TENHO LAÇOS, TENHO FITAS Tenho laços, tenho fitas Num amor intemporal Tenho laços de desditas Fitas

de bem e de mal... E tenho presas no peito Do coração à razão Fitas de sonho desfeito Em nós de desilusão... Por isso, não quero mais Possuir laços ou fitas No tempo desta vivência; Quero amores ao meu iguais! Para as dores e as desditas Já não tenho paciência!... Maria Mamede 25/04/07

Sábado

5 Maio 2007
às 21,30 horas

Colaboração: Junta de Freguesia de Vermoim Paróquia de Vermoim

Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim

Lugar da Igreja - 4470-303 Maia

José Gomes
22 Abril 2007

O Laço de Fita
Não sabes, criança? ´stou louco de amores... Prendi meus afectos, formosa Pepita. Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas?! Não rias, prendi-me Num laço de fita. (…) Pois bem!... Quando um dia na sombra do vale Abrirem-me a cova... formosa Pepital Ao menos arranca meus louros da fronte, E dá-me por c'roa... Teu laço de fita. Castro Alves

Temas:
Tenho laços, tenho fitas Livre

Colaboração Musical:
- “Trio da Filarmonia de Vermoim”
(Bárbara Gaspar, Cláudia Ferreira, Pedro Gomes e Vítor Soares)

---------------------------Castro Alves nasceu em 14 de Março de 1847, na vila de Curralinho, no Brasil. Começou a estudar Direito em 64 na cidade do Recife acabando por concluir o curso, em S. Paulo, em 68. Foi considerado mau estudante mas muito bom poeta. Em 62 escreveu o poema "A Destruição de Jerusalém", em 63 "Pesadelo", "Meu Segredo", já inspirado pela actriz Eugénia Câmara, "Cansaço", "Noite de Amor", "A Canção do Africano" e outros. "A poesia", dizia, "é um sacerdócio — seu Deus, o belo — seu tributário, o Poeta." O Poeta derramando sempre uma lágrima sobre as dores do mundo. "É que", acrescentava, "para chorar as dores pequenas, Deus criou a afeição, para chorar a humanidade — a poesia." A partir de 1864 apaixonou-se pelas grandes causas da liberdade e da justiça — as lutas da Independência na Bahia, a insurreição dos negros de Palmares, o papel civilizador da imprensa e a campanha contra a escravidão. Começou a escrever sobre os sofrimentos dos negros escravos (O Navio Negreiro), o martírio de todo um continente (Vozes d'África). Em S. Paulo, nos fins de 68, feriu-se num pé com um tiro acidental por ocasião de uma caçada, do que resultou longa enfermidade, em que teve o poeta que se submeter a várias intervenções cirúrgicas e finalmente à amputação do pé. A sua saúde foi-se degradando, conduzindo-o a uma tuberculose pulmonar que o viria a vitimar em 1981.

- Escola de Música da Filarmonia de Vermoim (crianças e jovens dos 6 aos 14 anos)

Colaboração Especial:
participação poética da Universidade Sénior dos Capuchinhos

Apresentação e coordenação:

“Noites de Poesia em Vermoim” é um espaço cultural dinamizado por Movimentum - Arte e Cultura no primeiro sábado de cada mês, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim (Maia), pelas 21h30m. A primeira parte da sessão é dedicada a um tema previamente escolhido. Na segunda parte o tema é livre. As sessões são intercaladas com música e canções

interpretadas por cantores e músicos nossos convidados.