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Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria

Colégio Coração de Maria


“Educando para a vida, a solidariedade e a paz”

Trabalho
De
Educação Artística

Nome: Otávio Ferreira Moraes


Turma: 82
Disciplina: Artes
Professor(a): Neiva
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Santa Maria, 11 de setembro de 2009


Sumário

Introdução _______________________________ 3
Traje Indígena ____________________________ 4
Traje Gaúcho (até 1820) ____________________ 5
Traje Gaúcho (pós 1820)____________________ 6
Traje Gaúcho (pós 1865) ____________________ 7
Conclusão _______________________________ 9
Bibliografia ______________________________ 10
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Introdução

A vestimenta gaúcha, assim como todo o resto da cultura tem grande valor
sentimental para o sul-rio-grandense. Até os menores aprendem a ter essa paixão, seja
estimulada pela família ou pela escola na semana do gaúcho.
A vestimenta gaúcha, pela história, pode ser dividida em quatro partes: chiripá
primitivo, Braga, chiripá farroupilha e bombacha.
Espero achar o trabalho interessante, pois o tema é bastante do meu agrado.
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Traje Indígena - 1620 à 1730

Quando o europeu chegou ao sul do Brasil, encontrou dois tipos de índios.

→ Índios Missioneiros: Os homens se vestiam conforme a missão jesuítica


determinava. Usavam calção europeu e depois passaram a usar a camisa que foi
introduzia pelo Padre Antônio Sepp. Usavam também o poncho, que não era da
indumentária européia, porém essa peça de roupa só apareceu para os índios após a
chegada dos europeus, pois sem eles, os índios não saberiam fiar nem tear. Os Padres
descobriram a atração que as vestes religiosas e as fardas militares exerciam sobre os
índios e distribuíram essas roupas entre eles. Assim, imaginar Sepé Tiaraju, sem roupa
ou vestindo chiripá está errado. Ele usaria a farda correspondente ao seu alto grau
militar, ou vestiria-se civilmente, com bragas, camisa e poncho.
Já a mulher missioneira usava um vestido longo que era por dois panos costurados
entre si, deixando sem costurar a parte para os braços e a cabeça ( segue uma foto
abaixo ). Em ocasiões de festas, a índia usava um vestido mais bonito, por cima do
habitual. Em ocasiões mais dramáticas usava algo de preto ou roxo.
→Índios Cavaleiros: eram chamados assim porque se apossaram dos cavalos
trazidos pelos brancos. Usavam peças originais: o chiripá (espécie de saia que era feita
por um retângulo de pano enrolado na cintura, até os joelhos) e o cayapi ( couro que era
usado nas costas pelos índios, que a noite servia de cama). A mulher, entre os índios
cavaleiros, usava apenas o chiripá.

Índio Cavaleiro > < Índia Missioneira


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Traje Gaúcho de 1730 até 1820

→ Patrão das Vacarias: O primeiro riograndense, tinha mais dinheiro e se vestia


melhor. Se vestia como os europeus, com a braga e as ceroulas de crivo. Passou a usar
também a bota de garrão de potro, invenção gauchesca típica. Igualmente o cinturão-
guaiaca, o lenço de pescoço, o pala indígena, a tira de pano prendendo os cabelos, o
chapéu de pança de burro, etc. A mulher, usava botass fechadas, meias brancas ou de
cor, longos vestidos de seda ou veludo, mantilha, chale, grande travessa prendendo os
cabelos enrolados e o leque.

< Patrão das Vacarias e sua mulher

→ Peão das Vacarias e China das Vacarias: o traje baseava-se na função do trabalho,
pois a vestimenta não poderia atrapalhá-lo. Usualmente, usava somente o chiripá e o
pala (tem origem indígena, podendo ser de lã ou algodão, protegia contra o frio, ou de
seda, protegia contra o calor) enfiado na cabeça. Na cintura, usava um cinto semelhante
a guaiaca que era adaptada para carregar coisas de utilidade. E sempre a mãe, uma lança
pra peleia ou pro trabalho. Quando podia usava uma camisa branca de algodão, sem
botões, apenas com cadarços nas mangas. As botas mais comum eram de garrão de
potro, as quais eram retiradas das vacas, burros ou éguas. As esporar tradicionais a essa
época eram as nazarenas ou as chilenas, só depois de um tempo que os ferreiros gaúchos
começaram a inventar esporas diferentes. Chapéu, quando usado, era feito de palha ( o
mais comum de todos ) ou de feltro ( um tanto mais raro ), seja qual o tipo de chapéu,
era preso a cabeça por um barbicacho. A mulher, de uma maneira mais pobre e
desleixada, vestia-se com uma saia comprida. Andava com os pés descobertos, e por
baixo do vestido, usava, as bombachinhas, calças femininas da época.
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< Peão e China das Vacarias


Traje Gaúcho de 1820 até 1865

→ Chiripá Farroupilha: época caracterizada por um novo chiripá, que se adapata bem ao
ato de cavalgar. As esporas desta época são as chilenas. A bota ainda se mantém sendo a
de garrão, mas também aparece a bota russilhona. A camisa era sem botões, tendo
mangas largas. Usavam jalecos ou casacos que eram fechados na frente por grandes
botões ou moedas. No pescoço usava um lenço de seda, sendo geralmente branco e
vermelho ou preto quando se estava de luto.A mulher, nesta época, usava saia e
casaquinho com rendas. Tinham as pernas cobertas com meias. Usavam cabelo solto ou
trançado, para as solteiras e em coque para as senhoras. Os sapatos eram fechados e
discretos. Ao pescoço vinha muitas vezes o fichú (triângulo de seda ou crochê, com as
pontas fechados por um broche). Este foi o traje usado pelas ricas e pobres desta época.
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Traje Gaúcho de 1865 até hoje em dia

→ Bombacha e Vestido de Prenda: A bombacha surgiu com os turcos e veio para


o Brasil pelos pobres na guerra do Paraguai. Ela pode variar conforme a região do
estado do RS, sendo largas na fronteira, médias no Planalto e estreitas na Serra. Na
cintura usam uma faixa ou uma guaiaca. No corpo, uma camisa e em ocasiões sociais,
um casaco ou até um colete. O lenço é branco ou vermelho e o chapéu de copa baixa e
abas largas. O tirador deve ser simples, sem enfeites, curtos e com flecos compridos na
Serra, de pontas arredondadas no Planalto, comprido com ou sem flecos na Campanha e
de bordas retas com flecos de meio palmo na Fronteira.

A indumentária da prenda é regulamentada por uma tese de autoria de Luiz Celso


Gomes Yarup, que foi aprovada no 34º. Congresso Tradicionalista Gaúcho, em
Caçapava do Sul.
01 - O vestido deverá ser, preferencialmente, de uma peça, com barra da saia no
peito do pé;
02 - A quantidade de passa-fitas, apliques, babados e rendas é livre;
03 - O vestido pode ser de tecido estampado ou liso, sendo facultado o uso de
tecidos sintéticos com estamparia miúda ou "petit-pois";
04 - Vedado o decote;
05 - Saia de armar: quantidade livre (sem exageros);
06 - Obrigatório o uso de bombachinhas, rendadas ou não, cujo comprimento
deverá atingir a altura do joelho;
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07 - Mangas até os cotovelos, três quartos ou até os pulsos;


08 - Facultativo o uso de lenço com pontas cruzadas sobre o peito, também
facultado o uso do fichu de seda com franjas ou de crochê, preso com broche ou
camafeu, ou ainda do chalé;
09 - Meias longas brancas ou coloridas, não transparentes;
10 - Sapato com salto 5 (cinco), ou meio salto, que abotoe do lado de fora, por
uma tira que passa sobre o peito do pé;
11 - Cabelo solto ou em trança (única ou dupla), com flores ou fitas;
12 - Facultado o uso de brincos de argola de metal. Vedados os de fantasia ou de
plásticos;
13 - Vedado o uso de colares;
14 - Permitido o uso de pulseiras de aro de qualquer metal. Não aceitas as
pulseiras de plástico;
15 - Permitido o uso de um anel de metal em cada mão. Vedados os de fantasia;
16 - É permitido o uso discreto de maquiagem facial, sem batons roxos, sombras
coloridas, delineadores em demasia;
17 - Vedado o uso de relógios de pulso e de luvas;
18 - Livre a criação dos vestidos, quanto a cores, padrões e silhuetas, dentro dos
parâmetros acima enumerados.
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Conclusão

Fazendo o trabalho pude notar que a vestimenta gaúcha começou com os índios e
vem até hoje, dando muito orgulho ao riograndense. Ela sofreu várias influências, como
dos índios ou europeus.
O trabalho foi bastante desgastante, porém foi interessante descobrir como surgiu
nossa tradição de vestimenta.
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Bibliografia

→ Pampas Tradição Online – Indumentária Gaúcha; Disponível em: 10 set às


21:00 < http://tradicao.pampasonline.com.br/tradicao_indumentariagaucha.htm>