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O que é motivação
Por Roberto Recinella

Afinal o que é motivação? É ser feliz, é enxergar o mundo com outros olhos, é conquistar resultados, é superar obstáculos, é ser persistente, é acreditar nos seus sonhos, é o que? Motivação segundo o dicionário é o ato de motivar; exposição de motivos ou causas; conjunto de fatores psicológicos, conscientes ou não, de ordem fisiológica, intelectual ou afetiva, que determinam um certo tipo de conduta em alguém. Sendo assim Motivação está intimamente ligado aos Motivos que segundo o dicionário é fato que leva uma pessoa a algum estado ou atividade. Diante destas definições podemos supor que motivação é muito mais do que imaginamos inicialmente, ou seja, é tudo isso e nada disso, talvez seja na realidade a origem de tudo isso. Vou tentar explicar. Motivação vem de motivos que estão ligados simplesmente ao que você quer da vida, e seus motivos são pessoais, intransferíveis e estão dentro da sua cabeça (e do coração também), logo seus motivos são abstratos e só têm significado pra você, por isso motivação é algo tão pessoal, porque vêm de dentro. O grande problema é definir os motivos verdadeiros, o que você quer, para assim dar realmente significado a sua luta diária, e não mais somente viver das migalhas dos motivos dos outros. Pare agora. Pense! Medite! Ore! Repita tudo de novo até descobrir a essência de seu(s) motivo(s), aquele que você abdicaria a tudo para atingir, daria sua vida toda por ele. Se você chegou a descobrir dentre os mais de 50 mil pensamentos gerados diariamente pelos neurônios o seu motivo verdadeiro então agora dedique a sua vida para conquistá-lo e você conseguira ser feliz, enxergar o mundo com outros olhos, conquistar resultados, superar obstáculos, ser persistente, acreditar nos seus sonhos e muito mais.

“Fica estabelecida a possibilidade de sonhar coisas impossíveis e de caminhar livremente em direção aos sonhos.” Luciano Luppi

Motivação pelos olhos da ciência:
Motivação (do Latim movere, mover) designa em psicologia, em etologia e em outras ciências humanas a condição do organismo que influencia a direção (orientação para um objetivo) do comportamento. Em outras palavras é o impulso interno que leva à ação. Assim a principal questão da psicologia da motivação é "por que o indivíduo se comporta da maneira como ele o faz?" "O estudo da motivação comporta a busca de princípios (gerais) que nos auxiliem a compreender, por que seres humanos e animais em determinadas situações específicas escolhem, iniciam e mantém determinadas ações".

Conceitos básicos
Motivação é um construto e se refere ao direcionamento momentâneo do pensamento, da atenção, da ação a um objectivo visto pelo indivíduo como positivo. Esse direcionamento ativa o comportamento e engloba conceitos tão diversos como anseio, desejo, vontade, esforço, sonho, esperança entre outros.

Impulso e atracão
A motivação pode ser analisada a partir de duas perspectivas diferentes: como impulso e como atração. Ver o processo motivacional como impulso significa dizer que instintos e pulsões são a força propulsora da ação. Assim necessidades internas geram no indivíduo uma tensão que exige ser resolvida. Exemplo desse tipo de motivação é a fome: a necessidade de alimento gera a fome que exige uma resolução através do comer. Apesar de importantes teorias da motivação, como a de Freud e a de Hull, basearem-se nessa perspectiva e de ela explicar muitos fenômenos do comportamento, suas limitações são patentes: a fome em si, para manter-se o exemplo, não determina se o indivíduo vai escolher comer arroz com feijão ou lasanha; outras forças estão em jogo aí: o ambiente. E outras formas de comportamento mais complexas, como o jejum ou ainda o desejo de aprender, entre tantos outros, não se deixam explicar simplesmente pela resolução de tensões internas. No caso do aprendizado, por exemplo, o objetivo se encontra num estado futuro, em que o indivíduo possui determinado saber. Esse estado final como que atrai o indivíduo - a motivação como atração, como força que puxa, atrai. Não se pode negar que ambas as perspectivas se complementam e ajudam a explicar a complexidade do comportamento humano; no entanto, devido às suas limitações no esclarecer comportamentos mais complexos, grande parte da pesquisa científica atual se desenvolve no âmbito da motivação como atração. Uma compreensão da motivação como força atratora não pode deixar de levar em conta as preferências individuais, uma vez que diferentes pessoas vêm diferentes objetivos como mais ou menos desejáveis. Um mesmo objetivo pode ser buscado por diferentes pessoas por diferentes razões: uma deseja mostrar seu desempenho, outra anseia ter influência sobre outras pessoas (poder), etc. A essas preferências relativamente estáveis no tempo dá-se o nome de motivos.

Hedonismo Psicológico
O hedonismo, enquanto doutrina teórica teve grande influência sobre a psicologia da motivação. Assim, a maior parte das teorias parte do princípio de que a ação humana é, sobretudo motivada pela busca ativa de situações positivas (prazer) e pela evitação de situações negativas (dor). As teorias que afirmam que o ser humano busca a homeostase, ou seja, o equilíbrio provocado pela resolução de tensões internas - como é o caso das teorias das pulsões - são teorias hedonistas. Exceção a essa regra são as teorias que ligam a motivação à atribuição. Tais teorias vêm o ser humano como uma espécie de pequeno cientista, que deseja compreender o mundo em que vive. Nesse processo ele gera teorias a respeito da causa dos fenômenos observados, sobretudo do comportamento tanto alheio como o próprio. O comportamento real depende de como a pessoa explica tais fenômenos. Essas teorias enfatizam, assim, processos cognitivos em detrimento do simples hedonismo.

Motivação intrínseca e motivação extrínseca
Outro conceito que influenciou o estudo da motivação foi a diferenciação entre motivação intrínseca e extrínseca. Enquanto a primeira refere-se à motivação gerada por necessidades e motivos da pessoa, a motivação extrínseca refere-se à motivação gerada por processos de reforço e punição. No entanto é falso dizer, que a motivação extrínseca refere-se ao ambiente e a intrínseca à pesso, porque, como se verá, a motivação é sempre fruto de de uma interação entre a pessoa e o ambiente. Importante também é observar que os dois tipos de motivação podem aparecer mesclados, como, por exemplo, quando a pessoa estuda um tema que a interessa (motivação intrínseca) e consegue com isso uma boa nota (reforço: motivação extrínseca). Outro aspecto da relação entre motivação intrínseca e reforço é o chamado efeito de superjustificação ou de corrupção da motivação. Sob esse nome entende-se o fenômeno de que a motivação intrínseca do indivíduo em determinadas situações diminui, em que ele é recompensado pelo comportamento apresentado. Em um experimento clássico, Lepper et al. (1973) dividiram um grupo de crianças em três grupos menores: cada um dos grupos recebeu a tarefa de desenhar com canetas coloridas; o primeiro grupo foi informado de que ganhariam um brinde de reconhecimento pelo trabalho, o segundo recebeu um brinde surpresa, sem ter sido informado e o terceiro não recebeu nada. Os autores observaram que todas as crianças desenharam com as canetas - atividade apreciada pelas crianças - mas as crianças a quem havia sido prometido um brinde desenharam muito menos do que as outras, o que os levou à conclusão de que a promessa de uma recompensa pelo trabalho diminuiu a motivação intrínseca das crianças em fazer algo que elas gostam.

Comunicação e motivação: uma questão de relacionamento humano
Por Gustavo Gomes de Matos Comunicação e motivação consubstanciam uma relação de causa e efeito. Num ambiente em que haja comunicação e diálogo, existe motivação para superar desafios e metas. Quando existe uma relação de confiança e de entendimento entre gestor e funcionários, uma crise pode servir para unir e motivar as pessoas a encontrar soluções e novas idéias, capazes de transpor os mais difíceis obstáculos. A maioria das empresas prefere resolver as crises de portas e bocas fechadas. A direção resolve e ninguém fica sabendo. Algumas vezes dá certo, mas, quase sempre, o resultado é medíocre e o problema retorna pior do que antes. Se uma mudança estratégica ou uma crise interferem diretamente na atuação do funcionário, a transparência, a honestidade e a ética são fundamentais, pois, sem elas, dificilmente a empresa conseguirá o engajamento dos seus colaboradores na busca de soluções. Um ambiente favorável à comunicação interna, com lideranças engajadas em promover e consolidar a Cultura do Diálogo é capaz de encorajar a manifestação de idéias e sugestões que podem originar inovações e identificar soluções altamente rentáveis para a empresa como um todo. A transparência das ações, a honestidade de propósitos e a ética corporativa trafegam necessariamente pelo caminho da abertura para a comunicação. Em um quadro de crise empresarial, independente de ser patrão ou empregado, a Cultura do Diálogo cria vínculos que se traduzem em comportamentos positivos e pró-ativos, ou seja, o gestor presta, de fato, atenção ao que o colaborador tem a falar e vice-versa. Na verdade, o gerente não está na posição que ocupa para dar ordens inquestionáveis, mas para prestar atenção ao que o funcionário diz e procurar gerar um clima de envolvimento e motivação pelo trabalho. Afinal, todos estão ali para que se cumpram a missão, os objetivos e as metas da empresa, que, supõe-se, sejam de conhecimento amplo e orgânico de todos que para ela trabalham. Ao executar uma tarefa, transmitida de forma unidirecional, sem a possibilidade de questionamentos, e ainda por cima, muitas vezes, mal redigida ou mal verbalizada, o profissional tende a interpretar errado o que se espera dele e de seu desempenho. Os resultados são enganos, falhas e incorreções na execução do trabalho, dos mais simples, aos mais sofisticados tecnologicamente. Muitas empresas investem pesadamente em canais para melhorar a comunicação interna. No entanto, os resultados não aparecem e surge a pergunta: onde está o erro? A resposta está na ausência do ouvir, na fraqueza dos relacionamentos entre as lideranças e suas equipes. A falta do diálogo, de abertura à conversação, de uma estimulante troca de idéias, impressões e sentimentos são, sem dúvida alguma, o que mais prejudica o funcionamento de organizações.

A comunicação corporativa é um processo diretamente ligado à cultura da empresa, ou seja, aos valores e ao comportamento das suas lideranças e às crenças dos seus colaboradores. Não adianta a empresa importar modelos de controle de qualidade e sistemas de tecnologia da informação se, internamente, não existe um ambiente de abertura para a conversação e a troca de opiniões. Uma questão é certa, a má comunicação só traz complicação e prejuízo. Estatísticas mostram o grande número de falências de empresas que não souberam superar um contexto de crise econômica, devido à inabilidade em negociar, conversar, ou melhor, ouvir os seus clientes, fornecedores e funcionários. Da mesma maneira, de nada vale produzir um jornal dos funcionários, terem rádio ou televisão corporativa, ou criar programas de debates e reflexão, se as lideranças da empresa não se entendem e não se respeitam. Só uma cultura da comunicação consolidada é capaz de promover terreno propício para, a partir de uma salutar troca de idéias e opiniões simplificar e solucionar os problemas organizacionais que, na maioria das vezes, estão ligados à desvalorização do relacionamento humano. A improdutividade, a perda de clientes, o defeito de máquinas e equipamentos, os acidentes de trabalho e o não cumprimento de prazos e metas são algumas das conseqüências geradas pela falta de diálogo e comunicação nas empresas. É comum em um ambiente fechado à conversação, a distorção das informações administrativas e gerenciais, o que ocasiona grandes índices de desperdício e altos custos oriundos do trabalho que precisa ser refeito. Conflitos, brigas e disputas internas, entre diretores, gerentes e funcionários, são conseqüências muito comuns e constantes nas empresas que desconsideram a importância do diálogo. Na atualidade, o maior desafio do mundo empresarial é incentivar o saudável exercício do diálogo aberto e franco, sem rodeios ou intolerâncias, favorecendo assim a convivência das diferenças. A diversidade de pensamento contribui para o enriquecimento da criatividade da empresa na busca de soluções e inovações. Pessoas com pontos de vista diferentes podem trabalhar juntas e integradas por objetivos comuns. Isso depende apenas de uma estratégia de empresa interativa, que envolva a participação de todos no seu processo de planejamento para o sucesso. Comunicação é vida, é emoção, é sentimento, é plenitude humana. Não perca a oportunidade de ouvir e falar com todo o seu ser: ouvidos, boca, consciência, coração, corpo e espírito. Pessoas e empresas que compreendem a essência dessa mensagem costumam ser bem-sucedidas em suas áreas de atuação.

Nós alunos do curso de Segurança do Trabalho, entrevistamos três técnicos que já estão atuando na área à algum tempo e que podem passar um pouco da experiência deles para cada um de nós, para que no decorrer da nossa carreira, sempre que em algum momento nós sentirmos desmotivados possamos lembrar das palavras desta entrevista.

A motivação esta em como você se vê.

Depende do ponto de vista

Entrevista 1: Nome: Valdir Boni

Idade: 38 anos Atuando como técnico de segurança do trabalho a 09 anos.
1) Defina o que é motivação para você? È um desejo, força, necessidade interna à cada pessoa que nos leva a buscar a satisfação tanto no que diz respeito a saúde quanto a satisfação material, profissional. 2) No momento você é um profissional motivado? Sim. O gostar do que você faz pesa muito na questão da motivação, eu gosto de ser um técnico de segurança do trabalho, gosto de trabalhar com pessoas ajudar. 3) Qual é o foco que o TST tem que ter para se manter motivado? O foco é a segurança, mas o conhecimento e a busca de inovações bem é de suma importância para que um TST se mantenha motivado. 4) Quais os motivos que te levaram a optar por essa profissão e por quê? Por que iria trabalhar com pessoas, e poder ajudá-las em uma qualidade de vida melhor tanto no trabalho, quanto na vida pessoal. Por que você acaba trazendo o que você aprende para dentro de sua casa. 5) Como é sua relação com os colaboradores como os motiva em relação à preventiva de atos e condições inseguras? A principal ferramenta é o DDS dialogo diário de segurança, treinamentos, palestras sobre conscientização no uso de EPI´s. 6) Se um colaborador está com algum problema de ordem pessoal, e esta atrapalhando o seu desempenho profissional como você lida com a situação? O primeiro passo é conversar procurar saber o que esta acontecendo e 2 passo conduzi -lo ao RH onde haverá uma psicólogo que ira orienta-lo a resolver seu problema da melhor forma possível. 7) Você já ficou desmotivado profissionalmente? E como lidou com a situação? Sim. No inicio da função eu queria resolver todos os problemas de uma vez só. “Entrei para resolver todos os problemas na questão de segurança do trabalho, se não posso me demitam” Como resolvi isso. Fui orientado por uma engenheira de segurança do trabalho que a solução dos problemas não viriam de uma hora pra outra que tudo deveria ser planejado por uma equipe (cipa, TST, supervisores de área, e outros setores). Assim aprendi a trabalhar de forma correta, e hoje tenho sucesso no que faço.

Entrevista 2:

Nome: Flávio A. Oliveira Atuando como técnico de segurança do trabalho desde 1993 Detalhe: O Flávio fez parte da segunda turma do curso de segurança do trabalho do Instituto Polígono.
1) Defina o que é motivação para você? É estar interessado, disposto, incentivado. 2) No momento você é um profissional motivado? Sim, pois tenho muitos objetivos e metas a atingir. 3) Qual é o foco que o TST tem que ter para se manter motivado? Primeiramente acreditar na sua profissão e nunca estar satisfeito com os objetivos atingidos, buscando sempre melhorar a cada dia numa espécie de KAIZEN (melhoria contínua), pois da nossa atuação dependerão as vidas de nossos semelhantes. 4) Quais os motivos que te levaram a optar por essa profissão e por quê? Acredito por ter sido bombeiro na aeronáutica e em empresas, acabei vindo à trabalhar no setor de segurança do trabalho, onde conheci a atuação dos colegas, gostei, principalmente porque não há rotina (exceto para aqueles que são acomodados) o que faz o trabalho ser muito mais gostoso, a cada dia um novo desafio que considero como troféu). 5) Como é sua relação com os colaboradores como os motiva em relação à preventiva de atos e condições inseguras? Procuro ser convincente e os trato como se fossem da minha família, onde sou muito claro e objetivo e explico que o meu papel é alertá-los sobre determinados riscos e cuidados a adotar inclusive informando-o que além dele se prejudicar (no caso de acidente/doença) sua família também sofrerá as conseqüências. 6) Se um colaborador está com algum problema de ordem pessoal, e esta atrapalhando o seu desempenho profissional como você lida com a situação? Procuro conversar com ele e posteriormente com seu superior alertando/recomendando para ele dispensar o funcionário naquele dia, para que ele possa resolver seu problema. Caso não seja possível oriento a chefia para colocá-lo numa atividade que não tenha riscos tanto para ele, como aos demais colegas. 7) Você já ficou desmotivado profissionalmente? E como lidou com a situação? Sim por diversas vezes, mas como adotei esta profissão e gosto do que faço, procuro sempre pensar que em todas as profissões à altos e baixos e penso sempre haverá uma outra forma de lidar com o acontecido e seguramente de resolvê-lo, assim vou indo. Quando vejo que tentei de todas as formas e não consegui, busco uma nova recolocação

no trabalho e vou para o novo desafio, pois da minha atuação depende o sustento da minha família.

ORAÇAO DO TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO !

Senhor quero te agradecer pela oportunidade de poder ajudar as pessoas através do meu trabalho. Faça de mim um instrumento de promoção da vida dos trabalhadores. E que eles possam retornar às suas famílias no final do dia com saúde e integridade física preservada. Peço que me ilumine na orientação das pessoas que resistem a cuidar de suas próprias vidas e que todos os trabalhadores abram seus corações para escutar e assumir minhas orientações e estas sejam sempre corretas e abençoadas. Dai-me humildade para entender as resistências, dai-me perseverança para não desistir às dificuldades, dai-me palavras sábias, para que penetrem nos corações daqueles que ignoram a segurança do Trabalho. Dai-me sabedoria para analisar os acidentes, quando eles ocorrerem, e que minha mente e meu coração conduzam minhas atitudes para melhorar o processo, e não somente para buscar culpados. Dai força aos acidentados, para que eles tenham uma recuperação rápida e abençoada. Daí força às famílias dos acidentados para superarem as perdas indesejáveis. E por fim Senhor ajude-me para que com tua força e bênçãos posso ser um exemplo de Saúde e Segurança no desempenho das atividades profissionais. Amém e assim seja