Aluno: Turma

:

____________ _________ .

.

Curso: Técnico Ambiental e Segurança do Trabalho.

01- Gênese do Planeta Terra
1.1 - A formação da Terra e os seres vivos Para alcançar o nível de evolução no qual encontra o planeta hoje, foi preciso milhões de anos para que esse se configurasse e pudesse oferecer condições para o desenvolvimento da vida. Segundo a classe de cientistas a Terra está datada de 4,5 a 5,0 bilhões de anos. Ao longo de sua formação o planeta já possuiu diferentes características em consistência e principalmente em temperatura, houve períodos com temperaturas extremamente elevadas, e supostamente o planeta passou por processo de glaciação. Em forma de retrospectiva, segue os principais eventos que marcaram a formação do planeta e de seus habitantes, os seres vivos. 1º evento: Formação da Terra há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, nesse período o planeta era extremamente quente equivalente a uma imensa bola de fogo, não abrigando nem uma forma de vida. 2º evento: Passados milhões de anos após a formação do planeta, a Terra entrou em um processo de resfriamento gradativo, essa alteração originou uma estreita camada de rocha em toda a Terra. 3º evento: Com as mudanças ocorridas na temperatura do planeta, que foi se resfriando, foi expelida do interior da Terra uma imensa quantidade de gases e vapor de água. Esse processo fez com que os gases formassem a atmosfera e o vapor de água favoreceu o surgimento das primeiras precipitações, um longo tempo de chuva ocasionou a formação dos oceanos primitivos, que possuíam cerca de 20 cm de profundidade. 4º evento: A formação dos oceanos foi fundamental para o surgimento da vida no planeta, pois a origem da vida veio dos seres aquáticos. Dessa forma surgiram primeiramente no plantae as bactérias e algas, além de microrganismos, isso há cerca de 3 bilhões e 500 milhões de anos. 5º evento: Essas primeiras formas de vida foram importantes para o surgimento de outros seres. Surgiram então, oriundos dos microrganismos, os invertebrados dentre eles medusas, trilobitas, caracóis e estrela-do-mar, além disso, desenvolveram plantas tais como as algas verdes, todos os seres vivos desse momento habitavam ambientes marinhos. 6º evento: Pouco tempo depois algumas espécies de plantas marinhas desenvolveram a capacidade de se adaptar fora do ambiente aquático migrando para áreas continentais, dando origem às primeiras plantas terrestres. 7º evento: Os animais terrestres tiveram sua origem a partir do momento que algumas espécies de peixes saíram da água dando origem aos anfíbios e posteriormente aos répteis. Houve um tempo no qual o planeta Terra ficou povoado por grandes répteis denominados de dinossauros, esse ficou caracterizado como o Período Jurássico. O período permiano deu origem às plantas com flores e os mamíferos. Os grandes répteis foram extintos há 70 milhões de anos. 8º evento: Há aproximadamente 65 milhões de anos teve início a formação das grandes cadeias de montanhas como o Himalaia e os Alpes. Os animais como os mamíferos e as aves proliferaram por todo o planeta, a atmosfera já possuía as mesmas características atuais. 9º evento: Há aproximadamente 4 milhões de anos surgiram os ancestrais dos seres humanos, o planeta a partir de então entrou em períodos de muito frio ocasionados pelo crescimento das geleiras, no entanto, há 11 mil anos as geleiras se fixaram nas zonas polares.

2

02 - Introdução a Ecologia
2.1 - Ecologia: o mundo das coisas vivas Os organismos da Terra não vivem isolados. Interagem uns com os outros e com o meio. A ecologia é o estudo dessas interações na “casa” em que moram os seres vivos, ou seja, a Terra. População é o nome dado ao conjunto formado pelos organismos de determinada espécie, que vivem em um lugar perfeitamente delimitado. Comunidade é o conjunto de todas as populações que se encontram em interação num determinado meio. É a parte biótica do meio. Ecossistema é o conjunto formado por uma comunidade e pelos componentes abióticos do meio com os quais ela interage. A comunidade de um ecossistema costuma ser formada por três tipos de seres: 1. Os produtores de alimentos: Representados pelos autótrofos 2. Os consumidores de alimentos: Diferentes tipos de seres vivos heterótrofos (parasitas, predadores etc.) 3. Os decompositores: Heterótrofos representados por bactérias e fungos A produtividade e o ecossistema A atividade de um ecossistema pode ser avaliada pela Produtividade Primária Bruta, que corresponde ao total de matéria orgânica produzida, durante determinado tempo, numa certa área ambiental. Descontando-se desse total a quantidade de matéria orgânica consumida pela comunidade na respiração durante esse período, consegue-se a Produtividade Primária Líquida. A produtividade de um ecossistema depende de diversos fatores, dentre os quais os mais importantes são a luz, a H2O, o CO2 e a disponibilidade de nutrientes. Biosfera A Terra é um grande ambiente de vida. Os organismos vivem numa fina camada do Planeta, que inclui a água, o solo e o ar. A biosfera é a reunião de todos os ecossistemas existentes na Terra. Hábitat É o lugar em que vive cada organismo de determinada espécie componente da comunidade. É a “residência” do organismo. Nicho ecológico É a função ou papel desempenhado pelos organismos de determinada espécie em seu ambiente de vida. O nicho inclui o hábitat, as necessidades alimentares, a temperatura ideal de sobrevivência, os locais de refúgio, as interações com os inimigos e amigos etc. O nicho ecológico é a “profissão” desempenhada pela espécie no ecossistema. Fluxo de energia no ecossistema O sol é a fonte de energia utilizada pelos seres vivos.A energia solar flui ao longo dos ecossistemas através das cadeias alimentares. Os elos de uma cadeia alimentar são os níveis tróficos e incluem: Produtores Vegetais autótrofos fotossintetizantes. Transformam a energia solar na energia química contida nos alimentos. No mar, são re-presentados pelo fitoplâncton (principalmente o conjunto das microalgas); Consumidores primários Herbívoros, isto é, os seres comedores de plantas. No mar, são os componentes do zooplâncton (microcrustáceos, por exemplo); Consumidores secundários Carnívoros que se alimentam dos herbívoros. Há ainda consumidores terciários e quaternários que se alimentam, respectivamente, de consumidores secundários e terciários; Decompositores Bactérias e fungos que se alimentam dos restos orgânicos dos demais seres vivos. São importantes na reciclagem dos nutrientes minerais que poderão ser reutilizados pelos produtores. O conjunto de todas as cadeias alimentares do ecossistema constitui uma teia alimentar. A pirâmide de energiam cada nível trófico há grande consumo de energia para execução das reações metabólicas. Há liberação de energia na forma de calor, que é “perdido” pelo ecossistema. A energia
3

restante é armazenada nos tecidos. Os produtores consomem, para sua sobrevivência, grande parte da energia por eles fixada na fotossíntese. Sobra pouco para o nível dos consumidores primários, que utilizarão, no seu metabolismo, boa parte da energia obtida dos produtores. O mesmo acontece em relação aos consumidores secundários,que despenderão, em suas atividades metabólicas, boa parcela da energia obtida dos consumidores primários. Isso limita o número dos níveis tróficos e explica ser a biomassa decrescente nas cadeias alimentares a partir dos produtores, que terão a maior biomassa. Portanto, a quantidade de energia disponível sempre diminui, porque se deve descontar o que é gasto pelas atividades próprias de cada nível trófico.

03 - Níveis de Organização

Átomos e moléculas Os átomos forma toda a matéria que existe. Eles se unem por meio de ligações químicas para formar as moléculas, desde moléculas simples como a água (H2O), até moléculas complexas como proteínas, que possuem de centenas a milhares de átomos. Como já vimos, a matéria viva é formada principalmente pela união dos átomos (C) Carbono, (H) Hidrogênio, (O) Oxigênio e (N) Nitrogênio. Organelas e Células As organelas são estruturas presentes no interior das células, que desempenham funções específicas. São formadas a partir da união de várias moléculas. A célula é a unidade básica da vida, sendo imprescindível para a existência dela. Existem vários tipos de células, cada uma com sua função específica. Tecidos Os tecidos são formados pela união de células especializadas. Os tecidos estão presentes apenas em alguns organismos multicelulares como as plantas e animais. Um exemplo de tecido é o muscular tem a função de produzir os movimentos musculares, o tecido ósseo, formado pelas células ósseas tem a função de sustentar o organismo. Órgãos Os tecidos se organizam e se unem, formando os órgãos. Eles são formados de vários tipos de tecidos, por exemplo. O coração é formado por tecido muscular, sanguíneo e tecido nervoso. Os ossos são formados por tecido ósseo, sanguíneo e nervoso. Sistemas Os sistemas são formados pela união de vários órgãos, que se trabalham em conjunto para exercer uma determinada função corporal, por exemplo, o sistema digestório, que é formado por vários órgãos, como boca, estômago, intestino, glândulas, etc.
4

Organismo A união de todos os sistemas forma o organismo, que pode ser uma pessoa, uma planta, um peixe, um cachorro, um pássaro, um verme, etc. População Dificilmente um organismo vive isolado, ele interage com outros organismos da mesma espécie e de outras espécies, e também com o meio ambiente. O conjunto de organismos da uma mesma espécie, interagindo entre si e que habitam uma determinada região, em uma determinada época, chama-se população. Comunidade O conjunto de indivíduos de diferentes espécies interagindo entre si numa determinada região geográfica, ou seja, conjunto de diferentes populações vivendo juntas e interagindo é chamado de comunidade. O “Cerradinho”, uma reserva ecológica dentro da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, é uma comunidade que abriga diferentes populações de plantas e animais nativos da região. Ecossistema O ecossistema é o conjunto dos seres vivos da comunidade, com os fatores não vivos, como temperatura, luminosidade, umidade e componentes químicos. Esses fatores não vivos são chamados de fatores abióticos. Os seres vivos são chamados de bióticos. A interação entre os seres bióticos e os abióticos recebe o nome de ecossistema. Por exemplo, uma população de jacarés que está tomando sol em cima de uma pedra, nas margens de um rio. Biosfera A biosfera é o conjunto de todos os ecossistemas do planeta Terra. A biosfera é a mais alta de todas as hierarquias.

04 - Dinâmica das Populações
Populações são grupos de indivíduos da mesma espécie ocupando um determinado espaço. Ecologicamente, são a unidade por onde ocorre a transferência de energia dentro das cadeias e teias alimentares. Características básicas da população são a taxa de natalidade, a curva de crescimento, a taxa de mortalidade, distribuição etária, densidade e dispersão numérica no tempo e espaço. 4.1 - DENSIDADE É a relação entre o tamanho da população (quantidade de indivíduos) e a área ocupada por eles, por exemplo, 2.000 árvores por hectare de manguezal, ou 500 animais por metro quadrado de costão rochoso. Se levamos em conta a área total disponível, tem-se a densidade absoluta, enquanto que se levamos em conta a área efetivamente habitável pela população tem-se a densidade ecológica, esta última sempre maior que a primeira. Os fatores que afetam a densidade são principalmente a predação, competição intra e interespecífica, e variações sazonais ambientais (temperatura, umidade, luminosidade, etc). A densidade de uma população normalmente é dada em número de indivíduos, mas pode também ser expressa através de área ocupada pela espécie ou pela biomassa (por exemplo, 100 quilos por km2). Para avaliar a densidade das populações diversos métodos quantitativos são utilizados atualmente pelos pesquisadores. Estes podem ser destrutivos (onde os animais são recolhidos do ambiente durante as amostragens), ou não destrutivos (neste caso os organismos são contados no próprio ambiente). Cada uma destas categorias apresenta uma série de metodologias de amostragens, cada uma ajustando-se a objetivos específicos do pesquisador. 4.2 - MORTALIDADE Esta é uma característica da população a qual indica em que nível ocorre a mortalidade dos seus indivíduos. A taxa de mortalidade é calculada através do número de indivíduos mortos dividido pelo número de vivos no início de um período de tempo. M = m / Vi A probabilidade de vida, ou índice de sobrevivência, cálculo complementar à taxa de mortalidade é o número de sobreviventes dividido pelo número inicial de indivíduos, e muitas vezes é usado em substituição à mesma. Diversos cálculos e planilhas extremamente importantes para o entendimento da dinâmica de populações são utilizadas com informações de mortalidade, entre elas, as tabelas de vida (life tables),
5

Fatores Limitantes O pleno desenvolvimento de uma população no ecossistema depende principalmente das características do ambiente (biótopo). etc. como velocidade de desenvolvimento dos indivíduos. adultos e velhos. falta de recursos como alimento e espaço. mas também como é o ciclo reprodutivo da espécie. Populações em declínio tem poucos indivíduos jovens e muitos adultos e velhos. Portanto. 4. competição.5 . ou se adapta ou desaparece na área em questão. ou estresse ambiental. capacidade reprodutiva. neste caso o oxigênio torna-se um fator limitante para os animais 6 . longevidade. o qual é absorvido pelas bactérias na decomposição dos resíduos orgânicos. e poucos indivíduos velhos. Nos ecossistemas aquáticos o oxigênio dissolvido pode ser considerado um bom exemplo de fator limitante. ou longevidade). e outras ainda podem reproduzir em períodos mais longos (por exemplo. A forma mais comum de se visualizar a estrutura etária de uma população é através da construção de uma pirâmide de idade. curvas de mortalidade. sem crescimento e sem declínio.. na base da pirâmide. bianualmente). período de fertilidade.tabelas de tempo específico (expectativa de vida. uma vez que a capacidade reprodutiva varia com a idade. é necessário não só conhecer a proporção de indivíduos em fase reprodutiva. A natalidade máxima (também chamada absoluta ou fisiológica) é a quantidade máxima de indivíduos novos possível de ser produzida na ausência de quaisquer fatores limitantes.NATALIDADE Este parâmetro refere-se à capacidade de aumento numérico de uma população. 4.3 . 4. O crescimento sigmóide apresenta uma redução e estabilização no crescimento da população como reflexo destes fatores. O que refreia este crescimento são os fatores limitantes ambientais e as interações ecológicas com outras espécies. mortalidade. 4. outras reproduzem uma vez por ano em épocas bem definidas. Muitas regiões são muito bem oxigenadas. ideais às necessidades de cada uma delas. Neste caso a espécie tem duas opções possíveis. tendem a ter números similares em cada categoria de idade (jovem e adulto). Finalmente é importante a diferenciação dos dois tipos de longevidade: a longevidade fisiológica é o tempo de vida esperado para um indivíduo sem qualquer intervenção externa negativa como predação.ESTRUTURA ETÁRIA Este parâmetro informa como a população se encontra em termos de idade. Algumas espécies são capazes de reproduzir várias vezes por ano. por unidade de tempo. ela tende a crescer geometricamente e infinitamente. O comprimento de cada uma destas fases depende das características de cada espécie. as espécies buscam condições ambientais ótimas. tem pouco OD (oxigênio dissolvido). Quando a condição deste fator ambiental atinge ou excede os limites de tolerância da espécie.CRESCIMENTO DAS POPULAÇÕES O crescimento das populações é resultante da taxa da natalidade. Estas necessidades variam bastante de espécie para espécie. doenças. mas sempre acompanhando as variações do próprio ambiente. Para se conhecer o potencial de produção de novos indivíduos. Para se desenvolver com sucesso em um ecossistema. Quando um fator ambiental qualquer apresenta-se em condições desfavoráveis (não ideais) a uma população. predação. Uma forma mais precisa de se calcular a taxa de nascimento é dividindo-se o número de nascimentos por fêmea em cada faixa de idade. Populações estabilizadas. curvas de sobrevivência. torna-se um fator limitante. ilimitado e despovoado. A natalidade ecológica é a situação real do crescimento da população levando-se em conta todo o contexto ecológico onde vive a população. a expectativa de vida leva em conta a situação real encontrada pelos indivíduos de uma população no ambiente em que vivem. Se uma população se instala em um ambiente ideal. tabelas de vida dinâmicas.6 . o que favorece a ocupação e uso dos diferentes habitats e nichos ecológicos disponíveis no ecossistema. enquanto que outras são pobres neste recurso. Populações em formação são caracterizadas por grande número de indivíduos jovens. reprodutivo e pós-reprodutivo. como se dividem os organismos jovens. etc. O potencial biótico é a capacidade de crescimento da população na ausência de tensores como competição. A natalidade é calculada dividindo-se o número de indivíduos novos pelo tempo. As populações dividem-se em três períodos do ponto de vista ecológico: pré-reprodutivo. Logicamente a longevidade ecológica é consideravelmente menor. Como resultante tem-se uma população em equilíbrio dinâmico. pode interferir na sua abundância e distribuição. Isto é o que de fato acontece na natureza. rica em matéria orgânica (por exemplo originada dos despejos de esgotos). o que é definido como a resistência do meio.4 . A água de alguns lagos e represas. na qual todos os indivíduos são inseridos em categorias pré-determinadas (escala de idade). A explicação de cada uma delas não cabe nos objetivos deste trabalho. O termo equilíbrio dinâmico significa que a população não permanece constante ao longo do tempo. emigração e imigração. Na longevidade ecológica. Neste caso o indivíduo morre de velhice. denominados resistência do meio.

Nos ecossistemas terrestres.aquáticos como peixes e moluscos. mas sim como tudo dinâmico estão sempre oscilando. Terrestres ou continentais 2. 7 . fatores estes que podem limitar a ocorrência de uma determinada espécie. Por outro lado. pela estratificação vertical ou pela adaptação da vegetação. savana na África. também são pobres em oxigênio. São divididos em: 1. apesar de poderem ter diferentes animais e plantas. 05 . biomas são um conjunto de ecossistemas de mesmo tipo. o qual controla a distribuição e área de abrangência de uma espécie. Ela postula que o desenvolvimento de um organismo depende da disponibilidade de quantidades mínimas necessárias de macro e micro nutrientes presentes no ambiente. ou LEI DO MÍNIMO. luz ou calor. campina em Portugal e pradaria na América do Norte. água e ar. a quantidade de luz pode ser insuficiente em determinados locais. Por outro lado. como por exemplo excesso de água. denominado LEI DE LIEBIG. pampa na região subtropical da América do Sul ou cerrado no Brasil. chama-se bioma a uma região com o mesmo tipo de clima e vegetação. Esta condição limita ou mesmo impede a ocorrência de espécies não adaptadas no ambiente. independente do continente. Existe um mínimo em relação a qualquer fator ambiental. ou seja. ou seja.Bioma Em Ecologia. Mais além. fauna e flora e suas interações entre si e com o ambiente físico: solo. um bioma de vegetação rasteira é chamado estepe na Ásia central. devido à convergência evolutiva. O bioma da Terra compreende a biosfera. o excesso de algum fator ambiental. por outro lado. não havendo barreiras geográficas. tipo de solo. condição do substrato e outros fatores físicos. A comunidade biológica. uma vez que é um gás abundante na atmosfera. Portanto. ou mesmo anóxicos. Área biótica ou biótopo é a área geográfica ocupada por um bioma. bem como a disponibilidade de nutrientes. Os sedimentos lodosos . os quais não conseguem sobreviver em condições de hipoxia (pouco oxigênio). Alguns exemplos de fatores limitantes mais comuns nos ecossistemas são: • Quantidade de oxigênio • Incidência de luz solar • Disponibilidade de alimento e água • Disponibilidade de refúgios • Salinidade • Temperatura • Umidade do ar • Profundidade Os fatores limitantes são a base do conceito criado pelo ecólogo Justus Liebig (1840). A amplitude destes limites depende das espécie e do parâmetro ambiental considerado. o oxigênio não é um fator limitante. como os presentes nos manguezais. com ausência total deste gás. Um bioma é composto da comunidade clímax e todas as subclímax associadas ou degradadas. Um bioma pode ter uma ou mais vegetações predominantes. Conceitos Físicos Básicos Os Biomas não são estáticos. igualmente torna-o um limitante. É influenciado pelo macroclima. O passado sendo parte da razão do estado presente. se dá um nome local a um bioma em uma área específica. Por exemplo. há semelhanças das paisagens. as criaturas viventes apresentam limites de tolerância aos diversos fatores ambientais aos quais estão sujeitas. Aquáticos Geralmente.

8 .

Algumas regiões do pantanal sofrem alagamentos durante os períodos de chuvas. As plantas possuem longas raízes para retirar água e nutrientes em profundidades maiores. Nas regiões que sofrem inundação. caracteriza-se por uma vegetação de arbustos de porte médio. Pantanal – este bioma está presente nos estados de Mato-Grosso e Mato-Grosso do Sul.1 .Biomas Brasileiros Floresta Amazônica – é considerada a maior floresta tropical do mundo com uma rica biodiversidade.Ecossistemas 6. Pampa – presente em algumas áreas da região Norte (Amazonas. as árvores possuem folhas grandes e largas. foi perdendo terreno e hoje ocupa somente 7% da área original. arbustos e árvores retorcidas. É o habitat de milhares de espécies vegetais e animais. Goiás e Tocantins. secos e com galhos retorcidos. Maranhão e Tocantins). Rondônia. A vegetação dos campos caracteriza-se pela presença de pequenos arbustos. 06 . No passado. Qualquer unidade que inclua a totalidade dos organismos (isto é. caracteriza-se pela presença de gramíneas. Caatinga – presente na região do sertão nordestino (clima semi-árido). Mata Atlântica – neste bioma há a presença de diversos ecossistemas. gramíneas e herbáceas. Amapá. Rica biodiversidade. Roraima. Cerrado – este bioma é encontrado nos estados do Mato Grosso.Conceito de Ecossistema Os organismos vivos e o seu ambiente inerte (abiótico) estão inseparavelmente ligados e interagem entre si. a «comunidade») de uma área determinada interagindo com o ambiente físico por forma a que uma corrente de energia conduza a uma 9 .5. A floresta é fechada com presença de árvores de porte médio e alto. com presença de diversas espécies animais e vegetais. arbustos e palmeiras. Com uma rica biodiversidade. Como o clima na região é quente e úmido. Presença de gramíneas. Pará e Roraima) e também no Rio Grande do Sul. Mato Grosso do Sul. Acre. Caracteriza-se pela presença de árvores de grande porte. Há também a presença de ervas e cactos. há presença de árvores de floresta tropical. situadas bem próximas umas das outras (floresta fechada). Está presente na região norte (Amazonas. Com o desmatamento.1 . ocupou quase toda região litorânea brasileira.

no qual predominam o uso. e com relação às dimensões de um ecossistema? Para efeito de estudo. Os números 1 a 3 compreendem os componentes abióticos e os números 4 a 6 englobam a biomassa peso vivo). (5) macroconsumidores ou fagótrofos. ou seja. um componente autotrófico (autotrófico = que se alimenta a si mesmo). Embora barreiras geográficas possam separar um ecossistema de outro. no entanto ao contrário do segundo que implica nas inter-relações entre fatores bióticos e abióticos. e um componente heterotrófico (heterotrófico = que é alimentado por outro). etc. mas tão devagar que geralmente não podemos observar as alterações. Mas.Onde começa e termina um ecossistema? Qual o real tamanho de um? É difícil dizer onde começa ou termina um ecossistema.: Bioma cerrado.3 . etc. hidratos de carbono. apenas o meio físico (área) sem as interações. (2) compostos orgânicos (proteínas. Vamos iniciar o nosso estudo da ecologia ao nível do ecossistema. teríamos uma primeira distinção entre ecossistemas aquáticos e terrestres. a uma diversidade biótica e a ciclos de materiais (isto é. florestas. capazes de elaborar alimentos a partir de substâncias inorgânicas simples. pode-se adotar inicialmente uma separação entre os meios aquáticos e terrestres. Um ecossistema é qualquer conjunto de organismos vivos e de substâncias não vivas no qual existe uma troca contínua de materiais e de energia. bem como substâncias orgânicas que podem proporcionar fontes de energia ou podem ser inibidoras ou estimulantes para outros componentes bióticos do sistema. ou desintegradores. 6. a utilização inteligente das nossas reservas de energia. entretanto para uma melhor compreensão e mesmo a possibilidade para investigações científicas existem algumas convenções adotadas. a utilização de substâncias inorgânicas simples e a elaboração de substâncias complexas. (6) microconsumidores. sobretudo bactérias e fungos. o termo bioma é utilizado como sinônimo de ecossistema. em grande parte plantas verdes.) que ligam o biótico e o abiótico. quer de uma lâmpada de aquário. principalmente animais. NÃO CONFUNDA: Muitas vezes.na origem da maioria destes problemas . entenderíamos todos os lagos naturais. os efeitos das nossas atividades sobre os nossos organismos. etc. CO2. no qual predomina a fixação da energia da luz. organismos heterotróficos. ou seja. mares e oceanos. absorvem alguns dos produtos da decomposição e libertam nutrientes inorgânicos susceptíveis de utilização pelos produtores. (3) regime climático (temperatura e outros factores físicos). rios. A maior parte da matéria no sistema é continuamente reciclada e as perdas de energia são compensadas pela energia adquirida do meio. Do ponto de vista trófico (de trophe = alimento). O interesse pela ecologia na sociedade atual traduz. que fazem a demolição dos compostos complexos dos protoplasmas mortos. pradarias. organismos autotróficos. Ex. (phagos = para comer). seriam exemplos. o interesse pelo ecossistema que os seres humanos habitam. ou artificiais (represas). H20. troca de materiais entre as partes vivas e não vivas) claramente definidos dentro do sistema é um sistema ecológico ou ecossistema. 6. isto é. não há limites de dimensões fixas em termos de números de organismos.Noção de Ecossistema Um ecossistema é um conjunto localizado de componentes vivos e não vivos através do qual se transmite energia e a matéria passa por um cicio. um aquário ou mesmo uma 10 . Desta forma. Os produtores convertem a energia da luz do Sol em energia química. desta forma. Os elementos vivos atuam como produtores. Para fins descritivos é útil considerar que o ecossistema contém os seguintes componentes! (1) substâncias inorgânicas (C. área. lípidos. evoluindo constantemente. Todos os ecossistemas mantêm um equilíbrio dinâmico. Os ecossistemas podem variar desde um aquário equilibrado em casa até um oceano inteiro. por exemplo. N. quer seja do sol. que ingerem outros organismos ou matéria orgânica em partículas.) envolvidas nos ciclos de materiais. (4) produtores. tundras. pastagens. um ecossistema tem dois componentes (que como regra costumam estar separados no espaço e no tempo). Já em relação aos ecossistemas terrestres. os consumidores alimentam-se dos produtores e os desintegradores convertem novamente os produtores e os consumidores em matéria inorgânica. Assim.estrutura trófica. e . qual ou quais os seus limites. lnteressamo-nos por problemas tão diversos como a qualidade do ar que respiramos e a água que bebemos.as dimensões da população humana. bioma mata atlântica. na verdade. organismos heterotróficos. Por ecossistema aquático. desertos. saprótrofos (sopro = para decompor) ou osmátrofos (osmo = para passar através da membrana). geralmente são determinadas dimensões que não existem naturalmente. a nova preparação e a decomposição de materiais complexos. substâncias húmicas.2 . ou quantidades de matéria e de energia presentes. consumidores. o primeiro significa uma grande área de vida formada por um complexo de hábitats e comunidades.

sendo caracterizados por apresentar uma grande estratificação. não existem desertos. constantemente alagado com uma vegetação arbustiva e uma fauna caracterizada pela grande presença de siris e caranguejos.Ambos ecossistemas são fortemente influenciados pela água do mar.Pacífico. Os brejos também são importantes. • Mares . etc. • Paredões rochosos e praias . Atendendo ao meio físico. profundos e contínuos. ou lênticos (de lenis. que um ecossistema pode ter desde alguns cm2 até milhares de km2! 6.Na verdade. há a considerar: 11 . uma série de regiões que não poderiam ser enquadradas nem como ecossistemas aquáticos.4 . pois a denominação vem da grande quantidade desta planta. temos também represas e tanques . o mangue. pode-se inicialmente separar os ecossistemas em duas categorias de acordo com o meio em que ocorrem: ecossistemas terrestres e aquáticos: Para os ecossistemas terrestres poderíamos enumerar os seguintes: • Florestais . uma das espécies vegetais mais comuns neste tipo de ecossistema é a Taboa.são interligados. aquários. oceanos. Ecossistemas artificiais construídos pelo Homem: açudes. Assim fica claro. Já em relação aos ecossistemas aquáticos. pode parecer surpreendente.Compostos principalmente por vegetação rasteira onde predominam as gramíneas. Atlântico e Índico . • Oceanos .Os mares são as regiões com a maior variedade de vida do planeta. Existem também. • Brejos . O mangue ocorre geralmente junto a desaguadouros de rios e/ou próximos a praias.Além dos rios. o correto chamar-se de manguezal e não mangue. as principais características destes ecossistemas estão relacionadas as correntes. rios. ou seja. matas ciliares. • Rios .Qualquer área que fique coberta por água doce. pelo menos em alguma época do ano é considerado um alagado. mas nem as florestas tropicais igualam-se as regiões litorâneas que também são chamadas de pelágicas. e sim dunas que ocorrem em algumas regiões (Sul e Nordeste). pois todos . etc. prados.Podem ser formados no Brasil por vegetação de cerrado.Exemplos de ecossistemas: terrestres e aquáticos Para uma melhor compreensão. teríamos ainda riachos e mananciais. e também a salinidade. pois abrigam uma grande variedade de espécies de aves e mamíferos aquáticos ou semi-aquáticos. calmo). provocadas pelos ventos e a própria rotação da Terra.5 . Seriam: • Mangue .No Brasil. ou da pressão exercida pela água. vegetação rasteira . • Campos e pastagens .bosques. seja através das marés. além de lagos. desertos. lavado). mata atlântica e floresta amazônica. existem plantas e animais ocorrendo em diferentes alturas (estratos).porém escassa . Trata-se de um ecossistema pantanoso. caatinga.Aqui enquadram-se todos os ecossistemas de águas paradas. A fauna por sua vez.cidade inteira são exemplos de ecossistemas criados pela ação humana. pequenas aves e cervídeos (veados). e nem como terrestres.Diversidade de Ecossistemas Há grande diversidade de ecossistemas: Ecossistemas naturais . é caraterizada pelo predomínio de animais herbívoros e granívoros (que se alimentam de grãos) tais como roedores (ratos). 6. • Dunas . ou seja.e uma fauna pouco diversificada.Os oceanos. teríamos: • Lagos . e caracterizam-se por apresentarem solos arenosos. são grandes (cobrem 70% da superfície terrestre). plantações. florestas. são chamados também de lóticos (de lotus.

as clareiras e as zonas densas. Alguns ocupam áreas tão reduzidas que merecem o nome de microecossistemas. observamos uma paisagem.. 7. Deste gigantesco ecossistema fazem parte todos os seres vivos que.Componentes de uma Cadeia Alimentar Os diferentes elementos vivos que compõem um ecossistema cumprem papéis específicos dentro da cadeia alimentar.São sempre seres autótrofos (que produzem seu próprio alimento). Sendo assim. um prado ou um simples tronco de árvore. as árvores não desaparecem bruscamente. estes podem. dessa forma. um bosque. a face voltada a norte ou a sul de um tronco de árvore. Os animais em geral preferem certos alimentos mas se estes faltam ou escasseiam. por sua vez. uns servindo de alimento a outros. há quase sempre uma zona de transição (ecótene). os ossos se desagregam com o decorrer do tempo e suas partículas se incorporam ao solo. por exemplo. 07 – Cadeias Alimentares O Que São Cadeias Alimentares Uma cadeia alimentar é uma sequência de seres vivos. Fechou-se. na passagem. onde as árvores vão sendo cada vez menos abundantes. comem outros. pois nela se encontram espécies de ambos os biomas. abandonada na mata pelo homem. etc. limites do bosque. é possível. no seu conjunto. de qualquer ponto. as raízes de muitas plantas vão aproveitar esses minerais agregados ao solo. por falta de limites bem definidos e fronteiras intransponíveis. determinadas pelos fatores físicos e químicos que o caracterizam e pelos seres vivos que povoam esse ambiente. apresenta características próprias bem definidas. Nas ecótones temos uma biodiversidade maior que a dos biomas em transição. Um exemplo de ecótone é o agreste do nordeste brasileiro. ser comidos por carnívoros maiores. Ou seja: BIOSFERA + ZONA SUPERFICIAL DA TERRA = ECOSFERA Mas assim como é possível associar todos os ecossistemas num só de enormes dimensões .também é possível delimitar. como uma floresta. Poderíamos dar o seguinte exemplo de cadeia alimentar entre nós: algumas plantas produzem frutos e sementes que são comidos por certos pássaros. ecossistemas característicos conhecidos por biomas. No entanto. constituem a biosfera e a zona superficial da Terra que eles habitam e que representa o seu biótopo. apresentam comunidades bióticas distintas. etc. sua carne servirá de alimento aos cães do caçador e sua carcaça. Numa floresta. bordos dos campos. a cadeia alimentar.1 . produzem alimento que será usado na cadeia e são obrigatoriamente a base de qualquer cadeia alimentar.a ecosfera . de uma floresta para uma pradaria. Constituem pequenos ecossistemas no grande ecossistema ue é a floresta – microecossistemas Ecótone é o nome dado a uma região de transição entre dois biomas diferentes. em cada bioma.Ecossistemas terrestres Todo o ambiente natural. Muitas cadeias são mais complexas. tais plantas produzirão novos frutos e sementes que alimentarão outros pássaros. considerar todos os ecossistemas do nosso planeta fazendo parte de um enorme ecossistema chamado ecosfera. Por sua vez. vai alimentar uma série de insetos e bactérias. estes são devorados por pequenos animais carnívoros como alguns gatos-do-mato. ou podem ser mortos pelo tiro de um caçador. sucessivamente. é possível delimitar outros ecossistemas mais pequenos. Uma cadeia alimentar tem elementos básicos como: Produtores . apresentando caminhos preferenciais e outros secundários. que utilizamos frequentemente para delimitar vários ecossistemas mais ou menos definidos pelos aspectos particulares da flora que aí se desenvolve.margens do rio. que é uma zona de transição entre o sertão e a zona da mata. por exemplo. nas várias zonas climáticas. Quando. A energia 12 . apercebemo-nos da existência de descontinuidades .

Pode-se então dizer que o fluxo de energia num ecossistema é unidirecional começando sempre com a luz solar incidindo sobre os produtores e diminuindo a cada nível alimentar dos consumidores. 7. 7. parte dessa energia não será absorvida e será eliminada com as fezes e outra parte será perdida em forma de calor. portanto. Os principais produtores conhecidos são as plantas e algas microscópicas (fitoplâncton). uma vez que são incapazes de produzir seu próprio alimento. Muitos caso de doenças graves em seres humanos têm sido relacionados ao consumos de alimentos contaminados por compostos tóxicos. tais plantas produzirão novos frutos e sementes que alimentarão outros pássaros. com isso. as raízes de muitas plantas vão aproveitar esses minerais agregados ao solo. Além dos fatores naturais. dessa forma. reduzindo compostos complexos em moléculas simples. introdução de compostos tóxicos no ar. utilização de compostos radioativos. A drástica redução dos animais predadores. A importância disto está baseada no uso natural de animais ou plantas que possam controlar ou equilibrar o ecossistema de forma a evitar o uso de pesticidas e quaisquer outras formas artificiais que possam desequilibrar em longo prazo o ambiente.3 .Desequilíbrio nas cadeias alimentares Fatores naturais como tempestades e temperaturas extremas. e entre as mais graves ações humanas contra o meio ambiente podemos destacar: desmatamento excessivo. pode resultar na proliferação dos animais herbívoros e. quando uma grande quantidades de mercúrio foi introduzida no mar e absorvida por animais marinhos que eram consumidos em grande escala pela população local. apresentando caminhos preferenciais e outros secundários. Os animais em geral preferem certos alimentos mas se estes faltam ou escasseiam. na água e no solo. Por se alimentarem de matéria em decomposição são considerados saprófitos ou sapróvoros.transformada a partir da luz solar e do gás carbônico (fotossíntese) será repassada a todos os outros componentes restantes da cadeia ecológica. abandonada na mata pelo homem. tendo em vista a complexa ligação existente entre os seres vivos.2 . grande parte da energia será dissipada no decorrer de uma cadeia alimentar diminuindo sempre a cada nível. na escassez ou extinção de algumas espécies vegetais. comem outros. Na ocasião foram relatados sérios problemas no fígado. podendo ser consumidores primários quando se alimentam de seres autótrofos. Como exemplo. os herbívoros e carnívoros. é altamente prejudicado por esses compostos. o desenvolvimento da agricultura e principalmente a industrialização.Importância de se conhecer as Cadeias Alimentares A observação da cadeia alimentar leva ao entendimento de toda a seqüência de alimentação dos animais que vivem em determinado ecossistema. Esta prática é denominada controle biológico. vai alimentar uma série de insetos e bactérias. Assim. Pode-se também examinar o conteúdo estomacal de animais e assim perceber essa seqüência. por sua vez. Muitas cadeias são mais complexas. Os decompositores mais importantes são bactérias e fungos. 13 . sendo que o próprio homem ocupa uma posição de predador de topo de cadeia e. etc. por exemplo. ou ainda. estes são devorados por pequenos animais carnívoros como alguns gatos-do-mato. sua carne servirá de alimento aos cães do caçador e sua carcaça. Decompositores . 7. É bom lembrar que nem toda a energia obtida através da alimentação será integralmente usada. ser comidos por carnívoros maiores. Consumidores . Fechou-se. podem causar desaparecimento de determinadas populações e. sistema nervoso. provocar sérias reações nos animais e até os seres humanos que ali habitam. pesca e caça predatória. fazendo com que estes compostos retornem ao solo para serem utilizados novamente por outro produtor. além da ocorrência de mortes naquela população. consumidores terciários e assim por diante quando se alimentam de outros consumidores.Exemplo de Cadeia Alimentar Pode-se dar o seguinte exemplo de cadeia alimentar: algumas plantas produzem frutos e sementes que são comidos por certos pássaros. os ossos se desagregam com o decorrer do tempo e suas partículas se incorporam ao solo. as atividades humanas após a descoberta do fogo. a cadeia alimentar. estes podem.São os organismos que necessitam de se alimentar de outros organismos para obter a energia.4 . tal fato pode levar a um desequilíbrio nas cadeias alimentares. Se alimentam dos seres autótrofos e de outros heterótrofos. consumidores secundários. ou podem ser mortos pelo tiro de um caçador. Muitos destes compostos tóxicos tendem a ser absorvidos por organismos e passam a acumular-se tanto no próprio organismo (bioacumulação) como também na cadeia alimentar (biomagnificação).São organismos que atuam na transformação da matéria orgânica em matéria inorgânica. O equilíbrio do ecossistema depende da realização de cada uma das etapas da cadeia alimentar. entre outras. rins. grande produção de resíduos sólidos. gerando uma nova cadeia alimentar. tem geradograndes alterações em praticamente todos os ecossistemas terrestres e aquáticos. O modelo de desenvolvimento adotado pelo homem tem se mostrado altamente impactante e insustentável. sendo que o caso de Minamata no Japão em 1950.

de acordo com a origem do resto que eles degradam. peixes herbívoros e rãs são comidos pelas aves da margem. Com isso. Temos. a nossa.Teias Alimentares Os animais e plantas podem fazer parte de uma cadeia alimentar. Os peixes carnívoros comem não apenas os caramujos. podendo pertencer. Quando destruímos ou alteramos um habitat. entretanto. que seria: Essa é uma cadeia simples. são consideradas consumidores de terceira ordem. várias cadeias que se interligam). que não mostra a realidade dessa lagoa. Poderemos observar que as mesmas plantas que servem de alimento aos caramujos podem nutrir larvas de insetos e peixes herbívoros. dos produtores aos consumidores por numerosos caminhos opcionais que se cruzam (ou seja. e se posicionam em diferentes níveis tróficos. teia alimentar é o fluxo de matéria e energia que passa. num ecossistema. 08. Vemos pois que a harmonia da vida têm como uma das principais bases as relações alimentares. A teia alimentar representa o máximo de relações entre os componentes de uma comunidade. alguns seres vivos. simultaneamente. o costume de imaginar esses fenômenos ocorrendo em um campo. Como dissemos acima. também participam?? Para participar de uma teia alimentar temos que estar inseridos em um ecossistema. Consideremos uma lagoa.O conjunto de uma série ecossistemas é chamado de teia alimentar. quando se alimentam de rãs. neste caso várias teias se entrelaçam fazendo com que as relações ecológicas sejam múltiplas e o alimento disponível possa ser utilizado por vários indivíduos e realmente compondo um ecossistema. podem ser considerados consumidores de vários níveis ao mesmo tempo. podemos definir teia alimentar como uma reunião de cadeias alimentares. ocupam simultaneamente dois níveis tróficos. nós participamos de uma cadeia alimentar?? E os animais que vivem conosco. Com esses comentários.. Peixes carnívoros. Aliás. também. Ou. enfim em um local distante de nós. No próximo texto. esses animais pertencem a cadeias alimentares diversas.. Mais ainda. mas também os peixes herbívoros e pequenos crustáceos. a mais de uma. estamos influenciando diretamente na alimentação dos seres desse local. Os decompositores (bactérias e fungos) podem ser considerados consumidores de várias ordens. Assim. ao se alimentarem de peixes herbívoros. Podemos observar nela uma cadeia alimentar. essa é a situação mais verificada. tais seres vivos não participam necessariamente de apenas uma cadeia. em uma fazenda. Mas. 09 .Níveis Tróficos 14 . por exemplo. de outro modo. Porém. são consumidores de segunda ordem. estaremos abordando um pouco sobre os tipo de ecossistema. As aves da margem. dependendo do que ingerem. afetamos sua saúde. como eles interagem entre si e como sua manipulação pode beneficiar ou prejudicar a vida dos animais e.

respectivamente. ou níveis. 10. pirâmides de biomassa e pirâmides de energia. da cadeia alimentar. A hierarquização dos níveis alimentares (ou níveis tróficos) é determinada pelas especificidades do meio físico em que a cadeia alimentar se insere. pois utilizam matéria proveniente de todos os níveis tróficos. a área de cada degrau é proporcional ao número de indivíduos.Os níveis tróficos são as etapas. No primeiro nível trófico estão os organismos produtores. geralmente. Essas transferências podem ser representadas graficamente por diagramas. Neste processo. são chamados de “autótrofos”. podendo ser reutilizada pelos produtores. água e sais minerais) que passa ao meio abiótico. por exemplo. ou “heterótrofos” (também chamados de “heterotróficos”) que. Estes organismos são capazes de produzir seu próprio alimento e. representados por uma coluna lateral. desde que constitua matéria morta.Pirâmides Alimentares As transferências de matéria e de energia dos produtores aos sucessivos níveis de consumidores no seio de um ecossistema são acompanhadas de perdas significativas. Alguns animais ocupam mais de um nível trófico se alimentando tanto de vegetais quanto de outros animais. A cadeia alimentar (uma pequena porção da chamada “rede alimentar”). Na sua actividade transformam os compostos orgânicos em matéria mineral (dióxido de carbono. algumas algas (cianofíceas) e algumas bactérias são capazes de produzir seu alimento através da fotossíntese. os seres autótrofos sintetizam matéria orgânica a partir de minerais e da luz do sol. Estes são os onívoros. por não serem capazes de produzir seu próprio alimento precisam obter energia através da ingestão de matéria orgânica. os carnívoros e os decompositores. pois através deles a matéria é novamente decomposta e retorna ao meio ambiente para novamente ser usada pelos organismos autotróficos na síntese de matéria orgânica. Os organismos decompositores ou detritívoros constituem um último nível na cadeia alimentar. Nestas pirâmides. à biomassa ou à quantidade de energia.Existem três tipos de pirâmides ecológicas: Pirâmides de números. Neste grupo estão os herbívoros. Todas as plantas clorofiladas. Os decompositores são. eles fecham a relação trófica. Cada degrau da pirâmide corresponde a um nível trófico. é sempre composta por diferentes níveis que são caracterizados de acordo com o tipo de alimentos que os organismos consomem. que se alimentam dos vegetais. Os produtores formam a base e os sucessivos níveis de consumidores conduzem ao vértice. designados por pirâmides ecológicas. 10 . por isso. incluindo os materiais desperdiçados. o homem. São as bactérias e fungos que se alimentam de praticamente tudo. Assim. Nos próximos níveis tróficos estão os organismos consumidores.1 . As perdas significativas de alimento que ocorrem nas cadeias alimentares têm uma dupla origem: Pirâmide de energia Expressa a quantidade de energia acumulada em cada nível da 15 .

bem como a energia acumulada na matéria orgânica que faz parte desse alimento. É representada pelo peso seco consumido numa cadeia alimentar e expressa a quantidade de matéria orgânica por área. pois. Na respiração os seres vivos degradam compostos orgânicos. e daquele que é ingerido uma boa parte é eliminada. em regra. menores são as perdas que se verificam. No complexo dinamismo dos ecossistemas constatamos. que são libertados para o meio abiótico. • Alimentos não utilizados (matéria não absorvida) . Quanto mais curta for uma cadeia alimentar. uma única árvore (produtor) pode fornecer alimento a um número enorme de consumidores. Em termos globais. 16 . Este tipo de ecossistema só pode existir devido ao alto grau de reprodução que é feito pelos produtores representados ali. constituindo os excrementos ou fezes. a pirâmide de números pode ser direta ou invertida. temos pirâmides invertidas. Uma porção do alimento é. alimentam-se apenas de uma parte dos seres que utilizam. b) de parasitas e superparasitas que dará pirâmides invertidas. abandonando o ecossistema ao longo do percurso sob a forma de energia térmica (calor). é de cerca de 10%. Podemos ter três tipos básicos de cadeias alimentares: a) de predadores que promoverá pirâmides diretas. pois. assim como no caso de pragas. Porém é invertida em ecossistemas aquáticos onde os produtores são bem menores e consumidos em grande quantidade por consumidores cada vez maiores.cadeia alimentar. entre 2% e 40%. Dependendo do tipo de ecossistema. no entanto. Essa percentagem varia. matéria viva acumulada em cada nível trófico da cadeia alimentar. geralmente o fitoplâncton. transformando-os em dióxido de carbono e água. Tipicamente.os consumidores. para alguns casos estudados. geralmente. menor será a quantidade de energia útil recebida. sendo portanto reciclada. dependendo da espécie e do ecossistema. É direta nos ecossistemas terrestres que têm produtores com biomassa muito maior que os consumidores. havendo. em geral. A energia proveniente do Sol fixada pelas plantas passa a fazer parte da matéria orgânica que produzem e é depois transferida através dos consumidores e dos de-compositores. a respectiva biomassa e energia. A matéria. havendo simultaneamente transferências de energia. o número de indivíduos de um nível trófico é inferior ao do nível trófico precedente e. Pirâmide de biomassa Expressa a quantidade de biomassa. no que se refere a pirâmides de números e de biomassa. só uma pequena percentagem da matéria que constitui um nível trófico é incorporada na construção dos tecidos dos indivíduos que pertencem ao nível trófico seguinte. No caso de parasitos e superparasitos.parte do alimento absorvido. uma maior economia de alimento. Em consequência das perdas verificadas. não sendo sequer ingerida. As perdas verificadas nas transferências de alimento explicam que o tamanho das cadeias alimentares seja limitado. quanto mais distante dos produtores. Há. algumas excepções. • Perdas respiratórias . Por exemplo. Como a energia apresenta um fluxo decrescente. Pirâmide de números Demonstra o número de indivíduos que existe em cada nível trófico. portanto. no entanto. consequentemente. que o alimento passa em cadeia através dos diferentes componentes bióticos que o constituem. c) de detritívoros que dará pirâmides diretas. em que parte é utilizada na actividade biológica e parte é transferida para o meio sob a forma de calor. havendo portanto 90% de perdas. podendo surgir pirâmides invertidas. circula continuamente do meio abiotico para os seres vivos e destes para o meio abiótico. desperdiçada. uma vez nas células é utilizado para a obtenção de energia necessária à vida.

11. A transferência de energia ao longo das cadeias alimentares é unidirecional. parte da energia que ingressou na cadeia alimentar é dissipada nas atividades vitais. tornando a transferência de energia na cadeia alimentar unidirecional e acíclica. Globalmente produzem-se cerca de 170 biliões de toneladas de matéria orgânica seca por ano (1 70 x 109 t/ano) em que: • 2/3 são produzidos nos continentes • 1/3 é produzido nos oceanos. diremos que: A energia acumulada pelos produtores ou autotróficos nas substâncias produzidas na fotossíntese é maior do que a energia incorporada na sua biomassa. Estudando fluxos de energia é importante perceber que necessariamente toda a energia de todos os seres vivos é primordialmente vinda do sol. sendo este então o grande responsável pela existência de vida na terra.). A cada nível trófico. Os consumidores secundários que comem os primários recebem das moléculas ingeridas toda a energia. Da luz visível que incide nas folhas das plantas ou nas algas apenas cerca de 1% é convertida em em energia química na fotossíntese. Há então que distinguir entre: • produtividade primária bruta (PPB) representada pelas substâncias orgânicas produzidas na fotossíntese. a água e o ar criando condições favoráveis a vida. irradiada ou reflectida pela atmosfera ou pela superfície terrestre.Fluxo de Energia nos Ecossistemas O sol é responsável pela existência da vida na terra porque as suas radiações aquecem o solo. A luz solar também é captada pelas algas e plantas que a utilizam na fotossíntese. transporte. mas uma grande parte é inaproveitada porque é eliminada na matéria orgânica que forma as fezes ou naquela que não é facilmente digerida. assim abastecendo de energia todos os ecossistemas terrestres. É possivel concluir que nem todas as substâncias produzidas são incorporadas na biomassa dos produtores. Os consumidores primários ao comerem seres fotossintetizantes aproveitam a energia contida nas moléculas orgânicas. • produtividade primária líquida (PPL) representada pelas substâncias orgânicas incorporadas nos órgãos dos produtores. o que equivale à energia de 100 milhões de bombas atómicas idênticas à que explodiu em Hiroxima.R (Respiração) Em termos de energia. É representada pelo aumento da sua biomassa.1 . 17 . O mecanismo da respiração permite a transformação da energia química acumulada nas substâncias orgânicas em energia utilizável (ATP). Parte da energia recebida por cada nível trófico é usada no metabolismo. Isto porque parte dessa energia é gasta irremediavelmente nas diferentes actividades vitais (crescimento. 11. A relação entre as duas está expressa na seguinte equação: PPL = PPB .Produtividade Primária . A maior parte da radiação solar é absorvida. etc.Seres Autotróficos Cada dia a Terra é bombardeada por 1019 kcal de energia solar. como a celulose. As plantas e algas convertem a energia luminosa em energia química que fica armazenada nas moléculas orgânicas. Parte das moléculas orgânicas resultantes da fotossíntese são gastas pelos produtores na respiração celular.

excepcionalmente. Para cálculo da eficiência nas transferências de energia de um nível para o outro. portanto. Grande parte é gasta nas actividades vitais. nos ecossistemas terrestres. a carne produzida alimentaria apenas uma pessoa nesse mesmo período. há necessidade de avaliar a quantidade de matéria orgânica ou de energia existente em cada nível trófico. em vez de servir de alimento ao Homem. As florestas são também locais onde existem condições que permitem a subsistência de um grande número de animais.Pirâmidade de Energia e Produtividade A energia solar captada pelos produtores vai-se dissipando ao longo das cadeias alimentares sob a forma de calor. O nível energético mais elevado. 4 ou 5 níveis tróficos. O número de níveis tróficos é por isso limitado. Assim. Um herbívoro obterá. 11. Em países com falta de alimentos. em condições adequadas. ao 5º nível trófico das cadeias alimentares. maior será. portanto. denominado pirâmide de energia. Pode considerar-se então que a matéria organica e a energia que ela contém diminui de nível para nível trófico. Quanto mais baixo for o nível trófico de que qualquer ser vivo se alimente. Mas as substâncias orgânicas que os animais utilizam na alimentação não são apenas usadas na produção secundária (em média. no máximo. O resto do ecossistema fica inteiramente dependente da energia captada por eles. 18 . Os estuários são os ecossistemas de maior produtividade. o rectângulo que representa a quantidade de energia que transita dos produtores para os consumidores de primeira ordem é maior do que aquele que representa a energia que transita destes para os consumidores de segunda ordem e assim sucessivamente.3 . Geralmente. só 1 décimo do que os heterotróficos consomem é incorporado na sua biomassa). fosse utilizado para a criação de gado. Foi adoptado um processo de representação gráfica desta transferência de energia nos ecossistemas. Por isso. sendo eliminada pelas fezes. a maior parte das cadeias alimentares possuem. arroz em quantidade suficiente para alimentar 24 pessoas durante um ano. ao chegar ao 4º e. da quantidade de matéria orgânica ou energia produzida pelos autotróficos existe uma porção tão pequena que não é suficiente para alimentar outro nível trófíco superior. depois de transferido e armazenada em compostos orgânicos. é necessário conhecer a produtividade ao longo de todo o ecossistema. constitui a produção secundária. O nível imediato é constituído pelos herbívoros. menos energia das plantas clorofilinas do que estas recebem do Sol.2 . a quantidade de energia que chega aos níveis mais elevados já não é suficiente para suportar ainda outro nível trófico. pois é nesses locais que grande parte dos peixes desovam e se reproduzem. A quantidade de substâncias orgânicas alimentares incorporadas pelos heterotróficos. em parte. outra parte não é digerida. Quanto mais curta for uma cadeia alimentar.11. utilizadas na produção das suas próprias substâncias e incorporadas na sua biomassa. maior é a quantidade de matéria e energia que tem disponível. ocorre uma permanente compensação com a utilização de energia solar fixada pelos produtores. À medida que esta energia é dissipada pelo ecossistema. porque há perdas de energia muito significativas nas transferências entre os diferentes níveis. é constituído pelas plantas clorofilinas (produtores).Produtividade Secundária As substâncias orgânicas que os heterotróficos usam na sua alimentação são. Calculou-se que uma superfície de 40000 m2 pode produzir. o Homem deve optar por obtê-los através de cadeias curtas. o aproveitamento da energia. passando depois através de todos os outros elementos vivos do ecossistema. As cadeias alimentares estão geralmente limitadas a 4 ou 5 níveis tróficos. Apenas parte da energia contida nos herbívoros transitará para os carnívoros e assim sucessivamente. Consequentemente. O nível seguinte corresponde ao dos carnívoros. em que a área representativa de cada nível trófico é proporcional à quantidade de energia disponível. ou seja. durante um determinado período de tempo. Se esse arroz. uma energia que não é utilizável pelos seres vivos.

traços e microtraços. a produtividade é menor. Existem outros elementos sem uma essencialidade muito clara como. enxofre. hidrogênio. os seres vivos são compostos por uma combinação mais ou menos parecida de elementos químicos. Em alguns vegetais. que é geralmente combinado com hidrogênio. A lista seguinte mostra os bioelementos presentes no ser humano. molibdênio e cobalto. zinco. Eles juntos formam células. Os elementos em quantidades muito pequenas.do peso do corpo humano. o organismo não cresce e nem completa o seu ciclo vital.Somos feitos de proteínas O corpo humano também é feito de carbono. Geralmente são classificados segundo a sua abundância em majoritários.Geralmente será tanto menor. cerca de 20. Para que se considere um elemento químico essencial este deve cumprir quatro condições: • A ingestão insuficiente do elemento provoque deficiências funcionais. a produtividade secundária depende de vários fatores: • Nível trófico . Os seres vivos têm muitas proteínas diferentes. Além da água. Existem uma série de elementos químicos que são considerados essenciais para a vida humana ou para algum outro organismo. níquel. 19 . por exemplo. urina. 12 . reversíveis se o elemento voltar a ficar nas concentrações adequadas. sódio. 12. manganês. essa proporção chega a 95%. vanádio. Os aminoácidos são organizados em forma de proteínas. por exemplo.Nos ecossistemas em que os factores abióticos são favoráveis. ordenados por ordem de abundância: • Majoritarios: oxigênio. a água contida nas células. grande parte da matéria orgânica que ingerem é gasta para manter a temperatura a nível mais ou menos constante. • Microtraços (ultratraços): iodo. já foram identificados 103 elementos químicos. boro. potássio. sangue.1 . tecidos e órgãos. • Tipo de ecossistema . 12. quanto mais elevado for o nível tráfico considerado. Esses elementos químicos formam os milhares de tipos de hidratos de carbono (açúcar. são denominados oligoelementos.2 . Calcula-se que em uma bactéria como a Escherichia coli há de 2 a 3 mil tipos de proteína. cromo. fósforo.A produtividade é maior nos animais de temperatura variável do que nos de temperatura constante.Elementos químicos essenciais. • O elemento influi diretamente no organismo e está envolvido em seus processos metabólicos. carbono. existe uma maior produtividade. • Temperatura interna dos indivíduos . lítio. As proteínas também variam de uma espécie de organismo para outra. cálcio.mais da metade . • O mesmo efeito no organismo não pode ser conseguido por nenhum outro elemento. nitrogênio. a tundra ou o deserto. cádmio e estanho. gorduras) e aminoácidos. nitrogênio. o que permite o desenvolvimento de uma flora e fauna abundantes e diversificados. oxigênio. farinha.Em resumo. fósforo e enxofre.Química e seres vivos Todos os seres vivos têm uma composição química semelhante: são feitos da mesma matéria (das mesmas substâncias). • Traços: ferro. Por exemplo. A maioria dos elementos que compõem os seres vivos são denominados elementos organógenos ou bioelementos. traços e microtraços. • Sem o elemento. Nestes animais. cloro e magnésio. linfa e demais líquidos do corpo representa 60% . cobre. silício. Na Terra. bromo e selênio. flúor . Nos ecossistemas em que os factores abióticos são desfavoráveis como. arsênio.

Se acredita que estes elementos químicos se têm convertido em essenciais devido à sua abundância e acessibilidade. assim como alguns outros cuja essencialidade está sendo discutida: H Li Na K Rb Cs Fr Be Mg Ca Sr Ba Ra Sc Y La Ac Ti Zr Hf V Nb Ta Cr Mo W Mn Tc Re Fe Ru Os Co Rh Ir Ni Pd Pt Cu Ag Au Zn Cd Hg B Al Ga In Tl C Si Ge Sn Pb N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Elemento majoritário Elemento traço Elemento microtraço Essencialidade discutida Existem elementos que estão presentes num organismo. 20 . Por exemplo. problemas nos mecanismos de absorção ou outros. Normalmente a essencialidade se demonstra quando se descobre uma função biológica para algum composto do elemento. Um organismo pode apresentar deficiência ou excesso de um elemento devido a dieta.Nem todos os seres vivos tem os mesmos elementos essenciais. Há casos em que o elemento é abundante mas não é essencial. 12. É possível que o elemento se incorpore ao organismo de maneira inadvertida. Desta forma existe o controle de absorção. porém não pode estar em concentrações excessivamente altas para que não produza efeitos tóxicos. Isto se explica pela dificuldade que o organismo apresenta em disponibilizá-lo. Nesta faixa de concentração o organismo consegue desenvolver corretamente as funções que dependem deste elemento. durante algum tempo. essencial ou não. existe uma boa relação entre a essencialidade de um elemento e a sua abundância na crosta terrestre e na água do mar. Assim. o tungstênio não é essencial para os humanos mas é essencial para outros seres vivos. Para cada elemento químico essencial existe uma faixa de concentração considerada ótima para um organismo. por exemplo. seguramente porque forma compostos insolúveis em água e os organismos não podem captá-los facilmente. São situações de difícil observação pelos estudiosos. Num organismo os níveis ótimos de um elemento se mantêm mediante "mecanismos homeostáticos". o alumínio é um elemento muito abundante na crosta terrestre e não é essencial.Relação dose-resposta: Qualquer elemento. A comprovação e verificação da deficiência de um elemento num organismo é um estudo muito complicado devido às pequenas concentrações que atuam. Na tabela periódica a seguir estão destacados os elementos químicos essenciais. porém não são essenciais. armazenamento e excreção dos elementos.3 . inclusive a morte do organismo. pode ser tóxico a partir de determinadas concentrações. e o organismo utilize as reservas que possui. Abaixo desta faixa ocorre a deficiência deste elemento. podendo ocorrer como conseqüência efeitos patológicos. Acima desta faixa ótima também aparecem efeitos patológicos ou morte do organismo derivados da toxicidade do elemento.

carvão. rochas e água deveriam ser entendidas. para avaliar o impacto ambiental de um material perigoso. átomos de carbono se incorporam em compostos orgânicos através da fotossíntese (absorvido na forma de nitratos por plantas comidas por animais. hidrosfera. nitrogênio. Ciclos Biogeoquimicos São processos naturais que reciclam elementos em diferentes formas químicas do meio ambiente para os organismos. oxigênio. Os principais ciclos são os do carbono. Elas são recicláveis. Um ciclo biogeoquímico é o movimento ou o ciclo de um determinado elemento ou elementos químicos através da atmosfera. da água (evaporação.Introdução As substâncias são continuamente transformadas durante a composição e a decomposição da matéria orgânica. unindo os componentes vivos e não-vivos da Terra.Ciclos Biogeoquimicos 13. sem escapar da biosfera.13 . e do fósforo. do oxigênio. litosfera e biosfera da Terra. Sendo a Terra um sistema dinâmico. depois. subdividido em: ciclo hidrológico e ciclo das rochas) é valioso para o conhecimento e compreensão de nosso ambiente. Por exemplo. à chuva. pode-se lembrar que um modesto conhecimento sobre o ciclo geológico (aqui referido como um conjunto dos processos responsáveis pela formação e destruição dos materiais da Terra. as propriedades químicas.Ciclagem dos Nutrientes Nutrientes = elementos essenciais aos seres vivos Etapas da ciclagem de nutrientes Transporte físico 21 . Como exemplo. o movimento e a estocagem de seus materiais afetam todos os processos físicos. que é intimamente relacionado aos processos físicos.2 . que volta ao solo). e. como a gasolina. vice-versa. em evolução. Essa compreensão ajudaria a responder perguntas como: Quão séria foi a contaminação? Quanto o contaminante poderá mover-se? Quanto o dano ambiental poderá ser minimizado 13. e assim por diante). oxigênio e nitrogênio constituem os ciclos biogeoquímicos.1 . hidrológicos e biológicos. Os ciclos estão intimamente relacionados com processos geológicos. químicos e biológicos. fósforo e outros elementos percorrem estes ciclos. Os caminhos percorridos ciclicamente entre o meio abiótico e o biótico pela água e pelos elementos químicos carbono. Circulação na natureza de substâncias essenciais para a manutenção e reprodução dos organismos vivos. Água. químicos e biológicos. que vazou para o subsolo. físicas e biológicas do solo. produzindo excreção de nitrato.

disponibilizando esse elemento diretamente às plantas e indiretamente aos animais. é feita graças à ação de outras bactérias. A devolução do nitrogênio à atmosfera. 22 . porque desta forma as leguminosas colocam em disponibilidade o nitrogênio para culturas seguintes. essas bactérias fornecem parte dele às plantas. vivem no interior dos nódulos formados em raízes de plantas leguminosas. chamadas desnitrificantes. transformam a amônia em nitratos. Outras bactérias também fixadoras de nitrogênio gasoso. como a soja e o feijão. bem como íons nitrato (NO3-). essencialmente na combinação molecular N2. Elas podem transformar os nitratos do solo em N2. a maioria dos organismos não consegue reter e aproveitar o nitrogênio na forma molecular. a adoção do cultivo das leguminosas é uma prática recomendável à agricultura. Apenas certas bactérias e algas cianofíceas podem retirá-lo do ar na forma de N2 e incorporá-lo às suas moléculas orgânicas.Transformações químicas Tempo de residência (TR): para depósito em equilíbrio (somatória das entradas = somatória das saídas) TR (anos) = depósitos (kg) / somatória das saídas (kg/ano) Tipos de ciclos • Gasoso: atmosfera como compartimento principal (menor TR) • Sedimentar: sedimentos como principal depósito (maior TR) 13. uma interação interespecífica de mútuo benefício (simbiose). através das relações tróficas: produtor e consumidor.3 . Contudo. na forma de N2.13. fechando o ciclo. ao invés de viverem livres no solo. Algumas bactérias nitrificantes na superfície do solo realizam a conversão do nitrogênio.Ciclo Do Nitrogênio O nitrogênio é um componente que entra na composição de duas moléculas orgânicas de considerável importância para os seres viventes: as proteínas e os ácidos nucléicos. Portanto.4 . obtendo esse nutriente na forma de íons amônia (NH4+). Embora presente em grande concentração no ar atmosférico. que volta à atmosfera. não empobrecendo tanto o solo quanto à questão de nutrientes disponíveis. Ao fixarem o nitrogênio do ar. poucos são os organismos que o assimilam nessa forma.

onde esse elemento se encontra na forma de gás oxigênio (O2) e de gás carbônico (CO2). de 0. Nesse processo.029% para cerca de 0. Embora pareça pouco. em carvão. em conseqüência da respiração dos próprios organismos e da ação dos decompositores. O principal reservatório de oxigênio para os seres vivos é a atmosfera. e seus átomos de oxigênio são liberados para a atmosfera na forma de O2. o aumento do teor de CO2 atmosférico pode provocar a elevação da temperatura média global por causa do efeito estufa. Durante a respiração. que poderá ser transferida para um carnívoro. A água formada na respiração. átomos de oxigênio combinam-se com átomos de hidrogênio. A utilização desses combustíveis fósseis pelo homem tem restituído à atmosfera. em parte utilizada em processos metabólicos. Devido à queima de combustíveis. podendo eventualmente ser transferida aos animais herbívoros. eliminada para o ambiente através da transpiração. enquanto retorna gradativamente à atmosfera. na forma de CO2. A água utilizada pelas plantas na fotossíntese é quebrada. proveniente da atmosfera. Os carbonos e os oxigenados presentes no gás carbônico passam a fazer parte da matéria orgânica do vegetal. O CO2 atmosférico é utilizado no processo de fotossíntese. Dessa forma. É o caso dos compostos de carbono que não foram atacados pelos decompositores e transformaram-se. o carbono fixado pela fotossíntese vai passando de um nível trófico para outro. uma parte das moléculas orgânicas é degradada. Parte do carbono retirado do ar passa a constituir a biomassa dos seres fotossintetizantes.04% da composição atmosférica. levando milhões de anos para ocorrer. parte do carbono contido nas moléculas orgânicas dos alimentos é liberada durante a respiração. 13. seus átomos de oxigênio acabam incorporados à matéria orgânica e podem voltar à atmosfera pela respiração e pela decomposição do organismo. De acordo com muitos cientistas. átomos de carbono que ficaram fora de circulação durante milhões de anos. que produzem água e gás carbônico.6 . que atuam em todos os níveis tróficos. os seres fotossintetizantes fixam o carbono que retiram do CO2 atmosférico. esse aumento é. Combustíveis fósseis Algumas vezes. nesses últimos 100 anos. 23 . e o carbono que as constituía é devolvido à atmosfera. no subsolo.Ciclo do oxigênio O ciclo do oxigênio é complexo. da excreção e das fezes. turfa e petróleo.13. chamada água metabólica é.Ciclo do carbono O carbono presente nos seres vivos é.5 . Dessa forma. Nos herbívoros. O O2 é utilizado na respiração aeróbica das plantas e animais. Por meio da fotossíntese. e tanto a respiração como a decomposição dessa matéria orgânica restituirão o oxigênio à atmosfera. na forma de água e gás carbônico. em termos proporcionais. e o resto irá constituir sua biomassa. o retorno do carbono para a atmosfera é demorado. novamente na forma de CO2. formando moléculas de água. a concentração de gás carbônico no ar aumentou. originalmente. em parte. uma vez que esse elemento é utilizado e liberado pelos seres vivos em diferentes formas de combinação química. da ordem de 38%. Esses átomos de carbono passam a fazer parte das moléculas orgânicas fabricadas.

portanto. Nesse caso. quando essas rochas se elevarem em conseqüência de processos geológicos e. A decomposição devolve o fósforo que fazia parte da matéria orgânica ao solo ou à água. sob a forma de vapor. gás oxigênio (O2). do carbono. o ciclo do fósforo é mais simples do que os ciclos do carbono e do nitrogênio. portanto. Em certos aspectos. Uma parte do elemento recicla-se localmente entre o solo. 13. em uma escala de tempo relativamente curta. 24 . Assim. Daí. existem dois ciclos do fósforo que acontecem em escalas de tempo bem diferentes. pois não existem muitos compostos gasosos de fósforo e. e regressa àquele. cujo processo conjunto se designa por evapotranspiração. A transferência de água da superfície do Globo para a atmosfera. Esses três tipos de molécula estão constantemente trocando átomos de oxigênio entre si. As plantas obtêm fósforo do ambiente absorvendo os fosfatos dissolvidos na água e no solo. não há passagem pela atmosfera. durante os processos metabólicos da biosfera. do nitrogênio e do oxigênio. o fósforo também é importante para os seres vivos. parte dele é arrastada pelas chuvas para os lagos e mares. na superfície. seu ciclo envolve uma escala de tempo muito mais longa. gás carbônico (CO2) e água (H2O). nas fases líquida e sólida. 13. as plantas. que podemos chamar “ciclo de tempo ecológico”.7 . por exemplo.As três principais fontes não-vivas de átomos de oxigênio para os seres vivos são. onde acaba se incorporando às rochas. na fase de vapor. Esse elemento faz parte. por transpiração das plantas e dos animais e por sublimação (passagem direta da água da fase sólida para a de vapor). consumidores e decompositores.Ciclo da água Pode definir-se ciclo hidrológico como a seqüência fechada de fenômenos pelos quais a água passa do globo terrestre para a atmosfera.Ciclo do fósforo Além da água. o fósforo só retornará aos ecossistemas bem mais tarde. dá-se por evaporação direta. Os animais obtêm fosfatos na água e no alimento. que pode ser chamada “ciclo de tempo geológico”.8 . A quantidade da água mobilizada pela sublimação no ciclo hidrológico é insignificante perante a que é envolvida na evaporação e na transpiração. Outra parte do fósforo ambiental sedimenta-se e é incorporada às rochas. do material hereditário e das moléculas energéticas de ATP. forem decompostas e transformadas em solo. Outra razão para a simplicidade do ciclo do fósforo é a existência de apenas um composto de fósforo realmente importante para os seres vivos: o íon fosfato.

no caso do granizo. parte do vapor de água condensa-se devido ao arrefecimento e forma nuvens que originam a precipitação. de modo mais genérico. Assim. estendido a todo o Globo. É também um agente modelador da crosta terrestre devido à erosão e ao transporte e deposição de sedimentos por via hidráulica. os cursos de água alimentados por aqüíferos apresentam regimes de caudal mais regulares. Os processos do ciclo hidrológico decorrem. granizo ou saraiva). e irregular. origina escoamento superficial e evaporação direta da água que se acumula e fica disponível à superfície. ao incidir numa zona impermeável. ou vão alimentar diretamente estes últimos. que podem atingir a dimensão de uma bola de tênis. repartir-se em três parcelas: uma que é reenviada para a atmosfera por evapotranspiração e duas que produzem escoamento superficial e subterrâneo. 25 . A água que precipita nos continentes pode tomar vários destinos. A energia solar é a fonte da energia térmica necessária para a passagem da água das fases líquida e sólida para a fase do vapor. que é transportada sob a forma de vapor pela circulação geral da atmosfera. a precipitação. assim. Durante a transferência. seu uso e estado. O ciclo hidrológico é uma realidade essencial do ambiente. produz escoamento superficial (e. ocorre com grande lentidão e continua a alimentar os cursos de água longo tempo após ter terminado a precipitação que o originou. que se concentra em sulcos. por vezes em agregados de nódulos. A água condensada dá lugar à formação de nevoeiros e nuvens e a precipitação a partir de ambos. o escoamento subterrâneo. Tanto o escoamento superficial como o escoamento subterrâneo vão alimentar os cursos de água que desaguam nos lagos e nos oceanos. O ciclo hidrológico à escala planetária pode ser encarado como um sistema de destilação gigantesco. A precipitação pode ocorrer na fase líquida (chuva ou chuvisco) ou na fase sólida (neve. A água precipitada na fase sólida apresenta-se com estrutura cristalina no caso da neve e com estrutura granular. pelo que se pode admitir dividido o ciclo da água em dois ramos: aéreo e terrestre. O escoamento superficial constitui uma resposta rápida à precipitação e cessa pouco tempo depois dela. uma forma de escoamento intermédia . Assim. que podem ultrapassar 1000 km.escoamento subsuperficial). regular em camadas. no caso da saraiva. Condiciona a cobertura vegetal e. cuja reunião dá lugar aos cursos de água. Em ambos os casos não há escoamento subterrâneo. isto é. Por seu turno. Uma parte é devolvida diretamente à atmosfera por evaporação. escoamento superficial. Incidindo num solo permeável. este ocorre no caso de a formação geológica subjacente ao solo ser permeável e espessa. Esta repartição é condicionada por fatores vários. na atmosfera e no globo terrestre. A precipitação inclui também a água que passa da atmosfera para o globo terrestre por condensação do vapor de água (orvalho) ou por congelação daquele vapor (geada) e por intercepção das gotas de água dos nevoeiros (nuvens que tocam no solo ou no mar). tipo de solo. subdividindo-se numa parcela que se acumula na sua parte superior e pode voltar à atmosfera por evapotranspiração e noutra que caminha em profundidade até atingir os lençóis aqüíferos (ou simplesmente aqüíferos) e vai constituir o escoamento subterrâneo. pouco espesso. penetra no interior do solo.O vapor de água é transportado pela circulação atmosférica e condensa-se após percursos muito variáveis. eventualmente. evaporação da água disponível à superfície e ainda evapotranspiração da água que foi retida pela camada do solo de onde pode passar à atmosfera. assente numa formação geológica impermeável. para outras regiões. como se descreveu. em especial quando se dá através de meios porosos. O aquecimento das regiões tropicais devido à radiação solar provoca a evaporação contínua da água dos oceanos. a outra origina escoamento à superfície do terreno. A parte restante infiltra-se. A atração gravitica dá lugar à precipitação e ao escoamento. O retorno às regiões de origem resulta da cação combinada do escoamento proveniente dos rios e das correntes marítimas. uns de ordem climática e outros respeitantes às características físicas do local onde incide a precipitação: pendente. e subsolo. a vida na Terra. é também a origem das circulações atmosféricas que transportam vapor de água e deslocam as nuvens. A água que precipita nos continentes vai.

provocados pelas variações de temperatura.espécies abissais. as plantas também se orientam em relação à luz. Os animais também apresentam características próprias de adaptação aos diferentes valores de temperatura. isto é. tendo.A Temperatura Cada espécie só consegue sobreviver entre certos limites de temperatura. constituindo o factores abióticos.amplitude térmica de existência -.temperatura máxima . seres como o caracol e a minhoca não necessitam de muita luz.FATORES ABIOTICOS Existem elementos componentes do ambiente físico e químico que agem sobre quase todos os aspectos da vida dos diferentes organismos. Muitas plantas com flor reagem de diferentes modos ao fotoperíodo. Alguns seres têm grande amplitude térmica de existência . os vegetais produzem a matéria de que o seu organismo é formado através de um processo . assim como a sua distribuição por diferentes locais. De facto. ficando num estado de vida latente.3 .e as espécies que vivem no meio aquático a grande profundidade . sem ela. adquirem comportamentos que lhos permitem sobreviver: • animais que não têm facilidade em realizar grandes deslocações como.a fotossíntese .14 .enquanto outros só sobrevivem entre limites estreitos de temperatura . como a luz. Todos os seres vivos são constituídos por uma grande percentagem de água (cerca de 60% no caso do Homem). por exemplo. Também os animais reagem de diversos modos ao fotoperíodo. São excepção algumas espécies que vivem em cavernas .temperatura mínima. pelo que se orientam para ela ou se afastam dela. nas épocas do ano em que as temperaturas se afastam do valor ótimo para o desenvolvimento das suas atividades. Cada ser sobrevive entre certos limites de temperatura . evitando-a. Praticamente todos os animais necessitam de luz para sobreviver. apresentam fototropismo.seres estenotérmicos. Certos animais como. partem em determinada época do ano para outras regiões com temperaturas favoráveis. Cada espécie possui uma temperatura ótima para a realização das suas actividades vitais. Os animais e as plantas apresentam fotoperiodismo. 26 . É indispensável ao desenvolvimento das plantas.espécies cavernícolos . Estes influenciam o crescimento. que caracterizam o clima de uma região . por exemplo. também. os que vivem em regiões muito frias apresentam.os factores climáticos. ou seja. migram. Por oposição. Por exemplo. por exemplo. 14.seres euritérmicos . o que confere a este factor uma grande importância. certas plantas sofrem alterações no seu aspecto. por isso. sensibilidade em relação à luz. cuja principal fonte é o Sol. capacidade de reagir à duração da luminosidade diária a que estão submetidos . lagartixas. ou seja. pelo que são designadas por espécies lucífilas. reduzem as suas actividades vitais para valores mínimos. Tal como os animais.realizado a partir da captação da energia luminosa. a Terra não seria povoada. diferentes épocas de floração. A Temperatura e as Características dos Animais Ao longo do ano.nem abaixo de outro . pelagem longa e uma camada de gordura sob a pele.1 .Umidade e Pluviosidade A água é essencial à vida.e os factores edáficos. A Luz e os Comportamentos dos Seres Vivos Os animais apresentam fototactismo. as suas características morfológicas. A luz influencia o comportamento e a distribuição dos seres vivos e. pelo que são denominadas espécies lucífugas. • animais que se podem deslocar com facilidade como. 14.2 . 14. ou seja. não existindo acima de um determinado valor . pelo que apresentam o seu período de actividade em diferentes momentos do dia. Os diferentes factores abióticos podem agrupar-se em dois tipos principais . actividade e as características que os seres apresentam.A Luz A luz é uma manifestação de energia. Garantir a quantidade de água necessária ao organismo é uma atividade essencial de todos os seres vivos. dos quais se destacam a composição química e a estrutura do solo.fotoperíodo. a temperatura e a humidade. geralmente. Estes factores variam de valor de local para local. as borboletas necessitam de elevada intensidade luminosa. as andorinhas. determinando uma grande diversidade de ambientes. A Temperatura e os Comportamentos dos Animais Alguns animais.

A estrutura do solo influencia. os animais que vivem nestes locais apresentam a pele impermeável.-se por salinidade e influenciam principalmente a distribuição dos vegetais por diferentes locais do seu meio. formada a partir dos detritos originados. respectivamente pelos locais aos quais se encontram adaptados. apresentar diferente porosidade. tendo em função disso diferente capacidade de reter água e ar. Podem. enquanto outros se fixam nos solos compactos. 14. correspondem a zonas de diferentes pluviosidades. A maior parte das plantas desenvolve-se com dificuldade em solos muito compactos. pelo que podem reter uma quantidade variável de água e gases. deslocam-se nos solos móveis. Os solos podem ter uma estrutura mais ou menos porosa e serem mais ou menos permeáveis. Os animais adaptam-se de diferentes modos à estrutura do solo. que são ambientes de grande importância biológica. Os seres higrófilos. encontramos nestes os líquenes e os musgos. Importância da Pluviosidade A pluviosidade influencia a abundância e distribuição de vegetação em todos as regiões do globo. Normalmente.O Solo O solo é uma camada superficial da crosta terrestre.humidade atmosférica que. existem outros com adaptações a ambientes extremamente úmidos seres higrófilos. Estrutura do Solo Os solos podem ter dois tipos gerais de estrutura: • estrutura compacto: solos formados por partículas unidas constituindo agregados mais ou menos consistentes. a água actua principalmente sob a forma de vapor . a distribuição dos seres vivos. pela alteração das rochas e. ainda.poros . O húmus e os detritos minerais originam os sais minerais indispensáveis às plantas. principalmente. ao condensar-se na atmosfera.No ambiente terrestre. por outro. como neve ou granizo.que podem estar preenchidos com água e ar. pela decomposição dos seres vivos. 27 . Estes últimos apresentam espaços entre as partículas . como o lingueirão. As diferentes florestas existentes na Terra.4 . aproximadamente paralelos à superfície. sendo designados por seres xeráfilos. A Umidade e as Características dos Seres Vivos As plantas que vivem em locais secos apresentam adaptações no sentido de obter e armazenar água. designadas por horizontes. portanto. Os seres que acabamos de referir habitam em locais onde a água escasseia. • estrutura desagregado: solos formados por partículas relativamente soltas umas das outras. preferem ambientes medianamente úmidos sendo denominados seres mesófilos. pode originar pluviosidade ou outras precipitações. Igualmente. para diminuir as perdas de água por evaporação. consoante o número e tamanho dos poros. Composição do Solo Uma barreira ou um corte de terreno que te permitam observar uma secção vertical de um solo são os locais ideais para poderes verificar que este apresenta diferentes camadas de aspecto e composição variados. pouco permeáveis e com pequena quantidade de gases. Outros. Em oposição aos seres xeráfilos. A quantidade e a qualidade de sais minerais constituintes de um solo designam. mesófilos e xerófilos distribuem-se de modo diferente no seu meio. Uns. por um lado.

é mais evidente e variado nos animais. No caso da andorinha. em numerosos casos a procura do alimento ou a captura das presas é levada a cabo por vários indivíduos. 15. As causas que determinam estas interações estão muitas vezes ligadas à alimentação e à reprodução. mais ou menos elaboradas. competindo. Esta agressão ligada à reprodução tem uma função precisa. Este relacionamento. por determinados fatores. desencadeados pelos machos.15 . onde se misturam o vivo e o inanimado. as formas de comunicação são muito variadas. Vejamos alguns exemplos: 1) A reprodução sexual só é possível graças à cooperação entre um macho e uma fêmea. luta para se defender não se trata de um comportamento social.relações intra-específicas .. pois o combate trava-se entre dois animais da mesma espécie.e relações entre seres vivos de espécies diferentes . o futuro da espécie. geralmente formam grupos familiares ou sociais. Em alguns casos limita-se à cópula. O conjunto de organismos que vivem numa determinada área e as interações que se estabelecem entre esses seres vivos e entre eles e o meio constitui um ecossistema.Competição Quando o animal. limitando-se. perseguido por um carnívoro. 15.2. Os comportamentos de cooperação têm um indiscutível valor para os indivíduos.1 . os javalis golpeiam-se com os caninos em forma de navalha. Se tivessem uma vida solitária as hienas apenas poderiam caçar animais de pequeno porte. Os componentes bióticos de um ecossistema comunicam de formas muito diversificadas. embora ocorra na maior parte dos seres vivos.2 .. Os combates entre indivíduos da mesma espécie raramente provocam ferimentos graves. As hienas são talvez os mais eficazes caçadores das savanas africanas. Os bois-almiscarados defendem-se dos ataques dos lobos formando um círculo apertado em torno das crias. De fato. a ameaças no sentido de intimidar o adversário.Comunidade Biótica "Nenhum organismo vive quando completamente isolado. isto é. os cheiros e as cores.relações interespecíficas. Comunicar toma-se uma necessidade imperiosa. caçam praticamente qualquer tipo de animais. a cooperação prossegue com o cuidado dos ovos e das crias.Todos estes elementos estão em constantes interações. muitas vezes. No decurso da comunicação estabelecem-se relações entre seres vivos da mesma espécie . 3) A defesa é muitas vezes assegurada pelo grupo.2 . De acordo com as espécies. 2) A alimentação pode ser um ato isolado não necessitando de qualquer relação social. no entanto.Cooperação Cooperar significa fazer alguma coisa a dois ou em grupo mais alargado.Relações Intra-específicas Os indivíduos de uma população estabelecem determinadas relações entre si relações bióticas intraespecíficas. Os machos lutam pelas fêmeas ou pelos territórios que consideram ser do seu domínio.Relações Ecológicas 15. trata-se de um comportamento social de agressão. zebras até crias de rinocerontes. de duração muito variável.Trata-se de uma relação de competição 28 .1 . influenciando-se mutuamente." Qualquer ambiente é um conjunto muito rico. esta cooperação é mais ou menos importante. nutrição e condições de reprodução e assegurando. O segredo do seu sucesso é caçarem em grupo. No entanto. e realizam em conjunto um certo número de tarefas. Quer os seres vivos vivam isolados ou em grupos. precedida ou não de paradas nupciais. raros são os animais que vivem sempre isolados. evitando que vários animais se instalem no mesmo local. assim. Os comportamentos sociais de agressão são. os touros agridem-se com os chifres. regra geral. quando dois veados rivais lutam pela posse de um rebanho de fêmeas.. desde gazetas.2. a continuidade da espécie. Os comportamentos de agressão têm como objectivo não só a sobrevivência de cada invidívuo mas também a dos seus descendentes. e assegura a cada um o território suficiente para se alimentar e reproduzir. os sons. 15. Ao contrário. A forma como se desenrola a luta é função das armas de que dispõem: os lobos mordem-se. possibilitando-lhes uma melhor defesa. Face aos atacantes apenas ficam as cabeças dos adultos armadas de chifres aguçados.

2) Epifitismo: Epífias (epi. retiram água e sais minerais do substrato. sem prejudicá-los. As algas sintetizam matéria orgânica e fornecem aos fungos parte do alimento produzido. por sua vez. todavia. por sua vez.Protocooperação Trata-se de uma associação bilateral. Sobre a concha aparecem actínias ou anêmonas-do-mar (celenterados). os fungos envolvem com suas hifas o grupo de algas. contudo. sendo levada por ele aos locais onde há alimento. sem prejudicá-lo.Comensalismo É uma associação em que uma das espécies — a comensal — é beneficiada.Mutualismo Associação na qual duas espécies envolvidas são beneficiadas. Ao paguro. Juntamente com o peixe-piloto. Como exemplos citaremos: 1) Caramujo paguro e actínias: També conhecido como bernardo-eremita. como orquídeas. 15. Compreendem a protocooperação. enzima capaz de digerir a celulose. Exemplos: 1) Peixe-agulha e holotúria: O peixe-agulha apresenta um corpo fino e alongado e se protege contra a ação de predadores abrigando-se no interior das holotúrias (pepinos-do-mar). fornece ao vegetal nitrogênio e outros nutrientes minerais. o comensalismo e inquilinismo. 15. fornecem a essas bactérias a matéria orgânica necessária ao desempenho de suas funções vitais. pois se beneficia. Esses.4 . procurando abrigo ou suporte no corpo de outra espécie (hospedeiro). 4) Bactérias e raízes de leguminosas: No ciclo do nitrogênio. cada espécie só consegue viver na presença da outra. a actínia não causa qualquer dano.Assim. em troca.1 . sem causar benefício ou prejuízo ao outro. trata-se de um crustáceo marinho que apresenta o abdomên longo e mole. O termo comensal tem interpretação mais literal: "comensal é aquele que come à mesa de outro". 5) Micorrizas: São associações entre fungos e raízes de certas plantas. que nada em cardumes ao redor do tubarão. obtêm maior suprimento de luz solar.3 . Nenhum deles. ela aproveita os restos alimentares que caem na boca do seu grande "anfitrião". tal associação não é obrigatória.Inquilinismo É a associação em que apenas uma espécie (inquilino) se beneficia. por sua vez. 15. 1) Liquens : Os liquens constituem associações entre algas unicelulares e ceros fungos. tomateiros. onde se nutre dos restos da digestão. podendo cada espécie viver isoladamente.Relações Inter-Específicas Harmônicas Ocorrem entre organismos de espécies diferentes. Em seu intestino existem protozoários flagelados capazes de realizar essa digestão. 2) Cupins e protozoários: Ao comerem madeira. A atuação dos pássaros que promovem a dispersão das plantas comendo-lhes os frutos e evacuando as suas sementes em local distante. O fungo. recebe matéria orgânica fotossintetizada. morangueiros. bactérias do gênero Rhizobium produzem compostos nitrogenados que são assimilados pelas leguminosas.3. os protozoários se valem em parte do alimento do inseto e este. animais portadores de tentáculos urticantes. vivendo sobre árvores. A fim de proteger o abdomên. o mutualismo. na qual ambas se beneficiam. porém. não envolvendo alimento. É um caso idêntico ao anterior. os cupins obtêm grandes quantidades de celulose. São epífitas as orquídeas e as bromélias que.3. que é um decompositor. Entre exemplos destacaremos. o bernardo vive no interior de conchas vazias de caramujos. desprotegido de exoesqueleto. 29 . etc.3. pinheiros. fornecendo-os às algas. também se beneficia com a eficiente "proteção" que ela lhe dá. Ele. mas não conseguem produzir a celulase. 15. 1) A rêmora é um peixe dotado de ventosa com a qual se prende ao ventre dos tubarões.3. bem como a ação de insetos que procuram o néctar das flores e contribuem involuntariamente para a polinização das plantas são consideradas exemplos de protocooperação. entre espécies diferentes. Trata-se de uma associação semelhante ao comensalismo. por sua vez. 2) A Entamoeba coli é um protozoário comensal que vive no intestino humano. 3) Ruminates e microorganismos: Na pança ou rúmen dos ruminantes também se encontram bactérias que promovem a digestão da celulose ingerida com a folhagem. em cima) são plantas que crescem sobre os troncos maiores sem parasitá-las. protegendo-as contra desidratação. poderia viver isoladamente.2 .15. Além disso.3 . se beneficia da ação dos protozoários.

desde pequenos distúrbios até a própria morte do indivíduo parasitado. pode-se considerar uma relação harmônica. Uma águia-de-asa-redonda ou uma coruja-do-mato são duas aves de rapina existentes no nosso território que têm o mesmo tipo de alimentação. dela retirando matéria para a sua nutrição e causando-lhe. A competição é uma relação desfavorável para os indivíduos envolvidos pois provoca-lhes um desgaste da sua vitalidade. A vantagem é mútua. em troca do alimento. território. 15. Ele caracteriza a espécie que se instala no corpo de outra. a procura de luz.1 . apresentam nichos ecológicos iguais ou muito semelhantes. Mas pode ser também descrita como exemplo de comensalismo. o gado livra-se dos indesejáveis parasitas. nesse caso o pássaro atua reirando apenas restos alimentares que ficam situados entre os dentes do crocodilo. abrigo. antibiótico que impede que as bactérias se reproduzam. através da liberação de substâncias tóxicas.2 . extinção de uma delas ou. é a vaca das formigas). proteção. Obs.Esclavagismo ou sinfilia É uma associação em que uma das espécies se beneficia com as atividades de outra espécie. afirmando: Aphis formicarum vacca (o pulgão. nas margens do Nilo. especialização do nicho ecológico. denominada amensal. a morte do hospedeiro não é conveniente ao parasita. a competição entre os vegetais é frequente: o objetivo comum é. Exemplos: • Os fungos Penicillium notatum eliminam a penicilina.4. Esse mecanismo pode determinar conrole da densidade das duas populações que estão interagindo. Em troca. água. As relações de competição entre indivíduos de espécies diferentes verificam-se. Por um lado. • A secreção e eliminação de substâncias tóxicas pelas raízes de certas plantas impede o crescimento de outras espécies no local. 15. podem determinar a morte da fauna marinha. quando se considera que o pássaro retira parasitas da boca do réptil. não se conseguem desenvolver. danos cuja gravidade pode ser muito variável.Não obstante. em uma mesma comunidade. quando têm preferências alimentares idênticas. a águia é um caçador diurno e a coruja um animal noturno. já que os pulgões são mantidos cativos dentro do formigueiro. etc). 3) Anu e gado: O anu é uma ave que se alimenta de carrapatos existentes na pele do gado. 15.4.4.meta 15. deste modo nunca chegam a entrar em competição pela mesma presa. ainda. desencadeando um mecanismo de disputa pelo mesmo recurso do meio. no entanto. • As substâncias secretadas por dinoflagelados Gonyaulax. Mas. em conseqüência. p 9 . 15. 30 . Lineu descreveu essa associação com certa graça. responsáveis pelo fenômeno "maré vermelha". o esclavagismo tem características de hostilidade. De um modo geral. alimentando-se de restos alimentares e de vermes existentes na boca do réptil. geralmente. porque.Parasitismo O parasitismo é uma forma de relação desarmônica mais comum do que a antibiose. Fig. essencialmente. quando este não é suficiente para as duas populações.Amensalismo ou Antibiose Relação no qual uma espécie bloqueia o crescimento ou a reprodução de outra espécie. a despeito disso.3.5 . o pássaro livra os crocodilos dos parasitas. muitas vezes ela ocorre. Dá-se o nome de hospedeiro ao organismo que abriga o parasita. Curiosamente.4 . Do grande número de pequenas plantas que se formam só algumas vêm a formar árvores. etc). Essa associação é considerada harmônica e um caso especial de protocooperação por muitos autores. alimento.2) Pássaro-palito e crocodilo : O pássaro-palito penetra na boca dos crocodilos.3 . do gênero Aphis. as outras.Competição Inter-Específicas Desarmônicas Relações inter-específicas desarmônicas entre espécies diferentes. Num bosque as várias espécies de árvores e arbustos produzem numerosas sementes que caem para o solo e iniciam a germinação. por falta de nutrientes ou por ficarem à sombra. pois a união não é obrigatória à sobrevivência.: A associação ecológica verificada entre o pássaro-palito e o crocodilo africano é um exemplo de mutualismo. capturandoos diretamente.Competição Competir significa concorrer pela obtenção de um mesmo recurso do ambiente (luz. A competição inter-específica não é um caso tão comum como poderias esperar pois os animais têm possibilidades de evitar a luta direta. pois os pulgões também são beneficiados pela facilidade de encontrar alimentos e até mesmo pelos bons tratos a eles dispensados pelas formigas (transporte. o que leva os seres vivos a evitá-la.

da Amazônia.Predatismo Predador é o indivíduo que aaca e devora outro. chamado presa. 31 . que é um poderoso predador. camaleão). confundindo-se com o gelo.4. As duas populações . Muitas borboletas exibem os chamados anéis miméticos. e.TABELA DE REPRESENTAÇÃO DAS RELAÇÕES INTERESPECÍFICAS TIPOS DE RELAÇÕES Inquilinismo Comensalismo Mutualismo Protocooperação Amensalismo Predatismo Competição Parasitismo Espécies reunidas A + + + + 0 + – + B 0 0 + + – – – – Espécies separadas A 0 0 – 0 0 – 0 – B 0 0 – 0 0 0 0 0 0: espécies cujo desenvolvimento não é afetado +: espécie beneficiada cujo desenvolvimento torna-se possível ou é melhorado –: espécie prejudicada que tem seu desenvolvimento reduzido. que já a reconhecem pelo gosto desagradável ou pelos venenos que possui. permanecendo em equilíbrio no ecossistema. Uma espécie de coloração de advertência bem conspícua é Dendrobates Ieucomelas. é harmônico com seu ambiente. Para a espécie humana. muito temida.de predadores e presas . • Aposematismo Aposematismo é o mesmo que coloração de advertência.4 . Os predadores são geralmente maiores e menos numerosos que suas presas. • Camuflagem Camuflagem é uma forma de adaptação morfológica pela qual uma espécie procura confundir suas vítimas ou seus agressores revelando cor(es) e/ou forma(s) semelhante(s) a coisas do ambiente. e mariposas cujo colorido lembra a feição de uma coruja com olhos grandes e brilhantes. O mesmo se passa com lagartos (por exemplo. O louva-a-deus. sendo exemplificadas pelos animais carnívoros. disso obtendo algumas vantagens. que desestimulam o ataque dos predadores. tem efeito praticamente nulo. graças a isso. pertencente a espécie diferente.5 . o predatismo. 15. um pequeno sapo colorido com listras pretas e amarelas e venenoso.geralmente não se extinguem e nem entram em superpopulação. A cobra falsa-coral é confundida com a coral-verdadeira. não é importunada pela maioria das outras espécies. como o gato maracajá e a onça. com manchas camuflando o sombreado do fundo da floresta. se assemelha a folhas ou galhos. Há mariposas que se assemelham a vespas. Os animais polares costumam ser brancos. com cores de alerta. como fator limiante do crescimento populacional. O padrão de cor dos gatos silvestres. Trata-se de uma forma de adaptação pela qual uma espécie revela cores vivas e marcantes para advertir seus possíveis predadores. que varia da cor verde das folhas à cor marrom do substrato onde ficam. Formas especiais de adaptações ao Predatismo • Mimetismo Mimetismo é uma forma de adaptação revelada por muitas espécies que se assemelham bastante a outras.15.

cessa a mortalidade de peixes. e. Cessou o desequilíbrio.1 . diminuem as populações de bactérias. plantas e gaviões pode ser apresentada como um exemplo de um ecossistema. como a ação humana. Porém. O desequilíbrio pode ser causado também pela diminuição da quantidade de matéria e energia do sistema. Os gaviões respondem da mesma forma que os coelhos ao aumento de alimentos – sua população cresce. que por sua vez. compondo uma rede de relações complexas que controlam o crescimento da população. gerando um novo estado de equilíbrio. tendo em vista que a lei da ação e reação. Em condições naturais os ecossistemas se mantêm dinamicamente equilibrados. com diminuição das populações de peixes. porém. Também podem ser alvo fácil dos gaviões. têm grandes ninhadas de crias sãs. por exemplo. e. ocorrerá todo o processo novamente. e. o número 32 . Todos os seres vivos mantêm estreitas relações com o ambiente. As perturbações constantes poderão levar à extinção de algumas ou todas as espécies. alcançando-se um novo estado de equilíbrio. aumentando-se momentaneamente a quantidade de matéria orgânica na água. significa que mais coelhos são caçados. a população de coelhos diminui. bom/mau. É preciso perceber que não somos necessários para o "equilíbrio ambiental" e que ele ocorrerá independente de nossas ações. Cessado o fogo. enquanto houver combustível e condições atmosféricas favoráveis haverá combustão. compensando entradas e saídas de materiais e energia. bem nutridas e saudáveis. A lei que governa a natureza é a lei da ação e reação. Essas perturbações introduzidas no ambiente pelo aumento ou diminuição da quantidade de matéria e energia podem provocar desequilíbrio momentâneo. A população de coelhos cresce. Considerando-se por exemplo. A presença de mais gaviões. Os que perdem nessa competição tornam-se fracos e desprotegidos e podem ser vítimas de doenças e parasitas. assim. Nesse caso. formam uma população. As fêmeas. Se houver reincidência do fogo. Qualquer alteração – o aumento ou decréscimo de uma espécie vegetal ou animal – pode provocar reações em cadeia. não existe esse dualismo – certo/errado. o equilíbrio alcançado deverá excluir a maioria das espécies.16 . com os sobreviventes. O meio biológico é formado por todos os seres vivos. Ecossistema.Equilíbrio e Desequilíbrio do Ambiente Natural De modo geral. Os coelhinhos dispõem de bastante alimento e quase todos sobrevivem. Se houver novo lançamento de vinhaça. em conseqüência. inclusive a nossa. que governa o universo. que nós somos a única espécie que pode alterar drasticamente as condições ambientais. se pretendemos viver em harmonia com outras espécies. A relação entre coelhos. associa-se o termo "equilíbrio" a condições favoráveis. com uma queimada. Eles competem continuamente entre si pela comida e pelo esconderijo. Pode-se citar o caso do lançamento de vinhaça aos rios: desequilibra-se o sistema. e. criando-se uma situação momentânea de desequilíbrio até que a matéria seja processada e a energia consumida. O meio físico inclui o ar. Um ecossistema consiste nos meios biológico e físico de uma área. animais e outros organismos. a condições desfavoráveis. O que o bicho homem precisa reconhecer é que. a água e o clima. porém sempre serão alcançados novos níveis de equilíbrio. podem ser desfavoráveis ao nosso bem estar e até à nossa sobrevivência. desequilíbrio. os coelhos contam com uma quantidade de alimentos maior que a usual. consomem o oxigênio dissolvido na água. Esse equilíbrio pode ser entendido como um conjunto de interações que buscam o estado menos energético. os novos níveis de equilíbrio alcançados. que vivem em determinadas áreas do globo. é necessário começar a planejar nossa ações. Se a temperatura e as chuvas favorecem o crescimento das plantas. a área fica cheia de coelhos. os efeitos de uma catástrofe nuclear. causando a morte de peixes. pode-se aumentar a quantidade de matéria e energia nesse ecossistema. nesse planeta. assim. É importante refletir. Com o tempo. quando se trata das leis naturais. no entanto. Se houver sementes e outros propágulos suficientes as espécies irão se regenerar. o processo tornará a ocorrer. Todos esses fatores biológicos e físicos atuam reciprocamente dentro de um ecossistema. e esse estado de desequilíbrio poderá durar tanto tempo quanto durar a interferência. Quando há qualquer interferência externa. Depois de consumida e decomposta essa matéria orgânica. terá sido alcançado um novo estado de equilíbrio. O equilíbrio nos ecossistemas é dinâmico. consequentemente. consequentemente aumentam as populações de bactérias. Muitas espécies de plantas. é incorporado oxigênio à água por movimentação e atividade fotossintética.Equilíbrio Ecológico Estabilidade populacional em ecossistemas. 16. a terra.

33 . Desse modo. São inúmeros os acontecimentos catastróficos que assolam o nosso planeta. o número de aves que fazem ninho no chão vem diminuindo desde meados do séc. Em algumas espécies animais. Algumas dessas alterações resultam de calamidades naturais. Em conseqüência. As catástrofes são acontecimentos inesperados que causam grandes prejuízos materiais e/ou humanos. Os Predadores favorecem suas presas se as duas espécies conviverem no mesmo ecossistema por longo tempo. restrito a tais animais. por exemplo.3 . as comunidades alteram constantemente as condições ambientais. As raposas atacaram os coelhos. as presas aprendem a lidar com o predador. o mesmo acontece quando ocorrem catástrofes naturais. Os indivíduos mais fortes dominam os mais fracos. Muitas fêmeas não cuidam das crias. transmitidas de geração em geração. em geral. contribui para melhorar o estado geral de saúde da população de presas. Em consequência dessas alterações. que dispõem de alimento e dão crias. Os coelhos multiplicaram-se rapidamente. A Hierarquia de Dominância ocorre entre animais que se associam em grupo. Os principais fatores que influenciam uma população são: territorialidade. hierarquia de dominância e estrição. Populações inteiras podem desaparecer ou crescer em ritmo surpreendente. Os membros de uma população nessas condições tornam-se agressivos e irritáveis e freqüentemente lutam entre si. quando o homem introduziu coelhos em seu ecossistema. A população de coelhos continua a decrescer até que se equilibre com a capacidade do ecossistema de sustentá-la. Comportamento. A Estrição (ou estresse) ocorre em populações com excesso de animais. Na Austrália.Perturbações no equilíbrio dos ecossistemas Nos ecossistemas. reduzindo seu número. ou um grupo de animais.de coelhos sofre redução cada vez mais acentuada. provocando uma diminuição ainda maior da população. A Competição desempenha um papel importante no controle do crescimento da população. causam danos muitas vezes irreparáveis. o predador normalmente mata os membros mais fracos do grupo de presas. O acasalamento é. Causas das perturbações no equilíbrio dos ecossistemas As catástrofes provocadas pela intervenção do Homem podem ser decisivas na modificação dos ecossistemas. provocando muitas vezes desequilíbrios ou até rupturas.Quebra do Equilíbrio Alterações profundas modificam as relações dentro de um ecossistema. Mais tarde.2 . Um ecossistema dispõe de quantidades limitadas de alimento e abrigo para qualquer população. delimita seu território. assim. o melhor abrigo e os melhores locais de acasalamento. 16. destruindo plantas utilizadas pelas aves como alimento e abrigo. 16. Eles ficam com a melhor comida. A maioria das doenças e parasitas tem estado presente através das espécies hospedeiras (infectadas). podendo tornar o ambiente menos favorável para algumas populações. Por conseguinte. A Territorialidade ocorre em populações nas quais um animal. são resultado da ação humana. XIX. entretanto. os indivíduos dessa população têm de competir entre si para satisfazer a suas necessidades. Muitas. Alguns indivíduos não se acasalam e os que o fazem produzem ninhadas menores que as normais. Uns são originados diretamente pelo Homem enquanto que outros são acontecimentos naturais que apesar de evidenciarem o dinamismo do nosso planeta. As características dos indivíduos mais fortes são. mas também perseguiram as aves. Doenças e Parasitas podem reduzir ou até exterminar uma população. e algumas até as devoram. como incêndios e inundações. o comportamento regula o número de habitantes. Nessas condições. estas populações podem ir sendo ordenadamente substituídas por outras que se adaptam melhor às novas condições. o homem introduziu raposas na área. Os filhotes de animais dominantes também têm melhores chances de sobreviver.

Nesses casos. tornados e furacões. por exemplo. podendo ocorrer a formação de tufões. Sismos e Vulcões: tremores de terra e erupções vulcânicas podem. ainda associadas á mesma função. Evidências da evolução A evolução tem suas bases fortemente corroboradas pelo estudo comparativo dos organismos. a asa do morcego e a nadadeira da baleia são estruturas homólogicas entre si. têm grande poder destrutivo. não há similaridade funcional. pois todas têm a mesma origem embriológica. Tempestades: perturbações da atmosfera caracterizadas por chuva intensa. chuvas diluvianas e subida do nível das águas dos grandes rios. sejam fósseis ou atuais. afetam todo o ecossistema. 17. dando origem a espécies novas. incluindo a população humana. da qual resulta. pela sua violência. 17 . alterar os ecossistemas. a pata do cavalo. Inundações: grande quantidade de água acumulada pode causar graves danos. a desertificação.Catástrofes Naturais são acidentes que ocorrem sem a intervenção do Homem. Secas: diminuição da água das chuvas. que. vento e trovoada. por exemplo.Evolução Evolução é o processo através no qual ocorrem as mudanças ou transformações nos seres vivos ao longo do tempo. transpondo as margens. entretanto. Constituem um dos mais evidentes riscos naturais. a asa do morcego e a asa da ave.1 - Homologia e analogia Por homologia entende-se semelhança entre estruturas de diferentes organismos. Os tópicos mais importantes desse estudo serão apresentados de forma resumida. verifica-se que ambas têm a mesma origem embriológica e estão. como. 34 . As estruturas homólogicas podem exercer ou não a mesma função. Incêndios: provocados por descargas elétricas de trovoadas e combustões espontâneas. O braço do homem. devida unicamente a uma mesma origem embriológica. Ao analisar.

São . embora não indique um grau de proximidade comum. as formas do corpo do golfinho. As estruturas análogas não refletem por si sós qualquer grau de parentesco. portanto. A analogia refere-se à semelhança morfológica entre estruturas. mas resultado da adaptação desses organismos ao ambiente aquático. fala-se em irradiação adaptava. dizemos que eles sofreram evolução convergente. especialmente tubarões. mas ambas estão adaptadas à execução de uma mesma função: o vôo. partem várias linhas evolutivas que originaram várias espécies diferentes. estruturas análogas. Homologia: mesma origem embriológica de estruturas de diferentes organismos. sendo que essas estruturas podem ter ou não a mesma função. Quando organismos não intimamente aparentados apresentam estruturas semelhantes exercendo a mesma função. devida unicamente à adaptação a uma mesma função. Analogia : semelhança entre estruturas de diferentes organismos. em função de adaptação à execução da mesma função. adaptadas à natação. dos peixes.A homologia entre estruturas de 2 organismos diferentes sugere que eles se originaram de um grupo ancestral comum. dando origem a vários grupos diferentes adaptados a explorar ambientes diferentes. Neste caso. Ao contrário da irradiação adaptativa ( caracterizada pela diferenciação de organismos a partir de um ancestral comum. 35 . São consideradas resultado da evolução convergente. assim. Elas fornecem indícios da adaptação de estruturas de diferentes organismos a uma mesma variável ecológica. a semelhança não é sinal de parentesco. As asas dos insetos e das aves são estruturas diferentes quanto à origem embriológica. As estruturas homólogas sugerem ancestralidade comum.) a evolução convergente ou convergência evolutiva é caracterizada pela adaptação de diferentes organismos a uma condição ecológica igual. e de um réptil fóssil chamado ictiossauro são bastante semelhantes.

em alguns organismos. apresenta extremidade final mais estreita. Essa semelhança também foi verificada no desenvolvimento embrionário de todos animais metazoários. denominada apêndice. que corresponde ao apêndice vermiforme humano.Órgãos vestigiais Órgãos vestigiais são aqueles que. Órgãos vestigiais : órgãos reduzidos em tamanho e geralmente sem função. quando mais diferentes são os organismos.Embriologia comparada. como o coelho. 17.3 .2 . surgem características individualizantes e as semelhanças diminuem.17. O estudo comparado da embriologia de diversos vertebrados mostra a grande semelhança de padrão de desenvolvimento inicial. Nos mamíferos roedores. é degradada pela ação de bactérias especializadas. na qual o alimento parcialmente digerido á armazenado e a celulose. Um exemplo bem conhecido de órgão vestigial no homem é o apêndice vermiforme . estrutura pequena e sem função que parte do ceco ( estrutura localizada no ponto onde o intestino delgado liga-se ao grosso). o ceco é uma estrutura bem desenvolvida. encontram-se com tamanho reduzido e geralmente sem função. À medida que o embrião se desenvolve. que correspondem a órgãos maiores e funcionais em outros organismos. 36 . Em alguns desses animais o ceco é uma bolsa contínua e em outros. abundante nos vegetais ingeridos. Nesse caso. mas em outros organismos são maiores e exercem função definitiva. menor é o período embrionário comum entre eles. A importância evolutiva desses órgãos vestiginais é a indicação de uma ancestralidade comum. Indicam ancestralidade comum. entretanto.

A resina endurecia. transformando-se em âmbar. pelo uso e desuso. as aves aquáticas tornaram-se pernaltas devido ao esforço que faziam no sentido de esticar as pernas para evitarem molhar as penas durante a locomoção na água. Assim. Dentre estes podemos citar os fosseis congelados. por exemplo.As Teorias evolutivas Várias teorias evolutivas surgiram. hereditárias. Os princípios básicos das idéias de Darwin podem ser resumidos no seguinte modo: • • • • • Os indivíduos de uma mesma espécie apresentam variações em todos os caracteres. são transmitidas aos descendentes. em um livro denominado Filosofia zoológica. não sendo. por exemplo. naturalista francês. selecionados para aquele ambiente. Lamarck utilizou vários exemplos para explicar sua teoria. Por isso. Segundo Darwin. o que mantém constante o número de indivíduos na espécie. e o desuso faz com que se atrofiem.Estudo dos fósseis É considerado fóssil qualquer indício da presença de organismos que viveram em tempos remotos da Terra. A teoria de Lamarck não é aceita atualmente. Também são consideradas fósseis impressões deixadas por organismos que viveram em eras passadas . pois suas idéias apresentam um erro básico: as características adquiridas não são hereditárias. apenas alguns dos descendentes chegam à idade adulta. . os fósseis são considerados importantes testemunhos da evolução. e o inseto aí contido era preservado nos detalhes de sua estrutura. destacando-se . dessa forma. que transmitiam essa característica à geração seguinte. Segundo ele. foi o primeiro cientista a propor uma teoria sistemática da evolução. organismos com variações favoráveis ás condições do ambiente onde vivem têm maiores chances de sobreviver. Sua teoria foi publicada em 1809. esse esforço produzia aves com pernas mais altas. não sendo. como . os insetos que penetravam na resina pegajosa. Todo organismo tem grande capacidade de reprodução. que incorpora os conceitos modernos da genética ás idéias essenciais de Darwin sobre seleção natural. Após várias gerações. mas existem casos em que a parte mole do corpo também é preservada. Entretanto. A teoria de Lamarck Jean-Baptiste Lamarck ( 1744-1829 ). pegadas de animais extintos e impressões de folhas. também denominada Neodarwinismo. há grande "luta" pela vida entre os descendentes. As partes duras do corpo dos organismos são aquelas mais freqüentemente conservadas nos processos de fossilização. pois apesar de nascerem muitos indivíduos poucos atingem a maturalidade. naturalista inglês. A teoria de Darwin Charles Darwin ( 1809-1882 ). entre elas. o principio evolutivo estaria baseado em duas Leis fundamentais: • • Lei do uso ou desuso: o uso de determinadas partes do corpo do organismo faz com que estas se desenvolvam. Segundo Lamarck. como. 37 . Lei da transmissão dos caracteres adquiridos : alterações provocadas em determinadas características do organismo. de penas de aves extintas e da superfície da pele dos dinossauros. 17. deixando um número maior de descendentes. Atualmente. teriam sido originadas as atuais aves pernaltas. os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência do que os menos adaptados.4 .17. foi formulada a Teoria sintética da evolução. A importância do estudo dos fósseis para a evolução está na possibilidade de conhecermos organismos que viveram na Terra em tempos remotos. portanto. o mamute encontrado na Sibéria do norte e os fosseis de insetos encontrados em âmbar. e que podem fornecer indícios de parentesco com as espécies atuais. as teorias de Lamarck e de Darwin. Neste último caso. morriam. Verificou-se que as alterações em células somáticas dos indivíduos não alteram as informações genéticas contida nas células germinativas. O número de indivíduos de uma espécie é mantido mais ou menos constante ao longo das gerações. produzindo muitos descendentes.5 . quando comparados aos organismos com variações menos favoráveis. indenticos entre si. A cada geração. desenvolveu uma teoria evolutiva que é a base da moderna teoria sintética: a teoria da seleção natural. Na "luta" pela vida. eliminada pelos pinheiros. sob condições ambientais distintas das encontradas atualmente. portanto. Os organismos mais bem adaptados são.

como pode ser visto no esquema a seguir: 17. estes apresentam essas variações vantajosas. é importante conhecer o conceito biológico de espécie: agrupamento de populações naturais. a atuação da seleção natural sobre os indivíduos mantém ou melhora o grau de adaptação destes ao meio. conforme Darwin já havia feito. 38 . A mais importante contribuição individual da Genética.6 . substituiu o conceito antigo de herança através da mistura de sangue pelo conceito de herança através de partículas: os genes. Como há transmissão de caracteres de pais para filhos.A teoria sintética da evolução A Teoria sintética da evolução ou Neodarwinismo foi formulada por vários pesquisadores durante anos de estudos. tomando como essência as noções de Darwin sobre a seleção natural e incorporando noções atuais de genética. Assim . A população pode ser definida como grupamento de indivíduos de uma mesma espécie que ocorrem em uma mesma área geográfica. A abordagem de Darwin sobre a evolução era bastante distinta daquela de Lamarck. real ou potencialmente intercruzantes e reprodutivamente isolados de outros grupos de organismos. Para melhor compreender esta definição .• • Os organismos com essas variações vantajosas têm maiores chances de deixar descendentes. a população como unidade evolutiva. A teoria sintética considera. em um mesmo intervalo de tempo. extraída dos trabalhos de Mendel. ao longo das gerações.

Anterior a esse período. as mariposas com pigmento branco acinzentado prevaleciam. com o crescente desenvolvimento industrial. Nesse caso. significa que uma espécie pode ter populações que não cruzem naturalmente por estarem geograficamente separadas. ou ainda. uma vez que a evolução é. então. ao desenvolvimento de mecanismos de isolamento reprodutivo. haverá cruzamento entre os indivíduos. garantindo sobrevivência e reprodução. colocadas artificialmente em contato. 39 . mas mesmo eles não são absolutamente idênticos. não necessariamente potencializa sua atuação de forma deletária. já que. quanto maior é a variabilidade genética. emissão de poluentes na atmosfera e impregnação de fuligem na vegetação. Mas pode limitar uma variação fenotípica conforme a interferência do meio. Conseqüentemente. Entretanto. se diz potencialmente intercruzantes. alterações na freqüência dos genes dessa população. excluindo ou mantendo uma característica. se escondendo melhor dos predadores. Nos capítulos seguintes . a transformação estatística de populações ao longo do tempo. • Fatores que atuam sobre a variabilidade genética jás estabelecida : seleção natural. a situação se inverteu. mutação cromossônica . migração e oscilação genética. no caso dos organismos com reprodução assexuada. pode-se concluir que o processo de Seleção Natural. não era comum encontrar formas melândricas. Cada população apresenta um conjunto gênico. ao longo do tempo. na realidade. A enorme diversidade de fenótipos em uma população é indicadora da variabilidade genética dessa população. após a metade do século XIX. as mariposas escuras. Sendo a cor das mariposas um fator hereditário dependente de um par de gene codificador de dois tipos fenotípicos: claro e escuro. A definição biológica de espécie só é valida para organismos com reprodução sexuada. que sujeito a fatores evolutivos . surgem novas espécies. no caso dos organismos com reprodução sexuada. No entanto. as mariposas escuras passaram a predominar na população. Isso porque podem ocorrer alterações somáticas devidas á ação do meio. A compeensão da variabilidade genética e fenotípica dos indivíduos de uma população é fundamental para o estudo dos fenômenos evolutivos. já que. quando no troco das árvores. atuou a Seleção Natural sobre a freqüência da variedade sujeita às condições ambientais. podendo-se notar que esta é geralmente muito ampla. pode-se notar que não existe um indivíduo igual ao outro. são potencialmente intercruzantes. Os fatores que determinam alterações na freqüência dos genes são denominados fatores evolutivos. O conjunto gênico de uma população é o conjunto de todos os genes presentes nessa população. apesar de o patrimônio genético inicial ser o mesmo. com descendentes férteis.Quando. Assim . Execeções a essa regra poderiam ser os gêmeos univitelínicos. quando. nesta definição. Por isso. esses tópicos serão abordados com maiores detalhes. produzindo mudança genética. Os fatores evolutivos que atuam sobre o conjunto gênico da população podem ser reunidos duas categorias: • Fatores que tendem a aumentar a variabilidade genética da população: mutação gênica. Observando as diferentes populações de indivíduos com reprodução sexuada. as semelhanças entre características morfológicas é que definem os agrupamentos em espécies. pode ser alterado. A integração desses fatores associada ao isolamento geográfico pode levar. recombinação. passaram a ser menos observáveis pelos pássaros (predador natural das mariposas). Exemplo Um exemplo clássico que evidencia os efeitos da Seleção Natural é o aumento da população de mariposas (Biston betularia) com pigmentação melândrica (escura).

Portanto. desenvolvimento e manutenção de organismos vivos. ou seja.Ação enzimática dos liquens degradando as rochas. o que conduz à modificação do habitat. superfícies recentes de rochas vulcânicas ou a extensão de dunas nos desertos. que pode terminar de formas diferentes. mudanças no estado físico da água (solidificação). A este estádio segue-se então um estádio intermédio. constatar-se-ia que o processo de colonização de um dado local é possível porque organismos invasores . com destaque a muitas variedades de liquens (associação de algas e fungos). Luz e características do solo) e bióticos do meio (ex. com efeito na dilatação e fracionamento das rochas. e secundárias quando ocorrem em um lugar anteriormente habitado (um campo de cultivo abandonado). algumas espécies são capazes de habitar determinados locais por mais drásticas intempéries.Efeito gravitacional. Se a paisagem fosse observada em vários momentos ao longo do tempo. São os “atributos” das espécies que determinam o seu lugar na sucessão e o seu tempo de permanência no local. Porém. junto à raiz. As gramíneas constituem a comunidade pioneira em superfícies inóspitas.espécies pioneiras . tornando-o propício e gradativamente mais dinâmico. abundância de “inimigos” naturais e capacidade competitiva de outras espécies). um processo imprevisível. altura em que se atinge o climax. ação dos ventos e altitude. sendo: . por exemplo. Estudos recentes 40 . situação caracterizada por ecese. Durante o processo de colonização. e caules aéreos. colaborando com a formação de um substrato superficial. Esta nova comunidade pode. à medida que se desenvolvem. as sucessões ecológicas são evolutivamente denominadas: primárias quando ocorrem em lugares nunca antes habitados (uma rocha nua). que ao longo da evolução permitiu a irradiação da flora acompanhada pela fauna. motivadores da percolação das rochas morro abaixo. Este é. existem regiões da litosfera que a princípio são inóspitos ao surgimento. . fatores que causaram em conseqüência das oscilações térmicas (aquecimento e resfriamento). visto que os seus caules rasteiros e raízes profundas possibilitam a colonização deste tipo de substrato. como é o caso das dunas recémformadas. ser substituída por outra e assim sucessivamente. mais tarde. em que as espécies presentes no local são mais exigentes em relação aos fatores ambientais. detendo ao estágio de clímax. portanto. as comunidades pioneiras promovem transformações que possibilitam uma ordenada inserção ou mesmo a substituição de espécies que irão povoar um meio anteriormente inabitável. favorecer a fixação de outras espécies. designa-se por sucessão primária. produzindo substâncias minerais (fonte de nutriente). A sucessão ecológica ocorre porque. Uma característica preponderante para o estabelecimento das sucessões é a condição abiótica favorável dos ambientes. e dinâmico no espaço e no tempo. até que se estabelece uma comunidade mais complexa – subclimax . condicionadas por vários fatores. fenômenos físicos. Contudo.conseguem instalar-se e. A sucessão ecológica é uma dessas transformações e conduz as comunidades a estádios de equilíbrio dinâmico com o ambiente. parte é absorvida enquanto a outra forma depósitos sedimentares. 18. químicos e biológicos correlacionados durante o tempo geológico. sendo denominadas de espécies pioneiras. como a areia de dunas.Um Exemplo dos Principais Tipos de Sucessão Vegetal Sucessão primária numa área de dunas recém-formadas A sucessão ecológica que ocorre numa área onde não existia vida. As sucessões ecológicas representam o conjunto de mudanças ordenadas pelas quais passa uma comunidade biológica.18 . . Espécies como Ammophila arenaria permitem a deposição gradual de partículas de areia transportadas pelo vento. tal como mudam os fatores abióticos (ex. os musgos (briófitas) e as gramíneas (capim).1 .o escoamento e a infiltração da água em fissuras rochosas.Sucessão Ecológica Desde a Antiguidade que o homem se apercebe de alterações nas paisagens naturais à sua volta. a probabilidade de colonização muda ao longo do tempo. o equilíbrio dinâmico entre as espécies e o ambiente. para cada espécie.que precede o estádio final da sucessão. As alterações normalmente ocorrem por ação do intemperismo. Uma tendência que tende ao clímax ecológico.

áreas desmatadas. Ex: clareiras.Classificação dos processos sucessionais: " Quanto às forças que direcionam o processo: • Sucessão autogênica: mudanças ocasionadas por processos biológicos internos ao sistema • Sucessão alogênica: direcionamento das mudanças por forças externas ao sistema (incêndios. tempestades. A consolidação e enriquecimento do solo permitem a invasão de outras espécies. processos geológicos) " Quanto à natureza do substrato na origem do processo: • Sucessão primária: em substratos não previamente ocupados por organismos. facilitadoras da instalação de outras espécies competidoras.2 . Estas espécies são referidas apenas a título de exemplo.demonstraram que a substituição de espécies como Ammophila arenaria não se deve apenas à alteração das condições abióticas. uma vez que várias sequências de colonização são possíveis.). fundos expostos de corpos de água. exposição de camadas profundas de solo. depósitos de areia. posteriormente. como o pinheiro (Pinus pinaster). lava vulcânica recém solidificada) • Sucessão secundária: em substratos que já foram anteriormente ocupados por uma comunidade e. dependendo do acaso e das circunstâncias locais. 18. pode ser substituído em zonas elevadas ou expostas por Carvalhos (Quercus sp. Este.: afloramentos rochosos. Ex. que consegue colonizar o substrato arenoso da duna estabilizada. contêm matéria orgânica viva ou morta (detritos. 41 . mas também a diferenças na sensibilidade dos primeiros colonizadores a nemátodes e fungos do solo que lhes degradam o sistema radicular. consequentemente. propágulos).

topográfico (relevo). como o edáfico (características do solo). muitas vezes decorrentes de atividades antrópicas. espera-se um único tipo de comunidade clímax.3 . Teorias sobre comunidade clímax: • Monoclimáxica: para uma região geográfica. sobrepastejo).4 . condicionada pelo padrão climático local (clímax climático). independentes de densidade pequeno curto/simples rápido. 18.Exemplo hipotético de uma sucessão primária: Substrato original: depressão em superfície rochosa. dependentes de densidade grande longo/complexo lento. preenchida pela água da chuva 01 02 03 04 05 07 06 Clímax: comunidade que expressa o máximo de desenvolvimento possível do ecossistema sob as condições do local em que a sucessão ocorreu.18. • Policlimáxica: além do padrão climático regional. alta mortalidade bióticos. de acordo com gradientes de condições ambientais Disclímax = ("disturbance climax" ou clímax de distúrbio): comunidade mantida em uma etapa anterior ao clímax. outros fatores limitantes atuam no estabelecimento de tipos diferentes de clímax. maior capacidade de sobrevivência competitiva 42 constante ou previsivelmente variável . biótico (ação de organismos) • Gradiente ambiental: uma área com padrão climático definido pode conter diversas comunidades clímax. devido à ação de distúrbios repetidos (incêndios.Tendências esperadas no ecossistema ao longo da sucessão (primária) ATRIBUTOS DO ECOSSISTEMA Em desenvolvimento Maduro CONDIÇÕES AMBIENTAIS variável e imprevisível POPULAÇÕES Mecanismos de determinação de tamanho populacional Tamanho do indivíduo Ciclo de vida Crescimento abióticos.

econômicos ou sociais negativos. por isso. O problema está relacionado com o impacto que elementos exteriores a um ecossistema podem ter no mesmo.Produção Flutuações quantidade + pronunciadas ESTRUTURA DA COMUNIDADE qualidade . se estabelecem passando a desenvolver populações autoregenerativas e após um período de tempo invadem o ambiente causando impactos ecológicos. é considerado pela União Internacional para Conservação da Natureza como a segunda causa de extinção de diversidade biológica.pronunciadas Estratificação (heterogeneidade espacial) Diversidade de espécies (riqueza) Diversidade de espécies (equitatividade) Matéria orgânica total pouca baixa baixa pouca muita alta alta muita ENERGÉTICA DA COMUNIDADE PPB/R PPB/B PPL Cadeia alimentar >1 alta alta linear (simples) NUTRIENTES Ciclo de minerais Nutrientes inorgânicos Troca de nutrientes entre organismos e ambiente Papel dos detritos na regeneração de nutrientes aberto extrabióticos rápida não importante fechado intrabióticos lenta importante =1 baixa baixa em rede (complexa) POSSIBILIDADE DE EXPLORAÇÃO PELO HOMEM Produção potencial Capacidade de resistir à exploração alta grande baixa pequena 19 . O processo de invasão biológica tende a causar inestimável perda de biodiversidade e. por exemplo a introdução de gatos numa ilha onde as aves não tem predadores naturais. ou a introdução de um insecto herbívoro num ambiente onde não tem predadores.Espécies Exóticas Invasoras São organismos (plantas. animais e microrganismos) que uma vez introduzidos em um novo ambiente. 43 .

comparados à maioria dos problemas ambientais. que as plantas exóticas invasoras são atualmente consideradas a segunda maior ameaça mundial à biodiversidade. crescimento rápido. queimadas anuais para preparo da terra. agravam-se à medida que as plantas exóticas invasoras ocupam o espaço das nativas.Suscetibilidade de ambientes à invasão Alguns ambientes são aparentemente mais suscetíveis à invasão do que outros. a riqueza e as formas de vida de um ecossistema. 19. visando antecipar problemas futuros e estabelecer medidas de controle e restrição a novas introduções. reprodução por sementes e por brotação. que preferencialmente colonizam florestas já existentes. Há espécies que colonizam áreas abertas. não permitindo sua recuperação natural. erosão e pressão excessiva de pastoreio contribuem para a perda de diversidade natural e fragilidade do meio a invasões. e outras. pioneirismo e adaptação a áreas degradadas.Características de espécies invasoras Ambientes abertos. As espécies invasoras tendem a adaptar-se com maior facilidade a ambientes climática e ambientalmente 44 . Práticas erradas de manuseio dos ecossistemas. A conferência da ONU sobre biodiversidade realizada em março em Montreal. Algumas características relacionadas com o potencial de invasão das plantas são a produção de sementes de pequeno tamanho em grande quantidade. como também as espécies invasoras apresentam características que facilitam seu estabelecimento. com conseqüências econômicas vultosas. b) as espécies exóticas estão livres de competidores. a capacitação para efetivo controle e erradicação de espécies invasoras. mais suscetível ele é à invasão por apresentar funções ecológicas que não estão supridas e que podem ser preenchidas por espécies exóticas. eficiência na dispersão de sementes e no sucesso reprodutivo e produção de toxinas biológicas que impedem o crescimento de plantas de outras espécies nas imediações. não só alguns ambientes são mais suscetíveis. especialmente após a redução da diversidade natural pela extinção de espécies ou exploração excessiva. sendo chamadas pioneiras. dispersão por ventos. Embora não possa funcionar de forma isolada. sendo o tópico bastante novo na maior parte do mundo.19.O Processo de Degradação Ambiental Originado por Plantas Exóticas Invasoras Tamanho é o potencial de espécies exóticas de modificar sistemas naturais. a última hipótese é essencial para a compreensão dos processos de invasão biológica. formação de banco de sementes com grande longevidade no solo. As conseqüências principais são a perda da biodiversidade e a modificação dos ciclos e características naturais dos ecossistemas atingidos. c) quanto maior o grau de perturbação de um ecossistema natural. no Canadá. longos períodos de floração e frutificação. além de outras organizações internacionais. Esse processo é denominado de contaminação biológica e refere-se aos danos causados por espécies que não fazem parte.1 . Dentre as estratégias propostas por esse programa estão a definição de estratégias nacionais e regionais.3 . a implementação em campo a partir de pesquisa. a construção de sistemas de informação acessíveis de forma generalizada e a cooperação com países que trabalhem a questão. Um plano de ação e diretrizes está sendo montado com a colaboração dos países formadores da Organização das Nações Unidas. de um dado ecossistema. computando-se todas as variáveis que podem exercer algum tipo de influência ambiental. naturalmente. inclusive o Brasil. tendem a ser mais facilmente invadidos por espécies arbóreas do que áreas florestais. Algumas hipóteses foram construídas a fim de explicar essas tendências: a) quanto mais reduzida a diversidade natural. predadores e parasitas. como campos e cerrados. e talvez o melhor indicador seja o fato da espécie já estar estabelecida como invasora em algum lugar do planeta. é que ao invés de serem absorvidos com o tempo e terem seus impactos amenizados. tanto de porte arbóreo como herbáceo e arbustivo. 19. passam a se dispersar e provocam mudanças em seu funcionamento. através dos programas para alimentação e agricultura (FAO) e meio ambiente (UNEP). perdendo apenas para a destruição de hábitats pela exploração humana direta. Inúmeros esforços vêm sendo realizados para definir características comuns a espécies invasoras. pois as variáveis são muito numerosas. teve como foco a contaminação biológica e deu seqüência à elaboração e implementação do programa. como a remoção de áreas florestais. um fenômeno intitulado alelopatia. O agravante dos processos de invasão.2 . Ainda assim. criou em 1997 o Programa Global de Espécies Invasoras (GISP). maturação precoce. mas que se naturalizam. além de consolidar quinze princípios a serem seguidos para o tratamento do problema. é fundamental que esses processos sejam avaliados de um ponto de vista abrangente. Poucos são os resultados concretos. apresentando vantagens competitivas com relação a espécies nativas. Contam também com a ausência de inimigos naturais para facilitar a sua adaptação. maior o potencial de dispersão e estabelecimento de exóticas. a alteração fisionômica da paisagem natural. Para tratar dessa questão a Organização das Nações Unidas (ONU). A fim de serem bem compreendidos.

similares à sua região de origem. logo depois vêm os crustáceos. a principal espécie nativa carnívora que após a introdução do tucunaré diminuiu sua abundância relativa de 2. Plantas exóticas invasoras tendem a produzir alterações em propriedades ecológicas essenciais como ciclagem de nutrientes e produtividade vegetal. Em ilhas isoladas. “A introdução do tucunaré teve impacto direto sobre a riqueza de espécies nativas. Esses animais possuem uma alta capacidade de predação e têm causado impactos graves na fauna desses ambientes. até utilização de sustâncias tóxicas. Após dimensionar o problema das espécies invasoras nesses ambientes estranhos à sua origem. sem uma estratégia comum. o impacto da contaminação biológica está sendo equiparado e ligado ao processo de mudanças climáticas e à ocupação do solo como um dos mais importantes agentes de mudança global por causa antrópica. mas também a fisionomia da vegetação em função da entrada de novas formas de vida. dominância. Uma outra grande fonte de introdução de espécies invasoras em águas doces é. médio e longo prazo. 19. 19. piranha vermelha e algumas espécies de tilápia. Pesquisas realizadas em 20 lagos pertencentes ao sistema de lagos do Rio Doce (MG). lagos e represas que estão perdendo uma parte de seus animais e plantas nativas por causa de animais e plantas de outros lugares ou até de outros países. em nosso trabalho nós localizamos um peixe nativo que consome muito uma espécie exótica de moluscos. Não só as relações de dominância dessas comunidades são alteradas. que introduzem espécies deliberadamente em alguns ambientes. gerando mudanças na matriz de produção pretendida e. reposição de espécies. estrutura. as espécies exóticas acabam sendo introduzidas deliberadamente ou acidentalmente nos ambientes. uma solução é a introdução de uma maior quantidade dessa espécie de peixe no ambiente em determinado período para que consumam esses moluscos”. os pesquisadores propuseram importantes medidas de manejo em curto. já que “roubam” o espaço e alimento de outras espécies nativas. como no caso da invasão de formações herbáceo-arbustivas por espécies arbóreas.62%”. distribuição e funções de espécies num dado ecossistema. Isso explica a rápida adaptação de seus ciclos de germinação e ocupação em novos ambientes que sofrem perturbações naturais ou induzidas. os peixes e moluscos representam 20% das espécies exóticas. por gerarem a perda de diversidade em áreas de grande número de plantas endêmicas (plantas que só ocorrem naquele local). levando a uma seleção das espécies existentes e. por exemplo. que são trazidas pelos homens e neles introduzidas”. Como conseqüência principal tem-se a acelerada perda da diversidade natural. A incidência de espécies exóticas aumentou nos últimos anos. Há o risco de que produzam híbridos a partir de espécies nativas. exemplifica Odete.5 . “No caso da utilização do controle biológico. com 19%. em geral. taxas de decomposição. divulgação de informações científicas e incentivo para utilização das espécies exóticas em projetos de economia solidária com artesanato. as mesmas espécies exóticas são invasoras de diversos países e sua dominância tende a levar à homogeneização da flora mundial. Assim. As ações propostas são muitas e vão desde a remoção manual das espécies. porte da vegetação. de modo geral. que está sendo proposta a partir das conferências da Organização das Nações Unidas (ONU).Impactos causados pela invasão de espécies exóticas Dada a escala em que se encontram diversas áreas invadidas e a falta de políticas de prevenção do problema quase em nível global.Impactos de espécies exóticas em água doce Na fauna brasileira. “Essas espécies têm afetado o ecossistema de nossos rios. Esse é um problema de âmbito mundial que não pode ser tratado isoladamente. Nesses ambientes foram encontradas e estudadas 18 espécies de peixes exóticos e 4 de moluscos. e mamíferos. densidade de espécies.88% para 0. que podem ter ainda maior potencial invasor. acompanhando o aumento do comércio e viagens internacionais e interestaduais. processos evolutivos e relações entre polinizadores e plantas. a “água de lastro” dos navios que é descartada nos portos. impactos economicamente negativos. 45 . nos reservatórios do Rio Tietê (SP) e na represa do Lobo (Broa) no interior de São Paulo. Outras formas de disseminação de espécies exóticas de água doce é através dos próprios pescadores. medidas de educação ambiental. com 13%. Essas alterações colocam em risco atividades econômicas ligadas ao uso de recursos naturais em ambientes estabilizados. Podem alterar o ciclo hidrológico e o regime de incêndios. incentivo à pesca seletiva e controle biológico através da introdução de espécies predadoras. constituem a maior causa atual de degradação ambiental. cadeias tróficas. Pelo hábito alimentar. distribuição de biomassa. e donos de pesque-pague que por falta de cuidado em suas represas e lagos acabam deixando que espécies “escapem” para os ambientes próximos quando ocorre um aumento do nível de água nesses locais. ao empobrecimento dos ecossistemas. Além disso. Foram encontrados peixes como tucunaré. Assim. acúmulo de serrapilheira e de biomassa (com isso aumentando o risco de incêndios). verificou-se que esse peixe compete por recursos alimentares com a traíra. Espécies invasoras de porte maior do que a vegetação nativa produzem os maiores impactos. num lento processo de globalização ambiental.4 .

essas doenças estão bastante relacionadas a fatores socioeconômicos. Por isso. embora haja investimentos na área. Muitos métodos de controle estão em uso ao redor do mundo e podem viabilizar a erradicação de espécies desde que a intervenção ocorra precocemente. que são comuns a qualquer programa de saúde pública. decisão política e participação da sociedade. Embora se verifique a existência de capacitação técnico-científica no país para o desenvolvimento e produção de medicamentos e seus insumos. Sudeste Asiático e Índia. Os custos são proporcionalmente mais elevados. têm. Decorrente da pobreza. Novos paradigmas. Novos paradigmas. 20 . o controle e. políticos e administrativos. Além dos fatores sociais. Conseqüentemente. 20. principalmente na África. com o passar do tempo. As principais causas de abandono podem ser atribuídas desde a um tempo longo de tratamento. existem os problemas técnicos. especialmente se considerarmos o alto índice de mortalidade associado a elas. 46 . decisão política e participação da sociedade. Atualmente. caça. Essa denominação ainda é pertinente porque.Prevenção . enfoque epidemiológico. que serem estabelecidos para o combate às doenças tropicais. existem os problemas técnicos. que serem estabelecidos para o combate às doenças tropicais.2 . a erradicação de espécies exóticas invasoras de ambientes naturais geram tanto mais benefício quanto mais cedo são iniciados. pois se manifestam mais nos países pobres que em sua maioria se localizam nas regiões tropicais e não têm condições de implantar medidas efetivas de controle. políticos e administrativos.Doenças Tropicais Na época em que os ingleses estiveram empenhados em colonizar regiões nos trópicos. os fatores climáticos favorecem a proliferação de insetos. especialmente quando os outros métodos já não podem ser eficientes devido ao tamanho da área invadida. mas também com a condição social da população.) e biológicos (agentes de controle) são utilizados de forma combinada e específica para resolver invasões em diferentes contextos e tempos. Resolver os problemas implica em ações com uso de tecnologia apropriada.19. que são comuns a qualquer programa de saúde pública. prevenção e tratamento. os recursos são dispersos. o que dificulta potencialidade de nossa biodiversidade está distante de uma exploração efetiva. também é o abandono do tratamento pelos doentes as estatísticas mostram que o abandono ao tratamento atinge grandes proporções no país. tanto ao nível nacional quanto internacional. as doenças tropicais continuam sendo um problema grave de saúde pública. As novas tecnologias de comunicação vêm abrindo. Resolver os problemas implica em ações com uso de tecnologia apropriada. à falsa impressão de cura após algumas semanas de tratamento e a fatores individuais (alcoolismo. enfoque epidemiológico. Espécies exóticas invasoras favorecem a si mesmas e a outras espécies invasoras no processo de substituição de ambientes naturais.Doenças de Importância da Vigilância Sanitária 20..Ecossistema e condição social A doença tropical tem uma correlação intrínseca não só com o ecossistema. etc. As deficiências na operacionalização das unidades vinculadas ao SUS (Sistema Único de Saúde) prejudicam o acesso da população aos medicamentos. envenenamento.1 . portanto. químicos (herbicidas. O número de indivíduos da população e o conseqüente impacto causado é pouco perceptível no início e. portanto. Métodos mecânicos (arranquio. Situação atual A pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos no combate às doenças tropicais é considerada um nicho de mercado de pouco interesse por parte das empresas estrangeiras. etc. entraram em contato com uma série de doenças desconhecidas no continente europeu e que receberam o nome de doenças tropicais ou doenças dos trópicos. Além dos fatores sociais. e os entraves existentes para aprovação e registro de novas drogas desestimulam o desenvolvimento de novos produtos. têm. está consagrado em outros países como método de grande eficiência para reversão de invasões biológicas. os principais transmissores dessas doenças. estrutura sanitária básica. Embora o controle biológico não tenha tradição no Brasil. nos trópicos. Havendo-se perdido essa oportunidade. estimativas indicam dados entre 17% e 25%. à deficiência no sistema de atendimento aos doentes. quando possível..6 . o que se constata é que os grupos trabalham isoladamente. pode-se manter sob controle o tamanho de uma população.). a possibilidade de integração com o ambiente externo. entretanto.).Controle A prevenção. aumenta até que a invasão se torne irreversível. pois o processo de invasão biológica tem crescimento exponencial. estrutura sanitária básica. etc. de forma desarticulada e não integrada.

A penetração ocorre em lugares úmidos. Ao surgir estes sintomas. vários problemas nos órgãos. no intestino ou bexiga do homem. Quando este parasita começa a habitar no interior do hospedeiro definitivo. dores de cabeça. etc. livres podem penetrar no homem através da pele. o Schistosoma japonicum (provoca a doença de katayama) encontrado na China. Dengue Clássica Os sintomas são mais leves. dificuldades de respiração. sonolência. Contudo. causando. o Schistosoma Mansoni. Na forma clássica. cólicas. Assim como em qualquer outro problema de saúde. Índia. O ciclo evolutivo deste parasita passa por duas fases: 1ª) desenvolvimento da larva após esta penetrar em alguns tipos de moluscos que vivem em lugares úmidos. lagoas.Esquistossomose Existem três tipos de vermes: Schistosoma haematobium. que. A febre começa a baixar a partir do quinto dia e os sintomas. Já os adultos comumente se protegem com o uso de botas de borracha. os sintomas são semelhantes ao do tipo clássico. riachos. Os caramujos. como. desta forma. Ásia e Sul da Europa. emagrecimento. nas costas e na região atrás dos olhos. a auto-medicação não deve ser adotada pelo doente. Austrália. Podem ocorrer também vômitos. 47 .3 . ainda. Ao entrar em águas paradas ou sujas. na vesícula. a partir do quinto dia. dores abdominais fortes e contínuas e presença de sangue nas fezes. que causa a esquistossomose vesical. este último é encontrado na América Central. existente na África. deve haver uma proteção nos pés com botas de borracha. tontura. 20. a pessoa doente pode falecer. pois elas são mais vulneráveis por brincarem em locais úmidos sem saber que lá podem estar estes parasitas a espera de um hospedeiro. córregos.4 . O combate a esta doença passa necessariamente por medidas de saneamento básico. O doente tem febre alta.20. Os sintomas mais comuns da esquistossomose são: diarréia. por exemplo. náuseas. a partir do décimo dia. hospedeiros intermediários do parasita. dores de cabeça. As crianças são as mais atingidas por este parasita. dificilmente ocorrem complicações. Antilhas e Brasil. endurecimento e o aumento de volume do fígado e hemorragias que causam vômitos e fezes escurecidos. Dengue hemorrágica (ocorre quando a pessoa pega a doença por uma segunda vez) Neste caso a enfermidade apresenta-se de forma mais grave. o indivíduo precisa procurar imediatamente um atendimento médico para que todos os procedimentos necessários sejam tomados. ele pode se fixar no fígado. Nos cinco dias iniciais.Dengue Esta doença pode se manifestar de duas maneiras: a dengue clássica e a dengue hemorrágica. Águas e sistemas de esgoto devem ter sempre as águas tratadas. Filipinas e Formosa e. 2ª) ocorre em seguida ao abandono desses hospedeiros. porém alguns doentes podem apresentar quadros de hemorragias leves na boca e também no nariz. responsável pela causa da esquistossomose intestinal. Japão. alguns doentes podem apresentar hemorragias (sangramentos) em vários órgãos do corpo e choque circulatório. devem ser eliminados. Não acontecendo um acompanhamento médico e tratamento adequado. tonturas. febres.

logo em seguida. legumes. O agente da malária ataca o fígado. não há um tratamento específico.Malária ou Maleita ou Impaludismo Esta parasitose já causou danos a milhões de pessoas no mundo. Como não existem formas de acabar totalmente com o mosquito. No caso mais grave. a hemorrágica. nem mesmo através de frutas. outros alimentos ou uso de objetos. Curiosidades: . legumes e líquidos. aumentam e melhoram o habitat ideal para a reprodução do Aedes Aegypti: a água parada. P. caixas d’água e outros locais deste tipo são usados para fêmea deste inseto depositar seus ovos. pois estes favorecem o surgimento e desenvolvimento de hemorragias no organismo. Tratamento: No caso da dengue clássica. Os doentes não podem tomar analgésicos ou anti-térmicos com base de ácido acetil-salicílico (Aspirina. malariae e na África também o P. Doril. o mosquito. uso de mosquiteiros e a vacinação (em fase de estudo ainda). as temperaturas altas e o alto índice pluviométrico (grande quantidade de chuvas). 20. pois o mosquito transmissor encontra excelentes condições de reprodução. Os sintomas são tratados e recomenda-se descanso e alimentação baseada em frutas. Melhoral. Nesta época do ano.5 . ovale. provoca destruição das hemácias (leva a anemia). tem por agentes no Brasil o Plasmodium vivax. vasos de plantas. etc. AAS. Sua transmissão ocorre pela picada do mosquito fêmea do Gênero Anopheles. Outro fator que torna os grandes centros urbanos locais preferidos deste tipo de inseto é a grande quantidade de seu principal alimento: o sangue humano. a única maneira de combater a doença é por fim aos locais onde a fêmea se reproduz. falciparum e o P. exames nos doadores de sangue.É no verão que esta doença faz um número maior de vítimas.A dengue não passa de pessoa para pessoa. o hospedeiro fica incapacitado para o trabalho uma vez que apresenta acessos da febre cíclicos (frio-calor-sudorese) e a temperatura chega a 41 graus. Se neste período ele entrar em contato com água. A doença pode ser evitada pelo combate ao inseto vetor com inseticida. uso de repelentes.O ovo de Aedes Aegypti pode permanecer vivo em ambiente seco por quase um ano. Lata.). . com perdas de sangue e até mesmo choque circulatório. 48 . deve haver um rigoroso acompanhamento médico em função dos possíveis casos de agravamento. pneus velhos. poderá nascer uma larva e.

o indivíduo involuntariamente. estriadas esqueléticas e cardíacas. tem por agente etiológico um flagelado chamado Trypanosoma cruzi e como vetor biológico um inseto (hemíptero) conhecido popularmente por “bicho barbeiro” ou Chupão (Triatoma) que elimina o parasita nas suas fezes.Através da picada. é uma enfermidade da pele e das mucosa. 20.As formas Tripomastigotas invadem células do tecido conjuntivo transformando-se na forma amastigota (esférica Intra-Celular). uso de repelentes e mosquiteiro. transfusões sangüíneas e ingestão de carnes de animais silvestres (sem a devida preparação). Doença Cestoda) e hermafroditas.Leishmanioses Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA). melhorando as habitações (casas de alvenaria). As Leishmanioses são transmitidas no Brasil pela picada do mosquitos fêmeas do gênero Lutzomyia (biriqui. caquexia. . O Barbeiro (Triatoma infestans. via placentária. o fígado e a medula óssea.N. mosquito palha). Para se evitar as Leishmanioses deve-se combater o mosquito vetor com inseticidas. generalizada acometendo principalmente o baço. do esôfago. Ao coçar.Leishmania braziliensis. transformando-se amastigotas e repetindo o ciclo intracelular. . Provoca lesões ulcerosas indolores na pele. É uma doença americana de evolução lenta.C. e examinando o sangue de doadores.Doenças de Chagas Doença descoberta pelo sanitarista Brasileiro Carlos Chagas. Panstrongylus megystus) ao sugar o sangue do indivíduo elimina fezes na pele lesada pela picada com a formado Tripomastigota do parasita. . do cólon e do S.Essas formas se dividem ativamente por reprodução assexuada. Sintomas: 49 . Leishmaniose Tegumentar do Velho Mundo (Botão do Oriente)-Leishmania tropica. A transmissão ocorre pela ingestão via oral de carne crônica. Pode-se evitar combatendo o inseto.Leishmania donovani. que serão eliminadas através das fezes do barbeiro. Provoca úlceras indolores (não existe no Brasil).São produzidos então. . hepatoesplenomegalia.20. Acomete o homem e diverso animais. Obs. que em seu tubo digestivo são transformados na forma epimastigota.Estas formas invadem as fibras musculares lisas. lesões mucosas agressivas nas regiões naso-faríngeas e formas difusas com lesões nodulares não ulceradas. edema e óbito. o barbeiro adquire os tripomastigotas sanguíneos. construir as casas a pelo menos 500 metros da mata.7 . normalmente sem sintomas mas que pode evoluir para destruição do coração. . Caracteriza-se por febre. Leishmaniose Visceral Americana (Calazar). anemia. tripomastigotas.: Pega-se Doença de Chagas na amamentação.6 . transformando-se novamente em tripomastigotas que arrebentam as células do tecido conjuntivo e caem na corrente sangüínea. veicula essa forma tripomastigota para a corrente sangüínea.

Os sintomas da doença são: perda de peso. verduras e legumes mal lavados ou higiene inadequada.Evitar comer carnes de animais silvestres. popularmente conhecida como “solitária”. cozinhar bem a carne bovina ou suína. tais como: lavar as mãos antes das refeições. Profilaxia: . fraqueza.C e olho do embrião.Tratamento dos doentes. como a niclosamida. evitando ingerir carnes cruas ou mal passadas.8 . 20. reduzindo o número de parceiros sexuais. insônia. 50 .Controle de exames de sangue antes das transfusões. O exame de fezes determina a presença de ovos e parasitas de Taenia solium e Taenia saginata. levando ao aborto.Melhoria nas condições de moradia ( Geralmente pode-se encontrar barbeiros em casas de pau-apique).• • • • Febre hepatoesplenomegalia (aumento do fígado e no baço) Sinal de Romana (Sinais na pele) Podendo na fase crônica. colédoco e canal do pâncreas. porém a forma congênita é muito mais grave podendo destruir o S. Uma das complicações da teníase é a cisticercose. Algumas medidas básicas de higiene podem ser tomadas. . as verduras e os legumes. que pode ser transmitido por contato direto (taquizoito). são ingeridos pelos animais que passam a transmitir o verme.forma meningoencefálica). enquanto se secam ou coçam a região anal. leite cru. é transmitida pela ingestão de carnes bovinas ou suínas mal cozidas. encontrada em forma adulta no intestino delgado do homem. Pessoas contaminadas apenas com tênias (Taenia solium). A tênia. auto-infecção por ovos de tênias. provenientes de carne de porco. . como forma de prevenção da doença.N. pode atingir de dois a três metros de comprimento. 20. hidro e microcefalia. examinando o sangue doado. levar a problemas cardíacos (problemas na musculatura cardíaca). falta de apetite. e ovo cru. o agente é o esporozoário chamado Toxoplasma gondii. A doença geralmente é assintomática e de pouca importância em adultos normais (sendo grave em indivíduos adultos com AIDS . . pela ingestão de carne crua ou mal passada (bradizoito) ou por alimentos contaminados com as fezes dos felinos como o gato (oocisto). A água e o solo.Toxoplasmose Esta zoonose (doença de animais e homens) tem grande incidência mundial. após ir ao banheiro. além das medidas de higiene preconizadas para as outras parasitoses. retardamento mental. irritabilidade. .Combate ao barbeiro. cório-retinite e natimorto (Síndrome de Sabin). diarréia.TENÍASE Teníase é uma doença causada pela tênia (Taenia solium e Taenia saginata). podem se infectar também ingerindo ovos de seus vermes através das mãos contaminadas. Tem o corpo formado por anéis. A cisticercose pode causar problemas visuais e neurológicos. Esta doença pode ser evitada diminuindo a promiscuidade com animais domésticos. uma vez contaminados pelas fezes. A teníase pode ocasionar obstrução do apêndice. usando preservativos. Esta é adquirida através dos ovos da Taenia solium. seus ovos são eliminados pelas fezes. lavar bem as frutas. dores abdominais. calcificações cerebrais. megacólon e megaesôfago (problemas na musculatura).9 . No tratamento da teníase são utilizados medicamentos orais.

20. Roedores: São o grupo de mamíferos melhor sucedidos no planeta. Baratas: As mais conhecidas espécies sinantrópicas (convívio permitido pelo homem). sugadores de sangue. O controle de pombos e morcegos são. com exceção do homem. ambientes. contaminam ambientes. no caso dos pombos é a concientização da comunidade. são responsáveis por contaminação de alimentos. A reprodução é realizada em locais que tenham excesso de material em decomposição. As perdas ainda podem ser maiores associando aos custos da contaminação de alimentos e doenças transmitidas por esses animais. além de asco. e principalmente. causam grandes incômodos ao ser humano. na instalação de artefatos que inibem o seu pouso. Quando o nematódeo obstrui o vaso linfático. sacadas e beirais. transmissor da dengue e da febre amarela urbana. São os insetos mais antigos e de maior adaptação encontradas na face da Terra. Os morcegos são pequenos mamíferos de hábito noturno. que se alojam nos vasos linfáticos causando linfedema. Sua alimentação em geral na área urbana é de frutos e insetos. próximos à fontes de alimentos e água. Mansonia ou Aedes. procedido da vedação de frestas. é a barata de esgoto (Periplaneta americana) e a barata de cozinha (Blatella germanica). Durante seu deslocamento. Culex ssp: Mais conhecido popularmente como pernilongo. Tem como transmissor os mosquitos dos gêneros Culex. piolhos e carrapatos: São em geral ectoparasitas. o edema é irreversível. de recipientes artificiais e naturais. de coloração escura com manchas brancas. além de transportar inúmeros ectoparasitas. Anopheles. Mosca: Insetos cosmopolitas que. na busca de alimentos. causam contaminação e doenças respiratórias. sendo muitas vezes. para que não os ofereça condições favoráveis à sua proliferação (abrigo e alimento). em geral. potes e outros. Pombos e morcegos: Os pombos são bem adaptados a área urbana. podendo algumas espécies transmitir a elefantíase. É um mosquito domiciliado e de hábito diurno. Mesmo sendo pragas de menor importância.Filaríase: elefantíase A filariose ou elefantiase é a doença causada pelos parasitas nemátodes Wuchereria bancrofti. presentes nas regiões tropicais e subtropicais. calafetação de telhas e beirais. daí a importância da prevenção com mosquiteiros e repelentes. latas. podendo ocorrer também durante o dia. As formigas picam e algumas vezes podem desencadear processos alérgicos com graves conseqüências. Esta doença é também conhecida como elefantíase. Geralmente é de hábito noturno. o prejuízo causado é de aproximadamente 04 bilhões de dólares. devido ao aspecto de perna de elefante do paciente com esta doença. além de evitar o acúmulo de águas paradas em pneus velhos. comumente chamados filária. Se desenvolvem em locais quentes e úmidos. Aranhas e escorpiões: São aracnídeos de grande importância no equilíbrio da natureza. Sua reprodução é exclusiva em águas limpas. Pulgas. Brugia malayi e Brugia timori. suas fezes corroem superfícies de metal e causam apodrecimento de madeira. Os pombos causam desconfortos em virtude da grande quantidade de fezes que eliminam nas janelas. Transmitem salmonelose. onde os mesmos desempenham o papel de predadores de insetos. Sua reprodução se dá em água suja e parada. 51 . são potenciais transmissores de patógenos e de desconforto. onde cada indivíduo exerce a sua função.Animais Urbanos Vetores de Doenças Aedes aegypti: Principal vetor urbano.10 . 21 . Algumas espécies apresentam riscos ao homem por serem peçonhentos. rato de telhado (Rattus rattus) e o camundongo (Mus musculus). A Organização Mundial de Saúde estima a existência de 03 roedores por habitante e que só no Brasil. As espécies sinantrópicas são a ratazana (Rattus norvegicus). no que diz respeito à cadeia alimentar. além de causar grandes incômodos aos animais e aos homens. embalagens e produtos. causam ao homem grandes prejuízos econômicos e várias doenças. Formigas: são insetos sociais. trazidos para os domicílios através de animais domésticos (pulgas e carrapatos).

Nas cidades e regiões agrícolas são lançados diariamente cerca de 10 bilhões de litros de esgoto que poluem rios. Os efeitos da poluição sonora são de resto ainda pouco estudados. por conseguinte. tais necessidades respiratórias ficam comprometidas. nos rios. Por outro lado. da água aquecida usadas no processo de refrigeração do maquinário de refinarias. os décibeis em excesso são um inimigo invisível.1 . de origem antropogénica com efeitos negativos no meio e nos seres vivos. em regra. Nestes últimos anos o governo tem tentado ensibilizar a opinião pública para esta situação que tem vindo a agravar-se devido há falta de fundos. em sua maioria em rios. lençóis subterrâneos e áreas de mananciais. ou seja. pois a faixa de temperatura de sobrevivência deles é bastante estreita. Uma vez chegado a isto. são formas de poluição tendencialmente consideradas menos perigosas. A maior parte dos poluentes atmosféricos reage com o vapor de água na atmosfera e volta à superfície sob a forma de chuvas. os lençóis subterrâneos. pela absorção do solo. O excesso de material orgânico no mar leva à proliferação descontrolada de microrganismos. Durante um longo período de tempo. e é tempo de por fim a todo o custo este assunto. Também vamos falar dos poluentes da água e os seus perigos para a sociedade. A poluição sonora. na aceleração do ritmo respiratório. Nós neste trabalho vamos falar nas formas de poluição aquática no mundo e e no Brasil. a poluição genética. além do lixo dos centros industriais e urbanos localizados no litoral.Poluição sonora. Reduzindo a nossa qualidade de vida e afectando os ecossistemas. às perturbações sonoras estão invariavelmente associadas outras formas de perturbação. 22. há uma interferência. No entanto. porque a hemoglobina tem pouca afinidade com o oxigênio aquecido. podem provocar a mortandade de peixes. luminosa e sonora. siderúrgicas e usinas termoelétricas. que acabam por formar as chamadas "marés vermelhas" .Poluição térmica A temperatura é um aspecto fundamental em corpos aquáticos. lagos. é extremamente difícil quantificar qual a importância do ruído dos rebentamentos com dinamite face a todos os outros factores. que cada vez fazem mais poluição sem qualquer medida proteccionista contribuem fortemente para o problema sem qualquer multa por parte do Governo. Combinada e reforçada com outras formas de poluição ela pode empobrecer o ambiente de forma imprevisível. contaminando. desoxigenação. das águas. das atividades químicas que ocorrem nas células. existindo apenas no momento em que está a ser produzida. e no que toca a espécies selvagens. Existem formas de poluição tão distintas como a poluição atmosférica. Vejamos este exemplo: quando se verifica que uma pedreira causa impactos negativos nas espécies que habitam nas imediações. porque é difícil estudar uma forma de agressão que só se manifesta como resultado de uma exposição prolongada e que por isso sofre a interferência de um elevado número de variáveis difíceis ou impossíveis de controlar. Também as indústrias.Poluição 22. disseminando mortandade e contaminação de seres vivos do oceano. a longo prazo. ou seja. dos solos. tal como a luminosa e ao contrário das anteriores.Poluição da Água A poluição das águas tem sido um problema para a nossa sociedade. uma vez que o calor provoca dissipação do oxigênio dissolvido. mais os alunos que serão o futuro de amanha para não continuarem a poluir como os nossos antepassados poluíram. os efeitos da temperatura dizem respeito à aceleração do metabolismo. A poluição térmica decorre principalmente de lançamentos. Os oceanos recebem boa parte dos poluentes dissolvidos nos rios. 22. A aceleração do metabolismo provoca aumento da necessidade de oxigênio e. sabe-se que a exposição repetida a estas formas de agressão pode produzir efeitos crónicos e irreversíveis. esta dificuldade é ainda maior porque.22 . não há hipótese de voltar atrás mas não vamos deixar que isto se alastre para causas muito piores do que aquelas que já existem por isso contamos com a colaboração de toda a sociedade e começar a sensibilizar a sociedade escolar. não deixa resíduos. como as poeiras ou o tráfego de máquinas e camionetas. além disso. Tais efluentes provocam.que matam peixes e deixam os frutos do mar 52 . Por este facto. a introdução dos poluentes nos oceanos poderá conduzir a uma acumulação de substâncias tóxicas.3 . E para os seres vivos. pois os seres vivos apresentam diferentes reações quando ocorrem mudanças deste fator. Na natureza.2 . Em comum a todas elas. um inimigo invisível A poluição sonora é uma forma de agressão ambiental que é frequentemente negligenciada até níveis muito prejudiciais.

focas. É aqui que a poluição se concentra. fábricas de têxteis. mas sim cinzento esverdeado e opaco. A poluição marinha se dá principalmente pelo derramamento de petróleo em caso de vazamentos e acidentes com petroleiros. Agrícola Excesso de fertilizantes que vão infiltrar-se no solo e poluir os lençóis de água subterrâneos e por sua vez os rios ou ribeiros onde estes vão dar Extração de recursos Minas. o oceano. edifícios e outras áreas pavimentadas para esgotos ou tubos antes de descarregarem para águas superficiais. que tomam por medusas.. bactérias.. Essas "redes . um milhão e meio de quilômetros de redes de pesca.. a população de focas tem diminuído 10%.fantasmas" continuam a pescar. . O Atlântico já não era azul. As tartarugas marinhas e as baleias ingerem sacos de plástico.Modificações hidrológicas Canalizações. encontrou-se um cachalote com 50 sacos de plásticos entalados na garganta. O lixo da sociedade tornou-se uma praga para a vida marinha.impróprios para o consumo do homem. estas águas encontram-se livres dos piores efeitos da poluição. de "nylon" (conhecidas por "a cortina da morte"). Infelizmente a agressão ao nosso ambiente aquático não acaba aqui. As principais áreas de preocupação são as que se encontram próximo de terra e de aglomerados humanos. tuberculose. fábricas de produtos alimentares. Eis um testemunho desses peritos: "No dia seguinte navegávamos sob vento fraco através de um oceano onde a água límpida estava cheia de massas flutuantes e negras de alcatrão.. Industrial Fábricas de polpa e de papel. Uma vez. Os navios que derramam impunemente petróleo e poluentes químicos na água dos oceanos.. cursos de água atulhados de lixo doméstico (como é o caso do nosso rio Douro). XIX. Os constantes despejos de esgotos das fábricas e dos centros urbanos estão carregados de substâncias que podem constituir causa séria de poluição como por exemplo: ovos de parasitas. assim. mas por serem apanhadas por precintas plásticos de embalagem e por tiras plásticas que mantêm unidas as latas de bebidas. hoje. As aves marinhas ingerem pequenas bolas de polietileno que flutuam à superfície do mar. é também aqui que se encontra a maioria de vida marinha. flutuavam garrafas de plástico. Mas embora as descargas e derrames de petróleo no alto mar tenham efeitos locais importantes." Parte da poluição é muito visível: rios espumosos. aves marinhas. nas plataformas continentais. hepatite e cólera. começaram a provocar um sério desgaste nas populações reprodutoras. um brilho oleoso à superfície de um lago. fábricas de químicos. Mas grande parte é invisível. Não existiam ameaças a esta fonte de alimentos antes do séc. sem governo. fungos.. deverá ter entrado em vigor um tratado internacional que tornará ilegal o despejo de matérias plásticas ou redes de "nylon" no mar. A difusão de lixo marítimo de pólo a pólo torna necessária uma vigilância internacional. aparentemente sem fim. Quando navios maiores e técnicas piscatórias mais eficientes. golfinhos e baleias. constantemente agredidas pelo excesso de poluentes derramados e despejados destas águas. No meio do lixo. A poluição das águas fluviais são. coberto de coágulos de petróleo que variavam de tamanho... lagos e rios existe uma enorme diversidade de espécies diferentes muitas das quais fornecem à humanidade muita comida nutritiva. A partir de finais de 1988. Capturam e provocam o afogamento de tartarugas marinhas. a sua aptidão para sobreviverem é reduzida. Poderíamos estar num sujo porto citadino.Escoamento de superfícies impermeáveis incluindo ruas. são lançadas ao mar e cerca de 100 quilômetros de rede acabem por perder-se. provocando-lhe a morte por asfixia. Desde a baleia de oceano até ao mais pequeno crustáceo de água doce tem sido dizimado pelo Homem. Anualmente 1 milhão de toneladas de óleo se espalham pela superfície dos oceanos. Nos mares... não devido à caça ou à diminuição das reservas de peixes. 53 . Não conseguem engordar e. desde a cabeça de um alfinete até às dimensões de uma sanduíche. Tornou-se claro para nós que a humanidade estava realmente a poluir a sua mais vital nascente. formando uma camada compacta que demora para ser absorvida. Desde há muito que os peritos marinhos e aquáticos argumentam que todos os novos compostos introduzidos no nosso mar e rios deveriam ser considerados potencialmente letais. Nas ilhas Aleutas. as aves sentem-se fartas e isso impedeas de se alimentarem adequadamente. Lagos afectados pelas chuvas ácidas podem ainda parecer muito bonitos mas sem vida. e vírus que ocasionam doenças como tifo. construção de barragens. Anualmente. no Pacífico Norte. o indispensável filtro do nosso planeta. As grandes formas de poluição aquática Esgotos pluviais e escoamento urbano .

O gás mais encontrado é o nitrogênio. sem impurezas. sem cheiro e inerte ocupando 78 % do ar. Ela divide-se em camadas. o monóxido de carbono. que têm a absorção mais fácil. chamada de atmosfera. são outros casos de poluição do ar. Toda a biodiversidade que existia no local. sendo que a mais próxima de nós é a troposfera. Sempre que alguma coisa está pegando fogo. árvores. aparelhos que transformam os gases poluentes em outros menos poluentes.5 . A seguir encontramos o Argônio. o dióxido de carbono (efeito estufa). tumores. mutações genéticas. minhocas e insetos que vivem no solo acabam mortos e com o passar do tempo o solo fértil se transforma em um deserto. que são muito mais penetrantes que os primeiros. tirados do petróleo são mais poluentes que o álcool extraído da fermentação do melaço de cana-de-açúcar. porém é uma atividade extremamente poluidora. O gás Carbônico aparece na quarta posição sendo ele o produto final da respiração. Para reduzir este tipo de poluição podemos instalar nos veículos.03 % . energia elétrica e solar. Existem três tipos de radiação: raios alfa e raios beta. formada pelo ar que respiramos. devemos primeiramente definir radiação. de indústrias.Poluição do Ar O Planeta Terra. O gás oxigênio é ocupa o segundo lugar em quantidade e ele é o responsável pelo processo de respiração e da combustão. tudo é queimado. Com o aumento da altura a composição da atmosfera muda e podemos encontrar por exemplo a camada de ozônio que protege a terra dos raios ultravioletas do sol. já que se tratam de ondas eletromagnéticas. da maioria das combustões e o gás utilizado pelas plantas na fotossíntese para produção de matéria orgânica. Por exemplo: a gasolina e o óleo diesel.Gás Oxigênio 0. catalisadores ou conversores catalíticos.22. está consumindo oxigênio do ar. tendo como principais efeitos a leucemia. como o DDT e o Aldrin (compostos organoclorados). animais. aumentando a fertilidade. em uma altura de aproximadamente 20 Km de altura. os hidrocarbonetos e outros.9 % . não têm vida. Nas florestas toda a matéria orgânica acaba virando dióxido de carbono e no local só resta um solo pobre.Gás Nitrogênio 21 % . alternativas menos poluentes. seja a poluição dos automóveis.Gás Argônio 0. e raios gama. A poluição é diretamente ligada ao tipo de combustível. Algumas bactérias existentes nas raízes de algumas plantas conseguem retirá-lo do ar e fixá-lo no solo. O contato contínuo à radiação causa danos aos tecidos vivos. Durante as queimadas. queda de cabelo. Atualmente já existem carros rodando com gás natural. pois quando se queimam plásticos. devido a composição da atmosfera (Marte e Vênus) ou por simplesmente não ter atmosfera (Mercúrio). pulverizando as plantações. porém atualmente já existem tecnologias acessíveis para se reduzir ou neutralizar estes problemas. o maiores vilões são os automóveis. o homem polui o ar lançando agrotóxicos e pesticidas no ar. 54 . Entre seus poluentes estão o material particulado ou mais conhecido como fuligem. Até mesmo em áreas agrícolas. Estes gases ficam presos ao redor da terra devido a força gravitacional de atração e alcança uma altura de até 1000 Km acima da terra. os microorganismos. lesões a vários órgãos etc. gás utilizado dentro de lâmpadas elétricas porquê é inerte e não reage com nada. Alguns já foram até mesmo proibidos por causarem câncer. de usinas e mesmo dos cigarros. é cercado por uma camada de gases. Em alguns lugares o lixo é queimado ou incinerado. Nas grandes cidades. os óxidos de enxofre e nitrogênio (chuva ácida). 22.Gás Carbônico A poluição Para respirar e viver com qualidade de vida precisamos de um ar limpo. Outros planetas. plantas. se emitem dioxinas (gases cancerígenos altamente tóxicos). O Ar Na camada da atmosfera mais próxima de nós encontramos uma mistura de gases que denominamos AR e é essêncial a vida.Poluição Radioativa Para que se fale em poluição radioativa. luminosa etc. siderúrgicas e de celulose estão entre as mais poluentes. aves. Radiação é o efeito químico proveniente de ondas e energia calorífera. diminuição da expectativa de vida.4 . Porém nas cidades e no campo estamos diariamente em contato com ar contaminado. As queimadas de cana-de-açúcar e das florestas. Composição do ar atmosférico: 78 % . As indústrias químicas.

as edificações com falta de manutenção. porém. mas que nos reatores ou aceleradores de partículas são “provocadas”. devemos lembrar que a poluição radioativa provém principalmente de: indústrias. a poluição pode ocorrer principalmente por meio de: Agentes bacteriológicos: tendo como causas esgotos e adubos. em um certo sentido. logótipos e propagandas que concorrem pela atenção do espectador. do tório e outros radionuclídeos naturais. A fonte de poluição radioativa predominante é a natural. detergentes sintéticos. adubos químicos e esgotos. pixações. envolvido na efemeridade dos fenómenos de massas. cheiro e temperatura da água Partículas radioativas: caracterizada pela presença de materiais radioativos das centrais ou explosões nucleares. na medida que sobrecarrega o indivíduo de informações desnecessárias. além de promover o desconforto espacial e visual daqueles que transitam por estes locais. Prejuízos Uma das maiores preocupações sobre a poluição visual em vias públicas de intenso tráfego. e outros resíduos urbanos. especialmente em centros comerciais e de serviços. testes nucleares. como petróleo e carvão. etc. Finalmente. decorrente do decaimento radioativo do urânio. fosfato. poluição radioativa é o aumento dos níveis naturais de radiação por meio da utilização de substâncias radioativas naturais ou artificiais. radônio. vírus e outros micróbios portadores de doenças Agentes químicos: tendo como causas óleos. A profusão da propaganda na paisagem urbana pode ser considerada uma característica da cultura de massas pósmoderna. pois a poluição natural da Terra é muito grande. o lixo exposto não orgânico. resultando alteração da cor. não é a existência da propaganda. carvão. desvalorizando-as e tornando-as apenas um espaço de promoção do fetiche e das trocas comerciais capitalistas. propagandas. energia nuclear. este excesso enfeia as cidades modernas. baixam normas contra a poluição visual.) dispostos em ambientes urbanos. O indivíduo perde. causando prejuízo a outros. Por último podemos observar que em qualquer dos tipos acima expostos. Acredita-se que. medicina. 55 . e consistindo na contaminação por meio de elementos químicos que podem destruir a fauna e a flora Agentes físicos: tendo como causas erosão. anúncios. Efeitos A poluição visual degrada os centros urbanos pela não coerência com a fachada das edificações. acidentes radiológicos e acidentes nucleares.Poluição Visual Dá-se o nome de poluição visual ao excesso de elementos ligados à comunicação visual (como cartazes. Os psicólogos afirmam que os prejuízos não se restringem a questão material e também na saúde mental dos usuários. pela falta de harmonia de anúncios. a sua cidadania (no sentido de que ele é um agente que participa altivamente da dinâmica da cidade) para se tornar apenas um espectador e consumidor. inseticidas. que são trazidas para a superfície e espalhadas no meio ambiente por meio de atividades mineratórias substâncias radioativas artificiais: substâncias que não são radioativas. petróleo. totens. Apesar de ser considerada por alguns como uma expressão artística. é que pode concorrer para acidentes automobilísticos. quando tentam revitalizar regiões degradadas pela violência e pelos diversos tipos de poluição. Certos municípios.Assim. placas. mas o seu descontrolo. 22. Acredita-se que o problema. Também é considerada poluição visual algumas actuações humanas sem estar necessariamente ligada a publicidade tais como o grafite. banners. etc. minerações.6 . e que acompanham alguns materiais de interesse econômico. fios de electricidade e telefónicos. vegetação e a própria atividade humana. húmus. Muitos países possuem legislações específicas para controlo de sinalizações em diversas categorias de vias. e consistindo na contaminação por bactérias. gosto. o grafite pode contribuir para a degradação visual de área da cidade. A poluição radioativa tem como fontes substâncias radioativas naturais: são as substâncias que se encontram no subsolo. determinando que as lojas e outros geradores desse tipo de poluição mudem suas fachadas a fim de tornar a cidade mais harmónica e esteticamente agradável ao usuário.

O produto final da iluminação eléctrica gerada pela carbonização de combustíveis fosseis é a descarga dos gases do efeito estufa. sem o devido tratamento. Poluição de origem agrícola A contaminação do solo. 22. A fonte de poluição neste caso consiste das luminárias internas e externas de residências e outros estabelecimentos. A poluição luminosa produz muitos outros impactos no ambiente. repouso. são uma das principais causas dessa poluição.22. ainda. Poluição de origem urbana Nas áreas urbanas o lixo jogado sobre a superfície. nas áreas rurais. navegação celestial. a poluição luminosa produz também riscos nas plantas. sem qualquer forma de tratamento ou reciclagem. o facto de a poluição luminosa conduzir a um maior gasto de energia elétrica. à natureza e ao meio ambiente em geral. causa efeitos negativas à saúde. sinalização aérea e marítmica. iluminação viária.Poluição Luminosa É o tipo de poluição ocasionada pelo luz excessiva ou obstrusiva criada por humanos. de elementos químicos estranhos. Nestes lugares todo o lixo urbano é depositado. Numa escala global. constitui-se num dos problemas ambientais que necessitam de atenção das autoridades públicas e da sociedade. bem como toda outra fonte artificial de luz. alterar relações entre presas predadores e afectar a fisiologia do animal. aproximadamente 19% de toda a electricidade utilizada produz luz à noite. Efeitos perigosos envolvem o reino animal. Aterros sanitários Uma das formas de se lidar com os resíduos urbanos é a destinação de locais de depósito para os mesmos. a escuridão possui igual importância à luz do dia. no solo. o reino vegetal e a humanidade. reparação. Este tipo de poluição é considerado um efeito colateral da industrialização.Poluição do Solo A poluição do solo consiste numa das formas de poluição. Europa e Japão. A poluição do solo pode ser de duas origens: urbana e agrícola. lançando detritos e substâncias químicas. Enquanto que o aumento da claridade do céu noturno representa o efeito mais familiar entre outros tantos (é o mais óbvio e os astrónomos já o reconhecem há muitos anos). dos curtumes e a criação de porcos). técnicas arcaicas de produção (a exemplo do subproduto da cana-de-açúcar. A poluição luminosa é mais intensa em áreas densamente povoadas e fortemente industrializadas na América do Norte. outros aspectos alarmantes ainda se encontram por explorar. A poluição luminosa pode confundir a navegação animal. denominados aterros. predação ou recarga dos sistemas. Consiste na presença indevida. que prejudiquem as formas de vida e seu desenvolvimento regular. É indispensável para um funcionamento saudável dos organismos e de todo o ecossistema. como por exemplo. A poluição luminosa interfere nos ecossistemas. como por exemplo. Para além de ser eminentemente deteriorativa para aos animais nocturnos. Estes gases são responsáveis pelo aquecimento global e pela exaustão dos recursos não-renováveis [4]. Impacto A variedade das condições ambientais contribui para a separação dos recursos e para uma maior biodiversidade. totalmente compreendidos. A presença humana.8 . A perturbação dos padrões naturais de luz e escuridão influência vários aspectos do comportamento animal [3]. migratórios e para os animais em voo. anúncios publicitários.7 . que afeta particularmente a camada superficial da crosta terrestre. Por esta razão. causando malefícios diretos ou indiretos à vida humana. reduzindo a visibilidades das estrelas e interfere na observação astronômica. 56 . como os derivados do petróleo. alterar interacções de competição. ilumina a atmosfera das cidades. dá-se sobretudo pelo uso indevido de agrotóxicos. Alguns processos naturais só podem acontecer durante a noite na escuridão. O estudo sobre a poluição luminosa ainda se encontra no início e por isso os impactos deste problema não são. o vinhoto. de origem humana.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful