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DRAWBACK O regime especial de drawback O regime aduaneiro especial de drawback, instituído em 1966 pelo Decreto Lei nº 37, de 21/11/66, consiste na suspensão

ou eliminação de tributos incidentes sobre insumos importados para utilização em produto exportado. O mecanismo funciona como um incentivo às exportações, pois reduz os custos de produção de produtos exportáveis, tornando-os mais competitivos no mercado internacional. Existem três modalidades de drawback: isenção, suspensão e restituição de tributos. A primeira modalidade consiste na isenção dos tributos incidentes na importação de mercadoria, em quantidade e qualidade equivalentes, destinada à reposição de outra importada anteriormente, com pagamento de tributos, e utilizada na industrialização de produto exportado. A segunda, na suspensão dos tributos incidentes na importação de mercadoria a ser utilizada na industrialização de produto que deve ser exportado. A terceira trata da restituição de tributos pagos na importação de insumo importado utilizado em produto exportado. O drawback de restituição praticamente não é mais utilizado. O instrumento de incentivo à exportação em exame compreende, basicamente, as modalidades de isenção e suspensão. O Comunicado DECEX nº 21/97, alterado pelo Comunicado DECEX nº 2 (da atual Secretaria de Comércio Exterior - SECEX), estende o benefício a algumas operações especiais. Assim, a modalidade suspensão é aplicada às seguintes operações: a. Drawback Genérico – caracterizado pela discriminação genérica da mercadoria a importar e o seu respectivo valor; b. Drawback Sem Cobertura Cambial - quando não há cobertura cambial, parcial ou total, na importação; c. Drawback Solidário - quando existe participação solidária de duas ou mais empresas industriais na importação; e d. Drawback para Fornecimento no Mercado Interno - que trata de importação de matéria-prima, produto intermediário e componente destinados à industrialização de máquinas e equipamentos no País, para serem fornecidos no mercado interno, em decorrência de licitação internacional - venda equiparada à exportação (Lei nº 8.402, de 08/01/92). Na modalidade isenção é concedido o Drawback para Reposição de Matéria-Prima Nacional, que consiste na importação de mercadoria para reposição de matéria-prima nacional utilizada em processo de industrialização de produto exportado, com vistas a beneficiar a indústria exportadora ou o fornecedor nacional, e para atender a conjunturas de mercado.

alterações. os Comunicados mencionados destacam ainda duas operações especiais: Drawback Intermediário e Drawback para Embarcação. e c) acompanhamento das importações e exportações vinculadas ao sistema. Esses documentos. por empresas denominadas fabricantes-intermediários. As exportações vinculadas ao Regime de Drawback estão sujeitas às normas gerais em vigor para o produto. o RES . envia a mercadoria a estabelecimento para industrialização. de mercadoria para industrialização de produto intermediário a ser fornecido a empresas industriais-exportadoras e utilizado na industrialização de produto final destinado à exportação. O regime especial de drawback é concedido a empresas industriais ou comerciais. inclusive quanto ao tratamento administrativo aplicável. Um mesmo Registro de Exportação . implantado desde novembro de 2001 em módulo específico do SISCOMEX. identificados no Relatório Unificado de Drawback. que. a DI . consultas. O Drawback para Embarcação refere-se à importação de mercadoria para industrialização de embarcação e venda no mercado interno. comprovam as operações de importação e exportação vinculadas ao regime especial de tributação e devem estar vinculados ao Ato Concessório para o processamento de sua baixa no sistema.RE ao Ato Concessório de Drawback. tanto na modalidade de isenção como na de suspensão de tributos. A concessão do Regime Especial de Drawback não assegura a obtenção de cota de importação para mercadoria ou de exportação para produto sujeito a .Registro de Exportação Simplificado. devendo a exportação do produto ser realizada pela própria detentora do drawback. autorização.é obrigatória a vinculação do Registro de Exportação . O Ato Concessório é emitido em nome da empresa industrial ou comercial. após realizar a importação. utilizar o Relatório Unificado de Drawback para informar os documentos registrados no SISCOMEX.Declaração de Importação. baixa). A empresa deve. tais como o RE . isenção e suspensão. As principais funções do sistema são: a) o registro de todas as etapas do processo de concessão do drawback em documento eletrônico (solicitação.Registro de Exportação. O Drawback Intermediário consiste na importação. b) tratamento administrativo automático nas operações parametrizadas. tendo a SECEX desenvolvido com o SERPRO sistema de controle para tais operações denominado Sistema Drawback Eletrônico.RE não pode ser utilizado para comprovação de Atos Concessórios de Drawback distintos de uma mesma beneficiária .Em ambas as modalidades. bem como manter em seu poder as Notas Fiscais de venda no mercado interno.

de 18. estabelecendo os parâmetros e condições para concessão de assistência financeira às exportações e de prestação de garantia da União. para pagamento à vista ao exportador. tornando os encargos financeiros compatíveis com os praticados no mercado internacional. para importação ou exportação de mercadoria suspensa ou proibida. quando for o caso. nem exime a importação e a exportação da anuência prévia de outros órgãos. São duas as modalidades de assistência creditícia: Financiamento: modalidade de crédito ao exportador (supplier’s crédit) ou ao importador (buyer’s crédit). O regime de drawback concede isenção ou suspensão do Imposto de Importação .II. Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações – COFIG: Colegiado integrante da Câmara de Comércio Exterior . O agente financeiro da União para operacionalização do Programa é o Banco do Brasil S. além da dispensa do recolhimento de taxas que não correspondam à efetiva contraprestação de serviços.PROEX e do Fundo de Garantia à Exportação .495. e para exportações vinculadas à comprovação de outros Regimes Aduaneiros ou incentivos à exportação.A. o COFIG unifica as .FGE. para importação de petróleo e seus derivados. PROEX Programa de Financiamento à Exportação . de 18 de maio de 1995. nos termos da legislação em vigor.CAMEX. para exportações contra pagamento em moeda nacional e em moeda-convênio ou outras nãoconversíveis. Também não pode ser concedido o regime de drawback para importação de mercadoria utilizada na industrialização de produto destinado ao consumo na Zona Franca de Manaus e em áreas de livre comércio. conforme o disposto no Decreto nº 1. do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante – AFRMM.2004.PROEX O Programa de Financiamento às Exportações – PROEX foi instituído pelo Governo Federal para proporcionar às exportações brasileiras condições de financiamento equivalentes às do mercado internacional. do Conselho de Governo. com as atribuições de enquadrar e acompanhar as operações do Programa de Financiamento às Exportações .02. Equalização de Taxas de Juros : o PROEX assume parte dos encargos financeiros nos financiamentos concedidos por instituições financeiras. Criado pelo Decreto nº 4. através do pagamento de equalização. do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI.993.contingenciamento. do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ICMS.

2004 .2007 .1998 .PROEX. e • Resolução Senado nº 50.575. de 22.219. de 17.Dispõe sobre a concessão de financiamento vinculado à exportação de bens ou serviços nacionais. • Decreto nº 4.Cria o Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações – COFIG. as operações de financiamento e garantia para exportação. de 30. de 12 de fevereiro de 2001.PROEX. 2º-A e altera o art. Fonte: site do ministério da Fazenda .2007 .02.Divulga a lista de produtos elegíveis para o PROEX.184. de 21. de 04.12.06. 3º da Lei nº 10.2001 .06. • Portaria MDIC nº 375.993.02. de 16. • Lei nº 10.08. de 21.Regulamenta o enquadramento das exportações de bens na modalidade Financiamento.2007 .184. inciso V e VII. com o objetivo de examinar. de 12.Redefine os critérios aplicáveis às operações do sistema de equalização de taxas de juros do Programa de Financiamento às Exportações .Dispõe. que dispõe sobre a concessão de financiamento vinculado à exportação de bens ou serviços nacionais. sobre as operações de financiamento externo com recursos orçamentários da União. de 28. • Portaria MDIC nº 374. Legislação Básica: • Portaria MDIC nº 232.Redefine os critérios aplicáveis aos financiamentos das exportações brasileiras ao amparo do Programa de Financiamento às Exportações – PROEX. com base no art.atribuições que pertenciam ao Comitê de Crédito às Exportações – CCEx e ao Conselho Diretor do Fundo de Garantia à Exportação – CFGE. • Resolução CAMEX nº 35.Estabelece as diretrizes para a utilização do Programa de Financiamento às Exportações .2004 .12.12. 52. • Resolução CMN nº 2.1999 .Regulamenta o enquadramento das exportações de bens na modalidade equalização de taxas.Acrescenta o art.12. de 18.499.1993 .1999 .06. • Resolução CMN nº 3. conjuntamente. • Lei nº 11. da Constituição Federal.