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Figura 1 - Marie Curie

Figura 2 – Maria de Sousa

Trabalho de
Cidadania
Mulheres na Ciência: Passado
e Presente - Marie Curie e
Maria de Sousa

Trabalho realizado por: Filipa Silva, nº9,


11ºB Mariana Aguiar, nº20, 11ºB
Docente: Dr.ª Sara Raposo
ÍNDICE

INTRODUÇÃO .................................................................................................................................................................... 2
BIOGRAFIA DE MARIE CURIE ............................................................................................................................................. 3
DESCOBERTAS CIENTÍFICAS DE MARIE CURIE ................................................................................................................... 3
BIOGRAFIA DE MARIA DE SOUSA ...................................................................................................................................... 5
DESCOBERTAS CIENTÍFICAS DE MARIA DE SOUSA ............................................................................................................ 5
INFLUÊNCIA DOS FATORES SOCIOLÓGICOS E IDEOLÓGICOS / TEORIA DO FOLÓSOFO THOMAS KUHN .......................... 6
MULHERES CIENTISTAS NO PASSADO / PRESENTE ........................................................................................................... 7
REFLEXÃO CRÍTICA: IGUALDADE DE GÉNERO NA CIÊNCIA ............................................................................................... 9
WEBGRAFIA ..................................................................................................................................................................... 10

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INTRODUÇÃO

No âmbito da área curricular não disciplinar de cidadania, foi-nos proposto abordar as temáticas
“Igualdade de género” e “Mundo do trabalho”. Tendo como plano de fundo estas temáticas, foi-nos
solicitado a elaboração de um trabalho de pesquisa onde fosse tratado o subtema “Mulheres na
ciência: passado e presente”. Cumprindo este requisito, iremos debruçar-nos sobre o papel das
cientistas Marie Curie e Maria de Sousa na comunidade científica do seu tempo.

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BIOGRAFIA DE MARIE CURIE

Marya Sklodowska, conhecida como Marie Curie, nasceu em Varsóvia no dia 7 de novembro de
1867. Filha de um professor de Física e Matemática e de uma pianista. Era a terceira filha da família.
Com 17 anos, Marie começa a trabalhar como governanta e professora para pagar os estudos.
Marie enfrentou vários desafios para entrar no ensino superior. Apesar de concluir o ensino
secundário cedo, a jovem não conseguiu estudar na sua cidade natal, já que a Universidade de
Varsóvia não aceitava mulheres.
Em 1891, a polaca foi para Paris e ingressou na Universidade de Sorbonne, mudando o seu nome
de Marya para Marie.
Em 1883, Marie graduou-se em Física e Matemática pela Universidade de Sorbonne, tornando-se,
mais tarde, a primeira mulher a lecionar nessa importante instituição de ensino europeia. Depois
de formada, foi a primeira classificada para o mestrado em Física e, no ano seguinte, a segunda
para o mestrado em Matemática.

Em 1894, Maria conheceu o professor de Física Pierre Curie, com quem se casou, passando,
então, a ser chamada de Marie Curie.

Faleceu em julho de 1934, devido a uma leucemia causada pela longa exposição aos elementos
radioativos com os quais trabalhou nas suas pesquisas. Em 1995, os seus restos mortais foram
transferidos para o Panteão de Paris, tornando-se a primeira mulher a ser sepultada nesse local.

DESCOBERTAS CIENTÍFICAS DE MARIE CURIE

As pesquisas realizadas por Marie resultaram na descoberta de dois novos elementos químicos: o
polónio, que ganhou este nome em homenagem ao país natal dela, e o rádio.

A sua maior contribuição para a ciência foi a descoberta da radioatividade e de novos elementos
químicos. A teoria da radioatividade, técnicas para isolar isótopos radioativos, a
descoberta do polónio e do rádio, os primeiros estudos sobre o tratamento de
neoplasmas com o uso de isótopos radioativos – tudo isto teve a mão de Marie Curie
por trás.

Após alguns anos de pesquisas ao lado de Pierre, seu marido, Marie recebeu, em 1903, o Prémio
Nobel da Física, em reconhecimento pelos extraordinários resultados obtidos nas suas
investigações conjuntas sobre os fenómenos da radiação.

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Após a morte de Pierre, em 1906, Marie continuou a estudar a radioatividade, principalmente nas
suas aplicações terapêuticas.

Em 1911, recebeu outro prémio, desta vez o Nobel da Química - pelas suas pesquisas com o rádio,
tornando-se a primeira pessoa, até então, a ganhar duas vezes o Prémio Nobel. Numa atitude
altruísta, ela acabou por não patentear o processo de isolamento do rádio, permitindo, assim, a
investigação das propriedades desse elemento por toda a comunidade científica.

A pesquisa do casal Curie abriu um novo caminho a ser explorado na pesquisa científica e médica,
levando muitos cientistas da época a estudar o assunto.

“Eu faço parte dos que pensam que a Ciência é belíssima. Um cientista num laboratório não é
apenas um técnico, ele é também uma criança diante de fenómenos naturais que o impressionam
como um conto de fadas. Não podemos acreditar que todo progresso científico se reduz a
mecanismos, máquinas, engrenagens, mesmo que essas máquinas tenham sua própria beleza.”

Marie Curie

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BIOGRAFIA DE MARIA DE SOUSA

Maria Ângela Brito de Sousa (Porto, 1939) é uma investigadora e professora universitária
portuguesa.

Maria de Sousa exerceu atividade científica em Inglaterra, Escócia e Estados Unidos antes de se
tornar professora Catedrática de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da
Universidade do Porto e coordenadora de investigação no Instituto de Biologia Molecular e Celular.
Investigadora com grande prestígio internacional devido à importância das suas pesquisas para a
definição da estrutura funcional dos órgãos que constituem o sistema imunológico, Maria de Sousa
exerce a atividade científica há mais de 40 anos.

DESCOBERTAS CIENTÍFICAS DE MARIA DE SOUSA

Maria de Sousa foi uma das primeiras mulheres portuguesas a serem reconhecidas
internacionalmente pelas suas descobertas científicas.

Nos anos 60, fez um trabalho sobre a distribuição dos linfócitos T nos mamíferos, que
conseguiu explicar o fenómeno de migração dos linfócitos do timo e da medula para os
órgãos linfoides periféricos. Esta descoberta foi determinante tanto para o seu percurso
profissional como para o conhecimento da especialidade.

Depois de em 1966 ter publicado vários estudos científicos ainda hoje tidos como cruciais na
definição da estrutura dos órgãos que constituem o sistema imunológico, Maria de
Sousa desenvolveu no final dos anos 1970 uma linha de investigação que considerava uma
possível função do sistema imunológico na proteção da toxicidade do ferro.

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INFLUÊNCIA DOS FATORES SOCIOLÓGICOS E IDEOLÓGICOS / TEORIA DO
FOLÓSOFO THOMAS KUHN

Durante muito tempo, as mulheres tiveram muita dificuldade para chegar às escolas e
Universidades e muito mais para serem reconhecidas como cientistas.

Numa época em que a ciência era dominada pelos homens, finais do século XIX, início do século
XX, Marie Sklodowska Curie fez uma verdadeira revolução no meio científico e na própria história
ao ser a primeira mulher do mundo a ganhar um Prémio Nobel, além de ter sido a primeira
professora mulher na Universidade de Sorbonne, em França.
Thomas Kuhn foi um dos filósofos que mais explorou certos problemas da filosofia da ciência. Este
defendeu o contexto de descoberta, o qual privilegia os aspetos psicológicos, sociológicos e
históricos como relevantes para a fundamentação e a evolução da ciência. Tendo como plano de
fundo a sua teoria e aplicando-a à época de Marie Curie os fatores sociológicos, ideológicos e até
históricos da época dificultaram o seu reconhecimento e a aceitação das suas descobertas, pois o
papel das mulheres na sociedade do seu tempo não passava pelo reconhecimento científico, pelo
que o facto de ser mulher tornou mais difícil o seu trabalho. A mulher era considerada como
subalterna, fato explicado, muitas vezes, pela condição de reprodutora como causa da inferioridade
em que a mulher se encontrava, ou até mesmo do seu destino, como ser complementar do homem.
Esta forma de encarar a mulher dificultou em muito a sua aceitação como cientista e ainda mais o
reconhecimento das suas descobertas.
No que respeita a cientista Maria de Sousa, o seu percurso académico foi mais fácil, pois na
sociedade dos finais do século XX e XXI o acesso da mulher à cultura está mais liberalizado. Esta
cientista não enfrentou o entrave no acesso aos estudos universitários, nem com o reconhecimento
do seu valor internacionalmente, pelo que os fatores sociológicos e ideológicos da época não se
constituíram como o principal obstáculo às suas pesquisas. Felizmente, nos dias de hoje temos
mulheres na ciência que são extraordinárias no que fazem. Contudo, ainda estamos longe do ideal
de igualdade entre géneros que muitos defendem.

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MULHERES CIENTISTAS NO PASSADO / PRESENTE

Até ao início do século XX, a ciência era culturalmente definida como uma carreira imprópria para
mulheres. Entretanto, muitas mulheres participaram na produção do conhecimento científico. Na
História da Ciência, algumas mulheres destacam-se, como é o caso da física polonesa Marie Curie
que em 1903 se tornou na primeira mulher a receber o prémio Nobel na Física e em 1911 o prémio
Nobel da Química. Contudo, mesmo tratando-se de uma mulher extraordinária, é necessário referir
que em 1911, Marie Curie perdeu por um voto o direito de ingressar na Academia de Ciências de
França por ter uma possível ascendência judia, por ser estrangeira, mas principalmente por ser
mulher.
As últimas décadas testemunharam avanços significativas no que respeita à inserção e à
participação das mulheres no campo científico, exemplo disso é a cientista Maria de Sousa.
Atualmente, verifica-se um número considerável de mulheres nas universidades como professoras
e pesquisadoras, como estudantes de graduação e pós-graduação. No entanto, apesar do
crescimento significativo da presença feminina na ciência, ainda se verifica que essa participação
está aquém da masculina, assim como as mulheres ainda não avançam na carreira na mesma
proporção que os homens.
Para comprovar o que foi referido acima recolhemos alguns gráficos:

Fonte: Vijendra Agarwal

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Fonte: Elodie Brans

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REFLEXÃO CRÍTICA: IGUALDADE DE GÉNERO NA CIÊNCIA

Durante muito tempo, o mundo da investigação pertenceu aos homens, embora, atualmente, as
mulheres já se façam representar nesta área, estas continuam sub-representadas e raramente
chegam aos lugares científicos de topo.
Vários estudos mostram que as raparigas estão tão interessadas e aptas para as ciências como os
rapazes, no entanto, poucas seguem uma carreira na área da investigação e os estereótipos de
género continuam a excluí-las de áreas predominantemente masculinas. Na União Europeia, a
disparidade de representação é notória na matemática, na informática e nas engenharias.
Apesar dos grandes avanços obtidos no último século, as mudanças são lentas e a disparidade
entre homens e mulheres persiste no mundo todo, inclusive na ciência.
De acordo com a UNESCO, as mulheres representam atualmente apenas 30% dos pesquisadores
no mundo todo e os números do Prémio Nobel são muito claros: desde 1901, dos 904 cientistas
premiados, apenas 51 (5,6%) são mulheres.

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WEBGRAFIA

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/14/cultura/1505400027_400435.html (21.01.2020 - 13:00)


https://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/31/ciencia/1485861412_947023.html (28.01.2020 - 12:50)
https://brasil.elpais.com/brasil/2016/09/09/ciencia/1473440241_066243.html (28.01.2020 - 13:17)
https://www.youtube.com/watch?v=wqyfIAzI-JI (04.02.2020 - 12:54)
https://engenhariae.com.br/editorial/ciencia/12-mulheres-mais-importantes-da-ciencia (11.02.2020
- 13:03)
https://exame.abril.com.br/ciencia/8-mulheres-brilhantes-que-fizeram-a-ciencia-
avancar/ (11.02.2020 - 13:24)
https://museuweg.net/blog/mulheres-que-fizeram-a-diferenca-na-historia-da-ciencia-
internacional/ (18.02.2020 - 13:16)
http://www.cienciaviva.pt/mulheresnaciencia/ (25.02.2020 -13:10)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Igualdade_de_g%C3%A9nero (03.03.2020 - 12:58)
https://www.pordata.pt/Pesquisa/mulheres%20na%20ci%C3%AAncia (10.03.2020 - 13:12)
http://www.scientistafoundation.com/women-in-science-news/missing-nobel-women-scientists-a-
journey-of-bias-in-time (19.03.2020 - 15:40)
https://elodiebransblog.wordpress.com/2013/05/10/picture-of-the-week-gender-inequality-in-
science/ (24.03.2020 - 10:12)

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