que inclui a transferência de átomos. [ 1] Em 1950. Em um mecanismo de esfera interna. os íons aquacomplexos dos metais dos grupos 1. Por exemplo.6] Um ligante ou um receptor acelera muito a substituição de um ligante que se encontra em posição trans. Grupos volumosos podem bloquear a aproximação dos nucleófilos e a redução do número de coordenação na reação dissociativa pode aliviar a super aglomeração. possuem meia -vida muito curta. particularmente aqueles em estado de oxidação baixos. os complexos entram em contato sem compartilhar um ligante em ponte. dos íons lantanídeos e de alguns dos íons dos metais 3d. Em um mecanismo de esfera externa. As velocidades das reações de substituição compreendem em intervalo muito amplo e que há um padrão em seu comportamento. Um é o mecanismo de esfera interna. Henry Taube identificou dois mecanismos de reações de oxirredução. da ordem de nano segundos. [1] . 2 e 12.