PINTURA INDUSTRIAL COM TINTAS LÍQUIDAS DT 12

(Desenvolvimento Tecnológico Nº 12)

A Solução para cada Aplicação

INFORMAÇÕES TÉCNICAS SOBRE TINTAS LÍQUIDAS PINTURA INDUSTRIAL E MANUTENÇÃO ANTICORROSIVA

Elaboração: Silvio Domingos da Silva Janeiro de 2009 Rev. 3

..........................................................2.......................... 23 4.......................2............................................................................................................. 42 7...............2 CLASSIFICAÇÃO DE AMBIENTES CORROSIVOS ................................................................ 28 5........................................................................................ 10 2.....................3 CLASSIFICAÇÃO DE AMBIENTES E CONDIÇÕES CORROSIVAS......... 21 2.....................6....................................................... CORROSÃO.......................................................2...........................................3.....................4 CORROSÃO POR AERAÇÃO DIFERENCIAL .....................................................................4 LIMPEZA COM FERRAMENTAS MECÂNICAS MANUAIS ......................................................Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89............... 41 7.......................................................... 13 2.....................................................................2 DESENGRAXE COM SOLVENTE .7 HIDROJATEAMENTO NA REMOÇÃO DE TINTA .............................. 26 5............................................................... 18 2.....................................................................................................................................................SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www......................3 SUPERFÍCIES DE CONCRETO ........................................................3 CORROSÃO SOB ATRITO............ 28 5.........................1 CORROSÃO ELETROQUÍMICA ......................................SUMÁRIO PREFÁCIO............................2 CORROSÃO QUÍMICA ............ 12 2.....4 REVESTIMENTOS ORGÂNICOS....................... 21 3.......................................................................................................2 REVESTIMENTOS METÁLICOS.........................................................................2................ DEFEITOS OBSERVADOS NA SUPERFÍCIE.......A..................................................................1 LIMPEZA QUÍMICA.............6........................................................3 REVESTIMENTOS NÃO-METÁLICOS INORGÂNICOS ................. 32 5...................................................7 MEIOS CORROSIVOS .................6 HIDROJATEAMENTO COM ULTRA-ALTA PRESSÃO ATRAVÉS DO PROCESSO HYDROBLASTING ..............................6.................8 1......................7................................................................................................weg..............9 FOSFATIZAÇÃO ..7....................................................................2....... 33 5..................................... ..................... 38 7....................................................................................................................................................................2 IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DA CORROSÃO............ 27 5...1 GRAUS DE CORROSÃO..............................7........................................... 27 5..................................................................................................... 28 5.........................................................................................4 CLASSIFICAÇÃO DE PROCESSOS CORROSIVOS............................. REVESTIMENTOS PROTETORES....... 10 2........................................5 FORMAS DE CORROSÃO ............................................. 13 2.......................... 23 4.................................................2 TIPOS DE LIMPEZA DE SUPERFÍCIE .........................................................................................................5 LIMPEZA COM JATEAMENTO ABRASIVO.........6.........................................4 PREPARO DE SUPERFÍCIES PINTADAS PARA MANUTENÇÃO OU REPINTURA .................................................................... 10 2........270-000 – Guaramirim ... PRÁTICAS DE PROJETO...... 43 4 WEG Indústrias S...........................1 CORROSÃO GALVÂNICA ...................................................................................................................................................................................................................net ............................................. 41 7........... 20 2................................................................................. 17 2................................................................ 25 5........................................................... PREPARO DE SUPERFÍCIES NÃO FERROSAS............................ 19 2................3.. 20 2.................................................................1 PRINCIPAIS MEIOS CORROSIVOS................................................................................................... OBTENÇÃO DO AÇO...................................................................................................................................1 CONCEITOS BÁSICOS DE CORROSÃO .................................2.............................................................. 11 2..................1 MECANISMOS DE PROTEÇÃO............................................................ 27 5...................................................................3 TIPOS DE PROCESSOS DE CORROSÃO .. 13 2..........................................1 AÇO GALVANIZADO ELETROLÍTICO (FLORES DE ZINCO)......................................................................................... 12 2.....................................................................8 TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE COM NANOCERÂMICO .......................3 LIMPEZA MANUAL ............................................................................................................................................................................................................... 24 4........................................2 CORROSÃO ELETROLÍTICA .................................... 32 5...... 42 7............................................................................................................................................................................ 34 6............... 23 4..2.................................2 LIGAS METÁLICAS NÃO FERROSAS .................... 22 4... 18 2.......................................................2......................................................................................................2.........

........12 PODER DE COBERTURA ............ 62 11...............................................................................................................................................11......................................................................................................... 70 12............................................................................................................................................7 MECANISMO DE PROTEÇÃO DA PELÍCULA........................................................................................................270-000 – Guaramirim ............................................................................................................. 45 8......................................................................... 69 12..........................................6 EFEITO DO PERFIL DE JATEAMENTO .............................................. 72 12...............5 CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS E GERAIS DA PELÍCULA......................................................................... 69 12......SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www... 69 12..................................................1 POLÍMEROS E POLIMERIZAÇÃO .....3........... 72 5 WEG Indústrias S....................................................................... 44 8................................................ 56 8............................................................................................................................................5 QUANTIDADE DE DILUENTE NECESSÁRIA ..................................1 VEÍCULO OU RESINAS.....................................................................................3 RENDIMENTO REAL .............. 57 8.................................. 58 9......................... 68 12.......................7........................ FUNDAMENTOS DA PINTURA INDUSTRIAL......................4 CONSTITUINTES FUNDAMENTAIS DAS TINTAS .......... 66 12.........................................................................................................................................3..................10 ESTABILIDADE / SEDIMENTAÇÃO ...........3 ESTIMATIVA DE CONSUMO DE TINTAS ......................................................................................................................... 57 8...A................9 CONSISTÊNCIA...... PLANOS DE PINTURA .............. 45 8........................... 66 12...................13 TEMPO DE VIDA ÚTIL (POT LIFE) ............4 ADITIVOS...........................1 RENDIMENTO TEÓRICO = Rt (Ficha Técnica)................. CONTROLE DE QUALIDADE ..........................................7 MASSA ESPECÍFICA.2 SOLVENTES............................................................................................weg.............. 60 9................................4............................................................................................................................ 63 12...........3 PIGMENTOS .................................1 DETERMINAÇÃO DE SECAGEM: INDÚSTRIA.... 59 9.................................................................... 67 12............net ...................................................15 NATUREZA DA RESINA .....................................................................................................14 DIMENSÃO DAS PARTÍCULAS DO PIGMENTO (FINURA DE MOAGEM) ....................2 RENDIMENTO PRÁTICO – Rp (Considerando Perdas)......................................................................4.................. 61 10........................................................................................................ 72 12........................4... 67 12......................... 59 9....................................................................................11.................... 68 12.............2 NÃO-VOLÁTEIS EM VOLUME (SÓLIDOS POR VOLUME)......................................................1 COMO CALCULAR A QUANTIDADE DE TINTA NECESSÁRIA PARA PINTURA ..................................2 POLIMERIZAÇÃO POR ADIÇÃO ...........................................................................................6 MECANISMO DE FORMAÇÃO DA PELÍCULA DA TINTA ............................... 70 12...................................................................... 59 9.. 70 12............................................................................................................................................ 54 8.. 72 12.................................... PROCESSOS DE FABRICAÇÃO................................3 POLIMERIZAÇÃO POR CONDENSAÇÃO ........................................ .....................................................................3........................................ 68 12.................... 66 12...........4............................... 52 8....................... 68 12..........3 ESQUEMAS DE PINTURA..........................................................................................................................1 CONCEITO DE PINTURA INDUSTRIAL ................................................................................................................Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89..................................................................................4........................................................................ 45 8.............................................................................................................................. 66 12.............................. 45 8.........4...................................................................... 46 8.............. 71 12........................ 68 12................1 CLASSIFICAÇÃO DA PINTURA DE MANUTENÇÃO ..........................1 NÃO-VOLÁTEIS EM MASSA (SÓLIDOS POR MASSA).....................................................2 CONCEITOS BÁSICOS / TERMINOLOGIA ................................................................................................................................4 CORES NA PINTURA INDUSTRIAL............................. 71 12..............................................................8 VISCOSIDADE.........4 CUSTO POR METRO QUADRADO DO PRODUTO .......................................................2 DETERMINAÇÃO DE SECAGEM: MANUTENÇÃO ........................................................11 TEMPOS DE SECAGEM...................................................................... TINTAS ........ 46 8......................................................................................................................................................16 DOBRAMENTO SOBRE MANDRIL CÔNICO.................................................................................................

...................................................................................3 ESTATÍSTICAS DE ACIDENTES..................................... 86 15.................................................23 ENSAIOS DE DUREZA........................................................................................................ 103 17............ 76 13.................................................. 77 14......................... 83 15........................ 88 16...........................................................................................25 COR ....... 89 16......................SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www................................. 89 16............................1 EXPLICITAÇÃO DO ESQUEMA DE PINTURA .......................... 74 12.................................. 77 14..............................................................1 CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO....................................................................weg................. 93 17....................................... 104 6 WEG Indústrias S. HOMOGENEIZAÇÃO E DILUIÇÃO DAS TINTA ...................................................................................................................... 76 13......................................................................1................................................................................. 89 16............................................... 82 15...........................................................................................5 PISTOLA AIRLESS ASSISTIDA .......................................... 103 17................................................................................... 89 16.............................................................................3 TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO DO PESSOAL .................18 RESISTÊNCIA À NÉVOA SALINA ... 84 15.......................................................................... ARMAZENAMENTO DE TINTAS ........ 77 14........................................................24 BRILHO ........................................................................................................1 ACÕES DE PREVENÇÃO DE DEFEITOS ANTES DA APLICAÇÃO.................................. 78 14............A.....26 INTEMPERISMO................................................................................................................................... 74 12.................................................................................................................. 88 16.............................................................................................................................................................................................................................................................. APLICAÇÃO DA TINTA............................................................................................1.....................................................1 TRINCHA (Pincel de formato chato).........4 MISTURA............................................................................................................. 76 13......................................................2 TIPOS DE DEFEITOS DA PELÍCULA .......................................................................2 CUIDADOS NO ARMAZENAMENTO ...............................................1.............................................. 75 12................................................................................................................................................................................................................3 IDENTIFICAÇÃO................................ 87 16......... ORIGENS E CORREÇÃO DE DEFEITO............................................. 82 15.1 MISSÃO DA SEGURANÇA ..............................3 PONTO DE ORVALHO ................................................................................................................................................................ 88 16............... 86 15..270-000 – Guaramirim .............................................................................................................................. SEGURANÇA............................................................................ 86 15........6 CALIBRAÇÃO DOS APARELHOS E INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E TESTES............1 CAPACITAÇÃO DO PESSOAL DE APLICAÇÃO.......................................4 MANUSEIO DE TINTAS E SOLVENTES ........................................................................................................................................................................................4 PISTOLA SEM AR (AIR LESS).....................................................................................20 RESISTÊNCIA AO SO2 .......................................................................................... 103 17..2 ROLO....2 CONDIÇÕES AMBIENTAIS.........21 ENSAIOS DE IMERSÃO .................................................................................................. 103 17...............................................................................................4 ELABORAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE APLICAÇÃO............................1........ 92 16.......22 ESPESSURA POR DEMÃO ............................5 PINTURA NA FÁBRICA OU NO CAMPO ...............1............................................. 78 14........................................... 88 16................................................................. 76 12.....................................12.................................................................. DEFEITOS DE PELÍCULA E SUAS CORREÇÕES.............................................................................6 PINTURA ELETROSTÁTICA..................... MÉTODOS DE APLICAÇÃO ............7 IMERSÃO . 74 12.....5 ELABORAÇÃO DE PLANOS DE INSPEÇÃO..................... 82 15..........3 PISTOLA CONVENCIONAL ............. 74 12...............7 AÇÕES DE PREVENÇÃO DE DEFEITOS DURANTE A APLICAÇÃO.................2 QUALIDADE DAS TINTAS UTILIZADAS.............................. ........................net ..........................19 RESISTÊNCIA À UMIDADE RELATIVA DE 100%...........................................2 FILOSOFIA DA SEGURANÇA ........... 75 12.......................................................................................................... 77 14............................................................ 88 16......................17 ADERÊNCIA (ABNT 11003)................................................................................................................................................................. 75 12.............................1.....................................Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89..................................................... 72 12.1....

......A.............................. 106 17. 105 17.............8 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI. BIBLIOGRAFIA.....7 TRABALHOS EM TANQUES OU EM OUTRAS ÁREAS CONFINADAS ..............................SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www..........................................net ... 108 18.....270-000 – Guaramirim ..............................6 SUGESTÃO DE ROTEIRO PARA CONCIÊNCIA PREVENCIONISTA..................................................................................Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.......weg............ 104 17...............................................5 CUIDADOS NO MANUSEIO DE TINTAS E VERNIZES........ 111 7 WEG Indústrias S..................................................................... .17.......................................................................

Pistolas com caneco.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. passaram a ter um tratamento científico. tratamento de superfícies. concreto ou alvenaria. É composta por três etapas onde cada uma delas tem um importante papel para garantir o desempenho da Pintura. do estado e preparo das superfícies em que serão aplicadas. rolos. usando de técnicas e equipamentos adequados.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.net . bem como principais problemas e suas correções. Aplicação e a Tinta. O hidrojateamento tem sido usado com sucesso em áreas onde se deseja efetuar a remoção de películas de tintas velhas restaurando a superfície e tornando-a apta para receber nova aplicação. levando-os por vezes. A partir daí.270-000 – Guaramirim . fosfatização. Apenas a partir do final do século passado iniciou-se efetivamente uma indústria de pintura. tais como: desengraxe. O sucesso de uma tinta não depende exclusivamente de sua qualidade e características técnicas.weg. Nas indústrias. quando necessário criando rugosidade (de acordo com a especificação) no substrato para uma melhor aderência da tinta. com ferramentas adequadas. Pistolas Airless com maior taxa de transferência (maior pressão hidráulica para pulverizar a tinta). Podem ser utilizados desde a aplicação com Pincéis (Trinchas). segurança. mas também fundamentalmente. Acrescenta-se a isso o fato de que muitas pessoas que vão utilizar esses produtos apresentam um desconhecimento justificável. e foi quando os químicos iniciaram suas atividades na área de pintura. Pistolas HVLP com 8 WEG Indústrias S. a resultados pouco produtivos e inadequados para o fim a que se destina.PREFÁCIO Os recobrimentos de superfície vêm sendo utilizados há milhares de anos. IMPORTÂNCIA DA PINTURA INDUSTRIAL A pintura tem por objetivo depositar um filme de tinta sobre uma superfície metálica. que pode causar danos a saúde das pessoas e ao meio ambiente (Jato úmido e Jato em circuito fechado). Os conhecimentos que até então eram empíricos. . surgida através da necessidade de proteção de máquinas e equipamentos que foram se desenvolvendo com o início da revolução industrial. sentiu-se a necessidade de não apenas decorar. principalmente em locais onde não é permitido a realização de jato abrasivo. O objetivo deste curso é proporcionar a oportunidade de uma troca de informações com os profissionais da área de pintura visando uma ampliação de conhecimentos no que diz respeito a produtos. são usados vários métodos de preparação de superfície. APLICAÇÃO DAS TINTAS Deve ser realizada por profissionais devidamente qualificados. visando amenizar a emissão de poeira.A. As etapas são: Preparação da superfície. mas principalmente proteger as superfícies. Novos métodos foram criados. Durante a idade média e até o começo do século a pintura tinha finalidade quase que exclusivamente decorativa. O conhecimento era artesanal e passado de pai para filho através das gerações. com as seguintes finalidades: Proteção do patrimônio. jateamento com granalha em que o abrasivo é projetado contra a superfície por jato de ar ou por turbinas centrífugas. Pistolas com Tanque. com completa remoção de materiais estranhos ou contaminantes presos na superfície. com um aumento gradual de seu consumo. observando e anotando em formulários as condições atmosféricas. sistemas de aplicação. PREPARAÇÃO DA SUPERFICIE Deve ser realizada por profissionais treinados.

maior volume de ar e baixa pressão de pulverização.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. mão de obra e podem ser aplicadas por rolo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.270-000 – Guaramirim . assim como a importância da qualificação dos pintores e adoção de bons equipamentos de aplicação. As tintas tolerantes quebram paradigmas e tornam mais fácil a vida do profissional da pintura. . Na seleção das tintas que comporão o sistema deve ser levado em conta as condições em que ficaram expostas. foi possível desenvolver tintas com altos teores de sólidos que podem ser aplicadas pelos métodos tradicionais. com preparo de superfície mecânica ou Hidrojateamento. pincel e pistola em camadas únicas. 9 WEG Indústrias S. Visando atender a necessidade de mercado em relação a pinturas. As novas tintas tolerantes se enquadram na filosofia de tintas ecologicamente corretas e seguras. isto é. Geralmente são de alta espessura e. pois. além disso. com remoção das partes soltas como carepas desagregadas e ferrugens volumosas. A escolha deve ser criteriosa e deve resistir a agressividade do ambiente. controle rigoroso de qualidade das matérias primas e do processo de fabricação. como aplicação sobre superfícies úmidas. Algumas toleram aplicações sobre resíduos de ferrugem e umidade na superfície. TINTAS Tem que ter tecnologia de formulação. o avanço tecnológico elaborou produtos com características mais tolerantes. As tintas tolerantes se destinam a preencher necessidades específicas para as quais foram determinadas. se trata de tintas de dupla função (Primer e Acabamento). tintas que toleram um grau de preparo de superfície menos rigoroso do que normalmente é recomendado e também a elaboração de tintas que permitem a aplicação em condições ambientais em que as tinta convencionais não seriam recomendadas. Entretanto ainda não são descartadas as necessidades de processos de preparação de superfície antecedendo a pintura. há a necessidade de um mínimo de preparação.weg. de emissão de baixos teores de solventes voláteis orgânicos e também devido a isenção de metais pesados. No entanto. pois. para a aplicação destas tintas. por isso. economizam tempo e dinheiro.net . atendem as especificações de VOC e legislações rígidas de prevenção do meio ambiente. ou seja.A.

por fim.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. presente em aproximadamente 5% da crosta terrestre são encontrados em combinações químicas de metais contidos nas rochas.net . é formada de materiais indesejáveis ao processo de fabricação). em presença de carbono (sob a forma de coque ou carvão vegetal) e de fundentes (que são adicionados para auxiliar a produzir a escória. ductilidade.5 a 4. entre outros. Primeiramente. fósforo. Esta pode ser alterada em função do interesse de sua aplicação final.270-000 – Guaramirim . enxofre. por sua vez. Os aços diferenciam-se entre si pela forma. A corrosão é um processo que corresponde ao inverso dos processos metalúrgicos de obtenção do metal e pode ser assim esquematizada: Corrosão Metal Metalurgia Composto + Energia 10 WEG Indústrias S. . obtém-se o denominado ferro-gusa.1. em que se verificam os teores de carbono. O aço. que. O objetivo desta primeira etapa é reduzir ao máximo o teor de oxigênio da composição FeO. levando a perda de suas propriedades. silício. e como é um material homogêneo. pode ser laminado. tamanho e uniformidade dos grãos que o compõem e. o minério – cuja origem básica é o óxido de ferro (FeO) – é aquecido em fornos especiais (alto fornos). será o resultado da descarbonatação do ferro gusa. FeS2. por sua composição química. controlando-se o teor de carbono para no máximo 2%. o mesmo segue para uma unidade da siderúrgica denominada ACIARIA.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.A. os aços possuem excelentes propriedades mecânicas: resistem bem à tração. 2.weg. De maneira geral. CORROSÃO 2. estriado e suas propriedades podem ainda ser modificadas por tratamentos térmicos ou químicos. é claro. onde será finalmente transformado em aço. manganês entre outros elementos. hematita vermelha (Fe2O3) com cerca de 65% de ferro. Os principais são: magnetita (Fe3O4) com cerca de 60% de ferro. siderita ou ferro espático (FeCO3) com alto teor de manganês. ou seja. OBTENÇÃO DO AÇO Os Minérios de Ferro encontrado na natureza. Este processo tem o nome de Redução. A partir disso. à flexão. à compressão. obtendo-se através da adição de determinados elementos químicos. forjado. A usina siderúrgica é a empresa responsável pela transformação do minério de ferro em aço.0% de carbono em sua estrutura. estampado. que contém de 3. Os minérios são encaminhados as Siderúrgicas.1 CONCEITOS BÁSICOS DE CORROSÃO Corrosão pode ser definida como sendo a deterioração de um material (geralmente metálico). ao reagir com o seu ambiente. Após uma análise química do ferro. é produzido a partir deste. resistência à corrosão. aços com diferentes graus de resistência mecânica. soldabilidade. de maneira que ele possa ser usado comercialmente.

e custos e manutenção dos métodos de proteção (pinturas anticorrosivas. Físico-Química. em sistemas de telecomunicações. estruturas metálicas. Na avaliação econômica dos processos corrosivos não devem ser levadas em consideração somente as perdas diretas. Esta utilização é. na medicina (uso de implantes cirúrgicos na ortopedia) e na preservação de 11 WEG Indústrias S. Os processos corrosivos estão presentes em todos os locais e a todo instante da nossa vida diária. nas indústrias química. Este ciclo é denominado de “ciclo dos metais”. pode-se prever que a maioria dos metais seria imprópria à utilização industrial. eletrodomésticos. estima-se em 3. no entanto. na odontologia (restaurações metálicas.2 IMPORTÂNCIA CORROSÃO DO ESTUDO DA A importância do estudo da corrosão está consubstanciada em: a) Viabilizar economicamente as instalações industriais construídas com materiais metálicos. Sob o ponto de vista de custo. nos meios de transporte aéreo. como. petroquímica. etc. deterioração de automóveis. Termodinâmica. O estudo da corrosão envolve conhecimento de vários campos da ciência. proteção catódica. mas também as indiretas. Eletroquímica.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. por exemplo. As perdas indiretas são mais difíceis de serem avaliadas. de construção civil. Os problemas de corrosão são freqüentes e ocorrem nas mais variadas atividades. que se consegue entre outras formas pelos fenômenos de polarização e passivação. na corrosão observa a volta espontânea do metal à forma combinada. o custo da corrosão se eleva tornando-se um fator de grande importância. a pintura industrial constitui o de maior importância se considerados os aspectos de viabilidade técnica e econômica e extensão de sua aplicação.).5% do Produto Interno Bruto o dispêndio com a corrosão em países industrializados. Dos processos de proteção anticorrosiva utilizados. os quais. possível graças ao retardamento da velocidade das reações. Cinética Química. aparelhos de prótese). associados aos processos de proteção. petrolífera. em muitos casos.A. estima-se que uma parcela superior a 30% do aço produzido no mundo seja usada para reposição de peças e partes de equipamentos e instalações deterioradas pela corrosão. . evitando-se paradas operacionais não-programadas e lucros cessantes. Metalurgia. Em termos de quantidade de material danificado pela corrosão. Enquanto na metalurgia adiciona-se energia ao processo para a obtenção do metal. Sendo a corrosão um processo espontâneo.net . evitando-se acidentes e problemas de poluição ambiental. etc. Com o avanço tecnológico. totalizam custos mais elevados do que aqueles causados por perdas diretas.As reações de corrosão são espontâneas.weg. marítimo.270-000 – Guaramirim . incluindo-se energia e mão-de-obra. com conseqüente liberação de energia. monumentos históricos. b) Manter a Integridade Física Equipamentos e instalações industriais.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. naval. Pode-se citar como exemplo de perdas indiretas: 2. dos c) Garantir a Máxima Segurança Operacional. ferroviário. dentre os quais podem ser destacados: § § § § § § Química. d) Garantir a máxima Segurança Industrial. São perdas diretas: custos de substituição de peças ou equipamentos que sofreram corrosão. proporcionam a utilização econômica e segura dos materiais metálicos. mas pode-se afirmar que. instalações industriais. mundialmente alcançado.

SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. c) Preservação de monumentos de valor históricos inestimável: corrosão atmosférica acelerada pelos poluentes atmosféricos como óxidos de enxofre que formam ácido sulfuroso e sulfúrico. que envolve simultaneamente as áreas anódicas e catódicas.net . abrangendo a maior parte dos casos de deterioração por corrosão existente na natureza.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. podem custar relativamente pouco.3 TIPOS CORROSÃO DE PROCESSOS DE De uma forma geral. Área catódica: superfície protegida onde não há desgaste (reações de redução). Esses grupos podem ser assim denominados: 2.270-000 – Guaramirim . Também denominada corrosão em meio aquoso. 2. próteses e implantes cirúrgicos. há necessidade de produção adicional para repor o que foi destruído. mas também ocasiona a deterioração de materiais não metálicos como mármores e argamassa de cimento. b) Perda de produto. c) Perda de eficiência proveniente da diminuição da transferência de calor através de depósitos ou produtos de corrosão. devido à formação de uma pilha ou célula de corrosão. embora a corrosão não seja muito representativa em termo de custo direto deve-se levar em consideração o que ela pode representar em: a) Questões de segurança: corrosão localizada muitas vezes resulta em fraturas repentinas de partes críticas de equipamentos. componentes da chuva ácida que não só ataca materiais metálicos. como perdas de óleo. oleodutos. Em alguns setores. para limpeza de permutadores ou trocadores de calor ou para substituição de tubos corroídos. em geral na temperatura ambiente. para consolidação de fraturas ósseas que devem resistir à ação corrosiva do soro fisiológico (solução aquosa com cerca de 1% de cloreto de sódio). os processos corrosivos podem ser classificados em dois grandes grupos. e) Conservação de reservas naturais: tendo em vista a destruição dos materiais metálicos pela corrosão. aviões e pontes causando além de perdas materiais.1 CORROSÃO ELETROQUÍMICA Corrosão eletroquímica é um processo que se realiza na presença de água. d) Inconvenientes para o ser humano: a odontologia e diferentes setores da medicina utilizam diferentes materiais metálicos sob a forma de instrumental cirúrgico. como no caso de caldeiras de trocadores de calor.weg. perdas de vidas humanas.a) Paralisações acidentais. tanques de armazenamento. A pilha de corrosão eletroquímica é constituída de quatro elementos fundamentais: Área anódica: superfície onde se verifica o desgaste (reações de oxidação).3. e) Contaminação de produtos por sais metálicos provenientes da corrosão de embalagens metálicas ou tubulações metálicas. gás ou água através de tubulações corroídas. etc. b) Interrupção de comunicações: corrosão em cabos telefônicos e em sistemas de telecomunicações. . restaurações. Os processos de corrosão eletroquímica são os mais freqüentes na natureza e se caracterizam basicamente por: 12 WEG Indústrias S.A. usados em obras de grande importância histórica. vasos de pressão. f) Superdimencionamento nos projetos de reatores. d) Perda de carga em tubulações de condução de água potável devida aos depósitos de tubérculos de óxido de ferro. mas a parada da unidade representa grandes custos no valor da produção. Eletrólito: solução condutora ou condutor iônico. Ligação elétrica: entre as áreas anódicas e catódicas.

Tais processos corrosivos se caracterizam basicamente por: a) Realizarem-se ausência de água. apresentando fundo arredondado e profundidade geralmente menor que o seu diâmetro. Entre os meios corrosivos a altas temperaturas estão: enxofre e gases contendo enxofre.weg. corrosão por pilhas de concentração e corrosão por aeração diferencial. trasgranular. carbono e gases contendo carbono. e outras fundidas. amônia NH3. pelo solo. cinzas de óleos combustíveis contendo enxofre. hidrogênio. de maneira generalizada em toda a superfície metálica. Às condições operacionais: Corrosão sob tensão fraturante. vapor de água. quanto ao aspecto. sódio e vanádio.a) Realizarem-se presença de água. corrosão sob atrito.5 FORMAS DE CORROSÃO A corrosão pode ocorrer. intergranular. .net . corrosão – erosão. não havendo deslocamento de elétrons.270-000 – Guaramirim .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. É chamada. Uniforme: a corrosão se processa em toda a extensão da superfície. formando placas com escavações. como no caso das pilhas de corrosão eletroquímica. corrosão sob fadiga. Em b) Realizarem-se devido à interação direta entre o metal e o meio corrosivo.3.aquoso ou corrosão seca. 2. Placas: a corrosão se localiza em regiões da superfície metálica e não em toda sua extensão. Alveolar: a corrosão se processa produzindo sulcos ou escavações semelhantes a alvéolos. dezincificação. em torno de solda e empolamento pelo hidrogênio. placas. Algumas substâncias agressivas atuam no estado de gás ou vapor. pela água. Ao meio corrosivo: Corrosão atmosférica. necessariamente na 2.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Esses processos são menos freqüentes na natureza e surgiram basicamente com a industrialização. Também conhecidos como corrosão ou oxidação em altas temperaturas. como no caso do ferro. sendo a grande maioria na temperatura ambiente. Às formas da corrosão: Uniforme. por microorganismos e em temperaturas elevadas. com formação. o que não é aceito de maneira ampla. havendo um deslocamento dos elétrons envolvidos entre os dois locais.2 CORROSÃO QUÍMICA Também denominada corrosão em meio não .4 CLASSIFICAÇÃO DE PROCESSOS CORROSIVOS A classificação dos processos corrosivos pode ser apresentada segundo diferentes pontos de vista. produzindo pites. Ao mecanismo eletroquímico de corrosão: Corrosão galvânica e corrosão eletrolítica.A. alveolar. c) Realizarem-se devido à formação de pilhas de corrosão. e o conhecimento das formas é muito importante no estudo de um processo corrosivo. Puntiforme: a corrosão se processa em pontos ou em pequenas áreas localizadas na superfície metálica. esfoliação. envolvendo operações em temperaturas elevadas. grafítica. Pode-se ter a presença de substâncias agressivas associadas a temperaturas elevadas. que são cavidades apresentando profundidades geralmente maiores que seus diâmetros. 2. filiforme. pois se pode ter também corrosão por alvéolos ou pites. tendo-se em relação: 13 WEG Indústrias S. de escama de ferrugem. por alguns de corrosão generalizada. A caracterização da forma de corrosão auxilia bastante no esclarecimento do mecanismo e na aplicação de medidas adequadas de proteção. ocorrendo perda uniforme de espessura. puntiforme. sob diferentes formas. necessariamente na b) Realizarem-se em temperaturas abaixo do ponto de orvalho. Como conseqüência do funcionamento das pilhas tem-se a reação de oxidação em um local e a reação de redução em outro.

Esfoliação: a corrosão se processa em diferentes camadas e o produto de corrosão. em risco. a superfície metálica. da ordem de 85% e revestimentos mais permeáveis a penetração de oxigênio e água.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. não mais se difundindo. isto é. ou falhas. Em torno de solda: é a corrosão que se observa ao longo e ligeiramente.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. sendo importante. a espessura da parede permanece com a sua dimensão praticamente original. Ocorre geralmente em superfícies metálicas com revestimentos a base de estanho.270-000 – Guaramirim .decorrência do aspecto tem-se a conhecida corrosão por pite ou por “pitting”. Quando a solicitação mecânica é permanentemente aplicada temse a corrosão sob tensão fraturante e. tem-se a corrosão sob fadiga. Nessas duas formas de corrosão. Em tubulações de ferro fundido para condução de água potável. Evidentemente elas assumem maior gravidade do que aquelas anteriormente apresentadas. 14 WEG Indústrias S. que pode ser facilmente retirada com uma espátula. ocorre o comprometimento das características mecânicas dos materiais metálicos. separa as camadas ocasionando o inchamento do material metálico. Filiforme: a corrosão se processa sob a forma de filamentos que se propagam em diferentes direções. os quais perdendo suas propriedades mecânicas podem fraturar quando solicitados por esforços mecânicos tendo-se então. pois o hidrogênio atômico. pois se tem a corrosão preferencial do ferro e zinco respectivamente. causador do processo. as que trazem maiores inconvenientes aos equipamentos. Observa-se que a área corroída fica com aspecto escuro. observa-se que. nos dois casos. daí o nome de empolamento. restando à grafite intacta. em presença de umidade relativa elevada. ou não metálico (tintas). A corrosão grafítica e a dezincificação podem ser consideradas exemplo de corrosão seletiva. Corrosão grafítica: a corrosão se processa no ferro fundido cinzento e o ferro metálico é convertido em produtos de corrosão. Transgranular (transcristalina): a corrosão se processa atravessando os grãos da rede cristalina do material metálico. corrosão sob tensão ou por “estress”.weg. fraturas no material metálico. penetra no aço carbono e como tem pequeno volume atômico. produzem nas superfícies pintadas. ocasionando perfurações em áreas localizadas. porém. os filamentos que fazem com que a película de tinta se desprenda. considerar que elas são entre as quatro formas de corrosão apresentadas. Embora não ocasionando grande perda de massa do material metálico. difundi-se rapidamente para o interior do material metálico e em regiões com descontinuidades. chamada também. a corrosão sob tensão fraturante.net . tendo-se. Dezincificação: é a corrosão que ocorre em ligas de cobre-zinco (latões) observando-se o aparecimento de regiões com a coloração avermelhada. Intergranular (intercristalina): a corrosão se processa entre os grãos da rede cristalina do material metálico. é comum estudálos em livros de corrosão. níquel. formado entre a estrutura de grãos alongados. e outros. exercendo pressão e originando a formação de bolhas no material metálico. como inclusões e vazios. contrastando com a característica coloração amarela dos latões. isto é. porém não em profundidade. não constante.A. O hidrogênio atômico. pode ser originado da corrosão do material metálico. comumente. H. As ligas de cobre em presença de soluções amoniacais e solicitações mecânicas sofrem facilmente a corrosão sob tensão fraturante. . ele se transforma em hidrogênio molecular (H2). que atinjam o substrato. devida ao cobre. afastada do cordão de solda. mesmo com corrosão grafítica. quando a solicitação é cíclica. Ela se inicia. embora não haja perda de massa significativa. Empolamento pelo hidrogênio: embora não sendo considerados por alguns autores como forma de corrosão. em revestimentos. característico da grafite. Deve-se considerar que não existem limites rígidos na diferenciação das formas de corrosão alveolar e puntiforme.

weg.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.15 WEG Indústrias S.A. .270-000 – Guaramirim .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.net .

Aço inoxidável (ativo) AISI-316 (1810-2 Cr-Ni-Mo). Verifica-se.weg. obtem-se as reações de oxi – redução. 14 .6 MECANISMO ELETROQUÍMICO DE CORROSÃO Oxidação é a perda de elétrons por uma espécie química e redução é o ganho de elétrons.5 Mg.(oxidação) H2 (redução) Fe2+ revestir totalmente os dois materiais com tinta ou plástico como o teflon.Ni-Resistente (ferro fundido com alto níquel). 24 . de grande ajuda para o estudo de processos eletroquímicos de corrosão dispor os metais em tabela que indique a ordem preferencial de ceder elétrons. EXTREMIDADE CATÓDICA (MAIS NOBRE) No caso de um metal qualquer tem-se a equação geral de oxidação: M Mn+ + ne(n= números de elétrons perdidos. e= elétrons) Logo. .Chumbo. 16 . Essas tabelas permitem caracterizar o material que terá tendência a funcionar como ânodo (aquele que será corroído). 11 . que os metais apresentam diferentes tendências a oxidação.Inconel (passivo). e como estes são vários. diminuindo portanto a diferença de potenciais e conseqüentemente o processo corrosivo ou 16 WEG Indústrias S. Essa tabela é conhecida por tabela de potenciais de oxidação.Solda prata. É.Inconel (ativo). 40-10 Ni).Ouro. portanto corrosão. eles se oxidam. 10 . 7 . Quando se tem necessidade de unir dois materiais metálicos de potenciais diferentes.Alumínio comercialmente puro (1100).Aço inoxidável (13 Cr ativo). 2 .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 6 .net . 32 . TABELA DE POTENCIAIS DE OXIDAÇÃO + H2 (oxiEXTREMIDADE ANÓDICA (MENOS NOBRE) 1 . no meio corrosivo em que o equipamento irá operar. quando os metais perdem elétrons. 5 . portanto. 1.270-000 – Guaramirim . 17 . Neste caso devem ser realizadas experiências com alguns pares metálicos. 20 .Aço inoxidável ao cromo (11-13 Cr passivo) 26 .6 Mn).Cádmio.Prata. 13 . Assim quando o ferro (Fe) é atacado por ácidos. Fe 2H+ +2eFe + 2H+ redução) Fe2+ + 2e.2. 19 . 9 .Liga de chumbo e estanho (solda). Assim em presença de ar e umidade verifica-se que o ferro se oxida mais do que o níquel e o ouro não se oxida.Latões (Cu-Zn).Magnésio e suas ligas.A. 23 . Em alguns casos se procura.Aço inoxidável (ativo) AISI-304 (18-8 Cr-Ni).Ferro fundido. por exemplo: clorídrico ou muriático (HCl). experimentalmente.Níquel (ativo). 30 . 18 . 29 .Aço inoxidável AISI-316 (passivo).Zinco. para se determinar o potencial e a área anódica.Platina. nem sempre são encontrados dados suficientes na literatura especializada que permitam caracterizar o material que funcionará como anodo. 12 .Aço carbono. 31 .Grafite. quando for inevitável a junção de dois materiais metálicos diferentes.Aço inoxidável AISI-304 (passivo). sendo o sistema formado pelo metal e a solução vizinha do metal. 25 .Titânio. 8 .5 Cu. 15 .Cupro níqueis (60-90 Cu. 22 . 27 . 3 .Bronze (Cu-Sn).Liga de alumínio (4. sofrendo. 0. 28 .Níquel (passivo). Os potenciais se alteram com mudança da solução do meio corrosivo. a consulta à tabela de potenciais é de grande utilidade. 4 . 21 . como.Cobre.Monel (70 Ni 30 Cu).Estanho. fazer em um deles um revestimento metálico que permita uma aproximação de potenciais.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.

Produto de Corrosão: Zn+2 + 2OHZn (0H)2 • (hidróxido de zinco. em meio neutro. Pode-se concluir. branco) Cátodo: reações de redução possíveis. que pode ser escrito também sob a forma de Fe2O3. Fe Fe2+ + 2e - § é verde quando hidratada e preta quando anidra.H2O. que: 1) O metal que funciona como cátodo fica protegido. 2H2O + 2eH2 + 2OH– (não aerado) 2OH(aerado) H2O + ½ O2 + 2e- Verifica-se. cobre e zinco. que o ferro tem maior potencial de oxidação. da proteção catódica com ânodos de sacrifício ou galvânicos e a natureza do produto de corrosão são as pilhas formadas pelos metais ferro. permanecendo protegido por ter funcionado como cátodo de uma pilha galvânica. onde se observa que o produto de corrosão ou ferrugem apresenta. logo será o ânodo e o cobre Cátodo. bem como a razão de serem usados magnésio.H2O.weg. em presença de umidade e oxigênio: 4Fe + 2O2 + 4H2O 2Fe + 3/2O2 + H2O 4Fe (OH)2 Fe2O3. Podem-se também considerar as reações de corrosão do ferro. os materiais agrupados apresentam pequena diferença de comportamento na água do mar. Ela se caracteriza por apresentar corrosão localizada próxima à região do acoplamento.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Ânodo: oxidação de zinco Zn Zn2+ + 2eCátodo: mesmas reações anteriormente apresentadas para a pilha Fe – Cu. coloração alaranjada típica do Fe2O3. ou verde escuro. Fe3 O4.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. a formação de magnetita. na sua parte inferior.6. Pilha Fe-Cu: consultando-se a tabela de potenciais. usando-se como eletrólito água salgada. .Nota: nesta série. a corrosão do material metálico que funciona como anodo é muito mais acentuada que a corrosão isolada deste material sob ação do mesmo meio corrosivo. nesse caso. com a formação de hidróxido de ferro (III). isto é. Pilha Zn-Fe: consultando-se a tabela de potenciais verifica-se que o zinco tem maior potencial de oxidação. logo zinco será anodo e o ferro cátodo.H2O As reações explicam as colorações observadas na corrosão atmosférica do ferro ou suas ligas.270-000 – Guaramirim . aquela em contato imediato com o metal. portanto.net . que o ferro não sofreu corrosão. Esta conclusão explica o mecanismo da proteção catódica com ânodos de sacrifício ou galvânicos.A. aquela em contato com mais oxigênio. isto é não sofre corrosão. ocasionando profundas perfurações no material metálico que funciona como ânodo. hidróxido de ferro (ll). alumínio e zinco como ânodos para proteção do ferro: daí o grande Produto de corrosão: íons Fe2+ e OHmigram e formam o produto de corrosão Fe (OH)2. Quando materiais metálicos de potenciais elétricos diversos estão em contato. 2. Esse hidróxido sofre transformações e de acordo com o teor de oxigênio pode-se ter: § em meio deficiente de oxigênio. e na parte superior. por terem potenciais elétricos diferentes. Exemplos que permitem explicar o mecanismo da corrosão galvânica. coloração preta. Fe (OH)3. verifica-se. gerando uma transferência de cargas elétricas de um para o outro.1 CORROSÃO GALVÂNICA Resulta do acoplamento de materiais metálicos com diferentes potenciais quando colocados acoplados em presença de um eletrólito (exemplo: água do mar). que 17 WEG Indústrias S. característica do Fe(OH)2 ou Fe3O4. em meio aerado tem-se a oxidação do hidróxido de ferro (II).

observa-se a corrosão sob atrito. como anodos de sacrifício. também chamada corrosão sob fricção ou corrosão por atrito oscilante. Nesse caso a estrutura a ser protegida é colocada como cátodo da pilha usando-se anodos inertes. As medidas mais usuais de proteção são: drenagem de corrente. ou instalação metálica. gasodutos. não um metal. baterias convencionais. Os ânodos mais usados são: § Grafite.3 CORROSÃO SOB ATRITO Se as duas superfícies. Essas fontes são. das quais pelo menos uma metálica.2 CORROSÃO ELETROLÍTICA Corrosão por eletrólise ou eletrolítica ou corrosão por correntes de fuga.uso de ânodos de zinco. adutoras e estacas de píeres de atracação. para cascos de navios. como é uma forma de corrosão localizada. aplicando – se em estruturas situadas em eletrólitos ou meios de baixa. entende-se perfeitamente porque se procura como medidas de proteção: § Usar massas de vedação. titânio platinizado e nióbio platinizado: em água do mar. Essa proteção é chamada proteção catódica por corrente impressa ou forçada. e alta resistividade.6. desde que haja frestas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.A. Definida como sendo a deterioração de um material metálico forçado a funcionar como ânodo ativo de uma célula ou pilha eletrolítica. Na pilha formada a região anódica. baterias solares e termo geradores. É comum ocorrer essa pilha quando se têm superfícies metálicas superpostas e em contato. 2. Logo. havendo. para o eletrólito ou meio ambiente (solo ou água). Geralmente as áreas corroídas se 18 WEG Indústrias S. emprego de revestimento e emprego de proteção catódica.6. e a região catódica é aquela onde a concentração do íon metálico é maior. ou selantes. Essas medidas podem ser usadas isoladas ou conjuntamente. originados comumente por vibrações. Conhecendo-se o mecanismo desse processo corrosivo. entre elas. pode-se concluir que as áreas corroídas serão aquelas em que as correntes de fuga saem da tubulação. como visto nos casos anteriores. mas sim uma fonte de corrente contínua para imprimir a corrente necessária para proteção. tanques de armazenamento de petróleo ou tanques de navio que apresentam lastros de água salgada. adutoras. em pouco tempo tem-se a formação de pites ou alvéolos com a conseqüente perfuração das tubulações. e chumbo-antimônio – prata. for sujeita a pequenos deslizamentos relativos. pequenas frestas por onde o eletrólito possa penetrar. estacas de plataformas marítimas etc. § Ligas de ferro-silício-cromo. A fresta deve ser suficientemente estreita para manter o meio corrosivo estagnado e suficientemente larga para permitir que o meio corrosivo penetre nela. ocorre em tubulações enterradas. portanto corroída. epóxi ou asfalto em locais onde possa 2. Ela tem um campo de aplicação maior do que a proteção catódica com ânodos de sacrifício. à base de silicones.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. retificadoras de correntes e. gasodutos. E muito usada em grandes instalações como oleodutos. Ocorre também no contato entre superfícies metálicas e não metálicas. da pilha possivelmente resultante e indicação de medidas protetoras. mais freqüentemente. apresentam livre do produto de corrosão e. Pode-se estabelecer uma pilha em que se tenha como fonte doadora de elétrons. para fechar o circuito elétrico. aterramento adequado de máquinas de solda. Quando elas atingem instalações metálicas enterradas podem ocasionar corrosão nas áreas onde abandonam essas instalações para retornar ao circuito original através do solo ou da água.net . em contato e sob carga. .270-000 – Guaramirim . ferro silício e magnetita: no solo. minerodutos e cabos telefônicos.weg. alumínio e magnésio para a proteção catódica. como oleodutos. menos usuais. é aquela onde a concentração do íon metálico é menor. 2) A ligação entre materiais metálicos deve ser precedida de consulta à tabela de potenciais ou as tabelas práticas a fim de se prever a possibilidade de caracterização do ânodo e do cátodo.

net . principalmente por corrente impressa ou forçada. que polimeriza mesmo debaixo da água. embora totalmente enterradas.4 CORROSÃO DIFERENCIAL POR frestas e AERAÇÃO É a corrosão que ocorre quando se tem um mesmo material metálico em contato com um eletrólito diferentemente aerado. a fim de não ocorrer à corrosão por aeração diferencial: as regiões mais atacadas são aquelas localizadas pouco abaixo do nível do solo. por exemplo. 2. .H2O. areia.weg. observa-se corrosão mais acentuada na faixa de variação de maré e de respingos. A corrosão por aeração diferencial é responsável por grande número de casos de corrosão nas mais variadas instalações e equipamentos industriais. crescimento biológico. portanto. que a área mais atacada. Na junção de peças metálicas por rebites ou parafusos podem existir frestas e. aplicado nas estacas já montadas: faz-se na área de variação de maré o jateamento e a seguir aplica-se a massa epóxi. vai-se formar numa região intermediária entre a área catódica e a anódica. com conseqüente diferença de aeração. Observam-se também. Fe2+ + 2OHFe (OH)2 Fe2O3. Alguns chamam este caso de corrosão sob depósito. atingindo-se espessura de cerca de 3 mm. As reações que se passam na corrosão por aeração diferencial são: Área anódica (onde ocorre a corrosão) Fe Fe2+ + 2e. cujas áreas anódicas vão se deslocando conforme a maré vai subindo ou descendo. recomenda-se velocidade adequada para a água e conservação dos tubos limpos. Costuma-se também observar problemas de corrosão por aeração diferencial em tubulações onde há possibilidade de deposição de partículas sólidas. resulta uma baixa concentração de oxigênio no eletrólito que se encontra em contato com o metal fora das frestas. tem sido bastante usado. que permitem uma maior ou menor permeabilidade. ou permutadores. Procurase evitar a colocação de tubulações parcialmente enterradas. de calor pode ocorrer essa corrosão quando partículas sólidas ficam aderentes à superfície interna dos tubos e a pequena velocidade de circulação da água não provoca o deslocamento das mesmas.A. Daí. Fe2O3. Em estruturas metálicas colocadas no mar. como estacas de píeres de atracação e plataformas submarinas para prospecção de petróleo.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. nas áreas confinadas. Nota-se. Pode-se justificar este admitindo-se que além.haver formação de presença de eletrólito. o emprego de revestimento com massa epóxi a dois componentes. como óxidos. para evitar a corrosão por aeração diferencial nesses equipamentos. portanto menos aeradas.6.H2O 2Fe (OH)2 + ½ O2 + H2O É uma corrosão localizada e. Na pilha de aeração diferencial o ânodo é a área menos aerada e o cátodo a mais aerada. Para proteção das partes sempre submersas recomenda-se o uso de proteção catódica.+ 1/2 O2 2OHA ferrugem. Em tubulações de condensadores e trocadores. No caso do alumínio há formação de óxido de alumínio poroso e não-aderente. ficando as regiões 19 WEG Indústrias S. Para evitar esta corrosão.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.270-000 – Guaramirim . casos de corrosão por aeração diferencial em tubulações que. Casos de corrosão por aeração diferencial têm sido observados em chapas de alumínio e de aço galvanizado superpostas em presença de umidade: observa-se a formação de um resíduo esbranquiçado.(menos aerada) Área catódica (mais aerada) H2O + 2e. atravessam solos com regiões de composição diferentes. da ação mecânica da água do mar associada com ondas haja a formação de pilhas de aeração diferencial. com bons resultados. como nessas frestas a aeração é pequena. produz ataque acentuado em determinadas regiões ocorrendo à formação de pites ou alvéolos. ou corroída é no interior das frestas. Evidentemente as regiões sob esses sólidos funcionarão como áreas anódicas devido ao menor teor de oxigênio.

contendo eletrólitos ou oxigênio dissolvidos. Indicar. esse processo é conhecido como corrosão ou oxidação branca do aço galvanizado e é freqüente em peças recentemente galvanizadas quando indevidamente embaladas ou armazenadas. brancos. para evitar a permanência até mesmo de pequenas fendas. As chapas de zinco nessas regiões perdem seu aspecto original. Procurar. na presença de sais ou gases de enxofre. há formação de óxido de zinco ou carbonato de zinco. § § § § § § § 2.net . devem ser devidamente instalados para se evitar a presença de frestas.A.corroídas com maior rugosidade e conseqüentemente com aspecto diferente nas regiões não atacadas. ácidos ou bases. gases industriais (especialmente gases de enxofre). Usar filtros adequados nas linhas de água dos trocadores ou permutadores de calor para evitar obstruções locais. Tanques ou reservatórios de aço. Evitar frestas entre um isolante e o material metálico. Especificar juntas de topo e ressaltar a necessidade de penetração completa do metal de solda. etc. podem acelerar o processo corrosivo. dentro dos tubos dos trocadores. O eletrólito constitui-se da água que condensa na superfície metálica. 2. principalmente em meios aquosos. quando não se observam certas precauções.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Os processos de corrosão por concentração iônica e por aeração. Estabelecer uma rotina de freqüente e completa limpeza nas áreas § § § § § § metálicas sujeitas ao acúmulo de depósitos e incrustações. O eletrólito é uma solução eletricamente condutora constituída de água contendo sais. Usar soldas contínuas. Especificar desenhos que permitam uma fácil limpeza da superfície. ou material que fique facilmente umedecido e retenha água. não aderente e. portanto não protetores. apoiados no solo. Outros constituintes como poeira e poluentes diversos. poeira. em ambientes de umidade relativa elevada.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.1 PRINCIPAIS MEIOS CORROSIVOS Os principais meios corrosivos e respectivos eletrólitos são: Atmosfera: o ar contém umidade. Evitar cantos. no projeto e operação de trocadores tubulares de calor. tubos e pilares. limitado pelas dimensões. Devido ao resíduo branco formado. que podem iniciar corrosão sob depósito ou resultar em turbulência local. Impedir a penetração do meio corrosivo nas frestas por meio de massas de vedação ou selagem.7 MEIOS CORROSIVOS Os meios corrosivos no campo da corrosão eletroquímica são responsáveis pelo aparecimento de eletrólito. por isso. um fluxo uniforme de líquido com velocidade adequada e com um mínimo de turbulência e entrada de ar. ao mínimo necessário. No caso de aço galvanizado. ou ainda outros líquidos como sais fundidos. que poderiam ocasionar corrosão por aeração diferencial no fundo dos mesmos. a possibilidade de frestas. exceto aquelas impregnadas com inibidor de corrosão. Evitar o uso de madeira. são freqüentes e. Usar juntas soldadas ao invés de juntas parafusadas ou rebitadas.7. como apoio para superfícies metálicas como chapas. . sais em suspensão (especialmente na orla marítima).270-000 – Guaramirim . Remover sólidos em suspensão. § 20 WEG Indústrias S. e formados nessas condições. Não usar embalagens que sejam feitas de material absorvente.weg. aplicação de revestimentos protetores e completa drenagem. áreas de estagnação ou outras regiões favoráveis à acumulação de sólidos. têm muita importância as seguintes medidas que visam minimizar as possibilidades de ocorrência de condições causadoras: § Reduzir. usar tanques ou reservatórios apoiados em pilares e não no solo. nas superfícies em contato com o solo.

com ventos predominantes na direção da estrutura a ser pintada. Os outros constituintes podem acelerar o processo corrosivo.net . imersão em produtos químicos. b) Derivados de petróleo: são de modo geral pouco agressivos. imersão em produtos de petróleo. 2. Outros constituintes como gases dissolvidos. Superfícies quentes: as superfícies quentes envolvem quatro subcasos: de 80° a 120°C.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.Solos: os solos contêm umidade e sais minerais. é a água salgada aerada. Alguns solos apresentam também características ácidas ou básicas.2 CLASSIFICAÇÃO DE AMBIENTES CORROSIVOS Os ambientes corrosivos ou as condições que favorecem a corrosão podem ser descritos da seguinte forma: e) Atmosfera urbana e semi-industrial: ocorre nas cidades onde se tem uma razoável quantidade de gases provenientes de veículos automotores e uma indústria razoavelmente desenvolvida. desde que em contato com água ou com umidade e sendo ionizáveis. podem acelerar o processo corrosivo. d) Atmosfera úmida: locais com umidade relativa do ar média acima de 60%. c) Atmosfera industrial: envolvem regiões com muitos gases provenientes de combustão. Produtos químicos: os produtos químicos. em geral no interior. A pior condição. com predominância de valores superiores a 75%. neste caso. Imersão: a imersão envolve quatro subcasos: imersão em água salgada. c) Produtos químicos: a agressividade dependerá da presença de água ou de umidade e do grau de ionização da substância química. eventualmente ácidos ou bases. que é função da presença de sais ou gases dissolvidos. f) Atmosfera rural e seca: locais. Águas naturais (dos rios. .7. quando conjugada com qualquer uma das anteriores.270-000 – Guaramirim .3 CLASSIFICAÇÃO DE AMBIENTES E CONDIÇÕES CORROSIVAS A fim de facilitar a seleção dos esquemas de pintura.weg. com exceção do espaço de vapor em tanques de armazenamento que pode conter H2S e tornar-se bastante agressivo e do petróleo bruto. ATMOSFERA a) Atmosfera marinha: sobre o mar e na orla marítima (até 500 metros da praia).7. 2. Água do mar: esta água contém uma quantidade apreciável de sais. resíduos industriais. sendo desta forma um eletrólito por excelência. onde não há gases industriais ou sais em suspensão e a umidade relativa do ar se apresenta com valores sempre baixos.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. O eletrólito constitui-se principalmente da água com sais dissolvidos. os ambientes e condições corrosivas serão agrupados em cinco tipos. podendo provocar corrosão eletroquímica. particularmente gases oriundos de combustíveis com alto teor de enxofre e outros processos industriais. dos lagos ou do subsolo): estas águas podem conter sais minerais. 21 WEG Indústrias S. apresentados a seguir: Atmosfera altamente agressiva: é considerada atmosfera altamente agressiva a atmosfera marinha e industrial ou ainda a úmida. sempre associado à água salgada. imersão em água doce. poluentes diversos e gases dissolvidos.A. formam um eletrólito. O eletrólito constitui-se principalmente da água com sais dissolvidos. IMERSÃO a) Líquidos aquosos: a agressividade dependerá da resistividade elétrica. b) Atmosfera próxima à orla marinha: aquela situada além de 500 metros da praia e até aonde os sais possam alcançar.

Evitar cantos vivos: os cantos vivos são regiões onde os revestimentos e películas protetoras são de maior dificuldade de aplicação e mais facilmente danificáveis. Atmosfera medianamente agressiva: são consideradas atmosferas medianamente agressivas a atmosfera úmida. que será consumida durante a vida útil do equipamento. Prever drenagem de águas pluviais: as águas pluviais. aceleram os processos corrosivos. conseqüentemente. Prever sobreespessura de corrosão: os equipamentos devem ser projetados prevendo-se uma sobreespessura de material.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Estão incluídos neste caso locais junto à orla marítima. A sobreespessura de 22 WEG Indústrias S. deve-se prever declividade nas chaparias planas e perfis. bem como assegurar um adequado controle da corrosão. posicionar corretamente os perfis a fim 3. portanto. um desgaste menor e mais uniforme nas áreas anódicas. Evitar frestas: desta forma evita-se o aparecimento de pilhas de aeração diferencial e concentração diferencial. O desgaste do material poderá ser ainda mais acelerado quando o processo erosivo for acompanhado de corrosão. corrosão é uma prática de projeto bastante aplicável quando o equipamento ou a instalação estiverem sujeitos a um processo corrosivo uniforme e generalizado. a sobreespessura de corrosão perde totalmente o significado. e. Prever soldas bem acabadas: soldas com falta de penetração e outros defeitos superficiais podem propiciar o acúmulo de fluidos. Todas essas práticas visam. Como se sabe. a fim de que possam ser inspecionadas periodicamente e realizados os trabalhos de manutenção necessários.net . boa prática evitá-los. desde que não recebam os ventos predominantes na direção da instalação ou da estrutura a ser pintada e seja localizada a nível próximo do mar. a fim de assegurar uma menor taxa de corrosão e. depósito de sólidos (rebarbas). as soldas são regiões mais propensas à corrosão. com afastamento superior a 500 metros (m). não havendo aumento significado no desempenho do equipamento. de modo geral. sendo. PRÁTICAS DE PROJETO São métodos que consistem na utilização de práticas reconhecidas como eficazes na proteção anticorrosiva de equipamentos e instalações industriais. o metal de adição possui quase sempre características diferentes do metal de base. Evitar grande relação entre área catódica e área anódica: quando existirem áreas anódicas e catódicas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. . a urbana e a semi-industrial. além de contribuírem para o aparecimento de concentração de tensões. Quando a corrosão se processa de forma localizada. Dentre esses métodos estão incluídos: Evitar contato de metais dissimilares: desta forma evita-se o aparecimento de pilhas galvânicas. Prever fácil acesso para manutenção às áreas suscetíveis à corrosão: os equipamentos ou instalações devem possuir acesso às regiões sujeitas a corrosão. as áreas anódicas devem ser substancialmente maiores que as catódicas. nos casos em que se torna absolutamente inevitável a sua existência. as tensões introduzidas pela soldagem junto ao cordão de solda tornam essas regiões mais suscetíveis à corrosão. quando retidas em contato com a superfície metálica.de 120° a 250°C.270-000 – Guaramirim . A fim de evitar a presença de água. acima de 500°C. Evitar mudanças bruscas de direção no escoamento de fluidos contendo sólidos em suspensão: fluidos contendo sólidos em suspensão provocam erosão em regiões onde haja mudanças bruscas de direção. em segundo lugar. por dois aspectos principais: em primeiro lugar. de 250° a 500°C.weg.A. Atmosfera pouco agressiva: é considerada atmosfera pouco agressiva a atmosfera rural e seca. ou de qualquer outra origem. evitar o aparecimento de pilhas de corrosão. em virtude dos processos corrosivos.

o eletrólito chegará à superfície metálica e iniciara um processo corrosivo. para que se evite que diante de uma eventual falha provoquem corrosão na superfície metálica do metal de base. é claro. revestindo e protegendo um outro metal com função estrutural.2 REVESTIMENTOS METÁLICOS Consistem na interposição de uma película metálica entre o meio corrosivo e o metal que se quer proteger. as superfícies zincadas e as estanhadas. Assim.de não acumularem água. Esta proteção é denominada de proteção por barreira ou por retardamento do movimento iônico. etc. Os mecanismos de proteção das películas metálicas podem ser: por barreira. petroquímica e de petróleo são os de monel.. Neste caso. quando aplicados sobre a superfície metálica. entre outras. para que a pilha de ação galvânica ocorra. . o mecanismo de proteção. se houver um mecanismo adicional de proteção (inibição anódica ou proteção catódica).. ou tintas com pigmento de zinco. poderá também proteger por inibição anódica ou por proteção catódica.270-000 – Guaramirim . O 4. onde não haja estanqueidade e acesso para a pintura: a entrada e o conseqüente acúmulo de eletrólito entre as duas superfícies podem provocar forte processo corrosivo. Os clads mais usados nas indústrias química. REVESTIMENTOS PROTETORES São películas aplicadas sobre a superfície metálica. Os processos de revestimentos metálicos mais comuns são: Cladização: os clads constituem-se de chapas de um metal ou ligas. Outra forma de ampliar a vida de um revestimento é quando ele possui um mecanismo adicional de proteção denominado proteção catódica. esta separação será tão mais longa quanto for o tempo para que o eletrólito chegue ao metal protegido. como é o caso das tintas de fundo contendo cromato de zinco. Influenciará. haverá um prolongamento da vida do revestimento. dependendo da sua natureza. dos casos em 23 WEG Indústrias S. Este fato ocorre quando se utiliza revestimento metálico menos nobre que o metal a se proteger. fosfato de zinco. por proteção catódica.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Desta forma. faz-se necessária à presença do eletrólito. objetivando minimizar a degradação da mesma pela ação do meio. das forças de coesão e adesão. enquanto que. ou seja. Em virtude da porosidade da película.1 MECANISMOS DE PROTEÇÃO Os revestimentos. que dificultam o contato da superfície com o meio corrosivo. 4. As películas metálicas protetoras. que a própria película é atacada pelo meio corrosivo ou danificada por ações mecânicas. os quais conferem um mecanismo de inibição anódica. se a proteção é somente por barreira.net . da sua espessura e da permeabilidade à passagem do eletrólito através da película. também. tendem a separar a superfície do meio corrosivo. a falha do revestimento dá-se sempre por corrosão embaixo da película.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. prever furos para escoamento da água. etc. ao invés de evitá-la. resistentes a corrosão. iniciará o processo corrosivo. Para que a proteção seja efetiva. neste tempo. com exceção. depois de algum tempo. forma-se uma pilha galvânica entre o metal de base e o metal ou pigmento metálico do revestimento. quando constituídas de um metal mais catódico que o metal de base. As películas mais anódicas podem ser imperfeitas porque elas conferem proteção catódica à superfície do metal base. O tempo de proteção dado por um revestimento depende do tipo de revestimento (natureza química).weg. aço inoxidável e titânio sobre aço carbono. A duração de um revestimento pode ser ampliada quando se possui pigmentos inibidores. O principal mecanismo de proteção dos revestimentos é por barreira.A. entre outros. devem ser perfeitas. Deposição por imersão a quente: pela imersão a quente obtém-se. dentre outros. isentas de poros. mas. Evitar regiões em contato entre si (apoiadas). trincas. tão logo o eletrólito chegue a superfície metálica. 4.

O alumínio anodizado é um exemplo muito comum da anodização. tubulações de água de incêndio e água potável. arco elétrico. é aplicado normalmente por centrifugação. Deposição química: consiste na deposição de metais por meio de um processo de redução química. Revestimento com vidro: consiste na colocação de uma camada de vidro sobre a superfície metálica. etc. Se considerarmos os aspectos técnicos e econômicos. Os mecanismos de proteção são.270-000 – Guaramirim . Revestimento com material cerâmico: consiste na colocação de uma camada de material cerâmico de alta resistência a 4.A. Metalização: é o processo por meio do qual se deposita sobre uma superfície. Por metalização fazem-se revestimentos com zinco. em uma excelente base para pintura. em fogões. Em tubulações de grande diâmetro é comum usar-se um reforço com tela metálica. A camada de cromatos passivante aumenta a 24 WEG Indústrias S. prata. Eletrodeposição: consiste na deposição eletrolítica de metais que se encontram sob a formar iônica em um banho.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. neste caso. móveis e de eletrodomésticos. Por este processo é comum revestir-se com cobre e níquel. muito utilizados em peças com formato delicado e cheias de reentrâncias. São os denominados cobre e níquel químico. Os metais de deposição são fundidos em uma fonte de calor gerada no bico de uma pistola apropriada. que. sobre a superfície metálica. essencialmente. camadas de materiais metálicos. Este revestimento é usado em alguns utensílios domésticos. cobre. plasma ou por detonação. A superfície a revestir é colocada no Cátodo de uma célula eletrolítica. seguindose a pintura. . quando aplicada em camada fina e uniforme. especialmente no alumínio. Cromatização: consiste na reação da superfície metálica com soluções ligeiramente ácidas contendo cromatos. cádmio. resistência á corrosão da superfície metálica que se quer proteger.3 REVESTIMENTOS NÃO-METÁLICOS INORGÂNICOS Consistem na interposição de uma película não-metálica inorgânica entre o meio corrosivo e o metal que se quer proteger. aplica-se a fosfatização. Por eletrodeposição é comum revestir-se com cromo. Revestimentos com argamassa de cimento: consiste na colocação de uma camada de argamassa de cimento. A oxidação superficial pode ser por banhos oxidantes ou processo eletrolítico. alumínio. Esta camada é aplicada sob a forma de esmalte e fundida em fornos apropriados.net . cobre e diversas ligas. Fosfatização: consiste na adição de uma camada de fosfato à superfície metálica. é aplicado por este processo. por meio de combustão de gases. níquel.weg. o revestimento com argamassa de cimento e areia é a melhor solução para tubulações transportando água salgada. em virtude da sua rugosidade. Após o processo de desengraxe da superfície metálica. Revestimento com esmalte vítreo: consiste na colocação de uma camada de esmalte vítreo (vidro + cargas + pigmentos) aplicada sob a forma de esmalte e fundida em fornos apropriados. Anodização: consiste em tornar mais espessa a camada protetora passivante existente em certos metais. Este revestimento é muito empregado na parte interna de tubulações e. O revestimento interno com cimento é empregado em tubulações para transporte de água salgada. muito utilizada na indústria química. A camada de fosfato inibe processos corrosivos e constitui-se. com espessura da ordem de 3 a 6 mm. estanho e. por barreira e por inibição anódica.processo de zincagem por imersão é também denominado de galvanização. em água de refrigeração. ouro. Consegue-se uma película de alta resistência química. maquinas de lavar. principalmente.. A fosfatização é um processo largamente empregado nas indústrias automobilísticas. chumbo. previamente preparada (jateamento Sa 2 ½).SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. por ser um metal muito tóxico. estanho.

podendo-se. etc. ainda. gasodutos. situando-se na faixa de 40 a 500 µm (micrometros). em função da tubulação que se quer proteger e das características do meio corrosivo. 25 WEG Indústrias S. Dentre elas podem ser mencionadas: § § § § § § § § § § § Boa e permanente aderência ao tubo. a necessidade de complementação com o uso de proteção catódica. protegidas contra a corrosão por revestimentos de alta espessura.ácidos.270-000 – Guaramirim . por meio de colagem. bóias. É praticamente impossível encontrar um revestimento que atenda a todas estas características com perfeição. Estes revestimentos possuem uma série de características para que possam cumprir as suas finalidades. em geral. Economia. Por melhor que seja o revestimento. O mecanismo básico de proteção é por barreira entre o metal e o meio corrosivo. embarcações. deposição ou extrusão. Revestimentos para tubulações enterradas ou submersas: as tubulações enterradas ou submersas. dependendo do tipo de borracha e do processo de vulcanização. pela dificuldade de manutenção apresentada nestes casos. em geral orgânico. A pintura é um revestimento de pequena espessura. então. entre outros. tais com navios. Resistências à acidez.net . Boa estabilidade sob efeito de variação de temperatura. Basicamente. Revestimentos com plásticos e plásticos reforçados: são revestimentos obtidos através da aplicação de diversos tipos de plásticos sobre materiais metálicos. etc. Facilidade de aplicação e reparo. 4. em alguns deles usar reforçantes como véu de fibra de vidro. sais e bactérias do solo. É um revestimento que pode assumir diversas durezas. utilizado principalmente para revestimentos de pisos e canais de efluentes. especialmente ácidos. . largamente empregado para o controle de corrosão em estruturas aéreas e para estruturas submersas que possam sofrer manutenção periódica em dique seco. Os principais revestimentos orgânicos são os seguintes: Pintura industrial: é um revestimento. então. é normalmente a melhor alternativa em termos técnicos e econômicos para proteção anticorrosiva. Só em casos especiais é empregado em estruturas enterradas. Boa resistência mecânica.4 REVESTIMENTOS ORGÂNICOS Consiste na interposição de uma camada de natureza orgânica entre a superfície metálica e o meio corrosivo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. alcalinidade. Em se tratando de estruturas aéreas. somente em casos muito especiais. Boa resistência à água. Boa flexibilidade. adutoras. aqueles que atendem ao maior número de características. utilizando-se o processo de vulcanização. de modo a permitir o manuseio dos tubos revestidos e as dilatações e contrações do duto. a eficiência é sempre inferior a 100% surgindo. são. São utilizados.A. todos os plásticos podem ser usados como revestimentos. Este revestimento é utilizado na indústria química em equipamentos e tubulações que trabalham com meios altamente corrosivos. Durabilidade.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. vapor e produtos químicos. pode-se chegar a 1. O tipo de borracha é selecionado em função destas características de agressividade. Revestimentos com borrachas: consistem no recobrimento da superfície metálica com uma camada de borracha. escamas de vidro. sendo que. Boa e permanente resistência elétrica (resistividade elétrica).weg. oleodutos.000 µm. Baixa taxa de absorção de água.

pois.Inspeção: deve-se proceder a uma inspeção visual geral da superfície a ser pintada. O QUE É CAREPA DE LAMINAÇÃO? As chapas de aço laminadas a quente. mas também em vigas.270-000 – Guaramirim . 5.5. em geral.Limpeza com solvente e remoção de defeitos superficiais: nos locais onde haja manchas de óleo. tubulações. O estado inicial de oxidação é usualmente estabelecido com base nos padrões Norma SIS 05 59 00 e ISO 8. Esta carepa é encontrada não apenas em chapas. e sua tendência natural é se desprender do aço.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. por reação com o Grau B – superfície de aço com princípio de desprendimento de carepa de laminação devido à corrosão atmosférica e dilatação diferencial carepa-metal.net . deve-se proceder a remoção por esmerilhamento. A carepa não é aço. com pouca ou nenhuma oxidação ao longo de sua superfície. vergalhões. o que resulta.weg. graxa ou gordura. defeitos superficiais. graxas. . TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE A preparação de superfície para pintura.A. Parte da carepa de laminação que é formada sai durante a laminação e parte fica aderida ao aço. são formadas pela laminação dos lingotes aquecidos a uma temperatura em torno de 1250ºC.501-1 estabelecem quatro estados iniciais de oxidação de chapas de aço que apresentam carepa de laminação aderente.Limpeza por ação manual e mecânica: após a limpeza com solvente e a remoção de defeitos superficiais. Carepa formada no aço: Fe2O3 Hematita Fe3O4 Magnetita FeO Wustita Fe0 Grau A – superfície de aço com a carepa de laminação aderente intacta. poderá se desprender junto com ela. qualquer sistema de pintura aplicado sobre a carepa. 3 . prejudicarão a aderência da película da tinta. por limpeza manual e mecânica. Nos locais onde haja defeitos superficiais. envolve três operações importantes: 1 . a fim de assinalar locais onde haja manchas de óleos. impregnação de abrasivos. bem como avaliação do estado inicial de oxidação. É sem dúvida o pior inimigo da pintura. recémsaído da laminação. deve-se proceder à limpeza com solvente. se não forem removidas. impregnação de abrasivos.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. etc. no formato de “carepa” (ou escama de laminação) conhecida por chapa preta. 2 . também comumente denominadas de graus de intemperismo ou oxidação. A carepa é constituída de uma mistura de óxidos de ferro. procede-se a limpeza da superfície de modo a deixar a superfície com o grau de limpeza e com o perfil de rugosidade requerida pelo esquema de pintura.501-1. gorduras. Estas substâncias gordurosas. cobrindo toda a chapa de ambos os lados.1 GRAUS DE CORROSÃO A fim de facilitar a caracterização de uma superfície a ser submetida ao jateamento e de racionalizar a inspeção de aplicação de pintura industrial. a Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8. Chapa ou perfil com 26 WEG Indústrias S. oxigênio do ar e a água de resfriamento. Chapa ou perfil.

Alguns tipos de óleos minerais não são saponificáveis e para a sua remoção se faz necessário o uso de solventes orgânicos apropriados.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. E muito importante lavar bem as peças após a aplicação dos tensoativos para remover possíveis resíduos do mesmo que irá interferir na aderência da tinta. ou de tensoativos em formas de soluções (Detergentes) que é muito eficiente. 5.2. é importante conhecer o tipo de contaminante a ser removido. passíveis de serem removidos com uso de produtos alcalinos (soda cáustica).início de oxidação e da qual a carepa começou a se desprender ou que sofreu pequena ação de intemperismo. Os solventes usados podem ser de muitos tipos: Thinners de limpeza. sem. também na remoção de sais e óxidos solúveis. Existem graxas saponificáveis. Chapa ou perfil que sofre uma exposição exagerada à atmosfera. 27 WEG Indústrias S. A maioria das graxas e óleos são insolúveis em água. Chapa ou perfil que sofreu um completo intemperismo desagregando toda a carepa de laminação podendo o restante ser removido por raspagem.1 LIMPEZA QUÍMICA Grau C – superfície de aço onde toda a carepa de laminação foi eliminada e na qual se observa uma corrosão atmosférica uniforme generalizada. § Limpeza com ferramentas mecânicas manuais. cavacos e outros. contudo.net . em seguida é efetuado uma boa lavagem com água limpa. Algumas empresas ainda utilizam solventes clorados.A. lubrificantes e óleos protetivos que restam depositados sobre as superfície após operações de usinagem e manuseio. são: § Limpeza química. § Limpeza com jateamento abrasivo. apresentar sinais de formação de cavidades visíveis. são tidos como tóxicos. § Fosfatização.270-000 – Guaramirim . Diluentes. Solvenraz. etc. 5. As peças geralmente são limpas por meio de imersão ou banhos de spray a quente (40 a 60ºC). bem como a remoção de poeiras. apresentando pits e alvéolos. Embora pouco eficiente. Por isso quando usados. § Limpeza manual. embora não inflamáveis. esse método ainda é muito utilizado para remover graxas. . deve-se sempre ser instalado em locais muito bem ventilados. óleos solúveis.2 TIPOS DE LIMPEZA DE SUPERFÍCIE Os principias tipos de limpeza para a pintura de equipamentos e instalações industriais. isto é.2 DESENGRAXE COM SOLVENTE Antes de definir qual a forma de desengraxe a ser usado. resultando em processo corrosivo. § Hidrojateamento.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.2.weg. 5. Grau D – superfície de aço onde toda a carepa de laminação foi eliminada e na qual se observa uma corrosão atmosférica severa e generalizada.

2. deixam de limpar e apenas espalham os contaminantes. 5. por razões técnicas ou econômicas. Logo. impulsionadas por um fluído. desengraxe por vapor (solventes clorados). por ser de grande rendimento de execução. marteletes de agulha (Agulheiros).501-1. não se consegue um grau de limpeza adequado para aplicação de tintas que não tenham boa adesividade ou que atuem pelo mecanismo de proteção catódica. bem como os equipamentos ou utensílios empregados. de rendimento de execução relativamente baixo. imersão.5 LIMPEZA ABRASIVO COM JATEAMENTO Escova Manual Raspadeira Consiste na remoção da camada de óxidos e outras substâncias depositadas sobre a superfície. é fácil de aplicar e o método não requer grandes espaços. por meio da aplicação de um jato abrasivo de granalha de aço. raspadores.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Só remove óleo. lixadeiras. dentre outros. distinguem-se quatro graus de jateamento. Por este método. Desvantagens: Os solventes. Este tipo de limpeza corresponde ao padrão St3 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8. Grande risco para a saúde e incêndio. Vantagens: Os solventes removem bem os óleos e graxas com facilidade.weg. Método que requer muita mão de obra envolvendo perda de solvente por evaporação. Este tipo de limpeza é um dos mais recomendados para aplicação de pintura.4 LIMPEZA COM MECÂNICAS MANUAIS FERRAMENTAS Consiste na remoção da camada de óxidos e outros materiais não muito aderentes. . graxa e poeiras e não tem efeito sobre ferrugem e carepa de laminação. O jato abrasivo é obtido pela projeção. o método tem ainda como inconveniente a possibilidade de polir a superfície e. spray.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Este tipo de limpeza corresponde ao padrão St2 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8.net . 5. etc.2. É um tipo de limpeza ainda precário. tais como escovas rotativas. Na limpeza por jateamento abrasivo. É um tipo de limpeza precária.501-1.2. Escova rotativa 5.A. lixas. sobre a superfície. por meio de ferramentas manuais. de baixo rendimento de execução e recomendável apenas quando não for possível a aplicação de um método mais eficiente. escória de cobre. em geral o ar comprimido. Dependendo da ferramenta utilizada. etc. dificultar a adesão da tinta. por meio de ferramentas mecânicas manuais. porém melhor que a limpeza manual. ficam rapidamente impregnados com óleo e graxa. proporcionar uma limpeza adequada e deixar na superfície uma rugosidade excelente para uma boa ancoragem da película de tinta. de partículas de abrasivo. tais como escovas de aço. Para que o desempenho do esquema de pintura não seja prejudicado por um eventual excesso de rugosidade da superfície.3 LIMPEZA MANUAL Consiste na remoção da camada de óxidos e outros materiais não muito aderentes.O método de aplicação de solventes consiste em: Fricção com panos limpos (brancos). sugere-se que seu valor seja relacionado com a espessura total do filme.270-000 – Guaramirim . como conseqüência. 28 WEG Indústrias S.

escórias. Só é economicamente viável quando o jateamento é feito em ambiente onde o abrasivo pode ser recuperado e reaproveitado.weg. Granalhas sintéticas: são usadas granalhas de material duro como carbonetos. vestuário adequado e luvas.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. pouco comum em pintura industrial. rendimento. em especial no seu Convencional Venturi Esquema dos bicos convencional e venturi 1 – Compressor 2 – Mangueira de ar 3 – Vaso de pressão 4 – Mangueira de ar-abrasivo 5 – Bico 6 – Válvula de controle remoto 7 – Separador de umidade 8 – Separador de óleo 9 – Jato abrasivo 10 – Capacete com ar puro 11 – Separador de óleo do ar 12 . quase sempre. conduzindo a uma maior efetividade 29 WEG Indústrias S.net . A válvula de mistura ar-abrasivo deve ser de características compatíveis com o equipamento.6 MPa (100 psi) no bico e uma vazão de ar compatível com o tamanho do equipamento de jato e com o diâmetro interno do bico. O vaso de pressão deve ser de duplo compartimento e possuir válvula de segurança e uma válvula automática para enchimento. por um capacete e uma máscara com entrada de ar puro. Abaixo pode-se observar as áreas de impacto de bicos tipo retos e venturi. O equipamento para jateamento abrasivo constitui-se basicamente dos seguintes componentes: no jateamento.os quais devem ser realizados em superfícies de aço cujo estado inicial de oxidação é também classificado em quatro graus. em circuitos fechados.Abrasivo O jatista deve ser protegido. TIPOS DE ABRASIVOS Granalha de aço: é usada. Esferas de aço. sendo. de modo geral. onde se pode verificar que nos bicos tipo venturi a área de alto impacto ocupa toda a superfície de jato. O ar deve ser desumidificado no separador de umidade e ter o óleo removido no filtro.A. ferro fundido ou vidro: usados apenas para pequenos trabalhos de limpeza e para tratamento mecânico de endurecimento superficial. portanto.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. e até mesmo materiais plásticos. . para sua perfeita segurança. a fim de se ter o máximo de reaproveitamento.270-000 – Guaramirim . O compressor deve fornecer o ar com uma pressão da ordem de 0. Estes abrasivos são ainda de pouca aplicação no Brasil.

bem como eventual impregnação com partículas grosseiras.. sendo comum adotar-se um perfil médio de rugosidade do material de cerca de 1/4 a 1/3 da espessura total da camada de tintas prevista pelo esquema de pintura.... por exemplo. O jateamento com areia úmida apresenta o inconveniente da oxidação rápida sofrida até a evaporação da água.Sa 2 ½ .4 1.. evitando-se assim problemas de deficiente adesão de tinta......60 m2/dia/bico Jato quase branco ...weg. Após o jateamento à úmido....Sa 2 .. 3) Num turno normal de trabalho. 70 .0 1. escórias de cobre. sendo o mais empregado até o momento o nitrito de sódio. deve se lavar as peças com água limpa e secar rapidamente com ar comprimido limpo e seco.80 m2/dia/bico Jato comercial . pode-se adotar um perfil de rugosidade de cerca de 2/3 da espessura da primeira demão. 0. O perfil de rugosidade obtido no jateamento da superfície é função principalmente da granulometria do abrasivo. um jatista usando bico de 4. removendo-se a poeira proveniente do mesmo. como.. bauxita sinterizada..Sa 3.7 18 16 14 12 80 85 90 95 65 70 75 80 Após a operação de jateamento abrasivo. o que pode ser evitado com o uso de inibidores de corrosão..Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. recomendada pelo esquema de pintura.270-000 – Guaramirim . .2 1. a superfície a ser pintada deve ser limpa com ar seco. a qual deve ser protegida adequadamente. particularmente com abrasivos.Sa 1..7 1. A rugosidade da superfície após a limpeza... carbonetos duros..2 1.... dentre outros....100 m2/dia/bico Jato ligeiro . instalar exaustores com mangotes para jogar a poeira longe do local de pintura ou equipamentos Não se deve jatear quando a umidade relativa do ar for maior que 85%. deve ser proporcional à espessura mínima 30 WEG Indústrias S...(100 psi) .net .. ORIENTAÇÃO NA APLICAÇÃO DO JATEAMENTO PERFIL DE RUGOSIDADE EM FUNÇÃO DO ABRASIVO ABRASIVO TAMANHO MÁXIMO PARTÍCULA Abertur a da peneira (mm) Altur a máxima de perfil (µm) Rugo sidad e médi a (µm) DA Nºda penei ra ASTM e-11 Granalha de aço (Partícula angular) Nº G 50 SAE Nº G 40 SAE Nº G 25 SAE Nº G 16 SAE Granalha de aço (esféricas) Nº S 230 SAE Nº S 280 SAE Nº S 330 SAE Nº S 390 SAE 1) Os trabalhos de limpeza com jato devem ser de modo a não danificar a pintura já realizada..deve render em média o seguinte: Jato branco .0 1.7 25 18 16 12 85 90 100 200 70 75 80 150 1..SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 2) Equipamentos já montados devem ser protegidos com lonas e exigem atenção especial. acima de 150 m2/dia/bico 4) Em situações de jateamento em áreas confinadas.5 mm (3/8") como pressão de 7 kg/cm2 . Como alternativa de limpeza de superfície pode-se utilizar o jateamento com a areia úmida e o hidrojateamento. Nos casos onde o intervalo de tempo entre a aplicação da primeira demão e da demão subseqüente é grande e o ambiente é agressivo.. evitando-se assim oxidação após a aplicação desta primeira demão....A.Outros materiais: poderão ser usados em condições especiais.

por jateamento ligeiro e comercial. Limpeza ao metal cinza ou jateamento comercial: constitui-se numa limpeza de superfície com a retirada de óxidos. As Normas ISO 8. exceto em alguns casos de repintura. A retirada do produto de corrosão neste caso situa-se em torno de 5%. é possível considerar intervalos máximos de 4 ou até 6 horas. com intervalo máximo de até 2h. enquanto que sob condições de atmosfera industrial ou marítima. que apresentarem qualquer deterioração ou oxidação visível. em cerca de 50% da 31 WEG Indústrias S. com o “shopprimer” especificado. deverão ser rejateadas. de acordo com a conveniência da obra. devido a dificuldade de remoção da carepa que é muito aderente. para superfície cujo estado de oxidação é o Grau A.501-1. quando o trabalho está sendo realizado em ambiente abrigado. como dentro de galpões com atmosfera limpa e umidade relativa em torno de 70%. e nem é boa prática.net .A. as condições meteorológicas da época do ano e a temperatura e umidade relativa do ambiente na ocasião do trabalho. a superfície de aço fica em estado vulnerável. As Normas Sueca ISO 8. em termos práticos.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. etc. Devem ser previamente considerados o grau de poluição atmosférica existente no local. é de importância vital que a pintura seja aplicada o mais rápido possível.INTERVALO ENTRE JATEAMENTO E PINTURA Após o jateamento. d) Superfícies jateadas que sofrerem condensação de umidade.. devendo ser protegida imediatamente com a primeira demão do sistema de pintura ou. . deixar a superfície jateada exposta. GRAUS DE LIMPEZA COM JATEAMENTO ABRASIVO Limpeza ligeira ou jato de escovamento: constitui-se numa limpeza ligeira e precária. Corresponde ao padrão Sa 1 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e de ISO 8.270-000 – Guaramirim .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. em geral pouco empregada para pintura.weg. b) Em trabalho ao ar livre é difícil estabelecer com segurança um intervalo máximo para aplicação da pintura. no máximo de 75%. é necessário observar as considerações seguintes: a) Um intervalo de até 4 horas entre o jateamento e a pintura é bastante seguro. ou ainda que não tiverem sido pintadas no mesmo dia de trabalho.501-1 e a SIS 05 59 00 não prevêem também para o Grau A limpeza manual e com ferramentas mecânicas manuais. Contudo. 2. carepa de laminação. TIPO DE ISO LIMPEZA 8501-1 Limpeza manual Limpeza com ferramenta mecânica manual Jateamento ligeiro ou de escovament o (brush off) Jateamento comercial ou ao metal cinza Jateamento ao metal quase branco St2 St3 NORMA NORMA SIS 05 SSPC 59 00 St2 SP 2 St3 SP 3 NORMA PETROBRÁS N-6 N-7 B Sa1 C Sa 1 D Sa1 B Sa 2 C Sa 2 D Sa 2 B Sa1 C Sa 1 D Sa1 B Sa 2 C Sa 2 D Sa 2 SP 7 N-9 (Grau Sa 1) N-9 (Grau Sa 2) SP 6 A Sa 2½ B Sa 2½ C Sa 2½ D Sa 2½ Jateamento A Sa 3 ao metal B Sa 3 branco C Sa 3 D Sa 3 A Sa 2½ B Sa 2½ C Sa 2½ D Sa 2½ A Sa 3 B Sa 3 C Sa 3 D Sa 3 SP 10 N-9 (Grau Sa 2 ½) N-9 (Grau Sa 3) SP 5 Notas: 1. c) Sob condições muito favoráveis de tempo seco e em atmosfera com um mínimo de poluição.501-1 e a Sueca SIS 05 59 00 não prevêem a limpeza. Não é recomendável. ou ainda sob condições meteorológicas desfavoráveis.

501-1. que compromete a vida útil das tintas..6 HIDROJATEAMENTO COM ULTRAALTA PRESSÃO ATRAVÉS DO PROCESSO HYDROBLASTING O hidrojateamento é de grande eficácia na retirada de materiais soltos. deixando-se a superfície do metal completamente limpa. acionado por motor Diesel. por questões de poluição ambiental e doenças profissionais. Limpeza ao metal quase branco: constituise numa limpeza de superfície com a retirada quase total dos óxidos. por conseguinte os problemas causados por poluição de pó e pela disposição de abrasivos gastos são eliminados. não é possível utilizar granalha de aço ou vidro. 5. Abrasivo contaminado.2. etc. Reutilização da areia. Pode ser realizado em qualquer tipo de serviço de manutenção anticorrosiva.501-1. etc. No hidrojateamento. sem 32 WEG Indústrias S. a saber: 5. Há algumas tentativas de promover o perfil de rugosidade através da inclusão de pequeno percentual de abrasivo na água do hidrojato. Este sistema é ideal para aplicação em áreas onde. sendo que o jato de água é dirigido por um ou mais bicos rotativos / diretos sobre a superfície com altíssima energia concentrada. o uso de material abrasivo. não promove perfil de rugosidade. PROBLEMAS COMUNS NO PROCESSO DE JATO • • • • • • • • • Pré-limpeza com solvente insuficiente. . É importante salientar.superfície a ser pintada.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. além da contaminação não visível (a olho nu) impregnados no substrato. produtos de corrosão. remoção de tintas.700 bar (25. Trata-se de um equipamento com bomba de altíssima pressão de 06 pistões. onde já existia perfil. Corresponde ao padrão Sa 3 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e da ISO 8. Limpeza ao metal branco: constitui-se numa limpeza com a retirada total de óxidos. pisos.7 HIDROJATEAMENTO NA REMOÇÃO DE TINTA Hidrojateamento é uma técnica para remoção de tinta ou limpeza de superfície que confia na energia da água o efeito de limpeza completo. Este processo também não produz faísca. que pela não geração de material particulado sólido em suspensão na atmosfera local. ferrugem ou outro material de que não faça parte da estrutura da superfície metálica ou de alvenaria..A. Manuseio com as mãos na peça. ferrugens e incrustações de difícil remoção em estruturas.weg. bem como seu custo de remoção. corte de concreto e metal. carepa de laminação.270-000 – Guaramirim . Corresponde ao padrão Sa 2 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e da ISO 8. retirando apenas a tinta. porém. poeiras. Técnica irregular de jato. atendendo os requisitos ambientais. A principal exigência deste equipamento é que a máquina atinja o mínimo de 1. Não desgasta a superfície jateada.000 psi) de pressão. encontramos os seguintes tipos de pressões operacionais. Velocidade do jateamento. Condições ambientais inadequadas. sendo desta forma viável a aplicação em áreas de riscos (sujeitas à explosão).. carepa de laminação. Abrasivo de tamanho inadequado. Abrasivos não são usados no hidrojateamento SPSA (Sistema de Preparação de Superfície com Água). etc. o processo de hidrojateamento pode ser executado em qualquer região rural ou industrial. Perfil de rugosidade inadequado. admitindo-se cerca de 5% da área limpa com manchas ou raias de óxidos encrustados. plástico.5011. É portanto próprio para superfícies anteriormente pintadas.net . Corresponde ao padrão Sa 2 ½ da Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8. etc. A água em alta pressão é distribuída por meio de mangueiras e pistolas especiais para hidrojateamento. mais a propriedade de ser aplicado com qualquer condição de alta umidade do ar. borracha. tubulações internas e externas.2. limpeza de superfícies metálicas.

weg. As tonalidades na cor cinza escuro são filmes de óxido ferrítico.000 psi). VANTAGENS DO SISTEMA HIDROJATO § § O hidrojateamento não danifica as tubulações. já estão disponíveis no mercado tintas especiais compatíveis com o sistema de hidrojateamento. placas de corrosão e películas de tinta.000 psi (700 bar). acima de 25.2. Limpeza com água a alta pressão de 5. O hidrojateamento é muito eficiente na remoção de contaminantes: sais solúveis. é de alta qualidade. graxa e óleo.000 psi (1. O seu aspecto pode ser semelhante ao metal branco S3 ou metal quase branco Sa 2 ½ em locais com forte ferrugem ou cinza claro até cinza escuro conforme grau de óxido ferrítico. O processo de Hydroblasting atende as especificações da ISO 14. este sistema apresenta a solução ideal.000. Não interessa o aspecto “visual da chapa”. WJ-3 – limpeza com acabamento visual da superfície deixando • da superfície livre de resíduos (exceto carepa) e ficando o restante contendo em forma aleatória. Devido à perfeita limpeza. Quando uma película de revestimento é removida pelo hidrojateamento. Hidrojateamento com Ultra Alta Pressão.000 psi (340 bar) até 10. WJ-2 – limpeza com acabamento visual da chapa.000 psi (340 bar). mesmo que fortemente aderidas.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.700 bar (25. Pode ser utilizado em 33 WEG Indústrias S. quando for operado com pressões acima de 1.700 bar). o perfil de ancoragem original é regenerado. PADRÕES DE HIDROJATEAMENTO NA LIMPEZA DE SUPERFÍCIE WJ-1 – superfície livre de todo o óxido. Entretanto estudos recentes demonstraram que a utilização de nanocerâmicos (nanopartículas de cerâmica) como prétratamento. caso apareça algumas regiões onde não foi possível a remoção total das tintas velhas. . inclusive para contato com superfícies úmidas ou molhadas.270-000 – Guaramirim . mancha de ferrugem e tintas.A. a melhor troca térmica e serviços de limpeza mais espaçados. sendo que as mesmas servem como base para novas camadas de primer. tintas soltas ou não bem aderidas em forma uniforme. a qualidade da superfície.8 TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE COM NANOCERÂMICO Um dos tratamentos de superfícies metálicas mais utilizadas é a fosfatização. Atualmente.§ § § Limpeza com água a baixa e media pressão até 5. obtemos com resultado. § 5. tinta e corpos estranhos com acabamento no metal com ou sem manchas. cinza claro até cinza escuro. mas sim. ou seja. Estas manchas não são possíveis de serem removidas por este processo. No caso de tubulações de cobre ou de aço inox. isto indica claramente a sua alta e perfeita aderência ao substrato.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. O processo nanocerâmico além de isento de fosfato e metais pesados é menos complicado que o processo convencional de fosfatização. não produz riscos na superfície dos tubos. sendo 95% da superfície livre de resíduos visíveis e restando 5% em forma aleatória dispersa de manchas de óxido ferrítico e tintas. gera menos resíduo e é economicamente viável. não sendo necessário a utilização de inibidores de corrosão para a aplicação do primer. Este filme forma parte do substrato e não apresenta um problema de contaminação para as tintas. Em muitos casos não é necessária à paralisação do equipamento em funcionamento para a execução do Hydroblasting ou aplicação das tintas. dentro dos padrões ecológicos. particularmente em substratos metálicos com corrosão severa e pites. As superfícies sujeitas ao processo de Hydroblasting poderão apresentar colorações diferentes que vão do metal branco.net . No Hydroblasting. WJ-4 – remoção de toda ferrugem solta.

net . 5. Geralmente empregado por aplicação por spray ou manual por fricção com pedaços de tecido ou estopas. lavagem das peças antes de entrar no próximo banho e análise dos banhos para verificar a sua concentração de acordo com cada fornecedor e evitar contaminações. manutenção e limpeza dos banhos. menos lodo é produzido.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. pois. A finalidade da fosfatização é melhorar a aderência de tintas e tornar a superfície mais resistente a corrosão. produto os decapante e 34 WEG Indústrias S. A peça tratada (aço.weg. Vantagens na utilização do tratamento com nanocerâmico: § § § § Aplicação à temperatura ambiente. ETAPAS DO PROCESSO DE FOSFATIZAÇÃO ETAPA 1 . Economia de energia.A. e possui excelente capacidade de ancoragem da tinta.superfícies que receberão tinta líquida ou em pó e pode ser realizado por imersão ou por spray. Protege temporariamente a peça a ser recoberta. Redução do tempo de imersão. fosfatizante. temperatura dos banhos.270-000 – Guaramirim . o que diminui gastos com tratamento de água. • Aumenta sensivelmente a ancoragem da tinta ao substrato. pois se origina de uma reação química com o material base. Consiste nas seguintes etapas: • Desengraxe alcalino e Lavagem • Decapagem ácida e Lavagem • Refinador • Fosfatização e Lavagem • Passivação e Lavagem • Secagem das peças A cada etapa do processo se faz necessário um bom controle de: tempo de permanência das peças nos banhos.DESENGRAXE Consiste na remoção de óleo e sujidades das superfícies provenientes das operações de manufatura ou oleamento de usina. de superfície anticorrosiva. Não necessita do processo de passivação (diminui custos). alumínio) recebe uma fina camada inorgânica que fica fortemente aderida superfície. e confere melhor adesão da tinta ao substrato e proteção anticorrosiva em comparação ao fosfato de ferro. .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. A única restrição deste processo é a necessidade de água deionizada (livre de íons) para os enxágües do processo. É o método mais eficiente de limpeza e preparação de superfície por meio do processo de fosfatização industrial.2. disposição final dos resíduos. obtendo uma superfície limpa. PROCESSOS DE FOSFATIZAÇÃO 3 EM 1 Forma de tratamento simples com boa resistência contendo em um único componentes: desengraxante. PROCESSO DE IMERSÃO OU SPRAY FOSFATIZAÇÃO: Além das vantagens acima relacionadas.9 FOSFATIZAÇÃO É um processo químico a partir do qual é obtida uma camada de fosfato de pequena espessura cristalizada sobre superfícies metálicas. Obs: A camada adere fortemente ao substrato. isenta de impurezas. o processo é menos poluente que a fosfatização. • Oferece proteção contra a corrosão durante o tempo de vida do produto.

TENSOATIVOS Tensoativo é uma molécula com uma parte solúvel em óleo e outra solúvel em água. sulfato e etc. que reagem com a camada de óxido formada produzindo sais solúveis de fácil remoção por meio de lavagem. Dodecilsulfonato de Sódio C12H25 .SO3.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Os decapantes mais comuns são a base de ácidos. neutros. O banho pode ser reciclado via remoção de FeSO4 precipitado em baixas temperaturas (25 a 30°C). Esta solubilidade faz com que o tensoativo atue na interface do meio aquoso/não aquoso. especiais. aderem à sujidade na superfície. 0 %) Temperatura (varia em torno de 28 a 80°C dependendo do substrato) Contaminação / Tempo de uso do banho Tipo e concentração de tensoativos Agitação (no caso de imersão) Pressão (no caso de aspersão) ETAPA 2 . É muito prejudicial ao meio ambiente e não recomendado para alguns tipos de substrato. Não são usados para processos de tratamento de superfície. se utiliza para leves decapagens devido ao baixo poder de solubilidade do ferro. Ácido Fosfórico (H3PO4): custo elevado. gravadores. portanto é inviável sua utilização para aspersão. Ácido Clorídrico (HCl): é usualmente utilizado quando não há aquecimento.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.weg.net . Para materiais não ferrosos: levemente alcalinos. por outro lado. a desvantagem é que a camada leve formada de fosfato de ferro pode inibir processos posteriores de fosfatização. Ácido Sulfúrico (H2SO4): é largamente utilizado. ao invés de limpar a peça. c) Não Iônicos: a molécula não possui carga e é caracterizada pelos grupos C-OH e C=O onde a solubilidade em meio aquoso é conseguida por ligações de hidrogênio. desfosfatizantes. A grande vantagem do ácido fosfórico é sua utilização manual. Ex. Tipos de Desengraxantes Para materiais ferrosos: alcalinos. neutros.CRITÉRIOS PARA A SELEÇÃO DE UM DESENGRAXANTE • • • • Tipo de substrato Forma de aplicação Tipo de contaminantes Processo posterior b) Catiônicos: a carga da molécula é positiva: amina e grupo quaternário de nitrogênio. apresenta baixo custo.5 a 5. Existem três tipos de tensoativos: a) Aniônicos: a carga da molécula é negativa: carboxilato. é usado em temperaturas de 60 a 90 °C em concentrações de 5 a 30%. pois. ácidos.Na + 35 WEG Indústrias S.DECAPAGEM (fase opcional e de pouco uso) Consiste na remoção de camadas de óxidos do metal base que pode ter sido formada durante o processo de laminação a quente ou da ferrugem formada pela ação do tempo durante o transporte ou armazenamento. Apresentam boa solubilidade em meios neutros ou alcalinos e são muito utilizados em banhos de fosfatos com aspersão devido ao baixo poder espumogêneo. A maioria destes tensoativos possui alto poder espumogêneo e.270-000 – Guaramirim . Formas de Aplicação • Aspersão (ação mecânica) • Imersão (com recirculação) • Equipamento portátil de pressurizada (com aquecimento) • Eletrolítico (corrente elétrica) água Fatores que afetam a eficiência de um desengraxante • • • • • • Concentração (quanto maior a concentração melhor a eficiência 0.A. protetivos. .

Características: Utilizam-se compostos a base de fosfato de titânio.ETAPA 3 .weg. porém. quando associada à pintura.net . evitando a contaminação do estágio subseqüente do processo. .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.+ O2 2FePO4 . ela assume uma importância muito grande. Ni e Mn) Excelente absorção de lubrificantes. preparando para receber revestimentos orgânicos. Tipos de Fosfato Características Classificação Estrutura Amorfa Fosfato Ferro Boa aderência das tintas Boa resistência à corrosão Estrutura Cristalina Fosfato de definida Zinco Excelente aderência das tintas Excelente resistência à corrosão Melhor controle visual Estrutura Cristalina Fosfato definida Tricatiônico Melhor controle visual (Zn. converte a superfície metálica que é sensível a corrosão. evitando falhas ou imperfeições da camada de fosfato depositado para não comprometer a qualidade do processo. além de melhorar a aderência da tinta. densa e microcristalina. proporcionando melhor aderência e resistência à corrosão. 4H2O+ 4H3PO4 (Aço Laminado a frio hopeíta) 3Zn2+ + Fe2 + 6H2PO4Zn2Fe(PO4)2 . podendo ser aplicado por aspersão ou imersão. 2H2 + O2 2H2O Formação da Camada 3Zn2+ + 6H2PO4Zn3(PO4)2 . protetivos óleos de Imersão/ Aspersão Aplicação Imersão/ Aspersão ETAPA 4 .270-000 – Guaramirim . Características: Consiste basicamente em fosfatos metálicos dissolvidos em solução aquosa de ácido fosfórico (H3PO4).REFINADOR DE CRISTAIS Sua finalidade é condicionar as superfícies a serem fosfatizadas para obtenção de uma camada de fosfato uniforme.A. pois. de fosfato e com isso mais resistente. A fosfatização sozinha não tem muito valor protetivo contra a corrosão nas superfícies metálicas. 2H2O↓ (lama borra amarela) 36 WEG Indústrias S.ENXAGUE PÓS-DESENGRAXE Trata da remoção dos resíduos das superfícies provenientes do estágio de decapagem ácida.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. em uma superfície não metálica. podendo ser aplicados por aspersão ou imersão. 4H2O + 4H3PO4 fosfofilita modificada) Formação da Lama 2Fe2+ + H2PO4. Características: Caracteriza-se por trabalhar em regime de transbordamento contínuo para minimizar contaminação do estágio posterior. Imersão/ Aspersão Reações Químicas envolvidas Ataque Fe + 2H+(aq. 4H2O+ 4H3PO4 (Aço Laminado a frio fosfofilita) 3Zn2+ + Mn2+ + 6H2PO4 (aço galvanizado Zn2Mn(PO4)2 . ou lubrificantes nas operações de deformação a frio ou em partes móveis.FOSFATIZAÇÃO É a deposição sobre as superfícies de uma camada de fosfatos metálicos flexíveis e firmemente aderida ao substrato.) Fe2+ + H2 (g) • (oxidação – microanodo) Depolarização ETAPA 5.

Características Trabalha com água contendo baixo teor de sais.270-000 – Guaramirim . pois a mesma apresenta certo grau de porosidade.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. A passivação aumenta a resistência à corrosão melhorando a aderência da tinta. ETAPA 7 – PASSIVAÇÃO Finalidade: Selar as porosidades existentes na camada de fosfato.weg. Características dos passivadores: .net . para evitar formação de blisters e focos de corrosão. com pH e condutividade controlada. evitando o empolamento e corrosão filiforme.FORMAS DE REMOÇÃO DA BORRA Filtro Prensa (vista lateral) água com o mínimo de contaminação possível. ETAPA 9 – SECAGEM DAS PEÇAS Secar as peças em estufa a temperatura na faixa de 100ºC. Características Trabalha em regime de transbordamento contínuo para manter a 37 WEG Indústrias S. ETAPA 8 ENXAGUE DEIONIZADA (DI) – ÁGUA Decantador (vista superior) Tanque com Fundo Inclinado (vista lateral) Trata da remoção dos sais solúveis residuais e do excesso de acidez proveniente da passivação.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. em regime de transbordamento contínuo.Inorgânicos: Composto ácido a base de cromo ou zircônio. Geralmente as peças passam por fornos ou sopros de ar quente e toda a umidade da superfície que possa formar bolhas e prejudicar a pintura é eliminada. Tipos de substratos que podem ser fosfatizados: Aço Laminado a frio Aço Laminado a quente Aço Galvanizado a quente por imersão (zincado) Aço Galvanizado por eletrodeposição (minimizado) Liga de Galvalume (70% Zinco + 30% Al) Alumínio Ferro Fundido Liga Zamak (Cobre e Zinco). .Orgânicos: Composto ácido a base de resinas orgânicas ou polímero sintético. independente do tipo de cristal. . ETAPA 6 .A.ENXAGUE PÓS-FOSFATO Tem como objetivo a remoção dos sais residuais. para evitar contaminação do estágio posterior. subprodutos de reação e acidez proveniente do estágio de fosfatização.

net . transferir o banho de fosfato para outro tanque. . Peças com aspecto enferrujado. Nenhum sistema de revestimento pode cobrir adequadamente ou proteger as laminações. LAMINAÇÕES DA SUPERFÍCIE Esses defeitos provavelmente ficarão expostos após o jateamento. sacrificar algumas cargas de peças. Verificar todas as peças para que as mesmas entrem no desengraxamento sem nenhum tipo de oxidação. OBS: O banho novo só deverá ser colocado. Banho de fosfato apresenta muita borra no fundo do tanque. preparar uma nova solução. elas devem ser removidas por esmerilhamento ou lixamento rotativo. quando eles tendem a se projetar acima da superfície. PEÇAS COM RESÍDUO DE PÓ Peça com excessivo resíduo de pó de fosfato. 6.weg. Corrigir a concentração do acelerador para a faixa usual.270-000 – Guaramirim . apesar de todos os controles estarem dentro do especificado. FALHA CAMADA NA Falhas com aspecto brilhante. nos casos mais graves. Se o resíduo for pequeno. Corrigir os parâmetros de trabalho para faixa usual. após uma minuciosa limpeza do tanque de fosfato. portanto. Após retirar toda a borra do fundo. Se o problema for com o passivador.A. chumbo. Tratamento enferrujadas. Contaminação com arsênio. DEFEITOS OBSERVADOS NA SUPERFÍCIE Embora não sejam considerados estritamente como contaminantes. MANCHA DE FERRU-GEM decapagem MANCHA AMARE-LADA Peça manchada Concentração do acelerador ou problema com o passivador.DEFEITOS EM PEÇAS FOSFATIZADAS DEFEITO CAMADA MANCHA-DA IDENTIFICAÇÃO Oleosidade ORIGENS Pouco tempo de enxágüe ou renovação deficiente da água após o desengraxe. limpar as peças com ar comprimido. retornar para banho previamente filtrado. descartar todo banho. descartar todo o banho. se não.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Concentração ou temperatura baixa no banho desengraxante ou no fosfato. Toda laminação deve ser removida com esmeris ou lixas rotativas 38 WEG Indústrias S. alumínio ou excesso de ferro no banho de fosfato. Caso a contaminação seja pequena. BANHO CONTAMINADO Banho não funciona. Banho de insuficiente. os defeitos na superfíc ie contribuem para o aparecimento de falhas no revestimento e precisam ser retificadas como parte do processo de preparação. de peças CORREÇÕES Aumentar o tempo de enxágüe e baixar o pH da água a faixa usual.

39 WEG Indústrias S. caso em que devem ser preenchidos com solda e depois suavizados. De acordo com a necessidade de cada cliente. deixando um filme fino que se rompe com facilidade. inclusive as carepas de laminação não removidas na cabine automática de jateamento. INCLUSÕES Todas as inclusões nas superfícies das chapas de aço. as tintas podem ser melhoradas quanto à característica de melhor desempenho nas peças nos pontos de cantos vivo.A.RACHADURAS E FISSURAS PROFUNDAS Esse tipo de defeito pode conter umidade. a qual cria células de corrosão. a superfície pode ser preenchida com solda e suavizada se necessário. Depois. todas as bordas afiadas devem ser esmerilhadas.270-000 – Guaramirim . inclusive as bordas cortadas a maçarico. devem ser removidas por descascamento e esmerilhamento. a menos que sejam muito profundos. BORDAS AFIADAS OU CANTO VIVO A tinta úmida tende a escorrer das bordas afiadas.weg.net . Recomenda-se que as bordas afiadas sejam suavizadas a um raio de 2-3 mm.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Esses defeitos devem ser esmerilhados. evitando que ocorra o deslocamento da tinta e conseqüente exposição da peça que ficará sujeita a apresentar início de pontos de corrosão nestes locais.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Por isso. .

portanto. 40 WEG Indústrias S. ser reparadas por esmerilhamento e preenchimento. As irregularidades devem ser removidas por esmerilhamento. POROSIDADE DA SOLDA .“MORDEDURA” DA SOLDA As “mordeduras” da solda podem ser difíceis de recobrir e podem levar ao aparecimento de falhas no revestimento. mas as soldas manuais podem ter bordas afiadas ou irregulares que podem causar a ruptura do revestimento. CORDÕES DE SOLDA IRREGULARES Os cordões de solda automáticos são geralmente lisos e não apresentam problemas de revestimento.POROSIDADE DA SOLDA Não é possível encobrir a porosidade da solda.weg. .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.net .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Os defeitos de porosidade devem ser preenchidos com solda e suavizados.270-000 – Guaramirim . Células de corrosão se formam nos defeitos levando à ruptura do revestimento.A. As “mordeduras” substanciais devem.

com o primer promotor de aderência. As estruturas são porosas e absorvem o ácido que as corrói. Recomenda-se a aplicação de tinta do tipo “wash primer” (fundo fosfatizante) ou “shop primer epóxi” sobre superfícies de alumínio limpo como promotor de aderência. Chapas de Cobre A superfície também deverá ser desengraxada com panos limpos embebidos em solventes para a remoção de óleos e graxas. tais como: não é inflamável. . Poderá ser aplicado um “shop primer epóxi” para base de aderência. pode ser biodegradável. Em determinadas situações. aplicar um tratamento através de escovas rotativas ou jato abrasivo.weg. b) Escovar (escova manual) a superfície até a eliminação total de resíduos. PREPARO FERROSAS DE SUPERFÍCIES NÃO 7. ou seja. conseqüentemente. É muito conhecido como galvanizado eletrolítico. após exposição a intempéries. Um eletrodo de zinco vai se decompondo para que o zinco se transfira para a peça a ser revestida.7. c) Desengraxar com panos brancos. pode-se tratar como descrito para aço zincado a quente novo. limpos e embebidos em diluente até a total eliminação de oleosidade. Não utilizar somente solventes para remoção de óleos ou gorduras que possam conter sobre a superfície. e resulta em formação de hidrogênio gasoso e.1 AÇO GALVANIZADO ELETROLÍTICO (FLORES DE ZINCO) Galvanizado novo O aço é zincado por meio de banhos onde o zinco é depositado por meio de corrente elétrica. bastando um vigoroso esfregão úmido com escovas de cerdas de nylon ou fibra vegetal. produtos de corrosão do aço. Constitui prática errada aplicação de “primer” de aderência à base de ácido fosfórico (tipo wash primer) sobre chapa de zinco.net . Importante: Superfícies limpas.A. Galvanizado antigo Enquanto a chapa não apresentar corrosão vermelha. isto se deve ao mecanismo de proteção. remove os sais e compostos solúveis por ser aplicado por meio de uma solução aquosa e a oleosidade por ser um tensoativo. mediante indicação da área técnica e jamais. Chapas de aço revestidas com Zinco É comum.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Se a corrosão já esta num estágio mais avançado e a camada de zinco já estiver comprometida. Galvanizado pintado a) Remover tintas anteriormente aplicadas (aderência comprometida) com removedor. Trocar os panos com freqüência.270-000 – Guaramirim . surgem bolhas na película de acabamento. Geralmente adotando o processo de limpeza por meio de jateamento abrasivo ou limpeza mecânica. pode ser adotado um lixamento na superfície visando riscar a mesma para criar um perfil de ancoragem melhor para a tinta. deve-se tratar o galvanizado como uma superfície de aço enferrujada. seguido de raspagem/ lavagem com água doce e limpa/ desengraxe com solvente. 41 WEG Indústrias S.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Chapas de Alumínio A superfície deverá ser desengraxada com pano limpo embebido em solventes para a remoção de óleos e graxas. o aparecimento da corrosão do zinco em superfícies revestidas com “primer” de zinco ou mesmo na galvanização metálica do aço. livres de umidade e corrosão: iniciar a pintura imediata após a limpeza. b) Atualmente existe a opção limpeza da peça com a utilização de um detergente (tensoativo) que apresenta algumas vantagens. Observação: Solvente não remove a corrosão! Somente aplicar um tratamento com lixa. Preparação: a) Desengraxar a peça galvanizada esfregando a superfície com panos brancos limpos embebidos em diluente até a total eliminação de oleosidade e gorduras. Corrosão branca é parcialmente solúvel em água.

Nota: Para utilização deste método. 7.A. 42 WEG Indústrias S.3 SUPERFÍCIES DE CONCRETO Deve ser feita mediante indicação da área técnica lembrando que concreto é uma mistura em proporções prefixadas de cimento. seguido de escovamento (sem polir). Não utilizar lixa. água e um agregado constituído de areia e pedra que após a mistura destes componentes leve a formar uma massa compacta e de consistência mais ou menos plástica e que endureça com o tempo. Trocar os panos com freqüência. se faz necessário. Reage com a superfície. lavar com água doce (potável). b) Desengraxar.cristais de fosfato que proporcionam aderência. 7. Deixar secar.2 LIGAS METÁLICAS NÃO FERROSAS Tratamento da superfície idêntico ao indicado para aço galvanizado novo. a 25ºC e com umidade relativa do ar em torno de 50% ou período equivalente. c) Jateamento abrasivo ligeiro (Padrão Sa 1). Galvanizado a Fogo (envelhecido) a) Lavar substrato para remoção de sais solúveis. PISO: Tratamento com ácido Utilizado para promover rugosidade no piso de concreto. . Galvanizado a fogo (novo) a) Desengraxar a peça galvanizada esfregando a superfície com panos brancos limpos embebidos em diluente até a total eliminação de oleosidade e gorduras. b) Desengraxar com pano limpo embebido em solvente até a total eliminação de oleosidade e deposição de impurezas. Efetuar a aplicação da primeira demão de verniz selador ou tinta. além de produzir rugosidade para garantir a perfeita aderência do sistema. O tratamento de superfície tem como objetivo eliminar a “nata” superficial do cimento formada e qualquer outro tipo de contaminante superficial (a presença de pó solto).SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. O jato deve ser bem superficial.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. PISO: Tratamento com ferramenta mecânica Usar lixadeiras de disco de pedra para promover tratamento superficial removendo parte da nata superficial formada no cimento e regularizar a superfície eliminando relevos indesejáveis.270-000 – Guaramirim . b) Atualmente existe a opção limpeza da peça com a utilização de um detergente (tensoativo) que apresenta algumas vantagens. não utilizar primer promotor de aderência que em sua composição contenha ácidos tais como: wash primer. remove os sais e compostos solúveis por ser aplicado por meio de uma solução aquosa e a oleosidade por ser um tensoativo. treinar bem o pessoal para não forçar muito o jato e gastar a camada de zinco perdendo a proteção. d) Fosfatização NBR 9209 .weg. c) Alternativa: jato ligeiro. esfregando com escovas de nylon ou piaçaba. tais como: não é inflamável. Aguardar o piso secar por período de 5 a 10 dias certificando que não há presença de umidade no piso através de teste com fixação de filme plástico ou de papel alumínio no piso (Conforme ASTM 4263). pode ser biodegradável. criando perfil de ancoragem. Nota: Sobre superfície galvanizada por aspersão térmica. Lavar bem o piso com máquina de pressão “vap”.processo conversão . Certificar-se de que no piso não fique pontos com poças d’água.a) Escovamento / lixamento manual ou mecânico até a total remoção de “corrosão branca” e oxidação vermelha em áreas com o zinco já exaurido. Aço Zincado por Aspersão Térmica Caso a superfície apresente corrosão branca do zinco.net . PISO: Concreto Novo Não aplicar revestimento sem que o concreto esteja seco e curado pelo menos por 28 dias. Nota: Iniciar a pintura imediata após a limpeza com o primer promotor de aderência.

Observar se há presença de umidade condensada ou manchas na parte inferior do material fixado no piso. Manter por um período de mínimo 16h (de um dia para o outro durante a madrugada). Cuidado: Recomendado mais para piso ao nível do solo. Deixar secar bem após efetuar a pintura.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. visando a remoção de partículas soltas. Certificar-se para que não haja riscos de infiltrações. até parar de formar borbulhas (evitar secar). Espalhar uniformemente a solução sobre o piso utilizando-se de escova de nylon.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. A pressão da água infiltrada pode gerar no local pintado a formação de empolamento ou bolhas. a utilização de ferramentas mecânica rotativa (Fresa) para gerar um desgaste superficial do piso no local impregnado. PISO: Concreto elaborado a mais tempo a) Limpo e liso – Proceder com o mesmo tratamento destinado a concreto novo. Se não houver condensação ou mancha o piso esta apto para receber pintura. Lavar com água em abundância para eliminar todo o resíduo de ácido. com os fatores seguintes: a) Danos mecânicos na película. lavar com água e detergente. b) Limpeza não satisfatória da superfície antes da pintura.270-000 – Guaramirim .4 PREPARO PINTADAS PARA REPINTURA DE SUPERFÍCIES MANUTENÇÃO OU A proteção mediante pintura não é por tempo indeterminado e necessita a realização do serviço de manutenção da pintura. 7.0). evitando a formação de poças. . Estima-se um consumo de aproximadamente 1 litro a cada 15 m2.A. Fixar a cada 46 m2. Fixar ao piso um filme plástico ou de papel alumínio (com a face brilhante virada para a superfície a ser avaliada) na medida de aproximadamente 45 X 45 cm com uso de fita adesiva. certificando-se de sua correta fixação e vedação. c) Contaminado: Presença de óleos. PISO – Teste verificar a presença de umidade em concreto e alvenaria Procedimento baseado na norma ASTM D 4263. a superfície não poderá ser pintada. em ordem de importância. recomenda-se a consulta de um especialista. o ácido pode reagir com a estrutura de metal ou ferragem causando oxidação.weg. Umedecer previamente toda a superfície antes com água para evitar que o ácido seque e precipite sais. b) Limpo e boa rugosidade – Varrer bem o piso e efetuar a pintura. Em algumas situações este fresamento tem apresentado bom desempenho com a remoção de alguns milímetros. Deixar a solução reagindo com o concreto. Se necessário. As falhas na pintura que podem ocorrer estão relacionadas. d) Umidade: Em situações mais complicadas de contaminação ou infiltração de umidade no piso gerada por elevação do lençol freático ou excesso de umidade em local próximo do piso. Se a infiltração de contaminante é profunda. Medir o pH da umidade superficial do piso de concreto. O tratamento com ácido não elimina a presença de óleo impregnada no piso. a solução pode variar desde a destruição parcial do piso e posterior reconstituição ou.atuando no cimento reduzindo a sua alcalinidade. comprometendo toda a estrutura. caso contrário. pois. graxas e gorduras. 43 WEG Indústrias S. Aplicação do ácido: preparar uma solução com 15% de ácido clorídrico (HCl) ou muriático em água.net . até que se perceba a formação de uma rugosidade parecida com uma lixa grana 80 – 100 em algumas situações por um período de tempo de 3 a 10 minutos em contato com a superfície. certificando-se que a mesma esteja próximo de pH neutro (pH 7.

net . usando-se. Área com tinta danificada com corrosão A limpeza da superfície deverá ser como descrito no primeiro sub-item do retoque anterior. a pincel. resíduos de sulfato. Repintura Considera-se pintura quando a área danificada for superior a 25%. e ferramentas mecânicas como escovas rotativas. aconselha-se após o retoque com lixa nº 120 ou 180 a aplicação de duas demãos do acabamento em toda área. escovas de aço para áreas médias e com pouca corrosão.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Este lixamento deverá se estender a uma pequena porção da área adjacente à danificada. Aplicação das duas últimas demãos. Manutenção geral Considera-se manutenção geral quando as áreas a serem restauradas forem de 5 à 20% da área total. do sistema de pintura originalmente especificado para o equipamento. de acordo com a natureza do resíduo presente. tubulações ou objeto a ser retocado. O procedimento é o mesmo usado em retoques de áreas grandes. a qual tem origem em espessuras baixas ou limpeza não satisfatória em pequenas áreas: 7. conforme a área envolvida e o grau de corrosão encontrado. . Lixamento com lixa nº 120 ou 180. Aplicação do sistema de pintura completo. tubulações ou objeto a ser retocado. pistoletes de agulhas ou outros tipos para áreas maiores com corrosão média. Posteriormente.1 CLASSIFICAÇÃO DA PINTURA DE MANUTENÇÃO Retoques De modo geral. fazer a remoção do pó. deverá ser limpa manual ou mecanicamente de maneira muito minuciosa. Área com tinta danificada sem corrosão Limpeza da superfície com água ou solvente a base de hidrocarboneto alifático. consideram-se retoques de pequenas áreas com falhas na pintura.270-000 – Guaramirim . cal ou sal são removidos com água. especificado para o equipamento. trincha ou rolo.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.A.c) Má aplicação Inspeções posteriores e periódicas fazem-se necessárias para identificar sinais de corrosão localizada.4. e resíduos de graxa ou óleos são removidos com o referido solvente. Por exemplo.weg. Quando for decidido também efetuar a restauração do aspecto estético. 44 WEG Indústrias S. lixa quando a área danificada apresentar corrosão leve. Se a superfície for de aço carbono ou ferro fundido. não superiores a 5% da área total.

tintas látex para produtos arquitetônicos. os polímeros por adição são veículos de tintas para a indústria automotiva. eletrodomésticos. pois reagem com o polímero-base da tinta. Dímeros: são moléculas formadas pela combinação de dois monômeros. 8. A secagem de uma tinta é. melamínicas. epóxi. o trímero é constituído pela combinação de três moléculas monoméricas. etc. Alguns oligômeros são usados como reticulantes. pois. através da quais compostos químicos de baixo peso molecular (monômeros) reagem entre si para formar macromoléculas. 8. tintas para manutenção especializada. A diversidade de materiais poliméricos empregados por essa atividade industrial é ampla. na maioria dos casos. na maioria das vezes. pois. A química dos polímeros é extremamente importante em tintas. o monômero é o composto químico (geralmente uma pequena molécula) que origina essas unidades repetitivas que constituem a cadeia polimérica. As tintas representam uma das aplicações mais importantes dos polímeros. pois permite modificar as propriedades de forma a torná-los úteis em aplicações industriais. A estrutura da macromolécula é constituída pela repetição de unidades estruturais ligadas entre si por ligações covalentes. maleicas. Assim. vinílicas. Os oligômeros são muito importantes na indústria de tintas.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. acrílicas. idênticos ou não.3 POLIMERIZAÇÃO CONDENSAÇÃO POR A polimerização por condensação ocorre em etapas e. De forma similar. conseqüentemente. sendo as principais: alquídicas. um processo de polimerização. por representarem uma classe de veículos adequados a uma grande variedade de tintas que. um polímero é constituído pela repetição de pequenas unidades químicas ligadas entre si por ligações covalentes. é constituído por um número pequeno de unidades repetitivas. Polimerização: é a reação química através da qual os monômeros se transformam no polímero. borracha clorada. TINTAS 8. pois permite obter o sistema polimérico adequado para uma determinada aplicação.2 POLIMERIZAÇÃO POR ADIÇÃO Os polímeros obtidos através da polimerização são muito importantes na indústria de tintas. atendem a uma enorme diversificação de revestimento. é fundamental para obtenção das propriedades desejadas do revestimento correspondente.weg. poliuretânicas. resultando em um sistema polimérico com estrutura tridimensional. Oligômero: é um polímero de baixo peso molecular. A tabela abaixo relaciona alguns 45 WEG Indústrias S. uréicas. etc. por sua vez. a importância desta etapa química é grande. Como conseqüência deste tipo de reação.net .8. o peso molecular é pequeno. através de grupos funcionais. TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES Monômero: como já foi mencionado.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. através da reação entre grupos funcionais diferentes. .270-000 – Guaramirim . particularmente em sistemas de altos sólidos e sistemas de cura por irradiação. O processo de obtenção de derivados de compostos poliméricos é de grande importância.1 POLÍMEROS E POLIMERIZAÇÃO Os polímeros são substâncias químicas de alto peso molecular obtidos pela reação denominada polimerização. 5 a 15 unidades. repintura automotiva. por exemplo. poliésteres.A.

O veículo.1 VEÍCULO OU RESINAS A resina além de ser o constituinte que mais caracteriza a tinta. não sofre nenhuma reação química. que secam por reação de polimerização. alquídicas modificadas com óleo.4. etc. porém de natureza inorgânica. composições betuminosas (asfaltos e piches). e devem ser retirados. é freqüente a formação de produtos secundários. como exemplos: • Plastificantes • Secantes • Tensoativos ou dispersantes • Antinatas • Espessantes e geleificantes TIPOS DE VEÍCULOS OU RESINAS As tintas podem ser classificadas em três grandes grupos. poliuretanas. para conferir propriedades especiais. como se estivesse sendo constituída através da união de pedaços.TINTAS CONVENCIONAIS Dentro deste grupo podem destacadas as seguintes tintas: ser 46 WEG Indústrias S. O exemplo clássico são os silicatos que dão origem ao silicato de zinco. como a água. Veículos convertíveis: são os veículos constituídos por substâncias que sofrem reação química após a aplicação da película de tinta.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. dímeros. Veículos não-convertíveis: são os veículos constituídos por substâncias com propriedades filmógenas.. neste caso. após a evaporação do solvente. estirenoacrilato.4 CONSTITUINTES DAS TINTAS FUNDAMENTAIS As tintas apresentam constituintes que são considerados básicos e constituintes considerados eventuais ou aditivos. que são incorporados apenas a alguns tipos de tintas. Os constituintes básicos das tintas são: • Veículos • Solventes • Pigmentos Como constituintes eventuais das tintas podem ser citados. à medida que a reação se processa.polímeros importantes obtidos pelo processo de condensação e a reação correspondente. conforme as características do veículo. vinílicas e borrachas cloradas.weg. onde as tintas constituídas deste veículo. . Polímero Poliésteres Poliamidas Melamínicas Poliuretanos Epóxi Fenólicas Reação Poliácidos + Poliálcoois Poliácidos + Poliamidas Melamina + Formol Poliisocianatos + Polióis Bisfenol + Epicloridina Fenóis + Formol 8. trímeros. pois a macromolécula vai se formando através da reação de monômeros. etc. tetrâmeros e oligômeros. sendo as duas últimas citadas polimerizáveis. epóxis. é o constituinte ligante ou aglomerante das partículas de pigmentos e responsável pela formação da película e adesão ao substrato. Veículos inorgânicos: são os veículos também convertíveis. na maioria das vezes. Incluem-se neste caso as tintas a óleo ou óleo modificadas que secam por oxidação e as tintas polimerizáveis.net . formam a película seca.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Exemplos: tintas a óleo. A escolha do tipo de tinta identificará o tipo de resina e esta escolha dependerá das características físico-químicas desejadas para a pintura. Os veículos das classificados em: tintas podem ser É uma polimerização por etapas. Exemplos: resinas acrílicas.270-000 – Guaramirim .A. nitrato de celulose. fenólicas modificadas com óleo. 1 . 8.

São tintas de boa resistência à umidade e. • Construção civil (Pintura doméstica).weg. óleo de tunge. Alguns óleos nãosecativos podem também ser utilizados na formulação de tintas. quando desidratado. A palavra alquídica origina-se do inglês Alkyd (alcohol and acid) e se refere à poliésteres que são modificados por óleos e/ou ácidos graxos (óleos de linhaça. em parte. muitas dessas propriedades foram melhoradas em virtude da ampla possibilidade de combinação de matériasprimas. óleo de soja. baixa resistência as intempéries e amarelamento. • Estruturas abrigadas em locais secos. principalmente. mamona. a fim de que possam curar à temperatura ambiente. principalmente. • Produtos seriados de pequena importância. .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. recomendáveis para ambientes úmidos ou imersão em trabalhos 47 WEG Indústrias S. recomendáveis somente para atmosferas pouco agressivas e não devem ser usadas em pinturas de imersão. Apresentam temperatura limite de utilização da ordem de 60 a 80°C. A secagem destas tintas dá-se em parte pela evaporação do solvente e em parte pela oxidação do óleo. d) Tintas betuminosas: são as tintas fabricadas através da solução de asfaltos e piches. como é o caso dos óleos de mamona e de coco. A reação de polimerização das resinas fenólicas necessita de energia térmica. São obtidas pela reação entre poliálcoois e poliácidos. em parte. portanto. A secagem destas tintas dá-se em parte pela evaporação do solvente e. • Máquinas e motores que trabalham em ambientes abrigados. sendo. Usos recomendados: • Ambientes industriais de baixa e média agressividade. Os óleos secativos possuem molécula não-saturada e secam pela adição de oxigênio as mesmas. soja.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Os óleos apresentam o inconveniente de terem secagem muito lenta.net .A. A secagem dá-se somente pela evaporação do solvente. c) Tintas de resinas fenólicas modificadas com óleo: as resinas fenólicas são obtidas pela reação entre o fenol e um aldeído. torna-se secativo. elas são usadas modificadas com óleo. Estas tintas têm maior resistência química e a umidade comparada com as tintas a óleo e as alquídicas modificadas com óleo e boa resistência a ação de raios ultravioleta. enquanto que os poliálcoois mais empregados são o glicerol (glicerina) e o pentaeritritol. óleo de oiticica. portanto. O óleo de mamona.a) Tintas a óleo: as tintas com veículo a óleo são aquelas cujo agregante são os óleos secativos. As tintas a óleo possuem secagem mais demorada e são saponificáveis. TINTA LÍQUIDA SINTÉTICA Características básicas: • Tinta monocomponente (em uma embalagem) • Facilidade de compra • Baixa resistência a: Umidade elevada Imersão em água Meios alcalinos Produtos químicos Solventes fortes • Aplicadas em baixa espessura (3040 Micra) • Ultrapassado o tempo para demão subseqüente.270-000 – Guaramirim . Com o advento das resinas alquídicas. Por este fato. A secagem destas tintas dá-se em parte por evaporação do solvente ou coalescência e. pela oxidação do óleo secativo. Os principais óleos usados em tintas são: óleos de linhaça. Praticamente não são mais fabricadas. resultando em um poliéster. tungue e oiticica). O poliácido normalmente utilizado é o ácido ftálico. na forma anidrido ftálico. b) Tintas de resinas alquídicas modificadas com óleo: as resinas alquídicas surgiram da necessidade de se melhorar as propriedades físico-químicas das tintas. com a função plastificante. pela oxidação do óleo secativo. a camada deve ser lixada para proporcionar boa aderência entre demãos.

“wash-primer” e tinta de acabamento. 2 . Requerem da mesma forma que as anteriores. que se copolimerizam em cloreto e acetato de polivinila.net . polivinil acetais e as acrílicas. c) Tintas vinílicas: as resinas vinílicas são obtidas a partir de cloreto e acetato de vinila. com resinas epoxídicas. as tintas de acetato de celulose. temos as chamadas tintas à base de alcatrão de hulha-epóxi. Podem também ser obtidas a partir de reações que produzem o polivinilbutiral. portanto. As resinas acrílicas. etc. sendo. sensíveis a seus solventes. que secam por coalescência e se tornam resistentes à água após a secagem.de pouca responsabilidade e onde a cor preta puder ser aplicada. sendo. As tintas de borracha clorada de boa qualidade devem ser isentas de óleos secativos. A secagem destas tintas dá-se somente por evaporação do solvente. apresenta boas propriedades mecânica e boa resistência química. bem como resistência a óleos e graxas. b) Tintas de borracha clorada: as resinas de borracha clorada são obtidas a partir da cloração da borracha.TINTAS SEMINOBRES Caracterizam-se pela secagem por evaporação do solvente e são eventualmente denominadas de lacas. portanto. portanto. sendo. um pouco resistentes a raios ultravioleta. através da esterificação. As tintas de boa qualidade devem ser isentas de óleo e. conferem ao conjunto todas essas propriedades. Apresentam alguns problemas que limitam o seu uso como. devido a sua grande resistência à decomposição pelos raios ultravioleta. Existem ainda as hidrossolúveis.weg. São recomendadas para atmosferas medianamente agressivas. Sua principal característica é a excelente retenção de brilho. As tintas fabricadas com estas resinas são resistentes a ácidos e álcalis e são pouco tóxicas. portanto. As tintas com veículo de estirenoacrilato se caracterizam por uma razoável retenção de cor e de brilho. A secagem destas tintas dá-se somente por evaporação do solvente. A secagem destas tintas dá-se somente por evaporação do solvente.270-000 – Guaramirim . ocasionando falha precoce. há ainda. acetato de polivinila (PVA). b) Aparecimento de poros. por exemplo: a) Degradação pelo calor por volta de 65°C. Uma das combinações de maior utilização no campo da proteção anticorrosiva envolve a mistura de resinas betuminosas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. As tintas com veículo acrílico caracterizam-se pela excelente resistência aos raios ultravioleta. liberando ácido clorídrico. . que além da excelente resistência a umidade. 48 WEG Indústrias S. quando incorporadas em formulações com outras resinas. uma boa limpeza de superfície. as tintas de nitrocelulose. Neste caso. c) Fissuras devido ao processo de plastificação. As resinas sintéticas termoplásticas mais comumente usadas em revestimento de superfícies são as chamadas vinílicas cloreto de polivinila (PVC). A utilização mais indicada é para atmosferas medianamente agressivas. d) Tintas de estirenoacrilato: as resinas de estirenoacrilato são obtidas através da polimerização de estireno com acrilonitrila. São recomendadas especialmente para tintas de acabamento em equipamentos e instalações onde seja importante certo grau de retenção de cor e brilho. Dentro deste grupo podem ser destacadas as seguintes tintas: a) Tintas acrílicas: as resinas acrílicas são obtidas a partir dos ácidos acrílicos e metacrílico.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. sensíveis aos seus solventes. Outras tintas: além das citadas. mais precisamente o alcatrão de hulha. não amarelando quando expostas a intempéries. A secagem destas tintas dá-se somente pela evaporação do solvente. que secam por coalescência. as acrílicas-vinílicas. São geralmente usadas em: “primer” (ou tintas de fundo). não saponificáveis. Existem ainda as acrílicas hidrossolúveis.A. as alquídicas-silicones.

no entanto. com a excelente resistência a imersão em água. As resinas epóxi podem também ser modificadas com óleo secativo. • Calcinam quando expostas ao intemperismo. que são de qualidade inferior e comparável as alquídicas e fenólicas modificadas com óleos.weg. TINTA EPÓXI Tipos genéricos: Epóxi modificado com amida. • Baixa resistência química. Desvantagens: • Tendência ao branqueamento de acordo com a temperatura e umidade. dos alcatrões. • Para maior brilho. . Estas tintas tem tido um grande incremento em seu uso em manutenção industrial.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. • Resistência à solvente tipo aguarrás e gasolina. devido ao elevado número de oxidrilas ao longo do de sua cadeia. particularmente em locais onde o jateamento abrasivo for de difícil execução.TINTAS NITROCELULOSE Característica principal: Secagem por evaporação do solvente. • Fácil aplicação. o isocianato alifático é ótimo promotor de aderência para metais não ferrosos.270-000 – Guaramirim . • Proporcionam película de baixa espessura. das resinas epóxi. diminuindo ainda o custo final do produto. 49 WEG Indústrias S. • Não tem resistência a maior parte dos solventes. A fim de obter. micáceo ou alumínio. As tintas epóxis. • Tendência ao amarelamento. As tintas fabricadas com estas resinas são de alta performance e de grande uso no Brasil. necessita polir. TINTAS NOBRES Dentro deste grupo podem destacadas as seguintes tintas: ser a) Tintas epóxi: as resinas epóxi são obtidas pela reação entre a epicloridrina e o bisfenol. • Boa dureza. amida ou isocianato. • Permite Lixamento rápido. Vantagens: • Secagem rápida. introduz-se na cadeia da resina epóxi um número maior de oxidrilas. Além disso. para obtenção de tintas de alta espessura e de grande utilização nos esquemas para imersão. As resinas epóxi podem ainda reagir com os isocianatos. embora com poliamida e com isocianato tenha maior resistência. amina ou isocianato. Característica: • Tinta bi-componente Propriedades gerais: • Tintas insaponificáveis em meio alcalino. proporcionando excelente proteção por barreira.net . A secagem ou cura das tintas epóxi dá-se por polimerização (polimerização por condensação). A cura se dá a temperatura ambiente em aproximadamente sete dias.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.A. São fornecidas em dois componentes um contendo o pré-polímero epóxi e o outro o agente de cura que é em geral uma amina. Tais tintas associam as propriedades de excelente resistência química. dando origem as chamadas éster de epóxi. geralmente são formuladas em alta espessura (da ordem de 120 a 150 µm por demão) e com pigmentos lamelares do tipo óxido de ferro. o máximo de reatividade entre os componentes. As resinas epóxi podem ser misturadas com produtos betuminosos (alcatrão).

Epóxi-isocianato Como primer em aço galvanizado.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.A. alta resistência a agentes químicos. exterior portuário ou indústria.net . 50 WEG Indústrias S. combustíveis e lubrificantes. SHOP PRIMER ISOCIANATO Características: • Primer de aderência sobre metais não ferrosos. não ferrosos e poliéster reforçado com fibra de vidro (fiberglass). intermediário ou acabamento de plataforma marítima. Tipos genéricos: Poliéster ou Acrílico modificado com isocianato alifático ou aromático. Apresentam baixa resistência ao ultravioleta e a estabilidade da cor. As tintas fabricadas com estas resinas são de alta performance. Usos recomendados: Epóxi-Poliamida Como primer. Resistência ao intemperismo durante os seis primeiros meses de montagem. alumínio. Catalizador Aromático: são recomendados para ambientes abrigados apresentando boa aderência e boa secagem do filme. Compatível com diversos acabamentos. pois. a camada deve ser lixada para proporcionar boa aderência entre demãos. pela excelente resistência aos raios ultravioleta (especialmente as resinas obtidas com isocianatos alifáticos).270-000 – Guaramirim . 3) Bom desempenho quanto a: Flexibilidade. com excelentes propriedades de resistência a intempéries. Cura com Poliamina • Alta resistência a: umidade e imersão em água. Boa resistência à abrasão (utilizando pigmentos resistentes) • • • • • • • Tempo de vida útil da mistura (Pot Life): É o tempo disponível para utilizar a tinta (componente base + catalisador) após a mistura variando de 3 a 8 horas a 25ºC. Abrasão. Flexibilidade e Impacto. • Bom desempenho quanto a: Aderência. • Primer de pré-montagem em superfícies de aço carbono. não ferrosos e “Fiberglass” (Fibra de vidro). Secagem ou cura: Reação entre dois componentes: a base onde estão os pigmentos (resina de poliéster) e o agente de cura (catalizador) a base de isocianato alifático ou aromático. Impacto.• • Ultrapassado o tempo de demão subseqüente. intermediário ou acabamento em interiores de tanques e tubulações de produtos químicos e solventes. Catalizador Alifático: poliisocianatos alifáticos e ciclo-alifáticos permitem obter tintas poliuretanas. Cura com Poliamida • Boa resistência a: Umidade e Imersão em água. esses isocianatos são resistentes à ação dos raios ultravioleta. • Excelente resistência física e química Cura com Isocianato (Shop Primer) • Bom desempenho de aderência em aço galvanizado. Solventes.weg. Características: 1) Tintas bi-componente (duas embalagens). Não interfere na qualidade e processos de solda. Essas tintas também se caracterizam por uma excelente estabilidade da cor. b) Tintas Poliuretano: as resinas poliuretanas são obtidas da reação de um isocianato com um álcool. Ácidos e bases fracas. Ótima resistência mecânica. São catalisadas com catalizador aromático ou alifático.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. na maioria das tintas e até 24 horas nas mais modernas. Epóxi-betuminoso Como revestimento único em peças e estruturas submersas ou enterradas. 2) Maior custo por galão (constituintes caros). . Epóxi-Poliamina Como primer. Produtos químicos. Custo médio. resistentes a abrasão e retenção de cor e brilho. Aplicado em baixa espessura (25 micras). Secagem rápida.

como: • Pode ser aplicado com elevadas umidades relativas do ar. também.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. sendo que as tintas pigmentadas em alumínio são as de melhor performance. em geral por polimerização ou conversão. 51 WEG Indústrias S.A. • Requer mão-de-obra de aplicação especializada. é feito à taxa de 50°C por hora. sendo que as hidrossolúveis secam. subseqüente. admitindose que acima de 300°C parte da resina se volatilize. jateamento ao metal quase branco. A secagem destas tintas dá-se em parte pela evaporação do solvente e em parte por conversão térmica. • Rapidez de secagem. Assim é que os veículos epóxi. As tintas pigmentadas com pó de zinco requerem teores mínimos de zinco para poderem proteger catodicamente. porém têm a vantagem de não necessitar aquecimento para a cura. O zinco epóxi é uma tinta com veículo epóxi e pode ser curada com amina ou amida. O aquecimento. em peso. Requerem para perfeito desempenho uma excelente limpeza de superfície. sobre fundo epóxi ou poliuretana aromático. o silicato inorgânico de zinco e o etil-silicato de zinco. superfícies quentes.4) Ultrapassado tempo de demão. são monocomponentes e não são consideradas. em relação à de silicato inorgânico de zinco. d) Tintas ricas em zinco: são tintas de alta performance. São altamente pigmentadas em zinco. • Admite maiores intervalos entre demãos subseqüentes. O silicato inorgânico de zinco é uma tinta de dois componentes. para utilização como tinta de fundo. para permitir continuidade elétrica. quando formuladas em borracha clorada e éster de epóxi. As resinas de silicone podem ser modificadas. com teor de pó de zinco. para fundo e as pigmentadas em alumínio. ou seja. É usada como tinta de fundo. etc.weg. Possui razoável resistência a abrasão. . para atmosferas altamente agressivas e para imersão em produtos de petróleo e produtos químicos. devido a características de isolante elétrico do mesmo. sendo comum à aplicação sobre jateamento. entre 75 a 95% na película seca. para atmosfera altamente agressiva e para imersão em produtos de petróleo e produtos químicos. Para cura é necessário que o equipamento seja aquecido. Importante: Este grupo possui algumas características fundamentais em comum. É usada como tinta de fundo. ao passo que os de etil-silicato requerem somente 75%. com alta resistência ao intemperismo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Poliéster aromático: Como fundo para acabamento alifático ou como acabamento em locais abrigados c) Tintas de silicone: são resinas semiorgânicas em cujas moléculas existem átomos de silício. neste caso. requerem teores da ordem de 95% em peso. São empregadas para pintura de equipamentos até 500 ou 600°C. As tintas fabricadas com estas resinas são indicadas para pintura de superfícies que trabalham em temperaturas superiores a 120°C.net . Apresenta. Estas tintas ricas em zinco. • Indicadas para ambiente altamente agressivo ou para condições severas de utilização (imersão. de alta performance.270-000 – Guaramirim . dentre as quais se pode destacar: • Exigência de excelente limpeza de superfície. sendo bastante comum à modificação com resinas alquídicas e acrílicas. As tintas de silicone mais usadas são as pigmentadas em zinco. para acabamento. As tintas de silicone modificadas com estas resinas podem ser usadas somente até 250°C. • Recomendado a aplicação em espessuras até 75µm. vantagens em termos de facilidade de aplicação. As tintas mais importantes dessa categoria são: o zinco epóxi. Usos recomendados: Poliéster ou Acrílico alifático: Como acabamento. de alta performance. uma vez que as partículas de zinco precisam estar em contato entre si. • Mecanismo de formação de filme. a camada deve ser lixada para proporcionar boa aderência entre demãos. em geral. por coalescência. com tintas nobres.).

Desta forma. Os solventes classificados em: também podem ser CLASSIFICAÇÃO DAS TINTAS QUANTO AO SOLVENTE Tintas com Solventes Orgânicos: apresentam grandes vantagens em termos de aplicação e de desempenho.). O solvente poderá também ser água. Thinner: são misturas de solventes a base de cetonas (acetatos). etc. Pode provocar o aparecimento de poros e pontos fracos após a evaporação. de modo geral. A regra mais adequada a seguir é adquirir solventes para acerto de viscosidade do mesmo fabricante da tinta. pura. Os solventes são. • Tipos de solventes: hidrocarbonetos (alifáticos ou aromáticos).A. álcoois.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. o tricloroetileno).4. Os hidrocarbonetos aromáticos são o tolueno (toluol). como é o caso do benzeno e dos solventes clorados (por exemplo. como é o caso das tintas de emulsão (látex). Parte volátil das tintas. necessários às tintas para conferir viscosidade adequada para aplicação. procurando balancear sua proporção visando conseguir: uma boa solvência. o butílico e o isopropílico. cetonas (solvente verdadeiro para resinas epóxi. porém tem como inconvenientes: • • Representa custo adicional às tintas. o xileno (xilol) e as naftas aromáticas. acrílica. Os álcoois são o etílico. cetonas. glicóis (álcool). vem sendo contestadas neste final de século. Alguns componentes orgânicos são muito tóxicos e por isso o seu uso em tintas deve ser evitado. Exemplo: tolueno (solvente auxiliar para as resinas acrílicas e vinílicas). aromáticos e outros. Os hidrocarbonetos alifáticos mais usados são a nafta e a aguarrás mineral. além. por evaporação após a secagem. Exemplos: aguarrás (solvente verdadeiro para óleos e resinas modificadas com óleos). porém de fabricantes diferentes. poliuretana. naturalmente do menor custo possível. ésteres (solvente verdadeiro para acrílicas e vinílicas). As acetonas de uso mais geral são a metil-etil-cetona (MEK).8. o de butila.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. havendo uma forte tendência em substituí-las pelas solúveis em água. A água usada como solvente deve ser tratada. a metil-isobutilcetona (MIBK) e a ciclo-hexanona. sem contaminantes e com pH neutro ou ligeiramente básico.net . Diluentes: são componentes que embora não sendo solventes do veículo. Os ésteres comumente empregados são o acetato de etila. Geralmente composto por misturas de solventes de evaporação Exemplo: Misturas de xileno. ésteres e outros compostos orgânicos. Solventes verdadeiros: são os solventes capazes de solubilizar o veículo. máquinas e equipamentos para a pintura. devido às perdas por evaporação. Solventes auxiliares: são os solventes que sozinhos não são capazes de solubilizar o 52 WEG Indústrias S. perfeita formação da película. tolueno e glicóis (diluente para tintas epóxi e poliuretana). o de isopropila e o de etilglicol. porém aumentam o poder de solubilização do solvente verdadeiro. o fabricante utiliza uma mistura de solventes.weg.2 SOLVENTES São compostos capazes de solubilizar as resinas e diminuir a viscosidade das tintas. Na formulação de tintas de um modo geral. . porém em face da inflamabilidade e particularmente da toxidez dos solventes orgânicos. Recomendado para diluição de Tintas nitrocelulose e muito utilizado para limpeza de peças. veículo. tempo de secagem apropriado. contribuem para a diminuição da viscosidade (Diluir a tinta).270-000 – Guaramirim . não é recomendado o uso de um solvente de uma tinta em outra. até nos casos em que forem da mesma natureza e especificação. com conseqüente diminuição da espessura da película. usadas na construção civil e das tintas hidrossolúveis de uso industrial.

pois. permitindo películas bastante impermeáveis e de grande utilização na pintura de eletrodomésticos.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Tecnologia em crescimento. entretanto. A água é responsável pela dispersão. As tintas em pó são normalmente aplicadas com pistolas eletrostáticas. A emissão de solventes orgânicos é mínima.270-000 – Guaramirim . Maior cuidado quanto preparação de superfícies. Atualmente têm sido produzidas com bons resultados as tintas hidrossolúveis alquídicas. Tinta Hidrossolúvel COMPARATIVO ENTRE TINTAS BASE SOLVENTE E TINTAS HIDROSSOLÚVEIS A grande vantagem de se ter a água como solvente de uma tinta é. não contaminar o meio ambiente e não oferecer riscos a saúde dos pintores. à Tintas sem solventes ou Tintas em pó: as tintas sem solventes para aplicação pelos processos tradicionais (pincel. Dentro desta categoria. necessidade de uma estufa p/acelerar processo de secagem. Custo inferior (comparado com tintas hidrossolúveis).SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. rolos e pistolas a ar e sem ar) são de uso mais restrito. certamente em breve. acrílicas e epoxídicas. É importante ressaltar a forte tendência em se utilizar cada vez mais as tintas solúveis em água. isto é. 53 WEG Indústrias S. Produto tradicional conhecida). o caráter ecológico do revestimento. em face da alta viscosidade.Tintas Hidrossolúveis: são na verdade tintas emulsionadas em água. Diminui riscos tanto ao patrimônio da empresa. outras resinas serão usadas na formulação de tais tintas. DESVANTAGENS Secagem lenta. estes não se exporão a solventes orgânicos prejudiciais a saúde. não tóxico.net .weg. e acarreta poucos riscos para o aplicador ou usuário. sem odor. de solventes (tecnologia Produto inflamável. e reduzir conseqüentemente o uso das tintas com solventes orgânicos. sendo para isso necessária a presença de pequena percentagem de solvente orgânico coalescedor (menos de 5% na tinta). Produto não inflamável. Apresentam como mecanismo básico de secagem a coalescência. . As grandes vantagens destas tintas consistem em não apresentar cheiro. VANTAGENS Sem presença de solventes aromáticos. sem riscos para a saúde e não inflamável. tanto para fundo quanto para acabamento e. VANTAGENS Secagem rápida. surgem às tintas em pó. justamente pela dificuldade de aplicação.A. onde este constituinte é responsável pela dispersão. evidentemente. quanto à saúde dos operadores. sem os perigos de formação de misturas explosivas ou danosas ao homem. de grande importância na pintura de fábrica. Tinta Base de Solvente DESVANTAGEM Presença aromáticos. permitem pintar em locais confinados e com pouca ventilação. Em conseqüência.

que é responsável pelo aspecto metálico das tintas de acabamento. ou seja. vermelho toluidina. Outros pigmentos brancos de menor importância são: o óxido de zinco e o litopônio (30% de sulfato de zinco e 70% de sulfato de bário). que diferem em sua forma cristalina. amarelo de cádmio.Os sistemas mais comuns são: o epóxi. óxido de cromo verde e verde molibdato. Existem duas variedades: o rutilo e o anatásio. laranja molibdato. Eles se caracterizam por ser de baixa densidade.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.CARGAS Estes pigmentos são também denominados reforçantes e encorpantes.3 PIGMENTOS Os pigmentos são substâncias em geral pulverulentas adicionadas à tinta para dar cor. quase não 2) CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A FINALIDADE TINTORIAIS São os pigmentos utilizados para dar opacidade e cor. Pigmentos vermelhos: óxido de ferro (Fe2O3). amarelo de zinco. epóxi-poliéster (Híbridas) e poliéster. . Os dois primeiros para ambientes abrigados do sol e o último para exterior. vermelho de molibdênio (molibdato de chumbo). Os bronzes em pó têm uso na obtenção de cores púrpuras. 8. vermelho para-red (para-nitroanilina e p-naftol).SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. azul molibdato.weg. PIGMENTOS . laranja bezendina e laranja dinitronilina. Pigmentos azuis: azuis de ftalocianina. Pigmentos laranjas: laranja de cromo (cromato básico de chumbo). sendo considerado uma matéria-prima básica na formulação de tintas. anticorrosivos e especiais. possuir menos brilho e maior resistência química e a ação de raios ultravioletas. Pigmentos violetas: violeta cinquásia. Pigmentos amarelos: amarelo hansa. Os pigmentos brancos são todos de natureza inorgânica. porém podem ser usados como cargas e como anticorrosivos.net . c) A ação: em ativos e inertes. Pigmentos pretos: óxido de ferro (Fe3O4).270-000 – Guaramirim . Eles são adicionados às tintas para cobrir o substrato. Os principais pigmentos deste tipo são: Pigmentos brancos: o mais importante é o dióxido de titânio (TiO2). dentre outros. Existem dois tipos de pigmentos alumínio: Leafing (auto brilho metálico) e Não Leafing (Baixo brilho metálico). verdes de cromo (azul da Prússia e amarelo de cromo).A. encorpar a película ou conferir propriedades anticorrosivas. Pigmentos inorgânicos: os pigmentos inorgânicos são utilizados também com o objetivo tintorial. amarelo de cromo. b) A finalidade: em tintoriais. Eles se caracterizam por ser de maior densidade que os primeiros. sendo o rutilo de maior opacidade e resistência a luz.4. possuir alto brilho e fraca resistência química e a ação de raios ultravioleta do sol. utilizadas em objetos decorativos. 1) CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A NATUREZA Pigmentos orgânicos: os pigmentos orgânicos são utilizados principalmente para dar opacidade e cor. 54 WEG Indústrias S. podendo ser classificados de acordo com: a) A natureza: em orgânicos e inorgânicos. cargas. vermelho naftóis e vermelho cinquásia (vermelho quinacidrona). pretos de carbono (negro de fumo) e grafite. mas de menor brancura que o anatásio. não possuem bom poder de cobertura. azul da Prússia e azul ultramarino. vermelho de cádmio. com objetivo tintorial. Pigmentos metálicos: o mais importante é o alumínio. O aspecto final da película pode ser liso ou texturizado. Pigmentos verdes: verdes de ftalocianina (azul de ftalocianina clorado).

Estes pigmentos têm fraquíssima resistência a meios ácidos e. Silicatos: os mais importantes são o silicato de magnésio hidratado (talco). d) Óxido de Ferro. PRINCIPAIS TIPOS DE CARGAS Carbonatos: os mais importantes são os carbonatos de cálcio (calcita) e o carbono de cálcio e magnésio (dolomita). 2) Pigmentos protetores: são pigmentos metálicos presentes na tinta de fundo que promovem proteção catódica galvânica. formada pela deposição dos organismos marinhos em antigas eras geológicas. pela formação de um precipitado sobre as áreas anódicas das células de corrosão. álcalis e ação do intemperismo. 4Zn(OH)2). regulando o brilho e a consistência. que possui excelente ação inibidora. especialmente a de fundo.ANTICORROSIVOS Estes pigmentos se caracterizam por conferir propriedades anticorrosivas à película de tinta. reforçando a película. promovendo inibição anódica. promovem tendência ao esfacelamento das películas de tinta. O emprego destes pigmentos pode ser sintetizado em dois aspectos principais: como recurso para aumentar o teor de sólidos nas tintas de alta espessura. tais como imersão em produtos químicos.2H2O. Este pigmento vem sendo progressivamente utilizado em substituição ao zarcão. porém pelo elevado peso especifico. É um pigmento de coloração amarela. são citadas como galvanização a frio. O zinco metálico é o pigmento amplamente usado em tintas de fundo altamente pigmentadas. b) Cromato básico de zinco ou tetroxicromato de zinco: constituído de cromato básico de zinco (ZnCrO4 . obtendo-se assim uma tinta mais barata.interferem na tonalidade.weg. conferindolhes propriedades especiais. produtos de petróleo. Possuem maior resistência química frente a ácidos. As tintas deste tipo são chamadas tintas ricas em zinco e.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. por possuir propriedades anticorrosivas similares e menor toxidade. substituindo parte do pigmento anticorrosivo (ativo) e parte da resina. o ortosilicato de alumínio e potássio (mica) e o silicato de magnésio fibroso (amianto). Estas tintas são utilizadas em condições severas.270-000 – Guaramirim . A barita possui elevada resistência química a ácidos. tais como: com 55 WEG Indústrias S. um pouco menos solúvel que o cromato de zinco.net . diminuindo a intensidade das pilhas de corrosão. tende a sedimentar com facilidade durante o armazenamento da tinta. Estes pigmentos desempenham importante papel na formulação das tintas. devido ao seu baixo poder de refração. em alguns trabalhos. sendo translúcidos quando incorporados à maioria dos formadores de filme. quando usados em exteriores. Sulfatos: os mais importantes são o sulfato de bário (barita) e o sulfato de cálcio (gesso). mas possui boa ação inibidora. nas massas e nas tintas foscas. o silicato de alumínio hidratado (caolim). Sílicas: a mais importante é a sílica diatomácea. Os mais importantes são: a) Cromato de zinco: é constituído de cromato de zinco e potássio e é um pigmento amarelo esverdeado de excelente ação inibidora. c) Fosfato de zinco: é constituído de fosfato de zinco Zn3 (PO4)2. O pigmento de zinco não tem a sua importância ligada a cor e sim a proteção anticorrosiva. PIGMENTOS ESPECIAIS Estes pigmentos são utilizados finalidades específicas. PIGMENTOS . Podem ser de dois tipos: 1) Pigmentos inibidores: são adicionados nas tintas de fundo. . atmosferas altamente agressivas (especialmente atmosferas marinha) e temperaturas elevadas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. como recurso econômico.A. que é uma sílica amorfa.

durante a armazenagem da tinta. tais como cracas. mariscos. Os antisedimentantes produzem um gel coloidal que diminui a tendência à sedimentação e. 8. melhorando o espalhamento e evitando o aparecimento de marcas deixadas pelas cerdas de pinceis e trinchas. nas tintas que secam por oxidação de óleos. como o caso das micas e do alumínio lamelar. diminuir a viscosidade. que interferem na tensão superficial das tintas.weg. São eles os pigmentos tintoriais. Perolados: são adicionados para dar um tom acetinado as tintas de acabamento. Após a aplicação. Antiincrustante (anti-fouling): são adicionadas as tintas de uso marinho. de modo a evitar a incrustação de organismos. para ajustar uma determinada formulação quantos às características e propriedades desejadas. portanto. retardando a sedimentação. formular uma 56 WEG Indústrias S. Aditivos nivelantes: são aditivos constituídos de produtos tensoativos. entretanto. dentre outras. influem decisivamente na formulação. com objetivo de melhorar certas características ou propriedades da mesma. São utilizados em tintas muito duras para evitar o fendilhamento ou gretamento e melhorar a aderência. Os principais aditivos usados em tintas são: Plastificantes: são aditivos que visam dar a película maior flexibilidade. os anticorrosivos e os especiais. São aditivos denominados antioxidantes dos veículos e devem ser suficientemente voláteis para não retardar a secagem após a aplicação da tinta. geleificantes ou tixotrópicos: são aditivos com a finalidade de dar a tinta consistência adequada para aplicação em superfícies verticais. Antipeles ou antinatas: são aditivos que evitam a formação de uma pele ou uma nata na parte superior da lata. com retorno a viscosidade original.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Eles são constituídos pelos pigmentos reforçantes e encorpantes. Os componentes tradicionalmente usados são de cobre (óxido cuproso – Cu2O). A ação destas tintas se dá pelo auto polimento do filme e pela migração dos biocidas utilizados evitando a incrustação. Eles são necessários. etc. bóias. carbonatos de chumbo ou de bismuto. Secantes: são aditivos que atuam como catalisador da secagem. Para tintas de alta espessura consegue-se com agitação. Fluorescentes e fosforescentes: são utilizados em tintas de sinalização e demarcação para ressaltar a ação da luz em faixas de demarcação. pelas chamadas cargas. Aditivos tensoativos ou umectantes: os aditivos tensoativos são aqueles que aumentam a molhabilidade do pigmento. 3) CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A AÇÃO Ativos: são os pigmentos que têm uma ação bem definida dentro da tinta e. evitam que seja um sedimento duro e compacto. para cascos de embarcações. Os tensoativos atuam também como dispersantes e facilitam tanto na fabricação. quanto na aplicação da tinta. caso ocorra pequena sedimentação. . Aditivos espessantes.4. Estes reduzem o tempo de secagem de tintas. corais. Inertes: são os pigmentos que pouco ou quase nada influem na cor.A.270-000 – Guaramirim .4 ADITIVOS Os aditivos são constituintes que aparecem de acordo com a conveniência do formulador da tinta. placas. Os óxidos de ferro que protegem também por barreira. não se tem escorrimento. Pode-se. ou seja.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. portanto.Impermeabilizantes: são adicionados em tintas de fundo e de acabamento para aumentar a proteção por barreira. tinta sem tais componentes. são muito usados em tintas de fundo. por exemplo.net . na proteção anticorrosiva e nas propriedades básicas da tinta. ostras e algas.

podendo ser melhoradas quanto a aceleração no tempo de secagem. entre outros fatores da permeabilidade e da sua aderência. alcatrões de hulha. bolhas ou crateras na película seca de tinta. a evaporação dos solventes contribui na formação da película. Além das características fundamentais. A aderência ao substrato é obtida em maior grau pela ancoragem mecânica de tinta nas irregularidades da superfície e. para a película seca. O mecanismo consiste na oxidação dos óleos secativos (óleos vegetais). Adesão ao substrato: consiste na perfeita e permanente aderência à superfície a ser protegida. que é seu estado final. como sais. crateras. com reduzida perda de brilho. trincas etc. . pelas forças de atração de natureza molecular. de forma a apresentar uma película continua. Os mecanismos de formação da película de tintas mais importantes são: Evaporação do solvente: este mecanismo está presente praticamente em todas as tintas de uso industrial. As tintas a base de óleo modificadas normalmente são de secagem lenta. de cor e de espessura. fenólicas modificadas com óleo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. podemos citar: óleos secativos. Resistência química: consiste na capacidade da película de resistir ao ataque dos agentes químicos existentes no meio corrosivo. Neste mecanismo podem-se destacar dois tipos de polimerização: 57 WEG Indústrias S.6 MECANISMO DE FORMAÇÃO DA PELÍCULA DA TINTA Entende-se por mecanismos de formação a passagem da película úmida. estirenoacrilatos. devido ao contato com o ar após a aplicação. etc. existem várias famílias de tintas. após secagem e/ou cura.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. etc. chuvas e ventos.A. havendo então a formação da película na superfície que se quer proteger. ésteres de epóxi. 8. Resistência ao intemperismo: capacidade da película de resistir à ação dos agentes naturais. podem-se citar: acrílicas. asfaltos. formando uma película sólida pela entrada de oxigênio na molécula dos óleos.net . em parte.270-000 – Guaramirim .weg.5 CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS E GERAIS DA PELÍCULA A película de tinta deve apresentar as seguintes características fundamentais: Coesão: consiste na coesão entre os diversos constituintes do revestimento. que dependerá. que são mandatórias em qualquer película de tinta. levando a uma diminuição da sua impermeabilidade e conseqüente diminuição da proteção anticorrosiva por barreira. Polimerização: este mecanismo está presente nas principais famílias de tintas de alto desempenho e alto poder impermeabilizante. a penetração de água através da película. bolhas. conforme aplicada. A evaporação do solvente pode introduzir poros. as quais. em que este é o único mecanismo presente. dentre as quais se pode destacar: Absorção e transferência de umidade: resistência a penetração de água nas moléculas ou por entre as moléculas. Como exemplos de tinta que utilizam este mecanismo. São substâncias já polimerizadas ou que possuem características filmógenas.8. borrachas cloradas. Mesmo naquelas que usam outros mecanismos. isenta de falhas como poros. alquídicas. Resistência à abrasão: consiste na resistência ao desgaste provocado pela ação mecânica do meio. que evapora após a aplicação. No entanto. há uma série de características gerais que ela poderá apresentar em maior ou menor grau. vinílicas. Também. Oxidação de óleos: Este mecanismo esta presente nas tintas a óleo e óleo modificadas. Como exemplo de tintas que apresentam este mecanismo. para efeito de aplicação são dissolvidas em um solvente.

podemos citar as arquitetônicas com veículos vinílicos de acetato de vinila. No entanto. dentre outros. baixa solubilidade. se o veículo é uma resina epóxi. O mecanismo de proteção por barreira atua procurando impedir o contato entre o meio corrosivo e a superfície que se quer proteger. . provavelmente pelas características desfavoráveis dos produtos de corrosão daqueles metais (alta resistividade elétrica. havendo necessidade de uma energia térmica de ativação. acrílicos. epóxi. As tintas que apresentam este mecanismo possuem teor de 75 a 85% em peso de pigmento metálico na película seca. Coalescência: ocorre nas tintas hidrossolúveis usadas na pintura industrial e na pintura arquitetônica. sendo o mecanismo fundamental nas tintas de acabamento.A. apenas as ricas em zinco têm se mostrado satisfatórias. Como exemplo: Tintas epóxi e poliuretanas. Consiste na reunião das partículas dispersas após a evaporação da água sob a ação do solvente coalescedor. etc. as acrílicas e as industriais com veículos alquídicos. o teor de pigmentos metálicos tem que ser de tal ordem que impeça que o veículo dificulte a continuidade elétrica entre as partículas do pigmento responsável pela proteção catódica. etc.net . Por exemplo. não se polimerizam. em termos práticos.270-000 – Guaramirim . quando o veículo é o silicato de etila.a) Polimerização térmica: ocorre nas resinas que. permitida a formação da pilha eletroquímica. fosfato de zinco. dão início ao processo de polimerização.weg. em relação à superfície metálica que se quer proteger contra a corrosão. ou seja. Proteção catódica por pigmentos metálicos anódicos: este mecanismo é encontrado nas películas de tinta aplicadas como tinta de fundo (primer). a quantidade mínima de zinco é de 75% na película seca. tão logo misturados.) e pela baixa densidade destes metais em comparação ao zinco. a quantidade mínima de zinco é de 85%. Como exemplo: alquídica-melamínicas. Isto é devido a maior resistividade elétrica apresentada pelo epóxi em relação ao silicato de etila. 58 WEG Indústrias S. que contem elevados teores de pigmentos anódicos. Como exemplo de tintas que apresentam este mecanismo. Proteção por pigmentos inibidores: este mecanismo é encontrado nas películas de pintura aplicadas como tinta de fundo (primer). Com a evaporação deste forma-se uma película sólida e resistente à própria água. nas tintas a base de zinco. ao passo que. fenólicas e epóxi-fenólicas b) Polimerização de condensação: ocorre nas resinas em que se usa um semipolímero como um dos reagentes e um agente de cura que. 8.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. o que dificulta a formação de película altamente pigmentada. tintas ricas em magnésio e alumínio poderiam apresentar de forma eficiente este mecanismo. Nas tintas que atuam pelo mecanismo de proteção catódica.7 MECANISMO PELÍCULA DE PROTEÇÃO DA Os mecanismos básicos de proteção da película de tinta são: Proteção por barreira: Presente em praticamente todas as películas de tinta. que contem determinados pigmentos inibidores. destacando-se entre elas as tintas ricas em zinco.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. na temperatura ambiente. Teoricamente. tais como: cromato de zinco.

weg. um maior detalhamento.net . para que haja um perfeito contato entre a tinta de fundo e a superfície que esta sendo protegida. embarcações e estruturas metálicas diversas. visa fundamentalmente o embelezamento das superfícies revestidas. c) Pintura industrial. painéis. Esta pintura é. É usada na construção civil e. tais como máquinas para 59 WEG Indústrias S. em maior ou menor grau.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.2 CONCEITOS TERMINOLOGIA BÁSICOS / Tinta é uma composição pigmentada.9.A. etc. A limpeza da superfície é uma fase de grande importância porque as tintas sempre exigem. murais. . chama-se também de pintura a tinta já aplicada. portanto. tais como cabines de jateamento abrasivo ou banhos de soluções químicas. primer e acabamento. Auxílio na segurança industrial. outras finalidades complementares. com espessuras inferiores a 1 mm. não obstante possa ter também finalidade protetora. Identificação promocional. forma um filme duro. No que diz respeito a desempenho e custo. para limpeza e condicionamento de superfície. Diminuição da rugosidade. A pintura industrial é aquela cuja finalidade principal é a proteção anticorrosiva. por exemplo: preparo da superfície com remoção de óleos. uma preparação da superfície. Facilitar a identificação de fluídos em tubulações ou reservatórios. Sistema de pintura ou especificação de pintura menciona além do conjunto de tintas. porém.obliterante. que usam na execução de quadros. A pintura arquitetônica é aquela em que o uso das tintas e das cores tem a finalidade de tornar agradáveis os ambientes. Esquema de tinta ou de pintura refere-se simplesmente ao conjunto de tintas específicas para um determinado fim. tais como: § § § § § § § § Estética: torna a apresentação agradável. graxas. 9. Apresenta. Pintura é a hábil técnica de se aplicar tintas. Podem ser aplicados em instalações industriais e portuárias. cabines de aplicação e estufas. b) Pintura arquitetônica. pastosa ou sólida (forma de pó) que ao secar ou após o processo de cura. São pinturas realizadas pela interposição de uma película de tinta capaz de formar uma película sólida após a secagem ou cura. 9. colorido . FUNDAMENTOS INDUSTRIAL RAMOS DA PINTURA DA PINTURA jateamento abrasivo. Tipos de Pintura Industrial Pintura industrial de fabricação em série: é aquela cuja aplicação das tintas é feita por meio de instalações fixas. Atuam como barreira entre o meio corrosivo e o material metálico que se quer proteger. a pintura é o método de controle de corrosão praticamente absoluto para estruturas aéreas. pistolas ou outros equipamentos para a aplicação das tintas. Impedir a aderência de vida marinha no casco das embarcações e bóias. A pintura artística é aquela em que o uso das tintas e das cores tem a finalidade de expressar uma arte. Pintura industrial de campo: é aquela cuja aplicação das tintas é feita por meio de instalações móveis.1 CONCEITO DE PINTURA INDUSTRIAL O termo genérico pintura pode ser estendido a três ramos da atividade humana: a) Pintura artística. geralmente liquida. por exemplo. Impermeabilização. sendo também empregado com excelentes resultados em estruturas submersas (casco de embarcações) e ainda em alguns situações para estruturas enterradas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. gorduras e principalmente produtos de corrosão (óxidos). Permitir maior ou menos absorção de calor.270-000 – Guaramirim . aderente. exercida pelos artistas.

2) Tipo de ambiente de exposição? Rural. “Critical Pigment Volume Content”. É o caso das tintas “ricas” em zinco. Alguns fatores devem ser considerados: 1) Qual a superfície a ser pintada? Aço carbono. Combinações. 6) Regime de operação? Contínua ou Intermitente 7) Possibilidade de que tipo de tratamento? Jateamento. Alumínio. O teor de pigmento em volume é referido pelos fabricantes de tintas como sendo o PVC. capaz de facilitar a adesão mecânica da tinta. Mecânico. a preparação da superfície objetiva criar um perfil de rugosidade. perfil de rugosidade. Tintas com baixo teor de pigmento são mais brilhante. o teor de pigmento deve ser alto. Quando se trata de tintas de fundo anticorrosivas. ou seja: “Pigment Volume Content”.net . chega a uma vida útil de 5 anos ou mais. em condições favoráveis. Rolo. mais permeável é a tinta e maior é a tendência à formação de ferrugem no aço. 60 WEG Indústrias S. Nota: Mencionar observações quando necessário. o que faz com que o feixe de luz incidente seja refletido em várias direções. 9. e periodicamente sofram uma manutenção. e o brilho da fonte de luz chegue fraco à vista do observador.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. espessura de película seca e úmida para cada tinta. 10) Rendimento teórico (com e sem % de Perdas). 3) Intervalo de repintura entre demãos mínimo e máximo. Tudo vai depender do meio ambiente e do esquema de pintura empregado. Aço galvanizado a fogo.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. mais impermeáveis. sobre a qual a tinta foi aplicada. Manual. 6) Tempos de secagem. Em condições adversas. a mesma pintura poderia durar cerca de 1 ou 2 anos. grau de limpeza.A. As tintas de manutenção são formuladas para permitirem que as estruturas e equipamentos permaneçam por grandes períodos sem corrosão. Por outro lado. Itens compostos no detalhamento do sistema de pintura: INFLUÊNCIA DO TEOR DE PIGMENTO O teor de pigmento pode interferir em diversas propriedades das tintas. por isso a superfície aparenta o brilho da fonte de luz. Urbano.Além disso. 4) Contato com produtos químicos? Presença de vapores tóxicos Imersão em liquido (Tipo) Estrutura sujeita a derrames ou respingos 5) Temperatura de operação? Ambiente Quente ou Frio. para que os pigmentos inibidores de corrosão tenham sua ação mais edificante.weg. Pincel. . Industrial. Aço galvanizado. as tintas com alto teor de pigmento são mais foscas e mais permeáveis. 4) Método de aplicação. Marítimo. As tintas de alto PVC apresentam inúmeras partículas dos pigmentos sobressaindo na superfície. As tintas de acabamento devem ser formuladas com “PVC” próximo ao “CPVC” – teor crítico de pigmento em volume. que pode ser desde um simples retoque até substituição de toda tinta velha por outra nova. mais flexíveis e menos porosas. As pinturas podem ter um desempenho que. externo. 8) Tipo de equipamento de pintura? Pistola.3 ESQUEMAS DE PINTURA 1) Preparo de superfície. Quanto maior o teor de pigmento. As tintas de baixo PVC reflete praticamente todo feixe de luz incidente. 8) Pot Life da tinta. Concreto.270-000 – Guaramirim . 2) Numero de demãos de tinta. 3) Ambiente de instalação? Interno. 7) Esquema de tintas. 5) Diluente e diluição. 9) Tipo de tinta e relação de mistura. ou seja.

Deve-se procurar padronizar as cores usadas. visando a reduzir o número de tintas. 8) Púrpura: indica radiação.A. . entre outros. instalações de hidrocarbonetos 9.4 CORES NA PINTURA INDUSTRIAL ASPECTOS PSICOLÓGICOS ESTÉTICOS E Na pintura industrial procura-se aplicar esquemas capazes de proteger adequadamente contra a corrosão. 2) Verde: para equipamentos de proteção pessoal. escadas e outras áreas onde se deve ter cuidados especiais e uma boa visibilidade. mas não se deve esquecer dos aspectos estéticos e psicológicos envolvidos. 6) Alaranjado: área onde se deve estar alerta. Fundo ou fundo acabamento (dupla função). As cores mais freqüentemente usadas com o objetivo de identificação são: Cor alumínio: para tanques de armazenamento.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. permutadores de calor. Cor branca: para tanques de armazenamento de petróleo e derivados leves. ASPECTO DE IDENTIFICAÇÃO As tintas são usadas como mencionado anteriormente para dar cor aos equipamentos e instalações industriais. 3) Branco e branco com faixas pretas: para demarcação de tráfego. extintores. 61 WEG Indústrias S. etc. c) Tintas de Acabamento: São responsáveis por proteger o sistema contra o meio ambiente e dar a cor desejada.Num esquema de Pintura as Tintas podem ser classificadas em: a) Tinta de fundo: Responsáveis pela adesão do esquema ao substrato. podem ou não conter pigmentos inibidores de corrosão. 7) Azul: indica precaução. equipamentos de injeção de espuma. Auxiliam na proteção. b) Tintas Intermediárias: Oferecem espessura ao sistema. vasos de pressão. tubulações (executando-se as utilidades). tubulações de água e fluidos de combate ao incêndio. próximo a equipamentos em reparos.weg.270-000 – Guaramirim . Ao se pintar. 5) Amarelo com faixas pretas: áreas perigosas. reatores. Conhecidas como TIE COAT. São produtos mais baratos comparados com a tinta de fundo. estruturas metálicas em geral. procura-se também dar um aspecto agradável e esteticamente favorável aos equipamentos e instalações. por exemplo: veículos de combate a incêndio. ASPECTOS DE SEGURANÇA INDUSTRIAL As cores obtidas pela aplicação de tintas desempenham um importante papel na segurança industrial. 4) Amarelo: pintura de passadiços.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Os principais usos das cores são: 1) Vermelho: para indicação de equipamentos de segurança de um modo geral. por exemplo. como.net .

aditivos. .net . enquanto que as cores claras. a utilização de cores claras é muito importante na obtenção de maior luminosidade e maior conforto nos ambientes industriais.A. uma fábrica de tintas é. Cor preta: para combustível de viscosidade (óleo combustível). Cor cinza-escuro: eletrodutos Cor verde: para tubulações de água. PROCESSOS DE FABRICAÇÃO As fábricas de tintas recebem. os de rolo são muito utilizados). Cor azul: para tubulações de ar comprimido. de Cor vermelha: para tubulações e instalações de combate á incêndio. 10. 3) Moagem: consiste na passagem da prémistura em moinhos para a moagem dos pigmentos. Em grandes trabalhos de campo. As tintas são embaladas em recipientes de um galão (3. alta As fases de fabricação são as seguintes: 1) Pesagem das matérias-primas: acordo com a formulação.270-000 – Guaramirim . as tintas podem ser fornecidas em tambores de 200 litros. até a proporção desejada. podem também ser considerada em relação a maior ou menor absorção de calor.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.weg. acertos de cores e outros necessários para definição do produto final. constituída de tanques de armazenagem de matériasprimas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.6 litros) ou fração ou ainda tamanhos correspondentes em litros. em especial o preto. promovem grande absorção de calor. mesmo quando suja. Cor cinza-claro: vácuo. provocam pouca absorção. A pintura em branco. as cores escuras. Para usos industriais utilizam-se baldes de 5 galões (18 litros) ou embalagens de 20 litros. Em relação à temperatura ambiente. de modo a diminuir perdas por evaporação. especialmente solvente. É ainda importante que se utilize pintura em branco nos tanques de armazenamento de petróleo e derivados claros. em geral. seja por problemas de perda de energia. solventes. pigmentos) em condições de efetuar as misturas de acordo com a formulação desejada. tanques de completagem e ajustes finais e unidade de enlatamento e embalagem. Para execução destas operações. 4) Completagem: consiste na adição e no ajuste dos constituintes. bem como superfícies externas que possam absorver calor e trazer inconvenientes ao interior. moinhos para dispersão de pigmentos no veículo (moinhos de esferas de vidro ou zircônio. 2) Pré-mistura: consiste na formação de pasta do veículo e pigmento (dispersão). Desta forma. normalmente. principalmente o branco. 5) Acertos finais: consiste na adição de aditivos. tanques de mistura. ASPECTOS RELATIVOS À MAIOR OU À MENOR ABSORÇÃO DE CALOR E ENERGIA RADIANTE A escolha das cores. seja por questão de conforto. as matérias-primas (veículos. 62 WEG Indústrias S. provoca menores perdas por evaporação que qualquer outra cor. Este fato é extremamente importante na pintura de superfícies expostas ao sol. que são mais econômicos.gasosos em especial o gás liquefeito de petróleo e vapor.

com tratamento de superfície por desengraxamento. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. lixamento ou limpeza seguida de jateamento Sa 2½. poderá haver fabricantes alternativos e por sua vez estes apresentarem desempenho de durabilidade diferente.4000 Fax +55 047 3276. 63 WEG Indústrias S. Alquídico Cores 120 35 35 10 - 5 24 Alquídico 1024 Nota: Diluição 20 %. com tratamento de superfície por desengraxamento. 280 Km 50 .5500 CEP 89270-000 Caixa Postal 33 Nº Demãos Produto Cor 01 Primer Alquídico Verm.Guaramirim .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.net . A durabilidade de todo sistema de pintura. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. óxido Cores 105 35 40 11.1 abaixo).270-000 – Guaramirim .weg. .Santa Catarina Fone +55 47 3276. Pode apresentar variações dependendo do método de aplicação escolhido. Nº Demãos Produto Cor Espessura .A. Abaixo apresentamos alguns modelos de sistemas de pintura de acordo com o tipo de peça.4 - 5 24 Alquídico 1024 Alquídico 1024 01 Esmalte Sintético 105 35 40 11. Fundo + Acabamento. aplicação das tintas. controle das condições climáticas durante a aplicação e cura. Plano técnico e Comercial: Data: Cliente: Substrato: Preparo de Superfície: Perfil de Rugosidade: Diluição: 20 % Espessura . forma de tratamento da superfície a ser adotado. deve ser considerado o tipo de substrato. tipo de aplicação. Máx Diluente Br. Deve ser considerado que para um mesmo tipo de tinta.2 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano não agressivo. parte 11. Fundo Acabamento. esta associado ao preparo correto de superfície. do perfil de rugosidade do substrato. BOLETINS TÉCNICOS: Fazem integrante desta especificação.µm Úmida Seca NVV % Rend. no momento da aplicação. Máx Diluente 01 Fundo acab. do tipo de equipamentos ser revestido e das condições ambientais.11. UMIDADE RELATIVA DO AR E TEMPERATURA: Deve ser evitada a aplicação dos produtos quando a umidade for superior a 85%. lixamento ou limpeza e após jateamento Sa 2½. PLANOS DE PINTURA Na elaboração de planos de pintura.4 - 5 24 RENDIMENTO: Rendimento prático calculado com 30% de perda.µm Úmida Seca NVV % Rend. ambiente de exposição e outros pontos relevantes (vide modelo no item 11. controle das espessuras. ambiente de exposição: 11.1 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano não agressivo. e quando a temperatura estiver abaixo de 10°C ou acima de 40°C.

µm Úmida Seca NVV % Rend. 11. . Fundo Acabamento. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. 64 WEG Indústrias S. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. Nº Demãos Produto Cor Espessura . Nº Demãos Produto Cor Espessura . com tratamento de superfície por desengraxamento. Máx Diluente 01 Fundo Acab. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.A.net .5 – Pintura de chapas de aço galvanizadas ou alumínio para ambiente urbano e indústrial sem contato com produtos químicos. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.4 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano e indústrial sem contato com produtos químicos. 11. Nº Demãos Produto Cor Espessura . Nº Demãos Produto Cor Espessura . Máx Diluente 01 GalWEG 717 Cinza 83 15 19 12. com exposição a intempéries e sem contato com produtos químicos. Máx Diluente 01 Primer acabam.270-000 – Guaramirim .µm Úmida Seca NVV % Rend. Pu Alifático Azul 122 50 45 9 4 12 48 PU 5003 Nota: Diluição 10 %. 11. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. epóxi Cinza 137 100 80 8 4 8 - Epóxi 3005 Nota: Diluição 10 %. com tratamento de superfície por desengraxamento. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. com exposição a intempéries e sem contato com produtos químicos. Fundo + Acabamento. Fundo + Acabamento.µm Úmida Seca NVV % Rend.6 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.µm Úmida Seca NVV % Rend. Pu alifático Cinza 100 35 37 10.7 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano.11. a temperatura ambiente.weg. 11. Fundo Acabamento. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. Óxido Cinza 95 50 63 12.6 4 4 5 5 24 24 PU 5001 PU 5001 Nota: Diluição 5 %.3 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano e indústrial sem contato com produtos químicos. Fundo + Acabamento.6 4 5 24 Nota: Diluição 5 %.6 8 12 30 dias 24 Epóxi 3005 Epóxi 3005 01 Acabamento Epóxi 102 40 47 10 8 4 Nota: Diluição 20 %. Nº Demãos Produto Cor Espessura .µm Úmida Seca NVV % Rend. Máx Diluente 01 Primer Epóxi Verm. Máx Diluente 01 01 Primer PU Arom. Acab. PU Alifático Cinza Azul 105 100 35 35 35 37 10 10.7 8 6 - Epóxi 3005 PU 5001 01 Acab.

270-000 – Guaramirim .2 2 2 2 12 12 12 24 24 24 3005 3005 3005 65 WEG Indústrias S.11 – Pintura interna de tanque de aço carbono para armazenamento de água industrial em ambiente urbano e indústrial. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. Fundo + Intermediário + Acabamento.µm Úmida Seca NVV % Rend. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½.2 6 6 2 1.µm Úmida Seca NVV % Rend.2 6. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.µm Úmida Seca NVV % Rend.6 3 3 3 8 8 8 20 20 20 3002 3002 3002 Nota: Diluição 10 %. 11.11. Branco Branco 134 167 167 100 150 150 82 90 90 8. Nº Demãos Produto Cor Espessura .5 16 12 12 48 24 24 Epóxi 3005 - Nota: Diluição do fundo 10 %.9 – Pintura de chaminé de aço carbono em ambiente urbano.2 42 14 8 - 16 40’ 40’ 8 8 Etil 9001 - Nota: A 2ª demão. Fundo + Intermediário + Acabamento. Nº Demãos Produto Cor Espessura . Máx Diluente 01 Alumínio Silicone 600ºC Alumínio 71 30 42 14 - 40’ 8 - 11. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.6 7.net .µm Úmida Seca NVV % Rend. 11. Nº Demãos Produto Cor Espessura . AE AE AE Branco Rosa Branco 177 177 177 150 150 150 93 93 93 6. Acabamento.A. Nº Demãos Produto Cor Espessura . m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.weg.2 6.µm Úmida Seca NVV % Rend. Nota: Diluição do fundo 20 %.12 – Pintura interna de tanque de aço carbono para armazenamento de água potável em ambiente urbano e indústrial. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. Máx Diluente 01 01 01 WEG Póxi N 2630 WEG Póxi N 2629 WEG Póxi N 2629 Verm.8 – Pintura de chaminé de aço carbono em ambiente urbano e indústrial. Máx Dias Diluente Epóxi 01 01 01 WEG Fenóxi WEG Fenóxi WEG Fenóxi Branco Cinza Branco 145 145 145 100 100 100 76 76 76 7. Máx Diluente 01 01 01 Etil Silicato de Zinco N 1661 Alumínio Silicone 600ºC Alumínio Silicone 600ºC Cinza Alumínio Alumínio 166 24 71 75 10 30 54 42 42 7. Nº Demãos Produto Cor Espessura . .6 7. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. trata-se de um mist coat (Aplicação bem diluída em fina camada). Fundo + Intermediário + Acabamento.10 – Pintura interna de tanque de aço carbono para armazenamento de água industrial em ambiente urbano e industrial. Máx Diluente Epóxi 01 01 01 Nota: Diluição 10 %. 11. Fundo + Intermediário + Acabamento.5 1.

Os principais ensaios realizados no controle da qualidade iniciam no recebimento das matérias primas estendendo-se durante o processo de fabricação de tintas.270-000 – Guaramirim . Decorrido o tempo fixado no método e nas condições descritas. ou seja. 2) O cliente deve definir. 1) A qualidade da tinta é responsabilidade do fabricante. a depender de sua complexidade.1 NÃO-VOLÁTEIS (SÓLIDOS POR MASSA) EM MASSA Determina em porcentagem.residual . ou seja.tinta. o da ISO 9000. deve ser comprada de um fabricante preliminarmente qualificado. atestando a conformidade da mesma com seus requisitos. a massa não-volátil da tinta.(%) = Massa. dentre eles podemos citar: § Método de Disco: previsto na Norma ASTM D2697 e PETROBRÁS N1358. para que a qualidade prevista para o esquema de pintura seja efetivamente alcançada. até a retirada de amostras para análise a nível de laboratório. Em linhas gerais. que disponha de um sistema de qualidade implantado na fábrica. 12. aquilo que permanece após a volatilização. . 7) O pessoal de aplicação e controle da qualidade deve ser preliminarmente avaliado em termos de capacitação técnica. 4) Ao cliente compete ainda efetuar inspeção de recebimento de cada lote de recebido. os requisitos de qualidade de tinta a ser comprada.volátil. como por exemplo.A. através de uma norma técnica ou qualquer outra especificação. pelos pigmentos e aditivos não-voláteis. § Método da Película: previsto na Norma ABNT. 3) Deve ainda exigir que o fabricante apresente. × 100 Massa. 5) A contratação dos serviços de aplicação do esquema de pintura deve ser feita junto a empresas preliminarmente qualificadas. obtém-se o teor de sólidos por massa pela seguinte expressão: Matéria.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Durante a formulação de uma tinta todos os ensaios devem ser realizados. para cada lote de tinta fornecido.weg. Há vários métodos para a determinação do teor de não-voláteis em volume.2 NÃO-VOLÁTEIS EM (SÓLIDOS POR VOLUME) VOLUME Determina o teor de não voláteis em volume de matéria da tinta. determina-se a massa e. Alguns deles podem ser realizados rotineiramente outros ocasionalmente. Para isto.12.líquida 12.não. 12.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. é importante que sejam claramente definidas as responsabilidades. o procedimento consiste em se tomar certa massa de tinta e colocá-la a secar no ar ou em estufa. que pode abranger desde uma simples análise do certificado de qualidade da tinta. Esta parte nãovolátil é constituída pelo veículo. 6) A responsabilidade pelo controle da qualidade da aplicação é do aplicador. que deve elaborar e implantar um sistema de qualidade que assegure que a aplicação seja feita em conformidade com os requisitos do cliente.3 ESTIMATIVA TINTAS DE CONSUMO DE Uma questão complexa é a estimativa da quantidade de tinta a ser usada. o volume de material que não se evapora após a secagem do solvente. CONTROLE DE QUALIDADE RESPONSABILIDADE PELA QUALIDADE Qualquer que seja a decisão em termos de compra das tintas. com isso. principalmente do solvente.de. particularmente quando da decisão de 66 WEG Indústrias S. um certificado de qualidade.net .

conseqüentemente.3. § Estado inicial de oxidação da superfície a ser pintada. o rendimento prático ou real variará em relação ao teórico em função dos seguintes fatores: § Volume de sólidos de tinta.270-000 – Guaramirim .2 RENDIMENTO PRÁTICO (Considerando Perdas) – Rp Consiste em estimar as perdas considerando o processo de aplicação.3.net . 12. . Para obter o rendimento teórico do produto a ser aplicado devemos utilizar a fórmula: Rt = SV × 10 EPS SV = Sólidos por volume (%) EPS = Espessura de película seca (µm) 10 = Fator Os sólidos por volume (NVV) são fornecidos no boletim técnico do produto ou no plano de pintura indicado. O grau de corrosão D da ISO 8. o rendimento teórico precisam estar claramente definidos na especificação que será usada para efeito de compra da tinta. conhece-se o rendimento teórico (m2/Litro) de cada tinta a ser usada. ás condições de aplicação e ao treinamento do pintor. A aplicação à pistola em locais com ventos fortes leva a um consumo de tinta exagerado. Aplicando a fórmula de rendimento. A multiplicação pelo fator 10 é para encontrar o resultado expresso em m2/litro. particularmente o perfil de rugosidade obtido.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Portanto. § Método de aplicação. Um elevado perfil de rugosidade aumenta a superfície específica a ser pintada e. não fica incorporado na película.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. evitando a falta de tinta e transtornos na aplicação tais como: • Atraso na entrega • Ociosidade da mão de obra • Diferenças de cor de lote a lote • Atraso no pagamento • Dificuldade na compra de pouca tinta Rp = Rt – (% Perdas) Exemplo: Aplicação na pistola convencional SV = 45% EPS = 50 micra Rt = 9 m2/litro Perda estimada = 30 % Logo: Rp = 9 – (30%) = 6. para uma cada seca de 50 um teremos: 12. Entretanto.501 – 1 leva a um maior consumo de tinta. § Tipo de preparo da superfície. A partir da especificação usada na compra ou da folha de dados do fabricante. por volatilizar-se. já que o solvente. § Tipo de tinta usada.comprar a tinta em separado da contratação dos serviços de aplicação. o que da origem à película é o volume de sólidos apresentado pela tinta aplicada. A aplicação por trincha leva a perdas menores do que por pistola.A.weg. O rendimento teórico é uma propriedade que esta diretamente ligada ao percentual de sólidos por volume da tinta.1 RENDIMENTO TEÓRICO = Rt (Ficha Técnica) O rendimento teórico da tinta não inclui no seu cálculo as perdas devidas ao método de aplicação. conseqüentemente.3 m2/litro = m2/litro Rt = Rendimento teórico (m2/litro) 67 WEG Indústrias S. tal propriedade e. § Condições ambientais. caso queira o volume de galão deverá utilizar-se o fator 36 e assim por diante. o consumo de tinta. Ou seja.

15 Galões de tintas. 20) 12.3 Corresponde ao preço para se pintar um metro quadrado com este tipo de tinta. Na aquisição das tintas geralmente ocorre o esquecimento de comprar o diluente.15 Litros / 3. Rt = 45 x 10 = 9 m2/litro 50 Rp = 9 – (25%) = 6. È muito importante efetuar as medições de espessuras de película seca aplicada e suas variações.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. volume da tinta é de 45% e a aplicação será por pistola convencional com perda estimada em 25% e diluição de 20%. portanto.). a espessura realmente medida é a mais próxima da média das medidas sobre picos e vales.weg. 12.12.1 COMO CALCULAR A QUANTIDADE DE TINTA NECESSÁRIA PARA PINTURA Devemos levar em consideração: • Área a ser pintada (m2) • Sólidos por volume da tinta (%) • Espessura da película seca da tinta (µm) • Método de aplicação (Fator perdas) • Número de demãos Exemplo: Pintura de 1000 m2 de aço carbono com tinta epóxi na espessura de 50 micra.A. um elcometer.3 m2 = 1. Aplicar em 2 demãos.96 R$/m2 5. pistola.0 + ( 2. 12. A espessura sobre os picos é que é importante em relação à performance.00 R$ 2.00 20% 5. pode ser considerado que a tinta 68 WEG Indústrias S. se a espessura do filme aplicado for medida através de um instrumento magnético. (geralmente as embalagens são de 5 litros cada) ou de 06 galões. isto irá influenciar diretamente no consumo e valor de rendimento real da tinta no final da obra.15 Litros de tinta ou 148. por exemplo (ou instrumento similar).6 Litros = 41.63 litros de diluente ou arredondando 30 litros. pois. . É importante lembrar sempre da quantidade necessária de diluente para efetuar a limpeza do equipamento de pintura e todos os seus acessórios envolvidos (espátula. Não está inclusa a quantidade de diluente para a limpeza dos equipamentos de pintura. Porém o fabricante já tem associado que o mesmo deve ser enviado mediante informação do boletim técnico na proporção recomendada de diluição.75 = 148.15 litros de tinta.3. será: 29.270-000 – Guaramirim . O sólidos por 12..75 m2/litro Quantidade de tinta necessária = 1000 / 6.4 CUSTO POR METRO QUADRADO DO PRODUTO Para se obter o custo teórico do produto a ser vendido tem que utilizar a fórmula: CLT + (CLS × (%)diluição) CMQ = RT Em que: CMQ = custo por metro quadrado CLT = Custo do litro de tinta CLS = Custo do litro do solvente RT = Rendimento da tinta Exemplo: Custo de 1 litro de tinta Custo de 1 litro de solvente % Diluição Portanto: Rendimento de 1 litro de tinta CMQ = 10. Para o exemplo acima a quantidade de diluente necessária para 148.4.6 EFEITO DO PERFIL DE JATEAMENTO Quando o aço se torna rugoso através de jateamento abrasivo e depois pintado.3 RENDIMENTO REAL Obtido ao efetuar o levantamento da metragem final pintada e comparação com o total de tinta consumido..net .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.5 QUANTIDADE NECESSÁRIA DE DILUENTE R$ 10. Pode ser adquirido um diluente compatível mais barato para efetuar a limpeza e que não poderá ser usado na diluição para a pintura. 00 × 0. tanque de pressão.

Na parte superior o viscosímetro possui uma calha para receber o excesso de tinta. é medido com um cronômetro e corresponde a viscosidade.270-000 – Guaramirim . O tempo de escoamento. A viscosidade é o tempo. que mede o grau de consistência da tinta em unidade Krebs (KU). A viscosidade Ford é uma medida principal das condições reológicas da tinta.que não contribui para essa espessura é “perdida” no perfil do aço. desde o instante em que a tinta começa a fluir até o momento em que o fluxo se interrompe. § Determina-se a massa do picnômetro cheio. Consiste em determinar-se o grau de dificuldade de uma haste girar no interior do frasco contendo tinta a 25ºC.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.net . em segundos. então o acréscimo necessário para a “tinta perdida no perfil” é considerável. Experiências de laboratório têm mostrado que a “perda” na espessura de película seca equivalente à metade do perfil de jateamento é usual.9 CONSISTÊNCIA Outro tipo de viscosímetro muito empregado para tintas é o viscosímetro Stormer. encontrando assim a massa específica expressa em g/cm3. com um volume conhecido de tinta (o volume do picnômetro pode ser previamente determinado com água destilada). 6 e 8 mm onde o Nº 4 é considerado padrão. um dos viscosímetros mais utilizados é o Copo Ford de orifício de diâmetro 4. A rugosidade da superfície produzida por jateamento e daí a extensão das “perdas de tinta” é proporcional à dimensão do abrasivo usado. Seu desligamento se faz quando o fluxo da tinta se interrompe. obtida da seguinte forma: § Determina-se a massa do picnômetro vazio. que a tinta leva para escorrer do viscosímetro à temperatura de 25ºC. .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 12. § Determina-se a massa específica que é dada pela diferença de massa entre o picnômetro cheio com o material a ser ensaiado e o picnômetro vazio. isto é. A operação consiste em tapar o furo com um dedo. dividindo-se o valor por 100. preparar o cronômetro e dispará-lo no instante em que se tira o dedo do orifício. das suas condições de escoamento e de aplicação.A. mas quando for feito jateamento na ocasião da pintura. utilizando-se de um picnômetro de alumínio ou latão de volume conhecido.weg. em um 69 WEG Indústrias S. Nos locais onde o aço for jateado por granalha esférica de aço e pintado com “primer” de montagem. encher o viscosímetro completamente até que escorra um excesso para a calha. a influência é pequena.7 MASSA ESPECÍFICA A determinação da massa específica é feita a temperatura de 25ºC. 12. particularmente com granalha grossa. Consiste em um vaso de capacidade de 100 mL (mililitro) com fundo cônico e um orifício na parte inferior rigorosamente calibrada.8 VISCOSIDADE Para boa parte das tintas convencionais.• 12. As “perdas” tabuladas de espessura do filme seco não são relacionadas com as rugosidades mais relevantes e a probabilidade de serem encontradas.

Secagem ao Toque: É o tempo necessário para que o filme de tinta não fique aderido na ponta do dedo (limpo e desengordurado) ao se efetuar um leve toque superficial na película.1 DETERMINAÇÃO DE SECAGEM: INDÚSTRIA Secagem ao Pó: É o tempo necessário para que o filme de tinta não absorva as partículas de pó presentes no ambiente. Nota: A película será considerada seca “ao manuseio” quando não houver nenhuma alteração na superfície. exercendo o máximo de força com o braço sobre o filme. Exprime-se a viscosidade em letras Gardner. enrugamento ou outra evidência de distorção. em lata hermeticamente fechada e determinar a viscosidade após resfriamento. Não há uma correlação exata entre as viscosidades “Ford” e Krebs. Secagem ao Manuseio: Colocar o painel de teste em posição horizontal. numa altura tal que quando o polegar é colocado sobre a película o braço do operador fique em linha vertical à superfície da placa. contendo líquidos com viscosidades certas. Ele é muito versátil possuindo diversos tipos de palhetas e cilindros.11 TEMPOS DE SECAGEM O tempo de secagem esta relacionada com a espessura da camada aplicada. A medida de viscosidade consiste em encher o tubo de medida padrão com o líquido em teste.net . É o tempo necessário para Viscosímetro Stormer Viscosímetro Brookfield 12. Este ensaio mede na verdade a possível instabilidade observada na tinta e que pode resultar inclusive em sedimentação. geralmente emprega-se o viscosímetro “Gardner” que consiste num conjunto de tubos de medidas padrões.270-000 – Guaramirim . Apertar a película de tinta com o polegar (limpo e desengordurado). Para veículos incolores. O filme deve ficar seco o suficiente para não marcar a impressão digital. estar isento de pegajosidade ou “teic”.10 ESTABILIDADE / SEDIMENTAÇÃO O ensaio consiste em determinar a viscosidade de tinta. o que permite a medida de uma vasta gama de viscosidades. desprendimento. e ao mesmo tempo girar o dedo polegar no plano da película em um ângulo de 90º. em unidades de minutos ou horas. Passar levemente uma flanela ou estopa no local. É determinado com diversas finalidades e especificado para as tintas. tem-se o seu índice de tixotropia. . da seguinte forma: 12. Medida efetuada geralmente logo após a aplicação da tinta passando-se rapidamente a ponta do dedo (limpo e desengordurado) sobre o filme de tinta e verificando o momento em que não mais ocorre a marcação superficial no filme. em baixa e alta rotação.weg.11. submetê-lo ao calor de uma estufa geralmente na temperatura de 60ºC.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. para eliminar possíveis impressões digitais que podem confundir as avaliações. desplacamento. igualar a temperatura com os demais tubos com líquidos padrões e verificar qual dos tubos com líquido padrão tem viscosidade de deslocamento da bolha de ar igual a da amostra de teste.viscosímetro denominado viscosímetro Stormer. tais como. 12.A. fazendo-se medições de viscosidade de um mesmo produto. classificadas de A-5 até Z-10.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. A medida da consistência é dada em unidades Krebs (KU) e é constantemente chamada também de viscosidade. Por outro lado. Outro viscosímetro que mede consistência em diversas rotações é o viscosímetro “Brookfield”. 70 WEG Indústrias S. resinas e vernizes.

270-000 – Guaramirim .weg. de modo que possam ser aplicadas as demãos subseqüentes. Completamente Endurecida (Total): Pressionar a unha do polegar contra a película. para permitir a aplicação da demão subseqüente sem prejudicar a anterior. Neste momento. . deslizando-a sobre a mesma. 002 “chamado de placa 2 e 0. Os tempos de secagem são determinados com base na ASTM D 1640. Em uma das extremidades do vidro existem dois apoios de aço a altura de 0. sua maior parte é colocada no vidro branco e se for de tom escuro o inverso. 12.manusear a peça. A aplicação da demão subseqüente antes do tempo mínimo para repintura pode provocar problemas de sangramento ou perda de adesão. um intervalo para repintura. para que não se tenha a superfície excessivamente lisa (vítrea) e. Cada uma delas possui duas ranhuras paralelas no sentido do comprimento. e o máximo. ou seja. 007” chamado de placa 7. É o tempo necessário para que a tinta esteja suficientemente seca para não aderir à “pele” quando tocada com a ponta do dedo e não haver impregnações. limpo e desengordurado. O aparelho possui duas lâminas de vidro transparente. forçando o filme de tinta com o polegar ou outro dedo (Limpo e desengordurado). uma branca e outra preta. Observar se alguma parte do revestimento é transferida para o dedo. ao mesmo tempo. 12. O mínimo. A película é considerada seca ao manuseio quando não houver nenhuma alteração na superfície do filme avaliado. a peça ou o equipamento pode ser manuseado.12 PODER DE COBERTURA Consiste em se verificar a capacidade do pigmento em ocultar o substrato ou tintas de fundo. Fazemos a leitura na escala graduada lateral. Este tempo é sempre um mínimo.2 DETERMINAÇÃO DE SECAGEM: MANUTENÇÃO Secagem livre da pegajosidade ou ao toque: Tocar levemente a película de tinta com a ponta do dedo. Se a tinta for de tom claro. que têm um mínimo e um máximo. Com a placa de vidro 2 ou 7 apoiada sobre as lâminas coloridas. deslocamo-la no sentido do comprimento do aparelho até o momento da tinta ocultar o ponto de união das lâminas preta e branca. sem a adequada ancoragem mecânica. com exceção de tintas polimerizáveis. e é fator preponderante na determinação da espessura da película para recobrir o substrato ou demãos anteriores. esta não pode estar pegajosa.net . O poder de cobertura é especialmente importante nas tintas de acabamento. girar o dedo a um ângulo de 90º. Lustrar levemente a área contraída com um pano limpo.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.11. Secagem à pressão: é o tempo necessário para a secagem. Para sua determinação usamos um aparelho denominado “Criptômetro de Pfund” que é composto de duas lâminas. O poder de cobertura depende da qualidade do pigmento e de seu teor na tinta e grau de dispersão. Para uma determinação colocamos uma porção de tinta na união das placas. de modo que se possam transportar a peça ou o equipamento sem causar danos à pintura. aplicadas anteriormente. fixadas numa moldura e unidas uma a outra. Exercer a máxima pressão sobre o dedo e o filme.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. do ponto 71 WEG Indústrias S. Secagem para repintura: é o tempo necessário à secagem. Nota: A película é considerada seca “ao toque” quando não mais aderir ao dedo e não oferecer muito atrito quando o dedo tocar levemente sobre a superfície da película. Nota: A película será considerada completamente endurecida quando não for possível a sua remoção com a unha e quando a marca do polegar for totalmente removida pela operação de lustragem.A. cada uma com duas ranhuras semelhantes às dos vidros branco e preto. Na extremidade direita de cada lâmina temos uma escala milimétrica gravada. que termina no ponto de união delas. Quando houver a remoção da película. portanto.

SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. . partículas. o ensaio de tração e o ensaio de corte em X.14 DIMENSÃO DAS PARTÍCULAS DO PIGMENTO (FINURA DE MOAGEM) Esse método determina o grau de moagem dos pigmentos no veículo de uma tinta. começa a surgir rachaduras a partir do menor diâmetro do cone.16 DOBRAMENTO SOBRE MANDRIL CÔNICO O método tem como objetivo a verificação da propriedade de acompanhar os movimentos da superfície em que foi aplicada. Os cortes devem ser efetuados num único movimento.13 TEMPO DE VIDA ÚTIL (POT LIFE) Consiste em determinar o tempo. Consiste em determinar a eficiência da moagem através do grau de dispersão. em horas. Há três métodos usuais para este ensaio: o ensaio de corte em grade. ESPESSURA DA PELÍCULA SECA (µm) Menor que 50 entre 50 e 125 NÚMERO CORTES ESTILETE 6 6 DE AP. sendo o mais comum riscar quadrados de 1 (um) a 2 (dois) milímetros de lado.15 NATUREZA DA RESINA Consiste em determinar a natureza química de resina usando-se a técnica de espectrofotometria infravermelha. devendo a lâmina estar posicionada num ângulo de aproximadamente 45º com a superfície.0 2. oposto dos suportes.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Cada corte deve ter um comprimento de 20 mm. que tintas de dois ou mais componentes têm para serem aplicadas após a mistura dos conteúdos das embalagens. Após extensão da tinta com uma cunha. com auxílio do estilete e gabarito ou aparelho cross-cut-tester (CCT). Examina-se então o risco para constatar qual a proporção de película que foi removida após aplicação de uma fita adesiva. Chamamos este número de grau de fineza da tinta que pode ser expresso em micra ou Hegmann (H). Observa-se na escala do aparelho Hegmann o nº correspondente do aparecimento das partículas. MÉTODO DE CORTE EM GRADE Efetuar. formando aglomerados que precisam ser quebrados na moagem. CCT 11 8 DISTÂNCIA ENTRE CORTES (mm) 1. formando-se grade de 25 quadrados. cortes cruzados em ângulo reto.0 12.A. O produto é estendido em um sulco graduado do aparelho.em que se encontra a extremidade de vidro.17 ADERÊNCIA (ABNT 11003) O teste mais difundido atualmente consiste em se riscar a película em uma série de pequenos quadrados.270-000 – Guaramirim .weg. TIPOS DE TESTE DE ADERÊNCIA DAS PELÍCULAS DE TINTA Método do corte em X e teste quadriculado de acordo com a espessura da película da tinta. 12. Consiste na determinação da flexibilidade de uma película seca pela passagem em um mandril cônico que produz um esticamento ou alongamento da chapa e 72 WEG Indústrias S. A determinação de finura de moagem é feita em um aparelho denominado de grindômetro. de modo a alcançar o substrato. As partículas de pigmentos são fornecidas aos fabricantes de tintas com diâmetros da ordem de 5 a 10 um. Consiste em se determinar o grau de adesão da película ao substrato. 12. 12. contínuo e uniforme com velocidade de 2 a 5 cm/s.net . Durante a estocagem há uma compactação. aglomerados ou ambos são visíveis na superfície da tinta. ESPESSURA DA PELÍCULA SECA (µm) Menor ou igual a 125 Acima de 125 MÉTODO DE ENSAIO Corte em grade Corte em "X" 12. A distância entre os cortes está estabelecida na Tabela abaixo.

CÓDIGO X0 Nenhum destacamento longo das incisões FIGURA ao Importante: A norma NBR 11003 não menciona detalhes quanto ao resultado do teste de aderência quanto a aprovado ou rejeitado. semi transparente de alta performance com 25 mm de largura na região do corte (fornecedor 3 M). Este valor deverá ser acordo em um procedimento de inspeção. X1 Destacamento até 1 mm ao longo das incisões X2 Destacamento até 2 mm ao longo das incisões X3 Destacamento até 3 mm ao longo das incisões X4 Destacamento Acima de 3 mm ao longo das incisões 73 WEG Indústrias S. podemos verificar a classificação da interpretação dos testes de aderência das tintas de acordo com a norma NBR 11003 sobre destacamentos na intersecção e ao longo das incisões dos testes de corte em X em grade.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.DESTACAMENTO NA INTERSECÇÃO DO CORTE EM “X” CÓDIGO Y0 Nenhum destacamento na intersecção CORTE EM GRADE Y1 Destacamento até 2 mm em um ou em ambos os lados da intersecção Y2 Destacamento até 4 mm em um ou em ambos os lados da intersecção Y3 Destacamento até 6 mm em um ou em ambos os lados da intersecção Y4 Destacamento acima de 6 mm em um ou em ambos os lados da intersecção FIGURA MÉTODO DE CORTE EM "X" Efetuar. interceptados ao meio. devendo a lâmina estar posicionada num ângulo de aproximadamente 45º com a superfície.weg. . dois cortes com um comprimento de 40 mm cada. Os cortes devem alcançar o substrato em apenas um movimento uniforme e contínuo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Nas tabelas abaixo. com auxílio do estilete e gabarito. DESTACAMENTO AO LONGO DAS INCISÕES DO CORTE EM “X” No teste deve ser utilizado aplicação de fita filamentosa para teste de aderência.net . cujo menor ângulo deve ter entre 35 e 45º.A.270-000 – Guaramirim .

cerca de 35% da área quadriculada Gr 4 Área da película destacada.weg. 12. água destilada.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.21 ENSAIOS DE IMERSÃO Consiste em analisar a resistência à imersão em produtos.1ºC. Painéis para ensaio são pintados no sistema de pintura completo e submetidos a exposição na câmera por períodos variados em números de horas. 12.net . 74 WEG Indústrias S. É o ensaio de corrosão realizado em câmara especialmente preparada onde é pulverizada uma solução de 5% de cloreto de sódio a 40 +/. ocorre o aparecimento de bolhas (blister). . 12. As chapas podem ser cortadas com um “X” passando pelas suas diagonais e atingindo a chapa nua.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. cerca de 5% da área quadriculada Gr 2 Área da película destacada. assim como as condições gerais de permeabilidade e resistência à umidade.A.1ºC. determinando-a em dias de exposição ao produto sem apresentar sinais de corrosão aparente. Esse método representa a resistência da película a um gás poluidor presente na maioria das atmosferas industriais.DESTACAMENTO NA ÁREA QUADRICULADA CÓDIGO Gr 0 Nenhuma área destacada FIGURA da película Gr 1 Área da película destacada.19 RESISTÊNCIA RELATIVA DE 100% À UMIDADE Consiste na exposição de plaquetas pintadas em uma câmara com umidade relativa do ar aproximadamente de 100% umidade a temperatura de 40 +/. ocorre o aparecimento de bolhas (blister). O ensaio mostra o grau de resistência à corrosão. Ele é realizado em câmaras especiais e expresso em rondas em número de 1 a 6. Os ensaios de imersão na medem a permeabilidade da película durante o período que varia de 24 a 1000 horas.20 RESISTÊNCIA AO SO2 Consiste na exposição de plaquetas pintadas em câmaras de SO2. Quando a resistência é fraca. Este método pode ser realizado por imersão de chapas pintadas em água a temperatura ambiente. Este ensaio mede a permeabilidade da película durante o período que varia de 24 a 240 horas.270-000 – Guaramirim . Quando a resistência é fraca. cerca de 15% da área quadriculada Gr 3 Área da película destacada.18 RESISTÊNCIA À NÉVOA SALINA Consiste na exposição de plaquetas pintadas em uma câmara de névoa salina ou salt spray. solventes. NaOH e outros. cerca de 65% da área quadriculada 12. tais como água salgada.

23 ENSAIOS DE DUREZA Consiste na determinação da dureza superficial de películas de tinta.24 BRILHO O brilho da tinta é medido pela quantidade de luz refletida na película.O ensaio com água quente mede uma possível lixiviação dos componentes da tinta. 2B. 3H. sendo a dureza considerada a do grafite que conseguir marcar a película. captada por uma 75 WEG Indústrias S. 3B.net . 5H. A medida deve ser feita imediatamente após a aplicação. 5B. adotando-se o valor do maior dente que foi molhado com a tinta. A espessura de película seca (EPS) é especificada no sistema de pintura.weg. Quanto maior a dureza. H.22 ESPESSURA POR DEMÃO Consiste em determinar a espessura aplicada em um (micrometro) através de diversos métodos. remoção das películas. e o método Buchholz.270-000 – Guaramirim . que vai até 6H para as películas mais duras e a série B para as mais moles. 6H ß Menor dureza Maior dureza à 12. A leitura do valor de EPU pode ser obtida. F. quanto a deposição da quantidade de tinta sobre a peça. com um medidor de espessura de película úmida (pente de aço inox). 4H. logo: EPU = 125 x (100 + 10) = 172 micra 80 12. formando após o processo de cura da tinta o filme seco de acordo com a especificação da película recomendada. A dureza das tintas é determinada na grande maioria dos casos pelo método “Sward-Rocher” que consiste em uma roda metálica formada por dois aros que oscilam na película de tinta conforme NBR 5845. 2H.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 6B. Método de medida de EPU Apoiar o medidor de filme úmido sobre o filme de tinta aplicado. o teor de sólidos por volume é de 80% e a diluição recomendada é 10 %. Nos casos de pequenas falhas na resistência aparecem bolhas. baseados em pêndulos. 4B. os sólidos por volume (SV) é informado no boletim técnico e o percentual (%) de diluição é informado também no esquema de pintura. .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Através destes dados pode-se calcular qual será a EPU a ser aplicada: 12. baseado em penetração. auxiliando também no controle de consumo de tinta. MEDIDA DE ESPESSURA UMIDO DA TINTA (EPU) DE FILME Serve para orientar o pintor durante a aplicação. geralmente variando de 25 em 25 µm. As áreas usadas são a série H. EPU = EPS x (100 + % Diluição) = micra SV Exemplo: Se a espessura seca especificada é de 125 µm. B. observando qual foi o dente de maior valor que foi molhado na tinta e o primeiro que não molhou. maior o número de oscilações. que tem duas bases de apoio na peça na mesma altura e outros “dentes” com variações na sua altura. Após a aplicação os solventes contidos na tinta começam a evaporar e a espessura do filme vai diminuindo. Há três métodos de determinação de dureza: os métodos Sward e Koning. e nos de má resistência. Importante método de controle de qualidade durante a aplicação. de acordo com o teor de não voláteis em volume de cada produto. Pode-se também determinar a dureza riscando a película com lápis de desenho padronizado.A. HB.

cobertos. afastado de alimentos e agentes oxidante.célula fotoelétrica que a transmite a um galvanômetro graduado de zero a 100. bem ventilados e identificados. calor e pulverização com água. 13. solventes voláteis que podem incendiar mediante contato com faíscas elétricas ou mecânicas. rachaduras. O aparelho mais comum para essa medição é o “glossmeter” com ângulo de inclinação da luz incidente de 60º.25 COR Consiste na determinação da cor por comparação com padrões. ARMAZENAMENTO DE TINTAS O piso do local deve ser impermeável.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. c) Evitar expor o produto a temperaturas elevadas. b) Manter o produto longe das fontes de calor. perda de brilho. Devemos lembrar que as tintas contem em sua composição.26 INTEMPERISMO É realizado tanto ao natural como aceleradamente.net . variando de três meses a alguns anos.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Esta comparação deve ser feita em condições de luz apropriadas. empolamento.A. Têm-se utilizado cada vez mais espectrofômetros computadorizados para determinação e comparação de cores. A estocagem em locais improvisados para as embalagens de tintas e diluentes pode resultar em perdas de qualidade e na quantidade de produto. mantidos em ângulos de 45º e voltados para o norte para receber raios solares durante o dia. . de modo a simular os diversos graus de luminosidade. d) O ideal é que a área de estocagem fique em uma sala em separado do galpão a pelo 12. 13. fissuramento. 76 WEG Indústrias S. cor etc. No teste acelerado emprega-se um aparelho denominado “Wheatherometer” no qual os painéis são submetidos à luz produzida por lâmpadas especiais. não combustível e que contenha valas que permitam o escoamento para os reservatórios de contenção.weg. Estes ensaios são demorados.1 CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO a) Estocar o material em locais secos. Tanques de estocagem devem ser circundados por diques de contenção e ter drenos para o caso de vazamento. adotado para todos os tipos de brilho. sol e chuva.270-000 – Guaramirim . 12. Consiste na determinação do grau de reflexão da superfície pintada em relação a padrões. No primeiro caso os painéis pintados dentro dos sistemas completos são colocados em uma estante especial. Neste período verifica-se o estado da película quanto à desagregação.

h) Identificar a área com placas de sinalização bem visíveis: “PROIBIDO FUMAR”. l) A temperatura da sala de armazenamento não deverá ultrapassar a 40ºC. 14. f) A etiqueta do produto contém muitas informações importantes para o pintor. I) Instalar no local extintores de pó químico seco. e) Dispor o material sobre sistema de palets e não diretamente sobre o piso evitando que ocorra oxidação das embalagens metálicas e conseqüentemente vazamento de tintas.menos 15 metros de distância em área térrea. Quando o diluente evapora do filme de tinta aplicado. número de lote. código do produto. Tipo de Embalagem Galão Balde Tambor Capacidade 3.weg. quando enviadas embaladas nas mesmas. . Isto impede que as lata recebidas sejam colocadas na frente. fica no ar na forma de vapor. pois. j) O local deve ser bem iluminado. proporção de catalisação. b) Pode-se armazenar as latas de tamanho de galão e menores nas prateleiras inicialmente com a boca para baixo e que sejam invertidas a cada 3 meses. f) O local deve ser de fácil acesso e com as vias de acesso sempre desimpedidas. prazo de validade. 14. A água quando evapora.2 CUIDADOS NO ARMAZENAMENTO a) Armazenar as embalagens de forma que possibilite a retirada em primeiro lugar das latas de lotes mais antigos. g) Remover as latas das caixas de papelão. vindo a causar possíveis vazamentos. como nome do produto. catalisadores e diluentes. 13.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. tanto na área interna como externa em local visível. permanecendo no fundo as latas mais antigas. as condições meteorológicas que influenciam as propriedades das tintas são a umidade relativa do ar. ultrapassando assim o seu prazo de validade. Em termos gerais. se possível com luz natural. Esta água presente no ar atmosférico é chamada de umidade relativa do ar (URA).1 CAPACITAÇÃO DO PESSOAL DE APLICAÇÃO A empresa ou o órgão responsável pela aplicação das tintas devem ser avaliados em termos de recursos materiais e humanos. Quanto mais umidade houver no ar e quanto mais baixa for a temperatura da superfície. a temperatura ambiente. Este processo possibilita maior vedação da tampa pelo lado interno e diminuição de provável sedimentação. a temperatura do substrato abaixa tornado possível que a umidade do ar se condense prejudicando o desempenho da tinta.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.net . APLICAÇÃO DA TINTA A seleção adequada do método de aplicação e a observância de alguns requisitos básicos durante todo o período de aplicação têm influência tão grande no desempenho do esquema de pintura quanto as tintas utilizadas. que devem abranger aspectos teóricos e práticos. 14.270-000 – Guaramirim . A capacitação do pessoal responsável pela aplicação da tinta deve ser feita através de amplos programas de treinamento. qual componente utilizar e diluente recomendado. d) Tomar muito cuidado ao abrir as embalagens de tintas.6 litros 20 litros 200 litros Empilhamento Máximo 10 5 3 lado contrário a colocação da etiqueta para não obstruir os dados sobre o produto. as mesmas deveram ser permanecer bem fechadas enquanto não estiver em uso. evitando que ocorra danos nas embalagens de baixo. c) Efetuar o empilhamento de embalagens de acordo com a orientação abaixo. e) Ao remover a tinta de dentro da embalagem. maior será a condensação. através de janelas com vidros aramados. para não danificar as tampas.A. as chuvas e os ventos.2 CONDIÇÕES AMBIENTAIS A aplicação das tintas em condições ambientais adversas pode introduzir vários tipos de defeitos nas películas de tintas. entornar a tinta sempre pelo 77 WEG Indústrias S.

No caso específico das tintas inorgânicas à base de silicato de etila.weg. b) Quando subsuperficial pode requerer a remoção de toda a película.270-000 – Guaramirim . ao possibilitar a introdução de partículas de água na película de tinta úmida. Pode-se usar aquecer as peças a serem pintadas dentro dos limites de temperatura do substrato. . É por esse motivo que as tintas de base epóxi endurecidas com aminas são muito sensíveis à umidade. No caso de tintas a base de pigmentação alumínio. que deixa a película com aspecto esbranquiçado na superfície ou mesmo com aspecto de um gel endurecido. se condensa. acarreta perturbações nas reações físico–químicas que darão origem à película de tinta seca. Geralmente na parte da manhã são notadas gotas de água nas peças expostas ao tempo durante a noite. HOMOGENEIZAÇÃO DILUIÇÃO DAS TINTA E A homogeneização da tinta é muito importante para que todos os seus componentes fiquem uniformes e em condições de uso. comprometendo a evaporação e alterando as propriedades da película seca. o fenômeno do fendilhamento ocorre à temperatura já a partir de 40ºC.A umidade relativa do ar. a aplicação das tintas sobre superfície com temperatura superior a 40ºC pode provocar vários tipos de defeitos. a aplicação de tintas em temperaturas muito elevadas faz com que sua secagem dê-se muito rapidamente. Temperaturas abaixo de 10ºC retardam a secagem da tinta. como abaixo de 10ºC ou acima de 40ºC. Temperaturas externas. A depender da profundidade desta alteração. Recomenda-se que as tintas não devam ser aplicadas se a temperatura da superfície não estiver no mínimo 3ºC acima do ponto de orvalho. em velocidade baixa para não amassar as partículas do pigmento e não deixar a tinta 78 WEG Indústrias S. a película poderá estar comprometida ou não. Deve ser feita em seu recipiente original. a formação de bolhas. Determinação do ponto de orvalho 14. a velocidade da aplicação. poros ou crateras (caso típico das tintas de acabamento de base epóxi) e o enrugamento (caso típico das tintas de alumínio fenólico).SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. como o fendilhamento ou gretamento (caso típico das tintas inorgânicas de zinco). comprometendo intervalos entre demãos recomendadas pelo fabricante e conseqüentemente. A ação preventiva nestes casos é procurar evitar a utilização de tintas epóxi endurecidas com aminas em regiões cuja umidade relativa do ar esteja permanentemente superior a 85%. alteram por completo as condições de cura ou secagem da tinta.net . introduzindo falhas que variarão com o tipo de tinta usada. Nota 2: Para as tintas tolerantes a superfície úmidas. a homogeneização tem que ser feita com cuidado. Ao contrario.A. na forma de vapor de água. resultante da condensação do vapor da água. admitindo-se que parte pode ser retirada temporariamente para facilitar a homogeneização. pode ser eliminada com um leve lixamento da película. conhecidas como orvalho. passando para o estado líquido.3 PONTO DE ORVALHO É a temperatura na qual a umidade presente no ar. 14. a) Quando bem superficial. poderá ocorrer uma pequena redução no brilho quando o filme ficar exposto. Além disso.4 MISTURA. Nota 1: Esta temperatura de 3ºC é considerada de margem de segurança para evitar que ocorra a condensação da URA.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. dando origem a uma substância denominada quetimina.

respeitando a relação de mistura. mexer a sedimentação com a espátula buscando a sua dispersão. Por exemplo. particularmente a viscosidade e os tempos de secagem. pode descaracterizar por completo as propriedades da tinta.6L) . A não-observância da relação de mistura e do tempo de indução. Algumas pigmentadas com pigmentos pesados. torna-se necessário efetuar uma diluição da tinta imediatamente antes da aplicação. para efeito de ajustar sua viscosidade e. As tintas a óleo ou óleo modificadas oxidam–se superficialmente.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 3) Caso não consiga uma boa homogeneização e a tinta estiver dentro do seu prazo de validade. formam sedimentações duras impossíveis de serem dispersados mesmo por diluição.2L) . o aumento dos tempos de secagem é uma indicação evidente de sua degradação.net . Entretanto. As relações de misturas mais comuns são: 1A : 1B (3.4 L : 1. 79 WEG Indústrias S. a depender das características da tinta e do processo de aplicação.A. que podem ter as partículas de pigmento quebradas) ou alternativamente por meio de ferramentas manuais. são válidas as mesmas observações quanto à diluição requeridas para as tintas mono componentes. O tempo de estocagem varia para cada tipo de tinta. uma tinta pode ter seu tempo de estocagem vencido sem que. d) Homogeneizar bem a mistura com agitação vigorosa. A sedimentação ocorre devido a tintas serem constituídas de compostos em suspensão (Pigmentos) e que pela força da gravidade se sedimentam formando uma pasta no fundo das embalagens. O tempo de estocagem deve ser informado pelo fabricante da tinta.ficar com uma aparência mais escura (chumbada). otimizar a aplicação. A depender das condições de armazenamento. Não devem ser usadas tintas cujo tempo de estocagem (shelf life) tenha sido ultrapassado. entretanto. c) Adicionar o componente B ao componente A.6 L : 3. 2A : 1B (2. pois. tenha se degradado. 3A : 1B (2.7L : 0.weg. Quando a tinta estiver em estoque por muito tempo: 1) Abrir a lata e verificar se há sedimentação no fundo da embalagem com uma espátula (plástico ou madeira) 2) Se houver sedimento.270-000 – Guaramirim . b) Homogeneizar bem o componente B. Nota: Pode ser usado agitador pneumático. Seqüência de mistura para Tintas BiComponente: a) Homogeneizar bem o componente A. e) Se necessário efetuar a diluição na proporção recomendada. Em algumas situações.9L) Nota: Quando fornecida a relação de mistura em peso pelo fabricante. informar ao fabricante. No que diz respeito às tintas fornecidas em dois ou mais componentes.20 minutos para as tintas de base epóxi. formando uma nata ou mesmo endurecendo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. requerem cuidados especiais em termos de proporção de mistura. pode ser utilizado da balança e efetuado a mistura. geralmente da ordem de 10 . a falta ou excesso de um dos componentes pode produzir uma tinta com características diferentes da que foi recomendada. Proporção de Catalisação: As recomendações de mistura entre o componente A e B devem ser respeitadas pelos pintores na hora da catalisação. A realização de alguns testes de laboratório é a forma ideal de analisar se a tinta está em condições de uso ou não. Para as tintas de base epóxi. conseqüentemente. Inspeções visuais de campo também podem indicar a degradação ou não da tinta. as tintas a base de silicato de etila formam nódulos gomosos (grumos). tintas de fundo. . Esta dispersão deve ser feita preferencialmente por meio de agitadores pneumáticos (exceto para tintas pigmentadas com alumínio.

Deverá ser removida toda a tinta. Esse tempo varia em função de cada tipo de tinta. que necessitam ter um teor de zinco tal que mantenha a continuidade elétrica e assim atuem protegendo catodicamente. Diluição das tintas As tintas são fornecidas com viscosidade mais alta e devem ser ajustadas ou diluídas de acordo com a necessidade seguindo a orientação do fabricante. É também chamado de pré-reação. atentar para o fato de o peneiramento acarretar à retirada de material capaz de desbalancear a tinta. Assim. a película pode ficar mole e pegajosa ou endurecer demais e ficar com o filme trincado e rachado. O ideal é que a mistura e a diluição das tintas seja feita imediatamente antes da aplicação. evitando desta forma que ocorra problemas na aplicação e pintura. Muitas tintas podem e devem ser aplicadas a pincel.weg. casca de laranja. A diluição depende do tipo de peça a ser aplicada. para o caso das tintas epóxi. O boletim técnico indica qual o diluente correto para a diluição e a sua substituição somente deve ser feita mediante autorização do fabricante . Tal providência é indispensável em tintas como a fenólica pigmentada com alumínio (lamelar) e a etil silicato de zinco. não há necessidade de se preocupar com as proporções de misturas. tais como: perda de brilho. Deve-se. empoamento. Embora a reação comece imediatamente. sejam observados os tempos de vida útil da mistura. logicamente desde que observado o tempo de indução que.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. esse tempo entre a mistura e a aplicação é fundamental para uma maior afinidade entre a resina epóxi e o agente de cura. estabelecidos pelos fabricantes das tintas. A diluição serve para afinar a tinta permitindo que o ar comprimido usado pulverize o líquido que será lançado sobre a peça a ser pintada de forma que a mesma forme um filme uniforme seja formado. O tempo de indução é o tempo necessário para que o esquema epoxídico comece a reagir. Por último. É recomendável que. O tempo de indução varia de acordo com o tipo de tinta epóxi. os fornecimentos são feitos em embalagens com as devidas proporções entre os componentes a serem misturados. rolo ou pistolas apropriadas sem diluição.270-000 – Guaramirim . É importante que para estes casos. 80 WEG Indústrias S. é em geral de 15 minutos. com granulometria recomendada pelo fabricante da tinta. entretanto. sejam observados as instruções do fabricante.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. pot life.net . Algumas tintas quando fornecidas em viscosidades baixas (22” CF 4 a 25ºC). tende a formar uma pasta mole ou dura no fundo das embalagens. um cuidado que deve ser observado nas etapas de mistura e diluição das tintas diz respeito à necessidade de passar a mistura em peneiras. . Quando o pintor vai utilizar toda a quantidade do galão fornecido. A viscosidade mais alta ajuda a manter os pigmentos em suspensão. fervura.A mistura em peso é mais prática e segura. evitando a sedimentação.A. também em termos de tempo de mistura. das condições de aplicação e da habilidade do pintor. particularmente nas pigmentadas com zinco. retardo na secagem. porém exige uma balança no local de preparação. Alguns estudos mostram que esquemas epoxídicos aplicados com tempo de indução conveniente apresentam desempenhos superiores aos mesmos esquemas aplicados imediatamente após a mistura dos componentes. O pot life é o tempo que uma tinta pode ser misturada e diluída e mantenha suas propriedades tixotrópicas capazes de dar origem à formação da película. Em casos de aplicação de apenas um dos componentes. uma tinta de base epóxi depois de diluída e misturada só pode ser aplicada nas poucas horas seguintes. pois. da ordem de duas a oito horas. incompatibilidade.

270-000 – Guaramirim . possibilita maior superfície de contato com a tinta a ser aplicada e assim melhora a aderência entre as demãos. adicionando à tinta a quantidade de diluente necessária.net . pois o filme superficial da tinta ira secar muito rápido. Uso de diluente com solvente pouco volátil: a) Demora na secagem. b) Escorrimento em superfícies verticais. cuja rugosidade. c) Empoamento (ou over spray) ou pulverização a seco. O intervalo de tempo entre o preparo da superfície e a aplicação da primeira demão da tinta de fundo varia em função das condições atmosféricas do meio ambiente. 81 WEG Indústrias S. a aderência poderá ser prejudicada gerando destacamentos entre demãos. b) Casca de laranja. o filme de tinta fica com aparência de espessura exagerada. Poderá haver escorrimentos em superfícies verticais. Pintura durante o intervalo de repintura certo: Haverá tempo suficiente para evaporação do solvente da demão anterior e a secagem do filme será adequada. deve ser observado pelos pintores. Aplicando outra demão. não havendo tempo suficiente para um bom alastramento ou formar filme liso. pois. Na orla marítima.Uso de diluente com solvente muito volátil: a) Problema de bolhas ou fervuras. Quando ultrapassado o intervalo entre demãos. O resultado posterior do teste de aderência será máximo. demora para secar. O intervalo de tempo entre demãos ou o tempo que deve ser aguardado para aplicação da demão subseqüente ou ainda tempo de repintura.A. Pintura após ultrapassar o intervalo entre demãos: Caso isto ocorra e nenhuma providência for tomada. a tinta perde o solvente de diluição durante a sua pulverização fazendo com que a tinta chegue seca na peça (como pó). Uso de Diluente com baixo poder de diluição: a) Coagulação. ainda há presença de solvente retido que não teve tempo para evaporação. As tintas misturadas e diluídas que não serão aplicadas de imediato devem ser armazenadas em recipientes fechados e serem novamente homogeneizadas antes de serem usadas. como conseqüência da elevada umidade relativa do ar e da presença de cloretos. é recomendado que os pintores adotem o uso de copos de medida de viscosidade conhecidos como copo ford de diâmetro de orifício de 4 mm (CF 4) para determinar a correta viscosidade de aplicação de acordo com a sua instrução de trabalho. o tempo decorrido entre o início do preparo da superfície e o término da aplicação da primeira demão de tinta de fundo não deve exceder a três ou quatro horas. o procedimento de lixamento superficial da camada é necessário para criar sulcos ou ranhuras. ocorre separação entre o diluente e a tinta. . Para uma boa diluição na proporção correta o pintor pode adotar um copo graduado de plástico resistente a solvente (polipropileno).SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Os boletins técnicos informam qual deverá ser este tempo e também em qual condição de temperatura do ambiente. Este processo de lixamento é chamado de quebra superficial no brilho. baixando o brilho em alguns locais da peça.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.weg. pois logo após a aplicação da primeira demão de tinta começa a evaporação do solvente e a formação do filme seco e haverá um tempo certo a ser aguardado para aplicar a próxima demão. Pintura antes do intervalo entre demão: No filme aplicado. Esta medida é determinada com o uso de um cronômetro e dado em segundos (Ex: 16 a 22” CF4). Na diluição de tintas destinadas a indústrias. Salvo algumas exceções das tintas de alta espessura que tendem a esta característica. enrugamento durante a secagem da tinta. A pintura não deve ser continuada com a próxima demão fora do prazo . poderá gerar problemas.

Em alguns casos. como a pistola eletrostática e a eletroforese.weg. 14. para a repintura. 15. imediatamente antes da montagem.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. e o defeito mais comum é o empoamento. uma vez o jato interrompido e aplicado a primeira demão de tinta de fundo. pode ocorrer uma degradação da última demão de tinta aplicada. Isto é imprescindível quando se trabalha com tintas de elevada resistência química. poderão comprometer o desempenho do esquema de pintura. reentrâncias. para permitir que a demão subseqüente tenha adesão mecânica sobre a mesma. Com isto. até que o preparo da superfície seja terminado. como é o comum em equipamentos cujo preparo da superfície seja feito no campo. tornando necessário repetir-se a aplicação da demão da tinta desbotada. uma outra questão a ser analisada diz respeito à interrupção ou não da seqüência de aplicação. que prejudicam consideravelmente a aplicação no campo. A observância destes intervalos faz com que a tinta base.1 TRINCHA (Pincel de formato chato) É o mais elementar dos métodos de pintura. não tendo alcançado o tempo de secagem total.A. altas e baixas temperaturas. cantos vivos e demais acidentes. assim. Sempre que ocorrer a interrupção do esquema de pintura por período superior ao tempo de secagem para repintura. . onde outros 82 WEG Indústrias S.Em regiões mais secas e sem a presença de cloretos e compostos de enxofre na atmosfera. Quando a paralisação ocorrer por período de tempo muito longo. previsto na especificação da tinta que vai receber a demão subseqüente. por não poderem se controladas. poderão sofrer danos de tal ordem que. consegue-se uma satisfatória proteção durante o período de interrupção da aplicação do esquema de pintura. como ventos. Entretanto. ao reiniciar a aplicação a última demão de tinta aplicada deve ser submetida ao um leve lixamento. como as epóxi e as poliuretanas. por ser uma ferramenta simples e. é freqüente a interrupção da aplicação do esquema de pintura após a aplicação da primeira demão da tinta de acabamento. que provoca uma significativa redução da espessura. conseqüentemente de baixo custo. armazenamento e instalação.270-000 – Guaramirim . Ainda com relação a grandes superfícies. ou pelo menos repor sua espessura. além de não requerer grande capacitação do aplicador. A primeira grande vantagem é a possibilidade de utilização de equipamentos sofisticados de aplicação. O desejável é que todo o esquema de pintura seja aplicado em conformidade com os tempos de secagem. mesmo reparados. a tinta aplicada não será capaz de permitir a impregnação de abrasivo ou pó. que se pintados na fábrica. elevadas umidades relativas do ar e chuvas. a depender das particularidades dos equipamentos que estão sendo pintados e do local onde serão utilizados. durante as operações de transporte. não tenha suficiente resistência química ao solvente da demão subseqüente e. o intervalo não deve exceder a seis horas. A segunda é a menor influência das condições atmosféricas. após uma interrupção muito prolongada. permita uma perfeita adesão química entre as demãos. A aplicação da primeira demão da tinta de fundo deve ocorrer sempre na mesma jornada de trabalho da execução do preparo da superfície. É o caso típico de grandes equipamentos de caldeiraria. Quando a superfície é muito grande e o jateamento efetuado naqueles intervalos de tempo não contempla toda a superfície. que prejudicaria o desempenho do esquema de pintura. a aplicação no campo pode tornarse mais vantajosa. requerendo então um lixamento mais vigoroso.net .5 PINTURA CAMPO NA FÁBRICA OU NO A aplicação do esquema de pintura na fábrica apresenta uma série de vantagens em relação à aplicação no campo. Nesta condição. nem sempre muito superficial. o reinício da execução do preparo da superfície só deve ocorrer quando a tinta tiver alcançado o tempo de secagem ao toque. MÉTODOS DE APLICAÇÃO 15. É o método mais indicado para aplicação da primeira de mão de tinta em cordões de solda.

porém. A cada novo início de espalhamento da tinta. Por maior que seja a habilidade do aplicador. as trinchas devem ser de imediato limpas com solvente adequado.net . Tipo de Pincel Medida de 75 a 125 mm (3 a 5 “) Medida de 25 a 50 mm (1 a 2”) Medida de 75 a 125 mm (1-1½ “) conforme especificado. Os rolos fabricados a partir de pêlo de carneiro são de melhor qualidade para aplicação da maioria das tintas utilizadas em pintura industrial. A perda de tinta durante a aplicação é mínima. Para superfícies muito rugosas o rolo deve ser passado em várias direções indo e voltando para fazer a tinta penetrar nas irregularidades.270-000 – Guaramirim . As pinceladas devem ser dadas com uma pequena inclinação na trincha. fibras sintéticas ou vegetais. onde a aplicação à pistola a elevadas perdas de tinta. conferindo-se a medida de filme úmido obtido 83 WEG Indústrias S. Ao final da aplicação. e a seguir secas e adequadamente armazenadas (apoiados pelo cabo e nunca pelas cerdas). Deve ser mergulhada na tinta depositada em uma bandeja ou recipiente.A. o fato de se conseguir espessuras mais uniformes do que aquele método tende a igualar suas perdas. Método de aplicação: O rolo não deve ser mergulhado todo na tinta. O rolo mais utilizado tem largura de 150 mm. devido à dificuldade de penetração ou à cavidade e às demais regiões de difícil acesso. sendo eventualmente utilizado o de 50 mm para superfícies de menor dimensão. como cantoneiras e tubulações de pequeno diâmetro. normalmente não alcançando a 5%. depositando-se a tinta em uma região ainda não coberta e depois a espalhando em passes cruzados.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Terminada a aplicação. que possui uma região que permite a retirada de excessos.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.2 ROLO É um método de aplicação que viabiliza a obtenção de elevadas espessuras por demão. para facilitar o deslizamento. porcas. o rolo deve ser imediatamente limpo com solvente. O método de aplicação a rolo é particularmente aplicável à pintura de grandes áreas planas ou com grande raio de curvatura. para que possa ser reaproveitado. Tipo de Trabalho Áreas grandes e planas Áreas pequenas e planas Parafusos. tende a dar origem a películas não-uniformes. A pressão do rolo sobre a superfície deve ser controlada para obter um filme de espessura uniforme. devido principalmente a respingos. de forma a remover qualquer depósito de tinta. Método de aplicação: Deve ser feita mergulhando de 2/3 até a metade do comprimento das cerdas na tinta (evitam-se desperdícios de tinta e perda da própria trincha). . cordões de solda. o rolo acumula muita tinta e no final do percurso já esta com pouca. particularmente em termos de espessura. O mesmo se aplica as tubulações de variados diâmetros. É um método de baixa produtividade. que pode gerar escorrimentos ou desperdícios. espalhando-se a tinta na superfície dada uma sobreposição de 50 mm. devido a isto é importante fazer o repasse em sentido contrário ao primeiro movimento uniformizando a camada. A inclinação deve ser ao contrário da volta. mediante passes sucessíveis.weg. As perdas de tinta durante a aplicação são em principio superiores à da trincha. frestas e arestas Comentários Maior rendimento da pintura Evita desperdício de tinta Fazer penetrar nas frestas e saliências 15. na presença de ventos. Exigem diluições ligeiramente superiores às exigidas pela trincha. sem apertar muito para evitar marcas das cerdas no filme. além de alcançar maior produtividade que a trincha.métodos de aplicação poderiam deixar falhas. O nivelamento e alisamento da camada se fazem com longas pinceladas sobre as iniciais. As trinchas normalmente utilizadas têm em torno de 125 mm de largura e suas cerdas são de pêlos de animais.

uma vez que o recipiente onde a tinta é depositada não fica acoplado à mesma. que deve ser seco. A caneca quando cheia pesa em torno de 1 Kg dependo da tinta. pela ação da pressão do ar injetado dentro do recipiente.270-000 – Guaramirim . ou pistola a ar. O pequeno recipiente do primeiro equipamento acarreta freqüentes interrupções da aplicação para enchimento do mesmo com tinta. observados quando a aplicação é feita em ambientes fechados. O método de aplicação por pistola convencional apresenta ainda como limitação o fato de levar à excessivas perdas de tinta durante a aplicação. regulador de pressão e válvulas de entrada de ar e saída da mistura ar e tinta. não só na pintura de campo como na de oficina. Outro é a seleção do bico da pistola. evitando paradas para reabastecimento. Pressão Tanque: A tinta é empurrada para a pistola devido a pressão gerada no tanque Pistola de caneco: usado em oficinas de repinturas ou na indústria para operação de peças pequenas. Este elenco de parâmetros definirá o leque do fluido constituído da mistura tinta e ar que sai do bico da pistola. A primeira é que. através de mangueiras. a) Nos mais simples. A pressão e a vazão do ar que é injetado no tanque de pressão também devem ser selecionadas em função das propriedades da tinta que se quer aplicar. b) No outro. procurando-se ajustar sua viscosidade a uma aplicação adequada.A. Alguns tanques trazem acoplado um agitador pneumático para homogeneizar a tinta constantemente. O tanque permite a colocação de um volume maior de tinta preparada. com a evaporação do solvente. o método tem duas desvantagens significativas. Como conseqüência dessa excessiva diluição. são significativos.weg.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. apresenta grande produtividade. Tanque de pressão: muito usado na indústria onde há necessidade de produtividade. a partir de instruções fornecidas pelo fabricante da mesma) e fonte supridora de ar. há uma sensível redução da espessura da película úmida para seca. A aplicação da tinta pelo método da pistola convencional requer que a mesma seja diluída mais que qualquer outro método. Tipos de Pistola Convencional Alimentação Comentários Sucção Caneca: a tinta é transferida por sucção para a pistola. chega até a pistola. consiste: manômetro. e os riscos de segurança. A vantagem do segundo equipamento é que a pistola fica mais leve. O primeiro é a correta diluição da tinta. tem como característica a obtenção de espessura de película quase que constante ao longo de toda a superfície pintada. Na aplicação da tinta pelo método da pistola convencional. cansando o pintor. a tinta depositada no recipiente é expulsa em direção ao bico da pistola pela ação da pressão do ar. para adequar sua viscosidade. A instalação para aplicação das tintas pelo método de pistola convencional.3 PISTOLA CONVENCIONAL Na pistola convencional. 84 WEG Indústrias S. É um método de aplicação de tinta muito utilizado em pintura industrial. como acontece com o primeiro equipamento. da ordem de 30 %. . que é feita em função das propriedades tixotrópicas da tinta.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. uma série de cuidados devem ser observados. a tinta é depositada em um grande recipiente e. pistola (com bico que é selecionado em função da tinta que se quer aplicar. mangueiras de ar e da mistura ar e tinta.net . devido ao excessivo acúmulo de solventes.15. o recipiente é acoplado diretamente a pistola (pistola de caneco). de forma que ela possa fluir do recipiente até a pistola pela ação da pressão do ar. Existem dois tipos de equipamentos tidos como pistola convencional.

Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. COMO MOVIMENTAR A PISTOLA PERANTE A PEÇA COMO DEVE SER FEITA A APLICAÇÃO COM A PISTOLA O PULSO ESTÁ MUITO RÍGIDO COMO SEGURAR A PISTOLA PERANTE O PAINEL COMO SEGURAR A PISTOLA COMO COBRIR UM PAINEL SOBREPONDO CAMADA Mantenha o pulso flexível Movimente a pistola perpendicular à peça COMO POSIONAR A PISTOLA EM RELAÇÃO A PEÇA PERTO DEMAIS TINTA MUITO CARREGADA TENDE A ESCORRER COMO COBRIR UM PAINÉL SOBREPONDO CAMADA LATERAL LONGE DEMAIS CASCA DE LARANJA ACABAMENTO ARENOSO FORMAÇÃO DE PÓ 85 WEG Indústrias S. A distância do bico da pistola à superfície deve oscilar entre 15 e 20 cm. A sobreposição deve ser da ordem de 50%.Método de aplicação: A pistola deve ser posicionada com o leque do fluído constituído de tinta e ar. incidindo perpendicularmente em relação à superfície a pintar e deslocada em movimentos de ida e volta paralela aquela superfície. pressão do ar. . O defeito do overspray é ainda muito comumente observado em aplicação de tintas pelo método de pistola convencional quando o pintor não tem a necessária qualificação e é influenciado pela diluição. seleção do bico. com a pistola muito distante. distância inadequada da pistola à superfície e movimentos irregulares. A aplicação com a pistola muito próxima da superfície causa o defeito de escorrimento da película e. A velocidade de passagem do leque de fluido em um sentido e outro também pode causar tais defeitos.270-000 – Guaramirim .weg. Neste movimento de ida e volta. o efeito de sobreposição ou overspray (depósitos sobre a superfície em forma de pó ou grânulos). deve haver uma sobreposição da passada subseqüente para que haja continuidade da película aplicada.A.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.net .

Adotam-se as mesmas técnicas de aplicação para a pistola convencional. dependendo do tipo de 15. para que em caso de acúmulo de água e óleo. filtros separadores de água e óleo e mangueiras com comprimento e diâmetro adequado.A. Pressões da ordem até 7. estes retornem facilmente ao reservatório. seleção do bico e movimentos de aplicação.000 a 4. Nestes casos.LINHA DE AR COMPRIMIDO O ar deve chegar limpo e seco à pistola. TUBULAÇÃO DE AR Deve ser de aço galvanizado com bitolas de ¾ a ½ polegada. que utiliza o ar para atomização da tinta. Na aplicação da tinta pelo método da pistola sem ar devem ser observados os mesmos cuidados já descritos para a aplicação da pistola convencional em termos de diluição. dadas às elevadas pressões envolvidas. O óleo de lubrificação deve ser verificado diariamente e efetuado o dreno da água acumulada no reservatório diariamente. acionada pneumaticamente.6 PINTURA ELETROSTÁTICA A pintura eletrostática é um método de aplicação de tintas muito utilizado na aplicação de pintura de fábrica e somente há poucos anos passou a ser usada na aplicação de esquemas de pintura no campo. 15. A alimentação da pistola é feita com bombas hidráulicas e a atomização das tintas é produzida pela passagem da tinta sob alta pressão através de um orifício de diâmetro muito pequeno.270-000 – Guaramirim . . Vem sendo largamente utilizada na pintura de tubos que são usados na construção de dutos enterrados ou submarinos. a aplicação da pintura dos tubos é 86 WEG Indústrias S. sem a necessidade de diluição e em espessuras elevadas. é de elevada produtividade e tem perdas de tinta na aplicação bastante reduzidas. COMPRESSOR DE AR A instalação dos compressores deve ser em local limpo para evitar que a poeira venha a entupir o filtro de entrada do ar. capacidade de geração de ar suficiente para manter boa pressão durante o processo de aplicação.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.500 Libras/pol2. Deve estar nivelado e em local de fácil acesso para facilitar a sua manutenção. quanto à distribuição das partículas de tinta permitindo um acabamento mais uniforme. Além de ser um método que permite a aplicação de películas de tintas com propriedades uniformes em termos de espessura e baixa incidência de falhas. equipamento usado.000 Libras/pol2.4 PISTOLA SEM AR (AIR LESS) Ao contrário da pistola convencional. A distância entre o bico da pistola airless e a superfície a ser pintada é de 25 a 50 cm. e possui capa com chifres e com orifícios para a saída do ar comprimido para auxiliar na pulverização. da ordem de 15%. e a energia com que a mesma chega ao bico da pistola provoca sua pulverização. tubulações de diâmetro suficiente.5 PISTOLA AIRLESS ASSISTIDA Método de aplicação misto entre o sistema airless e o convencional. Um sistema de geração de ar é composto de: Compressor. reguladores de pressão com manômetros em bom estado de funcionamento.net . dependendo do volume de ar necessário. em local seco para evitar o acúmulo de água no reservatório causado pela umidade presente no ar e ventilado para melhorar o resfriamento do cabeçote. utilizando a técnica de pressurização com pressões de 3.weg.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. A aplicação de tintas pelo método da pistola sem ar requer cuidados de segurança por parte do pintor. Isto permite que sejam aplicadas com este método tintas com elevadas quantidades de sólidos por volume (tintas sem solventes). em volume e pressão suficientes. Deve ser a mais direta possível para evitar perda de pressão e instalada com inclinação no sentido do compressor. a pintura sem ar utiliza uma bomba. 15. enquanto nas pistolas convencionais a pressão no tanque fica por volta de 20 a 60 Libras/pol2. Utilizado para melhorar as propriedades de aplicação e pulverização em tintas sem diluentes. para pressurizar à tinta.

porém. de modo que a tinta seja atraída pela peça (que. fácil operação. após sua retirada do “banho”. pois. é removido por posterior lavagem. conseqüentemente. não aderida. utilização mínima de operadores e equipamentos.4 a 0. toda a peça fica recoberta com uma camada uniforme e aderente de tinta. Utilizado na pintura de tanques e radiadores de transformadores.7 IMERSÃO Pode ser dividida em dois processos: Imersão simples em que se mergulha a peça a ser revestida em um “banho” de uma tinta contida em um recipiente. uma diferença de potencial. serem atraídas para a peça. Imersão eletroforética: neste processo. depressões ou ressaltos na peça. a peça fica completamente recoberta. Este processo oferece uma série de vantagens. uma formulação especial.µA) ou resistividade (faixa de 0. Pintura por flooding: Método de aplicação de tintas bi-componentes.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Usando esta propriedade a peça é ligada a retificadores e estabelece-se. baixa espessura de película (salvo em casos especiais) etc. Após a peça é introduzida em 87 WEG Indústrias S. principalmente nos pontos onde existam furos. que permitem a sua polarização. tais como: Economia. onde o excesso da tinta escorre para o centro da caçamba sendo recolhida e bombeada novamente para a peça. não havendo pontos falhos sem aplicação de tinta. As desvantagens são: espessura irregular. por minimização de perdas (apesar da evaporação que. O ajuste da viscosidade e escolha do produto é muito importante para se conseguir um bom alastramento e boa camada na peça.270-000 – Guaramirim . As tintas utilizadas na pintura eletrostática baseiam-se na seleção dos aditivos e solventes. quando a peça é retirada do banho. a tinta escorre pela superfície e. podendo ser tintas líquidas ou em pó. é mantido o mesmo princípio da imersão simples. só desperdiça solvente).feita na oficina.net . utilizando pequenos volumes por meio de um esguicho. com espessura na faixa 20-40 •m. obviamente tem de ser metálica). entretanto.M•) de acordo com o equipamento de aplicação. entre a peça e a tinta onde ela está mergulhada. 15.A. O aproveitamento da tinta neste método é maior devido as partículas que seriam perdidas durante a pulverização. este recipiente possui uma região para recuperação da tinta que se escoa da peça. Geralmente usa-se a quantidade mínima de 02 Galões de tintas catalisada e diluída no abastecimento da bomba. O excesso de tinta. . tendência a apresentar escorrimentos. prejudicando o aspecto estético. e as juntas são aplicadas eletrostaticamente no campo. A tinta é eletrizada na pistola durante a pulverização e projetada contra a peça que deve ser aterrada com carga de sinal contrário. Consiste em utilizar uma bomba pneumática para fazer circular a tinta e espalhar a mesma na peça situada sobre uma caçamba.weg. uso de pessoal não especializado e qualificado. Normalmente. responsáveis por fornecer maior ou menor polaridade.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Desta forma.8 megaohms . Estes produtos devem ser fornecidos dentro das faixas de condutividade (faixa de 10 a 30 micro amperes . Recomenda-se realizar medições da viscosidade durante o processo visando garantir uma boa aplicabilidade. As tintas usadas possuem. as partes de cima sempre terão menor espessura que as partes de baixo.

estufa para que a película venha a se formar por ativação térmica. Tanto para imersão simples quanto para a eletroforética, deve-se manter o banho em constante agitação, para manter os sólidos (principalmente pigmentos) em suspensão. Estas tintas possuem baixo teor de pigmentação, para que a suspensão seja facilitada. Este processo é usado para pequenas peças e até carrocerias de automóveis

§ § § § §

Especificação das tintas a serem utilizadas; Intervalos entre demãos a serem observadas; Espessuras por demão das películas de tinta; Método de aplicação a serem utilizados; Ensaios a serem realizados, durante e após a aplicação, com os respectivos critérios de aceitação ou rejeição.

ESTIMATIVA DE PERDA DE TINTA DURANTE A APLICAÇÃO Método de Aplicação Convencional “Air Less” Eletrostático Imersão Pincel ou Rolo Perda de Tinta 20 a 40% 10 a 20% 05 a 15% 05 a 08% 04 a 08%

Deve-se certificar se o esquema de pintura explicitado é adequado às particularidades do meio ambiente, das condições operacionais do equipamento que esta sendo pintado e das condições da aplicação (acesso, implicações do jateamento abrasivo etc.)

16.1.2 QUALIDADE UTILIZADAS

DAS

TINTAS

16. DEFEITOS DE PELÍCULA E SUAS CORREÇÕES Não é raro observarmos esquemas de pintura, que teoricamente seriam de grande desempenho, falharem rapidamente por aspectos associados à má qualidade da aplicação. O tradicional controle da qualidade com ênfase em inspeção do produto final, apesar de ser a abordagem mais freqüente, é totalmente contra-indicada em se tratando de aplicação de tintas.

16.1 ACÕES DE PREVENÇÃO DEFEITOS ANTES DA APLICAÇÃO

DE

Deve-se certificar se as tintas a serem utilizadas na aplicação do esquema de pintura estão em conformidade com o especificado. Isto pode ser feito de duas formas. Na primeira, enviar as tintas para o laboratório e através de ensaios, comparar as propriedades das tintas com o especificado. Esse processo é demorado e de elevado custo. A forma mais adequada e preventiva é efetuar uma qualificação preliminar do fornecedor da tinta. Esta qualificação deve contemplar aspectos de capacitação fabril, capacitação de pessoal e sistema da qualidade implantado pelo fabricante. Nestes casos, exige-se que a tinta venha acompanhada de um certificado de qualidade e eventualmente é enviada ao laboratório para comprovar o atendimento ao especificado.

16.1.1 EXPLICITAÇÃO DO ESQUEMA DE PINTURA O esquema de pintura deve ser explicitado por escrito contendo o seguinte conteúdo mínimo: § Preparo da superfície a ser alcançado, definindo grau de limpeza e rugosidade a ser alcançada;

16.1.3 TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO DO PESSOAL Trata-se talvez da ação preventiva mais importante na otimização do desempenho de esquemas de pintura. A aplicação de tintas, apesar de não ser uma atividade complexa, requer cuidados especiais que dependem não só da

88
WEG Indústrias S.A. - Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.270-000 – Guaramirim - SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.weg.net

habilidade do profissional como do conhecimento de uma série de técnicas aplicáveis. O treinamento e a capacitação do pessoal devem abranger principalmente os jatistas, os pintores, os supervisores ou encarregados de campo e os inspetores de controle de qualidade. O treinamento deve ser teórico e envolver também aspectos de motivação e conscientização para a importância da qualidade.

§ § § § § §

16.1.4 ELABORAÇÃO PROCEDIMENTOS DE APLICAÇÃO

DE

Definição das etapas da aplicação que serão inspecionadas; Definição do procedimento de inspeção de cada etapa; Definição da freqüência de inspeção de cada etapa; Definição da época de inspeção de cada etapa; Definição da amostragem e critérios de aceitação ou rejeição a serem observados; Definição dos pontos de parada obrigatória para inspeção (hold points).

A idéia da elaboração preliminar deste documento é fazer com que o pessoal responsável pela execução dos trabalhos de aplicação das tintas possa familiarizar–se com os requisitos do esquema de pintura, bem como explicitar detalhadamente como os atenderá. Isto faz com que o pessoal responsável pela execução planeje sua atuação, minimizando a possibilidade de ocorrerem surpresas durante a aplicação das tintas, que possam comprometer a qualidade do esquema de pintura. Um procedimento de aplicação de tintas deve conter o seguinte conteúdo mínimo: § Esquema de pintura a ser usado; § Normas do esquema de pintura a ser usado; § Condições de recebimento e armazenamento das tintas, abrasivos, etc.; § Preparo da superfície a ser executado; § Seqüência de aplicação do esquema de pintura, com intervalos de tempo entre demãos; § Processo de aplicação de cada tinta; § Tintas a serem usadas, incluindo fornecedores e respectivas referências comerciais; § Métodos de retoques no esquema de pintura. 16.1.5 ELABORAÇÃO DE PLANOS DE INSPEÇÃO O plano de inspeção deve contemplar o seguinte conteúdo mínimo:

16.1.6 CALIBRAÇÃO DOS APARELHOS E INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E TESTES Não há controle da qualidade que seja confiável se é feito com instrumentos não calibrados periodicamente. As condições de uso, características construtivas dos instrumentos e as condições climáticas são alguns fatores que podem provocar alterações nos instrumentos, que levam a erros de leitura. Assim, é desejável que os mesmos sejam periodicamente calibrados. Esta periodicidade variará em função dos três fatores anteriormente mencionados. O pessoal de controle de qualidade do aplicador das tintas deve elaborar e implementar um “plano de calibração dos aparelhos e instrumentos de medição e testes”, indicando para cada um: § Periodicamente da calibração; § Entidade calibradora, que deve ser credenciada pela Rede Brasileira de calibração (RBC), coordenada pelo INMTRO; § Procedimento de calibração; § Padrão de referência; § Exatidão do aparelho ou instrumento; 16.1.7 AÇÕES DE PREVENÇÃO DEFEITOS DURANTE A APLICAÇÃO DE

INSPEÇÃO VISUAL DA SUPERFÍCIE A SER PINTADA A inspeção é feita visualmente, objetivando identificar a presença de óleo ou graxa sobre a superfície, que devem ser removidos por solvente, além de identificar o

89
WEG Indústrias S.A. - Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.270-000 – Guaramirim - SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.weg.net

estado inicial de oxidação da superfície, que será necessário para avaliar o grau de sua limpeza através de comparação com os padrões das Normas ISO 8.501-1 e SIS 05 59 00. Essa inspeção permite ainda identificar eventuais defeitos superficiais, tais como incrustações de escória, respingos de soldas e massas, que normalmente necessitam ser removidos. AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS As condições atmosféricas influenciam todas as etapas do processo de aplicação do esquema de pintura, desde o preparo da superfície até a cura das tintas. Devem ser determinadas as umidades relativas do ar e a temperatura ambiente. A umidade relativa do ar interfere na limpeza da superfície e na cura das tintas. A superfície, após a limpeza, fica sensível a umidade do ar. Após um jateamento ao metal branco, qualquer contato com o ar úmido provoca oxidação da superfície. Por isto, é desejável que durante o jateamento seja feito um controle da umidade relativa do ar, procurando somente executála quando for inferior a 80%. O controle da umidade relativa do ar é feito normalmente com o higrômetro. As tintas epóxi endurecidas com aminas são sensíveis à umidade relativa do ar, dando origem a películas com propriedades diferentes das desejadas. Constituem uma exceção a esta regra as tintas de etil silicato de zinco, que curam tanto melhor quanto maior for à umidade relativa do ar. Recomenda-se seguir a orientação abaixo, durante todo o período de preparo da superfície e aplicação das tintas: § Umidade relativa do ar que deve ser inferior a 85%; § Temperatura ambiente que não deve ser inferior a 5°C; § Temperatura da superfície (medida através de termômetro de contato), que não deve ser inferior a um valor correspondente a 3°C acima do ponto de orvalho (ou 2°C, a que for maior) e nem superior a 45°C (ou

40°C para as tintas inorgânicas de zinco). INSPEÇÃO ABRASIVO DE RECEBIMENTO DO

A inspeção deve ser feita para cada lote de abrasivo recebido. Avaliando-se o certificado de análise e / ou através da determinação da granulometria. A determinação da granulometria deve ser feita através de ensaio passa-não-passa, em peneiras com aberturas preestabelecidas de acordo com cada abrasivo. Nota: Norma SAE J444,

INSPEÇÃO TINTAS

DE

RECEBIMENTOS

DAS

Deve-se exigir do fabricante um certificado de qualidade de cada lote fornecido, cabendo ao usuário confrontar os valores constantes do certificado com os critérios de aceitação previstos na norma ou na especificação da tinta comprada. A inspeção de recebimento das tintas não deve limitar-se à verificação da sua qualidade. Por exemplo, com relação à embalagem, uma série de verificações deve ser feita: § Se existe deficiência de enchimento; § Se o fechamento está correto; § Se existem problemas de vazamento, amassamento, cortes, falta ou insegurança da alça e marcação deficiente; § Se está dentro da data de validade de utilização; § Se há presença de pigmento sedimentado; § Se há presença de Pele. Qualquer não-conformidade dentre as verificações citadas deve ser motivo de abertura de registro de reclamação junto ao fabricante da tinta. AVALIAÇÃO DO GRAU DE LIMPEZA DA SUPERFÍCIE Um preparo de superfície deficiente leva o esquema de pintura a problemas de adesão e desempenho. Assim, o pessoal do controle da qualidade deve inspecionar 100%

90
WEG Indústrias S.A. - Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.270-000 – Guaramirim - SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.weg.net

re-execução de trabalhos e lucros cessantes. vestígios de óleo. Tais falhas têm origem em 91 WEG Indústrias S. normalmente ocasionados por seleção inadequada do método de aplicação (bico da pistola. toda a superfície pintada deve ser inspecionada visualmente ou com auxilio de algum instrumento ótico. são muito freqüentes em tintas acrílicas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. § Fiapos. normalmente observados em tintas inorgânicas de zinco aplicadas em grandes espessuras. normalmente ocasionadas por má qualidade da tinta ou adição inadequada de solvente. AÇÕES DE DETECÇÃO DE DEFEITOS Quanto mais cedo qualquer defeito for detectado.net . § Escorrimento. atuando isoladamente ou em conjunto: § Má qualidade da tinta. normalmente observadas em tintas de alumínio MEDIÇÃO DO PERFIL DE RUGOSIDADE Um inadequado perfil de rugosidade pode levar a falhas do esquema de pintura por falta de adesão. normalmente ocasionados pela execução de jateamento sem que uma tinta anteriormente aplicada tenha alcançado a secagem ao toque. inabilidade do aplicador ou inadequação das condições climáticas. são muito freqüentes em algumas tintas epóxi de acabamento ou acrílicas. A inspeção deve ser visual ou eventualmente com o auxilio de lupa. deve verificar se a mesma não tem poeira depositada. uma das seguintes causas. normalmente ocasionados por má qualidade da tinta ou adição inadequada de solvente. antes de efetuar a medição do perfil de rugosidade. § Método de aplicação inadequadamente selecionado ou utilizado. normalmente ocasionados por diluição excessiva ou deficiência de capitação do aplicador. AVALIAÇÃO DO MÉTODO DE APLICAÇÃO DAS TINTAS À semelhança da mistura e da diluição.da superfície limpa. temperatura ou umidade relativa do ar. § Gretamento ou fendilhamento. ao pessoal do controle da qualidade compete acompanhá-las para certificar-se de que estão sendo conduzidas em conformidade com as recomendações dos fabricantes. § Enrugamento.A. particularmente ventos. para identificar eventual aparecimento das seguintes falhas: § Poros. § Interferência das condições climáticas. AVALIAÇÃO DE EVENTUAIS DAS PELÍCULAS DE TINTA FALHAS Como conseqüência de deficiências de aplicação. § Bolhas ou empolamento. Após a aplicação de cada demão de tinta. ACOMPANHAMENTO DA DILUIÇÃO DAS TINTAS MISTURA E Apesar das atividades de mistura e diluição das tintas serem tipicamente de responsabilidade do pessoal de execução. a seleção do método de aplicação é uma atividade típica do pessoal de execução. menores serão as suas repercussões em termos de gastos com materiais e mão-de-obra. porém compete ao pessoal do controle da qualidade efetuar o acompanhamento. normalmente ocasionados por má qualidade da tinta. Verificar o grau de limpeza. § Má capacitação dos aplicadores. são muito freqüentes em algumas tintas epóxi de acabamento ou acrílicas. por exemplo). adição inadequada de solvente ou temperatura de superfície elevada. . como ventos. as películas de tinta ficam sujeitas a falhas que podem comprometer seu desempenho.weg. § Impregnação de abrasivos. § Crateras.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. A luminosidade do ambiente deve ser a mais adequada possível.270-000 – Guaramirim .

Sangramento.A.§ fenólico aplicadas em superfícies com temperatura excessiva. a Norma da PETROBRAS N-13 aceita empolamento até o tamanho 8. quando a espessura é muito superior. devido à operação de jateamento nas proximidades de uma tinta recém aplicada e que não tenha atingido ao tempo de secagem ao toque ou livre de pegajosidade. além. pois visa controlar as condições de aplicação.weg. normalmente ocasionado quando da aplicação de demão subseqüente com incompatibilidade química. 3) Impregnação de abrasivos: este defeito ocorre pela impregnação de abrasivos. o recurso de impregnar com abrasivo uma tinta ainda úmida pode ser usado em superfícies planas de convés e passadiços. que estabelece um método para qualificação do empolamento em função do tamanho e da distribuição das bolhas. Por exemplo. determina se o defeito é aceitável ou não. em relação à demão anterior ou nãoobservância do intervalo mínimo entre demãos ou tempo de secagem para repintura. Este valor máximo. superfície muito fria. Variações excessivas constituem-se em custos adicionais. quando a espessura é muito inferior à especificada. Com base naquela norma. naturalmente.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 16. . deve ser de 20 ou 10%. por defeitos de formulação (viscosidade e consistências baixas da tinta). e deficiência na proteção. Constitui exceção à Norma ASTM-D-714. podendo ser ocasionado por um acumulo excessivo de tinta na superfície. entre eles a aplicação.2 TIPOS DE DEFEITOS DA PELÍCULA Os defeitos de película são basicamente de dois tipos: os relacionados à aplicação e aspectos estéticos e os defeitos de ordem geral. Entretanto. As tintas inorgânicas de zinco podem apresentar problemas de fendilhamento quando aplicadas em espessura 10% superior à prevista.net . Os principais defeitos de película são: 1) Espessura excessivamente desuniforme: a espessura de película seca deve situar-se numa faixa de 10% a menos até o máximo 30% mais que a espessura nominal especificada. com o objetivo de se obter um piso antiderrapante. Deve ser feita para cada demão de tinta aplicada. A experiência do inspetor é que. A medição da espessura da película úmida é normalmente feita pelo próprio pessoal de execução. evitando descontinuidades ou consumo exagerado de tinta. ou ainda aproximação Não existem critérios precisos para aceitação ou rejeição das falhas anteriormente citadas. dependendo do tipo de tinta. de desperdício da tinta pelo não-aproveitamento total do conteúdo do recipiente ou por endurecimento de tintas bi-componentes misturas e não aplicadas em tempo hábil recomendado pelos fabricantes. como são partículas grosseiras. na maior parte das vezes. Neste caso. A impregnação pode ocorrer também devido à poeira ou outros materiais em suspensão que venham se depositar sobre a tinta. dentre outras. inabilidade do aplicador. comprometem o aspecto estético e podem prejudicar a proteção anticorrosiva. 4) Escorrimento: neste defeito a tinta apresenta-se escorrida. MEDIÇÃO DAS ESPESSURAS PELÍCULAS DE TINTA DAS Esta é a mais tradicional das ações de controle da qualidade durante a aplicação de um esquema de pintura.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. As causas de consumo elevado podem ser: rugosidade excessiva. 92 WEG Indústrias S. até porque algumas são inevitáveis.270-000 – Guaramirim . condições d vento excessivo para aplicação a pistola. que dependem de muitos fatores. 2) Consumo elevado: consiste em rendimento real ou prático muito aquém do esperado. as partículas de abrasivo são incorporadas à tinta e. a qualidade da tinta e até mesmo a seleção inadequada do esquema de pintura. pequena densidade para tintas a base de esmalte epóxi e acrílica. A medição da espessura é feita inicialmente com a película úmida durante a aplicação e finalmente com a película seca. é praticamente impossível a aplicação de tintas sem a ocorrência de qualquer poro. equipamento de aplicação inadequado para o tipo de estrutura.

270-000 – Guaramirim .3 IDENTIFICAÇÃO. 16. As causas deste defeito são diversas. e há. pequenos defeitos de nivelamento em chaparias planas. consiste na quebra da película devido à perda de flexibilidade. ou falta de plastificante na tinta. CORREÇÃO DE DEFEITO ORIGENS E O primeiro passo na solução de qualquer problema com relação a tintas é identificá-lo corretamente e. em alguns casos. em seguida. Com esta degradação tem-se liberação dos pigmentos e a conseqüente perda de brilho e. no caso de aplicação com este equipamento. aquelas que possuem uma fraca resistência.excessiva da pistola. muito usadas como defeito decorativo. como. origina as chamadas tintas marteladas. as poliuretanas alifáticas.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. como a epóxi e as alquídicas. 5) Casca de Laranja: é um defeito em que a película de pintura apresenta-se rugosa. Ao se perceber que a falha persiste após a aplicação da solução indicada. por ilusão de ótica. Algumas tintas que formam películas duras têm mais tendência a fraturas quando aplicadas em maiores espessuras. A possibilidade de haver mais de uma causa contribuindo para um único defeito não deve ser descartada. É um defeito característico de formulações mal balanceadas. até da cor. A resistência a raios ultravioleta é uma característica fundamental das resinas. por exemplo. A casca de laranja. observando-se os seguintes pontos: • • • • Se a identificação do defeito foi correta Se todas as causas prováveis foram consideradas O uso dos materiais corretos (lotes de tinta e tipos) Qual o substrato empregado 93 WEG Indústrias S. em especial os orgânicos.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. . 6) Empolamento: consiste na formação de nódulos sob a película pelo aprisionamento de um fluido. Este defeito pode manifestar-se ou ser agravado também pela degradação de pigmentos.A. 8) Fendilhamento ou gretamento: este defeito. É gerado normalmente na aplicação a pistola. devido a solvente muito volátil. pois os efeitos são mais facilmente eliminados dessa maneira. quando aumentada por aditivos apropriados à base de silicone. ainda. semelhante de uma casca de laranja. 7) Empoamento ou calcinação: este defeito é também denominado de engizamento e consiste na degradação da resina pela ação de raios ultravioleta do sol. As propostas corretivas para os defeitos apresentados podem não ser específicas de um determinado defeito. Este defeito pode ser previsto propositalmente em pequena escala para disfarçar. e aquelas de resistência razoável. É um defeito característico de certas resinas. atomização inadequada (pouca pressão na pistola) ou aproximação excessiva da pistola em relação à superfície a pintar. A combinação de várias soluções (duas ou mais alternativas) normalmente é mais eficaz. determinar sua causa. deve-se retornar à fase de identificação (diagnóstico). porem as mais importantes são as condições ambientais inadequadas para aplicação (umidade relativa do ar superior a 85% e temperatura de chapa inferior a 10°C). devido a particularidade da manufatura ou restrições relacionadas ao desempenho do produto.weg. como as acrílicas e estirenoacrilato. Em exemplo clássico é o silicato inorgânico de zinco. Há aquelas que são altamente resistentes aos raios ultravioletas.net . também denominado em outras publicações de fraturamento e craqueamento. retenção de solvente ou processos corrosivos acelerados.

3) Uso de retardador 4) Deixar esfriar o substrato 5) Usar tinta aditivada com tensoativos / antiespumantes para aplicação a rolo 6) Usar Diluente / Thinner correto 7) Aplicar na espessura recomendada 8) Respeitar os intervalos recomendados entre demãos 9) Aumentar o tempo de Flash Off para forneio (Cura em estufa) 1) Após secar. 1) Encapsulamento de ar na tinta devido processo de mistura e preparação 2) Processo de aplicação que envolve bombeamento 3) Secagem superficial rápida do filme 4) Uso de solvente de evaporação rápida 5) Superfície mal preparada ou oleosa. 7) Aplicar espessuras conforme recomendação e usar solvente mais pesado. 5) Tratamento de superfície próximo orla marítima (Maresia) 6) Eliminar a umidade no substrato. 1) Pode ser motivado por películas muito espessas ou por solventes extremamente voláteis 2) Secagem superficial muito rápida 3) Formulação da tinta (uso solventes muito voláteis) 4) Não atendimento dos Ondulação da película. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Usar solvente menos volátil.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. sentido de aplicação 2) Solvente de evaporação rápida. . lixar as partes afetadas. lixar as partes afetadas. 8) Eliminar a umidade do ambiente 9) Rever especificação da tinta 1) Utilizar produtos adequados.net . Marcas de Trincha Falta de nivelamento. lixar as partes afetadas.weg. podendo ou não apresentar um pequeno orifício central ORIGENS 1) Evaporação muito rápida do solvente 2) Aplicação sobre superfícies quentes 3) Tinta formulada inadequadamente para aplicação a rolo 4) Uso de Diluente/Thinner inadequado 5) Espessura muito alta 6) Não atendimento dos intervalos entre demãos 7) Necessidade de Flash Off 8) Temperatura ambiente CORREÇÕES 1) Após secar. 7) Solvente retido no substrato devido à secagem rápida da tinta. 5) Diluir corretamente Enrugamento (ver foto 2) Presença de microrugas na superfície ou encolhimento da película de tinta aplicada em parte ou em toda a superfície.DEFEITO Fervura (ver foto 1) IDENTIFICAÇÃO Presença de várias bolhas pequenas que aparecem em parte de superfície ou em toda a superfície pintada.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.A. 8) Uso de tinta muito porosa (inadequada ao ambiente) Empolamento ou Bolhas (ver foto 3) 1) Após secar. líquidos ou gases. 3) Inabilidade do pintor ou pincel de cerdas muito duras. 2) Usar solventes de evaporação mais lenta (retardador) 3) Treinamento de Pintor 4) Utilização de pincel mais macio. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Se necessário remover tudo 3) Uso de menor proporção de solventes de evaporação rápida na formulação 4) Melhorar a limpeza superficial. 6) Excesso de umidade no substrato ou ambiente. parecida com um tecido amassado. 1) Tinta com desbalanceamento pintura estriada no tixotrópico. intervalos entre demãos ocasionada por uma secagem irregular Formação de bolhas ou vesículas contendo sólidos.270-000 – Guaramirim . preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Se necessário remover tudo 3) Aplicar espessura correta 4) Usar solvente menos volátil. 94 WEG Indústrias S.

7) Não observância dos intervalos entre demãos 8) Sedimentação na embalagem 1) Treinamento do Pintor 2) Acertar a viscosidade conforme orientação do fabricante. 4) Não usar qualquer tipo de thinner Descoramento (branqueamento) (ver foto 7) Perda de cor degradação pigmentos ou fotodegradação resina. 2) Esperar secar e polir com Massa de Polir 3) Em casos mais graves. 7) Aplicar espessuras conforme recomendação 8) Seguir recomendação de intervalo entre demão 9) Caso a tinta for Etil Silicato de Zinco – Derrubar tudo jateando. 4) Uso de diluentes inadequados 5) Desbalanceamento de solventes.weg. Escorrimento ou Coladuras (ver foto 4) Em superfícies verticais as tintas tendem. 2) Uso excessivo de solvente nas camadas subseqüentes.1) Intervalos entre demãos se com minúsculas menores que o estipulado. trincas. por dos por da em 1) Pigmentos ou resinas inadequados para a finalidade. 6) Diluição inadequada 7) Não observância dos intervalos entre demãos CORREÇÕES 1) Treinamento do Pintor 2) Respeitar intervalos entre demãos 3) Respeitar intervalos entre demãos 4) Seguir orientação de diluição 5) A tinta aplicada deve ser de dureza adequada ao fundo. 3) Ganho ou perda de água (quando a superfície é de madeira). por ação da gravidade. 2) Ocorre com mais freqüência em dias frios. 1) Empregar tintas de formulação adequada para resistir às condições ambientais específicas.DEFEITO Gretamento ou Craqueamento (ver foto 5) IDENTIFICAÇÃO A superfície apresentase com aspecto de textura igual ao couro de jacaré (alligatoring) ORIGENS 1) Inabilidade do Pintor 2) Aplicação de tintas Etil Silicato de Zinco (Alta Camada) 3) Aplicação de tinta de alta dureza sobre fundo de menor dureza.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 6) Falta de tixotropia. enquanto a película continua pastosa por retenção do solvente. .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 1) Inabilidade do Pintor 2) Viscosidade muito baixa da tinta. 5) Utilizar produtos de boa qualidade técnica. lixar com lixa de grana fina. 1) Obedecer ao tempo recomendado pelo fabricante para repintura. aguardar secagem completa. 3) Aplicar espessuras recomendadas de filme úmido 4) Usar solventes mais voláteis. 5) Camada muito espessa. úmidos e chuva. 6) respeitar intervalos recomendados entre demãos 7) Misturar bem as tintas Trincamento A superfície apresenta. 4) Secagem superficial rápida. 2) Usar Diluente recomendado pelo fabricante 3) Selar o substrato da madeira convenientemente.A. adicionar de 5 a 10% em volume de Retardador. 3) Camada muito espessa. Geralmente ocorre Tintas Epóxi.net . 95 WEG Indústrias S. 6) Usar solvente adequado.270-000 – Guaramirim . em forma de onda ou gotas até a parte inferior. a se deslocar enquanto líquidas.

270-000 – Guaramirim . 4) Reação da tinta com o substrato em compostos solúveis em água. 7) Nunca usar tintas convencionais sobre superfícies aquecidas acima de 50ºC. 1) Superfície mal preparada.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. pressionando o filme de tinta.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. que se desprende. 4) Medir a temperatura do substrato 5) Rever possíveis pontos de contaminação durante o manuseio da peça 6) Ajustar a viscosidade de maneira a garantir a tensão superficial baixa pra uma completa umectação da superfície. parcial ou totalmente.DEFEITO Aspereza IDENTIFICAÇÃO Após a secagem da tinta a superfície se apresenta áspera ao toque. 3) Pintura sobre superfície aquecida. 2) Nas tintas brancas e pastéis uso de pigmento (dióxido de titânio) inadequado. especialmente pelo afloramento da cor da tinta de fundo.A. 5) Contaminação da superfície a ser pintada após a limpeza 6) Rugosidade inadequada (pouca rugosidade) 7) Incompatibilidade entre linhas 8) Inobservância dos intervalos para repintura. 2) Homogeneizar a tinta completamente e filtrar se necessário. 1) Remover totalmente a pintura e repintar com a cor desejada. 2) A ação de solventes fortes da tinta de acabamento provoca a dissolução da tinta de fundo.net . especialmente em tintas polimerizáveis 9) Contaminação da superfície entre demãos. . contaminada com gorduras ou partículas sólidas soltas. Sangramento (ver foto 11) Consiste no manchamento de uma película. Consiste na perda de aderência entre a película e o substrato ou das diversas demãos entre si. 1) O solvente do novo acabamento dissolve a tinta antiga. 1) Escolher tintas de formulação adequada para resistir as radiações ultravioleta e as intempéries. Migração parcial dos com o conseqüente pigmentos. manchamento do acabamento. Calcinação (ver foto 9) Envelhecimento superficial das pinturas resultando no seu engizamento (chalking) 1) Degradação da resina das tintas sob o efeito dos raios solares (Tintas Epóxi). ORIGENS 1) Poeira do ambiente depositada sobre a pintura enquanto ainda não curada. CORREÇÕES 1) Evitar pinturas em ambientes com presença de poeira. com partículas sólidas salientes e aderidas ao filme. geralmente vermelhos e 3) Aplicação de tintas sobre marrons da pintura tintas a base de alcatrão antiga para a película do novo acabamento. 2) Consultar o fabricante quanto a recomendação de produtos Descascamento (falta de aderência) (ver foto 8) 1) Melhorar a limpeza superficial 2) Controlar o perfil de rugosidade 3) Eliminar partículas sólidas soltas. Descascamento do filme de tinta do substrato. 96 WEG Indústrias S.weg. 2) Presença de sedimentação na tinta 3) A tinta não foi devidamente homogeneizada antes da aplicação. 2) Umidade no substrato sob efeito do calor ambiental passa ao estado de vapor.

cores diferentes 2) Utilização de produtos com viscosidades incorretas. lixar e repintar 3) Usar apenas o diluente recomendado pelo fabricante Oxidação Prematura Manchas de oxidação 1) Insuficiência de espessura vindas do substrato seca final.net .A. 2) Peça jateada sem controle do perfil de jato. Manchamento das cores metálicas Concentração de alumínio em pequenas áreas. 4) Número inadequado de demãos. 4) Aplicação de espessura de filme irregular 1) Adequar e controlar camadas secas. 5) Velocidade de aplicação e distância entre o revólver e a superfície incorreta. 1) Se necessário remover totalmente o filme aplicado 2) Corrigir a tonalidade com as cores mixing. 2) Umidade no substrato. 7) Intervalo insuficiente entre demãos.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 2) Temperatura ambiente entre 0ºC e 40ºC e oxigênio favorecem o desenvolvimento de fungos. 4) Regulagem inadequada do revólver de pulverização.DEFEITO Desenvolvimento de fungos ou bolor IDENTIFICAÇÃO Formação de colônias de fungos que se desenvolvem escurecendo a superfície. ORIGENS 1) Umidade elevada associada à presença de materiais orgânicos em decomposição ou parasitas de plantas. 8) Inabilidade do Pintor 1) Inabilidade do Pintor 2) Pressão muito baixa ou distância insuficiente do revólver em relação à superfície. 3) Uso de Thinners ou solventes de evaporação lenta. CORREÇÕES 1) Lavar a superfície com solução de hipoclorito de sódio ou formol. 4) Aplicar esquemas de pintura que tornem as superfícies niveladas. 3) Aplicar a tinta em espessuras uniformes 4) Controlar o perfil de jato 97 WEG Indústrias S. . ocorrendo o manchamento da pintura. micro relevos) 1) Ambiente muito quente durante a pintura 2) Alta viscosidade da tinta grossa 3) Uso de thinners ou solventes não recomendados. 2) Usar tintas que contenham agentes fungicidas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. livres de micro cavidades e imperfeições onde os fungos se alojam. 1) Treinamento do Pintor 2) Após secagem completa. 3) É importantehomogeneizar bem o produto antes da sua aplicação 4) Conferir as espessuras do filme aplicado Diferença de tonalidade (ver foto 10) Manchas na superfície 1) Uso de thinners/solventes com impressão de serem inadequados. 5) Homogeneização inadequada antes da aplicação Irregularidades da Superfície pintada lembrando o aspecto de casca de laranja (filme não uniforme. 6 Aceleração da secagem com jato de ar. 3) Diminuir a umidade aquecendo o ambiente e aumentando a ventilação. 3) Uso incorreto do revólver de pulverização. Casca de laranja (ver foto 12) 1) Se necessário remover totalmente o filme aplicado 2) Treinamento do Pintor 3) Consultar fabricante quanto ao Diluente adequado 4) Ajustar corretamente a viscosidade de aplicação da tinta 5) Obedecer aos intervalos entre demãos. 3) Contaminação.weg.270-000 – Guaramirim .

retardando a secagem. .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. lixar as partes afetadas. A água condensada no filme provoca a precipitação das resinas e pigmentos. 2) Utilizar fundo selado alcalino resistente e repintar com tinta adequada. Pode apresentar-se de forma perfurante e apenas superficial. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Controlar a umidade e temperatura dos ambientes de pintura 3) Usar diluentes de evaporação mais lenta Impurezas no filme (Pontos) São defeitos semelhantes minúsculos grânulos que ocorrem aleatoriamente na superfície 1) Impurezas impregnadas na superfície 2) Presença de partículas gelificadas de resinas na tinta 3) Presença de impurezas no ambiente 4) Impregnação de abrasivo 1) Avaliar como está a estabilidade do produto 2) Observar a limpeza do substrato 3) Passar ar comprimido nas peças antes da pintura 98 WEG Indústrias S. 1) Observar o tratamento de superfície quanto a presença de óleo 2) Instalar purgadores de ar próximo as pistolas de pintura 3) Efetuar a purga do compressor com certa freqüência 4) Eliminar anti-respingos e desmoldantes a base de silicone dos locais de realização de solda 5) Homogeneizar bem a tinta antes da preparação.net .A.270-000 – Guaramirim . 1) Ocorre durante a aplicação da tinta em condições de alta umidade 2) Uso de diluentes / thinners inadequados 3) Presença de muita umidade no ambiente de pintura 4) Demão muito carregada. gerando o aspecto leitoso e falta de brilho. Também conhecida com olho de peixe. 3) Se necessário. Sais inorgânicos de Superfície de alvenaria contendo coloração esbranquiçada alto teor de umidade. a evaporação dos solventes provoca o resfriamento do filme até temperaturas abaixo do ponto de orvalho. graxas ou gorduras 2) Ambiente de pintura contaminado por silicones 3) Uso de anti-respingos e desmoldantes a base de silicone em áreas próximas a pintura 4) Ar comprimido contaminado 5) Umidade sobre a peça e no ar 6) Falta de instalação de purgadores e filtros de ar 7) Pouca homogeneização da tinta Névoa Branqueamento (Brushing) É o esbranquiçamento da superfície pintada com Tinta Nitrocelulose Durante a aplicação. da superfície e podem. 1) Superfície contaminada por óleos. 1) Após secar. sem estar que migram do interior suficientemente curada. inclusive. neutralizar previamente a superfície com solução de ácido muriático.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.weg.DEFEITO Eflorescência IDENTIFICAÇÃO ORIGENS CORREÇÕES 1) Raspar o substrato e aguardar cura completa do mesmo. romper a película de tinta. Crateras Formação de uma pequena depressão arredondada sobre a superfície pintada.

3) Uso de tintas eletrostáticas 4) Geometria da peça que gera as diferenças de espessuras Secagem Lenta Filme pegajoso ao 1) Produto vencido efetuar o manuseio ou 2) Excesso de espessura toque superficial com os 3) Excesso de umidade no dedos ambiente de pintura e secagem 4) Diluição incorreta 5) Inabilidade do Pintor 6) Catalisação errada Empoeiramento (Over Spray) Formação de muita nuvem de tinta durante a aplicação.270-000 – Guaramirim . .net . trazendo como conseqüência após a secagem o aparecimento do aspecto áspero ao passar a mão sobre a peça 1) Inabilidade do Pintor 2) Ambiente de pintura muito quente 3) Pressão de aplicação muito alta 4) Uso de Thinner inadequado 1) Treinar os Pintores 2) Controlar a temperatura ambiente 3) Regular a pressão de aplicação geralmente de 40 a 60 Lb / pol2 4) Diluir conforme recomendação do fabricante 5) Usar Thinner ou diluente de secagem mais lenta 6) Controlar a temperatura do substrato 99 WEG Indústrias S. homogeneizar com mais freqüência. lixar as partes afetadas. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Treinar os Pintores 3) Quando possível adotar o uso de pente úmido 1) Treinar os Pintores 2) Seguir a recomendação de diluição das tintas 3) Controlar a temperatura e umidade relativa do ar no ambiente de pintura e secagem 4) Cuidar com a aplicação quanto a camada. solicitando a correção 2) Implantar sistema de utilização sempre do lote mais antigo 3) Diluir de acordo com orientações do fabricante 4) Utilizar produtos revalidados primeiro 5) Implantar melhorias nas áreas de armazenamento 6) Após diluir se ocorrer sedimentação.A. 5) Verificar a catalisação se está correta Diferenças de Espessuras Diferença nas espessuras de tintas aplicadas geralmente geradas em função da geometria da peça 1) Inabilidade do Pintor 2) Falta de controle de filme úmido.weg. quando aplicável.DEFEITO Marcas de lixa IDENTIFICAÇÃO Aspecto de riscos no filme de tinta sobre o substrato retratando parcial ou totalmente a peça ORIGENS 1) Uso de lixa de grana muito grossa para o preparo da superfície 2) Uso de ferramentas manuais e mecânicas inadequadamente CORREÇÕES 1) Corrigir com massa rápida ou poliéster o local 2) Lixar com lixa de grana mais fina 3) Treinamento dos operadores Sedimentação Decantação de substâncias sólidas ou pastosas no fundo das embalagens de difícil homogeneização 1) Problema de formulação 2) Produto muito tempo armazenado 3) Tinta diluída e guardada por longo período 4) Excesso de diluição 5) É produto que foi solicitado a sua revalidação ? 6) Ambiente de armazenamento inadequado 7) Sedimentação apenas após diluir a tinta ? 1) Emitir registro de reclamação para o fabricante.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 1) Após secar.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.

podendo gerar marcas semelhantes a pontos. 100 WEG Indústrias S. sujeiras por lavagem 2) A formulação não é adequada com sabão neutro. a tinta para ser lavada.DEFEITO Baixa Cobertura IDENTIFICAÇÃO Característica de filme aplicado onde aparece o fundo da chapa ou a cor da tinta de fundo (Primer) após a aplicação da tinta ORIGENS 1) Falta de homogeneização da tinta 2) Preparação inadequada. Manchas (Úmidas ou químicas) (ver foto 6) 1) Após a secagem.net .270-000 – Guaramirim . para que seja avaliada a possibilidade de melhoria da tinta para os próximos lotes a serem fornecidos 1) Deixar a tinta atingir a cura total antes de lavar. lixar as partes afetadas. 5) Eliminar a causa da umidade no substrato e ambiente. se desmancha ou deixa sinais da operação.A.weg. anéis.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 3) Efeitos de sais do substrato sobre o veículo da tinta ou sobre os pigmentos/cargas. 2) Usar tintas de formulação adequada. manchas ou mesmo diminuição do brilho. 4) Produto inadequado 5) Presença de umidade no substrato e ambiente. com excesso de diluição 3) Produto inadequado 4) Falta de procedimento na linha de pintura CORREÇÕES 1) Implantar procedimento na pintura com orientações de uso. Mudança no aspecto da superfície como resultado do contato com a água diretamente sobre o filme ou o substrato. preparar a superfície e repintar conforme especificado 2) Observar período após aplicação antes de colocar em contato com produtos químicos ou umidade 3) Rever produto junto ao fabricante 4) Lavar a superfície. .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Baixa resistência à lavabilidade Ao tentar remover 1) A tinta não está curada. 1) Contato com umidade ou outro produtos antes do seu período de cura total 2) Fixação de sujeiras em áreas de maior porosidade ou de fusão térmica. manuseio e preparação das tintas 2) Controlar a diluição via medição da viscosidade 3) Comunicar a Fábrica.

270-000 – Guaramirim . .Enrugamento 3 .Manchas 101 WEG Indústrias S.Empolamento 4 .Escorrimento 5 .1 .A.Craqueamento 6 .net .Fervura 2 .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.weg.

.Branqueamento 8 .Casca de Laranja 102 WEG Indústrias S.weg.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.Calcinação 10 .Sangramento 12 .270-000 – Guaramirim .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.7 .Falta de Aderência 9 .net .A.Diferença de Tonalidade 11 .

Baseia-se em que todos os Acidentes Podem e Devem ser Prevenidos. poucas eram as empresas que conheciam e praticavam a Prevenção de Acidentes. a atividade está centralizada na Participação. Qualquer Profissional jamais será Qualificado.2 FILOSOFIA DA SEGURANÇA Os Acidentes não acontecem por acaso. Logo. Médicos do Trabalho.net . Posteriormente classificados como Supervisores de Segurança e atualmente chamados de Técnicos de Segurança do Trabalho. SEGURANÇA Até meados de 1972. Surgiram os Engenheiros de Segurança. 17. seja por auto-imposição.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. contemplando a elaboração de Normas e Regulamentos que viessem a anular os crescentes Riscos impostos pelo avanço tecnológico. 17. toda a sistemática de Prevenção de acidentes esta fundamentada na atuação destes dois órgãos: os serviços especializados em Segurança e Medicina do Trabalho e as CIPAs. quando são pressionadas para acabar logo sua atividades. Auxiliares de Enfermagem do Trabalho e os Inspetores de Segurança do Trabalho. já que ela esta inserida no contexto das atividades de Risco Elevado. quando estão com pressa. Quer sejam por Condições Inseguras. 103 WEG Indústrias S. Enfermeiros do Trabalho. a Missão é: Estabelecer. danos ao meio Ambiente. não planejam adequadamente as operações. Principalmente aquele que tem a seu cargo a Supervisão de determinadas atividades ou tarefas. Compreender. O que se via àquela época era a ação de algumas Comissões Internas de Prevenção de Acidentes – CIPAs – que a rigor. Nela.3 ESTATÍSTICAS DE ACIDENTES § 62% dos Acidentes ocorrem quando as pessoas “cortam caminhos”. fazse necessária a participação de todos.A. Como se pode verificar.1 MISSÃO DA SEGURANÇA Ponto importante na implantação de qualquer programa de Prevenção de Acidentes. eles são Causados. Sendo assim já se tinha um Órgão Especializado e constituído. e prejuízos a empresa.weg. se não levar em consideração a Prevenção de Acidentes. com isso. E é tal Participação que promove a descentralização da Responsabilidade.17. Aconselhar. quer sejam por Atitudes Incorretas.270-000 – Guaramirim . imposição da supervisão ou chefia imediata. a partir de 1972 surgiram as primeiras Legislações acerca da Segurança Industrial. 17. muito menos Especializado. como em qualquer outra atividade. Atualmente. com sua Ação de inspeção e fiscalização. de acordo com as Políticas e Diretrizes traçadas pelas empresas. paralelamente com: Produção. e a todos os níveis. o caminho mais fácil é aquele que nos conduz ao fato de que o Responsável pela Segurança dos trabalhadores em geral é o Órgão de Segurança. Dentro deste contexto. pois. Aos órgãos de Segurança cabe a Missão de implantar e desenvolver o programa de Previdência de Acidentes. Vendas e Lucros. a qual passa a ser de TODOS. se inspiravam nos modelos americanos para esboçarem os primeiros passos em direção à instituição de Programas de Prevenção de Acidentes que viessem a satisfazer as suas necessidades. .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Na Pintura Industrial a Missão não poderia ser diferente. Torna-se necessário que as empresas operem baseadas em que a Segurança dos Trabalhadores é algo de máxima Importância. Impor práticas seguras para prevenir qualquer acidente do trabalho que possa causar ferimentos pessoais. As CIPAs cabem o papel não menos importante de transformar-se no Braço Forte do Programa de Prevenção de Acidentes. também de profissionais igualmente especializados.

CONTATO COM OLHOS E PELE § Usar sempre proteção para os olhos e luvas para as mãos. as mais diversas. A EXPOSIÇÃO EXAGERADA A TAIS PRODUTOS CONDUZ A: § Problemas respiratórios. Vernizes e Solventes por sua constituição básica .weg. podem dotar-se de arrestas cortantes podendo ferir o trabalhador. durante pelo menos 10 104 WEG Indústrias S. Durante as atividades de pintura eles podem ser absorvidos: vias respiratórias. . ou corrosivos) começam a entrar em contato com o ambiente e. problemas pessoais. ou de solvente. pois. DERRAMAMENTOS Ventilar a área para remover os vapores. é a partir deste instante que os Vapores (Inflamáveis. § Dermatites. por estocagem e guarda inadequada. uso de creme não oleoso. uma alergia. intoxicação e através da pele (Dermatites). § 15% dos Acidentes ocorrem por má conservação de máquinas e equipamentos. . que cubram o máximo possível do corpo. peso.5 CUIDADOS NO TINTAS E VERNIZES MANUSEIO DE EM CASO DE FOGO ENVOLVENDO TINTAS § Usar extintor de pó químico. tóxicos. conseqüentemente contaminá-lo. alcoolismo ou drogas.4 MANUSEIO SOLVENTES DE TINTAS E Tintas.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. § 21% dos Acidentes ocorrem por condição física deficiente doenças. fígado. FOGO E EXPLOSÃO A maioria das tintas contém solventes orgânicos inflamáveis. § 21% dos Acidentes ocorrem por erro humano. Por sua forma. espuma ou CO2.A. e as poeiras de tintas são altamente tóxicas. ou até mesmo danos irreversíveis a saúde ou a integridade física do Trabalhador. Alguns recipientes podem vir a constituir-se em risco de acidentes. § Áreas do corpo que sejam difíceis de proteger (pescoço e pulso) devem ter proteção adicional. fadiga. Problemas quanto à aspiração. Os fatores básicos na prevenção são: ventilação adequada e eliminação de chamas expostas. dependendo do grau de intoxicação. 17.§ 41% dos Acidentes ocorrem em função de treinamento inadequado ou feito em local não familiar. ou mesmo características da forma de abrir. A simples atividade de abrir uma embalagem de tinta. má avaliação ou pânico. Emoções. distúrbios passageiros. por exemplo. Enxugar o produto com material absorvente “sem solvente”. à morte. ou quanto ao contato exagerado do produto: Os vapores de solventes. § Utilizar roupas de trabalho adequadas.net . e isto ajuda a propagação do fogo. 17.270-000 – Guaramirim . § Problemas nos rins. § 35% dos Acidentes ocorrem por distrações externas como: Tensão. § 18% dos Acidentes ocorrem por falha na linha gerencial de engajamento na Segurança. os mais diversos. cérebro e outros órgãos vitais. tóxicos ou corrosivos. faíscas ou quaisquer outras fontes de ignição.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. já se constitui em um risco na atividade de Pintura Industrial. § No caso de contato com os olhos banhe-os imediatamente com água potável. § § Proteja-se dos gases com equipamentos de respiração Não apague o fogo com água. já que os solventes (e resinas) flutuam na água.são elementos altamente inflamáveis. . Os materiais de limpeza deverão ser colocados em recipientes metálicos e fechados. capaz de provocar desde uma simples reação superficial. como. falha de Liderança Gerencial. § Intoxicações diversas que podem conduzir inclusive. etc.

O piso do local deve ser impermeável.§ minutos. Tanques de estocagem devem ser circundados por diques de contenção e ter drenos para o caso de vazamento. cobertos. principalmente todo o pessoal envolvido na operação. Por outro lado. 17. Nunca fume na área de trabalho. aterramento de todos os equipamentos e utensílios. produzem faíscas. . § Se a tinta ou solvente for ingerido acidentalmente.A.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. § Espaços ventilados = máscaras contra pó § Espaços com pouca ventilação = máscara com alimentação de ar externo § Nunca use pano envolto sobre a boca. bem ventilados e identificados. INALAÇÃO § A inalação de vapores de solventes e poeiras de tintas deve ser evitada. as fibras sintéticas quando friccionadas. a arrumação e a limpeza dos locais conduz a um clima de satisfação do pessoal que chega a facilitar o aprendizado. No caso de contato com a pele. b) Manter o produto longe das fontes de calor.6 SUGESTÃO DE ROTEIRO PARA CONCIÊNCIA PREVENCIONISTA 1) O Local de trabalho deve ser Isolado. Escolha roupa de trabalho com fibras naturais. Use sapatos a prova de faíscas. SOLVENTES DE TINTAS PODEM PROVOCAR § Dor de cabeça. antes de iniciar o trabalho. não combustível e que contenha valas que permitam o escoamento para os reservatórios de contenção.270-000 – Guaramirim . § Nunca fume. EQUIPAMENTOS COLETIVA DE PROTEÇÃO HIGIENE PESSOAL § § Remova anéis e relógios de pulso. § § § 105 WEG Indústrias S. e alerta o pessoal para os riscos potenciais da área. Limpo e Arrumado. A grande preocupação da Segurança e da Engenharia nos tempos atuais são definidos como aqueles que têm como objetivos proteger toda a planta e. berços para os tambores e recipientes semelhantes. Tonturas. Perda da consciência (podendo ser fatal). eles podem reter tinta junto à pele.weg. CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO a) Estocar o material em locais secos. coma ou beba em depósitos de tinta. afastado de alimentos e agentes oxidante. devido à formação de eletricidade estática. Torna-se importante dar-se atenção: Ventilação do ambiente. Bloqueado. que podem provocar a ignição dos vapores de solventes. deve-se providenciar assistência médica urgente. Isto minimiza os perigos vindos do exterior. Irritabilidade e Atitudes não espontâneas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. c) Evitar expor o produto a temperaturas elevadas. INGESTÃO § Sempre armazenar a tinta longe de gêneros alimentícios e fora do alcance das crianças. ARMAZENAMENTO As instalações elétricas devem obedecer às normas NEC ou IEC e/ou ABNT. Nunca use solvente. utilização de agitadores pneumáticos. em seguida consulte o médico. sol e chuva. ou áreas de trabalho. Use somente equipamentos a prova de faíscas e assegure-se de que o mínimo de equipamentos elétricos seja usado na área de trabalho. limpe-a com um produto de limpeza adequado ou lave-a com água e sabão.net .

Proteger as mãos com luvas adequadas. uso de abrasivos e o fumar. quando da mistura ou homogeneização da Tinta. um extintor deverá ser utilizado para evitar a propagação e maiores danos. 106 WEG Indústrias S. Geralmente. áreas internas de tubulações. 6) Todas as latas de Tintas e outros recipientes vazios deveram ser removidos do local de trabalho ao final de cada dia.weg. cada empresa monta um procedimento. minimiza a quantidade de vapores inflamáveis no ambiente e permite um melhor controle. 17. 5) Ao adicionar o conteúdo de uma lata dentro da outra. Máscaras de Cartucho: Com filtro de carvão ativo cambiável. manter as embalagens a pelo menos 6 metros do compressor de ar ou de outras fontes de Ignição. Utilizar máscaras de acordo com o tipo de pintura e ambiente. inflamáveis e / ou tóxicos. assim sendo. etc. 9) O extintor de incêndio deverá estar próximo Para evitar-se a propagação de chamas no caso de as mesmas ocorrer.A. faz-se necessário atentar-se para detalhes de ventilação ambiente quando possível visando à proteção coletiva e individual. As latas vazias também representam fontes de perigo. Retornar com elas ao canteiro e deixar secar bem antes de colocá-las no Armazenamento de sucatas. vernizes e Solventes deve-se tomar cuidados específicos. 7) Todas as latas vazias devem ir para a Sucata Não é permitido que as latas vazias sejam queimadas. orientando para remover o máximo possível das Tintas das embalagens e quando possível usar o Solvente de diluição para lavar a sobra adicionando após a própria Tinta. que rapidamente tornam a área inviável para a presença dos trabalhadores e adicionam o risco de incêndios e explosões. Máscaras Descartáveis: Protege a respiração naso-oral. quando da entrada a execução de serviços no interior de espaços confinados.270-000 – Guaramirim . devido aos restos de tintas. mesmo que somente para manusear as embalagens.net . as duas latas deverão estar aterradas. Inspecionar e levar para o local de trabalho somente o que será utilizado no dia. Compartimentos diversos como: interiores de tanques. para minimizar a evaporação de vapores de solvente. Como o problema básico da pintura é a evaporação de solventes. Importante. A traquéia é conectada com elementos filtrantes a cintura do trabalhador. tendo adaptador para o nariz e é presa na cabeça por elásticos. levando em consideração a produção de energia Estática suficiente para provocar a Ignição dos vapores inflamáveis. Respiração naso-oral.7 TRABALHOS EM TANQUES OU EM OUTRAS ÁREAS CONFINADAS Estabelecer critérios de inspeção e de Trabalho Seguro. 3) Manter todas as latas fechadas e distantes das fontes de ignição Os recipientes devem permanecer fechados até o momento exato da utilização. eleva-se o risco de incêndios ou explosões.2) Separar. 8) Usar os EPI’s adequados.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 4) Para misturar as Tintas só se deve utilizar equipamentos Pneumáticos Jamais se deverá usar misturadores elétricos. o qual recebe o ar do exterior com pressão positiva regulável. principalmente quando o produto é armazenado em grandes recipientes. Facilita a arrumação. Durante o manuseio de Tintas. reduz os custos de transporte. além de não permitir a acumulação de latas de tintas e Solventes no local de Pintura. ou equipamentos semelhantes devido produzirem centelhas e. Devemos atentar para algumas providências básicas: 1) Todas as fontes de ignição foram elaboradas? § Proibir o uso de operações de corte e solda. O extintor poderá ser portátil do tipo CO2 ou Pó Químico e estar localizado a cerca de 10 metros do local ou área de manuseio das Tintas. . em quantidade igual ou superior a um Galão. Máscara com Traquéia ou ar mandado: Protege toda a face.

deverão ser de dimensões adequadas. 5) Providenciar “VIGIAS” para as entradas de todos os espaços confinados. 8) Verificar se os acessos ao interior do tanque e ventilação são adequados.A. a morte. 2) Todo o pessoal tem o crachá de autorização para trabalho em espaço confinado? A entrega do crachá deve ser precedida de uma orientação detalhada quanto aos trabalhos a serem executados. todos os trabalhadores por orientação prévia. Todo o equipamento de pintura deverá estar aterrado. 7) Espaço confinado está Limpo Descontaminado. e como tal. aumentando ou diminuindo de acordo com as condições do serviço. são altamente tóxicos. nem sempre produzem os sues efeitos imediatamente.net . Visa evitar a entrada de estranhos e o vigia estará atento para qualquer eventualidade. Dependendo das condições físicas do trabalhador. § Problema nos: rins. A exposição exagerada a tais produtos podem conduzir a: § Problemas respiratórios. Sendo inclusive o meio de comunicação entre os trabalhadores e o exterior. Nestas eventualidades. assim como quanto aos riscos envolvidos. .weg. § Intoxicações diversas que podem conduzir. Proporcionar a condição ideal para indivíduo dentro do compartimento. as seqüelas podem levar alguns anos para chegarem e se pronunciar e produzirem os seus efeitos maléficos. Será ele que ira permitir a dissipação para o solo da eletricidade estática. 9) Verificar se o aterramento foi providenciado. Poderá ser feita através de um “Linha de vida”. quanto através da pele. 11) Iluminação de emergência No caso de falta de energia. e as poeiras de tintas. deverão permanecer onde estão. deverá ser providenciados cópias da listagem e entregar aos Supervisores. e igualmente importantes. 10) Verificar se a Iluminação esta adequada. assim como as entradas para os compartimentos. e o PROTEÇÃO À INTEGRIDADE FÍSICA DO TRABALHADOR Os vapores de solventes. 4) Estabelecer sistema de rodízio entre os trabalhadores autorizados O tempo médio de permanência no interior de qualquer espaço confinado deverá ser de 30 minutos por 10 de descanso. até que a luz de emergência seja acionada pelo vigia. Os problemas acima enumerados. dependendo do grau de intoxicação. § Que nenhuma tomada esteja no interior do Tanque. recomenda-se: § Verificar se fios e cabos elétricos não possuem emendas ou rachaduras.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. § Dermatites as mais diversas. Para evitar risco de incêndios ou explosões causados por centelhas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.§ § § Todo o sistema de iluminação deverá estar em perfeitas condições. § Uso de equipamentos elétricos a prova de explosão. os mais diversos. O sistema de ventilação deverá estar instalado e funcionando. 6) Providenciar a Linha de Vida Constitui-se de uma corda instalada a partir do exterior e amarrada á cintura de cada um dos trabalhadores no interior do compartimento confinado. 3) Foi feita uma listagem nominal do pessoal autorizado a trabalhar no espaço confinado? Visa facilitar a identificação dos trabalhadores. 107 WEG Indústrias S. inclusive. o vigia deverá ter a mão uma lanterna portátil – a prova de explosão – para agir imediatamente. Durante as atividades de pintura eles podem ser absorvidos – tanto através das vias respiratórias. eventualmente cancerígenas. Todas as aberturas para ventilação. fígado. inclusive para possibilitar remoções rápidas do pessoal. cérebro e outros órgãos vitais.270-000 – Guaramirim .

fornecendo as informações acerca da sua utilização: Capuz ou elmo: Podendo ser usado em conjunto com o Avental e as mangas de Luvas de raspa. ou da concentração dos vapores no ambiente. Máscaras com ar mandado. e via de regra. até os elementos que supervisionam as atividades.weg. a responsabilidade inerente a cada trabalhador em particular: zelar pela sua própria segurança. deverá ser filtrado adequadamente. O ar deverá ser filtrado antes de chegar à máscara. porém. Luvas em PVC. enfim. passa-se a adotar o uso de Equipamentos de Proteção Individual – EPI. para cada atividade também especifica. Deverão estar em uso mesmo quando a ventilação for boa. protegem o jatista contra os problemas da sílica e contras os abrasivos. lembrar que exposições – por mínimas que sejam – podem conduzir a quadros clínicos alarmantes. Conforme se espera ter ficado evidenciado. a principal preocupação deve ser a Proteção Coletiva: as máquinas em bom estado. Quaisquer outros modelos similares poderão ser adotados. apesar de todas essas providencias. passando-se pelo manuseio de tintas e. Entretanto. No caso dos serviços de pintura.A. para serviços de pintura em ambientes confinados.Enfatizamos que todos – indistintamente – estão sujeitos aos efeitos das tintas e seus vapores: desde o pintor. As luvas de plástico são mais conhecidas. as operações fundamentais de jateamento. também.net . chegando-se à pintura propriamente dita. O ar é fornecido por meio de compressores. finalmente. Modelo básico para a proteção do jatista contra a ação do abrasivo. isso não altera as características. e o fluxo constante pode ser regulado através da válvula situada à altura do cinto. Em qualquer situação. . nem sempre elas são suficientes para dar ao trabalhador toda a proteção que ele necessita. com costa e punho de lona. Como. dependendo do material em contato. Passamos a expor alguns desses equipamentos. quase que exclusivamente. são vários os equipamentos a serem usados. 108 WEG Indústrias S. É nesse que enfatizamos.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. para uso do pessoal envolvido no manuseio e preparação de tintas. Deverá ser dotado de mangueira para fornecimento de ar. poderá persistir o Risco de Acidentes.270-000 – Guaramirim . raspa. 17. os andaimes bem posicionados e amarrados. Pode-se adiantar a existência de um equipamento especifico.8 EQUIPAMENTOS INDIVIDUAL – EPI DE PROTEÇÃO Torna-se importante salientar que todas as medidas de Segurança evidenciadas até o presente momento dizem respeito à Proteção Coletiva. para a proteção individual. É nesse ponto que a Engenharia de Segurança volta a sua atenção.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. todos os aparatos relativos ao espaço físico no qual o trabalho é realizado. a ventilação e a iluminação adequadas.

net . Como deve ser utilizado entre o suprimento de ar para o trabalhador.A. em função do barulho produzido pelo ar no bico de jato. quer a céu aberto. reduzem os ruídos a níveis suportáveis. . o mesmo se enquadra como mais um equipamento de proteção individual. O seu uso não deverá ser dispensado em qualquer momento que o trabalhador tenha que usar ar mandado. Para utilização no manuseio de tintas ou na aplicação das mesmas. elas servem para dar 109 WEG Indústrias S. a princípio. Para uso geral. Os cartuchos deverão ser trocados periodicamente.weg. Além dos equipamentos acima. para utilização nos locais onde haja a presença de poeira em suspensão.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. quando pelo jatista.270-000 – Guaramirim . deveria ser classificado como um Equipamento de Proteção Coletiva. As toucas também fazem parte da indumentária do pintor. com cadarços e com solado antiderrapante. Máscara de cartucho duplo. quer em espaços semi-abertos onde a ventilação seja relativamente boa. Máscara do tipo descartável. com fixação por tirantes. uma ênfase especial deve ser dada ao macacão. assim como por quaisquer outros trabalhadores que estejam envolvidos nas atividades de pintura industrial.Deverão ser usados nas operações de jateamento. Protetores auriculares do tipo plug. Filtro de ar. e o compressor. Botina de couro. vulcanizada. Óculos com proteção lateral deverá ser usado nas operações em que ocorra a presença de abrasivos.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Ele deverá ser usado tanto pelo pintor. quer seja de aplicação de tintas em espaço a céu aberto.

a sua fixação – poderá ser um olhal – deverá ser providenciada a aproximadamente 1 metro acima de onde o trabalhador estiver operando.A. Aconselha-se que sejam lavadas “em separado”. Isso poderia conduzir à transmissão de várias doenças apesar de . Caso tal ponto não venha a existir. mantendo-se sempre limpas. . em particular as máscaras e roupas deve ser tomado alguns cuidados em relação a cada um deles. CONSEQUENTEMENTE. antes.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. não deve transformar-se em um meio exclusivo de imagem promocional descabida. sempre que o mesmo estiver trabalhando em alturas superiores a 2 metros. Nunca deverá estar situado abaixo.proteção a cabeça e ao pescoço do pintor. Só que. também. Jamais se deve permitir que vários trabalhadores utilizem a mesma máscara sem que. evitando possíveis irritações e infecções. nesse caso.supostamente – todos estarem em boas condições de saúde. Finalmente. crianças poderão estar sendo afetadas.” 110 WEG Indústrias S.net . RECOMENDAÇÕES QUANTO AO USO DE EPI Em relação aos equipamentos. Não esquecer que os resíduos de tinta vão se acumulando nas mesmas e que. principalmente quando levadas para casa. Deve-se usar somente o estritamente necessário.270-000 – Guaramirim . Entretanto.weg. equipamento que deverá. “O MAIS IMPORTANTE É SABER O QUE DEVE SER USADO E.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. lavar as roupas de trabalho juntamente com as da família. seria o mesmo que estar levando para casa os males que atingem o trabalhador no local de trabalho. Enfatizamos que o uso do EPI é uma necessidade. elas passam a ser – quase – tão tóxicas quanto as tintas sendo manuseadas. Tal equipamento deverá ser dotado de talabarte e mosquetão que permitam a fixação à estrutura ou qualquer outro ponto fixo e próximo ao pintor. As roupas de trabalho devem receber um tratamento também criterioso. o que agravaria a situação. Nesse caso. em conseqüência disso. ser usado por todo e qualquer trabalhador. ela tenha sido devidamente higienizada após ter sido utilizada pelo trabalhador precedente. atenção especial deverá ser dispensada ao cinto de segurança. USAR SEMPRE.

3ª ed. Rio de Janeiro.270-000 – Guaramirim . Tintas & Vernizes – Ciências e Tecnologia. Corrosão. Jorge M. R. (coordenador). Rio de Janeiro: Editora Interciência. Pintura Industrial na Proteção Anticorrosiva. BIBLIOGRAFIA NUNES. Edgard Blücher.net . 111 WEG Indústrias S.18.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. LOBO.weg. 2ª ed. Fev de 1988. GENTIL. 1998.A. São Paulo. ABRACO. Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas. FAZENDA. Inspetor de Pintura Nível I. 2005.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Associação Brasileira de Corrosão. . Vicente. Laerce de Paula. Rio de Janeiro. Editora Guanabara. Alfredo Carlos O.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful