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Agosto/Setembro 2019
ISSN: 1645-443X - Depósito Legal: 86929/95
P r a ç a1645-443X
ISSN: D . Afonso- V , n º 8 6 , Legal:
Depósito 4 1 5 0 - 086929/95
24 P o r t o - P O R TU G A L Ano L- nº 398
Praça D. Afonso V, nº 86, 4150-024 Porto - PORTUGAL
MÊS MISSIONÁRIO EXTRAORDINÁRIO
Carta ap. Maximum illud):
este mandato toca-nos de
perto. Eu sou sempre uma
missão; tu és sempre uma
LAICADO DOMINICANO
missão; cada batizada e
batizado é uma missão.
Quem ama, põe-se em mo-
vimento, sente-se impelido
para fora de si mesmo: é
atraído e atrai; dá-se ao
outro e tece relações que
Queridos irmãos e irmãs! geram vida. Para o amor de Deus, ninguém é
Pedi a toda a Igreja que vivesse um tempo inútil nem insignificante. Cada um de nós é
extraordinário de missionariedade no mês de uma missão no mundo, porque fruto do
outubro de 2019, para comemorar o centená- amor de Deus. Ainda que meu pai e minha
rio da promulgação da Carta apostóli- mãe traíssem o amor com a mentira, o ódio e
ca Maximum illud, do Papa Bento XV (30 de a infidelidade, Deus nunca Se subtrai ao dom
novembro de 1919). A clarividência profética da vida e, desde sempre, deu como destino a
da sua proposta apostólica confirmou-me co- cada um dos seus filhos a própria vida divina
mo é importante, ainda hoje, renovar o com- e eterna (cf. Ef 1, 3-6).
promisso missionário da Igreja, potenciar Assim, a nossa missão radica-se na paterni-
evangelicamente a sua missão de anunciar e dade de Deus e na maternidade da Igreja,
levar ao mundo a salvação de Jesus Cristo, porque é inerente ao Batismo o envio expres-
morto e ressuscitado. so por Jesus no mandato pascal: como o Pai
(…)A Igreja está em missão no mundo: a fé Me enviou, também Eu vos envio a vós, chei-
em Jesus Cristo dá-nos a justa dimensão de os de Espírito Santo para a reconciliação do
todas as coisas, fazendo-nos ver o mundo com mundo (cf. Jo 20, 19-23; Mt 28, 16-20). Este
os olhos e o coração de Deus; a esperança envio incumbe ao cristão, para que a nin-
abre-nos aos horizontes eternos da vida divi- guém falte o anúncio da sua vocação a filho
na, de que verdadeiramente participamos; a adotivo, a certeza da sua dignidade pessoal e
caridade, que antegozamos nos sacramentos e do valor intrínseco de cada vida humana des-
no amor fraterno, impele-nos até aos confins de a conceção até à sua morte natural. O se-
da terra (cf. Miq 5, 3; Mt 28, 19; At 1, cularismo difuso, quando se torna rejeição
8; Rm 10, 18). Uma Igreja em saída até aos positiva e cultural da paternidade ativa de
extremos confins requer constante e perma- Deus na nossa história, impede toda e qual-
nente conversão missionária. Quantos santos, quer fraternidade universal autêntica, que se
quantas mulheres e homens de fé nos dão manifesta no respeito mútuo pela vida de ca-
testemunho, mostrando como possível e pra- da um. Sem o Deus de Jesus Cristo, toda a
ticável esta abertura ilimitada, esta saída mise- diferença fica reduzida a ameaça infernal, tor-
ricordiosa ditada pelo impulso urgente do nando impossível qualquer aceitação fraterna
amor e da sua lógica intrínseca de dom, sacri- e unidade fecunda do género humano.
fício e gratuidade (cf. 2 Cor 5, 14-21)!
Sê homem de Deus, que anuncia Deus (cf. (Extractos da mensagem do Papa Francisco por
ocasião do mês missionário extraordinário)
Laicado Dominicano Agosto/Setembro 2019

CANONIZAÇÃO DE FREI BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES

A leitura solene do decreto de canoniza-


ção de Frei Bartolomeu dos Mártires vai ter
lugar no próximo dia 10 de Novembro. A
celebração decorrerá na Sé de Braga às
15h30. O fr.Gerard Timoner, Mestre Geral
da Ordem, estará presente. De Lisboa irá
um autocarro, já esgotado.
No dia 15 de Novembro (6ªf) haverá uma
Celebração de Acção de Graças, na Basílica
dos Mártires (baixa lisboeta), às 18h15, presidida
pelo Cardeal Patriarca, D.Manuel Clemente.

JORNADAS PROVINCIAIS DOMINICANAS


Caros irmãos e irmãs da Família Dominicana:
Como todos os anos, realizaremos as nossas Jornadas Provinciais, desta
vez abertas à Família Dominicana que se queira juntar a nós como, aliás, já
fizémos nalguma outra ocasião.
E porquê abrimos estas Jornadas de estudo-reflexão à Família Dominica-
na? Porque as vamos realizar para dialogar sobre as Actas do Capítulo Geral
do Vietnam - o que, claro, diz respeito a toda a Ordem!
As Jornadas realizar-se-ão no convento de São Domingos de Lisboa, no
dia 19 de Dezembro, das 10h30 às 16h.
Trata-se de um dia de semana, mas praticamente já sem actividades esco-
lares (devido a férias do Natal).
Quanto à organização de todo o dia, já informaremos mais próximo da
data - essa responsabilidade é mais do nosso fr.José Manuel Fernandes, Pre-
sidente do ISTA.
Os frades oferecem o almoço mas é necessário avisar até dia 12 de De-
zembro quem vem participar! Deve ser avisado o fr.Filipe - ecónomo do
Convento.
Ainda informo que as Actas estão a ser traduzidas para português e serão
publicadas até ao início de Novembro. Depois serão distribuídas para estu-
do.
Abraço amigo, bom ano e saudações em NPSD.
fr.José Nunes,o.p.
Prior Provincial

FREI PEDRO FERNANDES : NUMA LUTA CONTÍNUA

Desde o dia 5 de Janeiro, data em que o querido frei Pedro foi hospitalizado na
sequência de uma grave queda, que a sua luta pela vida não pára.
Sempre apoiado pela sua família, irmãos e por uma incontável legião de amigos
fiéis, que incansavelmente o visitam e animam, tem feito pequenos progressos que
fortalecem a nossa esperança.
O frei Pedro está internado no hospital do Mar, (Monte da Virgem, Vila Nova de
Gaia), onde pode receber visitas todos os dias.
Cristina Busto, o.p.
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NAMORAR É FORA DA IGREJA...


Contaram-me em Lecce, o tacão da bota de Itá- porque não vê caridade em quem professou o amor
lia, onde os meus pais têm uma casa. Estavam co- (quer sejam casados ou religiosos)” dizia Chester-
nhecendo Espanha como viagem pré nupcial; uma ton. O amor de Lucca e Andrea, de momento vai
vida partilhada e entendida como “caminho” que por bom caminho, fazendo que o mundo vá um
iriam iniciar com a firme esperança de que durasse pouco melhor cada dia, pese a quem pese...
para toda a vida... Lucca e Andrea, italianos; um Há um texto que sempre me pareceu brilhante e
par que vai casar-se dentro de pouco tempo. Passa- verdadeiro como todos os seus, e que diz: “Os ag-
ram por Valladolid e entraram de mão dada numa nósticos que não encontram paz na questão do
igreja. Numa capela lateral havia uma imagem da Deus, as pessoas que sofrem por causa dos nossos
Virgem Maria… Fizeram um pouco de silêncio e pecados e têm desejo de um coração puro, estão
oração e assim, de mão dada, acenderam uma vela, mais perto do Reino de Deus que os fiéis rotinei-
para que Maria cuidasse e protegesse o amor que ros, que só vêm na Igreja o exterior sem que o seu
professavam e desejavam duradouro no tempo. coração seja tocado pela fé”. Quem o diz é nada
Uma senhora que estava a rezar na mesma capela, mais nada menos que Bento XVI. Por alguma razão
muito devota, ao passar junto deles, com muito má será.
cara e pior tom de voz disse: “Namorar é fora da A Igreja de Jesus, que deve ser Mãe amorosa,
igreja!”. refúgio de pecadores, “hospital de campanha”, mui-
Namorar é fora da igreja...Apesar da presença da tos—demasiados!— sentem e vivem-na como
senhora devota, Lucca e Andrea deram um beijo “madrasta”, como um lugar inóspito e pouco aco-
diante de Maria, sorriram e Lucca disse: “Ah, Espa- lhedor.
nha...Não há grande diferença com a Itália!”. Ponhamos cartazes nas portas das nossas igrejas
Infelizmente é assim como muitas pessoas perce- e na nossa Igreja, nas nossas comunidades, nos nos-
bem a igreja e as suas instituições: um lugar em sos grupos, nas nossas casas, nas nossas vidas:
que, apesar de se falar constantemente de Amor, “SE QUERES AMAR, ESTE É O TEU LUGAR!
não há lugar para o amor… BENVINDO!”
Quantas pessoas se sentem expulsas, não queri- Ricardo Aguadé Rodriguez
das nem aceites na nossa Igreja! “O mundo vai mal Texto retirado do nº572 da revista
“Amigos de Fray Martin”

A CAMINHO DO DIÁLOGO
ATITUDE POSITIVA ATITUDE NEGATIVA
DIVERGÊNCIAS
Acha normal e bom que haja gente diferente
de si, que pensa de outra forma. Aceita o facto Recebe friamente a contradição. Não aprecia a opinião
das diferenças como positivo e complementar, contrária. Opõe-se a ela sem indulgência, nem inteligência
porque cada pessoa é única, livre e deve ser res- porque é pessoa egocêntrica e desconfiada por sistema,
ponsável no pensar, decidir e agir ponderada- projectando os próprios sentimentos.
mente com equidade.
PRECONCEITOS
Adopta uma atitude imparcial, compreensiva, Diverte-se ferindo os preconceitos da outra pessoa e
aberta e cooperante com atitudes cívicas correc- tentando marginaliza-la, ferindo-a com atitudes e palavras
tas, ajustadas a cada situação. impertinentes
TEMPO DE ESCUTA
Aproveita ao máximo o tempo de escuta, de Ouve, sem escutar, ficando-se antes nos tiques nervo-
forma inteligente, diligente e sossegada e como sos, nas repetições, nos detalhes sem importância, para
pessoa culta e adulta. É receptiva e medita na- atacar sem tentar ver com verdade objectiva.
quilo que se vai ouvindo com empatia e avalia-
Frei Bernardo Domingues
ção objectiva sempre em busca da verdade lógi-
ca e subjectiva 3
Laicado Dominicano Agosto/Setembro 2019

A ESPIRITUALIDADE DO LEIGO DOMINICANO


“A primeira coisa que alguém nos pode perguntar é são da própria essência da Igreja e, portanto, da Or-
se podemos falar de genuína espiritualidade leiga na dem.
Ordem dos Pregadores; nós vivemos de acordo com Cada um dos ramos - a metáfora botânica tem uma
uma regra aprovada pela Congregação dos Religiosos grande força ilustrativa - que forma a Ordem dos Pre-
da Santa Sé ... gadores, tem sua própria entidade e autonomia, com-
Poder-se-ia pensar, portanto, que o ramo leigo da Or- partilhando uma mesma e única espiritualidade, por-
dem é um apêndice desprovido de uma identidade que todos compartilham a mesma e única fonte: o ca-
própria, com uma espiritualidade subsidiária daquela risma de Domingos de Gusmão. Portanto, eles preci-
dos frades e freiras, uma espécie de braço secular da sam uns dos outros para poder desenvolver e crescer
verdadeira essência da Ordem, dos religiosos(...). Essa plenamente. Existe uma dependência mútua entre
maneira de entender o que é a vida dominicana é uma eles. Resumindo: os diferentes membros que com-
abordagem errónea, o que não significa que ela não põem a Ordem dos Pregadores precisam uns dos ou-
tenha ocorrido em algumas ocasiões e por um curto tros.”
período de tempo.
Devemos mover-nos, então, como um grupo de inspi-
ração dominicana independente dos frades e freiras? José Alberto Oliveira, op
Nem essa abordagem "emancipatória" seria adequada. (Traduzido e adaptado a partir
de um texto de D. Ignacio
Entre a subordinação e a independência é possível Antón OP, da fraternidade de
falar de outro modo de relação: o da comunhão. Esta Atocha, Madrid,
é a abordagem, na minha opinião, correta (...). A no- in www.dominicos.org)
ção de comunhão, no entanto, torna possível articular
a pluralidade na unidade, a diferença na igualdade, e é
também uma categoria fundamental para a compreen-

FRATERNIDADE DE FÁTIMA
A Fraternidade Leiga de Nossa Senhora do Rosário de Fátima viveu em 5 de
outubro a festa da padroeira, Senhora do Rosário, a festa da Fraternidade e a
emissão da Promessa Temporária da formanda Maria de Jesus Martins resi-
dente na cidade de Abrantes.
Foi um dia muito especial e jubiloso com a honrosa presença do novo promo-
tor provincial das fraternidades, Frei Mário Rui, op que concelebrou com o
promotor da fraternidade, Frei Geraldes, op e presidiu à Eucaristia na capela
do convento dos frades pregadores, seguindo-se um almoço/convívio partilha-
do e a oração comunitária do Rosário.
Agradecemos de forma muito amiga aos convidados que se associaram à nossa
festa e a disponibilidade de Frei Mário Rui que, por palavras e gestos, confir-
mou a pertença desta fraternidade fundada à sessenta anos ao ramo leigo da
Ordem dos Pregadores. Bem hajam.
Filomena Piçarra,o.p.
(Presidente da Farternidade)

Partiu para a casa do Pai no passado mês de Junho Lizete Araújo Dias, membro da Fraternidade de
Nossa Senhora do Rosário de Fátima, residindo em Tomar. Desde 1979 que frequentava as reuniões com
muito entusiasmo, tendo feito a promessa definitiva em 1983. Há algum tempo que não participava nas
reuniões por razões de saúde.

Lucília Ferreira,o.p.
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PEREGRINAÇÃO NACIONAL DO ROSÁRIO E DA FAMÍLIA DOMINICANA

olhar para Fátima: já lá estão. Surge-me a imagem do


Pentecostes, esse sopro do Espírito Santo que sacudiu
os apóstolos e os fez perderem o medo e virarem-se
para fora, para o mundo, para a urgência do anúncio
da Boa Nova.
2. No próximo dia 10 de Novembro, na Arquidio-
cese de Braga, vai ser lido o decreto pontifício da ca-
nonização de Fr. Bartolomeu dos Mártires, a partir de
agora S. Bartolomeu dos Mártires. Dominicano, viveu
entre 1514 e 1590 e levou muito a sério – isto é, de
forma comprometida e consequente – a sua vocação
1. Esta Peregrinação anual, no último fim de sema- missionária. De tal modo que, aqui no Barroso, não
na de Setembro, acentua o sentimento de pertença e muito longe do lugar onde vivo, a sua fama ainda ho-
reforça o sentido da missão apostólica desta família je é lendária, sobretudo por ter calcorreado a pé – ou
religiosa. Um dos pontos altos da peregrinação (e de burro, como aparece na estátua que Viana do Cas-
aquele que mais me toca), é a oração do terço do rosá- telo lhe erigiu – os mais remotos lugarejos deste vasto
rio, à noite, na Capelinha das Aparições. Ao olhar- e agreste território, tornando-se próximo das popula-
mos em redor, ao sermos informados da origem geo- ções e dos párocos que as serviam. Noutro plano, no
gráfica dos grupos que ali se encontram e ao ouvir- Concílio de Trento (1545-1563), S. Bartolomeu dos
mos rezar nas mais variadas línguas, tomamos consci- Mártires assumiu posições corajosas defendendo a
ência da pluralidade da Igreja, da diversidade do Povo necessidade de renovação da Igreja. Bem podemos
de Deus, presente em todas as culturas, classes sociais, dizer que também ele, na sua missão, foi sacudido
etnias e línguas. Ali apercebemo-nos da catolicidade pelo sopro do Pentecostes.
da Igreja, isto é, da sua universalidade. Se apregoamos
a necessidade de sociedades abertas e inclusivas, é José Carlos Gomes da Costa,o.p.

DOUTORAMENTO DE FREI GONÇALO DINIZ

O frei Gonçalo Diniz, do Convento de Cristo Rei,


no Porto, realizou no passado dia 30 de Julho deste
ano as provas públicas de doutoramento na área da
Teologia Sistemática, na Faculdade de Teologia do
Porto, UCP. O Júri foi presidido pelo Prof. José Ma-
nuel Pereira de Almeida, vice-reitor da UCP, e compu-
nha-se dos seguintes vogais: Prof. Júlio Martínez (1º
Arguente); Prof. Michel Renaud (2º Arguente); Prof.
João Duque; e Prof. Jorge Cunha (Orientador da te-
se). O tema da tese foi: "O clamor do 'não-homem'. A
obra de Gustavo Gutiérrez como proposta actual de
ética política e social".
A tese de doutoramento foi aprovada por unanimi-
Notícia retirada de https://www.dominicanos.pt/
dade com nota máxima, Summa Cum Laude. Parabéns
ao frei Gonçalo!
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Laicado Dominicano Agosto/Setembro 2019

MÊS DOMINICANO PARA A PAZ 2019 : ÍNDIA


A Família Dominicana na Índia (FDI) é com- Infância segura (Safe Childhood): romper o
posta por 159 irmãos, 452 irmãs, 5 monjas, 143 silêncio e prevenir casos de exploração sexual in-
leigos dominicanos e 109 jovens dominicanos. Des- fantil
de o início dos anos 90, a FDI trabalha sem descan- Este projeto, estabelecido pelos promotores da
sar entre os setores marginalizados e mais desfavo- Justiça e Paz na Índia, baseia-se na necessidade de
recidos da sociedade, especialmente com as comu- formação dos membros da família Dominicana. O
nidades jovens (7.000), os menores (3.500) e as tri- projeto visa capacitar os seus membros com o co-
bos rurais (11.000) ajudando-os na busca de digni- nhecimento necessário para lidar com as vítimas e
dade, justiça e paz, acompanhando-os e auxiliando- situações de abuso sexual infantil.
os no acesso aos seus direitos e proteção. O projeto consiste em desenvolver um currículo
Por meio de muitos e vários programas de cons- para treinar os membros e seus colaboradores nas
ciencialização e sensibilização nas famílias, nas es- situações de:
colas e comunidades, a FDI está tentando criar am-
-exploração sexual de crianças,
bientes seguros e protegidos, onde as crianças pos-
-estratégias de prevenção,
sam ser protegidas da exploração e e os seus direi-
tos sejam salvaguardados. Muitos meninos e meni- -identificação sintomática das crianças abusadas
nas estão sendo resgatadas de situações de explora- e prestação de apoio às mesmas
ção e estão recebendo apoio emocional, médico e -diálogo formal e informal e networking com as
jurídico para permitir um desenvolvimento infantil agências governamentais pertinentes,
seguro. -apoio e preparação para sessões de segurança
PROJETOS DOMINICANOS COMUNS pessoal nas instituições que trabalham com crian-
PARA CRIANÇAS NA ÍNDIA ças,
Projeto Bloom -reportar casos que necessitem de atenção e ser-
No distrito de Nagpur, este projeto é implemen- viços adequados, com a participação dos membros
tado na casa de crianças de Yuvajyothi por frades da família,
dominicanos em colaboração com as Irmãs Domi- -fornecer informações preventivas e aumentar o
nicanas da Apresentação e a fraternidade leiga do- conhecimento e a preparação para a vida activa das
minicana, através de sua organização registada co- crianças, para que compreendam a exploração se-
mo centro indiano de desenvolvimento integral xual e apresentem atempadamente situações de
(ICID). O projeto envolve resgatar meninos e me- que possam ser vítimas.
ninas de situações de exploração, abuso e outras - Fortalecer as famílias, ajudando os pais a com-
situações vulneráveis, crianças mendigando ou preender os problemas dos seus filhos e ensinando-
escavando em resíduos , e proporcionar um ambi- os a ajudar os seus filhos a libertar-se da exploração
ente de proteção em que as crianças encontrem um sexual.
ambiente seguro, digno e acolhedor , incluindo a
sua reabilitação com as suas famílias. Isso é feito COMO AJUDAR?
através de vários programas, tais como divulgação
de rua, formação de grupos infantis, aconselha- Contribuições financeiras:
mento, educação para a vida, apoio educacional e Titular da conta - Indian Centre for Integrated Deve-
apadrinhamento, provisão de refúgio seguro para lopment
crianças necessitadas, e defesa dos direitos das cri- Conta nº 13390100062926
anças. Banco - The Federal Bank LTD
https://dominicans.in/what-we-do/special- Morada: HN 576, Yashwant Apartment, Near Cen-
ministries/indian-centre-for-integrated- tral Mall, East High Court Road, Nagpur – 440010
development/ Maharashtra State; India
http://icid.org.in/ Código IFSC— FDRL0001339
Código Swift - FDRLINBBIBD

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Laicado Dominicano Agosto/Setembro 2019

HERANÇAS E ZANGAS
Ensinava Jesus o eu. Quem não consegue este sentimento de ser
seu povo e alguém COM e PARA os outros, não há diálogo possível. O
se aproximou e egoísmo é surdo. Acumular riquezas sem este desti-
Lhe pediu: “diz ao no de ser COM e PARA os outros é vazio de cora-
meu irmão que ção; é vazio de vida. O Coelet (Eclesiastes) chama-lhe
reparta comigo a VAIDADE. Na linguagem de hoje, eu chamo TOLI-
heran- CE.
ça” (Lc.12,13). A A herança é coisa boa e sã. E o seu primeiro cam-
resposta de Jesus po é ser COM e PARA a família. Trata-se de preve-
foi pronta e clara: nir, preparar para filhos e netos um FUTURO DIG-
não é minha mis- NO, mas sem luxo.
são tratar de negó- É bom que pais e avós assumam a consciência da
cios familiares e melhor herança que podem deixar aos sues filhos e
sociais. Eu quero netos: FORMAÇÃO científica e HUMANA para
justiça e Amor soli- serem HONESTOS, COMPETENTES, adultos IN-
dário. DEPENDENTES. Não há dinheiro que tanto valha.
As heranças! O que era “naquele tempo”! Passa- Pais e avós, criem um espaço para a SOLIDARIE-
ram mais de dois mil anos e bem sabemos o que DADE GENEROSA. Como Jesus e S. Lucas, cristão
acontece. Felizmente há gente sã, humanizada e pací- é defender o pobre, é LEVANTAR O POBRE de
fica que tudo resolve com profundo Amor fraterno e qualquer situação menos digna, menos humana em
até festivo. que se encontre.
O ser humano—e o Ser Cristão—é um Ser COM Perante o desejo e procura imoderados dos bens
os outros e PARA os outros. E encontramos priori- materiais, São Paulo recomenda: “aspirai às coisas
dades: o casal, os filhos, a família… e sempre os ne- do Alto”. Não se trata de recusar os bens materiais:
cessitados. trata-se de os aplicar na construção do reino—justiça,
É urgente ter coragem de dizer NÂO ao eu, eu, solidariedade fraterna e Amor.

ORAÇÃO
Pai Santo, sejas louvado pelo Pão da Vida, sempre repartido pelos que de ti têm fome. Liberta-nos do
luxo vaidoso e do consumismo tonto. Que o Sopro do Teu Espírito nos levante para que, no Teu Pão, a
fome dos outros nos assalte e nos faça chamar à nossa mesa um faminto que a sopa fortalece e um copo de
alegria enche a alma. AMEN.
Frei João Leite,o.p.

Rezemos pelo bom êxito dos trabalhos do


Sínodo especial para a Amazónia, convocado
pelo Papa Francisco, que decorre até 27 de
Outubro, no Vaticano, com a participação
dos bispos católicos da região, de represen-
tantes indígenas, convidados e especialistas.

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Laicado Dominicano Agosto/Setembro 2019

SENHORA DE TODOS OS NOMES

“Quereis saber quão feliz, quão alto é e quão Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora
digno de ser festejado o Nascimento de Maria?” do Bom Despacho; Os navegantes, para Senho-
ra da Boa Viagem; Os temerosos da sua fortuna,
“Perguntai aos enfermos para que nasce esta para Senhora do Bom Sucesso; Os desconfiados
celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Se- da vida, para Senhora da Boa Morte; Os pecado-
nhora da Saúde; Perguntai aos pobres, dirão que res todos, para Senhora da Graça; E todos os
nasce para Senhora dos Remédios; Perguntai aos seus devotos, para Senhora da Glória.
desamparados, dirão que nasce para Senhora do
Amparo; Perguntai aos desconsolados, dirão que E se todas estas vozes se unirem em uma só
nasce para Senhora da Consolação; Perguntai voz, todas estas perguntas em uma só pergunta,
aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos e todas estas respostas em uma só resposta, ou,
Prazeres; Perguntai aos desesperados, dirão que mais abreviadamente, todos estes nomes em um
nasce para Senhora da Esperança. só nome, dirão que nasce Maria para ser Maria e
para ser mãe de Jesus.”
Os cegos dirão que nasce para Senhora da
Luz; Os discordes, para Senhora da Paz; Os de-
sencaminhados, para Senhora da Guia; Os cati-
Padre António Vieira
vos, para Senhora do Livramento; Os cercados,
Sermão do nascimento da Mãe de Deus
para Senhora do Socorro, os quase vencidos, (excertos)
para Senhora da Vitória.

F i c h a T é c n i c a
Jornal bimensal Rua Comendador Oliveira e Carmo, 26 2º Dtº
Publicação Periódica nº 119112 / ISSN: 1645-443X 2800– 476 Cova da Piedade
ISSN: 1645-443X
Propriedade: Fraternidade Leigas de São Domingos Endereço: Praça D. Afonso V, nº 86,
Contribuinte: 502 294 833 4150-024 PORTO
Depósito legal: 86929/95 E-mail: laicado@gmail.com
Direcção e Redacção Tiragem: 350 exemplares
Cristina Busto (933286355)
Maria do Carmo Silva Ramos (966403075) Os artigos publicados expressam apenas
Colaboração: Maria da Paz Ramos a o p i n i ã o d o s s e u s a u t o r e s .
Administração: Maria do Céu Silva (919506161)
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