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Entidades normativas

Conselho Monetário Nacional - CMN


É o órgão de deliberativo máximo do Sistema Financeiro Nacional. O CMN não desempenha funçã
xecutiva, apenas tem funções normativas. Atualmente, o CMN é composto por três membros:
* Ministro da Fazenda (Presidente);
* Ministro do Planejamento Orçamento e Gestão; e
* Presidente do Banco Central.
Trabalhando em conjunto com o CMN funciona a Comissão Técnica da Moeda e do Crédito (C
omoc), que tem como atribuições o assessoramento técnico na formulação da política da moeda
e do crédito do País.
As matérias aprovadas são regulamentadas por meio de Resoluções, normativos de caráter públ
co, sempre divulgadas no Diário Oficial da União e na página de normativos do Banco Ce
ntral do Brasil.
Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP
O CNSP desempenha as seguintes funções: regular a constituição, organização, funcionamento
fiscalização das Sociedades Seguradoras, de Capitalização, Entidades Abertas de Previdênc
ia Privada, Resseguradores e Corretores de Seguros.
Conselho de Gestão de Previdência Complementar CGPC
É responsável pela regulação, normatização e coordenação das atividades das Entidades Fecha
e Previdência Complementar, que são responsáveis pelos fundos de pensão.

Entidades supervisoras
Banco Central do Brasil - BCB
O Banco Central do Brasil foi criado em 1964 com a promulgação da Lei da Reforma Ban
cária (Lei nº 4.595 de 31.12.64).
Sua sede é em Brasília e possui representações regionais em Belém, Belo Horizonte, Curitib
a, Fortaleza, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo.
É uma autarquia federal que tem como principal missão institucional assegurar a esta
bilidade do poder de compra da moeda nacional e da solidez do Sistema Financeiro
Nacional.
A partir da Constituição de 1988, a emissão de moeda ficou a cargo exclusivo do BCB.
O presidente do BCB e os seus diretores são nomeados pelo Presidente da República após
a aprovação prévia do Senado Federal, que é feita por uma argüição pública e posterior vot
eta.
Entre as várias competências do BCB destacam-se:
* Assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda nacional e da solidez
do Sistema Financeiro Nacional;
* Formular a política monetária mediante utilização de títulos do Tesouro Nacional;
* Fixar a taxa de referência para as operações compromissadas de um dia, conhecida
como taxa SELIC;
* Controlar as operações de crédito das instituições que compõem o Sistema Financeiro N
cional;
* Formular, executar e acompanhar a política cambial e de relações financeiras com
o exterior;
* Fiscalizar as instituições financeiras e as clearings (câmaras de compensação);
* Emitir papel-moeda;
* Executar os serviços do meio circulante para atender à demanda de dinheiro nec
essário às atividades econômicas;
* Manter o nível de preços (inflação) sob controle;
* Manter sob controle a expansão da moeda e do crédito e a taxa de juros;
* Operar no mercado aberto, de recolhimento compulsório e de redesconto;
* Executar o sistema de metas para a inflação;
* Divulgar as decisões do Conselho Monetário Nacional;
* Manter ativos de ouro e de moedas estrangeiras para atuação nos mercados de câmb
io, objetivando a manutenção da paridade da moeda nacional;
* Administrar as reservas internacionais brasileiras;
* Zelar pela liquidez liquidez Maior ou menor facilidade de se negociar um tít
ulo, convertendo-o em dinheiro.e solvência das instituições financeiras nacionais;
* Conceder autorização para o funcionamento das instituições financeiras.
Comissão de Valores Mobiliários - CVM
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foi criada em 07 de dezembro de 1976 pela Le
i 6.385 para fiscalizar e desenvolver o mercado de valores mobiliários no Brasil.
A Comissão de Valores Mobiliários é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Faz
enda, porém sem subordinação hierárquica.
Com o objetivo de reforçar sua autonomia e seu poder fiscalizador, o governo feder
al editou, em 31.10.01, a Medida Provisória nº 8 (convertida na Lei 10.411 de 26.02.
02), pela qual a CVM passa a ser uma "entidade autárquica em regime especial, vinc
ulada ao Ministério da Fazenda, com personalidade jurídica e patrimônio próprios, dotada
de autoridade administrativa independente, ausência de subordinação hierárquica, mandat
o fixo e estabilidade de seus dirigentes, e autonomia financeira e orçamentária" (ar
t. 5º).
É administrada por um Presidente e quatro Diretores nomeados pelo Presidente da Re
pública e aprovados pelo Senado Federal. Eles formam o chamado "colegiado" da CVM.
Seus integrantes têm mandato de 5 anos e só perdem seus mandatos "em virtude de renún
cia, de condenação judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disc
iplinar" (art. 6º § 2º).
O Colegiado define as políticas e estabelece as práticas a serem implantadas e desen
volvidas pelas Superintendências, as instâncias executivas da CVM.
Sua sede é localizada na cidade do Rio de Janeiro com Superintendências Regionais na
s cidades de São Paulo e Brasília.
Essas são algumas de suas atribuições:
* Assegurar e fiscalizar o funcionamento eficiente das bolsas de valores, do
mercado de balcão e das bolsas de mercadorias e futuros;
* Proteger os titulares de valores mobiliários e os investidores do mercado co
ntra emissões irregulares de valores mobiliários e contra atos ilegais de administra
dores e de companhias abertas ou de carteira de valores mobiliários;
* Evitar ou coibir modalidades de fraude ou de manipulação que criem condições artif
iciais de demanda, oferta ou preço dos valores mobiliários negociados no mercado;
* Assegurar o acesso do público a informações sobre os valores mobiliários negociado
s e sobre as companhias que os tenham emitido;
* Assegurar o cumprimento de práticas comerciais eqüitativas no mercado de valor
es mobiliários;
* Assegurar o cumprimento, no mercado, das condições de utilização de crédito fixadas
pelo Conselho Monetário Nacional.
* Realizar atividades de credenciamento e fiscalização de auditores independente
s, administradores de carteiras de valores mobiliários, agentes autônomos, entre out
ros;
* Fiscalizar e inspecionar as companhias abertas e os fundos de investimento
;
* Apurar, mediante inquérito administrativo, atos legais e práticas não-eqüitativas
de administradores de companhias abertas e de quaisquer participantes do mercado
de valores mobiliários, aplicando as penalidades previstas em lei;
* Fiscalizar e disciplinar as atividades dos auditores independentes, consul
tores e analistas de valores mobiliários.
Superintendência de Seguros Privados - SUSEP
Criada em 1996 pelo Decreto-Lei 73/66, que também institui o Sistema Nacional de S
eguros Privados, de que fazem parte o CNSP e o IRB.
É uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, administrada por um Conselho Dir
etor, composto pelo Superintendente e por quatro Diretores. Também integram o Cole
giado, sem direito a voto, o Secretário-Geral e o Procurador-Geral.
Essas são algumas de suas atribuições:
* Fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das Sociedades Segur
doras, de Capitalização, Entidades Abertas de Previdência Privada e Resseguradores, na
qualidade de executora da política traçada pelo CNSP;
* Atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua através
das operações de seguro, previdência privada aberta, de capitalização e resseguro.
IRB-Brasil RE
Criado em 1939 para fortalecer o desenvolvimento do mercado segurador nacional,
inicialmente com o nome de Instituto de Resseguros do Brasil. Uma das novidades
foi a criação do mercado de resseguros brasileiros, que possibilitou o aumento da ca
pacidade seguradora das sociedades nacionais, pela retenção de maior volume de negócio
s. Hoje é chamado IRB- Brasil Re.
Sua sede é localizada na cidade do Rio de Janeiro, com filiais em Brasília, Porto Al
egre, São Paulo, Nova York e Londres.
O IRB tem as seguintes funções:
* Efetuar as operações de resseguro;
* Regular o co-seguro, o resseguro e a retrocessão;
* Promover o desenvolvimento das operações de seguros no País.

Banco do Brasil - BB
O Banco do Brasil é o mais antigo banco comercial do Brasil e foi criado em 12 de
outubro de 1808 pelo príncipe regente D. João. É uma sociedade de economia mista de ca
pitais públicos e privados. É também uma empresa aberta que possui ações cotadas na Bolsa
de Valores de São Paulo (BOVESPA).
Hoje tem como missão oferecer serviços de intermediação financeira; atender às expectativa
s de clientes e acionistas; fortalecer o compromisso entre os funcionários e a Emp
resa, contribuindo desta forma para o desenvolvimento do País.
O BB opera como agente financeiro do Governo Federal e é o principal executor das
políticas de crédito rural e industrial e de banco comercial do governo. E a cada di
a mais tem se ajustado a um perfil de banco múltiplo tradicional.
Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES
Criado em 1952 como autarquia federal, hoje é uma empresa pública vinculada ao Minis
tério de Planejamento com personalidade jurídica de direito privado e patrimônio próprio
. É responsável pela política de investimentos a longo prazo do Governo Federal, neces
sários ao fortalecimento da empresa privada nacional.
Com o objetivo de fortalecer a estrutura de capital das empresas privadas e dese
nvolvimento do mercado de capitais, o BNDES conta com linhas de apoio para finan
ciamentos de longo prazo a custos competitivos, para o desenvolvimento de projet
os de investimentos e para a comercialização de máquinas e equipamentos novos, fabrica
dos no país, bem como para o incremento das exportações brasileiras.
Os financiamentos são feitos com recursos próprios, empréstimos e doações de entidades nac
ionais e estrangeiras e de organismos internacionais, como o BID. Também recebe re
cursos do PIS e PASEP.
Conta com duas subsidiárias integrais, a FINAME (Agência Especial de Financiamento I
ndustrial) e a BNDESPAR (BNDES Participações), criadas com o objetivo, respectivamen
te, de financiar a comercialização de máquinas e equipamentos; e de possibilitar a sub
scrição de valores mobiliários no mercado de capitais brasileiro. As três empresas, junt
as, compreendem o chamado "Sistema BNDES".
Caixa Econômica Federal - CEF
Criada em 12 de janeiro de 1861 por Dom Pedro II com o propósito de incentivar a p
oupança e de conceder empréstimos sob penhor. É a instituição financeira responsável pela o
eracionalização das políticas do Governo Federal para habitação popular e saneamento básico
A Caixa é uma empresa 100% pública e não possui ações em bolsas.
Além das atividades comuns de um banco comercial, a CEF também atende aos trabalhado
res formais - por meio do pagamento do FGTS, PIS e seguro-desemprego -, e aos be
neficiários de programas sociais e apostadores das Loterias.
As ações da Caixa priorizam setores como habitação, saneamento básico, infra-estrutura e p
restação de serviços.
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Instituições financeiras monetárias


Bancos
Os bancos, principalmente os comerciais, representam a base do sistema monetário b
rasileiro. Eles estão sob a supervisão, regulamentação e fiscalização do Banco Central do B
asil e são classificados de acordo com a atividade que exercem: bancos comerciais,
bancos de desenvolvimento, bancos de investimento, bancos múltiplos e caixas econôm
icas.
* Cooperativas de Crédito
* Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento Financeiras
* Companhias Hipotecárias
* Sociedades de Crédito Imobiliário
* Associações de Poupança e Empréstimo
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A história da BM&F é uma história de sucesso. Criada há apenas alguns anos atrás (junho de
1985) hoje ela é a quinta maior bolsa de futuros do mundo e a maior entre os países
emergentes.
A BM&F é constituída sob a forma de sociedade por ações e é regulada pela Comissão de Valor
s Mobiliários (CVM).
A BM&F foi criada para desenvolver, organizar e operacionalizar mercados livres
e transparentes para negociação de títulos e/ou contratos que possuam como referência at
ivos financeiros, índices, indicadores, taxas, mercadorias e moedas, nas modalidad
es a vista e de liquidação futura. Para tanto, efetua o registro, a compensação e a liqu
idação, física e financeira, das operações com tais títulos e/ou contratos realizadas em pr
gão de viva voz ou em sistema eletrônico.
Para atingir esses propósitos, mantém local e sistemas próprios para negociação, registro,
compensação e liquidação de operações de compra e de venda, e para divulgação, rápida e ab
e, das transações realizadas, dotando-os das facilidades e dos aprimoramentos tecnológ
icos necessários. No desenvolvimento dessas atividades, a BM&F criou mecanismos e
normas para o acompanhamento e a regulação de seus mercados e também para assegurar ao
s participantes o adimplemento das obrigações assumidas naqueles sistemas de negociação,
registro, compensação e liquidação.
Uma das condições necessárias ao perfeito funcionamento dos mercados financeiro e de c
apitais é a certeza de seus participantes de que seus ganhos serão recebidos e de qu
e suas operações de compra e venda serão liquidadas nas condições e no prazo estabelecidos
. Isso é proporcionado, pelas câmaras de registro, compensação e liquidação, ou clearings,
ediante um sistema de compensação que chama para si a responsabilidade pela liquidação d
os negócios, transformando-se no comprador para o vendedor e no vendedor para o co
mprador, com estruturas adequadas ao gerenciamento de risco de todos os particip
antes.
Esse modelo é aplicado às três Clearings da BM&F - Derivativos, Derivativos Denominação ge
nérica para operações que têm por referência um ativo qualquer, chamado de "ativo base" ou
"ativo subjacente" (que em geral é negociado no mercado à vista). Derivativos usual
mente têm uma data de vencimento. Exemplos de derivativos são opções de compra/venda, fu
turos e swapsCâmbio e Ativos -, segundo as características dos mercados para os quai
s oferecem serviços de registro, compensação e liquidação de operações. Essas Clearings são
ideradas sistemicamente importantes pelo Banco Central do Brasil (Bacen), sendo
por ele autorizadas e reguladas. (fonte: BM&F)

Estes são alguns dos principais agentes participantes do mercado de capitais brasi
leiro:
Emissores
* Companhias abertas
Intermediários
* Bancos de Investimento
* Corretoras de Mercadorias
* Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários
* Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários
* Agentes autônomos de investimento
* Administradores de carteiras
Administradores de Mercado
* Bolsas de Valores
* Depositárias
* Câmaras de Compensação e Liquidação
Outros
* Analistas de Mercado de Valores Mobiliários
* Empresas de Auditoria
* Consultorias
Investidores
* Pessoas Físicas
* Institucionais
* Empresas
* Estrangeiros
* Outros