PINTURA INDUSTRIAL COM TINTAS LÍQUIDAS DT 12

(Desenvolvimento Tecnológico Nº 12)

A Solução para cada Aplicação

INFORMAÇÕES TÉCNICAS SOBRE TINTAS LÍQUIDAS PINTURA INDUSTRIAL E MANUTENÇÃO ANTICORROSIVA

Elaboração: Silvio Domingos da Silva Janeiro de 2009 Rev. 3

............................................................... 17 2................4 REVESTIMENTOS ORGÂNICOS......................................1 AÇO GALVANIZADO ELETROLÍTICO (FLORES DE ZINCO).................................................. 12 2......... 22 4....2 DESENGRAXE COM SOLVENTE ..................................................................1 CONCEITOS BÁSICOS DE CORROSÃO .................................................................................................................................... 18 2.....2 CORROSÃO ELETROLÍTICA ....................................................7 HIDROJATEAMENTO NA REMOÇÃO DE TINTA ..... 41 7..................................................... 27 5................................................ 42 7................................... 18 2.........................................................................................3 CORROSÃO SOB ATRITO.................... OBTENÇÃO DO AÇO......2........................................................3........................6.......................................................................................................................................................................... 32 5.............. PRÁTICAS DE PROJETO.......................................2............... 13 2..........................................................................................................................................3.................................................................6.....2 REVESTIMENTOS METÁLICOS............................................... 21 2..................................................... 32 5............................................................................... 10 2.......................................................................................................................................................................1 CORROSÃO ELETROQUÍMICA ..................................................................8 1.................................................................................................................................... 28 5.........9 FOSFATIZAÇÃO ....2 LIGAS METÁLICAS NÃO FERROSAS ..................2.................................................. 26 5..................2....................... 12 2.......................1 LIMPEZA QUÍMICA.......................................4 LIMPEZA COM FERRAMENTAS MECÂNICAS MANUAIS ................................4 CORROSÃO POR AERAÇÃO DIFERENCIAL ......................................................... CORROSÃO...................................................................4 CLASSIFICAÇÃO DE PROCESSOS CORROSIVOS......................................................................................................................................................................................................... 27 5.......................................................................................................... 23 4............. 20 2......5 LIMPEZA COM JATEAMENTO ABRASIVO...................................... 23 4.........................1 PRINCIPAIS MEIOS CORROSIVOS......... 13 2............................3 TIPOS DE PROCESSOS DE CORROSÃO ..3 LIMPEZA MANUAL .........1 CORROSÃO GALVÂNICA ....2 CLASSIFICAÇÃO DE AMBIENTES CORROSIVOS .................................................................................................................................................................................. 13 2...........2..........................2..................................................................................1 MECANISMOS DE PROTEÇÃO.......................A..............................6 HIDROJATEAMENTO COM ULTRA-ALTA PRESSÃO ATRAVÉS DO PROCESSO HYDROBLASTING ............................................ 24 4.............................................................................net ................................................................................................................. 42 7...........2 CORROSÃO QUÍMICA ........................................................7........................................................................................7 MEIOS CORROSIVOS .......................................6............8 TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE COM NANOCERÂMICO ...........SUMÁRIO PREFÁCIO....... 21 3.......weg...................................1 GRAUS DE CORROSÃO..........................................................................2 TIPOS DE LIMPEZA DE SUPERFÍCIE ............2...........2... DEFEITOS OBSERVADOS NA SUPERFÍCIE.....................................2......................Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89............................. 28 5........................................... PREPARO DE SUPERFÍCIES NÃO FERROSAS........................................... 20 2............................................................................................SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www................................................. 34 6............3 CLASSIFICAÇÃO DE AMBIENTES E CONDIÇÕES CORROSIVAS........... 11 2..........................3 REVESTIMENTOS NÃO-METÁLICOS INORGÂNICOS ...........3 SUPERFÍCIES DE CONCRETO .............................................................................. 38 7.....................................7.................... 23 4.......................................................4 PREPARO DE SUPERFÍCIES PINTADAS PARA MANUTENÇÃO OU REPINTURA ................................................................................... 41 7..................2 IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DA CORROSÃO.........7........................................................................... 10 2....................... 19 2...... 28 5.............. REVESTIMENTOS PROTETORES................................................................................................................270-000 – Guaramirim ........................................................... ................................................................ 43 4 WEG Indústrias S........... 27 5................................................................................................................................................................................................ 25 5....................5 FORMAS DE CORROSÃO .....................6............................................... 33 5.................................................................................. 10 2...........................................................

.........3................................................................. 67 12.............................................. 66 12.............................................................................................................................................................SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www................................................................................................................................................................................................................................... 71 12.....Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.............. 66 12.................................................2 POLIMERIZAÇÃO POR ADIÇÃO ....... CONTROLE DE QUALIDADE ........................................................................................................................................................................................4.................4 ADITIVOS............11.....................A....1 VEÍCULO OU RESINAS................................................. 69 12.....................................................................................................................................................................................................................................4 CORES NA PINTURA INDUSTRIAL..... ............................................ 57 8...........................................5 QUANTIDADE DE DILUENTE NECESSÁRIA ........................ 72 12.........................................................................7 MASSA ESPECÍFICA..............................................270-000 – Guaramirim ...............3....... 54 8........................................................................................5 CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS E GERAIS DA PELÍCULA................................................................................. 69 12......... 46 8........................................................................ 58 9.......... 56 8................ 59 9...............................6 EFEITO DO PERFIL DE JATEAMENTO .. 72 12..........................................................................................................12 PODER DE COBERTURA ....................... 68 12....................................................................................1 CONCEITO DE PINTURA INDUSTRIAL ..........................................6 MECANISMO DE FORMAÇÃO DA PELÍCULA DA TINTA .......... 66 12.........................................................9 CONSISTÊNCIA..................................................................................4.....................................................................................................4 CONSTITUINTES FUNDAMENTAIS DAS TINTAS ................................... FUNDAMENTOS DA PINTURA INDUSTRIAL.................................................2 SOLVENTES........ PROCESSOS DE FABRICAÇÃO................ 52 8............................. 71 12..............7................4..................................... 45 8.............................................................................................1 DETERMINAÇÃO DE SECAGEM: INDÚSTRIA................................................. 72 5 WEG Indústrias S............................3 PIGMENTOS ..................................................................... 59 9................7 MECANISMO DE PROTEÇÃO DA PELÍCULA...................................................................................... 45 8...................................................................1 RENDIMENTO TEÓRICO = Rt (Ficha Técnica)..........................3 RENDIMENTO REAL ..... PLANOS DE PINTURA ..............................................................1 CLASSIFICAÇÃO DA PINTURA DE MANUTENÇÃO ................................................................... 70 12.......... 59 9............................................. 70 12....................................net .......3 ESTIMATIVA DE CONSUMO DE TINTAS ......................8 VISCOSIDADE.................................................................. 61 10.....................................................................................................................................................1 COMO CALCULAR A QUANTIDADE DE TINTA NECESSÁRIA PARA PINTURA ...... 44 8...........4 CUSTO POR METRO QUADRADO DO PRODUTO .....10 ESTABILIDADE / SEDIMENTAÇÃO ................................................................... 69 12........................................................4..................... 60 9.....................................................3 ESQUEMAS DE PINTURA.................................16 DOBRAMENTO SOBRE MANDRIL CÔNICO...11 TEMPOS DE SECAGEM.................................................................. 62 11........15 NATUREZA DA RESINA ........................................................................................11.......1 NÃO-VOLÁTEIS EM MASSA (SÓLIDOS POR MASSA).......................... 68 12..2 DETERMINAÇÃO DE SECAGEM: MANUTENÇÃO ...................................................................................................................................................................................................................................1 POLÍMEROS E POLIMERIZAÇÃO .................................................................................................................................. 46 8..............................................................2 NÃO-VOLÁTEIS EM VOLUME (SÓLIDOS POR VOLUME)..............................................3 POLIMERIZAÇÃO POR CONDENSAÇÃO ............ 66 12........................................................14 DIMENSÃO DAS PARTÍCULAS DO PIGMENTO (FINURA DE MOAGEM) .................... 57 8...2 RENDIMENTO PRÁTICO – Rp (Considerando Perdas)............... TINTAS ..... 45 8........ 67 12.................................................................................................................................. 72 12........... 70 12..............2 CONCEITOS BÁSICOS / TERMINOLOGIA ....4.......... 45 8...............................................................................................................................................weg.......................13 TEMPO DE VIDA ÚTIL (POT LIFE) ............................................ 68 12.......................................................................................................................................................................................................... 68 12...3............ 68 12..........4.......................................................................................... 63 12....................

............................................................................................4 ELABORAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE APLICAÇÃO................... 75 12...................................................23 ENSAIOS DE DUREZA..............................................................................................6 CALIBRAÇÃO DOS APARELHOS E INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E TESTES.....19 RESISTÊNCIA À UMIDADE RELATIVA DE 100%.................. 103 17.......................................... 74 12................. 86 15.......................................................................................................................................................................................6 PINTURA ELETROSTÁTICA.. SEGURANÇA.................. HOMOGENEIZAÇÃO E DILUIÇÃO DAS TINTA .............................................. 78 14.4 PISTOLA SEM AR (AIR LESS)............ 88 16...................................3 PONTO DE ORVALHO .....21 ENSAIOS DE IMERSÃO ....................................................................... 86 15..............1 CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO..................1 ACÕES DE PREVENÇÃO DE DEFEITOS ANTES DA APLICAÇÃO...................1 MISSÃO DA SEGURANÇA ...............................................................................................................................17 ADERÊNCIA (ABNT 11003).............1 EXPLICITAÇÃO DO ESQUEMA DE PINTURA ....................... APLICAÇÃO DA TINTA........................... ARMAZENAMENTO DE TINTAS ....................1.................. 77 14............................................................................................... 77 14..................................................2 FILOSOFIA DA SEGURANÇA ............................................... 92 16......3 PISTOLA CONVENCIONAL .................................................................................................. 76 12........................................................................................................................ 78 14......................................................................................... 74 12......... 82 15........270-000 – Guaramirim ...............................5 PISTOLA AIRLESS ASSISTIDA ........................................ 93 17....................................... 77 14............................................ 77 14................. 87 16............................................................................. 82 15....................................................... 88 16...................... 88 16..............................A...................................................................................................................................................... ............................................................ 75 12.......................................................3 ESTATÍSTICAS DE ACIDENTES......................18 RESISTÊNCIA À NÉVOA SALINA .....................................................................................................................................................1.........................4 MISTURA................................................................................ 83 15................................................................ 86 15......................................................... 89 16......................2 CUIDADOS NO ARMAZENAMENTO ...................................25 COR ....................................................24 BRILHO .......................5 PINTURA NA FÁBRICA OU NO CAMPO ............................................................................................................................................................26 INTEMPERISMO...........................................2 CONDIÇÕES AMBIENTAIS........ 88 16......3 TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO DO PESSOAL ...................................................................................................................3 IDENTIFICAÇÃO....... 103 17........................................... 104 6 WEG Indústrias S....................................................................................................................22 ESPESSURA POR DEMÃO ............................................................................. 72 12.................................1 TRINCHA (Pincel de formato chato).............................................................................................................. DEFEITOS DE PELÍCULA E SUAS CORREÇÕES............................................................................................ 75 12........................1.........................................................................................2 TIPOS DE DEFEITOS DA PELÍCULA .......... 74 12.............. 103 17.................................... 76 13................................ 76 13......2 ROLO............................................................1...........20 RESISTÊNCIA AO SO2 .....................weg....2 QUALIDADE DAS TINTAS UTILIZADAS................................................................................................4 MANUSEIO DE TINTAS E SOLVENTES .................................................................................................... 76 13. 89 16. MÉTODOS DE APLICAÇÃO ...................................................................................5 ELABORAÇÃO DE PLANOS DE INSPEÇÃO........................................... 103 17................................ 88 16................ 74 12.....................................................................................................12.................................................................................Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89......................................7 AÇÕES DE PREVENÇÃO DE DEFEITOS DURANTE A APLICAÇÃO..1.............................................................................................. 82 15..................................................... 84 15..................net ................ 89 16....................................................................SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www...................1 CAPACITAÇÃO DO PESSOAL DE APLICAÇÃO.................................. 89 16.............................................................................................................................................................. ORIGENS E CORREÇÃO DE DEFEITO.........................................................................................................................................................1................................................................................1....................................................................7 IMERSÃO ........................................................

....................................................... 108 18..............8 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI...... 111 7 WEG Indústrias S..............270-000 – Guaramirim .........5 CUIDADOS NO MANUSEIO DE TINTAS E VERNIZES............................................ ...............................................7 TRABALHOS EM TANQUES OU EM OUTRAS ÁREAS CONFINADAS ................. BIBLIOGRAFIA........................................................................................................A.................................SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www........... 105 17.......................17...........net .........Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89......... 106 17..............6 SUGESTÃO DE ROTEIRO PARA CONCIÊNCIA PREVENCIONISTA.....weg............... 104 17.......................

com um aumento gradual de seu consumo. Pistolas HVLP com 8 WEG Indústrias S. que pode causar danos a saúde das pessoas e ao meio ambiente (Jato úmido e Jato em circuito fechado). levando-os por vezes. O objetivo deste curso é proporcionar a oportunidade de uma troca de informações com os profissionais da área de pintura visando uma ampliação de conhecimentos no que diz respeito a produtos.weg.net . sistemas de aplicação. visando amenizar a emissão de poeira. usando de técnicas e equipamentos adequados. são usados vários métodos de preparação de superfície. Os conhecimentos que até então eram empíricos. concreto ou alvenaria. principalmente em locais onde não é permitido a realização de jato abrasivo. A partir daí. Acrescenta-se a isso o fato de que muitas pessoas que vão utilizar esses produtos apresentam um desconhecimento justificável. O conhecimento era artesanal e passado de pai para filho através das gerações. com ferramentas adequadas. mas também fundamentalmente. Novos métodos foram criados. a resultados pouco produtivos e inadequados para o fim a que se destina. O hidrojateamento tem sido usado com sucesso em áreas onde se deseja efetuar a remoção de películas de tintas velhas restaurando a superfície e tornando-a apta para receber nova aplicação.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. fosfatização.PREFÁCIO Os recobrimentos de superfície vêm sendo utilizados há milhares de anos. APLICAÇÃO DAS TINTAS Deve ser realizada por profissionais devidamente qualificados. quando necessário criando rugosidade (de acordo com a especificação) no substrato para uma melhor aderência da tinta. Nas indústrias. Apenas a partir do final do século passado iniciou-se efetivamente uma indústria de pintura. e foi quando os químicos iniciaram suas atividades na área de pintura. tratamento de superfícies. passaram a ter um tratamento científico. mas principalmente proteger as superfícies. bem como principais problemas e suas correções. PREPARAÇÃO DA SUPERFICIE Deve ser realizada por profissionais treinados. do estado e preparo das superfícies em que serão aplicadas. Pistolas com caneco. rolos. Pistolas com Tanque. Podem ser utilizados desde a aplicação com Pincéis (Trinchas).SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. jateamento com granalha em que o abrasivo é projetado contra a superfície por jato de ar ou por turbinas centrífugas. O sucesso de uma tinta não depende exclusivamente de sua qualidade e características técnicas. Pistolas Airless com maior taxa de transferência (maior pressão hidráulica para pulverizar a tinta). É composta por três etapas onde cada uma delas tem um importante papel para garantir o desempenho da Pintura.270-000 – Guaramirim . IMPORTÂNCIA DA PINTURA INDUSTRIAL A pintura tem por objetivo depositar um filme de tinta sobre uma superfície metálica. tais como: desengraxe. As etapas são: Preparação da superfície. . observando e anotando em formulários as condições atmosféricas. Aplicação e a Tinta. segurança.A. com completa remoção de materiais estranhos ou contaminantes presos na superfície. surgida através da necessidade de proteção de máquinas e equipamentos que foram se desenvolvendo com o início da revolução industrial. Durante a idade média e até o começo do século a pintura tinha finalidade quase que exclusivamente decorativa. com as seguintes finalidades: Proteção do patrimônio. sentiu-se a necessidade de não apenas decorar.

Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. . há a necessidade de um mínimo de preparação.270-000 – Guaramirim .A. mão de obra e podem ser aplicadas por rolo. As tintas tolerantes quebram paradigmas e tornam mais fácil a vida do profissional da pintura. controle rigoroso de qualidade das matérias primas e do processo de fabricação. economizam tempo e dinheiro. As tintas tolerantes se destinam a preencher necessidades específicas para as quais foram determinadas.net . por isso. pois. No entanto. TINTAS Tem que ter tecnologia de formulação. além disso. com preparo de superfície mecânica ou Hidrojateamento. ou seja. isto é. Visando atender a necessidade de mercado em relação a pinturas. Entretanto ainda não são descartadas as necessidades de processos de preparação de superfície antecedendo a pintura.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. As novas tintas tolerantes se enquadram na filosofia de tintas ecologicamente corretas e seguras. com remoção das partes soltas como carepas desagregadas e ferrugens volumosas. atendem as especificações de VOC e legislações rígidas de prevenção do meio ambiente. A escolha deve ser criteriosa e deve resistir a agressividade do ambiente. Algumas toleram aplicações sobre resíduos de ferrugem e umidade na superfície. tintas que toleram um grau de preparo de superfície menos rigoroso do que normalmente é recomendado e também a elaboração de tintas que permitem a aplicação em condições ambientais em que as tinta convencionais não seriam recomendadas. o avanço tecnológico elaborou produtos com características mais tolerantes. como aplicação sobre superfícies úmidas. 9 WEG Indústrias S. Geralmente são de alta espessura e. foi possível desenvolver tintas com altos teores de sólidos que podem ser aplicadas pelos métodos tradicionais. assim como a importância da qualificação dos pintores e adoção de bons equipamentos de aplicação. pois. para a aplicação destas tintas.weg.maior volume de ar e baixa pressão de pulverização. Na seleção das tintas que comporão o sistema deve ser levado em conta as condições em que ficaram expostas. de emissão de baixos teores de solventes voláteis orgânicos e também devido a isenção de metais pesados. se trata de tintas de dupla função (Primer e Acabamento). pincel e pistola em camadas únicas.

entre outros.5 a 4. tamanho e uniformidade dos grãos que o compõem e. Primeiramente. resistência à corrosão. ductilidade. onde será finalmente transformado em aço. que contém de 3.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. os aços possuem excelentes propriedades mecânicas: resistem bem à tração. O objetivo desta primeira etapa é reduzir ao máximo o teor de oxigênio da composição FeO. fósforo. De maneira geral. soldabilidade. Este processo tem o nome de Redução. que. à flexão. presente em aproximadamente 5% da crosta terrestre são encontrados em combinações químicas de metais contidos nas rochas. .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. à compressão. aços com diferentes graus de resistência mecânica. pode ser laminado. A corrosão é um processo que corresponde ao inverso dos processos metalúrgicos de obtenção do metal e pode ser assim esquematizada: Corrosão Metal Metalurgia Composto + Energia 10 WEG Indústrias S. será o resultado da descarbonatação do ferro gusa. estampado. Após uma análise química do ferro. controlando-se o teor de carbono para no máximo 2%. enxofre. O aço. FeS2. Os principais são: magnetita (Fe3O4) com cerca de 60% de ferro. Os minérios são encaminhados as Siderúrgicas.1 CONCEITOS BÁSICOS DE CORROSÃO Corrosão pode ser definida como sendo a deterioração de um material (geralmente metálico). obtém-se o denominado ferro-gusa. OBTENÇÃO DO AÇO Os Minérios de Ferro encontrado na natureza.weg. obtendo-se através da adição de determinados elementos químicos. manganês entre outros elementos. em presença de carbono (sob a forma de coque ou carvão vegetal) e de fundentes (que são adicionados para auxiliar a produzir a escória.net . A usina siderúrgica é a empresa responsável pela transformação do minério de ferro em aço. em que se verificam os teores de carbono. de maneira que ele possa ser usado comercialmente. levando a perda de suas propriedades. Os aços diferenciam-se entre si pela forma. por fim.270-000 – Guaramirim . 2.A. silício.1. o mesmo segue para uma unidade da siderúrgica denominada ACIARIA. e como é um material homogêneo. siderita ou ferro espático (FeCO3) com alto teor de manganês. é produzido a partir deste. é claro. A partir disso. ou seja. por sua composição química. o minério – cuja origem básica é o óxido de ferro (FeO) – é aquecido em fornos especiais (alto fornos).0% de carbono em sua estrutura. Esta pode ser alterada em função do interesse de sua aplicação final. hematita vermelha (Fe2O3) com cerca de 65% de ferro. forjado. CORROSÃO 2. por sua vez. ao reagir com o seu ambiente. estriado e suas propriedades podem ainda ser modificadas por tratamentos térmicos ou químicos. é formada de materiais indesejáveis ao processo de fabricação).

Enquanto na metalurgia adiciona-se energia ao processo para a obtenção do metal. dentre os quais podem ser destacados: § § § § § § Química.2 IMPORTÂNCIA CORROSÃO DO ESTUDO DA A importância do estudo da corrosão está consubstanciada em: a) Viabilizar economicamente as instalações industriais construídas com materiais metálicos. Sob o ponto de vista de custo. Em termos de quantidade de material danificado pela corrosão. os quais. a pintura industrial constitui o de maior importância se considerados os aspectos de viabilidade técnica e econômica e extensão de sua aplicação. estima-se em 3. mas pode-se afirmar que. na odontologia (restaurações metálicas. associados aos processos de proteção. naval.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. etc. nas indústrias química. o custo da corrosão se eleva tornando-se um fator de grande importância. d) Garantir a máxima Segurança Industrial.A. Metalurgia. com conseqüente liberação de energia. Os processos corrosivos estão presentes em todos os locais e a todo instante da nossa vida diária. Os problemas de corrosão são freqüentes e ocorrem nas mais variadas atividades. pode-se prever que a maioria dos metais seria imprópria à utilização industrial. dos c) Garantir a Máxima Segurança Operacional. Pode-se citar como exemplo de perdas indiretas: 2. evitando-se paradas operacionais não-programadas e lucros cessantes. Com o avanço tecnológico. As perdas indiretas são mais difíceis de serem avaliadas. . possível graças ao retardamento da velocidade das reações. Físico-Química. proporcionam a utilização econômica e segura dos materiais metálicos. ferroviário. proteção catódica. instalações industriais. eletrodomésticos. Esta utilização é. na corrosão observa a volta espontânea do metal à forma combinada. monumentos históricos. Termodinâmica. São perdas diretas: custos de substituição de peças ou equipamentos que sofreram corrosão. no entanto. evitando-se acidentes e problemas de poluição ambiental.5% do Produto Interno Bruto o dispêndio com a corrosão em países industrializados. estruturas metálicas. Na avaliação econômica dos processos corrosivos não devem ser levadas em consideração somente as perdas diretas. Dos processos de proteção anticorrosiva utilizados. Este ciclo é denominado de “ciclo dos metais”. em sistemas de telecomunicações.weg. marítimo. em muitos casos. petroquímica. de construção civil. e custos e manutenção dos métodos de proteção (pinturas anticorrosivas. totalizam custos mais elevados do que aqueles causados por perdas diretas. petrolífera. aparelhos de prótese). O estudo da corrosão envolve conhecimento de vários campos da ciência. b) Manter a Integridade Física Equipamentos e instalações industriais. mundialmente alcançado. Sendo a corrosão um processo espontâneo. nos meios de transporte aéreo. incluindo-se energia e mão-de-obra. Cinética Química. na medicina (uso de implantes cirúrgicos na ortopedia) e na preservação de 11 WEG Indústrias S.).270-000 – Guaramirim . deterioração de automóveis. por exemplo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. etc.net . que se consegue entre outras formas pelos fenômenos de polarização e passivação.As reações de corrosão são espontâneas. como. Eletroquímica. estima-se que uma parcela superior a 30% do aço produzido no mundo seja usada para reposição de peças e partes de equipamentos e instalações deterioradas pela corrosão. mas também as indiretas.

3. . mas a parada da unidade representa grandes custos no valor da produção. para limpeza de permutadores ou trocadores de calor ou para substituição de tubos corroídos. podem custar relativamente pouco. abrangendo a maior parte dos casos de deterioração por corrosão existente na natureza.a) Paralisações acidentais. restaurações. tanques de armazenamento. e) Contaminação de produtos por sais metálicos provenientes da corrosão de embalagens metálicas ou tubulações metálicas. para consolidação de fraturas ósseas que devem resistir à ação corrosiva do soro fisiológico (solução aquosa com cerca de 1% de cloreto de sódio). b) Perda de produto. há necessidade de produção adicional para repor o que foi destruído. d) Inconvenientes para o ser humano: a odontologia e diferentes setores da medicina utilizam diferentes materiais metálicos sob a forma de instrumental cirúrgico. f) Superdimencionamento nos projetos de reatores. e) Conservação de reservas naturais: tendo em vista a destruição dos materiais metálicos pela corrosão.3 TIPOS CORROSÃO DE PROCESSOS DE De uma forma geral. Esses grupos podem ser assim denominados: 2. A pilha de corrosão eletroquímica é constituída de quatro elementos fundamentais: Área anódica: superfície onde se verifica o desgaste (reações de oxidação).Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. gás ou água através de tubulações corroídas. que envolve simultaneamente as áreas anódicas e catódicas. devido à formação de uma pilha ou célula de corrosão. aviões e pontes causando além de perdas materiais. componentes da chuva ácida que não só ataca materiais metálicos. vasos de pressão.270-000 – Guaramirim . perdas de vidas humanas. 2. c) Preservação de monumentos de valor históricos inestimável: corrosão atmosférica acelerada pelos poluentes atmosféricos como óxidos de enxofre que formam ácido sulfuroso e sulfúrico. Área catódica: superfície protegida onde não há desgaste (reações de redução).SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.net . b) Interrupção de comunicações: corrosão em cabos telefônicos e em sistemas de telecomunicações. Ligação elétrica: entre as áreas anódicas e catódicas. embora a corrosão não seja muito representativa em termo de custo direto deve-se levar em consideração o que ela pode representar em: a) Questões de segurança: corrosão localizada muitas vezes resulta em fraturas repentinas de partes críticas de equipamentos. d) Perda de carga em tubulações de condução de água potável devida aos depósitos de tubérculos de óxido de ferro. Também denominada corrosão em meio aquoso. como no caso de caldeiras de trocadores de calor. usados em obras de grande importância histórica.weg. etc.A. oleodutos. em geral na temperatura ambiente. como perdas de óleo. Eletrólito: solução condutora ou condutor iônico. mas também ocasiona a deterioração de materiais não metálicos como mármores e argamassa de cimento. Os processos de corrosão eletroquímica são os mais freqüentes na natureza e se caracterizam basicamente por: 12 WEG Indústrias S. próteses e implantes cirúrgicos. os processos corrosivos podem ser classificados em dois grandes grupos. Em alguns setores.1 CORROSÃO ELETROQUÍMICA Corrosão eletroquímica é um processo que se realiza na presença de água. c) Perda de eficiência proveniente da diminuição da transferência de calor através de depósitos ou produtos de corrosão.

esfoliação. carbono e gases contendo carbono. Entre os meios corrosivos a altas temperaturas estão: enxofre e gases contendo enxofre. vapor de água. corrosão sob fadiga. sendo a grande maioria na temperatura ambiente. pois se pode ter também corrosão por alvéolos ou pites. Tais processos corrosivos se caracterizam basicamente por: a) Realizarem-se ausência de água. necessariamente na 2. com formação. em torno de solda e empolamento pelo hidrogênio. necessariamente na b) Realizarem-se em temperaturas abaixo do ponto de orvalho. formando placas com escavações. Às condições operacionais: Corrosão sob tensão fraturante. intergranular. sódio e vanádio. corrosão por pilhas de concentração e corrosão por aeração diferencial. filiforme. havendo um deslocamento dos elétrons envolvidos entre os dois locais. amônia NH3. quanto ao aspecto. envolvendo operações em temperaturas elevadas. o que não é aceito de maneira ampla. Puntiforme: a corrosão se processa em pontos ou em pequenas áreas localizadas na superfície metálica.4 CLASSIFICAÇÃO DE PROCESSOS CORROSIVOS A classificação dos processos corrosivos pode ser apresentada segundo diferentes pontos de vista. c) Realizarem-se devido à formação de pilhas de corrosão. É chamada.5 FORMAS DE CORROSÃO A corrosão pode ocorrer. Alveolar: a corrosão se processa produzindo sulcos ou escavações semelhantes a alvéolos.270-000 – Guaramirim .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.net . placas. apresentando fundo arredondado e profundidade geralmente menor que o seu diâmetro.2 CORROSÃO QUÍMICA Também denominada corrosão em meio não . grafítica. pela água. Placas: a corrosão se localiza em regiões da superfície metálica e não em toda sua extensão. Às formas da corrosão: Uniforme. por microorganismos e em temperaturas elevadas. Ao mecanismo eletroquímico de corrosão: Corrosão galvânica e corrosão eletrolítica. de maneira generalizada em toda a superfície metálica. que são cavidades apresentando profundidades geralmente maiores que seus diâmetros. como no caso das pilhas de corrosão eletroquímica. tendo-se em relação: 13 WEG Indústrias S. Uniforme: a corrosão se processa em toda a extensão da superfície.aquoso ou corrosão seca. e o conhecimento das formas é muito importante no estudo de um processo corrosivo. como no caso do ferro. Ao meio corrosivo: Corrosão atmosférica. por alguns de corrosão generalizada. Algumas substâncias agressivas atuam no estado de gás ou vapor. Também conhecidos como corrosão ou oxidação em altas temperaturas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. sob diferentes formas. cinzas de óleos combustíveis contendo enxofre. . Esses processos são menos freqüentes na natureza e surgiram basicamente com a industrialização.weg. 2. Como conseqüência do funcionamento das pilhas tem-se a reação de oxidação em um local e a reação de redução em outro. dezincificação. Em b) Realizarem-se devido à interação direta entre o metal e o meio corrosivo. corrosão sob atrito. Pode-se ter a presença de substâncias agressivas associadas a temperaturas elevadas. corrosão – erosão. de escama de ferrugem. produzindo pites. puntiforme.A. A caracterização da forma de corrosão auxilia bastante no esclarecimento do mecanismo e na aplicação de medidas adequadas de proteção.3. pelo solo. alveolar. trasgranular. não havendo deslocamento de elétrons.a) Realizarem-se presença de água. e outras fundidas. hidrogênio. 2. ocorrendo perda uniforme de espessura.

pois o hidrogênio atômico. As ligas de cobre em presença de soluções amoniacais e solicitações mecânicas sofrem facilmente a corrosão sob tensão fraturante.decorrência do aspecto tem-se a conhecida corrosão por pite ou por “pitting”. é comum estudálos em livros de corrosão. Esfoliação: a corrosão se processa em diferentes camadas e o produto de corrosão. pois se tem a corrosão preferencial do ferro e zinco respectivamente. separa as camadas ocasionando o inchamento do material metálico. A corrosão grafítica e a dezincificação podem ser consideradas exemplo de corrosão seletiva. exercendo pressão e originando a formação de bolhas no material metálico. Embora não ocasionando grande perda de massa do material metálico. tem-se a corrosão sob fadiga. e outros. as que trazem maiores inconvenientes aos equipamentos. contrastando com a característica coloração amarela dos latões. em presença de umidade relativa elevada. a superfície metálica. isto é. porém. comumente. Dezincificação: é a corrosão que ocorre em ligas de cobre-zinco (latões) observando-se o aparecimento de regiões com a coloração avermelhada. Corrosão grafítica: a corrosão se processa no ferro fundido cinzento e o ferro metálico é convertido em produtos de corrosão. Transgranular (transcristalina): a corrosão se processa atravessando os grãos da rede cristalina do material metálico. causador do processo. chamada também. ocasionando perfurações em áreas localizadas. em risco. a espessura da parede permanece com a sua dimensão praticamente original.A. fraturas no material metálico.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. quando a solicitação é cíclica. ou falhas. níquel. Em torno de solda: é a corrosão que se observa ao longo e ligeiramente. difundi-se rapidamente para o interior do material metálico e em regiões com descontinuidades. Evidentemente elas assumem maior gravidade do que aquelas anteriormente apresentadas. produzem nas superfícies pintadas. a corrosão sob tensão fraturante. Ocorre geralmente em superfícies metálicas com revestimentos a base de estanho. não constante. Ela se inicia. ele se transforma em hidrogênio molecular (H2). . O hidrogênio atômico. como inclusões e vazios. isto é. que atinjam o substrato. observa-se que. Em tubulações de ferro fundido para condução de água potável. característico da grafite.270-000 – Guaramirim . Observa-se que a área corroída fica com aspecto escuro. porém não em profundidade. pode ser originado da corrosão do material metálico. penetra no aço carbono e como tem pequeno volume atômico. corrosão sob tensão ou por “estress”. os quais perdendo suas propriedades mecânicas podem fraturar quando solicitados por esforços mecânicos tendo-se então. tendo-se. ou não metálico (tintas). nos dois casos. Deve-se considerar que não existem limites rígidos na diferenciação das formas de corrosão alveolar e puntiforme. Filiforme: a corrosão se processa sob a forma de filamentos que se propagam em diferentes direções. daí o nome de empolamento. afastada do cordão de solda. Empolamento pelo hidrogênio: embora não sendo considerados por alguns autores como forma de corrosão. restando à grafite intacta. Nessas duas formas de corrosão. mesmo com corrosão grafítica. Intergranular (intercristalina): a corrosão se processa entre os grãos da rede cristalina do material metálico. os filamentos que fazem com que a película de tinta se desprenda. 14 WEG Indústrias S. formado entre a estrutura de grãos alongados. que pode ser facilmente retirada com uma espátula. da ordem de 85% e revestimentos mais permeáveis a penetração de oxigênio e água. Quando a solicitação mecânica é permanentemente aplicada temse a corrosão sob tensão fraturante e.weg. considerar que elas são entre as quatro formas de corrosão apresentadas. não mais se difundindo. ocorre o comprometimento das características mecânicas dos materiais metálicos. sendo importante. em revestimentos.net . embora não haja perda de massa significativa. H. devida ao cobre.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.

net .A.weg.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.270-000 – Guaramirim .15 WEG Indústrias S.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. .

Estanho. 6 . 24 .Níquel (ativo). portanto corrosão.Aço inoxidável AISI-304 (passivo). 4 . 17 . 10 . 22 .A. 13 . 12 .Ferro fundido. EXTREMIDADE CATÓDICA (MAIS NOBRE) No caso de um metal qualquer tem-se a equação geral de oxidação: M Mn+ + ne(n= números de elétrons perdidos. 3 . 15 . 20 . 8 . 25 .Inconel (passivo).Liga de chumbo e estanho (solda). Verifica-se. Fe 2H+ +2eFe + 2H+ redução) Fe2+ + 2e.5 Cu.Titânio. 29 . 30 . Essa tabela é conhecida por tabela de potenciais de oxidação.Aço inoxidável (ativo) AISI-304 (18-8 Cr-Ni).Ni-Resistente (ferro fundido com alto níquel). 21 . que os metais apresentam diferentes tendências a oxidação. 1.2.Aço carbono. portanto.(oxidação) H2 (redução) Fe2+ revestir totalmente os dois materiais com tinta ou plástico como o teflon. Quando se tem necessidade de unir dois materiais metálicos de potenciais diferentes.Zinco.Aço inoxidável (13 Cr ativo). obtem-se as reações de oxi – redução.Cobre.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 27 .6 Mn). 28 . eles se oxidam.Aço inoxidável ao cromo (11-13 Cr passivo) 26 .Bronze (Cu-Sn). Em alguns casos se procura. 16 . Assim em presença de ar e umidade verifica-se que o ferro se oxida mais do que o níquel e o ouro não se oxida.Inconel (ativo). TABELA DE POTENCIAIS DE OXIDAÇÃO + H2 (oxiEXTREMIDADE ANÓDICA (MENOS NOBRE) 1 . 19 .5 Mg. nem sempre são encontrados dados suficientes na literatura especializada que permitam caracterizar o material que funcionará como anodo. a consulta à tabela de potenciais é de grande utilidade. e= elétrons) Logo. e como estes são vários.6 MECANISMO ELETROQUÍMICO DE CORROSÃO Oxidação é a perda de elétrons por uma espécie química e redução é o ganho de elétrons. como.Solda prata.Platina.Aço inoxidável (ativo) AISI-316 (1810-2 Cr-Ni-Mo). 32 . sendo o sistema formado pelo metal e a solução vizinha do metal.Aço inoxidável AISI-316 (passivo). diminuindo portanto a diferença de potenciais e conseqüentemente o processo corrosivo ou 16 WEG Indústrias S.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. .Prata. quando os metais perdem elétrons.weg.Ouro. É.Cupro níqueis (60-90 Cu.Monel (70 Ni 30 Cu). para se determinar o potencial e a área anódica.Alumínio comercialmente puro (1100).Liga de alumínio (4. Neste caso devem ser realizadas experiências com alguns pares metálicos. 2 . no meio corrosivo em que o equipamento irá operar. 5 .Cádmio.Níquel (passivo). 18 . 11 . 0.Magnésio e suas ligas. Essas tabelas permitem caracterizar o material que terá tendência a funcionar como ânodo (aquele que será corroído). 14 . sofrendo.Grafite. experimentalmente. Os potenciais se alteram com mudança da solução do meio corrosivo. 40-10 Ni). 31 . 7 . por exemplo: clorídrico ou muriático (HCl).Latões (Cu-Zn). quando for inevitável a junção de dois materiais metálicos diferentes.270-000 – Guaramirim . Assim quando o ferro (Fe) é atacado por ácidos.net . 23 .Chumbo. fazer em um deles um revestimento metálico que permita uma aproximação de potenciais. 9 . de grande ajuda para o estudo de processos eletroquímicos de corrosão dispor os metais em tabela que indique a ordem preferencial de ceder elétrons.

1 CORROSÃO GALVÂNICA Resulta do acoplamento de materiais metálicos com diferentes potenciais quando colocados acoplados em presença de um eletrólito (exemplo: água do mar). hidróxido de ferro (ll). Pode-se concluir. Exemplos que permitem explicar o mecanismo da corrosão galvânica.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. logo será o ânodo e o cobre Cátodo. Fe (OH)3. branco) Cátodo: reações de redução possíveis. a corrosão do material metálico que funciona como anodo é muito mais acentuada que a corrosão isolada deste material sob ação do mesmo meio corrosivo. alumínio e zinco como ânodos para proteção do ferro: daí o grande Produto de corrosão: íons Fe2+ e OHmigram e formam o produto de corrosão Fe (OH)2.H2O. Quando materiais metálicos de potenciais elétricos diversos estão em contato. isto é não sofre corrosão.6. usando-se como eletrólito água salgada. em meio neutro. bem como a razão de serem usados magnésio. que o ferro não sofreu corrosão. 2. em presença de umidade e oxigênio: 4Fe + 2O2 + 4H2O 2Fe + 3/2O2 + H2O 4Fe (OH)2 Fe2O3.A. onde se observa que o produto de corrosão ou ferrugem apresenta. Pilha Fe-Cu: consultando-se a tabela de potenciais. permanecendo protegido por ter funcionado como cátodo de uma pilha galvânica.weg. que: 1) O metal que funciona como cátodo fica protegido. Ânodo: oxidação de zinco Zn Zn2+ + 2eCátodo: mesmas reações anteriormente apresentadas para a pilha Fe – Cu. da proteção catódica com ânodos de sacrifício ou galvânicos e a natureza do produto de corrosão são as pilhas formadas pelos metais ferro. em meio aerado tem-se a oxidação do hidróxido de ferro (II). com a formação de hidróxido de ferro (III).Nota: nesta série. Esse hidróxido sofre transformações e de acordo com o teor de oxigênio pode-se ter: § em meio deficiente de oxigênio.H2O. Podem-se também considerar as reações de corrosão do ferro. Esta conclusão explica o mecanismo da proteção catódica com ânodos de sacrifício ou galvânicos. aquela em contato imediato com o metal.H2O As reações explicam as colorações observadas na corrosão atmosférica do ferro ou suas ligas. a formação de magnetita. característica do Fe(OH)2 ou Fe3O4. Produto de Corrosão: Zn+2 + 2OHZn (0H)2 • (hidróxido de zinco. na sua parte inferior. nesse caso. isto é.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. que 17 WEG Indústrias S. coloração preta.270-000 – Guaramirim . 2H2O + 2eH2 + 2OH– (não aerado) 2OH(aerado) H2O + ½ O2 + 2e- Verifica-se. coloração alaranjada típica do Fe2O3. logo zinco será anodo e o ferro cátodo.net . por terem potenciais elétricos diferentes. . gerando uma transferência de cargas elétricas de um para o outro. que pode ser escrito também sob a forma de Fe2O3. Ela se caracteriza por apresentar corrosão localizada próxima à região do acoplamento. Fe3 O4. os materiais agrupados apresentam pequena diferença de comportamento na água do mar. cobre e zinco. verifica-se. Pilha Zn-Fe: consultando-se a tabela de potenciais verifica-se que o zinco tem maior potencial de oxidação. ou verde escuro. e na parte superior. portanto. Fe Fe2+ + 2e - § é verde quando hidratada e preta quando anidra. que o ferro tem maior potencial de oxidação. aquela em contato com mais oxigênio. ocasionando profundas perfurações no material metálico que funciona como ânodo.

apresentam livre do produto de corrosão e. Ela tem um campo de aplicação maior do que a proteção catódica com ânodos de sacrifício. entende-se perfeitamente porque se procura como medidas de proteção: § Usar massas de vedação. baterias convencionais. Pode-se estabelecer uma pilha em que se tenha como fonte doadora de elétrons. desde que haja frestas.6. pode-se concluir que as áreas corroídas serão aquelas em que as correntes de fuga saem da tubulação. mas sim uma fonte de corrente contínua para imprimir a corrente necessária para proteção. Os ânodos mais usados são: § Grafite. originados comumente por vibrações. da pilha possivelmente resultante e indicação de medidas protetoras. portanto corroída. adutoras e estacas de píeres de atracação. Quando elas atingem instalações metálicas enterradas podem ocasionar corrosão nas áreas onde abandonam essas instalações para retornar ao circuito original através do solo ou da água. ou instalação metálica. para fechar o circuito elétrico.3 CORROSÃO SOB ATRITO Se as duas superfícies. baterias solares e termo geradores. 2) A ligação entre materiais metálicos deve ser precedida de consulta à tabela de potenciais ou as tabelas práticas a fim de se prever a possibilidade de caracterização do ânodo e do cátodo. também chamada corrosão sob fricção ou corrosão por atrito oscilante. alumínio e magnésio para a proteção catódica. for sujeita a pequenos deslizamentos relativos. tanques de armazenamento de petróleo ou tanques de navio que apresentam lastros de água salgada. à base de silicones. observa-se a corrosão sob atrito.2 CORROSÃO ELETROLÍTICA Corrosão por eletrólise ou eletrolítica ou corrosão por correntes de fuga. e alta resistividade. gasodutos. pequenas frestas por onde o eletrólito possa penetrar. Nesse caso a estrutura a ser protegida é colocada como cátodo da pilha usando-se anodos inertes. minerodutos e cabos telefônicos. estacas de plataformas marítimas etc. E muito usada em grandes instalações como oleodutos. . em contato e sob carga. ocorre em tubulações enterradas. mais freqüentemente. Conhecendo-se o mecanismo desse processo corrosivo. Essas fontes são. As medidas mais usuais de proteção são: drenagem de corrente. para o eletrólito ou meio ambiente (solo ou água).Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. aterramento adequado de máquinas de solda.weg. Geralmente as áreas corroídas se 18 WEG Indústrias S. Logo. é aquela onde a concentração do íon metálico é menor. adutoras.net . § Ligas de ferro-silício-cromo. das quais pelo menos uma metálica. menos usuais. como visto nos casos anteriores. Ocorre também no contato entre superfícies metálicas e não metálicas. A fresta deve ser suficientemente estreita para manter o meio corrosivo estagnado e suficientemente larga para permitir que o meio corrosivo penetre nela. aplicando – se em estruturas situadas em eletrólitos ou meios de baixa. entre elas. É comum ocorrer essa pilha quando se têm superfícies metálicas superpostas e em contato.uso de ânodos de zinco. 2.A.270-000 – Guaramirim .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. epóxi ou asfalto em locais onde possa 2. Essa proteção é chamada proteção catódica por corrente impressa ou forçada. para cascos de navios. Na pilha formada a região anódica. como é uma forma de corrosão localizada. titânio platinizado e nióbio platinizado: em água do mar. como oleodutos. ou selantes. não um metal. Essas medidas podem ser usadas isoladas ou conjuntamente. emprego de revestimento e emprego de proteção catódica. ferro silício e magnetita: no solo. em pouco tempo tem-se a formação de pites ou alvéolos com a conseqüente perfuração das tubulações. e a região catódica é aquela onde a concentração do íon metálico é maior. Definida como sendo a deterioração de um material metálico forçado a funcionar como ânodo ativo de uma célula ou pilha eletrolítica.6. havendo. como anodos de sacrifício. retificadoras de correntes e. gasodutos. e chumbo-antimônio – prata.

+ 1/2 O2 2OHA ferrugem. atravessam solos com regiões de composição diferentes. atingindo-se espessura de cerca de 3 mm. Fe2O3.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.net . Nota-se. produz ataque acentuado em determinadas regiões ocorrendo à formação de pites ou alvéolos.A. a fim de não ocorrer à corrosão por aeração diferencial: as regiões mais atacadas são aquelas localizadas pouco abaixo do nível do solo.H2O. o emprego de revestimento com massa epóxi a dois componentes. com bons resultados. portanto. Em tubulações de condensadores e trocadores.(menos aerada) Área catódica (mais aerada) H2O + 2e. ou corroída é no interior das frestas. por exemplo. ficando as regiões 19 WEG Indústrias S. vai-se formar numa região intermediária entre a área catódica e a anódica. Casos de corrosão por aeração diferencial têm sido observados em chapas de alumínio e de aço galvanizado superpostas em presença de umidade: observa-se a formação de um resíduo esbranquiçado. Para evitar esta corrosão. Em estruturas metálicas colocadas no mar. como óxidos. Observam-se também. como estacas de píeres de atracação e plataformas submarinas para prospecção de petróleo. Procurase evitar a colocação de tubulações parcialmente enterradas. crescimento biológico. Alguns chamam este caso de corrosão sob depósito. areia. 2. que permitem uma maior ou menor permeabilidade. Para proteção das partes sempre submersas recomenda-se o uso de proteção catódica. de calor pode ocorrer essa corrosão quando partículas sólidas ficam aderentes à superfície interna dos tubos e a pequena velocidade de circulação da água não provoca o deslocamento das mesmas. observa-se corrosão mais acentuada na faixa de variação de maré e de respingos. como nessas frestas a aeração é pequena. casos de corrosão por aeração diferencial em tubulações que. da ação mecânica da água do mar associada com ondas haja a formação de pilhas de aeração diferencial. que polimeriza mesmo debaixo da água. tem sido bastante usado. resulta uma baixa concentração de oxigênio no eletrólito que se encontra em contato com o metal fora das frestas. No caso do alumínio há formação de óxido de alumínio poroso e não-aderente. Na pilha de aeração diferencial o ânodo é a área menos aerada e o cátodo a mais aerada.6. recomenda-se velocidade adequada para a água e conservação dos tubos limpos.haver formação de presença de eletrólito. Daí. embora totalmente enterradas. para evitar a corrosão por aeração diferencial nesses equipamentos. ou permutadores. cujas áreas anódicas vão se deslocando conforme a maré vai subindo ou descendo. As reações que se passam na corrosão por aeração diferencial são: Área anódica (onde ocorre a corrosão) Fe Fe2+ + 2e. .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Evidentemente as regiões sob esses sólidos funcionarão como áreas anódicas devido ao menor teor de oxigênio. Na junção de peças metálicas por rebites ou parafusos podem existir frestas e.4 CORROSÃO DIFERENCIAL POR frestas e AERAÇÃO É a corrosão que ocorre quando se tem um mesmo material metálico em contato com um eletrólito diferentemente aerado. com conseqüente diferença de aeração.weg. Fe2+ + 2OHFe (OH)2 Fe2O3. aplicado nas estacas já montadas: faz-se na área de variação de maré o jateamento e a seguir aplica-se a massa epóxi. Costuma-se também observar problemas de corrosão por aeração diferencial em tubulações onde há possibilidade de deposição de partículas sólidas. Pode-se justificar este admitindo-se que além. A corrosão por aeração diferencial é responsável por grande número de casos de corrosão nas mais variadas instalações e equipamentos industriais. que a área mais atacada. portanto menos aeradas.270-000 – Guaramirim . principalmente por corrente impressa ou forçada. nas áreas confinadas.H2O 2Fe (OH)2 + ½ O2 + H2O É uma corrosão localizada e.

em ambientes de umidade relativa elevada. um fluxo uniforme de líquido com velocidade adequada e com um mínimo de turbulência e entrada de ar. Evitar o uso de madeira. há formação de óxido de zinco ou carbonato de zinco. portanto não protetores. No caso de aço galvanizado.net .A. Especificar desenhos que permitam uma fácil limpeza da superfície. esse processo é conhecido como corrosão ou oxidação branca do aço galvanizado e é freqüente em peças recentemente galvanizadas quando indevidamente embaladas ou armazenadas. O eletrólito constitui-se da água que condensa na superfície metálica. 2. As chapas de zinco nessas regiões perdem seu aspecto original. usar tanques ou reservatórios apoiados em pilares e não no solo. ou material que fique facilmente umedecido e retenha água. e formados nessas condições. Outros constituintes como poeira e poluentes diversos. que podem iniciar corrosão sob depósito ou resultar em turbulência local. Os processos de corrosão por concentração iônica e por aeração. principalmente em meios aquosos. ou ainda outros líquidos como sais fundidos. exceto aquelas impregnadas com inibidor de corrosão. podem acelerar o processo corrosivo. Evitar cantos. sais em suspensão (especialmente na orla marítima). limitado pelas dimensões. na presença de sais ou gases de enxofre. § 20 WEG Indústrias S.1 PRINCIPAIS MEIOS CORROSIVOS Os principais meios corrosivos e respectivos eletrólitos são: Atmosfera: o ar contém umidade. Procurar. Estabelecer uma rotina de freqüente e completa limpeza nas áreas § § § § § § metálicas sujeitas ao acúmulo de depósitos e incrustações. .corroídas com maior rugosidade e conseqüentemente com aspecto diferente nas regiões não atacadas. são freqüentes e. não aderente e. têm muita importância as seguintes medidas que visam minimizar as possibilidades de ocorrência de condições causadoras: § Reduzir. Indicar.7 MEIOS CORROSIVOS Os meios corrosivos no campo da corrosão eletroquímica são responsáveis pelo aparecimento de eletrólito. brancos.270-000 – Guaramirim . Impedir a penetração do meio corrosivo nas frestas por meio de massas de vedação ou selagem. Usar soldas contínuas. Não usar embalagens que sejam feitas de material absorvente.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.7. Tanques ou reservatórios de aço. a possibilidade de frestas.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Devido ao resíduo branco formado. contendo eletrólitos ou oxigênio dissolvidos. O eletrólito é uma solução eletricamente condutora constituída de água contendo sais. devem ser devidamente instalados para se evitar a presença de frestas. ao mínimo necessário. no projeto e operação de trocadores tubulares de calor. por isso. gases industriais (especialmente gases de enxofre). apoiados no solo. quando não se observam certas precauções. ácidos ou bases. nas superfícies em contato com o solo. poeira. Evitar frestas entre um isolante e o material metálico. como apoio para superfícies metálicas como chapas. Usar filtros adequados nas linhas de água dos trocadores ou permutadores de calor para evitar obstruções locais. Usar juntas soldadas ao invés de juntas parafusadas ou rebitadas. Remover sólidos em suspensão. etc. § § § § § § § 2. Especificar juntas de topo e ressaltar a necessidade de penetração completa do metal de solda. aplicação de revestimentos protetores e completa drenagem.weg. que poderiam ocasionar corrosão por aeração diferencial no fundo dos mesmos. tubos e pilares. para evitar a permanência até mesmo de pequenas fendas. dentro dos tubos dos trocadores. áreas de estagnação ou outras regiões favoráveis à acumulação de sólidos.

é a água salgada aerada. resíduos industriais. com predominância de valores superiores a 75%. que é função da presença de sais ou gases dissolvidos. com exceção do espaço de vapor em tanques de armazenamento que pode conter H2S e tornar-se bastante agressivo e do petróleo bruto. os ambientes e condições corrosivas serão agrupados em cinco tipos.weg.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Alguns solos apresentam também características ácidas ou básicas. Superfícies quentes: as superfícies quentes envolvem quatro subcasos: de 80° a 120°C. neste caso. Águas naturais (dos rios. sempre associado à água salgada.A. com ventos predominantes na direção da estrutura a ser pintada. imersão em água doce. quando conjugada com qualquer uma das anteriores. . Produtos químicos: os produtos químicos. O eletrólito constitui-se principalmente da água com sais dissolvidos. em geral no interior. desde que em contato com água ou com umidade e sendo ionizáveis.7.7. 2. imersão em produtos de petróleo. onde não há gases industriais ou sais em suspensão e a umidade relativa do ar se apresenta com valores sempre baixos. f) Atmosfera rural e seca: locais. sendo desta forma um eletrólito por excelência. eventualmente ácidos ou bases. dos lagos ou do subsolo): estas águas podem conter sais minerais. Os outros constituintes podem acelerar o processo corrosivo.3 CLASSIFICAÇÃO DE AMBIENTES E CONDIÇÕES CORROSIVAS A fim de facilitar a seleção dos esquemas de pintura. A pior condição.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. podendo provocar corrosão eletroquímica. Imersão: a imersão envolve quatro subcasos: imersão em água salgada. 21 WEG Indústrias S. O eletrólito constitui-se principalmente da água com sais dissolvidos. d) Atmosfera úmida: locais com umidade relativa do ar média acima de 60%. formam um eletrólito. c) Produtos químicos: a agressividade dependerá da presença de água ou de umidade e do grau de ionização da substância química.2 CLASSIFICAÇÃO DE AMBIENTES CORROSIVOS Os ambientes corrosivos ou as condições que favorecem a corrosão podem ser descritos da seguinte forma: e) Atmosfera urbana e semi-industrial: ocorre nas cidades onde se tem uma razoável quantidade de gases provenientes de veículos automotores e uma indústria razoavelmente desenvolvida. c) Atmosfera industrial: envolvem regiões com muitos gases provenientes de combustão. ATMOSFERA a) Atmosfera marinha: sobre o mar e na orla marítima (até 500 metros da praia).Solos: os solos contêm umidade e sais minerais.net . imersão em produtos químicos. apresentados a seguir: Atmosfera altamente agressiva: é considerada atmosfera altamente agressiva a atmosfera marinha e industrial ou ainda a úmida. particularmente gases oriundos de combustíveis com alto teor de enxofre e outros processos industriais. 2. poluentes diversos e gases dissolvidos. podem acelerar o processo corrosivo. b) Atmosfera próxima à orla marinha: aquela situada além de 500 metros da praia e até aonde os sais possam alcançar.270-000 – Guaramirim . IMERSÃO a) Líquidos aquosos: a agressividade dependerá da resistividade elétrica. Água do mar: esta água contém uma quantidade apreciável de sais. b) Derivados de petróleo: são de modo geral pouco agressivos. Outros constituintes como gases dissolvidos.

posicionar corretamente os perfis a fim 3. e. com afastamento superior a 500 metros (m). em segundo lugar. por dois aspectos principais: em primeiro lugar. boa prática evitá-los. O desgaste do material poderá ser ainda mais acelerado quando o processo erosivo for acompanhado de corrosão. a fim de que possam ser inspecionadas periodicamente e realizados os trabalhos de manutenção necessários. a sobreespessura de corrosão perde totalmente o significado. Prever sobreespessura de corrosão: os equipamentos devem ser projetados prevendo-se uma sobreespessura de material. Atmosfera pouco agressiva: é considerada atmosfera pouco agressiva a atmosfera rural e seca. a fim de assegurar uma menor taxa de corrosão e. Atmosfera medianamente agressiva: são consideradas atmosferas medianamente agressivas a atmosfera úmida.A. não havendo aumento significado no desempenho do equipamento. Todas essas práticas visam. aceleram os processos corrosivos. as tensões introduzidas pela soldagem junto ao cordão de solda tornam essas regiões mais suscetíveis à corrosão. A sobreespessura de 22 WEG Indústrias S. Evitar cantos vivos: os cantos vivos são regiões onde os revestimentos e películas protetoras são de maior dificuldade de aplicação e mais facilmente danificáveis.weg. além de contribuírem para o aparecimento de concentração de tensões. Como se sabe. a urbana e a semi-industrial. Prever fácil acesso para manutenção às áreas suscetíveis à corrosão: os equipamentos ou instalações devem possuir acesso às regiões sujeitas a corrosão. desde que não recebam os ventos predominantes na direção da instalação ou da estrutura a ser pintada e seja localizada a nível próximo do mar. bem como assegurar um adequado controle da corrosão.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. depósito de sólidos (rebarbas). . evitar o aparecimento de pilhas de corrosão. Quando a corrosão se processa de forma localizada. ou de qualquer outra origem. Estão incluídos neste caso locais junto à orla marítima. Prever soldas bem acabadas: soldas com falta de penetração e outros defeitos superficiais podem propiciar o acúmulo de fluidos. as soldas são regiões mais propensas à corrosão. de 250° a 500°C. Prever drenagem de águas pluviais: as águas pluviais. sendo.270-000 – Guaramirim . o metal de adição possui quase sempre características diferentes do metal de base. em virtude dos processos corrosivos. portanto. um desgaste menor e mais uniforme nas áreas anódicas. acima de 500°C. Evitar frestas: desta forma evita-se o aparecimento de pilhas de aeração diferencial e concentração diferencial. A fim de evitar a presença de água. nos casos em que se torna absolutamente inevitável a sua existência.de 120° a 250°C. Dentre esses métodos estão incluídos: Evitar contato de metais dissimilares: desta forma evita-se o aparecimento de pilhas galvânicas.net .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Evitar grande relação entre área catódica e área anódica: quando existirem áreas anódicas e catódicas. PRÁTICAS DE PROJETO São métodos que consistem na utilização de práticas reconhecidas como eficazes na proteção anticorrosiva de equipamentos e instalações industriais. Evitar mudanças bruscas de direção no escoamento de fluidos contendo sólidos em suspensão: fluidos contendo sólidos em suspensão provocam erosão em regiões onde haja mudanças bruscas de direção. as áreas anódicas devem ser substancialmente maiores que as catódicas. de modo geral. que será consumida durante a vida útil do equipamento. quando retidas em contato com a superfície metálica. deve-se prever declividade nas chaparias planas e perfis. corrosão é uma prática de projeto bastante aplicável quando o equipamento ou a instalação estiverem sujeitos a um processo corrosivo uniforme e generalizado. conseqüentemente.

o mecanismo de proteção. Em virtude da porosidade da película. as superfícies zincadas e as estanhadas.net .270-000 – Guaramirim . resistentes a corrosão. haverá um prolongamento da vida do revestimento. a falha do revestimento dá-se sempre por corrosão embaixo da película. O 4. Este fato ocorre quando se utiliza revestimento metálico menos nobre que o metal a se proteger. 4. da sua espessura e da permeabilidade à passagem do eletrólito através da película. o eletrólito chegará à superfície metálica e iniciara um processo corrosivo. como é o caso das tintas de fundo contendo cromato de zinco. para que a pilha de ação galvânica ocorra. REVESTIMENTOS PROTETORES São películas aplicadas sobre a superfície metálica. As películas metálicas protetoras. isentas de poros. 4. objetivando minimizar a degradação da mesma pela ação do meio. devem ser perfeitas. ou tintas com pigmento de zinco. Os mecanismos de proteção das películas metálicas podem ser: por barreira. quando constituídas de um metal mais catódico que o metal de base. O tempo de proteção dado por um revestimento depende do tipo de revestimento (natureza química).1 MECANISMOS DE PROTEÇÃO Os revestimentos. dependendo da sua natureza.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. das forças de coesão e adesão. prever furos para escoamento da água. que dificultam o contato da superfície com o meio corrosivo. As películas mais anódicas podem ser imperfeitas porque elas conferem proteção catódica à superfície do metal base. Os processos de revestimentos metálicos mais comuns são: Cladização: os clads constituem-se de chapas de um metal ou ligas. Deposição por imersão a quente: pela imersão a quente obtém-se. faz-se necessária à presença do eletrólito. Evitar regiões em contato entre si (apoiadas). ou seja. A duração de um revestimento pode ser ampliada quando se possui pigmentos inibidores. os quais conferem um mecanismo de inibição anódica. Esta proteção é denominada de proteção por barreira ou por retardamento do movimento iônico. trincas. Influenciará. esta separação será tão mais longa quanto for o tempo para que o eletrólito chegue ao metal protegido. . quando aplicados sobre a superfície metálica. é claro.A. etc.. se a proteção é somente por barreira. se houver um mecanismo adicional de proteção (inibição anódica ou proteção catódica). por proteção catódica. mas. Os clads mais usados nas indústrias química. Desta forma. aço inoxidável e titânio sobre aço carbono.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. que a própria película é atacada pelo meio corrosivo ou danificada por ações mecânicas. tendem a separar a superfície do meio corrosivo. O principal mecanismo de proteção dos revestimentos é por barreira. ao invés de evitá-la. poderá também proteger por inibição anódica ou por proteção catódica. Para que a proteção seja efetiva.. Outra forma de ampliar a vida de um revestimento é quando ele possui um mecanismo adicional de proteção denominado proteção catódica. Neste caso.weg. forma-se uma pilha galvânica entre o metal de base e o metal ou pigmento metálico do revestimento. fosfato de zinco. para que se evite que diante de uma eventual falha provoquem corrosão na superfície metálica do metal de base. revestindo e protegendo um outro metal com função estrutural. entre outras. tão logo o eletrólito chegue a superfície metálica.2 REVESTIMENTOS METÁLICOS Consistem na interposição de uma película metálica entre o meio corrosivo e o metal que se quer proteger. iniciará o processo corrosivo.de não acumularem água. Assim. etc. entre outros. enquanto que. também. onde não haja estanqueidade e acesso para a pintura: a entrada e o conseqüente acúmulo de eletrólito entre as duas superfícies podem provocar forte processo corrosivo. dentre outros. petroquímica e de petróleo são os de monel. neste tempo. dos casos em 23 WEG Indústrias S. depois de algum tempo. com exceção.

A. alumínio. Revestimento com esmalte vítreo: consiste na colocação de uma camada de esmalte vítreo (vidro + cargas + pigmentos) aplicada sob a forma de esmalte e fundida em fornos apropriados. Fosfatização: consiste na adição de uma camada de fosfato à superfície metálica. Revestimentos com argamassa de cimento: consiste na colocação de uma camada de argamassa de cimento. o revestimento com argamassa de cimento e areia é a melhor solução para tubulações transportando água salgada. A fosfatização é um processo largamente empregado nas indústrias automobilísticas.3 REVESTIMENTOS NÃO-METÁLICOS INORGÂNICOS Consistem na interposição de uma película não-metálica inorgânica entre o meio corrosivo e o metal que se quer proteger. aplica-se a fosfatização. Anodização: consiste em tornar mais espessa a camada protetora passivante existente em certos metais. plasma ou por detonação. Deposição química: consiste na deposição de metais por meio de um processo de redução química. Por eletrodeposição é comum revestir-se com cromo.net . Consegue-se uma película de alta resistência química. Metalização: é o processo por meio do qual se deposita sobre uma superfície. . A camada de fosfato inibe processos corrosivos e constitui-se. seguindose a pintura. por ser um metal muito tóxico. por barreira e por inibição anódica. Se considerarmos os aspectos técnicos e econômicos. neste caso.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.processo de zincagem por imersão é também denominado de galvanização. chumbo. ouro.. móveis e de eletrodomésticos. São os denominados cobre e níquel químico. camadas de materiais metálicos. prata. é aplicado normalmente por centrifugação. níquel. cobre e diversas ligas. muito utilizada na indústria química. previamente preparada (jateamento Sa 2 ½). Por metalização fazem-se revestimentos com zinco. Os mecanismos de proteção são. A oxidação superficial pode ser por banhos oxidantes ou processo eletrolítico. Esta camada é aplicada sob a forma de esmalte e fundida em fornos apropriados. maquinas de lavar. muito utilizados em peças com formato delicado e cheias de reentrâncias. Revestimento com material cerâmico: consiste na colocação de uma camada de material cerâmico de alta resistência a 4. estanho e. etc. Após o processo de desengraxe da superfície metálica. com espessura da ordem de 3 a 6 mm. quando aplicada em camada fina e uniforme. Este revestimento é muito empregado na parte interna de tubulações e. especialmente no alumínio. Revestimento com vidro: consiste na colocação de uma camada de vidro sobre a superfície metálica. resistência á corrosão da superfície metálica que se quer proteger. por meio de combustão de gases. A camada de cromatos passivante aumenta a 24 WEG Indústrias S. cádmio. Em tubulações de grande diâmetro é comum usar-se um reforço com tela metálica. em água de refrigeração. tubulações de água de incêndio e água potável. essencialmente. Cromatização: consiste na reação da superfície metálica com soluções ligeiramente ácidas contendo cromatos. estanho. arco elétrico.weg. Eletrodeposição: consiste na deposição eletrolítica de metais que se encontram sob a formar iônica em um banho. cobre. Este revestimento é usado em alguns utensílios domésticos.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. em fogões. principalmente. é aplicado por este processo. Por este processo é comum revestir-se com cobre e níquel. em virtude da sua rugosidade. A superfície a revestir é colocada no Cátodo de uma célula eletrolítica. sobre a superfície metálica. Os metais de deposição são fundidos em uma fonte de calor gerada no bico de uma pistola apropriada. O revestimento interno com cimento é empregado em tubulações para transporte de água salgada.270-000 – Guaramirim . em uma excelente base para pintura. que. O alumínio anodizado é um exemplo muito comum da anodização.

Revestimentos com plásticos e plásticos reforçados: são revestimentos obtidos através da aplicação de diversos tipos de plásticos sobre materiais metálicos. pela dificuldade de manutenção apresentada nestes casos.weg. O mecanismo básico de proteção é por barreira entre o metal e o meio corrosivo. Boa resistência mecânica. alcalinidade.net . então. bóias. deposição ou extrusão. aqueles que atendem ao maior número de características. em função da tubulação que se quer proteger e das características do meio corrosivo. todos os plásticos podem ser usados como revestimentos. tais com navios. Dentre elas podem ser mencionadas: § § § § § § § § § § § Boa e permanente aderência ao tubo. escamas de vidro. gasodutos. É praticamente impossível encontrar um revestimento que atenda a todas estas características com perfeição.270-000 – Guaramirim . Economia.000 µm. oleodutos. são.4 REVESTIMENTOS ORGÂNICOS Consiste na interposição de uma camada de natureza orgânica entre a superfície metálica e o meio corrosivo. O tipo de borracha é selecionado em função destas características de agressividade. ainda. largamente empregado para o controle de corrosão em estruturas aéreas e para estruturas submersas que possam sofrer manutenção periódica em dique seco.A. Por melhor que seja o revestimento. Revestimentos com borrachas: consistem no recobrimento da superfície metálica com uma camada de borracha. protegidas contra a corrosão por revestimentos de alta espessura. somente em casos muito especiais. Boa estabilidade sob efeito de variação de temperatura. Estes revestimentos possuem uma série de características para que possam cumprir as suas finalidades. sais e bactérias do solo. especialmente ácidos. podendo-se.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Basicamente. embarcações. Facilidade de aplicação e reparo. utilizado principalmente para revestimentos de pisos e canais de efluentes. Baixa taxa de absorção de água. A pintura é um revestimento de pequena espessura. a eficiência é sempre inferior a 100% surgindo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. etc. 4. então. dependendo do tipo de borracha e do processo de vulcanização. . em geral. adutoras. Boa e permanente resistência elétrica (resistividade elétrica). situando-se na faixa de 40 a 500 µm (micrometros). Revestimentos para tubulações enterradas ou submersas: as tubulações enterradas ou submersas. 25 WEG Indústrias S. Boa resistência à água.ácidos. São utilizados. em alguns deles usar reforçantes como véu de fibra de vidro. vapor e produtos químicos. É um revestimento que pode assumir diversas durezas. em geral orgânico. Em se tratando de estruturas aéreas. Os principais revestimentos orgânicos são os seguintes: Pintura industrial: é um revestimento. Resistências à acidez. pode-se chegar a 1. Boa flexibilidade. Este revestimento é utilizado na indústria química em equipamentos e tubulações que trabalham com meios altamente corrosivos. etc. utilizando-se o processo de vulcanização. é normalmente a melhor alternativa em termos técnicos e econômicos para proteção anticorrosiva. Durabilidade. Só em casos especiais é empregado em estruturas enterradas. sendo que. a necessidade de complementação com o uso de proteção catódica. entre outros. por meio de colagem. de modo a permitir o manuseio dos tubos revestidos e as dilatações e contrações do duto.

defeitos superficiais. oxigênio do ar e a água de resfriamento. com pouca ou nenhuma oxidação ao longo de sua superfície. Chapa ou perfil com 26 WEG Indústrias S.5. 5. a Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8. a fim de assinalar locais onde haja manchas de óleos.Limpeza com solvente e remoção de defeitos superficiais: nos locais onde haja manchas de óleo. Chapa ou perfil. qualquer sistema de pintura aplicado sobre a carepa. O estado inicial de oxidação é usualmente estabelecido com base nos padrões Norma SIS 05 59 00 e ISO 8. Nos locais onde haja defeitos superficiais.net . gorduras. se não forem removidas. prejudicarão a aderência da película da tinta. . graxas. graxa ou gordura. deve-se proceder a remoção por esmerilhamento. poderá se desprender junto com ela. envolve três operações importantes: 1 . em geral. Esta carepa é encontrada não apenas em chapas. A carepa é constituída de uma mistura de óxidos de ferro. são formadas pela laminação dos lingotes aquecidos a uma temperatura em torno de 1250ºC. É sem dúvida o pior inimigo da pintura. impregnação de abrasivos. etc.501-1.Limpeza por ação manual e mecânica: após a limpeza com solvente e a remoção de defeitos superficiais. pois.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. O QUE É CAREPA DE LAMINAÇÃO? As chapas de aço laminadas a quente. procede-se a limpeza da superfície de modo a deixar a superfície com o grau de limpeza e com o perfil de rugosidade requerida pelo esquema de pintura.Inspeção: deve-se proceder a uma inspeção visual geral da superfície a ser pintada. por limpeza manual e mecânica. deve-se proceder à limpeza com solvente.weg. A carepa não é aço.501-1 estabelecem quatro estados iniciais de oxidação de chapas de aço que apresentam carepa de laminação aderente.1 GRAUS DE CORROSÃO A fim de facilitar a caracterização de uma superfície a ser submetida ao jateamento e de racionalizar a inspeção de aplicação de pintura industrial. Parte da carepa de laminação que é formada sai durante a laminação e parte fica aderida ao aço.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. e sua tendência natural é se desprender do aço. bem como avaliação do estado inicial de oxidação. também comumente denominadas de graus de intemperismo ou oxidação. por reação com o Grau B – superfície de aço com princípio de desprendimento de carepa de laminação devido à corrosão atmosférica e dilatação diferencial carepa-metal. 2 . 3 . Carepa formada no aço: Fe2O3 Hematita Fe3O4 Magnetita FeO Wustita Fe0 Grau A – superfície de aço com a carepa de laminação aderente intacta.270-000 – Guaramirim . Estas substâncias gordurosas. vergalhões. o que resulta. tubulações. TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE A preparação de superfície para pintura. recémsaído da laminação.A. cobrindo toda a chapa de ambos os lados. no formato de “carepa” (ou escama de laminação) conhecida por chapa preta. impregnação de abrasivos. mas também em vigas.

Diluentes. 5. apresentar sinais de formação de cavidades visíveis. Solvenraz. passíveis de serem removidos com uso de produtos alcalinos (soda cáustica). § Limpeza manual. são tidos como tóxicos. E muito importante lavar bem as peças após a aplicação dos tensoativos para remover possíveis resíduos do mesmo que irá interferir na aderência da tinta.início de oxidação e da qual a carepa começou a se desprender ou que sofreu pequena ação de intemperismo. A maioria das graxas e óleos são insolúveis em água.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. óleos solúveis. cavacos e outros. Por isso quando usados. As peças geralmente são limpas por meio de imersão ou banhos de spray a quente (40 a 60ºC). deve-se sempre ser instalado em locais muito bem ventilados.2. bem como a remoção de poeiras. Algumas empresas ainda utilizam solventes clorados. § Limpeza com jateamento abrasivo.net .1 LIMPEZA QUÍMICA Grau C – superfície de aço onde toda a carepa de laminação foi eliminada e na qual se observa uma corrosão atmosférica uniforme generalizada. § Hidrojateamento. sem. embora não inflamáveis.2 DESENGRAXE COM SOLVENTE Antes de definir qual a forma de desengraxe a ser usado. também na remoção de sais e óxidos solúveis. Chapa ou perfil que sofre uma exposição exagerada à atmosfera. § Limpeza com ferramentas mecânicas manuais. são: § Limpeza química. Os solventes usados podem ser de muitos tipos: Thinners de limpeza.2.2 TIPOS DE LIMPEZA DE SUPERFÍCIE Os principias tipos de limpeza para a pintura de equipamentos e instalações industriais. esse método ainda é muito utilizado para remover graxas. 27 WEG Indústrias S. Alguns tipos de óleos minerais não são saponificáveis e para a sua remoção se faz necessário o uso de solventes orgânicos apropriados. é importante conhecer o tipo de contaminante a ser removido.270-000 – Guaramirim .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. .A. em seguida é efetuado uma boa lavagem com água limpa. etc. 5. resultando em processo corrosivo. Existem graxas saponificáveis. ou de tensoativos em formas de soluções (Detergentes) que é muito eficiente. lubrificantes e óleos protetivos que restam depositados sobre as superfície após operações de usinagem e manuseio. isto é. § Fosfatização. Embora pouco eficiente. apresentando pits e alvéolos. Grau D – superfície de aço onde toda a carepa de laminação foi eliminada e na qual se observa uma corrosão atmosférica severa e generalizada. contudo.weg. Chapa ou perfil que sofreu um completo intemperismo desagregando toda a carepa de laminação podendo o restante ser removido por raspagem. 5.

O jato abrasivo é obtido pela projeção. Grande risco para a saúde e incêndio. tais como escovas rotativas. por meio de ferramentas mecânicas manuais.270-000 – Guaramirim .O método de aplicação de solventes consiste em: Fricção com panos limpos (brancos). Escova rotativa 5. dificultar a adesão da tinta. de baixo rendimento de execução e recomendável apenas quando não for possível a aplicação de um método mais eficiente.2.5 LIMPEZA ABRASIVO COM JATEAMENTO Escova Manual Raspadeira Consiste na remoção da camada de óxidos e outras substâncias depositadas sobre a superfície. escória de cobre. é fácil de aplicar e o método não requer grandes espaços. desengraxe por vapor (solventes clorados). Por este método. proporcionar uma limpeza adequada e deixar na superfície uma rugosidade excelente para uma boa ancoragem da película de tinta. 5. 5.net . de partículas de abrasivo.4 LIMPEZA COM MECÂNICAS MANUAIS FERRAMENTAS Consiste na remoção da camada de óxidos e outros materiais não muito aderentes. Desvantagens: Os solventes. impulsionadas por um fluído. ficam rapidamente impregnados com óleo e graxa. Método que requer muita mão de obra envolvendo perda de solvente por evaporação. graxa e poeiras e não tem efeito sobre ferrugem e carepa de laminação. Logo. Na limpeza por jateamento abrasivo.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. raspadores. como conseqüência. É um tipo de limpeza ainda precário. sobre a superfície. tais como escovas de aço.3 LIMPEZA MANUAL Consiste na remoção da camada de óxidos e outros materiais não muito aderentes.A. em geral o ar comprimido.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. marteletes de agulha (Agulheiros). Só remove óleo. por meio de ferramentas manuais. lixas. porém melhor que a limpeza manual.501-1. Vantagens: Os solventes removem bem os óleos e graxas com facilidade. etc. Este tipo de limpeza corresponde ao padrão St3 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8. lixadeiras. imersão. deixam de limpar e apenas espalham os contaminantes. etc. sugere-se que seu valor seja relacionado com a espessura total do filme. spray. Este tipo de limpeza é um dos mais recomendados para aplicação de pintura. dentre outros. É um tipo de limpeza precária.2. Este tipo de limpeza corresponde ao padrão St2 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8. Dependendo da ferramenta utilizada. bem como os equipamentos ou utensílios empregados.weg.2. por meio da aplicação de um jato abrasivo de granalha de aço. Para que o desempenho do esquema de pintura não seja prejudicado por um eventual excesso de rugosidade da superfície. distinguem-se quatro graus de jateamento. de rendimento de execução relativamente baixo. . por ser de grande rendimento de execução. o método tem ainda como inconveniente a possibilidade de polir a superfície e. não se consegue um grau de limpeza adequado para aplicação de tintas que não tenham boa adesividade ou que atuem pelo mecanismo de proteção catódica. 28 WEG Indústrias S.501-1. por razões técnicas ou econômicas.

os quais devem ser realizados em superfícies de aço cujo estado inicial de oxidação é também classificado em quatro graus. ferro fundido ou vidro: usados apenas para pequenos trabalhos de limpeza e para tratamento mecânico de endurecimento superficial. Granalhas sintéticas: são usadas granalhas de material duro como carbonetos. onde se pode verificar que nos bicos tipo venturi a área de alto impacto ocupa toda a superfície de jato. pouco comum em pintura industrial. . Só é economicamente viável quando o jateamento é feito em ambiente onde o abrasivo pode ser recuperado e reaproveitado.Abrasivo O jatista deve ser protegido. em especial no seu Convencional Venturi Esquema dos bicos convencional e venturi 1 – Compressor 2 – Mangueira de ar 3 – Vaso de pressão 4 – Mangueira de ar-abrasivo 5 – Bico 6 – Válvula de controle remoto 7 – Separador de umidade 8 – Separador de óleo 9 – Jato abrasivo 10 – Capacete com ar puro 11 – Separador de óleo do ar 12 . Abaixo pode-se observar as áreas de impacto de bicos tipo retos e venturi. O vaso de pressão deve ser de duplo compartimento e possuir válvula de segurança e uma válvula automática para enchimento. O ar deve ser desumidificado no separador de umidade e ter o óleo removido no filtro. conduzindo a uma maior efetividade 29 WEG Indústrias S. sendo. Esferas de aço. para sua perfeita segurança. de modo geral. a fim de se ter o máximo de reaproveitamento. portanto. rendimento.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.6 MPa (100 psi) no bico e uma vazão de ar compatível com o tamanho do equipamento de jato e com o diâmetro interno do bico. O compressor deve fornecer o ar com uma pressão da ordem de 0.weg. O equipamento para jateamento abrasivo constitui-se basicamente dos seguintes componentes: no jateamento. quase sempre. e até mesmo materiais plásticos. escórias.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.270-000 – Guaramirim .net . vestuário adequado e luvas. em circuitos fechados. por um capacete e uma máscara com entrada de ar puro. TIPOS DE ABRASIVOS Granalha de aço: é usada.A. A válvula de mistura ar-abrasivo deve ser de características compatíveis com o equipamento. Estes abrasivos são ainda de pouca aplicação no Brasil.

0 1..5 mm (3/8") como pressão de 7 kg/cm2 ....60 m2/dia/bico Jato quase branco .... deve ser proporcional à espessura mínima 30 WEG Indústrias S. .7 25 18 16 12 85 90 100 200 70 75 80 150 1. a qual deve ser protegida adequadamente.. O jateamento com areia úmida apresenta o inconveniente da oxidação rápida sofrida até a evaporação da água.270-000 – Guaramirim .net .A.2 1. bauxita sinterizada.7 1.Outros materiais: poderão ser usados em condições especiais..2 1. carbonetos duros. deve se lavar as peças com água limpa e secar rapidamente com ar comprimido limpo e seco..Sa 3..4 1. 2) Equipamentos já montados devem ser protegidos com lonas e exigem atenção especial...0 1..SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.80 m2/dia/bico Jato comercial .. evitando-se assim problemas de deficiente adesão de tinta. Nos casos onde o intervalo de tempo entre a aplicação da primeira demão e da demão subseqüente é grande e o ambiente é agressivo... escórias de cobre....Sa 2 ½ . 0. Após o jateamento à úmido. por exemplo. sendo o mais empregado até o momento o nitrito de sódio....weg.deve render em média o seguinte: Jato branco ..100 m2/dia/bico Jato ligeiro . pode-se adotar um perfil de rugosidade de cerca de 2/3 da espessura da primeira demão. ORIENTAÇÃO NA APLICAÇÃO DO JATEAMENTO PERFIL DE RUGOSIDADE EM FUNÇÃO DO ABRASIVO ABRASIVO TAMANHO MÁXIMO PARTÍCULA Abertur a da peneira (mm) Altur a máxima de perfil (µm) Rugo sidad e médi a (µm) DA Nºda penei ra ASTM e-11 Granalha de aço (Partícula angular) Nº G 50 SAE Nº G 40 SAE Nº G 25 SAE Nº G 16 SAE Granalha de aço (esféricas) Nº S 230 SAE Nº S 280 SAE Nº S 330 SAE Nº S 390 SAE 1) Os trabalhos de limpeza com jato devem ser de modo a não danificar a pintura já realizada.. O perfil de rugosidade obtido no jateamento da superfície é função principalmente da granulometria do abrasivo. Como alternativa de limpeza de superfície pode-se utilizar o jateamento com a areia úmida e o hidrojateamento. o que pode ser evitado com o uso de inibidores de corrosão.. 70 . evitando-se assim oxidação após a aplicação desta primeira demão. recomendada pelo esquema de pintura... como.Sa 1...Sa 2 .7 18 16 14 12 80 85 90 95 65 70 75 80 Após a operação de jateamento abrasivo. particularmente com abrasivos.(100 psi) .... acima de 150 m2/dia/bico 4) Em situações de jateamento em áreas confinadas... 3) Num turno normal de trabalho. um jatista usando bico de 4. instalar exaustores com mangotes para jogar a poeira longe do local de pintura ou equipamentos Não se deve jatear quando a umidade relativa do ar for maior que 85%.. A rugosidade da superfície após a limpeza. dentre outros. a superfície a ser pintada deve ser limpa com ar seco..Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. removendo-se a poeira proveniente do mesmo. bem como eventual impregnação com partículas grosseiras. sendo comum adotar-se um perfil médio de rugosidade do material de cerca de 1/4 a 1/3 da espessura total da camada de tintas prevista pelo esquema de pintura..

que apresentarem qualquer deterioração ou oxidação visível. deverão ser rejateadas. em geral pouco empregada para pintura.270-000 – Guaramirim .weg. Devem ser previamente considerados o grau de poluição atmosférica existente no local. . no máximo de 75%. enquanto que sob condições de atmosfera industrial ou marítima. por jateamento ligeiro e comercial.501-1 e a SIS 05 59 00 não prevêem também para o Grau A limpeza manual e com ferramentas mecânicas manuais.501-1. e nem é boa prática. etc. ou ainda sob condições meteorológicas desfavoráveis. com o “shopprimer” especificado. GRAUS DE LIMPEZA COM JATEAMENTO ABRASIVO Limpeza ligeira ou jato de escovamento: constitui-se numa limpeza ligeira e precária. é de importância vital que a pintura seja aplicada o mais rápido possível. a superfície de aço fica em estado vulnerável. devendo ser protegida imediatamente com a primeira demão do sistema de pintura ou. as condições meteorológicas da época do ano e a temperatura e umidade relativa do ambiente na ocasião do trabalho. com intervalo máximo de até 2h. Contudo. Limpeza ao metal cinza ou jateamento comercial: constitui-se numa limpeza de superfície com a retirada de óxidos. As Normas ISO 8.INTERVALO ENTRE JATEAMENTO E PINTURA Após o jateamento. é necessário observar as considerações seguintes: a) Um intervalo de até 4 horas entre o jateamento e a pintura é bastante seguro. é possível considerar intervalos máximos de 4 ou até 6 horas.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. A retirada do produto de corrosão neste caso situa-se em torno de 5%. devido a dificuldade de remoção da carepa que é muito aderente. carepa de laminação. ou ainda que não tiverem sido pintadas no mesmo dia de trabalho. As Normas Sueca ISO 8. Não é recomendável.. em termos práticos. em cerca de 50% da 31 WEG Indústrias S. como dentro de galpões com atmosfera limpa e umidade relativa em torno de 70%. Corresponde ao padrão Sa 1 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e de ISO 8. b) Em trabalho ao ar livre é difícil estabelecer com segurança um intervalo máximo para aplicação da pintura. para superfície cujo estado de oxidação é o Grau A. deixar a superfície jateada exposta. exceto em alguns casos de repintura. quando o trabalho está sendo realizado em ambiente abrigado. TIPO DE ISO LIMPEZA 8501-1 Limpeza manual Limpeza com ferramenta mecânica manual Jateamento ligeiro ou de escovament o (brush off) Jateamento comercial ou ao metal cinza Jateamento ao metal quase branco St2 St3 NORMA NORMA SIS 05 SSPC 59 00 St2 SP 2 St3 SP 3 NORMA PETROBRÁS N-6 N-7 B Sa1 C Sa 1 D Sa1 B Sa 2 C Sa 2 D Sa 2 B Sa1 C Sa 1 D Sa1 B Sa 2 C Sa 2 D Sa 2 SP 7 N-9 (Grau Sa 1) N-9 (Grau Sa 2) SP 6 A Sa 2½ B Sa 2½ C Sa 2½ D Sa 2½ Jateamento A Sa 3 ao metal B Sa 3 branco C Sa 3 D Sa 3 A Sa 2½ B Sa 2½ C Sa 2½ D Sa 2½ A Sa 3 B Sa 3 C Sa 3 D Sa 3 SP 10 N-9 (Grau Sa 2 ½) N-9 (Grau Sa 3) SP 5 Notas: 1. de acordo com a conveniência da obra.A. d) Superfícies jateadas que sofrerem condensação de umidade.501-1 e a Sueca SIS 05 59 00 não prevêem a limpeza. 2. c) Sob condições muito favoráveis de tempo seco e em atmosfera com um mínimo de poluição.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.net .

por conseguinte os problemas causados por poluição de pó e pela disposição de abrasivos gastos são eliminados.weg.5011.501-1. porém. acionado por motor Diesel. plástico. Há algumas tentativas de promover o perfil de rugosidade através da inclusão de pequeno percentual de abrasivo na água do hidrojato.A. PROBLEMAS COMUNS NO PROCESSO DE JATO • • • • • • • • • Pré-limpeza com solvente insuficiente. Limpeza ao metal quase branco: constituise numa limpeza de superfície com a retirada quase total dos óxidos. carepa de laminação. encontramos os seguintes tipos de pressões operacionais. Limpeza ao metal branco: constitui-se numa limpeza com a retirada total de óxidos. A principal exigência deste equipamento é que a máquina atinja o mínimo de 1. atendendo os requisitos ambientais. etc. remoção de tintas. Abrasivo contaminado.2.2. Abrasivo de tamanho inadequado. Pode ser realizado em qualquer tipo de serviço de manutenção anticorrosiva. etc.superfície a ser pintada. não é possível utilizar granalha de aço ou vidro. por questões de poluição ambiental e doenças profissionais. No hidrojateamento.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. sem 32 WEG Indústrias S.. admitindo-se cerca de 5% da área limpa com manchas ou raias de óxidos encrustados. Manuseio com as mãos na peça. mais a propriedade de ser aplicado com qualquer condição de alta umidade do ar. Este processo também não produz faísca. o processo de hidrojateamento pode ser executado em qualquer região rural ou industrial. produtos de corrosão. o uso de material abrasivo. Reutilização da areia. É importante salientar. tubulações internas e externas.7 HIDROJATEAMENTO NA REMOÇÃO DE TINTA Hidrojateamento é uma técnica para remoção de tinta ou limpeza de superfície que confia na energia da água o efeito de limpeza completo.6 HIDROJATEAMENTO COM ULTRAALTA PRESSÃO ATRAVÉS DO PROCESSO HYDROBLASTING O hidrojateamento é de grande eficácia na retirada de materiais soltos. ferrugens e incrustações de difícil remoção em estruturas. Perfil de rugosidade inadequado. a saber: 5. borracha. que pela não geração de material particulado sólido em suspensão na atmosfera local. Este sistema é ideal para aplicação em áreas onde. limpeza de superfícies metálicas. etc. retirando apenas a tinta.270-000 – Guaramirim . Corresponde ao padrão Sa 3 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e da ISO 8.net . sendo que o jato de água é dirigido por um ou mais bicos rotativos / diretos sobre a superfície com altíssima energia concentrada. poeiras. 5. Não desgasta a superfície jateada.. além da contaminação não visível (a olho nu) impregnados no substrato. Trata-se de um equipamento com bomba de altíssima pressão de 06 pistões.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Corresponde ao padrão Sa 2 ½ da Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8. Velocidade do jateamento. que compromete a vida útil das tintas. etc. ferrugem ou outro material de que não faça parte da estrutura da superfície metálica ou de alvenaria. onde já existia perfil.700 bar (25. não promove perfil de rugosidade. Condições ambientais inadequadas. A água em alta pressão é distribuída por meio de mangueiras e pistolas especiais para hidrojateamento. corte de concreto e metal. Corresponde ao padrão Sa 2 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e da ISO 8. sendo desta forma viável a aplicação em áreas de riscos (sujeitas à explosão).501-1.. pisos.000 psi) de pressão. . Técnica irregular de jato. carepa de laminação. Abrasivos não são usados no hidrojateamento SPSA (Sistema de Preparação de Superfície com Água). É portanto próprio para superfícies anteriormente pintadas. deixando-se a superfície do metal completamente limpa. bem como seu custo de remoção.

graxa e óleo. caso apareça algumas regiões onde não foi possível a remoção total das tintas velhas.§ § § Limpeza com água a baixa e media pressão até 5.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. inclusive para contato com superfícies úmidas ou molhadas.2. a melhor troca térmica e serviços de limpeza mais espaçados. As superfícies sujeitas ao processo de Hydroblasting poderão apresentar colorações diferentes que vão do metal branco. Quando uma película de revestimento é removida pelo hidrojateamento.000 psi (340 bar) até 10. mas sim.net . PADRÕES DE HIDROJATEAMENTO NA LIMPEZA DE SUPERFÍCIE WJ-1 – superfície livre de todo o óxido. As tonalidades na cor cinza escuro são filmes de óxido ferrítico. a qualidade da superfície. Atualmente. o perfil de ancoragem original é regenerado. Pode ser utilizado em 33 WEG Indústrias S. O seu aspecto pode ser semelhante ao metal branco S3 ou metal quase branco Sa 2 ½ em locais com forte ferrugem ou cinza claro até cinza escuro conforme grau de óxido ferrítico.700 bar).700 bar (25. cinza claro até cinza escuro. dentro dos padrões ecológicos. quando for operado com pressões acima de 1. mesmo que fortemente aderidas. . acima de 25. particularmente em substratos metálicos com corrosão severa e pites. não sendo necessário a utilização de inibidores de corrosão para a aplicação do primer. não produz riscos na superfície dos tubos. é de alta qualidade. O hidrojateamento é muito eficiente na remoção de contaminantes: sais solúveis. já estão disponíveis no mercado tintas especiais compatíveis com o sistema de hidrojateamento. Este filme forma parte do substrato e não apresenta um problema de contaminação para as tintas. este sistema apresenta a solução ideal. Devido à perfeita limpeza. WJ-3 – limpeza com acabamento visual da superfície deixando • da superfície livre de resíduos (exceto carepa) e ficando o restante contendo em forma aleatória. § 5. No Hydroblasting. Estas manchas não são possíveis de serem removidas por este processo. placas de corrosão e películas de tinta. sendo 95% da superfície livre de resíduos visíveis e restando 5% em forma aleatória dispersa de manchas de óxido ferrítico e tintas.000 psi (340 bar). Limpeza com água a alta pressão de 5. VANTAGENS DO SISTEMA HIDROJATO § § O hidrojateamento não danifica as tubulações. tintas soltas ou não bem aderidas em forma uniforme. WJ-2 – limpeza com acabamento visual da chapa. gera menos resíduo e é economicamente viável. O processo de Hydroblasting atende as especificações da ISO 14. mancha de ferrugem e tintas. tinta e corpos estranhos com acabamento no metal com ou sem manchas. Em muitos casos não é necessária à paralisação do equipamento em funcionamento para a execução do Hydroblasting ou aplicação das tintas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Não interessa o aspecto “visual da chapa”.000 psi).weg. Entretanto estudos recentes demonstraram que a utilização de nanocerâmicos (nanopartículas de cerâmica) como prétratamento. isto indica claramente a sua alta e perfeita aderência ao substrato.270-000 – Guaramirim . obtemos com resultado.000 psi (1. O processo nanocerâmico além de isento de fosfato e metais pesados é menos complicado que o processo convencional de fosfatização. No caso de tubulações de cobre ou de aço inox. ou seja.A. Hidrojateamento com Ultra Alta Pressão.000.8 TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE COM NANOCERÂMICO Um dos tratamentos de superfícies metálicas mais utilizadas é a fosfatização. WJ-4 – remoção de toda ferrugem solta. sendo que as mesmas servem como base para novas camadas de primer.000 psi (700 bar).

• Oferece proteção contra a corrosão durante o tempo de vida do produto. A peça tratada (aço.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Consiste nas seguintes etapas: • Desengraxe alcalino e Lavagem • Decapagem ácida e Lavagem • Refinador • Fosfatização e Lavagem • Passivação e Lavagem • Secagem das peças A cada etapa do processo se faz necessário um bom controle de: tempo de permanência das peças nos banhos. temperatura dos banhos. ETAPAS DO PROCESSO DE FOSFATIZAÇÃO ETAPA 1 . isenta de impurezas. pois se origina de uma reação química com o material base. Redução do tempo de imersão. Geralmente empregado por aplicação por spray ou manual por fricção com pedaços de tecido ou estopas. Vantagens na utilização do tratamento com nanocerâmico: § § § § Aplicação à temperatura ambiente.A. Obs: A camada adere fortemente ao substrato. PROCESSO DE IMERSÃO OU SPRAY FOSFATIZAÇÃO: Além das vantagens acima relacionadas.9 FOSFATIZAÇÃO É um processo químico a partir do qual é obtida uma camada de fosfato de pequena espessura cristalizada sobre superfícies metálicas. e confere melhor adesão da tinta ao substrato e proteção anticorrosiva em comparação ao fosfato de ferro. fosfatizante. A finalidade da fosfatização é melhorar a aderência de tintas e tornar a superfície mais resistente a corrosão. Economia de energia. menos lodo é produzido.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. de superfície anticorrosiva. pois.270-000 – Guaramirim . obtendo uma superfície limpa.2.superfícies que receberão tinta líquida ou em pó e pode ser realizado por imersão ou por spray.weg. A única restrição deste processo é a necessidade de água deionizada (livre de íons) para os enxágües do processo.DESENGRAXE Consiste na remoção de óleo e sujidades das superfícies provenientes das operações de manufatura ou oleamento de usina. manutenção e limpeza dos banhos. • Aumenta sensivelmente a ancoragem da tinta ao substrato. alumínio) recebe uma fina camada inorgânica que fica fortemente aderida superfície.net . É o método mais eficiente de limpeza e preparação de superfície por meio do processo de fosfatização industrial. o que diminui gastos com tratamento de água. e possui excelente capacidade de ancoragem da tinta. o processo é menos poluente que a fosfatização. Protege temporariamente a peça a ser recoberta. PROCESSOS DE FOSFATIZAÇÃO 3 EM 1 Forma de tratamento simples com boa resistência contendo em um único componentes: desengraxante. . 5. Não necessita do processo de passivação (diminui custos). produto os decapante e 34 WEG Indústrias S. lavagem das peças antes de entrar no próximo banho e análise dos banhos para verificar a sua concentração de acordo com cada fornecedor e evitar contaminações. disposição final dos resíduos.

portanto é inviável sua utilização para aspersão. ao invés de limpar a peça. A grande vantagem do ácido fosfórico é sua utilização manual. especiais. protetivos. Ácido Clorídrico (HCl): é usualmente utilizado quando não há aquecimento.270-000 – Guaramirim . neutros. Não são usados para processos de tratamento de superfície. Esta solubilidade faz com que o tensoativo atue na interface do meio aquoso/não aquoso. gravadores. Para materiais não ferrosos: levemente alcalinos. O banho pode ser reciclado via remoção de FeSO4 precipitado em baixas temperaturas (25 a 30°C).5 a 5. É muito prejudicial ao meio ambiente e não recomendado para alguns tipos de substrato. aderem à sujidade na superfície. que reagem com a camada de óxido formada produzindo sais solúveis de fácil remoção por meio de lavagem. a desvantagem é que a camada leve formada de fosfato de ferro pode inibir processos posteriores de fosfatização. pois.SO3. Dodecilsulfonato de Sódio C12H25 . Os decapantes mais comuns são a base de ácidos. desfosfatizantes.net . TENSOATIVOS Tensoativo é uma molécula com uma parte solúvel em óleo e outra solúvel em água. Formas de Aplicação • Aspersão (ação mecânica) • Imersão (com recirculação) • Equipamento portátil de pressurizada (com aquecimento) • Eletrolítico (corrente elétrica) água Fatores que afetam a eficiência de um desengraxante • • • • • • Concentração (quanto maior a concentração melhor a eficiência 0. apresenta baixo custo. A maioria destes tensoativos possui alto poder espumogêneo e. Tipos de Desengraxantes Para materiais ferrosos: alcalinos. . c) Não Iônicos: a molécula não possui carga e é caracterizada pelos grupos C-OH e C=O onde a solubilidade em meio aquoso é conseguida por ligações de hidrogênio.weg. Ex. ácidos. Ácido Fosfórico (H3PO4): custo elevado.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.CRITÉRIOS PARA A SELEÇÃO DE UM DESENGRAXANTE • • • • Tipo de substrato Forma de aplicação Tipo de contaminantes Processo posterior b) Catiônicos: a carga da molécula é positiva: amina e grupo quaternário de nitrogênio. é usado em temperaturas de 60 a 90 °C em concentrações de 5 a 30%.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. se utiliza para leves decapagens devido ao baixo poder de solubilidade do ferro.Na + 35 WEG Indústrias S. Apresentam boa solubilidade em meios neutros ou alcalinos e são muito utilizados em banhos de fosfatos com aspersão devido ao baixo poder espumogêneo. 0 %) Temperatura (varia em torno de 28 a 80°C dependendo do substrato) Contaminação / Tempo de uso do banho Tipo e concentração de tensoativos Agitação (no caso de imersão) Pressão (no caso de aspersão) ETAPA 2 .DECAPAGEM (fase opcional e de pouco uso) Consiste na remoção de camadas de óxidos do metal base que pode ter sido formada durante o processo de laminação a quente ou da ferrugem formada pela ação do tempo durante o transporte ou armazenamento. sulfato e etc. Existem três tipos de tensoativos: a) Aniônicos: a carga da molécula é negativa: carboxilato. neutros. por outro lado.A. Ácido Sulfúrico (H2SO4): é largamente utilizado.

pois.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. de fosfato e com isso mais resistente.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.A.270-000 – Guaramirim .+ O2 2FePO4 . Imersão/ Aspersão Reações Químicas envolvidas Ataque Fe + 2H+(aq. Ni e Mn) Excelente absorção de lubrificantes. evitando a contaminação do estágio subseqüente do processo. Características: Caracteriza-se por trabalhar em regime de transbordamento contínuo para minimizar contaminação do estágio posterior. protetivos óleos de Imersão/ Aspersão Aplicação Imersão/ Aspersão ETAPA 4 . porém.) Fe2+ + H2 (g) • (oxidação – microanodo) Depolarização ETAPA 5.weg. 4H2O + 4H3PO4 fosfofilita modificada) Formação da Lama 2Fe2+ + H2PO4. Tipos de Fosfato Características Classificação Estrutura Amorfa Fosfato Ferro Boa aderência das tintas Boa resistência à corrosão Estrutura Cristalina Fosfato de definida Zinco Excelente aderência das tintas Excelente resistência à corrosão Melhor controle visual Estrutura Cristalina Fosfato definida Tricatiônico Melhor controle visual (Zn. preparando para receber revestimentos orgânicos. 2H2 + O2 2H2O Formação da Camada 3Zn2+ + 6H2PO4Zn3(PO4)2 . proporcionando melhor aderência e resistência à corrosão. Características: Utilizam-se compostos a base de fosfato de titânio. 2H2O↓ (lama borra amarela) 36 WEG Indústrias S. podendo ser aplicado por aspersão ou imersão. em uma superfície não metálica. além de melhorar a aderência da tinta. quando associada à pintura.ENXAGUE PÓS-DESENGRAXE Trata da remoção dos resíduos das superfícies provenientes do estágio de decapagem ácida. evitando falhas ou imperfeições da camada de fosfato depositado para não comprometer a qualidade do processo.ETAPA 3 . .REFINADOR DE CRISTAIS Sua finalidade é condicionar as superfícies a serem fosfatizadas para obtenção de uma camada de fosfato uniforme. podendo ser aplicados por aspersão ou imersão. 4H2O+ 4H3PO4 (Aço Laminado a frio fosfofilita) 3Zn2+ + Mn2+ + 6H2PO4 (aço galvanizado Zn2Mn(PO4)2 . converte a superfície metálica que é sensível a corrosão. Características: Consiste basicamente em fosfatos metálicos dissolvidos em solução aquosa de ácido fosfórico (H3PO4).FOSFATIZAÇÃO É a deposição sobre as superfícies de uma camada de fosfatos metálicos flexíveis e firmemente aderida ao substrato. A fosfatização sozinha não tem muito valor protetivo contra a corrosão nas superfícies metálicas. ou lubrificantes nas operações de deformação a frio ou em partes móveis. ela assume uma importância muito grande. densa e microcristalina.net . 4H2O+ 4H3PO4 (Aço Laminado a frio hopeíta) 3Zn2+ + Fe2 + 6H2PO4Zn2Fe(PO4)2 .

independente do tipo de cristal. Características dos passivadores: . Tipos de substratos que podem ser fosfatizados: Aço Laminado a frio Aço Laminado a quente Aço Galvanizado a quente por imersão (zincado) Aço Galvanizado por eletrodeposição (minimizado) Liga de Galvalume (70% Zinco + 30% Al) Alumínio Ferro Fundido Liga Zamak (Cobre e Zinco). subprodutos de reação e acidez proveniente do estágio de fosfatização.Orgânicos: Composto ácido a base de resinas orgânicas ou polímero sintético. Características Trabalha em regime de transbordamento contínuo para manter a 37 WEG Indústrias S. evitando o empolamento e corrosão filiforme. ETAPA 8 ENXAGUE DEIONIZADA (DI) – ÁGUA Decantador (vista superior) Tanque com Fundo Inclinado (vista lateral) Trata da remoção dos sais solúveis residuais e do excesso de acidez proveniente da passivação.A. ETAPA 6 .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. ETAPA 7 – PASSIVAÇÃO Finalidade: Selar as porosidades existentes na camada de fosfato.Inorgânicos: Composto ácido a base de cromo ou zircônio. Geralmente as peças passam por fornos ou sopros de ar quente e toda a umidade da superfície que possa formar bolhas e prejudicar a pintura é eliminada.FORMAS DE REMOÇÃO DA BORRA Filtro Prensa (vista lateral) água com o mínimo de contaminação possível. com pH e condutividade controlada. Características Trabalha com água contendo baixo teor de sais. para evitar contaminação do estágio posterior. pois a mesma apresenta certo grau de porosidade.net .ENXAGUE PÓS-FOSFATO Tem como objetivo a remoção dos sais residuais. A passivação aumenta a resistência à corrosão melhorando a aderência da tinta. em regime de transbordamento contínuo. para evitar formação de blisters e focos de corrosão.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.weg. ETAPA 9 – SECAGEM DAS PEÇAS Secar as peças em estufa a temperatura na faixa de 100ºC. .270-000 – Guaramirim . .

preparar uma nova solução. Banho de fosfato apresenta muita borra no fundo do tanque. . OBS: O banho novo só deverá ser colocado.weg.DEFEITOS EM PEÇAS FOSFATIZADAS DEFEITO CAMADA MANCHA-DA IDENTIFICAÇÃO Oleosidade ORIGENS Pouco tempo de enxágüe ou renovação deficiente da água após o desengraxe. 6. Se o problema for com o passivador. elas devem ser removidas por esmerilhamento ou lixamento rotativo.A. FALHA CAMADA NA Falhas com aspecto brilhante. se não. limpar as peças com ar comprimido.net .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Nenhum sistema de revestimento pode cobrir adequadamente ou proteger as laminações. Se o resíduo for pequeno. de peças CORREÇÕES Aumentar o tempo de enxágüe e baixar o pH da água a faixa usual. DEFEITOS OBSERVADOS NA SUPERFÍCIE Embora não sejam considerados estritamente como contaminantes. Verificar todas as peças para que as mesmas entrem no desengraxamento sem nenhum tipo de oxidação.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. PEÇAS COM RESÍDUO DE PÓ Peça com excessivo resíduo de pó de fosfato. BANHO CONTAMINADO Banho não funciona. retornar para banho previamente filtrado. MANCHA DE FERRU-GEM decapagem MANCHA AMARE-LADA Peça manchada Concentração do acelerador ou problema com o passivador. sacrificar algumas cargas de peças. Peças com aspecto enferrujado. Concentração ou temperatura baixa no banho desengraxante ou no fosfato. chumbo. LAMINAÇÕES DA SUPERFÍCIE Esses defeitos provavelmente ficarão expostos após o jateamento. Banho de insuficiente. Corrigir a concentração do acelerador para a faixa usual. descartar todo banho. apesar de todos os controles estarem dentro do especificado. nos casos mais graves. alumínio ou excesso de ferro no banho de fosfato. Contaminação com arsênio. Caso a contaminação seja pequena. Tratamento enferrujadas. descartar todo o banho. transferir o banho de fosfato para outro tanque. após uma minuciosa limpeza do tanque de fosfato. Toda laminação deve ser removida com esmeris ou lixas rotativas 38 WEG Indústrias S.270-000 – Guaramirim . Corrigir os parâmetros de trabalho para faixa usual. quando eles tendem a se projetar acima da superfície. os defeitos na superfíc ie contribuem para o aparecimento de falhas no revestimento e precisam ser retificadas como parte do processo de preparação. Após retirar toda a borra do fundo. portanto.

inclusive as bordas cortadas a maçarico. Depois. evitando que ocorra o deslocamento da tinta e conseqüente exposição da peça que ficará sujeita a apresentar início de pontos de corrosão nestes locais.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 39 WEG Indústrias S. INCLUSÕES Todas as inclusões nas superfícies das chapas de aço. devem ser removidas por descascamento e esmerilhamento.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Recomenda-se que as bordas afiadas sejam suavizadas a um raio de 2-3 mm. a qual cria células de corrosão. Esses defeitos devem ser esmerilhados.RACHADURAS E FISSURAS PROFUNDAS Esse tipo de defeito pode conter umidade.weg.270-000 – Guaramirim .A. as tintas podem ser melhoradas quanto à característica de melhor desempenho nas peças nos pontos de cantos vivo. inclusive as carepas de laminação não removidas na cabine automática de jateamento. a superfície pode ser preenchida com solda e suavizada se necessário. a menos que sejam muito profundos. caso em que devem ser preenchidos com solda e depois suavizados. deixando um filme fino que se rompe com facilidade.net . De acordo com a necessidade de cada cliente. BORDAS AFIADAS OU CANTO VIVO A tinta úmida tende a escorrer das bordas afiadas. todas as bordas afiadas devem ser esmerilhadas. Por isso. .

40 WEG Indústrias S. portanto.A. ser reparadas por esmerilhamento e preenchimento. mas as soldas manuais podem ter bordas afiadas ou irregulares que podem causar a ruptura do revestimento. Células de corrosão se formam nos defeitos levando à ruptura do revestimento. As “mordeduras” substanciais devem. . Os defeitos de porosidade devem ser preenchidos com solda e suavizados.net . POROSIDADE DA SOLDA .270-000 – Guaramirim .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. CORDÕES DE SOLDA IRREGULARES Os cordões de solda automáticos são geralmente lisos e não apresentam problemas de revestimento.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. As irregularidades devem ser removidas por esmerilhamento.“MORDEDURA” DA SOLDA As “mordeduras” da solda podem ser difíceis de recobrir e podem levar ao aparecimento de falhas no revestimento.weg.POROSIDADE DA SOLDA Não é possível encobrir a porosidade da solda.

isto se deve ao mecanismo de proteção. Se a corrosão já esta num estágio mais avançado e a camada de zinco já estiver comprometida. . ou seja. Galvanizado antigo Enquanto a chapa não apresentar corrosão vermelha. 41 WEG Indústrias S. surgem bolhas na película de acabamento. b) Escovar (escova manual) a superfície até a eliminação total de resíduos. Geralmente adotando o processo de limpeza por meio de jateamento abrasivo ou limpeza mecânica. Chapas de Alumínio A superfície deverá ser desengraxada com pano limpo embebido em solventes para a remoção de óleos e graxas. aplicar um tratamento através de escovas rotativas ou jato abrasivo. Preparação: a) Desengraxar a peça galvanizada esfregando a superfície com panos brancos limpos embebidos em diluente até a total eliminação de oleosidade e gorduras. mediante indicação da área técnica e jamais. bastando um vigoroso esfregão úmido com escovas de cerdas de nylon ou fibra vegetal. Constitui prática errada aplicação de “primer” de aderência à base de ácido fosfórico (tipo wash primer) sobre chapa de zinco. Galvanizado pintado a) Remover tintas anteriormente aplicadas (aderência comprometida) com removedor.weg. Importante: Superfícies limpas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Em determinadas situações. Trocar os panos com freqüência. tais como: não é inflamável. produtos de corrosão do aço. pode ser adotado um lixamento na superfície visando riscar a mesma para criar um perfil de ancoragem melhor para a tinta. Observação: Solvente não remove a corrosão! Somente aplicar um tratamento com lixa. Chapas de aço revestidas com Zinco É comum.7. Corrosão branca é parcialmente solúvel em água. Um eletrodo de zinco vai se decompondo para que o zinco se transfira para a peça a ser revestida. deve-se tratar o galvanizado como uma superfície de aço enferrujada.A. conseqüentemente.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. É muito conhecido como galvanizado eletrolítico. remove os sais e compostos solúveis por ser aplicado por meio de uma solução aquosa e a oleosidade por ser um tensoativo. Poderá ser aplicado um “shop primer epóxi” para base de aderência. livres de umidade e corrosão: iniciar a pintura imediata após a limpeza. pode-se tratar como descrito para aço zincado a quente novo. As estruturas são porosas e absorvem o ácido que as corrói. e resulta em formação de hidrogênio gasoso e. Recomenda-se a aplicação de tinta do tipo “wash primer” (fundo fosfatizante) ou “shop primer epóxi” sobre superfícies de alumínio limpo como promotor de aderência. pode ser biodegradável. b) Atualmente existe a opção limpeza da peça com a utilização de um detergente (tensoativo) que apresenta algumas vantagens. c) Desengraxar com panos brancos. Chapas de Cobre A superfície também deverá ser desengraxada com panos limpos embebidos em solventes para a remoção de óleos e graxas.1 AÇO GALVANIZADO ELETROLÍTICO (FLORES DE ZINCO) Galvanizado novo O aço é zincado por meio de banhos onde o zinco é depositado por meio de corrente elétrica.net . Não utilizar somente solventes para remoção de óleos ou gorduras que possam conter sobre a superfície. PREPARO FERROSAS DE SUPERFÍCIES NÃO 7. o aparecimento da corrosão do zinco em superfícies revestidas com “primer” de zinco ou mesmo na galvanização metálica do aço. limpos e embebidos em diluente até a total eliminação de oleosidade. após exposição a intempéries. seguido de raspagem/ lavagem com água doce e limpa/ desengraxe com solvente. com o primer promotor de aderência.270-000 – Guaramirim .

Galvanizado a Fogo (envelhecido) a) Lavar substrato para remoção de sais solúveis. Reage com a superfície.2 LIGAS METÁLICAS NÃO FERROSAS Tratamento da superfície idêntico ao indicado para aço galvanizado novo. PISO: Tratamento com ácido Utilizado para promover rugosidade no piso de concreto.weg. criando perfil de ancoragem. Nota: Sobre superfície galvanizada por aspersão térmica. O tratamento de superfície tem como objetivo eliminar a “nata” superficial do cimento formada e qualquer outro tipo de contaminante superficial (a presença de pó solto).270-000 – Guaramirim .A. Aço Zincado por Aspersão Térmica Caso a superfície apresente corrosão branca do zinco. Nota: Iniciar a pintura imediata após a limpeza com o primer promotor de aderência. treinar bem o pessoal para não forçar muito o jato e gastar a camada de zinco perdendo a proteção. Galvanizado a fogo (novo) a) Desengraxar a peça galvanizada esfregando a superfície com panos brancos limpos embebidos em diluente até a total eliminação de oleosidade e gorduras. Efetuar a aplicação da primeira demão de verniz selador ou tinta. Trocar os panos com freqüência. Certificar-se de que no piso não fique pontos com poças d’água. b) Desengraxar. tais como: não é inflamável. Não utilizar lixa. além de produzir rugosidade para garantir a perfeita aderência do sistema. Lavar bem o piso com máquina de pressão “vap”. 7. pode ser biodegradável. c) Jateamento abrasivo ligeiro (Padrão Sa 1). lavar com água doce (potável). b) Desengraxar com pano limpo embebido em solvente até a total eliminação de oleosidade e deposição de impurezas. PISO: Tratamento com ferramenta mecânica Usar lixadeiras de disco de pedra para promover tratamento superficial removendo parte da nata superficial formada no cimento e regularizar a superfície eliminando relevos indesejáveis. não utilizar primer promotor de aderência que em sua composição contenha ácidos tais como: wash primer. se faz necessário.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Aguardar o piso secar por período de 5 a 10 dias certificando que não há presença de umidade no piso através de teste com fixação de filme plástico ou de papel alumínio no piso (Conforme ASTM 4263). c) Alternativa: jato ligeiro. a 25ºC e com umidade relativa do ar em torno de 50% ou período equivalente. Deixar secar.net .3 SUPERFÍCIES DE CONCRETO Deve ser feita mediante indicação da área técnica lembrando que concreto é uma mistura em proporções prefixadas de cimento. PISO: Concreto Novo Não aplicar revestimento sem que o concreto esteja seco e curado pelo menos por 28 dias. seguido de escovamento (sem polir).a) Escovamento / lixamento manual ou mecânico até a total remoção de “corrosão branca” e oxidação vermelha em áreas com o zinco já exaurido. água e um agregado constituído de areia e pedra que após a mistura destes componentes leve a formar uma massa compacta e de consistência mais ou menos plástica e que endureça com o tempo.processo conversão . esfregando com escovas de nylon ou piaçaba. O jato deve ser bem superficial. b) Atualmente existe a opção limpeza da peça com a utilização de um detergente (tensoativo) que apresenta algumas vantagens. Nota: Para utilização deste método. 42 WEG Indústrias S. 7. . d) Fosfatização NBR 9209 . remove os sais e compostos solúveis por ser aplicado por meio de uma solução aquosa e a oleosidade por ser um tensoativo.cristais de fosfato que proporcionam aderência.

Estima-se um consumo de aproximadamente 1 litro a cada 15 m2. certificando-se de sua correta fixação e vedação.net . c) Contaminado: Presença de óleos. Se a infiltração de contaminante é profunda. A pressão da água infiltrada pode gerar no local pintado a formação de empolamento ou bolhas. Fixar a cada 46 m2. com os fatores seguintes: a) Danos mecânicos na película. até parar de formar borbulhas (evitar secar). As falhas na pintura que podem ocorrer estão relacionadas. Deixar secar bem após efetuar a pintura. b) Limpo e boa rugosidade – Varrer bem o piso e efetuar a pintura. O tratamento com ácido não elimina a presença de óleo impregnada no piso.A.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Aplicação do ácido: preparar uma solução com 15% de ácido clorídrico (HCl) ou muriático em água. visando a remoção de partículas soltas. Fixar ao piso um filme plástico ou de papel alumínio (com a face brilhante virada para a superfície a ser avaliada) na medida de aproximadamente 45 X 45 cm com uso de fita adesiva. Deixar a solução reagindo com o concreto. Cuidado: Recomendado mais para piso ao nível do solo. pois.atuando no cimento reduzindo a sua alcalinidade. Em algumas situações este fresamento tem apresentado bom desempenho com a remoção de alguns milímetros. graxas e gorduras. 7. caso contrário. em ordem de importância. Observar se há presença de umidade condensada ou manchas na parte inferior do material fixado no piso. d) Umidade: Em situações mais complicadas de contaminação ou infiltração de umidade no piso gerada por elevação do lençol freático ou excesso de umidade em local próximo do piso. PISO – Teste verificar a presença de umidade em concreto e alvenaria Procedimento baseado na norma ASTM D 4263. .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Certificar-se para que não haja riscos de infiltrações. o ácido pode reagir com a estrutura de metal ou ferragem causando oxidação. Se não houver condensação ou mancha o piso esta apto para receber pintura.270-000 – Guaramirim . Lavar com água em abundância para eliminar todo o resíduo de ácido. PISO: Concreto elaborado a mais tempo a) Limpo e liso – Proceder com o mesmo tratamento destinado a concreto novo. 43 WEG Indústrias S.4 PREPARO PINTADAS PARA REPINTURA DE SUPERFÍCIES MANUTENÇÃO OU A proteção mediante pintura não é por tempo indeterminado e necessita a realização do serviço de manutenção da pintura. Se necessário. Manter por um período de mínimo 16h (de um dia para o outro durante a madrugada). a superfície não poderá ser pintada. a solução pode variar desde a destruição parcial do piso e posterior reconstituição ou. até que se perceba a formação de uma rugosidade parecida com uma lixa grana 80 – 100 em algumas situações por um período de tempo de 3 a 10 minutos em contato com a superfície. recomenda-se a consulta de um especialista. Medir o pH da umidade superficial do piso de concreto. lavar com água e detergente.weg. a utilização de ferramentas mecânica rotativa (Fresa) para gerar um desgaste superficial do piso no local impregnado. Espalhar uniformemente a solução sobre o piso utilizando-se de escova de nylon. b) Limpeza não satisfatória da superfície antes da pintura. comprometendo toda a estrutura.0). evitando a formação de poças. certificando-se que a mesma esteja próximo de pH neutro (pH 7. Umedecer previamente toda a superfície antes com água para evitar que o ácido seque e precipite sais.

lixa quando a área danificada apresentar corrosão leve. e resíduos de graxa ou óleos são removidos com o referido solvente.A.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. consideram-se retoques de pequenas áreas com falhas na pintura.weg. conforme a área envolvida e o grau de corrosão encontrado. deverá ser limpa manual ou mecanicamente de maneira muito minuciosa. do sistema de pintura originalmente especificado para o equipamento.net . O procedimento é o mesmo usado em retoques de áreas grandes. Por exemplo. Repintura Considera-se pintura quando a área danificada for superior a 25%. Área com tinta danificada com corrosão A limpeza da superfície deverá ser como descrito no primeiro sub-item do retoque anterior.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. tubulações ou objeto a ser retocado. e ferramentas mecânicas como escovas rotativas. pistoletes de agulhas ou outros tipos para áreas maiores com corrosão média. usando-se. 44 WEG Indústrias S. fazer a remoção do pó.1 CLASSIFICAÇÃO DA PINTURA DE MANUTENÇÃO Retoques De modo geral. a pincel. cal ou sal são removidos com água. Área com tinta danificada sem corrosão Limpeza da superfície com água ou solvente a base de hidrocarboneto alifático. Este lixamento deverá se estender a uma pequena porção da área adjacente à danificada. especificado para o equipamento.4. resíduos de sulfato. a qual tem origem em espessuras baixas ou limpeza não satisfatória em pequenas áreas: 7. aconselha-se após o retoque com lixa nº 120 ou 180 a aplicação de duas demãos do acabamento em toda área.c) Má aplicação Inspeções posteriores e periódicas fazem-se necessárias para identificar sinais de corrosão localizada. Aplicação do sistema de pintura completo. Se a superfície for de aço carbono ou ferro fundido. Lixamento com lixa nº 120 ou 180.270-000 – Guaramirim . Posteriormente. escovas de aço para áreas médias e com pouca corrosão. trincha ou rolo. Aplicação das duas últimas demãos. tubulações ou objeto a ser retocado. não superiores a 5% da área total. de acordo com a natureza do resíduo presente. Quando for decidido também efetuar a restauração do aspecto estético. . Manutenção geral Considera-se manutenção geral quando as áreas a serem restauradas forem de 5 à 20% da área total.

na maioria das vezes. na maioria dos casos.net . por representarem uma classe de veículos adequados a uma grande variedade de tintas que. Oligômero: é um polímero de baixo peso molecular. As tintas representam uma das aplicações mais importantes dos polímeros. o monômero é o composto químico (geralmente uma pequena molécula) que origina essas unidades repetitivas que constituem a cadeia polimérica. Assim. conseqüentemente. etc. poliuretânicas. maleicas.3 POLIMERIZAÇÃO CONDENSAÇÃO POR A polimerização por condensação ocorre em etapas e. Dímeros: são moléculas formadas pela combinação de dois monômeros. pois reagem com o polímero-base da tinta. um polímero é constituído pela repetição de pequenas unidades químicas ligadas entre si por ligações covalentes. epóxi.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.1 POLÍMEROS E POLIMERIZAÇÃO Os polímeros são substâncias químicas de alto peso molecular obtidos pela reação denominada polimerização. através da quais compostos químicos de baixo peso molecular (monômeros) reagem entre si para formar macromoléculas. 8. melamínicas. TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES Monômero: como já foi mencionado. borracha clorada. A química dos polímeros é extremamente importante em tintas. Como conseqüência deste tipo de reação. por exemplo. através da reação entre grupos funcionais diferentes. uréicas. Alguns oligômeros são usados como reticulantes. poliésteres. repintura automotiva. 5 a 15 unidades. A secagem de uma tinta é. acrílicas. eletrodomésticos. 8. um processo de polimerização.8. etc. . A diversidade de materiais poliméricos empregados por essa atividade industrial é ampla. Os oligômeros são muito importantes na indústria de tintas. pois permite modificar as propriedades de forma a torná-los úteis em aplicações industriais. pois permite obter o sistema polimérico adequado para uma determinada aplicação. particularmente em sistemas de altos sólidos e sistemas de cura por irradiação. A tabela abaixo relaciona alguns 45 WEG Indústrias S.270-000 – Guaramirim . os polímeros por adição são veículos de tintas para a indústria automotiva.2 POLIMERIZAÇÃO POR ADIÇÃO Os polímeros obtidos através da polimerização são muito importantes na indústria de tintas. é constituído por um número pequeno de unidades repetitivas. através de grupos funcionais. sendo as principais: alquídicas. vinílicas. Polimerização: é a reação química através da qual os monômeros se transformam no polímero. é fundamental para obtenção das propriedades desejadas do revestimento correspondente. De forma similar. a importância desta etapa química é grande. tintas para manutenção especializada. por sua vez.A. o trímero é constituído pela combinação de três moléculas monoméricas. A estrutura da macromolécula é constituída pela repetição de unidades estruturais ligadas entre si por ligações covalentes.weg. idênticos ou não. pois. pois. tintas látex para produtos arquitetônicos. o peso molecular é pequeno. atendem a uma enorme diversificação de revestimento. TINTAS 8. resultando em um sistema polimérico com estrutura tridimensional. O processo de obtenção de derivados de compostos poliméricos é de grande importância.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.

poliuretanas. . O veículo. é o constituinte ligante ou aglomerante das partículas de pigmentos e responsável pela formação da película e adesão ao substrato. Incluem-se neste caso as tintas a óleo ou óleo modificadas que secam por oxidação e as tintas polimerizáveis. dímeros. é freqüente a formação de produtos secundários. Exemplos: resinas acrílicas. Exemplos: tintas a óleo.weg. para conferir propriedades especiais. estirenoacrilato.1 VEÍCULO OU RESINAS A resina além de ser o constituinte que mais caracteriza a tinta.A. não sofre nenhuma reação química. à medida que a reação se processa. epóxis. Os veículos das classificados em: tintas podem ser É uma polimerização por etapas.4 CONSTITUINTES DAS TINTAS FUNDAMENTAIS As tintas apresentam constituintes que são considerados básicos e constituintes considerados eventuais ou aditivos. pois a macromolécula vai se formando através da reação de monômeros.. alquídicas modificadas com óleo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Veículos inorgânicos: são os veículos também convertíveis. como a água. após a evaporação do solvente. Veículos convertíveis: são os veículos constituídos por substâncias que sofrem reação química após a aplicação da película de tinta.4.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. como exemplos: • Plastificantes • Secantes • Tensoativos ou dispersantes • Antinatas • Espessantes e geleificantes TIPOS DE VEÍCULOS OU RESINAS As tintas podem ser classificadas em três grandes grupos. onde as tintas constituídas deste veículo. e devem ser retirados. vinílicas e borrachas cloradas. Os constituintes básicos das tintas são: • Veículos • Solventes • Pigmentos Como constituintes eventuais das tintas podem ser citados.polímeros importantes obtidos pelo processo de condensação e a reação correspondente. formam a película seca. composições betuminosas (asfaltos e piches). neste caso. etc.TINTAS CONVENCIONAIS Dentro deste grupo podem destacadas as seguintes tintas: ser 46 WEG Indústrias S. Polímero Poliésteres Poliamidas Melamínicas Poliuretanos Epóxi Fenólicas Reação Poliácidos + Poliálcoois Poliácidos + Poliamidas Melamina + Formol Poliisocianatos + Polióis Bisfenol + Epicloridina Fenóis + Formol 8. Veículos não-convertíveis: são os veículos constituídos por substâncias com propriedades filmógenas. sendo as duas últimas citadas polimerizáveis.270-000 – Guaramirim . A escolha do tipo de tinta identificará o tipo de resina e esta escolha dependerá das características físico-químicas desejadas para a pintura. 1 . conforme as características do veículo. que secam por reação de polimerização. nitrato de celulose.net . na maioria das vezes. 8. que são incorporados apenas a alguns tipos de tintas. tetrâmeros e oligômeros. O exemplo clássico são os silicatos que dão origem ao silicato de zinco. etc. como se estivesse sendo constituída através da união de pedaços. trímeros. porém de natureza inorgânica. fenólicas modificadas com óleo.

óleo de tunge. . Alguns óleos nãosecativos podem também ser utilizados na formulação de tintas. Os óleos secativos possuem molécula não-saturada e secam pela adição de oxigênio as mesmas. • Construção civil (Pintura doméstica). As tintas a óleo possuem secagem mais demorada e são saponificáveis. A reação de polimerização das resinas fenólicas necessita de energia térmica. Praticamente não são mais fabricadas. na forma anidrido ftálico. A secagem dá-se somente pela evaporação do solvente. São obtidas pela reação entre poliálcoois e poliácidos.A.weg. a fim de que possam curar à temperatura ambiente. soja. portanto. sendo. Os principais óleos usados em tintas são: óleos de linhaça. Os óleos apresentam o inconveniente de terem secagem muito lenta.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. recomendáveis somente para atmosferas pouco agressivas e não devem ser usadas em pinturas de imersão. em parte. em parte. enquanto que os poliálcoois mais empregados são o glicerol (glicerina) e o pentaeritritol. portanto. Com o advento das resinas alquídicas. baixa resistência as intempéries e amarelamento. mamona.net .a) Tintas a óleo: as tintas com veículo a óleo são aquelas cujo agregante são os óleos secativos. principalmente. c) Tintas de resinas fenólicas modificadas com óleo: as resinas fenólicas são obtidas pela reação entre o fenol e um aldeído. b) Tintas de resinas alquídicas modificadas com óleo: as resinas alquídicas surgiram da necessidade de se melhorar as propriedades físico-químicas das tintas. d) Tintas betuminosas: são as tintas fabricadas através da solução de asfaltos e piches.270-000 – Guaramirim . Por este fato. • Máquinas e motores que trabalham em ambientes abrigados. quando desidratado. Usos recomendados: • Ambientes industriais de baixa e média agressividade. óleo de soja. • Produtos seriados de pequena importância.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. tungue e oiticica). O poliácido normalmente utilizado é o ácido ftálico. Estas tintas têm maior resistência química e a umidade comparada com as tintas a óleo e as alquídicas modificadas com óleo e boa resistência a ação de raios ultravioleta. A secagem destas tintas dá-se em parte por evaporação do solvente ou coalescência e. Apresentam temperatura limite de utilização da ordem de 60 a 80°C. elas são usadas modificadas com óleo. São tintas de boa resistência à umidade e. A secagem destas tintas dá-se em parte pela evaporação do solvente e em parte pela oxidação do óleo. O óleo de mamona. pela oxidação do óleo secativo. como é o caso dos óleos de mamona e de coco. A palavra alquídica origina-se do inglês Alkyd (alcohol and acid) e se refere à poliésteres que são modificados por óleos e/ou ácidos graxos (óleos de linhaça. A secagem destas tintas dá-se em parte pela evaporação do solvente e. torna-se secativo. TINTA LÍQUIDA SINTÉTICA Características básicas: • Tinta monocomponente (em uma embalagem) • Facilidade de compra • Baixa resistência a: Umidade elevada Imersão em água Meios alcalinos Produtos químicos Solventes fortes • Aplicadas em baixa espessura (3040 Micra) • Ultrapassado o tempo para demão subseqüente. resultando em um poliéster. a camada deve ser lixada para proporcionar boa aderência entre demãos. recomendáveis para ambientes úmidos ou imersão em trabalhos 47 WEG Indústrias S. com a função plastificante. pela oxidação do óleo secativo. muitas dessas propriedades foram melhoradas em virtude da ampla possibilidade de combinação de matériasprimas. • Estruturas abrigadas em locais secos. principalmente. óleo de oiticica.

As resinas acrílicas. Apresentam alguns problemas que limitam o seu uso como. uma boa limpeza de superfície. A secagem destas tintas dá-se somente por evaporação do solvente.TINTAS SEMINOBRES Caracterizam-se pela secagem por evaporação do solvente e são eventualmente denominadas de lacas. “wash-primer” e tinta de acabamento. bem como resistência a óleos e graxas. portanto.net . que secam por coalescência e se tornam resistentes à água após a secagem. há ainda. ocasionando falha precoce. As tintas fabricadas com estas resinas são resistentes a ácidos e álcalis e são pouco tóxicas. As tintas de boa qualidade devem ser isentas de óleo e. Requerem da mesma forma que as anteriores. Podem também ser obtidas a partir de reações que produzem o polivinilbutiral. Sua principal característica é a excelente retenção de brilho. que secam por coalescência. Neste caso. . d) Tintas de estirenoacrilato: as resinas de estirenoacrilato são obtidas através da polimerização de estireno com acrilonitrila. etc. portanto. sendo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. as acrílicas-vinílicas. A utilização mais indicada é para atmosferas medianamente agressivas. As tintas de borracha clorada de boa qualidade devem ser isentas de óleos secativos. devido a sua grande resistência à decomposição pelos raios ultravioleta. Uma das combinações de maior utilização no campo da proteção anticorrosiva envolve a mistura de resinas betuminosas. portanto. sensíveis aos seus solventes. Dentro deste grupo podem ser destacadas as seguintes tintas: a) Tintas acrílicas: as resinas acrílicas são obtidas a partir dos ácidos acrílicos e metacrílico. As resinas sintéticas termoplásticas mais comumente usadas em revestimento de superfícies são as chamadas vinílicas cloreto de polivinila (PVC). 48 WEG Indústrias S.A. 2 . não amarelando quando expostas a intempéries. com resinas epoxídicas.weg. c) Fissuras devido ao processo de plastificação. conferem ao conjunto todas essas propriedades. acetato de polivinila (PVA). não saponificáveis. A secagem destas tintas dá-se somente pela evaporação do solvente. sensíveis a seus solventes. por exemplo: a) Degradação pelo calor por volta de 65°C. c) Tintas vinílicas: as resinas vinílicas são obtidas a partir de cloreto e acetato de vinila. sendo. portanto. apresenta boas propriedades mecânica e boa resistência química. mais precisamente o alcatrão de hulha. através da esterificação. sendo. São recomendadas para atmosferas medianamente agressivas. as tintas de nitrocelulose. As tintas com veículo de estirenoacrilato se caracterizam por uma razoável retenção de cor e de brilho. Outras tintas: além das citadas. São geralmente usadas em: “primer” (ou tintas de fundo). que se copolimerizam em cloreto e acetato de polivinila. A secagem destas tintas dá-se somente por evaporação do solvente. b) Tintas de borracha clorada: as resinas de borracha clorada são obtidas a partir da cloração da borracha.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. um pouco resistentes a raios ultravioleta. que além da excelente resistência a umidade.de pouca responsabilidade e onde a cor preta puder ser aplicada. A secagem destas tintas dá-se somente por evaporação do solvente. Existem ainda as hidrossolúveis. b) Aparecimento de poros. Existem ainda as acrílicas hidrossolúveis. As tintas com veículo acrílico caracterizam-se pela excelente resistência aos raios ultravioleta. quando incorporadas em formulações com outras resinas.270-000 – Guaramirim . temos as chamadas tintas à base de alcatrão de hulha-epóxi. as alquídicas-silicones. as tintas de acetato de celulose. liberando ácido clorídrico. São recomendadas especialmente para tintas de acabamento em equipamentos e instalações onde seja importante certo grau de retenção de cor e brilho. polivinil acetais e as acrílicas.

. 49 WEG Indústrias S. • Tendência ao amarelamento. proporcionando excelente proteção por barreira. necessita polir. dando origem as chamadas éster de epóxi. dos alcatrões. no entanto.TINTAS NITROCELULOSE Característica principal: Secagem por evaporação do solvente. As resinas epóxi podem ainda reagir com os isocianatos. • Calcinam quando expostas ao intemperismo. o isocianato alifático é ótimo promotor de aderência para metais não ferrosos. As resinas epóxi podem ser misturadas com produtos betuminosos (alcatrão). embora com poliamida e com isocianato tenha maior resistência. Estas tintas tem tido um grande incremento em seu uso em manutenção industrial. A cura se dá a temperatura ambiente em aproximadamente sete dias. • Para maior brilho. As tintas fabricadas com estas resinas são de alta performance e de grande uso no Brasil. com a excelente resistência a imersão em água. Vantagens: • Secagem rápida. A fim de obter. • Proporcionam película de baixa espessura. micáceo ou alumínio. • Não tem resistência a maior parte dos solventes. Característica: • Tinta bi-componente Propriedades gerais: • Tintas insaponificáveis em meio alcalino. • Baixa resistência química. Além disso. geralmente são formuladas em alta espessura (da ordem de 120 a 150 µm por demão) e com pigmentos lamelares do tipo óxido de ferro.net . • Boa dureza. As tintas epóxis. Desvantagens: • Tendência ao branqueamento de acordo com a temperatura e umidade. devido ao elevado número de oxidrilas ao longo do de sua cadeia.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. que são de qualidade inferior e comparável as alquídicas e fenólicas modificadas com óleos. A secagem ou cura das tintas epóxi dá-se por polimerização (polimerização por condensação). Tais tintas associam as propriedades de excelente resistência química. o máximo de reatividade entre os componentes. TINTAS NOBRES Dentro deste grupo podem destacadas as seguintes tintas: ser a) Tintas epóxi: as resinas epóxi são obtidas pela reação entre a epicloridrina e o bisfenol. para obtenção de tintas de alta espessura e de grande utilização nos esquemas para imersão. amina ou isocianato. As resinas epóxi podem também ser modificadas com óleo secativo. amida ou isocianato.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. • Fácil aplicação. introduz-se na cadeia da resina epóxi um número maior de oxidrilas. diminuindo ainda o custo final do produto. • Resistência à solvente tipo aguarrás e gasolina. das resinas epóxi.270-000 – Guaramirim .weg. TINTA EPÓXI Tipos genéricos: Epóxi modificado com amida. particularmente em locais onde o jateamento abrasivo for de difícil execução. São fornecidas em dois componentes um contendo o pré-polímero epóxi e o outro o agente de cura que é em geral uma amina.A. • Permite Lixamento rápido.

a camada deve ser lixada para proporcionar boa aderência entre demãos. Usos recomendados: Epóxi-Poliamida Como primer.A. SHOP PRIMER ISOCIANATO Características: • Primer de aderência sobre metais não ferrosos. na maioria das tintas e até 24 horas nas mais modernas. não ferrosos e poliéster reforçado com fibra de vidro (fiberglass). Impacto.net . b) Tintas Poliuretano: as resinas poliuretanas são obtidas da reação de um isocianato com um álcool. • Excelente resistência física e química Cura com Isocianato (Shop Primer) • Bom desempenho de aderência em aço galvanizado. Ótima resistência mecânica. intermediário ou acabamento em interiores de tanques e tubulações de produtos químicos e solventes.270-000 – Guaramirim . Catalizador Alifático: poliisocianatos alifáticos e ciclo-alifáticos permitem obter tintas poliuretanas. não ferrosos e “Fiberglass” (Fibra de vidro). Tipos genéricos: Poliéster ou Acrílico modificado com isocianato alifático ou aromático. Cura com Poliamida • Boa resistência a: Umidade e Imersão em água. Aplicado em baixa espessura (25 micras). Flexibilidade e Impacto. Cura com Poliamina • Alta resistência a: umidade e imersão em água. Compatível com diversos acabamentos. Secagem ou cura: Reação entre dois componentes: a base onde estão os pigmentos (resina de poliéster) e o agente de cura (catalizador) a base de isocianato alifático ou aromático.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.weg. Não interfere na qualidade e processos de solda. Apresentam baixa resistência ao ultravioleta e a estabilidade da cor. Essas tintas também se caracterizam por uma excelente estabilidade da cor. combustíveis e lubrificantes. alta resistência a agentes químicos. exterior portuário ou indústria. Epóxi-Poliamina Como primer. Boa resistência à abrasão (utilizando pigmentos resistentes) • • • • • • • Tempo de vida útil da mistura (Pot Life): É o tempo disponível para utilizar a tinta (componente base + catalisador) após a mistura variando de 3 a 8 horas a 25ºC. Solventes. As tintas fabricadas com estas resinas são de alta performance. alumínio. • Primer de pré-montagem em superfícies de aço carbono. com excelentes propriedades de resistência a intempéries. pois. 50 WEG Indústrias S. Características: 1) Tintas bi-componente (duas embalagens). Catalizador Aromático: são recomendados para ambientes abrigados apresentando boa aderência e boa secagem do filme. Secagem rápida. esses isocianatos são resistentes à ação dos raios ultravioleta. . Abrasão.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. • Bom desempenho quanto a: Aderência. intermediário ou acabamento de plataforma marítima. Custo médio. Epóxi-isocianato Como primer em aço galvanizado. pela excelente resistência aos raios ultravioleta (especialmente as resinas obtidas com isocianatos alifáticos). 2) Maior custo por galão (constituintes caros). resistentes a abrasão e retenção de cor e brilho. São catalisadas com catalizador aromático ou alifático.• • Ultrapassado o tempo de demão subseqüente. Epóxi-betuminoso Como revestimento único em peças e estruturas submersas ou enterradas. 3) Bom desempenho quanto a: Flexibilidade. Produtos químicos. Resistência ao intemperismo durante os seis primeiros meses de montagem. Ácidos e bases fracas.

As resinas de silicone podem ser modificadas. jateamento ao metal quase branco. d) Tintas ricas em zinco: são tintas de alta performance. para fundo e as pigmentadas em alumínio. superfícies quentes. subseqüente. Assim é que os veículos epóxi. São empregadas para pintura de equipamentos até 500 ou 600°C. As tintas fabricadas com estas resinas são indicadas para pintura de superfícies que trabalham em temperaturas superiores a 120°C. porém têm a vantagem de não necessitar aquecimento para a cura. • Recomendado a aplicação em espessuras até 75µm. também. As tintas pigmentadas com pó de zinco requerem teores mínimos de zinco para poderem proteger catodicamente.4) Ultrapassado tempo de demão. em peso. de alta performance. com teor de pó de zinco. ao passo que os de etil-silicato requerem somente 75%. As tintas de silicone modificadas com estas resinas podem ser usadas somente até 250°C. é feito à taxa de 50°C por hora.net . neste caso. Poliéster aromático: Como fundo para acabamento alifático ou como acabamento em locais abrigados c) Tintas de silicone: são resinas semiorgânicas em cujas moléculas existem átomos de silício. As tintas de silicone mais usadas são as pigmentadas em zinco. em relação à de silicato inorgânico de zinco. requerem teores da ordem de 95% em peso. para acabamento. para atmosferas altamente agressivas e para imersão em produtos de petróleo e produtos químicos. etc.A.270-000 – Guaramirim . A secagem destas tintas dá-se em parte pela evaporação do solvente e em parte por conversão térmica. sendo bastante comum à modificação com resinas alquídicas e acrílicas. em geral. • Mecanismo de formação de filme. O zinco epóxi é uma tinta com veículo epóxi e pode ser curada com amina ou amida. O silicato inorgânico de zinco é uma tinta de dois componentes. Possui razoável resistência a abrasão. dentre as quais se pode destacar: • Exigência de excelente limpeza de superfície. Apresenta. quando formuladas em borracha clorada e éster de epóxi. uma vez que as partículas de zinco precisam estar em contato entre si. . Para cura é necessário que o equipamento seja aquecido. sobre fundo epóxi ou poliuretana aromático. O aquecimento. como: • Pode ser aplicado com elevadas umidades relativas do ar. São altamente pigmentadas em zinco. admitindose que acima de 300°C parte da resina se volatilize. É usada como tinta de fundo. É usada como tinta de fundo. para atmosfera altamente agressiva e para imersão em produtos de petróleo e produtos químicos. sendo que as hidrossolúveis secam. Usos recomendados: Poliéster ou Acrílico alifático: Como acabamento. de alta performance. 51 WEG Indústrias S. para utilização como tinta de fundo. com alta resistência ao intemperismo. vantagens em termos de facilidade de aplicação. Requerem para perfeito desempenho uma excelente limpeza de superfície. sendo comum à aplicação sobre jateamento. As tintas mais importantes dessa categoria são: o zinco epóxi. entre 75 a 95% na película seca. Estas tintas ricas em zinco. • Indicadas para ambiente altamente agressivo ou para condições severas de utilização (imersão. devido a características de isolante elétrico do mesmo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. por coalescência. o silicato inorgânico de zinco e o etil-silicato de zinco. • Admite maiores intervalos entre demãos subseqüentes. • Rapidez de secagem.weg. a camada deve ser lixada para proporcionar boa aderência entre demãos.). são monocomponentes e não são consideradas. • Requer mão-de-obra de aplicação especializada. em geral por polimerização ou conversão. sendo que as tintas pigmentadas em alumínio são as de melhor performance. para permitir continuidade elétrica. Importante: Este grupo possui algumas características fundamentais em comum. com tintas nobres. ou seja.

SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. poliuretana. ésteres e outros compostos orgânicos. o fabricante utiliza uma mistura de solventes. com conseqüente diminuição da espessura da película. vem sendo contestadas neste final de século. Os solventes classificados em: também podem ser CLASSIFICAÇÃO DAS TINTAS QUANTO AO SOLVENTE Tintas com Solventes Orgânicos: apresentam grandes vantagens em termos de aplicação e de desempenho. porém tem como inconvenientes: • • Representa custo adicional às tintas. porém aumentam o poder de solubilização do solvente verdadeiro. por evaporação após a secagem.weg. o butílico e o isopropílico. . o tricloroetileno). A água usada como solvente deve ser tratada. porém em face da inflamabilidade e particularmente da toxidez dos solventes orgânicos. havendo uma forte tendência em substituí-las pelas solúveis em água. tolueno e glicóis (diluente para tintas epóxi e poliuretana). Parte volátil das tintas. glicóis (álcool). Os hidrocarbonetos alifáticos mais usados são a nafta e a aguarrás mineral. perfeita formação da película. como é o caso do benzeno e dos solventes clorados (por exemplo. acrílica. tempo de secagem apropriado. Desta forma. a metil-isobutilcetona (MIBK) e a ciclo-hexanona. o xileno (xilol) e as naftas aromáticas. Os ésteres comumente empregados são o acetato de etila.4. Recomendado para diluição de Tintas nitrocelulose e muito utilizado para limpeza de peças. Diluentes: são componentes que embora não sendo solventes do veículo. aromáticos e outros. Alguns componentes orgânicos são muito tóxicos e por isso o seu uso em tintas deve ser evitado.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. necessários às tintas para conferir viscosidade adequada para aplicação. cetonas. Exemplos: aguarrás (solvente verdadeiro para óleos e resinas modificadas com óleos). o de butila. Solventes verdadeiros: são os solventes capazes de solubilizar o veículo. além.). máquinas e equipamentos para a pintura. de modo geral.net .270-000 – Guaramirim . A regra mais adequada a seguir é adquirir solventes para acerto de viscosidade do mesmo fabricante da tinta. ésteres (solvente verdadeiro para acrílicas e vinílicas). porém de fabricantes diferentes. não é recomendado o uso de um solvente de uma tinta em outra. devido às perdas por evaporação. até nos casos em que forem da mesma natureza e especificação. Os solventes são. Os hidrocarbonetos aromáticos são o tolueno (toluol). O solvente poderá também ser água. Os álcoois são o etílico. naturalmente do menor custo possível. álcoois. pura. procurando balancear sua proporção visando conseguir: uma boa solvência. sem contaminantes e com pH neutro ou ligeiramente básico. usadas na construção civil e das tintas hidrossolúveis de uso industrial.A. cetonas (solvente verdadeiro para resinas epóxi. • Tipos de solventes: hidrocarbonetos (alifáticos ou aromáticos). etc. Geralmente composto por misturas de solventes de evaporação Exemplo: Misturas de xileno. como é o caso das tintas de emulsão (látex). As acetonas de uso mais geral são a metil-etil-cetona (MEK). veículo. o de isopropila e o de etilglicol. Thinner: são misturas de solventes a base de cetonas (acetatos). Pode provocar o aparecimento de poros e pontos fracos após a evaporação. Exemplo: tolueno (solvente auxiliar para as resinas acrílicas e vinílicas).2 SOLVENTES São compostos capazes de solubilizar as resinas e diminuir a viscosidade das tintas. Solventes auxiliares: são os solventes que sozinhos não são capazes de solubilizar o 52 WEG Indústrias S.8. contribuem para a diminuição da viscosidade (Diluir a tinta). Na formulação de tintas de um modo geral.

VANTAGENS Sem presença de solventes aromáticos. isto é.A. É importante ressaltar a forte tendência em se utilizar cada vez mais as tintas solúveis em água. sendo para isso necessária a presença de pequena percentagem de solvente orgânico coalescedor (menos de 5% na tinta). A emissão de solventes orgânicos é mínima. e reduzir conseqüentemente o uso das tintas com solventes orgânicos. estes não se exporão a solventes orgânicos prejudiciais a saúde.net . As tintas em pó são normalmente aplicadas com pistolas eletrostáticas. não tóxico. Custo inferior (comparado com tintas hidrossolúveis). Diminui riscos tanto ao patrimônio da empresa. Tinta Base de Solvente DESVANTAGEM Presença aromáticos. evidentemente. outras resinas serão usadas na formulação de tais tintas. não contaminar o meio ambiente e não oferecer riscos a saúde dos pintores. acrílicas e epoxídicas. à Tintas sem solventes ou Tintas em pó: as tintas sem solventes para aplicação pelos processos tradicionais (pincel. pois. Tinta Hidrossolúvel COMPARATIVO ENTRE TINTAS BASE SOLVENTE E TINTAS HIDROSSOLÚVEIS A grande vantagem de se ter a água como solvente de uma tinta é. Em conseqüência. Produto tradicional conhecida). sem riscos para a saúde e não inflamável. tanto para fundo quanto para acabamento e. entretanto. Produto não inflamável. Apresentam como mecanismo básico de secagem a coalescência. e acarreta poucos riscos para o aplicador ou usuário. . de grande importância na pintura de fábrica. VANTAGENS Secagem rápida. onde este constituinte é responsável pela dispersão.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. surgem às tintas em pó. justamente pela dificuldade de aplicação. em face da alta viscosidade. A água é responsável pela dispersão. permitem pintar em locais confinados e com pouca ventilação.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Tecnologia em crescimento.weg. sem os perigos de formação de misturas explosivas ou danosas ao homem. DESVANTAGENS Secagem lenta. sem odor. permitindo películas bastante impermeáveis e de grande utilização na pintura de eletrodomésticos. certamente em breve. quanto à saúde dos operadores.Tintas Hidrossolúveis: são na verdade tintas emulsionadas em água. Dentro desta categoria.270-000 – Guaramirim . Maior cuidado quanto preparação de superfícies. o caráter ecológico do revestimento. 53 WEG Indústrias S. necessidade de uma estufa p/acelerar processo de secagem. de solventes (tecnologia Produto inflamável. As grandes vantagens destas tintas consistem em não apresentar cheiro. rolos e pistolas a ar e sem ar) são de uso mais restrito. Atualmente têm sido produzidas com bons resultados as tintas hidrossolúveis alquídicas.

possuir alto brilho e fraca resistência química e a ação de raios ultravioleta do sol. b) A finalidade: em tintoriais. Pigmentos inorgânicos: os pigmentos inorgânicos são utilizados também com o objetivo tintorial. óxido de cromo verde e verde molibdato. amarelo de cádmio. Os principais pigmentos deste tipo são: Pigmentos brancos: o mais importante é o dióxido de titânio (TiO2). Existem duas variedades: o rutilo e o anatásio. cargas. que é responsável pelo aspecto metálico das tintas de acabamento. dentre outros. azul molibdato.net . laranja bezendina e laranja dinitronilina. O aspecto final da película pode ser liso ou texturizado.CARGAS Estes pigmentos são também denominados reforçantes e encorpantes. Os dois primeiros para ambientes abrigados do sol e o último para exterior. amarelo de cromo. porém podem ser usados como cargas e como anticorrosivos. quase não 2) CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A FINALIDADE TINTORIAIS São os pigmentos utilizados para dar opacidade e cor. c) A ação: em ativos e inertes. Existem dois tipos de pigmentos alumínio: Leafing (auto brilho metálico) e Não Leafing (Baixo brilho metálico). amarelo de zinco. . Pigmentos azuis: azuis de ftalocianina. sendo considerado uma matéria-prima básica na formulação de tintas. 1) CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A NATUREZA Pigmentos orgânicos: os pigmentos orgânicos são utilizados principalmente para dar opacidade e cor. laranja molibdato. que diferem em sua forma cristalina. Pigmentos metálicos: o mais importante é o alumínio. verdes de cromo (azul da Prússia e amarelo de cromo). encorpar a película ou conferir propriedades anticorrosivas. Pigmentos pretos: óxido de ferro (Fe3O4).A. Eles se caracterizam por ser de baixa densidade. possuir menos brilho e maior resistência química e a ação de raios ultravioletas. Pigmentos violetas: violeta cinquásia.270-000 – Guaramirim . Pigmentos vermelhos: óxido de ferro (Fe2O3). Eles se caracterizam por ser de maior densidade que os primeiros. 54 WEG Indústrias S.Os sistemas mais comuns são: o epóxi.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. não possuem bom poder de cobertura. podendo ser classificados de acordo com: a) A natureza: em orgânicos e inorgânicos. vermelho de cádmio. mas de menor brancura que o anatásio. Eles são adicionados às tintas para cobrir o substrato. epóxi-poliéster (Híbridas) e poliéster. 8. vermelho toluidina. Os pigmentos brancos são todos de natureza inorgânica.3 PIGMENTOS Os pigmentos são substâncias em geral pulverulentas adicionadas à tinta para dar cor. Outros pigmentos brancos de menor importância são: o óxido de zinco e o litopônio (30% de sulfato de zinco e 70% de sulfato de bário). anticorrosivos e especiais. vermelho naftóis e vermelho cinquásia (vermelho quinacidrona). Pigmentos amarelos: amarelo hansa.weg. utilizadas em objetos decorativos. sendo o rutilo de maior opacidade e resistência a luz. com objetivo tintorial.4.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. PIGMENTOS . pretos de carbono (negro de fumo) e grafite. azul da Prússia e azul ultramarino. vermelho de molibdênio (molibdato de chumbo). ou seja. Os bronzes em pó têm uso na obtenção de cores púrpuras. vermelho para-red (para-nitroanilina e p-naftol). Pigmentos verdes: verdes de ftalocianina (azul de ftalocianina clorado). Pigmentos laranjas: laranja de cromo (cromato básico de chumbo).

promovendo inibição anódica. um pouco menos solúvel que o cromato de zinco. PRINCIPAIS TIPOS DE CARGAS Carbonatos: os mais importantes são os carbonatos de cálcio (calcita) e o carbono de cálcio e magnésio (dolomita).ANTICORROSIVOS Estes pigmentos se caracterizam por conferir propriedades anticorrosivas à película de tinta. b) Cromato básico de zinco ou tetroxicromato de zinco: constituído de cromato básico de zinco (ZnCrO4 . o ortosilicato de alumínio e potássio (mica) e o silicato de magnésio fibroso (amianto). As tintas deste tipo são chamadas tintas ricas em zinco e. PIGMENTOS ESPECIAIS Estes pigmentos são utilizados finalidades específicas. A barita possui elevada resistência química a ácidos.270-000 – Guaramirim . Estes pigmentos desempenham importante papel na formulação das tintas. PIGMENTOS . tais como: com 55 WEG Indústrias S. pela formação de um precipitado sobre as áreas anódicas das células de corrosão. regulando o brilho e a consistência. o silicato de alumínio hidratado (caolim). substituindo parte do pigmento anticorrosivo (ativo) e parte da resina. Possuem maior resistência química frente a ácidos.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. quando usados em exteriores. devido ao seu baixo poder de refração. O zinco metálico é o pigmento amplamente usado em tintas de fundo altamente pigmentadas. tende a sedimentar com facilidade durante o armazenamento da tinta. produtos de petróleo. nas massas e nas tintas foscas. diminuindo a intensidade das pilhas de corrosão. Podem ser de dois tipos: 1) Pigmentos inibidores: são adicionados nas tintas de fundo. como recurso econômico. 4Zn(OH)2). obtendo-se assim uma tinta mais barata. sendo translúcidos quando incorporados à maioria dos formadores de filme. são citadas como galvanização a frio. álcalis e ação do intemperismo. em alguns trabalhos.interferem na tonalidade. d) Óxido de Ferro. que possui excelente ação inibidora. Estes pigmentos têm fraquíssima resistência a meios ácidos e. reforçando a película.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. conferindolhes propriedades especiais. O pigmento de zinco não tem a sua importância ligada a cor e sim a proteção anticorrosiva. tais como imersão em produtos químicos.2H2O. Silicatos: os mais importantes são o silicato de magnésio hidratado (talco). especialmente a de fundo. Este pigmento vem sendo progressivamente utilizado em substituição ao zarcão.A. formada pela deposição dos organismos marinhos em antigas eras geológicas. Sílicas: a mais importante é a sílica diatomácea. porém pelo elevado peso especifico. por possuir propriedades anticorrosivas similares e menor toxidade. mas possui boa ação inibidora. atmosferas altamente agressivas (especialmente atmosferas marinha) e temperaturas elevadas. É um pigmento de coloração amarela. que é uma sílica amorfa. . Estas tintas são utilizadas em condições severas. O emprego destes pigmentos pode ser sintetizado em dois aspectos principais: como recurso para aumentar o teor de sólidos nas tintas de alta espessura. Sulfatos: os mais importantes são o sulfato de bário (barita) e o sulfato de cálcio (gesso).net . Os mais importantes são: a) Cromato de zinco: é constituído de cromato de zinco e potássio e é um pigmento amarelo esverdeado de excelente ação inibidora. c) Fosfato de zinco: é constituído de fosfato de zinco Zn3 (PO4)2.weg. promovem tendência ao esfacelamento das películas de tinta. 2) Pigmentos protetores: são pigmentos metálicos presentes na tinta de fundo que promovem proteção catódica galvânica.

Antipeles ou antinatas: são aditivos que evitam a formação de uma pele ou uma nata na parte superior da lata. ou seja. Perolados: são adicionados para dar um tom acetinado as tintas de acabamento. 8. são muito usados em tintas de fundo. por exemplo. influem decisivamente na formulação. tinta sem tais componentes. 3) CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A AÇÃO Ativos: são os pigmentos que têm uma ação bem definida dentro da tinta e. . A ação destas tintas se dá pelo auto polimento do filme e pela migração dos biocidas utilizados evitando a incrustação. Aditivos nivelantes: são aditivos constituídos de produtos tensoativos. placas. entretanto. caso ocorra pequena sedimentação. São eles os pigmentos tintoriais. Os componentes tradicionalmente usados são de cobre (óxido cuproso – Cu2O). Inertes: são os pigmentos que pouco ou quase nada influem na cor. Fluorescentes e fosforescentes: são utilizados em tintas de sinalização e demarcação para ressaltar a ação da luz em faixas de demarcação.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Pode-se.Impermeabilizantes: são adicionados em tintas de fundo e de acabamento para aumentar a proteção por barreira.270-000 – Guaramirim .weg. etc. na proteção anticorrosiva e nas propriedades básicas da tinta. para ajustar uma determinada formulação quantos às características e propriedades desejadas. geleificantes ou tixotrópicos: são aditivos com a finalidade de dar a tinta consistência adequada para aplicação em superfícies verticais. para cascos de embarcações. Para tintas de alta espessura consegue-se com agitação. os anticorrosivos e os especiais. melhorando o espalhamento e evitando o aparecimento de marcas deixadas pelas cerdas de pinceis e trinchas. Os antisedimentantes produzem um gel coloidal que diminui a tendência à sedimentação e. Aditivos espessantes. Secantes: são aditivos que atuam como catalisador da secagem. Aditivos tensoativos ou umectantes: os aditivos tensoativos são aqueles que aumentam a molhabilidade do pigmento. bóias. que interferem na tensão superficial das tintas. Os óxidos de ferro que protegem também por barreira. carbonatos de chumbo ou de bismuto. evitam que seja um sedimento duro e compacto. mariscos. pelas chamadas cargas. nas tintas que secam por oxidação de óleos. retardando a sedimentação. Após a aplicação. Os tensoativos atuam também como dispersantes e facilitam tanto na fabricação. de modo a evitar a incrustação de organismos.A. durante a armazenagem da tinta. Eles são necessários. diminuir a viscosidade. formular uma 56 WEG Indústrias S.net . com objetivo de melhorar certas características ou propriedades da mesma.4. portanto. portanto. com retorno a viscosidade original. dentre outras. quanto na aplicação da tinta. não se tem escorrimento. São utilizados em tintas muito duras para evitar o fendilhamento ou gretamento e melhorar a aderência. como o caso das micas e do alumínio lamelar. São aditivos denominados antioxidantes dos veículos e devem ser suficientemente voláteis para não retardar a secagem após a aplicação da tinta.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Os principais aditivos usados em tintas são: Plastificantes: são aditivos que visam dar a película maior flexibilidade. ostras e algas. Eles são constituídos pelos pigmentos reforçantes e encorpantes. Antiincrustante (anti-fouling): são adicionadas as tintas de uso marinho.4 ADITIVOS Os aditivos são constituintes que aparecem de acordo com a conveniência do formulador da tinta. tais como cracas. corais. Estes reduzem o tempo de secagem de tintas.

fenólicas modificadas com óleo. Oxidação de óleos: Este mecanismo esta presente nas tintas a óleo e óleo modificadas. alquídicas. São substâncias já polimerizadas ou que possuem características filmógenas. Além das características fundamentais. bolhas ou crateras na película seca de tinta. Resistência à abrasão: consiste na resistência ao desgaste provocado pela ação mecânica do meio. dentre as quais se pode destacar: Absorção e transferência de umidade: resistência a penetração de água nas moléculas ou por entre as moléculas. em que este é o único mecanismo presente. etc. Neste mecanismo podem-se destacar dois tipos de polimerização: 57 WEG Indústrias S. etc. Polimerização: este mecanismo está presente nas principais famílias de tintas de alto desempenho e alto poder impermeabilizante. podem-se citar: acrílicas. entre outros fatores da permeabilidade e da sua aderência. ésteres de epóxi. conforme aplicada. podemos citar: óleos secativos. existem várias famílias de tintas. Adesão ao substrato: consiste na perfeita e permanente aderência à superfície a ser protegida.270-000 – Guaramirim .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. As tintas a base de óleo modificadas normalmente são de secagem lenta. após secagem e/ou cura. que dependerá. formando uma película sólida pela entrada de oxigênio na molécula dos óleos. podendo ser melhoradas quanto a aceleração no tempo de secagem. levando a uma diminuição da sua impermeabilidade e conseqüente diminuição da proteção anticorrosiva por barreira. com reduzida perda de brilho. estirenoacrilatos. Como exemplos de tinta que utilizam este mecanismo. Resistência ao intemperismo: capacidade da película de resistir à ação dos agentes naturais. alcatrões de hulha. Mesmo naquelas que usam outros mecanismos. isenta de falhas como poros. pelas forças de atração de natureza molecular. em parte. as quais. devido ao contato com o ar após a aplicação. bolhas.5 CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS E GERAIS DA PELÍCULA A película de tinta deve apresentar as seguintes características fundamentais: Coesão: consiste na coesão entre os diversos constituintes do revestimento. que é seu estado final. Também.8.A. para a película seca. borrachas cloradas. 8. de forma a apresentar uma película continua. Como exemplo de tintas que apresentam este mecanismo. A aderência ao substrato é obtida em maior grau pela ancoragem mecânica de tinta nas irregularidades da superfície e. A evaporação do solvente pode introduzir poros. havendo então a formação da película na superfície que se quer proteger. Resistência química: consiste na capacidade da película de resistir ao ataque dos agentes químicos existentes no meio corrosivo.6 MECANISMO DE FORMAÇÃO DA PELÍCULA DA TINTA Entende-se por mecanismos de formação a passagem da película úmida. O mecanismo consiste na oxidação dos óleos secativos (óleos vegetais). No entanto. .net . crateras.weg. chuvas e ventos. trincas etc. vinílicas. asfaltos. Os mecanismos de formação da película de tintas mais importantes são: Evaporação do solvente: este mecanismo está presente praticamente em todas as tintas de uso industrial. para efeito de aplicação são dissolvidas em um solvente. que são mandatórias em qualquer película de tinta. há uma série de características gerais que ela poderá apresentar em maior ou menor grau. de cor e de espessura.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. a penetração de água através da película. que evapora após a aplicação. a evaporação dos solventes contribui na formação da película. como sais.

Teoricamente. destacando-se entre elas as tintas ricas em zinco. As tintas que apresentam este mecanismo possuem teor de 75 a 85% em peso de pigmento metálico na película seca. quando o veículo é o silicato de etila. o que dificulta a formação de película altamente pigmentada.7 MECANISMO PELÍCULA DE PROTEÇÃO DA Os mecanismos básicos de proteção da película de tinta são: Proteção por barreira: Presente em praticamente todas as películas de tinta. dão início ao processo de polimerização. ao passo que. a quantidade mínima de zinco é de 75% na película seca. 8. Como exemplo: alquídica-melamínicas. nas tintas a base de zinco. fosfato de zinco. provavelmente pelas características desfavoráveis dos produtos de corrosão daqueles metais (alta resistividade elétrica. na temperatura ambiente. 58 WEG Indústrias S. Isto é devido a maior resistividade elétrica apresentada pelo epóxi em relação ao silicato de etila. Coalescência: ocorre nas tintas hidrossolúveis usadas na pintura industrial e na pintura arquitetônica. em termos práticos. sendo o mecanismo fundamental nas tintas de acabamento.A. Nas tintas que atuam pelo mecanismo de proteção catódica. as acrílicas e as industriais com veículos alquídicos. No entanto. epóxi. tão logo misturados. permitida a formação da pilha eletroquímica. etc. tintas ricas em magnésio e alumínio poderiam apresentar de forma eficiente este mecanismo.) e pela baixa densidade destes metais em comparação ao zinco.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. etc. Proteção catódica por pigmentos metálicos anódicos: este mecanismo é encontrado nas películas de tinta aplicadas como tinta de fundo (primer). O mecanismo de proteção por barreira atua procurando impedir o contato entre o meio corrosivo e a superfície que se quer proteger. Proteção por pigmentos inibidores: este mecanismo é encontrado nas películas de pintura aplicadas como tinta de fundo (primer). que contem elevados teores de pigmentos anódicos. Como exemplo de tintas que apresentam este mecanismo. a quantidade mínima de zinco é de 85%. Como exemplo: Tintas epóxi e poliuretanas. Consiste na reunião das partículas dispersas após a evaporação da água sob a ação do solvente coalescedor. tais como: cromato de zinco. apenas as ricas em zinco têm se mostrado satisfatórias. podemos citar as arquitetônicas com veículos vinílicos de acetato de vinila. Por exemplo.weg. ou seja. acrílicos. que contem determinados pigmentos inibidores. havendo necessidade de uma energia térmica de ativação. se o veículo é uma resina epóxi. não se polimerizam. .net . baixa solubilidade. Com a evaporação deste forma-se uma película sólida e resistente à própria água.a) Polimerização térmica: ocorre nas resinas que.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. o teor de pigmentos metálicos tem que ser de tal ordem que impeça que o veículo dificulte a continuidade elétrica entre as partículas do pigmento responsável pela proteção catódica.270-000 – Guaramirim . dentre outros. fenólicas e epóxi-fenólicas b) Polimerização de condensação: ocorre nas resinas em que se usa um semipolímero como um dos reagentes e um agente de cura que. em relação à superfície metálica que se quer proteger contra a corrosão.

um maior detalhamento.9. cabines de aplicação e estufas. aderente. em maior ou menor grau. para que haja um perfeito contato entre a tinta de fundo e a superfície que esta sendo protegida. Podem ser aplicados em instalações industriais e portuárias.270-000 – Guaramirim . Apresenta. exercida pelos artistas. c) Pintura industrial. Identificação promocional. outras finalidades complementares. . 9. A pintura arquitetônica é aquela em que o uso das tintas e das cores tem a finalidade de tornar agradáveis os ambientes. Auxílio na segurança industrial. porém. Esquema de tinta ou de pintura refere-se simplesmente ao conjunto de tintas específicas para um determinado fim. murais. sendo também empregado com excelentes resultados em estruturas submersas (casco de embarcações) e ainda em alguns situações para estruturas enterradas. geralmente liquida. No que diz respeito a desempenho e custo. pastosa ou sólida (forma de pó) que ao secar ou após o processo de cura. b) Pintura arquitetônica. pistolas ou outros equipamentos para a aplicação das tintas. embarcações e estruturas metálicas diversas. FUNDAMENTOS INDUSTRIAL RAMOS DA PINTURA DA PINTURA jateamento abrasivo. Pintura industrial de campo: é aquela cuja aplicação das tintas é feita por meio de instalações móveis. 9. Esta pintura é. Impedir a aderência de vida marinha no casco das embarcações e bóias. tais como cabines de jateamento abrasivo ou banhos de soluções químicas.2 CONCEITOS TERMINOLOGIA BÁSICOS / Tinta é uma composição pigmentada.net . Atuam como barreira entre o meio corrosivo e o material metálico que se quer proteger. painéis. portanto.weg. tais como máquinas para 59 WEG Indústrias S. a pintura é o método de controle de corrosão praticamente absoluto para estruturas aéreas.1 CONCEITO DE PINTURA INDUSTRIAL O termo genérico pintura pode ser estendido a três ramos da atividade humana: a) Pintura artística. chama-se também de pintura a tinta já aplicada.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. A pintura industrial é aquela cuja finalidade principal é a proteção anticorrosiva. A pintura artística é aquela em que o uso das tintas e das cores tem a finalidade de expressar uma arte. etc. visa fundamentalmente o embelezamento das superfícies revestidas. Facilitar a identificação de fluídos em tubulações ou reservatórios. Impermeabilização. É usada na construção civil e. gorduras e principalmente produtos de corrosão (óxidos).SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. forma um filme duro.obliterante. colorido . para limpeza e condicionamento de superfície. graxas. não obstante possa ter também finalidade protetora. uma preparação da superfície. Permitir maior ou menos absorção de calor. por exemplo. Sistema de pintura ou especificação de pintura menciona além do conjunto de tintas. Diminuição da rugosidade.A. Tipos de Pintura Industrial Pintura industrial de fabricação em série: é aquela cuja aplicação das tintas é feita por meio de instalações fixas. que usam na execução de quadros. A limpeza da superfície é uma fase de grande importância porque as tintas sempre exigem. São pinturas realizadas pela interposição de uma película de tinta capaz de formar uma película sólida após a secagem ou cura. por exemplo: preparo da superfície com remoção de óleos. tais como: § § § § § § § § Estética: torna a apresentação agradável. com espessuras inferiores a 1 mm. primer e acabamento. Pintura é a hábil técnica de se aplicar tintas.

chega a uma vida útil de 5 anos ou mais. Tintas com baixo teor de pigmento são mais brilhante. 60 WEG Indústrias S. 2) Tipo de ambiente de exposição? Rural. por isso a superfície aparenta o brilho da fonte de luz.270-000 – Guaramirim . Industrial. Em condições adversas.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. As tintas de acabamento devem ser formuladas com “PVC” próximo ao “CPVC” – teor crítico de pigmento em volume. Concreto.net . Manual. Urbano.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 3) Intervalo de repintura entre demãos mínimo e máximo. Quanto maior o teor de pigmento. mais flexíveis e menos porosas. As tintas de alto PVC apresentam inúmeras partículas dos pigmentos sobressaindo na superfície. a preparação da superfície objetiva criar um perfil de rugosidade. 6) Tempos de secagem. Marítimo. as tintas com alto teor de pigmento são mais foscas e mais permeáveis. grau de limpeza. para que os pigmentos inibidores de corrosão tenham sua ação mais edificante. Mecânico. Rolo. 7) Esquema de tintas. É o caso das tintas “ricas” em zinco. em condições favoráveis. que pode ser desde um simples retoque até substituição de toda tinta velha por outra nova. 10) Rendimento teórico (com e sem % de Perdas). Aço galvanizado. As tintas de manutenção são formuladas para permitirem que as estruturas e equipamentos permaneçam por grandes períodos sem corrosão. Aço galvanizado a fogo. espessura de película seca e úmida para cada tinta. externo. e periodicamente sofram uma manutenção. As pinturas podem ter um desempenho que. Alumínio.3 ESQUEMAS DE PINTURA 1) Preparo de superfície. 8) Pot Life da tinta. Tudo vai depender do meio ambiente e do esquema de pintura empregado. As tintas de baixo PVC reflete praticamente todo feixe de luz incidente. 8) Tipo de equipamento de pintura? Pistola. perfil de rugosidade. a mesma pintura poderia durar cerca de 1 ou 2 anos. 5) Diluente e diluição. 2) Numero de demãos de tinta.weg. Pincel. capaz de facilitar a adesão mecânica da tinta. Por outro lado. o que faz com que o feixe de luz incidente seja refletido em várias direções. 4) Método de aplicação. . Itens compostos no detalhamento do sistema de pintura: INFLUÊNCIA DO TEOR DE PIGMENTO O teor de pigmento pode interferir em diversas propriedades das tintas. mais impermeáveis. Nota: Mencionar observações quando necessário. Alguns fatores devem ser considerados: 1) Qual a superfície a ser pintada? Aço carbono. Quando se trata de tintas de fundo anticorrosivas. o teor de pigmento deve ser alto. 6) Regime de operação? Contínua ou Intermitente 7) Possibilidade de que tipo de tratamento? Jateamento. 9) Tipo de tinta e relação de mistura. 4) Contato com produtos químicos? Presença de vapores tóxicos Imersão em liquido (Tipo) Estrutura sujeita a derrames ou respingos 5) Temperatura de operação? Ambiente Quente ou Frio. “Critical Pigment Volume Content”. Combinações.Além disso. 9. O teor de pigmento em volume é referido pelos fabricantes de tintas como sendo o PVC. 3) Ambiente de instalação? Interno.A. sobre a qual a tinta foi aplicada. mais permeável é a tinta e maior é a tendência à formação de ferrugem no aço. ou seja: “Pigment Volume Content”. e o brilho da fonte de luz chegue fraco à vista do observador. ou seja.

podem ou não conter pigmentos inibidores de corrosão. 3) Branco e branco com faixas pretas: para demarcação de tráfego. 61 WEG Indústrias S. vasos de pressão. reatores. equipamentos de injeção de espuma. Ao se pintar. estruturas metálicas em geral. Conhecidas como TIE COAT. As cores mais freqüentemente usadas com o objetivo de identificação são: Cor alumínio: para tanques de armazenamento. procura-se também dar um aspecto agradável e esteticamente favorável aos equipamentos e instalações.270-000 – Guaramirim . Cor branca: para tanques de armazenamento de petróleo e derivados leves.weg. etc.net . permutadores de calor. ASPECTOS DE SEGURANÇA INDUSTRIAL As cores obtidas pela aplicação de tintas desempenham um importante papel na segurança industrial. Fundo ou fundo acabamento (dupla função). São produtos mais baratos comparados com a tinta de fundo. por exemplo: veículos de combate a incêndio. por exemplo. mas não se deve esquecer dos aspectos estéticos e psicológicos envolvidos. 5) Amarelo com faixas pretas: áreas perigosas. tubulações (executando-se as utilidades). c) Tintas de Acabamento: São responsáveis por proteger o sistema contra o meio ambiente e dar a cor desejada. 8) Púrpura: indica radiação.A. entre outros.4 CORES NA PINTURA INDUSTRIAL ASPECTOS PSICOLÓGICOS ESTÉTICOS E Na pintura industrial procura-se aplicar esquemas capazes de proteger adequadamente contra a corrosão. ASPECTO DE IDENTIFICAÇÃO As tintas são usadas como mencionado anteriormente para dar cor aos equipamentos e instalações industriais. Deve-se procurar padronizar as cores usadas.Num esquema de Pintura as Tintas podem ser classificadas em: a) Tinta de fundo: Responsáveis pela adesão do esquema ao substrato. b) Tintas Intermediárias: Oferecem espessura ao sistema. instalações de hidrocarbonetos 9. extintores. próximo a equipamentos em reparos. Auxiliam na proteção.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. visando a reduzir o número de tintas. 6) Alaranjado: área onde se deve estar alerta. tubulações de água e fluidos de combate ao incêndio. 4) Amarelo: pintura de passadiços.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. escadas e outras áreas onde se deve ter cuidados especiais e uma boa visibilidade. 7) Azul: indica precaução. . 2) Verde: para equipamentos de proteção pessoal. como. Os principais usos das cores são: 1) Vermelho: para indicação de equipamentos de segurança de um modo geral.

Em relação à temperatura ambiente. alta As fases de fabricação são as seguintes: 1) Pesagem das matérias-primas: acordo com a formulação. provoca menores perdas por evaporação que qualquer outra cor. normalmente. as matérias-primas (veículos. constituída de tanques de armazenagem de matériasprimas. 4) Completagem: consiste na adição e no ajuste dos constituintes. podem também ser considerada em relação a maior ou menor absorção de calor. enquanto que as cores claras. 3) Moagem: consiste na passagem da prémistura em moinhos para a moagem dos pigmentos. promovem grande absorção de calor. provocam pouca absorção.A. Cor preta: para combustível de viscosidade (óleo combustível). as cores escuras. . Cor cinza-claro: vácuo.270-000 – Guaramirim . As tintas são embaladas em recipientes de um galão (3. de Cor vermelha: para tubulações e instalações de combate á incêndio. uma fábrica de tintas é. Cor cinza-escuro: eletrodutos Cor verde: para tubulações de água.gasosos em especial o gás liquefeito de petróleo e vapor. 2) Pré-mistura: consiste na formação de pasta do veículo e pigmento (dispersão). Para usos industriais utilizam-se baldes de 5 galões (18 litros) ou embalagens de 20 litros. 5) Acertos finais: consiste na adição de aditivos. bem como superfícies externas que possam absorver calor e trazer inconvenientes ao interior. Este fato é extremamente importante na pintura de superfícies expostas ao sol.net .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 62 WEG Indústrias S. seja por problemas de perda de energia. de modo a diminuir perdas por evaporação. em especial o preto. os de rolo são muito utilizados). Para execução destas operações. principalmente o branco. Cor azul: para tubulações de ar comprimido.6 litros) ou fração ou ainda tamanhos correspondentes em litros. que são mais econômicos. É ainda importante que se utilize pintura em branco nos tanques de armazenamento de petróleo e derivados claros.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. A pintura em branco.weg. pigmentos) em condições de efetuar as misturas de acordo com a formulação desejada. em geral. até a proporção desejada. aditivos. Desta forma. mesmo quando suja. acertos de cores e outros necessários para definição do produto final. PROCESSOS DE FABRICAÇÃO As fábricas de tintas recebem. moinhos para dispersão de pigmentos no veículo (moinhos de esferas de vidro ou zircônio. a utilização de cores claras é muito importante na obtenção de maior luminosidade e maior conforto nos ambientes industriais. especialmente solvente. solventes. 10. as tintas podem ser fornecidas em tambores de 200 litros. seja por questão de conforto. tanques de completagem e ajustes finais e unidade de enlatamento e embalagem. ASPECTOS RELATIVOS À MAIOR OU À MENOR ABSORÇÃO DE CALOR E ENERGIA RADIANTE A escolha das cores. Em grandes trabalhos de campo. tanques de mistura.

weg. BOLETINS TÉCNICOS: Fazem integrante desta especificação.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. PLANOS DE PINTURA Na elaboração de planos de pintura. .net . Fundo + Acabamento. ambiente de exposição: 11.1 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano não agressivo. do perfil de rugosidade do substrato. aplicação das tintas. Máx Diluente 01 Fundo acab. Pode apresentar variações dependendo do método de aplicação escolhido. tipo de aplicação. Máx Diluente Br. deve ser considerado o tipo de substrato.µm Úmida Seca NVV % Rend. 280 Km 50 .Santa Catarina Fone +55 47 3276. Deve ser considerado que para um mesmo tipo de tinta. Nº Demãos Produto Cor Espessura . ambiente de exposição e outros pontos relevantes (vide modelo no item 11. Plano técnico e Comercial: Data: Cliente: Substrato: Preparo de Superfície: Perfil de Rugosidade: Diluição: 20 % Espessura . controle das condições climáticas durante a aplicação e cura. óxido Cores 105 35 40 11. lixamento ou limpeza seguida de jateamento Sa 2½.5500 CEP 89270-000 Caixa Postal 33 Nº Demãos Produto Cor 01 Primer Alquídico Verm. controle das espessuras.4 - 5 24 Alquídico 1024 Alquídico 1024 01 Esmalte Sintético 105 35 40 11.270-000 – Guaramirim . parte 11.1 abaixo). 63 WEG Indústrias S.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Fundo Acabamento. e quando a temperatura estiver abaixo de 10°C ou acima de 40°C.4000 Fax +55 047 3276. com tratamento de superfície por desengraxamento. lixamento ou limpeza e após jateamento Sa 2½. forma de tratamento da superfície a ser adotado. A durabilidade de todo sistema de pintura. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.4 - 5 24 RENDIMENTO: Rendimento prático calculado com 30% de perda. UMIDADE RELATIVA DO AR E TEMPERATURA: Deve ser evitada a aplicação dos produtos quando a umidade for superior a 85%.Guaramirim . poderá haver fabricantes alternativos e por sua vez estes apresentarem desempenho de durabilidade diferente. do tipo de equipamentos ser revestido e das condições ambientais. Alquídico Cores 120 35 35 10 - 5 24 Alquídico 1024 Nota: Diluição 20 %. no momento da aplicação. com tratamento de superfície por desengraxamento. esta associado ao preparo correto de superfície.2 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano não agressivo.11. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. Abaixo apresentamos alguns modelos de sistemas de pintura de acordo com o tipo de peça.A.µm Úmida Seca NVV % Rend.

com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. 11.6 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano. Máx Diluente 01 Primer acabam. Nº Demãos Produto Cor Espessura .A. com exposição a intempéries e sem contato com produtos químicos.µm Úmida Seca NVV % Rend.net .weg.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.5 – Pintura de chapas de aço galvanizadas ou alumínio para ambiente urbano e indústrial sem contato com produtos químicos. 64 WEG Indústrias S. Nº Demãos Produto Cor Espessura . Acab. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.7 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano. Máx Diluente 01 GalWEG 717 Cinza 83 15 19 12. 11. 11. Pu Alifático Azul 122 50 45 9 4 12 48 PU 5003 Nota: Diluição 10 %.6 4 5 24 Nota: Diluição 5 %. Fundo + Acabamento.µm Úmida Seca NVV % Rend. Fundo + Acabamento. Máx Diluente 01 Fundo Acab. Máx Diluente 01 Primer Epóxi Verm. Óxido Cinza 95 50 63 12. com tratamento de superfície por desengraxamento. .4 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano e indústrial sem contato com produtos químicos. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. PU Alifático Cinza Azul 105 100 35 35 35 37 10 10. a temperatura ambiente. Fundo Acabamento. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.3 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano e indústrial sem contato com produtos químicos.µm Úmida Seca NVV % Rend.11. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. Máx Diluente 01 01 Primer PU Arom. Pu alifático Cinza 100 35 37 10. Nº Demãos Produto Cor Espessura .270-000 – Guaramirim . epóxi Cinza 137 100 80 8 4 8 - Epóxi 3005 Nota: Diluição 10 %.7 8 6 - Epóxi 3005 PU 5001 01 Acab. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. Nº Demãos Produto Cor Espessura .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.µm Úmida Seca NVV % Rend.6 4 4 5 5 24 24 PU 5001 PU 5001 Nota: Diluição 5 %. com tratamento de superfície por desengraxamento. 11. Fundo + Acabamento.6 8 12 30 dias 24 Epóxi 3005 Epóxi 3005 01 Acabamento Epóxi 102 40 47 10 8 4 Nota: Diluição 20 %. com exposição a intempéries e sem contato com produtos químicos. Fundo Acabamento.µm Úmida Seca NVV % Rend. Nº Demãos Produto Cor Espessura .

A. . m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.µm Úmida Seca NVV % Rend.2 42 14 8 - 16 40’ 40’ 8 8 Etil 9001 - Nota: A 2ª demão.11.9 – Pintura de chaminé de aço carbono em ambiente urbano.net .10 – Pintura interna de tanque de aço carbono para armazenamento de água industrial em ambiente urbano e industrial. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. Nº Demãos Produto Cor Espessura .2 6. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. Máx Diluente 01 Alumínio Silicone 600ºC Alumínio 71 30 42 14 - 40’ 8 - 11. 11.2 6 6 2 1. Branco Branco 134 167 167 100 150 150 82 90 90 8. Máx Diluente 01 01 01 Etil Silicato de Zinco N 1661 Alumínio Silicone 600ºC Alumínio Silicone 600ºC Cinza Alumínio Alumínio 166 24 71 75 10 30 54 42 42 7.weg. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.6 7.6 3 3 3 8 8 8 20 20 20 3002 3002 3002 Nota: Diluição 10 %.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 11. Máx Diluente 01 01 01 WEG Póxi N 2630 WEG Póxi N 2629 WEG Póxi N 2629 Verm.µm Úmida Seca NVV % Rend.2 6. Fundo + Intermediário + Acabamento.5 1.µm Úmida Seca NVV % Rend.µm Úmida Seca NVV % Rend. Fundo + Intermediário + Acabamento. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.5 16 12 12 48 24 24 Epóxi 3005 - Nota: Diluição do fundo 10 %.2 2 2 2 12 12 12 24 24 24 3005 3005 3005 65 WEG Indústrias S. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.8 – Pintura de chaminé de aço carbono em ambiente urbano e indústrial. Fundo + Intermediário + Acabamento. trata-se de um mist coat (Aplicação bem diluída em fina camada).µm Úmida Seca NVV % Rend. Nº Demãos Produto Cor Espessura . com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½.11 – Pintura interna de tanque de aço carbono para armazenamento de água industrial em ambiente urbano e indústrial. Máx Diluente Epóxi 01 01 01 Nota: Diluição 10 %. Nº Demãos Produto Cor Espessura .6 7. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.270-000 – Guaramirim . Fundo + Intermediário + Acabamento. 11.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Nota: Diluição do fundo 20 %.12 – Pintura interna de tanque de aço carbono para armazenamento de água potável em ambiente urbano e indústrial. Nº Demãos Produto Cor Espessura . com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. Nº Demãos Produto Cor Espessura . Acabamento. AE AE AE Branco Rosa Branco 177 177 177 150 150 150 93 93 93 6. Máx Dias Diluente Epóxi 01 01 01 WEG Fenóxi WEG Fenóxi WEG Fenóxi Branco Cinza Branco 145 145 145 100 100 100 76 76 76 7.

atestando a conformidade da mesma com seus requisitos.weg. Os principais ensaios realizados no controle da qualidade iniciam no recebimento das matérias primas estendendo-se durante o processo de fabricação de tintas. 5) A contratação dos serviços de aplicação do esquema de pintura deve ser feita junto a empresas preliminarmente qualificadas. até a retirada de amostras para análise a nível de laboratório. para que a qualidade prevista para o esquema de pintura seja efetivamente alcançada.2 NÃO-VOLÁTEIS EM (SÓLIDOS POR VOLUME) VOLUME Determina o teor de não voláteis em volume de matéria da tinta. 1) A qualidade da tinta é responsabilidade do fabricante. 12. pelos pigmentos e aditivos não-voláteis. dentre eles podemos citar: § Método de Disco: previsto na Norma ASTM D2697 e PETROBRÁS N1358. que deve elaborar e implantar um sistema de qualidade que assegure que a aplicação seja feita em conformidade com os requisitos do cliente. para cada lote de tinta fornecido. × 100 Massa. 7) O pessoal de aplicação e controle da qualidade deve ser preliminarmente avaliado em termos de capacitação técnica. 12. 2) O cliente deve definir.12. § Método da Película: previsto na Norma ABNT. Há vários métodos para a determinação do teor de não-voláteis em volume. os requisitos de qualidade de tinta a ser comprada. CONTROLE DE QUALIDADE RESPONSABILIDADE PELA QUALIDADE Qualquer que seja a decisão em termos de compra das tintas. aquilo que permanece após a volatilização.volátil. a depender de sua complexidade. principalmente do solvente.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. ou seja.não. particularmente quando da decisão de 66 WEG Indústrias S. . Alguns deles podem ser realizados rotineiramente outros ocasionalmente. com isso.net .270-000 – Guaramirim .tinta. 4) Ao cliente compete ainda efetuar inspeção de recebimento de cada lote de recebido. através de uma norma técnica ou qualquer outra especificação. como por exemplo. 3) Deve ainda exigir que o fabricante apresente. obtém-se o teor de sólidos por massa pela seguinte expressão: Matéria.(%) = Massa.3 ESTIMATIVA TINTAS DE CONSUMO DE Uma questão complexa é a estimativa da quantidade de tinta a ser usada. Durante a formulação de uma tinta todos os ensaios devem ser realizados. que pode abranger desde uma simples análise do certificado de qualidade da tinta. o volume de material que não se evapora após a secagem do solvente. 6) A responsabilidade pelo controle da qualidade da aplicação é do aplicador. Em linhas gerais.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. o da ISO 9000.de. Para isto.1 NÃO-VOLÁTEIS (SÓLIDOS POR MASSA) EM MASSA Determina em porcentagem.líquida 12. a massa não-volátil da tinta. ou seja. determina-se a massa e. é importante que sejam claramente definidas as responsabilidades. Decorrido o tempo fixado no método e nas condições descritas.residual . um certificado de qualidade. Esta parte nãovolátil é constituída pelo veículo. o procedimento consiste em se tomar certa massa de tinta e colocá-la a secar no ar ou em estufa.A. que disponha de um sistema de qualidade implantado na fábrica. deve ser comprada de um fabricante preliminarmente qualificado.

501 – 1 leva a um maior consumo de tinta.3 m2/litro = m2/litro Rt = Rendimento teórico (m2/litro) 67 WEG Indústrias S. A aplicação por trincha leva a perdas menores do que por pistola. conseqüentemente. A multiplicação pelo fator 10 é para encontrar o resultado expresso em m2/litro. conseqüentemente. caso queira o volume de galão deverá utilizar-se o fator 36 e assim por diante.3. . o que da origem à película é o volume de sólidos apresentado pela tinta aplicada. por volatilizar-se. § Método de aplicação. O rendimento teórico é uma propriedade que esta diretamente ligada ao percentual de sólidos por volume da tinta. o consumo de tinta.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Portanto. não fica incorporado na película. § Estado inicial de oxidação da superfície a ser pintada. particularmente o perfil de rugosidade obtido. tal propriedade e. 12. Um elevado perfil de rugosidade aumenta a superfície específica a ser pintada e. ás condições de aplicação e ao treinamento do pintor. O grau de corrosão D da ISO 8.net . o rendimento prático ou real variará em relação ao teórico em função dos seguintes fatores: § Volume de sólidos de tinta.270-000 – Guaramirim . para uma cada seca de 50 um teremos: 12. A partir da especificação usada na compra ou da folha de dados do fabricante. Ou seja. Aplicando a fórmula de rendimento.comprar a tinta em separado da contratação dos serviços de aplicação. § Condições ambientais.A. o rendimento teórico precisam estar claramente definidos na especificação que será usada para efeito de compra da tinta.2 RENDIMENTO PRÁTICO (Considerando Perdas) – Rp Consiste em estimar as perdas considerando o processo de aplicação. Para obter o rendimento teórico do produto a ser aplicado devemos utilizar a fórmula: Rt = SV × 10 EPS SV = Sólidos por volume (%) EPS = Espessura de película seca (µm) 10 = Fator Os sólidos por volume (NVV) são fornecidos no boletim técnico do produto ou no plano de pintura indicado. Entretanto. § Tipo de preparo da superfície.weg.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.1 RENDIMENTO TEÓRICO = Rt (Ficha Técnica) O rendimento teórico da tinta não inclui no seu cálculo as perdas devidas ao método de aplicação. conhece-se o rendimento teórico (m2/Litro) de cada tinta a ser usada. § Tipo de tinta usada.3. evitando a falta de tinta e transtornos na aplicação tais como: • Atraso na entrega • Ociosidade da mão de obra • Diferenças de cor de lote a lote • Atraso no pagamento • Dificuldade na compra de pouca tinta Rp = Rt – (% Perdas) Exemplo: Aplicação na pistola convencional SV = 45% EPS = 50 micra Rt = 9 m2/litro Perda estimada = 30 % Logo: Rp = 9 – (30%) = 6. A aplicação à pistola em locais com ventos fortes leva a um consumo de tinta exagerado. já que o solvente.

3 RENDIMENTO REAL Obtido ao efetuar o levantamento da metragem final pintada e comparação com o total de tinta consumido.1 COMO CALCULAR A QUANTIDADE DE TINTA NECESSÁRIA PARA PINTURA Devemos levar em consideração: • Área a ser pintada (m2) • Sólidos por volume da tinta (%) • Espessura da película seca da tinta (µm) • Método de aplicação (Fator perdas) • Número de demãos Exemplo: Pintura de 1000 m2 de aço carbono com tinta epóxi na espessura de 50 micra. 12. (geralmente as embalagens são de 5 litros cada) ou de 06 galões.15 Litros / 3. se a espessura do filme aplicado for medida através de um instrumento magnético.4 CUSTO POR METRO QUADRADO DO PRODUTO Para se obter o custo teórico do produto a ser vendido tem que utilizar a fórmula: CLT + (CLS × (%)diluição) CMQ = RT Em que: CMQ = custo por metro quadrado CLT = Custo do litro de tinta CLS = Custo do litro do solvente RT = Rendimento da tinta Exemplo: Custo de 1 litro de tinta Custo de 1 litro de solvente % Diluição Portanto: Rendimento de 1 litro de tinta CMQ = 10.96 R$/m2 5..A..Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.net . Aplicar em 2 demãos. pois.270-000 – Guaramirim .3 Corresponde ao preço para se pintar um metro quadrado com este tipo de tinta. A espessura sobre os picos é que é importante em relação à performance.5 QUANTIDADE NECESSÁRIA DE DILUENTE R$ 10.15 Litros de tinta ou 148. Porém o fabricante já tem associado que o mesmo deve ser enviado mediante informação do boletim técnico na proporção recomendada de diluição. Pode ser adquirido um diluente compatível mais barato para efetuar a limpeza e que não poderá ser usado na diluição para a pintura.3 m2 = 1. volume da tinta é de 45% e a aplicação será por pistola convencional com perda estimada em 25% e diluição de 20%.0 + ( 2. portanto. O sólidos por 12. Para o exemplo acima a quantidade de diluente necessária para 148. um elcometer. por exemplo (ou instrumento similar).).weg. tanque de pressão.4.00 R$ 2. Na aquisição das tintas geralmente ocorre o esquecimento de comprar o diluente.75 = 148.75 m2/litro Quantidade de tinta necessária = 1000 / 6. 00 × 0.6 Litros = 41.6 EFEITO DO PERFIL DE JATEAMENTO Quando o aço se torna rugoso através de jateamento abrasivo e depois pintado. a espessura realmente medida é a mais próxima da média das medidas sobre picos e vales. será: 29. . 12. pode ser considerado que a tinta 68 WEG Indústrias S.15 litros de tinta. Não está inclusa a quantidade de diluente para a limpeza dos equipamentos de pintura. 20) 12. isto irá influenciar diretamente no consumo e valor de rendimento real da tinta no final da obra. É importante lembrar sempre da quantidade necessária de diluente para efetuar a limpeza do equipamento de pintura e todos os seus acessórios envolvidos (espátula.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. È muito importante efetuar as medições de espessuras de película seca aplicada e suas variações. pistola. Rt = 45 x 10 = 9 m2/litro 50 Rp = 9 – (25%) = 6.3.00 20% 5.63 litros de diluente ou arredondando 30 litros.12. 15 Galões de tintas.

12.net . particularmente com granalha grossa.270-000 – Guaramirim . O tempo de escoamento.weg. com um volume conhecido de tinta (o volume do picnômetro pode ser previamente determinado com água destilada). § Determina-se a massa específica que é dada pela diferença de massa entre o picnômetro cheio com o material a ser ensaiado e o picnômetro vazio. em um 69 WEG Indústrias S.• 12. .7 MASSA ESPECÍFICA A determinação da massa específica é feita a temperatura de 25ºC. a influência é pequena. Na parte superior o viscosímetro possui uma calha para receber o excesso de tinta.que não contribui para essa espessura é “perdida” no perfil do aço. Consiste em determinar-se o grau de dificuldade de uma haste girar no interior do frasco contendo tinta a 25ºC.A. desde o instante em que a tinta começa a fluir até o momento em que o fluxo se interrompe. em segundos. que a tinta leva para escorrer do viscosímetro à temperatura de 25ºC. § Determina-se a massa do picnômetro cheio.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. então o acréscimo necessário para a “tinta perdida no perfil” é considerável. A viscosidade é o tempo. dividindo-se o valor por 100. As “perdas” tabuladas de espessura do filme seco não são relacionadas com as rugosidades mais relevantes e a probabilidade de serem encontradas. encher o viscosímetro completamente até que escorra um excesso para a calha. um dos viscosímetros mais utilizados é o Copo Ford de orifício de diâmetro 4. encontrando assim a massa específica expressa em g/cm3.9 CONSISTÊNCIA Outro tipo de viscosímetro muito empregado para tintas é o viscosímetro Stormer. 6 e 8 mm onde o Nº 4 é considerado padrão.8 VISCOSIDADE Para boa parte das tintas convencionais. isto é. Experiências de laboratório têm mostrado que a “perda” na espessura de película seca equivalente à metade do perfil de jateamento é usual. mas quando for feito jateamento na ocasião da pintura. 12. é medido com um cronômetro e corresponde a viscosidade. que mede o grau de consistência da tinta em unidade Krebs (KU). obtida da seguinte forma: § Determina-se a massa do picnômetro vazio. A viscosidade Ford é uma medida principal das condições reológicas da tinta. Seu desligamento se faz quando o fluxo da tinta se interrompe. utilizando-se de um picnômetro de alumínio ou latão de volume conhecido. das suas condições de escoamento e de aplicação. A rugosidade da superfície produzida por jateamento e daí a extensão das “perdas de tinta” é proporcional à dimensão do abrasivo usado. Consiste em um vaso de capacidade de 100 mL (mililitro) com fundo cônico e um orifício na parte inferior rigorosamente calibrada. Nos locais onde o aço for jateado por granalha esférica de aço e pintado com “primer” de montagem.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. preparar o cronômetro e dispará-lo no instante em que se tira o dedo do orifício. A operação consiste em tapar o furo com um dedo.

resinas e vernizes. submetê-lo ao calor de uma estufa geralmente na temperatura de 60ºC.10 ESTABILIDADE / SEDIMENTAÇÃO O ensaio consiste em determinar a viscosidade de tinta.A. classificadas de A-5 até Z-10. Este ensaio mede na verdade a possível instabilidade observada na tinta e que pode resultar inclusive em sedimentação. Medida efetuada geralmente logo após a aplicação da tinta passando-se rapidamente a ponta do dedo (limpo e desengordurado) sobre o filme de tinta e verificando o momento em que não mais ocorre a marcação superficial no filme. em lata hermeticamente fechada e determinar a viscosidade após resfriamento. contendo líquidos com viscosidades certas. tais como.viscosímetro denominado viscosímetro Stormer.net . Outro viscosímetro que mede consistência em diversas rotações é o viscosímetro “Brookfield”. O filme deve ficar seco o suficiente para não marcar a impressão digital. enrugamento ou outra evidência de distorção. 12.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. numa altura tal que quando o polegar é colocado sobre a película o braço do operador fique em linha vertical à superfície da placa. para eliminar possíveis impressões digitais que podem confundir as avaliações. em unidades de minutos ou horas. É determinado com diversas finalidades e especificado para as tintas. Por outro lado. É o tempo necessário para Viscosímetro Stormer Viscosímetro Brookfield 12. em baixa e alta rotação. Apertar a película de tinta com o polegar (limpo e desengordurado). desplacamento.11 TEMPOS DE SECAGEM O tempo de secagem esta relacionada com a espessura da camada aplicada. estar isento de pegajosidade ou “teic”.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. igualar a temperatura com os demais tubos com líquidos padrões e verificar qual dos tubos com líquido padrão tem viscosidade de deslocamento da bolha de ar igual a da amostra de teste. exercendo o máximo de força com o braço sobre o filme. Exprime-se a viscosidade em letras Gardner. Não há uma correlação exata entre as viscosidades “Ford” e Krebs. desprendimento. A medida de viscosidade consiste em encher o tubo de medida padrão com o líquido em teste. e ao mesmo tempo girar o dedo polegar no plano da película em um ângulo de 90º. o que permite a medida de uma vasta gama de viscosidades. Nota: A película será considerada seca “ao manuseio” quando não houver nenhuma alteração na superfície. 70 WEG Indústrias S. Para veículos incolores.weg. A medida da consistência é dada em unidades Krebs (KU) e é constantemente chamada também de viscosidade.270-000 – Guaramirim . tem-se o seu índice de tixotropia. . Passar levemente uma flanela ou estopa no local. Secagem ao Manuseio: Colocar o painel de teste em posição horizontal. da seguinte forma: 12.1 DETERMINAÇÃO DE SECAGEM: INDÚSTRIA Secagem ao Pó: É o tempo necessário para que o filme de tinta não absorva as partículas de pó presentes no ambiente. fazendo-se medições de viscosidade de um mesmo produto. Ele é muito versátil possuindo diversos tipos de palhetas e cilindros. Secagem ao Toque: É o tempo necessário para que o filme de tinta não fique aderido na ponta do dedo (limpo e desengordurado) ao se efetuar um leve toque superficial na película. geralmente emprega-se o viscosímetro “Gardner” que consiste num conjunto de tubos de medidas padrões.11.

fixadas numa moldura e unidas uma a outra. ou seja. para que não se tenha a superfície excessivamente lisa (vítrea) e. esta não pode estar pegajosa. 002 “chamado de placa 2 e 0. deslizando-a sobre a mesma. Secagem para repintura: é o tempo necessário à secagem. Os tempos de secagem são determinados com base na ASTM D 1640. forçando o filme de tinta com o polegar ou outro dedo (Limpo e desengordurado).SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 007” chamado de placa 7. girar o dedo a um ângulo de 90º. e o máximo. Na extremidade direita de cada lâmina temos uma escala milimétrica gravada. Este tempo é sempre um mínimo. limpo e desengordurado. O mínimo. de modo que se possam transportar a peça ou o equipamento sem causar danos à pintura. ao mesmo tempo.11.net . sua maior parte é colocada no vidro branco e se for de tom escuro o inverso. Para uma determinação colocamos uma porção de tinta na união das placas. Quando houver a remoção da película. Lustrar levemente a área contraída com um pano limpo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. para permitir a aplicação da demão subseqüente sem prejudicar a anterior. Exercer a máxima pressão sobre o dedo e o filme. do ponto 71 WEG Indústrias S. uma branca e outra preta. que têm um mínimo e um máximo.270-000 – Guaramirim . um intervalo para repintura. sem a adequada ancoragem mecânica. cada uma com duas ranhuras semelhantes às dos vidros branco e preto. 12. Se a tinta for de tom claro. Para sua determinação usamos um aparelho denominado “Criptômetro de Pfund” que é composto de duas lâminas. A película é considerada seca ao manuseio quando não houver nenhuma alteração na superfície do filme avaliado. Secagem à pressão: é o tempo necessário para a secagem. Fazemos a leitura na escala graduada lateral. Nota: A película é considerada seca “ao toque” quando não mais aderir ao dedo e não oferecer muito atrito quando o dedo tocar levemente sobre a superfície da película. A aplicação da demão subseqüente antes do tempo mínimo para repintura pode provocar problemas de sangramento ou perda de adesão. O poder de cobertura depende da qualidade do pigmento e de seu teor na tinta e grau de dispersão. O poder de cobertura é especialmente importante nas tintas de acabamento. a peça ou o equipamento pode ser manuseado. É o tempo necessário para que a tinta esteja suficientemente seca para não aderir à “pele” quando tocada com a ponta do dedo e não haver impregnações.2 DETERMINAÇÃO DE SECAGEM: MANUTENÇÃO Secagem livre da pegajosidade ou ao toque: Tocar levemente a película de tinta com a ponta do dedo. de modo que possam ser aplicadas as demãos subseqüentes.12 PODER DE COBERTURA Consiste em se verificar a capacidade do pigmento em ocultar o substrato ou tintas de fundo. com exceção de tintas polimerizáveis. Com a placa de vidro 2 ou 7 apoiada sobre as lâminas coloridas. aplicadas anteriormente.manusear a peça. Em uma das extremidades do vidro existem dois apoios de aço a altura de 0. e é fator preponderante na determinação da espessura da película para recobrir o substrato ou demãos anteriores. deslocamo-la no sentido do comprimento do aparelho até o momento da tinta ocultar o ponto de união das lâminas preta e branca. Neste momento. Observar se alguma parte do revestimento é transferida para o dedo. que termina no ponto de união delas. Completamente Endurecida (Total): Pressionar a unha do polegar contra a película. portanto. .A. Cada uma delas possui duas ranhuras paralelas no sentido do comprimento. Nota: A película será considerada completamente endurecida quando não for possível a sua remoção com a unha e quando a marca do polegar for totalmente removida pela operação de lustragem. 12.weg. O aparelho possui duas lâminas de vidro transparente.

0 12. em horas. Observa-se na escala do aparelho Hegmann o nº correspondente do aparecimento das partículas. As partículas de pigmentos são fornecidas aos fabricantes de tintas com diâmetros da ordem de 5 a 10 um. A determinação de finura de moagem é feita em um aparelho denominado de grindômetro. aglomerados ou ambos são visíveis na superfície da tinta. A distância entre os cortes está estabelecida na Tabela abaixo. O produto é estendido em um sulco graduado do aparelho.17 ADERÊNCIA (ABNT 11003) O teste mais difundido atualmente consiste em se riscar a película em uma série de pequenos quadrados. Durante a estocagem há uma compactação.em que se encontra a extremidade de vidro. Cada corte deve ter um comprimento de 20 mm.A. Consiste em se determinar o grau de adesão da película ao substrato. contínuo e uniforme com velocidade de 2 a 5 cm/s.270-000 – Guaramirim . 12. formando-se grade de 25 quadrados. o ensaio de tração e o ensaio de corte em X. devendo a lâmina estar posicionada num ângulo de aproximadamente 45º com a superfície. Consiste na determinação da flexibilidade de uma película seca pela passagem em um mandril cônico que produz um esticamento ou alongamento da chapa e 72 WEG Indústrias S. Consiste em determinar a eficiência da moagem através do grau de dispersão. .weg. sendo o mais comum riscar quadrados de 1 (um) a 2 (dois) milímetros de lado. Os cortes devem ser efetuados num único movimento. Chamamos este número de grau de fineza da tinta que pode ser expresso em micra ou Hegmann (H). CCT 11 8 DISTÂNCIA ENTRE CORTES (mm) 1.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Examina-se então o risco para constatar qual a proporção de película que foi removida após aplicação de uma fita adesiva. partículas.15 NATUREZA DA RESINA Consiste em determinar a natureza química de resina usando-se a técnica de espectrofotometria infravermelha. começa a surgir rachaduras a partir do menor diâmetro do cone. oposto dos suportes. Há três métodos usuais para este ensaio: o ensaio de corte em grade.16 DOBRAMENTO SOBRE MANDRIL CÔNICO O método tem como objetivo a verificação da propriedade de acompanhar os movimentos da superfície em que foi aplicada. de modo a alcançar o substrato. que tintas de dois ou mais componentes têm para serem aplicadas após a mistura dos conteúdos das embalagens. Após extensão da tinta com uma cunha. formando aglomerados que precisam ser quebrados na moagem. MÉTODO DE CORTE EM GRADE Efetuar.14 DIMENSÃO DAS PARTÍCULAS DO PIGMENTO (FINURA DE MOAGEM) Esse método determina o grau de moagem dos pigmentos no veículo de uma tinta. ESPESSURA DA PELÍCULA SECA (µm) Menor ou igual a 125 Acima de 125 MÉTODO DE ENSAIO Corte em grade Corte em "X" 12. 12. ESPESSURA DA PELÍCULA SECA (µm) Menor que 50 entre 50 e 125 NÚMERO CORTES ESTILETE 6 6 DE AP. com auxílio do estilete e gabarito ou aparelho cross-cut-tester (CCT).13 TEMPO DE VIDA ÚTIL (POT LIFE) Consiste em determinar o tempo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. cortes cruzados em ângulo reto. TIPOS DE TESTE DE ADERÊNCIA DAS PELÍCULAS DE TINTA Método do corte em X e teste quadriculado de acordo com a espessura da película da tinta. 12.0 2.net .

Os cortes devem alcançar o substrato em apenas um movimento uniforme e contínuo. podemos verificar a classificação da interpretação dos testes de aderência das tintas de acordo com a norma NBR 11003 sobre destacamentos na intersecção e ao longo das incisões dos testes de corte em X em grade.DESTACAMENTO NA INTERSECÇÃO DO CORTE EM “X” CÓDIGO Y0 Nenhum destacamento na intersecção CORTE EM GRADE Y1 Destacamento até 2 mm em um ou em ambos os lados da intersecção Y2 Destacamento até 4 mm em um ou em ambos os lados da intersecção Y3 Destacamento até 6 mm em um ou em ambos os lados da intersecção Y4 Destacamento acima de 6 mm em um ou em ambos os lados da intersecção FIGURA MÉTODO DE CORTE EM "X" Efetuar. cujo menor ângulo deve ter entre 35 e 45º. CÓDIGO X0 Nenhum destacamento longo das incisões FIGURA ao Importante: A norma NBR 11003 não menciona detalhes quanto ao resultado do teste de aderência quanto a aprovado ou rejeitado.270-000 – Guaramirim . DESTACAMENTO AO LONGO DAS INCISÕES DO CORTE EM “X” No teste deve ser utilizado aplicação de fita filamentosa para teste de aderência.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.net . semi transparente de alta performance com 25 mm de largura na região do corte (fornecedor 3 M). .weg.A. Nas tabelas abaixo. X1 Destacamento até 1 mm ao longo das incisões X2 Destacamento até 2 mm ao longo das incisões X3 Destacamento até 3 mm ao longo das incisões X4 Destacamento Acima de 3 mm ao longo das incisões 73 WEG Indústrias S. Este valor deverá ser acordo em um procedimento de inspeção. com auxílio do estilete e gabarito.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. dois cortes com um comprimento de 40 mm cada. interceptados ao meio. devendo a lâmina estar posicionada num ângulo de aproximadamente 45º com a superfície.

solventes.21 ENSAIOS DE IMERSÃO Consiste em analisar a resistência à imersão em produtos. Os ensaios de imersão na medem a permeabilidade da película durante o período que varia de 24 a 1000 horas. cerca de 35% da área quadriculada Gr 4 Área da película destacada. 74 WEG Indústrias S.20 RESISTÊNCIA AO SO2 Consiste na exposição de plaquetas pintadas em câmaras de SO2.270-000 – Guaramirim . Este ensaio mede a permeabilidade da película durante o período que varia de 24 a 240 horas. água destilada. As chapas podem ser cortadas com um “X” passando pelas suas diagonais e atingindo a chapa nua. assim como as condições gerais de permeabilidade e resistência à umidade.DESTACAMENTO NA ÁREA QUADRICULADA CÓDIGO Gr 0 Nenhuma área destacada FIGURA da película Gr 1 Área da película destacada. .weg.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. O ensaio mostra o grau de resistência à corrosão.A. Este método pode ser realizado por imersão de chapas pintadas em água a temperatura ambiente. 12. cerca de 15% da área quadriculada Gr 3 Área da película destacada. determinando-a em dias de exposição ao produto sem apresentar sinais de corrosão aparente.18 RESISTÊNCIA À NÉVOA SALINA Consiste na exposição de plaquetas pintadas em uma câmara de névoa salina ou salt spray. 12. cerca de 5% da área quadriculada Gr 2 Área da película destacada. Esse método representa a resistência da película a um gás poluidor presente na maioria das atmosferas industriais.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. É o ensaio de corrosão realizado em câmara especialmente preparada onde é pulverizada uma solução de 5% de cloreto de sódio a 40 +/. cerca de 65% da área quadriculada 12. Ele é realizado em câmaras especiais e expresso em rondas em número de 1 a 6. Painéis para ensaio são pintados no sistema de pintura completo e submetidos a exposição na câmera por períodos variados em números de horas.19 RESISTÊNCIA RELATIVA DE 100% À UMIDADE Consiste na exposição de plaquetas pintadas em uma câmara com umidade relativa do ar aproximadamente de 100% umidade a temperatura de 40 +/. NaOH e outros. ocorre o aparecimento de bolhas (blister).1ºC. tais como água salgada. ocorre o aparecimento de bolhas (blister). Quando a resistência é fraca. 12. Quando a resistência é fraca.1ºC.net .

2H. os sólidos por volume (SV) é informado no boletim técnico e o percentual (%) de diluição é informado também no esquema de pintura. baseados em pêndulos. e nos de má resistência. A espessura de película seca (EPS) é especificada no sistema de pintura. formando após o processo de cura da tinta o filme seco de acordo com a especificação da película recomendada. 6H ß Menor dureza Maior dureza à 12. e o método Buchholz.A. Há três métodos de determinação de dureza: os métodos Sward e Koning.net . baseado em penetração. H. F. remoção das películas. 6B. A dureza das tintas é determinada na grande maioria dos casos pelo método “Sward-Rocher” que consiste em uma roda metálica formada por dois aros que oscilam na película de tinta conforme NBR 5845. 3B.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. observando qual foi o dente de maior valor que foi molhado na tinta e o primeiro que não molhou. 4H. de acordo com o teor de não voláteis em volume de cada produto. Através destes dados pode-se calcular qual será a EPU a ser aplicada: 12. o teor de sólidos por volume é de 80% e a diluição recomendada é 10 %.23 ENSAIOS DE DUREZA Consiste na determinação da dureza superficial de películas de tinta. 2B. Método de medida de EPU Apoiar o medidor de filme úmido sobre o filme de tinta aplicado.O ensaio com água quente mede uma possível lixiviação dos componentes da tinta. com um medidor de espessura de película úmida (pente de aço inox). MEDIDA DE ESPESSURA UMIDO DA TINTA (EPU) DE FILME Serve para orientar o pintor durante a aplicação. . Importante método de controle de qualidade durante a aplicação.270-000 – Guaramirim .22 ESPESSURA POR DEMÃO Consiste em determinar a espessura aplicada em um (micrometro) através de diversos métodos. que vai até 6H para as películas mais duras e a série B para as mais moles. 5B. auxiliando também no controle de consumo de tinta. A medida deve ser feita imediatamente após a aplicação. Nos casos de pequenas falhas na resistência aparecem bolhas. EPU = EPS x (100 + % Diluição) = micra SV Exemplo: Se a espessura seca especificada é de 125 µm. B. adotando-se o valor do maior dente que foi molhado com a tinta. Após a aplicação os solventes contidos na tinta começam a evaporar e a espessura do filme vai diminuindo. 4B. HB.weg. logo: EPU = 125 x (100 + 10) = 172 micra 80 12. que tem duas bases de apoio na peça na mesma altura e outros “dentes” com variações na sua altura. quanto a deposição da quantidade de tinta sobre a peça. 3H. geralmente variando de 25 em 25 µm. As áreas usadas são a série H. sendo a dureza considerada a do grafite que conseguir marcar a película. maior o número de oscilações. captada por uma 75 WEG Indústrias S. Quanto maior a dureza. A leitura do valor de EPU pode ser obtida. Pode-se também determinar a dureza riscando a película com lápis de desenho padronizado.24 BRILHO O brilho da tinta é medido pela quantidade de luz refletida na película. 5H.

A estocagem em locais improvisados para as embalagens de tintas e diluentes pode resultar em perdas de qualidade e na quantidade de produto. cobertos.A. Tanques de estocagem devem ser circundados por diques de contenção e ter drenos para o caso de vazamento.célula fotoelétrica que a transmite a um galvanômetro graduado de zero a 100. calor e pulverização com água. sol e chuva. cor etc. mantidos em ângulos de 45º e voltados para o norte para receber raios solares durante o dia. Neste período verifica-se o estado da película quanto à desagregação. fissuramento. 13.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. não combustível e que contenha valas que permitam o escoamento para os reservatórios de contenção. perda de brilho. . 13. d) O ideal é que a área de estocagem fique em uma sala em separado do galpão a pelo 12. No teste acelerado emprega-se um aparelho denominado “Wheatherometer” no qual os painéis são submetidos à luz produzida por lâmpadas especiais. de modo a simular os diversos graus de luminosidade. rachaduras. b) Manter o produto longe das fontes de calor. No primeiro caso os painéis pintados dentro dos sistemas completos são colocados em uma estante especial. afastado de alimentos e agentes oxidante.1 CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO a) Estocar o material em locais secos. adotado para todos os tipos de brilho. Esta comparação deve ser feita em condições de luz apropriadas. Estes ensaios são demorados. 76 WEG Indústrias S. ARMAZENAMENTO DE TINTAS O piso do local deve ser impermeável. c) Evitar expor o produto a temperaturas elevadas. 12.25 COR Consiste na determinação da cor por comparação com padrões. bem ventilados e identificados. variando de três meses a alguns anos.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Devemos lembrar que as tintas contem em sua composição. empolamento. O aparelho mais comum para essa medição é o “glossmeter” com ângulo de inclinação da luz incidente de 60º. solventes voláteis que podem incendiar mediante contato com faíscas elétricas ou mecânicas. Consiste na determinação do grau de reflexão da superfície pintada em relação a padrões.26 INTEMPERISMO É realizado tanto ao natural como aceleradamente.net .weg. Têm-se utilizado cada vez mais espectrofômetros computadorizados para determinação e comparação de cores.270-000 – Guaramirim .

f) O local deve ser de fácil acesso e com as vias de acesso sempre desimpedidas. 14.2 CONDIÇÕES AMBIENTAIS A aplicação das tintas em condições ambientais adversas pode introduzir vários tipos de defeitos nas películas de tintas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. l) A temperatura da sala de armazenamento não deverá ultrapassar a 40ºC. catalisadores e diluentes. Esta água presente no ar atmosférico é chamada de umidade relativa do ar (URA). fica no ar na forma de vapor. a temperatura ambiente. permanecendo no fundo as latas mais antigas. APLICAÇÃO DA TINTA A seleção adequada do método de aplicação e a observância de alguns requisitos básicos durante todo o período de aplicação têm influência tão grande no desempenho do esquema de pintura quanto as tintas utilizadas. A água quando evapora. f) A etiqueta do produto contém muitas informações importantes para o pintor.A. a temperatura do substrato abaixa tornado possível que a umidade do ar se condense prejudicando o desempenho da tinta. pois. vindo a causar possíveis vazamentos. as chuvas e os ventos. as condições meteorológicas que influenciam as propriedades das tintas são a umidade relativa do ar. I) Instalar no local extintores de pó químico seco. qual componente utilizar e diluente recomendado. e) Dispor o material sobre sistema de palets e não diretamente sobre o piso evitando que ocorra oxidação das embalagens metálicas e conseqüentemente vazamento de tintas. que devem abranger aspectos teóricos e práticos. tanto na área interna como externa em local visível. c) Efetuar o empilhamento de embalagens de acordo com a orientação abaixo. d) Tomar muito cuidado ao abrir as embalagens de tintas. prazo de validade. 14. Quando o diluente evapora do filme de tinta aplicado. para não danificar as tampas. ultrapassando assim o seu prazo de validade. proporção de catalisação. Tipo de Embalagem Galão Balde Tambor Capacidade 3. e) Ao remover a tinta de dentro da embalagem.menos 15 metros de distância em área térrea. através de janelas com vidros aramados.6 litros 20 litros 200 litros Empilhamento Máximo 10 5 3 lado contrário a colocação da etiqueta para não obstruir os dados sobre o produto. Quanto mais umidade houver no ar e quanto mais baixa for a temperatura da superfície.2 CUIDADOS NO ARMAZENAMENTO a) Armazenar as embalagens de forma que possibilite a retirada em primeiro lugar das latas de lotes mais antigos. número de lote. se possível com luz natural. quando enviadas embaladas nas mesmas. Isto impede que as lata recebidas sejam colocadas na frente. Este processo possibilita maior vedação da tampa pelo lado interno e diminuição de provável sedimentação. as mesmas deveram ser permanecer bem fechadas enquanto não estiver em uso.1 CAPACITAÇÃO DO PESSOAL DE APLICAÇÃO A empresa ou o órgão responsável pela aplicação das tintas devem ser avaliados em termos de recursos materiais e humanos.weg. 14. 13. A capacitação do pessoal responsável pela aplicação da tinta deve ser feita através de amplos programas de treinamento. evitando que ocorra danos nas embalagens de baixo. entornar a tinta sempre pelo 77 WEG Indústrias S.net . Em termos gerais. . b) Pode-se armazenar as latas de tamanho de galão e menores nas prateleiras inicialmente com a boca para baixo e que sejam invertidas a cada 3 meses. código do produto. maior será a condensação.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. g) Remover as latas das caixas de papelão. como nome do produto. h) Identificar a área com placas de sinalização bem visíveis: “PROIBIDO FUMAR”.270-000 – Guaramirim . j) O local deve ser bem iluminado.

em velocidade baixa para não amassar as partículas do pigmento e não deixar a tinta 78 WEG Indústrias S. 14.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. a aplicação das tintas sobre superfície com temperatura superior a 40ºC pode provocar vários tipos de defeitos. a formação de bolhas. alteram por completo as condições de cura ou secagem da tinta. Ao contrario.A. pode ser eliminada com um leve lixamento da película. que deixa a película com aspecto esbranquiçado na superfície ou mesmo com aspecto de um gel endurecido. a homogeneização tem que ser feita com cuidado.270-000 – Guaramirim . b) Quando subsuperficial pode requerer a remoção de toda a película. Deve ser feita em seu recipiente original. acarreta perturbações nas reações físico–químicas que darão origem à película de tinta seca. No caso específico das tintas inorgânicas à base de silicato de etila. A depender da profundidade desta alteração. admitindo-se que parte pode ser retirada temporariamente para facilitar a homogeneização. No caso de tintas a base de pigmentação alumínio. na forma de vapor de água. Nota 2: Para as tintas tolerantes a superfície úmidas. como o fendilhamento ou gretamento (caso típico das tintas inorgânicas de zinco). a aplicação de tintas em temperaturas muito elevadas faz com que sua secagem dê-se muito rapidamente.A umidade relativa do ar. introduzindo falhas que variarão com o tipo de tinta usada. ao possibilitar a introdução de partículas de água na película de tinta úmida. o fenômeno do fendilhamento ocorre à temperatura já a partir de 40ºC. Pode-se usar aquecer as peças a serem pintadas dentro dos limites de temperatura do substrato. como abaixo de 10ºC ou acima de 40ºC. passando para o estado líquido. . conhecidas como orvalho. Nota 1: Esta temperatura de 3ºC é considerada de margem de segurança para evitar que ocorra a condensação da URA. Recomenda-se que as tintas não devam ser aplicadas se a temperatura da superfície não estiver no mínimo 3ºC acima do ponto de orvalho. Além disso. comprometendo intervalos entre demãos recomendadas pelo fabricante e conseqüentemente. a velocidade da aplicação. A ação preventiva nestes casos é procurar evitar a utilização de tintas epóxi endurecidas com aminas em regiões cuja umidade relativa do ar esteja permanentemente superior a 85%. Temperaturas abaixo de 10ºC retardam a secagem da tinta. se condensa. comprometendo a evaporação e alterando as propriedades da película seca. HOMOGENEIZAÇÃO DILUIÇÃO DAS TINTA E A homogeneização da tinta é muito importante para que todos os seus componentes fiquem uniformes e em condições de uso. Determinação do ponto de orvalho 14. Geralmente na parte da manhã são notadas gotas de água nas peças expostas ao tempo durante a noite. poros ou crateras (caso típico das tintas de acabamento de base epóxi) e o enrugamento (caso típico das tintas de alumínio fenólico).weg. Temperaturas externas. É por esse motivo que as tintas de base epóxi endurecidas com aminas são muito sensíveis à umidade.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.4 MISTURA. a) Quando bem superficial.net . poderá ocorrer uma pequena redução no brilho quando o filme ficar exposto.3 PONTO DE ORVALHO É a temperatura na qual a umidade presente no ar. resultante da condensação do vapor da água. dando origem a uma substância denominada quetimina. a película poderá estar comprometida ou não.

Entretanto. Seqüência de mistura para Tintas BiComponente: a) Homogeneizar bem o componente A. O tempo de estocagem deve ser informado pelo fabricante da tinta. As relações de misturas mais comuns são: 1A : 1B (3.net . o aumento dos tempos de secagem é uma indicação evidente de sua degradação. uma tinta pode ter seu tempo de estocagem vencido sem que. respeitando a relação de mistura. Algumas pigmentadas com pigmentos pesados.4 L : 1. Em algumas situações. Quando a tinta estiver em estoque por muito tempo: 1) Abrir a lata e verificar se há sedimentação no fundo da embalagem com uma espátula (plástico ou madeira) 2) Se houver sedimento. A não-observância da relação de mistura e do tempo de indução. conseqüentemente. que podem ter as partículas de pigmento quebradas) ou alternativamente por meio de ferramentas manuais. Para as tintas de base epóxi. O tempo de estocagem varia para cada tipo de tinta.270-000 – Guaramirim . são válidas as mesmas observações quanto à diluição requeridas para as tintas mono componentes. Por exemplo.weg. mexer a sedimentação com a espátula buscando a sua dispersão. A sedimentação ocorre devido a tintas serem constituídas de compostos em suspensão (Pigmentos) e que pela força da gravidade se sedimentam formando uma pasta no fundo das embalagens. Inspeções visuais de campo também podem indicar a degradação ou não da tinta. A depender das condições de armazenamento. Esta dispersão deve ser feita preferencialmente por meio de agitadores pneumáticos (exceto para tintas pigmentadas com alumínio. pois. Não devem ser usadas tintas cujo tempo de estocagem (shelf life) tenha sido ultrapassado.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. No que diz respeito às tintas fornecidas em dois ou mais componentes. as tintas a base de silicato de etila formam nódulos gomosos (grumos).7L : 0. a falta ou excesso de um dos componentes pode produzir uma tinta com características diferentes da que foi recomendada. Nota: Pode ser usado agitador pneumático.2L) . particularmente a viscosidade e os tempos de secagem. otimizar a aplicação. tintas de fundo.6L) . entretanto. d) Homogeneizar bem a mistura com agitação vigorosa. e) Se necessário efetuar a diluição na proporção recomendada. A realização de alguns testes de laboratório é a forma ideal de analisar se a tinta está em condições de uso ou não.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. As tintas a óleo ou óleo modificadas oxidam–se superficialmente. geralmente da ordem de 10 . a depender das características da tinta e do processo de aplicação. 3A : 1B (2. torna-se necessário efetuar uma diluição da tinta imediatamente antes da aplicação.20 minutos para as tintas de base epóxi. tenha se degradado.A. .6 L : 3. formam sedimentações duras impossíveis de serem dispersados mesmo por diluição. 79 WEG Indústrias S. b) Homogeneizar bem o componente B. Proporção de Catalisação: As recomendações de mistura entre o componente A e B devem ser respeitadas pelos pintores na hora da catalisação. requerem cuidados especiais em termos de proporção de mistura. 2A : 1B (2. 3) Caso não consiga uma boa homogeneização e a tinta estiver dentro do seu prazo de validade.9L) Nota: Quando fornecida a relação de mistura em peso pelo fabricante. c) Adicionar o componente B ao componente A. pode ser utilizado da balança e efetuado a mistura. formando uma nata ou mesmo endurecendo. informar ao fabricante. para efeito de ajustar sua viscosidade e. pode descaracterizar por completo as propriedades da tinta.ficar com uma aparência mais escura (chumbada).

é em geral de 15 minutos. Deve-se. . fervura. a película pode ficar mole e pegajosa ou endurecer demais e ficar com o filme trincado e rachado.A mistura em peso é mais prática e segura. Alguns estudos mostram que esquemas epoxídicos aplicados com tempo de indução conveniente apresentam desempenhos superiores aos mesmos esquemas aplicados imediatamente após a mistura dos componentes.270-000 – Guaramirim . Por último. A viscosidade mais alta ajuda a manter os pigmentos em suspensão. pot life. pois. tende a formar uma pasta mole ou dura no fundo das embalagens. logicamente desde que observado o tempo de indução que. É também chamado de pré-reação. esse tempo entre a mistura e a aplicação é fundamental para uma maior afinidade entre a resina epóxi e o agente de cura. O ideal é que a mistura e a diluição das tintas seja feita imediatamente antes da aplicação. Embora a reação comece imediatamente. rolo ou pistolas apropriadas sem diluição. para o caso das tintas epóxi. casca de laranja. O tempo de indução varia de acordo com o tipo de tinta epóxi.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. empoamento. particularmente nas pigmentadas com zinco. É recomendável que. evitando a sedimentação. sejam observados as instruções do fabricante. O pot life é o tempo que uma tinta pode ser misturada e diluída e mantenha suas propriedades tixotrópicas capazes de dar origem à formação da película.A. entretanto. Tal providência é indispensável em tintas como a fenólica pigmentada com alumínio (lamelar) e a etil silicato de zinco. O tempo de indução é o tempo necessário para que o esquema epoxídico comece a reagir. das condições de aplicação e da habilidade do pintor. sejam observados os tempos de vida útil da mistura. incompatibilidade. Esse tempo varia em função de cada tipo de tinta.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. que necessitam ter um teor de zinco tal que mantenha a continuidade elétrica e assim atuem protegendo catodicamente. também em termos de tempo de mistura. com granulometria recomendada pelo fabricante da tinta. Assim. uma tinta de base epóxi depois de diluída e misturada só pode ser aplicada nas poucas horas seguintes. Deverá ser removida toda a tinta. porém exige uma balança no local de preparação. retardo na secagem. evitando desta forma que ocorra problemas na aplicação e pintura. os fornecimentos são feitos em embalagens com as devidas proporções entre os componentes a serem misturados. 80 WEG Indústrias S. Muitas tintas podem e devem ser aplicadas a pincel. tais como: perda de brilho.net . É importante que para estes casos. da ordem de duas a oito horas. estabelecidos pelos fabricantes das tintas. A diluição serve para afinar a tinta permitindo que o ar comprimido usado pulverize o líquido que será lançado sobre a peça a ser pintada de forma que a mesma forme um filme uniforme seja formado. atentar para o fato de o peneiramento acarretar à retirada de material capaz de desbalancear a tinta. Quando o pintor vai utilizar toda a quantidade do galão fornecido. Em casos de aplicação de apenas um dos componentes. um cuidado que deve ser observado nas etapas de mistura e diluição das tintas diz respeito à necessidade de passar a mistura em peneiras.weg. não há necessidade de se preocupar com as proporções de misturas. A diluição depende do tipo de peça a ser aplicada. O boletim técnico indica qual o diluente correto para a diluição e a sua substituição somente deve ser feita mediante autorização do fabricante . Diluição das tintas As tintas são fornecidas com viscosidade mais alta e devem ser ajustadas ou diluídas de acordo com a necessidade seguindo a orientação do fabricante. Algumas tintas quando fornecidas em viscosidades baixas (22” CF 4 a 25ºC).

demora para secar. como conseqüência da elevada umidade relativa do ar e da presença de cloretos.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. ainda há presença de solvente retido que não teve tempo para evaporação. Para uma boa diluição na proporção correta o pintor pode adotar um copo graduado de plástico resistente a solvente (polipropileno).A. Na orla marítima. pois. O resultado posterior do teste de aderência será máximo. enrugamento durante a secagem da tinta. Este processo de lixamento é chamado de quebra superficial no brilho. o filme de tinta fica com aparência de espessura exagerada. Na diluição de tintas destinadas a indústrias. O intervalo de tempo entre demãos ou o tempo que deve ser aguardado para aplicação da demão subseqüente ou ainda tempo de repintura. não havendo tempo suficiente para um bom alastramento ou formar filme liso. Salvo algumas exceções das tintas de alta espessura que tendem a esta característica. é recomendado que os pintores adotem o uso de copos de medida de viscosidade conhecidos como copo ford de diâmetro de orifício de 4 mm (CF 4) para determinar a correta viscosidade de aplicação de acordo com a sua instrução de trabalho. o procedimento de lixamento superficial da camada é necessário para criar sulcos ou ranhuras. As tintas misturadas e diluídas que não serão aplicadas de imediato devem ser armazenadas em recipientes fechados e serem novamente homogeneizadas antes de serem usadas. pois logo após a aplicação da primeira demão de tinta começa a evaporação do solvente e a formação do filme seco e haverá um tempo certo a ser aguardado para aplicar a próxima demão. pois o filme superficial da tinta ira secar muito rápido. Uso de Diluente com baixo poder de diluição: a) Coagulação.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.Uso de diluente com solvente muito volátil: a) Problema de bolhas ou fervuras. a tinta perde o solvente de diluição durante a sua pulverização fazendo com que a tinta chegue seca na peça (como pó). c) Empoamento (ou over spray) ou pulverização a seco. Os boletins técnicos informam qual deverá ser este tempo e também em qual condição de temperatura do ambiente. deve ser observado pelos pintores. o tempo decorrido entre o início do preparo da superfície e o término da aplicação da primeira demão de tinta de fundo não deve exceder a três ou quatro horas. Quando ultrapassado o intervalo entre demãos. A pintura não deve ser continuada com a próxima demão fora do prazo . b) Escorrimento em superfícies verticais. ocorre separação entre o diluente e a tinta. baixando o brilho em alguns locais da peça. Esta medida é determinada com o uso de um cronômetro e dado em segundos (Ex: 16 a 22” CF4). 81 WEG Indústrias S. Pintura antes do intervalo entre demão: No filme aplicado. a aderência poderá ser prejudicada gerando destacamentos entre demãos. possibilita maior superfície de contato com a tinta a ser aplicada e assim melhora a aderência entre as demãos. Aplicando outra demão. cuja rugosidade. Poderá haver escorrimentos em superfícies verticais.net . Pintura após ultrapassar o intervalo entre demãos: Caso isto ocorra e nenhuma providência for tomada. poderá gerar problemas.270-000 – Guaramirim . adicionando à tinta a quantidade de diluente necessária. b) Casca de laranja. O intervalo de tempo entre o preparo da superfície e a aplicação da primeira demão da tinta de fundo varia em função das condições atmosféricas do meio ambiente.weg. Pintura durante o intervalo de repintura certo: Haverá tempo suficiente para evaporação do solvente da demão anterior e a secagem do filme será adequada. . Uso de diluente com solvente pouco volátil: a) Demora na secagem.

Quando a superfície é muito grande e o jateamento efetuado naqueles intervalos de tempo não contempla toda a superfície. como é o comum em equipamentos cujo preparo da superfície seja feito no campo. não tendo alcançado o tempo de secagem total. A aplicação da primeira demão da tinta de fundo deve ocorrer sempre na mesma jornada de trabalho da execução do preparo da superfície.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.1 TRINCHA (Pincel de formato chato) É o mais elementar dos métodos de pintura. . uma outra questão a ser analisada diz respeito à interrupção ou não da seqüência de aplicação. que provoca uma significativa redução da espessura. pode ocorrer uma degradação da última demão de tinta aplicada. requerendo então um lixamento mais vigoroso. Sempre que ocorrer a interrupção do esquema de pintura por período superior ao tempo de secagem para repintura. cantos vivos e demais acidentes.A. É o caso típico de grandes equipamentos de caldeiraria. e o defeito mais comum é o empoamento. imediatamente antes da montagem. que prejudicaria o desempenho do esquema de pintura. A segunda é a menor influência das condições atmosféricas. MÉTODOS DE APLICAÇÃO 15. por ser uma ferramenta simples e. tornando necessário repetir-se a aplicação da demão da tinta desbotada. É o método mais indicado para aplicação da primeira de mão de tinta em cordões de solda.net . como ventos. como as epóxi e as poliuretanas. como a pistola eletrostática e a eletroforese. reentrâncias. 14. altas e baixas temperaturas.weg. elevadas umidades relativas do ar e chuvas. durante as operações de transporte. para a repintura. uma vez o jato interrompido e aplicado a primeira demão de tinta de fundo. a aplicação no campo pode tornarse mais vantajosa. Ainda com relação a grandes superfícies. permita uma perfeita adesão química entre as demãos. para permitir que a demão subseqüente tenha adesão mecânica sobre a mesma. que se pintados na fábrica.5 PINTURA CAMPO NA FÁBRICA OU NO A aplicação do esquema de pintura na fábrica apresenta uma série de vantagens em relação à aplicação no campo. é freqüente a interrupção da aplicação do esquema de pintura após a aplicação da primeira demão da tinta de acabamento. Nesta condição. não tenha suficiente resistência química ao solvente da demão subseqüente e. previsto na especificação da tinta que vai receber a demão subseqüente. a tinta aplicada não será capaz de permitir a impregnação de abrasivo ou pó. a depender das particularidades dos equipamentos que estão sendo pintados e do local onde serão utilizados. por não poderem se controladas. armazenamento e instalação. além de não requerer grande capacitação do aplicador. ou pelo menos repor sua espessura. mesmo reparados. o intervalo não deve exceder a seis horas. O desejável é que todo o esquema de pintura seja aplicado em conformidade com os tempos de secagem. poderão comprometer o desempenho do esquema de pintura. nem sempre muito superficial. conseqüentemente de baixo custo. consegue-se uma satisfatória proteção durante o período de interrupção da aplicação do esquema de pintura.270-000 – Guaramirim . Entretanto. A primeira grande vantagem é a possibilidade de utilização de equipamentos sofisticados de aplicação. Em alguns casos. onde outros 82 WEG Indústrias S. o reinício da execução do preparo da superfície só deve ocorrer quando a tinta tiver alcançado o tempo de secagem ao toque.Em regiões mais secas e sem a presença de cloretos e compostos de enxofre na atmosfera. 15. Quando a paralisação ocorrer por período de tempo muito longo.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. A observância destes intervalos faz com que a tinta base. até que o preparo da superfície seja terminado. ao reiniciar a aplicação a última demão de tinta aplicada deve ser submetida ao um leve lixamento. após uma interrupção muito prolongada. que prejudicam consideravelmente a aplicação no campo. Isto é imprescindível quando se trabalha com tintas de elevada resistência química. assim. Com isto. poderão sofrer danos de tal ordem que.

Exigem diluições ligeiramente superiores às exigidas pela trincha.net . normalmente não alcançando a 5%. O nivelamento e alisamento da camada se fazem com longas pinceladas sobre as iniciais. devido à dificuldade de penetração ou à cavidade e às demais regiões de difícil acesso. e a seguir secas e adequadamente armazenadas (apoiados pelo cabo e nunca pelas cerdas). na presença de ventos. conferindo-se a medida de filme úmido obtido 83 WEG Indústrias S.270-000 – Guaramirim . Método de aplicação: O rolo não deve ser mergulhado todo na tinta. A cada novo início de espalhamento da tinta. mediante passes sucessíveis. As perdas de tinta durante a aplicação são em principio superiores à da trincha.weg. o fato de se conseguir espessuras mais uniformes do que aquele método tende a igualar suas perdas. para facilitar o deslizamento. Deve ser mergulhada na tinta depositada em uma bandeja ou recipiente. devido principalmente a respingos. tende a dar origem a películas não-uniformes. Terminada a aplicação.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. frestas e arestas Comentários Maior rendimento da pintura Evita desperdício de tinta Fazer penetrar nas frestas e saliências 15. particularmente em termos de espessura. para que possa ser reaproveitado. além de alcançar maior produtividade que a trincha. devido a isto é importante fazer o repasse em sentido contrário ao primeiro movimento uniformizando a camada. porém. o rolo deve ser imediatamente limpo com solvente. o rolo acumula muita tinta e no final do percurso já esta com pouca.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. sendo eventualmente utilizado o de 50 mm para superfícies de menor dimensão.A. Por maior que seja a habilidade do aplicador. depositando-se a tinta em uma região ainda não coberta e depois a espalhando em passes cruzados. onde a aplicação à pistola a elevadas perdas de tinta. como cantoneiras e tubulações de pequeno diâmetro.métodos de aplicação poderiam deixar falhas. Os rolos fabricados a partir de pêlo de carneiro são de melhor qualidade para aplicação da maioria das tintas utilizadas em pintura industrial. . A inclinação deve ser ao contrário da volta. cordões de solda. As trinchas normalmente utilizadas têm em torno de 125 mm de largura e suas cerdas são de pêlos de animais. O método de aplicação a rolo é particularmente aplicável à pintura de grandes áreas planas ou com grande raio de curvatura. sem apertar muito para evitar marcas das cerdas no filme. É um método de baixa produtividade. Ao final da aplicação. que possui uma região que permite a retirada de excessos. que pode gerar escorrimentos ou desperdícios. as trinchas devem ser de imediato limpas com solvente adequado. O rolo mais utilizado tem largura de 150 mm. Método de aplicação: Deve ser feita mergulhando de 2/3 até a metade do comprimento das cerdas na tinta (evitam-se desperdícios de tinta e perda da própria trincha). A perda de tinta durante a aplicação é mínima. espalhando-se a tinta na superfície dada uma sobreposição de 50 mm. O mesmo se aplica as tubulações de variados diâmetros. fibras sintéticas ou vegetais. Para superfícies muito rugosas o rolo deve ser passado em várias direções indo e voltando para fazer a tinta penetrar nas irregularidades.2 ROLO É um método de aplicação que viabiliza a obtenção de elevadas espessuras por demão. A pressão do rolo sobre a superfície deve ser controlada para obter um filme de espessura uniforme. Tipo de Pincel Medida de 75 a 125 mm (3 a 5 “) Medida de 25 a 50 mm (1 a 2”) Medida de 75 a 125 mm (1-1½ “) conforme especificado. As pinceladas devem ser dadas com uma pequena inclinação na trincha. Tipo de Trabalho Áreas grandes e planas Áreas pequenas e planas Parafusos. porcas. de forma a remover qualquer depósito de tinta.

procurando-se ajustar sua viscosidade a uma aplicação adequada. O tanque permite a colocação de um volume maior de tinta preparada. a partir de instruções fornecidas pelo fabricante da mesma) e fonte supridora de ar. . A instalação para aplicação das tintas pelo método de pistola convencional. não só na pintura de campo como na de oficina. ou pistola a ar.net . observados quando a aplicação é feita em ambientes fechados. com a evaporação do solvente. chega até a pistola. Existem dois tipos de equipamentos tidos como pistola convencional. devido ao excessivo acúmulo de solventes. a) Nos mais simples. A pressão e a vazão do ar que é injetado no tanque de pressão também devem ser selecionadas em função das propriedades da tinta que se quer aplicar. evitando paradas para reabastecimento. pistola (com bico que é selecionado em função da tinta que se quer aplicar. e os riscos de segurança. há uma sensível redução da espessura da película úmida para seca. A vantagem do segundo equipamento é que a pistola fica mais leve.A. que deve ser seco. b) No outro. a tinta depositada no recipiente é expulsa em direção ao bico da pistola pela ação da pressão do ar. Outro é a seleção do bico da pistola. Na aplicação da tinta pelo método da pistola convencional.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Como conseqüência dessa excessiva diluição. são significativos. A caneca quando cheia pesa em torno de 1 Kg dependo da tinta. mangueiras de ar e da mistura ar e tinta. Tipos de Pistola Convencional Alimentação Comentários Sucção Caneca: a tinta é transferida por sucção para a pistola. Este elenco de parâmetros definirá o leque do fluido constituído da mistura tinta e ar que sai do bico da pistola. de forma que ela possa fluir do recipiente até a pistola pela ação da pressão do ar.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Alguns tanques trazem acoplado um agitador pneumático para homogeneizar a tinta constantemente. cansando o pintor. A aplicação da tinta pelo método da pistola convencional requer que a mesma seja diluída mais que qualquer outro método. da ordem de 30 %. O método de aplicação por pistola convencional apresenta ainda como limitação o fato de levar à excessivas perdas de tinta durante a aplicação. a tinta é depositada em um grande recipiente e. Tanque de pressão: muito usado na indústria onde há necessidade de produtividade. tem como característica a obtenção de espessura de película quase que constante ao longo de toda a superfície pintada. Pressão Tanque: A tinta é empurrada para a pistola devido a pressão gerada no tanque Pistola de caneco: usado em oficinas de repinturas ou na indústria para operação de peças pequenas. É um método de aplicação de tinta muito utilizado em pintura industrial. 84 WEG Indústrias S. através de mangueiras.15. como acontece com o primeiro equipamento. que é feita em função das propriedades tixotrópicas da tinta. O primeiro é a correta diluição da tinta. pela ação da pressão do ar injetado dentro do recipiente. o método tem duas desvantagens significativas. A primeira é que. uma vez que o recipiente onde a tinta é depositada não fica acoplado à mesma. regulador de pressão e válvulas de entrada de ar e saída da mistura ar e tinta. apresenta grande produtividade. para adequar sua viscosidade.weg.270-000 – Guaramirim . o recipiente é acoplado diretamente a pistola (pistola de caneco). O pequeno recipiente do primeiro equipamento acarreta freqüentes interrupções da aplicação para enchimento do mesmo com tinta.3 PISTOLA CONVENCIONAL Na pistola convencional. consiste: manômetro. uma série de cuidados devem ser observados.

distância inadequada da pistola à superfície e movimentos irregulares. deve haver uma sobreposição da passada subseqüente para que haja continuidade da película aplicada. O defeito do overspray é ainda muito comumente observado em aplicação de tintas pelo método de pistola convencional quando o pintor não tem a necessária qualificação e é influenciado pela diluição. A distância do bico da pistola à superfície deve oscilar entre 15 e 20 cm.A. A aplicação com a pistola muito próxima da superfície causa o defeito de escorrimento da película e. A sobreposição deve ser da ordem de 50%.270-000 – Guaramirim . COMO MOVIMENTAR A PISTOLA PERANTE A PEÇA COMO DEVE SER FEITA A APLICAÇÃO COM A PISTOLA O PULSO ESTÁ MUITO RÍGIDO COMO SEGURAR A PISTOLA PERANTE O PAINEL COMO SEGURAR A PISTOLA COMO COBRIR UM PAINEL SOBREPONDO CAMADA Mantenha o pulso flexível Movimente a pistola perpendicular à peça COMO POSIONAR A PISTOLA EM RELAÇÃO A PEÇA PERTO DEMAIS TINTA MUITO CARREGADA TENDE A ESCORRER COMO COBRIR UM PAINÉL SOBREPONDO CAMADA LATERAL LONGE DEMAIS CASCA DE LARANJA ACABAMENTO ARENOSO FORMAÇÃO DE PÓ 85 WEG Indústrias S. A velocidade de passagem do leque de fluido em um sentido e outro também pode causar tais defeitos. com a pistola muito distante.net . o efeito de sobreposição ou overspray (depósitos sobre a superfície em forma de pó ou grânulos). seleção do bico. . incidindo perpendicularmente em relação à superfície a pintar e deslocada em movimentos de ida e volta paralela aquela superfície.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.weg. pressão do ar.Método de aplicação: A pistola deve ser posicionada com o leque do fluído constituído de tinta e ar. Neste movimento de ida e volta.

Utilizado para melhorar as propriedades de aplicação e pulverização em tintas sem diluentes. Adotam-se as mesmas técnicas de aplicação para a pistola convencional. Deve ser a mais direta possível para evitar perda de pressão e instalada com inclinação no sentido do compressor. para pressurizar à tinta.A.000 Libras/pol2. tubulações de diâmetro suficiente. TUBULAÇÃO DE AR Deve ser de aço galvanizado com bitolas de ¾ a ½ polegada. é de elevada produtividade e tem perdas de tinta na aplicação bastante reduzidas. reguladores de pressão com manômetros em bom estado de funcionamento.net . a aplicação da pintura dos tubos é 86 WEG Indústrias S. e a energia com que a mesma chega ao bico da pistola provoca sua pulverização. estes retornem facilmente ao reservatório. Um sistema de geração de ar é composto de: Compressor. A alimentação da pistola é feita com bombas hidráulicas e a atomização das tintas é produzida pela passagem da tinta sob alta pressão através de um orifício de diâmetro muito pequeno. seleção do bico e movimentos de aplicação. 15. Pressões da ordem até 7. Isto permite que sejam aplicadas com este método tintas com elevadas quantidades de sólidos por volume (tintas sem solventes). dependendo do volume de ar necessário. Na aplicação da tinta pelo método da pistola sem ar devem ser observados os mesmos cuidados já descritos para a aplicação da pistola convencional em termos de diluição. dadas às elevadas pressões envolvidas.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. e possui capa com chifres e com orifícios para a saída do ar comprimido para auxiliar na pulverização. em local seco para evitar o acúmulo de água no reservatório causado pela umidade presente no ar e ventilado para melhorar o resfriamento do cabeçote. Nestes casos.4 PISTOLA SEM AR (AIR LESS) Ao contrário da pistola convencional. O óleo de lubrificação deve ser verificado diariamente e efetuado o dreno da água acumulada no reservatório diariamente. para que em caso de acúmulo de água e óleo. COMPRESSOR DE AR A instalação dos compressores deve ser em local limpo para evitar que a poeira venha a entupir o filtro de entrada do ar. dependendo do tipo de 15. que utiliza o ar para atomização da tinta.6 PINTURA ELETROSTÁTICA A pintura eletrostática é um método de aplicação de tintas muito utilizado na aplicação de pintura de fábrica e somente há poucos anos passou a ser usada na aplicação de esquemas de pintura no campo. 15.270-000 – Guaramirim .500 Libras/pol2. em volume e pressão suficientes. A distância entre o bico da pistola airless e a superfície a ser pintada é de 25 a 50 cm. Além de ser um método que permite a aplicação de películas de tintas com propriedades uniformes em termos de espessura e baixa incidência de falhas. utilizando a técnica de pressurização com pressões de 3. da ordem de 15%. sem a necessidade de diluição e em espessuras elevadas. A aplicação de tintas pelo método da pistola sem ar requer cuidados de segurança por parte do pintor.weg. quanto à distribuição das partículas de tinta permitindo um acabamento mais uniforme. acionada pneumaticamente.000 a 4. Vem sendo largamente utilizada na pintura de tubos que são usados na construção de dutos enterrados ou submarinos. enquanto nas pistolas convencionais a pressão no tanque fica por volta de 20 a 60 Libras/pol2.5 PISTOLA AIRLESS ASSISTIDA Método de aplicação misto entre o sistema airless e o convencional.LINHA DE AR COMPRIMIDO O ar deve chegar limpo e seco à pistola.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. capacidade de geração de ar suficiente para manter boa pressão durante o processo de aplicação. . filtros separadores de água e óleo e mangueiras com comprimento e diâmetro adequado. a pintura sem ar utiliza uma bomba. Deve estar nivelado e em local de fácil acesso para facilitar a sua manutenção. equipamento usado.

As tintas usadas possuem. quando a peça é retirada do banho.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. a peça fica completamente recoberta. Usando esta propriedade a peça é ligada a retificadores e estabelece-se. Imersão eletroforética: neste processo. a tinta escorre pela superfície e.feita na oficina. pois. não aderida. Pintura por flooding: Método de aplicação de tintas bi-componentes. serem atraídas para a peça. O excesso de tinta. Estes produtos devem ser fornecidos dentro das faixas de condutividade (faixa de 10 a 30 micro amperes . obviamente tem de ser metálica). que permitem a sua polarização. e as juntas são aplicadas eletrostaticamente no campo. porém. prejudicando o aspecto estético. As desvantagens são: espessura irregular. Recomenda-se realizar medições da viscosidade durante o processo visando garantir uma boa aplicabilidade. principalmente nos pontos onde existam furos. O aproveitamento da tinta neste método é maior devido as partículas que seriam perdidas durante a pulverização. tendência a apresentar escorrimentos. utilização mínima de operadores e equipamentos. baixa espessura de película (salvo em casos especiais) etc. depressões ou ressaltos na peça. Após a peça é introduzida em 87 WEG Indústrias S.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. as partes de cima sempre terão menor espessura que as partes de baixo. este recipiente possui uma região para recuperação da tinta que se escoa da peça. responsáveis por fornecer maior ou menor polaridade. não havendo pontos falhos sem aplicação de tinta.4 a 0. Este processo oferece uma série de vantagens. só desperdiça solvente). Desta forma. é mantido o mesmo princípio da imersão simples. uso de pessoal não especializado e qualificado. Utilizado na pintura de tanques e radiadores de transformadores. de modo que a tinta seja atraída pela peça (que. é removido por posterior lavagem.A. . conseqüentemente. entre a peça e a tinta onde ela está mergulhada. O ajuste da viscosidade e escolha do produto é muito importante para se conseguir um bom alastramento e boa camada na peça. fácil operação. toda a peça fica recoberta com uma camada uniforme e aderente de tinta. Consiste em utilizar uma bomba pneumática para fazer circular a tinta e espalhar a mesma na peça situada sobre uma caçamba. A tinta é eletrizada na pistola durante a pulverização e projetada contra a peça que deve ser aterrada com carga de sinal contrário.7 IMERSÃO Pode ser dividida em dois processos: Imersão simples em que se mergulha a peça a ser revestida em um “banho” de uma tinta contida em um recipiente. tais como: Economia. Geralmente usa-se a quantidade mínima de 02 Galões de tintas catalisada e diluída no abastecimento da bomba.weg. uma diferença de potencial.8 megaohms . As tintas utilizadas na pintura eletrostática baseiam-se na seleção dos aditivos e solventes.M•) de acordo com o equipamento de aplicação. após sua retirada do “banho”. entretanto.270-000 – Guaramirim .net . utilizando pequenos volumes por meio de um esguicho.µA) ou resistividade (faixa de 0. Normalmente. onde o excesso da tinta escorre para o centro da caçamba sendo recolhida e bombeada novamente para a peça. uma formulação especial. por minimização de perdas (apesar da evaporação que. 15. podendo ser tintas líquidas ou em pó. com espessura na faixa 20-40 •m.

estufa para que a película venha a se formar por ativação térmica. Tanto para imersão simples quanto para a eletroforética, deve-se manter o banho em constante agitação, para manter os sólidos (principalmente pigmentos) em suspensão. Estas tintas possuem baixo teor de pigmentação, para que a suspensão seja facilitada. Este processo é usado para pequenas peças e até carrocerias de automóveis

§ § § § §

Especificação das tintas a serem utilizadas; Intervalos entre demãos a serem observadas; Espessuras por demão das películas de tinta; Método de aplicação a serem utilizados; Ensaios a serem realizados, durante e após a aplicação, com os respectivos critérios de aceitação ou rejeição.

ESTIMATIVA DE PERDA DE TINTA DURANTE A APLICAÇÃO Método de Aplicação Convencional “Air Less” Eletrostático Imersão Pincel ou Rolo Perda de Tinta 20 a 40% 10 a 20% 05 a 15% 05 a 08% 04 a 08%

Deve-se certificar se o esquema de pintura explicitado é adequado às particularidades do meio ambiente, das condições operacionais do equipamento que esta sendo pintado e das condições da aplicação (acesso, implicações do jateamento abrasivo etc.)

16.1.2 QUALIDADE UTILIZADAS

DAS

TINTAS

16. DEFEITOS DE PELÍCULA E SUAS CORREÇÕES Não é raro observarmos esquemas de pintura, que teoricamente seriam de grande desempenho, falharem rapidamente por aspectos associados à má qualidade da aplicação. O tradicional controle da qualidade com ênfase em inspeção do produto final, apesar de ser a abordagem mais freqüente, é totalmente contra-indicada em se tratando de aplicação de tintas.

16.1 ACÕES DE PREVENÇÃO DEFEITOS ANTES DA APLICAÇÃO

DE

Deve-se certificar se as tintas a serem utilizadas na aplicação do esquema de pintura estão em conformidade com o especificado. Isto pode ser feito de duas formas. Na primeira, enviar as tintas para o laboratório e através de ensaios, comparar as propriedades das tintas com o especificado. Esse processo é demorado e de elevado custo. A forma mais adequada e preventiva é efetuar uma qualificação preliminar do fornecedor da tinta. Esta qualificação deve contemplar aspectos de capacitação fabril, capacitação de pessoal e sistema da qualidade implantado pelo fabricante. Nestes casos, exige-se que a tinta venha acompanhada de um certificado de qualidade e eventualmente é enviada ao laboratório para comprovar o atendimento ao especificado.

16.1.1 EXPLICITAÇÃO DO ESQUEMA DE PINTURA O esquema de pintura deve ser explicitado por escrito contendo o seguinte conteúdo mínimo: § Preparo da superfície a ser alcançado, definindo grau de limpeza e rugosidade a ser alcançada;

16.1.3 TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO DO PESSOAL Trata-se talvez da ação preventiva mais importante na otimização do desempenho de esquemas de pintura. A aplicação de tintas, apesar de não ser uma atividade complexa, requer cuidados especiais que dependem não só da

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WEG Indústrias S.A. - Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.270-000 – Guaramirim - SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.weg.net

habilidade do profissional como do conhecimento de uma série de técnicas aplicáveis. O treinamento e a capacitação do pessoal devem abranger principalmente os jatistas, os pintores, os supervisores ou encarregados de campo e os inspetores de controle de qualidade. O treinamento deve ser teórico e envolver também aspectos de motivação e conscientização para a importância da qualidade.

§ § § § § §

16.1.4 ELABORAÇÃO PROCEDIMENTOS DE APLICAÇÃO

DE

Definição das etapas da aplicação que serão inspecionadas; Definição do procedimento de inspeção de cada etapa; Definição da freqüência de inspeção de cada etapa; Definição da época de inspeção de cada etapa; Definição da amostragem e critérios de aceitação ou rejeição a serem observados; Definição dos pontos de parada obrigatória para inspeção (hold points).

A idéia da elaboração preliminar deste documento é fazer com que o pessoal responsável pela execução dos trabalhos de aplicação das tintas possa familiarizar–se com os requisitos do esquema de pintura, bem como explicitar detalhadamente como os atenderá. Isto faz com que o pessoal responsável pela execução planeje sua atuação, minimizando a possibilidade de ocorrerem surpresas durante a aplicação das tintas, que possam comprometer a qualidade do esquema de pintura. Um procedimento de aplicação de tintas deve conter o seguinte conteúdo mínimo: § Esquema de pintura a ser usado; § Normas do esquema de pintura a ser usado; § Condições de recebimento e armazenamento das tintas, abrasivos, etc.; § Preparo da superfície a ser executado; § Seqüência de aplicação do esquema de pintura, com intervalos de tempo entre demãos; § Processo de aplicação de cada tinta; § Tintas a serem usadas, incluindo fornecedores e respectivas referências comerciais; § Métodos de retoques no esquema de pintura. 16.1.5 ELABORAÇÃO DE PLANOS DE INSPEÇÃO O plano de inspeção deve contemplar o seguinte conteúdo mínimo:

16.1.6 CALIBRAÇÃO DOS APARELHOS E INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E TESTES Não há controle da qualidade que seja confiável se é feito com instrumentos não calibrados periodicamente. As condições de uso, características construtivas dos instrumentos e as condições climáticas são alguns fatores que podem provocar alterações nos instrumentos, que levam a erros de leitura. Assim, é desejável que os mesmos sejam periodicamente calibrados. Esta periodicidade variará em função dos três fatores anteriormente mencionados. O pessoal de controle de qualidade do aplicador das tintas deve elaborar e implementar um “plano de calibração dos aparelhos e instrumentos de medição e testes”, indicando para cada um: § Periodicamente da calibração; § Entidade calibradora, que deve ser credenciada pela Rede Brasileira de calibração (RBC), coordenada pelo INMTRO; § Procedimento de calibração; § Padrão de referência; § Exatidão do aparelho ou instrumento; 16.1.7 AÇÕES DE PREVENÇÃO DEFEITOS DURANTE A APLICAÇÃO DE

INSPEÇÃO VISUAL DA SUPERFÍCIE A SER PINTADA A inspeção é feita visualmente, objetivando identificar a presença de óleo ou graxa sobre a superfície, que devem ser removidos por solvente, além de identificar o

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estado inicial de oxidação da superfície, que será necessário para avaliar o grau de sua limpeza através de comparação com os padrões das Normas ISO 8.501-1 e SIS 05 59 00. Essa inspeção permite ainda identificar eventuais defeitos superficiais, tais como incrustações de escória, respingos de soldas e massas, que normalmente necessitam ser removidos. AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS As condições atmosféricas influenciam todas as etapas do processo de aplicação do esquema de pintura, desde o preparo da superfície até a cura das tintas. Devem ser determinadas as umidades relativas do ar e a temperatura ambiente. A umidade relativa do ar interfere na limpeza da superfície e na cura das tintas. A superfície, após a limpeza, fica sensível a umidade do ar. Após um jateamento ao metal branco, qualquer contato com o ar úmido provoca oxidação da superfície. Por isto, é desejável que durante o jateamento seja feito um controle da umidade relativa do ar, procurando somente executála quando for inferior a 80%. O controle da umidade relativa do ar é feito normalmente com o higrômetro. As tintas epóxi endurecidas com aminas são sensíveis à umidade relativa do ar, dando origem a películas com propriedades diferentes das desejadas. Constituem uma exceção a esta regra as tintas de etil silicato de zinco, que curam tanto melhor quanto maior for à umidade relativa do ar. Recomenda-se seguir a orientação abaixo, durante todo o período de preparo da superfície e aplicação das tintas: § Umidade relativa do ar que deve ser inferior a 85%; § Temperatura ambiente que não deve ser inferior a 5°C; § Temperatura da superfície (medida através de termômetro de contato), que não deve ser inferior a um valor correspondente a 3°C acima do ponto de orvalho (ou 2°C, a que for maior) e nem superior a 45°C (ou

40°C para as tintas inorgânicas de zinco). INSPEÇÃO ABRASIVO DE RECEBIMENTO DO

A inspeção deve ser feita para cada lote de abrasivo recebido. Avaliando-se o certificado de análise e / ou através da determinação da granulometria. A determinação da granulometria deve ser feita através de ensaio passa-não-passa, em peneiras com aberturas preestabelecidas de acordo com cada abrasivo. Nota: Norma SAE J444,

INSPEÇÃO TINTAS

DE

RECEBIMENTOS

DAS

Deve-se exigir do fabricante um certificado de qualidade de cada lote fornecido, cabendo ao usuário confrontar os valores constantes do certificado com os critérios de aceitação previstos na norma ou na especificação da tinta comprada. A inspeção de recebimento das tintas não deve limitar-se à verificação da sua qualidade. Por exemplo, com relação à embalagem, uma série de verificações deve ser feita: § Se existe deficiência de enchimento; § Se o fechamento está correto; § Se existem problemas de vazamento, amassamento, cortes, falta ou insegurança da alça e marcação deficiente; § Se está dentro da data de validade de utilização; § Se há presença de pigmento sedimentado; § Se há presença de Pele. Qualquer não-conformidade dentre as verificações citadas deve ser motivo de abertura de registro de reclamação junto ao fabricante da tinta. AVALIAÇÃO DO GRAU DE LIMPEZA DA SUPERFÍCIE Um preparo de superfície deficiente leva o esquema de pintura a problemas de adesão e desempenho. Assim, o pessoal do controle da qualidade deve inspecionar 100%

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WEG Indústrias S.A. - Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.270-000 – Guaramirim - SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.weg.net

normalmente ocasionadas por má qualidade da tinta ou adição inadequada de solvente. normalmente ocasionados por diluição excessiva ou deficiência de capitação do aplicador. são muito freqüentes em algumas tintas epóxi de acabamento ou acrílicas.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Após a aplicação de cada demão de tinta. § Enrugamento. particularmente ventos.weg. § Método de aplicação inadequadamente selecionado ou utilizado. Verificar o grau de limpeza. normalmente observadas em tintas de alumínio MEDIÇÃO DO PERFIL DE RUGOSIDADE Um inadequado perfil de rugosidade pode levar a falhas do esquema de pintura por falta de adesão.da superfície limpa.270-000 – Guaramirim . § Crateras. por exemplo). normalmente observados em tintas inorgânicas de zinco aplicadas em grandes espessuras. AÇÕES DE DETECÇÃO DE DEFEITOS Quanto mais cedo qualquer defeito for detectado. normalmente ocasionados por má qualidade da tinta ou adição inadequada de solvente. § Interferência das condições climáticas. temperatura ou umidade relativa do ar.net . § Escorrimento. re-execução de trabalhos e lucros cessantes. § Fiapos. adição inadequada de solvente ou temperatura de superfície elevada. toda a superfície pintada deve ser inspecionada visualmente ou com auxilio de algum instrumento ótico.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. § Bolhas ou empolamento. A luminosidade do ambiente deve ser a mais adequada possível. deve verificar se a mesma não tem poeira depositada. Tais falhas têm origem em 91 WEG Indústrias S. uma das seguintes causas. como ventos.A. § Gretamento ou fendilhamento. porém compete ao pessoal do controle da qualidade efetuar o acompanhamento. normalmente ocasionados por má qualidade da tinta. antes de efetuar a medição do perfil de rugosidade. para identificar eventual aparecimento das seguintes falhas: § Poros. normalmente ocasionados por seleção inadequada do método de aplicação (bico da pistola. inabilidade do aplicador ou inadequação das condições climáticas. menores serão as suas repercussões em termos de gastos com materiais e mão-de-obra. a seleção do método de aplicação é uma atividade típica do pessoal de execução. ao pessoal do controle da qualidade compete acompanhá-las para certificar-se de que estão sendo conduzidas em conformidade com as recomendações dos fabricantes. vestígios de óleo. ACOMPANHAMENTO DA DILUIÇÃO DAS TINTAS MISTURA E Apesar das atividades de mistura e diluição das tintas serem tipicamente de responsabilidade do pessoal de execução. AVALIAÇÃO DE EVENTUAIS DAS PELÍCULAS DE TINTA FALHAS Como conseqüência de deficiências de aplicação. são muito freqüentes em algumas tintas epóxi de acabamento ou acrílicas. atuando isoladamente ou em conjunto: § Má qualidade da tinta. são muito freqüentes em tintas acrílicas. § Má capacitação dos aplicadores. § Impregnação de abrasivos. . A inspeção deve ser visual ou eventualmente com o auxilio de lupa. AVALIAÇÃO DO MÉTODO DE APLICAÇÃO DAS TINTAS À semelhança da mistura e da diluição. as películas de tinta ficam sujeitas a falhas que podem comprometer seu desempenho. normalmente ocasionados pela execução de jateamento sem que uma tinta anteriormente aplicada tenha alcançado a secagem ao toque.

Deve ser feita para cada demão de tinta aplicada. Os principais defeitos de película são: 1) Espessura excessivamente desuniforme: a espessura de película seca deve situar-se numa faixa de 10% a menos até o máximo 30% mais que a espessura nominal especificada. além. e deficiência na proteção. inabilidade do aplicador. superfície muito fria.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Por exemplo. Constitui exceção à Norma ASTM-D-714. devido à operação de jateamento nas proximidades de uma tinta recém aplicada e que não tenha atingido ao tempo de secagem ao toque ou livre de pegajosidade. Sangramento. Neste caso. até porque algumas são inevitáveis. 16. a qualidade da tinta e até mesmo a seleção inadequada do esquema de pintura. As causas de consumo elevado podem ser: rugosidade excessiva. pequena densidade para tintas a base de esmalte epóxi e acrílica.weg. quando a espessura é muito inferior à especificada. A impregnação pode ocorrer também devido à poeira ou outros materiais em suspensão que venham se depositar sobre a tinta.270-000 – Guaramirim . pois visa controlar as condições de aplicação. é praticamente impossível a aplicação de tintas sem a ocorrência de qualquer poro.§ fenólico aplicadas em superfícies com temperatura excessiva.net . A experiência do inspetor é que. o recurso de impregnar com abrasivo uma tinta ainda úmida pode ser usado em superfícies planas de convés e passadiços. naturalmente. deve ser de 20 ou 10%. na maior parte das vezes. a Norma da PETROBRAS N-13 aceita empolamento até o tamanho 8. MEDIÇÃO DAS ESPESSURAS PELÍCULAS DE TINTA DAS Esta é a mais tradicional das ações de controle da qualidade durante a aplicação de um esquema de pintura. 4) Escorrimento: neste defeito a tinta apresenta-se escorrida. ou ainda aproximação Não existem critérios precisos para aceitação ou rejeição das falhas anteriormente citadas. Variações excessivas constituem-se em custos adicionais. 3) Impregnação de abrasivos: este defeito ocorre pela impregnação de abrasivos. . comprometem o aspecto estético e podem prejudicar a proteção anticorrosiva.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.2 TIPOS DE DEFEITOS DA PELÍCULA Os defeitos de película são basicamente de dois tipos: os relacionados à aplicação e aspectos estéticos e os defeitos de ordem geral. dentre outras. evitando descontinuidades ou consumo exagerado de tinta. entre eles a aplicação.A. podendo ser ocasionado por um acumulo excessivo de tinta na superfície. Este valor máximo. 92 WEG Indústrias S. as partículas de abrasivo são incorporadas à tinta e. 2) Consumo elevado: consiste em rendimento real ou prático muito aquém do esperado. A medição da espessura da película úmida é normalmente feita pelo próprio pessoal de execução. equipamento de aplicação inadequado para o tipo de estrutura. que estabelece um método para qualificação do empolamento em função do tamanho e da distribuição das bolhas. Com base naquela norma. de desperdício da tinta pelo não-aproveitamento total do conteúdo do recipiente ou por endurecimento de tintas bi-componentes misturas e não aplicadas em tempo hábil recomendado pelos fabricantes. Entretanto. que dependem de muitos fatores. por defeitos de formulação (viscosidade e consistências baixas da tinta). dependendo do tipo de tinta. como são partículas grosseiras. em relação à demão anterior ou nãoobservância do intervalo mínimo entre demãos ou tempo de secagem para repintura. quando a espessura é muito superior. condições d vento excessivo para aplicação a pistola. normalmente ocasionado quando da aplicação de demão subseqüente com incompatibilidade química. A medição da espessura é feita inicialmente com a película úmida durante a aplicação e finalmente com a película seca. com o objetivo de se obter um piso antiderrapante. determina se o defeito é aceitável ou não. As tintas inorgânicas de zinco podem apresentar problemas de fendilhamento quando aplicadas em espessura 10% superior à prevista.

Há aquelas que são altamente resistentes aos raios ultravioletas. É um defeito característico de certas resinas. como a epóxi e as alquídicas. em especial os orgânicos. devido a solvente muito volátil. como as acrílicas e estirenoacrilato. Com esta degradação tem-se liberação dos pigmentos e a conseqüente perda de brilho e. em seguida. as poliuretanas alifáticas. e aquelas de resistência razoável. e há. É gerado normalmente na aplicação a pistola. As causas deste defeito são diversas. deve-se retornar à fase de identificação (diagnóstico). 6) Empolamento: consiste na formação de nódulos sob a película pelo aprisionamento de um fluido. . A possibilidade de haver mais de uma causa contribuindo para um único defeito não deve ser descartada. ou falta de plastificante na tinta. origina as chamadas tintas marteladas. 7) Empoamento ou calcinação: este defeito é também denominado de engizamento e consiste na degradação da resina pela ação de raios ultravioleta do sol. A resistência a raios ultravioleta é uma característica fundamental das resinas. observando-se os seguintes pontos: • • • • Se a identificação do defeito foi correta Se todas as causas prováveis foram consideradas O uso dos materiais corretos (lotes de tinta e tipos) Qual o substrato empregado 93 WEG Indústrias S. Algumas tintas que formam películas duras têm mais tendência a fraturas quando aplicadas em maiores espessuras. 8) Fendilhamento ou gretamento: este defeito. Em exemplo clássico é o silicato inorgânico de zinco.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. quando aumentada por aditivos apropriados à base de silicone. devido a particularidade da manufatura ou restrições relacionadas ao desempenho do produto.net . consiste na quebra da película devido à perda de flexibilidade. aquelas que possuem uma fraca resistência. pequenos defeitos de nivelamento em chaparias planas. pois os efeitos são mais facilmente eliminados dessa maneira. A combinação de várias soluções (duas ou mais alternativas) normalmente é mais eficaz. ainda. atomização inadequada (pouca pressão na pistola) ou aproximação excessiva da pistola em relação à superfície a pintar. como. por exemplo. porem as mais importantes são as condições ambientais inadequadas para aplicação (umidade relativa do ar superior a 85% e temperatura de chapa inferior a 10°C). no caso de aplicação com este equipamento. retenção de solvente ou processos corrosivos acelerados.3 IDENTIFICAÇÃO. semelhante de uma casca de laranja. CORREÇÃO DE DEFEITO ORIGENS E O primeiro passo na solução de qualquer problema com relação a tintas é identificá-lo corretamente e.weg. 5) Casca de Laranja: é um defeito em que a película de pintura apresenta-se rugosa.270-000 – Guaramirim .excessiva da pistola. 16. Ao se perceber que a falha persiste após a aplicação da solução indicada. As propostas corretivas para os defeitos apresentados podem não ser específicas de um determinado defeito. até da cor. A casca de laranja.A. em alguns casos. determinar sua causa. muito usadas como defeito decorativo. É um defeito característico de formulações mal balanceadas. Este defeito pode ser previsto propositalmente em pequena escala para disfarçar.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. por ilusão de ótica. também denominado em outras publicações de fraturamento e craqueamento. Este defeito pode manifestar-se ou ser agravado também pela degradação de pigmentos.

3) Inabilidade do pintor ou pincel de cerdas muito duras. sentido de aplicação 2) Solvente de evaporação rápida. 8) Eliminar a umidade do ambiente 9) Rever especificação da tinta 1) Utilizar produtos adequados. 1) Tinta com desbalanceamento pintura estriada no tixotrópico. 8) Uso de tinta muito porosa (inadequada ao ambiente) Empolamento ou Bolhas (ver foto 3) 1) Após secar. intervalos entre demãos ocasionada por uma secagem irregular Formação de bolhas ou vesículas contendo sólidos. podendo ou não apresentar um pequeno orifício central ORIGENS 1) Evaporação muito rápida do solvente 2) Aplicação sobre superfícies quentes 3) Tinta formulada inadequadamente para aplicação a rolo 4) Uso de Diluente/Thinner inadequado 5) Espessura muito alta 6) Não atendimento dos intervalos entre demãos 7) Necessidade de Flash Off 8) Temperatura ambiente CORREÇÕES 1) Após secar.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. parecida com um tecido amassado.net . 5) Diluir corretamente Enrugamento (ver foto 2) Presença de microrugas na superfície ou encolhimento da película de tinta aplicada em parte ou em toda a superfície. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Usar solvente menos volátil. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Se necessário remover tudo 3) Uso de menor proporção de solventes de evaporação rápida na formulação 4) Melhorar a limpeza superficial. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Se necessário remover tudo 3) Aplicar espessura correta 4) Usar solvente menos volátil. 94 WEG Indústrias S. 3) Uso de retardador 4) Deixar esfriar o substrato 5) Usar tinta aditivada com tensoativos / antiespumantes para aplicação a rolo 6) Usar Diluente / Thinner correto 7) Aplicar na espessura recomendada 8) Respeitar os intervalos recomendados entre demãos 9) Aumentar o tempo de Flash Off para forneio (Cura em estufa) 1) Após secar. 1) Pode ser motivado por películas muito espessas ou por solventes extremamente voláteis 2) Secagem superficial muito rápida 3) Formulação da tinta (uso solventes muito voláteis) 4) Não atendimento dos Ondulação da película.A. 7) Solvente retido no substrato devido à secagem rápida da tinta. lixar as partes afetadas. 5) Tratamento de superfície próximo orla marítima (Maresia) 6) Eliminar a umidade no substrato. 1) Encapsulamento de ar na tinta devido processo de mistura e preparação 2) Processo de aplicação que envolve bombeamento 3) Secagem superficial rápida do filme 4) Uso de solvente de evaporação rápida 5) Superfície mal preparada ou oleosa. líquidos ou gases.weg.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 6) Excesso de umidade no substrato ou ambiente. 7) Aplicar espessuras conforme recomendação e usar solvente mais pesado. .270-000 – Guaramirim . lixar as partes afetadas. lixar as partes afetadas. 2) Usar solventes de evaporação mais lenta (retardador) 3) Treinamento de Pintor 4) Utilização de pincel mais macio.DEFEITO Fervura (ver foto 1) IDENTIFICAÇÃO Presença de várias bolhas pequenas que aparecem em parte de superfície ou em toda a superfície pintada. Marcas de Trincha Falta de nivelamento.

trincas. 6) respeitar intervalos recomendados entre demãos 7) Misturar bem as tintas Trincamento A superfície apresenta. 7) Aplicar espessuras conforme recomendação 8) Seguir recomendação de intervalo entre demão 9) Caso a tinta for Etil Silicato de Zinco – Derrubar tudo jateando. 5) Utilizar produtos de boa qualidade técnica. por ação da gravidade. 4) Secagem superficial rápida. 1) Obedecer ao tempo recomendado pelo fabricante para repintura. 3) Camada muito espessa. 2) Uso excessivo de solvente nas camadas subseqüentes. lixar com lixa de grana fina.DEFEITO Gretamento ou Craqueamento (ver foto 5) IDENTIFICAÇÃO A superfície apresentase com aspecto de textura igual ao couro de jacaré (alligatoring) ORIGENS 1) Inabilidade do Pintor 2) Aplicação de tintas Etil Silicato de Zinco (Alta Camada) 3) Aplicação de tinta de alta dureza sobre fundo de menor dureza. 1) Empregar tintas de formulação adequada para resistir às condições ambientais específicas.1) Intervalos entre demãos se com minúsculas menores que o estipulado. a se deslocar enquanto líquidas. em forma de onda ou gotas até a parte inferior. . 4) Uso de diluentes inadequados 5) Desbalanceamento de solventes. 6) Falta de tixotropia. 6) Diluição inadequada 7) Não observância dos intervalos entre demãos CORREÇÕES 1) Treinamento do Pintor 2) Respeitar intervalos entre demãos 3) Respeitar intervalos entre demãos 4) Seguir orientação de diluição 5) A tinta aplicada deve ser de dureza adequada ao fundo. 2) Ocorre com mais freqüência em dias frios. 95 WEG Indústrias S.270-000 – Guaramirim . adicionar de 5 a 10% em volume de Retardador. 5) Camada muito espessa. enquanto a película continua pastosa por retenção do solvente.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 4) Não usar qualquer tipo de thinner Descoramento (branqueamento) (ver foto 7) Perda de cor degradação pigmentos ou fotodegradação resina.net . úmidos e chuva. 1) Inabilidade do Pintor 2) Viscosidade muito baixa da tinta.weg. Geralmente ocorre Tintas Epóxi.A. 2) Esperar secar e polir com Massa de Polir 3) Em casos mais graves. por dos por da em 1) Pigmentos ou resinas inadequados para a finalidade. 6) Usar solvente adequado. aguardar secagem completa. Escorrimento ou Coladuras (ver foto 4) Em superfícies verticais as tintas tendem. 3) Aplicar espessuras recomendadas de filme úmido 4) Usar solventes mais voláteis.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 7) Não observância dos intervalos entre demãos 8) Sedimentação na embalagem 1) Treinamento do Pintor 2) Acertar a viscosidade conforme orientação do fabricante. 2) Usar Diluente recomendado pelo fabricante 3) Selar o substrato da madeira convenientemente. 3) Ganho ou perda de água (quando a superfície é de madeira).

1) O solvente do novo acabamento dissolve a tinta antiga. 7) Nunca usar tintas convencionais sobre superfícies aquecidas acima de 50ºC. parcial ou totalmente. Migração parcial dos com o conseqüente pigmentos. Sangramento (ver foto 11) Consiste no manchamento de uma película. 3) Pintura sobre superfície aquecida. 2) Umidade no substrato sob efeito do calor ambiental passa ao estado de vapor.weg.270-000 – Guaramirim .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. ORIGENS 1) Poeira do ambiente depositada sobre a pintura enquanto ainda não curada. geralmente vermelhos e 3) Aplicação de tintas sobre marrons da pintura tintas a base de alcatrão antiga para a película do novo acabamento. 1) Escolher tintas de formulação adequada para resistir as radiações ultravioleta e as intempéries. 4) Medir a temperatura do substrato 5) Rever possíveis pontos de contaminação durante o manuseio da peça 6) Ajustar a viscosidade de maneira a garantir a tensão superficial baixa pra uma completa umectação da superfície. especialmente pelo afloramento da cor da tinta de fundo. Descascamento do filme de tinta do substrato. 2) Nas tintas brancas e pastéis uso de pigmento (dióxido de titânio) inadequado.net .DEFEITO Aspereza IDENTIFICAÇÃO Após a secagem da tinta a superfície se apresenta áspera ao toque. pressionando o filme de tinta. 2) A ação de solventes fortes da tinta de acabamento provoca a dissolução da tinta de fundo. 96 WEG Indústrias S. Calcinação (ver foto 9) Envelhecimento superficial das pinturas resultando no seu engizamento (chalking) 1) Degradação da resina das tintas sob o efeito dos raios solares (Tintas Epóxi). especialmente em tintas polimerizáveis 9) Contaminação da superfície entre demãos.A. manchamento do acabamento. 1) Remover totalmente a pintura e repintar com a cor desejada. 2) Presença de sedimentação na tinta 3) A tinta não foi devidamente homogeneizada antes da aplicação. 1) Superfície mal preparada. que se desprende. 5) Contaminação da superfície a ser pintada após a limpeza 6) Rugosidade inadequada (pouca rugosidade) 7) Incompatibilidade entre linhas 8) Inobservância dos intervalos para repintura. com partículas sólidas salientes e aderidas ao filme. . 2) Consultar o fabricante quanto a recomendação de produtos Descascamento (falta de aderência) (ver foto 8) 1) Melhorar a limpeza superficial 2) Controlar o perfil de rugosidade 3) Eliminar partículas sólidas soltas. 2) Homogeneizar a tinta completamente e filtrar se necessário. 4) Reação da tinta com o substrato em compostos solúveis em água.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. CORREÇÕES 1) Evitar pinturas em ambientes com presença de poeira. Consiste na perda de aderência entre a película e o substrato ou das diversas demãos entre si. contaminada com gorduras ou partículas sólidas soltas.

4) Aplicação de espessura de filme irregular 1) Adequar e controlar camadas secas. ORIGENS 1) Umidade elevada associada à presença de materiais orgânicos em decomposição ou parasitas de plantas. 2) Temperatura ambiente entre 0ºC e 40ºC e oxigênio favorecem o desenvolvimento de fungos. ocorrendo o manchamento da pintura.DEFEITO Desenvolvimento de fungos ou bolor IDENTIFICAÇÃO Formação de colônias de fungos que se desenvolvem escurecendo a superfície.270-000 – Guaramirim . 2) Usar tintas que contenham agentes fungicidas.weg. 4) Número inadequado de demãos. 6 Aceleração da secagem com jato de ar. 7) Intervalo insuficiente entre demãos. Casca de laranja (ver foto 12) 1) Se necessário remover totalmente o filme aplicado 2) Treinamento do Pintor 3) Consultar fabricante quanto ao Diluente adequado 4) Ajustar corretamente a viscosidade de aplicação da tinta 5) Obedecer aos intervalos entre demãos. 5) Velocidade de aplicação e distância entre o revólver e a superfície incorreta.A.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 3) Aplicar a tinta em espessuras uniformes 4) Controlar o perfil de jato 97 WEG Indústrias S. 1) Treinamento do Pintor 2) Após secagem completa. 3) Contaminação. cores diferentes 2) Utilização de produtos com viscosidades incorretas. 2) Umidade no substrato. 1) Se necessário remover totalmente o filme aplicado 2) Corrigir a tonalidade com as cores mixing. CORREÇÕES 1) Lavar a superfície com solução de hipoclorito de sódio ou formol. 5) Homogeneização inadequada antes da aplicação Irregularidades da Superfície pintada lembrando o aspecto de casca de laranja (filme não uniforme. livres de micro cavidades e imperfeições onde os fungos se alojam. 4) Aplicar esquemas de pintura que tornem as superfícies niveladas. lixar e repintar 3) Usar apenas o diluente recomendado pelo fabricante Oxidação Prematura Manchas de oxidação 1) Insuficiência de espessura vindas do substrato seca final. 3) Uso incorreto do revólver de pulverização. Manchamento das cores metálicas Concentração de alumínio em pequenas áreas. 3) Uso de Thinners ou solventes de evaporação lenta. 8) Inabilidade do Pintor 1) Inabilidade do Pintor 2) Pressão muito baixa ou distância insuficiente do revólver em relação à superfície. 3) Diminuir a umidade aquecendo o ambiente e aumentando a ventilação. 2) Peça jateada sem controle do perfil de jato. 3) É importantehomogeneizar bem o produto antes da sua aplicação 4) Conferir as espessuras do filme aplicado Diferença de tonalidade (ver foto 10) Manchas na superfície 1) Uso de thinners/solventes com impressão de serem inadequados.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. micro relevos) 1) Ambiente muito quente durante a pintura 2) Alta viscosidade da tinta grossa 3) Uso de thinners ou solventes não recomendados. 4) Regulagem inadequada do revólver de pulverização.net . .

graxas ou gorduras 2) Ambiente de pintura contaminado por silicones 3) Uso de anti-respingos e desmoldantes a base de silicone em áreas próximas a pintura 4) Ar comprimido contaminado 5) Umidade sobre a peça e no ar 6) Falta de instalação de purgadores e filtros de ar 7) Pouca homogeneização da tinta Névoa Branqueamento (Brushing) É o esbranquiçamento da superfície pintada com Tinta Nitrocelulose Durante a aplicação. 2) Utilizar fundo selado alcalino resistente e repintar com tinta adequada. da superfície e podem. 1) Ocorre durante a aplicação da tinta em condições de alta umidade 2) Uso de diluentes / thinners inadequados 3) Presença de muita umidade no ambiente de pintura 4) Demão muito carregada. lixar as partes afetadas. neutralizar previamente a superfície com solução de ácido muriático. retardando a secagem. a evaporação dos solventes provoca o resfriamento do filme até temperaturas abaixo do ponto de orvalho. A água condensada no filme provoca a precipitação das resinas e pigmentos. 3) Se necessário. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Controlar a umidade e temperatura dos ambientes de pintura 3) Usar diluentes de evaporação mais lenta Impurezas no filme (Pontos) São defeitos semelhantes minúsculos grânulos que ocorrem aleatoriamente na superfície 1) Impurezas impregnadas na superfície 2) Presença de partículas gelificadas de resinas na tinta 3) Presença de impurezas no ambiente 4) Impregnação de abrasivo 1) Avaliar como está a estabilidade do produto 2) Observar a limpeza do substrato 3) Passar ar comprimido nas peças antes da pintura 98 WEG Indústrias S.270-000 – Guaramirim .weg.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. gerando o aspecto leitoso e falta de brilho. sem estar que migram do interior suficientemente curada. Pode apresentar-se de forma perfurante e apenas superficial. 1) Superfície contaminada por óleos. Também conhecida com olho de peixe. 1) Após secar. inclusive.DEFEITO Eflorescência IDENTIFICAÇÃO ORIGENS CORREÇÕES 1) Raspar o substrato e aguardar cura completa do mesmo.A.net . Crateras Formação de uma pequena depressão arredondada sobre a superfície pintada. 1) Observar o tratamento de superfície quanto a presença de óleo 2) Instalar purgadores de ar próximo as pistolas de pintura 3) Efetuar a purga do compressor com certa freqüência 4) Eliminar anti-respingos e desmoldantes a base de silicone dos locais de realização de solda 5) Homogeneizar bem a tinta antes da preparação. Sais inorgânicos de Superfície de alvenaria contendo coloração esbranquiçada alto teor de umidade. .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. romper a película de tinta.

SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 3) Uso de tintas eletrostáticas 4) Geometria da peça que gera as diferenças de espessuras Secagem Lenta Filme pegajoso ao 1) Produto vencido efetuar o manuseio ou 2) Excesso de espessura toque superficial com os 3) Excesso de umidade no dedos ambiente de pintura e secagem 4) Diluição incorreta 5) Inabilidade do Pintor 6) Catalisação errada Empoeiramento (Over Spray) Formação de muita nuvem de tinta durante a aplicação. homogeneizar com mais freqüência. trazendo como conseqüência após a secagem o aparecimento do aspecto áspero ao passar a mão sobre a peça 1) Inabilidade do Pintor 2) Ambiente de pintura muito quente 3) Pressão de aplicação muito alta 4) Uso de Thinner inadequado 1) Treinar os Pintores 2) Controlar a temperatura ambiente 3) Regular a pressão de aplicação geralmente de 40 a 60 Lb / pol2 4) Diluir conforme recomendação do fabricante 5) Usar Thinner ou diluente de secagem mais lenta 6) Controlar a temperatura do substrato 99 WEG Indústrias S. lixar as partes afetadas. quando aplicável.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.270-000 – Guaramirim . .net . solicitando a correção 2) Implantar sistema de utilização sempre do lote mais antigo 3) Diluir de acordo com orientações do fabricante 4) Utilizar produtos revalidados primeiro 5) Implantar melhorias nas áreas de armazenamento 6) Após diluir se ocorrer sedimentação.weg. 5) Verificar a catalisação se está correta Diferenças de Espessuras Diferença nas espessuras de tintas aplicadas geralmente geradas em função da geometria da peça 1) Inabilidade do Pintor 2) Falta de controle de filme úmido. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Treinar os Pintores 3) Quando possível adotar o uso de pente úmido 1) Treinar os Pintores 2) Seguir a recomendação de diluição das tintas 3) Controlar a temperatura e umidade relativa do ar no ambiente de pintura e secagem 4) Cuidar com a aplicação quanto a camada. 1) Após secar.A.DEFEITO Marcas de lixa IDENTIFICAÇÃO Aspecto de riscos no filme de tinta sobre o substrato retratando parcial ou totalmente a peça ORIGENS 1) Uso de lixa de grana muito grossa para o preparo da superfície 2) Uso de ferramentas manuais e mecânicas inadequadamente CORREÇÕES 1) Corrigir com massa rápida ou poliéster o local 2) Lixar com lixa de grana mais fina 3) Treinamento dos operadores Sedimentação Decantação de substâncias sólidas ou pastosas no fundo das embalagens de difícil homogeneização 1) Problema de formulação 2) Produto muito tempo armazenado 3) Tinta diluída e guardada por longo período 4) Excesso de diluição 5) É produto que foi solicitado a sua revalidação ? 6) Ambiente de armazenamento inadequado 7) Sedimentação apenas após diluir a tinta ? 1) Emitir registro de reclamação para o fabricante.

manchas ou mesmo diminuição do brilho. Manchas (Úmidas ou químicas) (ver foto 6) 1) Após a secagem. 3) Efeitos de sais do substrato sobre o veículo da tinta ou sobre os pigmentos/cargas. 1) Contato com umidade ou outro produtos antes do seu período de cura total 2) Fixação de sujeiras em áreas de maior porosidade ou de fusão térmica.DEFEITO Baixa Cobertura IDENTIFICAÇÃO Característica de filme aplicado onde aparece o fundo da chapa ou a cor da tinta de fundo (Primer) após a aplicação da tinta ORIGENS 1) Falta de homogeneização da tinta 2) Preparação inadequada. lixar as partes afetadas. 2) Usar tintas de formulação adequada.weg.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.net . . Baixa resistência à lavabilidade Ao tentar remover 1) A tinta não está curada. Mudança no aspecto da superfície como resultado do contato com a água diretamente sobre o filme ou o substrato. podendo gerar marcas semelhantes a pontos. 100 WEG Indústrias S.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. preparar a superfície e repintar conforme especificado 2) Observar período após aplicação antes de colocar em contato com produtos químicos ou umidade 3) Rever produto junto ao fabricante 4) Lavar a superfície. 5) Eliminar a causa da umidade no substrato e ambiente. anéis. a tinta para ser lavada. 4) Produto inadequado 5) Presença de umidade no substrato e ambiente. sujeiras por lavagem 2) A formulação não é adequada com sabão neutro.270-000 – Guaramirim . se desmancha ou deixa sinais da operação. para que seja avaliada a possibilidade de melhoria da tinta para os próximos lotes a serem fornecidos 1) Deixar a tinta atingir a cura total antes de lavar.A. com excesso de diluição 3) Produto inadequado 4) Falta de procedimento na linha de pintura CORREÇÕES 1) Implantar procedimento na pintura com orientações de uso. manuseio e preparação das tintas 2) Controlar a diluição via medição da viscosidade 3) Comunicar a Fábrica.

net .270-000 – Guaramirim . .Manchas 101 WEG Indústrias S.Enrugamento 3 .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.Escorrimento 5 .1 .weg.Empolamento 4 .A.Fervura 2 .Craqueamento 6 .

.Casca de Laranja 102 WEG Indústrias S.7 .A.Sangramento 12 .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.270-000 – Guaramirim .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.Falta de Aderência 9 .weg.net .Calcinação 10 .Diferença de Tonalidade 11 .Branqueamento 8 .

Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. contemplando a elaboração de Normas e Regulamentos que viessem a anular os crescentes Riscos impostos pelo avanço tecnológico. danos ao meio Ambiente. Vendas e Lucros. Baseia-se em que todos os Acidentes Podem e Devem ser Prevenidos. Nela. Principalmente aquele que tem a seu cargo a Supervisão de determinadas atividades ou tarefas. Posteriormente classificados como Supervisores de Segurança e atualmente chamados de Técnicos de Segurança do Trabalho. a qual passa a ser de TODOS. quando são pressionadas para acabar logo sua atividades. também de profissionais igualmente especializados. imposição da supervisão ou chefia imediata. Médicos do Trabalho. quer sejam por Atitudes Incorretas. já que ela esta inserida no contexto das atividades de Risco Elevado. como em qualquer outra atividade. se não levar em consideração a Prevenção de Acidentes. 17. Sendo assim já se tinha um Órgão Especializado e constituído. E é tal Participação que promove a descentralização da Responsabilidade. Qualquer Profissional jamais será Qualificado.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Como se pode verificar. 17. 17. eles são Causados.2 FILOSOFIA DA SEGURANÇA Os Acidentes não acontecem por acaso. a Missão é: Estabelecer. se inspiravam nos modelos americanos para esboçarem os primeiros passos em direção à instituição de Programas de Prevenção de Acidentes que viessem a satisfazer as suas necessidades.17. poucas eram as empresas que conheciam e praticavam a Prevenção de Acidentes. Aos órgãos de Segurança cabe a Missão de implantar e desenvolver o programa de Previdência de Acidentes. quando estão com pressa. Atualmente.1 MISSÃO DA SEGURANÇA Ponto importante na implantação de qualquer programa de Prevenção de Acidentes. Na Pintura Industrial a Missão não poderia ser diferente. Surgiram os Engenheiros de Segurança.3 ESTATÍSTICAS DE ACIDENTES § 62% dos Acidentes ocorrem quando as pessoas “cortam caminhos”. paralelamente com: Produção.net . Impor práticas seguras para prevenir qualquer acidente do trabalho que possa causar ferimentos pessoais. Torna-se necessário que as empresas operem baseadas em que a Segurança dos Trabalhadores é algo de máxima Importância. Logo. com isso. As CIPAs cabem o papel não menos importante de transformar-se no Braço Forte do Programa de Prevenção de Acidentes. a partir de 1972 surgiram as primeiras Legislações acerca da Segurança Industrial. Quer sejam por Condições Inseguras. Dentro deste contexto. Compreender. Enfermeiros do Trabalho. pois. Aconselhar. 103 WEG Indústrias S.270-000 – Guaramirim . e prejuízos a empresa. seja por auto-imposição. a atividade está centralizada na Participação. de acordo com as Políticas e Diretrizes traçadas pelas empresas. toda a sistemática de Prevenção de acidentes esta fundamentada na atuação destes dois órgãos: os serviços especializados em Segurança e Medicina do Trabalho e as CIPAs. não planejam adequadamente as operações. . O que se via àquela época era a ação de algumas Comissões Internas de Prevenção de Acidentes – CIPAs – que a rigor.weg. Auxiliares de Enfermagem do Trabalho e os Inspetores de Segurança do Trabalho. SEGURANÇA Até meados de 1972. fazse necessária a participação de todos.A. e a todos os níveis. o caminho mais fácil é aquele que nos conduz ao fato de que o Responsável pela Segurança dos trabalhadores em geral é o Órgão de Segurança. muito menos Especializado. com sua Ação de inspeção e fiscalização.

Problemas quanto à aspiração. alcoolismo ou drogas. já que os solventes (e resinas) flutuam na água. uso de creme não oleoso. § 15% dos Acidentes ocorrem por má conservação de máquinas e equipamentos. distúrbios passageiros. por exemplo. 17. . as mais diversas. Os materiais de limpeza deverão ser colocados em recipientes metálicos e fechados.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. tóxicos.net .4 MANUSEIO SOLVENTES DE TINTAS E Tintas. pois. é a partir deste instante que os Vapores (Inflamáveis. ou mesmo características da forma de abrir. uma alergia. § § Proteja-se dos gases com equipamentos de respiração Não apague o fogo com água. como. ou corrosivos) começam a entrar em contato com o ambiente e. FOGO E EXPLOSÃO A maioria das tintas contém solventes orgânicos inflamáveis. § Utilizar roupas de trabalho adequadas. Vernizes e Solventes por sua constituição básica . Emoções.5 CUIDADOS NO TINTAS E VERNIZES MANUSEIO DE EM CASO DE FOGO ENVOLVENDO TINTAS § Usar extintor de pó químico. problemas pessoais. má avaliação ou pânico. conseqüentemente contaminá-lo. A EXPOSIÇÃO EXAGERADA A TAIS PRODUTOS CONDUZ A: § Problemas respiratórios. 17. dependendo do grau de intoxicação. espuma ou CO2. cérebro e outros órgãos vitais. que cubram o máximo possível do corpo. falha de Liderança Gerencial. os mais diversos. e as poeiras de tintas são altamente tóxicas. podem dotar-se de arrestas cortantes podendo ferir o trabalhador. Alguns recipientes podem vir a constituir-se em risco de acidentes. etc. Durante as atividades de pintura eles podem ser absorvidos: vias respiratórias.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.são elementos altamente inflamáveis. fígado. § No caso de contato com os olhos banhe-os imediatamente com água potável. § Problemas nos rins. . Os fatores básicos na prevenção são: ventilação adequada e eliminação de chamas expostas. peso. Enxugar o produto com material absorvente “sem solvente”. § 21% dos Acidentes ocorrem por condição física deficiente doenças. já se constitui em um risco na atividade de Pintura Industrial. § 18% dos Acidentes ocorrem por falha na linha gerencial de engajamento na Segurança. Por sua forma. DERRAMAMENTOS Ventilar a área para remover os vapores. capaz de provocar desde uma simples reação superficial. intoxicação e através da pele (Dermatites).A. e isto ajuda a propagação do fogo. faíscas ou quaisquer outras fontes de ignição. à morte. ou de solvente. tóxicos ou corrosivos.§ 41% dos Acidentes ocorrem em função de treinamento inadequado ou feito em local não familiar. § Dermatites. por estocagem e guarda inadequada. CONTATO COM OLHOS E PELE § Usar sempre proteção para os olhos e luvas para as mãos. § 21% dos Acidentes ocorrem por erro humano. ou quanto ao contato exagerado do produto: Os vapores de solventes.weg. durante pelo menos 10 104 WEG Indústrias S. ou até mesmo danos irreversíveis a saúde ou a integridade física do Trabalhador. fadiga. . A simples atividade de abrir uma embalagem de tinta. § Áreas do corpo que sejam difíceis de proteger (pescoço e pulso) devem ter proteção adicional. § Intoxicações diversas que podem conduzir inclusive. § 35% dos Acidentes ocorrem por distrações externas como: Tensão.270-000 – Guaramirim .

INALAÇÃO § A inalação de vapores de solventes e poeiras de tintas deve ser evitada. em seguida consulte o médico. as fibras sintéticas quando friccionadas. que podem provocar a ignição dos vapores de solventes.A. c) Evitar expor o produto a temperaturas elevadas. EQUIPAMENTOS COLETIVA DE PROTEÇÃO HIGIENE PESSOAL § § Remova anéis e relógios de pulso. afastado de alimentos e agentes oxidante. não combustível e que contenha valas que permitam o escoamento para os reservatórios de contenção. Nunca use solvente. bem ventilados e identificados. e alerta o pessoal para os riscos potenciais da área.net . Torna-se importante dar-se atenção: Ventilação do ambiente. 17. Limpo e Arrumado. devido à formação de eletricidade estática. INGESTÃO § Sempre armazenar a tinta longe de gêneros alimentícios e fora do alcance das crianças. A grande preocupação da Segurança e da Engenharia nos tempos atuais são definidos como aqueles que têm como objetivos proteger toda a planta e. limpe-a com um produto de limpeza adequado ou lave-a com água e sabão. produzem faíscas. berços para os tambores e recipientes semelhantes. Por outro lado. eles podem reter tinta junto à pele. Perda da consciência (podendo ser fatal). Tanques de estocagem devem ser circundados por diques de contenção e ter drenos para o caso de vazamento. deve-se providenciar assistência médica urgente.270-000 – Guaramirim . O piso do local deve ser impermeável. aterramento de todos os equipamentos e utensílios. Bloqueado.6 SUGESTÃO DE ROTEIRO PARA CONCIÊNCIA PREVENCIONISTA 1) O Local de trabalho deve ser Isolado. Tonturas.§ minutos. antes de iniciar o trabalho. CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO a) Estocar o material em locais secos.weg. Use sapatos a prova de faíscas. § Se a tinta ou solvente for ingerido acidentalmente. § Espaços ventilados = máscaras contra pó § Espaços com pouca ventilação = máscara com alimentação de ar externo § Nunca use pano envolto sobre a boca. Escolha roupa de trabalho com fibras naturais. cobertos. coma ou beba em depósitos de tinta. § Nunca fume. principalmente todo o pessoal envolvido na operação. b) Manter o produto longe das fontes de calor.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Isto minimiza os perigos vindos do exterior. utilização de agitadores pneumáticos. a arrumação e a limpeza dos locais conduz a um clima de satisfação do pessoal que chega a facilitar o aprendizado. ou áreas de trabalho. SOLVENTES DE TINTAS PODEM PROVOCAR § Dor de cabeça. .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Use somente equipamentos a prova de faíscas e assegure-se de que o mínimo de equipamentos elétricos seja usado na área de trabalho. No caso de contato com a pele. sol e chuva. § § § 105 WEG Indústrias S. Irritabilidade e Atitudes não espontâneas. Nunca fume na área de trabalho. ARMAZENAMENTO As instalações elétricas devem obedecer às normas NEC ou IEC e/ou ABNT.

além de não permitir a acumulação de latas de tintas e Solventes no local de Pintura. o qual recebe o ar do exterior com pressão positiva regulável.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. eleva-se o risco de incêndios ou explosões. 9) O extintor de incêndio deverá estar próximo Para evitar-se a propagação de chamas no caso de as mesmas ocorrer.2) Separar. Máscaras Descartáveis: Protege a respiração naso-oral. quando da mistura ou homogeneização da Tinta. Compartimentos diversos como: interiores de tanques. faz-se necessário atentar-se para detalhes de ventilação ambiente quando possível visando à proteção coletiva e individual. Devemos atentar para algumas providências básicas: 1) Todas as fontes de ignição foram elaboradas? § Proibir o uso de operações de corte e solda. 106 WEG Indústrias S. Como o problema básico da pintura é a evaporação de solventes. Retornar com elas ao canteiro e deixar secar bem antes de colocá-las no Armazenamento de sucatas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. reduz os custos de transporte.7 TRABALHOS EM TANQUES OU EM OUTRAS ÁREAS CONFINADAS Estabelecer critérios de inspeção e de Trabalho Seguro. Proteger as mãos com luvas adequadas. A traquéia é conectada com elementos filtrantes a cintura do trabalhador. Durante o manuseio de Tintas. uso de abrasivos e o fumar. 3) Manter todas as latas fechadas e distantes das fontes de ignição Os recipientes devem permanecer fechados até o momento exato da utilização. para minimizar a evaporação de vapores de solvente. ou equipamentos semelhantes devido produzirem centelhas e. principalmente quando o produto é armazenado em grandes recipientes. quando da entrada a execução de serviços no interior de espaços confinados. orientando para remover o máximo possível das Tintas das embalagens e quando possível usar o Solvente de diluição para lavar a sobra adicionando após a própria Tinta. . 7) Todas as latas vazias devem ir para a Sucata Não é permitido que as latas vazias sejam queimadas. devido aos restos de tintas. levando em consideração a produção de energia Estática suficiente para provocar a Ignição dos vapores inflamáveis. assim sendo. 17. etc. Máscaras de Cartucho: Com filtro de carvão ativo cambiável. vernizes e Solventes deve-se tomar cuidados específicos.net . Inspecionar e levar para o local de trabalho somente o que será utilizado no dia. um extintor deverá ser utilizado para evitar a propagação e maiores danos. inflamáveis e / ou tóxicos. Máscara com Traquéia ou ar mandado: Protege toda a face. Facilita a arrumação. 6) Todas as latas de Tintas e outros recipientes vazios deveram ser removidos do local de trabalho ao final de cada dia. cada empresa monta um procedimento. minimiza a quantidade de vapores inflamáveis no ambiente e permite um melhor controle. mesmo que somente para manusear as embalagens. manter as embalagens a pelo menos 6 metros do compressor de ar ou de outras fontes de Ignição. Utilizar máscaras de acordo com o tipo de pintura e ambiente. que rapidamente tornam a área inviável para a presença dos trabalhadores e adicionam o risco de incêndios e explosões.A. 8) Usar os EPI’s adequados. Importante.270-000 – Guaramirim .weg. Respiração naso-oral. 4) Para misturar as Tintas só se deve utilizar equipamentos Pneumáticos Jamais se deverá usar misturadores elétricos. 5) Ao adicionar o conteúdo de uma lata dentro da outra. áreas internas de tubulações. As latas vazias também representam fontes de perigo. as duas latas deverão estar aterradas. Geralmente. O extintor poderá ser portátil do tipo CO2 ou Pó Químico e estar localizado a cerca de 10 metros do local ou área de manuseio das Tintas. tendo adaptador para o nariz e é presa na cabeça por elásticos. em quantidade igual ou superior a um Galão.

A. os mais diversos.net . Poderá ser feita através de um “Linha de vida”. todos os trabalhadores por orientação prévia. 3) Foi feita uma listagem nominal do pessoal autorizado a trabalhar no espaço confinado? Visa facilitar a identificação dos trabalhadores. § Uso de equipamentos elétricos a prova de explosão. Sendo inclusive o meio de comunicação entre os trabalhadores e o exterior. 10) Verificar se a Iluminação esta adequada. quanto através da pele. as seqüelas podem levar alguns anos para chegarem e se pronunciar e produzirem os seus efeitos maléficos. fígado. deverão permanecer onde estão. Visa evitar a entrada de estranhos e o vigia estará atento para qualquer eventualidade. 7) Espaço confinado está Limpo Descontaminado. e como tal. até que a luz de emergência seja acionada pelo vigia. assim como as entradas para os compartimentos.§ § § Todo o sistema de iluminação deverá estar em perfeitas condições. O sistema de ventilação deverá estar instalado e funcionando. Todas as aberturas para ventilação. Todo o equipamento de pintura deverá estar aterrado. e as poeiras de tintas. o vigia deverá ter a mão uma lanterna portátil – a prova de explosão – para agir imediatamente. recomenda-se: § Verificar se fios e cabos elétricos não possuem emendas ou rachaduras. cérebro e outros órgãos vitais. e o PROTEÇÃO À INTEGRIDADE FÍSICA DO TRABALHADOR Os vapores de solventes. são altamente tóxicos. Para evitar risco de incêndios ou explosões causados por centelhas. 9) Verificar se o aterramento foi providenciado. Durante as atividades de pintura eles podem ser absorvidos – tanto através das vias respiratórias. 5) Providenciar “VIGIAS” para as entradas de todos os espaços confinados. § Problema nos: rins. § Intoxicações diversas que podem conduzir. inclusive para possibilitar remoções rápidas do pessoal. . eventualmente cancerígenas. 6) Providenciar a Linha de Vida Constitui-se de uma corda instalada a partir do exterior e amarrada á cintura de cada um dos trabalhadores no interior do compartimento confinado. Será ele que ira permitir a dissipação para o solo da eletricidade estática.weg. nem sempre produzem os sues efeitos imediatamente.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. a morte.270-000 – Guaramirim . aumentando ou diminuindo de acordo com as condições do serviço. Proporcionar a condição ideal para indivíduo dentro do compartimento. § Dermatites as mais diversas. deverão ser de dimensões adequadas. 4) Estabelecer sistema de rodízio entre os trabalhadores autorizados O tempo médio de permanência no interior de qualquer espaço confinado deverá ser de 30 minutos por 10 de descanso. deverá ser providenciados cópias da listagem e entregar aos Supervisores. Os problemas acima enumerados. Dependendo das condições físicas do trabalhador. Nestas eventualidades. inclusive. 8) Verificar se os acessos ao interior do tanque e ventilação são adequados. 2) Todo o pessoal tem o crachá de autorização para trabalho em espaço confinado? A entrega do crachá deve ser precedida de uma orientação detalhada quanto aos trabalhos a serem executados. A exposição exagerada a tais produtos podem conduzir a: § Problemas respiratórios. e igualmente importantes.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. § Que nenhuma tomada esteja no interior do Tanque. 11) Iluminação de emergência No caso de falta de energia. assim como quanto aos riscos envolvidos. 107 WEG Indústrias S. dependendo do grau de intoxicação.

passa-se a adotar o uso de Equipamentos de Proteção Individual – EPI.net .A. É nesse que enfatizamos. dependendo do material em contato. enfim. O ar é fornecido por meio de compressores.270-000 – Guaramirim . Deverão estar em uso mesmo quando a ventilação for boa. a responsabilidade inerente a cada trabalhador em particular: zelar pela sua própria segurança. são vários os equipamentos a serem usados. 108 WEG Indústrias S. e o fluxo constante pode ser regulado através da válvula situada à altura do cinto. . Modelo básico para a proteção do jatista contra a ação do abrasivo. as operações fundamentais de jateamento. isso não altera as características. todos os aparatos relativos ao espaço físico no qual o trabalho é realizado.8 EQUIPAMENTOS INDIVIDUAL – EPI DE PROTEÇÃO Torna-se importante salientar que todas as medidas de Segurança evidenciadas até o presente momento dizem respeito à Proteção Coletiva. Conforme se espera ter ficado evidenciado. para a proteção individual. quase que exclusivamente. para cada atividade também especifica. nem sempre elas são suficientes para dar ao trabalhador toda a proteção que ele necessita. As luvas de plástico são mais conhecidas. Deverá ser dotado de mangueira para fornecimento de ar. Como. Entretanto. É nesse ponto que a Engenharia de Segurança volta a sua atenção. também. finalmente. protegem o jatista contra os problemas da sílica e contras os abrasivos.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Em qualquer situação. a ventilação e a iluminação adequadas. Passamos a expor alguns desses equipamentos. poderá persistir o Risco de Acidentes. O ar deverá ser filtrado antes de chegar à máscara. para serviços de pintura em ambientes confinados. passando-se pelo manuseio de tintas e. Luvas em PVC. Quaisquer outros modelos similares poderão ser adotados. deverá ser filtrado adequadamente. a principal preocupação deve ser a Proteção Coletiva: as máquinas em bom estado. Pode-se adiantar a existência de um equipamento especifico. raspa. apesar de todas essas providencias. porém. até os elementos que supervisionam as atividades. para uso do pessoal envolvido no manuseio e preparação de tintas.Enfatizamos que todos – indistintamente – estão sujeitos aos efeitos das tintas e seus vapores: desde o pintor. Máscaras com ar mandado. com costa e punho de lona. chegando-se à pintura propriamente dita.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. ou da concentração dos vapores no ambiente. lembrar que exposições – por mínimas que sejam – podem conduzir a quadros clínicos alarmantes. 17. fornecendo as informações acerca da sua utilização: Capuz ou elmo: Podendo ser usado em conjunto com o Avental e as mangas de Luvas de raspa. No caso dos serviços de pintura. os andaimes bem posicionados e amarrados. e via de regra.weg.

elas servem para dar 109 WEG Indústrias S. assim como por quaisquer outros trabalhadores que estejam envolvidos nas atividades de pintura industrial. Máscara do tipo descartável. Óculos com proteção lateral deverá ser usado nas operações em que ocorra a presença de abrasivos. Além dos equipamentos acima. Ele deverá ser usado tanto pelo pintor. quer seja de aplicação de tintas em espaço a céu aberto. com fixação por tirantes. Máscara de cartucho duplo. Filtro de ar. quando pelo jatista.weg. vulcanizada. com cadarços e com solado antiderrapante. Os cartuchos deverão ser trocados periodicamente. e o compressor.net .270-000 – Guaramirim . O seu uso não deverá ser dispensado em qualquer momento que o trabalhador tenha que usar ar mandado. Botina de couro. . para utilização nos locais onde haja a presença de poeira em suspensão. uma ênfase especial deve ser dada ao macacão. As toucas também fazem parte da indumentária do pintor. reduzem os ruídos a níveis suportáveis.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. quer a céu aberto. Para uso geral. em função do barulho produzido pelo ar no bico de jato. quer em espaços semi-abertos onde a ventilação seja relativamente boa. Como deve ser utilizado entre o suprimento de ar para o trabalhador. Protetores auriculares do tipo plug. deveria ser classificado como um Equipamento de Proteção Coletiva.Deverão ser usados nas operações de jateamento.A.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. a princípio. o mesmo se enquadra como mais um equipamento de proteção individual. Para utilização no manuseio de tintas ou na aplicação das mesmas.

proteção a cabeça e ao pescoço do pintor.supostamente – todos estarem em boas condições de saúde. USAR SEMPRE. Nunca deverá estar situado abaixo. lavar as roupas de trabalho juntamente com as da família. mantendo-se sempre limpas. nesse caso.A. sempre que o mesmo estiver trabalhando em alturas superiores a 2 metros. ser usado por todo e qualquer trabalhador. a sua fixação – poderá ser um olhal – deverá ser providenciada a aproximadamente 1 metro acima de onde o trabalhador estiver operando. em particular as máscaras e roupas deve ser tomado alguns cuidados em relação a cada um deles.” 110 WEG Indústrias S. RECOMENDAÇÕES QUANTO AO USO DE EPI Em relação aos equipamentos. equipamento que deverá. Só que. crianças poderão estar sendo afetadas. em conseqüência disso. principalmente quando levadas para casa. antes. Aconselha-se que sejam lavadas “em separado”. Deve-se usar somente o estritamente necessário. elas passam a ser – quase – tão tóxicas quanto as tintas sendo manuseadas. ela tenha sido devidamente higienizada após ter sido utilizada pelo trabalhador precedente. Enfatizamos que o uso do EPI é uma necessidade.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. também.270-000 – Guaramirim . Finalmente. o que agravaria a situação. Caso tal ponto não venha a existir. Jamais se deve permitir que vários trabalhadores utilizem a mesma máscara sem que. Não esquecer que os resíduos de tinta vão se acumulando nas mesmas e que. As roupas de trabalho devem receber um tratamento também criterioso.weg. Tal equipamento deverá ser dotado de talabarte e mosquetão que permitam a fixação à estrutura ou qualquer outro ponto fixo e próximo ao pintor. Entretanto.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. . CONSEQUENTEMENTE.net . Isso poderia conduzir à transmissão de várias doenças apesar de . seria o mesmo que estar levando para casa os males que atingem o trabalhador no local de trabalho. evitando possíveis irritações e infecções. não deve transformar-se em um meio exclusivo de imagem promocional descabida. “O MAIS IMPORTANTE É SABER O QUE DEVE SER USADO E. Nesse caso. atenção especial deverá ser dispensada ao cinto de segurança.

FAZENDA. Vicente. Rio de Janeiro: Editora Interciência. BIBLIOGRAFIA NUNES.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 111 WEG Indústrias S.A. São Paulo.weg. Fev de 1988.18. 1998. Associação Brasileira de Corrosão. Alfredo Carlos O. 2005. Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas. Pintura Industrial na Proteção Anticorrosiva.270-000 – Guaramirim . R. Jorge M. Editora Guanabara. . ABRACO. Rio de Janeiro. 3ª ed. Inspetor de Pintura Nível I. LOBO.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 2ª ed. Corrosão.net . GENTIL. Tintas & Vernizes – Ciências e Tecnologia. Rio de Janeiro. Laerce de Paula. (coordenador). Edgard Blücher.

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