P. D. R.

2000 - 2006

PROGRAMA OPERACIONAL DO AMBIENTE

Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território Julho 2000

Programa Operacional do Ambiente 2000 - 2006

ÍNDICE

CAPÍTULO I : ENQUADRAMENTO GERAL DO SECTOR DO AMBIENTE INTRODUÇÃO___________________________________________________________7 TÍTULO I - A POLÍTICA DE AMBIENTE ENTRE 1996-1999____________________8
1 Água.............................................................................................................................................8 2 Ar...............................................................................................................................................11 3 Resíduos....................................................................................................................................12 4 A Conservação da Natureza e do Litoral................................................................................13

TÍTULO II - OS PROBLEMAS AMBIENTAIS POR RESOLVER_______________22
1 A qualidade do recurso água ..................................................................................................22
1.1 Águas superficiais.................................................................................................................................22 1.2 Águas subterrâneas................................................................................................................................23 1.3 Substâncias perigosas em meio aquático...............................................................................................23

2 A continuidade da infraestruturação básica...........................................................................23
2.1 Abastecimento de água.........................................................................................................................24 2.2 Tratamento de águas residuais.............................................................................................................24 2.3 Resíduos sólidos urbanos, industriais e hospitalares............................................................................25

3 Integração do ambiente nos diferentes sectores de actividade..............................................25 4 Ambiente Urbano.....................................................................................................................26

TÍTULO III - ACTUAÇÃO ESTRATÉGICA PARA 2000-2006__________________28
1 Principais Vectores...................................................................................................................28 2 Objectivos Ambientais 2000-2006...........................................................................................30
2.1 Recursos Hídricos.................................................................................................................................31 2.2 Resíduos................................................................................................................................................33 2.3 Ar e Ruído.............................................................................................................................................35 2.4 Conservação da Natureza e do Litoral..................................................................................................36 2.5 Educação ambiental...............................................................................................................................38 2.6 A melhoria do ambiente urbano............................................................................................................39

3 Integração do ambiente nas políticas de desenvolvimento....................................................39
3.1 Energia e Ambiente...............................................................................................................................40 3.2 Agricultura, Pescas e Ambiente............................................................................................................40 3.3 Indústria e Ambiente.............................................................................................................................41 3.4 Transportes e Ambiente.........................................................................................................................41 3.5 Turismo e Ambiente..............................................................................................................................42 3.6 Ambiente, Formação Profissional e Emprego.......................................................................................42

4 Articulação das diferentes fontes de financiamento...............................................................43
4.1 Saneamento básico................................................................................................................................43 4.2 Conservação e Valorização do Património Natural..............................................................................43 4.3 Valorização e Protecção dos Recursos Naturais...................................................................................44 4.4 Informação, Sensibilização e Gestão Ambientais.................................................................................44 2

AMBIENTE • Portugal

Programa Operacional do Ambiente 2000 - 2006

4.5 Ambiente Urbano..................................................................................................................................45 4.6 Apoio à Sustentabilidade Ambiental das Actividades Económicas......................................................46

5Mecanismos de articulação entre as diferentes intervenções.................................................46 6Ponto de situação da implementação das Directivas Comunitárias.......................................46

INTRODUÇÃO__________________________________________________________51 TÍTULO I - ESTRUTURA DO PROGRAMA OPERACIONAL DO AMBIENTE___52 TÍTULO II - EIXO PRIORITÁRIO 1: GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RECURSOS NATURAIS______________________________________________________________54 MEDIDA 1.1 Conservação e Valorização do Património Natural_____________________________56 MEDIDA 1.2 Valorização e Protecção dos Recursos Naturais________________________________61 MEDIDA 1.3 Informação, Sensibilização e Gestão Ambientais_______________________________65 TÍTULO III - EIXO PRIORITÁRIO 2: INTEGRAÇÃO DO AMBIENTE NAS ACTIVIDADES ECONÓMICAS E SOCIAIS_________________________________68 MEDIDA 2.1 Melhoria do Ambiente Urbano______________________________________________71 MEDIDA 2.2 Apoio à Sustentabilidade Ambiental das Actividades Económicas_________________73 TÍTULO IV – EIXO 3: ASSISTÊNCIA TÉCNICA_____________________________75 TÍTULO V – DISPOSIÇÕES DE EXECUÇÃO________________________________77
1 Autoridade de Gestão...............................................................................................................77 2 Unidade de Gestão....................................................................................................................78 3 Acompanhamento.....................................................................................................................79 4 Avaliação...................................................................................................................................80 5 Circuitos Financeiros...............................................................................................................82 6Controlo Financeiro..................................................................................................................83 7Parceria......................................................................................................................................85 8A Protecção do Ambiente e o Princípio do Poluidor- Pagador..............................................86 9Adjudicação de Contratos Públicos.........................................................................................87 10Indicadores da Reserva de Eficiência.....................................................................................88 11Informação e Publicidade.......................................................................................................90 12Sistema de Informação............................................................................................................90 13Orientações Gerais para as Intervenções Desconcentradas.................................................92 14Igualdade de Oportunidades..................................................................................................92

AMBIENTE • Portugal

3

........................................................................160 2 Distribuição dos recursos financeiros.......................................................................160 3 Políticas e impactos esperados do PO Ambiente...............................................................................137 3 Avaliação da Coerência Externa.....................................................137 2 Apresentação do PO Ambiente....................................118 2 Níveis de infraestruturação ambiental básica...................................... Clima e Ruído............................................................................................................................Políticas e Impactos Esperados.....................127 7 Ambiente Urbano........................118 4 Recursos Hídricos..........................................................................................................................................................................................................................................................................Análise do Contexto de Intervenção______________________________118 1 Introdução..................151 Capítulo 4 ...........................................................159 Capítulo 5 .............125 6 Conservação da Natureza e Recursos Biológicos...............................................................................................................................................................103 2 Síntese dos resultados esperados do PA 1994-1999....................................................................................................................Análise dos Resultados das Avaliações Anteriores___________________103 1 Introdução............................................................................................Avaliação da Concepção e Consistência da Estratégia Proposta_______137 1 Introdução.......................................................................................164 AMBIENTE • Portugal 4 ...........................................................150 5 Síntese. Processos de Implementação e Monitorização___________________________________________________________160 1 Introdução..........157 5 Síntese......................................152 3 Indicadores de realização e de impacto do PO Ambiente..............................................................................122 5 Ar.....104 3 Da concepção do PA 1994-1999 à sua organização e funcionamento..............................152 2 Metas e objectivos quantificados ...........................132 Capítulo 3 ..........................................................................................................................................................................................107 4 Efeitos do PA e pertinência das recomendações então produzidas.....2006 15 Critérios de Selecção.....................................................................................................................143 4 Avaliação da Coerência Interna........................................................................94 TÍTULO VI: QUADROS DE PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA_____________________________95 Introdução______________________________________________________________102 Capítulo 1 ...........................................................................................................................Avaliação Quantificada dos Objectivos Ambientais_________________152 1 Introdução....................................................................................162 4 Processos de implementação e monitorização................Programa Operacional do Ambiente 2000 .......................................................................................................130 8 Síntese..........................................................................................114 Capítulo 2 .............................

...................................................2 Quanto aos modelos de gestão e de financiamento.Programa Operacional do Ambiente 2000 ..............................................183 2 Os princípios básicos das intervenções..........................................................2.................169 2..........1 Projectos relativos a Sistemas já implementados:................................................2006 PARTE 1 ENQUADRAMENTO____________________________________________________168 1 Introdução.............................................................185 2.................174 4 Implementação da estratégia no período 2000-2006......................................182 PARTE 3 OS FINANCIAMENTOS PELO FUNDO DE COESÃO________________________183 1 As opções de financiamento...........................................................3 Aplicação do Princípio do Poluidor – Pagador.............................................................189 4...........1 Água..........184 2.............181 2 Resíduos Sólidos Urbanos .........................................................................4 Gestão da Procura............................................................................. Abastecimento de Água.................................................................................................................................................190 AMBIENTE • Portugal 5 .....................2 Resíduos............................................................................................................................................................188 4 Identificação dos Projectos.......................................................................................184 2...........................................189 4....................................................................................................................................................... Drenagem e tratamento de águas residuais.................2 Candidaturas relativas a novos sistemas a implementar:......................170 2........................................................................................................................180 5............................................................180 PARTE 2 OBJECTIVOS ESRATÉGICOS PARA 2006_________________________________181 1 Ciclo integrado da água....172 3 Os principais vectores de actuação estratégica entre 2000-2006.......................................................1........................1 Quanto ao enquadramento..................176 5 Os problemas por resolver no domínio do saneamento básico.............................................................................................................................................................................178 5.................................................................................................187 3 Investimentos em Ambiente................................... Resíduos Sólidos Urbanos...........................................................184 2.........178 5.............................................................................................................................168 2 A política de ambiente entre 1996-1999 ..............3.......................

2006 CAPÍTULO I : ENQUADRAMENTO GERAL DO SECTOR DO AMBIENTE * *  AMBIENTE • Portugal 6 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

É nesse sentido que aponta a política de ambiente executada na segunda metade da década de noventa. como pela concretização das medidas que a estratégia de investimentos nacionais e comunitários viria a permitir. particularmente auxiliada tanto pela transposição jurídica da maior parte das directivas comunitárias. Não foi possível durante a década de 90 atingir os níveis de protecção e de qualidade ambientais compatíveis com a média dos nossos parceiros comunitários. apesar de um significativo abrandamento em 1993/94. 96-99. Um balanço da década a nível do crescimento demográfico e da distribuição da população. no âmbito do segundo Quadro Comunitário de Apoio (QCA II). bem como do desenvolvimento dos sectores da agricultura. os progressos verificados nos últimos anos são a prova que a política de ambiente começa a dar os seus frutos e a contribuir para a qualidade de vida dos cidadãos nacionais. . revela a necessidade ainda existente de modificar qualitativamente o processo de desenvolvimento. no entanto se muito ainda há a fazer. no sentido de uma maior sustentabilidade ambiental.INTRODUÇÃO O crescimento da economia portuguesa durante a década de noventa. indústria e transportes. correspondeu às expectativas geradas em torno do processo de integração europeia.

A prossecução dos objectivos de política de ambiente levou à execução devidamente articulada de todo um conjunto de medidas por domínio ambiental. que passa pela criação de uma rede estruturada que permita ultrapassar 8 . Ainda no domínio de uma maior capacidade de abastecimento. Aumentar os níveis de atendimento da população no que se refere a água para consumo humano e drenagem e tratamento de águas residuais. Enxoé (principal origem de água dos concelhos de Serpa e Mértola. promovendo também uma melhoria substancial da qualidade da água nos meios receptores. 2. com entrada em funcionamento em Julho de 1998). 1996-1999 Água 1. valorização e eliminação e pressupondo. Adoptar normas de protecção e qualidade consistentes com os acordos internacionais efectuados na matéria. GOPS. para a segunda metade da década de noventa: Fonte. Ar e Clima 1. Levar a cabo uma política integrada de protecção e recuperação das áreas costeiras. Conservação da natureza 1. Proceder a um levantamento dos recursos existentes e garantir na origem a fiabilidade e qualidade da água para abastecimento 2. Neste ponto serão explicitadas quer as medidas empreendidas quer os objectivos atingidos. surge o Programa de Origens da Água. foi dada prioridade à criação de condições que permitissem planificar e pôr em prática a qualificação do tratamento dos resíduos sólidos urbanos bem como a definição de um quadro legal adequado que permitisse criar as infraestruturas necessárias a uma correcta gestão dos diversos tipos de resíduos. intentou-se o acréscimo da capacidade de abastecimento de água através da promoção de grandes empreendimentos: Odeleite-Beliche (origem da água do Sistema Multimunicipal do Sotavento Algarvio. Melhorar a monitorização da qualidade do ar e das alterações climáticas 2.A POLÍTICA DE AMBIENTE ENTRE 1996-1999 A política do ambiente definiu os seguintes objectivos de acção por domínio ambiental. Neste âmbito.2006 TÍTULO I . com entrada em funcionamento em Maio de 1998) e Odelouca-Funcho (obra a iniciar em 2001 e destinada a constituir a origem de água do sistema Multimunicipal do Barlavento Algarvio). industriais e hospitalares. segundo o princípio da prevenção. desde logo. Ampliar e reclassificar a Rede Nacional de Áreas Protegidas e a Reserva Ecológica Nacional 2. As principais medidas tomadas no âmbito do Sector Resíduos orientam-se no sentido de proceder a uma correcta gestão dos resíduos urbanos.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Proceder à integração de políticas sectoriais no sentido de promover a qualidade do ar 3. Resíduos 1. um maior nível de atendimento da população. 1 Água A nível das origens da água.

As medidas de política empreendidas neste sector conduziram à seguinte evolução de níveis de atendimento das populações: Evolução do Abastecimento de Água NUTS II Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo Alentejo Algarve CONTINENTE Níveis de atendimento globais (%) 1990 (a) 65 68 92 83 82 77 1995 (b) 70 84 97 89 82 84 1997 (c) 71 89 98 92 88 86 1999* (c) 78 95 99 94 91 90 Fontes: a) DGA (valor de referência utilizado pelo PNPA em 1995) b) INE c) Inquérito às Câmaras Municipais coordenado pelas DRAs *valores previstos com base nas obras em curso e em conclusão em 1999 Foi iniciada a monitorização da qualidade das águas subterrâneas. a construção e exploração de infra-estruturas de abastecimento de água que gerem sistemas de âmbito regional. seguindo-se a Região do Norte e de Lisboa e Vale do Tejo. No que se refere à drenagem e tratamento de águas residuais. O Programa Nacional de Monitorização das Águas Subterrâneas. Santa Marta de Penaguião e Vila Real. Durante o ano de 1999 ficou garantido o abastecimento de água em “alta” a 117 concelhos das zonas mais densamente povoadas do litoral do país. Encontra-se concluído o sistema de Trancoso e estão já em execução os sistemas de Apartadura. no âmbito do qual se inserem os sistemas de monitorização regionais referidos. o perímetro de rega de Marvão e as Zonas Vulneráveis classificadas no Decreto-Lei nº 235/97 de 3 de Setembro. tendo sido considerados como prioritários os investimentos nas sedes dos concelhos e nas Zonas Sensíveis (D. resultantes da associação do IPE Águas de Portugal com os municípios. Espera-se que no final do ano 2000 se inicie a monitorização na Região Alentejo. Sardoal. No âmbito do abastecimento de água às populações através dos sistemas multimunicipais. 9 . nº 152/97.2006 as actuais fragilidades das captações do interior Norte e Centro do país. encontrando-se operacionais as redes de monitorização da Região do Centro e da Região do Algarve. o Estado concessionou a empresas de capitais públicos. virá ainda a conferir um tratamento específico às zonas de risco. o Programa Nacional de Tratamento de Águas Residuais Urbanas inclui a construção e reabilitação de ETARs. de 19 de Junho).L. como é o caso do Aterro Sanitário de Alcanena.Programa Operacional do Ambiente 2000 . a Bacia do Rio Alviela.

Programa Operacional do Ambiente 2000 . No âmbito dos sistemas multimunicipais. resultantes da associação do IPE . bem como o acréscimo do número de sistemas multimunicipais de tratamento de águas residuais urbanas. ficando. garantido através da SIMRIA (Ria de Aveiro) e da SANEST (Costa do Estoril) o tratamento de águas residuais de 14 concelhos (cerca de 1.6 milhões de habitantes). assim. o Estado concessionou a empresas de capitais públicos.2006 Entre as principais medidas empreendidas neste domínio figura a celebração de Contratos-Programa de Qualificação Ambiental com as Autarquias e a Parque Expo para apoio de soluções integradas no domínio da drenagem e tratamento de águas residuais.Águas de Portugal com os municípios interessados. As medidas de política empreendidas neste sector conduziram à seguinte evolução de níveis de atendimento das populações: Evolução da Drenagem de Águas Residuais NUTS II Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo Alentejo Algarve CONTINENTE Níveis de atendimento globais (%) 1990 (a) 36 39 79 69 76 55 1995 (b) 44 52 86 83 68 63 1997 (c) 51 54 86 84 81 68 1999* (c) 59 71 89 85 84 75 Fontes: a) DGA (valor de referência utilizado pelo PNPA em 1995) b) INE c) Inquérito às Câmaras Municipais coordenado pelas DRAs *valores previstos com base nas obras em curso e em conclusão em 1999 Evolução do Tratamento de Águas Residuais Urbanas NUTS II Níveis de atendimento globais (%) 10 . a construção e exploração de infra-estruturas de tratamento de águas residuais.

polifluorcabonetos. servindo um elevado número de unidades industriais metalúrgicas e metalomecânicas na área de Águeda. O Programa de Reabilitação da Rede Hidrográfica. assumindo o compromisso de conter o aumento das suas emissões de gases com efeito de estufa (dióxido de carbono. estando em curso as restantes 220. o Sistema de Alcanena. onde a indústria têxtil tem o maior peso.2006 Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo Alentejo Algarve CONTINENTE 1990 (a) 11 18 26 32 37 21 1995 (b) 12 30 47 58 60 32 1997 (c) 24 36 53 59 64 40 1999 * (c) 42 51 64 74 83 55 Capacidade instalada 1999** (d) 61 61 79 81 92 70 Fontes: a) DGA (valor de referência utilizado pelo PNPA em 1995) b) INAG c) Inquérito às Câmaras Municipais coordenado pelas DRAs *valores previstos com base nas obras em curso e em conclusão em 1999 ** tratamento efectivo sujeito à conclusão das redes em baixa Por outro lado. estando em preparação a revisão do quadro legal relativo às emissões para a atmosfera. onde se encontra sediado o maior número de estabelecimentos produtores de curtumes do país.Programa Operacional do Ambiente 2000 . soma 883 intervenções das quais 663 foram executadas entre 1996 e 1998. Prevenção e Controlo de Cheias. foi entretanto publicado o Decreto-Lei nº 276/ 99 de 23 de Julho que transpõe a directiva 96/62/CE relativa à gestão da qualidade do ar. hidrofluorcarbonetos) em 27% para o período de 2008-2012 e tendo como referência o ano de 1990.Sistema Integrado de Despoluição do Vale do Ave. As acções contidas neste Programa orientam-se para a recuperação da rede hidrográfica e para a garantia das condições de escoamento de linhas de água. Portugal adoptou o Protocolo de Quioto. tendo em conta os resultados dos estudos da comunidade científica. verifica-se que o mesmo se apresenta insuficiente. No âmbito da Conferência das Partes da Convenção das Alterações Climáticas realizada em 1997. (Bacia do Alviela). Por tal facto. 2 Ar Nos cerca de oito anos de vigência do Decreto-Lei nº 352/90. e apesar das pequenas alterações que foram sendo introduzidas. iniciado em 1996. A nível da integração de políticas sectoriais merecem particular destaque as seguintes medidas: 11 . óxido nitroso. a ECTRI (Estação Colectiva de Tratamento de Resíduos Industriais). bem como. metano. hexafluoreto de enxofre. encontram-se já em funcionamento várias soluções integradas de tratamento de águas residuais industriais: o SIDVA . relativo à protecção do ar. a mais recente consciência das diversas nações apostando em proteger este recurso natural.

2006 1. faseados para as emissões destas instalações. Este processo é acompanhado pela recuperação e encerramento das lixeiras existentes. Ambos os tipos de sistemas destinam-se a efectuar a recolha selectiva. informação precisa para o apoio em processos de decisão. relativa à limitação das emissões para a atmosfera de certos poluentes atmosféricos provenientes das Grandes Instalações de Combustão. Para o efeito foram criados diversos sistemas multimunicipais através da concessão de projectos de gestão a empresas de capitais públicos resultantes quer da associação entre a EGF Empresa Geral de Fomento. como forma de dar resposta à importância crescente dos problemas colocados pelos resíduos. entre representantes do Conselho de Ministros e do Parlamento Europeu. o tratamento e a valorização de resíduos. A implementação do Sistema Integrado de Gestão da Qualidade do Ar Urbano (SIGqa) para as cidades do Porto e de Lisboa. Portugal decidiu deixar de comercializar a gasolina com chumbo a partir de 31 de Julho de 1999. 3 Resíduos Da estratégia de prevenção fazem parte a criação do Instituto de Resíduos. A valorização e eliminação dos resíduos carecia de sistemas de gestão integrada que não apenas contemplassem as diversas tarefas implicadas pelos processos referidos. efectuou-se um primeiro acordo no âmbito do pacote “Auto-Oil”. o que significará um primeiro passo muito relevante na busca de qualidade ambiental. No domínio transportes/ambiente. Estes planos procuram efectuar uma avaliação do estado actual dos sectores respectivos e prever e projectar as soluções necessárias no mesmo contexto. SA e os Municípios. alcançado em Junho de 1998.Programa Operacional do Ambiente 2000 . bem como a entrada em vigor do Decreto Lei nº 239/97 onde se definem as normas de gestão de resíduos e se atribui ao Ministério do Ambiente a competência para autorizar as operações de gestão referentes ao mesmo sector. estabeleceu-se um programa nacional de redução das emissões das GICs. homologado pelo Ministério do Ambiente em Janeiro de 1997. que fixa tectos nacionais. Foram criados os mecanismos que permitirão aos veículos não preparados para o consumo de gasolina sem chumbo. 2. quer da associação entre municípios (sistemas intermunicipais). informando o cidadão sobre a qualidade do ar observada nestas duas cidades. para os Resíduos Hospitalares e para os Resíduos Industriais (PESGRI). sob a tutela do Ministério do Ambiente. possibilitará em tempo útil. As medidas de política empreendidas neste sector conduziram à seguinte evolução de níveis de atendimento das populações: 12 . de 24 de Novembro. disporem de aditivos que possibilitarão aos seus utentes continuar a utilizá-los no período de transição para a nova frota automóvel. como assegurassem um maior grau de cobertura territorial e populacional. Com o objectivo de facilitar o cumprimento das obrigações decorrentes da aplicação da Directiva 88/609/CEE. que estabelece um conjunto de medidas para reduzir a poluição provocada pelos transportes rodoviários. Outra medida tomada no âmbito da prevenção refere-se às acções de planeamento empreendidas e consubstanciadas pela elaboração de Planos Estratégicos para os Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU). envolvendo no total 37 sistemas e 275 municípios.

Entre os fluxos de resíduos. bem como com os sistemas autárquicos. os óleos usados e os pneus usados. Efectuou-se ainda um Protocolo entre o Instituto de Resíduos e o Sector Farmacêutico para implementação conjunta de um Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens Farmacêuticas. que veio regulamentar as condições de atribuição de licenças para aterros de resíduos industriais banais (não perigosos). cujo início de funcionamento se prevê para o primeiro semestre de 2000. estando as propostas em fase final de apreciação no Instituto de Resíduos. compostagem e aterros sanitários Em Agosto de 1999. No sentido de dotar a indústria de instrumentos e conhecimento sobre a redução de resíduos na origem está em fase de preparação o Plano Nacional de redução dos Resíduos Industriais ( PNAPRI ). âmbito e capacidades de intervenção das instituições da Administração 13 . 4 A Conservação da Natureza e do Litoral Nos últimos anos assistiu-se a um esforço assinalável no sentido de consolidar e reforçar competências. o que permitiu a apresentação de 19 candidaturas para a concepção. em 1997 foi criada a Sociedade Ponto Verde. destinada a gerir o sistema integrado para o qual os embaladores podem transferir a responsabilidade pelo destino final dos resíduos de embalagens.2006 Evolução do Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos (situação com implementação do PERSU) NUTS II Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo Alentejo Algarve CONTINENTE Níveis de Atendimento Globais (%) 1997 (a) 46 15 66 14 20 24 1999 (a) 92 96 100 51 100 94 Fontes: a) SEAMA Nota: Considerando Tratamento Adequado apenas incineração.Programa Operacional do Ambiente 2000 . A Sociedade Ponto Verde tem vindo a assinar contratos diversos com os embaladores e as associações de recicladores. construção e exploração desses aterros. foi elaborado o Decreto-Lei nº 321/ 99. figuram as pilhas e acumuladores usados. que deu origem à criação da entidade gestora VALORMED. a aprovar ainda no decurso do ano de 2000. No contexto dos objectivos de reciclagem e reutilização de embalagens. considerados prioritários. Foi aprovado o Plano Estratégico de Gestão dos Resíduos Industriais ( PESGRI ). Os contratos celebrados com os embaladores permitem a cobertura pelo sistema integrado de cerca de 65% das embalagens colocadas no mercado.

aspectos que permitiram uma intervenção progressivamente mais credível e eficaz. de 17 de Julho. Também a vertente regional da Rede Nacional de Áreas Protegidas foi desenvolvida. de Carenque. sobretudo no decurso do II QCA.2006 Pública com responsabilidade no domínio da Conservação da Natureza. Todo este esforço contribuiu para que a Conservação da Natureza em geral. quer a 14 . Foram igualmente apresentadas 28 Zonas de Protecção Especial para a Avifauna. visando principalmente uma maior adequação da sua tipologia (reclassificaram-se 8 das 23 Áreas Protegidas a ser alvo deste processo . e passassem a ser encaradas como uma política transversal. de 23 de Março) através da publicação do Decreto-Lei nº 227/98. Um aspecto igualmente importante ao nível da consolidação da Rede Nacional de Áreas Protegidas foi a designação das primeiras Áreas Protegidas Marinhas.3 % do território continental (mapa 1). tendo sido submetidos à Comissão. através da criação de 3 Áreas Protegidas de âmbito regional: Paisagens Protegidas da Serra de Montejunto. Do resultado de um levantamento e caracterização pormenorizada dos Habitats Naturais e dos Habitats das espécies da Flora e da Fauna abrangidas pela Directiva Habitats (Directiva 92/43/CEE) foram identificados os sítios importantes para a conservação da natureza ao nível europeu. de Lagosteiros. que correspondem a 8. da Serra da Estrela e da Arrábida. da Berlenga e da Serra da Malcata) e na criação de áreas protegidas.4% do território continental (mapa 2). sendo neste âmbito de salientar. das Dunas de S. veio permitir o aumento e o aprofundamento do conhecimento científico relativo aos valores do património natural existente em Portugal. do Paul do Boquilobo.Monumentos Naturais das Pegadas de Dinossáurios de Ourém. registou-se um avanço na efectiva implementação das Áreas Protegidas. tenham deixado de se assumir como questões sectoriais centradas sobre os seus valores intrínsecos. que permitiram a inclusão de áreas com características muito particulares no âmbito da Conservação da Natureza (nomeadamente ao nível dos rios internacionais – Parque Natural do Douro Internacional – e do património icnológico e paleontológico . Jacinto. interactiva com as políticas de utilização dos recursos naturais e de planeamento do uso e transformação do solo. O volume de meios financeiros postos à disposição das entidades. em particular. 38 Sítios que correspondem a 12. a nível de Portugal Continental. A consolidação da Rede Nacional de Áreas Protegidas incidiu ainda na reclassificação das áreas protegidas. da Pedra da Mua e da Pedreira do Avelino).os Parques Naturais de Montesinho. até então nunca verificada. e as Reservas Naturais do Paul de Arzila. devidamente enquadradas na Lei Quadro das Áreas Protegidas (Decreto-Lei nº 19/93. quer ao nível da sua infra-estruturação quer ao nível do significativo reforço da sua actuação no terreno.mapa 3 . fruto sobretudo das obrigações decorrentes de Directivas Comunitárias e Convenções Internacionais. Paralelamente. Este facto contribuiu para que a Conservação da Natureza passasse a ter uma dimensão espacial e política de âmbito nacional. e a gestão das áreas protegidas.Programa Operacional do Ambiente 2000 . do Azibo e do Côrno do Bico. numa primeira fase.

O Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. definindo regras e impondo restrições à sua ocupação e utilização. Foram identificados nove troços distintos de costa. de ser integrada nos processos decisórios ab initio e de ser encarada como suporte de um verdadeiro processo de desenvolvimento sustentável. o Acordo Pescas/Ambiente. A forte procura e pressão que se verifica sobre o litoral português. 15 . Burgau . o Programa de Desporto em áreas protegidas. Estes Planos visam garantir a salvaguarda das condições naturais e ambientais presentes. determinando a artificialização da linha de costa. Sines . tem utilizado como instrumentos privilegiados os Planos de Ordenamento das Albufeiras (mapa 6). as disponibilidades hídricas para as suas finalidades principais. para gerir a ocupação e utilização das albufeiras e suas áreas envolventes.Burgau. Estes Planos vieram a integrar uma estratégia de intervenção para a orla costeira.2006 Resolução de Conselho de Ministros nº 102/96. a degradação de sistemas naturais e o empobrecimento da paisagem. Este último procurou reforçar as intervenções mais directamente associadas à preservação e defesa dos valores ambientais e às acções de requalificação de espaços sujeitos à degradação ou empobrecimento das suas características ecológicas e naturais. A um nível mais global. o Plano Nacional de Estágios e os Planos Prévios de Intervenção em Fogos Florestais em Áreas Protegidas).Espinho. Cidadela – S. nos últimos anos. levou ao aparecimento de condições excepcionais para a prática de actividades recreativas associadas à fruição do plano de água ou à procura das suas áreas envolventes para construção de habitações. têm originado situações de desequilibro. que encontra tradução no Programa Litoral 98 e no Programa Litoral 99. um por troço.Vilamoura). quer o lançamento de instrumentos estruturantes para o desenvolvimento sustentável nestas áreas (nomeadamente o Programa Nacional de Turismo de Natureza. Julião da Barra/ Cascais. a Conservação da Natureza passou a ser merecedora. dos quais já se encontram concluídos cinco ( Caminha . no sentido de permitir o planeamento integrado dos recursos. desde algumas dezenas a milhões de hectares. Várias medidas têm. cujas medidas estão a ser implementadas. Sado . definida pelo Governo Português e aprovada em Julho de 1998. bem como a articulação entre as diferentes entidades com competências nos territórios objecto dos planos. pela raridade e vulnerabilidade dos valores em que assenta. A existência de numerosos planos de água de dimensões variáveis. tendo sido promovida a elaboração de Planos de Ordenamento da Orla Costeira (mapa 5).Programa Operacional do Ambiente 2000 . vindo a ser tomadas pelo Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território.Sines.

Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 Mapa 1 16 .

2006 17 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

2006 Mapa 3 18 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 Mapa 4 19 .

Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 20 .

Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 21 .

Das 71 albufeiras actualmente classificadas.1 Águas superficiais O armazenamento de água em albufeiras constitui ainda em alguns casos o meio receptor de efluentes domésticos e industriais e ainda das escorrências dos solos agrícolas e florestais. de eclosão mais ou menos tardia.OS PROBLEMAS AMBIENTAIS POR RESOLVER Os problemas ambientais que se colocam a Portugal nas próximas décadas resultam da presença e interacção de três factores: um passivo ambiental gerado pelos processos de crescimento económico anteriores à integração de Portugal na União Europeia. e incidências derivadas do carácter global de alguns problemas ambientais. material sólido e matéria orgânica. mas cujas consequências devem ser antecipadas por uma prevenção eficaz. Os blooms algais são a consequência mais directa dos estádios de eutrofização e os dois nutrientes considerados com mais significado para o crescimento destes organismos são o azoto e o fósforo. conduz à deterioração da qualidade da água. A afluência excessiva de nutrientes. No que se refere aos problemas ambientais que requerem soluções foram identificados os seguintes aspectos: 1 A qualidade do recurso água Uma questão indissociável das disponibilidades hídricas é o problema da qualidade da água. sabendo-se que os problemas de poluição ambiental dos meios hídricos são agravados pela irregularidade climática do nosso país e pelo tipo de uso do solo. 22 . resultando do enriquecimento do meio em nutrientes e promovendo o crescimento da vida aquática ao nível das cadeias tróficas. Por outro lado há ainda a referir os problemas associados à poluição por substâncias perigosas. associada ao esforço de convergência económica real a que a mesma integração conduziu e a uma abertura crescente da economia nacional no que se refere a bens de consumo imediato e novas tecnologias. originando processos de eutrofização. cerca de 40% do total da água nelas armazenada encontra-se em estado oligotrófico. 20% em eutrófico e em 40% das massas lênticas o processo de eutrofização foi já iniciado. A eutrofização das massas de água é um processo natural e lento. Os verões secos e prolongados e a correspondente diminuição de valores de caudal conduzem a capacidades muito reduzidas de autodepuração durante a estiagem. As grandes questões ambientais daqui decorrentes podem perspectivar-se sob duas ópticas distintas: ou fazem parte de um conjunto de problemas cuja solução se quer imediata. além da poluição por óleos. 1. ou constituem problemas ainda potenciais. uma pressão acrescida sobre o meio ambiente e os recursos naturais.Programa Operacional do Ambiente 2000 . em particular.2006 TÍTULO II .

3 Substâncias perigosas em meio aquático No âmbito da qualidade da água merece particular destaque a presença de substância perigosas em meio aquático: em 26 de Novembro de 1997. na monitorização dos meios hídricos levada a cabo pelos Estados Membro e na adopção de modelos matemáticos para estudo da dispersão.2006 Estes blooms têm ocorrido tanto em águas correntes (rios Minho.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Praticamente todas caem no âmbito das seleccionadas pela OSPAR e União Europeia. Todavia. que se inserem nas constantes da Lista II da Directiva 76/464/CEE candidatas à Lista I. um estudo sobre a existência das substâncias existentes no País. via meios aquáticos. ainda. A prioridade assenta. 2 A continuidade da infraestruturação básica A análise dos níveis de atendimento verificados para o abastecimento de água. 1. a Comissão Europeia deliberou alterar o artº 21º da Proposta de Directiva Quadro para a Água estabelecendo a data limite de fim de 1998 para a obtenção de uma lista de substâncias sujeitas a vigilância prioritária devido ao seu comprovado risco para o ambiente e a saúde humana. pois. 1. apenas. Esta constatação é um indicador inequívoco da necessidade de dar continuidade à infraestruturação a nível do saneamento básico. com esta necessidade coexistem 23 . e para quantidades reportadas superiores a 10 toneladas/ano. em função da existência de focos de rejeição de poluentes com origem nas actividades agrícolas (abuso de adubos e fertilizantes) e industriais (águas residuais sem qualquer tratamento ou com tratamento deficiente). Portugal não tem dados analíticos coligidos e organizados nem tem estabelecido.2 Águas subterrâneas No que se refere às águas subterrâneas. produzidas e/ou importadas. resultando de situações isoladas ou conjuntas de abuso de adubação (fosfatos e nitratos). Douro e Gaudiana) como em lagoas (Quiaios. drenagem e tratamento de águas residuais e recolha e tratamento de resíduos sólidos permite concluir que Portugal se encontra ainda abaixo das médias europeias. bem como dos valores tidos como compatíveis com a existência e manutenção da qualidade de vida das populações. Mira e Salgueira) ou albufeiras. Possui. um programa de monitorização das águas doces superficiais e das águas marinhas e estuarinas que dê resposta em conformidade com o exigido pelas instâncias mencionadas. tem-se assistido à diminuição gradual da sua qualidade. da presença de explorações pecuárias não controladas e da ausência de esgotos urbanos com tratamento insuficiente ou nulo.

Carência de pessoal com a formação adequada para gestão e manutenção dos sistemas de tratatmento 24 • • • • . sem a necessária correspondência em termos de tratamento. constituem problemas não resolvidos: • Deficiências a nível da constância e pressão do abastecimento de água. A presença de técnicos e operadores devidamente qualificados que possam garantir a manutenção e funcionalidade das estruturas existentes. caracterizadas por uma rede de origens muito dispersa e de assinalável pequenez.2 Tratamento de águas residuais Também no sector de drenagem e tratamento das águas residuais subsistem algumas carências cuja solução é indispensável à plena eficiência do sistema em causa. numa agravada pela proximidade de redes de esgoto ou de explorações agro-pecuárias e industriais. Entre os problemas identificados constam os seguintes: • Baixos níveis de atendimento da população a nível integrado. 2. sendo ambas condição necessária para a eficiência e operacionalidade dos sistemas de saneamento básico: • • A conservação ou reparação de infraestruturas já existentes e cujas actuais condições de funcionamento comprometem a qualidade dos serviços prestados.2006 ainda duas outras. Situações de ausência de qualidade das águas superficiais e subterrâneas associada a uma rede de monitorização ainda deficiente. Necessidade urgente de reabilitação das infraestruturas existentes. a nível da fiabilidade dos abastecimentos e respectivo controlo de qualidade. De facto. como por mau funcionamento ou má conservação das componentes do sistema de abastecimento. • • • • 2. tanto em virtude de causa hidrológicas sem uma adequada resposta em termos de armazenamento. Inadequação dos processos de tratamento relativamente à natureza e qualidade dos efluentes. Subdimensionamento das ETAR’s. com as incidências daí resultantes. permitindo assim a concretização dos níveis de atendimento para os quais foram concebidas. verificam-se situações em que estão presentes as infraestruturas de drenagem de águas residuais. de drenagem-etratamento de águas residuais. Fragilidade do abastecimento de água nas regiões do interior do país.Programa Operacional do Ambiente 2000 . ou seja. Carências de tratamento nas ETA’s por motivos técnicos e humanos Má conservação das estruturas de distribuição (fissuras e rupturas em estruturas envelhecidas).1 Abastecimento de água A nível das origens e abastecimento de água. face ao crescimento urbano verificado.

As opções adoptadas consistiram não apenas na introdução de tecnologias menos poluentes. Tanto os resíduos industriais como os resíduos hospitalares carecem ainda de locais de deposição e meios de tratamento adequados. isto é. Neste sentido. bem como a realização dos investimentos aí identificados constituía critério de elegibilidade e selectividade dos mesmos. Educação/formação: proporcionar campanhas educativas que incentivem uma menor produção de resíduos. e uma deposição adequada tanto em termos de recurso aos locais próprios para a deposição. As empresas portuguesas perante os normativos ambientais tomaram as suas opções no sentido de corrigir e de se adaptarem à legislação em vigor. 3 Integração do ambiente nos diferentes sectores de actividade Na linha do 5º Programa Quadro de Acção Comunitário “Em Direcção a Um Desenvolvimento Sustentável” (1992-2000). a nível da reciclagem e da valorização energética Deposição: concluir a selagem dos locais de deposição que não correspondam a critérios ambientalmente correctos. bem como redução e tratamento de resíduos sólidos.Programa Operacional do Ambiente 2000 . sistemas de redução das emissões atmosféricas e de minimização do ruído. também parte integral da resolução dos mesmos. levou a uma conjugação de esforços dos Ministérios do Ambiente e da Economia para a sensibilização dos empresários e consumidores para o facto de a indústria não ser apenas considerada como fonte dos problemas. Encontar as soluções de tratamento e deposição adequadas aos resíduos específicos. reduções de consumo de água e de energia.3 Resíduos sólidos urbanos. Os Planos Estratégicos actualmente em curso constituem uma primeira abordagem fundamental à resolução dos problemas associados. mas. sistemas de tratamento de águas residuais. estabeleceu que as candidaturas eram suportadas por uma análise ambiental e que a existência deste diagnóstico. como em termos da deposição selectiva. pela aquisição de tecnologias de “fim de linha”. a estratégia nacional no sentido de nos dirigirmos para a convergência entre a eficiência económica e a protecção dos recursos naturais. restando todavia a necessidade de proceder às seguintes acções: • • • • Valorização insuficiente: actuar em termos da valorização. 25 . industriais e hospitalares O sector dos resíduos sólidos urbanos é aquele que regista os maiores níveis de atendimento. mas sobretudo. o acordo estabelecido entre os Ministérios do Ambiente e da Economia em 1995 tendo em vista a compatibilização das exigências ambientais com a competitividade das empresas e uma melhor utilização dos fundos disponíveis para a indústria (POA e PEDIP).2006 2. em função da sua perigosidade.

sem acautelar medidas de conservação dos imóveis). desígnios estratégicos e factores de diferenciação e competitividade em que a qualidade do ambiente urbano pode desempenhar um papel decisivo. Se ambiente e ordenamento são indissociáveis em qualquer lugar do mundo. nas periferias mais antigas e nos bairros sociais associado à inexistência de estímulos de mercado à reabilitação urbana (vd. torna-se necessária uma crescente internalização dos custos associados ao ambiente e que tal seja reflectido na veracidade dos preços. ainda. Os principais problemas das cidades em Portugal são bem conhecidos: • • esvaziamento da função residencial dos centros históricos. isto é.Programa Operacional do Ambiente 2000 . • • • • Assim. com os “centros” destas grandes áreas urbanas a envelhecerem acentuadamente. em vastas zonas do “casco” urbano. com destaque para a escassez de espaços verdes e espaços públicos. impacto das opções tomadas há décadas quanto ao regime de arrendamento urbano. os problemas urbanos não são de uma mera gestão sustentável das cidades. processo acelerado de degradação de património edificado. redefinir o seu papel numa nova organização do território. mas têm indissociavelmente uma dimensão estratégica que consiste em “reinventar” as cidades. de abandono e degradação. ou com deficiência . ou desvirtuados pelo uso do transporte privado. associado. 4 Ambiente Urbano Portugal passou nas últimas duas ou três décadas por transformações muito profundas na estrutura de ocupação do seu território continental. degradação acelerada da paisagem urbana. uma intervenção em ambiente urbano em Portugal não deve ser dissociada de uma forte componente de requalificação urbanística e não deve deixar de atender aos desígnios estratégicos das cidades em que actua. que atravessam em muitos casos processos paralelos de “terciarização”. há ainda sectores em que a internalização efectiva dos custos ambientais não é possível de imediato. de infraestruturas técnicas e sociais e com fracas condições de vivência urbana. crescente congestionamento do trânsito. 26 . intensificação das extensões suburbanas. atrofiados pela dinâmica da construção compacta.2006 Apesar do esforço do tecido empresarial português de adaptação aos normativos em vigor. segmentação etária do espaço da Grande Lisboa e do Grande Porto. pelo menos em parte. em Portugal essa relação é ainda mais estreita porque as muitas cidades buscam. desprovidas. Essas transformações reflectem necessáriamente as profundas mudanças da estrutura económica e social e foram acompanhadas de fluxos migratórios muito significativos que obrigam a um redesenho da importância e das funções dos aglomerados urbanos. e as novas gerações a serem deslocadas para “coroas suburbanas” cada vez mais distantes. de desertificação. Nestas condições. em Portugal. ao crescimento dos movimentos pendulares habitação-emprego. tema que constitui a tónica das abordagens comunitárias. No entanto. muitas vezes realizadas de modo caótico.

fazendo dessa forma pedagogia e prevenindo a sua repetição no futuro. Finalmente. existe em Portugal uma consciência crescente de que foram cometidos no passado erros urbanísticos graves que seria bom. tanto quanto possível à escala de cada aglomerado urbano. promovendo intervenções que reproduzam. com excepção da Expo 98. Importa tirar partido desta atitude. corrigir. se bem que. a generalidade das intervenções tem tido um a dimensão relativamente modesta. A temática da requalificação urbana e valorização ambiental de cidades tem vindo a merecer uma atenção crescente nos últimos anos em Portugal.Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 Por outro lado. as virtudes da Expo em termos de requalificação do espaço público com forte componente de valorização ambiental. 27 . tanto quanto possível. deve ser referido que a experiência da Expo 98 teve um impacte muito significativo em todo o País e veio contribuir para estabelecer um novo paradigma de qualidade do espaço urbano e de valorização das suas componentes ambientais.

O terceiro prende-se com a necessidade de fazer aplicar o quadro normativo nacional. as metas e as acções prioritárias. os produtores e toda a população. não só aquele que por razões de natureza económica e técnica ainda não foi totalmente implementado.A responsabilidade pela protecção do ambiente é um assunto que envolve a administração pública. Partilhar essa responsabilidade através de um 28 . mas também as directivas que serão implementadas no período 2000-2006.2006 TÍTULO III . A responsabilidade partilhada .Os custos da protecção ambiental e do fornecimento de certos bens e serviços. que nortearão a acção política no sentido de atingir no longo prazo as condições para um desenvolvimento sustentável têm em consideração três aspectos essenciais: O primeiro tem a ver com a realidade sócio-económica do país: ao contrário da maioria dos países membros da União. O segundo relaciona-se com a valorização e protecção das vantagens ambientais intrínsecas do território nacional. relacionados com esta devem ser baseados em princípios de justiça distributiva. A gestão sustentável dos recursos naturais e o usufruto de uma qualidade ambiental mínima devem constituir a principal linha de orientação estratégica do país e basear-se nos seguintes pressupostos: A equidade – O consumo dos bens ambientais deve ser ser objecto de acesso e distribuição equitativos por toda a população e por todas as regiões do território nacional. Portugal ainda se encontra numa fase de desenvolvimento em que a infra-estruturação básica necessita de ser modernizada e generalizada a uma parte importante da população e do território nacional. O carácter de bem público de uma parte significativa dos bens e serviços do ambiente não deve ser condicionado por factores de rendimento e a sua provisão e ou regulação devem continuar sob a responsabilidade das autoridades públicas. considerados como direitos essenciais para todos os portugueses. a estratégia ambiental para a próxima década assentará nos seguintes vectores de actuação: Primeiro vector: A gestão sustentável dos recursos naturais e a melhoria da qualidade ambiental.ACTUAÇÃO ESTRATÉGICA PARA 2000-2006 1 Principais Vectores Os temas centrais. os consumidores. Assim. enquanto dever de cidadania.Programa Operacional do Ambiente 2000 . comunitário e internacional. A solidariedade . enquanto factores de desenvolvimento económico equilibrado e de prosperidade social.

territorial e intersectorial e/ou de sectores alvo. A definição de áreas de intervenção. A integração constitui o elemento primordial de uma estratégia ambiental. prevenir os danos. 29 . construir indicadores de pressão ambiental das diferentes actividades e monitorizar os efeitos.2006 alargamento significativo dos instrumentos e aplicar simultaneamente o normativo e incentivos económicos. A protecção e a valorização deste património serão elementos fundamentais de uma “Estratégia Nacional para a Conservação da Natureza e da Biodiversidade” para a qual este Programa constituirá um importante instrumento. A diversidade biológica e a variedade dos ecossistemas e paisagens são património ecológico. a avaliação do sentido e da intensidade dessas relações. Terceiro vector: a conservação e valorização do património natural no quadro de uma estratégia de conservação da natureza e da biodiversidade. Generalizar a aplicação do Princípio do Poluídor Pagador com o Princípio do Utilizador Pagador. necessária tanto ao nível dos objectivos como ao nível dos instrumentos utilizados para atingir esses objectivos. adaptar os instrumentos de intervenção. susceptíveis de um esforço de integração requer: O reconhecimento da interdependência entre as actividades económicas e o ambiente. A exploração das oportunidades conciliando os objectivos de desenvolvimento territorial e sectorial com objectivos de protecção do ambiente. são algumas das condições a preencher para integrar objectivos de protecção ambiental nas políticas. devem contribuir para uma acção política mais eficaz. Quanto à integração dos objectivos os princípios fundamentais serão: Concretizar a integração das estratégias de controlo da poluição com uma melhor gestão dos recursos. cultural e económico do país e da Europa. Segundo vector: a integração do ambiente na política de desenvolvimento territorial e nas políticas sectoriais A compatibilização do planeamento territorial e das políticas sectoriais com o ambiente constitui uma das condições da sustentabilidade: avaliar ex-ante os impactes . A arbitragem entre objectivos conflituais.Programa Operacional do Ambiente 2000 . quando estratégias de soma positiva não puderem ser concretizadas.

em primeiro lugar. nacional e mesmo da União Europeia e dos restantes países da comunidade internacional. 30 . Portugal propõe-se implementar a estratégia.Programa Operacional do Ambiente 2000 . formar opiniões e efectuar escolhas. Neste sentido. quer na área dos bens e serviços. mas a informação só é util se os cidadãos a relacionarem com um quadro de conhecimentos e a usarem para resolver problemas. 2 Objectivos Ambientais 2000-2006 Para o período 2000 . A educação e a informação ambientais devem envolver todos os cidadãos partindo da escola para a comunidade. quer no suporte a medidas de protecção do ambiente como o clima. aos níveis local. Com educação e o acesso a uma informação de qualidade. destacam-se os financeiros. o seu sucesso depende do diálogo e da contratualização com os vários actores que interveêm na implementação prática das acções de desenvolvimento. os cidadãos. e desta para a escola. os oceanos e a defesa da biodiversidade em geral. É por isso que a educação se torna tão necessária. fomentará as formas institucionais de cooperação e de contratualização com os restantes agentes. Os consumidores e a opinião pública têm um papel importante na criação de uma procura ambientalmente dirigida. entre os seus diferentes departamentos e ministérios a concertação necessária a uma abordagem integrada dos problemas ambientais e. A educação ambiental pode dar ao cidadão os instrumentos e a experiência que ele necessita para compreender os processos que envolvem a protecção do ambiente e a sua relação com o desenvolvimento de uma comunidade sustentável. De entre os instrumentos de política.2006. a Administração e o mundo empresarial poderão tomar decisões mais eficientes e mais equitativas no que respeita ao uso dos recursos naturais e participar mais eficazmente no processo de tomada de decisão. os cofinanciados pelo Fundo de Coesão e pelos Fundos Estruturais que exercerão uma influência decisiva na prossecução dos objectivos que se passam a enunciar. recorrendo a um conjunto de instrumentos que permitam criar as condições para a sustentabilidade do desenvolvimento do país no próximo século. em seguida. em particular. A Administração Central promoverá. O vector ambiente no Plano de Desenvolvimento Regional assume-se como estruturante e de carácter horizontal tendo em vista o desenvolvimento sustentável. que em linhas gerais foi exposta . Quinto vector: O desenvolvimento da educação e da informação ambientais O acesso à informação é crucial em democracia.2006 Quarto vector: o estabelecimento de um partenariado estratégico com os diferentes actores para a modernização ambiental das actividades económicas e das organizações.

com particular incidência no tratamento das águas residuais. No que se refere ao tratamento das águas residuais. foi elaborado o Plano Estratégico de Abastecimento de Água e de Saneamento de Águas Residuais 2000-2006. para projectos de melhoria do ambiente urbano e para projectos de conservação da natureza e do litoral. Apesar de ainda se verificarem lacunas na cobertura da população com aqueles serviços. Serão objectivos a atingir em 2006. e a nível de outras intervenções sectoriais. para além dos referidos investimentos no âmbito do Fundo de Coesão. sendo por conseguinte necessário colmatá-las. o investimento incidirá fundamentalmente no reforço do ciclo integrado de água através de uma lógica de sistemas integrados compatíveis com os planos de bacia.1 Níveis de atendimento Nas últimas décadas e em particular no período do QCA II. Neste contexto. numa lógica de aplicação do princípio do “poluidor – pagador”. para projectos de interesse municipal que apresentem complementaridade com os projectos financiados pelo Fundo de Coesão.. efectuou-se um elevado investimento para aumentar a cobertura de população com serviços de abastecimento de água e de drenagem e tratamento de águas residuais. haverá investimentos em Ambiente a nível dos Programas Regionais.2006 Com efeito.1 Recursos Hídricos 2. Para os investimentos sectoriais e no âmbito da integração do ambiente nas políticas de desenvolvimento económico e social. drenagem e tratamento de águas residuais e recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos) a complementariedade dos investimentos financiados pelo Fundo de Coesão numa lógica de Sistemas integrados. em termos de atendimento das populações. através dos financiamentos FEDER no âmbito das Intervenções Operacionais Regionais dos investimentos a montante e a juzante das redes em baixa necessárias para assegurar a plena eficácia de cada sistema. os investimentos em Ambiente que se realizarão no âmbito do PDR não serão exclusivamente financiados por este Programa Operacional. Na realidade. nomeadamente no Programa Operacional da Saúde. a inclusão nas intervenções sectoriais apropriadas aos investimentos de cariz ambiental indispensáveis à minimização dos impactes ambientais resultantes das respectivas actividades 2.1. na melhoria da qualidade da água fornecida e do serviço prestado. é indispensável para a consecução dos objectivos fixados que sejam articulados os apoios comunitários: Para as três vertentes do saneamento básico (abastecimento de água e. será necessário continuar o esforço de investimento na construção de infraestruturas.Programa Operacional do Ambiente 2000 . na melhoria do nível de tratamento dos esgotos e na reutilização da água tratada para determinados usos. Neste sentido. os seguintes: 31 .

Qualidade da Água e Sedimentologia) teve sempre como objectivo subjacente a permanente adequação da monitorização às necessidades de informação para a gestão e planeamento dos recursos hídricos. E. que teve início em 1996 com o estudo de sensores. o objectivo será reduzir em cerca de 80% a carga poluente no meio hídrico. Por motivos de estratégia de investimento o País foi dividido em três regiões. a Norte do Douro. havendo depois que preparar o caderno de encargos do concurso ainda que as especificações quanto a sensores. no mínimo. criado ou a criar. ainda. Quanto à região a Norte do Douro. Relativamente à qualidade da água para produção de água para consumo humano e águas balneares. a presente etapa de restruturação. a saber: Sul do Tejo. bem como intervenções na rede hidrográfica que permitam uma melhor gestão dos recursos hídricos.1. A proposta para as redes na região Entre Douro eTejo. o nível de atendimento em cada sistema. para abertura do concurso público internacional. 2. Hidrometria. frequências de amostragens e soluções de telecomunicações.2 Programa de Monitorização de Águas Superficiais O Programa de Monitorização de Águas Superficiais (Climatologia. quer para as redes de referência quer para as redes específicas. através da aplicação de medidas tendentes ao integral cumprimento das diversas directivas comunitárias. Entre Douro e Tejo. será. 32 . Espera-se ter a rede nacional em funcionamento pleno em 2001. encontra-se na fase de optimização do desenho e implementação das soluções. Neste princípio. os desenhos das redes estão em fase de conclusão. a implementação de medidas previstas nos POOC. bem como aquelas decorrentes do cumprimento do normativo nacional e comunitário. frequências de amostragens e telecomunicações na região já estejam identificadas. de 90%.Programa Operacional do Ambiente 2000 . até 2006.2006 Nível de atendimento global no ano 2006 População do Continente Serviço Abastecimento de água Tratamento de águas residuais Percentagem 95 90 Cumulativamente. sobre as quais tem vindo a actuar a restruturação. Para a Região a Sul do Tejo a solução de rede encontra-se já adjudicada estando em fase de elaboração de contrato. estão em fase de conclusão do caderno de encargos. rotinas de monitorização.

devendo ocorrer.2 Resíduos Do ponto de vista dos resíduos sólidos. Espera-se ter a rede nacional em funcionamento pleno também em 2001. a rede para o sistema aquífero do Tejo-Sado já se encontra implementada e operacional. vão iniciar-se os trabalhos de campo com vista à definição do desenho da rede. Na Região Centro já se encontra em exploração a rede piezométrica no litoral.1. Quanto à região a Norte do Douro. havendo ainda que implementar a rede de qualidade extensível ao interior (Maciço Antigo). Por motivos de estratégia de investimento o País foi dividido em cinco áreas coincidentes com as de jurisdição das Direcções Regionais de Ambiente. sobre as quais tem vindo a actuar a restruturação.2006 2. passar-se-á a uma segunda fase que permitirá atingir as seguintes taxas de atendimento compatíveis com as directivas comunitárias e consequentemente com o nível médio da União Europeia: 33 . bem como aquelas decorrentes do cumprimento do normativo nacional e comunitário.Programa Operacional do Ambiente 2000 . as acções a desenvolver e os objectivos a atingir são os que a seguir se explicitam: 2. A proposta apresentada pelo INAG para a região do Alentejo ainda não foi implementada. estando presentemente a ser definida a rede no litoral. ainda em 2000. 2.2.1 Resíduos Sólidos Urbanos No respeitante à componente de resíduos sólidos urbanos e após a primeira fase de infraestruturação básica.3 Programa de Monitorização de Águas Subterrâneas O Programa Nacional de Monitorização das Águas Subterrâneas (Quantidade e Qualidade) tem também como objectivo a adequação da monitorização às necessidades de informação para a gestão e planeamento dos recursos hídricos. Para a Região do Algarve a rede encontra-se já operacional. pelo menos numa primeira fase. Na Região de Lisboa e Vale do Tejo.

2 Resíduos Industriais No período do PDR 2000-2006 deverão ser atingidos os seguintes objectivos: Tipo de resíduos Resíduos industriais perigosos Resíduos industriais banais Recolha e destino final adequado (%) 100 100 Valorização (%) 12 30 2.3 Resíduos Hospitalares De acordo com o Plano Estratégico para os Resíduos Hospitalares estão previstas acções. consultórios. complementadas por duas unidades de incineração. laboratórios e unidades de prestação de cuidados de saúde a animais. No período do PDR 2000-2006 serão atingidos os seguintes objectivos: Serviço Recolha.2006 Nível de atendimento global no ano 2006 População do Continente Serviço Tratamento e destino final adequado para os resíduos sólidos urbanos Percentagem 98 No quadro da política dos 3Rs são definidos os seguintes objectivos para o ano de 2006 (em percentagem do total de resíduos tratados): Tipo de valorização Material Energética Orgânica Percentagem 17 20 25 Os principais investimentos a realizar neste domínio referem-se à valorização e serão apoiados prioritariamente pelo Fundo de Coesão. Para destino final. 2. centros de saúde.2. tratamento e destino final adequado para os resíduos hospitalares Percentagem 100 34 . o Plano propõe unidades de tratamento físico. tendo em vista a triagem dos resíduos hospitalares perigosos em clínicas.Programa Operacional do Ambiente 2000 .2.

2006 2. e no âmbito da Directiva Quadro da Qualidade do Ar. de acordo com a nova legislação nacional. Considerando o novo quadro legal definido pelo Decreto-Lei nº 276/99 de 23 de Julho. a nível nacional. distribuídas do seguinte modo: 35 . como objectivo a atingir em 2006. Assim pretende-se que sejam apoiados projectos de nível nacional e regional que permitam a conclusão da rede de qualidade. importa completar o diagnóstico da situação da poluição atmosférica do nosso país. e porque os compromissos e normativos comunitários vinculam obrigações e acções técnico-administrativas de natureza local. foram já definidas as zonas consideradas aglomerações para o continente. a instalação no continente de cerca de 50 estações fixas ( valor aferido quando terminado o estudo atrás referido). com a criação de estruturas fixas e a respectiva estrutura de comunicação. e para dar cumprimento às exigências comunitárias há que por um lado reformular e/ou reforçar algumas redes. Para além da actuação nestas áreas. nomeadamente em termos de localização das estações e dos poluentes a medir e por outro. por forma a verificar as zonas onde obrigatoriamente se devem instalar estações de medição em contínuo. particularmente nas zonas urbanas e industriais. o que é manifestamente insuficiente atendendo às novas Directivas Comunitárias relativas à Qualidade do Ar.3 Ar e Ruído O diagnóstico sistemático da evolução da qualidade do ar e a avaliação da exposição ao ruído tem incidido em áreas sob influência marcante das actividades urbanas e industriais. regional e nacional. apenas permitem avaliar a qualidade do ar em certas áreas. instalar estações em áreas que necessitem de uma avaliação contínua. Nesta perspectiva prevê-se. que irá ter lugar no segundo semestre 2000.Programa Operacional do Ambiente 2000 . cuja gestão está a cargo das Direcções Regionais do Ambiente (29 estações a funcionar e 8 em fase de instalação). aquisição de unidades móveis para campanha de medição da qualidade do ar e acções de sensibilização. cimenteiras e siderurgia). além da aquisição de unidades móveis de medição da qualidade do ar. quer porque os níveis de concentração assim o obriguem. quer porque estão abrangidas na definição de aglomerações. estudos e acções de informação e sensibilização nesta matéria. As redes actuais. Neste sentido. impõe-se estender o conhecimento a todo o território nacional e ajustar a estrutura produtiva e do sector dos transportes aos novos objectivos ambientais. A monitorização da qualidade do ar a nível nacional é feita através de estações integradas em: • • redes de medição. dada a localização das estações. redes privadas pertencentes às grandes industrias poluentes (centrais térmicas. Por este facto. e foi definida a metodologia para uma avaliação preliminar.

Programa Operacional do Ambiente 2000 - 2006

2000 Norte Centro LV Tejo Alentejo Algarve TOTAL 18 3 14 5 1 41

2006 28 17 20 15 10 90

A monitorização da qualidade do ar será tratada e processada de forma a facilitar a sua divulgação pública. No respeitante ao ruído pretende-se para o futuro uma actuação mais preventiva dos problemas, estabelecendo-se mecanismos que permitem actuar concertadamente com o planeamento das actividades, nomeadamente, através da elaboração de mapas de ruído, de planos de monitorização e da implementação de planos de redução, de acordo com o novo Regulamento Geral do Ruído. Os objectivos para o período do PDR consubstanciam-se na aplicação das directivas que se encontram em fase de revisão e sobretudo para alguns dos poluentes, em particular aqueles que se integram nos compromissos de Quioto e na estratégia da acidificação.

2.4 Conservação da Natureza e do Litoral Assistiu-se nos últimos dez/doze anos a um esforço assinalável no sentido de consolidar e reforçar o âmbito, as competências e a capacidade de intervenção das instituições da Administração Pública com responsabilidades no domínio da Conservação da Natureza, fruto sobretudo das obrigações decorrentes de directivas europeias e convenções internacionais. O volume de meios financeiros postos à disposição destas entidades, sobretudo no decurso do QCA II, veio permitir o aumento e aprofundamento do conhecimento científico relativos aos valores do património natural existente em Portugal. Ao mesmo tempo, o avanço registado na efectiva implementação das Áreas Protegidas, quer ao nível da sua infraestruturação quer ao nível do significativo reforço da sua actuação no terreno, veio permitir uma intervenção progressivamente mais credível e eficaz, contribuindo para que a Conservação da Natureza passasse a ter uma dimensão espacial e política de âmbito nacional até então nunca verificada. O alargamento da rede, em anos recentes foi de facto significativo. No entanto, ao reforço e reclassificação das unidades constituintes da rede nacional de áreas classificadas, deverá
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Programa Operacional do Ambiente 2000 - 2006

seguir-se a sua valorização na lógica preconizada de desenvolvimento integrado e sustentável das actividades socio-económicas aí levadas a cabo. Importa, agora, dotar as diversas figuras de protecção dos instrumentos e meios adequados à gestão da conservação da natureza. Este aspecto, porém, não poderá remeter para segundo plano o objectivo essencial das áreas classificadas que é, por excelência, a conservação e valorização da natureza. Esta posição é tanto mais justificada quanto a lista nacional de Sítios a incluir na Rede Natura 2000 se encontra completa. A Estratégia da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ENCNB) assenta em quatro conceitos fundamentais: • A compatibilidade entre Homem e Natureza, rejeitando todas as noções extremistas segundo as quais a conservação da natureza se faz melhor na ausência do ser humano, como se este fosse contra-natura; • a utilização sustentável dos recursos naturais, também como forma de promover a conservação da natureza e o bem estar das populações; • a conservação da natureza extensível a todo o território nacional, sustentando-se um continuum entre regiões ou áreas que, de facto, contribua para a preservação e identidade nacional do “Ecossistema Portugal”; • a responsabilidade partilhada, segundo o qual a implementação da ENCNB resulta da interiorização e integração da ENCNB nas diferentes políticas sectoriais e sectores de administração, bem como da própria sociedade civil. A Conservação da Natureza deixou assim, neste quadro, de se assumir como uma questão sectorial centrada sobre os seus valores intrínsecos, mas passou a ser encarada como uma política transversal, interactiva com as políticas de utilização dos recursos naturais e de planeamento do uso do solo e a ser encarada como suporte de um verdadeiro processo de desenvolvimento sustentável. Neste contexto, serão objectivos a atingir no período do PDR 2000-2006: Conservação da Natureza Objectivos Percentagem Território continental sob estatuto de protecção para 20 a conservação da natureza Território sujeito a estatuto de Área Protegida 100 abrangido por Plano de Ordenamento Território inserido em Áreas Protegidas com 100 estatuto de protecção integral na posse do Estado

A protecção e a valorização das zonas costeiras, bem como a reabilitação da rede hidrográfica farão parte das prioridades da política de ambiente. A grande diversidade e
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Programa Operacional do Ambiente 2000 - 2006

fragilidade do litoral e o facto de os recursos costeiros e hidrográficos serem o suporte de diversas actividades económicas, justificam o empenhamento de toda a sociedade na sua defesa e valorização, tendo por base os POOC’s e os instrumentos de gestão territorial, bem como as estratégias regionais e sectoriais. São objectivos para o período do PDR 2000-2006 os seguintes: • • • • Concretizar os estudos, as medidas e acções previstas nos Planos de Ordenamento da Orla Costeira, incluindo os que se venham a revelar necessários implementar na sequência do desenvolvimento e aprofundamento dos trabalhos. Promover acções de requalificação e defesa da da orla costeira, em especial as de cariz preventivo e/ou as que constituem soluções alternativas à realização de obras. Promover a monitorização da orla costeira nas suas diferentes componentes. Promover acções de divulgação e sensibilização. Conservação do Litoral Objectivos Extensão da Costa Intervensionada (km) Planos de Ordenamento de Albufeiras de Águas Públicas elaborados (nº) 2006 200 50

2.5 Educação ambiental No Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território, o Instituto de Promoção Ambiental (IPAMB) desempenha um papel estratégico e de referência no domínio da Educação para a Sustentabilidade, do acesso do cidadão à informação em matéria de ambiente e da participação do cidadão e das ONG’s no processo de tomada de decisão. As responsabilidades de promoção da cidadania exigem ao IPAMB, enquanto interlocutor privilegiado de escolas, ONG’s (em especial ONGA’s), professores, técnicos e animadores de Educação Ambiental, um empenhado trabalho de tratamento, actualização e disponibilização de informação sobre ambiente, bem como na formação contínua. Por outro lado, o reforço da participação dos cidadãos, ONG’s e da sociedade civil em geral, no processo de tomada de decisão, tornam necessária a criação de instrumentos que permitam uma maior eficácia da sua intervenção nesta área. Neste contexto, constituem objectivos a atingir no período de vigência do PDR 20002006: Objectivos Projectos apoiados de Educação Ambiental (EA) em escolas Alunos abrangidos por projectos de EA Professores abrangidos por projectos de EA Projectos de ONGA apoiados 2006 1 500 300 000 20 000 1 000
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Objectivos População abrangida por intervenções de requalificação urbana (milhões de hab. por forma a balizar formas e processos de actuação. através da adopção de modelos de gestão urbana com elevadas taxas de eficiência na utilização dos recursos ambientais. paisagem. Fomentar acções de gestão racional dos consumos energéticos.) 2006 3 3 Integração do ambiente nas políticas de desenvolvimento O sucesso de uma estratégia de desenvolvimento sustentável passa pela capacidade de encontrar formas de cooperação entre as políticas sectoriais e a política de ambiente. nos executores e nos agentes económicos do sector. habitação e acção social) os objectivos a atingir no domínio da qualidade do ambiente urbano são os seguintes: • • • • Promover uma gestão integrada dos diferentes descritores ambientais: água. ar. sobretudo.Programa Operacional do Ambiente 2000 . medidas de racionalização dos transportes urbanos e de melhoria geral da qualidade ambiental das cidades. criar novas mentalidades nos decisores. energia. Qualificar as zonas urbanas através de programas de recuperação de áreas degradadas. desenvolver instrumentos e incentivos e. caracterizada pela concentração urbana das populações e pela generalização de padrões de consumo e de estilos de vida urbana. Sem prejuízo da integração das acções sectoriais (urbanismo. zonas ribeirinhas. A melhoria do ambiente urbano pressupõe intervenções integradas. 39 . ruído. Torna-se assim necessário inverter estes processos. aumentando a oferta em locais já infraestruturados. pois incide numa diversidade de sectores e exige participações públicas e privadas. Esta tendência tem provocado a degradação do ambiente e da qualidade de vida das populações. nomeadamente através da qualificação dos centros históricos das localidades. ar. racionalizar a expansão urbana. mas devem igualmente ser parte da formulação da própria política sectorial. transportes. espaços verdes. Reforçar os meios de informação e fiscalização do MA e a sua coordenação com os Serviços de Protecção Civil. Essas formas de cooperação são importantes a nível do projecto e da empresa onde os esquemas de integração já existem. A qualidade ambiental será cada vez mais um recurso escasso se não forem adoptados os princípios de sustentabilidade dos recursos naturais e que estão na base da concepção e do funcionamento de sistemas de abastecimento de água. solo. resíduos.6 A melhoria do ambiente urbano A urbanização é uma tendência que se tem vindo a acentuar na organização do território. água.2006 2. de tratamento de águas residuais e de resíduos sólidos.

numa lógica de aplicação do princípio do “poluidor-pagador”. Os investimentos relevantes para a minimização do impacto ambiental resultante da actividade dos diferentes sectores deverão ser enquadrados nos instrumentos sectoriais apropriados. A estratégia para as alterações climáticas. Na internalizacão dos custos externos. incentivando a realização de investimentos de natureza interna ao processo produtivo (novas tecnologias – BAT) ou de natureza externa. As políticas agrícolas ambientalmente correctas são um factor decisivo na preservação dos espaços e da biodiversidade. através da promoção de energias de substituição e de um esforço tecnológico significativo. tendo em conta as condições de competitividade da economia. Na luta contra os desperdícios através da valorização dos resíduos.2 Agricultura.1 Energia e Ambiente A integração do ambiente no sistema energético só poderá ser feita num quadro programado de longo prazo. que poderá ter menos custos se devidamente inserida num Plano. Por outro lado. melhorar o desempenho ambiental das actividades económicas. Na renovação do capital produtivo no sentido de fazer penetrar as tecnologias mais limpas. Pretende-se. passa pelo aumento significativo da eficiência energética e pela expansão das energias renováveis. que garantam uma “performance” ambiental além da legislação em vigor.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Na análise e racionalização do ciclo de vida dos produtos.2006 O esforço de integração do factor ambiente nas políticas sectoriais deve concentrar-se em cinco aspectos: • • • • • Na concretização da regulamentação existente. procurar-se-à estimular acções de recuperação do passivo ambiental acumulado nas situações em que . por não ser possível responsabilizar o agente poluidor. Pescas e Ambiente Uma agricultura sustentável depende das relações que mantém com o meio natural e com a capacidade de conservar e melhorar a qualidade desse meio. 40 . assim. Os compromissos de Quioto vão constituir o enquadramento para este esforço sendo que a integração do ambiente nas decisões energéticas se tornou agora uma necessidade. 3. reservando-se o Programa Operacional do Ambiente para o incentivo complementar a soluções que assegurem ou antecipem a adopção de tecnologias “amigas do ambiente” em detrimento de soluções correctivas de “fim de linha”. na luta contra a desertificação e o despovoamento das áreas rurais e na melhoria da qualidade dos produtos. não se aplica o princípio do “poluidor-pagador”. 3. no caso de Portugal.

41 . A primeira década do próximo século vai. Porém as tecnologias de fim de linha constituem ainda para muitos sectores e empresas o objectivo actual. em particular do transporte individual. no aumento da produtividade dos recursos materiais e da energia . Plano específico de ajuda para as zonas agrícolas integradas em Áreas Classificadas.e na busca de novos modos de produção sustentável. contudo ser mais exigente.a ecoeficiência .Programa Operacional do Ambiente 2000 . O papel dos agricultores e pescadores portugueses deve ser valorizado quando as práticas agrícolas se situam em zonas com um elevado significado ecológico como sejam as áreas classificadas (APs. colocam-se vários problemas: os impactes ambientais das infraestruturas. tomate. as empresas terão de assumir verdadeiras estratégias ambientais que passam por dois eixos de actuação: a adaptação às tecnologias mais limpas e a introdução de sistemas de ecogestão. destilarias e lagares de azeite. quer no tocante às poluições e aos riscos tecnológicos. Dar prioridade à aplicação das medidas agro-ambientais nas áreas classificadas. Sítios e ZPEs. Estabelecimento de metas para a redução do uso de pesticidas. Conceber um transporte sustentável é uma tarefa que preocupa todos os países e constitui um dos objectivos do 5º Programa de Acção e de Política em matéria de Ambiente da União Europeia.4 Transportes e Ambiente O impacto dos transportes e do tráfego sobre o ambiente e a saúde humana é considerável.3 Indústria e Ambiente Os esforços da indústria nacional em cumprir o normativo ambiental da primeira geração começam a dar os seus efeitos positivos para o ambiente. Neste sentido serão prosseguidos os seguintes objectivos: • • • • • • Redução e tratamento dos efluentes dos grandes sub-sectores poluidores: suinicultura. o factor ambiental deve desempenhar um papel importante na renovação do tecido produtivo. Num país em que se assiste a um desenvolvimento considerável das infraestruturas viárias e consequente aumento do transporte. o aumento do ruído e o congestionamento.2006 O Acordo Pescas/Ambiente tem em vista a articulação sectorial e a promoção de uma actividade piscatória sustentada. quer na substituição de técnicas e de produtos perigosos para o ambiente e para a saúde. Neste contexto. De constrangimento externo. Desenvolver um programa de recuperação e apoio aos portos de pesca artesanal situados em Áreas Classificadas 3. 3. por exemplo). o aumento significativo e súbito das emissões. de modo a podermos racionalizar a pesca em zonas particularmente sensíveis. Certificação dos produtos oriundos das áreas classificadas.

42 .Programa Operacional do Ambiente 2000 . O ambiente pode ser uma fonte diversificada de actividade turística se a sua utilização for feita numa óptica de sustentabilidade. Incentivos económicos aos projectos e planos de desenvolvimento turístico com mais valia ambiental. exige uma inequívoca.2006 Num quadro de crescimento rápido do sector. nas suas vertentes de alojamento e animação ambiental. quer com o Ministério do Trabalho e Solidariedade. Ordenamento turístico das áreas sob jurisdição do Ministério do Ambiente em particular da orla costeira. as áreas protegidas e os ecossistemas mais frágeis. para desenvolver estas competências. a protecção do ambiente e a consideração das escalas territoriais e temporais apropriadas. Formação Profissional e Emprego A existência de recursos humanos suficientes e qualificados para os constantes desafios que as actividades ligadas ao ambiente protagonizam. quer com os outros organismos da tutela.6 Ambiente. constituirão objectivos para o período do Plano: • • • Desenvolvimento do Programa Nacional de Turismo da Natureza (com uma linha financeira de apoio específica). com especial incidência nas áreas mais sensíveis como a orla costeira. sensibilização dos sujeitos de actividades com elevado impacte ambiental e da proposta de comportamentos profissionais alternativos. instituições universitárias. associações de municípios. deverão as mesmas ser reforçadas na componente estrutural.5 Turismo e Ambiente O ambiente e a qualidade ambiental constituem o capital mais valioso da indústria turística uma vez que são únicos e não substituíveis. de sector e profissionais. num quadro de crescimento ocorrido e esperado. rápida e sistematizada resposta ao nível da atribuição de competências específicas na área do ambiente. ONGA e empresas. Degradar o património natural através de políticas de urbanização incontrolada significa inviabilizar a prazo uma exploração racional e sustentada da actividade turística. 3. de ligação às entidades potencialmente utilizadoras das competências criadas e de aumento das condições de empregabilidade. Desempenhando o Instituto de Promoção Ambiental o papel de “pivot” na cooperação. para além de gerar custos económicos sob a forma de infraestruturas sobredimensionadas e custos sociais de poluição. os danos ambientais podem ser mais graves pelo que se impõe uma abordagem integrada de vários vectores: o desenvolvimento da mobilidade. Neste sentido e tendo em conta as novas formas de turismo associadas ao ambiente. 3.

drenagem e tratamento de águas residuais e recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos) serão financiados prioritariamente pelo Fundo de Coesão no que diz respeito aos grandes investimentos visando complementar o processo de infraestruturação básica do território. complementares dos anteriores. serão financiados pelos Programas Operacionais Regionais do Continente (Eixo 1 “Apoio a Investimentos de Interesse Municipal e Intermunicipal”) por forma a assegurar a plena eficácia de cada sistema.2 Conservação e Valorização do Património Natural Os investimentos relativos à Conservação e Valorização do Património Natural são essencialmente da mesma natureza quer no Programa Operacional do Ambiente quer na Componente Desconcentrada do Ambiente. aumentando o efeito indutor dos Fundos Comunitários e complementando as necessidades de investimento. com especial incidência nos investimentos em alta. Para a realização destes investimentos. Assegurem a sua auto-sustentabilidade. será atribuída prioridade à utilização de modelos de gestão do tipo empresarial que: • • • Ofereçam garantias de funcionamento dos sistemas.1 Saneamento básico Os investimentos a realizar nas três vertentes de saneamento básico (abastecimento de água. poderão ser apresentados para co-financiamento pelo Fundo de Coesão candidaturas de sistemas integrados. de modo a garantir a plena aplicação do principio do poluidorpagador. Os investimentos em baixa. de modo a diminuir as taxas de comparticipação comunitária. isto é. 4. projectos com investimentos simultaneamente em alta e em baixa. No entanto. sendo condição de acesso ao Fundo de Coesão.2006 4 Articulação das diferentes fontes de financiamento 4. enquadrando-se no programa Operacional do Ambiente os investimentos a realizar em Áreas Protegidas de âmbito nacional e na componente desconcentrada os investimentos a realizar nas seguintes áreas. desde que não abrangidas por Áreas Protegidas de âmbito nacional: 43 .Programa Operacional do Ambiente 2000 . Salienta-se ainda neste contexto a orientação de incentivar o incentivo à associação do investimento privado. Apliquem tarifas reais.

4 Informação. em outras áreas com relevância para a conservação da natureza. os investimentos relativos a: • regularização e reabilitação da rede hidrográfica. 4. cujo montante de investimento seja inferior a 20 mil contos. abrangendo o reforço das infraestruturas e instrumentos que permitam a obtenção e o processamento de dados de natureza ambiental. áreas integradas na Reserva Ecológica Nacional. Zonas de Protecção Especial declaradas ao abrigo da Directiva79/409/CEE.2006 • • • • • • sítios integrados na Lista Nacional de Sítios proposta para classificação de Zonas Especiais de Conservação ao abrigo da Directiva 92/43/CEE. excepto a reabilitação de sistemas dunares e a reabilitação e requalificação de áreas degradadas e frentes urbanas cujo investimento seja inferior a 50 mil contos. áreas com estatuto de protecção consideradas nas Convenções Internacionais ratificadas ou a ratificar pelo Estado Português. valorização e requalificação da orla costeira . Sensibilização e Gestão Ambientais No âmbito desta medida. serão elegíveis na componente do Ambiente regionalmente desconcentrada as candidaturas relativas a informação e gestão ambientais. excepto as acções para a recuperação e melhoria das condições de segurança inferiores a 50 mil contos. excepto as infraestruturas de apoio a albufeiras e a requalificação ambiental e reabilitação do património cujo investimento seja inferior a 50 mil contos. segurança de barragens. integrarão candidaturas a apoiar pelo Programa Operacional do Ambiente. ordenamento.3 Valorização e Protecção dos Recursos Naturais Caem no âmbito desta medida do PO Ambiente. valorização e requalificação das albufeiras. • • • 4. bem como de estruturas de detecção de tendências de fenómenos ambientais e naturais. ordenamento. excepto as acções de limpeza e desassoreamento e as infraestruturas de apoio das zonas fluviais e de recuperação do património cujo investimento seja inferior a 50 mil contos. áreas com estatuto de Diploma Europeu. 44 .Programa Operacional do Ambiente 2000 . Os restantes investimentos. Reserva da Biosfera ou Reserva Biogenética. não abrangidas pelas figuras anteriores.

acções de recuperação/ valorização ou construção de edifícios com interesse patrimonial ou funcional integrados em operações de requalificação urbana. acções relativas à criação ou reforço de sistemas de monitorização. em particular dos veículos de utilização individual através. acções que contribuam para a restrição à circulação automóvel. nomeadamente. de tratamento e de processamento de dados ambientais urbanos para apoio à decisão e/ou para divulgação ao público. acções de requalificação ambiental e urbana de espaço público para fruição pelos cidadãos. relativas à Qualificação das Cidades e Requalificação Metropolitana: Através destas Medidas pretende-se apoiar preferencialmente as acções de carácter mais infraestrutural e urbanístico. da criação de áreas de estacionamento e da reestruturação da rede viária e pedonal na malha urbana. a saber: • Medida 2. acções que visem a criação e/ou requalificação de áreas verdes contemplando o equipamento considerado necessário.5 Ambiente Urbano A articulação de investimentos relativos ao ambiente urbano será efectuada no quadro do Programa Polis – Programa de Requalificação Urbana e Valorização Ambiental das Cidades.2006 4. acções de comunicação e sensibilização de âmbito nacional tendo em vista a melhoria do ambiente urbano.Programa Operacional do Ambiente 2000 . acções de recuperação e valorização de estruturas ecológicas inseridas na malha urbana. além de verificar a conformidade com os objectivos do programa. orienta a instrução das candidaturas considerando as fontes de financiamento disponíveis. acções de requalificação ambiental e urbana de espaço público potenciadoras da melhoria do desempenho das actividades económicas locais. melhorando a atractividade e competitividade de pólos urbanos que têm um papel relevante na estruturação do sistema urbano nacional. nomeadamente. O principal objectivo deste programa consiste em melhorar a qualidade de vida nas cidades através de intervenções nas vertentes urbanística e ambiental. 45 • • . Medidas do Eixo Prioritário 3 dos Programas Operacionais Regionais do Continente relativas à Componente do Ambiente desconcentrada regionalmente: Através destas Medidas pretende-se apoiar preferencialmente as acções de monitorização de parâmetros ambientais e de informação e sensibilização do público. acções que contribuam para a caracterização e a gestão do ambiente urbano.1 do Programa Operacional do Ambiente “Melhoria do Ambiente Urbano”: Através desta Medida pretende-se apoiar preferencialmente as acções de carácter mais ambiental. Os promotores apresentarão as sua propostas de investimento ao Gabinete Coordenador do Programa Polis que. acções de comunicação e sensibilização de âmbito local ou regional tendo em vista a melhoria do ambiente urbano. nomeadamente. Medidas do Eixo Prioritário 2 dos Programas Operacionais Regionais do Continente. nomeadamente. acções que promovam a utilização dos modos de transporte colectivo e/ou promovam modos de transporte urbanos mais favoráveis ao ambiente.

Economia. os Programas Operacionais Regionais e o Programa Operacional do Ambiente desconcentrado será feita por uma Comissão de Coordenação. a articulação entre o Programa Operacional do Ambiente. 6 Ponto de situação da implementação das Directivas Comunitárias Relativas aos Recursos Hídricos 46 .” • Para além das representações já referidas. que servirão de apoio à decisão. 5 Mecanismos de articulação entre as diferentes intervenções As Autoridades Públicas Ambientais participam nas Unidades de Gestão dos seguintes Programas Operacionais: Agricultura.” “As unidades de gestão dos eixos prioritários relativos a investimentos e acções de desenvolvimento desconcentrados incluídos nas intervenções operacionais regionais do continente são ainda integradas pelos coordenadores das intervenções da administração central regionalmente desconcentradas dessas intervenções operacionais. e que será constituída pelos representantes do MAOT nas unidades de gestão e de acompanhamento e pelo gestor do Programa Operacional do Ambiente. Ambiente e Programas Operacionais Regionais do continente. Pesca. Transportes. Serão elegíveis na Componente do Ambiente regionalmente desconcentrada estudos e/ou diagnósticos de fundamentação de projectos referentes à recuperação do passivo ambiental e/ou requalificação ambiental. e nas Comissões de Acompanhamento dos Programas Operacionais.Programa Operacional do Ambiente 2000 . De acordo com o artigo 31º do decreto-lei 54-A/ 2000: • “As unidades de gestão dos eixos prioritários relativos às acções integradas de base territorial e incluídos nas intervenções operacionais regionais do continente são aindacompostas pelos coordenadores das acções integradas de base territorial.2006 4. que presidirá. constituindo portanto um incentivo complementar a investimentos financiados pelos outros programas sectoriais. que reunirá trimestralmente.6 Apoio à Sustentabilidade Ambiental das Actividades Económicas Esta Medida do Programa Operacional do Ambiente destina-se a incentivar acções que proporcionem um desempenho ambiental acrescentado. quando não integrem a Unidade de Gestão.

47 . 78/659/CEE – Transposta pelo DL-236/98. Industriais e Hospitalares As directivas comunitárias no domínio dos resíduos encontram-se todas transpostas para Direito Nacional. 79/869/CEE – Transposta pelo DL-236/98. Foi definida a Rede Básica de Monitorização e está-se presentemente a inventariar as unidades industriais que potencialmente lançam para o meio aquático substâncias perigosas. está já entregue o relatório para o biénio 1996-1998. 91/676/CEE – Transposta pelos DL-235/97 e 68/99. 76/464/CEE – Transposta pelos DL-236/98. 80/68/CEE – Transposta pelos DL-236/98 e 46/94. Estão já entregues os relatórios dos triénios1993/95 e 1996/98. 54/99. 83/513/CEE. Estão já entregues os relatórios dos triénios1993/95 e 1996/98. substâncias perigosas.2006 75/440/CEE – Transposta pelo DL-236/98.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Estão já designados os troços de águas salmonídeas e ciprinícolas. De acordo com o que está estipulado no articulado das directivas têm sido enviados à Comissão os relatórios de transmissão de informação relacionada com o cumprimento das mesmas em Portugal. 84/156/CEE. 52/99.p. 84/491/CEE. 348/98 e 261/99. 91/271/CEE e 98/15/CEE – Transpostas pelos DL 152/97. está em preparação o relatório para o quadriénio 1996-1999. Na generalidade está-se na fase de implementação dos planos de acção sobre os quais incidirá a verificação da eficiência e introdução de eventuais alterações. 86/280/CEE. 56/99. descarregando para bacias sensíveis. 46/94 e 82/176/CEE. 88/347/CEE – transpostas respectivamente pela Portaria 1033/93 e pelos DL 53/99. Relativas à gestão dos Resíduos Urbanos. estão já entregues os relatórios dos triénios1993/95 e 1996/98. estão já entregues os relatórios dos triénios1993/95 e 1996/98. 506/99. 76/160/CEE – Transposta pelo DL-236/98. Foram definidos os Planos de Actividades para preservação e melhoria da qualidade das águas balneares. Está a ser definida a Rede Básica de Monitorização e está-se presentemente a inventariar as unidades industriais que potencialmente lançam indirectamente para as águas subterrâneas. Está em curso a revisão das zonas vulneráveis. foram entregues os relatórios anuais. tendo os respectivos documentos legislativos de transposição sido notificados oportunamente à Comissão da União Europeia. estão já entregues os relatórios dos triénios1993/95 e 1996/98. Foram construídas infraestruturas para aglomerados com dimensão superior a 10000 e. Foram definidos os Planos de Acção para as zonas balneares não conformes.

o que se vem verificando à medida que entram em funcionamento as novas estruturas de tratamento. e. Encontram-se também em definição/implementação alguns sistemas tendentes a permitir uma melhor gestão do fluxo das pilhas. Ainda no âmbito da reciclagem encontra-se em fase avançada de qualificação um conjunto de unidades de compostagem existentes. Industriais e Hospitalares. Complementarmente a esta rede de equipamentos foi criada uma sociedade gestora de embalagens e resíduos de embalagem com a participação dos agentes económicos envolvidos na fabricação e utilização da embalagem. que se encontra em fase avançada de consolidação. para além do diagnóstico da situação de partida (1997). Estes Planos também foram obviamente notificados à Comissão. O modelo adoptado para assegurar o cumprimento desses objectivos assenta na criação duma rede de eco-pontos. dos veículos em fim-de-vida e das lamas das estações de tratamento de águas residuais urbanas. que na sua concepção e desenvolvimento integram a hierarquia de princípios aprovada na Estratégia Comunitária de Gestão de Resíduos em vigor. encontrando-se ainda em construção uma unidade de digestão anaeróbica para a componente orgânica dos resíduos urbanos. eco-centros e estações de triagem. destinada a viabilizar financeiramente a reciclagem dos materiais de embalagem. aprovado em 1997 prevê a criação duma rede adequada de infraestruturas de tratamento para os resíduos urbanos. O PERSU previa ainda o encerramento de todas as lixeiras. há a referir o seguinte: Foram elaborados e aprovados Planos Estratégicos Sectoriais para cada um dos citados fluxos. A gestão deste fluxo é ainda garantida através duma rede de aterros concebidos. dos óleos usados. O Plano Estratégico dos Resíduos Urbanos (PERSU). bem como a construção de novas unidades de valorização da componente orgãnica dos resíduos urbanos.Programa Operacional do Ambiente 2000 . define uma estratégia de curto prazo (2000) e de médio prazo (2005). 48 . também foram construídos no país duas unidades de valorização energética. dos resíduos de material eléctrico e electrónico. A concretização dessas estratégias que se encontra em excelente desenvolvimento permitirá garantir uma adequada gestão deste fluxo. Procurando dar cumprimento à hierarquia de princípios constante da Estratégia Comunitária atrás referida. No que respeita à gestão dos resíduos hospitalares foi aprovado no ano de 1999 um Plano Estratégico que. que inclui obrigatoriamente a vertente da recolha selectiva de alguns materiais com vista ao cumprimento dos objectivos de reciclagem constantes da Directiva 94/62/CE (Directiva Embalagens). construídos e explorados de acordo com as directrizes da Directiva 99/31/CE (Directiva Aterros).2006 No que respeita à implementação das directivas resíduos na gestão dos Resíduos Urbanos.

A gestão dos resíduos industriais em Portugal tem estratégias definidas que. Assim o PNAPRI. Para além deste investimento. foi considerado que uma intervenção eficaz neste domínio teria que ser desenvolvida ao nível da produção de resíduos. conforme já foi notificado à Comissão. no máximo dois novos incineradores. Este problema será ultrapassado a curto prazo. No que respeita à prevenção da produção e de acordo com os pressupostos da Estratégia Comunitária. para além da prevenção. de solventes. no âmbito do relatório da Directiva 91/689/CEE (Directva Resíduos Perigosos) existem autorizadas em Portugal unidades para o armazenamento temporário de resíduos perigosos. estão-se a processar acções de formação. Finalmente para a gestão dos resíduos industriais foi aprovado um Plano Estratégico o PESGRI em 1999 e encontra-se em fase final de elaboração um Plano Nacional de Prevenção para os Resíduos Industriais (PNAPRI). estratégias genéricas conducentes à prevenção da produção de resíduos. ainda não foi possível a sua construção. embora tendo uma estratégia definida. com tarifas que não reflectem quaisquer financiamentos públicos. e a consolidação da actual rede de tratamentos alternativos de descontaminação. a construção de. de unidades da indústria de curtumes e ainda aterros para resíduos perigosos para algumas unidades industriais especifícas. de resíduos das unidades de tratamento de superfície. analisa em detalhe dez dos sectores industriais mais representativos da produção de resíduos em Portugal. uma vez que. Está em fase de análise de projecto uma rede de aterros para resíduos industriais banais/não perigosos. por dificuldades de aceitação por parte das populações das localizações seleccionadas para algumas unidades de tratamento. Entretanto. apresenta alguns constrangimentos em termos de cumprimento das directivas comunitárias. Refere-se ainda que algumas unidades industriais têem sido autorizadas a armazenar os resíduos que geram nas suas próprias instalações. desde que garantam as devidas 49 . Enquanto não estão em funcionamento estes aterros verifica-se a deposição destes resíduos em aterros para resíduos urbanos. quantidades significativas de resíduos que não é possível tratar adequadamente em Portugal. de acumuladores de chumbo. Para estes sectores são propostos guias específicos a divulgar largamente pelas associações industriais. O sub-fluxo dos resíduos perigosos.2006 Na estratégia de curto prazo está previsto o encerramento dos incineradores que não cumprem o normativo comunitário o que se tem verificado ( já foram encerrados 19). de sensibilização e de fiscalização tendentes a aumentar o inventário da produção deste tipo de resíduos. de acordo com o disposto no Regulamento 259/93/CEE. incluindo esses guias recomendações quer ao nível dos procedimentos quer algumas alterações tecnológicas mais ou menos aprofundadas. para além de definir.Programa Operacional do Ambiente 2000 . que a curto prazo estará construída. e. nomeadamente por parte dos consultórios médicos. para o tratamento de óleos usados e lamas oleosas. Têem também sido enviados para tratamento em unidades autorizadas no estrangeiro. postos de enfermagem e das unidades de prestação de cuidados de saúde a animais. previligiam a reciclagem e a valorização energética face à deposição em aterro.

Programa Operacional do Ambiente 2000 . nomeadamente o respectivo registo de quantidades e tipos. As acções de fiscalização/inspecção desenvolvidas no âmbito da obrigação de os produtores de resíduos declararem os resíduos que geram. CAPÍTULO II : PROGRAMA OPERACIONAL DO AMBIENTE  * *  50 . muito têem contribuído para que a gestão deste fluxo esteja cada vez mais consolidada com o cumprimento do normativo nacional e comunitário.2006 condições de controle e segurança.

contribuir para criar. Para o período 2000 . a sociedade portuguesa dispõe de condições e oportunidades que não podem ser menosprezadas. as condições que permitam à sociedade portuguesa enveredar.2006. sensibilização e gestão ambiental. gradualmente. Para enfrentar estes desígnios.2006 INTRODUÇÃO A protecção do ambiente em Portugal enfrentará no princípio de século XXI dois grandes desígnios: por um lado. materializadas neste Programa Operacional. reequilibrando o crescimento económico com um elevado grau de protecção e valorização dos recursos naturais. recorrendo a um conjunto de instrumentos que permitam criar as condições para o seu desenvolvimento sustentável e consequentemente para a melhoria da qualidade de vida das populações. valorização e promoção dos recursos ambientais do território continental português. indispensável à concretização de objectivos iminentemente ambientais. dar continuidade e completar a infra-estruturação básica. as acções a apoiar através deste Programa Operacional integram-se fundamentalmente na requalificação. Com vista atingir os objectivos que se propõe alcançar. por um desenvolvimento sustentável. na monitorização do estado do ambiente e no reforço da integração do factor protecção do ambiente nas actividades económicas e sociais.contém uma visão estratégica para a economia portuguesa para o período 2000-2006 que constitui uma referência importante para a consideração das incidências ambientais associadas às políticas de reestruturação da base económica. Portugal propõe-se implementar a estratégia . bem como melhorar as infra-estruturas de informação. 51 .Programa Operacional do Ambiente 2000 . Esta abordagem positiva apela para uma atitude pró-activa das políticas ambientais e para a definição de um conjunto de linhas de actuação estratégica. tendo subjacente um conjunto de objectivos que respondam à satisfação das necessidades e que devem ser atingidos durante a vigência do III QCA. à reorientação do modelo de crescimento. no plano ambiental. visa requalificar e valorizar o património natural e o ambiente urbano. à ocupação do espaço e à utilização dos recursos naturais. O Plano Nacional de Desenvolvimento Económico e Social – PNDES . por outro lado. A existência de um Plano Nacional de Desenvolvimento Económico e Social para o período 2000-2006 ao qual se associa o III Quadro Comunitário de Apoio constitui um suporte de referência para a definição de políticas ambientais consistentes e capazes de dotarem o país de níveis de qualidade ambiental compatíveis com as aspirações dos cidadãos. que em linhas gerais foi exposta no Capítulo I. É neste sentido que o Programa Operacional do Ambiente. fase correspondente àquela que os nossos parceiros comunitários realizaram há três décadas.

Apresenta-se. em seguida. o Eixo prioritário 2. relativo à Integração do Ambiente nas Actividades Económicas e Sociais (cujo objectivo se integra numa lógica de transversalidade do ambiente)e o Eixo prioritário 3. com referência indicativa das medidas incluídas em cada eixo. O Eixo prioritário 1.Programa Operacional do Ambiente 2000 . relativo à Gestão Sustentável dos Recursos Naturais (cujo objectivo é o apoio a intervenções de carácter eminentemente ambiental).ESTRUTURA DO PROGRAMA OPERACIONAL DO AMBIENTE O Programa Operacional do Ambiente inclui três Eixos prioritários. 52 . relativo à Assistência Técnica. do investimento global e respectivo apoio comunitário a elas associado. o quadro resumo dos eixos prioritários do Programa Operacional do Ambiente.2006 TÍTULO I . bem como.

Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 53 .

e mantendo um nível de participação e entendimento da política em causa que seja garante da sua continuidade e aperfeiçoamento sucessivo. formação e gestão ambientais A tipologia de intervenção que estas Medidas pressupõem privilegiará. • • Foram. impedindo a delapidação desses recursos por forma a manter a sua utilização pelas gerações vindouras. incluídas na Rede Nacional das Áreas Protegidas.EIXO PRIORITÁRIO 1: GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RECURSOS NATURAIS Nos finais do século XX assistiu-se a um crescente reconhecimento da importância que a gestão dos recursos naturais assume no contexto de um mundo em mudança. como formas de proporcionar um conhecimento amplo sobre as questões ambientais. por isso. A riqueza de valores faunísticos e florísticos e a diversidade de habitats. por isso. valores paisagísticas e culturais que o país encerra justificam que a nível das intervenções sectoriais previstas para o próximo septénio se continue a dar uma particular atenção às questões ambientais. 54 . enquanto vectores essenciais de ordenamento do território e de desenvolvimento regional. através de um Eixo próprio.Programa Operacional do Ambiente 2000 . formas mais eficazes de gerir os recursos naturais e o património natural. ecossistemas. Trata-se. a informação e divulgação. foram identificadas como fundamentais as seguintes áreas de intervenção: • conhecimento e gestão do património natural. promovendo a interligação estreita com actividades geradoras de riqueza e bem-estar para as populações. Assim.2006 TÍTULO II . permitindo uma sociedade mais participativa neste domínio. pela sua especificidade. identificar as diferentes Medidas através das quais se podem consubstanciar as acções que dão corpo a um verdadeiro processo de desenvolvimento sustentável. colocando a ênfase no ordenamento de áreas classificadas e sensíveis. as questões do litoral e dos recursos hídricos. assim de. previstas as seguintes medidas: • • • Conservação e valorização do património natural Valorização e protecção dos recursos naturais Informação. com particular relevância nas áreas com especial valor para a Conservação da Natureza.

serão objectivos a atingir pelo Programa Operacional do Ambiente em 2006: Eixo Prioritário 1 –Gestão sustentável dos recursos naturais ♣ Percentagem do território continental sob estatuto de protecção para a conservação da natureza (área protegida de âmbito nacional) ♣ Percentagem do território sujeito a estatuto de Área Protegida abrangido por Plano de Ordenamento ♣ Percentagem do território inserido em Áreas Protegidas com estatuto de protecção integral na posse do Estado ♣ Percentagem de área classificada intervencionada ♣ Percentagem de ZPE e Sítios com planos de gestão ♣ Proporção de espécies de interesse comunitário que ocorrem em Portugal alvo de acções e medidas de conservação ♣ Extensão de costa a intervencionar (km) ¹ ♣ Planos de Ordenamento de Albufeiras de Águas Públicas a elaborar (nº) ♣ Projectos a apoiar de Educação Ambiental (EA) em escolas ♣ Alunos a abranger por projectos de EA ♣ Professores abrangidos por projectos de EA ♣ Projectos de ONGA a apoiar ¹ este indicador será desagregado no Complemento de Programação 2000 7. apresenta-se uma descrição das Medidas que compõem este Eixo.5% 48. 55 .9% 75% 15% 0 20% 100% 100% 50% 100% 100% 16 - 160 50 1 500 300 000 20 000 1 000 Seguidamente.2% 2006 7.Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 Neste contexto.

Programa Operacional do Ambiente 2000 . a constituir. devidamente enquadrado e controlado tem contribuído para a melhoria das condições económicas e sociais das populações residentes. 2. as Zonas de Protecção Especial. as áreas integradas na Lista Nacional de Sítios proposta para classificação das Zonas Especiais de Conservação. Este fluxo de visitantes. valorização e promoção do património natural do território continental português. não abrangidas pelas figuras anteriores. Nas Áreas Protegidas encontra-se um conjunto valioso e diversificado do património natural português. a conformidade com os objectivos e disposições previstos nos Planos de Ordenamento das Áreas Protegidas e. as áreas com o estatuto de Diploma Europeu. verificando-se uma tendência crescente no número de visitantes. as áreas com estatuto de protecção consideradas nas Convenções Internacionais ratificadas ou a ratificar pelo Estado Português. 56 . nomeadamente nas Zonas de Protecção Especial (ZPE) e nas Zonas Especiais de Conservação (ZEC). a Reserva Ecológica Nacional. Outro objectivo específico desta Medida é a preservação de zonas protegidas através do apoio a projectos com intervenção nas áreas da Rede Natura 2000. como consequência da dinamização da economia local. DESCRIÇÃO E CAMPO DE APLICAÇÃO Esta medida tem incidência nas áreas da Rede Fundamental de Conservação da Natureza e Protecção da Paisagem. a qual incluirá a Rede Nacional de Áreas Protegidas.2006 MEDIDA 1. Reservas da Biosfera ou Reservas Biogenéticas e ainda nas áreas com relevância para a conservação da natureza.1 Conservação e Valorização do Património Natural 1. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS Com esta medida pretende-se completar o trabalho de infraestruturação. a sua consistência técnica e viabilidade económica. a contribuição para a preservação do património natural. constitui um importante factor de demonstração de um modelo de desenvolvimento sustentável. desenvolvido no período de programação anterior. A promoção do recreio e lazer de forma compatível com a preservação do valores naturais e culturais. incluído na Rede Nacional das Áreas Protegidas. atraídos não só pelas potencialidades paisagísticas como ainda pela riqueza do património histórico e cultural. A selecção dos projectos a financiar no âmbito desta Medida terá em conta o seu contributo para atingir os objectivos do Programa e do presente Eixo Prioritário. nos domínios da conservação. ainda.

planos especiais de ordenamento do território. utilizados os seguintes critérios para o estabelecimento das prioridades: • As lacunas de conhecimento. menos degradativa para os valores naturais. perante a crescente procura que já se verifica. visando um uso sustentável dos recursos. planos sectoriais e planos de acção bem como programas de conservação de espécies e habitats. estabeleceu-se como prioritária.Programa Operacional do Ambiente 2000 . mas sim ao seu ordenamento. mas com benefícios económicos e sociais para a população residente. de interpretação. informação e apoio a visitantes. Criação de infraestruturas de apoio ao turismo de natureza.e. com vista à manutenção da diversidade biológica e ao uso sustentável dos recursos naturais. bem assim.SIPNAT . por isso. mas principalmente visando suportar cientificamente as acções de gestão necessárias à sua protecção e recuperação e ao uso sustentável dos recursos. As necessidades relacionadas com a visitação às Áreas Protegidas . Foram. As necessidades da população residente e a sua interligação com a forma de actuação nas áreas protegidas – e que está extremamente dependente da qualidade de vida da população residente. o princípio da propriedade pública dessas aquisições e o carácter de protecção a tempo 57   . Aquisição de terrenos respeitando as disposições da regra de elegibilidade nº 5. mantendo permanentemente actualizado este conhecimento e colmatando algumas lacunas já identificadas. aprofundar o conhecimento científico sobre algumas espécies e habitats com especial valor para a Conservação da Natureza. ou seja. principalmente com vista à gestão das espécies e habitats – ou seja. em termos de conservação e valorização do património natural. Consolidação do Sistema de Informação do Património Natural . a seguinte tipologia de acções: • • • Estudos e acções de gestão para espécies e habitats. • • Estudos e acções de gestão para espécies e habitats  Estudos de caracterização e suporte à elaboração de planos de ordenamento.que não são referentes à sua promoção. implementação de bases de dados (alfa-numéricas e geográficas) de Património Natural para apoio à gestão e avaliação de áreas classificadas. Acções de apoio ao desenvolvimento local. A identificação desta tipologia de acções teve por base uma perspectiva de apoio ao incremento e melhoria das acções de gestão.2006 Tipologia de projectos a apoiar: Para o Programa Operacional do Ambiente 2000-2006. dos benefícios económicos das actividades que promovem.

da migração dos jovens para as grandes zonas urbanas. etc. Trilhos e Percursos de Interpretação. serão apoiadas por esta Medida.2006   ilimitado. valorizando a interacção entre as componentes ambientais naturais e humanas e promovendo a qualidade de vida das populações”. Acções de apoio ao desenvolvimento local Um dos objectivos que a classificação de Áreas Protegidas prossegue é “a promoção do desenvolvimento sustentado da região. Edição de material de divulgação. Acções de maneio de espécies e habitats (manutenção. Criação de infra-estruturas de apoio ao turismo de natureza. torna-se essencial disciplinar e orientar o crescente fluxo de visitantes. controlo de espécies exóticas. fundamentalmente. Sinalização. A população residente das Áreas Protegidas caracteriza-se por uma integração “natural” no meio. recuperação.Programa Operacional do Ambiente 2000 . de modo a que as AP possam ser visitadas sem que daí advenham riscos de degradação física e biológica para as paisagens e para o ambiente. e por actividades tradicionais e modos de vida adaptados ao espaço onde se inserem. Nesse sentido e através desta Medida serão co-financiadas estruturas e acções do tipo:         Centros e Postos de Informação. repovoamentos. Estudos demonstraram que a população residente nas Áreas Protegidas tem vindo a decrescer. que se identifica pelas paisagens por ela moldadas ao longo dos anos. informação e apoio a visitantes Ao nível da gestão das Áreas Protegidas (AP). Este fenómeno coloca em risco a conservação da natureza e em especial a manutenção da biodiversidade. Centros de Acolhimento. alimentadores. Casas de Abrigo e Casas de Retiro. acções tendo como objectivo a manutenção das actividades tradicionais e a melhoria das condições de vida da população. Parques de Merendas. Assim.) Implementação de uma Rede de Centros de recuperação de Fauna. arborizações com espécies autóctones. nomeadamente: 58 . Parques de Campismo. tendo em vista a promoção de uma “bolsa” de terrenos essenciais à política de Conservação da Natureza. Centros de Interpretação e/ou Centros de Educação Ambiental. de interpretação. já que o equilíbrio dos ecossistemas dominantes no território nacional depende da presença do homem e dos seus processos tradicionais de gestão da paisagem. como resultado. Ecomuseus e Núcleos Museológicos.

públicas ou privadas. 3 . a transmitir à Comissão Europeia no prazo de três meses após a aprovação do Programa Operacional do Ambiente. 5.2006 • • • • • • • • acções de certificação e divulgação de produtos regionais. infra-estruturas colectivas de suporte às actividades tradicionais. acções de requalificação ambiental. entre outras. mediante protocolo ou outra forma de contratualização com o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. O Complemento de Programação. PESO FINANCEIRO Esta Medida é co-financiada pelo FEDER e representa aproximadamente 20% do cofinanciamento do FEDER.Programa Operacional do Ambiente 2000 . • Outras entidades. incluirá os critérios de selecção das candidaturas. 4. recuperação e melhoria de caminhos e acessos. CALENDÁRIO DE REALIZAÇÃO 59 . 6. CATEGORIA DE BENEFICIÁRIOS • Serviços do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. requalificação de aglomerados rurais. • Municípios e suas Associações. infra-estruturas de saneamento básico. reabilitação de património histórico e cultural que potencie o desenvolvimento de actividades económicas ligadas à visitação. instalação e apetrechamento de Núcleos de Técnicas Artesanais. ENTIDADE RESPONSÁVEL Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território / Gestor.

60 .2006 Janeiro de 2000 a Dezembro de 2006.Programa Operacional do Ambiente 2000 .

Aprofundamento e divulgação de conhecimento de base técnico científico.2 Valorização e Protecção dos Recursos Naturais 1. • 61 . de forma compatível com o preconizado nos Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC). a reabilitação e a valorização da Rede Hidrográfica Nacional e das Albufeiras. As principais linhas orientadoras que foram considerados na elaboração dos Planos de Ordenamento da Orla Costeira são as seguintes: • • • • • • Definição clara das regras e princípios para as diferentes utilizações. neste quadro está prevista a requalificação de áreas degradadas resultado de ocupações abusivas e utilizações desregradas da orla costeira. Salvaguarda eficaz de pessoas e bens. que compreende entre outros aspectos a recuperação de sistemas dunares e a relocalização de usos e actividades. Combate aos valores antrópicos que alteram a configuração da linha de costa. Protecção dos valores naturais e patrimoniais. Gestão integrada e coordenada da orla costeira.Programa Operacional do Ambiente 2000 . OBJECTIVOS ESPECÍFICOS Esta Medida tem como objectivos específicos: • • a protecção e requalificação da faixa costeira. através da identificação das zonas sensíveis e a tipificação de mecanismos de salvaguarda. Promoção da localização de actividades compatíveis com a utilização sustentável dos recursos existentes.2006 MEDIDA 1. através de intervenções que permitam uma gestão criteriosa dos recursos hídricos nacionais. considerados incompatíveis com a sensibilidade ecológica e a fragilidade dos sistemas costeiros.

constando do aumento de capacidade de escoamento das secções. 62 . das quais se destacam as de 1967 e 1983. poderá dizer-se que as prioridades serão as seguintes: • • • albufeiras cujo uso principal da água seja para abastecimento público. bastando para o efeito o seu arranjo paisagístico . como seja o caso da cidade de Águeda e de quase todo o Sotavento Algarvio. etc.. Na generalidade.2006 As principais linhas de orientação no âmbito do Programa de Reabilitação da Rede Hidrográfica. • • • • • Relativamente aos critérios para a escolha dos Planos de Ordenamento das Albufeiras. Prevenção e Controlo de Cheias. Algés e rio de Loures. Das situações de maior risco na Região de Lisboa. eliminação dos pontos críticos (pontes. etc. mas que complementadas por arranjos paisagísticos adequados permitem criar espaços que serão usufruídos pelas populações como zonas de recreio e lazer. Os espaços limitados pelas linhas de regolfo destas bacias podem ser utilizados para fins lúdicos. elegem-se. Algés. albufeiras de maior dimensão. as principais linhas de água. Cascais. a executar até 2006. atravessam importantes aglomerados urbanos sendo frequente a ocorrência de cheias. são: • Pelas características hidrológicas e geomorfológicas e ocupação urbana existentes na Região de Lisboa (Margem Direita do Rio Tejo). que estão sujeitas respectivamente à influência das ribeiras das Vinhas. tendo as primeiras provocado a morte a mais de 500 pessoas e as segundas avultados prejuízos. Loures. albufeiras em que haja uma potencial incompatibilidade entre as diferentes utilizações que possa proporcionar. Para além dos casos referidos existem outras na Região de Lisboa e também no país. As intervenções passam pela regularização fluvial. pontões e aquedutos.Programa Operacional do Ambiente 2000 . e em particular os troços finais. A actuação deverá incidir nas principais linhas de água que provocam problemas como as que atrás foram referidas. criação de bacias de amortecimento dos caudais de ponta de cheia.). poder-se-á considerar esta zona como a mais vulnerável do país ao efeito das cheias. não podendo na maioria dos casos deixar de ser intervenções estruturantes . etc.

defesa e reabilitação dos sistemas dunares. 63 . a reabilitação de sistemas dunares e a estabilização de arribas e falésias. valorização das zonas fluviais e recuperação do património. elaboração dos POAL’s. bem como da assunção de métodos de gestão criteriosos essenciais ao desenvolvimento sustentável e ao equilíbrio dos ecossistemas. Os recursos hídricos nacionais caracterizam-se pela sua irregular distribuição espacial e temporal. DESCRIÇÃO E CAMPO DE APLICAÇÃO Esta Medida incide fundamentalmente nas áreas abrangidas pelos Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC). As intervenções a apoiar na faixa costeira terão de ser compatíveis com os objectivos dos POOC e abrangerão acções que visem. a requalificação e ordenamento do espaço público e dos respectivos usos. a distribuição espacial e sazonal das utilizações não coincide com o padrão das disponibilidades naturais de água. reabilitação e requalificação de áreas degradadas e frentes urbanas. valorização de praias. verificação das condições de segurança em barragens. A selecção dos projectos a financiar no âmbito desta Medida terá em conta o seu contributo para atingir os objectivos do Programa e do presente Eixo Prioritário. Entre as acções a apoiar no âmbito desta Medida. tais como. infraestruturas de apoio às actividades produtivas. destacam-se: • • • • • • • • • • • • • • regularização e renaturalização de linhas de água e o controlo de cheias. a contribuição para a preservação dos recursos naturais. acções de recuperação e melhoria das condições de segurança das barragens. ainda. As principais acções a executar e as medidas a adoptar enquadram-se nos objectivos dos planos específicos de uso do solo ( POOC’s e Planos de Ordenamento de Albufeiras) e serão compatíveis com os Planos de Recursos Hídricos ( PBH’s e PNA). a sua consistência técnica e viabilidade económica.Programa Operacional do Ambiente 2000 . nos leitos das águas fluviais e respectivas margens e nas áreas envolventes que tenham influência na sua qualidade ambiental. recarga de praias. requalificação ambiental. estudos de base técnico-científicos e planos de pormenor. A alteração deste desfasamento está dependente da construção de infra-estruturas de regularização. a conformidade com os objectivos e disposições previstos nos Planos de Ordenamento da Orla Costeira. nos Planos de Bacia Hidrográfica ou no Plano Nacional da Água e. obras de defesa em zonas de risco. tais como. limpeza e desassoreamento de linhas de água e de sistemas lagunares. nomeadamente:   a protecção física e biológica da costa com minimização dos efeitos erosivos. a retirada de intrusões visuais e paisagísticas e a construção de infra-estruturas com repercussões na qualidade da fruição balnear e na segurança de pessoas e bens. Por outro lado.2006 2.

• Outras entidades. 6.2006 O Complemento de Programação. a transmitir à Comissão Europeia no prazo de três meses após a aprovação do Programa Operacional do Ambiente. CALENDÁRIO DE REALIZAÇÃO Janeiro de 2000 a Dezembro de 2006. CATEGORIA DE BENEFICIÁRIOS • Serviços do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. mediante protocolo ou outra forma de contratualização com o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. incluirá os critérios de selecção das candidaturas. 5. 3 . PESO FINANCEIRO Esta Medida é co-financiada pelo FEDER e representa aproximadamente 27 % do cofinanciamento do FEDER.Programa Operacional do Ambiente 2000 . públicas ou privadas. 4. 64 . • Municípios e suas Associações. ENTIDADE RESPONSÁVEL Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território / Gestor.

65 . quer se trate da minimização de impactes ambientais e a detecção de tendências. é essencial à tomada de decisão. quer da adopção de comportamentos ambientalmente correctos e ainda a promoção de mercados de produtos e serviços “amigos” do ambiente. bem como. dos recursos hídricos. o processamento da informação tendo em conta os diversos destinatários.2006 MEDIDA 1. exige cuidados especiais para que o resultado final seja o mais eficaz possível. de estruturas de detecção de tendências de fenómenos ambientais. quer por parte dos decisores institucionais. do ambiente acústico. Outro objectivo específico desta Medida consiste na criação de infra-estruturas que contribuam para a obtenção e processamento de dados e para a divulgação da informação ambiental aos diferentes destinatários. para apoio à decisão. a meta de o Laboratório de Referência do Ambiente em estrita colaboração com as DRAOT’S contribuir para a acreditação dos laboratórios regionais.Laboratório de Referência do Ambiente. Acresce. 2.e cinco de nível regional – um por cada DRAOT). Não pretendendo financiar a construção de mais laboratórios (actualmente existe um de nível nacional . a remodelação e o reapetrechamento de laboratórios de qualidade do ambiente. em todas as vertentes ambientais. a produção de informação ambiental rigorosa e actual. quer por parte dos cidadãos individuais. incluindo-se neste contexto a sensibilização dos cidadãos para o desenvolvimento sustentável e a promoção do emprego ”verde”. do clima. esta Medida visa aumentar as valências dos seis laboratórios. naturais e comportamentais. acompanhando a evolução dos conhecimentos técnico-científicos. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O desígnio do desenvolvimento sustentável necessita de uma sociedade ambientalmente sensibilizada e informada. Enquadram-se nesta tipologia de projectos: • • a criação e o reforço das redes de monitorização de parâmetros ambientais e respectivos sistemas de informação.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Os actuais modos de produção e de consumo nem sempre são compatíveis com a realização da sustentabilidade ambiental. designadamente. pelo que. Sensibilização e Gestão Ambientais 1. DESCRIÇÃO E CAMPO DE APLICAÇÃO Através desta Medida pretende-se dotar Portugal de infra-estruturas e instrumentos que permitam a obtenção e processamento de dados de natureza ambiental. nos domínios da qualidade do ar. ainda.3 Informação. em termos de parâmetros analíticos. Porém.

Outra componente a apoiar através desta Medida diz respeito à informação e sensibilização ambiental dos diferentes grupos da sociedade. 5. a contribuição para a informação e sensibilização ambiental dos cidadãos. financiar além da aquisição de equipamento adequado. • projectos de sensibilização ambiental. incluirá os critérios de selecção das candidaturas. ainda. para a obtenção e processamento de dados ambientais e. o fomento do emprego “verde. bem como a elaboração de mapas de ruído (cartografia). à promoção da participação dos cidadãos e das suas organizações nos processos de decisão no domínio do ambiente e do ordenamento do território e ainda. estudos comportamentais e produção de meios de informação e de sensibilização ambiental. os estudos referentes aos modelos matemáticos. 3 .Programa Operacional do Ambiente 2000 . a transmitir à Comissão Europeia no prazo de três meses após a aprovação do Programa Operacional do Ambiente. CATEGORIA DE BENEFICIÁRIOS 66 . Enquadram-se nesta tipologia de projectos: • criação ou melhoria das estruturas de informação e sensibilização para o ambiente e ordenamento do território. ENTIDADE RESPONSÁVEL Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território / Gestor. 4. a sua consistência técnica e viabilidade económica.2006 Pretende-se ainda no que se refere ao ruído. PESO FINANCEIRO Esta Medida é co-financiada pelo FEDER e representa aproximadamente 6 % do cofinanciamento do FEDER. A selecção dos projectos a financiar no âmbito desta Medida terá em conta o seu contributo para atingir os objectivos do Programa e do presente Eixo Prioritário. O Complemento de Programação.

públicas ou privadas. • Outras entidades. CALENDÁRIO DE REALIZAÇÃO Janeiro de 2000 a Dezembro de 2006. mediante protocolo ou outra forma de contratualização com o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. 6.2006 • Serviços do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território.Programa Operacional do Ambiente 2000 . 67 . • Municípios e suas Associações.

quer pelas acções que se propõe desenvolver. Numa sociedade crescentemente globalizada. melhorando a atractividade e competitividade de pólos urbanos que têm um papel relevante na estruturação do sistema urbano nacional. formulam-se a seguir alguns princípios orientadores para a estruturação e desenvolvimento do Programa: 68 .2006 TÍTULO III . melhorar a sua competitividade. reforçar o seu papel na organização do território e melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes está assim plenamente reconhecida e assumida. A importância de concretizar uma política ambiciosa e promover uma concertação de esforços para requalificar as cidades. O Programa Polis pretende desenvolver um conjunto de intervenções consideradas exemplares com base em parcerias. que possam servir de referência para outras acções a desenvolver pelas autarquias locais. Muitos dos problemas das nossas cidades estão ligados ao que pode ser caracterizado como um “urbanismo expansivo” que tem prevalecido no País. Neste quadro de referência. através de intervenções nas vertentes urbanística e ambiental. É neste sentido que é criado o Programa Polis – Programa de Requalificação Urbana e Valorização Ambiental de Cidades. As questões urbanísticas e ambientais entrecruzam-se de uma forma quase indissociável. e em que o sector terciário está ainda em franca expansão.EIXO PRIORITÁRIO 2: INTEGRAÇÃO DO AMBIENTE NAS ACTIVIDADES ECONÓMICAS E SOCIAIS A inclusão deste Eixo no Programa Operacional do Ambiente corresponde à preocupação de garantir a consideração dos aspectos ambientais na política de desenvolvimento do território e nas políticas sectoriais. cujo objectivo consiste em melhorar a qualidade de vida nas cidades.Programa Operacional do Ambiente 2000 . as cidades devem ser pólos essenciais do processo de desenvolvimento económico e social. por forma a criar as condições para um desenvolvimento económico sustentável. especialmente entre Governo e Câmaras Municipais. Julga-se que o Programa Polis poderá dar um contributo para a solução de alguns desses problemas. quer pela importância demonstrativa e paradigmática de muitas dessas acções. Essa função de alavanca do desenvolvimento não pode ser desempenhada pelas cidades que não tenham um ambiente de qualidade e que não tenham níveis elevados de atractividade.

deve-se promover uma dinâmica de conhecimento. de cultura e de lazer. contribuir assim para cidades mais equitativas e interclassistas. pretende-se contribuir de uma forma decisiva para a concretização do 69 . de forma a evitar a desertificação e declínio desses centros. que possa ser valorizado e reapropriado por essa cidade. A preocupação de “re-centrar” as cidades. os espaços públicos são descurados. a título de exemplo. intervenções de valorização urbanística ou ambiental junto de estabelecimentos de ensino. Noutros casos deverá o próprio programa suscitar iniciativas e desencadear projectos. instalação de redes de monitorização ambiental. concedido pela UNESCO. fazendo com que essas componentes se integrem na exemplaridade das acções a desenvolver. As linhas de água ou as frentes de mar constituem exemplos desse tipo de elemento. poderão ser apoiadas outras candidaturas que se revistam de interesse e contribuam para o objectivo geral do programa. Nas intervenções a realizar deve estar presente a preocupação de “ancorar” os projectos de requalificação urbana em torno de um elemento ambiental marcante e específico de cada cidade.2006 • O Programa de Requalificação Urbana e Valorização Ambiental das Cidades deve começar por fazer um esforço de afirmação em torno de um número limitado de intervenções exemplares que tenham uma escala significativa e possam ter um efeito demostrativo no País. Em alguns casos será útil apostar em intervenções que estão já em condições de serem concretizadas. Deverão ser consideradas também algumas acções de menor dimensão destinadas a complementar ou valorizar projectos já realizados ou a melhorar projectos muito específicos da qualidade do ambiente urbano. são cidades com um especial valor emblemático que não devem ser esquecidas por este Programa. Para além destas intervenções exemplares. Para além das preocupações estritamente urbanísticas e ambientais. tirando partido de agentes locais motivados e de projectos já elaborados. deve estar sempre presente nas intervenções a realizar. O Programa Polis não pode deixar de incluir também esta componente de grande alcance social. • • • • • • • • Ao atribuir 33% do apoio FEDER do Programa Operacional do Ambiente à Melhoria do Ambiente Urbano. frequentemente. O Estado tem apoiado a realização de numerosas acções de realojamento e a construção de bairros sociais em que. Essas cidades constituem em si mesmas paradigmas de requalificação urbana baseada em “âncoras” patrimoniais de grande importância e defrontam-se com desafios e exigências que o Programa Polis deve ajudar a enfrentar. com efeito de demonstração. medidas para desviar o trânsito do centro das cidades. promovendo a revitalização dos centros históricos e das suas múltiplas valências.Programa Operacional do Ambiente 2000 . tais como. pondo em evidência a sua importância e oportunidade. As cidades que têm o estatuto de Património Mundial.

pela internalização dos custos ambientais de modo a estimular investimentos que minimizem a utilização de recursos naturais e as emissões poluentes. Assim. A estratégia a seguir passa. nomeadamente. para um nível de protecção mais elevado do que o exigido pela legislação em vigor. cujo desempenho ambiental dos sectores económicos contribua. Pretende-se também com este eixo incentivar acções que demonstrem representar uma mais-valia ambiental. 70 .2006 Programa Polis. de uma forma voluntária. a protecção do ambiente deve desempenhar cada vez mais um factor de progresso técnico e competitividade da economia portuguesa. Nexte contexto. prevendo-se que sejam beneficiados com estes investimentos 2. de constrangimento externo. tendo presentes os princípios da prevenção e correcção na fonte e do poluidor–pagador.1 3 150 Seguidamente. serão objectivos a atingir pelo programa Operacional do Ambiente em 2006: Eixo Prioritário 2 – Integração do Ambiente nas Actividades Económicas e Sociais ♣ Área verde a requalificar/ construir (m²) ♣ Extensão de linha de água urbana a requalificar (m) ♣ Extensão de linha de costa urbana a requalificar (m) ♣ População a abranger por intervenções de requalificação urbana (milhões de habitantes) ♣ Número de empresas com registo no EMAS ou rótulo ecológico Nota: estes indicadores serão desagregados no Complemento de Programação 2000 2006 2 000 000 10 000 3 000 2.Programa Operacional do Ambiente 2000 . apresentam-se as Medidas que compõem este Eixo. atribui-se 13% da contribuição do FEDER do Programa Operacional do Ambiente para apoiar a sustentabilidade das actividades económicas.1 milhões de habitantes. Para o efeito. isto é.

DESCRIÇÃO E CAMPO DE APLICAÇÃO Enquadram-se nesta medida os projectos que visem a melhoria da qualidade ambiental e a requalificação urbana. das fontes de energia não renováveis e do solo. nomeadamente. contribuição para uma gestão urbana sustentável. contribuição para a melhoria do serviço e eficácia dos transportes públicos. nomeadamente da água. criação e ampliação de áreas destinadas à utilização multifuncional do espaço urbano. recuperação e revitalização de zonas históricas e outros espaços públicos urbanos em declínio. redução e controlo das diversas fontes de poluição e monitorização de variáveis ambientais. valorizando as potencialidades ambientais existentes. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O objectivo específico desta Medida consiste na valorização da qualidade ambiental das áreas urbanas. com incremento da área pedonal em condições de segurança e conforto. através da minimização do consumo de recursos naturais. 2. a contribuição para a implementação da legislação ambiental e urbanística. frentes ribeirinhas e costeiras urbanas. a sua consistência técnica e viabilidade económica. nomeadamente através do incremento da área verde urbana e da valorização de estruturas ecológicas.1 Melhoria do Ambiente Urbano 1. e. a conformidade com os objectivos e disposições previstos no Programa Polis. A selecção dos projectos a financiar no âmbito desta Medida terá em conta o seu contributo para atingir os objectivos do Programa e do presente Eixo Prioritário. através de acções de: • • • • • • • • reordenamento do espaço público urbano.2006 MEDIDA 2. na revitalização sustentada do espaço público urbano e na requalificação de áreas urbanas degradadas ou em declínio. ainda. 71 . nomeadamente. requalificação de zonas industriais. acções que contribuam para a multifuncionalidade de espaços urbanos e para a valorização de estruturas ecológicas inseridas na malha urbana. através da melhoria de indicadores ambientais e apoiando. informação e sensibilização dos cidadãos.Programa Operacional do Ambiente 2000 .

CATEGORIA DE BENEFICIÁRIOS • Serviços do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. 72 .2006 O Complemento de Programação. 4. mediante protocolo ou outra forma de contratualização com o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território.Programa Operacional do Ambiente 2000 . PESO FINANCEIRO Esta Medida é co-financiada pelo FEDER e representa aproximadamente 32 % do cofinanciamento do FEDER. ENTIDADE RESPONSÁVEL Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território / Gestor. a transmitir à Comissão Europeia no prazo de três meses após a aprovação do Programa Operacional do Ambiente. 5. CALENDÁRIO DE REALIZAÇÃO Janeiro de 2000 a Dezembro de 2006. 3 . públicas ou privadas. • Outras entidades. incluirá os critérios de selecção das candidaturas. • Municípios e suas Associações. 6.

nomeadamente. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS Pretende-se com esta Medida incentivar acções de carácter voluntário que proporcionem um desempenho ambiental acrescentado nos cinco sectores da actividade económica. terá em conta o seu contributo para atingir os objectivos do Programa e do presente Eixo Prioritário. estabelecidos como prioritários no 5º Programa de Acção Comunitária para o Ambiente. para além do esforço de investimento sob a responsabilidade de cada sector. acções inovadoras e de demonstração que proporcionem melhorias no desempenho ambiental. para além dos compromissos internacionais como o Protocolo de Quioto. ainda. 2. A selecção dos projectos a financiar a majoração em mais-valia ambiental. desde que obedeçam aos objectivos e disposições previstos no respectivo Programa Operacional Sectorial e. acções que proporcionem mais-valia ambiental. O 5º Programa de política e de Acção para o Ambiente e Desenvolvimento Sustentável estabelece como sectores prioritários para integração das preocupações ambientais. a Energia. os Transportes e o Turismo. esta Medida tem um carácter suplementar no sentido da melhoria do desempenho ambiental das actividades económicas. a Agricultura. majorações de incentivos a empresas a conceder no âmbito do Programa Operacional da Economia. tais como: • • • • promoção da ecogestão e da certificação ambiental. Assim. a sua consistência técnica e viabilidade económica. relativamente à regulamentação em vigor. Esta Medida financiará. nomeadamente nos sectores da actividade económica. privilegiando a abordagem do ciclo do produto ou do serviço. a capacidade de exceder as normas ambientais em vigor.2 Apoio à Sustentabilidade Ambiental das Actividades Económicas 1. DESCRIÇÃO E CAMPO DE APLICAÇÃO Enquadram-se nesta Medida acções ou majoração de acções.Programa Operacional do Ambiente 2000 . 73 . a Indústria. a Directiva relativa à Prevenção e Controlo Integrado da Poluição (IPPC).2006 MEDIDA 2. no âmbito desta Medida. acções de requalificação ambiental. as Directivas que estabelecem a Rede Natura 2000. a legislação comunitária exige a integração do ambiente nas políticas sectoriais. Por outro lado. designadamente.

3. 3 . Entidades. a transmitir à Comissão Europeia no prazo de três meses após a aprovação do Programa Operacional do Ambiente. 5.2006 O Complemento de Programação. CATEGORIA DE BENEFICIÁRIOS • • • • Empresas privadas elegíveis a sistemas de incentivos apoiados pelo presente Programa. Municípios e suas Associações. Serviços do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. ENTIDADE RESPONSÁVEL Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território / Gestor. mediante protocolo ou outra forma de contratualização com o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território.Programa Operacional do Ambiente 2000 . 74 . incluirá os critérios de selecção das candidaturas. 4. públicas ou privadas. CALENDÁRIO DE REALIZAÇÃO Janeiro de 2000 a Dezembro de 2006. PESO FINANCEIRO Esta Medida é co-financiada pelo FEDER e representa aproximadamente 13 % do cofinanciamento do FEDER.

Programa Operacional do Ambiente 2000 - 2006

TÍTULO IV – EIXO 3: ASSISTÊNCIA TÉCNICA

1. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS

Pretende-se com este Eixo dotar a estrutura de gestão do Programa Operacional do Ambiente com os meios necessários à sua promoção, funcionamento, avaliação e controlo.

2. DESCRIÇÃO E CAMPO DE APLICAÇÃO

O montante máximo previsto respeitante às despesas de Assistência Técnica sujeitas a plafond, de acordo com o previsto na regra de elegibilidade nº 11, é de 4 987 978 Euros. No Complemento de Programação as medidas de Assistência Técnica serão repartidas nas despesas previstas, respectivamente, no ponto 2 e no ponto 3 da Regra nº 11. Este documento especificará, para as acções sujeitas a plafond, os montantes afectos a cada categoria de acções, nomeadamente os custos relativos às acções previstas no ponto 2.2 da mesma regra.

No âmbito deste Eixo destacam-se as seguintes acções: • • • • • • • • • Sensibilização dos potenciais beneficiários; Edição de documentos diversos relacionados com o Programa Operacional do Ambiente (POA), designadamente de divulgação, de orientação sobre procedimentos ou de natureza técnica no âmbito dos objectivos do POA; Estudos de indicadores de realização e de impacto; Estudos necessários à implementação das Medidas, nomeadamente, auditorias e avaliação de tendências; Aquisição de equipamento e aplicações informáticas para desenvolvimento do sistema de gestão e de monitorização do Programa Operacional do Ambiente e de interligação com o sistema de informação do QCA;; Contratação de pessoal afecto à gestão do Programa Operacional do Ambiente ; Criação de um sistema informático de acompanhamento e gestão do Programa Operacional do Ambiente ; Aquisições de serviços necessárias à implementação do Programa Operacional do Ambiental; Despesas relativas à avaliação técnica dos projectos.
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Programa Operacional do Ambiente 2000 - 2006

3 . PESO FINANCEIRO

Esta Medida é co-financiada pelo FEDER e representa aproximadamente 1 % do cofinanciamento do FEDER.

3. ENTIDADE RESPONSÁVEL

Gabinete do Gestor do Programa Operacional do Ambiente.

4. CATEGORIA DE BENEFICIÁRIOS

Gabinete do Gestor do Programa Operacional do Ambiente.

5. CALENDÁRIO DE REALIZAÇÃO

Janeiro de 2000 a Dezembro de 2006.

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Programa Operacional do Ambiente 2000 - 2006

TÍTULO V – DISPOSIÇÕES DE EXECUÇÃO

O Programa Operacional do Ambiente será implementado através de um conjunto coerente e integrado de acções plurianuais envolvendo diferentes actores, que garantirá a contribuição e o envolvimento das entidades representativas dos diferentes pontos de vista, designadamente as perspectivas que se coadunem com as políticas europeia e nacional.

1 Autoridade de Gestão
A gestão técnica, administrativa e financeira do Programa Operacional do Ambiente é exercida por um Gestor, nomeado pelo Conselho de Ministros sob proposta do Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território, sendo o seu estatuto definido no correspondente acto de nomeação. O gestor do Programa Operacional do Ambiente constitui a autoridade de gestão prevista no ponto i) da alínea d) do artigo 18º do Regulamento (CE) n.º 1260/1999 do Conselho, de 21 de Junho, (Programa Operacional do Ambiente – Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território, Rua de “O Século”, 51 – 2º, 1200-433 Lisboa) sendo que, nomeadamente, lhe compete: • • • Adoptar o Complemento de Programação definido na alínea m) do artigo 9º do Regulamento (CE) nº 1260/99, após acordo da Comissão de Acompanhamento; Transmitir à Comissão, num documento único para informação, o Complemento de Programação no prazo máximo de três meses a contar da Decisão da Comissão que aprova o Programa Operacional; Adaptar, por sua própria iniciativa ou sob proposta da Comissão de Acompanhamento, o Complemento de Programação, sem alterar o montante total da participação dos Fundos Estruturais concedidos ao Eixo Prioritário em causa, nem os objectivos do mesmo; Informar a Comissão Europeia da adaptação do Complemento de Programação, no prazo de um mês após a aprovação pela Comissão de Acompanhamento; Garantir a regularidade das operações financiadas pelo Programa Operacional, designadamente pela aplicação de medidas de controlo interno compatíveis com os princípios da boa gestão financeira, bem como pela resposta às observações, pedidos de medidas correctivas e recomendações de adaptação apresentados pela Comissão Europeia nos termos dos n.º 2 do artigo 34º e n.º 4 do artigo 38º do Regulamento (CE) n.º 1260/1999 do Conselho, de 21 de Junho de 1999; Propor a regulamentação e assegurar a organização dos processos de candidaturas de projectos ao financiamento pelo Programa Operacional;
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• •

Praticar os demais actos necessários à regular e plena execução do Programa Operacional. Organizar a avaliação intercalar e a respectiva actualização. ou assegurar que sejam efectuados. Assegurar que seja instituído um sistema de controlo interno adequado à verificação dos processos de candidaturas e dos pagamentos conforme aos normativos aplicáveis. Elaborar e submeter à Comissão de Acompanhamento os relatórios anuais e final de execução do Programa Operacional. em colaboração com a Comissão. no exercício das suas funções. Utilizar e assegurar a utilização pelos organismos que participam na gestão e na execução. sem prejuízo dos poderes que lhe sejam conferidos no despacho da sua constituição. o seguinte: • • • Elaborar e aprovar o respectivo regulamento interno.Programa Operacional do Ambiente 2000 . de um sistema de contabilidade separada ou de uma codificação contabilística adequada para as transacções abrangidas pelo Programa Operacional. Apreciar da conformidade dos pedidos de pagamentos que sejam apresentados pelos beneficiários finais e efectuar. à protecção e melhoria do ambiente e à promoção da igualdade de oportunidade entre homens e mulheres. Assegurar a recolha e o tratamento de dados físicos. Apresentar o relatório anual de execução e o relatório final de execução do Programa Operacional à Comissão Europeia. 78 . Dar parecer sobre os projectos de relatório de execução do Programa Operacional elaborado pelo gestor. Assegurar que são cumpridas as condições necessárias de cobertura orçamental dos projectos. à adjudicação de contratos públicos. Assegurar o cumprimento das obrigações nacionais e comunitárias em matéria de informação e de publicidade. os referidos pagamentos. Dar parecer sobre as propostas de decisão do gestor relativas a candidaturas de projectos ao financiamento pelo Programa Operacional. Assegurar a conformidade dos contratos com a decisão de concessão do financiamento.2006 • • • • • • • • • • • • • Aprovar ou propor a aprovação das candidaturas de projectos ao financiamento pelo Programa Operacional. e colaborar na avaliação ex-post do Programa Operacional. e o respeito pelos normativos aplicáveis. nomeadamente a sua compatibilidade com as políticas comunitárias no que se refere ao respeito das regras de concorrência. uma vez obtido o parecer da Unidade de Gestão. Assegurar o cumprimento por cada projecto ou acção das normas nacionais e comunitárias aplicáveis. por uma Unidade de Gestão. à qual compete. 2 Unidade de Gestão O Gestor do Programa Operacional do Ambiente é assistido. depois de aprovado pela Comissão de Acompanhamento. financeiros e estatísticos fiáveis sobre a execução para a elaboração dos indicadores de acompanhamento e para a avaliação intercalar e ex-post e para as eventuais avaliações temáticas ou transversais.

constituída no prazo máximo de três meses após a decisão da Comissão Europeia relativa à participação dos Fundos. presidida pelo Gestor do Programa Operacional do Ambiente e composta por: • • • • • • • • Membros da Unidade de Gestão do Programa Operacional. os quais serão nomeados na sequência das orientações definidas por despacho do Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território. oriundos das instituições vocacionadas para apoiarem tecnicamente a formulação e o acompanhamento das políticas públicas relevantes. nos seis meses subsequentes à aprovação do Programa Operacional.º 1260/1999. compreendendo representantes deste Ministério. quando este não integre a composição da unidade de gestão. quando a natureza das matérias o justifique. Uma representação da Comissão Europeia e outra do Banco Europeu de Investimentos. Representantes dos parceiros económicos e sociais. O Gestor e a Unidade de Gestão são assistidos por uma Estrutura de Apoio Técnico. Analisar e aprovar o relatório anual de execução e o relatório final de execução antes do seu envio à Comissão Europeia. Os coordenadores das respectivas componentes sectoriais regionalmente desconcentradas. de 21 de Junho. 3 Acompanhamento O acompanhamento do Programa Operacional do Ambiente é assegurado por uma Comissão de Acompanhamento. Analisar e aprovar. Compete especialmente à Comissão de Acompanhamento do Programa Operacional do Ambiente: • • • • • Confirmar ou adaptar o complemento de programação. incluindo organizações representadas no CES. 79 . sendo a sua composição determinada por despacho do Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território. incluindo os indicadores físicos e financeiros a utilizar no acompanhamento do Programa Operacional. os critérios de selecção das operações financiadas ao abrigo de cada medida. bem como a avaliação intercalar prevista no artigo 42º do Regulamento (CE) nº 1260/1999 de 21 de Junho de 1999.2006 A Unidade de Gestão é presidida pelo Gestor do Programa Operacional do Ambiente. Um representante do Ministro para a Igualdade. Um representante de cada entidade responsável pela gestão nacional dos fundos comunitários envolvidos. Avaliar periodicamente os progressos realizados na prossecução dos objectivos específicos do Programa Operacional. nos termos do Regulamento (CE) n. na qualidade de observador. Analisar os resultados da execução.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Um representante da Inspecção Geral de Finanças. Representantes dos ministérios. nomeadamente a realização dos objectivos definidos para as diferentes medidas.

em colaboração com a Comissão Europeia. devendo a Autoridade de Gestão do QCA assegurar a coordenação do calendário de lançamento das diferentes avaliações. A avaliação intercalar analisará. Com o objectivo de assegurar o acompanhamento dos diversos Programas Operacionais. a sua pertinência e a realização dos objectivos e apreciará igualmente a utilização das dotações. tendo em conta a avaliação ex-ante. funcionará. Propor ao gestor adaptações ou revisões do Programa Operacional que permitam alcançar os objectivos definidos ou aperfeiçoar a gestão do Programa. que deverá disponibilizar informação actualizada ao Grupo de Trabalho Temático. A avaliação intercalar será efectuada por avaliadores independentes sob a responsabilidade do Gestor do Programa Operacional do Ambiente. o Grupo de Trabalho temático no domínio do Ambiente. no âmbito e sob orientação da Comissão de Acompanhamento do QCA. do sistema de informação do Programa Operacional do Ambiente. A Comissão de Acompanhamento constituirá Grupos Técnicos de Avaliação. 4 Avaliação O Programa Operacional do Ambiente será objecto de uma avaliação intercalar que analisará. os primeiros resultados dos Programas Operacionais. bem como o funcionamento do acompanhamento e da execução. A Comissão de Acompanhamento definirá. Analisar os critérios de repartição entre projectos nacionais sectoriais e regionais sectoriais.Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 • • • Analisar e aprovar todas as propostas de alteração do conteúdo da decisão da Comissão Europeia que aprova o Programa Operacional. nomeadamente. da Comissão Europeia e da Autoridade de Gestão do QCA. os resultados do Programa Operacional. para informação do Grupo de Trabalho Temático. nomeadamente concretizadas através : • • da disponibilização da acta da Comissão de Acompanhamento do Programa Operacional do Ambiente. as modalidades de cooperação e articulação com o Grupo Temático. tendo em conta a avaliação ex-ante. com o objectivo de acompanhar o processo de avaliação. no regulamento interno. O Grupo Técnico de Avaliação deve. apreciando igualmente a utilização das dotações e o funcionamento da execução e do acompanhamento. a sua pertinência e a realização dos objectivos. inclusivamente a sua gestão financeira. O Grupo Técnico para a Avaliação terá representantes da Autoridade de Gestão do Programa Operacional do Ambiente. propor a metodologia dos estudos de avaliação e acompanhar o lançamento e a realização dos estudos de avaliação 80 .

devem respeitar a confidencialidade no tratamento dos dados a que tenham acesso. Esta avaliação incide nos factores de êxito ou de insucesso da execução. uma actualização dessa avaliação para o Programa Operacional do Ambiente. A avaliação intercalar será apresentada à Comissão de Acompanhamento do Programa Operacional e seguidamente transmitida à Comissão Europeia. A Autoridade de Gestão facultará todos os elementos necessários à realização das avaliações intercalar e ex-post.Programa Operacional do Ambiente 2000 . tendo em vista a revisão do Programa e a atribuição da reserva de eficiência e de programação. nomeadamente para identificar experiências transferíveis. O Programa Operacional do Ambiente será ainda objecto de uma avaliação ex-post. três anos após a aprovação do Programa. destinada a dar conta da utilização dos recursos. a fim de preparar as intervenções posteriores. bem como pronunciar-se sobre os resultados dos referidos estudos. da eficácia do Programa Operacional e do seu impacte. o mais tardar. A avaliação utilizará neste contexto. Esta avaliação deverá estar concluída. tendo em conta os resultados da avaliação ex-ante já disponíveis. A Autoridade de Gestão do Programa Operacional do Ambiente procederá. tomando as medidas necessárias para que essa informação seja disponibilizada aos avaliadores independentes. regra geral. podem ser lançadas avaliações complementares. O Estado-Membro e a Comissão Europeia dotar-se-ão de meios adequados e reunirão todos os dados necessários para que as avaliações sejam efectuadas da forma mais eficaz. Por iniciativa do Estado-Membro ou da Comissão Europeia. Estes últimos. após informação daquele. A avaliação ex-post é da responsabilidade da Comissão Europeia. No prolongamento da avaliação intercalar. em colaboração com a Autoridade de Gestão. três anos após o termo do período de programação. A avaliação do Programa Operacional do Ambiente será realizada com a cooperação dos organismos responsáveis pela gestão do Fundo Estrutural. à selecção dos avaliadores independentes até final de 2002 no que respeita à avaliação intercalar e até final de 2004 no que se refere à sua actualização.2006 efectuados pelos avaliadores independentes. até 31 de Dezembro de 2005. incluindo no aspecto da sua sustentabilidade. A avaliação do Programa Operacional do Ambiente será articulada com o Sistema de Informação Global do QCA e com os Sistemas de Informação Específicos de cada Fundo Estrutural e terá em conta os dispositivos de avaliação estabelecidos. será efectuada. os diferentes elementos que o sistema de 81 . eventualmente temáticas. sendo realizada por avaliadores independentes. em colaboração com a Comissão Europeia. o mais tardar até 31 de Dezembro de 2003. bem como tirar ensinamentos para a política de coesão económica e social. bem como nas realizações e nos resultados. de forma articulada com a avaliação intercalar do Quadro Comunitário de Apoio e.

A Autoridade de Pagamento efectuará transferências directas. ou para entidades por ele designadas. retenção ou encargo ulterior específico que tenha por efeito reduzir estes montantes pode ser efectuada (artigo 32º. nº1. e que corresponderão a cada uma das Autoridades de Pagamento de cada um dos Fundos Estruturais. as Autoridades de Pagamento deverão remeter anualmente as previsões de pedidos de pagamento a efectuar no ano em curso e no ano seguinte.2006 acompanhamento pode fornecer. O Gestor do Programa Operacional autorizará a transferência dos montantes. pela recolha de informação destinada a melhorar a sua pertinência. 5 Circuitos Financeiros As contribuições comunitárias serão creditadas pelos serviços da Comissão Europeia directamente em contas bancárias específicas. entendidos na acepção do descrito na alínea l) do Artigo 9 do Regulamento (CE) n° 1260/99 do Conselho. mediante pedido – salvaguardado o necessário acordo prévio da Comissão de Acompanhamento no caso da avaliação intercalar. no Programa Operacional ou no Complemento de Programação.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Em conformidade com o art. Nenhuma dedução. de 21 de Junho. para o Gestor do Programa Operacional do Ambiente. último parágrafo. para os correspondentes Beneficiários Finais. A gestão dos programas assegurará que os beneficiários finais receberão os montantes da participação dos Fundos a que têm direito no mais curto prazo possível. Os resultados de avaliação serão postos à disposição do público. criadas pelo Estado-Membro junto da Direcção Geral do Tesouro. As Autoridades de Pagamento devem certificar que as declarações de despesas são exactas e assegurar-se de que provêm de sistemas de contabilidade baseados em documentos de prova passíveis de verificação. em regime de adiantamento ou de reembolso. após a confirmação dos comprovativos de despesa associados a cada pedido de pagamento. As Autoridades de Pagamento incumbem às entidades responsáveis pela gestão nacional dos fundos comunitários. no caso do FEDER à Direcção Geral do Desenvolvimento 82 . completados se necessário. 32º do Regulamento CE nº 1260/99. É assegurada a transmissão atempada às Autoridades de Pagamento do FEDER das informações necessárias para o estabelecimento e actualização das previsões dos montantes dos pedidos de pagamento relativas a cada exercício orçamental. Compete à Autoridade de Pagamento assegurar que os beneficiários finais receberão integralmente os montantes de contribuição dos Fundos Estruturais a que tenham direito. do Regulamento 1260/99).

e de acordo com o que ficou estabelecido no documento do QCA III. prevenir e combater as irregularidades e recuperar os fundos perdidos na sequência de abuso ou negligência. Estas competências deverão ser desempenhadas directamente. bem como o controlo cruzado junto de outras entidades envolvidas. podendo ser subcontratadas empresas de auditoria ou outras. verificar se as acções financiadas foram empreendidas de forma correcta. 6 Controlo Financeiro De acordo com o artigo 34° do Regulamento (CE) 1260/1999 do Conselho 21 Junho de 1999. O controlo de segundo nível deverá ser exercido directamente pelos respectivos interlocutores nacionais dos Fundos Comunitários ou por organismos de controlo expressamente designados para o efeito. uma competência das autoridades de gestão. devendo esta.Programa Operacional do Ambiente 2000 . a fim de ter acesso às informações consideradas necessárias ao esclarecimento dos factos objecto de controlo. bem como pela análise e resposta às observações e pedidos de medidas correctivas apresentados pela Comissão Europeia ao abrigo do n° 4. tal como está explicitado no decreto-lei 54 A/2000. sempre que as situações se revestirem de maior complexidade. nº 63. portanto. que institui a estrutura do QCA III. nomeadamente. sempre que respeite a áreas 83 • . Julião. O controlo de segundo nível dirige-se ao controlo externo sobre a gestão. ou às recomendações de adaptação formuladas ao abrigo do n° 2 do artigo 34° do citado Regulamento. ( Rua de S. O controlo de primeiro nível será exercido pela Autoridade de Gestão. 1149-030 Lisboa). com capacidade de realizar as tarefas relativas ao controlo físico. solicitar o apoio do organismo nacional responsável pelo Fundo em causa. financeira e contabilística.2006 Regional – DGDR. em estreita articulação com os departamentos competentes para o controlo no âmbito dos diversos Ministérios. sempre que tal se mostre necessário para testar a eficácia deste. Abrange a análise e avaliação do sistema de controlo de primeiro nível e. quer nos locais de realização do investimento e das acções. o controlo sobre as decisões tomadas pelos órgãos de gestão e o controlo sobre os beneficiários finais. A Autoridade de Gestão deverá. quer junto das entidades que detém os originais do processo técnico e documentos comprovativos de despesa. financeiro e contabilístico dos projectos apoiados. publicado no dia 7 de Abril. encontra-se instituído um sistema nacional de controlo por órgãos que exercerão os controlos a três níveis: • O controlo de primeiro nível tem a natureza de controlo interno constituindo. primeiro parágrafo do artigo 38°. Por forma a controlar a execução do Programa Operacional do Ambiente e. Compreende a fiscalização dos projectos nas suas componentes material. ainda. a Autoridade de Gestão é responsável pela regularidade das operações cofinanciadas e pela aplicação do sistema de controlo interno compatível com a boa gestão financeira. assegurar a separação da função de gestão da de controlo.

metodologias e aplicação dos controlos. no que respeita aos programas. a Comissão Europeia pode decidir. no termo do prazo fixado pela Comissão e na falta de acordo ou de correcções efectuadas pelo Estado-Membro.2006 específicas de actuação destes. 5. em parceria com a Autoridade de Gestão do Quadro Comunitário de Apoio e o organismo responsável pela coordenação global do sistema de controlo financeiro. na sua qualidade de responsável pela boa execução do orçamento geral das Comunidades Europeias. Os serviços competentes da Comissão Europeia. certificar-se-á da existência e funcionamento fiável dos sistemas de gestão e controlo do Estado-Membro. e 6 do artigo 38º do mesmo Regulamento. de acordo com o disposto nos números 4. será concretizado através da articulação e coordenação das actividades desenvolvidas neste âmbito pelos diversos serviços e organismos que intervêm no sistema de controlo dos fundos estruturais. a comunicação das irregularidades detectadas pelo sistema de controlo aos serviços competentes da Comissão Europeia. nos termos do n° 2 do artigo 38° do Regulamento (CE) 1260/1999. designadamente. • Controlo de alto nível. Os serviços competentes da Comissão Europeia podem igualmente solicitar ao EstadoMembro que efectue controlos pontuais para verificar a regularidade de uma ou mais operações. As observações e eventuais medidas correctoras serão transmitidas à Autoridade de Gestão. Em conformidade com o disposto no n° 3 do artigo 39 do Regulamento (CE) n° 1260/1999.Programa Operacional do Ambiente 2000 . cuja responsabilidade incumbirá à Inspecção Geral de Finanças. a fim de maximizar o seu efeito útil. antes do exame previsto no nº 2 do artigo 34º do citado Regulamento. nos termos regulamentares aplicáveis. poderá haver recurso a subcontratação de auditorias externas de natureza e com objectivos específicos. Após verificação cabal. No âmbito do controlo das acções financiadas pelos Fundos Comunitários. pela avaliação dos sistemas de gestão e controlo do primeiro e segundo níveis e pela interacção com as instituições comunitárias de controlo. no prazo de três meses e tendo em conta as eventuais observações 84 . A concretização da parceria referida no parágrafo anterior articula-se com a cooperação entre os serviços competentes da Comissão Europeia e o organismo nacional responsável pela coordenação global do sistema de controlo financeiro. efectuam um exame anual do funcionamento do sistema de controlo. nos termos regulamentares aplicáveis. nessas acções de controlo podem participar funcionários ou agentes da Comissão Europeia. no caso de irregularidades graves. correspondente à coordenação global do sistema de controlo. a Comissão Europeia pode decidir suspender a totalidade ou parte de um pagamento intermédio se verificar nas despesas em questão uma irregularidade grave que não tenha sido corrigida e para a qual se justifique uma acção imediata nos termos do disposto no nº 5 do artigo 38º do Regulamento (CE) nº 1260/1999. à qual se poderá seguir o procedimento previsto no artigo 39º do mesmo Regulamento se se verificarem os respectivos pressupostos. nos termos do disposto no nº 2 do artigo 38º do Regulamento (CE) nº 1260/1999. A Comissão Europeia. A Comissão Europeia informará o EstadoMembro das medidas a tomar e respectiva fundamentação.

Instituto dos Resíduos IPAMB . proceder às correcções financeiras necessárias suprimindo.Instituto de Promoção Ambiental IPE – Águas de Portugal EGF – Empresa Geral de Fomento Da consulta às referidas entidades. a participação dos fundos estruturais na intervenção em causa. coordenados pela DGA e comparticipados pela DG REGIO: • • • LNEC . As Autoridades de Gestão devem conservar durante um período de três anos subsequentes ao pagamento pela Comissão Europeia do saldo relativo a cada Programa Operacional.elaboração de três estudos na área do saneamento básico: águas de abastecimento. empresa privada .2006 do Estado-Membro. 85 .Instituto de Conservação da Natureza INR . Os juros gerados pelas contas bancárias através das quais são efectuados os pagamentos dos Fundos Estruturais devem ser orçamentados como receitas. por forma a dar resposta à legislação comunitária. em conformidade com o disposto no n° 6 do artigo 38º do Regulamento (CE) 1260/1999. 7 Parceria Na preparação do POA foram consultadas as seguintes entidades: • • • • • • • Câmaras Municipais Direcções Regionais do Ambiente ICN . resultou a identificação das suas principais necessidades de investimento. resíduos sólidos urbanos e águas residuais urbanas. foram encomendados os seguintes estudos.estado de Conservação da Natureza. A forma de contabilização dos juros deverá permitir um controlo suficiente por parte das autoridades nacionais e das instituições comunitárias. Universidade de Aveiro . A utilização dos juros deve ser compatível com os objectivos das intervenções estruturais e deve ser submetida aos mecanismos de controlo específicos dos fundos públicos em Portugal.apuramento das necessidades de investimento no que respeita à qualidade do ar. todos os elementos comprovativos relativos às respectivas despesas e controlos.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Por forma a proceder à validação técnica e científica desta informação. parcial ou totalmente.

As autoridades públicas ambientais participarão ainda na definição das normas e dos procedimentos de execução para os eixos prioritários. bem como representantes na área da defesa do Ambiente designados pelo Comité Económico e Social.Pagador Compatibilidade com a política de Ambiente As acções co-financiadas pelos Fundos Estruturais devem ser coerentes com os princípios e objectivos do desenvolvimento sustentável e da protecção e melhoria do ambiente referidos no Tratado e concretizados no programa comunitário de política e acção em matéria de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. na definição da estratégia. referido na resolução do Conselho de 1992. estando nos restantes casos representadas na Comissão de Acompanhamento. na definição de indicadores ambientais e de sustentabilidade. Papel das Autoridades Públicas Ambientais As autoridades ambientais são associadas à execução dos Programas Operacionais . As acções co-financiadas pelos Fundos Estruturais devem respeitar igualmente a legislação comunitária em matéria de ambiente. Compromete-se igualmente. a fornecer à Comissão Europeia no momento da apresentação do Complemento de Programação as informações sobre as medidas tomadas para evitar a deterioração dos Sítios Natura 2000 afectados pela intervenção. As Autoridades Ambientais estarão também representadas nas Unidades de Gestão dos Programas Operacionais com incidência directa em matéria de Ambiente ou com incidência estruturante em ordenamento do território.Programa Operacional do Ambiente 2000 . contribuindo nomeadamente: na definição dos objectivos e metas ambientais e de sustentabilidade para todos os eixos prioritários de desenvolvimento do Programa.Membro dará a garantia formal que não deixará deteriorar os sítios a proteger a título da Rede Natura 2000 aquando da realização das intervenções cofinanciadas pelos Fundos Estruturais. 8 A Protecção do Ambiente e o Princípio do Poluidor. 86 . a Comissão de Acompanhamento do QCA III integrará um representante do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. incluindo a colaboração com as autoridades responsáveis na determinação dos critérios de elegibilidade e de selecção de projectos.2006 No que se refere à execução e acompanhamento. O Estado. do programa e das medidas específicas no domínio do ambiente.

Durante a execução das acções previstas neste programa. Aplicação do princípio do Poluidor-Pagador As Autoridades Portuguesas tomarão as medidas apropriadas para ter em conta a aplicação do princípio do poluidor-pagador durante o período de programação. estas autoridades serão associadas a quatro níveis: 1. No que respeita à aplicação do princípio do “poluidor-pagador. os avisos enviados para publicação no jornal oficial das Comunidades Europeias apresentarão as referências dos projectos em relação aos quais tenha sido solicitada ou decidida a concessão de uma contribuição comunitária. Serão responsáveis pela aplicação da política e legislação comunitária e nacional em vigor no domínio do ambiente.Programa Operacional do Ambiente 2000 . os Complementos de Programação especificarão que serão cumpridas as disposições comunitárias aplicáveis para os sectores abrangidos. 2. Participam nas Comissão de Acompanhamento. e informarão a Comissão Europeia das medidas tomadas para a aplicação progressiva daquele princípio antes da avaliação intercalar. 3. sendo igualmente chamadas a emitir o seu parecer sobre os projectos de investimento no âmbito do processo de avaliação de impacte ambiental.2006 As autoridades públicas ambientais estarão representadas no grupo técnico de avaliação do QCA. Participam na Unidade de Gestão. 9 Adjudicação de Contratos Públicos No que respeita à adjudicação de contratos públicos: • as acções ou medidas co-financiadas pelos Fundos Estruturais são executadas no respeito pelas normas comunitárias e nacionais em matéria de adjudicação de contratos públicos. Participam activamente no Grupo Temático “ambiente” a criar no âmbito da Comissão de Acompanhamento do QCA. 4. • 87 .

comum a todos os programas.Programa Operacional do Ambiente 2000 . assim. a selecção dos indicadores de acompanhamento para um conjunto de medidas a determinar e os objectivos de realização em 2003 e 2006. em critérios de gestão e em critérios de execução financeira. 10 Indicadores da Reserva de Eficiência A atribuição da Reserva de Eficiência será efectuada com base em critérios de eficácia. Assegurar-se da inclusão dos indicadores correspondentes a estes critérios nos Relatórios Anuais de Execução e proceder. As conclusões do Grupo de Trabalho conjunto relativas à metodologia de especificação e quantificação dos critérios relativos aos indicadores de eficácia serão disponibilizadas até 25 de Julho 2000. Assegurar a validação final dos resultados da quantificação. o relatório da comissão de análise de propostas que suportam a decisão de adjudicação. 89/440/CEE) ou de serviços (92/50/CEE). Propôr indicadores adicionais de gestão e. com as seguintes funções: • • • • Definir uma metodologia para especificar e quantificar os critérios relativos aos indicadores de eficácia e propor indicadores pertinentes. à análise dos progressos obtidos. de execução financeira. será efectuada nos Complementos de Programação em estreita concertação com a Comissão Europeia – concretizada através de um Grupo de Trabalho conjunto. será mantido à disposição da Comissão de Acompanhamento. Assegurar a coerência entre estes critérios nos diferentes programas. de obras (71/305/CEE. A especificação dos critérios de eficácia. são os seguintes: 88 .2006 • relativamente aos projectos incluídos nos Programas Operacionais cujo valor global seja superior aos limites fixados nas Directivas “Contratos Públicos” de fornecimentos (77/62/CEE). Os critérios e indicadores de gestão e de execução financeira comuns a todos os Programas Operacionais e que de acordo com o Quadro Comunitário de Apoio devem constar dos Programas Operacionais.

Relatórios de avaliação intercalar de qualidade adequado. (em relação ao custo total dos projectos aprovados no ano) Qualidade dos Critérios de Selecção Percentagem dos compromissos respeitantes a projectos seleccionados em função de critérios de selecção objectivos e claramente identificados.2006 Critérios Critérios comuns de gestão Qualidade do Sistema de Acompanhamento • Indicadores Objectivos Percentagem em valor das Medidas para as quais se encontram dados completos disponíveis sobre a respectiva execução financeira e física. Atingir a 31.2003 um nível de pedidos de pagamentos de montante igual a 100% do montante inscrito no plano financeiro para 2000 e 2001 e 50% (em média) do montante inscrito para 2002 e 2003. de Trabalho 4 (Critérios MEANS): 100% Critérios comuns de execução financeira Absorção dos Fundos Estruturais Percentagem das despesas relativas aos Fundos Estruturais apresentadas e declaradas admissíveis anualmente à Comissão relativamente ao Plano Financeiro do Programa Operacional. 100% a partir do ano 2000.10. Percentagem das despesas dos Fundos Estruturais cobertas por auditorias financeiras e de gestão relativamente ao total da correspondente intervenção dos Fundos Estruturais. • • igual ou superior a 5% a partir do final de 2000. Qualidade do Sistema de Avaliação De acordo com as normas de qualidade predefinidas no Doc.2001: 100% até ao final de 2000. de acordo com as modalidades previstas no QCA e no Programa Operacional. • • Qualidade do Sistema de Controlo • Montagem de um sistema de controlo financeiro.Programa Operacional do Ambiente 2000 .01. • Informação financeira o mais tardar 3 meses após a aprovação do PO: 100% Informação física a partir de 01. Critérios específicos de execução financeira 89 .

a autoridade de gestão é responsável pela criação e funcionamento de um dispositivo de recolha e tratamento de dados físicos. Aespecificar Programas/Medidas 11 Informação e Publicidade A informação respeitante ao conteúdo e execução do Programa Operacional será acessível a todos os potenciais interessados . Este plano deverá ser transmitido à Comissão Europeia no complemento de programação. video-filmes. visando: • garantir a transparência. beneficiários finais e instituições comunitárias. obedece a um "Plano de Comunicação" definindo os objectivos. designadamente em articulação com o sistema de informação. etc. Em cumprimento do regulamento (CE) nº 1159/2000 de 30/05/2000. de 21 de Junho de 1999.Programa Operacional do Ambiente 2000 . até à electrónica. informando o público-alvo (parceiros sociais. organismo responsável pela sua execução e critérios de avaliação para as acções desenvolvidas. • Recorrer-se-á. estratégia. desdobráveis.desde a informação pública até à informação restrita para utilização pelos organismos ou serviços da Administração. agentes económicos e potenciais beneficiários finais) sobre os Fundos Estruturais e correspondentes modalidades de aplicação. dotação orçamental prevista. sensibilizando a opinião pública para o papel dos Fundos Estruturais no apoio ao desenvolvimento regional e coesão económica e social em Portugal. públicos-alvo. etc. panfletos. utilizando a divulgação de "Newsletters". aumentar a visibilidade da acção comunitária. pelos parceiros sociais. 12 Sistema de Informação De acordo com o artigo 34º do Regulamento (CE) nº 1260/99 do Conselho.desde a escrita. para atingir esse objectivo. No âmbito da gestão de cada programa será designado um responsável em matéria de Informação e Publicidade.2006 Efeito de alavanca Valor dos investimentos realizados em relação aos recursos públicos mobilizados. a todos os meios disponíveis .. com a produção de CDs e páginas na Internet. a implementação das acções de Informação e Publicidade no âmbito do Programa Operacional. financeiros e estatísticos fiáveis 90 .

d) Disponibilizar informação do Programa em formato electrónico a todos os potenciais interessados. sendo aqueles recursos sujeitos a acções de formação inicial e periódicas de actualização de conhecimentos. e. bem como a homogeneidade dos instrumentos ao dispor da unidade de gestão. e providencia de forma casuística a informação previamente definida. à avaliação e ao controlo. O sistema de informação electrónico do Programa Operacional do Ambiente integrará o do Quadro Comunitário de Apoio e comportará os dados relativos aos Fundos Estruturais. o acompanhamento e a avaliação. O sistema de informação específico ao Programa. Este sistema de informação integra dois níveis de acesso: • • um.Programa Operacional do Ambiente 2000 . visando apoiar a gestão.2006 sobre a execução do Programa Operacional do Ambiente. Este sistema de informação será dotado dos recursos humanos necessários à estabilidade e funcionamento do mesmo. 91 . no sentido de assegurar a eficiência do sistema. avaliação e controlo. c) Criar registos históricos. e) Adoptar predominantemente a “Internet” como veículo de comunicação. que permite o acesso à informação para gestão. permitirá dar resposta ao mínimo comum definido nas orientações da Comissão (lista indicativa referida no artigo 36º do Regulamento 1260/99) e disponibilizará informação para a avaliação prevista nos artigos 42º e 43º. tendo em consideração as suas características próprias. O sistema permitirá a troca de dados informatizados com a Comissão Europeia segundo o modelo a adoptar para o QCA e restantes programas operacionais. permite nomeadamente: a) Garantir a actualidade e consolidação de toda a informação do Programa Operacional do Ambiente e dos Fundos que o co-financiam. acompanhamento. ao acompanhamento e à avaliação do Programa. ao acompanhamento. outro. de informação para divulgação. b) Quantificar os indicadores considerados relevantes. O nível que integra e trata a informação necessária ao processo de tomada de decisão. A compatibilidade e a transferência de dados entre o sistema nacional e os sistemas próprios de cada Fundo serão asseguradas independentemente das suas características próprias. g) Integrar módulos de apoio à decisão. f) Fornecer a informação actualizada de apoio à gestão.

O calendário das diferentes etapas de implementação do sistema de informação será discriminado no Complemento de Programação. 14 Igualdade de Oportunidades A promoção da igualdade de oportunidades entre as mulheres e os homens corresponde a uma preocupação comunitária e nacional que assumiu expressão. Assim. • • • • Melhoria do quadro de vida no sentido de responder mais eficazmente às necessidades das mulheres.Programa Operacional do Ambiente 2000 . com o objectivo de assegurar a maior universalização dos públicos-alvo usando. onde surgia como elemento essencial duma estratégia de desenvolvimento sustentável. sendo facultada a informação aos interessados sem grandes exigências de requisitos tecnológicos. Aumento da acessibilidade das mulheres ao mercado de emprego. pretendese garantir a obtenção de ganhos de eficiência resultantes de uma maior aproximação entre os diferentes níveis de decisão política e administrativa e a sociedade civil. quer no PDR. 13 Orientações Gerais para as Intervenções Desconcentradas Através da aplicação do Princípio da Subsidiariedade e tendo em vista a crescente complexidade das formas institucionais da administração territorial do Estado.A informação respeitante ao Programa será acessível a todos os potenciais interessados. por um lado. de acordo com as orientações assumidas pela Comissão Europeia na sequência dos princípios incluídos na Agenda 2000. Promoção da participação das mulheres na criação de actividades económicas. A informação a disponibilizar será definida e tratada por perfis de utilização de acordo com interesses dos diferentes públicos-alvo. são quatro os domínios prioritários de intervenção em matéria de igualdade de oportunidades. designadamente. de uma clara coordenação entre os diversos serviços e departamentos da administração pública e de uma forte articulação das intervenções da administração central com os municípios. 92 . Melhoria da situação das mulheres no emprego. e com as organizações representativas dos agentes económicos e sociais. quer no QCA. onde o princípio da igualdade era expressamente referido como elemento integrador das diferentes intervenções operacionais. a Internet. por outro lado.2006 A alimentação do sistema será feita ao nível do projecto.

prever em todos eles medidas específicas em favor da igualdade entre os sexos. neutros ou negativos). Sempre que possível esses efeitos devem ser referidos de modo a permitir. o QCA definia um conjunto de medidas dirigido a facilitar o acesso das mulheres aos fundos estruturais. as correcções necessárias (no caso de se constatarem resultados negativos) e a eventual divulgação de boas práticas (no caso contrário). para eliminar as barreiras ao acesso aos programas operacionais resultantes de qualquer tipo de discriminação sexual. a identificação dos projectos de acordo com os seus efeitos esperados quanto à igualdade de oportunidades (efeitos positivos. enquanto que as primeiras devem. conduzem à igualdade de oportunidades: a primeira abrange as intervenções destinadas a promover a equidade. contudo. contribuirá para a 93 . a necessidade de prever mecanismos e procedimentos que assegurem a consideração da dimensão da igualdade de oportunidades nas fases de selecção. Pode consequentemente acontecer que não seja possível.Programa Operacional do Ambiente 2000 . o QCA definia como objectivo global a melhoria do quadro de vida da mulher através do reforço da sua participação na vida económica e designadamente por intermédio de acções dirigidas à conciliação entre a vida profissional e a vida familiar e da promoção do acesso da mulher ao mercado de trabalho e a melhoria da sua situação profissional. em acções positivas. por forma a permitir acompanhar a contribuição positiva ou negativa dos diferentes programas comunitários para a melhoria da situação em matéria de igualdade de oportunidades. de carácter regional ou sectorial. designadamente. em cada Programa Operacional do QCA. Estes elementos relativos aos diversos projectos serão retomados no sistema de informação global do QCA e nos sistemas de informação específicos de cada Fundo Estrutural. é possível identificar dois tipos de acções. acompanhamento. como ainda a forma como esta dimensão horizontal da acção comunitária é tida em conta na execução dos diferentes eixos prioritários e medidas. a definição de recursos financeiros afectos à promoção da igualdade e acções de formação e sensibilização dirigidas à administração pública e ao público em geral. devem ser indicadas não só as medidas específicas que visem promover a igualdade de oportunidades entre mulheres e homens. Ao mesmo tempo. Pelo seu lado. a segunda as acções que visam a atenuação das desigualdades. Naturalmente. na fase de selecção. As medidas que se incluem no âmbito desta segunda dimensão traduzem-se. Nesta perspectiva. O Grupo de Trabalho Temático sobre Igualdade de Oportunidades. em conjunto. os programas operacionais do QCA assentam a sua estratégia de intervenção na definição de objectivos centrais específicos de intervenção. entre os quais se destacava a integração das associações femininas na parceria e a sua participação no processo de decisão. Por outro lado. Nestes casos. normalmente. devendo tais procedimentos contribuir. assumir um carácter transversal aos vários domínios da acção política. nem sequer aconselhável. em sede própria de acompanhamento e avaliação. geralmente. neste âmbito. controlo e avaliação dos projectos adquire uma importância especial. correspondentes a dimensões estratégicas separadas que. ganha particular relevo.2006 Para cada um destes domínios. que desenvolve as suas actividades junto da Comissão de Acompanhamento do QCA III.

O Complemento de Programação terá em conta as recomendações do relatório da Avaliação ex-ante. • Os critérios de selecção terão em consideração os princípios e objectivos do desenvolvimento sustentável decorrentes da política e legislação nacional e comunitária em matéria de ambiente. 15 Critérios de Selecção • Os projectos mencionados no presente Programa são indicados a título de exemplo. aplicável ao conjunto do Quadro. • 94 . Os critérios de selecção a estabelecer no Complemento de Programação do Programa Operacional do Ambiente devem ter em conta: • a) A necessidade de assegurar a coerência entre as acções referidas no Programa Operacional do Ambiente e as retomadas nos Programas Operacionais Regionais.Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 definição duma estratégia precisa neste domínio. desenvolvendo nomeadamente indicadores de impacto e resultado que possam ser aplicados em cada intervenção operacional. nomeadamente no que se refere aos indicadores e critérios de selecção. b) As indicações estabelecidas no Quadro de Referência do Fundo de Coesão. O seu financiamento efectivo está condicionado aos resultados da instrução e ao respeito das disposições regulamentares e dos critérios específicos definidos no Complemento de Programação. de forma adequada aos seus objectivos específicos e às particularidades das acções prosseguidas.

por anos e por regiões os recursos que financiarão a execução do Programa entre 2000 e 2006.Programa Operacional do Ambiente 2000 . 95 . A elaboração dos quadros financeiros partiu de uma taxa média de co-financiamento do FEDER de 75% das despesas públicas elegíveis. por recursos públicos nacionais provenientes do Orçamento de Estado e por recursos privados.2006 TÍTULO VI: QUADROS DE PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA A estratégia definida no presente Programa e os instrumentos que a corporizam são financiados pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). por fontes. O investimento público previsto é de 456 milhões de Euros ao qual está associado um financiamento comunitário de 332 milhões de Euros e um financiamento privado de 12 milhões de Euros. Apresentam-se de seguida quatro quadros financeiros que identificam por eixos prioritários.

2006 96 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 97 .

Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 98 .

2006 99 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

2006 100 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

2006 ANEXO 1 : AVALIAÇÃO EX-ANTE 101 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

Processos de Implementação e Monitorização 102 . e datado de Abril de 2000.Programa Operacional do Ambiente 2000 . nomeadamente.2 and 3. A sua estrutura. conteúdo e aproximação metodológica teve como base os termos de referência preparados pelo Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território para esta avaliação. actualizada. Constitui a versão final. integrado no Plano de Desenvolvimento Regional 2000-2006. preparado pelo Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território. bem assim como as recomendações da Comissão Europeia/DG XVI sobre esta matéria contidas. O relatório organiza-se nos seguintes cinco capítulos: Capítulo 1 Análise dos Resultados das Avaliações Anteriores Capítulo 2 Análise do Contexto de Intervenção Capítulo 3 Avaliação da Concepção e Consistência da Estratégia Proposta Capítulo 4 Avaliação Quantificada dos Objectivos Capítulo 5 Políticas e Impactos Esperados. correspondente à última versão do Programa Operacional do Ambiente. no Working Paper 2 – The Ex-Ante Evaluation of 20002006 Interventions.2006 Introdução Este relatório apresenta a análise e os resultados da avaliação ex-ante do Programa Operacional do Ambiente. Objectives 1.

Para este efeito tomamos como documento de referência a Avaliação Intercalar do Programa Ambiente – Relatório Final de Fevereiro de 1997. quando pertinentes e aplicáveis decorridos estes anos. A aplicação do Fundo de Coesão em projectos de infraestruturas ambientais foi também tida em consideração.2006 Capítulo 1 . Começaremos por sintetizar os efeitos do anterior Programa já que haverá que assegurar. pelo que as anteriores recomendações. deverão ser tidas em consideração na análise deste novo Programa Operacional. No ponto seguinte abordar-se-ão os aspectos organizativos e de funcionamento recorrendo. embora de modo não explícito nesta avaliação. aos efeitos atingidos e às recomendações então produzidas.Análise dos Resultados das Avaliações Anteriores 1 Introdução Este capítulo tem como objectivo apresentar uma síntese dos principais resultados de avaliações anteriores. em boa medida. aos quadros síntese apresentados na avaliação intercalar. continuidade e articulação com o novo PO Ambiente. coerência e oportunidade. como nos casos anteriores. Estes efeitos constituem. 103 . entre outros objectivos. Seguidamente será feita referência aos aspectos internos da concepção do anterior Programa Ambiente (PA). uma vez que estaria para além do seu âmbito. Finalmente é feita referência. o ponto de partida para o PO Ambiente 2000-2006.Programa Operacional do Ambiente 2000 . em jeito de síntese. tendo em atenção os critérios de pertinência.

nomeadamente o saneamento ambiental. então. os compromissos então estabelecidos já se aproximavam da totalidade das disponibilidades financeiras. em algumas medidas.Programa Operacional do Ambiente 2000 . em que se retrata de modo necessariamente sucinto o nível de desenvolvimento dos principais domínios de intervenção das políticas de ambiente à data de 1999. reduzir o impacte da actividade produtiva. No quadro que se segue sumarizam-se os resultados esperados da aplicação do Programa Ambiente tendo como base as seguintes dimensões analíticas: • • • • • • • qualidade ambiental preservação e valorização do património natural impacte ambiental da actividade produtiva monitorização do estado do ambiente informação ambiental participação dos cidadãos na defesa e valorização do ambiente desenvolvimento regional Tal como veremos no capítulo seguinte. forçosamente. Note-se que o quadro apresentado apenas pode retratar os primeiros anos de aplicação do programa. No entanto. O Programa Ambiente integrava-se. conservar e valorizar o património natural. ou seja aproximadamente 350 milhões de Euros).2006 2 Síntese dos resultados esperados do PA 1994-1999 O Programa Ambiente (1994-99) surgiu no II QCA com o propósito de contribuir para a prossecução dos objectivos do Eixo Prioritário 3: “Reforçar a qualidade de vida e a coesão social”. mobilizar o interesse da sociedade pela conservação do ambiente. De facto. considerado como muito positivo. cujos objectivos eram: • • • • • melhorar a gestão nacional dos recursos hídricos. melhorar as condições e a qualidade de vida nas grandes aglomerações urbanas. pese embora a sua dimensão financeira ter sido relativamente modesta (cerca de 70 milhões de contos. na Intervenção Operacional: Ambiente e Revitalização Urbana. terá que ser. a contribuição do PA foi muito significativa para a actual situação de partida. 104 . o avanço alcançado ao longo da segunda metade dos anos 90 em significativas frentes. mesmo tendo em atenção o crónico atraso face aos nossos parceiros da UE.

7% da população com melhoria do serviço (Alentejo e Algarve) Águas residuais domésticas: .fraca intervenção na requalificação dos biótopos Impacte ambiental da actividade produtiva Utilização de tecnologias pouco poluentes Cumprimento de normativos sectoriais de descarga e emissão de efluentes líquidos e gasosos Tratamento e armazenamento de resíduos sólidos industriais Articulação de projectos privados com sistemas colectivos . interpretação e apoio à conservação: 1 por cada 3 000ha .acréscimo de 2% da população com sistemas de tratamento Resíduos: .29 ha de zonas verdes criadas .Programa Operacional do Ambiente 2000 .100 km de linhas de água valorizadas .pouca relevância do ordenamento fluvial e regularização de caudais .50 a 70% das zonas de risco cobertas .grande contributo para a criação de estruturas de acolhimento.acréscimo significativo no conhecimento e prevenção de fenómenos de erosão .2006 Dimensões analíticas Qualidade ambiental Elementos estratégicos Grau de cobertura do território e da população em serviços básicos valorizadores da qualidade ambiental Qualificação do ambiente urbano Preservação e valorização do património natural Valorização do domínio hídrico Protecção da faixa costeira Intervenção em áreas protegidas e sensíveis Avaliação Abastecimento: . .6 lixeiras seladas/recuperadas. .615 ha de área urbana intervencionada .ECTRI* * Este projecto apesar de aparecer listado na Medida 1 tem uma componente industrial muito importante 105 .acréscimo de 7% de concelhos com sistemas de tratamento e valorização de resíduos sólidos urbanos.

2006 Dimensões analíticas Monitorização do Estado do Ambiente Elementos estratégicos Qualidade e operacionalidade do sistema de controlo e monitorização da qualidade do ambiente Informação ambiental Intensidade.edifício de apoio . .Programa Operacional do Ambiente 2000 .4 nas áreas mais povoadas do litoral.criação de um serviço de apoio à participação do público (IPAMB) . .rede de monitorização da qualidade do ar na cidade do Porto .4 nas regiões mais desfavorecidas do Norte e Centro em termos de infraestruturas básicas. .maior concentração da acção 1.438 campanhas de sensibilização/educação ambiental. as iniciativas incluídas na acção 1.33% do território com rede de controlo de parâmetros ambientais. .apoio ao sistema de monitorização da qualidade do ar. .87 projectos de concepção/recuperação de 18 núcleos de informação/formação ambiental.os projectos incluídos na acção 1. 106 .3 apresentando uma larga dispersão territorial dificilmente constituirão componentes de processos integrados de desenvolvimento local. .1 tendo uma incidência espacial pré-determinada permitem mais facilmente promover um processo de desenvolvimento local. Pelo contrário. .os projectos de monitorização ambiental assumem essencialmente uma lógica nacional que dificulta a percepção dos problemas locais e regionais.maior incidência da acção 1. diversidade e qualidade da informação ambiental à população estudantil Ambiente e defesa do consumidor Participação dos cidadãos na defesa e valorização do ambiente Desenvolvimento regional Capacidade interventiva e de realização da sociedade civil organizada Correcção das assimetrias em matéria de condições básicas de vida A questão da valorização do potencial endógeno Avaliação . .sistema de informação do património e do direito do ambiente.

contexto de lançamento relação objectivos .2006 3 Da concepção do PA 1994-1999 à sua organização e funcionamento A avaliação intercalar do PA incidiu. No que respeita à sua concepção geral foram considerados os seguintes critérios: • • • pertinência coerência oportunidade.objectivos relação objectivos .contexto de lançamento relação metas . sobre a coerência interna e externa do programa.critérios 107 .Programa Operacional do Ambiente 2000 . entre outros aspectos.dotação financeira do Programa relação modelo organizativo . Nas páginas seguintes permitimo-nos reproduzir os quadros então elaborados tendo como entradas verticais estes três critérios e como entradas horizontais as seguintes subdimensões analíticas: • • • • • relação objectivos .

4. 108 . 7. a estrutura inicial de gestão do Programa fica aquém das necessidades internas de integração. Praticamente todos os objectivos operacionais do POA se traduzem em acções. Oportunidade 9. o POA reflecte as prioridades da política nacional de ambiente de então. 10. particularmente no que respeita à prioridade da melhoria da gestão nacional dos recursos hídricos. O POA assenta inicialmente numa perspectiva muito pessimista quanto à capacidade de resposta da sociedade civil para intervir nos aspectos de informação e formação ambiental. A estrutura inicial do POA constitui um quadro coerente entre objectivos globais e específicos e as diferentes medidas e acções nele contempladas. 5. Coerência 2. O protocolo de colaboração entre o MIE e o MARN àcerca da gestão conjunta das verbas FEDER-Ambiente no âmbito do PEDIP 2 careceu de oportunidade do ponto de vista de fazer atravessar a política industrial pelas prioridades da política ambiental. sobretudo com o Fundo de Coesão. 3. Os objectivos do POA podem ser considerados como pertinentes face ao estado do ambiente em Portugal no início da década de 90. Representando o POA uma parcela relativamente reduzida dos fundos FEDER-ambiente. sendo indiscutível que. 6. A decisão de fazer participar activamente as entidades pertencentes à orgânica institucional do MARN nas diferentes medidas do POA como promotores de projectos é coerente com o modo como foi preparado e com as prioridade assumidas.2006 Síntese dos elementos de avaliação do Programa Ambiente na perspectiva da concepção Sub-dimensões analíticas da concepção Relação objectivoscontexto de lançamento Pertinência 1. na medida em que consagra uma lógica eminentemente de política industrial para gerir essas verbas. A inexistência inicial de mecanismos de articulação entre o POA e os PO’s regionais na área do ambiente. A ausência do FSE no POA pode questionar-se dadas as necessidades evidenciadas à partida em matéria de formação de novas competências.Programa Operacional do Ambiente 2000 . A melhoria da qualidade da monitorização ambiental não aparece reflectida nos objectivos do Programa. 8.

Programa Operacional do Ambiente 2000 . Distribuição dos meios financeiros disponíveis pelas diferentes medidas do POA globalmente equilibrada face aos objectivos. sobretudo numa lógica de não articulação inicial com o Fundo de Coesão e com os POs regionais. Manifesta precaridade das metas para os domínios da monitorização da qualidade ambiental.2006 Sub-dimensões analíticas da concepção Relação metascontexto de lançamento Pertinência Carácter muito incipiente dos indicadores fisicos contemplados como metas do Programa. facto que nem sequer foi compensado por uma maior visibilidade do POA junto das empresas. Coerência Níveis de exigência e de rigor adicionais seriam necessários em matéria de formulação de metas dada a forte presença de promotores públicos pertencenntes à orgânica institucional do MARN na concepção e execução de algumas acções. reflectindo uma ausência de experiência de planeamento nesta matéria. embora com duas limitações: a medida um ocupa uma quota de financiamento demasiado alta face à capacidade de intervenção da política ambiental e a medida três fica aquém das necessidades sentidas nesta matéria. 109 . Oportunidade Relação objectivosdotação financeira do Programa Dotação financeira do Programa insuficiente face aos objectivos vastos do Programa. A opção na medida 2 pela atribuição de financiamentos a fundo perdido aos projectos empresariais não parece oportuna face à tendência para fazer diminuir a importância relativa desse tipo de comparticipações no quadro do PEDIP 2.

dada a composição inicial da estrutura de apoio técnico. Relação objectivoscritérios Relação globalmente pertinente embora vendo reduzir a sua operacionalidade num quadro de aumento dos níveis de compromisso e de procura do PO não susceptível de ser respondida. Dificuldades do modelo organizativo responder às necessidades de articulação dos objectivos gerais do Programa com a sua tradução regional. dada a não selectividade dos critérios em utilização. O modelo organizativo inicial não assegurava uma articulação eficaz entre o POA e a concretização do Fundo de Coesão e os PO’s Regionais. Coerência O modelo organizativo considerado não acolhe adequadamente as implicações do protocolo celebrado entre o então MIE e o MARN em matéria de gestão e acompanhamento da medida do POA em colaboração com o PEDIP 2. dada a debilidade de meios orçamentais e logísticos das Direcções Regionais.Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 Sub-dimensões analíticas da concepção Relação modelo organizativoobjectivos Pertinência O modelo organizativo adoptado revela-se globalmente pertinente. Dificuldades de exercício da função acompanhamento técnico de projectos. 110 . Dificuldades notórias do POA ser utilizado como instrumento de política ambiental através de medidas de discriminação positiva. sobretudo se os mecanismos de articulação existentes entre o Gestor do Programa e a equipa ministerial globalmente responsável pelas orientações de política ambiental forem melhoradas. Oportunidade A opção pelo modelo de gestão assumido insere-se numa política mais geral seguida no QCA II de consagrar a figura de gestores públicos para as intervenções operacionais.

Programa Operacional do Ambiente 2000 . tendo em conta o desconhecimento revelado pelos promotores empresariais face a esta matéria. 3. em função da abertura proporcionada pela actual equipa de gestão. os critérios da eficácia e da qualidade do desempenho tendo em conta as diferentes fases de evolução do Programa e as mudanças de gestão que se vieram a verificar. Note-se que. 4. funcionamento e eficácia 1. A procura que o Programa revela por parte de entidades não pertencentes à orgânica do MARN. 111 . designadamente Municípios e Associações de municípios constitui um indicador de que a divulgação do Programa tem sido efectiva. fundamentalmente. Ausência de visibilidade no que respeita à participação do POA na medida 2 gerida pelo PEDIP. A equipa de avaliação invocou. Espaço de divulgação ainda por aproveitar no que respeita à participação de organizações da sociedade civil na medida 3. o actual PO Ambiente em muito poderá beneficiar da riqueza da experiência anterior que envolveu os serviços competentes do então Ministério do Ambiente e que terão transitado para o actual Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território. a este respeito. algumas das quais com intervenção directa na concepção do Programa 2. 5. Síntese dos elementos de avaliação do Programa Ambiente na perspectiva da Gestão Dimensões analíticas Divulgação Organização.2006 Do ponto de vista da organização e funcionamento do programa a avaliação intercalar produziu as sínteses que passamos a reproduzir nas páginas seguintes. Necessidades adicionais de divulgação minoradas dado o alto nível de compromisso já assumido. Necessidades de divulgação inicial minoradas dada a forte participação como promotores de entidades públicas do MARN.

Modelo de gestão dependente de orientações superiores em matéria de política ambiental segundo duas vias diferenciadas: dependência directa face ao MARN e através das prioridades que os promotores públicos pertencentes à orgânica do MARN consagram através dos projectos apresentados para homologação. dadas as dificuldades de meios logísticos e orçamentais das Delegações Regionais.2006 Organização Tramitação de candidaturas 6.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Especificidade introduzida pelo protocolo de colaboração entre o Ministério da Indústria e Energia e o Ministério do Ambiente e Recursos Naturais. Dificuldades de extensão/cooperação da estrutura de gestão com a estrutura regional do MARN. 8. 9. 12. 112 . 10. Reconhecimento generalizado de que o processo de tramitação é simples. Estrutura técnica de apoio inicialmente desprovida de valências em matéria ambiental. 7. segundo o qual uma parcela do FEDERAmbiente (medida 2) é gerida segundo uma lógica de política industrial pelo PEDIP (IAPMEI). Dificuldades de informação a prestar aos promotores de projectos ao longo do processo de tramitação. eventualmente reforçados com a vontade política de uma melhor articulação do programa com o Fundo de Coesão e com o espaço das Intervenções Operacionais Regionais. Progressos significativos esperados após o reforço da equipa de gestão mediante participação de técnicos do MARN responsáveis pelo acompanhamento da medida 2 junto do PEDIP e do Fundo de Coesão. operacional e facilmente compreendido pelos promotores de projectos. o que dificultou as funções de interlocução junto dos promotores de projectos e a função de acompanhamento técnico de projectos. 11.

Eficaz do ponto de vista dos objectivos de regulação e controlo da programação financeira do Programa. dada a composição da estrutura técnica de apoio. Inexistência de acompanhamento técnico dos projectos cujos promotores não são entidades pertencentes à orgânica institucional do MARN. Opção inicial por uma política de externalização da função auditoria de projectos. pelas mesmas razões anteriormente invocadas.2006 Dimensões analíticas Acompanhamento. 113 . Incapacidade do sistema em proporcionar informação relevante para uma avaliação de impactes ou efeitos esperados dos projectos e do programa em geral. Margem de manobra significativa em matéria de assistência técnica ao programa para melhorar as condições de acompanhamento técnico de projectos. 20. Incapacidade de fazer reverter a favor do Programa a capacidade técnica existente nos promotores públicos de projectos inseridos na orgânica institucional do MARN. 16. 23. dadas as dificuldades ainda sentidas de concepção de um sistema de indicadores físicos.Programa Operacional do Ambiente 2000 . 19. Níveis elevados de compromisso já assumidos que tornam a Gestão do programa fortemente dependente de critérios de selecção suficientemente operacionais para gerir o excesso de procura e de orientações superiores em matéria de prioridades de política ambiental. 22. reservando aqueles para projectos sensíveis ou de grande magnitude. Dificuldades de compatibilizar a gestão dos níveis elevados de compromisso já assumidos com a orientação mais recente do programa de promover a abertura à sociedade civil (medida 3) e aos municípios em particular. controlo e regulação de projectos e do Programa Organização. a qual será tendencialmente substituída por um processo de internalização a concretizar através de reforço de meios logísticos e financeiros das Direcções Regionais de Ambiente e Recursos Naturais. Inexistência de qualquer informação organizada sobre as características do protocolo oportunamente referido entre o MIE (agora Economia) e o MARN. Aspectos gerais 21. 18. funcionamento e eficácia 13. Programa inicialmente marcado pela presença relevante de entidades públicas pertencentes à orgânica institucional do MARN. 14. Sistema de informação 17. Controlo de projectos essencialmente documental. 15.

Em primeiro lugar. Recorde-se que o Programa Ambiente. com rigor. as metas alcançadas ficaram muito aquém das enunciadas sem que se possam atribuir responsabilidades. mas antes a apresentação de um conjunto de ensinamentos ou recomendações que possam vir a ser pertinentes para a aplicação e condução do PO Ambiente 2000-2006.Programa Operacional do Ambiente 2000 . em análise. deveria concorrer para atingir até 1999 os seguintes objectivos: . . do I QCA 1989-1993.território classificado como área protegida – 8% Veremos no próximo capítulo que na maioria destes aspectos. metas demasiado ambiciosas para o periodo 1994-1999. á data de arranque do programa. evidenciando uma eficaz articulação entre objectivos operacionais e objectivos específicos de cada uma das acções previstas.carga poluente industrial convenientemente tratada – 80%. Estas conclusões apontam para a pertinência de soluções de 114 . pelos Programas Regionais e pela inciativa comunitária ENVIREG. por sua vez. não será possível deduzir. unicamente.população com sistemas de abastecimento de água – 95% . o contributo isolado deste programa para melhorar os resultados anteriormente obtidos.população com colecta e tratamento de águas residuais – 90% . e tendo como base unicamente a avaliação intercalar aqui referida. a estrutura do programa revelou-se genericamente adequada. Por melhor que os recursos pudessem ter sido aplicados ficariam muito aquém das necessidades de investimento que tais metas necessariamente comportariam. . No entanto também não foi este o objectivo único deste capítulo. A estrutura do programa traduzia uma lógica interna coerente. à condução do programa. em combinação com outros investimentos de âmbito nacional e regional. o estabelecimento de objectivos e metas realistas é absolutamente fundamental nestes programas. nesta matéria.população atendida com recolha e tratamento de resíduos urbanos – 98%. adaptada à concretização dos grandes objectivos que. E não devemos esquecer que o PA 1994-1999 dispunha apenas de cerca de 70 milhões de contos (350 milhões de Euros) na sua globalidade.2006 4 Efeitos do PA e pertinência das recomendações então produzidas Na ausência de uma avaliação ex-post do PA 1994-1999. Pelo contrário. o Governo de então estabeleceu. correspondiam às principais disfunções ambientais e carências infraestruturais sentidas em Portugal. neste domínio. Em 1993.

Programa Operacional do Ambiente 2000 . modelam políticas de desenvolvimento e influenciam outros domínios do Ambiente”. com especial destaque para as áreas protegidas e a orla costeira”. dotando simultaneamente o País de melhores meios de monitorização da qualidade do ambiente nas suas múltiplas facetas”. dar particular atenção e continuidade a estes aspectos. Esta questão era vista como o resultado simultâneo de vários factores. A formulação do PO Ambiente 2000-2006 deverá. suprir as dificuldades de execução de projectos já iniciados 115 • . em virtude do seu carácter estruturante. permitindo.2006 continuidade. Um outro aspecto considerado crítico na avaliação intercalar do PA foi a alegada falta de visibilidade do programa. via PEDIP. assim. dúvidas quanto à capacidade do PA concretizar cabalmente os seguintes três objectivos estratégicos: “a conservação e valorização do património natural. no entanto. sem que muitos dos destinatários finais se apercebessem de onde provinham os fundos. Intervenções Operacionais Regionais e Programas de Iniciativa Comunitária – concluiu que o PA permitiu estabelecer pontos de contacto e complementaridades relevantes e oportunas. e facto dos fundos do PA se misturarem com outras fontes de receita. a tramitação encontrada para os projectos industriais que recebiam. Não será certamente por acaso que estes três objectivos foram retomados no PO Ambiente 2000-2006. No capítulo terceiro deste relatório retomaremos esta discussão. A avaliação respeitante à coerência externa com outras fontes de financiamento na área do Ambiente – Fundo de Coesão. como veremos no capítulo terceiro. por esta via. “a mobilização do interesse da sociedade pela conservação do ambiente. colmatando défices de organismos da administração central ligados ao Ministério do Ambiente. entre os quais: • • a reduzida dimensão financeira do programa face ao Fundo de Coesão e aos IOs Regionais. de articulação. A avaliação intercalar levantou. “a melhoria da gestão nacional dos recursos hídricos que. apoio do PA. mas também de evolução e inovação entre a gama dos objectivos anteriormente considerados e a nova grelha ou tipologia de objectivos / apostas contempladas pelo novo PO Ambiente.

” 116 . acompanha-mento no terreno e auditoria das realizações do Programa. Note-se que a reduzida dimensão financeira do programa favorecia este tipo de intervenção complementar. e às prioridades do actual governo com a apresentação do Programa das ETARs.2006 ou previstos. Outras críticas foram ainda tecidas respeitantes à concepção dos regulamentos e sua aplicação. dimensão.E. a maioria das quais dirigidas para os processos de selecção. quer a nível das áreas intervencionadas da faixa costeira. as realizações do PA tiveram.S. importa reflectir. mais do que tudo. como envolvendo mais directamente as estruturas regionais do MA na apreciação técnica de candidaturas. Pode. não só tirando partido das disponibilidades presentes na Medida 4 do programa que permitirão a elaboração de estudos especializados e a contratação de consultorias específicas. tramitação e acompanhamento dos projectos contemplados pelo programa. no que respeita à sua natureza. quer a nível da elevação qualitativa e quantitativa dos níveis de serviço das infraestruturas ambientais de saneamento. controlo. do programa P. não se afiguram pertinentes para a natureza desta avaliação ex-ante em que. e dos Programas Integrados nas Áreas Protegidas.” “Fomentar uma maior intervenção da sociedade civil e em particular das ONGs em projectos de formação e informação ambiental (Medida 3).R. ler-se no relatório da avaliação intercalar: “Pese embora estas críticas. nomeadamente quanto aos critérios de selecção dos projectos. permitimo-nos seleccionar as seguintes: “Reforçar os mecanismos de apoio técnico à estrutura de gestão do PA.” “Reforçar os meios financeiros do PA no sentido de permitir uma maior aproximação do nível de realizações aos objectivos fixados no II QCA.” “Melhorar a articulação entre os diversos apoios financeiros (em particular PA – FC e PA – IOs Regionais) a projectos de cariz ambiental.” Do conjunto das recomendações então apresentadas. Estas críticas. sobre as grandes questões da concepção geral do programa. localização e complementaridade técnica e funcional. no entanto. abastecimento de água e tratamento e deposição de resíduos sólidos urbanos. efeitos de correcção sensíveis. linhas de água e áreas protegidas. apesar das dotações relativamente modestas face à dimensão dos grandes problemas nacionais na área do ambiente.U. nesta fase de pré-arranque.Programa Operacional do Ambiente 2000 . no entanto. os seus objectivos e os meios financeiros propostos.

117 . retomaremos o seu teor aquando da análise da concepção geral e estrutura proposta para o novo PO Ambiente.Programa Operacional do Ambiente 2000 .” Sendo certo que algumas destas recomendações mantêm a sua pertinência.2006 “Promover a apresentação de projectos no domínio do ambiente urbano que vão para além da mera infraestruturação dos espaços urbanizados no sentido de uma verdadeira qualificação do quadro de vida dos cidadãos.

0 1. Anual 90-95 1. e as variações médias anuais nos periodos 1990-1995 e 1995-1999. média anual 1999 1995 1990 Norte 78 70 65 2. indicam os níveis de atendimento globais para as diversas regiões do Continente.4 Quadro 2. por forma a situar e contextualizar o arranque do PO Ambiente. e a situação actual do país com base em dados publicados pelo Ministério do Ambiente (MA. referenciadas anteriormente (ver introdução ao relatório).0 1. este capítulo deverá proporcionar uma leitura da evolução das variáveis caracterizadoras dos grandes domínios contituintes do ambiente e recursos naturais em Portugal.Análise do Contexto de Intervenção 1 Introdução De acordo com as orientações metodológicas e as recomendações da Comissão Europeia / DG XVI. Os valores.2 0. Anual 9599 Var.2. tendo em conta a conclusão das obras até ao final do ano de 1999. %/ano) Ano /Var.8 LVTejo 99 97 92 0. %/ano) Ano /Var. a definição de objectivos e de prioridades de intervenção. 1998) estimados para o ano de 1999.Programa Operacional do Ambiente 2000 .5 Var.5 Alentejo 94 89 83 1. média anual Norte Centro LVTejo Alentejo Algarve Continente 118 .0 3. tendo como base uma estratégia.3 Algarve 91 82 82 2.2 1.1. em percentagem. Esta contextualização irá permitir evidenciar um conjunto de lacunas e potencialidades.2006 Capítulo 2 . efectivamente alcançados. Abastecimento de Água (%. Quadro 2. méd. 2 Níveis de infraestruturação ambiental básica Os quadros seguintes sintetizam a evolução ao longo da década de 90.0 Centro 95 84 68 2. Drenagem de Águas Residuais (%. méd.3 Continente 90 84 77 1. às quais o PO deverá responder.

méd.4 2. Neste caso optamos por incluir. méd.0 Alentejo 51 14 18. No caso do quadro 2.4. Anual 90-97 6.8 85 83 69 0.5 Algarve 92 60 37 6.4 5.0 LVTejo 79 47 26 6.8 89 86 79 0.0 2. os dados de 1997. méd.2006 1999 1995 1990 Var. méd.4 As duas últimas linhas de cada quadro representam comparativamente o esforço de investimento efectuado na primeira e na segunda metade da década de 90. os valores apresentados para as variações médias anuais no periodo 1990-1997 deverão ser considerados com fortes reservas. isto é que envolvam a incineração.8 Quadro 2.6 6.3 Alentejo 81 58 32 4.1 9.4 2.3. Representam ainda o esforço de convergência..6 2.4 5. Deste modo.0 1. Anual 90-94 Norte 61 12 11 9.9 3. Não existem valores disponíveis para o início da década tendo em conta este critério. méd. a par dos dados actuais. %/ano) Ano /Var.2 3. a variável tratamento de resíduos sólidos urbanos reporta-se apenas a tratamentos considerados adequados. Anual 9799 Var. Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos (%.6 2. média anual 1999 1994 1990 Var.5 LVTejo 100 66 17. méd. no plano nacional.5 Algarve 100 20 40.0 Centro 96 15 40. %/ano) Ano /Var.6 1.8 1. Incluem-se neste relatório a título meramente indicativo. 119 .6 2.6 Quadro 2. no entanto crê-se que fossem muito próximos de zero (MA. Anual 90-95 59 44 36 3. Anual 9599 Var.0 Continente 94 24 35.3 Centro 61 30 18 6. 1998).0 Var.8 Continente 70 32 21 7. a deposição em aterro ou a compostagem. Tratamento de Águas Residuais Urbanas (%.5 84 68 76 4.8 0.0 75 63 55 3.4.8 71 52 39 4.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Anual 94-99 Var. média anual 1999 1997 1990 Norte 92 46 23.6 1. entre as regiões melhor e pior servidas no que respeita a estas infraestruturas básicas ambientais. considerados valores de referência para o PERSU (Plano Estratégico de Resíduos Sólidos Urbanos).

se se considerar o efectivo tratamento dos efluentes domésticos.1. a cobertura é total. tanto mais que ao nível do tratamento de resíduos sólidos urbanos. com uma população carenciada da ordem de 39%. em valores unitários per capita. já que estes são. aumentando aquele valor para cerca de 3 milhões. nos quadros 2. Os dados patentes nestes quadros. muito diferentes de infraestrutura para infraestrutura. no entanto de ser significativo. Cerca de apenas 51% da população se encontrava servida por adequadas infraestruturas no final de 1999. a 2. sendo de destacar a elevada percentagem da sua população (cerca de 22%) sem abastecimento de água ao domicílio. no extremo oposto. 120 . Assim. Por regiões. sobre valores efectivos de níveis de atendimento. aquele esforço tem sido muito maior para o tratamento dos resíduos sólidos urbanos onde. poder-se-á desde logo concluir que o esforço de melhoria dos níveis de atendimento das infraestruturas em análise tem sido tendencialmente proporcional à magnitude das necessidades detectadas. tal como no periodo anterior. do que para os sistemas de abastecimento de água que.2006 Começando por considerar. os valores globais para o Continente. o Norte apresenta as maiores carências nestes domínios. levado a cabo nos últimos anos. quer no balanço comparativo das infraestruturas analisadas. se parte quase do zero em 1990. Note-se que este tipo de raciocínio. aliás como na região do Algarve. este esforço revela-se. apresentavam já em 1990 uma taxa de cobertura de 77% (em termos médios europeus esta era ainda uma taxa muito modesta). Na região de Lisboa e Vale do Tejo este valor desce para 31%.4. Com efeito. não deixando.5 milhões de portugueses entraram no ano 2000 sem poder beneficiar de um sistema público de drenagem de águas residuais. Se compararmos as evoluções registadas nas duas metades da década de 90 é notória a aceleração imprimida na segunda metade (94/95-99) num esforço de aproximação aos padrões médios europeus. Na região Centro. No entanto detectam-se ainda fortes carências e assimetrias. como referimos anteriormente.. pelo contrário. ou os ainda 41% sem sistemas de colecta de efluentes domésticos. globalmente proporcional ao nível de carências para cada uma das infraestruturas analisadas. tem vantagem sobre a mera consideração dos esforços financeiros efectuados. regista-se o baixo nível de tratamento de águas residuais. A região do Alentejo contrasta pela negativa com uma elevada carência de tratamento dos seus RSUs.Programa Operacional do Ambiente 2000 . os valores globais para o Continente revelam que ainda cerca de 2. representam um assinalável esforço de convergência. No plano interno. valor aliás idêntico ao registado na região Norte. quer nos níveis de atendimento regionais.

numa lógica de custo/benefício. este valor é bastante baixo por padrões médios europeus. em percentagem do seu consumo. no termo do periodo considerado. alcançar a plena satisfação das necessidades básicas da população em infraestruturação ambiental. Será assim de prever a adopção de soluções tecnicamente menos comuns ou mesmo inovadoras para atender à escala reduzida de muitos dos sistemas que ainda falta construir.2006 Se às carências quantitativas. O desafio da garantia da qualidade do funcionamento dos sistemas deverá intensificar-se através de uma particular atenção prestada às actividades de exploração. em MA. passou de 26. e muito particularmente nas regiões Norte e Centro. controlo e monitorização. em que os números oficiais (contidos. No entanto. tendencialmente localizadas sobre a faixa litoral. a propósito da reciclagem do papel e do cartão) são ainda muito modestos por padrões europeus. então fácil será concluir que os próximos sete anos terão ainda de mobilizar significativos investimentos.8% em 1990 para os 44. 121 . que temos vindo a referir. A aparente discrepância entre os valores dos níveis de atendimento na região Norte dos sistemas de drenagem de efluentes domésticos e do respectivo tratamento poderá ser disso indício. Com efeito. associarmos as carências qualitativas dos sistemas em operação. as maiores nucleações urbanas. No que respeita aos resíduos sólidos urbanos. para não atingirmos situações verdadeiramente indesejáveis como parecem poder despontar de capacidades instaladas não totalmente potenciadas por carências dos sistemas a montante ou a jusante. com regiões como o Algarve e a Região de Lisboa e Vale do Tejo a atingirem o pleno da satisfação das necessidades identificadas. os últimos dados para esta região apontam para uma capacidade instalada de tratamento de efluentes urbanos de 61% já superior à capacidade de recolha dos mesmos efluentes que se cifrava em 59%. nomeadamente. como já salientamos anteriormente. Excepção a mencionar será o significativo aumento da reciclagem do vidro que. a evolução registada no país nos últimos três anos foi considerável. com realismo. torna-se cada vez mais importante dar a devida atenção ao desafio do aumento significativo dos actuais níveis de reciclagem e valorização. ambicionar-se. as carências de infraestruturação ambiental acima apontadas irão implicar investimentos unitariamente mais elevados. 1999. Ainda assim. com uma produção média anual a crescer ao ritmo de 3% ao ano. Face ao padrão de povoamento disperso em boa parte do território nacional. terá que se intensificar. gestão. sendo certo que será possível.0% em 1997. A articulação com os investimentos de âmbito estritamente municipal. já que as anteriores prioridades de dotação das infraestruturas privilegiaram.Programa Operacional do Ambiente 2000 .

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3 Resíduos

Na categoria genérica de resíduos, incluem-se para além dos resíduos sólidos urbanos tratados no ponto anterior, os resíduos hospitalares e os resíduos industriais, sejam estes banais ou perigosos. Os resíduos hospitalares compreendem, como se sabe, não apenas os resíduos gerados em unidades hospitalares ou similares, como clínicas ou centros de saúde, mas também os gerados em consultórios, laboratórios, ou unidades de tratamento de animais.

Particular atenção deverá ser dada aos sistemas de recolha, transporte e tratamento final dos resíduos hospitalares do tipo III e IV, classificados de acordo com a legislação nacional como resíduos perigosos e específicos, respectivamente. Conjuntamente a sua produção anual já ultrapassa pelo largo as 4000 toneladas/ano em regiões como a Norte e a de Lisboa e Vale do Tejo, ou mesmo as 2000 toneladas/ano na Região Centro.

A produção anual de resíduos industriais perigosos estimava-se em cerca de 125 mil toneladas, a justificarem tratamentos diversos, nomeadamente aterro, incineração, ou tratamento fisico-químico. Quanto aos resíduos não perigosos os últimos dados disponíveis apontavam para que a sua produção já ultrapassasse os 16 milhões de toneladas/ano. Os níveis de reciclagem e valorização são ainda comparativamente baixos, mas tem-se vindo a incrementar em anos mais recentes. Excepção a mencionar será o espectacular aumento, aparentemente regular e sustentado, dos óleos usados recolhidos que, em percentagem do seu consumo, passaram de uns meros 2.6% em 1990 para os 48.3% em 1997 (MA, 1999).

4 Recursos Hídricos
De acordo com um trabalho já realizado há alguns anos (MARN, 1993) mas que a este respeito se encontra actualizado dado que os recursos hídricos de um dado território não se alteram significativamente dentro de uma escala geracional, Portugal apresentava disponibilidades em água superiores em cerca de três vezes a média dos restantes países da União Europeia.
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Os caudais provenientes de Espanha, via rios Tejo, Douro e Guadiana, representavam mais de metade (cerca de 55%) das disponiblidades hídricas de superfície. No entanto, as águas subterrâneas, que não chegam a 7.5% das disponibilidades totais, ainda há uma década atrás, início dos anos 90, eram responsáveis por 80% do consumo total. Este valor terá tendência para descer com a entrada em funcionamento, a breve trecho dos sistemas multimunicipais de abastecimento de água em alta às zonas mais populosas e industrializadas do território nacional. Actualmente já se deverá aproximar dos 60%.

Com as perspectivas de a curto prazo se resolverem definitivamente as grandes carências de abastecimento de água e drenagem e tratamento dos efluentes domésticos, importará, no domínio dos recursos hídricos, orientar esforços para a valorização e recuperação ambiental dos aquíferos, águas superficiais, em particular a rede hidrográfica principal, zonas estuarinas e a faixa costeira.

O potencial de água disponível varia muito entre as cinco regiões administrativas do Continente. Tendo como base o trabalho da DGRN (1992), cerca de 40.5% das disponibilidades correspondem à Região Norte, 25% cabem à Região Centro, semelhante valor, 24%, regista-se para a Região de Lisboa e Vale do Tejo, enquanto o Alentejo se fica pelos 7% e o Algarve pelos 3,5%. Globalmente o balanço entre disponibilidades e consumos é, naturalmente, favorável, com um saldo positivo de 9 mil milhões de metros cúbicos (diferença entre 16 mil milhões de m3 de fornecimento e 7 mil milhões de m3 de consumos).

No entanto é a variabilidade territorial e sazonal que está na origem de grande parte dos problemas que neste domínio ainda se fazem sentir em Portugal. Por exemplo, regista-se uma elevada carência no Alentejo com um balanço hídrico anual negativo de 58%.

O aumento das capacidades de armazenagem, possível com a construção de aproveitamentos hidráulicos, é fundamental para reequilibrar estes balanços. Em simultâneo, permitirá reduzir a pressão sobre os aquíferos subterrâneos. As situações pontuais de défice dos aquíferos situam-se tendencialmente no litoral e tem provocado alguns fenómenos localizados de salinização.

Sendo difícil a avaliação global da qualidade da rede hidrográfica nacional a partir dos postos de medição da qualidade das águas superficiais existentes, tomaremos os resultados apresentados em MA (1999) respeitantes a 16 estações de amostragem significativas distribuídas pelo país. Cerca de 38% das estações indicavam águas muito
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poluídas (classe D), enquanto 43% se situavam na classe C (poluído, águas de aceitável qualidade) e 19% águas fracamente poluídas (classe B).

Os problemas graves de poluição hídrica tendem a circunscrever-se em torno das grandes concentrações industriais e urbanas, sendo que a progressiva dotação de infraestruturas de tratamento e as transformações do tecido produtivo industrial terão tendência para, em conjunto, diminuirem as pressões sobre os recursos hídricos superficiais. Estimativas apontavam (ver Relatório Final da Avaliação Intercalar da IO Ambiente de 1997) para cerca de 25% do comprimento da rede hidrográfica principal ser classificada como mediana a muito poluída. No total da água armazenada em albufeiras, 40% está no estado oligotrófico e 20% no estado eutrófico. Em 40% das massas lênticas já se deu início ao processo de eutrofização.

Para além destes aspectos, ainda se verificam situações francamente anómalas como as detectadas a nível da qualidade das águas balneares interiores. Apenas em cerca de 25% dos casos analisados se verificou conformidade com os níveis estabelecidos na legislação (MA, 1999). Pelo contrário, a nível das águas balneares costeiras, a situação é, felizmente, inversa, com cerca de 90% dos locais analisados apresentando parâmetros de qualidade conformes com as exigências da legislação.

A entrada em funcionamento de sistemas de drenagem e tratamento de efluentes domésticos tem vindo a ser responsável por uma significativa melhoria da qualidade das águas costeiras, nomeadamente na Costa do Estoril (sistema multimunicipal SANEST) e ao longo da costa algarvia. Recentemente, entrou em funcionamento a primeira fase do sistema da Ria de Aveiro (SIMRIA) que, certamente, produzirá efeitos positivos na faixa costeira da Região Centro e, sobretudo, permitirá aliviar em grande medida a carga poluente descarregada directamente na Ria de Aveiro.

No futuro próximo, deveremos assistir no domínio dos recursos hídricos, como aliás em outros domínios do ambiente, ao fortalecimento das acções de planeamento, gestão, controlo e monitorização tendo em conta o esforço de preparação e implementação dos POOCs (Planos de Ordenamento da Orla Costeira) e dos PBH (Planos de Bacia Hidrográfica) que, contribuintes para o Plano Nacional da Água, cobrirão integralmente o país. Os Planos de Ordenamento da Orla Costeira, que entrarão em vigor a breve trecho, destinam-se a regulamentar o uso do solo numa faixa até 500 metros do limite da máxima preia mar, ao longo de toda a costa portuguesa.

Quanto aos Planos de Bacia Hidrográfica, a sua preparação tem sofrido alguns atrasos, em parte motivados pela complexidade, extensão e profundidade de tratamento dos diversos
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situam-se per capita muito abaixo dos níveis médios europeus. (MA. por esta via. as emissões poluentes atmosféricas. No que respeita ao fenómeno da desertificação. No que respeita à precipitação os dados também são inequívocos. poderá traduzir-se a médio-longo prazo em significativos impactes negativos ao nível das disponibilidades hídricas e. e naturalmente na própria agricultura.58ºC à média verificada entre 19611990.2006 temas por eles abrangidos. apresentando-se o último ano em análise (1997) como o mais quente dos últimos 67 anos. tendo como base um sólido exercício de planeamento assente sobre a geografia das bacias hidrográficas. é possível concluir que desde 1972 se tem vindo a verificar uma clara tendência crescente dos valores da temperatura média anual à superfície. Note-se que esta temperatura é superior nuns significativos 1. em todas as regiões do país. a cartografia da relação entre a precipitação anual e a evapotranspiração potencial de Penman aponta para uma incidência deste fenómeno nas regiões do Alentejo e Algarve e na região mais interior de Trás-osMontes e nas Beiras Alta e Baixa. a partir de 1964. no periodo 1931-1997. e à excepção de alguns epísódios localizados de poluição urbana. nomeadamente contribuintes para o efeito de estufa. em particular à custa da diminuição da precipitação na Primavera e no mês de Março. na capacidade assimilativa dos meios hídricos receptores naturais de efluentes. todos estarão de acordo que será urgente dar por terminado este exercício. 5 Ar.57ºC. com uma temperatura média anual de 16. apontando desta vez para uma redução gradual da precipitação média anual. mas com maior intensidade nas regiões da Beira Interior e do Alentejo. para se passar á indispensável gestão integrada dos recursos hídricos nacionais. No entanto. A este facto não 125 . na produção de energia. A conjugação das alterações climáticas atrás referidas. Na generalidade.Programa Operacional do Ambiente 2000 . a resultante qualidade do ar em Portugal é francamente boa. Clima e Ruído Tendo por base o último relatório disponível do Estado do Ambiente em Portugal. 1999) em que é feita uma análise estatística das séries climatológicas longas da tenperatura média do ar em Portugal. nestes casos numa estreita faixa sobre a fronteira com a vizinha Espanha. como o CO2. Globalmente.

no que se refere às emissões de SO2. O NOx resulta das emissões dos transportes rodoviários (45%). O ruído é dos sectores do ambiente em que se tem registado o maior número de reclamações. seja de forma voluntária ou involuntária. embora os dados mais recentes apontem para uma certa estabilização do volume anual de reclamações apresentadas. antes pelo contrário. Dados publicados para o periodo de 1990 a 1995 permitem concluir que. Quanto aos COVNM. se tem verificado um ligeiro aumento das emissões de NOx e COVNM.2006 serão estranhos os baixos consumos energéticos per capita. A população portuguesa tem vindo a ser progressivamente alertada para os malefícios de exposições prolongadas a elevados níveis de ruído. MA (1999). 83% provêm de instalações de combustão (dos quais 60% para produção de energia) (MA. correspondentes a cerca de metade dos valores médios europeus. Dados sobre a incidência deste descritor ambiental apontam para cerca de 30% da população portuguesa sujeita a níveis de ruído de origem automóvel no periodo diurno iguais ou superiores a 55dB(A). 60% das emissões provêm dos transportes. rondando as 600 a 700 reclamações anuais.Programa Operacional do Ambiente 2000 . 1999). enquanto que relativamente ao CO. conjugado com os padrões de desenvolvimento urbano prevalecentes. de outras fontes móveis (20%) e da combustão (30%). Finalmente. No que respeita ao CO2 verifica-se que 60% das emissões provêm de instalações de combustão. 50% provêm da agricultura. de entre os diversos parâmetros analisados. 126 . Infelizmente o aumento generalizado de tráfego automóvel. no curto/médio prazos. não apontam. para a diminuição daquela percentagem de população afectada.

de forma quantificada poderão dar uma ideia global da importância de Portugal para a conservação da natureza num contexto europeu. Refira-se que das 300 espécies que ocorrem no Continente. Finalmente quanto às aves.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Nos mamíferos. Nos répteis e anfíbios. quer porque são raras. De cerca de 3 000 espécies de flora vascular. As chamadas Áreas Classificadas incluem todo um conjunto de espaços que se destacam pelo valor patrimonial natural.2006 6 Conservação da Natureza e Recursos Biológicos Não sendo praticável. ou em perigo de extinção. respectivamente. abordar de modo exaustivo os valores biológicos que o país possui optamos por sintetizar alguma da informação contida em textos de referência e que. Nesta denominação geral temos: • • • • • • a Rede Nacional de Áreas Protegidas os Sítios da Lista Nacional da Directiva Habitats as Zonas de Protecção Especial da Directiva Aves as Reservas da Biosfera do Programa MAB da UNESCO as Reservas Biogenéticas do Conselho da Europa as Zonas Húmidas da Convenção de Ramsar 127 . o país é rico e diversificado por comparação com outros países europeus. incluindo 86 endemismos lusitanos. vulneráveis. 40 em 90 espécies encontram-se de alguma forma ameaçadas. 10% necessitam de medidas de protecção. registamse 89 espécies ameaçadas para 211 não ameaçadas. os valores para espécies ameaçadas e não ameaçadas são de 9 e 20. e 2 e 15. num capítulo como este. Quanto à fauna. 293 tem estatuto de protecção (ver MA. Nos peixes temos 21 espécies ameaçadas em 39 identificadas (nas quais se registam 28 espécies autóctones). 1999).

Recorde-se que em 1997. Em 1998. a totalidade das áreas protegidas do Continente não ultrapassava os 511 milhares de hectares. num território com uma forte tradição de povoamento.8% do território nacional. O alargamento da rede.Programa Operacional do Ambiente 2000 .8% do Continente. cobrindo uma área de cerca de 1 138 650ha. em anos recentes. No entanto. Merece ainda destaque o conjunto das 18 ZPEs estabelecidas em cumprimento da Directiva Aves. então não ultrapassava 5. ou seja 12. Atendendo às suas próprias características e funções. mais que aumentar ou discutir a percentagem de área com estatuto especial de protecção importa dotar as diversas figuras de protecção dos instrumentos e meios adequados à gestão da conservação da natureza. foi de facto significativo. 1999). a Rede Natura 2000 deverá desempenhar um papel complementar relativamente à rede nacional de áreas protegidas.2006 A Rede Nacional de Áreas Protegidas. 1999). inclui: • • • • 1 Parque Nacional 11 Parques Naturais Reservas Naturais 5 Monumentos Naturais De acordo com o documento de apresentação da Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade (MA. a Rede Nacional de Áreas Protegidas. 1998). existem ainda 10 Sítios Classificados que não foram reclassificados e 3 paisagens protegidas cuja gestão nunca chegou a transitar para as autarquias locais. foi criado o conceito de Reserva Marinha e estabelecidas as primeiras duas reservas marinhas: a Reserva Marinha da Reserva Natural das Berlengas e a Reserva Marinha do Parque Natural da Arrábida. ou seja 7. correspondentes à primeira fase da lista nacional de sítios definidos em cumprimento da Directiva Habitats. e os 31 sítios. Esta posição é tanto mais justificada quanto a Rede Natura 2000 se encontra em fase de implementação. Nesta área habita uma população da ordem das 200 000 pessoas (MA. ou seja.5% do território nacional (MA. cobre uma superfície total de 665 milhares de hectares. No seu conjunto. 128 .

129 .2006 Deste modo. acaba por conduzir ao abandono de extensas superfícies do território nacional. A ausência de coordenação central e orientações técnicas emanadas do nível nacional é também preocupante e explicará em parte os resultados pouco animadores alcançados até à data. e que se estima que para as várias regiões do país oscile entre os 40% e os 60% do território nacional. sem qualquer interesse. etc. inclusivé para a conservação da natureza. A este nível de intervenção assume igual importância a mobilização da Reserva Ecológica Nacional (REN). O que está em causa. À REN acabam por só ser atraídos usos indesejáveis. de génese ilegal. zonas declivosas. Por outro lado. tem sido o modo diverso e frequentemente contraditório como os diversos municípios. dado que estes conceitos sobrepôem-se geograficamente com frequência. que acabam por ser exploradas habilmente por interesses organizados no seu uso ou ocupação. pela positiva. uma regulamentação restritiva tem fomentado o seu abandono. o planeamento e gestão da conservação da natureza apresentam-se como os grandes desafios para os próximos anos.Programa Operacional do Ambiente 2000 . e continuam a utilizar instrumentos de gestão distintos. fruto das contraditórias disposições actuais. praias. etc. Em simultâneo. e apesar do seu carácter restritivo já referido. Basta darmo-nos ao cuidado de reunir numa mesma carta umas tantas RENs de municípios adjacentes para. um papel e finalidade para os territórios que integram esta reserva. verificamos o seu progressivo enfraquecimento. lixos diversos. Excusado será dizer que se trata de faixas particularmente atractivas do território nacional sobre as quais se exercem elevadas pressões de desenvolvimento. cabeceiras de linhas de água e áreas de máxima infiltração. dever-se-á dar novo alento à criação de áreas de protecção de âmbito regional e local em estreita articulação com os municípios e associações de municípios. encontrando. Note-se que. fundamentalmente. que dificilmente poderá alguma vez servir de suporte a uma estratégia de conservação da natureza com um mínimo de eficácia e coerência. às vezes vizinhos. se verificar que se encontra uma manta de retalhos. não estará em causa o objectivo inicial de protecção dos cursos de água. Na prática. com evidentes prejuízos para as economias locais e para o próprio ambiente. quase invariavelmente. como sejam despejos de sucatas. Como é sabido. no que respeita à REN. Em particular importa rapidamente harmonizar o regime jurídico da REN com o Domínio Público Hídrico (DPH). em vez de vermos reforçados os seus mecanismos de implementação. o carácter extraordinariamente restritivo do regime da REN. dunas. resíduos. tem interpretado o quadro legal actual e delimitado as suas áreas de reserva. sapais.

2006 Para além da óbvia necessidade de se requacionar o papel da REN. a nível do ruído e da poluição atmosférica. os maiores problemas. Não é conhecido o número de residentes que suportam níveis de ruído acima dos valores recomendados.Programa Operacional do Ambiente 2000 . 7 Ambiente Urbano São muito escassos e dispersos os dados que nos permitam caracterizar o estado do ambiente urbano nas principais cidades e áreas metropolitanas do Continente. certamente. em simultâneo. como os Planos de Ordenamento da Orla Costeira. Por outro lado. Importará investir. Para efeitos desta avaliação ex-ante é este o aspecto essencial no capítulo da conservação da natureza. encontramos nas áreas urbanas. De um ponto de vista das principais disfunções ambientais. Nota-se contudo que os processos tem sido bastante morosos. As redes de monitorização do ar existentes apresentam um conjunto de resultados dispersos. mas sobretudo nas fases mais burocratizadas de apreciação e aprovação. que não nos permite responder quantitativamente ao desafio da caracterização daquelas variáveis. o que estará em causa nos próximos anos será o desafio do planeamento e gestão das áreas classificadas. Por outras palavras este esforço de planeamento estará ainda longe de estar concluído e. ir-se-á projectar no periodo de vigência do QCA III. nos meios e instrumentos de gestão por forma a dar efectivo corpo àquela estratégia no terreno. o Programa Operacional do Ambiente poderá ter um papel essencial e insusbtituível. 130 . não apenas nas fases iniciais de preparação técnica. os Planos de Ordenamento de Albufeiras ou. A este nível. em particular nos dois espaços metropolitanos do Continente. os mais ambiciosos Planos de Bacia Hidrográfica. nem as concentrações de poluentes nas principais artérias das cidades. sobre uma malha muito alargada. não bastará preparar e fazer aprovar planos de ordenamento para dotar a estratégia de conservação da natureza de coerência e eficácia. É verdade que em anos recentes se tem feito um esforço significativo no arranque de várias figuras de planeamento.

em que se privilegiam os atravessamentos dos espaços urbanos por corredores verdes. Neste sentido. para também abarcarem a conservação da natureza em espaço urbano. se tem verificado uma redução constante e acentuada do volume total de passageiros nos transportes rodoviários e ferroviários nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto. É preocupante o modo como. e que. tanto mais que a recomposição funcional e territorial dos espaços metropolitanos tem levado à crescente necessidade de geração de mais e maiores percursos casa-trabalho. um novo alento à prossecução desta necessária aproximação entre ambiente e urbanismo. ou Estratégias Municipais de Sustentabilidade e Requalificação Ambiental. A actual configuração do Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território trás. Importa garantir a sustentabilidade ambiental destes espaços. acabam por continuar a depender e deslocar-se diariamente para o centro onde continuam a encontrar os seus postos de trabalho. Entretanto este recurso crescente ao automóvel particular como meio de deslocação nas grandes cidades portuguesas. a julgar pelos crescentes volumes de tráfego. dos quais se destacam os Planos Directores Municipais. 131 . mas numa lógica de funcionamento ecossistémico. talvez. que promovam a valorização do capital natural em espaço urbano e cujas propostas e iniciativas possam ser vertidas em documentos de gestão urbanística com efectivas consequências no território.Programa Operacional do Ambiente 2000 . pondo em contacto directo a cidade com o espaço rural e natural envolvente. Este será. como os Planos de Urbanização e de Pormenor. não numa lógica parcelar de parques e jardins. especialmente do tráfego automóvel particular. as políticas de revitalização e reabilitação urbanas poderão constituir efectivas políticas de ambiente em espaço urbano. fenómeno que começa também a evidenciar-se em cidades de média dimensão.2006 No entanto. sendo compelidos para a periferia suburbana. Referimo-nos à acentuada perda de residentes nos centros de Lisboa e Porto. á partida. importará avançar rapidamente para a preparação de Agendas Locais 21. haverá certamente inúmeros pontos dos tecidos urbanos com níveis preocupantes de poluição. o principal problema de poluição do ambiente urbano em Portugal. como alguns parecem fazer crer. por investimentos em mobiliário urbano ou intervenções de mera qualificação estética e urbanística. Mas as questões do ambiente urbano não se esgotam nos problemas de poluição atmosférica e do ruído. nomeadamente promovendo o aparecimento ou a requalificação dos espaços verdes. A promoção da qualidade do ambiente urbano não passa. A julgar pela generalizada pobreza do tratamento das questões ambientais nos documentos base de gestão dos espaços urbanos de que dispomos actualmente. em anos recentes. faz-se em detrimento dos sistemas de transportes públicos. levando aos actuais níveis de constante congestionamento do tráfego.

Programa Operacional do Ambiente 2000 . para os principais sectores ou domínios da política de ambiente. os pontos considerados fortes e fracos.2006 8 Síntese Os quadros que se seguem apresentam. as características dos processos de desenvolvimento económico e social e as respostas da administração ambiental. 132 . através de medidas de política e dos instrumentos regulamentares que tem vindo a ser seguidos. tendo em atenção as especificidades do suporte biogeofísico nacional. bem assim como as respectivas potencialidades.

Rede de cidades médias em processo de consolidação .Fontes fixas pouco numerosas .Incidência relativa reduzida de resíduos perigosos .existência da REN e da RAN . Resumo dos Pontos Fortes Identificados Descritor ambiental Recurso Ar e Clima Recursos Hídricos Pontos Fortes .Riqueza.Tecidos urbanos dos centros históricos .Infraestruturação em curso .Presença forte de acções de educação ambiental (jovens) Ruído Recursos Biológicos Conservação da Natureza Solos Resíduos Infraestruturação Ambiente Urbano Educação e Sensibilização 133 .Sistema educativo em expansão .Baixos níveis globais de emissões .Dinâmica costeira .Programa Operacional do Ambiente 2000 .Rede consolidada de áreas protegidas .Reconversão do tecido industrial .Riqueza e diversidade .2006 Quadro 2. endemismos . diversidade.baixo consumo de solo urbano .Crescentes níveis de infraestruturas de abastecimento e saneamento .5.Baixos níveis de capitação .Disponibilidades globais .Aumentos substâncias dos níveis de atendimento nos últimos anos .Rede Natura 2000 .

Deficiências na gestão e controlo .Desenvolvimento urbano .Fraca sensibilização de agentes produtivos e de alguns sectores da administração Recursos Hídricos Ruído Recursos Biológicos Conservação da Natureza Solos Resíduos Infraestruturação Ambiente Urbano Educação e Sensibilização 134 .Erosão dos solos .Programa Operacional do Ambiente 2000 .subdotação de estruturas verdes .2006 Quadro 2.Pressões sobre o Litoral .Consumo crescente .Sistemas de controlo .Dispersão das fontes de poluição .Tráfego automóvel.6.Focos pontuais de contaminação (passivo ambiental) .qualidade e funcionalidade deficiente das áreas suburbanas .Padrão por vezes demasiado disperso de povoamento e urbanização .Existência de espécies ameaçadas -Estruturas e instrumentos de gestão em fase de desenvolvimento .Variabilidade espacial e temporal dos recursos hídricos . . Resumo dos Pontos Fracos Identificados Descritor ambiental Recurso Ar e Clima Pontos Fracos .Disparidades regionais .Dependência dos transportes rodoviários .ausência de preocupações de sustentabilidade urbana .Aumento dos níveis de motorização .Transportes nas áreas metropolitanas .Ausência de sistemas de tratamento para determinadas categorias de resíduos .níveis de ruído e poluição atmosférica nas AMs .Carências qualitativas nos sistemas .

Aperfeiçoamento do sistema de ordenamento articulado com o ambiente .Incremento do Gás Natural .emergência de uma segunda geração de instrumentos de planeamento urbano com conteúdo ambiental .Aplicação de instrumentos de planeamento e gestão inovadores .Oportunidades de negócio (privados) na recolha e tratamento .Sociedade em transformação .Desenvolvimento de actividades económicas complementares .desenvolvimento de uma cultura urbana .2006 Quadro 2.Níveis de sensibilização crescentes .Consolidação global dos valores ambientais Recursos Hídricos Ruído Recursos Biológicos Conservação da Natureza Solos Resíduos Infraestruturação Ambiente Urbano Educação e Sensibilização 135 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .Oportunidades de valorização e reciclagem .6. Resumo das Potencialidades identificadas Descritor ambiental Recurso Ar e Clima Potencialidades .Abaixamento das pressões sobre os aquíferos e a rede hidrográfica .Desenvolvimento de actividades económicas complementares .Tendências de concentraçao urbana .Melhoria da qualidade do ambiente e dos meios receptores .Articulação entre níveis de intervenção e entre sistemas em alta e em baixa .Desenvolvimento dos transportes públicos e dos transportes ferroviários .

como poderão ser sérias depredadoras destes mesmos recursos. quer orientadas para a definição e gestão das áreas protegidas. com uma industrialização tardia e selectivamente orientada de um ponto de vista espacial e sectorial. por exemplo. Entretanto. com programas no âmbito do ambiente urbano ou dirigidos aos sectores industriais. os domínios da qualificação ambiental. fundamentalmente. os principais exemplos. nomeadamente. reflectirá. se desarticuladas ou 136 . à conclusão de um ciclo de investimentos nas grandes infraestruturas públicas e/ou de utilização colectiva. ou de uma política de valorização dos recursos naturais e paisagisticos. pressupõe uma particular atenção às especificidades nacionais. mas fundamentais. como a Rede Natura 2000. talvez. cada vez mais . progressivamente. quer ao nível do percurso de desenvolvimento social e económico que o país tem vindo a assistir. o padrão actual de conflitualidades ambientais. da integração horizontal ambiente-sectores. Como é sabido. entendidas num sentido lato. quer para a rede de protecção de biótopos.2006 A identificação dos pontos fortes e fracos nos diversos domínios/sectores do ambiente. estas actividades de recreio e lazer tanto têm a possibilidade de se constituir como importantes parceiros de uma política de conservação da natureza activa e mobilizadora. com a conclusão deste ciclo de infraestruturação e estabilização da matriz territorial de protecção/conservação da natureza. O passivo ambiental herdado tem a ver. e da sustentabilidade do desenvolvimento. ou o recreio e o lazer. para os sistemas de transportes e as actividades de consumo. Nas questões ambientais deveremos assistir. por forma a incluírmos nestas a habitação e o desenvolvimento urbano. Neste ciclo de desenvolvimento das políticas de ambiente também deverá ser feita uma primeira referência à estruturação territorial das políticas de conservação da natureza. deverão. Em contraponto.Programa Operacional do Ambiente 2000 . de que a orla costeira e as beiradas fluviais são.com tendência para uma progressiva intensificação no periodo de vigência do próximo quadro comunitário de apoio – a passagem dos factores de impacte ambiental das actividades de produção. em termos de importância e da correspondente mobilização de fundos. tomar o lugar dos primeiros. quer ainda orientadas para determinados ecossistemas fragilizados. do abastecimento de água. quer ao nível do suporte biogeofísico. nos próximos anos. recolha e tratamento de efluentes domésticos e gestão dos resíduos sólidos urbanos. já iniciados no anterior quadro comunitário.

numa perspectiva de avaliação crítica. seguida da apresentação dos principais problemas ambientais que se considera estarem ainda por resolver. o legado do Programa Ambiente de 1994-1999 e das aplicações do Fundo de Coesão em matéria de ambiente no II QCA (parcialmente revistas no capítulo primeiro) e o estado actual dos principais indicadores do ambiente e recursos naturais em Portugal (capítulo segundo).Programa Operacional do Ambiente 2000 . em traços gerais. No primeiro capítulo destaca-se uma breve resenha da política de ambiente entre 1996 e 1999. num passado recente. Parte significativa da informação apresentada coincide ou complementa a nossa visão do actual estado do ambiente incluída no capítulo anterior deste relatório. como aconteceu. Seguidamente procede-se à avaliação da coerência externa do PO Ambiente tendo em atenção as políticas nacionais e comunitárias na actualidade. identificando a estratégia geral adoptada e os seus principais objectivos. em muitos trechos da faixa costeira. 137 .Avaliação da Concepção e Consistência da Estratégia Proposta 1 Introdução Este capítulo tem como finalidade apresentar.2006 indevidamente enquadradas em termos de ordenamento do território. a designada coerência interna deste Programa Operacional. O primeiro de enquadramento geral do sector ambiente e o segundo de apresentação do PO propriamente dito. cruzando os grandes objectivos e eixos programáticos com os objectivos operativos propostos. Capítulo 3 . 2 Apresentação do PO Ambiente O PO Ambiente apresenta-se em dois grandes capítulos. Finalmente será abordada. o Programa Operacional do Ambiente.

2006 Como matéria de avaliação destacamos a actuação estratégica preconizada para 20002006 que se apresenta em quatro pontos. a saber: - principais vectores objectivos ambientais 2000-2006 integração do ambiente nas políticas de desenvolvimento articulação das diferentes fontes de financiamento Os vectores da estratégia ambiental são: - a gestão sustentável dos recursos naturais e a melhoria da qualidade ambiental a integração do ambiente nas políticas territoriais e sectoriais de desenvolvimento a conservação e valorização do património natural o estabelecimento de parcerias estratégicas com os principais actores do processo de desenvolvimento o desenvolvimento da educação e da informação ambientais - No que respeita aos objectivos ambientais para 2006 temos.Programa Operacional do Ambiente 2000 . em síntese: Cobertura dos serviços de i) abastecimento de água redução da carga poluente ii) iii) tratamento de águas residuais tratamento e destino final de RSUs tipo de valorização material energética orgânica iv) v) tratamento resíduos industriais perigosos valorização tratamento de resíduos industriais banais (%) 95 80 (Obs: em origens de água para consumo e águas balneares) 90 98 17 (em % dos resíduos tratados) 20 (idem) 25 (idem) 100 12 100 138 .

aos compromissos de Quioto e à estratégia da acidificação. São os seguintes os objectivos quantificados apresentados para 2006: i) ii) iii) território sob estatuto de protecção Área de protecção integral em AP na posse do Estado 20% Área Protegida com plano de ordenamento 100% 100% Para a orla costeira apresentam-se os seguintes objectivos. pretende-se cortar com a tradição passada de um certo carácter sectorial. ao cumprimento das directivas.2006 valorização vi) tratamento e destino final dos resíduos hospitalares 30 100 No que respeita ao ar e ruído não se apresentam objectivos quantificados. ambiental em escolas alunos abrangidos 1 500 300 000 139 . não quantificados: concretizar as propostas contidas nos POOCs promover acções de defesa e requalificação da costa de cariz preventivo promover a monitorização da costa e acções de divulgação e sensibilização Como objectivos quantificados para 2006 apresentam-se: i) ii) extensão de costa intervencionada planos de ordenamento de albufeiras de águas públicas (em nº) 50 200km No tema da educação ambiental apresentam-se os seguintes objectivos quantificados i) ii) projectos de edu. Destaca-se a prioridade à monitorização. para se preconizar o seu carácter transversal em articulação com o planeamento do uso do solo. numa lógica de desenvolvimento sustentável. No que respeita à conservação da natureza.Programa Operacional do Ambiente 2000 .

abrangida por intervenções de requalificação 3 000 000 hab. no que tocará às três vertentes do saneamento básico (águas. indústria. Os investimentos relativos à gestão dos recursos naturais ficarão a cargo do PO Ambiente e dos POs Regionais. transportes. os financiamento são remetidos para o Fundo de Coesão para os grandes projectos em alta (ou mistos) e para os POs Regionais para os projectos em baixa. Antes da apresentação da estrutura interna do PO Ambiente convirá salientar a posição de partida do Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território ao considerar que os investimentos que se prevêm vir a realizar ao abrigo do novo PDR. entretanto lançado e contarão. a racionalização dos transportes e a melhoria da qualidade ambiental recuperar áreas degradadas e racionalizar a expansão urbana reforçar a informação e a fiscalização por parte do MAOT e a sua coordenação com a Protecção Civil Como objectivos quantificados apresenta-se apenas a meta de : • Pop. agricultura e pescas. não virão exclusivamente deste PO. com o concurso dos Programas 140 . como dissemos. nos casos de investimentos localizados e de menor importância. e ainda dos Programas Sectoriais no sentido de materializar a horizontalidade das políticas de ambiente e os princípios do Poluidor-Pagador e Utilizador-Pagador.Programa Operacional do Ambiente 2000 . para além do PO Ambiente. mas também do Fundo de Coesão. uma secção sobre a integração do ambiente nas políticas de ambiente com destaque para os sectores da energia. Os investimentos relativos ao ambiente urbano estarão enquadrados no Programa POLIS. na área do ambiente. esgotos e resíduos). turismo e formação profissional e emprego. Para além dos objectivos ambientais para 2000-2006 o enquadramento ao PO Ambiente inclui. dos POs Regionais sempre que projectos de âmbito municipal possam complementar e rentabilizar as intervenções suportadas pelo Fundo de Coesão. Assim.2006 iii) iv) professores abrangidos projectos de ONGs apoiados 20 000 10 000 Finalmente no que respeita ao ambiente urbano apresentam-se os seguintes objectivos não quantificados: i) ii) iii) iv) promover a gestão integrada dos diferentes descritores ambientais fomentar a gestão racional da energia.

2 Apoio à sustentabilidade ambiental das actividades económicas Assistência Técnica Nas páginas seguintes apresentam-se cópias dos quadros sintetizando a distribuição do investimento e do apoio FEDER pelas diversas medidas e acções previstas no PO Ambiente. O Eixo Prioritário 2 (EP2) relativo à integração do ambiente nas actividades económicas e sociais. Os investimentos de apoio à sustentabilidade ambiental das actividades económicas ficarão a cargo do PO Ambiente.Programa Operacional do Ambiente 2000 .1. em três medidas (ver quadro 3. por sua vez.2006 Operacionais Regionais. EP 2 Integração do Ambiente nas Actividades Económicas e Sociais 141 . Estrutura do Programa Operacional do Ambiente Programa 1. Quadro 3. O Eixo Prioritário 1 (EP1) relativo à gestão sustentável dos recursos naturais. enquanto incentivo complementar dos fundos vindos dos POs sectoriais.1 Melhoria do ambiente urbano M 2. O PO Ambiente inclui três Eixos Prioritários. O Eixo Prioritário 2 decompõe-se em duas medidas (quadro 3. Há ainda um terceiro Eixo de assistência técnica. O Eixo Prioritário 1 decompõe-se.1).3 Informação. PO Ambiente Eixos Prioritários EP 1 Gestão Sustentável dos Recursos Naturais Medidas M 1.2 Valorização e Protecção dos Recursos Naturais M 1.1). Sensibilização e Gestão Ambientais M 2.1 Conservação e Valorização do Património Natural M 1.

Sensibilização e Gestão Ambientais 26 601 19 951 6 119 557 89 668 26 90 567 67 926 20 236 726 177 545 52 2 INTEGRAÇÃO DO AMBIENTE NAS ACTIVIDADES ECONÓMICAS E SOCIAIS 1 2 Melhoria do Ambiente Urbano Apoio à Sustentabilidade Ambiental das Actividades Económicas 70 206 4 988 456 017 43 297 3 741 332 656 15 1 100 214 304 144 098 151 370 108 074 47 32 3 ASSISTÊNCIA TÉCNICA TOTAL Quadro 3.Programa Operacional do Ambiente 2000 .3.2006 Quadro 3. PO do Ambiente (em milhões de contos) 142 . PO do Ambiente (em milhares de Euros) Eixo Medida Domínio de Intervenção Investimento x 1000 Euros Apoio FEDER Investimento (%) 1 GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RECURSOS NATURAIS 1 Conservação e Valorização do Património Natural 2 Valorização e Protecção dos Recursos Naturais 3 Informação.2.

os investimentos do II QCA. 143 .2006 Eixo Medida Domínio de Intervenção Investimento 10 contos 6 Apoio FEDER Investimento (%) 1 GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RECURSOS NATURAIS 1 Conservação e Valorização do Património Natural 2 Valorização e Protecção dos Recursos Naturais 3 Informação. as actuais políticas nacionais de ambiente e ordenamento do território.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Sensibilização e Gestão Ambientais 5 333 4 000 6 23 969 17 977 26 18 157 13 618 20 47 459 35 595 52 2 INTEGRAÇÃO DO AMBIENTE NAS ACTIVIDADES ECONÓMICAS E SOCIAIS 1 2 Melhoria do Ambiente Urbano Apoio à Sustentabilidade Ambiental das Actividades Económicas 14 075 1 000 91 423 8 680 750 66 692 15 1 100 42 964 28 889 30 347 21 667 47 32 3 ASSISTÊNCIA TÉCNICA TOTAL 3 Avaliação da Coerência Externa A avaliação da coerência externa do PO Ambiente terá como referências: i) ii) iii) o estado actual do ambiente e recursos naturais em Portugal. em particular do Programa Ambiente e do Fundo de Coesão.

• criação e apetrechamento de laboratórios de qualidade do ambiente. na actualidade. (…) a regularização e renaturalização de linhas de água. as vulnerabilidades identificadas são várias e importantes.2006 iv) as actuais políticas comunitárias de ambiente. ainda deficiente e constitui matéria de intervenção da administração ambiental. Medida 3: • criação e reforço das redes de monitorização de parâmetros ambientais e respectivos sistemas de informação. A natureza dos problemas associados aos descritores ar. no sentido de identificar os principais pontos fortes.1. Importa agora começar por avaliar a resposta do PO Ambiente aos pontos fracos então considerados. O conhecimento da profundidade e extensão das disfunções ambientais é. com incremento da área pedonal em condições de segurança e conforto. O PO Ambiente poderá ainda contemplar estes aspectos no Eixo Prioritário 1. a limpeza e o desassoreamento de linhas de água e de sistemas lagunares. por excelência. um sector tradicionalmente crítico em Portugal. no entanto. pontos fracos e potencialidades do ambiente e recursos naturais em Portugal. 144 . ordenamento e requalificação das margens de linhas de água e de albufeiras. ver Medida 2 do Eixo Prioritário 1: • • • • • a protecção física e biológica da costa com minimização dos efeitos erosivos. bem como à reabilitação da rede hidrográfica. No que respeita aos recursos hídricos. a reabilitação de sistemas dunares e a estabilização de arribas e falésias. Em aparente concordância com os pontos fracos apresentados. • (…) • contribuição para a melhoria do serviço e eficácia dos transportes públicos. tais como. Em termos territoriais estes problemas incidem especialmente nos meios urbanos como se reconhece e valoriza na Medida 1 do Eixo Prioritário 2: • reordenamento do espaço público urbano. clima e ruído aponta para a decisiva intervenção dos sectores transportes e ordenamento do território na prevenção e controlo das causas (ver objectivos do Eixo Prioritário 2). • (…) • redução e controlo das diversas fontes de poluição e monitorização de variáveis ambientais. o PO Ambiente dá particular destaque à requalificação e defesa da costa. 3. Relativamente ao estado actual do ambiente e recursos naturais em Portugal Nas páginas 34 a 36 deste relatório fez-se um exercício de síntese.Programa Operacional do Ambiente 2000 .

planos sectoriais e planos de acção bem como programas de conservação de espécies e habitats. Consolidação do Sistema de Informação do Património Natural . Os pontos fracos associados com o descritor solos tinham a ver com a contaminação.) Implementação de uma Rede de Centros de recuperação de Fauna. O terceiro tem a ver com o ordenamento do território que. 145 . A dispersão das fontes poluentes reclama. No capítulo do enquadramento remete estes aspectos para o Fundo de Coesão. associado em particular à melhoria geral da qualidade do ambiente urbano. o PO Ambiente contempla directamente estes aspectos na Medida 1 do Eixo Prioritário 1: • • • • • Estudos de caracterização e suporte à elaboração de planos de ordenamento. alimentadores. planos especiais de ordenamento do território. implementação de bases de dados (alfa-numéricas e geográficas) de Património Natural para apoio à gestão e avaliação de áreas classificadas. repovoamentos.SIPNAT . Aquisição de terrenos tendo em vista a promoção de uma “bolsa” de terrenos essenciais à política de Conservação da Natureza. atendendo às responsabilidades directas do Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território sobre as Áreas Protegidas e a gestão da rede NATURA 2000. recuperação. e à infraestruturação ambiental o PO Ambiente é pouco explícito. Acções de maneio de espécies e habitats (manutenção. Para além da defesa da faixa costeira e da valorização da rede hidrográfica nacional.Programa Operacional do Ambiente 2000 .e. ou para os POs Regionais no caso dos investimentos locais em baixa. Os dois primeiros aspectos não estarão directamente contemplados no PO Ambiente. De facto a forma mais eficaz de controlar a dispersão do povoamento é através do fortalecimento das cidades e centros urbanos. Como seria de esperar. como é sabido. bem assim. inclui na mesma medida a reabilitação e valorização das albufeiras. e à importância dos descritores recursos biológicos e conservação da natureza. é privilegiado na sua componente urbana. fora das áreas com estatuto especial de protecção. meios de controlo e monitorização mais eficazes contemplados pela Medida 3 do Eixo Prioritário 1: • criação e reforço das redes de monitorização de parâmetros ambientais e respectivos sistemas de informação. no que diz respeito aos investimentos estruturantes ou em alta.2006 • (…). arborizações com espécies autóctones. controlo de espécies exóticas. No que toca à gestão e tratamento dos resíduos. a erosão e com o padrão dispersivo do povoamento. marcando um claro corte com as opções que estiveram na base do anterior Programa Ambiente (1994-1999). etc.

informação e sensibilização dos cidadãos. 146 .Programa Operacional do Ambiente 2000 . projectos de sensibilização ambiental.2006 O ambiente urbano merece um tratamento preferencial na Medida 2 do Eixo Prioritário 2: • • • • • • • • reordenamento do espaço público urbano. será à escala regional e fora das áreas classificadas. com incremento da área pedonal em condições de segurança e conforto. A educação e sensibilização surgem directamente cobertas pela Medida 3 do Eixo Proritário 1: • • criação ou melhoria das estruturas de informação e sensibilização para o ambiente e ordenamento do território. Cruzando as considerações anteriores e relendo o quadro das potencialidades apresentado na página 36. Serão ainda de destacar as opções de privilegiar a promoção da qualidade ambiental. A este respeito faz-se apenas uma breve e única referência a um contributo para a "gestão urbana sustentável". remetendo aparentemente o debate da sustentabilidade para fase posterior. Esta componente é relegada para segundo plano. de dimensão local ou municipal. através da valorização das potencialidades ambientais existentes. estudos comportamentais e produção de meios de informação e de sensibilização ambiental. As razões de ser desta opção. criação e ampliação de áreas destinadas à utilização multifuncional do espaço urbano. justificando uma Medida própria com meios financeiros significativos. contribuição para uma gestão urbana sustentável. poderão encontrar-se nos graves problemas de qualidade ambiental e urbanística que corresponderam a um surto de crescimento urbano sem precedentes em Portugal. frentes ribeirinhas e costeiras urbanas. que não permitirão que o país acompanhe de imediato todo o debate europeu sobre formas de intervenção na cidade que privilegiem a dimensão da sustentabilidade ambiental. recuperação e revitalização de zonas históricas e outros espaços públicos urbanos em declínio. nomeadamente. requalificação de zonas industriais. e a clara desvalorização da componente de infraestruturação ambiental. Em contraponto importa registar o relevo dado à valorização ambiental e requalificação urbana. de carácter político. redução e controlo das diversas fontes de poluição e monitorização de variáveis ambientais. contribuição para a melhoria do serviço e eficácia dos transportes públicos O âmbito previsto das acções tende a privilegiar as questões da qualidade do ambiente urbano e não tanto as questões do desenvolvmento urbano sustentável. que o PO Ambiente se nos afigura menos conseguido na preservação do nosso mosaico paisagístico. talvez no pressuposto que os grandes projectos já foram lançados e caberá através de outros meios financeiros garantir a sua conclusão e o apoio às ainda necessárias obras complementares.

Encontramos.2. assim. Note-se que os objectivos anteriormente traçados nestas matérias provaram ser demasiado ambiciosos. sendo ainda substancialmente reduzido o apoio ambiental às actividades económicas. A marca da diferença afigura-se. o esforço de planeamento visível nos 147 .3 Relativamente ás actuais políticas nacionais de ambiente A avaliação da coerência externa do PO Ambiente passa também. Por outras palavras haverá que continuar a investir fortemente até que os padrões de cobertura dos serviços básicos ambientais se alinhem pelas médias da UE. Seria de esperar a introdução de mudanças. As faces porventura mais visíveis destas políticas têm sido. num passado recente. justificada face à evolução da problemática ambiental em Portugal e na UE. uma clara linha de continuidade no apoio à conservação e valorização do património natural. como dissemos. Estes investimentos são remetidos para os POs regionais e sectoriais. A actual estrutura do PO Ambiente marca efectivamente uma rotura com o passado numa parte importante dos aspectos contemplados. 3. no entanto. mas importa igualmente investir em sistemas de controlo e monitorização ambiental de tal forma que o nível de conhecimento sobre as disfunções ambientais se eleve permitindo um melhor e mais eficiente controlo e aplicação da legislação ambiental. Sobre este último aspecto reconhece-se que não basta lançar programas de educação e sensibilização ambiental. pela consideração das actuais políticas do governo nesta matéria. sensibilização e gestão ambientais. Relativamente aos investimentos do II QCA Como é sabido.Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 3. respectivamente. o esforço de dotação de equipamentos e infraestruturas básicas ambientais. em grande medida geridas directamente pelos próprios serviços do Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território. Traduz-se na revalorização dos aspectos da requalificação ambiental urbana e da conservação da natureza. e à informação. designadamente à indústria. Toda a ênfase passada nos investimentos na infraestruturação ambiental é retirada do PO Ambiente. no privilégio dado à Rede de Áreas Protegidas e classificadas. E estas aconteceram. o actual governo não foi responsável pela concepção do último Programa Ambiente nem pelas orientações políticas para a aplicação do Fundo de Coesão em matéria de ambiente.

Concretizando. num mesmo ministério. evitando pulverizar apoios por todas as frentes. passando da preocupação central da obra à preocupação da gestão e operação. A aposta na qualificação do ambiente urbano vem finalmente culmatar uma lacuna da política de ambiente em Portugal. verifica-se uma clara opção política de considerar este Programa uma forma de apoio selectivo. mas de progressivamente externalizar. dos domínios do ambiente e do ordenamento do território. No entanto. verifica-se a preocupação de dar continuidade. o esforço de apoio fnanceiro com a tarefa básica do saneamento ambiental. deverá seguir-se a sua valorização na lógica preconizada de desenvolvimento integrado e sustentável das actividades socio-económicas aí levadas a cabo. Este aspecto. a conservação e valorização da natureza. Ao actual esforço de planeamento sistemático dos recursos naturais deverá seguir-se a concretização dos projectos de valorização e revalorização dos recursos a que o PO faz explicitamente referência. numa perspectiva evolutiva. porventura. contemplado no PO Ambiente e. quando se colocam frente a frente os objectivos quantificados de política do actual governo. Qualquer um destes aspectos está. na orla costeira e nas áreas protegidas. para os concentrar nas causas. por excelência. analisados em pormenor no próximo capítulo. o reforço da rede nacional de áreas protegidas e a aposta emblemática na qualificação do ambiente urbano. podemos considerar.2006 recursos hídricos. em particular à escala urbana. Ao recente reforço e reclassificação das unidades constituintes da rede nacional de áreas classificadas. 148 .Programa Operacional do Ambiente 2000 . porém. e os objectivos quantificados do PO Ambiente. não poderá remeter para segundo plano o objectivo essencial das áreas classificadas que é. Espera-se que a eficácia e determinação com que venha a ser conduzido permita que tal conclusão venha a ser verdadeira. mais importantes. pondo cobro (espera-se) à crónica dificuldade de relacionamento entre os instrumentos de ordenamento do território e de gestão da qualidade do ambiente. como aliás seria de esperar. a estrutura e conteúdo genérico do PO Ambiente afigura-se internamente consistente com as políticas nacionais em matéria de ambiente e ordenamento do território. Em síntese. possível graças á junção. sintetizados nas páginas 40 a 42.

virão a ser devidamente respeitados: • • • • promoção da ecogestão e da certificação ambiental. Medidas 1 (na totalidade) e 2 (parcialmente). acções inovadoras e de demonstração que proporcionem melhorias no desempenho ambiental. e as linhas de estratégia que se podem identificar em documentos de orientação política oriundos da Comissão Europeia. Note-se que quando se pretende resolver todo um passivo ambiental herdado. originado por processo de industrialização que. de há pelo menos duas gerações. o cumprimento integral daqueles princípios se afigura um objectivo pouco realista. acções de requalificação ambiental. Relativamente às políticas comunitárias de ambiente Quanto às políticas comunitárias. nomeadamente na Medida 2. sugerem que os Princípios do Poluidor-Pagador e Utilizador-Pagador. reflecte também o reconhecimento da necessidade. e que tem a ver com o panorama actual das grandes preocupações e medidas de política em matéria ambiental. entretanto. acções que proporcionem mais-valia ambiental. por via da prática do controlo e gestão ambientais. A integração sectorial preconizada e materializada nas medidas que constituem o Eixo Prioritário 2. de que é exemplo o estabelecimento da Rede Natura 2000 no espaço europeu. sofreu fortes mutações. A extensa lista de directivas dirigidas para a Conservação da Natureza e para a Biodiversidade.4. No que respeita ao primeiro aspecto parece inegável a preocupação em conceber o PO Ambiente como um instrumento de apoio ao cumprimento. deverá encontrar um efectivo apoio à sua implementação no Eixo Prioritário 1. mas também das dificuldades de implementação de directivas orientadas para o controlo das disfunções ambientais decorrentes das actividades económicas. ou nos critérios de selecção de projectos elegíveis a iniciativas comunitárias. referido no início desta secção. importaria distinguir entre o actual quadro legislativo constituído por uma já volumosa série de directivas referentes aos mais diversos aspectos ambientais. das exigências comunitárias. No que respeita ao segundo aspecto. 149 . relativamente à regulamentação em vigor.2006 3. As finalidades e o modo muito selectivo como se apresentam os apoios a conceder. e sua tradução no direito nacional. ou os compromissos de Quioto. como as que estabelecem o sistema de prevenção e controlo integrado de poluição (IPPC). como o Programa LIFE.Programa Operacional do Ambiente 2000 . desde o V Programa Quadro em Matéria de Ambiente.

sobretudo. se têm vindo progressivamente a centrar na dimensão urbana. já a integração territorial e a valorização paisagística à escala regional e. como já salientamos repetidamente. 150 . uma maior visibilidade. ao longo dos anos 90. como já salientámos. pediriam. uma característica central das políticas de ambiente contemporâneas.Programa Operacional do Ambiente 2000 . a preocupação da integração com os sectores que é. uma maior ênfase na qualificação do ambiente urbano em detrimento da componente de infraestruturação ambiental básica. as grandes áreas de intervenção ambiental e. Os dois grandes Eixos Prioritários reflectem. é identificável uma preocupação de aproximação. Relativamente ao anterior Programa Ambiente nota-se. haverá apenas alguns aspectos pontuais. 4 Avaliação da Coerência Interna Na avaliação da coerência interna do PO Ambiente tomamos como objecto de análise os Eixos Prioritários. As medidas em que se decompõem os Eixos Prioritários são coerentes entre si e reflectem o actual leque de responsabilidades da administração ambiental. a apontar ao modo como o PO Ambiente foi concebido e estruturado. em nosso entender. Se os temas da requalificação do ambiente à escala urbana e da integração sectorial. e com a tentativa de aproximar a política de ambiente nacional das grandes preocupações europeias que. Como salientamos anteriormente. o realismo em detrimento de alguma ousadia. à chegada de um novo ciclo. o periodo de 2000 a 2006 deverá assistir à conclusão do ciclo da infraestruturação ambiental e. em simultâneo. e a sua articulação com as medidas em que se decompõem. à partida. da requalificação ambiental e da sustentabilidade emergirão como centrais. Esta alteração é consentânea com os progressos entretanto verificados nesta componente. em que os temas da integração sectorial e territorial. Assim. por um lado. numa base que privilegia. talvez. parecem devidamente contemplados no PO Ambiente. como é sabido. o tema da sustentabilidade (nomeadamente em espaço urbano). com que Portugal ainda se bate e baterá por mais alguns anos.2006 num espaço europeu onde há já muito tempo foram satisfatóriamente resolvidas as questões básicas da infraestruturação ambiental. por outro.

Para este fim identificamos e aplicamos um conjunto de critérios de avaliação da designada coerência interna e coerência externa do PO. sendo pontuais os aspectos que consideramos menos positivos ou omissos. essencialmente. No compto geral. já que ao nível das acções propostas. 151 . o documento base do PO não apresenta detalhe suficiente que permita uma análise adequada àquele nivel de desagregação. para além do seu breve enunciado. As considerações críticas incidiram. em traços gerais.Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 A avaliação da razoabilidade das metas propostas (objectivos quantificados) será feita no próximo capítulo. o PO Ambiente e tecer considerações sobre a sua concepção. 5 Síntese A informação contida nas secções anteriores permitiu apresentar. concordamos com as opções tomadas. consistência da estratégia proposta e estrutura geral. sobre a natureza das medidas.

com os correspondentes objectivos quantificados no âmbito do PO Ambiente. sintetizados nas páginas 40 a 42. As relações de causa-efeito nem sempre se podem estabelecer com segurança e daí as dificuldades acrescidas para quem concebe os programas e pretende com eles alcançar determinados objectivos. De qualquer modo procuraremos. de forma tão isenta quanto possível. O quadro seguinte inclui os valores apresentados no PO. ou para quem os avalia e pretende. 2 Metas e objectivos quantificados A última versão do PO Ambiente a que se refere esta avaliação ex-ante inclui já um esforço de quantificação dos objectivos para todas as medidas incluídas no programa. tendo em atenção as suas duas principais funções de acompanhamento das realizações e de avaliação do impacte desta intervenção. facilmente poderá ser subestimado num exercício de quantificação de objectivos. Será também interessante confrontar a quantificação apresentada para os grandes objectivos da política ambiental do governo. é também difícil. reforçando a dimensão horizontal das políticas de ambiente por via de integrações sectoriais.Avaliação Quantificada dos Objectivos Ambientais 1 Introdução A problemática da definição de indicadores e da quantificação dos objectivos é complexa e controversa. contribuir para a avaliação da quantificação dos principais objectivos ambientais. e para o debate sobre a definição de indicadores. em que a própria medição de muitos dos fenómenos sobre os quais pretendemos intervir é já de si difícil. não são apenas as dificuldades da substância da intervenção. Por outro lado. sobretudo em áreas como o Ambiente e Recursos Naturais. isolarmos a influência dos factores de intervenção sobre disfunções ambientais que tem origem diversa e complexa. 152 . o PO Ambiente terá essencialmente um papel de catalizador que. Desta forma poderemos aferir o que o governo espera como contributo deste programa para as suas grandes metas. Em certo sentido. No caso da quantificação dos objectivos ambientais do QCA III. neste capítulo.Programa Operacional do Ambiente 2000 . tornar ainda mais difícil o exercício de isolar o esperado contributo do PO Ambiente. em muitos casos. esperando contribuições do Fundo de Coesão.2006 Capítulo 4 . mas também o facto da estratégia adoptada. os quantificar. dos POs Regionais e dos programas sectoriais.

ou dos objectivos quantificados. o objectivo apresentado parece querer referir-se ao aumento da área total de protecção de âmbito nacional. Sensibilização e Gestão Ambientais . De 153 . o objectivo apresentado (7.Percentagem do território inserido em Áreas Protegidas com estatuto de protecção integral na posse do Estado . encontramos a Medida 1.3 Informação.Programa Operacional do Ambiente 2000 . do ponto de chegada e dos meios técnicos e financeiros postos à disposição. No quadro do PO Ambiente.Percentagem de área classificada intervencionada .Percentagem do território continental 1. No Eixo Prioritário 1.2006 Quadro 4.Percentagem de ZPE e Sítios com planos de gestão .1. dado que.Alunos abrangidos por projectos de EA 300 000 . conservação da natureza (área protegida de âmbito nacional) .Planos de Ordenamento de Albufeiras de Águas Públicas elaborados (nº) 2006 7.Projectos de Educação Ambiental (EA) em escolas 1 500 . já não parece muito adequado insistir. Conservação e Valorização do Património Natural caracterizada por três objectivos. refere-se às áreas sob estatuto especial de protecção que serão objecto de intervenção pelo programa.5%). Sendo certo que no domínio da conservação da natureza será sempre difícil quantificar objectivos que tenham a ver directamente com a valorização de recursos biológicos.Projectos de ONGA apoiados 1 000 A avaliação da pertinência e adequação das metas a atingir.Proporção de espécies de interesse comunitário que ocorrem em Portugal alvo de acções e medidas de conservação 1. 1.1 Conservação e Valorização do Património sob estatuto de protecção para a Natural.2 Valorização e Protecção dos Recursos Naturais. no aumento da percentagem de área do país com estatuto especial de protecção. pressupõe uma reflexão sobre a viabilidade de um percurso de execução que depende do ponto de partida. à primeira vista.5% 100% 100% 50% 100% 100% 160 50 . Quantificação dos objectivos para o Eixo Prioritário 1.Professores abrangidos por projectos EA 20 000 . O MAOT apresenta um valor global de 20% para este objectivo.Percentagem do território sujeito a estatuto de Área Protegida abrangido por Plano de Ordenamento . Eixo Prioritário 1 – Gestão sustentável dos recursos naturais . Aquele valor já foi praticamente alcançado. aliás. durante a vigência do próximo QCA. Esta interpretação resultou de um esclarecimento prestado pelo gabinete do POA.Extensão de costa intervencionada (km) .

um franco aplauso. O contributo do PO Ambiente. que os planos de ordenamento daquelas estivessem prontos antes da concretização da revisão dos PDMs. não sendo neste caso exclusivo. as metas apresentadas pelo PO e pela acção geral do MAOT coincidem. mas a clareza com que é apresentado só pode merecer. a questão já não se deverá colocar em termos da superfície das áreas de protecção mas na qualidade da gestão dessas áreas.50% da área total classificada intervencionada . pelo que o contributo do programa será decisivo. A Medida 2. tal como no primeiro. Nos dois últimos objectivos. A este respeito o segundo objectivo da total abrangência das APs por planos de ordenamento é não só realizável como absolutamente necessário. Pressupõe-se.2006 qualquer modo. não admira que o objectivo quantificado se dirija para o cumprimento de linha de costa intervencionada. já o segundo sugere a disponibilização de meios significativos e um claro compromisso de cumprimento das políticas comunitárias de conservação da natureza. 154 . da nossa parte. O quarto objectivo . O terceiro objectivo é particularmente pertinente porque representa um claro compromisso da administração ambiental na gestão directa dos núcleos com estatuto de protecção integral. A primeira e a terceira área de intervenção estão cobertas pelos dois objectivos quantificados apresentados. daqueles. o primeiro parece perfeitamente razoável e facilmente realizável. Se.Programa Operacional do Ambiente 2000 . inclui intervenções na faixa costeira. que a restante área será objecto dos POs Regionais. no sistema hidrográfico e nas albufeiras de águas públicas. que importa controlar ou acomodar com urgência. mas admitimos que tenha a ver com os trechos identificados nos POOCs como mais sensíveis. será também decisivo. para as sempre necessárias e difíceis negociações entre as entidades gestoras das áreas protegidas e os municípios. Com os POOCs praticamente concluídos. como dissemos anteriormente. Desenha-se um periodo de revisão dos PDMs e seria muito útil. O valor geral apresentado pelo MAOT é de 200km de costa intervencionada. instáveis. Não se conhece a situação de partida para aferir até que ponto este objectivo não será demasiado ambicioso. com forte erosão ou sujeitos a fortes pressões de uso. Não sabemos como se chegou ao valor de 160km. Valorização e Protecção dos Recursos Naturais.suscita algumas das dúvidas levantadas relativamente ao primeiro objectivo.

155 . no entanto. do ruído. À partida os volumes de investimentos não se afiguram demasiado elevados para os recursos do PO Ambiente (embora exigentes em recursos humanos qualificados). da qualidade da água. o esforço expresso no objectivo de quantificação vai no sentido do planeamento. sensibilização e gestão ambientais apresenta quatro objectivos quantificados dirigidos para a informação e sensibilização. de uma vez por todas. pelo que também nesta matéria o contributo do PO se afigura decisivo. etc. numa perspectiva estática e dinâmica. Estes aspectos já tinham sido enunciados como intenções do PA 1994-1999 que. As metas gerais do governo coincidem. a efectiva operacionalização das redes nacionais e locais de monitorização da qualidade do ar. só foram parcialmente cumpridas. alargamento ou consolidação das redes de dados e monitorização de informação ambiental e nos laboratórios complementares. se queremos saber com rigor o estado do ambiente em Portugal. A próxima conclusão dos Planos de Bacia Hidrográfica irá permitir uma avaliação global das necessidades de investimento para a qualificação do nosso sistema hidrográfico.Programa Operacional do Ambiente 2000 . aliás. Trata-se de investimentos essenciais. Estes aspectos são imprescindíveis à gestão ambiental e ao efectivo cumprimento da legislação. pelo que não será então difícil estabelecer um conjunto de metas realistas e pertinentes a este respeito.2006 Quanto às albufeiras. da contaminação dos solos.sobre o sistema hidrográfico . A Medida 3 sobre informação. o objectivo proposto é pertinente e perfeitamente realizável.. A natureza e quantificação destes objectivos parecem adequadas embora porventura demasiado ambiciosos. Registamos com particular agrado a ênfase no estabelecimento.não é proposto nenhum objectivo quantificado. Espera-se que o contributo do PO Ambiente permita. etc. e não será de esperar que possam vir a ser suportados por outras fontes de financiamento. Sendo certo que já existem várias albufeiras com planos de ordenamento preparados e em vigor. Como nota crítica deixamos a constatação que na terceira área de intervenção . Mais uma vez coincidem com os objectivos gerais do MAOT. com as metas apresentadas no PO.

População abrangida por intervenções de requalificação urbana (milhões de hab.2.2006 Quadro 4.Número de empresas com certificação ambiental e/ou registadas no EMAS 2006 2. Finalmente a Medida 2 sobre sustentabilidade das actividades económicas apresenta um objectivo quantificado claramente expresso (o nº de empresas com certificação ambiental e/ou registadas no EMAS). Face à ambição do número apresentado.Programa Operacional do Ambiente 2000 .1 150 2. nem que esta seja pontual. o comprimento reabilitado. No entanto. (o valor global apresentado pelo MAOT é ainda mais elevado. sobre ambiente urbano. medida em percentagem do tráfego actual. Quantificação dos objectivos para o Eixo Prioritário 2. 156 . Por outras palavras se nas 150 empresas se incluirem as maiores empresas nacionais certamente que as consequências ambientais para o país desta medida serão muito significativas. razoável embora nada seja dito quanto ao tipo e dimensão das empresas alvo. apresenta-se com um objectivo quantificado expresso na população beneficiada pelas intervenções urbanas. o aumento do nº de ruas destinadas exclusivamente aos peões. teremos de concordar que no que toca ao ambiente urbano (integrado na dimensão mais geral da integração territorial) seria difícil apresentar objectivos quantificados precisos. caso contrário teremos resultados bem mais modestos.) . quanto mais não seja pela novidade do tema e carácter experimental com que certamente irá ser conduzido. etc. No futuro será desejável que se comecem a ensaiar objectivos mais concretos como sejam a diminuição do tráfego automóvel no centro das cidades. recuperado ou desentubado dos cursos de água e ribeiras urbanas. à partida. 3 milhões de habitantes) certamente que se considerou que toda uma população que reside ou trabalha num município beneficiaria de uma intervenção nesse município. o incremento das deslocações em transporte público. O valor é. Eixo Prioritário 2 – Integração do Ambiente nas Actividades Económicas e Sociais 2.1 Melhoria do Ambiente Urbano . etc. a diminuição do nº de residentes sujeitos a níveis de ruído acima dos valores recomendados. o aumento da área verde nos espaços públicos urbanos.2 Apoio à Sustentabilidade Ambiental das Actividades Económicas No Eixo Prioritário 2 a Medida 1.

nem sempre se mostrou totalmente positiva a julgar pelas apreciações contidas na avaliação intercalar e que justificaram. a encomenda de um estudo para apresentação de uma série alternativa de indicadores então designados físicos e de impacto. Valorização e Protecção dos Recursos Naturais Indicadores Linha de costa intervencionada Arribas e falésias consolidadas Dunas estabilizadas População beneficiada pelos projectos Unidades Km Km Km nº Ind. Conservação e Valorização do Património Natural Indicadores Estudos temáticos e de ordenamento Área abrangida por Planos de Ordenamento Acções de maneio de espécies e habitats Área de biótopo intervencionada Área de terrenos adquiridos para conservação Estruturas de informação/interpretação Estruturas de apoio ao turismo de natureza População em acções de desenvolvimento Emprego criado/apoiado/mantido População beneficiada pelos projectos Unidades nº ha nº ha ha nº nº nº nº nº Ind. inclusivé. Optaremos por designar por indicadores de realização os indicadores físicos que servem para controlar a execução das obras e o seu acompanhamento.2006 3 Indicadores de realização e de impacto do PO Ambiente A experiência anterior de gestão e acompanhamento do PA 1994-1999. Por indicadores de impacto. referimo-nos aos indicadores que propiciam uma apreciação dos efeitos esperados dos projectos. Eixo Prioritário 1 Medida 1.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Realização √ Ind. Realização √ √ √ Ind. Impacto √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ Medida 2. Para cada medida tentamos apresentar um número relativamente pequeno de indicadores de âmbito suficientemente abrangente para permitir enquadrar projectos diversificados. A proposta de indicadores que se apresenta de seguida foi baseada em trabalhos anteriores e na nossa leitura do âmbito dos projectos que poderão vir a ser elegíveis ao abrigo de cada uma das medidas apresentadas. Impacto √ √ √ √ 157 .

Realização √ √ Ind. e trata/. Realização √ √ Ind. Estruturas de formação/informação instaladas Capacidade das estruturas instaladas Projectos de ONGs apoiados Projectos editoriais Material didáctico-pedagógico Laboratórios de ambiente Redes e estruturas de rec. Informação. Realização Ind. Impacto √ √ √ √ 158 . Melhoria do Ambiente Urbano Indicadores Redução das emissões atmosféricas Redução dos níveis de ruído urbano Acções de demonstração/inovação Superfície urbana reabilitada Espaços verdes urbanos criados/reabilitados Projectos de infraestruturação e requalificação Unidades % dba nº ha ha Km/ha e nº Ind. Apoio à Sustentabilidade Ambiental das Actividades Económicas Indicadores Acções de apoio à ecogestão e certificação Majorações de acções sectoriais Redução das emissões atmosféricas Redução da carga poluente orgânica Redução da carga poluente inorgânica Unidades nº nº % % % Ind. dados Unidades nº nº nº/ano nº nº exemplares nº nº Ind. Sensibilização e Gestão Ambientais Indicadores Participantes em acções formação/edu. amb. Impacto √ √ √ √ √ √ √ √ Medida 2. Impacto √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ Eixo Prioritário 2 Medida 1.Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 Linhas e espelhos de água valorizados Ordenamento e requalificação das margens km/ha ha √ √ √ √ Medida 3.

orientação e. majoração dos investimentos. já não terão retorno. já lançadas ou mesmo em fase de conclusão. Apresentamos ainda um conjunto de quadros de indicadores de realização e de impacto por medida do PO. pelo que deixamos algumas sugestões pontuais. na prática. A síntese que apresentamos nas págs. em alguns casos.Programa Operacional do Ambiente 2000 . para consideração superior. reconhecemos as dificuldades. esperando deste modo contribuir para o debate sobre a matéria dos indicadores que. se tem revelado sempre importante para o seu sucesso. Os outros problemas ambientais. assenta em medidas de anteriores governos que. nem sempre em nosso entender tal esforço tenha sido feito da melhor forma. 159 . passando em grande medida pelas autarquias e associações de municípios. A opção na concepção deste PO foi claramente seguir uma política selectiva de aposta nos grandes temas da conservação da natureza. após o arranque das intervenções. patente em todas as medidas do PO Ambiente embora. senão mesmo a contraproducência. uma vez que estas terão a forte concorrência dos sectores. cabendo ao PO Ambiente um mero papel de estímulo. 40-42 dá clara indicação disso. de avançar com quantificações relativamente ao apoio à sustentabilidade ambiental das actividades económicas. foram remetidos para o Fundo de Coesão e para os POs Regionais.2006 Acções de demonstração/inovação nº √ √ 5 Síntese Da análise efectuada merece-nos especial referência o esforço positivo de quantificação de todos os objectivos. nomeadamente toda a infraestruturação ligada às diversas vertentes do saneamento básico. Finalmente importará notar que os objectivos gerais apresentados no capítulo de enquadramento do PO Ambiente para as políticas nacionais de ambiente e ordenamento do território para o periodo de 2000 a 2006 são bem mais vastos. Quanto aos objectivos não quantificados. dos recursos naturais e do ambiente urbano. na convicção que a sua solução.

1. para um total de investimento de 91 423 milhões de contos (456 017 milhares de Euros).Políticas e Impactos Esperados. Finalmente serão brevemente abordadas as principais questões que se prevê virem a estar associadas aos processos de implementação e monitorização do PO Ambiente. em termos percentuais.2 e 3. Processos de Implementação e Monitorização 1 Introdução Neste último capítulo iremos tecer algumas considerações sobre os resultados esperados com a aplicação do PO Ambiente.2006 Capítulo 5 . os grandes objectivos.3 apresenta-se. a distribuição proposta do investimento pelas diversas medidas do PO Ambiente. em relação com as políticas. Será feita referência às opções de distribuição dos recursos financeiros pelas diversas medidas que constituem o PO Ambiente. Eixo 1 Medida 1 2 3 2 1 2 3 Domínio de Intervenção GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RECURSOS NATURAIS Conservação e Valorização do Património Natural Valorização e Protecção dos Recursos Naturais Informação. 2 Distribuição dos recursos financeiros Com base nos quadros 3. Formação e Gestão Ambientais INTEGRAÇÃO DO AMBIENTE NAS ACTIVIDADES ECONÓMICAS E SOCIAIS Melhoria do Ambiente Urbano Apoio à Sustentabilidade Ambiental das Actividades Económicas ASSISTÊNCIA TÉCNICA TOTAL Investimento (%) 52 20 26 6 47 32 15 1 100 160 . Distribuição do investimento em percentagens. Quadro 5. os objectivos operacionais e as metas avançadas (objectivos quantificados).Programa Operacional do Ambiente 2000 .

com repercussões no ambiente. privilegia ligeiramente o primeiro. os investimentos destinados à informação. superior em 6 pontos percentuais ao destinado à conservação da natureza. A natureza imaterial de muitos dos projectos que serão contemplados por esta medida justificam menores investimentos. o acréscimo do volume de investimento será da ordem dos 30%.2006 Na sua globalidade os recursos afectos ao Programa Ambiente são relativamente modestos. representando pouco mais que uma actualização dos valores anteriormente concedidos ao Programa Ambiente no QCA II. pelo que os recursos a mobilizar deverão ser muito superiores aos incritos no PO Ambiente. Esta opção poderá não ter nenhum significado político ou estratégico mas tão somente reflectirá o facto do Eixo Prioritário 1 cobrir a essência da intervenção directa do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território no domínio da Conservação da Natureza. é da responsabilidade do MAOT a gestão de toda a faixa costeira não incluída nas administrações portuárias. Para além do ambiente urbano que domina. Por outras palavras. dado que o Instituto da Conservação da Natureza tem como responsabilidade directa a gestão das Áreas Protegidas no Continente. Proporcionalmente.Programa Operacional do Ambiente 2000 . 161 . Certamente que nesta opção pesou o facto dos POOCs estarem praticamente concluídos. Em termos percentuais. serão também objecto de tratamento pelos POs sectoriais. atribuíveis aos sectores produtivos e transportes. o Eixo Prioritário 2 com 32% do investimento total. Actualmente. representando apenas 6% do investimento total. incluindo as albufeiras de águas públicas. No entanto parece significativo o investimento orientado para a protecção e valorização da faixa litoral e da rede hidrográfica. sensibilização e gestão ambientais. e as obras de protecção e defesa costeira serem normalmente bastante dispendiosas. terem propostas de intervenção que se espera que seja o Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território (MAOT) a realizar. a outra vertente deste Eixo Prioritário tem um carácter mais supletivo e complementar das intervenções sectoriais. Só se espera que os necessários investimentos na dotação de uma rede de recolha e tratamento de dados ambientais seja devidamente contemplada no seio desta medida. serão bastante menores. A divisão de recursos pelos dois Eixos Prioritários. as grandes questões associadas à geração das diversas formas de poluição e correspondentes disfunções dos meios receptores naturais. por assim dizer.

já que. pelo que será de esperar uma particular atenção à integração ambiente-território. Para evitar repetições desnecessárias apresentamos neste capítulo apenas uma síntese qualitativa das considerações anteriores: -1ª .2006 Mais uma vez. Por outras palavras. a entrada do ambiente no PDR é via território. particularmente na rede de áreas protegidas Manutenção da diversidade biológica -2º . pelo PO Ambiente. os critérios de selecção dos projectos deverão ser particularmente selectivos. 40 a 42 deste relatório). O PDR apresenta metas para os restantes domínios do ambiente não tratados no PO e referidos no capítulo de enquadramento do Programa (ver págs. as obras a financiar numa lógica de majoração. 3 Políticas e impactos esperados do PO Ambiente Antes de abordarmos as políticas e os impactos esperados do PO Ambiente. estruturandose o PDR em três grandes eixos. um refere-se directamente à “promoção do desenvolvimento sustentável das regiões e à coesão nacional”. deverão ter um carácter claramente exemplar e singular. no capítulo anterior. o PO Ambiente integra-se no terceiro que visa “Afirmar a valia do território e da posição geoeconómica do país”.Programa Operacional do Ambiente 2000 . valerá a pena recordar o seu enquadramento no Plano de Desenvolvimento Regional (PDR) 2000-2006. No entanto. Iremos estruturar os impactos esperados do PO com base nestas Medidas. Dos quatro objectivos estratégicos do PDR. à pertinência e às probabilidades de se virem a concretizar as metas avançadas no PO Ambiente para 2006. Este aspecto é traduzido explicitamente na redacção dada às Medidas do PO. para além dos projectos de certificação ambiental. referimonos à razoabilidade.Conservação e Valorização do Património Natural Consolidação da Rede Nacional de Áreas Protegidas Valorização do património natural. Na discussão que fizemos da quantificação dos objectivos.Valorização e Protecção dos Recursos Naturais Cumprimento da legislação nacional e comunitária em matéria de ambiente Valorização de toda a faixa costeira Valorização da rede hidrográfica 162 .

Sensibilização e Gestão Ambientais Aumento do nível de conhecimento dos fenómenos ambientais e da capacidade institucional de os monitorizar e controlar Aumento dos níveis de sensibilização ambiental da população Aumento dos meios de divulgação e informação ambiental Aprofundamento da consciência ambiental colectiva -4ª .2006 -3ª .Informação. sobretudo se se concretizar a estratégia de deixar para o Fundo de Coesão e para os POs Regionais e Sectoriais os maiores investimentos "em obra de construção civil". estes investimentos não poderão ser suportados por um programa que apenas dispõe de pouco mais de 90 milhões de contos para serem gastos em 7 anos. evitando-se. por todos os meios. bem mais significativa do que a sua dimensão financeira poderá deixar antevêr. Manifestamente. não bastará termos um PO adequadamente 163 . importará garantir que os projectos escolhidos para apoio possam ter efeitos multiplicadores e projecção exterior.Melhoria do Ambiente Urbano Significativa aposta na valorização e qualificação do ambiente urbano Revitalização do espaço público urbano Aumento da multifuncionalidade dos espaços urbanos Valorização de estruturas ecológicas inseridas na malha urbana -5º . que se consumam na própria máquina administrativa do ambiente. Sabendo antecipadamente que os serviços do MAOT serão responsáveis directos pela gestão de uma fatia muito significativa das verbas totais postas à disposição. Como é sabido. deste modo.Programa Operacional do Ambiente 2000 .Apoio à Sustentabilidade Ambiental das Actividades Económicas Vulgarização da ecogestão e da certificação ambiental Promoção de acções inovadoras e de demonstração que proporcionem melhorias no desempenho ambiental Promoção de acções de carácter voluntário e que proporcionem mais-valia ambiental nos cinco sectores considerados prioritários no 5º Programa de Acção Comunitária para o Ambiente A gama e o alcance dos efeitos esperados com o PO Ambiente poderá ser.

instrução e apreciação das candidaturas. Embora no PO Ambiente não se desenvolvam as atribuições desta estrutura técnica. e a aprovação dos relatórios anuais e final de execução. os coordenadores das componentes ambiente regionalmente desconcentradas e um representante da Inspecção Geral de Finanças. Particular relevo é dado ao sistema de informação. A unidade de gestão será constituída segundo despacho do Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território. os domínios da divulgação. A Unidade de Acompanhamento terá como principais funções confirmar o complemento de programação e suas alterações. ao desenho dos circuitos financeiros e ao sistema de controlo. e integrando todos os membros da Unidade de Gestão para além de representantes da Comissão Europeia e do Banco Europeu de Investimentos. e ainda representantes dos parceiros económicos e sociais. verificação dos documentos de despesa. um representante do Ministro para a Igualdade. tratamento dos indicadores físicos e financeiros do PO. Em síntese a Unidade de Gestão tem como responsabilidades a elaboração e aprovação do seu regulamento interno.2006 concebido e estruturado para lhe garantirmos o êxito. como responsabilidades. O Gestor apoiar-se-á numa Unidade de Gestão a que preside. organização dos dossiers dos projectos. nomeado pelo Conselho de Ministros sob proposta do Ministro do Ambiente e Ordenamento do Território. a emissão de pareceres sobre as candidaturas ao programa e a emissão de pareceres sobre os relatórios de execução do PO Ambiente. preparação de pedidos de pagamento e elaboração dos relatórios de execução. presidida pelo Gestor. organização do ficheiro informático do PO. dever-lhe-ão caber. preparação das reuniões. O acompanhamento do PO é assegurado por uma Comissão de Acompanhamento. Da Unidade de Acompanhamento farão igualmente parte um representante de cada entidade responsável pela gestão nacional dos fundos comunitários envolvidos. Relativamente a este último serão adoptados os procedimentos do 164 .Programa Operacional do Ambiente 2000 . Este em muito dependerá do modo como for levado à prática. os critérios de selecção dos projectos. Para além destas unidades. 4 Processos de implementação e monitorização A autoridade de gestão do PO Ambiente será assegurada por um Gestor. a análise dos resultados de execução. o Gestor deverá ser assessorado por uma Estrutura de Apoio Técnico (EAT). na qualidade de observador.

Nestes casos justifica-se que o acompanhamento não seja meramente documental. Tendo em consideração a experiência com o anterior PA será de destacar o cuidado que deverá ser posto no funcionamento da estrutura de apoio técnico ao gestor do programa. perfeitamente definida a quota parte do Orçamento Geral do Estado que permita realizar a contrapartida nacional. tirando partido do seu próprio processo de selecção de projectos que. na condução do programa. e mesmo apoio técnico directo aos promotores dos projectos.2006 sistema nacional de controlo do QCA tal como previsto no PDR. o PO Ambiente poderá retirar os devidos dividendos em termos de imagem pública. já que muitas das entidades beneficiárias do PO serão organismos do próprio Ministério. Desta forma. haverá que dar particular atenção às orientações e prioridades em matéria de política de ambiente. Embora muitas das entidades executoras dos projectos sejam. haverá casos em que os proponentes dos projectos serão entidades externas. no arranque do programa. será também importante que os serviços do MAOT potenciais beneficiários do PO vejam. 165 . com os quais o futuro gabinete poderá vir a entrar em conflito sempre que determinadas candidaturas não possam vir a ser aprovadas. garantir a visibilidade do papel do PO Ambiente.Programa Operacional do Ambiente 2000 . muitos dos apoios previstos ao abrigo do Eixo Prioritário 2 são majorações de financiamentos provenientes de outros sectores. evitando-se a geração de expectativas infundadas que serão sempre fonte de conflitos. pelo que não se julga relevante expôr neste documento. deverá privilegiar os projectos ambientalmente mais avançados e inovadores. previsivelmente. ao associar-se aos projectos potencialmente mais interessantes. À partida trata-se de uma qualidade essencial para o seu sucesso. Finalmente uma palavra para a visibilidade do PO. mas que haja algum trabalho de acompanhamento no terreno. serviços do próprio Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. Em segundo lugar. Neste caso só um esforço extra de publicitação das iniciativas poderá contornar esta situação. O primeiro tem a ver com o facto de grande parte do investimento constante do Eixo Prioritário 1 acabar por ser realizado por organismos do próprio Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. Dado que se optou pela figura do gestor público para assegurar a gestão do PO. sob tutela directa do Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território. como no caso do PA 1994-1999. nestes casos. Haverá pelo menos dois factores que dificultarão a visibilidade do PO. Importará. Por outro lado. como foi anteriormente referido.

MA (1999) Relatório do Estado do Ambiente. Ministério do Ambiente. Lisboa. Lisboa.. Documento Preliminar para Discussão Pública. Lisboa. DGRN (1992) Utilizações da Água em Portugal. Lisboa. MARN (1994) Plano Nacional da Política de Ambiente.2006 Referências CE (1992) V Programa Quadro do Ambiente. 1994-1999. Quadro Comunitário de Apoio. Ministério do Ambiente. Planeamento e Administração do Território. Gabinete do Gestor do Programa Ambiente. preparado por Paulo Pinho Lda. Gabinete do Gestor do Programa Ambiente. Comissão Europeia/DG XVI (versão draft). Comissão Europeia. Ministério do Ambiente. Lisboa. Ministério do Ambiente. Bruxelas. GabPOA (1997) Definição e quantificação dos indicadores físicos e de impacto do Programa Ambiente. MA (1998) Balanço da acção governativa do Ministério do Ambiente. Objectives 1. Ministério do Ambiente. Bruxelas. 2000-2006. Direcção Geral dos Recursos Naturais. GabPOA (1997) Avaliação Intercalar do Programa Ambiente. MA (1999b) Intervenção Operacional do Ambiente – intervenção nacional e componente desconcentrada regional. MA (1999a) Intervenção Operacional do Ambiente – enquadramento geral. CE (1999) Working Paper 2 – The Ex-Ante Evaluation of 2000-2006 Interventions. Lisboa. MEPAT (1999) Plano de Desenvolvimento Regional. Ministério do Ambiente. preparado por Paulo Pinho Lda e Quaternaire SA. 1998.2 and 3.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Ministério do Ambiente. Ministério do Planeamento e da Administração do Território. DG XI. Lisboa. Ministério do Equipamento. Lisboa MPAT (1994) Portugal. Lisboa. MA (1999c) Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade. Relatório Final. Ministério do Ambiente e Recursos Naturais. PDR 2000-2006. 166 . Lisboa. PDR 20002006. no quadro do XIII governo constitucional.

Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 ANEXO 2 : QUADRO DE REFERÊNCIA DO FUNDO DE COESÃO QUADRO REFERÊNCIA Fundo de Coesão 2000-2006 167 .

Programa Operacional do Ambiente 2000 - 2006

PARTE 1 ENQUADRAMENTO

1 Introdução
O crescimento da economia portuguesa durante a década de noventa, apesar de um significativo abrandamento em 1993/94, correspondeu às expectativas geradas em torno do processo de integração europeia. Um balanço da década a nível do crescimento demográfico e da distribuição da população, bem como do desenvolvimento dos sectores da agricultura, indústria e transportes, revela a necessidade ainda existente de modificar qualitativamente o processo de desenvolvimento, no sentido de uma maior sustentabilidade ambiental. É nesse sentido que aponta a política de ambiente executada na segunda metade da década de noventa, 96-99, particularmente auxiliada tanto pela transposição jurídica da maior parte das directivas comunitárias, como pela concretização das medidas que a estratégia de investimentos nacionais e comunitários viria a permitir, no âmbito do segundo Quadro Comunitário de Apoio (QCA II). Não foi possível durante a década de 90 atingir os níveis de protecção e de qualidade ambientais compatíveis com a média dos nossos parceiros comunitários, no entanto se muito ainda há a fazer, os progressos verificados nos últimos anos são a prova que a política de ambiente começa a dar os seus frutos e a contribuir para a qualidade de vida dos cidadãos nacionais.

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2 A política de ambiente entre 1996-1999
A política do ambiente definiu os seguintes objectivos de acção por domínio ambiental, para a segunda metade da década de noventa:
Fonte. GOPS, 1996-1999

Água Proceder a um levantamento dos recursos existentes e garantir na origem a fiabilidade e qualidade da água para abastecimento Aumentar os níveis de atendimento da população no que se refere a água para consumo humano e drenagem e tratamento de águas residuais, promovendo também uma melhoria substancial da qualidade da água nos meios receptores. Ar e Clima Melhorar a monitorização da qualidade do ar e das alterações climáticas Proceder à integração de políticas sectoriais no sentido de promover a qualidade do ar Adoptar normas de protecção e qualidade consistentes com os acordos internacionais efectuados na matéria. Resíduos As principais medidas tomadas no âmbito do Sector Resíduos orientam-se no sentido de proceder a uma correcta gestão dos resíduos urbanos, industriais e hospitalares, segundo o princípio da prevenção, valorização e eliminação e pressupondo, desde logo, um maior nível de atendimento da população Neste âmbito, foi dada prioridade à criação de condições que permitissem planificar e pôr em prática a qualificação do tratamento dos resíduos sólidos urbanos bem como a definição de um quadro legal adequado que permitisse criar as infraestruturas necessárias a uma correcta gestão dos diversos tipos de resíduos. Conservação da natureza Ampliar e reclassificar a Rede Nacional de Áreas Protegidas e a Reserva Ecológica Nacional Levar a cabo uma política integrada de protecção e recuperação das áreas costeiras.

A prossecução dos objectivos de política de ambiente levou à execução devidamente articulada de todo um conjunto de medidas por domínio ambiental. Neste ponto serão explicitadas quer as medidas empreendidas quer os objectivos atingidos.

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2.1 Água A nível das origens da água, intentou-se o acréscimo da capacidade de abastecimento de água através da promoção de grandes empreendimentos: Odeleite-Beliche (origem da água do Sistema Multimunicipal do Sotavento Algarvio, com entrada em funcionamento em Julho de 1998), Enxoé (principal origem de água dos concelhos de Serpa e Mértola, com entrada em funcionamento em Maio de 1998) e Odelouca-Funcho (obra a iniciar em 2000 e destinada a constituir a origem de água do sistema Multimunicipal do Barlavento Algarvio). Ainda no domínio de uma maior capacidade de abastecimento, surge o Programa de Origens da Água, que passa pela criação de uma rede estruturada que permita ultrapassar as actuais fragilidades das captações do interior Norte e Centro do país. Encontra-se concluído o sistema de Trancoso e estão já em execução os sistemas de Apartadura, Sardoal, Santa Marta de Penaguião e Vila Real. No âmbito do abastecimento de água às populações através dos sistemas multimunicipais, o Estado concessionou a empresas de capitais públicos, resultantes da associação da IPE Águas de Portugal com os municípios, a construção e exploração de infra-estruturas de abastecimento de água que gerem sistemas de âmbito regional. Durante o ano de 1999 ficou garantido o abastecimento de água em “alta” a 60 concelhos das zonas mais densamente povoadas do litoral do país, correspondendo a população abrangida a mais de 6 milhões de habitantes. As medidas de política empreendidas neste sector conduziram à seguinte evolução de níveis de atendimento das populações:

Evolução do Abastecimento de Água
NUTS II Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo Alentejo Algarve CONTINENTE
Fontes: a) DGA (valor de referência utilizado pelo PNPA em 1995) b) INE c) Inquérito às Câmaras Municipais coordenado pelas DRAs *valores previstos com base nas obras em curso e em conclusão em 1999

Níveis de atendimento globais (%) 1990 (a) 65 68 92 83 82 77 1995 (b) 70 84 97 89 82 84 1997 (c) 71 89 98 92 88 86 1999* (c) 78 95 99 94 91 90

Foi iniciada a monitorização da qualidade das águas subterrâneas, encontrando-se operacionais as redes de monitorização da Região do Centro e da Região do Algarve. O Programa Nacional de Monitorização das Águas Subterrâneas, no âmbito do qual se inserem os sistemas de monitorização regionais referidos, virá ainda a conferir um
170

o perímetro de rega de Marvão e as Zonas Vulneráveis classificadas no Decreto-Lei nº 235/97 de 3 de Setembro.2006 tratamento específico às zonas de risco. garantido através da SIMRIA (Ria de Aveiro) e da SANEST (Costa do Estoril) o tratamento de águas residuais de 14 concelhos (cerca de 1. resultantes da associação da IPE .Programa Operacional do Ambiente 2000 .Águas de Portugal com os municípios interessados. a Bacia do Rio Alviela. assim. ficando. o Estado concessionou a empresas de capitais públicos. nº 152/97. Entre as principais medidas empreendidas neste domínio figura a celebração de Contratos-Programa de Qualificação Ambiental com as Autarquias e a Parque Expo para apoio de soluções integradas no domínio da drenagem e tratamento de águas residuais. a construção e exploração de infra-estruturas de tratamento de águas residuais. As medidas de política empreendidas neste sector conduziram à seguinte evolução de níveis de atendimento das populações: Evolução da Drenagem de Águas Residuais NUTS II Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo Alentejo Algarve CONTINENTE Fontes: a) DGA (valor de referência utilizado pelo PNPA em 1995) b) INE c) Inquérito às Câmaras Municipais coordenado pelas DRAs *valores previstos com base nas obras em curso e em conclusão em 1999 1990 (a) 36 39 79 69 76 55 Níveis de atendimento globais (%) 1995 (b) 1997 (c) 44 51 52 54 86 86 83 84 68 81 63 68 1999* (c) 59 71 89 85 84 75 Evolução do Tratamento de Águas Residuais Urbanas 171 .6 milhões de habitantes). No que se refere à drenagem e tratamento de águas residuais.L. No âmbito dos sistemas multimunicipais. de 19 de Junho). tendo sido considerados como prioritários os investimentos nas sedes dos concelhos e nas Zonas Sensíveis (D. o Programa Nacional de Tratamento de Águas Residuais Urbanas incluiu a construção e reabilitação de ETARs. como é o caso do Aterro Sanitário de Alcanena. bem como o acréscimo do número de sistemas multimunicipais de tratamento de águas residuais urbanas.

Outra medida tomada no âmbito da prevenção refere-se às acções de planeamento empreendidas e consubstanciadas pela elaboração de Planos Estratégicos para os Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU). iniciado em 1996. bem como a entrada em vigor do Decreto Lei nº 239/97 onde se definem as normas de gestão de resíduos. A valorização e eliminação dos resíduos carecia de sistemas de gestão integrada que não apenas contemplassem as diversas tarefas implicadas pelos processos referidos. Para o efeito foram criados diversos sistemas multimunicipais através da concessão de projectos de gestão a empresas de capitais públicos resultantes quer da associação entre a EGF Empresa Geral 172 . encontram-se já em funcionamento várias soluções integradas de tratamento de águas residuais industriais: o SIDVA . a ECTRI (Estação Colectiva de Tratamento de Resíduos Industriais). onde se encontra sediado o maior número de estabelecimentos produtores de curtumes do país.Programa Operacional do Ambiente 2000 .2 Resíduos Da estratégia de prevenção fazem parte a criação do Instituto de Resíduos.Sistema Integrado de Despoluição do Vale do Ave. 2. (Bacia do Alviela). o Sistema de Alcanena. Estes planos procuram efectuar uma avaliação do estado actual dos sectores respectivos e prever e projectar as soluções necessárias no mesmo contexto. prevê 883 intervenções.2006 NUTS II 1990 (a) Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo Alentejo Algarve CONTINENTE Fontes: Níveis de atendimento globais (%) 1995 (b) 12 30 47 58 60 32 1997 (c) 24 36 53 59 64 40 1999* (c) 42 51 64 74 83 55 Capacidade instalada 1999** (d) 61 61 79 81 92 70 11 18 26 32 37 21 a) DGA (valor de referência utilizado pelo PNPA em 1995) b) INAG c) Inquérito às Câmaras Municipais coordenado pelas DRAs *valores previstos com base nas obras em curso e em conclusão em 1999 ** tratamento efectivo sujeito à conclusão das redes em baixa Por outro lado. servindo um elevado número de unidades industriais metalúrgicas e metalomecânicas na área de Águeda. para os Resíduos Hospitalares e para os Resíduos Industriais (PESGRI). onde a indústria têxtil tem o maior peso. sob a tutela do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. O Programa de Reabilitação da Rede Hidrográfica. Prevenção e Controlo de Cheias. como assegurassem um maior grau de cobertura territorial e populacional. como forma de dar resposta à importância crescente dos problemas colocados pelos resíduos. As acções contidas neste Programa orientamse para a recuperação da rede hidrográfica e para a garantia das condições de escoamento de linhas de água.

Esta proposta abrange outros fluxos de resíduos. 173 . Este processo é acompanhado pela recuperação e encerramento das lixeiras existentes. quer da associação entre municípios (sistemas intermunicipais).Programa Operacional do Ambiente 2000 . considerados prioritários. Ambos os tipos de sistemas destinam-se a efectuar a recolha selectiva. A Sociedade Ponto Verde tem vindo a assinar contratos diversos com os embaladores e as associações de recicladores. o tratamento e a valorização de resíduos. em 1997 foi criada a Sociedade Ponto Verde. bem como com os sistemas autárquicos. As medidas de política empreendidas neste sector conduziram à seguinte evolução de níveis de atendimento das populações: Evolução do Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos (situação com implementação do PERSU) NUTS II Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo Alentejo Algarve CONTINENTE Fontes: a) SEAMA Níveis de Atendimento Globais (%) 1997 (a) 1999 (a) 46 92 15 96 66 100 14 51 20 100 24 94 Nota: Considerando Tratamento Adequado apenas incineração. aprovada pelo Conselho de Ministros. No contexto dos objectivos de reciclagem e reutilização de embalagens. pneus. Entre os fluxos de resíduos. as pilhas e acumuladores.2006 de Fomento. o Ministério do Ambiente apresentou uma proposta de decreto-lei com vista a regulamentar as condições de atribuição de licenças para aterros de resíduos industriais banais (não perigosos). figuram as pilhas e acumuladores usados. SA e os Municípios. Efectuou-se ainda um Protocolo entre o Instituto de Resíduos e o Sector Farmacêutico para implementação conjunta de um Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens Farmacêuticas. envolvendo no total 37 sistemas e 275 municípios. como os óleos usados. compostagem e aterros sanitários Durante o mês de Junho de 1999. etc. destinada a gerir o sistema integrado para o qual os embaladores podem transferir a responsabilidade pelo destino final dos resíduos de embalagens. Os contratos celebrados com os embaladores permitem a cobertura pelo sistema integrado de cerca de 65% das embalagens colocadas no mercado. os óleos usados e os pneus usados.

comunitário e internacional. a estratégia ambiental para a próxima década assentará nos seguintes vectores de actuação: 174 . não só aquele que por razões de natureza económica e técnica ainda não foi totalmente implementado. no entanto se muito ainda há a fazer. Assim. os progressos verificados nos últimos anos são a prova que a política de ambiente começa a dar os seus frutos e a contribuir para a qualidade de vida dos cidadãos nacionais. as condições que permitam à sociedade portuguesa enveredar. enquanto factores de desenvolvimento económico equilibrado e de prosperidade social. por um desenvolvimento sustentável. Não foi possível durante a década de 90 atingir os níveis de protecção e de qualidade ambientais compatíveis com a média dos nossos parceiros comunitários. criar. reequilibrando o crescimento económico com um elevado grau de protecção e valorização dos recursos naturais. 3 Os principais vectores de actuação estratégica entre 2000-2006 A protecção do ambiente em Portugal enfrentará no princípio de século XXI dois grandes desafios: • • dar continuidade e completar a infra-estruturação básica. • Assim. compatíveis com as aspirações dos cidadãos. mas também as directivas que serão implementadas no período 2000-2006. Os temas centrais.Programa Operacional do Ambiente 2000 . no período 2000-2006 de condições e oportunidades que não podem ser desperdiçadas. que nortearão a acção política no sentido de atingir no longo prazo as condições para um desenvolvimento sustentável têm em consideração três aspectos essenciais: • • a necessidade de prosseguir o esforço de modernização da infra-estruturação básica e da sua generalização a uma parte importante da população e do território nacional. a indispensabilidade da valorização e protecção das vantagens ambientais intrínsecas do território nacional. a necessidade de fazer aplicar o quadro normativo nacional. no plano ambiental. gradualmente. Para enfrentar estes desafios. as metas e as acções prioritárias. Portugal disporá.2006 No sentido de dotar a indústria de instrumentos e conhecimento sobre a redução de resíduos na origem está em fase de preparação o Plano Nacional de redução dos Resíduos Industriais ( PNAPRI ). tendo em conta que o próximo período de programação dos Fundos Estruturais será decisivo neste domínio. a existência de um Plano Nacional de Desenvolvimento Económico e Social para o período 20002006 ao qual se associa o III Quadro Comunitário de Apoio constitui um suporte de referência para a definição de políticas ambientais consistentes e capazes de dotarem o país de níveis de qualidade ambiental.

A integração constitui o elemento primordial de uma estratégia ambiental.Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 Primeiro vector: A gestão sustentável dos recursos naturais e a melhoria da qualidade ambiental. A gestão sustentável dos recursos naturais e o usufruto de uma qualidade ambiental mínima devem constituir a principal linha de orientação estratégica do país e basear-se em pressupostos de equidade. A protecção e a valorização da diversidade biológica e da variedade dos ecossistemas e paisagens serão elementos fundamentais de uma “Estratégia Nacional para a Conservação da Natureza e da Biodiversidade”. necessária tanto ao nível dos objectivos como ao nível dos instrumentos utilizados para atingir esses objectivos. entre os seus diferentes departamentos e ministérios a concertação necessária a uma abordagem integrada dos problemas ambientais e. adaptar os instrumentos de intervenção. Segundo vector: a integração do ambiente na política de desenvolvimento territorial e nas políticas sectoriais. O ambiente assume-se como estruturante e de carácter horizontal tendo em vista o desenvolvimento sustentável. O sucesso desta opção depende do diálogo e da contratualização com os vários actores que intervêm na implementação prática das acções de desenvolvimento. em primeiro lugar. Generalizar a aplicação do Princípio do Poluídor Pagador com o Princípio do Utilizador Pagador. 175 . são algumas das condições a preencher para integrar objectivos de protecção ambiental nas políticas. Quarto vector: o estabelecimento de um partenariado estratégico com os diferentes actores para a modernização ambiental das actividades económicas e das organizações. de solidariedade e de responsabilidade partilhada. considerados como direitos essenciais para todos os portugueses. em seguida. Quanto à integração dos objectivos os princípios fundamentais serão: Concretizar a integração das estratégias de controlo da poluição com uma melhor gestão dos recursos. construir indicadores de pressão ambiental das diferentes actividades e monitorizar os efeitos. A compatibilização do planeamento territorial e das políticas sectoriais com o ambiente constitui uma das condições da sustentabilidade: avaliar ex-ante os impactes. fomentará as formas institucionais de cooperação e de contratualização com os restantes agentes. A Administração Central promoverá. prevenir os danos. Terceiro vector: a conservação e valorização do património natural no quadro de uma estratégia de conservação da natureza e da biodiversidade.

e desta para a escola. sem prejuízo obviamente de eventuais adaptações ditadas pela evolução que se venha a registar ao longo do período: FEDER PROGRAMA OPERACIONAL DO AMBIENTE 176 . Em linhas gerais prevê-se que a repartição dos apoios comunitários segundo a natureza dos investimentos em ambiente a realizar adquira a seguinte configuração genérica. os cofinanciados pelo Fundo de Coesão e pelos Fundos Estruturais que exercerão uma influência decisiva na prossecução dos objectivos fixados para o período. A educação e a informação ambientais devem envolver todos os cidadãos partindo da escola para a comunidade. nacional e mesmo da União Europeia e dos restantes países da comunidade internacional. Os consumidores e a opinião pública têm um papel importante na criação de uma procura ambientalmente dirigida.2006 Quinto vector: O desenvolvimento da educação e da informação ambientais. aos níveis local. Com educação e o acesso a uma informação de qualidade. destacam-se os financeiros. 4 Implementação da estratégia no período 2000-2006 Para o período 2000 . quer no suporte a medidas de protecção do ambiente como o clima. em particular. Portugal propõe-se implementar a estratégia cujos principais vectores foram anteriormente expostos recorrendo a um conjunto de instrumentos que permitam criar as condições para a sustentabilidade do desenvolvimento do país no próximo século.2006. os cidadãos. quer na área dos bens e serviços. a Administração e o mundo empresarial poderão tomar decisões mais eficientes e mais equitativas no que respeita ao uso dos recursos naturais e participar mais eficazmente no processo de tomada de decisão. De entre os instrumentos de política. os oceanos e a defesa da biodiversidade em geral.Programa Operacional do Ambiente 2000 .

PROGRAMAS OPERACIONAIS REGIONAIS (Vertente ambiente e componente desconcentrada do ambiente nestes programas) Apoio prioritário aos investimentos visando completar o processo de infraestruturação básica do território. e majorações de investimentos de mais-valia ambiental no contexto da sustentabilidade ambiental das actividades económicas. Reserva-se o Programa Operacional do Ambiente para apoiar os investimentos de cariz eminentemente ambiental e para o apoio supletivo a soluções de integração do ambiente nos outros sectores contendo mais-valia ambiental relativamente às exigências mínimas legais em vigor.2006 Apoio prioritário a investimentos nos domínios da conservação e valorização do património natural e dos recursos naturais. para as 177 . complementarmente. é naturalmente indispensável para a consecução dos objectivos fixados que se verifique uma condição essencial: • A complementaridade dos investimentos financiados pelo Fundo de Coesão através de financiamentos FEDER no âmbito dos Programas Operacionais Regionais dos investimentos a montante e a jusante (redes em baixa de distribuição ou recolha. consoante o caso) necessários para assegurar a plena eficácia de cada sistema. com especial incidência nos investimentos em "baixa" no domínio das três vertentes de saneamento básico (abastecimento de água. drenagem e tratamento de águas residuais e valorização de resíduos sólidos urbanos) serão apoiados pelo Fundo de Coesão e. formação. águas residuais e resíduos sólidos urbanos). águas residuais e resíduos sólidos urbanos). informação e gestão ambientais. FUNDO DE COESÃO Utilização prioritária no apoio aos grandes investimentos visando completar o processo de infraestruturação básica do território. e ainda as acções complementares no que se refere à melhoria do ambiente urbano. Neste contexto. da melhoria do ambiente urbano. complementares e indissociáveis dos investimentos apoiados pelo Fundo de Coesão. dentro de uma lógica de que "quem polui deve despoluir. com especial incidência nos investimentos em "alta" no domínio das três vertentes de saneamento básico (abastecimento de água. Constata-se portanto que nesta opção de enquadramento dos financiamento comunitários os grandes investimentos nas três vertentes do Saneamento Básico (abastecimento de água.Programa Operacional do Ambiente 2000 . pelos Programas Operacionais Regionais. da educação. quem preserva deve ser compensado".

é de salientar que uma questão indissociável das disponibilidades hídricas é o problema da qualidade da água. e que serão condição de acesso ao Fundo de Coesão para efeitos de financiamento dos investimentos em alta de cada sistema integrado. além da poluição por óleos. Por outro lado há ainda a referir os problemas associados à poluição por substâncias perigosas. material sólido e matéria orgânica. procede-se em seguida à definição dos problemas por resolver e aos objectivos específicos para o próximo período de programação.2006 vertentes do saneamento básico relativas ao abastecimento de água e à drenagem e tratamento de águas residuais. conduz à deterioração da qualidade da água. Os verões secos e prolongados e a correspondente diminuição de valores de caudal conduzem a capacidades muito reduzidas de autodepuração durante a estiagem. Águas superficiais O armazenamento de água em albufeiras constitui ainda em alguns casos o meio receptor de efluentes domésticos e industriais e ainda das escorrências dos solos agrícolas e florestais. resultando do enriquecimento do meio em nutrientes e promovendo o crescimento da vida aquática ao 178 . drenagem e tratamento de águas residuais e recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos encontram-se ainda abaixo das médias europeias.1. Esta constatação é um indicador inequívoco da necessidade de dar continuidade à infraestruturação a nível do saneamento básico. Tendo em conta a opção de canalizar os apoios do Fundo de Coesão para as três vertentes do domínio do saneamento básico. Abastecimento de Água A nível da qualidade do recurso água. bem como dos valores tidos como compatíveis com a existência e manutenção da qualidade de vida das populações. os níveis de atendimento atingidos para o abastecimento de água. e numa lógica de Sistemas integrados do Ciclo da Água. em particular. através do Fundo de Coesão e FEDER Ambiente.Programa Operacional do Ambiente 2000 . 5 Os problemas por resolver no domínio do saneamento básico Apesar do esforço realizado no anterior período 94/99. A afluência excessiva de nutrientes. No que se refere aos problemas ligados ao saneamento básico que requerem ainda um esforço de investimento no sentido de garantir a integração nos padrões europeus respectivos identificam-se os seguintes aspectos: 5. Esta condição implica a afectação de um mínimo de 100 milhões de contos nos Programas Operacionais Regionais para apoio a estes investimentos. A eutrofização das massas de água é um processo natural e lento. originando processos de eutrofização. sabendo-se que os problemas de poluição ambiental dos meios hídricos são agravados pela irregularidade climática do nosso país e pelo tipo de uso do solo.

Possui. resultando de situações isoladas ou conjuntas de abuso de adubação (fosfatos e nitratos). A prioridade assenta. um estudo sobre a existência das substâncias existentes no País. Os blooms algais são a consequência mais directa dos estádios de eutrofização e os dois nutrientes considerados com mais significado para o crescimento destes organismos são o azoto e o fósforo. caracterizadas por uma rede de origens muito dispersa e de assinalável pequenez. A nível das origens e abastecimento de água. 20% em eutrófico e em 40% das massas lênticas o processo de eutrofização foi já iniciado.Programa Operacional do Ambiente 2000 . em função da existência de focos de rejeição de poluentes com origem nas actividades agrícolas (abuso de adubos e fertilizantes) e industriais (águas residuais sem qualquer tratamento. Estes blooms têm ocorrido tanto em águas correntes (rios Minho. tanto em virtude de causa hidrológicas sem uma adequada resposta em termos de armazenamento. produzidas e/ou importadas. com as incidências 179 • .2006 nível das cadeias tróficas. tem-se assistido à diminuição gradual da sua qualidade. via meios aquáticos. Substâncias perigosas em meio aquático No âmbito da qualidade da água merece particular destaque a presença de substância perigosas em meio aquático: em 26 de Novembro de 1997. Douro e Guadiana) como em lagoas (Quiaios. pois. da presença de explorações pecuárias não controladas e da ausência de esgotos urbanos com tratamento insuficiente ou nulo. Portugal não tem dados analíticos coligidos e organizados nem tem estabelecido. Mira e Salgueira) ou albufeiras. Das 71 albufeiras actualmente classificadas. um programa de monitorização das águas doces superficiais e das águas marinhas e estuarias que dê resposta em conformidade com o exigido pelas instâncias mencionadas. cerca de 40% do total da água nelas armazenada encontra-se em estado oligotrófico. constituem problemas carecendo de um esforço complementar na sua resolução: • As deficiências a nível da constância e pressão do abastecimento de água. e para quantidades reportadas superiores a 10 toneladas/ano. apenas. a Comissão Europeia deliberou alterar o artº 21º da Proposta de Directiva Quadro para a Água estabelecendo a data limite de fim de 1998 para a obtenção de uma lista de substâncias sujeitas a vigilância prioritária devido ao seu comprovado risco para o ambiente e a saúde humana. A fragilidade do abastecimento de água nas regiões do interior do país. na monitorização dos meios hídricos levada a cabo pelos Estados Membro e na adopção de modelos matemáticos para estudo da dispersão. ainda. que se inserem nas constantes da Lista II da Directiva 76/464/CEE candidatas à Lista I. como por mau funcionamento ou má conservação das componentes dos sistemas de abastecimento. Praticamente todas caem no âmbito das seleccionadas pela OSPAR e União Europeia. Águas subterrâneas No que se refere às águas subterrâneas. ou com tratamento deficiente).

Programa Operacional do Ambiente 2000 . Necessidade de reabilitação de algumas infraestruturas existentes. 180 . • • • As situações de ausência de qualidade das águas superficiais e subterrâneas associada a uma rede de monitorização ainda deficiente.2.3. a nível da fiabilidade dos abastecimentos e respectivo controlo de qualidade. Inadequação de alguns processos de tratamento relativamente à natureza e quantidade dos efluentes. Entre os problemas identificados constam os seguintes: • Níveis de atendimento da população insuficientes com a devida articulação de drenagem e tratamento de águas residuais. • • • • 5. levando à inoperacionalidade temporária de algumas instalações existentes. face ao crescimento urbano verificado. numa situação de proximidade das redes de esgoto ou de explorações agro-pecuárias e industriais. Drenagem e tratamento de águas residuais Também na vertente de drenagem e tratamento das águas residuais subsistem algumas carências cuja solução é indispensável à plena eficiência dos sistemas em causa. Concluir as soluções de cofinamento em aterro e a selagem dos locais de deposição que não correspondam a critérios ambientalmente correctos. De facto. restando todavia a necessidade de proceder às seguintes acções: • • Apostar na valorização. impondo uma actuação a nível da valorização orgânica. Carência de pessoal com a formação adequada para gestão e manutenção dos sistemas de tratamento. 5. A má conservação das estruturas de distribuição (fissuras e rupturas em estruturas envelhecidas). que se revela ainda insuficiente. verificam-se situações em que estão presentes as infraestruturas de drenagem de águas residuais. Subdimensionamento de algumas ETAR’s.2006 daí resultantes. As carências de tratamento nas ETA’s por motivos técnicos e humanos. da reciclagem e da valorização energética. sem a necessária correspondência em termos de tratamento. Resíduos Sólidos Urbanos O sector dos resíduos sólidos urbanos é aquele que regista os maiores níveis de atendimento.

2006 • • Encontrar as soluções de tratamento e deposição adequadas aos resíduos específicos. PARTE 2 OBJECTIVOS ESRATÉGICOS PARA 2006 1 Ciclo integrado da água Nas últimas décadas e em particular no período do QCA II. efectuou-se um elevado investimento para aumentar a cobertura de população com serviços de abastecimento de água e de drenagem e tratamento de águas residuais. e uma deposição adequada tanto em termos de recurso aos locais próprios para a deposição. como em termos da deposição selectiva. O investimento no período 2000181 .Programa Operacional do Ambiente 2000 . Proporcionar campanhas educativas que incentivem uma menor produção de resíduos.

bem como intervenções na rede hidrográfica que permitam uma melhor gestão dos recursos hídricos. no contexto de cada Sistema. com especial incidência na faixa interior do país. O investimento articular-se-à fundamentalmente numa lógica de reforço do ciclo integrado de água através de sistemas integrados. o objectivo será reduzir em cerca de 80% a carga poluente no meio hídrico. através da aplicação de medidas tendentes ao integral cumprimento das diversas directivas comunitárias. os investimentos em alta e em baixa do ciclo integrado. ou. criado ou a criar. será necessário continuar o esforço de investimento na construção de infraestruturas. ainda. com particular incidência no tratamento das águas residuais. No que se refere ao tratamento das águas residuais.Programa Operacional do Ambiente 2000 . de 90%. passar-se-á a uma segunda fase que permitirá atingir as seguintes 182 . no mínimo. Neste domínio é essencial enquadrar os investimentos a realizar em planos relativos a Sistemas de Ciclo Integrado da Água. articulando. a título complementar. os seguintes: Nível de atendimento global no ano 2006 População do Continente Serviço Abastecimento de água Tratamento de águas residuais Percentagem 95% 90% Cumulativamente. designadamente no fecho de sistemas iniciados no QCA II. sendo os primeiros a apoiar pelo Fundo de Coesão e os segundos pelos Programas Regionais. será. a implementação de medidas previstas nos POOC. Serão objectivos a atingir em 2006. E. Relativamente à qualidade da água para produção de água para consumo humano e águas balneares. compatíveis com os planos de bacia. sobretudo nas áreas protegidas e sensíveis 2 Resíduos Sólidos Urbanos No respeitante à componente de resíduos sólidos urbanos e após a primeira fase de infraestruturação básica. na melhoria do nível de tratamento dos esgotos e na reutilização da água tratada para determinados usos. em termos de atendimento das populações. até 2006. pelo Programa Operacional do Ambiente.2006 2006 será preferencialmente orientado na resposta aos problemas identificados e à colmatação das lacunas na cobertura da população com aqueles serviços. o nível de atendimento em cada sistema. na melhoria da qualidade da água fornecida e do serviço prestado.

compatíveis com as directivas comunitárias e consequentemente com o nível médio da União Europeia: Nível de atendimento global no ano 2006 População do Continente Serviço Tratamento e destino final adequado para os resíduos sólidos urbanos Percentagem 98% No quadro da política dos 3Rs são definidos os seguintes objectivos para o ano de 2006 (em percentagem do total de resíduos tratados): Tipo de valorização Material Energética Orgânica Percentagem 17 20 25 Os principais investimentos a realizar neste domínio referem-se à valorização e serão apoiados prioritariamente pelo Fundo de Coesão. Portugal considera que o Fundo de Coesão deverá continuar a apoiar preferencialmente os investimentos relativos às grandes infraestruturas (investimentos em alta) das vertentes de saneamento básico (abastecimento de água.2006 taxas de atendimento. PARTE 3 OS FINANCIAMENTOS PELO FUNDO DE COESÃO 1 As opções de financiamento Conforme referido anteriormente. águas residuais e RSU). designadamente: 183 .Programa Operacional do Ambiente 2000 . no contexto da distribuição por fontes de financiamento dos apoios comunitários no domínio do Ambiente para o período 2000-2006.

Na vertente RSU os principais apoios incidirão sobre a valorização material e orgânica. Incentivo à associação do investimento privado. e à cobertura da faixa interior do País. Assegurem a sua auto-sustentabilidade.2006 • Nas vertentes Abastecimento de água e Águas residuais o apoio será preferencialmente dedicado à conclusão ou extensão dos sistemas de abastecimento ou de tratamento iniciados no QCA II. e complementando as necessidades de investimentos estimadas. Apliquem tarifas reais. distribuição. sobre as infraestruturas de destino final cuja conclusão não foi possível no QCA II. de modo a garantir a plena aplicação do principio do poluidorpagador. 184 . de modo a diminuir as taxas de comparticipação comunitária. e. designadamente captação.2 Quanto aos modelos de gestão e de financiamento Prioridade à utilização de modelos de gestão do tipo empresarial que: • • • Ofereçam garantias de funcionamento dos sistemas. adução. • 2 Os princípios básicos das intervenções 2. drenagem. Enquadramento preferencial dos pedidos de financiamento para a vertente RSU na lógica dos 37 sistemas já existentes (de carácter multimunicipal ou intermunicipal) criados no contexto da aplicação do PERSU e pondo em evidência a complementaridade dos investimentos e respectivas fontes de financiamento de modo a tornar visível as sinergias geradas no sentido de potenciar o efectivo cumprimento das directivas comunitárias no domínio do saneamento básico.Programa Operacional do Ambiente 2000 . 2. tratamento e rejeição) e pondo em evidência a complementaridade dos investimentos e respectivas fontes de financiamento de modo a tornar visível as sinergias geradas no sentido de potenciar o efectivo cumprimento das directivas comunitárias no domínio do saneamento básico.1 Quanto ao enquadramento Enquadramento preferencial dos pedidos de financiamento para as vertentes Abastecimento de água e Águas residuais numa lógica de sistema integrado do ciclo da água (cobrindo vertentes alta e baixa do processo. a título complementar. aumentando assim o efeito indutor do Fundo de Coesão.

permitindo a sua aplicação de um modo progressivo. de 7 de Abril. no que respeita aos resíduos (artigo 6º). neste caso. no seu artigo 20º.º 379/93.º 46/94. a manutenção.º 11/87. determina que a fixação das tarifas nos serviços municipais de águas. no Decreto-Lei n. de 6 de Agosto. Lei n. a emissão ou descarga de águas residuais na água ou no solo por uma instalação carece de uma licença a emitir pela Direcção Regional do Ambiente na qual será fixada a norma de descarga e demais condições aplicáveis. águas residuais e resíduos sólidos urbanos concessionados deve assegurar a amortização dos investimentos a cargo da concessionária. não devem. de forma progressiva e compatível com os objectivos da coesão económica e social e considerando a aceitação social dos sistemas tarifários que daí resultarão. ser inferiores aos custos directa e indirectamente suportados com o fornecimento desses bens e serviços. a obrigação de o poluidor prevenir. de 22 de Fevereiro. que as tarifas e os preços a fixar pelos municípios. de 5 de Novembro. Estes objectivos serão avaliados em 2003. 185 • • • . determina.º 236/98. será elaborado um estudo que faça o diagnóstico da situação e estabeleça objectivos que visem considerar de forma acrescida o princípio do poluidor-pagador. elas são ainda mais taxativas. a Lei das Finanças Locais. e vem tendo uma aplicação crescente em todas as intervenções co-financiadas. e no Decreto-Lei n. • No que concerne aos sectores industriais. incluindo os serviços de água para consumo humano. de 22 de Fevereiro e no Decreto-Lei n.º 42/98.3 Aplicação do Princípio do Poluidor – Pagador • Estado português está consciente da necessidade de aplicação do princípio do poluidor pagador. Lei n. de 9 de Setembro. águas residuais urbanas e resíduos sólidos urbanos. A fim de avaliar em que medida o sistema de tarifas existente para os sectores da água e dos resíduos tem em conta a aplicação do princípio do poluidor-pagador. reparação e renovação dos bens e equipamentos afectos à concessão e os encargos de gestão.2006 2. que comunicará à DRA as condições da autorização para verificação da sua conformidade com as disposições legais. águas residuais urbanas e resíduos sólidos urbanos. Por outro lado.Programa Operacional do Ambiente 2000 . No que respeita às águas para consumo humano. a entidade competente para autorizar é a entidade gestora do sistema. o mesmo sucedendo com a descarga destas águas em colectores municipais sendo que. Por isso o princípio do poluidor pagador está consagrado na legislação nacional para o sector da água e dos resíduos. em princípio. Quanto às condições a observar nos sistemas municipais e multimunicipais geridos de forma empresarial por concessão nas condições previstas no Decreto-Lei n. Para os sistemas municipais concessionados o artigo 5º do Decreto-Lei n. corrigir ou recuperar o ambiente suportando os encargos daí resultante tem expressão no artigo 3º da Lei de Bases do Ambiente.º 239/97. tal como se prevê nos Decretos-Lei n.º 147/95. de 21 de Junho.º 47/94. no que respeita ao regime económico e financeiro das utilizações do domínio público hídrico (artigo 8º). de 1 de Agosto. deduzidos de eventuais subsídios. relativos aos serviços prestados e aos bens fornecidos pelas unidades orgânicas municipais e serviços municipalizados.

tratamento e rejeição de efluentes o Decreto-Lei n. de 16 de Novembro para os sistemas multimunicipais de tratamento de resíduos sólidos urbanos (Base XII). no seu Anexo.Programa Operacional do Ambiente 2000 . de 4 de Setembro. Compete à tarifa assegurar este objectivo.” • Por último..Uma política de tarifas justas A construção e operação de sistemas de abastecimento de água e de saneamento de águas residuais.7 .4. Bases do Contrato. especialmente no que se refere aos consumos domésticos básicos.E. • Já em relação directa com o Quadro Comunitário de Apoio (2000-2006) no Plano Estratégico de Abastecimento de Água e de Saneamento de Águas Residuais.3 – Critérios de elegibilidade dos projectos de investimento a financiar pelo Fundo de Coesão: 186 . no capítulo dedicado à política tarifária. como decorre da aplicação do princípio do utilizador-pagador. estabelece na Base XIII os critérios para a fixação das tarifas nos quais este mesmo princípio se encontra plenamente consagrado. as preocupações da CE quanto à aplicação do princípio do poluidor-pagador encontram plena consagração.º 294/94. Neste contexto. o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território incentivará a adopção das soluções que conduzam a uma maior justiça e rigor nas tarifas praticadas e à correcção das grandes disparidades que se verificam actualmente no País. A possibilidade de comparticipações e subsídios a fundo perdido ali previstos têm precisamente em vista as problemáticas da coesão económica e social e aceitação social da tarifa. não apenas em relação com o princípio do poluidor-pagador mas também quanto ao cumprimento da legislação comunitária para o ambiente: “ 8. à requalifícação e defesa do ambiente e à qualidade do serviço prestado aos utentes. Importa. no entanto. Transcrevemos na íntegra o que se ali diz : “ 5.2006 reflectindo a estrutura de custos (art. tendo em vista a total cobertura do País. de tarifa única para todo o País. que as soluções a adoptar no âmbito deste Plano Estratégico sejam as que conduzam às menores tarifas possíveis. Para os sistemas multimunicipais de recolha. que vão ao encontro das preocupações manifestadas pela C. de se ter em devida consideração o real poder de compra das populações e as suas diferenças regionais.º 162/96. implica elevados custos de investimento e exploração que deverão ser assumidos pelos seus directos beneficiários. sem deixar. e no que respeita aos critérios nacionais de elegibilidade ao Fundo de Coesão fixados naquele mesmo Plano Estratégico destacamos os seguintes. por isso. pelo que não se advoga qualquer política. funcionando em boas condições no que respeita à qualidade da água. a melhoria significativa das condições de vida das populações e o desenvolvimento da nossa economia. Idêntica disposição pode ser encontrada no Decreto-Lei n.º 5º).

à redução da poluição nas bacias drenantes das zonas sensíveis e zonas vulneráveis. nos termos do direito comunitário ( no essencial transposto para o direito nacional pelo Decreto-Lei n.Programa Operacional do Ambiente 2000 . de 19 de Junho).º 152/97. -que estejam em condições de avançar rapidamente para a fase de execução e que tenham qualidade técnica.º 45. relativos ao planeamento de recursos hídricos. onde se incluem as águas. que irão ser explorados de forma tecnicamente qualificada e em condições de gerar as receitas necessárias à cobertura de todos os encargos de exploração e manutenção. ao licenciamento de águas residuais industriais de competência autárquica. de 21 de Maio (transposta para a ordem jurídica interna pelo Decreto-Lei n. desde logo no artigo 10º da Lei de Bases do Ambiente. de 7 de Abril.” 2. através de adequadas soluções institucionais. -Que estejam em conformes com as linhas de acção estratégica constantes deste Plano Estratégico. -que ofereçam garantias de sustentabilidade futura. ou seja.2006 . e das reposições futuras. estão condicionadas a um regime de licenciamento obrigatório e ao pagamento de taxa de utilização. nomeadamente no que concerne aos objectivos nacionais em matéria de protecção das origens de água. ao regime de licenciamento das utilizações do domínio hídrico e ao regime económico e financeiro das utilizações do domínio público hídrico. etc. respectivamente. -que satisfaçam todas as demais exigências da legislação nacional para o ambiente. De acordo com aquele conjunto articulado de diplomas as utilizações do domínio hídrico. o que presume a sua integração num planeamento de recursos hídricos por bacia hidrográfica. e nos Decretos-Lei n.46 e 47/94.4 Gestão da Procura • As preocupações com a gestão da procuram têm consagração legal entre nós. Lei n. ao ordenamento do território. -que se enquadrem nos programas de medidas visando a melhoria e a protecção da qualidade das águas e dos ecossistemas aquáticos.º 236/98. devendo ainda observar o disposto 187 • .º 11/87. oferecendo por esse facto garantias de boa execução financeira. de 1 de Agosto). relativamente aos quais esteja assegurado. -que respeitem as obrigações de Estado-membro relativamente aos níveis de tratamento e prazos estabelecidos pela Directiva 91/271/CEE. de 22 de Fevereiro.que realizem uma optimização dos investimentos na perspectiva do interesse público e as economias de escala possíveis à luz das condicionantes de ordem técnica próprias de projectos desta natureza.

3 Investimentos em Ambiente Estimativa das Necessidades e Disponibilidades NECESSIDADES Fundo de Coesão DISPONIBILIDADES PIDDAC Financiamen to dos Sistemas (nomeadame nte privado) FEDER 137 75 62 51 51 PO Regionais Milhões de contos INAG 120 120 25 25 INR Abastecimento de Água Alta Baixa 357 220 137 Câmaras Outras Municipais Fontes 18 6 18 188 6 . articulando a procura e a oferta e salvaguardando a preservação quantitativa e qualitativa dos recursos hídricos. e do modelo tarifário já referido a propósito do princípio do poluidor-pagador-ele é. visando a optimização da exploração das várias origens da água e a satisfação das várias necessidades. entre os objectivos ali propostos. bem como uma aplicação económica dos recursos financeiros” (artigo 2º do Decreto-Lei n. em si mesmos. • Este objectivo têm também ampla consagração no Plano Estratégico de Abastecimento de Água e de Saneamento de Águas Residuais (2000-2006). ele é em si mesmo instrumento de gestão da procura.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Quanto ao licenciamento das utilizações. e em particular das captações de água. Entre os requisitos dos planos está a “racionalidade. promotor da parcimónia do uso e da protecção do recurso. O mesmo pode dizer-se do regime de taxas de utilização do domínio público hídrico.º 95/94). mas também nas referências à preservação e promoção da qualidade das águas na origen. à redução de perdas e de consumos não facturados. Não apenas nas referências ao modelo tarifário que é ali promovido e nos critérios da elegibilidade de projectos ao Fundo de Coesão que é preconizado.2006 nos planos aprovados. à reutilização de efluentes.

2ª fase Sistema Multimunicipal integrado de despoluição da Ria de Aveiro (conclusão do sistema multimunicipal da Ria de Aveiro. SANEST Melhoria no sistema de tratamento da Costa do Estoril. Resíduos Sólidos Urbanos LIPOR Construção do aterro sanitário de apoio à central de incineração da Lipor VALORSUL Construção da central de valorização orgânica RESIOESTE – 2ª fase 189 .2006 Drenagem e Tratamento de Águas Residuais Alta Baixa Recolha e Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos Infraestruturas de destino final Valorização material e orgânica TOTAL 492 255 237 103 34 69 952 140 140 47 16 31 307 8 3 5 8 278 115 163 23 5 18 438 51 51 16 5 11 118 18 18 9 5 4 45 5 5 25 11 4 Identificação dos Projectos 4. actualmente a ser financiado pelo FC) DOURO E PAIVA Sistema multimunicipal de abastecimento de água à área sul do grande Porto alargamento aos municípios do Vale do Sousa.1 Projectos relativos a Sistemas já implementados: Abastecimento de Água / Águas Residuais SIMLIS .2ª fase Sistema integrado de despoluição do Rio Lis e ribeira de Seiça (conclusão do sistema actualmente a ser financiado pelo FC) SIMRIA .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

2 Candidaturas relativas a novos sistemas a implementar: Abastecimento de Água / Águas Residuais OESTE/ VALE DO TEJO O Sistema a criar refere-se a abastecimento de água e tratamento de águas residuais urbanas abrangendo os concelhos de : Alcanena Alenquer Almeirim Alpiarça Azambuja Cartaxo Chamusca Golegã Rio Maior Salvaterra de Magos Santarém Torres Novas Alcobaça Bombarral Cadaval Caldas da Rainha Lourinhã Nazaré Óbidos 190 .2006 Sistema multimunicipal de recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos do Oeste (conclusão do sistema actualmente a ser financiado pelo FC) 4.Programa Operacional do Ambiente 2000 .

Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 Peniche Torres Vedras ZÊZERE E CÔA O Sistema a criar refere-se a abastecimento e tratamento de águas residuais urbanas abrangendo os concelhos de Belmonte Covilhã Fundão Manteigas Penamacôr Sabugal MINHO E LIMA O Sistema a criar refere-se a abastecimento e tratamento de águas residuais urbanas abrangendo os concelhos de : Caminha Melgaço Monção Paredes de Coura Valença Vila Nova de Cerveira Arcos de Valdevez Ponte da Barca Ponte de Lima Viana do Castelo 191 .

2006 TEJO-TRANCÃO O Sistema a criar refere-se ao tratamento de águas residuais urbanas abrangendo os concelhos de : Arruda dos Vinhos Lisboa Loures Mafra Sobral de Monte Agraço Vila Franca de Xira PENÍNSULA DE SETÚBAL O Sistema a criar refere-se a abastecimento e tratamento de águas residuais urbanas abrangendo os concelhos de : Alcochete Almada Barreiro Moita Montijo Palmela Seixal Sesimbra Setúbal LITORAL-BAIXO ALENTEJO O Sistema a criar refere-se a abastecimento e tratamento de águas residuais urbanas abrangendo os concelhos de : Almodôvar 192 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

2006 Barrancos Beja Castro Verde Mértola Moura Serpa Alcácer do Sal Aljustrel Ferreira do Alentejo Grândola Odemira Ourique Santiago do Cacém Sines GRANDE PORTO E NORTE DO GRANDE PORTO O Sistema a criar refere-se ao tratamento de águas residuais urbanas abrangendo os concelhos de Espinho Gondomar Maia Matosinhos Porto 193 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 Valongo Vila Nova de Gaia Braga Montalegre Póvoa do Lanhoso Vieira do Minho Resíduos Sólidos Urbanos DISTRITO DE ÉVORA Sistema para recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos dos seguintes concelhos: Alandroal Arraiolos Borba Estremoz Évora Montemor-o-Novo Mora Mourão Redondo Reguengos de Monsaraz Vendas Novas Vila Viçosa BAIXO ALENTEJO Sistema para recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos dos seguintes concelhos: 194 .

2006 Almodôvar Barrancos Beja Castro Verde Mértola Moura Serpa Ourique ALTO TÂMEGA Sistema para recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos dos seguintes concelhos: Boticas Chaves Ribeira de Pena Valpaços Vila Pouca de Aguiar Montalegre BAIXO TÂMEGA Sistema para recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos dos seguintes concelhos: Amarante Baião Cabeceiras de Basto Celorico de Basto Marco de Canaveses Mondim de Basto 195 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 Milhões EURO CANDIDATURA SIMLIS – 2ª fase SIMRIA – 2ªfase DOURO E PAIVA(alargamento ao Vale de Sousa) SANEST LIPOR VALORSUL RESIOESTE INVESTIMENTO ESTIMADO 45 50 50 45 7.8 30. 196 . de modo algum.9 APOIO PREVISTO 85% 85% 85%  50% 50% 85% Milhões CONTOS CANDIDATURA SIMLIS – 2ª fase SIMRIA – 2ªfase DOURO E PAIVA(alargamento ao Vale de Sousa) SANEST LIPOR VALORSUL RESIOESTE INVESTIMENTO ESTIMADO 9 10 10 9 a) 1. nem vincular os investimentos apresentados pois são apenas estimativas.2 APOIO PREVISTO 85% 85% 85% __ 50% 50% 85% a)Está em curso o trabalho de cálculo da tarifa média socialmente aceitável pelo que não é ainda possível indicar quais os montantes e fontes de financiamento dos restantes projectos. ser exaustiva nem limitar a apresentação de outros projectos futuros.5 4 6. Esta descrição não pretende.5 19.

197 .1 do Tratado.2 Valorização e Nenhuma ajuda de Protecção dos Recursos Naturais estado. foi acordada para esta Medida. Medida 1.1 Conservação e Nenhuma ajuda de Valorização do Património Natural estado.1 do Tratado.1 do Tratado.2 Apoio Sustentabilidade Ambiental Actividades Económicas à Nenhuma ajuda de das estado. no sentido do artigo 87. foi acordada para esta Medida. foi acordada para esta Medida. no sentido do artigo 87. no sentido do artigo 87. Medida 1. no sentido do artigo 87.1 do Tratado.1 do Tratado. e designação) Título do Regime Número do regime Referência da carta Duração de ajudas ou da de ajuda (2) de aprovação (2) Regime (2) ajuda (1) de Medida 1. no sentido do artigo 87. foi acordada para esta Medida.2006 ANEXO. Medida 2. Formação Nenhuma ajuda de e Gestão Ambientais estado.1 Melhoria do Ambiente Nenhuma ajuda de Urbano estado.3 Informação.3 : REGIME DE AJUDAS DE ESTADO Respeito pelas regras comunitárias em matéria de concorrência no domínio das ajudas de estado Referência da Medida (cod. Medida 2. foi acordada para esta Medida.Programa Operacional do Ambiente 2000 .

2006 198 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 199 .

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