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Gabinete dos Vereadores do Partido Socialista da Câmara Municipal do Barreiro

DECLARAÇÃO DE VOTO1 “GRANDES OPÇÕES DO PLANO, ORÇAMENTO E MAPA DE PESSOAL 2011”

Os Vereadores do Partido Socialista votaram contra a proposta “Grandes Opções do Plano e Mapas de Pessoal – 2011”, pelas seguintes razões: A situação de crise económica e financeira com que o país se defronta, obriga a sacrifícios que terão que ser assumidos inevitavelmente por todos e também pelo Poder Local. Este quadro de dificuldades obriga a um maior rigor e objectividade na gestão da despesa, por forma a atenuar o mais possível os efeitos sociais, nomeadamente, nos quadros da população mais fragilizada, nas situações de pobreza evidente gerada pelo desemprego precário. Foi neste quadro de responsabilidade política que aprovámos as propostas do I.M.I. e da Derrama apresentadas pelo Presidente, salientado a necessidade de “corrigir e aperfeiçoar este documento normativo de acordo com o melhor funcionamento dos serviços da Câmara, os investimentos mais exigentes e um política de solidariedade e de reabilitação urbana…” Foram também estas preocupações manifestadas pelo P.S. na reunião com o Presidente da C.M.B., ao abrigo do estatuto de oposição, sobre o Orçamento 2011. Ou seja, o Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2011 deveriam reflectir esta realidade social através de medidas e acções objectivas de novas propostas e novas soluções.

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Referente à proposta nº 05/10 da Reunião Ordinária Privada de 06/12.
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Aliás, o capítulo I das “orientações estratégicas” identificam os problemas, manifestam consciência social, merecem “uma atenção particular de todos os actores sociais neste momento “E em particular da C.M.B., nunca se furtaram às suas responsabilidades nestas áreas.” Este discurso assumido nas “Opções Estratégicas” não se reflecte, infelizmente, no Orçamento da Despesa e nas áreas de Intervenção Social. Sobretudo quando as receitas correntes apresentam um acréscimo de 1,07%, as despesas correntes um acréscimo de 0,08%, face a 2010. O Departamento Desporto, Associativismo e Cultura e o recém-criado Departamento de Intervenção Social e Educação reflectem uma redução incompreensível. Os Vereadores do Partido Socialista apresentaram uma proposta de plano de contenção da despesa, a qual foi aprovada em Câmara. Naturalmente que esta proposta foi no sentido de cortar ou reduzir despesas que não contribuem para uma maior estabilidade social e não vão ao encontro dos problemas das pessoas: iluminação de Natal, festas e comemorações… Este orçamento não reflecte nenhum plano de contenção da despesa. O orçamento da Divisão de Intervenção Social é um exemplo de ausência de solidariedade social, sem intervenção e perspectiva de respostas para os problemas identificados e assumidos nas orientações estratégicas deste orçamento. Algumas rubricas são mesmo um verdadeiro atentado a qualquer política de intervenção social (famílias, habitação social, outras entidades). Contrariamente ao défice de política de intervenção observamos com frequência despesas incompreensíveis associadas aos vários serviços da C.M.B. e em rubricas como: Aquisição de bens e serviços, outros trabalhos especializados, outros

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investimentos, outros, seminários, estudos e pareceres, etc., que encobrem a verdadeira estratégia deste orçamento. Relativamente à Despesa de Capital com um valor previsto de 21.158.040 €, os Vereadores do Partido Socialista continuam a manifestar a sua preocupação por não ser realista e estar suportado na avaliação inflacionada da receita proveniente da “Venda de Bens de Investimento” em mais de 15 milhões de euros, que não se realiza. Se acrescentarmos a esta valor a amortização dos empréstimos à banca em 3.346.511 €, a capacidade real de investimento da C.M.B. é muito limitada e insuficiente para responder aos graves problemas do Concelho, nomeadamente o sistema de águas e saneamento. Foi aprovado em Câmara o Plano Geral de Águas e Saneamento do Concelho. Este estudo reflecte a precariedade do sistema, pelo que, foi assumido como determinante a necessidade de um maior investimento nesta área. Ou seja, não vamos alterar o quadro de mais de 30% de perdas de água captada e os problemas das roturas sistemáticas na rede vão-se acentuar. Esta confusão de estratégia de Investimento vai continuar a penalizar o Cconcelho e os Barreirenses, nos aumentos dos impostos municipais a serem direccionados para a despesa corrente. Não existindo em termos reais a capacidade financeira para realizar os diferentes investimentos previstos no Orçamento, quais vão ser de facto as opções da C.M.B.? Ou vai o Sr. Presidente justificar ao longo do ano de 2011, que as obras não se realizam por culpa do Governo, dos cortes nas transferências para as Autarquias? Também nas “orientações estratégicas” do orçamento 2011 são feitas considerações para justificar a perda de receitas pelo “….avolumar de interrogações em torno da
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construção da TTT…”. Estas observações, no entendimento dos Vereadores do P.S., deveriam ser substituídas por expressões optimistas e construtivas. O orçamento da C.M.B. não deve estar dependente destes Projectos e qualquer referência deverá ser sempre de expectativa e apoio, como contributos determinantes para o desenvolvimento do Concelho, da Região e do País. Neste contexto esperamos também que as candidaturas aprovadas para o nosso concelho não sejam banalizadas e os seus efeitos prejudicados num contexto de afirmação e desenvolvimento do concelho. Relativamente às normas regulamentares de execução do orçamento, Artigo 2º nº 4, refere “… obediência às medidas de contenção de despesas e de gestão orçamental definidas pelo Executivo Municipal”, os Vereadores do P.S. gostariam de tomar conhecimento destas medidas. Os Vereadores do Partido Socialista reafirmam o seu sentido de voto, por considerarem este orçamento pouco ou nada social, não introduzir os elementos indispensáveis ao quadro social que se perspectiva para 2011 e também pelas contradições entre os seus fundamentos e a sua aplicação prática.

Barreiro, 06 de Dezembro de 2010 Os Vereadores do Partido Socialista

________________________ (Amílcar Romano)

_________________________ (Zélia Silva)
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