PINTURA INDUSTRIAL COM TINTAS LÍQUIDAS DT 12

(Desenvolvimento Tecnológico Nº 12)

A Solução para cada Aplicação

INFORMAÇÕES TÉCNICAS SOBRE TINTAS LÍQUIDAS PINTURA INDUSTRIAL E MANUTENÇÃO ANTICORROSIVA

Elaboração: Silvio Domingos da Silva Janeiro de 2009 Rev. 3

...............................................Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89..........................................................................................................................................................2 REVESTIMENTOS METÁLICOS............4 REVESTIMENTOS ORGÂNICOS..............6 HIDROJATEAMENTO COM ULTRA-ALTA PRESSÃO ATRAVÉS DO PROCESSO HYDROBLASTING ...............................................................................................SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.....................................................................................................................270-000 – Guaramirim ...........2 TIPOS DE LIMPEZA DE SUPERFÍCIE ................................................................2.......................net .......................................................................3.................. PREPARO DE SUPERFÍCIES NÃO FERROSAS.................................................... 21 3............................................................2 IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DA CORROSÃO............................................................................................2 LIGAS METÁLICAS NÃO FERROSAS ................. 34 6.........................................................................6.......... 41 7...................................................................................2.................... 20 2...............................................................................3 CLASSIFICAÇÃO DE AMBIENTES E CONDIÇÕES CORROSIVAS.......................................... 42 7.................................................................................... 12 2.........................................SUMÁRIO PREFÁCIO.................................4 CLASSIFICAÇÃO DE PROCESSOS CORROSIVOS...................... 12 2................................................................................................. 32 5............................... 26 5........................................................................................... 10 2............................... 43 4 WEG Indústrias S.7.......................3 SUPERFÍCIES DE CONCRETO .................................................................5 LIMPEZA COM JATEAMENTO ABRASIVO.................................................................................................4 LIMPEZA COM FERRAMENTAS MECÂNICAS MANUAIS ................................................. 28 5............................................ 25 5................................................................................................................................. OBTENÇÃO DO AÇO............................................ DEFEITOS OBSERVADOS NA SUPERFÍCIE...............................3 CORROSÃO SOB ATRITO......................................................................................................................... 27 5................. 42 7....................4 CORROSÃO POR AERAÇÃO DIFERENCIAL .................................................................3 REVESTIMENTOS NÃO-METÁLICOS INORGÂNICOS ................... 13 2..... 27 5................................................................1 PRINCIPAIS MEIOS CORROSIVOS.................... REVESTIMENTOS PROTETORES............................................... 38 7............................................................................. CORROSÃO..................................2 CLASSIFICAÇÃO DE AMBIENTES CORROSIVOS .....................................................................................................................................................weg.............................................7.......................................... .......................1 CONCEITOS BÁSICOS DE CORROSÃO ........................................... 32 5.......................2........3 TIPOS DE PROCESSOS DE CORROSÃO ...............................................................................................................1 AÇO GALVANIZADO ELETROLÍTICO (FLORES DE ZINCO)................................................................ 22 4...................................................... 13 2.............1 GRAUS DE CORROSÃO.2...................... 20 2........... 28 5............................. 11 2.....3 LIMPEZA MANUAL ................................ 10 2................ 23 4...........2 CORROSÃO ELETROLÍTICA ......................................................1 LIMPEZA QUÍMICA...2..................................8 TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE COM NANOCERÂMICO ........................9 FOSFATIZAÇÃO ............................................................................. 27 5......................................................................................................................................................................................................... 18 2...............2.......................................................6.................................................... 21 2.......................................... 23 4................ PRÁTICAS DE PROJETO.........................2 CORROSÃO QUÍMICA ..........................................................1 CORROSÃO GALVÂNICA ..................................7 MEIOS CORROSIVOS ....2......................................................................................................2................ 13 2.....................................................1 CORROSÃO ELETROQUÍMICA ...1 MECANISMOS DE PROTEÇÃO..................4 PREPARO DE SUPERFÍCIES PINTADAS PARA MANUTENÇÃO OU REPINTURA .........................................................................6................................................................................................................................ 10 2................................................................................................................7 HIDROJATEAMENTO NA REMOÇÃO DE TINTA ...............................A............ 18 2....7...................... 23 4...................................................................................8 1....................................................2 DESENGRAXE COM SOLVENTE .............................5 FORMAS DE CORROSÃO ...................................................................... 24 4............ 33 5..... 19 2.......................................6.................................... 17 2......................3.............. 41 7.......... 28 5..........2............................................

..............A............ 57 8.4 CORES NA PINTURA INDUSTRIAL......................... 68 12............................6 MECANISMO DE FORMAÇÃO DA PELÍCULA DA TINTA ..................... 67 12................ PROCESSOS DE FABRICAÇÃO..............................................4.............................. 66 12.................................. 58 9..................3 PIGMENTOS .............. 46 8..........................................................3 ESTIMATIVA DE CONSUMO DE TINTAS ....................................... CONTROLE DE QUALIDADE ...................................16 DOBRAMENTO SOBRE MANDRIL CÔNICO..................... 46 8....................1 RENDIMENTO TEÓRICO = Rt (Ficha Técnica).......................................................... FUNDAMENTOS DA PINTURA INDUSTRIAL............................7 MECANISMO DE PROTEÇÃO DA PELÍCULA.................................................................................................................................................................................................................................................13 TEMPO DE VIDA ÚTIL (POT LIFE) ......11........................ 69 12...........................................................................................................1 CLASSIFICAÇÃO DA PINTURA DE MANUTENÇÃO ......... 68 12.............................. 72 5 WEG Indústrias S.......................5 CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS E GERAIS DA PELÍCULA..............................................4........................................................1 POLÍMEROS E POLIMERIZAÇÃO ..................................................................................................................11.............2 SOLVENTES...........................................4 CUSTO POR METRO QUADRADO DO PRODUTO .........................................................1 DETERMINAÇÃO DE SECAGEM: INDÚSTRIA................................................................................................................................................................................................................... 52 8.................SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.................................................................................... 69 12............................................ 70 12........................................................................................................1 VEÍCULO OU RESINAS.......................................Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89..................................2 RENDIMENTO PRÁTICO – Rp (Considerando Perdas).................................................................................. 72 12...................................................................................... 60 9....................2 POLIMERIZAÇÃO POR ADIÇÃO ..............3 RENDIMENTO REAL .....................4.............weg..................................... TINTAS ..................................................................................... 70 12.......................................... 62 11.................... 59 9.....................3............ 70 12.................................. 69 12........................................................................4 ADITIVOS.............................5 QUANTIDADE DE DILUENTE NECESSÁRIA ....................7 MASSA ESPECÍFICA.................................. 68 12.......................................................................4.............. 71 12.................................................................................................................................................................................................................................................................................................................2 NÃO-VOLÁTEIS EM VOLUME (SÓLIDOS POR VOLUME)...................4...... 45 8......................... 57 8...............................1 CONCEITO DE PINTURA INDUSTRIAL ..........8 VISCOSIDADE.............................................. PLANOS DE PINTURA .......... 45 8............14 DIMENSÃO DAS PARTÍCULAS DO PIGMENTO (FINURA DE MOAGEM) ..........................................11 TEMPOS DE SECAGEM.......................................................................................................................................................3. 44 8.................................................................................... 68 12..........................................7............................................................................................................................................3................3 POLIMERIZAÇÃO POR CONDENSAÇÃO ............................................................. 66 12................................. 61 10....................................................................................................... ......................................................................................................................................................................................................................................12 PODER DE COBERTURA ..........2 DETERMINAÇÃO DE SECAGEM: MANUTENÇÃO ...................................................4.............................. 59 9................................................... 56 8...................1 COMO CALCULAR A QUANTIDADE DE TINTA NECESSÁRIA PARA PINTURA ...9 CONSISTÊNCIA..... 68 12........................15 NATUREZA DA RESINA ................................................................ 63 12..................... 59 9....................................................................................................................................10 ESTABILIDADE / SEDIMENTAÇÃO ..........................................4 CONSTITUINTES FUNDAMENTAIS DAS TINTAS ............................................................................................................. 45 8.............................................................................................................2 CONCEITOS BÁSICOS / TERMINOLOGIA ........................................................................................................ 66 12......6 EFEITO DO PERFIL DE JATEAMENTO .. 71 12.......................3 ESQUEMAS DE PINTURA.......................................................................................... 72 12..................... 54 8........................... 66 12.. 45 8................... 72 12..................................270-000 – Guaramirim ................ 67 12..net ....................................................................................1 NÃO-VOLÁTEIS EM MASSA (SÓLIDOS POR MASSA)...........

. 77 14....................... 86 15.....................25 COR ........................................................................................................................................4 MANUSEIO DE TINTAS E SOLVENTES .............................................................................................................................................................. APLICAÇÃO DA TINTA...................................................................................................................................................................................................................................net ............................................2 TIPOS DE DEFEITOS DA PELÍCULA ................... 88 16......................................................................3 PONTO DE ORVALHO ................................................ 75 12................................ 77 14..........................6 CALIBRAÇÃO DOS APARELHOS E INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E TESTES.. 76 13.........................................................................................17 ADERÊNCIA (ABNT 11003)........................................5 ELABORAÇÃO DE PLANOS DE INSPEÇÃO...............................21 ENSAIOS DE IMERSÃO ......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................20 RESISTÊNCIA AO SO2 .....7 IMERSÃO .......... 88 16.................................................................................................................................................................22 ESPESSURA POR DEMÃO ..............3 ESTATÍSTICAS DE ACIDENTES....................1....................................1.3 IDENTIFICAÇÃO................................................. ARMAZENAMENTO DE TINTAS ......................................................... 75 12.......................................... 82 15................................... 74 12...................................................................18 RESISTÊNCIA À NÉVOA SALINA .......... 103 17.....7 AÇÕES DE PREVENÇÃO DE DEFEITOS DURANTE A APLICAÇÃO...........................................................................12.............1....................................................................1 CAPACITAÇÃO DO PESSOAL DE APLICAÇÃO................. 88 16................. MÉTODOS DE APLICAÇÃO ......................1.............................. SEGURANÇA..................2 FILOSOFIA DA SEGURANÇA .......... 89 16............................................................... 86 15.......... 78 14...............1............................................................5 PINTURA NA FÁBRICA OU NO CAMPO ...........................................................24 BRILHO ........... 88 16.............................................................................A..........................................................................4 MISTURA.................. 74 12...............................................19 RESISTÊNCIA À UMIDADE RELATIVA DE 100%.....Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89........ ... 74 12..................................................................................................................... HOMOGENEIZAÇÃO E DILUIÇÃO DAS TINTA .................................. 103 17. 82 15................. 72 12................................................................weg....................................... 89 16.............1 ACÕES DE PREVENÇÃO DE DEFEITOS ANTES DA APLICAÇÃO. 103 17............. 76 12....... 84 15.................. 86 15.............. 78 14.....................................2 CUIDADOS NO ARMAZENAMENTO .................................................2 QUALIDADE DAS TINTAS UTILIZADAS......................................... 87 16.......................................................................................3 TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO DO PESSOAL .........................................................6 PINTURA ELETROSTÁTICA.................................... 76 13............................................ 93 17............................................................................................................................ 77 14...........................................................1 EXPLICITAÇÃO DO ESQUEMA DE PINTURA ........................................ 104 6 WEG Indústrias S.......................................................................1.................................................................................................................................26 INTEMPERISMO........270-000 – Guaramirim ............................................................................................................... 103 17........................................................................................................... DEFEITOS DE PELÍCULA E SUAS CORREÇÕES................................................................................................................ 83 15....4 PISTOLA SEM AR (AIR LESS)........................................................................................................................................................................................................................................................................................4 ELABORAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE APLICAÇÃO...................23 ENSAIOS DE DUREZA..............1 MISSÃO DA SEGURANÇA ..................2 ROLO................ 76 13......................................................................... 88 16.................... 74 12............................... 75 12............................................................................................................................................................................... 92 16.................................................................................1 CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO......................................................SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www..... 77 14....................................... 82 15............................................1............. 89 16...................................................................................................................................................2 CONDIÇÕES AMBIENTAIS...............................5 PISTOLA AIRLESS ASSISTIDA ........................ ORIGENS E CORREÇÃO DE DEFEITO.........................................................................1 TRINCHA (Pincel de formato chato).3 PISTOLA CONVENCIONAL ............................................... 89 16.................

........SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www............. 104 17.......................................... BIBLIOGRAFIA..................................................................8 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI................270-000 – Guaramirim ........... 106 17..........................Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89....................................6 SUGESTÃO DE ROTEIRO PARA CONCIÊNCIA PREVENCIONISTA......... 108 18.......................................A...............net ...................... ........................................... 105 17..............5 CUIDADOS NO MANUSEIO DE TINTAS E VERNIZES...........7 TRABALHOS EM TANQUES OU EM OUTRAS ÁREAS CONFINADAS .......................weg.......17.................. 111 7 WEG Indústrias S............................................

Durante a idade média e até o começo do século a pintura tinha finalidade quase que exclusivamente decorativa. que pode causar danos a saúde das pessoas e ao meio ambiente (Jato úmido e Jato em circuito fechado). Apenas a partir do final do século passado iniciou-se efetivamente uma indústria de pintura. sentiu-se a necessidade de não apenas decorar.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. principalmente em locais onde não é permitido a realização de jato abrasivo. observando e anotando em formulários as condições atmosféricas. As etapas são: Preparação da superfície. com ferramentas adequadas. Aplicação e a Tinta. quando necessário criando rugosidade (de acordo com a especificação) no substrato para uma melhor aderência da tinta.weg. É composta por três etapas onde cada uma delas tem um importante papel para garantir o desempenho da Pintura. rolos. visando amenizar a emissão de poeira. fosfatização. PREPARAÇÃO DA SUPERFICIE Deve ser realizada por profissionais treinados.270-000 – Guaramirim . O objetivo deste curso é proporcionar a oportunidade de uma troca de informações com os profissionais da área de pintura visando uma ampliação de conhecimentos no que diz respeito a produtos. são usados vários métodos de preparação de superfície. jateamento com granalha em que o abrasivo é projetado contra a superfície por jato de ar ou por turbinas centrífugas. Pistolas Airless com maior taxa de transferência (maior pressão hidráulica para pulverizar a tinta). e foi quando os químicos iniciaram suas atividades na área de pintura. tais como: desengraxe. levando-os por vezes. Acrescenta-se a isso o fato de que muitas pessoas que vão utilizar esses produtos apresentam um desconhecimento justificável. usando de técnicas e equipamentos adequados. Pistolas com Tanque. Os conhecimentos que até então eram empíricos. a resultados pouco produtivos e inadequados para o fim a que se destina.A. Pistolas HVLP com 8 WEG Indústrias S. O conhecimento era artesanal e passado de pai para filho através das gerações. concreto ou alvenaria. do estado e preparo das superfícies em que serão aplicadas. segurança. com as seguintes finalidades: Proteção do patrimônio. com completa remoção de materiais estranhos ou contaminantes presos na superfície. Novos métodos foram criados. Nas indústrias. com um aumento gradual de seu consumo. O sucesso de uma tinta não depende exclusivamente de sua qualidade e características técnicas. sistemas de aplicação.PREFÁCIO Os recobrimentos de superfície vêm sendo utilizados há milhares de anos. Pistolas com caneco. mas também fundamentalmente. .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Podem ser utilizados desde a aplicação com Pincéis (Trinchas). passaram a ter um tratamento científico.net . IMPORTÂNCIA DA PINTURA INDUSTRIAL A pintura tem por objetivo depositar um filme de tinta sobre uma superfície metálica. A partir daí. APLICAÇÃO DAS TINTAS Deve ser realizada por profissionais devidamente qualificados. mas principalmente proteger as superfícies. O hidrojateamento tem sido usado com sucesso em áreas onde se deseja efetuar a remoção de películas de tintas velhas restaurando a superfície e tornando-a apta para receber nova aplicação. surgida através da necessidade de proteção de máquinas e equipamentos que foram se desenvolvendo com o início da revolução industrial. tratamento de superfícies. bem como principais problemas e suas correções.

No entanto. com preparo de superfície mecânica ou Hidrojateamento. TINTAS Tem que ter tecnologia de formulação.maior volume de ar e baixa pressão de pulverização. se trata de tintas de dupla função (Primer e Acabamento). Visando atender a necessidade de mercado em relação a pinturas.A. o avanço tecnológico elaborou produtos com características mais tolerantes. 9 WEG Indústrias S. mão de obra e podem ser aplicadas por rolo. além disso. assim como a importância da qualificação dos pintores e adoção de bons equipamentos de aplicação. .net . há a necessidade de um mínimo de preparação. foi possível desenvolver tintas com altos teores de sólidos que podem ser aplicadas pelos métodos tradicionais. Na seleção das tintas que comporão o sistema deve ser levado em conta as condições em que ficaram expostas. As tintas tolerantes se destinam a preencher necessidades específicas para as quais foram determinadas. para a aplicação destas tintas. Algumas toleram aplicações sobre resíduos de ferrugem e umidade na superfície. como aplicação sobre superfícies úmidas. atendem as especificações de VOC e legislações rígidas de prevenção do meio ambiente. economizam tempo e dinheiro. por isso. controle rigoroso de qualidade das matérias primas e do processo de fabricação. ou seja. Entretanto ainda não são descartadas as necessidades de processos de preparação de superfície antecedendo a pintura. pois. pois. As novas tintas tolerantes se enquadram na filosofia de tintas ecologicamente corretas e seguras. A escolha deve ser criteriosa e deve resistir a agressividade do ambiente.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. tintas que toleram um grau de preparo de superfície menos rigoroso do que normalmente é recomendado e também a elaboração de tintas que permitem a aplicação em condições ambientais em que as tinta convencionais não seriam recomendadas. com remoção das partes soltas como carepas desagregadas e ferrugens volumosas. de emissão de baixos teores de solventes voláteis orgânicos e também devido a isenção de metais pesados. As tintas tolerantes quebram paradigmas e tornam mais fácil a vida do profissional da pintura. isto é. pincel e pistola em camadas únicas.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.weg.270-000 – Guaramirim . Geralmente são de alta espessura e.

à flexão.1. é formada de materiais indesejáveis ao processo de fabricação). silício. FeS2. é claro. os aços possuem excelentes propriedades mecânicas: resistem bem à tração. Após uma análise química do ferro. entre outros. Primeiramente. ou seja. fósforo. A corrosão é um processo que corresponde ao inverso dos processos metalúrgicos de obtenção do metal e pode ser assim esquematizada: Corrosão Metal Metalurgia Composto + Energia 10 WEG Indústrias S. Esta pode ser alterada em função do interesse de sua aplicação final. enxofre. em presença de carbono (sob a forma de coque ou carvão vegetal) e de fundentes (que são adicionados para auxiliar a produzir a escória. será o resultado da descarbonatação do ferro gusa. obtendo-se através da adição de determinados elementos químicos.1 CONCEITOS BÁSICOS DE CORROSÃO Corrosão pode ser definida como sendo a deterioração de um material (geralmente metálico). por sua composição química.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.net . aços com diferentes graus de resistência mecânica. . O objetivo desta primeira etapa é reduzir ao máximo o teor de oxigênio da composição FeO. levando a perda de suas propriedades. Este processo tem o nome de Redução. hematita vermelha (Fe2O3) com cerca de 65% de ferro. CORROSÃO 2. Os principais são: magnetita (Fe3O4) com cerca de 60% de ferro. OBTENÇÃO DO AÇO Os Minérios de Ferro encontrado na natureza. à compressão.0% de carbono em sua estrutura. controlando-se o teor de carbono para no máximo 2%.A. forjado.weg. tamanho e uniformidade dos grãos que o compõem e. Os aços diferenciam-se entre si pela forma. O aço. pode ser laminado. e como é um material homogêneo. resistência à corrosão. ductilidade. A usina siderúrgica é a empresa responsável pela transformação do minério de ferro em aço. estampado. que. ao reagir com o seu ambiente. soldabilidade. presente em aproximadamente 5% da crosta terrestre são encontrados em combinações químicas de metais contidos nas rochas. onde será finalmente transformado em aço. de maneira que ele possa ser usado comercialmente. 2. em que se verificam os teores de carbono. siderita ou ferro espático (FeCO3) com alto teor de manganês.270-000 – Guaramirim . que contém de 3. manganês entre outros elementos. Os minérios são encaminhados as Siderúrgicas. o mesmo segue para uma unidade da siderúrgica denominada ACIARIA. A partir disso. obtém-se o denominado ferro-gusa. por sua vez.5 a 4.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. De maneira geral. por fim. é produzido a partir deste. estriado e suas propriedades podem ainda ser modificadas por tratamentos térmicos ou químicos. o minério – cuja origem básica é o óxido de ferro (FeO) – é aquecido em fornos especiais (alto fornos).

Na avaliação econômica dos processos corrosivos não devem ser levadas em consideração somente as perdas diretas. Esta utilização é. Sendo a corrosão um processo espontâneo. por exemplo. Físico-Química.270-000 – Guaramirim . Este ciclo é denominado de “ciclo dos metais”. a pintura industrial constitui o de maior importância se considerados os aspectos de viabilidade técnica e econômica e extensão de sua aplicação. proporcionam a utilização econômica e segura dos materiais metálicos. os quais. Com o avanço tecnológico. evitando-se paradas operacionais não-programadas e lucros cessantes. com conseqüente liberação de energia.A. Sob o ponto de vista de custo. de construção civil. totalizam custos mais elevados do que aqueles causados por perdas diretas. aparelhos de prótese). na corrosão observa a volta espontânea do metal à forma combinada. deterioração de automóveis. evitando-se acidentes e problemas de poluição ambiental.2 IMPORTÂNCIA CORROSÃO DO ESTUDO DA A importância do estudo da corrosão está consubstanciada em: a) Viabilizar economicamente as instalações industriais construídas com materiais metálicos.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. incluindo-se energia e mão-de-obra. Termodinâmica. eletrodomésticos. pode-se prever que a maioria dos metais seria imprópria à utilização industrial. Os processos corrosivos estão presentes em todos os locais e a todo instante da nossa vida diária. dentre os quais podem ser destacados: § § § § § § Química. b) Manter a Integridade Física Equipamentos e instalações industriais. . As perdas indiretas são mais difíceis de serem avaliadas. Cinética Química. Em termos de quantidade de material danificado pela corrosão. estima-se em 3. no entanto. possível graças ao retardamento da velocidade das reações. Pode-se citar como exemplo de perdas indiretas: 2. em sistemas de telecomunicações.).Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Eletroquímica. proteção catódica.weg. Dos processos de proteção anticorrosiva utilizados. Os problemas de corrosão são freqüentes e ocorrem nas mais variadas atividades. naval. nas indústrias química. Metalurgia. ferroviário. mundialmente alcançado. monumentos históricos.net . Enquanto na metalurgia adiciona-se energia ao processo para a obtenção do metal. que se consegue entre outras formas pelos fenômenos de polarização e passivação. mas pode-se afirmar que. na medicina (uso de implantes cirúrgicos na ortopedia) e na preservação de 11 WEG Indústrias S. o custo da corrosão se eleva tornando-se um fator de grande importância. nos meios de transporte aéreo. etc. etc. e custos e manutenção dos métodos de proteção (pinturas anticorrosivas. em muitos casos. dos c) Garantir a Máxima Segurança Operacional. d) Garantir a máxima Segurança Industrial. marítimo. petroquímica.5% do Produto Interno Bruto o dispêndio com a corrosão em países industrializados. petrolífera. na odontologia (restaurações metálicas. estima-se que uma parcela superior a 30% do aço produzido no mundo seja usada para reposição de peças e partes de equipamentos e instalações deterioradas pela corrosão. como.As reações de corrosão são espontâneas. O estudo da corrosão envolve conhecimento de vários campos da ciência. São perdas diretas: custos de substituição de peças ou equipamentos que sofreram corrosão. associados aos processos de proteção. mas também as indiretas. instalações industriais. estruturas metálicas.

A. etc. Eletrólito: solução condutora ou condutor iônico.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. mas também ocasiona a deterioração de materiais não metálicos como mármores e argamassa de cimento.a) Paralisações acidentais. componentes da chuva ácida que não só ataca materiais metálicos. devido à formação de uma pilha ou célula de corrosão. para limpeza de permutadores ou trocadores de calor ou para substituição de tubos corroídos. vasos de pressão. perdas de vidas humanas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Em alguns setores. em geral na temperatura ambiente. Ligação elétrica: entre as áreas anódicas e catódicas.3. e) Contaminação de produtos por sais metálicos provenientes da corrosão de embalagens metálicas ou tubulações metálicas. embora a corrosão não seja muito representativa em termo de custo direto deve-se levar em consideração o que ela pode representar em: a) Questões de segurança: corrosão localizada muitas vezes resulta em fraturas repentinas de partes críticas de equipamentos. Também denominada corrosão em meio aquoso. 2. próteses e implantes cirúrgicos. há necessidade de produção adicional para repor o que foi destruído. que envolve simultaneamente as áreas anódicas e catódicas. Os processos de corrosão eletroquímica são os mais freqüentes na natureza e se caracterizam basicamente por: 12 WEG Indústrias S. oleodutos. b) Perda de produto. gás ou água através de tubulações corroídas. aviões e pontes causando além de perdas materiais. usados em obras de grande importância histórica. podem custar relativamente pouco.270-000 – Guaramirim . . tanques de armazenamento. f) Superdimencionamento nos projetos de reatores.3 TIPOS CORROSÃO DE PROCESSOS DE De uma forma geral. abrangendo a maior parte dos casos de deterioração por corrosão existente na natureza. c) Preservação de monumentos de valor históricos inestimável: corrosão atmosférica acelerada pelos poluentes atmosféricos como óxidos de enxofre que formam ácido sulfuroso e sulfúrico. os processos corrosivos podem ser classificados em dois grandes grupos. restaurações. c) Perda de eficiência proveniente da diminuição da transferência de calor através de depósitos ou produtos de corrosão. d) Perda de carga em tubulações de condução de água potável devida aos depósitos de tubérculos de óxido de ferro. mas a parada da unidade representa grandes custos no valor da produção. como perdas de óleo.1 CORROSÃO ELETROQUÍMICA Corrosão eletroquímica é um processo que se realiza na presença de água. Área catódica: superfície protegida onde não há desgaste (reações de redução). A pilha de corrosão eletroquímica é constituída de quatro elementos fundamentais: Área anódica: superfície onde se verifica o desgaste (reações de oxidação).weg. Esses grupos podem ser assim denominados: 2. b) Interrupção de comunicações: corrosão em cabos telefônicos e em sistemas de telecomunicações. d) Inconvenientes para o ser humano: a odontologia e diferentes setores da medicina utilizam diferentes materiais metálicos sob a forma de instrumental cirúrgico.net . e) Conservação de reservas naturais: tendo em vista a destruição dos materiais metálicos pela corrosão. como no caso de caldeiras de trocadores de calor. para consolidação de fraturas ósseas que devem resistir à ação corrosiva do soro fisiológico (solução aquosa com cerca de 1% de cloreto de sódio).

3. puntiforme. por microorganismos e em temperaturas elevadas. Puntiforme: a corrosão se processa em pontos ou em pequenas áreas localizadas na superfície metálica. grafítica. corrosão – erosão. de escama de ferrugem.A.4 CLASSIFICAÇÃO DE PROCESSOS CORROSIVOS A classificação dos processos corrosivos pode ser apresentada segundo diferentes pontos de vista. envolvendo operações em temperaturas elevadas. intergranular. vapor de água. necessariamente na b) Realizarem-se em temperaturas abaixo do ponto de orvalho. Alveolar: a corrosão se processa produzindo sulcos ou escavações semelhantes a alvéolos. Como conseqüência do funcionamento das pilhas tem-se a reação de oxidação em um local e a reação de redução em outro. de maneira generalizada em toda a superfície metálica. sódio e vanádio. Pode-se ter a presença de substâncias agressivas associadas a temperaturas elevadas. pois se pode ter também corrosão por alvéolos ou pites. É chamada. corrosão sob fadiga.2 CORROSÃO QUÍMICA Também denominada corrosão em meio não . Entre os meios corrosivos a altas temperaturas estão: enxofre e gases contendo enxofre. esfoliação. Uniforme: a corrosão se processa em toda a extensão da superfície. carbono e gases contendo carbono. filiforme. com formação. por alguns de corrosão generalizada. Algumas substâncias agressivas atuam no estado de gás ou vapor. tendo-se em relação: 13 WEG Indústrias S.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. o que não é aceito de maneira ampla. 2. Ao meio corrosivo: Corrosão atmosférica. Ao mecanismo eletroquímico de corrosão: Corrosão galvânica e corrosão eletrolítica.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. cinzas de óleos combustíveis contendo enxofre. quanto ao aspecto. e outras fundidas.a) Realizarem-se presença de água.aquoso ou corrosão seca. em torno de solda e empolamento pelo hidrogênio. alveolar. trasgranular. Tais processos corrosivos se caracterizam basicamente por: a) Realizarem-se ausência de água. ocorrendo perda uniforme de espessura. dezincificação. amônia NH3. pela água.weg. como no caso das pilhas de corrosão eletroquímica. c) Realizarem-se devido à formação de pilhas de corrosão. não havendo deslocamento de elétrons. sendo a grande maioria na temperatura ambiente. sob diferentes formas. que são cavidades apresentando profundidades geralmente maiores que seus diâmetros. corrosão por pilhas de concentração e corrosão por aeração diferencial. corrosão sob atrito. apresentando fundo arredondado e profundidade geralmente menor que o seu diâmetro. formando placas com escavações. Placas: a corrosão se localiza em regiões da superfície metálica e não em toda sua extensão. como no caso do ferro. A caracterização da forma de corrosão auxilia bastante no esclarecimento do mecanismo e na aplicação de medidas adequadas de proteção. placas.net . Às condições operacionais: Corrosão sob tensão fraturante. necessariamente na 2. Esses processos são menos freqüentes na natureza e surgiram basicamente com a industrialização.5 FORMAS DE CORROSÃO A corrosão pode ocorrer. hidrogênio. produzindo pites. Às formas da corrosão: Uniforme. pelo solo. . Também conhecidos como corrosão ou oxidação em altas temperaturas. Em b) Realizarem-se devido à interação direta entre o metal e o meio corrosivo. 2. havendo um deslocamento dos elétrons envolvidos entre os dois locais. e o conhecimento das formas é muito importante no estudo de um processo corrosivo.270-000 – Guaramirim .

embora não haja perda de massa significativa. Nessas duas formas de corrosão. Embora não ocasionando grande perda de massa do material metálico. não mais se difundindo. fraturas no material metálico.weg.decorrência do aspecto tem-se a conhecida corrosão por pite ou por “pitting”. Filiforme: a corrosão se processa sob a forma de filamentos que se propagam em diferentes direções. Corrosão grafítica: a corrosão se processa no ferro fundido cinzento e o ferro metálico é convertido em produtos de corrosão. porém não em profundidade.net . O hidrogênio atômico. A corrosão grafítica e a dezincificação podem ser consideradas exemplo de corrosão seletiva. ou não metálico (tintas). ocorre o comprometimento das características mecânicas dos materiais metálicos. da ordem de 85% e revestimentos mais permeáveis a penetração de oxigênio e água. afastada do cordão de solda. . e outros. característico da grafite. considerar que elas são entre as quatro formas de corrosão apresentadas. não constante. Observa-se que a área corroída fica com aspecto escuro. corrosão sob tensão ou por “estress”. Transgranular (transcristalina): a corrosão se processa atravessando os grãos da rede cristalina do material metálico. Ela se inicia. níquel. pois o hidrogênio atômico. comumente. a espessura da parede permanece com a sua dimensão praticamente original. exercendo pressão e originando a formação de bolhas no material metálico. ou falhas. 14 WEG Indústrias S. a corrosão sob tensão fraturante. Em tubulações de ferro fundido para condução de água potável. chamada também. ocasionando perfurações em áreas localizadas. mesmo com corrosão grafítica. nos dois casos. é comum estudálos em livros de corrosão. Esfoliação: a corrosão se processa em diferentes camadas e o produto de corrosão. Intergranular (intercristalina): a corrosão se processa entre os grãos da rede cristalina do material metálico. pode ser originado da corrosão do material metálico. Ocorre geralmente em superfícies metálicas com revestimentos a base de estanho. que atinjam o substrato. separa as camadas ocasionando o inchamento do material metálico. isto é. formado entre a estrutura de grãos alongados. restando à grafite intacta. que pode ser facilmente retirada com uma espátula. em risco. produzem nas superfícies pintadas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. contrastando com a característica coloração amarela dos latões. Quando a solicitação mecânica é permanentemente aplicada temse a corrosão sob tensão fraturante e.270-000 – Guaramirim .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. pois se tem a corrosão preferencial do ferro e zinco respectivamente. Empolamento pelo hidrogênio: embora não sendo considerados por alguns autores como forma de corrosão. em revestimentos. difundi-se rapidamente para o interior do material metálico e em regiões com descontinuidades. tem-se a corrosão sob fadiga. em presença de umidade relativa elevada. daí o nome de empolamento. porém. penetra no aço carbono e como tem pequeno volume atômico. Evidentemente elas assumem maior gravidade do que aquelas anteriormente apresentadas. Dezincificação: é a corrosão que ocorre em ligas de cobre-zinco (latões) observando-se o aparecimento de regiões com a coloração avermelhada. quando a solicitação é cíclica. ele se transforma em hidrogênio molecular (H2). as que trazem maiores inconvenientes aos equipamentos. sendo importante. observa-se que. Deve-se considerar que não existem limites rígidos na diferenciação das formas de corrosão alveolar e puntiforme. como inclusões e vazios.A. Em torno de solda: é a corrosão que se observa ao longo e ligeiramente. H. As ligas de cobre em presença de soluções amoniacais e solicitações mecânicas sofrem facilmente a corrosão sob tensão fraturante. devida ao cobre. isto é. causador do processo. os quais perdendo suas propriedades mecânicas podem fraturar quando solicitados por esforços mecânicos tendo-se então. tendo-se. os filamentos que fazem com que a película de tinta se desprenda. a superfície metálica.

15 WEG Indústrias S.weg.A.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.net .270-000 – Guaramirim . .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.

para se determinar o potencial e a área anódica.6 MECANISMO ELETROQUÍMICO DE CORROSÃO Oxidação é a perda de elétrons por uma espécie química e redução é o ganho de elétrons. 24 .A. 4 . sendo o sistema formado pelo metal e a solução vizinha do metal.Aço inoxidável ao cromo (11-13 Cr passivo) 26 . 29 .Prata.(oxidação) H2 (redução) Fe2+ revestir totalmente os dois materiais com tinta ou plástico como o teflon.Liga de alumínio (4. 30 . 3 .Platina. 28 . portanto.Aço inoxidável (13 Cr ativo). 20 .2. Os potenciais se alteram com mudança da solução do meio corrosivo.Inconel (ativo).Monel (70 Ni 30 Cu). 13 . Essas tabelas permitem caracterizar o material que terá tendência a funcionar como ânodo (aquele que será corroído). no meio corrosivo em que o equipamento irá operar. 15 . diminuindo portanto a diferença de potenciais e conseqüentemente o processo corrosivo ou 16 WEG Indústrias S. 27 . e como estes são vários. 18 .weg. 10 . É. 6 . EXTREMIDADE CATÓDICA (MAIS NOBRE) No caso de um metal qualquer tem-se a equação geral de oxidação: M Mn+ + ne(n= números de elétrons perdidos.Cádmio. fazer em um deles um revestimento metálico que permita uma aproximação de potenciais.Níquel (passivo).net .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 23 .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Assim quando o ferro (Fe) é atacado por ácidos.5 Mg. nem sempre são encontrados dados suficientes na literatura especializada que permitam caracterizar o material que funcionará como anodo. experimentalmente.5 Cu. Em alguns casos se procura. 5 .6 Mn). TABELA DE POTENCIAIS DE OXIDAÇÃO + H2 (oxiEXTREMIDADE ANÓDICA (MENOS NOBRE) 1 . 21 .Aço inoxidável (ativo) AISI-316 (1810-2 Cr-Ni-Mo).Aço inoxidável AISI-316 (passivo). de grande ajuda para o estudo de processos eletroquímicos de corrosão dispor os metais em tabela que indique a ordem preferencial de ceder elétrons. Assim em presença de ar e umidade verifica-se que o ferro se oxida mais do que o níquel e o ouro não se oxida. . 2 .Chumbo. 16 . 31 . a consulta à tabela de potenciais é de grande utilidade. 40-10 Ni). quando for inevitável a junção de dois materiais metálicos diferentes. 17 .Ouro. 0.Ferro fundido.Solda prata.Magnésio e suas ligas. 8 . 25 . e= elétrons) Logo. como.Aço inoxidável AISI-304 (passivo).Níquel (ativo).Cobre. obtem-se as reações de oxi – redução.Inconel (passivo).Grafite.Aço inoxidável (ativo) AISI-304 (18-8 Cr-Ni). Essa tabela é conhecida por tabela de potenciais de oxidação. Neste caso devem ser realizadas experiências com alguns pares metálicos. sofrendo. Fe 2H+ +2eFe + 2H+ redução) Fe2+ + 2e. 22 .Ni-Resistente (ferro fundido com alto níquel).Titânio. 12 . 14 . 7 . eles se oxidam.Cupro níqueis (60-90 Cu. 9 . 11 . Verifica-se.Bronze (Cu-Sn).Alumínio comercialmente puro (1100). quando os metais perdem elétrons. portanto corrosão.Estanho.Aço carbono.Liga de chumbo e estanho (solda). 32 .270-000 – Guaramirim . 1. Quando se tem necessidade de unir dois materiais metálicos de potenciais diferentes.Latões (Cu-Zn). por exemplo: clorídrico ou muriático (HCl).Zinco. 19 . que os metais apresentam diferentes tendências a oxidação.

H2O As reações explicam as colorações observadas na corrosão atmosférica do ferro ou suas ligas. Exemplos que permitem explicar o mecanismo da corrosão galvânica. coloração alaranjada típica do Fe2O3. aquela em contato com mais oxigênio. branco) Cátodo: reações de redução possíveis. logo será o ânodo e o cobre Cátodo. que 17 WEG Indústrias S. Esse hidróxido sofre transformações e de acordo com o teor de oxigênio pode-se ter: § em meio deficiente de oxigênio. que o ferro não sofreu corrosão. que o ferro tem maior potencial de oxidação. com a formação de hidróxido de ferro (III). Pode-se concluir. característica do Fe(OH)2 ou Fe3O4. portanto. a corrosão do material metálico que funciona como anodo é muito mais acentuada que a corrosão isolada deste material sob ação do mesmo meio corrosivo. isto é. usando-se como eletrólito água salgada. na sua parte inferior.weg. Fe3 O4. Produto de Corrosão: Zn+2 + 2OHZn (0H)2 • (hidróxido de zinco. Pilha Zn-Fe: consultando-se a tabela de potenciais verifica-se que o zinco tem maior potencial de oxidação. ou verde escuro. em presença de umidade e oxigênio: 4Fe + 2O2 + 4H2O 2Fe + 3/2O2 + H2O 4Fe (OH)2 Fe2O3. ocasionando profundas perfurações no material metálico que funciona como ânodo.net . em meio neutro. onde se observa que o produto de corrosão ou ferrugem apresenta. que pode ser escrito também sob a forma de Fe2O3. nesse caso. isto é não sofre corrosão. Podem-se também considerar as reações de corrosão do ferro. aquela em contato imediato com o metal. Fe (OH)3. Quando materiais metálicos de potenciais elétricos diversos estão em contato.A.270-000 – Guaramirim . alumínio e zinco como ânodos para proteção do ferro: daí o grande Produto de corrosão: íons Fe2+ e OHmigram e formam o produto de corrosão Fe (OH)2. Pilha Fe-Cu: consultando-se a tabela de potenciais. Ânodo: oxidação de zinco Zn Zn2+ + 2eCátodo: mesmas reações anteriormente apresentadas para a pilha Fe – Cu.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. permanecendo protegido por ter funcionado como cátodo de uma pilha galvânica. 2H2O + 2eH2 + 2OH– (não aerado) 2OH(aerado) H2O + ½ O2 + 2e- Verifica-se. a formação de magnetita. Ela se caracteriza por apresentar corrosão localizada próxima à região do acoplamento. hidróxido de ferro (ll). os materiais agrupados apresentam pequena diferença de comportamento na água do mar.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.H2O. 2.1 CORROSÃO GALVÂNICA Resulta do acoplamento de materiais metálicos com diferentes potenciais quando colocados acoplados em presença de um eletrólito (exemplo: água do mar).Nota: nesta série. Fe Fe2+ + 2e - § é verde quando hidratada e preta quando anidra. e na parte superior. da proteção catódica com ânodos de sacrifício ou galvânicos e a natureza do produto de corrosão são as pilhas formadas pelos metais ferro.H2O. gerando uma transferência de cargas elétricas de um para o outro. Esta conclusão explica o mecanismo da proteção catódica com ânodos de sacrifício ou galvânicos. bem como a razão de serem usados magnésio. coloração preta. cobre e zinco. . que: 1) O metal que funciona como cátodo fica protegido. por terem potenciais elétricos diferentes.6. logo zinco será anodo e o ferro cátodo. verifica-se. em meio aerado tem-se a oxidação do hidróxido de ferro (II).

aplicando – se em estruturas situadas em eletrólitos ou meios de baixa. e chumbo-antimônio – prata. e a região catódica é aquela onde a concentração do íon metálico é maior. Essas medidas podem ser usadas isoladas ou conjuntamente. ou instalação metálica. A fresta deve ser suficientemente estreita para manter o meio corrosivo estagnado e suficientemente larga para permitir que o meio corrosivo penetre nela. adutoras. portanto corroída. Geralmente as áreas corroídas se 18 WEG Indústrias S. Essa proteção é chamada proteção catódica por corrente impressa ou forçada. para fechar o circuito elétrico.6. da pilha possivelmente resultante e indicação de medidas protetoras. retificadoras de correntes e. adutoras e estacas de píeres de atracação. ferro silício e magnetita: no solo. observa-se a corrosão sob atrito. 2. apresentam livre do produto de corrosão e. das quais pelo menos uma metálica. epóxi ou asfalto em locais onde possa 2. e alta resistividade. havendo. Os ânodos mais usados são: § Grafite.270-000 – Guaramirim . mais freqüentemente. ou selantes. E muito usada em grandes instalações como oleodutos. para o eletrólito ou meio ambiente (solo ou água). em contato e sob carga. As medidas mais usuais de proteção são: drenagem de corrente.6. É comum ocorrer essa pilha quando se têm superfícies metálicas superpostas e em contato. como é uma forma de corrosão localizada. gasodutos. entende-se perfeitamente porque se procura como medidas de proteção: § Usar massas de vedação. não um metal. é aquela onde a concentração do íon metálico é menor. entre elas.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. estacas de plataformas marítimas etc. for sujeita a pequenos deslizamentos relativos. mas sim uma fonte de corrente contínua para imprimir a corrente necessária para proteção.weg. Logo.net .2 CORROSÃO ELETROLÍTICA Corrosão por eletrólise ou eletrolítica ou corrosão por correntes de fuga. pode-se concluir que as áreas corroídas serão aquelas em que as correntes de fuga saem da tubulação. Na pilha formada a região anódica. pequenas frestas por onde o eletrólito possa penetrar. tanques de armazenamento de petróleo ou tanques de navio que apresentam lastros de água salgada. baterias solares e termo geradores. Ocorre também no contato entre superfícies metálicas e não metálicas. emprego de revestimento e emprego de proteção catódica.uso de ânodos de zinco. em pouco tempo tem-se a formação de pites ou alvéolos com a conseqüente perfuração das tubulações. ocorre em tubulações enterradas. aterramento adequado de máquinas de solda. à base de silicones. Definida como sendo a deterioração de um material metálico forçado a funcionar como ânodo ativo de uma célula ou pilha eletrolítica. menos usuais. como oleodutos. . baterias convencionais. também chamada corrosão sob fricção ou corrosão por atrito oscilante. como anodos de sacrifício.A. como visto nos casos anteriores. 2) A ligação entre materiais metálicos deve ser precedida de consulta à tabela de potenciais ou as tabelas práticas a fim de se prever a possibilidade de caracterização do ânodo e do cátodo. titânio platinizado e nióbio platinizado: em água do mar. para cascos de navios.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Quando elas atingem instalações metálicas enterradas podem ocasionar corrosão nas áreas onde abandonam essas instalações para retornar ao circuito original através do solo ou da água. minerodutos e cabos telefônicos. gasodutos. alumínio e magnésio para a proteção catódica. desde que haja frestas. Ela tem um campo de aplicação maior do que a proteção catódica com ânodos de sacrifício. § Ligas de ferro-silício-cromo. Conhecendo-se o mecanismo desse processo corrosivo. Nesse caso a estrutura a ser protegida é colocada como cátodo da pilha usando-se anodos inertes.3 CORROSÃO SOB ATRITO Se as duas superfícies. originados comumente por vibrações. Pode-se estabelecer uma pilha em que se tenha como fonte doadora de elétrons. Essas fontes são.

areia. Procurase evitar a colocação de tubulações parcialmente enterradas.H2O. casos de corrosão por aeração diferencial em tubulações que. A corrosão por aeração diferencial é responsável por grande número de casos de corrosão nas mais variadas instalações e equipamentos industriais. vai-se formar numa região intermediária entre a área catódica e a anódica. Fe2O3. portanto menos aeradas. como óxidos.net . No caso do alumínio há formação de óxido de alumínio poroso e não-aderente. atingindo-se espessura de cerca de 3 mm. o emprego de revestimento com massa epóxi a dois componentes. a fim de não ocorrer à corrosão por aeração diferencial: as regiões mais atacadas são aquelas localizadas pouco abaixo do nível do solo. principalmente por corrente impressa ou forçada. recomenda-se velocidade adequada para a água e conservação dos tubos limpos. Alguns chamam este caso de corrosão sob depósito. crescimento biológico. que permitem uma maior ou menor permeabilidade.A. aplicado nas estacas já montadas: faz-se na área de variação de maré o jateamento e a seguir aplica-se a massa epóxi. ou corroída é no interior das frestas. Pode-se justificar este admitindo-se que além. 2. Costuma-se também observar problemas de corrosão por aeração diferencial em tubulações onde há possibilidade de deposição de partículas sólidas. Evidentemente as regiões sob esses sólidos funcionarão como áreas anódicas devido ao menor teor de oxigênio.H2O 2Fe (OH)2 + ½ O2 + H2O É uma corrosão localizada e. com bons resultados. ou permutadores. nas áreas confinadas.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.270-000 – Guaramirim . como estacas de píeres de atracação e plataformas submarinas para prospecção de petróleo. de calor pode ocorrer essa corrosão quando partículas sólidas ficam aderentes à superfície interna dos tubos e a pequena velocidade de circulação da água não provoca o deslocamento das mesmas. Na pilha de aeração diferencial o ânodo é a área menos aerada e o cátodo a mais aerada. atravessam solos com regiões de composição diferentes. Em tubulações de condensadores e trocadores. Nota-se. tem sido bastante usado. cujas áreas anódicas vão se deslocando conforme a maré vai subindo ou descendo. Para evitar esta corrosão. . embora totalmente enterradas.weg. que a área mais atacada. produz ataque acentuado em determinadas regiões ocorrendo à formação de pites ou alvéolos. resulta uma baixa concentração de oxigênio no eletrólito que se encontra em contato com o metal fora das frestas. como nessas frestas a aeração é pequena.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. da ação mecânica da água do mar associada com ondas haja a formação de pilhas de aeração diferencial.4 CORROSÃO DIFERENCIAL POR frestas e AERAÇÃO É a corrosão que ocorre quando se tem um mesmo material metálico em contato com um eletrólito diferentemente aerado. Fe2+ + 2OHFe (OH)2 Fe2O3. por exemplo. ficando as regiões 19 WEG Indústrias S. Observam-se também. observa-se corrosão mais acentuada na faixa de variação de maré e de respingos. As reações que se passam na corrosão por aeração diferencial são: Área anódica (onde ocorre a corrosão) Fe Fe2+ + 2e. que polimeriza mesmo debaixo da água. portanto. Na junção de peças metálicas por rebites ou parafusos podem existir frestas e. com conseqüente diferença de aeração. Casos de corrosão por aeração diferencial têm sido observados em chapas de alumínio e de aço galvanizado superpostas em presença de umidade: observa-se a formação de um resíduo esbranquiçado. Em estruturas metálicas colocadas no mar. para evitar a corrosão por aeração diferencial nesses equipamentos.6. Para proteção das partes sempre submersas recomenda-se o uso de proteção catódica.(menos aerada) Área catódica (mais aerada) H2O + 2e.haver formação de presença de eletrólito.+ 1/2 O2 2OHA ferrugem. Daí.

usar tanques ou reservatórios apoiados em pilares e não no solo. devem ser devidamente instalados para se evitar a presença de frestas. no projeto e operação de trocadores tubulares de calor.net . ácidos ou bases. Usar filtros adequados nas linhas de água dos trocadores ou permutadores de calor para evitar obstruções locais. gases industriais (especialmente gases de enxofre). Outros constituintes como poeira e poluentes diversos. Os processos de corrosão por concentração iônica e por aeração. que podem iniciar corrosão sob depósito ou resultar em turbulência local. na presença de sais ou gases de enxofre.270-000 – Guaramirim . Não usar embalagens que sejam feitas de material absorvente. ao mínimo necessário. quando não se observam certas precauções. para evitar a permanência até mesmo de pequenas fendas. portanto não protetores. não aderente e. como apoio para superfícies metálicas como chapas. por isso. Remover sólidos em suspensão. um fluxo uniforme de líquido com velocidade adequada e com um mínimo de turbulência e entrada de ar. esse processo é conhecido como corrosão ou oxidação branca do aço galvanizado e é freqüente em peças recentemente galvanizadas quando indevidamente embaladas ou armazenadas. Usar soldas contínuas. Estabelecer uma rotina de freqüente e completa limpeza nas áreas § § § § § § metálicas sujeitas ao acúmulo de depósitos e incrustações. brancos. limitado pelas dimensões. Especificar desenhos que permitam uma fácil limpeza da superfície. § 20 WEG Indústrias S.weg. contendo eletrólitos ou oxigênio dissolvidos. há formação de óxido de zinco ou carbonato de zinco. ou ainda outros líquidos como sais fundidos.A. As chapas de zinco nessas regiões perdem seu aspecto original. Devido ao resíduo branco formado.7. áreas de estagnação ou outras regiões favoráveis à acumulação de sólidos. Procurar. Tanques ou reservatórios de aço. Impedir a penetração do meio corrosivo nas frestas por meio de massas de vedação ou selagem.1 PRINCIPAIS MEIOS CORROSIVOS Os principais meios corrosivos e respectivos eletrólitos são: Atmosfera: o ar contém umidade. No caso de aço galvanizado. 2. exceto aquelas impregnadas com inibidor de corrosão. principalmente em meios aquosos. a possibilidade de frestas. Especificar juntas de topo e ressaltar a necessidade de penetração completa do metal de solda.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. nas superfícies em contato com o solo. O eletrólito constitui-se da água que condensa na superfície metálica. e formados nessas condições. Indicar. Evitar o uso de madeira.corroídas com maior rugosidade e conseqüentemente com aspecto diferente nas regiões não atacadas. poeira. dentro dos tubos dos trocadores. § § § § § § § 2.7 MEIOS CORROSIVOS Os meios corrosivos no campo da corrosão eletroquímica são responsáveis pelo aparecimento de eletrólito.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Evitar frestas entre um isolante e o material metálico. aplicação de revestimentos protetores e completa drenagem. . são freqüentes e. etc. tubos e pilares. que poderiam ocasionar corrosão por aeração diferencial no fundo dos mesmos. sais em suspensão (especialmente na orla marítima). ou material que fique facilmente umedecido e retenha água. Evitar cantos. Usar juntas soldadas ao invés de juntas parafusadas ou rebitadas. têm muita importância as seguintes medidas que visam minimizar as possibilidades de ocorrência de condições causadoras: § Reduzir. podem acelerar o processo corrosivo. apoiados no solo. em ambientes de umidade relativa elevada. O eletrólito é uma solução eletricamente condutora constituída de água contendo sais.

Alguns solos apresentam também características ácidas ou básicas. O eletrólito constitui-se principalmente da água com sais dissolvidos. apresentados a seguir: Atmosfera altamente agressiva: é considerada atmosfera altamente agressiva a atmosfera marinha e industrial ou ainda a úmida. d) Atmosfera úmida: locais com umidade relativa do ar média acima de 60%.2 CLASSIFICAÇÃO DE AMBIENTES CORROSIVOS Os ambientes corrosivos ou as condições que favorecem a corrosão podem ser descritos da seguinte forma: e) Atmosfera urbana e semi-industrial: ocorre nas cidades onde se tem uma razoável quantidade de gases provenientes de veículos automotores e uma indústria razoavelmente desenvolvida.weg. neste caso. em geral no interior. Imersão: a imersão envolve quatro subcasos: imersão em água salgada. com predominância de valores superiores a 75%. f) Atmosfera rural e seca: locais. os ambientes e condições corrosivas serão agrupados em cinco tipos. c) Produtos químicos: a agressividade dependerá da presença de água ou de umidade e do grau de ionização da substância química.Solos: os solos contêm umidade e sais minerais. sendo desta forma um eletrólito por excelência. com exceção do espaço de vapor em tanques de armazenamento que pode conter H2S e tornar-se bastante agressivo e do petróleo bruto. quando conjugada com qualquer uma das anteriores. b) Derivados de petróleo: são de modo geral pouco agressivos. imersão em produtos químicos. Águas naturais (dos rios. IMERSÃO a) Líquidos aquosos: a agressividade dependerá da resistividade elétrica.7. onde não há gases industriais ou sais em suspensão e a umidade relativa do ar se apresenta com valores sempre baixos. desde que em contato com água ou com umidade e sendo ionizáveis. . O eletrólito constitui-se principalmente da água com sais dissolvidos. podem acelerar o processo corrosivo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Superfícies quentes: as superfícies quentes envolvem quatro subcasos: de 80° a 120°C.3 CLASSIFICAÇÃO DE AMBIENTES E CONDIÇÕES CORROSIVAS A fim de facilitar a seleção dos esquemas de pintura. podendo provocar corrosão eletroquímica. eventualmente ácidos ou bases. imersão em produtos de petróleo. formam um eletrólito. 2. dos lagos ou do subsolo): estas águas podem conter sais minerais. imersão em água doce. Os outros constituintes podem acelerar o processo corrosivo. 2. poluentes diversos e gases dissolvidos.net . Outros constituintes como gases dissolvidos.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. com ventos predominantes na direção da estrutura a ser pintada. b) Atmosfera próxima à orla marinha: aquela situada além de 500 metros da praia e até aonde os sais possam alcançar. resíduos industriais. A pior condição. c) Atmosfera industrial: envolvem regiões com muitos gases provenientes de combustão. ATMOSFERA a) Atmosfera marinha: sobre o mar e na orla marítima (até 500 metros da praia).7.A. particularmente gases oriundos de combustíveis com alto teor de enxofre e outros processos industriais. Produtos químicos: os produtos químicos. é a água salgada aerada. que é função da presença de sais ou gases dissolvidos. Água do mar: esta água contém uma quantidade apreciável de sais.270-000 – Guaramirim . 21 WEG Indústrias S. sempre associado à água salgada.

em segundo lugar. as tensões introduzidas pela soldagem junto ao cordão de solda tornam essas regiões mais suscetíveis à corrosão. Evitar grande relação entre área catódica e área anódica: quando existirem áreas anódicas e catódicas. as áreas anódicas devem ser substancialmente maiores que as catódicas. A fim de evitar a presença de água. e.net . depósito de sólidos (rebarbas). O desgaste do material poderá ser ainda mais acelerado quando o processo erosivo for acompanhado de corrosão. aceleram os processos corrosivos. Quando a corrosão se processa de forma localizada. PRÁTICAS DE PROJETO São métodos que consistem na utilização de práticas reconhecidas como eficazes na proteção anticorrosiva de equipamentos e instalações industriais. Estão incluídos neste caso locais junto à orla marítima. conseqüentemente. portanto. . que será consumida durante a vida útil do equipamento. de modo geral. Prever drenagem de águas pluviais: as águas pluviais. evitar o aparecimento de pilhas de corrosão. a fim de que possam ser inspecionadas periodicamente e realizados os trabalhos de manutenção necessários. o metal de adição possui quase sempre características diferentes do metal de base.weg. não havendo aumento significado no desempenho do equipamento. a sobreespessura de corrosão perde totalmente o significado. A sobreespessura de 22 WEG Indústrias S. Prever soldas bem acabadas: soldas com falta de penetração e outros defeitos superficiais podem propiciar o acúmulo de fluidos. bem como assegurar um adequado controle da corrosão. desde que não recebam os ventos predominantes na direção da instalação ou da estrutura a ser pintada e seja localizada a nível próximo do mar.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. as soldas são regiões mais propensas à corrosão. Dentre esses métodos estão incluídos: Evitar contato de metais dissimilares: desta forma evita-se o aparecimento de pilhas galvânicas. Evitar frestas: desta forma evita-se o aparecimento de pilhas de aeração diferencial e concentração diferencial. boa prática evitá-los. corrosão é uma prática de projeto bastante aplicável quando o equipamento ou a instalação estiverem sujeitos a um processo corrosivo uniforme e generalizado.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Atmosfera pouco agressiva: é considerada atmosfera pouco agressiva a atmosfera rural e seca. a urbana e a semi-industrial. a fim de assegurar uma menor taxa de corrosão e. em virtude dos processos corrosivos. quando retidas em contato com a superfície metálica. Todas essas práticas visam. deve-se prever declividade nas chaparias planas e perfis. Evitar cantos vivos: os cantos vivos são regiões onde os revestimentos e películas protetoras são de maior dificuldade de aplicação e mais facilmente danificáveis. de 250° a 500°C. por dois aspectos principais: em primeiro lugar. Atmosfera medianamente agressiva: são consideradas atmosferas medianamente agressivas a atmosfera úmida. sendo. além de contribuírem para o aparecimento de concentração de tensões. posicionar corretamente os perfis a fim 3.de 120° a 250°C. Prever fácil acesso para manutenção às áreas suscetíveis à corrosão: os equipamentos ou instalações devem possuir acesso às regiões sujeitas a corrosão. Evitar mudanças bruscas de direção no escoamento de fluidos contendo sólidos em suspensão: fluidos contendo sólidos em suspensão provocam erosão em regiões onde haja mudanças bruscas de direção. Prever sobreespessura de corrosão: os equipamentos devem ser projetados prevendo-se uma sobreespessura de material. com afastamento superior a 500 metros (m). um desgaste menor e mais uniforme nas áreas anódicas. acima de 500°C. nos casos em que se torna absolutamente inevitável a sua existência.270-000 – Guaramirim . ou de qualquer outra origem.A. Como se sabe.

2 REVESTIMENTOS METÁLICOS Consistem na interposição de uma película metálica entre o meio corrosivo e o metal que se quer proteger. iniciará o processo corrosivo. petroquímica e de petróleo são os de monel. entre outros. tendem a separar a superfície do meio corrosivo. mas.270-000 – Guaramirim . trincas. Este fato ocorre quando se utiliza revestimento metálico menos nobre que o metal a se proteger. por proteção catódica. onde não haja estanqueidade e acesso para a pintura: a entrada e o conseqüente acúmulo de eletrólito entre as duas superfícies podem provocar forte processo corrosivo. O tempo de proteção dado por um revestimento depende do tipo de revestimento (natureza química). Neste caso.. com exceção.net . Evitar regiões em contato entre si (apoiadas). As películas mais anódicas podem ser imperfeitas porque elas conferem proteção catódica à superfície do metal base. haverá um prolongamento da vida do revestimento. ou tintas com pigmento de zinco. Os mecanismos de proteção das películas metálicas podem ser: por barreira. o eletrólito chegará à superfície metálica e iniciara um processo corrosivo. Esta proteção é denominada de proteção por barreira ou por retardamento do movimento iônico. O principal mecanismo de proteção dos revestimentos é por barreira. objetivando minimizar a degradação da mesma pela ação do meio. ao invés de evitá-la. as superfícies zincadas e as estanhadas. 4. dos casos em 23 WEG Indústrias S. devem ser perfeitas. quando constituídas de um metal mais catódico que o metal de base. Influenciará. depois de algum tempo. etc. da sua espessura e da permeabilidade à passagem do eletrólito através da película. enquanto que. O 4. neste tempo. aço inoxidável e titânio sobre aço carbono. o mecanismo de proteção. poderá também proteger por inibição anódica ou por proteção catódica. A duração de um revestimento pode ser ampliada quando se possui pigmentos inibidores. dependendo da sua natureza. se houver um mecanismo adicional de proteção (inibição anódica ou proteção catódica). Assim. Para que a proteção seja efetiva. para que se evite que diante de uma eventual falha provoquem corrosão na superfície metálica do metal de base.weg. REVESTIMENTOS PROTETORES São películas aplicadas sobre a superfície metálica. resistentes a corrosão. faz-se necessária à presença do eletrólito. que a própria película é atacada pelo meio corrosivo ou danificada por ações mecânicas. quando aplicados sobre a superfície metálica. etc.A. prever furos para escoamento da água. Outra forma de ampliar a vida de um revestimento é quando ele possui um mecanismo adicional de proteção denominado proteção catódica. é claro. como é o caso das tintas de fundo contendo cromato de zinco.1 MECANISMOS DE PROTEÇÃO Os revestimentos. das forças de coesão e adesão. Desta forma. Em virtude da porosidade da película. Deposição por imersão a quente: pela imersão a quente obtém-se. tão logo o eletrólito chegue a superfície metálica. para que a pilha de ação galvânica ocorra. fosfato de zinco. . os quais conferem um mecanismo de inibição anódica. 4. Os processos de revestimentos metálicos mais comuns são: Cladização: os clads constituem-se de chapas de um metal ou ligas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Os clads mais usados nas indústrias química.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. ou seja. revestindo e protegendo um outro metal com função estrutural. se a proteção é somente por barreira. a falha do revestimento dá-se sempre por corrosão embaixo da película. também. esta separação será tão mais longa quanto for o tempo para que o eletrólito chegue ao metal protegido. As películas metálicas protetoras. dentre outros. que dificultam o contato da superfície com o meio corrosivo.de não acumularem água. entre outras.. isentas de poros. forma-se uma pilha galvânica entre o metal de base e o metal ou pigmento metálico do revestimento.

chumbo. muito utilizada na indústria química. em fogões. maquinas de lavar. plasma ou por detonação.A. quando aplicada em camada fina e uniforme. que. O alumínio anodizado é um exemplo muito comum da anodização. previamente preparada (jateamento Sa 2 ½). Revestimentos com argamassa de cimento: consiste na colocação de uma camada de argamassa de cimento. A fosfatização é um processo largamente empregado nas indústrias automobilísticas. sobre a superfície metálica. ouro. Deposição química: consiste na deposição de metais por meio de um processo de redução química. em virtude da sua rugosidade. Os metais de deposição são fundidos em uma fonte de calor gerada no bico de uma pistola apropriada. Consegue-se uma película de alta resistência química. neste caso. principalmente. arco elétrico. especialmente no alumínio. Anodização: consiste em tornar mais espessa a camada protetora passivante existente em certos metais. Os mecanismos de proteção são.270-000 – Guaramirim . A camada de cromatos passivante aumenta a 24 WEG Indústrias S. Cromatização: consiste na reação da superfície metálica com soluções ligeiramente ácidas contendo cromatos. Revestimento com esmalte vítreo: consiste na colocação de uma camada de esmalte vítreo (vidro + cargas + pigmentos) aplicada sob a forma de esmalte e fundida em fornos apropriados. etc. é aplicado por este processo. A camada de fosfato inibe processos corrosivos e constitui-se. A oxidação superficial pode ser por banhos oxidantes ou processo eletrolítico. Revestimento com material cerâmico: consiste na colocação de uma camada de material cerâmico de alta resistência a 4. níquel. Por este processo é comum revestir-se com cobre e níquel. cobre e diversas ligas. por meio de combustão de gases. o revestimento com argamassa de cimento e areia é a melhor solução para tubulações transportando água salgada. por barreira e por inibição anódica.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Se considerarmos os aspectos técnicos e econômicos.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. A superfície a revestir é colocada no Cátodo de uma célula eletrolítica. Por metalização fazem-se revestimentos com zinco. prata. por ser um metal muito tóxico. Eletrodeposição: consiste na deposição eletrolítica de metais que se encontram sob a formar iônica em um banho. Esta camada é aplicada sob a forma de esmalte e fundida em fornos apropriados. Por eletrodeposição é comum revestir-se com cromo. cádmio. seguindose a pintura. muito utilizados em peças com formato delicado e cheias de reentrâncias. Metalização: é o processo por meio do qual se deposita sobre uma superfície. tubulações de água de incêndio e água potável. São os denominados cobre e níquel químico.weg. é aplicado normalmente por centrifugação. Após o processo de desengraxe da superfície metálica. camadas de materiais metálicos.processo de zincagem por imersão é também denominado de galvanização. com espessura da ordem de 3 a 6 mm.net . cobre. O revestimento interno com cimento é empregado em tubulações para transporte de água salgada. estanho. alumínio. Em tubulações de grande diâmetro é comum usar-se um reforço com tela metálica. móveis e de eletrodomésticos. .. essencialmente. resistência á corrosão da superfície metálica que se quer proteger. Fosfatização: consiste na adição de uma camada de fosfato à superfície metálica.3 REVESTIMENTOS NÃO-METÁLICOS INORGÂNICOS Consistem na interposição de uma película não-metálica inorgânica entre o meio corrosivo e o metal que se quer proteger. em uma excelente base para pintura. em água de refrigeração. Revestimento com vidro: consiste na colocação de uma camada de vidro sobre a superfície metálica. aplica-se a fosfatização. estanho e. Este revestimento é muito empregado na parte interna de tubulações e. Este revestimento é usado em alguns utensílios domésticos.

entre outros. O mecanismo básico de proteção é por barreira entre o metal e o meio corrosivo. tais com navios. Facilidade de aplicação e reparo.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. é normalmente a melhor alternativa em termos técnicos e econômicos para proteção anticorrosiva. situando-se na faixa de 40 a 500 µm (micrometros). pela dificuldade de manutenção apresentada nestes casos. alcalinidade. Boa flexibilidade. então. A pintura é um revestimento de pequena espessura. Economia. 4. Resistências à acidez. Boa e permanente resistência elétrica (resistividade elétrica). 25 WEG Indústrias S. É praticamente impossível encontrar um revestimento que atenda a todas estas características com perfeição.ácidos. pode-se chegar a 1. sendo que. ainda. Estes revestimentos possuem uma série de características para que possam cumprir as suas finalidades. protegidas contra a corrosão por revestimentos de alta espessura. oleodutos. É um revestimento que pode assumir diversas durezas. Boa resistência à água. embarcações. então. especialmente ácidos. utilizado principalmente para revestimentos de pisos e canais de efluentes. escamas de vidro. utilizando-se o processo de vulcanização. Dentre elas podem ser mencionadas: § § § § § § § § § § § Boa e permanente aderência ao tubo.weg. em alguns deles usar reforçantes como véu de fibra de vidro.net . Revestimentos com borrachas: consistem no recobrimento da superfície metálica com uma camada de borracha. gasodutos. São utilizados. somente em casos muito especiais. Baixa taxa de absorção de água.270-000 – Guaramirim . etc. Boa resistência mecânica.A. dependendo do tipo de borracha e do processo de vulcanização. Por melhor que seja o revestimento. Revestimentos para tubulações enterradas ou submersas: as tubulações enterradas ou submersas. adutoras. Os principais revestimentos orgânicos são os seguintes: Pintura industrial: é um revestimento. Revestimentos com plásticos e plásticos reforçados: são revestimentos obtidos através da aplicação de diversos tipos de plásticos sobre materiais metálicos. vapor e produtos químicos. O tipo de borracha é selecionado em função destas características de agressividade. . deposição ou extrusão. etc. em função da tubulação que se quer proteger e das características do meio corrosivo. podendo-se. por meio de colagem. em geral. Só em casos especiais é empregado em estruturas enterradas. Este revestimento é utilizado na indústria química em equipamentos e tubulações que trabalham com meios altamente corrosivos. a necessidade de complementação com o uso de proteção catódica. a eficiência é sempre inferior a 100% surgindo. aqueles que atendem ao maior número de características.000 µm. largamente empregado para o controle de corrosão em estruturas aéreas e para estruturas submersas que possam sofrer manutenção periódica em dique seco. Durabilidade.4 REVESTIMENTOS ORGÂNICOS Consiste na interposição de uma camada de natureza orgânica entre a superfície metálica e o meio corrosivo. são. bóias.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. todos os plásticos podem ser usados como revestimentos. Em se tratando de estruturas aéreas. Basicamente. em geral orgânico. de modo a permitir o manuseio dos tubos revestidos e as dilatações e contrações do duto. Boa estabilidade sob efeito de variação de temperatura. sais e bactérias do solo.

270-000 – Guaramirim . o que resulta. . graxa ou gordura. no formato de “carepa” (ou escama de laminação) conhecida por chapa preta. a Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8. com pouca ou nenhuma oxidação ao longo de sua superfície. impregnação de abrasivos. a fim de assinalar locais onde haja manchas de óleos. A carepa é constituída de uma mistura de óxidos de ferro. graxas.Limpeza por ação manual e mecânica: após a limpeza com solvente e a remoção de defeitos superficiais. etc. recémsaído da laminação.weg. Chapa ou perfil. qualquer sistema de pintura aplicado sobre a carepa.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. O estado inicial de oxidação é usualmente estabelecido com base nos padrões Norma SIS 05 59 00 e ISO 8.net . também comumente denominadas de graus de intemperismo ou oxidação. por limpeza manual e mecânica. 3 . Carepa formada no aço: Fe2O3 Hematita Fe3O4 Magnetita FeO Wustita Fe0 Grau A – superfície de aço com a carepa de laminação aderente intacta. envolve três operações importantes: 1 . A carepa não é aço. É sem dúvida o pior inimigo da pintura. impregnação de abrasivos. vergalhões. tubulações.5. pois. prejudicarão a aderência da película da tinta. O QUE É CAREPA DE LAMINAÇÃO? As chapas de aço laminadas a quente. bem como avaliação do estado inicial de oxidação. Nos locais onde haja defeitos superficiais. procede-se a limpeza da superfície de modo a deixar a superfície com o grau de limpeza e com o perfil de rugosidade requerida pelo esquema de pintura.501-1 estabelecem quatro estados iniciais de oxidação de chapas de aço que apresentam carepa de laminação aderente. Chapa ou perfil com 26 WEG Indústrias S. oxigênio do ar e a água de resfriamento. 5. e sua tendência natural é se desprender do aço. em geral.1 GRAUS DE CORROSÃO A fim de facilitar a caracterização de uma superfície a ser submetida ao jateamento e de racionalizar a inspeção de aplicação de pintura industrial. TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE A preparação de superfície para pintura.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. deve-se proceder à limpeza com solvente.501-1. cobrindo toda a chapa de ambos os lados. se não forem removidas. gorduras.A. 2 . poderá se desprender junto com ela. defeitos superficiais.Inspeção: deve-se proceder a uma inspeção visual geral da superfície a ser pintada. Parte da carepa de laminação que é formada sai durante a laminação e parte fica aderida ao aço. deve-se proceder a remoção por esmerilhamento. Esta carepa é encontrada não apenas em chapas. Estas substâncias gordurosas. mas também em vigas.Limpeza com solvente e remoção de defeitos superficiais: nos locais onde haja manchas de óleo. por reação com o Grau B – superfície de aço com princípio de desprendimento de carepa de laminação devido à corrosão atmosférica e dilatação diferencial carepa-metal. são formadas pela laminação dos lingotes aquecidos a uma temperatura em torno de 1250ºC.

esse método ainda é muito utilizado para remover graxas. Algumas empresas ainda utilizam solventes clorados. Chapa ou perfil que sofre uma exposição exagerada à atmosfera. passíveis de serem removidos com uso de produtos alcalinos (soda cáustica). são tidos como tóxicos. E muito importante lavar bem as peças após a aplicação dos tensoativos para remover possíveis resíduos do mesmo que irá interferir na aderência da tinta. § Fosfatização. Por isso quando usados. Existem graxas saponificáveis. apresentar sinais de formação de cavidades visíveis. § Limpeza com jateamento abrasivo. apresentando pits e alvéolos. Diluentes.início de oxidação e da qual a carepa começou a se desprender ou que sofreu pequena ação de intemperismo. 5. deve-se sempre ser instalado em locais muito bem ventilados. Solvenraz. 27 WEG Indústrias S. etc.weg.2 TIPOS DE LIMPEZA DE SUPERFÍCIE Os principias tipos de limpeza para a pintura de equipamentos e instalações industriais.270-000 – Guaramirim . A maioria das graxas e óleos são insolúveis em água.A.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. cavacos e outros. sem. § Limpeza manual. são: § Limpeza química.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.1 LIMPEZA QUÍMICA Grau C – superfície de aço onde toda a carepa de laminação foi eliminada e na qual se observa uma corrosão atmosférica uniforme generalizada.2 DESENGRAXE COM SOLVENTE Antes de definir qual a forma de desengraxe a ser usado. As peças geralmente são limpas por meio de imersão ou banhos de spray a quente (40 a 60ºC). resultando em processo corrosivo. óleos solúveis. embora não inflamáveis. § Limpeza com ferramentas mecânicas manuais.2. § Hidrojateamento. ou de tensoativos em formas de soluções (Detergentes) que é muito eficiente. também na remoção de sais e óxidos solúveis. isto é. 5. em seguida é efetuado uma boa lavagem com água limpa. Os solventes usados podem ser de muitos tipos: Thinners de limpeza. 5. Embora pouco eficiente.2. lubrificantes e óleos protetivos que restam depositados sobre as superfície após operações de usinagem e manuseio. Alguns tipos de óleos minerais não são saponificáveis e para a sua remoção se faz necessário o uso de solventes orgânicos apropriados. bem como a remoção de poeiras. contudo. Grau D – superfície de aço onde toda a carepa de laminação foi eliminada e na qual se observa uma corrosão atmosférica severa e generalizada. Chapa ou perfil que sofreu um completo intemperismo desagregando toda a carepa de laminação podendo o restante ser removido por raspagem. . é importante conhecer o tipo de contaminante a ser removido.net .

ficam rapidamente impregnados com óleo e graxa.2.A. Vantagens: Os solventes removem bem os óleos e graxas com facilidade. Dependendo da ferramenta utilizada. tais como escovas rotativas.2. por razões técnicas ou econômicas. por ser de grande rendimento de execução. 28 WEG Indústrias S. 5. Só remove óleo.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.501-1. em geral o ar comprimido. deixam de limpar e apenas espalham os contaminantes. Este tipo de limpeza é um dos mais recomendados para aplicação de pintura. de partículas de abrasivo. Escova rotativa 5. tais como escovas de aço.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. etc. etc.3 LIMPEZA MANUAL Consiste na remoção da camada de óxidos e outros materiais não muito aderentes. É um tipo de limpeza precária. o método tem ainda como inconveniente a possibilidade de polir a superfície e. escória de cobre. .5 LIMPEZA ABRASIVO COM JATEAMENTO Escova Manual Raspadeira Consiste na remoção da camada de óxidos e outras substâncias depositadas sobre a superfície. Desvantagens: Os solventes.4 LIMPEZA COM MECÂNICAS MANUAIS FERRAMENTAS Consiste na remoção da camada de óxidos e outros materiais não muito aderentes. por meio da aplicação de um jato abrasivo de granalha de aço.net .501-1. raspadores. desengraxe por vapor (solventes clorados). de baixo rendimento de execução e recomendável apenas quando não for possível a aplicação de um método mais eficiente. spray. por meio de ferramentas mecânicas manuais. lixas. dificultar a adesão da tinta. de rendimento de execução relativamente baixo. O jato abrasivo é obtido pela projeção. é fácil de aplicar e o método não requer grandes espaços.O método de aplicação de solventes consiste em: Fricção com panos limpos (brancos). lixadeiras. proporcionar uma limpeza adequada e deixar na superfície uma rugosidade excelente para uma boa ancoragem da película de tinta.2. dentre outros. Método que requer muita mão de obra envolvendo perda de solvente por evaporação.270-000 – Guaramirim . Este tipo de limpeza corresponde ao padrão St3 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8. Na limpeza por jateamento abrasivo. sobre a superfície. Para que o desempenho do esquema de pintura não seja prejudicado por um eventual excesso de rugosidade da superfície. Por este método. como conseqüência.weg. Este tipo de limpeza corresponde ao padrão St2 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8. porém melhor que a limpeza manual. impulsionadas por um fluído. por meio de ferramentas manuais. marteletes de agulha (Agulheiros). Logo. 5. distinguem-se quatro graus de jateamento. não se consegue um grau de limpeza adequado para aplicação de tintas que não tenham boa adesividade ou que atuem pelo mecanismo de proteção catódica. sugere-se que seu valor seja relacionado com a espessura total do filme. bem como os equipamentos ou utensílios empregados. imersão. graxa e poeiras e não tem efeito sobre ferrugem e carepa de laminação. Grande risco para a saúde e incêndio. É um tipo de limpeza ainda precário.

weg. Granalhas sintéticas: são usadas granalhas de material duro como carbonetos. . portanto. de modo geral.6 MPa (100 psi) no bico e uma vazão de ar compatível com o tamanho do equipamento de jato e com o diâmetro interno do bico.A. O compressor deve fornecer o ar com uma pressão da ordem de 0. Só é economicamente viável quando o jateamento é feito em ambiente onde o abrasivo pode ser recuperado e reaproveitado. por um capacete e uma máscara com entrada de ar puro. O vaso de pressão deve ser de duplo compartimento e possuir válvula de segurança e uma válvula automática para enchimento. pouco comum em pintura industrial. ferro fundido ou vidro: usados apenas para pequenos trabalhos de limpeza e para tratamento mecânico de endurecimento superficial. O equipamento para jateamento abrasivo constitui-se basicamente dos seguintes componentes: no jateamento. Abaixo pode-se observar as áreas de impacto de bicos tipo retos e venturi. quase sempre. A válvula de mistura ar-abrasivo deve ser de características compatíveis com o equipamento. para sua perfeita segurança.270-000 – Guaramirim . O ar deve ser desumidificado no separador de umidade e ter o óleo removido no filtro. escórias. Estes abrasivos são ainda de pouca aplicação no Brasil.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. vestuário adequado e luvas.os quais devem ser realizados em superfícies de aço cujo estado inicial de oxidação é também classificado em quatro graus. em especial no seu Convencional Venturi Esquema dos bicos convencional e venturi 1 – Compressor 2 – Mangueira de ar 3 – Vaso de pressão 4 – Mangueira de ar-abrasivo 5 – Bico 6 – Válvula de controle remoto 7 – Separador de umidade 8 – Separador de óleo 9 – Jato abrasivo 10 – Capacete com ar puro 11 – Separador de óleo do ar 12 .net . e até mesmo materiais plásticos. TIPOS DE ABRASIVOS Granalha de aço: é usada. em circuitos fechados.Abrasivo O jatista deve ser protegido. sendo. conduzindo a uma maior efetividade 29 WEG Indústrias S.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. rendimento. onde se pode verificar que nos bicos tipo venturi a área de alto impacto ocupa toda a superfície de jato. Esferas de aço. a fim de se ter o máximo de reaproveitamento.

bem como eventual impregnação com partículas grosseiras.Sa 3.A....(100 psi) . dentre outros... como. Após o jateamento à úmido. 3) Num turno normal de trabalho. O jateamento com areia úmida apresenta o inconveniente da oxidação rápida sofrida até a evaporação da água. sendo comum adotar-se um perfil médio de rugosidade do material de cerca de 1/4 a 1/3 da espessura total da camada de tintas prevista pelo esquema de pintura. bauxita sinterizada.. 70 ...deve render em média o seguinte: Jato branco . .. escórias de cobre. 0.7 25 18 16 12 85 90 100 200 70 75 80 150 1. Como alternativa de limpeza de superfície pode-se utilizar o jateamento com a areia úmida e o hidrojateamento.. carbonetos duros. evitando-se assim oxidação após a aplicação desta primeira demão..0 1...0 1.. a qual deve ser protegida adequadamente. deve ser proporcional à espessura mínima 30 WEG Indústrias S. evitando-se assim problemas de deficiente adesão de tinta...Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. pode-se adotar um perfil de rugosidade de cerca de 2/3 da espessura da primeira demão. acima de 150 m2/dia/bico 4) Em situações de jateamento em áreas confinadas...7 1...net ..270-000 – Guaramirim ...Outros materiais: poderão ser usados em condições especiais.. instalar exaustores com mangotes para jogar a poeira longe do local de pintura ou equipamentos Não se deve jatear quando a umidade relativa do ar for maior que 85%. ORIENTAÇÃO NA APLICAÇÃO DO JATEAMENTO PERFIL DE RUGOSIDADE EM FUNÇÃO DO ABRASIVO ABRASIVO TAMANHO MÁXIMO PARTÍCULA Abertur a da peneira (mm) Altur a máxima de perfil (µm) Rugo sidad e médi a (µm) DA Nºda penei ra ASTM e-11 Granalha de aço (Partícula angular) Nº G 50 SAE Nº G 40 SAE Nº G 25 SAE Nº G 16 SAE Granalha de aço (esféricas) Nº S 230 SAE Nº S 280 SAE Nº S 330 SAE Nº S 390 SAE 1) Os trabalhos de limpeza com jato devem ser de modo a não danificar a pintura já realizada..100 m2/dia/bico Jato ligeiro .60 m2/dia/bico Jato quase branco . A rugosidade da superfície após a limpeza.. a superfície a ser pintada deve ser limpa com ar seco...Sa 2 ½ .7 18 16 14 12 80 85 90 95 65 70 75 80 Após a operação de jateamento abrasivo. o que pode ser evitado com o uso de inibidores de corrosão.Sa 2 . deve se lavar as peças com água limpa e secar rapidamente com ar comprimido limpo e seco..SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.... removendo-se a poeira proveniente do mesmo. 2) Equipamentos já montados devem ser protegidos com lonas e exigem atenção especial.2 1.weg. por exemplo. particularmente com abrasivos..4 1.. um jatista usando bico de 4.... O perfil de rugosidade obtido no jateamento da superfície é função principalmente da granulometria do abrasivo.5 mm (3/8") como pressão de 7 kg/cm2 . Nos casos onde o intervalo de tempo entre a aplicação da primeira demão e da demão subseqüente é grande e o ambiente é agressivo. recomendada pelo esquema de pintura..2 1.80 m2/dia/bico Jato comercial .Sa 1. sendo o mais empregado até o momento o nitrito de sódio.

com o “shopprimer” especificado. em termos práticos. quando o trabalho está sendo realizado em ambiente abrigado. no máximo de 75%.weg. Limpeza ao metal cinza ou jateamento comercial: constitui-se numa limpeza de superfície com a retirada de óxidos. Não é recomendável. como dentro de galpões com atmosfera limpa e umidade relativa em torno de 70%. com intervalo máximo de até 2h.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. deixar a superfície jateada exposta. c) Sob condições muito favoráveis de tempo seco e em atmosfera com um mínimo de poluição.501-1. em cerca de 50% da 31 WEG Indústrias S. devido a dificuldade de remoção da carepa que é muito aderente.270-000 – Guaramirim .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.INTERVALO ENTRE JATEAMENTO E PINTURA Após o jateamento. a superfície de aço fica em estado vulnerável. 2. etc. é necessário observar as considerações seguintes: a) Um intervalo de até 4 horas entre o jateamento e a pintura é bastante seguro. devendo ser protegida imediatamente com a primeira demão do sistema de pintura ou.. ou ainda sob condições meteorológicas desfavoráveis. as condições meteorológicas da época do ano e a temperatura e umidade relativa do ambiente na ocasião do trabalho. e nem é boa prática. As Normas ISO 8. carepa de laminação. para superfície cujo estado de oxidação é o Grau A.501-1 e a SIS 05 59 00 não prevêem também para o Grau A limpeza manual e com ferramentas mecânicas manuais. TIPO DE ISO LIMPEZA 8501-1 Limpeza manual Limpeza com ferramenta mecânica manual Jateamento ligeiro ou de escovament o (brush off) Jateamento comercial ou ao metal cinza Jateamento ao metal quase branco St2 St3 NORMA NORMA SIS 05 SSPC 59 00 St2 SP 2 St3 SP 3 NORMA PETROBRÁS N-6 N-7 B Sa1 C Sa 1 D Sa1 B Sa 2 C Sa 2 D Sa 2 B Sa1 C Sa 1 D Sa1 B Sa 2 C Sa 2 D Sa 2 SP 7 N-9 (Grau Sa 1) N-9 (Grau Sa 2) SP 6 A Sa 2½ B Sa 2½ C Sa 2½ D Sa 2½ Jateamento A Sa 3 ao metal B Sa 3 branco C Sa 3 D Sa 3 A Sa 2½ B Sa 2½ C Sa 2½ D Sa 2½ A Sa 3 B Sa 3 C Sa 3 D Sa 3 SP 10 N-9 (Grau Sa 2 ½) N-9 (Grau Sa 3) SP 5 Notas: 1.A. A retirada do produto de corrosão neste caso situa-se em torno de 5%. ou ainda que não tiverem sido pintadas no mesmo dia de trabalho. enquanto que sob condições de atmosfera industrial ou marítima. Devem ser previamente considerados o grau de poluição atmosférica existente no local. é de importância vital que a pintura seja aplicada o mais rápido possível. por jateamento ligeiro e comercial. exceto em alguns casos de repintura. GRAUS DE LIMPEZA COM JATEAMENTO ABRASIVO Limpeza ligeira ou jato de escovamento: constitui-se numa limpeza ligeira e precária. . é possível considerar intervalos máximos de 4 ou até 6 horas. d) Superfícies jateadas que sofrerem condensação de umidade. de acordo com a conveniência da obra. As Normas Sueca ISO 8. b) Em trabalho ao ar livre é difícil estabelecer com segurança um intervalo máximo para aplicação da pintura.501-1 e a Sueca SIS 05 59 00 não prevêem a limpeza. em geral pouco empregada para pintura. Corresponde ao padrão Sa 1 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e de ISO 8. que apresentarem qualquer deterioração ou oxidação visível. deverão ser rejateadas. Contudo.net .

encontramos os seguintes tipos de pressões operacionais. etc. não promove perfil de rugosidade.2. Abrasivo de tamanho inadequado. No hidrojateamento.6 HIDROJATEAMENTO COM ULTRAALTA PRESSÃO ATRAVÉS DO PROCESSO HYDROBLASTING O hidrojateamento é de grande eficácia na retirada de materiais soltos. o processo de hidrojateamento pode ser executado em qualquer região rural ou industrial.weg. bem como seu custo de remoção.2. retirando apenas a tinta. Este processo também não produz faísca.superfície a ser pintada. que compromete a vida útil das tintas. borracha.net . acionado por motor Diesel. que pela não geração de material particulado sólido em suspensão na atmosfera local. não é possível utilizar granalha de aço ou vidro. mais a propriedade de ser aplicado com qualquer condição de alta umidade do ar. o uso de material abrasivo.000 psi) de pressão. Não desgasta a superfície jateada.501-1.5011.A. ferrugem ou outro material de que não faça parte da estrutura da superfície metálica ou de alvenaria. onde já existia perfil. corte de concreto e metal. 5. etc. Pode ser realizado em qualquer tipo de serviço de manutenção anticorrosiva. Limpeza ao metal quase branco: constituise numa limpeza de superfície com a retirada quase total dos óxidos. remoção de tintas.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Há algumas tentativas de promover o perfil de rugosidade através da inclusão de pequeno percentual de abrasivo na água do hidrojato. Abrasivo contaminado. Reutilização da areia. etc. É importante salientar. Condições ambientais inadequadas. por conseguinte os problemas causados por poluição de pó e pela disposição de abrasivos gastos são eliminados.501-1.. Corresponde ao padrão Sa 2 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e da ISO 8. deixando-se a superfície do metal completamente limpa. A água em alta pressão é distribuída por meio de mangueiras e pistolas especiais para hidrojateamento. produtos de corrosão. sem 32 WEG Indústrias S. Corresponde ao padrão Sa 2 ½ da Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8. Limpeza ao metal branco: constitui-se numa limpeza com a retirada total de óxidos. carepa de laminação. plástico. limpeza de superfícies metálicas. sendo desta forma viável a aplicação em áreas de riscos (sujeitas à explosão). atendendo os requisitos ambientais. Trata-se de um equipamento com bomba de altíssima pressão de 06 pistões. A principal exigência deste equipamento é que a máquina atinja o mínimo de 1. Velocidade do jateamento. pisos. porém.270-000 – Guaramirim .7 HIDROJATEAMENTO NA REMOÇÃO DE TINTA Hidrojateamento é uma técnica para remoção de tinta ou limpeza de superfície que confia na energia da água o efeito de limpeza completo. Perfil de rugosidade inadequado.. admitindo-se cerca de 5% da área limpa com manchas ou raias de óxidos encrustados. sendo que o jato de água é dirigido por um ou mais bicos rotativos / diretos sobre a superfície com altíssima energia concentrada. Técnica irregular de jato. PROBLEMAS COMUNS NO PROCESSO DE JATO • • • • • • • • • Pré-limpeza com solvente insuficiente. Manuseio com as mãos na peça. É portanto próprio para superfícies anteriormente pintadas. poeiras. carepa de laminação. . ferrugens e incrustações de difícil remoção em estruturas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. além da contaminação não visível (a olho nu) impregnados no substrato. Abrasivos não são usados no hidrojateamento SPSA (Sistema de Preparação de Superfície com Água).. Este sistema é ideal para aplicação em áreas onde.700 bar (25. a saber: 5. etc. por questões de poluição ambiental e doenças profissionais. Corresponde ao padrão Sa 3 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e da ISO 8. tubulações internas e externas.

caso apareça algumas regiões onde não foi possível a remoção total das tintas velhas. sendo que as mesmas servem como base para novas camadas de primer. mas sim. este sistema apresenta a solução ideal. WJ-3 – limpeza com acabamento visual da superfície deixando • da superfície livre de resíduos (exceto carepa) e ficando o restante contendo em forma aleatória. ou seja. graxa e óleo. Pode ser utilizado em 33 WEG Indústrias S. não sendo necessário a utilização de inibidores de corrosão para a aplicação do primer. Estas manchas não são possíveis de serem removidas por este processo.A. Entretanto estudos recentes demonstraram que a utilização de nanocerâmicos (nanopartículas de cerâmica) como prétratamento. acima de 25. O processo de Hydroblasting atende as especificações da ISO 14.000 psi (340 bar) até 10. Este filme forma parte do substrato e não apresenta um problema de contaminação para as tintas. mesmo que fortemente aderidas. As tonalidades na cor cinza escuro são filmes de óxido ferrítico.000. mancha de ferrugem e tintas. Limpeza com água a alta pressão de 5.§ § § Limpeza com água a baixa e media pressão até 5.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.000 psi). No caso de tubulações de cobre ou de aço inox. WJ-4 – remoção de toda ferrugem solta. já estão disponíveis no mercado tintas especiais compatíveis com o sistema de hidrojateamento.8 TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE COM NANOCERÂMICO Um dos tratamentos de superfícies metálicas mais utilizadas é a fosfatização. placas de corrosão e películas de tinta.700 bar). gera menos resíduo e é economicamente viável. tintas soltas ou não bem aderidas em forma uniforme. § 5.270-000 – Guaramirim . o perfil de ancoragem original é regenerado.000 psi (340 bar). tinta e corpos estranhos com acabamento no metal com ou sem manchas. a qualidade da superfície. O seu aspecto pode ser semelhante ao metal branco S3 ou metal quase branco Sa 2 ½ em locais com forte ferrugem ou cinza claro até cinza escuro conforme grau de óxido ferrítico. inclusive para contato com superfícies úmidas ou molhadas. particularmente em substratos metálicos com corrosão severa e pites. a melhor troca térmica e serviços de limpeza mais espaçados. No Hydroblasting. Em muitos casos não é necessária à paralisação do equipamento em funcionamento para a execução do Hydroblasting ou aplicação das tintas. Atualmente.000 psi (1. O hidrojateamento é muito eficiente na remoção de contaminantes: sais solúveis. VANTAGENS DO SISTEMA HIDROJATO § § O hidrojateamento não danifica as tubulações. não produz riscos na superfície dos tubos. Devido à perfeita limpeza.weg. PADRÕES DE HIDROJATEAMENTO NA LIMPEZA DE SUPERFÍCIE WJ-1 – superfície livre de todo o óxido. Não interessa o aspecto “visual da chapa”.2. dentro dos padrões ecológicos. Hidrojateamento com Ultra Alta Pressão. quando for operado com pressões acima de 1. cinza claro até cinza escuro.000 psi (700 bar).net . WJ-2 – limpeza com acabamento visual da chapa.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. O processo nanocerâmico além de isento de fosfato e metais pesados é menos complicado que o processo convencional de fosfatização.700 bar (25. é de alta qualidade. sendo 95% da superfície livre de resíduos visíveis e restando 5% em forma aleatória dispersa de manchas de óxido ferrítico e tintas. obtemos com resultado. . Quando uma película de revestimento é removida pelo hidrojateamento. As superfícies sujeitas ao processo de Hydroblasting poderão apresentar colorações diferentes que vão do metal branco. isto indica claramente a sua alta e perfeita aderência ao substrato.

fosfatizante. disposição final dos resíduos. Obs: A camada adere fortemente ao substrato. A finalidade da fosfatização é melhorar a aderência de tintas e tornar a superfície mais resistente a corrosão. lavagem das peças antes de entrar no próximo banho e análise dos banhos para verificar a sua concentração de acordo com cada fornecedor e evitar contaminações.A. PROCESSOS DE FOSFATIZAÇÃO 3 EM 1 Forma de tratamento simples com boa resistência contendo em um único componentes: desengraxante.net . isenta de impurezas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Consiste nas seguintes etapas: • Desengraxe alcalino e Lavagem • Decapagem ácida e Lavagem • Refinador • Fosfatização e Lavagem • Passivação e Lavagem • Secagem das peças A cada etapa do processo se faz necessário um bom controle de: tempo de permanência das peças nos banhos.superfícies que receberão tinta líquida ou em pó e pode ser realizado por imersão ou por spray. Geralmente empregado por aplicação por spray ou manual por fricção com pedaços de tecido ou estopas. . de superfície anticorrosiva.270-000 – Guaramirim . Vantagens na utilização do tratamento com nanocerâmico: § § § § Aplicação à temperatura ambiente.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. pois se origina de uma reação química com o material base. Economia de energia. temperatura dos banhos. o que diminui gastos com tratamento de água. 5.2. Não necessita do processo de passivação (diminui custos). menos lodo é produzido. • Oferece proteção contra a corrosão durante o tempo de vida do produto. A única restrição deste processo é a necessidade de água deionizada (livre de íons) para os enxágües do processo. ETAPAS DO PROCESSO DE FOSFATIZAÇÃO ETAPA 1 . É o método mais eficiente de limpeza e preparação de superfície por meio do processo de fosfatização industrial. Redução do tempo de imersão. • Aumenta sensivelmente a ancoragem da tinta ao substrato. e confere melhor adesão da tinta ao substrato e proteção anticorrosiva em comparação ao fosfato de ferro. manutenção e limpeza dos banhos.DESENGRAXE Consiste na remoção de óleo e sujidades das superfícies provenientes das operações de manufatura ou oleamento de usina.9 FOSFATIZAÇÃO É um processo químico a partir do qual é obtida uma camada de fosfato de pequena espessura cristalizada sobre superfícies metálicas. PROCESSO DE IMERSÃO OU SPRAY FOSFATIZAÇÃO: Além das vantagens acima relacionadas. o processo é menos poluente que a fosfatização. Protege temporariamente a peça a ser recoberta. alumínio) recebe uma fina camada inorgânica que fica fortemente aderida superfície.weg. e possui excelente capacidade de ancoragem da tinta. A peça tratada (aço. pois. obtendo uma superfície limpa. produto os decapante e 34 WEG Indústrias S.

ácidos. Existem três tipos de tensoativos: a) Aniônicos: a carga da molécula é negativa: carboxilato.A. TENSOATIVOS Tensoativo é uma molécula com uma parte solúvel em óleo e outra solúvel em água. A grande vantagem do ácido fosfórico é sua utilização manual.weg. 0 %) Temperatura (varia em torno de 28 a 80°C dependendo do substrato) Contaminação / Tempo de uso do banho Tipo e concentração de tensoativos Agitação (no caso de imersão) Pressão (no caso de aspersão) ETAPA 2 . especiais. Apresentam boa solubilidade em meios neutros ou alcalinos e são muito utilizados em banhos de fosfatos com aspersão devido ao baixo poder espumogêneo.5 a 5. neutros. Formas de Aplicação • Aspersão (ação mecânica) • Imersão (com recirculação) • Equipamento portátil de pressurizada (com aquecimento) • Eletrolítico (corrente elétrica) água Fatores que afetam a eficiência de um desengraxante • • • • • • Concentração (quanto maior a concentração melhor a eficiência 0. Esta solubilidade faz com que o tensoativo atue na interface do meio aquoso/não aquoso. Ácido Fosfórico (H3PO4): custo elevado.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. por outro lado. Ácido Sulfúrico (H2SO4): é largamente utilizado. É muito prejudicial ao meio ambiente e não recomendado para alguns tipos de substrato. portanto é inviável sua utilização para aspersão. desfosfatizantes. Dodecilsulfonato de Sódio C12H25 . A maioria destes tensoativos possui alto poder espumogêneo e. sulfato e etc.SO3. neutros. que reagem com a camada de óxido formada produzindo sais solúveis de fácil remoção por meio de lavagem. . Ácido Clorídrico (HCl): é usualmente utilizado quando não há aquecimento. Tipos de Desengraxantes Para materiais ferrosos: alcalinos. gravadores. a desvantagem é que a camada leve formada de fosfato de ferro pode inibir processos posteriores de fosfatização.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.DECAPAGEM (fase opcional e de pouco uso) Consiste na remoção de camadas de óxidos do metal base que pode ter sido formada durante o processo de laminação a quente ou da ferrugem formada pela ação do tempo durante o transporte ou armazenamento. Os decapantes mais comuns são a base de ácidos. ao invés de limpar a peça. pois. Não são usados para processos de tratamento de superfície. é usado em temperaturas de 60 a 90 °C em concentrações de 5 a 30%. c) Não Iônicos: a molécula não possui carga e é caracterizada pelos grupos C-OH e C=O onde a solubilidade em meio aquoso é conseguida por ligações de hidrogênio.270-000 – Guaramirim .net . O banho pode ser reciclado via remoção de FeSO4 precipitado em baixas temperaturas (25 a 30°C).CRITÉRIOS PARA A SELEÇÃO DE UM DESENGRAXANTE • • • • Tipo de substrato Forma de aplicação Tipo de contaminantes Processo posterior b) Catiônicos: a carga da molécula é positiva: amina e grupo quaternário de nitrogênio. aderem à sujidade na superfície. Para materiais não ferrosos: levemente alcalinos. protetivos. se utiliza para leves decapagens devido ao baixo poder de solubilidade do ferro. apresenta baixo custo.Na + 35 WEG Indústrias S. Ex.

SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Tipos de Fosfato Características Classificação Estrutura Amorfa Fosfato Ferro Boa aderência das tintas Boa resistência à corrosão Estrutura Cristalina Fosfato de definida Zinco Excelente aderência das tintas Excelente resistência à corrosão Melhor controle visual Estrutura Cristalina Fosfato definida Tricatiônico Melhor controle visual (Zn. além de melhorar a aderência da tinta. ela assume uma importância muito grande. preparando para receber revestimentos orgânicos. quando associada à pintura. de fosfato e com isso mais resistente.ENXAGUE PÓS-DESENGRAXE Trata da remoção dos resíduos das superfícies provenientes do estágio de decapagem ácida.net .+ O2 2FePO4 . 4H2O+ 4H3PO4 (Aço Laminado a frio hopeíta) 3Zn2+ + Fe2 + 6H2PO4Zn2Fe(PO4)2 . podendo ser aplicados por aspersão ou imersão. A fosfatização sozinha não tem muito valor protetivo contra a corrosão nas superfícies metálicas. . evitando a contaminação do estágio subseqüente do processo. porém. em uma superfície não metálica. 4H2O + 4H3PO4 fosfofilita modificada) Formação da Lama 2Fe2+ + H2PO4. proporcionando melhor aderência e resistência à corrosão. ou lubrificantes nas operações de deformação a frio ou em partes móveis.) Fe2+ + H2 (g) • (oxidação – microanodo) Depolarização ETAPA 5. 4H2O+ 4H3PO4 (Aço Laminado a frio fosfofilita) 3Zn2+ + Mn2+ + 6H2PO4 (aço galvanizado Zn2Mn(PO4)2 . densa e microcristalina. 2H2O↓ (lama borra amarela) 36 WEG Indústrias S.270-000 – Guaramirim . protetivos óleos de Imersão/ Aspersão Aplicação Imersão/ Aspersão ETAPA 4 . evitando falhas ou imperfeições da camada de fosfato depositado para não comprometer a qualidade do processo.FOSFATIZAÇÃO É a deposição sobre as superfícies de uma camada de fosfatos metálicos flexíveis e firmemente aderida ao substrato. 2H2 + O2 2H2O Formação da Camada 3Zn2+ + 6H2PO4Zn3(PO4)2 . Características: Utilizam-se compostos a base de fosfato de titânio. podendo ser aplicado por aspersão ou imersão. Ni e Mn) Excelente absorção de lubrificantes.ETAPA 3 . Características: Consiste basicamente em fosfatos metálicos dissolvidos em solução aquosa de ácido fosfórico (H3PO4). pois. Características: Caracteriza-se por trabalhar em regime de transbordamento contínuo para minimizar contaminação do estágio posterior.weg.A.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. converte a superfície metálica que é sensível a corrosão.REFINADOR DE CRISTAIS Sua finalidade é condicionar as superfícies a serem fosfatizadas para obtenção de uma camada de fosfato uniforme. Imersão/ Aspersão Reações Químicas envolvidas Ataque Fe + 2H+(aq.

independente do tipo de cristal. Tipos de substratos que podem ser fosfatizados: Aço Laminado a frio Aço Laminado a quente Aço Galvanizado a quente por imersão (zincado) Aço Galvanizado por eletrodeposição (minimizado) Liga de Galvalume (70% Zinco + 30% Al) Alumínio Ferro Fundido Liga Zamak (Cobre e Zinco).SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. A passivação aumenta a resistência à corrosão melhorando a aderência da tinta.Inorgânicos: Composto ácido a base de cromo ou zircônio. em regime de transbordamento contínuo.net . ETAPA 9 – SECAGEM DAS PEÇAS Secar as peças em estufa a temperatura na faixa de 100ºC.Orgânicos: Composto ácido a base de resinas orgânicas ou polímero sintético.270-000 – Guaramirim .FORMAS DE REMOÇÃO DA BORRA Filtro Prensa (vista lateral) água com o mínimo de contaminação possível.weg. para evitar formação de blisters e focos de corrosão. ETAPA 7 – PASSIVAÇÃO Finalidade: Selar as porosidades existentes na camada de fosfato. com pH e condutividade controlada. evitando o empolamento e corrosão filiforme. para evitar contaminação do estágio posterior. ETAPA 8 ENXAGUE DEIONIZADA (DI) – ÁGUA Decantador (vista superior) Tanque com Fundo Inclinado (vista lateral) Trata da remoção dos sais solúveis residuais e do excesso de acidez proveniente da passivação. . Geralmente as peças passam por fornos ou sopros de ar quente e toda a umidade da superfície que possa formar bolhas e prejudicar a pintura é eliminada.ENXAGUE PÓS-FOSFATO Tem como objetivo a remoção dos sais residuais. Características Trabalha com água contendo baixo teor de sais. subprodutos de reação e acidez proveniente do estágio de fosfatização. .A. Características dos passivadores: . ETAPA 6 .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. pois a mesma apresenta certo grau de porosidade. Características Trabalha em regime de transbordamento contínuo para manter a 37 WEG Indústrias S.

net .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 6.A. retornar para banho previamente filtrado. PEÇAS COM RESÍDUO DE PÓ Peça com excessivo resíduo de pó de fosfato. quando eles tendem a se projetar acima da superfície.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. transferir o banho de fosfato para outro tanque.weg. Contaminação com arsênio. Nenhum sistema de revestimento pode cobrir adequadamente ou proteger as laminações. Verificar todas as peças para que as mesmas entrem no desengraxamento sem nenhum tipo de oxidação. chumbo. LAMINAÇÕES DA SUPERFÍCIE Esses defeitos provavelmente ficarão expostos após o jateamento. Corrigir a concentração do acelerador para a faixa usual. OBS: O banho novo só deverá ser colocado. descartar todo o banho. nos casos mais graves.DEFEITOS EM PEÇAS FOSFATIZADAS DEFEITO CAMADA MANCHA-DA IDENTIFICAÇÃO Oleosidade ORIGENS Pouco tempo de enxágüe ou renovação deficiente da água após o desengraxe. apesar de todos os controles estarem dentro do especificado. após uma minuciosa limpeza do tanque de fosfato. portanto. MANCHA DE FERRU-GEM decapagem MANCHA AMARE-LADA Peça manchada Concentração do acelerador ou problema com o passivador. BANHO CONTAMINADO Banho não funciona. Concentração ou temperatura baixa no banho desengraxante ou no fosfato. de peças CORREÇÕES Aumentar o tempo de enxágüe e baixar o pH da água a faixa usual. sacrificar algumas cargas de peças. Se o problema for com o passivador. se não. Banho de fosfato apresenta muita borra no fundo do tanque. alumínio ou excesso de ferro no banho de fosfato. Após retirar toda a borra do fundo. limpar as peças com ar comprimido. Tratamento enferrujadas. Caso a contaminação seja pequena. descartar todo banho.270-000 – Guaramirim . os defeitos na superfíc ie contribuem para o aparecimento de falhas no revestimento e precisam ser retificadas como parte do processo de preparação. Peças com aspecto enferrujado. elas devem ser removidas por esmerilhamento ou lixamento rotativo. Banho de insuficiente. FALHA CAMADA NA Falhas com aspecto brilhante. Toda laminação deve ser removida com esmeris ou lixas rotativas 38 WEG Indústrias S. Corrigir os parâmetros de trabalho para faixa usual. preparar uma nova solução. Se o resíduo for pequeno. DEFEITOS OBSERVADOS NA SUPERFÍCIE Embora não sejam considerados estritamente como contaminantes. .

todas as bordas afiadas devem ser esmerilhadas. inclusive as carepas de laminação não removidas na cabine automática de jateamento. caso em que devem ser preenchidos com solda e depois suavizados. deixando um filme fino que se rompe com facilidade. Esses defeitos devem ser esmerilhados. a menos que sejam muito profundos.RACHADURAS E FISSURAS PROFUNDAS Esse tipo de defeito pode conter umidade. Recomenda-se que as bordas afiadas sejam suavizadas a um raio de 2-3 mm. devem ser removidas por descascamento e esmerilhamento.weg. a qual cria células de corrosão. De acordo com a necessidade de cada cliente. a superfície pode ser preenchida com solda e suavizada se necessário. 39 WEG Indústrias S. BORDAS AFIADAS OU CANTO VIVO A tinta úmida tende a escorrer das bordas afiadas.270-000 – Guaramirim . INCLUSÕES Todas as inclusões nas superfícies das chapas de aço.A. Por isso.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. . as tintas podem ser melhoradas quanto à característica de melhor desempenho nas peças nos pontos de cantos vivo.net . evitando que ocorra o deslocamento da tinta e conseqüente exposição da peça que ficará sujeita a apresentar início de pontos de corrosão nestes locais. inclusive as bordas cortadas a maçarico. Depois.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.

SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. As “mordeduras” substanciais devem. ser reparadas por esmerilhamento e preenchimento.270-000 – Guaramirim . CORDÕES DE SOLDA IRREGULARES Os cordões de solda automáticos são geralmente lisos e não apresentam problemas de revestimento. As irregularidades devem ser removidas por esmerilhamento. 40 WEG Indústrias S.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. portanto.“MORDEDURA” DA SOLDA As “mordeduras” da solda podem ser difíceis de recobrir e podem levar ao aparecimento de falhas no revestimento.A. Células de corrosão se formam nos defeitos levando à ruptura do revestimento.weg. POROSIDADE DA SOLDA . . Os defeitos de porosidade devem ser preenchidos com solda e suavizados.net .POROSIDADE DA SOLDA Não é possível encobrir a porosidade da solda. mas as soldas manuais podem ter bordas afiadas ou irregulares que podem causar a ruptura do revestimento.

b) Atualmente existe a opção limpeza da peça com a utilização de um detergente (tensoativo) que apresenta algumas vantagens. Corrosão branca é parcialmente solúvel em água. Poderá ser aplicado um “shop primer epóxi” para base de aderência.1 AÇO GALVANIZADO ELETROLÍTICO (FLORES DE ZINCO) Galvanizado novo O aço é zincado por meio de banhos onde o zinco é depositado por meio de corrente elétrica. Não utilizar somente solventes para remoção de óleos ou gorduras que possam conter sobre a superfície. Em determinadas situações. 41 WEG Indústrias S. e resulta em formação de hidrogênio gasoso e. isto se deve ao mecanismo de proteção. após exposição a intempéries. Galvanizado pintado a) Remover tintas anteriormente aplicadas (aderência comprometida) com removedor. pode ser adotado um lixamento na superfície visando riscar a mesma para criar um perfil de ancoragem melhor para a tinta. surgem bolhas na película de acabamento.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. livres de umidade e corrosão: iniciar a pintura imediata após a limpeza. Se a corrosão já esta num estágio mais avançado e a camada de zinco já estiver comprometida. Recomenda-se a aplicação de tinta do tipo “wash primer” (fundo fosfatizante) ou “shop primer epóxi” sobre superfícies de alumínio limpo como promotor de aderência. PREPARO FERROSAS DE SUPERFÍCIES NÃO 7. pode ser biodegradável. b) Escovar (escova manual) a superfície até a eliminação total de resíduos.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. c) Desengraxar com panos brancos. É muito conhecido como galvanizado eletrolítico. tais como: não é inflamável.7.A. produtos de corrosão do aço. As estruturas são porosas e absorvem o ácido que as corrói. Chapas de Cobre A superfície também deverá ser desengraxada com panos limpos embebidos em solventes para a remoção de óleos e graxas. o aparecimento da corrosão do zinco em superfícies revestidas com “primer” de zinco ou mesmo na galvanização metálica do aço. Trocar os panos com freqüência. Importante: Superfícies limpas. conseqüentemente. remove os sais e compostos solúveis por ser aplicado por meio de uma solução aquosa e a oleosidade por ser um tensoativo. Observação: Solvente não remove a corrosão! Somente aplicar um tratamento com lixa.270-000 – Guaramirim . seguido de raspagem/ lavagem com água doce e limpa/ desengraxe com solvente. Chapas de Alumínio A superfície deverá ser desengraxada com pano limpo embebido em solventes para a remoção de óleos e graxas. Constitui prática errada aplicação de “primer” de aderência à base de ácido fosfórico (tipo wash primer) sobre chapa de zinco. pode-se tratar como descrito para aço zincado a quente novo. com o primer promotor de aderência. limpos e embebidos em diluente até a total eliminação de oleosidade. deve-se tratar o galvanizado como uma superfície de aço enferrujada. Chapas de aço revestidas com Zinco É comum. aplicar um tratamento através de escovas rotativas ou jato abrasivo. Um eletrodo de zinco vai se decompondo para que o zinco se transfira para a peça a ser revestida. Geralmente adotando o processo de limpeza por meio de jateamento abrasivo ou limpeza mecânica. . mediante indicação da área técnica e jamais.net .weg. Preparação: a) Desengraxar a peça galvanizada esfregando a superfície com panos brancos limpos embebidos em diluente até a total eliminação de oleosidade e gorduras. bastando um vigoroso esfregão úmido com escovas de cerdas de nylon ou fibra vegetal. ou seja. Galvanizado antigo Enquanto a chapa não apresentar corrosão vermelha.

c) Alternativa: jato ligeiro.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.weg. PISO: Concreto Novo Não aplicar revestimento sem que o concreto esteja seco e curado pelo menos por 28 dias. . b) Desengraxar. d) Fosfatização NBR 9209 . não utilizar primer promotor de aderência que em sua composição contenha ácidos tais como: wash primer. PISO: Tratamento com ferramenta mecânica Usar lixadeiras de disco de pedra para promover tratamento superficial removendo parte da nata superficial formada no cimento e regularizar a superfície eliminando relevos indesejáveis. além de produzir rugosidade para garantir a perfeita aderência do sistema. O jato deve ser bem superficial. PISO: Tratamento com ácido Utilizado para promover rugosidade no piso de concreto. Galvanizado a Fogo (envelhecido) a) Lavar substrato para remoção de sais solúveis. Reage com a superfície. remove os sais e compostos solúveis por ser aplicado por meio de uma solução aquosa e a oleosidade por ser um tensoativo. Certificar-se de que no piso não fique pontos com poças d’água. Galvanizado a fogo (novo) a) Desengraxar a peça galvanizada esfregando a superfície com panos brancos limpos embebidos em diluente até a total eliminação de oleosidade e gorduras. Deixar secar. a 25ºC e com umidade relativa do ar em torno de 50% ou período equivalente. água e um agregado constituído de areia e pedra que após a mistura destes componentes leve a formar uma massa compacta e de consistência mais ou menos plástica e que endureça com o tempo. lavar com água doce (potável). Nota: Iniciar a pintura imediata após a limpeza com o primer promotor de aderência. Nota: Sobre superfície galvanizada por aspersão térmica. 42 WEG Indústrias S. esfregando com escovas de nylon ou piaçaba. Não utilizar lixa. c) Jateamento abrasivo ligeiro (Padrão Sa 1).cristais de fosfato que proporcionam aderência. Aguardar o piso secar por período de 5 a 10 dias certificando que não há presença de umidade no piso através de teste com fixação de filme plástico ou de papel alumínio no piso (Conforme ASTM 4263).net . seguido de escovamento (sem polir). Trocar os panos com freqüência. O tratamento de superfície tem como objetivo eliminar a “nata” superficial do cimento formada e qualquer outro tipo de contaminante superficial (a presença de pó solto).2 LIGAS METÁLICAS NÃO FERROSAS Tratamento da superfície idêntico ao indicado para aço galvanizado novo. Nota: Para utilização deste método.processo conversão . tais como: não é inflamável. treinar bem o pessoal para não forçar muito o jato e gastar a camada de zinco perdendo a proteção. criando perfil de ancoragem. pode ser biodegradável.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.a) Escovamento / lixamento manual ou mecânico até a total remoção de “corrosão branca” e oxidação vermelha em áreas com o zinco já exaurido.A. se faz necessário. Efetuar a aplicação da primeira demão de verniz selador ou tinta. b) Atualmente existe a opção limpeza da peça com a utilização de um detergente (tensoativo) que apresenta algumas vantagens.3 SUPERFÍCIES DE CONCRETO Deve ser feita mediante indicação da área técnica lembrando que concreto é uma mistura em proporções prefixadas de cimento. Aço Zincado por Aspersão Térmica Caso a superfície apresente corrosão branca do zinco.270-000 – Guaramirim . Lavar bem o piso com máquina de pressão “vap”. 7. 7. b) Desengraxar com pano limpo embebido em solvente até a total eliminação de oleosidade e deposição de impurezas.

4 PREPARO PINTADAS PARA REPINTURA DE SUPERFÍCIES MANUTENÇÃO OU A proteção mediante pintura não é por tempo indeterminado e necessita a realização do serviço de manutenção da pintura.atuando no cimento reduzindo a sua alcalinidade. Observar se há presença de umidade condensada ou manchas na parte inferior do material fixado no piso. PISO: Concreto elaborado a mais tempo a) Limpo e liso – Proceder com o mesmo tratamento destinado a concreto novo.A. Estima-se um consumo de aproximadamente 1 litro a cada 15 m2. até parar de formar borbulhas (evitar secar). A pressão da água infiltrada pode gerar no local pintado a formação de empolamento ou bolhas. b) Limpeza não satisfatória da superfície antes da pintura. Lavar com água em abundância para eliminar todo o resíduo de ácido. d) Umidade: Em situações mais complicadas de contaminação ou infiltração de umidade no piso gerada por elevação do lençol freático ou excesso de umidade em local próximo do piso. Se necessário. O tratamento com ácido não elimina a presença de óleo impregnada no piso. recomenda-se a consulta de um especialista. Deixar a solução reagindo com o concreto. graxas e gorduras. até que se perceba a formação de uma rugosidade parecida com uma lixa grana 80 – 100 em algumas situações por um período de tempo de 3 a 10 minutos em contato com a superfície. b) Limpo e boa rugosidade – Varrer bem o piso e efetuar a pintura. Aplicação do ácido: preparar uma solução com 15% de ácido clorídrico (HCl) ou muriático em água. Se não houver condensação ou mancha o piso esta apto para receber pintura. c) Contaminado: Presença de óleos.0). visando a remoção de partículas soltas. certificando-se que a mesma esteja próximo de pH neutro (pH 7. caso contrário.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. com os fatores seguintes: a) Danos mecânicos na película.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Se a infiltração de contaminante é profunda.270-000 – Guaramirim . a superfície não poderá ser pintada. pois.net .weg. Cuidado: Recomendado mais para piso ao nível do solo. Manter por um período de mínimo 16h (de um dia para o outro durante a madrugada). Deixar secar bem após efetuar a pintura. Em algumas situações este fresamento tem apresentado bom desempenho com a remoção de alguns milímetros. PISO – Teste verificar a presença de umidade em concreto e alvenaria Procedimento baseado na norma ASTM D 4263. Espalhar uniformemente a solução sobre o piso utilizando-se de escova de nylon. o ácido pode reagir com a estrutura de metal ou ferragem causando oxidação. a utilização de ferramentas mecânica rotativa (Fresa) para gerar um desgaste superficial do piso no local impregnado. a solução pode variar desde a destruição parcial do piso e posterior reconstituição ou. comprometendo toda a estrutura. Medir o pH da umidade superficial do piso de concreto. Umedecer previamente toda a superfície antes com água para evitar que o ácido seque e precipite sais. 43 WEG Indústrias S. certificando-se de sua correta fixação e vedação. Certificar-se para que não haja riscos de infiltrações. em ordem de importância. As falhas na pintura que podem ocorrer estão relacionadas. evitando a formação de poças. 7. lavar com água e detergente. Fixar ao piso um filme plástico ou de papel alumínio (com a face brilhante virada para a superfície a ser avaliada) na medida de aproximadamente 45 X 45 cm com uso de fita adesiva. Fixar a cada 46 m2. .

Aplicação do sistema de pintura completo. do sistema de pintura originalmente especificado para o equipamento. e resíduos de graxa ou óleos são removidos com o referido solvente. conforme a área envolvida e o grau de corrosão encontrado. trincha ou rolo. Este lixamento deverá se estender a uma pequena porção da área adjacente à danificada. consideram-se retoques de pequenas áreas com falhas na pintura. Área com tinta danificada com corrosão A limpeza da superfície deverá ser como descrito no primeiro sub-item do retoque anterior.1 CLASSIFICAÇÃO DA PINTURA DE MANUTENÇÃO Retoques De modo geral. a qual tem origem em espessuras baixas ou limpeza não satisfatória em pequenas áreas: 7. Repintura Considera-se pintura quando a área danificada for superior a 25%. lixa quando a área danificada apresentar corrosão leve. . fazer a remoção do pó.A. usando-se.net . Lixamento com lixa nº 120 ou 180. e ferramentas mecânicas como escovas rotativas. escovas de aço para áreas médias e com pouca corrosão. cal ou sal são removidos com água.weg. O procedimento é o mesmo usado em retoques de áreas grandes. Se a superfície for de aço carbono ou ferro fundido. não superiores a 5% da área total.c) Má aplicação Inspeções posteriores e periódicas fazem-se necessárias para identificar sinais de corrosão localizada. tubulações ou objeto a ser retocado.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. pistoletes de agulhas ou outros tipos para áreas maiores com corrosão média.270-000 – Guaramirim . Quando for decidido também efetuar a restauração do aspecto estético. Aplicação das duas últimas demãos. deverá ser limpa manual ou mecanicamente de maneira muito minuciosa. aconselha-se após o retoque com lixa nº 120 ou 180 a aplicação de duas demãos do acabamento em toda área. de acordo com a natureza do resíduo presente. Posteriormente. a pincel. especificado para o equipamento. Manutenção geral Considera-se manutenção geral quando as áreas a serem restauradas forem de 5 à 20% da área total. 44 WEG Indústrias S. Por exemplo.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Área com tinta danificada sem corrosão Limpeza da superfície com água ou solvente a base de hidrocarboneto alifático. resíduos de sulfato.4. tubulações ou objeto a ser retocado.

particularmente em sistemas de altos sólidos e sistemas de cura por irradiação. uréicas. por sua vez. borracha clorada. TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES Monômero: como já foi mencionado. por representarem uma classe de veículos adequados a uma grande variedade de tintas que. As tintas representam uma das aplicações mais importantes dos polímeros. é fundamental para obtenção das propriedades desejadas do revestimento correspondente. A tabela abaixo relaciona alguns 45 WEG Indústrias S. o peso molecular é pequeno. através da reação entre grupos funcionais diferentes. 8. os polímeros por adição são veículos de tintas para a indústria automotiva. A química dos polímeros é extremamente importante em tintas. . na maioria das vezes. A diversidade de materiais poliméricos empregados por essa atividade industrial é ampla.8. Alguns oligômeros são usados como reticulantes. o trímero é constituído pela combinação de três moléculas monoméricas. epóxi. através da quais compostos químicos de baixo peso molecular (monômeros) reagem entre si para formar macromoléculas. pois permite obter o sistema polimérico adequado para uma determinada aplicação. melamínicas. poliésteres.1 POLÍMEROS E POLIMERIZAÇÃO Os polímeros são substâncias químicas de alto peso molecular obtidos pela reação denominada polimerização. 5 a 15 unidades. A estrutura da macromolécula é constituída pela repetição de unidades estruturais ligadas entre si por ligações covalentes. pois. um processo de polimerização. Assim. sendo as principais: alquídicas. vinílicas. através de grupos funcionais. resultando em um sistema polimérico com estrutura tridimensional. O processo de obtenção de derivados de compostos poliméricos é de grande importância. eletrodomésticos. pois reagem com o polímero-base da tinta. TINTAS 8. pois. tintas para manutenção especializada.A. pois permite modificar as propriedades de forma a torná-los úteis em aplicações industriais.3 POLIMERIZAÇÃO CONDENSAÇÃO POR A polimerização por condensação ocorre em etapas e. Dímeros: são moléculas formadas pela combinação de dois monômeros. maleicas. a importância desta etapa química é grande. A secagem de uma tinta é.net . etc. De forma similar. é constituído por um número pequeno de unidades repetitivas.2 POLIMERIZAÇÃO POR ADIÇÃO Os polímeros obtidos através da polimerização são muito importantes na indústria de tintas.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.weg. repintura automotiva. etc. Oligômero: é um polímero de baixo peso molecular. poliuretânicas. um polímero é constituído pela repetição de pequenas unidades químicas ligadas entre si por ligações covalentes. tintas látex para produtos arquitetônicos. por exemplo. idênticos ou não. Os oligômeros são muito importantes na indústria de tintas. atendem a uma enorme diversificação de revestimento. Polimerização: é a reação química através da qual os monômeros se transformam no polímero.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.270-000 – Guaramirim . o monômero é o composto químico (geralmente uma pequena molécula) que origina essas unidades repetitivas que constituem a cadeia polimérica. acrílicas. conseqüentemente. 8. na maioria dos casos. Como conseqüência deste tipo de reação.

tetrâmeros e oligômeros. à medida que a reação se processa.weg. 8. na maioria das vezes. Incluem-se neste caso as tintas a óleo ou óleo modificadas que secam por oxidação e as tintas polimerizáveis. e devem ser retirados. Polímero Poliésteres Poliamidas Melamínicas Poliuretanos Epóxi Fenólicas Reação Poliácidos + Poliálcoois Poliácidos + Poliamidas Melamina + Formol Poliisocianatos + Polióis Bisfenol + Epicloridina Fenóis + Formol 8. como exemplos: • Plastificantes • Secantes • Tensoativos ou dispersantes • Antinatas • Espessantes e geleificantes TIPOS DE VEÍCULOS OU RESINAS As tintas podem ser classificadas em três grandes grupos. O veículo. neste caso. Veículos inorgânicos: são os veículos também convertíveis. dímeros. Os constituintes básicos das tintas são: • Veículos • Solventes • Pigmentos Como constituintes eventuais das tintas podem ser citados. para conferir propriedades especiais.polímeros importantes obtidos pelo processo de condensação e a reação correspondente. sendo as duas últimas citadas polimerizáveis.. etc.net . poliuretanas.4. Exemplos: resinas acrílicas. Veículos convertíveis: são os veículos constituídos por substâncias que sofrem reação química após a aplicação da película de tinta. vinílicas e borrachas cloradas. fenólicas modificadas com óleo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.TINTAS CONVENCIONAIS Dentro deste grupo podem destacadas as seguintes tintas: ser 46 WEG Indústrias S. A escolha do tipo de tinta identificará o tipo de resina e esta escolha dependerá das características físico-químicas desejadas para a pintura. onde as tintas constituídas deste veículo. conforme as características do veículo. nitrato de celulose. epóxis. não sofre nenhuma reação química. O exemplo clássico são os silicatos que dão origem ao silicato de zinco. é freqüente a formação de produtos secundários.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.1 VEÍCULO OU RESINAS A resina além de ser o constituinte que mais caracteriza a tinta. composições betuminosas (asfaltos e piches). Exemplos: tintas a óleo. estirenoacrilato. etc.4 CONSTITUINTES DAS TINTAS FUNDAMENTAIS As tintas apresentam constituintes que são considerados básicos e constituintes considerados eventuais ou aditivos. porém de natureza inorgânica. Os veículos das classificados em: tintas podem ser É uma polimerização por etapas. trímeros. . 1 . alquídicas modificadas com óleo. após a evaporação do solvente. pois a macromolécula vai se formando através da reação de monômeros. é o constituinte ligante ou aglomerante das partículas de pigmentos e responsável pela formação da película e adesão ao substrato.270-000 – Guaramirim . que são incorporados apenas a alguns tipos de tintas. como a água. formam a película seca. que secam por reação de polimerização.A. Veículos não-convertíveis: são os veículos constituídos por substâncias com propriedades filmógenas. como se estivesse sendo constituída através da união de pedaços.

Praticamente não são mais fabricadas. Por este fato. Com o advento das resinas alquídicas. a camada deve ser lixada para proporcionar boa aderência entre demãos.weg. O óleo de mamona. a fim de que possam curar à temperatura ambiente. • Construção civil (Pintura doméstica). São tintas de boa resistência à umidade e. As tintas a óleo possuem secagem mais demorada e são saponificáveis. óleo de oiticica. com a função plastificante. muitas dessas propriedades foram melhoradas em virtude da ampla possibilidade de combinação de matériasprimas. TINTA LÍQUIDA SINTÉTICA Características básicas: • Tinta monocomponente (em uma embalagem) • Facilidade de compra • Baixa resistência a: Umidade elevada Imersão em água Meios alcalinos Produtos químicos Solventes fortes • Aplicadas em baixa espessura (3040 Micra) • Ultrapassado o tempo para demão subseqüente. Os principais óleos usados em tintas são: óleos de linhaça. Os óleos apresentam o inconveniente de terem secagem muito lenta. principalmente. enquanto que os poliálcoois mais empregados são o glicerol (glicerina) e o pentaeritritol. recomendáveis para ambientes úmidos ou imersão em trabalhos 47 WEG Indústrias S. óleo de tunge. elas são usadas modificadas com óleo. tungue e oiticica). principalmente. c) Tintas de resinas fenólicas modificadas com óleo: as resinas fenólicas são obtidas pela reação entre o fenol e um aldeído.A. O poliácido normalmente utilizado é o ácido ftálico. Apresentam temperatura limite de utilização da ordem de 60 a 80°C. em parte. b) Tintas de resinas alquídicas modificadas com óleo: as resinas alquídicas surgiram da necessidade de se melhorar as propriedades físico-químicas das tintas. A secagem destas tintas dá-se em parte por evaporação do solvente ou coalescência e. quando desidratado. recomendáveis somente para atmosferas pouco agressivas e não devem ser usadas em pinturas de imersão. A reação de polimerização das resinas fenólicas necessita de energia térmica. A palavra alquídica origina-se do inglês Alkyd (alcohol and acid) e se refere à poliésteres que são modificados por óleos e/ou ácidos graxos (óleos de linhaça. mamona. • Estruturas abrigadas em locais secos. baixa resistência as intempéries e amarelamento. resultando em um poliéster. Os óleos secativos possuem molécula não-saturada e secam pela adição de oxigênio as mesmas. A secagem dá-se somente pela evaporação do solvente. portanto. pela oxidação do óleo secativo.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. na forma anidrido ftálico.net . Usos recomendados: • Ambientes industriais de baixa e média agressividade.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. soja. São obtidas pela reação entre poliálcoois e poliácidos. em parte. d) Tintas betuminosas: são as tintas fabricadas através da solução de asfaltos e piches.a) Tintas a óleo: as tintas com veículo a óleo são aquelas cujo agregante são os óleos secativos. Estas tintas têm maior resistência química e a umidade comparada com as tintas a óleo e as alquídicas modificadas com óleo e boa resistência a ação de raios ultravioleta. sendo. portanto. • Máquinas e motores que trabalham em ambientes abrigados. A secagem destas tintas dá-se em parte pela evaporação do solvente e. pela oxidação do óleo secativo. torna-se secativo. • Produtos seriados de pequena importância. A secagem destas tintas dá-se em parte pela evaporação do solvente e em parte pela oxidação do óleo.270-000 – Guaramirim . óleo de soja. Alguns óleos nãosecativos podem também ser utilizados na formulação de tintas. como é o caso dos óleos de mamona e de coco. .

conferem ao conjunto todas essas propriedades. polivinil acetais e as acrílicas. devido a sua grande resistência à decomposição pelos raios ultravioleta. que secam por coalescência e se tornam resistentes à água após a secagem. apresenta boas propriedades mecânica e boa resistência química. mais precisamente o alcatrão de hulha. Existem ainda as hidrossolúveis. d) Tintas de estirenoacrilato: as resinas de estirenoacrilato são obtidas através da polimerização de estireno com acrilonitrila. Existem ainda as acrílicas hidrossolúveis. quando incorporadas em formulações com outras resinas. As tintas fabricadas com estas resinas são resistentes a ácidos e álcalis e são pouco tóxicas. As tintas de boa qualidade devem ser isentas de óleo e. 2 . A secagem destas tintas dá-se somente por evaporação do solvente. ocasionando falha precoce. As resinas sintéticas termoplásticas mais comumente usadas em revestimento de superfícies são as chamadas vinílicas cloreto de polivinila (PVC). que além da excelente resistência a umidade. não saponificáveis. A secagem destas tintas dá-se somente por evaporação do solvente. Requerem da mesma forma que as anteriores. São recomendadas para atmosferas medianamente agressivas. liberando ácido clorídrico. acetato de polivinila (PVA). portanto. A utilização mais indicada é para atmosferas medianamente agressivas. as tintas de nitrocelulose. temos as chamadas tintas à base de alcatrão de hulha-epóxi. Sua principal característica é a excelente retenção de brilho. um pouco resistentes a raios ultravioleta.net . Apresentam alguns problemas que limitam o seu uso como. A secagem destas tintas dá-se somente pela evaporação do solvente.TINTAS SEMINOBRES Caracterizam-se pela secagem por evaporação do solvente e são eventualmente denominadas de lacas. As tintas com veículo acrílico caracterizam-se pela excelente resistência aos raios ultravioleta. . Neste caso. As tintas de borracha clorada de boa qualidade devem ser isentas de óleos secativos. etc. Dentro deste grupo podem ser destacadas as seguintes tintas: a) Tintas acrílicas: as resinas acrílicas são obtidas a partir dos ácidos acrílicos e metacrílico.A. As resinas acrílicas.270-000 – Guaramirim . sensíveis a seus solventes. Outras tintas: além das citadas.weg. que secam por coalescência. 48 WEG Indústrias S. não amarelando quando expostas a intempéries. sensíveis aos seus solventes. Uma das combinações de maior utilização no campo da proteção anticorrosiva envolve a mistura de resinas betuminosas. por exemplo: a) Degradação pelo calor por volta de 65°C. que se copolimerizam em cloreto e acetato de polivinila. São recomendadas especialmente para tintas de acabamento em equipamentos e instalações onde seja importante certo grau de retenção de cor e brilho. uma boa limpeza de superfície. c) Tintas vinílicas: as resinas vinílicas são obtidas a partir de cloreto e acetato de vinila. bem como resistência a óleos e graxas. há ainda. São geralmente usadas em: “primer” (ou tintas de fundo). c) Fissuras devido ao processo de plastificação.de pouca responsabilidade e onde a cor preta puder ser aplicada. portanto.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. b) Tintas de borracha clorada: as resinas de borracha clorada são obtidas a partir da cloração da borracha. com resinas epoxídicas. através da esterificação.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. as alquídicas-silicones. portanto. A secagem destas tintas dá-se somente por evaporação do solvente. As tintas com veículo de estirenoacrilato se caracterizam por uma razoável retenção de cor e de brilho. sendo. portanto. sendo. “wash-primer” e tinta de acabamento. sendo. as tintas de acetato de celulose. b) Aparecimento de poros. Podem também ser obtidas a partir de reações que produzem o polivinilbutiral. as acrílicas-vinílicas.

net . amina ou isocianato.270-000 – Guaramirim . proporcionando excelente proteção por barreira. amida ou isocianato.weg. Característica: • Tinta bi-componente Propriedades gerais: • Tintas insaponificáveis em meio alcalino. necessita polir. As tintas fabricadas com estas resinas são de alta performance e de grande uso no Brasil. diminuindo ainda o custo final do produto. • Calcinam quando expostas ao intemperismo. As resinas epóxi podem ainda reagir com os isocianatos. As resinas epóxi podem ser misturadas com produtos betuminosos (alcatrão). . • Permite Lixamento rápido. A cura se dá a temperatura ambiente em aproximadamente sete dias.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. dos alcatrões.TINTAS NITROCELULOSE Característica principal: Secagem por evaporação do solvente.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. devido ao elevado número de oxidrilas ao longo do de sua cadeia. TINTAS NOBRES Dentro deste grupo podem destacadas as seguintes tintas: ser a) Tintas epóxi: as resinas epóxi são obtidas pela reação entre a epicloridrina e o bisfenol. • Tendência ao amarelamento. • Boa dureza.A. Estas tintas tem tido um grande incremento em seu uso em manutenção industrial. Vantagens: • Secagem rápida. micáceo ou alumínio. com a excelente resistência a imersão em água. geralmente são formuladas em alta espessura (da ordem de 120 a 150 µm por demão) e com pigmentos lamelares do tipo óxido de ferro. que são de qualidade inferior e comparável as alquídicas e fenólicas modificadas com óleos. Tais tintas associam as propriedades de excelente resistência química. Desvantagens: • Tendência ao branqueamento de acordo com a temperatura e umidade. A fim de obter. embora com poliamida e com isocianato tenha maior resistência. • Resistência à solvente tipo aguarrás e gasolina. no entanto. o isocianato alifático é ótimo promotor de aderência para metais não ferrosos. Além disso. • Baixa resistência química. A secagem ou cura das tintas epóxi dá-se por polimerização (polimerização por condensação). para obtenção de tintas de alta espessura e de grande utilização nos esquemas para imersão. • Para maior brilho. particularmente em locais onde o jateamento abrasivo for de difícil execução. dando origem as chamadas éster de epóxi. das resinas epóxi. 49 WEG Indústrias S. As resinas epóxi podem também ser modificadas com óleo secativo. • Fácil aplicação. São fornecidas em dois componentes um contendo o pré-polímero epóxi e o outro o agente de cura que é em geral uma amina. As tintas epóxis. introduz-se na cadeia da resina epóxi um número maior de oxidrilas. o máximo de reatividade entre os componentes. • Proporcionam película de baixa espessura. • Não tem resistência a maior parte dos solventes. TINTA EPÓXI Tipos genéricos: Epóxi modificado com amida.

resistentes a abrasão e retenção de cor e brilho. com excelentes propriedades de resistência a intempéries. Resistência ao intemperismo durante os seis primeiros meses de montagem. Epóxi-isocianato Como primer em aço galvanizado. 3) Bom desempenho quanto a: Flexibilidade. • Primer de pré-montagem em superfícies de aço carbono. Solventes. Catalizador Aromático: são recomendados para ambientes abrigados apresentando boa aderência e boa secagem do filme. combustíveis e lubrificantes. Epóxi-Poliamina Como primer. Ótima resistência mecânica. 2) Maior custo por galão (constituintes caros).net . São catalisadas com catalizador aromático ou alifático. Secagem ou cura: Reação entre dois componentes: a base onde estão os pigmentos (resina de poliéster) e o agente de cura (catalizador) a base de isocianato alifático ou aromático. na maioria das tintas e até 24 horas nas mais modernas. Catalizador Alifático: poliisocianatos alifáticos e ciclo-alifáticos permitem obter tintas poliuretanas. pois. Boa resistência à abrasão (utilizando pigmentos resistentes) • • • • • • • Tempo de vida útil da mistura (Pot Life): É o tempo disponível para utilizar a tinta (componente base + catalisador) após a mistura variando de 3 a 8 horas a 25ºC. 50 WEG Indústrias S. Não interfere na qualidade e processos de solda.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. intermediário ou acabamento de plataforma marítima. SHOP PRIMER ISOCIANATO Características: • Primer de aderência sobre metais não ferrosos.weg. Custo médio. não ferrosos e “Fiberglass” (Fibra de vidro). alta resistência a agentes químicos. pela excelente resistência aos raios ultravioleta (especialmente as resinas obtidas com isocianatos alifáticos). não ferrosos e poliéster reforçado com fibra de vidro (fiberglass). alumínio. Flexibilidade e Impacto. • Bom desempenho quanto a: Aderência. Epóxi-betuminoso Como revestimento único em peças e estruturas submersas ou enterradas. intermediário ou acabamento em interiores de tanques e tubulações de produtos químicos e solventes.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.• • Ultrapassado o tempo de demão subseqüente.A. esses isocianatos são resistentes à ação dos raios ultravioleta. exterior portuário ou indústria. Apresentam baixa resistência ao ultravioleta e a estabilidade da cor. Características: 1) Tintas bi-componente (duas embalagens). • Excelente resistência física e química Cura com Isocianato (Shop Primer) • Bom desempenho de aderência em aço galvanizado. Abrasão. Compatível com diversos acabamentos.270-000 – Guaramirim . Essas tintas também se caracterizam por uma excelente estabilidade da cor. . Produtos químicos. Cura com Poliamida • Boa resistência a: Umidade e Imersão em água. Secagem rápida. Ácidos e bases fracas. Aplicado em baixa espessura (25 micras). b) Tintas Poliuretano: as resinas poliuretanas são obtidas da reação de um isocianato com um álcool. Tipos genéricos: Poliéster ou Acrílico modificado com isocianato alifático ou aromático. Cura com Poliamina • Alta resistência a: umidade e imersão em água. Usos recomendados: Epóxi-Poliamida Como primer. As tintas fabricadas com estas resinas são de alta performance. a camada deve ser lixada para proporcionar boa aderência entre demãos. Impacto.

de alta performance. para atmosferas altamente agressivas e para imersão em produtos de petróleo e produtos químicos. entre 75 a 95% na película seca. em geral. por coalescência. • Requer mão-de-obra de aplicação especializada. Estas tintas ricas em zinco. • Indicadas para ambiente altamente agressivo ou para condições severas de utilização (imersão. como: • Pode ser aplicado com elevadas umidades relativas do ar. com alta resistência ao intemperismo. vantagens em termos de facilidade de aplicação.270-000 – Guaramirim . É usada como tinta de fundo. O zinco epóxi é uma tinta com veículo epóxi e pode ser curada com amina ou amida.net . dentre as quais se pode destacar: • Exigência de excelente limpeza de superfície. para acabamento. As tintas pigmentadas com pó de zinco requerem teores mínimos de zinco para poderem proteger catodicamente. sendo comum à aplicação sobre jateamento. requerem teores da ordem de 95% em peso. As resinas de silicone podem ser modificadas. • Recomendado a aplicação em espessuras até 75µm.). • Mecanismo de formação de filme. com teor de pó de zinco. • Rapidez de secagem. Possui razoável resistência a abrasão. para atmosfera altamente agressiva e para imersão em produtos de petróleo e produtos químicos. A secagem destas tintas dá-se em parte pela evaporação do solvente e em parte por conversão térmica. o silicato inorgânico de zinco e o etil-silicato de zinco. • Admite maiores intervalos entre demãos subseqüentes. Apresenta. devido a características de isolante elétrico do mesmo. subseqüente. neste caso. São empregadas para pintura de equipamentos até 500 ou 600°C. As tintas de silicone mais usadas são as pigmentadas em zinco. superfícies quentes. Importante: Este grupo possui algumas características fundamentais em comum. 51 WEG Indústrias S. para fundo e as pigmentadas em alumínio. sendo que as hidrossolúveis secam. em geral por polimerização ou conversão. uma vez que as partículas de zinco precisam estar em contato entre si. etc. ao passo que os de etil-silicato requerem somente 75%. em peso. Usos recomendados: Poliéster ou Acrílico alifático: Como acabamento. Poliéster aromático: Como fundo para acabamento alifático ou como acabamento em locais abrigados c) Tintas de silicone: são resinas semiorgânicas em cujas moléculas existem átomos de silício. São altamente pigmentadas em zinco. de alta performance. É usada como tinta de fundo. Para cura é necessário que o equipamento seja aquecido. sobre fundo epóxi ou poliuretana aromático. As tintas fabricadas com estas resinas são indicadas para pintura de superfícies que trabalham em temperaturas superiores a 120°C. As tintas mais importantes dessa categoria são: o zinco epóxi. é feito à taxa de 50°C por hora. também. O silicato inorgânico de zinco é uma tinta de dois componentes. As tintas de silicone modificadas com estas resinas podem ser usadas somente até 250°C.4) Ultrapassado tempo de demão.weg.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. ou seja. para utilização como tinta de fundo. com tintas nobres. jateamento ao metal quase branco. quando formuladas em borracha clorada e éster de epóxi. admitindose que acima de 300°C parte da resina se volatilize. porém têm a vantagem de não necessitar aquecimento para a cura. .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.A. sendo bastante comum à modificação com resinas alquídicas e acrílicas. sendo que as tintas pigmentadas em alumínio são as de melhor performance. para permitir continuidade elétrica. em relação à de silicato inorgânico de zinco. são monocomponentes e não são consideradas. d) Tintas ricas em zinco: são tintas de alta performance. Assim é que os veículos epóxi. Requerem para perfeito desempenho uma excelente limpeza de superfície. O aquecimento. a camada deve ser lixada para proporcionar boa aderência entre demãos.

Geralmente composto por misturas de solventes de evaporação Exemplo: Misturas de xileno.net . • Tipos de solventes: hidrocarbonetos (alifáticos ou aromáticos). etc. Diluentes: são componentes que embora não sendo solventes do veículo. procurando balancear sua proporção visando conseguir: uma boa solvência. Os álcoois são o etílico. Desta forma. cetonas (solvente verdadeiro para resinas epóxi. Os ésteres comumente empregados são o acetato de etila. o de butila. máquinas e equipamentos para a pintura. . ésteres e outros compostos orgânicos. tolueno e glicóis (diluente para tintas epóxi e poliuretana). Thinner: são misturas de solventes a base de cetonas (acetatos). Solventes auxiliares: são os solventes que sozinhos não são capazes de solubilizar o 52 WEG Indústrias S.4. não é recomendado o uso de um solvente de uma tinta em outra. a metil-isobutilcetona (MIBK) e a ciclo-hexanona. usadas na construção civil e das tintas hidrossolúveis de uso industrial.). poliuretana.270-000 – Guaramirim . ésteres (solvente verdadeiro para acrílicas e vinílicas).A. Os solventes são. O solvente poderá também ser água. o xileno (xilol) e as naftas aromáticas. com conseqüente diminuição da espessura da película. cetonas. Recomendado para diluição de Tintas nitrocelulose e muito utilizado para limpeza de peças. Exemplo: tolueno (solvente auxiliar para as resinas acrílicas e vinílicas). porém em face da inflamabilidade e particularmente da toxidez dos solventes orgânicos. além. como é o caso das tintas de emulsão (látex). tempo de secagem apropriado. sem contaminantes e com pH neutro ou ligeiramente básico.2 SOLVENTES São compostos capazes de solubilizar as resinas e diminuir a viscosidade das tintas. veículo. Solventes verdadeiros: são os solventes capazes de solubilizar o veículo. Na formulação de tintas de um modo geral. havendo uma forte tendência em substituí-las pelas solúveis em água. pura. porém tem como inconvenientes: • • Representa custo adicional às tintas. Os hidrocarbonetos aromáticos são o tolueno (toluol). As acetonas de uso mais geral são a metil-etil-cetona (MEK). Alguns componentes orgânicos são muito tóxicos e por isso o seu uso em tintas deve ser evitado. Os hidrocarbonetos alifáticos mais usados são a nafta e a aguarrás mineral.weg. acrílica. devido às perdas por evaporação. o fabricante utiliza uma mistura de solventes. glicóis (álcool). Parte volátil das tintas. perfeita formação da película. porém de fabricantes diferentes. o tricloroetileno). de modo geral. Pode provocar o aparecimento de poros e pontos fracos após a evaporação. Exemplos: aguarrás (solvente verdadeiro para óleos e resinas modificadas com óleos). porém aumentam o poder de solubilização do solvente verdadeiro.8. necessários às tintas para conferir viscosidade adequada para aplicação. até nos casos em que forem da mesma natureza e especificação. por evaporação após a secagem. Os solventes classificados em: também podem ser CLASSIFICAÇÃO DAS TINTAS QUANTO AO SOLVENTE Tintas com Solventes Orgânicos: apresentam grandes vantagens em termos de aplicação e de desempenho. A regra mais adequada a seguir é adquirir solventes para acerto de viscosidade do mesmo fabricante da tinta. contribuem para a diminuição da viscosidade (Diluir a tinta). aromáticos e outros. o butílico e o isopropílico. como é o caso do benzeno e dos solventes clorados (por exemplo.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. álcoois. o de isopropila e o de etilglicol.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. vem sendo contestadas neste final de século. naturalmente do menor custo possível. A água usada como solvente deve ser tratada.

permitem pintar em locais confinados e com pouca ventilação. DESVANTAGENS Secagem lenta. tanto para fundo quanto para acabamento e. Tinta Hidrossolúvel COMPARATIVO ENTRE TINTAS BASE SOLVENTE E TINTAS HIDROSSOLÚVEIS A grande vantagem de se ter a água como solvente de uma tinta é. VANTAGENS Secagem rápida. justamente pela dificuldade de aplicação. isto é. . Atualmente têm sido produzidas com bons resultados as tintas hidrossolúveis alquídicas.A. e reduzir conseqüentemente o uso das tintas com solventes orgânicos. permitindo películas bastante impermeáveis e de grande utilização na pintura de eletrodomésticos. em face da alta viscosidade.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Apresentam como mecanismo básico de secagem a coalescência. Produto tradicional conhecida). de solventes (tecnologia Produto inflamável. onde este constituinte é responsável pela dispersão. à Tintas sem solventes ou Tintas em pó: as tintas sem solventes para aplicação pelos processos tradicionais (pincel. o caráter ecológico do revestimento. de grande importância na pintura de fábrica.net . 53 WEG Indústrias S. necessidade de uma estufa p/acelerar processo de secagem. evidentemente. rolos e pistolas a ar e sem ar) são de uso mais restrito. sendo para isso necessária a presença de pequena percentagem de solvente orgânico coalescedor (menos de 5% na tinta).weg. não tóxico. Custo inferior (comparado com tintas hidrossolúveis). quanto à saúde dos operadores.270-000 – Guaramirim .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Tinta Base de Solvente DESVANTAGEM Presença aromáticos. Dentro desta categoria. É importante ressaltar a forte tendência em se utilizar cada vez mais as tintas solúveis em água. Diminui riscos tanto ao patrimônio da empresa.Tintas Hidrossolúveis: são na verdade tintas emulsionadas em água. acrílicas e epoxídicas. sem os perigos de formação de misturas explosivas ou danosas ao homem. Produto não inflamável. não contaminar o meio ambiente e não oferecer riscos a saúde dos pintores. Em conseqüência. Maior cuidado quanto preparação de superfícies. pois. surgem às tintas em pó. VANTAGENS Sem presença de solventes aromáticos. certamente em breve. sem odor. e acarreta poucos riscos para o aplicador ou usuário. entretanto. outras resinas serão usadas na formulação de tais tintas. As grandes vantagens destas tintas consistem em não apresentar cheiro. As tintas em pó são normalmente aplicadas com pistolas eletrostáticas. A água é responsável pela dispersão. estes não se exporão a solventes orgânicos prejudiciais a saúde. sem riscos para a saúde e não inflamável. A emissão de solventes orgânicos é mínima. Tecnologia em crescimento.

b) A finalidade: em tintoriais. utilizadas em objetos decorativos. vermelho toluidina.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. PIGMENTOS . óxido de cromo verde e verde molibdato. Os principais pigmentos deste tipo são: Pigmentos brancos: o mais importante é o dióxido de titânio (TiO2). mas de menor brancura que o anatásio. Pigmentos azuis: azuis de ftalocianina. Pigmentos verdes: verdes de ftalocianina (azul de ftalocianina clorado). anticorrosivos e especiais.3 PIGMENTOS Os pigmentos são substâncias em geral pulverulentas adicionadas à tinta para dar cor. azul da Prússia e azul ultramarino. cargas. possuir alto brilho e fraca resistência química e a ação de raios ultravioleta do sol. Pigmentos amarelos: amarelo hansa. 8. amarelo de cromo. encorpar a película ou conferir propriedades anticorrosivas. Existem dois tipos de pigmentos alumínio: Leafing (auto brilho metálico) e Não Leafing (Baixo brilho metálico). amarelo de cádmio.net . Pigmentos pretos: óxido de ferro (Fe3O4). vermelho de molibdênio (molibdato de chumbo). Existem duas variedades: o rutilo e o anatásio. azul molibdato. c) A ação: em ativos e inertes. quase não 2) CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A FINALIDADE TINTORIAIS São os pigmentos utilizados para dar opacidade e cor. Eles se caracterizam por ser de baixa densidade. sendo considerado uma matéria-prima básica na formulação de tintas. que diferem em sua forma cristalina. ou seja. amarelo de zinco. 54 WEG Indústrias S. Os pigmentos brancos são todos de natureza inorgânica. Pigmentos laranjas: laranja de cromo (cromato básico de chumbo). verdes de cromo (azul da Prússia e amarelo de cromo). pretos de carbono (negro de fumo) e grafite. sendo o rutilo de maior opacidade e resistência a luz. vermelho naftóis e vermelho cinquásia (vermelho quinacidrona). epóxi-poliéster (Híbridas) e poliéster. O aspecto final da película pode ser liso ou texturizado. Outros pigmentos brancos de menor importância são: o óxido de zinco e o litopônio (30% de sulfato de zinco e 70% de sulfato de bário).Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. que é responsável pelo aspecto metálico das tintas de acabamento. Pigmentos inorgânicos: os pigmentos inorgânicos são utilizados também com o objetivo tintorial. vermelho para-red (para-nitroanilina e p-naftol). Pigmentos violetas: violeta cinquásia.weg. laranja molibdato.A.4. Eles se caracterizam por ser de maior densidade que os primeiros. porém podem ser usados como cargas e como anticorrosivos. laranja bezendina e laranja dinitronilina. não possuem bom poder de cobertura.Os sistemas mais comuns são: o epóxi. podendo ser classificados de acordo com: a) A natureza: em orgânicos e inorgânicos. . Os bronzes em pó têm uso na obtenção de cores púrpuras. 1) CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A NATUREZA Pigmentos orgânicos: os pigmentos orgânicos são utilizados principalmente para dar opacidade e cor. Os dois primeiros para ambientes abrigados do sol e o último para exterior. com objetivo tintorial. Eles são adicionados às tintas para cobrir o substrato. Pigmentos metálicos: o mais importante é o alumínio.CARGAS Estes pigmentos são também denominados reforçantes e encorpantes. dentre outros. Pigmentos vermelhos: óxido de ferro (Fe2O3). possuir menos brilho e maior resistência química e a ação de raios ultravioletas.270-000 – Guaramirim . vermelho de cádmio.

É um pigmento de coloração amarela. . Os mais importantes são: a) Cromato de zinco: é constituído de cromato de zinco e potássio e é um pigmento amarelo esverdeado de excelente ação inibidora. sendo translúcidos quando incorporados à maioria dos formadores de filme. Sílicas: a mais importante é a sílica diatomácea. tais como imersão em produtos químicos. conferindolhes propriedades especiais. A barita possui elevada resistência química a ácidos.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. regulando o brilho e a consistência. Este pigmento vem sendo progressivamente utilizado em substituição ao zarcão. devido ao seu baixo poder de refração. quando usados em exteriores. Sulfatos: os mais importantes são o sulfato de bário (barita) e o sulfato de cálcio (gesso). Estes pigmentos desempenham importante papel na formulação das tintas. PIGMENTOS ESPECIAIS Estes pigmentos são utilizados finalidades específicas.270-000 – Guaramirim . especialmente a de fundo. o ortosilicato de alumínio e potássio (mica) e o silicato de magnésio fibroso (amianto). PRINCIPAIS TIPOS DE CARGAS Carbonatos: os mais importantes são os carbonatos de cálcio (calcita) e o carbono de cálcio e magnésio (dolomita).SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. O pigmento de zinco não tem a sua importância ligada a cor e sim a proteção anticorrosiva. Silicatos: os mais importantes são o silicato de magnésio hidratado (talco).ANTICORROSIVOS Estes pigmentos se caracterizam por conferir propriedades anticorrosivas à película de tinta. Podem ser de dois tipos: 1) Pigmentos inibidores: são adicionados nas tintas de fundo. são citadas como galvanização a frio. o silicato de alumínio hidratado (caolim). As tintas deste tipo são chamadas tintas ricas em zinco e. tais como: com 55 WEG Indústrias S. Estas tintas são utilizadas em condições severas. O zinco metálico é o pigmento amplamente usado em tintas de fundo altamente pigmentadas.2H2O. tende a sedimentar com facilidade durante o armazenamento da tinta. promovendo inibição anódica. produtos de petróleo. que possui excelente ação inibidora. c) Fosfato de zinco: é constituído de fosfato de zinco Zn3 (PO4)2. álcalis e ação do intemperismo. que é uma sílica amorfa. porém pelo elevado peso especifico.interferem na tonalidade. Estes pigmentos têm fraquíssima resistência a meios ácidos e.A. como recurso econômico. promovem tendência ao esfacelamento das películas de tinta. reforçando a película. PIGMENTOS . formada pela deposição dos organismos marinhos em antigas eras geológicas. 2) Pigmentos protetores: são pigmentos metálicos presentes na tinta de fundo que promovem proteção catódica galvânica. por possuir propriedades anticorrosivas similares e menor toxidade. Possuem maior resistência química frente a ácidos. substituindo parte do pigmento anticorrosivo (ativo) e parte da resina. diminuindo a intensidade das pilhas de corrosão. mas possui boa ação inibidora. b) Cromato básico de zinco ou tetroxicromato de zinco: constituído de cromato básico de zinco (ZnCrO4 . O emprego destes pigmentos pode ser sintetizado em dois aspectos principais: como recurso para aumentar o teor de sólidos nas tintas de alta espessura. atmosferas altamente agressivas (especialmente atmosferas marinha) e temperaturas elevadas.net . pela formação de um precipitado sobre as áreas anódicas das células de corrosão. d) Óxido de Ferro. nas massas e nas tintas foscas. um pouco menos solúvel que o cromato de zinco. em alguns trabalhos.weg. 4Zn(OH)2). obtendo-se assim uma tinta mais barata.

Os óxidos de ferro que protegem também por barreira. são muito usados em tintas de fundo. portanto.4.A. diminuir a viscosidade. Os tensoativos atuam também como dispersantes e facilitam tanto na fabricação. mariscos. Aditivos espessantes. etc. geleificantes ou tixotrópicos: são aditivos com a finalidade de dar a tinta consistência adequada para aplicação em superfícies verticais.270-000 – Guaramirim . Pode-se. não se tem escorrimento. Para tintas de alta espessura consegue-se com agitação. São utilizados em tintas muito duras para evitar o fendilhamento ou gretamento e melhorar a aderência. portanto. placas.net . Os componentes tradicionalmente usados são de cobre (óxido cuproso – Cu2O). Após a aplicação.4 ADITIVOS Os aditivos são constituintes que aparecem de acordo com a conveniência do formulador da tinta. Antipeles ou antinatas: são aditivos que evitam a formação de uma pele ou uma nata na parte superior da lata. caso ocorra pequena sedimentação.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. nas tintas que secam por oxidação de óleos.Impermeabilizantes: são adicionados em tintas de fundo e de acabamento para aumentar a proteção por barreira. tais como cracas.weg. por exemplo. durante a armazenagem da tinta. Os antisedimentantes produzem um gel coloidal que diminui a tendência à sedimentação e. Estes reduzem o tempo de secagem de tintas. ou seja. Perolados: são adicionados para dar um tom acetinado as tintas de acabamento. que interferem na tensão superficial das tintas. com retorno a viscosidade original. quanto na aplicação da tinta. São eles os pigmentos tintoriais. Eles são constituídos pelos pigmentos reforçantes e encorpantes. corais. pelas chamadas cargas. A ação destas tintas se dá pelo auto polimento do filme e pela migração dos biocidas utilizados evitando a incrustação. entretanto. Aditivos tensoativos ou umectantes: os aditivos tensoativos são aqueles que aumentam a molhabilidade do pigmento. ostras e algas. Aditivos nivelantes: são aditivos constituídos de produtos tensoativos. para cascos de embarcações. Secantes: são aditivos que atuam como catalisador da secagem. bóias. na proteção anticorrosiva e nas propriedades básicas da tinta. como o caso das micas e do alumínio lamelar. os anticorrosivos e os especiais. Inertes: são os pigmentos que pouco ou quase nada influem na cor. Eles são necessários. tinta sem tais componentes. carbonatos de chumbo ou de bismuto. São aditivos denominados antioxidantes dos veículos e devem ser suficientemente voláteis para não retardar a secagem após a aplicação da tinta. retardando a sedimentação. formular uma 56 WEG Indústrias S. de modo a evitar a incrustação de organismos. . 8. Os principais aditivos usados em tintas são: Plastificantes: são aditivos que visam dar a película maior flexibilidade. Fluorescentes e fosforescentes: são utilizados em tintas de sinalização e demarcação para ressaltar a ação da luz em faixas de demarcação. dentre outras. evitam que seja um sedimento duro e compacto. para ajustar uma determinada formulação quantos às características e propriedades desejadas. 3) CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A AÇÃO Ativos: são os pigmentos que têm uma ação bem definida dentro da tinta e. influem decisivamente na formulação. Antiincrustante (anti-fouling): são adicionadas as tintas de uso marinho. melhorando o espalhamento e evitando o aparecimento de marcas deixadas pelas cerdas de pinceis e trinchas. com objetivo de melhorar certas características ou propriedades da mesma.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.

crateras.5 CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS E GERAIS DA PELÍCULA A película de tinta deve apresentar as seguintes características fundamentais: Coesão: consiste na coesão entre os diversos constituintes do revestimento. bolhas. isenta de falhas como poros.A. Como exemplos de tinta que utilizam este mecanismo. existem várias famílias de tintas. fenólicas modificadas com óleo. que são mandatórias em qualquer película de tinta. A evaporação do solvente pode introduzir poros. 8. que evapora após a aplicação. que dependerá. levando a uma diminuição da sua impermeabilidade e conseqüente diminuição da proteção anticorrosiva por barreira. As tintas a base de óleo modificadas normalmente são de secagem lenta. asfaltos. podemos citar: óleos secativos. Oxidação de óleos: Este mecanismo esta presente nas tintas a óleo e óleo modificadas. Resistência química: consiste na capacidade da película de resistir ao ataque dos agentes químicos existentes no meio corrosivo. Mesmo naquelas que usam outros mecanismos. podendo ser melhoradas quanto a aceleração no tempo de secagem. Também. com reduzida perda de brilho. dentre as quais se pode destacar: Absorção e transferência de umidade: resistência a penetração de água nas moléculas ou por entre as moléculas.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. de cor e de espessura. há uma série de características gerais que ela poderá apresentar em maior ou menor grau. para efeito de aplicação são dissolvidas em um solvente. havendo então a formação da película na superfície que se quer proteger. . entre outros fatores da permeabilidade e da sua aderência. ésteres de epóxi. Além das características fundamentais. trincas etc. borrachas cloradas.6 MECANISMO DE FORMAÇÃO DA PELÍCULA DA TINTA Entende-se por mecanismos de formação a passagem da película úmida.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. devido ao contato com o ar após a aplicação. São substâncias já polimerizadas ou que possuem características filmógenas. Os mecanismos de formação da película de tintas mais importantes são: Evaporação do solvente: este mecanismo está presente praticamente em todas as tintas de uso industrial. de forma a apresentar uma película continua. que é seu estado final. Adesão ao substrato: consiste na perfeita e permanente aderência à superfície a ser protegida. vinílicas.weg. alcatrões de hulha. Como exemplo de tintas que apresentam este mecanismo.net . chuvas e ventos. em que este é o único mecanismo presente. A aderência ao substrato é obtida em maior grau pela ancoragem mecânica de tinta nas irregularidades da superfície e. Resistência à abrasão: consiste na resistência ao desgaste provocado pela ação mecânica do meio. como sais.270-000 – Guaramirim . as quais. para a película seca. Neste mecanismo podem-se destacar dois tipos de polimerização: 57 WEG Indústrias S. etc.8. No entanto. Polimerização: este mecanismo está presente nas principais famílias de tintas de alto desempenho e alto poder impermeabilizante. a evaporação dos solventes contribui na formação da película. conforme aplicada. etc. Resistência ao intemperismo: capacidade da película de resistir à ação dos agentes naturais. podem-se citar: acrílicas. formando uma película sólida pela entrada de oxigênio na molécula dos óleos. a penetração de água através da película. em parte. bolhas ou crateras na película seca de tinta. pelas forças de atração de natureza molecular. após secagem e/ou cura. estirenoacrilatos. O mecanismo consiste na oxidação dos óleos secativos (óleos vegetais). alquídicas.

destacando-se entre elas as tintas ricas em zinco. o teor de pigmentos metálicos tem que ser de tal ordem que impeça que o veículo dificulte a continuidade elétrica entre as partículas do pigmento responsável pela proteção catódica. não se polimerizam. se o veículo é uma resina epóxi. No entanto. Proteção por pigmentos inibidores: este mecanismo é encontrado nas películas de pintura aplicadas como tinta de fundo (primer). que contem determinados pigmentos inibidores. tintas ricas em magnésio e alumínio poderiam apresentar de forma eficiente este mecanismo. provavelmente pelas características desfavoráveis dos produtos de corrosão daqueles metais (alta resistividade elétrica. dão início ao processo de polimerização. quando o veículo é o silicato de etila.7 MECANISMO PELÍCULA DE PROTEÇÃO DA Os mecanismos básicos de proteção da película de tinta são: Proteção por barreira: Presente em praticamente todas as películas de tinta. ou seja.) e pela baixa densidade destes metais em comparação ao zinco. na temperatura ambiente.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. etc. Proteção catódica por pigmentos metálicos anódicos: este mecanismo é encontrado nas películas de tinta aplicadas como tinta de fundo (primer).a) Polimerização térmica: ocorre nas resinas que. o que dificulta a formação de película altamente pigmentada. Nas tintas que atuam pelo mecanismo de proteção catódica. . 58 WEG Indústrias S. em relação à superfície metálica que se quer proteger contra a corrosão. as acrílicas e as industriais com veículos alquídicos. Consiste na reunião das partículas dispersas após a evaporação da água sob a ação do solvente coalescedor. sendo o mecanismo fundamental nas tintas de acabamento. ao passo que. a quantidade mínima de zinco é de 75% na película seca. As tintas que apresentam este mecanismo possuem teor de 75 a 85% em peso de pigmento metálico na película seca. apenas as ricas em zinco têm se mostrado satisfatórias. tais como: cromato de zinco.weg. etc. podemos citar as arquitetônicas com veículos vinílicos de acetato de vinila.A.270-000 – Guaramirim . permitida a formação da pilha eletroquímica. Como exemplo de tintas que apresentam este mecanismo. O mecanismo de proteção por barreira atua procurando impedir o contato entre o meio corrosivo e a superfície que se quer proteger. fosfato de zinco. nas tintas a base de zinco. acrílicos. Coalescência: ocorre nas tintas hidrossolúveis usadas na pintura industrial e na pintura arquitetônica.net . Como exemplo: Tintas epóxi e poliuretanas. Teoricamente. Com a evaporação deste forma-se uma película sólida e resistente à própria água. Isto é devido a maior resistividade elétrica apresentada pelo epóxi em relação ao silicato de etila. a quantidade mínima de zinco é de 85%. dentre outros. que contem elevados teores de pigmentos anódicos. baixa solubilidade. havendo necessidade de uma energia térmica de ativação. fenólicas e epóxi-fenólicas b) Polimerização de condensação: ocorre nas resinas em que se usa um semipolímero como um dos reagentes e um agente de cura que. epóxi.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Como exemplo: alquídica-melamínicas. 8. em termos práticos. tão logo misturados. Por exemplo.

net . visa fundamentalmente o embelezamento das superfícies revestidas. pistolas ou outros equipamentos para a aplicação das tintas. uma preparação da superfície.A. Identificação promocional. Auxílio na segurança industrial. FUNDAMENTOS INDUSTRIAL RAMOS DA PINTURA DA PINTURA jateamento abrasivo. com espessuras inferiores a 1 mm. por exemplo. tais como: § § § § § § § § Estética: torna a apresentação agradável. forma um filme duro. . A pintura artística é aquela em que o uso das tintas e das cores tem a finalidade de expressar uma arte.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. colorido . Esta pintura é. tais como cabines de jateamento abrasivo ou banhos de soluções químicas. Esquema de tinta ou de pintura refere-se simplesmente ao conjunto de tintas específicas para um determinado fim. sendo também empregado com excelentes resultados em estruturas submersas (casco de embarcações) e ainda em alguns situações para estruturas enterradas. Pintura é a hábil técnica de se aplicar tintas. É usada na construção civil e. Tipos de Pintura Industrial Pintura industrial de fabricação em série: é aquela cuja aplicação das tintas é feita por meio de instalações fixas.270-000 – Guaramirim . por exemplo: preparo da superfície com remoção de óleos. Diminuição da rugosidade. não obstante possa ter também finalidade protetora. painéis. Impermeabilização. No que diz respeito a desempenho e custo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. A limpeza da superfície é uma fase de grande importância porque as tintas sempre exigem. um maior detalhamento. Podem ser aplicados em instalações industriais e portuárias. aderente. Apresenta. em maior ou menor grau. geralmente liquida. a pintura é o método de controle de corrosão praticamente absoluto para estruturas aéreas. tais como máquinas para 59 WEG Indústrias S.1 CONCEITO DE PINTURA INDUSTRIAL O termo genérico pintura pode ser estendido a três ramos da atividade humana: a) Pintura artística. c) Pintura industrial. para que haja um perfeito contato entre a tinta de fundo e a superfície que esta sendo protegida. embarcações e estruturas metálicas diversas. Atuam como barreira entre o meio corrosivo e o material metálico que se quer proteger. outras finalidades complementares. São pinturas realizadas pela interposição de uma película de tinta capaz de formar uma película sólida após a secagem ou cura. Impedir a aderência de vida marinha no casco das embarcações e bóias. 9.2 CONCEITOS TERMINOLOGIA BÁSICOS / Tinta é uma composição pigmentada. Permitir maior ou menos absorção de calor. etc. pastosa ou sólida (forma de pó) que ao secar ou após o processo de cura.9. murais.obliterante. Facilitar a identificação de fluídos em tubulações ou reservatórios. Pintura industrial de campo: é aquela cuja aplicação das tintas é feita por meio de instalações móveis. 9. chama-se também de pintura a tinta já aplicada. porém. A pintura industrial é aquela cuja finalidade principal é a proteção anticorrosiva. exercida pelos artistas. gorduras e principalmente produtos de corrosão (óxidos). para limpeza e condicionamento de superfície. A pintura arquitetônica é aquela em que o uso das tintas e das cores tem a finalidade de tornar agradáveis os ambientes. portanto. que usam na execução de quadros.weg. graxas. primer e acabamento. b) Pintura arquitetônica. cabines de aplicação e estufas. Sistema de pintura ou especificação de pintura menciona além do conjunto de tintas.

As pinturas podem ter um desempenho que. por isso a superfície aparenta o brilho da fonte de luz. ou seja. 8) Pot Life da tinta. 2) Tipo de ambiente de exposição? Rural. As tintas de baixo PVC reflete praticamente todo feixe de luz incidente. Mecânico. Industrial. Quanto maior o teor de pigmento. Rolo. Nota: Mencionar observações quando necessário. chega a uma vida útil de 5 anos ou mais. as tintas com alto teor de pigmento são mais foscas e mais permeáveis. perfil de rugosidade. As tintas de alto PVC apresentam inúmeras partículas dos pigmentos sobressaindo na superfície.net . 4) Contato com produtos químicos? Presença de vapores tóxicos Imersão em liquido (Tipo) Estrutura sujeita a derrames ou respingos 5) Temperatura de operação? Ambiente Quente ou Frio. As tintas de acabamento devem ser formuladas com “PVC” próximo ao “CPVC” – teor crítico de pigmento em volume. Itens compostos no detalhamento do sistema de pintura: INFLUÊNCIA DO TEOR DE PIGMENTO O teor de pigmento pode interferir em diversas propriedades das tintas. 6) Regime de operação? Contínua ou Intermitente 7) Possibilidade de que tipo de tratamento? Jateamento. 60 WEG Indústrias S. É o caso das tintas “ricas” em zinco. 4) Método de aplicação. O teor de pigmento em volume é referido pelos fabricantes de tintas como sendo o PVC. 5) Diluente e diluição. a preparação da superfície objetiva criar um perfil de rugosidade. capaz de facilitar a adesão mecânica da tinta. Urbano. 6) Tempos de secagem. 8) Tipo de equipamento de pintura? Pistola.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.weg. a mesma pintura poderia durar cerca de 1 ou 2 anos. ou seja: “Pigment Volume Content”. 9. espessura de película seca e úmida para cada tinta. Pincel. que pode ser desde um simples retoque até substituição de toda tinta velha por outra nova. sobre a qual a tinta foi aplicada. Tintas com baixo teor de pigmento são mais brilhante. Tudo vai depender do meio ambiente e do esquema de pintura empregado. Quando se trata de tintas de fundo anticorrosivas. grau de limpeza.3 ESQUEMAS DE PINTURA 1) Preparo de superfície. Combinações. “Critical Pigment Volume Content”. e o brilho da fonte de luz chegue fraco à vista do observador. Concreto. 3) Ambiente de instalação? Interno. mais permeável é a tinta e maior é a tendência à formação de ferrugem no aço.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Em condições adversas. mais flexíveis e menos porosas. o teor de pigmento deve ser alto. mais impermeáveis. 2) Numero de demãos de tinta. Aço galvanizado. em condições favoráveis. 3) Intervalo de repintura entre demãos mínimo e máximo. As tintas de manutenção são formuladas para permitirem que as estruturas e equipamentos permaneçam por grandes períodos sem corrosão. Por outro lado. 9) Tipo de tinta e relação de mistura. o que faz com que o feixe de luz incidente seja refletido em várias direções.Além disso. . 7) Esquema de tintas. Aço galvanizado a fogo.270-000 – Guaramirim . Manual. Alguns fatores devem ser considerados: 1) Qual a superfície a ser pintada? Aço carbono. Alumínio. 10) Rendimento teórico (com e sem % de Perdas). e periodicamente sofram uma manutenção. para que os pigmentos inibidores de corrosão tenham sua ação mais edificante. Marítimo.A. externo.

instalações de hidrocarbonetos 9. vasos de pressão.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. São produtos mais baratos comparados com a tinta de fundo. reatores. tubulações de água e fluidos de combate ao incêndio. 2) Verde: para equipamentos de proteção pessoal. estruturas metálicas em geral. .4 CORES NA PINTURA INDUSTRIAL ASPECTOS PSICOLÓGICOS ESTÉTICOS E Na pintura industrial procura-se aplicar esquemas capazes de proteger adequadamente contra a corrosão.weg. escadas e outras áreas onde se deve ter cuidados especiais e uma boa visibilidade. 5) Amarelo com faixas pretas: áreas perigosas. c) Tintas de Acabamento: São responsáveis por proteger o sistema contra o meio ambiente e dar a cor desejada. como. 61 WEG Indústrias S. As cores mais freqüentemente usadas com o objetivo de identificação são: Cor alumínio: para tanques de armazenamento. mas não se deve esquecer dos aspectos estéticos e psicológicos envolvidos. por exemplo: veículos de combate a incêndio. 8) Púrpura: indica radiação. etc. Auxiliam na proteção. próximo a equipamentos em reparos.A. Fundo ou fundo acabamento (dupla função). permutadores de calor.270-000 – Guaramirim . Os principais usos das cores são: 1) Vermelho: para indicação de equipamentos de segurança de um modo geral. 3) Branco e branco com faixas pretas: para demarcação de tráfego. procura-se também dar um aspecto agradável e esteticamente favorável aos equipamentos e instalações. 6) Alaranjado: área onde se deve estar alerta. tubulações (executando-se as utilidades).net . Cor branca: para tanques de armazenamento de petróleo e derivados leves. Deve-se procurar padronizar as cores usadas. podem ou não conter pigmentos inibidores de corrosão.Num esquema de Pintura as Tintas podem ser classificadas em: a) Tinta de fundo: Responsáveis pela adesão do esquema ao substrato. b) Tintas Intermediárias: Oferecem espessura ao sistema. extintores.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Ao se pintar. Conhecidas como TIE COAT. entre outros. 7) Azul: indica precaução. 4) Amarelo: pintura de passadiços. ASPECTOS DE SEGURANÇA INDUSTRIAL As cores obtidas pela aplicação de tintas desempenham um importante papel na segurança industrial. ASPECTO DE IDENTIFICAÇÃO As tintas são usadas como mencionado anteriormente para dar cor aos equipamentos e instalações industriais. equipamentos de injeção de espuma. visando a reduzir o número de tintas. por exemplo.

de Cor vermelha: para tubulações e instalações de combate á incêndio. aditivos. as tintas podem ser fornecidas em tambores de 200 litros. uma fábrica de tintas é. Desta forma. 3) Moagem: consiste na passagem da prémistura em moinhos para a moagem dos pigmentos.A.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. normalmente.270-000 – Guaramirim . em geral.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. a utilização de cores claras é muito importante na obtenção de maior luminosidade e maior conforto nos ambientes industriais. pigmentos) em condições de efetuar as misturas de acordo com a formulação desejada. tanques de completagem e ajustes finais e unidade de enlatamento e embalagem. Em grandes trabalhos de campo.weg. PROCESSOS DE FABRICAÇÃO As fábricas de tintas recebem. Este fato é extremamente importante na pintura de superfícies expostas ao sol. provocam pouca absorção.net . 4) Completagem: consiste na adição e no ajuste dos constituintes.gasosos em especial o gás liquefeito de petróleo e vapor. promovem grande absorção de calor. seja por problemas de perda de energia. podem também ser considerada em relação a maior ou menor absorção de calor. A pintura em branco. Cor preta: para combustível de viscosidade (óleo combustível). As tintas são embaladas em recipientes de um galão (3. de modo a diminuir perdas por evaporação. mesmo quando suja. 10. em especial o preto. provoca menores perdas por evaporação que qualquer outra cor. ASPECTOS RELATIVOS À MAIOR OU À MENOR ABSORÇÃO DE CALOR E ENERGIA RADIANTE A escolha das cores. acertos de cores e outros necessários para definição do produto final. as matérias-primas (veículos. moinhos para dispersão de pigmentos no veículo (moinhos de esferas de vidro ou zircônio. tanques de mistura. solventes.6 litros) ou fração ou ainda tamanhos correspondentes em litros. bem como superfícies externas que possam absorver calor e trazer inconvenientes ao interior. Cor cinza-escuro: eletrodutos Cor verde: para tubulações de água. alta As fases de fabricação são as seguintes: 1) Pesagem das matérias-primas: acordo com a formulação. enquanto que as cores claras. até a proporção desejada. as cores escuras. que são mais econômicos. seja por questão de conforto. constituída de tanques de armazenagem de matériasprimas. principalmente o branco. os de rolo são muito utilizados). Para execução destas operações. Cor cinza-claro: vácuo. É ainda importante que se utilize pintura em branco nos tanques de armazenamento de petróleo e derivados claros. especialmente solvente. Cor azul: para tubulações de ar comprimido. 2) Pré-mistura: consiste na formação de pasta do veículo e pigmento (dispersão). 5) Acertos finais: consiste na adição de aditivos. Para usos industriais utilizam-se baldes de 5 galões (18 litros) ou embalagens de 20 litros. Em relação à temperatura ambiente. 62 WEG Indústrias S. .

2 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano não agressivo. . PLANOS DE PINTURA Na elaboração de planos de pintura.net . do tipo de equipamentos ser revestido e das condições ambientais. 280 Km 50 . no momento da aplicação. aplicação das tintas. Plano técnico e Comercial: Data: Cliente: Substrato: Preparo de Superfície: Perfil de Rugosidade: Diluição: 20 % Espessura .270-000 – Guaramirim .µm Úmida Seca NVV % Rend. ambiente de exposição: 11. Máx Diluente Br.Santa Catarina Fone +55 47 3276. ambiente de exposição e outros pontos relevantes (vide modelo no item 11. lixamento ou limpeza seguida de jateamento Sa 2½. parte 11. Alquídico Cores 120 35 35 10 - 5 24 Alquídico 1024 Nota: Diluição 20 %. lixamento ou limpeza e após jateamento Sa 2½. do perfil de rugosidade do substrato. deve ser considerado o tipo de substrato.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.4000 Fax +55 047 3276.µm Úmida Seca NVV % Rend.Guaramirim . poderá haver fabricantes alternativos e por sua vez estes apresentarem desempenho de durabilidade diferente. A durabilidade de todo sistema de pintura. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. tipo de aplicação. 63 WEG Indústrias S. esta associado ao preparo correto de superfície. Fundo + Acabamento. e quando a temperatura estiver abaixo de 10°C ou acima de 40°C. óxido Cores 105 35 40 11. Pode apresentar variações dependendo do método de aplicação escolhido.weg. UMIDADE RELATIVA DO AR E TEMPERATURA: Deve ser evitada a aplicação dos produtos quando a umidade for superior a 85%.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Abaixo apresentamos alguns modelos de sistemas de pintura de acordo com o tipo de peça. com tratamento de superfície por desengraxamento. Máx Diluente 01 Fundo acab. controle das espessuras.4 - 5 24 Alquídico 1024 Alquídico 1024 01 Esmalte Sintético 105 35 40 11.5500 CEP 89270-000 Caixa Postal 33 Nº Demãos Produto Cor 01 Primer Alquídico Verm.11. forma de tratamento da superfície a ser adotado. com tratamento de superfície por desengraxamento. BOLETINS TÉCNICOS: Fazem integrante desta especificação.4 - 5 24 RENDIMENTO: Rendimento prático calculado com 30% de perda. Fundo Acabamento. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. Nº Demãos Produto Cor Espessura .1 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano não agressivo. Deve ser considerado que para um mesmo tipo de tinta.A. controle das condições climáticas durante a aplicação e cura.1 abaixo).

m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.270-000 – Guaramirim . 11.A. Acab.6 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano. Máx Diluente 01 Primer acabam. com exposição a intempéries e sem contato com produtos químicos. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.4 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano e indústrial sem contato com produtos químicos. Fundo + Acabamento. Máx Diluente 01 Primer Epóxi Verm. Nº Demãos Produto Cor Espessura . 11. Nº Demãos Produto Cor Espessura . Fundo + Acabamento.µm Úmida Seca NVV % Rend.weg. 11. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. . 11.3 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano e indústrial sem contato com produtos químicos.5 – Pintura de chapas de aço galvanizadas ou alumínio para ambiente urbano e indústrial sem contato com produtos químicos.6 4 4 5 5 24 24 PU 5001 PU 5001 Nota: Diluição 5 %. Pu alifático Cinza 100 35 37 10.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Óxido Cinza 95 50 63 12.µm Úmida Seca NVV % Rend. Fundo Acabamento. Nº Demãos Produto Cor Espessura . 64 WEG Indústrias S. com tratamento de superfície por desengraxamento. a temperatura ambiente. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. Máx Diluente 01 01 Primer PU Arom. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½.7 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano. com exposição a intempéries e sem contato com produtos químicos.6 8 12 30 dias 24 Epóxi 3005 Epóxi 3005 01 Acabamento Epóxi 102 40 47 10 8 4 Nota: Diluição 20 %.µm Úmida Seca NVV % Rend.net . PU Alifático Cinza Azul 105 100 35 35 35 37 10 10. Nº Demãos Produto Cor Espessura . m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. com tratamento de superfície por desengraxamento.µm Úmida Seca NVV % Rend. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½.6 4 5 24 Nota: Diluição 5 %. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.11. Fundo + Acabamento.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Nº Demãos Produto Cor Espessura . Máx Diluente 01 Fundo Acab.7 8 6 - Epóxi 3005 PU 5001 01 Acab. Fundo Acabamento. Pu Alifático Azul 122 50 45 9 4 12 48 PU 5003 Nota: Diluição 10 %.µm Úmida Seca NVV % Rend. epóxi Cinza 137 100 80 8 4 8 - Epóxi 3005 Nota: Diluição 10 %. Máx Diluente 01 GalWEG 717 Cinza 83 15 19 12.

µm Úmida Seca NVV % Rend. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. Fundo + Intermediário + Acabamento.270-000 – Guaramirim . Nota: Diluição do fundo 20 %. Nº Demãos Produto Cor Espessura . Acabamento.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.12 – Pintura interna de tanque de aço carbono para armazenamento de água potável em ambiente urbano e indústrial. Nº Demãos Produto Cor Espessura .weg. Fundo + Intermediário + Acabamento.2 6.A.µm Úmida Seca NVV % Rend. Nº Demãos Produto Cor Espessura .5 1.6 3 3 3 8 8 8 20 20 20 3002 3002 3002 Nota: Diluição 10 %. Nº Demãos Produto Cor Espessura . m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.5 16 12 12 48 24 24 Epóxi 3005 - Nota: Diluição do fundo 10 %.8 – Pintura de chaminé de aço carbono em ambiente urbano e indústrial. Máx Diluente 01 Alumínio Silicone 600ºC Alumínio 71 30 42 14 - 40’ 8 - 11. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. trata-se de um mist coat (Aplicação bem diluída em fina camada). com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½.µm Úmida Seca NVV % Rend.2 6 6 2 1.11 – Pintura interna de tanque de aço carbono para armazenamento de água industrial em ambiente urbano e indústrial.2 42 14 8 - 16 40’ 40’ 8 8 Etil 9001 - Nota: A 2ª demão. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. AE AE AE Branco Rosa Branco 177 177 177 150 150 150 93 93 93 6.9 – Pintura de chaminé de aço carbono em ambiente urbano.10 – Pintura interna de tanque de aço carbono para armazenamento de água industrial em ambiente urbano e industrial. Nº Demãos Produto Cor Espessura . com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. Branco Branco 134 167 167 100 150 150 82 90 90 8. Fundo + Intermediário + Acabamento. 11.6 7.net .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. . Máx Diluente 01 01 01 WEG Póxi N 2630 WEG Póxi N 2629 WEG Póxi N 2629 Verm.6 7. Máx Diluente 01 01 01 Etil Silicato de Zinco N 1661 Alumínio Silicone 600ºC Alumínio Silicone 600ºC Cinza Alumínio Alumínio 166 24 71 75 10 30 54 42 42 7. 11. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½.2 6.11. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. Fundo + Intermediário + Acabamento.µm Úmida Seca NVV % Rend. Máx Dias Diluente Epóxi 01 01 01 WEG Fenóxi WEG Fenóxi WEG Fenóxi Branco Cinza Branco 145 145 145 100 100 100 76 76 76 7. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. Máx Diluente Epóxi 01 01 01 Nota: Diluição 10 %.2 2 2 2 12 12 12 24 24 24 3005 3005 3005 65 WEG Indústrias S. 11.µm Úmida Seca NVV % Rend.

1) A qualidade da tinta é responsabilidade do fabricante. Os principais ensaios realizados no controle da qualidade iniciam no recebimento das matérias primas estendendo-se durante o processo de fabricação de tintas.líquida 12. Esta parte nãovolátil é constituída pelo veículo. os requisitos de qualidade de tinta a ser comprada. 12.não. Em linhas gerais. é importante que sejam claramente definidas as responsabilidades. através de uma norma técnica ou qualquer outra especificação. pelos pigmentos e aditivos não-voláteis. que pode abranger desde uma simples análise do certificado de qualidade da tinta. a massa não-volátil da tinta. com isso. atestando a conformidade da mesma com seus requisitos. o procedimento consiste em se tomar certa massa de tinta e colocá-la a secar no ar ou em estufa.1 NÃO-VOLÁTEIS (SÓLIDOS POR MASSA) EM MASSA Determina em porcentagem. que disponha de um sistema de qualidade implantado na fábrica. Durante a formulação de uma tinta todos os ensaios devem ser realizados.A. 12. dentre eles podemos citar: § Método de Disco: previsto na Norma ASTM D2697 e PETROBRÁS N1358.270-000 – Guaramirim .(%) = Massa. deve ser comprada de um fabricante preliminarmente qualificado. 7) O pessoal de aplicação e controle da qualidade deve ser preliminarmente avaliado em termos de capacitação técnica.net . Alguns deles podem ser realizados rotineiramente outros ocasionalmente. Há vários métodos para a determinação do teor de não-voláteis em volume. particularmente quando da decisão de 66 WEG Indústrias S.weg.12. ou seja.2 NÃO-VOLÁTEIS EM (SÓLIDOS POR VOLUME) VOLUME Determina o teor de não voláteis em volume de matéria da tinta. principalmente do solvente.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. a depender de sua complexidade. Decorrido o tempo fixado no método e nas condições descritas.volátil. como por exemplo. obtém-se o teor de sólidos por massa pela seguinte expressão: Matéria. para cada lote de tinta fornecido. 2) O cliente deve definir. até a retirada de amostras para análise a nível de laboratório. o volume de material que não se evapora após a secagem do solvente. ou seja.3 ESTIMATIVA TINTAS DE CONSUMO DE Uma questão complexa é a estimativa da quantidade de tinta a ser usada. 5) A contratação dos serviços de aplicação do esquema de pintura deve ser feita junto a empresas preliminarmente qualificadas. . 6) A responsabilidade pelo controle da qualidade da aplicação é do aplicador. 3) Deve ainda exigir que o fabricante apresente.residual . um certificado de qualidade. § Método da Película: previsto na Norma ABNT. o da ISO 9000. CONTROLE DE QUALIDADE RESPONSABILIDADE PELA QUALIDADE Qualquer que seja a decisão em termos de compra das tintas. × 100 Massa. que deve elaborar e implantar um sistema de qualidade que assegure que a aplicação seja feita em conformidade com os requisitos do cliente. para que a qualidade prevista para o esquema de pintura seja efetivamente alcançada. 4) Ao cliente compete ainda efetuar inspeção de recebimento de cada lote de recebido.de. determina-se a massa e.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. aquilo que permanece após a volatilização. Para isto.tinta.

conseqüentemente. tal propriedade e.A. 12. Um elevado perfil de rugosidade aumenta a superfície específica a ser pintada e. não fica incorporado na película. . § Tipo de preparo da superfície. o rendimento teórico precisam estar claramente definidos na especificação que será usada para efeito de compra da tinta. Aplicando a fórmula de rendimento. o que da origem à película é o volume de sólidos apresentado pela tinta aplicada. conseqüentemente. o consumo de tinta. A multiplicação pelo fator 10 é para encontrar o resultado expresso em m2/litro.1 RENDIMENTO TEÓRICO = Rt (Ficha Técnica) O rendimento teórico da tinta não inclui no seu cálculo as perdas devidas ao método de aplicação.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. O rendimento teórico é uma propriedade que esta diretamente ligada ao percentual de sólidos por volume da tinta. por volatilizar-se.3. A aplicação à pistola em locais com ventos fortes leva a um consumo de tinta exagerado.501 – 1 leva a um maior consumo de tinta.comprar a tinta em separado da contratação dos serviços de aplicação. A partir da especificação usada na compra ou da folha de dados do fabricante. Entretanto.net . § Tipo de tinta usada. O grau de corrosão D da ISO 8. evitando a falta de tinta e transtornos na aplicação tais como: • Atraso na entrega • Ociosidade da mão de obra • Diferenças de cor de lote a lote • Atraso no pagamento • Dificuldade na compra de pouca tinta Rp = Rt – (% Perdas) Exemplo: Aplicação na pistola convencional SV = 45% EPS = 50 micra Rt = 9 m2/litro Perda estimada = 30 % Logo: Rp = 9 – (30%) = 6.3.3 m2/litro = m2/litro Rt = Rendimento teórico (m2/litro) 67 WEG Indústrias S. Ou seja.2 RENDIMENTO PRÁTICO (Considerando Perdas) – Rp Consiste em estimar as perdas considerando o processo de aplicação. § Condições ambientais. conhece-se o rendimento teórico (m2/Litro) de cada tinta a ser usada. Portanto. A aplicação por trincha leva a perdas menores do que por pistola. § Estado inicial de oxidação da superfície a ser pintada. ás condições de aplicação e ao treinamento do pintor.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Para obter o rendimento teórico do produto a ser aplicado devemos utilizar a fórmula: Rt = SV × 10 EPS SV = Sólidos por volume (%) EPS = Espessura de película seca (µm) 10 = Fator Os sólidos por volume (NVV) são fornecidos no boletim técnico do produto ou no plano de pintura indicado. caso queira o volume de galão deverá utilizar-se o fator 36 e assim por diante. já que o solvente.270-000 – Guaramirim . o rendimento prático ou real variará em relação ao teórico em função dos seguintes fatores: § Volume de sólidos de tinta. particularmente o perfil de rugosidade obtido. para uma cada seca de 50 um teremos: 12. § Método de aplicação.weg.

3 Corresponde ao preço para se pintar um metro quadrado com este tipo de tinta.3 m2 = 1.3.. 12.0 + ( 2.A.1 COMO CALCULAR A QUANTIDADE DE TINTA NECESSÁRIA PARA PINTURA Devemos levar em consideração: • Área a ser pintada (m2) • Sólidos por volume da tinta (%) • Espessura da película seca da tinta (µm) • Método de aplicação (Fator perdas) • Número de demãos Exemplo: Pintura de 1000 m2 de aço carbono com tinta epóxi na espessura de 50 micra. È muito importante efetuar as medições de espessuras de película seca aplicada e suas variações.4 CUSTO POR METRO QUADRADO DO PRODUTO Para se obter o custo teórico do produto a ser vendido tem que utilizar a fórmula: CLT + (CLS × (%)diluição) CMQ = RT Em que: CMQ = custo por metro quadrado CLT = Custo do litro de tinta CLS = Custo do litro do solvente RT = Rendimento da tinta Exemplo: Custo de 1 litro de tinta Custo de 1 litro de solvente % Diluição Portanto: Rendimento de 1 litro de tinta CMQ = 10. 12. Para o exemplo acima a quantidade de diluente necessária para 148.15 Litros / 3.00 20% 5. Porém o fabricante já tem associado que o mesmo deve ser enviado mediante informação do boletim técnico na proporção recomendada de diluição.. 20) 12. volume da tinta é de 45% e a aplicação será por pistola convencional com perda estimada em 25% e diluição de 20%. isto irá influenciar diretamente no consumo e valor de rendimento real da tinta no final da obra.75 = 148. portanto. tanque de pressão.weg. pois.96 R$/m2 5.12. O sólidos por 12. por exemplo (ou instrumento similar). pistola.net . Rt = 45 x 10 = 9 m2/litro 50 Rp = 9 – (25%) = 6. .15 Litros de tinta ou 148.).Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.6 EFEITO DO PERFIL DE JATEAMENTO Quando o aço se torna rugoso através de jateamento abrasivo e depois pintado. pode ser considerado que a tinta 68 WEG Indústrias S.4.6 Litros = 41.5 QUANTIDADE NECESSÁRIA DE DILUENTE R$ 10.3 RENDIMENTO REAL Obtido ao efetuar o levantamento da metragem final pintada e comparação com o total de tinta consumido. (geralmente as embalagens são de 5 litros cada) ou de 06 galões. 00 × 0.63 litros de diluente ou arredondando 30 litros. a espessura realmente medida é a mais próxima da média das medidas sobre picos e vales. Na aquisição das tintas geralmente ocorre o esquecimento de comprar o diluente. Não está inclusa a quantidade de diluente para a limpeza dos equipamentos de pintura.75 m2/litro Quantidade de tinta necessária = 1000 / 6. um elcometer. 15 Galões de tintas. Pode ser adquirido um diluente compatível mais barato para efetuar a limpeza e que não poderá ser usado na diluição para a pintura. A espessura sobre os picos é que é importante em relação à performance.15 litros de tinta.00 R$ 2.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. É importante lembrar sempre da quantidade necessária de diluente para efetuar a limpeza do equipamento de pintura e todos os seus acessórios envolvidos (espátula.270-000 – Guaramirim . será: 29. Aplicar em 2 demãos. se a espessura do filme aplicado for medida através de um instrumento magnético.

que mede o grau de consistência da tinta em unidade Krebs (KU). então o acréscimo necessário para a “tinta perdida no perfil” é considerável. com um volume conhecido de tinta (o volume do picnômetro pode ser previamente determinado com água destilada).• 12.que não contribui para essa espessura é “perdida” no perfil do aço. 6 e 8 mm onde o Nº 4 é considerado padrão. .8 VISCOSIDADE Para boa parte das tintas convencionais. 12.7 MASSA ESPECÍFICA A determinação da massa específica é feita a temperatura de 25ºC. Na parte superior o viscosímetro possui uma calha para receber o excesso de tinta. A operação consiste em tapar o furo com um dedo. dividindo-se o valor por 100. desde o instante em que a tinta começa a fluir até o momento em que o fluxo se interrompe. Consiste em um vaso de capacidade de 100 mL (mililitro) com fundo cônico e um orifício na parte inferior rigorosamente calibrada. 12. em um 69 WEG Indústrias S. em segundos.net . isto é. obtida da seguinte forma: § Determina-se a massa do picnômetro vazio. § Determina-se a massa do picnômetro cheio. particularmente com granalha grossa. A viscosidade Ford é uma medida principal das condições reológicas da tinta. a influência é pequena. um dos viscosímetros mais utilizados é o Copo Ford de orifício de diâmetro 4.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Experiências de laboratório têm mostrado que a “perda” na espessura de película seca equivalente à metade do perfil de jateamento é usual. Consiste em determinar-se o grau de dificuldade de uma haste girar no interior do frasco contendo tinta a 25ºC.weg. preparar o cronômetro e dispará-lo no instante em que se tira o dedo do orifício. O tempo de escoamento. utilizando-se de um picnômetro de alumínio ou latão de volume conhecido.A. A rugosidade da superfície produzida por jateamento e daí a extensão das “perdas de tinta” é proporcional à dimensão do abrasivo usado. Nos locais onde o aço for jateado por granalha esférica de aço e pintado com “primer” de montagem. mas quando for feito jateamento na ocasião da pintura. que a tinta leva para escorrer do viscosímetro à temperatura de 25ºC.9 CONSISTÊNCIA Outro tipo de viscosímetro muito empregado para tintas é o viscosímetro Stormer. é medido com um cronômetro e corresponde a viscosidade. Seu desligamento se faz quando o fluxo da tinta se interrompe. das suas condições de escoamento e de aplicação. As “perdas” tabuladas de espessura do filme seco não são relacionadas com as rugosidades mais relevantes e a probabilidade de serem encontradas. A viscosidade é o tempo. encher o viscosímetro completamente até que escorra um excesso para a calha. § Determina-se a massa específica que é dada pela diferença de massa entre o picnômetro cheio com o material a ser ensaiado e o picnômetro vazio.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. encontrando assim a massa específica expressa em g/cm3.270-000 – Guaramirim .

desplacamento. 12. enrugamento ou outra evidência de distorção. fazendo-se medições de viscosidade de um mesmo produto. desprendimento. Não há uma correlação exata entre as viscosidades “Ford” e Krebs. . tem-se o seu índice de tixotropia. resinas e vernizes.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Para veículos incolores. Por outro lado. em unidades de minutos ou horas. Passar levemente uma flanela ou estopa no local. em baixa e alta rotação. da seguinte forma: 12. Exprime-se a viscosidade em letras Gardner. numa altura tal que quando o polegar é colocado sobre a película o braço do operador fique em linha vertical à superfície da placa. A medida de viscosidade consiste em encher o tubo de medida padrão com o líquido em teste.viscosímetro denominado viscosímetro Stormer. estar isento de pegajosidade ou “teic”. Nota: A película será considerada seca “ao manuseio” quando não houver nenhuma alteração na superfície. Secagem ao Manuseio: Colocar o painel de teste em posição horizontal.weg. o que permite a medida de uma vasta gama de viscosidades.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. em lata hermeticamente fechada e determinar a viscosidade após resfriamento. A medida da consistência é dada em unidades Krebs (KU) e é constantemente chamada também de viscosidade. submetê-lo ao calor de uma estufa geralmente na temperatura de 60ºC. É o tempo necessário para Viscosímetro Stormer Viscosímetro Brookfield 12. Ele é muito versátil possuindo diversos tipos de palhetas e cilindros. tais como.net . Medida efetuada geralmente logo após a aplicação da tinta passando-se rapidamente a ponta do dedo (limpo e desengordurado) sobre o filme de tinta e verificando o momento em que não mais ocorre a marcação superficial no filme.A. Outro viscosímetro que mede consistência em diversas rotações é o viscosímetro “Brookfield”.10 ESTABILIDADE / SEDIMENTAÇÃO O ensaio consiste em determinar a viscosidade de tinta. contendo líquidos com viscosidades certas. Secagem ao Toque: É o tempo necessário para que o filme de tinta não fique aderido na ponta do dedo (limpo e desengordurado) ao se efetuar um leve toque superficial na película. geralmente emprega-se o viscosímetro “Gardner” que consiste num conjunto de tubos de medidas padrões. classificadas de A-5 até Z-10. para eliminar possíveis impressões digitais que podem confundir as avaliações. Apertar a película de tinta com o polegar (limpo e desengordurado). e ao mesmo tempo girar o dedo polegar no plano da película em um ângulo de 90º. O filme deve ficar seco o suficiente para não marcar a impressão digital. Este ensaio mede na verdade a possível instabilidade observada na tinta e que pode resultar inclusive em sedimentação.1 DETERMINAÇÃO DE SECAGEM: INDÚSTRIA Secagem ao Pó: É o tempo necessário para que o filme de tinta não absorva as partículas de pó presentes no ambiente. É determinado com diversas finalidades e especificado para as tintas. 70 WEG Indústrias S.11.11 TEMPOS DE SECAGEM O tempo de secagem esta relacionada com a espessura da camada aplicada. exercendo o máximo de força com o braço sobre o filme.270-000 – Guaramirim . igualar a temperatura com os demais tubos com líquidos padrões e verificar qual dos tubos com líquido padrão tem viscosidade de deslocamento da bolha de ar igual a da amostra de teste.

Com a placa de vidro 2 ou 7 apoiada sobre as lâminas coloridas. Na extremidade direita de cada lâmina temos uma escala milimétrica gravada. Em uma das extremidades do vidro existem dois apoios de aço a altura de 0. 12. e é fator preponderante na determinação da espessura da película para recobrir o substrato ou demãos anteriores. portanto. que têm um mínimo e um máximo. Nota: A película é considerada seca “ao toque” quando não mais aderir ao dedo e não oferecer muito atrito quando o dedo tocar levemente sobre a superfície da película. para permitir a aplicação da demão subseqüente sem prejudicar a anterior. O mínimo. É o tempo necessário para que a tinta esteja suficientemente seca para não aderir à “pele” quando tocada com a ponta do dedo e não haver impregnações. Secagem para repintura: é o tempo necessário à secagem. para que não se tenha a superfície excessivamente lisa (vítrea) e. Lustrar levemente a área contraída com um pano limpo. e o máximo. Para sua determinação usamos um aparelho denominado “Criptômetro de Pfund” que é composto de duas lâminas. Secagem à pressão: é o tempo necessário para a secagem. esta não pode estar pegajosa. Quando houver a remoção da película. forçando o filme de tinta com o polegar ou outro dedo (Limpo e desengordurado). com exceção de tintas polimerizáveis. Este tempo é sempre um mínimo. deslizando-a sobre a mesma. ou seja. Se a tinta for de tom claro. que termina no ponto de união delas. A aplicação da demão subseqüente antes do tempo mínimo para repintura pode provocar problemas de sangramento ou perda de adesão. deslocamo-la no sentido do comprimento do aparelho até o momento da tinta ocultar o ponto de união das lâminas preta e branca. . aplicadas anteriormente. 12.A. sem a adequada ancoragem mecânica. Cada uma delas possui duas ranhuras paralelas no sentido do comprimento. A película é considerada seca ao manuseio quando não houver nenhuma alteração na superfície do filme avaliado. Observar se alguma parte do revestimento é transferida para o dedo. um intervalo para repintura. O poder de cobertura depende da qualidade do pigmento e de seu teor na tinta e grau de dispersão. de modo que se possam transportar a peça ou o equipamento sem causar danos à pintura. de modo que possam ser aplicadas as demãos subseqüentes. Neste momento.270-000 – Guaramirim . 007” chamado de placa 7. ao mesmo tempo.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Fazemos a leitura na escala graduada lateral. sua maior parte é colocada no vidro branco e se for de tom escuro o inverso.net .weg. Completamente Endurecida (Total): Pressionar a unha do polegar contra a película.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 002 “chamado de placa 2 e 0. cada uma com duas ranhuras semelhantes às dos vidros branco e preto. do ponto 71 WEG Indústrias S. Para uma determinação colocamos uma porção de tinta na união das placas.11. fixadas numa moldura e unidas uma a outra. Nota: A película será considerada completamente endurecida quando não for possível a sua remoção com a unha e quando a marca do polegar for totalmente removida pela operação de lustragem. O poder de cobertura é especialmente importante nas tintas de acabamento.2 DETERMINAÇÃO DE SECAGEM: MANUTENÇÃO Secagem livre da pegajosidade ou ao toque: Tocar levemente a película de tinta com a ponta do dedo. limpo e desengordurado. a peça ou o equipamento pode ser manuseado. O aparelho possui duas lâminas de vidro transparente. Exercer a máxima pressão sobre o dedo e o filme. uma branca e outra preta.12 PODER DE COBERTURA Consiste em se verificar a capacidade do pigmento em ocultar o substrato ou tintas de fundo. Os tempos de secagem são determinados com base na ASTM D 1640. girar o dedo a um ângulo de 90º.manusear a peça.

ESPESSURA DA PELÍCULA SECA (µm) Menor que 50 entre 50 e 125 NÚMERO CORTES ESTILETE 6 6 DE AP.16 DOBRAMENTO SOBRE MANDRIL CÔNICO O método tem como objetivo a verificação da propriedade de acompanhar os movimentos da superfície em que foi aplicada.A.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.0 12. .net . formando-se grade de 25 quadrados.13 TEMPO DE VIDA ÚTIL (POT LIFE) Consiste em determinar o tempo. devendo a lâmina estar posicionada num ângulo de aproximadamente 45º com a superfície.em que se encontra a extremidade de vidro. Examina-se então o risco para constatar qual a proporção de película que foi removida após aplicação de uma fita adesiva. Consiste em se determinar o grau de adesão da película ao substrato. TIPOS DE TESTE DE ADERÊNCIA DAS PELÍCULAS DE TINTA Método do corte em X e teste quadriculado de acordo com a espessura da película da tinta.14 DIMENSÃO DAS PARTÍCULAS DO PIGMENTO (FINURA DE MOAGEM) Esse método determina o grau de moagem dos pigmentos no veículo de uma tinta. ESPESSURA DA PELÍCULA SECA (µm) Menor ou igual a 125 Acima de 125 MÉTODO DE ENSAIO Corte em grade Corte em "X" 12. que tintas de dois ou mais componentes têm para serem aplicadas após a mistura dos conteúdos das embalagens. sendo o mais comum riscar quadrados de 1 (um) a 2 (dois) milímetros de lado. Chamamos este número de grau de fineza da tinta que pode ser expresso em micra ou Hegmann (H). Durante a estocagem há uma compactação. Após extensão da tinta com uma cunha. oposto dos suportes. Observa-se na escala do aparelho Hegmann o nº correspondente do aparecimento das partículas. com auxílio do estilete e gabarito ou aparelho cross-cut-tester (CCT).15 NATUREZA DA RESINA Consiste em determinar a natureza química de resina usando-se a técnica de espectrofotometria infravermelha. cortes cruzados em ângulo reto.270-000 – Guaramirim . Consiste na determinação da flexibilidade de uma película seca pela passagem em um mandril cônico que produz um esticamento ou alongamento da chapa e 72 WEG Indústrias S. 12. em horas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. formando aglomerados que precisam ser quebrados na moagem. As partículas de pigmentos são fornecidas aos fabricantes de tintas com diâmetros da ordem de 5 a 10 um. A determinação de finura de moagem é feita em um aparelho denominado de grindômetro. 12. o ensaio de tração e o ensaio de corte em X. Os cortes devem ser efetuados num único movimento. MÉTODO DE CORTE EM GRADE Efetuar. Há três métodos usuais para este ensaio: o ensaio de corte em grade. começa a surgir rachaduras a partir do menor diâmetro do cone. Consiste em determinar a eficiência da moagem através do grau de dispersão. partículas. aglomerados ou ambos são visíveis na superfície da tinta. O produto é estendido em um sulco graduado do aparelho.0 2.weg. contínuo e uniforme com velocidade de 2 a 5 cm/s. 12. A distância entre os cortes está estabelecida na Tabela abaixo.17 ADERÊNCIA (ABNT 11003) O teste mais difundido atualmente consiste em se riscar a película em uma série de pequenos quadrados. CCT 11 8 DISTÂNCIA ENTRE CORTES (mm) 1. Cada corte deve ter um comprimento de 20 mm. de modo a alcançar o substrato.

A. Os cortes devem alcançar o substrato em apenas um movimento uniforme e contínuo. .net . Nas tabelas abaixo. CÓDIGO X0 Nenhum destacamento longo das incisões FIGURA ao Importante: A norma NBR 11003 não menciona detalhes quanto ao resultado do teste de aderência quanto a aprovado ou rejeitado. semi transparente de alta performance com 25 mm de largura na região do corte (fornecedor 3 M).weg. DESTACAMENTO AO LONGO DAS INCISÕES DO CORTE EM “X” No teste deve ser utilizado aplicação de fita filamentosa para teste de aderência.270-000 – Guaramirim . devendo a lâmina estar posicionada num ângulo de aproximadamente 45º com a superfície. dois cortes com um comprimento de 40 mm cada. X1 Destacamento até 1 mm ao longo das incisões X2 Destacamento até 2 mm ao longo das incisões X3 Destacamento até 3 mm ao longo das incisões X4 Destacamento Acima de 3 mm ao longo das incisões 73 WEG Indústrias S.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.DESTACAMENTO NA INTERSECÇÃO DO CORTE EM “X” CÓDIGO Y0 Nenhum destacamento na intersecção CORTE EM GRADE Y1 Destacamento até 2 mm em um ou em ambos os lados da intersecção Y2 Destacamento até 4 mm em um ou em ambos os lados da intersecção Y3 Destacamento até 6 mm em um ou em ambos os lados da intersecção Y4 Destacamento acima de 6 mm em um ou em ambos os lados da intersecção FIGURA MÉTODO DE CORTE EM "X" Efetuar. Este valor deverá ser acordo em um procedimento de inspeção. interceptados ao meio. com auxílio do estilete e gabarito. podemos verificar a classificação da interpretação dos testes de aderência das tintas de acordo com a norma NBR 11003 sobre destacamentos na intersecção e ao longo das incisões dos testes de corte em X em grade. cujo menor ângulo deve ter entre 35 e 45º.

Os ensaios de imersão na medem a permeabilidade da película durante o período que varia de 24 a 1000 horas. Quando a resistência é fraca.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.1ºC.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Quando a resistência é fraca.18 RESISTÊNCIA À NÉVOA SALINA Consiste na exposição de plaquetas pintadas em uma câmara de névoa salina ou salt spray. NaOH e outros. As chapas podem ser cortadas com um “X” passando pelas suas diagonais e atingindo a chapa nua. Ele é realizado em câmaras especiais e expresso em rondas em número de 1 a 6.270-000 – Guaramirim . É o ensaio de corrosão realizado em câmara especialmente preparada onde é pulverizada uma solução de 5% de cloreto de sódio a 40 +/. . determinando-a em dias de exposição ao produto sem apresentar sinais de corrosão aparente.21 ENSAIOS DE IMERSÃO Consiste em analisar a resistência à imersão em produtos.20 RESISTÊNCIA AO SO2 Consiste na exposição de plaquetas pintadas em câmaras de SO2. solventes.19 RESISTÊNCIA RELATIVA DE 100% À UMIDADE Consiste na exposição de plaquetas pintadas em uma câmara com umidade relativa do ar aproximadamente de 100% umidade a temperatura de 40 +/.A. ocorre o aparecimento de bolhas (blister). cerca de 5% da área quadriculada Gr 2 Área da película destacada. Este ensaio mede a permeabilidade da película durante o período que varia de 24 a 240 horas. cerca de 35% da área quadriculada Gr 4 Área da película destacada. tais como água salgada. Esse método representa a resistência da película a um gás poluidor presente na maioria das atmosferas industriais. O ensaio mostra o grau de resistência à corrosão. cerca de 65% da área quadriculada 12.1ºC. 74 WEG Indústrias S. assim como as condições gerais de permeabilidade e resistência à umidade.weg.DESTACAMENTO NA ÁREA QUADRICULADA CÓDIGO Gr 0 Nenhuma área destacada FIGURA da película Gr 1 Área da película destacada. cerca de 15% da área quadriculada Gr 3 Área da película destacada. Este método pode ser realizado por imersão de chapas pintadas em água a temperatura ambiente. Painéis para ensaio são pintados no sistema de pintura completo e submetidos a exposição na câmera por períodos variados em números de horas. 12. 12.net . 12. água destilada. ocorre o aparecimento de bolhas (blister).

B. 5B. A espessura de película seca (EPS) é especificada no sistema de pintura. Importante método de controle de qualidade durante a aplicação. 6H ß Menor dureza Maior dureza à 12.A. 4B. 3B. Há três métodos de determinação de dureza: os métodos Sward e Koning.22 ESPESSURA POR DEMÃO Consiste em determinar a espessura aplicada em um (micrometro) através de diversos métodos. que tem duas bases de apoio na peça na mesma altura e outros “dentes” com variações na sua altura. A dureza das tintas é determinada na grande maioria dos casos pelo método “Sward-Rocher” que consiste em uma roda metálica formada por dois aros que oscilam na película de tinta conforme NBR 5845.weg. remoção das películas. 2H. Pode-se também determinar a dureza riscando a película com lápis de desenho padronizado. 3H. HB. geralmente variando de 25 em 25 µm. F. e o método Buchholz. auxiliando também no controle de consumo de tinta.23 ENSAIOS DE DUREZA Consiste na determinação da dureza superficial de películas de tinta. e nos de má resistência. Nos casos de pequenas falhas na resistência aparecem bolhas. A leitura do valor de EPU pode ser obtida. observando qual foi o dente de maior valor que foi molhado na tinta e o primeiro que não molhou.24 BRILHO O brilho da tinta é medido pela quantidade de luz refletida na película. Após a aplicação os solventes contidos na tinta começam a evaporar e a espessura do filme vai diminuindo. captada por uma 75 WEG Indústrias S.O ensaio com água quente mede uma possível lixiviação dos componentes da tinta. A medida deve ser feita imediatamente após a aplicação. Através destes dados pode-se calcular qual será a EPU a ser aplicada: 12. .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. EPU = EPS x (100 + % Diluição) = micra SV Exemplo: Se a espessura seca especificada é de 125 µm. os sólidos por volume (SV) é informado no boletim técnico e o percentual (%) de diluição é informado também no esquema de pintura. Quanto maior a dureza. As áreas usadas são a série H. de acordo com o teor de não voláteis em volume de cada produto. 4H. adotando-se o valor do maior dente que foi molhado com a tinta. 6B.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. o teor de sólidos por volume é de 80% e a diluição recomendada é 10 %. H. baseados em pêndulos. sendo a dureza considerada a do grafite que conseguir marcar a película. quanto a deposição da quantidade de tinta sobre a peça. Método de medida de EPU Apoiar o medidor de filme úmido sobre o filme de tinta aplicado. logo: EPU = 125 x (100 + 10) = 172 micra 80 12. 5H.net .270-000 – Guaramirim . MEDIDA DE ESPESSURA UMIDO DA TINTA (EPU) DE FILME Serve para orientar o pintor durante a aplicação. baseado em penetração. com um medidor de espessura de película úmida (pente de aço inox). que vai até 6H para as películas mais duras e a série B para as mais moles. formando após o processo de cura da tinta o filme seco de acordo com a especificação da película recomendada. maior o número de oscilações. 2B.

26 INTEMPERISMO É realizado tanto ao natural como aceleradamente. O aparelho mais comum para essa medição é o “glossmeter” com ângulo de inclinação da luz incidente de 60º. Tanques de estocagem devem ser circundados por diques de contenção e ter drenos para o caso de vazamento. 13. ARMAZENAMENTO DE TINTAS O piso do local deve ser impermeável. 12.weg. . calor e pulverização com água. Devemos lembrar que as tintas contem em sua composição. 76 WEG Indústrias S. A estocagem em locais improvisados para as embalagens de tintas e diluentes pode resultar em perdas de qualidade e na quantidade de produto.célula fotoelétrica que a transmite a um galvanômetro graduado de zero a 100. empolamento. bem ventilados e identificados. cobertos. c) Evitar expor o produto a temperaturas elevadas. adotado para todos os tipos de brilho. de modo a simular os diversos graus de luminosidade. 13. cor etc. solventes voláteis que podem incendiar mediante contato com faíscas elétricas ou mecânicas. Têm-se utilizado cada vez mais espectrofômetros computadorizados para determinação e comparação de cores. sol e chuva. d) O ideal é que a área de estocagem fique em uma sala em separado do galpão a pelo 12. rachaduras. Consiste na determinação do grau de reflexão da superfície pintada em relação a padrões. b) Manter o produto longe das fontes de calor. Esta comparação deve ser feita em condições de luz apropriadas. Neste período verifica-se o estado da película quanto à desagregação. Estes ensaios são demorados.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.1 CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO a) Estocar o material em locais secos. afastado de alimentos e agentes oxidante. fissuramento. No primeiro caso os painéis pintados dentro dos sistemas completos são colocados em uma estante especial. variando de três meses a alguns anos. não combustível e que contenha valas que permitam o escoamento para os reservatórios de contenção.net .270-000 – Guaramirim . mantidos em ângulos de 45º e voltados para o norte para receber raios solares durante o dia. No teste acelerado emprega-se um aparelho denominado “Wheatherometer” no qual os painéis são submetidos à luz produzida por lâmpadas especiais. perda de brilho.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.25 COR Consiste na determinação da cor por comparação com padrões.A.

f) A etiqueta do produto contém muitas informações importantes para o pintor. catalisadores e diluentes. a temperatura do substrato abaixa tornado possível que a umidade do ar se condense prejudicando o desempenho da tinta. 14.6 litros 20 litros 200 litros Empilhamento Máximo 10 5 3 lado contrário a colocação da etiqueta para não obstruir os dados sobre o produto. vindo a causar possíveis vazamentos. 14.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. fica no ar na forma de vapor.2 CONDIÇÕES AMBIENTAIS A aplicação das tintas em condições ambientais adversas pode introduzir vários tipos de defeitos nas películas de tintas. h) Identificar a área com placas de sinalização bem visíveis: “PROIBIDO FUMAR”. Tipo de Embalagem Galão Balde Tambor Capacidade 3. Isto impede que as lata recebidas sejam colocadas na frente. b) Pode-se armazenar as latas de tamanho de galão e menores nas prateleiras inicialmente com a boca para baixo e que sejam invertidas a cada 3 meses. A água quando evapora. Quanto mais umidade houver no ar e quanto mais baixa for a temperatura da superfície.1 CAPACITAÇÃO DO PESSOAL DE APLICAÇÃO A empresa ou o órgão responsável pela aplicação das tintas devem ser avaliados em termos de recursos materiais e humanos.menos 15 metros de distância em área térrea. para não danificar as tampas. pois. j) O local deve ser bem iluminado. prazo de validade. qual componente utilizar e diluente recomendado. a temperatura ambiente. evitando que ocorra danos nas embalagens de baixo. as chuvas e os ventos. que devem abranger aspectos teóricos e práticos. através de janelas com vidros aramados. 13. tanto na área interna como externa em local visível. as mesmas deveram ser permanecer bem fechadas enquanto não estiver em uso. proporção de catalisação. quando enviadas embaladas nas mesmas. Em termos gerais. maior será a condensação. entornar a tinta sempre pelo 77 WEG Indústrias S. f) O local deve ser de fácil acesso e com as vias de acesso sempre desimpedidas. e) Ao remover a tinta de dentro da embalagem.270-000 – Guaramirim . como nome do produto. d) Tomar muito cuidado ao abrir as embalagens de tintas.net . g) Remover as latas das caixas de papelão. número de lote.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. l) A temperatura da sala de armazenamento não deverá ultrapassar a 40ºC.2 CUIDADOS NO ARMAZENAMENTO a) Armazenar as embalagens de forma que possibilite a retirada em primeiro lugar das latas de lotes mais antigos. . as condições meteorológicas que influenciam as propriedades das tintas são a umidade relativa do ar. se possível com luz natural. permanecendo no fundo as latas mais antigas. e) Dispor o material sobre sistema de palets e não diretamente sobre o piso evitando que ocorra oxidação das embalagens metálicas e conseqüentemente vazamento de tintas. Este processo possibilita maior vedação da tampa pelo lado interno e diminuição de provável sedimentação. I) Instalar no local extintores de pó químico seco. ultrapassando assim o seu prazo de validade. código do produto. 14. Esta água presente no ar atmosférico é chamada de umidade relativa do ar (URA). A capacitação do pessoal responsável pela aplicação da tinta deve ser feita através de amplos programas de treinamento. APLICAÇÃO DA TINTA A seleção adequada do método de aplicação e a observância de alguns requisitos básicos durante todo o período de aplicação têm influência tão grande no desempenho do esquema de pintura quanto as tintas utilizadas.weg.A. c) Efetuar o empilhamento de embalagens de acordo com a orientação abaixo. Quando o diluente evapora do filme de tinta aplicado.

Recomenda-se que as tintas não devam ser aplicadas se a temperatura da superfície não estiver no mínimo 3ºC acima do ponto de orvalho. Determinação do ponto de orvalho 14. No caso específico das tintas inorgânicas à base de silicato de etila. na forma de vapor de água. pode ser eliminada com um leve lixamento da película. Ao contrario.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. a) Quando bem superficial.4 MISTURA. alteram por completo as condições de cura ou secagem da tinta. como o fendilhamento ou gretamento (caso típico das tintas inorgânicas de zinco). poderá ocorrer uma pequena redução no brilho quando o filme ficar exposto.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Pode-se usar aquecer as peças a serem pintadas dentro dos limites de temperatura do substrato. conhecidas como orvalho. HOMOGENEIZAÇÃO DILUIÇÃO DAS TINTA E A homogeneização da tinta é muito importante para que todos os seus componentes fiquem uniformes e em condições de uso. Nota 1: Esta temperatura de 3ºC é considerada de margem de segurança para evitar que ocorra a condensação da URA. a aplicação de tintas em temperaturas muito elevadas faz com que sua secagem dê-se muito rapidamente. poros ou crateras (caso típico das tintas de acabamento de base epóxi) e o enrugamento (caso típico das tintas de alumínio fenólico). A ação preventiva nestes casos é procurar evitar a utilização de tintas epóxi endurecidas com aminas em regiões cuja umidade relativa do ar esteja permanentemente superior a 85%. Além disso. a homogeneização tem que ser feita com cuidado. se condensa. a formação de bolhas. dando origem a uma substância denominada quetimina. a película poderá estar comprometida ou não. Nota 2: Para as tintas tolerantes a superfície úmidas. 14.weg.A. Geralmente na parte da manhã são notadas gotas de água nas peças expostas ao tempo durante a noite. ao possibilitar a introdução de partículas de água na película de tinta úmida. A depender da profundidade desta alteração. como abaixo de 10ºC ou acima de 40ºC.A umidade relativa do ar. a aplicação das tintas sobre superfície com temperatura superior a 40ºC pode provocar vários tipos de defeitos. passando para o estado líquido. . em velocidade baixa para não amassar as partículas do pigmento e não deixar a tinta 78 WEG Indústrias S. que deixa a película com aspecto esbranquiçado na superfície ou mesmo com aspecto de um gel endurecido. É por esse motivo que as tintas de base epóxi endurecidas com aminas são muito sensíveis à umidade. Deve ser feita em seu recipiente original.net . acarreta perturbações nas reações físico–químicas que darão origem à película de tinta seca. introduzindo falhas que variarão com o tipo de tinta usada. resultante da condensação do vapor da água.3 PONTO DE ORVALHO É a temperatura na qual a umidade presente no ar. No caso de tintas a base de pigmentação alumínio. Temperaturas externas. b) Quando subsuperficial pode requerer a remoção de toda a película. comprometendo a evaporação e alterando as propriedades da película seca. comprometendo intervalos entre demãos recomendadas pelo fabricante e conseqüentemente.270-000 – Guaramirim . admitindo-se que parte pode ser retirada temporariamente para facilitar a homogeneização. o fenômeno do fendilhamento ocorre à temperatura já a partir de 40ºC. a velocidade da aplicação. Temperaturas abaixo de 10ºC retardam a secagem da tinta.

que podem ter as partículas de pigmento quebradas) ou alternativamente por meio de ferramentas manuais.6 L : 3. torna-se necessário efetuar uma diluição da tinta imediatamente antes da aplicação. Inspeções visuais de campo também podem indicar a degradação ou não da tinta. 79 WEG Indústrias S.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Não devem ser usadas tintas cujo tempo de estocagem (shelf life) tenha sido ultrapassado. particularmente a viscosidade e os tempos de secagem. Para as tintas de base epóxi. tintas de fundo. tenha se degradado.2L) . A sedimentação ocorre devido a tintas serem constituídas de compostos em suspensão (Pigmentos) e que pela força da gravidade se sedimentam formando uma pasta no fundo das embalagens. as tintas a base de silicato de etila formam nódulos gomosos (grumos).4 L : 1. Esta dispersão deve ser feita preferencialmente por meio de agitadores pneumáticos (exceto para tintas pigmentadas com alumínio.ficar com uma aparência mais escura (chumbada). a depender das características da tinta e do processo de aplicação. As tintas a óleo ou óleo modificadas oxidam–se superficialmente. A depender das condições de armazenamento. respeitando a relação de mistura. Por exemplo.7L : 0. Algumas pigmentadas com pigmentos pesados. c) Adicionar o componente B ao componente A. . e) Se necessário efetuar a diluição na proporção recomendada. otimizar a aplicação.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. requerem cuidados especiais em termos de proporção de mistura. d) Homogeneizar bem a mistura com agitação vigorosa. No que diz respeito às tintas fornecidas em dois ou mais componentes. As relações de misturas mais comuns são: 1A : 1B (3.9L) Nota: Quando fornecida a relação de mistura em peso pelo fabricante. O tempo de estocagem deve ser informado pelo fabricante da tinta.weg. a falta ou excesso de um dos componentes pode produzir uma tinta com características diferentes da que foi recomendada. conseqüentemente. 3A : 1B (2. Proporção de Catalisação: As recomendações de mistura entre o componente A e B devem ser respeitadas pelos pintores na hora da catalisação. entretanto.A.270-000 – Guaramirim . uma tinta pode ter seu tempo de estocagem vencido sem que. para efeito de ajustar sua viscosidade e. Nota: Pode ser usado agitador pneumático. Seqüência de mistura para Tintas BiComponente: a) Homogeneizar bem o componente A. geralmente da ordem de 10 .net . pois. 3) Caso não consiga uma boa homogeneização e a tinta estiver dentro do seu prazo de validade. pode descaracterizar por completo as propriedades da tinta. b) Homogeneizar bem o componente B. Entretanto. formam sedimentações duras impossíveis de serem dispersados mesmo por diluição. pode ser utilizado da balança e efetuado a mistura. formando uma nata ou mesmo endurecendo. mexer a sedimentação com a espátula buscando a sua dispersão. O tempo de estocagem varia para cada tipo de tinta. A realização de alguns testes de laboratório é a forma ideal de analisar se a tinta está em condições de uso ou não. informar ao fabricante.6L) . são válidas as mesmas observações quanto à diluição requeridas para as tintas mono componentes. Em algumas situações. Quando a tinta estiver em estoque por muito tempo: 1) Abrir a lata e verificar se há sedimentação no fundo da embalagem com uma espátula (plástico ou madeira) 2) Se houver sedimento.20 minutos para as tintas de base epóxi. A não-observância da relação de mistura e do tempo de indução. 2A : 1B (2. o aumento dos tempos de secagem é uma indicação evidente de sua degradação.

empoamento. entretanto. particularmente nas pigmentadas com zinco. É recomendável que. A viscosidade mais alta ajuda a manter os pigmentos em suspensão. da ordem de duas a oito horas. sejam observados as instruções do fabricante. Deve-se. incompatibilidade. Por último. é em geral de 15 minutos. . Diluição das tintas As tintas são fornecidas com viscosidade mais alta e devem ser ajustadas ou diluídas de acordo com a necessidade seguindo a orientação do fabricante. pois. não há necessidade de se preocupar com as proporções de misturas.A mistura em peso é mais prática e segura. evitando a sedimentação. O tempo de indução é o tempo necessário para que o esquema epoxídico comece a reagir. Esse tempo varia em função de cada tipo de tinta. Algumas tintas quando fornecidas em viscosidades baixas (22” CF 4 a 25ºC).weg.A. É importante que para estes casos.net . Quando o pintor vai utilizar toda a quantidade do galão fornecido. O pot life é o tempo que uma tinta pode ser misturada e diluída e mantenha suas propriedades tixotrópicas capazes de dar origem à formação da película. os fornecimentos são feitos em embalagens com as devidas proporções entre os componentes a serem misturados. tais como: perda de brilho. Deverá ser removida toda a tinta. Embora a reação comece imediatamente. atentar para o fato de o peneiramento acarretar à retirada de material capaz de desbalancear a tinta. das condições de aplicação e da habilidade do pintor. uma tinta de base epóxi depois de diluída e misturada só pode ser aplicada nas poucas horas seguintes. com granulometria recomendada pelo fabricante da tinta. O ideal é que a mistura e a diluição das tintas seja feita imediatamente antes da aplicação. Assim. a película pode ficar mole e pegajosa ou endurecer demais e ficar com o filme trincado e rachado. O boletim técnico indica qual o diluente correto para a diluição e a sua substituição somente deve ser feita mediante autorização do fabricante . porém exige uma balança no local de preparação. logicamente desde que observado o tempo de indução que. O tempo de indução varia de acordo com o tipo de tinta epóxi. A diluição depende do tipo de peça a ser aplicada. rolo ou pistolas apropriadas sem diluição. esse tempo entre a mistura e a aplicação é fundamental para uma maior afinidade entre a resina epóxi e o agente de cura. também em termos de tempo de mistura. pot life. A diluição serve para afinar a tinta permitindo que o ar comprimido usado pulverize o líquido que será lançado sobre a peça a ser pintada de forma que a mesma forme um filme uniforme seja formado. É também chamado de pré-reação.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. um cuidado que deve ser observado nas etapas de mistura e diluição das tintas diz respeito à necessidade de passar a mistura em peneiras.270-000 – Guaramirim . estabelecidos pelos fabricantes das tintas. fervura. evitando desta forma que ocorra problemas na aplicação e pintura. Em casos de aplicação de apenas um dos componentes. Tal providência é indispensável em tintas como a fenólica pigmentada com alumínio (lamelar) e a etil silicato de zinco. retardo na secagem. para o caso das tintas epóxi. Muitas tintas podem e devem ser aplicadas a pincel. sejam observados os tempos de vida útil da mistura. tende a formar uma pasta mole ou dura no fundo das embalagens. casca de laranja. que necessitam ter um teor de zinco tal que mantenha a continuidade elétrica e assim atuem protegendo catodicamente.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Alguns estudos mostram que esquemas epoxídicos aplicados com tempo de indução conveniente apresentam desempenhos superiores aos mesmos esquemas aplicados imediatamente após a mistura dos componentes. 80 WEG Indústrias S.

ainda há presença de solvente retido que não teve tempo para evaporação. pois o filme superficial da tinta ira secar muito rápido. a aderência poderá ser prejudicada gerando destacamentos entre demãos. poderá gerar problemas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. como conseqüência da elevada umidade relativa do ar e da presença de cloretos. o procedimento de lixamento superficial da camada é necessário para criar sulcos ou ranhuras. não havendo tempo suficiente para um bom alastramento ou formar filme liso. Para uma boa diluição na proporção correta o pintor pode adotar um copo graduado de plástico resistente a solvente (polipropileno). Salvo algumas exceções das tintas de alta espessura que tendem a esta característica. cuja rugosidade. Na diluição de tintas destinadas a indústrias. O intervalo de tempo entre demãos ou o tempo que deve ser aguardado para aplicação da demão subseqüente ou ainda tempo de repintura. demora para secar. pois. o filme de tinta fica com aparência de espessura exagerada. possibilita maior superfície de contato com a tinta a ser aplicada e assim melhora a aderência entre as demãos. Aplicando outra demão.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. o tempo decorrido entre o início do preparo da superfície e o término da aplicação da primeira demão de tinta de fundo não deve exceder a três ou quatro horas. deve ser observado pelos pintores. Esta medida é determinada com o uso de um cronômetro e dado em segundos (Ex: 16 a 22” CF4). Este processo de lixamento é chamado de quebra superficial no brilho. 81 WEG Indústrias S. Na orla marítima. O resultado posterior do teste de aderência será máximo. pois logo após a aplicação da primeira demão de tinta começa a evaporação do solvente e a formação do filme seco e haverá um tempo certo a ser aguardado para aplicar a próxima demão. Pintura após ultrapassar o intervalo entre demãos: Caso isto ocorra e nenhuma providência for tomada. As tintas misturadas e diluídas que não serão aplicadas de imediato devem ser armazenadas em recipientes fechados e serem novamente homogeneizadas antes de serem usadas. Uso de Diluente com baixo poder de diluição: a) Coagulação. enrugamento durante a secagem da tinta. é recomendado que os pintores adotem o uso de copos de medida de viscosidade conhecidos como copo ford de diâmetro de orifício de 4 mm (CF 4) para determinar a correta viscosidade de aplicação de acordo com a sua instrução de trabalho. baixando o brilho em alguns locais da peça.270-000 – Guaramirim . O intervalo de tempo entre o preparo da superfície e a aplicação da primeira demão da tinta de fundo varia em função das condições atmosféricas do meio ambiente. b) Casca de laranja.weg. ocorre separação entre o diluente e a tinta. Os boletins técnicos informam qual deverá ser este tempo e também em qual condição de temperatura do ambiente. A pintura não deve ser continuada com a próxima demão fora do prazo . Poderá haver escorrimentos em superfícies verticais. Pintura durante o intervalo de repintura certo: Haverá tempo suficiente para evaporação do solvente da demão anterior e a secagem do filme será adequada. Quando ultrapassado o intervalo entre demãos. adicionando à tinta a quantidade de diluente necessária.A. Uso de diluente com solvente pouco volátil: a) Demora na secagem. b) Escorrimento em superfícies verticais.Uso de diluente com solvente muito volátil: a) Problema de bolhas ou fervuras. c) Empoamento (ou over spray) ou pulverização a seco.net . Pintura antes do intervalo entre demão: No filme aplicado. a tinta perde o solvente de diluição durante a sua pulverização fazendo com que a tinta chegue seca na peça (como pó). .

É o método mais indicado para aplicação da primeira de mão de tinta em cordões de solda.weg.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. altas e baixas temperaturas.1 TRINCHA (Pincel de formato chato) É o mais elementar dos métodos de pintura. conseqüentemente de baixo custo. Em alguns casos. Entretanto. por não poderem se controladas. a tinta aplicada não será capaz de permitir a impregnação de abrasivo ou pó. para permitir que a demão subseqüente tenha adesão mecânica sobre a mesma. O desejável é que todo o esquema de pintura seja aplicado em conformidade com os tempos de secagem. não tendo alcançado o tempo de secagem total. não tenha suficiente resistência química ao solvente da demão subseqüente e. por ser uma ferramenta simples e. Quando a superfície é muito grande e o jateamento efetuado naqueles intervalos de tempo não contempla toda a superfície. Quando a paralisação ocorrer por período de tempo muito longo. imediatamente antes da montagem. Nesta condição. a depender das particularidades dos equipamentos que estão sendo pintados e do local onde serão utilizados.Em regiões mais secas e sem a presença de cloretos e compostos de enxofre na atmosfera. . mesmo reparados.5 PINTURA CAMPO NA FÁBRICA OU NO A aplicação do esquema de pintura na fábrica apresenta uma série de vantagens em relação à aplicação no campo. permita uma perfeita adesão química entre as demãos. após uma interrupção muito prolongada.270-000 – Guaramirim . Isto é imprescindível quando se trabalha com tintas de elevada resistência química. Ainda com relação a grandes superfícies. a aplicação no campo pode tornarse mais vantajosa. nem sempre muito superficial. A aplicação da primeira demão da tinta de fundo deve ocorrer sempre na mesma jornada de trabalho da execução do preparo da superfície. como é o comum em equipamentos cujo preparo da superfície seja feito no campo. consegue-se uma satisfatória proteção durante o período de interrupção da aplicação do esquema de pintura. Com isto. A observância destes intervalos faz com que a tinta base. que se pintados na fábrica. onde outros 82 WEG Indústrias S. uma outra questão a ser analisada diz respeito à interrupção ou não da seqüência de aplicação. ao reiniciar a aplicação a última demão de tinta aplicada deve ser submetida ao um leve lixamento. reentrâncias. 14. poderão sofrer danos de tal ordem que. além de não requerer grande capacitação do aplicador. para a repintura. que prejudicam consideravelmente a aplicação no campo.A. requerendo então um lixamento mais vigoroso. armazenamento e instalação. uma vez o jato interrompido e aplicado a primeira demão de tinta de fundo. elevadas umidades relativas do ar e chuvas. A segunda é a menor influência das condições atmosféricas. como ventos.net . A primeira grande vantagem é a possibilidade de utilização de equipamentos sofisticados de aplicação. até que o preparo da superfície seja terminado. poderão comprometer o desempenho do esquema de pintura. 15. como a pistola eletrostática e a eletroforese. pode ocorrer uma degradação da última demão de tinta aplicada. que provoca uma significativa redução da espessura. durante as operações de transporte. o intervalo não deve exceder a seis horas. previsto na especificação da tinta que vai receber a demão subseqüente. o reinício da execução do preparo da superfície só deve ocorrer quando a tinta tiver alcançado o tempo de secagem ao toque. cantos vivos e demais acidentes. e o defeito mais comum é o empoamento. como as epóxi e as poliuretanas. Sempre que ocorrer a interrupção do esquema de pintura por período superior ao tempo de secagem para repintura. MÉTODOS DE APLICAÇÃO 15. assim. É o caso típico de grandes equipamentos de caldeiraria. é freqüente a interrupção da aplicação do esquema de pintura após a aplicação da primeira demão da tinta de acabamento.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. tornando necessário repetir-se a aplicação da demão da tinta desbotada. ou pelo menos repor sua espessura. que prejudicaria o desempenho do esquema de pintura.

porém. A perda de tinta durante a aplicação é mínima. tende a dar origem a películas não-uniformes. Ao final da aplicação. as trinchas devem ser de imediato limpas com solvente adequado. É um método de baixa produtividade. A cada novo início de espalhamento da tinta. para que possa ser reaproveitado.A.270-000 – Guaramirim . o rolo deve ser imediatamente limpo com solvente. onde a aplicação à pistola a elevadas perdas de tinta. depositando-se a tinta em uma região ainda não coberta e depois a espalhando em passes cruzados. As trinchas normalmente utilizadas têm em torno de 125 mm de largura e suas cerdas são de pêlos de animais. o fato de se conseguir espessuras mais uniformes do que aquele método tende a igualar suas perdas. de forma a remover qualquer depósito de tinta. mediante passes sucessíveis. O método de aplicação a rolo é particularmente aplicável à pintura de grandes áreas planas ou com grande raio de curvatura.weg. na presença de ventos. fibras sintéticas ou vegetais. Método de aplicação: Deve ser feita mergulhando de 2/3 até a metade do comprimento das cerdas na tinta (evitam-se desperdícios de tinta e perda da própria trincha). Método de aplicação: O rolo não deve ser mergulhado todo na tinta.2 ROLO É um método de aplicação que viabiliza a obtenção de elevadas espessuras por demão. Para superfícies muito rugosas o rolo deve ser passado em várias direções indo e voltando para fazer a tinta penetrar nas irregularidades. Tipo de Pincel Medida de 75 a 125 mm (3 a 5 “) Medida de 25 a 50 mm (1 a 2”) Medida de 75 a 125 mm (1-1½ “) conforme especificado. e a seguir secas e adequadamente armazenadas (apoiados pelo cabo e nunca pelas cerdas).métodos de aplicação poderiam deixar falhas.net . O rolo mais utilizado tem largura de 150 mm. sem apertar muito para evitar marcas das cerdas no filme. Por maior que seja a habilidade do aplicador. sendo eventualmente utilizado o de 50 mm para superfícies de menor dimensão. devido à dificuldade de penetração ou à cavidade e às demais regiões de difícil acesso. O nivelamento e alisamento da camada se fazem com longas pinceladas sobre as iniciais. A inclinação deve ser ao contrário da volta. que possui uma região que permite a retirada de excessos. . para facilitar o deslizamento. cordões de solda. devido principalmente a respingos. A pressão do rolo sobre a superfície deve ser controlada para obter um filme de espessura uniforme. frestas e arestas Comentários Maior rendimento da pintura Evita desperdício de tinta Fazer penetrar nas frestas e saliências 15. Tipo de Trabalho Áreas grandes e planas Áreas pequenas e planas Parafusos. Exigem diluições ligeiramente superiores às exigidas pela trincha. além de alcançar maior produtividade que a trincha. Os rolos fabricados a partir de pêlo de carneiro são de melhor qualidade para aplicação da maioria das tintas utilizadas em pintura industrial. conferindo-se a medida de filme úmido obtido 83 WEG Indústrias S. como cantoneiras e tubulações de pequeno diâmetro. O mesmo se aplica as tubulações de variados diâmetros. o rolo acumula muita tinta e no final do percurso já esta com pouca. As perdas de tinta durante a aplicação são em principio superiores à da trincha. Terminada a aplicação.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. porcas. espalhando-se a tinta na superfície dada uma sobreposição de 50 mm. Deve ser mergulhada na tinta depositada em uma bandeja ou recipiente. As pinceladas devem ser dadas com uma pequena inclinação na trincha.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. que pode gerar escorrimentos ou desperdícios. particularmente em termos de espessura. devido a isto é importante fazer o repasse em sentido contrário ao primeiro movimento uniformizando a camada. normalmente não alcançando a 5%.

Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. para adequar sua viscosidade. A vantagem do segundo equipamento é que a pistola fica mais leve. tem como característica a obtenção de espessura de película quase que constante ao longo de toda a superfície pintada. Este elenco de parâmetros definirá o leque do fluido constituído da mistura tinta e ar que sai do bico da pistola.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. a) Nos mais simples. devido ao excessivo acúmulo de solventes.3 PISTOLA CONVENCIONAL Na pistola convencional. . Pressão Tanque: A tinta é empurrada para a pistola devido a pressão gerada no tanque Pistola de caneco: usado em oficinas de repinturas ou na indústria para operação de peças pequenas. cansando o pintor. como acontece com o primeiro equipamento. a tinta depositada no recipiente é expulsa em direção ao bico da pistola pela ação da pressão do ar. Outro é a seleção do bico da pistola. e os riscos de segurança. pela ação da pressão do ar injetado dentro do recipiente. observados quando a aplicação é feita em ambientes fechados. uma série de cuidados devem ser observados. a tinta é depositada em um grande recipiente e. 84 WEG Indústrias S. O pequeno recipiente do primeiro equipamento acarreta freqüentes interrupções da aplicação para enchimento do mesmo com tinta. apresenta grande produtividade. com a evaporação do solvente. que é feita em função das propriedades tixotrópicas da tinta. A pressão e a vazão do ar que é injetado no tanque de pressão também devem ser selecionadas em função das propriedades da tinta que se quer aplicar. não só na pintura de campo como na de oficina.270-000 – Guaramirim . O primeiro é a correta diluição da tinta. através de mangueiras. Alguns tanques trazem acoplado um agitador pneumático para homogeneizar a tinta constantemente. A aplicação da tinta pelo método da pistola convencional requer que a mesma seja diluída mais que qualquer outro método. A instalação para aplicação das tintas pelo método de pistola convencional. o método tem duas desvantagens significativas. Na aplicação da tinta pelo método da pistola convencional. O método de aplicação por pistola convencional apresenta ainda como limitação o fato de levar à excessivas perdas de tinta durante a aplicação. da ordem de 30 %. uma vez que o recipiente onde a tinta é depositada não fica acoplado à mesma. consiste: manômetro. pistola (com bico que é selecionado em função da tinta que se quer aplicar. Tipos de Pistola Convencional Alimentação Comentários Sucção Caneca: a tinta é transferida por sucção para a pistola. Como conseqüência dessa excessiva diluição. ou pistola a ar. de forma que ela possa fluir do recipiente até a pistola pela ação da pressão do ar. A primeira é que. procurando-se ajustar sua viscosidade a uma aplicação adequada. b) No outro. evitando paradas para reabastecimento.15.net . É um método de aplicação de tinta muito utilizado em pintura industrial. Tanque de pressão: muito usado na indústria onde há necessidade de produtividade. Existem dois tipos de equipamentos tidos como pistola convencional.weg. a partir de instruções fornecidas pelo fabricante da mesma) e fonte supridora de ar. são significativos. A caneca quando cheia pesa em torno de 1 Kg dependo da tinta. O tanque permite a colocação de um volume maior de tinta preparada. que deve ser seco. o recipiente é acoplado diretamente a pistola (pistola de caneco).A. há uma sensível redução da espessura da película úmida para seca. mangueiras de ar e da mistura ar e tinta. chega até a pistola. regulador de pressão e válvulas de entrada de ar e saída da mistura ar e tinta.

A velocidade de passagem do leque de fluido em um sentido e outro também pode causar tais defeitos. incidindo perpendicularmente em relação à superfície a pintar e deslocada em movimentos de ida e volta paralela aquela superfície.270-000 – Guaramirim . com a pistola muito distante.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. distância inadequada da pistola à superfície e movimentos irregulares. .Método de aplicação: A pistola deve ser posicionada com o leque do fluído constituído de tinta e ar. COMO MOVIMENTAR A PISTOLA PERANTE A PEÇA COMO DEVE SER FEITA A APLICAÇÃO COM A PISTOLA O PULSO ESTÁ MUITO RÍGIDO COMO SEGURAR A PISTOLA PERANTE O PAINEL COMO SEGURAR A PISTOLA COMO COBRIR UM PAINEL SOBREPONDO CAMADA Mantenha o pulso flexível Movimente a pistola perpendicular à peça COMO POSIONAR A PISTOLA EM RELAÇÃO A PEÇA PERTO DEMAIS TINTA MUITO CARREGADA TENDE A ESCORRER COMO COBRIR UM PAINÉL SOBREPONDO CAMADA LATERAL LONGE DEMAIS CASCA DE LARANJA ACABAMENTO ARENOSO FORMAÇÃO DE PÓ 85 WEG Indústrias S.weg. seleção do bico.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Neste movimento de ida e volta. A aplicação com a pistola muito próxima da superfície causa o defeito de escorrimento da película e. O defeito do overspray é ainda muito comumente observado em aplicação de tintas pelo método de pistola convencional quando o pintor não tem a necessária qualificação e é influenciado pela diluição. A sobreposição deve ser da ordem de 50%. deve haver uma sobreposição da passada subseqüente para que haja continuidade da película aplicada. o efeito de sobreposição ou overspray (depósitos sobre a superfície em forma de pó ou grânulos). pressão do ar.net . A distância do bico da pistola à superfície deve oscilar entre 15 e 20 cm.A.

enquanto nas pistolas convencionais a pressão no tanque fica por volta de 20 a 60 Libras/pol2. em local seco para evitar o acúmulo de água no reservatório causado pela umidade presente no ar e ventilado para melhorar o resfriamento do cabeçote. Nestes casos. em volume e pressão suficientes. 15. seleção do bico e movimentos de aplicação. a aplicação da pintura dos tubos é 86 WEG Indústrias S. estes retornem facilmente ao reservatório.weg.500 Libras/pol2. Na aplicação da tinta pelo método da pistola sem ar devem ser observados os mesmos cuidados já descritos para a aplicação da pistola convencional em termos de diluição. reguladores de pressão com manômetros em bom estado de funcionamento.270-000 – Guaramirim . Deve ser a mais direta possível para evitar perda de pressão e instalada com inclinação no sentido do compressor. filtros separadores de água e óleo e mangueiras com comprimento e diâmetro adequado. COMPRESSOR DE AR A instalação dos compressores deve ser em local limpo para evitar que a poeira venha a entupir o filtro de entrada do ar. Além de ser um método que permite a aplicação de películas de tintas com propriedades uniformes em termos de espessura e baixa incidência de falhas.net . que utiliza o ar para atomização da tinta. Vem sendo largamente utilizada na pintura de tubos que são usados na construção de dutos enterrados ou submarinos. acionada pneumaticamente.A. dependendo do volume de ar necessário. O óleo de lubrificação deve ser verificado diariamente e efetuado o dreno da água acumulada no reservatório diariamente. da ordem de 15%. Utilizado para melhorar as propriedades de aplicação e pulverização em tintas sem diluentes. Isto permite que sejam aplicadas com este método tintas com elevadas quantidades de sólidos por volume (tintas sem solventes). Pressões da ordem até 7. capacidade de geração de ar suficiente para manter boa pressão durante o processo de aplicação. A alimentação da pistola é feita com bombas hidráulicas e a atomização das tintas é produzida pela passagem da tinta sob alta pressão através de um orifício de diâmetro muito pequeno. é de elevada produtividade e tem perdas de tinta na aplicação bastante reduzidas. 15. para que em caso de acúmulo de água e óleo. Adotam-se as mesmas técnicas de aplicação para a pistola convencional. A aplicação de tintas pelo método da pistola sem ar requer cuidados de segurança por parte do pintor. para pressurizar à tinta. A distância entre o bico da pistola airless e a superfície a ser pintada é de 25 a 50 cm.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. e a energia com que a mesma chega ao bico da pistola provoca sua pulverização.6 PINTURA ELETROSTÁTICA A pintura eletrostática é um método de aplicação de tintas muito utilizado na aplicação de pintura de fábrica e somente há poucos anos passou a ser usada na aplicação de esquemas de pintura no campo. sem a necessidade de diluição e em espessuras elevadas. e possui capa com chifres e com orifícios para a saída do ar comprimido para auxiliar na pulverização.000 a 4. TUBULAÇÃO DE AR Deve ser de aço galvanizado com bitolas de ¾ a ½ polegada.4 PISTOLA SEM AR (AIR LESS) Ao contrário da pistola convencional.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. dadas às elevadas pressões envolvidas. Deve estar nivelado e em local de fácil acesso para facilitar a sua manutenção. .000 Libras/pol2.LINHA DE AR COMPRIMIDO O ar deve chegar limpo e seco à pistola. tubulações de diâmetro suficiente. quanto à distribuição das partículas de tinta permitindo um acabamento mais uniforme.5 PISTOLA AIRLESS ASSISTIDA Método de aplicação misto entre o sistema airless e o convencional. dependendo do tipo de 15. equipamento usado. a pintura sem ar utiliza uma bomba. utilizando a técnica de pressurização com pressões de 3. Um sistema de geração de ar é composto de: Compressor.

onde o excesso da tinta escorre para o centro da caçamba sendo recolhida e bombeada novamente para a peça. fácil operação.8 megaohms . Usando esta propriedade a peça é ligada a retificadores e estabelece-se. baixa espessura de película (salvo em casos especiais) etc. conseqüentemente. Utilizado na pintura de tanques e radiadores de transformadores. este recipiente possui uma região para recuperação da tinta que se escoa da peça. serem atraídas para a peça. As desvantagens são: espessura irregular. Geralmente usa-se a quantidade mínima de 02 Galões de tintas catalisada e diluída no abastecimento da bomba. Normalmente.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.M•) de acordo com o equipamento de aplicação. depressões ou ressaltos na peça.7 IMERSÃO Pode ser dividida em dois processos: Imersão simples em que se mergulha a peça a ser revestida em um “banho” de uma tinta contida em um recipiente. só desperdiça solvente). O excesso de tinta. porém. não havendo pontos falhos sem aplicação de tinta. e as juntas são aplicadas eletrostaticamente no campo. Recomenda-se realizar medições da viscosidade durante o processo visando garantir uma boa aplicabilidade. uma formulação especial. utilizando pequenos volumes por meio de um esguicho. uso de pessoal não especializado e qualificado. é removido por posterior lavagem. Pintura por flooding: Método de aplicação de tintas bi-componentes. Consiste em utilizar uma bomba pneumática para fazer circular a tinta e espalhar a mesma na peça situada sobre uma caçamba. não aderida. prejudicando o aspecto estético. responsáveis por fornecer maior ou menor polaridade. uma diferença de potencial. podendo ser tintas líquidas ou em pó. Desta forma. a peça fica completamente recoberta. As tintas utilizadas na pintura eletrostática baseiam-se na seleção dos aditivos e solventes. com espessura na faixa 20-40 •m. por minimização de perdas (apesar da evaporação que. é mantido o mesmo princípio da imersão simples. Imersão eletroforética: neste processo. Após a peça é introduzida em 87 WEG Indústrias S. a tinta escorre pela superfície e. As tintas usadas possuem. tais como: Economia. após sua retirada do “banho”. toda a peça fica recoberta com uma camada uniforme e aderente de tinta. A tinta é eletrizada na pistola durante a pulverização e projetada contra a peça que deve ser aterrada com carga de sinal contrário. de modo que a tinta seja atraída pela peça (que. as partes de cima sempre terão menor espessura que as partes de baixo.A. Este processo oferece uma série de vantagens. entretanto.weg. que permitem a sua polarização. . O ajuste da viscosidade e escolha do produto é muito importante para se conseguir um bom alastramento e boa camada na peça.net .4 a 0.µA) ou resistividade (faixa de 0.feita na oficina. utilização mínima de operadores e equipamentos.270-000 – Guaramirim . entre a peça e a tinta onde ela está mergulhada. tendência a apresentar escorrimentos. quando a peça é retirada do banho. Estes produtos devem ser fornecidos dentro das faixas de condutividade (faixa de 10 a 30 micro amperes .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. O aproveitamento da tinta neste método é maior devido as partículas que seriam perdidas durante a pulverização. 15. pois. principalmente nos pontos onde existam furos. obviamente tem de ser metálica).

estufa para que a película venha a se formar por ativação térmica. Tanto para imersão simples quanto para a eletroforética, deve-se manter o banho em constante agitação, para manter os sólidos (principalmente pigmentos) em suspensão. Estas tintas possuem baixo teor de pigmentação, para que a suspensão seja facilitada. Este processo é usado para pequenas peças e até carrocerias de automóveis

§ § § § §

Especificação das tintas a serem utilizadas; Intervalos entre demãos a serem observadas; Espessuras por demão das películas de tinta; Método de aplicação a serem utilizados; Ensaios a serem realizados, durante e após a aplicação, com os respectivos critérios de aceitação ou rejeição.

ESTIMATIVA DE PERDA DE TINTA DURANTE A APLICAÇÃO Método de Aplicação Convencional “Air Less” Eletrostático Imersão Pincel ou Rolo Perda de Tinta 20 a 40% 10 a 20% 05 a 15% 05 a 08% 04 a 08%

Deve-se certificar se o esquema de pintura explicitado é adequado às particularidades do meio ambiente, das condições operacionais do equipamento que esta sendo pintado e das condições da aplicação (acesso, implicações do jateamento abrasivo etc.)

16.1.2 QUALIDADE UTILIZADAS

DAS

TINTAS

16. DEFEITOS DE PELÍCULA E SUAS CORREÇÕES Não é raro observarmos esquemas de pintura, que teoricamente seriam de grande desempenho, falharem rapidamente por aspectos associados à má qualidade da aplicação. O tradicional controle da qualidade com ênfase em inspeção do produto final, apesar de ser a abordagem mais freqüente, é totalmente contra-indicada em se tratando de aplicação de tintas.

16.1 ACÕES DE PREVENÇÃO DEFEITOS ANTES DA APLICAÇÃO

DE

Deve-se certificar se as tintas a serem utilizadas na aplicação do esquema de pintura estão em conformidade com o especificado. Isto pode ser feito de duas formas. Na primeira, enviar as tintas para o laboratório e através de ensaios, comparar as propriedades das tintas com o especificado. Esse processo é demorado e de elevado custo. A forma mais adequada e preventiva é efetuar uma qualificação preliminar do fornecedor da tinta. Esta qualificação deve contemplar aspectos de capacitação fabril, capacitação de pessoal e sistema da qualidade implantado pelo fabricante. Nestes casos, exige-se que a tinta venha acompanhada de um certificado de qualidade e eventualmente é enviada ao laboratório para comprovar o atendimento ao especificado.

16.1.1 EXPLICITAÇÃO DO ESQUEMA DE PINTURA O esquema de pintura deve ser explicitado por escrito contendo o seguinte conteúdo mínimo: § Preparo da superfície a ser alcançado, definindo grau de limpeza e rugosidade a ser alcançada;

16.1.3 TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO DO PESSOAL Trata-se talvez da ação preventiva mais importante na otimização do desempenho de esquemas de pintura. A aplicação de tintas, apesar de não ser uma atividade complexa, requer cuidados especiais que dependem não só da

88
WEG Indústrias S.A. - Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.270-000 – Guaramirim - SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.weg.net

habilidade do profissional como do conhecimento de uma série de técnicas aplicáveis. O treinamento e a capacitação do pessoal devem abranger principalmente os jatistas, os pintores, os supervisores ou encarregados de campo e os inspetores de controle de qualidade. O treinamento deve ser teórico e envolver também aspectos de motivação e conscientização para a importância da qualidade.

§ § § § § §

16.1.4 ELABORAÇÃO PROCEDIMENTOS DE APLICAÇÃO

DE

Definição das etapas da aplicação que serão inspecionadas; Definição do procedimento de inspeção de cada etapa; Definição da freqüência de inspeção de cada etapa; Definição da época de inspeção de cada etapa; Definição da amostragem e critérios de aceitação ou rejeição a serem observados; Definição dos pontos de parada obrigatória para inspeção (hold points).

A idéia da elaboração preliminar deste documento é fazer com que o pessoal responsável pela execução dos trabalhos de aplicação das tintas possa familiarizar–se com os requisitos do esquema de pintura, bem como explicitar detalhadamente como os atenderá. Isto faz com que o pessoal responsável pela execução planeje sua atuação, minimizando a possibilidade de ocorrerem surpresas durante a aplicação das tintas, que possam comprometer a qualidade do esquema de pintura. Um procedimento de aplicação de tintas deve conter o seguinte conteúdo mínimo: § Esquema de pintura a ser usado; § Normas do esquema de pintura a ser usado; § Condições de recebimento e armazenamento das tintas, abrasivos, etc.; § Preparo da superfície a ser executado; § Seqüência de aplicação do esquema de pintura, com intervalos de tempo entre demãos; § Processo de aplicação de cada tinta; § Tintas a serem usadas, incluindo fornecedores e respectivas referências comerciais; § Métodos de retoques no esquema de pintura. 16.1.5 ELABORAÇÃO DE PLANOS DE INSPEÇÃO O plano de inspeção deve contemplar o seguinte conteúdo mínimo:

16.1.6 CALIBRAÇÃO DOS APARELHOS E INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E TESTES Não há controle da qualidade que seja confiável se é feito com instrumentos não calibrados periodicamente. As condições de uso, características construtivas dos instrumentos e as condições climáticas são alguns fatores que podem provocar alterações nos instrumentos, que levam a erros de leitura. Assim, é desejável que os mesmos sejam periodicamente calibrados. Esta periodicidade variará em função dos três fatores anteriormente mencionados. O pessoal de controle de qualidade do aplicador das tintas deve elaborar e implementar um “plano de calibração dos aparelhos e instrumentos de medição e testes”, indicando para cada um: § Periodicamente da calibração; § Entidade calibradora, que deve ser credenciada pela Rede Brasileira de calibração (RBC), coordenada pelo INMTRO; § Procedimento de calibração; § Padrão de referência; § Exatidão do aparelho ou instrumento; 16.1.7 AÇÕES DE PREVENÇÃO DEFEITOS DURANTE A APLICAÇÃO DE

INSPEÇÃO VISUAL DA SUPERFÍCIE A SER PINTADA A inspeção é feita visualmente, objetivando identificar a presença de óleo ou graxa sobre a superfície, que devem ser removidos por solvente, além de identificar o

89
WEG Indústrias S.A. - Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.270-000 – Guaramirim - SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.weg.net

estado inicial de oxidação da superfície, que será necessário para avaliar o grau de sua limpeza através de comparação com os padrões das Normas ISO 8.501-1 e SIS 05 59 00. Essa inspeção permite ainda identificar eventuais defeitos superficiais, tais como incrustações de escória, respingos de soldas e massas, que normalmente necessitam ser removidos. AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS As condições atmosféricas influenciam todas as etapas do processo de aplicação do esquema de pintura, desde o preparo da superfície até a cura das tintas. Devem ser determinadas as umidades relativas do ar e a temperatura ambiente. A umidade relativa do ar interfere na limpeza da superfície e na cura das tintas. A superfície, após a limpeza, fica sensível a umidade do ar. Após um jateamento ao metal branco, qualquer contato com o ar úmido provoca oxidação da superfície. Por isto, é desejável que durante o jateamento seja feito um controle da umidade relativa do ar, procurando somente executála quando for inferior a 80%. O controle da umidade relativa do ar é feito normalmente com o higrômetro. As tintas epóxi endurecidas com aminas são sensíveis à umidade relativa do ar, dando origem a películas com propriedades diferentes das desejadas. Constituem uma exceção a esta regra as tintas de etil silicato de zinco, que curam tanto melhor quanto maior for à umidade relativa do ar. Recomenda-se seguir a orientação abaixo, durante todo o período de preparo da superfície e aplicação das tintas: § Umidade relativa do ar que deve ser inferior a 85%; § Temperatura ambiente que não deve ser inferior a 5°C; § Temperatura da superfície (medida através de termômetro de contato), que não deve ser inferior a um valor correspondente a 3°C acima do ponto de orvalho (ou 2°C, a que for maior) e nem superior a 45°C (ou

40°C para as tintas inorgânicas de zinco). INSPEÇÃO ABRASIVO DE RECEBIMENTO DO

A inspeção deve ser feita para cada lote de abrasivo recebido. Avaliando-se o certificado de análise e / ou através da determinação da granulometria. A determinação da granulometria deve ser feita através de ensaio passa-não-passa, em peneiras com aberturas preestabelecidas de acordo com cada abrasivo. Nota: Norma SAE J444,

INSPEÇÃO TINTAS

DE

RECEBIMENTOS

DAS

Deve-se exigir do fabricante um certificado de qualidade de cada lote fornecido, cabendo ao usuário confrontar os valores constantes do certificado com os critérios de aceitação previstos na norma ou na especificação da tinta comprada. A inspeção de recebimento das tintas não deve limitar-se à verificação da sua qualidade. Por exemplo, com relação à embalagem, uma série de verificações deve ser feita: § Se existe deficiência de enchimento; § Se o fechamento está correto; § Se existem problemas de vazamento, amassamento, cortes, falta ou insegurança da alça e marcação deficiente; § Se está dentro da data de validade de utilização; § Se há presença de pigmento sedimentado; § Se há presença de Pele. Qualquer não-conformidade dentre as verificações citadas deve ser motivo de abertura de registro de reclamação junto ao fabricante da tinta. AVALIAÇÃO DO GRAU DE LIMPEZA DA SUPERFÍCIE Um preparo de superfície deficiente leva o esquema de pintura a problemas de adesão e desempenho. Assim, o pessoal do controle da qualidade deve inspecionar 100%

90
WEG Indústrias S.A. - Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.270-000 – Guaramirim - SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.weg.net

normalmente ocasionados por seleção inadequada do método de aplicação (bico da pistola. particularmente ventos. § Fiapos.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Verificar o grau de limpeza. § Enrugamento. A luminosidade do ambiente deve ser a mais adequada possível. § Escorrimento. atuando isoladamente ou em conjunto: § Má qualidade da tinta. ACOMPANHAMENTO DA DILUIÇÃO DAS TINTAS MISTURA E Apesar das atividades de mistura e diluição das tintas serem tipicamente de responsabilidade do pessoal de execução. AÇÕES DE DETECÇÃO DE DEFEITOS Quanto mais cedo qualquer defeito for detectado. Tais falhas têm origem em 91 WEG Indústrias S. como ventos. uma das seguintes causas.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.A. são muito freqüentes em algumas tintas epóxi de acabamento ou acrílicas. a seleção do método de aplicação é uma atividade típica do pessoal de execução. . deve verificar se a mesma não tem poeira depositada. para identificar eventual aparecimento das seguintes falhas: § Poros. AVALIAÇÃO DO MÉTODO DE APLICAÇÃO DAS TINTAS À semelhança da mistura e da diluição. são muito freqüentes em tintas acrílicas. vestígios de óleo. ao pessoal do controle da qualidade compete acompanhá-las para certificar-se de que estão sendo conduzidas em conformidade com as recomendações dos fabricantes. inabilidade do aplicador ou inadequação das condições climáticas. § Interferência das condições climáticas. § Má capacitação dos aplicadores. normalmente ocasionados por diluição excessiva ou deficiência de capitação do aplicador. § Método de aplicação inadequadamente selecionado ou utilizado. são muito freqüentes em algumas tintas epóxi de acabamento ou acrílicas. normalmente observados em tintas inorgânicas de zinco aplicadas em grandes espessuras. normalmente ocasionados por má qualidade da tinta. Após a aplicação de cada demão de tinta. temperatura ou umidade relativa do ar. porém compete ao pessoal do controle da qualidade efetuar o acompanhamento. § Bolhas ou empolamento. antes de efetuar a medição do perfil de rugosidade. toda a superfície pintada deve ser inspecionada visualmente ou com auxilio de algum instrumento ótico. normalmente ocasionados por má qualidade da tinta ou adição inadequada de solvente.net . menores serão as suas repercussões em termos de gastos com materiais e mão-de-obra. § Impregnação de abrasivos. normalmente ocasionadas por má qualidade da tinta ou adição inadequada de solvente. por exemplo).270-000 – Guaramirim .weg. AVALIAÇÃO DE EVENTUAIS DAS PELÍCULAS DE TINTA FALHAS Como conseqüência de deficiências de aplicação.da superfície limpa. § Gretamento ou fendilhamento. normalmente observadas em tintas de alumínio MEDIÇÃO DO PERFIL DE RUGOSIDADE Um inadequado perfil de rugosidade pode levar a falhas do esquema de pintura por falta de adesão. § Crateras. adição inadequada de solvente ou temperatura de superfície elevada. normalmente ocasionados pela execução de jateamento sem que uma tinta anteriormente aplicada tenha alcançado a secagem ao toque. re-execução de trabalhos e lucros cessantes. A inspeção deve ser visual ou eventualmente com o auxilio de lupa. as películas de tinta ficam sujeitas a falhas que podem comprometer seu desempenho.

Deve ser feita para cada demão de tinta aplicada. quando a espessura é muito superior.net . até porque algumas são inevitáveis. Constitui exceção à Norma ASTM-D-714. naturalmente. A impregnação pode ocorrer também devido à poeira ou outros materiais em suspensão que venham se depositar sobre a tinta. Neste caso. Este valor máximo.2 TIPOS DE DEFEITOS DA PELÍCULA Os defeitos de película são basicamente de dois tipos: os relacionados à aplicação e aspectos estéticos e os defeitos de ordem geral. na maior parte das vezes. deve ser de 20 ou 10%. A experiência do inspetor é que. 4) Escorrimento: neste defeito a tinta apresenta-se escorrida. Por exemplo. A medição da espessura da película úmida é normalmente feita pelo próprio pessoal de execução. A medição da espessura é feita inicialmente com a película úmida durante a aplicação e finalmente com a película seca. pequena densidade para tintas a base de esmalte epóxi e acrílica. a qualidade da tinta e até mesmo a seleção inadequada do esquema de pintura. . que estabelece um método para qualificação do empolamento em função do tamanho e da distribuição das bolhas.weg. equipamento de aplicação inadequado para o tipo de estrutura. por defeitos de formulação (viscosidade e consistências baixas da tinta). As tintas inorgânicas de zinco podem apresentar problemas de fendilhamento quando aplicadas em espessura 10% superior à prevista. MEDIÇÃO DAS ESPESSURAS PELÍCULAS DE TINTA DAS Esta é a mais tradicional das ações de controle da qualidade durante a aplicação de um esquema de pintura. 16. com o objetivo de se obter um piso antiderrapante. dentre outras. que dependem de muitos fatores. evitando descontinuidades ou consumo exagerado de tinta. como são partículas grosseiras. as partículas de abrasivo são incorporadas à tinta e. em relação à demão anterior ou nãoobservância do intervalo mínimo entre demãos ou tempo de secagem para repintura. 2) Consumo elevado: consiste em rendimento real ou prático muito aquém do esperado. pois visa controlar as condições de aplicação. entre eles a aplicação. além. inabilidade do aplicador. quando a espessura é muito inferior à especificada. Os principais defeitos de película são: 1) Espessura excessivamente desuniforme: a espessura de película seca deve situar-se numa faixa de 10% a menos até o máximo 30% mais que a espessura nominal especificada. é praticamente impossível a aplicação de tintas sem a ocorrência de qualquer poro. condições d vento excessivo para aplicação a pistola. 3) Impregnação de abrasivos: este defeito ocorre pela impregnação de abrasivos. Sangramento. determina se o defeito é aceitável ou não. a Norma da PETROBRAS N-13 aceita empolamento até o tamanho 8. Entretanto.A.270-000 – Guaramirim . As causas de consumo elevado podem ser: rugosidade excessiva.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. ou ainda aproximação Não existem critérios precisos para aceitação ou rejeição das falhas anteriormente citadas.§ fenólico aplicadas em superfícies com temperatura excessiva. Com base naquela norma. de desperdício da tinta pelo não-aproveitamento total do conteúdo do recipiente ou por endurecimento de tintas bi-componentes misturas e não aplicadas em tempo hábil recomendado pelos fabricantes. devido à operação de jateamento nas proximidades de uma tinta recém aplicada e que não tenha atingido ao tempo de secagem ao toque ou livre de pegajosidade. 92 WEG Indústrias S. Variações excessivas constituem-se em custos adicionais. superfície muito fria. comprometem o aspecto estético e podem prejudicar a proteção anticorrosiva. dependendo do tipo de tinta. normalmente ocasionado quando da aplicação de demão subseqüente com incompatibilidade química. podendo ser ocasionado por um acumulo excessivo de tinta na superfície. o recurso de impregnar com abrasivo uma tinta ainda úmida pode ser usado em superfícies planas de convés e passadiços.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. e deficiência na proteção.

net . 8) Fendilhamento ou gretamento: este defeito. observando-se os seguintes pontos: • • • • Se a identificação do defeito foi correta Se todas as causas prováveis foram consideradas O uso dos materiais corretos (lotes de tinta e tipos) Qual o substrato empregado 93 WEG Indústrias S. quando aumentada por aditivos apropriados à base de silicone. É gerado normalmente na aplicação a pistola. A casca de laranja. também denominado em outras publicações de fraturamento e craqueamento. É um defeito característico de certas resinas. As propostas corretivas para os defeitos apresentados podem não ser específicas de um determinado defeito.3 IDENTIFICAÇÃO. Com esta degradação tem-se liberação dos pigmentos e a conseqüente perda de brilho e. atomização inadequada (pouca pressão na pistola) ou aproximação excessiva da pistola em relação à superfície a pintar.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. A possibilidade de haver mais de uma causa contribuindo para um único defeito não deve ser descartada. porem as mais importantes são as condições ambientais inadequadas para aplicação (umidade relativa do ar superior a 85% e temperatura de chapa inferior a 10°C). A resistência a raios ultravioleta é uma característica fundamental das resinas. como as acrílicas e estirenoacrilato. e aquelas de resistência razoável. determinar sua causa. As causas deste defeito são diversas. ainda. deve-se retornar à fase de identificação (diagnóstico). CORREÇÃO DE DEFEITO ORIGENS E O primeiro passo na solução de qualquer problema com relação a tintas é identificá-lo corretamente e. aquelas que possuem uma fraca resistência. as poliuretanas alifáticas. . pois os efeitos são mais facilmente eliminados dessa maneira. muito usadas como defeito decorativo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Este defeito pode ser previsto propositalmente em pequena escala para disfarçar. 7) Empoamento ou calcinação: este defeito é também denominado de engizamento e consiste na degradação da resina pela ação de raios ultravioleta do sol. origina as chamadas tintas marteladas. como a epóxi e as alquídicas. como.excessiva da pistola. em alguns casos. ou falta de plastificante na tinta. 5) Casca de Laranja: é um defeito em que a película de pintura apresenta-se rugosa. por ilusão de ótica.A. Há aquelas que são altamente resistentes aos raios ultravioletas. semelhante de uma casca de laranja. até da cor. por exemplo. em seguida. 16. e há. Algumas tintas que formam películas duras têm mais tendência a fraturas quando aplicadas em maiores espessuras. devido a particularidade da manufatura ou restrições relacionadas ao desempenho do produto.weg. no caso de aplicação com este equipamento. É um defeito característico de formulações mal balanceadas. consiste na quebra da película devido à perda de flexibilidade. devido a solvente muito volátil. retenção de solvente ou processos corrosivos acelerados.270-000 – Guaramirim . pequenos defeitos de nivelamento em chaparias planas. A combinação de várias soluções (duas ou mais alternativas) normalmente é mais eficaz. em especial os orgânicos. Ao se perceber que a falha persiste após a aplicação da solução indicada. Este defeito pode manifestar-se ou ser agravado também pela degradação de pigmentos. Em exemplo clássico é o silicato inorgânico de zinco. 6) Empolamento: consiste na formação de nódulos sob a película pelo aprisionamento de um fluido.

. líquidos ou gases. 1) Encapsulamento de ar na tinta devido processo de mistura e preparação 2) Processo de aplicação que envolve bombeamento 3) Secagem superficial rápida do filme 4) Uso de solvente de evaporação rápida 5) Superfície mal preparada ou oleosa. lixar as partes afetadas. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Se necessário remover tudo 3) Uso de menor proporção de solventes de evaporação rápida na formulação 4) Melhorar a limpeza superficial. 3) Uso de retardador 4) Deixar esfriar o substrato 5) Usar tinta aditivada com tensoativos / antiespumantes para aplicação a rolo 6) Usar Diluente / Thinner correto 7) Aplicar na espessura recomendada 8) Respeitar os intervalos recomendados entre demãos 9) Aumentar o tempo de Flash Off para forneio (Cura em estufa) 1) Após secar. 1) Tinta com desbalanceamento pintura estriada no tixotrópico. 1) Pode ser motivado por películas muito espessas ou por solventes extremamente voláteis 2) Secagem superficial muito rápida 3) Formulação da tinta (uso solventes muito voláteis) 4) Não atendimento dos Ondulação da película. 8) Eliminar a umidade do ambiente 9) Rever especificação da tinta 1) Utilizar produtos adequados.270-000 – Guaramirim .weg. lixar as partes afetadas.A.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. parecida com um tecido amassado.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. sentido de aplicação 2) Solvente de evaporação rápida. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Se necessário remover tudo 3) Aplicar espessura correta 4) Usar solvente menos volátil. 3) Inabilidade do pintor ou pincel de cerdas muito duras.DEFEITO Fervura (ver foto 1) IDENTIFICAÇÃO Presença de várias bolhas pequenas que aparecem em parte de superfície ou em toda a superfície pintada. podendo ou não apresentar um pequeno orifício central ORIGENS 1) Evaporação muito rápida do solvente 2) Aplicação sobre superfícies quentes 3) Tinta formulada inadequadamente para aplicação a rolo 4) Uso de Diluente/Thinner inadequado 5) Espessura muito alta 6) Não atendimento dos intervalos entre demãos 7) Necessidade de Flash Off 8) Temperatura ambiente CORREÇÕES 1) Após secar. Marcas de Trincha Falta de nivelamento. lixar as partes afetadas. intervalos entre demãos ocasionada por uma secagem irregular Formação de bolhas ou vesículas contendo sólidos. 7) Aplicar espessuras conforme recomendação e usar solvente mais pesado. 94 WEG Indústrias S. 7) Solvente retido no substrato devido à secagem rápida da tinta. 8) Uso de tinta muito porosa (inadequada ao ambiente) Empolamento ou Bolhas (ver foto 3) 1) Após secar. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Usar solvente menos volátil.net . 2) Usar solventes de evaporação mais lenta (retardador) 3) Treinamento de Pintor 4) Utilização de pincel mais macio. 5) Diluir corretamente Enrugamento (ver foto 2) Presença de microrugas na superfície ou encolhimento da película de tinta aplicada em parte ou em toda a superfície. 6) Excesso de umidade no substrato ou ambiente. 5) Tratamento de superfície próximo orla marítima (Maresia) 6) Eliminar a umidade no substrato.

2) Ocorre com mais freqüência em dias frios. úmidos e chuva. adicionar de 5 a 10% em volume de Retardador. 3) Aplicar espessuras recomendadas de filme úmido 4) Usar solventes mais voláteis. 2) Uso excessivo de solvente nas camadas subseqüentes. Geralmente ocorre Tintas Epóxi. 4) Não usar qualquer tipo de thinner Descoramento (branqueamento) (ver foto 7) Perda de cor degradação pigmentos ou fotodegradação resina. 3) Ganho ou perda de água (quando a superfície é de madeira).270-000 – Guaramirim . Escorrimento ou Coladuras (ver foto 4) Em superfícies verticais as tintas tendem. 2) Esperar secar e polir com Massa de Polir 3) Em casos mais graves. 6) respeitar intervalos recomendados entre demãos 7) Misturar bem as tintas Trincamento A superfície apresenta.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 95 WEG Indústrias S. 5) Camada muito espessa. 1) Obedecer ao tempo recomendado pelo fabricante para repintura. 3) Camada muito espessa. 1) Inabilidade do Pintor 2) Viscosidade muito baixa da tinta.1) Intervalos entre demãos se com minúsculas menores que o estipulado. 7) Aplicar espessuras conforme recomendação 8) Seguir recomendação de intervalo entre demão 9) Caso a tinta for Etil Silicato de Zinco – Derrubar tudo jateando.DEFEITO Gretamento ou Craqueamento (ver foto 5) IDENTIFICAÇÃO A superfície apresentase com aspecto de textura igual ao couro de jacaré (alligatoring) ORIGENS 1) Inabilidade do Pintor 2) Aplicação de tintas Etil Silicato de Zinco (Alta Camada) 3) Aplicação de tinta de alta dureza sobre fundo de menor dureza. trincas. por ação da gravidade. 4) Secagem superficial rápida. enquanto a película continua pastosa por retenção do solvente. 5) Utilizar produtos de boa qualidade técnica. 1) Empregar tintas de formulação adequada para resistir às condições ambientais específicas.net . 4) Uso de diluentes inadequados 5) Desbalanceamento de solventes. 2) Usar Diluente recomendado pelo fabricante 3) Selar o substrato da madeira convenientemente.weg.A. aguardar secagem completa. 6) Falta de tixotropia. 6) Usar solvente adequado. 6) Diluição inadequada 7) Não observância dos intervalos entre demãos CORREÇÕES 1) Treinamento do Pintor 2) Respeitar intervalos entre demãos 3) Respeitar intervalos entre demãos 4) Seguir orientação de diluição 5) A tinta aplicada deve ser de dureza adequada ao fundo. a se deslocar enquanto líquidas. . por dos por da em 1) Pigmentos ou resinas inadequados para a finalidade. 7) Não observância dos intervalos entre demãos 8) Sedimentação na embalagem 1) Treinamento do Pintor 2) Acertar a viscosidade conforme orientação do fabricante.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. lixar com lixa de grana fina. em forma de onda ou gotas até a parte inferior.

CORREÇÕES 1) Evitar pinturas em ambientes com presença de poeira. 1) O solvente do novo acabamento dissolve a tinta antiga. Consiste na perda de aderência entre a película e o substrato ou das diversas demãos entre si. especialmente pelo afloramento da cor da tinta de fundo. que se desprende. 2) Nas tintas brancas e pastéis uso de pigmento (dióxido de titânio) inadequado. Sangramento (ver foto 11) Consiste no manchamento de uma película. 2) Consultar o fabricante quanto a recomendação de produtos Descascamento (falta de aderência) (ver foto 8) 1) Melhorar a limpeza superficial 2) Controlar o perfil de rugosidade 3) Eliminar partículas sólidas soltas.weg. 2) Umidade no substrato sob efeito do calor ambiental passa ao estado de vapor. 1) Superfície mal preparada. manchamento do acabamento. pressionando o filme de tinta.A. ORIGENS 1) Poeira do ambiente depositada sobre a pintura enquanto ainda não curada. 4) Reação da tinta com o substrato em compostos solúveis em água. 7) Nunca usar tintas convencionais sobre superfícies aquecidas acima de 50ºC.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 2) Homogeneizar a tinta completamente e filtrar se necessário. Migração parcial dos com o conseqüente pigmentos.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. . geralmente vermelhos e 3) Aplicação de tintas sobre marrons da pintura tintas a base de alcatrão antiga para a película do novo acabamento. 1) Escolher tintas de formulação adequada para resistir as radiações ultravioleta e as intempéries. 5) Contaminação da superfície a ser pintada após a limpeza 6) Rugosidade inadequada (pouca rugosidade) 7) Incompatibilidade entre linhas 8) Inobservância dos intervalos para repintura. Calcinação (ver foto 9) Envelhecimento superficial das pinturas resultando no seu engizamento (chalking) 1) Degradação da resina das tintas sob o efeito dos raios solares (Tintas Epóxi).DEFEITO Aspereza IDENTIFICAÇÃO Após a secagem da tinta a superfície se apresenta áspera ao toque. 2) A ação de solventes fortes da tinta de acabamento provoca a dissolução da tinta de fundo. Descascamento do filme de tinta do substrato. 3) Pintura sobre superfície aquecida.270-000 – Guaramirim . 96 WEG Indústrias S.net . 4) Medir a temperatura do substrato 5) Rever possíveis pontos de contaminação durante o manuseio da peça 6) Ajustar a viscosidade de maneira a garantir a tensão superficial baixa pra uma completa umectação da superfície. 1) Remover totalmente a pintura e repintar com a cor desejada. contaminada com gorduras ou partículas sólidas soltas. parcial ou totalmente. especialmente em tintas polimerizáveis 9) Contaminação da superfície entre demãos. 2) Presença de sedimentação na tinta 3) A tinta não foi devidamente homogeneizada antes da aplicação. com partículas sólidas salientes e aderidas ao filme.

CORREÇÕES 1) Lavar a superfície com solução de hipoclorito de sódio ou formol. 2) Umidade no substrato.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 1) Se necessário remover totalmente o filme aplicado 2) Corrigir a tonalidade com as cores mixing. cores diferentes 2) Utilização de produtos com viscosidades incorretas.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 3) Uso incorreto do revólver de pulverização. 2) Peça jateada sem controle do perfil de jato. .A. 5) Velocidade de aplicação e distância entre o revólver e a superfície incorreta. 3) Uso de Thinners ou solventes de evaporação lenta. micro relevos) 1) Ambiente muito quente durante a pintura 2) Alta viscosidade da tinta grossa 3) Uso de thinners ou solventes não recomendados. 2) Temperatura ambiente entre 0ºC e 40ºC e oxigênio favorecem o desenvolvimento de fungos.weg. 3) Aplicar a tinta em espessuras uniformes 4) Controlar o perfil de jato 97 WEG Indústrias S. Manchamento das cores metálicas Concentração de alumínio em pequenas áreas. 4) Número inadequado de demãos. 3) É importantehomogeneizar bem o produto antes da sua aplicação 4) Conferir as espessuras do filme aplicado Diferença de tonalidade (ver foto 10) Manchas na superfície 1) Uso de thinners/solventes com impressão de serem inadequados. ocorrendo o manchamento da pintura. 4) Aplicar esquemas de pintura que tornem as superfícies niveladas. livres de micro cavidades e imperfeições onde os fungos se alojam. 3) Contaminação. 4) Regulagem inadequada do revólver de pulverização. Casca de laranja (ver foto 12) 1) Se necessário remover totalmente o filme aplicado 2) Treinamento do Pintor 3) Consultar fabricante quanto ao Diluente adequado 4) Ajustar corretamente a viscosidade de aplicação da tinta 5) Obedecer aos intervalos entre demãos.270-000 – Guaramirim . 1) Treinamento do Pintor 2) Após secagem completa. 6 Aceleração da secagem com jato de ar.net . 4) Aplicação de espessura de filme irregular 1) Adequar e controlar camadas secas. 2) Usar tintas que contenham agentes fungicidas. 5) Homogeneização inadequada antes da aplicação Irregularidades da Superfície pintada lembrando o aspecto de casca de laranja (filme não uniforme. 8) Inabilidade do Pintor 1) Inabilidade do Pintor 2) Pressão muito baixa ou distância insuficiente do revólver em relação à superfície. ORIGENS 1) Umidade elevada associada à presença de materiais orgânicos em decomposição ou parasitas de plantas. lixar e repintar 3) Usar apenas o diluente recomendado pelo fabricante Oxidação Prematura Manchas de oxidação 1) Insuficiência de espessura vindas do substrato seca final. 3) Diminuir a umidade aquecendo o ambiente e aumentando a ventilação.DEFEITO Desenvolvimento de fungos ou bolor IDENTIFICAÇÃO Formação de colônias de fungos que se desenvolvem escurecendo a superfície. 7) Intervalo insuficiente entre demãos.

weg.270-000 – Guaramirim .DEFEITO Eflorescência IDENTIFICAÇÃO ORIGENS CORREÇÕES 1) Raspar o substrato e aguardar cura completa do mesmo.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. a evaporação dos solventes provoca o resfriamento do filme até temperaturas abaixo do ponto de orvalho.net . gerando o aspecto leitoso e falta de brilho. Crateras Formação de uma pequena depressão arredondada sobre a superfície pintada. . 1) Observar o tratamento de superfície quanto a presença de óleo 2) Instalar purgadores de ar próximo as pistolas de pintura 3) Efetuar a purga do compressor com certa freqüência 4) Eliminar anti-respingos e desmoldantes a base de silicone dos locais de realização de solda 5) Homogeneizar bem a tinta antes da preparação. 2) Utilizar fundo selado alcalino resistente e repintar com tinta adequada. A água condensada no filme provoca a precipitação das resinas e pigmentos. Sais inorgânicos de Superfície de alvenaria contendo coloração esbranquiçada alto teor de umidade. 1) Após secar. 1) Ocorre durante a aplicação da tinta em condições de alta umidade 2) Uso de diluentes / thinners inadequados 3) Presença de muita umidade no ambiente de pintura 4) Demão muito carregada. 3) Se necessário. inclusive. retardando a secagem.A.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. sem estar que migram do interior suficientemente curada. da superfície e podem. Pode apresentar-se de forma perfurante e apenas superficial. romper a película de tinta. lixar as partes afetadas. Também conhecida com olho de peixe. graxas ou gorduras 2) Ambiente de pintura contaminado por silicones 3) Uso de anti-respingos e desmoldantes a base de silicone em áreas próximas a pintura 4) Ar comprimido contaminado 5) Umidade sobre a peça e no ar 6) Falta de instalação de purgadores e filtros de ar 7) Pouca homogeneização da tinta Névoa Branqueamento (Brushing) É o esbranquiçamento da superfície pintada com Tinta Nitrocelulose Durante a aplicação. neutralizar previamente a superfície com solução de ácido muriático. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Controlar a umidade e temperatura dos ambientes de pintura 3) Usar diluentes de evaporação mais lenta Impurezas no filme (Pontos) São defeitos semelhantes minúsculos grânulos que ocorrem aleatoriamente na superfície 1) Impurezas impregnadas na superfície 2) Presença de partículas gelificadas de resinas na tinta 3) Presença de impurezas no ambiente 4) Impregnação de abrasivo 1) Avaliar como está a estabilidade do produto 2) Observar a limpeza do substrato 3) Passar ar comprimido nas peças antes da pintura 98 WEG Indústrias S. 1) Superfície contaminada por óleos.

weg.270-000 – Guaramirim . . lixar as partes afetadas. 3) Uso de tintas eletrostáticas 4) Geometria da peça que gera as diferenças de espessuras Secagem Lenta Filme pegajoso ao 1) Produto vencido efetuar o manuseio ou 2) Excesso de espessura toque superficial com os 3) Excesso de umidade no dedos ambiente de pintura e secagem 4) Diluição incorreta 5) Inabilidade do Pintor 6) Catalisação errada Empoeiramento (Over Spray) Formação de muita nuvem de tinta durante a aplicação. homogeneizar com mais freqüência.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.A. quando aplicável. trazendo como conseqüência após a secagem o aparecimento do aspecto áspero ao passar a mão sobre a peça 1) Inabilidade do Pintor 2) Ambiente de pintura muito quente 3) Pressão de aplicação muito alta 4) Uso de Thinner inadequado 1) Treinar os Pintores 2) Controlar a temperatura ambiente 3) Regular a pressão de aplicação geralmente de 40 a 60 Lb / pol2 4) Diluir conforme recomendação do fabricante 5) Usar Thinner ou diluente de secagem mais lenta 6) Controlar a temperatura do substrato 99 WEG Indústrias S.net . preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Treinar os Pintores 3) Quando possível adotar o uso de pente úmido 1) Treinar os Pintores 2) Seguir a recomendação de diluição das tintas 3) Controlar a temperatura e umidade relativa do ar no ambiente de pintura e secagem 4) Cuidar com a aplicação quanto a camada.DEFEITO Marcas de lixa IDENTIFICAÇÃO Aspecto de riscos no filme de tinta sobre o substrato retratando parcial ou totalmente a peça ORIGENS 1) Uso de lixa de grana muito grossa para o preparo da superfície 2) Uso de ferramentas manuais e mecânicas inadequadamente CORREÇÕES 1) Corrigir com massa rápida ou poliéster o local 2) Lixar com lixa de grana mais fina 3) Treinamento dos operadores Sedimentação Decantação de substâncias sólidas ou pastosas no fundo das embalagens de difícil homogeneização 1) Problema de formulação 2) Produto muito tempo armazenado 3) Tinta diluída e guardada por longo período 4) Excesso de diluição 5) É produto que foi solicitado a sua revalidação ? 6) Ambiente de armazenamento inadequado 7) Sedimentação apenas após diluir a tinta ? 1) Emitir registro de reclamação para o fabricante. 1) Após secar. 5) Verificar a catalisação se está correta Diferenças de Espessuras Diferença nas espessuras de tintas aplicadas geralmente geradas em função da geometria da peça 1) Inabilidade do Pintor 2) Falta de controle de filme úmido. solicitando a correção 2) Implantar sistema de utilização sempre do lote mais antigo 3) Diluir de acordo com orientações do fabricante 4) Utilizar produtos revalidados primeiro 5) Implantar melhorias nas áreas de armazenamento 6) Após diluir se ocorrer sedimentação.

SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. se desmancha ou deixa sinais da operação. manuseio e preparação das tintas 2) Controlar a diluição via medição da viscosidade 3) Comunicar a Fábrica. 100 WEG Indústrias S. podendo gerar marcas semelhantes a pontos. 3) Efeitos de sais do substrato sobre o veículo da tinta ou sobre os pigmentos/cargas. . 1) Contato com umidade ou outro produtos antes do seu período de cura total 2) Fixação de sujeiras em áreas de maior porosidade ou de fusão térmica. 4) Produto inadequado 5) Presença de umidade no substrato e ambiente. lixar as partes afetadas.270-000 – Guaramirim . 2) Usar tintas de formulação adequada.net .A. Manchas (Úmidas ou químicas) (ver foto 6) 1) Após a secagem.DEFEITO Baixa Cobertura IDENTIFICAÇÃO Característica de filme aplicado onde aparece o fundo da chapa ou a cor da tinta de fundo (Primer) após a aplicação da tinta ORIGENS 1) Falta de homogeneização da tinta 2) Preparação inadequada. sujeiras por lavagem 2) A formulação não é adequada com sabão neutro.weg. para que seja avaliada a possibilidade de melhoria da tinta para os próximos lotes a serem fornecidos 1) Deixar a tinta atingir a cura total antes de lavar. a tinta para ser lavada. Baixa resistência à lavabilidade Ao tentar remover 1) A tinta não está curada. manchas ou mesmo diminuição do brilho. preparar a superfície e repintar conforme especificado 2) Observar período após aplicação antes de colocar em contato com produtos químicos ou umidade 3) Rever produto junto ao fabricante 4) Lavar a superfície.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. com excesso de diluição 3) Produto inadequado 4) Falta de procedimento na linha de pintura CORREÇÕES 1) Implantar procedimento na pintura com orientações de uso. Mudança no aspecto da superfície como resultado do contato com a água diretamente sobre o filme ou o substrato. anéis. 5) Eliminar a causa da umidade no substrato e ambiente.

net .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.Empolamento 4 .1 .Escorrimento 5 .Craqueamento 6 .weg.Manchas 101 WEG Indústrias S.Fervura 2 .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.A.Enrugamento 3 .270-000 – Guaramirim . .

Sangramento 12 .Diferença de Tonalidade 11 .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.Branqueamento 8 .Calcinação 10 .Casca de Laranja 102 WEG Indústrias S.7 .net .Falta de Aderência 9 .A.270-000 – Guaramirim .weg.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. .

e a todos os níveis. fazse necessária a participação de todos. 17. . quando estão com pressa. se inspiravam nos modelos americanos para esboçarem os primeiros passos em direção à instituição de Programas de Prevenção de Acidentes que viessem a satisfazer as suas necessidades. O que se via àquela época era a ação de algumas Comissões Internas de Prevenção de Acidentes – CIPAs – que a rigor. e prejuízos a empresa. a qual passa a ser de TODOS. muito menos Especializado.weg.2 FILOSOFIA DA SEGURANÇA Os Acidentes não acontecem por acaso.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. a partir de 1972 surgiram as primeiras Legislações acerca da Segurança Industrial. quando são pressionadas para acabar logo sua atividades. a atividade está centralizada na Participação.A. Aconselhar. eles são Causados. Como se pode verificar. de acordo com as Políticas e Diretrizes traçadas pelas empresas. imposição da supervisão ou chefia imediata. quer sejam por Atitudes Incorretas. 17. Atualmente.17. Impor práticas seguras para prevenir qualquer acidente do trabalho que possa causar ferimentos pessoais. Quer sejam por Condições Inseguras. com isso.3 ESTATÍSTICAS DE ACIDENTES § 62% dos Acidentes ocorrem quando as pessoas “cortam caminhos”. Qualquer Profissional jamais será Qualificado. paralelamente com: Produção. a Missão é: Estabelecer. Torna-se necessário que as empresas operem baseadas em que a Segurança dos Trabalhadores é algo de máxima Importância. Compreender. poucas eram as empresas que conheciam e praticavam a Prevenção de Acidentes. Aos órgãos de Segurança cabe a Missão de implantar e desenvolver o programa de Previdência de Acidentes. Médicos do Trabalho. Surgiram os Engenheiros de Segurança. Nela. SEGURANÇA Até meados de 1972. seja por auto-imposição. como em qualquer outra atividade.net . se não levar em consideração a Prevenção de Acidentes. com sua Ação de inspeção e fiscalização. 103 WEG Indústrias S.270-000 – Guaramirim . Auxiliares de Enfermagem do Trabalho e os Inspetores de Segurança do Trabalho. também de profissionais igualmente especializados. não planejam adequadamente as operações. Baseia-se em que todos os Acidentes Podem e Devem ser Prevenidos. 17. Vendas e Lucros. Dentro deste contexto. danos ao meio Ambiente. toda a sistemática de Prevenção de acidentes esta fundamentada na atuação destes dois órgãos: os serviços especializados em Segurança e Medicina do Trabalho e as CIPAs. já que ela esta inserida no contexto das atividades de Risco Elevado.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Enfermeiros do Trabalho. Logo. Sendo assim já se tinha um Órgão Especializado e constituído. Posteriormente classificados como Supervisores de Segurança e atualmente chamados de Técnicos de Segurança do Trabalho. E é tal Participação que promove a descentralização da Responsabilidade. pois. As CIPAs cabem o papel não menos importante de transformar-se no Braço Forte do Programa de Prevenção de Acidentes. contemplando a elaboração de Normas e Regulamentos que viessem a anular os crescentes Riscos impostos pelo avanço tecnológico.1 MISSÃO DA SEGURANÇA Ponto importante na implantação de qualquer programa de Prevenção de Acidentes. o caminho mais fácil é aquele que nos conduz ao fato de que o Responsável pela Segurança dos trabalhadores em geral é o Órgão de Segurança. Principalmente aquele que tem a seu cargo a Supervisão de determinadas atividades ou tarefas. Na Pintura Industrial a Missão não poderia ser diferente.

§ 21% dos Acidentes ocorrem por erro humano. cérebro e outros órgãos vitais. tóxicos ou corrosivos. e isto ajuda a propagação do fogo. . peso. é a partir deste instante que os Vapores (Inflamáveis. durante pelo menos 10 104 WEG Indústrias S. etc. má avaliação ou pânico. § Utilizar roupas de trabalho adequadas. . espuma ou CO2. Os fatores básicos na prevenção são: ventilação adequada e eliminação de chamas expostas. intoxicação e através da pele (Dermatites). as mais diversas. tóxicos. § Problemas nos rins. ou quanto ao contato exagerado do produto: Os vapores de solventes. Alguns recipientes podem vir a constituir-se em risco de acidentes. FOGO E EXPLOSÃO A maioria das tintas contém solventes orgânicos inflamáveis. . § 18% dos Acidentes ocorrem por falha na linha gerencial de engajamento na Segurança. fadiga. Enxugar o produto com material absorvente “sem solvente”. A EXPOSIÇÃO EXAGERADA A TAIS PRODUTOS CONDUZ A: § Problemas respiratórios. como. à morte. por exemplo. § Áreas do corpo que sejam difíceis de proteger (pescoço e pulso) devem ter proteção adicional. problemas pessoais. Emoções. § Dermatites. uso de creme não oleoso. § No caso de contato com os olhos banhe-os imediatamente com água potável.A. § 35% dos Acidentes ocorrem por distrações externas como: Tensão.são elementos altamente inflamáveis. DERRAMAMENTOS Ventilar a área para remover os vapores.weg.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.§ 41% dos Acidentes ocorrem em função de treinamento inadequado ou feito em local não familiar.net . Vernizes e Solventes por sua constituição básica . Por sua forma. ou até mesmo danos irreversíveis a saúde ou a integridade física do Trabalhador. falha de Liderança Gerencial. faíscas ou quaisquer outras fontes de ignição. já se constitui em um risco na atividade de Pintura Industrial. e as poeiras de tintas são altamente tóxicas. alcoolismo ou drogas. dependendo do grau de intoxicação.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.4 MANUSEIO SOLVENTES DE TINTAS E Tintas.270-000 – Guaramirim . § Intoxicações diversas que podem conduzir inclusive. ou mesmo características da forma de abrir. Os materiais de limpeza deverão ser colocados em recipientes metálicos e fechados. A simples atividade de abrir uma embalagem de tinta. 17. pois. fígado. § § Proteja-se dos gases com equipamentos de respiração Não apague o fogo com água. uma alergia. os mais diversos. CONTATO COM OLHOS E PELE § Usar sempre proteção para os olhos e luvas para as mãos. 17. conseqüentemente contaminá-lo. já que os solventes (e resinas) flutuam na água.5 CUIDADOS NO TINTAS E VERNIZES MANUSEIO DE EM CASO DE FOGO ENVOLVENDO TINTAS § Usar extintor de pó químico. distúrbios passageiros. ou de solvente. capaz de provocar desde uma simples reação superficial. ou corrosivos) começam a entrar em contato com o ambiente e. por estocagem e guarda inadequada. Problemas quanto à aspiração. § 15% dos Acidentes ocorrem por má conservação de máquinas e equipamentos. Durante as atividades de pintura eles podem ser absorvidos: vias respiratórias. que cubram o máximo possível do corpo. podem dotar-se de arrestas cortantes podendo ferir o trabalhador. § 21% dos Acidentes ocorrem por condição física deficiente doenças.

No caso de contato com a pele.A. deve-se providenciar assistência médica urgente. sol e chuva.net . INALAÇÃO § A inalação de vapores de solventes e poeiras de tintas deve ser evitada. EQUIPAMENTOS COLETIVA DE PROTEÇÃO HIGIENE PESSOAL § § Remova anéis e relógios de pulso. Use sapatos a prova de faíscas. cobertos. aterramento de todos os equipamentos e utensílios. § Nunca fume. Tonturas. em seguida consulte o médico. Nunca use solvente. INGESTÃO § Sempre armazenar a tinta longe de gêneros alimentícios e fora do alcance das crianças. eles podem reter tinta junto à pele. e alerta o pessoal para os riscos potenciais da área. devido à formação de eletricidade estática. que podem provocar a ignição dos vapores de solventes. bem ventilados e identificados. CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO a) Estocar o material em locais secos. principalmente todo o pessoal envolvido na operação. produzem faíscas. Perda da consciência (podendo ser fatal). não combustível e que contenha valas que permitam o escoamento para os reservatórios de contenção.6 SUGESTÃO DE ROTEIRO PARA CONCIÊNCIA PREVENCIONISTA 1) O Local de trabalho deve ser Isolado. ou áreas de trabalho. § § § 105 WEG Indústrias S. Torna-se importante dar-se atenção: Ventilação do ambiente. SOLVENTES DE TINTAS PODEM PROVOCAR § Dor de cabeça. c) Evitar expor o produto a temperaturas elevadas. . 17.weg. Irritabilidade e Atitudes não espontâneas. ARMAZENAMENTO As instalações elétricas devem obedecer às normas NEC ou IEC e/ou ABNT. A grande preocupação da Segurança e da Engenharia nos tempos atuais são definidos como aqueles que têm como objetivos proteger toda a planta e. afastado de alimentos e agentes oxidante. Bloqueado.270-000 – Guaramirim . a arrumação e a limpeza dos locais conduz a um clima de satisfação do pessoal que chega a facilitar o aprendizado. § Se a tinta ou solvente for ingerido acidentalmente. berços para os tambores e recipientes semelhantes.§ minutos.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. coma ou beba em depósitos de tinta. Nunca fume na área de trabalho. utilização de agitadores pneumáticos. Limpo e Arrumado. antes de iniciar o trabalho. O piso do local deve ser impermeável. Use somente equipamentos a prova de faíscas e assegure-se de que o mínimo de equipamentos elétricos seja usado na área de trabalho.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Tanques de estocagem devem ser circundados por diques de contenção e ter drenos para o caso de vazamento. b) Manter o produto longe das fontes de calor. § Espaços ventilados = máscaras contra pó § Espaços com pouca ventilação = máscara com alimentação de ar externo § Nunca use pano envolto sobre a boca. as fibras sintéticas quando friccionadas. Isto minimiza os perigos vindos do exterior. Por outro lado. Escolha roupa de trabalho com fibras naturais. limpe-a com um produto de limpeza adequado ou lave-a com água e sabão.

Inspecionar e levar para o local de trabalho somente o que será utilizado no dia. para minimizar a evaporação de vapores de solvente. ou equipamentos semelhantes devido produzirem centelhas e. 17. Máscara com Traquéia ou ar mandado: Protege toda a face. Máscaras de Cartucho: Com filtro de carvão ativo cambiável. O extintor poderá ser portátil do tipo CO2 ou Pó Químico e estar localizado a cerca de 10 metros do local ou área de manuseio das Tintas. reduz os custos de transporte. Respiração naso-oral. Proteger as mãos com luvas adequadas. 6) Todas as latas de Tintas e outros recipientes vazios deveram ser removidos do local de trabalho ao final de cada dia. tendo adaptador para o nariz e é presa na cabeça por elásticos. 4) Para misturar as Tintas só se deve utilizar equipamentos Pneumáticos Jamais se deverá usar misturadores elétricos. eleva-se o risco de incêndios ou explosões. 3) Manter todas as latas fechadas e distantes das fontes de ignição Os recipientes devem permanecer fechados até o momento exato da utilização. manter as embalagens a pelo menos 6 metros do compressor de ar ou de outras fontes de Ignição. áreas internas de tubulações. Utilizar máscaras de acordo com o tipo de pintura e ambiente. Durante o manuseio de Tintas. As latas vazias também representam fontes de perigo. quando da entrada a execução de serviços no interior de espaços confinados. as duas latas deverão estar aterradas.A. faz-se necessário atentar-se para detalhes de ventilação ambiente quando possível visando à proteção coletiva e individual. um extintor deverá ser utilizado para evitar a propagação e maiores danos. 8) Usar os EPI’s adequados. além de não permitir a acumulação de latas de tintas e Solventes no local de Pintura.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Máscaras Descartáveis: Protege a respiração naso-oral. Devemos atentar para algumas providências básicas: 1) Todas as fontes de ignição foram elaboradas? § Proibir o uso de operações de corte e solda. inflamáveis e / ou tóxicos. assim sendo.7 TRABALHOS EM TANQUES OU EM OUTRAS ÁREAS CONFINADAS Estabelecer critérios de inspeção e de Trabalho Seguro.weg.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. quando da mistura ou homogeneização da Tinta. 106 WEG Indústrias S. . que rapidamente tornam a área inviável para a presença dos trabalhadores e adicionam o risco de incêndios e explosões. vernizes e Solventes deve-se tomar cuidados específicos. 9) O extintor de incêndio deverá estar próximo Para evitar-se a propagação de chamas no caso de as mesmas ocorrer. 5) Ao adicionar o conteúdo de uma lata dentro da outra. Retornar com elas ao canteiro e deixar secar bem antes de colocá-las no Armazenamento de sucatas.2) Separar. levando em consideração a produção de energia Estática suficiente para provocar a Ignição dos vapores inflamáveis. etc. o qual recebe o ar do exterior com pressão positiva regulável. 7) Todas as latas vazias devem ir para a Sucata Não é permitido que as latas vazias sejam queimadas. cada empresa monta um procedimento. principalmente quando o produto é armazenado em grandes recipientes.net . devido aos restos de tintas. Como o problema básico da pintura é a evaporação de solventes. orientando para remover o máximo possível das Tintas das embalagens e quando possível usar o Solvente de diluição para lavar a sobra adicionando após a própria Tinta.270-000 – Guaramirim . mesmo que somente para manusear as embalagens. uso de abrasivos e o fumar. Compartimentos diversos como: interiores de tanques. Importante. Facilita a arrumação. A traquéia é conectada com elementos filtrantes a cintura do trabalhador. minimiza a quantidade de vapores inflamáveis no ambiente e permite um melhor controle. em quantidade igual ou superior a um Galão. Geralmente.

. 11) Iluminação de emergência No caso de falta de energia. as seqüelas podem levar alguns anos para chegarem e se pronunciar e produzirem os seus efeitos maléficos.§ § § Todo o sistema de iluminação deverá estar em perfeitas condições. Será ele que ira permitir a dissipação para o solo da eletricidade estática. eventualmente cancerígenas. Durante as atividades de pintura eles podem ser absorvidos – tanto através das vias respiratórias. e igualmente importantes. quanto através da pele.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. § Uso de equipamentos elétricos a prova de explosão.net .weg. cérebro e outros órgãos vitais. fígado. Visa evitar a entrada de estranhos e o vigia estará atento para qualquer eventualidade. assim como as entradas para os compartimentos. 6) Providenciar a Linha de Vida Constitui-se de uma corda instalada a partir do exterior e amarrada á cintura de cada um dos trabalhadores no interior do compartimento confinado. são altamente tóxicos. inclusive. 2) Todo o pessoal tem o crachá de autorização para trabalho em espaço confinado? A entrega do crachá deve ser precedida de uma orientação detalhada quanto aos trabalhos a serem executados. § Intoxicações diversas que podem conduzir.A. a morte. 5) Providenciar “VIGIAS” para as entradas de todos os espaços confinados. e o PROTEÇÃO À INTEGRIDADE FÍSICA DO TRABALHADOR Os vapores de solventes. 7) Espaço confinado está Limpo Descontaminado. Proporcionar a condição ideal para indivíduo dentro do compartimento.270-000 – Guaramirim . 8) Verificar se os acessos ao interior do tanque e ventilação são adequados. aumentando ou diminuindo de acordo com as condições do serviço. 3) Foi feita uma listagem nominal do pessoal autorizado a trabalhar no espaço confinado? Visa facilitar a identificação dos trabalhadores. Todo o equipamento de pintura deverá estar aterrado. Todas as aberturas para ventilação. Sendo inclusive o meio de comunicação entre os trabalhadores e o exterior. o vigia deverá ter a mão uma lanterna portátil – a prova de explosão – para agir imediatamente. Dependendo das condições físicas do trabalhador. 9) Verificar se o aterramento foi providenciado. § Dermatites as mais diversas. dependendo do grau de intoxicação. 10) Verificar se a Iluminação esta adequada. os mais diversos. deverá ser providenciados cópias da listagem e entregar aos Supervisores. Para evitar risco de incêndios ou explosões causados por centelhas. Os problemas acima enumerados. recomenda-se: § Verificar se fios e cabos elétricos não possuem emendas ou rachaduras. deverão ser de dimensões adequadas. inclusive para possibilitar remoções rápidas do pessoal. deverão permanecer onde estão. Poderá ser feita através de um “Linha de vida”. O sistema de ventilação deverá estar instalado e funcionando. Nestas eventualidades. 107 WEG Indústrias S.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. e como tal. 4) Estabelecer sistema de rodízio entre os trabalhadores autorizados O tempo médio de permanência no interior de qualquer espaço confinado deverá ser de 30 minutos por 10 de descanso. § Que nenhuma tomada esteja no interior do Tanque. e as poeiras de tintas. até que a luz de emergência seja acionada pelo vigia. § Problema nos: rins. A exposição exagerada a tais produtos podem conduzir a: § Problemas respiratórios. todos os trabalhadores por orientação prévia. assim como quanto aos riscos envolvidos. nem sempre produzem os sues efeitos imediatamente.

fornecendo as informações acerca da sua utilização: Capuz ou elmo: Podendo ser usado em conjunto com o Avental e as mangas de Luvas de raspa. as operações fundamentais de jateamento. dependendo do material em contato. passando-se pelo manuseio de tintas e. No caso dos serviços de pintura. Deverá ser dotado de mangueira para fornecimento de ar. para cada atividade também especifica. a responsabilidade inerente a cada trabalhador em particular: zelar pela sua própria segurança. para a proteção individual. para serviços de pintura em ambientes confinados. Como. a ventilação e a iluminação adequadas. protegem o jatista contra os problemas da sílica e contras os abrasivos. Luvas em PVC. também.net . raspa. O ar é fornecido por meio de compressores. todos os aparatos relativos ao espaço físico no qual o trabalho é realizado. É nesse que enfatizamos. quase que exclusivamente.weg. lembrar que exposições – por mínimas que sejam – podem conduzir a quadros clínicos alarmantes. Máscaras com ar mandado.Enfatizamos que todos – indistintamente – estão sujeitos aos efeitos das tintas e seus vapores: desde o pintor. isso não altera as características. com costa e punho de lona. Deverão estar em uso mesmo quando a ventilação for boa. . Em qualquer situação. poderá persistir o Risco de Acidentes. Quaisquer outros modelos similares poderão ser adotados.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. ou da concentração dos vapores no ambiente. são vários os equipamentos a serem usados. chegando-se à pintura propriamente dita. passa-se a adotar o uso de Equipamentos de Proteção Individual – EPI. porém. deverá ser filtrado adequadamente. finalmente. Modelo básico para a proteção do jatista contra a ação do abrasivo. Entretanto. e via de regra. para uso do pessoal envolvido no manuseio e preparação de tintas. os andaimes bem posicionados e amarrados. até os elementos que supervisionam as atividades.A. e o fluxo constante pode ser regulado através da válvula situada à altura do cinto. Passamos a expor alguns desses equipamentos. 17. As luvas de plástico são mais conhecidas. O ar deverá ser filtrado antes de chegar à máscara.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 108 WEG Indústrias S. Conforme se espera ter ficado evidenciado. apesar de todas essas providencias. É nesse ponto que a Engenharia de Segurança volta a sua atenção. nem sempre elas são suficientes para dar ao trabalhador toda a proteção que ele necessita. a principal preocupação deve ser a Proteção Coletiva: as máquinas em bom estado.270-000 – Guaramirim . enfim. Pode-se adiantar a existência de um equipamento especifico.8 EQUIPAMENTOS INDIVIDUAL – EPI DE PROTEÇÃO Torna-se importante salientar que todas as medidas de Segurança evidenciadas até o presente momento dizem respeito à Proteção Coletiva.

weg. Os cartuchos deverão ser trocados periodicamente.net . quer a céu aberto. elas servem para dar 109 WEG Indústrias S. Ele deverá ser usado tanto pelo pintor. Botina de couro.A. quer em espaços semi-abertos onde a ventilação seja relativamente boa. em função do barulho produzido pelo ar no bico de jato. Para uso geral. . Para utilização no manuseio de tintas ou na aplicação das mesmas. para utilização nos locais onde haja a presença de poeira em suspensão. Como deve ser utilizado entre o suprimento de ar para o trabalhador. a princípio. Óculos com proteção lateral deverá ser usado nas operações em que ocorra a presença de abrasivos.Deverão ser usados nas operações de jateamento. e o compressor.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. quer seja de aplicação de tintas em espaço a céu aberto. Protetores auriculares do tipo plug.270-000 – Guaramirim . reduzem os ruídos a níveis suportáveis. Máscara de cartucho duplo.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. vulcanizada. com cadarços e com solado antiderrapante. deveria ser classificado como um Equipamento de Proteção Coletiva. Além dos equipamentos acima. Filtro de ar. assim como por quaisquer outros trabalhadores que estejam envolvidos nas atividades de pintura industrial. uma ênfase especial deve ser dada ao macacão. Máscara do tipo descartável. com fixação por tirantes. quando pelo jatista. o mesmo se enquadra como mais um equipamento de proteção individual. As toucas também fazem parte da indumentária do pintor. O seu uso não deverá ser dispensado em qualquer momento que o trabalhador tenha que usar ar mandado.

Enfatizamos que o uso do EPI é uma necessidade.” 110 WEG Indústrias S. Deve-se usar somente o estritamente necessário. Aconselha-se que sejam lavadas “em separado”. mantendo-se sempre limpas. ser usado por todo e qualquer trabalhador.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. também. principalmente quando levadas para casa.270-000 – Guaramirim . em particular as máscaras e roupas deve ser tomado alguns cuidados em relação a cada um deles. sempre que o mesmo estiver trabalhando em alturas superiores a 2 metros. elas passam a ser – quase – tão tóxicas quanto as tintas sendo manuseadas.weg. ela tenha sido devidamente higienizada após ter sido utilizada pelo trabalhador precedente.net . em conseqüência disso. lavar as roupas de trabalho juntamente com as da família.proteção a cabeça e ao pescoço do pintor. Jamais se deve permitir que vários trabalhadores utilizem a mesma máscara sem que. seria o mesmo que estar levando para casa os males que atingem o trabalhador no local de trabalho. Não esquecer que os resíduos de tinta vão se acumulando nas mesmas e que. “O MAIS IMPORTANTE É SABER O QUE DEVE SER USADO E. Tal equipamento deverá ser dotado de talabarte e mosquetão que permitam a fixação à estrutura ou qualquer outro ponto fixo e próximo ao pintor. CONSEQUENTEMENTE. Entretanto. Isso poderia conduzir à transmissão de várias doenças apesar de . RECOMENDAÇÕES QUANTO AO USO DE EPI Em relação aos equipamentos. Só que. atenção especial deverá ser dispensada ao cinto de segurança. equipamento que deverá.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Caso tal ponto não venha a existir. a sua fixação – poderá ser um olhal – deverá ser providenciada a aproximadamente 1 metro acima de onde o trabalhador estiver operando. Finalmente. evitando possíveis irritações e infecções. Nunca deverá estar situado abaixo.supostamente – todos estarem em boas condições de saúde. antes.A. Nesse caso. nesse caso. não deve transformar-se em um meio exclusivo de imagem promocional descabida. As roupas de trabalho devem receber um tratamento também criterioso. crianças poderão estar sendo afetadas. USAR SEMPRE. o que agravaria a situação. .

Alfredo Carlos O. FAZENDA. Laerce de Paula. .270-000 – Guaramirim . LOBO. Editora Guanabara. Tintas & Vernizes – Ciências e Tecnologia. Pintura Industrial na Proteção Anticorrosiva. 1998. Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas. Corrosão. (coordenador). GENTIL.18. 2ª ed. R. Associação Brasileira de Corrosão. Fev de 1988. Edgard Blücher. 2005.A.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.net . 3ª ed. Vicente. ABRACO. Rio de Janeiro. Jorge M. Rio de Janeiro: Editora Interciência. São Paulo.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Inspetor de Pintura Nível I. Rio de Janeiro.weg. BIBLIOGRAFIA NUNES. 111 WEG Indústrias S.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful