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ESTUDOS BÍBLICOS 10.

Introdução.

Estes Estudos Bíblicos foram escritos com a finalidade de expor o mais


simples do fundamento da fé cristã. A palavra “doutrina" significa
ensinamento. E nessas páginas sintetizamos o maior número possível de
doutrinas bíblicas.

Procuramos escrever de maneira simples e bem clara os ensinos, sempre


bem acompanhados de versículos bíblicos. Em nenhuma doutrina frisamos
nossas idéias particulares, mas usamos a Palavra de Deus para acurar a
mais límpida verdade.

Acreditamos que existem verdades cristãs que devem estar na mente e no


coração de cada autêntico servo de Deus. A simplicidade desse trabalho é
proposital, visto que nesses últimos dias, muitos querendo ser doutores
acabaram dando ouvidos a demônios (I Timóteo 4.1), se esquecendo da
simplicidade que há no verdadeiro Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

“Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador


Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, tanto agora como no dia eterno” (II
Pedro 3.18).

Roberto Tupinambá, teólogo.


Dezembro 2010.
ESTUDOS BÍBLICOS 10. 2

ESTUDOS BÍBLICOS – VOLUME IV.

ÍNDICE.

ESTUDOS BÍBLICOS 10.

46. A BÍBLIA E A IGREJA.

47. EXISTE DIFERENÇA ENTRE LOUVOR E ADORAÇÃO?

48. DIFERENÇAS ENTRE O DEUS DO ALCORÃO E O DEUS DA BÍBLIA.

49. OS SETE JULGAMENTOS DE DEUS.

50. 30 RAZÕES POR QUE NÃO GUARDO O SÁBADO.


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46. A BÍBLIA E A IGREJA.

"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a


repreensão, para a
correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus
seja perfeito e
perfeitamente habilitado para toda boa obra" (II Timóteo 3.16,17).

A Bíblia é o livro por excelência, ela é inspirada por Deus, escrita pelos
homens, concebida no Céu, nascida na terra, odiada pelo Inferno, pregada
pela igreja, perseguida pelo mundo e crida pelos cristãos. Foi escrita por
várias pessoas, em diversos lugares, em contextos diversos. Acredita-se que
tenha sido escrita ao longo de um período de 1500 anos por cerca de 40
homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais. A
Bíblia tem todas as diretrizes necessárias para o crescimento e manutenção
da igreja como povo de Deus. Tanto o Antigo Testamento quanto o Novo
Testamento é para a Igreja um referencial para a sua sobrevivência e
cumprimento da vontade divina. A Bíblia é a voz de Deus em linguagem
humana. É o depositário de toda a vontade de Deus para o homem em
todos os tempos (II Pedro 1.20,21).

I. A CENTRALIDADE DA BÍBLIA

A Bíblia é o ponto referencial para a compreensão e desenvolvimento da


vida cristã. Através de Sua revelação, que se inicia no Antigo Testamento e
tem continuidade no Novo Testamento com Jesus e Sua igreja, ela
desenvolve uma série de ensinos, que procura mostrar através do
relacionamento entre Criatura e criador, a grandeza e o infinito amor que
Deus tem pela humanidade. "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira
que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça,
mas tenha a vida eterna" (João 3.16). A centralidade da Bíblia é a salvação,
promovida por Jesus, propagada pela Igreja Primitiva e reafirmada pela
Reforma Protestante.

II. A BÍBLIA COMO AUTORIDADE NA IGREJA

A Bíblia é absolutamente suficiente:


a) Para nos direcionar. “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e
luz, para os meus
caminhos” (Salmos 119.105).

b) Para nos equipar. “Tomai também o capacete da salvação e a espada do


Espírito, que é a palavra de Deus” (Efésios 6.17);

c) Para conhecermos a vontade de Deus. "A fim de viverdes de modo digno


do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e
crescendo no pleno conhecimento de Deus” (Colossenses 1.10).

Não é permitido aos homens, nem mesmo aos anjos, fazer qualquer
acréscimo, diminuição ou mudança na Bíblia. “Nada acrescentareis à
palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os
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mandamentos do Senhor, vosso Deus, que eu vos mando” (Deuteronômio


4.2).

III. A BÍBLIA E O SEU LUGAR NA IGREJA

A Bíblia deve ocupar lugar central na vida da igreja e das suas atividades.
Em muitos púlpitos e reuniões a Bíblia não tem merecido o lugar que lhe é
devido, sendo substituída por experiências religiosas e atividades de
entretenimento que foge do propósito para o qual a igreja se reúne. Urge
resgatarmos a importância da Palavra de Deus, no culto, na pregação e no
ensino. “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e
aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com
salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração”
(Colossenses 3.16).

Conclusão.

A Bíblia nos dá todos os caminhos possíveis para servirmos com excelência


a Deus. O contexto em que vivemos é ameaçador, mas se confiarmos na
Bíblia, como regra de fé e prática, termos amor aos seus escritos e nos
envolvermos com seus ensinamentos, seremos vencedores em meio a uma
geração corrupta e pecadora.

47. EXISTE DIFERENÇA ENTRE LOUVOR E ADORAÇÃO?

Temos o hábito de chamar o Ministério de música como “Ministério de


Louvor e Adoração”. Na verdade, colocamos juntas essas duas palavras,
como que sendo um nome e um sobrenome. Raramente paramos para
pensar nas diferenças entre elas.

Louvar (Barulho). Elogiar, exaltar, enaltecer, glorificar, bendizer.


Hebraico: “Halal”. (160 vezes no Antigo Testamento).

“Quando os edificadores lançarem os alicerces do templo do Senhor,


apresentaram-se os sacerdotes, paramentados e com trombetas, e os
levitas, filhos de Asafe, com címbalos, para louvarem o Senhor, segundo as
determinações de Davi, rei de Israel” (Esdras 3.10).

Adorar (Prostrar-se). Reverenciar, venerar, idolatrar, curvar-se, render-se.


Hebraico: “Shachac” (170 vezes no Antigo Testamento).

“Então, Davi se levantou da terra; lavou-se, ungiu-se, mudou de vestes,


entrou na Casa do Senhor e adorou; depois, veio para sua casa e pediu
pão; puseram-no diante dele, e ele comeu” (2Samuel 12.20).

Paralelo entre Louvor e Adoração:

Louvor: Motivado na alma por um impulso de receber de Deus.


Adoração: Motivado no espírito por um impulso de dar a Deus.

Louvor: Pode ser comunitário.


Adoração: É individual.

Louvor: Brota das emoções.


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Adoração: Brota da devoção.

Louvor: Pelos feitos de Deus.


Adoração: Pelo que Deus é.

Louvor: Pelos presentes de Deus.


Adoração: Pela presença de Deus.

Louvor: É uma expressão de vida.


Adoração: É um estilo de vida.

Louvor: É circunstancial.
Adoração: É incondicional.

Louvor: Aprecia os feitos de Deus.


Adoração: Vive para Deus.

DICIONÁRIO.
Paramentados. Adornados, enfeitados.
Címbalos. Cada um dos dois discos de metal chamados pratos.
Louvor: Pode ser distante.
Adoração: Só ocorre na presença de Deus.

Louvor: É mais exuberante, enérgico, movimentado, barulhento, com mais


palavras.
Adoração: É mais sóbrio, com menos movimentos, menos palavras,
inclinando-se a cânticos espirituais e silêncio.

Conclusão.

Não devemos nos equivocar que é mais espiritual adorar, pois o que
aprendemos é que ambos se complementam. Assim, devemos ter a
liberdade de louvar com expressões espontâneas e ao mesmo tempo
adorar com cânticos mais contemplativos. Na verdade, a Bíblia nos indica
que existem várias expressões de louvor e de adoração, tais como através
da oração, cânticos, confissão, ofertório, pregação, Ceia do Senhor, Batismo
e do próprio exercício do Ministério.

Não importa o exterior, sejam palmas (Salmos 47.1), mãos levantadas


(Salmos 134.2), com júbilo (Salmos 81.1), prostrando-se (Salmos 95.6), ou
com danças (Êxodo 15.20), pois um espírito quebrantado e um coração
contrito, Deus não o desprezará (Salmos 51.17).

48. DIFERENÇAS ENTRE O DEUS DO ALCORÃO E O DEUS DA BÍBLIA.

“Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra; porque eu sou
Deus, e não há outro” (Isaías 45.22).

Alcorão ou Corão é o livro sagrado do Islamismo . Os muçulmanos


acreditam que o Alcorão é a palavra literal de Deus (Alá) revelada ao
profeta Maomé (570-632) ao longo de um período de vinte e dois anos. A
palavra Alcorão deriva do árabe que significa “declamar ou recitar”. Alcorão,
é portanto, uma "recitação" ou algo que deve ser recitado. É um dos livros
mais lidos e publicados no mundo. É prática generalizada nas sociedades
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muçulmanas que o Alcorão não seja vendido, mas sim dado. A Bíblia é a
revelação de Deus para toda a humanidade para revelar a salvação em
Jesus Cristo. Toda a Bíblia é inspirada por Deus (II Timóteo 3.16,17). No
livro “The Compact Guide to World Religions”, Dean Halverson compara e
contrasta os dois conceitos de Deus como visto no Alcorão e a Bíblia.

I. CONCORDÂNCIAS.

• Ambos são Um.


• Ambos são criadores do Universo.
• Ambos são soberanos.
• Ambos são onipotentes.
• Falou à humanidade por mensageiros ou profetas, por anjos, e pela
palavra escrita.
• Ambos sabem os pensamentos e ações dos homens.
• Ambos julgarão os ímpios.

II. DIFERENÇAS.

1. O Deus do Alcorão é uma unidade singular; mas o Deus da Bíblia é uma


unidade composta que é uma Pessoa em essência e três em posição. “Ide,
portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai,
e do Filho, e do Espírito Santo” – Jesus Cristo (Mateus 28.19).

2. O Deus do Alcorão não é um pai, e ele não gerou nenhum filho (Sura
19.88-92; 112.3); mas o Deus da Bíblia é uma Trindade que existe
eternamente como Pai, Filho, e Espírito Santo.
O Pai é Deus (Filipenses 1.2).
Jesus Cristo é Deus (I João 5.20).
O Espírito Santo é Deus. (Atos 5.3,4).

3. Pelo Alcorão, Deus entrou na história por um mundo que é uma palavra
que é escrita; mas Jesus Cristo, Deus, entrou na história pelo Verbo, que é
uma Pessoa. “No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o
Verbo era Deus” (João 1.1).

4. O Deus do Alcorão “não aprecia os iníquos” (Sura 3.140, Ali), nem ama
“quem é traiçoeiro, pecador” (Sura 4.107, Ali); mas o apóstolo Paulo nos
ensina que “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter
Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Romanos 5.8).

5. “Alá os castigará por seus pecados” (Sura 5.49, Ali). Também veja as
Suras 4.168,169; 7.179; 9.2; 40.10, mas o Deus da Bíblia “não tem prazer
na morte do perverso, diz o Senhor Deus; não desejo eu, antes, que ele se
converta dos seus caminhos e viva?” (Ezequiel 18.23) e “deseja que todos
os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (I
Timóteo 2.4).

6. O padrão do julgamento para o Deus do Alcorão é que nossas boas ações


têm que exceder em valor nossas más ações (Suras 7.8,9 e 21.47); mas o
padrão do Deus da Bíblia não é nada menos que perfeição completa medida
pelo santo caráter de Deus. “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o
vosso Pai celeste” – Jesus Cristo (Mateus 5.8).
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7. O Deus do Alcorão providenciou um mensageiro, Maomé, que advertiu do


juízo iminente de Alá (Suras 2.119; 5.19; 7.184.188; 15.89,90) e que
declarou que “nenhum portador de um fardo poderá levar o fardo de outro”
(Suras 17.15 e 35.18, Ali); mas o Deus da Bíblia providenciou um Salvador
sem pecado, Jesus, que levou nossos pecados e suportou a ira de Deus em
nosso lugar. "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu
Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida
eterna" (João 3.16).

49. OS SETE JULGAMENTOS DE DEUS.

“Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao


Filho ter vida em si mesmo. E lhe deu autoridade para julgar, porque é Filho
do Homem. Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os
que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão; os que tiverem feito
o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para
a ressurreição do juízo” – Jesus Cristo (João 5.26-29).

I. O JULGAMENTO DA CRUZ.

“O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram


mais as trevas do
que a luz; porque as suas obras eram más” (João 3.19).

Deus estabeleceu no Éden a sentença de morte para o homem caso ele


pecasse. “E o Senhor Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim
comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, não
comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”
(Gênesis 2.16,17). E o homem e a mulher caíram (Gênesis 3.1-13). Desde
Gênesis 3.15 até o fim do Antigo Testamento, Deus prometeu este
julgamento que representa a redenção do homem (I Pedro 1.18-20). Deus
prometeu o resgate para o homem, Deus prometeu este julgamento. Não
podemos esquecer que Deus está julgando a conduta de cada um e que
todas as coisas estão patentes diante de seus olhos (Hebreus 4.13).

O julgamento da Cruz foi o julgamento do salvo. “Agora, pois, já nenhuma


condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8.1).
Este julgamento representa o Julgamento que Cristo fez em favor da igreja.
“Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que,
nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (II Coríntios 5.21).

Todos os salvos da Antiga e Nova Aliança são salvos pelo Julgamento da


Cruz. O homem só pode ser salvo, absolvido da culpa do pecado, se crer e
receber de forma pessoal o sacrifício de Cristo na cruz. “E não há salvação
em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome,
dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4.12).

O homem só pode entrar no Céu, se passar pela Cruz, se passar por Jesus.
“... Eu Sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão
por mim” – Jesus Cristo (João 14.6). A humanidade é salva, porque Cristo já
foi condenado por ela, porque Cristo a comprou com seu precioso Sangue.

II. O JULGAMENTO DO CRISTÃO.


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“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas


já passaram; eis que se fizeram novas” (II Coríntios 5.17).

Uma vez que aceitamos a Cristo como Senhor e Salvador os nossos pecados
estão perdoados. O nosso passado está apagado, e os pecados até então
praticados estão perdoados. Agora, o cristão uma vez crente será julgado
em sua nova vida em Cristo. Deus vê se realmente há mudança, se o novo
nascimento ocorreu de verdade em sua vida. “A isto, respondeu Jesus: Em
verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não poder
ver o reino de Deus” (João 3.3).

O cristão tem seu Julgamento cotidiano baseado nas ações do


arrependimento e da confissão. "Se confessarmos os nossos pecados, ele é
fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (I
João 1.9).

Não podemos esquecer que o juízo começa pela casa de Deus. Nesse
Julgamento, é julgada a nossa sinceridade diante de Deus. "Porque a
ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro
vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de
Deus? E, se é com dificuldade que o justo é salvo, onde vai comparecer o
ímpio, sim, o pecador?" (I Pedro 4.17,18).

III. O JULGAMENTO DO TRIBUNAL DE CRISTO.

“Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo,


para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio
do corpo” (II Coríntios 5.10).

No Julgamento do Tribunal de Cristo cada um dará contas de si mesmo a


Deus. “Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus”
(Romanos 14.12).

É um Julgamento para receber galardão. "E eis que venho sem demora,
e comigo está o
galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas
obras” – Jesus Cristo
(Apocalipse 22.12).

O Tribunal de Cristo não é para Julgamento de pecados. "Se, porém,


andarmos na luz,
como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue
de Jesus, seu
Filho, nos purifica de todo pecado" (I João 1.7).

O Tribunal de Cristo não é para condenação, e sim, para dar recompensa.


"Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus"
(Romanos 8.1).

O Tribunal de Cristo não é para garantir a entrada no Céu, pois ao nos


convertermos a
Cristo já temos esta garantia. "Em verdade, em verdade vos digo: quem
ouve a minha
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palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo,
mas passou da
morte para a vida" – Jesus Cristo (João 5.24).

Nesse Juízo vai ser julgada nossa conduta. “Porque importa que todos nós
compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba
segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (II Coríntios
5.10). No Tribunal de Cristo nossas ações diante de provas e tentações
serão julgadas. Nossas reações diante de sofrimentos, o tempo, o dinheiro,
o trabalho, tudo que você fez será julgado. Neste Julgamento todas as obras
serão julgadas (I Coríntios 3.11-15).

Obras dignas X Obras indignas.


Obras de valor X Obras sem valor
(Ouro, prata, pedras preciosas) X (Madeira, palha, feno).

Cristo vai conceder 5 tipos de Coroas (Galardões) nesse


Julgamento.

1. Coroa da Alegria. Para os que forem ganhadores de almas. “Pois quem


é a nossa esperança, ou alegria, ou coroa em que exultamos, na presença
de nosso Senhor Jesus em sua vinda? Não sois vós” (I Tessalonicenses 2.19).

2. Coroa de Glória. Para os que cuidam bem do rebanho de Deus. “Ora,


logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa
da glória” (I Pedro 5.4).

3. Coroa Incorruptível. Para os que vivem uma vida íntegra diante de


Deus e dos homens (Atos 24.16). “Todo atleta em tudo se domina;
aqueles, para alcançar uma coroa
corruptível; nós, porém, a incorruptível... Mas esmurro o meu corpo e o
reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu
mesmo a ser desqualificado”
(I Coríntios 9.25.27).

4. Coroa da Justiça. Aos que amam e aguardam a Segunda Vinda de


Cristo. “Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto
juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos
quantos amam a sua vinda” (II Timóteo 4.8).

5. Coroa da Vida. Aos que suportam com perseverança a provação (Tiago


1.12) e são fiéis até à morte (Apocalipse 2.10). “Bem aventurado o homem
que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido
aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o
amam” (Tiago 1.12).

“... Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2.10b).

A salvação é a recompensa da fé em Cristo; os galardões, a recompensa


das obras em Cristo.

IV. O JULGAMENTO DE ISRAEL.


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Deus prometeu juízo especifico a nação de Israel. “Far-vos-ei passar


debaixo do meu cajado e vos sujeitarei à disciplina da aliança; separarei
dentre vos os rebeldes e os que transgridem contra mim; da terra das suas
moradas eu os farei sair, mas não entrarão na terra de Israel; e sabereis
que eu sou o Senhor” (Ezequiel 20.37,38).

Deus sempre deu privilégios a Israel, mas sempre cobrou e julgou Israel por
sua conduta. Exemplos:

• Deus trouxe Juízo no tempo dos Juízes.


• Deus trouxe Juízo ao Reino de Israel no cativeiro da Assíria.
• Deus trouxe Juízo ao Reino de Judá no cativeiro da Babilônia.

A Bíblia revela um tratamento especifico de Deus com Israel. “Escuta, povo


meu, e eu falarei; ó Israel, e eu testemunharei contra ti” (Salmos 50.7). Em
toda a História, Deus sempre julgou e julgará Israel separadamente das
outras nações.

Podemos ver o tratamento de Deus separadamente com Israel: Na Antiga


Aliança, na Nova Aliança, na Grande Tribulação e no Milênio.

V. O JULGAMENTO DAS NAÇÕES.

A Bíblia promete o juízo das nações. Deus um dia julgará e cobrará a justiça
de todos os povos e de todas as nações. “Chegai-vos, nações, para ouvir, e
vós, povos, escutai; ouça a terra e a sua plenitude, o mundo e tudo quanto
produz. Porque a indignação do Senhor está contra todas as nações, e o seu
furor sobre todo o exército delas; ele as destinou para a destruição e as
entregou à matança” (Isaías 34.1,2).

Esse juízo dar-se-á ao final da Grande Tribulação e na implantação do


Milênio. Ocorrerá por ocasião da Segunda Vinda de Cristo.

1. Jesus será o Rei de toda a Terra em glória e poder.


2. Jesus virá em grande Glória com a igreja e seus anjos. “Quando vier o
Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se
assentará no trono da sua glória” (Mateus 25.31).
3. Todos comparecerão perante Ele para receberem leis, estatutos e juízo.
4. Nesse Julgamento de Jesus haverá separação entre os bodes e as
ovelhas. Separação entre o justo e o injusto. “Então, vereis outra vez a
diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o
serve" (Malaquias 3.18).
5. Só haverá justiça de verdade nesta terra no governo milenar de Cristo. Só
no Milênio. “Mas para vós outros que temeis o meu nome, nascerá o sol da
justiça, trazendo salvação nas suas asas, saireis e saltareis como bezerros
soltos da estrebaria” (Malaquias 4.2).

VI. O JULGAMENTO DAS ANJOS CAIDOS.

“E a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram


o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas,
para o juízo do grande Dia” (Judas 1.6).
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Este Julgamento refere-se aos anjos que não permaneceram em sua posição
original, mas que se rebelou contra Deus e violaram a sua lei (Apocalipse
12.4.9). Nem todos os anjos estão encarcerados, pois Satanás e muitos
demônios estão na terra atualmente. “Sabemos que somos de Deus e que o
mundo inteiro jaz no Maligno” (I João 5.19).

Deus já separou e já julgou os anjos. O Julgamento dos anjos já aconteceu


(Ezequiel 28.13-19). Deus deu o devido castigo a Satanás “Tu dizias no teu
coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu
trono, e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do
Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.
Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo
abismo” (Isaías 14.13-15).

O Juízo de Satanás e seus demônios já aconteceu, eles esperam apenas a


condenação que lhes está reservada. Satanás e seus anjos já têm o Lago de
Fogo e enxofre (Geena) como seu lugar eterno, pelo juízo que já recebera.
“Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos
de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”
(Mateus 25.41).

Essa é a sentença de Deus que aguarda a Satanás e seus anjos. “O diabo, o


sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se
encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão
atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos” (Apocalipse
20.10). No devido tempo na consumação dos séculos Satanás e seus anjos
receberão a condenação, que pelo Juízo de Deus lhes está reservado.

VI. O JULGAMENTO DO JUÍZO FINAL.

Este será o Julgamento do Grande Trono Branco. “Vi um grande trono


branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o
céu, e não se achou lugar para eles” (Apocalipse 20.11).

Neste Julgamento estarão ali todos os mortos. “Vi também os mortos, os


grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram
livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram
julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos
livros” (Apocalipse 20.12). Será a segunda ressurreição.

Serão usados neste Julgamento, (neste Juízo), os seguintes livros:

1. O Livro das Obras – O Juízo será segundo as obras.


2. Os Livros da Bíblia – O Juízo será segundo a Palavra de Deus.
3. O Livro da Vida – Há um rol com os nomes dos salvos escritos no Céu. “E,
se alguém na não achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para
dentro do lago de fogo” (Apocalipse 20.15).

Conclusão

Aprendemos que o salvo tem pela Palavra de Deus a sua redenção


garantida e sua eterna habitação no novo céu e nova terra. Porém, para os
perdidos, aprendemos que a condenação será severa e sem misericórdia e
que o seu destino eterno é no Lago de Fogo e enxofre (Geena). Entendamos
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que Deus é justo e que os seus Juízos (Os Sete Julgamentos) acontecerão no
tempo determinado por Deus.

50. 30 RAZÕES POR QUE NÃO GUARDO O SÁBADO.

As trinta razões por que não guardo o Sábado mencionado aqui, são
suficientes para demonstrar cabalmente que nenhum ser humano, seja
gentio ou judeu, uma vez convertido a Cristo, tem qualquer obrigatoriedade
com a guarda do Sábado, visto ser ele um preceito da Lei de Moisés, a qual
consistia em um Concerto entre Deus e Israel. Todavia, como Jesus colocou
o Antigo Concerto de lado ao cumpri-Lo totalmente, e ao estabelecer um
Novo Concerto, hoje, nem mesmo o judeu tem qualquer compromisso com a
guarda do Sábado, uma vez estando em Cristo Jesus.

Sugiro uma leitura sem preconceitos doutrinários, e com honestidade e


humildade suplique a direção do Espírito Santo na interpretação dos textos
bíblicos que serão citados.

1. O Sábado faz parte de um Concerto entre Deus e Israel, e ninguém mais.


“Disse mais o Senhor a Moisés: Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes
dirás: Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e
vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos
santifica. Portanto, guardareis o sábado, porque santo é para vós outros;
aquele que o profanar morrerá; pois qualquer que nele fizer alguma
obra, será eliminado do meio do seu povo” (Êxodo 31.12-14).

Deus menciona a morte para todo aquele que profanar o Sábado e isto faz
parte da ordem de Deus para o pleno cumprimento da lei do Sábado. Será
que os guardam o Sábado estão dispostos a "eliminarem do meio do seu
povo" quem profana o Sábado para o pleno cumprimento da Lei? (Gálatas
3.10).

2. Antes do Concerto do Sinai, Deus não ordenou a ninguém que guardasse


o Sábado. A única Lei dada por Deus ao homem a princípio foi a que está
inserida em Gênesis 2.16,17. “E o Senhor Deus lhe deu esta ordem: De
toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento
do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres,
certamente morrerás”.

Quando Deus chamou Abraão e lhe anunciou o Evangelho da Salvação, o


qual viria a ser revelado de maneira mais ampla e clara com a vinda de
Jesus, nada lhe comunicou quanto à necessidade de se guardar o Sábado,
ou mesmo a "Lei de Moisés", como algo necessário para se obter a
salvação, conforme registrado em Gálatas 3.8: “Ora, tendo a Escritura
previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o
evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos”.

3. O Sábado era um Pacto entre Deus e os israelitas. Era bilateral. Só teria


validade com a aceitação e o cumprimento de ambas as partes. “Chega-te,
e ouve tudo o que disser o Senhor, nosso Deus; e tu nos dirás tudo o que te
disser o Senhor, nosso Deus, e o ouviremos, e o cumpriremos”
(Deuteronômio 5.27).
ESTUDOS BÍBLICOS 10. 13

4. O Sábado consta do Decálogo e esta não é a parte a parte mais


importante de Lei de Deus. “E um deles, intérprete da Lei, experimentando-
o, lhe perguntou: Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? Respondeu-
lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua
alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro
mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo
como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os
Profetas (Mateus 22.35-40).

5. A palavra "Lei" em nenhuma das 400 vezes que ocorre na Bíblia se refere
somente ao Decálogo, onde encontramos a guarda do Sábado. “Agora, pois,
por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que
nem nossos pais puderam suportar, nem nós? Mas cremos que fomos
salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram” (Atos
15.10,11).

6. O Sábado não é uma instituição perpétua, como a Lei não é. “Porque, se


o que se desvanecia teve sua glória, muito mais glória tem o que é
permanente” (II Coríntios 3.11).

7. Deus aborrece o Sábado, porque envolve um preceito cerimonial carente


da verdadeira fé. “Farei cessar todo o seu gozo, as suas Festas de Lua
Nova, os seus sábados, e todas as suas solenidades” (Oséias 2.11).

8. O Sábado faz parte da Lei e esta foi totalmente abolida por Cristo. “Tendo
cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de
ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente,
encravando-o na cruz” (Colossenses 2.14).

Por que alguns procuram complicar uma coisa que é tão simples? Cabe aqui
a advertência de Paulo registrada em II Coríntios 11.3: "Mas receio que,
assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também
seja corrompida a vossa mente, e se aparte da simplicidade e pureza
devidas a Cristo”.

A complicação com as coisas simples do Evangelho gera confusão


doutrinária, e esta conduz à heresia; daí surgirem aqueles que dizem que,
para ser salvo, o homem tem que guardar o Sábado, e que, quem guarda o
Domingo tem o sinal da besta. Jesus, o único que cumpriu realmente a lei,
"encravando-a na cruz", recusou-se a guardar o Sábado do fariseu.
Ressuscitou no Domingo, primeiro dia da semana, e sua Igreja tomou esse
dia como seu dia de descanso. E Jesus não proibiu essa inovação, nem
chamou de bestas os primeiros cristãos que começaram a guardar o
Domingo como seu dia de repouso e culto (Atos 20.7). Besta é o homem
que troca o amor e a graça de Cristo pelos rigores da Lei – que só condena!

9. Estamos em um novo Concerto, o da Graça. “Porque, se aquela primeira


aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado
lugar para uma segunda... Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira.
Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a
desaparecer” (Hebreus 8.13).
ESTUDOS BÍBLICOS 10. 14

Mais importante que ter uma Lei de Deus para condenar o pecado é ter
Deus, cheio de graça e amor, salvando o pecado, libertando e dando a
condição para se viver nEle, em novidade de vida (Romanos 6.4).

10. Nove dos Dez Mandamentos constam no Novo Testamento, exceto o


referente ao Sábado.

• Êxodo 20.3,4 com I Coríntios 10.14.


• Êxodo 20.5,6 com Mateus 4.10.
• Êxodo 20.7 com Mateus 5.37.
• Êxodo 20.12 com Mateus 15.4.
• Êxodo 20.13 com Lucas 18.20.
• Êxodo 20.14 com Tiago 2.11.
• Êxodo 20.15 com Mateus 19.18.
• Êxodo 20.16 com Marcos 10.19.
• Êxodo 20.17 com Romanos 13.9.

Em nenhum lugar do Novo Testamento encontramos qualquer texto que


ensine que o cristão deve guardar o Sábado como mandamento e que, uma
vez quebrado, traga condenação da parte de Deus.

11. Jesus Cristo, o Mediador da Nova Aliança, nunca ordenou a ninguém que
guardasse o Sábado. Se fosse para o cristão guardar o Sábado, como alguns
afirmam, por que será que Jesus não o ordenou? “E os judeus perseguiam
Jesus, porque fazia estas coisas no sábado. Mas ele lhes disse: Meu Pai
trabalha até agora, e eu trabalho também. Por isso, pois, os judeus ainda
mais procuravam matá-lo porque não somente violava o sábado, mas
também dizia que Deu era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (João
5.16-18).

12. O ministério da Lei (O Sábado também) findou com o ministério de João


Batista. “A Lei e os Profetas vigoraram até João; desde esse tempo, vem
sendo anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem se esforça
por entrar nele” (Lucas 16.16).

13. A guarda do Sábado não justifica ninguém, porque a Lei não foi dada
para justificar, mas para revelar ao homem o seu pecado. Dizem que quem
não guarda o Sábado não poderá ser salvo. Todavia, isso é um absurdo,
porque a Lei do Sábado é preceito da Lei, e não foi dada com o objetivo de
justificar ninguém. A finalidade da Lei é mostrar ao homem o seu pecado, e
então, levá-lo até Jesus Cristo, para que, a pessoa aceitando o sacrifício de
Jesus Cristo pela fé, receba então, o perdão e a justificação de seus pecados
(Romanos 3.23,24).

14. Guardar o Sábado para o cristão, é incorrer em um grave pecado


chamado – Adultério Espiritual. “Assim, meus irmãos, também vós
morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para
pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, a
fim de que frutifiquemos para Deus” (Romanos 7.4).
15. Em nenhum lugar do Novo Testamento o Espírito Santo dá seu parecer
favorável à guarda do Sábado. “Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós
não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais: que vos
abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne
ESTUDOS BÍBLICOS 10. 15

de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas; destas coisas fareis


bem se vos guardardes. Saúde” (Atos 15.28,29).

Se fosse questão de perdição ou salvação a guarda do Sábado, Jesus Cristo


no-lo teria dito, com muita ênfase.

16. Os grandes acontecimentos do Cristianismo não se deram no Sábado,


mas no Domingo.
• Ressurreição de Jesus Cristo (Marcos 16.9-11).
• Jesus aparece a 10 discípulos (João 20.19-21).
• Jesus aparece a Cleopas e a outro discípulo no caminho de Emaús
(Lucas 24.13-35).
• Jesus aparece ao Apóstolo João na Ilha de Patmos (Apocalipse 1.10).

17. A Igreja Primitiva guardava o Domingo e não o Sábado. “No primeiro


dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que
devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até
à meia-noite” (Atos 20.7).

“Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas
da Galácia. No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte,
em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não
façam coletas quando eu for” (I Coríntios 16.1,2),

18. Todos os que guardam o Sábado (Lei), como meio de justificação, ou


caíram da graça ou nunca entraram nela, e estão separados de Cristo. “De
Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça
decaístes” (Gálatas 5.4).

19. O apóstolo Paulo chama a guarda do Sábado de rudimento fraco e


pobre. “Mas agora que conheceis a Deus ou, antes, sendo conhecidos por
Deus, como estais voltando, outra vez aos rudimentos fracos e pobres, aos
quais, de novo quereis ainda escravizar-vos? Guardais dias, e meses, e
tempos, e anos. Receio de vós tenha eu trabalho em vão para convosco”
(Gálatas 4.9-11).

20. Nenhum apóstolo, em nenhum lugar do Novo testamento, recomenda


ou ordena a guarda do Sábado. Os apóstolos foram guiados pelo Espírito de
Deus, o Espírito da Verdade, e não de confusão. “Faça-vos, porém, saber,
irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem,
porque eu não recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante
revelação de Jesus Cristo”. (Gálatas 1.11,12),

21. Nas resoluções tomadas pela Igreja no Concílio de Jerusalém, nada


consta sobre a necessidade da guarda do Sábado. “Pois pareceu bem ao
Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo além destas coisas
essenciais: que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como
do sangue, da carne de animais sufocados, e das relações sexuais ilícitas;
destas coisas fareis bem se vos guardardes. Saúde” (Atos 15.28, 29).

22. O apóstolo Paulo era apóstolo dos gentios, e embora tenha dito que
“todas as coisas são lícitas, mas nem todas convém” (I Coríntios 6.12), ele
ensinou todo o desígnio de Deus e nada ensinou acerca da necessidade da
guarda do Sábado. “Portanto, eu vos protesto, no dia de hoje, que estou
ESTUDOS BÍBLICOS 10. 16

limpo do sangue de todos, porque jamais deixei de vos anunciar todo o


desígnio de Deus” (Atos 20.26,27),

A obsessão de determinados irmãos de outra denominação é tão sem base


e inútil como o legalismo mortal dos judeus, que condenaram Jesus Cristo,
por salvar, curar e libertar no Sábado (Marcos 3.1-6, a cura do homem da
mão ressequida). Sobre isso Paulo afirma: "... A letra mata, mas o espírito
vivifica" (II Coríntios 3.6),

23. Guardar o Sábado por ser preceito da Lei, e procurar impor a sua
observância sobre os outros, é o mesmo que tentar a Deus. “Agora, pois,
por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que
nem nossos pais puderam suportar, nem nós? Mas cremos que seremos
salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram” (Atos
15.10,11),

Pôr a Lei condenatória na frente da Graça salvadora é por Moisés à frente


de Jesus. É inutilizar o efeito libertador e salvador de Jesus. É por a Lei na
frente do Sangue de Jesus Cristo. Contrariar o plano de Deus é tentar a Deus
e chamar a Sua ira.

24. Paulo (apóstolo dos gentios), Pedro, Tiago e João (colunas da Igreja) não
guardavam o Sábado (Lei), pelo contrário, foram duros e rigorosos no
combate a este tipo de doutrina. “Alguns indivíduos que desceram da Judeia
ensinavam aos irmãos: Se não vos circuncidardes segundo o costume de
Moisés, não podeis ser salvos. Tendo havido, da parte de Paulo e Barnabé
contenda e não pequena discussão com eles, resolveram que esse dois e
alguns outros dentre eles subissem a Jerusalém, aos apóstolos e
presbíteros, com respeito a esta questão” (Atos 15.1,2).

Se homens de Deus, não guardaram o Sábado, por não receberem tal


preceito de Jesus, por que nós deveríamos guardá-lo?

Somos salvos pela fé em Jesus Cristo e não pela lei de Moisés. Nosso
coração é "purificado pela fé", e não por "usos de Moisés". Trocar a graça
libertadora de Deus pelo jugo de Moisés é simplesmente andar para trás,
andar ao contrário, e "tentar a Deus", na tese dos apóstolos.

25. Paulo afirma que ninguém deve julgar alguém que não guarda o
Sábado, porque todos os dias são iguais. ”Um faz diferença entre dia e dia;
mas outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida
em sua própria mente. Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz;
e quem come para o Senhor come; porque dá graças a Deus; e quem não
come para o Senhor não come e dá graças a Deus” (Romanos 14.5,6).

26. O Sábado, os dias de festa, a Lua e outros cerimoniais da Lei, são meras
sombras dos bens futuros. ”Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida
e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem
sido sombra das coisas que haviam de vir; porém, o corpo é de Cristo”
(Colossenses 2.16,17).

O Sábado, quer dizer "descanso", é uma sombra de Cristo, porque Jesus


Cristo é o verdadeiro descanso para a alma, segundo Isaías 25.4 e Mateus.
Jesus é a luz do mundo (João 8.12). A sombra desapareceu porque a Luz
ESTUDOS BÍBLICOS 10. 17

chegou (João 1.9). Melhor que ter o Sábado do Senhor, é ter o Senhor
do Sábado.

27. O Sábado é um sinal entre Deus e Israel. Não é e nem pode ser
universal. “Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhe dirás: Certamente,
guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas
gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica” (Êxodo
31.13).

Israel como nação podia guardar o Sábado porque, sendo um país pequeno
(20.770 Km2, menor do que o Estado de Sergipe, 21.910 km2), tem em
todos os lugares o mesmo fuso horário, em todo o país. A hora é sempre a
mesma. Porém não é o mesmo caso no mundo todo, onde são observados
horários diferentes.
Os nossos irmãos da outra denominação não podem observar todos os
mesmos períodos de tempo na guarda do Sábado, devido aos fusos
horários. Por exemplo: Os irmãos da outra denominação da Califórnia
trabalham três horas no Sábado dos irmãos de Nova Iorque. Os irmãos da
Costa Rica começam a guardar o Sábado 12 horas depois dos irmãos
chineses. O Sábado na Austrália começa 18 horas antes do Sábado da
Califórnia.

Como os irmãos da outra denominação vão saber que estão guardando o


dia de descanso da Criação, se a data desse período não pode ser precisa e
se os calendários históricos mudaram um sem número de vezes? Nas
regiões polares, de acordo com a época do ano, o dia dura vários meses. É
por isso que é bom conhecer a Bíblia, com honestidade, e segundo a
orientação do Espírito Santo, e não dos homens.

28. Durante a Sua vida na Terra, Jesus escolheu o Sábado como dia de
trabalho. Foi no Sábado que Jesus fez as seguintes obras, segundo relato da
Bíblia:

• A cura do endemoninhado em Cafarnaum (Lucas 4.31-37).


• A cura da sogra de Pedro (Lucas 4.38,39).
• A cura do homem da mão ressequida (Lucas 6.6-11).
• A cura da mulher encurvada (Lucas 13.10-17).
• A cura de um hidrópico (Lucas 14.1-6).
• A cura do paralítico de Betesda. Jesus não só o curou como mandou
o homem carregar a sua cama, provocando protestos (João 5.5-16).
• A cura de um cego de nascença (João 9.1-41).

Jesus fez questão de trabalhar no Sábado, para ensinar a Aliança da Graça


aos judeus. Ele fez questão de contrapor-se ao legalismo fanático dos
judeus.

29. Procurar guardar o Sábado é o mesmo que tentar guarda a Lei de


Moisés, porque é preceito unicamente mosaico, e quem procura justificar-se
pela observância da Lei está:

• Pondo-se debaixo do ministério da morte e da condenação (II


Coríntios 3.7-9).
• Tornando em vão à morte de Cristo (Gálatas 2.21).
ESTUDOS BÍBLICOS 10. 18

• Vivendo na carne e não no Espírito (Gálatas 3.2,3).


• Colocando-se debaixo da maldição (Gálatas 3.10).
• Metendo-se debaixo do jugo de escravidão (Gálatas 5.1).
• Separando-se de Cristo e decaindo da Graça de Deus (Gálatas 5.4).
• Passando para outro evangelho (Gálatas 1.6-9).

30. O Sábado do Decálogo tem uma parte moral e eterna, e uma outra
cerimonial e transitória.
A parte moral: Um dia em sete.
A parte cerimonial: Um dia fixo de descanso.
O aspecto cerimonial, isto é, o dia fixo de descanso, é mutável. Jesus
mostrou isso (Mateus 12.5,6).

Guardamos o Domingo porque é o dia do Senhor Jesus Cristo, isto é, porque


Jesus Cristo, completada sua obra redentora, nele "descansou", quando
ressuscitou dos mortos.

Conclusão.

Outras razões teríamos para colocar neste opúsculo (pequeno livro), porém,
acredito que trinta é um número mais do que suficiente para explicar
nossas convicções, as quais estão totalmente em harmonia com a Bíblia e
devem levar o leitor honesto a entender por que o cristão não tem
necessidade de guardar o Sábado para justificar-se diante de Deus.

Ficou bem claro que o crente é salvo tão-somente pela graça de Deus,
mediante a fé no sacrifício de nosso Senhor Jesus Cristo, feito uma só vez,
perfeito para sempre (Hebreus 9.28). É obvio que a Lei é um mandamento
santo, justo e bom. Todavia, não foi a Lei dada para justificar, senão para
mostrar ao homem os seus pecados, e para conduzi-lo ao Senhor Jesus. A
Lei usada sabiamente leva o homem a Cristo e, consequentemente, à
salvação de sua alma. Porém usada erradamente leva o ser humano à
confusão, à heresia e à perdição de sua alma.

Tomemos cuidado com o uso que fazemos da Lei de Moisés. Sejamos


humildes e sinceros neste campo, pois, do contrário, nós mesmos seremos
os mais prejudicados. Que assim Deus nos ajude e nos dirija para não nos
desviarmos da simplicidade e pureza do Evangelho de nosso Senhor Jesus
Cristo.

APELO COM AMOR.

Não poderíamos terminar estas considerações sem fazer, em Nome de Jesus


Cristo, um apelo honesto, sincero e com amor àqueles que estão ainda
debaixo do jugo da Lei, tentando guardar o Sábado para se fazerem
melhores aos olhos de Deus. O apelo é no sentido de que deixem o Espírito
Santo abrir seus olhos para a verdade da Palavra de Deus, mediante a fé no
sacrifício de Cristo.

___________________________________
BIBLIOGRAFIAS:

46. A BÍBLIA E A IGREJA.


ESTUDOS BÍBLICOS 10. 19

1. Adaptado da Revista “Jovens e Adultos”, Editora Betel, 2º Trimestre


2010.

47. EXISTE DIFERENÇA ENTRE LOUVOR E ADORAÇÃO?


1. Adaptado de site da internet, 2010.

48. DIFERENÇAS ENTRE O DEUS DO ALCORÃO E O DEUS DA BÍBLIA.


1. Adaptado de Pr. João Diniz, 2010.
2. “Bíblia de Estudo Pentecostal”, CPAD. 1995.
3. Vine, Willian. E. “Dicionário Vine”. CPAD, 2002.

49. OS SETE JULGAMENTOS DE DEUS.


1. Adaptado do Pr. José Vandelô, 2010.

50. 30 RAZÕES POR QUE NÃO GUARDO O SÁBADO.


1. Adaptado do Pr. Amilton Justos, 2010.

Versão da Bíblia Consultada: "Bíblia Shedd”, Edições Vida Nova, 2009.


Roberto Tupinambá, Ph.D. em Teologia – Dezembro 2010.

Caro irmão (ã) em Cristo, não copie esta apostila.


Se desejar exemplares da mesma, ou um estudo em sua igreja, contate-
nos.

“Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça e os seus aposentos, sem
direito. Que se vale do serviço do seu próximo, sem paga, e não lhe dá o
salário” (Jeremias 22.13).