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NORMAS BÁSICAS DE SEGURANÇA
LABORATÓRIO DE QUÍMICA

A segurança no laboratório é uma responsabilidade
que deve ser assumida por professores, monitores e alunos.
No recinto do laboratório não é permitida brincadeiras que
possam provocar danos para si ou outras pessoas. Apesar
disso, os laboratórios de química não são necessariamente
lugares perigosos, embora muitos dos perigos estejam
associados a eles.
Acidentes são, na maioria das vezes, causados por
falta de cuidado, a ignorância e desinteresse pelo assunto.
Embora não seja possível enumerar todas as
causas de possíveis acidentes no laboratório, existem alguns
cuidados que são básicos e que, se observados, ajudam a
evitá-los:

1. É PROIBIDO comer, beber ou fumar no laboratório.

2. Evite trabalhar sozinho no laboratório, a presença de
outras pessoas será sempre uma valiosa ajuda em caso
de acidentes.
3. Prepare-se antes de tentar realizar os experimentos.
Procure ler e entender os roteiros experimentais;
consulte a literatura especializada. Em caso de dúvidas,
discuta o assunto com o professor antes de tentar fazer o
experimento.
4. Utilize sempre que necessário materiais que possam
garantir a maior segurança no trabalho, tais como: luvas,
pinça, óculos de segurança (obrigatório
(obrigatório), etc. Procure manter seu jaleco limpo.

5. Conserve sempre limpos os equipamentos, vidrarias e
sua bancada de trabalho. Evite derramar líquidos, mas se
o fizer,limpe o local imediatamente.

6. Gavetas e portas dos armários devem ser mantidas
sempre fechadas.
7. Ao término do período de laboratório, lave o material
utilizado, limpe sua bancada de trabalho, seu banco, a
pia e outras áreas de uso em comum. Verifique se os
equipamentos estão limpos e desligados e os frascos
reagentes fechados.
8. Lave suas mãos freqüentemente durante o trabalho
prático, especialmente se algum reagente químico for
respingado. Ao final do trabalho, antes de deixar o
laboratório, lave as mãos.

9. Leia com atenção os rótulos dos frascos de reagentes
químicos para evitar pegar o frasco errado.
de que o reagente contido no frasco é exatamente o
citado no roteiro experimental.

10. Nunca torne a colocar no frasco o reagente não utilizado.
Não coloque objeto algum nos frascos de reagentes,
exceto o conta-gotas de que alguns são providos

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SEGURANÇA NO
A segurança no laboratório é uma responsabilidade
que deve ser assumida por professores, monitores e alunos.
No recinto do laboratório não é permitida brincadeiras que
possam provocar danos para si ou outras pessoas. Apesar
disso, os laboratórios de química não são necessariamente
lugares perigosos, embora muitos dos perigos estejam
Acidentes são, na maioria das vezes, causados por
falta de cuidado, a ignorância e desinteresse pelo assunto.
seja possível enumerar todas as
causas de possíveis acidentes no laboratório, existem alguns
cuidados que são básicos e que, se observados, ajudam a
comer, beber ou fumar no laboratório.

atório, a presença de
outras pessoas será sempre uma valiosa ajuda em caso
se antes de tentar realizar os experimentos.
Procure ler e entender os roteiros experimentais;
Em caso de dúvidas,
o assunto com o professor antes de tentar fazer o
Utilize sempre que necessário materiais que possam
garantir a maior segurança no trabalho, tais como: luvas,
obrigatório), jaleco
seu jaleco limpo.

Conserve sempre limpos os equipamentos, vidrarias e
sua bancada de trabalho. Evite derramar líquidos, mas se

Gavetas e portas dos armários devem ser mantidas
Ao término do período de laboratório, lave o material
utilizado, limpe sua bancada de trabalho, seu banco, a
pia e outras áreas de uso em comum. Verifique se os
equipamentos estão limpos e desligados e os frascos
emente durante o trabalho
prático, especialmente se algum reagente químico for
respingado. Ao final do trabalho, antes de deixar o
Leia com atenção os rótulos dos frascos de reagentes
químicos para evitar pegar o frasco errado. Certifique-se
de que o reagente contido no frasco é exatamente o
Nunca torne a colocar no frasco o reagente não utilizado.
Não coloque objeto algum nos frascos de reagentes,
gotas de que alguns são providos.
11. Evite contato físico com qualquer tipo de reagente
químico. Tenha cuidado ao manusear substâncias
corrosivas como ácidos e bases (use a apela).
12. A diluição de ácidos concentrados deve ser feita
adicionando-se o ácido lentamente, com agitação
constante, sobre a água
adequada, o calor gerado no processo de mistura, é
absorvido e dissipado no meio. Nunca proceda ao
contrário (água sobre o ácido).
13. Nunca deixe frascos contendo reagentes químicos
inflamáveis próximos a chamas.
14. Não deixe nenhuma substância sendo aquecida por
longo tempo sem supervisão.
15. Não jogue nenhum material sólido dentro das pias ou
ralos. O material inútil (rejeito) deve ser descartado de
maneira apropriada.
16. Quando for testar o produto químico pelo odor, não
coloque o frasco sobre o nariz, desloque os vapores que
desprendem do frasco com a mão para a sua direção.
17. Use a capela para experiências que envolvem o uso com
liberação de gases tóxicos ou corrosivos.
18. Não aqueça tubos de ensaio com a extremidade aberta
para si mesmo ou para alguém próximo. Sempre que
possível o aquecimento deve ser feito na capela.
19. Não deixe recipientes quentes em lugares que possam
ser pegos inadvertidamente. Lembre
quente tem a mesma aparência do vidro frio.
20. Não pipete de maneira alguma, líquidos corrosivos ou
venenosos, por sucção com a boca. Procure usar sempre
a “pêra de sucção”, para pipetar.
21. O bico de Bunsen deve permanecer aceso somente
quando estiver sendo utilizado.
22. Não trabalhe com material imperfeito.
23. Em caso de acidentes,
imediatamente. Ele deverá
acidente e tomar as atitudes necessárias.
24. Em caso de possuir alguma alergia, estar grávida ou em
qualquer outra situação que possa ser afetado quando
exposto a determinados reagentes químicos, comunique
ao professor logo no primeiro dia de aula.
25. Em caso de incêndio, este deverá ser abafado
imediatamente, com uma toalha, ou, se necessário, com
o auxílio de extintor de incêndio apropriado.
26. Comunique ao professor, monitor ou téc
notar algo anormal no laboratório.
27. Faça apenas as experiências indicadas pelo professor.
Caso deseje tentar qualquer modificação do roteiro
experimental discuta com o professor antes de fazê
28. No laboratório é OBRIGATÓRIO
óculos de segurança (para quem não usa óculos de
grau).






















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Evite contato físico com qualquer tipo de reagente
químico. Tenha cuidado ao manusear substâncias
corrosivas como ácidos e bases (use a apela).
A diluição de ácidos concentrados deve ser feita
se o ácido lentamente, com agitação
bre a água – com essa metodologia
adequada, o calor gerado no processo de mistura, é
absorvido e dissipado no meio. Nunca proceda ao
contrário (água sobre o ácido).
Nunca deixe frascos contendo reagentes químicos
inflamáveis próximos a chamas.
nhuma substância sendo aquecida por
longo tempo sem supervisão.
Não jogue nenhum material sólido dentro das pias ou
ralos. O material inútil (rejeito) deve ser descartado de
Quando for testar o produto químico pelo odor, não
frasco sobre o nariz, desloque os vapores que
desprendem do frasco com a mão para a sua direção.
Use a capela para experiências que envolvem o uso com
liberação de gases tóxicos ou corrosivos.
Não aqueça tubos de ensaio com a extremidade aberta
mo ou para alguém próximo. Sempre que
possível o aquecimento deve ser feito na capela.
Não deixe recipientes quentes em lugares que possam
ser pegos inadvertidamente. Lembre-se que o vidro
quente tem a mesma aparência do vidro frio.
lguma, líquidos corrosivos ou
venenosos, por sucção com a boca. Procure usar sempre
a “pêra de sucção”, para pipetar.
O bico de Bunsen deve permanecer aceso somente
quando estiver sendo utilizado.
Não trabalhe com material imperfeito.
Em caso de acidentes, comunique o professor
imediatamente. Ele deverá decidir sobre a gravidade do
acidente e tomar as atitudes necessárias.
Em caso de possuir alguma alergia, estar grávida ou em
ção que possa ser afetado quando
reagentes químicos, comunique
ao professor logo no primeiro dia de aula.
Em caso de incêndio, este deverá ser abafado
imediatamente, com uma toalha, ou, se necessário, com
o auxílio de extintor de incêndio apropriado.
Comunique ao professor, monitor ou técnico, sempre que
notar algo anormal no laboratório.
Faça apenas as experiências indicadas pelo professor.
Caso deseje tentar qualquer modificação do roteiro
experimental discuta com o professor antes de fazê-lo.
OBRIGATÓRIO o uso do jaleco e de
(para quem não usa óculos de

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DESCARTE DE REJEITOS (RESÍDUOS)

Até há pouco tempo, os laboratórios descartavam
seus rejeitos (resíduos) sem os cuidados necessários;
solventes voláteis eram evaporados (lançados para a
atmosfera), sólidos eram descartados em lixo comum e,
líquidos e soluções, eram descartados na pia. Essas práticas
não são recomendadas e, atualmente, existe uma
preocupação no descarte de rejeitos químicos.
Existem regras estabelecidas para o descarte de
rejeitos, especialmente os perigosos; no entanto, muitas vezes
são difíceis e de custo elevado para serem implementados.
Assim, na prática, procura-se, sempre que possível, minimizar
a quantidade de resíduos perigosos gerados nos laboratórios
de ensino.
Alguns procedimentos são adotados nesse sentido,
como por exemplo:
a) redução da escala (quantidade de substância) de
produtos químicos usados nos experimentos.
b) Substituição de reagentes perigosos por outros
menos perigosos.
c) Conversão dos resíduos para forma menos perigosa
através de reação química, antes do descarte.
d) Redução dos volumes a serem descartados
(concentrando as soluções ou separando os
componentes perigosos por precipitação).
e) Recuperação dos reagentes para novamente serem
utilizados.

Instruções para descarte dos resíduos são fornecidas
junto com as experiências quando os resíduos gerados pela
experiência não forem perigosos, poderão ser descartados na
pia de acordo coma s seguintes instruções:

1) soluções que podem ser jogadas na pia devem ser
antes diluídas com água, ou jogar a solução
vagarosamente acompanhada de água corrente.
2) Sais solúveis podem ser descartados como descrito
em 1.
3) Pequenas quantidades de solventes orgânicos
solúveis em água (exemplo: metanol ou acetona)
podem ser diluídos antes de ser jogados na pia.
Grande quantidade de solventes ou outros que
sejam voláteis não devem ser descartados dessa
maneira. No caso de tentar recupera-los.
4) Soluções ácidas e básicas devem ter seu pH
ajustado na faixa de 2 a 11 antes de serem
descartados. Em caso de pequenos volumes
dessas soluções (por exemplo: 10 mL ou pouco
mais), essas podem ser diluídas e descartadas.
5) Em caso de dúvida, perguntar ao professor como
proceder o descarte.

ALGUMAS ORIENTAÇÕES BÁSICAS

I) Resíduos insolúveis não-perigosos:
• papel, cortiça, areia, podem ser descartados
em um cesto de lixo comum do laboratório.
• Alumina, sílica gel, sulfato de sódio, sulfato de
magnésio e outros devem ser embalados para
evitar a dispersão do pó e descartados em lixo
comum.
• Se esses materiais estiverem contaminados
com resíduos perigosos deverão ser
manuseados de outra forma.

II) Resíduos sólidos solúveis não-perigosos:
• Alguns compostos orgânicos (exemplo: ácido
benzóico) podem ser dissolvidos com bastante
água e descarregados no esgoto. Podem,
também, ser descartados junto com resíduos
insolúveis não perigosos.
• Se esses materiais estiverem contaminados
com resíduos perigosos deverão ser
manuseados de outra forma.

III) Resíduos líquidos orgânicos não-perigosos:
• Substâncias solúveis em água podem ser
descartadas no esgoto. Por exemplo: etanol
pode ser descartado na pia do laboratório;
butan-1-ol, éter etílico e a maioria dos
solventes e compostos que não são miscíveis
em água não podem ser descartados dessa
maneira.
• Líquidos não-miscíveis com a água deverão
ser colocados em recipientes apropriados para
líquidos orgânicos, para posterior tratamento.

IV) Resíduos perigos genéricos:
• Neste grupo estão incluídas substâncias
perigosas como hexano, tolueno, aminas
(anilina, trietilamina), amidas, ésteres, ácido
clorídrico e outros.
• Deve-se ter especial atenção para as
incompatibilidades, ou seja, algumas
substâncias não podem ser colocadas juntas
no mesmo recipiente devido à reação entre
elas. Por exemplo: cloreto de acetila e de
etilamina reagem vigorosamente, ambos são
reagentes perigosos e seus rejeitos devem ser
mantidos em recipientes separados.
• Compostos halogenados como 1-bromo-
butano, cloreto de ter-butila eoutrostambém
devem ser guardados em recipientes
separados dos demais compostos.

V) Ácidos e bases inorgânicos fortes:
• Devem ser neutralizados, diluídos e então
descartados.

VI) Agentes oxidantes e redutores:
• Oxidar os redutores e reduzir os oxidantes
antes do descarte.

Esses são alguns exemplos de procedimento de
descarte de rejeitos produzidos no laboratório químico. É
prática comum, antes de iniciar em experimento,buscar na
literatura especializada informações sobre os efeitos tóxicos
sobre as substâncias que serão utilizadas e manuseio e
descarte das mesmas.





























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ACIDENTES COMUNS NO LABORATÓRIO

I) Queimaduras:

• Causadas pelo calor: quando leves aplicar
pomada de picrato de Butesina e, quando
graves, devem ser cobertas com gaze
esterilizada previamente umedecida com
solução aquosa de bicarbonato de sódio 5%.
• Causadas por ácidos: devem-se lavar
imediatamente com bastante água pelo menos
5 minutos. Em seguida tratar com solução de
bicarbonato de sódio a 5% e lavar novamente
com água. Secar o local e aplicar merthiolate.
• Causadas por bases: proceder como no caso
de queimadura por ácido, aplicando solução de
ácido acético1%.

II) Intoxicação por gases:
• Remover a vítima para um ambiente arejado e
deixar descansar. Em caso de asfixia fazer
respiração artificial.

III) Ingestão de substâncias tóxicas:
• Recomenda-se beber muita água e em seguida
beber:
a. Um copo de solução de bicarbonato
de sódio 1% ou leite de magnésia em
caso de ingestão de ácidos.
b. Um copo de solução de ácido cítrico
ou ácido acético a 2% em caso de
ingestão de bases.

IV) Ácido nos olhos:
• Deve-se lavar com bastante água
aproximadamente 15 minutos e aplicar solução
de ácido bórico 1%.

V) Base nos olhos:
• Deve-se lavar com bastante água
aproximadamente 15 minutos e aplicar solução
de bicarbonato de sódio 1%.


Até há pouco tempo, os laboratórios descartavam
seus rejeitos (resíduos) sem os cuidados necessários;
solventes voláteis eram evaporados (lançados para a
atmosfera), sólidos eram descartados em lixo comum e,
líquidos e soluções, eram descartados na pia. Essas práticas
não são recomendadas e, atualmente, existe uma
preocupação no descarte de rejeitos químicos.
Existem regras estabelecidas para o descarte de
rejeitos, especialmente os perigosos; no entanto, muitas vezes
são difíceis e de custo elevado para serem implementados.
Assim, na prática, procura-se, sempre que possível, minimizar
a quantidade de resíduos perigosos gerados nos laboratórios
de ensino.










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Prática 1: RELAÇÕES DE MASSA E VOLUME
DOS GASES

OBJETIVO
• Determinar a massa e o volume de alguns gases de
modo a relacionar estas grandezas.

REAGENTES E EQUIPAMENTOS
• Bióxido de manganês,
2
MnO
.
• Solução de peróxido de hidrogênio,
2 2
O H
, 10%.
• Ácido clorídrico, HCl , 20%.
• Bicarbonato de sódio,
3
NaHCO
, ou carbonato de sódio,
3 2
CO Na
.
• Proveta.
• Saco plástico.
• Pedaço de mangueira, ou garrote de látex.
• Sistema de coleta de gás, formado por um saco plástico
amarrado a uma rolha na qual foi adaptado um conta-
gotas.
• Sistema gerador de gás, formado por um frasco
alimentador (A) e um reator (R) e um frasco secador
(FS).
• Sistema de medir volume, formado por uma bacia e
frasco coletor de gases (proveta).

PARTE EXPERIMENTAL
1. Monte seu equipamento como ilustrado na figura 1.
(A)
(R)
Sistema Coletor de Gás Frasco
Secador

Figura 1 – Sistema utilizado para produção de gás.

PARTE 1 – Massa de Oxigênio,
2
O

a) Confira se o Frasco coletor e o sistema gerador de
gás não apresentam vazamentos.
b) Meça a massa do sistema coletor de gás limpo,
seco, sem ar e com a tampa de borracha do conta-
gotas. Anote: __________
c) Coloque um pouco de bióxido de manganês,
2
MnO
,
no reator (R), uma ponta de espátula e,
aproximadamente, 10 mL de solução de peróxido de
hidrogênio,
2 2
O H
, 10% no frasco alimentador (A).
d) Inicie a reação lentamente, alimentando o reator.
Uma vez verificada a produção de gás, ligue-o ao
Sistema coletor.
e) Quando o sistema coletor de gás estiver cheio,
desligue a conexão e recoloque rapidamente a
tampa de borracha do conta-gotas e meça a massa
desse sistema coletor. Anote: __________. Pare a
alimentação do sistema gerador de gás.
f) Limpe e seque o sistema coletor e o sistema
gerador de gás.
g) Anote a massa de gás oxigênio presente no sistema
coletor de gás: __________.

PARTE 2 – Massa de Gás Carbônico,
2
CO

a) Adicione ao reator (R) alguns gramas de
bicarbonato de sódio,
3
NaHCO
, aproximadamente 6
colheres e cerca de 20 mL de solução a 20% de
ácido clorídrico, HCl , ao alimentador (A).
b) Repita o procedimento da PARTE 1 a partir do item
d.
c) Anote a massa do sistema coletor com o gás
carbônico: __________
d) Anote a massa de gás carbônico existente no
sistema coletor de gás: __________

PARTE 3 – Massa de Ar
Use a imaginação para encher o sistema coletor de gás com
ar e meça a massa total. Anote: ________
Anote a massa de ar existente no sistema coletor de gás.
Anote: __________
Passe para a PARTE 4.

PARTE 4 – Medida do Volume
a) O sistema coletor de gás cheio de ar é ligado
através de uma mangueira ao sistema de medir
volume, inicialmente cheio de água, como mostra a
figura 2.

Figura 2 – Sistema utilizado para medir volume.

b) Aperte, suavemente, o saco plástico até transferir
todo o gás para o sistema de medir volume.
c) Tampe a garrafa do sistema de medir volume e tire-
a da água colocando-a de pé, em cima da bancada.
d) Meça a quantidade de água para encher a garrafa
do sistema de medir volume. Este será o volume do
ar. Anote: __________

QUESTÃO A SER DISCUTIDA
1. Com os dados obtidos de volume e massas,
preencha a tabela abaixo adequadamente:
G
á
s

M
a
s
s
a
/
g

V
o
l
u
m
e
/
m
L

D
e
n
s
i
d
a
d
e

(
g
/
m
L
)

V
o
l
u
m
e

m
o
l
a
r

(
L
/
m
o
l
)

C
o
n
c
e
n
t
r
a
ç
ã
o

(
m
o
l
/
L
)

2
O


2
CO


Ar

2. Redija a capa, o objetivo e a introdução de um
relatório da atividade prática, entregando ao
professor na data ___/ ___/ ___, nos moldes da
apostila Redação de Relatórios deste professor,
encontrada no site www.fabianoraco.oi.com.br, link
Atividades Práticas do Nível Superior.

















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Prática 2: MASSA MOLAR DE UM LÍQUIDO
VOLÁTIL

OBJETIVO
• Determinar a massa molar, no estado de vapor, de um
líquido volátil, mediante o método de Dumas.

CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS
Para um gás ideal:
RT
P
M
ρ
=
, em que M é a
massa molar,
ρ
é a densidade, R é a constante dos gases,
T é a temperatura em kelvin e P é a pressão.
Segundo o método de Dumas, a densidade de um
gás pode ser determinada usando um balão de vidro de
pescoço longo, previamente com a massa medida,
ar balão m + =
1
; a massa do mesmo balão mais o vapor,
vapor balão m + =
2
, e a massa do balão com água destilada,
água balão m + =
3
. Com estes dados, pode-se montar o
seguinte sistema de equações:
g
E
m m m
g
E
m m m
g
E
m m m
a b
v b
ar b
− + =
− + =
− + =
3
2
1

E e
g
são o empuxo e a aceleração da gravidade,
respectivamente.
Combinando estas equações, temos que:
( )
( )
ar a
ar v
m m m m
m m m m
+ − =
+ − =
1 3
1
Considerando que o volume do balão é
ar
ar
a
a
m m
V
ρ ρ
= =
e como
V
m
v
= ρ
, finalmente:
( )( )
( )
ar
ar a
m m
m m
ρ
ρ ρ
ρ +


− −
=
1 3
1 2
.
Neste caso, as densidades da água e do ar devem
ser conhecidas nas condições de temperatura e pressão em
que foram realizadas as medidas.

REAGENTES E EQUIPAMENTOS
• Balão de fundo chato com rolha.
• Termômetro.
• Balança.
• Banho-maria com agitação e termômetro.
• Suporte com mufla.
• Clorofórmio.
• Substância problema.

PARTE EXPERIMENTAL
1. Meça a massa do balão de fundo chato, previamente
limpo e seco. Anote,
1
m
: __________
2. Coloque o balão de fundo chato em suporte adequado no
banho-maria, como mostra a figura 1:

Figura 1 – Montagem para determinação de massa molar.

A introdução do clorofórmio pode ser facilitada
usando a seguinte técnica:
a. Aqueça ligeiramente o balão imerso no banho-
maria (aproximadamente 50°C).
b. Retire o balão do banho-maria e mergulhe a
ponta dele num béquer com cerca de mL 10 de
clorofórmio. O resfriamento natural do balão
provocará a aspiração do líquido.
c. O resfriamento pode ser facilitado soprando
por cima no balão. Repita essa operação até
recolher cerca de mL 5 de clorofórmio.
d. Recoloque o balão no banho-maria e aqueça
até a temperatura de ebulição da água.
e. Espere a vaporização completa do clorofórmio
(cerca de in 0 1 m ).
f. Teste, com o auxílio de uma pequena chama
(palito de fósforo) próxima da extremidade do
balão se ainda há escapamento de vapor.
g. Quando tiver certeza de não haver mais
escapamento de gás, feche a ponta do balão
hermeticamente.
h. Registre a pressão atmosférica e a
temperatura do banho (T = __________) que,
nesta fase da experiência, deve ser constante
para não alterar a massa do gás no balão.
Determine a massa
2
m
: __________.
i. Finalmente, encha o balão com água destilada
e fervida. Para tanto, deve-se introduzir a ponta
do balão selado e abrir por baixo da superfície
da água.
j. Determine
3
m
: __________.
k. Repita o item “i” com a amostra problema.
Obs.: O banho deve ter uma temperatura de
aproximadamente 20°C a mais que a
temperatura de ebulição da substância de
prova.

Use o Hand-Book de Físico-Química para obter as
densidades da água e do ar.
Determine a densidade do clorofórmio e a sua massa
molar, compare com o valor da literatura e tente definir
um fator de correção para o cálculo da densidade da
amostra problema.
Calcule o erro experimental. Discuta levando em
consideração os erros dos instrumentos de medida
utilizados.
Redija a capa, o objetivo e a introdução e a parte
experimental de um relatório da atividade prática,
entregando ao professor na data ___/ ___/ ___, nos
moldes da apostila Redação de Relatórios deste
professor, encontrada no site www.fabianoraco.oi.com.br,
link Atividades Práticas do Nível Superior.



















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Prática 3: DETERMINANDO MASSAS
MOLARES DE METAIS ATRAVÉS DE
REAÇÕES COM ÁCIDOS

OBJETIVO
• Verificar a possibilidade de se determinar a massa molar
de um metal através de reações com ácidos fortes,
empregando cálculos relacionados com o gás liberado na
reação.

CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS
Para esta atividade prática você deve responder à
seguinte pergunta:

Pode-se determinar a massa molar de um metal através
de dados relacionados ao gás liberado pela reação do
metal com ácido forte?

Se a resposta for positiva, encontre a massa molar
do metal empregado na sugestão de roteiro e explique o
procedimento para encontrá-la.

REAGENTES E EQUIPAMENTOS
• Magnésio em aparas.
• Solução aquosa de ácido sulfúrico 1:1.
• Balão de destilação.
• Balão de fundo chato.
• Béquer.
• Mangueiras.
• Rolhas.
• Tubos de vidro.

SUGESTÃO DE PARTE EXPERIMENTAL
1. Monte seu equipamento conforme ilustrado abaixo
H
2
SO
4
(aq)
H
2
O(L)
A
B
Mg(s)

Figura 1 – Sistema utilizado para produção e medida do gás.

2. Coloque água no balão de fundo chato (frasco A) até ¾
do volume total do balão.
3. Coloque cerca de 200 mL de solução aquosa de ácido
sulfúrico 1:1 no balão de destilação.
4. Meça exatamente, cerca de 0,5 g de magnésio (Anote a
massa exata: _____________) em aparas e coloque,
cuidadosamente, no gargalo do balão. Não deixe que
nenhum material caia na solução ácida antes que o
sistema esteja totalmente fechado.
5. Verifique todas as conexões a fim de que o gás formado
não possa escapar do sistema.
6. Incline o balão de destilação na posição vertical e
observe a água que será mandada para o béquer (frasco
B).
7. Após a reação ter-se completado, meça o volume de
água recolhido com uma bureta.
(Anote o volume: ________________)

Relate seu experimento, nos moldes da apostila
Redação de Relatórios deste professor, encontrada no
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do Nível Superior.





Use este espaço para as suas anotações!!














































































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Química Não se Decora, Compreende! - 8
U
Q
Prática 4: DENSIDADE DE SOLUÇÕES
LÍQUIDAS

OBJETIVO
• Determinar a densidade de soluções líquidas usando o
método picnométrico.
• Estudar a relação da densidade com uma variável de
concentração.

CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS
A densidade encontra numerosas aplicações em
físico-química. Em muitos casos é possível determinar a
composição de uma solução líquida através da medida de sua
densidade.
Nesta prática, usaremos o método picnométrico, o
qual consiste na determinação do volume do picnômetro, V,
usando água, ma, e a densidade da água, ρa. A seguir, são
determinadas as massas das soluções, mx, cuja densidade
tentamos relacionar.
A densidade da água na temperatura e trabalho
precisa ser conhecida de tal forma a termos:
(1)
a
a
m
V
ρ
=

2)
a
a
x x
m
m
V
m
ρ ρ
|
|
¹
|

\
|
= =

A equação (2) não considera o efeito do empuxo do
ar nas determinações das massas. Portanto, proceda como na
aula anterior considerando que:
1 3
1 2
m m m
m m m m
m m
a
x vapor
picnômetro balão
− =
− = =
=

Assim, temos finalmente que:
( )
ar ar a
a
x
m
m
ρ ρ ρ ρ +


|
|
¹
|

\
|
=




REAGENTES E EQUIPAMENTOS
• Picnômetro.
• Termômetro.
• Balança.
• Acetona.
• Cloreto de sódio.

PARTE EXPERIMENTAL

Parte (1)

1. Determine a massa do picnômetro após uma escrupulosa
limpeza com água e sabão, enxaguando com acetona ou
éter e seco (mpic = __________).
2. Encha o picnômetro com água destilada e fervida, mas à
temperatura ambiente, tomando-se as seguintes
precauções:
a. coloque a ponta da tampa do picnômetro e
deixe-a descer livremente por gravidade;
b. secar o excesso de água que escorre pelas
paredes com papel higiênico;
c. registre a temperatura ambiente
(T = __________ e consulte sua densidade na
tabela acima, ρ = __________);
d. e meça a massa do conjunto
(mpic + água = __________).
e. Determine o volume do picnômetro, utilizando
a tabela de densidades da água acima
(Vpic = __________). Deixe os cálculos e
coloque a unidade correta!!









Parte (2)

3. Deduza uma equação capaz de relacionar o volume de
acetona a ser adicionado ao balão volumétrico de
mL 100 para preparar as soluções abaixo. Nessa
equação deverão estar presentes: o volume total da
mistura, a fração em quantidade de matéria da água,
a densidade da água e da acetona e a massa molar
da água e da acetona.
4. Encontre os volumes de acetona a serem utilizados nos
preparos das soluções abaixo, preenchendo
corretamente a tabela abaixo:
Volumes de acetona a serem adicionados a um balão
volumétrico de mL 100 para o preparo das soluções
aquosas abaixo indicadas.
Soluções (Frações em quantidade
de matéria de água)
Volume de
acetona / mL
1,00
0,80
0,60
0,40
0,20
0,10
0,00

5. Prepare os mL 100 de cada uma das soluções de água e
acetona.
6. Repita as medições de massa com todas as soluções
preparadas anteriormente, tomando cuidado para manter
sempre limpo o picnômetro entre cada medida.
Determine, também, as densidades das soluções.
Soluções (Frações em
quantidade de matéria de
água)
Massas das
soluções +
picnômetro / g
Densidades
/ g⋅ ⋅⋅ ⋅mL
1,00
0,80
0,60
0,40
0,20
0,10
0,00

7. Faça o gráfico da densidade das soluções em função da
fração de quantidade de matéria de água, em papel
milimetrado.



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Química Não se Decora, Compreende! - 9
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Parte (3)

8. Deduza uma equação capaz de relacionar a massa de
NaCl a ser adicionada a mL 100 de água para se obter
as soluções abaixo. Nessa equação deverão estar
presentes: o a massa de NaCl, a %(m/m) de NaCl na
solução, a densidade da água e o volume da água.
9. Encontre as massas de NaCl a serem adicionadas aos
mL 100 de água para preparar as soluções abaixo,
preenchendo corretamente a tabela abaixo:
Massas de NaCl a serem adicionadas a mL 100 de água
para o preparo das soluções aquosas abaixo indicadas.
Soluções (%(m/m) de NaCl)
Massas de NaCl /
g
2,0
4,0
8,0
12,0
16,0
20,0
25,0

10. Prepare os mL 100 de cada uma das soluções de água e
acetona, em béquer, medindo o volume de água com
uma proveta (cuidado para não perder massa de NaCl na
transferência).
11. Repita as medições de massa com todas as soluções
preparadas anteriormente, tomando cuidado para manter
sempre limpo o picnômetro entre cada medida.
Determine, também, as densidades das soluções.
Soluções (%(m/m) de
NaCl)
Massas das
soluções +
picnômetro / g
Densidades
/ g⋅ ⋅⋅ ⋅mL
2,0
4,0
8,0
12,0
16,0
20,0
25,0

12. Faça o gráfico da densidade das soluções em função da
fração de quantidade de matéria de água, em papel
milimetrado.


13. Analise os gráficos e discuta os fatores que limitam a
precisão deste método.

Relate seu experimento, nos moldes da apostila
Redação de Relatórios deste professor, encontrada no
site www.fabianoraco.oi.com.br, link Atividades Práticas
do Nível Superior.


Dedução da 1ª. Equação (Fração em quantidade de Matéria)
( )
( )
acetona acetona água
acetona água água
água
água
água
acetona acetona água
acetona água água
água
acetona acetona água
água acetona água água
acetona acetona água
acetona água água
água
acetona acetona água
acetona água água
acetona acetona água
água acetona água água
água
acetona acetona água
acetona água água
acetona acetona água
acetona água água
água
acetona acetona água
acetona água água
água
acetona acetona
acetona
água
água água
água
acetona
acetona
água
água
água
acetona
acetona
água
água
água
acetona
água
acetona
acetona
acetona
acetona
água
água acetona
acetona
água acetona água
V M
M V
X
X
X
V M
M V
X
V M
X M V
V M
M V
X
V M
M V
V M
X M V
X
V M
M V
V M
M V
X
V M
M V
X
V
M
M
V
X
m
M
M
m
X
M
m
M
m
X
n
n
n
n
n
n
X
n n
n
X X X
× ×
× ×
=

− ×
|
|
¹
|

\
|
× ×
× ×
=
|
|
¹
|

\
|
× ×
× × ×

|
|
¹
|

\
|
× ×
× ×
=
|
|
¹
|

\
|
× ×
× ×
=
|
|
¹
|

\
|
× ×
× × ×
+

|
|
¹
|

\
|
× ×
× ×
+ =
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
× ×
× ×
+ ×
|
|
|
|
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
× ×
× ×
+
− =
|
|
|
|
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
×
×
×
+
− =
|
|
|
|
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
× +
− = ⇒
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
¹
|

\
|
|
|
|
|
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
+
− =
|
|
|
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
+
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
− = ⇒ =
+
+ ⇒ = +
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
1
1
1 1 1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 1 1
( )
( )
( )
( )
( )
( )
1
1
1
1
1
1
1
1
+
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
×
×
×
|
|
¹
|

\
|

=
=
|
|
¹
|

\
|
+
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
×
×
×
|
|
¹
|

\
|

×
= +
|
|
¹
|

\
|
×
|
|
¹
|

\
|
×
×
×
|
|
¹
|

\
|

− = ×
|
|
¹
|

\
|
×
×
×
|
|
¹
|

\
|


=
|
|
¹
|

\
|
×
×
×
|
|
¹
|

\
|

=
|
|
¹
|

\
|
×
×
×
|
|
¹
|

\
|

água acetona
água acetona
água
água
total
acetona
total
água acetona
água acetona
água
água
acetona
total acetona acetona
água acetona
água acetona
água
água
acetona total acetona
água acetona
água acetona
água
água
acetona
acetona total
água acetona
água acetona
água
água
acetona
água
água acetona
água acetona
água
água
M
M
X
X
V
V
V
M
M
X
X
V
V V V
M
M
X
X
V V V
M
M
X
X
V
V V
M
M
X
X
V
V
M
M
X
X
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ



Dedução da 1ª. Equação (Fração em quantidade de Matéria)
( )
X
X V
m X m X V
X m m X V
m X m X V
m V
m
X
m m
m X
m m
m
m m
água água
sal sal água água
sal sal água água
sal sal água água
sal água água
sal
sal água
sal
sal água
sal

× ×
= ⇒ − = × ×
⇒ × − × = × ×
⇒ × = × + × ×

+ ×
×
=

+
= ⇒
+
=
100
100
100
100
100
100
) / %(
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ



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Prática 5: CONSTRUÇÃO DE UM
CALORÍMETRO DE MISTURA

OBJETIVO
• Construir um calorímetro de mistura.
• Determinar sua capacidade calorífica.

REAGENTES E EQUIPAMENTOS
• Frasco térmico.
• Frasco isolante.
• Pipetas.
• Termômetro.
• Béquer.
• Cronômetro.

PARTE EXPERIMENTAL

1. Montar o calorímetro conforme esquema da figura
abaixo, que é o aparelho típico empregado para a
determinação de calores de reação. Anote o número do
calorímetro: ____

A
B
C
A = Termômetro
B = Frasco Térmico
C = Frasco Isolante

2. Colocar no frasco térmico (B) 300 mL de água destilada à
temperatura ambiente. (Tquente = __________)
3. Agitar, rapidamente, dentro do frasco térmico (B) do
calorímetro, 75 mL de água previamente gelada de
temperatura rigorosamente conhecida e anotada
(Tfrio = __________).
4. Agitar a mistura imediatamente após a adição da água
gelada à água contida no calorímetro e anotando, fazer
leituras de temperatura a cada 30 segundos até que ela
tenha atingido um valor constante.
Tempo (s) Temperatura (ºC)
0
30
60
90
120
150
180
210
270
300

5. Esvaziar e secar o calorímetro e repetir o mesmo
procedimento três vezes.
Tfrio = Tfrio = Tfrio =
Tquente = Tquente = Tquente =
Replicata 1 Replicata 2 Replicata 3
t (s) T (ºC) t (s) T (ºC) t (s) T (ºC)
0 0 0
30 30 30
60 60 60
90 90 90
120 120 120
150 150 150
180 180 180
210 210 210
270 270 270
300 300 300

TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS

Consideramos o fato de que o calor ganho pelo
corpo frio (água gelada) é igual, numericamente, ao calor
perdido pelo corpo quente (água à temperatura ambiente) e
pelo calorímetro, isto é,
) ( ) q ( ) ( o calorímetr q uente água q fria água q q q
lib abs
+ = ⇒ =
.
A capacidade calorífica do calorímetro é
determinada pela expressão:
T C q ∆ =

onde C é a capacidade calorífica do calorímetro.

Já no caso das massas de água, fria e quente,
aplicamos:
T mc q ∆ =

sendo c o calor específico da água, igual a
1 1
al 1
− −
⋅ ⋅ C g c
o
.

Por substituição na primeira equação:

) (
) ( ) (
) ( ) ( ) (
) ( ) ( ) (
quente equil
quente equil quente frio equil frio
quente equil quente equil quente frio equil frio
quente equil quente equil quente frio equil frio
T T
T T c m T T c m
C
T T C T T c m T T c m
T T C T T c m T T c m

− − −
=
⇒ − = − − −
⇒ − + − = −

em que mfrio e mquente são as massas das águas fria e quente
respectivamente; Tequil, Tfrio e Tquente são as temperaturas no
equilíbrio térmico, do corpo frio e do corpo quente,
respectivamente,C é a capacidade calorífica do calorímetro e
c é o calor específico da água.

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO

1. Obtenha uma equação para determinação da
capacidade calorífica do calorímetro, C, que
leve em conta a densidade da água, ρ, nas
temperaturas de trabalho, bem como os
volumes usados dessa água.




2. Agora, diante dos dados levantados, encontre
a capacidade calorífica do calorímetro. Deixe
os cálculos!












3. Interprete o valor obtido no item anterior.




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Prática 6: DETERMINAÇÃO DO CALOR DE
NEUTRALIZAÇÃO

OBJETIVO
• Determinar o calor de neutralização de um ácido forte por
uma base forte.

REAGENTES E EQUIPAMENTOS
• Solução aquosa de ácido clorídrico, HCl
• Solução aquosa de hidróxido de sódio
L mol / 25 , 0
.
• Frasco térmico.
• Frasco isolante.
• Termômetro.
• Béquer.
• Cronômetro.

CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS

Quando soluções diluídas de ácidos fortes são
neutralizadas por soluções diluídas de bases fortes, observa
se que o calor de neutralização liberado por mol de água
formada, é praticamente constante e independe da nature
do ácido e da base.
Ao adicionar uma solução diluída de um ácido forte
a uma solução diluída de uma base forte, a única reação
química que ocorre é:
K H l O H aq OH aq H
o
) 298 ( ) ( ) ( ) (
2
∆ → +
− +
Quando ácidos ou bases fracas são neutralizados, o
calor associado ao processo depende do seu grau de
ionização.

PARTE EXPERIMENTAL

1. Montar 2 calorímetros, A = HCl e B =
figura abaixo. O termômetro deve ser o mesmo para os
dois calorímetros e, no início da experiência, ele deve
permanecer no calorímetro A.
NaOH
0,25 mol/L
A B
HCl
0,25 mol/L

2. No calorímetro A, limpo e seco, colocar
L mol / 25 , 0
. Após molhar as paredes do frasco e o
termômetro, retirar a solução do ácido,
um béquer.
3. Medir
3
200 cm da mesma solução de ácido contida no
béquer e transferi-los novamente para o mesmo
calorímetro A.
4. Medir
3
200 cm da solução de NaOH
transferi-los para o calorímetro B.
5. Fazer, anotando, cinco leituras de temperatura com
intervalos de 30 segundos no termômetro mergulhado na
solução de ácido.
SOLUÇÃO ÁCIDA – CALORÍMETRO A
t = 0 s t = 30 s t = 60 s t = 90 s
T = T = T = T =

6. Logo após a última leitura, retirar o termômetro
secá-lo e, em seguida, mergulhá-lo na solução da base
no calorímetro B, procurando não gastar nesta operação,
mais do que 30 segundos.
7. Continuar as leituras da temperatura da solução da base
com o mesmo intervalo de tempo.
SOLUÇÃO BÁSICA – CALORÍMETRO B
t = 0 s t = 30 s t = 60 s t = 90 s
T = T = T = T =

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DETERMINAÇÃO DO CALOR DE
Determinar o calor de neutralização de um ácido forte por
HCl ,
L mol / 25 , 0
.
hidróxido de sódio, NaOH ,
Quando soluções diluídas de ácidos fortes são
neutralizadas por soluções diluídas de bases fortes, observa-
se que o calor de neutralização liberado por mol de água
formada, é praticamente constante e independe da natureza
Ao adicionar uma solução diluída de um ácido forte
a uma solução diluída de uma base forte, a única reação
mol cal / 13700 − =

Quando ácidos ou bases fracas são neutralizados, o
depende do seu grau de
e B = NaOH , conforme
O termômetro deve ser o mesmo para os
dois calorímetros e, no início da experiência, ele deve
No calorímetro A, limpo e seco, colocar
3
210 cm de HCl
Após molhar as paredes do frasco e o
termômetro, retirar a solução do ácido, colocando-a em
da mesma solução de ácido contida no
los novamente para o mesmo
NaOH
L mol / 25 , 0
e
Fazer, anotando, cinco leituras de temperatura com
intervalos de 30 segundos no termômetro mergulhado na
CALORÍMETRO A
t = 90 s t = 120 s
T =
após a última leitura, retirar o termômetro lavá-lo,
lo na solução da base
no calorímetro B, procurando não gastar nesta operação,
Continuar as leituras da temperatura da solução da base
CALORÍMETRO B
t = 90 s t = 120 s
T =
8. Após a quinta leitura, transferir rapidamente os
da solução de HCl do calorímetro A para o calorímetro
B, agitando, moderadamente, para assegurar
homogeneização.
9. Continuar com as leituras da temperatura da mistura a
cada 30 segundos até que a temperatura atinja um
máximo e depois se mantenha constante ou tenha
diminuído um pouco. Fazer, no mínimo, 10 leituras após
esta observação.
Tempo (s) Temperatura (ºC)
0
30
60
90
120
150
180
210
270
300

TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS

Como foi dito anteriormente, foi neutralizado o ácido
contido em
3
200 cm de uma solução
da temperatura no sistema do calorímetro (soluções, frascos e
termômetro) é, portanto, devida à liberaç
à neutralização de
mol ,05 0
de ácido ou de base. Esta
quantidade de calor,
Q
, é dada pela equação:
A
T Q + ∆ = 200 200
em que
A
T ∆
e
B
T ∆
são elevações de temperatura das
soluções do ácido e da base e C
calorímetro.
Como as soluções são diluídas, suas densidades e
suas capacidades caloríficas foram, na equação acima,
consideradas iguais à da água, com os valores unitários.
Para se ter
A
T ∆
e
T ∆
construir um gráfico de temperatura
representado abaixo.
No gráfico, o tempo O corresponde à temperatura
máxima e o tempo P, ao momento em que se faz a mistura.
No meio da distância OP, levantar a perpendicular ab, tendo
assim os pontos A e B. Extrapolar a curva de resfriamento do
calorímetro até a reta ab obten
AM T
A
= ∆
e
BM T
B
= ∆
.

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO

4. Calcular o valor de
base) neutralizado.
5. Calcular o erro percentual.
6. Discuta as possíveis causas de erros.

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, transferir rapidamente os
3
200 cm
do calorímetro A para o calorímetro
B, agitando, moderadamente, para assegurar a
Continuar com as leituras da temperatura da mistura a
cada 30 segundos até que a temperatura atinja um
máximo e depois se mantenha constante ou tenha
Fazer, no mínimo, 10 leituras após
Tempo (s) Temperatura (ºC)
330
360
390
420
450
480
510
540
570
600
EXPERIMENTAIS
Como foi dito anteriormente, foi neutralizado o ácido
de uma solução
L mol / 25 , 0
. A elevação
da temperatura no sistema do calorímetro (soluções, frascos e
termômetro) é, portanto, devida à liberação de calor associada
de ácido ou de base. Esta
, é dada pela equação:
B B
T C T ∆ + ∆ 200

são elevações de temperatura das
C é a capacidade calorífica do
Como as soluções são diluídas, suas densidades e
suas capacidades caloríficas foram, na equação acima,
a água, com os valores unitários.
B
T
com precisão, é necessário
construir um gráfico de temperatura versus tempo, como o

No gráfico, o tempo O corresponde à temperatura
máxima e o tempo P, ao momento em que se faz a mistura.
No meio da distância OP, levantar a perpendicular ab, tendo
assim os pontos A e B. Extrapolar a curva de resfriamento do
calorímetro até a reta ab obtendo o ponto M. Segue que
QUESTÕES PARA DISCUSSÃO
Calcular o valor de H ∆ por mol de ácido (ou
base) neutralizado.
Calcular o erro percentual.
Discuta as possíveis causas de erros.
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Prática 7: DETERMINAÇÃO DO CALOR DE
SOLIDIFICAÇÃO DO NAFTALENO

OBJETIVO
• Determinar o calor de solidificação do naftaleno a partir
da variação de temperatura provocada numa massa
conhecida de água.

REAGENTES E EQUIPAMENTOS
• Béquer.
• Tubo de ensaio.
• Proveta.
• Termômetro.
• Bico de bunsen.
• Tripé.
• Tela de amianto.
• Água destilada.
• Naftaleno.
• Balança.

PARTE EXPERIMENTAL

1. Colocar em um béquer mL 50 1 de água destilada
medidos em uma proveta.
150 mL
H
2
O
m(H O) = _____ g


2. Adicionar água até
3
2 de um béquer de mL 00 1 e
coloque esse béquer para aquecer usando o bico de
bunsen ou placa de aquecimento.
150 mL
H
2
O
Béquer 1
Béquer 2


3. Medir cerca de
g 2
a
g 5
de naftaleno.
4. Colocar a massa de naftaleno em um tubo de ensaio e
este em banho-maria na água previamente aquecida no
béquer de mL 00 1 até que todo o naftaleno sólido se
transforme em naftaleno líquido. Não continue a
aquecer o naftaleno líquido.
Béquer 2
m (naftaleno) = __________ g


5. Meça a temperatura da água da etapa 1 e determine sua
densidade para essa temperatura: ρágua = __________.
150 mL
H
2
O
Béquer 1
T água inicial
______
o
C




6. Retirar o tubo de ensaio do banho-maria e deixar resfriar
até perceber o primeiro sinal de turvação que indica que
a solidificação está começando.
7. Colocar, imediatamente, o tubo de ensaio com o
naftaleno no béquer da etapa 1, de modo que o naftaleno
dentro do tubo fique abaixo do nível de água. Agitar a
água continuamente usando o próprio tubo de ensaio.
Béquer 1
Béquer 2
Naftaleno
Líquido


8. Anotar a temperatura da água até que ela atinja um valor
máximo, o que deve coincidir com a solidificação de todo
o naftaleno dentro do tubo.
Béquer 1
T água final
______
o
C


TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS

Podemos considerar que o calor ganho pela água
ao entrar em contato com o naftaleno tenha o mesmo valor do
calor perdido pelo naftaleno em conseqüência da solidificação,
mas com sinal trocado. O calor ganho pela água é dado pela
equação:
T c V T c m Q ∆ × × × = ∆ = ρ . .
.
1 1
2
al 1 ) (
− −
⋅ ⋅ = C g c O H c
o


QUESTÕES PARA DISCUSSÃO

7. Calcular o valor do calor ganho pela água e
obter o valor do calor de solidificação do
naftaleno.


8. Calcular o calor de solificação do naftaleno por
grama,
g cal /
, dividindo o valor encontrado no
item anterior pela massa de naftaleno usada.


9. Determinar a variação de entalpia para o
processo de solidificação do naftaleno.


Relate seu experimento, nos moldes da apostila
Redação de Relatórios deste professor, encontrada no
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Química Não se Decora, Compreende! - 13
U
Q
Prática 8: DETERMINAÇÃO DO CALOR
ESPECÍFICO DE UM SÓLIDO

OBJETIVO
• Calcular o calor específico de um sólido usando um
calorímetro de mistura.

REAGENTES E EQUIPAMENTOS
• Calorímetro de mistura.
• Pipeta volumétrica.
• Proveta.
• Termômetro.
• Placa aquecedora.
• Balança.
• Água.
• Sólido problema, Cu ou Al.
• Cronômetro.

PARTE EXPERIMENTAL

PARTE 1

1. Coloque no calorímetro de mistura, sob agitação
uniforme, a amostra problema junto com 200 mL de água
à temperatura ambiente. Registre a temperatura no
calorímetro (espere atingir o equilíbrio térmico).
2. Aqueça no béquer, 200 mL de água a uma temperatura
próxima de 50ºC e registre esta temperatura. Adicione,
rapidamente, esta água no calorímetro, registre a
temperatura de 20 em 20 segundos até atingir o
equilíbrio térmico.
3. Inverta o processo, ou seja, coloque primeiro a água
quente no calorímetro e registre a temperatura após ficar
estável. Adicione a seguir a água fria junto com a
amostra.
4. Repita o procedimento que encontrar mais eficiente, isto
é, aquele que provoca maior variação.

PARTE 2

5. Coloque no calorímetro limpo e seco, 300 mL de água
morna sob constante agitação e registre a temperatura.
6. Adicione, aproximadamente, 100 g de gelo ao
calorímetro, registre a temperatura de 20 em 20
segundos, até atingir o equilíbrio térmico.
7. Calcule a massa de gelo adicionada, medindo o volume
de água formada no calorímetro, Vt – 350, e a densidade
da mesma.
8. Repita o procedimento 3 vezes e tabele seus resultados.

TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS

O calor específico é uma medida da capacidade
calorífica quando referida a uma unidade de massa
(usualmente gramas) do corpo de prova. A capacidade
calorífica molar por sua vez, é a capacidade calorífica por mol
do corpo de prova.

O calor específico de um sólido pode ser
determinado por um balanço energético,para T2 > T1:

) )( ( ) (
1 1 1 2 2 2
T T m c m c C T T m c
x x
− + + = −
.
em que c2, c1, cx são os calores específicos da água e do
sólido problema; m2, m1, mx as massas de água quente e
fria e do sólido problema; T2, T1, T as temperaturas da
água quente e fria e de equilíbrio; C a capacidade
calorífica do calorímetro de mistura.

O calor de fusão é a quantidade de calor absorvida
na transformação de fase sólida para líquida. Esta energia
permite a separação das moléculas do arranjo ordenado no
cristal para o arranjo desordenado, usualmente com distâncias
intermoleculares maiores no líquido.

Quando, no calorímetro, tiver envolvida a fusão do
gelo, um novo balanço de energia será necessário:
) )( ( ) ( ) (
0 0
T T m c C T T m c H T T m c
Qcedido Qabsorvido
a a a g a fus x g g
− + = − + ∆ + −
=

em que cg e ca são os calores específicos do gelo e da
água; mg e ma as massas do gelo e da água; T0, Tx, Ta, T
as temperatura de fusão inicial do gelo, inicial da água e
de equilíbrio;C a capacidade calorífica do calorímetro de
mistura; ∆ ∆∆ ∆fusH o calor de fusão da água (entalpia de
fusão).

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO

10. Com a primeira equação, calcule o calor
específico do sólido problema para cada caso,
bem como o calor específico médio. Com este
último valor, determine a variação de entalpia e
energia interna do sólido problema em um dos
procedimentos anteriormente analisado.










11. Com a segunda equação, calcule a
temperatura inicial do gelo em cada
procedimento.











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Prática 9: CALOR DE SOLUÇÃO E DE
NEUTRALIZAÇÃO

OBJETIVO
• Determinar, experimentalmente, o calor de solução de
um soluto e o calor de neutralização de um ácido fraco.

REAGENTES E EQUIPAMENTOS
• Solução NaOH
1
5 , 0

⋅ L mol
.
• Solução de ácido acético (etanóico),
H CO CH
2 3
,
1
5 , 0

⋅ L mol
.
• NaOH , em lentilhas.
• Proveta.
• Balança.
• Termômetro.
• Pipeta.
• Béquer.
• Cronômetro.
• Calorímetro.

PARTE EXPERIMENTAL

PARTE 1 – Capacidade calorífica do calorímetro de
mistura (Ver práticas anteriores)

1. Anote a capacidade calorífica do calorímetro:
_____ __________ =
c
C


PARTE 2 – Calor de solução

2. Anotar a temperatura ambiente de mL 200 de água no
calorímetro.
A
B
C
A = Termômetro
B = Frasco Térmico
C = Frasco Isolante
T
ambiente
= ________
200 mL
H
2
O

3. Medir a massa, por diferença, mais rapidamente
possível, num vidro de relógio, de 6 lentilhas de NaOH
(higroscópico) e transferir para o calorímetro.
Transformar a massa de NaOH em mol.
m
1 = _______________
NaOH
m
2 = _______________
m
NaOH
= m
1
- m
2
= ______________ n = __________ mol NaOH

4. Agitar e registrar a temperatura máxima que atingir o
sistema.
T
máxima
= ________
200 mL
H
2
O +
NaOH

5. Determinar o calor de solução,
o
sol
H ∆
, por mol de
NaOH em
1 −
⋅ mol cal .
_____ __________ =

= ∆ ⇒ ∆ = ∆ ⇒ =
NaOH
p
p p
n
T C
H T C H dT C dH

PARTE 3 – Calor de neutralização de um ácido fraco

6. Medir mL 100 da solução
1
5 , 0

⋅ L mol
de ácido acético e
transferir para o calorímetro. Medir a temperatura.
T
ácido acético
= ________
100 mL
CH
3
CO
2
H
0,5 mol/L

7. Lavar, escrupulosamente, a proveta e medir mL 100 da
solução de NaOH
1
5 , 0

⋅ L mol
. Antes de misturar,
registrar a temperatura que deve ser igual à do ácido.
8. Adicionar a base, NaOH , ao ácido,
H CO CH
2 3
,
rapidamente, agitar e registrar a temperatura de 30 em
30 segundos até estabelecer o equilíbrio térmico.
Tempo (s) Temperatura (ºC) Tempo (s) Temperatura (ºC)
0 330
30 360
60 390
90 420
120 450
150 480
180 510
210 540
270 570
300 600
T
NaOH
= ________
100 mL
NaOH
0,5 mol/L
T
equilíbrio
= ________

9. Calcular a entalpia de neutralização do ácido. Deixe
os cálculos!!
_____ __________
) (
=

= ∆
n
T C
H
o
ção neutraliza

“Leia o texto abaixo para encontrar o valor de C”

TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS

Quando a solução diluída de um ácido (ou base)
fraco é neutralizada, o calor de neutralização é bem menor
que
1
13700

⋅ mol cal , já que neste caso, há absorção de calor
no processo de dissociação do ácido (ou base) fraco. A
neutralização de um ácido fraco por uma base forte, em
solução diluída, deve ser considerada como resultado de dois
processos sucessivos:

) ( ) ( ) ( ) (
) ( ) ( ) (
) ( ) ( ) (
2
2
aq A l O H aq OH aq HA
l O H aq OH aq H
aq A aq H aq HA
− −
− +
− +
+ ⇔ +
⇔ +
+ ⇔
.

A variação de entalpia será, então:

) 13700 (− + ∆ = ∆
o
ionização
o
ção neutraliza
H H


Se a reação de neutralização é realizada num
calorímetro adiabático, inicialmente a temperatura,
0
T
, haverá
um aumento de temperatura devido à energia liberada pela
reação. Parte desta energia é gasta para aquecer também os
diversos componentes do calorímetro.

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U
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Sendo
c
C
a capacidade calorífica do calorímetro,
temos que a capacidade calorífica total, C , do sistema é dada
por:

BOH HA c
c m c m C C ) ( ) (
2 2 1 1
+ + =
.
em que
1
m
e
2
m
são as massas do ácido e da base,
respectivamente.

Para soluções diluídas, considera-se que os calores
específicos,
1
c
e
2
c
, do ácido ( HA) e da base ( BOH ) são,
aproximadamente, iguais ao da água,
1 1
1
− −
⋅ ⋅ C g cal
o
.
A entalpia de neutralização de cada ácido pode ser
então determinada a partir do Princípio de Conservação de
Energia:

n
T C
H
Q Q
o
ção neutraliza
cedido absorvido
) ( ∆
= ∆
=
.
T ∆ = variação de temperatura e n = quantidade de
matéria (em mol) do ácido neutralizado.

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Prática 10: CALOR DIFERENCIAL DE
SOLUÇÃO

OBJETIVO
• Determinar, graficamente, o calor diferencial a partir de
medidas do calor integral para uma série de soluções de
etanol em água.

REAGENTES E EQUIPAMENTOS
• Calorímetro.
• Termômetro.
• Béquer.
• Proveta.
• Etanol,
O H C
6 2
.
• Água.

PARTE EXPERIMENTAL

1. Adicionar mL 190 (
1
V
) de água,
3
000 , 1

⋅ = cm g ρ
, ao
calorímetro, escrupulosamente limpo e seco.
2. Registrar a temperatura de 30 em 30 segundos até
atingir o equilíbrio térmico.
3. Adicionar mL 10 (
2
V
) de etanol,
3
7894 , 0

⋅ = cm g ρ
, ao
calorímetro com água.
4. Registrar as temperaturas até atingir o novo equilíbrio
térmico.
5. Repetir o procedimento anterior para os volumes
indicados na tabela abaixo:
V
1
/
m
L

V
2
/
m
L

m
1
/
g

m
2
/
g

n
1
/
m
o
l

n
2
/
m
o
l

C
/
(
J
⋅ ⋅ ⋅ ⋅
K
-
1
)

T
i
/
°
C

T
f
/
°
C

∆ ∆ ∆ ∆
T
/
°
C

∆ ∆ ∆ ∆
H
I
/
(
k
J
⋅ ⋅ ⋅ ⋅
m
o
l
-
1
)

n
1
/
n
2

1
9
0

1
0


1
8
0

2
0


1
6
5

3
5


1
5
0

5
0


1
2
5

7
5


1
0
0

1
0
0


Dados
1 1
tan
42 , 2
− −
⋅ ⋅ = C g J c
o
ol e

1 1
cal 5 , 37
− −
⋅ ⋅ = C g C
o
c

1 1
18 , 4
− −
⋅ ⋅ = C g J c
o
água

J cal 18 , 4 1 =


TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS

O calor integral de solução pode ser determinado,
experimentalmente, utilizando um calorímetro adiabático e a
equação deduzida da 1ª Lei da Termodinâmica:

2 2 1 1
2 2
c m c m C C
n
T C
n
H
H
c I
+ + =

=

= ∆ ֏


em que
c
C
é a capacidade calorífica do calorímetro
(práticas anteriores);
1
c
,
2
c
,
1
m
e
2
m
os calores
específicos e massas dos componentes 1 (água) e 2
(etanol), respectivamente.
O calor integral de solução pode ser determinado
também pela equação:

2
2
1
1
H
n
n
H H
I
∆ +
|
|
¹
|

\
|
∆ = ∆


Assim, medindo-se o calor integral de solução pela
primeira equação e construindo um gráfico desse calor em
função de
2
1
n
n , a inclinação da tangente à curva em qualquer
ponto define o calor diferencial de diluição (coeficiente
angular) e onde corta a ordenada,
0
2
1
=
n
n , o calor diferencial
de solução (coeficiente de posição). Este último valor também
poderia ser calculado pela segunda equação fazendo:
|
|
¹
|

\
|
∆ − ∆ = ∆
2
1
1 2
n
n
H H H
I


Utilizando os valores de
2
1
n
n e de
I
H ∆

da tabela, faça o
gráfico de
I
H ∆
versus
2
1
n
n num programa gráfico como
o Excel® ou origin®, colocando-o no espaço abaixo.








































Iniciar a próxima prática, pois a mesma
precisa de um tempo de espera de, no mínimo,
uma semana.

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Prática 11: CONSTANTE DE EQUILÍBRIO DE
UMA REAÇÃO

OBJETIVO
• Determinar a constante de equilíbrio da reação entre
ácido acético e etanol.

REAGENTES E EQUIPAMENTOS
• Erlenmeyer.
• Bureta.
• Pipeta.
• Solução aquosa de L mol HCl / 2 .
• Solução aquosa de L mol N / 1 aOH .
• Fenolftaleína.
• Acetato de etila.
• Ácido acético glacial.
• Álcool etílico (etanol).

PARTE EXPERIMENTAL

1. Numerar 7 erlenmeyer de 1 a 7 (coloque também o nome
da equipe).

2. Colocar em cada um dos frascos erlenmeyer, o volume
( mL) indicado das soluções na tabela abaixo:

F
r
a
s
c
o

H
C
l

2

m
o
l
/
L

Á
c
i
d
o

A
c
é
t
i
c
o

g
l
a
c
i
a
l

Á
l
c
o
o
l

e
t
í
l
i
c
o

(
E
t
a
n
o
l
)

Á
g
u
a

d
e
s
t
i
l
a
d
a

A
c
e
t
a
t
o

d
e

E
t
i
l
a

T
o
t
a
l

1 7 2 5
2 7 2 5
3 7 2 5
4 7 4 3
5 7 2 5
6 7 7
7 7 7

3. Agitar e arrolhar muito bem cada frasco e deixá-los à
temperatura ambiente até que o equilíbrio seja atingido
(uma semana no mínimo). Agitar as soluções
ocasionalmente.

4. Titular cada uma das soluções com solução de
L mol N / 1 aOH usando fenolftaleína como indicador.

5. Completar a tabela abaixo com o volume ( mL) gasto na
titulação com L mol N / 1 aOH .

Frasco Volume ( mL) L mol N / 1 aOH
1
2
3
4
5
6
7
TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS

O valor da constante de equilíbrio ( K ) para uma
reação química pode ser determinado conhecendo-se as
concentrações dos componentes do sistema no equilíbrio, a
temperatura e pressão constantes. No caso específico da
reação do ácido acético com etanol formando acetato de etila
e água, tem-se:

[ ] [ ]
[ ] [ ] OH H C H CO CH
O H H C CO CH
K
O H H C CO CH OH H C H CO CH
etila de acetato ol e acético ácido
5 2 2 3
2 5 2 2 3
2

5 2 2 3
tan
5 2

2 3
×
×
=
+ ⇔ +


• Determinar a massa de água no início da reação em
cada frasco (massa de água adicionada + massa da
água da solução de L mol HCl / 2 ).


Frasco
Massa (
g
)
O H
2

1
2
3
4
5
6
7

• Calcular a concentração do ácido acético no equilíbrio
nas soluções dos frascos 1 a 6 através da subtração do
volume ( mL) de hidróxido de sódio gasto na solução do
frasco 7 do volume de aOH N gasto nas respectivas
soluções dos frascos 1 a 6.

Frasco
Concentração ( L mol / )
H CO CH
2 3

1
2
3
4
5
6

• A partir da estequiometria da equação química da reação
e do valor da concentração do ácido acético no equilíbrio
obtido acima, calcular as concentrações de água, etanol
e acetato de etila no equilíbrio.

Concentrações ( L mol / ) no equilíbrio
H CO CH
2 3

O H
2

OH CH CH
2 3

3 2 3
CH CO CH






• Usando a equação da constante, calcular seu valor.

K

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Prática 12: CRIOSCOPIA

OBJETIVO
• Determinar a constante crioscópica
c
K
.

REAGENTES E EQUIPAMENTOS
• Béquer.
• Tubo de ensaio.
• Pipeta.
• Termômetro.
• Cicloexano,
12 6
H C
.
• Naftaleno,
8 10
H C
.
• Gelo.

PARTE EXPERIMENTAL
Dados
3
779 , 0

⋅ = cm g
cicloexano
ρ

C Cicloexano T
o
fusão
5 , 6 ) ( =

3
14 , 1

⋅ = cm g
naftaleno
ρ

C Naftaleno T
o
fusão
2 , 80 ) ( =


1. Coloque um béquer contendo água para aquecer em
chapa de aquecimento. Ela servirá de banho-maria no
decorrer da prática.

2. Triturar um pouco de gelo e encher o béquer até a
metade de seu volume.

3. Colocar, com pipeta volumétrica, mL 10 de cicloexano
em um tubo de ensaio e introduzir o mesmo no béquer
com gelo. O conteúdo do tubo deve ficar coberto pelo
gelo.
10 mL
Cicloexano

4. Introduzir o termômetro no tubo de ensaio e acompanhar
o abaixamento da temperatura. Quando o cicloexano
começar a solidificar, fazer a leitura da temperatura.
Durante todo o tempo em que o cicloexano estiver se
transformando em sólido, a temperatura permanecerá
constante.
10 mL
Cicloexano
Anotar a temperatura
ao ocorrer a solidificação
T
solid
= __________

5. Retirar o tubo de ensaio do béquer e aquecê-lo até a
completa fusão do cicloexano introduzindo, novamente, o
tubo de ensaio no béquer com gelo, conforme já descrito
acima. Anotar novamente a temperatura de solidificação.
Anotar a temperatura
ao ocorrer a solidificação
T
solid
= __________
Retirar o
tube de ensaio
do gelo
Fazer um banho
quente até fusão
total do cicloexano
Retornar o tubo de
ensaio para o gelo

6. Descongelar, completamente, o cicloexano e adicionar
ao tubo de ensaio, aproximadamente,
mg 300
de
naftaleno, até dissolução total.
Retirar o
tube de ensaio
do gelo
Fazer um banho
quente até fusão
total do cicloexano
Adicionar cerca de
300 mg de naftaleno
ao cicloexano líquido
Anotar a massa medida
de naftaleno
m
naftaleno
= __________

7. Retornar a mistura ao banho de gelo e determinar
(preste muita atenção) a temperatura em que a amostra
começa a solidificar conforme já descrito (neste caso, a
faixa de fusão é bastante grande). Anotar a temperatura
de início da solidificação da mistura:
________ ) ( = mistura T
solid


TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS

A temperatura de solidificação de uma solução
(solvente mais soluto),
) (mistura T
solid
é menor que a do
solvente puro,
*
solid
T
. A determinação da diferença
solid
T ∆
entre
as temperaturas de solidificação do solvente puro e da
solução diluída,
) (
*
mistura T T T
solid solid solid
− = ∆
, de composição
conhecida, permite determinar a massa molar do soluto não
volátil. Pode ser demonstrado que
ω × = ∆
c solid
K T
, em que
solid
T ∆
é o abaixamento da temperatura de solidificação,
c
K
é
a constante crioscópica e ω é a molalidade da solução.
Usando a definição de molalidade e substituindo na
equação dada anteriormente, a massa molar de um soluto
desconhecido (
2
M
) é dada por:

) (
) (
) ( ) (
1
2
2
1 2
2
1 2
2
1
2
kg m
m
T
K
M
kg m M
m
K T
K T
kg m M
m
kg m
n
solid
c
c solid
c solid
×

=
×
× = ∆
× = ∆
×
= =
ω
ω
֏
֏

soluto massa M
solvente massa M
soluto massa m
kg em solvente massa kg m
soluto matéria de quantidade n
molar
molar

) (

2
1
2
1
2
=
=
=
=
=


A constante crioscópica pode ser determinada por
ω
ω
solid
c c solid
T
K K T

= ⇒ × = ∆


• Quantos mol de naftaleno foram empregados na
formação da solução?








• Calcule a constante crisoscópica,
c
K
.











Relate seu experimento, nos moldes da apostila
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Prática 13: DISTRIBUIÇÃO DE UMA
SUBSTÂNCIA ENTRE DOIS LÍQUIDOS
IMISCÍVEIS

OBJETIVO
• Determinar a partição do ácido benzóico entre água e
tetracloreto de carbono e comprovar a validade da lei de
distribuição de Nernst.

REAGENTES E EQUIPAMENTOS
• Funil de decantação (separação).
• Bureta.
• Proveta.
• Pipeta.
• Erlenmeyer.
• Ácido benzóico.
• Tetracloreto de carbono.
• Água destilada.
• Solução aquosa de NaOH 0,025 mol/L.
• Fenolftaleína.

PARTE EXPERIMENTAL

1. Colocar em 6 funis de separação limpos, secos e
numerados, 25 mL de água destilada e 25 mL de
tetracloreto de carbono.
2. Adicionar cerca de 0,1; 0,2; 0,3; 0,4; 0,5 e 0,6 g de ácido
benzóico, respectivamente, nos funis numerados.
Tampar e agitar os funis durante 5 a 8 minutos, tendo o
cuidado para não aquecer os líquidos com o calor emitido
pela mão.
3. Deixar os funis em repouso até que as fases se separem
completamente.
4. Transferir a camada líquida inferior, fase orgânica de
cada funil para um béquer. Desprezar a mistura da zona
de interface e conservar a fase aquosa no funil.
5. Transferir 3 alíquotas de 2 mL da fase orgânica com
auxílio de uma pipeta para 3 erlenmeyers numerados.
6. Adicionar 25 mL de água destilada e uma gota de
fenolftaleína a cada erlenmeyer. Titular a solução com
NaOH 0,1 mol/L, anotando o volume de hidróxido gasto.
7. Transferir a fase aquosa do funil de separação para um
béquer.
8. Transferir 3 alíquotas de 5 mL da fase aquosa para 3
erlenmeyers.
9. Proceder como no item 6.

TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS

Quando uma substância A, solúvel em dois
solventes imiscíveis, A e B, é agitada com uma mistura de
ambos, ela se distribui entre eles de acordo com a lei de
distribuição de Nernst. Se a substância apresenta a mesma
forma molecular nos dois solventes, a razão das suas
atividades nas duas fases é constante. Como a atividade pode
ser considerada igual a concentração em soluções muito
diluídas,
B
A
C
C
K =
, em que K é igual ao coeficiente de partição
e CA e CB são as concentrações ou as solubilidades do soluto
em cada um dos solventes. Nesta equação, K é a constante
de equilíbrio do sistema:

) ( ) ( A fase S B fase S ⇔


Se as moléculas do soluto se associam em
presença de um dos solventes, por exemplo, no solvente B, a
expressão de equilíbrio para o sistema:
) ( ) ( A fase nS B fase S
n



Será
( )
B
n
A
C
C
K =
, em que n é igual ao grau de
associação das moléculas do soluto S em presença do
solvente B. Essa última equação para K, na forma logarítmica,
resulta em
A B
C n K C ln ln ln + − =
. Sendo assim, pelas
medidas de CA e CB do soluto S distribuído nos dois solventes
em equilíbrio em várias proporções, pode-se determinar a
constante K e o grau de associação n através do gráfico
B A
C C ln ln ×
.
O coeficiente de partição, K, depende da
temperatura e da natureza dos solventes e do soluto.

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Prática 14: EFEITO DA TEMPERATURA
SOBRE A MISCIBILIDADE DE DOIS LÍQUIDOS

Nome: ______________________________

OBJETIVO
• Construir a curva de solubilidade mútua para dois
líquidos parcialmente miscíveis e determinar a
temperatura crítica de solução.

REAGENTES E EQUIPAMENTOS
• Fenol.
• Água destilada.
• Erlenmeyer.
• Pipeta.
• Béquer.
• Bico de bunsen.
• Tripé.
• Tela de amianto.
• Termômetro.

PARTE EXPERIMENTAL

1. Medir 10; 5,0 e 2,5 g de fenol e transferir para três
erlenmeyers distintos.
2. Introduzir, no erlenmeyer, um termômetro e adicionar
água nas quantidades especificadas no quadro abaixo.
Considere a densidade da água igual a 1
3. Aquecer o frasco até que a mistura se torne límpida e
anotar a temperatura.
4. Deixe esfriar, agitando continuamente. Anotar a
temperatura em que reaparece a segunda fase líquida.
Esta será notada pela aparência leitosa do líquido. A
temperatura encontrada durante o resfriamento deve ser
diferente da encontrada no aquecimento. A média entre
elas é tomada como a temperatura de saturação, isto é,
aquela acima da qual o fenol e a água são
completamente miscíveis.
5. Adicionar à mistura, em seguida, mais 1 mL d
destilada e procurar de maneira semelhante à descrita
anteriormente, a temperatura de saturação desta nova
mistura.
6. Proceder do mesmo modo usando as quantidades
sucessivamente indicadas no quadro abaixo.

Fenol/g Água/mL Fenol/%(m/m)
Temperatura/
10
4
+1
+3
+4
5
7,5
+1,5
+3
+3
+3
2,5
12,5
+4
+6
+7

TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS

Fenol e água são particularmente solúveis à
temperatura ambiente, mas sua solubilidade mútua cresce
com o aumento da temperatura. Quando a temperatura atinge
um certo valor entre 65 e 70ºC,os dois líquidos tornam
completamente miscíveis. Esta temperatura é conhecida como
temperatura crítica da solução ou temperatura c
Nessa experiência, preparam-se algumas misturas
dos dois líquidos de concentrações conhecidas e determina
se a temperatura de saturação para cada uma delas.
Representando temperatura de saturação em função da

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Prática 14: EFEITO DA TEMPERATURA
SOBRE A MISCIBILIDADE DE DOIS LÍQUIDOS
Nome: ______________________________
Construir a curva de solubilidade mútua para dois
líquidos parcialmente miscíveis e determinar a
Medir 10; 5,0 e 2,5 g de fenol e transferir para três
Introduzir, no erlenmeyer, um termômetro e adicionar
água nas quantidades especificadas no quadro abaixo.
Considere a densidade da água igual a 1 g/mL.
Aquecer o frasco até que a mistura se torne límpida e
Deixe esfriar, agitando continuamente. Anotar a
temperatura em que reaparece a segunda fase líquida.
Esta será notada pela aparência leitosa do líquido. A
ada durante o resfriamento deve ser
diferente da encontrada no aquecimento. A média entre
elas é tomada como a temperatura de saturação, isto é,
aquela acima da qual o fenol e a água são
Adicionar à mistura, em seguida, mais 1 mL de água
destilada e procurar de maneira semelhante à descrita
anteriormente, a temperatura de saturação desta nova
Proceder do mesmo modo usando as quantidades
sucessivamente indicadas no quadro abaixo.
Temperatura/
o
C
T
f
r
i
a

T
q
u
e
n
t
e

T
m
é
d
i
o














TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS
Fenol e água são particularmente solúveis à
mas sua solubilidade mútua cresce
com o aumento da temperatura. Quando a temperatura atinge
um certo valor entre 65 e 70ºC,os dois líquidos tornam-se
completamente miscíveis. Esta temperatura é conhecida como
temperatura crítica da solução ou temperatura consoluta.
se algumas misturas
dos dois líquidos de concentrações conhecidas e determina-
se a temperatura de saturação para cada uma delas.
Representando temperatura de saturação em função da
concentração da solução, obtém
da figura abaixo. O ponto a representa uma mistura de duas
soluções em equilíbrio a uma dada temperatura: I
costumamos designar, respectivamente, por “fase rica em
água” e “fase rica em fenol”. Aquecendo
que o representa desloca-se ao longo da linha a
a’, torna-se homogêneo (fenol e água completamente
miscíveis).

• Preencha adequadamente a tabela à esquerda e
trace a curva de Tmédio


• Determine, através do gráfico
temperatura crítica de solução (ou temperatura
consoluta).





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0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
90,0
100,0
0,000 0,100 0,200 0,300 0,400
T
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a
/
o
C

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concentração da solução, obtém-se uma curva semelhante à
representa uma mistura de duas
soluções em equilíbrio a uma dada temperatura: I1 e I2 que
costumamos designar, respectivamente, por “fase rica em
água” e “fase rica em fenol”. Aquecendo-se o sistema, o ponto
se ao longo da linha a-a’. No ponto
se homogêneo (fenol e água completamente

Preencha adequadamente a tabela à esquerda e
médio versus %(m/m) fenol.

Determine, através do gráfico traçado por você, a
temperatura crítica de solução (ou temperatura
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0,400 0,500 0,600 0,700 0,800 0,900 1,000
% (m/m) de fenol

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Prática 15: ANÁLISE DE UM SISTEMA DE
TRÊS COMPONENTES CONTENDO DOIS
COMPONENTES MUTUAMENTE IMISCÍVEIS

OBJETIVO
• Construir a curva de solubilidade de um sistema ternário
constituído de dois líquidos parcialmente miscíveis e de
um terceiro miscível com os outros dois.

REAGENTES E EQUIPAMENTOS
• Erlenmeyers.
• Buretas.
• Acetato de etila.
• Acetona.
• Água destilada.

PARTE EXPERIMENTAL

1. No erlenmeyer de número 1, colocar 3,0 mL de acetato
de etila e adicionar 22 mL de água. Adicionar acetona
intermédio de uma bureta até a mistura tornar
(apresentar uma única fase). Anotar os volumes de
acetona gastos.
2. Repetir esse procedimento para os demais frascos
obedecendo as quantidades iniciais da tabela abaixo:

Acetato de etila/mL Água/mL Acetona/mL
3,0 22
12,0 5,5
24,0 9,0
5,0 15
5,0 10
20,0 5,0

TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS

Quando, em uma dada temperatura,
e C são parcialmente miscíveis, mas cada um deles é
completamente miscível em um terceiro líquido A, é possível
obter misturas homogêneas pela adição de A às misturas de B
e C. A quantidade de A necessária para tornar B e C miscíveis
é diferente para cada proporção determinada de B e C.
Para um sistema ternário de líquidos à temperatura
e pressão constantes, o diagrama de fases é representado em
um triângulo eqüilátero (ver abaixo).

Os dados da composição dos três componentes são
locados na área representada pelo triângulo. Em cada lado do
triângulo é representada a concentração de um dos
componentes, em fração molar ou porcentagem, de modo que
cada vértice do triângulo é representado pelo componente
puro.
A composição de misturas conte
dos componentes é representada por pontos nos lados do
triângulo e a composição de misturas ternárias é representada
por pontos internos do triângulo.
Os pontos de qualquer linha paralela a um lado do
triângulo correspondem a uma determinada concentração do
componente puro representado pelo vértice oposto. A
composição de um sistema ternário é dada
paralelas aos 3 lados do triângulo que se interpenetram no
ponto que representa a composição do sistema.

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ANÁLISE DE UM SISTEMA DE
TRÊS COMPONENTES CONTENDO DOIS
COMPONENTES MUTUAMENTE IMISCÍVEIS
Construir a curva de solubilidade de um sistema ternário
de dois líquidos parcialmente miscíveis e de
um terceiro miscível com os outros dois.
No erlenmeyer de número 1, colocar 3,0 mL de acetato
de etila e adicionar 22 mL de água. Adicionar acetona por
até a mistura tornar-se límpida
Anotar os volumes de
nto para os demais frascos
obedecendo as quantidades iniciais da tabela abaixo:
Acetona/mL






TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS
Quando, em uma dada temperatura, dois líquidos B
e C são parcialmente miscíveis, mas cada um deles é
completamente miscível em um terceiro líquido A, é possível
obter misturas homogêneas pela adição de A às misturas de B
e C. A quantidade de A necessária para tornar B e C miscíveis
rente para cada proporção determinada de B e C.
Para um sistema ternário de líquidos à temperatura
e pressão constantes, o diagrama de fases é representado em

Os dados da composição dos três componentes são
s na área representada pelo triângulo. Em cada lado do
triângulo é representada a concentração de um dos
componentes, em fração molar ou porcentagem, de modo que
cada vértice do triângulo é representado pelo componente
A composição de misturas contendo apenas dois
dos componentes é representada por pontos nos lados do
triângulo e a composição de misturas ternárias é representada
Os pontos de qualquer linha paralela a um lado do
da concentração do
componente puro representado pelo vértice oposto. A
composição de um sistema ternário é dada pelas linhas
paralelas aos 3 lados do triângulo que se interpenetram no
sistema.
Admitindo que não há
componentes ao ser misturados, calculam
em volume dos componentes nas soluções saturadas.
Em um diagrama triangular, locam
obtidos.
Traça-se, então, a curva de solubilid
água-acetato de etila-acetona.
Os pontos da área delimitada pela curva de
solubilidade representam sistemas que se desdobram em
duas camadas líquidas e os outros pontos da área do
triângulo representam os sistemas constituintes de uma única
fase.
Anotar a temperatura ambiente
atmosférica (P = ______).

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Admitindo que não há variação do volume dos
componentes ao ser misturados, calculam-se as percentagens
em volume dos componentes nas soluções saturadas.
Em um diagrama triangular, locam-se os valores
se, então, a curva de solubilidade do sistema
Os pontos da área delimitada pela curva de
solubilidade representam sistemas que se desdobram em
duas camadas líquidas e os outros pontos da área do
triângulo representam os sistemas constituintes de uma única
ente (T = ______) e a pressão
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Prática 16: CINÉTICA QUÍMICA: REAÇÃO DE
PRIMEIRA ORDEM

OBJETIVO
• Determinar a constante de velocidade e o tempo de
meia-vida para a reação de decomposição do peróxido
de hidrogênio, reação de primeira ordem.

REAGENTES E EQUIPAMENTOS
• Bureta.
• Pipeta de 5 mL.
• Pipeta graduada de 10 mL.
• Provetas.
• Erlenmeyer.
• Cronômetro.
• Peróxido de hidrogênio 0,16mol/L.
• Permanganato de potássio 0,008 mol/L.
• Cloreto férrico 6% (m/m).
• Ácido sulfúrico diluído a 1:5.

PARTE EXPERIMENTAL

ATENÇÃO: Três pessoas, no mínimo, são necessárias
para a execução da experiência. Uma para cronometrar e
anotar o tempo de reação, outra para pipetar as amostras
e outra para titulá-las.

1. Colocar 5 mL de solução de ácido sulfúrico em sete
erlenmeyer de 125 mL numerados.
2. Colocar 100 mL da solução de peróxido de hidrogênio
em um erlenmeyer de 250 mL.
3. Transferir, para o erlenmeyer do item 2, 10 mL da
solução de cloreto férrico, utilizando uma pipeta
graduada. Acionar o cronômetro quando 5 mL da solução
do catalisador (cloreto férrico) tiverem sido adicionados.
Agitar a mistura durante 1 minuto. ATENÇÃO: Manter o
cronômetro funcionando até o final da experiência.
4. Colocar 5 mL da mistura reativa no erlenmeyer de
número 1 e titula-la rapidamente com permanganato de
potássio. O catalisador perde o efeito na presença de um
ácido forte e portanto, o processo catalisado deixa de ser
efetivo.
5. Seguir o progresso da reação titulando como no item 4,
sucessivamente, 5 mL de amostras da mistura reativa
com intervalos aproximados de 2 min até completar sete
titulações.

TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS

O peróxido de hidrogênio decompõe-se lentamente
e a estequiometria da reação é a seguinte:
) ( ) ( ) (
2 2
1
2 2 2
g O l O H l O H + →


A adição de um catalisador, como o cloreto férrico,
acelera a sua decomposição. Nesta experiência, será
estudada a cinética desta reação na presença desse
catalisador em concentração conhecida. Essa reação é de
primeira ordem, isto é, a sua velocidade é proporcional à
concentração de peróxido:
) 1 ( kc
dt
dc
− =

onde c é a concentração do peróxido de hidrogênio, t é o
tempo e k é a constante de velocidade

A concentração do peróxido de hidrogênio pode ser
determinada por titulação com permanganato de potássio em
meio ácido e a reação que ocorre é a seguinte:
2 2 2 2 4
5 8 2 6 5 2 O O H K H O H KMnO + + → + +
+ +


A equação (1) quando integrada entre os limites c0 e
c, sendo c0 a concentração inicial do peróxido e c a
concentração depois de decorrido o tempo t, torna-se:
) 2 ( ln ln
0
c kt c + − =


Pela equação (2), obtém-se uma reta em um gráfico
lnc versus t, a inclinação dessa reta é igual à constante de
velocidade e o coeficiente linear fornece o valor de lnc0. Como
) 3 ( ) V(KMnO
) O V(H
) c(KMnO
4
2 2
4
×

= c

pode-se substituir as concentrações pelos volumes
respectivos na construção do gráfico, desde que o volume das
alíquotas seja o mesmo.
Quando a concentração do peróxido de hidrogênio
atinge a metade do seu valor inicial,
2
0
c
c =
, a equação (2)
pode ser simplificada e depois rearranjada, tendo-se:
) 4 (
0,693 ln2
τ τ
= = k

onde τ ττ τ é o tempo de meia-vida (intervalo de tempo para
que a quantidade de reagente se reduza à metade). Seu
valor é determinado graficamente ou pela equação (4)

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Prática 17: CINÉTICA QUÍMICA – LEI DE
ARRHENIUS

OBJETIVO
• Determinar a energia de ativação de uma reação química
pelo efeito da variação da temperatura sobre a sua
constante de velocidade.

REAGENTES E EQUIPAMENTOS
• Béquer.
• Tubo de ensaio.
• Agitador.
• Bureta.
• Cronômetro.
• Soluções aquosas de:
a. iodeto de potássio (KI) 0,5 mol/L
b. persulfato de potássio (K2S2O8) 0,02 mol/L.
c. tiossulfato de sódio (Na2S2O3) 0,01 mol/L.
d. amido, preparada recentemente.

PARTE EXPERIMENTAL

1. Colocar em um tubo de ensaio 20 mL da solução de
iodeto de potássio e 10 mL da solução de tiossulfato de
sódio e, em um segundo tubo de ensaio 20 mL da
solução de persulfato de potássio e algumas gotas da
solução de amido.
2. Colocar os dois tubos de ensaio em um béquer de 2 L
contendo água fria entre 5 e 10ºC. Aguardar alguns
minutos para que as soluções entrem em equilíbrio
térmico com o banho. Anotar a temperatura: T = _______
3. Adicionar, rapidamente, a solução do primeiro tubo à
solução do segundo, acionando simultaneamente o
cronômetro. Agitar a mistura e anotar o tempo quando a
solução se tornar azul (t = ________).
4. Repetir o procedimento dos itens (1) a (3) nas
temperaturas aproximadas de 15, 20, 25, 30 e 35ºC.

TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS

A constante de velocidade de uma reação química
varia com a temperatura de acordo com a equação de
Arrhenius:
) 2 (
RT
E
- lnA lnk
: log
) 1 (
a
=
=

aritmica forma na
Ae k
RT
E
a

onde k é a constante de velocidade. A é o fator de
freqüência, Ea é a energia de ativação, R é a constante dos
gases e T é a temperatura termodinâmica.

Pela representação gráfica dos valor de lnk em
função de 1/T, pode-se calcular a energia de ativação e o fator
de freqüência de uma reação.
Nesta experiência, será estudada a velocidade de
reação, em várias temperaturas, entre os íons persulfato e
iodeto. A estequiometria da reação entre estes íons é a
seguinte:
( ) ( ) ) ( 2 2
2
2
4
2
8 2
problema reação I SO I O S + → +
− − −


Esta reação é de segunda ordem e a expressão de
sua velocidade é:
( ) [ ]
( ) [ ] [ ] ) 3 (
2
8 2
2
8 2 − −

× × = − I O S k
dt
O S d


Se a concentração do íon iodeto for mantida
constante, a reação é uma pseudo-reação de primeira ordem
em relação aos íons persulfato, tendo-se:
( ) [ ]
( ) [ ] ) 4 ( '
2
8 2
2
8 2 −

× = − O S k
dt
O S d

onde k’ é igual a k’ = k[I
-
].

Representando por a, a concentração inicial dos
íons persulfato, por x, a concentração que reagiu no intervalo
de tempo t e por (a – x), a sua concentração no tempo t, a
equação (4), quando integrada e rearranjada, resulta em:
) 5 ( ln
1
'
x a
a
t
k

=


Para manter constante a concentração do íon
iodeto, ele é regenerado pela reação entre o tiossulfato e o
iodo resultante da oxidação do iodeto pelo persulfato.
) ( ) ( 2 ) ( 2
2
6 4
2
3 2 2
a competitiv reação O S I O S I
− − −
+ → +


Como esta reação é muito mais rápida que a reação
problema, o iodo não será liberado antes dos íons tiossulfato
terem sido inteiramente consumidos. Para uma quantidade
definida de íons tiossulfato adicionada à mistura inicial de
proporções conhecidas de íons iodeto e persulfato, pode-se
medir o tempo, t1/n, correspondente a uma fração estabelecida,
1/n = x/a, da reação entre os íons iodeto e perssulfato, desde
que ela seja realizada em presença de amido.
Decorrido o período t1/n, quando todo o tiossulfato
foi consumido, os primeiros traços de iodo, produzido na
reação entre os íons persulfato e iodeto, formarão um
complexo com o amido que tornará azul a solução.
Nesta experiência, é comum a cor azul ser substituída por
uma coloração marrom porque o iodo livre, que aumenta
continuamente após o consumo do tiossulfato em presença de
excesso de iodeto, fornece
( ) ) (
) ação caracteriz de (
3 2
2
marrom I I I
reações azul complexo amido I
− −
→ +
→ +

produzindo a coloração marrom observada na experiência.
Calculam-se as constantes k e k’ para várias
temperaturas pela medida do tempo t necessário para que
uma determinada quantidade de tiossulfato seja consumida
pelo iodo liberado na reação entre os íons iodeto e persulfato
existentes no início em proporções definidas.
A concentração inicial, a, dos íons persulfato na
mistura, é calculada a partir da sua concentração na solução
estoque da qual 20 mL foram diluídos para 50 mL, volume
total da mistura reativa.
A concentração, x, dos íons persulfato que reagiram
no intervalo de tempo, t, é igual à do tiossulfato porque a
quantidade dos íons persulfato é igual à quantidade dos íons
tiossulfato. Conhecendo-se, portanto, a relação a/(a - x),
constante para todas as amostras estudadas em temperaturas
diferentes e o tempo consumido na decomposição desta
fração de persulfato, calculam-se as constantes de velocidade
k pela equação (5).
Com os dados de lnk em função de 1/T, obtém-se
uma reta que permite o cálculo da energia de ativação e do
fator de freqüência da reação entre os íons persulfato e
iodeto, estando este último em grande excesso.

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U
Q
Prática 18: ADSORÇÃO

OBJETIVO
• Estudar a adsorção do ácido acético existente em
soluções aquosas pelo carvão ativado em função da
concentração do ácido na solução e determinar as
constantes de adsorção da isoterma de Freundlich.

REAGENTES E EQUIPAMENTOS
• Erlenmeyer.
• Rolhas.
• Bureta.
• Pipeta.
• Funil.
• Papel de filtro.
• Carvão ativado.
• Soluções aquosas de:
a. Ácido acético 0,4 mol/L.
b. Hidróxido de sódio 0,05 mol/L.
• Solução alcoólica de fenolftaleína.

PARTE EXPERIMENTAL

1. Colocar, com auxílio de buretas, em seis erlenmeyers
numerados e contendo cada um 5 g de carvão ativado e
pulverizado, os volumes de ácido acético e água de
acordo com a tabela abaixo:

Frasco
(Volume de Ácido acético
0,4 mol/L)/(mL)
Volume de
água/mL
1 50,0 -
2 35,0 15,0
3 25,0 25,0
4 15,0 35,0
5 10,0 40,0
6 8,00 42,0

2. Arrolhar os frascos e agitar cada mistura durante 5 a 8
minutos, tendo o cuidado de mantê-lo à temperatura
ambiente, evitando aquecê-los com as mãos.
3. Filtrar as soluções para erlenmeyers numerados.
4. Pipetar 10 mL do filtrado do frasco de número 1 e titular
com hidróxido de sódio usando como indicador
fenolftaleína.
5. Titular também os outros filtrados, sendo alíquota de 10
mL do frasco (2) e 15 mL dos frascos 3, 4, 5 e 6.

Obs.: As alíquotas provenientes dos frascos 5 e 6 serão
titulados com a solução de hidróxido de sódio mais
diluída.

TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS

A relação entre a quantidade de substância
adsorvida por um adsorvente e a pressão do gás ou a
concentração da solução no equilíbrio, a uma dada
temperatura, é denominada isoterma de adsorção.
As isotermas que apresentam forma assíntótica
podem ser descritas por diferentes equações, sendo que uma
delas é a de Freundlich, cuja relação matemática é:
) 1 (
1
n
kc
m
x
=

onde x/m é a massa da substância adsorvida por unidade
de massa do adsorvente, c é a concentração da solução
no equilíbrio, k e n são constantes características do
adsorvente e do soluto, a uma dada temperatura.

Tomando-se o logaritmo da expressão (1) obtém-se
a equação:
) 2 ( ln
1
ln ln c
n
k
m
x
+ =

as constantes k e n podem ser calculadas através do
gráfico ln(x/m) versus lnc.

Calculam-se as concentrações, em g/L, do ácido
acético (massa molar = 60 g/mol) nas soluções do item (1)
que foram adicionadas sobre o carvão, consideradas iniciais,
e nas soluções obtidas por filtração, depois de atingido o
equilíbrio. A partir destes dados, calcula-se a quantidade, x,
de ácido acético adsorvido de 50 mL de cada solução em
contato com 5 g de carvão (m) e, portanto, a razão x/m. Com
os valores de x/m e as concentrações de equilíbrio, c,
constroem-se os gráficos, x/m versus c e ln(x/m) versus lnc.
No primeiro, traça-se a curva de adsorção e com o segundo,
calculam-se as constantes k e n.

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Prática 19: PROPRIEDADES PARCIAIS
MOLARES – VOLUME DE EXCESSO

OBJETIVO
Obter e analisar o volume parcial molar de sistemas
constituídos por água-etanol.

REAGENTES E EQUIPAMENTOS
• Picnômetro.
• Béquer.
• Bureta.
• Etanol.
• Água destilada.

PARTE EXPERIMENTAL

Calibração do Volume do Picnômetro

1. Meça a massa do picnômetro vazio em balança analítica
( __________ ).

2. Meça a temperatura da água ( __________ ).

3. Encha o picnômetro convenientemente com a água cuja
temperatura foi medida, após enxugar a parte externa, e
determine a massa do mesmo com a água
( __________ ).

4. Use a densidade da água ( __________ ) para
determinar o volume do picnômetro ( __________ ).



Preparo das soluções

5. Prepare em béqueres/erlenmeyers mL 100 de misturas
de água e etanol nas seguintes proporções (utilize
bureta):

F
r
a
s
c
o

V
o
l
u
m
e

d
e

e
t
a
n
o
l
/
m
L

V
o
l
u
m
e

d
e

á
g
u
a
/
m
L

1 0,0 100,0
2 25,0 75,0
3 50,0 50,0
4 75,0 25,0
5 100,0 0,0

Medida da Densidade das Soluções

6. Lave o picnômetro calibrado com um pouco da solução
em estudo, e a seguir encha o picnômetro com a solução
termostatizada.

7. A seguir enxugue bem a parte externa do picnômetro e
meça a massa usando uma balança analítica
( __________ ).

8. Repita o mesmo procedimento com as outras soluções e
com o álcool puro.

F
r
a
s
c
o

V
o
l
u
m
e

d
e

e
t
a
n
o
l
/
m
L

V
o
l
u
m
e

d
e

á
g
u
a
/
m
L

M
a
s
s
a

p
i
n
ô
m
e
t
r
o
-
s
o
l
u
ç
ã
o
/
m
L

D
e
n
s
i
d
a
d
e
/

(
g
/
m
L
)

1 0,0 100,0
2 25,0 75,0
3 50,0 50,0
4 75,0 25,0
5 100,0 0,0

TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS

• Compare o valor da densidade do álcool que você
determinou com a literatura.

• Preencha convenientemente a tabela abaixo e
construa o gráfico de
( )
n
V V
id

em função da fração
mássica do álcool,
álcool
X
. Assim, considerando que:
picnômetro
V V =
e
* *
2
) (
2
álcool O H id
V álcool n V O nH V × + × =
.
*
2
O H
V

e
*
álcool
V
são respectivamente os volumes molares da
água e do álcool puros.


FRASCOS

1 2 3 4 5
álcool
X
AAA
A
AAA
A
AAA
A
AAA
A
AAA
A
) / /( mL g ρ

AAA
A
AAA
A
AAA
A
AAA
A
AAA
A
g m
álcool
/
AAA
A
AAA
A
AAA
A
AAA
A
AAA
A
mol n
álcool
/
AAA
A
AAA
A
AAA
A
AAA
A
AAA
A
g m
água
/

AAA
A
AAA
A
AAA
A
AAA
A
AAA
A
mol n
água
/
AAA
A
AAA
A
AAA
A
AAA
A
AAA
A
álcool água total
n n n + =

AAA
A
AAA
A
AAA
A
AAA
A
AAA
A
mL V
id
/
AAA
A
AAA
A
AAA
A
AAA
A
AAA
A
( )
) / /( mol mL
n
V V
id


AAA
A
AAA
A
AAA
A
AAA
A
AAA
A

Referência

• http://pcserver.iqm.unicamp.br/~wloh/cursos/qf952/i
ndex2004.html. Acesso em 25/10/2007.






















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Prática 20: VISCOSIDADE DE LÍQUIDOS
(Trabalho Final)

OBJETIVO
Determinar o coeficiente de viscosidade de líquidos e
soluções empregando o viscosímetro de Ostwald e relacionar
a viscosidade com a temperatura e com a concentração.

REAGENTES E EQUIPAMENTOS
• Viscosímetro de Ostwald.
• Banho termostático.
• Cronômetro.
• Pipeta graduada.
• Proveta.
• Erlenmeyer.
• Pêra de borracha.
• Etanol.
• Acetona.
• Éter.

PARTE EXPERIMENTAL

PARTE I


1. Introduza, no viscosímtero, uma quantidade medida de
água destilada ( mL 10 , por exemplo) que preencha a
metade do bulbo A.
2. Regule o banho termostático para C
o
20 e espere atingir
o equilíbrio.
3. Com auxílio de uma pêra de borracha, faça com que a
água alcance a metade do bulbo B. Deixe a água
escorrer livremente e meça o tempo gasto no percurso
de a até b (Repetir por 3 vezes).
4. Substitua a água pelo etanol e repita o item anterior (3),
depois de atingir o equilíbrio.
5. Repita os itens (3) e (4) nas temperaturas de C
o
25 ,
C
o
30 , C
o
35 , C
o
40 , C
o
45 e C
o
50 , tanto para a água
quanto para o etanol.
6. Limpe escrupulosamente o viscosímetro enxaguando-o
com água destilada, secando-o com éter ou acetona e
deixando-o na estufa.
7. Preencha a tabela abaixo adequadamente.

Líquido Água Etanol
Volume do líquido/mL


Temperatura
Tempos de escoamento
Água Etanol
1
t

2
t

3
t

t
1
t

2
t

3
t

t
C
o
20
C
o
25
C
o
30
C
o
35
C
o
40
C
o
45
C
o
50

PARTE II

8. Repita os itens (3) e (4) para soluções de água-acetona
(50 mL cada), a partir da solução mais concentrada em
acetona. Sendo a primeira, acetona pura. Uma vez feitas
as leituras de tempo, prepare a segunda solução,
retirando 40 mL de acetona e completando com 10 mL
de água. A terceira será preparada com 40 mL da
segunda com mais 10 mL de água e assim
sucessivamente até completar uma série de sete
soluções. Esta técnica evita a limpeza do viscosímetro
entre uma solução e outra, considerando a volatilidade
da acetona e diminui os custos da experiência.

Soluções
Tempos de escoamento
1
t

2
t

3
t

t
acetona mL 50 ) 1 (


O H mL de mL
2
10 ) 1 ( 40 ) 2 ( +

O H mL de mL
2
10 ) 2 ( 40 ) 3 ( +

O H mL de mL
2
10 ) 3 ( 40 ) 4 ( +

O H mL de mL
2
10 ) 4 ( 40 ) 5 ( +

O H mL de mL
2
10 ) 5 ( 40 ) 6 ( +


O H mL de mL
2
10 ) 6 ( 40 ) 7 ( +



TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS

A viscosidade de fluidos é usualmente determinada
medindo-se a velocidade de escoamento através de um tubo
capilar. A teoria sobre viscosidade foi inicialmente
desenvolvida pelo fisiologista Jean Leonard Poiseville (1799 –
1869), resumindo seus resultados na equação:
) 1 (
8
4
l V
t r P
× ×
× × ×
=
π
η

em que P é a diferença de pressão nas extremidades do
tubo; r e l são o raio e o comprimento do tubo,
respectivamente; V é o volume e t é o tempo de
escoamento.

Desde que as medidas de viscosidade sejam feitas
num mesmo viscosímetro, mantendo as mesmas diferenças
de níveis, a pressão hidrostática de cada fluido é proporcional
a sua densidade. Pela equação 1, tem-se que:
) 2 ( t k × × = ρ η

em que k é uma constante que depende das
características do viscosímetro e
ρ
é a densidade.

Aplicando a equação 2 para o líquido de referência e
para o líquido problema, resulta:
) 3 (
t
t
x x
x
×
× ×
=
ρ
ρ η
η


A variação da viscosidade de um líquido com a
temperatura pode ser expressa pela equação de Arrhenius:
) 4 ( ) / exp( RT E A = η


Segundo essa equação empírica, a viscosidade dos
líquidos diminui com a temperatura. Outras variáveis relativas
à viscosidade são:
• Viscosidade relativa:
o
x
r
η
η
η =
(
x
η
e
o
η
;
viscosidade da solução e viscosidade do solvente,
respectivamente).
• Viscosidade específica:
1 − =
r esp
η η
.
• Viscosidade intrínseca:
[ ]
C
esp
C
η
η
0
lim

=
ou
[ ]
a
kM = η
;
C é a concentração, k e a são constantes e M
volume molar.
• Viscosidade cinemática:
ρ
η
υ =
.


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QUESTÕES

1. Calcule o tempo médio, t , de escoamento da água em
cada caso.

2. Consulte, na literatura, os valores de densidade e
coeficiente de viscosidade da água em cada temperatura
da experiência.

3. Calcule, em cada caso, o valor de k do viscosímetro de
Ostwald (equação 3).

4. Calcule a viscosidade do álcool em cada temperatura da
PARTE I.

5. Represente graficamente
η ln
em função de
T
1
.
Determine a equação da função e discuta o resultado.

6. Calcule as concentrações em fração de quantidade de
matéria de cada uma das soluções água-acetona.

7. Com o auxílio do gráfico densidade versus fração molar
das soluções água-acetona, calcule a viscosidade das
soluções preparadas na PARTE II.

8. Faça um gráfico de
η

versus fração de quantidade de
matéria e discuta seus resultados.
































































































































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BIBLIOGRAFIA

1. Roteiros de trabalhos em laboratório, Físico-Química I e II. Departamento de Química, UFMG.

2. Práticas de Físico-Quimica I e II. Departamento de Química, UFV.

3. http://pcserver.iqm.unicamp.br/~wloh/cursos/qf952/index2004.html. Acesso em 25/10/2007.


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FÍSICO QUÍMICA

Práticas de Laboratório

Ensino Superior

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NORMAS BÁSICAS DE SEGURANÇA NO LABORATÓRIO DE QUÍMICA
A segurança no laboratório é uma responsabilidade que deve ser assumida por professores, monitores e alunos. No recinto do laboratório não é permitida brincadeiras que possam provocar danos para si ou outras pessoas. Apesar disso, os laboratórios de química não são necessariamente lugares perigosos, embora muitos dos perigos estejam associados a eles. Acidentes são, na maioria das vezes, causados por falta de cuidado, a ignorância e desinteresse pelo assunto. Embora não seja possível enumerar todas as causas de possíveis acidentes no laboratório, existem alguns cuidados que são básicos e que, se observados, ajudam a evitá-los: 1. É PROIBIDO comer, beber ou fumar no laboratório.

2.

3.

4.

Evite trabalhar sozinho no laboratório, a presença de atório, outras pessoas será sempre uma valiosa ajuda em caso de acidentes. Prepare-se antes de tentar realizar os experimentos. se Procure ler e entender os roteiros experimentais; consulte a literatura especializada. Em caso de dúvidas, discuta o assunto com o professor antes de tentar fazer o experimento. Utilize sempre que necessário materiais que possam garantir a maior segurança no trabalho, tais como: luvas, pinça, óculos de segurança (obrigatório jaleco obrigatório), (obrigatório), etc. Procure manter seu jaleco limpo.

5.

Conserve sempre limpos os equipamentos, vidrarias e sua bancada de trabalho. Evite derramar líquidos, mas se o fizer,limpe o local imediatamente.

6. 7.

8.

Gavetas e portas dos armários devem ser mantidas sempre fechadas. Ao término do período de laboratório, lave o material utilizado, limpe sua bancada de trabalho, seu banco, a pia e outras áreas de uso em comum. Verifique se os equipamentos estão limpos e desligados e os frascos reagentes fechados. Lave suas mãos freqüentemente durante o trabalho emente prático, especialmente se algum reagente químico for respingado. Ao final do trabalho, antes de deixar o laboratório, lave as mãos.

11. Evite contato físico com qualquer tipo de reagente químico. Tenha cuidado ao manusear substâncias corrosivas como ácidos e bases (use a apela). 12. A diluição de ácidos concentrados deve ser feita adicionando-se o ácido lentamente, com agitação se constante, sobre a água – com essa metodologia bre adequada, o calor gerado no processo de mistura, é absorvido e dissipado no meio. Nunca proceda ao contrário (água sobre o ácido). 13. Nunca deixe frascos contendo reagentes químicos inflamáveis próximos a chamas. 14. Não deixe nenhuma substância sendo aquecida por nhuma longo tempo sem supervisão. 15. Não jogue nenhum material sólido dentro das pias ou ralos. O material inútil (rejeito) deve ser descartado de maneira apropriada. 16. Quando for testar o produto químico pelo odor, não coloque o frasco sobre o nariz, desloque os vapores que desprendem do frasco com a mão para a sua direção. 17. Use a capela para experiências que envolvem o uso com liberação de gases tóxicos ou corrosivos. 18. Não aqueça tubos de ensaio com a extremidade aberta para si mesmo ou para alguém próximo. Sempre que mo possível o aquecimento deve ser feito na capela. 19. Não deixe recipientes quentes em lugares que possam ser pegos inadvertidamente. Lembre Lembre-se que o vidro quente tem a mesma aparência do vidro frio. 20. Não pipete de maneira alguma, líquidos corrosivos ou lguma, venenosos, por sucção com a boca. Procure usar sempre a “pêra de sucção”, para pipetar. 21. O bico de Bunsen deve permanecer aceso somente quando estiver sendo utilizado. 22. Não trabalhe com material imperfeito. 23. Em caso de acidentes, comunique o professor imediatamente. Ele deverá decidir sobre a gravidade do acidente e tomar as atitudes necessárias. 24. Em caso de possuir alguma alergia, estar grávida ou em qualquer outra situação que possa ser afetado quando ção exposto a determinados reagentes químicos, comunique ao professor logo no primeiro dia de aula. 25. Em caso de incêndio, este deverá ser abafado imediatamente, com uma toalha, ou, se necessário, com o auxílio de extintor de incêndio apropriado. 26. Comunique ao professor, monitor ou téc técnico, sempre que notar algo anormal no laboratório. 27. Faça apenas as experiências indicadas pelo professor. Caso deseje tentar qualquer modificação do roteiro experimental discuta com o professor antes de fazê fazê-lo. 28. No laboratório é OBRIGATÓRIO o uso do jaleco e de óculos de segurança (para quem não usa óculos de grau).

9.

Leia com atenção os rótulos dos frascos de reagentes químicos para evitar pegar o frasco errado. Certifique-se de que o reagente contido no frasco é exatamente o citado no roteiro experimental.

10. Nunca torne a colocar no frasco o reagente não utilizado. Não coloque objeto algum nos frascos de reagentes, exceto o conta-gotas de que alguns são providos gotas providos.

Química Não se Decora, Compreende! - 2

areia. sulfato de magnésio e outros devem ser embalados para evitar a dispersão do pó e descartados em lixo comum. especialmente os perigosos.3 . V) VI) 2) 3) Esses são alguns exemplos de procedimento de descarte de rejeitos produzidos no laboratório químico.com. muitas vezes são difíceis e de custo elevado para serem implementados. trietilamina). • Compostos halogenados como 1-bromobutano. cortiça. É prática comum. Por exemplo: etanol pode ser descartado na pia do laboratório. cloreto de ter-butila eoutrostambém devem ser guardados em recipientes separados dos demais compostos. sulfato de sódio. e) Recuperação dos reagentes para novamente serem utilizados. • Alumina. eram descartados na pia. Em caso de dúvida. tolueno.fabianoraco. IV) Resíduos perigos genéricos: • Neste grupo estão incluídas substâncias perigosas como hexano. ou seja. Podem. Assim. • Deve-se ter especial atenção para as incompatibilidades. Grande quantidade de solventes ou outros que sejam voláteis não devem ser descartados dessa maneira. os laboratórios descartavam seus rejeitos (resíduos) sem os cuidados necessários. antes do descarte. como por exemplo: a) redução da escala (quantidade de substância) de produtos químicos usados nos experimentos. Existem regras estabelecidas para o descarte de rejeitos.br DESCARTE DE REJEITOS (RESÍDUOS) Até há pouco tempo. sílica gel. 4) 5) ALGUMAS ORIENTAÇÕES BÁSICAS I) Resíduos insolúveis não-perigosos: • papel. Instruções para descarte dos resíduos são fornecidas junto com as experiências quando os resíduos gerados pela experiência não forem perigosos. solventes voláteis eram evaporados (lançados para a atmosfera). b) Substituição de reagentes perigosos por outros menos perigosos. na prática. essas podem ser diluídas e descartadas. butan-1-ol. Por exemplo: cloreto de acetila e de etilamina reagem vigorosamente. • Se esses materiais estiverem contaminados com resíduos perigosos deverão ser manuseados de outra forma. ambos são reagentes perigosos e seus rejeitos devem ser mantidos em recipientes separados. no entanto. Compreende! . aminas (anilina.oi. Essas práticas não são recomendadas e. procura-se. • Se esses materiais estiverem contaminados com resíduos perigosos deverão ser manuseados de outra forma. antes de iniciar em experimento.buscar na literatura especializada informações sobre os efeitos tóxicos sobre as substâncias que serão utilizadas e manuseio e descarte das mesmas. Agentes oxidantes e redutores: • Oxidar os redutores e reduzir os oxidantes antes do descarte. para posterior tratamento. ou jogar a solução vagarosamente acompanhada de água corrente. atualmente. Em caso de pequenos volumes dessas soluções (por exemplo: 10 mL ou pouco mais). c) Conversão dos resíduos para forma menos perigosa através de reação química. • • Substâncias solúveis em água podem ser descartadas no esgoto. Líquidos não-miscíveis com a água deverão ser colocados em recipientes apropriados para líquidos orgânicos. perguntar ao professor como proceder o descarte. minimizar a quantidade de resíduos perigosos gerados nos laboratórios de ensino. diluídos e então descartados.com. ésteres. éter etílico e a maioria dos solventes e compostos que não são miscíveis em água não podem ser descartados dessa maneira. também. líquidos e soluções. Resíduos líquidos orgânicos não-perigosos: II) III) Química Não se Decora. Resíduos sólidos solúveis não-perigosos: • Alguns compostos orgânicos (exemplo: ácido benzóico) podem ser dissolvidos com bastante água e descarregados no esgoto. Ácidos e bases inorgânicos fortes: • Devem ser neutralizados. Soluções ácidas e básicas devem ter seu pH ajustado na faixa de 2 a 11 antes de serem descartados. No caso de tentar recupera-los. existe uma preocupação no descarte de rejeitos químicos. ser descartados junto com resíduos insolúveis não perigosos. ácido clorídrico e outros. sólidos eram descartados em lixo comum e. sempre que possível. algumas substâncias não podem ser colocadas juntas no mesmo recipiente devido à reação entre elas. podem ser descartados em um cesto de lixo comum do laboratório. amidas.Q U Universo da Química www. Sais solúveis podem ser descartados como descrito em 1. poderão ser descartados na pia de acordo coma s seguintes instruções: 1) soluções que podem ser jogadas na pia devem ser antes diluídas com água. d) Redução dos volumes a serem descartados (concentrando as soluções ou separando os componentes perigosos por precipitação). Alguns procedimentos são adotados nesse sentido.br FÍSICO QUÍMICA Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi. Pequenas quantidades de solventes orgânicos solúveis em água (exemplo: metanol ou acetona) podem ser diluídos antes de ser jogados na pia.

Base nos olhos: • Deve-se lavar com bastante água aproximadamente 15 minutos e aplicar solução de bicarbonato de sódio 1%. eram descartados na pia. Em caso de asfixia fazer respiração artificial. III) IV) V) Até há pouco tempo. Ácido nos olhos: • Deve-se lavar com bastante água aproximadamente 15 minutos e aplicar solução de ácido bórico 1%. Um copo de solução de ácido cítrico ou ácido acético a 2% em caso de ingestão de bases. existe uma preocupação no descarte de rejeitos químicos.br FÍSICO QUÍMICA Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi.Q U I) Universo da Química www. sólidos eram descartados em lixo comum e. aplicando solução de ácido acético1%. especialmente os perigosos. Um copo de solução de bicarbonato de sódio 1% ou leite de magnésia em caso de ingestão de ácidos. solventes voláteis eram evaporados (lançados para a atmosfera).br ACIDENTES COMUNS NO LABORATÓRIO Queimaduras: • • • Causadas pelo calor: quando leves aplicar pomada de picrato de Butesina e.fabianoraco. b. minimizar a quantidade de resíduos perigosos gerados nos laboratórios de ensino.com. na prática. Secar o local e aplicar merthiolate. Compreende! . Existem regras estabelecidas para o descarte de rejeitos. sempre que possível. Assim. devem ser cobertas com gaze esterilizada previamente umedecida com solução aquosa de bicarbonato de sódio 5%. Em seguida tratar com solução de bicarbonato de sódio a 5% e lavar novamente com água. atualmente.com. líquidos e soluções. no entanto. muitas vezes são difíceis e de custo elevado para serem implementados.oi. Ingestão de substâncias tóxicas: • Recomenda-se beber muita água e em seguida beber: a. os laboratórios descartavam seus rejeitos (resíduos) sem os cuidados necessários. quando graves. Causadas por bases: proceder como no caso de queimadura por ácido. Essas práticas não são recomendadas e. Causadas por ácidos: devem-se lavar imediatamente com bastante água pelo menos 5 minutos.4 . II) Intoxicação por gases: • Remover a vítima para um ambiente arejado e deixar descansar. Química Não se Decora. procura-se.

Figura 2 – Sistema utilizado para medir volume. Sistema de coleta de gás. NaHCO3 .oi. 10% no frasco alimentador (A). Anote: ________ Anote a massa de ar existente no sistema coletor de gás.br. Saco plástico. o objetivo e a introdução de um relatório da atividade prática. e) f) g) PARTE 2 – Massa de Gás Carbônico. formado por um frasco alimentador (A) e um reator (R) e um frasco secador (FS). ligue-o ao Sistema coletor. desligue a conexão e recoloque rapidamente a tampa de borracha do conta-gotas e meça a massa desse sistema coletor. H 2 O2 . Uma vez verificada a produção de gás. Anote: __________ Sistema Coletor de Gás Frasco Secador QUESTÃO A SER DISCUTIDA 1. 10 mL de solução de peróxido de hidrogênio. uma ponta de espátula e. seco. O2 CO2 Ar 2. • • • • • • • • • Solução de peróxido de hidrogênio. link Atividades Práticas do Nível Superior. Bicarbonato de sódio. Ácido clorídrico. 20%. Sistema de medir volume. alimentando o reator. formado por um saco plástico amarrado a uma rolha na qual foi adaptado um contagotas. PARTE 4 – Medida do Volume a) O sistema coletor de gás cheio de ar é ligado através de uma mangueira ao sistema de medir volume. Tampe a garrafa do sistema de medir volume e tirea da água colocando-a de pé. Com os dados obtidos de volume e massas. aproximadamente. Monte seu equipamento como ilustrado na figura 1.oi. preencha a tabela abaixo adequadamente: Concentração (mol/L) Volume molar (L/mol) (R) Volume/mL Figura 1 – Sistema utilizado para produção de gás. Anote a massa do sistema coletor com o gás carbônico: __________ Anote a massa de gás carbônico existente no sistema coletor de gás: __________ PARTE 3 – Massa de Ar Use a imaginação para encher o sistema coletor de gás com ar e meça a massa total. Pedaço de mangueira. Proveta. MnO2 . Quando o sistema coletor de gás estiver cheio. sem ar e com a tampa de borracha do contagotas. Química Não se Decora. formado por uma bacia e frasco coletor de gases (proveta). d) Inicie a reação lentamente. suavemente.br Prática 1: RELAÇÕES DE MASSA E VOLUME DOS GASES OBJETIVO • Determinar a massa e o volume de alguns gases de modo a relacionar estas grandezas. aproximadamente 6 colheres e cerca de 20 mL de solução a 20% de ácido clorídrico. nos moldes da apostila Redação de Relatórios deste professor. Este será o volume do ar. o saco plástico até transferir todo o gás para o sistema de medir volume. Anote: __________. Compreende! . 10%. b) c) d) Repita o procedimento da PARTE 1 a partir do item d. Pare a alimentação do sistema gerador de gás. inicialmente cheio de água.com. H 2 O2 .br FÍSICO QUÍMICA Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi. Sistema gerador de gás. no reator (R). NaHCO3 . Na 2 CO3 . Meça a quantidade de água para encher a garrafa do sistema de medir volume. em cima da bancada. Anote a massa de gás oxigênio presente no sistema coletor de gás: __________. MnO2 . Redija a capa. encontrada no site www. ou carbonato de sódio. ao alimentador (A). (A) b) c) d) Aperte.fabianoraco. HCl .com. como mostra a figura 2. PARTE EXPERIMENTAL 1. O 2 a) Confira se o Frasco coletor e o sistema gerador de gás não apresentam vazamentos. Anote: __________ Passe para a PARTE 4.com. Anote: __________ c) Coloque um pouco de bióxido de manganês. ou garrote de látex. HCl .Q U Universo da Química www. REAGENTES E EQUIPAMENTOS • Bióxido de manganês. PARTE 1 – Massa de Oxigênio. entregando ao professor na data ___/ ___/ ___. CO2 a) Adicione ao reator (R) alguns gramas de bicarbonato de sódio. Limpe e seque o sistema coletor e o sistema gerador de gás. b) Meça a massa do sistema coletor de gás limpo.5 Densidade (g/mL) Massa/g Gás .fabianoraco.

clorofórmio. Finalmente. m1 : __________ 2. Espere a vaporização completa do clorofórmio (cerca de 10 min ). respectivamente. compare com o valor da literatura e tente definir um fator de correção para o cálculo da densidade da amostra problema. encha o balão com água destilada e fervida. ρ= 2  + ρ ar (m3 − m1 )   Neste caso. Segundo o método de Dumas. P g. encontrada no site www. entregando ao professor na data ___/ ___/ ___. nesta fase da experiência. previamente com a massa medida. temos que: mv = (m − m1 ) + mar j. • Banho-maria com agitação e termômetro. m3 = balão + água . • Suporte com mufla. Teste. Retire o balão do banho-maria e mergulhe a ponta dele num béquer com cerca de 10 mL de Química Não se Decora. b. Redija a capa. feche a ponta do balão hermeticamente. PARTE EXPERIMENTAL 1. Quando tiver certeza de não haver mais escapamento de gás. Combinando estas equações. Determine m3 : __________. REAGENTES E EQUIPAMENTOS • Balão de fundo chato com rolha. e a massa do balão com água destilada. Para tanto. Meça a massa do balão de fundo chato. k. no estado de vapor. O resfriamento natural do balão provocará a aspiração do líquido. como mostra a figura 1: ρa = mar e ρ ar volume do balão é m finalmente: ρ= v.Q U Universo da Química www. e. Determine a densidade do clorofórmio e a sua massa molar.: O banho deve ter uma temperatura de aproximadamente 20° C a mais que a temperatura de ebulição da substância de prova. V Use o Hand-Book de Físico-Química para obter as densidades da água e do ar.oi. mediante o método de Dumas.oi.br Prática 2: MASSA MOLAR DE UM LÍQUIDO VOLÁTIL OBJETIVO • Determinar a massa molar. a massa do mesmo balão mais o vapor. Obs. Repita essa operação até recolher cerca de 5 mL de clorofórmio. c. m1 = balão + ar . Aqueça ligeiramente o balão imerso no banhomaria (aproximadamente 50° C).6 . Figura 1 – Montagem para determinação de massa molar. deve ser constante para não alterar a massa do gás no balão. • Termômetro. Calcule o erro experimental. link Atividades Práticas do Nível Superior. de um líquido volátil. • Clorofórmio. CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS Para um gás ideal: M = ρ RT .com. Coloque o balão de fundo chato em suporte adequado no banho-maria. O resfriamento pode ser facilitado soprando por cima no balão. E m1 = mb + mar − g E m 2 = mb + mv − g E m3 = mb + ma − g E e g são o empuxo e a aceleração da gravidade. Repita o item “i” com a amostra problema. m2 = balão + vapor . f. T é a temperatura em kelvin e P é a pressão. Registre a pressão atmosférica e a temperatura do banho (T = __________) que. deve-se introduzir a ponta do balão selado e abrir por baixo da superfície da água. Com estes dados.fabianoraco.com. pode-se montar o seguinte sistema de equações: i.com. Anote. • Balança. previamente limpo e seco.br FÍSICO QUÍMICA Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi. Recoloque o balão no banho-maria e aqueça até a temperatura de ebulição da água. as densidades da água e do ar devem ser conhecidas nas condições de temperatura e pressão em que foram realizadas as medidas. A introdução do clorofórmio pode ser facilitada usando a seguinte técnica: a. em que M é a massa molar. d. • Substância problema. nos moldes da apostila Redação de Relatórios deste professor. R é a constante dos gases. a densidade de um gás pode ser determinada usando um balão de vidro de pescoço longo. com o auxílio de uma pequena chama (palito de fósforo) próxima da extremidade do balão se ainda há escapamento de vapor. Discuta levando em consideração os erros dos instrumentos de medida utilizados. h. Compreende! . ma = (m3 − m1 ) + mar que como o Considerando V= ma  (m − m1 )(ρ a − ρ ar )  . o objetivo e a introdução e a parte experimental de um relatório da atividade prática.fabianoraco. Determine a massa m2 : __________. ρ é a densidade.br.

Química Não se Decora. encontre a massa molar do metal empregado na sugestão de roteiro e explique o procedimento para encontrá-la.br Prática 3: DETERMINANDO MASSAS MOLARES DE METAIS ATRAVÉS DE REAÇÕES COM ÁCIDOS OBJETIVO • Verificar a possibilidade de se determinar a massa molar de um metal através de reações com ácidos fortes. meça o volume de água recolhido com uma bureta.Q U Universo da Química www. • Balão de fundo chato. REAGENTES E EQUIPAMENTOS • Magnésio em aparas. Coloque cerca de 200 mL de solução aquosa de ácido sulfúrico 1:1 no balão de destilação.br. • Béquer. • Rolhas. Após a reação ter-se completado. Compreende! .oi. 2.fabianoraco. empregando cálculos relacionados com o gás liberado na reação. Não deixe que nenhum material caia na solução ácida antes que o sistema esteja totalmente fechado. Meça exatamente. (Anote o volume: ________________) Relate seu experimento.com. Incline o balão de destilação na posição vertical e observe a água que será mandada para o béquer (frasco B).com. • Mangueiras.7 . • Solução aquosa de ácido sulfúrico 1:1. Verifique todas as conexões a fim de que o gás formado não possa escapar do sistema. cuidadosamente. Monte seu equipamento conforme ilustrado abaixo Use este espaço para as suas anotações!! Mg(s) H2SO4(aq) A B H2O(L) Figura 1 – Sistema utilizado para produção e medida do gás.5 g de magnésio (Anote a massa exata: _____________) em aparas e coloque. 4. • Balão de destilação. Coloque água no balão de fundo chato (frasco A) até ¾ do volume total do balão. link Atividades Práticas do Nível Superior.br FÍSICO QUÍMICA Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi. encontrada no site www. CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS Para esta atividade prática você deve responder à seguinte pergunta: Pode-se determinar a massa molar de um metal através de dados relacionados ao gás liberado pela reação do metal com ácido forte? Se a resposta for positiva. SUGESTÃO DE PARTE EXPERIMENTAL 1. 7. 5.fabianoraco. cerca de 0.oi. 3.com. 6. nos moldes da apostila Redação de Relatórios deste professor. • Tubos de vidro. no gargalo do balão.

usando água.80 0. 6. Determine a massa do picnômetro após uma escrupulosa limpeza com água e sabão. e. c.80 0. Em muitos casos é possível determinar a composição de uma solução líquida através da medida de sua densidade.oi. ρa. Nesta prática. • Termômetro. a fração em quantidade de matéria da água.40 0.com. Deduza uma equação capaz de relacionar o volume de acetona a ser adicionado ao balão volumétrico de 100 mL para preparar as soluções abaixo. Nessa equação deverão estar presentes: o volume total da mistura. Compreende! . • Acetona. mx. as densidades das soluções.10 0.com. também. A densidade da água na temperatura e trabalho precisa ser conhecida de tal forma a termos: m m  m V= a ρ = x =  x ρ a (1) 2) m  ρa V  a A equação (2) não considera o efeito do empuxo do ar nas determinações das massas. b. ma. proceda como na aula anterior considerando que: mbalão = m picnômetro Assim.8 . cuja densidade tentamos relacionar.20 0.br FÍSICO QUÍMICA SOLUÇÕES Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi. o qual consiste na determinação do volume do picnômetro. 4. Repita as medições de massa com todas as soluções preparadas anteriormente.00 0.40 0.60 0. secar o excesso de água que escorre pelas paredes com papel higiênico. tomando-se as seguintes precauções: a.20 0. usaremos o método picnométrico. A seguir. Encontre os volumes de acetona a serem utilizados nos preparos das soluções abaixo. utilizando a tabela de densidades da água acima (Vpic = __________). coloque a ponta da tampa do picnômetro e deixe-a descer livremente por gravidade. Soluções (Frações em Massas das Densidades quantidade de matéria de soluções + / g⋅mL água) picnômetro / g 1. registre a temperatura ambiente (T = __________ e consulte sua densidade na tabela acima.br DENSIDADE DE OBJETIVO • Determinar a densidade de soluções líquidas usando o método picnométrico. V.10 0. Determine o volume do picnômetro. Soluções (Frações em quantidade Volume de de matéria de água) acetona / mL 1. e a densidade da água. enxaguando com acetona ou éter e seco (mpic = __________). tomando cuidado para manter sempre limpo o picnômetro entre cada medida. em papel milimetrado. a densidade da água e da acetona e a massa molar da água e da acetona. 7. Encha o picnômetro com água destilada e fervida. e meça a massa do conjunto (mpic + água = __________).Q U Prática 4: LÍQUIDAS Universo da Química www.00 REAGENTES E EQUIPAMENTOS • Picnômetro.60 0. • Estudar a relação da densidade com uma variável de concentração. d. CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS A densidade encontra numerosas aplicações em físico-química. ρ = __________). Determine. • Cloreto de sódio.00 0. Faça o gráfico da densidade das soluções em função da fração de quantidade de matéria de água.fabianoraco.00 5. Química Não se Decora. temos finalmente que:  m   mvapor = m x = m2 − m1 ρ =  x (ρ a − ρ ar ) + ρ ar m  ma = m3 − m1  a   Parte (2) 3. 2. PARTE EXPERIMENTAL Parte (1) 1. Deixe os cálculos e coloque a unidade correta!! Prepare os 100 mL de cada uma das soluções de água e acetona. Portanto. preenchendo corretamente a tabela abaixo: Volumes de acetona a serem adicionados a um balão volumétrico de 100 mL para o preparo das soluções aquosas abaixo indicadas. • Balança. mas à temperatura ambiente. são determinadas as massas das soluções.

Equação (Fração em quantidade de Matéria) %(m / m) = X = m sal m sal X ⇒ = ⇒ mágua + m sal 100 mágua + m sal ⇒ 100 × m sal 13. nos moldes da apostila Redação de Relatórios deste professor. Compreende! . encontrada no site www.9 . Faça o gráfico da densidade das soluções em função da fração de quantidade de matéria de água.0 25. Massas de NaCl / Soluções (%(m/m) de NaCl) g 2. 9. em béquer.oi.0 16. medindo o volume de água com uma proveta (cuidado para não perder massa de NaCl na transferência). Determine. também. preenchendo corretamente a tabela abaixo: Massas de NaCl a serem adicionadas a 100 mL de água para o preparo das soluções aquosas abaixo indicadas.0 25. as densidades das soluções.0 20.0 16.br.0 4.oi.0 8. Equação (Fração em quantidade de Matéria)   n acetona        n acetona  n acetona  X água + X acetona = 1 ⇒ X água + = 1 ⇒ X água = 1 −  n acetona + n água n água   n acetona  +       n   acetona   n acetona Deduza uma equação capaz de relacionar a massa de NaCl a ser adicionada a 100 mL de água para se obter as soluções abaixo. 11. Prepare os 100 mL de cada uma das soluções de água e acetona. a densidade da água e o volume da água. ρ água × Vágua + m sal ρ água × Vágua × X + m sal × X = 100 × m sal ⇒ ρ água × Vágua × X = 100 × m sal − m sal × X ⇒ ρ água × Vágua × X = m sal (100 − X ) ⇒ m sal = ρ água × Vágua × X 100 − X Química Não se Decora. Analise os gráficos e discuta os fatores que limitam a precisão deste método. Nessa equação deverão estar presentes: o a massa de NaCl. Encontre as massas de NaCl a serem adicionadas aos 100 mL de água para preparar as soluções abaixo.         X água                  1 1 = 1−   ⇒ X água = 1 −    m água      m água M acetona       ×  1+    M      M água m acetona  1 +   água       m acetona           M acetona           1 = 1−    ρ água × V água M acetona  × 1+   ρ acetona × V acetona   M água    1 = 1−    ρ água × V água × M acetona 1+    M água × ρ acetona × V acetona                           X água X água   ρ água × V água × M acetona X água × 1 +    M água × ρ acetona × V acetona     ρ × V × M acetona   = 1 +  água água M    água × ρ acetona × V acetona           −1    ρ água × V água × M acetona × X água   ρ água × V água × M acetona = X água +   M  M água × ρ acetona × V acetona    água × ρ acetona × V acetona  ρ água × V água × M acetona   ρ água × V água × M acetona × X água − X água =  M    água × ρ acetona × V acetona   M água × ρ acetona × V acetona  ρ água × V água × M acetona   × (1 − X água ) X água =  M   água × ρ acetona × V acetona  ρ água × V água × M acetona X água (1 − X água ) = M água × ρ acetona ×Vacetona  X água   ρ acetona × M água  ×  (1 − X água )   M acetona × ρ água     X água   ρ acetona × M água  ×  (1 − X   água )   M acetona × ρ água   X água   ρ acetona × M água  ×  (1 − X   água )   M acetona × ρ água   Vágua =  Vacetona   Vtotal − Vacetona =  Vacetona    × Vacetona = Vtotal − Vacetona     X água   ρ acetona × M água     +V ×  ×V = Vtotal   (1 − X água )   M acetona × ρ água  acetona  acetona         X água   ρ acetona × M água    ×   + 1 = Vtotal Vacetona ×       (1 − X água )   M acetona × ρ água         Vacetona = Vtotal   X água   ρ acetona × M água    ×  +1   (1 − X água )   M acetona × ρ água       Dedução da 1ª.com. Universo da Química www.0 20.0 12.com.0 4. link Atividades Práticas do Nível Superior.fabianoraco. em papel milimetrado.Q U Parte (3) 8.fabianoraco.0 10.br FÍSICO QUÍMICA Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi. Massas das Densidades Soluções (%(m/m) de soluções + / g⋅mL NaCl) picnômetro / g 2. a %(m/m) de NaCl na solução.0 8. Repita as medições de massa com todas as soluções preparadas anteriormente. Relate seu experimento.br Dedução da 1ª. tomando cuidado para manter sempre limpo o picnômetro entre cada medida.0 12.com.0 12.

A capacidade calorífica do calorímetro é determinada pela expressão: q = C∆T onde C é a capacidade calorífica do calorímetro.com. Agora. aplicamos: q = mc∆T sendo c o calor específico da água. que é o aparelho típico empregado para a determinação de calores de reação. Tempo (s) Temperatura (ºC) 0 30 60 90 120 150 180 210 270 300 Esvaziar e secar o calorímetro e repetir o mesmo procedimento três vezes. • Termômetro. numericamente. encontre a capacidade calorífica do calorímetro. isto é.oi. bem como os volumes usados dessa água.br Prática 5: CONSTRUÇÃO CALORÍMETRO DE MISTURA OBJETIVO • Construir um calorímetro de mistura. C. 4. perdido pelo corpo quente (água à temperatura ambiente) e pelo calorímetro. Obtenha uma equação para determinação da capacidade calorífica do calorímetro. Tequil. encontrada no site www. QUESTÕES PARA DISCUSSÃO 1. TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS Consideramos o fato de que o calor ganho pelo corpo frio (água gelada) é igual. Colocar no frasco térmico (B) 300 mL de água destilada à temperatura ambiente. do corpo frio e do corpo quente.10 .br FÍSICO QUÍMICA DE UM Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi.C é a capacidade calorífica do calorímetro e c é o calor específico da água.com.fabianoraco. Tfrio e Tquente são as temperaturas no equilíbrio térmico.oi. • Determinar sua capacidade calorífica.com. PARTE EXPERIMENTAL 1. Química Não se Decora. 2. nas temperaturas de trabalho. 75 mL de água previamente gelada de temperatura rigorosamente conhecida e anotada (Tfrio = __________). igual a 1 cal ⋅ g −1 ⋅o C −1 . (Tquente = __________) Agitar. ao calor Relate seu experimento. link Atividades Práticas do Nível Superior. 3. fria e quente. Deixe os cálculos! 5. Agitar a mistura imediatamente após a adição da água gelada à água contida no calorímetro e anotando. • Pipetas.fabianoraco. • Cronômetro. Compreende! . fazer leituras de temperatura a cada 30 segundos até que ela tenha atingido um valor constante. Anote o número do calorímetro: ____ A A = Termômetro B = Frasco Térmico C = Frasco Isolante B C em que mfrio e mquente são as massas das águas fria e quente respectivamente. q abs = qlib ⇒ q(água fria) = q (água quente) + q (calorímetro) . dentro do frasco térmico (B) do calorímetro. REAGENTES E EQUIPAMENTOS • Frasco térmico.Q U Universo da Química www. ρ. rapidamente. nos moldes da apostila Redação de Relatórios deste professor. respectivamente. Tfrio = Tfrio = Tfrio = Tquente = Tquente = Tquente = Replicata 1 Replicata 2 Replicata 3 t (s) T (ºC) t (s) T (ºC) t (s) T (ºC) 0 0 0 30 30 30 60 60 60 90 90 90 120 120 120 150 150 150 180 180 180 210 210 210 270 270 270 300 300 300 2. Por substituição na primeira equação: m frio c(Tequil − T frio ) = mquente c(Tequil − Tquente ) + C (Tequil − Tquente ) ⇒ m frio c(Tequil − T frio ) − mquente c(Tequil − Tquente ) = C (Tequil − Tquente ) ⇒ C= m frio c(Tequil − T frio ) − m quente c(Tequil − Tquente ) (Tequil − Tquente ) Montar o calorímetro conforme esquema da figura abaixo. diante dos dados levantados. 3. que leve em conta a densidade da água.br. • Frasco isolante. Interprete o valor obtido no item anterior. • Béquer. Já no caso das massas de água.

Discuta as possíveis causas de erros.25 mol / L .fabianoraco. no início da experiência. transferir rapidamente os 200 cm 3 . agitando. REAGENTES E EQUIPAMENTOS • Solução aquosa de ácido clorídrico.com. retirar a solução do ácido. é dada pela equação: Q = 200 ∆T A + 200 ∆TB + C∆TB em que ∆T A e ∆TB são elevações de temperatura das soluções do ácido e da base e C é a capacidade calorífica do calorímetro.25 mol / L . como o representado abaixo. portanto. o calor associado ao processo depende do seu grau de ionização. retirar o termômetro lavá-lo. Como as soluções são diluídas.com. é praticamente constante e independe da nature natureza do ácido e da base. 5. Medir 200 cm 3 da solução de NaOH 0. Continuar as leituras da temperatura da solução da base com o mesmo intervalo de tempo.11 . a única reação química que ocorre é: 0 30 60 90 120 150 180 210 270 300 330 360 390 420 450 480 510 540 570 600 TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS Como foi dito anteriormente.25 mol / L . Após a quinta leitura. A B HCl 0.oi. Béquer. QUESTÕES PARA DISCUSSÃO 4. moderadamente. devida à liberaç de calor associada liberação à neutralização de 0. ele deve permanecer no calorímetro A. Calcular o valor de ∆H por mol de ácido (ou base) neutralizado. Frasco isolante. PARTE EXPERIMENTAL 1. cinco leituras de temperatura com intervalos de 30 segundos no termômetro mergulhado na solução de ácido. ao momento em que se faz a mistura. Relate seu experimento. No meio da distância OP. limpo e seco. O termômetro deve ser o mesmo para os dois calorímetros e.fabianoraco. Termômetro.25 mol / L e transferi-los para o calorímetro B. Temperatura (ºC) Tempo (s) Temperatura (ºC) Tempo (s) CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS Quando soluções diluídas de ácidos fortes são neutralizadas por soluções diluídas de bases fortes. para assegurar a homogeneização.oi. No gráfico. Q . 9. observa observase que o calor de neutralização liberado por mol de água formada. colocar 210 cm 3 de HCl 0. suas densidades e suas capacidades caloríficas foram. foi neutralizado o ácido contido em 200 cm 3 de uma solução 0. procurando não gastar nesta operação.25 mol / L .oi.fabianoraco.br Prática 6: DETERMINAÇÃO DO CALOR DE NEUTRALIZAÇÃO OBJETIVO • Determinar o calor de neutralização de um ácido forte por uma base forte. mergulhá-lo na solução da base lo no calorímetro B. Montar 2 calorímetros. com os valores unitários.com. Continuar com as leituras da temperatura da mistura a cada 30 segundos até que a temperatura atinja um máximo e depois se mantenha constante ou tenha diminuído um pouco. Extrapolar a curva de resfriamento do calorímetro até a reta ab obten obtendo o ponto M. conforme figura abaixo. da solução de HCl do calorímetro A para o calorímetro B. a Para se ter ∆T A e ∆TB com precisão. 4. tendo assim os pontos A e B. anotando. Fazer. No calorímetro A. A = HCl e B = NaOH .br. Química Não se Decora. no mínimo. 10 leituras após esta observação. do Nível Superior. Medir 200 cm 3 da mesma solução de ácido contida no béquer e transferi-los novamente para o mesmo los calorímetro A. 7. Após molhar as paredes do frasco e o termômetro. levantar a perpendicular ab. Fazer. Esta quantidade de calor.25 mol/L 2. mais do que 30 segundos. é necessário construir um gráfico de temperatura versus tempo. • Solução aquosa de hidróxido de sódio sódio.05 mol de ácido ou de base. Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi. Ao adicionar uma solução diluída de um ácido forte a uma solução diluída de uma base forte. SOLUÇÃO BÁSICA – CALORÍMETRO B t=0s t = 30 s t = 60 s t = 90 s t = 120 s T= T= T= T= T= 6. nos moldes da apostila Redação de Relatórios deste professor. NaOH . em seguida. consideradas iguais à da água. frascos e termômetro) é. o tempo O corresponde à temperatura máxima e o tempo P. 3. H + (aq) + OH − (aq) → H 2 O(l ) ∆H o (298K ) = −13700cal / mol Quando ácidos ou bases fracas são neutralizados. • • • • • Frasco térmico. A elevação da temperatura no sistema do calorímetro (soluções. Calcular o erro percentual. 0. 5.br link Atividades Práticas www. secá-lo e. encontrada no site www. 6. SOLUÇÃO ÁCIDA – CALORÍMETRO A t=0s t = 30 s t = 60 s t = 90 s t = 120 s T= T= T= T= T= Logo após a última leitura. Cronômetro. Compreende! .br FÍSICO QUÍMICA 8. Segue que ∆T A = AM e ∆TB = BM . HCl .Q U Universo da Química www. colocando-a em um béquer.25 mol/L NaOH 0. 0. na equação acima.com.

∆T = ρ × V × c × ∆T . de modo que o naftaleno dentro do tubo fique abaixo do nível de água.com. Medir cerca de 2 g a 5 g de naftaleno.fabianoraco. • Tripé. 9. 7. Determinar a variação de entalpia para o processo de solidificação do naftaleno. • Bico de bunsen. Béquer 1 150 mL H2O Relate seu experimento.fabianoraco. Béquer 2 150 mL H2O m(H O) = _____ g Naftaleno Líquido Béquer 1 2. • Termômetro. Química Não se Decora.br FÍSICO QUÍMICA Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi.oi. • Água destilada. dividindo o valor encontrado no item anterior pela massa de naftaleno usada. Colocar a massa de naftaleno em um tubo de ensaio e este em banho-maria na água previamente aquecida no béquer de 100 mL até que todo o naftaleno sólido se transforme em naftaleno líquido. link Atividades Práticas do Nível Superior.br Prática 7: DETERMINAÇÃO DO CALOR DE SOLIDIFICAÇÃO DO NAFTALENO OBJETIVO • Determinar o calor de solidificação do naftaleno a partir da variação de temperatura provocada numa massa conhecida de água.oi. • Balança.com. • Proveta. Colocar em um béquer 150 mL de água destilada medidos em uma proveta. Adicionar água até de um béquer de 100 mL e coloque esse béquer para aquecer usando o bico de bunsen ou placa de aquecimento. Calcular o calor de solificação do naftaleno por grama. Calcular o valor do calor ganho pela água e obter o valor do calor de solidificação do naftaleno. 4. o tubo de ensaio com o naftaleno no béquer da etapa 1.12 . 6. Anotar a temperatura da água até que ela atinja um valor máximo. Colocar. • Naftaleno. O calor ganho pela água é dado pela equação: Q = m.com. nos moldes da apostila Redação de Relatórios deste professor. c( H 2 O) = 1 cal ⋅ g −1 ⋅ o C −1 Béquer 2 QUESTÕES PARA DISCUSSÃO 7. • Tubo de ensaio. PARTE EXPERIMENTAL 1. 2 3 8. REAGENTES E EQUIPAMENTOS • Béquer. m (naftaleno) = __________ g 5. encontrada no site www. Retirar o tubo de ensaio do banho-maria e deixar resfriar até perceber o primeiro sinal de turvação que indica que a solidificação está começando. T água inicial ______oC 8.br. cal / g .c. • Tela de amianto. Meça a temperatura da água da etapa 1 e determine sua densidade para essa temperatura: ρágua = __________.Q U Universo da Química www. mas com sinal trocado. o que deve coincidir com a solidificação de todo o naftaleno dentro do tubo. Agitar a água continuamente usando o próprio tubo de ensaio. imediatamente. TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS Podemos considerar que o calor ganho pela água ao entrar em contato com o naftaleno tenha o mesmo valor do calor perdido pelo naftaleno em conseqüência da solidificação. T água final Béquer 2 ______oC Béquer 1 150 mL H2O Béquer 1 3. Compreende! . Não continue a aquecer o naftaleno líquido.

• Água. Adicione. • Termômetro.fabianoraco. 4. até atingir o equilíbrio térmico. registre a temperatura de 20 em 20 segundos até atingir o equilíbrio térmico. mx as massas de água quente e fria e do sólido problema. Adicione.oi. • Pipeta volumétrica. REAGENTES E EQUIPAMENTOS • Calorímetro de mistura. sob agitação uniforme. Vt – 350.para T2 > T1: ser c2 m2 (T2 − T ) = (C + c1m1 + c x m x )(T1 − T ) . Quando. coloque primeiro a água quente no calorímetro e registre a temperatura após ficar estável. TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS O calor específico é uma medida da capacidade calorífica quando referida a uma unidade de massa (usualmente gramas) do corpo de prova. O calor de fusão é a quantidade de calor absorvida na transformação de fase sólida para líquida. calcule o calor específico do sólido problema para cada caso.br. cx são os calores específicos da água e do sólido problema. Coloque no calorímetro de mistura. 11. mg e ma as massas do gelo e da água. Cu ou Al. registre a temperatura de 20 em 20 segundos. rapidamente. e a densidade da mesma. Com a primeira equação.C a capacidade calorífica do calorímetro de mistura. 7. T as temperaturas da água quente e fria e de equilíbrio. Adicione a seguir a água fria junto com a amostra. é a capacidade calorífica por mol do corpo de prova. 2. isto é. tiver envolvida a fusão do gelo.oi. 100 g de gelo ao calorímetro. c1. ou seja. T2. no calorímetro. um novo balanço de energia será necessário: Química Não se Decora. equação.fabianoraco. ∆fusH o calor de fusão da água (entalpia de fusão). Compreende! . O calor específico de um sólido pode determinado por um balanço energético. link Atividades Práticas do Nível Superior. OBJETIVO • Calcular o calor específico de um sólido usando um calorímetro de mistura. • Balança.com.com. inicial da água e de equilíbrio. T1. Coloque no calorímetro limpo e seco. • Cronômetro. PARTE EXPERIMENTAL PARTE 1 1. A capacidade calorífica molar por sua vez. nos moldes da apostila Redação de Relatórios deste professor. bem como o calor específico médio.Q U Universo da Química www. Repita o procedimento 3 vezes e tabele seus resultados. Inverta o processo. usualmente com distâncias intermoleculares maiores no líquido. medindo o volume de água formada no calorímetro. determine a variação de entalpia e energia interna do sólido problema em um dos procedimentos anteriormente analisado. C a capacidade calorífica do calorímetro de mistura. • Placa aquecedora. encontrada no site www.br Prática 8: DETERMINAÇÃO ESPECÍFICO DE UM SÓLIDO Qabsorvido = Qcedido c g m g (T0 − Tx ) + ∆ fus H + c a m g (T − T0 ) = (C + c a ma )(Ta − T ) em que cg e ca são os calores específicos do gelo e da água. PARTE 2 5. aproximadamente. T as temperatura de fusão inicial do gelo. 300 mL de água morna sob constante agitação e registre a temperatura. Registre a temperatura no calorímetro (espere atingir o equilíbrio térmico). Com este último valor. T0.br FÍSICO QUÍMICA DO CALOR Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi. em que c2. • Proveta. aquele que provoca maior variação. Com a segunda temperatura inicial procedimento. m1. Esta energia permite a separação das moléculas do arranjo ordenado no cristal para o arranjo desordenado. esta água no calorímetro. 6. • Sólido problema.13 . Calcule a massa de gelo adicionada. 200 mL de água a uma temperatura próxima de 50ºC e registre esta temperatura. Tx. Aqueça no béquer. Relate seu experimento. Repita o procedimento que encontrar mais eficiente.com. do gelo calcule a em cada 3. Ta. a amostra problema junto com 200 mL de água à temperatura ambiente. QUESTÕES PARA DISCUSSÃO 10. m2. 8.

agitar e registrar a temperatura de 30 em 30 segundos até estabelecer o equilíbrio térmico. Transformar a massa de NaOH em mol. T0 . Antes de misturar. Termômetro. ao ácido. dH = C p dT ⇒ ∆H = C p ∆T ⇒ ∆H = C p ∆T n NaOH = _______________ Química Não se Decora. Calorímetro. Calcular a entalpia de neutralização do ácido.br FÍSICO QUÍMICA E DE Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi. o calor de solução de um soluto e o calor de neutralização de um ácido fraco.5 mol ⋅ L−1 . já que neste caso.5 mol/L 9. Medir a temperatura. 100 mL CH3CO2H 0. o calor de neutralização é bem menor que 13700 cal ⋅ mol −1 . inicialmente a temperatura. A neutralização de um ácido fraco por uma base forte. Medir 100 mL da solução 0. Tempo (s) Temperatura (ºC) Tempo (s) Temperatura (ºC) PARTE EXPERIMENTAL PARTE 1 – Capacidade calorífica do calorímetro de mistura (Ver práticas anteriores) 1. CH 3CO2 H . Proveta.com. de 6 lentilhas de NaOH (higroscópico) e transferir para o calorímetro. rapidamente. NaOH . Agitar e registrar a temperatura máxima que atingir o sistema. por mol de Se a reação de neutralização é realizada num calorímetro adiabático.5 mol ⋅ L−1 de ácido acético e transferir para o calorímetro. em solução diluída. • • • • • • • • • Solução de ácido acético (etanóico). registrar a temperatura que deve ser igual à do ácido. Béquer. num vidro de relógio. Adicionar a base. deve ser considerada como resultado de dois processos sucessivos: HA(aq ) ⇔ H + (aq ) + A − (aq ) H + (aq ) + OH − (aq ) ⇔ H 2 O (l ) HA(aq ) + OH − (aq ) ⇔ H 2 O (l ) + A − (aq ) A variação de entalpia será. Tácido acético = ________ OBJETIVO • Determinar. então: . Anote a capacidade C c = _______________ calorífica do calorímetro: PARTE 2 – Calor de solução 2.5 mol ⋅ L−1 . Medir a massa. Tambiente = ________ A 0 30 60 90 120 150 180 210 270 300 TNaOH = ________ 330 360 390 420 450 480 510 540 570 600 Tequilíbrio = ________ A = Termômetro B = Frasco Térmico C = Frasco Isolante B C 200 mL H2O 100 mL NaOH 0. escrupulosamente. há absorção de calor no processo de dissociação do ácido (ou base) fraco.14 . Compreende! . ∆ sol H o . Determinar o calor de solução. a proveta e medir 100 mL da solução de NaOH 0.5 mol ⋅ L−1 . NaOH .br Prática 9: CALOR NEUTRALIZAÇÃO DE SOLUÇÃO PARTE 3 – Calor de neutralização de um ácido fraco 6.fabianoraco. 200 mL H2O + NaOH o o ∆H neutralização = ∆H ionização + (−13700) 5. 3. REAGENTES E EQUIPAMENTOS • Solução NaOH 0. Deixe os cálculos!! (C∆T ) o ∆H neutralização = = _______________ n “Leia o texto abaixo para encontrar o valor de C” TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS NaOH m1 = _______________ mNaOH = m1 .Q U Universo da Química www. 7. Cronômetro. Pipeta.com. Parte desta energia é gasta para aquecer também os diversos componentes do calorímetro.m2 = ______________ m2 = _______________ n = __________ mol NaOH 4. Lavar.oi. Anotar a temperatura ambiente de 200 mL de água no calorímetro.5 mol/L 0. mais rapidamente possível. Balança. Tmáxima = ________ Quando a solução diluída de um ácido (ou base) fraco é neutralizada. CH 3CO2 H . experimentalmente. NaOH em cal ⋅ mol −1 . por diferença. em lentilhas. 8. haverá um aumento de temperatura devido à energia liberada pela reação.

com. nos moldes da apostila Redação de Relatórios deste professor. considera-se que os calores específicos. encontrada no site www. temos que a capacidade calorífica total. .br FÍSICO QUÍMICA Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi.com. em que m1 e m2 são as massas do ácido e da base. do ácido ( HA ) e da base ( BOH ) são.br Sendo C c a capacidade calorífica do calorímetro.br. 1 cal ⋅ g −1 ⋅ o C −1 .oi.com.15 . link Atividades Práticas do Nível Superior. Compreende! . iguais ao da água.fabianoraco. respectivamente. Relate seu experimento. C .Q U Universo da Química www. aproximadamente. do sistema é dada por: C = C c + (m1c1 ) HA + (m2 c 2 ) BOH . Química Não se Decora. c1 e c 2 . Para soluções diluídas. A entalpia de neutralização de cada ácido pode ser então determinada a partir do Princípio de Conservação de Energia: Qabsorvido = Qcedido o neutralização (C∆T ) ∆H = n ∆T = variação de temperatura e n = quantidade de matéria (em mol) do ácido neutralizado.fabianoraco.oi.

com. nos moldes da apostila Redação de Relatórios deste professor. Registrar a temperatura de 30 em 30 segundos até atingir o equilíbrio térmico. utilizando um calorímetro adiabático e a equação deduzida da 1ª Lei da Termodinâmica: Tf/° C n1/n2 m1/g m2/g Ti/° C ∆H I = ∆H C∆T = ֏ C = C c + m1c1 + m2 c 2 n2 n2 Iniciar a próxima prática. • Proveta. n ∆H I = ∆H 1  1 n  2   + ∆H 2   PARTE EXPERIMENTAL 1.br.fabianoraco. o calor diferencial =0 n2 de solução (coeficiente de posição). graficamente. escrupulosamente limpo e seco. colocando-o no espaço abaixo. 3. ao calorímetro com água. • Etanol.br FÍSICO QUÍMICA DE Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi. a inclinação da tangente à curva em qualquer n2 ponto define o calor diferencial de diluição (coeficiente angular) e onde corta a ordenada.42 J ⋅ g −1 o ⋅ C −1 C c = 37.com. experimentalmente.com. • Termômetro. • Água.br CALOR DIFERENCIAL O calor integral de solução pode ser determinado também pela equação: OBJETIVO • Determinar. medindo-se o calor integral de solução pela primeira equação e construindo um gráfico desse calor em função de n1 . ρ = 0. 4. Repetir o procedimento anterior para os volumes indicados na tabela abaixo: ∆ HI/(kJ⋅mol-1) ⋅ Assim. c1 . uma semana. n1 . Compreende! . Registrar as temperaturas até atingir o novo equilíbrio térmico. o calor diferencial a partir de medidas do calor integral para uma série de soluções de etanol em água.7894 g ⋅ cm −3 . ao calorímetro. Este último valor também poderia ser calculado pela segunda equação fazendo: n  ∆H 2 = ∆H I − ∆H 1  1  n   2 Utilizando os valores de n1 e de ∆H I da tabela. REAGENTES E EQUIPAMENTOS • Calorímetro. Relate seu experimento.5 cal ⋅ g −1 ⋅o C −1 1 cal = 4. Química Não se Decora. m1 e m2 os calores específicos e massas dos componentes 1 (água) e 2 (etanol).16 .Q U Prática 10: SOLUÇÃO Universo da Química www. c 2 . pois a mesma precisa de um tempo de espera de.oi. link Atividades Práticas do Nível Superior.18 J c água = 4. no mínimo. em que Cc é a capacidade calorífica do calorímetro (práticas anteriores). 5.fabianoraco.oi. encontrada no site www. • Béquer. faça o n2 gráfico de ∆H I versus n1 num programa gráfico como n2 o Excel® ou origin®. respectivamente.18 J ⋅ g −1 ⋅o C −1 TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS O calor integral de solução pode ser determinado. Adicionar 190 mL ( V1 ) de água.000 g ⋅ cm −3 . C/(J⋅K-1) ⋅ n1/mol n2/mol V1/mL V2/mL ∆ T/° C 190 180 165 150 125 100 100 75 50 35 20 10 Dados ce tan ol = 2. 2. Adicionar 10 mL ( V2 ) de etanol. ρ = 1. C 2 H 6 O .

br FÍSICO QUÍMICA Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi. Concentrações ( mol / L ) no equilíbrio CH 3CO2 H CH 3CH 2 OH CH 3CO2 CH 3 H 2O 5. HCl 2 mol/L Acetato de Etila Frasco Total 1 7 2 5 2 7 2 5 3 7 2 5 • Frasco 1 2 3 4 5 6 7 Massa ( g ) H 2 O 4 7 4 3 5 7 2 5 Calcular a concentração do ácido acético no equilíbrio nas soluções dos frascos 1 a 6 através da subtração do volume ( mL ) de hidróxido de sódio gasto na solução do frasco 7 do volume de NaOH gasto nas respectivas soluções dos frascos 1 a 6. • Fenolftaleína. encontrada no site www. • Álcool etílico (etanol). nos moldes da apostila Redação de Relatórios deste professor. etanol e acetato de etila no equilíbrio.oi. K Relate seu experimento. Frasco 1 2 3 4 5 6 7 Volume ( mL ) NaOH 1mol / L • 4. A partir da estequiometria da equação química da reação e do valor da concentração do ácido acético no equilíbrio obtido acima. PARTE EXPERIMENTAL 1.oi. tem-se: CH 3 CO2 H + C 2 H 5 OH ⇔ CH 3 CO2 C 2 H 5 + H 2 O ácido acético e tan ol acetato de etila K= • [CH 3CO2 C 2 H 5 ]× [H 2 O] [CH 3CO2 H ]× [C 2 H 5 OH ] Determinar a massa de água no início da reação em cada frasco (massa de água adicionada + massa da água da solução de HCl 2mol / L ). link Atividades Práticas do Nível Superior. • Usando a equação da constante. • Solução aquosa de NaOH 1mol / L .com. Numerar 7 erlenmeyer de 1 a 7 (coloque também o nome da equipe).br Prática 11: CONSTANTE DE EQUILÍBRIO DE UMA REAÇÃO OBJETIVO • Determinar a constante de equilíbrio da reação entre ácido acético e etanol. Química Não se Decora. o volume ( mL ) indicado das soluções na tabela abaixo: Água destilada Ácido Acético glacial Álcool etílico (Etanol) TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS O valor da constante de equilíbrio ( K ) para uma reação química pode ser determinado conhecendo-se as concentrações dos componentes do sistema no equilíbrio. Colocar em cada um dos frascos erlenmeyer. • Ácido acético glacial. calcular as concentrações de água. a temperatura e pressão constantes. • Bureta. Frasco 1 2 3 4 5 6 Concentração ( mol / L ) CH 3CO2 H 6 7 7 7 7 7 3.com.br. • Solução aquosa de HCl 2mol / L . Agitar as soluções ocasionalmente. Completar a tabela abaixo com o volume ( mL ) gasto na titulação com NaOH 1mol / L . Compreende! .17 . calcular seu valor. • Pipeta. • Acetato de etila. Titular cada uma das soluções com solução de NaOH 1mol / L usando fenolftaleína como indicador.fabianoraco. Agitar e arrolhar muito bem cada frasco e deixá-los à temperatura ambiente até que o equilíbrio seja atingido (uma semana no mínimo). 2.fabianoraco. No caso específico da reação do ácido acético com etanol formando acetato de etila e água.com. REAGENTES E EQUIPAMENTOS • Erlenmeyer.Q U Universo da Química www.

br FÍSICO QUÍMICA 6. 10 mL de cicloexano em um tubo de ensaio e introduzir o mesmo no béquer com gelo.5 o C T fusão ( Naftaleno ) = 80. Tsolid .br Prática 12: CRIOSCOPIA OBJETIVO • Determinar a constante crioscópica K c . Tsolid (mistura) é menor que a do * solvente puro.779 g ⋅ cm −3 ρ naftaleno = 1. o tubo de ensaio no béquer com gelo. 10 mL Cicloexano n2 = quantidade de matéria soluto m1 (kg ) = massa solvente em kg m 2 = massa soluto M 1 = massa molar solvente M 2 = massa molar soluto ∆Tsolid Kc m2 M2 = × ∆Tsolid m1 (kg ) 4. a faixa de fusão é bastante grande).18 . T fusão (Cicloexano ) = 6. • Cicloexano. C10 H 8 . Anotar a massa medida de naftaleno mnaftaleno = __________ Retirar o tube de ensaio do gelo Fazer um banho quente até fusão total do cicloexano Adicionar cerca de 300 mg de naftaleno ao cicloexano líquido 7. ∆Tsolid = Tsolid − Tsolid (mistura ) . novamente. a massa molar de um soluto desconhecido ( M 2 ) é dada por: ֏ω = n2 m2 = m1 (kg ) M 2 × m1 (kg ) m2 = Kc × M 2 × m1 ( kg ) ֏ ∆Tsolid = K c × ω 3. PARTE EXPERIMENTAL Dados Retornar a mistura ao banho de gelo e determinar (preste muita atenção) a temperatura em que a amostra começa a solidificar conforme já descrito (neste caso. K c é a constante crioscópica e ω é a molalidade da solução. C 6 H 12 .oi. de composição conhecida.14 g ⋅ cm −3 1. A determinação da diferença ∆Tsolid entre as temperaturas de solidificação do solvente puro e da * solução diluída. • Pipeta. Anotar novamente a temperatura de solidificação. Colocar. Química Não se Decora.2 o C Coloque um béquer contendo água para aquecer em chapa de aquecimento. permite determinar a massa molar do soluto não volátil.Q U Universo da Química www. Gelo. Retirar o tubo de ensaio do béquer e aquecê-lo até a completa fusão do cicloexano introduzindo. Triturar um pouco de gelo e encher o béquer até a metade de seu volume. Compreende! . 2. Durante todo o tempo em que o cicloexano estiver se transformando em sólido. 300 mg de naftaleno.fabianoraco. Descongelar. Usando a definição de molalidade e substituindo na equação dada anteriormente. o cicloexano e adicionar ao tubo de ensaio.com. Introduzir o termômetro no tubo de ensaio e acompanhar o abaixamento da temperatura.com. O conteúdo do tubo deve ficar coberto pelo gelo. conforme já descrito acima. em que ρ cicloexano = 0. Quando o cicloexano começar a solidificar. • • Naftaleno. • Termômetro. com pipeta volumétrica. até dissolução total. Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi.oi. Anotar a temperatura de início da solidificação da mistura: Tsolid (mistura) = ________ TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS A temperatura de solidificação de uma solução (solvente mais soluto). ∆Tsolid é o abaixamento da temperatura de solidificação.com. fazer a leitura da temperatura.br. Ela servirá de banho-maria no decorrer da prática. Pode ser demonstrado que ∆Tsolid = K c × ω . Retirar o tube de ensaio do gelo Fazer um banho quente até fusão total do cicloexano Retornar o tubo de ensaio para o gelo Relate seu experimento. • Tubo de ensaio.fabianoraco. nos moldes da apostila Redação de Relatórios deste professor. aproximadamente. K c . Anotar a temperatura ao ocorrer a solidificação Tsolid = __________ ∆Tsolid • A constante crioscópica pode ser determinada por ∆Tsolid = Kc × ω ⇒ Kc = ω Quantos mol de naftaleno foram empregados na formação da solução? 10 mL Cicloexano 5. REAGENTES E EQUIPAMENTOS • Béquer. link Atividades Práticas do Nível Superior. a temperatura permanecerá constante. completamente. Anotar a temperatura ao ocorrer a solidificação Tsolid = __________ • Calcule a constante crisoscópica. encontrada no site www.

link Atividades Práticas do Nível Superior. 25 mL de água destilada e 25 mL de tetracloreto de carbono. nos funis numerados. nos moldes da apostila Redação de Relatórios deste professor. • Água destilada.2.025 mol/L. em que K é igual ao coeficiente de partição diluídas. 2. Adicionar 25 mL de água destilada e uma gota de fenolftaleína a cada erlenmeyer.oi. ela se distribui entre eles de acordo com a lei de distribuição de Nernst. REAGENTES E EQUIPAMENTOS • Funil de decantação (separação). Essa última equação para K. pode-se determinar a constante K e o grau de associação n através do gráfico ln C A × ln C B . a razão das suas atividades nas duas fases é constante. Sendo assim. por exemplo. Nesta equação. 0.fabianoraco. • Fenolftaleína. TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS Quando uma substância A.5 e 0. Transferir a camada líquida inferior. fase orgânica de cada funil para um béquer.3. Colocar em 6 funis de separação limpos.oi.br. • Solução aquosa de NaOH 0.br Prática 13: SUBSTÂNCIA IMISCÍVEIS DISTRIBUIÇÃO ENTRE DOIS OBJETIVO • Determinar a partição do ácido benzóico entre água e tetracloreto de carbono e comprovar a validade da lei de distribuição de Nernst. anotando o volume de hidróxido gasto. é agitada com uma mistura de ambos. 0. 9. Titular a solução com NaOH 0. Tampar e agitar os funis durante 5 a 8 minutos. Se a substância apresenta a mesma forma molecular nos dois solventes.1 mol/L. encontrada no site www. medidas de CA e CB do soluto S distribuído nos dois solventes em equilíbrio em várias proporções.6 g de ácido benzóico. na forma logarítmica.fabianoraco. • Bureta. pelas Será K= (C A )n . • Proveta. Compreende! .com. Transferir a fase aquosa do funil de separação para um béquer. 5. 7. 0. 6. tendo o cuidado para não aquecer os líquidos com o calor emitido pela mão.br FÍSICO QUÍMICA DE UMA LÍQUIDOS Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi.4. a expressão de equilíbrio para o sistema: S n ( fase B ) ⇔ nS ( fase A) em que n é igual ao grau de CB associação das moléculas do soluto S em presença do solvente B.19 . • Erlenmeyer. K é a constante de equilíbrio do sistema: S ( fase B ) ⇔ S ( fase A) Se as moléculas do soluto se associam em presença de um dos solventes. Química Não se Decora. Transferir 3 alíquotas de 5 mL da fase aquosa para 3 erlenmeyers. solúvel em dois solventes imiscíveis. Desprezar a mistura da zona de interface e conservar a fase aquosa no funil. K.com. PARTE EXPERIMENTAL 1. A e B. 4. 8. • Tetracloreto de carbono.com. O coeficiente de partição. Transferir 3 alíquotas de 2 mL da fase orgânica com auxílio de uma pipeta para 3 erlenmeyers numerados. depende da temperatura e da natureza dos solventes e do soluto. Proceder como no item 6. 3. Relate seu experimento. Deixar os funis em repouso até que as fases se separem completamente. secos e numerados. K= A CB e CA e CB são as concentrações ou as solubilidades do soluto em cada um dos solventes. Adicionar cerca de 0. Como a atividade pode ser considerada igual a concentração em soluções muito C .1. respectivamente. no solvente B.Q U Universo da Química www. • Pipeta. 0. • Ácido benzóico. resulta em ln C B = − ln K + n ln C A .

40. agitando continuamente. encontrada no site www. Considere a densidade da água igual a 1 g/mL.fabianoraco.000 0.0 6. • Termômetro. • Tripé.0 3. por “fase rica em água” e “fase rica em fenol”.100 0.0 Temperatura/oC 5. 5. Medir 10.400 0.900 1. Esta temperatura é conhecida como temperatura crítica da solução ou temperatura c consoluta. A média entre elas é tomada como a temperatura de saturação.fabianoraco.oi. do Nível Superior.5 +3 +3 +3 12. A temperatura encontrada durante o resfriamento deve ser ada diferente da encontrada no aquecimento. • Tela de amianto. 90. 2. em seguida.0 60. Compreende! . Introduzir. Nessa experiência. Anotar a temperatura em que reaparece a segunda fase líquida. mais 1 mL d água de destilada e procurar de maneira semelhante à descrita anteriormente.600 0.5 4 +1 +3 +4 7. 50.200 0.br FÍSICO QUÍMICA Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi.0 70. • Pipeta. torna-se homogêneo (fenol e água completamente se miscíveis). a temperatura crítica de solução (ou temperatura consoluta).os dois líquidos tornam tornam-se completamente miscíveis.5 +4 +6 +7 20.0 30. PARTE EXPERIMENTAL 1.20 .0 80.0 0. Adicionar à mistura. 100. Aquecendo Aquecendo-se o sistema. Quando a temperatura atinge um certo valor entre 65 e 70ºC. 4.oi. mas sua solubilidade mútua cresce com o aumento da temperatura.oi. respectivamente. aquela acima da qual o fenol e a água são completamente miscíveis. No ponto a’. • Água destilada. isto é. REAGENTES E EQUIPAMENTOS • Fenol. TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS Fenol e água são particularmente solúveis à temperatura ambiente.br link Atividades Práticas www. através do gráfico traçado por você. Aquecer o frasco até que a mistura se torne límpida e anotar a temperatura.com. • Bico de bunsen. nos moldes da apostila Redação de Relatórios deste professor.5 +1. Deixe esfriar.com.com. • Erlenmeyer.Q U Universo da Química www. Química Não se Decora. obtém obtém-se uma curva semelhante à da figura abaixo.com.0 0. no erlenmeyer.500 0. a temperatura de saturação desta nova mistura. o ponto que o representa desloca-se ao longo da linha a se a-a’. Proceder do mesmo modo usando as quantidades sucessivamente indicadas no quadro abaixo.5 g de fenol e transferir para três erlenmeyers distintos. Representando temperatura de saturação em função da Relate seu experimento. preparam-se algumas misturas se dos dois líquidos de concentrações conhecidas e determina determinase a temperatura de saturação para cada uma delas.br Prática 14: EFEITO DA TEMPERATURA SOBRE A MISCIBILIDADE DE DOIS LÍQUIDOS Nome: ______________________________ OBJETIVO • Construir a curva de solubilidade mútua para dois líquidos parcialmente miscíveis e determinar a temperatura crítica de solução. um termômetro e adicionar água nas quantidades especificadas no quadro abaixo.700 0.000 % (m/m) de fenol • Determine. • Preencha adequadamente a tabela à esquerda e trace a curva de Tmédio versus %(m/m) fenol.0 10. • Béquer.300 0. O ponto a representa uma mistura de duas soluções em equilíbrio a uma dada temperatura: I1 e I2 que costumamos designar.fabianoraco. Temperatura/ C Tquente Tmédio Tfria Fenol/g Água/mL Fenol/%(m/m) o concentração da solução. Esta será notada pela aparência leitosa do líquido.800 0.0 e 2.0 10 5 2.br.

br FÍSICO QUÍMICA Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi. REAGENTES E EQUIPAMENTOS • Erlenmeyers.fabianoraco.oi.br. • Água destilada.0 5. • Buretas.com. Anotar a temperatura ambiente (T = ______) e a pressão ente atmosférica (P = ______).com.oi.fabianoraco. em uma dada temperatura.0 5. Repetir esse procedimento para os demais frascos nto obedecendo as quantidades iniciais da tabela abaixo: Acetato de etila/mL 3.0 Acetona/mL Admitindo que não há variação do volume dos componentes ao ser misturados.0 24.0 20.fabianoraco.com. Os dados da composição dos três componentes são locados na área representada pelo triângulo. • Acetona.oi. a curva de solubilid se. rente Para um sistema ternário de líquidos à temperatura e pressão constantes. Química Não se Decora. é possível obter misturas homogêneas pela adição de A às misturas de B e C. Em cada lado do s triângulo é representada a concentração de um dos componentes. A quantidade de A necessária para tornar B e C miscíveis é diferente para cada proporção determinada de B e C.0 12.br link Atividades Práticas www. Adicionar acetona por intermédio de uma bureta até a mistura tornar tornar-se límpida (apresentar uma única fase). encontrada no site www. A composição de misturas conte contendo apenas dois dos componentes é representada por pontos nos lados do triângulo e a composição de misturas ternárias é representada por pontos internos do triângulo. locam locam-se os valores obtidos.0 mL de acetato de etila e adicionar 22 mL de água.5 9. em fração molar ou porcentagem. 2. Anotar os volumes de acetona gastos. calculam calculam-se as percentagens em volume dos componentes nas soluções saturadas.com. Os pontos da área delimitada pela curva de solubilidade representam sistemas que se desdobram em duas camadas líquidas e os outros pontos da área do triângulo representam os sistemas constituintes de uma única fase. A composição de um sistema ternário é dada pelas linhas paralelas aos 3 lados do triângulo que se interpenetram no ponto que representa a composição do sistema. PARTE EXPERIMENTAL 1. então. Os pontos de qualquer linha paralela a um lado do triângulo correspondem a uma determinada concentração do da componente puro representado pelo vértice oposto. Compreende! . nos moldes da apostila Redação de Relatórios deste professor.21 . mas cada um deles é completamente miscível em um terceiro líquido A. de modo que cada vértice do triângulo é representado pelo componente puro.0 15 10 5.br Prática 15: ANÁLISE DE UM SISTEMA DE TRÊS COMPONENTES CONTENDO DOIS COMPONENTES MUTUAMENTE IMISCÍVEIS OBJETIVO • Construir a curva de solubilidade de um sistema ternário constituído de dois líquidos parcialmente miscíveis e de um terceiro miscível com os outros dois. o diagrama de fases é representado em um triângulo eqüilátero (ver abaixo). colocar 3. Relate seu experimento. dois líquidos B e C são parcialmente miscíveis. Em um diagrama triangular. solubilidade do sistema água-acetato de etila-acetona. do Nível Superior.0 Água/mL 22 5. Traça-se. TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS Quando. No erlenmeyer de número 1.Q U Universo da Química www. • Acetato de etila.

• Provetas. Colocar 5 mL de solução de ácido sulfúrico em sete erlenmeyer de 125 mL numerados. para o erlenmeyer do item 2. Acionar o cronômetro quando 5 mL da solução do catalisador (cloreto férrico) tiverem sido adicionados. PARTE EXPERIMENTAL ATENÇÃO: Três pessoas. • Peróxido de hidrogênio 0.com.22 . utilizando uma pipeta graduada. sucessivamente. Quando a concentração do peróxido de hidrogênio atinge a metade do seu valor inicial. • Permanganato de potássio 0. • Erlenmeyer.oi. • Cronômetro.oi. link Atividades Práticas do Nível Superior. no mínimo.br Prática 16: CINÉTICA QUÍMICA: REAÇÃO DE PRIMEIRA ORDEM OBJETIVO • Determinar a constante de velocidade e o tempo de meia-vida para a reação de decomposição do peróxido de hidrogênio.br.com. Essa reação é de primeira ordem. 10 mL da solução de cloreto férrico.br FÍSICO QUÍMICA Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi. Colocar 5 mL da mistura reativa no erlenmeyer de número 1 e titula-la rapidamente com permanganato de potássio. 5. 3. nos moldes da apostila Redação de Relatórios deste professor. 5 mL de amostras da mistura reativa com intervalos aproximados de 2 min até completar sete titulações.16mol/L. tendo-se: ln2 0. a sua velocidade é proporcional à concentração de peróxido: dc = − kc (1) dt onde c é a concentração do peróxido de hidrogênio. Pela equação (2). t é o tempo e k é a constante de velocidade A concentração do peróxido de hidrogênio pode ser determinada por titulação com permanganato de potássio em meio ácido e a reação que ocorre é a seguinte: 2 KMnO4 + 5H 2 O2 + 6 H + → 2 K + + 8H 2 O + 5O2 A equação (1) quando integrada entre os limites c0 e c.Q U Universo da Química www. sendo c0 a concentração inicial do peróxido e c a concentração depois de decorrido o tempo t. c = c0 .693 k= = (4) onde τ é o tempo de meia-vida (intervalo de tempo para que a quantidade de reagente se reduza à metade). obtém-se uma reta em um gráfico lnc versus t. • Pipeta de 5 mL. a inclinação dessa reta é igual à constante de velocidade e o coeficiente linear fornece o valor de lnc0.008 mol/L. a equação (2) 2 pode ser simplificada e depois rearranjada.com. desde que o volume das alíquotas seja o mesmo. será estudada a cinética desta reação na presença desse catalisador em concentração conhecida. O catalisador perde o efeito na presença de um ácido forte e portanto.fabianoraco. 1. como o cloreto férrico. • Pipeta graduada de 10 mL. REAGENTES E EQUIPAMENTOS • Bureta. Agitar a mistura durante 1 minuto. outra para pipetar as amostras e outra para titulá-las. Compreende! . reação de primeira ordem. Transferir. acelera a sua decomposição. TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS O peróxido de hidrogênio decompõe-se lentamente e a estequiometria da reação é a seguinte: H 2 O2 (l ) → H 2 O(l ) + 1 2 O2 ( g ) A adição de um catalisador. • Ácido sulfúrico diluído a 1:5. τ τ 4. 2. Como  c(KMnO 4 )  c= (3)  × V(KMnO 4 )  V(H 2 O 2 )  pode-se substituir as concentrações pelos volumes respectivos na construção do gráfico. Uma para cronometrar e anotar o tempo de reação. ATENÇÃO: Manter o cronômetro funcionando até o final da experiência. isto é. Seguir o progresso da reação titulando como no item 4. • Cloreto férrico 6% (m/m). encontrada no site www.fabianoraco. o processo catalisado deixa de ser efetivo. Colocar 100 mL da solução de peróxido de hidrogênio em um erlenmeyer de 250 mL. Nesta experiência. são necessárias para a execução da experiência. torna-se: ln c = − kt + ln c0 (2) Química Não se Decora. Seu valor é determinado graficamente ou pela equação (4) Relate seu experimento.

rapidamente. A concentração. PARTE EXPERIMENTAL 1. preparada recentemente. correspondente a uma fração estabelecida.02 mol/L. a concentração que reagiu no intervalo de tempo t e por (a – x).x). é comum a cor azul ser substituída por uma coloração marrom porque o iodo livre. Pela representação gráfica dos valor de lnk em função de 1/T. A estequiometria da reação entre estes íons é a seguinte: − Ea I 2 + I − → (I 3 ) ( marrom) produzindo a coloração marrom observada na experiência. a concentração inicial dos íons persulfato. a equação (4). é igual à do tiossulfato porque a quantidade dos íons persulfato é igual à quantidade dos íons tiossulfato. Anotar a temperatura: T = _______ Adicionar. obtém-se uma reta que permite o cálculo da energia de ativação e do fator de freqüência da reação entre os íons persulfato e iodeto. os primeiros traços de iodo. REAGENTES E EQUIPAMENTOS • Béquer. Conhecendo-se. desde que ela seja realizada em presença de amido. 2− [ ] [ ] Química Não se Decora. • Soluções aquosas de: a. nos moldes da apostila Redação de Relatórios deste professor. (S 2 O8 )2− + 2I − → 2(SO4 )2− + I 2 d (S 2 O8 ) dt (reação problema) Esta reação é de segunda ordem e a expressão de sua velocidade é: − [ 2− ] = k × [(S O ) ]× [I ] 2− − 2 8 (3) Se a concentração do íon iodeto for mantida constante. • Bureta.oi. Agitar a mistura e anotar o tempo quando a solução se tornar azul (t = ________). fornece I 2 + amido → complexo azul (reações de caracterização) 3. • Cronômetro. − Relate seu experimento. é calculada a partir da sua concentração na solução estoque da qual 20 mL foram diluídos para 50 mL. • Agitador. ele é regenerado pela reação entre o tiossulfato e o iodo resultante da oxidação do iodeto pelo persulfato. R é a constante dos gases e T é a temperatura termodinâmica. pode-se medir o tempo.com. t.23 . a sua concentração no tempo t. formarão um complexo com o amido que tornará azul a solução. Colocar os dois tubos de ensaio em um béquer de 2 L contendo água fria entre 5 e 10ºC. em várias temperaturas. estando este último em grande excesso.fabianoraco. x. TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS A constante de velocidade de uma reação química varia com a temperatura de acordo com a equação de Arrhenius: k = Ae RT (1) na forma log aritmica : E lnk = lnA . • Tubo de ensaio.Q U Universo da Química www. Para uma quantidade definida de íons tiossulfato adicionada à mistura inicial de proporções conhecidas de íons iodeto e persulfato. I 2 + 2( S 2 O3 ) 2− → 2 I − + ( S 4 O6 ) 2 − (reação competitiva ) 2. será estudada a velocidade de reação. a.fabianoraco.a (2) RT onde k é a constante de velocidade. c. Com os dados de lnk em função de 1/T.01 mol/L. 1/n = x/a. Representando por a. resulta em: 1 a k ' = ln t a−x (5) Para manter constante a concentração do íon iodeto. a relação a/(a . a reação é uma pseudo-reação de primeira ordem em relação aos íons persulfato. a solução do primeiro tubo à solução do segundo. calculam-se as constantes de velocidade k pela equação (5). Colocar em um tubo de ensaio 20 mL da solução de iodeto de potássio e 10 mL da solução de tiossulfato de sódio e. tiossulfato de sódio (Na2S2O3) 0. A é o fator de freqüência. Ea é a energia de ativação. Repetir o procedimento dos itens (1) a (3) nas temperaturas aproximadas de 15. quando integrada e rearranjada. Nesta experiência. constante para todas as amostras estudadas em temperaturas diferentes e o tempo consumido na decomposição desta fração de persulfato. t1/n. por x. dos íons persulfato na mistura.br. quando todo o tiossulfato foi consumido. pode-se calcular a energia de ativação e o fator de freqüência de uma reação.br FÍSICO QUÍMICA Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi.com.oi. persulfato de potássio (K2S2O8) 0. produzido na reação entre os íons persulfato e iodeto. 25. Compreende! . 20. link Atividades Práticas do Nível Superior. dos íons persulfato que reagiram no intervalo de tempo. Calculam-se as constantes k e k’ para várias temperaturas pela medida do tempo t necessário para que uma determinada quantidade de tiossulfato seja consumida pelo iodo liberado na reação entre os íons iodeto e persulfato existentes no início em proporções definidas.5 mol/L b. o iodo não será liberado antes dos íons tiossulfato terem sido inteiramente consumidos. entre os íons persulfato e iodeto. tendo-se: − d (S 2 O8 ) 2− = k '× (S 2 O8 ) (4) dt onde k’ é igual a k’ = k[I ]. amido. que aumenta continuamente após o consumo do tiossulfato em presença de excesso de iodeto. A concentração inicial. encontrada no site www. 30 e 35ºC. em um segundo tubo de ensaio 20 mL da solução de persulfato de potássio e algumas gotas da solução de amido. acionando simultaneamente o cronômetro. Como esta reação é muito mais rápida que a reação problema.com. 4. portanto. Nesta experiência. Aguardar alguns minutos para que as soluções entrem em equilíbrio térmico com o banho. d. da reação entre os íons iodeto e perssulfato.br Prática 17: CINÉTICA QUÍMICA – LEI DE ARRHENIUS OBJETIVO • Determinar a energia de ativação de uma reação química pelo efeito da variação da temperatura sobre a sua constante de velocidade. iodeto de potássio (KI) 0. volume total da mistura reativa. Decorrido o período t1/n.

0 que foram adicionadas sobre o carvão. consideradas iniciais. 4.0 25. Obs. de ácido acético adsorvido de 50 mL de cada solução em contato com 5 g de carvão (m) e. calculam-se as constantes k e n.0 35. • Solução alcoólica de fenolftaleína. REAGENTES E EQUIPAMENTOS • Erlenmeyer. PARTE EXPERIMENTAL 1. • Rolhas.fabianoraco. Arrolhar os frascos e agitar cada mistura durante 5 a 8 minutos. Hidróxido de sódio 0. calcula-se a quantidade.05 mol/L. • Soluções aquosas de: a.4 mol/L. cuja relação matemática é: x (1) = kc n m onde x/m é a massa da substância adsorvida por unidade de massa do adsorvente.oi. 4. 3. a uma dada temperatura.br.br Prática 18: ADSORÇÃO OBJETIVO • Estudar a adsorção do ácido acético existente em soluções aquosas pelo carvão ativado em função da concentração do ácido na solução e determinar as constantes de adsorção da isoterma de Freundlich. em g/L. Ácido acético 0. tendo o cuidado de mantê-lo à temperatura ambiente. em seis erlenmeyers numerados e contendo cada um 5 g de carvão ativado e pulverizado. TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS A relação entre a quantidade de substância adsorvida por um adsorvente e a pressão do gás ou a concentração da solução no equilíbrio.: As alíquotas provenientes dos frascos 5 e 6 serão titulados com a solução de hidróxido de sódio mais diluída. ln Calculam-se as concentrações.0 10. c.24 . Pipetar 10 mL do filtrado do frasco de número 1 e titular com hidróxido de sódio usando como indicador fenolftaleína. sendo que uma delas é a de Freundlich. Filtrar as soluções para erlenmeyers numerados.oi.com. a uma dada temperatura. 5. Tomando-se o logaritmo da expressão (1) obtém-se a equação: 1 x 1 ( 2) = ln k + ln c m n as constantes k e n podem ser calculadas através do gráfico ln(x/m) versus lnc.0 42. do ácido acético (massa molar = 60 g/mol) nas soluções do item (1) Química Não se Decora. a razão x/m.0 25. e nas soluções obtidas por filtração.4 mol/L)/(mL) 50. constroem-se os gráficos. k e n são constantes características do adsorvente e do soluto. b. As isotermas que apresentam forma assíntótica podem ser descritas por diferentes equações. encontrada no site www. Relate seu experimento.0 15. • Carvão ativado.fabianoraco. Titular também os outros filtrados. • Papel de filtro. com auxílio de buretas. os volumes de ácido acético e água de acordo com a tabela abaixo: (Volume de Ácido acético 0. A partir destes dados. x. Com os valores de x/m e as concentrações de equilíbrio. • Bureta. Compreende! .0 40.0 35. Frasco 1 2 3 4 5 6 2. nos moldes da apostila Redação de Relatórios deste professor. traça-se a curva de adsorção e com o segundo.00 Volume de água/mL 15.com. • Pipeta. é denominada isoterma de adsorção. link Atividades Práticas do Nível Superior. • Funil. Colocar. No primeiro. x/m versus c e ln(x/m) versus lnc.br FÍSICO QUÍMICA Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi.com. portanto.Q U Universo da Química www. depois de atingido o equilíbrio. c é a concentração da solução no equilíbrio. evitando aquecê-los com as mãos.0 8. sendo alíquota de 10 mL do frasco (2) e 15 mL dos frascos 3. 5 e 6.

X álcool .Q U Universo da Química www. FRASCOS 1 2 AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A 3 AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A 4 AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A 5 AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A X álcool ρ /( g / mL) m álcool / g nálcool / mol mágua / g nágua / mol ntotal = nágua + nálcool Preparo das soluções 5. 4. Encha o picnômetro convenientemente com a água cuja temperatura foi medida.0 50. após enxugar a parte externa.0 25. Química Não se Decora. • Etanol. Compreende! . A seguir enxugue bem a parte externa do picnômetro e meça a massa usando uma balança analítica ( __________ ). Acesso em 25/10/2007. Preencha convenientemente a tabela abaixo e construa o gráfico de (V − Vid ) em função da fração 2.html. • Béquer.0 50.25 Densidade/ (g/mL) Volume de etanol/mL Volume de água/mL Prática 19: PROPRIEDADES PARCIAIS MOLARES – VOLUME DE EXCESSO Frasco .0 75.br FÍSICO QUÍMICA Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi. Lave o picnômetro calibrado com um pouco da solução em estudo. • Água destilada. e a seguir encha o picnômetro com a solução termostatizada. e determine a massa do mesmo com a água ( __________ ).com. 8.0 25. VH 2O * e Válcool são respectivamente os volumes molares da água e do álcool puros.0 50. Repita o mesmo procedimento com as outras soluções e com o álcool puro.0 75. REAGENTES E EQUIPAMENTOS • Picnômetro. Meça a massa do picnômetro vazio em balança analítica ( __________ ).0 100.0 25.0 0. • 1 2 3 4 5 0. • Bureta.0 75. Meça a temperatura da água ( __________ ).com.0 100.iqm.fabianoraco.0 100. n mássica do álcool.0 50. considerando que: * * * V = V picnômetro e Vid = nH 2 O × VH 2O + n(álcool) × Válcool . 1 2 3 4 5 0. 7.br Massa pinômetrosolução/mL OBJETIVO Obter e analisar o volume parcial molar de sistemas constituídos por água-etanol.0 75.0 100.br/~wloh/cursos/qf952/i ndex2004.0 TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS • Compare o valor da densidade do álcool que você determinou com a literatura. Prepare em béqueres/erlenmeyers 100 mL de misturas de água e etanol nas seguintes proporções (utilize bureta): Volume de etanol/mL Volume de água/mL Vid / mL (V − Vid ) n /( mL / mol ) AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A AAA A Referência • Frasco http://pcserver. 3.oi.0 Medida da Densidade das Soluções 6. Use a densidade da água ( __________ ) para determinar o volume do picnômetro ( __________ ).0 0. Assim.unicamp. PARTE EXPERIMENTAL Calibração do Volume do Picnômetro 1.0 25.

Substitua a água pelo etanol e repita o item anterior (3). A teoria sobre viscosidade foi inicialmente desenvolvida pelo fisiologista Jean Leonard Poiseville (1799 – 1869). no viscosímtero. tem-se que: η = k ×ρ ×t ( 2) em que k é uma constante que depende das características do viscosímetro e ρ é a densidade. secando-o com éter ou acetona e deixando-o na estufa. 6. η Viscosidade cinemática: υ= . Esta técnica evita a limpeza do viscosímetro entre uma solução e outra. resumindo seus resultados na equação: π × P×r4 ×t (1) η= 8×V × l em que P é a diferença de pressão nas extremidades do tubo. V é o volume e t é o tempo de escoamento. por exemplo) que preencha a metade do bulbo A. Preencha a tabela abaixo adequadamente. ρ Química Não se Decora. faça com que a água alcance a metade do bulbo B.oi. esp r 20 o C 25o C 30 o C 35 o C 40 o C 45o C 50 o C • Viscosidade intrínseca: [η ] = lim η esp ou [η ] = kM a . resulta: η × ρx × tx ηx = (3) ρ ×t A variação da viscosidade de um líquido com a temperatura pode ser expressa pela equação de Arrhenius: η = A exp( E / RT ) (4) Segundo essa equação empírica. Deixe a água escorrer livremente e meça o tempo gasto no percurso de a até b (Repetir por 3 vezes). 35 o C . Com auxílio de uma pêra de borracha.com. retirando 40 mL de acetona e completando com 10 mL de água. 40 o C . 1. 2. Compreende! . Uma vez feitas as leituras de tempo. Outras variáveis relativas à viscosidade são: η • Viscosidade relativa: (η x e η o . A terceira será preparada com 40 mL da segunda com mais 10 mL de água e assim sucessivamente até completar uma série de sete soluções. Repita os itens (3) e (4) para soluções de água-acetona (50 mL cada). 45o C e 50 o C . ηr = x Líquido Volume do líquido/mL Tempos de escoamento Temperatura ηo t1 Água t2 t3 t t1 Etanol t2 t3 t • • viscosidade da solução e viscosidade do solvente. a pressão hidrostática de cada fluido é proporcional a sua densidade. Pela equação 1. 5. 30 o C . PARTE EXPERIMENTAL PARTE I Soluções (1) 50 mL acetona (2) 40 mL de (1) + 10 mL H 2 O (3) 40 mL de (2) + 10 mL H 2 O (4) 40 mL de (3) + 10 mL H 2 O (5) 40 mL de ( 4) + 10 mL H 2 O (6) 40 mL de (5) + 10 mL H 2 O (7) 40 mL de (6) + 10 mL H 2 O TRATAMENTO DOS DADOS EXPERIMENTAIS A viscosidade de fluidos é usualmente determinada medindo-se a velocidade de escoamento através de um tubo capilar.fabianoraco. • Cronômetro. depois de atingir o equilíbrio. • Pipeta graduada. • Éter. • Pêra de borracha. a viscosidade dos líquidos diminui com a temperatura. prepare a segunda solução.br Prática 20: VISCOSIDADE (Trabalho Final) DE PARTE II 8. tanto para a água quanto para o etanol.com. r e l são o raio e o comprimento do tubo. Tempos de escoamento t1 t2 t3 t OBJETIVO Determinar o coeficiente de viscosidade de líquidos e soluções empregando o viscosímetro de Ostwald e relacionar a viscosidade com a temperatura e com a concentração. 7. • Etanol. respectivamente). 3.br FÍSICO QUÍMICA LÍQUIDOS Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi.26 . Viscosidade específica: η = η − 1 . Aplicando a equação 2 para o líquido de referência e para o líquido problema. REAGENTES E EQUIPAMENTOS • Viscosímetro de Ostwald. • Proveta. acetona pura. mantendo as mesmas diferenças de níveis. C →0 C C é a concentração. Repita os itens (3) e (4) nas temperaturas de 25o C . considerando a volatilidade da acetona e diminui os custos da experiência. Sendo a primeira. • Banho termostático. Água Etanol Desde que as medidas de viscosidade sejam feitas num mesmo viscosímetro. • Erlenmeyer. uma quantidade medida de água destilada ( 10 mL .Q U Universo da Química www. Limpe escrupulosamente o viscosímetro enxaguando-o com água destilada. Regule o banho termostático para 20 o C e espere atingir o equilíbrio. k e a são constantes e M volume molar. Introduza. a partir da solução mais concentrada em acetona. • Acetona. 4. respectivamente.

com. em cada caso. Calcule.com. Universo da Química www.oi. Com o auxílio do gráfico densidade versus fração molar das soluções água-acetona. na literatura. de escoamento da água em cada caso. calcule a viscosidade das soluções preparadas na PARTE II.27 .br FÍSICO QUÍMICA Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi. Represente graficamente 2.Q U QUESTÕES 1.fabianoraco. os valores de densidade e coeficiente de viscosidade da água em cada temperatura da experiência. Calcule a viscosidade do álcool em cada temperatura da PARTE I. Química Não se Decora. Compreende! . T Determine a equação da função e discuta o resultado. t . lnη em função de 1.br Calcule o tempo médio. Calcule as concentrações em fração de quantidade de matéria de cada uma das soluções água-acetona. 8. 6. 4. Consulte. 7. o valor de k do viscosímetro de Ostwald (equação 3). 3. Faça um gráfico de η versus fração de quantidade de matéria e discuta seus resultados. 5.

com. Departamento de Química.Q U Universo da Química www.28 . Departamento de Química. Química Não se Decora. 3. Práticas de Físico-Quimica I e II.oi. 2.br/~wloh/cursos/qf952/index2004.br FÍSICO QUÍMICA Práticas de Laboratório Ensino Superior Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi.br BIBLIOGRAFIA 1. UFMG. Compreende! .html. Físico-Química I e II. Acesso em 25/10/2007. http://pcserver.unicamp. Roteiros de trabalhos em laboratório.com.iqm.fabianoraco. UFV.