FILOSOFIA EDITAL DPU 2009

1 Conceituação e natureza. A FILOSOFIA É UMA REFLEXÃO CRÍTICA, RADICAL E DE TOTALIDADE SOBRE OS PROBLEMAS QUE A REALIDADE APRESENTA. FILOSOFIA: - Filos: amor/amizade; - Sofia: saber/sabedoria; o Não representa somente o sábio , mas aquele que tem amor pela sabedoria, o prazer do conhecimento; o Saber bem mais do que definir água como H2O ultrapassaria as fronteiras do conhecimento, incluindo outras formas da relação do homem com o mundo; - Passagem do ABSTRATO ao CONCRETO; o Feita através de MEDIAÇÕES, a permitir a construção dos objetos; REFLEXÃO: - Flexão: dobrar-se o Idéia de que o pensamento se dobra sobre o assunto; - Re: DUPLICIDADE: o Dobrar-se novamente; o PENSAR O JÁ PENSADO dá especificidade ao ato de filosofar; - Iluminismo quer eliminar a pré-compreensão: algo que hoje se tem como de difícil eliminação (Heidegger, Gadamer); CRÍTICA: - Exame: a envolver condições subjetivas (própria razão) e objetivas, gerando crise no conhecimento que tínhamos até então o Da nossa razão sem conteúdo? Crítica da Razão Pura (forma, cabeça antes de conhecer); - Processo de conscientização: o Crítica não é um único ato que ocorre de uma hora para outra passa por fases (nas quais pode haver recuo, mas que seja necessário é melhor ao processo):  Consciência SEMI-INTRANSITIVA: próximas da condição natural, buscam explicação FORA da realidade, estão em plano vegetativo, idéia de ditadura/fechamento;  Consciência TRANSITIVO INGÊNUA: explicação frágil de grande teor emocional; aumento do poder de diálogo, momento decisivo, idéia de lento processo de abertura;  Consciência CRÍTICA: madura, inquieta pela procura de profundidade, idéia de democracia/abertura; - Teoria Crítica: o Para se poder fazer uma crítica ao existente, é necessário que se considere que a realidade é diferente do mundo existente (logo ele pode ser transformado); o Ex: Direito hoje não esgota as possibilidades do jurídico; - Negatividades: o A crítica só faz sentido em situações em que houver NEGAÇÕES (privação, vitimação) que devem ser frutos de juízo de FATO; o Por isso, típica do paradigma da vida concreta afirmação de várias negatividades (inclusive no Direito acesso à Justiça); RADICAL: - Raiz: o Origem (extremidade, mas da qual se pode até mesmo analisar natureza);  Diatópica: movimento através de LUGARES culturais;  Diacrônica: interpretação através do TEMPO;  Situar natureza do tema a partir de sua origem; - Princípios e Causas; DE TOTALIDADE: - O mundo não se apresenta de forma homogênea é dividido em ESFERAS; - Filósofo pode escolher qualquer tema da realidade, mas terá característica própria em sua análise, além de ter de atentar à especificidade da metodologia filosófica: TER EM VISTA TOTALIDADE;

Descartes: RAZÃO é fundamento da explicação e da compreensão da realidade.Corresponde. legitima as coisas fé como necessidade primeira -. . o Axiologia: teoria dos valores. dificuldades. .FILOSOFIA serve à TEOLOGIA. .METAFÍSICA: tomar um elemento ou parte da realidade. o Perdeu-se na palavra problema a sua problematicidade por isso. de forma que aquele possa explicar totalmente esta. . .NECESSIDADE: não sei.Polêmica filosófica centrada na disputa dos lugares e valores epistêmicos da razão e da fé. . . PROBLEMAS: .): . sua dramaticidade.Reflexão como fundamento e como horizonte: COSMOS (totalidade como horizonte último a partir do qual os entes podem ser pensados). questão. . .Filosofar? No contexto do cristianismo aparece como necessidade de racionalizar o dogma. obstáculo. .Fundamento: transcendência absoluta do DEUS CRIADOR (estende o fluxo organizador por toda a realidade. 2) Teocêntrica (III a XIII): .Horizonte de compreensão: Divindade. o Epistemologia. mas não subordinado a nada.Filosofar? Captação da NATUREZA das coisas (FYSIS): a preocupação mais profunda não concerne ao empírico imediato. o Ética.A realidade deve ser investigada segundo uma perspectiva em que o HOMEM figura como centro. hegemonicamente. que tem objetivo específico.As coisas vêm da VIDA em geral.O exercício da razão era dado nos limites e perspectivas de um contexto marcado pelo teocentrismo. .SUBJETIVIDADE: Fundada na CONSCIÊNCIA. 1. o Hermenêutica: interpretação.C. .Razão é também instrumento. deve-se recuperar seu sentido mais profundo.. e II d. . ao FILOSOFAR GREGO ANTIGO. surge a ideia do conceito de criação que concilia natureza e Criador. . mas sim ao que está debaixo das coisas (substrato imutável do ser e força que faz as coisas serem o que são).Quais seriam os grandes temas/ problemas para os filósofos? o Ontologia: o que as coisas SÃO? o Gnoseologia: acerca da produção do conhecimento do ser. Natural. 4) Biocêntrica (XX XXI). . .Temas.Busca de um PRINCÍPIO (arché) explicativo da realidade. não conheço.Princípio da Modernidade: EU PENSO até o esgotamento de suas possibilidades no século XX.Compreende o pensar medieval. . 3) Antropocêntrica (XVII a XXI): .Ainda que a fé prevalecesse no conflito.C.1 Origem existencial e histórica. . mas preciso saber aquilo que se impõe objetivamente (respaldado em dados).Fundante e fundamental: caracteriza transformação na forma de pensar a realidade não só o homem.Direito: Natural e Positivo Jusracionalismo. . . .Não é ciência dura. . o Lógica: correção do raciocínio.Desenvolvida a partir do mundo moderno. dentro do universo mas além do físico. Divino (Etermo) Jusnaturalismo Divino (provinha da racionalidade de Deus presente nas coisas).Direito: Positivo e Natural Jusnaturalismo Cosmológico. . A Filosofia desenvolveu três grandes perspectivas de compreensão da realidade: 1) Cosmológica (VI a.Direito: Positivo. mas toda a realidade externa passa a ser pensada a partir de um novo horizonte. . havia explicação racional das coisas por meio da filosofia. . mas tem de ser assumido subjetivamente (evitar negação ou pseudo).Perspectiva COSMOCÊNTRICA: ponto de partida e limite da concepção.

40. simplesmente. novamente. favorecida pela democracia direta. na minha defesa.) Ainda que o humanismo socrático parece pertencer a uma vertente semelhante aos preceitos proclamados pelos sofistas. Obra citada. uma apreensão em um nível mais profundo do que a superficial percepção comum costuma proporcionar: pretende levar ao questionamento de preceitos e verdades prontas. ao embasar sua missão de dialogar com os homens e ajudá-los a dar à luz a diversas idéias das quais. e conseqüentemente subjugá-lo. Sócrates reafirma seu dever para com sua consciência e a revelação fiel de seus atos. que poderia ser talvez pior. para a mesma linguagem. ele possui caráter diverso: ele tem a intenção de promover o autoconhecimento humano. e o papel dos juízes. José Américo Motta. 2 Filosofia Antiga: A controvérsia entre filosofia e sofística. Sócrates revela que poderia ter convencido os juízes.. pilares ocos nos quais a sabedoria de muitos se apóia. junto das bancas. PESSANHA.Homem não é excluído. Os sofistas seriam os grandes práticos da arte de manipulação da linguagem a qual é o objeto principal de reflexão de Platão acerca da política . (. a própria argumentação socrática é considerada. Conforme já citado. A seguinte passagem denotaria tal opinião socrática : Mas não. que Sócrates não faz senão uma expansão da racionalidade grega. 3 Sua observação possui razão de ser. ornamentada. 4 Por algumas vezes no decorrer da obra. conforme pensou Nietzche?1 No entanto. (. o que demonstra o fundamento da análise deste pensador grego. que se revelaria um desprezo pela forma floreada . serão expressões espontâneas. segundo alguns estudiosos. . Relatariam apenas a verdade.. pela substituição da consciência de que saber que nunca se sabe. pela persuasão. não ouvireis discursos como os deles. uma vez que acredita em uma verdade superior. (. p.) A demagogia. uma vez que se costumava recorrer aos oradores muitos deles sofistas . 14. ao menos. p. Apologia de Sócrates. In: PLATÃO. em dizer a verdade. e em outros lugares. profissionais da retórica que auxiliariam qualquer uma das partes a um melhor convencimento do juiz. A República. 40. conforme já explicitado. é a destruição de conceitos perpetuados por tradição. talvez melhor. Teria. PLATÃO. e que examineis com atenção se o que digo é justo ou não. Há ainda referências na própria obra Apologia de Sócrates. não a estranhei nem vos revoltei por isso . Eles eram conhecidos por relativizar a verdade: ela seria constituída apenas pela força do melhor argumento.. infundados. ou apelando às súplicas. pela justiça ou não de suas palavras. Prefácio: A Grécia Antiga. diante da análise do julgamento de Sócrates. seria instrumento de manipulação do povo: o talento oratório poderia seduzi-lo. de fato.. poder-se-ia pensar. talvez em uma crítica a um procedimento recorrente. aprimorados em substantivos e verbos. Sócrates declara sua esperança de ter sua defesa avaliada. em estilo florido. conforme caberia ao seu papel de orador. sistêmica: tudo é conexão. 3 PLATÃO. p.. 2 1 . p. caso assim quisesse.. In: Os Pensadores. . por Zeus.. Nisso reside o mérito de um juiz. mas é colocado em outro lugar. para Platão. 24. é a maior sabedoria. Teria Sócrates amortecido a força criadora primitiva do gênio grego.) se ouvirdes.) peço-vos nesta oportunidade a mesma tolerância. dada pelos sofistas ao seu discurso. repetidas sem uma análise mais detida. à bajulação. o percurso e a extensão do conhecimento: ele não chega a uma conclusão em seus diálogos. não seriam capazes (conceito aproximado do que seria a maiêutica) na submissão ao um oráculo. 4 AUBENQUE. absorvido as mesmas armas de seus inimigos ? (.Rede das redes: não há ponto central. atenienses.2 Seu objetivo. Tudo mudaria de acordo com a perspectiva. uma vez que visaria algo muito maior que um fechamento para determinado tema. segundo o pensamento destes oradores sofistas.. ateniense.. fazendo-os duvidar de seus próprios conhecimentos. Pierre. (. que é de justiça a meu ver. mas respaldada pela própria arte grega.. o de um orador.. Política não somente erigida por si mesma.) Ainda que Sócrates combatesse e se opusesse com veemência aos sofistas. onde tantos devós me haveis escutado. (. No entanto. nos termos que me ocorrerem..Vida como complexa. porque deposito confiança na justiça do que digo. a mesma linguagem que habitualmente emprego na praça. Sócrates revela-se contrário a tal procedimento. redigida por Platão. normalmente. Obra citada. Isto será perceptível posteriormente. como indiscutivelmente reveladora de um habilidade retórica similar a a daqueles que combatia. ao tornar ilimitados o acesso. sob outra perspectiva..) Logo ao início do relato de seu julgamento.

mas o do vir-a-ser e o do SER: SER É IDÉIA. da mutabilidade (ex: você vê um cavalo e sabe o que é porque já existe seu conceito no mundo das idéias).Existe uma ligação entre esses dois mundos: o Relação de CÓPIA: o mundo real é uma cópia imperfeita do mundo das idéias o primeiro é a sombra do segundo.Não é o mundo do verdadeiro ser: tem . levando à eliminação das ambigüidades. colocada de uma forma segura. o ideal (ex: Habermas é. platônico: fala do ideal de linguagem).Conhecimento do INTELIGÍVEL apreende a UNIDADE (na multiplicidade) e a permanência (na mudança).Esfera do conhecimento: ciência (episteme). ora à manipulação indevida da população. o não ser não é . por exemplo: poderia servir. porém superficial. ora à educação e entretenimento. o amor platônico não está na ordem dos desejos. é o mundo da multiplicidade. de forma sucessiva.Ser platônico hoje é privilegiar o mundo das idéias. e pretende resolver esse impasse nos dizendo não haver só 1 mundo. . o Se os desejos estão na ordem da materialidade.Afirmação da tese heraclítica: o mundo MUNDO INTELIGÍVEL: MUNDO DO VERDADEIRO sensível não é o do ser. impossível. e todos os seus das coisas que permanecem mesmo com o objetos são particulares e contingentes perecimento das coisas particulares e contingentes. da experiência concreta.Sobre a questão do amor platônico (irreal. a conduzir a um pensamento capcioso. para Platão. Por fim. e sim 2. . Mas como ele poderia ser obtido? Por meio da dialética platônica. ressalta que se deve haver cautela: empregar uma palavra a fim de obter um determinado efeito é algo diferente do conhecimento do real significado das palavras. . .compreende todos os seres perceptíveis pelos SENTIDOS. a política não deve ser restrita à prática. .Parmênides: o mundo é um só e imóvel o ser é. Mundo inteligível: .Heráclito: tudo muda o rio muda. 5 AUBENQUE. assim como uma explicação global da realidade na qual esta conduta se desenvolve. . . 2. há manutenção da unidade mesmo na multiplicidade das coisas. O resultado deste método seria a obtenção do que é a justiça. . .compreende as ESSÊNCIAS ou das IDÉIAS.5. encerraria em si diversas armadilhas. o No mundo das idéias (o dos conceitos). Pierre. 23 -24. Obra citada. .Estrutura do real: o 2 MUNDOS:  Real: da história. . e sim metafísico. . p. o No mundo real está a concretização das coisas. Isso exigiria uma melhor precisão nas respostas. não-ser. há as idéias e essências multiplicidade e mobilidade. do material. O próprio teatro.Conhecimento do SENSÍVEL percebe a MULTIPLICIDADE e a MOBILIDADE. e sim na da RAZÃO. Mundo sensível: .2 Conhecimento sensível e inteligível. Uma investigação profunda a respeito do comportamento humano deve fazer parte de seus pressupostos.  Das Idéias: das formas. ao invés de uma utilização ordinária. método que distanciaria a filosofia de um simples procura por uma melhor persuasão: seria a arte de interrogar e responder. físico. o mundo é imutável.Esfera do conhecimento: opinião (doxa). . de certa forma.A linguagem. para Platão. MODELO PLATÔNICO: . não físico): o Forma idealizada: a pessoa amada representa a perfeição. o Não é físico.No mundo inteligível. mundo metafísico. o Não possui materialidade: é processo do pensamento. estático (ex: sempre haverá a idéia/ conceito de cavalo).PLATÃO: Encontra-se perante os dois. nós mudamos. Por isso.

: CÓPIAS IMPERFEITAS do mundo das idéias os sentidos/ cotidiano nos formecem conhecimentos precários. o No mundo empírico. já PLATÃO diz que o mundo não está dentro das pessoas. adaptando-se aos poucos. animais também são SOMBRAS do conceito de ser humano. o KANT vai nos dizer que existe um outro mundo DENTRO de nós. Platão parte de conceitos. porque nela há mudanças. No DIREITO: o A Justiça que é praticada é só uma REALIZAÇÃO IMPERFEITA da idéia de justiça: só se sabe o que é mais ou menos justo porque existe esse conceito no pensamento um ideal a priori . em Platão. que é mais do que a simples soma de belezas que existem no mundo material. no entanto. precariedades. Metafísica idealista: Platão toma um elemento da realidade para explicá-la. que estavam FORA do corpo da pessoa. o Existem 3 tipos de almas. enquanto Aristóteles parte da experiência concreta (acredita que nas próprias coisas manifesta-se a forma). e está incluído na dialética noção de reciprocidade. e sim no próprio MUNDO. ao pregar a perfeição da vida eterna idéia de que há precariedade na corporalidade.- - - - - Por isso nós (e as coisas) somos limitados e não conseguimos chegar à perfeição que existe no pensamento. MATÉRIA: é o princípio da imperfeição. o Retorno? Também é difícil. o Prisão demasiada à faticidade: obstáculos epistemológicos. Concepção Platônica: primazia do ideal. Teoria da Justiça: o O homem é essencialmente alma (ainda que seja composto de matéria + espírito. o cotidiano. não vê nada. o VERDADE ONTOLÓGICA: fora do pensamento do sujeito.  Do falso ao verdadeiro. pessoas.  Do esquecimento à lembrança. Heráclito. O SER. PLATÃO acreditava na transmigratividade da alma das pessoas: o No encontro com a matéria. certo em parte para PLATÃO: teria descrito o mundo sensível. o Os próprios objetos.  Da ideologia à ciência. está no mundo das idéias. aS essênciaS.  Sombras: conhecimento obtido através do olhar dos prisioneiros da cavernas os quais as consideravam como VERDADE. o Teoria da Verdade é sempre PASSAGEM: movimento constante de descobrimento da verdade (processo de desvelamento do SER). é permanentemente relembrar essas verdades. o Viver. Teoria da Verdade: o ALEGORIA DA CAVERNA:  Caverna: mundo sensível. cavalo. segundo PLATÃO. o VERDADE LÓGICA: no pensamento. jamais chega à idéia do belo/beleza: nunca haverá o esgotamento do belo.  Da aparência à essência.  1 dos prisioneiros consegue libertar-se. e na forma de conhecimento/consciência é exclusivo do homem. há o esquecimento da verdade. no entanto.  Da doxa à episteme. mas sai com dificuldades: tem de adaptar-se à luminosidade assim que sai. o O próprio cristianismo é platônico. portanto. há manifestação do belo a qual. mas o conceito de pessoa fica IDEALISMO REAL (as idéias realmente existem fora do sujeito). etc. o Sentido da alegoria da caverna: conhecimento é caminho que teria FASES não acontece de uma hora para a outra: idéia de DIALÉTICA (compreensão através do logos. cada qual um tipo prevalente POR NATUREZA: o . os quais todos nós teríamos tendo. o senso comum. o A pessoa envelhece. próxima aos diálogos) e iluminação.  Da sombra à luz. Engano de Parmênides: supor que só haveria 1 essência existem. os quais estão sempre em luta) psique é o princípio vital em todos os seres.

pois não teria somente um significado.  Quantidade. portanto.metafísica. o 2. o Também não seria equívoca (com muitas diferenças e sentidos sem relação entre si).Causa FORMAL.Causa FINAL (teoria teleológica tudo existe com uma finalidade) .NÃO CONTRADIÇÃO:  Uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo e sob o mesmo aspecto. o 2. Os tipos de alma definiriam a sociedade.o o o  Racional: intelecto. dependendo daquilo a que faz referência idéia. Justiça na sociedade e no Estado também está associada ao equilíbrio entre essas funções em caso de desarmonia. o Há.Realista em contraste com o idealista de Platão. conciliaria Heráclito e Parmênides. quantidade. sendo um tipo de alma adequado a um tipo de função:  Racional Governantes Magistrados.  Posição.O próprio DIREITO se predica de vários modos: subjetivo. o 4.A palavra SER não seria unívoca. possibilidade de atribuição de DIVERSOS PREDICADOS. forma. imóvel. .Teoria do Conhecimento Gnoseologia Episteme: o Os tipos de conhecimento são: . como valor. o Destaca 10 categorias possíveis (formas com as quais o ser se predica.  Relação. o Aristóteles também efetua um dualismo. . o O ser se predica de vários modos para ele: pode ser uno. matéria.Causa MATERIAL. MODELO ARISTOTÉLICO: . ela não o seria! o 3.PRINCÍPIOS: o 1.  Apetitiva Produtores/Comerciantes. . . caberia aos governantes ou magistrados rearranjar.Para Aristóteles.  Paixão. por exemplo.Aristóteles acredita ter resolvido os problemas oriundos de várias teorias filosóficas anteriores o ser. entre unidade e multiplicidade. portanto. MAS EM SÍNTESE. A Justiça tem. cabeça. interessa DESCREVER o que é GERAL nos seres (campos das ciências duras detecção do que há de específico nos seres). mas que é apreensível por meio da reflexão. categorias inscritas no próprio ser):  Substância. . objetivo.Causa EFICIENTE. o É ANÁLOGA: haveria alguma relação de semelhança. dentre outras acepções a idéia de respeito de cada um à própria natureza: HARMONIA. .Estrutura do real: o Existiria 1 SÓ MUNDO mas constituído de 2 partes: FORMA e MATÉRIA.  Lugar. coração. .Todas as coisas têm 4 CAUSAS.TERCEIRO EXCLUÍDO:  A é x ou não x. que remetem à filosofia do SER (diferentemente da filosofia atual pragmática em que interessam os EFEITOS): o 1.IDENTIDADE:  Uma coisa tem de ser idêntica a ela mesma caso contrário. por exemplo. em se apresentando de vários modos.Aspectos que ultrapassam as condições físicas de um objeto .  Apetitiva: preocupação com necessidades materiais. múltiplo.  Ação. pensamento. móvel.  Irascível: impulso. . o 3. estômago.  Irascível Guerreiros Defesa.  Qualidade. o Fala de algo que não se vê numa escultura.

as quais precisariam ser reconstruídas retoricamente.  Intelectivo/ Racional: conhecimento produzido pelo intelecto (formulação de conceitos/categorias. o qual destaca nela pelo menos 3 camadas): o Ciência Teórica: diz respeito ao cosmos/natureza. já que certo discurso pode simplesmente não pegar . em sua FIXIDEZ NECESSÁRIOS E UNIVERSAIS.  Éticas/morais: PRATICADAS (maior parte das virtudes humanas coragem. por exemplo). da moral. Teoria da Justiça: o Justiça seria a excelência da alma. argumentativamente não há garantias. fabricadora. Diferentes razões/ ciências (realidade não é unívoca para Aristóteles. distributiva) como IGUALDADE denota percepção da complexidade entre Direito e Justiça. FINALIDADE: confere certa necessidade e universalidade às ciências práticas (na própria ação) e nas ciências poiéticas (é modelo fora da ação portanto). 2º. Descartes diz-nos que só existe razão teórica ou teorética por isso. o Ainda melhor que Justiça: EQUIDADE. mas não científico. apenas o que já sabemos. técnica): diz respeito às coisas passíveis de variação.  DAS ESSÊNCIAS: conhecer qualitativamente algo é definir as coisas pela sua essência e não pela aparência idéia de QUALIDADE. da política. nossa mente é tabula rasa) Acréscimo de conhecimento (idéia de fazer ciência) Juízo particular Fonte do conhecimento Aspecto positivo Aspecto negativo .  DA NECESSIDADE: uma coisa é de um jeito e não pode ser de outro. o VIRTUDES (meio-termo entre dois extremos):  Dianoética/ intelectual: ENSINADA (oratória. à participação da vontade/racionalidade relevo ao AGENTE. ao momento em que alguém fabrica uma OBJETO o que tem relevo aqui. DIREITO: 1º. y Não há no intelecto conhecimento que não tenha passado pelos sentidos visão principalmente empirista de Aristóteles. RACIONALISMO Razão humana Juízo universal Juízo necessário Juízo tautológico (só se repete EMPIRISMO Experiência (antes dela. discernimento). mas possível. interessa o agente. encontram verdade SUMÁRIA E RUDIMENTAR provisória. a partir das sensações verdadeiro e científico. Aristóteles. no campo do direito.precipuamente.  3 Racionalismo e Empirismo. o APORIA: para que se possa praticar a justiça.- - - Sensível: todo o conhecimento que é obtido através dos sentidos verdadeiro. o Ciência Prática: diz respeito à ação humana/práxis. o Ciência Poiética (produtiva. faz-se pertinente o retorno à Aristóteles MAIS RAZÕES! DIREITO: seria constituído de racionalidade hermenêutica. a maior das virtudes. sua racionalidade. legar-nos-ia a ideia de que. Modernidade: quantitativo para qualitativo. a seus princípios invariáveis.  UNIVERSAL: vale para todos. 3º. haveria VERDADES SUMÁRIAS. o Propriedades do conhecimento científico:  DAS CAUSAS: conhecer cientificamente é conhecer as coisas pela sua CAUSA idéia de ciência como relação entre causa e efeito idéia de ORIGEM. Ciência Prática e Ciência Poiética: passíveis de variação. interessam princípio. justiça). ARGUMENTAÇÃO: mediação entre GERAL e PARTICULAR. Método não permite conhecer o novo. como na matemática. portanto. princípios da natureza são abordados. Esse conhecimento define a visão essencialista e qualitativa da ciência. é necessário saber o que ela É (solução: ir praticando daria essa noção?) o ISON: conceito de justiça (comutativa. em qualquer tempo e qualquer espaço permanente conhecimento científico não se modificaria. Ciência Teórica: EPISTÊMICA. à relação intersubjetiva. interessa o item feito.

 Supervalorização do sujeito. caminho direto.DÚVIDA METÓDICA: A única certeza que se pode ter.  O próprio HOMEM é visto como CONSCIÊNCIA. . Locke/ indutivo.CONSEQUÊNCIAS DO MÉTODO DE DESCARTES: o Verdade 1: Existência do próprio sujeito que pensa a dúvida. . o Há identidade do sujeito com a razão consciente. . e sim IDÉIAS. o No entanto. o Eu(sujeito pensante) penso que o mundo(idéia que eu tenho do mundo) existe (realidade que está sendo pensada). mas no pensamento. . . transformar a natureza em fórmulas matemáticas ou físicas (GALILEU). só é válido o conhecimento que provém da razão.Racionalismo em Descartes: a fonte do conhecimento é a razão humana por isso. y O conhecimento não é buscado em si mesmo. distanciamento). simplesmente. o Racionalismo: Descartes/dedutivo. o Originalidade: O pensamento é o princípio de tudo. Filosofia do Direito: Fontes do Direito segundo o Jusnaturalismo.Concepção de mundo: o Metafísica do PENSAMENTO é ponto de partida.  Na modernidade.Rompimento com o paradigma passado: SENTIDOS ENGANAM. MODELO JUSNATURALISTA: Universalidade .Sujeito: o Tem duplo enfoque:  CONHECIMENTO: capaz de representar (mentalmente) os objetos. o Positivismo Jurídico e o Direito Alternativo.Ser racionalista: pensar idéias (Civil Law. 4.  Agora: antropocêntrica.  DOMINAÇÃO: capaz de intervir nos objetos.  Modificação do lugar da verdade: entre o EU e o RACIONAL.Descartes não elimina a existência fática do mundo: apenas diz que. a sociedade vem sendo analisada a partir do indivíduo.Tipo de juízo base Prevalescente a informação que está contida no próprio objeto não inova) Analítico: extração do que está no sujeito os corpos são extensos a priori depende do processo de raciocínio do sujeito Forma Juízo contingente Sintético: unem conceito do predicado ao sujeito todos os corpos se movimentam a posteriori obtém-se por informações da experiência Matéria (conteúdo) 1º MODELO OU SUBPARADIGMA: CARTESIANO .Concepção naturalista: no mesmo tempo e no mesmo espaço (filosofia essencialista).Idéias: Nosso pensamento não pensa coisas. para conhece não temos um -lo.  Idéia do dever-ser do Direito não estaria na estrutura do ser. com fins de contemplação: a idéia é. o Empirismo: Bacon. tudo se explica a partir dele. y Tal representação não é necessariamente idêntica ao objeto.Metodologia: o Questão do método discurso sobre o método conhecimento: CENTRAL NA MODERNIDADE. que a verdade é insustentável. . . . podendo aparecer de forma diferenciada para cada pessoa. marcada pela subjetividade. por exemplo. Hume. .  Racionalidade da filosofia grega: OBJETIVA. o Prevalência do método analítico: a partir das partes. ela é método para se chegar à certeza não pretende dizer. . PENSAMENTO.

. mas mudança do TEMPO permitida pela natureza.Pertencem ao MESMO IMAGINÁRIO: o NÃO são a MESMA coisa.Aristóteles: espaço igual.Força da idéia de SISTEMA: dada aqui. as quais não são de modo nenhum fundadas na experiência e nos fatos.Refere-se ao 1º Paradigma (SER). mas de definições não do que mostram os : sentidos. "A teoria do Direito faz parte do número daquelas que não dependem de experiências. Citemos um trecho muito significativo de Leibniz: "De qualquer definição podem-se tirar consequências seguras. pertencentes à escola racionalista. a ciência do movimento." MODELO POSITIVISTA: I Introdução . . .INEXISTÊNCIA DE PONTOS COMUNS: o Assuntos. .Se dizer positivista jurídico . lógicas separadas. . 1. GERAL: tudo o que é posto por ato humano (oposto do que é por natureza).Séc.Realmente imutável no ESPAÇO. Um primeiro significado é o mais próximo ao significado de "sistema" na expressão "sistema dedutivo". empregando as incontestáveis regras da lógica. temas. considerados da mesma maneira que os postulados de um sistema científico. . E uma vez que o exemplo clássico do sistema dedutivo era a geometria de Euclides. No uso histórico da filosofia do Direito e da jurisprudência parece -me que emergem três diferentes significados de sistema. II Positivismo Filosófico 1) Conceito de POSITIVO: a. c. mais exatamente. como a lógica. Isso é precisamente o que se faz construindo as ciências necessárias e demonstrativas. a pretensão dos jusnaturalistas resolvia-se na tentativa (verdadeiramente desesperada) de elaborar um sistema jurídico geometrico more domonstratum. ou. Positivismo em geral: .Vem do nosso conhecimento natural (princípios que informam a razão humana). a metafísica.Maior ênfase: positivismo filosófico e jurídico. mas do que demonstra a razão.Cosmológica. . LÓGICA: contrapõe-se ao negativo.Passou a ter sentido depreciativo. o 1 ou mais pontos significantes: DIFERENTES.A MESMA COISA: o Não haveria diferença entre eles. . Natureza . que não dependem dos fatos mas unicamente da razão. foi a de construir o Direito natural como sistema dedutivo. Teocêntrica ou Antropocêntrica. Essa acepção muito trabalhada do termo "sistema" foi referida historicamente somente ao ordenamento do Direito natural.Período militar legou atraso ao Brasil perpetuação da visão de NEUTRALIDADE do DIREITO. Razão Natural . mas servem para dar a razão dos fatos e regulá-los por antecipação: isso valeria para o Direito ainda que não houvesse no mundo uma só lei". Preocupação: bom x mau Fundamentação DUPLA: Lei natural e Lei positiva. mas possuem PONTOS COMUNS em suas lógicas. o BOBBIO: origem espacial diversa:  Filosófico: francesa  Jurídico: alemã . 2. foi baseado nele. PRÁTICA: tudo o que leva ao progresso.Imutabilidade .CIÊNCIA: ganha espaço. Relações entre positivismo jurídico e positivismo filosófico: . a Ciência do Direito. é se dizer NORMATIVISTA hoje. XIX: saber mais sofisticado maior credibilidade (ainda avança no séc. Em tal acepção diz-se que um ordenamento é um sistema enquanto todas as normas jurídicas daquele ordenamento são deriváveis de alguns princípios gerais (ditos "princípios gerais do Direito"). XX). b. Uma das mais constantes pretensões dos jusnaturalistas modernos. a geometria. .

OBJETO: TRANSPARÊNCIA 6 MARX também via racionalidade na história (escravismo > feudalismo > capitalismo). o Matemática.  Exemplos de TENDÊNCIAS FIXAS: y Egoísmo no indivíduo (redutível pela educação). c. às ciências normativas. o De algum modo. Física: primeiro plano a idéia de elevação da SOCIOLOGIA de COMTE traz consigo a idéia desta ciência como FÍSICA SOCIAL.  Trazer OBJETIVIDADE e CIENTIFICIDADE também ao fenômeno social.d. 2) Temas fundamentais: a. o Física. têm de ser passíveis de VERIFICAÇÃO. . . constituintes não-linguísticos do mundo empírico. cujo progresso se dá por aperfeiçoamente interno). ii. o Astronomia. y Homens mais racionais do que mulheres.  - III Episteme Positivista Positivismo Filosófico 1. nega tal neutralidade. b.Distanciamento do objeto. Classificação das ciências: y Do SIMPLES AO COMPLEXO: conforme o OBJETO (todas com maturidade. XIX. o Química. y Racionalismo humano (embora ele também tenha paixões. assim como HEGEL (tese > antítese > síntese). y ORDEM E PROGRESSO. Metafísica: predominância do processo ARGUMENTATIVO (mesmo que se tente explicar a existência de Deus algo feito racionalmente). e não de valor. ii. FILOSOFIA DA HISTÓRIA 6: a história das coisas passa por diferentes FASES.  Ponto de partida e fundamento de tudo: Comte procurava REFORMAR o mundo com sua teoria: visão positiva. o Biologia. TEÓRICA OU METODOLÓGICA: dado pela experiência dados objetivos e concretos da experiência que podem ser captados pelo sujeito.Submetido à assepsia.  Com TRATAMENTO METODOLÓGICO. do homem DO MESMO MODO. 2. ii. PROGRESSO: dinâmica social. Filosofia: papel SECUNDÁRIO no séc. . o MUNDO: enunciados de FATO.  1ª Lei Sociológica de COMTE para o estudo da sociedade: Toda a sociedade teria algo de estático e de dinâmico. . i. a saber: i. sentimentos). posteriormente.HABERMAS: nega a possibilidade de isolamento do sujeito portanto. CONSEQUÊNCIAS DO POSITIVISMO FILOSÓFICO: o Hegemonia das ciências naturais: epistemologia extravasa para as ciências sociais e. FUNDAMENTAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DAS CIÊNCIAS: i. da sociedade.Extraído das circunstâncias. Teológica: MITOS explicam o mundo Antiguidade e Idade Média.  Isso é o que lhe lega os seus PROBLEMAS: tratar fenômenos da natureza. para serem tidos como REAIS. CIENTÍFICA OU POSITIVA: VALIDADE somente às explicações CIENTÍFICAS dos fenômenos visão mecanicista de causa e efeito FASE FINAL: depois dela só viria o aperfeiçoamento das ciências.FATOS: Situações ou estados de coisas objetivamente dados. da cultura. . LACUNA: falta da SOCIOLOGIA (física social-nomenclatura inicial) seria a única do saber. ORDEM: estática social (prevalente e guia da mudança). iii. SUJEITO: NEUTRALIDADE .

Teocêntrica ou Antropocêntrica8. por ser monista.HOJE: oposto atual noção de pragmática (o sentido é dado pelo usuário ). . que o produz. de termo análogo: DIREITO (diferentes acepções.Ausência total de ambigüidade. Pode ser visto por inteiro por meio dos mecanismos do olhar do conhecimento possibilidade de DESCRIÇÃO INTEGRAL. de termo equívoco: MANGA. Preocupação: bom x mau DIREITO POSITIVO Particularidade Mutabilidade Homem .Vem do nosso conhecimento natural (princípios que informam a razão humana). o Crise: II Guerra Mundial: dificuldade de o direito lidar com as coisas a partir de somente POSITIVAÇÃO.Direito posto pelo homem.Exigência que aparece nas críticas ao uso de linguagem coloquial pelos legisladores. . - 1. LINGUAGEM: Pureza associada ao uso de linguagem científica . o PÓS-POSITIVISMO?  Recolocação de TENSÃO na ordem da fundamentação: y REGRAS X PRINCÍPIOS.Concepção naturalista: no mesmo tempo e no mesmo espaço (filosofia essencialista). TERMO UNÍVOCO. OBJETO: Transparente por isso SIMPLES. Positivação . 3. mas com ligações entre si): BUSCA Direito Natural antropocêntrico: princípios metafísicos que provém da RAZÃO humana.Aristóteles: espaço igual. cria. SUJEITO: Neutralidade do JUIZ. FÁCIL. 3. Razão Natural . 2. Objetividade.Sabe-se após ser posto mesmo common law: só depois do precedente. ex. .Prévio estabelecimento de sentido. Estabilidade. Positivismo Jurídico 1. o 2º Paradigma.Vale dizer: a linguagem SEMPRE é ambígua. Preocupação: utilidade e eficácia Positivismo: o Estrutura MONISTA:  LEI. o BOBBIO: Positivismo Jurídico é aquela doutrina segundo a qual não existe direito. . mas mudança do TEMPO permitida pela natureza.HOJE: nunca se conhece a realidade integralmente o ser se desvela aos poucos (Heidegger) complexidade + instabilidade + intersubjetividade = paradigma atual da ciência. seria unicamente POLÍTICA. LINGUAGEM: PUREZA7 . senão o positivo.Cosmológica.Simplicidade. HABERMAS: Entre a faticidade e a validade : o Já estaríamos diante de um terceiro paradigma. . o Fundamentação do Direito. Distinção: Características: Características: Quanto à fonte: Quanto ao modo de conhecimento: Quanto à natureza do comportamento - DIREITO NATURAL Universalidade .Realmente imutável no ESPAÇO Natureza . o SIMPLES? NÃO É!  Ruptura com a existência dos dois pilares natural e positivo. Imutabilidade . - 7 8 Ex. .

Transcrição no Código de princípios do direito natural? o NÃO.  HOJE: não se ponde pensar assim tanto Executivo. mas ainda assim o Code traz em parte da ideologia iluminista. tampouco efetuar interpretação analógica. Pressupostos históricos do Positivismo Jurídico: a) Filosofia de HOBBES: . Relações Realidade: $ POSITIVISMO FILOSÓFICO .Pai do jusracionalismo e precursor do positivismo jurídico. específica pode ser melhor para caso concreto.  THIBAUT: A FAVOR construção de unidade através da codificação. com suas pretensões de universalidade.  SAVIGNY: CONTRA diversidade de culturas: óbice à codificação. inscrito da natureza humana. . e também jusnaturalista.Fatos (dados) POSITIVISMO JURÍDICO . . y Deve ser PERFEITO: não pode criar.1804: Código francês necessidade de criar idéia de SISTEMATIZAÇÃO das leis.  Ninguém mas saberia o que é NATUREZA: ensejaria limites ao qualquer retorno pretendido.  Vigor da lei humana: do legislador. o Elege somente 1 dos PODERES como autorizado a produzir o DIREITO POSITIVO. necessariamente fundamentado no Direito Natural.  JUIZ: vinculado ao Direito produzido.Interpretação exegética: técnica gramatical busca da literalidade: sentido mais evidente.Um dos autores que simbolizam o CONTRATUALISMO: passagem do estado de natureza para o Estado/Sociedade Civil por meio de um contrato base do direito privado moderno. y Novas teorias hermenêuticas: produção constante de normas. .Estendeu-se.MONTESQUIEU: o Formulação do Estado Liberal: Teoria da separação dos poderes. quanto Judiciário produzem Direito. o Ótica iluminista: conservadorismo.  Por determinação: passagem do determinado para o indeterminado (lei natural muito geral. 2.- y Não é retorno ao direito natural somente à idéia de tensão. . .BECCARIA: o Retoma os conceitos de Montesquieu na obra Dos Delitos e das Penas .DIREITO NATURAL: antropocêntrico. b) Monopolização do Direito por parte do LEGISLADOR: . FUNDAMENTAÇÃO E HIERARQUIA: problemas acerca do DIREITO NATURAL: o Direito Positivo fundamentado no Natural? o ARISTÓTELES: Direito Natural como fonte para crítica do Direito Positivo.  Princípio da estrita legalidade do direito penal: Nullum crimen. . pois tal movimento não acredita que a razão e a ciência sejam capazes de resolver todos os problemas. o SÃO TOMÁS DE AQUINO: base humana deriva da Natural. .  Por conclusão: segundo um processo lógico necessário.Normas postas (existência .  Teoria do SILOGISMO: tornar explícito o que está implícito na premissa maior. d) Escola da EXEGESE: .Debate entre SAVIGNY e THIBAUT: o Alemanha dividida em províncias: segmentação de culturas e práticas. elaboração e aplicação. mas não é adotada como posição teórica. o legislador) podem decretar as penas dos delitos. e) HISTORICISMO filosófico e ESCOLA HISTÓRICA: . 3. . cabendo ao direito positivo determinar o modo concreto de sua aplicação).  Apartadas: execução. c) Movimento pela CODIFICAÇÃO: . o Somente as leis (portanto.Historicismo filosófico: o Tese: combate às premissas do iluminismo e do jusnaturalismo reação ao seu otimismo.  Não basta a existência de um direito natural: deve ser seguido um direito positivo. nulla poena. legitima-se pela UTILIDADE não estando. sine praevia lege .DIREITO POSITIVO: necessário diante do pacto.HOJE: restrita. portanto.

as forças (cuerpos) armadas por exemplo. Aspecto formal do direito importante: só não pode ser reduzido a isso. ainda quando não criam um direito alternativo eficaz . por suposto. a existência de um fenômeno de pluralidade jurídica.Juízos de validade KANT/ KELSEN Positivista (cientificidade) Axiológica (não lida com julgamento de valor) DIREITO ALTERNATIVO Texto de Óscar Correas: Por "direito alternativo" entenderemos aqui um sistema normativo cujas normas obrigam a produzir condutas que para o sistema hegemônico constituem delito ou formas menores de faltas. Em primeiro lugar os serviços legais alternativos. "Uso alternativo do direito".Formal9 (forma) . o trabalho dos advogados. é alternativo em relação ao estado hegemônico. este discurso jurídico. portanto. 10 Neutralidade axiológica: ciências da natureza e ciências humanas não caberia ao Direito questionar a Justiça das normas. por sua vez. Pois bem. um sistema é "alternativo" em relação a outro dominante. desenvolvem um trabalho pedagógico que consiste precisamente no ensino e promoção da organização popular. de seu reconhecimento. Com isso. constitui a eficácia do sistema que supostamente só "descrevem".Juízos de fato Estudiosos-símbolo: { Episteme: ! Neutralidade 10: ! COMTE Positivista (cientificidade) Axiológica (não lida com julgamento de valor) fática) . que em conjunto constitui a eficácia geral do sistema. os órgãos do sistema hegemonizado. representa um exemplo disso. precisamente estas são válidas porque pertencem a um sistema globalmente eficaz que. a efetividade das normas. É dizer. isto é. sendo certo.. entre outras coisas..) A atuação dos juristas constitui a efetividade das normas e a eficácia generalizada do sistema jurídico ao qual pertencem. quando a efetividade de suas normas. práticos e científicos. ou. como funcionários do sistema dominante.em alguns casos podem chegar a criá-lo -."uso" . Na realidade um enunciado prescritivo é um norma jurídica só se alguém. são proibidas pelo sistema dominante. 9 .que se supõe "neutra". (. A só geração da consciência das vantagens da organização constitui já uma alternativa ideológica que pouco agrada ao poder. E os funcionários que produzem cotidianamente esse reconhecimento são precisamente os juristas e sua ciência.. A função dos serviços legais alternativos é a mesma. como já amplamente teorizado pelos juristas democráticos italianos e espanhóis. E um sistema começa a deixar de ser eficaz precisamente quando seus funcionários começam a deixar de ser obedecidos em setores amplos dos súditos e em proporções amplas do território. de decisões . Por exemplo."descrever" . por parte de certos funcionários públicos. Segundo o exposto. O caso salvadorenho. contravenções e descumprimentos em geral.. Sem a ciência que "descreve" as normas estas não seriam efetivas: para que alguém as use para produzir resoluções . Depende da classe de alternatividade. agora a revolução está nas mãos dos advogados alternativos. À primeira vista a ciência jurídica tem por objetivo indicar .normas . que derrotadas muitas experiências guerrilheiras. é a interpretação . as condutas que motiva. melhor. Isto não quer dizer. o é por ue q seus funcionários são obedecidos.favoráveis aos interesses de determinados setores sociais os quais o sistema normativo deseja na realidade desproteger. como delitos. Vale dizer. pode chegar a ser a mesma. Devemos nos perguntar em que casos este uso do discurso do direito. com um estado obrigado a pactuar a paz com os setores subversivos. que se constitui num meio barato de controle social das comunidades quando a única coisa a fazer é corromper ou cooptar. não sendo necessariamente verdadeiro o inverso: nem todo fenômeno de pluralismo constitui direito alternativo. contribuem sim na eficácia do sentido ideológico desse direito talvez inefetivo. o reconhecem como tal norma. Há o Realismo Jurídico: forma de positivismo que não é formalista considera a norma aquilo que o juiz d iz que ela é. trata-se de normas cuja efetividade constitui delito frente às normas do sistema hegemônico. Porém. depende.as normas válidas. Essa é a tarefa da ciência cotidiana dos juristas e a função política que o saber jurídico cumpre: a recriação cotidiana do estado. E essa é a tarefa da ciência .do sistema normativo hegemônico de maneira que se consiga a produção.Material (conteúdo) . pelo contrário. faltas.. é necessário que primeiro reconheça-as como válidas. o direito indígena costuma ser não contraditório em relação com o direito estatal dominante. ao menos a maioria dos que existem na América Latina. " Direito alternativo" significa.

um discurso contra-hegemônico. têm-se.Em segundo lugar. precisamente pelos perigos que encerra a "re-semantização". E como tais sentenças são novo direito. se não é delito. mas que a "re -semantização" e produção de sentenças sobre uma tal base. a disputa da legitimidade que produz a crítica jurídica contribui para subtrair (restar) hegemonia ao sistema dominante. um tanto e xcepcional na América Latina. Teria que se fazer uma estatística a respeito. Não obstante. a resposta deve ser negativa porque a conduta desses juízes não está proibida pela ordem hegemônica. O discurso jurídico. Por sua parte. quando tal atividade dos juízes pode ser vista como a efetividade de normas que determinado grupo deles dá a seus membros. A atividade de alguns juízes ou grupos de juízes contrária às intenções do grupo no poder. subversivas inclusive. Esta legitimidade advém. quando um grupo de juízes constitui uma associação que estabelece como normas. entre outras coisas. os juristas alternativos podem desenvolver a tarefa da crítica jurídica. e qua ndo a atitude de seus membros. . ao menos não é desejado pela ordem hegemônica. Portanto. simplificando. estamos frente a um fenômeno que. porém. existem maiores razões para interessarmo-nos pelas potencialidades transformadoras dessas organizações. refletida em suas sentenças. a favor dos setores sociais desprotegidos. na terminologia aqui proposta. o fenômeno não é desprezível por mais excepcional e localizado que tenha sido. fruto de uma "má interpretação". e portanto alternativa. organização cujos membros estão comprometidos . e por tratar-se da Corte Suprema de profundos efeitos na sucessiva produção de sentenças. Esta atividade. por exemplo "é obrigatório para os membros julgar sempre a favor dos oprimidos" ou "sempre a favor dos trabalhadores". estamos ante uma ordem que pode ser subversiva. simplesmente .vale dizer têm aceito cumprir certas normas . "falando" do discurso do direito. E nesse sentido pode falar-se de "alternatividade" acerca desses serviços legais quando aparecem ligados também à universidade. da ideologia jurídica transmitida pelos funcionários do sistema que são os professores da faculdade.a julgar sempre. sob a capa da independência política do poder judiciário.simplesmente? . Pois bem. e unicamente.outorgado outros significados a determinados níveis (tramos) do discurso do direito. contribui para subtrair (restar) legitimidade ao direito dominante. consideraria "incorretas". tem conseguido fundamentar e produzir sentenças que outro discurso jurídico sobre esse mesmo direito. no Brasil tem-se desenvolvido uma organização de juízes. o discurso jurídico tem produzido um novo discurso do direito. está dentro de suas faculdades. autoqualificados de "alternativos". Devemos chamar esse fenômeno "direito alternativo"? A primeira vista. Em algum caso. tem sido designada freqüentemente como de "uso alternativo do direito". creio que é possível avançar a hipótese de que a maior parte de nossos juízes considera eticamente incorreto participar de organizações de claro teor político como seriam as associações de juízes democráticos ou "alternativos". tem-se tratado de uma autêntica "re-semantização" do discurso do direito. É dizer. A só existência desta ideologia mostra que tais organizações são não-desejadas pelo poder. Com efeito. em boa parte dos países latino-americanos. pode ver-se como a efetividade dessas normas que decidem acatar. desenvolve-se a ideologia segundo as associações de magistrados ou juízes constituem sérios obstáculos para a administração "correta" da justiça.

mas que a "re-semantização" e produção de sentenças sobre uma tal base. A função dos serviços legais alternativos é a mesma. a disputa da legitimidade que produz a crítica jurídica contribui para subtrair (restar) hegemonia ao sistema dominante. Com isso. estamos ante uma ordem que pode ser subversiva. Esta legitimidade advém. pode chegar a ser a mesma. simplificando. agora a revolução está nas mãos dos advogados alternativos. contribuem sim na eficácia do sentido ideológico desse direito talvez inefetivo. É dizer. existem maiores razões para interessarmo-nos pelas potencialidades transformadoras dessas organizações. Com efeito. constitui a eficácia do sistema que supostamente só "descrevem". Depende da classe de alternatividade. na terminologia aqui proposta. Isto não quer dizer. creio que é possível avançar a hipótese de que a maior parte de nossos juízes considera eticamente incorreto participar de organizações de claro teor político como seriam as associações de juízes democráticos ou "alternativos". ainda quando não criam um direito alternativo eficaz . têm-se. subversivas inclusive. um discurso contra-hegemônico. e quando a atitude de seus membros.normas estas não seriam efetivas: para que alguém as use para produzir resoluções .vale dizer têm aceito cumprir certas normas . Teria que se fazer uma estatística a respeito. em boa parte dos países latino-americanos. consideraria "incorretas". É dizer. Esta atividade. pode ver-se como a efetividade dessas normas que decidem acatar. um tanto excepcional na América Latina. no Brasil tem-se desenvolvido uma organização de juízes. práticos e científicos. "falando" do discurso do direito. O discurso jurídico. ao menos a maioria dos que existem na América Latina. o discurso jurídico tem produzido um novo discurso do direito. é necessário que primeiro reconheça-as como válidas. o trabalho dos advogados. por suposto. quando um grupo de juízes constitui uma associação que estabelece como normas. o fenômeno não é desprezível por mais excepcional e localizado que tenha sido. estamos frente a um fenômeno que. desenvolvem um trabalho pedagógico que consiste precisamente no ensino e promoção da organização popular. e por tratar-se da Corte Suprema de profundos efeitos na sucessiva produção de sentenças. Pois bem. simplesmente simplesmente? . Em primeiro lugar os serviços legais alternativos. entre outras coisas. Por sua parte. a favor dos setores sociais desprotegidos.em alguns casos podem chegar a criá-lo -. que derrotadas muitas experiências guerrilheiras. tem conseguido fundamentar e produzir sentenças que outro discurso jurídico sobre esse mesmo direito. autoqualificados de "alternativos".. A atividade de alguns juízes ou grupos de juízes contrária às intenções do grupo no poder. se não é delito. sob a capa da independência política do poder judiciário. Em algum caso. da ideologia jurídica transmitida pelos funcionários do sistema que são os professores da faculdade. ao menos não é desejado pela ordem hegemônica. . ou. Portanto. melhor. Essa é a tarefa da ciência cotidiana dos juristas e a função política que o saber jurídico cumpre: a recriação cotidiana do estado.. contribui para subtrair (restar) legitimidade ao direito dominante. a resposta deve ser negativa porque a conduta desses juízes não está proibida pela ordem hegemônica. e portanto alternativa. e unicamente. desenvolve-se a ideologia segundo as associações de magistrados ou juízes constituem sérios obstáculos para a administração "correta" da justiça. os juristas alternativos podem desenvolver a tarefa da crítica jurídica. E nesse sentido pode falar-se de "alternatividade" acerca desses serviços legais quando aparecem ligados também à universidade. porém. tem sido designada freqüentemente como de "uso alternativo do direito". por exemplo "é obrigatório para os membros julgar sempre a favor dos oprimidos" ou "sempre a favor dos trabalhadores". está dentro de suas faculdades. precisamente pelos perigos que encerra a "re-semantização". quando tal atividade dos juízes pode ser vista como a efetividade de normas que determinado grupo deles dá a seus membros. organização cujos membros estão comprometidos . Não obstante. fruto de uma "má interpretação". Devemos chamar esse fenômeno "direito alternativo"? A primeira vista. A só geração da consciência das vantagens da organização constitui já uma alternativa ideológica que pouco agrada ao poder.que se supõe "neutra". Em segundo lugar. refletida em suas sentenças.outorgado outros significados a determinados níveis (tramos) do discurso do direito. E como tais sentenças são novo direito. tem-se tratado de uma autêntica "resemantização" do discurso do direito.a julgar sempre. E essa é a tarefa da ciência . A só existência desta ideologia mostra que tais organizações são não-desejadas pelo poder.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful