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Curso Controle Estatístico do Processo Básico

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Apresentação

Hoje, uma das mais poderosas ferramentas de determinação de controle da qualidade é o processo de determinação estatística. Nos processos modernos, não se pode falar de sistemas de controle de qualidade e monitoramento sem termos noção exata de um bom sistema estatístico jogando ao nosso favor. Com a complexidade dos processos produtivos modernos, uma das ferramentas mais consagradas como eficazes a muitos anos é o Controle Estatístico do Processo – CEP. Ter conhecimento desta ferramenta hoje é questão de sobrevivência de processos produtivos. Este material traz, de forma resumida, as principais ferramentas de uso nos estudos estatísticos do sistema de qualidade industrial. O entendimento das ferramentas estatísticas é de fundamental importância para um monitoramento completo de processos.

Julio Pastore – Consultor JP Verithas Consulting www.jpverithas.com.br

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Capítulo 1 - Média, mediana, moda e outras medidas da tendência central.

Índices ou notação por índices
O símbolo Xj (leia-se "X índice j") representa qualquer um dos N valores, X1, X2, X3, ... XN, assumidos pela variável X. A letra j, em XJ, que pode representar qualquer; dos números 1, 2, 3, ... N, é denominado índice. Evidentemente, pode ser usada qualquer outra letra além de j, como i, k, p ou s.

Notação de somatório

O símbolo é, por definição.

é usado para representar a soma de todos os Xj desde que j=1 até j=N, isto

Quando não há possibilidade de confusão, indica-se, freqüentemente, aquela soma de modo mais simples por:

O símbolo Σ é a letra grega maiúscula sigma, que indica soma.

Média, mediana, moda e outras medidas da tendência central
A média é um valor típico ou representativo de um conjunto de dados. Como esses valores típicos tendem a se localizar em um ponto central, dentro de um conjunto de dados ordenados segundo suas grandezas as médias também são denominadas medidas da tendência central. Vários tipos de médias podem ser definidas, sendo as mais comuns à média aritmética ou, abreviadamente, a média, a mediana, a moda, a média harmônica. Cada uma delas apresenta vantagens e desvantagens, dependendo dos dados e dos fins desejados.

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jpverithas.. . 4 e 1. Exemplo: Se o exame final.. tem peso 3 e as provas correntes peso 1. XN é representado por (leiase por “X Barra”) e definida por: (1) Se os números X1.. W 2. em um curso. respectivamente (isto é. e um estudante tem grau 85 naquEle exame e 70 e 90 nas provas.. Note-se sua semelhança com a fórmula da média aritmética. que dependem do significado ou importância atribuída aos números.com.fk). o número total de casos.fk. X2. f 2.. que pode ser considerada uma média aritmética ponderada. 6. com os pesos f 1. X2.. a média aritmética será: (2) Onde N=Σf é a freqüência total.br .. 2.. W K. ocorrem com freqüências f1. a média aritmética será: Média aritmética ponderada Às vezes. XN ocorrem f 1. isto é.. associam-se os números X1. 8.br jpverithas@jpverithas.com. XK a certos fatores de ponderação pesos W 1.. f 2. 2 ocorrem com as freqüências 3. X2.fk vezes. respectivamente.. Nesse caso: (3) tem a denominação de média aritmética ponderada. Exemplo: Se 5 . seu grau médio é: Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 4 www.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Média aritmética A média aritmética ou média de um conjunto de N valores X1.. f2.

A como o desvio de Xj.7.4.soma dos quadrados dos desvios de um conjunto de números Xj. a média aritmética ponderada de todas as médias. 12. Exemplo: Os desvios dos números 8. As fórmulas (2) e (6) serão válidas para esses dados agrupados quando se interpretar Xj com o ponto médio. 5 .6.2. em relação a A.6. (d) Se A é qualquer média aritmética admitida ou arbitrada (que pode ser qualquer número).2.br . Note-se que as equações acima são resumidas nas equações Cálculo da média aritmética para dados agrupados Quando os dados são apresentados em uma distribuição de freqüência. Os métodos de cálculo que empregam as fórmulas (2) e (6) são. (b) A .6. 10.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Propriedades da média aritmética (a) A soma algébrica dos desvios de um conjunto de números. f 2 números têm médias m2.jpverithas. respectivamente: (5) e (6) em que .A são os desvios Xj. fK números têm média mK. todos os valores incluídos num certo intervalo de classe são considerados coincidentes com o ponto médio do intervalo.6 ou 0. fj como a freqüência de classe correspondente. 3 .6. em rElação à média aritmética. então as equações das médias aritméticas tornam-se. . a média de todos os números é (4) isto é. 2.4 com soma algébrica igual a: 0. A como qualquer ponto médio admitido ou arbitrado e dj = Xj .com.4 . em rElação a A.com. é um mínimo se e somente se a = Xbarra.6. em rElação à sua média aritmética 7..7. são: 8 . 3. Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 5 www. 10 . (c) Se f 1 números têm média m1.4.4 + 2.6. é zero.6 . em rElação a qualquer número a.6 + 4. às vezes denominados processo longo e abreviado.6 . e se dj = Xj ..4 = 0.br jpverithas@jpverithas.4 .4. . 12 -7. 5.4. respectivamente..7.7.

7. . O conjunto 2. Uj. Exemplo 1: O conjunto dos números 3. mesmo que exista. 4. segundo a rElação. ou zero. 7. 5. É um método muito rápido e deveria ser usado sempre para dados agrupados. freqüência total). N .soma de todas as freqüências das classes inferiores à mediana.9. ubarra.amplitude do intervalo da classe mediana. representado por Xtil. obtida por interpolação. é o valor central ou a média aritmética dos dois valores centrais.br . 18 tem moda 9. organizados em ordem de grandeza (isto é. os valores da variável X são transformados nos valores da variável u. e a fórmula (6) torna-se: que é equivalente à equação Xbarra = A + c . 3. 4. Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 6 www.. 41. 3.9.. 7. a mediana. em um rol). 10. pode não ser única.. no processo abreviado. Exemplo 3. 15. Exemplo 1. 5. 11.jpverithas.com. 8. 10 tem mediana 6. 4. Chama-se a isto processo abreviado para o cálculo da média. isto é O 1. c . 8.9. 10. (Σf)1 . 2. 5. Note-se que. 10. ou seja: é o valor mais comum. Exemplo 2. quando as amplitudes dos intervalos de classe forem iguais. 2. 12. 12. 5.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Se todos os intervalos de classe têm a mesma amplitude c. 16 não tem moda. é dada pEla fórmula: em que: • • • • L1 . Exemplo 2: O conjunto dos números 5. 8. às vezes. todos os desvios dj =Xj-A podem ser expressos como c . 5. da classe que contém a mediana). O conjunto 2. Geometricamente. 5. O conjunto 3. 7.número de itens dos dados (isto é. u A mediana A mediana de um conjunto de números. a mediana é o valor de X (abscissa) correspondente à vertIcal que divide o hIstograma em duas partes de áreas iguais. 7.com. 6. 11.limite inferior da classe mediana (isto é. 18 tem mediana Para os dados agrupados. podendo Uj ser números inteiros positivos ou negativos. 8.br jpverithas@jpverithas. 15. X = A + c . 12. A moda A moda de um conjunto de números é o valor que ocorre com a maior freqüência. 9. A moda pode não existir e. Esse valor de X é. 9 tem duas modas 4 e 7 e é denominado bimodal.

representado por X. da mediana e da moda para curvas de freqüência inclinadas para a direita e para a esquerda respectivamente. a moda e a mediana são todas coincidentes. Este valor é.com.Mediana). Para uma distribuição de freqüência ou histograma a moda pode ser obtida por meio da fórmula: em que: • • • • L1 .excesso da freqüência modal sobre a da classe imediatamente superior c .br jpverithas@jpverithas. aparecem as posições relativas da média. Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 7 www. Relação empírica entre a média. No caso de dados agrupados para os quais foi construída uma curva de freqüência que a Eles se ajuste.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Uma distribuição que tem apenas uma única moda é denominada unimodal. Nas Figuras 3.2.br .amplitude do intervalo da classe modal. ∆1 . a moda será o valor (ou valores) de X correspondente ao ponto de ordena máxima (ou pontos) da curva. Para curvas simétricas.limite inferior da classe modal (isto é.Moda = 3 (Média .excesso da freqüência modal sobre a da classe imediatamente inferior ∆2 . a que contém a moda). Média .1 e 3. a mediana e a moda Para as curvas de freqüência unimodal moderadamente inclinadas (assimétricas) vigora a rElação empírica. algumas vezes.jpverithas.com.

valor absoluto de um número é Ele próprio.com. 5.com. 6. O . f K. 8... 10. é: 12 . o desvio médio poderá ser indicado da seguinte forma: (2) Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 8 www.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Capítulo 2 . 3. X2. No caso acima. XN ocorrerem com as freqüências f1. Dispõe-se de várias medidas de dispersão ou de variação. pEla citação do menor e do maior número. a amplitude total poderia ser indicada como 2 a 12 ou 2 -12. 3. o desvio médio. I -0. 3.84 I = 0. 8. simplesmente. O desvio médio de um conjunto de 3N números X1.O desvio padrão e outras medidas de dispersão Dispersão ou variação O grau ao qual os dados numéricos tendem a dispersar-se em torno de um valor médio chamase variação ou dispersão dos dados.br jpverithas@jpverithas.84. a semi-interquartílica. Assim. . XN é definido por: (1) em que X é a média aritmética dos números e I Xj . A amplitude total A amplitude total de um conjunto de números é a diferença entre o maior e o menor número do conjunto. Algumas vezes. 11 Se X1.. a amplitude total é indicada. sem o sinal que lhe é assocIado.2 = 10. é indicado por meio de duas linhas verticais que o enquadram. X2. respectivamente. a amplitude entre os centis 10-90 e o desvio padrão. Exemplo: Determinar o desvio médio do conjunto de números 2. f 2. 12. sendo as mais comuns à amplitude total.br . I 6 I = 6. 5.Xbarra I é o valor absoluto do desvio de Xj em rElação a Xbarra. I -4 I = 4. Exemplo: A amplitude total do conjunto 2. por exemplo. 5. I + 3 I = 3.jpverithas.

Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 em que Essa forma é vantajosa para os dados agrupados.f 2. em rElação à média ou. em vez da aritmética..f K. A amplitude semi-interquartílica ou desvio quartílico de um conjunto de dados é definida por: (3) em que Q1 e Q3 são o primeiro e o terceiro quartis referentes aos dados. o desvio da raiz média quadrática.com. Se X1. como é muitas vezes 'denominada. respectivamente. O desvio padrão de um conjunto de N números X1. Assim. pode também ser empregada mas não o é comumente. isto é. o desvio padrão pode ser definido por: Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 9 www. X2. Note-se que seria mais apropriado usar a terminologia desvio médio absoluto em vez de desvio médio. .. s é a raiz média quadrática dos desvios. A amplitude entre os percentis 10-90 de um conjunto de dados é definida por: Amplitude entre os percentis 10 – 90 = P90 – P10 (4) o o em que P10 e P90 são o 10 e o 90 percentis referentes aos dados.jpverithas.br jpverithas@jpverithas. Ocasionalmente. o desvio médio em rElação à mediana é um mínimo..br . X2. 1/2 (P90 – P10). XN é representado por s e definido por: (5) em que x representa o desvio de cada um dos números Xj em rElação à média Xbarra.com. A amplitude interquartílica Q3 – Q1 é empregada algumas vezes. em que Xj representam os pontos médios e os f j são as freqüências de classe correspondentes. Uma propriedade interessante da soma: é que Ela é mínima quando α é a mediana. A semi-amplitude entre os percentis 10-90. mas a amplitude semi-interquartílica é mais comum como medida de dispersão. o desvio médio é definido em termos dos desvios absolutos em rElação à mediana ou a outra média. XN ocorrerem com as freqüências f 1.

deste 2 modo. respectivamente. porque o valor que disso resulta representa uma estimativa melhor do desvio padrão da população da qual a amostra foi extraída.br jpverithas@jpverithas. Assim. respectivamente. ao passo que 2 (Xbarra) indica o quadrado da média dos diferentes valores de X. Para grandes valores de N (certamente N> 30) não há. em lugar de N nos denominadores das expressões (5) e (6). Esta fórmula é vantajosa para os dados agrupados. praticamente. sob as formas equivalentes: (7) e (8) em que (Xbarra) indica a média dos quadrados dos diferentes valores de X. A variância A variância de um conjunto de dados é definida como o quadrado do desvio padrão e é. por: Por essa razão. diferença entre as duas definições.1). o desvio padrão correspondente aos dados de uma amostra é definido com (N . quando for necessária a melhor estImatIva.br . representada por s . Às vezes. Também.com. multiplicando-se o desvio padrão. Quando é necessário distinguir entre o desvio padrão de uma população e o de uma amostra dEla extraída. podemos conservar a definição anteriormente apresentada. Métodos abreviados para o cálculo do desvio padrão As Equações (5) e (6) podem ser escritas. calculado de acordo com a primeira definição.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 (6) em que .com. adota-se 2 2 freqüentemente o símbolo s para o último e o para o primeiro. s e σ representariam a variância da amostra e a da população. Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 2 10 www. poder-se-á obtê-la sempre. símbolo definido nas Equações (5) e (6).jpverithas.

com.A é o desvio de cada valor de Xj. da média . Essa propriedade proporciona uma razão importante para que o desvio padrão seja definido sob a forma anterior. respectivamente: (9) E (10) Quando os dados estão agrupados em uma distribuição de freqüência. Para as distribuições normais isso significa que: Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 11 www. cujos intervalos de classe têm a mesma amplitude c. o . os resultados (7) e (8) tornam-se. vista no Capítulo 3. E denominado método abreviado e é exatamente análogo ao utilizado para o cálculo da média aritmética dos dados agrupados. Propriedades do desvio padrão O desvio padrão pode ser definido por: em que α é uma média próxima da aritmética. Uj e a expressão (10) tornase: (11) Esta fórmula proporciona um método bastante abreviado para o cálculo do desvio padrão. que deveria ser empregado sempre para os dados agrupados. têm-se: dj = c . De todos esses desvios padrões.br .com.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Se dj = Xj . em rElação a uma constante arbitrária A.br jpverithas@jpverithas. Uj ou Xj = A + c . por causa da Propriedade (b). quando as amplitudes dos intervalos de classe são iguais.mínimo é aquEle para o qual a = X. no Módulo 3.jpverithas.

1. Para as distribuições moderadamente assimétricas.com. Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 12 www.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 (a) 68. Então. a variância conjunta. tenham variâncias representadas por S1 e S2 .br jpverithas@jpverithas.27% dos casos estão incluídos entre X . Isso está indicado na Figura 4. Esse resultado pode ser generalizado para 3 ou mais conjuntos. números ou duas distribuições com as 2 2 freqüências totais N1 e N2). um desvio padrão de cada lado da média).73% dos casos estão incluídos entre X – 3s e X + 3s (isto é. as percentagens acima podem ser aproximadamente mantidas. três desvios padrões de cada lado da média). ou combinada de ambos os conjuntos (ou ambas as distribuições de freqüência) é dada por: Note-se que é a média aritmétIca ponderada das variâncias. (b) 99.jpverithas. respectivamente. dois desvios padrões de cada lado da média).s eX + s (isto é. (a) 95.br . e a mesma média Xbarra.com. Suponha-se que dois conjuntos constem de N1 e N2.45% dos casos estão incluídos entre X – 2s e X + 2s (isto é.

com.com.br jpverithas@jpverithas.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Comportamento dos eventos estatísticos figura 2: formação de curvas de controle estatístico pelo número de eventos figura 3: curvas normais e suas análises de fatores de influência • Causas comuns e causas especiais: Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 13 www.br .jpverithas.

Para que possamos ter noção das variações que podem ocorrer em um processo.br jpverithas@jpverithas. estão presentes.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Para que possamos entender corretamente as variações que ocorrem em um processo. Se estas variações atuarem em um ou outro evento isolado. por exemplo O princípio de análises de capacidade do processo estará sempre ligada à análise destas grandezas. quando controladas e previstas. podem ser monitoradas e influenciadas de tal forma que possamos manter o processo sob controle satisfatório. mas a fortemente predominante. temperatura ambiental. As principais características que vamos analisas nestas curvas são: o o o Localização da mesma – centrada ou não centrada Largura: em processos com maior variação de valores ou menor Formato: se as variações são simétricas à média. Se analisarmos a variação de um simples diâmetro. Para isso. Estas causas. em uma análise destas. Simplesmente ela não será a única. trata-se como causas que não são passíveis de estudo aprofundado. o mesmo pode ser causas diversas que podem ocorrem de forma combinada – O diâmetro da ferramenta. com certeza. manutenção do sistema. temos a tendência de detectar a principal fonte (a que predomina) e chamarmos de única. evidenciando uma causa nova e predominante. etc. é extremamente útil entender causas de variações: o Causas comuns de variações: pode se referir a várias variáveis atuantes no processo que são intrínsecos do mesmo. Mas se a mesma se mostra mais presente no processo. A diferença entre elementos produzidos pode ser impossível de se medir com os métodos disponíveis por determinado analisador mas. o Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 14 www. temos que entender bem a figura 2 e 3 acima. Causas especiais de variações: são aquelas que não pertencem ao dia-a-dia do processo mas em determinado tempo comutaram influência no mesmo de tal forma a modificar seus parâmetros estatísticos. Dois produtos produzidos em um mesmo sistema não são necessariamente idênticos pois os processos estão sendo influenciados por variáveis todo o tempo. O objetivo deste estudo é manter estas características apontadas acima sob controle. a mesma deve ser mapeada para controle. velocidades de corte. Por isso as análises gráficas são extremamente úteis no sistema estatístico.jpverithas. Temos noção que. habilidade do operador. material usinado.com. utilizamos a curva de freqüências de eventos (figura 2) que gerará uma curva chamada normal (figura 3) se os eventos obedecerem às regras definidas para demonstração de curva normal.com.br . alinhamento de ferramenta. variações do sistema de medição.

com. Se estar tiverem à disposição uma ferramenta que proporcione uma comunicação eficaz das observações feitas à administração. A correção de causas comuns é normalmente uma posição estratégica de administração do sistema. estuda-se ferramentas que possam fazer com que o sistema esteja sob controle. Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 15 www. pessoas ligadas ao processo podem observar variações comuns do processo.com. Este mesmo sistema de análise estatística também pode indicar a extensão das causas comuns do processo embora estas exijam um estudo mais elaborado.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 • Ações locais e ações no sistema produtivo: Há uma importante conexão entre dois tipos de variações abordadas e que é extremamente necessário seu conhecimento para análise. a resolução de causas especiais de variação normalmente requer ações locais. provavelmente a tomada de ações preventivas ficará mais eficaz. Muitas vezes. Os outros 85% estavam ligados às ferramentas administrativas de detecção e correção. Em pesquisa feita nas empresas constatou-se que somente uma pequena variação do processo significativa (cerca de 15% do total) era causado por fatores humanos.br jpverithas@jpverithas. Embora o sistema administrativo de melhoria possa estar envolvido com a correção desta deficiência.br .jpverithas. Sendo esta descoberta. Um processo de estudo estatístico simples pode detectar causas especiais de variação.

com.br .Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 figura 4: controle de processo e capabilidade de processo Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 16 www.br jpverithas@jpverithas.jpverithas.com.

substancialmente somente a saída do mesmo e se este atende aos requisitos. Para isso. Para termos uma visão dos tipos de resultados de performance. Clientes. sejam internos ou externos. temos a tabela abaixo que mostra que é essencial à análise de fatores de capacidade. deve-se ter uma análise de risco do processo que pode ser obtida pelos estudos de capacidade do mesmo. sem perdas. Caso 1 (case 1): O processo está em controle estatístico e sua performance final é aceitável. são mais focados à performance do processo que analisa. como objetivo principal. Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 17 www. a primeira ação tomada é colocar a localização da curva de eventos no alvo da especificação. figura 5: tabela de classificação de controle estatístico Podemos verificar os seguintes acontecimentos: 1.com.jpverithas. Uma das funções principais do estudo estatístico é a detecção de causas especiais no sistema e como podemos evitá-las e / ou controlá-las.br jpverithas@jpverithas.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 • Controle de processo e capabilidade do processo: O controle do processo deve ser uma parte integrante do sistema de negócios de uma empresa.com. O mesmo traz. Quando um processo está sob controle. o monitoramento do mesmo e a garantia que o final do processo dará o resultado esperado com o preço proposto. Adotamos que um processo está sob controle quando atua nele suas causas comuns de variação e estas são conhecidas e influenciadas. temos dois pontos de contraste do mesmo: • • Capacidade do processo Performance do processo A capacidade do processo é determinada pela suas variações causadas por causas comuns ao processo.br . Controle versus capacidade: Quando discutimos a capacidade de um processo.

3. neutralizadas e / ou controladas.br jpverithas@jpverithas. Causas especiais são responsáveis por variações de localização.com.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 2. Caso 3 (case 3): Neste caso o processo tem um performance aceitável para o cliente (“só vai peça boa”) mas está fora de controle pois há um número significativo de causas especiais que devem ser detectadas.Estes serão demonstrados no Capítulo 4.jpverithas.com. Caso 2 (case 2): O processo está sob controle mas há a presença forte de variações comuns ao sistema as quais devem ser reduzidas. 4. figura 6: Ciclo de melhoria contínua Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 18 www. Índices de processo: O sistema aceito na indústria automobilística é o que quantifica a capacidade do processo (nas suas causas comuns de variação) somente depois que o mesmo tenha mostrado estar sob controle estatístico. Caso 4 (case 4): Neste caso o processo está fora de controle e não há como tirar peças que atendam as especificações do cliente.br . Neste caso podemos usar os fatores CP e CPK . largura e / ou formato das curvas estatísticas geradas nos estudos.

dimensionar ferramentas para controlar ou até neutralizar estas causas especiais. de forma maior ou menor.E. Histogramas estatísticos são poderosos para isso. ferramentas para detecção de causas comuns devem ser determinadas. O estudo de causas especiais prováveis é uma ferramenta poderosa. susceptíveis a variações de causas especiais. assim. Deming identifica dois tipos básicos de equívocos cometidos quando se analisa processos: 1. Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 19 www. Primeiro Equívoco: Atribuir causas especiais às variações do processo a ser estudado quando as mesmas são causadas pelas suas causas comuns 2. 2.br jpverithas@jpverithas. Podemos. determinamos nosso processo sob controle.jpverithas.com. Para isso observamos se as variações comuns ao processo se comportam de forma unimodal e se seguem uma distribuição chamada normal. Mas o ideal não é parar as análises por este ponto. na verdade. limitando-se ao controle do mesmo pois processos são. Desta forma. Eles indicam o comportamento primário do processo e representam o mesmo graficamente. A sua performance deve ser monitorada com medições efetivas para a detecção de problemas e tomadas de decisões de mudanças e implementações. são causas especiais. temos uma ferramenta simples e poderosa para separar causas comuns de especiais: A carta de controle. podem sinalizar com precisão variações especiais e suas magnitudes no processo. Estas se utilizadas de maneira adequada. O objetivo de entender a fundo o processo não é só para mantê-lo sob controle mas para agir de forma que causas que ainda não atuam sobre o mesmo mas tem potencialidade de atuação sejam neutralizadas.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 1. W. o mesmo deve ser mantido em índices aceitáveis de capabilidade.br . Segundo Equívoco: Assumir que as variações do processo são causadas pelas suas causas comuns quando. Melhorando o processo: Até este ponto. • Cartas de controle: Em seu livro.com. Mantendo o processo sob controle: Uma vez entendido o processo. A utilização de métodos estatísticos e cartas de controle de processo são ferramentas poderosas para este diagnóstico mas vale lembrar que estudos de implementação de melhoria de processo são sempre multidisciplinares e devem ser levadas em consideração ferramentas administrativas de melhoria e estudos. Para que possamos evitar estes equívocos.

a minimização até que seus efeitos sejam imperceptíveis na performance do processo (neutralização) é importante.com. figura 7: comportamento de uma série normal – O processo mudou? Após ter localizado o processo em sua posição de curva. a questão é: Como a localização do processo pode mudar? Vamos focar somente a localização.br .br jpverithas@jpverithas. Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 20 www. amplitude ou um histograma for utilizado para sumarizar dados. Quais os tipos de análises que podem ser feitas para determinar se um processo mudou? Para isso podemos fazer uma amostragem do processo para verificar seu comportamento. Como devemos controlar? Quando Shewhart desenvolveu as cartas de controle para detecção dos tipos de causas.jpverithas.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Sabemos que a redução à zero de influência de uma causa é impossível. mostrando comportamento do processo. ele determinou duas regras básicas para a apresentação destas variáveis gráficas: • • Os dados apresentados são sempre mostrados como evidências do processo demonstrando suas características de comportamento através dos dados obtidos Sempre que uma média. Desta forma.com. os mesmos não podem ser desprezados dentro das discussões de ações que podem melhorar o sistema tendo em vista que os dados que configuram o processo foram tomados pelo tempo. formato e largura.

o comportamento da média é igual ao processo? Para podermos responder esta pergunta. Para podemos entender este sistema. podemos calcular a variação da amplitude de valores tomados para a amostra em relação ao processo.3 desvios padrão.com.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 figura 8: análise da média amostral de um processo A questão agora é: Se o processo não mudou.com. temos que ter noção que uma amostra deve ser significativa para o grau de confiabilidade que queremos dar à análise. Estes são chamados de limites de controle.br jpverithas@jpverithas. poderíamos verificar se um sistemas está sob controle. compara-se se os valores tomados estão dentro de +/. Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 21 www.jpverithas. Para isso. adota-se que causas especiais estão interferindo no processo. Se as medições se encontrarem fora destes limites. • Para amostras de 4 leituras: para este processo de 4 tomadas.br . Desta forma percebe-se que quanto maior a amostra menor a variação da mesma estimada a media. Desta forma. Mas se for feita uma amostra de 100 leituras este valor muda: para 100 leituras. Shewhart usou a distribuição de amostras para definir o sistema operacional de análise.

Em geral. o Compara com a linha de centro e determina se algum acontecimento não aleatório no sistema (distorção de curva).br . LSC (UCL): Limite superior de controle: Linha de centro + 3 desvios padrão LIC (LCL): Limite inferior de controle: Linha de centro – 3 desvios padrão Abordagem: Para a análise dos dados amostrais: • Revisão dos dados o Métrica apropriada: Se os valores realmente refletem o processo e quais os pontos que podem ser relevados para uma análise de negócios o Se os dados são consistentes o Se os dados são confiáveis o Se os sistemas de medição utilizados são apropriados e adequados.br jpverithas@jpverithas.jpverithas. para se produzir uma carta de controle.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 figura 9: relação de variações entre distribuição individual e amostral. Colocando os dados em gráfico: o Gráfico por ordem de tempo de fatos o Compara os pontos analisados e se estes se encontram dentro ou fora dos limites de controle determinados. Análise dos dados Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 • • 22 www.com. devemos determinar: • • • Linha de centro (centerline) Média estatística a ser analisada.com.

Analise os dados Tome ações apropriadas: o Continue as ações já tomadas ou o Identifique fontes de causas especiais e as remova ou as controle ou o Continue sem tomar ações e diminua a amostra e / ou sua freqüência ou o Inicie um processo de melhoria contínua. Controle: • Revisão dos esquema de dados coletados antes de começar os estudos: o Se são apropriados (métodos por variáveis ou atributos) o Se os valores são consistentes o Se os valores são confiáveis o Se os sistemas de medição utilizados são conhecidos e confiáveis Coloque no gráfico cada ponto analisado para determinação de sistema: o Compare os valores com os limites de controle calculados e determine se há pontos fora deste campo. • • • • Benefícios de controle de processo por cartas de controle: Para podermos verificar os benefícios que este sistema nos trás. Depois das ações tomadas. Visão filosófica administrativa: Como a empresa pode ser impactada em sua performance com o sistema estatístico: a. o Compare a linha de centro e verifique se fatores não aleatórios interferiram no sistema. Estabelece um ambiente propício para minimizar competições internas e dá mais funcionalidade para trabalhos em equipe c. Se causas especiais forem evidenciadas. Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 23 www.jpverithas. deve-se tomar outros valores experimentais de análise e recalcular os limites de controle para determinar as possíveis melhorias e se estas são eficazes.com. Usa as ferramentas de estatística para tomada de decisões no seu diaa-dia.br jpverithas@jpverithas. A empresa passa a ter foco na redução de variações b.com. Estabelece sistemas de treinamento para seus colaboradores sobre as ferramentas estatísticas d.br . Mostra seu interesse em aproveitar as ferramentas e seus benefícios para administração a minimização de desperdícios nos processos e. Usa as ferramentas estatísticas para entender as variações de engenharia do processo f. temos que separar os focos de análise por assunto: 1. o processo deve ser estudado mais a fundo para determinação das mesmas.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 • Tomada de ações apropriadas Os dados são comparados com os limites de controle determinados para se ver se as variações são estáveis e se pertencem às suas causas comuns.

Estabelece ferramentas de treinamento dos engenheiros para adequação de seus conhecimentos às ferramentas estatísticas d.com.com. Fomenta o conhecimento do comportamento dos processos e o estabelecimento de ferramentas para sua minimização. Alguns dos tipos mais comuns de cartas de controle são: Média e Amplitude ( Xbarra R). Visão filosófica de engenharia: a. etc. c.br jpverithas@jpverithas. Há basicamente dois tipos de cartas de controle sendo por variáveis ou por atributos. Foco no sistema de projetos e redução de perdas através dos projetos b. com amplitude móvel ( Xbarra MR). Aplicação de ferramentas estatísticas para a composição de projetos novos e. Este mesmo raciocínio se repete nas áreas de manufatura.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 2. Estabelece um ambiente propício para minimizar competições internas de engenharia e integração de times de trabalho.jpverithas. • Variações do processo: figura 10: esquema de análise de um sistema Podemos adotar os seguintes exemplos: • • • • Dados de saída Distâncias entre referência e superfície Resistência de um circuito Tempo de transmissão de sistema Mudanças de engenharia no processo de fabricação Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 • Tipos de carta de controle [Xbarra para a média dos valores tomados] • Amplitude R para os valores tomados 24 www. por valores individuais (I). controle de qualidade e produção.br . Capítulo 3 – Cartas de Controle Cartas de controle são utilizadas para monitoramento de processos.

jpverithas.br . Embora tenhamos cartas de controle para controle de variáveis.br jpverithas@jpverithas.com.com.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 figura 11: exemplos de precisão e exatidão A carta de controle mais comum adotada é o modelo (Xbarra R). por exemplo. temos também para atributos (passa / não passa. figura 12 – limites de classificação de atributos com zonas de dúvida Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 25 www. Vale lembrar que. por exemplo). pode-se medir o diâmetro de uma rosca porém usamos um calibrador para esta avaliação ou simplesmente medimos mas classificamos em boas e não-boas. mesmo sendo esta carta a mais comum e usada. ela não é apropriada para todas as situações. Grandezas que podem ser medidas de forma variável podem ser representadas por sistema atributivo. Esta carta é usada sempre que não temos uma avaliação numérica da medida mas se esta está ou não em conformidade com alguma especificação. Este tipo de carta separa grupos e subgrupos em que se tem a média de cada subgrupo. a médias das médias. a amplitude de cada subgrupo e a média das amplitudes dos subgrupos.

Haverá somente a necessidade de análises mais profundas (ou até por meio de variáveis) quando o resultado cai nas zonas cinzas de dúvida (conforme figura 12). Valores atributivos são mais fáceis de serem analisados para a tomada de decisões. A possibilidade de se mensurar processos atributivos em modos de classificação de capacidade.jpverithas. por exemplo. figura 13 – tipos de escalas para plotagem de dados • Limite superior de controle – LSC (UCL) e limite inferior de controle – LIC (LCL): Estes limites são determinados pelos resultados estatísticos da amostra e seu tamanho. sendo as avaliações clássicas se limitam à análise de variáveis.br jpverithas@jpverithas. Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 26 www. 3. Muitos processos fazem uso de análises de atributos para seus controles. 4. Dados de atributos são disponíveis em várias situações. Muitas vezes as análises são atributivas e se fossem feitas análises por variáveis destas. • Linha de centro: A carta de controle requer uma linha de centro baseada na distribuição dos valores de amostra para poder determinar se há a presença de elementos não aleatórios na amostragem e quais suas fontes. Estes limites não são as especificações do processo e não podem ser substituídas pelas mesmas.com. 2.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Controle de cartas por atributos são importantes pelas seguintes razões: 1.com. sabendo-se a proporção de itens bons e ruins. Para que possamos trabalhar com o sistema de cartas de controle.br . temos que definir alguns termos: • Escala apropriada para a plotagem de dados: A escala adotada deve ser suficiente para a fácil verificação gráfica da variação dos valores. Dados atributivos são simples e rápidos de serem coletados. muitas vezes estas seriam inviáveis.

Isso facilita a análise de causas-raiz quando se detecta pontos fora dos limites de controle os quais se deseja analisar.com. esta visualização é essencial.jpverithas.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 • Seqüência de subgrupos: Manter a seqüência crescente de apontamento de dados de valores dos subgrupos ajuda a determinar quando determinado fato ocorreu e se está ligado a alguma causa especial que deve ser estudada. figura 14 – pontos fora da área de controle detectados • Agenda de eventos (Diário de bordo): Consiste em uma tabela em que o operador deve coletar e descrever eventos importantes com data e hora para rastreabilidade de acontecimentos. • Identificação de valores fora da área de controle: Pontos que estão localizados fora dos limites de controle são facilmente identificáveis nas cartas de controle.com. figura 15 – exemplo de apontamentos no diário de bordo Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 27 www.br jpverithas@jpverithas.br . Para análises de causas especiais.

com.jpverithas. Quanto: números de subgrupos Quando: esquema de amostras (quando cada subgrupo de amostra foi tomada). números dos equipamentos.br jpverithas@jpverithas.com.br . etc Onde: Número da operação. etc. por exemplo Quem: Operador e analista Como: Método e meios de medição utilizados. deve-se preencher a mesma da seguinte forma: • • • • • • O que: Identificação do nome da peça. figura 16 – apontamentos no diário de bordo de caso real conforme figura 17 Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 28 www.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Para que se tenha uma carta de controle em que se possa fazer análises futuras e rastreabilidade de fatos ocorridos quando da determinação de valores. código.

br .br jpverithas@jpverithas.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 figura 17 – exemplo de carta de controle Xbarra R Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 29 www.com.com.jpverithas.

definindo que somente causas comuns ao processo promoveram estas variações.br . A segunda fase diz respeito à previsão de medições futuras dentro do ambiente estatístico presente. estabelecer um ambiente propício para a tomada de dados 2. 3. Áreas de problemas correntes e futuros c. (havendo somente variações de causas comuns a ele).Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 • Seção A – Processo da carta de controle: Antes de começar a utilizar as cartas de controle. há duas fases que norteiam os mesmos: 1. 2.com. 5. Selecionar o estudo adequado para detectar causas especiais Os passos para a construção de uma carta de controle são: 1. determinar as características a serem analisadas baseado em: a. Necessidades do cliente b. 4. Se o processo é estável. Minimizar variações desnecessárias 7.com. análise de dados e reações a causas especiais são feitas em tempo real. o processo pode ser analisado para determinar se o mesmo atende as necessidades do cliente. Para estudos estatísticos. definir o processo a ser analisado 3. Os limites definem uma amplitude de valores que aleatoriamente os pontos caem dentro deles. alguns passos preparatórios devem ser observados: 1. Correlação entre características 4. Se o controle estatístico excede as margens de controle. então há uma alta probabilidade de todos os resultados dos subgrupos de amostras caírem dentro das margens de controle. Esta é a base de todos as técnicas de controle estatísticos. Durante esta fase. Estabelecendo os limites de controle: Limites de controle são definidos como uma variação natural do controle estatístico. O objetivo é estabilizar o processo.jpverithas. Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 30 www. Quando o mesmo está estável. Definir um sistema de medição 6. 2. A prioridade é identificar as causas especiais e eliminá-las. • Coleta de dados Estabelecimento dos limites de controle Produzir resultados estatísticos dos eventos amostrais Interpretar tais resultados Entender os limites de controle para controles contínuos. pode-se dizer que o mesmo está em controle estatístico.br jpverithas@jpverithas. causas especiais atuaram no processo. Definir a grandeza 5. Uma vez estável.

o grupo de trabalho localizou.com. com o uso do diário de bordo e rastreabilidades de informações que o operador que gerou a sub amostra não estava com seu treinamento eficaz. o ponto deve ser excluído da tratativa. Neste exemplo.br . Detecção de causas especiais na carta de amplitudes R: Foi detectado que há uma causa especial no subgrupo nº 12 que coloca seus valores fora dos limites de controle de amplitude.br jpverithas@jpverithas. devemos classificar exatamente qual foi a causa. Desta forma. temos uma causa especial. deve-se recalcular os limites de controle.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Vamos analisar o exemplo da figura 18 abaixo: figura 18 – recálculo dos limites de controle No caso acima. Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 31 www. Neste caso. podemos denotar: 1.jpverithas.com. Após isolado e tratado o problema. Após a exclusão da causa especial (somente depois de classificada de forma correta).

pode-se excluir os pontos que geraram estes resultados e deve-se recalcular os limites novamente.com. figura 19 – Cálculo de extensão dos limites de controle Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 32 www.br .br jpverithas@jpverithas. Detecção de causas especiais a partir do gráfico de médias: Após a atuação e recálculo descritos acima. De posse de ações corretivas.jpverithas.com.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 2. com confiabilidade. A mesma ação que foi tomada para o caso especial do gráfico de amplitudes deve ser tomada. a causa raiz que determinou os valores fora dos limites de controle. Estuda-se os casos e verifica-se. os novos limites de controle denotaram que há dois pontos no gráfico de médias que estão fora dos limites. O processo de análise só pára quando todos os pontos estiverem dentro dos limites de controle estabelecidos.

podemos: 1.br jpverithas@jpverithas. Para que possamos ter uma ferramenta de análise de tendências do sistema. Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 33 www. mudou seu comportamento (mudando a direção de evolução dos valores de média. Usando-se a tabela acima novamente. novas estimativas podem ser determinadas para períodos adicionais. Porém. Calcula-se o desvio padrão estimado da média: onde é a média das amplitudes dos subgrupos já medidos e d2 é o valor da tabela abaixo (tabela completa no final desta apostila) para o número de subgrupos já determinados em medição.com.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 • Estendendo os limites de controle em controles contínuos: Depois das primeiras amostras tomadas nas primeiras datas (subgrupos). embora sob controle. Obviamente há diferenças entre ferramentas estatísticas e seus graus de profundidade de análises. os quais possam ter confiabilidade de aplicação e interpretação. se os valores reais de análise mostrarem que o processo. as tendências não poderão perceber isso se a mudança for imediata. Uma mudança em um valor de subgrupo pode mudar todos os resultados de limites de controle de médias e amplitudes. plota-se o novo limite de controle na carta de controle. por exemplo).jpverithas.com. pode-se estender e estudar a tendência para períodos futuros. Conclusões finais: O processo como um todo e seus controles não buscam a perfeição mas um sistema que esteja dentro de margens controladas e conhecidas. que sejam aplicáveis no dia-a-dia e com nível de confiabilidade para tomada de decisões considerável.br . calcula-se a nova amplitude média estimada conforme segue abaixo: Depois de determinada a amplitude média estimada. Conforme os valores reais forem sendo determinados para novos subgrupos. As ferramentas apresentadas nestes estudos tem por definição trazer sistemas simples de cálculos.

br .jpverithas.com.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 figura 20 – estudos gráficos de variação de processos Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 34 www.br jpverithas@jpverithas.com.

O sistema de medição foi alterado (incluindo possibilidade de alteração de datas) Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 35 www. O limite de controle está com erro de determinação 2. sendo que. Desta forma. O sistema de medição foi alterado (por exemplo. A tendência do sistema está decrescente 3. utilizando outro método de leitura) 4.com. Os limites de controle possuem erros de determinação nos cálculos 2. temos: 1. em determinado evento.br jpverithas@jpverithas.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 • Seção B – Definindo sinais de sistema “fora de controle”: A presença de pontos fora dos limites de controle indicam que o processo está fora de controle naquele ponto.com.br . Mas antes das análises. O instrumento de medição utilizado é inapropriado para a grandeza analisada Para cartas de controle com tendência para a colocação de pontos abaixo da linha de controle inferior. Isso é indicativo de atuação de causas especiais no sistema. é importante se observar alguns pontos: 1. mudança do técnico que realizou as medições. As variações são gradativas. 3. indicando tendência no processo. o limite é atingido.jpverithas. o estudo correto deve ser feito em analisar e tendência do processo e não somente o ponto que saiu dos limites de controle.

Para que possamos determinar melhor estas tendências. mesmo que dentro dos limites de controle.com. podem indicar que o processo.br jpverithas@jpverithas.br . 7 pontos em fila que mostram gradual crescimento ou decréscimo de seus valores figura 22 – determinação de pontos com tendência Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 36 www. Devemos analisar sempre o comportamento dos pontos mesmo que dentro dos limites de controle e se seu comportamento pode se transformar em uma tendência que fará o processo fora de controle no futuro. Este normalmente é o primeiro sinal de que o processo precisa de estudos mais aprimorados de forma preventiva. 7 pontos em fila em um só lado da distribuição Xbarra ou R 2. Uma carta de controle com todos os pontos dentro dos limites não é sentença de que podemos ficar despreocupados. embora esteja delimitado por variação de causas comuns.com.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 figura 21 – pontos além dos limites de controle Padrão de tendência dentro dos limites de controle: A presença de tendências de aberturas de amplitudes ou comportamentos alternados.jpverithas. pode ficar fora de controle. podemos nos basear nos pontos abaixo: 1.

1. é aconselhável checar: Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 37 www.br . 2. Crescimento dos valores para um dos lados de tendência podem denotar perdas de precisão ou acuracidade dos sistemas envolvidos (por exemplo. Neste caso. equipamentos com problemas de desgaste. por exemplo). Uma mudança do sistema de medição (por exemplo.com.jpverithas. Distância dos pontos das cartas Rbarra ou Xduplabarra: Geralmente 2/3 dos pontos plotados podem cair dentro do primeiro terço da região de distribuição.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Pela tendência detectada acima.com. podemos deduzir um ou ambos os casos abaixo: 1. peças com problemas gradativos de fixação.br jpverithas@jpverithas. novo inspetor ou equipamento de medição). etc) ou variação do sistema (um material novo ou com características diferentes de usinagem. figura 23 – exemplo de variações dentro dos limites de controle Tendência de casos não aleatórios: Comportamentos dos pontos das médias ou das amplitudes podem nos dar dicas importantes sobre problemas de tendências mesmo que estes estejam dentro dos limites.

O processo ou o método de amostragem de grupos sucessivos contém medições de dois ou mais processos sem linha que têm diferenças dramaticamente em variação (lotes misturados na entrada de materiais) figura 24 – tendências não aleatórias nas cartas de controle Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 38 www. Os dados foram editados (dados de média foram removidos ou alterados). Se substancialmente menos que 2/3 dos pontos plotados estão perto da média das amplitudes (Rbarra) para 25 subgrupos se 40% ou menos estiver na região do meio terço: a. 2. O processo ou a amostra está estratificada: cada subgrupo contém sistematicamente medições de dois ou mais processo que tem médias muito diversas. Os limites de controle estão calculados ou plotados erroneamente b. Os limites de controle estão calculados ou plotados erroneamente b.br .com.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 a.com. c.br jpverithas@jpverithas.jpverithas.

Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 • Seção C – Fórmulas de cálculo de cartas de controle: Média e amplitude Carta por Variáveis: Média de subgrupos Amplitude de um subgrupo Médias das médias Média das amplitudes Desvio padrão estimado de X Desvio padrão estimado de Xbarra Linha de centro da média dos pontos Linha de centro da média de amplitudes Limite superior de controle das médias Limite inferior de controle das médias Limite superior de controle de amplitudes Limite inferior de controle de amplitudes Sendo: n=número de amostras no subgrupo K=número de subgrupos utilizados para determinar o Rbarra e o Xduplabarra.jpverithas.br .com.br jpverithas@jpverithas. Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 39 www.com.

br .Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 figura 25 – carta de controle Xbarra R Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 40 www.com.br jpverithas@jpverithas.com.jpverithas.

com. Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 41 www.com.jpverithas.br jpverithas@jpverithas.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Média e desvio padrão Carta por Variáveis: Média de subgrupos Desvio padrão do subgrupo Média das médias Desvio padrão médio Desvio padrão estimado para X Desvio padrão estimado da média Linha de centro da média Linha de centro do desvio padrão Limite superior de controle da média Limite inferior de controle da média Limite superior de controle do desvio padrão Limite inferior de controle do desvio padrão Sendo: n=número de amostras no subgrupo K=número de subgrupos utilizados para determinar o desvio padrão médio e o Xduplabarra.br .

com.jpverithas.br .com.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 42 www.br jpverithas@jpverithas.

Portanto. sinais válidos devem ocorrer somente na forma de pontos pertencentes aos limites de controle.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 figura 26 – carta de controle Xbarra s Valores individuais e Amplitude Móvel Carta por Variáveis: Valores individuais Média dos valores individuais Amplitude móvel Média da amplitude móvel Desvio padrão estimado de X Linha de centro para média Linha de centro para as amplitudes Limite superior de controle para a média Limite inferior de controle para a média Limite superior de controle para as amplitudes Limite inferior de controle para as amplitudes Porque as amplitudes móveis estão envolvidas neste cálculo.com. Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 43 www.jpverithas. os pontos a serem plotados no campo do gráfico estão correlacionados. Outras regras para utilização dos dados para tendências não aleatórias (veja capítulo 2 – Seção B) não devem ser indicadores confiáveis para condições de “fora de controle”.br jpverithas@jpverithas.br .com.

jpverithas.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 figura 28 – Carta de controle de valores individuais e amplitude móvel Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 44 www.br jpverithas@jpverithas.com.com.br .

o tamanho da amostra a ser utilizada deve obedecer a seguinte condição: Carta por atributos: Carta p Valores individuais sendo: ni = Número de peças inspecionadas npi = Número de itens não conforme encontrados onde k = número de subgrupos Valores das médias individuais se todos ni’s forem iguais Linha de centro Limite superior de controle Limite inferior de controle Se o tamanho da amostra for constante Limite superior de controle Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 45 www. Estas cartas usam dados por categorias e as probabilidades relacionadas às estas categorias para identificar a presença de causas especiais. A análise de dados por categorias por estas cartas geralmente utiliza distribuições binomiais ou de Poisson aproximadas à normal.jpverithas.br jpverithas@jpverithas. Este sistema pode ser utilizado para rastrear eventos positivos quanto às especificações. faremos a apresentação clássica. nos estudos abaixo.br .com. Tradicionalmente.com.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Controle de não conformidades Cartas de controle por atributos serão melhores discutidas no capítulo 3 deste material.Aspectos Gerais: Como os limites de controle são baseados em aproximação à normal. Proporção de não conformidades . De qualquer forma. cartas de controle de não conformidades são utilizadas para rastrear peças ou componentes fora das especificações identificando itens não conforme bem como não conformidades dentro de um item. mostrando a utilização da carta para detecção de eventos não desejados.

br jpverithas@jpverithas.jpverithas.com.com.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Limite inferior de controle Limites de controle constantes quando o tamanho da amostra é variável Para situações onde Limite superior de controle Limite inferior de controle Sendo: o tamanho médio da amostra Exemplos de uso desta carta: • Tomada de decisão de aceitar / rejeitar com número de tamanhos de amostra variáveis o Primeiros resultados de análise de qualidade (FTQ – First Time Quality) o Não conformidades proporcionais o Conformidades proporcionais o Proporção de itens acima ou abaixo das margens de valores especificados Decisões a partir destas análises: o Proporção de itens dentro de uma categoria especificada o Proporção de itens acima ou abaixo dos limites especificados o Proporção de tempo de vida útil de equipamento • Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 46 www.br .

br .com.br jpverithas@jpverithas.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 figura 29 – Carta de controle por proporção de não conformidades Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 47 www.jpverithas.com.

o tamanho de amostra deve obedecer a condição: Carta por atributos: Valores individuais np onde: n = número de partes inspecionadas np = número de itens não conformes Média dos valores individuais Linha de centro de controle Limite superior de controle Limite inferior de controle Exemplo de utilização: • Decisão de aceitar / rejeitar com um subgrupo de análise constante: o Primeiros resultados de análise de qualidade (FTQ – First Time Quality) o Não conformidades proporcionais o Conformidades proporcionais o Proporção de itens acima ou abaixo das margens de valores especificados Decisões tomadas: o Número de itens dentro de uma categoria especificada o Número de itens acima ou abaixo dos valores de aceitação o Número de vezes que determinada condição ocorre. Guia: Como este controle é baseado em uma aproximação à normal.br jpverithas@jpverithas.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Carta de controle para número de não conformidades (Carta np) Restrição: Para esta análise.com. • Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 48 www. requere-se um tamanho de subgrupo de amostra constante.jpverithas.com.br .

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figura 30 – Carta de número de não conformidades

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Capítulo 4 – Outros Tipos de Cartas de Controle

Há vários tipos de cartas de controle. Este material leva em consideração as mais usuais e com maior possibilidade de aplicação em uso industrial. Vimos, nos capítulos anteriores as cartas mais clássicas. Agora vamos estudar alguns tipos úteis de cartas de controle. • Gráfico de farol:

Com o tipo gráfico de farol, a localização e variações do processo são controladas usando uma só carta. A carta rastreia a informação de cada ponto e cada grupamento de pontos é designado por categorias. Estas cartas são divididas em três partes: zona de alerta inferior, alvo e zona de alerta superior. Estas áreas, somadas, cobrem a zona de 6 σ.

figura 33 – controle em gráfico de farol

Com esta diagramação, o processo pode ser controlado pela identificação da posição em que a medida feita assume no gráfico. Um dos objetivos importantes que este gráfico tem é detectar mudanças especiais no sistema (casos de variações especiais). Sendo assim, esta é uma ferramenta útil para detecção de mudanças que devem ser estudadas em técnicas mais avançadas. Esta abordagem em sistemas de medição na linha de produção, algumas vezes, é mais proveitosa e eficiente do que o controle pelas cartas clássicas tendo em vista sua praticidade.

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Os pontos de suposição que podemos partir com o gráfico de farol é: • • • O processo está sob controle estatístico A performance do processo (incluindo variabilidade das medições) é aceitável O processo está obedecendo as especificações.

Partindo-se do meio (ponto alvo) temos, para cada lado, +/- 1,5 σ. Esta é a área verde do gráfico. O restante da área dentro de 6 σ (a outra metade de 1.5 σ) faz parte a área amarela de alerta. O restante da área fora destes delimitadores são marcados em vermelho. Desta forma, a área verde será de cobertura de 86,6%, a amarela terá 13,2% e a área vermelha 0,3%. Para que possamos utilizar este tipo de controle, temos que providenciar os seguintes passos: 1. Verifique 2 peças. Se ambas caírem dentro da área verde, continue a produção. 2. Se um ou ambas as peças caírem na área vermelha, pare o processo produtivo, notifique o pessoal responsável pelas implementações corretivas no sistema. Quando as ações já tiverem sido tomadas, repita o item 1. 3. Se uma ou ambas as peças caírem na área amarela, verifique mais 3 peças. Se estas caírem na área vermelha, pare o processo e notifique o pessoal responsável pelas ações corretivas do sistema. Após as correções terem sido implementadas, volte ao passo 1. a. Se nenhuma peça cair na zona vermelha, mas 3 ou mais caírem na zona amarela, pare o processo e comunique o responsável pelas ações corretivas. Quando as correções estiverem implementadas, repita o passo 1. b. Se 3 peças caírem na zona verde a o restante (totalizando 5) na zona amarela, continue a produção. Por outro lado temos que levar em consideração que, como se trata de um método simples, sem recálculo para ajuste de influências de condições especiais, temos duas possibilidades indesejadas: • • Probabilidade de promover falso alarme (considerar um elemento reprovado quando na verdade estão aprovados) Probabilidade de chamar o processo de bom quando o mesmo estiver deficiente (principalmente quando o valor margear especificações).

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é o pré-controle. para que este sistema seja válido. Pelo menos uma peça na área amarela: pare o processo e investigue.jpverithas. Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 52 www. Uma peça na área verde e outra na área amarela: continuar o processo 3. Duas peças na área amarela (mesma zona): Ajuste o processo 4. pelo menos. começamos o controle com amostras de dois elementos. Para este sistema.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Pré-controle: Uma aplicação para o gráfico de farol para se medir as performance rapidamente com marcações físicas feitas pelo operadores. A divisão de áreas obedece ao sistema do gráfico de farol. De qualquer forma. Duas peças na área amarela (zonas opostas): Parar o processo e investigar 5. 5 peças consecutivas as quais estejam nas áreas verdes. figura 34 – gráfico de pré-controle Quando se faz o controle utilizando o sistema de pré-controle. algumas regras devem ser observadas: 1. Duas peças dentro das áreas verdes: continuar o processo 2. o sistema tem que começar produzindo.br jpverithas@jpverithas.com.br .com.

com. Depois disso. até então. Wheeler (1991) descreve quatro requisitos para um sistema ideal de processo de operação essencial para estas análises citadas: 1. pode-se manter a observação do sistema com uma carta de rodagem rápida. Após atestada a capacidade do processo.jpverithas. podemos acompanhar.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Sempre que o processo for ajustado.com. O processo deve ser inerentemente estável todo o tempo 2.br . o sistema está sob controle. O processo deve operar de forma consistente 3. no geral. será necessária a produção de 5 peças consecutivas nas zonas verdes. Com os processo modernos de Just In Time (JIT). Pré-controle é um sistema que somente faz uma análise rápida do sistema e não terá sentido utilizá-lo quando o CP e / ou CPK estiverem maiores que 1. figura 35 – proporção de baixa funcionalidade do método dependendo da área de classificação do processo • Cartas de controle de rodagem rápida: Este é um método interessante de observação do sistema produtivo e o um bom alerta de rápida formulação para se detectar variações rápidas do processo. antes de se realizar um estudo rápido de monitoramento. com as cartas de rodagem rápida. O gráfico de função deste método pode ser observado na figura abaixo.br jpverithas@jpverithas. algumas linhas produtivas produzem um número reduzido de elementos que para se ter sempre um estudo completo. poder-seia levar muito tempo. temos que ter certeza que. O processo deve ser inicializado e manutenido em níveis de aproveitamento apropriados Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 53 www. Porém. antes de começar o sistema de amostragem para próximas verificações.

com. Para este índice.br . os cálculos podem levar a conclusões erradas. Os limites do processo natural deve cair dentro dos limites especificados. temos: Estes dois fatores comentados acima devem ser calculados e analisados conjuntamente. CPk também é um índice de capacidade do processo. CP é um índice de capacidade do processo. Devem ser utilizados com processo estáveis. Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 54 www. Para isso temos: Se CP = CPK pode-se dizer que o processo está centrado. Será útil para analisar a posição da curso de distribuição nos limites. Capítulo 5 – Entendendo a Capacidade do Processo Medidores do processo: Os índices discutidos a seguir são os mais utilizados para medição da capacidade do processo.jpverithas.br jpverithas@jpverithas. Se o processo não estiver demonstrado de forma estável. Este indicador não é afetado pela localização da curva mas sim pela sua dispersão no campo permitido de desvio. PP é um índice de performance do processo.com.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 4.

Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 55 www.br . Para isso temos: P Para este índice.jpverithas. temos: figura 46 – gráfico comparativo de Cpk e PPK CR é a taxa de capabilidade a partir de CP.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Este indicador não é afetado pela localização da curva mas sim pela sua dispersão no campo permitido de desvio.com.com. Será útil para analisar a posição da curso de distribuição nos limites.br jpverithas@jpverithas. PK também é um índice de performance do processo.

Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 56 www.com.br .Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 PR é a taxa de performance a partir de PP PPM é um tipo de medida de não conformidades que contabiliza “partes por milhão”.com.jpverithas.br jpverithas@jpverithas.

deve-se levar somente em consideração a evolução do caso em questão. Para este caso. a espessura de camada de tinta em uma peça. Para casos unilaterais.jpverithas.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 figura 47 – comparativo de evoluções de capacidade e performance Índices de cálculos para casos unilaterais: um índice de capabilidade. Quando falamos de características unilaterais. por exemplo.com. PR é a taxa de performance a partir de PP Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 57 www.br . CP é CPk também é um índice de capabilidade do processo. Como não podemos controlar esta espessura abaixo de um valor zero. temos as seguintes fórmulas: P é um índice de performance do processo.br jpverithas@jpverithas. aplica-se o cálculo quando se controla. Será útil para analisar a posição da curso de distribuição nos limites. o sistema de avaliação leva em conta somente o lado unilateral. P PPK CR é a taxa de capabilidade a partir de CP. também é um índice de performance do processo.com.

jpverithas.com.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Exercícios Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 58 www.br .br jpverithas@jpverithas.com.

3. 60 recebem Cr$ 60. 82. Cr$19. Determinar a mediana dos graus.1 para determinar a média das alturas de 100 estudantes do sexo masculino da Universidade XYZ.4. por hora. 72. 8 . recebessem. respectivamente.Os graus de um estudante em seis exames foram: 84. Física.Em uma companhia que tem 80 operários. vinte são 4.Entre 100 números. respectivamente. em média.00. Inglês e Higiene são. Exercícios – A mediana 7 . em Matemática. (b) O resultado seria o mesmo do item (a).Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Exercícios – Média aritmética 2 .Os graus finais de um estudante.Os salários mensais de quatro homens são: Cr$15. se 60 empregados tivessem salário flutuante com o médio de Cr$ 60. Cr$18. quarenta são 5. Determinar a mediana. 4 . 87 e 78.000. 90 e 70. trinta são 6 e os restantes são 7. e 20 Cr$ 40.000.br . 3 e 1.com. Determinar a média aritmética dos números. (a) Determinar o salário médio por hora. determinar o grau médio. 68. 91.Usar a distribuição de freqüência das alturas da TabEla 2. 5.com. por hora? Demonstrar essa resposta. (c) Pode-se crer que a média do salários / hora flutuante é típica? 6 . Se os pesos atribuídos a essas matérias são. como se determinaria a mediana desses números? 9 . (a) Determinar a média aritmética de seus salários (b) Pode-se dizer que essa média é típica dos salários? 3 .500 e Cr$90. Cr$ 40. por hora e 20.br jpverithas@jpverithas.000.A distribuição dos pesos de 40 estudantes de uma Universidade encontra-se na TabEla 3.Se há: (a) 85 e (b) 150 números ordenados em rol. 86.jpverithas. nas mesmas condições. 5 . Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 59 www.

Determinar a média.9. 5. Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 60 www.6. 49.5. um histograma e uma ogiva percentual e tentar obter a mediana graficamente.br . 50.com. 2. a mediana e a moda do conjunto dos números: (c) 3.8. e 48.jpverithas. (d) 51.9.5. Exercícios – A moda 11 .6.3. a partir dos dados do problema anterior.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 10 – Montar. 48.2.7. 6.br jpverithas@jpverithas.com.5.

com.br jpverithas@jpverithas.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 61 www.br .jpverithas.com.

350 27.br jpverithas@jpverithas.262 28.333 28.354 28.018 28.393 28.537 27.101 27.425 28.983 27.315 28.259 28.322 28.095 28.242 28.375 28.084 28.748 28.487 2 28.269 28.998 28.331 28.012 27.964 28.248 28.037 28.237 Preencher a carta de controle e fazer possíveis análises de desvios.404 28.984 27.281 28.769 27.492 28. Verifique as fórmulas da página 31.461 28.322 5 28.086 28.941 28.478 27.810 28.364 28.175 28.647 27.165 28.254 28.087 28.162 28.273 28.437 28.857 27.056 28.807 28.973 27.361 27.048 28.856 27.381 28.775 28.067 28.974 28.350 28.242 27. Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 62 www.541 27.067 28.370 27.091 28.222 28.790 28.284 28.999 28.982 27.364 27.945 28.049 28.097 28.212 28.971 28.300 28.352 27.138 28.900 28.170 4 27.com.114 28.193 28.219 28.737 28.180 28.435 28.305 28.225 28.083 27.br .225 28.585 28.982 27.922 28.139 28.292 28.204 28.360 28.091 27.123 27.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Exercício 1: Foram feitas medições para diâmetros de um eixo como segue: Nº sub amostras Dias 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 1 28.097 28.002 28.580 28.509 28.066 28.743 28.473 27.jpverithas.249 28.456 28.310 28.066 27.com.273 28.948 28.162 28.025 27.021 28.339 28.310 28.240 28.116 28.327 28.049 28.532 3 27.715 28.784 28.329 28.

Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Cálculos do exercício 1: Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 63 www.br .br jpverithas@jpverithas.com.com.jpverithas.

br .Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 64 www.com.com.jpverithas.br jpverithas@jpverithas.

Cálculos do exercício 2: Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 65 www.jpverithas.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Exercício 2: Calcule os dados do exercício 1 na nova carta Xbarra MR.com.br jpverithas@jpverithas.com.br .

br jpverithas@jpverithas.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 66 www.com.br .com.jpverithas.

com.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Exercício 3: Calcule os dados do exercício 1 na nova carta Xbarra s.br .br jpverithas@jpverithas.jpverithas.com. Cálculos do exercício 3: Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 67 www.

jpverithas.com.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Tabelas Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 68 www.br .br jpverithas@jpverithas.com.

br .br jpverithas@jpverithas.com.jpverithas.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Tabela 1: Valores de constantes Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 69 www.com.

com.jpverithas.br jpverithas@jpverithas.com.Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 70 www.br .

jpverithas.br jpverithas@jpverithas.br .Empresa Certificada pelo Registro Nº 458 Tabela de fórmulas para cartas por atributos Escritório: (11) 3711-4010 Linha Direta (11) 8339-7594 Fax: (11) 2092-8914 71 www.com.com.