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ARRANJOS PRODUTIVOS TURÍSTICOS E DESENVOLVIMENTO LOCAL 1

Marina M. S. Mamberti 2
Roberto Braga3

Resumo: O artigo trata de dimensionar a organização do turismo sob o modelo de


arranjos produtivos locais. A partir de análises conceituais acerca do turismo e de
arranjo produtivo local descreve-se metodologia e propostas para identificação e
articulação da cadeia produtiva do turismo. O texto discute o potencial do arranjo
produtivo turístico em promover o desenvolvimento local considerando os âmbitos
econômico, social e ambiental. Com essas reflexões espera-se estar contribuindo para o
debate sobre a questão das estratégias para o planejamento da atividade turística.
Palavras-chave: arranjo produtivo local, turismo, desenvolvimento local.

Abstract: The article main idea is dimensioning the tourism organization through the
model of cluster. From the conceptual analyses about the tourism and cluster it
describes the methodology and some proposals to identify and articulate the tourism
productive chain. The text discusses the potential of the tourism cluster in promoting a
local’s development, considering the economical, social and environmental aspects.
What is expected from this discussion is that it contributes to enrich the development of
strategies for the tourism planning.
Key words: cluster, tourism, local development.

Introdução

Nas atuais discussões sobre desenvolvimento local duas alternativas têm sido
amplamente apontadas como possíveis soluções para essa problemática: o modelo de
arranjos produtivos locais e o incentivo ao desenvolvimento da atividade turística.
Este trabalho pretende sistematizar um conjunto de idéias relacionadas com
essas questões partindo de uma apresentação dos principais conceitos envolvidos e
posterior inter-relacionamento entre eles, retirando dessa discussão algumas
contribuições relevantes para o tema tratado.
Com tal objetivo, o artigo foi organizado em seis partes, além desta introdução.
Inicia -se com algumas considerações sobre turismo, produto turístico e lugar turístico.
A segunda parte aborda a postura do governo Lula em relação ao turismo e o Plano
Nacional de Turismo 2003-2007. Na terceira parte é feita uma apresentação dos arranjos
produtivos locais e na parte seguinte descreve-se uma metodologia e algumas propostas
para o estudo dos arranjos produtivos turísticos. A quinta parte dedica-se à discussão
sobre o desenvolvimento local e a última parte discorre algumas conclusões acerca do
turismo como alternativa de desenvolvimento.

Turismo, produto turístico e lugar turístico: algumas considerações

1
Artigo publicado originalmente em: Anais do “I Seminário Internacional O Desenvolvimento Local na
Integração: Estrat égias, Instituições e Políticas”. UNESP, Rio Claro, 19 a 21/05/2004.
2
Bacharel em Turismo e aluna de mestrado do curso de pós-graduação em Geografia da UNESP/ Campus de Rio
Claro. E-mail: marina_mamberti@yahoo.com.br
3
Professor do Departamento de Planejamento Territorial e Geoprocessamento da UNESP/ Campus de Rio Claro.
E-mail: rbraga@rc.unesp.br

1
O turismo não representa uma categoria de análise, isto quer dizer que ele não
possui autonomia que permita separá-lo a fim de fazer-se um estudo isolado da
atividade. Segundo os estudiosos do turismo, por não possuir metodologia própria, só é
possível analisá-lo dividindo-o em sub-sistemas. O turismo não é técnica nem ciência
com independência e faz uso de princípios, recursos e conclusões dos mais variados
ramos do conhecimento, como da administração, economia, comunicação, psicologia,
sociologia, história e geografia.
A obrigatoriedade de deslocamentos espaciais para que se caracterize o turismo,
a relevância da paisagem para a atividade e as alterações econômicas, físicas e sociais
provocadas com o seu desenvolvimento fazem com que, no estudo do turismo, a
geografia ocupe um papel de destaque, já que a ele provoca mudanças no objeto desta
ciência: o espaço. O turismo organiza o espaço criando estruturas urbanas e regionais
com características singulares, que expressam, em níveis espaciais, o modo de produção
e reprodução de uma sociedade. A disciplina Geografia do Turismo surge demonstrando
a importância de uma análise do fenômeno sob um enfoque geográfico.
O espaço geográfico é o principal objeto de consumo do turismo e disso decorre
uma das mais importantes especificidades da prática social do turismo: o consumidor-
turista tem de se deslocar até o produto a ser consumido, o lugar turístico. Em função
dessa característica, o turismo acaba por causar transformações, diretamente, a pelo
menos três porções do espaço geográfico: sobre os pólos emissores de fluxos, os
espaços de deslocamento e os núcleos receptores de turistas (CRUZ, 2001).
Encontrar uma definição única e satisfatória que contemple todas as dimensões
do que é turismo não é tarefa fácil e muitas são as divergências entre os pesquisadores
em relação ao seu tratamento conceitual. Considerando-se apenas a funcionalidade do
processo turístico é possível compreender todos os seus aspectos. Porém, ao introduzir-
se o elemento humano (que é o sujeito do turismo), elaborar uma definição que englobe
toda a extensão do fenômeno torna-se um grande desafio.
O turismo pode ser considerado como o movimento temporário de pessoas para
locais de destino distintos de seus lugares de trabalho e de morada, incluindo também as
atividades exercidas durante a permanência desses viajantes nos locais de destino e as
facilidades para promover as suas necessidades (MATHIESON e WALL, 1982).
Um conceito mais técnico descreve o turismo como o conjunto de serviços que
tem por objetivo o planejamento, a promoção e a execução de viagens, e os serviços de
recepção, hospedagem e atendimento aos indivíduos e aos grupos, fora de suas
residências habituais (ANDRADE, 1995). Uma definição apropriada deve considerar o
turismo como atividade econômica e social, tanto pelas motivações que o originam e
determinam, quanto pelas implicações e efeitos que exerce nos sistemas econômico,
social e ambiental dos lugares receptores, bem como nos de origem dos viaja ntes.
O turismo apresenta três limitações estruturais que ajudam a caracterizá-lo: a
transitoriedade, que é o reflexo de uma possível regressão da região turística pela perda
de atratividade, uso de técnicas gerenciais falhas, dificuldade de acesso ou problemas de
instabilidade política e insegurança; a sazonalidade, decorrente da concentração da
demanda em um curto período de tempo; e a polarização no espaço, conseqüência da
sazonalidade, que corresponde a uma alta densidade de ocupação territorial
(DROULERS e MILANI, 2002).
A capacidade do homem de transpor seu próprio território e lançar-se em busca
de novos lugares é prática que se confunde com a própria existência humana (LEONY,
2002). Alguns autores consideram as viagens que os jovens aristocratas ingleses faziam
às principais cidades européias dos séculos XVIII e XIX como o início do fenômeno do
turismo, mas outros estudiosos acreditam que as romarias, as peregrinações e as viagens

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em busca de meios de cura e repouso, presentes desde os tempos remotos, já
representavam manifestações turísticas (ANDRADE, 1995).
Mas a atividade turística com a densidade de fluxo tal como ocorre atualmente é
fruto direto da formação e consolidação de uma sociedade de consumo de massa, que
emergiu a partir da década de 30 deste século. O Estado do bem-estar social que se
estruturou nos Estados Unidos e na Europa garantiu algumas conquistas da classe
trabalhadora (ROCHA, 2002). A redução da carga horária, o acesso a aposentadorias e o
direito às férias anuais, entre outros benefícios advindos das leis trabalhistas e
previdenciárias, ampliaram o tempo livre das pessoas, possibilitando que a sociedade se
dedicasse mais ao lazer, à cultura e ao turismo.
Característico de uma sociedade de consumo, o turismo como um todo
estruturado é um produto composto por bens e serviços, tangíveis e intangíveis. Assim,
o produto turístico inclui recursos e atrativos naturais e artificiais, equipamentos e infra-
estruturas, serviços, atitudes recreativas, imagens e valores simbólicos, constituindo-se
num conjunto de determinados benefícios capazes de atrair certos grupos de
consumidores em busca de uma satisfação das suas motivações e expectativas
(DROULERS e MILANI, 2002).
Em termos estatísticos o público turístico é formado por turistas e
excursionistas. Segundo a Organização Mundial do Turismo, os segundos diferem-se
dos primeiros pelo fato único de não pernoitarem no receptivo visitado, permanecendo
assim menos de 24 horas. Na linguagem cotidiana, mesmo entre os peritos do turismo,
há certa confusão no uso dos termos, pois é muito comum designar por turistas todos os
visitantes, incluindo também os de um dia.
Para um lugar ser considerado como turístico é necessário que ele apresente três
características: densidade de freqüência turística, ou seja, fluxo significativo de
visitantes; presença de equipamentos e serviços turísticos, representados pela infra-
estrutura turística (hotéis, restaurantes, agências de turismo etc.); e deve haver uma
imagem turística (YÁZIGI, 2001). Essa imagem geralmente está associada com o
atrativo, como os recursos naturais (clima, paisagem, água, flora e fauna) ou valores
simbólicos (históricos, culturais ou religiosos, modo de vida e comportamento dos
habitantes).
As ações de marketing geralmente utilizam essas imagens turísticas como
matéria-prima para suas campanhas. Isso ocorreu no Brasil durante a época do
presidente Vargas, quando houve grande investimento do governo para popularizar o
futebol e o carnaval, a fim de torná-los identidades nacionais. A identidade de um lugar
pode ser própria ou construída e os países “subdesenvolvidos” têm maior facilidade em
copiar os modelos da globalização, pois não possuem as bases sólidas dos costumes e
tradições dos países mais antigos. A única identidade que não pode ser globalizada é a
geografia física, que muitas vezes constitui-se num valioso recurso para atração de
atenções internacionais, um exemplo disso é o que ocorre com a Amazônia.

A postura do governo Lula em relação ao turismo e o Plano Nacional do Turismo


2003-2007

A criação do Ministério do Turismo como pasta específica e independente na


estrutura do governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva vem como resposta a uma
antiga demanda deste setor e demonstra a posição do governo em relação à sua
determinação em gerar empregos e divisas através do desenvolvimento do turismo. Este
novo ministério ficou responsável pela elaboração da política nacional de
desenvolvimento do turismo; pela promoção e divulgação do turismo nacional, no país e

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no exterior; pela criação de estímulos às iniciativas públicas e privadas, com a captação
de investimentos para as atividades turísticas; e também pelo planejamento,
coordenação, supervisão e avaliação dos planos e programas de incentivo ao turismo.
Segundo o ministério, o Plano Nacional do Turismo (PNT) é o seu instrumento
de planejamento que tem como finalidade explicitar o pensamento do governo e do
setor produtivo e orientar as ações necessárias para consolidar o desenvolvimento do
turismo. O plano, que entrou em vigor em 29 de abril de 2003, foi elaborado com a
participação de entidades, instituições e empresas que atuam no segmento turístico e
também teve a contribuição de secretários e dirigentes estaduais e presidentes de
empresas públicas deste setor.
Na mensagem introdutória do PNT, os discursos do presidente da república e do
ministro do turismo (Walfrido Mares Guia) deixam claros os objetivos do plano em
relação à melhora dos indicadores econômicos e sociais e da sua importante
contribuição para a redução das desigualdades regionais. Porém, para atingir tais
objetivos são necessárias mudanças estruturais, as quais são difíceis de serem realizadas
por uma política setorial, pois o turismo não possui ascendência sobre outras áreas.
Sendo assim, um programa do PNT pode estar em contradição com uma ação de
um outro ministério. Somente uma macropolítica que sintonize a política regional com a
nacional pode viabilizar mudanças estruturais e, portanto, o governo deveria garantir um
mecanismo que promovesse cruzamentos horizontais dentro da sua estrutura de poder.
Um exemplo seria fazer com que o turismo tivesse que agir em conjunto com os
transportes, o que incentivaria a construção de ações em rede.
Através das ações propostas pelo Plano Nacional do Turismo, o governo
pretende criar condições para gerar 1,2 milhões de novos empregos e ocupações no
turismo, o que geraria investimentos na economia de aproximadamente 12 bilhões de
reais até 2007. O governo quer ampliar a oferta turística brasileira, desenvolvendo no
mínimo três produtos de qualidade em cada estado da federação e distrito federal, o que
significaria cerca de 80 novas destinações. A tabela 1 abaixo mostra as outras metas
estabelecidas pelo PNT para serem atingidas até 2007.

Tabela 1: Metas para o turismo 2003-2007

Metas do PNT Dados de referência

Número de turistas estrangeiros 9 milhões 3,8 milhões (2002)

Ingresso de divisas
8 bilhões 3,12 bilhões (2002)
(em dólares)

Desembarques nacionais 65 milhões 32,6 milhões (2001)

Fonte: Plano Nacional de Turismo, 2003.


Adaptado por: Mamberti.

As metas propostas pelo PNT são bastante desafiadoras e não atingi-las pode
implicar na perda da credibilidade do governo e no enfraquecimento da instituição. É
importante ressaltar que chegar aos números propostos pelas metas pode ou não ser
resultado de um desenvolvimento do turismo feito de forma eficaz (do ponto de vista

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social e ambiental), pois o crescimento do turismo não significa necessariamente que a
atividade esteja gerando benefícios onde ela está acontecendo, nem de maneira
uniforme. Muito pelo contrário: há localidades que possuem grande fluxo de turistas e
que além de não terem um aumento na oportunidade de emprego e
introdução/distribuição da renda proveniente da atividade ainda têm que arcar com os
impactos negativos decorrentes de falhas ou da ausência de planejamento.
O turismo deve ser planejado tentando encontrar equilíbrio entre a eficiência do
crescimento econômico, igualdade na distribuição social dos recursos e respeitando as
limitações ambientais. Essa tarefa constitui-se numa engenharia complexa onde
interesses antagônicos entram em conflito, exigindo especialistas habilidosos e projetos
de excelência. A criação do Ministério do Turismo e o Plano Nacional do Turismo
realizado pelo governo Lula são conquistas muito importantes que sem dúvida
representam um grande passo, mas ainda um dos primeiros na longa caminhada rumo a
uma realidade que reflita o resultado de um desenvolvimento eficiente do turismo.

Arranjos produtivos locais: uma breve apresentação

O contexto da globalização obriga o estabelecimento de processos eficazes de


manutenção de um alto nível de competitividade, não somente das empresas, mas do
sistema econômico total: os produtos, as empresas e o tecido econômico e institucional
do ambiente relacional das empresas (CASAROTTO e PIRES, 1999). Esse requisito
está baseado na necessidade de conquistar vantagens competitivas que permitam a
ampliação de mercados e/ou representam a defesa à exposição competitiva determinada
pela abertura do mercado.
O modelo de arranjos produtivos locais (APLs) tem sido analisado como um
mecanismo para a melhora da competitividade das empresas e a contribuição dos APLs
para o desenvolvimento local também tem apresentado-se como uma questão
amplamente discutida na atualidade. Os APLs representam redes de empresas ligadas
pela mesma cadeia produtiva, fortemente interdependentes e intensamente articuladas.
Essas empresas são integradas em sistemas colaborativos de produção e inovação,
formando parcerias e alianças estratégicas. As empresas organizadas dessa forma estão
em melhor posição competitiva do que aquelas que atuam de forma isolada.
Arranjo produtivo local, sistema produtivo local ou ainda cluster são termos
utilizados para representar aglomerados de atividades produtivas, localizadas em
determinado espaço geográfico, que possuem grande afinidade econômica e são
desenvolvidas por empresas autônomas de pequeno, médio e até de grande porte,
intensamente articuladas, formando um ambiente de negócios onde prevalecem relações
de recíproca confia nça entre as diferentes partes envolvidas (PORTER, 2000).
Tais empresas são apoiadas por instituições provedoras de recursos humanos, de
recursos financeiros e de infra-estrutura. A interação entre as empresas e as instituições
gera capacidade de inovação e conhecimento específico. Alguns autores acreditam que
os APLs nascem, isto é, não são pré-fabricados nem podem ser criados, mas defendem
que o setor público e as instituições coletivas desempenham um papel-chave na sua
identificação e no apoio para o seu fortalecimento.

Arranjos produtivos turísticos: descrição e metodologia

O conceito de arranjo produtivo local pode ser aplicado ao setor do turismo,


desde que feitas pequenas reformulações de maneira a adaptá-lo às particularidades da
atividade. O turismo envolve amplas relações intersetoriais sendo necessário identificar,

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organizar e articular a sua cadeia produtiva para fazer-se uma análise sistêmica. Este
enfoque integrado colabora significativamente para o desenvolvimento de políticas
administrativas e para o planejamento turístico.
A metodologia utilizada e as explicações que se seguem baseiam-se na obra de
BARBOSA e ZAMBONI (2000). O mapeamento do arranjo produtivo do turismo é
feito a partir de uma representação gráfica composta por cinco anéis concêntricos que
descrevem a posição ocupada por cada um dos atores e as correlações que eles
estabelecem entre si, como mostra a figura 1.

Figura 1 – Anéis concêntricos do arranjo produtivo turístico

Meio Urbano Meio Rural

Instituições de Apoio Supralocal

Instituições de Apoio Local

Infra-Estrutura Turística
Hospedagem
Guias

Atrativos
Naturais Artificiais

Comércio Alimentos e
Turístico Agências e Bebidas
Operadoras
de Turismo

Órgãos do Poder Associações de


Público Local Classe

Ensino e Apoio à
Pesquisa Empresa
Planejamento e
Políticas Públicas

Estrutura de Acesso

Fonte: Barbosa e Zamboni, 2000.

O epicentro é formado pelos atrativos (naturais ou artificiais) da localidade; o


segundo anel abrange a infra-estrutura turística (hotéis, agências de turismo, guias, bares
e restaurantes, meios de transporte, comércio voltado para o turismo); o terceiro anel
agrega os atores sociais ligados direta e permanentemente à atividade turística (órgãos
do poder público local, associações de classe); o quarto anel é constituído pelos órgãos
de apoio com atuação supralocal (órgãos públicos federais e estaduais que atuam na
área de turismo, organizações paraestatais voltadas para a capacitação empresarial e a
qualificação de trabalhadores, instituições de ensino e pesquisa, ONGs relacionadas

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com o turismo); o último anel constitui o pano de fundo sobre o qual se desenvolve o
turismo, englobando todo o meio urbano, o meio rural e a estrutura de acesso.
Para uma análise aprofundada de um arranjo produtivo turístico é fundamental
fazer-se um levantamento de dados qualitativos e quantitativos dos atores referentes a
cada um dos anéis apresentados, objetivando um diagnóstico apurado da situação atual
da cadeia produtiva. A seguir são apresentadas algumas recomendações que devem ser
consideradas nesse processo.
Como já foi explicado, o produto turístico é composto pelos atrativos e pela
infra-estrutura turística, representados no diagrama pelos dois primeiros anéis. Juntos
eles formam o alicerce da cadeia produtiva e, por isso, as informações referentes a eles
são extremamente importantes. O levantamento dos dados é bastante minucioso e deve
conter informações quanto às especificidades dos atrativos naturais e artificiais,
demonstrando quais são os principais, qual é a capacidade de carga de cada um, em que
épocas são mais procurados, qual é o perfil do público freqüentador, valores de
investimentos, faturamento e lucro.
Em relação aos equipamentos e serviços turísticos é necessário descobrir aonde
eles estão localizados, o número de empregos gerados direta e indiretamente por eles e
se são permanentes ou temporários, formais ou informais, valor dos salários, impostos e
encargos pagos, investimentos, faturamento e lucro. Para análise dos meios de
hospedagem é fundamental levantar-se o número de leitos, distribuição por categoria
(hotel, pousada, camping etc.), taxa de ocupação e número de diárias. No setor de
alimentos e bebidas deve-se conhecer a quantidade de estabelecimentos por tipo (bar,
restaurante, café, lanchonete etc.) e de onde vêm os produtos para abastecimento. Nas
lojas direcionadas aos turistas propõe-se observar quais são os produtos comercializados
e quais são os mais vendidos.
No que se referente às agências de turismo, é importante saber quando foram
instaladas, se são especializadas em modalidades de práticas turísticas, como é
composta a rede de distribuição dos produtos turísticos, qual é a relação das agências
com as operadoras, se estas estão instaladas na própria localidade ou nas grandes
cidades, se comercializam pacotes turísticos e qual o percentual de visitantes que vão à
destinação via o serviço das operadoras.
Quando existem guias turísticos sugere-se constatar se eles possuem uma
associação, se passam por treinamento e são credenciados, se há obrigatoriedade do
acompanhamento de guia nos passeios, se o número de guias é suficiente para atender à
demanda, qual é a remuneração e o custo de um guia. Os guias fornecem informações
sobre a localidade e seu meio ambiente, incentivam atitudes conservacionistas e cuidam
da segurança dos grupos. Representam agentes com grande interação com os visitantes
e o seu papel é relevante principalmente para a prática do ecoturismo.
O terceiro anel corresponde às instituições locais relacionadas ao turismo como
secretarias de turismo, conselhos municipais de turismo, conselhos municipais do meio
ambiente e associações representativas dos setores ligados ao turismo: hotelaria,
agências, guias, restaurantes, bares e similares. É nesse ambiente institucional que são
definidas as diretrizes de base local para o planejamento do turismo e a eficácia desses
planos e estratégias dependem de objetivos e interesses comuns e do grau de coesão
social e política dos atores atuantes nesse processo.
É nessa esfera que é possível constatar se a prefeitura possui um plano de
ordenamento para as atividades turísticas e um plano diretor para a cidade. Se houver o
Conselho Municipal de Turismo (CONTUR)4 é interessante verificar se a composição

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Os Conselhos municipais de Turismo foram criados pelo Plano Nacional de Municipalização do Turismo (PNMT)
em 1996 e implantados nos municípios cujo potencial turístico foi reconhecido pela EMBRATUR.

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dos membros representa todos os envolvidos na atividade turística, incluindo a
população local não associada diretamente ao turismo. Com o intuito de analisar o
arranjo produtivo é também muito importante caracterizar o papel das associações de
classe, observando se os empresários possuem cultura associativa e participam de
processos decisórios junto ao poder público.
O quarto anel é formado pelas instituições de âmbito estadual e federal que de
alguma forma contribuem para a geração de externalidades positivas importantes para o
desenvolvimento do turismo. Essas instituições desempenham papéis fundamentais: na
formulação e implementação das políticas de turismo (EMBRATUR); nas ações
destinadas à preservação ambiental (IBAMA); no suporte às empresas (SENAC e
SEBRAE); e na produção e difusão de conhecimento e da tecnologia (universidades e
fundações de apoio à pesquisa). As ONGs também participam de algumas dessas ações.
O quinto e último anel engloba o meio urbano, o meio rural e a estrutura de
acesso. É fundamental que se caracterize o cenário aonde ocorre o turismo apresentando
dados sobre saúde e educação, porcentagens da população urbana e rural, índices de
cobertura das infra-estruturas e mostrando qual é a atividade produtiva dominante no
meio rural, quais os tipos de agricultura são cultivados, tamanho das propriedades etc.
Em relação às vias de acesso, verificar as condições e distâncias das rodovias,
aeroportos, rodoviárias e portos disponíveis, observando o estado de manutenção dessas
estruturas e quais são as mais utilizadas pelos viajantes.
Através dessa extensa avaliação da cadeia produtiva do turismo é possível
localizar o estágio de desenvolvimento do arranjo produtivo e identificar as
potencialidades e os pontos que estão prejudicando uma integração competitiva. Esse
diagnóstico fornece instrumentos para a criação de ações estratégicas que fomentem
soluções para as fragilidades detectadas, desafio que cabe tanto ao setor público quanto
à iniciativa privada.

Desenvolvimento local: delimitações conceituais

O conceito de desenvolvimento é relativamente recente (pós-guerra) e não há


uma definição universalmente aceita, pois ainda encontra-se em fase de criação.
Durante muito tempo acreditou-se na teoria de que o desenvolvimento é uma
conseqüência direta do crescimento econômico. Porém, essa corrente aborda apenas a
dimensão econômica do desenvolvimento, desconsiderando os seus aspectos sociais e
ambientais. Os frutos advindos do crescimento econô mico podem ou não trazer
benefícios para a população como um todo, assim como para o meio ambiente. Nesse
sentido, o crescimento é condição indispensável para o desenvolvimento, mas não é
condição suficiente (SOUZA, 1993). A idéia de desenvolvimento está associada a uma
mudança estrutural que busque eficiência na produção, uso racional dos recursos
naturais e uma maior igualdade na distribuição dos empregos e da renda, promovendo
melhora qualitativa no modo de vida das pessoas.
DOWBOR (1996) apresenta uma visão de desenvolvimento que, sem subestimar
a importância econômica, coloca o ser humano e os interesses coletivos e das maiorias
como ponto central, convergindo para a possibilidade de potencialização das
capacidades de todos os indivíduos. Acrescenta que esta missão do processo de
desenvolvimento não permite que seus defensores possam se furtar a considerar fatores
como: qualidade de vida, socialização do poder, distribuição da renda, acesso aos
serviços públicos e aos benefícios da tecnologia.
Seguindo a mesma linha de pensamento, ANDRADE (1991) destaca a
intensificação das disparidades entre os países, traçando um paralelo da situação na

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Segunda Guerra Mundial com o mundo contemporâneo: “se, pelos sistemas econômicos
dominantes nos vários países, o mundo estava dividido em dois grandes grupos, muito
mais dividido está [hoje] pela diferença de recursos em exploração, pela desigualdade
no acesso à riqueza, à alimentação, ao uso da técnica e, finalmente, ao nível de vida
entre os vários paises”.
Muitos critérios podem ser adotados para medir o nível de desenvolvimento dos
países e regiões, entre eles destacam-se a renda per capita, o consumo de energia, aço ou
calorias por habitante/ano e o nível de alfabetização. Um indicador de desenvolvimento
bastante utilizado atualmente é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que é
realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento com base em
indicadores de renda, educação e expectativa de vida.
Sem perder a sua complexidade, o conceito de desenvolvimento pode ser levado
ao nível do local. O local pode ser entendido como uma delimitação geográfica do
território que representa o espaço imediato dos acontecimentos mais simples e também
mais complexos da vida cotidiana (PORTUGUEZ, 2002). No caso do Brasil, por
exemplo, os municípios se apresentam como uma instância local.
Na concepção de estratégias para o desenvolvimento local é fundamental ter-se
os referenciais de desenvolvimento endógeno (mobilização dos próprios recursos),
ascendente (protagonismo dos agentes locais) e autocentrado (centrado nas necessidades
próprias das comunidades) (CAVACO, 1996). A promoção do desenvolvimento
necessita do efetivo envolvimento do setor público, isto é, o desenvolvimento local
precisa ser uma vontade política dos governos locais que, apesar das suas limitações,
exercem papéis fundamentais nesse processo.
O governo local possui diferentes possibilidades de atuação para impulsionar o
desenvolvimento, entre elas o de articular medidas que criem um ambiente propício;
formação profissional; intervenção em setores de grande efeito multiplicador; incentivo
a novas formas de organização da produção; novas formas de ajuda e cooperação;
articulação com atores e dinâmicas externas; e aumento da produtividade social. A
elaboração de diagnósticos aprofundados, a procura por novas parcerias e a postura de
compromisso com o desenvolvimento local são exigências para uma atuação eficaz do
poder público local (DOWBOR, 1996).
Dando ênfase à importância do planejamento e a busca por novos caminhos que
levem ao desenvolvimento, Hirschman (1988) apud Cavaco (1996) destaca que “o
desenvolvimento depende não tanto da combinação ótima de recursos e fatores de
produção como de fazer aflorar e mobilizar recursos e capacidades escondidas,
dispersas ou mal utilizadas”, em outras palavras, “não há territórios condenados, mas
apenas territórios sem projetos” (CAVACO, 1996).

Conclusões: o turismo como alternativa de desenvolvimento

O turismo é um fenômeno em expansão no mundo, a receita gerada pelo turismo


internacional tem equiparado-se a setores tradicionais como o petróleo, automóveis e
equipamentos eletrônicos. A atividade representa importante fonte de geração de renda,
empregos e divisas para vários países. Por isso, o turismo tem sido freqüentemente
apontado como uma “saída estratégica” para o desenvolvimento, sendo incentivado
pelos governos, desejado pelos empresários, procurado pelos consumidores e
transformado em idéia de “salvação da Pátria” para os núcleos receptores, sobretudo os
economicamente deprimidos (PORTUGUEZ, 2002). Entretanto, o tema é pouco
discutido de maneira científica, devendo-se ter cuidado com proposições equivocadas e
sem embasamento técnico.

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Diante da enorme potencialidade do turismo em gerar riqueza contrapõe-se uma
série de impactos negativos que podem surgir com o seu crescimento. O turismo não
deve ser visto como uma alternativa milagrosa com resultados econômicos de curto
prazo. Às vezes, o desenvolvimento da atividade pode ter resultados catastróficos nas
localidades receptoras, decorrentes da ausência ou de um mau planejamento turístico.
O papel do poder público na organização e planejamento da atividade turística
representa peça fundamental para o desenvolvimento do setor tendo como princípio a
defesa dos interesses públicos. A sua gestão deve ter como objetivo a integração
econômica e social, além de agir no sentido de impedir e controlar o que PEREIRA
(1999) denomina como "efeitos perversos do turismo”, dos quais destaca a
desqualificação dos empregos, que freqüentemente encontram-se ligados ao setor
informal e sofrem precariedades como a sazonalidade; a aculturação; impactos
ambientais excessivamente predatórios; processo inflacionário pelo aquecimento de
demanda; evasão de divisas; e a ausência de legislação adequada que impeça o uso
especulativo do solo turístico.
Outros possíveis prejuízos para os receptivos turísticos com o desenvolvimento
do turismo podem ser a superação da capacidade de suporte das localidades, perda da
biodiversidade, agravamento das deficiências de saneamento básico e até algumas
mazelas sociais contundentes, como a prostituição – incluída a infantil - em áreas de
ocorrência do chamado “turismo sexual”, ou até mesmo a lavagem de elevadas quantias
oriundas do narcotráfico (RODRIGUES, 1996 apud PORTUGUEZ, 2002).
O quadro 1 procura sintetizar os principais aspectos benéficos e maléficos
decorrentes do desenvolvimento do turismo, considerando as suas diferentes esferas.

Quadro 1: Impactos do turismo

Área Impactos potenciais positivos Impactos potenciais negativos

Inflação local, especulação


imobiliária, concentração dos
Receitas, empregos, nível de vida
investimentos e perda de
Economia da população local, atração de
investimentos alternativos, custos
investimentos
em termos de infra-estruturas
necessárias
Turismo Reconhecimento da região, novas Preços mais elevados,
e infra-estruturas, maior desenvolvimento descontrolado do
Comércio acessibilidade comércio local
Comercialização sazonal de
Maior empenho dos residentes na
Sociedade atividades privadas, alteração dos
promoção dos eventos locais,
e costumes em função do turismo,
reforço dos valores e tradições
Cultura custos sociais (prostituição, abuso
locais
de drogas e álcool)
Orgulho quanto aos costumes Atitudes defensivas face a outras
Psicologia locais, reconhecimento da riqueza culturas, hostilidades por
da troca com o outro dificuldade de comunicação

Política
Mau planejamento, segregação
e Desenvolvimento local integrado
socioespacial
Administração

Degradação ambiental, poluição,


Novas infra-estruturas,
alteração de hábitos alimentares,
Meio Ambiente conservação de algumas áreas,
produção excessiva e sazonal de
estratégias de gestão sustentável
resíduos sólidos 10
Fonte: Droulers e Milani, 2002.
Em relação à geração de empregos, o turismo cria um número elevado de postos
de trabalho quando comparado a outros setores econômicos. No entanto, grande parte
deles caracteriza-se como empregos subalternos que não oferecem muitas perspectivas
de ascensão pessoal, funcional e profissional, oferecendo baixo nível de remuneração
(DROULERS e MILANI, 2002). Mas o turismo também precisa de mão-de-obra
especializada para garantir a qualidade dos seus serviços e, caso a localidade turística
não possua pessoal com a qualificação necessária, essas vagas são preenchidas por um
mercado de trabalho externo. Uma localidade que pretende incentivar o
desenvolvimento do turismo deve investir em qualificação profissional para a população
local.
O planejamento turístico consiste em criar mecanismos efetivos para garantir a
reversão dos benefícios advindos do desenvolvimento da atividade para as populações
dos núcleos receptores. A não existência de políticas em relação ao desenvolvimento do
turismo contribui para que as comunidades das localidades aonde ele ocorre sejam
alheias ao seu processo de desenvolvimento, embora sejam submetidas a todas as
conseqüências, boas e ruins, provocadas pela atividade.
De forma genérica, pode-se identificar a organização da atividade turística como
núcleos produtivos aglomerados, visto que as empresas que compõem a infra-estrutura
turística compartilham o mesmo território e participam da mesma cadeia produtiva.
Uma maneira de melhorar a competitividade dessas pequenas e médias unidades
autônomas é a formação de parcerias entre elas, criando um relacionamento próximo,
intensivo e permanente, propiciando, por um lado, a troca de sinergia e a prática da
colaboração e, por outro, estimulando a rivalidade e a competição (GERANEGÓCIO,
2004). Essa forma de organização caracterizada por empresas com afinidade econômica,
com proximidade física e articuladas entre si consolida um arranjo produtivo local.
Um arranjo produtivo local devidamente estruturado intensifica e fortalece a
interação entre as empresas e as instituições envolvidas, gerando uma otimização no uso
das vantagens competitivas. Quando a atividade turística é organizada de modo
sistêmico e integrado, os benefícios são tanto para as empresas quanto para os turistas e
a economia local. Para incentivar a formação de arranjos produtivos turísticos é
necessário primeiramente identificar a cadeia produtiva do turismo, que permite traçar
um panorama da situação atual. Esse levantamento possibilita dimensionar os impactos
diretos e indiretos do setor do turismo na econômica local e verificar se há ocorrência de
efeitos multiplicadores que contribuam para a expansão de outras atividades econômicas
internas.
Através do mapeamento da cadeia produtiva também é possível descobrir se a
arrecadação de impostos de base local gerada pelo turismo é representativa para a
receita dos municípios e qual é a efetiva contribuição do desenvolvimento do setor na
criação de novas oportunidades de emprego e na geração e distribuição de renda. O
diagnóstico representa a base de dados para a análise do arranjo produtivo. A avaliação
da cadeia produtiva é capaz de fornecer instrumentos para a criação de ações e
estratégias capazes de solucionar as dificuldades detectadas. Com o objetivo de um
maior benefício para todos os envolvidos com o crescimento e o desenvolvimento do
turismo, o processo de planejamento deve reunir empresários, técnicos planejadores e a
população local, com a participação do poder público e da iniciativa privada.

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