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GEOGRAFIA DO BRASIL –

ESTRUTURA GEOLÓGICA
Unidade 2

Professora Fabiane Rossi


• Planeta Terra: aproximadamente 5 bilhões
de anos, divididos em eras e períodos, numa
escala geológica.
• - As eras geológicas são divisões da escala
de tempo geológico que podem ser
subdivididos em períodos a fim de se
conhecer a longa vida do planeta. As eras
são caracterizadas pelas formas em que os
continentes e os oceanos se distribuíam e
pelos seres viventes que neles se
encontravam.
Eras Tempo Ocorrências geológicas mais
geológicas importantes

Pré- 5 bilhões de anos - Formação da crosta terrestre;


Cambriana - Surgimentos dos primeiros
aglomerados rochosos: os
escudos cristalinos;
-Intensas transformações, que
trazem do interior da terra vários
minérios (ouro, prata, ferro,
manganês).

Paleozoica 600 milhões de - Forte ação erosiva e,


anos consequentemente, intensa
sedimentação.
Soterramento de extensas áreas
florestais, originando, assim, o
carvão mineral (período
Carbonífero)
Eras Tempo Ocorrências geológicas mais
geológicas importantes
Mesozoica 250 milhões - Intenso derrame de lavas vulcânicas
de anos no sul do Brasil.
- Origem de várias jazidas petrolíferas

Cenozoica 60 milhões - Continentes e oceanos vão tomando a


de anos forma atual (período Terciário)
- Formação dos grandes dobramentos
modernos – cadeias montanhosas ou
cordilheiras (período Terciário)
- Ocorrência de gladiações (período
Quartenário)
- Surgimento do Homem (período
Quartenário)
O Brasil está totalmente contido na
Plataforma Sul-Americana, cujo
embasamento de evolução
geológica é muito complexo. Teve
a sua consolidação completada
entre o período Proterozóico
Superior e o início do período
Paleozóico, com o encerramento
no ciclo Brasiliano.
SUPERFÍCIE BRASILEIRA:
TIPOS DE ROCHAS
• ROCHAS: são agregados naturais de minerais,
podendo ser constituídas por um ou mais
minerais. Na superfície brasileira existem três
tipos diferentes de rochas: Magmáticas (Ígneas
ou Cristalinas), Sedimentares e Vulcânicas.
• A formação geológica no território brasileiro é
muito antiga (formada nas eras Arqueozóica e
Proterozóica) e constituída por terrenos ou
escudos cristalinos, terrenos ou bacias
sedimentares e terrenos vulcânicos. O Brasil
possui uma extensa área de terrenos pré-
cambrianos rica em minérios.
Escudos cristalinos
• são áreas cuja superfície se constituiu no Pré-
Cambriano, essa estrutura geológica abrange
aproximadamente 35% do território brasileiro.
Nas regiões que se formaram no éon Arqueano
(o qual ocupa cerca de 32% do país) existem
diversos tipos de rochas, com destaque para o
granito. Em terrenos formados no éon
Proterozoico, são encontradas rochas
metamórficas, onde se forma minerais como
ferro e manganês
ROCHAS MAGMÁTICAS,
ÍGNEAS OU CRISTALINAS:
• Rochas magmáticas originadas do lento resfriamento do
magma (material ígneo existente no interior da crosta
terrestre) – Período Pré-Cambriano.
• No Brasil, as rochas cristalinas agrupam-se em estruturas ou
províncias geológicas chamadas “escudos”.
• Dois grandes escudos cristalisnos no Brasil: o das Guianas e
o Brasileiro.
– Escudo das Guianas: O escudo das Guianas compreende o norte da
bacia do Amazonas.
– Escudo Brasileiro: O Escudo Brasileiro divide-se em Planalto
Nordestino, Planalto Central, Serras e Montanhas de Leste e Sudeste
e Planalto do Maranhão-Tocantins
• Importância: minerais metálicos nos terrenos de origem
proterozoica, como no Quadrilátero Ferrífero (Minas Gerais)
ROCHAS MAGMÁTICAS,
ÍGNEAS OU CRISTALINAS:
– Quadrilátero Ferrífero: se
estende por uma área
aproximada de 7.000
km2, na porção central do
Estado de Minas Gerais;
grande produção de
minério de ferro,
manganês, bauxita e
ouro, particularmente nos
vales dos rios Doce e
Paraopeba.
Bacias sedimentares
• estrutura geológica de formação mais
recente, que abrange pelo menos 58% do
país. Em regiões onde o terreno se
formou na era Paleozoica, existem jazidas
carboníferas. Em terrenos formados na
era Mesozoica, existem jazidas
petrolíferas. Em áreas da era Cenozoica
ocorre um intenso processo de
sedimentação, correspondem às planícies
ROCHAS SEDIMENTARES:
ROCHAS SEDIMENTARES:
• As rochas sedimentares, são rochas que ocupam a
maior parte da superfície terrestre (cerca de 80%),
constituindo por isso a maioria das suas paisagens. No
entanto, estas constituem uma fina película que
raramente ultrapassa os 2 Km de espessura. O traço
típico destas rochas exógenas é terem-se formado por
acumulação de sedimentos originando rochas muitas
vezes estratificadas.
• No Brasil, embora as formações sedimentares se
distribuam por todas as proçoes do país, só se mostram
efetivamente ricas em combustíveis fósseis nas bacias
Recôncavo-Tucano e Costeira (petróleo) e bacia do
Paraná.
Classificação das rochas
sedimentares
• Quanto à origem:
a) Clásticas ou Detríticas: formam-se por acumulação de partículas
sólidas de diferentes dimensões, resultante da alteração e
desagregação de rochas pré-existentes. Ex: argila, arenito, areia,
cascalho, entre outros;
b) Orgânicas: formadas pelo acúmulo de detritos de
origem orgânica (restos de animais e vegetais mortos),
que vão se acumulando em alguns locais, e através de
grande pressão e temperaturas altas, dão origem à
rochas e mineirais. Ex: carvão mineral, calcário, petróleo;

calcário
c) Químicas: formadas pelo acúmulo de precipitados
químicos. São formadas quando o líquido (água) onde
os sedimentos de rocha estão dispersos, se torna
saturado. As rochas químicas em geral formam
cristais. Ex: calcita, aragonita, dolomita, estalactites e
estalagmites, sal-gema.

Estalagmites
Terrenos vulcânicos
• esse tipo de estrutura ocupa somente 7%
do território nacional, isso acontece por
ser uma formação mais rara. Tais terrenos
foram submetidos a derrames vulcânicos,
as lavas deram origem a rochas, como o
basalto e o diabásio, o primeiro é
responsável pela formação dos solos mais
férteis do Brasil, a “terra roxa”.
ROCHAS VULCÂNICAS:
• Rochas magmáticas, originadas do resfriamento e
consolidação rápidos do magma da superfície.
• Ocorrem sobretudo no Sul do País, onde sua presença
se explica pela ocorrência de intenso derrame de lavas
vulcânicas na região, no período Mesozóico.
• Solo “Terra Roxa”: um dos solos mais férteis do país,
possibilitado pelo intemperismo (desagregação físico-
química). Esse tipo de solo aparece nas porções
ocidentais dos estados do Rio Grande do Sul, Santa
Catarina, Paraná, São Paulo, sul e sudoeste de Minas
Gerais e sudeste do Mato Grosso do Sul, destacando-se
sobretudo nos útimos quatro estados - Paraná, São
Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul- por sua
qualidade.
ROCHAS VULCÂNICAS:
• A presença da terra roxa na bacia
do Paraná foi um dos mais
importantes fatores para o
desenvolvimento da cafeicultura
nos estados de São Paulo e
Paraná.
• Curiosidade: O nome terra roxa é
dado a esse tipo de solo, devido
aos imigrantes italianos que
trabalhavam nas fazendas de café,
referindo-se ao solo com a
denominação terra rossa, já
que rosso em italiano significa
vermelho. E, devido a similaridade
entre essa palavra, e a palavra
"roxa", o nome "terra roxa" acabou
se consolidando.
SOLOS
• Recurso natural básico e fundamental, é o resultado do
processo de desintegração e decomposição das rochas
devido ao intemperismo: ação de agentes físicos (calor,
frio, gelo, degelo), químico (água, sais, ácidos) e
biológicos ou orgânicos (animais e vegetais).
• Esse processo dura a milhões de anos, é lento e
contínuo.
• Fatores responsáveis pela formação do solo: clima,
rocha matriz, elementos orgânicos, além da topografia
(inclinação do terreno). Conforme o local, esses fatores
podem ter maior ou menor influência na formação dos
solos: essa variação é a responsável pela diversidade
de solos.
O PERFIL DO SOLO
• A Pedologia é a
ciência que estuda
o solo, mas para
fazer isso utiliza o
perfil do solo, que é
uma pequena
porção da
superfície da terra
que possui
horizontes ou
camadas.
• Esses
horizontes e
camadas são
nomeados
com letras,
nesse caso
podemos
dividir
aproximadame
nte os
horizontes e
camadas do
perfil assim:
• O horizonte A possui cor mais escura, pois
existe mais matéria orgânica que são os restos
animais e vegetais decompostos. Porém o
horizonte A não é um solo orgânico, pois
predomina matéria mineral em sua composição.

• O horizonte B normalmente tem cor


avermelhada ou amarelada (existem exceções),
devido a presença de ferro. Nem sempre o solo
tem horizonte B. Solos muito jovens não tem
horizonte B, tendo somente o horizonte A sobre
o horizonte C ou o horizonte A sobre a rocha
(camada R).
• O horizonte C possui cores
variadas, isso porque o
material de origem, a rocha,
possui essa coloração.
Abaixo do horizonte C existe
a rocha (camada R) que deu
origem à esse solo.
• Na foto abaixo é possível
observar um solo que não
tem horizonte B, tendo
apenas o horizonte A sobre a
rocha (camada R):
• Animação da Formação de solos. Link:
http://www.escola.agrarias.ufpr.br/formacao.ht
CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOS
QUANTO À ORIGEM:
• Solos Eluviais: têm relação direta com o material
original, não sendo influenciado pelo transporte de
partículas minerais da circunvizinhança; provenientes da
desagregação e decomposição das rochas existentes no
próprio local de formação. Ex. terra-roxa.
• Solos Aluviais: são provenientes da acumulação
progressiva dos resíduos minerais provenientes de
regiões adjacentes, através da rede hidrográfica; são
formados pela ação dos agentes naturais de transporte
(rios, vento, etc.); se formam em virtude do acúmulo de
material transportado de outro local pela ação da água e
do vento.
CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOS
QUANTOA INFLUÊNCIAÇÃO DA
VEGETAÇÃO, CLIMA E RELEVO:
• Fator primordial: clima. Classificação
zonal: fundamentada nos tipos ou zonas
climáticas:
– Ordem Zonal
– Ordem intrazonal
– Ordem Azonal
Ordem zonal
• solos bem desenvolvidos, maduros, refletindo a
influência dos fatores clima e organismos, ativos na
formação dos solos. Horizontes bem diferenciados e
relativamente profundos.
– Latossolos: próprios de climas quentes e úmidos; muito
prufundos (mais de 2 m); extremamente lixiviados, e, portanto,
pouco férteis.
– Podzóis: Próprios de climas temperados ou frios; possuem o
Horizonte B enriquecido pela acumulação de óxidos de ferro e
húmus; férteis.
– Solos de Pradaria: Horizonte A rico em matéria orgânica e
cálcio, regiões subúmidas de clima temperado; muito férteis
(o que ocorre na Ucrânia, considerado um dos mais férteis do
mundo, recebe o nome de tchernoziom).
– Desérticos: bastante rasos e pouco férteis
Ordem intrazonal
• bem desenvolvidos, refletem mais a influência
do relevo local, e/ou material de origem
preponderante do ambiente. Desenvolvem-se
mais frequentemente em condições de excesso
de umidade ou salinidade.
– Solos Salinos ou Halomórficos: alta concentração
de sais solúveis; regiões áridas e semi-áridas e
proximidades do mar; baixa fertilidade.
– Solos Hidromórficos: locais de grande umidade
(proximidade de rios e lagos e planícies de
inundação); quando drenados, são férteis.
Ordem azonal
• solos pouco desenvolvidos e rasos, devido ao pequeno
tempo de sua formação ou à natureza do material
rochoso e do relevo, que resistiu ou impediu, de alguma
forma, o desenvolvimento de características normais
das zonas climáticas onde ocorrem.
– Litossolos: locais de alta declividade; assentados
diretamente sobre a rocha inalterada.
– Solos aluviais: ocorrem principalmente sobre
sedimentos recentes de planícies de inundação;
ausência de Horizonte B; quando os sedimentos são
transportados pelo vento, formam-se os solos loess,
de coloração amarela, ocorrem principalmente na
China, mas também são encontrados na Europa
TÉCNICAS DE CULTIVO PARA
CONVERSAÇÃO DO SOLO
• Formas de cultivo a fim de amenizar os
efeitos da erosão no solo:
– Curvas de Nível
– Plantio Direto
– Rotação de Culturas
– Afolhamento
Curvas de Nível
• Curvas de Nível: linhas que ligam pontos
da mesma cota assimétrica, sobre as
quais se faz a semeadura, estabelecendo-
se, assim, fileiras de plantas. Isso permite
que a água escorra lentamente.
Plantio Direto
• técnica que consiste em plantar diretamente sobre os
restos de plantas da colheita anterior. Entende-se por
plantio direto o ato de revolver o mínimo possível o solo
durante o plantio, isso é, abrir apenas um sulco para a
incorporação do adubo e da semente, dispensando os
processos convencionais de aração e gradagem e
mantendo os restos da cultura anterior sobre o solo.
• Uma das principais vantagens desse processo é que ele
diminui significativamente a compactação das camadas
mais profundas do solo em virtude da redução do uso de
máquinas pesadas e da presença de cobertura do solo
sobre o terreno.
• Sua principal desvantagem é um aumento inicial no uso
de herbicidas para controle de plantas invasoras
Rotação de Culturas
• cultivo alternado de produtos, por exemplo soja, depois
tremoço, depois milho. Cada tipo de cultura agrícola tem
sua necessidade, e muitas vezes o que falta para uma é o
que sobra da outra. Assim um manejo adequado das
culturas resulta em menor necessidade de adubos e
defensivos. Como regra geral, não se deve repetir o gênero
da planta em safras consecutivas.
Afolhamento
• método no qual o terreno é dividido em três
partes e que, enquanto duas partes são
cultivadas, a terceira permanece em repouso
por um ou dois anos para recuperar as
propriedades retiradas do solo com as colheitas
sucessivas.