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“Em oposição ao homem comum, o discípulo possui outros

conceitos sobre felicidade e sucesso. Seu êxito deve constituir-se


em subjugar seu eu externo; sua felicidade, em servir à vida,
àqueles que necessitam de ajuda. Este trabalho em prol do bem
comum, discípulos, deve estar acima de tudo; empregai vosso
esforço em divulgar o Bem sobre a Terra.”
(Mestre Ling)

Como Reconhecer um Servidor da Hierarquia


(Texto extraído e adaptado da obra El discípulo: su desafío esencial, de Torkom Saraydarian, Buenos
Aires, Kier, 1991

Doze sinais fundamentais. Existem doze sinais por meio dos quais podes reconhecer os que servem à
Hierarquia:

- O primeiro sinal é a nobreza. Quem serve à Hierarquia é nobre em seus pensamentos, palavras e
ações; é nobre em todos os seus relacionamentos. Obtemos nobreza quando vivemos segundo as regras
e os princípios da Hierarquia, quando vivemos na presença do "Olho Vigilante".

Uma pessoa nobre é solene, serena, autocontrolada, precisa, sábia e muito educada. Quando encontras
uma pessoa nobre, sabes que está aqui, na Terra, para trazer: beleza, bondade, verdade, alegria e
liberdade.

- O segundo sinal de quem serve à Hierarquia - que pode viver entre nós, ou ser membro de nossa
família, igreja ou corporação - é o esforço na procura da perfeição. Evidencia um trabalho em andamento
para aperfeiçoar sua personalidade, sua criatividade, os relacionamentos e o conhecimento. Tenta
continuamente melhorar seu estado de consciência. Ninguém que sirva à Hierarquia é preguiçoso. É tudo
ritmo. É como uma corrente: está ritmicamente ativo.

- O terceiro sinal de quem serve à Hierarquia é sua atitude progressista. Pensa para o futuro; planifica
para o futuro, sem ignorar as circunstâncias passadas e as presentes. A visão do futuro o inspira para que
planifique, decida e organize. Não está apegado a atitudes passadas. Não ignora os valores passados,
mas procura sempre novos modos e meios para introduzir mais luz e amor e melhores relacionamentos
em todos os âmbitos de atuação humana.

Vive com o pensamento na nova era. Não repete antigos hábitos, condutas e atitudes. Trata de criar algo
novo que se adapte melhor a sua visão do futuro.

Pode ser encontrado em qualquer campo, e nesse se eleva como o chamado do futuro. Exerce pressão
moral sobre seu meio ambiente. Não força os demais, mas sua presença faz com que trabalhem e tratem
de avançar para o futuro.

O próximo sinal de quem serve à Hierarquia é a inclusividade. Não é separatista. Não nos referimos
somente à discriminação racial. Uma pessoa inclusiva não só respeita a existência dos demais como
também está aberta a novas idéias, novas visões e novo conhecimento, e novas maneiras de fazer as
coisas, que se adequem melhor às metas.

Não está cristalizada em suas crenças e tradições. Enfoca respeitosamente todas as tradições e opiniões,
o mesmo para o trabalho, a cultura e as tradições dos demais, e vê beleza, significado, futuro e utilidade
neles. A Hierarquia defende a todos, a todas as sendas de investigação, a toda experiência genuína.
Todo conhecimento, em qualquer campo, é precioso para quem serve à Hierarquia.

A Hierarquia advoga pela inclusividade. Quem serve à Hierarquia é como uma galinha que reúne os
pintinhos embaixo de suas asas. Cada nação tem sua bela cultura. Quem serve à Hierarquia respeita
todas as culturas. Não somente as respeita como também tenta compreendê-las, amá-las e desfrutá-las.

A inclusividade é o esforço progressista para brindar unidade e síntese.

- O sinal seguinte de quem serve à Hierarquia é a criatividade, criatividade em tudo: em idéias,


pensamentos, palavras, atitudes, artes, negócios e no lar. Em todos esses âmbitos e em outros, quem
serve à Hierarquia manifesta criatividade.
Criatividade significa construir os modos e os meios que possam satisfazer as crescentes necessidades
da humanidade; que possam expandir o sentido de beleza da humanidade. Essas pessoas não se
contentam com o que são e com o que podem fazer. Avançam continuamente e procuram novas idéias,
visões, inspirações, impressões e revelações. Tentam concretizar essas coisas em formas, atividades e
relacionamentos novos para satisfazer as crescentes necessidades da humanidade e oferecer uma visão
nova para a consciência humana em expansão.

- O sexto sinal de quem serve à Hierarquia é a honestidade. Sem honestidade não podemos conduzir,
inspirar, criar confiança ou irradiar luz. Qualquer ação para explorar os seres humanos com idéias,
propósitos ou atitudes cria horríveis conseqüências e enterra a causa.

Ninguém pode denominar-se servidor da Hierarquia se não se graduou em honestidade na Escola da


Vida. Um servidor da Hierarquia é honesto nas influências do seu eu inferior e dos eus inferiores dos
demais. Essa pessoa é honesta, não porque os outros sejam tortos ou honestos, e sim porque sua
natureza é sê-lo.

A honestidade impõe harmonia e ritmo, e faz com que a Hierarquia influencie os âmbitos nos quais as
pessoas honestas moram.

- O sétimo sinal de quem serve; Hierarquia é estar livre de preconceito. A mente de quem serve à
Hierarquia não é controlada pelo que as pessoas são, fazem ou dizem. Tem sua própria luz, e funciona
nela. Os pensamentos, palavras, ações e conduta dos demais não velam sua luz. Não permite que os
demais o condicionem, pois não reage segundo as expectativas deles. Manifesta beleza, bondade, alegria
e liberdade sem ser condicionado pelos que tentam lhe impor suas normas e estados de ânimo.

Em sentido mais profundo, estar livre de preconceito significa estar livre para atuar sob a luz da beleza,
da bondade, da justiça, da alegria e da inclusividade. Quem está livre de preconceito não prejudica a
quem tenta lhe prejudicar, e sim o cuida mais. Tenta encontrar algum caminho para que este se ilumine,
para que expanda sua consciência e tenta ajudá-lo para que se liberte das suas limitações. Isso é parte
de seu serviço.

- O oitavo sinal de quem serve à Hierarquia é estar livre de vaidade e ego. Esses dois vícios andam
juntos. Toda pessoa egoísta está cheia de vaidade. Em realidade, o ego é formado por imagens de
vaidade.

Quem serve à Hierarquia está livre de vaidade. Conhece-se exatamente como é. Sabe exatamente o que
tem ou o que não tem. Sabe exatamente o que pode fazer e o que não pode. O ego põe medidas falsas
ante teus olhos e na tua mente. Quem serve à Hierarquia serve aos demais e trata de salvá-los e elevá-
los. Trata de fazer com que a gente volte a si. Não poderás derrotá-lo com tuas obras próprias da
obscuridade. Não poderá ser derrotado porque isso só pode ser feito quando existe vaidade e ego.

- O nono sinal de quem serve à Hierarquia é a retidão. A retidão é a substância com a que está
constituído um servidor da Hierarquia. As pessoas pensam que a retidão é uma virtude que se aprende
na infância, mas a verdadeira origem radica nas normas impressas em nossa Alma nos Mundos Subtis. A
assimilação dos valores verdadeiros nos Mundos Subtis floresce como retidão nas encarnações terrenas.

Não é fácil ensinar a alguém ser reto, mas quando tem experiência nos valores verdadeiros, é
naturalmente reto. Os servidores da Hierarquia são retos em todos os seus pensamentos, expressões e
relacionamentos porque conhecem a Lei de Karma e conhecem os princípios que dominam nos Mundos
Subtis.

Os Grandes não se auto-promovem. São reconhecidos pelos frutos. Os componentes da Hierarquia não
pensam sobre eles mesmos como corpos, formas ou personalidades. Pensam sobre eles mesmos como
idéias, direções, correntes de energia, virtudes ou luzes. As pessoas os denominam com muitos nomes.
Mas eles não são nomes, quadros ou imagens. São princípios, fontes de beleza e guia, e visões do
futuro.

Nos seus estados reais, são como sinfonias, flechas de energia, pontes entre mundos, arco-íris entre
margens. Se os limitas em formas humanas e os convertes apenas em imagens da debilidade humana,
ou os tornas tão abstratos que a imaginação humana não pode concebê-los, trabalhas contra a obra que
eles tentam realizar: construir uma ponte entre o que o homem é agora e o que pode vir a ser no futuro.

- O décimo sinal de quem serve; Hierarquia é fidelidade à causa humana. Um servidor da Hierarquia
tenta unir a humanidade e protegê-la de serpentes e coiotes. Cuida da sobrevivência da humanidade e
sua perfeição futura. Cuida o planeta para que ele esteja sadio, para poder nutrir seus filhos.
Sofre com os que sofrem nas mãos dos poderosos. Tenta inspirar neles o espírito da liberdade e a
libertação. Para ele, não existe causa superior à causa da humanidade, e pode subordinar todos os seus
interesses ao interesse mundial.

Tais pessoas são extraordinárias. Podes descobrir como aumenta seu número por todos os lugares.

- O décimo primeiro sinal de quem serve à Hierarquia é o sacrifício e o heroísmo. No trabalho mais
insignificante, quem serve à Hierarquia evidencia espírito abnegado, e em época de crise irradia espírito
heróico. Evidencia coragem, intrepidez e audácia. Sacrifica seu tempo, seu dinheiro, suas propriedades e
até sua vida se for necessário. Vive uma vida perigosa, mas não é tolo; não é descuidado. É cauto e
extremamente cumpridor das normas. Sabe que a vida é perigosa, e também sabe que a senda mais
curta e rápida é também a mais perigosa.

- O décimo segundo sinal de quem serve à Hierarquia é a bondade ou a boa-vontade. Um servidor da


Hierarquia deseja o bem para todos, até para aqueles que não podem viver segundo suas normas. Pensa
bem, fala bem e atua em favor do bem, sem discriminação, porque sabe que, tendo completa boa-
vontade, transmite a vontade de quem governa o universo.

Todo discípulo verdadeiro é um servidor da Hierarquia.

A Hierarquia é uma fonte de bondade. Tudo o que tenta fazer é ensinar que sejamos bons, que
expressemos boa-vontade, e jamais quebrantemos esse princípio com nossos pensamentos, palavras e
ações.

É dito que aqueles que chegaram a ser Mestres são os que, durante milhares de anos, não caíram nas
armadilhas da má intenção, da difamação e da traição. A existência de tais vícios em qualquer ser
humano revela de imediato que não é um trabalhador da Hierarquia, não importando com que roupa ou
posição se apresente.

A bondade é a base da vida de um trabalhador da Hierarquia. Quando encontras essa pessoa, te sentes
seguro, protegido e abençoado.
Doze sinais adicionais

Também existem doze sinais pelos quais poderás reconhecer de imediato os "denominados"
trabalhadores da Hierarquia:

1 - Um trabalhador da Hierarquia não é arrogante. Não diz que é um Mestre ou um Iniciado. Deixa que as
pessoas descubram exatamente o que ele é. Qualquer arrogância demonstra que ainda não foi admitido
nas fileiras da Hierarquia, ou que é um mercador da vaidade e do interesse pessoal.

Quem é arrogante tenta impor sua imagem, para dar a impressão de que é um Grande. Tais pessoas são
muito pobres em seus corações. "Pelos frutos os reconhecereis".

2. Um trabalhador da Hierarquia nunca fala sobre os detalhes de suas vidas passadas, e não se interessa
pelas vidas passadas dos demais. Estando mais perto da Hierarquia, sabe que o que interessa é o futuro,
não o passado. O futuro é quem chama a Alma para que ascenda em direção da perfeição e da beleza.

As pessoas avançadas não gostam de olhar para trás, porque não querem re-estimular recordações do
passado antes que todas elas sejam inofensivas. Os trabalhadores da Hierarquia não querem ser
influenciados pelo passado nem por aqueles que estiveram com eles em diferentes relacionamentos.
Querem efetuar novas eleições, pôr a prova sua intuição e avançar continuamente para o triunfo.

É possível que teu Mestre, ou um Grande, ou teu Anjo Solar te revele uma parte de uma vida passada por
algum motivo específico. Mas mesmo neste caso, não tens direito a contar sobre tuas vidas passadas aos
demais.

É dito que nem aos grandes Choans é permitido interessar-se pelas vidas passadas das pessoas, exceto
quando, por motivos ashrâmicos, estudem, com autorização, algumas vidas tuas para ver se realmente
estás preparado para assumir grandes responsabilidades e se estás apto para suportar uma alta
voltagem energética.

3. Os trabalhadores da Hierarquia não falam sobre seus relacionamentos com os Grandes. Não
empregam os nomes dos Grandes para cobrar dinheiro, ganhar reputação ou influenciar as pessoas.
Esses feitos são feios. Os trabalhadores avançados são esforçados e não precisam se aproveitar de sua
relação com as Forças Superiores.

4. Um trabalhador da Hierarquia nunca fala sobre seu cargo em relação aos outros. Escutas a muitas
pessoas dizerem coisas como estas: "Sou o comandante do povo do espaço... Sou o governante dos
anjos... Acabo de receber a Quinta Iniciação... Estive no Ashram Sagrado..." Todas essas afirmações
criam barreiras na senda da humanidade, e as pessoas inteligentes sentem um profundo rechaço. Não
esqueças: por seu fruto conhecerás as pessoas.

5. Um trabalhador da Hierarquia não revela nada sobre tuas vidas passadas, nem lê tua aura, por
exibicionismo ou para ganhar influência ou dinheiro. É possível que um trabalhador da Hierarquia revele,
em algumas ocasiões muito especiais, uma parte de tua vida passada para uma instrução específica, ou
para assinalar um defeito em tua aura, como advertência. O trabalhador da Hierarquia se interessa
principalmente pela expansão futura de tua consciência, mais do que pelo teu passado.

Os discípulos do mundo devem ter muito cuidado para não escutar os charlatões que lêem auras e falam
sobre as vidas passadas das pessoas sem ter capacidade real nem razão para tal. Até que se desenvolva
a clarividência superior, passando pela Iniciação da Transfiguração, essas leituras serão falsas, inexatas,
desviadas e misturadas com milhões de impressões que flutuam no Espaço.

6. Um trabalhador da Hierarquia jamais impõe sua vontade sobre os outros. Nunca viola o livre arbítrio
das pessoas. Se fizer isso, pagará um pesado karma. Também não dá conselho direto nem espera
obediência.

Por exemplo, um trabalhador da Hierarquia não vai te dizer que cases com certa pessoa ou te divorcies,
ou que tenhas ou não filhos. Não emprega seus poderes psíquicos para dirigir as pessoas como ele quer.
Pelo contrário, o trabalhador da Hierarquia tenta propiciar a independência e a liberdade das pessoas.
Ajuda a tomar decisões e a resolver problemas, mas nunca decide por alguém nem resolve seus
problemas.

Um trabalhador da Hierarquia ajuda as pessoas iluminado suas mentes, expandindo suas consciências e
capacitando-as para que vejam seus problemas sob diversos ângulos. Sugere livros, escolas e
professores, e ajuda a melhorar no que lhe é próprio a cada um.

Ninguém está autorizado a interferir no karma de outra pessoa. Esse é um tema muito delicado. O
trabalhador da Hierarquia está sempre disposto para ajudar, mas não força sua vontade contra os
demais, não viola o livre arbítrio e muito menos o karma deles.

7. Um trabalhador da Hierarquia nunca discrimina entre as religiões. Sabe que todas as religiões são
dadas pela Hierarquia para satisfazer várias necessidades de diferentes níveis de pessoas em diversas
épocas. Mas honra a religião na qual nasceu sem temer antagonismo a respeito de qualquer outra. Caso
se encontre com estrangeiros que não pertençam a sua religião, debate com eles e trata de lhes revelar
os estratos mais profundos de sua religião, enriquecendo e expandindo a consciência deles.

Um trabalhador da Hierarquia sabe que todas as religiões são dadas às nações como sendas que
conduzem para a perfeição. Nenhum trabalhador da Hierarquia impõe suas crenças a outros. Para ele, o
importante é ver como vivem as pessoas, não o que elas acreditam.

Aqueles que trabalham dentro das paredes do dogma, de doutrinas e tradições cristalizadas estarão
limitados dentro dos muros construídos pelos logros dos que criaram aquilo. Nossos pensamentos
deverão ser livres para alcançar novas alturas. Nosso horizonte deverá ser ilimitado, para que nos permita
expandir nossa consciência. Quando forçamos, nos demais, os limites de nossos pensamentos e crenças,
ou nossos dogmas aceitos, doutrinas e tradições, não apenas limitamos as pessoas e criamos barreiras
na senda de seu avance, como também paralisamos nossa própria evolução.

8. Um trabalhador da Hierarquia nunca explora as pessoas nem abusa delas. Toda pessoa é sagrada
para ele. Não mente nem suborna para ganhar votos. É reto nos seus relacionamentos, e não quer
carregar seu karma usando os outros para seus ganhos pessoais.

Teus filhos poderão ser servidores da Hierarquia. Criando eles do modo correto, verás quanta beleza
introduzirão em tua vida.

9. Um trabalhador da Hierarquia nunca exibe fenômenos psíquicos, e se emprega suas faculdades


psíquicas em segredo para salvar a uma pessoa, isso o acredita a Deus. O Trabalhador da Hierarquia
jamais usa suas faculdades psíquicas para influenciar as pessoas, criar atração ou reconhecimento, ou
impor sua imagem aos demais. As faculdades que ele possui são sagradas, e só as emprega em
benefício dos demais, caso o karma o permita.

No caso de empregar seus poderes, em momentos muito especiais, o faz para glorificar a Fonte de todos
os poderes. Sua existência entre as pessoas é uma benção. Sua aura, seu olhar e seu contacto curam as
pessoas, as iluminam e as fortalecem. É sabido que a presença de um trabalhador da Hierarquia pode
prevenir terremotos e catástrofes naturais. Os trabalhadores da Hierarquia são enviados frequentemente
a certos locais para que protejam as pessoas de comoções naturais mediante sua presença. São
enviados para restaurar a paz e a compreensão, para levar saúde e prosperidade, mas permanecem
incógnitos até que as pessoas desenvolvam olhos para ver sua influência.

10. O trabalhador da Hierarquia é parcimonioso. Nunca mal-gasta energia, dinheiro, tempo etc., muito
menos os pertencentes aos outros, porque sabe que o desperdício constrói karma e cria apego. Quando
desperdiçamos dinheiro, energia, tempo e matéria, isso significa que ainda não aprendemos o valor do
que temos. E se não sabemos o valor do que temos, o desperdiçamos ou o travamos. Em ambos os
casos, trabalhamos contra a lei. A Lei de Economia significa empregar adequadamente tudo o que existe
com a perfeição como fim.

O desperdício é um tributo imposto à natureza, e esta impõe uma carga aos outros. Quando
desperdiçamos estamos submetendo a natureza ao abuso e à exploração. Quando a exploramos com
desperdício, teremos densas névoas, veneno e radioatividade. A economia é equilíbrio entre a natureza e
a necessidade humana.

11. Um trabalhador da Hierarquia nunca se associa com médiuns nem com canais psíquicos. Sabe que a
fonte de suas inspirações não são as esferas superiores e sim duvidosas entidades e forças astrais. Sabe
que um contacto com elas pode ser fatal, porque frequentemente criam uma linha permanente através da
qual mantém a pessoa cativa das exigências das forças destrutivas.

12. O trabalhador da Hierarquia jamais se dedica à necromancia. Deixa livres os mortos para que
prossigam seu caminho para Mundos Superiores. Ao invés de lhes solicitar ajuda e orientação, tenta
conduzi-los para a luz através dos pensamentos elevados que ele possui. Um trabalhador da Luz sabe
como tomar contacto com eles mentalmente, e como ajudar em sua evolução. Inclusive poderá estar com
eles depois que abandone seu corpo durante o sono. Mas nunca tentará trazê-los para a Terra, fazendo
inverter sua direção.

As pessoas talvez perguntem: se os trabalhadores da Hierarquia são tão belos, por que não vemos mais
mudanças na vida em geral? A resposta é fácil. Em primeiro lugar, há sim muitas mudanças que estão
acontecendo na direção da unidade, da beleza, da síntese e da paz. Em segundo lugar, devido a que
existem cada vez mais trabalhadores da Hierarquia, afloram mais conflitos na superfície da Terra. A boa-
vontade faz com que as pessoas vejam a má-vontade existente. A liberdade faz com que as pessoas
vejam onde ela é violada. A unicidade revela as brechas e o separatismo existente.

Por isso o mundo está entrando na "hora da meia-noite". Só nessa hora começará o amanhecer, e esta
será a vitória de todas as Forças da Luz e de todos os que trabalham na luz e em favor da luz.

Todo discípulo é um heraldo da luz, uma luz que brilha na escuridão, apenas através de sua abnegação,
seu coração cálido da penetrante luz de sua consciência, e a força e a beleza da chama de sua Alma.
Sua missão é fazer brilhar a luz. Sua chama estará firme e será forte, mesmo que o vento, a chuva e a
neve bramem ao seu redor durante noites escuras e dias tormentosos. Durante esses dias, ele
comprovará a força de sua fusão com a Chama Divina, que continuamente lhe proporcionará energia para
persistir contra os caóticos elementos da natureza.

Apenas aqueles que mantêm acesa suas chamas durante os dias de tormenta serão capazes de construir
o mecanismo através do qual lhes será possível avançar e penetrar nos Mundos Superiores. Um discípulo
é uma luz que avança na escuridão da noite e na escuridão do dia.