ESTADO DE PERNAMBUCO SECRETARIA DE DEFESA SOCIAL POLÍCIA MILITAR DE PERNAMBUCO

APOSTILA ARMA DE FOGO
RECIFE 2009

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O HABITAT POLICIAL

“A Polícia não possui outros senhores. Só serve ao seu amo. Por isso, não cuida de riquezas é pobre, humilde e mal remunerada. Seu ambiente, quase sempre modesto, poucas vezes confortável, jamais luxuoso. Chão apodrecido de velhos pardieiros onde ratos passeiam ou ladrilhos frios a lembrar necrotérios. Os móveis são gastos e obsoletos. A iluminação parca e amarelenta. Trajes vulgares, blusões de pano ou malha, são indumentárias ordinárias.

Em regra, não trabalha em gabinetes. O gabinete é apenas parte de uma de suas árduas tarefas: a de auxiliar a Justiça na aplicação da pena, pois é na rua, ao sabor das intempéries, que ela atua; arrostando o Sol candente do verão e o gélido sopro do inverno, escorregando na lama dos morros, das sarjetas esconsas, dos terrenos vadios, no tumulto das favelas, impregnando-se do cheiro acre das ruas transversais onde crescem os prostíbulos.

Está sempre presente na hora da desgraça, individual e coletiva. No crime, no fato anti-social, no desastre, no incêndio, na inundação. O crime a salpica do sangue ainda quente. A personalidade anormal e viscosa do criminoso a envolve, sua grosseira gíria a contagia, sua fala inculta se lhe transmite. O cheiro pútrido dos cadáveres adere à sua pele, o odor mofado da maconha a intoxica, a prostituição a conspurca, o fogo a incendeia, a inundação a inunda.

Está sempre presente também na hora da alegria e do entretenimento geral, porém, desses momentos ela não participa. No Natal e Ano Novo, não ceia com a família, pois está nas ruas vigiando as possíveis conseqüências das liberações de todas as ceias. No carnaval, não samba nem bebe; no clube, austera e vigilante, cuida da segurança dos que sambam e bebem. No futebol, não está na

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torcida; antes dá cobertura à segurança dos torcedores. Em finados, nem tempo tem de chorar seus mortos, pois garante a tranqüilidade dos que choram os seus.

Não dorme nunca. Cão fiel a velar o sono da sociedade. Traz sempre os olhos vermelhos e a expressão desfeita das noites indormidas. Nas Delegacias, atenta ao rádio, ao telefone, e lá fora, em suas viaturas ou mesmo a pé em longo caminhar, sempre incansável, percorre avenidas e ruas sonolentas para atender a perigosas chamadas onde pode haver tiros. À porta dos restaurantes, boates e clubes, onde a sociedade em aquecido e confortável convívio come, bebe, dança e ama, ela sofre a algidez, a fome, a sede e a solidão da noite interminável, alimentada quase sempre do parco sanduíche, do vencimento parco.”

Autor Desconhecido

HISTÓRICO E EVOLUÇÃO DAS ARMAS DE FOGO: 07 08 03 .4 SUMÁRIO 01 .ARMAMENTO: Conceito de Arma: Classificação: Conceito de Armamento Leve: Noções Básicas Sobre Calibres: Classificação das Armas de Fogo Quanto ao Tipo: Classificação das Armas de Fogo Quanto ao Emprego: Classificação das Armas de Fogo Quanto à Refrigeração: Classificação das Armas de Fogo Quanto ao Funcionamento: Classificação das Armas de Fogo Quanto ao 17 17 17 17 18 20 20 20 21 de Princípio 21 Funcionamento: Classificação das Armas de Fogo Quanto ao Sentido da Alimentação: 21 Classificação Quanto ao Raiamento: Classificação Quanto à Alimentação: Classificação Quanto ao Carregamento: 04 .CONCEITOS BÁSICOS DE TIRO: Velocidade Teórica do Tiro: Velocidade Prática de Tiro: Alcance Máximo: Alcance Útil/Eficaz: Alcance de Utilidade: 05 .APRESENTAÇÃO: 02 .ARMAMENTO E TIRO: Conceito de Munição e Cartucho: 22 22 22 23 23 23 23 23 23 24 24 .

FUNDAMENTOS E TÉCNICAS DE TIRO COM ARMA DE FOGO: Posição do Atirador: Empunhadura: Visada: Respiração: Puxada do Gatilho: Condicionamento Mental: Erros Mais Comuns Durante a Execução do Tiro Real: Incidentes e Acidentes de Tiro: Manutenção Preventiva: Causas Gerais de Acidentes e Incidentes de Tiro: 40 40 41 42 45 51 60 68 71 76 76 76 79 80 81 82 83 84 84 85 .NOÇÕES DE BALÍSTICA: Conceito de Balística: Divisão da Balística: A Mecânica do Disparo: Velocidade Inicial: Forçamento nas Raias: Fatores Que Atuam na Trajetória de um Projétil: Poder de Parada ou Stopping Power: 24 31 33 33 33 34 36 36 37 38 07 .40 SW: Pistola Taurus .5 Composição do Cartucho: A Guarda de Munições: 06 .38" Taurus: Pistola Taurus .40 SW: Espingarda de Repetição Caibre.CLASSIFICAÇÃO E MANEJO DE ARMAMENTO Regras de Segurança: Preparando-se Para Atirar – Uso de EPI: Revólver Calibre . Calibre .PT 24/7. Calibre .40 SW: Metralhadora Taurus .FAMAE Calibre . 12" CBC: Fuzil SA/ Para SAS: 08 .PT 100.

6 Emprego Técnico e Tático de Arma de Fogo: Técnicas e Táticas Individuais e em Dupla: Saque: Controle de Cano: Deslocamento Com Arma: Cobertas e Abrigos: Táticas em Dupla: Tipos de Recargas ou Troca de Carregador: Métodos de Tiros Com Lanterna: REFERÊNCIAS: 86 86 88 88 89 89 90 91 93 .

Longe de procurar esgotar o tema. Preparo esse que necessita. Diante disso. exigindo do profissional um preparo apurado. abril de 2009. com o aumento e sofisticação da violência e criminalidade. Recife. o presente trabalho procura lançar luz sobre aspectos importantes relacionados ao manuseio e uso das principais armas de fogo utilizadas pela Polícia Militar de Pernambuco. principalmente diante de sua complexidade e exigüidade temporal para tratar sobre o mesmo. APRESENTAÇÃO: A atividade policial é uma atividade que possui um nível elevado de risco e complexidade. . de constantes aprendizados e capacitações. É um material construído para servir de referência e consulta na formação básica do Curso de Formação de Soldados ano 2009.7 1. Principalmente no dias atuais. o presente trabalho tratará dos pontos considerados importantes pela equipe que o organizou. invariavelmente.

. ibidem. Nelas se empregava como propelente a pólvora negra. Idem. rasgando-o. destruindoo1. HISTÓRICO E EVOLUÇÃO DAS ARMAS DE FOGO: Uma arma de fogo. embora se acredita que eles já a conheciam desde o século I d. Uma mistura de carvão (15 %). p. é uma máquina térmica que utiliza a força explosiva de uma mistura ou de um composto químico. um explosivo que modificou a história do homem. foi descoberta por alquimistas. As primeiras referências à pólvora negra datam por volta do século IX. a energia cinética que possui. Ao que tudo indica. o projétil.C.8 2. salitre (75 %) e enxofre (10 %) que “cheirava a raios” e que comoveu o mundo do combate2. Madri: Edições Delprado: 1996. Armas Ligeiras de Fogo. transferindo-a ou dirigindo-a para um corpo sólido e móvel. Ilustração de um manuscrito de 1400 no qual representa uma prova da ascensão da pólvora negra. Na maior parte das vezes em que foi 1 2 Com modificações. As primeiras armas de fogo ou artefatos pirobalísticos eram tão maciças e pesadas que podemos considerá-las como pequenos canhões. é um componente que percorre um determinado espaço com grande velocidade e pára violentamente ao se chocar contra um obstáculo. transferindo para este a força. . Este corpo sólido. na China. da mais simples a mais complexa. partindo-o.1. 01. V.

quando foram usados tubos feitos de bambu para lançar flechas incendiárias.9 mencionada. por volta do século X. Mas foram os europeus. sua chegada ao ocidente se deu através dos monges e dos alquimistas. começou a usar a pólvora para fins bélicos e a primeira referência a um canhão surge em 1126. Foto de um artefato pirobalístico datado por volta de 1300. em 1257 e Meliha. Uma crônica da cidade de Dante. . esses tubos passaram a ser fabricados em metal e o mais antigo canhão metálico da China data de 1290. graças ao avanço de sua metalurgia. alertando sobre o perigo do seu manuseio. ocasião em que foram utilizados canhões para arremessar pedras. Os bizantinos usavam a pólvora negra para “borrifar” os inimigos através de um tubo comprido. deste para os Árabes na Palestina e Península Ibérica. Na Europa as primeiras referências às armas de fogo datam de 1247. na Alemanha. que desenvolveram e incrementaram a artilharia pirobalística. há avisos para não se misturar a pólvora com outros elementos. Situações semelhantes ocorreram quando do cerca da cidade de Niebla. Esse conhecimento foi transmitido aos Mongóis. em 1259. A primeira referência a uma arma de fogo que podia ser carregada por um único homem data de 1313. Do ponto de vista militar. Inicialmente os chineses utilizavam a pólvora negra principalmente para fiz religiosos e para produção de belíssimos fogos de artifícios. Posteriormente. a China. quando do cerco a cidade de Sevilha.

em cima da qual havia um pequeno orifício denominado “ouvido” ou “fogão”. Em seguida. isto é. Introduzia-se pólvora negra no cano pela boca da arma. Possuíam coronha em madeira de diversas formas. de se carregar pela boca. relata o emprego de “canhões de mão”. fechado em uma de suas extremidades.10 considerada pelos estudiosos como documento autêntico. inseria-se um projétil (ou vários projéteis) e se comprimia tudo cuidadosamente no cano com uma vareta. que se comunicava com o interior. depois se colocava um pouco de tecido. geralmente era usada uma pólvora mais fina chamada de escorva. O princípio de funcionamento das primeiras armas de fogo permaneceu invariável ao longo dos séculos e é conhecido com o nome de “carga avante” ou “antecarga”. Por fim colocava-se um pouco de pólvora no fogão da arma. . Compunham-se de um cano tosco de bronze fundido.

Quando acesa no fogo. fervida em salitre ou em acetato de chumbo e seca posteriormente. com o diferencial de ter uma combustão lenta. . Tratava-se de um simples dispositivo formado por um grampo de ferro em forma de “S”.11 O primeiro mecanismo de acionamento utilizado nas armas de fogo portáteis foi o da serpentina. mas mantinha uma pequena brasa sempre acesa.Quando se aproximava a extremidade acesa à pólvora do fogão da arma. sem se distrair do alvo. trançada. Tratava-se de uma corda comprida. o disparo era iniciado. não fazia chama. A serpentina assemelha-se a um pavio. O mecanismo da serpentina permitia ao atirador aproximar a brasa do fogão com a sua própria mão. por volta de 1400. queimando-se lentamente.

Alguns atribuem sua invenção a um armeiro de Nuremberg. caso alguma fagulha atingisse a pólvora que ele carregava consigo.12 Embora o sistema de serpentina representasse um avanço. temos a produção instantânea do fogo. Posteriormente. temos a invenção do sistema de roda. geralmente o sílex. outros. . e nem sempre os meios necessários para reacendê-la estavam disponíveis. Cavalgar com o pavio aceso na mão era quase impossível. produzia faíscas de curta duração. a Leonardo da Vinci. o pavio e os movimentos que faziam para reavivar a brasa indicavam aos inimigos a presença do artilheiro. girando a certa velocidade. Além disso. em relação ao mecanismo de disparo. além de perigoso. Armas com pavio aceso não podiam ser camufladas debaixo da roupa. mas suficientes para incendiar um material combustível adequado. O mecanismo de roda aparece no início do século XVI. ele continha grandes e sérias limitações de uso. Nesse mecanismo. o artilheiro poderia literalmente explodir. O sistema de roda pode ser comparado ao acionamento do isqueiro moderno: uma roda metálica gira em contato com uma pedra. De noite. com uma pedra. Com isso. Bastava o tempo chuvoso ou mesmo úmido para apagar a brasa. fundamental para o disparo. produzindo faísca por fricção. o atrito da roda.

À direita. interpretando o desenho de Leonardo da Vinci.13 Acima. . desenho de Leonardo da Vinci no qual temos o sistema de acionamento de roda. estudioso da história das armas fogo. desenho realizado por Agostini Galibi.

O sistema de pederneira funcionava da seguinte forma: o martelo (ou cão da arma) possuía uma pedra de sílex presa em si. Embora fosse um sistema eficiente. . temos o surgimento do sistema de acionamento por pederneira. em alta velocidade. onde temos o sistema de roda. A primeira referência a esse sistema data de um edital florentino de 1547.14 Fotografia de uma arma alemã. A maioria dos exemplares que se tem referência eram usados em caçadas por nobres ou burgueses ricos. que produzindo inflamam a pólvora. o alto custo de sua produção impedia sua produção em massa para uso militar. Em meados do século XVI. de 1630. batia com força numa placa de faíscas metal. com o desenvolvimento ainda maior da mecânica e da metalurgia. ao ser impulsionado por uma mola.

onde se encontrava a carga de projeção e o projétil. UFMT. após 1. Rhaygino Setúbal expressa muito bem a importância e funcionamento dessa invenção: O composto químico era colocado em um pequeno copo metálico. a mistura se inflamava e a chama era transmitida ao interior do cano. apresenta-se. Esse sistema de ignição veio simplificar o uso de armas de fogo. hoje. em 1807. inúmeros armeiros e fabricantes de armas de fogo passaram a utilizá-lo de várias maneiras3. após algumas modificações ao longo do tempo. As armas simplificaram-se grandemente.15 Alexander Forsyth. criadores de um composto químico que detonava por percussão.818. quando foram liberados os direitos de sua patente. Forsyth se baseou nas experiências químicas de Bayen (França) e Howard (Inglaterra). Rhaygino Sarly Rodrigues. 2003 . o mecanismo de ignição por percussão para armas de fogo. Diante dessa invenção temos o cartucho metálico que. Tiro Policial: Uma Proposta de Mudança na Formação e Capacitação do Policial Militar. muito embora. que por sua vez era colocado sobre a chaminé. com as seguintes partes principais: 01 – Projétil 02 – Estojo 03 – Propelente 04 . Mas a revolução trazida pelo sistema de percussão foi tão grande que. de início fosse um sistema caro e muito perigoso. caçador e estudioso da Química. inventou. um reverendo protestante escocês.Espoleta 3 SETÚBAL. Um cão metálico era armado e quando disparado pelo gatilho chocava-se sobre a espoleta.

é importante destacar que o surgimento de um sistema mais moderno de acionamento não implicou. necessariamente. Por questões de custo de produção. de conhecimento técnico do armeiro. de materiais disponíveis. o desaparecimento do sistema mais antigo.16 Sobre o cartucho metálico falaremos com mais profundidade em outro ponto. os diferentes sistemas co-existiram durante um considerável lapso temporal. dentre outros fatores. Por fim. .

a catapulta e a zarabatana. capazes de expelir projéteis. 2.5 (89. a espada. . o revólver.36” (59.17 3. a espingarda. a baioneta. com exceção dos lança-rojões 2. Gerson Dias Gomes e Érico Marcelo Fontes – Erechim: São Cristóvão. são exemplos de armas de fogo ou arma pirobalísticas. para tal. aquelas armas. João Alexandre Voss.60” (15. atuando de forma perfurante. o punhal. e a foice são exemplos de armas brancas. 4 OLIVEIRA. a besta. matar ou causar danos diversos. utilizando. Tiro de Combate Policial: uma abordagem técnica / João Andrade Voss de Oliveira. a pistola.9mm).18. A faca.001.9mm) e 3. construídas pelo homem. p. contundente ou cortante. da força expansiva dos gases resultantes da queima controlada de determinado tipo de propelente4. O fuzil. a carabina. C) De Fogo: Arma de fogo. B) Impulsivas ou de Arremesso: caracterizam-se geralmente por utilizarem meios manuais ou mecânicos para lançamento de seus projéteis.24mm). para ferir. Classificação: A) Brancas: geralmente em metal. Como exemplo podemos citar o conjunto arco e flecha. ARMAMENTO Conceito de Arma: Conceitua-se como arma todo instrumento ou objeto concebido pelo homem com a finalidade específica de ser utilizada como meio de ataque e defesa. Conceito de Armamento Leve: É todo aquele calibre inferior a 0.

não havendo . é denominado de calibre real. Quando se fabrica um cano de arma – longa ou curta – a parte interna do mesmo (alma) é furada. adquirindo assim a rotação necessária à sua estabilidade durante a trajetória. que o calibre efetivo de um projétil será sempre maior do que o calibre real do cano e essa diferença para maior que irá permitir que o mesmo seja forçado contra os cheios do raiamento. portanto.62mm e etc. Conclui-se. neles se engrazando e passando a acompanhar a hélice segundo a qual o raiamento foi produzido. será usinado de forma helicoidal ao longo do cano. 7. No sistema métrico decimal a separação de decimais é sempre feita usando-se uma vírgula. isto é. A seguir. calibre nominal ou diâmetro entre cheios. A distância entre os fundos opostos do raiamento é chamada de diâmetro entre fundos e é igual ao diâmetro ou calibre real do projétil. antes de ser efetuado o raiamento. o raiamento. No sistema inglês. alargada.18 Noções Básicas Sobre Calibres: Antes de adentrarmos mais sobre armas de fogo. a separação de decimais é feita por um ponto e. constituído por um certo número de ranhuras de pequena profundidade. centésimos de polegada ou mesmo em milésimos de polegada. Usualmente os calibres são expressos utilizando o sistema métrico decimal (em milímetros). cabe-nos algumas considerações sobre calibre de armamento. polida e lapidada até um diâmetro pré-determinado. com passo adequado para corretamente estabilizar o projétil a ser nele utilizado.35mm. escreve-se corretamente 6. Este diâmetro.

Assim. advindo o número de balas esféricas de chumbo que se obtém de uma libra inglesa (453.19 número significativo à esquerda do ponto. para o famoso calibre 12. No entanto. . escreve-se corretamente 3.62 mm Polegada 380 Polegada 38 No geral.59 gramas. Assim. para as munições de espingarda de calibre reduzido. significaria que 12 esferas de chumbo do calibre da arma em questão (com diâmetro de 18.5 mm) pesariam 453. passando a adotar-se o sistema métrico decimal. deixa-se de utilizar este sistema de nomenclatura.150” e. nas armas de alma lisa5.300”. Exemplos Sistema Métrico 7.300”. o zero é normalmente omitido.59 gramas). no caso de 0. o calibre é expresso de forma indireta. anota-se .

por vários homens. C) A AR E ÁGUA: Quando o cano está em contato com o ar atmosférico mas recebe. de quando em quando. C) Não Portátil: Armamento de volume e peso relativamente grande. B) COLETIVO: quando se destina ao emprego em benefício de um grupo de homens ou fração de tropa. B) Portátil: Peso significativamente maior que o armamento de porte. utilizada pela Polícia Civil de Pernambuco e o Fuzil são exemplos de armas portáteis. . 5 Tipo de cano no qual inexiste raiamento. para facilidade e comodidade de transporte. B) A AR: Quando é o próprio ar ambiente que produz o resfriamento. (Ex: Mtr 30M917A1 – Browning Pesada). devendo ser conduzido somente por uma viatura ou dividido em fardos. Ex: Metralhadora Hotkiss. A pistola PT 940 e PT 24/7 são exemplos desse tipo de refrigeração. podendo ser conduzido no coldre. Pistolas e Revólveres são exemplos de armas de porte. A Sub-metralhadora MT-40. Classificação das Armas de Fogo Quanto ao Emprego: A) INDIVIDUAL: Quando destinado à proteção daquele que a conduz. É o da MTR 7mm M934 Nadsen. Classificação das Armas de Fogo Quanto à Refrigeração: A) A ÁGUA: Quando o cano é envolvido por uma camisa d’água.20 Classificação das Armas de Fogo Quanto ao Tipo: A) De Porte: Armamento de peso e dimensões reduzidos. Geralmente é dotado de uma bandoleira. jatos d’água para ajudar o resfriamento. mas podendo ser facilmente conduzido por um só homem.

etc. C) De baixo para cima. D) De cima para baixo. O Mosquefal e o revólver são exemplos de armamento que utilizam esse tipo de funcionamento. .) decorrendo daí a necessidade de se repetir a ação para cada disparo. 9mm e o Fuzil M16 são exemplos de arma de funcionamento automático. trancamento. B) Da esquerda para direita. B) DE REPETIÇÃO: São aquelas em que se emprega a força muscular do atirador para executar as diferentes fases do funcionamento (carregamento. ejeção. E) De trás para frente. A pistola PT 940 e PT 24/7.21 Classificação das Armas de Fogo Quanto ao Funcionamento: A) DE TIRO SINGULAR: São as que efetuam apenas um disparo. Classificação das Armas de Fogo Quanto ao Sentido da Alimentação: A) Da direita para a esquerda. F) De frente para trás. B) Armas que utilizam a pressão dos gases resultantes da queima da carga de projeção. Classificação das Armas de Fogo Quanto ao Princípio de Funcionamento: A) Armas que utilizam a força muscular do atirador. por exemplo. tendo que ser recarregadas manualmente para que se possa efetuar um novo tiro. C) SEMI-AUTOMÁTICA: são aquelas que realizam automaticamente todas as fases do funcionamento com exceção do disparo. Submetralhadora Taurus Cal. D) AUTOMÁTICA: são aquelas que realizam automaticamente todas as fases do funcionamento.

A2) Da direita para esquerda.22 Classificação Quanto ao Raiamento: A) ALMA RAIADA: A1) Da esquerda para a direita. Classificação Quanto à Alimentação: A) Manual B) Com carregador: B1) metálico. B) ALMA LISA: Não possui raiamento. . B3) tipo cofre. B2) tipo lâmina. B4) tipo fita de elos metálicos Classificação Quanto ao Carregamento: A) ANTECARGA: aquela que se carrega pela boca do cano. B) RETROCARGA: aquela que se carrega pela culatra.

supondo-se a arma dotada de um carregador de capacidade infinita. Alcance Máximo: Distância maior que um projétil pode alcançar ou em que perde sua energia cinética. não se levando em conta o tempo necessário para a alimentação. CONCEITOS BÁSICOS DE TIRO: Velocidade Teórica do Tiro: Número de disparos que pode ser feito por uma arma em um minuto. Alcance Útil/Eficaz: Distância em que um projétil ainda possui energia suficiente para causar danos ao alvo. incidentes de tiro etc. isto é. à alimentação. incidentes de tiro etc..23 4. levando-se em conta o tempo necessário á pontaria. ALCANCE MÁXIMO > ALCANCE ÚTIL/EFICAZ > ALCANCE DE UTILIZAÇÃO . Alcance de Utilidade: Distância em que se pode efetuar o tiro com precisão. pontaria. do cumprimento do cano da arma e do ângulo em que o disparo foi efetuado. Velocidade Prática de Tiro: Número de disparos em um minuto. Depende das características balísticas de cada cartucho.

. obuses. ARMAMENTO E TIRO Conceito de Munição e Cartucho: Munição é o conjunto de cartuchos necessários ou disponíveis para uma arma ou uma ação qualquer em que serão usadas armas de fogo. na qual se aloja a espoleta. etc. este exibe um sulco. ou não. Nas armas de repetição onde existe uma peça chamada extrator.) podem ainda existir outros componentes e até mesmo itens não montados. destinado a armas de retrocarga de pequeno ou médio calibre. projétil. entre o culote e o corpo do estojo. no disparo. A sua base é chamada de culote. É composto do estojo. o projétil e na qual se coloca o propelente. podendo apresentar. diâmetro maior que o estojo. para retirar o estojo vazio da câmara. Os estojos podem ser classificados quanto à forma do corpo em: cilíndricos. Em armas de grandes calibres (canhões. ou gola. Composição do Cartucho: A) Estojo ou casquilho: Porção cilíndrica. propelente e espoleta. cônicos e garrafa. Cartucho é o conjunto do projétil e os componentes necessários para lançá-lo. cônica ou com forma de “garrafa” do cartucho.24 5.

parte uma mais que ranhura paredes estojo.25 Os estojos cilíndricos e cônicos são habitualmente usados para munições de armas curtas. A mistura detonante é um composto . utilizado em cartuchos de fogo central. possibilitando um depósito maior de propelente. Os estojos também podem ser classificados quanto ao tipo da base. Com Aro Classificação Quanto ao Tipo de Base ou Com Semi-aro Sem Aro ou Rebatido .Cinturado (belted) - Gola .Gola . inferior cintura espessa une as à paredes base. B) Espoleta ou Cápsula de Espoletamento: A espoleta é um recipiente que contém a mistura detonante e uma bigorna. na na base. mesmo diâmetro menor dos proporções uma (virola) e diâmetro das que o corpo do possuem do estojo.(rimmed) ou Semi-gola .(rimless) (rebated) (semi-rimmed) Com ressalto Com de ressalto Possui a base A pequenas do base tem Diferentemente restantes. enquanto que os do tipo “garrafa” são utilizados em armas longas devido ao seu maior volume interno.

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que queima com facilidade, bastando o atrito gerado pelo amassamento da espoleta contra a bigorna, provocada pelo percussor. A queima dessa mistura gera calor, que passa para o propelente, através de pequenos furos no estojo, chamados eventos. Os tipos mais comuns de espoleta são: boxer, berdan e bateria.

Boxer: Muito usada atualmente. Possui a bigorna presa à espoleta e se utiliza de apenas um evento central, facilitando o desespoletamento do estojo quando da recarga do mesmo. Berdan: Utilizada principalmente em armas de uso militar. Possui a bigorna é um pequeno ressalto no centro da base do estojo estando a sua volta dois ou mais eventos.

C) Propelente, Carga de Projeção ou Pólvora:

Propelente ou carga de projeção é a fonte de energia química capaz de arremessar o projétil a frente, imprimindo-lhe grande velocidade. A energia é produzida pelos gases resultantes da queima do propelente, que possuem volume muito maior que o sólido original. Esses gases ocupam um volume muito maior do que o ocupado pelos grãos de pólvora (até 20.000 vezes maior). Este aumento de volume por sua vez, faz com que a pressão suba muito rapidamente, até um limite determinado. Este aumento de pressão é suportado pelo conjunto cartucho/câmara/ferrolho. Segundo o Princípio de Pascal, que diz que a pressão exercida sobre um fluido em equilíbrio se propaga em todas as direções inclusive sobre as paredes do recipiente que o contém (neste caso o estojo); o projétil, sendo o componente menos resistente do Cartucho, é empurrado para frente pelos gases que se expandem no interior do estojo à grande velocidade. Atualmente, o propelente usado nos cartuchos de armas de defesa é a pólvora química ou pólvora sem fumaça. Desenvolvida no final do século passado, substituiu com grande eficiência a pólvora negra, que hoje é usada apenas em velhas armas de caça e

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réplicas para tiro esportivo. A pólvora química produz pouca fumaça e muito menos resíduos que a pólvora negra, além de ser capaz de gerar muito mais pressão, com pequenas quantidades. Dois tipos de pólvoras sem fumaça são utilizadas atualmente em armas de defesa: Pólvora de base simples: fabricada a base de nitrocelulose, gera menos calor durante a queima, aumentando a durabilidade da arma; e Pólvora de base dupla: fabricada com nitrocelulose e nitroglicerina, tem maior conteúdo energético.

D) Projétil:

Projétil é qualquer sólido que pode ser ou foi arremessado, lançado. No universo das armas de defesa, o projétil é a parte do cartucho que será lançada através do cano. Projétil de chumbo, como o nome indica, são projéteis construídos exclusivamente com ligas desse metal. Podem ser encontrados diversos tipos de projéteis, destinados aos mais diversos usos, os quais podemos classificar de acordo com o tipo de ponta e tipo de base. Existem também projéteis “encamisados” que são revestidos por uma liga de cobre-níquel com a finalidade de aumentar a sua dureza. Esta camisa é conhecida por camisa de tombac. São projéteis constituídos por um núcleo recoberto por uma capa externa chamada camisa ou jaqueta. A camisa é normalmente fabricada com ligas metálicas como: cobre e níquel; cobre, níquel e zinco; cobre e zinco; cobre, zinco e estanho ou aço. O núcleo é constituído geralmente de chumbo praticamente puro, conferindo o peso necessário e um bom desempenho balístico.

Os projéteis encamisados podem ter sua capa externa aberta na base e fechada na ponta (projéteis sólidos) ou fechada na base e aberta na ponta

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(projéteis expansivos). Os projéteis sólidos têm destinação militar, para defesa pessoal ou para competições esportivas. Destaca-se sua maior capacidade de penetração e alcance. Os projéteis expansivos destinam-se à defesa pessoal, pois ao atingir um alvo humano é capaz de amassar-se e aumentar seu diâmetro, obtendo maior capacidade lesiva. Esse tipo de projétil teve seu uso proibido para fins militares pela Convenção de Genebra. Os projéteis expansivos podem ser classificados em totalmente encamisados, (a camisa recobre todo o corpo do projétil); e semi-encamisados, a camisa recobre parcialmente o corpo, deixando sua parte posterior exposta. Os tipos de pontas e tipos de bases são representados nas figuras abaixo.

Projéteis expansivos tipo ponta oca

Estes cartuchos normalmente utilizam como projéteis múltiplas esferas de chumbo. A utilização deste tipo de componente gera um ganho de energia e velocidade da origem de 20% em relação aos cartuchos que utilizam os tipos convencionais de buchas (confeccionadas em resina prensada). podem. que utilizam buchas plásticas. e melhorar. As buchas plásticas têm forma de copo. comprimir a pólvora. cortiça. couro e modernamente com plástico. As funções da bucha são: servir de separação entre os projéteis (ou projétil) e o propelente. Ao sair do cano. feltro. os grupamentos obtidos pelos “bagos” de chumbo. 12 Brasil. . As buchas podem ser confeccionadas em papelão. em termos balísticos. à disposição munições no cal.29 E) Bucha: É um componente geralmente utilizado em cartuchos para armas de alma lisa (cartuchos metálicos de armas longas ou curtas não as utilizam). a bucha é freada pela resistência do ar e o chumbo percorre a trajetória até atingir o alvo. entretanto. Já existem. São comercializadas pela CBC com o nome SG” de e “cartucho “cartucho com Balote”. Dentro delas é depositado o chumbo que sai do cano da arma sem trocar as paredes internas do mesmo. utilizar um único projétil conhecido como “balote”.

30 A figura ao lado mostra as principais partes de um estojo. .

solventes. Os causadores mais comuns de falhas em cartuchos são a contaminação química e a recarga mal feita. Contaminação química de uma munição é a sua desnecessária exposição a corantes. No Brasil . Genericamente devem ser evitadas embalagens de madeiras. utilizado no tingimento e curtição de couros. como a recarga não é comum para o trabalho policial. gases e as intempéries do tempo. existem 04 (quatro) componentes básicos na munição: estojo. O tanino. plástico ou isopor. Qualquer um deles pode apresentar defeitos de fabricação. essa corrosão enfraquece as paredes do estojo. Também não deverão ser expostas diretamente à luz do sol por longos períodos. tem a propriedade de. resta o segundo fator. corroê-los rapidamente. pólvora e projétil. em contato com o latão dos estojos. metal. Dos 04 (quatro) componentes 02 (dois) são mais sujeitos a falhas. escorrendo para a munição. a espoleta e a pólvora. . O ideal é usar embalagens de papelão fino. principalmente a umidade. lubrificantes. A munição enferrujada ou atingida por algum tipo de contaminação pode transferir essa corrosão para as outras.31 A Guarda de Munições: Como vimos anteriormente. papelão grosso ou qualquer outro material que tenha propriedades higroscópicas (de absorção de umidade). espoleta. de modo que eles nunca se depositem em excesso. existindo a possibilidade de se infiltrarem em espoletas e cargas de pólvora. As munições nunca deverão ser colocadas próximas a produtos químicos. CUIDADOS A SEREM OBSERVADOS COM A MUNIÇÃO: A lubrificação de uma arma deve prever cuidados com o uso dos lubrificantes.

A constante vibração. podendo causar explosões perigosíssimas. fresco. ou pelo menos bem distante.32 O local onde as munições serão guardadas deverá ser seco. os chacoalhos e os tremores de uma viatura podem dilatar levemente as buchas de cartuchos Cal. ventilado ao extremo. . sem muita incidência de luz solar e individualizado quanto à guarda de qualquer tipo de produto químico.12. fazendo com que os grãos de pólvora passem entre elas e as paredes do cartucho. Contudo este problema é bem menor em munições que utilizam buchas plásticas.

C) TERMINAL. Mais especificamente estuda as variações de pressão dentro do cano. como a trajetória. até aos presumíveis choques com os seus alvos. explosão. as acelerações sofridas pelos projéteis. NOÇÕES DE BALÍSTICA Conceito de Balística Balística é a ciência que estuda o movimento dos projéteis. marcas.. utilizando-se de técnicas próprias e conhecimentos de física e química. além de servir a outras ciências. B) EXTERNA: A Balística Externa é o estudo das forças que atuam nos projéteis e correspondentes movimentos destes durante a sua travessia da atmosfera. .33 6. particularmente os disparados por armas de fogo. seu comportamento no interior destas e também no seu exterior. Divisão da Balística: A) INTERNA: Entende-se por Balística Interna a secção da Balística que estuda os fenômenos que ocorrem dentro do cano de uma arma de fogo durante o seu disparo. FINAL OU DOS EFEITOS: estuda a atuação do projétil sobre o alvo. entre outras coisas. desde que ficaram livres das influências dos gases do propelente. impacto. etc. a vibração do cano.

O percussor golpeia a espoleta que. provoca uma labareda. Inicialmente o cartucho encontra-se em repouso no interior da câmara. Com o acionamento do gatilho. violentamente comprimida.34 A Mecânica do disparo As armas de fogo utilizam a pressão resultante da queima do propelente contida no cartucho para lançar os projéteis à distância. . Esta labareda passa através do evento (ou eventos) incendiando o propelente. Observe figura abaixo. Observe figura abaixo. terá início o processo que culminará com a saída do projétil do interior do cano da arma.

fazendo o estojo aderir à câmara. forçando-o a se liberar do estojo. Os gases que se produzem durante a combustão do propelente expandem-se. Observe figura abaixo. até um determinado limite précalculado. . Começa então o movimento do projétil para a frente. .35 A pressão dos gases resultantes da queima do propelente aumenta gradualmente. Nesse momento são vencidos o fechamento do estojo (crimp) e a inércia do projétil. se propagando em todas as direções.

Velocidade Inicial: Pra efeito de estudo. Observe figura abaixo. ele sofre uma forte oposição da Força de Resistência do Ar além do seu próprio peso que o atrai para baixo. Este movimento de giro proporciona estabilidade na trajetória do projétil. devido às estrias helicoidais da alma do cano. será forçado contra os cheios . consideramos velocidade inicial (V). Estas duas forças (peso e resistência do ar) fazem com que o projétil perca energia rapidamente.36 Os gases da queima continuam a empurrar o projétil para frente a este passa a adquirir um movimento de giro sobre si próprio. Forçamento nas Raias: O projétil. Ao deixar o cano da arma o atirado experimenta um retrocesso ou recuo que nada mais é do que a conseqüência da Lei de Ação e Reação. a velocidade linear. uma vez que possui um calibre efetivo maior do que o calibre real do cano da arma. Esta estabilidade é chamada de Estabilidade Giroscópica. tendo se deslocado pelo interior do cano da arma. impulsionado pelos gases. No entanto. com que o projétil deixa o estojo após o disparo. Ao deixar o cano da arma o projétil está animado de uma velocidade (v) e de uma velocidade de giro (w).

uma vez que a massa do projétil continuará praticamente a mesma. que pela ação da gravidade. Esta força exerce uma ação extremamente intensa. e. Fatores Que Atuam na Trajetória de um Projétil: Logo que o projétil se encontra fora do cano. um projétil da munição 30-60 mm alcança no vácuo 69km. Isto faz com que a trajetória de qualquer projétil seja um segmento de parábola.Reação ou resistência das capas de ar atmosférico. conseqüentemente. enquanto que na atmosfera ele atinge “apenas“ aproximadamente 4km. 02 . por este segmento ser muito curto (denomina-se a esta característica tensão da trajetória) o deslocamento de projéteis de arma de arma curta se passa como se fosse um movimento retilíneo. o que resultará na diminuição de velocidade do projétil. a rotação necessária à sua estabilização na trajetória. o projétil alcance uma determinada velocidade. Entretanto. pelo forçamento do projétil nas raias do cano o projétil ganha uma velocidade de giro. ou angular (W).37 do raiamento. passa a sofrer a ação de uma série de fatores: 01 . passando a realizar um movimento circular sobre o seu próprio eixo. fazem com que.A força dos gases que conferiram uma aceleração. 04. puxa o projétil para o solo. Tal forçamento produzirá um atrito capaz de causar a transferência de energia do projétil para o cano da arma. adquirindo assim. 03. . Por exemplo.Estabilidade Giroscópica. da sua energia. transformando energia cinética em térmica. ao cessar esta força.Peso do próprio projétil.

chamado Evan P. Na época. . mesmo atingidos por dois ou três disparos. juntamente com a arma. não sendo intencional a sua morte. tendo êxito dos combates à curta distância. a massa do projétil fosse aumentada. em seu curso de ataque. O resultado foi a criação do calibre. comparativamente a outros é objeto de estudo por parte de Órgãos Policiais Militares há muitos anos. A eficiência balística de determinados calibres. Marshall. Passou-se então a produzir calibres com projéteis mais pesados. Posteriormente. Esta questão começou a ser analisada com uma maior profundidade a partir de 1889 pelo exército americano.45 ACP(Automatic Colt Pistol) que foi usado nas pistolas semi-automáticas Colt 1911.38 Long Colt. não eram eficientes contra os nativos da região. chegou-se à conclusão de que aumentando-se a velocidade do projétil obtinha-se uma eficiência balística melhor do que se. Esta conclusão foi reforçada pelo trabalho de um sargento americano. Marshall passou aproximadamente 15 anos pesquisando casos em que houve a incapacidade de um atacante ou vitima com apenas um tiro na região do tórax até que. utilizados nas munições de armas curtas do Exército americano. simplesmente. publicou o resultado das suas .38 Poder de Parada ou Stopping Power: Conceito: “STOPPING POWER” é uma forma abstrata de indicar a capacidade de um projétil em parar ou neutralizar um atacante. em 1992. continuavam o seu c urso de ataque. pois estes. pondo-o fora de combate.A estavam envolvidos num conflito em uma região da Ásia quando ficou evidenciado que os projéteis .U. os E. mas apenas a sua momentânea incapacitação.

o calibre .40 S&W. Não existem calibres 100% eficientes. .40S&W é um dos melhores calibres para armas curtas. Com este binômio obteve-se um percentual de 72% de eficácia. O Ex-policial também chegou à conclusão de que determinadas pessoas resistem a ferimentos melhor que outras. mas as conclusões feitas até agora perdurarão como válidas por um bom tempo ainda. hoje.38 SPL só tem relativa eficácia quando empregado em sua versão +P. segundo Marshall. pois de nada adianta a potência da munição sem a precisão do disparo. mas. O tema “Stopping Power” não se esgota ao longo dos anos. é o calibre . mas é indispensável o treinamento para a realização de tiros precisos. Na época em que Evan Marshall publicou o sue trabalho não se dispunha de dados sobre os calibres modernos como o 10 mm ou . com projéteis de 158 “greains” e em armas com canos de 4”. O calibre .380 ACP só relativamente eficiente quando empregado em sua versão +P com pontas expansivas. sobretudo pelo surgimento de novos calibres e armas.357 Magnum com projétil Hydra Shock da federal. se adaptando bem. sabe-se que o calibre . Esta conclusão reforça a necessidade do uso de revólveres com canos de 4” para trabalho policial.39 pesquisas. de alta velocidade e com pontas expansivas são bem mais eficientes do que os pesados e totalmente encamisados (FMJ) ou de chumbo ogival. O calibre 9 mm Parabellum ficou em terceiro lugar. obtendo 89% de eficiência. tanto ao trabalho policial quanto à defesa pessoal. O “campeão” de eficiência. Ainda devem surgir outros estudos importantes sobre o assunto. na sua versão +P+ com ponta expansiva. de maneira geral. Ele determinou incapacitação da seguinte maneira: “se a vitima quando atingida entra em colapso antes de fazer algum disparo ou expressar uma reação de ataque ou fuga. no entanto. Sem esta configuração a eficiência deste calibre não passa de 60% (teoricamente). as suas conclusões mais importantes para uma utilização prática são as seguintes: Projéteis leves. que obteve 96% de eficiência. se a vitima quando atingida não se deslocar mais que 3 metros antes de entrar em colapso.”.

Conheça bem o funcionamento de sua arma. em um coldre. sempre que possível.  Guarde sua arma e munições em local seguro evitando o acesso de outras pessoas não habilitadas.  Jamais transporte ou coldreie sua arma com o cão armado.  Use somente munições indicadas para o tipo de arma que possui evitando munições velhas e com alteração no estojo ou projetil.  Manuseie sua arma sempre com o cano voltado para um local seguro. faça-o carregador). Mantenha sempre o dedo fora do gatilho exceto na hora do disparo.40 7.  As travas de segurança de uma arma são apenas dispositivos mecânicos e não um substituto do bom senso. Ao dar ou receber uma arma. aponte uma arma.  Trate sua arma como se ela estivesse sempre carregada. carregada ou não. para qualquer pessoa exceto se for atirar. com ela aberta (ferrolho aberto e sem .  A arma deve ser transportada. CLASSIFICAÇÃO E MANEJO DE ARMAMENTO Regras de Segurança  Nunca. em qualquer hipótese.

Use sempre óculos de proteção e protetores auriculares.41  Não tente fazer modificações em sua arma para ela receber calibres maiores pois a mesma não foi projetada para isso. deve ser feita em local seguro que não exponha outros a riscos. evite que pessoas ao seu redor permaneçam sem esses Equipamentos de Proteção Individual (EPI). cartuchos vazios são ejetados automaticamente . Olhos desprotegidos podem causar lesões por causa da pólvora. Em se tratando de armas automáticas ou semi-automáticas. Preparando-se Para Atirar – Uso de EPI: ATENÇÃO: Toda e qualquer etapa do manuseio. Sempre que for efetuar qualquer tipo de treinamento de tiro com sua arma de fogo. com todas as armas aqui apresentadas. partículas de metal ou fragmentos similares que talvez desprendam-se ocasionalmente de qualquer arma de fogo em uso normal. lubrificantes.  Mantenha sua arma sempre limpa. uma repetitiva exposição ao barulho do tiro talvez cause uma permanente e cumulativa perda de audição. resíduos de carbono. gás. verifique pessoalmente. Da mesma forma.  Verifique se não há obstrução do cano de sua arma antes de carregá-la. Sem proteção auricular.  Nunca pergunta se a arma que você recebeu esta carregada. tenha sempre alguns cuidados. seja ela qual for.

e não menos importante.42 com considerável velocidade e podem causar lesões em pessoas que estiverem próximas. 06.010 Kg (cano de 4 pol. NÃO ESQUEÇA DE SEMPRE USAR O COLETE BALÍSTICO MESMO EM TREINAMENTO.) 5) Número de raias: 06 (esquerda p/ direita) 6) Número de câmaras no tambor: 05.38" Taurus a) Características: 01) Calibre: 38" 02) Peso desmuniciado: 0. Revólver Calibre . 07 ou 08 7) Alcance útil: 50 m b) Classificação: 1) Quanto a tipo: de porte 2) Quanto ao emprego: individual 3) Quanto ao funcionamento: de repetição 4)Quanto ao principio de funcionamento: ação muscular do atirador .235 m(cano de 4 pol. o ferrolho das armas de fogo move-se durante o disparo.) 3) Peso municiado: 1. por esse motivo.) 4) Comprimento total: 0.950 Kg (cano de 4 pol. Por fim. evite colocar o rosto próximo à pistola.

3) Disparar. . 4) Abrir a arma. 5) Extrair os estojos.43 5) Quanto a refrigeração: a ar 6) Quanto ao raiamento: alma raiada (06 da esquerda p/ direita) 7) Quanto a alimentação: manual 8) Quanto ao sentido da alimentação: da esquerda p/ direita. 1) Municiar o tambor: Consiste em introduzir as munições nas câmaras. c) Manejo: Consiste basicamente em cinco etapas: 1) Municiar o tambor. 2) Alimentar e carregar a arma. conforme a foto abaixo.

44 2) Alimentar e carregar a arma: Consiste em fechar a arma girando o tambor para a direita (ver foto) 3) Disparar a arma: Sem muitas novidades. é o ato de trazer (puxar) o gatilho a retaguarda. 4) Abrir a arma: Consiste em pressionar o botão serrilhado do tambor com o polegar da mão esquerda e empurrar o tambor com os dedos da mão direita para a esquerda (destro) (ver foto) .

45

5) Extrair os estojos: Pressionando-se a vareta do extrator com o polegar da mão esquerda, este (extrator) retira os estojos das câmaras do tambor (ver foto)

Pistola Taurus - PT 100, Calibre .40 SW:

Características do Amamento:

Quanto ao tipo Quanto ao emprego Quanto a alma do cano Quanto ao sistema de carregamento Quanto à refrigeração Quanto à alimentação Quanto ao sentido da alimentação Quanto ao funcionamento Quanto ao princípio de funcionamento

De porte Individual Raiada Retrocarga A ar Carregador tipo cofre De baixo para cima Semi-automática Ação direta dos gases

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Pistola PT 100:

Apresentação da Pistola PT 100:

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Municiamento da Pistola PT 100:

O municiamento da pistola deve possui as seguintes etapas: 01- Aponte o cano da arma para local seguro. 02- Pressione o Botão do Retém do Carregador, localizado guardamato carregador. 03- Coloque os cartuchos no carregador (municiar). próximo e retire ao o

Para isso, segure o mesmo com uma das mãos e com a outra introduza os cartuchos pressionando-os para baixo e para trás. 04- Recoloque o carregador na arma (alimentar), assegurando-se que ele fique preso pelo retém. Carregadores mal colocados podem cair no momento em que você menos espera. 05- Segure a pistola firmemente com a mão que você usa para lembrando-se manter fora do o atirar, de dedo gatilho.

Com a outra mão puxe o ferrolho para trás até o batente e solte-o bruscamente. Com Isso o ferrolho posiciona uma munição na câmara do cano (carregar). 06A pistola está agora engatilhada e municiada, pronta para atirar. Para desengatilhá-la pressione o desarmador do cão.

48 07.Retire o carregador.Aponte arma seguro. causando o desengatilhamento da arma. o cano da local para 02.Puxe o ferrolho para trás certificando-se de que o cartucho que estava na câmara foi devidamente removido. 03. caso esteja engatilhado.Pressione o desarmador para baixo fazendo com que o cão desengatilhe automaticamente. voltando a sua posição de descanso. Este procedimento engatilhará novamente o cão. 04. 05. Para retorná-lo à posição normal. o ferrolho fica recuado e imobilizado pela ação do retém do ferrolho.Acione novamente o desarmador.Após o último tiro. pressione para baixo o retém do ferrolho. . Desmuniciamento da Pistola PT 100: O desmuniciamento da Pistola PT 100 possui as seguintes etapas: 01.

Pronto: sua arma está desengatilhada e desmuniciada. 02 . 03 -Pressione o retém da alavanca de desmontagem e gire a alavanca.Após desmuniciar sua arma. .49 06.Puxe o ferrolho até o final do curso para certificar-se de que não há munição na câmara. faça sempre o exame visual da câmara. Desmontagem e Montagem da PT 100: A desmontagem da Pistola PT 100 possui as seguintes etapas: 01 .Retire o carregador pressionando retém do carregador que está próximo ao guardamato.

50 04 . . ATENÇÃO: A montagem da Pistola PT 100 deve ser feita no sentido inverso da desmontagem.Retirar o conjunto do cano do ferrolho. 05 .Deslize o conjunto cano-ferrolho para frente até liberá-lo da armação. 06 .Comprima a guia da mola recuperadora levantando o conjunto e retirando-o cuidadosamente.

conforme figura abaixo.51 ATENÇÃO: o impulsor da trava do percussor deve estar abaixado no momento da montagem do ferrolho na armação. Calibre .PT 24/7.40 SW: Características do Amamento: Quanto ao tipo Quanto ao emprego Quanto a alma do cano Quanto ao sistema de carregamento Quanto à refrigeração Quanto à alimentação Quanto ao sentido da alimentação Quanto ao funcionamento Quanto ao princípio de funcionamento De porte Individual Raiada Retrocarga A ar Carregador tipo cofre De baixo para cima Semi-automática Ação direta dos gases . Pistola Taurus .

52 Especificações Técnicas da Pistola PT 24/7: Apresentação da Pistola PT 24/7: .

Para remover o carregador. e inserirá um cartucho na câmara. o tirante do gatilho movimenta-se para trás acionado a armadilha fazendo-a liberar o percussor. Quando o gatilho é acionado. sob a pressão da mola recuperadora. Neste instante o gatilho está totalmente á frente.Segure o carregador com uma das mãos e com a outra insira os cartuchos um de cada vez. Com a outra mão puxe o ferrolho até seu limite e solte-o bruscamente. pressionando-os para baixo e para trás.53 Municiamento e Funcionamento da Pistola PT 24/7: O municiamento da pistola deve possui as seguintes etapas: 01 . Após o disparo o ferrolho recuará pela ação dos gases e ejetará o estojo vazio. 04 . 02 . pressione o botão do retém do carregador localizado próximo ao guardamato com o seu polegar. O percussor está pré-armado pela ação da armadilha e sua mola comprimida. .A pistola agora está pré-armada e pronta para disparar Sistema de Ação Simples. assim o ferrolho irá para frente. que é lançado a frente pela ação de sua mola ferindo a espoleta e deflagrando a munição. Carregador mal colocado pode cair no momento em que você atirar. Insira o carregador na pistola até que fique preso pelo retém do carregador.Segure a pistola com uma mão mantendo seu dedo longe do gatilho. 03 .

basta liberar o gatilho à frente até sentir ou ouvir um "click". Objetivando seu retorno para a posição de descanso. e então puxálo totalmente para trás. A pistola está novamente pronta para disparar e com o percussor pré-armado no Sistema Ação Simples. Após o último disparo. esta arma está provida de um mecanismo que automaticamente passa o sistema para o Sistema de Ação Dupla (DAO). Para disparos sucessivos. Desmuniciamento da Pistola PT 24/7: O desmuniciamento da Pistola PT 24/7 é igual ao empreendido pela Pistola PT 940: (ver armamento anterior) . o ferrolho permanecerá na posição aberta mantido pelo retém do ferrolho. ou mesmo queira parar antes de disparar o último cartucho de um carregador. permitindo disparar sem necessidade de ciclagem do ferrolho. Em caso de falha de munição onde não ocorra o disparo. pressione o retém do ferrolho para baixo. 05 .54 alimentado um outro cartucho na câmara. empurre o registro de segurança para cima.Caso você não queira atirar.

Lembre-se de deixar sempre o dedo fora do gatilho. 04 . Como maneira alternativa. gire a alavanca de desmontagem do ferrolho no sentido horário. Este movimento liberará a alavanca de desmontagem. 02 – Puxe o ferrolho até o final do curso para certifica-se de que não há munição na câmara e empurre a tecla do retém do ferrolho para cima. .55 Desmontagem e Montagem da PT 24/7: A desmontagem da Pistola PT 24/7 possui as seguintes etapas: 01 . puxe a alavanca de desmontagem para fora da armação.Com o polegar esquerdo.Retire o carregador pressionando o botão do retém do carregador. 03 . libere o ferrolho acionando o retém do ferrolho e puxe o ferrolho para trás. até que pare.Com a mão esquerda. A alavanca de desmontagem nessa etapa fica perpendicular em relação ao ferrolho.

O ferrolho deve ser montado na armação e totalmente empurrado para trás e o retém do ferrolho deve ser movimentado para cima para manter o ferrolho na parte de trás. no ferrolho Insira a empurrando-o extremidade conjunto mola recuperadora no alojamento do ferrolho.Cuidadosamente. Empurre o ferrolho um pouco para frente até ouvir um click. pressione para baixo o retém do ferrolho e deslize o ferrolho para frente. solte o gatilho e empurre o ferrolho totalmente para frente até sair da armação. A montagem da Pistola PT 24/7 possui as seguintes etapas: 01 Encaixe o para do cano trás. 07 - Remova o cano do ferrolho puxando-o para frente e para cima. mantendo-o acionado. 06 . comprimindo a mola levemente para colocá-la na posição. ela é inserida na armação .56 05 . 02 Ao reinstalar a alavanca de desmontagem. sobre controle.Retire o conjunto mola recuperadora de sua posição na parte inferior do cano. Puxe o gatilho.

. Insira a alavanca de desmontagem uma vez que o ferrolho esteja em posição para alinhar o cano com o orifício. então o empurre suavemente para dentro. de forma a garantir que a relação cano/ferrolho/armação esteja correta. 04 . 03 . Um clique indicará que a alavanca de desmontagem está presa no lugar.57 com a tecla apontada para trás (posição horizontal). o que permite que o ferrolho deslize para frente.O retém do ferrolho pode ser então pressionado para baixo. sem carregador inserido e nenhum cartucho na câmara.Você deve clicar o ferrolho diversas vezes.

58 Visão Explodida da Pistola PT 24/7/Lista de Peças: .

59 .

40 SW Características do Armamento: Quanto ao tipo Quanto ao emprego Quanto a alma do cano Quanto ao sistema de carregamento Quanto a refrigeração Quanto a alimentação Quanto ao sentido da alimentação Quanto ao funcionamento Quanto ao princípio de funcionamento Portátil Individual Raiada Retrocarga A ar Carregador tipo cofre De baixo para cima Automática Ação direta dos gases .FAMAE Calibre .60 Metralhadora Taurus .

61 Especificações Técnicas da Metralhadora FAMAE MT-40: .

62 Apresentação da Metralhadora FAMAE MT-40: .

bastando apenas posicionar o seletor na modalidade de tiro desejada. 04 – Coloque o na carregador caixa no do alojamento mecanismo.Aponte o cano da arma para local seguro. 02 – Posicione o seletor de na posição “1”. puxe o ferrolho fortemente para trás até o final do curso e solte-o bruscamente. especialmente durante os disparos. Desmuniciamento da Metralhadora FAMAE MT-40: O desmuniciamento da Metralhadora FAMAE MT-40 possui as seguintes etapas: 01 . assegurando-se que fique preso pelo mal retém. . 03 – Coloque os cartuchos no carregador. colocados Carregadores podem cair no momento a qualquer momento. Com isso o ferrolho posicionará um cartucho na câmara e a arma estará pronta para atirar. 02 – Posicione o seletor de na posição “S”.Aponte o cano da arma para local seguro. 05 – Com o cano apontado para uma posição segura.63 Municiamento da Metralhadora FAMAE MT-40: O Municiamento da Metralhadora FAMAE MT-40 possui as seguintes etapas: 01 . segurando-o com uma mão e com a outra introduza os cartuchos pressionando-os para baixa. até o máximo de trinta cartuchos. Lembrese que o dedo deve sempre esta fora do gatilho.

Faça sempre o exame visual da câmara. Uma vez retirados. 04 – Recue o ferrolho através do preparador ou alavanca de manejo e certifique-se que não têm cartucho da câmara.Retire os pinos de união de seu alojamento.64 03 – Retire o carregador pressionando o retém do carregador localizado próximo ao guardamato. Os pinos de união para serem removidos é necessário pressiona-los retirando primeiro o pino posterior e depois o anterior. 05 . Desmontagem e Montagem da Metralhadora FAMAE MT . Sua arma está desmuniciada.Pressione o gatilho ou puxe levemente o preparador para trás acionando o gatilho e voltando-o a posição inicial. 03 . a caixa do mecanismo se desconectará da caixa da culatra. separando a arma em suas partes. . 02 – Recue o ferrolho através do preparador e certifique-se que não tem cartucho na câmara.40 A) Desmontagem: A desmontagem da Metralhadora FAMAE MT-40 possui as seguintes etapas: 01 – Posicionar o seletor em segurança “S”.

06 . . o guardamão superior. Para isso é necessário pressionar a haste com o dedo polegar retirando assim o pino.Retire o ferrolho. B) Montagem A montagem é feita na ordem inversa da desmontagem conforme a seguir: 01 . 05 . Logo em seguida retira-se a haste e a mola recuperadora.Retire as placas do guarda-mão. Para retirar o ferrolho pressione o retém do preparador para baixo retirando assim. o preparador. Certifique-se que o mesmo esteja perfeitamente encaixado na caixa da culatra. logo após. ATENÇÃO: A não observância desse detalhe poderá vir a causar danos a arma.Coloque o ferrolho na caixa da culatra colocando em seguida o preparador em seu devido alojamento. Em seguida incline a arma fazendo com que sai o ferrolho de seu depósito. 02 . Primeiro retira-se o guarda-mão inferior puxando-o pra trás e para baixo.Introduza a haste (guia) com a mola recuperadora no ferrolho e pressione até que o orifício da extremidade oposta ultrapasse o limite da caixa da culatra suficientemente para a colocação do pino de retenção (fixação). deslocando-se para cima.Retire a pino da haste (ou guia) da mola recuperadora.65 04 .

posicionando primeiro o pino de união anterior e depois o pino de união posterior.Unir as caixas de mecanismo e culatra. 04 .66 03 – Coloque o guarda-mão superior e inferior. verificando se não interferiu no orifício de passagem do pino de união. Visão Explodida da Metralhadora FAMAE MT-40/Lista de Peças: . ATENÇÃO: Logo após a montagem é aconselhável realizar um teste de funcionamento. sem carregador e certificar-se que nas quatros posições do registro de tiro o mecanismo não apresenta irregularidades. O manuseio deve ser efetuado sem munição.

67 .

12" CBC: Características: 1) Calibre: 12" 2) Peso: 3.35 Kg 3) Comprimento: 1055 mm 4) Capacidade do depósito de munição: 7+1 5) Alcance útil: 30 m Classificação: 1) Quanto a tipo: portátil 2) Quanto ao emprego: individual 3) Quanto ao funcionamento: de repetição 4)Quanto ao principio de funcionamento: ação muscular do atirador.Coronha 3.Receptáculo 4.Soleira 2. 5) Quanto ao raiamento: alma lisa 6) Quanto a refrigeração: a ar 7) Quanto a alimentação: manual 8) Quanto ao sentido da alimentação de baixo para cima ou de trás para frente.Ferrolho .68 Espingarda de Repetição Caibre. Divisão Geral: 1.

possibilitando que a telha seja movimentada à retaguarda.Transportador 8. deixando o transportador alinhado com o depósito de munições. onde pela pressão da mola do êmbolo do depósito de munições. deixando-a assim pronta para disparar.Guarda-mato 7. interceptando a munição pelo culote e empurrando-a para a câmara.Telha 9. ao se acionar a tecla do registro de segurança (trava de segurança). 3 ) Travamento: Estando a arma fechada. libera-se a mesma. que baixa o transportador.69 5. 2) Fechamento e carregamento: Estando a arma aberta (com a telha recuada e a munição no transportador ) ao levar a telha á frente. trancada e carregada.Cano 6.Tubo do depósito 10.Bujão do depósito Funcionamento: 1) Abertura: Estando a arma fechada. onde ocorre o fechamento. movendo na mesma direção o conjunto-ferrolho. o transportador levanta-se e se alinha ao cano. o mecanismo impede que a tecla do . trancamento e carregamento da arma. ao se pressionar o acionador da trava da corrediça. é empurrada a munição sobre o transportador. ao mesmo tempo que o ferrolho é levado à frente. o mesmo aciona o localizador direito (que é o retém de munições).

caso o atirador leve a frente a telha. que captura outra munição ( se existir no depósito de munições). permitindo que a arma seja aberta. trancando e carregando a arma. porém. carregada e travada. este vem topar no ejetor. localizado no ferrolho. 6) Descarregar a arma. que apresenta-se saliente quando o ferrolho está totalmente à retaguarda. 4) Disparar a arma. executando a abertura da arma ao mesmo tempo que ocorre a extração da munição percutida da câmara. 2) Alimentar a arma. o próprio mecanismo de disparo mantém a trava da corrediça destravada. possa o atirador recuar a telha à retaguarda. trancada e carregada. fechada. 5) Ejetar o cartucho da câmara. ejetando-o. ao destravá-la. 3) Carregar a arma. sem acioná-la. extraindo o estojo. permitindo que. pelo bloqueamento da alavanca de disparo. Ao recuar totalmente a telha. por intermédio de sua mola.70 gatilho seja posta em ação. Manejo: 1) Inspecionar e travar a arma. 5) Abertura. Neste momento. impulsionando o percursor a frente. a alavanca de disparo é liberada. . fechando. 4) Disparo: Estando a arma fechada. só não permite o disparo. indo percutir a espoleta. pelo simples acionamento da tecla do gatilho. o ferrolho tem baixado o transportador . alinhada ao cano e. extração e ejeção: Efetuando o tiro. através do extrator. a mesma encontra-se pronta para disparar. podendo recomeçar todo o processo. trancada. pois a munição encontra-se na câmara. não impede que a trava da corrediça seja acionada.

Empurrar para cima o acionador da trava da corrediça.Levantar a frente do cartucho para fora retirando-o pela janela.Travar a arma. 07 . 02 . 03 .Inclinar a arma de lado para permitir que o cartucho saia pela janela de ejeção.Puxar a telha completamente para trás até que o próximo cartucho esteja fora do depósito.: de baixo para cima . Fuzil SA/ Para SA Classificação do Fuzil AS/ Para SA: 1) Quanto a tipo: portátil 2) Quanto ao emprego: individual 3) Quanto ao funcionamento: automático ou semi-automático 4)Quanto ao principio de funcionamento: ação dos gases no ferrolho 5) Quanto ao raiamento: alma raiada 6) Quanto a refrigeração: a ar 7) Quanto a alimentação: com carregador 8) Quanto ao sentido da alimentação.Apontar a arma para uma direção segura. 04 -Puxar vagarosamente a telha até que a parte da frente do cartucho esteja rente com a janela de ejeção. 06 . 08 . 05 .71 Deve-se: 01.Fechar e abrir o mecanismo até que todos os cartuchos sejam removidos.

3) Carregar a arma. 8) Descarregar a arma. 4) Travar a arma. 5) Destravar a arma. . Os cartuchos deverão ser pressionados diretamente sobre a mesa de apresentação do carregador. Os cartuchos deverão ser colocados com os projéteis voltados para o pequeno entalhe que prende o carregador a arma.72 Manejo do Fuzil SA/ Para SA: 1) Municiar o carregador. Municiando Carregador do Fuzil SA/ Para SA: Consiste em introduzir os cartuchos no carregador. 2) Alimentar a arma. 7) Retirar o carregador. 9) Rebater a coronha do Para SA. 6) Disparar a arma.

A alavanca de manejo deve ser solta bruscamente não conduzida à frente.73 Alimentando o Fuzil SA/ Para SA: Consiste me introduzir o carregador municiado na arma prendendo-o pelo seu retém. . Observe na foto ao lado a forma correta de colocação. O carregamento inadequado pode não fechar completamente o ferrolho. Travamento do Fuzil SA/ Para SA: Consiste tão somente em girar o registro de tiro de segurança para a posição "S". Carregando o Fuzil SA/ Para AS: Consiste em introduzir a munição na câmara puxando-se a alavanca de manejo completamente a retaguarda e soltando-a.

o cartucho será automaticamente extraído da câmara e ejetado. trazendo para trás a tecla do gatilho. retiramos o carregador e em seguida procedemos como se quiséssemos carregar a arma. . Retirando o Carregador do Fuzil SA/ Para SA: Aperta-se o retém do carregador liberando-o. a arma estará descarregada. Descarregando o do Fuzil SA/ Para SA: Como primeira e necessária providência. Disparando o do Fuzil SA/ Para SA: Consiste apenas em acionar.74 Destravamento do Fuzil SA/ Para SA: Consiste em girar o registro de tiro e segurança para a posição “F".

. c) Dobrá-la para a direita. b) Pressionar a coronha para baixo. com uma considerável força.75 Rebater a Coronha do Fuzil Para SA: Devemos procedimentos: adotar três a) Acionar o retém da coronha existente em baixo de sua parte anterior. fazendo com que ela desprenda-se do seu encaixe.

nas linhas que se seguem. sejam eles de porte ou portáteis: . bem como o que muda nos diferentes armamentos. mais ele estará seguro. a seguir explicaremos cada uma delas. empunhadura. Posição do Atirador: O atirador poderá tomar diferentes posições para efetuar o tiro. As posições são basicamente cinco. então por que tomar a posição em pé quando a de joelhos seria a mais apropriada para a ocasião?. visada. que são: posição do atirador. Falaremos um pouco sobre cada um desses fundamentos. respiração. pois no caso de uma troca de trios. a mesma definida pela situação que se apresentar no momento. FUNDAMENTOS E TÉCNICAS DE TIRO COM ARMA DE FOGO Os fundamentos do tiro podem ser divididos em seis partes. O posicionamento correto do corpo representa 5% de um tiro perfeito. dentre outras coisas. puxada do gatilho e condicionamento mental.76 8. livre de impactos de projéteis. quanto mais estiver reduzida silhueta do atirador.

Nela o pé esquerdo fica posicionado à frente do direito uns 20 a 30 cm. A arma é segurada com direita e apoiada com a esquerda. no entanto não se deve utilizar uma força desnecessária ao envolver o armamento nas mãos.77 Posição Isóceles: Posição assumida pelo atirador no qual o corpo fica um tanto curvado e de frente para o alvo. que faz uma leve pressão para trás ao mesmo tempo em que a direita faz uma força contrária. Posição Weaver e Weaver Modificada: A posição Weaver permite que se efetue disparos com muita rapidez e precisão. modificou ligeiramente a posição Weaver original. campeão de tiro prático. deve-se fazer da forma mais firme possível. Uma das mãos empunha e efetua o disparo e a outra apenas apóia. O corpo é mantido reto e os braços levemente dobrados. mantendo o braço direito totalmente esticado e o esquerdo dobrado. fazendo com que seu corpo naturalmente assuma uma posição lateral em relação ao alvo. dando estabilidade. formando assim. um triângulo cuja base seriam os ombros. Ray Chapman. ficando seu ombro esquerdo ligeiramente à frentedodireito. Em armas de porte. . Empunhadura Ao se empunhar qualquer tipo de armamento. As pernas ficam um pouco dobradas com os pés paralelos e ambos os braços esticados para frente.

pois isto causaria um pequeno tremor em toda arma. do dedo indicador e. Para tanto deverá força a o braço da mão forte para frente ao mesmo tempo em que. Para um tiro preciso é necessário completar a correta empunhadura com a colocação do dedo indicador no gatilho. é a porção que deve ser colocada sobre o gatilho para acioná-lo A empunhadura deverá ser empreendida com ambas as mãos (empunhadura dupla). a distância até a falange medial. Nela a mão fraca servirá de apoio à mão forte. os demais são depositados sobre ele sem exercer qualquer tipo de pressão (o anular e o mínimo na coronha e o indicador distendido ao logo do guarda-mato). no máximo. Desta forma o braço da mão forte ficará totalmente retesado. enquanto que o da mão fraca ligeiramente flexionado. Acredita-se que uma boa empunhadura representa 20% de um tiro perfeito. bem como deslocamento da arma para baixo ou para cima indevidamente. trará conjunto para trás.78 apenas os dedos polegar e médio da mão forte seguram o armamento. com a fraca. A falange distal. Acredita-se que a correta colocação do dedo no gatilho represente 50 % de um tiro preciso. antigamente denominada falangeta. atuando como uma alavanca. distendido à frente. . O atirador deverá utilizar-se de forças contrárias a fim de estabilizar as arma deixando-a o máximo possível parada.

e a realização da Linha de Visada. Visada A visada é um dos fundamentos mais importantes na execução do tiro.79 Aparelho de Pontaria: Todos os armamentos que nos possibilitam realizarmos uma visada. Consta de duas fases: a realização da Linha de Mira. O conjunto composto denominado da de alça/massa aparelho de de mira é pontaria. o que alguns chamam de realizar pontaria. são compostos de duas peças básicas: a alça de mira e a massa de mira. exercendo cerca de 15% de um tiro preciso. . Basicamente o aparelho de pontaria é o mesmo em todos os armamentos. É onde procuramos atingir nosso alvo com o máximo de precisão. diferindo um pouco nos diversos modelos das armas e fabricantes.

80 Linha de Mira – É a distância. partindo-se do olho do atirador. Linha de Visada – É o prolongamento da linha de mira ao alvo Fotografia: Ao se realizar a visada entre a alça. sendo uma imagem com três pontos posicionados em Foco de Visão na Massa de Mira diferentes distâncias. forma-se uma figura que chamamos de fotografia. ocasião na qual estaremos usando olho diretor. . massa e alvo. compreendida entre a alça de mira e a massa de mira. não permite a focalização nítida e simultânea de objetos posicionados em diferentes distancias. Contudo a visão humana. Para uma perfeita visada a massa deverá estar no centro do entalhe da alça e na mesma altura.

porém apenas um dos nossos olhos é que dirigirá a pontaria. o olho será o esquerdo. abra e feche um olho de cada vez e perceba qual deles você possui maior predominância (melhor acuidade visual). Podemos atirar com os dois olhos abertos. deve o atirador concentrar seu foco de visão na massa. Normalmente. o que seria ideal. Olho Diretor: A tomada da linha de mira deverá ser vista apenas por um dos olhos. ficando a alça e o alvo embaçados. por características . para quem é sinistro ou canhoto. em seguida procure focar um ponto de referência olhando através do orifício criado por sua mão. Porém.81 Assim sendo. Para determinação do olho diretor basta um simples exercício: forme um círculo semelhante ao “OK” norte-americano com a com a mão que normalmente você empunha uma arma. a vista direita é o olho diretor e. O olho que dirige a pontaria é chamado de olho diretor. para quem é destro. este é o olhor diretor.

Caso isso venha a ocorrer. logicamente não iremos acionar o gatilho . provocando tremores faciais. evitando que ao se fechar um dos olhos mantendo o outro aberto. Todas as vezes que você constatar que o ritmo do coração esta mais acelerado que o normal (principalmente quando ele for transmitido ao braço e á arma) ou quando sentir diminuições da acuidade visual. No caso de armas curtas. até que seja sanado o inconveniente notado. numa ocorrência em que há troca de tiros. O diafragma é o principal músculo responsável pela inspiração e expiração. Puxada do Gatilho: O gatilho deverá ser acionado lenta e progressivamente de forma ao atirador ser surpreendido pelo disparo. poderá haver uma troca. que provoca uma certa oscilação do tronco podendo interferir no disparo. conseqüentemente da arma.82 visuais de cada indivíduo. dependendo do atirador. O atirador deve evitar determinar o momento da deflagração do cartucho. entrada e saída de ar dos pulmões. logo ele estará com a pálpebra do olho diretor tentando fechar-se ou a do outro tentando abrir-se. Evidentemente isso causa uma certa movimentação de ombros e. Os dois olhos totalmente abertos permitem que a musculatura facial fique completamente relaxada. no qual existe um considerável desvio no alvo pretendido. Nela observamos uma expansão e uma diminuição do volume do tórax. Respiração: A respiração é uma combinação de processos que determinam a condição geral física do atirador. faça exercícios respiratórios moderados. é bem provável que apareça o fenômeno da gatilhada. Evidentemente sabemos que numa situação de defesa. não haverá tanto problema a ser resolvido.

enquanto que o da direita representa um disparo em ação dupla. De maneira semelhante. lateral – esta será movida em conjunto. refere-se ao posicionamento do dedo no mesmo. das propriedades seres vivos mais é a dos Todo organismo recebe estímulos do meio que o rodeia e responde aos . Na figura acima temos o posicionamento correto no dedo no gatilho. Condicionamento Mental Uma características excitabilidade. do ponto de impacto do projétil (observar figura). se deve ter cuidado de ao colocar o dedo no gatilho. apenas a ponta do dedo. procurando manter alinhadas o aparelho de pontaria e o enquadramento perfeito do alvo. o que só conseguimos com o constante treinamento. Um detalhe muito importante relacionado a puxada do gatilho. ocasionando desvio do cano e. Durante a puxada do gatilho o atirador deve ter a preocupação de ir aumentando a pressão lenta e continuamente.83 lentamente. Deve-se observar os diferentes procedimentos para disparos em ação dupla e em ação simples. é necessário que tenhamos completo domínio sobre o seu funcionamento. Acreditase que o acionamento do gatilho significa 25% da possibilidade de tiro certeiro. progressivamente no entanto para conseguirmos obter bons resultados numa situação de acionamento rápido do mesmo. usando. O da esquerda representa o disparo em ação simples. sempre deixar um espaço mínimo (luz) entre ele e a armação da arma. em conseqüência. no último caso. com bastante suavidade.

Erros Mais Comuns Durante a Execução do Tiro Real: Estrangulamento: O atirador empunha a arma com excesso de força. O sistema nervoso penetrando com suas ramificações em todos os órgãos e tecidos. efetuando sua integração. o que fará com que os tiros atinjam a parte inferior do alvo. fazendo com que o cano desloque-se para baixo e para direita.84 mesmos com reações que o relacionam com o meio exterior. e conseqüentemente. Nos organismos multicelulares superiores a reação entre a zona onde recai a excitação e o órgão correspondente é de responsabilidade de Sistema Nervoso. Gatilhada: É o ato de puxar o gatilho para trás depressa demais. . unindo todas as regiões do corpo em um todo.

. Acidente de tiro é toda ocorrência de que resulte dano ou avaria da arma. Antecipação do recuo (recuo): Quando aperta-se o gatilho a espera do recuo. em conseqüência de funcionamento anormal da arma ou munição. material estranho a arma ou de pessoas. Manutenção Preventiva: É o conjunto de cuidados e serviços realizados. e de correção de incipientes falhas antes de ocorrerem (ou evoluírem) para defeitos ou avarias mais graves. ocorre uma pequena torção no momento do disparo. Incidentes e Acidentes de Tiro: Incidente de tiro é a interrupção do tiro da arma resultante de uma ação imperfeita de uma peça. ocasião na qual o cano da arma vai para a direita. com a finalidade de manter o armamento em satisfatórias condições de operações. imperícia ou negligência de um ou mais agentes. ou ainda de imperícia do atirador. de periódicas inspeções e averiguações. ou de falha da munição. provocando alteração no enquadramento das miras. provocado ou não por imprudência.85 Excesso de Dedo no Gatilho: Ao introduzir demasiadamente o dedo no guarda-mato.

a imprudência.Usar sempre o material adequado para as finalidades para as quais foram produzidos originalmente. ao superior hierárquico imediato. na forma da legislação vigente. são na maioria das vezes. Nega: É uma falha no tiro de uma arma. toda e qualquer irregularidade ocorrida com o material bélico. 03 . ou avarias.86 Deflagração Retardada: É o resultado de uma falha temporária ou atraso na ação de uma espoleta ou carga de projeção. ou acidentes. Prevenção de Acidentes e Incidentes de Tiro e Outras Ocorrências: 01 .Participe. as causas do mau funcionamento das armas. Causas Gerais de Acidentes e Incidentes de Tiro: A) MATERIAL: a manutenção preventiva que inclui também a lubrificação correta e a inspeção para verificação de partes gastas. com urgência. frouxas ou danificadas – realizada de maneira deficiente ou imprópria.Examinar todo o seu material diariamente para descobrir qualquer irregularidade ou peças perdidas. quando o gatilho é apertado e há o funcionamento normal do percussor. é a causa da maior parte de acidentes ou de incidentes de tiro. . 04 . negligência. B) PESSOAL: A imperícia. Durante alguns segundos não se pode distingui-la de uma nega. 02 .Cumprir todas as prescrições aplicáveis ao material.

pelo órgão competente.Frontal Direto . a fazê-los. A contínua falta de lubrificação das partes em funcionamento resulta aquecimento à fricção. Muito utilizado por policiais à paisana.Não realize alterações ou reparos que não seja autorizado ou especificado. que é suficiente para aumentar danosamente o desgaste das peças para vencer a força de expansão da mola antes dos ciclos de trancamento estarem terminados. Emprego Técnico e Tático de Arma de Fogo: Técnicas e Táticas Individuais e em Dupla Tipos de Porte.Propicia o acesso fácil da arma pelo adversário além do péssimo saque.87 05 .Lateral Direto . 06 . Evitar a lubrificação excessiva. porém com ressalva no saque pelo direcionamento do cano para a genitália. 01. Os mecanismos das diversas armas devem ser adequadamente lubrificados.Excelente retenção para ataque pela frente. 02 – Lateral Cruzado . mas deixando a desejar em ataque pelas costas.Porte seguro.Ótima retenção e boa apresentação. 04 – Frontal cruzado .Tornozelo . Avarias têm ocorrido pelo continuado uso de armas sem lubrificação adequada de suas partes em funcionamento. 05 – Mexicano (nas costas) . 03 .Deve ser utilizado apenas para a arma reserva (backup) e deve está no lado oposto da mão que fará o saque. além da lentidão no saque.Opção ruim de porte tanto para o saque como para a retenção. O trancamento ou o fechamento parcial produz freqüentes falhas ou negas. salvo quando existam condições excepcionais e urgentes que exijam que adote todas as medidas possíveis para manter sua arma em funcionamento. .

88 07 – Tático . Durante o saque o dedo deverá permanecer fora do gatilho. arma presa com fita adesiva nas costas. é importantíssimo a utilização e domínio de uma linguagem própria.Subaxilar . . Tempos Para o Saque: Tenha sempre em mente que o policial é um profissional que deve dominar um conjunto de conhecimento e técnicas específicas. Obs: A utilização do fiel preso ao cinto ajuda bastante na retenção e recuperação da arma. 08 .muito utilizado em coldre de perna ou até mesmo em colete tático. Saque Utilize sempre coldre de boa qualidade.Ex.Pouco utilizado 09 . que referencia seus procedimentos. ao mesmo tempo que a mão fraca é trazida junto ao estômago ou batida junto à fivela do cinto. com exceção da Posição 5. arma amarada com cordão e pendurada no pescoço.Portes não ortodoxos . preferencialmente com mais de um tipo de retenção e de rápido saque. As posições de saque vinculadas a posições numéricas devem ser entendidas nessa perspectiva. Posição 1: A mão forte empunha a arma destravando-a do coldre. referentes à sua atividade. Dessa forma.

formando a empunhadura dupla. .89 Posição 2: A arma é sacada e colocada a um ângulo de 45º junto ao corpo. Posição 4: A arma é engajada na linha de divisada em forma de soco. é efetuado o disparo. Posição 5: Controlando-se o gatilho. frente ao corpo. Posição 3: As mãos se encontram. fazendo o alinhamento entre alça. massa e alvo. mantendo ainda um ângulo de 45º em relação ao solo. Após o disparo a arma é levemente abaixada para que se proceda o acompanhamento até que se cesse a ameaça.

o policial deverá manter o controle de sua arma de fogo. ou mesmo um deslocamento de um lugar para outro em ocorrência. . Evite disparar sua arma durante posicionamento em uma coberta. Cobertas e Abrigos: Abrigo: É tudo aquilo que protege o policial contra observação do meliante e que resista a penetração de projéteis. o policial deverá manter a arma em punho sempre com o braço junto ao corpo. portas de automóveis. pois isto revelará sua posição. arquivos cheios de papéis.todavia não oferece proteção contra projéteis de arma de fogo. Cobertas: É tudo o que protege o policial do contato visual do meliante. O melhor abrigo em um veículo é o bloco do motor e as calotas das rodas. evitando apontá-la para o fogo amigo. Deslocamento Com Arma: Durante uma perseguição a pé. sem oscilações e movimentos amplos. lata de lixo. Exemplos: moitas e arbustos. etc. Desta forma ele deverá adotar uma melhor posição para o controle do seu cano.90 Controle de Cano: Em toda ocorrência. podendo ser naturais ou artificiais. Caso o deslocamento seja realizado com a arma no coldre deve-se sempre manter pressão da mão sobre a empunhadura. paredes de madeira. Exemplos: poste de concreto. caçambas de resíduos de lixo.

os policiais deverão progredir com um apontado para a frente e o outro cobrindo sua lateral. No primeiro tipo de recarga o policial efetuou alguns disparos com sua arma de fogo. fazendo assim o formato de um “L”. levando o policial a guardar sua arma no coldre. tendo além do contato físico o apoio da mão fraca para guiar o movimento. durante a crise que ocasionou os disparos. No segundo tipo de recarga o policial também efetuou alguns disparos com sua arma de fogo. Costas com Costas: Os dois policiais irão se deslocar. Ainda. Em L: Nesta técnica. sempre com o contato físico. mas não suficientes para acabar com a munição do carregador ou deixar o ferrolho aberto. este último projetando seus braços sobre a cabeça do primeiro. A arma do policial em pé deverá passar da linha da cabeça do policial em silhueta reduzida. porém a crise que motivou os disparos já se encontra contida. por uma questão de administração. Tipos de Recargas ou Troca de Carregador: Existem três tipos básicos de recarga.91 Táticas em Dupla: Cima/Baixo: Nesta técnica o deslocamento da dupla de policiais deverá ser feito com um policial agachado e o outro em pé. um de costas para o outro. pode haver momentos de certa tranqüilidade. o policial. mas não suficientes para acabar a munição do carregador. Como já efetuou alguns disparos. efetua a troca de carregador no qual um carregador cheio de munição é trocado pelo anterior. Essa troca de carregador é efetuada com a arma no coldre e recebe o nome de recarga administrativa. de .

B.I. É importante destacarmos que a nomenclatura da recarga varia de acordo com a escola. no entanto. Esse tipo de recarga é chamada de tática ou de combate. Por se encontrar sob fogo do inimigo. Lembramos que a troca de carregador deve ser feita preferencialmente com a silhueta reduzida. necessitando trocar o carregador vazio por outro com mais munição. No terceiro e último tipo de recarga o policial encontra-se sob fogo. Trata-se de um método eficaz. não permite que se efetue um disparo com precisão pois a empunhadura continua simples.92 um cessar fogo. Método utilizado pelo FBI durante bastante tempo. Métodos de Tiros Com Lanterna: Método F. podendo haver nomes distintos para o mesmo procedimento. Esse tipo de recarga recebe o nome de recarga estratégica. Consiste em manter a mão que segura a lanterna longe do corpo. Atualmente não é mais adotado no treinamento dos futuros agentes da Polícia Federal norte-americana. O atirador deve manter o braço esticado lateralmente enquanto empunha a arma com a outra mão. devendo ele efetuar a troca com a maior brevidade possível e de silhueta reduzida. Isso porque o policial não sabe quando ele terá oportunidade para efetuar outra recarga ou quando ela será necessária. . o policial troca estrategicamente o carregador por outro cheio ou com uma quantidade maior de munição. a última preocupação do policial é com o carregador vazio. além de ser cansativo. ou mesmo o policial pode se encontrar abrigado ou mesmo em uma cobertura. Nesse momento. segurar a lanterna nessa posição.

nem as mãos ficam encostadas. Nela o atirador mantém-se virado em direção ao alvo. com os braços um tanto dobrados.93 Método Harries Criado pelo instrutor norte-americano Mike Harries. segurando-a com se fosse uma seringa. Método Ayoob Massad Ayoob criou essa posição baseando-se na posição isósceles de tiro visado. mas sim a mão da lanterna procura envolver a da arma. Nesse método. Muito eficaz para quem tem mãos grandes ou possui uma lanterna do tipo Sure Fire ou Scorpion. A mão que segura a lanterna passa por baixo do braço que empunha a arma e se encontram firmemente apoiando-se uma mão à outra. polegar ao lado de polegar. criando pelo sistema de pressões contrárias. baseado na posição de tiro criada por Jack Weaver. Dessa forma os braços não se cruzam. como no Método Harries. tanto a mão que segura a lanterna quanto a mão que empunha a arma são mantidas juntas. Esse método fornece grande precisão no disparo e imprime muita confiança. As costas das mãos se encontram e se apóiam mutuamente. Os três dedos restantes seguram firmemente a mão que empunha a arma. Método Roger O atirador empunha a lanterna. e . inércia e firmeza necessárias para um disparo preciso.

. é possível cegar o oponente com a luz da lanterna. portanto é uma técnica recomendada para curtas distâncias. o facho de luz tende a ter uma inclinação para cima.94 ambos os braços esticados retos são levantados juntos em direção ao alvo. ATENÇÃO: Em todas as técnicas a visada é feita pela aparelho de pontaria e não pelo facho de luz da lanterna. Ao levantar os braços. Além de permitir um disparo preciso.

Forjas Taurus. Editora Magnum. Tiro de Combate Policial: uma abordagem técnica / João Andrade Voss de Oliveira. Tees Brazil. Manual de Instruções de Revólver.1992. 2002. Tiro e Tática de Abordagem . Forjas Taurus. 2003. Forjas Taurus. 2001. Gerson Dias Gomes e Érico Marcelo Fontes – Erechim: São Cristóvão.95 REFERÊNCIAS CÂMARA JÚNIOR. Manual de Instruções da Pistola PT 940. . PM-PE. Instruções do Curso de Operações de Alto Risco – PCPE. Creso M. Manual de Instruções da Pistola PT 24/7. UFMT. Editora Del Prado.1996. Manual do Curso de Operacional de Técnica de Abordagem e Tiro . Capitão. 2001. Manual de Tiro Policial. SETÚBAL. Forjas Taurus. Instruções do Curso de Low Light Tactical Pistol. OLIVEIRA. 2003. Tiro Policial: Uma Proposta de Mudança na Formação e Capacitação do Policial Militar. Coleção Armas Ligeiras de Fogo.ATTA-2002. Identificação de Munições. Instruções do Curso de Armamento. Rhaygino Sarly Rodrigues. ZANOTA. Wellington Bezerra. Manual de Instruções da Metralhadora FAMAE-MT-40.COTAT-SDSPE. João Alexandre Voss.

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