PINTURA INDUSTRIAL COM TINTAS LÍQUIDAS DT 12

(Desenvolvimento Tecnológico Nº 12)

A Solução para cada Aplicação

INFORMAÇÕES TÉCNICAS SOBRE TINTAS LÍQUIDAS PINTURA INDUSTRIAL E MANUTENÇÃO ANTICORROSIVA

Elaboração: Silvio Domingos da Silva Janeiro de 2009 Rev. 3

..... CORROSÃO......................................................................................2 TIPOS DE LIMPEZA DE SUPERFÍCIE ...............................................................................................................................................................................2................6............4 PREPARO DE SUPERFÍCIES PINTADAS PARA MANUTENÇÃO OU REPINTURA .....................3 REVESTIMENTOS NÃO-METÁLICOS INORGÂNICOS ........................................ 10 2..............................................2........................................1 MECANISMOS DE PROTEÇÃO...........................................................................................4 REVESTIMENTOS ORGÂNICOS................................................................................................................................................. 18 2..................... 23 4................................................ REVESTIMENTOS PROTETORES....................................................................................................................................... OBTENÇÃO DO AÇO.9 FOSFATIZAÇÃO ....net ..............................................................................................................1 GRAUS DE CORROSÃO.............................8 1............... 43 4 WEG Indústrias S..................................... 23 4.............................................................................................................................................................................................................................. 42 7...........2 DESENGRAXE COM SOLVENTE ..........................weg.7 MEIOS CORROSIVOS ............2 REVESTIMENTOS METÁLICOS............................................................... 23 4................ 12 2............................................................. 13 2......... 11 2..............................8 TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE COM NANOCERÂMICO .............................. 41 7..............7....2........SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www....................................................................................................................................................................................3 CLASSIFICAÇÃO DE AMBIENTES E CONDIÇÕES CORROSIVAS...................2................................................................. 38 7........................6........................................................................................... 13 2..........................................................3 LIMPEZA MANUAL ..................4 LIMPEZA COM FERRAMENTAS MECÂNICAS MANUAIS ................... 21 3.........................................................................................................................................................................................................3..................... PREPARO DE SUPERFÍCIES NÃO FERROSAS..............................................................................................................2 CORROSÃO QUÍMICA .......................7 HIDROJATEAMENTO NA REMOÇÃO DE TINTA .................................. 27 5.......... 10 2........4 CLASSIFICAÇÃO DE PROCESSOS CORROSIVOS.................3 TIPOS DE PROCESSOS DE CORROSÃO . PRÁTICAS DE PROJETO.............................. 34 6........................................... 17 2....................7......... 13 2................1 CORROSÃO GALVÂNICA .. 25 5........................................................................................................1 LIMPEZA QUÍMICA.........................................................................1 AÇO GALVANIZADO ELETROLÍTICO (FLORES DE ZINCO)................. 28 5................................................................2.............. 22 4..............2...................... 26 5............. .......................................... 10 2....................................................... 19 2........................................................... 32 5.....1 CONCEITOS BÁSICOS DE CORROSÃO .............................270-000 – Guaramirim .1 PRINCIPAIS MEIOS CORROSIVOS............................................................................................... 41 7..................... 20 2.... DEFEITOS OBSERVADOS NA SUPERFÍCIE...........2 LIGAS METÁLICAS NÃO FERROSAS ....6..............5 FORMAS DE CORROSÃO ............................................................................... 28 5....................................... 18 2............A...............................3 CORROSÃO SOB ATRITO......................6....2 CORROSÃO ELETROLÍTICA ..............................................................Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89..........................3........................... 33 5.................... 32 5.................................................................................................................................. 24 4........................... 20 2.................................................................................................................................................. 21 2....7...................................................................1 CORROSÃO ELETROQUÍMICA ...........................5 LIMPEZA COM JATEAMENTO ABRASIVO..SUMÁRIO PREFÁCIO..................................................................................................4 CORROSÃO POR AERAÇÃO DIFERENCIAL .....................................................................................................2.............................. 27 5................................2.......... 28 5....................................2.......6 HIDROJATEAMENTO COM ULTRA-ALTA PRESSÃO ATRAVÉS DO PROCESSO HYDROBLASTING ............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 42 7.............................................................................................. 12 2...........................................................................3 SUPERFÍCIES DE CONCRETO ............................2 CLASSIFICAÇÃO DE AMBIENTES CORROSIVOS ................................................................................. 27 5.......2 IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DA CORROSÃO................

................................................................................................................................................................... 57 8....................................................................................................................................................3 ESTIMATIVA DE CONSUMO DE TINTAS ............................................................................................4...............3.weg........ 70 12...................................................... 59 9..... 67 12.......................................................... 72 12................. 45 8...............................A..........................7 MASSA ESPECÍFICA.2 POLIMERIZAÇÃO POR ADIÇÃO ...............................SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www............................. 59 9......14 DIMENSÃO DAS PARTÍCULAS DO PIGMENTO (FINURA DE MOAGEM) ........................3............................. 61 10......................................................................................................11........................... ..4 CORES NA PINTURA INDUSTRIAL........................................5 CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS E GERAIS DA PELÍCULA....................................................................................................................................... 46 8................................................................................ 58 9........................................................................................7..2 NÃO-VOLÁTEIS EM VOLUME (SÓLIDOS POR VOLUME)....................................................................................................................................1 NÃO-VOLÁTEIS EM MASSA (SÓLIDOS POR MASSA)........ 72 5 WEG Indústrias S......... 70 12............ 72 12............................................3 PIGMENTOS ...............................................15 NATUREZA DA RESINA ........................................................................................4..........................................................................................................................................10 ESTABILIDADE / SEDIMENTAÇÃO .........................................................2 DETERMINAÇÃO DE SECAGEM: MANUTENÇÃO ..........4 CUSTO POR METRO QUADRADO DO PRODUTO .............................................................4................................................................................................................... 69 12............................................ 68 12............................................................................... TINTAS .......................270-000 – Guaramirim .11 TEMPOS DE SECAGEM.................................................... 66 12..........................................5 QUANTIDADE DE DILUENTE NECESSÁRIA ...................4.......................................2 RENDIMENTO PRÁTICO – Rp (Considerando Perdas)........................................................................................................................... 68 12......... 54 8...................................................1 POLÍMEROS E POLIMERIZAÇÃO ............2 CONCEITOS BÁSICOS / TERMINOLOGIA ...............16 DOBRAMENTO SOBRE MANDRIL CÔNICO.............................................................................................................................4..........1 DETERMINAÇÃO DE SECAGEM: INDÚSTRIA.........................4 CONSTITUINTES FUNDAMENTAIS DAS TINTAS ................................................................ 69 12.............. 66 12............................. 56 8............................... 69 12.......................................................11.... 68 12...... 45 8..... 63 12..........................................................................................1 VEÍCULO OU RESINAS.........3 POLIMERIZAÇÃO POR CONDENSAÇÃO ...........................................................................................................1 RENDIMENTO TEÓRICO = Rt (Ficha Técnica)................................................................................. 71 12................................................... PLANOS DE PINTURA .6 MECANISMO DE FORMAÇÃO DA PELÍCULA DA TINTA .................................................................................................................................................................3 RENDIMENTO REAL ... 66 12.. 67 12.................................................................................................................... CONTROLE DE QUALIDADE ..................................................1 CLASSIFICAÇÃO DA PINTURA DE MANUTENÇÃO ...................... 45 8.................8 VISCOSIDADE............................................ 52 8.......................................net ..........13 TEMPO DE VIDA ÚTIL (POT LIFE) .........12 PODER DE COBERTURA ....................................................................7 MECANISMO DE PROTEÇÃO DA PELÍCULA..... PROCESSOS DE FABRICAÇÃO................................................................................................................................................... 68 12...... 57 8................. 68 12.........................1 CONCEITO DE PINTURA INDUSTRIAL .... 59 9................................................................ 62 11............................................................................................................................................................................................................................3..........................................................................................3 ESQUEMAS DE PINTURA.....2 SOLVENTES............... 71 12........................................................... 46 8..............................................4 ADITIVOS........................................................... 45 8.................................... 72 12............4...................................................................................................................................... 44 8.................................9 CONSISTÊNCIA......................................................................................................... 66 12...................... 60 9................... 70 12..................................................1 COMO CALCULAR A QUANTIDADE DE TINTA NECESSÁRIA PARA PINTURA ...........Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.................................................................................. FUNDAMENTOS DA PINTURA INDUSTRIAL...............6 EFEITO DO PERFIL DE JATEAMENTO ....................................................

......................23 ENSAIOS DE DUREZA..................................... 77 14....................... 77 14........................................................4 ELABORAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE APLICAÇÃO.....................................................................................................................................................................................................................................................12........ 74 12......................................... 89 16................................. 88 16........................................................................................ 78 14........................... 82 15............................................................................... 76 13..................................4 MANUSEIO DE TINTAS E SOLVENTES ......................... 88 16............................................................... 103 17............................................................... 103 17............................................................................................................... 89 16.........................................................................................................19 RESISTÊNCIA À UMIDADE RELATIVA DE 100%.......................2 QUALIDADE DAS TINTAS UTILIZADAS................... 92 16..........................................................................................................................................................................1 ACÕES DE PREVENÇÃO DE DEFEITOS ANTES DA APLICAÇÃO.......................................2 FILOSOFIA DA SEGURANÇA ....................... 84 15..........................................................................................weg...............................................7 IMERSÃO ..........................................3 TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO DO PESSOAL ....3 PONTO DE ORVALHO .21 ENSAIOS DE IMERSÃO ....................................1.......................................................................1 CAPACITAÇÃO DO PESSOAL DE APLICAÇÃO.............................5 PISTOLA AIRLESS ASSISTIDA ...............................................................5 ELABORAÇÃO DE PLANOS DE INSPEÇÃO...4 PISTOLA SEM AR (AIR LESS).................................. 83 15.................. 87 16..... 89 16..................6 PINTURA ELETROSTÁTICA....................net ................................ 88 16.................................................. ORIGENS E CORREÇÃO DE DEFEITO................................................................................................................... 86 15...............................................1 EXPLICITAÇÃO DO ESQUEMA DE PINTURA ........................................................... 103 17.................................................................................................................. 86 15...............................................2 CONDIÇÕES AMBIENTAIS.................. 76 13................................................................................................3 PISTOLA CONVENCIONAL ....................................................................................... 75 12...............25 COR ........................................................................... 74 12.......................... 93 17.3 ESTATÍSTICAS DE ACIDENTES........................1 MISSÃO DA SEGURANÇA ... 75 12.........1................................................................................................. 76 12..............2 ROLO.................................................................................1....................... 76 13.................................................... 82 15..............................................................................................26 INTEMPERISMO...........1..........1..... 75 12..................................17 ADERÊNCIA (ABNT 11003).................... 88 16..................................................... 77 14.......................................1.....Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89...................................................................................................................1 CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO............................................ 78 14.................................. HOMOGENEIZAÇÃO E DILUIÇÃO DAS TINTA ................. 82 15.............................................................. APLICAÇÃO DA TINTA.............................. SEGURANÇA............................................................... 74 12.........................................................................................................................270-000 – Guaramirim .......................................................................................................... 104 6 WEG Indústrias S.................................................................................................................18 RESISTÊNCIA À NÉVOA SALINA ..................................... DEFEITOS DE PELÍCULA E SUAS CORREÇÕES..................................................1.............................................. MÉTODOS DE APLICAÇÃO ............................24 BRILHO ............................................................ 72 12...............5 PINTURA NA FÁBRICA OU NO CAMPO ........................................... ARMAZENAMENTO DE TINTAS .................................................................................. 74 12.....................................................................22 ESPESSURA POR DEMÃO ...4 MISTURA......................................................... 89 16........A.....20 RESISTÊNCIA AO SO2 ............................................................................................................7 AÇÕES DE PREVENÇÃO DE DEFEITOS DURANTE A APLICAÇÃO.......................................................................................... 77 14.............................................................6 CALIBRAÇÃO DOS APARELHOS E INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E TESTES............. 88 16...................................................................................................................................2 CUIDADOS NO ARMAZENAMENTO .................. 103 17.........................................................................................................................2 TIPOS DE DEFEITOS DA PELÍCULA ............. .................................................................................................................3 IDENTIFICAÇÃO..1 TRINCHA (Pincel de formato chato).......................................................................................................SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www......... 86 15........................

..............................270-000 – Guaramirim ............5 CUIDADOS NO MANUSEIO DE TINTAS E VERNIZES........................17.............................. .............. 108 18.7 TRABALHOS EM TANQUES OU EM OUTRAS ÁREAS CONFINADAS ....................... BIBLIOGRAFIA......................... 111 7 WEG Indústrias S....... 104 17.......................................................................................................................net .................... 105 17......Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89..................................................SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www...............6 SUGESTÃO DE ROTEIRO PARA CONCIÊNCIA PREVENCIONISTA.................... 106 17.......weg..........................................8 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI...............A...

observando e anotando em formulários as condições atmosféricas. É composta por três etapas onde cada uma delas tem um importante papel para garantir o desempenho da Pintura.weg. do estado e preparo das superfícies em que serão aplicadas.A. tais como: desengraxe. Pistolas com Tanque. mas principalmente proteger as superfícies. . Pistolas com caneco.270-000 – Guaramirim . IMPORTÂNCIA DA PINTURA INDUSTRIAL A pintura tem por objetivo depositar um filme de tinta sobre uma superfície metálica. jateamento com granalha em que o abrasivo é projetado contra a superfície por jato de ar ou por turbinas centrífugas. e foi quando os químicos iniciaram suas atividades na área de pintura. bem como principais problemas e suas correções. visando amenizar a emissão de poeira. PREPARAÇÃO DA SUPERFICIE Deve ser realizada por profissionais treinados.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Aplicação e a Tinta. Apenas a partir do final do século passado iniciou-se efetivamente uma indústria de pintura. que pode causar danos a saúde das pessoas e ao meio ambiente (Jato úmido e Jato em circuito fechado). concreto ou alvenaria. APLICAÇÃO DAS TINTAS Deve ser realizada por profissionais devidamente qualificados. As etapas são: Preparação da superfície. sentiu-se a necessidade de não apenas decorar. Nas indústrias. A partir daí. tratamento de superfícies. Pistolas HVLP com 8 WEG Indústrias S.net . O hidrojateamento tem sido usado com sucesso em áreas onde se deseja efetuar a remoção de películas de tintas velhas restaurando a superfície e tornando-a apta para receber nova aplicação. com ferramentas adequadas. com completa remoção de materiais estranhos ou contaminantes presos na superfície. principalmente em locais onde não é permitido a realização de jato abrasivo. Acrescenta-se a isso o fato de que muitas pessoas que vão utilizar esses produtos apresentam um desconhecimento justificável. Podem ser utilizados desde a aplicação com Pincéis (Trinchas).PREFÁCIO Os recobrimentos de superfície vêm sendo utilizados há milhares de anos. levando-os por vezes. mas também fundamentalmente. O sucesso de uma tinta não depende exclusivamente de sua qualidade e características técnicas. com um aumento gradual de seu consumo. usando de técnicas e equipamentos adequados. O objetivo deste curso é proporcionar a oportunidade de uma troca de informações com os profissionais da área de pintura visando uma ampliação de conhecimentos no que diz respeito a produtos. Durante a idade média e até o começo do século a pintura tinha finalidade quase que exclusivamente decorativa.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. fosfatização. surgida através da necessidade de proteção de máquinas e equipamentos que foram se desenvolvendo com o início da revolução industrial. passaram a ter um tratamento científico. com as seguintes finalidades: Proteção do patrimônio. Novos métodos foram criados. Os conhecimentos que até então eram empíricos. sistemas de aplicação. são usados vários métodos de preparação de superfície. Pistolas Airless com maior taxa de transferência (maior pressão hidráulica para pulverizar a tinta). O conhecimento era artesanal e passado de pai para filho através das gerações. a resultados pouco produtivos e inadequados para o fim a que se destina. segurança. rolos. quando necessário criando rugosidade (de acordo com a especificação) no substrato para uma melhor aderência da tinta.

weg. Visando atender a necessidade de mercado em relação a pinturas.A. por isso. foi possível desenvolver tintas com altos teores de sólidos que podem ser aplicadas pelos métodos tradicionais. há a necessidade de um mínimo de preparação. se trata de tintas de dupla função (Primer e Acabamento). No entanto. isto é. Algumas toleram aplicações sobre resíduos de ferrugem e umidade na superfície. As novas tintas tolerantes se enquadram na filosofia de tintas ecologicamente corretas e seguras.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. controle rigoroso de qualidade das matérias primas e do processo de fabricação. como aplicação sobre superfícies úmidas. atendem as especificações de VOC e legislações rígidas de prevenção do meio ambiente. pincel e pistola em camadas únicas.270-000 – Guaramirim . com preparo de superfície mecânica ou Hidrojateamento. TINTAS Tem que ter tecnologia de formulação. pois. para a aplicação destas tintas. ou seja. além disso. A escolha deve ser criteriosa e deve resistir a agressividade do ambiente. tintas que toleram um grau de preparo de superfície menos rigoroso do que normalmente é recomendado e também a elaboração de tintas que permitem a aplicação em condições ambientais em que as tinta convencionais não seriam recomendadas. pois. .maior volume de ar e baixa pressão de pulverização. 9 WEG Indústrias S.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. de emissão de baixos teores de solventes voláteis orgânicos e também devido a isenção de metais pesados. Entretanto ainda não são descartadas as necessidades de processos de preparação de superfície antecedendo a pintura. com remoção das partes soltas como carepas desagregadas e ferrugens volumosas. Na seleção das tintas que comporão o sistema deve ser levado em conta as condições em que ficaram expostas. As tintas tolerantes se destinam a preencher necessidades específicas para as quais foram determinadas. Geralmente são de alta espessura e. economizam tempo e dinheiro. mão de obra e podem ser aplicadas por rolo.net . assim como a importância da qualificação dos pintores e adoção de bons equipamentos de aplicação. As tintas tolerantes quebram paradigmas e tornam mais fácil a vida do profissional da pintura. o avanço tecnológico elaborou produtos com características mais tolerantes.

Os minérios são encaminhados as Siderúrgicas. Os principais são: magnetita (Fe3O4) com cerca de 60% de ferro. em que se verificam os teores de carbono. . o mesmo segue para uma unidade da siderúrgica denominada ACIARIA. silício. O objetivo desta primeira etapa é reduzir ao máximo o teor de oxigênio da composição FeO. CORROSÃO 2. resistência à corrosão. manganês entre outros elementos. hematita vermelha (Fe2O3) com cerca de 65% de ferro.net . é claro. soldabilidade. Após uma análise química do ferro. aços com diferentes graus de resistência mecânica. De maneira geral. forjado. controlando-se o teor de carbono para no máximo 2%. que. estampado. Este processo tem o nome de Redução. tamanho e uniformidade dos grãos que o compõem e. e como é um material homogêneo. Primeiramente. levando a perda de suas propriedades. à flexão.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.270-000 – Guaramirim . obtém-se o denominado ferro-gusa. estriado e suas propriedades podem ainda ser modificadas por tratamentos térmicos ou químicos. enxofre. A usina siderúrgica é a empresa responsável pela transformação do minério de ferro em aço. por fim. Esta pode ser alterada em função do interesse de sua aplicação final.5 a 4. será o resultado da descarbonatação do ferro gusa. ductilidade. por sua composição química. os aços possuem excelentes propriedades mecânicas: resistem bem à tração. entre outros. em presença de carbono (sob a forma de coque ou carvão vegetal) e de fundentes (que são adicionados para auxiliar a produzir a escória. siderita ou ferro espático (FeCO3) com alto teor de manganês. obtendo-se através da adição de determinados elementos químicos. FeS2.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. O aço. 2. Os aços diferenciam-se entre si pela forma. é formada de materiais indesejáveis ao processo de fabricação). A partir disso. A corrosão é um processo que corresponde ao inverso dos processos metalúrgicos de obtenção do metal e pode ser assim esquematizada: Corrosão Metal Metalurgia Composto + Energia 10 WEG Indústrias S. o minério – cuja origem básica é o óxido de ferro (FeO) – é aquecido em fornos especiais (alto fornos). onde será finalmente transformado em aço. que contém de 3.1 CONCEITOS BÁSICOS DE CORROSÃO Corrosão pode ser definida como sendo a deterioração de um material (geralmente metálico). presente em aproximadamente 5% da crosta terrestre são encontrados em combinações químicas de metais contidos nas rochas. por sua vez. é produzido a partir deste.weg.A. fósforo. à compressão. de maneira que ele possa ser usado comercialmente. pode ser laminado. OBTENÇÃO DO AÇO Os Minérios de Ferro encontrado na natureza.1.0% de carbono em sua estrutura. ao reagir com o seu ambiente. ou seja.

proporcionam a utilização econômica e segura dos materiais metálicos. Este ciclo é denominado de “ciclo dos metais”. dos c) Garantir a Máxima Segurança Operacional. mas também as indiretas. por exemplo. etc.A. estima-se em 3.270-000 – Guaramirim . instalações industriais. dentre os quais podem ser destacados: § § § § § § Química. monumentos históricos. Os problemas de corrosão são freqüentes e ocorrem nas mais variadas atividades. evitando-se acidentes e problemas de poluição ambiental. associados aos processos de proteção. d) Garantir a máxima Segurança Industrial. Eletroquímica. Físico-Química. totalizam custos mais elevados do que aqueles causados por perdas diretas. mas pode-se afirmar que. Em termos de quantidade de material danificado pela corrosão.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. incluindo-se energia e mão-de-obra. pode-se prever que a maioria dos metais seria imprópria à utilização industrial. eletrodomésticos. Sob o ponto de vista de custo. estruturas metálicas. nas indústrias química.). aparelhos de prótese). As perdas indiretas são mais difíceis de serem avaliadas. estima-se que uma parcela superior a 30% do aço produzido no mundo seja usada para reposição de peças e partes de equipamentos e instalações deterioradas pela corrosão. com conseqüente liberação de energia. nos meios de transporte aéreo. possível graças ao retardamento da velocidade das reações. petroquímica. ferroviário. Sendo a corrosão um processo espontâneo.weg. o custo da corrosão se eleva tornando-se um fator de grande importância. deterioração de automóveis.2 IMPORTÂNCIA CORROSÃO DO ESTUDO DA A importância do estudo da corrosão está consubstanciada em: a) Viabilizar economicamente as instalações industriais construídas com materiais metálicos. na corrosão observa a volta espontânea do metal à forma combinada. Com o avanço tecnológico. os quais.net .As reações de corrosão são espontâneas. marítimo. . etc. de construção civil. Termodinâmica. Esta utilização é. proteção catódica. em sistemas de telecomunicações. no entanto. mundialmente alcançado. na medicina (uso de implantes cirúrgicos na ortopedia) e na preservação de 11 WEG Indústrias S. como. O estudo da corrosão envolve conhecimento de vários campos da ciência. Na avaliação econômica dos processos corrosivos não devem ser levadas em consideração somente as perdas diretas. Enquanto na metalurgia adiciona-se energia ao processo para a obtenção do metal.5% do Produto Interno Bruto o dispêndio com a corrosão em países industrializados.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. a pintura industrial constitui o de maior importância se considerados os aspectos de viabilidade técnica e econômica e extensão de sua aplicação. que se consegue entre outras formas pelos fenômenos de polarização e passivação. São perdas diretas: custos de substituição de peças ou equipamentos que sofreram corrosão. em muitos casos. na odontologia (restaurações metálicas. Dos processos de proteção anticorrosiva utilizados. Pode-se citar como exemplo de perdas indiretas: 2. b) Manter a Integridade Física Equipamentos e instalações industriais. evitando-se paradas operacionais não-programadas e lucros cessantes. e custos e manutenção dos métodos de proteção (pinturas anticorrosivas. Cinética Química. petrolífera. naval. Os processos corrosivos estão presentes em todos os locais e a todo instante da nossa vida diária. Metalurgia.

Eletrólito: solução condutora ou condutor iônico.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.270-000 – Guaramirim . A pilha de corrosão eletroquímica é constituída de quatro elementos fundamentais: Área anódica: superfície onde se verifica o desgaste (reações de oxidação). restaurações. componentes da chuva ácida que não só ataca materiais metálicos. Área catódica: superfície protegida onde não há desgaste (reações de redução). e) Conservação de reservas naturais: tendo em vista a destruição dos materiais metálicos pela corrosão. 2. abrangendo a maior parte dos casos de deterioração por corrosão existente na natureza. perdas de vidas humanas. d) Perda de carga em tubulações de condução de água potável devida aos depósitos de tubérculos de óxido de ferro. devido à formação de uma pilha ou célula de corrosão. para limpeza de permutadores ou trocadores de calor ou para substituição de tubos corroídos. Os processos de corrosão eletroquímica são os mais freqüentes na natureza e se caracterizam basicamente por: 12 WEG Indústrias S. os processos corrosivos podem ser classificados em dois grandes grupos.3.a) Paralisações acidentais.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. para consolidação de fraturas ósseas que devem resistir à ação corrosiva do soro fisiológico (solução aquosa com cerca de 1% de cloreto de sódio). Em alguns setores. podem custar relativamente pouco. Esses grupos podem ser assim denominados: 2. c) Preservação de monumentos de valor históricos inestimável: corrosão atmosférica acelerada pelos poluentes atmosféricos como óxidos de enxofre que formam ácido sulfuroso e sulfúrico.3 TIPOS CORROSÃO DE PROCESSOS DE De uma forma geral. como no caso de caldeiras de trocadores de calor.net . f) Superdimencionamento nos projetos de reatores. há necessidade de produção adicional para repor o que foi destruído. embora a corrosão não seja muito representativa em termo de custo direto deve-se levar em consideração o que ela pode representar em: a) Questões de segurança: corrosão localizada muitas vezes resulta em fraturas repentinas de partes críticas de equipamentos. e) Contaminação de produtos por sais metálicos provenientes da corrosão de embalagens metálicas ou tubulações metálicas. mas também ocasiona a deterioração de materiais não metálicos como mármores e argamassa de cimento. b) Perda de produto. como perdas de óleo. que envolve simultaneamente as áreas anódicas e catódicas. mas a parada da unidade representa grandes custos no valor da produção.A. c) Perda de eficiência proveniente da diminuição da transferência de calor através de depósitos ou produtos de corrosão. gás ou água através de tubulações corroídas. Também denominada corrosão em meio aquoso. em geral na temperatura ambiente. b) Interrupção de comunicações: corrosão em cabos telefônicos e em sistemas de telecomunicações. d) Inconvenientes para o ser humano: a odontologia e diferentes setores da medicina utilizam diferentes materiais metálicos sob a forma de instrumental cirúrgico.1 CORROSÃO ELETROQUÍMICA Corrosão eletroquímica é um processo que se realiza na presença de água. usados em obras de grande importância histórica. etc. Ligação elétrica: entre as áreas anódicas e catódicas. vasos de pressão. próteses e implantes cirúrgicos. oleodutos.weg. . tanques de armazenamento. aviões e pontes causando além de perdas materiais.

sob diferentes formas. de escama de ferrugem. de maneira generalizada em toda a superfície metálica. grafítica. alveolar.a) Realizarem-se presença de água. quanto ao aspecto. corrosão por pilhas de concentração e corrosão por aeração diferencial. 2. pelo solo. tendo-se em relação: 13 WEG Indústrias S. Ao mecanismo eletroquímico de corrosão: Corrosão galvânica e corrosão eletrolítica. o que não é aceito de maneira ampla. 2. Ao meio corrosivo: Corrosão atmosférica. amônia NH3. esfoliação. vapor de água. formando placas com escavações. Como conseqüência do funcionamento das pilhas tem-se a reação de oxidação em um local e a reação de redução em outro. c) Realizarem-se devido à formação de pilhas de corrosão. Em b) Realizarem-se devido à interação direta entre o metal e o meio corrosivo. havendo um deslocamento dos elétrons envolvidos entre os dois locais. corrosão sob fadiga. Puntiforme: a corrosão se processa em pontos ou em pequenas áreas localizadas na superfície metálica. apresentando fundo arredondado e profundidade geralmente menor que o seu diâmetro.5 FORMAS DE CORROSÃO A corrosão pode ocorrer.3. Também conhecidos como corrosão ou oxidação em altas temperaturas. trasgranular. Pode-se ter a presença de substâncias agressivas associadas a temperaturas elevadas. pela água. com formação. corrosão sob atrito. placas. dezincificação. Às condições operacionais: Corrosão sob tensão fraturante. A caracterização da forma de corrosão auxilia bastante no esclarecimento do mecanismo e na aplicação de medidas adequadas de proteção. e outras fundidas. corrosão – erosão. sódio e vanádio. intergranular. que são cavidades apresentando profundidades geralmente maiores que seus diâmetros. necessariamente na b) Realizarem-se em temperaturas abaixo do ponto de orvalho. filiforme. por microorganismos e em temperaturas elevadas. sendo a grande maioria na temperatura ambiente. cinzas de óleos combustíveis contendo enxofre. carbono e gases contendo carbono. e o conhecimento das formas é muito importante no estudo de um processo corrosivo. .weg. Uniforme: a corrosão se processa em toda a extensão da superfície. pois se pode ter também corrosão por alvéolos ou pites. em torno de solda e empolamento pelo hidrogênio. Esses processos são menos freqüentes na natureza e surgiram basicamente com a industrialização. Tais processos corrosivos se caracterizam basicamente por: a) Realizarem-se ausência de água. Às formas da corrosão: Uniforme. como no caso do ferro. ocorrendo perda uniforme de espessura. produzindo pites.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Entre os meios corrosivos a altas temperaturas estão: enxofre e gases contendo enxofre. por alguns de corrosão generalizada.270-000 – Guaramirim . Algumas substâncias agressivas atuam no estado de gás ou vapor. Alveolar: a corrosão se processa produzindo sulcos ou escavações semelhantes a alvéolos. necessariamente na 2. como no caso das pilhas de corrosão eletroquímica. É chamada.net . envolvendo operações em temperaturas elevadas. puntiforme.aquoso ou corrosão seca.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.A.2 CORROSÃO QUÍMICA Também denominada corrosão em meio não . hidrogênio. Placas: a corrosão se localiza em regiões da superfície metálica e não em toda sua extensão.4 CLASSIFICAÇÃO DE PROCESSOS CORROSIVOS A classificação dos processos corrosivos pode ser apresentada segundo diferentes pontos de vista. não havendo deslocamento de elétrons.

. Embora não ocasionando grande perda de massa do material metálico. da ordem de 85% e revestimentos mais permeáveis a penetração de oxigênio e água.weg. pode ser originado da corrosão do material metálico.270-000 – Guaramirim . embora não haja perda de massa significativa. difundi-se rapidamente para o interior do material metálico e em regiões com descontinuidades. mesmo com corrosão grafítica. Transgranular (transcristalina): a corrosão se processa atravessando os grãos da rede cristalina do material metálico. A corrosão grafítica e a dezincificação podem ser consideradas exemplo de corrosão seletiva. a superfície metálica. como inclusões e vazios. separa as camadas ocasionando o inchamento do material metálico. Deve-se considerar que não existem limites rígidos na diferenciação das formas de corrosão alveolar e puntiforme. restando à grafite intacta. 14 WEG Indústrias S. Dezincificação: é a corrosão que ocorre em ligas de cobre-zinco (latões) observando-se o aparecimento de regiões com a coloração avermelhada. Evidentemente elas assumem maior gravidade do que aquelas anteriormente apresentadas. contrastando com a característica coloração amarela dos latões. em presença de umidade relativa elevada.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Ocorre geralmente em superfícies metálicas com revestimentos a base de estanho. Em torno de solda: é a corrosão que se observa ao longo e ligeiramente. tem-se a corrosão sob fadiga.A. Quando a solicitação mecânica é permanentemente aplicada temse a corrosão sob tensão fraturante e. O hidrogênio atômico. isto é. as que trazem maiores inconvenientes aos equipamentos. pois o hidrogênio atômico. a corrosão sob tensão fraturante. sendo importante. Em tubulações de ferro fundido para condução de água potável. afastada do cordão de solda. ou falhas. Nessas duas formas de corrosão. Filiforme: a corrosão se processa sob a forma de filamentos que se propagam em diferentes direções. pois se tem a corrosão preferencial do ferro e zinco respectivamente. porém.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. os quais perdendo suas propriedades mecânicas podem fraturar quando solicitados por esforços mecânicos tendo-se então. os filamentos que fazem com que a película de tinta se desprenda. isto é. formado entre a estrutura de grãos alongados. exercendo pressão e originando a formação de bolhas no material metálico. Ela se inicia.net . que pode ser facilmente retirada com uma espátula. Corrosão grafítica: a corrosão se processa no ferro fundido cinzento e o ferro metálico é convertido em produtos de corrosão. ele se transforma em hidrogênio molecular (H2). que atinjam o substrato. tendo-se. porém não em profundidade. em risco. considerar que elas são entre as quatro formas de corrosão apresentadas. fraturas no material metálico. observa-se que. quando a solicitação é cíclica. devida ao cobre. corrosão sob tensão ou por “estress”. Empolamento pelo hidrogênio: embora não sendo considerados por alguns autores como forma de corrosão. nos dois casos. Observa-se que a área corroída fica com aspecto escuro. ou não metálico (tintas). penetra no aço carbono e como tem pequeno volume atômico. não mais se difundindo. e outros. níquel. produzem nas superfícies pintadas. em revestimentos. chamada também. As ligas de cobre em presença de soluções amoniacais e solicitações mecânicas sofrem facilmente a corrosão sob tensão fraturante. não constante. Intergranular (intercristalina): a corrosão se processa entre os grãos da rede cristalina do material metálico. daí o nome de empolamento. Esfoliação: a corrosão se processa em diferentes camadas e o produto de corrosão. comumente.decorrência do aspecto tem-se a conhecida corrosão por pite ou por “pitting”. a espessura da parede permanece com a sua dimensão praticamente original. ocasionando perfurações em áreas localizadas. característico da grafite. causador do processo. ocorre o comprometimento das características mecânicas dos materiais metálicos. H. é comum estudálos em livros de corrosão.

15 WEG Indústrias S.270-000 – Guaramirim .weg.net .A.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. .

7 . 17 . e como estes são vários. 2 . Verifica-se. portanto. 21 .Inconel (passivo). 24 . obtem-se as reações de oxi – redução.Chumbo.Estanho. 6 . 8 . EXTREMIDADE CATÓDICA (MAIS NOBRE) No caso de um metal qualquer tem-se a equação geral de oxidação: M Mn+ + ne(n= números de elétrons perdidos. experimentalmente.weg.Aço carbono.net .Ouro. 4 . 11 . por exemplo: clorídrico ou muriático (HCl). Neste caso devem ser realizadas experiências com alguns pares metálicos. 5 . Quando se tem necessidade de unir dois materiais metálicos de potenciais diferentes. e= elétrons) Logo.Aço inoxidável (ativo) AISI-304 (18-8 Cr-Ni).6 Mn).Aço inoxidável ao cromo (11-13 Cr passivo) 26 . 10 . 40-10 Ni).Aço inoxidável AISI-316 (passivo). 15 . quando for inevitável a junção de dois materiais metálicos diferentes.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.Liga de alumínio (4. 19 . 1. Em alguns casos se procura.Ni-Resistente (ferro fundido com alto níquel).6 MECANISMO ELETROQUÍMICO DE CORROSÃO Oxidação é a perda de elétrons por uma espécie química e redução é o ganho de elétrons.Platina. fazer em um deles um revestimento metálico que permita uma aproximação de potenciais. de grande ajuda para o estudo de processos eletroquímicos de corrosão dispor os metais em tabela que indique a ordem preferencial de ceder elétrons. Essa tabela é conhecida por tabela de potenciais de oxidação. 20 .5 Mg.Aço inoxidável AISI-304 (passivo).5 Cu.Monel (70 Ni 30 Cu). 16 . 23 . 3 .Grafite. 28 . no meio corrosivo em que o equipamento irá operar. 9 . Os potenciais se alteram com mudança da solução do meio corrosivo. 0.Ferro fundido.Bronze (Cu-Sn). 18 . para se determinar o potencial e a área anódica.Latões (Cu-Zn). nem sempre são encontrados dados suficientes na literatura especializada que permitam caracterizar o material que funcionará como anodo. 31 .A. sofrendo. 30 . sendo o sistema formado pelo metal e a solução vizinha do metal.Aço inoxidável (ativo) AISI-316 (1810-2 Cr-Ni-Mo). Assim quando o ferro (Fe) é atacado por ácidos.Solda prata. É.(oxidação) H2 (redução) Fe2+ revestir totalmente os dois materiais com tinta ou plástico como o teflon. eles se oxidam. 14 . diminuindo portanto a diferença de potenciais e conseqüentemente o processo corrosivo ou 16 WEG Indústrias S. 25 . como.Cádmio. Essas tabelas permitem caracterizar o material que terá tendência a funcionar como ânodo (aquele que será corroído). 13 .Cobre.2.Níquel (passivo).SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 29 . TABELA DE POTENCIAIS DE OXIDAÇÃO + H2 (oxiEXTREMIDADE ANÓDICA (MENOS NOBRE) 1 . quando os metais perdem elétrons.270-000 – Guaramirim .Magnésio e suas ligas. 22 . Assim em presença de ar e umidade verifica-se que o ferro se oxida mais do que o níquel e o ouro não se oxida.Cupro níqueis (60-90 Cu.Titânio.Inconel (ativo).Prata.Aço inoxidável (13 Cr ativo).Zinco. Fe 2H+ +2eFe + 2H+ redução) Fe2+ + 2e. que os metais apresentam diferentes tendências a oxidação. .Alumínio comercialmente puro (1100). 12 . 27 .Liga de chumbo e estanho (solda). portanto corrosão. a consulta à tabela de potenciais é de grande utilidade. 32 .Níquel (ativo).

Esse hidróxido sofre transformações e de acordo com o teor de oxigênio pode-se ter: § em meio deficiente de oxigênio. e na parte superior. Fe (OH)3. na sua parte inferior. Podem-se também considerar as reações de corrosão do ferro. usando-se como eletrólito água salgada. Produto de Corrosão: Zn+2 + 2OHZn (0H)2 • (hidróxido de zinco.A. gerando uma transferência de cargas elétricas de um para o outro. coloração alaranjada típica do Fe2O3. que o ferro não sofreu corrosão. ou verde escuro. logo zinco será anodo e o ferro cátodo.1 CORROSÃO GALVÂNICA Resulta do acoplamento de materiais metálicos com diferentes potenciais quando colocados acoplados em presença de um eletrólito (exemplo: água do mar).H2O. branco) Cátodo: reações de redução possíveis. Fe3 O4. por terem potenciais elétricos diferentes. Ânodo: oxidação de zinco Zn Zn2+ + 2eCátodo: mesmas reações anteriormente apresentadas para a pilha Fe – Cu. portanto. . Pilha Zn-Fe: consultando-se a tabela de potenciais verifica-se que o zinco tem maior potencial de oxidação. Ela se caracteriza por apresentar corrosão localizada próxima à região do acoplamento. bem como a razão de serem usados magnésio. hidróxido de ferro (ll). os materiais agrupados apresentam pequena diferença de comportamento na água do mar. com a formação de hidróxido de ferro (III). em meio neutro. Fe Fe2+ + 2e - § é verde quando hidratada e preta quando anidra.6. verifica-se. coloração preta. cobre e zinco. logo será o ânodo e o cobre Cátodo. característica do Fe(OH)2 ou Fe3O4. ocasionando profundas perfurações no material metálico que funciona como ânodo. 2. 2H2O + 2eH2 + 2OH– (não aerado) 2OH(aerado) H2O + ½ O2 + 2e- Verifica-se. isto é. isto é não sofre corrosão. aquela em contato imediato com o metal. Esta conclusão explica o mecanismo da proteção catódica com ânodos de sacrifício ou galvânicos. em presença de umidade e oxigênio: 4Fe + 2O2 + 4H2O 2Fe + 3/2O2 + H2O 4Fe (OH)2 Fe2O3.Nota: nesta série. que: 1) O metal que funciona como cátodo fica protegido. a corrosão do material metálico que funciona como anodo é muito mais acentuada que a corrosão isolada deste material sob ação do mesmo meio corrosivo.H2O. alumínio e zinco como ânodos para proteção do ferro: daí o grande Produto de corrosão: íons Fe2+ e OHmigram e formam o produto de corrosão Fe (OH)2.270-000 – Guaramirim . que 17 WEG Indústrias S. a formação de magnetita. que pode ser escrito também sob a forma de Fe2O3. nesse caso. permanecendo protegido por ter funcionado como cátodo de uma pilha galvânica.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.H2O As reações explicam as colorações observadas na corrosão atmosférica do ferro ou suas ligas. em meio aerado tem-se a oxidação do hidróxido de ferro (II).Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.net . Pode-se concluir. onde se observa que o produto de corrosão ou ferrugem apresenta. Exemplos que permitem explicar o mecanismo da corrosão galvânica.weg. aquela em contato com mais oxigênio. Pilha Fe-Cu: consultando-se a tabela de potenciais. da proteção catódica com ânodos de sacrifício ou galvânicos e a natureza do produto de corrosão são as pilhas formadas pelos metais ferro. Quando materiais metálicos de potenciais elétricos diversos estão em contato. que o ferro tem maior potencial de oxidação.

Essa proteção é chamada proteção catódica por corrente impressa ou forçada. A fresta deve ser suficientemente estreita para manter o meio corrosivo estagnado e suficientemente larga para permitir que o meio corrosivo penetre nela. pode-se concluir que as áreas corroídas serão aquelas em que as correntes de fuga saem da tubulação. adutoras. . para cascos de navios. havendo. aplicando – se em estruturas situadas em eletrólitos ou meios de baixa. como oleodutos. ou instalação metálica. titânio platinizado e nióbio platinizado: em água do mar. é aquela onde a concentração do íon metálico é menor. como anodos de sacrifício. emprego de revestimento e emprego de proteção catódica. como visto nos casos anteriores. baterias solares e termo geradores. É comum ocorrer essa pilha quando se têm superfícies metálicas superpostas e em contato. Pode-se estabelecer uma pilha em que se tenha como fonte doadora de elétrons. em contato e sob carga. minerodutos e cabos telefônicos.uso de ânodos de zinco. mais freqüentemente. também chamada corrosão sob fricção ou corrosão por atrito oscilante. ocorre em tubulações enterradas. não um metal. E muito usada em grandes instalações como oleodutos. menos usuais. e chumbo-antimônio – prata.270-000 – Guaramirim .A. Definida como sendo a deterioração de um material metálico forçado a funcionar como ânodo ativo de uma célula ou pilha eletrolítica. Na pilha formada a região anódica. entende-se perfeitamente porque se procura como medidas de proteção: § Usar massas de vedação. Quando elas atingem instalações metálicas enterradas podem ocasionar corrosão nas áreas onde abandonam essas instalações para retornar ao circuito original através do solo ou da água. aterramento adequado de máquinas de solda.net . 2. Nesse caso a estrutura a ser protegida é colocada como cátodo da pilha usando-se anodos inertes. tanques de armazenamento de petróleo ou tanques de navio que apresentam lastros de água salgada. estacas de plataformas marítimas etc. 2) A ligação entre materiais metálicos deve ser precedida de consulta à tabela de potenciais ou as tabelas práticas a fim de se prever a possibilidade de caracterização do ânodo e do cátodo. Essas medidas podem ser usadas isoladas ou conjuntamente. desde que haja frestas. Ela tem um campo de aplicação maior do que a proteção catódica com ânodos de sacrifício. para o eletrólito ou meio ambiente (solo ou água). para fechar o circuito elétrico. em pouco tempo tem-se a formação de pites ou alvéolos com a conseqüente perfuração das tubulações. epóxi ou asfalto em locais onde possa 2. Ocorre também no contato entre superfícies metálicas e não metálicas. ferro silício e magnetita: no solo.6. como é uma forma de corrosão localizada. à base de silicones. entre elas. e a região catódica é aquela onde a concentração do íon metálico é maior. mas sim uma fonte de corrente contínua para imprimir a corrente necessária para proteção. ou selantes. adutoras e estacas de píeres de atracação. gasodutos. As medidas mais usuais de proteção são: drenagem de corrente.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. e alta resistividade. Essas fontes são. for sujeita a pequenos deslizamentos relativos.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. baterias convencionais. das quais pelo menos uma metálica. portanto corroída.weg. Logo.2 CORROSÃO ELETROLÍTICA Corrosão por eletrólise ou eletrolítica ou corrosão por correntes de fuga. originados comumente por vibrações.3 CORROSÃO SOB ATRITO Se as duas superfícies. § Ligas de ferro-silício-cromo. retificadoras de correntes e. Conhecendo-se o mecanismo desse processo corrosivo. observa-se a corrosão sob atrito. pequenas frestas por onde o eletrólito possa penetrar. da pilha possivelmente resultante e indicação de medidas protetoras. alumínio e magnésio para a proteção catódica. Os ânodos mais usados são: § Grafite. gasodutos. Geralmente as áreas corroídas se 18 WEG Indústrias S.6. apresentam livre do produto de corrosão e.

Em tubulações de condensadores e trocadores. que a área mais atacada. Evidentemente as regiões sob esses sólidos funcionarão como áreas anódicas devido ao menor teor de oxigênio. como nessas frestas a aeração é pequena. atingindo-se espessura de cerca de 3 mm. Para evitar esta corrosão. com bons resultados. crescimento biológico.4 CORROSÃO DIFERENCIAL POR frestas e AERAÇÃO É a corrosão que ocorre quando se tem um mesmo material metálico em contato com um eletrólito diferentemente aerado.+ 1/2 O2 2OHA ferrugem.H2O.haver formação de presença de eletrólito. o emprego de revestimento com massa epóxi a dois componentes. recomenda-se velocidade adequada para a água e conservação dos tubos limpos. com conseqüente diferença de aeração. Procurase evitar a colocação de tubulações parcialmente enterradas.270-000 – Guaramirim . da ação mecânica da água do mar associada com ondas haja a formação de pilhas de aeração diferencial. ou permutadores. casos de corrosão por aeração diferencial em tubulações que. 2.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. As reações que se passam na corrosão por aeração diferencial são: Área anódica (onde ocorre a corrosão) Fe Fe2+ + 2e. principalmente por corrente impressa ou forçada. portanto. Alguns chamam este caso de corrosão sob depósito. atravessam solos com regiões de composição diferentes. ou corroída é no interior das frestas. Fe2O3.6. ficando as regiões 19 WEG Indústrias S. Observam-se também. observa-se corrosão mais acentuada na faixa de variação de maré e de respingos. por exemplo. .net . No caso do alumínio há formação de óxido de alumínio poroso e não-aderente. Costuma-se também observar problemas de corrosão por aeração diferencial em tubulações onde há possibilidade de deposição de partículas sólidas. como óxidos. de calor pode ocorrer essa corrosão quando partículas sólidas ficam aderentes à superfície interna dos tubos e a pequena velocidade de circulação da água não provoca o deslocamento das mesmas. Em estruturas metálicas colocadas no mar. Daí. embora totalmente enterradas. para evitar a corrosão por aeração diferencial nesses equipamentos.A. Na junção de peças metálicas por rebites ou parafusos podem existir frestas e. que permitem uma maior ou menor permeabilidade. que polimeriza mesmo debaixo da água. A corrosão por aeração diferencial é responsável por grande número de casos de corrosão nas mais variadas instalações e equipamentos industriais. a fim de não ocorrer à corrosão por aeração diferencial: as regiões mais atacadas são aquelas localizadas pouco abaixo do nível do solo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.H2O 2Fe (OH)2 + ½ O2 + H2O É uma corrosão localizada e. resulta uma baixa concentração de oxigênio no eletrólito que se encontra em contato com o metal fora das frestas. como estacas de píeres de atracação e plataformas submarinas para prospecção de petróleo. nas áreas confinadas. portanto menos aeradas. produz ataque acentuado em determinadas regiões ocorrendo à formação de pites ou alvéolos. Fe2+ + 2OHFe (OH)2 Fe2O3.(menos aerada) Área catódica (mais aerada) H2O + 2e. aplicado nas estacas já montadas: faz-se na área de variação de maré o jateamento e a seguir aplica-se a massa epóxi. Pode-se justificar este admitindo-se que além. Para proteção das partes sempre submersas recomenda-se o uso de proteção catódica. areia. tem sido bastante usado.weg. Casos de corrosão por aeração diferencial têm sido observados em chapas de alumínio e de aço galvanizado superpostas em presença de umidade: observa-se a formação de um resíduo esbranquiçado. Na pilha de aeração diferencial o ânodo é a área menos aerada e o cátodo a mais aerada. cujas áreas anódicas vão se deslocando conforme a maré vai subindo ou descendo. vai-se formar numa região intermediária entre a área catódica e a anódica. Nota-se.

brancos. § 20 WEG Indústrias S. nas superfícies em contato com o solo. para evitar a permanência até mesmo de pequenas fendas. que poderiam ocasionar corrosão por aeração diferencial no fundo dos mesmos. e formados nessas condições. Evitar o uso de madeira. ao mínimo necessário. aplicação de revestimentos protetores e completa drenagem. Usar juntas soldadas ao invés de juntas parafusadas ou rebitadas. dentro dos tubos dos trocadores. Evitar cantos. Especificar desenhos que permitam uma fácil limpeza da superfície. esse processo é conhecido como corrosão ou oxidação branca do aço galvanizado e é freqüente em peças recentemente galvanizadas quando indevidamente embaladas ou armazenadas. gases industriais (especialmente gases de enxofre). Outros constituintes como poeira e poluentes diversos. devem ser devidamente instalados para se evitar a presença de frestas. um fluxo uniforme de líquido com velocidade adequada e com um mínimo de turbulência e entrada de ar. exceto aquelas impregnadas com inibidor de corrosão. podem acelerar o processo corrosivo. .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.net . poeira. portanto não protetores. não aderente e. que podem iniciar corrosão sob depósito ou resultar em turbulência local. Indicar. Especificar juntas de topo e ressaltar a necessidade de penetração completa do metal de solda. O eletrólito constitui-se da água que condensa na superfície metálica. principalmente em meios aquosos. As chapas de zinco nessas regiões perdem seu aspecto original.corroídas com maior rugosidade e conseqüentemente com aspecto diferente nas regiões não atacadas. Estabelecer uma rotina de freqüente e completa limpeza nas áreas § § § § § § metálicas sujeitas ao acúmulo de depósitos e incrustações. em ambientes de umidade relativa elevada. quando não se observam certas precauções. por isso. há formação de óxido de zinco ou carbonato de zinco.1 PRINCIPAIS MEIOS CORROSIVOS Os principais meios corrosivos e respectivos eletrólitos são: Atmosfera: o ar contém umidade.7. Procurar. apoiados no solo. ácidos ou bases. Devido ao resíduo branco formado. Impedir a penetração do meio corrosivo nas frestas por meio de massas de vedação ou selagem. contendo eletrólitos ou oxigênio dissolvidos. Usar soldas contínuas. tubos e pilares. etc. § § § § § § § 2. limitado pelas dimensões. No caso de aço galvanizado. 2. ou ainda outros líquidos como sais fundidos. Não usar embalagens que sejam feitas de material absorvente. como apoio para superfícies metálicas como chapas. na presença de sais ou gases de enxofre.7 MEIOS CORROSIVOS Os meios corrosivos no campo da corrosão eletroquímica são responsáveis pelo aparecimento de eletrólito. Tanques ou reservatórios de aço.270-000 – Guaramirim . Remover sólidos em suspensão. Usar filtros adequados nas linhas de água dos trocadores ou permutadores de calor para evitar obstruções locais. a possibilidade de frestas.weg. O eletrólito é uma solução eletricamente condutora constituída de água contendo sais. Os processos de corrosão por concentração iônica e por aeração. usar tanques ou reservatórios apoiados em pilares e não no solo.A. são freqüentes e. áreas de estagnação ou outras regiões favoráveis à acumulação de sólidos. sais em suspensão (especialmente na orla marítima). ou material que fique facilmente umedecido e retenha água. têm muita importância as seguintes medidas que visam minimizar as possibilidades de ocorrência de condições causadoras: § Reduzir. no projeto e operação de trocadores tubulares de calor. Evitar frestas entre um isolante e o material metálico.

A. onde não há gases industriais ou sais em suspensão e a umidade relativa do ar se apresenta com valores sempre baixos. ATMOSFERA a) Atmosfera marinha: sobre o mar e na orla marítima (até 500 metros da praia). Superfícies quentes: as superfícies quentes envolvem quatro subcasos: de 80° a 120°C. podendo provocar corrosão eletroquímica. quando conjugada com qualquer uma das anteriores.Solos: os solos contêm umidade e sais minerais.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.7. poluentes diversos e gases dissolvidos. particularmente gases oriundos de combustíveis com alto teor de enxofre e outros processos industriais.weg.2 CLASSIFICAÇÃO DE AMBIENTES CORROSIVOS Os ambientes corrosivos ou as condições que favorecem a corrosão podem ser descritos da seguinte forma: e) Atmosfera urbana e semi-industrial: ocorre nas cidades onde se tem uma razoável quantidade de gases provenientes de veículos automotores e uma indústria razoavelmente desenvolvida. O eletrólito constitui-se principalmente da água com sais dissolvidos. com ventos predominantes na direção da estrutura a ser pintada. em geral no interior. b) Derivados de petróleo: são de modo geral pouco agressivos. é a água salgada aerada. b) Atmosfera próxima à orla marinha: aquela situada além de 500 metros da praia e até aonde os sais possam alcançar. c) Atmosfera industrial: envolvem regiões com muitos gases provenientes de combustão. Água do mar: esta água contém uma quantidade apreciável de sais. IMERSÃO a) Líquidos aquosos: a agressividade dependerá da resistividade elétrica. formam um eletrólito. Outros constituintes como gases dissolvidos.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. A pior condição.7. Águas naturais (dos rios. que é função da presença de sais ou gases dissolvidos. neste caso. sendo desta forma um eletrólito por excelência. sempre associado à água salgada. f) Atmosfera rural e seca: locais. Produtos químicos: os produtos químicos. Os outros constituintes podem acelerar o processo corrosivo. resíduos industriais.3 CLASSIFICAÇÃO DE AMBIENTES E CONDIÇÕES CORROSIVAS A fim de facilitar a seleção dos esquemas de pintura. com predominância de valores superiores a 75%. . imersão em água doce. eventualmente ácidos ou bases. 2. O eletrólito constitui-se principalmente da água com sais dissolvidos. imersão em produtos de petróleo. dos lagos ou do subsolo): estas águas podem conter sais minerais. podem acelerar o processo corrosivo. 2. c) Produtos químicos: a agressividade dependerá da presença de água ou de umidade e do grau de ionização da substância química. Imersão: a imersão envolve quatro subcasos: imersão em água salgada.net . imersão em produtos químicos. apresentados a seguir: Atmosfera altamente agressiva: é considerada atmosfera altamente agressiva a atmosfera marinha e industrial ou ainda a úmida. d) Atmosfera úmida: locais com umidade relativa do ar média acima de 60%. com exceção do espaço de vapor em tanques de armazenamento que pode conter H2S e tornar-se bastante agressivo e do petróleo bruto.270-000 – Guaramirim . desde que em contato com água ou com umidade e sendo ionizáveis. Alguns solos apresentam também características ácidas ou básicas. os ambientes e condições corrosivas serão agrupados em cinco tipos. 21 WEG Indústrias S.

quando retidas em contato com a superfície metálica. a urbana e a semi-industrial. conseqüentemente. nos casos em que se torna absolutamente inevitável a sua existência. sendo. . a fim de que possam ser inspecionadas periodicamente e realizados os trabalhos de manutenção necessários. Dentre esses métodos estão incluídos: Evitar contato de metais dissimilares: desta forma evita-se o aparecimento de pilhas galvânicas. as áreas anódicas devem ser substancialmente maiores que as catódicas. desde que não recebam os ventos predominantes na direção da instalação ou da estrutura a ser pintada e seja localizada a nível próximo do mar. boa prática evitá-los. com afastamento superior a 500 metros (m). O desgaste do material poderá ser ainda mais acelerado quando o processo erosivo for acompanhado de corrosão. aceleram os processos corrosivos. Como se sabe. Evitar mudanças bruscas de direção no escoamento de fluidos contendo sólidos em suspensão: fluidos contendo sólidos em suspensão provocam erosão em regiões onde haja mudanças bruscas de direção. Atmosfera medianamente agressiva: são consideradas atmosferas medianamente agressivas a atmosfera úmida.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. corrosão é uma prática de projeto bastante aplicável quando o equipamento ou a instalação estiverem sujeitos a um processo corrosivo uniforme e generalizado. em segundo lugar.de 120° a 250°C. as soldas são regiões mais propensas à corrosão.weg. portanto. evitar o aparecimento de pilhas de corrosão. um desgaste menor e mais uniforme nas áreas anódicas. Quando a corrosão se processa de forma localizada. Atmosfera pouco agressiva: é considerada atmosfera pouco agressiva a atmosfera rural e seca. posicionar corretamente os perfis a fim 3.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. A sobreespessura de 22 WEG Indústrias S.A. a sobreespessura de corrosão perde totalmente o significado. ou de qualquer outra origem. Estão incluídos neste caso locais junto à orla marítima. Prever sobreespessura de corrosão: os equipamentos devem ser projetados prevendo-se uma sobreespessura de material. as tensões introduzidas pela soldagem junto ao cordão de solda tornam essas regiões mais suscetíveis à corrosão. além de contribuírem para o aparecimento de concentração de tensões. A fim de evitar a presença de água. Todas essas práticas visam.net . deve-se prever declividade nas chaparias planas e perfis. o metal de adição possui quase sempre características diferentes do metal de base. Evitar frestas: desta forma evita-se o aparecimento de pilhas de aeração diferencial e concentração diferencial. Prever soldas bem acabadas: soldas com falta de penetração e outros defeitos superficiais podem propiciar o acúmulo de fluidos. Evitar cantos vivos: os cantos vivos são regiões onde os revestimentos e películas protetoras são de maior dificuldade de aplicação e mais facilmente danificáveis. bem como assegurar um adequado controle da corrosão. depósito de sólidos (rebarbas). de modo geral. não havendo aumento significado no desempenho do equipamento. em virtude dos processos corrosivos. acima de 500°C. Prever fácil acesso para manutenção às áreas suscetíveis à corrosão: os equipamentos ou instalações devem possuir acesso às regiões sujeitas a corrosão. a fim de assegurar uma menor taxa de corrosão e.270-000 – Guaramirim . de 250° a 500°C. por dois aspectos principais: em primeiro lugar. Prever drenagem de águas pluviais: as águas pluviais. que será consumida durante a vida útil do equipamento. Evitar grande relação entre área catódica e área anódica: quando existirem áreas anódicas e catódicas. e. PRÁTICAS DE PROJETO São métodos que consistem na utilização de práticas reconhecidas como eficazes na proteção anticorrosiva de equipamentos e instalações industriais.

também. isentas de poros. iniciará o processo corrosivo. enquanto que. Para que a proteção seja efetiva. trincas.net . para que a pilha de ação galvânica ocorra. tendem a separar a superfície do meio corrosivo. etc. etc.. forma-se uma pilha galvânica entre o metal de base e o metal ou pigmento metálico do revestimento. Outra forma de ampliar a vida de um revestimento é quando ele possui um mecanismo adicional de proteção denominado proteção catódica. aço inoxidável e titânio sobre aço carbono.2 REVESTIMENTOS METÁLICOS Consistem na interposição de uma película metálica entre o meio corrosivo e o metal que se quer proteger. . resistentes a corrosão. Esta proteção é denominada de proteção por barreira ou por retardamento do movimento iônico. faz-se necessária à presença do eletrólito. das forças de coesão e adesão. neste tempo. Os processos de revestimentos metálicos mais comuns são: Cladização: os clads constituem-se de chapas de um metal ou ligas. para que se evite que diante de uma eventual falha provoquem corrosão na superfície metálica do metal de base. esta separação será tão mais longa quanto for o tempo para que o eletrólito chegue ao metal protegido. o eletrólito chegará à superfície metálica e iniciara um processo corrosivo. Os mecanismos de proteção das películas metálicas podem ser: por barreira. se houver um mecanismo adicional de proteção (inibição anódica ou proteção catódica). Desta forma. Assim. a falha do revestimento dá-se sempre por corrosão embaixo da película. O 4.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. onde não haja estanqueidade e acesso para a pintura: a entrada e o conseqüente acúmulo de eletrólito entre as duas superfícies podem provocar forte processo corrosivo. Evitar regiões em contato entre si (apoiadas). ao invés de evitá-la.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.270-000 – Guaramirim . da sua espessura e da permeabilidade à passagem do eletrólito através da película. depois de algum tempo. as superfícies zincadas e as estanhadas. que dificultam o contato da superfície com o meio corrosivo. mas. dependendo da sua natureza. Em virtude da porosidade da película.de não acumularem água.. Deposição por imersão a quente: pela imersão a quente obtém-se. 4. ou seja. dentre outros. ou tintas com pigmento de zinco.A. objetivando minimizar a degradação da mesma pela ação do meio. petroquímica e de petróleo são os de monel. Este fato ocorre quando se utiliza revestimento metálico menos nobre que o metal a se proteger. entre outros. Influenciará. prever furos para escoamento da água. que a própria película é atacada pelo meio corrosivo ou danificada por ações mecânicas. REVESTIMENTOS PROTETORES São películas aplicadas sobre a superfície metálica. As películas mais anódicas podem ser imperfeitas porque elas conferem proteção catódica à superfície do metal base. dos casos em 23 WEG Indústrias S.weg. A duração de um revestimento pode ser ampliada quando se possui pigmentos inibidores. haverá um prolongamento da vida do revestimento. quando aplicados sobre a superfície metálica. Os clads mais usados nas indústrias química. O principal mecanismo de proteção dos revestimentos é por barreira. fosfato de zinco. O tempo de proteção dado por um revestimento depende do tipo de revestimento (natureza química). com exceção. devem ser perfeitas. poderá também proteger por inibição anódica ou por proteção catódica. quando constituídas de um metal mais catódico que o metal de base. é claro. o mecanismo de proteção. tão logo o eletrólito chegue a superfície metálica. As películas metálicas protetoras. os quais conferem um mecanismo de inibição anódica. entre outras. por proteção catódica.1 MECANISMOS DE PROTEÇÃO Os revestimentos. se a proteção é somente por barreira. como é o caso das tintas de fundo contendo cromato de zinco. Neste caso. 4. revestindo e protegendo um outro metal com função estrutural.

A fosfatização é um processo largamente empregado nas indústrias automobilísticas. por barreira e por inibição anódica. níquel. A camada de fosfato inibe processos corrosivos e constitui-se. . o revestimento com argamassa de cimento e areia é a melhor solução para tubulações transportando água salgada. muito utilizada na indústria química. especialmente no alumínio. chumbo. Anodização: consiste em tornar mais espessa a camada protetora passivante existente em certos metais. aplica-se a fosfatização. por ser um metal muito tóxico.net . cádmio. essencialmente. O revestimento interno com cimento é empregado em tubulações para transporte de água salgada. Revestimentos com argamassa de cimento: consiste na colocação de uma camada de argamassa de cimento. Esta camada é aplicada sob a forma de esmalte e fundida em fornos apropriados. Por metalização fazem-se revestimentos com zinco. arco elétrico. Consegue-se uma película de alta resistência química.. Por este processo é comum revestir-se com cobre e níquel. por meio de combustão de gases. prata. O alumínio anodizado é um exemplo muito comum da anodização. Revestimento com vidro: consiste na colocação de uma camada de vidro sobre a superfície metálica. neste caso. Se considerarmos os aspectos técnicos e econômicos.270-000 – Guaramirim . muito utilizados em peças com formato delicado e cheias de reentrâncias.A. ouro. em uma excelente base para pintura.processo de zincagem por imersão é também denominado de galvanização. Fosfatização: consiste na adição de uma camada de fosfato à superfície metálica.3 REVESTIMENTOS NÃO-METÁLICOS INORGÂNICOS Consistem na interposição de uma película não-metálica inorgânica entre o meio corrosivo e o metal que se quer proteger. plasma ou por detonação. em fogões. que. principalmente. São os denominados cobre e níquel químico. Eletrodeposição: consiste na deposição eletrolítica de metais que se encontram sob a formar iônica em um banho.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. tubulações de água de incêndio e água potável. camadas de materiais metálicos. Revestimento com material cerâmico: consiste na colocação de uma camada de material cerâmico de alta resistência a 4. etc. Os metais de deposição são fundidos em uma fonte de calor gerada no bico de uma pistola apropriada. quando aplicada em camada fina e uniforme. em virtude da sua rugosidade. Este revestimento é usado em alguns utensílios domésticos. maquinas de lavar. A camada de cromatos passivante aumenta a 24 WEG Indústrias S. Os mecanismos de proteção são.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. com espessura da ordem de 3 a 6 mm. Cromatização: consiste na reação da superfície metálica com soluções ligeiramente ácidas contendo cromatos. cobre. móveis e de eletrodomésticos. cobre e diversas ligas. previamente preparada (jateamento Sa 2 ½). é aplicado normalmente por centrifugação. Deposição química: consiste na deposição de metais por meio de um processo de redução química. é aplicado por este processo. resistência á corrosão da superfície metálica que se quer proteger.weg. estanho e. Este revestimento é muito empregado na parte interna de tubulações e. Revestimento com esmalte vítreo: consiste na colocação de uma camada de esmalte vítreo (vidro + cargas + pigmentos) aplicada sob a forma de esmalte e fundida em fornos apropriados. sobre a superfície metálica. seguindose a pintura. Por eletrodeposição é comum revestir-se com cromo. Em tubulações de grande diâmetro é comum usar-se um reforço com tela metálica. alumínio. A superfície a revestir é colocada no Cátodo de uma célula eletrolítica. estanho. A oxidação superficial pode ser por banhos oxidantes ou processo eletrolítico. Metalização: é o processo por meio do qual se deposita sobre uma superfície. em água de refrigeração. Após o processo de desengraxe da superfície metálica.

Estes revestimentos possuem uma série de características para que possam cumprir as suas finalidades.ácidos. dependendo do tipo de borracha e do processo de vulcanização. sendo que. Facilidade de aplicação e reparo. alcalinidade.A. bóias. É um revestimento que pode assumir diversas durezas. Em se tratando de estruturas aéreas. pela dificuldade de manutenção apresentada nestes casos. Dentre elas podem ser mencionadas: § § § § § § § § § § § Boa e permanente aderência ao tubo. etc.weg. então. então. Boa flexibilidade. situando-se na faixa de 40 a 500 µm (micrometros). em geral.4 REVESTIMENTOS ORGÂNICOS Consiste na interposição de uma camada de natureza orgânica entre a superfície metálica e o meio corrosivo. tais com navios. Boa e permanente resistência elétrica (resistividade elétrica). . etc. a eficiência é sempre inferior a 100% surgindo. em geral orgânico. sais e bactérias do solo. A pintura é um revestimento de pequena espessura.000 µm. Revestimentos com plásticos e plásticos reforçados: são revestimentos obtidos através da aplicação de diversos tipos de plásticos sobre materiais metálicos. entre outros. embarcações. Boa resistência mecânica. deposição ou extrusão. por meio de colagem. em função da tubulação que se quer proteger e das características do meio corrosivo. Durabilidade. ainda. de modo a permitir o manuseio dos tubos revestidos e as dilatações e contrações do duto. Só em casos especiais é empregado em estruturas enterradas. Resistências à acidez. É praticamente impossível encontrar um revestimento que atenda a todas estas características com perfeição. O tipo de borracha é selecionado em função destas características de agressividade.net . Os principais revestimentos orgânicos são os seguintes: Pintura industrial: é um revestimento. aqueles que atendem ao maior número de características. Boa resistência à água. a necessidade de complementação com o uso de proteção catódica. pode-se chegar a 1. 25 WEG Indústrias S. podendo-se. São utilizados. escamas de vidro.270-000 – Guaramirim .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. em alguns deles usar reforçantes como véu de fibra de vidro. O mecanismo básico de proteção é por barreira entre o metal e o meio corrosivo. todos os plásticos podem ser usados como revestimentos. são. Por melhor que seja o revestimento. Revestimentos para tubulações enterradas ou submersas: as tubulações enterradas ou submersas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. largamente empregado para o controle de corrosão em estruturas aéreas e para estruturas submersas que possam sofrer manutenção periódica em dique seco. adutoras. Este revestimento é utilizado na indústria química em equipamentos e tubulações que trabalham com meios altamente corrosivos. Baixa taxa de absorção de água. gasodutos. 4. utilizado principalmente para revestimentos de pisos e canais de efluentes. Boa estabilidade sob efeito de variação de temperatura. é normalmente a melhor alternativa em termos técnicos e econômicos para proteção anticorrosiva. protegidas contra a corrosão por revestimentos de alta espessura. vapor e produtos químicos. Revestimentos com borrachas: consistem no recobrimento da superfície metálica com uma camada de borracha. Economia. Basicamente. somente em casos muito especiais. utilizando-se o processo de vulcanização. oleodutos. especialmente ácidos.

5. por reação com o Grau B – superfície de aço com princípio de desprendimento de carepa de laminação devido à corrosão atmosférica e dilatação diferencial carepa-metal. Estas substâncias gordurosas. se não forem removidas. graxa ou gordura.A. por limpeza manual e mecânica. recémsaído da laminação. em geral.Inspeção: deve-se proceder a uma inspeção visual geral da superfície a ser pintada. qualquer sistema de pintura aplicado sobre a carepa. O estado inicial de oxidação é usualmente estabelecido com base nos padrões Norma SIS 05 59 00 e ISO 8. envolve três operações importantes: 1 .net .270-000 – Guaramirim . Parte da carepa de laminação que é formada sai durante a laminação e parte fica aderida ao aço. etc. impregnação de abrasivos. Chapa ou perfil. impregnação de abrasivos. vergalhões.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. prejudicarão a aderência da película da tinta. deve-se proceder à limpeza com solvente. poderá se desprender junto com ela. . procede-se a limpeza da superfície de modo a deixar a superfície com o grau de limpeza e com o perfil de rugosidade requerida pelo esquema de pintura. deve-se proceder a remoção por esmerilhamento. A carepa não é aço. 2 . Chapa ou perfil com 26 WEG Indústrias S. 3 . no formato de “carepa” (ou escama de laminação) conhecida por chapa preta. pois. com pouca ou nenhuma oxidação ao longo de sua superfície. É sem dúvida o pior inimigo da pintura. graxas.501-1 estabelecem quatro estados iniciais de oxidação de chapas de aço que apresentam carepa de laminação aderente. o que resulta.Limpeza por ação manual e mecânica: após a limpeza com solvente e a remoção de defeitos superficiais. mas também em vigas. defeitos superficiais. Nos locais onde haja defeitos superficiais. também comumente denominadas de graus de intemperismo ou oxidação.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE A preparação de superfície para pintura. Carepa formada no aço: Fe2O3 Hematita Fe3O4 Magnetita FeO Wustita Fe0 Grau A – superfície de aço com a carepa de laminação aderente intacta. são formadas pela laminação dos lingotes aquecidos a uma temperatura em torno de 1250ºC. a Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8. oxigênio do ar e a água de resfriamento. a fim de assinalar locais onde haja manchas de óleos. e sua tendência natural é se desprender do aço.Limpeza com solvente e remoção de defeitos superficiais: nos locais onde haja manchas de óleo.1 GRAUS DE CORROSÃO A fim de facilitar a caracterização de uma superfície a ser submetida ao jateamento e de racionalizar a inspeção de aplicação de pintura industrial. bem como avaliação do estado inicial de oxidação. A carepa é constituída de uma mistura de óxidos de ferro. cobrindo toda a chapa de ambos os lados.501-1. O QUE É CAREPA DE LAMINAÇÃO? As chapas de aço laminadas a quente. Esta carepa é encontrada não apenas em chapas.weg. gorduras. 5. tubulações.

cavacos e outros. deve-se sempre ser instalado em locais muito bem ventilados.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. . Os solventes usados podem ser de muitos tipos: Thinners de limpeza. é importante conhecer o tipo de contaminante a ser removido. 5. bem como a remoção de poeiras. Por isso quando usados.A.2 TIPOS DE LIMPEZA DE SUPERFÍCIE Os principias tipos de limpeza para a pintura de equipamentos e instalações industriais.início de oxidação e da qual a carepa começou a se desprender ou que sofreu pequena ação de intemperismo. § Limpeza com ferramentas mecânicas manuais. Solvenraz. lubrificantes e óleos protetivos que restam depositados sobre as superfície após operações de usinagem e manuseio. Chapa ou perfil que sofreu um completo intemperismo desagregando toda a carepa de laminação podendo o restante ser removido por raspagem. § Limpeza manual. Diluentes. contudo.270-000 – Guaramirim . Embora pouco eficiente. embora não inflamáveis. § Hidrojateamento. Alguns tipos de óleos minerais não são saponificáveis e para a sua remoção se faz necessário o uso de solventes orgânicos apropriados. esse método ainda é muito utilizado para remover graxas. em seguida é efetuado uma boa lavagem com água limpa. 5.1 LIMPEZA QUÍMICA Grau C – superfície de aço onde toda a carepa de laminação foi eliminada e na qual se observa uma corrosão atmosférica uniforme generalizada.2. 5. 27 WEG Indústrias S. resultando em processo corrosivo.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. apresentar sinais de formação de cavidades visíveis. apresentando pits e alvéolos. sem. E muito importante lavar bem as peças após a aplicação dos tensoativos para remover possíveis resíduos do mesmo que irá interferir na aderência da tinta. A maioria das graxas e óleos são insolúveis em água.net .2. Chapa ou perfil que sofre uma exposição exagerada à atmosfera. são: § Limpeza química. Existem graxas saponificáveis. também na remoção de sais e óxidos solúveis. óleos solúveis. etc.weg. As peças geralmente são limpas por meio de imersão ou banhos de spray a quente (40 a 60ºC). são tidos como tóxicos. passíveis de serem removidos com uso de produtos alcalinos (soda cáustica). isto é. § Fosfatização. Algumas empresas ainda utilizam solventes clorados. Grau D – superfície de aço onde toda a carepa de laminação foi eliminada e na qual se observa uma corrosão atmosférica severa e generalizada. § Limpeza com jateamento abrasivo.2 DESENGRAXE COM SOLVENTE Antes de definir qual a forma de desengraxe a ser usado. ou de tensoativos em formas de soluções (Detergentes) que é muito eficiente.

como conseqüência. Este tipo de limpeza corresponde ao padrão St2 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8. tais como escovas rotativas.O método de aplicação de solventes consiste em: Fricção com panos limpos (brancos). Por este método. de baixo rendimento de execução e recomendável apenas quando não for possível a aplicação de um método mais eficiente. 28 WEG Indústrias S. imersão.2. spray. distinguem-se quatro graus de jateamento. etc. Só remove óleo. escória de cobre.270-000 – Guaramirim . impulsionadas por um fluído. Este tipo de limpeza é um dos mais recomendados para aplicação de pintura. sugere-se que seu valor seja relacionado com a espessura total do filme. dentre outros. dificultar a adesão da tinta. desengraxe por vapor (solventes clorados). Para que o desempenho do esquema de pintura não seja prejudicado por um eventual excesso de rugosidade da superfície. Este tipo de limpeza corresponde ao padrão St3 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8. por meio de ferramentas mecânicas manuais. bem como os equipamentos ou utensílios empregados.net .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Método que requer muita mão de obra envolvendo perda de solvente por evaporação. raspadores. . É um tipo de limpeza precária. Escova rotativa 5. por ser de grande rendimento de execução.4 LIMPEZA COM MECÂNICAS MANUAIS FERRAMENTAS Consiste na remoção da camada de óxidos e outros materiais não muito aderentes. é fácil de aplicar e o método não requer grandes espaços. É um tipo de limpeza ainda precário.501-1. marteletes de agulha (Agulheiros). sobre a superfície. por razões técnicas ou econômicas. lixas. Dependendo da ferramenta utilizada.5 LIMPEZA ABRASIVO COM JATEAMENTO Escova Manual Raspadeira Consiste na remoção da camada de óxidos e outras substâncias depositadas sobre a superfície. em geral o ar comprimido. Logo. deixam de limpar e apenas espalham os contaminantes. lixadeiras. Na limpeza por jateamento abrasivo. de partículas de abrasivo.501-1. Grande risco para a saúde e incêndio. proporcionar uma limpeza adequada e deixar na superfície uma rugosidade excelente para uma boa ancoragem da película de tinta.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 5. o método tem ainda como inconveniente a possibilidade de polir a superfície e. Vantagens: Os solventes removem bem os óleos e graxas com facilidade. ficam rapidamente impregnados com óleo e graxa. etc.A. por meio da aplicação de um jato abrasivo de granalha de aço. porém melhor que a limpeza manual. 5. O jato abrasivo é obtido pela projeção.2. por meio de ferramentas manuais.weg.3 LIMPEZA MANUAL Consiste na remoção da camada de óxidos e outros materiais não muito aderentes. graxa e poeiras e não tem efeito sobre ferrugem e carepa de laminação.2. de rendimento de execução relativamente baixo. não se consegue um grau de limpeza adequado para aplicação de tintas que não tenham boa adesividade ou que atuem pelo mecanismo de proteção catódica. Desvantagens: Os solventes. tais como escovas de aço.

. O ar deve ser desumidificado no separador de umidade e ter o óleo removido no filtro. Granalhas sintéticas: são usadas granalhas de material duro como carbonetos. onde se pode verificar que nos bicos tipo venturi a área de alto impacto ocupa toda a superfície de jato.270-000 – Guaramirim . vestuário adequado e luvas.weg. escórias. e até mesmo materiais plásticos. quase sempre. conduzindo a uma maior efetividade 29 WEG Indústrias S. Só é economicamente viável quando o jateamento é feito em ambiente onde o abrasivo pode ser recuperado e reaproveitado.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.Abrasivo O jatista deve ser protegido. portanto. a fim de se ter o máximo de reaproveitamento. O compressor deve fornecer o ar com uma pressão da ordem de 0. de modo geral. rendimento. TIPOS DE ABRASIVOS Granalha de aço: é usada.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. sendo. Abaixo pode-se observar as áreas de impacto de bicos tipo retos e venturi.os quais devem ser realizados em superfícies de aço cujo estado inicial de oxidação é também classificado em quatro graus. pouco comum em pintura industrial. por um capacete e uma máscara com entrada de ar puro. O equipamento para jateamento abrasivo constitui-se basicamente dos seguintes componentes: no jateamento. Estes abrasivos são ainda de pouca aplicação no Brasil. ferro fundido ou vidro: usados apenas para pequenos trabalhos de limpeza e para tratamento mecânico de endurecimento superficial.A. para sua perfeita segurança.6 MPa (100 psi) no bico e uma vazão de ar compatível com o tamanho do equipamento de jato e com o diâmetro interno do bico. em especial no seu Convencional Venturi Esquema dos bicos convencional e venturi 1 – Compressor 2 – Mangueira de ar 3 – Vaso de pressão 4 – Mangueira de ar-abrasivo 5 – Bico 6 – Válvula de controle remoto 7 – Separador de umidade 8 – Separador de óleo 9 – Jato abrasivo 10 – Capacete com ar puro 11 – Separador de óleo do ar 12 . em circuitos fechados. O vaso de pressão deve ser de duplo compartimento e possuir válvula de segurança e uma válvula automática para enchimento. Esferas de aço. A válvula de mistura ar-abrasivo deve ser de características compatíveis com o equipamento.net .

..60 m2/dia/bico Jato quase branco ...80 m2/dia/bico Jato comercial . . dentre outros..2 1.(100 psi) ... Como alternativa de limpeza de superfície pode-se utilizar o jateamento com a areia úmida e o hidrojateamento.. escórias de cobre.... um jatista usando bico de 4. A rugosidade da superfície após a limpeza..2 1.270-000 – Guaramirim . acima de 150 m2/dia/bico 4) Em situações de jateamento em áreas confinadas. pode-se adotar um perfil de rugosidade de cerca de 2/3 da espessura da primeira demão.Sa 1. sendo comum adotar-se um perfil médio de rugosidade do material de cerca de 1/4 a 1/3 da espessura total da camada de tintas prevista pelo esquema de pintura...Sa 2 .. removendo-se a poeira proveniente do mesmo. a qual deve ser protegida adequadamente..... o que pode ser evitado com o uso de inibidores de corrosão..deve render em média o seguinte: Jato branco ..Sa 2 ½ .. 70 . recomendada pelo esquema de pintura.net . bauxita sinterizada..5 mm (3/8") como pressão de 7 kg/cm2 .A.100 m2/dia/bico Jato ligeiro .0 1.7 1. 3) Num turno normal de trabalho.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89..7 25 18 16 12 85 90 100 200 70 75 80 150 1. deve ser proporcional à espessura mínima 30 WEG Indústrias S. por exemplo. evitando-se assim oxidação após a aplicação desta primeira demão.Outros materiais: poderão ser usados em condições especiais....0 1.7 18 16 14 12 80 85 90 95 65 70 75 80 Após a operação de jateamento abrasivo. particularmente com abrasivos. O jateamento com areia úmida apresenta o inconveniente da oxidação rápida sofrida até a evaporação da água... O perfil de rugosidade obtido no jateamento da superfície é função principalmente da granulometria do abrasivo. a superfície a ser pintada deve ser limpa com ar seco.4 1.... carbonetos duros. 0.weg.. 2) Equipamentos já montados devem ser protegidos com lonas e exigem atenção especial. como... evitando-se assim problemas de deficiente adesão de tinta. bem como eventual impregnação com partículas grosseiras.Sa 3.. sendo o mais empregado até o momento o nitrito de sódio.. deve se lavar as peças com água limpa e secar rapidamente com ar comprimido limpo e seco.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Nos casos onde o intervalo de tempo entre a aplicação da primeira demão e da demão subseqüente é grande e o ambiente é agressivo. Após o jateamento à úmido. ORIENTAÇÃO NA APLICAÇÃO DO JATEAMENTO PERFIL DE RUGOSIDADE EM FUNÇÃO DO ABRASIVO ABRASIVO TAMANHO MÁXIMO PARTÍCULA Abertur a da peneira (mm) Altur a máxima de perfil (µm) Rugo sidad e médi a (µm) DA Nºda penei ra ASTM e-11 Granalha de aço (Partícula angular) Nº G 50 SAE Nº G 40 SAE Nº G 25 SAE Nº G 16 SAE Granalha de aço (esféricas) Nº S 230 SAE Nº S 280 SAE Nº S 330 SAE Nº S 390 SAE 1) Os trabalhos de limpeza com jato devem ser de modo a não danificar a pintura já realizada.. instalar exaustores com mangotes para jogar a poeira longe do local de pintura ou equipamentos Não se deve jatear quando a umidade relativa do ar for maior que 85%.

devendo ser protegida imediatamente com a primeira demão do sistema de pintura ou. em geral pouco empregada para pintura. b) Em trabalho ao ar livre é difícil estabelecer com segurança um intervalo máximo para aplicação da pintura. deverão ser rejateadas. como dentro de galpões com atmosfera limpa e umidade relativa em torno de 70%. por jateamento ligeiro e comercial.INTERVALO ENTRE JATEAMENTO E PINTURA Após o jateamento. com o “shopprimer” especificado. Limpeza ao metal cinza ou jateamento comercial: constitui-se numa limpeza de superfície com a retirada de óxidos. etc. e nem é boa prática. enquanto que sob condições de atmosfera industrial ou marítima.A. com intervalo máximo de até 2h. As Normas Sueca ISO 8. a superfície de aço fica em estado vulnerável. Devem ser previamente considerados o grau de poluição atmosférica existente no local. em termos práticos. TIPO DE ISO LIMPEZA 8501-1 Limpeza manual Limpeza com ferramenta mecânica manual Jateamento ligeiro ou de escovament o (brush off) Jateamento comercial ou ao metal cinza Jateamento ao metal quase branco St2 St3 NORMA NORMA SIS 05 SSPC 59 00 St2 SP 2 St3 SP 3 NORMA PETROBRÁS N-6 N-7 B Sa1 C Sa 1 D Sa1 B Sa 2 C Sa 2 D Sa 2 B Sa1 C Sa 1 D Sa1 B Sa 2 C Sa 2 D Sa 2 SP 7 N-9 (Grau Sa 1) N-9 (Grau Sa 2) SP 6 A Sa 2½ B Sa 2½ C Sa 2½ D Sa 2½ Jateamento A Sa 3 ao metal B Sa 3 branco C Sa 3 D Sa 3 A Sa 2½ B Sa 2½ C Sa 2½ D Sa 2½ A Sa 3 B Sa 3 C Sa 3 D Sa 3 SP 10 N-9 (Grau Sa 2 ½) N-9 (Grau Sa 3) SP 5 Notas: 1. carepa de laminação.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.501-1 e a SIS 05 59 00 não prevêem também para o Grau A limpeza manual e com ferramentas mecânicas manuais. de acordo com a conveniência da obra. c) Sob condições muito favoráveis de tempo seco e em atmosfera com um mínimo de poluição. Contudo.weg. 2. . Não é recomendável. que apresentarem qualquer deterioração ou oxidação visível. é necessário observar as considerações seguintes: a) Um intervalo de até 4 horas entre o jateamento e a pintura é bastante seguro. As Normas ISO 8. d) Superfícies jateadas que sofrerem condensação de umidade..501-1.270-000 – Guaramirim . ou ainda que não tiverem sido pintadas no mesmo dia de trabalho. GRAUS DE LIMPEZA COM JATEAMENTO ABRASIVO Limpeza ligeira ou jato de escovamento: constitui-se numa limpeza ligeira e precária. para superfície cujo estado de oxidação é o Grau A. devido a dificuldade de remoção da carepa que é muito aderente. em cerca de 50% da 31 WEG Indústrias S. no máximo de 75%.net . quando o trabalho está sendo realizado em ambiente abrigado. A retirada do produto de corrosão neste caso situa-se em torno de 5%.501-1 e a Sueca SIS 05 59 00 não prevêem a limpeza. deixar a superfície jateada exposta. ou ainda sob condições meteorológicas desfavoráveis. é de importância vital que a pintura seja aplicada o mais rápido possível. exceto em alguns casos de repintura. é possível considerar intervalos máximos de 4 ou até 6 horas. as condições meteorológicas da época do ano e a temperatura e umidade relativa do ambiente na ocasião do trabalho.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Corresponde ao padrão Sa 1 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e de ISO 8.

o uso de material abrasivo. sem 32 WEG Indústrias S. que compromete a vida útil das tintas. carepa de laminação. o processo de hidrojateamento pode ser executado em qualquer região rural ou industrial..net . No hidrojateamento.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. remoção de tintas.7 HIDROJATEAMENTO NA REMOÇÃO DE TINTA Hidrojateamento é uma técnica para remoção de tinta ou limpeza de superfície que confia na energia da água o efeito de limpeza completo.superfície a ser pintada. Corresponde ao padrão Sa 3 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e da ISO 8. Condições ambientais inadequadas.2. ferrugem ou outro material de que não faça parte da estrutura da superfície metálica ou de alvenaria. poeiras.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. deixando-se a superfície do metal completamente limpa. PROBLEMAS COMUNS NO PROCESSO DE JATO • • • • • • • • • Pré-limpeza com solvente insuficiente. Trata-se de um equipamento com bomba de altíssima pressão de 06 pistões.weg. Abrasivos não são usados no hidrojateamento SPSA (Sistema de Preparação de Superfície com Água). não é possível utilizar granalha de aço ou vidro. pisos. Abrasivo de tamanho inadequado. porém. etc. plástico.. 5.000 psi) de pressão. carepa de laminação. ferrugens e incrustações de difícil remoção em estruturas.270-000 – Guaramirim . É portanto próprio para superfícies anteriormente pintadas. mais a propriedade de ser aplicado com qualquer condição de alta umidade do ar. A principal exigência deste equipamento é que a máquina atinja o mínimo de 1. limpeza de superfícies metálicas. encontramos os seguintes tipos de pressões operacionais.700 bar (25. por conseguinte os problemas causados por poluição de pó e pela disposição de abrasivos gastos são eliminados. Perfil de rugosidade inadequado.5011. bem como seu custo de remoção. sendo que o jato de água é dirigido por um ou mais bicos rotativos / diretos sobre a superfície com altíssima energia concentrada. Limpeza ao metal quase branco: constituise numa limpeza de superfície com a retirada quase total dos óxidos. Limpeza ao metal branco: constitui-se numa limpeza com a retirada total de óxidos.501-1.A. a saber: 5. etc. por questões de poluição ambiental e doenças profissionais. Velocidade do jateamento. Não desgasta a superfície jateada. que pela não geração de material particulado sólido em suspensão na atmosfera local. Manuseio com as mãos na peça. onde já existia perfil.. Há algumas tentativas de promover o perfil de rugosidade através da inclusão de pequeno percentual de abrasivo na água do hidrojato. . produtos de corrosão. sendo desta forma viável a aplicação em áreas de riscos (sujeitas à explosão). não promove perfil de rugosidade. corte de concreto e metal. acionado por motor Diesel. Este sistema é ideal para aplicação em áreas onde. É importante salientar. além da contaminação não visível (a olho nu) impregnados no substrato. etc. atendendo os requisitos ambientais. admitindo-se cerca de 5% da área limpa com manchas ou raias de óxidos encrustados. retirando apenas a tinta. tubulações internas e externas.6 HIDROJATEAMENTO COM ULTRAALTA PRESSÃO ATRAVÉS DO PROCESSO HYDROBLASTING O hidrojateamento é de grande eficácia na retirada de materiais soltos. Reutilização da areia.2. Pode ser realizado em qualquer tipo de serviço de manutenção anticorrosiva.501-1. Corresponde ao padrão Sa 2 ½ da Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8. Este processo também não produz faísca. A água em alta pressão é distribuída por meio de mangueiras e pistolas especiais para hidrojateamento. Abrasivo contaminado. Técnica irregular de jato. borracha. etc. Corresponde ao padrão Sa 2 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e da ISO 8.

o perfil de ancoragem original é regenerado. Devido à perfeita limpeza. mesmo que fortemente aderidas. a melhor troca térmica e serviços de limpeza mais espaçados.weg. mancha de ferrugem e tintas. inclusive para contato com superfícies úmidas ou molhadas. a qualidade da superfície.700 bar (25. O seu aspecto pode ser semelhante ao metal branco S3 ou metal quase branco Sa 2 ½ em locais com forte ferrugem ou cinza claro até cinza escuro conforme grau de óxido ferrítico. já estão disponíveis no mercado tintas especiais compatíveis com o sistema de hidrojateamento. Limpeza com água a alta pressão de 5. No caso de tubulações de cobre ou de aço inox. tinta e corpos estranhos com acabamento no metal com ou sem manchas. quando for operado com pressões acima de 1.000 psi (700 bar). WJ-4 – remoção de toda ferrugem solta. Pode ser utilizado em 33 WEG Indústrias S. O processo de Hydroblasting atende as especificações da ISO 14. sendo 95% da superfície livre de resíduos visíveis e restando 5% em forma aleatória dispersa de manchas de óxido ferrítico e tintas. obtemos com resultado. VANTAGENS DO SISTEMA HIDROJATO § § O hidrojateamento não danifica as tubulações. não sendo necessário a utilização de inibidores de corrosão para a aplicação do primer.2. § 5. tintas soltas ou não bem aderidas em forma uniforme. Não interessa o aspecto “visual da chapa”.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.A. não produz riscos na superfície dos tubos. particularmente em substratos metálicos com corrosão severa e pites. sendo que as mesmas servem como base para novas camadas de primer.net . é de alta qualidade.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. WJ-2 – limpeza com acabamento visual da chapa.270-000 – Guaramirim . graxa e óleo. cinza claro até cinza escuro. dentro dos padrões ecológicos. WJ-3 – limpeza com acabamento visual da superfície deixando • da superfície livre de resíduos (exceto carepa) e ficando o restante contendo em forma aleatória. Estas manchas não são possíveis de serem removidas por este processo. Hidrojateamento com Ultra Alta Pressão. caso apareça algumas regiões onde não foi possível a remoção total das tintas velhas. PADRÕES DE HIDROJATEAMENTO NA LIMPEZA DE SUPERFÍCIE WJ-1 – superfície livre de todo o óxido.8 TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE COM NANOCERÂMICO Um dos tratamentos de superfícies metálicas mais utilizadas é a fosfatização. Atualmente. este sistema apresenta a solução ideal.§ § § Limpeza com água a baixa e media pressão até 5.000 psi (340 bar). No Hydroblasting. O hidrojateamento é muito eficiente na remoção de contaminantes: sais solúveis. As tonalidades na cor cinza escuro são filmes de óxido ferrítico. ou seja. Em muitos casos não é necessária à paralisação do equipamento em funcionamento para a execução do Hydroblasting ou aplicação das tintas.000 psi (340 bar) até 10. isto indica claramente a sua alta e perfeita aderência ao substrato. mas sim.000. Quando uma película de revestimento é removida pelo hidrojateamento. As superfícies sujeitas ao processo de Hydroblasting poderão apresentar colorações diferentes que vão do metal branco. Este filme forma parte do substrato e não apresenta um problema de contaminação para as tintas. . Entretanto estudos recentes demonstraram que a utilização de nanocerâmicos (nanopartículas de cerâmica) como prétratamento. acima de 25.700 bar).000 psi). placas de corrosão e películas de tinta.000 psi (1. gera menos resíduo e é economicamente viável. O processo nanocerâmico além de isento de fosfato e metais pesados é menos complicado que o processo convencional de fosfatização.

Consiste nas seguintes etapas: • Desengraxe alcalino e Lavagem • Decapagem ácida e Lavagem • Refinador • Fosfatização e Lavagem • Passivação e Lavagem • Secagem das peças A cada etapa do processo se faz necessário um bom controle de: tempo de permanência das peças nos banhos. Vantagens na utilização do tratamento com nanocerâmico: § § § § Aplicação à temperatura ambiente. manutenção e limpeza dos banhos. menos lodo é produzido.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. ETAPAS DO PROCESSO DE FOSFATIZAÇÃO ETAPA 1 . Economia de energia. • Oferece proteção contra a corrosão durante o tempo de vida do produto.2. fosfatizante. disposição final dos resíduos. A peça tratada (aço.net .9 FOSFATIZAÇÃO É um processo químico a partir do qual é obtida uma camada de fosfato de pequena espessura cristalizada sobre superfícies metálicas. alumínio) recebe uma fina camada inorgânica que fica fortemente aderida superfície. A única restrição deste processo é a necessidade de água deionizada (livre de íons) para os enxágües do processo.A. lavagem das peças antes de entrar no próximo banho e análise dos banhos para verificar a sua concentração de acordo com cada fornecedor e evitar contaminações. o que diminui gastos com tratamento de água.270-000 – Guaramirim . pois se origina de uma reação química com o material base. Protege temporariamente a peça a ser recoberta. Obs: A camada adere fortemente ao substrato. • Aumenta sensivelmente a ancoragem da tinta ao substrato. produto os decapante e 34 WEG Indústrias S.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. É o método mais eficiente de limpeza e preparação de superfície por meio do processo de fosfatização industrial. PROCESSOS DE FOSFATIZAÇÃO 3 EM 1 Forma de tratamento simples com boa resistência contendo em um único componentes: desengraxante. o processo é menos poluente que a fosfatização. 5. e possui excelente capacidade de ancoragem da tinta. obtendo uma superfície limpa. temperatura dos banhos. PROCESSO DE IMERSÃO OU SPRAY FOSFATIZAÇÃO: Além das vantagens acima relacionadas. Geralmente empregado por aplicação por spray ou manual por fricção com pedaços de tecido ou estopas.DESENGRAXE Consiste na remoção de óleo e sujidades das superfícies provenientes das operações de manufatura ou oleamento de usina. pois. Redução do tempo de imersão. Não necessita do processo de passivação (diminui custos). e confere melhor adesão da tinta ao substrato e proteção anticorrosiva em comparação ao fosfato de ferro.weg. isenta de impurezas. de superfície anticorrosiva. .superfícies que receberão tinta líquida ou em pó e pode ser realizado por imersão ou por spray. A finalidade da fosfatização é melhorar a aderência de tintas e tornar a superfície mais resistente a corrosão.

Esta solubilidade faz com que o tensoativo atue na interface do meio aquoso/não aquoso. Tipos de Desengraxantes Para materiais ferrosos: alcalinos. Dodecilsulfonato de Sódio C12H25 . protetivos.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.A. É muito prejudicial ao meio ambiente e não recomendado para alguns tipos de substrato. pois.270-000 – Guaramirim . Ex. neutros. se utiliza para leves decapagens devido ao baixo poder de solubilidade do ferro.SO3.net . Para materiais não ferrosos: levemente alcalinos. Apresentam boa solubilidade em meios neutros ou alcalinos e são muito utilizados em banhos de fosfatos com aspersão devido ao baixo poder espumogêneo. portanto é inviável sua utilização para aspersão. que reagem com a camada de óxido formada produzindo sais solúveis de fácil remoção por meio de lavagem. Ácido Sulfúrico (H2SO4): é largamente utilizado. a desvantagem é que a camada leve formada de fosfato de ferro pode inibir processos posteriores de fosfatização. Os decapantes mais comuns são a base de ácidos. 0 %) Temperatura (varia em torno de 28 a 80°C dependendo do substrato) Contaminação / Tempo de uso do banho Tipo e concentração de tensoativos Agitação (no caso de imersão) Pressão (no caso de aspersão) ETAPA 2 . c) Não Iônicos: a molécula não possui carga e é caracterizada pelos grupos C-OH e C=O onde a solubilidade em meio aquoso é conseguida por ligações de hidrogênio.DECAPAGEM (fase opcional e de pouco uso) Consiste na remoção de camadas de óxidos do metal base que pode ter sido formada durante o processo de laminação a quente ou da ferrugem formada pela ação do tempo durante o transporte ou armazenamento. neutros. por outro lado. Ácido Fosfórico (H3PO4): custo elevado. sulfato e etc.Na + 35 WEG Indústrias S.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.weg. gravadores. A grande vantagem do ácido fosfórico é sua utilização manual. apresenta baixo custo. Formas de Aplicação • Aspersão (ação mecânica) • Imersão (com recirculação) • Equipamento portátil de pressurizada (com aquecimento) • Eletrolítico (corrente elétrica) água Fatores que afetam a eficiência de um desengraxante • • • • • • Concentração (quanto maior a concentração melhor a eficiência 0. ao invés de limpar a peça. . especiais. Não são usados para processos de tratamento de superfície. TENSOATIVOS Tensoativo é uma molécula com uma parte solúvel em óleo e outra solúvel em água. Ácido Clorídrico (HCl): é usualmente utilizado quando não há aquecimento. é usado em temperaturas de 60 a 90 °C em concentrações de 5 a 30%. Existem três tipos de tensoativos: a) Aniônicos: a carga da molécula é negativa: carboxilato. aderem à sujidade na superfície. O banho pode ser reciclado via remoção de FeSO4 precipitado em baixas temperaturas (25 a 30°C).CRITÉRIOS PARA A SELEÇÃO DE UM DESENGRAXANTE • • • • Tipo de substrato Forma de aplicação Tipo de contaminantes Processo posterior b) Catiônicos: a carga da molécula é positiva: amina e grupo quaternário de nitrogênio. A maioria destes tensoativos possui alto poder espumogêneo e. desfosfatizantes.5 a 5. ácidos.

ou lubrificantes nas operações de deformação a frio ou em partes móveis.ETAPA 3 . 4H2O+ 4H3PO4 (Aço Laminado a frio hopeíta) 3Zn2+ + Fe2 + 6H2PO4Zn2Fe(PO4)2 . 2H2 + O2 2H2O Formação da Camada 3Zn2+ + 6H2PO4Zn3(PO4)2 . .ENXAGUE PÓS-DESENGRAXE Trata da remoção dos resíduos das superfícies provenientes do estágio de decapagem ácida. densa e microcristalina.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Características: Consiste basicamente em fosfatos metálicos dissolvidos em solução aquosa de ácido fosfórico (H3PO4).FOSFATIZAÇÃO É a deposição sobre as superfícies de uma camada de fosfatos metálicos flexíveis e firmemente aderida ao substrato. Ni e Mn) Excelente absorção de lubrificantes. proporcionando melhor aderência e resistência à corrosão. de fosfato e com isso mais resistente. podendo ser aplicado por aspersão ou imersão. além de melhorar a aderência da tinta.A. Características: Utilizam-se compostos a base de fosfato de titânio. 4H2O+ 4H3PO4 (Aço Laminado a frio fosfofilita) 3Zn2+ + Mn2+ + 6H2PO4 (aço galvanizado Zn2Mn(PO4)2 .) Fe2+ + H2 (g) • (oxidação – microanodo) Depolarização ETAPA 5. 4H2O + 4H3PO4 fosfofilita modificada) Formação da Lama 2Fe2+ + H2PO4. pois.270-000 – Guaramirim .weg. Tipos de Fosfato Características Classificação Estrutura Amorfa Fosfato Ferro Boa aderência das tintas Boa resistência à corrosão Estrutura Cristalina Fosfato de definida Zinco Excelente aderência das tintas Excelente resistência à corrosão Melhor controle visual Estrutura Cristalina Fosfato definida Tricatiônico Melhor controle visual (Zn.+ O2 2FePO4 .net . protetivos óleos de Imersão/ Aspersão Aplicação Imersão/ Aspersão ETAPA 4 . ela assume uma importância muito grande. A fosfatização sozinha não tem muito valor protetivo contra a corrosão nas superfícies metálicas. converte a superfície metálica que é sensível a corrosão. Imersão/ Aspersão Reações Químicas envolvidas Ataque Fe + 2H+(aq. porém.REFINADOR DE CRISTAIS Sua finalidade é condicionar as superfícies a serem fosfatizadas para obtenção de uma camada de fosfato uniforme. Características: Caracteriza-se por trabalhar em regime de transbordamento contínuo para minimizar contaminação do estágio posterior. evitando a contaminação do estágio subseqüente do processo. quando associada à pintura. evitando falhas ou imperfeições da camada de fosfato depositado para não comprometer a qualidade do processo. 2H2O↓ (lama borra amarela) 36 WEG Indústrias S. preparando para receber revestimentos orgânicos.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. em uma superfície não metálica. podendo ser aplicados por aspersão ou imersão.

Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.A.ENXAGUE PÓS-FOSFATO Tem como objetivo a remoção dos sais residuais.net . evitando o empolamento e corrosão filiforme. para evitar contaminação do estágio posterior. ETAPA 7 – PASSIVAÇÃO Finalidade: Selar as porosidades existentes na camada de fosfato. Características Trabalha em regime de transbordamento contínuo para manter a 37 WEG Indústrias S. independente do tipo de cristal. ETAPA 6 . em regime de transbordamento contínuo. Características Trabalha com água contendo baixo teor de sais. . ETAPA 9 – SECAGEM DAS PEÇAS Secar as peças em estufa a temperatura na faixa de 100ºC. Características dos passivadores: .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. pois a mesma apresenta certo grau de porosidade. Tipos de substratos que podem ser fosfatizados: Aço Laminado a frio Aço Laminado a quente Aço Galvanizado a quente por imersão (zincado) Aço Galvanizado por eletrodeposição (minimizado) Liga de Galvalume (70% Zinco + 30% Al) Alumínio Ferro Fundido Liga Zamak (Cobre e Zinco).Orgânicos: Composto ácido a base de resinas orgânicas ou polímero sintético.270-000 – Guaramirim . A passivação aumenta a resistência à corrosão melhorando a aderência da tinta. para evitar formação de blisters e focos de corrosão. .weg.FORMAS DE REMOÇÃO DA BORRA Filtro Prensa (vista lateral) água com o mínimo de contaminação possível. subprodutos de reação e acidez proveniente do estágio de fosfatização. Geralmente as peças passam por fornos ou sopros de ar quente e toda a umidade da superfície que possa formar bolhas e prejudicar a pintura é eliminada. com pH e condutividade controlada.Inorgânicos: Composto ácido a base de cromo ou zircônio. ETAPA 8 ENXAGUE DEIONIZADA (DI) – ÁGUA Decantador (vista superior) Tanque com Fundo Inclinado (vista lateral) Trata da remoção dos sais solúveis residuais e do excesso de acidez proveniente da passivação.

. de peças CORREÇÕES Aumentar o tempo de enxágüe e baixar o pH da água a faixa usual. Concentração ou temperatura baixa no banho desengraxante ou no fosfato. apesar de todos os controles estarem dentro do especificado. chumbo.DEFEITOS EM PEÇAS FOSFATIZADAS DEFEITO CAMADA MANCHA-DA IDENTIFICAÇÃO Oleosidade ORIGENS Pouco tempo de enxágüe ou renovação deficiente da água após o desengraxe. descartar todo banho. BANHO CONTAMINADO Banho não funciona. FALHA CAMADA NA Falhas com aspecto brilhante. Banho de fosfato apresenta muita borra no fundo do tanque. Contaminação com arsênio.weg. PEÇAS COM RESÍDUO DE PÓ Peça com excessivo resíduo de pó de fosfato. sacrificar algumas cargas de peças. LAMINAÇÕES DA SUPERFÍCIE Esses defeitos provavelmente ficarão expostos após o jateamento. limpar as peças com ar comprimido.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. portanto. retornar para banho previamente filtrado. Tratamento enferrujadas. DEFEITOS OBSERVADOS NA SUPERFÍCIE Embora não sejam considerados estritamente como contaminantes.270-000 – Guaramirim . Após retirar toda a borra do fundo. Verificar todas as peças para que as mesmas entrem no desengraxamento sem nenhum tipo de oxidação. Banho de insuficiente.A. Caso a contaminação seja pequena. 6. MANCHA DE FERRU-GEM decapagem MANCHA AMARE-LADA Peça manchada Concentração do acelerador ou problema com o passivador. após uma minuciosa limpeza do tanque de fosfato. alumínio ou excesso de ferro no banho de fosfato.net . Toda laminação deve ser removida com esmeris ou lixas rotativas 38 WEG Indústrias S. quando eles tendem a se projetar acima da superfície. nos casos mais graves. OBS: O banho novo só deverá ser colocado. Se o problema for com o passivador. preparar uma nova solução. Corrigir a concentração do acelerador para a faixa usual. descartar todo o banho. Se o resíduo for pequeno. Corrigir os parâmetros de trabalho para faixa usual. os defeitos na superfíc ie contribuem para o aparecimento de falhas no revestimento e precisam ser retificadas como parte do processo de preparação. transferir o banho de fosfato para outro tanque. Peças com aspecto enferrujado. elas devem ser removidas por esmerilhamento ou lixamento rotativo. Nenhum sistema de revestimento pode cobrir adequadamente ou proteger as laminações. se não.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.

BORDAS AFIADAS OU CANTO VIVO A tinta úmida tende a escorrer das bordas afiadas.A. deixando um filme fino que se rompe com facilidade. as tintas podem ser melhoradas quanto à característica de melhor desempenho nas peças nos pontos de cantos vivo. Recomenda-se que as bordas afiadas sejam suavizadas a um raio de 2-3 mm. Depois.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. a menos que sejam muito profundos.270-000 – Guaramirim . todas as bordas afiadas devem ser esmerilhadas. caso em que devem ser preenchidos com solda e depois suavizados. INCLUSÕES Todas as inclusões nas superfícies das chapas de aço. 39 WEG Indústrias S. Esses defeitos devem ser esmerilhados. inclusive as bordas cortadas a maçarico.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.weg. evitando que ocorra o deslocamento da tinta e conseqüente exposição da peça que ficará sujeita a apresentar início de pontos de corrosão nestes locais. devem ser removidas por descascamento e esmerilhamento. De acordo com a necessidade de cada cliente. Por isso.net . inclusive as carepas de laminação não removidas na cabine automática de jateamento. a superfície pode ser preenchida com solda e suavizada se necessário. . a qual cria células de corrosão.RACHADURAS E FISSURAS PROFUNDAS Esse tipo de defeito pode conter umidade.

Células de corrosão se formam nos defeitos levando à ruptura do revestimento.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Os defeitos de porosidade devem ser preenchidos com solda e suavizados. 40 WEG Indústrias S.net . As “mordeduras” substanciais devem. CORDÕES DE SOLDA IRREGULARES Os cordões de solda automáticos são geralmente lisos e não apresentam problemas de revestimento.weg. ser reparadas por esmerilhamento e preenchimento.A. As irregularidades devem ser removidas por esmerilhamento.270-000 – Guaramirim .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. . POROSIDADE DA SOLDA . portanto.POROSIDADE DA SOLDA Não é possível encobrir a porosidade da solda. mas as soldas manuais podem ter bordas afiadas ou irregulares que podem causar a ruptura do revestimento.“MORDEDURA” DA SOLDA As “mordeduras” da solda podem ser difíceis de recobrir e podem levar ao aparecimento de falhas no revestimento.

ou seja. É muito conhecido como galvanizado eletrolítico. Se a corrosão já esta num estágio mais avançado e a camada de zinco já estiver comprometida. deve-se tratar o galvanizado como uma superfície de aço enferrujada. limpos e embebidos em diluente até a total eliminação de oleosidade. Não utilizar somente solventes para remoção de óleos ou gorduras que possam conter sobre a superfície. pode ser adotado um lixamento na superfície visando riscar a mesma para criar um perfil de ancoragem melhor para a tinta. Galvanizado antigo Enquanto a chapa não apresentar corrosão vermelha. bastando um vigoroso esfregão úmido com escovas de cerdas de nylon ou fibra vegetal. remove os sais e compostos solúveis por ser aplicado por meio de uma solução aquosa e a oleosidade por ser um tensoativo. Em determinadas situações. Chapas de aço revestidas com Zinco É comum.7. Chapas de Alumínio A superfície deverá ser desengraxada com pano limpo embebido em solventes para a remoção de óleos e graxas. produtos de corrosão do aço.weg. Corrosão branca é parcialmente solúvel em água. tais como: não é inflamável. pode-se tratar como descrito para aço zincado a quente novo. Recomenda-se a aplicação de tinta do tipo “wash primer” (fundo fosfatizante) ou “shop primer epóxi” sobre superfícies de alumínio limpo como promotor de aderência. b) Escovar (escova manual) a superfície até a eliminação total de resíduos.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. . após exposição a intempéries. Trocar os panos com freqüência. surgem bolhas na película de acabamento. Preparação: a) Desengraxar a peça galvanizada esfregando a superfície com panos brancos limpos embebidos em diluente até a total eliminação de oleosidade e gorduras. Geralmente adotando o processo de limpeza por meio de jateamento abrasivo ou limpeza mecânica. Observação: Solvente não remove a corrosão! Somente aplicar um tratamento com lixa. com o primer promotor de aderência.A.net . Galvanizado pintado a) Remover tintas anteriormente aplicadas (aderência comprometida) com removedor. e resulta em formação de hidrogênio gasoso e.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. seguido de raspagem/ lavagem com água doce e limpa/ desengraxe com solvente. livres de umidade e corrosão: iniciar a pintura imediata após a limpeza. pode ser biodegradável.1 AÇO GALVANIZADO ELETROLÍTICO (FLORES DE ZINCO) Galvanizado novo O aço é zincado por meio de banhos onde o zinco é depositado por meio de corrente elétrica. aplicar um tratamento através de escovas rotativas ou jato abrasivo. As estruturas são porosas e absorvem o ácido que as corrói. PREPARO FERROSAS DE SUPERFÍCIES NÃO 7. 41 WEG Indústrias S. b) Atualmente existe a opção limpeza da peça com a utilização de um detergente (tensoativo) que apresenta algumas vantagens. c) Desengraxar com panos brancos. Um eletrodo de zinco vai se decompondo para que o zinco se transfira para a peça a ser revestida.270-000 – Guaramirim . o aparecimento da corrosão do zinco em superfícies revestidas com “primer” de zinco ou mesmo na galvanização metálica do aço. Poderá ser aplicado um “shop primer epóxi” para base de aderência. mediante indicação da área técnica e jamais. Constitui prática errada aplicação de “primer” de aderência à base de ácido fosfórico (tipo wash primer) sobre chapa de zinco. isto se deve ao mecanismo de proteção. Chapas de Cobre A superfície também deverá ser desengraxada com panos limpos embebidos em solventes para a remoção de óleos e graxas. Importante: Superfícies limpas. conseqüentemente.

processo conversão . pode ser biodegradável. Galvanizado a fogo (novo) a) Desengraxar a peça galvanizada esfregando a superfície com panos brancos limpos embebidos em diluente até a total eliminação de oleosidade e gorduras. seguido de escovamento (sem polir). Não utilizar lixa.net . b) Atualmente existe a opção limpeza da peça com a utilização de um detergente (tensoativo) que apresenta algumas vantagens. criando perfil de ancoragem. d) Fosfatização NBR 9209 .cristais de fosfato que proporcionam aderência. lavar com água doce (potável). . PISO: Tratamento com ácido Utilizado para promover rugosidade no piso de concreto.weg. Nota: Sobre superfície galvanizada por aspersão térmica. 42 WEG Indústrias S. além de produzir rugosidade para garantir a perfeita aderência do sistema. Galvanizado a Fogo (envelhecido) a) Lavar substrato para remoção de sais solúveis. Efetuar a aplicação da primeira demão de verniz selador ou tinta. remove os sais e compostos solúveis por ser aplicado por meio de uma solução aquosa e a oleosidade por ser um tensoativo. Reage com a superfície. Trocar os panos com freqüência.A. c) Jateamento abrasivo ligeiro (Padrão Sa 1). PISO: Concreto Novo Não aplicar revestimento sem que o concreto esteja seco e curado pelo menos por 28 dias. 7. Certificar-se de que no piso não fique pontos com poças d’água.3 SUPERFÍCIES DE CONCRETO Deve ser feita mediante indicação da área técnica lembrando que concreto é uma mistura em proporções prefixadas de cimento. Nota: Para utilização deste método. O tratamento de superfície tem como objetivo eliminar a “nata” superficial do cimento formada e qualquer outro tipo de contaminante superficial (a presença de pó solto). esfregando com escovas de nylon ou piaçaba. Aguardar o piso secar por período de 5 a 10 dias certificando que não há presença de umidade no piso através de teste com fixação de filme plástico ou de papel alumínio no piso (Conforme ASTM 4263). Lavar bem o piso com máquina de pressão “vap”. Aço Zincado por Aspersão Térmica Caso a superfície apresente corrosão branca do zinco.270-000 – Guaramirim .a) Escovamento / lixamento manual ou mecânico até a total remoção de “corrosão branca” e oxidação vermelha em áreas com o zinco já exaurido. Deixar secar. Nota: Iniciar a pintura imediata após a limpeza com o primer promotor de aderência. água e um agregado constituído de areia e pedra que após a mistura destes componentes leve a formar uma massa compacta e de consistência mais ou menos plástica e que endureça com o tempo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. b) Desengraxar.2 LIGAS METÁLICAS NÃO FERROSAS Tratamento da superfície idêntico ao indicado para aço galvanizado novo. c) Alternativa: jato ligeiro. se faz necessário.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. tais como: não é inflamável. b) Desengraxar com pano limpo embebido em solvente até a total eliminação de oleosidade e deposição de impurezas. não utilizar primer promotor de aderência que em sua composição contenha ácidos tais como: wash primer. O jato deve ser bem superficial. a 25ºC e com umidade relativa do ar em torno de 50% ou período equivalente. treinar bem o pessoal para não forçar muito o jato e gastar a camada de zinco perdendo a proteção. PISO: Tratamento com ferramenta mecânica Usar lixadeiras de disco de pedra para promover tratamento superficial removendo parte da nata superficial formada no cimento e regularizar a superfície eliminando relevos indesejáveis. 7.

Lavar com água em abundância para eliminar todo o resíduo de ácido. comprometendo toda a estrutura.0). PISO – Teste verificar a presença de umidade em concreto e alvenaria Procedimento baseado na norma ASTM D 4263. Cuidado: Recomendado mais para piso ao nível do solo. a utilização de ferramentas mecânica rotativa (Fresa) para gerar um desgaste superficial do piso no local impregnado. recomenda-se a consulta de um especialista. Em algumas situações este fresamento tem apresentado bom desempenho com a remoção de alguns milímetros. 43 WEG Indústrias S. Aplicação do ácido: preparar uma solução com 15% de ácido clorídrico (HCl) ou muriático em água. Se necessário. O tratamento com ácido não elimina a presença de óleo impregnada no piso. As falhas na pintura que podem ocorrer estão relacionadas. Medir o pH da umidade superficial do piso de concreto.270-000 – Guaramirim . a solução pode variar desde a destruição parcial do piso e posterior reconstituição ou. pois. Certificar-se para que não haja riscos de infiltrações.atuando no cimento reduzindo a sua alcalinidade. até parar de formar borbulhas (evitar secar). graxas e gorduras.weg. em ordem de importância. Umedecer previamente toda a superfície antes com água para evitar que o ácido seque e precipite sais. visando a remoção de partículas soltas. certificando-se de sua correta fixação e vedação. Se não houver condensação ou mancha o piso esta apto para receber pintura. com os fatores seguintes: a) Danos mecânicos na película. . evitando a formação de poças. Se a infiltração de contaminante é profunda. c) Contaminado: Presença de óleos. Manter por um período de mínimo 16h (de um dia para o outro durante a madrugada). a superfície não poderá ser pintada. Deixar a solução reagindo com o concreto. até que se perceba a formação de uma rugosidade parecida com uma lixa grana 80 – 100 em algumas situações por um período de tempo de 3 a 10 minutos em contato com a superfície. o ácido pode reagir com a estrutura de metal ou ferragem causando oxidação.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 7. Fixar ao piso um filme plástico ou de papel alumínio (com a face brilhante virada para a superfície a ser avaliada) na medida de aproximadamente 45 X 45 cm com uso de fita adesiva. Observar se há presença de umidade condensada ou manchas na parte inferior do material fixado no piso. d) Umidade: Em situações mais complicadas de contaminação ou infiltração de umidade no piso gerada por elevação do lençol freático ou excesso de umidade em local próximo do piso. lavar com água e detergente. Deixar secar bem após efetuar a pintura. Espalhar uniformemente a solução sobre o piso utilizando-se de escova de nylon. Fixar a cada 46 m2. b) Limpeza não satisfatória da superfície antes da pintura. caso contrário. b) Limpo e boa rugosidade – Varrer bem o piso e efetuar a pintura.A.net . Estima-se um consumo de aproximadamente 1 litro a cada 15 m2. A pressão da água infiltrada pode gerar no local pintado a formação de empolamento ou bolhas. certificando-se que a mesma esteja próximo de pH neutro (pH 7.4 PREPARO PINTADAS PARA REPINTURA DE SUPERFÍCIES MANUTENÇÃO OU A proteção mediante pintura não é por tempo indeterminado e necessita a realização do serviço de manutenção da pintura.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. PISO: Concreto elaborado a mais tempo a) Limpo e liso – Proceder com o mesmo tratamento destinado a concreto novo.

de acordo com a natureza do resíduo presente. Aplicação das duas últimas demãos. do sistema de pintura originalmente especificado para o equipamento. Lixamento com lixa nº 120 ou 180. deverá ser limpa manual ou mecanicamente de maneira muito minuciosa.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. a pincel.A. escovas de aço para áreas médias e com pouca corrosão. . Se a superfície for de aço carbono ou ferro fundido. tubulações ou objeto a ser retocado. consideram-se retoques de pequenas áreas com falhas na pintura. fazer a remoção do pó.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. lixa quando a área danificada apresentar corrosão leve. resíduos de sulfato.4. especificado para o equipamento. Por exemplo. Este lixamento deverá se estender a uma pequena porção da área adjacente à danificada. 44 WEG Indústrias S. não superiores a 5% da área total. pistoletes de agulhas ou outros tipos para áreas maiores com corrosão média.1 CLASSIFICAÇÃO DA PINTURA DE MANUTENÇÃO Retoques De modo geral. Área com tinta danificada com corrosão A limpeza da superfície deverá ser como descrito no primeiro sub-item do retoque anterior.270-000 – Guaramirim . usando-se. O procedimento é o mesmo usado em retoques de áreas grandes. Aplicação do sistema de pintura completo. aconselha-se após o retoque com lixa nº 120 ou 180 a aplicação de duas demãos do acabamento em toda área. tubulações ou objeto a ser retocado. conforme a área envolvida e o grau de corrosão encontrado.c) Má aplicação Inspeções posteriores e periódicas fazem-se necessárias para identificar sinais de corrosão localizada. e ferramentas mecânicas como escovas rotativas. Quando for decidido também efetuar a restauração do aspecto estético. trincha ou rolo. e resíduos de graxa ou óleos são removidos com o referido solvente. a qual tem origem em espessuras baixas ou limpeza não satisfatória em pequenas áreas: 7. Manutenção geral Considera-se manutenção geral quando as áreas a serem restauradas forem de 5 à 20% da área total. Posteriormente.net .weg. Área com tinta danificada sem corrosão Limpeza da superfície com água ou solvente a base de hidrocarboneto alifático. cal ou sal são removidos com água. Repintura Considera-se pintura quando a área danificada for superior a 25%.

5 a 15 unidades. por exemplo. TINTAS 8. o monômero é o composto químico (geralmente uma pequena molécula) que origina essas unidades repetitivas que constituem a cadeia polimérica. sendo as principais: alquídicas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.2 POLIMERIZAÇÃO POR ADIÇÃO Os polímeros obtidos através da polimerização são muito importantes na indústria de tintas. . particularmente em sistemas de altos sólidos e sistemas de cura por irradiação. por representarem uma classe de veículos adequados a uma grande variedade de tintas que. poliésteres.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. tintas para manutenção especializada.270-000 – Guaramirim . borracha clorada. a importância desta etapa química é grande.8. Assim.A. maleicas. poliuretânicas. TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES Monômero: como já foi mencionado. através de grupos funcionais. o peso molecular é pequeno. na maioria das vezes. na maioria dos casos. etc. é constituído por um número pequeno de unidades repetitivas. idênticos ou não. pois permite obter o sistema polimérico adequado para uma determinada aplicação. através da reação entre grupos funcionais diferentes. A estrutura da macromolécula é constituída pela repetição de unidades estruturais ligadas entre si por ligações covalentes. o trímero é constituído pela combinação de três moléculas monoméricas. conseqüentemente. A diversidade de materiais poliméricos empregados por essa atividade industrial é ampla.weg. Dímeros: são moléculas formadas pela combinação de dois monômeros. epóxi. A secagem de uma tinta é. Polimerização: é a reação química através da qual os monômeros se transformam no polímero.1 POLÍMEROS E POLIMERIZAÇÃO Os polímeros são substâncias químicas de alto peso molecular obtidos pela reação denominada polimerização. melamínicas. Oligômero: é um polímero de baixo peso molecular. uréicas. acrílicas. resultando em um sistema polimérico com estrutura tridimensional.net . através da quais compostos químicos de baixo peso molecular (monômeros) reagem entre si para formar macromoléculas. As tintas representam uma das aplicações mais importantes dos polímeros. Como conseqüência deste tipo de reação. eletrodomésticos. é fundamental para obtenção das propriedades desejadas do revestimento correspondente. 8. etc. 8. vinílicas. atendem a uma enorme diversificação de revestimento. um polímero é constituído pela repetição de pequenas unidades químicas ligadas entre si por ligações covalentes. pois permite modificar as propriedades de forma a torná-los úteis em aplicações industriais. pois. De forma similar. pois reagem com o polímero-base da tinta. tintas látex para produtos arquitetônicos. um processo de polimerização. O processo de obtenção de derivados de compostos poliméricos é de grande importância. A química dos polímeros é extremamente importante em tintas.3 POLIMERIZAÇÃO CONDENSAÇÃO POR A polimerização por condensação ocorre em etapas e. Os oligômeros são muito importantes na indústria de tintas. A tabela abaixo relaciona alguns 45 WEG Indústrias S. Alguns oligômeros são usados como reticulantes. repintura automotiva. pois. os polímeros por adição são veículos de tintas para a indústria automotiva. por sua vez.

270-000 – Guaramirim . na maioria das vezes. que secam por reação de polimerização. tetrâmeros e oligômeros. Veículos não-convertíveis: são os veículos constituídos por substâncias com propriedades filmógenas. etc. . para conferir propriedades especiais. Incluem-se neste caso as tintas a óleo ou óleo modificadas que secam por oxidação e as tintas polimerizáveis. epóxis.1 VEÍCULO OU RESINAS A resina além de ser o constituinte que mais caracteriza a tinta.TINTAS CONVENCIONAIS Dentro deste grupo podem destacadas as seguintes tintas: ser 46 WEG Indústrias S. conforme as características do veículo. dímeros..weg.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. poliuretanas. Os veículos das classificados em: tintas podem ser É uma polimerização por etapas.net . fenólicas modificadas com óleo. O exemplo clássico são os silicatos que dão origem ao silicato de zinco.4. nitrato de celulose.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. pois a macromolécula vai se formando através da reação de monômeros. à medida que a reação se processa.4 CONSTITUINTES DAS TINTAS FUNDAMENTAIS As tintas apresentam constituintes que são considerados básicos e constituintes considerados eventuais ou aditivos. A escolha do tipo de tinta identificará o tipo de resina e esta escolha dependerá das características físico-químicas desejadas para a pintura. após a evaporação do solvente. Veículos convertíveis: são os veículos constituídos por substâncias que sofrem reação química após a aplicação da película de tinta. como se estivesse sendo constituída através da união de pedaços. alquídicas modificadas com óleo. onde as tintas constituídas deste veículo. porém de natureza inorgânica.A. estirenoacrilato. Veículos inorgânicos: são os veículos também convertíveis. vinílicas e borrachas cloradas. como exemplos: • Plastificantes • Secantes • Tensoativos ou dispersantes • Antinatas • Espessantes e geleificantes TIPOS DE VEÍCULOS OU RESINAS As tintas podem ser classificadas em três grandes grupos. e devem ser retirados. O veículo. é freqüente a formação de produtos secundários. Exemplos: tintas a óleo. formam a película seca. composições betuminosas (asfaltos e piches). é o constituinte ligante ou aglomerante das partículas de pigmentos e responsável pela formação da película e adesão ao substrato. neste caso. sendo as duas últimas citadas polimerizáveis.polímeros importantes obtidos pelo processo de condensação e a reação correspondente. não sofre nenhuma reação química. trímeros. que são incorporados apenas a alguns tipos de tintas. como a água. Exemplos: resinas acrílicas. etc. 1 . Os constituintes básicos das tintas são: • Veículos • Solventes • Pigmentos Como constituintes eventuais das tintas podem ser citados. Polímero Poliésteres Poliamidas Melamínicas Poliuretanos Epóxi Fenólicas Reação Poliácidos + Poliálcoois Poliácidos + Poliamidas Melamina + Formol Poliisocianatos + Polióis Bisfenol + Epicloridina Fenóis + Formol 8. 8.

• Máquinas e motores que trabalham em ambientes abrigados. resultando em um poliéster. mamona. d) Tintas betuminosas: são as tintas fabricadas através da solução de asfaltos e piches. TINTA LÍQUIDA SINTÉTICA Características básicas: • Tinta monocomponente (em uma embalagem) • Facilidade de compra • Baixa resistência a: Umidade elevada Imersão em água Meios alcalinos Produtos químicos Solventes fortes • Aplicadas em baixa espessura (3040 Micra) • Ultrapassado o tempo para demão subseqüente. recomendáveis somente para atmosferas pouco agressivas e não devem ser usadas em pinturas de imersão. Apresentam temperatura limite de utilização da ordem de 60 a 80°C.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. em parte. Os principais óleos usados em tintas são: óleos de linhaça. São tintas de boa resistência à umidade e. a fim de que possam curar à temperatura ambiente. Por este fato. Usos recomendados: • Ambientes industriais de baixa e média agressividade. A secagem dá-se somente pela evaporação do solvente. O poliácido normalmente utilizado é o ácido ftálico. b) Tintas de resinas alquídicas modificadas com óleo: as resinas alquídicas surgiram da necessidade de se melhorar as propriedades físico-químicas das tintas. muitas dessas propriedades foram melhoradas em virtude da ampla possibilidade de combinação de matériasprimas. tungue e oiticica). O óleo de mamona. . em parte. Os óleos secativos possuem molécula não-saturada e secam pela adição de oxigênio as mesmas.net . com a função plastificante. Estas tintas têm maior resistência química e a umidade comparada com as tintas a óleo e as alquídicas modificadas com óleo e boa resistência a ação de raios ultravioleta. Com o advento das resinas alquídicas. A reação de polimerização das resinas fenólicas necessita de energia térmica. elas são usadas modificadas com óleo. Os óleos apresentam o inconveniente de terem secagem muito lenta. como é o caso dos óleos de mamona e de coco. A secagem destas tintas dá-se em parte pela evaporação do solvente e em parte pela oxidação do óleo. • Estruturas abrigadas em locais secos. a camada deve ser lixada para proporcionar boa aderência entre demãos. óleo de soja.270-000 – Guaramirim . Praticamente não são mais fabricadas. • Produtos seriados de pequena importância. recomendáveis para ambientes úmidos ou imersão em trabalhos 47 WEG Indústrias S. soja. principalmente. sendo. As tintas a óleo possuem secagem mais demorada e são saponificáveis. A secagem destas tintas dá-se em parte por evaporação do solvente ou coalescência e. quando desidratado. c) Tintas de resinas fenólicas modificadas com óleo: as resinas fenólicas são obtidas pela reação entre o fenol e um aldeído.A. na forma anidrido ftálico. óleo de oiticica. • Construção civil (Pintura doméstica). óleo de tunge. Alguns óleos nãosecativos podem também ser utilizados na formulação de tintas.a) Tintas a óleo: as tintas com veículo a óleo são aquelas cujo agregante são os óleos secativos. A palavra alquídica origina-se do inglês Alkyd (alcohol and acid) e se refere à poliésteres que são modificados por óleos e/ou ácidos graxos (óleos de linhaça. São obtidas pela reação entre poliálcoois e poliácidos.weg.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. pela oxidação do óleo secativo. enquanto que os poliálcoois mais empregados são o glicerol (glicerina) e o pentaeritritol. A secagem destas tintas dá-se em parte pela evaporação do solvente e. portanto. portanto. pela oxidação do óleo secativo. principalmente. torna-se secativo. baixa resistência as intempéries e amarelamento.

conferem ao conjunto todas essas propriedades. que além da excelente resistência a umidade. devido a sua grande resistência à decomposição pelos raios ultravioleta. Existem ainda as hidrossolúveis. A secagem destas tintas dá-se somente por evaporação do solvente. polivinil acetais e as acrílicas. Neste caso. temos as chamadas tintas à base de alcatrão de hulha-epóxi. Outras tintas: além das citadas. portanto. Apresentam alguns problemas que limitam o seu uso como. As tintas fabricadas com estas resinas são resistentes a ácidos e álcalis e são pouco tóxicas. liberando ácido clorídrico. não amarelando quando expostas a intempéries. b) Aparecimento de poros. sendo. bem como resistência a óleos e graxas. com resinas epoxídicas. c) Fissuras devido ao processo de plastificação. que se copolimerizam em cloreto e acetato de polivinila.A. 48 WEG Indústrias S. quando incorporadas em formulações com outras resinas.weg. que secam por coalescência. há ainda. São recomendadas para atmosferas medianamente agressivas. São geralmente usadas em: “primer” (ou tintas de fundo). sendo. . as alquídicas-silicones. as tintas de acetato de celulose.de pouca responsabilidade e onde a cor preta puder ser aplicada. etc.TINTAS SEMINOBRES Caracterizam-se pela secagem por evaporação do solvente e são eventualmente denominadas de lacas. sensíveis aos seus solventes. As tintas de boa qualidade devem ser isentas de óleo e. As tintas com veículo acrílico caracterizam-se pela excelente resistência aos raios ultravioleta. ocasionando falha precoce. Dentro deste grupo podem ser destacadas as seguintes tintas: a) Tintas acrílicas: as resinas acrílicas são obtidas a partir dos ácidos acrílicos e metacrílico. por exemplo: a) Degradação pelo calor por volta de 65°C. Podem também ser obtidas a partir de reações que produzem o polivinilbutiral. Requerem da mesma forma que as anteriores. um pouco resistentes a raios ultravioleta. Uma das combinações de maior utilização no campo da proteção anticorrosiva envolve a mistura de resinas betuminosas. não saponificáveis. as tintas de nitrocelulose. A secagem destas tintas dá-se somente por evaporação do solvente. apresenta boas propriedades mecânica e boa resistência química. através da esterificação. portanto. Sua principal característica é a excelente retenção de brilho. c) Tintas vinílicas: as resinas vinílicas são obtidas a partir de cloreto e acetato de vinila. São recomendadas especialmente para tintas de acabamento em equipamentos e instalações onde seja importante certo grau de retenção de cor e brilho.270-000 – Guaramirim . sensíveis a seus solventes. “wash-primer” e tinta de acabamento. as acrílicas-vinílicas. Existem ainda as acrílicas hidrossolúveis. A secagem destas tintas dá-se somente por evaporação do solvente. uma boa limpeza de superfície. A utilização mais indicada é para atmosferas medianamente agressivas. As resinas sintéticas termoplásticas mais comumente usadas em revestimento de superfícies são as chamadas vinílicas cloreto de polivinila (PVC). portanto. 2 . As resinas acrílicas. As tintas com veículo de estirenoacrilato se caracterizam por uma razoável retenção de cor e de brilho. mais precisamente o alcatrão de hulha. portanto.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. acetato de polivinila (PVA). sendo. A secagem destas tintas dá-se somente pela evaporação do solvente. que secam por coalescência e se tornam resistentes à água após a secagem. As tintas de borracha clorada de boa qualidade devem ser isentas de óleos secativos. b) Tintas de borracha clorada: as resinas de borracha clorada são obtidas a partir da cloração da borracha.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.net . d) Tintas de estirenoacrilato: as resinas de estirenoacrilato são obtidas através da polimerização de estireno com acrilonitrila.

Vantagens: • Secagem rápida. amina ou isocianato. A fim de obter. particularmente em locais onde o jateamento abrasivo for de difícil execução. geralmente são formuladas em alta espessura (da ordem de 120 a 150 µm por demão) e com pigmentos lamelares do tipo óxido de ferro. que são de qualidade inferior e comparável as alquídicas e fenólicas modificadas com óleos.TINTAS NITROCELULOSE Característica principal: Secagem por evaporação do solvente. A secagem ou cura das tintas epóxi dá-se por polimerização (polimerização por condensação). • Baixa resistência química. dando origem as chamadas éster de epóxi. diminuindo ainda o custo final do produto.A. A cura se dá a temperatura ambiente em aproximadamente sete dias. Estas tintas tem tido um grande incremento em seu uso em manutenção industrial. • Proporcionam película de baixa espessura.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. proporcionando excelente proteção por barreira. TINTAS NOBRES Dentro deste grupo podem destacadas as seguintes tintas: ser a) Tintas epóxi: as resinas epóxi são obtidas pela reação entre a epicloridrina e o bisfenol. • Tendência ao amarelamento. • Não tem resistência a maior parte dos solventes. TINTA EPÓXI Tipos genéricos: Epóxi modificado com amida. • Calcinam quando expostas ao intemperismo. embora com poliamida e com isocianato tenha maior resistência. Desvantagens: • Tendência ao branqueamento de acordo com a temperatura e umidade.weg.270-000 – Guaramirim . amida ou isocianato. • Fácil aplicação. As tintas fabricadas com estas resinas são de alta performance e de grande uso no Brasil. • Resistência à solvente tipo aguarrás e gasolina. o isocianato alifático é ótimo promotor de aderência para metais não ferrosos. • Permite Lixamento rápido. devido ao elevado número de oxidrilas ao longo do de sua cadeia.net .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. no entanto. micáceo ou alumínio. necessita polir. 49 WEG Indústrias S. As tintas epóxis. para obtenção de tintas de alta espessura e de grande utilização nos esquemas para imersão. • Boa dureza. As resinas epóxi podem também ser modificadas com óleo secativo. o máximo de reatividade entre os componentes. dos alcatrões. Característica: • Tinta bi-componente Propriedades gerais: • Tintas insaponificáveis em meio alcalino. As resinas epóxi podem ser misturadas com produtos betuminosos (alcatrão). São fornecidas em dois componentes um contendo o pré-polímero epóxi e o outro o agente de cura que é em geral uma amina. com a excelente resistência a imersão em água. Além disso. • Para maior brilho. das resinas epóxi. As resinas epóxi podem ainda reagir com os isocianatos. Tais tintas associam as propriedades de excelente resistência química. . introduz-se na cadeia da resina epóxi um número maior de oxidrilas.

não ferrosos e “Fiberglass” (Fibra de vidro). alumínio. 3) Bom desempenho quanto a: Flexibilidade. SHOP PRIMER ISOCIANATO Características: • Primer de aderência sobre metais não ferrosos. Catalizador Alifático: poliisocianatos alifáticos e ciclo-alifáticos permitem obter tintas poliuretanas. Resistência ao intemperismo durante os seis primeiros meses de montagem. com excelentes propriedades de resistência a intempéries. 2) Maior custo por galão (constituintes caros). Abrasão. Epóxi-Poliamina Como primer. exterior portuário ou indústria. Boa resistência à abrasão (utilizando pigmentos resistentes) • • • • • • • Tempo de vida útil da mistura (Pot Life): É o tempo disponível para utilizar a tinta (componente base + catalisador) após a mistura variando de 3 a 8 horas a 25ºC. Não interfere na qualidade e processos de solda.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Compatível com diversos acabamentos. Usos recomendados: Epóxi-Poliamida Como primer. b) Tintas Poliuretano: as resinas poliuretanas são obtidas da reação de um isocianato com um álcool. • Bom desempenho quanto a: Aderência.net . Tipos genéricos: Poliéster ou Acrílico modificado com isocianato alifático ou aromático. combustíveis e lubrificantes. Custo médio. pela excelente resistência aos raios ultravioleta (especialmente as resinas obtidas com isocianatos alifáticos). Cura com Poliamida • Boa resistência a: Umidade e Imersão em água. São catalisadas com catalizador aromático ou alifático. Características: 1) Tintas bi-componente (duas embalagens). alta resistência a agentes químicos. pois. Impacto. não ferrosos e poliéster reforçado com fibra de vidro (fiberglass). • Excelente resistência física e química Cura com Isocianato (Shop Primer) • Bom desempenho de aderência em aço galvanizado. Catalizador Aromático: são recomendados para ambientes abrigados apresentando boa aderência e boa secagem do filme. 50 WEG Indústrias S. Flexibilidade e Impacto. intermediário ou acabamento em interiores de tanques e tubulações de produtos químicos e solventes.weg. Secagem rápida. Epóxi-betuminoso Como revestimento único em peças e estruturas submersas ou enterradas. a camada deve ser lixada para proporcionar boa aderência entre demãos.270-000 – Guaramirim . intermediário ou acabamento de plataforma marítima.A. esses isocianatos são resistentes à ação dos raios ultravioleta. Ótima resistência mecânica. • Primer de pré-montagem em superfícies de aço carbono. As tintas fabricadas com estas resinas são de alta performance. Essas tintas também se caracterizam por uma excelente estabilidade da cor. Apresentam baixa resistência ao ultravioleta e a estabilidade da cor. Ácidos e bases fracas.• • Ultrapassado o tempo de demão subseqüente. Epóxi-isocianato Como primer em aço galvanizado. resistentes a abrasão e retenção de cor e brilho. Cura com Poliamina • Alta resistência a: umidade e imersão em água. Solventes. Secagem ou cura: Reação entre dois componentes: a base onde estão os pigmentos (resina de poliéster) e o agente de cura (catalizador) a base de isocianato alifático ou aromático. Aplicado em baixa espessura (25 micras). Produtos químicos.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. na maioria das tintas e até 24 horas nas mais modernas. .

de alta performance. o silicato inorgânico de zinco e o etil-silicato de zinco. ao passo que os de etil-silicato requerem somente 75%. As tintas fabricadas com estas resinas são indicadas para pintura de superfícies que trabalham em temperaturas superiores a 120°C. É usada como tinta de fundo. como: • Pode ser aplicado com elevadas umidades relativas do ar. • Rapidez de secagem. por coalescência. uma vez que as partículas de zinco precisam estar em contato entre si. vantagens em termos de facilidade de aplicação. Possui razoável resistência a abrasão. Poliéster aromático: Como fundo para acabamento alifático ou como acabamento em locais abrigados c) Tintas de silicone: são resinas semiorgânicas em cujas moléculas existem átomos de silício. Apresenta. As tintas pigmentadas com pó de zinco requerem teores mínimos de zinco para poderem proteger catodicamente. Importante: Este grupo possui algumas características fundamentais em comum. para permitir continuidade elétrica. para utilização como tinta de fundo. também. com alta resistência ao intemperismo. para atmosferas altamente agressivas e para imersão em produtos de petróleo e produtos químicos. ou seja. O silicato inorgânico de zinco é uma tinta de dois componentes. É usada como tinta de fundo. 51 WEG Indústrias S. com tintas nobres. são monocomponentes e não são consideradas. em peso. São empregadas para pintura de equipamentos até 500 ou 600°C.net . com teor de pó de zinco. As tintas de silicone mais usadas são as pigmentadas em zinco. sendo que as hidrossolúveis secam. sendo comum à aplicação sobre jateamento. em geral por polimerização ou conversão. em geral. para atmosfera altamente agressiva e para imersão em produtos de petróleo e produtos químicos. O zinco epóxi é uma tinta com veículo epóxi e pode ser curada com amina ou amida.4) Ultrapassado tempo de demão. Usos recomendados: Poliéster ou Acrílico alifático: Como acabamento. superfícies quentes. sendo bastante comum à modificação com resinas alquídicas e acrílicas. etc. para fundo e as pigmentadas em alumínio. • Indicadas para ambiente altamente agressivo ou para condições severas de utilização (imersão. admitindose que acima de 300°C parte da resina se volatilize. • Requer mão-de-obra de aplicação especializada. As tintas de silicone modificadas com estas resinas podem ser usadas somente até 250°C. subseqüente.). • Mecanismo de formação de filme. As tintas mais importantes dessa categoria são: o zinco epóxi. Estas tintas ricas em zinco.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. .weg. sendo que as tintas pigmentadas em alumínio são as de melhor performance. d) Tintas ricas em zinco: são tintas de alta performance. Requerem para perfeito desempenho uma excelente limpeza de superfície. de alta performance. porém têm a vantagem de não necessitar aquecimento para a cura. dentre as quais se pode destacar: • Exigência de excelente limpeza de superfície. sobre fundo epóxi ou poliuretana aromático. Assim é que os veículos epóxi. é feito à taxa de 50°C por hora. devido a características de isolante elétrico do mesmo. Para cura é necessário que o equipamento seja aquecido. requerem teores da ordem de 95% em peso.270-000 – Guaramirim . em relação à de silicato inorgânico de zinco. • Recomendado a aplicação em espessuras até 75µm. a camada deve ser lixada para proporcionar boa aderência entre demãos.A. para acabamento.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. • Admite maiores intervalos entre demãos subseqüentes. entre 75 a 95% na película seca. As resinas de silicone podem ser modificadas. O aquecimento. quando formuladas em borracha clorada e éster de epóxi. neste caso. jateamento ao metal quase branco. São altamente pigmentadas em zinco. A secagem destas tintas dá-se em parte pela evaporação do solvente e em parte por conversão térmica.

ésteres (solvente verdadeiro para acrílicas e vinílicas). O solvente poderá também ser água. Geralmente composto por misturas de solventes de evaporação Exemplo: Misturas de xileno. vem sendo contestadas neste final de século. como é o caso das tintas de emulsão (látex). procurando balancear sua proporção visando conseguir: uma boa solvência. máquinas e equipamentos para a pintura.). devido às perdas por evaporação. poliuretana. Alguns componentes orgânicos são muito tóxicos e por isso o seu uso em tintas deve ser evitado. sem contaminantes e com pH neutro ou ligeiramente básico.weg. acrílica. como é o caso do benzeno e dos solventes clorados (por exemplo. naturalmente do menor custo possível. de modo geral. tolueno e glicóis (diluente para tintas epóxi e poliuretana). Os solventes classificados em: também podem ser CLASSIFICAÇÃO DAS TINTAS QUANTO AO SOLVENTE Tintas com Solventes Orgânicos: apresentam grandes vantagens em termos de aplicação e de desempenho. Os solventes são. Os hidrocarbonetos aromáticos são o tolueno (toluol). o tricloroetileno).4. pura. glicóis (álcool). . não é recomendado o uso de um solvente de uma tinta em outra. usadas na construção civil e das tintas hidrossolúveis de uso industrial. porém em face da inflamabilidade e particularmente da toxidez dos solventes orgânicos. cetonas. aromáticos e outros. contribuem para a diminuição da viscosidade (Diluir a tinta). porém tem como inconvenientes: • • Representa custo adicional às tintas.2 SOLVENTES São compostos capazes de solubilizar as resinas e diminuir a viscosidade das tintas. As acetonas de uso mais geral são a metil-etil-cetona (MEK). A água usada como solvente deve ser tratada. Parte volátil das tintas.A. cetonas (solvente verdadeiro para resinas epóxi. Thinner: são misturas de solventes a base de cetonas (acetatos). por evaporação após a secagem. a metil-isobutilcetona (MIBK) e a ciclo-hexanona. Os ésteres comumente empregados são o acetato de etila. álcoois. o de butila. Diluentes: são componentes que embora não sendo solventes do veículo. o fabricante utiliza uma mistura de solventes. Recomendado para diluição de Tintas nitrocelulose e muito utilizado para limpeza de peças. Exemplos: aguarrás (solvente verdadeiro para óleos e resinas modificadas com óleos).Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. etc. perfeita formação da película. o butílico e o isopropílico. veículo. Exemplo: tolueno (solvente auxiliar para as resinas acrílicas e vinílicas). • Tipos de solventes: hidrocarbonetos (alifáticos ou aromáticos). além.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Solventes verdadeiros: são os solventes capazes de solubilizar o veículo. Os hidrocarbonetos alifáticos mais usados são a nafta e a aguarrás mineral.270-000 – Guaramirim . tempo de secagem apropriado. ésteres e outros compostos orgânicos. havendo uma forte tendência em substituí-las pelas solúveis em água. o de isopropila e o de etilglicol. Os álcoois são o etílico. Pode provocar o aparecimento de poros e pontos fracos após a evaporação. A regra mais adequada a seguir é adquirir solventes para acerto de viscosidade do mesmo fabricante da tinta. Desta forma.8. o xileno (xilol) e as naftas aromáticas. Solventes auxiliares: são os solventes que sozinhos não são capazes de solubilizar o 52 WEG Indústrias S. com conseqüente diminuição da espessura da película. porém aumentam o poder de solubilização do solvente verdadeiro. porém de fabricantes diferentes. necessários às tintas para conferir viscosidade adequada para aplicação. Na formulação de tintas de um modo geral. até nos casos em que forem da mesma natureza e especificação.net .

Diminui riscos tanto ao patrimônio da empresa. não tóxico. VANTAGENS Secagem rápida. isto é. Produto tradicional conhecida). quanto à saúde dos operadores. Atualmente têm sido produzidas com bons resultados as tintas hidrossolúveis alquídicas. sem odor. permitindo películas bastante impermeáveis e de grande utilização na pintura de eletrodomésticos. A emissão de solventes orgânicos é mínima. Tinta Hidrossolúvel COMPARATIVO ENTRE TINTAS BASE SOLVENTE E TINTAS HIDROSSOLÚVEIS A grande vantagem de se ter a água como solvente de uma tinta é. VANTAGENS Sem presença de solventes aromáticos.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. à Tintas sem solventes ou Tintas em pó: as tintas sem solventes para aplicação pelos processos tradicionais (pincel. acrílicas e epoxídicas. Tecnologia em crescimento. justamente pela dificuldade de aplicação. certamente em breve. sendo para isso necessária a presença de pequena percentagem de solvente orgânico coalescedor (menos de 5% na tinta). sem riscos para a saúde e não inflamável.net . Tinta Base de Solvente DESVANTAGEM Presença aromáticos.A. As grandes vantagens destas tintas consistem em não apresentar cheiro. evidentemente. outras resinas serão usadas na formulação de tais tintas. Dentro desta categoria. sem os perigos de formação de misturas explosivas ou danosas ao homem. 53 WEG Indústrias S. A água é responsável pela dispersão. DESVANTAGENS Secagem lenta. pois. Custo inferior (comparado com tintas hidrossolúveis). estes não se exporão a solventes orgânicos prejudiciais a saúde. É importante ressaltar a forte tendência em se utilizar cada vez mais as tintas solúveis em água. tanto para fundo quanto para acabamento e.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. de grande importância na pintura de fábrica. permitem pintar em locais confinados e com pouca ventilação. Apresentam como mecanismo básico de secagem a coalescência.weg. . onde este constituinte é responsável pela dispersão. de solventes (tecnologia Produto inflamável.270-000 – Guaramirim . em face da alta viscosidade. entretanto. Maior cuidado quanto preparação de superfícies. o caráter ecológico do revestimento. não contaminar o meio ambiente e não oferecer riscos a saúde dos pintores. surgem às tintas em pó. As tintas em pó são normalmente aplicadas com pistolas eletrostáticas.Tintas Hidrossolúveis: são na verdade tintas emulsionadas em água. Produto não inflamável. e reduzir conseqüentemente o uso das tintas com solventes orgânicos. e acarreta poucos riscos para o aplicador ou usuário. Em conseqüência. necessidade de uma estufa p/acelerar processo de secagem. rolos e pistolas a ar e sem ar) são de uso mais restrito.

b) A finalidade: em tintoriais. que diferem em sua forma cristalina. não possuem bom poder de cobertura. possuir alto brilho e fraca resistência química e a ação de raios ultravioleta do sol. Pigmentos pretos: óxido de ferro (Fe3O4). vermelho de molibdênio (molibdato de chumbo). Pigmentos laranjas: laranja de cromo (cromato básico de chumbo). vermelho naftóis e vermelho cinquásia (vermelho quinacidrona). sendo o rutilo de maior opacidade e resistência a luz. podendo ser classificados de acordo com: a) A natureza: em orgânicos e inorgânicos. 8. c) A ação: em ativos e inertes.net . Pigmentos verdes: verdes de ftalocianina (azul de ftalocianina clorado). vermelho para-red (para-nitroanilina e p-naftol). amarelo de cádmio. Pigmentos violetas: violeta cinquásia. com objetivo tintorial.CARGAS Estes pigmentos são também denominados reforçantes e encorpantes. pretos de carbono (negro de fumo) e grafite. sendo considerado uma matéria-prima básica na formulação de tintas. Os bronzes em pó têm uso na obtenção de cores púrpuras. Existem duas variedades: o rutilo e o anatásio. Pigmentos amarelos: amarelo hansa. laranja molibdato. PIGMENTOS . Outros pigmentos brancos de menor importância são: o óxido de zinco e o litopônio (30% de sulfato de zinco e 70% de sulfato de bário). Pigmentos vermelhos: óxido de ferro (Fe2O3). vermelho toluidina. amarelo de cromo. utilizadas em objetos decorativos. 54 WEG Indústrias S. Pigmentos metálicos: o mais importante é o alumínio. que é responsável pelo aspecto metálico das tintas de acabamento. Eles são adicionados às tintas para cobrir o substrato. possuir menos brilho e maior resistência química e a ação de raios ultravioletas. encorpar a película ou conferir propriedades anticorrosivas. azul molibdato. Os dois primeiros para ambientes abrigados do sol e o último para exterior. ou seja. O aspecto final da película pode ser liso ou texturizado. epóxi-poliéster (Híbridas) e poliéster.weg. cargas. dentre outros. mas de menor brancura que o anatásio.Os sistemas mais comuns são: o epóxi.3 PIGMENTOS Os pigmentos são substâncias em geral pulverulentas adicionadas à tinta para dar cor.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 1) CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A NATUREZA Pigmentos orgânicos: os pigmentos orgânicos são utilizados principalmente para dar opacidade e cor.4. porém podem ser usados como cargas e como anticorrosivos. verdes de cromo (azul da Prússia e amarelo de cromo). anticorrosivos e especiais. Eles se caracterizam por ser de maior densidade que os primeiros.270-000 – Guaramirim . azul da Prússia e azul ultramarino. Pigmentos azuis: azuis de ftalocianina. Pigmentos inorgânicos: os pigmentos inorgânicos são utilizados também com o objetivo tintorial.A. vermelho de cádmio. Existem dois tipos de pigmentos alumínio: Leafing (auto brilho metálico) e Não Leafing (Baixo brilho metálico). . Os pigmentos brancos são todos de natureza inorgânica.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. quase não 2) CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A FINALIDADE TINTORIAIS São os pigmentos utilizados para dar opacidade e cor. Os principais pigmentos deste tipo são: Pigmentos brancos: o mais importante é o dióxido de titânio (TiO2). Eles se caracterizam por ser de baixa densidade. laranja bezendina e laranja dinitronilina. óxido de cromo verde e verde molibdato. amarelo de zinco.

Sílicas: a mais importante é a sílica diatomácea. promovendo inibição anódica. promovem tendência ao esfacelamento das películas de tinta. especialmente a de fundo. Este pigmento vem sendo progressivamente utilizado em substituição ao zarcão.A. Possuem maior resistência química frente a ácidos. diminuindo a intensidade das pilhas de corrosão. sendo translúcidos quando incorporados à maioria dos formadores de filme. o ortosilicato de alumínio e potássio (mica) e o silicato de magnésio fibroso (amianto). d) Óxido de Ferro. álcalis e ação do intemperismo. em alguns trabalhos. b) Cromato básico de zinco ou tetroxicromato de zinco: constituído de cromato básico de zinco (ZnCrO4 . Estes pigmentos têm fraquíssima resistência a meios ácidos e.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. um pouco menos solúvel que o cromato de zinco. O emprego destes pigmentos pode ser sintetizado em dois aspectos principais: como recurso para aumentar o teor de sólidos nas tintas de alta espessura. mas possui boa ação inibidora. tende a sedimentar com facilidade durante o armazenamento da tinta. As tintas deste tipo são chamadas tintas ricas em zinco e. por possuir propriedades anticorrosivas similares e menor toxidade. substituindo parte do pigmento anticorrosivo (ativo) e parte da resina. tais como: com 55 WEG Indústrias S. conferindolhes propriedades especiais. Os mais importantes são: a) Cromato de zinco: é constituído de cromato de zinco e potássio e é um pigmento amarelo esverdeado de excelente ação inibidora. produtos de petróleo.ANTICORROSIVOS Estes pigmentos se caracterizam por conferir propriedades anticorrosivas à película de tinta. devido ao seu baixo poder de refração.interferem na tonalidade. Estas tintas são utilizadas em condições severas. atmosferas altamente agressivas (especialmente atmosferas marinha) e temperaturas elevadas. porém pelo elevado peso especifico. o silicato de alumínio hidratado (caolim). Silicatos: os mais importantes são o silicato de magnésio hidratado (talco). quando usados em exteriores. obtendo-se assim uma tinta mais barata. Podem ser de dois tipos: 1) Pigmentos inibidores: são adicionados nas tintas de fundo. 4Zn(OH)2).net . Sulfatos: os mais importantes são o sulfato de bário (barita) e o sulfato de cálcio (gesso).weg.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. É um pigmento de coloração amarela. O pigmento de zinco não tem a sua importância ligada a cor e sim a proteção anticorrosiva. pela formação de um precipitado sobre as áreas anódicas das células de corrosão. como recurso econômico. formada pela deposição dos organismos marinhos em antigas eras geológicas. tais como imersão em produtos químicos. PIGMENTOS ESPECIAIS Estes pigmentos são utilizados finalidades específicas. nas massas e nas tintas foscas. A barita possui elevada resistência química a ácidos. que é uma sílica amorfa. . 2) Pigmentos protetores: são pigmentos metálicos presentes na tinta de fundo que promovem proteção catódica galvânica. que possui excelente ação inibidora.2H2O. PRINCIPAIS TIPOS DE CARGAS Carbonatos: os mais importantes são os carbonatos de cálcio (calcita) e o carbono de cálcio e magnésio (dolomita). regulando o brilho e a consistência.270-000 – Guaramirim . reforçando a película. c) Fosfato de zinco: é constituído de fosfato de zinco Zn3 (PO4)2. O zinco metálico é o pigmento amplamente usado em tintas de fundo altamente pigmentadas. são citadas como galvanização a frio. PIGMENTOS . Estes pigmentos desempenham importante papel na formulação das tintas.

durante a armazenagem da tinta. carbonatos de chumbo ou de bismuto. tais como cracas.4. evitam que seja um sedimento duro e compacto. 3) CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A AÇÃO Ativos: são os pigmentos que têm uma ação bem definida dentro da tinta e. Pode-se. Fluorescentes e fosforescentes: são utilizados em tintas de sinalização e demarcação para ressaltar a ação da luz em faixas de demarcação. por exemplo.weg. para cascos de embarcações. mariscos. 8. tinta sem tais componentes. quanto na aplicação da tinta. pelas chamadas cargas. entretanto. com objetivo de melhorar certas características ou propriedades da mesma. como o caso das micas e do alumínio lamelar. Os tensoativos atuam também como dispersantes e facilitam tanto na fabricação. portanto. influem decisivamente na formulação. Perolados: são adicionados para dar um tom acetinado as tintas de acabamento. caso ocorra pequena sedimentação. na proteção anticorrosiva e nas propriedades básicas da tinta. corais. os anticorrosivos e os especiais. São aditivos denominados antioxidantes dos veículos e devem ser suficientemente voláteis para não retardar a secagem após a aplicação da tinta. melhorando o espalhamento e evitando o aparecimento de marcas deixadas pelas cerdas de pinceis e trinchas. diminuir a viscosidade. Aditivos nivelantes: são aditivos constituídos de produtos tensoativos. de modo a evitar a incrustação de organismos. Aditivos tensoativos ou umectantes: os aditivos tensoativos são aqueles que aumentam a molhabilidade do pigmento.4 ADITIVOS Os aditivos são constituintes que aparecem de acordo com a conveniência do formulador da tinta. Eles são constituídos pelos pigmentos reforçantes e encorpantes. São eles os pigmentos tintoriais. placas. que interferem na tensão superficial das tintas. nas tintas que secam por oxidação de óleos.270-000 – Guaramirim . Os antisedimentantes produzem um gel coloidal que diminui a tendência à sedimentação e. ou seja. Secantes: são aditivos que atuam como catalisador da secagem.A. Estes reduzem o tempo de secagem de tintas. etc. A ação destas tintas se dá pelo auto polimento do filme e pela migração dos biocidas utilizados evitando a incrustação. bóias. Inertes: são os pigmentos que pouco ou quase nada influem na cor. portanto. geleificantes ou tixotrópicos: são aditivos com a finalidade de dar a tinta consistência adequada para aplicação em superfícies verticais. retardando a sedimentação. para ajustar uma determinada formulação quantos às características e propriedades desejadas. Para tintas de alta espessura consegue-se com agitação. formular uma 56 WEG Indústrias S. dentre outras. Os componentes tradicionalmente usados são de cobre (óxido cuproso – Cu2O). São utilizados em tintas muito duras para evitar o fendilhamento ou gretamento e melhorar a aderência. . ostras e algas. Os principais aditivos usados em tintas são: Plastificantes: são aditivos que visam dar a película maior flexibilidade. Antiincrustante (anti-fouling): são adicionadas as tintas de uso marinho. são muito usados em tintas de fundo. Aditivos espessantes. Antipeles ou antinatas: são aditivos que evitam a formação de uma pele ou uma nata na parte superior da lata.net .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. não se tem escorrimento.Impermeabilizantes: são adicionados em tintas de fundo e de acabamento para aumentar a proteção por barreira. Os óxidos de ferro que protegem também por barreira. Eles são necessários. Após a aplicação. com retorno a viscosidade original.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.

devido ao contato com o ar após a aplicação. pelas forças de atração de natureza molecular. asfaltos. Resistência ao intemperismo: capacidade da película de resistir à ação dos agentes naturais. que são mandatórias em qualquer película de tinta. bolhas ou crateras na película seca de tinta.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 8. Neste mecanismo podem-se destacar dois tipos de polimerização: 57 WEG Indústrias S. alcatrões de hulha. em que este é o único mecanismo presente. isenta de falhas como poros. crateras. Os mecanismos de formação da película de tintas mais importantes são: Evaporação do solvente: este mecanismo está presente praticamente em todas as tintas de uso industrial. Como exemplos de tinta que utilizam este mecanismo. Além das características fundamentais.5 CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS E GERAIS DA PELÍCULA A película de tinta deve apresentar as seguintes características fundamentais: Coesão: consiste na coesão entre os diversos constituintes do revestimento. entre outros fatores da permeabilidade e da sua aderência. com reduzida perda de brilho. Mesmo naquelas que usam outros mecanismos.weg. de cor e de espessura. vinílicas. No entanto. podendo ser melhoradas quanto a aceleração no tempo de secagem. dentre as quais se pode destacar: Absorção e transferência de umidade: resistência a penetração de água nas moléculas ou por entre as moléculas. que é seu estado final. trincas etc. de forma a apresentar uma película continua. havendo então a formação da película na superfície que se quer proteger. Resistência à abrasão: consiste na resistência ao desgaste provocado pela ação mecânica do meio. Também.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. etc.6 MECANISMO DE FORMAÇÃO DA PELÍCULA DA TINTA Entende-se por mecanismos de formação a passagem da película úmida. fenólicas modificadas com óleo.A.270-000 – Guaramirim . . borrachas cloradas.net . podemos citar: óleos secativos. existem várias famílias de tintas. As tintas a base de óleo modificadas normalmente são de secagem lenta. que dependerá. Resistência química: consiste na capacidade da película de resistir ao ataque dos agentes químicos existentes no meio corrosivo. estirenoacrilatos. São substâncias já polimerizadas ou que possuem características filmógenas. A evaporação do solvente pode introduzir poros. Como exemplo de tintas que apresentam este mecanismo. podem-se citar: acrílicas. há uma série de características gerais que ela poderá apresentar em maior ou menor grau. para a película seca. que evapora após a aplicação. A aderência ao substrato é obtida em maior grau pela ancoragem mecânica de tinta nas irregularidades da superfície e. Polimerização: este mecanismo está presente nas principais famílias de tintas de alto desempenho e alto poder impermeabilizante. etc. Oxidação de óleos: Este mecanismo esta presente nas tintas a óleo e óleo modificadas. como sais. ésteres de epóxi. após secagem e/ou cura. a evaporação dos solventes contribui na formação da película. as quais. formando uma película sólida pela entrada de oxigênio na molécula dos óleos. conforme aplicada. bolhas. levando a uma diminuição da sua impermeabilidade e conseqüente diminuição da proteção anticorrosiva por barreira. em parte.8. chuvas e ventos. para efeito de aplicação são dissolvidas em um solvente. alquídicas. O mecanismo consiste na oxidação dos óleos secativos (óleos vegetais). Adesão ao substrato: consiste na perfeita e permanente aderência à superfície a ser protegida. a penetração de água através da película.

acrílicos. baixa solubilidade. Com a evaporação deste forma-se uma película sólida e resistente à própria água. . havendo necessidade de uma energia térmica de ativação. 8. permitida a formação da pilha eletroquímica. etc.a) Polimerização térmica: ocorre nas resinas que.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. tão logo misturados. apenas as ricas em zinco têm se mostrado satisfatórias. Consiste na reunião das partículas dispersas após a evaporação da água sob a ação do solvente coalescedor. dentre outros. 58 WEG Indústrias S. fenólicas e epóxi-fenólicas b) Polimerização de condensação: ocorre nas resinas em que se usa um semipolímero como um dos reagentes e um agente de cura que.weg. na temperatura ambiente. Isto é devido a maior resistividade elétrica apresentada pelo epóxi em relação ao silicato de etila.7 MECANISMO PELÍCULA DE PROTEÇÃO DA Os mecanismos básicos de proteção da película de tinta são: Proteção por barreira: Presente em praticamente todas as películas de tinta.net . se o veículo é uma resina epóxi. ou seja. tais como: cromato de zinco. a quantidade mínima de zinco é de 85%. fosfato de zinco. quando o veículo é o silicato de etila. Como exemplo: Tintas epóxi e poliuretanas.270-000 – Guaramirim . em relação à superfície metálica que se quer proteger contra a corrosão. No entanto. em termos práticos. tintas ricas em magnésio e alumínio poderiam apresentar de forma eficiente este mecanismo. Proteção catódica por pigmentos metálicos anódicos: este mecanismo é encontrado nas películas de tinta aplicadas como tinta de fundo (primer). que contem elevados teores de pigmentos anódicos. Proteção por pigmentos inibidores: este mecanismo é encontrado nas películas de pintura aplicadas como tinta de fundo (primer). sendo o mecanismo fundamental nas tintas de acabamento. provavelmente pelas características desfavoráveis dos produtos de corrosão daqueles metais (alta resistividade elétrica. Teoricamente. Coalescência: ocorre nas tintas hidrossolúveis usadas na pintura industrial e na pintura arquitetônica. que contem determinados pigmentos inibidores. dão início ao processo de polimerização.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Nas tintas que atuam pelo mecanismo de proteção catódica. nas tintas a base de zinco. podemos citar as arquitetônicas com veículos vinílicos de acetato de vinila. o teor de pigmentos metálicos tem que ser de tal ordem que impeça que o veículo dificulte a continuidade elétrica entre as partículas do pigmento responsável pela proteção catódica. ao passo que. não se polimerizam.A. epóxi. as acrílicas e as industriais com veículos alquídicos. O mecanismo de proteção por barreira atua procurando impedir o contato entre o meio corrosivo e a superfície que se quer proteger. etc. Como exemplo de tintas que apresentam este mecanismo. destacando-se entre elas as tintas ricas em zinco. o que dificulta a formação de película altamente pigmentada. As tintas que apresentam este mecanismo possuem teor de 75 a 85% em peso de pigmento metálico na película seca. Como exemplo: alquídica-melamínicas. a quantidade mínima de zinco é de 75% na película seca.) e pela baixa densidade destes metais em comparação ao zinco. Por exemplo.

Identificação promocional. chama-se também de pintura a tinta já aplicada. com espessuras inferiores a 1 mm. Auxílio na segurança industrial. Tipos de Pintura Industrial Pintura industrial de fabricação em série: é aquela cuja aplicação das tintas é feita por meio de instalações fixas. tais como cabines de jateamento abrasivo ou banhos de soluções químicas. forma um filme duro. 9. pastosa ou sólida (forma de pó) que ao secar ou após o processo de cura. É usada na construção civil e. graxas. Impedir a aderência de vida marinha no casco das embarcações e bóias. sendo também empregado com excelentes resultados em estruturas submersas (casco de embarcações) e ainda em alguns situações para estruturas enterradas. A pintura artística é aquela em que o uso das tintas e das cores tem a finalidade de expressar uma arte. 9. colorido . pistolas ou outros equipamentos para a aplicação das tintas.270-000 – Guaramirim . gorduras e principalmente produtos de corrosão (óxidos). aderente. cabines de aplicação e estufas. painéis. c) Pintura industrial.2 CONCEITOS TERMINOLOGIA BÁSICOS / Tinta é uma composição pigmentada. A pintura industrial é aquela cuja finalidade principal é a proteção anticorrosiva. em maior ou menor grau. Impermeabilização. Pintura industrial de campo: é aquela cuja aplicação das tintas é feita por meio de instalações móveis. uma preparação da superfície. Facilitar a identificação de fluídos em tubulações ou reservatórios. exercida pelos artistas. visa fundamentalmente o embelezamento das superfícies revestidas. porém. por exemplo. Permitir maior ou menos absorção de calor. para limpeza e condicionamento de superfície. geralmente liquida. FUNDAMENTOS INDUSTRIAL RAMOS DA PINTURA DA PINTURA jateamento abrasivo. um maior detalhamento.9. A limpeza da superfície é uma fase de grande importância porque as tintas sempre exigem. b) Pintura arquitetônica. Atuam como barreira entre o meio corrosivo e o material metálico que se quer proteger. etc.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. .1 CONCEITO DE PINTURA INDUSTRIAL O termo genérico pintura pode ser estendido a três ramos da atividade humana: a) Pintura artística. No que diz respeito a desempenho e custo. São pinturas realizadas pela interposição de uma película de tinta capaz de formar uma película sólida após a secagem ou cura.A. não obstante possa ter também finalidade protetora. a pintura é o método de controle de corrosão praticamente absoluto para estruturas aéreas. Podem ser aplicados em instalações industriais e portuárias. A pintura arquitetônica é aquela em que o uso das tintas e das cores tem a finalidade de tornar agradáveis os ambientes. primer e acabamento. por exemplo: preparo da superfície com remoção de óleos. tais como máquinas para 59 WEG Indústrias S. embarcações e estruturas metálicas diversas. Apresenta. Diminuição da rugosidade.obliterante.weg.net . Sistema de pintura ou especificação de pintura menciona além do conjunto de tintas. que usam na execução de quadros. Pintura é a hábil técnica de se aplicar tintas. outras finalidades complementares. portanto. murais. tais como: § § § § § § § § Estética: torna a apresentação agradável. Esquema de tinta ou de pintura refere-se simplesmente ao conjunto de tintas específicas para um determinado fim. para que haja um perfeito contato entre a tinta de fundo e a superfície que esta sendo protegida.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Esta pintura é.

mais impermeáveis. Mecânico. Quanto maior o teor de pigmento. As tintas de manutenção são formuladas para permitirem que as estruturas e equipamentos permaneçam por grandes períodos sem corrosão. espessura de película seca e úmida para cada tinta.270-000 – Guaramirim . a preparação da superfície objetiva criar um perfil de rugosidade. as tintas com alto teor de pigmento são mais foscas e mais permeáveis. 9) Tipo de tinta e relação de mistura. O teor de pigmento em volume é referido pelos fabricantes de tintas como sendo o PVC. Alguns fatores devem ser considerados: 1) Qual a superfície a ser pintada? Aço carbono.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. ou seja: “Pigment Volume Content”. mais permeável é a tinta e maior é a tendência à formação de ferrugem no aço. Manual.weg. Urbano. 5) Diluente e diluição. 4) Método de aplicação. para que os pigmentos inibidores de corrosão tenham sua ação mais edificante. 9. “Critical Pigment Volume Content”. Combinações. ou seja. em condições favoráveis.3 ESQUEMAS DE PINTURA 1) Preparo de superfície. Por outro lado. 6) Regime de operação? Contínua ou Intermitente 7) Possibilidade de que tipo de tratamento? Jateamento. externo. É o caso das tintas “ricas” em zinco.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 4) Contato com produtos químicos? Presença de vapores tóxicos Imersão em liquido (Tipo) Estrutura sujeita a derrames ou respingos 5) Temperatura de operação? Ambiente Quente ou Frio. e periodicamente sofram uma manutenção. Industrial. 7) Esquema de tintas. As pinturas podem ter um desempenho que. Concreto. 3) Ambiente de instalação? Interno. Rolo. que pode ser desde um simples retoque até substituição de toda tinta velha por outra nova. perfil de rugosidade.net . 6) Tempos de secagem. 10) Rendimento teórico (com e sem % de Perdas). Tintas com baixo teor de pigmento são mais brilhante. 60 WEG Indústrias S. Marítimo. chega a uma vida útil de 5 anos ou mais. mais flexíveis e menos porosas. 2) Tipo de ambiente de exposição? Rural. Aço galvanizado a fogo. 2) Numero de demãos de tinta. Em condições adversas. As tintas de alto PVC apresentam inúmeras partículas dos pigmentos sobressaindo na superfície. Aço galvanizado. Alumínio. 8) Pot Life da tinta. . As tintas de acabamento devem ser formuladas com “PVC” próximo ao “CPVC” – teor crítico de pigmento em volume. As tintas de baixo PVC reflete praticamente todo feixe de luz incidente. Tudo vai depender do meio ambiente e do esquema de pintura empregado. grau de limpeza. Quando se trata de tintas de fundo anticorrosivas.Além disso. e o brilho da fonte de luz chegue fraco à vista do observador. o teor de pigmento deve ser alto. o que faz com que o feixe de luz incidente seja refletido em várias direções. Itens compostos no detalhamento do sistema de pintura: INFLUÊNCIA DO TEOR DE PIGMENTO O teor de pigmento pode interferir em diversas propriedades das tintas. sobre a qual a tinta foi aplicada. Nota: Mencionar observações quando necessário. por isso a superfície aparenta o brilho da fonte de luz.A. 8) Tipo de equipamento de pintura? Pistola. 3) Intervalo de repintura entre demãos mínimo e máximo. capaz de facilitar a adesão mecânica da tinta. a mesma pintura poderia durar cerca de 1 ou 2 anos. Pincel.

weg. b) Tintas Intermediárias: Oferecem espessura ao sistema.4 CORES NA PINTURA INDUSTRIAL ASPECTOS PSICOLÓGICOS ESTÉTICOS E Na pintura industrial procura-se aplicar esquemas capazes de proteger adequadamente contra a corrosão. ASPECTOS DE SEGURANÇA INDUSTRIAL As cores obtidas pela aplicação de tintas desempenham um importante papel na segurança industrial. etc. procura-se também dar um aspecto agradável e esteticamente favorável aos equipamentos e instalações. 3) Branco e branco com faixas pretas: para demarcação de tráfego. mas não se deve esquecer dos aspectos estéticos e psicológicos envolvidos. reatores. São produtos mais baratos comparados com a tinta de fundo. como. 61 WEG Indústrias S. 4) Amarelo: pintura de passadiços. Cor branca: para tanques de armazenamento de petróleo e derivados leves.net . Os principais usos das cores são: 1) Vermelho: para indicação de equipamentos de segurança de um modo geral. visando a reduzir o número de tintas. 5) Amarelo com faixas pretas: áreas perigosas. 2) Verde: para equipamentos de proteção pessoal. ASPECTO DE IDENTIFICAÇÃO As tintas são usadas como mencionado anteriormente para dar cor aos equipamentos e instalações industriais. Auxiliam na proteção.270-000 – Guaramirim . Ao se pintar.Num esquema de Pintura as Tintas podem ser classificadas em: a) Tinta de fundo: Responsáveis pela adesão do esquema ao substrato.A. por exemplo: veículos de combate a incêndio. extintores. podem ou não conter pigmentos inibidores de corrosão.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. tubulações (executando-se as utilidades). c) Tintas de Acabamento: São responsáveis por proteger o sistema contra o meio ambiente e dar a cor desejada. 6) Alaranjado: área onde se deve estar alerta. vasos de pressão. próximo a equipamentos em reparos. As cores mais freqüentemente usadas com o objetivo de identificação são: Cor alumínio: para tanques de armazenamento. Deve-se procurar padronizar as cores usadas. por exemplo. estruturas metálicas em geral. tubulações de água e fluidos de combate ao incêndio. escadas e outras áreas onde se deve ter cuidados especiais e uma boa visibilidade.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. entre outros. . 8) Púrpura: indica radiação. equipamentos de injeção de espuma. Fundo ou fundo acabamento (dupla função). permutadores de calor. 7) Azul: indica precaução. instalações de hidrocarbonetos 9. Conhecidas como TIE COAT.

62 WEG Indústrias S. alta As fases de fabricação são as seguintes: 1) Pesagem das matérias-primas: acordo com a formulação. Cor azul: para tubulações de ar comprimido. Para usos industriais utilizam-se baldes de 5 galões (18 litros) ou embalagens de 20 litros. pigmentos) em condições de efetuar as misturas de acordo com a formulação desejada. Em relação à temperatura ambiente. Em grandes trabalhos de campo. aditivos. bem como superfícies externas que possam absorver calor e trazer inconvenientes ao interior. acertos de cores e outros necessários para definição do produto final. tanques de mistura. principalmente o branco. em geral.270-000 – Guaramirim .gasosos em especial o gás liquefeito de petróleo e vapor. PROCESSOS DE FABRICAÇÃO As fábricas de tintas recebem.net . provoca menores perdas por evaporação que qualquer outra cor. uma fábrica de tintas é. até a proporção desejada. promovem grande absorção de calor. a utilização de cores claras é muito importante na obtenção de maior luminosidade e maior conforto nos ambientes industriais. As tintas são embaladas em recipientes de um galão (3. 3) Moagem: consiste na passagem da prémistura em moinhos para a moagem dos pigmentos. provocam pouca absorção. de modo a diminuir perdas por evaporação. Este fato é extremamente importante na pintura de superfícies expostas ao sol. Cor cinza-escuro: eletrodutos Cor verde: para tubulações de água. Cor cinza-claro: vácuo. as tintas podem ser fornecidas em tambores de 200 litros. Cor preta: para combustível de viscosidade (óleo combustível). tanques de completagem e ajustes finais e unidade de enlatamento e embalagem. normalmente. É ainda importante que se utilize pintura em branco nos tanques de armazenamento de petróleo e derivados claros. 4) Completagem: consiste na adição e no ajuste dos constituintes. de Cor vermelha: para tubulações e instalações de combate á incêndio. os de rolo são muito utilizados). moinhos para dispersão de pigmentos no veículo (moinhos de esferas de vidro ou zircônio.A. 2) Pré-mistura: consiste na formação de pasta do veículo e pigmento (dispersão). mesmo quando suja. em especial o preto. Desta forma. ASPECTOS RELATIVOS À MAIOR OU À MENOR ABSORÇÃO DE CALOR E ENERGIA RADIANTE A escolha das cores. 5) Acertos finais: consiste na adição de aditivos. seja por problemas de perda de energia. que são mais econômicos.weg. constituída de tanques de armazenagem de matériasprimas. podem também ser considerada em relação a maior ou menor absorção de calor. enquanto que as cores claras. especialmente solvente. as matérias-primas (veículos. 10.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. solventes.6 litros) ou fração ou ainda tamanhos correspondentes em litros.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. seja por questão de conforto. . as cores escuras. Para execução destas operações. A pintura em branco.

A. no momento da aplicação. Pode apresentar variações dependendo do método de aplicação escolhido.4000 Fax +55 047 3276.4 - 5 24 RENDIMENTO: Rendimento prático calculado com 30% de perda. Máx Diluente Br.270-000 – Guaramirim .4 - 5 24 Alquídico 1024 Alquídico 1024 01 Esmalte Sintético 105 35 40 11.net .µm Úmida Seca NVV % Rend. do tipo de equipamentos ser revestido e das condições ambientais.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. UMIDADE RELATIVA DO AR E TEMPERATURA: Deve ser evitada a aplicação dos produtos quando a umidade for superior a 85%. ambiente de exposição e outros pontos relevantes (vide modelo no item 11. Fundo + Acabamento.Santa Catarina Fone +55 47 3276. e quando a temperatura estiver abaixo de 10°C ou acima de 40°C. Fundo Acabamento.Guaramirim . lixamento ou limpeza e após jateamento Sa 2½. Nº Demãos Produto Cor Espessura . Plano técnico e Comercial: Data: Cliente: Substrato: Preparo de Superfície: Perfil de Rugosidade: Diluição: 20 % Espessura . controle das espessuras.11. aplicação das tintas. Máx Diluente 01 Fundo acab. 280 Km 50 . ambiente de exposição: 11.1 abaixo). m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. controle das condições climáticas durante a aplicação e cura. óxido Cores 105 35 40 11. poderá haver fabricantes alternativos e por sua vez estes apresentarem desempenho de durabilidade diferente. lixamento ou limpeza seguida de jateamento Sa 2½. tipo de aplicação. A durabilidade de todo sistema de pintura. com tratamento de superfície por desengraxamento. .2 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano não agressivo. esta associado ao preparo correto de superfície. do perfil de rugosidade do substrato.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.µm Úmida Seca NVV % Rend. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. 63 WEG Indústrias S. parte 11. Alquídico Cores 120 35 35 10 - 5 24 Alquídico 1024 Nota: Diluição 20 %.weg. forma de tratamento da superfície a ser adotado. Deve ser considerado que para um mesmo tipo de tinta. BOLETINS TÉCNICOS: Fazem integrante desta especificação.5500 CEP 89270-000 Caixa Postal 33 Nº Demãos Produto Cor 01 Primer Alquídico Verm. com tratamento de superfície por desengraxamento. deve ser considerado o tipo de substrato. Abaixo apresentamos alguns modelos de sistemas de pintura de acordo com o tipo de peça.1 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano não agressivo. PLANOS DE PINTURA Na elaboração de planos de pintura.

Fundo + Acabamento. Fundo + Acabamento. Pu alifático Cinza 100 35 37 10. Máx Diluente 01 01 Primer PU Arom. 11. com tratamento de superfície por desengraxamento.3 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano e indústrial sem contato com produtos químicos.6 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano.6 4 5 24 Nota: Diluição 5 %. epóxi Cinza 137 100 80 8 4 8 - Epóxi 3005 Nota: Diluição 10 %. Máx Diluente 01 GalWEG 717 Cinza 83 15 19 12. 64 WEG Indústrias S.7 8 6 - Epóxi 3005 PU 5001 01 Acab. Máx Diluente 01 Primer acabam. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. Óxido Cinza 95 50 63 12. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½.270-000 – Guaramirim .5 – Pintura de chapas de aço galvanizadas ou alumínio para ambiente urbano e indústrial sem contato com produtos químicos. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. Pu Alifático Azul 122 50 45 9 4 12 48 PU 5003 Nota: Diluição 10 %. . Nº Demãos Produto Cor Espessura . 11. a temperatura ambiente.4 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano e indústrial sem contato com produtos químicos.µm Úmida Seca NVV % Rend. com tratamento de superfície por desengraxamento.net . com exposição a intempéries e sem contato com produtos químicos. com exposição a intempéries e sem contato com produtos químicos.µm Úmida Seca NVV % Rend.µm Úmida Seca NVV % Rend. Fundo Acabamento. Fundo Acabamento. Acab.µm Úmida Seca NVV % Rend. 11. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.6 8 12 30 dias 24 Epóxi 3005 Epóxi 3005 01 Acabamento Epóxi 102 40 47 10 8 4 Nota: Diluição 20 %. Nº Demãos Produto Cor Espessura . Nº Demãos Produto Cor Espessura .weg.A. Máx Diluente 01 Fundo Acab.7 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano.µm Úmida Seca NVV % Rend. Nº Demãos Produto Cor Espessura .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Fundo + Acabamento. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.11. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½.6 4 4 5 5 24 24 PU 5001 PU 5001 Nota: Diluição 5 %.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Nº Demãos Produto Cor Espessura . com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. PU Alifático Cinza Azul 105 100 35 35 35 37 10 10. Máx Diluente 01 Primer Epóxi Verm. 11.

6 7. 11.weg. Branco Branco 134 167 167 100 150 150 82 90 90 8. 11.5 1. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½.11.270-000 – Guaramirim . Nota: Diluição do fundo 20 %. Máx Diluente 01 01 01 Etil Silicato de Zinco N 1661 Alumínio Silicone 600ºC Alumínio Silicone 600ºC Cinza Alumínio Alumínio 166 24 71 75 10 30 54 42 42 7. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.µm Úmida Seca NVV % Rend.2 6 6 2 1. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½.µm Úmida Seca NVV % Rend.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.2 42 14 8 - 16 40’ 40’ 8 8 Etil 9001 - Nota: A 2ª demão. trata-se de um mist coat (Aplicação bem diluída em fina camada). AE AE AE Branco Rosa Branco 177 177 177 150 150 150 93 93 93 6.µm Úmida Seca NVV % Rend. Fundo + Intermediário + Acabamento. Fundo + Intermediário + Acabamento. Máx Diluente 01 01 01 WEG Póxi N 2630 WEG Póxi N 2629 WEG Póxi N 2629 Verm. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.5 16 12 12 48 24 24 Epóxi 3005 - Nota: Diluição do fundo 10 %. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. Nº Demãos Produto Cor Espessura . 11. Nº Demãos Produto Cor Espessura . Máx Diluente Epóxi 01 01 01 Nota: Diluição 10 %.A. Fundo + Intermediário + Acabamento.8 – Pintura de chaminé de aço carbono em ambiente urbano e indústrial.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Nº Demãos Produto Cor Espessura . Máx Diluente 01 Alumínio Silicone 600ºC Alumínio 71 30 42 14 - 40’ 8 - 11.12 – Pintura interna de tanque de aço carbono para armazenamento de água potável em ambiente urbano e indústrial.µm Úmida Seca NVV % Rend.2 6.2 6. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½.9 – Pintura de chaminé de aço carbono em ambiente urbano. Nº Demãos Produto Cor Espessura . m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. Máx Dias Diluente Epóxi 01 01 01 WEG Fenóxi WEG Fenóxi WEG Fenóxi Branco Cinza Branco 145 145 145 100 100 100 76 76 76 7.11 – Pintura interna de tanque de aço carbono para armazenamento de água industrial em ambiente urbano e indústrial.6 7.net . . Acabamento.10 – Pintura interna de tanque de aço carbono para armazenamento de água industrial em ambiente urbano e industrial. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½.6 3 3 3 8 8 8 20 20 20 3002 3002 3002 Nota: Diluição 10 %.2 2 2 2 12 12 12 24 24 24 3005 3005 3005 65 WEG Indústrias S.µm Úmida Seca NVV % Rend. Nº Demãos Produto Cor Espessura . Fundo + Intermediário + Acabamento.

para cada lote de tinta fornecido. o procedimento consiste em se tomar certa massa de tinta e colocá-la a secar no ar ou em estufa. Há vários métodos para a determinação do teor de não-voláteis em volume. até a retirada de amostras para análise a nível de laboratório.tinta. . CONTROLE DE QUALIDADE RESPONSABILIDADE PELA QUALIDADE Qualquer que seja a decisão em termos de compra das tintas. Durante a formulação de uma tinta todos os ensaios devem ser realizados.1 NÃO-VOLÁTEIS (SÓLIDOS POR MASSA) EM MASSA Determina em porcentagem. 5) A contratação dos serviços de aplicação do esquema de pintura deve ser feita junto a empresas preliminarmente qualificadas. a depender de sua complexidade. os requisitos de qualidade de tinta a ser comprada. aquilo que permanece após a volatilização. Esta parte nãovolátil é constituída pelo veículo. como por exemplo. pelos pigmentos e aditivos não-voláteis.líquida 12. obtém-se o teor de sólidos por massa pela seguinte expressão: Matéria. o da ISO 9000. 12.(%) = Massa. 2) O cliente deve definir. 6) A responsabilidade pelo controle da qualidade da aplicação é do aplicador. 1) A qualidade da tinta é responsabilidade do fabricante. o volume de material que não se evapora após a secagem do solvente.net . deve ser comprada de um fabricante preliminarmente qualificado. que disponha de um sistema de qualidade implantado na fábrica. é importante que sejam claramente definidas as responsabilidades. Em linhas gerais.12.não. que pode abranger desde uma simples análise do certificado de qualidade da tinta.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. através de uma norma técnica ou qualquer outra especificação. ou seja. Alguns deles podem ser realizados rotineiramente outros ocasionalmente. 7) O pessoal de aplicação e controle da qualidade deve ser preliminarmente avaliado em termos de capacitação técnica.volátil. para que a qualidade prevista para o esquema de pintura seja efetivamente alcançada.270-000 – Guaramirim .A.de. principalmente do solvente.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. atestando a conformidade da mesma com seus requisitos. que deve elaborar e implantar um sistema de qualidade que assegure que a aplicação seja feita em conformidade com os requisitos do cliente. a massa não-volátil da tinta. Os principais ensaios realizados no controle da qualidade iniciam no recebimento das matérias primas estendendo-se durante o processo de fabricação de tintas.2 NÃO-VOLÁTEIS EM (SÓLIDOS POR VOLUME) VOLUME Determina o teor de não voláteis em volume de matéria da tinta. § Método da Película: previsto na Norma ABNT. dentre eles podemos citar: § Método de Disco: previsto na Norma ASTM D2697 e PETROBRÁS N1358. × 100 Massa. particularmente quando da decisão de 66 WEG Indústrias S. 12.3 ESTIMATIVA TINTAS DE CONSUMO DE Uma questão complexa é a estimativa da quantidade de tinta a ser usada.weg. ou seja.residual . 4) Ao cliente compete ainda efetuar inspeção de recebimento de cada lote de recebido. determina-se a massa e. Decorrido o tempo fixado no método e nas condições descritas. 3) Deve ainda exigir que o fabricante apresente. Para isto. com isso. um certificado de qualidade.

§ Condições ambientais.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Entretanto. A aplicação à pistola em locais com ventos fortes leva a um consumo de tinta exagerado. conhece-se o rendimento teórico (m2/Litro) de cada tinta a ser usada. particularmente o perfil de rugosidade obtido. o consumo de tinta. § Método de aplicação.3 m2/litro = m2/litro Rt = Rendimento teórico (m2/litro) 67 WEG Indústrias S. evitando a falta de tinta e transtornos na aplicação tais como: • Atraso na entrega • Ociosidade da mão de obra • Diferenças de cor de lote a lote • Atraso no pagamento • Dificuldade na compra de pouca tinta Rp = Rt – (% Perdas) Exemplo: Aplicação na pistola convencional SV = 45% EPS = 50 micra Rt = 9 m2/litro Perda estimada = 30 % Logo: Rp = 9 – (30%) = 6. § Estado inicial de oxidação da superfície a ser pintada. caso queira o volume de galão deverá utilizar-se o fator 36 e assim por diante. 12. § Tipo de tinta usada. O grau de corrosão D da ISO 8. § Tipo de preparo da superfície. A multiplicação pelo fator 10 é para encontrar o resultado expresso em m2/litro. A aplicação por trincha leva a perdas menores do que por pistola.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Para obter o rendimento teórico do produto a ser aplicado devemos utilizar a fórmula: Rt = SV × 10 EPS SV = Sólidos por volume (%) EPS = Espessura de película seca (µm) 10 = Fator Os sólidos por volume (NVV) são fornecidos no boletim técnico do produto ou no plano de pintura indicado.270-000 – Guaramirim . tal propriedade e. A partir da especificação usada na compra ou da folha de dados do fabricante. ás condições de aplicação e ao treinamento do pintor.comprar a tinta em separado da contratação dos serviços de aplicação.net . para uma cada seca de 50 um teremos: 12.weg. já que o solvente. por volatilizar-se. o rendimento prático ou real variará em relação ao teórico em função dos seguintes fatores: § Volume de sólidos de tinta. conseqüentemente. .1 RENDIMENTO TEÓRICO = Rt (Ficha Técnica) O rendimento teórico da tinta não inclui no seu cálculo as perdas devidas ao método de aplicação. Portanto. Um elevado perfil de rugosidade aumenta a superfície específica a ser pintada e. o que da origem à película é o volume de sólidos apresentado pela tinta aplicada.A. Aplicando a fórmula de rendimento. Ou seja.501 – 1 leva a um maior consumo de tinta.2 RENDIMENTO PRÁTICO (Considerando Perdas) – Rp Consiste em estimar as perdas considerando o processo de aplicação. o rendimento teórico precisam estar claramente definidos na especificação que será usada para efeito de compra da tinta. não fica incorporado na película.3. conseqüentemente.3. O rendimento teórico é uma propriedade que esta diretamente ligada ao percentual de sólidos por volume da tinta.

.. A espessura sobre os picos é que é importante em relação à performance.12. será: 29.00 R$ 2.weg. Aplicar em 2 demãos.75 m2/litro Quantidade de tinta necessária = 1000 / 6.3 m2 = 1.3.. 20) 12. (geralmente as embalagens são de 5 litros cada) ou de 06 galões. pois.net . pistola. Na aquisição das tintas geralmente ocorre o esquecimento de comprar o diluente.63 litros de diluente ou arredondando 30 litros. 00 × 0.5 QUANTIDADE NECESSÁRIA DE DILUENTE R$ 10.4 CUSTO POR METRO QUADRADO DO PRODUTO Para se obter o custo teórico do produto a ser vendido tem que utilizar a fórmula: CLT + (CLS × (%)diluição) CMQ = RT Em que: CMQ = custo por metro quadrado CLT = Custo do litro de tinta CLS = Custo do litro do solvente RT = Rendimento da tinta Exemplo: Custo de 1 litro de tinta Custo de 1 litro de solvente % Diluição Portanto: Rendimento de 1 litro de tinta CMQ = 10. O sólidos por 12. volume da tinta é de 45% e a aplicação será por pistola convencional com perda estimada em 25% e diluição de 20%. Pode ser adquirido um diluente compatível mais barato para efetuar a limpeza e que não poderá ser usado na diluição para a pintura.3 Corresponde ao preço para se pintar um metro quadrado com este tipo de tinta. 15 Galões de tintas.1 COMO CALCULAR A QUANTIDADE DE TINTA NECESSÁRIA PARA PINTURA Devemos levar em consideração: • Área a ser pintada (m2) • Sólidos por volume da tinta (%) • Espessura da película seca da tinta (µm) • Método de aplicação (Fator perdas) • Número de demãos Exemplo: Pintura de 1000 m2 de aço carbono com tinta epóxi na espessura de 50 micra.6 Litros = 41. por exemplo (ou instrumento similar). Porém o fabricante já tem associado que o mesmo deve ser enviado mediante informação do boletim técnico na proporção recomendada de diluição.3 RENDIMENTO REAL Obtido ao efetuar o levantamento da metragem final pintada e comparação com o total de tinta consumido.15 Litros / 3. 12.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.0 + ( 2. É importante lembrar sempre da quantidade necessária de diluente para efetuar a limpeza do equipamento de pintura e todos os seus acessórios envolvidos (espátula.15 Litros de tinta ou 148. Rt = 45 x 10 = 9 m2/litro 50 Rp = 9 – (25%) = 6.). tanque de pressão.6 EFEITO DO PERFIL DE JATEAMENTO Quando o aço se torna rugoso através de jateamento abrasivo e depois pintado. um elcometer. portanto. Não está inclusa a quantidade de diluente para a limpeza dos equipamentos de pintura.4.75 = 148. 12.00 20% 5.96 R$/m2 5.A. isto irá influenciar diretamente no consumo e valor de rendimento real da tinta no final da obra.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.270-000 – Guaramirim .15 litros de tinta. a espessura realmente medida é a mais próxima da média das medidas sobre picos e vales. Para o exemplo acima a quantidade de diluente necessária para 148. se a espessura do filme aplicado for medida através de um instrumento magnético. pode ser considerado que a tinta 68 WEG Indústrias S. È muito importante efetuar as medições de espessuras de película seca aplicada e suas variações.

em segundos. O tempo de escoamento. As “perdas” tabuladas de espessura do filme seco não são relacionadas com as rugosidades mais relevantes e a probabilidade de serem encontradas. 12.8 VISCOSIDADE Para boa parte das tintas convencionais.weg. .net . que mede o grau de consistência da tinta em unidade Krebs (KU). Experiências de laboratório têm mostrado que a “perda” na espessura de película seca equivalente à metade do perfil de jateamento é usual. A viscosidade Ford é uma medida principal das condições reológicas da tinta. encontrando assim a massa específica expressa em g/cm3.7 MASSA ESPECÍFICA A determinação da massa específica é feita a temperatura de 25ºC.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. A operação consiste em tapar o furo com um dedo.9 CONSISTÊNCIA Outro tipo de viscosímetro muito empregado para tintas é o viscosímetro Stormer. Consiste em um vaso de capacidade de 100 mL (mililitro) com fundo cônico e um orifício na parte inferior rigorosamente calibrada. que a tinta leva para escorrer do viscosímetro à temperatura de 25ºC. § Determina-se a massa do picnômetro cheio. § Determina-se a massa específica que é dada pela diferença de massa entre o picnômetro cheio com o material a ser ensaiado e o picnômetro vazio. um dos viscosímetros mais utilizados é o Copo Ford de orifício de diâmetro 4. Na parte superior o viscosímetro possui uma calha para receber o excesso de tinta. isto é.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.A. particularmente com granalha grossa. então o acréscimo necessário para a “tinta perdida no perfil” é considerável. com um volume conhecido de tinta (o volume do picnômetro pode ser previamente determinado com água destilada). 12. é medido com um cronômetro e corresponde a viscosidade.270-000 – Guaramirim .• 12. Nos locais onde o aço for jateado por granalha esférica de aço e pintado com “primer” de montagem. em um 69 WEG Indústrias S. A viscosidade é o tempo. dividindo-se o valor por 100. encher o viscosímetro completamente até que escorra um excesso para a calha. Seu desligamento se faz quando o fluxo da tinta se interrompe. a influência é pequena. preparar o cronômetro e dispará-lo no instante em que se tira o dedo do orifício. A rugosidade da superfície produzida por jateamento e daí a extensão das “perdas de tinta” é proporcional à dimensão do abrasivo usado.que não contribui para essa espessura é “perdida” no perfil do aço. desde o instante em que a tinta começa a fluir até o momento em que o fluxo se interrompe. das suas condições de escoamento e de aplicação. Consiste em determinar-se o grau de dificuldade de uma haste girar no interior do frasco contendo tinta a 25ºC. 6 e 8 mm onde o Nº 4 é considerado padrão. mas quando for feito jateamento na ocasião da pintura. obtida da seguinte forma: § Determina-se a massa do picnômetro vazio. utilizando-se de um picnômetro de alumínio ou latão de volume conhecido.

classificadas de A-5 até Z-10. da seguinte forma: 12. Ele é muito versátil possuindo diversos tipos de palhetas e cilindros. É o tempo necessário para Viscosímetro Stormer Viscosímetro Brookfield 12. A medida de viscosidade consiste em encher o tubo de medida padrão com o líquido em teste. Exprime-se a viscosidade em letras Gardner. igualar a temperatura com os demais tubos com líquidos padrões e verificar qual dos tubos com líquido padrão tem viscosidade de deslocamento da bolha de ar igual a da amostra de teste. 12. A medida da consistência é dada em unidades Krebs (KU) e é constantemente chamada também de viscosidade.11 TEMPOS DE SECAGEM O tempo de secagem esta relacionada com a espessura da camada aplicada.11.1 DETERMINAÇÃO DE SECAGEM: INDÚSTRIA Secagem ao Pó: É o tempo necessário para que o filme de tinta não absorva as partículas de pó presentes no ambiente.weg. desplacamento. tais como. em baixa e alta rotação. O filme deve ficar seco o suficiente para não marcar a impressão digital. Para veículos incolores. .10 ESTABILIDADE / SEDIMENTAÇÃO O ensaio consiste em determinar a viscosidade de tinta.net . Por outro lado. É determinado com diversas finalidades e especificado para as tintas. Nota: A película será considerada seca “ao manuseio” quando não houver nenhuma alteração na superfície.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. o que permite a medida de uma vasta gama de viscosidades. fazendo-se medições de viscosidade de um mesmo produto. Secagem ao Toque: É o tempo necessário para que o filme de tinta não fique aderido na ponta do dedo (limpo e desengordurado) ao se efetuar um leve toque superficial na película. resinas e vernizes. submetê-lo ao calor de uma estufa geralmente na temperatura de 60ºC.A. em unidades de minutos ou horas.viscosímetro denominado viscosímetro Stormer. estar isento de pegajosidade ou “teic”.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. para eliminar possíveis impressões digitais que podem confundir as avaliações. Apertar a película de tinta com o polegar (limpo e desengordurado). em lata hermeticamente fechada e determinar a viscosidade após resfriamento. contendo líquidos com viscosidades certas. exercendo o máximo de força com o braço sobre o filme. Medida efetuada geralmente logo após a aplicação da tinta passando-se rapidamente a ponta do dedo (limpo e desengordurado) sobre o filme de tinta e verificando o momento em que não mais ocorre a marcação superficial no filme. 70 WEG Indústrias S. e ao mesmo tempo girar o dedo polegar no plano da película em um ângulo de 90º. Passar levemente uma flanela ou estopa no local. Este ensaio mede na verdade a possível instabilidade observada na tinta e que pode resultar inclusive em sedimentação.270-000 – Guaramirim . Secagem ao Manuseio: Colocar o painel de teste em posição horizontal. geralmente emprega-se o viscosímetro “Gardner” que consiste num conjunto de tubos de medidas padrões. desprendimento. numa altura tal que quando o polegar é colocado sobre a película o braço do operador fique em linha vertical à superfície da placa. enrugamento ou outra evidência de distorção. Outro viscosímetro que mede consistência em diversas rotações é o viscosímetro “Brookfield”. tem-se o seu índice de tixotropia. Não há uma correlação exata entre as viscosidades “Ford” e Krebs.

Para sua determinação usamos um aparelho denominado “Criptômetro de Pfund” que é composto de duas lâminas. A aplicação da demão subseqüente antes do tempo mínimo para repintura pode provocar problemas de sangramento ou perda de adesão. Os tempos de secagem são determinados com base na ASTM D 1640. forçando o filme de tinta com o polegar ou outro dedo (Limpo e desengordurado). que têm um mínimo e um máximo. com exceção de tintas polimerizáveis. Com a placa de vidro 2 ou 7 apoiada sobre as lâminas coloridas. esta não pode estar pegajosa. Quando houver a remoção da película. limpo e desengordurado. cada uma com duas ranhuras semelhantes às dos vidros branco e preto. Nota: A película é considerada seca “ao toque” quando não mais aderir ao dedo e não oferecer muito atrito quando o dedo tocar levemente sobre a superfície da película. O poder de cobertura é especialmente importante nas tintas de acabamento. ou seja.manusear a peça. Se a tinta for de tom claro. É o tempo necessário para que a tinta esteja suficientemente seca para não aderir à “pele” quando tocada com a ponta do dedo e não haver impregnações. Nota: A película será considerada completamente endurecida quando não for possível a sua remoção com a unha e quando a marca do polegar for totalmente removida pela operação de lustragem. . 002 “chamado de placa 2 e 0. Neste momento. Na extremidade direita de cada lâmina temos uma escala milimétrica gravada. deslocamo-la no sentido do comprimento do aparelho até o momento da tinta ocultar o ponto de união das lâminas preta e branca. uma branca e outra preta. Cada uma delas possui duas ranhuras paralelas no sentido do comprimento. Fazemos a leitura na escala graduada lateral. Observar se alguma parte do revestimento é transferida para o dedo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 12. a peça ou o equipamento pode ser manuseado. O aparelho possui duas lâminas de vidro transparente.weg. Para uma determinação colocamos uma porção de tinta na união das placas. do ponto 71 WEG Indústrias S. Lustrar levemente a área contraída com um pano limpo. e é fator preponderante na determinação da espessura da película para recobrir o substrato ou demãos anteriores. Secagem à pressão: é o tempo necessário para a secagem. e o máximo. aplicadas anteriormente. sua maior parte é colocada no vidro branco e se for de tom escuro o inverso. Completamente Endurecida (Total): Pressionar a unha do polegar contra a película. O mínimo. 007” chamado de placa 7.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. sem a adequada ancoragem mecânica. para permitir a aplicação da demão subseqüente sem prejudicar a anterior. de modo que se possam transportar a peça ou o equipamento sem causar danos à pintura. portanto. para que não se tenha a superfície excessivamente lisa (vítrea) e. Em uma das extremidades do vidro existem dois apoios de aço a altura de 0. Exercer a máxima pressão sobre o dedo e o filme. deslizando-a sobre a mesma. ao mesmo tempo. de modo que possam ser aplicadas as demãos subseqüentes.11. O poder de cobertura depende da qualidade do pigmento e de seu teor na tinta e grau de dispersão.12 PODER DE COBERTURA Consiste em se verificar a capacidade do pigmento em ocultar o substrato ou tintas de fundo.A. Este tempo é sempre um mínimo. A película é considerada seca ao manuseio quando não houver nenhuma alteração na superfície do filme avaliado. girar o dedo a um ângulo de 90º. um intervalo para repintura.270-000 – Guaramirim . fixadas numa moldura e unidas uma a outra. 12. que termina no ponto de união delas.net .2 DETERMINAÇÃO DE SECAGEM: MANUTENÇÃO Secagem livre da pegajosidade ou ao toque: Tocar levemente a película de tinta com a ponta do dedo. Secagem para repintura: é o tempo necessário à secagem.

12.14 DIMENSÃO DAS PARTÍCULAS DO PIGMENTO (FINURA DE MOAGEM) Esse método determina o grau de moagem dos pigmentos no veículo de uma tinta. 12. Examina-se então o risco para constatar qual a proporção de película que foi removida após aplicação de uma fita adesiva. A distância entre os cortes está estabelecida na Tabela abaixo. 12. Cada corte deve ter um comprimento de 20 mm.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Durante a estocagem há uma compactação. oposto dos suportes. ESPESSURA DA PELÍCULA SECA (µm) Menor ou igual a 125 Acima de 125 MÉTODO DE ENSAIO Corte em grade Corte em "X" 12. Consiste em determinar a eficiência da moagem através do grau de dispersão.270-000 – Guaramirim . cortes cruzados em ângulo reto.16 DOBRAMENTO SOBRE MANDRIL CÔNICO O método tem como objetivo a verificação da propriedade de acompanhar os movimentos da superfície em que foi aplicada. A determinação de finura de moagem é feita em um aparelho denominado de grindômetro. devendo a lâmina estar posicionada num ângulo de aproximadamente 45º com a superfície.0 12.net . Consiste em se determinar o grau de adesão da película ao substrato.17 ADERÊNCIA (ABNT 11003) O teste mais difundido atualmente consiste em se riscar a película em uma série de pequenos quadrados. formando-se grade de 25 quadrados.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. que tintas de dois ou mais componentes têm para serem aplicadas após a mistura dos conteúdos das embalagens. com auxílio do estilete e gabarito ou aparelho cross-cut-tester (CCT). Observa-se na escala do aparelho Hegmann o nº correspondente do aparecimento das partículas.weg. TIPOS DE TESTE DE ADERÊNCIA DAS PELÍCULAS DE TINTA Método do corte em X e teste quadriculado de acordo com a espessura da película da tinta.13 TEMPO DE VIDA ÚTIL (POT LIFE) Consiste em determinar o tempo. partículas. Os cortes devem ser efetuados num único movimento. Após extensão da tinta com uma cunha. aglomerados ou ambos são visíveis na superfície da tinta. contínuo e uniforme com velocidade de 2 a 5 cm/s. de modo a alcançar o substrato. O produto é estendido em um sulco graduado do aparelho. Há três métodos usuais para este ensaio: o ensaio de corte em grade. começa a surgir rachaduras a partir do menor diâmetro do cone. ESPESSURA DA PELÍCULA SECA (µm) Menor que 50 entre 50 e 125 NÚMERO CORTES ESTILETE 6 6 DE AP. Chamamos este número de grau de fineza da tinta que pode ser expresso em micra ou Hegmann (H). As partículas de pigmentos são fornecidas aos fabricantes de tintas com diâmetros da ordem de 5 a 10 um.A. o ensaio de tração e o ensaio de corte em X. em horas. MÉTODO DE CORTE EM GRADE Efetuar.em que se encontra a extremidade de vidro. Consiste na determinação da flexibilidade de uma película seca pela passagem em um mandril cônico que produz um esticamento ou alongamento da chapa e 72 WEG Indústrias S.0 2. CCT 11 8 DISTÂNCIA ENTRE CORTES (mm) 1. sendo o mais comum riscar quadrados de 1 (um) a 2 (dois) milímetros de lado. . formando aglomerados que precisam ser quebrados na moagem.15 NATUREZA DA RESINA Consiste em determinar a natureza química de resina usando-se a técnica de espectrofotometria infravermelha.

interceptados ao meio. podemos verificar a classificação da interpretação dos testes de aderência das tintas de acordo com a norma NBR 11003 sobre destacamentos na intersecção e ao longo das incisões dos testes de corte em X em grade. X1 Destacamento até 1 mm ao longo das incisões X2 Destacamento até 2 mm ao longo das incisões X3 Destacamento até 3 mm ao longo das incisões X4 Destacamento Acima de 3 mm ao longo das incisões 73 WEG Indústrias S. . Este valor deverá ser acordo em um procedimento de inspeção. Nas tabelas abaixo. semi transparente de alta performance com 25 mm de largura na região do corte (fornecedor 3 M). CÓDIGO X0 Nenhum destacamento longo das incisões FIGURA ao Importante: A norma NBR 11003 não menciona detalhes quanto ao resultado do teste de aderência quanto a aprovado ou rejeitado. devendo a lâmina estar posicionada num ângulo de aproximadamente 45º com a superfície.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.A. cujo menor ângulo deve ter entre 35 e 45º. Os cortes devem alcançar o substrato em apenas um movimento uniforme e contínuo. com auxílio do estilete e gabarito.net .DESTACAMENTO NA INTERSECÇÃO DO CORTE EM “X” CÓDIGO Y0 Nenhum destacamento na intersecção CORTE EM GRADE Y1 Destacamento até 2 mm em um ou em ambos os lados da intersecção Y2 Destacamento até 4 mm em um ou em ambos os lados da intersecção Y3 Destacamento até 6 mm em um ou em ambos os lados da intersecção Y4 Destacamento acima de 6 mm em um ou em ambos os lados da intersecção FIGURA MÉTODO DE CORTE EM "X" Efetuar.270-000 – Guaramirim . dois cortes com um comprimento de 40 mm cada. DESTACAMENTO AO LONGO DAS INCISÕES DO CORTE EM “X” No teste deve ser utilizado aplicação de fita filamentosa para teste de aderência.weg.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.

20 RESISTÊNCIA AO SO2 Consiste na exposição de plaquetas pintadas em câmaras de SO2. solventes. 74 WEG Indústrias S.18 RESISTÊNCIA À NÉVOA SALINA Consiste na exposição de plaquetas pintadas em uma câmara de névoa salina ou salt spray.19 RESISTÊNCIA RELATIVA DE 100% À UMIDADE Consiste na exposição de plaquetas pintadas em uma câmara com umidade relativa do ar aproximadamente de 100% umidade a temperatura de 40 +/.270-000 – Guaramirim . NaOH e outros. 12. 12.DESTACAMENTO NA ÁREA QUADRICULADA CÓDIGO Gr 0 Nenhuma área destacada FIGURA da película Gr 1 Área da película destacada. Painéis para ensaio são pintados no sistema de pintura completo e submetidos a exposição na câmera por períodos variados em números de horas. Os ensaios de imersão na medem a permeabilidade da película durante o período que varia de 24 a 1000 horas. ocorre o aparecimento de bolhas (blister). Quando a resistência é fraca.1ºC.A.21 ENSAIOS DE IMERSÃO Consiste em analisar a resistência à imersão em produtos.net . Este ensaio mede a permeabilidade da película durante o período que varia de 24 a 240 horas. cerca de 35% da área quadriculada Gr 4 Área da película destacada. 12. cerca de 15% da área quadriculada Gr 3 Área da película destacada.1ºC. água destilada. cerca de 5% da área quadriculada Gr 2 Área da película destacada. . Ele é realizado em câmaras especiais e expresso em rondas em número de 1 a 6. É o ensaio de corrosão realizado em câmara especialmente preparada onde é pulverizada uma solução de 5% de cloreto de sódio a 40 +/. Esse método representa a resistência da película a um gás poluidor presente na maioria das atmosferas industriais. determinando-a em dias de exposição ao produto sem apresentar sinais de corrosão aparente. O ensaio mostra o grau de resistência à corrosão.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. As chapas podem ser cortadas com um “X” passando pelas suas diagonais e atingindo a chapa nua. cerca de 65% da área quadriculada 12. ocorre o aparecimento de bolhas (blister). assim como as condições gerais de permeabilidade e resistência à umidade. Quando a resistência é fraca.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. tais como água salgada. Este método pode ser realizado por imersão de chapas pintadas em água a temperatura ambiente.weg.

As áreas usadas são a série H.24 BRILHO O brilho da tinta é medido pela quantidade de luz refletida na película. de acordo com o teor de não voláteis em volume de cada produto. 2H. A espessura de película seca (EPS) é especificada no sistema de pintura. maior o número de oscilações. 4B. 6H ß Menor dureza Maior dureza à 12. A medida deve ser feita imediatamente após a aplicação. Método de medida de EPU Apoiar o medidor de filme úmido sobre o filme de tinta aplicado. 3B. Após a aplicação os solventes contidos na tinta começam a evaporar e a espessura do filme vai diminuindo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 5B. 6B. com um medidor de espessura de película úmida (pente de aço inox). observando qual foi o dente de maior valor que foi molhado na tinta e o primeiro que não molhou.22 ESPESSURA POR DEMÃO Consiste em determinar a espessura aplicada em um (micrometro) através de diversos métodos. Nos casos de pequenas falhas na resistência aparecem bolhas. que tem duas bases de apoio na peça na mesma altura e outros “dentes” com variações na sua altura. A dureza das tintas é determinada na grande maioria dos casos pelo método “Sward-Rocher” que consiste em uma roda metálica formada por dois aros que oscilam na película de tinta conforme NBR 5845. remoção das películas. captada por uma 75 WEG Indústrias S. Importante método de controle de qualidade durante a aplicação. baseados em pêndulos. 2B.23 ENSAIOS DE DUREZA Consiste na determinação da dureza superficial de películas de tinta. HB. e o método Buchholz. geralmente variando de 25 em 25 µm.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. que vai até 6H para as películas mais duras e a série B para as mais moles.A. adotando-se o valor do maior dente que foi molhado com a tinta. EPU = EPS x (100 + % Diluição) = micra SV Exemplo: Se a espessura seca especificada é de 125 µm. A leitura do valor de EPU pode ser obtida. e nos de má resistência. 4H. Quanto maior a dureza. 3H.O ensaio com água quente mede uma possível lixiviação dos componentes da tinta. . Há três métodos de determinação de dureza: os métodos Sward e Koning. B. Pode-se também determinar a dureza riscando a película com lápis de desenho padronizado.270-000 – Guaramirim .weg. formando após o processo de cura da tinta o filme seco de acordo com a especificação da película recomendada. o teor de sólidos por volume é de 80% e a diluição recomendada é 10 %. H. quanto a deposição da quantidade de tinta sobre a peça. F. auxiliando também no controle de consumo de tinta. Através destes dados pode-se calcular qual será a EPU a ser aplicada: 12. logo: EPU = 125 x (100 + 10) = 172 micra 80 12. 5H. MEDIDA DE ESPESSURA UMIDO DA TINTA (EPU) DE FILME Serve para orientar o pintor durante a aplicação. os sólidos por volume (SV) é informado no boletim técnico e o percentual (%) de diluição é informado também no esquema de pintura. baseado em penetração.net . sendo a dureza considerada a do grafite que conseguir marcar a película.

No primeiro caso os painéis pintados dentro dos sistemas completos são colocados em uma estante especial. de modo a simular os diversos graus de luminosidade. O aparelho mais comum para essa medição é o “glossmeter” com ângulo de inclinação da luz incidente de 60º. 13. afastado de alimentos e agentes oxidante.weg. solventes voláteis que podem incendiar mediante contato com faíscas elétricas ou mecânicas. não combustível e que contenha valas que permitam o escoamento para os reservatórios de contenção. 13. b) Manter o produto longe das fontes de calor. perda de brilho. Devemos lembrar que as tintas contem em sua composição. c) Evitar expor o produto a temperaturas elevadas.25 COR Consiste na determinação da cor por comparação com padrões. No teste acelerado emprega-se um aparelho denominado “Wheatherometer” no qual os painéis são submetidos à luz produzida por lâmpadas especiais. rachaduras. variando de três meses a alguns anos. 12. A estocagem em locais improvisados para as embalagens de tintas e diluentes pode resultar em perdas de qualidade e na quantidade de produto.célula fotoelétrica que a transmite a um galvanômetro graduado de zero a 100. mantidos em ângulos de 45º e voltados para o norte para receber raios solares durante o dia. sol e chuva. empolamento. Estes ensaios são demorados. Tanques de estocagem devem ser circundados por diques de contenção e ter drenos para o caso de vazamento. Consiste na determinação do grau de reflexão da superfície pintada em relação a padrões. adotado para todos os tipos de brilho. 76 WEG Indústrias S.net . calor e pulverização com água. Esta comparação deve ser feita em condições de luz apropriadas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.270-000 – Guaramirim . fissuramento.A.26 INTEMPERISMO É realizado tanto ao natural como aceleradamente.1 CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO a) Estocar o material em locais secos. . cor etc. bem ventilados e identificados. cobertos. ARMAZENAMENTO DE TINTAS O piso do local deve ser impermeável. Têm-se utilizado cada vez mais espectrofômetros computadorizados para determinação e comparação de cores.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. d) O ideal é que a área de estocagem fique em uma sala em separado do galpão a pelo 12. Neste período verifica-se o estado da película quanto à desagregação.

fica no ar na forma de vapor. h) Identificar a área com placas de sinalização bem visíveis: “PROIBIDO FUMAR”. A capacitação do pessoal responsável pela aplicação da tinta deve ser feita através de amplos programas de treinamento. .2 CONDIÇÕES AMBIENTAIS A aplicação das tintas em condições ambientais adversas pode introduzir vários tipos de defeitos nas películas de tintas.1 CAPACITAÇÃO DO PESSOAL DE APLICAÇÃO A empresa ou o órgão responsável pela aplicação das tintas devem ser avaliados em termos de recursos materiais e humanos. através de janelas com vidros aramados. f) O local deve ser de fácil acesso e com as vias de acesso sempre desimpedidas. as chuvas e os ventos. 14. Quanto mais umidade houver no ar e quanto mais baixa for a temperatura da superfície.2 CUIDADOS NO ARMAZENAMENTO a) Armazenar as embalagens de forma que possibilite a retirada em primeiro lugar das latas de lotes mais antigos. se possível com luz natural. tanto na área interna como externa em local visível.weg. número de lote. catalisadores e diluentes. 14. Este processo possibilita maior vedação da tampa pelo lado interno e diminuição de provável sedimentação. as mesmas deveram ser permanecer bem fechadas enquanto não estiver em uso. j) O local deve ser bem iluminado. e) Dispor o material sobre sistema de palets e não diretamente sobre o piso evitando que ocorra oxidação das embalagens metálicas e conseqüentemente vazamento de tintas. para não danificar as tampas. proporção de catalisação.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.A.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. f) A etiqueta do produto contém muitas informações importantes para o pintor.menos 15 metros de distância em área térrea. c) Efetuar o empilhamento de embalagens de acordo com a orientação abaixo. A água quando evapora. Tipo de Embalagem Galão Balde Tambor Capacidade 3. quando enviadas embaladas nas mesmas. ultrapassando assim o seu prazo de validade.6 litros 20 litros 200 litros Empilhamento Máximo 10 5 3 lado contrário a colocação da etiqueta para não obstruir os dados sobre o produto. d) Tomar muito cuidado ao abrir as embalagens de tintas. Isto impede que as lata recebidas sejam colocadas na frente. vindo a causar possíveis vazamentos. Esta água presente no ar atmosférico é chamada de umidade relativa do ar (URA). pois. evitando que ocorra danos nas embalagens de baixo. código do produto. 13. as condições meteorológicas que influenciam as propriedades das tintas são a umidade relativa do ar.net . prazo de validade. b) Pode-se armazenar as latas de tamanho de galão e menores nas prateleiras inicialmente com a boca para baixo e que sejam invertidas a cada 3 meses. qual componente utilizar e diluente recomendado. g) Remover as latas das caixas de papelão. Em termos gerais. APLICAÇÃO DA TINTA A seleção adequada do método de aplicação e a observância de alguns requisitos básicos durante todo o período de aplicação têm influência tão grande no desempenho do esquema de pintura quanto as tintas utilizadas. como nome do produto. l) A temperatura da sala de armazenamento não deverá ultrapassar a 40ºC. permanecendo no fundo as latas mais antigas. I) Instalar no local extintores de pó químico seco. a temperatura ambiente. que devem abranger aspectos teóricos e práticos. Quando o diluente evapora do filme de tinta aplicado. 14. e) Ao remover a tinta de dentro da embalagem. entornar a tinta sempre pelo 77 WEG Indústrias S. a temperatura do substrato abaixa tornado possível que a umidade do ar se condense prejudicando o desempenho da tinta.270-000 – Guaramirim . maior será a condensação.

se condensa. que deixa a película com aspecto esbranquiçado na superfície ou mesmo com aspecto de um gel endurecido. Pode-se usar aquecer as peças a serem pintadas dentro dos limites de temperatura do substrato. a formação de bolhas. É por esse motivo que as tintas de base epóxi endurecidas com aminas são muito sensíveis à umidade. em velocidade baixa para não amassar as partículas do pigmento e não deixar a tinta 78 WEG Indústrias S.270-000 – Guaramirim . Deve ser feita em seu recipiente original.4 MISTURA. comprometendo a evaporação e alterando as propriedades da película seca. Determinação do ponto de orvalho 14. ao possibilitar a introdução de partículas de água na película de tinta úmida. a aplicação das tintas sobre superfície com temperatura superior a 40ºC pode provocar vários tipos de defeitos. alteram por completo as condições de cura ou secagem da tinta. acarreta perturbações nas reações físico–químicas que darão origem à película de tinta seca.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Ao contrario. Temperaturas abaixo de 10ºC retardam a secagem da tinta. 14. como o fendilhamento ou gretamento (caso típico das tintas inorgânicas de zinco).net . Nota 1: Esta temperatura de 3ºC é considerada de margem de segurança para evitar que ocorra a condensação da URA. Recomenda-se que as tintas não devam ser aplicadas se a temperatura da superfície não estiver no mínimo 3ºC acima do ponto de orvalho. Geralmente na parte da manhã são notadas gotas de água nas peças expostas ao tempo durante a noite. na forma de vapor de água. o fenômeno do fendilhamento ocorre à temperatura já a partir de 40ºC. Além disso. No caso de tintas a base de pigmentação alumínio.A. a homogeneização tem que ser feita com cuidado. admitindo-se que parte pode ser retirada temporariamente para facilitar a homogeneização. HOMOGENEIZAÇÃO DILUIÇÃO DAS TINTA E A homogeneização da tinta é muito importante para que todos os seus componentes fiquem uniformes e em condições de uso. pode ser eliminada com um leve lixamento da película. resultante da condensação do vapor da água. a) Quando bem superficial. dando origem a uma substância denominada quetimina. poros ou crateras (caso típico das tintas de acabamento de base epóxi) e o enrugamento (caso típico das tintas de alumínio fenólico). Nota 2: Para as tintas tolerantes a superfície úmidas. como abaixo de 10ºC ou acima de 40ºC.A umidade relativa do ar.weg. a película poderá estar comprometida ou não. A ação preventiva nestes casos é procurar evitar a utilização de tintas epóxi endurecidas com aminas em regiões cuja umidade relativa do ar esteja permanentemente superior a 85%. poderá ocorrer uma pequena redução no brilho quando o filme ficar exposto. b) Quando subsuperficial pode requerer a remoção de toda a película. conhecidas como orvalho.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. A depender da profundidade desta alteração. . No caso específico das tintas inorgânicas à base de silicato de etila. comprometendo intervalos entre demãos recomendadas pelo fabricante e conseqüentemente. Temperaturas externas. passando para o estado líquido. a velocidade da aplicação. introduzindo falhas que variarão com o tipo de tinta usada.3 PONTO DE ORVALHO É a temperatura na qual a umidade presente no ar. a aplicação de tintas em temperaturas muito elevadas faz com que sua secagem dê-se muito rapidamente.

6L) . A não-observância da relação de mistura e do tempo de indução. particularmente a viscosidade e os tempos de secagem.weg.9L) Nota: Quando fornecida a relação de mistura em peso pelo fabricante. 2A : 1B (2. b) Homogeneizar bem o componente B.6 L : 3. mexer a sedimentação com a espátula buscando a sua dispersão. A sedimentação ocorre devido a tintas serem constituídas de compostos em suspensão (Pigmentos) e que pela força da gravidade se sedimentam formando uma pasta no fundo das embalagens. a depender das características da tinta e do processo de aplicação. O tempo de estocagem deve ser informado pelo fabricante da tinta.20 minutos para as tintas de base epóxi.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.7L : 0. Seqüência de mistura para Tintas BiComponente: a) Homogeneizar bem o componente A. a falta ou excesso de um dos componentes pode produzir uma tinta com características diferentes da que foi recomendada. Algumas pigmentadas com pigmentos pesados. Por exemplo. Inspeções visuais de campo também podem indicar a degradação ou não da tinta. para efeito de ajustar sua viscosidade e. c) Adicionar o componente B ao componente A. . pois. pode ser utilizado da balança e efetuado a mistura. 3) Caso não consiga uma boa homogeneização e a tinta estiver dentro do seu prazo de validade.270-000 – Guaramirim . entretanto. as tintas a base de silicato de etila formam nódulos gomosos (grumos). Proporção de Catalisação: As recomendações de mistura entre o componente A e B devem ser respeitadas pelos pintores na hora da catalisação. d) Homogeneizar bem a mistura com agitação vigorosa. informar ao fabricante. tintas de fundo.ficar com uma aparência mais escura (chumbada). uma tinta pode ter seu tempo de estocagem vencido sem que. O tempo de estocagem varia para cada tipo de tinta. torna-se necessário efetuar uma diluição da tinta imediatamente antes da aplicação.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. formam sedimentações duras impossíveis de serem dispersados mesmo por diluição. são válidas as mesmas observações quanto à diluição requeridas para as tintas mono componentes. 79 WEG Indústrias S.net . requerem cuidados especiais em termos de proporção de mistura. otimizar a aplicação. As tintas a óleo ou óleo modificadas oxidam–se superficialmente. pode descaracterizar por completo as propriedades da tinta.2L) . No que diz respeito às tintas fornecidas em dois ou mais componentes. Entretanto. respeitando a relação de mistura.A. Em algumas situações. As relações de misturas mais comuns são: 1A : 1B (3. o aumento dos tempos de secagem é uma indicação evidente de sua degradação.4 L : 1. Esta dispersão deve ser feita preferencialmente por meio de agitadores pneumáticos (exceto para tintas pigmentadas com alumínio. formando uma nata ou mesmo endurecendo. geralmente da ordem de 10 . 3A : 1B (2. conseqüentemente. Não devem ser usadas tintas cujo tempo de estocagem (shelf life) tenha sido ultrapassado. A realização de alguns testes de laboratório é a forma ideal de analisar se a tinta está em condições de uso ou não. e) Se necessário efetuar a diluição na proporção recomendada. Nota: Pode ser usado agitador pneumático. Para as tintas de base epóxi. A depender das condições de armazenamento. que podem ter as partículas de pigmento quebradas) ou alternativamente por meio de ferramentas manuais. tenha se degradado. Quando a tinta estiver em estoque por muito tempo: 1) Abrir a lata e verificar se há sedimentação no fundo da embalagem com uma espátula (plástico ou madeira) 2) Se houver sedimento.

Em casos de aplicação de apenas um dos componentes. O pot life é o tempo que uma tinta pode ser misturada e diluída e mantenha suas propriedades tixotrópicas capazes de dar origem à formação da película. atentar para o fato de o peneiramento acarretar à retirada de material capaz de desbalancear a tinta. que necessitam ter um teor de zinco tal que mantenha a continuidade elétrica e assim atuem protegendo catodicamente. os fornecimentos são feitos em embalagens com as devidas proporções entre os componentes a serem misturados. fervura. A viscosidade mais alta ajuda a manter os pigmentos em suspensão. tende a formar uma pasta mole ou dura no fundo das embalagens. A diluição depende do tipo de peça a ser aplicada. evitando desta forma que ocorra problemas na aplicação e pintura. O tempo de indução é o tempo necessário para que o esquema epoxídico comece a reagir. também em termos de tempo de mistura. . Quando o pintor vai utilizar toda a quantidade do galão fornecido. é em geral de 15 minutos. esse tempo entre a mistura e a aplicação é fundamental para uma maior afinidade entre a resina epóxi e o agente de cura. Deve-se. evitando a sedimentação.A.A mistura em peso é mais prática e segura. uma tinta de base epóxi depois de diluída e misturada só pode ser aplicada nas poucas horas seguintes. casca de laranja. estabelecidos pelos fabricantes das tintas. Tal providência é indispensável em tintas como a fenólica pigmentada com alumínio (lamelar) e a etil silicato de zinco. das condições de aplicação e da habilidade do pintor.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. porém exige uma balança no local de preparação. O boletim técnico indica qual o diluente correto para a diluição e a sua substituição somente deve ser feita mediante autorização do fabricante . O ideal é que a mistura e a diluição das tintas seja feita imediatamente antes da aplicação. A diluição serve para afinar a tinta permitindo que o ar comprimido usado pulverize o líquido que será lançado sobre a peça a ser pintada de forma que a mesma forme um filme uniforme seja formado. É também chamado de pré-reação. incompatibilidade. Esse tempo varia em função de cada tipo de tinta. Deverá ser removida toda a tinta.weg. sejam observados os tempos de vida útil da mistura. O tempo de indução varia de acordo com o tipo de tinta epóxi. com granulometria recomendada pelo fabricante da tinta. 80 WEG Indústrias S. Muitas tintas podem e devem ser aplicadas a pincel. um cuidado que deve ser observado nas etapas de mistura e diluição das tintas diz respeito à necessidade de passar a mistura em peneiras. sejam observados as instruções do fabricante. da ordem de duas a oito horas. retardo na secagem.net . pois. empoamento. pot life. não há necessidade de se preocupar com as proporções de misturas. para o caso das tintas epóxi. Algumas tintas quando fornecidas em viscosidades baixas (22” CF 4 a 25ºC). particularmente nas pigmentadas com zinco. É recomendável que. a película pode ficar mole e pegajosa ou endurecer demais e ficar com o filme trincado e rachado. Assim. tais como: perda de brilho. rolo ou pistolas apropriadas sem diluição.270-000 – Guaramirim . entretanto. É importante que para estes casos. logicamente desde que observado o tempo de indução que. Embora a reação comece imediatamente.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Por último. Diluição das tintas As tintas são fornecidas com viscosidade mais alta e devem ser ajustadas ou diluídas de acordo com a necessidade seguindo a orientação do fabricante. Alguns estudos mostram que esquemas epoxídicos aplicados com tempo de indução conveniente apresentam desempenhos superiores aos mesmos esquemas aplicados imediatamente após a mistura dos componentes.

Para uma boa diluição na proporção correta o pintor pode adotar um copo graduado de plástico resistente a solvente (polipropileno). Na orla marítima.weg. a aderência poderá ser prejudicada gerando destacamentos entre demãos. O resultado posterior do teste de aderência será máximo. demora para secar. O intervalo de tempo entre demãos ou o tempo que deve ser aguardado para aplicação da demão subseqüente ou ainda tempo de repintura. não havendo tempo suficiente para um bom alastramento ou formar filme liso. o tempo decorrido entre o início do preparo da superfície e o término da aplicação da primeira demão de tinta de fundo não deve exceder a três ou quatro horas. Pintura durante o intervalo de repintura certo: Haverá tempo suficiente para evaporação do solvente da demão anterior e a secagem do filme será adequada.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. cuja rugosidade. deve ser observado pelos pintores.net .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. .Uso de diluente com solvente muito volátil: a) Problema de bolhas ou fervuras. é recomendado que os pintores adotem o uso de copos de medida de viscosidade conhecidos como copo ford de diâmetro de orifício de 4 mm (CF 4) para determinar a correta viscosidade de aplicação de acordo com a sua instrução de trabalho. poderá gerar problemas. ainda há presença de solvente retido que não teve tempo para evaporação. o filme de tinta fica com aparência de espessura exagerada. a tinta perde o solvente de diluição durante a sua pulverização fazendo com que a tinta chegue seca na peça (como pó). Salvo algumas exceções das tintas de alta espessura que tendem a esta característica. Pintura após ultrapassar o intervalo entre demãos: Caso isto ocorra e nenhuma providência for tomada. b) Escorrimento em superfícies verticais. pois logo após a aplicação da primeira demão de tinta começa a evaporação do solvente e a formação do filme seco e haverá um tempo certo a ser aguardado para aplicar a próxima demão. enrugamento durante a secagem da tinta. adicionando à tinta a quantidade de diluente necessária. Na diluição de tintas destinadas a indústrias.A. o procedimento de lixamento superficial da camada é necessário para criar sulcos ou ranhuras. Uso de diluente com solvente pouco volátil: a) Demora na secagem. c) Empoamento (ou over spray) ou pulverização a seco. O intervalo de tempo entre o preparo da superfície e a aplicação da primeira demão da tinta de fundo varia em função das condições atmosféricas do meio ambiente. A pintura não deve ser continuada com a próxima demão fora do prazo . pois o filme superficial da tinta ira secar muito rápido. ocorre separação entre o diluente e a tinta.270-000 – Guaramirim . Aplicando outra demão. como conseqüência da elevada umidade relativa do ar e da presença de cloretos. 81 WEG Indústrias S. Uso de Diluente com baixo poder de diluição: a) Coagulação. As tintas misturadas e diluídas que não serão aplicadas de imediato devem ser armazenadas em recipientes fechados e serem novamente homogeneizadas antes de serem usadas. Poderá haver escorrimentos em superfícies verticais. possibilita maior superfície de contato com a tinta a ser aplicada e assim melhora a aderência entre as demãos. Quando ultrapassado o intervalo entre demãos. b) Casca de laranja. Esta medida é determinada com o uso de um cronômetro e dado em segundos (Ex: 16 a 22” CF4). pois. Os boletins técnicos informam qual deverá ser este tempo e também em qual condição de temperatura do ambiente. baixando o brilho em alguns locais da peça. Este processo de lixamento é chamado de quebra superficial no brilho. Pintura antes do intervalo entre demão: No filme aplicado.

elevadas umidades relativas do ar e chuvas. que provoca uma significativa redução da espessura.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. uma outra questão a ser analisada diz respeito à interrupção ou não da seqüência de aplicação.1 TRINCHA (Pincel de formato chato) É o mais elementar dos métodos de pintura. Ainda com relação a grandes superfícies. durante as operações de transporte. A aplicação da primeira demão da tinta de fundo deve ocorrer sempre na mesma jornada de trabalho da execução do preparo da superfície. permita uma perfeita adesão química entre as demãos. como ventos. MÉTODOS DE APLICAÇÃO 15.270-000 – Guaramirim . a tinta aplicada não será capaz de permitir a impregnação de abrasivo ou pó. tornando necessário repetir-se a aplicação da demão da tinta desbotada. consegue-se uma satisfatória proteção durante o período de interrupção da aplicação do esquema de pintura. A observância destes intervalos faz com que a tinta base. armazenamento e instalação. onde outros 82 WEG Indústrias S. requerendo então um lixamento mais vigoroso. é freqüente a interrupção da aplicação do esquema de pintura após a aplicação da primeira demão da tinta de acabamento. Sempre que ocorrer a interrupção do esquema de pintura por período superior ao tempo de secagem para repintura.5 PINTURA CAMPO NA FÁBRICA OU NO A aplicação do esquema de pintura na fábrica apresenta uma série de vantagens em relação à aplicação no campo. por não poderem se controladas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. a depender das particularidades dos equipamentos que estão sendo pintados e do local onde serão utilizados. 15. altas e baixas temperaturas. ou pelo menos repor sua espessura. que prejudicam consideravelmente a aplicação no campo. como a pistola eletrostática e a eletroforese. pode ocorrer uma degradação da última demão de tinta aplicada. como é o comum em equipamentos cujo preparo da superfície seja feito no campo. Nesta condição. para a repintura. reentrâncias. É o caso típico de grandes equipamentos de caldeiraria. não tenha suficiente resistência química ao solvente da demão subseqüente e. até que o preparo da superfície seja terminado. Entretanto. o intervalo não deve exceder a seis horas. Isto é imprescindível quando se trabalha com tintas de elevada resistência química. que prejudicaria o desempenho do esquema de pintura. a aplicação no campo pode tornarse mais vantajosa.Em regiões mais secas e sem a presença de cloretos e compostos de enxofre na atmosfera. não tendo alcançado o tempo de secagem total. por ser uma ferramenta simples e. mesmo reparados. Quando a paralisação ocorrer por período de tempo muito longo. O desejável é que todo o esquema de pintura seja aplicado em conformidade com os tempos de secagem. . poderão sofrer danos de tal ordem que. assim. o reinício da execução do preparo da superfície só deve ocorrer quando a tinta tiver alcançado o tempo de secagem ao toque. cantos vivos e demais acidentes. nem sempre muito superficial. imediatamente antes da montagem.A. após uma interrupção muito prolongada. Em alguns casos. que se pintados na fábrica.weg. A primeira grande vantagem é a possibilidade de utilização de equipamentos sofisticados de aplicação. além de não requerer grande capacitação do aplicador. uma vez o jato interrompido e aplicado a primeira demão de tinta de fundo. Quando a superfície é muito grande e o jateamento efetuado naqueles intervalos de tempo não contempla toda a superfície. Com isto. É o método mais indicado para aplicação da primeira de mão de tinta em cordões de solda. 14. como as epóxi e as poliuretanas.net . poderão comprometer o desempenho do esquema de pintura. ao reiniciar a aplicação a última demão de tinta aplicada deve ser submetida ao um leve lixamento. para permitir que a demão subseqüente tenha adesão mecânica sobre a mesma. previsto na especificação da tinta que vai receber a demão subseqüente. e o defeito mais comum é o empoamento. conseqüentemente de baixo custo. A segunda é a menor influência das condições atmosféricas.

270-000 – Guaramirim .net . particularmente em termos de espessura. como cantoneiras e tubulações de pequeno diâmetro. Tipo de Trabalho Áreas grandes e planas Áreas pequenas e planas Parafusos. para que possa ser reaproveitado. O mesmo se aplica as tubulações de variados diâmetros. tende a dar origem a películas não-uniformes. As trinchas normalmente utilizadas têm em torno de 125 mm de largura e suas cerdas são de pêlos de animais. cordões de solda. O nivelamento e alisamento da camada se fazem com longas pinceladas sobre as iniciais.A. devido à dificuldade de penetração ou à cavidade e às demais regiões de difícil acesso. normalmente não alcançando a 5%. A inclinação deve ser ao contrário da volta. e a seguir secas e adequadamente armazenadas (apoiados pelo cabo e nunca pelas cerdas). A perda de tinta durante a aplicação é mínima. além de alcançar maior produtividade que a trincha. Método de aplicação: O rolo não deve ser mergulhado todo na tinta. Tipo de Pincel Medida de 75 a 125 mm (3 a 5 “) Medida de 25 a 50 mm (1 a 2”) Medida de 75 a 125 mm (1-1½ “) conforme especificado. O rolo mais utilizado tem largura de 150 mm. fibras sintéticas ou vegetais. depositando-se a tinta em uma região ainda não coberta e depois a espalhando em passes cruzados. Ao final da aplicação. mediante passes sucessíveis. as trinchas devem ser de imediato limpas com solvente adequado. É um método de baixa produtividade. onde a aplicação à pistola a elevadas perdas de tinta. A cada novo início de espalhamento da tinta. As pinceladas devem ser dadas com uma pequena inclinação na trincha. A pressão do rolo sobre a superfície deve ser controlada para obter um filme de espessura uniforme. para facilitar o deslizamento. o fato de se conseguir espessuras mais uniformes do que aquele método tende a igualar suas perdas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Método de aplicação: Deve ser feita mergulhando de 2/3 até a metade do comprimento das cerdas na tinta (evitam-se desperdícios de tinta e perda da própria trincha). conferindo-se a medida de filme úmido obtido 83 WEG Indústrias S. Os rolos fabricados a partir de pêlo de carneiro são de melhor qualidade para aplicação da maioria das tintas utilizadas em pintura industrial. que possui uma região que permite a retirada de excessos. porém. Exigem diluições ligeiramente superiores às exigidas pela trincha.métodos de aplicação poderiam deixar falhas. na presença de ventos. devido a isto é importante fazer o repasse em sentido contrário ao primeiro movimento uniformizando a camada. . O método de aplicação a rolo é particularmente aplicável à pintura de grandes áreas planas ou com grande raio de curvatura. o rolo acumula muita tinta e no final do percurso já esta com pouca. Para superfícies muito rugosas o rolo deve ser passado em várias direções indo e voltando para fazer a tinta penetrar nas irregularidades.2 ROLO É um método de aplicação que viabiliza a obtenção de elevadas espessuras por demão. frestas e arestas Comentários Maior rendimento da pintura Evita desperdício de tinta Fazer penetrar nas frestas e saliências 15. de forma a remover qualquer depósito de tinta. devido principalmente a respingos. Por maior que seja a habilidade do aplicador.weg. espalhando-se a tinta na superfície dada uma sobreposição de 50 mm. o rolo deve ser imediatamente limpo com solvente. Terminada a aplicação. que pode gerar escorrimentos ou desperdícios. As perdas de tinta durante a aplicação são em principio superiores à da trincha. Deve ser mergulhada na tinta depositada em uma bandeja ou recipiente. sem apertar muito para evitar marcas das cerdas no filme.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. sendo eventualmente utilizado o de 50 mm para superfícies de menor dimensão. porcas.

O tanque permite a colocação de um volume maior de tinta preparada. O primeiro é a correta diluição da tinta. tem como característica a obtenção de espessura de película quase que constante ao longo de toda a superfície pintada. para adequar sua viscosidade. evitando paradas para reabastecimento.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.270-000 – Guaramirim . a tinta depositada no recipiente é expulsa em direção ao bico da pistola pela ação da pressão do ar. a partir de instruções fornecidas pelo fabricante da mesma) e fonte supridora de ar. Este elenco de parâmetros definirá o leque do fluido constituído da mistura tinta e ar que sai do bico da pistola. Outro é a seleção do bico da pistola.A. Na aplicação da tinta pelo método da pistola convencional. O método de aplicação por pistola convencional apresenta ainda como limitação o fato de levar à excessivas perdas de tinta durante a aplicação. . ou pistola a ar. A aplicação da tinta pelo método da pistola convencional requer que a mesma seja diluída mais que qualquer outro método. mangueiras de ar e da mistura ar e tinta. que é feita em função das propriedades tixotrópicas da tinta.15. o recipiente é acoplado diretamente a pistola (pistola de caneco). O pequeno recipiente do primeiro equipamento acarreta freqüentes interrupções da aplicação para enchimento do mesmo com tinta. a tinta é depositada em um grande recipiente e. com a evaporação do solvente. Alguns tanques trazem acoplado um agitador pneumático para homogeneizar a tinta constantemente.weg. uma vez que o recipiente onde a tinta é depositada não fica acoplado à mesma. não só na pintura de campo como na de oficina. devido ao excessivo acúmulo de solventes. A vantagem do segundo equipamento é que a pistola fica mais leve. e os riscos de segurança. consiste: manômetro. de forma que ela possa fluir do recipiente até a pistola pela ação da pressão do ar. É um método de aplicação de tinta muito utilizado em pintura industrial. A primeira é que. Pressão Tanque: A tinta é empurrada para a pistola devido a pressão gerada no tanque Pistola de caneco: usado em oficinas de repinturas ou na indústria para operação de peças pequenas. 84 WEG Indústrias S.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. A caneca quando cheia pesa em torno de 1 Kg dependo da tinta. Tipos de Pistola Convencional Alimentação Comentários Sucção Caneca: a tinta é transferida por sucção para a pistola. que deve ser seco. o método tem duas desvantagens significativas. uma série de cuidados devem ser observados. há uma sensível redução da espessura da película úmida para seca. são significativos. regulador de pressão e válvulas de entrada de ar e saída da mistura ar e tinta. a) Nos mais simples. pistola (com bico que é selecionado em função da tinta que se quer aplicar. cansando o pintor. observados quando a aplicação é feita em ambientes fechados.3 PISTOLA CONVENCIONAL Na pistola convencional. procurando-se ajustar sua viscosidade a uma aplicação adequada.net . pela ação da pressão do ar injetado dentro do recipiente. como acontece com o primeiro equipamento. Como conseqüência dessa excessiva diluição. Tanque de pressão: muito usado na indústria onde há necessidade de produtividade. através de mangueiras. da ordem de 30 %. chega até a pistola. b) No outro. Existem dois tipos de equipamentos tidos como pistola convencional. A instalação para aplicação das tintas pelo método de pistola convencional. apresenta grande produtividade. A pressão e a vazão do ar que é injetado no tanque de pressão também devem ser selecionadas em função das propriedades da tinta que se quer aplicar.

A.Método de aplicação: A pistola deve ser posicionada com o leque do fluído constituído de tinta e ar. O defeito do overspray é ainda muito comumente observado em aplicação de tintas pelo método de pistola convencional quando o pintor não tem a necessária qualificação e é influenciado pela diluição. A aplicação com a pistola muito próxima da superfície causa o defeito de escorrimento da película e. incidindo perpendicularmente em relação à superfície a pintar e deslocada em movimentos de ida e volta paralela aquela superfície. A distância do bico da pistola à superfície deve oscilar entre 15 e 20 cm. A sobreposição deve ser da ordem de 50%. COMO MOVIMENTAR A PISTOLA PERANTE A PEÇA COMO DEVE SER FEITA A APLICAÇÃO COM A PISTOLA O PULSO ESTÁ MUITO RÍGIDO COMO SEGURAR A PISTOLA PERANTE O PAINEL COMO SEGURAR A PISTOLA COMO COBRIR UM PAINEL SOBREPONDO CAMADA Mantenha o pulso flexível Movimente a pistola perpendicular à peça COMO POSIONAR A PISTOLA EM RELAÇÃO A PEÇA PERTO DEMAIS TINTA MUITO CARREGADA TENDE A ESCORRER COMO COBRIR UM PAINÉL SOBREPONDO CAMADA LATERAL LONGE DEMAIS CASCA DE LARANJA ACABAMENTO ARENOSO FORMAÇÃO DE PÓ 85 WEG Indústrias S. distância inadequada da pistola à superfície e movimentos irregulares.net .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. o efeito de sobreposição ou overspray (depósitos sobre a superfície em forma de pó ou grânulos). pressão do ar. . A velocidade de passagem do leque de fluido em um sentido e outro também pode causar tais defeitos. com a pistola muito distante. seleção do bico.270-000 – Guaramirim . Neste movimento de ida e volta.weg. deve haver uma sobreposição da passada subseqüente para que haja continuidade da película aplicada.

reguladores de pressão com manômetros em bom estado de funcionamento. Deve estar nivelado e em local de fácil acesso para facilitar a sua manutenção. e possui capa com chifres e com orifícios para a saída do ar comprimido para auxiliar na pulverização. acionada pneumaticamente. Deve ser a mais direta possível para evitar perda de pressão e instalada com inclinação no sentido do compressor. 15. O óleo de lubrificação deve ser verificado diariamente e efetuado o dreno da água acumulada no reservatório diariamente. filtros separadores de água e óleo e mangueiras com comprimento e diâmetro adequado.6 PINTURA ELETROSTÁTICA A pintura eletrostática é um método de aplicação de tintas muito utilizado na aplicação de pintura de fábrica e somente há poucos anos passou a ser usada na aplicação de esquemas de pintura no campo.net . enquanto nas pistolas convencionais a pressão no tanque fica por volta de 20 a 60 Libras/pol2. da ordem de 15%. Adotam-se as mesmas técnicas de aplicação para a pistola convencional. é de elevada produtividade e tem perdas de tinta na aplicação bastante reduzidas. 15. quanto à distribuição das partículas de tinta permitindo um acabamento mais uniforme. seleção do bico e movimentos de aplicação. que utiliza o ar para atomização da tinta.5 PISTOLA AIRLESS ASSISTIDA Método de aplicação misto entre o sistema airless e o convencional. TUBULAÇÃO DE AR Deve ser de aço galvanizado com bitolas de ¾ a ½ polegada. Um sistema de geração de ar é composto de: Compressor. Isto permite que sejam aplicadas com este método tintas com elevadas quantidades de sólidos por volume (tintas sem solventes).500 Libras/pol2.4 PISTOLA SEM AR (AIR LESS) Ao contrário da pistola convencional. utilizando a técnica de pressurização com pressões de 3. sem a necessidade de diluição e em espessuras elevadas. A distância entre o bico da pistola airless e a superfície a ser pintada é de 25 a 50 cm. Vem sendo largamente utilizada na pintura de tubos que são usados na construção de dutos enterrados ou submarinos.A. estes retornem facilmente ao reservatório.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. em local seco para evitar o acúmulo de água no reservatório causado pela umidade presente no ar e ventilado para melhorar o resfriamento do cabeçote. dadas às elevadas pressões envolvidas.000 Libras/pol2. para pressurizar à tinta.270-000 – Guaramirim . para que em caso de acúmulo de água e óleo. a aplicação da pintura dos tubos é 86 WEG Indústrias S. Pressões da ordem até 7. A aplicação de tintas pelo método da pistola sem ar requer cuidados de segurança por parte do pintor. e a energia com que a mesma chega ao bico da pistola provoca sua pulverização.weg. .000 a 4. equipamento usado.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. dependendo do tipo de 15. Nestes casos. tubulações de diâmetro suficiente. capacidade de geração de ar suficiente para manter boa pressão durante o processo de aplicação. Na aplicação da tinta pelo método da pistola sem ar devem ser observados os mesmos cuidados já descritos para a aplicação da pistola convencional em termos de diluição. em volume e pressão suficientes. dependendo do volume de ar necessário. a pintura sem ar utiliza uma bomba. Além de ser um método que permite a aplicação de películas de tintas com propriedades uniformes em termos de espessura e baixa incidência de falhas.LINHA DE AR COMPRIMIDO O ar deve chegar limpo e seco à pistola. A alimentação da pistola é feita com bombas hidráulicas e a atomização das tintas é produzida pela passagem da tinta sob alta pressão através de um orifício de diâmetro muito pequeno. COMPRESSOR DE AR A instalação dos compressores deve ser em local limpo para evitar que a poeira venha a entupir o filtro de entrada do ar. Utilizado para melhorar as propriedades de aplicação e pulverização em tintas sem diluentes.

com espessura na faixa 20-40 •m. tendência a apresentar escorrimentos. conseqüentemente. é removido por posterior lavagem. Geralmente usa-se a quantidade mínima de 02 Galões de tintas catalisada e diluída no abastecimento da bomba. utilização mínima de operadores e equipamentos. obviamente tem de ser metálica). é mantido o mesmo princípio da imersão simples. a tinta escorre pela superfície e.weg.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.net . uma formulação especial.A.8 megaohms . depressões ou ressaltos na peça. principalmente nos pontos onde existam furos. a peça fica completamente recoberta. Este processo oferece uma série de vantagens. A tinta é eletrizada na pistola durante a pulverização e projetada contra a peça que deve ser aterrada com carga de sinal contrário. Imersão eletroforética: neste processo. responsáveis por fornecer maior ou menor polaridade. . As desvantagens são: espessura irregular. que permitem a sua polarização. após sua retirada do “banho”. As tintas utilizadas na pintura eletrostática baseiam-se na seleção dos aditivos e solventes. O ajuste da viscosidade e escolha do produto é muito importante para se conseguir um bom alastramento e boa camada na peça. e as juntas são aplicadas eletrostaticamente no campo.270-000 – Guaramirim . O aproveitamento da tinta neste método é maior devido as partículas que seriam perdidas durante a pulverização.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. quando a peça é retirada do banho. O excesso de tinta. Normalmente. este recipiente possui uma região para recuperação da tinta que se escoa da peça. 15. Utilizado na pintura de tanques e radiadores de transformadores. Usando esta propriedade a peça é ligada a retificadores e estabelece-se. Consiste em utilizar uma bomba pneumática para fazer circular a tinta e espalhar a mesma na peça situada sobre uma caçamba. tais como: Economia.M•) de acordo com o equipamento de aplicação. toda a peça fica recoberta com uma camada uniforme e aderente de tinta. onde o excesso da tinta escorre para o centro da caçamba sendo recolhida e bombeada novamente para a peça. podendo ser tintas líquidas ou em pó. fácil operação. entretanto. por minimização de perdas (apesar da evaporação que. uma diferença de potencial. só desperdiça solvente). não aderida. de modo que a tinta seja atraída pela peça (que. baixa espessura de película (salvo em casos especiais) etc. não havendo pontos falhos sem aplicação de tinta. uso de pessoal não especializado e qualificado. Recomenda-se realizar medições da viscosidade durante o processo visando garantir uma boa aplicabilidade. As tintas usadas possuem. porém. Após a peça é introduzida em 87 WEG Indústrias S. entre a peça e a tinta onde ela está mergulhada. as partes de cima sempre terão menor espessura que as partes de baixo. prejudicando o aspecto estético.feita na oficina. Desta forma. pois.4 a 0. utilizando pequenos volumes por meio de um esguicho. Estes produtos devem ser fornecidos dentro das faixas de condutividade (faixa de 10 a 30 micro amperes . Pintura por flooding: Método de aplicação de tintas bi-componentes.µA) ou resistividade (faixa de 0. serem atraídas para a peça.7 IMERSÃO Pode ser dividida em dois processos: Imersão simples em que se mergulha a peça a ser revestida em um “banho” de uma tinta contida em um recipiente.

estufa para que a película venha a se formar por ativação térmica. Tanto para imersão simples quanto para a eletroforética, deve-se manter o banho em constante agitação, para manter os sólidos (principalmente pigmentos) em suspensão. Estas tintas possuem baixo teor de pigmentação, para que a suspensão seja facilitada. Este processo é usado para pequenas peças e até carrocerias de automóveis

§ § § § §

Especificação das tintas a serem utilizadas; Intervalos entre demãos a serem observadas; Espessuras por demão das películas de tinta; Método de aplicação a serem utilizados; Ensaios a serem realizados, durante e após a aplicação, com os respectivos critérios de aceitação ou rejeição.

ESTIMATIVA DE PERDA DE TINTA DURANTE A APLICAÇÃO Método de Aplicação Convencional “Air Less” Eletrostático Imersão Pincel ou Rolo Perda de Tinta 20 a 40% 10 a 20% 05 a 15% 05 a 08% 04 a 08%

Deve-se certificar se o esquema de pintura explicitado é adequado às particularidades do meio ambiente, das condições operacionais do equipamento que esta sendo pintado e das condições da aplicação (acesso, implicações do jateamento abrasivo etc.)

16.1.2 QUALIDADE UTILIZADAS

DAS

TINTAS

16. DEFEITOS DE PELÍCULA E SUAS CORREÇÕES Não é raro observarmos esquemas de pintura, que teoricamente seriam de grande desempenho, falharem rapidamente por aspectos associados à má qualidade da aplicação. O tradicional controle da qualidade com ênfase em inspeção do produto final, apesar de ser a abordagem mais freqüente, é totalmente contra-indicada em se tratando de aplicação de tintas.

16.1 ACÕES DE PREVENÇÃO DEFEITOS ANTES DA APLICAÇÃO

DE

Deve-se certificar se as tintas a serem utilizadas na aplicação do esquema de pintura estão em conformidade com o especificado. Isto pode ser feito de duas formas. Na primeira, enviar as tintas para o laboratório e através de ensaios, comparar as propriedades das tintas com o especificado. Esse processo é demorado e de elevado custo. A forma mais adequada e preventiva é efetuar uma qualificação preliminar do fornecedor da tinta. Esta qualificação deve contemplar aspectos de capacitação fabril, capacitação de pessoal e sistema da qualidade implantado pelo fabricante. Nestes casos, exige-se que a tinta venha acompanhada de um certificado de qualidade e eventualmente é enviada ao laboratório para comprovar o atendimento ao especificado.

16.1.1 EXPLICITAÇÃO DO ESQUEMA DE PINTURA O esquema de pintura deve ser explicitado por escrito contendo o seguinte conteúdo mínimo: § Preparo da superfície a ser alcançado, definindo grau de limpeza e rugosidade a ser alcançada;

16.1.3 TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO DO PESSOAL Trata-se talvez da ação preventiva mais importante na otimização do desempenho de esquemas de pintura. A aplicação de tintas, apesar de não ser uma atividade complexa, requer cuidados especiais que dependem não só da

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habilidade do profissional como do conhecimento de uma série de técnicas aplicáveis. O treinamento e a capacitação do pessoal devem abranger principalmente os jatistas, os pintores, os supervisores ou encarregados de campo e os inspetores de controle de qualidade. O treinamento deve ser teórico e envolver também aspectos de motivação e conscientização para a importância da qualidade.

§ § § § § §

16.1.4 ELABORAÇÃO PROCEDIMENTOS DE APLICAÇÃO

DE

Definição das etapas da aplicação que serão inspecionadas; Definição do procedimento de inspeção de cada etapa; Definição da freqüência de inspeção de cada etapa; Definição da época de inspeção de cada etapa; Definição da amostragem e critérios de aceitação ou rejeição a serem observados; Definição dos pontos de parada obrigatória para inspeção (hold points).

A idéia da elaboração preliminar deste documento é fazer com que o pessoal responsável pela execução dos trabalhos de aplicação das tintas possa familiarizar–se com os requisitos do esquema de pintura, bem como explicitar detalhadamente como os atenderá. Isto faz com que o pessoal responsável pela execução planeje sua atuação, minimizando a possibilidade de ocorrerem surpresas durante a aplicação das tintas, que possam comprometer a qualidade do esquema de pintura. Um procedimento de aplicação de tintas deve conter o seguinte conteúdo mínimo: § Esquema de pintura a ser usado; § Normas do esquema de pintura a ser usado; § Condições de recebimento e armazenamento das tintas, abrasivos, etc.; § Preparo da superfície a ser executado; § Seqüência de aplicação do esquema de pintura, com intervalos de tempo entre demãos; § Processo de aplicação de cada tinta; § Tintas a serem usadas, incluindo fornecedores e respectivas referências comerciais; § Métodos de retoques no esquema de pintura. 16.1.5 ELABORAÇÃO DE PLANOS DE INSPEÇÃO O plano de inspeção deve contemplar o seguinte conteúdo mínimo:

16.1.6 CALIBRAÇÃO DOS APARELHOS E INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E TESTES Não há controle da qualidade que seja confiável se é feito com instrumentos não calibrados periodicamente. As condições de uso, características construtivas dos instrumentos e as condições climáticas são alguns fatores que podem provocar alterações nos instrumentos, que levam a erros de leitura. Assim, é desejável que os mesmos sejam periodicamente calibrados. Esta periodicidade variará em função dos três fatores anteriormente mencionados. O pessoal de controle de qualidade do aplicador das tintas deve elaborar e implementar um “plano de calibração dos aparelhos e instrumentos de medição e testes”, indicando para cada um: § Periodicamente da calibração; § Entidade calibradora, que deve ser credenciada pela Rede Brasileira de calibração (RBC), coordenada pelo INMTRO; § Procedimento de calibração; § Padrão de referência; § Exatidão do aparelho ou instrumento; 16.1.7 AÇÕES DE PREVENÇÃO DEFEITOS DURANTE A APLICAÇÃO DE

INSPEÇÃO VISUAL DA SUPERFÍCIE A SER PINTADA A inspeção é feita visualmente, objetivando identificar a presença de óleo ou graxa sobre a superfície, que devem ser removidos por solvente, além de identificar o

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estado inicial de oxidação da superfície, que será necessário para avaliar o grau de sua limpeza através de comparação com os padrões das Normas ISO 8.501-1 e SIS 05 59 00. Essa inspeção permite ainda identificar eventuais defeitos superficiais, tais como incrustações de escória, respingos de soldas e massas, que normalmente necessitam ser removidos. AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS As condições atmosféricas influenciam todas as etapas do processo de aplicação do esquema de pintura, desde o preparo da superfície até a cura das tintas. Devem ser determinadas as umidades relativas do ar e a temperatura ambiente. A umidade relativa do ar interfere na limpeza da superfície e na cura das tintas. A superfície, após a limpeza, fica sensível a umidade do ar. Após um jateamento ao metal branco, qualquer contato com o ar úmido provoca oxidação da superfície. Por isto, é desejável que durante o jateamento seja feito um controle da umidade relativa do ar, procurando somente executála quando for inferior a 80%. O controle da umidade relativa do ar é feito normalmente com o higrômetro. As tintas epóxi endurecidas com aminas são sensíveis à umidade relativa do ar, dando origem a películas com propriedades diferentes das desejadas. Constituem uma exceção a esta regra as tintas de etil silicato de zinco, que curam tanto melhor quanto maior for à umidade relativa do ar. Recomenda-se seguir a orientação abaixo, durante todo o período de preparo da superfície e aplicação das tintas: § Umidade relativa do ar que deve ser inferior a 85%; § Temperatura ambiente que não deve ser inferior a 5°C; § Temperatura da superfície (medida através de termômetro de contato), que não deve ser inferior a um valor correspondente a 3°C acima do ponto de orvalho (ou 2°C, a que for maior) e nem superior a 45°C (ou

40°C para as tintas inorgânicas de zinco). INSPEÇÃO ABRASIVO DE RECEBIMENTO DO

A inspeção deve ser feita para cada lote de abrasivo recebido. Avaliando-se o certificado de análise e / ou através da determinação da granulometria. A determinação da granulometria deve ser feita através de ensaio passa-não-passa, em peneiras com aberturas preestabelecidas de acordo com cada abrasivo. Nota: Norma SAE J444,

INSPEÇÃO TINTAS

DE

RECEBIMENTOS

DAS

Deve-se exigir do fabricante um certificado de qualidade de cada lote fornecido, cabendo ao usuário confrontar os valores constantes do certificado com os critérios de aceitação previstos na norma ou na especificação da tinta comprada. A inspeção de recebimento das tintas não deve limitar-se à verificação da sua qualidade. Por exemplo, com relação à embalagem, uma série de verificações deve ser feita: § Se existe deficiência de enchimento; § Se o fechamento está correto; § Se existem problemas de vazamento, amassamento, cortes, falta ou insegurança da alça e marcação deficiente; § Se está dentro da data de validade de utilização; § Se há presença de pigmento sedimentado; § Se há presença de Pele. Qualquer não-conformidade dentre as verificações citadas deve ser motivo de abertura de registro de reclamação junto ao fabricante da tinta. AVALIAÇÃO DO GRAU DE LIMPEZA DA SUPERFÍCIE Um preparo de superfície deficiente leva o esquema de pintura a problemas de adesão e desempenho. Assim, o pessoal do controle da qualidade deve inspecionar 100%

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AVALIAÇÃO DE EVENTUAIS DAS PELÍCULAS DE TINTA FALHAS Como conseqüência de deficiências de aplicação. § Impregnação de abrasivos. Verificar o grau de limpeza.net . § Método de aplicação inadequadamente selecionado ou utilizado. toda a superfície pintada deve ser inspecionada visualmente ou com auxilio de algum instrumento ótico. antes de efetuar a medição do perfil de rugosidade. § Interferência das condições climáticas. atuando isoladamente ou em conjunto: § Má qualidade da tinta. porém compete ao pessoal do controle da qualidade efetuar o acompanhamento. A luminosidade do ambiente deve ser a mais adequada possível. § Gretamento ou fendilhamento. AVALIAÇÃO DO MÉTODO DE APLICAÇÃO DAS TINTAS À semelhança da mistura e da diluição. deve verificar se a mesma não tem poeira depositada. normalmente ocasionados pela execução de jateamento sem que uma tinta anteriormente aplicada tenha alcançado a secagem ao toque. são muito freqüentes em algumas tintas epóxi de acabamento ou acrílicas. normalmente ocasionados por má qualidade da tinta. re-execução de trabalhos e lucros cessantes. são muito freqüentes em tintas acrílicas. por exemplo). normalmente ocasionados por má qualidade da tinta ou adição inadequada de solvente. A inspeção deve ser visual ou eventualmente com o auxilio de lupa. AÇÕES DE DETECÇÃO DE DEFEITOS Quanto mais cedo qualquer defeito for detectado. normalmente observadas em tintas de alumínio MEDIÇÃO DO PERFIL DE RUGOSIDADE Um inadequado perfil de rugosidade pode levar a falhas do esquema de pintura por falta de adesão. temperatura ou umidade relativa do ar.da superfície limpa. para identificar eventual aparecimento das seguintes falhas: § Poros. ao pessoal do controle da qualidade compete acompanhá-las para certificar-se de que estão sendo conduzidas em conformidade com as recomendações dos fabricantes. particularmente ventos. § Bolhas ou empolamento.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Após a aplicação de cada demão de tinta. § Enrugamento. .270-000 – Guaramirim . a seleção do método de aplicação é uma atividade típica do pessoal de execução. normalmente ocasionados por seleção inadequada do método de aplicação (bico da pistola. normalmente observados em tintas inorgânicas de zinco aplicadas em grandes espessuras. uma das seguintes causas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. normalmente ocasionados por diluição excessiva ou deficiência de capitação do aplicador. vestígios de óleo.weg. adição inadequada de solvente ou temperatura de superfície elevada. inabilidade do aplicador ou inadequação das condições climáticas. ACOMPANHAMENTO DA DILUIÇÃO DAS TINTAS MISTURA E Apesar das atividades de mistura e diluição das tintas serem tipicamente de responsabilidade do pessoal de execução. são muito freqüentes em algumas tintas epóxi de acabamento ou acrílicas. como ventos. § Fiapos.A. normalmente ocasionadas por má qualidade da tinta ou adição inadequada de solvente. § Má capacitação dos aplicadores. Tais falhas têm origem em 91 WEG Indústrias S. as películas de tinta ficam sujeitas a falhas que podem comprometer seu desempenho. § Crateras. menores serão as suas repercussões em termos de gastos com materiais e mão-de-obra. § Escorrimento.

A experiência do inspetor é que. dentre outras. até porque algumas são inevitáveis. determina se o defeito é aceitável ou não. condições d vento excessivo para aplicação a pistola. Este valor máximo. As tintas inorgânicas de zinco podem apresentar problemas de fendilhamento quando aplicadas em espessura 10% superior à prevista. pequena densidade para tintas a base de esmalte epóxi e acrílica. comprometem o aspecto estético e podem prejudicar a proteção anticorrosiva. inabilidade do aplicador. em relação à demão anterior ou nãoobservância do intervalo mínimo entre demãos ou tempo de secagem para repintura. MEDIÇÃO DAS ESPESSURAS PELÍCULAS DE TINTA DAS Esta é a mais tradicional das ações de controle da qualidade durante a aplicação de um esquema de pintura. o recurso de impregnar com abrasivo uma tinta ainda úmida pode ser usado em superfícies planas de convés e passadiços. é praticamente impossível a aplicação de tintas sem a ocorrência de qualquer poro. Entretanto. que dependem de muitos fatores. a qualidade da tinta e até mesmo a seleção inadequada do esquema de pintura. 4) Escorrimento: neste defeito a tinta apresenta-se escorrida. As causas de consumo elevado podem ser: rugosidade excessiva. dependendo do tipo de tinta. naturalmente. deve ser de 20 ou 10%. 16. evitando descontinuidades ou consumo exagerado de tinta. entre eles a aplicação. Neste caso.A. . A impregnação pode ocorrer também devido à poeira ou outros materiais em suspensão que venham se depositar sobre a tinta. Por exemplo. devido à operação de jateamento nas proximidades de uma tinta recém aplicada e que não tenha atingido ao tempo de secagem ao toque ou livre de pegajosidade. A medição da espessura é feita inicialmente com a película úmida durante a aplicação e finalmente com a película seca. como são partículas grosseiras. podendo ser ocasionado por um acumulo excessivo de tinta na superfície. por defeitos de formulação (viscosidade e consistências baixas da tinta).SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. que estabelece um método para qualificação do empolamento em função do tamanho e da distribuição das bolhas. Sangramento.net . 2) Consumo elevado: consiste em rendimento real ou prático muito aquém do esperado.§ fenólico aplicadas em superfícies com temperatura excessiva. Com base naquela norma. pois visa controlar as condições de aplicação. as partículas de abrasivo são incorporadas à tinta e. Os principais defeitos de película são: 1) Espessura excessivamente desuniforme: a espessura de película seca deve situar-se numa faixa de 10% a menos até o máximo 30% mais que a espessura nominal especificada. na maior parte das vezes. além. A medição da espessura da película úmida é normalmente feita pelo próprio pessoal de execução. quando a espessura é muito inferior à especificada. Variações excessivas constituem-se em custos adicionais. 3) Impregnação de abrasivos: este defeito ocorre pela impregnação de abrasivos. ou ainda aproximação Não existem critérios precisos para aceitação ou rejeição das falhas anteriormente citadas. quando a espessura é muito superior.2 TIPOS DE DEFEITOS DA PELÍCULA Os defeitos de película são basicamente de dois tipos: os relacionados à aplicação e aspectos estéticos e os defeitos de ordem geral.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. a Norma da PETROBRAS N-13 aceita empolamento até o tamanho 8. de desperdício da tinta pelo não-aproveitamento total do conteúdo do recipiente ou por endurecimento de tintas bi-componentes misturas e não aplicadas em tempo hábil recomendado pelos fabricantes. superfície muito fria. equipamento de aplicação inadequado para o tipo de estrutura. Constitui exceção à Norma ASTM-D-714. com o objetivo de se obter um piso antiderrapante.weg. normalmente ocasionado quando da aplicação de demão subseqüente com incompatibilidade química. 92 WEG Indústrias S.270-000 – Guaramirim . e deficiência na proteção. Deve ser feita para cada demão de tinta aplicada.

5) Casca de Laranja: é um defeito em que a película de pintura apresenta-se rugosa. determinar sua causa. devido a particularidade da manufatura ou restrições relacionadas ao desempenho do produto. CORREÇÃO DE DEFEITO ORIGENS E O primeiro passo na solução de qualquer problema com relação a tintas é identificá-lo corretamente e. semelhante de uma casca de laranja. quando aumentada por aditivos apropriados à base de silicone. como as acrílicas e estirenoacrilato. A possibilidade de haver mais de uma causa contribuindo para um único defeito não deve ser descartada. como a epóxi e as alquídicas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Este defeito pode ser previsto propositalmente em pequena escala para disfarçar. também denominado em outras publicações de fraturamento e craqueamento. devido a solvente muito volátil. por exemplo. Algumas tintas que formam películas duras têm mais tendência a fraturas quando aplicadas em maiores espessuras. origina as chamadas tintas marteladas. ou falta de plastificante na tinta. Há aquelas que são altamente resistentes aos raios ultravioletas. retenção de solvente ou processos corrosivos acelerados. .weg.3 IDENTIFICAÇÃO.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 7) Empoamento ou calcinação: este defeito é também denominado de engizamento e consiste na degradação da resina pela ação de raios ultravioleta do sol. as poliuretanas alifáticas. A resistência a raios ultravioleta é uma característica fundamental das resinas. e aquelas de resistência razoável. no caso de aplicação com este equipamento.net . É gerado normalmente na aplicação a pistola. como. em especial os orgânicos. Este defeito pode manifestar-se ou ser agravado também pela degradação de pigmentos.270-000 – Guaramirim . e há. atomização inadequada (pouca pressão na pistola) ou aproximação excessiva da pistola em relação à superfície a pintar. 6) Empolamento: consiste na formação de nódulos sob a película pelo aprisionamento de um fluido. observando-se os seguintes pontos: • • • • Se a identificação do defeito foi correta Se todas as causas prováveis foram consideradas O uso dos materiais corretos (lotes de tinta e tipos) Qual o substrato empregado 93 WEG Indústrias S. consiste na quebra da película devido à perda de flexibilidade. pequenos defeitos de nivelamento em chaparias planas. 16. aquelas que possuem uma fraca resistência. pois os efeitos são mais facilmente eliminados dessa maneira.A. É um defeito característico de formulações mal balanceadas. por ilusão de ótica. Em exemplo clássico é o silicato inorgânico de zinco. A combinação de várias soluções (duas ou mais alternativas) normalmente é mais eficaz. A casca de laranja. As propostas corretivas para os defeitos apresentados podem não ser específicas de um determinado defeito. em alguns casos.excessiva da pistola. É um defeito característico de certas resinas. em seguida. 8) Fendilhamento ou gretamento: este defeito. As causas deste defeito são diversas. Com esta degradação tem-se liberação dos pigmentos e a conseqüente perda de brilho e. até da cor. ainda. Ao se perceber que a falha persiste após a aplicação da solução indicada. deve-se retornar à fase de identificação (diagnóstico). muito usadas como defeito decorativo. porem as mais importantes são as condições ambientais inadequadas para aplicação (umidade relativa do ar superior a 85% e temperatura de chapa inferior a 10°C).

3) Inabilidade do pintor ou pincel de cerdas muito duras. 7) Aplicar espessuras conforme recomendação e usar solvente mais pesado. sentido de aplicação 2) Solvente de evaporação rápida. 8) Eliminar a umidade do ambiente 9) Rever especificação da tinta 1) Utilizar produtos adequados.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. líquidos ou gases. intervalos entre demãos ocasionada por uma secagem irregular Formação de bolhas ou vesículas contendo sólidos. 94 WEG Indústrias S. parecida com um tecido amassado. podendo ou não apresentar um pequeno orifício central ORIGENS 1) Evaporação muito rápida do solvente 2) Aplicação sobre superfícies quentes 3) Tinta formulada inadequadamente para aplicação a rolo 4) Uso de Diluente/Thinner inadequado 5) Espessura muito alta 6) Não atendimento dos intervalos entre demãos 7) Necessidade de Flash Off 8) Temperatura ambiente CORREÇÕES 1) Após secar.270-000 – Guaramirim . 1) Tinta com desbalanceamento pintura estriada no tixotrópico. . lixar as partes afetadas.weg. 5) Tratamento de superfície próximo orla marítima (Maresia) 6) Eliminar a umidade no substrato. 3) Uso de retardador 4) Deixar esfriar o substrato 5) Usar tinta aditivada com tensoativos / antiespumantes para aplicação a rolo 6) Usar Diluente / Thinner correto 7) Aplicar na espessura recomendada 8) Respeitar os intervalos recomendados entre demãos 9) Aumentar o tempo de Flash Off para forneio (Cura em estufa) 1) Após secar. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Usar solvente menos volátil. 8) Uso de tinta muito porosa (inadequada ao ambiente) Empolamento ou Bolhas (ver foto 3) 1) Após secar. 1) Encapsulamento de ar na tinta devido processo de mistura e preparação 2) Processo de aplicação que envolve bombeamento 3) Secagem superficial rápida do filme 4) Uso de solvente de evaporação rápida 5) Superfície mal preparada ou oleosa. 5) Diluir corretamente Enrugamento (ver foto 2) Presença de microrugas na superfície ou encolhimento da película de tinta aplicada em parte ou em toda a superfície. lixar as partes afetadas. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Se necessário remover tudo 3) Aplicar espessura correta 4) Usar solvente menos volátil.A. 1) Pode ser motivado por películas muito espessas ou por solventes extremamente voláteis 2) Secagem superficial muito rápida 3) Formulação da tinta (uso solventes muito voláteis) 4) Não atendimento dos Ondulação da película.DEFEITO Fervura (ver foto 1) IDENTIFICAÇÃO Presença de várias bolhas pequenas que aparecem em parte de superfície ou em toda a superfície pintada. 7) Solvente retido no substrato devido à secagem rápida da tinta.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 6) Excesso de umidade no substrato ou ambiente. lixar as partes afetadas.net . 2) Usar solventes de evaporação mais lenta (retardador) 3) Treinamento de Pintor 4) Utilização de pincel mais macio. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Se necessário remover tudo 3) Uso de menor proporção de solventes de evaporação rápida na formulação 4) Melhorar a limpeza superficial. Marcas de Trincha Falta de nivelamento.

3) Camada muito espessa. 5) Utilizar produtos de boa qualidade técnica. 1) Inabilidade do Pintor 2) Viscosidade muito baixa da tinta. 7) Aplicar espessuras conforme recomendação 8) Seguir recomendação de intervalo entre demão 9) Caso a tinta for Etil Silicato de Zinco – Derrubar tudo jateando. em forma de onda ou gotas até a parte inferior. trincas. 2) Ocorre com mais freqüência em dias frios. 1) Empregar tintas de formulação adequada para resistir às condições ambientais específicas. por ação da gravidade. Geralmente ocorre Tintas Epóxi. por dos por da em 1) Pigmentos ou resinas inadequados para a finalidade.DEFEITO Gretamento ou Craqueamento (ver foto 5) IDENTIFICAÇÃO A superfície apresentase com aspecto de textura igual ao couro de jacaré (alligatoring) ORIGENS 1) Inabilidade do Pintor 2) Aplicação de tintas Etil Silicato de Zinco (Alta Camada) 3) Aplicação de tinta de alta dureza sobre fundo de menor dureza.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 7) Não observância dos intervalos entre demãos 8) Sedimentação na embalagem 1) Treinamento do Pintor 2) Acertar a viscosidade conforme orientação do fabricante. aguardar secagem completa. 6) Falta de tixotropia. 4) Não usar qualquer tipo de thinner Descoramento (branqueamento) (ver foto 7) Perda de cor degradação pigmentos ou fotodegradação resina. 6) respeitar intervalos recomendados entre demãos 7) Misturar bem as tintas Trincamento A superfície apresenta. 2) Esperar secar e polir com Massa de Polir 3) Em casos mais graves. 3) Aplicar espessuras recomendadas de filme úmido 4) Usar solventes mais voláteis. 4) Uso de diluentes inadequados 5) Desbalanceamento de solventes. úmidos e chuva. 3) Ganho ou perda de água (quando a superfície é de madeira).SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.net . 5) Camada muito espessa. . Escorrimento ou Coladuras (ver foto 4) Em superfícies verticais as tintas tendem.1) Intervalos entre demãos se com minúsculas menores que o estipulado.270-000 – Guaramirim . 2) Usar Diluente recomendado pelo fabricante 3) Selar o substrato da madeira convenientemente. 2) Uso excessivo de solvente nas camadas subseqüentes. 6) Diluição inadequada 7) Não observância dos intervalos entre demãos CORREÇÕES 1) Treinamento do Pintor 2) Respeitar intervalos entre demãos 3) Respeitar intervalos entre demãos 4) Seguir orientação de diluição 5) A tinta aplicada deve ser de dureza adequada ao fundo. 6) Usar solvente adequado. 4) Secagem superficial rápida. adicionar de 5 a 10% em volume de Retardador. lixar com lixa de grana fina. 1) Obedecer ao tempo recomendado pelo fabricante para repintura.A. a se deslocar enquanto líquidas.weg. enquanto a película continua pastosa por retenção do solvente. 95 WEG Indústrias S.

geralmente vermelhos e 3) Aplicação de tintas sobre marrons da pintura tintas a base de alcatrão antiga para a película do novo acabamento. 5) Contaminação da superfície a ser pintada após a limpeza 6) Rugosidade inadequada (pouca rugosidade) 7) Incompatibilidade entre linhas 8) Inobservância dos intervalos para repintura. pressionando o filme de tinta.weg. 2) Umidade no substrato sob efeito do calor ambiental passa ao estado de vapor. 1) O solvente do novo acabamento dissolve a tinta antiga. especialmente pelo afloramento da cor da tinta de fundo. parcial ou totalmente. 4) Medir a temperatura do substrato 5) Rever possíveis pontos de contaminação durante o manuseio da peça 6) Ajustar a viscosidade de maneira a garantir a tensão superficial baixa pra uma completa umectação da superfície. 4) Reação da tinta com o substrato em compostos solúveis em água.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.270-000 – Guaramirim .A. Descascamento do filme de tinta do substrato. 2) Nas tintas brancas e pastéis uso de pigmento (dióxido de titânio) inadequado. 7) Nunca usar tintas convencionais sobre superfícies aquecidas acima de 50ºC. 3) Pintura sobre superfície aquecida. 1) Escolher tintas de formulação adequada para resistir as radiações ultravioleta e as intempéries. CORREÇÕES 1) Evitar pinturas em ambientes com presença de poeira. manchamento do acabamento. Sangramento (ver foto 11) Consiste no manchamento de uma película. Migração parcial dos com o conseqüente pigmentos. especialmente em tintas polimerizáveis 9) Contaminação da superfície entre demãos. Consiste na perda de aderência entre a película e o substrato ou das diversas demãos entre si.DEFEITO Aspereza IDENTIFICAÇÃO Após a secagem da tinta a superfície se apresenta áspera ao toque.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.net . . 2) Homogeneizar a tinta completamente e filtrar se necessário. 1) Remover totalmente a pintura e repintar com a cor desejada. com partículas sólidas salientes e aderidas ao filme. 1) Superfície mal preparada. 2) Consultar o fabricante quanto a recomendação de produtos Descascamento (falta de aderência) (ver foto 8) 1) Melhorar a limpeza superficial 2) Controlar o perfil de rugosidade 3) Eliminar partículas sólidas soltas. Calcinação (ver foto 9) Envelhecimento superficial das pinturas resultando no seu engizamento (chalking) 1) Degradação da resina das tintas sob o efeito dos raios solares (Tintas Epóxi). que se desprende. 2) A ação de solventes fortes da tinta de acabamento provoca a dissolução da tinta de fundo. 96 WEG Indústrias S. 2) Presença de sedimentação na tinta 3) A tinta não foi devidamente homogeneizada antes da aplicação. ORIGENS 1) Poeira do ambiente depositada sobre a pintura enquanto ainda não curada. contaminada com gorduras ou partículas sólidas soltas.

2) Umidade no substrato. cores diferentes 2) Utilização de produtos com viscosidades incorretas.DEFEITO Desenvolvimento de fungos ou bolor IDENTIFICAÇÃO Formação de colônias de fungos que se desenvolvem escurecendo a superfície. 8) Inabilidade do Pintor 1) Inabilidade do Pintor 2) Pressão muito baixa ou distância insuficiente do revólver em relação à superfície. 4) Regulagem inadequada do revólver de pulverização. 4) Aplicação de espessura de filme irregular 1) Adequar e controlar camadas secas. micro relevos) 1) Ambiente muito quente durante a pintura 2) Alta viscosidade da tinta grossa 3) Uso de thinners ou solventes não recomendados. . 3) Uso incorreto do revólver de pulverização. Manchamento das cores metálicas Concentração de alumínio em pequenas áreas. CORREÇÕES 1) Lavar a superfície com solução de hipoclorito de sódio ou formol. 3) Uso de Thinners ou solventes de evaporação lenta.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. ORIGENS 1) Umidade elevada associada à presença de materiais orgânicos em decomposição ou parasitas de plantas. 1) Treinamento do Pintor 2) Após secagem completa. 2) Peça jateada sem controle do perfil de jato. Casca de laranja (ver foto 12) 1) Se necessário remover totalmente o filme aplicado 2) Treinamento do Pintor 3) Consultar fabricante quanto ao Diluente adequado 4) Ajustar corretamente a viscosidade de aplicação da tinta 5) Obedecer aos intervalos entre demãos. livres de micro cavidades e imperfeições onde os fungos se alojam. 4) Aplicar esquemas de pintura que tornem as superfícies niveladas. ocorrendo o manchamento da pintura. 3) Contaminação.270-000 – Guaramirim .net . 6 Aceleração da secagem com jato de ar. 2) Usar tintas que contenham agentes fungicidas. 2) Temperatura ambiente entre 0ºC e 40ºC e oxigênio favorecem o desenvolvimento de fungos. 5) Homogeneização inadequada antes da aplicação Irregularidades da Superfície pintada lembrando o aspecto de casca de laranja (filme não uniforme. 7) Intervalo insuficiente entre demãos. 5) Velocidade de aplicação e distância entre o revólver e a superfície incorreta. 1) Se necessário remover totalmente o filme aplicado 2) Corrigir a tonalidade com as cores mixing. 4) Número inadequado de demãos.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.weg. 3) Diminuir a umidade aquecendo o ambiente e aumentando a ventilação. lixar e repintar 3) Usar apenas o diluente recomendado pelo fabricante Oxidação Prematura Manchas de oxidação 1) Insuficiência de espessura vindas do substrato seca final.A. 3) É importantehomogeneizar bem o produto antes da sua aplicação 4) Conferir as espessuras do filme aplicado Diferença de tonalidade (ver foto 10) Manchas na superfície 1) Uso de thinners/solventes com impressão de serem inadequados. 3) Aplicar a tinta em espessuras uniformes 4) Controlar o perfil de jato 97 WEG Indústrias S.

a evaporação dos solventes provoca o resfriamento do filme até temperaturas abaixo do ponto de orvalho. romper a película de tinta. neutralizar previamente a superfície com solução de ácido muriático. Sais inorgânicos de Superfície de alvenaria contendo coloração esbranquiçada alto teor de umidade.weg. 1) Após secar. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Controlar a umidade e temperatura dos ambientes de pintura 3) Usar diluentes de evaporação mais lenta Impurezas no filme (Pontos) São defeitos semelhantes minúsculos grânulos que ocorrem aleatoriamente na superfície 1) Impurezas impregnadas na superfície 2) Presença de partículas gelificadas de resinas na tinta 3) Presença de impurezas no ambiente 4) Impregnação de abrasivo 1) Avaliar como está a estabilidade do produto 2) Observar a limpeza do substrato 3) Passar ar comprimido nas peças antes da pintura 98 WEG Indústrias S. 1) Observar o tratamento de superfície quanto a presença de óleo 2) Instalar purgadores de ar próximo as pistolas de pintura 3) Efetuar a purga do compressor com certa freqüência 4) Eliminar anti-respingos e desmoldantes a base de silicone dos locais de realização de solda 5) Homogeneizar bem a tinta antes da preparação.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.DEFEITO Eflorescência IDENTIFICAÇÃO ORIGENS CORREÇÕES 1) Raspar o substrato e aguardar cura completa do mesmo. sem estar que migram do interior suficientemente curada. 1) Superfície contaminada por óleos. 2) Utilizar fundo selado alcalino resistente e repintar com tinta adequada. lixar as partes afetadas. 3) Se necessário. inclusive. Também conhecida com olho de peixe. retardando a secagem.A. Pode apresentar-se de forma perfurante e apenas superficial. graxas ou gorduras 2) Ambiente de pintura contaminado por silicones 3) Uso de anti-respingos e desmoldantes a base de silicone em áreas próximas a pintura 4) Ar comprimido contaminado 5) Umidade sobre a peça e no ar 6) Falta de instalação de purgadores e filtros de ar 7) Pouca homogeneização da tinta Névoa Branqueamento (Brushing) É o esbranquiçamento da superfície pintada com Tinta Nitrocelulose Durante a aplicação. A água condensada no filme provoca a precipitação das resinas e pigmentos. da superfície e podem.270-000 – Guaramirim . . gerando o aspecto leitoso e falta de brilho. Crateras Formação de uma pequena depressão arredondada sobre a superfície pintada.net . 1) Ocorre durante a aplicação da tinta em condições de alta umidade 2) Uso de diluentes / thinners inadequados 3) Presença de muita umidade no ambiente de pintura 4) Demão muito carregada.

270-000 – Guaramirim . homogeneizar com mais freqüência. 5) Verificar a catalisação se está correta Diferenças de Espessuras Diferença nas espessuras de tintas aplicadas geralmente geradas em função da geometria da peça 1) Inabilidade do Pintor 2) Falta de controle de filme úmido. . quando aplicável. lixar as partes afetadas.DEFEITO Marcas de lixa IDENTIFICAÇÃO Aspecto de riscos no filme de tinta sobre o substrato retratando parcial ou totalmente a peça ORIGENS 1) Uso de lixa de grana muito grossa para o preparo da superfície 2) Uso de ferramentas manuais e mecânicas inadequadamente CORREÇÕES 1) Corrigir com massa rápida ou poliéster o local 2) Lixar com lixa de grana mais fina 3) Treinamento dos operadores Sedimentação Decantação de substâncias sólidas ou pastosas no fundo das embalagens de difícil homogeneização 1) Problema de formulação 2) Produto muito tempo armazenado 3) Tinta diluída e guardada por longo período 4) Excesso de diluição 5) É produto que foi solicitado a sua revalidação ? 6) Ambiente de armazenamento inadequado 7) Sedimentação apenas após diluir a tinta ? 1) Emitir registro de reclamação para o fabricante. 3) Uso de tintas eletrostáticas 4) Geometria da peça que gera as diferenças de espessuras Secagem Lenta Filme pegajoso ao 1) Produto vencido efetuar o manuseio ou 2) Excesso de espessura toque superficial com os 3) Excesso de umidade no dedos ambiente de pintura e secagem 4) Diluição incorreta 5) Inabilidade do Pintor 6) Catalisação errada Empoeiramento (Over Spray) Formação de muita nuvem de tinta durante a aplicação. 1) Após secar. trazendo como conseqüência após a secagem o aparecimento do aspecto áspero ao passar a mão sobre a peça 1) Inabilidade do Pintor 2) Ambiente de pintura muito quente 3) Pressão de aplicação muito alta 4) Uso de Thinner inadequado 1) Treinar os Pintores 2) Controlar a temperatura ambiente 3) Regular a pressão de aplicação geralmente de 40 a 60 Lb / pol2 4) Diluir conforme recomendação do fabricante 5) Usar Thinner ou diluente de secagem mais lenta 6) Controlar a temperatura do substrato 99 WEG Indústrias S.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.A.net .weg.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Treinar os Pintores 3) Quando possível adotar o uso de pente úmido 1) Treinar os Pintores 2) Seguir a recomendação de diluição das tintas 3) Controlar a temperatura e umidade relativa do ar no ambiente de pintura e secagem 4) Cuidar com a aplicação quanto a camada. solicitando a correção 2) Implantar sistema de utilização sempre do lote mais antigo 3) Diluir de acordo com orientações do fabricante 4) Utilizar produtos revalidados primeiro 5) Implantar melhorias nas áreas de armazenamento 6) Após diluir se ocorrer sedimentação.

manchas ou mesmo diminuição do brilho. .270-000 – Guaramirim . 2) Usar tintas de formulação adequada. Manchas (Úmidas ou químicas) (ver foto 6) 1) Após a secagem. 1) Contato com umidade ou outro produtos antes do seu período de cura total 2) Fixação de sujeiras em áreas de maior porosidade ou de fusão térmica.weg.net .DEFEITO Baixa Cobertura IDENTIFICAÇÃO Característica de filme aplicado onde aparece o fundo da chapa ou a cor da tinta de fundo (Primer) após a aplicação da tinta ORIGENS 1) Falta de homogeneização da tinta 2) Preparação inadequada. 100 WEG Indústrias S.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 5) Eliminar a causa da umidade no substrato e ambiente. podendo gerar marcas semelhantes a pontos. anéis. Mudança no aspecto da superfície como resultado do contato com a água diretamente sobre o filme ou o substrato. lixar as partes afetadas. 4) Produto inadequado 5) Presença de umidade no substrato e ambiente. 3) Efeitos de sais do substrato sobre o veículo da tinta ou sobre os pigmentos/cargas. sujeiras por lavagem 2) A formulação não é adequada com sabão neutro.A. se desmancha ou deixa sinais da operação. a tinta para ser lavada. manuseio e preparação das tintas 2) Controlar a diluição via medição da viscosidade 3) Comunicar a Fábrica. para que seja avaliada a possibilidade de melhoria da tinta para os próximos lotes a serem fornecidos 1) Deixar a tinta atingir a cura total antes de lavar. com excesso de diluição 3) Produto inadequado 4) Falta de procedimento na linha de pintura CORREÇÕES 1) Implantar procedimento na pintura com orientações de uso.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Baixa resistência à lavabilidade Ao tentar remover 1) A tinta não está curada. preparar a superfície e repintar conforme especificado 2) Observar período após aplicação antes de colocar em contato com produtos químicos ou umidade 3) Rever produto junto ao fabricante 4) Lavar a superfície.

Craqueamento 6 .Escorrimento 5 . .net .Empolamento 4 .270-000 – Guaramirim .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.1 .A.Enrugamento 3 .Fervura 2 .Manchas 101 WEG Indústrias S.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.weg.

SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.Casca de Laranja 102 WEG Indústrias S.Calcinação 10 .Sangramento 12 .net .Branqueamento 8 .7 .A.Falta de Aderência 9 .weg.270-000 – Guaramirim . .Diferença de Tonalidade 11 .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.

com sua Ação de inspeção e fiscalização. Baseia-se em que todos os Acidentes Podem e Devem ser Prevenidos. Vendas e Lucros. como em qualquer outra atividade. As CIPAs cabem o papel não menos importante de transformar-se no Braço Forte do Programa de Prevenção de Acidentes. se não levar em consideração a Prevenção de Acidentes. 17. já que ela esta inserida no contexto das atividades de Risco Elevado. danos ao meio Ambiente. Aos órgãos de Segurança cabe a Missão de implantar e desenvolver o programa de Previdência de Acidentes. não planejam adequadamente as operações. contemplando a elaboração de Normas e Regulamentos que viessem a anular os crescentes Riscos impostos pelo avanço tecnológico. fazse necessária a participação de todos. eles são Causados. Torna-se necessário que as empresas operem baseadas em que a Segurança dos Trabalhadores é algo de máxima Importância. poucas eram as empresas que conheciam e praticavam a Prevenção de Acidentes. a qual passa a ser de TODOS. a partir de 1972 surgiram as primeiras Legislações acerca da Segurança Industrial. com isso. . Principalmente aquele que tem a seu cargo a Supervisão de determinadas atividades ou tarefas.net . Posteriormente classificados como Supervisores de Segurança e atualmente chamados de Técnicos de Segurança do Trabalho. Dentro deste contexto. Atualmente. seja por auto-imposição.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. quando estão com pressa. Logo. Como se pode verificar. e a todos os níveis. E é tal Participação que promove a descentralização da Responsabilidade. Qualquer Profissional jamais será Qualificado.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. SEGURANÇA Até meados de 1972. Compreender. quando são pressionadas para acabar logo sua atividades. quer sejam por Atitudes Incorretas. Quer sejam por Condições Inseguras. de acordo com as Políticas e Diretrizes traçadas pelas empresas. Surgiram os Engenheiros de Segurança. se inspiravam nos modelos americanos para esboçarem os primeiros passos em direção à instituição de Programas de Prevenção de Acidentes que viessem a satisfazer as suas necessidades.1 MISSÃO DA SEGURANÇA Ponto importante na implantação de qualquer programa de Prevenção de Acidentes. Na Pintura Industrial a Missão não poderia ser diferente. a Missão é: Estabelecer.3 ESTATÍSTICAS DE ACIDENTES § 62% dos Acidentes ocorrem quando as pessoas “cortam caminhos”. Médicos do Trabalho.270-000 – Guaramirim .A. o caminho mais fácil é aquele que nos conduz ao fato de que o Responsável pela Segurança dos trabalhadores em geral é o Órgão de Segurança. O que se via àquela época era a ação de algumas Comissões Internas de Prevenção de Acidentes – CIPAs – que a rigor. Auxiliares de Enfermagem do Trabalho e os Inspetores de Segurança do Trabalho. muito menos Especializado. e prejuízos a empresa. Impor práticas seguras para prevenir qualquer acidente do trabalho que possa causar ferimentos pessoais. também de profissionais igualmente especializados. paralelamente com: Produção. Enfermeiros do Trabalho.17. a atividade está centralizada na Participação. Aconselhar. 17. toda a sistemática de Prevenção de acidentes esta fundamentada na atuação destes dois órgãos: os serviços especializados em Segurança e Medicina do Trabalho e as CIPAs. Nela.2 FILOSOFIA DA SEGURANÇA Os Acidentes não acontecem por acaso. Sendo assim já se tinha um Órgão Especializado e constituído. imposição da supervisão ou chefia imediata. 103 WEG Indústrias S. 17.weg. pois.

Alguns recipientes podem vir a constituir-se em risco de acidentes.A. Enxugar o produto com material absorvente “sem solvente”. § Utilizar roupas de trabalho adequadas. má avaliação ou pânico. tóxicos ou corrosivos. § 15% dos Acidentes ocorrem por má conservação de máquinas e equipamentos. faíscas ou quaisquer outras fontes de ignição.270-000 – Guaramirim . peso. . DERRAMAMENTOS Ventilar a área para remover os vapores. . por exemplo.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. § 21% dos Acidentes ocorrem por erro humano. CONTATO COM OLHOS E PELE § Usar sempre proteção para os olhos e luvas para as mãos. 17.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Os materiais de limpeza deverão ser colocados em recipientes metálicos e fechados. as mais diversas. § 21% dos Acidentes ocorrem por condição física deficiente doenças. falha de Liderança Gerencial. distúrbios passageiros. ou até mesmo danos irreversíveis a saúde ou a integridade física do Trabalhador. dependendo do grau de intoxicação. por estocagem e guarda inadequada. conseqüentemente contaminá-lo. Os fatores básicos na prevenção são: ventilação adequada e eliminação de chamas expostas. Emoções.§ 41% dos Acidentes ocorrem em função de treinamento inadequado ou feito em local não familiar. Problemas quanto à aspiração. 17. ou de solvente. pois. é a partir deste instante que os Vapores (Inflamáveis. durante pelo menos 10 104 WEG Indústrias S. ou corrosivos) começam a entrar em contato com o ambiente e. FOGO E EXPLOSÃO A maioria das tintas contém solventes orgânicos inflamáveis. Vernizes e Solventes por sua constituição básica . capaz de provocar desde uma simples reação superficial. § 35% dos Acidentes ocorrem por distrações externas como: Tensão. § Áreas do corpo que sejam difíceis de proteger (pescoço e pulso) devem ter proteção adicional. já se constitui em um risco na atividade de Pintura Industrial. tóxicos. . à morte. § 18% dos Acidentes ocorrem por falha na linha gerencial de engajamento na Segurança. e isto ajuda a propagação do fogo. já que os solventes (e resinas) flutuam na água. § No caso de contato com os olhos banhe-os imediatamente com água potável.weg. § Problemas nos rins. fígado. Por sua forma. espuma ou CO2.4 MANUSEIO SOLVENTES DE TINTAS E Tintas.5 CUIDADOS NO TINTAS E VERNIZES MANUSEIO DE EM CASO DE FOGO ENVOLVENDO TINTAS § Usar extintor de pó químico. A EXPOSIÇÃO EXAGERADA A TAIS PRODUTOS CONDUZ A: § Problemas respiratórios. que cubram o máximo possível do corpo. uma alergia.são elementos altamente inflamáveis.net . e as poeiras de tintas são altamente tóxicas. como. uso de creme não oleoso. § Intoxicações diversas que podem conduzir inclusive. § Dermatites. os mais diversos. problemas pessoais. podem dotar-se de arrestas cortantes podendo ferir o trabalhador. ou mesmo características da forma de abrir. A simples atividade de abrir uma embalagem de tinta. Durante as atividades de pintura eles podem ser absorvidos: vias respiratórias. intoxicação e através da pele (Dermatites). § § Proteja-se dos gases com equipamentos de respiração Não apague o fogo com água. alcoolismo ou drogas. ou quanto ao contato exagerado do produto: Os vapores de solventes. cérebro e outros órgãos vitais. etc. fadiga.

6 SUGESTÃO DE ROTEIRO PARA CONCIÊNCIA PREVENCIONISTA 1) O Local de trabalho deve ser Isolado. INALAÇÃO § A inalação de vapores de solventes e poeiras de tintas deve ser evitada.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. ou áreas de trabalho. CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO a) Estocar o material em locais secos.§ minutos. Escolha roupa de trabalho com fibras naturais. afastado de alimentos e agentes oxidante. em seguida consulte o médico. sol e chuva. Bloqueado. a arrumação e a limpeza dos locais conduz a um clima de satisfação do pessoal que chega a facilitar o aprendizado. INGESTÃO § Sempre armazenar a tinta longe de gêneros alimentícios e fora do alcance das crianças.net . coma ou beba em depósitos de tinta. as fibras sintéticas quando friccionadas. Nunca fume na área de trabalho. SOLVENTES DE TINTAS PODEM PROVOCAR § Dor de cabeça. limpe-a com um produto de limpeza adequado ou lave-a com água e sabão. deve-se providenciar assistência médica urgente.270-000 – Guaramirim . devido à formação de eletricidade estática. ARMAZENAMENTO As instalações elétricas devem obedecer às normas NEC ou IEC e/ou ABNT. Use sapatos a prova de faíscas. 17. No caso de contato com a pele. . Irritabilidade e Atitudes não espontâneas. Por outro lado. berços para os tambores e recipientes semelhantes. bem ventilados e identificados. b) Manter o produto longe das fontes de calor. Nunca use solvente. Tanques de estocagem devem ser circundados por diques de contenção e ter drenos para o caso de vazamento. Perda da consciência (podendo ser fatal). e alerta o pessoal para os riscos potenciais da área. aterramento de todos os equipamentos e utensílios. Tonturas. EQUIPAMENTOS COLETIVA DE PROTEÇÃO HIGIENE PESSOAL § § Remova anéis e relógios de pulso.weg. § Se a tinta ou solvente for ingerido acidentalmente. Use somente equipamentos a prova de faíscas e assegure-se de que o mínimo de equipamentos elétricos seja usado na área de trabalho. A grande preocupação da Segurança e da Engenharia nos tempos atuais são definidos como aqueles que têm como objetivos proteger toda a planta e. antes de iniciar o trabalho. Torna-se importante dar-se atenção: Ventilação do ambiente. produzem faíscas. O piso do local deve ser impermeável. principalmente todo o pessoal envolvido na operação. não combustível e que contenha valas que permitam o escoamento para os reservatórios de contenção. c) Evitar expor o produto a temperaturas elevadas. Limpo e Arrumado. Isto minimiza os perigos vindos do exterior. que podem provocar a ignição dos vapores de solventes. eles podem reter tinta junto à pele. utilização de agitadores pneumáticos. § Espaços ventilados = máscaras contra pó § Espaços com pouca ventilação = máscara com alimentação de ar externo § Nunca use pano envolto sobre a boca.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. § Nunca fume.A. cobertos. § § § 105 WEG Indústrias S.

reduz os custos de transporte. quando da entrada a execução de serviços no interior de espaços confinados. Máscaras de Cartucho: Com filtro de carvão ativo cambiável. 6) Todas as latas de Tintas e outros recipientes vazios deveram ser removidos do local de trabalho ao final de cada dia.7 TRABALHOS EM TANQUES OU EM OUTRAS ÁREAS CONFINADAS Estabelecer critérios de inspeção e de Trabalho Seguro. vernizes e Solventes deve-se tomar cuidados específicos. . 3) Manter todas as latas fechadas e distantes das fontes de ignição Os recipientes devem permanecer fechados até o momento exato da utilização.net . levando em consideração a produção de energia Estática suficiente para provocar a Ignição dos vapores inflamáveis. A traquéia é conectada com elementos filtrantes a cintura do trabalhador. Importante. minimiza a quantidade de vapores inflamáveis no ambiente e permite um melhor controle. inflamáveis e / ou tóxicos. quando da mistura ou homogeneização da Tinta.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. As latas vazias também representam fontes de perigo.weg. 5) Ao adicionar o conteúdo de uma lata dentro da outra. para minimizar a evaporação de vapores de solvente. orientando para remover o máximo possível das Tintas das embalagens e quando possível usar o Solvente de diluição para lavar a sobra adicionando após a própria Tinta.270-000 – Guaramirim . 7) Todas as latas vazias devem ir para a Sucata Não é permitido que as latas vazias sejam queimadas. Devemos atentar para algumas providências básicas: 1) Todas as fontes de ignição foram elaboradas? § Proibir o uso de operações de corte e solda. um extintor deverá ser utilizado para evitar a propagação e maiores danos. uso de abrasivos e o fumar. Utilizar máscaras de acordo com o tipo de pintura e ambiente. áreas internas de tubulações. 17. devido aos restos de tintas. cada empresa monta um procedimento. mesmo que somente para manusear as embalagens.A. Proteger as mãos com luvas adequadas. principalmente quando o produto é armazenado em grandes recipientes. 4) Para misturar as Tintas só se deve utilizar equipamentos Pneumáticos Jamais se deverá usar misturadores elétricos. tendo adaptador para o nariz e é presa na cabeça por elásticos. Facilita a arrumação. Máscara com Traquéia ou ar mandado: Protege toda a face. Como o problema básico da pintura é a evaporação de solventes. além de não permitir a acumulação de latas de tintas e Solventes no local de Pintura. Compartimentos diversos como: interiores de tanques. em quantidade igual ou superior a um Galão. etc. ou equipamentos semelhantes devido produzirem centelhas e. Inspecionar e levar para o local de trabalho somente o que será utilizado no dia. Respiração naso-oral. Máscaras Descartáveis: Protege a respiração naso-oral. assim sendo.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. faz-se necessário atentar-se para detalhes de ventilação ambiente quando possível visando à proteção coletiva e individual. eleva-se o risco de incêndios ou explosões. Retornar com elas ao canteiro e deixar secar bem antes de colocá-las no Armazenamento de sucatas. O extintor poderá ser portátil do tipo CO2 ou Pó Químico e estar localizado a cerca de 10 metros do local ou área de manuseio das Tintas. manter as embalagens a pelo menos 6 metros do compressor de ar ou de outras fontes de Ignição. 8) Usar os EPI’s adequados. que rapidamente tornam a área inviável para a presença dos trabalhadores e adicionam o risco de incêndios e explosões. 9) O extintor de incêndio deverá estar próximo Para evitar-se a propagação de chamas no caso de as mesmas ocorrer. Geralmente. Durante o manuseio de Tintas. o qual recebe o ar do exterior com pressão positiva regulável. 106 WEG Indústrias S. as duas latas deverão estar aterradas.2) Separar.

nem sempre produzem os sues efeitos imediatamente. deverão permanecer onde estão. § Intoxicações diversas que podem conduzir. 3) Foi feita uma listagem nominal do pessoal autorizado a trabalhar no espaço confinado? Visa facilitar a identificação dos trabalhadores. e igualmente importantes. até que a luz de emergência seja acionada pelo vigia.§ § § Todo o sistema de iluminação deverá estar em perfeitas condições. 6) Providenciar a Linha de Vida Constitui-se de uma corda instalada a partir do exterior e amarrada á cintura de cada um dos trabalhadores no interior do compartimento confinado. . Os problemas acima enumerados. quanto através da pele. assim como quanto aos riscos envolvidos. cérebro e outros órgãos vitais. a morte. são altamente tóxicos. Nestas eventualidades. § Que nenhuma tomada esteja no interior do Tanque. A exposição exagerada a tais produtos podem conduzir a: § Problemas respiratórios. 11) Iluminação de emergência No caso de falta de energia. eventualmente cancerígenas. § Dermatites as mais diversas. e como tal. 107 WEG Indústrias S. e o PROTEÇÃO À INTEGRIDADE FÍSICA DO TRABALHADOR Os vapores de solventes. as seqüelas podem levar alguns anos para chegarem e se pronunciar e produzirem os seus efeitos maléficos. 8) Verificar se os acessos ao interior do tanque e ventilação são adequados. aumentando ou diminuindo de acordo com as condições do serviço.A. Todas as aberturas para ventilação. e as poeiras de tintas. 7) Espaço confinado está Limpo Descontaminado. Será ele que ira permitir a dissipação para o solo da eletricidade estática. deverá ser providenciados cópias da listagem e entregar aos Supervisores. recomenda-se: § Verificar se fios e cabos elétricos não possuem emendas ou rachaduras. inclusive. 4) Estabelecer sistema de rodízio entre os trabalhadores autorizados O tempo médio de permanência no interior de qualquer espaço confinado deverá ser de 30 minutos por 10 de descanso. Todo o equipamento de pintura deverá estar aterrado. Sendo inclusive o meio de comunicação entre os trabalhadores e o exterior. todos os trabalhadores por orientação prévia. 5) Providenciar “VIGIAS” para as entradas de todos os espaços confinados.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. deverão ser de dimensões adequadas. § Problema nos: rins. os mais diversos. § Uso de equipamentos elétricos a prova de explosão. Para evitar risco de incêndios ou explosões causados por centelhas. Durante as atividades de pintura eles podem ser absorvidos – tanto através das vias respiratórias. Poderá ser feita através de um “Linha de vida”.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. assim como as entradas para os compartimentos.weg. 10) Verificar se a Iluminação esta adequada. fígado. Dependendo das condições físicas do trabalhador. Visa evitar a entrada de estranhos e o vigia estará atento para qualquer eventualidade.270-000 – Guaramirim .net . dependendo do grau de intoxicação. 2) Todo o pessoal tem o crachá de autorização para trabalho em espaço confinado? A entrega do crachá deve ser precedida de uma orientação detalhada quanto aos trabalhos a serem executados. o vigia deverá ter a mão uma lanterna portátil – a prova de explosão – para agir imediatamente. Proporcionar a condição ideal para indivíduo dentro do compartimento. inclusive para possibilitar remoções rápidas do pessoal. O sistema de ventilação deverá estar instalado e funcionando. 9) Verificar se o aterramento foi providenciado.

isso não altera as características. Em qualquer situação. todos os aparatos relativos ao espaço físico no qual o trabalho é realizado. O ar deverá ser filtrado antes de chegar à máscara.8 EQUIPAMENTOS INDIVIDUAL – EPI DE PROTEÇÃO Torna-se importante salientar que todas as medidas de Segurança evidenciadas até o presente momento dizem respeito à Proteção Coletiva. Como. Pode-se adiantar a existência de um equipamento especifico. Deverá ser dotado de mangueira para fornecimento de ar. e via de regra. para a proteção individual. 17.Enfatizamos que todos – indistintamente – estão sujeitos aos efeitos das tintas e seus vapores: desde o pintor. para serviços de pintura em ambientes confinados. deverá ser filtrado adequadamente. O ar é fornecido por meio de compressores. com costa e punho de lona. protegem o jatista contra os problemas da sílica e contras os abrasivos. até os elementos que supervisionam as atividades. lembrar que exposições – por mínimas que sejam – podem conduzir a quadros clínicos alarmantes. Luvas em PVC.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. são vários os equipamentos a serem usados. As luvas de plástico são mais conhecidas.270-000 – Guaramirim . Conforme se espera ter ficado evidenciado. finalmente. ou da concentração dos vapores no ambiente. passa-se a adotar o uso de Equipamentos de Proteção Individual – EPI. porém. passando-se pelo manuseio de tintas e. apesar de todas essas providencias.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. as operações fundamentais de jateamento. Quaisquer outros modelos similares poderão ser adotados. nem sempre elas são suficientes para dar ao trabalhador toda a proteção que ele necessita. dependendo do material em contato.net .A. também. enfim. 108 WEG Indústrias S. quase que exclusivamente. Deverão estar em uso mesmo quando a ventilação for boa. a ventilação e a iluminação adequadas. Entretanto. fornecendo as informações acerca da sua utilização: Capuz ou elmo: Podendo ser usado em conjunto com o Avental e as mangas de Luvas de raspa. Modelo básico para a proteção do jatista contra a ação do abrasivo. . chegando-se à pintura propriamente dita. No caso dos serviços de pintura. para cada atividade também especifica. Máscaras com ar mandado. a principal preocupação deve ser a Proteção Coletiva: as máquinas em bom estado. É nesse que enfatizamos. raspa. e o fluxo constante pode ser regulado através da válvula situada à altura do cinto. poderá persistir o Risco de Acidentes. para uso do pessoal envolvido no manuseio e preparação de tintas.weg. Passamos a expor alguns desses equipamentos. a responsabilidade inerente a cada trabalhador em particular: zelar pela sua própria segurança. os andaimes bem posicionados e amarrados. É nesse ponto que a Engenharia de Segurança volta a sua atenção.

vulcanizada. Para uso geral. Além dos equipamentos acima. o mesmo se enquadra como mais um equipamento de proteção individual. a princípio. Os cartuchos deverão ser trocados periodicamente. Para utilização no manuseio de tintas ou na aplicação das mesmas. quer em espaços semi-abertos onde a ventilação seja relativamente boa.Deverão ser usados nas operações de jateamento.net . uma ênfase especial deve ser dada ao macacão. As toucas também fazem parte da indumentária do pintor. . e o compressor. quando pelo jatista. Máscara do tipo descartável. Óculos com proteção lateral deverá ser usado nas operações em que ocorra a presença de abrasivos. para utilização nos locais onde haja a presença de poeira em suspensão. deveria ser classificado como um Equipamento de Proteção Coletiva. com fixação por tirantes. Máscara de cartucho duplo. O seu uso não deverá ser dispensado em qualquer momento que o trabalhador tenha que usar ar mandado. em função do barulho produzido pelo ar no bico de jato. Ele deverá ser usado tanto pelo pintor. com cadarços e com solado antiderrapante. Protetores auriculares do tipo plug.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.A. quer a céu aberto.weg. quer seja de aplicação de tintas em espaço a céu aberto. Botina de couro. assim como por quaisquer outros trabalhadores que estejam envolvidos nas atividades de pintura industrial.270-000 – Guaramirim . Como deve ser utilizado entre o suprimento de ar para o trabalhador.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Filtro de ar. reduzem os ruídos a níveis suportáveis. elas servem para dar 109 WEG Indústrias S.

net . ela tenha sido devidamente higienizada após ter sido utilizada pelo trabalhador precedente. Nunca deverá estar situado abaixo.A. atenção especial deverá ser dispensada ao cinto de segurança. Jamais se deve permitir que vários trabalhadores utilizem a mesma máscara sem que. em conseqüência disso. principalmente quando levadas para casa. o que agravaria a situação. evitando possíveis irritações e infecções.proteção a cabeça e ao pescoço do pintor. Enfatizamos que o uso do EPI é uma necessidade.weg. Nesse caso. Não esquecer que os resíduos de tinta vão se acumulando nas mesmas e que. nesse caso.supostamente – todos estarem em boas condições de saúde. . Entretanto. lavar as roupas de trabalho juntamente com as da família. RECOMENDAÇÕES QUANTO AO USO DE EPI Em relação aos equipamentos. ser usado por todo e qualquer trabalhador. Aconselha-se que sejam lavadas “em separado”.270-000 – Guaramirim . a sua fixação – poderá ser um olhal – deverá ser providenciada a aproximadamente 1 metro acima de onde o trabalhador estiver operando. elas passam a ser – quase – tão tóxicas quanto as tintas sendo manuseadas. CONSEQUENTEMENTE. Só que. Finalmente. equipamento que deverá. As roupas de trabalho devem receber um tratamento também criterioso. Isso poderia conduzir à transmissão de várias doenças apesar de . em particular as máscaras e roupas deve ser tomado alguns cuidados em relação a cada um deles. sempre que o mesmo estiver trabalhando em alturas superiores a 2 metros. antes. “O MAIS IMPORTANTE É SABER O QUE DEVE SER USADO E. crianças poderão estar sendo afetadas. também.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.” 110 WEG Indústrias S.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. não deve transformar-se em um meio exclusivo de imagem promocional descabida. Tal equipamento deverá ser dotado de talabarte e mosquetão que permitam a fixação à estrutura ou qualquer outro ponto fixo e próximo ao pintor. Caso tal ponto não venha a existir. seria o mesmo que estar levando para casa os males que atingem o trabalhador no local de trabalho. Deve-se usar somente o estritamente necessário. USAR SEMPRE. mantendo-se sempre limpas.

111 WEG Indústrias S. Pintura Industrial na Proteção Anticorrosiva. Fev de 1988. (coordenador). Associação Brasileira de Corrosão. FAZENDA. Edgard Blücher. 2005.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Jorge M. BIBLIOGRAFIA NUNES. Rio de Janeiro. . 3ª ed. 1998. Vicente. Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas. R. Rio de Janeiro. 2ª ed.weg.270-000 – Guaramirim .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Inspetor de Pintura Nível I. Laerce de Paula. ABRACO.18. Corrosão. Editora Guanabara. Tintas & Vernizes – Ciências e Tecnologia. Rio de Janeiro: Editora Interciência. LOBO.net . Alfredo Carlos O.A. GENTIL. São Paulo.

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