A Magia segundo são Agostinho

Segundo o Codigo Teodosiano, existem 9 tipo de actividades na magia, e elas são: 1- a adivinhação 2- a astrologia 3- a execução de trabalhos em Templos Pagãos e a Deuses Pagãos 4- a posse de livros mágicos secretos 5- a produção e uso de amuletos 6- a Necromancia 7- a arte dos encantamentos 8- o uso magico de palavras e símbolos ocultos 9- a criação de poções de amor

Pois em todos os casos, a magia segundo Sao Agostinho, é uma pratica espiritual intimamente ligada aos espíritos dos mortos , a espiritos das trevas, ou a espíritos de divindades Poder-se-ia assim concluir que segundo o pensamento deste Teólogo e Filosofo, que a magia, seja executada na forma de feitiçaria, ou realizada na forma de bruxaria, são na verdade exercícios espirituais e sobrenaturais intimamente ligados á demonologia e á necromancia.

Dizia-se na antiguidade, que os magos precisavam de um período até 10 anos para conseguirem realizar um percurso espiritual evolutivo, que lhes permitisse alcançar sabedoria suficiente para conseguirem dominar as artes da magia. Defendia a teologia mediaval, que tanto o bruxo, como o feiticeiro, obtinham o seu poder atraves de uma aliança com um espírito, ou seja,atraves de um processo necromatico ou espírito, ou seja: o bruxo aliava-se um espírito, com o qual passaria a possuir uma aliança, sendo que era dessa relação que nascia o poder do mago.

era também relativamente reconhecido que as artes magicas constituíam uma uma tarefa altamente perigosa e que, executada sem os devidos conhecimentos misticos, pode levar rapidamente á morte de quem a tenta praticar sem preparação. Por isso mesmo, e pelos espantosos resultados que os magos conseguem produzir, eles eram bem pagos tanto na Antiguidade Clássica como na Idade Media.

Outra distinção apontada entre os sacerdotes da Igreja e os Magos ou Bruxos, residia na esfera dos caminhos espirituais que, conforme são Agostinho, separavam o mago do padre, ou seja: - enquanto que o padre procurava levar uma vida regrada e ascética,(ausente das coisas deste mundo, e da

carnalidade mundana, procurando afastar-se de tudo o que fosse, seja carnal, seja pratica oculta), já o mago usava de toda extensão seja da própria carnalidade , seja dos limites do conhecimento oculto, para produzir a sua obra mística, sendo que nesses assuntos o mago não encontraria motivos para restrições, e assim eis que ele pratica a sabedoria do oculto em todas as suas mais profundas dimensões, o que na idade media era tido como um pecado. Diz-se por isso dos bruxos, nos textos eclesiásticos da idade media, ( e assim o sublinha Sao Agostinho), que eles trabalham com coisas profanas, pois eles trabalham com tudo o que é o universo do oculto, desde almas dos mortos , a espíritos ancestrais, ás mais variadas espécies de seres celestiais, não se inibindo de abordar o mundo do espírito e do místico sem qualquer restrição, procurando sempre mais no conhecimento do mundo espiritual e da sua obra. Quanto ás ciências da demonologia, Santo Agostinho defendia que o demonios eram espiritos que foram expulsos da esfera celeste e que por isso, habitavam no nosso mundo, vagueando pela nossa realidade terrena. E porque sao espiritos que foram expulsos da esfera celeste e habitam no nosso mundo, sao espiritos que passaram a gostar das coisas terrenas são espiritos que foram corrompidos pelas coisas carnais. Gostam por isso das coisas terrenas, amam por isso as coisas carnais, e renegam por isso as coisas de Deus. Sao espiritos libidinosos, que veneram os prazeres da carne e de tudo o que é carnal. E é nesse mundo, ( o nosso), em que eles habitam em constante festim. Eles sao espíritos que podem influenciar o ser humano, ( vivo ou morto, encarnado ou desencarnado), e que o fazem sem pudor, de forma a obter as suas próprias satisfações deste mundo carnal, feito que é de prazeres carnais. Sao Agostinho defende a tese que Apuleio também defendia em «De Deo Socratis», afirmando que os demonios sao capazes de realizar praticamente todo o tipo de actividades sobrenaturais. Ele vai mesmo mais longe, afirmando que toda a actividade de magia é na verdade uma actividade sustentada e ligada ou a espíritos ou a demonios. No entanto, sobre os demonios Sao Agostinho afirma que esses, embora sendo espiritos poderosos, estao tao sujeitos, ( tal como o homem), ás paixoes do mundo terreno, sendo que delas nao se conseguem livrar e que por isso mesmo, nunca mais poderão ascender novamente ao mundo espiritual. Os demonios, conclui-se, sao por isso espíritos totalmente ligados ás paixões do mundo terreno, e apesar de serem anjos, ( caidos, no entanto anjos), apenas neste mundo conseguem encontrar satisfação. Segundo Santo Agostinho, os demonios parecem possuir uma preferência especial por bruxos e bruxas. Pois nas versões teológicas da idade media, dizia-se que os demonios se aliam aos bruxos e bruxas pela lei do pazer e com eles se relacionam no feito de artes magicas. Assim sucede, (e assim estava escrito nos Codex da Santa Inquisição), e o demonio infiltra-se nas bruxas pela união carnal, e do prazer. O demonio assim faculta poderes místicos ás bruxas e magos, que por sua vez o usam seja para operar na obra magica, seja para alimentarem os espíritos na sua sede de prazeres e interesses mundanos, numa aliança agradavel a ambos. Segundo o mesmo Santo Agostinho, a feitiçaria e a magia são as actividades preferidas dos demonios, que assim encontram grande prazer ao conseguir manifestar-se e concretiza-las atraves dos bruxos e bruxas. Obviamente que estas são as visões restritivas da teologia de são Agostinho, sendo que outras expressas na

obra de são Cipriano manifestam uma visão bem mais liberal da espiritualidade, pois conforme assim está escrito na obra de são Cipriano: «Não vos digo que não façais pactos, [ ou seja: que não pratiqueis o oculto e o místico] porem logo que tenhais conseguido os vossos intentos, então armai-vos de água benta e lançai-vos aos pés da cruz de Cristo, para entrardes no reino da glória e de Deus» Obra de são Cipriano - Enguerimanços de são Cipriano, capitulo XIV Por isso: ao contrário de são Agostinho, a obra de são Cipriano sendo igualmente uma obra de completa, fiel e dedicada veneração a Deus, ela porem professa uma visão bem mais humana e liberal da espiritualidade e da prática do oculto. Enfim: eis que todo aquele que estuda as artes do oculto e que porem professa. o cristianismo e crê na doutrina de são Cipriano, esse assim sabe e sublinha sempre que as praticas espirituais do misticismos devem sempre e em todo o momento ser usadas em função de Deus, com fé em Deus, por fé em Deus, com temor a Deus, e sempre com respeito a Deus, pois que assim diz a obra do santo são Cipriano: Introdução Aurélio Agostinho, o Santo Agostinho de Hipona foi um importante bispo cristão e teólogo. Nasceu na região norte da África em 354 e morreu em 430. Era filho de mãe que seguia o cristianismo, porém seu pai era pagão. Logo, em sua formação, teve importante influência do maniqueísmo (sistema religioso que une elementos cristãos e pagãos). Biografia Santo Agostinho ensinou retórica nas cidades italianas de Roma e Milão. Nesta última cidade teve contato com o neoplatonismo cristão. Viveu num monastério por um tempo. Em 395, passou a ser bispo, atuando em Hipona (cidade do norte do continente africano). Escreveu diversos sermões importantes. Em “A Cidade de Deus”, Santo Agostinho combate às heresias e a paganismo. Na obra “Confissões” fez uma descrição de sua vida antes da conversão ao cristianismo. Santo Agostinho analisava a vida levando em consideração a psicologia e o conhecimento da natureza. Porém, o conhecimento e as idéias eram de origem divina. Para o bispo, nada era mais importante do que a fé em Jesus e em Deus. A Bíblia, por exemplo, deveria ser analisada, levando-se em conta os conhecimentos naturais de cada época. Defendia também a predestinação, conceito teológico que afirma que a vida de todas as pessoas é traçada anteriormente por Deus. As obras de Santo Agostinho influenciaram muito o pensamento teológico da Igreja Católica na Idade Média. Morreu em 28 de agosto (dia suposto) de 420, durante um ataque dos vândalos (povo bárbaro germânico) ao norte da África. Santo Agostinho é considerado o santo protetor dos teólogos, impressores e cervejeiros. Seu dia é 28 de agosto, dia de sua suposta morte. Algumas obras de Santo Agostinho: - Da Doutrina Cristã (397-426)

- Confissões (397-398) - A Cidade de Deus (413-426) - Da Trindade (400-416) - Retratações - De Magistro - Conhecendo a si mesmo Frases e Pensamentos de Santo Agostinho: - "Se dois amigos pedirem para você julgar uma disputa, não aceite, pois você irá perder um amigo. Porém, se dois estranhos pedirem a mesma coisa, aceite, pois você irá ganhar um amigo." - "Milagres não são contrários à natureza, mas apenas contrários ao que entendemos sobre a natureza." - "Certamente estamos na mesma categoria das bestas; toda ação da vida animal diz respeito a buscar o prazer e evitar a dor." - "Se você acredita no que lhe agrada nos evangelhos e rejeita o que não gosta, não é nos evangelhos que você crê, mas em você." - "Ter fé é acreditar nas coisas que você não vê; a recompensa por essa fé é ver aquilo em que você acredita." - "A pessoa que tem caridade no coração tem sempre qualquer coisa para dar." - "A confissão das más ações é o passo inicial para a prática de boas ações." - "A verdadeira medida do amor é não ter medida." - "Orgulho não é grandeza, mas inchaço. E o que está inchado parece grande, mas não é sadio."

São Cipriano «Como diz São Cipriano na sua obra secular: Rogo pois, de todo o meu coração, aos praticantes que estudem com atenção estas instruções, (…) isso, porque (…) tudo quanto fazemos é em nome de Jesus Cristo» Santo Agostinho Biografia de Santo Agostinho, pensamentos, filosofia, frases, obras

Santo Agostinho: filósofo, bispo e teólogo cristão Frases de Santo Agostinho "Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova..."

Grande teólogo, filósofo, moralista e apologista. Nasceu em Tagaste, Tunísia, no ano 354, filho de Patrício e Santa Mônica. Escreveu 232 livros, além de inúmeros tratados, sermões e cartas. Confira aqui um pouco do pensamento de Santo Agostinho: "Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro e eu fora. Estavas comigo e não eu contigo. Exalaste perfume e respirei. Agora anelo por ti. Provei-te, e tenho fome e sede. Tocaste-me e ardi por tua paz." "Quer louvar-te o homem, esta parcela de tua criação! Tu próprio o incitas para que sinta prazer em louvar-te. Fizeste-nos para ti e inquieto está nosso coração, enquanto no repousa em Ti." "Para alcançarmos esta vida feliz, a verdadeira Vida nos ensinou a orar." "Não é de admirar se a soberba gera a separação, a caridade, a unidade." "Oh eterna verdade, verdadeira caridade e querida eternidade! És o meu Deus, por ti suspiro dia e noite" "Que eu te conheça, ó conhecedor meu! Que eu também te conheça como sou conhecido! Tu, ó força de minha alma, entra dentro dela, ajusta-a a ti, para a teres e possuíres sem mancha nem ruga." "Quereis cantar louvores a Deus? Sede vós mesmos o canto que ides cantar. Vós sereis o seu maior louvor, se viverdes santamente." "Teu desejo é a tua oração; se o desejo é contínuo, também a oração é contínua. Não foi em vão que o Apóstolo disse: Orai sem cessar (1Ts 5,17). Ainda que faças qualquer coisa, se desejas aquele repouso do Sábado eterno, não cessas de orar. Se não queres cessar de orar, não cesses de desejar." "A paixão do Senhor mostra-nos as dificuldades da vida presente, em que é preciso trabalhar, sofrer e por fim morrer. A ressurreição e glorificação do Senhor nos revelam a vida que um dia nos será dada." "Não temos então medo de fraquejar? Por quê? Porque invocaremos o nome do Senhor. Como venceriam os mártires, se neles não vencesse aquele que disse: Alegrai-vos porque eu venci o mundo? (João 16,33)" "Tens o que oferecer. Não examines o rebanho, não apresentes navios e não atravesses as mais longínquas regiões em busca de perfumes. Procura em teu coração aquilo que Deus gosta." "Grandes coisas o Senhor nos promete no futuro! Por que a fraqueza humana ainda hesita em acreditar que um dia os homens viverão em Deus? Muito mais incrível é o que já aconteceu: Deus morreu pelos homens." "Amando o próximo e cuidando dele, vais percorrendo o teu caminho. Ajuda, portanto, aquele que tens ao lado enquanto caminhas neste mundo, e chegarás junto daquele com quem desejas permanecer para sempre." "Eu peço: amai comigo, correi crendo comigo, desejemos a pátria celeste, suspiremos pela pátria do alto, sintamo-nos como peregrinos aqui." "Que deseja a alma com mais veemência do que a verdade?" "Por maior que seja o temor da morte, deve vencê-lo a força do amor com que se ama aquele que, sendo nossa vida, quis sofrer até a morte por nós." "Disse muito bem quem definiu o amigo como metade da própria alma. Eu tinha de fato a sensação de que nossas duas almas fossem uma em dois corpos." Santo Agostinho

Aurélio Agostinho destaca-se entre os Padres como Tomás de Aquino se destaca entre os Escolásticos. E como Tomás de Aquino se inspira na filosofia de Aristóteles, e será o maior vulto da filosofia metafísica cristã, Agostinho inspira-se em Platão, ou melhor, no neoplatonismo. Agostinho, pela profundidade do seu sentir e pelo seu gênio compreensivo, fundiu em si mesmo o caráter especulativo da patrística grega com o caráter prático da patrística latina, ainda que os problemas que fundamentalmente o preocupam sejam sempre os problemas práticos e morais: o mal, a liberdade, a graça, a predestinação. Aurélio Agostinho nasceu em Tagasta, cidade da Numídia, de uma família burguesa, a 13 de novembro do ano 354. Seu pai, Patrício, era pagão, recebido o batismo pouco antes de morrer; sua mãe, Mônica (Santa Mônica), pelo contrário, era uma cristã fervorosa, e exercia sobre o filho uma notável influência religiosa. Indo para Cartago, a fim de aperfeiçoar seus estudos, começados na pátria, desviou-se moralmente. Caiu em uma profunda sensualidade, que, segundo ele, é uma das maiores conseqüências do pecado original; dominou-o longamente, moral e intelectualmente, fazendo com que aderisse ao maniqueísmo, que atribuía realidade substancial tanto ao bem como ao mal, julgando achar neste dualismo maniqueu a solução do problema do mal e, por conseqüência, uma justificação da sua vida. Tendo terminado os estudos, abriu uma escola em Cartago, donde partiu para Roma e, em seguida, para Milão. Afastou-se definitivamente do ensino em 386, aos trinta e dois anos, por razões de saúde e, mais ainda, por razões de ordem espiritual. Para compreender a filosofia de Santo Agostinho há que ter em conta os conceitos augustinianos de fé e razão e o modo como se serve deles. Com efeito, não pode considerar-se Agostinho de Hipona um filósofo, se por tal se entende o pensador que se situa no âmbito exclusivamente racional, pois, como crente, apela à fé. Santo Agostinho não se preocupa em traçar fronteiras entre a fé e a razão. Para ele, o processo do conhecimento é o seguinte: a razão ajuda o homem a alcançar a fé; de seguida, a fé orienta e ilumina a razão; e esta, por sua vez, contribui para esclarecer os conteúdos da fé. Deste modo, não traça fronteiras entre os conteúdos da revelação cristã e as verdades acessíveis ao pensamento racional. Para Santo Agostinho, «o homem é uma alma racional que se serve de um corpo mortal e terrestre»; expressa assim o seu conceito antropológico básico. Distingue, na alma, dois aspectos: a razão inferior (A razão inferior tem por objeto o conhecimento da realidade sensível e mutável: é a ciência, conhecimento que permite cobrir as nossas necessidades.) e a razão superior. (A razão superior tem por objeto a sabedoria, isto é, o conhecimento das idéias, do inteligível, para se elevar até Deus. Nesta razão superior dá-se a iluminação de Deus.) O problema da liberdade está relacionado com a reflexão sobre o mal, a sua natureza e a sua origem. Santo Agostinho, maniqueu na sua juventude (os maniqueus postulam a existência de dois princípios ativos, o bem e o mal), aceita a explicação de Plotino, para quem o mal é a ausência de bem, é uma privação, uma carência. E ao não ser alguma coisa positiva, não pode atribuir-se a Deus. Leibniz, no século XVII, «ratifica» esta explicação

Começa a sua grande obra, suas "Confissões", dizendo: "Senhor, criaste-nos para Vós, e nosso coração não tem paz enquanto não repousar em Vós". Foi um dos homens mais importantes para a Igreja. Combateu com grande capacidade as heresias do seu tempo, principalmente o Maniqueísmo, o Donatismo e o Pelagianismo, de Pelágio, que desprezava a graça de Deus. Santo Agostinho escreveu muitas obras. Morreu em 28 de agosto em 430, aos 76 anos, em Hippo Regius, na Argélia. Santo Agostinho exerceu decisiva influência sobre o desenvolvimento cultural do mundo ocidental. É chamado de "Doutor da Graça", pois como ninguém soube compreender os seus efeitos. Na sua grande obra "A Cidade de Deus", que gastou 13 anos para escrever, afirma: "Dois amores fundaram, pois, duas cidades, a saber: o amor próprio, levado ao desprezo de Deus, a terrena; o amor a Deus, levado ao desprezo de si próprio, a celestial".

Embate travado por Santo Agostinho contra Pelágio. Esse monge galês poderia ter destruído o Cristianismo nascente se não fosse pela força moral, filosófica e religiosa de Agostinho. Pelágio simplesmente negava e idéia do Pecado Original, o que equivale a negar a missão do Cristo Redentor.

Santo Agostinho é considerado, ao lado de São Tomás de Aquino o pensador mais importante da Idade Média, seus questionamentos servindo de base a todas as investigações teológicas posteriores. INSTRUÇÕES MEDIÚNICAS DADAS POR SANTO AGOSTINHO Em O Evangelho Segundo o Espiritismo encontra-se algumas comunicações deste insigne Espírito. São elas: Os Mundos de Expiações e de Provas, Mundos Regeneradores e Progressão dos Mundos (Cap. 3, 13 a 19), O Mal e o Remédio (Cap. 4, 19), O Duelo (Cap. 12, 11 e 12), A Ingratidão dos Filhos e os Laços de Família (Cap. 14, 9) e Alegria da Prece (Cap. 27, 23). Em O Livro dos Médiuns há anotações Sobre o Espiritismo (Cap. 31, 1) e Sobre as Sociedades Espíritas (Cap. 31, 16).

O PONTO DE VISTA DO ESPÍRITO ERASTO O Espírito Erasto, discípulo de São Paulo, em uma de suas comunicações enfatiza: Santo Agostinho é um dos maiores divulgadores do Espiritismo; ele se manifesta quase que por toda parte. Como muitos, ele também foi arrancado do paganismo. Em meio de seus excessos, sentiu o alerta dos Espíritos superiores: a felicidade se encontra alhures e não nos prazeres imediatos. Depois de ter perdido a sua mãe, disse: “Eu estou persuadido de que minha mãe voltará a me visitar e me dar conselhos, revelando-me o que nos espera a vida futura”. Hoje, vendo chegada a hora para a divulgação da verdade que ele havia pressentido outrora, se fez dela o ardente propagador, e se multiplica, por assim dizer, para responder a todos aqueles que o chamam. (Kardec, 1984, cap. 1, item 11, p. 41) Ano 331 (?) — Nascimento de Mônica, futura mãe de Santo Agostinho. 354 — Nascimento de Agostinho em Tagasta, cidade da Numídia, na África. 366 — Agostinho, aos 12 anos, vai estudar em Madaura. 370 — Agostinho de férias em Tagasta. Arranja uma concubina. Morte de seu pai Patrício.

371 — Agostinho vai estudar num curso superior em Cartago graças à ajuda financeira de Romaniano, amigo de seu pai Patrício. Conselhos de Mônica. 372 — Agostinho, aos 18, é pai de um menino, Adeodato (dádiva de Deus). Os hunos atravessam o Volga. 373 — Agostinho, aos dezenove anos, abraça o maniqueísmo. 374 — Agostinho ensina em Tagasta. 375-383 — Agostinho ensina em Cartago. 383 — Aos 29 anos, Agostinho deixa Cartago e vai lecionar retórica em Roma, enganando sua mãe. 383-384 — Agostinho se afasta do maniqueísmo, ficando tentado a abraçar a filosofia ceticista da Academia Cética. 384 — Agostinho, graças ao apoio dos maniqueus, passa de Roma a Milão, onde assume o cargo de professor oficial de retórica da cidade. Nessa cidade dá-se o encontro com o bispo Ambrósio, que lhe ensina o modo correto de abordar a Bíblia. 384-386 — Através de reflexões espirituais, Agostinho amadurece sua conversão ao cristianismo. 386 — Mônica arranja uma noiva de 10 anos para Agostinho. Este concorda em aguardar que ela complete 12 anos, idade válida para o casamento. Agostinho então separa-se de sua concubina, mandando-a de volta para a África (ela entra para um convento). Apesar disso, ele não se casa, arranjando outra concubina. 387 — Agostinho (aos 33 anos), Alípio e Adeodato são batizados em Óstia por Santo Ambrósio. Mônica assiste à cerimônia. Morte de Mônica (aos 56 anos). Agostinho, antes de voltar para Tagasta, permanece em Roma quase um ano. 388 — Em Roma, Agostinho escreve A quantidade da alma. Agostinho escreve a obra Sobre o livre-arbítrio (escrito contra os maniqueístas, concluída em 391/395). Agostinho volta para Tagasta, vende os bens paternos e funda uma comunidade religiosa (a Ordem de Santo Agostinho), a mais antiga irmandade do Ocidente cristão. 388-389 — Agostinho escreve a obra sobre os costumes da Igreja Católica e os costumes dos maniqueus (escrito contra os maniqueístas). 388-391 — Em Tagasta, Agostinho escreve as obras O mestre e A música. Tratam-se de escritos próximos aos de Cassiciano. 390 — Agostinho escreve a obra A verdadeira religião (escrito contra os maniqueístas). 391 — Valério, bispo de Hipona, pede a Agostinho que o auxilie na administração de sua diocese e o ordena sacerdote. Ali ele funda um monastério. 392 — Fortunato, bispo maniqueu, abandona Hipona após um debate público de dois dias com Agostinho. 395 — Agostinho é consagrado bispo. 396 — Valério, alegando idade avançada, pede à congregação que eleja um sucessor. Agostinho é eleito bispo efetivo de Hipona por unanimidade. 396-426 — Agostinho escreve a obra A doutrina cristã (escrito exegético). 397 — Agostinho escreve a obra Confissões. 398 — Agostinho escreve a obra sobre o Gênesis contra os maniqueus (escrito contra os maniqueístas). 399-419 — Agostinho escreve sua obra-prima dogmático-filosófico-teológica, A Trindade. 400 — Pelágio chega a Roma. Agostinho escreve a obra Contra a Epístola de Parmeniano (escrito contra os donatistas). 401 — Alarico invade a Itália mas é contido por Estilicão. Agostinho escreve a obra sobre o batismo contra os donatistas (escrito contra os donatistas). 401-414 — Agostinho escreve a obra Comentários literais ao Gênesis (escrito exegético). 410 — Alarico saqueia Roma. Orósio, sacerdote cristão e historiador espanhol refugia-se na África com Agostinho quando os bárbaros invadem sua terra natal. 411 — O imperador Honório ordena que se faça um concílio em Cartago para dar um basta à crise donatista. Comparecem 279 bispos donatistas e 286 bispos católicos. Marcelino, emissário do imperador, ordena que os donatistas entreguem suas igrejas. Reação donatista: morte de Restituto, sacerdote de Hipona, além de outro companheiro de Agostinho. 412 — Agostinho polemiza particularmente com Pelágio, escrevendo a obra O espírito e a letra. 413-427 — Agostinho escreve sua obra-prima apologética A Cidade de Deus. 414-417 — Agostinho escreve a obra Comentários a João (escrito exegético).

415 — Orósio, vai à Palestina a mando de Agostinho para prevenir Jerônimo contra Pelágio. Hipácia, filósofa pagã, é linchada por uma multidão cristã em Alexandria, fato que horrorizou muitos cristãos. 417 — Seguindo ordens de Agostinho, Orósio escreve sua História contra os pagãos. Agostinho escreve a obra sobre a gesta de Pelágio (escrito antipelagiano). 418 — Agostinho escreve a obra A graça de Cristo e o pecado original (escrito antipelagiano). 419-421 — Agostinho escreve a obra Contra Gaudêncio, bispo dos donatistas (escrito contra os donatistas). 426-427 — Agostinho escreve a obra Retratações. 430 — Os vândalos sitiam Hipona. Durante o terceiro mês do sítio, morre Agostinho, aos 76 anos de idade.

O Documento é um Estudo da Obra de Santo Agostinho, pesquiza esta realizada por Virgilio.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful