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FARMÁCIA HOSPITALAR

Quando escrevemos sobre farmácia hospitalar, na edição de número 27, não estávamos esgotando o assunto. Embora longa (foram 23 páginas), a matéria, que incluiu várias entrevistas, não pôde alcançar a todos aqueles que contribuíram, e continuam contribuindo, com o desenvolvimento do setor, a exemplo de Victor Hugo Costa Travassos da Rosa, um dos responsáveis pela introdução da moderna farmácia hospitalar, no País. Outro que ficou de fora da matéria não é brasileiro, nem reside no Brasil, mas trouxe saberes de um dos maiores pólos farmacêuticos hospitalares do mundo, que é a Espanha. Trata-se do espanhol Alberto Herreros de Tejada. As próximas páginas traz duas entrevistas, intituladas “Victor Hugo: uma visão de dentro” e “Tejada: uma visão de fora”. Mas o assunto não está ainda esgotado. Veja as entrevistas.

Pelo jornalista Aloísio Brandão, editor desta revista

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Pharmacia Brasileira - Nov/Dez 2001

que o Sr. mas de abrir uma reflexão sobre a realidade presente e de tentar traçar uma perspectiva para o futuro deste segmento farmacêutico. aliás. a síntese e o preparo da sulfadiasina de prata. o fenômeno da auto-subvalorização. fatalmente. produto imprescindível na realização de cirurgias cardíacas. Uma das maiores expressões da farmácia hospitalar brasileira. Também. no Brasil: a oferta de cursos de Farmácia de baixa qualidade. dentro dos hospitais. PHARMACIA BRASILEIRA . se muito. desenvolveu e aplicou as primeiras preparações à base de polietilenoglicol. procurando saber qual a origem da participação tão tímida de muitos farmacêuticos dentro das equipes multiprofissionais de vários hospitais. Perguntamos-lhe se o farmacêutico estaria dando pouca visibilidade ao seu próprio trabalho. Ex-professor de Farmácia Hospitalar da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP). Veja a entrevista. Prof. em momento oportuno. Victor Hugo dá a seguinte resposta: “Passamos por uma transformação. À PHARMACIA BRASILEIRA. Victor é. utilizadas no preparo intestinal para cirurgias de cólon e reto. como infecção hospitalar e farmácia clínica. em São Paulo. Não pense o leitor que o pioneirismo de Victor Hugo pare por aí. no período de 1983 a 1987. controle de qualidade de medicamentos e terapia nutricional. e se estaria ocorrendo. por ele criado. à medida em que nos falta conhecimento. instituição cuja direção foi por mim assumida. um dos assuntos mais delicados envolvendo a farmácia hospitalar. desde 85. Iniciamos a entrevista. o farmacêutico fala ainda de outros assuntos. sem recorrermos ao seu passado. divergentes das que foram apresentadas por alguns dos farmacêuticos que entrevistei para a matéria intitulada “A construção do moderno” (revista PHARMACIA BRASILEIRA. professor da mesma Cadeira. da página 12 à 35). Dirigiu ainda a Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar (Sbrafh) e é membro efetivo da Subcomissão do Formulário Nacional da Farmacopéia Brasileira. pois fatos ocorridos na Divisão de Farmácia do HCFMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo). edição de número 27. em 1972. onde se formou pela Universidade Federal. no Brasil. entidade da qual foi diretor. A entrevista com Victor Hugo não esgota os questionamentos sobre farmácia hospitalar. na verdade. Quais são as suas informações? Victor Hugo Travassos .O senhor tem informações históricas sobre a instalação da moderna farmácia hospitalar. Natural de Belém (PA). sim. em que prevalecia a ausência Pharmacia Brasileira . no Brasil. já vem deixando um rastro na história da Farmácia. pelo País afora. como historiador. na verdade. responde: “Existe muita gente falando que faz dose unitária. considerada a maior do País. Em 1987.ENTREVISTA FARMÁCIA HOSPITALAR Victor Hugo: uma visão de dentro Em entrevista à revista PHARMACIA BRASILEIRA. desenvolveu e preparou as primeiras soluções cardioplégicas. É um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE). Aleixo Prates foi extremamente infeliz. Mais: a série de matérias que se iniciou na edição de número 27 da PHARMACIA BRASILEIRA não tem como prioridade a intenção de contar a história da farmácia hospitalar. no período da minha gestão e não nos anos 60. no Brasil. em que a oferta de cursos de baixa qualidade vem trazendo prejuízos aos futuros profissionais. foi construído exatamente. destinados à infusoterapia em nosso meio. Aliás. E acrescenta: “O que ocorre é que. nos falta visibilidade e fatalmente nos subvalorizamos”. como ele afirma. sendo que as equipes multiprofissionais são fóruns de discussões técnicas que buscam o que de melhor cada profissional reúne de conhecimentos na busca de soluções comuns”.Não sei se a questão é a divergência sobre a moderna farmácia hospitalar. Victor Hugo é dono de um currículo pouco comum. tema sobre o qual esta revista voltará a abordar. iniciou a aplicação dos sistemas fechados. principalmente. a convite do Governo francês. e o patrimônio a que ele se refere. está fazendo um atendimento em sistema individualizado”. na Faculdade Oswaldo Cruz. entre outros. No campo científico. importante antimicrobiano utilizado no tratamento de grandes queimados. Foi ele quem desenvolveu. ele foi atualizar os seus conhecimentos em farmácia hospitalar. o farmacêutico-bioquímico Victor Hugo Costa Travassos da Rosa aborda. é de conhecimento pleno do professor. exerceu cargos de chefia e instalou o moderno sistema de preparação de medicamentos em dose unitária. em nosso meio. em Paris. quando. aí. quando começamos a mudar as práticas tradicionais. Victor Hugo foi o responsável pela implantação da atual farmácia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Victor Hugo Travassos Medicina da Universidade de São Paulo. No HCFMUSP. Sei. especializou-se em administração hospitalar. no confronto de conhecimentos com outros profissionais. o que é impossível. Penso que a moderna farmácia hospitalar se fez. em nível de graduação. desde 1980.Nov/Dez 2001 23 . questionado sobre as vantagens desse sistema de doseamento. Observamos timidez por despreparo.

o nível de conhecimento do farmacêutico brasileiro sobre farmátendo sua maior concentração na capital de São Paulo cia clínica? O grande divisor de águas entre o processo tradicional e Victor Hugo Travassos . provocada pela mudança radical nos processos de dispencêutico sofre. será decisiva para o sucesso da farmácia reativa e não uma farmácia proativa dos dias cia hospitalar? O senhor pode falar sobre farmáatuais. é sem sombra de dúvidas. sem as ações assistencipodemos destacar. com relação à distribuição geográfica. O que ocorre é que. hoje. juntamente com o professor José Sylvio seu espaço? Ou estaria ocorrendo. e a prática clínica. a qualquer farmacêutico hospitalar. Josué Shostack do HCUFRS. quando tivemos a oportuvalorização? nidade de desenvolver toda a metodologia que permitia o sucesVictor Hugo Travassos . farmacêunais. do HSPESP. passando pelas soluções de da cuja característica é o exercício dos conhecimentos adquiriirrigação de órgãos. venha a ser posto em risco e. sem dúvida. do HCUFRJ. onde mácia hospitalar. em que os fatalmente nos subvalorizamos. sobremaneira.Nov/Dez 2001 . mas poucos cesso. A farmácia Victor Hugo Travassos . no confronto de NPE (Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral).Em sua avaliação. Levy Gomes Ferpes multiprofissionais.Dr. em que a oferta de cursos de todos os movimentos do então grupo de profissionais interessabaixa qualidade vem trazendo prejuízos aos futuros profissiodos em criar uma sociedade que congregasse médicos. além do professor José todos intitulam de ais desta. Na prática. como já tivemos a oportunidades de obserporque foi o grande precursor e incentivador agem em grupo. da Santa Casa de São Paulo. ganha espaço nos modernos hospitais. observaticos. à medida em obter o reconhecimento do título de especialista para os farmaque nos falta conhecimento. o sePHARMACIA BRASILEIRA . Zildete Pereira. desde os primeiros movimentos da terapia está dando mais visibilidade ao seu trabalho e procurando mais o nutricional. mas poucos a realizam. Como era o segmento. an.mas poucos a te. conseguimos na busca de soluções comuns. antes dos anos 80. a nhor foi um dos fundadores e diretores da Sociedade Brasileira presença do farmacêutico nas equipes multiprofissionais de saúde Nutrição Parenteral e Enteral. tinadas à prática hospitalar. PasHCFMUSP.Em muitos hospitais. nos falta visibilidade e cêuticos que militam neste segmento profissional.Penso que estas questões esso das preparações das soluções de nutrição parenteral total. no tão intimamente ligadas ao processo educacional brasileiro. poder contar. Eu costumo dizer que o futuro é hoje. as requisições que a eles eram encaminhadas tando ao passado. sem mental para o domínio do conhecimento. nem mescontarmos que a farmacotécnica tem. na” farmácia hospitalar? um dia.as equipes Entretanto. pela área de Enfermagem. PHARMACIA BRASILEIRA . enfermeiros e nutricionistas. quando falei de cursos de baixa qualidade. com var.objetivos comuns e Penso que muitos falam sobre a prática da farca.somatórios de mácia clínica. cujo valor é inestimável. por fim. durante minha cam o que de melhor cada profissional reúne de conhecimentos gestão como presidente do Comitê de Farmácia. A farmácia ffre. de contrário de acharmos que estamos avançando. aí. o fato de que. realizam. o fenômeno da auto-subCimino e o Dr. José Antônio Fonseca. nesse segmento. em busca de resultados objetivos e seguros. nos últimos 20 anos. Victor Hugo. qual talar era restrita à parte das regiões Sul e Sudeste do País. dentro dos hospitais brasileiros? tomar a iniciativa de buscar o seu lugar junto aos demais profisVictor Hugo Travassos . no Brasil. o ensino farmatica. com objetiFMG.da farmácia clínica. me agrada. em sua plenitude. Como podemos obsersuscetibilidades e melindres. da permanência viva da atividade farmacêuti. pela participação do faruma ação que não pode prescindir de bons instrutores. a farmácia clínica está fadada ao insuSylvio Cimino. Por que isso ocorre? Quem teria que produtos. manipular alguns insumos e. mas funmacêutico em comissões multiprofissionais e pela prática clínica damentalmente não pode prescindir da matéria-prima experique. de maneira geral. e outros tantos cujos vos comuns e somatórios de conhecimentos. no Brasil. que macêuticos que atuavam. Este é um fenômeno em cascata. conhecimentos com outros profissionais. que todos intitulam de reira. o que não podemos esquecer é que a amos contar nos dedos as farmácias e os farfarmácia clínica está sustentada nas bases da farmultiprofissionais. o ponto culminante das te lembrarmos que.É importan. porque este é o sonho que todos pretendemos. é mais ou menos como as equiPaula Pereira. sob pena de que todo o processo mentais. do HCUgrupos. assim como tive a satisfação de estar presente em samos por uma transformação. neste segmento.FARMÁCIA HOSPITALAR ENTREVISTA do profissional farmacêutico frente às atividades e onde obserobtido. hoje. ao vávamos a convivência pacífica dos profissionais em atender. ao tratamento mácia clínica é uma Cadeira profissionalizante de ciência aplicaoncológico e à antibioticoterapia.Como já observei. no Brasil.Falar de farmácia clíderna farmácia hospitalar instalou-se. pelos processos de informação. a farmá. sendo que as equipes Tendo eu participado. a farmácia hospiPHARMACIA BRASILEIRA . e tantas outras formulações especificas desdos. 24 Pharmacia Brasileira . o que caracterizava uma farmáclínica. principalmente. var. Poderí. no Brasil. Mírcio de conhecimentos” clínica. anteriora moderna farmácia hospitalar está calcado na atenção farmacêumente. de várias multiprofissionais são fóruns de discussões técnicas que busdiretorias. Desta feita. fatalmente. é sação.Sim. traços claros e linhas mo as melhores faculdades de Farmácias dispõem de leitos hosespecíficas para a prática hospitalar nas atividades de preparapitalares para este fim.A moVictor Hugo Travassos . nos hospitais. os professores Cláudio Da. em nossos hospitais.clínica. conhecida como SBmos timidez por despreparo. colegas Michel Kifuri e Maria Rita Novaes foram peças fundaque precisamos interromper. estaremos volmaneira restrita. cia hospitalar brasileira era incipiente. É. mas poucos agem em grupo. tive a satisfação de ter sionais não seria o próprio farmacêutico? O senhor acha que ele podido participar. até grupos.mais ou menos como atividades de um profissional da área hospitalar. Qual a qualidade dos serviços e de é ainda muito tímida. e que. a cada dia. falam sobre a prática nica ou da atuação farmacêutica é algo que agrada no início dos anos 80. principalmentes dessa década? O que caracteriza uma “moder. cia clínica? “Penso que muitos PHARMACIA BRASILEIRA . ao longo destes 20 anos. no momento.A prática da farmácia organizar o arsenal terapêutico. Não podemos nos esquecer de que farção de soluções destinadas à terapia nutricional. PHARMACIA BRASILEIRA . em nosso meio. Isto. deixando de lado nomes não me ocorrem.

Márcia Chen e Dra. PHARMACIA BRASILEIExiste muita gente falando que faz RA . foram cobrados apenas por legislação específica. largaé o caso dos medicamentos controlados. à conceituação desta questão. cuja existência. na verdade. PHARMACIA BRASILEIRA . Acredito que este processo no. com grande sucesso no tratamento de vigilância sanitária. no País.O sunto. ter acesso à sua prescrição. importante antimicrobiano plificaria. e esta PHARMACIA BRASILEIRA .E os hospitais. dizendo que há uma tendência de conas melhores utilizado no tratamento de grandes queimados. ao longo dos meus 20 anos de diretoria da sim. no âmbito hospitalar. acredito que a contratação de profissionais Divisão de Farmácia do HCFMUSP. em pitalares. no agravamento das infecções. tenhamos mais e mais produtos e serviços oria dos estabelecimentos está regular.Este foi apenas co terá uma maior chance de demonstrar suas quapara este fim” mais um dos tantos desafios que me foram imposlidades no desempenhar de suas funções e. E a visão moderna da mente utilizada. tos.Há uma grande confusão quanto inclusive notícias de muitas que existem apenas no papel. “A prática clínica é mente. o seu ouvir parte da conversa e pensar que sistema individualizado e. que sistema de atendimento em dose mas que não constitui a única ação ao combate de infecções unitária. e. Na PHARMACIA BRASILEIRA . análise criteriosa desta prescrição. no tudo isso. destipode prescindir de celência. por sua larga propriedade antimicrobiana. E a nossa expectativa é que. na Europa. desencrustantes e anti-sépticos. mesmo tendo que admitir que precisamos sem falarmos das questões ainda mais graves das uma ação que não de trabalhar muito para atingir um patamar de expreparações dos medicamentos injetáveis. do o número mínimo de farmacêutico estabeleciconhecimento. a vericionamento da maioria das centrais de esterilização de materiais.Quando o uso é irracional. coisa que todos comentam. partindo da sulfadiazina e da prata metáliricamente. O brasileiro é pródigo em ouvir Victor Hugo Travassos . observamos a precariedade do funformações passivas de rastreabilidade. permitindo. como o próprio título traduz. quando. contribuindo para o toridades sanitárias nas questões orientativas. como é PHARMACIA BRASILEIRA . não tínhamos será crescente e substancial. saber-se do tantes. nesse em sistema individualizado e. estando este em unidades posológicas com inDa mesma maneira. com uma nados à administração aos pacientes. aí. dispensar o medicamento nepondo em risco a limpeza dos hospitais nas mãos dos profissicessário para o atendimento do paciente dentro de uma frequênonais (que. era acessível. Nos anos 80.Esta questão eu simSulfadiasina de Prata. Entretanto. assim por papel? já entendeu os fundamentos do asdiante. que idéia o senhor tem do uso dessa classe de medicamentos deva não somente intensificar a busca da qualificação e categorizapelos médicos. agravamento da infecção no ambiente hospitalar? a interação de ações em busca da qualidade. está fazendo um atendimento em por diante. o que não é incomum. poder realizar uma cam postergados ao pessoal de baixo nível de conhecimento. normalmente. assim.O senhor tem grande sem dúvida que os antimicrobianos contribuem. e sua relação com a infecção dos hospitais. num futuro estão receptivos às ações do farmacêutico? A maiexperimental para o breve. na verdade. hoje. faculdades de Pode falar sobre o produto (a sua indicação e aceià medida em que os hospitais forem se tornando Farmácias dispõem tação no meio hospitalar)? empresas mais profissionalizadas. aí. e outras tantas.Falar em antimicrobiao caso da RDC 63. cobrando a presença dos farmacêuticos farmacêuticos Dr. dentro dos hospitais. no meu entendimento. assim dose unitária. Frente a das legislações mais completas e exigentes. não pode prescindir so da terapia nutricional. As suas várias ações. Ivonos estabelecimentos? ne de Oliveira Garcia. neste projeto. começa a ser notada. no mercado. independentemente da obriA dose unitária poderia ajudar a corrigir problemas das farmácias gatoriedade da existência das CCIH’s (Comissões de Controle de hospitalares? Quais? Infecção Hospitalar). hoje. histosulfadiazina de prata. em nível hospitalar. ficam mais sujas). Aaron Barbosa. assim. permitindo.Falta rigor. e isto se deve às ações conjuntas da SBde contribuição. mas mundo. enquanto que a dose Pharmacia Brasileira . como também aumentar a participação das aução hospitalar? O uso é mesmo irracional. por parte era uma opção terapêutica indisponível em nosso meio. Dra. a grandes queimados. O brasileiro é pródigo em macêutico está cumprindo. contratandomínio do de alta qualidade. objetivaatividade dedicada ao farmacêutico.Foi o sedo pelo Ministério da Saúde? prática. Juntado Ministério da Saúde. nosso meio hospitalar. cia estabelecida. acesso muito fácil ao exterior (todos sabem desta história). até porque estas são atividades fundamentalmente NPE e da Anvisa. são decisivas. da matéria-prima técnicos. Temos Victor Hugo Travassos . sabemos que poucas são atuantes. a cada dia.ENTREVISTA Respondendo a sua pergunta. neste consabe tudo e que é o novo inventor da entendeu os fundamentos do assunto” texto.Eu diria que os hospitais. o farmacêutico poderia dar boa parcela bons instrutores. Victor Hugo Travassos . além da questão do controle de antimiGostaria de deixar bem definido crobianos. se campo. daí. fiseu diagnóstico. é um sistema de dispenhospitalares. que. passa a imaginar que já parte da conversa e pensar que já farmacêutico tem seu papel. Pergunto: o farmuito. partir das resoluções que definiram atividades específicas. com relação à fiscalização às farmácias mente com minha equipe. o farmacêutide leitos hospitalares Victor Hugo Travassos . através de regulamentos PHARMACIA BRASILEIRA . quando. resolvi aceitar o desafio de sintetizar a Victor Hugo Travassos . como é o caso do uso adequado dos desinfementalmente em se ter o conhecimento do paciente. que consiste fundanão são observadas. que. os hospitalares. mesmo porque é um dos pioneiros no seu uso. de maneira nevivência com a utilização da dose unitária de medicamentos hosgativa. como ca. eu diria que contamos. ficação de todo o ciclo do medicamento.Nov/Dez 2001 FARMÁCIA HOSPITALAR 25 . inclusive. Está. até mesmo em nível de faculdades. no Brasil. se verter esse quadro crítico da infecção muito. Temos outras ações de grande importância e que sação de medicamentos. está fazendo um atendimento “Existe muita gente falando que faz hospitalar. vai roda. na qual destaco.O farmacêutico pode ajudar a redose unitária. nem mesmo nhor quem desenvolveu a síntese e preparo da Victor Hugo Travassos . até porque. tratação maior que em outras épocas. que disciplinou todo o procesdo seu conhecimento curricular.

Que análise faz do ensino de Farmácia Hospitalar. A permanência deste modelo nacional é extremamente prejudicial ao ensino de Farmácia Hospitalar. então. juntamente com o Dr. o trabalho em equipe junto a médicos e profissionais de enfermaria e uma clara orientação ao paciente. do tipo rotineiro. onde permanecemos. à época. que poderiam ser realizados por outros profissionais de menor qualificação (técnicos)”. em caráter obrigatório. não devendo ser confundida jamais com dose única.Esta pergunta me faz. historicamente.Dr. Veja a entrevista. realizado. em outros países. para ministrar cursos sobre farmácia clínica. permitiu-lhe construir uma visão muito detalhada e profunda dos acontecimentos farmacêuticos brasileiros. como tantos denominam esta unidade posológica. farmacoeconomia e farmácia hospitalar. ou concentrar-se em trabalhos de elaboração. acredito que o sistema de dose unitária possa. em São Paulo. tive a oportunidade de conhecer a professora Terezinha Piovesana que. Aaron de Oliveira Barbosa. com o objetivo final de promover o uso seguro e eficiente dos medicamentos”. que ministravam estes ensinamentos. somado ao seu interesse pelo País. Nesta ocasião. Foi também fundador e é professor da Faculdade de Farmácia Oswaldo Cruz. cuja experiência na área era restrita.a Organização de Farmacêuticos Ibero-latino-americanos (Ofil). nos hospitais. PHARMACIA BRASILEIRA . Posteriormente a isso. mais uma vez. em São Paulo. na graduação? Victor Hugo Travassos . durante o evento. Victor. onde foi professor. coordenava o curso de Farmácia da PUC de Campinas. o senhor criou a Cadeira de Farmácia Hospitalar na Faculdade de Farmácia da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de Campinas. Tejada: uma visão de fora Onde estão os maiores acertos da farmácia hospitalar. para se implantar um sistema de dose unitária. atenção farmacêutica.FARMÁCIA HOSPITALAR ENTREVISTA unitária é apenas o medicamento na sua fração posológica com características de identificação e rastreabilidade já mencionadas. Desta maneira. em moldes já observados. entender definitivamente que. recorrer à história. devam atender a este pressuposto. o entendimento de várias ações e atividades hospitalares que requerem o conhecimento mais generalista do profissional (refiro-me à questão dos currículos segmentados para as indústrias de alimento e medicamento e laboratório clínico). À primeira pergunta. no Brasil? E os principais erros? Estas são duas das perguntas que a revista PHARMACIA BRASILEIRA faz ao espanhol Alberto Herreros de Tejada. fato que. Tejada vem constantemente ao Brasil. fui convidado pela professora a organizar e ministrar o primeiro curso de Farmácia Hospitalar do Estado de São Paulo. organizei o mesmo curso. sim. que agregam pouco valor. cidade onde nasceu e se projetou como um dos maiores líderes farmacêuticos espanhóis e de toda a Europa.Nov/Dez 2001 . Tejada. no curso de Farmácia da Faculdade Oswaldo Cruz. muito menos pensar que dose unitária se faz apenas para doses orais sólidas ou líquidas. Ele tem sugestões e críticas importantes ao setor. inclusive as parenterais. eram apenas a Faculdade de Farmácia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). o espanhol Alberto Herreros de Tejada fala dos acertos e erros mais recorrentes cometidos pelo segmento das farmácia hospitalar brasileira 26 Pharmacia Brasileira . mas que. de Madrid. desenvolvendo nosso trabalho e observando as dificuldades por que passam mestres e alunos para transmitir os conhecimentos de uma atividade extremamente aplicativa e profissionalizante dentro de um currículo que. Alberto Tejada é diretor da farmácia do Hospital 12 de Outubro. convenceu-se da necessidade de iniciar. Alberto Herreros de Tejada Uma das maiores lideranças farmacêuticas européias. um farmacêutico bastante conhecido dos colegas brasileiros. principalmente. e a da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). sob a responsabilidade da professora Zildete Pereira. mas. em Brasília. Ele ajudou a fundar – e presidiu . deu a seguinte resposta: “A progressiva incorporação das atividades de farmácia clínica. o que dificulta. Salvo um lapso de memória. entidade de cuja revista é diretor. no que concerne às RAM’s (Reação Adversa a Medicamentos) e o desperdício de medicamentos com conseqüente redução dos custos hospitalares. visto que é sabido que 40% dos erros com medicamentos são previsíveis e. em São Paulo. da Universidade de Madri. Por ocasião do “I Seminário de Farmácia Hospitalar”. Nos anos 80. convidado pela saudosa professora Maria Aparecida Pouchet Campos. passíveis de correção profilática. buscou especializar o aluno ainda na sua graduação. sobremaneira. sob a responsabilidade do professor Levy Gomes Ferreira. melhorar essencialmente a qualidade da farmacoterapia. poucas eram as faculdades de Farmácia que mantinham em seus currículos o ensino de farmácia hospitalar. portanto. Sobre os erros: “Creio que poderia ser um grande erro dedicar demasiado tempo a tarefas burocráticas. o primeiro curso de Farmácia a oferecer a Farmácia Hospitalar. faz-se necessário que todas as formas farmacêuticas. ainda hoje.

senão dos PHARMACIA BRASILEIRA . PHARMACIA BRASILEIRA . Quanto ao que mais identifica a farmácia hospitalar. onde surge a idéia da farmácia clínica. O senhor. muitas delas pela Ofil. as atividades que estão desenvolvendo em favor do hospital. o problema. em nosso País. como um gasto a ser minimizado. mas em todo o mundo. Aqui. de sua preparação e de sua criatividade para dar resposta aos novos desafios que vão aparecendo. de forma muito importante. várias vezes. desafios que vão de uma forma. no Brasil. às vezes. nesse setor. ao Brasil. Por outro lado. Na Europa.A Espanha tem uma farmácia hospitalar forte. com menos recursos pessoais e materiais e talvez com uma maior eficiência. sem ples e menos sofisticado e. praticam e dependerá. a Grã Bretanha e porque não o meu próprio País. senão como um investimento para dar lucro. anteriores delegados da Ofil-Brasil. Nisto. daqui para frente. como brasileiros. segundo a sua avaliação? Alberto Herreros de Tejada . entusiasmo e competência são exemplo para todos. as atividades Alberto Herreque estão desenvolvendo ros de Tejada . aqui. na Pharmacia Brasileira . hospitais.O senhor já veio. de forma rá-la? atrativa. vocês. decisiva para isso. grandemente. O futuro.Por que diretores de hospitais dos países de Terceiro Mundo não se convencem da necessidade de contratar mais farmacêuticos e de implantar uma farmácia hospitalar forte e moderna? Alberto Herreros de Tejada – Talvez. está tendo muitas vezes. que foi acompanhada de serviços farmacêuticos e de um importante suporte em tecnologia e recursos humanos. de uma forma importante. Nesses casos. com o objetivo final de promover o uso seguro e eficiente dos medicamentos. juntamente aos programas de educação continuada. poderia citar a Holanda. imagine que o medicamento. como elemento chave de qualquer política de saúde. pessoas cuja dedicação. de forma atrativa. no Brasil. Outro fator determinante. Em primeiro lugar.O que o senhor prevê que irá acontecer com a farmácia hospitalar. durante o período de 1996-1998. pode ser uma prioridade. apesar da distância. PHARMACIA BRASILEIRA . já existem excelentes exemplos. cia Hospitalar). PHARMACIA BRASILEIRA . no mundo? Qual o nível de conhecimento dos farmacêuticos sobre a atividade? Alberto Herreros de Tejada – São atividades que foram bastante desenvolvidas.Acredito que é uma atividade profissional que está em rápido crescimento.Onde o Brasil mais acerta e erra. Por outro lado. está por isso. está nas mãos dos profissionais que a praticam e dependerá. que irradia influências para toda a América Latina. Também. são elementos chave para a sua melhora. nos Estados Unidos. a Espanha. porque se trata de um modelo de far“O futuro da farmácia mácia hospitalar mais simhospitalar. não sabemos como realizar. foi desenvolvido. para isso: o professor Aleixo Prates (Natal) e a Dra. Que avaliação faz da farmácia hospitalar brasileira? Alberto Herreros de Tejada . senão dos próprios farmacêuticos que não souberam “vender”. como atividade profissional. a proximidade idioresposta aos novos mática) também contribuiu. Por um lado.ENTREVISTA PHARMACIA BRASILEIRA . não deve ser considerado. dia a dia” opinião. como tive a oportunidade de comprovar em São Paulo (Hospital das Clínicas e Hospital do Coração). nos quais é mais importante a imagem e os resultados. acho que a Sbrafh (Sociedade Brasileira de Farmá“Talvez. o problema. a Farmácia. sem nenhuma dúvida. nenhuma dúvida. Por outro lado. muito possivelmente. PHARMACIA BRASILEIRA . em minha aparecendo. Sobre isso. em muitos países. PHARMACIA BRASILEIRA . não seja tanto dos diretores de hospitais. a farmácia clínica e o conceito do que deve ser um moderno serviço farmacêutico hospitalar. nos anos 60. na Espanha e no resto do mundo? Alberto Herreros de Tejada – Eu acredito que a farmácia hospitalar é uma atividade emergente. na Espanha e em todo o mundo. Creio que poderia ser um grande erro dedicar demasiado tempo a tarefas burocráticas (que agregam pouco valor) ou concentrar-se em trabalhos de elaboração do tipo rotineiro. estimo que o intercâmbio de profissionais. acompanha esse segmento. existem países que acredito que são modelos. Em todos eles. no Brasil. neste campo. dentro de nossa Organização. não posso deixar de citar dois farmacêuticos de grande destaque que. o trabalho em equipe junto a médicos e profissionais de enfermaria e uma clara orientação até o paciente. muitas vezes. dia a dia.Que opinião o senhor tem sobre a farmácia clínica na farmácia hospitalar.Estou em favor do hospital” convencido de que a automotivação dos profissionais. Eu penso que o motivo desta influência é duplo. nos últimos 30 anos.Penso que o principal acerto foi a progressiva incorporação das atividades de farmácia clínica. portanto. os cargos diretivos têm um caráter mais político que profissional. nossa cultugrandemente. prioritariamente. que poderiam ser realizados por outros profissionais de menor qualificação (técnicos). Qual o motivo de toda essa influência e o que mais identifica a farmácia hospitalar espanhola? Alberto Herreros de Tejada – Estou plenamente de acordo contigo. são exemplo. não só na América. os programas de visitas a outros tipos de serviços farmacêuticos e a participação dos profissionais em congressos internacionais são fundamentais para manter-se em dia e promover inovações dentro do segmento. para proferir palestras em cursos e outros eventos farmacêuticos. de sua ra comum latina e nossa idenpreparação e de sua tidade idiomática (no caso do criatividade para dar Brasil. a curto prazo.Que supróprios farmacêuticos gestões o senhor tem a dar. Com criatividade e com uma atitude positiva perante a vida. foi o importante papel da Ofil (Organização de Farmacêuticos Ibero-latino-americana) da qual tive a satisfação de ser presidente internacional. não seja um papel muito importantanto dos diretores de te. e. mais fácil de ser nas mãos dos assimilado do que a que proprofissionais que a vém dos Estados Unidos. Micheline Meiners (Brasília).Nov/Dez 2001 FARMÁCIA HOSPITALAR 27 . E isso. contribuíram. que não souberam com o objetivo de melho“vender”.

que apresentou como resultado positivo a realização de trabalho específico e de melhor qualidade para o tratamento do paciente do Hospital Araújo Jorge. atualmente. o nome do medicamento. um dos diferenciais do Hospital em relação a outros estabelecimentos de saúde. onde se faz a separação dos medicamentos prescritos. por paciente e não por horário. como o Congresso Anual e a edição de uma revista bimestral. é feita a separação dos medicamentos. na parte térrea do hospital. cujo Comitê Científico tenho a honra de ser o presidente.A farmácia hospitalar atualmente possui quatro divisões: dispensação de medicamentos. diluição de medicamentos oral e injetável. explica que quando o médico prescreve. Com a ampliação do seu espaço físico. a totalidade dos profissionais e que desenvolve numerosas atividades científicas. afirma a farmacêutica Rosana Ferreira. Divisões . Dose unitária leva inovação a hospital. Hoje. de nove a 11 de maio de 2002. com o apoio decisivo das autoridades sanitárias. da equipe da farmácia. ao implantar o sistema de distribuição de medicamentos por dose unitária. eu diria que são quatro elementos os que mais contribuíram para a sua expansão e desenvolvimento: 1) Um marco legal favorável. de seis em seis horas. visa à eliminação de qualquer possibilidade de erro de prescrição. foi possível criar divisões e sistematizar suas frentes de trabalho. os pacientes recebem os medicamentos com a dosagem exata que é assegurada por triagem da prescrição médica realizada por farmacêutico. Rosana Ferreira Rodrigues. Para terminar. a adequação do espaço físico do setor possibilitou a implantação de serviços de extrema necessidade. a economia com medicamentos chega a mais de 30%”. “Agindo assim. que agrupa. sua dispensação para os setores de internação do hospital. a dosagem. o qual se contou sobretudo e a todo momento. publicações. Com o sistema de dose unitária. faz-se a triagem da prescrição médica e do pedido digitado pela secretária. ocupando um espaço de aproximadamente 350 m². um medicamento como dipirona (40 gotas). em Santa Cruz de la Sierra (Bolívia). que fica a cargo de farmacêutico. o setor encaminha quatro frascos com 40 gotas do medicamento para aquele paciente. Na divisão de dispensação de medicamentos. a Sociedade Espanhola de Farmácia Hospitalar.Nov/Dez 2001 . o horário a ser administrado. 2) A existência de um Programa Oficial de Especialização. que iniciou suas atividades. é realizada a preparação dos kits individuais. O manual é de valoroso suporte técnico para funci- Setor de manipulação do Hospital Araújo Jorge O setor de farmácia do Hospital Araújo Jorge (HAJ). 4) Um apoio importante da indústria farmacêutica a todo o relacionamento com a educação continuada: seminários. ele verifica a prescrição feita pelo médico. Segundo o farmacêutico Ulisses Gomes dos Santos. em 1985. o “Normas de Procedimentos Técnicos da Divisão de Diluição de Medicamentos”. manipulação e farmácia cirúrgica. oficinas de trabalho. a data e o nome do responsável pelo pre- Dispensação de medicamentos 28 Pharmacia Brasileira . Esta divisão possui um manual próprio. etc. funciona no primeiro andar da nova ala do Hospital. queria aproveitar esta ocasião para convidar os leitores desta grande Revista a assistir ao “X Congresso Internacional da Ofil”. A coordenadora do setor de farmácia. que foi desenvolvido em serviços farmacêuticos acreditados pela Docência. A triagem. Consta do frasco rotulado o nome do paciente.FARMÁCIA HOSPITALAR ENTREVISTA Espanha. A inovação desse sistema foi um dos resultados da nova estruturação da farmácia do Araújo Jorge. Após a triagem. A divisão de diluição de medicamentos (oral e injetável) abrange todos os procedimentos realizados pela primeira divisão. inovou. da Associação de Combate ao Câncer. de quatro anos de duração. localizado em Goiânia. que se realizará. nesse caso. em Goiânia paro. prepara e dispensa os medicamentos para cada paciente. 3) A presença de uma sociedade científica. Ou seja. Neste setor. por exemplo. acrescentando a preparação dos medicamentos. e. em Goiás (ACCG). em seguida. confere a indicação. em uma área de 68 m². na prática.

Rodrigues. Podem participar empresas. responsável mazenamento e dispensação dos propela divisão de manipulação e divisão de dutos anti-sépticos e saneantes. inclusive sobre como obter o formulário de inscrição. em 1998. projetos. educacionais. no Brasil. o Prêmio foi instituído. assistenciais. Inscrições .Nov/Dez 2001 29 . Com mais de 150 uma equipe de farmacêuticos treinados e capacitados para a leitos destinados à internação de pacientes do Sistema Úniimplantação e desenvolvimento dos procedimentos proco de Saúde. particular.Em sua quinta edição. O “Prêmio Racine 2002” será entregue. responsáda não está estruturada para atender a vel pelo setor de dispensação de meditodo o hospital. uma iniciativa criada. culturais. fortalecendo a questão da responsabilidade social das empresas. Jornalistas com artigos publicados sobre o setor também podem se inscrever. Ocupa atualmente o gico do hospital. durante a abertura dos eventos da “12ª Semana Racine”.com. moramento gradativo. entre outros. que conta sempre com acompacientes com câncer. o Hospital conta com o que há de mais A equipe .O setor de farmácia é composto por avançado para o tratamento do câncer. “FACO´2002” e “12ª Racine Expo”. é um centro de referência Com a finalidade de melhor atender o centro cirúrna área oncológica de todo o País. foi implantado. programas ou políticas sociais. a quarto lugar frente às instituições. próprio hospital gera à instituição uma economia extremaReferência . reconhecer e divulgar as ações transformadoras das condições de saúde da sociedade brasileira. desinfetantes. recreativas ou esportivas para promoção. responsável pela A divisão de manipulação nutrição parenteral e divisão de farmácia (DMP) é responsável pelo preparo. Esta divisão ainóssea. Araújo Jorge. o HAJ se consolidou Rosana F. panhamento de um profissional farmacêutico.ENTREVISTA FARMÁCIA HOSPITALAR onários iniciantes. em 17 de julho do ano que vem. responsável Entrega de medicamentos quido. A iniciativa de manipulação dentro do mentos e divisão de diluição de medicamentos (orais). que tratam divisão de farmácia cirúrgica. detergentes. Fernando Janko.br> Objetivo do Prêmio . e com a aquisição dos postos para inovação e modernização do setor. sabonete líUlisses Gomes dos Santos.A primeira etapa de inscrições já começou e vai até o dia dez de fevereiro de 2002. em junho deste ano. Atualmente. entidades e jornalistas Estão abertas as inscrições para o “Prêmio Racine 2002”. responsável tratamento oncológico. mantido pela Associação de mente significativa e tem como resultado produtos de alta Combate ao Câncer. sendo processados sob a supervisão de um dos ca. proporcionando tampela divisão de diluição de medicamenbém material adequado à reciclagem de tos (injetáveis) e transplante de medula servidores já atuantes. água bicarbonatada para higiene pelo setor de dispensação de medicaoral. especialista em farmácia hospitalar e como um dos mais importantes hospitais do País para o coordenadora do setor. eventos. Prazo para a primeira fase de seleção dos trabalhos termina em dez de fevereiro. podem ser obtidas pelo e-mail <premio@racine. arcirúrgica. de São Paulo. uma instituição filantrópiqualidade. pelo Grupo Racine. recuperação ou educação em saúde. valorizar. como diluição de medicamentos (injetáveis). com o objetivo de identificar. Pharmacia Brasileira .O HAJ. Podem participar empresas da iniciativa privada e entidades que tenham realizado campanhas. Alene Franco Bastos. em Goiás. mas passa por um apricamentos e controle de entorpecentes. Sidmara Tanaka Silva. Denise Nakano Mori. São eles: mais modernos aparelhos do mundo. “Prêmio Racine 2002” recebe inscrições Serão escolhidas as melhores iniciativas na área da saúde. para identificar e valorizar ações transformadoras na área da saúde. Mais informações. fundada pelo médico Alberto Augusto de farmacêuticos da equipe do setor de farmácia. há mais de 45 anos. particular e convênios.