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Tireoidites são doenças ambientais?

Capacidade
detoxificante
““Barrel
Barrel effect”
effect”

–Na
Na presen
presençaça de
predisposi ção gen
predisposição ética…
genética…
uma min úscula gota vai
minúscula
extravasar o líquido.
líquido.
Tireoidite Autoimune
• Doença inflamatória da glândula tireóide decorrente de
respostas autoimunes que levam à infiltração linfocítica da
glândula.

• É caracterizada pela presença de linfócitos T e autoanticorpos


circulantes contra antígenos específicos da tireóide.

• Os sinais clínicos podem variar desde hipotireoidismo a


tireotoxicose, dependendo do tipo de tireoidite autoimune.
Infiltração linfocítica

Hipoecogenicidade
MALT
• Some dogs have a genetic susceptibility to diseases that attack their own immune
system. Researchers suspect that these immune-mediated diseases may be
triggered by environmental chemicals, viruses, repeated inoculation with multi-valent
modified live vaccines, and other immune system challengers.
• Studies indicate that the breeds most commonly affected by autoimmune lymphocytic
thyroiditis include Golden Retriever, Great Dane, Beagle, Borzoi, Shetland Sheepdog,
American Cocker Spaniel, Labrador Retriever, Rottweiler, Boxer, Doberman
Pinscher, German Shepherd, Akita, Old English Sheepdog, and Irish Setter.
Symptoms usually appear between one and five years of age, but blood tests can
indicate the potential for disease before clinical signs appear. Unfortunately, a clean
thyroid test at one year of age does not mean the dog will remain free of disease
throughout its life.
• In August 1996, the American Kennel Club Canine Health Foundation hosted an
international symposium on canine hypothyroidism at the University of California at
Davis. Here the world’s experts on the disease shared findings, asked and answered
questions, and suggested avenues for further study to increase understanding of the
disease, improve diagnostic tests, and identify a genetic marker for the inherited form
of the disease. Until more is known, however, dog owners can watch their pets for the
classic signs of thyroid disease manifestation as outlined above and potential dog
owners can ask breeders if the sire and dam of that wonderful litter have been
screened for thyroid disease or are taking thyroid medication. Even though the tests
are not perfect, the answer will indicate a breeder's commitment to ridding his dogs of
thyroid disorder.
[Dog Owner's Guide: Canine thyroid disease
(www.canismajor.com/dog/thyroid.html)]
Doenças Autoimunes da Tireóide

Hipotireoidismo Hipertireoidismo Disfunção tireoidiana


Tireoidite de Hashimoto Doença de Graves pós-parto
“O material genético individual é um dos maiores fatores que determinam
como a pessoa será afetada pela exposição ambiental.”
Fonte: Basic Environmental Health, 2001
D 005-0059 18.02.2005
Doenças Autoimunes da Tireóide
Folha de São Paulo
20/02/2008
Crescimento
Zinco Sexo fetal

Stress feminino Paridade


Iodo Microquimerismo fetal

Selênio Alergias Contraceptivos orais

Radiação Bactérias

Drogas e metais Tabagismo Vírus


Bactérias

Vírus
Infecções
• Infecções virais (Coxsackie B, rubéola congênita) promovem aumento
da síntese endógena de interferon-alfa, que atua como estímulo
inespecífico para indução de TAIs.
• A associação entre TAIs e infecções bacterianas potencialmente ocorre
através do mimetismo celular com conseqüente ruptura dos
mecanismos de tolerância que permitem ao organismo discriminar o que
lhe é o que não lhe é próprio, acarretando a formação de
autoanticorpos, sendo reconhecida a correlação entre infecção
persistente por Yersinia enterocolítica nos linfonodos mesentéricos,
principalmente em Doença de Graves e tireoidite de Hashimoto.
• Alterações da flora intestinal com supercrescimento bacteriano no
intestino delgado tem sido correlacionadas com hipotireoidismo.
• Os linfócitos intestinais expressam a proteína do receptor do TSH.
Crosstalking: Kommunikation zwischen
den Mikroben und den Signalsystemen
des Wirtes über Zytokine und Chemokine

Über Fimbrien (Adhäsine) interagiert der


Mikrorganismus mit passenden
Rezeptoren der Wirtszelle
29/01/2011 Hartmut Dorstewitz 33

D 004-0021 02 22.07.2004
Flora intestinal

• 100.000.000.000.000 (1014) bactérias

• 10 – 100 vezes mais bactérias do que


células no corpo

• Mais de 12.000 espécies de bactérias

• Digestão de 30 tons de alimentos em 75 anos

• Ingesta de 50.000 litros


Aprox. 100.000.000.000.000 (1014) bactérias
Mais de 2.000 espécies bacterianas
importantes

=
Aprox. 1012 cells

=
D 005-0114 11 06.08.2004
=

Microbioma Intestinal
Genoma coletivo
D 005-0114 11 06.08.2004
Sinergia Microbiana
Defesa contra infecção é devida à interação
de muitas espécies bacterianas.
Zinco

Iodo
Selênio
Folha de São Paulo
28/02/2008
Iodo

• A ingestão de iodo influencia a


prevalência das tireoidites.
• Em áreas com ingesta de iodo suficiente,
hipotireoidismo é mais comum, enquanto
a deficiência de iodo está relacionada com
hipertireoidismo.
• O excesso de iodo pode causar disfunção
tireoidiana, especialmente em pacientes
com TA.
- - +
O2 + O2 + 2 H SOD
H2O2 + O2

2 GSH + H2O2 GSSH


GLUTATIONA
GLUTATIONA
+ 2 H2 O PEROXIDASE
PEROXIDASE

H2 O 2 + H2 O 2 CATALASE
2H2O + O2
As enzimas anti-oxidantes SUPERÓXIDO DISMUTASE (SOD),
CATALASE (CAT) e GLUTATIONA PEROXIDASE (GPx)
servem como linha primária de defesa na destruição dos radicais
livres.
Isoflavonas e tireóide

• Na presença do iodeto a ginesteína e a daidzeína


podem bloquear o efeito da peroxidase tireoideana (iodo
e tirosina).
• Uso de suplementação de isoflavonas com hormônios
tireoideanos para o tratamento de hipotireoidismo
subclínico deve ser questionado em indivíduos acima de
60 anos.
• Níveis ideais de suplementação devem ser adequados
para se evitar riscos das altas doses ou mesmo de
doses insuficientes de reposição.

Divi R,,chang H,Doerge D. Anti-thyroid isoflavones from soybean: isolation,


characterization, and mechanisms of action. Biochem Pharmacol.1997;54:1087-96
Mechanisms that might cause mutagenesis in the thyroid gland.
The figure shows the key molecules involved in those parts of thyroid hormone synthesis which—in conditions of
iodine and most probably also selenium deficiency—lead to oxidative stress, DNA damage and possibly
mutagenesis. (A) In the normal thyroid gland, the enzymes ThOX1and ThOX2 generate H2O2. TPO transfers
oxidized iodine to tyrosyl residues of thyroglobulin—the precursor for T3 and T4 synthesis. H2O2 is, however, a
source of ROS, which—with other oxidative stress—can cause DNA damage. Normally, antioxidant defense can
prevent oxidative stress and DNA damage. Selenoproteins such as glutathione peroxidase 3 are part of this
defense. (B) Conditions of iodine deficiency increase levels of H2O2 and might increase the amount of oxidative
stress and DNA damage. Additional selenium deficiency decreases levels of selenoproteins and could thereby
weaken antioxidative defense, and this exacerbates oxidative stress and DNA damage. Abbreviations: ROS,
reactive oxygen species; ThOX, thyroid oxidase; TPO, thyroid peroxidase.
Selênio
• Os solos em geral vem se mostrando pobres em
selênio, o que reflete no teor de selênio dos alimentos.
• O selênio está presente em 35 selenoproteínas, dentre
elas as deiodinases e a glutationa peroxidase, uma
enzima antioxidante, que atua impedindo a formação de
radicais livres e no controle do estresse oxidativo ao
nível tireoidiano.
• Além disso, participa do processo de conversão do
hormônio T3 em T4.
• Por essas ações, o selênio exerce importante influência
sobre o sistema endócrino e imunológico, modulando a
resposta inflamatória. Baixos níveis sanguíneos de
selênio estão associados com o aumento do volume da
tireóide e com a hipoecogenicidade da mesma,
indicando a presença de infiltrado linfocitário.
A participação do estresse oxidativo e das
espécies reativas de oxigênio nas
patologias da tireóide tem sido cada vez
mais estudadas, bem como os
mecanismos antioxidantes de defesa,
exercendo o selênio um papel
fundamental.
Um estudo duplo com o uso de suplementação
de selênio em indivíduos idosos aumentou a
taxa de conversão de T4 a T3.

Olivieri O,Girelli D, Azzini M, Low selenium status in the elderty influences thyroid
hormones. Clin Sci (Colch). 1995;27:48-52
Síndrome de Wilson

• Inibição da 5’ deiodinase por deficiência de selênio ou


interferência ambiental (metais tóxicos ou toxinas
associadas).
• A conversão de T4 a T3 reverso e de T3 reverso a T2
ocorrerá preferencialmente à conversão de T4 a T3.

Chopra I, Wiliams D. Orgiazzi J. Solomon D.J. Clin Endocrinol Metab. 1975;41:911-20-20


Zinco

• Em um estudo de 13 indivíduos dos quais 9 com T3L


baixo, foi verificada deficiência moderada de zinco,
sendo que após suplementação adequada, houve
normalização da função tireoidiana.

Nishiyama S, Futagoishi-Suginohara Y, Matsukura M. Zinc supplementation alters thyroid


hormone metabolism in disabled patients with zinc deficiency.J Am Coll Nutr.
1994;13:62-67.
Crescimento
Sexo fetal

feminino Paridade
Microquimerismo fetal

Contraceptivos orais
Sexo feminino x Tireóide
• A preponderância feminina é evidente nas
doenças autoimunes órgão-específicas, em
especial nas TAIs. Além dos fatores genéticos,
fatores hormonais relacionados ao estrogênio
parecem exercer influência.
• A utilização de anticoncepcionais orais está
associada à proteção do desenvolvimento de
hipertireoidismo (independente do número de
gravidezes), em especial doença de Graves,
mas não de Tireoidite de Hashimoto.
Sexo feminino x Tireóide
Baixo peso ao nascer
• O crescimento fetal reduzido é fator de risco
para diversas desordens, devido a imaturidade
do timo resultando em declínio das células T
supressoras.
• A prevalência de anticorpos anti-TPO é maior
em mulheres que tiveram baixo peso ao nascer,
quando comparado com aquelas que
apresentaram maior peso. O baixo peso ao
nascer parece ser, portanto, o primeiro fator de
risco ambiental.
Xenoestrógenos

Os xenoestrógenos ambientais também tem


sido relacionados com anormalidades da
função tireoidiana.
FIG. 7. Proposed mechanism of thyroid tumor promotion mediated by CAR

Qatanani, M. et al. Endocrinology 2005;146:995-1002

Copyright ©2005 The Endocrine Society


Sexo feminino x Tireóide
Paridade
• Durante o período de gestação o sistema imunológico é
suprimido pela influência do estrógeno com a queda da
razão T-helper/T-supressor, ou seja, diminuição de Th1
e aumento de Th2. A imunossupressão típica da
gravidez explica a diminuição da gravidade de doenças
autoimunes mediadas por Th1 (diabetes tipo I, artrite
reumatóide, esclerose múltipla, por exemplo). No
entanto, a doença de Graves também costuma melhorar
durante a gravidez.
• Nos primeiros meses pós-parto ocorre reativação das
células T e um aumento na produção de autoanticorpos
antitireoideanos pode ocorrer, levando a tireoidite pós-
parto.
Table 2: Immune changes in pregnancy

MICROCHIMERISM AND THYROID DISEASE – 2007


Juan C. Galofre
Department of Medicine, Mount Sinai School of Medicine, at the James J. Peters VA Medical Center, New
York, New York.

Terry F. Davies
Department of Medicine, Mount Sinai School of Medicine, at the James J. Peters VA Medical Center, New
York, New York., , , email: terry.davies@mssm.edu
Sexo feminino x Tireóide
Microquimerismo fetal
• Um conceito mais novo, o microquimerismo
fetal, pode explicar o predomínio feminino das
tireoidites autoimunes.
• O microquimerismo fetal envolve a transferência
de células fetais para a circulação materna, que
podem persistir circulantes por longo tempo
induzindo a autoimunidade. A infiltração de
células fetais na tireóide materna desencadeiam
fenômenos autoimunes.
Microquimerismo fetal
Interphase fluorescence in situ hybridization (FISH) of thyroid tissue showing a group of microchimeric cells
identified by the presence of X and Y chromosomes (orange and green, respectively). The X or Y chromosome
may not be observed in each nucleus, as they may not be in the same plane of focus (magnification X400). The
FISH assay employed Cy3-labeled X (orange) and fluorescein isothiocyanate conjugated–labeled Y (green)
chromosome probes. Nuclei were counterstained with 4',6-diamidino-2-phenylindole (blue). From Khosrotehrani K
et al (40).
Sexo feminino x Tireóide
Ftalatos
• Cosméticos cremosos
• Plásticos flexíveis (PET, plásticos em
microondas)
Alergias

Radiação

Drogas e metais Tabagismo


Drogas
Diversas drogas são conhecidas por induzir tireoidites
autoimunes em indivíduos predispostos geneticamente.

• Lítio
• A amiodarona está frequentemente relacionada com
disfunção da tireóide, induzindo a autoimunidade por
mecanismos ainda incertos.
• Há associação entre o aparecimento da Doença de
Graves e o uso de antiretrovirais.
• O interferon alfa, usado no tratamento da hepatite C,
está fortemente associado com a indução de disfunções
tireoideanas: hipotireoidismo autoimune, tireoidite
destrutiva e hipertireoidismo.
• Há correlação também entre distúrbios tireoideanos
autoimunes e uso de interleucina 2, GM-CSF, anticorpo
monoclonal anti-CD52 e carbamatos.
09/12/2006 - 10h51
Estudo acha hormônio sexual em água na região de Campinas
MAURÍCIO SIMIONATO
da Agência Folha, em Campinas

Estudo da Unicamp sobre a qualidade da água para consumo e de rios da região metropolitana de Campinas (95 km de SP) --onde vivem
cerca de 2,5 milhões de pessoas-- revela a presença de hormônios sexuais e de compostos derivados de produtos farmacêuticos e industriais.
Algumas dessas substâncias podem interferir na saúde humana ao alterar o funcionamento de glândulas do corpo. No entanto, não há estudos
que indiquem quais problemas podem ser causados pela ingestão crônica dessas substâncias.

A pesquisa coletou, durante quatro anos, amostras de água bruta e potável na bacia do rio Atibaia, o principal manancial da região, que
abastece cerca de 92% de Campinas. O monitoramento de substâncias na água foi feito para 21 compostos: seis hormônios sexuais, quatro
esteróides derivados do colesterol, cinco produtos farmacêuticos e seis produtos industriais.

Na água potável, foram identificadas desde progesterona (hormônio sexual feminino) até cafeína, bem como colesterol e os hormônios
estradiol e etinilestradiol, além de compostos usados em remédios e na indústria. Os fármacos (substâncias químicas usadas como remédios)
detectados na água são muito utilizados como analgésicos, antiinflamatórios e antitérmicos. As concentrações de fármacos na água bruta do
rio foram maiores do que na água potável. Os compostos identificados não deveriam estar presentes na água consumida pela população.
Contudo, não há legislação que fixe níveis toleráveis para essas substâncias. Algumas, como a cafeína, foram encontradas em concentração
até mil vezes maior do que em países europeus.

A média de hormônios femininos encontrados na água potável de Campinas é de um micrograma por litro. Portanto, ao beber dois litros de
água por dia, uma pessoa pode ingerir 60 microgramas dessas substâncias por mês. "Não há dados conclusivos sobre quais danos ao homem
são causados por exposição crônica a esses compostos. Mas eles não deveriam estar presentes na água potável. O resultado do estudo é
bastante preocupante", disse o professor Wilson de Figueiredo Jardim.

Tanto os hormônios como os fármacos são excretados pela urina ou fezes, chegando aos rios pelo esgoto.

Segundo a autora da pesquisa, Gislaine Ghiselli, alguns estudos semelhantes foram feitos nos EUA usando água bruta de rios. Para o
hormônio progesterona, por exemplo, foi identificada uma média de 0,11 microgramas por litro. No rio Atibaia, a média foi de 1 micrograma por
litro na água potável. Para empresa, teor detectado é muito baixo

O coordenador de Análise e Controle de Água da Sanasa (empresa de água e saneamento), Ivânio Alves, disse que as substâncias
monitoradas no estudo da Unicamp não são contempladas por órgãos estaduais, federais e internacionais da saúde, com relação à qualidade
da água para consumo humano. Segundo Alves, a Sanasa segue normas federais de 2004, que estabelecem "procedimentos e
responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade". Alves disse
ainda que as substâncias monitoradas pela Unicamp na água para consumo foram detectadas em "valores muito baixos em comparação a
outros produtos alimentícios".

Com relação aos hormônios, a Sanasa informou que "os teores detectados são baixos em comparação com anticoncepcionais e com aditivos
colocados na alimentação animal". O coordenador da Sanasa usou a mesma explicação --de baixa concentração encontrada-- para as outras
substâncias verificadas na água.
Somente 3 a 10% dos 85.000 produtos
químicos disponíveis foram avaliados pelo
EPA em relação à segurança.
Produtos Químicos e Tireóide
• PCBs, PBBs, dioxinas – passagem pela placenta e leite materno
• Aditivos e conservantes alimentares
• Halogenos (cloreto, brometo, fluoreto)
• Contaminantes da carne (promotores de crescimento animal e
medicamentos veterinários) - rBGH (hormônio de crescimento bovino) –
presente no leite de vaca – relacionado com cistos de tireóide e câncer
de tireóide em ratos e aumento de IGF-1 (aumento do risco de câncer
de mama, próstata e intestino)
• Pesticidas (DDT, lindano, HCB, organofosfatos, carbamatos)
• Percloratos, tiocianatos e nitratos (produção de amônia)
• Ftalatos– presentes em cosméticos e plásticos deformáveis
• Solventes
• Borracha sintética (alta prevalência – 35% – de doença tireoidiana em
trabalhadores da indústria)
• Metais pesados (mercúrio, cádmio, chumbo, alumínio)
• Piretróides (permetrina) – spray e produtos para limpeza de aviões
Radiação
• A irradiação, tanto externa, quanto interna, induz autoimunidade
tireoidiana através das células dendríticas.
• Nos casos de hipotireoidismo, a irradiação externa pode causar
lesão glandular direta, sem mediação autoimune. Já na doença de
Graves, presente em até 5% dos pacientes submetidos à
radioterapia, a doença se desenvolve através da exposição da
proteína do TSHR ao sistema imune, que também pode explicar o
maior risco de oftalmopatia nesses pacientes.
• Os pacientes com bócio multinodular geneticamente predispostos
que são tratados com iodo radioativo (irradiação interna), podem
desenvolver doença de Graves como ocorrência do aumento de
autoanticorpos contra o TSHR.
• A radiação ambiental, como a observada após bombardeios
nucleares, aumentou tanto a incidência de neoplasias tireoidianas
quanto de hipotireoidismo autoimune.
Tabagismo

• O tabagismo, inclusive o passivo, induz uma


ativação policlonal das células B e T
(aumentando a produção de interleucina 2 e de
IgE), além de aumentar os níveis de auto-
antígenos através de danos celulares e induzir a
produção de diversas citoquinas inflamatórias.
• Está associado ao aumento do risco de Doença
de Graves, em especial à oftalmopatia, o que
parece relacionado à hipóxia local.
Mercúrio e disfunções glandulares

• A exposição ao vapor de mercúrio e seu acúmulo ao


longo do tempo estaria envolvida com diferentes
disfunções glandulares por depósito desses metais em
tecidos tireoidiano, testículo, adrenais e hipofisário.
• Os níveis de T3L estão inversamente correlacionados à
exposição de vapor de Hg.

Barreg aL, Lindstedt G, Schutz A, Sallisten G.


Endocrine function in mercury exposed chloralkali workers.

Occup Environ Med.1994;51:536-40.


Folha de São Paulo
15/02/2009
Impacto de metais tóxicos e outros poluentes
ambientais na função tireoideana
• Efeito tóxico confirmado por exposição ambiental a chumbo,
mercúrio, dioxina e cádmio nos níveis de hormônios tireoideanos.
• Efeito tóxico de compostos bifenóis policlorinados (PCB) em 320
crianças de 7 a 10 anos de idade.
• Administração de cádmio a galinhas por 15 dias diminuiu os níveis de
T3 sem alterar os níveis de T4.
• A 5`deiodinase hepática e a SOD diminuiram em 70% e 20% pela
ação do cádmio.
• Aumento concomitante em 206% na peroxidação lipídica.
• A administração de vitamina E (5mg/ kg) a galinhas intoxicadas por
cádmio restabeleceu a função normal da 5`deiodinase hepática e a
função tireoidiana normal. Pode-se concluir que a alteração do
5`deiodinase pode ser secundária à geração de LPO (lipoperóxidos).

Gupta P, Kar. Comp.biochem phys 99


Alergias
• Doenças alérgicas contribuem para a patogênese das
doenças autoimunes, sendo comum a associação entre
vários estados patológicos.
• Há uma correlação entre níveis elevados de IgE e uma
mais lenta diminuição dos autoanticorpos contra o
THSR, em pacientes com doença de Graves.
• Em pacientes com urticária crônica foram encontrados,
com mais freqüência, a presença de autoanticorpos
TPO e/ou TBG, justificando a maior associação com a
tireoidite de Hashimoto.
• As TAIs têm sido sido comumente diagnosticadas
associadas à doença celíaca ou a intolerância a glúten,
tendo sido observada a diminuição de anticorpos
antitireoidianos em crianças após dieta de exclusão de
alimentos ricos em glúten.
ImuPro 300
Alergias alimentares tardias mediadas por IgG
Schuppan D. Current Concepts of Celiac Disease
Pathogenesis. Gastroenterology 2000;119:234–242.
Kagnoff MF. Overview and Pathogenesis of Celiac Disease. Gastroenterology 2005;128:S10–S18.
Stress
Estresse
• Alterações nos níveis de cortisol secundários ao estresse
podem alterar a conversão periférica do T4 a T3.

Juma A, et al; J Surg Res, 1991;50:129-34


Johannsson G et al; Psychosom Med. 1987;49;390-6
Samuels M, Mc Daniel; J Clin Endocrinol metab. 1997;82:3700-4
Estresse
• O estresse tem uma profunda influência sobre o
sistema imunológico através da ativação do eixo
hipotálamo-hipófise-adrenal, gerando um
desbalanço Th1/Th2, em direção à formação de
Th2 e conseqüente imunossupressão celular e
reforço da imunidade humoral. Isso pode explicar
como um importante quadro de estresse serve de
gatilho para um evento autoimune.
• A ocorrência de Doença de Graves está
frequentemente precedida por um intenso estresse.
Variação sazonal
• A variação sazonal é outro fator ambiental
relacionado às TAIs.
• Nos países com estações bem definidas,
a incidência de coma mixedematoso do
hipotireoidismo é maior no inverno
enquanto a tireotoxicose é mais
freqüentemente diagnosticada nos
períodos mais quentes do ano.
• O teor de iodo no leite é maior no inverno
do que no verão.
Tireoidites são doenças ambientais?

Sim. Mas há o que fazer...


Tireoidites
Avaliação laboratorial
• Iodo urinário de 24 horas
• Selênio e zinco séricos
• Mineralograma capilar
• Testes de eliminação de metais pesados (prova de eliminação de
mercúrio)
• Investigação da flora intestinal (KYBERKOMPACT)
• Pesquisa de alergias alimentares imediatas (IgE) e tardias
(IMUPRO 300), em especial de doença celíaca (anticorpos anti-
transglutaminase, anti-gliadina e anti-endomísio),
• Anticorpos para Yersinia enterocolítica, vírus coxsackie B e rubéola
• Ultrassom de tireóide com doppler
• Métodos biofísicos de identificação de produtos químicos
Tireoidites
Tratamento
• Reposição de nutrientes (iodo, selênio – selenito de sódio 200mcg/dia 3
meses– e zinco)
• Antioxidantes
• Diminuição (até eliminação) do consumo de alimentos ricos em glúten
• Detoxificação hepática
• Detoxificação de metais pesados (DMSA, remoção de amálgamas,
vitamina E, selênio)
• Descontaminação colônica (rifamicina 1200mg/dia 7 dias)
• Probióticos para correção da microbiota intestinal
• Ozonioterapia sistêmica (insuflação retal da mistura gasosa oxigênio-
ozônio) e sauna
• Medicamentos anti-homotóxicos
• Eliminação de produtos químicos (oxigenoterapia com terapia de von
Ardenne e sauna seca)
• Reposição de vitamina D
• Medidas antiinflamatórias
SP 019-0001 12.04.2007
Medicamentos Anti-homotóxicos
Ozonioterapia
RETOCOLITE ULCERATIVA
(Knoch et al. „Aktuelle Koloproktologie“)
Fem, 45a

Insuflação retal
ozônio
20-30 µg/ml
300-500 ml
Estágio florido de retocolite Biópsia de controle após 4
• destruição do epitélio semanas:

• abscessos de cripta • epitélio intacto

• infiltração leucocitária maciça • reversão da inflamação


COLITE ULCERATIVA
Masc, 62 a (Knoch et al. „Aktuelle Koloproktologie“)

Insuflação retal
ozônio
8,5-27 µg/ml
300 ml /dia,
3x/semana Biópsia de controle após 4
Estágio florido de colite semanas:

• destruição do epitélio • epitélio intacto

• abscessos de cripta • aspecto normal das criptas

• inflamação crônica com • reversão da inflamação


infiltração leucocitária maciça • infiltração leucocitária
moderada
Tireoidites
Prevenção

• Qualidade da água de beber (de


preferência com filtro de osmose reversa)
• Consumo de alimentos orgânicos
• Evitar colocação de amálgamas dentários
• Evitar uso excessivo de produtos
industrializados
• Exposição solar (evitar excesso de filtro
solar)