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Universidade Regional de Blumenau Centro de Ciências Exatas e Naturais Departamento de Ciências Naturais Laboratório de Botânica

Professor: Monitor:

Sidney Sturmer, Ph.D André Luís de Gasper

Disciplina: Botânica Sistemática II

LABORATÓRIO DE BOTÂNICA

Euglenofíceas: Filo Euglenophyta
Flagelados - protistas com flagelos - conhecidos como euglenofíceas (= euglenófitas) constituem o filo Euglenophyta. Existem 900 espécies conhecidas de euglenofíceas. Evid~encias moleculares sugerem que as primeiras euglenofíceas faziam fagocitose (englobavam partículas sólidas). Cerca de um terço dos gêneros, incluindo Euglena, contém cloroplastos. As semelhanças entre os cloroplastos das euglenofíceas e aqueles das algas verdes - ambos com clorofilas a e b, além de vários caratenóides -, sugerem que estes cloroplastos derivaram de uma alga verde endossimbiótica. Cerca de dois terços dos gêneros são incolores heterotróficos que se alimentam de partículas sólidas ou de absorção de compostos orgânicos dissolvidos. Estes hábitos alimentares, além da necessidade de vitaminas, explicam por que muitas euglenofíceas ocorrem em águas doces ricas em partículas e compostos orgânicos. A estrutura de Euglena ilustra muitas características típicas das euglenofíceas em geral. Estas são unicelulares, com exceção do gênero colonial Colacium. Euglena, como a maioria das euglenofíceas, não possui parede celular ou qualquer outra estrutura rígida recobrindo a membrana plasmática. Entretanto, o gênero Trachelomonas tem um envoltório semelhante a uma parede composta de minerais de ferro e manganês. A membrana plasmática das euglenofíceas é sustentada por um conjunto de estrias protéicas helicoidalmente arranjadas, situadas no citoplasma, imediatamente abaixo da membrana plasmática. Estas estrias formam uma estrutura chamada película, que pode ser flexível ou rígida. A película flexível de Euglena permite à célula mudar sua forma, facilitando o movimento em ambientes lodosos, onde o movimento do flagelo é dificultado. As células natantes de Euglena têm um único flagelo longo, que emerge da base de uma depressão anterior chamada reservatório, e um segundo flagelo não-emergente junto com a mancha ocelar ou estigma, no citoplasma, constituem o sistema fotossensível das euglenofíceas. O vacúolo contráctil coleta o excesso de água de todas as partes da célula. Esta água é eliminada da célula via reservatório. Após a eliminação, um novo vacúolo contráctil é formado pela coalescência de equenas vesículas. Vacúolos contrácteis são comumente observados em protistas de água doce que necessitam eliminar o excesso de água acumulada com resultado da osmose. Se a água não for removida a célula pode se romper. Ao contrário dos cloroplastos das algas verdes, os plastídios das euglenofíceas não estocam amido. Em vez disso, grânulos de um único polissacarídeo conhecido como paramido formam-se no citoplasma. Os plastídios das euglenofíceas assemelham-se aos plastos de muitas algas verdes pelo fato de possuírem uma região rica em proteína chamada pirenóide, que é o sítio da Rubisco e outras enzimas envolvidas na fotossíntese. As euglenofíceas reproduzem-se por mitose e citocinese longitudinal, continuando a nadar enquanto se dividem. O envelope nuclear permanece intacto durante a mitose, como ocorre em muitos outros protistas e em fungos. Isto sugere que um envoltório nuclear intacto é uma característica primitiva e que o envelope nuclear que se desintegra durante a mitose, como ocorrem em plantas, animais e vários protistas, é uma caracterítica derivada. Reprodução sexuada e meiose não parecem ocorrer nas euglenofíceas, sugerindo que esses processos não tinham ainda surgido quando este grupo divergiu da linhagem principal de protistas.