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DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS

PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

Resolução CNE/CEB nº 5 - 17/12/2009


DISPOSITIVOS LEGAIS ANTECEDENTES

- CF – 1988 – Educação Infantil – direito social das


crianças brasileiras
- LDB nº 9.394/96 – Educação Infantil – 1ª etapa da
Educação Básica
- DCNEI - Resolução CNE/CEB nº 1/99 – princípios
éticos, políticos e estéticos
- PNE nº 10.172/01 - metas para 2011 –
50% de 0 a 3 anos e 80% de 4 a 6 anos
DISPOSITIVOS LEGAIS ANTECEDENTES

- Lei nº 11.700/08 - incluiu o inciso X no artigo 4º - garantia de vaga


na escola publica de Educacao Infantil ou de Ensino Fundamental
mais próxima de sua residencia a toda criança a partir do dia em
que completar 4 (quatro) anos de idade.

- Parecer CNE/CEB nº 20/09 – sobre as Diretrizes Curriculares


Nacionais para a Educacao Infantil
- Parecer CNE/CEB nº 22/09 – sobre as Diretrizes Operacionais
para a implantação do Ensino Fundamental de 9 (nove) anos
Art. 2º ARTICULAÇÃO DCNEI - DCNGEB

DIRETRIZES
DIRETRIZES
CURRICULARES
CURRICULARES
NACIONAIS
NACIONAIS
GERAIS
PARA
PARA
A
A
EDUCAÇÃO
EDUCAÇÃO
INFANTIL
BÁSICA

princípios, fundamentos e procedimentos - orientar políticas públicas, elaboração,


planejamento, execução e avaliação de propostas pedagógicas e curriculares.
Art. 3º CURRÍCULO
Art. 4º CENTRO DO PLANEJAMENTO
CURRICULAR
Art. 5º CARACTERIZAÇÃO

- Creches e Pré-escolas – espaços institucionais não


domésticos, públicos e privados – educam e cuidam de
crianças de 0 a 6 anos
- Educação Infantil pública, gratuita e de qualidade sem
requisito de seleção
- Matrícula obrigatória para crianças que completam 4 e 5
anos até 31 de março e crianças que completam 6 anos
após 31 de março
- Frequência à Educação Infantil não é requisito para
matrícula no Ensino Fundamental, oferta da vaga próxima
à residência
- Oferta em Tempo Parcial, mínimo de 4 horas diárias e
Tempo Integral, igual ou superior a 7 horas diárias
Art. 6º PRINCÍPIOS

autonomia,
cidadania, responsabilidade,
exercício da solidariedade
criticidade e respeito ao bem
do respeito à
ordem
democrática
Políticos Éticos comum, ao meio
ambiente,
as diferentes
culturas,
identidades,
singularidades.

Estéticos
sensibilidade,
criatividade,
ludicidade,
manifestações
liberdade de
artísticas
expressão
e culturais.
Art. 7º FUNÇÃO SOCIOPOLÍTICA E
PEDAGÓGICA DA INSTITUIÇÃO

- crianças usufruam seus direitos civis, humanos e sociais;

- compartilhar e complementar a educação e cuidado familiar;

- convivência entre crianças e entre adultos, a ampliação de


saberes e conhecimentos de diferentes naturezas;

- igualdade de oportunidades educacionais, ao acesso a bens


culturais e às possibilidades de vivência da infância;

- sociabilidade e subjetividade comprometidas com a ludicidade, a


democracia, a sustentabilidade do planeta e com o rompimento de
relações de dominação etária, socioeconômica, étnico-racial, de
gênero, regional, linguística e religiosa.
Art. 8º PROPOSTA PEDAGÓGICA -
OBJETIVO
Art. 8º PROPOSTA PEDAGÓGICA

§ 2º autonomia dos povos indígenas

§ 3º - filhos de agricultores familiares, extrativistas,


pescadores artesanais, ribeirinhos, assentados e acampados
da reforma agrária, quilombolas, caiçaras, povos da floresta

respeito as características ambientais e


socioculturais/étnicas.
Art. 9º PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

- Conhecimento de si e do mundo (experiências, sensoriais,


expressivas, corporais);
- Imersão das crianças nas diferentes linguagens e o domínio
de vários gêneros e formas de expressão: gestual, verbal,
plástica, dramática e musical;
- Experiências de narrativas, de apreciação e interação com a
linguagem oral e escrita e o convívio com diferentes suportes e
gêneros textuais orais e escritos;
- Contextos significativos para relações quantitativas, medidas,
formas e orientações espaço-temporais;
Art. 9º PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

- Participação das crianças nas atividades individuais e


coletivas;
- Autonomia das crianças nas ações de cuidado pessoal, auto-
organização, saúde e bem-estar;
- Vivências éticas e estéticas com outras crianças e grupos
culturais, diálogo e reconhecimento da diversidade;
- Incentivo a curiosidade, a exploração, o encantamento, o
questionamento, a indagação e o conhecimento das crianças
em relação ao mundo físico e social, ao tempo e à natureza;
- Interação das crianças com diversificadas manifestações de
música, artes plásticas e gráficas, cinema, fotografia, dança,
teatro, poesia e literatura;
Art. 9º PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

- Interação, cuidado, preservação e conhecimento da


biodiversidade e da sustentabilidade da vida na Terra, assim
como o não desperdício dos recursos naturais;

- Interação e o conhecimento pelas crianças das manifestações


e tradições culturais brasileiras;

- Utilização de gravadores, projetores, computadores,


máquinas fotográficas, e outros recursos tecnológicos e
midiáticos.

- estabelecer modos de integração dessas experiências.


Art. 10. ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO
sem objetivo de seleção, promoção ou classificação

- observação crítica e criativa das atividades, das brincadeiras e


interações das crianças no cotidiano;

- utilização de múltiplos registros realizados por adultos e crianças


(relatórios, fotografias, desenhos, álbuns etc.);

- criação de estratégias adequadas aos diferentes momentos de


transição vividos pela criança;

- documentação - famílias conhecer o trabalho junto às crianças e


desenvolvimento e aprendizagem da criança;

- não retenção das crianças na Educação Infantil.


Art. 11. TRANSIÇÃO ENSINO FUNDAMENTAL

- a proposta pedagógica deve prever formas para garantir a


continuidade no processo de aprendizagem e
desenvolvimento das crianças,
-respeitar as especificidades etárias, sem antecipação de
conteúdos que serão trabalhados no Ensino Fundamental.
Art. 12. ORIENTAÇÕES

- Cabe ao Ministério da Educação elaborar orientações para


a implementação dessas Diretrizes.

Diretrizes Operacionais para a implantação do
Ensino Fundamental de 9 (nove) anos -
Parecer CNE/CEB nº22 - 9/12/2009


II Encontro do Grupo de Trabalho “Fundamental Brasil”-
SEB/MEC, “atualização das Diretrizes Curriculares Nacionais
para o Ensino Fundamental”

- pacto em torno da adoção do dia de 31 de março como data de
corte etário para a matrícula de crianças com 6 (seis) anos
completos de idade no 1º ano do Ensino Fundamental de 9
(nove) anos, devendo as demais serem matriculadas na Pré-
Escola, em atenção ao disposto na Emenda Constitucional nº
59/2009.
Diretrizes Operacionais para a implantação do
Ensino Fundamental de 9 (nove) anos -
Resolução CNE/CEB nº01 - 14/01/2010


Art. 2º ingresso a criança deverá ter 6 (seis) anos de idade
completos até o dia 31 de março do ano em que ocorrer a
matrícula.


Art. 3º As que completarem 6 (seis) anos de idade após a data
definida no artigo 2º deverão ser matriculadas na Pré-Escola.


Art. 4º Os sistemas de ensino definirão providências
complementares de adequação.
Diretrizes Operacionais para a implantação do
Ensino Fundamental de 9 (nove) anos -
Resolução CNE/CEB nº01 - 14/01/2010


§ 1º As escolas e sistemas de ensino que matricularam crianças
que completaram 6 (seis) anos de idade após a data em que se
iniciou o ano letivo devem, ... medidas especiais de
acompanhamento e avaliação do seu desenvolvimento global.


§ 2º As crianças de 5 (cinco) anos de idade, no seu percurso
educacional estiveram matriculadas e frequentaram por mais de
2 (dois) anos a Pré-Escola, poderão, em caráter excepcional, no
ano de 2010, prosseguir no seu percurso para o Ensino
Fundamental.