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UNIVERSIDADE POTIGUAR - UnP

Processamento de Petróleo

1.

Lubrificantes

Produção de Lubrificantes

Processamento de Petróleo

Lubrificantes

Os lubrificantes líquidos têm origem mineral, vegetal, animal e sintética.
Os de uso mais comum são os óleos minerais que são substâncias obtidas a partir do petróleo e que dependendo de sua estrutura molecular são classificados em óleos básicos parafínicos, naftênicos e aromáticos.

A estrutura está relacionada com a origem e a cada tipo de óleo básico corresponde uma série de propriedades desejáveis, conforme a aplicação do lubrificante.

Produção de Lubrificantes

Processamento de Petróleo

Lubrificantes

Os óleos lubrificantes são frações, compreendidas na faixa do gasóleo, obtidas em condições rigorosas de refinação e sujeitas a tratamentos específicos de modo a melhorar a qualidade do produto final.

podem cobrir uma vasta gama de aplicações para os óleos lubrificantes acabados. adequados a cada tipo de lubrificação.   Conforme a base do petróleo que originou os óleos básicos. em face ao mau desempenho destes óleos  . resolvendo dessa maneira o impasse criado. Esses cortes. de diferentes faixas de viscosidade. a solução encontrada foi a produção de óleos lubrificantes básicos. e devido à impossibilidade das refinarias fabricarem cada tipo específico. quando combinados adequadamente entre si. Petróleos de características aromáticas não são indicados para a produção de lubrificantes. e aditivados. pode-se ter lubrificantes de características parafínicas ou naftênicas.Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Lubrificantes  Devido à infinidade de tipos de lubrificantes acabados.

Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Lubrificantes .

Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Lubrificantes  Os óleos de origem naftênica possuem. como principais características:  Baixos pontos de fluidez   Baixos índices de viscosidade Elevado poder de solvência  Essas características permitem sua utilização na formulação de óleos de lavagem (“flushing”). óleos para compressores frigoríficos e óleos para lubrificação em condições de baixas temperaturas. .

quando comparados com óleos naftênicos. óleos para trabalhos em condições severas (altas temperaturas e altas pressões). .  Possuem um alto índice de viscosidade    Alto ponto de fluidez Baixo poder de solvência. enfim. São óleos indicados principalmente para a formulação de lubrificantes para motores a combustão. para engrenagem.Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Lubrificantes  Os óleos de origem parafínica normalmente são de excelente qualidade. óleos para sistemas hidráulicos.

Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Lubrificantes  Devido ao grande consumo de óleos automotivos. são produzidos na Lubnor. Desaromatização. Os óleos básicos. devem ser submetidos a várias etapas de refino. Os óleos naftênicos. Estes processos são Destilação Atmosférica e a Vácuo. e Hidroacabamento    . de aplicações bastante restritas. Desparafinação. Desasfaltação. para que tenham suas propriedades compatíveis com as de um lubrificante acabado. a estrutura brasileira de refino para a produção de lubrificantes está baseada em óleos básicos parafínicos.

Desasfaltação: asfaltenos Retirada de grandes moléculas como resinas e    Desaromatização: Retirada de aromáticos Desparafinação: Separa os naftênicos dos parafínicos  Hidroacabamento: Retirada de contaminantes como o enxofre .Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Processos de Produção de Lubrificantes  Destilação Atmosférica e a Vácuo: separação das frações leves como gases. querosene. diesel... gasolina.

Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Processos de Produção de Lubrificantes .

de modo a não alterar a qualidade do produto final. de diferentes qualidades. a unidade de destilação para lubrificantes geralmente opera apenas com um tipo de óleo cru.  1. Assim. enquanto o conjunto de lubrificantes da RLAM opera exclusivamente com petróleo Baiano. enquanto uma unidade de destilação para combustíveis opera com diversos tipos de petróleos. . diferindo contudo em dois aspectos principais: A carga para a produção de frações lubrificantes deve ser a mais constante possível.Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Destilação atmosférica e a vácuo  A unidade de destilação para a produção de lubrificantes é bastante semelhante à unidade destinada à produção de combustíveis. A unidade de destilação para lubrificantes da Reduc processa o petróleo Árabe Leve.

Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Destilação atmosférica e a vácuo 2. Quando o objetivo visado abrange combustíveis. O produto de fundo (resíduo de vácuo) é destinado a óleo combustível ou asfalto. a seção de vácuo possui apenas uma torre. e dela retiram-se dois cortes: gasóleo leve e gasóleo pesado. .

. ou Cylinder Stock”. existem duas torres de vácuo.Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Destilação atmosférica e a vácuo  Para a produção de lubrificantes. trabalhando a pressões mais baixas. e dele são extraídos os cortes   Bright Stock. que fracionam o resíduo atmosférico em quatro cortes destilados:    Spindle Neutro Leve Neutro Médio  Neutro Pesado  O produto de fundo (resíduo de vácuo) é enviado à unidade de desasfaltação.

Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo .

Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Destilação atmosférica e a vácuo  A seção de vácuo. bombeado do fundo da torre atmosférica. . primária e secundária. é dividida em duas partes. onde recebe o calor indispensável à vaporização de seus componentes leves na zona de flash da torre de vácuo primária    A pressão de operação nas imediações da zona flash situa-se em torno de 112 mmHg (2.16 psi). inicialmente passa pelo forno de vácuo primário. no processamento para a obtenção de cortes básicos. O resíduo atmosférico. de modo a possibilitar uma boa separação entre os cortes O fracionamento deve ser rigoroso para que os óleos básicos sejam produzidos dentro das faixas de viscosidade adequadas.

Produção de Lubrificantes  Processamento de Petróleo Na torre de vácuo primária. reaquecido. Com esse objetivo. Neutro Médio e parte do Neutro Pesado. e vai à zona de flash da segunda torre  . O produto de fundo da primeira torre de vácuo (resíduo de vácuo primário) ainda contém frações lubrificantes que só vaporizam a pressões ainda mais baixas. Neutro Leve. retira-se um gasóleo leve (adicionado ao diesel) e os óleos Spindle. o resíduo de vácuo primário é bombeado ao forno de vácuo secundário.

O produto de fundo desta torre é o resíduo de vácuo secundário. onde dele são retirados.Produção de Lubrificantes  Processamento de Petróleo A pressão da torre de vácuo secundária é de 85 mmHg (1. que vai à unidade de desasfaltação. consegue-se vaporizar o Neutro Pesado restante.  . por extração.6 psi) na zona de flash. Sob esta pressão e à temperatura de 370ºC. óleos básicos residuais.

localizada imediatamente acima da zona de flash. a corrente de “slop-cut” não é retirada. Quando o objetivo é extrair na unidade de desasfaltação um óleo residual não muito pesado (“Bright Stock”).  . diluindo um pouco o resíduo de vácuo.Produção de Lubrificantes  Processamento de Petróleo A torre de vácuo secundária dispõe de uma outra retirada lateral chamada “slop-cut”. o que permite variar-se a densidade de resíduo de vácuo que é enviado à desasfaltação.

a corrente de “slopcut” é retirada.  .Produção de Lubrificantes  Processamento de Petróleo Para a produção de óleos de cilindro (“Cylinder Stock”). o resíduo de vácuo enviado à desasfaltação deve ser mais pesado (maior densidade e viscosidade). Assim. O “slop-cut” é incorporado à corrente de óleo combustível da refinaria. o que origina um produto de fundo muito mais denso.

apresentando coloração preto brilhante. Básicos Brilhantes (Bright Stocks): Residuais parafínicos. Básicos Pálidos (Acid Treated Pales): Destilados naftênicos tratados por hidrogenação. apresentam coloração verde ou verde acastanhado. Básicos Pálidos Extraídos (Extracted Pales): Destilados naftênicos extraidos por solventes e a seguir hidrogenados. normalmente são desasfaltados. sem brilho. Apresentam coloração avermelhada.      . Básicos Cilindro (Cylinder Stocks): Residuais parafínicos. Básicos Pretos (Black Oils): Residuais asfálticos sem grandes tratamentos.Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Tipos de óleos básicos   Básicos Spindle: Destilados parafínicos de baixa ou média viscosidade Básicos Neutros (Solvent Neutrals): Destilados parafínicos com viscosidade variada.

Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Desasfaltação a Propano => separa as parafinas das resinas e asfaltenos devido à afinidade (solubilidade) ao propano .

Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Desasfaltação a Propano  Recupera os cortes mais pesados que a destilação a vácuo não conseguiu recuperar A Desasfaltação a Propano foi um processo originalmente desenvolvido para a recuperação de frações pesadas lubrificantes. conhecidas como Bright-Stock e Cylinder-Stock  .

Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Desasfaltação a Propano  Frações lubrificantes de alta viscosidade. ao mesmo tempo que precipitam as resinas e o material betuminoso (asfaltenos)  . em conjunto com resinas e betume asfáltico Processo: hidrocarbonetos de baixa massa molar solubilizam as cadeias parafínicas e isoparafínicas contidas no resíduo de vácuo. encontram-se presentes no resíduo da destilação a vácuo. de grande valor comercial.

Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Desasfaltação a Propano  Dentre os hidrocarbonetos de baixa massa molar. aliada à uma boa seletividade. sendo por isto empregado nos processos de desasfaltação . o propano apresenta uma excelente solvência.

Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Desaromatização a furfural .

Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Desaromatização a furfural  Depois do processamento nas unidades de destilação a vácuo e desasfaltação a propano. todos os cortes básicos lubrificantes já foram gerados Os produzidos no fracionamento a vácuo são conhecidos como óleos destilados (Spindle. os lubrificantes básicos devem ser submetidos a processos de tratamento. Neutro Leve.   Nos dois processos anteriormente vistos. Neutro Médio e Neutro Pesado). onde a qualidade de cada corte é sensivelmente melhorada  . foi enquadrada apenas a faixa de viscosidade de cada corte básico Com o objetivo de melhorar algumas de suas propriedades físicas. enquanto os provenientes da desasfaltação a propano são conhecidos como óleos residuais (“Brightstock” e “Cylinder-stock”).

é conveniente que a viscosidade do lubrificante seja a mais constante possível. menor é a variação com a temperatura. Sabemos que.) Quanto maior o Índice de Viscosidade. e.Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Desaromatização a furfural  Uma característica de grande importância nos lubrificantes é a variação da viscosidade com a temperatura. e melhor será a qualidade do óleo sob este aspecto  . a queda de temperatura provoca o aumento da viscosidade Em sistemas de lubrificação. denominado de Índice de Viscosidade (I. É altamente indesejável que o óleo. foi criado um número. inversamente. “afine” (diminua a viscosidade) ou “engrosse” (aumente a viscosidade)    Para se avaliar o modo como a viscosidade varia com a temperatura. quando a temperatura aumenta a viscosidade cai.V. com as variações de temperatura.

Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Desaromatização a furfural  Descobriu-se que os diversos tipos de hidrocarbonetos não reagem da mesma maneira a esta propriedade.V. faz-se necessário retirar os compostos aromáticos presentes no óleo lubrificante    . para que o I. os que apresentam as menores variações com a temperatura são as parafinas. principalmente os polinucleados Desta forma. Dentre os hidrocarbonetos presentes nos óleos. Em contrapartida. os que apresentam menores índices de viscosidade são os hidrocarbonetos aromáticos. de um determinado corte seja elevado.

 . em que solventes de características aromáticas foram testados.Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Desaromatização a furfural  Foram desenvolvidos processos de desaromatização. ambos possuindo boa solvência e seletividade. Os que apresentaram melhores resultados foram o fenol e o furfural. todos feitos por intermédio de extrações.

Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Desparafinação a MEK-Tolueno  A desparafinação tem por objetivo a remoção de determinados compostos parafínicos. Um solvente ideal para o processo de desparafinação deveria diluir todo o óleo. permanecendo contudo compostos que apresentam cadeias parafínicas ligadas a anéis naftênicos. durante a partida de um equipamento em climas frios. A remoção das parafinas é feita por extração com solvente. quando de seu uso a baixas temperaturas. caracterizados por possuírem altos pontos de fluidez. A ausência de escoamento provoca uma lubrificação deficiente. e a máquina pode sofrer sérios danos Os hidrocarbonetos responsáveis pelo alto ponto de fluidez dos óleos são as n-parafinas. ao mesmo tempo em que precipitaria toda a parafina     . Estes compostos acarretariam dificuldades no escoamento do óleo lubrificante. que devem ser removidas do lubrificante.

O tolueno dissolve muito bem o óleo. e mantém toda a mistura fluida a baixas temperaturas A carga para a unidade é óleo desaromatizado. enquanto a parafina oleosa constitui a carga para a seção de desoleificação de parafinas. facilmente filtrável. por isso. os produtos são óleo desparafinado e parafina oleosa. O resíduo oleoso retirado da parafina pode ser incorporado à carga de gasóleo para o craqueamento catalítico . e. são solventes de uso consagrado atualmente A MEK dissolve a parafina a baixas temperaturas e faz com que esta solidifique numa forma cristalina.Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Desparafinação a MEK-Tolueno  Metil-Etil-Cetona (MEK) e tolueno são os dois compostos que se adaptaram melhor ao processo. O óleo é enviado à unidade de hidroacabamento.     Uma vez desoleificada. a parafina é enviada à unidade de hidrotratamento para a especificação final do produto.

resíduos atmosféricos e de vácuo. A estabilização de frações de petróleo é conseguida por meio da hidrogenação de compostos reativos presentes. parafinas. lubrificantes. diesel. como por exemplo. as mono-olefinas e diolefinas.    . Os elementos indesejáveis removidos por hidrogenação incluem: enxofre. querosene. oxigênio. O hidrotratamento pode ser empregado a todos os cortes de petróleo.tais como gases. naftas. gasóleos para craqueamento. etc. nitrogênio. halogênios e metais.Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Hidroacabamento  O hidrotratamento é um processo de refino com hidrogênio cuja finalidade é estabilizar um determinado corte de petróleo ou eliminar compostos indesejáveis dos mesmos.

A RLAM refina o petróleo baiano. óleos lubrificantes naftênicos e isolantes    . e Lubrificantes do Nordeste (LUBNOR). produzindo através de hidrogenação. temos os Turbina Leve e Pesado. Refinaria Landulpho Alves (RLAM). A LUBNOR refina petróleo naftênico importado. no Rio de Janeiro. Médio e Pesado e também dois tipos de Spindle. Sob a denominação de Turbina.Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Óleos básicos nacionais  O básico nacional provém de tres fontes: Refinaria Duque de Caxias (REDUC). produzindo os óleos básicos Neutros Leve e Médio em conjunto com o Bright Stock. um apropriado para uso em transformadores e outro destinado a produção de óleos brancos. em Fortaleza. em Mataripe na Bahia. A REDUC refina petróleos parafínícos importados produzindo os seguintes básicos: Neutros Leve. ainda são produzidos os básicos: Cilindro I e II e o Bright Stock (Básico Brilhante). Além disto.

Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Produção de Lubrificantes  Os óleos básicos. Desasfaltação. Desparafinação. Desaromatização. após passarem pelos processos descritos de Destilação Atmosférica e a Vácuo. são misturados juntamente com aditivos a fim de produzir os óleos lubrificantes especificados para cada tipo de equipamento . e Hidroacabamento.

    Estes altos desempenhos do óleo são conseguidos graças aos aditivos. . anti-espumantes.Produção de Lubrificantes Processamento de Petróleo Aditivos  O óleo lubrificante pode ser aditivado ou não dependendo da sua aplicação. anti-ferruginosos. Os principais aditivos são: anti-oxidantes. anti-corrosivos. antidesgastes. depressores de ponto de fluidez e melhoradores do índice de viscosidade. de extrema pressão. A busca constante de máquinas com maior produtividade e rendimento requer lubrificantes cada vez mais desenvolvidos para fazer face às exigências de resistir a crescentes esforços e temperaturas extremas. A adição de aditivos tem o objetivo de reforçar ou conferir ao óleo básico as caracteristicas necessárias à lubrificação de equipamentos modernos.