UNIVERSIDADE TIRADENTES

DIREITO

ABDIAS DE OLIVEIRA CARVALHO ALEXANDRE HADMAN GUSTAVO FRANÇA DE SÁ CALASANS LUIZ CARLOS SILVA LIMA MARCOS SOUZA ALVES

ANÁLISE ESTATICA CRIMINAL

NIVEL DE CRIMINALIDADE EM SERGIPE: JANEIRO A JUNHO DE 2008; JANEIRO A JUNHO DE 2009 E JANEIRO A JUNHO DE 2010

Aracaju

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Dezembro de 2010

ABDIAS DE OLIVEIRA CARVALHO ALEXANDRE HADMAN GUSTAVO FRANÇA DE SÁ CALASANS LUIZ CARLOS SILVA LIMA MARCOS SOUZA ALVES

NIVEL DE CRIMINALIDADE EM SERGIPE: JANEIRO A JUNHO DE 2008; JANEIRO A JUNHO DE 2009 E JANEIRO A JUNHO DE 2010
Análise Estética Criminal apresentada como requisito parcial de avaliação da disciplina Criminologia Forense, ministrada pela Prof. M. Sc. Araci Bispo do Nascimento, no 2º semestre de 2010

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Aracaju Dezembro de 2010

SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO......................................................................................................................4 2.INSTITUIÇÕES DE CONTROLE SOCIAL DO ESTADO DE SERGIPE...........................6

2.1 Segurança Pública..............................................................................................................6 2.1.1 Polícia Federal..........................................................................................................8 2.1.2 Polícia Rodoviária Federal.......................................................................................9 2.1.3 Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar.........................................................9 2.1.3.1 Pelotão de Polícia Ambiental.........................................................................10 2.1.4 Polícia Civil...........................................................................................................11 2.1.5 Guarda Municipal de Aracaju (GMA)..................................................................11 3 PODER DE JUDICIAÇÃO...................................................................................................13 3.1 Tribunal de Justiça de Sergipe.........................................................................................13 3.2 Justiça Comum.................................................................................................................14 3.3 Juizados Criminais...........................................................................................................15 3.4 Justiça Restauradora.........................................................................................................15 3.5 Justiça da Infância e Adolescência..................................................................................16 4 RELATÓRIO.........................................................................................................................17 5. CONCEITO E FORMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA................................................19 5.1 O que é Violência..............................................................................................................19 5.1.1 Violência Doméstica................................................................................................20

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5.1.2 Violência Contra a mulher.......................................................................................20 5.2 Legislação........................................................................................................................22 5.3 Inovações da Lei Maria da Penha......................................................................................22 5.3.1 Direito Penal.............................................................................................................23 5.3.2 Direito Processual Penal..........................................................................................24 5.4 Teorias da lei para a criminologia...............................................................................25 6 LEITURA DA ESTATÍSTICA DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICADE 2008 A 2010............26 6.1 Campos de Pesquisa ..................................................................................................31 6.2 BOs Consultados na DAGV dos seguintes anos.......................................................32

7. CONCLUSÃO......................................................................................................................47 REFERÊNCIAS...................................................................................................................48

alguém que está abertamente se desviando das convenções. Daí se ver que hodiernamente. ed. esta análise conta com o auxílio de teóricos das ciências humanas e jurídicas. violentada ou assassinada pelo companheiro. 179). a multidão. tornar-se difícil abrir um jornal ou assistir aos veículos de comunicação e midiáticos sem ver uma mulher que foi espancada. tanto dentro quanto fora dos estádios de futebol a partir de pequenos delitos e desvios de condutas que levem desde as vias de fato às práticas de homicídios. 2009 p. ou alguns grupos que se mantêm em um conflito ou desafiando a lei. Para tanto. destarte. a desigualdade. Jonathan H. tem o escopo de analisar como é gerada a violência internamente e externamente nas torcidas organizadas sergipanas. Turner:1 A organização dos homens não é como uma colméia bem-ordenada. a base familiar. 2009. portanto. Sociologia: conceitos e aplicações. Assim. algum grupo que está indignado e protestando. a intolerância e outras forças separatistas geram desordem. a injustiça. . a discriminação. INTRODUÇÃO Este Projeto de Pesquisa cujo tema “Ação da Polícia Militar do Estado de Sergipe versus a Violência das Torcidas Organizadas e sua Responsabilização Penal no Ordenamento Jurídico Brasileiro”. estimulam o desvio e conduzem as pessoas à revolta que são inevitáveis em uma sociedade grande e urbana (TURNER. 1 TURNER. São Paulo: Makron Books.7 1. 3. não se pode esperar que atitudes desviantes organizadas transformem as vidas de mulheres de bem mais caóticas e desordenadas gerando o medo na sociedade sem atacar repressivamente àqueles que desrespeitam as convenções por encontrarem abrigo no desvio e amparo dos não comprometidos com a civilidade para a prática dos bons costumes esvaziando. a fim de fundamentar a temática. A superpopulação. por considerar as suas teorias como oportunas na compreensão antropofilosocial da sociedade pós-moderna que no entender de Jonathan H.

8 Pois. sociais e culturais e a existência de laços afetivos entre vítima e agressor (MALHEIROS. punir e erradicar a violência contra as mulheres é uma decisão política prioritária do Governo do Estado de Sergipe. prevenir. INSTITUIÇÕES DE CONTROLE SOCIAL DO ESTADO DE SERGIPE . 6). complexo. organismo este responsável pela articulação da rede de serviços. É grave porque atinge um grande número de mulheres de todas as camadas sociais. vinculada à Secretaria de Estado da Inclusão Assistência e do Desenvolvimento Social. impõem esforços de conscientização de toda a sociedade e a responsabilização do estado. traduzidas nas diferentes formas de discriminação é explicítas ou implícitas. 2009 p. Nesse diapasão expressa Neusa Malheiros: A violência contra as mulheres é um grave e complexo problema em nossa sociedade. Neste contexto. explicitada através da criação da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres – CPPM. projetos e programas voltados para a construção da igualdade entre homens e mulheres nas diferentes áreas e instâncias do Governo. por envolver fortes condicionantes ideológicos. políticos. as adversidades vividas pelas mulheres. 2. a despeito dos avanços conquistados pelas mulheres de seus direito.

• polícias militares: sua atribuição é de polícia ostensiva. • polícia ferroviária federal: órgão permanente. direito e responsabilidade de todos. dever do Estado. através dos seguintes órgãos: • polícia rodoviária federal: é órgão permanente. direito e responsabilidade de todos. das funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais. exceto das infrações militares. com exclusividade. sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência. aeroportuária e de fronteiras. A segurança pública. sem contudo reprimir-se abusiva e inconstitucionalmente a livre manifestação de pensamento. ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais. organizado e mantido pela União estruturado em carreira. serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas. . Destina-se a: apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens. prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. • polícias civis: deverão ser dirigidas por delegados de polícia de carreira. ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais.9 2. ressalvada a competência da União. são incumbidas. Art. na forma da lei. organizado e mantido pela União e estruturado em carreira. para preservação da ordem pública. exercer. as funções de polícia judiciária da União. exercer as funções de polícia marítima. por meio dos seguintes órgãos: • polícia federal: deve ser instituída por lei como órgão permanente. na forma da lei. dever do Estado. é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. destina-se. assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme.1 Segurança Pública A Constituição Federal preceitua que a segurança pública. 144. organizado e mantido pela União estruturado em carreira. o contrabando e o descaminho. destina-se. segundo se dispuser em lei.

por meio do exercício de suas competências legislativas. 2. assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme.10 • corpos de bombeiros militares: além das atribuições definidas em lei. A multiplicidade dos órgãos de defesa da segurança pública. O art. O art. e sua função consiste no conjunto de intervenções da administração. É usual a classificação da polícia em dois grandes ramos: polícia administrativa e polícia judiciária.apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens. da Constituição Federal localiza as polícias militares e os corpos de bombeiros militares como forças auxiliares e reserva do Exército. instituída por lei como órgão permanente. conducentes a impor à livre ação dos particulares a disciplina exigida pela vida em sociedade. subordinando-os. a Constituição Federal concedeu aos Municípios a faculdade. do Distrito Federal e dos Territórios. organizado e mantido pela União e estruturado em carreira. serviços e instalações. conforme dispuser a lei. sem. §6º. de constituição de guardas municipais destinadas à proteção de seus bens. contudo. determina que a lei ordinária disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública. reconhecer-lhes a possibilidade de exercício de polícia ostensiva ou judiciária. destina-se a:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. . A polícia administrativa é também chamada de polícia preventiva. Por fim. são incumbidos da execução de atividades de defesa civil. juntamente com as polícias civis. 144. pela nova Constituição. 144. teve dupla finalidade: o atendimento aos reclamos sociais e a redução da possibilidade de intervenção das Forças Armadas na segurança interna. aos governadores do Estados.1 Polícia Federal Art. de 1998) I . 144 § 1º A polícia federal. serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas. §7º.1. segundo se dispuser em lei. de maneira a garantir a eficiência de suas atividades.

de 1998) IV . na forma da lei. o contrabando e o descaminho. ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais. organizado e mantido pela União e estruturado em carreira. sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência. as funções de polícia judiciária da União. Superintendente: DPF JOSE GRIVALDO DE ANDRADE Endereço: Avenida Augusto Franco 2260.1.Aracaju-SE Fone: (79) 3234-8500 / 8582 Fax: (79) 3234-8545 2. aeroportuária e de fronteiras.11 II .prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. destina-se. Bairro Siqueira Campos CEP: 49075-100 . órgão permanente.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. de 1998) Superintendente: Nelson Felipe da Silva Filho .exercer. 144 § 2º A polícia rodoviária federal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.exercer as funções de polícia marítima.2 Polícia Rodoviária Federal Art. III . com exclusividade.

Santos Dumont Aracaju . aos Governadores dos Estados. 336 .Fax: (0XX79) 32119137 . Comandante-Geral PM/SE CEL.br . forças auxiliares e reserva do Exército.Tel: (0XX79) 3226-7100 . 49087-420 2.CEP: 49010-170 . incumbe a execução de atividades de defesa civil.Aracaju/SE . do Distrito Federal e dos Territórios.1.As polícias militares e corpos de bombeiros militares. Maranhão. § 6º .se.3 Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar Art.12 Av.E-mail: pm5@pm. 1890 . José Carlos Pedroso Assumpção Rua Itabaiana. subordinam-se.Centro . juntamente com as polícias civis.SE.às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública.gov. aos corpos de bombeiros militares. além das atribuições definidas em lei. 144 § 5º .

com o aval do também então governador Albano Pimentel do Prado Franco.br . A fim de assegurar a preservação ambiental. tais como desmates de manguezais.1 Pelotão de Polícia Ambiental O Pelotão de Polícia Ambiental foi criado em 23 de março de 1996. caça e pesca ilegais em especial as espécies nativas e/ou ameaçadas de extinção. O Pelotão de Polícia Ambiental objetiva a proteção e preservação do meio ambiente e recursos naturais existentes no Estado de Sergipe. José Araújo Filho. Bairro Atalaia. coibindo de maneira repressiva e inibidora. Santos Dumont. sobre a necessidade de preservação dos ecossistemas do nosso Estado.1. poluição ambiental. o PPAmb atua na fiscalização das áreas preservadas. A criação do PPAmb suscitou de uma idéia conjunta entre os então secretário de Estado do Meio Ambiente. Praça dos Arcos da Praia de Atalaia. fundamentado na Lei nº 3. O Pelotão de Polícia Ambiental se presta também como um veículo conscientizador da população.696 de 15 de março de 1996. apoiando e auxiliando os órgãos ambientais competentes como Ibama. entre outras situações.3. combinada com a Lei nº 3.com. as ações delituosas e depredadoras do meio ambiente. Endereço: Av.13 2. s/nº. e comandante geral da Polícia Militar de Sergipe.511 de 17 de agosto de 1994. coronel PM Pedro Paulo da Silva. para a melhoria da qualidade de vida. Adema e organizações não-governamentais. Aracaju/SE Telefone: (79) 3243-2102 E-Mail: ppamb@ig.

as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais. João Batista Santos Júnior Pç.14 Comandante-Geral CBM/SE CEL.1. 20 .Centro . serviços e instalações. 762 . exceto as militares.CEP: 49010-450 .Bairro São José .1.às polícias civis.Fone: 79 3179-3608 / fax: 79 31793606. Superintendente: DEL. 144 § 4º . 144 § 8º . incumbem. dirigidas por delegados de polícia de carreira. Tobias Barreto.Aracaju/SE . .Fone/Fax: (79) 3216-5400 Aracaju/SE 2.5 Guarda Municipal de Aracaju (GMA) Art. Nailson Melo Santos Rua Siriri.CEP:49015-130 . conforme dispuser a lei. ressalvada a competência da União.Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens. 2.4 Polícia Civil Art.

os órgãos judiciários brasileiros exercem dois papéis. Gov. Pq. do ponto de vista histórico. O segundo papel é o controle de constitucionalidade. com a aplicação de normas gerais e abstratas. é a função jurisdicional. Paulo Barreto de Menezes. 20 – Bairro São José. a ordem jurídica . da Sementeira Aracaju/SE – CEP: 49028-160 Secretário de Estado da Segurança Pública: João Eloy de Menezes Praça Tobias Barreto. Aracaju/SE – CEP: 40015-130 Fone/Fax: (79) 3216-5400 3. através de um processo judicial.15 Comandante GMA Major/PM Edênisson Paixão Av. Tendo em vista que as normas jurídicas só são válidas se conformarem à Constituição Federal. PODER DE JUDICIAÇÃO Em geral. O primeiro. Trata-se da obrigação e da prerrogativa de compor os conflitos de interesses em cada caso concreto. também chamada jurisdição.

Fone : (79) 3226-3100 3. A Constituição Federal adota. perante o Supremo Tribunal Federal. Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe CNPJ 13. dois sistemas: 1º) difuso . com sede na Capital Aracaju e Jurisdição em todo o território do Estado. Câmara Cível e Câmara Criminal. 3. os ocupantes de certos cargos públicos detêm a prerrogativa de arguir a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo.166. há outros agentes públicos legitimados à arguição de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal. Analogamente. CEP:49010-080 Aracaju-SE . ocupantes de quatro Órgãos Julgadores distintos: Tribunal Pleno. Conselho da Magistratura. por meio de ação direta de inconstitucionalidade. é o Órgão máximo do Poder Judiciário e compõe-se de treze (13) Desembargadores nomeados na forma da Constituição e das Leis. 2º) concentrado . federal ou estadual.Centro.1 Tribunal de Justiça de Sergipe O Tribunal de Justiça.970/0001-03 Palácio da Justiça Tobias Barreto de Menezes. em face de dispositivos da Constituição Estadual. a decisão favorável ataca a lei ou ato normativo em tese. 112 .16 brasileira estabeleceu um método para evitar que atos legislativos e administrativos contrariem regras ou princípios constitucionais. Nesse caso.2 Justiça Comum .em alguns casos. Praça Fausto Cardoso. perante o respectivo Tribunal de Justiça. para o controle da constitucionalidade.todos os órgãos do Poder Judiciário podem exercê-lo e suas decisões a esse respeito são válidas apenas para o caso concreto que apreciam.

. Constitui erro. de 26 de setembro de 1995.° 9. conquanto pertencente à União.17 Integram a Justiça comum. 44. Excluída a competência das Justiças especiais.3 Juizados Criminais O Juizado Especial Criminal. sendo que sua efetiva implantação só veio a ocorrer após a aprovação da Lei Federal n.099. o julgamento e a execução das infrações penais consideradas de menor potencial ofensivo. foi prevista pelo inciso I do artigo 98 da Constituição brasileira de 1988. é um órgão da estrutura do Poder Judiciário brasileiro destinado a promover a conciliação. em tudo coincidente com a das Justiças Estaduais. a Justiça Federal. também conhecido por JECrim. cometido às vezes até pela lei ou pelos tribunais mais qualificados. 14. 18 etc. a separação das causas pertinentes à Justiça Federal e às locais atende a razões relacionadas com o regime federativo brasileiro (Constituição Federal – CF/88: arts. para não permitir que os juizes das unidades federadas possam decidir sobre direitos e interesses da própria Federação que as congrega.como se esta fosse uma Justiça especial. as Justiças dos Estados e a do Distrito Federal e Territórios. em princípio competente para causas versando sobre relações jurídico-substanciais de direito comum. em seu âmbito territorial próprio. A Justiça do Distrito Federal e Territórios. em oposição à Justiça Federal . Sua criação.): a mais ampla das regras sobre a competência da Justiça Federal é a que lhe atribui as causas em que figure como parte a União. 3. é justiça comum e tem competência. ao lado do Juizado Especial Cível. suas autarquias ou empresas públicas. a indicação somente das Justiças Estaduais como justiça comum.

outras pessoas ou membros da comunidade afetados pelo crime. buscando sempre promover a conciliação ou a transação penal. no entanto. esportes. diversões e espetáculos públicos que respeitem sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento. Neste sentido. No âmbito da Justiça Federal. 149 e 194 deste mesmo diploma legal são realizadas diligências no intuito de proteger e fazer garantir os direitos de crianças e adolescentes à informação.5 Justiça da Infância e Adolescência As principais atribuições estão referendadas no Capitulo II do Estatuto da Criança e do Adolescente que trata da Prevenção Especial. quando apropriado. da economia processual e da celeridade. e em acordo ao que ditam os arts. participam coletiva e ativamente na construção de soluções para a restauração dos traumas e perdas causados pelo crime. em que a vítima e o infrator. 3. os Juizados Especiais só vieram a ser instituídos com a Lei n. e. de 12 de julho de 2001. lazer.° 10. da simplicidade. como sujeitos centrais.259. 3.18 De acordo com o artigo 2° da referida Lei.4 Justiça Restauradora A Justiça Restaurativa baseia-se num procedimento de consenso. . o processo nos Juizados Especiais devem ser orientados pelos critérios da oralidade. cultura.

Araci Bispo ao eminente coronel. cujo objetivo foi mostrar o desempenho desse órgão para a comunidade acadêmica O motivo da palestra deveu-se a um convite formulado pela Prof. Sc. M. Campus Farolândia. Sr. a palestra proferida pelo Coronel da Polícia Militar do Estado de Sergipe. Foi tecida uma série de informações sobre a funcionalidade desse órgão. Salvador Braulino Sobrinho. funcionava como COPOM. RELATÓRIO No dia 3 de setembro de 2010. aconteceu na sala 18. . da Universidade Tiradentes.19 4. Diretor do CIOSP. que até o mês de fevereiro de 2009.

d) desagregação familiar. 5. principalmente. Mais profundamente. que quer dizer. força. um investimento na ordem de 8 milhões de reais distribuídos em capacitação e qualificação de recursos humanos e em tecnologia de ponta. e) comércio ilegal de drogas. em Aracaju.20 Destacou-se a violência urbana no Estado e. f) falta de ação conjunta dos órgãos governamentais O CIOSP está estruturado com uma equipe de 16 pessoas atendentes em quatro turnos diários. dentro dessa nova performance. b) desemprego. . Tais termos devem ser referidos a vis. c) ocupação desordenada da cidade. O verbo violare significa trotar com violência. CONCEITO E FORMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA Violência vem do latim violentia.1 O que é Violência O Oxford English Dicitonary define a violência como o "uso ilegítimo da força". transgredir. o recurso de um corpo para exercer a sua força e portanto a potência. tomando como base os seguintes aspectos: a) má distribuição de renda. como também na ampliação de viaturas. potência. 5. o valor. foi possível reduzir a chamada cifra negra. que significa violência. Com a utilização da linha telefônica 190. caráter violento ou bravio. força. profanar. vigor. a força vital. a palavra vis significa a força em ação.

pais. criança. adolescente ou adulto. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define violência como “a imposição de um grau significativo de dor e sofrimento evitáveis”. . mães e filhos. A violência doméstica pode ser praticada contra o gênero feminino e masculino. crianças e adultas são os principais alvos.21 A Violência implica na busca de eliminar os obtaculos que se opõem ao próprio exercício do poder mediante o controle da relação obtida através de sua força. a agressão cometida por uma pessoa contra outra. independentemente da faixa etária das pessoas que sofrem espancamentos. 5. nas relações entre as pessoas da família. Pode-se afirmar que. seja ela física.1. humilhações e ofensas nas relações descritas. geralmente por um membro da família que viva com a vítima. mesmo porque a dor é um conceito muito difícil de ser definido. Mas os especialistas afirmam que o conceito é muito mais amplo e ambíguo do que essa mera constatação de que a violência é a imposição de dor. É um tipo de violência que ocorre dentro de casa.1 Violência Doméstica Violência doméstica ou intrafamiliar é aquela praticada no lar ou na unidade doméstica. podendo ser esta homem ou mulher. as mulheres. entre homens e mulheres. psicológica ou patrimonial. entre jovens e idosos.

etnia.22 5. recusar-se a prestar socorro. a privação arbitrária da liberdade. dano ou sofrimento. lança objetos. incluídas as ameaças. fundamentou-se na definição da Convenção de Belém do Pará 1994. etc. aranhões. sexo oral. amarrar. assistir ou participar de relação sexual não desejada. físico. sexual ou psicológico a mulher. recusar-se a proteger em situações de perigo ou danos evitáveis. constrangimento. Segundo o conceito de violência contra a mulher dado pela Convenção de Belém do Pará. arrastar. e ocorre em todas as classes sociais. murros. citaremos a seguir alguns exemplos: o Violência Física: qualquer ação ou omissão que produza ou possa produzir dano à integridade física da mulher: tapas. entre outras situações. ameaça. 1º .Convenção Interamericana para Prevenir. Iclui-se em violência sexual. baseada no gênero. diminuição da auto-estima ou qualquer outro dano psicológico na mulher. obrigar a parceira fazer coisas que não deseja naquele momento. orientação sexual. “constitui qualquer ação ou conduta.” (Art. raça. entre outras variáveis. o Violência Psicológica: Toda ação ou omissão que cause ou vise causar dano emocional. empurrões.2 Violência Contra a mulher O Conceito de violência contra as mulheres. mesmo que a relação seja desejada. tanto no âmbito público como no privado. independentemente de sua idade.1. provocar queimaduras. as ameaças. provocar choques elétricos. chantagem. Incuise nesta classificação. tais como: sexo anal. corrupção e mesmo sedução. o Violência Sexual: toda e qualquer ação pela qual. adotado pela Política Nacional. puxões de cabelo. Punir e Erradicar a violência contra a Mulher 1994). chicotadas. a coerção. perseguição contumaz. obriga uma mulher a manter. pontapés. arrancar a roupa. insultos . mordeduras. que cause morte. As formas de violência praticadas contra a mulher são as mais variadas possíveis. por meio de força. segundo a qual a violência contra a mulher.

penas a que estavam sujeitos anteriormente os agressores.2 Legislação Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006. isolamento. o Violência Patrimonial: Pode ser entendida como qualquer ato destrutivo e/ou omissão que provoque destruição ou até mesmo a diminuição o que de fato venha afetar p bem-estar ou a sobrevivência da mulher.340. ridicularização. Exemplos mais comuns: furto. A lei acabou com o pagamento de cestas básicas ou multas. Além disso.3 Inovações da Lei Maria da Penha . a Lei Maria da Penha prevê que os agressores sejam presos em flagrante ou tenham decretada a prisão preventiva. 5. aumenta a pena máxima de um para três anos de detenção. roubo. A Lei 11. dano. críticas e comentários maldosos. apropriação indébita. etc. nos termos do § 8º do art. antes mesmo da entrada de sua vigência no ordenamento jurídico brasileiro. altera o Código de Processo Penal. a Lei 11. chantagem. e outras situações. humilhação. publicada no Diário oficial da União no dia 7 de agosto de 2006. da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir. preconceito.340/2006 provocou diversas discussões acerca de sua inovações A referida lei "Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Popularmente conhecida por Lei Maria da Penha.23 constantes. 226 da Constituição Federal. o Código Penal e a Lei de Execução Penal. dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher. e dá outras providências". negligência. recusa de pagamento de pensões e outras ajudas de manutenção do lar. 5.

a Lei Maria da Penha procurou definir e tipificar de forma mais abrangente o que é violência doméstica. além dos agentes de relação domestica e de sua coabitação ou hospitalidade. inclusive. Outra inovação da lei Maria da penha no âmbito penal é que sempre agrava a pena os casos de abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações doméstica. daí. ai dizendo que violência doméstica será quando a lesão for feita contra a mulher. Estabelece as formas de violência doméstica contra a mulher como física. . Com a chegada da Lei Maria da Penha. moral. irmã. A redação do art. em regra geral são considerados crimes de menor potencial ofensivo. patrimonial. cônjuge ou companheira do agressor.1 Direito Penal No direito penal.24 Grande parte dos atos de violência praticadas contra a mulher. sexual. Dentre outras inovações que trataremos a seguir. 129 do cp foi modificado com essa lei. vale à pena destacar a possibilidade da prisão em flagrante delito e a aplicação imediata de medidas protetivas. A pena será aumentada em 1/3 se essas pessoas que foram agredidas forem portadoras de deficiência. psicológica. independentemente de sua orientação sexual. em se tratando de violência doméstica contra a mulher. não permitia a prisão em flagrante delito. antes de advir a Lei 11. em normamelte a aplicação da pena se resumia em cumprimento de transação penal. habitação ou de hospitalidade ou com violência contra a mulher na forma da lei específica. daí. não esquecendo que companheira engloba pessoa que convive ou tenha convivido.340/2006. eram todos tratados com base na lei dos Juizados Especiais. mudanças significativas foram trazidas para o direito penal e processual penal em relação aos crimes cometidos contra a mulher. como regra. trouxe penas mais severas. 5.3. inclusive com o afastamento do agressor do lar familiar. decendente.

Antes da vigência da Lei 11. condenado a cumprir a pena aplicada pelo Estado.099/1995. e distribuindo a denúncia para u juízo comum.25 Com essa lei foi criada os juizados especiais de violência doméstica e familiar contra a mulher com competência civil e criminal para abranger os gestores de família decorrentes de violência. os agressores ficaram encurralados. Fazendo inquérito policial para todos os crimes praticados contra a mulher.340/2006. . porém. por desacreditar no Estado.1. e assim. pois a jurisprudência brasileira está tomando novos rumos. a inovação mais marcante foi o fato de que qualquer crime. ainda existe um grande entrave na vida das mulheres vítimas da violência doméstica. em regra. 5. os quais a queixa-crime e a representação são condições de procedibilidade. muito menos o Ministério Público poderá adotar medidas para que o agressor seja processado e por fim. A condição de procedibilidade tratada no parágrafo anterior pode estar com seus dias contados. pois os agressores eram beneficiados com a transação penal. não poderão ser tratados pela lei dos juizados especiais. acabava por aceitar uma vida desumana e fingir que estava tudo muito bem. é a situação dos crimes de ação privada e ação pública condicionada. continuavam a viver debaixo do mesmo teto. nem a polícia.2 Direito Processual Penal Em relação ao direito processual penal. no item 6. o que sem o desejo da vítima. conforme procurou estabelecer a Lei 9. a violência contra a mulher era cada vez mais freqüente. mas isso será tratado com mais detalhes adiante. No código penal art. de acordo com a lei. inclusive aqueles tidos como de menor potencial ofensivo. A mulher poderá requerer ao juiz em 48h que seja concebida diversas medidas protetivas de urgência.3. 313 foi incerido o inciso IV que permite ao juiz decretar a prisão preventiva nos crimes dolosos que envolvam violência doméstica e familiar contra a mulher se houver risco a integridade física e psicológica da mulher para que possam ser garantidos as medidas protetivas de urgência. e até mesmo praticava agressões cada vez mais graves e a vítima.

152 da LEP acrescentando o seu parágrafo único onde permite ao juiz determinar o comparecimento obrigatório do agressor à programas de recuperação e reeducação. . contendo importantes inovações como a retirada do agressor do ambiente familiar para que se preserve a vida da vítima e do resto da família fato que a lei anterior tratava de forma vaga e sem maiores especificações.4 Teorias da lei para a criminologia Visão Penalista: A Lei Maria da Penha foi uma inovação mais que necessárias para punir de forma exemplar as agressões contra mulheres. Além das determinações como. Visão sociologicista: A mulher sempre foi tratada pela sociedade como um ser frágil destinada a cuidar apenas da casa dos filhos e do marido sendo considerada por muitos como indivíduos de segunda categoria. A proibição da aproximação do agressor com a vítima foi um grande avanço no qual a uma ordem judicial que delimita o perímetro de afastamento entre agressor e vítima. sem opinião ou vontade própria sendo obrigada a respeitar e acatar tudo que seus maridos fizessem até mesmo agüentar em silêncio agressões e humilhações que por ventura viessem a sofrer. ficou proibida nesse crime as penas precuniarias. a mulher será notificada de todos os atos processuais inclusive quando o agressor ingresso sai da prisão. a mulher é a única competente para renunciar a denuncia perante o juiz. Outra importante inovação que surgiu com a criação da lei Maria da Penha foi à criação da delegacia da mulher com o apoio de psicólogas cirando uma grande rede de amparo as mulheres antes desamparadas. 5.26 A lei Maria da Penha também modifica o art. as mulheres deverão estar acompanhadas com o advogado em todos os atos processuais.

só que não vivemos mais no mundo das cavernas e hoje em dia a força não é mais usado como maneira de se ter respeito ou imposição de uma vontade. pois não existia uma lei anterior que conseguisse punir os agressores de modo satisfatório. A inserção da mulher no mercado de trabalho pode ser considerada o ponto chave nesta revolução. Essa memória genética pode ser uma explicação para as agressões. pois a mulher evoluiu em vários aspectos. sendo o mais importante. pois produz um hormônio chamado testosterona responsável por este comportamento. pois agora elas estavam economicamente livres da opressão masculina muitas vezes até sendo mais bem remuneradas que seus parceiros ocupando a posição de provedora da família e por tanto não admitindo mais serem tratadas de maneira desumana. A Lei Maria da Penha veio com o intuito de proteger as mulheres contra agressões sofridas por seus companheiros. Os homens são naturalmente mais agressivos que as mulheres. Visão Biologicista: A mulher no ponto de vista biológico é e sempre foi um ser mais fraco que os homens sendo próprios de sua constituição física menos músculos e uma altura menor o que propiciou ao longo da historia humana uma clara submissão aos machos. pois seu papel desde as sociedades primaria era o da caça e da proteção da família enquanto as mulheres exerciam funções secundarias como educar os filhos e cozinhar. Os machos se desenvolverão desta forma. . mas só nos últimos anos começou a ser divulgada de maneira mais séria pelos meios de comunicação e tratada com mais seriedade pelos legisladores e operadores do direito em geral. as mulheres por sua vez produzem progesterona que não produz nenhum comportamento agressivo tornando-a um ser biologicamente mais pacífico.27 A agressão as mulheres sempre existiu. ir trabalhar fora de casa passando a ter seu próprio dinheiro e deixando de depender economicamente e até mesmo emocionalmente de seus companheiros.

De Janeiro a Junho de 2008 tivemos um acréscimo de 18% nos crimes de Violência Domestica . LEITURA DA ESTATÍSTICA DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA DE 2008 A 2010 Mês Total Janeiro 115 Violência Domestica 2008 Fevereiro Março Abril Maio 114 150 138 132 Junho 136 Violência Doméstica em 2008 160 140 120 100 80 60 40 20 0 Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Com os dados fornecidos pela DAGV podemos identificar as seguintes informações: • • • • • • De Janeiro a Fevereiro de 2008 tivemos uma diminuição de 0.28 6. De Fevereiro a Março de 2008 tivemos um acréscimo de 31% nos crimes de Violência Domestica De Março a Abril de 2008 tivemos uma diminuição de 8% nos crimes de Violência Domestica. De Maio a Junho de 2008 tivemos um acréscimo de 3% nos crimes de Violência Domestica.35% nos crimes de Violência Domestica.86% nos crimes de Violência Domestica. De Abril a Maio de 2008 tivemos uma diminuição de 4.

De Fevereiro a Março de 2009 tivemos um acréscimo de 39% nos crimes de Violência Domestica. .29 Mês Total Janeiro 170 Violência Domestica 2009 Fevereiro Março Abril Maio 164 229 204 169 Violência Doméstica em 2009 Junho 206 250 200 150 100 50 0 Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Com os dados fornecidos pela DAGV podemos identificar as seguintes informações: • • • • • De Janeiro a Fevereiro de 2009 tivemos uma diminuição de 3.5% nos crimes de Violência Domestica. De Maio a Junho de 2009 tivemos um acréscimo de 3% nos crimes de Violência Domestica. De Abril a Maio de 2009 tivemos uma diminuição de 17% nos crimes de Violência Domestica. De Março a Abril de 2009 tivemos uma diminuição de 11% nos crimes de Violência Domestica.

30 • De Janeiro a Junho de 2009 tivemos um acréscimo de 20% nos crimes de Violência Domestica Mês Total Janeiro 211 Violência Domestica 2010 Fevereiro Março Abril Maio 212 231 210 234 Junho 179 Violência Doméstica em 2010 250 200 150 100 50 0 Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho .

De Janeiro a Junho de 2010 tivemos uma diminuição de 14% nos crimes de Violência Domestica 2008 2009 2010 Violência Doméstica de 2008 a 2010 Janeiro Fevereiro Março Abril Maio 115 114 150 138 132 170 164 229 204 169 211 212 231 210 234 Junho 136 206 179 . De Fevereiro a Março de 2010 tivemos um acréscimo de 8% nos crimes de Violência Domestica. De Maio a Junho de 2010 tivemos uma diminuição de 23% nos crimes de Violência Domestica.47% nos crimes de Violência Domestica. De Abril a Maio de 2010 tivemos um acréscimo de 11% nos crimes de Violência Domestica.31 Com os dados fornecidos pela DAGV podemos identificar as seguintes informações: • • • • • • De Janeiro a Fevereiro de 2010 tivemos um acréscimo de 0. De Março a Abril de 2010 tivemos uma diminuição de 9% nos crimes de Violência Domestica.

2009 e 2010 tiveram um aumento progressivo de 77% nos crimes de Violência Domestica. Em Junho de 2008.32 Violência Doméstica de 2008 à 2010 250 200 150 100 50 0 2008 2009 2010 Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Com os dados fornecidos pela DAGV podemos identificar as seguintes informações: • • • • • • Em Janeiro de 2008. Em Abril de 2008. 2009 e 2010 tiveram um aumento progressivo de 84% nos crimes de Violência Domestica. 2009 e 2010 tiveram um aumento progressivo de 31% nos crimes de Violência Domestica. 2009 e 2010 tiveram um aumento progressivo de 52% nos crimes de Violência Domestica. Em Fevereiro de 2008. Em Março de 2008. 2009 e 2010 tiveram um aumento progressivo de 54% nos crimes de Violência Domestica. 2009 e 2010 tiveram um aumento progressivo de 83% nos crimes de Violência Domestica. Em Maio de 2008. .

Em 2008 a 2010 tiveram um aumento progressivo de 63% nos crimes de Violência Domestica. . Em 2009 a 2010 tiveram um aumento progressivo de 12% nos crimes de Violência Domestica.33 Violência Doméstica de 2008 à 2010 em em em Ano Total geral 2008 785 2009 1142 2010 1277 Violência Doméstica de 2008 à 2010 1400 1200 1000 800 600 400 200 0 em 2008 em 2009 em 2010 Com os dados fornecidos pela DAGV podemos identificar as seguintes informações: • • • Em 2008 a 2009 tiveram um aumento progressivo de 45% nos crimes de Violência Domestica.

de 30% a 60% das mulheres sofreram agressões. As mulheres vítimas de violência doméstica na América Latina se submetem aos maus-tratos porque não dispõem de condições financeiras para sobreviver sem a ajuda dos companheiros. companheiros e namorados. divulgado hoje (16). Uma em cada quatro brasileiras sofre com a violência doméstica.1 Campos de Pesquisa A elevada incidência de violência doméstica seguida das suas respectivas conseqüências. não se separam porque não têm como se sustentar. O estudo. principalmente após a promulgação da Lei Maria da Penha. as mulheres pobres que vivem em comunidades carentes. mostra que. Ao fazer o levantamento estatístico dos BO’S arquivados na delegacia de proteção a mulher (SEPM) e Departamento de atendimento a grupos vulneráveis (DAGV). A pesquisa informa que. principalmente. intitulado Um Lugar no Mundo. houve lesões graves. apresentadas neste trabalho. 70% das vítimas de violência foram agredidas dentro de casa e. serão espelhados. as mulheres que sofrem com a violência doméstica não estão desamparadas. 70% sofreram agressões domésticas. na Suíça. os índices de violência doméstica são elevados. A maior parte das vítimas não exerce atividades profissionais fora de casa.34 6. apesar das agressões que sofrem. na região. Na Argentina e na Colômbia. na América Latina. As denúncias de violência contra a mulher são cada vez mais frequentes no Brasil. A conclusão é de um estudo da organização não governamental (ONG) Centro pelo Direito à Moradia contra Despejos (Cohre). uma mulher é atacada no Brasil. em 40% dos casos. A ONG informa ainda que esses problemas afetam. Das mulheres assassinadas no país. 25% das mulheres se declararam como donas de casa. Algumas delas afirmaram que não têm outras atividades profissionais por desejo dos maridos. A coragem que muitas delas tem de encarar o problema de frente e denunciar seu agressor vem ocasionando a mobilização de toda a sociedade civil em torno do tema. 24% das entrevistadas disseram que. No Brasil. No Brasil. Em Aracaju. 27% das entrevistadas disseram que se dedicam ao lar. maridos e namorados. através dos anexos estatísticos que segue denotando em parte o problema da violência de gênero. A cada 15 segundos. No Brasil. A ONG tem sede em Genebra. o nosso objetivo é construir um mapeamento da violência contra a mulher denunciada na cidade de .

Antes de chegar ao abrigo. também mantida pela Prefeitura de Aracaju. 6. Além disso. uma equipe de assistentes sociais e psicólogos está sempre preparada para acolher as vítimas. tem como objetivo. Foi reforçado pela Agente de Policia Civil. localizado no bairro Santo Antônio. A pesquisa que consistiu em um levantamento estatístico. através do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) forneceu alguns dados sobre ocorrências registradas no período de 01 de janeiro de 2010 a 30 de junho de 2010. acolher as vítimas de violência doméstica. que registraram queixas. Já a rede especial.Há cerca de sete anos. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). frisa a agente. a maioria dessas mulheres passa pelo Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas) São João de Deus. que atua na prevenção e promove campanhas socioeducativas. Com toda a estrutura necessária para oferecer o devido apoio psicossocial de que elas necessitam a Casa Abrigo Núbia Marques funciona como um local de proteção para essas mulheres que se encontram em uma situação vulnerável. a Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) mantém uma casa de atendimento especializado às vítimas de violência doméstica. e que existem muitas falhas no procedimento de registro de ocorrências. que registram queixas.35 Aracaju e grande Aracaju.2 BO’s Consultados na DAGV dos seguintes anos. Essa pesquisa consiste no levantamento estatístico que descrevera o perfil das mulheres em situação de violência. que descreve o perfil das mulheres em situação de violência. Ano BOs Registrados 2009 2010 Arquivados 1142 685 1419 820 (5%) 57 BOs 71 BOs BOs Amostra . da importância desses dados no combate aos crimes de violência domestica. Para preservar a segurança delas e de seus filhos. o endereço do abrigo é mantido sob absoluto sigilo. Os serviços ofertados são desenvolvidos por meio da Rede de Proteção Social Básica (PSB) do município. dando apoio psicossocial e fazendo encaminhamentos e visitas domiciliares. a agente de polícia civil nos falou um pouco sobre os serviços prestados pelo poder público em Aracaju. Contudo. que os dados ainda são muito incompletos. Na instituição.

a maior incidência das denuncias está direcionada sobre a faixa etária dos 30 aos 34 anos com . Observamos em destaque o registro de ocorrência ainda que baixo contra adolescentes até 17 anos. essa alteração é possível estar relacionado principalmente aos modos de registros dos procedimentos ou comportamento empregados. Cor declarada. respectivamente. Bairro de residência. variam a depender da orientação do titular da delegacia. Observamos que em toda fase de coleta dos dados estatísticos citados e a serem citados encontramos como maior obstáculo a insuficiência. que. imprecisão dos registros dos Boletins de ocorrência. seguido da faixa etária de 25 a 29 anos. . etc. local de ocorrência e natureza do crime. Estado Civil. Ocupação. então entende-se que nessa faixa etária intermediaria são os que freqüentemente são vítimas e denunciam crimes de gênero com 40.36 Considerando as informações registradas nos BO’s consultados apresentamos as variáveis visando construir o perfil sócio-econômico da vítima denunciante de violência no período de janeiro a Junho de 2009 e 2010 respectivamente caracterizando estes crimes/delitos e o contexto em que se procederam.. Em função da idade. inclusive no que diz respeito ao agressor eram omitidas ou insuficientes ainda consideramos uma sempre sucinta ou dados incompletos sobre contexto social que envolve o crime e o delito registro de queixas anteriores. em relação ao ano de 2009. citados com relação à ocorrência de violências contra a mulher na DEPM de Aracaju está focado na capital do Estado. Uma amostra sobre a denunciante de violência: Um perfil sócio econômico no período de janeiro a junho dos anos de 2009e 2010. Os dados. como mostra o gráfico. Observamos um acréscimo de ocorrências no ano de 2010.2% das ocorrências. representando um percentual de aproximadamente 1% dos casos denunciados. Escolaridade. Destacamos que muitos deles se tratando de informações importantes sobre a denunciante tais como: idade.

37 F AET AIX ÁRIAD VÍTIMA A 0 A 11 12 A 17 18 A 24 25 A 29 30 A 34 35 A 64 MAIS DE 65 NÃO INFORMADO Faixa Etária (vítima)– período: 01/01/2009 a 30/06/2009 Unidade de polícia DEPM/AJU Polícia Civil On-line Idade 0 a 11 anos 12 a 17 anos 18 a 24 anos 25 a 29 anos 30 a 34 anos 35 a 64 anos Mais de 65 anos Não informado Total Nº de ocorrências 7 7 183 219 241 480 1 8 1142 F AET AIX ÁRIAD VÍTIMA A 0 A 11 12 A 17 18 A 24 25 A 29 30 A 34 35 A 64 MAIS DE 65 NÃO INFORMADO .

38 Faixa Etária (vítima)– período: 01/01/2010 a 30/06/2010 Unidade de polícia DEPM/AJU Polícia Civil On-line Idade Nº de ocorrências 0 a 11 anos 10 12 a 17 anos 12 18 a 24 anos 235 25 a 29 anos 271 30 a 34 anos 321 35 a 64 anos 600 Mais de 65 anos 3 Não informado 14 Total 1419 Com os dados apresentados podemos identificar que os crimes de violência domestica ocorrem com mais frequência no período noturno. esse tipo de crime é cometido dentro do âmbito residência. . Também essa maior freqüência de ocorrências neste horário pode também esta relacionado com o uso de álcool e de drogas por parte do agressor. mais frequentemente no período das 18 horas. visto ser de costume da população o uso destas substancia mais no período noturno. isso porque como veremos na tabela do ambienta de ocorrência do fato. e como é no período noturno que as famílias se reúnem. fica claro esse níveo de mais de 60 % ocorrem a noite. Essa observação se faz premente em ambos os anos.

39 H ORAD F T 2009 O AO 308 348 07:00 a12:00 12:00 a17:00 17:00 a22:00 22:00 a07:00 356 276 Hora do Fato – período: 01/01/2009 a 30/06/2009 Unidade de polícia DEPM/AJU -Polícia Civil On-line Hora 05:00 a 07:00 07:00 a 09:00 09:00 a 10:00 10:00 a 12:00 12:00 a 14:00 14:00 a 16:00 16:00 a 18:00 18:00 a 20:00 20:00 a 21:00 21:00 a 23:00 23:00 a 01:00 01:00 a 03:00 03:00 a 05:00 total Nº de ocorrências 41 85 112 110 92 94 86 164 97 96 97 35 33 1142 HORA DO FATO DA VIOLENCIA EM 2010 .

pode-se verificar alguns casos que temos os homens come pólo ativa na demanda. mais com a doutrina e a jurisprudência.40 Manhã Tarde Noite Hora do Fato – período: 01/01/2010 a 30/06/2010 Unidade de polícia DEPM/AJU Polícia Civil On-line Hora 05:00 a 07:00 07:00 a 09:00 09:00 a 10:00 10:00 a 12:00 12:00 a 14:00 14:00 a 16:00 16:00 a 18:00 18:00 a 20:00 20:00 a 21:00 21:00 a 23:00 23:00 a 01:00 01:00 a 03:00 03:00 a 05:00 total Nº de ocorrências 51 105 141 150 112 127 109 210 114 106 107 47 40 1419 O sexo da vitima em quase sua totalidade é de vitimas mulheres visto que essa lei em analise (Lei Maria da Penha). foi criada para a proteção somente das mulheres. . Um exemplo desta questão são os casais de Homo afetivo com um dos does sendo transexual e ocorrendo a agressão entende uma parte da doutrina que esse estará incluso no grupo de veneráveis e assim sendo cabível a aplicação desta lei.

41 S OD VÍTIMA EX A MASCULINO FEMININO Sexo da Vitima – período: 01/01/2009 a 30/06/2009 Unidade de polícia DEPM/AJU Polícia Civil On-line Hora Feminino Masculino total Nº de ocorrências 1126 27 1142 S OD VÍTIMA EX A MASCULINO FEMININO .

D D QUARTA 2 0 IA O FATO 0 9 1 3% TERÇA 15 % QUINTA 1 3% SEX TA 1% 0 SEGUND A 1 3% SABAD O 15 % D OMINGO 21 % Dia da semana do fato – período: 01/01/2009 a 30/06/2009 Unidade de polícia DEPM/AJU Polícia Civil On-line Dia da semana DOMINGO SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA SÁBADO Nº de ocorrências 277 160 132 112 133 125 203 .42 Sexo da Vitima – período: 01/01/2010 a 30/06/2010 Unidade de polícia DEPM/AJU Polícia Civil On-line Hora Feminino Masculino total Nº de ocorrências 1376 43 1419 O dia do fato de maior violência esta diretamente relacionada com os finais de semana e com o uso de álcool e de drogas visto a maior freqüência de uso destas substancia no período noturno dos finais de semana. Observando os gráficos destes dois anos podemos dizer que de 2009 para 2010 aumentou significavelmente o numero de ocorrência mais ficado estabelecido que os finais de semana em ambos os anos continuam com seu índice mais elevado.

Alem disso pode ser ressaltado também que o homem agressor “vai festejar sozinho e quando chega a caso bate na mulher”. só será tipificado neste crime as pessoas que tenham vinculo domestico. ou seja. que convivam como família. .43 TOTAL 1142 SABADO 18% DIA DO FATO2010 DOMINGO 23% SEXTA 11% SEGUNDA 14% QUINTA 12% QUARTA 10% TERÇA 12% Dia da semana do fato – período: 01/01/2010 a 30/06/2010 Unidade de polícia DEPM/AJU Polícia Civil On-line Dia da semana Domingo Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado total Nº de ocorrências 297 180 215 182 184 145 216 1419 Como veremos nos dados a de seguir o ambiente ocorrência deste tipo de crime é em sua maioria cometido centra as mulheres em seu próprio local residencial visto se tratar de um crime onde o verbo do tipo é violentar alguém mais no âmbito domestico.

44 ALIMENTAÇÃO DIVERSÃO COMERCIO ENSINO HOSPEDAVEL MERCADO ORGÃO PÚBLICO PANIFICADOREA RELIGIOSO PÚBLICO RESIDÊNCIA SAÚDE TRANSPORTE VIA PÚBLICA OUTROS Ambienta do fato – período: 01/01/2009 a 30/06/2009 Unidade de polícia DEPM/AJU Polícia Civil On-line Local do fato Alimentação/diversão Comercio Ensino Hospedável Mercado Órgão público Outros Panificadora Público Religioso Residência Saúde Nº de ocorrências 3 20 2 1 1 8 80 1 6 2 1021 7 .

45 Transporte Via pública Total 10 154 1142 Ambienta do fato – período: 01/01/2010 a 30/06/2010 Unidade de polícia DEPM/AJU Polícia Civil On-line Local do fato Alimentação/diversão Comercio Ensino Hospedável Mercado Órgão público Nº de ocorrências 5 23 4 1 1 13 .

NATUREZA DO FATO 2009 AMEAÇA ASSEDIO SEXUAL ESTUPRO INJ URIA LESÃO CORPORAL CONSTRANGIMENT O OUTROS .46 Outros Panificadora Público Religioso Residência Saúde Transporte Via pública Total 120 1 5 3 1039 7 13 184 1419 Com esses dados pode ser verificado que a mulher que sofre agressão domestica denuncia o seu agressor quando ele o ameaça. com forme o depoimento da delegada do DAGV as agressões físicas são posteriores a varias agressores de ameaça por parte do homem da vitima. visto que ela com o conhecimento da lei e sua proteção. não espera mais que essa agressão que e ameaça se torne uma agressão maior.

47 Natureza do crime – período: 01/01/2009 a 30/06/2009 Unidade de polícia DEPM/AJU Polícia Civil On-line Natureza Ameaça Assedio sexual Estupro Injuria Lesão corporal Constrangimento Outros Total Nº de ocorrências 510 10 6 190 230 40 250 1142 NATUREZA DO FATO2010 AMEAÇA ASSEDIO SEXUAL ESTUPRO INJ URIA LESÃO CORPORAL CONSTRANGIMENT O OUTROS Natureza do crime – período: 01/01/2010 a 30/06/2010 Unidade de polícia DEPM/AJU Polícia Civil On-line Natureza Ameaça Nº de ocorrências 459 .

sem contabilizar que o mês de março foi o mês que teve a maior variação.48 Assedio sexual Estupro Injuria Lesão corporal Constrangimento Outros Total 4 9 289 310 57 291 1419 As estatísticas dos anos pesquisados no DAGV mostraram que em Aracaju as mulheres são mais agredidas nos bairros Santos Dumont (28%). 47) 2. marginais”. . Também podemos concluir que o nível de criminalidade não esta conforme entrevista na DAGV. no dizer de Edgar Morin (2008. 2 MORIN. tivemos um acréscimo de 63%. Portanto. 2008. a delegada afirma que o que esta alentando e o nível de independência das mulheres e com isso a coragem de denuncia. O paradigma perdido: a natureza humana. Lisboa: Difel. CONCLUSÃO Foi possível verificar que os crimes de Violência Doméstica estão crescendo de uma forma bastante alarmante. Bugio (10%) e Atalaia (9%) e os 15% dividido no outros bairros de Aracaju. Edgar. fornecendo à sociedade postulantes chefes. Siqueira Campos (22%). de janeiro a junho de 2008. Sendo que as maiorias dos crimes estão localizados na zona Norte e Oeste. assim podendo identificar que nas regiões mais pobres a quantidade de BOs são superiores. desviantes. janeiro a junho de 2009 e janeiro a Junho de 2010. Ficando uma pergunta se a população pobre é mais propicia de cometer esse tipo de crime ou será que a classe mais favorecida ainda tem vergonha de denumciar? 7. Centro (16%). servidores. p. ressalta que a “diversidade e a variedade dos indivíduos alimenta a diversidade dos papéis e dos estatutos. visto que.

Sergipe: Secretaria de Estado da Inclusão. ed. Criminologia. São Paulo: RT. . 2009. Direito constitucional. São Paulo: Bushatsky. ed. Auro de Jesus. MALHEIROS. ed. Manual de criminologia. 2010. MOLINA. Lei Maria da Penha: um assunto para homens e mulheres. Luiz Flávio. Alexandre. Brasília: Senado Federal. Israel Drapkin. 2008. 6. MORAES. Antonio Garcia-Pablos de. 2009. GOMES.49 REFERÊNCIAS BRASIL. RODRIGUES. Neusa. 6. Constituição Federal de 1988. 2. São Paulo: Saraiva. Assistência e Desenvolvimento Social. 2008. Aracaju: UNIT. SENDREY. 1978. Metodologia científica.

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