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Este documento foi protocolado na Procuradoria da República no Rio de

Janeiro em 03 de janeiro de 2011, com o Número 130801000016201163

Este documento foi protocolado no Consulado Geral da Itália em 03 de


Janeiro de 2011.

Petição Sugestão Anular Decisão Extradição Cesare Batisti


Ministério Público Federal
Procuradoria da República no Rio de Janeiro
Av. Nilo Peçanha nº 31
Centro – Rio de Janeiro – RJ
CEP 20020-100

Ao Excelentíssimo Procurador-Chefe,

Com Base na CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL


DE 1988, TÍTULO II - Dos Direitos e Garantias Fundamentais, CAPÍTULO I - DOS
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS, Art. 5º Todos são iguais
perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e
aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: XXXIII - todos têm
direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou
de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de
responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança
da sociedade e do Estado; XXXIV - são a todos assegurados, independentemente
do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de
direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder,

Venho, mui respeitosamente, SUGERIR, que Esta Procuradoria, em


nome do Procurador-Geral da República, envida Todos os Esforços,
utilizando-se de TODOS os Meios que dispuser, para que, a decisão
efetuada pelo Excelentíssimo Presidente da República Federativa do
Brasil, em seu último dia de mandato, 31 de Dezembro de 2010,
relacionada a extradição do Cidadão Italiano, Sr. Cesare Battisti,
seja ANULADA, de tal forma, que garanta ao Estado Italiano, em
essência, o cumprimento integral do Tratado de Extradição existente com
o Estado Brasileiro.

Tal, parte da Premissa de que Atribuições e Preceitos constantes da


Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 1988, NÃO
FORAM RESPEITADOS, bem como, que o item, existente no Tratado
mencionado, utilizado na fundamentação da decisão, requer por parte do Estado
Brasileiro, uma apresentação plausível, irrefutável e inquestionável da
situação extrema de “perseguição política”, caso contrário, estaremos incorrendo
no erro, de sem qualquer situação concreta, decidirmos, apenas e tão somente,
calcados em possíveis especulações, ou mesmo no puro sentimento.
Quando então, estaremos, de forma truculenta, impingindo a um Estado
Soberano e Democrático o estigma de Tirano e Autoritário, bem como, expondo,
de forma indesejável a Credibilidade, a Respeitabilidade, a Soberania, a
Legitimidade, a Coerência, e a CAPACIDADE JURISDICIONAL do Estado
Brasileiro.

Como Brasileiro, reconheço, em nosso contexto histórico, e pontual, a


importância da Lei da Anistia integral e irrestrita, contudo, mesmo não
conhecendo o contexto Italiano, entendo que lá, diferentemente daqui, esta Lei
pode ser inaceitável, uma vez que, a Europa, ainda hoje, vive sob a égide do medo
provocado por atentados terroristas.

Logo, qualquer avaliação da Extradição, em questão, deve ter


fundamentação jurídica, conforme DETERMINA Nossa Constituição, que
brilhantemente coloca esta decisão como ATRIBUIÇÃO EXCLUSIVA do Supremo
Tribunal Federal.

Se meus entendimentos estiverem corretos, a questão da extradição de


Cesare Battisti deve ser avaliada, única e exclusivamente, pelo Supremo Tribunal
Federal da República Federativa do Brasil, apenas e tão somente, sobre a ótica
JURÍDICA, que DEFERIU pela Extradição de César Battisti.

Por esta razão, reconheço a Legitimidade da Decisão do Plenário do


Supremo Tribunal Federal, referente ao DEFERIMENTO da Extradição.

Por esta mesma razão,, não reconheço a Legitimidade da Decisão de que


a Decisão, em questão, não vincula o Presidente da República, em função do
caráter discricionário do ato do Presidente da República de execução da
extradição.

Tal parte da premissa, de que o Presidente da República, chefe do Poder


Executivo, não possui Autoridade para interferir nas Decisões do Judiciário, bem
como, que esta possibilidade FERE de MORTE o Preceito Fundamental de “coisa
julgada” e o Preceito Fundamental de “devido processo legal.

Afinal, não consta em Nossa Constituição qualquer possibilidade do


Poder Executivo participar, ou mesmo reformular decisões do Judiciário. Algo
que FERE de MORTE o Preceito Fundamental de “Independência dos Poderes”.

Outrossim, esta decisão, pela sua importância, diretamente relacionada ao


Respeito entre Estados Soberanos, não pode, nem deve, ter caráter político, ou
mesmo de fórum íntimo, de tal forma que a decisão DEVE garantir o preceito
fundamental da necessária “FUNDAMENTAÇÃO‘, onde “achismo”, ou
“sentimentos”, estão fora de questão.

Logo, a anistia implementada pelo Congresso Brasileiro, que de forma igual


tratou torturadores e terroristas, não pode, e nem deve, ser imposta ao Estado
Italiano, por ser uma opção interna, razão pela qual, o posicionamento do
Supremo Tribunal Federal deverá ser acatado como Decisão do Estado
Brasileiro, onde qualquer contestação deverá seguir os ritos, e protocolos
jurídicos nacionais, enquanto discutido no Brasil, e os ritos, e protocolos jurídicos
Internacionais, enquanto discuto em foro internacional.
Premissa Motivacional:

A indesejável, e inaceitável, exposição, acima mencionada, nos remete ao


“Caso Sean”, onde o Judiciário Brasileiro, levou 5 (cinco) anos, para se declarar
incompetente, face a um Tratado Internacional assinado pela República Federativa
do Brasil, uma vez que, esta declaração deveria ter sofrido “rito sumário”, pois, se
avaliava questão relacionada diretamente a posse e guarda de uma Criança.

Algo que explica o envolvimento, hoje, de familiares brasileiros que não


mantinham contato próximo com o mesmo, quando do seqüestro efetuado pela
Mãe.

Aliado a esta situação que poderia ter “marcado” e “abalado”, de forma


significante, e irremediável, a estrutura emocional de Sean, devemos chamar a
atenção para o fato de que a demora, demasiada, do Judiciário Brasileiro, coloca
“sub júdice internacional, e popular,” o entendimento de que o Estado Brasileiro
não compactua com qualquer tipo de crime.

Afinal, esta contenta teve origem em Crime de Seqüestro, a que outras


famílias Brasileiras foram, ou estão, de forma similar, submetidas.

1ª Premissa: Ato Jurídico Perfeito

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

TÍTULO II
Dos Direitos e Garantias Fundamentais
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade, nos termos seguintes:

XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa
julgada;

LII - não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de


opinião

LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido


processo legal;

LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em


geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos
a ela inerentes;

Considerações da 1ª Premissa:
Nossa Constituição é RICA, e CLARA, quanto a IMPORTÂNCIA do ATO
JURÍDICO PERFEITO, uma vez que, é a base da Segurança Jurídica, capaz de
garantir o equilíbrio e a harmonia de qualquer sistema democrático.

Logo, qualquer ato jurídico que não seja perfeito, deve ser anulado.

Nossa Constituição é RICA, e CLARA, na NEGATIVA de Extração por


Crime Político ou de Opinião.

Logo, a caracterização da fundamentação de Crime Político ou de Opinião se


faz necessária.

Nossa Constituição é RICA, e CLARA, na CERTEZA do Processo Legal na


privação de Liberdade.

Logo, a privação da Liberdade de Cidadão Brasileiro (Nato ou Não) tem como


premissa ser resultante de Processo Legal..

Nossa Constituição é RICA, e CLARA, na CERTEZA do Contraditório e


Ampla Defesa aos Litigantes.

Logo, a própria sentença/decisão pode ser objeto de contestação e


REAVALIAÇÃO pela Autoridade Responsável.

2ª Premissa: Atribuição Exclusiva do Supremo Tribunal Federal

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

TÍTULO IV
Da Organização dos Poderes
CAPÍTULO III
DO PODER JUDICIÁRIO
Seção I
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 92. São órgãos do Poder Judiciário:

I - o Supremo Tribunal Federal;

Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá


sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios:

IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e


fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar
a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou
somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do
interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação; (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
Seção II
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Art. 101. O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros, escolhidos


dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de
idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada.

Parágrafo único. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal serão nomeados


pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta
do Senado Federal.

Art. 102. Compete (Atribuição, jurídica ou consuetudinária, de desempenhar


certos encargos ou de apreciar ou julgar determinados assuntos) ao Supremo
Tribunal Federal, precipuamente (principalmente, essencialmente, sobretudo), a
guarda da Constituição, cabendo-lhe:

I - processar e julgar, originariamente:

g) a extradição solicitada por Estado estrangeiro;

II - julgar, em recurso ordinário:

b) o crime político;

III - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou


última instância, quando a decisão recorrida:

a) contrariar dispositivo desta Constituição;

c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta


Constituição.

Considerações da 2ª Premissa:

Nossa Constituição é RICA, e CLARA, quanto a competência de possíveis


Extradições solicitadas por Estado Estrangeiro, logo, o não exercício Desta
Atribuição, pela Autoridade Institucional competente, no caso, o Supremo
Tribunal Federal, VICIA o processo, pelo Crime de Prevaricação, pelo agente
institucional competente, bem como, pelo Crime de Abuso de Poder pelo agente
institucional incompetente, que efetivamente decidiu.

Nossa Constituição é RICA, e CLARA, quanto a CERTEZA do Processo


Legal COM o Contraditório e a Ampla Defesa, RESPALDADOS pelo Ato
Jurídico Perfeito, de tal forma, que Atribuiu, de forma exclusiva, ao Supremo
Tribunal Federal a Responsabilidade de DECIDIR questões de Extradição
solicitada por Estado Estrangeiro, uma vez que, é Nossa Corte Suprema relativo a
Direitos Constitucionais, Infraconstitucionais ou Deles decorrentes.

Afinal, qualquer Extradição, de forma intrínseca, implica no


Reconhecimento, ou Não, da Legitimidade, da Legalidade, da Imparcialidade, que
o Judiciário tratou a questão cerne da Extradição, que no caso em questão, pode
ser traduzida nas 4 (quatro) condenações, à pena máxima, por Crime Comum.

3ª Premissa: Voto do Supremo Tribunal Federal - Ext 1085 - EXTRADIÇÃO


http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?
incidente=2514526

em 18/11/2009 o Tribunal Pleno determinou Andamento PROCEDENTE

Decisão: Prosseguindo no julgamento, reajustou o voto proferido


anteriormente o Senhor Ministro Marco Aurélio, sobre a prescrição
executória da pena, para acompanhar o Relator. Em seguida, o Tribunal,
por maioria, deferiu o pedido de extradição, vencidos a Senhora
Ministra Cármen Lúcia e os Senhores Ministros Eros Grau, Joaquim
Barbosa e Marco Aurélio. Por maioria, o Tribunal assentou o caráter
discricionário do ato do Presidente da República de execução da
extradição, vencidos os Senhores Ministros Relator, Ricardo
Lewandowski, Ellen Gracie e o Presidente, Ministro Gilmar Mendes.
Ausentes, por haverem declarado suspeição na Extradição nº 1.085, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Dias Toffoli. Plenário, 18.11.2009.

4ª Premissa : Teoria da Relatividade

A teoria da relatividade nos apresenta a importância do referencial


utilizado, uma vez que, mudando o referencial, algo que era VERDADEIRO
possa passar a ser FALSO, ou vice-versa. Quando então, ressalto que são os
referenciais que dão corpo à fundamentação, logo, estando os mesmos
equivocados, a própria fundamentação é um COMPLETO EQUÍVOCO.

5ª Premissa : Entendimento do Supremo Tribunal Federal

Pelo exposto acima, gostaria de ressaltar o entendimento do Supremo


Tribunal Federal sobre este tema, extraído do documento A Constituição e o
Supremo, http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/sumariobd.asp:

"Ninguém é obrigado a cumprir ordem ilegal, ou a ela se submeter, ainda que


emanada de autoridade judicial. Mais: é dever de cidadania opor-se à ordem
ilegal; caso contrário, nega-se o Estado de Direito." (HC 73.454, Rel. Min. Maurício
Corrêa, julgamento em 22-4-96, 2ª Turma, DJ de 7-6-96)

“É nula a decisão que recebe denúncia sem fundamentação suficiente sobre a


admissibilidade da ação penal.” (RE 456.673, Rel. Min. Cezar Peluso, julgamento
em 31-3-09, 2ª Turma, DJE de 22-5-09)

“Separação dos poderes. Possibilidade de análise de ato do Poder Executivo pelo


Poder Judiciário. (...) Cabe ao Poder Judiciário a análise da legalidade e
constitucionalidade dos atos dos três Poderes constitucionais, e, em
vislumbrando mácula no ato impugnado, afastar a sua aplicação.” (AI
640.272-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 2-10-09, 1ª
Turma, DJ de 31-10-07). No mesmo sentido: AI 746.260-AgR, Rel. Min. Cármen
Lúcia, julgamento em 9-6-09, 1ª Turma, DJE de 7-8-09.

Atenciosamente,
Plinio Marcos Moreira da Rocha
Rua Gustavo Sampaio nº112 apto.603
LEME – Rio de Janeiro – RJ – Brasil
CEP 22010-010
Tel. (21) 2542-7710

PENSO, NÃO SÓ EXISTO, ME FAÇO PRESENTE

Obs.: Plinio Marcos Moreira da Rocha, presumivelmente o único Brasileiro


COMUM, que mesmo não sendo Advogado, nem Bacharel, nem Estudante de
Direito, teve suas práticas inscritas na 6ª edição do Prêmio INNOVARE,
calcadas no CAOS JURÍDICO que tem como premissa base o PURO
FAZER DE CONTAS, reconhecidas, e DEFERIDAS pelo seu Conselho
Julgador, conforme documento INNOVARE - Um Brasileiro COMUM no meio
Jurídico.

http://www.scribd.com/doc/24252669/INNOVARE-Um-Brasileiro-COMUM-no-meio-
Juridico

C/C Consulado Geral da Itália no Rio de Janeiro


Av. Presidente Antonio Carlos, 40
Castelo - CEP 20020-010
Rio de Janeiro (RJ) - Brasil

Anexo – Cópia da Carteira de Trabalho – frente e verso