Apostila de Eletrotécnica

A – CONCEITOS ELEMENTARES:
Os dispositivos de Conversão de Energia se fundamenta, na atualidade, em
princípios originados, principalmente, no acoplamento eletromagnético. Em vista
disso, apresentamos, de forma simplificada, alguns conceitos físicos, cujo conhecimento
e visualização entendemos como indispensáveis para se começar a estudar Conversão.
B – CAMPO MAGNÉTICO: (Símbolo H) –

F
H ·
µ
β
·
O conjunto de linhas orientadas do Pólo Norte para o Pólo Sul do imã são mais
serradas na vizinhança dos pólos e dispersam-se no espaço. Elas desenham o espectro
magnético do imã. O conjunto destas linhas, ditas linhas de força, formam o campo
magnético do imã.
Figura 1.1
Se colocarmos uma agulha imantada em diferentes pontos do campo do imã, ela
tomará uma posição tangente a uma linha de força e, para cada ponto, ficará submetida
a uma força que é proporcional às massas magnéticas e inversamente proporcional à
distância.
Este valor do campo em um dado ponto, chama-se intensidade de campo
magnético.
C – FLUXO MAGNÉTICO: (Símbolo φ) φ = µ.H.S = β.S
As linhas de força de uma imã saem do Pólo Norte, atravessam o espaço, em
volta do imã e entram pelo Pólo Sul se fechando no interior do imã. (Figura 1.1).
Constatamos que as linhas de força vão:
No Exterior: do Pólo Norte ao Pólo Sul.
No Interior: do Pólo Sul ao Pólo Norte.
Podemos constatar que o número de linhas de força, que passam através do imã,
depende da superfície dos pólos. Quanto maior for esta superfície, maior será o
número de linhas de força.
Consideremos a figura 1.2. Entre seus dois pólos temos um campo magnético
(H), formado por certo número de linhas de força. Tomemos, no interior deste campo
(H) uma pequena seção de superfície S. Constatamos que ela é atravessada por um
determinado número de linhas de força que formam o campo magnético. O fluxo
magnético é dado por φ = µ.H.S.
Figura 1.2
D – INDUÇÃO MAGNÉTICA (Símbolo β)
S
H .
φ
· µ · β
Retomemos a figura 1.2 e coloquemos no campo (H) uma peça de madeira de
seção igual à superfície S.
As linhas de força do campo (H) não serão modificadas.
Troquemos este pedaço de madeira por um pedaço de ferro de mesma seção.
Constatamos uma concentração das linhas de força que atravessam a seção do pedaço
de ferro. Para caracterizar este fenômeno, definimos indução magnética como sendo:
S
φ
· β
E – PERMEABILIDADE MAGNÉTICA (Símbolo µ)
Na experiência anterior, vimos que a concentração das linhas de força que
atravessam a peça de ferro é maior do que as concentrações das que atravessam o
pedaço de madeira. Deduzimos, portanto, que o ferro é mais permeável que a madeira
à passagem de linhas de força.
F – RELUTÂNCIA: (Símbolo R)
Representa para o circuito magnético o que a resistência representa para o
circuito elétrico. É, pois a oposição à passagem do fluxo magnético.
A
R

µ ·
G – FORÇA MAGNETOMOTRIZ: (Símbolo F) F = H. = Ni
É a força magnetizaste, de corrente elétrica, que produz o campo magnético.
Sua unidade é “Ampére – Espiras”.
F = φ . R
H – FORÇA ELETROMOTRIZ: (Símbolo f.e.m.) (e)
É a pressão que causa a corrente Elétrica. Esta pressão quando criada por um
gerador chama-se Força Eletromotriz (f.e.m.).
A diferença de pressão entre dois pontos, em um circuito, é chamada diferença
de potencial, tensão ou voltagem do circuito.
I – INDUTÂNCIA: (Símbolo L)
Representa o coeficiente de proporcionalidade entre a intensidade de corrente
que percorre um condutor e o fluxo magnético produzido.
i
L
φ
·
J – LEI DE FARADAY: (INDUÇÃO)
Desde que haja, no interior de um condutor, uma variação do fluxo magnético,
ele será sede de uma força eletromotriz à variação do fluxo no tempo.
dt
d
e
φ
t ·
K – LEI DE LENZ
Dá o sentido da f.e.m. induzida pela Lei de Faraday.
“O sentido da f.e.m. induzida é tal que, se aplicado a um circuito externo, dá
origem a uma corrente elétrica de sentido tal que o campo magnético por ela produzido,
atua de modo a contrariar a causa primária, ou seja, a variação do fluxo”.
LEI DE AMPÉRE:
A integral de linha da componente tangencial de H sobre um percurso fechado é
igual à corrente enlaçada por esse percurso.

·
int.
I H.d 
Lei de Ampére aplicada aos circuitos magnéticos

· · ⇒ NI F Hd .
2 – FENÔMENOS FÍSICOS
A – Exposições das diversas partem de materiais componentes de
diferentes transdutores eletromecânicos.
Neste laboratório teremos a oportunidade de, em primeiro lugar, tomarmos
contato com diferentes componentes dos transdutores eletromecânicos.
Um transdutor eletromecânico, como sabemos, é um dispositivo que recebe
energia na forma elétrica e converte para a forma mecânica ou vice-versa.
Para que ocorra essa conversa, se faz necessário um acoplamento entre os dois
sistemas (elétrico e mecânico). Este acoplamento, na maioria das vezes é um
acoplamento eletromagnético, mas temos também o acoplamento eletrostático.
Você deve, nesta oportunidade, verificar com atenção, todos os componentes
disponíveis dos transdutores, isto o ajudará, em muito, a entender a sua constituição e
funcionamento, fazendo com que o curso de Conversão de Energia seja menos teórico e
mais gratificante.
A.1 – PROCEDIMENTOS
Verificar, IN-LOCO, todos os componentes disponíveis no laboratório, argüindo
o professor sobre sua função.
B – VERIFICAÇÃO EXPERIMENTAL DA LEI FARADAY (INDUÇÃO
ELETROMAGNÉTICA)
De acordo com a equação de campo de Maxwell, um campo elétrico é induzido
pela variação, no tempo, de um campo magnético. A Lei de Faraday, da indução
eletromagnética, que historicamente precede a generalização de Maxwell, baseada em
evidência experimentais, diz que uma força eletromotriz é induzida em um circuito
elétrico, sempre que o fluxo magnético, que atravessa esse circuito, varia.
dt
d
e
λ
·
B.1 – PROCEDIMENTOS
B.1.1 – Os condutores de uma bobina não são ligados a nenhuma fonte elétrica. No
entanto, uma corrente elétrica pode percorrê-los. Basta que sejam submetidos e uma
variação de imantada. Verifique.
Figura
B.1.2 – As variações de imantação podem ser produzidas, entre outras coisas, pelo
deslocamento de um eletroímã , cujo enrolamento é percorrido por uma
corrente contínua...
B.1.3 - ... ou ainda, pela rotação deste eletroímã . Verificaremos que a corrente
percorre a bobina ora em um sentido, ora em outro, sucessivamente, isto é varia a cada
instante. É uma corrente alternada.
Figura
B.1.4 – Uma corrente alternada, percorrendo a bobina produz uma imantação
variável. Comprove e explique o fenômeno.
Figura
B.1.5 – Curto-circuitar as extremidades das bobinas. Coloquemo-la, agora, próxima
à imantação variável produzida por um eletroímã percorrido por uma corrente
alternada. Verificar o que acontece. Explique.
Figura
B.1.6 – A rotação do eletroímã produz uma variação de imantação na bobina.
Verifique.
Figura
B.1.7 – Verificar que:
• A rotação do eletroímã produz uma imantação variável na bobina.
• Esta imantação variável gera na bobina uma corrente alternada.
• As duas imantações variáveis interagem entre si.
• A rotação do eletroímã provoca a rotação da bobina.
Figura
B.1.8 – Podemos melhorar a rotação da bobina, dando-lhe o feitio chamado “Gaiola
de Esquilo” e acrescentando-se no seu interior chapas magnéticas para concentrar as
imantações.
Figura
3 – BALANÇOS DE ENERGIA
1 – INTRODUÇÃO
O Princípio da Conservação da Energia, estabelece que a energia não é
criada nem destruída; ela meramente é mudada na forma, é a condição inicial para o
estudo dos transdutores de energia. Observando uma máquina elétrica acoplada a uma
carga mecânica, inicialmente com os seus circuitos elétricos desexcitados e o eixo em
repouso, e ligando-a como motor, a uma fonte elétrica, verificamos que nos instantes
iniciais certamente a energia absorvida será diferente da energia mecânica fornecida a
carga. Isso se deve ao fato de que, além das perdas existentes, temos ainda nesse
momento armazenamentos de energia. O primeiro armazenamento será no campo
magnético que está se estabelecendo no núcleo ferromagnético e nos entreferros. Haverá
também um armazenamento de energia mecânica cinética nos elementos de inércia que
estão sendo acelerados. Finalmente teremos ainda, energia armazenada nos campos
elétricos, que se estabelecem no conversor.
Figura 3.1
2 – OBJETIVO:
Verificar a existência e variação da força em um sistema de excitação única.
3 – PROCEDIMENTOS:
Num eletroímã que possa ser excitado tanto com corrente contínua como com
corrente alternada, podem ser feitas várias demonstrações qualitativas e quantitativas.
Convém que o eletroímã seja operado com correntes de que produzam baixas
densidades de fluxo no material magnético, para que se possa considerar toda f.m.m.
aplicada ao entreferro.
a) Inicialmente, com corrente contínua, num valor de corrente de excitação
compatível com o eletroímã em questão, pode-se verificar que essa
corrente (que em regime permanente é limitada somente pela resistência)
não depende da espessura do entreferro, mas o fluxo (devido a variação
da relutância) sim, e consequentemente, a força de atração

,
`

.
| φ
µ
− ·
S 2
1
F
2
0
será função do entreferro. Se tomarmos o eletroímã e
mantivermos a corrente de excitação e formos variando o entreferro, com
as próprias mãos teremos feito uma verificação qualitativa desse fato.
b) Se aplicarmos corrente alternada num valor compatível, poderemos
verificar que, para pequenas variações do entreferro o valor medido da
força de atração mantém-se aproximadamente constante, fluxo se
mantêm (para grandes variações, o espraiamento de fluxo altera e
invalida a demonstração).
O fato da amplitude do fluxo em corrente alternada (senoidal) independer da
relutância, está ligado ao fato de a impedância normalmente encontrada nos
eletroímãs sem praticamente igual à reatância do enrolamento nas freqüências
usuais. Assim sendo, é fácil de demonstrar que um aumento de entreferro implicará
uma diminuição de indutância e, consequentemente, uma elevação da corrente de
excitação, dada à constância do valor eficaz da tensão aplicada.
O aumento da corrente (e da f.m.m.) faz conservar a amplitude do fluxo que
é também senoidal no tempo.
c) Aplique-se novamente corrente contínua, num valor que não provoque
saturação do material do núcleo. Mantém-se a armadura fechada e
toma-se um sinal da corrente de excitação através de um osciloscópio,
ou, através do ponteiro de um amperímetro de baixa inércia. Abrindo-se
bruscamente o entreferro, pode-se observar o comportamento daquela
corrente. Procure determinar como será o comportamento dessa
variação transitória da corrente. Será um surto de acréscimo ou
decréscimo?
d) Medida da força em corrente contínua. Tomemos o eletroímã disponível.
Procure ajustar o entreferro com a determinada corrente de excitação,
observando a existência da força resultante. A partir desse ponto, é
possível variar a força externa e determinar as correntes correspondentes.
Podem ser traçadas as curvas força/corrente para vários calços
(espessuras de entreferro) e, daí podem ser obtidas as curvas força x
entreferro para cada corrente de excitação.
A verificação pode ser feita tanto em corrente contínua como em corrente
alternada, fazendo-se uma comparação entre as duas.
4 – CICLO DE HISTERESE E CORRENTE A VAZIO
A – INTRODUÇÃO:
Considere-se o transformador mostrado na figura 4.1, com o circuito
de secundário aberto e uma tensão alternada “V” aplicada aos terminais do
primário. Uma pequena corrente de regime iϕ, chamada “corrente de
excitação”, circula no primário e estabelece um fluxo alternado no circuito
magnético. Este fluxo induz uma f.e.m. (e
1
) no primário.
Figura 4.1 Figura 4.1
Pela Lei de Lenz “e
1
” é uma f.c.e.m, que junto com a queda de
tensão na resistência de primário r
1
, deve contrabalançar a tensão aplicada
“V”, assim: V = r
1
iϕ + e
1
Se a queda de tensão na resistência for desprezível, a f.c.e.m. será
igual à tensão aplicada. Nestas condições, se uma tensão senoidal for
aplicada a um enrolamento, deverá estabelecer-se um fluxo no núcleo
variando senoidalmente.
As propriedades magnéticas do núcleo determinam a corrente de
excitação. Ela deve ajustar-se de modo a produzir a f.m.m. exigida para
criar o fluxo requerido. Devido às propriedades magnéticas não lineares
do ferro, a forma de onda da corrente de excitação difere da forma de onda
de fluxo. A curva da corrente de excitação em função do tempo pode ser
determinada graficamente a partir das características magnéticas do núcleo,
na forma ilustrada na figura 4.2.
Figura 4.2 Figura 4.2
As ondas de tensão e
1
e fluxo ϕ são senoidais e são mostradas na
figura 4.2-a. O ciclo fluxo-f.m.m. no núcleo é mostrado na figura 4.2-b.
Os valores da f.m.m. correspondentes aos vários valores do fluxo podem
ser determinados deste ciclo de histerese. Por exemplo, no instante t’ o
fluxo instantâneo é ϕ’, e está aumentando; o valor correspondente da
f.m.m. é F’, lido na parte relativa a fluxo crescente no ciclo de histerese.
O valor correspondente iϕ’ da corrente de excitação é marcado em
correspondência ao instante t’ na figura 4.2-a. No instante t” o fluxo
também tem o valor instantâneo ϕ’, mas está diminuindo, e os valores
correspondentes de f.m.m. e corrente são F” e iϕ”. Deste modo é possível
desenhar a curva completa da corrente de excitação iϕ mostrada na figura
4.2-a.
Se a corrente de excitação dor analisada por série de Fourier,
verifica-se que ela se compõe de uma fundamental e uma família de
harmônicas ímpares. A fundamental pode, por sua vez, ser separada em
duas componentes, uma em fase com a f.c.e.m. e outra atrasada em 90
o
em
relação à f.c.e.m. A componente em fase corresponde à potência absorvida
pela histerese e perdas por correntes de Foucault no núcleo é chamada a
componente de perdas no núcleo, da corrente de excitação. Quando esta
componente é subtraída da corrente de excitação total, a diferença é
chamada corrente de magnetização. Esta compreende uma componente
fundamental atrasada em 90
o
em relação a f.c.e.m., e mais todas as
harmônicas, cuja principal é a terceira pois usualmente é cerca de 40% de i
ϕ. É a componente responsável pela deformação da onda.
ENERGIA ARMAZENADA E CICLO DE HISTERESE ENERGIA ARMAZENADA E CICLO DE HISTERESE
Na equação do balanço de energia, a energia associada ao
campo magnético é determinada pela f.m.m. da bobina e pela
configuração do material magnético e da bobina. O campo gera
forças mecânicas, mas se não houver movimento mecânico,
nenhum trabalho mecânico será realizado. Então:
dW
ele
= dW
cpo
+ 0
A energia do campo para uma configuração específica pode então
ser encontrada a partir da energia fornecida pela fonte ao estabelecer o
campo com configuração fixa.
Figura 4.3
A energia elétrica de entrada (1 dλ) associada a uma variação no
fluxo, é absorvida pelo campo. Esta energia absorvida é dada por:
∫ ∫
λ ϕ
ϕ ϕ · λ λ ·
o o
cpo
d ) ( F d ) ( i W
Quando a fonte excita o circuito obtemos a característica (0 – a),
mostrada na figura 4.3. A região (0 – a – b) representa a energia
armazenada (W
cpo
), pois pela própria definição de integral, a área
compreendida entre a característica (0 – a) e o eixo do fluxo é a energia
armazenada, o que é facilmente constatado pela equação.
A excitação é reduzida a zero. Espera-se que toda a energia
armazenada seja devolvida a fonte, ou seja, segundo a característica (0 – a).
Mas somente a quantidade representada pela área (a – b – c) é devolvida a
fonte. Isto se deve ao fato da presença das perdas de material
ferromagnético. Portanto, parte da energia fica retida no material
ferromagnético devido as suas propriedades magnéticas não lineares.
B – PROCEDIMENTO: (Visualização da Característica B x H)
Sabemos que E = 4,44 N
1
. B.S.f
) 1 (
fS N 44 , 4
E
B
1
· ⇒
Por outro lado
) 2 (
NI
H

·
. Basta medir I.
O circuito será:
Figura 4.4
Para que a curva de histerese surja na tela do osciloscópio, é
preciso fazer com que a entrada horizontal receba um sinal proporcional a
H. Pela equação (2) observa-se que N e  são constantes, (transformador já
construído), teremos então
KI
NI
H · ·

. Portanto, basta introduzir no
canal horizontal um sinal proporcional a I, ou seja, a queda da tensão RI no
resistor R, de valor conhecido. Conhecendo-se o ganho horizontal do
osciloscópio, o valor de H estará perfeitamente determinado.
Na entrada vertical, necessita-se colocar um sinal proporcional a
B. Pela Lei de Faraday:

· ⇒ ·
φ
· edt
NS
1
B ) BS (
dt
d
N
dt
d
N e
Logo, é preciso tomar um sinal proporcional à integral de e no
tempo, o que é conseguido usando-se o circuito RC. Conhecendo-se as
constantes do circuito e o ganho vertical do osciloscópio, o valor
instantâneo de B ficará perfeitamente determinado.
A potência total entregue ao sistema é W = ei, onde i é a corrente
do primário e e é o valor tirado do secundário. Então, o wattímetro
indicará toda a potência magnética entregue ao sistema. Como a potência
de saída é praticamente nula (apenas consumida pelos instrumentos), a
potência entregue pela fonte será P
H
F.
Sabemos que: P
H
α f e P
F
α f
2
, assim, fazendo a medição em
duas freqüências f e f’, poderemos escrever:
constante Bm que desde K . Bm f 2 , 2 f Bm . Ks P
2 2 6 , 1
HF
· + ·
K . Bm ' f 2 . 2 ' f Bm . Ks P
2 2 6 , 1
F ' H
+ ·
A área do ciclo obtida no osciloscópio deverá ser igual à leitura
do wattímetro, menos as perdas nos instrumentos, para o valor de corrente
considerado.
Corrente a Vazio (Forma de Onda)
Conforme vimos na introdução teórica, a forma de onda da
corrente de excitação difere da forma de onda do fluxo.
Sabemos que:
1
N
Rmag x
i
φ
· ϕ
, onde o fluxo magnético é
senoidal, o número de espiras é constante, mas a relutância varia devido a
diferentes estados de saturação que ocorrem no núcleo.
A curva da corrente de excitação em função do tempo, pode ser
visualizada na tela do osciloscópio, bastando para isso manter no mesmo,
em relação à experiência anterior, só o sinal da corrente (canal X).
C – BIBLIOGRAFIA:
FITZGERALD, A.E. – Máquinas Elétricas
KOSOW, Irving L. – Máquinas Elétricas e Transformadores
SLEMON, Gordon R. – Equipamentos Magnetelétricos.
D – QUESTIONÁRIO:
1) Por que P
F
é desprezível quando o tempo para a realização do ciclo for
elevado ?
2) Por que a forma de onda de iϕ é não senoidal ? Qual a sua composição
?
3) Como se determina a relação de transformação, para transformadores
trifásicos ?
4) Na característica fluxo x F.M.M., de um transdutor eletromecânico de
energia, acoplamento magnético, explique por que a área compreendida
pelo eixo das ordenadas (φ) e a curva, representa a energia armazenada ?
5) Por que a área do ciclo de histerese representa a perda por histerese, por
ciclo, de um transdutor eletromecânico, com acoplamento magnético ?
6) Defina perdas por histerese e perdas por correntes de Foucault e a
relação entre elas.
5 – POLARIDADE DE TRANSFORMADORES
A – INTRODUÇÃO:
A marcação da polaridade dos terminais dos enrolamentos de um
transformador monofásico indica quais são os terminais positivos e
negativos em um determinado instante, isto é, a relação entre os sentidos
momentâneos das f.e.m. nos enrolamentos primário e secundário. Esta
polaridade depende fundamentalmente de como são enroladas as espiras do
primário e do secundário (figura 5.1), que podem ter sentidos concordantes
ou discordantes como se vê na mesma figura.
Figura 5.1
a) enrolamentos concordantes b) enrolamentos discordantes
V
2
= e
1
– e
2
V
2
= e
1
+ e
2
V
1
= e
1
V
1
= e
1
Caso a: Polaridade Subtrativa (mesmo sentido dos enrolamentos)
Caso b: Polaridade Aditiva (sentidos contrários dos enrolamentos)
Esses sentidos têm implicação direta quanto à polaridade da
f.c.e.m. e f.e.m.
Aplicando uma tensão V
1
ao primário de ambos os
transformadores, com a polaridade indicada na (figura 5.1), haverá
circulação de correntes nesses enrolamentos, segundo o sentido mostrado.
Então os correspondentes fluxos serão produzidos e consequentemente
aparecerão f.e.m. nos enrolamentos secundários que, de acordo com a Lei
de Lenz contrariam a causa que as deu origem. Logo, no caso a, ter-se-á
uma f.e.m. induzida que tenderia a produzir a corrente i
2
indicada.
Portanto seria induzida uma f.e.m. (e
2
) no sentido indicado, que irá ser
responsável por um fluxo contrário ao fluxo produzido devido a i
1
. Já no
caso b, tal f.e.m. deverá ter sentido exatamente oposto ao anterior com o
propósito de continuar produzindo um fluxo contrário ao indutor.
Analogamente ao que acontece no secundário, estando o mesmo
fluxo cortando também o primário, tem-se uma tensão induzida no circuito
do primário, sendo, pois, denominada por f.c.e.m., tendo o sentido indicado
na figura 5.1 a e b. Uma vez que a tensão aplicada (V
1
) tem a mesma
polaridade para a f.c.e.m. e
1
de modo que se tenha o efeito de queda de
tensão.
Ligando-se, agora, os terminais 1 e 1’ em curto, e colocando-se
um voltímetro entre 2 e 2’, verifica-se que as tensões induzidas (e
1
e e
2
)
irão subtrair-se (caso a) ou somar-se (caso b), originando daí a designação
para a polaridade de transformadores.
B – MARCAÇÃO DOS TERMINAIS
A ABNT recomenda que os terminais de tensão superior sejam
marcados com H
1
e H
2
, e os de tensão inferior com X
1
e X
2
, de tal modo
que os sentidos das f.e.m. momentâneas sejam sempre concordantes com
respeito aos índices.
Com isso, pode-se observar que, na polaridade subtrativa, os
terminais com índice 1 são adjacentes, o mesmo acontecendo com os
índices 2, e, na polaridade aditiva, esses índices são opostos entre si.
C – PROCEDIMENTOS
1) Equipamentos Necessários:
• Transformador monofásico
• Voltímetro CA
• Fonte CC
• Voltímetro CC
• Chave monofásica
2) Registrar para o transformador ensaiado:
V
TI
= V
TS
=
S
N
= I
1N
= I
2N
=
D – DETERMINAÇÃO DA POLARIDADE
D-1) – Método do Golpe Indutivo de Corrente Contínua
Ligam-se os lados de tensão superior a uma fonte CC. Instala-se
um voltímetro CC dos lados de alta e baixa do trafo. O positivo do
primeiro voltímetro será ligado em H
1
e o positivo do segundo voltímetro
será ligado em X
1
. (marcados inicialmente com um giz).
Montagem:
Figura 5.2
V
1
deflete ___________________ V
2
deflete
___________________
Polaridade _______________________
Liga-se a fonte, observando-se a deflexão de V
1
. Logo em
seguida, desliga-se a fonte, observando-se a deflexão de V
2
:
- Se V
1
e V
2
defletirem em sentidos opostos ⇒ Polaridade Subtrativa.
- Se V
1
e V
2
defletem em sentidos opostos ⇒ Polaridade Aditiva.
D-2) – Método da Corrente Alternada
Neste caso, ligam-se entre si os lados adjacentes, um na tensão
superior, o outro na tensão inferior (H
1
a X
1
). Associa-se um voltímetro
entre os lados de alta e baixa (entre H
2
e X
2
), ligue também um voltímetro
na entrada (entre H
1
e H
2
). Proceda a leitura dos instrumentos de medida
aplicando uma tensão apropriada entre H
1
e H
2
.
Se a primeira leitura (V
1
) for maior que a segunda, a polaridade
será subtrativa; caso contrário, será aditiva.
Montagem:
Figura 5.3
OBS.: Este método se aplica bem para relações de espiras até 30:1.
D-3) – MÉTODO DO TRANSFORMADOR PADRÃO
Este método consiste em comparar o transformador a ensaiar
com um transformador-padrão de polaridade conhecida que tenha a mesma
relação do número de espiras.
Ligam-se em paralelo os enrolamentos de tensão superior dos
dois transformadores, tendo-se o cuidado de ligar entre si os terminais
marcados, isto é, os de igual polaridade.
Ligam-se entre si, na tensão inferior, os terminais da esquerda de
quem olha pelo lado da tensão inferior, deixando livres os da direita.
Aplica-se uma tensão reduzida no enrolamento de tensão
superior e mede-se o valor da tensão entre os dois terminais livres. Se este
valor for nulo, ou praticamente nulo, os dois transformadores terão a
mesma polaridade, ficando dessa forma conhecida a marcação dos
terminais do transformador em teste. Caso contrário, a marcação dos
terminais do segundo transformador será em seqüência oposta ao do
primeiro.
Montagem:
Figura 5.4
E – BIBLIOGRAFIA
OLIVEIRA, J.C. – Transformadores Teoria e Ensaios
KOSOW, I.L. – Máquinas Elétricas e Transformadores
F – QUESTIONÁRIO
1) Como efetuar o teste de C.A., (polaridade) para transformadores com
relação de espiras superior a 30:1 ?
2) Quais as vantagens da utilização quase que de apenas transformadores
subtrativos.
3) Justificar o método C.A., apresentando um caso em que V
2
< V
1
.
Poderíamos usar um terceiro voltímetro para encontrar esta diferença
diretamente ? Onde ele seria conectado.
4) É possível conhecer a polaridade de um transformador, conhecendo-se
apenas os sentidos de enrolamento de suas bobinas ? Justifique.
6 – ENSAIO À VAZIO DE UM
TRANSFORMADOR
A – INTRODUÇÃO
O transformador embora não seja propriamente um dispositivo
de conversão eletromecânica de energia, é um dispositivo importante na
análise global de um sistema de energia. Sendo um componente que
transfere energia de um circuito elétrico à outro o transformador toma parte
nos sistemas elétricos e eletromecânicos, seja simplesmente para isolar
eletricamente os circuitos entre si, seja para ajustar a tensão de saída de um
estágio do sistema à tensão de entrada do seguinte, seja para ajustar a
impedância do estágio seguinte à impedância do anterior (casamento de
impedância), ou para todas essas finalidades ao mesmo tempo.
O transformador opera segundo o princípio da indução mútua
entre duas (ou mais) bobinas ou circuitos indutivamente acoplados.
Importante salientar que os circuitos não são ligados fisicamente, ou seja,
não há conexão condutiva entre eles.
O circuito ligado à fonte de tensão é chamado primário e o
circuito no qual a carga é conectada, é denominado secundário.
Circuito Equivalente = Nomenclatura e Símbolos
Figura 6.1 Figura 6.1
V
1
= Tensão de suprimento aplicada ao primário (V)
r
1
= Resistência do circuito primário (Ω)
x
1
= Reatância do circuito primário (Ω)
I
1
= Valor médio quadrático da corrente drenada da fonte pelo primário
(A)
E
1
= Tensão induzida no enrolamento primário por todo o fluxo que
concatena a bobina 1 (V)
N
1
= Número de espiras do enrolamento primário
I
o
= Corrente de magnetização (A)
Z
m
= Impedância do ramo magnetizante (Ω)
V
2
= Tensão que aparece nos terminais do secundário (Ω)
r
2
= Resistência do circuito secundário (Ω)
x
2
= Reatância do circuito secundário (Ω)
I
2
= Valor médio quadrático da corrente entregue pelo circuito secundário à
carga ligada a seus terminais (A)
E
2
= Tensão induzida no enrolamento secundário por todo o fluxo que
concatena a bobina 2 (V)
N
2
= Número de espiras do enrolamento secundário
Z
c
= Impedância da carga conectada nos terminais do circuito secundário
(Ω).
ENSAIO À VAZIO ENSAIO À VAZIO
B – OBJETIVO
O ensaio à vazio de transformadores tem como finalidade a
determinação de:
• Perdas no núcleo (PH + PF)
• Corrente à vazio (I
o
)
• Relação de transformação (K
T
)
• Impedância do ramo magnetizante (Z
m
)
PERDAS NO NÚCLEO (P
O
)
O fluxo principal estabelecido no circuito magnético é
acompanhado dos efeitos conhecidos por histerese e correntes parasitas de
Foucault.
OBS.: O fluxo magnético na condição de carga ou à vazio é praticamente o
mesmo.
As perdas por histerese são dadas por:
PH = K
s
. B
1,6
. f
Em que:
PH = perdas por histerese em watts por quilograma de núcleo
K
s
= coeficiente de Steimmetz (depende do material)
f = freqüência em Hz
B = indução (valor máximo) no núcleo.
Estando o núcleo sujeito a um fluxo alternado, nele serão
induzidas forças eletromotrizes com o conseqüente aparecimento das
correntes de Foucault. O produto da resistência do circuito correspondente
pelo quadrado da corrente significa um consumo de potência.
As perdas por correntes parasitas de Foucault são dadas por:
PF = 2,2 f
2
B
2
d
2
10
-3
Em que:
PF = perdas por correntes parasitas em watts por quilograma de núcleo
f = freqüência em Hz
B = indução máxima em Wb/m
2
d = espessura da chapa em mm
Somando as duas perdas analisadas, obtemos as perdas totais no
núcleo (P
o
)
P
o
= PF + PH
CORRENTE À VAZIO
É a corrente absorvida pelo primário para suprir as perdas e para
produzir o fluxo magnético. Sua ordem de grandeza é em torno de 5% da
corrente nominal de enrolamento.
RELAÇÃO DE TRANSFORMAÇÃO (KT)
É a proporção que existe entre tensão do primário e do
secundário.
2
1
2
1
2
1
V
V
N
N
E
E
KT ≅ · ·
IMPEDÂNCIA DO RAMO MAGNETIZANTE (Z
m
)
O ramo magnetizante é formado por uma resistência R
m
(relacionada com as perdas no núcleo) e por uma reatância X
m
(relacionada
com a produção do fluxo principal).
Para o cálculo de R
m
e X
m
considera-se um dos circuitos a seguir:
Figura 6.2 Figura 6.3
2
ms
2
ms ms
o
1
ms
2
o
o
ms
R Z X ;
I
E
Z ;
I
P
R − · · ·
o o oq o o op
o o
o 1
o
sen I I cos I I
I V
P
cos θ · θ ·
]
]
]

· θ

oq
mp
op
1
mp
I
V
X ;
I
V
R · ·
NOTA: O módulo da impedância do ramo magnetizante é muito maior
que o módulo da impedância dos enrolamentos primário ou
secundário.
Z
m
>> Z
1
; Z
m
>> Z
2
C – EXECUÇÃO DO ENSAIO
I) Material Necessário:
• 1 transformador 1∅
• 1 varivolt 1∅
• 1 voltímetro
• 1 amperímetro
• 1 wattímetro
• cabos para conexões
II) Preparação
Registrar os dados de placa do transformador:
V
N
(BT) = ____________ (V) V
N
(AT) =
___________(V)
I
N
(BT) = ____________ (A) I
N
(AT) =
___________(A)
S
N
= ____________ (KVA) f =
__________(Hz)
III) Montagem:
Ligar o transformador a uma fonte de tensão, alimentando-o pelo
lado de baixa e deixando o lado de alta tensão em aberto, conforme a figura
a seguir:
Figura 6.4
Para a tensão e freqüência nominais anote:
V = ___________________(V)
I
o
= ___________________(A)
P
o
= ___________________(W)
D – ANÁLISE
I) Determinar a relação de transformação
a – com os valores de ensaio
b – com os dados de placa
II) Determinar a corrente à vazio em porcentagem da corrente nominal.
III) Determinar os parâmetros do ramo magnetizante utilizando as
representações série e paralela.
E – BIBLIOGRAFIA
FITZGERALD, A.E. – Máquinas Elétricas
KOSOW, Irving, L. – Máquinas Elétricas e Transformadores
FALCONE, A.G. – Eletromecânica
OLIVEIRA, J.C. – Transformadores Teoria em Ensaios
F – QUESTIONÁRIO
1) Qual enrolamento (AT ou BT) é normalmente utilizado para a execução
do ensaio à vazio ? Justifique.
2) Porque as perdas no cobre podem ser despresadas no ensaio à vazio ?
3) Analisar o problema das perdas se um trafo com freqüência nominal de
50 Hz trabalha com 60 Hz.
4) Caso o ensaio fosse realizado com um transformador trifásico que
alterações seriam necessárias ?
5) Porque a laminação do núcleo dos transformadores reduz as perdas por
correntes parasitas (Foucaut) ?
6) Pesquise informações sobre a corrente transitória de magnetização
(INRUSH).
7) Desenhe o circuito equivalente do transformador quando este opera à
vazio e justifique o desprezo da impedância primária para o cálculo da
impedância do ramo magnetizante.
7 – ENSAIO EM CURTO-CIRCUITO
A – INTRODUÇÃO
Seja o circuito equivalente de um trafo monofásico (referido
primário).
Figura 7.1
Caso apliquemos um curto-circuito no secundário serão nulos:
• A tensão terminal secundária (V
2
= 0)
• A impedância de carga (Z
carga
= 0)
Além disso, considerando que V
cc
é baixo (da ordem de 10% de
V
n
), a indução no núcleo reduz-se na mesma proporção, consequentemente
as perdas por histerese (PH α B
1,6
) e as perdas por corrente de Foucaut (PF
α B
2
) podem ser despresadas.
O circuito equivalente para o ensaio em curto então fica:
Figura 7.2
onde: R = r
1
+ r’
2
X = x
1
+ x’
2
V
cc
= Tensão aplicada ao primário, quando o secundário está em curto-
circuito, e que faz circular a corrente nominal do enrolamento
primário.
Para a realização do ensaio faz-se necessário circular a corrente
nominal do transformador, portanto é aconselhável executar o ensaio no
enrolamento de AT que possui uma menor corrente nominal. Assim, os
instrumentos de medição serão ligados no enrolamento de AT e curto
circuitaremos o enrolamento de BT.
B – OBJETIVO
O ensaio em curto-circuito permite a determinação de:
• Perdas no cobre
• Queda de tensão interna
• Impedância, resistência e reatância percentuais
B.1 – PERDAS NO COBRE (Pj)
A corrente que circula no transformador depende da carga
alimentada pelo mesmo. As perdas nos enrolamentos, que são por efeito
joule, podem ser expressas por:
2
2 2
2
1 1
2
2 2
2
1 1
I R I R I r I r Pj · · + ·
onde:
2 1 2 2 1 1
r r R r r R + ′ · ′ + ·
Como as perdas nos enrolamentos são proporcionais ao quadrado
da corrente circulante, torna-se necessário estabelecer um ponto de
operação a fim de caracterizar as perdas no cobre. Esse ponto de operação
corresponde à corrente nominal.
B.2 – QUEDA DE TENSÃO INTERNA (∆V)
A queda da tensão interna referida à AT, conforme o circuito
equivalente simplificado é dada por: ∆V = Z
1
I
1
.
Pode-se afirmar que, ao fechar o secundário em curto-circuito, a tensão
aplicada ao primário será a própria queda de tensão procurada.
Naturalmente, sendo a queda de tensão função da corrente, isso força a
especificação do ponto de operação do transformador que, como
anteriormente, corresponderá ao nominal.
B.3 – IMPEDÂNCIA, RESISTÊNCIA E REATÂNCIA
PERCENTUAIS (Z%, R%, X%)
Um inconveniente do circuito equivalente do transformador
reside no fato de que as grandezas elétricas são numericamente diferentes
caso o circuito seja referido ao primário ou secundário. Tendo em vista o
grande número de transformadores presentes nas redes elétricas e
objetivando contornar as dificuldades de cálculo pode-se processar os
estudos através de uma alteração de unidades, que na verdade transforma
todas as grandezas em adimensionais conforme detalhado a seguir:
2
cc 1
I
Pj
R ·
100 .
V
I
. R 100 .
V
I
. R 100 .
Z
R
% R
n 2
n 2
2
n 1
n 1
1
base
1
· · ·
I I Se
n 1 1cc
·
⇒ R% = P
jm/sm
. 100
cc 1
cc 1
1
I
V
Z ·
100 .
V
I
. Z 100 .
V
I
. Z 100 .
Z
Z
% Z
n 2
n 2
2
n 1
n 1
1
base
1
· · ·
n 1 1cc
I I Se ·
100 .
V
V
% Z
n 1
cc 1
n
·
2 2 2
1
2
1 1
% R Z% X% R Z X − · − ·
Caso o teste tenha sido feito com I
1cc
≠ I
1n
podemos obter a
seguinte correção:
cc 1
n 1
cc 1 1ccn
n 1
ccn 1
cc 1
cc 1
1
I
I
. V V
I
V
I
V
Z · ⇒ · ·
[2] I R P
I
I
P P P
[1] I R P
2
n 1 1 ccn 1
2
cc 1
n 1
cc 1 ccn 1 jn
2
cc 1 1 cc 1
·

,
`

.
|
· ≅ ⇒
·
C – CORREÇÃO DO VALOR DA RESISTÊNCIA
Durante o ensaio, os enrolamentos estão à temperatura ambiente
(θA), e não há tempo suficiente para o aquecimento do transformador.
Como se sabe a resistência varia com a temperatura. Torna-se necessário,
portanto, a correção do valor calculado de R.
Corrige-se para 75
o
C no caso de trafos de classe de temperatura
105
o
a 130
o
C.
Corrige-se para 115
o
C no caso de trafos de classe de temperatura
155
o
a 180
o
C.
A correção é feita através da seguinte fórmula:
2 2
%) X ( F) (R% A Z% A K.R% F % R + θ · θ θ · θ
A 1/
F / 1
K
θ α
θ α
·
onde:
θF = temperatura final (
o
C)
θA = temperatura ambiente (
o
C)
1/α = 225 para o alumínio
1/α = 234, 5 para o cobre
D – PREPARAÇÃO DO ENSAIO
D.1 – REGISTRAR OS DADOS DE PLACA DO TRAFO A SER
ENSAIADO
S
N
= _______________ KVA f = ______________ Hz
V
1
= _______________ V V
2
= ______________ V
I
1
= _______________ A I
2
= ______________ A
D.2 – MATERIAL NECESSÁRIO
• 1 transformador monofásico
• 1 transformador variador de tensão monofásico (Varivolt)
• 1 amperímetro
• 1 voltímetro
• 1 wattímetro
• cabos para conexões
E – EXCUÇÃO DO ENSAIO
Ligar o trafo à fonte de tensão, alimentando o lado de AT e curto-
circuitando o lado de BT conforme o esquema a seguir:
Figura 7.3
Após conectar os equipamentos conforme o esquema acima,
fazemos circular corrente nominal no trafo. Para tal aumenta-se
cuidadosamente o nível de tensão até que I
cc
= I
1n
.
Caso não seja possível circular a corrente nominal do trafo, veja
a fórmula de correção apresentada no ítem B.3.
A potência medida pelo wattímetro (P
cc
) corresponde
aproximadamente à potência dissipada nos enrolamentos.
A tensão medida pelo voltímetro (V
cc
) corresponde
aproximadamente à queda de tensão interna.
F – ANÁLISE
1. Calcule R
1
, X
1
, Z
1
2. Calcule R%, X%, Z%
3. Corrija a impedância para a temperatura de operação do transformador
ensaiado
4. Calcule V
cc
%
G – BIBLIOGRAFIA
FITZGERALD, A.E. – Máquinas Elétricas
FALCONE, A.G. – Eletromecânica
KOSOW, Irving, L. – Máquinas Elétricas e Transformadores
OLIVEIRA, J.C. – Transformadores Teoria e Ensaios
H – QUESTIONÁRIO
1) Justifique porque normalmente se utiliza o enrolamento de AT para a
execução do ensaio em curto-circuito.
2) Qual a vantagem e desvantagem de um trafo que tenha grande V
cc
em
sistemas elétricos ?
3) Durante o ensaio em curto-circuito, o que ocorre com a indução no
núcleo do transformador ? Justificar.
4) Durante a realização do ensaio em curto-circuito ocorrem as chamadas
perdas adicionais. Pesquise e apresente comentários sobre esse tipo de
perdas.
5) Ao ensaiar transformadores trifásicos, que alterações são introduzidas
no procedimento de cálculo dos parâmetros de transformadores ?
(Parâmetros de excitação e dispersão).
6) Pesquise e apresente informações sobre a “Capabilidade” dos
transformadores.
8 – RENDIMENTO E REGULAÇÃO DE
TRANSFORMADORES
1 – INTRODUÇÃO
O grande número de transformadores presentes numa rede
elétrica (desde a geração até o ponto de utilização da energia elétrica)
determina que os mesmos devam, se possível, apresentar rendimentos
próximos ao valor 100%.
De fato, os esforços do passado tanto no que se refere a materiais
como projeto e construção, resultaram em dispositivos atuais que
apresentam rendimentos próximos a 98 ou 99%.
Adicionalmente, há ainda a se considerar dois tipos de
aplicações:
I – Trafo de Distribuição (potência nominal até em torno de 500 KVA)
Figura 8.1 Figura 8.1
Observamos que o transformador de distribuição opera a maior
parte do dia com aproximadamente 50% de sua potência nominal e
somente na faixa de tempo compreendida entre 17 e 22 horas opera à plena
carga.
II – Trafo de Força (potência nominal maior que 500 KVA)
Figura 8.2 Figura 8.2
O transformador de força opera 24 horas à plena carga.
Estas características operacionais distintas implicam diferentes
critérios de projeto para os dois tipos de transformadores. Enquanto que
para o primeiro é interessante que o rendimento máximo ocorra para,
talvez, 40% Sn; o caso do trafo de força impõe que o rendimento máximo
deve ocorrer em torno de Sn.
Um problema de grande importância operacional está vinculado
com a variação da tensão secundária (V
2
) com a carga. Esta variação
define a regulação de um trafo e mede a variação da tensão em relação a
tensão secundária à vazio (E
2
).
A regulação positiva determina um redução da magnitude de V
2
em relação a E
2
, e o fenômeno está associado ao suprimento de cargas
indutivas ou fracamente capacitiva. No caso de uma carga fortemente
capacitiva podemos ter uma regulação negativa e neste caso V
2
> E
2
.
2 – OBJETIVO
Este ensaio tem por finalidade verificar o rendimento e a
regulação de um transformador através da variação da carga conectada nos
terminais do secundário.
2.1 – RENDIMENTO:
Durante a operação de um transformador, a transferência de
energia elétrica do primário para o secundário se faz acompanhada de
perdas, ou seja, a potência útil no secundário é menor que no primário.
Essas perdas se manifestam sob a forma de calor e tem origem tanto nos
enrolamentos (Perdas Joule), como no material do núcleo magnético
(histerese e Foucault). Define-se rendimento como sendo a relação entre a
potência ativa de saída (secundário) e a potência ativa de entrada
(primário).
Matematicamente, o rendimento é expresso por:
100 x
P
P
%
P
P
1
2
1
2
· η · η
É importante determinar o ponto de operação do transformador
no qual ocorre o rendimento máximo. Tal ponto, estabelecido no projeto, é
função das perdas no trafo e é dado por:
Pjn
P 1,2
max) % ( fc
o
· η
onde
n 2
2
I
I
fc ·
= fator de carga; sendo I
2n
a corrente nominal para o secundário do
transformador
P
o
= perdas no núcleo
Pjn = perda joule nominal
Graficamente, temos o seguinte:
Figura 8.3 Figura 8.3
De acordo com a ABNT, o rendimento nominal de um
transformador é calculado ou medido sob as seguintes condições:
• Tensão nominal (Vn)
• Corrente nominal (In)
• Fator de potência da carga unitário (cos φc = 1)
2.2 – REGULAÇÃO
Entendendo o transformador como uma impedância série entre
fonte e carga, verifica-se que a circulação de corrente sobre esta
impedância levará a uma queda de tensão (∆V). Define-se a regulação de
tensão para transformadores como sendo a variação da tensão nos terminais
do secundário, quando a este é conectada uma carga. Como
transformador à vazio, no secundário tem-se E
2
, que passa para um valor V
2
ao se ligar uma carga. Se a variação é pequena diz-se que a regulação é
boa.
A regulação de tensão é expressa por:
100 x
V
V E
Reg%
V
V E
g Re
2
2 2
2
2 2

·

·
E pode também ser dada por:
Reg% = R% . cos Reg% = R% . cos φ φc . fc + X% . sen c . fc + X% . sen φ φc . fc c . fc
onde:
R% = resistência percentual
X% = reatância percentual
cos φc = fator de potência da carga
fc = fator de carga =
n 2
2
I
I
3 – PREPARAÇÃO DO ENSAIO
3.1 – MATERIAL NECESSÁRIO
• 1 trafo monofásico
• 1 transformador variador de voltagem (Varivolt)
• 1 carga resistiva variável (Reostato)
• 2 amperímetros
• 2 voltímetros
• 2 wattímetros
3.2 – REGISTRAR OS SEGUINTES DADOS DE PLACA DO TRANSFORMADOR
A SER ENSAIADO
Sn = ________________ KVA I
1n
= _______________
A
V
1n
= ________________ V I
2n
= _______________
A
V
2n
= ________________ V f = _______________
Hz
Observe se os instrumentos são compatíveis com os valores a
serem medidos.
4 – EXECUÇÃO DO ENSAIO
Tanto o rendimento como a regulação de tensão são funções da
corrente de carga (I
2
). O objetivo é verificar o rendimento e a regulação
para diversos valores de corrente de carga. Para tanto, faça a seguinte
montagem:
Figura 8.4 Figura 8.4
Após conectar os equipamentos:
a) Aplicar tensão nominal no primário, e com o secundário aberto colher
os dados P
o
, I
o
e V
o
.
b) Retornar o varivolt a zero, curto-circuitar o secundário e colher os dados
do ensaio em curto P
cc
, I
cc
e V
cc
.
c) Retirar o curto, aplicar tensão nominal no primário e preencher o quadro
a seguir:
I
2
(A) V
2
(V) P
2
(W) I
1
(A) V
1
(V) P
1
(W)
η%
Reg %
0,0
0,20
0,30
0,35
0,40
0,45
0,50
0,55
0,60
0,70
1,0
Nota: Nem sempre é possível realizar este ensaio para grandes transformadores face às dificuldades de obter-se cargas compatíveis
com sua potência nominal.
5 – ANÁLISE
6. Com os dados da tabela obtida no ítem 4, traçar a curva η% x fc.
7. Classifique o transformador ensaiado (força ou distribuição).
8. Calcule o fator de carga para o rendimento máximo.
9. Para corrente de carga I
2
= 1,0 A, considerando os dados do ensaio à
vazio e em curto, e que V
1
= 220 V calcular V
2
, o rendimento, a
regulação de tensão, e comparar com os valores obtidos na experiência.
6 – BIBLIOGRAFIA
OLIVEIRA, J.C. – Transformadores – Teoria e Ensaios – Editora Edgard Blucher,
1984.
KOSOW, I.L. – Máquinas Elétricas e Transformadores – Editora Globo,
1977.
7 – QUESTÕES
1) No ensaio, o fator de potência da carga foi unitário. O que aconteceria
com o rendimento se o fator de potência da carga fosse menor que 1 ?
2) Critique a afirmativa:
“Um bom transformador possui um alto rendimento e uma baixa
regulação”.
3) É possível que um transformador tenha uma regulação de tensão
negativa? Explique .
4) Pesquise e apresente informações sobre o rendimento diário de um
transformador.
9 – CAMPO MAGNÉTICO GIRANTE
A – INTRODUÇÃO
Para um perfeito entendimento da teoria das máquinas de
corrente alternada, devemos dar uma atenção especial ao conceito de
campo magnético girante, cujas condições para existência são:
1. Existência de um conjunto de enrolamento deslocados no espaço.
2. Alimentação desses enrolamentos por meio de correntes defasadas no
tempo.
Sabemos que o conjugado produzido pelas máquinas de C.A. é o
resultado da interação de campos magnético, no entreferro.
CAMPO GIRANTE PRODUZIDO POR UM SISTEMA TRIFÁSICO CAMPO GIRANTE PRODUZIDO POR UM SISTEMA TRIFÁSICO
1. OBJETIVOS
Mostrar através da utilização de 3 bobinas e da gaiola de esquilo
a existência no campo girante.
2. MATERIAL UTILIZADO :
• 3 bobinas - R = I
max
=
- X = Z =
• 3 amperímetros
• 1 voltímetro
• 1 varivolt trifásico
3. REALIZAÇÃO PRÁTICA DO ENSAIO
Ligação das bobinas em Y
- conforme esquema:
Figura 9.1 Figura 9.1
4.1. Para uma tensão aplicada determinar os valores de i
1
, i
2
e i
3
V (V) (Linha) i
1
(A) (Linha) i
2
(A) Linha i
3
(A) Linha
4.2. Para a mesma tensão aplicada anteriormente (4.1) e fazendo uma
das correntes igual a zero (por exemplo i
1
) – determinar i
2
e i
3
.
V (V) Linha i
1
(A) Linha i
2
(A) Linha i
3
(A) Linha
ZERO ZERO
4.3. Inverta a alimentação entre duas fases. Por exemplo faça a
corrente i
1
circular pela fase b e a corrente i
2
circular pela fase a e
verifique o sentido de giro da gaiola.
4.4. Afaste as três bobinas simultaneamente da gaiola e veja o que
ocorre com a velocidade de giro da mesma.
4.5. Para as mesmas bobinas anteriores faça a conexão em ∆ e alimente
com uma tensão de
3 / 1
da anteriormente aplicada e determine.
V (V) Linha i
1
(A) Linha i
2
(A) Linha i
3
(A) Linha
4.6. Para a mesma tensão do item 4.5. e fazendo i
1
igual a zero,
V (V) Linha i
1
(A) Linha i
2
(A) Linha i
3
(A) Linha
ZERO
4.7. Repita o item 4.3.
4.8. Repita o item 4.4.
PERGUNTAS
1. Porque quando há a perda de uma fase (itens 4.2 e 4.6) as correntes nas
outras fases aumentam de intensidade.
2. Justificar os itens 4.3. e 4.7., ou seja, porque há a inversão do sentido de
giro da gaiola.
3. Justificar detalhadamente os itens 4.4. e 4.8.
4. Existe alteração na gaiola de esquilo quando as ligações das bobinas
passam de Y para ∆ ? Porque ?
5. Quais tensões (valores e corrente teríamos se os instrumentos de
medição fossem colocados como mostrado abaixo (ligação Y) para a
mesma tensão de alimentação do item 4.1.
Figura 9.2 Figura 9.2
10.Compare os resultados anteriores com os obtidos em 4.1. e analise o
ocorrido.
11. Quais valores de tensão e de corrente teríamos se os instrumentos de
medição fossem colocados como mostrado abaixo (ligação em ∆) para a
mesma tensão de alimentação do item 4.5.
Figura 9.3 Figura 9.3
Portanto, verificamos que um enrolamento polifásico excitado
por correntes polifásicas equilibradas, produz o mesmo efeito geral que é
produzido pela rotação de um imã permanente em torno de um eixo
perpendicular ao imã, ou pela rotação dos pólos de campo excitado por
corrente contínua.
Concluímos que ao aplicarmos um sistema trifásico de correntes
ao estator, produzimos um campo girante. O campo girante induz f.e.m.
nos condutores do rotor.
No motor síncrono a polaridade do campo é fixada pela corrente
contínua que circula o enrolamento dos pólos. O circuito da armadura e do
rotor são separados. Para que o conjugado tenha sempre o mesmo sentido
é necessário que o campo girante e os pólos se desloquem com a mesma
velocidade.
No motor de indução a corrente que circula no rotor é devido ao
fenômeno da indução. O campo girante induz no rotor a f.e.m. que
produz a corrente do rotor. Consequentemente, para que haja conjugado, é
necessário que o rotor tenha uma velocidade diferente da do campo girante,
pois se fossem iguais não haveria indução de f.e.m. no rotor. Portanto, só
teremos conjugado no motor de indução, para velocidades diferentes da
velocidade síncrona.
A velocidade síncrona do campo girante é dada por:
p
f 120
Ns
60
Ns

2
P
f · ⇒ ·
A velocidade do rotor, para o motor de indução é dada por:
Ns ) S 1 ( Nr
Ns
Nr Ns
S − · ⇒

·
onde:
f = freqüência
p = número de pólos
S = escorregamento
Finalmente podemos concluir que:
1) Se N
r
< N
s
, os condutores do rotor serão cortados pelo fluxo campo
girante do estator, produzindo um conjugado motor.
2) Se N
r
= N
s
, não haverá movimento relativo entre os condutores do rotor
e o campo girante, resultado no não funcionamento da máquina.
3) Se N
r
> N
s
, caso em que a máquina é acionada em uma velocidade
acima da síncrona, os condutores do rotor serão novamente cortados
pelo fluxo do campo girante, produzindo agora um conjugado resistente.
Funcionamento como gerador.
B – OBJETIVO
Utilizando dois motores de indução, verificar a presença do
campo magnético girante.
C – PROCEDIMENTO
1) Ligar os motores conforme a figura 9.4.
2) Tentar partir o motor número 1 (veja obs. 1 abaixo com a chave
monofásica) S
3
aberta. Observar que assim ele não parte.
3) Fechar a chave S
3
e tentar novamente partir o motor número 1. Agora
ele partirá e entrará em regime normal de funcionamento após retirar o
dispositivo auxiliar de partida (se houver).
4) Com o motor girando abrir a chave S
3
. Observar que ele continua
funcionando.
5) Ainda com S
3
na posição aberta tentar partir no motor número 2.
Verificar que ele irá partir e que irá existir uma corrente na fase a do
motor. Por que?
6) Desligar ambos os motores e voltar a chave S
3
para a posição fechada.
Observar os seguintes processos de partida para o motor de indução:
a) Partida com resistência inserida no circuito do rotor (somente para o motor de
rotor bobinado).
b) Partida com tensão reduzida com auto-transformadores (varivolt
trifásico no nosso caso).
c) Partida estrela-triângulo, sendo estrela na partida e triângulo em
funcionamento normal.
7) Responder as questões propostas.
Figura 9.4 Figura 9.4
OBSERVAÇÃO
1. Na partida do motor bobinado a resistência do rotor deve ser máxima.
Em funcionamento normal deve ser mínima.
2. Dos dois motores da figura 8.4, um deve ser o motor de rotor bobinado.
O outro pode ser o de rotor em gaiola.
QUESTÕES
1) O motor de indução parte se uma fase estiver em aberto ? Por que ?
2) O motor de indução continua funcionamento se abrir uma de suas
fases ?
3) Como reduzir a corrente de partida de motor de indução.
a – de rotor bobinado?
b – de rotor em gaiola?
4) Por que o motor de indução número 2 partiu com uma fase aberta mas
com o motor número 1 funcionamento ? (Ver figura 9.4)
5) Como podemos variar a velocidade de um motor de indução de rotor
bobinado ? Explicar apenas o processo mais usual.
6) Por que a máquina de indução é também chamada de máquina
assíncrona ?
7) No motor de indução trifásico em funcionamento normal temos dois
campos magnéticos, o de estator que gira à velocidade síncrona N
s
e o
de rotor devidos às tensões e correntes induzidas que gira a uma certa
velocidade N, ambas em relação a um mesmo referencial parado.
Baseado nisto pergunta-se:
a – Como obter a velocidade N de função de N
s
e N
r
?
b – Qual a velocidade relativa entre N e N
s
? Explique o por que dos
resultados encontrados.
10 – MÁQUINA DE INDUÇÃO
I) INTRODUÇÃO
Uma forma de excitar os enrolamentos do estator e do rotor
ocorre na máquina de indução, na qual há correntes alternadas nos dois
enrolamentos, do estator e do rotor.
A máquina de indução pode ser considerada como um
transformador generalizado, no qual ocorre transformação de potência
elétrica entre estator e rotor, com mudança de freqüência e com fluxo de
potência mecânica. Embora o motor de indução seja o mais comum de
todos os motores, a máquina de indução é raramente usada como gerador;
suas características de desempenho como gerador não são satisfatórias para
a maioria das aplicações. A máquina de indução pode ser empregada
também como conversor de freqüência.
No motor de indução, o enrolamento do estator é semelhante ao
da máquina síncrona e da mesma quando for excitado por uma fonte
polifásica simétrica, este produzirá no entreferro um campo magnético que
gira à velocidade síncrona (Ns) dada por:
p
f 120
Ns ·
(1)
f = freqüência aplicada ao estator
p = número de polos do motor
O enrolamento de rotor pode ser de dois tipos;
a) Rotor bobinado ou enrolado : com enrolamento polifásico semelhante
ao estator e com o mesmo número de polos. Por ser ligado em estrela
ou triângulo. As fases são ligadas geralmente em estrela com as
extremidades ligadas à anéis coletores isolados montados sobre o eixo.
Por meio de escovas (de grafite ou carvão) os terminais são disponíveis
externamente. Neste tipo, o circuito do rotor pode se fechar através de
impedâncias externas.
Figura 10.1 - Rotor bobinado com Z Figura 10.1 - Rotor bobinado com Z
1 1, Z , Z
2 2 e Z e Z
3 3 de impedâncias externas. de impedâncias externas.
b) Rotor gaiola de esquilo ou em curto-circuito : Com um enrolamento
que consiste de barras condutoras (geralmente de alumínio) encaixadas
no ferro do rotor e curto-circuitados em cada extremidade por anéis
condutores. É o mais usado em aplicações gerais devido a sua extrema
simplicidade e robustez e principalmente o baixo custo de fabricação.
Neste caso, não podem ser introduzidas impedâncias no circuito do
rotor.
Figura 10.2 – Rotor gaiola de esquilo.
Funcionamento:
O funcionamento do motor de indução trifásico pode ser
resumido assim:
• O estator é ligado a uma fonte de tensão trifásica equilibrada dando
origem a um campo magnético girante cuja velocidade é dada pela
equação (1). Daí forma-se no rotor fem(s) induzida devido ao
movimento relativo existente entre o campo e os condutores do rotor.
Estas tensões originam, por sua vez, correntes no circuito fechado do
rotor produzindo um campo magnético do rotor. A tendência dos dois
campos de se alinharem é que produz o conjugado eletromagnético e a
rotação do motor (Nr). Para que as tensões e correntes continuem a ser
induzidas no rotor, a velocidade de funcionamento do motor nunca
poderá igualar a velocidade síncrona do campo girante de estator (Ns),
pois os condutores do rotor estariam imóveis com respeito ao campo do
estator, não haveria variação de fluxo e consequentemente nenhuma
tensão seria neles induzida.

Assim o rotor “escorrega” a cada instante em relação ao campo
girante do estator sendo à velocidade de escorregamento (ou recuo) dada
pela diferença (Ns – Nr). Daí define-se o escorregamento em
porcentagem da velocidade síncrona dado por:
(2) 100% x
NS
Nr Ns
% S

·
Nr – velocidade mecânica do rotor Nr – velocidade mecânica do rotor
Ns – velocidade síncrona do campo estator
Nr = (1 – S) Ns (3)
S – escorregamento S – escorregamento
Podemos, portanto, estabelecer as seguintes conclusões:
a) Se Nr < Ns, os condutores do rotor são cortados pelo campo girante do
estator produzindo um torque motor e o funcionamento como motor de
indução (S positivo).
b) Se Nr = Ns, não haverá movimento relativo entre os condutores do rotor
e o campo girante do estator e a máquina não funciona nem como
motor, nem como gerador; daí a razão de serem chamadas assíncronas
(S = 0).
c) Se Nr = Ns, caso em que a máquina de indução é acionada por um
órgão propulsor em uma velocidade acima da síncrona, temos o
funcionamento como gerador de indução, pois os condutores do rotor
são novamente cortados pelo campo girante do estator produzindo agora
um torque resistente (S negativo).
Partida dos Motores Trifásicos em Rotor em Gaiola Partida dos Motores Trifásicos em Rotor em Gaiola
No momento em que se liga o estator à linha, desenvolve-se no
rotor um f.e.m. induzida, exatamente como no secundário de um
transformador; o rotor, está em curto-circuito a corrente que daí resulta é
muito intensa. Depois à medida que a rotação do motor aumenta, o rotor
passa a cortar menos linhas de força, dimuindo a f.e.m. induzida e
consequentemente a corrente.
O elevado valor que atinge a corrente induzida no rotor no
momento do arranque, provoca no estator, ou primário, o consumo de uma
grande corrente muito superior à absorvida a plena carga (4 a 7 vezes
maior) isto ocasiona uma queda de tensão na rede de alimentação. Por
esse motivo é preciso usar, exceto nos motores de pequena potência, um
dispositivo que reduza a corrente de arranque (partida).
Como não é possível intercalar resistências no rotor (curto-
circuitado), torna-se necessário reduzir a tensão aplicada ao estator. Para
isso, pode-se usar um compensador de partida ou uma chave estrela-
triângulo.
LIMITES MÁXIMOS DE POTÊNCIA DE MOTORES
Tipo do
Motor
Fornecimento Partida
Direta
Rotor em Gaiola – Dispositivos Auxiliares de Partida
Motor
Monofásico
Tipo N
o
de
Fios
Tensão
(V)
Chave
Série
Paralelo
Chave
Estrela
Triângulo
Compensador de Partida Resistência ou
Reatância
Primária
Rotor
Bobinado
50% 65% 80% 70% 85%
Motor A 2 127 2CV xxxxxxx xxxxxxx Xxxxxx xxxxxx xxxxxx Xxxxxx xxxx xxxxxxxx
Monofásico B 3 220 5CV xxxxxxx xxxxxxx Xxxxxx xxxxxx xxxxxx Xxxxxx xxxx xxxxxxxx
Motor
Trifásico
D 4 220 5CV 10CV 10CV 10CV 12,5CV 7,5CV 15CV 6CV 10CV
NOTA:
1) – Fonte: ED – 1.3
CARACTERÍSTICAS DOS DISPOSITIVOS DE PARTIDA
Valores em relação a partida direta (%)
Dispositivo Tensão
Aplicada ao
Enrolamento
Corrente e
Potência
Aparente (1)
Conjugado
Aplicação Características
Chave série-paralelo 50 25 25
Motores para 4 tensões em que a
partida se faça praticamente a
vazio
Proporciona baixo
conjugado de partida.
Necessita de motores para 4
tensões
Chave estrela-triângulo 58 33 33
Cargas que apresentam
conjugados resistentes de partida
até aproximadamente 1/3 do
conjugado nominal do motor.
Proporciona baixo
conjugado de partida
(porém superior a chave
série-paralelo)
50 25 25
Chave compensadora
(auto-transformador)
65 42 42
Cargas com conjugados
resistentes de partida próximos
da metade do conjugado nominal
do motor.
Proporciona um conjugado
de partida ajustável as
necessidades da carga.
80 64 64
Cargas com conjugado
Utilizado quando o
conjugado resistente de
Resistência ou reatância
primária
70
A
85
70
A
85
70
A
85
resistentes de partida maiores
que 1/3 do conjugado nominal
do motor.
Cargas de elevada inércia.
Necessidade de aceleração suave
partida ou a inércia não
permitem a utilização da
chave Y∆. Proporciona
aceleração suave. Produz
perdas e aquecimento
quando utiliza resistência
primária
Motor com rotor
bobinado resistência
rotórica
100 100 100
Cargas com conjugados
resistentes de partida elevados.
Cargas de elevada inércia.
Cargas que necessitam de
controle de velocidade
Permite controle do
conjugado na partida,
permite controle da
velocidade de regime.
Apresenta melhor fator de
potência na partida
(próximo a 70%). Produz
perdas e aquecimento na
resistência externa.
NOTAS:
1) – Potência aparente requerida do alimentador
2) – Fonte: ED – 1.3
• Compensador de Partida
A tensão é reduzida mediante um transformador que se intercala
entre o motor e a linha e se suprime logo que o motor atinge a sua
velocidade plena.
Os transformadores usados para esse fim são sempre
atutotransformadores ligados geralmente em V ou raramente em Y.
Nos autotransformadores consegue-se reduzir a corrente de
partida com o quadrado da relação de transformação, o que é uma redução
significante, já que são construídos para darem relações tais como 0,8; 0,65
e 0,5.
• Chave Estrela-Triângulo
Esta chave pode ser empregada para a partida de motores
destinados a funcionar em triângulo.
A tensão nos enrolamentos é reduzida no momento de partida
para V/
3
mediante a ligação dos enrolamentos em estrela.
Partida dos Motores Trifásicos de Rotor Bobinado Partida dos Motores Trifásicos de Rotor Bobinado
Nos motores de rotor bobinado aumenta-se o conjugado de
arranque e reduz-se a corrente na partida por meio de um reostado aplicado
nos enrolamentos do rotor.
Para partir o motor, liga-se a chave de alimentação e manobra-se
lentamente a manivela do reostato de partida até que o motor atinja a
rotação de regime. No último ponto os braços da manivela põem em curto-
circuito as resistências e, por conseguinte, os enrolamentos do rotor.
Há motores que são munidos de dispositivo destinado a levantar
as escovas depois da partida, ao mesmo tempo que põe em curto-circuito os
anéis, passando o motor a trabalhar depois de levar a manivela do reostato
ao último ponto. Coloca-se por fim a manivela no ponto morto, para evitar
aquecimento no futuro arranque.
Quando o motor não tem dispositivo de levantar as escovas, é
necessário deixar a manivela do reostato no último ponto a fim de fechar o
rotor em curto-circuito.
Variação da Velocidade dos Motores Trifásicos Variação da Velocidade dos Motores Trifásicos
A variação da velocidade dos motores de rotor em curto-circuito
só pode ser obtida modificando-se a freqüência da corrente de alimentação
ou o número de pólos. A variação da freqüência não é normalmente
possível, e a variação do número de pólos do estator só se pode fazer em
motores de construção especial para esse fim, que duplicam ou triplicam a
velocidade, porém pequenas variações de velocidade não são possíveis.
No caso de motores de rotor bobinado a diminuição de
velocidade pode ser feita, dentro de certos limites, pelo reostato do rotor,
deste que as resistências tenham capacidade suficiente para poder ficar no
circuito. Esse processo tem o inconveniente de reduzir o rendimento do
motor, dada a perda de energia nas resistências do reostato.
II – PREPARAÇÃO
Equipamento: 1 unidade de motor de indução
1 unidade de máquina de corrente contínua
1 tacômetro
III – EXECUÇÃO: Modo de Operação
1. Acoplar o motor de indução à máquina de corrente contínua;
2. Fazer as conexões do motor de indução e da máquina de corrente
contínua conforme a figura 10.3.
3. Dar partida ao motor de CC, notar o sentido de rotação e ajustar o
reostato de campo de modo que a velocidade seja 95% da velocidade de
sincronismo do motor de indução e em seguida desligar a alimentação
do motor de CC.
4. Dar partida ao conjunto por meio do motor de indução, no mesmo
sentido observado no item anterior.
5. Enquanto o conjunto está sendo impulsionado pelo motor de indução,
dar partida ao motor de CC e ajustar a velocidade exatamente para a
velocidade de sincronismo. Tomar as medidas de: velocidade, tensão,
corrente e potência no motor de indução e tensão de linha, corrente de
campo no motor de CC.
6. Aumentar a potência fornecida pelo motor de indução à linha de
alimentação trifásica em 10 degraus, aumentando até 110% a
velocidade. Ler os valores de velocidade, corrente de linha e potência
do motor de indução.
NOTA: Durante esta experiência o wattímetro dará indicação invertida
(abaixo de zero) quando estiver sendo fornecida potência à linha.
Para efetuar as leituras, inverter as ligações da bobina de tensão do
mesmo.
Dos dados obtidos nos ítens 5 e 6, calcular:
a) Potência de saída do gerador de indução = Ps
b) Fator de potência
I . E . 73 , 1
Ps
cos · φ
c) Escorregamento
100 x
o Sincronism Velocidade
Rotor Velocidade - Sincroismo Velocidade
Figura 10.3
IV – BIBLIOGRAFIA
FITZGERALD, A.E., KINGSLEY Jr. – Máquinas Elétricas, São Paulo, McGraw Hill
do Brasil, 1975.
SEPÚLVEDA, H.L. – Máquinas Elétricas – Guias de Aulas Práticas,
Edições Engenharia, 1969.
MARQUES, N.L. – Eletrotécnica, Escola Nacional de Engenharia da
Universidade do Brasil, Serviço de Publicações, 1965.
SILVA, H.R. – Eletrotécnica Geral I – II – Parte I, UFMG – Belo
Horizonte, Edições Engenharia, 1966.
V – QUESTIONÁRIO
1. Explicar como é possível excitar o estator e o rotor de uma máquina
com corrente alternada.
2. Mostre porque o rotor do motor de indução nunca pode atingir a
velocidade síncrona.
3. Mostre que os campos girantes do estator e do rotor do motor de
indução são estacionários, um em relação ao outro, desde a partida até a
velocidade máxima.
4. Por que cerca de 90% dos motores elétricos são de indução e de gaiola
de esquilo ?
5. Defina o que é escorregamento nos motores de indução.
6. Quais as vantagens do motor de indução de rotor bobinado em relação
ao de gaiola de esquilo ?
7. Como reduzir a corrente de partida de motor de indução:
a – de rotor bobinado ?
11 – ENSAIO COM O ROTOR LIVRE DE UM
MOTOR DE INDUÇÃO TRIFÁSICO
1. OBJETIVOS :
1.1. Determinar as perdas no ferro do estator = W
Fe
1.2. Determinar as perdas no cobre do estator = W
enr
1.3. Determinar as perdas por atrito + ventilação.
1.4. Determinar os parâmetros do ramo magnetizante Rm, Xm, Zm.
1.5. Visualizar a forma de onda da corrente de magnetização.
2. RELAÇÃO DE MATERIAL UTILIZADO :
2.1. Motor de indução
2.2. Wattímetro
2.3. Amperímetros
2.4. Voltímetros
2.5. Medidor de r p m
2.6. Varivolt trifásico
3. CARACTERÍSTICAS DO MOTOR :
3.1. P
n
=
3.2. V
n
=
3.3. In =
3.4. Rotação =
3.5. Número de pólos =
4. MONTAGEM DA EXPERIÊNCIA :
Vide esquema da figura abaixo (Figura 11.1)
Figura 11.1
5. LEVANTAMENTO DOS DADOS DE ENSAIO :
5.1. Para um valor inicial de tensão igual a 120% do valor nominal, diminuí-la
gradativamente até que haja grandes variações na velocidade.
V(V) I
0
(A) W
1
(W) W
2
(W) W=W
1
+W
2
rpm
5.2. Com um ohmímetro determinar r
1
(resistência de uma das fases do
estator), observando se o estator está em ∆ ou Y, corrigindo para
75
o
C.
Figura 11.2
Figura 11.3
r lido (Ω)
r
1
(à temperatura ambiente)
r
1
(Ω) à 75
o
C
GUIA PARA ANÁLISE:
1. Utilizando os valores obtidos no item 5.1. construir as curvas W
0
= f(V)
e I
0
= f(V).
2. A partir das referidas curvas, determinar:
Won(W) W
A+V
(W) W
enr
= r
1
. I
on
2 W
Fe
=W
0
-W(A+V)-W
enr
(W)
3. Calcular os parâmetros do ramo magnetizante considerando o circuito
paralelo.
Figura 11.4
A menos de um pequeno erro A menos de um pequeno erro δ δ = 0 = 0
0
2
1
2
1 1 1 0
2
1
2
1 1 1
I x r V E I . x r E V + − · ⇒ + + ·
≡ V
1
≡ tensão nominal do ensaio (valor de fase) = (V)
≡ r
1
≡ resistência do estator por fase à temperatura do funcionamento
nominal do motor = (Ω)
≡ x
1
≡ obtido do ensaio com o rotor bloqueado = (Ω)
≡ I
0
≡ corrente de magnetização (valor de fase) = (A)
E
1
=
Fe
2
1 m
W / E R ·
Por fase
Z
m
= E
1
/I
0
2
m
2
m
m m
m
Z . R
R . Z
X ·
PERGUNTAS:
1. Porque no ensaio a vazio não existem perdas no ferro do rotor ?
2. Deduzir a expressão para o cálculo de X
m
e R
m
se o circuito escolhido
para o ramo magnetizante fosse o série.
3. Na curva I
0
= f (V), qual o motivo do acréscimo da corrente para um
decréscimo de V, a partir de um certo valor da tensão para a qual a
rotação cai ?
4. Baseando no circuito equivalente do MIT, justificar a razão do baixo
fator de potência do mesmo, quando opera vazio.
12 - ENSAIO COM O ROTOR BLOQUEADO
DE UM MOTOR DE INDUÇÃO TRIFÁSICO
1. OBJETIVOS
1.1. Determinar as perdas joule no estator e rotor W
joule
.
1.2. Determinar os parâmetros do circuito equivalente R
1
, X
1
, r’
2
, x
1
, x’
2p
, r
2
e x
2
.
2. RELAÇÃO DE MATERIAL
2.1. Motor de indução
2.2. Wattímetro
2.3. Amperímetros
2.4. Voltímetros
2.5. Varivolt trifásico
3. CARACTERÍSTICAS DO MOTOR
Mesmo motor do ensaio com o rotor livre.
4. MONTAGEM DA EXPERIÊNCIA
Figura 12.1 Figura 12.1
5. LEVANTAMENTO DOS DADOS DE ENSAIOS
5.1. Mantendo o rotor bloqueado, aplica-se tensão gradativamente até que circule a
corrente nominal e anotar os valores abaixo.
V
icc
(nom) I
1
nom(A) W
1
(W) W
2
(W) W
joule
=W
1
+W
2
5.2. Cálculo dos parâmetros
Figura 12.2
fase / I
fase / W
R
2
n 1
joule
1
· - R
1
=
fase / I
fase / V
Z
n 1
cc 1
1
·
- Z
1
=
2
1
2
1 1
R Z X − · - X
1
=
R
1
(Ω)t
amb
Z
1
(Ω)t
amb
X
1
(Ω) R
1
(Ω)75
o
Z
1
(Ω)75
o
5.3. Cálculo de r’
2
R
1
= r
1
+ r’
2
→ r’
2
= R
1
– r
1
⇒ r’
2
= 75
o
C
5.4. Cálculo de x
1
e x’
2p


·
2
p 2
1
1
r
x
r
x
Propriedade das proporções
2 1
1
p 2 1
1 1
p 2
1
r r
r
x x
x
r
r
x
x
′ +
·
′ +


·

-
· ⇒ · ⇒ ·
1 1
1
1
1
1
1
1
1
x X .
R
r
x
R
r
X
x
2p 1 1 p 2 p 2 1 1
x x X x x x X ′ ⇒ − · ′ ⇒ ′ + ·
5.5. Cálculo de r
2
e x
2p
– Só possível para MIT com rotor em anéis.
5.5.1. Cálculo de E
2p
Aplica-se tensão nominal ao estator, abrindo-se o circuito do rotor.
3
V
E
lido
p 2
·
E
2p
=
Figura 12.3
5.5.2. Cálculo de E
1
0
2
1
2
1 1 1
I . x r V E + − ·
E
1
= V
V
1
≡ tensão nominal (valor de fase)
I
0
≡ corrente de magnetizações (valor de fase)
5.5.3. Cálculo de r
2
· ⇒

,
`

.
|
′ ·
2
2
1
p 2
2 2
r
E
E
. r r
5.5.4. Cálculo de x
2p
· ⇒

,
`

.
|
′ ·
2p
2
1
p 2
p 2 p 2
x
E
E
. x x
13 – MÁQUINA DE CORRENTE CONTÍNUA –
IDENTIFICAÇÃO DOS TERMINAIS
Identificação dos Terminais de uma Máquina de Corrente Contínua
1. OBJETIVO
Procedimento prático para o conhecimento de como identificar os terminais
de uma máquina de corrente contínua.
2. INTRODUÇÃO
Se a máquina de corrente contínua possuir uma placa com os bornes
terminais, o problema consiste na simples leitura. É o caso das máquinas do
laboratório, cuja placa é reproduzida a seguir.
Figura 13.1
Os bornes A e B correspondem aos terminais do circuito de armadura, de
onde é aplicada e/ou retirada a tensão terminal. Os pontos G e H são terminais dos
pólos de comutação. Sempre que o gerador/motor estiver operando em carga, B deve-
se estar “em curto” com G, e a carga recebendo alimentação entre A e H. Isto coloca o
enrolamento do polo de comutação em série com a carga para redução do efeito de
reação da armadura. Os bornes E, E
1
e F pertencem ao campo série, que é dividida pelo
borne E em duas frações, podendo ser utilizada cada uma delas ou todo o campo. Os
bornes restantes são do campo shunt, ou para a máquina funcionar com excitação
independente, os bornes CD serão os terminas do campo. Como a máquina do
laboratório possui quatro pólos, os terminais CD
1
D
2
D
3
, D
4
D
5
, D
6
D

são as frações do
campo excitados sobre cada polo. Assim, para funcionamento do campo shunt ou do
campo independente excitado, os enrolamentos dos pólos devem ser ligados em série, o
que se consegue curto-circuitando D
1
com D
2
, D
3
com D
4
e D
5
com D
6
. A alimentação
do campo é então feita pelos terminais C e D. As ligações são facilitadas pelo uso de
plaquetas que se ajustam aos bornes.
Se, entretanto, a máquina não possuir uma placa de identificação dos
terminais, isto só poderá ser feito através da determinação dos bornes de cada circuito e
da comparação dos valores de resistência de cada um. Toda a operação pode ser feita
com auxílio de um ohmímetro comum e o procedimento para tal é justamente o objetivo
deste ensaio.
PROCEDIMENTO PRÁTICO PARA A IDENTIFICAÇÃO DOS TERMINAIS
3.2. Separar os bornes pertencentes a um mesmo circuito, usando para tal o
teste de continuidade. Se entre dois bornes a resistência não for infinita,
eles pertencem a um mesmo circuito.
3.2. Medir a resistência de cada circuito, o que apresentar maior resistência será o
circuito do campo shunt, nestas condições, anotar o valor destas resistências para a
máquina do laboratório.
R
SH
= Ω
3.3. Levantar as escovas do coletor e verificar qual dos circuitos perde a continuidade ,
este será o circuito de armadura, nestas condições, meça a resistência de armadura da
máquina do laboratório.
R
a
= Ω
3.4. Colocando-se um dos pólos do ohmímetro ligado no próprio enrolamento do polo
de comutação, verificamos com quais bornes existe a continuidade no circuito, estes
bornes serão do polo de comutação, nestas condições, meça a resistência do polo de
comutação da máquina do laboratório.
R
pc
= Ω
3.5. Os bornes restantes, por exclusão, pertencerão ao campo série, nestas condições,
medir a resistência do campo série, ou seja:
R
s
= Ω
3.6. Fazer uma tabela comparativa entre os valores de resistência dos campos série,
shunt, armadura e pólos de comutação.
CONCLUSÕES
4.1. Justificar o item 3.2
4.2. Justificar os itens 3.3, 3.4 e 3.5
14 – MÁQUINAS DE CORRENTE CONTÍNUA
1. INTRODUÇÃO
Uma característica destacada da máquina de corrente contínua (MCC) é sua
versatilidade. Por meio de várias combinações de enrolamentos campo série, derivação
e excitação independente, ela pode ter uma ampla variedade de características tensão-
corrente ou velocidade-conjugado, para operação dinâmica e em regime permanente.
Devido à facilidade com que pode ser controlado o motor de CC
é freqüentemente usado em aplicações que requerem uma ampla faixa de
velocidade ou controle preciso da saída do motor.
Quando funciona como gerador, embora o objetivo seja a geração
de tensão contínua, é evidente que uma tensão de velocidade gerada em
uma bobina da armadura é uma tensão alternada. A forma de onda
alternada precisa portanto se retificada. A retificação mecânica é provida
pelo comutador, que é um cilindro formado de lâmina de cobre isoladas
entre si e montadas sobre o eixo do rotor.
Se corrente contínua circular pelo circuito externo ligado às
escovas, será criado um conjugado pela interação dos campos magnéticos
do estator e rotor. Se a máquina estiver agindo como gerador, este
conjugado eletromagnético gira na direção de rotação.
O enrolamento de armadura de uma MCC está no rotor e a
corrente é conduzida ao enrolamento por meio de escovas. O enrolamento
de campo são os seguintes.
Os dois tipos básicos de enrolamento do rotor (armadura) da
MCC são os seguintes:
A – Imbricado ou Paralelo – A aparência é de folhas superpostas.
Caracteriza-se eletricamente pela ligação dos extremos de uma mesma
bobina à lâmina do comutador próximas entre si.
O número de escovas nas máquinas com enrolamento imbricado
deve ser obrigatoriamente igual ao número de pólos.
Os enrolamentos imbricados são normalmente usados em
máquinas de altas correntes.
Figura 14.1 Figura 14.1
B – Ondulado ou Série – A aparência é de uma onda. Caracteriza-se
eletricamente pela ligação dos extremos de uma mesma bobina a lâminas
distanciadas de aproximadamente 2 passos polares medidos em lâminas do
comutador.
Passo polar em lâminas do comutador + (N
o
de lâminas)/(P)
O número de escovas nas máquinas com enrolamento ondulado
pode ser menor que o número de pólos. O número mínimo de escovas é 2.
Em máquinas que é impossível a colocação de um número de escovas igual
ao número de pólos o enrolamento ondulado é obrigatório.
Os enrolamentos ondulados são normalmente em máquinas de
baixas correntes.
Figura 14.2 Figura 14.2
Funcionamento Funcionamento
A MCC é uma máquina elétrica girante capaz de converter
energia mecânica em energia elétrica (gerador) ou energia elétrica em
energia mecânica (motor). Para o gerador, a rotação é suprida por uma
máquina primária (fonte de energia mecânica) para produzir o movimento
relativo entre os condutores e o campo magnético da MCC, para gerar
energia elétrica. Para o motor, a energia elétrica é suprida aos condutores e
ao campo magnético da MCC, a fim de produzir o movimento relativo
entre eles e, assim, obter energia mecânica. Em ambos os casos nós temos
movimento relativo entre um campo magnético e os condutores na MCC.
Funcionamento do Comutador Funcionamento do Comutador
O propósito do comutador e suas lâminas associadas é:
1. No caso de cada gerador, mudar a corrente alternada gerada para
corrente contínua externa.
2. No caso de um motor, mudar a corrente contínua externa aplicada em
corrente alternada, à medida que os condutores se movem
alternativamente sob pólos opostos (para produzir rotação no mesmo
sentido).
3. Permitir a transferência de corrente entre uma armadura móvel e
escovas estacionárias.
Tipos de Geradores CC Tipos de Geradores CC
Os geradores classificam-se quanto ao tipo de excitação em:
A) Geradores de excitação separada ou independente.
B) Geradores de excitação própria ou auto-excitado.
Geradores de excitação separada são aqueles em que o campo
(ou indutor) é alimentado por uma fonte de corrente contínua externa.
Quando o indutor é alimentado pela própria corrente gerada na
máquina, o gerador é chamado de excitação própria ou auto excitado. Os
geradores auto-excitados podem ser classificados em:
A) Gerador de excitação em derivação (Shunt)
B) Gerador de excitação série
C) Gerador de excitação composta
Motores de Corrente Contínua Motores de Corrente Contínua
Qualquer dos métodos de excitação empregados para geradores
pode também ser utilizado para motores. As características típicas de
regulação de velocidade em regime permanente são mostradas na figura
abaixo, na qual se supõe que os terminais do motor são alimentados por
uma fonte de tensão constante.
Figura 14.3 Figura 14.3
Uma destacada vantagem do motor derivação é a facilidade de controle de
velocidade. Com um reostato no circuito de campo em derivação, a corrente de campo
e o fluxo por pólo podem ser variados à vontade. Uma faixa máxima de velocidade de
cerca de 4 a 5 para 1 pode ser obtida por este método, com a liberação imposta pelas
condições de comutação.
No motor série, cada aumento na carga é acompanhada por um
aumento correspondente na corrente e fmm de armadura e no fluxo de
campo do estator (desde que o ferro não esteja completamente saturado).
Se uma carga mecânica relativamente pequena é aplicada ao eixo da
armadura de um motor série, a corrente de armadura I
A
é pequena
resultando numa elevada velocidade não usual. Por esta razão o motor
série nunca deve operar à vazio.
No motor composto, o campo série pode ser aditivo, de modo
que sua fmm se adiciona àquela do campo derivação; ou subtrativo de
modo que ela se opõe. A ligação subtrativa é raramente usada. Um motor
composto aditivo tem uma característica de velocidade-carga intermediária
entre as do motor derivação e do motor série.
Dispositivo de Partida para Motores de Corrente Contínua Dispositivo de Partida para Motores de Corrente Contínua
A fcem no instante da partida é nula, pois esta é proporcional à velocidade que é
zero na partida. Assim a corrente de partida é limitada apenas pela resistência da
armadura e pela queda de tensão nos contatos das escovas:
I = (V
a
- ∆V)/R
a
,
onde:
I = corrente de partida
V
a
= tensão de partida
∆V = queda nas escovas
R
a
= resistência da armadura
O resultado é uma elevada corrente de partida. O que se requer então, é um
dispositivo cujo propósito é limitar a corrente durante o período de partida e cuja
resistência pode ser progressivamente reduzida à medida que o motor adquire
velocidade, usualmente um reostato contínuo ou com tapes.
A maneira pela qual o dispositivo de partida é usado junto com
os três tipos básicos de máquinas de CC, empregados como motores é
mostrada na figura abaixo.
(a) Dispositivo de partida de motor-shunt.
(b) Dispositivo de partida de motor-série.
(c) Dispositivo de partida de motor composto.
Figura 14.4 – Conexões esquemáticas de dispositivos de partida de Figura 14.4 – Conexões esquemáticas de dispositivos de partida de
motores shunt, série e compostos. motores shunt, série e compostos.
Operações Operações: Identificar a máquina de CC e dar a partida utilizando-se de : Identificar a máquina de CC e dar a partida utilizando-se de
pelo menos duas opções de campo de excitação. pelo menos duas opções de campo de excitação.
1. Dar partida ao motor observando-se que:
a) O reostado de campo de estar na posição de mínima resistência
b) A resistência do reostato de partida D deve estar toda inserida no
circuito no início da partida e deve ser gradualmente retirada do circuito
à medida que o motor adquire velocidade.
2. Ligar o gerador
a) Colocar o reostato de campo do gerador na posição de máxima
resistência.
b) Atuar no reostato de campo do gerador até que se obtenha a tensão
nominal.
3) Leituras
a) Atuar no reostato de campo do motor para variar a velocidade.
b) Para cada velocidade fazer a leitura de E correspondente ao voltímetro
V.
Segunda Parte: Medida da Resistência dos Enrolamentos da MCC
A) Campo Paralelo (RP)
Alimente os terminais do campo paralelo (F1 e F2) com CC (I
máx
= 2A) e registre o valor da tensão lida nos terminais, conforme figura
abaixo:
Figura 14.5 Figura 14.5
Faça 3 leituras de tensão e corrente e encontre a média para a determinação de
RP.
B) Campo Série (RS)
Alimente os terminais do campo série (S
1
. S
2
) com CC (I
máx
=
10A) e registre o valor da tensão lida nos terminais conforme a figura
abaixo:
Figura 14.6 Figura 14.6
Faça 3 leituras de tensão e corrente e encontre a média para a determinação de
RS.
C) Armadura (RA)
Alimente os terminais da armadura (A
1
. A
2
) com CC (I
máx
= 10A)
e registre o valor da tensão lida nos terminais conforme a figura abaixo:
Figura 14.7 Figura 14.7
Faça 3 leituras de tensão e corrente e encontre a média para a determinação de
RA.
QUESTIONÁRIO QUESTIONÁRIO
1. Porque o enrolamento de armadura da MCC se localiza no rotor ?
2. Explique o funcionamento da MCC.
3. Descreva a comutação, detalhando cada etapa do processo.
4. Por que o motor série não pode partir à vazio ?
5. Que fatores levam à escolha de um motor CC ( e não de um motor de
indução, por exemplo) para determinado acionamento ?
6. É possível aumentar a velocidade do motor CC com controle pela
armadura ? Explique .
7. Por que é recomendável a retirada do dispositivo de partida após a
entrada do motor em regime permanente ?
8. Como é possível a obtenção de tensão contínua a partir da corrente
alternada gerada na armadura em um gerador CC ?
BIBLIOGRAFIA BIBLIOGRAFIA
FITZGERALD, A.E.; KINGSLEY, C. Jr.; KUSKO, A. – Máquinas Elétricas, São
Paulo, McGraw-Hill do Brasil, 1975.
KOSOW, I.L. – Máquinas Elétricas e Transformadores, Porto Alegre,
Editora Globo, 1979.
Catálogo WEG – Aplicação e Seleção de motores de corrente contínua.
Máquinas Elétricas – Guia de aulas práticas – UFMG.
15 – MÁQUINAS SÍNCRONAS
1. INTRODUÇÃO
Em uma máquina síncrona com raras exceções, o enrolamento de
armadura está no estator, e o enrolamento de campo está no rotor. O
enrolamento de campo é excitado por corrente contínua, levada até ele por
meio de escovas de carvão, apoiadas sobre anéis coletores. Usualmente,
os fatores estruturais ditam esta orientação; é vantajoso ter o enrolamento
do campo, de baixa potência, sobre o rotor.
É uma máquina de corrente alternada, cuja velocidade em
condições de regime permanente é proporcional à freqüência da corrente na
armadura. À velocidade síncrona, o campo magnético girante, criado pelas
correntes da armadura caminha à mesma velocidade que o campo criado
pela corrente de campo, e resulta um conjugado constante. A freqüência
em ciclos por segundo (Hertz) é igual à velocidade do rotor em rotações
por segundo; isto é, a freqüência elétrica esta sincronizada com a
velocidade mecânica, e esta é a razão para a designação de MÁQUINA
SÍNCRONA.
Quando uma máquina tem mais de que 2 pólos, é conveniente
concentrar a atenção sobre um único par de pólos, e reconhecer que as
condições elétricas, magnéticas e mecânicas associadas a qualquer outro
par de pólos são repetições daquelas para o par em consideração. Por esta
razão, é conveniente expressar ângulos em graus elétricos ou radianos
elétricos em lugar de unidades mecânicas:
m
2
P
e θ · θ
onde:
θe = ângulo em unidades elétricas
θm = ângulo mecânico
P = número de pólos
A tensão de bobina de uma máquina de P pólos passa por um
ciclo completo toda vez que um par de pólos passa por ela, ou P/2 vezes
cada rotação. A freqüência da onda de tensão é, portanto,
;
60
n

2
P
f ·
n = velocidade mecânica em rpm
n/60 = velocidade em rotação por segundo
A freqüência angular W da onda de tensão é:
Wm
2
P
W ·
onde: Wm = velocidade mecânica em radianos por segundo.
Os rotores de uma máquina síncrona de pólos girantes, podem
ser:
a) De pólos salientes
b) De pólos lisos ou cilíndricos.
Uma construção de pólos salientes é característica de geradores
hidrelétricos porque as turbinas hidráulicas funcionam com velocidade
relativamente baixas, e um número relativamente grande de pólos é
necessário para produzir a freqüência desejada; a construção de pólos
salientes adapta-se mais, mecanicamente, a esta situação.
As turbinas a vapor e as turbinas a gás, por outro lado, funcionam
melhor com velocidades relativamente altas, e os alternadores acionados
por turbinas, ou turbogeradores, são comumente máquinas de 2 ou 4 pólos
com rotor cilíndrico.
GERADORES SÍNCRONOS E MOTORES SÍNCRONOS GERADORES SÍNCRONOS E MOTORES SÍNCRONOS
Com poucas exceções, os geradores síncronos são máquinas
trifásicas, devido às vantagens dos sistemas trifásicos para a geração, a
transmissão e a utilização de grandes potências.
Quando um gerador síncrono supre potência elétrica a uma carga,
a corrente na armadura cria uma onda de fluxo no entreferro, que gira à
velocidade síncrona. Este fluxo reage com o fluxo criado pela corrente de
campo e resulta daí um conjugado eletromagnético, devido à tendência dos
dois campos magnéticos se alinharem. Em um gerador, este conjugado se
opõe à rotação, e a máquina motriz deve aplicar conjugado mecânico a fim
de sustentar a rotação.
Correspondente ao gerador síncrono, temos o motor síncrono. A
corrente alternada é fornecida ao enrolamento de armadura, (usualmente o
estator) e a excitação de corrente contínua é suprida ao enrolamento de
campo (usualmente o rotor). O campo magnético das correntes de
armadura gira à velocidade síncrona. Para produzir um conjugado
eletromagnético permanente, os campos magnéticos do estator e rotor
precisam ser constantes em amplitude e estacionários com respeito um ao
outro. Em um motor síncrono, a velocidade de regime permanente é
determinada pelo número de pólos e a freqüência da corrente de armadura.
Assim, um motor síncrono alimentado por uma fonte de CA de freqüência
constante precisa girar a uma velocidade constante em regime permanente.
Em um motor, o conjugado eletromagnético está na direção de
rotação e equilibra o conjugado oponente exigido para mover a carga
mecânica.
MÁQUINAS SÍNCRONAS EM PARALELO MÁQUINAS SÍNCRONAS EM PARALELO
Alternador: É um gerador síncrono de corrente alternada que por indução
eletromagnética transforma a energia mecânica em elétrica, sob a forma de
corrente alternada, cuja freqüência para uma dada máquina, depende
exclusivamente da rotação.
VANTAGENS DA LIGAÇÃO DOS ALTERNADORES EM PARALELO VANTAGENS DA LIGAÇÃO DOS ALTERNADORES EM PARALELO
1. Várias unidades pequenas permitem um serviço mais flexível que uma
única unidade, pois se uma unidade ficar, eventualmente, fora de
serviço, não se é obrigado a interromper todo o fornecimento de energia.
2. As unidades podem ser ligadas ou desligadas à medida que aumenta ou
diminui a solicitação. Assim todas as máquinas trabalharão próximo à
plena carga, o que aumenta o rendimento da operação.
3. A central geradora sendo constituída de mais de uma unidade, torna-se
possível a manutenção preventiva e de emergência sem grande
perturbação no sistema. A perturbação será tanto menor quanto maior
for o número de unidades.
4. A medida que a demanda do sistema aumenta, novas unidades podem
ser instaladas nas centrais, segundo etapas de construção previstas.
CONDIÇÕES PARA A LIGAÇÃO EM PARALELO CONDIÇÕES PARA A LIGAÇÃO EM PARALELO
As condições que devem ser verificadas para a associação dos
alternadores em paralelo são:
1. A igualdade de tensões é verificada por meio de voltímetros.
2. A igualdade de freqüências é verificada por meio de frequencímetros.
3. Para verificar se as seqüências das fases estão na mesma ordem
poderemos adotar um dos seguintes processos:
a – Por meio de lâmpadas: ligam-se três lâmpadas L
1
, L
2
e L
3
como indica
a figura.

Figura 15.1- Verificação da seqüência de fases por meio de lâmpadas.
Depois de levar as tensões ao mesmo valor e as freqüências a
valores iguais ou próximos (velocidade de regime), as três lâmpadas devem
se acender e apagar ao mesmo tempo. Se as fases estão ligadas
incorretamente, as lâmpadas se apagam e acendem desencontradamente;
neste caso é necessário trocar a ligação de duas fases do alternador ao
barramento.
b – Por meio de um motor trifásico: Alimenta-se o motor com um
alternador e depois com outro. Se o sentido de rotação for o mesmo,
as fases estão na mesma ordem; se não for, deve-se trocar a ligação de
duas fases de um dos alternadores com o barramento.
c – Por meio de um indicador de seqüência de fase.
4. Para verificar se há concordância de fases, poderemos adotar um dos
seguintes processos:
a) Por meio de lâmpadas , (figura 15.2 e 15.3)
Figura 15.2 – Indicador de concordância de fases empregando duas
lâmpadas;
a) lâmpadas apagadas; b) lâmpadas acesas.
Ligam-se duas lâmpadas entre fases idênticas (figura 15.2a) ou
entre fases diferentes (figura 15.2b). No primeiro caso faz-se a associação
no momento em que as lâmpadas estão apagadas; no segundo caso, quando
acendem com o máximo brilho. Este último tem o inconveniente de não
se poder precisar o momento exato da concordância de fases, devido ao
ofuscamento.
Em vez de indicador monofásico, pode empregar-se o indicador
tipo fogo girante, que se compões de três lâmpadas. A lâmpada L
1
é ligada
entre duas fases idênticas e as outras duas L
2
e L
3
são ligadas entre fases
diferentes.
Estas lâmpadas apagam e acendem uma após a outra, dando a
impressão de uma luz girante. Quando as máquinas estão longe do
sincronismo, as lâmpadas acendem e apagam com grande rapidez; é então
necessário regular a velocidade do alternador a associar, até se notar a
maior lentidão possível no acender e no apagador das lâmpadas. A
associação deve ser feita no momento em que a lâmpada L
1
apagar.
Figura 15.3 – Indicador de concordância de fase tipo fogo girante (com 3 lâmpadas).
b) Por meio do sincroscópio : Aparelho que indica o momento exato de
oposições de fases bem como a igualdade de freqüências.
5. A verificação da semelhança das ondas de tensão é feita por meio de um
osciloscópio.
MÉTODOS DE PARTIDA MÉTODOS DE PARTIDA
Os motores síncronos monofásicos não partem por si só, assim
como os trifásicos o que resulta ser necessário um órgão auxiliar de partida
para os motores síncronos
SEQÜÊNCIA DE OPERAÇÕES PARA A PARTIDA SEQÜÊNCIA DE OPERAÇÕES PARA A PARTIDA
1. Curto-circuita-se o campo do motor síncrono com uma resistência, afim
de reduzir o valor da tensão induzida.
2. Põe-se o motor síncrono a girar por um dos métodos abaixo
3. Quando um rotor atingir a velocidade de sincronismo, retira-se a
resistência do campo, estabelece-se a corrente contínua no indutor e
retira-se a máquina auxiliar.
O motor síncrono não tem conjugado de partida. Assim o motor
deve se acionado até a velocidade síncrona.
Há dois métodos Há dois métodos
1. Por um motor auxiliar, acoplado ao eixo do motor síncrono que o aciona
a velocidade síncrona e aí é sincronizado com a rede. Para isto o motor
síncrono não deve ter carga na partida, senão o motor auxiliar teria que
ter uma potência elevada.
2. Usando um enrolamento amortecedor que funciona como enrolamento
em gaiola. O motor síncrono parte como se fosse um motor de
indução. Por esse processo ele atinge uma velocidade próxima da
síncrona (8 a 99%). Se então aplicarmos corrente no campo ele entrará
em sincronismo.
GERADOR SÍNCRONO GERADOR SÍNCRONO
1. Objetivo : Analisar o princípio de funcionamento de um gerador
síncrono e de um motor síncrono.
2. Procedimento :
• Execução do Ensaio
• Montar o esquema da figura abaixo
Figura 15.4
Para uma rotação igual à velocidade síncrona a freqüência da
onda de tensão induzida será de 60 Hz. Excitando adequadamente o
alternador, teremos uma tensão induzida de módulo e freqüência bem
definidos.
Análise Análise
1. Varie a velocidade da MCC (através do reostato de campo) e observe a
freqüência da onda de tensão.
2. Varie a excitação do GS e observe o que acontece.
3. Justifique as variações obtidas.
3. Material Utilizado
• 1 máquina síncrona
• 1 máquina de corrente contínua e seus acessórios
• 1 medidor de rpm
• 1 voltímetro
• 1 freqüencímetro
• Fonte DC para excitação da máquina síncrona
4. Bibliografia
FITZGERALD, A.E., KINGSLEY, Jr. – Máquinas Elétricas, São Paulo, McGraw-
Hill do Brasil, 1975.
MARQUES, Prof. Nédio Lopes – Máquinas Elétricas e Transformadores,
Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil – Serviço de
Publicações, 1965.
SEPULVEDA, Prof. Hugo Luiz – Máquinas Elétricas, UFMG – BH – MG,
Edições Engenharia, 1969.
5. Questões
1. Porque o enrolamento de campo de uma máquina síncrona geralmente é
no rotor ?
2. Porque a máquina síncrona é largamente utilizada como gerador e tem
um emprego relativamente baixo como motor ?
3. Quais as diferenças entre um rotor de pólos lisos e rotor de pólos
salientes? Porque os rotores de geradores hidrelétricos geralmente são
de pólos salientes ?
4. Quais são as vantagens do funcionamento de geradores síncronos em
paralelo ?
5. O que é e para que se usa enrolamento amortecedor na fase dos pólos
das máquinas síncronas ?
6. Explicar porque nas máquinas síncronas os campos do estator e do rotor
são estacionários um em relação ao outro.
7. O que é limite de estabilidade da máquina síncrona. Como se pode
verificar, praticamente, este limite funcionando a máquina como gerador
e como motor.
8. De quais maneiras é possível aumentar o limite de estabilidade de uma
máquina síncrona.
16 – MOTORES MONOFÁSICOS
A – INTRODUÇÃO
Uma grande aplicação para a conversão eletromecânica de
energia, diz respeito aos motores de corrente alternada de pequena
potência. São motores cuja potência é especificada em fração de cavalo-
vapor, que fornecem energia para todos os tipos de equipamentos na casa,
escritório, fábricas, etc. São motores projetados para uma aplicação
específica e utilizados, normalmente, em linhas monofásicas.
Embora de construção relativamente simples são
consideravelmente mais difíceis de analisar do que os motores trifásicos
maiores. Às vezes o seu projeto é desenvolvido a partir da construção e
ensaio de motores protótipos, até conseguir o desempenho desejado.
Programas de projeto por computador tem o objetivo de realizar, no papel,
projetos mais exatos reduzindo a quantidade de tentativas para obter o
desempenho desejado.
Um motor monofásico de indução é estruturalmente igual a um
motor polifásico, apenas possui um único enrolamento indutor.
B – PRINCÍPIO DO MOTOR MONOFÁSICO
Liguemos a uma fonte monofásica duas bobinas montadas em
série, como indica a figura 16.1. Entre estas duas bobinas, coloquemos
um rotor do tipo gaiola de esquilo. Constatamos que ele permanece
imóvel. Se giramos o rotor em um sentido, ou no outro, ele continua a
girar (Aplicação da Lei de Lenz). Podemos concluir que o motor
monofásico não parte sozinho mas gira no sentido em que se dá a primeira
rotação do rotor. Na prática estes motores se chamam motores assíncronos
monofásicos, de fase auxiliar. Eles são fabricados para potências inferiores
a 1 HP. São robustos, de baixo rendimento, e não suportam sobrecargas.
Figura 16.1 Figura 16.1
B.1 – Motor Assíncrono Monofásico com Condensador B.1 – Motor Assíncrono Monofásico com Condensador
Retomemos nosso pequeno motor e disponhamos em cruz com as
bobinas 1 e 2, duas outras bobinas 3 e 4, com um condensador e
alimentadas em paralelo com as bobinas 1 e 2. Constatamos que o motor
parte e sempre em um sentido. Podemos interromper o circuito das bobinas
3 e 4 e o motor continua a girar.
Figura 16.2 Figura 16.2
Porque o motor parte sozinho ?
O condensador defasa a corrente adiantando-o sobre a tensão no
circuito das bobinas 3 e 4, por conseguinte, os campos magnéticos das
bobinas 1 e 2 e as duas bobinas 3 e 4 ficam defasados de 1/4 de período,
um em relação ao outro. Estes dois campos magnéticos se compõem e sua
resultante produz um campo girante. No rotor aparecem correntes
induzidas e este passa a ser arrastado pelo campo do estator. As bobinas 1
e 2 se chamam fase principal. As bobinas 3 e 4 se chamam fase auxiliar.
B.2 – Na prática o estator é bobinado como o de um motor trifásico
Duas bobinas são ligadas em série com o circuito da fase auxiliar
e, quando o motor atinge sua velocidade normal, elas são eliminadas por
um interruptor normal, ou por um interruptor centrífugo, para um motor de
1/2 HP – 110 volts, a capacidade de condensador é de 130 microfarads
aproximadamente.
Figura 16.3 Figura 16.3
B.3 – Os motores monofásicos de potência compreendida entre 10 a
15 HP, são munidos de 2 condensadores. Um serve para a partida e
o outro permanece no circuito da fase auxiliar, durante o funcionamento
normal. O sentido de rotação pode ser invertido, trocando-se as
conexões da bobina auxiliar com as bobinas de trabalho.
Figura 16.4 Figura 16.4
B.4 – Motor Monofásico com Coletor
Estes são também chamados universais, por que funcionam
igualmente sob corrente alternada ou corrente contínua, desde que a tensão
de alimentação seja a mesma. Podem atingir grande velocidade (de 3.000
a 7.000 rotações por minuto), mas seu rendimento é péssimo. Eles são
construídos para pequenas potências. (Frações de HP). São utilizados
para equipar aparelhos eletrodomésticos, pequemos ventiladores,
aspiradores de pó, secadores de cabelos, etc...
C – MOTORES MONOFÁSICOS – PARTIDA
Como já foi dito os motores monofásicos não partem por si só,
uma vez que o campo produzido por uma só fase não é girante. É
necessário portanto um dispositivo auxiliar para a partida.
Um dos métodos usados para se obter um campo girante, com
uma só fase, acha-se representado na figura 16.5.
Figura 16.5 Figura 16.5
O motor é enrolado em forma bifásica sendo que os dois
enrolamentos apresentam características diferentes, de resistência e
reatância.
Na prática, faz-se um enrolamento com fio grosso (fio B
enrolamento principal), e o outro com fio (fio A enrolamento auxiliar ou de
partida). Devido às diferentes relações de resistência e reatância dos
enrolamentos, as correntes que nele circulam estarão defasadas de um
ângulo M. I
a
pode ser decomposta em duas componentes, figura 16.6. I
a
sem M em avanço de 90
o
sobre I
b
e I
a
cosM em fase com I
b
. Quando as
correntes nas duas bobinas A e B estão em fase, elas produzem um campo
resultante alternativo que não gira e, portanto não produz nenhum
conjugado de partida. Em conseqüência, a combinação de I
a
.cosM e I
b
,
não produz conjugado. Portanto o conjugado de partida é devido a I
a
senM
e I
b
atuando conjuntamente.
Figura 16.6 Figura 16.6
Depois do rotor ter atingido a velocidade de regime podemos
desligar o campo auxiliar, que o motor continuará em funcionamento,
devido a seguinte razão:
Quando uma corrente alternada circula no enrolamento B,
produz-se um fluxo alternativo que equivale a dois campos magnéticos
girantes ϕ
x
e ϕ
y
que têm a mesma intensidade e giram em sentidos opostos
com a mesma velocidade. ( Teorema de Maurice Leblanc).
Suponhamos o motor girando no sentido de ϕ
x
com a
velocidade n = (1 – s)n
s
. A freqüência da corrente induzida por ϕ
x
será
então:
f' = p(n
s
– n)
onde:
n
s
– n é velocidade com que as barras cortam o campo n
x
.
Então,
s . f
n
) n n (
p n ) n n ( p f
s
s s
·

· − · ′
Como o valor de s é muito pequeno, a freqüência é muito
pequena e a reatância oferecida a essa corrente será x’ = 2π f’L, que tem
um valor baixo devido ao baixo valor de f’.
As barras cortarão o campo h
y
com a velocidade n
s
+ n. A
freqüência da corrente induzida por ϕ
y
será:
f" = p(n
s
+ n)
Como n é muito pouco menor que n
s
podemos tomar n = n
s
o que
dá:
f" = 2Pn
s
= 2f.
Sendo a freqüência dessa corrente igual ao dobro da freqüência f,
a reatância oferecida será:
X” = 2∏ f” L = 4∏ fL, que tem um valor elevado.
Então, o motor ficaria sujeito a dois torques: um T
x
devido a
corrente I
x
e outro T
g
, atuando em sentido contrário. Como a reatância X’
é muito pequena e a reatância X” muito grande, o fator de potência da
corrente T
x
será grande e o fator de potência de T
y
será muito pequeno.
Portanto, o torque T
x
terá um valor apreciável e o torque T
y
um valor
desprezível. Nestas condições o rotor gira no sentido do torque T
x
, devido
ao campo h
x
.
C.1 – Aumento do Conjugado de Partida
Pode-se obter melhores condições de partida intercalando-se uma
resistência, reatância ou capacitância em série com o enrolamento auxiliar.
Obtém-se assim um ângulo de defasamento maior entre as correntes I
b
e I
a
,
ao que corresponde um aumento do conjugado de partida.
C.2 – Motores de Indução com Condensador de Partida
Na prática prefere-se usar um condensador em série com o
enrolamento de partida, pois com condensador pode-se obter maior
defasamento que com resistência ou reatância.
O ângulo de fase entre I
a
e I
b
depende do valor da capacitância e
pode ser feito praticamente igual a 90
o
na partida. Quando o motor
aumenta de velocidade, variam as correntes no rotor e no estator e o ângulo
M. Para se manter M igual a 90
o
seria necessário diminuir continuamente
a capacitância. Isto, entretanto, não é necessário, visto que com um
capacitor adequado consegue-se conjugado igual a cerca de 3,5 vezes o
conjugado de plena carga, para velocidades entre 0 e 70% da velocidade de
sincronismo. Quando o rotor atinge aproximadamente 75% desta
velocidade um dispositivo centrifugo desliga o enrolamento auxiliar. O
motor passa então a trabalhar como foi explicado anteriormente.
Figura 16.7 Figura 16.7
Há duas razões para se desligar o condensador quando o motor
adquire velocidade.
1. A capacitância que permite conjugado máximo na partida é muitas
vezes maior do que a que permite máximo conjugado em carga: como
exemplo, um motor de 1/2 HP, 110 volts, necessita de um capacitor de
230-280 µF para um elevado conjugado de partida. O mesmo motor,
para funcionamento normal como bifásico, necessita de um capacitor de
apenas 15 µF.
2. Desligando-se o condensador logo depois da partida pode-se usar dois
condensadores eletrolíticos ligados em oposição o que é mais
econômico do que usar outro tipo de condensador.
A característica principal do condensador eletrolítico é que para
uma polaridade da corrente ele funciona como condensador e para a outra
polaridade funciona como resistência. Assim, os dois condensadores
ligados em oposição funcionam de maneira que num semi-ciclo da corrente
um deles é condensador e o outro resistência, e no outro semi-ciclo inverte-
se o processo. Devido a essa característica de funcionamento o
condensador eletrolítico tem altas perdas. Então, caso fique ligado muito
tempo, ele se aquece exageradamente, produzindo gases e destruindo-se.
O condensador eletrolítico portanto, só serve para funcionamento
intermitente durante pequenos espaços de tempo, normalmente de um
minuto.
C.3 – Motores de Indução com Compensador de Partida e Condensador de Macha
Neste tipo de motor, o enrolamento auxiliar nunca, é desligado da
linha, e o motor funciona sempre como bifásico. Porém, a capacitância do
enrolamento auxiliar é proporcionada por dois condensadores em paralelo,
um de grande capacitância e o outro de pequena. Ao atingir a velocidade
que é aproximadamente 75% da de sincronismo, um dispositivo centrífugo
desliga o condensador maior. Para o funcionamento ideal seria necessário
uma redução contínua da capacitância, quando a velocidade varia de zero à
de plena carga porém uma variação da capacitância em duas etapas dá bons
resultados. O motor com condensador de marcha tem um rendimento e
um conjugado motor crítico mais elevados que o motor que utiliza a fase
dividida somente para a partida, e seu fator de potência é aproximadamente
100%.
C.4 – Motores com Condensadores Permanente
Nas aplicações em que o motor parte com uma carga
praticamente nula, é possível evitar a despesa com o interruptor centrífugo
e um dos condensadores do motor anteriormente ligado em série com o
enrolamento auxiliar, e tem uma capacitância pequena, pelas razões
anteriormente explicadas.
D – INVERSÃO DO SENTIDO DE ROTAÇÃO
Para se inverter o sentido de rotação dos motores monofásicos
invertem-se as ligações do enrolamento auxiliar ou do principal, pois o
sentido da rotação depende do sentido do campo girante produzido na
partida.
E – VARIAÇÃO DA VELOCIDADE
A variação de velocidade só pode ser obtida variando-se o
número de pólos do motor.
O enrolamento do estator de um motor de indução monofásico
pode ser facilmente disposto para dar duas velocidades, uma dupla da
outra. Na figura 16.8 as duas bobinas A e B se acham ligadas em série, e
seus campos se somam, resultando um motor bipolar.
Figura 16.8 Figura 16.8
Na figura 16.9 as duas bobinas ainda se acham ligadas em série,
porém as ligações da bobina B foram invertidas, de modo que os campos
das duas bobinas se acham em oposição, daí resultando a produção de
quatro pólos e a redução da velocidade para a metade. Analogamente, um
motor de quatro pólos pode ser religado, de modo a produzir oito pólos. A
mudança de uma velocidade para a outra é fácil e rapidamente realizada
por meio de uma chave bipolar de duas direções, figura 16.10. Os pólos
norte da figura 16.9 são comumente chamados pólos conseqüentes, e um
motor de duas velocidades que obtém sua velocidade mais baixa mediante
a produção de pólos conseqüentes se diz que possui um enrolamento de
pólos conseqüentes.
Figura 16.9 Figura 16.10
Para o motor trifásico existem também dispositivos que
permitem variar a velocidade por meio de religações, das bobinas,
variando-se o número de pólos da máquina.
F – MOTORES DE PÓLOS SOMBRADOS
Outro processo de partir os pequenos motores monofásicos de
indução, como os quais que se usam em ventiladores, toca-discos, etc...
consiste em montar num canto de cada peça polar uma bobina ou um anel
de cobre fechado em curto-circuito, figura 16.11. A corrente induzida
neste anel produz um fluxo que pela Lei de Lenz tende a contrariar aquele
que lhe deu origem. Portanto, o fluxo através do anel de cobre fica
sempre sem atraso em relação ao fluxo principal φ. Deste modo é
produzido um campo girante que arrasta o rotor e cujo sentido de
movimento é do núcleo principal para o anel.
Nota: Tais motores só têm um sentido de rotação, pois a troca dos fios de
alimentação acarreta a inversão simultânea dos fluxos principal e auxiliar.
Figura 16.11 Figura 16.11
G – MOTORES DE COMUTADOR
MOTORES TRIFÁSICOS DE COMUTADOR: Estes
motores são constituídos por um estator igual ao dos motores trifásicos de
indução e por um rotor como o induzido de uma máquina de corrente
contínua. Sobre o comutador se assentam três escovas montadas a 120
o
umas das outras, no caso de uma máquina bipolar.
Os enrolamentos do estator e do rotor podem ser ligados em série
figura 16.12 ou em derivação.
Os motores trifásicos de comutador diferem, pois, dos motores de
indução, não só pela constituição, mas também porque tanto o estator como
o rotor são alimentados pela corrente da rede.
Figura 16.12 Figura 16.12
BIBLIOGRAFIA
FITZGERALD, A.E. KINGSLEY, Jr. – Máquinas Elétricas, São Paulo, McGraw-Hill
do Brasil, 1975
KOSOW, Irving, L. – Electric Machinery and Transformers, New Jersey,
Prentice Hall, INC.
BOFFI LUIZ V. – Conversão Eltromecânica de Energia, São Paulo,
Editora da Universidade de São Paulo, Brasil.
SEPULVEDA, Prof. Hugo Luiz – Máquinas Elétricas, UFMG – BH – MG
– Editora Engenharia, 1969.
17 – FUNCIONAMENTO DOS MOTORES DE
INDUÇÃO MONOFÁSICOS
ASSUNTO:
Estudos práticos relativos à ligação, partida e operação de um motor de
indução monofásico (MIM) de fase dividida
REFERÊNCIAS:
Kosow – Capítulo 10, ítens 10.1 a 10.8 Kosow – Capítulo 10, ítens 10.1 a 10.8
Fitzgerald – Capítulo 11, ítens 11.1 e 11.2
Falcone – ítem 6.19
I – CONSTRUÇÃO:
Qualquer motor de indução monofásico possui o rotor semelhante ao usado nos
motores de indução polifásicos de rotor em gaiola de esquilo (ou em curto-circuito).
Nos motores de fase dividida, nosso objetivo, o estator é constituído de ranhuras
uniformemente distribuídas onde é inserido o enrolamento de estator que é dividido em
duas partes, ligadas em paralelo, cada uma delas deslocadas no espaço e no tempo. A
finalidade deste procedimento é a de produzir um campo magnético girante no estator e
também o torque de partida (figura 17.1), como será visto posteriormente.
Figura 17.1 – Posições relativas no estator entre os enrolamentos, principal
(m) e auxiliar (a), para um MIM de 2 pólos.
São os seguintes os dois enrolamentos do estator:
1. Enrolamento principal ou de funcionamento (“main” = m)
É formado por bobinas distribuído em ranhuras, uniformemente
espaçadas em volta do estator. Possui normalmente impedância apreciável
para manter baixa a corrente de funcionamento.
2. Enrolamento auxiliar ou de partida (“auxiliary” = a)
É também distribuído uniformemente na periferia do estator, mas
começando em ranhuras defasadas de 90 graus elétricos do início do
enrolamento principal, sendo ligado em paralelo com este enrolamento.
Sua corrente e impedância são normalmente ajustados em relação à tensão
de linha de modo que sua corrente esteja adiantada em relação à corrente
do enrolamento principal, não necessariamente de 90 graus, mais o
suficiente que haja um defasamento no tempo, uma vez que já há no
espaço. Sua finalidade essencial é produzir a rotação do rotor.
Figura 17.2 – Ligações de um MIM de fase dividida e capacitor
permanente para 2 tensões; (a) ligação paralelo 110 V; (b) ligação série
220 V.
FUNCIONAMENTO:
Na 10
a
aula de laboratório, foi mostrado que os motores de
indução trifásicos (MIT), precisam de um campo magnético girante no
estator para dar origem à rotação e à operação do motor. Como um MIM e
um MIT possuem enrolamentos de rotores idênticos (enrolamento em
gaiola), mas estatores diferentes (um é trifásico e o outro monofásico), faz-
se necessário à formação de um campo magnético no estator que se desloca
de posição no tempo para produção de um conjugado no rotor e assim girá-
lo. Uma das maneiras de conseguir um campo girante de estator
equivalente a, por exemplo, 2 pólos, é utilizar dois enrolamentos no estator
deslocados de 90 graus elétricos um de outro (figura 17.3) e fazer com que
as correntes que devem circular nos dois enrolamentos fiquem com uma
defasagem no tempo de, no mínimo, o suficiente para originar o
movimento do rotor (partida).
Os MIM’s que usam dois enrolamentos no estator alimentados
por uma única fonte CA, ligados em paralelo, são chamados de “motores
de indução monofásicos de fase dividida” e, de acordo com o artifício
utilizado para partir o motor (defasando as correntes) são ainda
subdivididos em vários tipos que são:
1. MIM de fase dividida de partida à resistência (ou, simplesmente, de
fase dividida).
(a) Diagrama de ligações
(b) Diagrama fasorial na partida
Figura 17.3 Figura 17.3
Neste caso, basta termos:
m
m
a
a
X
R
X
R
>
A figura 17.3a mostra uma maneira de conseguir isto, ou seja: A figura 17.3a mostra uma maneira de conseguir isto, ou seja:
• • Enrolamento auxiliar Enrolamento auxiliar → → menos espiras com condutor de menos espiras com condutor de
menor seção menor seção
• • Enrolamento principal Enrolamento principal → → mais espiras com condutor de maior seção. mais espiras com condutor de maior seção.
a m
m m m
a a a
Z Z
Z alta X e baixa R
Z baixa X e alta R
partida) (na obtemos Assim <
¹
'
¹
¹
'
¹


OBS.: Uma maneira de reduzir um pouco o valor de X
a
é colocá-lo no
topo da ranhura do estator.
O enrolamento auxiliar é desligado após a partida, por uma chave
centrífuga, a cerca de 75% da velocidade síncrona. Razões:
a) O torque desenvolvido pelo enrolamento principal na condição nominal
é superior ao que seria desenvolvido por ambos os enrolamentos (figura
17.4).
b) Como vantagem adicional, as perdas são reduzidas com a eliminação do
enrolamento auxiliar e por causa disto este é também chamado de
enrolamento de partida e o outro de enrolamento de funcionamento.
Figura 17.4 – Características torque x velocidade Figura 17.4 – Características torque x velocidade
• Vantagens : custo baixo
• Desvantagens : T
p
baixo (de 1,5 a 2,0 vezes T
nom
)
Em cargas pesadas o escorregamento aumenta (reduz N), resultando um torque
elíptico e pulsante e maiores vibrações.
• Aplicações: Ventiladores, bombas centrífugas e cargas barulhentas tais como
esmeris, máquinas de lavar, etc.
• Potências típicas: 1/20 a ½ HP
2. MIM de fase dividida com partida a capacitor
(a) Diagrama de ligação
(b) Diagrama fasorial na partida
(c) Característica torque x velocidade
Figura 17.5
Neste tipo de motor, o torque de partida é melhorado com a
inclusão de um capacitor em série com o enrolamento auxiliar, figura
17.5a., dimensionado de tal maneira a produzir um defasamento entre I
m
e
I
a
de quase 90 graus, figura 17.5b., (sendo 82 graus um bom compromisso
entre vários fatores como conjugado de partida, corrente de partida e
custo). O aumento do T
p
pode ser entendido pela relação:
T
p
= K I
a
I
m
senα
Onde α = ângulo (defasamento) entre I
a
e I
m
Novamente o enrolamento auxiliar é desligado após o motor ter
partido, figura 17.5c., e consequentemente este e o capacitor são projetados
a mínimo custo para serviço intermitente.
• Vantagens: - T
p
elevado (de 3,5 a 4,5 vezes T
mon
)
- I
p
reduzido
- Pode ser usado como “motor reversível”
• Desvantagens: - Aumento do custo
- Maiores danos pela falha nas chaves de partida em abrir o
circuito do enrolamento auxiliar devido ao capacitor.
• Aplicações: bombas, compressores, unidade de refrigeração e condicionamento de
ar e outras cargas de partida difícil ou que requeriam a inversão de rotação do motor.
3. MIM de fase dividida com capacitor permanente
(a) Diagrama de ligações
(b) Diagrama fasorial em funcionamento
(c) Característica torque x velocidade
Figura 17.6
Neste tipo, o capacitor e o enrolamento auxiliar não são desligados após a
partida e a construção pode ser simplificada pela omissão da chave centrífuga. A
capacitância C deve ser bem menor que C
p
do caso anterior para não sobrecarregar o
enrolamento auxiliar durante o funcionamento.
• Vantagens: - melhoria no fator de potência
- melhoria no rendimento
- melhoria nas pulsações de conjugado (se bem projetado teremos
um motor sem vibração)
- inversão de velocidade mais fácil
- não requer chave centrífuga
- possibilidade de corrente de velocidade pela variação da tensão
aplicada.
• Desvantagens: - Redução de T
p
para C < C
p
- T
nom
mais baixo
• Aplicações: ventiladores, exaustores, máquinas de escritório e unidades de
aquecimento.
• Potências típicas:
4. MIM de fase dividida a duplo capacitor
(a) Diagrama de ligações
(b) Característica torque x velocidade
Figura 17.7
Este tipo de motor combina as vantagens do MIM a capacitor (tais como
operação silenciosa e controle limitado da velocidade) com as vantagens do MIM com
partida a capacitor (torque de partida elevado e corrente de partida reduzida).
Os diagramas fasoriais para as condições de partida e funcionamento são iguais
à figura 17.5b e figura 17.6b respectivamente.
• Aplicações: em compressores de unidade domésticas de ar condicionado.
Notas sobre os capacitores usados no motores:
1. O capacitor empregado para a partida de MIM (C
p
) é do tipo eletrolítico, seco, para
C.A., compacto especial de forma cilíndrica, feito especialmente para partida de
motores, isto é, para uso intermitente.
2. O capacitor utilizado permanentemente ligado (C) é do tipo a óleo, para C.A., para
uso contínuo.
3. Ambos são encontrados nas tensões de 110 e 220 volts.
4. Em geral, C
p
>> C. Ex.: Num motor de ½ HP seria utilizado um capacitor de partida
de 250 µF e/ou um capacitor permanente de 25 µF, aproximadamente.
III – PRÁTICA
É dividida em 3 partes, devendo-se efetuá-las na seqüência apresentada.
1. Identificação dos enrolamentos de um MIM
Material: - 1 MIM, fase dividida, com os terminais disponíveis, sem quaisquer
ligações ou identificações.
- 1 ohmímetro
Com auxílio do ohmímetro, determinar para cada 2 terminais quais constituem
enrolamento e anotar o valor ôhmico medido na tabela abaixo. (Preencher apenas o
triângulo superior ou o inferior).
1. Roxo 2. Verde 3. Verm. 4. Marr. 5. Azul 6. Amar.
1. Roxo
2. Verd.
3. Verm.
4. Marr.
5. Azul
6. Amar.
Tabela 17.1
2. Determinação das polaridades dos enrolamentos
Método do Golpe Indutivo (com CC)
Material: - Motor anterior
- 1 fonte CC (baixa tensão)
- 1 amperímetro CC
- 1 voltímetro CC (escala central, se possível)
- 1 chave interruptora monopolar
Uma vez identificado e separado os terminais dos enrolamentos é necessário
conhecer as polaridades dos mesmos.
Relembrando, os terminais de mesma polaridade de duas bobinas são aqueles
por onde se deve entrar corrente para que os fluxos produzidos por elas se somem ou
tenham o mesmo sentido.
Figura 17.8
Importante:
1 enrol. do I
R R
E
I
max
1

+
·
Procedimento:
a) Toma-se um enrolamento qualquer (Ex.: enrol. 1, figura 17.8), liga-se a uma fonte
CC de tensão E em série com uma resistência R para limitar a corrente na bobina
(caso seja necessário), um amperímetro e uma chave S conforme figura 17.8.
b) Toma-se outro enrolamento e conecta-se um voltímetro CC de escala central, se
possível.
c) Fecha-se a chave S e observa-se a deflexão do ponteiro do voltímetro CC ligado ao
segundo enrolamento.
Daí conclui-se:
• Se o ponteiro do voltímetro defletir no sentido positivo, os terminais dos
enrolamentos ligados aos bornes positivos da fonte e do voltímetro possuem a
mesma polaridade.
• Se o ponteiro do voltímetro defletir no sentido negativo ou inverso estes terminais
possuem polaridades opostas.
d) Marca-se os terminais de mesma polaridade (com ponto, asterisco, sinal +, ou outro
artifício qualquer). Caso haja mais enrolamentos, repete-se o procedimento
descrito acima.
OBS.: É necessário que os dois enrolamentos estejam acoplados magneticamente, isto
é, que um esteja submetido ao fluxo do outro.
Figura 17.9
Método com C.A.
Material: - Motor com terminais das bobinas identificadas
- 1 fonte C.A.
- 1 amperímetro C.A.
- 1 chave interruptora monopolar
Proceder as seguintes ligações anotando o valor de I
1
e I
2
.
(a) I
1
= ___________ A (b) I
2
_____________ A
Figura 17.10
Pode ocorrer uma das seguintes situações:
1
a
) Se I
1
< I
2
, a figura 16.10a representa uma ligação aditiva.
2
a
) Se I
2
< I
1
, a figura 16.10b representa uma ligação aditiva.
3
a
) Se I
1
= I
2
, não existe acoplamento magnético entre as duas bobinas (M = 0) ou seja,
os eixos magnéticos das duas bobinas forma um ângulo de 90 graus elétricos.
OBS.: Na 1
a
situação, tem-se:
( ) ( ) [ ]
2
2 1
2
2 1
1
M L L f 2 R R
V
I
+ + π + +
·
Na 2
a
situação, tem-se:
( ) ( ) [ ]
2
2 1
2
2 1
2
M L L f 2 R R
V
I
− + π + +
·
3. Ligação e operação de um MIM, fase dividida
Material: - Motor anterior
- capacitores necessários para partida e funcionamento
- 2 chaves interruptoras monopolar
- 1 voltímetro CA
- 1 amperímetro CA
O motor a ser utilizado nesta experiência possui dois enrolamentos principais
que serão ligados em série para 220 volts e em paralelo para linhas de 110 volts.
Anote as características nominais do motor na tabela 17.2, abaixo:
Motor de Indução Monofásico Marca: N
o
Potência: Tensão:
Corrente: Velocidade:
Capacitor permanente do tipo ................................de ....................................µF
Capacitor de partida do tipo ...................................de ................................... µF
Tabela 17.2
Procedimento:
1. Ligar o motor monofásico para operação em linhas de 220 volts. Partir com o
capacitor inserido e observado seu desempenho na partida e no funcionamento.
Retirar o capacitor e o enrolamento auxiliar após a partida. O que acontece ?
2. Ligar o motor sem o capacitor, mas com todos os enrolamentos do motor. O motor
parte ? Por que ?
3. Tentar partir somente com o(s) enrolamento(s) de funcionamento (m). É possível ?
Por que ?
4. É possível aumentar o conjugado de partida deste motor ? Como ? No laboratório
existe meios para isto ? Se for afirmativa sua resposta tente comprovar suas
conclusões ligando novamente o motor com as modificações necessárias.
Questões
1. Se o enrolamento auxiliar de um MIM, partida a capacitor, é desligado após a
partida, ainda continuaremos a ter um campo magnético girante de estator ?
Justificar sua resposta.
2. Por que o capacitor de partida (C
p
) deve ser muito maior do que o capacitor
permanente (C) para uma mesma potência e tensão (ordem de 10 a 15 vezes) ?
3. Qual o problema de se manter energizado, após a partida, o capacitor de um MIM de
partida a capacitor ?
4. Quais as vantagens e as desvantagens de um MIM, a duplo capacitor ?
Campos magnéticos: Campos magnéticos:
Os elétrons giram em torno do núcleo dos átomos, mas também em torno de sí
mesmos (translação), isto é semelhante ao que ocorre com os planetas e o sol. Há
diversas camadas de elétrons, e em cada uma, os elétrons se distribuem em orbitais,
regiões onde executam a rotação, distribuídos aos pares.
Ao rodarem em torno de si, os elétrons da camada mais externa produzem um
campo magnético mínimo, mas dentro do orbital, o outro elétron do par gira também,
em sentido oposto, cancelando este campo, na maioria dos materiais.
Porém nos materiais imantados (ferromagnéticos) há regiões, chamadas domínios,
onde alguns dos pares de elétrons giram no mesmo sentido, e um campo magnético
resultante da soma de todos os pares e domínios é exercido em volta do material: são os
imãs.
O que é de fato um campo magnético? O que é de fato um campo magnético?
A palavra campo significa, na Física, uma tendência de influenciar corpos ou
partículas no espaço que rodeia uma fonte.
Ex.: O campo gravitacional, próximo à superfície de um planeta, que atrai corpos,
produzindo uma força proporcional à massa destes, o peso.
Assim, o campo magnético é a tendência de atrair partículas carregadas, elétrons e
prótons, e corpos metálicos magnetizáveis (materiais ferromagnéticos, como o ferro, o
cobalto, o níquel e ligas como o alnico).
O campo pode ser produzido pôr imãs e eletroímãs, que aproveitam o efeito
magnético da corrente elétrica.
Correntes e eletromagnetismo: Correntes e eletromagnetismo:
A corrente elétrica num condutor produz campo magnético em torno dele, com
intensidade proporcional à corrente e inversamente à distância.

B = 4p10
-7
I / r
Nesta equação, válida para um condutor muito longo, I é a corrente, r a distância ao
centro do condutor e B é a densidade de fluxo, ou indução magnética, que representa o
campo magnético. É medida em Tesla, T.
Se enrolarmos um condutor, formando um indutor ou bobina, em torno de uma
forma, o campo magnético no interior deste será a soma dos produzidos em cada espira,
e tanto maior quanto mais espiras e mais juntas estiverem


B = 4p10
-7
NI / L
L é o comprimento do enrolamento, e N o número de espiras, válida para núcleo de
ar.
Permeabilidade Permeabilidade
Os materiais se comportam de várias maneiras, sob campos magnéticos.
• Os diamagnéticos, como o alumínio e o cobre, os repelem, afastando as linhas de
campo.
• Os paramagnéticos se comportam quase como o ar.
• Os ferromagnéticos concentram o campo, atuando como condutores magnéticos.
• A permeabilidade é a propriedade dos materiais de permitir a passagem do fluxo
magnético, que é a quantidade de campo que atravessa o material.
f = BA
A é a área transversal ao campo do material, em m
2
. O fluxo é medido em Webers,
Wb.
Os materiais mais permeáveis são os ferromagnéticos. Eles tem permeabilidades
centenas a vários milhares de vezes a do ar, e são usados como núcleos de indutores,
transformadores, motores e geradores elétricos, sempre concentrando o fluxo,
possibilitando grandes campos (e indutâncias).
Os diamagnéticos são usados como blindagem magnética (ou às ondas
eletromagnéticas), pela permeabilidade menor que a do ar, m
o
.
m
o
= 4p10
-7
Tm/A
• • Indutância: Indutância:
Vimos que os indutores produzem campo magnético ao conduzirem correntes. A
indutância é a relação entre o fluxo magnético e a corrente que o produz. É medida em
Henry, H.
L = f / I

Uma propriedade importante da indutância, e da qual deriva o nome, é o fato do
campo resultante da corrente induzir uma tensão no indutor que se opõe à corrente, esta
é chamada a Lei de Faraday.

E = N df / dt
N é o número de espiras do indutor, e df / dt é a velocidade de variação do fluxo,
que no caso de CA é proporcional à freqüência. E é a tensão induzida, em V.
É interessante observar como isto se relaciona ao conceito de reatância indutiva, a
oposição à passagem de corrente pelo indutor.
X
L
= 2 pfL
L é a indutância, e f a freqüência da corrente, em Hz.
A corrente alternada produz no indutor um campo, induzindo uma tensão
proporcional à freqüência, que se opõe à corrente, reduzindo-a, esta é a explicação da
reatância.
As bobinas nos circuitos elétricos são chamadas indutores. Quando usadas para
produzir campos magnéticos, chamam-se eletroímãs ou solenóides. Já dentro de
máquinas elétricas (motores e geradores), fala-se em enrolamentos.
Campos e forças Campos e forças
Um campo magnético produz uma força sobre cargas elétricas em movimento, que
tende a fazê-las girar. Quando estas cargas deslocam-se em um condutor, este sofre a
ação de uma força perpendicular ao plano que contém o condutor e o campo.
F = B I L senq
F é a força em Newtons, L o comprimento do condutor, em m, e q o ângulo entre o
condutor e as linhas do campo.
É esta força que permite a construção dos motores elétricos. Nestes o ângulo é de
90
o
, para máximo rendimento, B é produzido pelos enrolamentos, e há N espiras (nos
casos em que o rotor, parte rotativa central, é bobinado), somando-se as forças
produzidas em cada uma. O núcleo é de material ferromagnético, para que o campo seja
mais intenso, e envolve o rotor, com mínima folga, o entreferro, formando um circuito
magnético.
O processo é reversível: uma força aplicada a um condutor, movendo-o de modo a
“cortar” as linhas de um campo magnético (perpendicularmente), induz uma tensão
neste, conforme a Lei de Faraday, proporcional à velocidade e ao comprimento do
condutor, e ao campo, é o princípio do gerador elétrico e do microfone dinâmico.
E = B L v
E é a tensão em V, L o comprimento, em m, e v a velocidade do condutor, em m/s.
Além desta força, há a de atração exercida pôr um campo num material
ferromagnético, que age orientando os domínios (e os “spins”), podendo imantá-los
(conforme a intensidade e a duração). Esta é usada nos eletroímãs, nos relés e
contatores (relés de potência usados em painéis de comando de motores), etc.
É também usada na fabricação de imãs, usados entre outras aplicações nos auto-
falantes, microfones e pequenos motores C.C. (campo), como aqueles usados em toca -
discos e gravadores.
Transformadores Transformadores
O campo magnético pode induzir uma tensão noutro indutor, se este for
enrolado sobre uma mesma forma ou núcleo. Pela Lei de Faraday, a tensão induzida
será proporcional à velocidade de variação do fluxo, e ao número de espiras deste
indutor.
E
2
= N
2
df/dt
Aplicando aos dois enrolamentos, a lei permite deduzir a relação básica do
transformador.
E
1
/E
2
= N
1
/N
2
A relação de correntes é oposta à de tensões.
I
1
/I
2
= N
2
/N
1

O índice um se refere ao indutor ao qual se aplica tensão, o primário, e dois,
àquele que sofre indução, o secundário.
O transformador é um conversor de energia elétrica, de alta eficiência (podendo
ultrapassar 99%), que altera tensões e correntes, e isola circuitos.
Perdas
Além das perdas no cobre dos enrolamentos (devidas à resistência), os
transformadores e bobinas apresentam perdas magnéticas no núcleo.
Histerese: Os materiais ferromagnéticos são passíveis de magnetização, através do
realinhamento dos domínios, o que ocorre ao se aplicar um campo (como o gerado por
um indutor ou o primário do transformador). Este processo consome energia, e ao se
aplicar um campo variável, o material tenta acompanhar este, sofrendo sucessivas
imantações num sentido e noutro, se aquecendo. Ao se interromper o campo, o material
geralmente mantém uma magnetização, chamada campo remanente.
Perdas por correntes parasitas ou de Foucault: São devidas à condutividade do
núcleo, que forma, no caminho fechado do núcleo, uma espira em curto, que consome
energia do campo. Para minimizá-las, usam-se materiais de baixa condutividade, como a
ferrite e chapas de aço-silício, isoladas uma das outras por verniz. Em vários casos, onde
não se requer grandes indutâncias, o núcleo contém um entreferro, uma separação ou
abertura no caminho do núcleo, que elimina esta perda.
Tipos de transformadores:
• Transformador de alimentação:
É usado em fontes, convertendo a tensão da rede na necessária aos circuitos
eletrônicos. Seu núcleo é feito com chapas de aço-silício, que tem baixas perdas, em
baixas freqüências, por isto é muito eficiente. Às vezes possuem blindagens, invólucros
metálicos.
• Transformador de áudio:
Usado em aparelhos de som a válvula e certas configurações a transistor, no
acoplamento entre etapas amplificadoras e saída ao auto-falante. Geralmente é
semelhante ao t. de alimentação em forma e no núcleo de aço-silício, embora também
se use a ferrite. Sua resposta de freqüência dentro da faixa de áudio, 20 a 20000 Hz,
não é perfeitamente plana, mesmo usando materiais de alta qualidade no núcleo, o que
limita seu uso.
• Transformador de distribuição:
Encontrado nos postes e entradas de força em alta tensão (industriais), são de
alta potência e projetados para ter alta eficiência (da ordem de 99%), de modo a
minimizar o desperdício de energia e o calor gerado. Possui refrigeração a óleo, que
circula pelo núcleo dentro de uma carapaça metálica com grande área de contato com o
ar exterior. Seu núcleo também é com chapas de aço-silício, e pode ser monofásico ou
trifásico (três pares de enrolamentos).
• Transformadores de potencial:
Encontra-se nas cabines de entrada de energia, fornecendo a tensão secundária
de 220V, em geral, para alimentar os dispositivos de controle da cabine - reles de
mínima e máxima tensão (que desarmam o disjuntor fora destes limites), iluminação e
medição. A tensão de primário é alta, 13.8Kv ou maior. O núcleo é de chapas de aço-
sílicio, envolvido por blindagem metálica, com terminais de alta tensão afastados por
cones salientes, adaptados a ligação às cabines. Podem ser mono ou trifásicos.
• Transformador de corrente:
Usado na medição de corrente, em cabines e painéis de controle de máquinas e
motores. Consiste num anel circular ou quadrado, com núcleo de chapas de aço-sílicio
e enrolamento com poucas espiras, que se instala passando o cabo dentro do furo, este
atua como o primário. A corrente é medida por um amperímetro ligado ao secundário
(terminais do TC). É especificado pela relação de transformação de corrente, com a do
medidor sendo padronizada em 5A, variando apenas a escala de leitura e o número de
espiras do TC.
• Transformador de RF:
Empregam-se em circuitos de radiofreqüência (RF, acima de 30 kHz), no
acoplamento entre etapas dos circuitos de rádio e TV. Sua potência em geral é baixa, e
os enrolamentos têm poucas espiras. O núcleo é de ferrite, material sintético composto
de óxido de ferro, níquel, zinco, cobalto e magnésio em pó, aglutinados por um
plastificante. Esta se caracteriza por ter alta permeabilidade, que se mantém em altas
freqüências (o que não acontece com chapas de aço-sílicio). Costumam ter blindagem
de alumínio, para dispersar interferências, inclusive de outras partes do circuito.
• Transformadores de pulso:
São usados no acoplamento, isolando o circuito de controle, de baixa tensão e
potência, dos tiristores, chaves semicondutores, além de isolarem um tiristor de outro
(vários secundários). Têm núcleo de ferrite e invólucro plástico, em geral.
Autotransformadores
Se aplicarmos uma tensão a uma parte de um enrolamento (uma derivação), o
campo induzirá uma tensão maior nos extremos do enrolamento. Este é o princípio do
autotransformador.
Uma característica importante dele é o menor tamanho, para certa potência, que
um transformador. Isto não se deve apenas ao uso de uma só bobina, mas ao fato da
corrente de saída ser parte fornecida pelo lado alimentada, parte induzida pelo campo, o
que reduz este, permitindo um núcleo menor, mais leve e mais barato. A desvantagem é
não ter isolação entre entrada e saída, limitando as aplicações.
São muito usados em chaves de partida compensadoras, para motores (circuitos
que alimentam motores com tensão reduzida fornecida pelo autotransformador, por
alguns segundos, reduzindo o pico de corrente durante a aceleração) e em
estabilizadores de tensão (autotransformador com várias derivações - taps -, acima e
abaixo do ponto de entrada, o circuito de controle seleciona uma delas como saída,
elevando ou reduzindo a tensão, conforme a entrada).
Definições
Corrente alternada: Se caracteriza pelo fato de que a tensão, em vez de
permanecer fixa, como em pólos de bateria, varia com o tempo, mudando de sentido
alternadamente, donde o seu nome. O número de vezes por segundo que a tensão muda
de sentido e volta à condição inicial é a freqüência do sistema expressa em “ciclos por
segundo” ou “Hertz”, simbolizada por Hz.
No sistema monofásico uma tensão alternada V (volts) é gerada e aplicada entre dois
fios, ao que se ligam a carga que absorve uma corrente (Ampéres).
Dimensionamento e normas
Os condutores são o elo de ligação entre a fonte geradora e o aparelho consumidor,
servindo de meio de transporte para a corrente elétrica.
O dimensionamento de um condutor tem como finalidade garantir o funcionamento
adequado das instalações,a segurança de pessoas, animais domésticos inclusive a
conservação dos bens.
A seção é dimensionada com base no máxima corrente permitida (limitada pela
classe de temperatura da isolação).
Queda de tensão máxima 4% Ex. 220v – 211,2 ; 127 = 121,92.
Seções mínimas dos condutores, segundo estabelece a NB-3
Iluminação 1,5 mm².
Tomadas de corrente em quarto, salas e similares 2,5 mm².
Aquecedores de água (depende da potência) 2,5 mm².
Chuveiros elétricos (depende da potência) 4,0 mm².
Aparelhos de ar condicionados 2,5 mm².
Fogões elétricos 6,0 mm².
Nos circuitos de controle e sinalização (campainhas) a bitola pode ser reduzida até
0,5 mm².
Os circuitos deverão partir do quadro de distribuição onde serão instalados os
dispositivos de proteção (independente para cada circuito).
Cores de fios e cabos
Neutro Azul claro
Terra Verde verde amarelo
Fases Demais cores
Cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6 m – No mínimo uma
tomada
Cômodos ou dependências com mais de 6 m² - No mínimo 1tomada para cada 5 m
ou fração de perímetro espaçadas tão uniformes quanto possível.
Cozinhas, copas,e copas cozinha – 1 tomada para cada 3,5m ou fração de
perímetro, independente da área
Subsolos, varandas, garagens e sótãos – pelo menos uma tomada.
Banheiro – no mínimo 1 tomada junto ao lavatório com uma distância mínima de
60 cm do limite do Box.
Em função de queda de tensão:
A queda de tensão máxima do circuito deverá ser calculada através da formula:
QT = Fct x d x In x 100
Un
Onde:
QT = Queda de tensão em %
d = Distância em Km
I = Corrente nominal em A
Um = tensão nominal em V
Fct = Fator de correção de tensão
Secção
nominal
em mm
Eletroduto e calha
fechada (material
magnético)
Eletroduto e calha fechada, bloco
alveolado (material não magnético)
Fios e cabos Fios e cabos
Circuito
monofásico e
trifásico
Circuito
monofásico
Circuito trifásico
1,5 27,4 27,6 23,9
2,5 16,8 16,9 14,7
4 10,5 10,6 9,15
6 7 7,07 6,14
10 4,2 4,23 3,67
16 2,7 2,68 2,33
25 1,72 1,71 1,49
35 1,25 1,25 1,09
50 0,95 0,94 0,82
70 0,67 0,67 0,59
95 0,51 0,50 0,44
120 4,42 0,41 0,36
150 1,35 0,34 0,30
185 0,30 0,29 0,25
240 0,25 0,24 0,21
300 0,22 0,20 0,18
300 0,20 0,17 0,15
500 0,19 0,16 0,14
Em função de condução de corrente
Para que não haja superaquecimento na isolação
1ª etapa - calcular a corrente do circuito
I=P=A
U
2ª etapa - verificar e determinar o condutor
Tabela 1
Equivalência prática AWG/MCM x série métrica
AWG/MCM
MM²
APROX
Série
métrica
mm²
Àmperes
14 2,1 1,5 15,5
12 3,3 2,5 21
10 5,3 4 28
8 8,4 6 36
6 13 10 50
4 21 16 68
2 34 25 89
1 42 35 110
Tabela 02
Diferentes maneiras de instalar diferentes tipos de cabos
Maneiras de instalar
EXTINFLAN Braschumbo Braxnax
2
condutores
carregados
3
condutores
carregados
2
condutores
carregados
3
condutores
carregados
2
condutores
carregados
3
condutores
carregados
Eletroduto em
instalação aparente,
embutido em teto, parede ou
piso, em canaleta aberta ou
ventilada, molduras rodapés
e alisares, calha.
A B - - A B
Fixação direta à parede
ou teto
- - C D C D
Poço espaço de
construção bloco alveolado
- - A B A B
Eletroduto em canaleta
fechada
E F E F
Canaleta fechada - - A B A B
Canaleta aberta ou
ventilada
- - C D C D
Diretamente instalada - - G H G H
Eletroduto diretamente
enterrados
- - - - G H
Sobre isoladores linha
aérea
Ver tabela
4
Bandejas ou prateleiras, Ver
suportes tabela 4
Tabela 03
Seção
Nominal
mm²
a b c d e f g H
1,5 1
7,5
1
5,5
1
9,5
1
7,5
1
4,5
1
3,5
22 18
2,5 24 21 27 24 1
9,5
18 29 24
4 32 28 36 32 26 24 38 31
6 41 36 46 41 34 31 47 39
10 57 50 63 57 46 42 63 52
16 76 68 85 76 61 56 81 67
25 101 89 112 96 80 73 10
4
86
35 125 110 138 119 99 89 12
5
103
50 151 134 168 144 119 108 14
8
122
70 192 171 213 184 151 136 18
3
151
95 232 207 258 223 182 164 21
6
179
120 269 239 299 259 210 188 24
6
203
150 309 275 344 299 240 216 27
8
230
185 353 314 392 341 273 245 31
2
258
240 415 370 461 403 321 286 36
1
297
300 477 426 530 464 367 328 40
8
336
400 571 510 634 557 438 390 17
8
294
500 656 587 729 642 502 447 54
0
445
As colunas a utilizar de acordo com a maneira de instalar, o tipo de cabo e o número
de condutores são indicadas na tabela 1.
Temperatura do condutor:70º
Temperatura ambiente: 30º
Para cabos enterrados ou em eletrodutos diretamente enterrados:
Resistividade térmica do solo: 2,5 K.m/W
Profundidade da instalação: 0,70m
Tabela 04
Capacidade de condução de corrente (em ampéres) para cabos Extinfane Brasnax
Tipos de
cabos e
instalações
Cabos Fios e cabos Fios e cabos unipolas
Seção
nominal
(mm²)
2
condutor.
3
condutor.
2
condutor.
unipolare
s
contínuos
3
condutor.u
nipolares
em trifólio
Contí
nuos
Espaç
amento
horizontal
Espaç
amento
vertical
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (6)
1,5 22 18,5 22 17 18 24 21
2,5 30 25 31 24 25 34 29
4 40 34 41 33 34 45 39
6 51 43 53 43 45 59 51
10 70 60 73 60 63 81 71
16 94 80 99 82 85 110 97
25 119 101 131 110 114 146 130
35 148 126 162 137 143 181 162
50 180 153 196 167 174 219 197
70 232 196 251 216 225 281 254
95 282 238 304 264 275 341 311
120 328 276 352 308 321 396 362
150 379 319 406 356 372 456 419
185 434 364 463 409 427 521 480
240 514 430 546 185 507 615 569
300 593 497 629 561 587 709 659
400 - - 754 656 689 852 795
500 - - 868 749 789 982 920
Instalação ao ar livre
Temperatura do condutor: 70º
Temperatura do ambiente: 30º
3ª etapa - Corrigir o valor da capacidade de condução de corrente do condutor
encontrado pelo fator de agrupamento
Disposição dos
cabos
Fatores de correção
Número de circuitos ou cabos multipolares
1 2 3 4 5 6 7 8 9
1
0
1
2
1
4
1
6
Agrupamento
sobre uma superfície
ou contidos em calha
ou bloco alveolado
1
0
,8
0
,7
0
,65
0
,6
0
,55
0
,55
0
,5
0
,5
0
,5
0
,45
0
,45
0
,4
Exemplo de dimensionamento
Instalar um aquecedor 15.000W, 220 volts monofásico, em eletroduto de pvc
embutido na parede a uma distância de 54 metros.
1ª Capacidade de corrente
In= P = 15.000 = 68,18ª
Um 220
Maneira de instalar nº 2
De acordo com a tabela 1 para dois condutores carregados
Imax + 76A cabo de 16mm²
2ª Queda de tensão
QT = fct x d x In x 100
Um
Onde
QT: Queda de tensão em %
D: Distância em km
In: corrente nominal em A
Calculamos a queda de tensão para o cabo 16 mm² obtidos no item 1
QT = 2,68 x 0,054 x 68,18 x 100 = 4,48%
220
Logo para o cabo de 16mm² temos uma queda de tensão superior ao limite de 4%
devemos recalcular para uma cabo superior.
Para 25mm² temos:
QT = 1,71 x 0,054 x 68,18 x 100 = 2,86%
220
Logo o cabo a ser utilizado deve ser 25mm², definido pelo fator de queda de tensão.
Dimensionamento de fusíveis de força
IF≥1,2 X In
Dimensionamento de contatores de força
Partida direta = K1 = In x 1,15
Estrela triangulo = K1, K2 = (0,58 x In ) x 1,15
K3 = (0,33 x In) x 1,15
Compensadora = K1 = In x 1,15
K2 = (0,64 x In) x 1,15
K3 = (0,23 x In) x 1,15
Série paralelo = K1, K2, K3 = (0,5 x In ) x 1,15
K4 = (0,25x In) x 1,15
Relé térmico de sobre carga
Partida direta = FT1 = In
Estrela triangulo = FT1 = 0,58 x In
Compensadora = FT1 = In
Série paralelo = FT1 = 0,5 x In
Ft2 = 0,5 x In
Capacitores
Local de Instalação
Evitar a exposição ao sol ou proximidade de equipamentos com temperaturas
elevadas.
Não bloquear a entrada e saída de ar dos gabinetes
Os locais devem ser protegidos contra materiais sólidos e líquidos em
suspensão.
Não instalar os capacitores próximos ao teto.
No caso de ventilação forçada, a circulação do ar deverá ser de baixo para cima.
Recomendação para dimensionamento e instalação de capacitores
Utilizar resistor de descarga e respeitar tempo mínimo de descarga (de um a três
minutos).
Manter a corrente de surto sempre no máximo 100 vezes a corrente nominal.
Utilizar contatores com resistor de pré-carga ou indutores anti-surto.
Em bancos automáticos, a freqüência de ressonância não deverá coincidir com a
freqüência de nenhuma harmônica significativa na instalação.
Utilizar fusíveis de proteção para os capacitores.
Se a instalação possuir mais de 20% de “cargas não lineares” (ex. Inversores,
soft-tarters) medir os níveis de harmônicas.
Não fazer interligações entre os terminais dos capacitores em banco, respeitando
as correntes máximas dos terminais dos capacitores.
A secção dos cabos deve atender as condições de corrente do sistema.
Evitar soldar cabos nos terminais dos capacitores.
Fazer aterramento individual para as unidades banco capacitivo (as) e não aterrar
o neutro.
Medir (monitorar) efetivamente a tensão no secundário do transformador antes
de especificar a tensão dos capacitores, em carga e a vazio.
Utilizar contatos com resistores de pré-carga para manobra de capacitores.
Localização dos cabos de comando (Banco Automático)
Deverão ser utilizados cabos coaxiais ou dentro de tubulações independentes e
aterrados nas extremidades do controlador.
Instalar a uma distância mínima de 50 cm em relação ao barramento principal.
Cuidados com a instalação localizada
Cargas com alta inércia
Instalar contator para comutação dos capacitores instalados junto com motores
que operem com alto momento de inércia, a fim de evitar danos por sobretensão
nos terminais dos capacitores.
Fatores que podem ocasionar sobretensão nos terminais dos capacitores
Tap do trafo com valor de tensão superior ao do capacitor.
Fator de potência capacitivo.
Harmônicas na rede.
Descargas atmosféricas.
Aplicar tensões em capacitores já carregados.
Manutenção preventiva
Verifique visualmente em todos os capacitores se houve atuação do dispositivo
de segurança interno, indicado pela expansão da caneca de alumínio no sentido
vertical.
Verifique se à fusíveis queimados.
Verifique o funcionamento adequado das contatores.
Nos bancos com ventilação forçada, simular o funcionamento adequado do
termostato e do ventilador.
A temperatura externa do capacitor deverá ser menor de 45ºC.
Medir a tensão e a corrente em cada unidade com instrumento “TRUE RMS” na
primeira energização,e fazer o acompanhamento das mesmas. Se atingirem ao
longo do tempo valores menores do que 10% da nominal, os capacitores deverão
ser substituídos.
Manter o painel sempre limpo.
Verificar se os terminais dos capacitores estão em perfeita condições de contato.
Manter os parafusos dos contatos elétricos e mecânicos sempre “apertados”.
Manter a vedação em perfeitas condições evitando assim a entrada de insetos e
outros objetos.
Retirado do manual da weg

Motores
Noções fundamentais
Mor é a máquina destinada a transformar energia elétrica em energia mecânica. É o
mais usado em todos os tipos de motor, pois combina as vantagens de utilização de
energia elétrica, baixo custo, facilidade de transporte, limpeza e simplicidade de
comando.
Os tipos de motores mais comuns são:
Motores de corrente alternada: São os mais utilizados porque a distribuição de
energia elétrica é feia normalmente em corrente alternada.
Motor síncrono: Funciona em velocidade fixa; utilizadas somente para grandes
potências (devido ao seu alto custo em tamanhos menores) ou quando se necessita de
velocidade invariável.
Motor de indução: Funciona normalmente com uma velocidade constante, que varia
ligeiramente com a carga mecânica aplicada ao eixo, devido a sua grande simplicidade,
robustez e baixo custo, é o mais utilizado de todos, sendo adequado a quase todas as
máquinas acionadas, encontrados na prática.
Motores de corrente contínua: São motores de custo mais elevados e, além disso,
precisam de uma fonte de corrente contínua, ou de um dispositivo que converta corrente
alternada para corrente contínua. Podem funcionar em velocidades ajustáveis em
amplos limites e se prestam ao controle de grandes flexibilidade e precisão. Por isso,
seu uso é restrito a casos especiais em que estas exigências compensam o custo mais
alto na instalação.
Graus de Proteção em motores WEG
M
o
t
o
r
Classe
de
proteção
1º Algarismo 2 º Algarismo
Proteção
contra
contato
Proteção contra
corpos estranhos
Proteção contra água
M
o
t
o
r
e
s

a
b
e
r
t
o
s
IP00 Não tem Não tem Não tem
IP02 Não tem Não tem Pingos de água te a
inclinação vertical de 15º
IP11 Toque
acidental com
a mão
Corpos estranhos sólidos
de dimensões acima de
50mm
Pingos de água na
vertical
IP12 Pingos de água até uma
inclinação de 15º na vertical
IP13 Água da chuva até uma
inclinação de 60º na vertical
IP21 Toque com
os dedos
Corpos estranhos sólidos
de dimensões acima de
12mm
Pingos de água na
vertical
IP22 Pingos de água até uma
inclinação de 15º com a
vertical
IP23 Águas da chuva ate uma
inclinação de 60ºcom a
vertical
M
o
t
o
r
e
s

f
e
c
h
a
d
o
s
IP44 Toque com
ferramentas
Corpos estranhos e
sólidos acima de 1mm
Respingos em todas as
direções
IP54 Proteção
completa
contra toques
Proteção contra acúmulo
de poeiras nocivas
Respingos em todas as
direções
IP55 Jatos de água em todas
as direções
IP(W)55 Proteção
completa
contra toques
Proteção contra acúmulo
de poeiras nocivas
Chuva maresia
1º Algarismo: Indica o grau de proteção contra a penetração de corpos sólidos
estranhos e contato acidental.
1º algarismo
Algarismo Indicação
0 Sem proteção
1 Corpos estranhos de dimensões acima de 50mm
2 Corpos estranhos de dimensões acima de 12mm
3 Corpos estranhos de dimensões acima de 2,5mm
4 Corpos estranhos de dimensões acima de 1mm
5 Proteção contra o acúmulo de poeiras prejudiciais ao
motor
6 Totalmente protegido contra a poeira
2º Algarismo: Indica o grau de proteção contra penetração de água no interior do
motor.

2º algarismo
Algarismo Indicação
0 Sem proteção
1 Pingos de água vertical
2 Pingos de água até inclinação de 15º com a vertical
3 Água da chuva até a inclinação de 60º na vertical
4 Respingos de todas a s direções
5 Jatos de água de todas as direções
6 Água de vagalhões
7 Imersão temporária
8 Imersão permanente
C – BIBLIOGRAFIA:
FITZGERALD, A.E. – Máquinas Elétricas
KOSOW, Irving L. – Máquinas Elétricas e Transformadores
SLEMON, Gordon R. – Equipamentos Magnetelétricos.
BIBLIOGRAFIA:
EDMINISTER, Joseph A. – Eletromagnetismo
SLEMON, Gordon R. – Equipamentos Magnetelétricos
DEL TORO, Vincent. – Electromechanical Devices for Energy Conversion and
Control Systems.
BIBLIOGRAFIA:
DEL TORO, Vincent. – Electromechanical Devices for Energy Conversion and
Control Systems.
KOSOW, Irving L. – Electric Machinery and Transformers
FITZGERALD, A. E. – Máquinas Elétricas.
L – QUESTIONÁRIO
1) a – O que é campo magnético ? Quais são suas propriedades ?
b – Por que o ferro é magnético e o alumínio não ?
c – A permeabilidade relativa varia com a densidade de fluxo ? Por
que ?
2) O que se entende por fluxo de dispersão ?
3) Qual a diferença entre um campo produzido por corrente contínua e um
produzido por corrente alternada ?
4) Determinar o análogo entre circuitos elétricos e magnéticos
ELÉTRICO MAGNÉTICO
Densidade de corrente j
Corrente I
Intensidade de Campo Magnético – H
Força Magnetomotriz – F
Condutividade σ
Resistência R
Permeância – P
5) Descrever 5 (cinco) conversores eletromecânicos, com os quais já teve
contato.
6) Um transformador é um conversor eletromecânico ? Por que ?
7) Uma bobina consiste de 1000 espiras enroladas em um núcleo toroidal
de R = 6 cm e r = 1 cm. Para estabelecer um fluxo magnético total de
0,2 Wb em um núcleo não magnético qual será a corrente necessária ?
Repetir, para um núcleo de ferro com uma permeabilidade relativa de
2000.
8) Um solenoíde com núcleo de ar, com 2500 espiras, com espaçamento
uniforme, tem comprimento de 1,5 m e raio de 2 x 10
-2
m. Calcule a
indutância L.
9) O circuito magnético da figura 1.3 é constituído de aço M-19, bitola 29,
com fator de empilhamento 0,94, com comprimento médio 1
n
= 0,44 m
e seção reta quadrada de 0,02 x 0,22 m. O entreferro tem comprimento
1
e
= 2 mm e o enrolamento contém 400 espiras. Desprezar o
espraiamento e a dispersão. Calcule a corrente necessária para gerar
um fluxo de 0,141 mWb no entreferro.
Figura 1.3
C - QUESTIONÁRIO:
1) Suponha que em um determinado processo de conversão de energia
houve uma melhoria dos meios de refrigeração. Isto implica em maior
parcela de elétrica convertida em mecânica ? Por que ? Faça uma
análise completa.
2) Um relé eletromagnético pode ser considerado como equivalente a um
elemento de ferro de 10 cm de comprimento, 1 cm
2
de seção reta, µ
R
=
1500; em série com um entreferro de 3 mm de comprimento, quando o
relé está aberto. Considere a área do entreferro igual a 1 cm
2
. A
bobina tem 3000 espiras e conduz uma corrente de 25 mA. Sabe-se que
a força mecânica é dada por
o
2
2
S
F
µ
β
·
. Calcular a força mecânica da
armadura, quando o entreferro for igual a 1 mm.
3) Em um processo de conversão eletromecânica de energia são envolvidos
fenômenos elétricos, magnéticos, mecânica Newtoniana e o princípio da
conservação de energia. Enuncie quais são esses fenômenos, dizendo
da sua importância.
4) Um transdutor eletromecânico, com núcleo de material magnético, uma
excitação, apresentou a seguinte relação, entre fluxo e F.m.m.
F = 5,73 φ
1/2
A.E.
Determine a energia armazenada no transdutor quando o fluxo atingir o valor de 2,3 Wb, com a parte móvel bloqueada.
5) Considere a equação dW
elet.
= dW
cpo
+ dW
mec
e aplique-a no seguinte
caso. Tem-se uma bobina de resistência R, com núcleo de ar e uma
fonte de tensão constante V.
a – A bobina é ligada a fonte;
b – É introduzido um núcleo ferromagnético na bobina;
c – O núcleo é retirado;
d – A bobina é desligada.
1
o
) Na primeira fase é possível determinar a energia armazenada no
campo, conhecendo-se apenas a energia elétrica fornecida ? Por
que ?
2
o
) A introdução do núcleo altera o estado energético do campo ? E a
energia elétrica absorvida ? Por que ?
3
o
) E a retirada do núcleo ?
4
o
) O que acontece com a energia do campo quando a bobina é
desligada ?

C – FLUXO MAGNÉTICO: (Símbolo φ) φ = µ.H.S = β.S
As linhas de força de uma imã saem do Pólo Norte, atravessam o espaço, em volta do imã e entram pelo Pólo Sul se fechando no interior do imã. (Figura 1.1). Constatamos que as linhas de força vão: No Exterior: do Pólo Norte ao Pólo Sul. No Interior: do Pólo Sul ao Pólo Norte. Podemos constatar que o número de linhas de força, que passam através do imã, depende da superfície dos pólos. Quanto maior for esta superfície, maior será o número de linhas de força. Consideremos a figura 1.2. Entre seus dois pólos temos um campo magnético (H), formado por certo número de linhas de força. Tomemos, no interior deste campo (H) uma pequena seção de superfície S. Constatamos que ela é atravessada por um determinado número de linhas de força que formam o campo magnético. O fluxo magnético é dado por φ = µ.H.S.

Figura 1.2

D – INDUÇÃO MAGNÉTICA (Símbolo β) β = µ.H =

φ S

Retomemos a figura 1.2 e coloquemos no campo (H) uma peça de madeira de seção igual à superfície S. As linhas de força do campo (H) não serão modificadas. Troquemos este pedaço de madeira por um pedaço de ferro de mesma seção. Constatamos uma concentração das linhas de força que atravessam a seção do pedaço de ferro. Para caracterizar este fenômeno, definimos indução magnética como sendo:

β=

φ S

E – PERMEABILIDADE MAGNÉTICA (Símbolo µ)
Na experiência anterior, vimos que a concentração das linhas de força que atravessam a peça de ferro é maior do que as concentrações das que atravessam o pedaço de madeira. Deduzimos, portanto, que o ferro é mais permeável que a madeira à passagem de linhas de força.

F – RELUTÂNCIA: (Símbolo R)
Representa para o circuito magnético o que a resistência representa para o circuito elétrico. É, pois a oposição à passagem do fluxo magnético.

R =µ

 A

G – FORÇA MAGNETOMOTRIZ: (Símbolo F) F = H. = Ni É a força magnetizaste, de corrente elétrica, que produz o campo magnético. Sua unidade é “Ampére – Espiras”. F=φ .R H – FORÇA ELETROMOTRIZ: (Símbolo f.e.m.) (e) É a pressão que causa a corrente Elétrica. Esta pressão quando criada por um gerador chama-se Força Eletromotriz (f.e.m.). A diferença de pressão entre dois pontos, em um circuito, é chamada diferença de potencial, tensão ou voltagem do circuito. I – INDUTÂNCIA: (Símbolo L) Representa o coeficiente de proporcionalidade entre a intensidade de corrente que percorre um condutor e o fluxo magnético produzido.

L=

φ i

Você deve. nesta oportunidade. a variação do fluxo”. mas temos também o acoplamento eletrostático. ∫ H.e. induzida pela Lei de Faraday. Um transdutor eletromecânico. Para que ocorra essa conversa. . e=± K – LEI DE LENZ dφ dt Dá o sentido da f. no interior de um condutor. tomarmos contato com diferentes componentes dos transdutores eletromecânicos. é um dispositivo que recebe energia na forma elétrica e converte para a forma mecânica ou vice-versa. ou seja. na maioria das vezes é um acoplamento eletromagnético. se aplicado a um circuito externo. em primeiro lugar. uma variação do fluxo magnético. atua de modo a contrariar a causa primária. fazendo com que o curso de Conversão de Energia seja menos teórico e mais gratificante. Neste laboratório teremos a oportunidade de. induzida é tal que. em muito. “O sentido da f. dá origem a uma corrente elétrica de sentido tal que o campo magnético por ela produzido.m. isto o ajudará. se faz necessário um acoplamento entre os dois sistemas (elétrico e mecânico). como sabemos. ele será sede de uma força eletromotriz à variação do fluxo no tempo. todos os componentes disponíveis dos transdutores.d = I int.e. 2 – FENÔMENOS FÍSICOS A – Exposições das diversas partem de materiais componentes de diferentes transdutores eletromecânicos.m. LEI DE AMPÉRE: A integral de linha da componente tangencial de H sobre um percurso fechado é igual à corrente enlaçada por esse percurso. Este acoplamento.J – LEI DE FARADAY: (INDUÇÃO) Desde que haja. a entender a sua constituição e funcionamento. Lei de Ampére aplicada aos circuitos magnéticos ⇒ ∫ Hd = F = NI . verificar com atenção.

e= B. varia. todos os componentes disponíveis no laboratório. Verifique. sempre que o fluxo magnético..1.1 – PROCEDIMENTOS Verificar. diz que uma força eletromotriz é induzida em um circuito elétrico. argüindo o professor sobre sua função.1 – Os condutores de uma bobina não são ligados a nenhuma fonte elétrica. pelo deslocamento de um eletroímã . um campo elétrico é induzido pela variação. baseada em evidência experimentais.A. entre outras coisas. Basta que sejam submetidos e uma variação de imantada.2 – As variações de imantação podem ser produzidas. uma corrente elétrica pode percorrê-los. da indução eletromagnética. que atravessa esse circuito.1.1 – PROCEDIMENTOS dλ dt B. cujo enrolamento é percorrido por uma corrente contínua.. que historicamente precede a generalização de Maxwell. de um campo magnético. IN-LOCO. Figura B. B – VERIFICAÇÃO EXPERIMENTAL DA LEI FARADAY (INDUÇÃO ELETROMAGNÉTICA) De acordo com a equação de campo de Maxwell. . A Lei de Faraday. No entanto. no tempo.

B. pela rotação deste eletroímã . agora. Figura B. ora em outro.4 – Uma corrente alternada. próxima à imantação variável produzida por um eletroímã percorrido por uma corrente alternada.. isto é varia a cada instante. sucessivamente. É uma corrente alternada. percorrendo a bobina produz uma imantação variável. Verificaremos que a corrente percorre a bobina ora em um sentido.3 .1.. Verificar o que acontece. Comprove e explique o fenômeno. Coloquemo-la. Explique. ou ainda. Figura B. .1..1.5 – Curto-circuitar as extremidades das bobinas.

Figura B. As duas imantações variáveis interagem entre si.1.1. A rotação do eletroímã provoca a rotação da bobina.6 – A rotação do eletroímã produz uma variação de imantação na bobina. Esta imantação variável gera na bobina uma corrente alternada. Verifique. .7 – Verificar que: • • • • A rotação do eletroímã produz uma imantação variável na bobina.Figura B.

Figura B.1.8 – Podemos melhorar a rotação da bobina. dando-lhe o feitio chamado “Gaiola de Esquilo” e acrescentando-se no seu interior chapas magnéticas para concentrar as imantações. Figura .

inicialmente com os seus circuitos elétricos desexcitados e o eixo em repouso. que se estabelecem no conversor. O primeiro armazenamento será no campo magnético que está se estabelecendo no núcleo ferromagnético e nos entreferros. é a condição inicial para o estudo dos transdutores de energia. aplicada ao entreferro. para que se possa considerar toda f. Isso se deve ao fato de que. Figura 3.m. Observando uma máquina elétrica acoplada a uma carga mecânica. estabelece que a energia não é criada nem destruída. e ligando-a como motor. podem ser feitas várias demonstrações qualitativas e quantitativas. verificamos que nos instantes iniciais certamente a energia absorvida será diferente da energia mecânica fornecida a carga.m. Finalmente teremos ainda. Haverá também um armazenamento de energia mecânica cinética nos elementos de inércia que estão sendo acelerados. além das perdas existentes.3 – BALANÇOS DE ENERGIA 1 – INTRODUÇÃO O Princípio da Conservação da Energia. Convém que o eletroímã seja operado com correntes de que produzam baixas densidades de fluxo no material magnético. ela meramente é mudada na forma. . a uma fonte elétrica. temos ainda nesse momento armazenamentos de energia. energia armazenada nos campos elétricos. 3 – PROCEDIMENTOS: Num eletroímã que possa ser excitado tanto com corrente contínua como com corrente alternada.1 2 – OBJETIVO: Verificar a existência e variação da força em um sistema de excitação única.

é fácil de demonstrar que um aumento de entreferro implicará uma diminuição de indutância e. pode-se verificar que essa corrente (que em regime permanente é limitada somente pela resistência) não depende da espessura do entreferro. Podem ser traçadas as curvas força/corrente para vários calços (espessuras de entreferro) e. ou. Procure determinar como será o comportamento dessa variação transitória da corrente. Será um surto de acréscimo ou decréscimo? d) Medida da força em corrente contínua. com corrente contínua.m. Abrindo-se bruscamente o entreferro. com as próprias mãos teremos feito uma verificação qualitativa desse fato. A partir desse ponto. está ligado ao fato de a impedância normalmente encontrada nos eletroímãs sem praticamente igual à reatância do enrolamento nas freqüências usuais. Tomemos o eletroímã disponível. dada à constância do valor eficaz da tensão aplicada. O aumento da corrente (e da f. mas o fluxo (devido a variação da relutância) sim. O fato da amplitude do fluxo em corrente alternada (senoidal) independer da relutância. e consequentemente. uma elevação da corrente de excitação. Mantém-se a armadura fechada e toma-se um sinal da corrente de excitação através de um osciloscópio. observando a existência da força resultante. o espraiamento de fluxo altera e invalida a demonstração). Procure ajustar o entreferro com a determinada corrente de excitação. num valor de corrente de excitação compatível com o eletroímã em questão.a) Inicialmente.m. pode-se observar o comportamento daquela corrente. é possível variar a força externa e determinar as correntes correspondentes. através do ponteiro de um amperímetro de baixa inércia. para pequenas variações do entreferro o valor medido da força de atração mantém-se aproximadamente constante. a força de atração  1 φ2  F = −  será função do entreferro. Assim sendo. fluxo se mantêm (para grandes variações. daí podem ser obtidas as curvas força x entreferro para cada corrente de excitação. . b) Se aplicarmos corrente alternada num valor compatível. poderemos verificar que. A verificação pode ser feita tanto em corrente contínua como em corrente alternada.) faz conservar a amplitude do fluxo que é também senoidal no tempo. Se tomarmos o eletroímã e  2µ 0 S    mantivermos a corrente de excitação e formos variando o entreferro. consequentemente. c) Aplique-se novamente corrente contínua. num valor que não provoque saturação do material do núcleo. fazendo-se uma comparação entre as duas.

4 – CICLO DE HISTERESE E CORRENTE A VAZIO A – INTRODUÇÃO: Considere-se o transformador mostrado na figura 4. Devido às propriedades magnéticas não lineares do ferro. Figura 4.c.1. deve contrabalançar a tensão aplicada “V”.m.m.m.c. a forma de onda da corrente de excitação difere da forma de onda de fluxo. (e1) no primário. se uma tensão senoidal for aplicada a um enrolamento.1 Pela Lei de Lenz “e1” é uma f. que junto com a queda de tensão na resistência de primário r1. a f.e. A curva da corrente de excitação em função do tempo pode ser . circula no primário e estabelece um fluxo alternado no circuito magnético.m.e.m. exigida para criar o fluxo requerido. assim: V = r1 iϕ + e1 Se a queda de tensão na resistência for desprezível. Nestas condições. Uma pequena corrente de regime iϕ. As propriedades magnéticas do núcleo determinam a corrente de excitação. deverá estabelecer-se um fluxo no núcleo variando senoidalmente. com o circuito de secundário aberto e uma tensão alternada “V” aplicada aos terminais do primário. será igual à tensão aplicada. chamada “corrente de excitação”. Ela deve ajustar-se de modo a produzir a f.e. Este fluxo induz uma f.

e mais todas as . da corrente de excitação.m.m.2 As ondas de tensão e1 e fluxo ϕ são senoidais e são mostradas na figura 4.m.m.m. Figura 4.m.2-b. lido na parte relativa a fluxo crescente no ciclo de histerese. A fundamental pode.c.2. O valor correspondente iϕ’ da corrente de excitação é marcado em correspondência ao instante t’ na figura 4.e.e.determinada graficamente a partir das características magnéticas do núcleo. ser separada em duas componentes.m. e está aumentando. Se a corrente de excitação dor analisada por série de Fourier.e. mas está diminuindo. o valor correspondente da f. a diferença é chamada corrente de magnetização. Por exemplo. No instante t” o fluxo também tem o valor instantâneo ϕ’.c. O ciclo fluxo-f. é F’. e corrente são F” e iϕ”.c..2-a. A componente em fase corresponde à potência absorvida pela histerese e perdas por correntes de Foucault no núcleo é chamada a componente de perdas no núcleo. verifica-se que ela se compõe de uma fundamental e uma família de harmônicas ímpares. Esta compreende uma componente fundamental atrasada em 90o em relação a f. e outra atrasada em 90o em relação à f. na forma ilustrada na figura 4.2-a.m. correspondentes aos vários valores do fluxo podem ser determinados deste ciclo de histerese. Deste modo é possível desenhar a curva completa da corrente de excitação iϕ mostrada na figura 4.m.m. Os valores da f.m.2-a. Quando esta componente é subtraída da corrente de excitação total. uma em fase com a f. por sua vez. no instante t’ o fluxo instantâneo é ϕ’. no núcleo é mostrado na figura 4. e os valores correspondentes de f.

O campo gera forças mecânicas. é absorvida pelo campo.harmônicas. mostrada na figura 4. a área . mas se não houver movimento mecânico.m.m. cuja principal é a terceira pois usualmente é cerca de 40% de i ϕ. pois pela própria definição de integral. Então: dWele = dWcpo + 0 A energia do campo para uma configuração específica pode então ser encontrada a partir da energia fornecida pela fonte ao estabelecer o campo com configuração fixa. ENERGIA ARMAZENADA E CICLO DE HISTERESE Na equação do balanço de energia. A região (0 – a – b) representa a energia armazenada (Wcpo). Esta energia absorvida é dada por: Wcpo = ∫o i(λ)dλ = ∫o F(ϕ)dϕ λ ϕ Quando a fonte excita o circuito obtemos a característica (0 – a).3 A energia elétrica de entrada (1 dλ) associada a uma variação no fluxo.3. É a componente responsável pela deformação da onda. da bobina e pela configuração do material magnético e da bobina. a energia associada ao campo magnético é determinada pela f. nenhum trabalho mecânico será realizado. Figura 4.

basta introduzir no construído). Conhecendo-se o ganho horizontal do osciloscópio. Espera-se que toda a energia armazenada seja devolvida a fonte. o que é facilmente constatado pela equação. o valor de H estará perfeitamente determinado. segundo a característica (0 – a). B.  Figura 4. ou seja. Isto se deve ao fato da presença das perdas de material ferromagnético.4 Para que a curva de histerese surja na tela do osciloscópio. é preciso fazer com que a entrada horizontal receba um sinal proporcional a H.compreendida entre a característica (0 – a) e o eixo do fluxo é a energia armazenada. teremos então H =  canal horizontal um sinal proporcional a I. Portanto. ou seja. a queda da tensão RI no resistor R. A excitação é reduzida a zero. Portanto. Pela equação (2) observa-se que N e  são constantes.44 N1fS NI (2) .S. B – PROCEDIMENTO: (Visualização da Característica B x H) Sabemos que E = 4. . Mas somente a quantidade representada pela área (a – b – c) é devolvida a fonte.f ⇒ B = Por outro lado H = O circuito será: E (1) 4. (transformador já NI = KI . parte da energia fica retida no material ferromagnético devido as suas propriedades magnéticas não lineares. de valor conhecido. Basta medir I.44 N1.

a potência entregue pela fonte será PHF. Conhecendo-se as constantes do circuito e o ganho vertical do osciloscópio. mas a relutância varia devido a diferentes estados de saturação que ocorrem no núcleo. o valor instantâneo de B ficará perfeitamente determinado. a forma de onda da corrente de excitação difere da forma de onda do fluxo. em relação à experiência anterior. φ x Rmag Sabemos que: iϕ = . assim. só o sinal da corrente (canal X). menos as perdas nos instrumentos. onde o fluxo magnético é N1 senoidal. A potência total entregue ao sistema é W = ei. o wattímetro indicará toda a potência magnética entregue ao sistema.K desde que Bm = constante PH 'F = Ks. bastando para isso manter no mesmo.Bm1. . Como a potência de saída é praticamente nula (apenas consumida pelos instrumentos).Na entrada vertical. o que é conseguido usando-se o circuito RC. para o valor de corrente considerado.Bm1. Pela Lei de Faraday: e=N dφ d 1 = N (BS) ⇒ B = ∫ edt dt dt NS Logo. A curva da corrente de excitação em função do tempo. é preciso tomar um sinal proporcional à integral de e no tempo. 6 f + 2.2f 2 Bm 2 . fazendo a medição em duas freqüências f e f’. Então.K A área do ciclo obtida no osciloscópio deverá ser igual à leitura do wattímetro. o número de espiras é constante. Sabemos que: PH α f e PF α f2. pode ser visualizada na tela do osciloscópio. necessita-se colocar um sinal proporcional a B. onde i é a corrente do primário e e é o valor tirado do secundário.2f '2 Bm 2 . poderemos escrever: PHF = Ks. Corrente a Vazio (Forma de Onda) Conforme vimos na introdução teórica. 6 f '+2.

por ciclo. Irving L.M. – Máquinas Elétricas e Transformadores SLEMON. – Equipamentos Magnetelétricos. Gordon R. acoplamento magnético. com acoplamento magnético ? 6) Defina perdas por histerese e perdas por correntes de Foucault e a relação entre elas.E.M. A. de um transdutor eletromecânico de energia. de um transdutor eletromecânico. para transformadores trifásicos ? 4) Na característica fluxo x F.. 5 – POLARIDADE DE TRANSFORMADORES .C – BIBLIOGRAFIA: FITZGERALD. representa a energia armazenada ? 5) Por que a área do ciclo de histerese representa a perda por histerese. explique por que a área compreendida pelo eixo das ordenadas (φ) e a curva. – Máquinas Elétricas KOSOW. D – QUESTIONÁRIO: 1) Por que PF é desprezível quando o tempo para a realização do ciclo for elevado ? 2) Por que a forma de onda de iϕ é não senoidal ? Qual a sua composição ? 3) Como se determina a relação de transformação.

e f.1 a) enrolamentos concordantes V2 = e1 – e2 V1 = e1 b) enrolamentos discordantes V2 = e1 + e2 V1 = e1 Caso a: Polaridade Subtrativa (mesmo sentido dos enrolamentos) Caso b: Polaridade Aditiva (sentidos contrários dos enrolamentos) Esses sentidos têm implicação direta quanto à polaridade da f. que podem ter sentidos concordantes ou discordantes como se vê na mesma figura. Figura 5. isto é. nos enrolamentos primário e secundário.e. Esta polaridade depende fundamentalmente de como são enroladas as espiras do primário e do secundário (figura 5.m. .A – INTRODUÇÃO: A marcação da polaridade dos terminais dos enrolamentos de um transformador monofásico indica quais são os terminais positivos e negativos em um determinado instante.e.1).m.c.e.m. a relação entre os sentidos momentâneos das f.

Ligando-se. na polaridade subtrativa. denominada por f..Aplicando uma tensão V1 ao primário de ambos os transformadores. no caso a. sendo.c. com a polaridade indicada na (figura 5. e os de tensão inferior com X1 e X2. induzida que tenderia a produzir a corrente i2 indicada. e1 de modo que se tenha o efeito de queda de tensão. (e2) no sentido indicado. tal f. Logo.m. de tal modo que os sentidos das f. tem-se uma tensão induzida no circuito do primário. Portanto seria induzida uma f. e colocando-se um voltímetro entre 2 e 2’. agora.c. esses índices são opostos entre si.m. pode-se observar que.e.e.1). B – MARCAÇÃO DOS TERMINAIS A ABNT recomenda que os terminais de tensão superior sejam marcados com H1 e H2. deverá ter sentido exatamente oposto ao anterior com o propósito de continuar produzindo um fluxo contrário ao indutor. e. os terminais 1 e 1’ em curto.e. verifica-se que as tensões induzidas (e 1 e e2) irão subtrair-se (caso a) ou somar-se (caso b).1 a e b. tendo o sentido indicado na figura 5.m.e. haverá circulação de correntes nesses enrolamentos.m. nos enrolamentos secundários que.e. Já no caso b.e. C – PROCEDIMENTOS 1) Equipamentos Necessários: . Analogamente ao que acontece no secundário.m. que irá ser responsável por um fluxo contrário ao fluxo produzido devido a i 1. Então os correspondentes fluxos serão produzidos e consequentemente aparecerão f. pois. segundo o sentido mostrado. Com isso. estando o mesmo fluxo cortando também o primário. originando daí a designação para a polaridade de transformadores.e. na polaridade aditiva. momentâneas sejam sempre concordantes com respeito aos índices. o mesmo acontecendo com os índices 2. de acordo com a Lei de Lenz contrariam a causa que as deu origem. Uma vez que a tensão aplicada (V1) tem a mesma polaridade para a f.m. ter-se-á uma f.m. os terminais com índice 1 são adjacentes.

O positivo do primeiro voltímetro será ligado em H1 e o positivo do segundo voltímetro será ligado em X1. Instala-se um voltímetro CC dos lados de alta e baixa do trafo.• • • • • Transformador monofásico Voltímetro CA Fonte CC Voltímetro CC Chave monofásica 2) Registrar para o transformador ensaiado: VTI = SN = VTS = I1N = I2N = D – DETERMINAÇÃO DA POLARIDADE D-1) – Método do Golpe Indutivo de Corrente Contínua Ligam-se os lados de tensão superior a uma fonte CC. Montagem: Figura 5. (marcados inicialmente com um giz).2 V1 deflete ___________________ ___________________ V2 deflete .

desliga-se a fonte. observando-se a deflexão de V2: Logo em .Polaridade _______________________ Liga-se a fonte. um na tensão superior. caso contrário.Se V1 e V2 defletem em sentidos opostos ⇒ Polaridade Aditiva. . a polaridade será subtrativa. D-2) – Método da Corrente Alternada Neste caso. ligue também um voltímetro na entrada (entre H1 e H2). Associa-se um voltímetro entre os lados de alta e baixa (entre H2 e X2). observando-se a deflexão de V1.3 OBS. Montagem: Figura 5.: Este método se aplica bem para relações de espiras até 30:1. ligam-se entre si os lados adjacentes. D-3) – MÉTODO DO TRANSFORMADOR PADRÃO . o outro na tensão inferior (H1 a X1). Proceda a leitura dos instrumentos de medida aplicando uma tensão apropriada entre H1 e H2. seguida.Se V1 e V2 defletirem em sentidos opostos ⇒ Polaridade Subtrativa. Se a primeira leitura (V1) for maior que a segunda. será aditiva.

isto é. deixando livres os da direita. Montagem: Figura 5. J. ficando dessa forma conhecida a marcação dos terminais do transformador em teste. os terminais da esquerda de quem olha pelo lado da tensão inferior. na tensão inferior. Ligam-se em paralelo os enrolamentos de tensão superior dos dois transformadores.C. tendo-se o cuidado de ligar entre si os terminais marcados.Este método consiste em comparar o transformador a ensaiar com um transformador-padrão de polaridade conhecida que tenha a mesma relação do número de espiras. a marcação dos terminais do segundo transformador será em seqüência oposta ao do primeiro. os de igual polaridade. Ligam-se entre si. os dois transformadores terão a mesma polaridade. Caso contrário.4 E – BIBLIOGRAFIA OLIVEIRA. Se este valor for nulo. Aplica-se uma tensão reduzida no enrolamento de tensão superior e mede-se o valor da tensão entre os dois terminais livres. ou praticamente nulo. – Transformadores Teoria e Ensaios .

seja para ajustar a impedância do estágio seguinte à impedância do anterior (casamento de impedância). O transformador opera segundo o princípio da indução mútua entre duas (ou mais) bobinas ou circuitos indutivamente acoplados.L. 4) É possível conhecer a polaridade de um transformador.KOSOW.. (polaridade) para transformadores com relação de espiras superior a 30:1 ? 2) Quais as vantagens da utilização quase que de apenas transformadores subtrativos. I. Importante salientar que os circuitos não são ligados fisicamente. Poderíamos usar um terceiro voltímetro para encontrar esta diferença diretamente ? Onde ele seria conectado. é um dispositivo importante na análise global de um sistema de energia. Sendo um componente que transfere energia de um circuito elétrico à outro o transformador toma parte nos sistemas elétricos e eletromecânicos. ou para todas essas finalidades ao mesmo tempo. ou seja. . seja para ajustar a tensão de saída de um estágio do sistema à tensão de entrada do seguinte. conhecendo-se apenas os sentidos de enrolamento de suas bobinas ? Justifique. seja simplesmente para isolar eletricamente os circuitos entre si.. 3) Justificar o método C. não há conexão condutiva entre eles. – Máquinas Elétricas e Transformadores F – QUESTIONÁRIO 1) Como efetuar o teste de C. apresentando um caso em que V2 < V1.A.A. 6 – ENSAIO À VAZIO DE UM TRANSFORMADOR A – INTRODUÇÃO O transformador embora não seja propriamente um dispositivo de conversão eletromecânica de energia.

.1 V1 = Tensão de suprimento aplicada ao primário (V) r1 = Resistência do circuito primário (Ω) x1 = Reatância do circuito primário (Ω) I1 = Valor médio quadrático da corrente drenada da fonte pelo primário (A) E1 = Tensão induzida no enrolamento primário por todo o fluxo que concatena a bobina 1 (V) N1 = Número de espiras do enrolamento primário Io = Corrente de magnetização (A) Zm = Impedância do ramo magnetizante (Ω) V2 = Tensão que aparece nos terminais do secundário (Ω) r2 = Resistência do circuito secundário (Ω) x2 = Reatância do circuito secundário (Ω) I2 = Valor médio quadrático da corrente entregue pelo circuito secundário à carga ligada a seus terminais (A) E2 = Tensão induzida no enrolamento secundário por todo o fluxo que concatena a bobina 2 (V) N2 = Número de espiras do enrolamento secundário Zc = Impedância da carga conectada nos terminais do circuito secundário (Ω). Circuito Equivalente = Nomenclatura e Símbolos Figura 6. é denominado secundário.O circuito ligado à fonte de tensão é chamado primário e o circuito no qual a carga é conectada.

OBS. As perdas por correntes parasitas de Foucault são dadas por: .6 . O produto da resistência do circuito correspondente pelo quadrado da corrente significa um consumo de potência. B1. f Em que: PH = perdas por histerese em watts por quilograma de núcleo Ks = coeficiente de Steimmetz (depende do material) f = freqüência em Hz B = indução (valor máximo) no núcleo. As perdas por histerese são dadas por: PH = Ks . nele serão induzidas forças eletromotrizes com o conseqüente aparecimento das correntes de Foucault.ENSAIO À VAZIO B – OBJETIVO O ensaio à vazio de transformadores tem como finalidade a determinação de: • Perdas no núcleo (PH + PF) • Corrente à vazio (Io) • Relação de transformação (KT) • Impedância do ramo magnetizante (Zm) PERDAS NO NÚCLEO (PO) O fluxo principal estabelecido no circuito magnético é acompanhado dos efeitos conhecidos por histerese e correntes parasitas de Foucault. Estando o núcleo sujeito a um fluxo alternado.: O fluxo magnético na condição de carga ou à vazio é praticamente o mesmo.

PF = 2. Para o cálculo de Rm e Xm considera-se um dos circuitos a seguir: . obtemos as perdas totais no núcleo (Po) Po = PF + PH CORRENTE À VAZIO É a corrente absorvida pelo primário para suprir as perdas e para produzir o fluxo magnético. KT = E1 N1 V1 = ≅ E 2 N 2 V2 IMPEDÂNCIA DO RAMO MAGNETIZANTE (Zm) O ramo magnetizante é formado por uma resistência Rm (relacionada com as perdas no núcleo) e por uma reatância Xm (relacionada com a produção do fluxo principal). RELAÇÃO DE TRANSFORMAÇÃO (KT) É a proporção que existe entre tensão do primário e do secundário.2 f2 B2 d2 10-3 Em que: PF = perdas por correntes parasitas em watts por quilograma de núcleo f = freqüência em Hz B = indução máxima em Wb/m2 d = espessura da chapa em mm Somando as duas perdas analisadas. Sua ordem de grandeza é em torno de 5% da corrente nominal de enrolamento.

Figura 6. X mp = V I oq NOTA: O módulo da impedância do ramo magnetizante é muito maior que o módulo da impedância dos enrolamentos primário ou secundário. Zm >> Z1 C – EXECUÇÃO DO ENSAIO I) Material Necessário: . Zm >> Z2 .3 R ms = .2 Po 2 Io E1 Io Figura 6. X ms = Z 2 − R 2 ms ms  P  θ o = cos −1  o   Vo I o  I op = I o cos θ o I oq = I o sen θ o R mp = V1 I op . Z ms = .

conforme a figura a seguir: VN(AT) IN(AT) f = = = .• • • • • • 1 transformador 1∅ 1 varivolt 1∅ 1 voltímetro 1 amperímetro 1 wattímetro cabos para conexões II) Preparação Registrar os dados de placa do transformador: VN(BT) = ____________ (V) ___________(V) IN(BT) = ____________ (A) ___________(A) SN = ____________ (KVA) __________(Hz) III) Montagem: Ligar o transformador a uma fonte de tensão. alimentando-o pelo lado de baixa e deixando o lado de alta tensão em aberto.

J. L. – Máquinas Elétricas e Transformadores FALCONE.4 Para a tensão e freqüência nominais anote: V = ___________________(V) Io = ___________________(A) Po = ___________________(W) D – ANÁLISE I) Determinar a relação de transformação a – com os valores de ensaio b – com os dados de placa II) Determinar a corrente à vazio em porcentagem da corrente nominal.Figura 6.E. . E – BIBLIOGRAFIA FITZGERALD. – Transformadores Teoria em Ensaios F – QUESTIONÁRIO 1) Qual enrolamento (AT ou BT) é normalmente utilizado para a execução do ensaio à vazio ? Justifique. – Máquinas Elétricas KOSOW. A. 2) Porque as perdas no cobre podem ser despresadas no ensaio à vazio ? 3) Analisar o problema das perdas se um trafo com freqüência nominal de 50 Hz trabalha com 60 Hz.G. A. Irving.C. III) Determinar os parâmetros do ramo magnetizante utilizando as representações série e paralela. – Eletromecânica OLIVEIRA.

. 7) Desenhe o circuito equivalente do transformador quando este opera à vazio e justifique o desprezo da impedância primária para o cálculo da impedância do ramo magnetizante.4) Caso o ensaio fosse realizado com um transformador trifásico que alterações seriam necessárias ? 5) Porque a laminação do núcleo dos transformadores reduz as perdas por correntes parasitas (Foucaut) ? 6) Pesquise informações sobre a corrente transitória de magnetização (INRUSH). 7 – ENSAIO EM CURTO-CIRCUITO A – INTRODUÇÃO Seja o circuito equivalente de um trafo monofásico (referido primário).

1 Caso apliquemos um curto-circuito no secundário serão nulos: • A tensão terminal secundária (V2 = 0) • A impedância de carga (Zcarga = 0) Além disso. quando o secundário está em curtocircuito.Figura 7. e que faz circular a corrente nominal do enrolamento primário.2 onde: R = r1 + r’2 X = x1 + x’2 Vcc = Tensão aplicada ao primário. Para a realização do ensaio faz-se necessário circular a corrente nominal do transformador. a indução no núcleo reduz-se na mesma proporção. os . consequentemente as perdas por histerese (PH α B1. O circuito equivalente para o ensaio em curto então fica: Figura 7. Assim. portanto é aconselhável executar o ensaio no enrolamento de AT que possui uma menor corrente nominal. considerando que Vcc é baixo (da ordem de 10% de Vn).6) e as perdas por corrente de Foucaut (PF α B2) podem ser despresadas.

sendo a queda de tensão função da corrente. como anteriormente. RESISTÊNCIA PERCENTUAIS (Z%. torna-se necessário estabelecer um ponto de operação a fim de caracterizar as perdas no cobre. R%. isso força a especificação do ponto de operação do transformador que. B – OBJETIVO O ensaio em curto-circuito permite a determinação de: • Perdas no cobre • Queda de tensão interna • Impedância. Esse ponto de operação corresponde à corrente nominal. As perdas nos enrolamentos. conforme o circuito equivalente simplificado é dada por: ∆V = Z1 I1. ao fechar o secundário em curto-circuito.2 – QUEDA DE TENSÃO INTERNA (∆V) A queda da tensão interna referida à AT. B. corresponderá ao nominal. que são por efeito joule. resistência e reatância percentuais B.3 – IMPEDÂNCIA. podem ser expressas por: Pj = r1I12 + r2 I 2 = R 1I12 = R 2 I 2 2 2 onde: R 1 = r1 + r2′ R 2 = r1′ + r2 Como as perdas nos enrolamentos são proporcionais ao quadrado da corrente circulante. a tensão aplicada ao primário será a própria queda de tensão procurada.1 – PERDAS NO COBRE (Pj) A corrente que circula no transformador depende da carga alimentada pelo mesmo. Pode-se afirmar que.instrumentos de medição serão ligados no enrolamento de AT e curto circuitaremos o enrolamento de BT. X%) E REATÂNCIA . B. Naturalmente.

que na verdade transforma todas as grandezas em adimensionais conforme detalhado a seguir: R= Pj 2 I1cc R% = Se R1 I I .100 X1 = Z12 − R 12 X% = Z% 2 − R % 2 Caso o teste tenha sido feito com I1cc ≠ I1n podemos obter a seguinte correção: Z1 = V1cc V1ccn = I1cc I 1n ⇒ V1ccn = V1cc . 1n . 2 n .100 Z base V1n V2 n Se Z% = I1cc = I1n V1cc n V1n . 1n . 2 n .100 Z base V1n V2 n I1cc = I1n ⇒ R% = Pjm/sm .100 = R 1 . Tendo em vista o grande número de transformadores presentes nas redes elétricas e objetivando contornar as dificuldades de cálculo pode-se processar os estudos através de uma alteração de unidades. 100 Z1 = V1cc I1cc Z% = Z1 I I .100 = R 2 . I 1n I1cc .Um inconveniente do circuito equivalente do transformador reside no fato de que as grandezas elétricas são numericamente diferentes caso o circuito seja referido ao primário ou secundário.100 = Z1 .100 = Z 2 .

P1cc = R 1I12cc [1] ⇒ Pjn ≅ P1ccn I  = P1cc  1n  I   1cc  2 P1ccn = R 1 I12n [2] C – CORREÇÃO DO VALOR DA RESISTÊNCIA Durante o ensaio.1 – REGISTRAR OS DADOS DE PLACA DO TRAFO A SER ENSAIADO SN = _______________ KVA f = ______________ Hz Z% θA = (R%θF) 2 + ( X%) 2 1 / α θF 1/α θA . e não há tempo suficiente para o aquecimento do transformador. A correção é feita através da seguinte fórmula: R % θF = K. a correção do valor calculado de R.R% θA K= onde: θF = temperatura final (oC) θA = temperatura ambiente (oC) 1/α = 225 para o alumínio 1/α = 234. os enrolamentos estão à temperatura ambiente (θA). Corrige-se para 75oC no caso de trafos de classe de temperatura 105o a 130oC. Torna-se necessário. Corrige-se para 115oC no caso de trafos de classe de temperatura 155o a 180oC. portanto. 5 para o cobre D – PREPARAÇÃO DO ENSAIO D. Como se sabe a resistência varia com a temperatura.

Para tal aumenta-se cuidadosamente o nível de tensão até que Icc = I1n. veja a fórmula de correção apresentada no ítem B.2 – MATERIAL NECESSÁRIO • • • • • • V2 = ______________ V I2 = ______________ A 1 transformador monofásico 1 transformador variador de tensão monofásico (Varivolt) 1 amperímetro 1 voltímetro 1 wattímetro cabos para conexões E – EXCUÇÃO DO ENSAIO Ligar o trafo à fonte de tensão. A potência medida pelo wattímetro (Pcc) corresponde aproximadamente à potência dissipada nos enrolamentos. .3 Após conectar os equipamentos conforme o esquema acima. alimentando o lado de AT e curtocircuitando o lado de BT conforme o esquema a seguir: Figura 7. fazemos circular corrente nominal no trafo. Caso não seja possível circular a corrente nominal do trafo. A tensão medida pelo voltímetro (Vcc) corresponde aproximadamente à queda de tensão interna.3.V1 = _______________ V I1 = _______________ A D.

– Máquinas Elétricas e Transformadores OLIVEIRA. 2) Qual a vantagem e desvantagem de um trafo que tenha grande Vcc em sistemas elétricos ? 3) Durante o ensaio em curto-circuito.G. Z% 3. Z1 2. Calcule Vcc% G – BIBLIOGRAFIA FITZGERALD. – Transformadores Teoria e Ensaios H – QUESTIONÁRIO 1) Justifique porque normalmente se utiliza o enrolamento de AT para a execução do ensaio em curto-circuito. Calcule R%. o que ocorre com a indução no núcleo do transformador ? Justificar. Irving. – Eletromecânica KOSOW. 8 – RENDIMENTO E REGULAÇÃO DE TRANSFORMADORES . A. Pesquise e apresente comentários sobre esse tipo de perdas.F – ANÁLISE 1. – Máquinas Elétricas FALCONE. Corrija a impedância para a temperatura de operação do transformador ensaiado 4. 6) Pesquise e apresente informações sobre a “Capabilidade” dos transformadores.C. L. que alterações são introduzidas no procedimento de cálculo dos parâmetros de transformadores ? (Parâmetros de excitação e dispersão). X%. 5) Ao ensaiar transformadores trifásicos.E. X1. Calcule R1. A. 4) Durante a realização do ensaio em curto-circuito ocorrem as chamadas perdas adicionais. J.

há ainda a se considerar dois tipos de aplicações: I – Trafo de Distribuição (potência nominal até em torno de 500 KVA) Figura 8. Adicionalmente. resultaram em dispositivos atuais que apresentam rendimentos próximos a 98 ou 99%. os esforços do passado tanto no que se refere a materiais como projeto e construção.1 Observamos que o transformador de distribuição opera a maior parte do dia com aproximadamente 50% de sua potência nominal e somente na faixa de tempo compreendida entre 17 e 22 horas opera à plena carga. se possível.1 – INTRODUÇÃO O grande número de transformadores presentes numa rede elétrica (desde a geração até o ponto de utilização da energia elétrica) determina que os mesmos devam. De fato. apresentar rendimentos próximos ao valor 100%. II – Trafo de Força (potência nominal maior que 500 KVA) .

2 O transformador de força opera 24 horas à plena carga. Estas características operacionais distintas implicam diferentes critérios de projeto para os dois tipos de transformadores. e o fenômeno está associado ao suprimento de cargas indutivas ou fracamente capacitiva.Figura 8. talvez. Esta variação define a regulação de um trafo e mede a variação da tensão em relação a tensão secundária à vazio (E2). A regulação positiva determina um redução da magnitude de V2 em relação a E2. Enquanto que para o primeiro é interessante que o rendimento máximo ocorra para. o caso do trafo de força impõe que o rendimento máximo deve ocorrer em torno de Sn. No caso de uma carga fortemente capacitiva podemos ter uma regulação negativa e neste caso V2 > E2. Um problema de grande importância operacional está vinculado com a variação da tensão secundária (V2) com a carga. 2. 40% Sn. 2 – OBJETIVO Este ensaio tem por finalidade verificar o rendimento e a regulação de um transformador através da variação da carga conectada nos terminais do secundário.1 – RENDIMENTO: .

Durante a operação de um transformador, a transferência de energia elétrica do primário para o secundário se faz acompanhada de perdas, ou seja, a potência útil no secundário é menor que no primário. Essas perdas se manifestam sob a forma de calor e tem origem tanto nos enrolamentos (Perdas Joule), como no material do núcleo magnético (histerese e Foucault). Define-se rendimento como sendo a relação entre a potência ativa de saída (secundário) e a potência ativa de entrada (primário). Matematicamente, o rendimento é expresso por: η= P2 P1 η% = P2 x 100 P1

É importante determinar o ponto de operação do transformador no qual ocorre o rendimento máximo. Tal ponto, estabelecido no projeto, é função das perdas no trafo e é dado por: 1,2 Po Pjn

fc(η% max) = onde

I2 = fator de carga; sendo I2n a corrente nominal para o secundário do I 2n transformador Po = perdas no núcleo Pjn = perda joule nominal fc = Graficamente, temos o seguinte:

Figura 8.3 De acordo com a ABNT, o rendimento nominal de um transformador é calculado ou medido sob as seguintes condições: • Tensão nominal (Vn) • Corrente nominal (In) • Fator de potência da carga unitário (cos φc = 1) 2.2 – REGULAÇÃO Entendendo o transformador como uma impedância série entre fonte e carga, verifica-se que a circulação de corrente sobre esta impedância levará a uma queda de tensão (∆V). Define-se a regulação de tensão para transformadores como sendo a variação da tensão nos terminais do secundário, quando a este é conectada uma carga. Como transformador à vazio, no secundário tem-se E2, que passa para um valor V2 ao se ligar uma carga. Se a variação é pequena diz-se que a regulação é boa. A regulação de tensão é expressa por:

E 2 − V2 E − V2 Reg% = 2 x 100 V2 V2 E pode também ser dada por: Re g = Reg% = R% . cos φ c . fc + X% . sen φ c . fc onde: R% = resistência percentual X% = reatância percentual cos φc = fator de potência da carga I2 fc = fator de carga = I2n 3 – PREPARAÇÃO DO ENSAIO 3.1 – MATERIAL NECESSÁRIO • • • • • • 1 trafo monofásico 1 transformador variador de voltagem (Varivolt) 1 carga resistiva variável (Reostato) 2 amperímetros 2 voltímetros 2 wattímetros

3.2 – REGISTRAR OS SEGUINTES DADOS DE PLACA DO TRANSFORMADOR A SER ENSAIADO

Sn = ________________ KVA A V1n = ________________ V A V2n = ________________ V Hz

I1n = _______________ I2n = _______________ f = _______________

Observe se os instrumentos são compatíveis com os valores a serem medidos.

4 Após conectar os equipamentos: a) Aplicar tensão nominal no primário. aplicar tensão nominal no primário e preencher o quadro a seguir: I2(A) 0.20 0. faça a seguinte montagem: Figura 8.50 0.35 0. b) Retornar o varivolt a zero.0 0. O objetivo é verificar o rendimento e a regulação para diversos valores de corrente de carga.40 0. Io e Vo. Icc e Vcc. Para tanto.30 0.60 V2(V) P2(W) I1(A) V1(V) P1(W) η% Reg % .4 – EXECUÇÃO DO ENSAIO Tanto o rendimento como a regulação de tensão são funções da corrente de carga (I2). e com o secundário aberto colher os dados Po. c) Retirar o curto.45 0. curto-circuitar o secundário e colher os dados do ensaio em curto Pcc.55 0.

1977. e que V1 = 220 V calcular V2. 4) Pesquise e apresente informações sobre o rendimento diário de um transformador. considerando os dados do ensaio à vazio e em curto. o fator de potência da carga foi unitário. o rendimento. . Classifique o transformador ensaiado (força ou distribuição). – Máquinas Elétricas e Transformadores – Editora Globo. 7 – QUESTÕES 1) No ensaio.C. 8. Calcule o fator de carga para o rendimento máximo. J. 9. Para corrente de carga I2 = 1. e comparar com os valores obtidos na experiência. 5 – ANÁLISE 6. 6 – BIBLIOGRAFIA OLIVEIRA. I.70 1. a regulação de tensão. Com os dados da tabela obtida no ítem 4. 1984. traçar a curva η% x fc.0 Nota: Nem sempre é possível realizar este ensaio para grandes transformadores face às dificuldades de obter-se cargas compatíveis com sua potência nominal.0.0 A. KOSOW. – Transformadores – Teoria e Ensaios – Editora Edgard Blucher.L. 7. O que aconteceria com o rendimento se o fator de potência da carga fosse menor que 1 ? 2) Critique a afirmativa: “Um bom transformador possui um alto rendimento e uma baixa regulação”. 3) É possível que um transformador tenha uma regulação de tensão negativa? Explique .

Alimentação desses enrolamentos por meio de correntes defasadas no tempo. OBJETIVOS Mostrar através da utilização de 3 bobinas e da gaiola de esquilo a existência no campo girante. Sabemos que o conjugado produzido pelas máquinas de C. Existência de um conjunto de enrolamento deslocados no espaço. 2. MATERIAL UTILIZADO: • 3 bobinas -R= -X= Imax = Z = • 3 amperímetros • 1 voltímetro • 1 varivolt trifásico . CAMPO GIRANTE PRODUZIDO POR UM SISTEMA TRIFÁSICO 1. devemos dar uma atenção especial ao conceito de campo magnético girante.A. no entreferro. cujas condições para existência são: 1. 2.9 – CAMPO MAGNÉTICO GIRANTE A – INTRODUÇÃO Para um perfeito entendimento da teoria das máquinas de corrente alternada. é o resultado da interação de campos magnético.

Por exemplo faça a corrente i1 circular pela fase b e a corrente i2 circular pela fase a e verifique o sentido de giro da gaiola.1) e fazendo uma das correntes igual a zero (por exemplo i1) – determinar i2 e i3. . REALIZAÇÃO PRÁTICA DO ENSAIO Ligação das bobinas em Y . Inverta a alimentação entre duas fases.3.1 4. i2 e i3 V (V) (Linha) i1 (A) (Linha) i2 (A) Linha i3 (A) Linha 4.1. Para uma tensão aplicada determinar os valores de i1.2. Para a mesma tensão aplicada anteriormente (4.3.conforme esquema: Figura 9. V (V) Linha i1 (A) Linha ZERO i2 (A) Linha i3 (A) Linha 4.

3.5. Afaste as três bobinas simultaneamente da gaiola e veja o que ocorre com a velocidade de giro da mesma.4. Existe alteração na gaiola de esquilo quando as ligações das bobinas i1 (A) Linha ZERO i2 (A) Linha i3 (A) Linha passam de Y para ∆ ? Porque ? .8. Repita o item 4.4. 2. e fazendo i1 igual a zero. 4. Repita o item 4.4. Justificar detalhadamente os itens 4. PERGUNTAS 1.2 e 4. V (V) Linha 4. ou seja.3.6) as correntes nas outras fases aumentam de intensidade.5.8. Porque quando há a perda de uma fase (itens 4.3.6. 4.4. Justificar os itens 4. e 4. Para as mesmas bobinas anteriores faça a conexão em ∆ e alimente com uma tensão de 1 / 3 da anteriormente aplicada e determine. V (V) Linha i1 (A) Linha i2 (A) Linha i3 (A) Linha 4.7..7. e 4. 4. porque há a inversão do sentido de giro da gaiola. Para a mesma tensão do item 4.

e analise o ocorrido. Quais valores de tensão e de corrente teríamos se os instrumentos de medição fossem colocados como mostrado abaixo (ligação em ∆) para a mesma tensão de alimentação do item 4.1.5. Figura 9.1.2 10.5.Compare os resultados anteriores com os obtidos em 4. Quais tensões (valores e corrente teríamos se os instrumentos de medição fossem colocados como mostrado abaixo (ligação Y) para a mesma tensão de alimentação do item 4. . 11.

nos condutores do rotor.e. O campo girante induz no rotor a f. para o motor de indução é dada por: .m. Portanto. Concluímos que ao aplicarmos um sistema trifásico de correntes ao estator.m.e. ou pela rotação dos pólos de campo excitado por corrente contínua. pois se fossem iguais não haveria indução de f. O circuito da armadura e do rotor são separados. A velocidade síncrona do campo girante é dada por: f= P Ns 120 f ⇒ Ns = 2 60 p A velocidade do rotor.e. para que haja conjugado.3 Portanto. O campo girante induz f.m. verificamos que um enrolamento polifásico excitado por correntes polifásicas equilibradas. para velocidades diferentes da velocidade síncrona. só teremos conjugado no motor de indução. Consequentemente. No motor de indução a corrente que circula no rotor é devido ao fenômeno da indução. que produz a corrente do rotor. Para que o conjugado tenha sempre o mesmo sentido é necessário que o campo girante e os pólos se desloquem com a mesma velocidade. produz o mesmo efeito geral que é produzido pela rotação de um imã permanente em torno de um eixo perpendicular ao imã. produzimos um campo girante.Figura 9. no rotor. No motor síncrono a polaridade do campo é fixada pela corrente contínua que circula o enrolamento dos pólos. é necessário que o rotor tenha uma velocidade diferente da do campo girante.

4) Com o motor girando abrir a chave S3. C – PROCEDIMENTO 1) Ligar os motores conforme a figura 9. 3) Fechar a chave S3 e tentar novamente partir o motor número 1. 2) Tentar partir o motor número 1 (veja obs. caso em que a máquina é acionada em uma velocidade acima da síncrona. não haverá movimento relativo entre os condutores do rotor e o campo girante. Agora ele partirá e entrará em regime normal de funcionamento após retirar o dispositivo auxiliar de partida (se houver). 5) Ainda com S3 na posição aberta tentar partir no motor número 2. os condutores do rotor serão cortados pelo fluxo campo girante do estator. resultado no não funcionamento da máquina. Por que? . produzindo um conjugado motor.4. Verificar que ele irá partir e que irá existir uma corrente na fase a do motor. produzindo agora um conjugado resistente. Observar que assim ele não parte. verificar a presença do campo magnético girante. 1 abaixo com a chave monofásica) S3 aberta. os condutores do rotor serão novamente cortados pelo fluxo do campo girante. 3) Se Nr > Ns. Funcionamento como gerador. 2) Se Nr = Ns. B – OBJETIVO Utilizando dois motores de indução.S= onde: f = freqüência p = número de pólos S = escorregamento Ns − Nr ⇒ Nr = (1 − S) Ns Ns Finalmente podemos concluir que: 1) Se Nr < Ns. Observar que ele continua funcionando.

4. Em funcionamento normal deve ser mínima. O outro pode ser o de rotor em gaiola.6) Desligar ambos os motores e voltar a chave S3 para a posição fechada. sendo estrela na partida e triângulo em funcionamento normal. Dos dois motores da figura 8. b) Partida com tensão reduzida com auto-transformadores (varivolt trifásico no nosso caso). Na partida do motor bobinado a resistência do rotor deve ser máxima. . c) Partida estrela-triângulo. Figura 9. Observar os seguintes processos de partida para o motor de indução: a) Partida com resistência inserida no circuito do rotor (somente para o motor de rotor bobinado). um deve ser o motor de rotor bobinado. 2.4 OBSERVAÇÃO 1. 7) Responder as questões propostas.

QUESTÕES 1) O motor de indução parte se uma fase estiver em aberto ? Por que ? 2) O motor de indução continua funcionamento se abrir uma de suas fases ? 3) Como reduzir a corrente de partida de motor de indução. o de estator que gira à velocidade síncrona Ns e o de rotor devidos às tensões e correntes induzidas que gira a uma certa velocidade N. Embora o motor de indução seja o mais comum de todos os motores.4) 5) Como podemos variar a velocidade de um motor de indução de rotor bobinado ? Explicar apenas o processo mais usual. Baseado nisto pergunta-se: a – Como obter a velocidade N de função de Ns e Nr ? b – Qual a velocidade relativa entre N e Ns ? Explique o por que dos resultados encontrados. com mudança de freqüência e com fluxo de potência mecânica. suas características de desempenho como gerador não são satisfatórias para . 6) Por que a máquina de indução é também chamada de máquina assíncrona ? 7) No motor de indução trifásico em funcionamento normal temos dois campos magnéticos. 10 – MÁQUINA DE INDUÇÃO I) INTRODUÇÃO Uma forma de excitar os enrolamentos do estator e do rotor ocorre na máquina de indução. ambas em relação a um mesmo referencial parado. a máquina de indução é raramente usada como gerador. no qual ocorre transformação de potência elétrica entre estator e rotor. na qual há correntes alternadas nos dois enrolamentos. a – de rotor bobinado? b – de rotor em gaiola? 4) Por que o motor de indução número 2 partiu com uma fase aberta mas com o motor número 1 funcionamento ? (Ver figura 9. do estator e do rotor. A máquina de indução pode ser considerada como um transformador generalizado.

No motor de indução. As fases são ligadas geralmente em estrela com as extremidades ligadas à anéis coletores isolados montados sobre o eixo. Neste tipo.a maioria das aplicações. Z2 e Z3 de impedâncias externas. b) Rotor gaiola de esquilo ou em curto-circuito: Com um enrolamento que consiste de barras condutoras (geralmente de alumínio) encaixadas no ferro do rotor e curto-circuitados em cada extremidade por anéis . a) Rotor bobinado ou enrolado: com enrolamento polifásico semelhante ao estator e com o mesmo número de polos.1 . A máquina de indução pode ser empregada também como conversor de freqüência. Figura 10. Por meio de escovas (de grafite ou carvão) os terminais são disponíveis externamente. Por ser ligado em estrela ou triângulo.Rotor bobinado com Z1. este produzirá no entreferro um campo magnético que gira à velocidade síncrona (Ns) dada por: Ns = 120f p (1) f = freqüência aplicada ao estator p = número de polos do motor O enrolamento de rotor pode ser de dois tipos. o enrolamento do estator é semelhante ao da máquina síncrona e da mesma quando for excitado por uma fonte polifásica simétrica. o circuito do rotor pode se fechar através de impedâncias externas.

É o mais usado em aplicações gerais devido a sua extrema simplicidade e robustez e principalmente o baixo custo de fabricação. Figura 10. não podem ser introduzidas impedâncias no circuito do rotor. Neste caso. correntes no circuito fechado do rotor produzindo um campo magnético do rotor. não haveria variação de fluxo e consequentemente nenhuma tensão seria neles induzida. Para que as tensões e correntes continuem a ser induzidas no rotor. Assim o rotor “escorrega” a cada instante em relação ao campo girante do estator sendo à velocidade de escorregamento (ou recuo) dada . pois os condutores do rotor estariam imóveis com respeito ao campo do estator.2 – Rotor gaiola de esquilo. a velocidade de funcionamento do motor nunca poderá igualar a velocidade síncrona do campo girante de estator (Ns). por sua vez.condutores. Daí forma-se no rotor fem(s) induzida devido ao movimento relativo existente entre o campo e os condutores do rotor. A tendência dos dois campos de se alinharem é que produz o conjugado eletromagnético e a rotação do motor (Nr). Funcionamento: O funcionamento do motor de indução trifásico pode ser resumido assim: • O estator é ligado a uma fonte de tensão trifásica equilibrada dando origem a um campo magnético girante cuja velocidade é dada pela equação (1). Estas tensões originam.

daí a razão de serem chamadas assíncronas (S = 0). desenvolve-se no rotor um f. pois os condutores do rotor são novamente cortados pelo campo girante do estator produzindo agora um torque resistente (S negativo). c) Se Nr = Ns.e. Partida dos Motores Trifásicos em Rotor em Gaiola No momento em que se liga o estator à linha. portanto. estabelecer as seguintes conclusões: a) Se Nr < Ns. não haverá movimento relativo entre os condutores do rotor e o campo girante do estator e a máquina não funciona nem como motor. caso em que a máquina de indução é acionada por um órgão propulsor em uma velocidade acima da síncrona.pela diferença (Ns – Nr). Daí define-se o escorregamento em porcentagem da velocidade síncrona dado por: S% = Ns − Nr x 100% NS (2) Nr – velocidade mecânica do rotor Ns – velocidade síncrona do campo estator Nr = (1 – S) Ns S – escorregamento Podemos. o rotor. b) Se Nr = Ns. está em curto-circuito a corrente que daí resulta é muito intensa. o rotor . nem como gerador. Depois à medida que a rotação do motor aumenta. exatamente como no secundário de um transformador. induzida.m. os condutores do rotor são cortados pelo campo girante do (3) estator produzindo um torque motor e o funcionamento como motor de indução (S positivo). temos o funcionamento como gerador de indução.

o consumo de uma grande corrente muito superior à absorvida a plena carga (4 a 7 vezes maior) isto ocasiona uma queda de tensão na rede de alimentação. série-paralelo) Cargas com conjugados Proporciona um conjugado resistentes de partida próximos de partida ajustável as da metade do conjugado nominal necessidades da carga. Cargas com Utilizado conjugado conjugado quando resistente o de Chave compensadora (auto-transformador) 65 80 . pode-se usar um compensador de partida ou uma chave estrelatriângulo. O elevado valor que atinge a corrente induzida no rotor no momento do arranque. Para isso. ou primário.5CV Resistência ou Reatância Primária 70% 85% Xxxxxx xxxx Xxxxxx xxxx 15CV 6CV Rotor Bobinado xxxxxxxx xxxxxxxx 10CV Motor A Monofásico B Motor D Trifásico NOTA: 1) – Fonte: ED – 1. Como não é possível intercalar resistências no rotor (curtocircuitado).passa a cortar menos linhas de força. LIMITES MÁXIMOS DE POTÊNCIA DE MOTORES Tipo do Motor Motor Monofásico Fornecimento Tipo No de Fios 2 3 4 Tensão (V) 127 220 220 2CV 5CV 5CV Partida Direta Chave Série Paralelo xxxxxxx xxxxxxx 10CV Rotor em Gaiola – Dispositivos Auxiliares de Partida Chave Estrela Triângulo xxxxxxx xxxxxxx 10CV Compensador de Partida 50% 65% Xxxxxx xxxxxx Xxxxxx xxxxxx 10CV 12.e. provoca no estator. Por esse motivo é preciso usar. vazio Necessita de motores para 4 tensões Cargas que apresentam Proporciona baixo conjugados resistentes de partida conjugado de partida até aproximadamente 1/3 do (porém superior a chave conjugado nominal do motor. do motor. torna-se necessário reduzir a tensão aplicada ao estator.5CV 80% xxxxxx xxxxxx 7. um dispositivo que reduza a corrente de arranque (partida).3 CARACTERÍSTICAS DOS DISPOSITIVOS DE PARTIDA Dispositivo Valores em relação a partida direta (%) Tensão Corrente e Aplicada ao Potência Conjugado Enrolamento Aparente (1) 50 25 25 Aplicação Características Chave série-paralelo Chave estrela-triângulo 58 50 33 25 42 64 33 25 42 64 Motores para 4 tensões em que a Proporciona baixo partida se faça praticamente a conjugado de partida. induzida e consequentemente a corrente.m. dimuindo a f. exceto nos motores de pequena potência.

70 Resistência ou reatância primária A 85 70 A 85 70 A 85 resistentes de partida maiores que 1/3 do conjugado nominal do motor. Apresenta melhor fator de potência na partida (próximo a 70%). Produz perdas e aquecimento na resistência externa. • Chave Estrela-Triângulo Esta chave pode ser empregada para a partida de motores destinados a funcionar em triângulo. Cargas que necessitam de controle de velocidade partida ou a inércia não permitem a utilização da chave Y∆.5. 0. A tensão nos enrolamentos é reduzida no momento de partida para V/ 3 mediante a ligação dos enrolamentos em estrela. Nos autotransformadores consegue-se reduzir a corrente de partida com o quadrado da relação de transformação. Para partir o motor.3 • Compensador de Partida A tensão é reduzida mediante um transformador que se intercala entre o motor e a linha e se suprime logo que o motor atinge a sua velocidade plena. Partida dos Motores Trifásicos de Rotor Bobinado Nos motores de rotor bobinado aumenta-se o conjugado de arranque e reduz-se a corrente na partida por meio de um reostado aplicado nos enrolamentos do rotor. NOTAS: 1) – Potência aparente requerida do alimentador 2) – Fonte: ED – 1.65 e 0. Cargas de elevada inércia. permite controle da velocidade de regime. Os transformadores usados para esse fim são sempre atutotransformadores ligados geralmente em V ou raramente em Y. Necessidade de aceleração suave Motor com rotor bobinado resistência rotórica 100 100 100 Cargas com conjugados resistentes de partida elevados. o que é uma redução significante. liga-se a chave de alimentação e manobra-se lentamente a manivela do reostato de partida até que o motor atinja a . Cargas de elevada inércia. Proporciona aceleração suave. Produz perdas e aquecimento quando utiliza resistência primária Permite controle do conjugado na partida.8. já que são construídos para darem relações tais como 0.

dentro de certos limites. que duplicam ou triplicam a velocidade. A variação da freqüência não é normalmente possível. Esse processo tem o inconveniente de reduzir o rendimento do motor. porém pequenas variações de velocidade não são possíveis. Variação da Velocidade dos Motores Trifásicos A variação da velocidade dos motores de rotor em curto-circuito só pode ser obtida modificando-se a freqüência da corrente de alimentação ou o número de pólos. para evitar aquecimento no futuro arranque. ao mesmo tempo que põe em curto-circuito os anéis. passando o motor a trabalhar depois de levar a manivela do reostato ao último ponto. deste que as resistências tenham capacidade suficiente para poder ficar no circuito. Acoplar o motor de indução à máquina de corrente contínua. é necessário deixar a manivela do reostato no último ponto a fim de fechar o rotor em curto-circuito. por conseguinte. 2. notar o sentido de rotação e ajustar o reostato de campo de modo que a velocidade seja 95% da velocidade de . Fazer as conexões do motor de indução e da máquina de corrente contínua conforme a figura 10. II – PREPARAÇÃO Equipamento: 1 unidade de motor de indução 1 unidade de máquina de corrente contínua 1 tacômetro III – EXECUÇÃO: Modo de Operação 1. 3. e a variação do número de pólos do estator só se pode fazer em motores de construção especial para esse fim. dada a perda de energia nas resistências do reostato. No último ponto os braços da manivela põem em curtocircuito as resistências e. No caso de motores de rotor bobinado a diminuição de velocidade pode ser feita. Há motores que são munidos de dispositivo destinado a levantar as escovas depois da partida.rotação de regime. Coloca-se por fim a manivela no ponto morto. pelo reostato do rotor. Quando o motor não tem dispositivo de levantar as escovas. os enrolamentos do rotor. Dar partida ao motor de CC.3.

Para efetuar as leituras. NOTA: Durante esta experiência o wattímetro dará indicação invertida (abaixo de zero) quando estiver sendo fornecida potência à linha. Enquanto o conjunto está sendo impulsionado pelo motor de indução. 5. 4.73. aumentando até 110% a velocidade. no mesmo sentido observado no item anterior.E. Dar partida ao conjunto por meio do motor de indução. Tomar as medidas de: velocidade. tensão. inverter as ligações da bobina de tensão do mesmo. corrente de campo no motor de CC. Aumentar a potência fornecida pelo motor de indução à linha de alimentação trifásica em 10 degraus. calcular: a) Potência de saída do gerador de indução = Ps b) Fator de potência cos φ = Ps 1.I c) Escorregamento Velocidade Sincroismo . 6. Dos dados obtidos nos ítens 5 e 6. Ler os valores de velocidade.sincronismo do motor de indução e em seguida desligar a alimentação do motor de CC. corrente de linha e potência do motor de indução. dar partida ao motor de CC e ajustar a velocidade exatamente para a velocidade de sincronismo. corrente e potência no motor de indução e tensão de linha.Velocidade Rotor x 100 Velocidade Sincronismo .

Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil.3 IV – BIBLIOGRAFIA FITZGERALD. Serviço de Publicações. – Máquinas Elétricas – Guias de Aulas Práticas. V – QUESTIONÁRIO 1.. H. Edições Engenharia. 1965. 1966. KINGSLEY Jr. SEPÚLVEDA.L. H. A. 4.R. – Máquinas Elétricas. Defina o que é escorregamento nos motores de indução. um em relação ao outro.E. Por que cerca de 90% dos motores elétricos são de indução e de gaiola de esquilo ? 5. UFMG – Belo Horizonte. McGraw Hill do Brasil. Explicar como é possível excitar o estator e o rotor de uma máquina com corrente alternada. Mostre porque o rotor do motor de indução nunca pode atingir a velocidade síncrona. N. 1969.L. Como reduzir a corrente de partida de motor de indução: a – de rotor bobinado ? . MARQUES.Figura 10. SILVA. 2. Mostre que os campos girantes do estator e do rotor do motor de indução são estacionários. Quais as vantagens do motor de indução de rotor bobinado em relação ao de gaiola de esquilo ? 7. Edições Engenharia. – Eletrotécnica Geral I – II – Parte I. São Paulo. 1975. desde a partida até a velocidade máxima. 6. 3. – Eletrotécnica.

OBJETIVOS: 1. Xm.5. Visualizar a forma de onda da corrente de magnetização. RELAÇÃO DE MATERIAL UTILIZADO: . 2. Determinar os parâmetros do ramo magnetizante Rm.3.4.11 – ENSAIO COM O ROTOR LIVRE DE UM MOTOR DE INDUÇÃO TRIFÁSICO 1. Determinar as perdas no cobre do estator = Wenr 1.1.2. 1. 1. Zm. Determinar as perdas por atrito + ventilação. Determinar as perdas no ferro do estator = WFe 1.

1 5. CARACTERÍSTICAS DO MOTOR: 3.3. Voltímetros 2.2. In = 3.2.5. Wattímetro 2.3. Motor de indução 2. Varivolt trifásico 3. MONTAGEM DA EXPERIÊNCIA: Vide esquema da figura abaixo (Figura 11. Rotação = 3.2.5. Vn = 3.4. LEVANTAMENTO DOS DADOS DE ENSAIO: .1) Figura 11.1. Medidor de r p m 2.6. Amperímetros 2.4. Número de pólos = 4. Pn = 3.1.

2. observando se o estator está em ∆ ou Y. diminuí-la gradativamente até que haja grandes variações na velocidade. Figura 11.5. corrigindo para 75oC.2 . Para um valor inicial de tensão igual a 120% do valor nominal. V(V) I0(A) W1(W) W2(W) W=W1+W2 rpm 5.1. Com um ohmímetro determinar r1 (resistência de uma das fases do estator).

Utilizando os valores obtidos no item 5. construir as curvas W0 = f(V) e I0 = f(V). 2. A partir das referidas curvas.Figura 11.3 r lido (Ω) r1 (à temperatura ambiente) r1 (Ω) à 75oC GUIA PARA ANÁLISE: 1. .1. determinar: Won(W) WA+V(W) Wenr= r1 . Calcular os parâmetros do ramo magnetizante considerando o circuito paralelo. Ion2 WFe=W0-W(A+V)-Wenr (W) 3.

quando opera vazio.I 0 ⇒ E1 = V1 − r12 + x 12 I 0 ≡ V1 ≡ tensão nominal do ensaio (valor de fase) = (V) ≡ r1 ≡ resistência do estator por fase à temperatura do funcionamento nominal do motor = (Ω) ≡ x1 ≡ obtido do ensaio com o rotor bloqueado = (Ω) ≡ I0 ≡ corrente de magnetização (valor de fase) = (A) E1 = R m = E12 / WFe Por fase Zm = E1/I0 Z m . justificar a razão do baixo fator de potência do mesmo. a partir de um certo valor da tensão para a qual a rotação cai ? 4.4 A menos de um pequeno erro δ = 0 V1 = E1 + r12 + x 12 .Z 2 m m Xm = PERGUNTAS: 1. Na curva I0 = f (V). 3. qual o motivo do acréscimo da corrente para um decréscimo de V. 12 .ENSAIO COM O ROTOR BLOQUEADO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO TRIFÁSICO 1. Porque no ensaio a vazio não existem perdas no ferro do rotor ? 2.Figura 11.R m R 2 . Deduzir a expressão para o cálculo de Xm e Rm se o circuito escolhido para o ramo magnetizante fosse o série. OBJETIVOS . Baseando no circuito equivalente do MIT.

2. aplica-se tensão gradativamente até que circule a corrente nominal e anotar os valores abaixo. 1.1. CARACTERÍSTICAS DO MOTOR Mesmo motor do ensaio com o rotor livre.3.2.1 5. Wattímetro 2. 2.1. Vicc(nom) I1 nom(A) W1(W) W2(W) Wjoule=W1+W2 . LEVANTAMENTO DOS DADOS DE ENSAIOS 5. MONTAGEM DA EXPERIÊNCIA Figura 12.5. Varivolt trifásico 3. Determinar os parâmetros do circuito equivalente R1. r2 e x2. x1. Motor de indução 2.1. Determinar as perdas joule no estator e rotor Wjoule. Mantendo o rotor bloqueado.4. X1. 4. RELAÇÃO DE MATERIAL 2. r’2. x’2p.1. Amperímetros 2. Voltímetros 2.

5.3.4.2. Cálculo de x1 e x’2p r’2 = 75oC x1 x 2p = − r1 r2′ . Cálculo dos parâmetros Figura 12. Cálculo de r’2 R1 = r1 + r’2 → r’2 = R1 – r1 ⇒ 5.2 R1 = Z1 = Wjoule / fase I12n / fase V1cc / fase I1n / fase - R1 = - Z1 = X1 = Z12 − R 12 R1(Ω)tamb Z1(Ω)tamb X1(Ω) - X1 = R1(Ω)75o Z1(Ω)75o 5.

X1 ⇒ X1 R 1 R1 X1 = x 1 + x ′2 p ⇒ x ′2 p = X1 − x 1 ⇒ x1 = x ′2p 5.Propriedade das proporções x 1 r1 x1 r = ⇒ = 1 x ′2 p r ′ x 1 + x ′2 p r1 + r2′ x1 r r = 1 ⇒ x 1 = 1 .1. Cálculo de E2p Aplica-se tensão nominal ao estator. Cálculo de r2 e x2p – Só possível para MIT com rotor em anéis. 5. E 2p = Vlido 3 E2p = Figura 12. abrindo-se o circuito do rotor.5.5.3 .

É o caso das máquinas do laboratório. cuja placa é reproduzida a seguir.5. .5. 2. 2 p  E   1  5. Cálculo de x2p 2 ⇒ r2 = E  x 2 p = x ′2 p .2.5.3. Cálculo de r2 E  r2 = r2′. OBJETIVO Procedimento prático para o conhecimento de como identificar os terminais de uma máquina de corrente contínua.5. Cálculo de E1 E1 = V1 − r12 + x 12 . o problema consiste na simples leitura. 2 p  E   1  2 ⇒ x 2p = 13 – MÁQUINA DE CORRENTE CONTÍNUA – IDENTIFICAÇÃO DOS TERMINAIS Identificação dos Terminais de uma Máquina de Corrente Contínua 1.4.I 0 E1 = V V1 ≡ tensão nominal (valor de fase) I0 ≡ corrente de magnetizações (valor de fase) 5. INTRODUÇÃO Se a máquina de corrente contínua possuir uma placa com os bornes terminais.

que é dividida pelo borne E em duas frações. de onde é aplicada e/ou retirada a tensão terminal. A alimentação do campo é então feita pelos terminais C e D. entretanto. Os pontos G e H são terminais dos pólos de comutação. E1 e F pertencem ao campo série. D3 com D4 e D5 com D6. os bornes CD serão os terminas do campo. PROCEDIMENTO PRÁTICO PARA A IDENTIFICAÇÃO DOS TERMINAIS 3.Figura 13. a máquina não possuir uma placa de identificação dos terminais. Assim. ou para a máquina funcionar com excitação independente. Sempre que o gerador/motor estiver operando em carga. Separar os bornes pertencentes a um mesmo circuito. Toda a operação pode ser feita com auxílio de um ohmímetro comum e o procedimento para tal é justamente o objetivo deste ensaio. eles pertencem a um mesmo circuito. Se entre dois bornes a resistência não for infinita. As ligações são facilitadas pelo uso de plaquetas que se ajustam aos bornes. B devese estar “em curto” com G. . D4D5. isto só poderá ser feito através da determinação dos bornes de cada circuito e da comparação dos valores de resistência de cada um. para funcionamento do campo shunt ou do campo independente excitado.1 Os bornes A e B correspondem aos terminais do circuito de armadura. o que se consegue curto-circuitando D1 com D2. Como a máquina do laboratório possui quatro pólos. Se. e a carga recebendo alimentação entre A e H. podendo ser utilizada cada uma delas ou todo o campo. os terminais CD1 D2D3.2. Os bornes restantes são do campo shunt. usando para tal o teste de continuidade. D6D são as frações do campo excitados sobre cada polo. Os bornes E. Isto coloca o enrolamento do polo de comutação em série com a carga para redução do efeito de reação da armadura. os enrolamentos dos pólos devem ser ligados em série.

nestas condições.5 . medir a resistência do campo série.2. Colocando-se um dos pólos do ohmímetro ligado no próprio enrolamento do polo de comutação. meça a resistência de armadura da máquina do laboratório. o que apresentar maior resistência será o circuito do campo shunt. nestas condições.2.4 e 3.3. nestas condições. anotar o valor destas resistências para a máquina do laboratório.3. armadura e pólos de comutação.5. shunt. nestas condições. pertencerão ao campo série. Justificar o item 3.4. Os bornes restantes. Ra = Ω 3.2 4.1.3. Rpc = Ω 3.6. Justificar os itens 3. meça a resistência do polo de comutação da máquina do laboratório. RSH = Ω 3. este será o circuito de armadura. verificamos com quais bornes existe a continuidade no circuito. por exclusão. CONCLUSÕES 4. ou seja: Rs = Ω 3. 3. Levantar as escovas do coletor e verificar qual dos circuitos perde a continuidade . Fazer uma tabela comparativa entre os valores de resistência dos campos série. estes bornes serão do polo de comutação. Medir a resistência de cada circuito.

que é um cilindro formado de lâmina de cobre isoladas entre si e montadas sobre o eixo do rotor. Se corrente contínua circular pelo circuito externo ligado às escovas. O enrolamento de campo são os seguintes. A retificação mecânica é provida pelo comutador. O enrolamento de armadura de uma MCC está no rotor e a corrente é conduzida ao enrolamento por meio de escovas. é evidente que uma tensão de velocidade gerada em uma bobina da armadura é uma tensão alternada. Os dois tipos básicos de enrolamento do rotor (armadura) da MCC são os seguintes: . derivação e excitação independente. Por meio de várias combinações de enrolamentos campo série. INTRODUÇÃO Uma característica destacada da máquina de corrente contínua (MCC) é sua versatilidade. Devido à facilidade com que pode ser controlado o motor de CC é freqüentemente usado em aplicações que requerem uma ampla faixa de velocidade ou controle preciso da saída do motor. Quando funciona como gerador. ela pode ter uma ampla variedade de características tensãocorrente ou velocidade-conjugado. embora o objetivo seja a geração de tensão contínua. A forma de onda alternada precisa portanto se retificada. para operação dinâmica e em regime permanente. Se a máquina estiver agindo como gerador.14 – MÁQUINAS DE CORRENTE CONTÍNUA 1. este conjugado eletromagnético gira na direção de rotação. será criado um conjugado pela interação dos campos magnéticos do estator e rotor.

Caracteriza-se eletricamente pela ligação dos extremos de uma mesma bobina a lâminas distanciadas de aproximadamente 2 passos polares medidos em lâminas do comutador.1 B – Ondulado ou Série – A aparência é de uma onda. Caracteriza-se eletricamente pela ligação dos extremos de uma mesma bobina à lâmina do comutador próximas entre si. Passo polar em lâminas do comutador + (No de lâminas)/(P) O número de escovas nas máquinas com enrolamento ondulado pode ser menor que o número de pólos. Figura 14.A – Imbricado ou Paralelo – A aparência é de folhas superpostas. O número de escovas nas máquinas com enrolamento imbricado deve ser obrigatoriamente igual ao número de pólos. Os enrolamentos ondulados são normalmente em máquinas de baixas correntes. . O número mínimo de escovas é 2. Os enrolamentos imbricados são normalmente usados em máquinas de altas correntes. Em máquinas que é impossível a colocação de um número de escovas igual ao número de pólos o enrolamento ondulado é obrigatório.

obter energia mecânica. No caso de um motor. No caso de cada gerador. Para o gerador.Figura 14. 2. Funcionamento do Comutador O propósito do comutador e suas lâminas associadas é: 1. a energia elétrica é suprida aos condutores e ao campo magnético da MCC. à medida que os condutores se movem alternativamente sob pólos opostos (para produzir rotação no mesmo sentido). mudar a corrente alternada gerada para corrente contínua externa. Tipos de Geradores CC Os geradores classificam-se quanto ao tipo de excitação em: A) Geradores de excitação separada ou independente. assim. Para o motor. 3. a fim de produzir o movimento relativo entre eles e.2 Funcionamento A MCC é uma máquina elétrica girante capaz de converter energia mecânica em energia elétrica (gerador) ou energia elétrica em energia mecânica (motor). B) Geradores de excitação própria ou auto-excitado. para gerar energia elétrica. mudar a corrente contínua externa aplicada em corrente alternada. Permitir a transferência de corrente entre uma armadura móvel e escovas estacionárias. Em ambos os casos nós temos movimento relativo entre um campo magnético e os condutores na MCC. . a rotação é suprida por uma máquina primária (fonte de energia mecânica) para produzir o movimento relativo entre os condutores e o campo magnético da MCC. Geradores de excitação separada são aqueles em que o campo (ou indutor) é alimentado por uma fonte de corrente contínua externa.

Uma faixa máxima de velocidade de cerca de 4 a 5 para 1 pode ser obtida por este método. na qual se supõe que os terminais do motor são alimentados por uma fonte de tensão constante.Quando o indutor é alimentado pela própria corrente gerada na máquina. a corrente de campo e o fluxo por pólo podem ser variados à vontade. No motor série. com a liberação imposta pelas condições de comutação. As características típicas de regulação de velocidade em regime permanente são mostradas na figura abaixo.3 Uma destacada vantagem do motor derivação é a facilidade de controle de velocidade. cada aumento na carga é acompanhada por um aumento correspondente na corrente e fmm de armadura e no fluxo de campo do estator (desde que o ferro não esteja completamente saturado). Os geradores auto-excitados podem ser classificados em: A) Gerador de excitação em derivação (Shunt) B) Gerador de excitação série C) Gerador de excitação composta Motores de Corrente Contínua Qualquer dos métodos de excitação empregados para geradores pode também ser utilizado para motores. Figura 14. Se uma carga mecânica relativamente pequena é aplicada ao eixo da . o gerador é chamado de excitação própria ou auto excitado. Com um reostato no circuito de campo em derivação.

empregados como motores é mostrada na figura abaixo.∆V)/Ra. No motor composto.armadura de um motor série. Assim a corrente de partida é limitada apenas pela resistência da armadura e pela queda de tensão nos contatos das escovas: I onde: I = corrente de partida Va = tensão de partida ∆V = queda nas escovas Ra = resistência da armadura = (Va . é um dispositivo cujo propósito é limitar a corrente durante o período de partida e cuja resistência pode ser progressivamente reduzida à medida que o motor adquire velocidade. ou subtrativo de modo que ela se opõe. O resultado é uma elevada corrente de partida. O que se requer então. A ligação subtrativa é raramente usada. Um motor composto aditivo tem uma característica de velocidade-carga intermediária entre as do motor derivação e do motor série. o campo série pode ser aditivo. Por esta razão o motor série nunca deve operar à vazio. Dispositivo de Partida para Motores de Corrente Contínua A fcem no instante da partida é nula. de modo que sua fmm se adiciona àquela do campo derivação. A maneira pela qual o dispositivo de partida é usado junto com os três tipos básicos de máquinas de CC. pois esta é proporcional à velocidade que é zero na partida. a corrente de armadura IA é pequena resultando numa elevada velocidade não usual. . usualmente um reostato contínuo ou com tapes.

(b) Dispositivo de partida de motor-série. .(a) Dispositivo de partida de motor-shunt.

2. b) Atuar no reostato de campo do gerador até que se obtenha a tensão nominal. Ligar o gerador a) Colocar o reostato de campo do gerador na posição de máxima resistência. Operações: Identificar a máquina de CC e dar a partida utilizando-se de pelo menos duas opções de campo de excitação. série e compostos.(c) Dispositivo de partida de motor composto. Dar partida ao motor observando-se que: a) O reostado de campo de estar na posição de mínima resistência b) A resistência do reostato de partida D deve estar toda inserida no circuito no início da partida e deve ser gradualmente retirada do circuito à medida que o motor adquire velocidade. b) Para cada velocidade fazer a leitura de E correspondente ao voltímetro V. conforme figura abaixo: . 1. Figura 14.4 – Conexões esquemáticas de dispositivos de partida de motores shunt. Segunda Parte: Medida da Resistência dos Enrolamentos da MCC A) Campo Paralelo (RP) Alimente os terminais do campo paralelo (F1 e F2) com CC (Imáx = 2A) e registre o valor da tensão lida nos terminais. 3) Leituras a) Atuar no reostato de campo do motor para variar a velocidade.

A2) com CC (Imáx = 10A) e registre o valor da tensão lida nos terminais conforme a figura abaixo: .5 Faça 3 leituras de tensão e corrente e encontre a média para a determinação de RP.6 Faça 3 leituras de tensão e corrente e encontre a média para a determinação de RS. S2) com CC (Imáx = 10A) e registre o valor da tensão lida nos terminais conforme a figura abaixo: Figura 14. B) Campo Série (RS) Alimente os terminais do campo série (S1 .Figura 14. C) Armadura (RA) Alimente os terminais da armadura (A1 .

KINGSLEY.7 Faça 3 leituras de tensão e corrente e encontre a média para a determinação de RA. – Máquinas Elétricas.E. 7. O . KOSOW. detalhando cada etapa do processo. É possível aumentar a velocidade do motor CC com controle pela armadura ? Explique . 4. Jr. 5. QUESTIONÁRIO 1.. A. C. A.. Porque o enrolamento de armadura da MCC se localiza no rotor ? Explique o funcionamento da MCC. Catálogo WEG – Aplicação e Seleção de motores de corrente contínua.Figura 14. por exemplo) para determinado acionamento ? 6. 15 – MÁQUINAS SÍNCRONAS 1. 1975. o enrolamento de armadura está no estator.L. Porto Alegre. INTRODUÇÃO Em uma máquina síncrona com raras exceções. KUSKO. Por que é recomendável a retirada do dispositivo de partida após a entrada do motor em regime permanente ? 8. Máquinas Elétricas – Guia de aulas práticas – UFMG. 2. Descreva a comutação. Como é possível a obtenção de tensão contínua a partir da corrente alternada gerada na armadura em um gerador CC ? BIBLIOGRAFIA FITZGERALD. I. e o enrolamento de campo está no rotor. 3. – Máquinas Elétricas e Transformadores. São Paulo. McGraw-Hill do Brasil. 1979. Por que o motor série não pode partir à vazio ? Que fatores levam à escolha de um motor CC ( e não de um motor de indução. Editora Globo.

os fatores estruturais ditam esta orientação. levada até ele por meio de escovas de carvão. ou P/2 vezes cada rotação. é conveniente expressar ângulos em graus elétricos ou radianos elétricos em lugar de unidades mecânicas: θe = onde: θe = ângulo em unidades elétricas θm = ângulo mecânico P = número de pólos A tensão de bobina de uma máquina de P pólos passa por um ciclo completo toda vez que um par de pólos passa por ela. P n . Quando uma máquina tem mais de que 2 pólos. de baixa potência. sobre o rotor. A freqüência da onda de tensão é. e esta é a razão para a designação de MÁQUINA SÍNCRONA.enrolamento de campo é excitado por corrente contínua. o campo magnético girante. criado pelas correntes da armadura caminha à mesma velocidade que o campo criado pela corrente de campo. cuja velocidade em condições de regime permanente é proporcional à freqüência da corrente na armadura. isto é. é conveniente concentrar a atenção sobre um único par de pólos. portanto. A freqüência em ciclos por segundo (Hertz) é igual à velocidade do rotor em rotações por segundo. e resulta um conjugado constante. é vantajoso ter o enrolamento do campo. 2 60 P θm 2 f= n = velocidade mecânica em rpm n/60 = velocidade em rotação por segundo . magnéticas e mecânicas associadas a qualquer outro par de pólos são repetições daquelas para o par em consideração. À velocidade síncrona. apoiadas sobre anéis coletores. a freqüência elétrica esta sincronizada com a velocidade mecânica. e reconhecer que as condições elétricas. Usualmente. É uma máquina de corrente alternada. Por esta razão.

GERADORES SÍNCRONOS E MOTORES SÍNCRONOS Com poucas exceções. ou turbogeradores. este conjugado se opõe à rotação. As turbinas a vapor e as turbinas a gás. Este fluxo reage com o fluxo criado pela corrente de campo e resulta daí um conjugado eletromagnético. que gira à velocidade síncrona. a transmissão e a utilização de grandes potências. Uma construção de pólos salientes é característica de geradores hidrelétricos porque as turbinas hidráulicas funcionam com velocidade relativamente baixas. Os rotores de uma máquina síncrona de pólos girantes. Quando um gerador síncrono supre potência elétrica a uma carga. a esta situação. por outro lado. devido à tendência dos dois campos magnéticos se alinharem. Correspondente ao gerador síncrono. A corrente alternada é fornecida ao enrolamento de armadura. e os alternadores acionados por turbinas. Em um gerador. podem . mecanicamente. e a máquina motriz deve aplicar conjugado mecânico a fim de sustentar a rotação. temos o motor síncrono. funcionam melhor com velocidades relativamente altas. devido às vantagens dos sistemas trifásicos para a geração. a construção de pólos salientes adapta-se mais. os geradores síncronos são máquinas trifásicas. (usualmente o P Wm 2 Wm = velocidade mecânica em radianos por segundo.A freqüência angular W da onda de tensão é: W= onde: ser: a) De pólos salientes b) De pólos lisos ou cilíndricos. são comumente máquinas de 2 ou 4 pólos com rotor cilíndrico. e um número relativamente grande de pólos é necessário para produzir a freqüência desejada. a corrente na armadura cria uma onda de fluxo no entreferro.

Para produzir um conjugado eletromagnético permanente. eventualmente. novas unidades podem ser instaladas nas centrais. o conjugado eletromagnético está na direção de rotação e equilibra o conjugado oponente exigido para mover a carga mecânica. A central geradora sendo constituída de mais de uma unidade. As unidades podem ser ligadas ou desligadas à medida que aumenta ou diminui a solicitação. depende exclusivamente da rotação. Em um motor. um motor síncrono alimentado por uma fonte de CA de freqüência constante precisa girar a uma velocidade constante em regime permanente.estator) e a excitação de corrente contínua é suprida ao enrolamento de campo (usualmente o rotor). O campo magnético das correntes de armadura gira à velocidade síncrona. 4. Em um motor síncrono. A perturbação será tanto menor quanto maior for o número de unidades. Assim. pois se uma unidade ficar. fora de serviço. os campos magnéticos do estator e rotor precisam ser constantes em amplitude e estacionários com respeito um ao outro. A medida que a demanda do sistema aumenta. o que aumenta o rendimento da operação. CONDIÇÕES PARA A LIGAÇÃO EM PARALELO . cuja freqüência para uma dada máquina. 3. sob a forma de corrente alternada. Assim todas as máquinas trabalharão próximo à plena carga. não se é obrigado a interromper todo o fornecimento de energia. Várias unidades pequenas permitem um serviço mais flexível que uma única unidade. MÁQUINAS SÍNCRONAS EM PARALELO Alternador: É um gerador síncrono de corrente alternada que por indução eletromagnética transforma a energia mecânica em elétrica. 2. VANTAGENS DA LIGAÇÃO DOS ALTERNADORES EM PARALELO 1. a velocidade de regime permanente é determinada pelo número de pólos e a freqüência da corrente de armadura. torna-se possível a manutenção preventiva e de emergência sem grande perturbação no sistema. segundo etapas de construção previstas.

1. Para verificar se as seqüências das fases estão na mesma ordem poderemos adotar um dos seguintes processos: a – Por meio de lâmpadas: ligam-se três lâmpadas L1. se não for. as fases estão na mesma ordem. .As condições que devem ser verificadas para a associação dos alternadores em paralelo são: 1.Verificação da seqüência de fases por meio de lâmpadas. 2. A igualdade de freqüências é verificada por meio de frequencímetros. Depois de levar as tensões ao mesmo valor e as freqüências a valores iguais ou próximos (velocidade de regime). Se o sentido de rotação for o mesmo. 3. L2 e L3 como indica a figura. c – Por meio de um indicador de seqüência de fase. Se as fases estão ligadas incorretamente. neste caso é necessário trocar a ligação de duas fases do alternador ao barramento. as lâmpadas se apagam e acendem desencontradamente. b – Por meio de um motor trifásico: Alimenta-se o motor com um alternador e depois com outro. A igualdade de tensões é verificada por meio de voltímetros. Figura 15. deve-se trocar a ligação de duas fases de um dos alternadores com o barramento. as três lâmpadas devem se acender e apagar ao mesmo tempo.

4. no segundo caso.2 e 15. pode empregar-se o indicador tipo fogo girante.2a) ou entre fases diferentes (figura 15. Estas lâmpadas apagam e acendem uma após a outra. Ligam-se duas lâmpadas entre fases idênticas (figura 15. Em vez de indicador monofásico. devido ao ofuscamento. (figura 15. Este último tem o inconveniente de não se poder precisar o momento exato da concordância de fases. poderemos adotar um dos seguintes processos: a) Por meio de lâmpadas. a) lâmpadas apagadas. b) lâmpadas acesas. até se notar a maior lentidão possível no acender e no apagador das lâmpadas. No primeiro caso faz-se a associação no momento em que as lâmpadas estão apagadas.2 – Indicador de concordância de fases empregando duas lâmpadas.2b). as lâmpadas acendem e apagam com grande rapidez.3) Figura 15. . Quando as máquinas estão longe do sincronismo. Para verificar se há concordância de fases. A lâmpada L1 é ligada entre duas fases idênticas e as outras duas L2 e L3 são ligadas entre fases diferentes. que se compões de três lâmpadas. dando a impressão de uma luz girante. quando acendem com o máximo brilho. é então necessário regular a velocidade do alternador a associar. A associação deve ser feita no momento em que a lâmpada L1 apagar.

estabelece-se a corrente contínua no indutor e retira-se a máquina auxiliar. b) Por meio do sincroscópio: Aparelho que indica o momento exato de oposições de fases bem como a igualdade de freqüências. afim de reduzir o valor da tensão induzida. retira-se a resistência do campo.3 – Indicador de concordância de fase tipo fogo girante (com 3 lâmpadas).Figura 15. 5. Assim o motor deve se acionado até a velocidade síncrona. A verificação da semelhança das ondas de tensão é feita por meio de um osciloscópio. assim como os trifásicos o que resulta ser necessário um órgão auxiliar de partida para os motores síncronos SEQÜÊNCIA DE OPERAÇÕES PARA A PARTIDA 1. O motor síncrono não tem conjugado de partida. . Curto-circuita-se o campo do motor síncrono com uma resistência. MÉTODOS DE PARTIDA Os motores síncronos monofásicos não partem por si só. Quando um rotor atingir a velocidade de sincronismo. 2. Põe-se o motor síncrono a girar por um dos métodos abaixo 3.

. Usando um enrolamento amortecedor que funciona como enrolamento em gaiola. GERADOR SÍNCRONO 1. Para isto o motor síncrono não deve ter carga na partida. Objetivo: Analisar o princípio de funcionamento de um gerador síncrono e de um motor síncrono. acoplado ao eixo do motor síncrono que o aciona a velocidade síncrona e aí é sincronizado com a rede. 2. senão o motor auxiliar teria que ter uma potência elevada. Por um motor auxiliar. Excitando adequadamente o alternador. Se então aplicarmos corrente no campo ele entrará em sincronismo. Procedimento: • Execução do Ensaio • Montar o esquema da figura abaixo Figura 15.Há dois métodos 1. Por esse processo ele atinge uma velocidade próxima da síncrona (8 a 99%). O motor síncrono parte como se fosse um motor de indução. 2. teremos uma tensão induzida de módulo e freqüência bem definidos.4 Para uma rotação igual à velocidade síncrona a freqüência da onda de tensão induzida será de 60 Hz.

Material Utilizado • • • • • • 1 máquina síncrona 1 máquina de corrente contínua e seus acessórios 1 medidor de rpm 1 voltímetro 1 freqüencímetro Fonte DC para excitação da máquina síncrona 4. 5. McGrawHill do Brasil. Varie a excitação do GS e observe o que acontece. Justifique as variações obtidas. A.E. O que é e para que se usa enrolamento amortecedor na fase dos pólos das máquinas síncronas ? . 3. Nédio Lopes – Máquinas Elétricas e Transformadores. – Máquinas Elétricas. Prof. Quais são as vantagens do funcionamento de geradores síncronos em paralelo ? 5. Porque a máquina síncrona é largamente utilizada como gerador e tem um emprego relativamente baixo como motor ? 3. UFMG – BH – MG. Quais as diferenças entre um rotor de pólos lisos e rotor de pólos salientes? Porque os rotores de geradores hidrelétricos geralmente são de pólos salientes ? 4. Hugo Luiz – Máquinas Elétricas. Jr. KINGSLEY.. Varie a velocidade da MCC (através do reostato de campo) e observe a freqüência da onda de tensão. Questões 1. Edições Engenharia. 1969. São Paulo. 1965. 1975. MARQUES.Análise 1. Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil – Serviço de Publicações. Prof. 3. 2. Porque o enrolamento de campo de uma máquina síncrona geralmente é no rotor ? 2. Bibliografia FITZGERALD. SEPULVEDA.

que fornecem energia para todos os tipos de equipamentos na casa. O que é limite de estabilidade da máquina síncrona. 8. escritório. normalmente.6. coloquemos um rotor do tipo gaiola de esquilo. praticamente. São motores cuja potência é especificada em fração de cavalovapor. B – PRINCÍPIO DO MOTOR MONOFÁSICO Liguemos a uma fonte monofásica duas bobinas montadas em série. São motores projetados para uma aplicação específica e utilizados. no papel. 16 – MOTORES MONOFÁSICOS A – INTRODUÇÃO Uma grande aplicação para a conversão eletromecânica de energia. diz respeito aos motores de corrente alternada de pequena potência. Um motor monofásico de indução é estruturalmente igual a um motor polifásico. em linhas monofásicas. como indica a figura 16. Explicar porque nas máquinas síncronas os campos do estator e do rotor são estacionários um em relação ao outro. 7. etc. Embora de construção relativamente simples são consideravelmente mais difíceis de analisar do que os motores trifásicos maiores. ele continua a .1. Se giramos o rotor em um sentido. este limite funcionando a máquina como gerador e como motor. Entre estas duas bobinas. até conseguir o desempenho desejado. apenas possui um único enrolamento indutor. projetos mais exatos reduzindo a quantidade de tentativas para obter o desempenho desejado. ou no outro. De quais maneiras é possível aumentar o limite de estabilidade de uma máquina síncrona. Como se pode verificar. fábricas. Constatamos que ele permanece imóvel. Às vezes o seu projeto é desenvolvido a partir da construção e ensaio de motores protótipos. Programas de projeto por computador tem o objetivo de realizar.

Eles são fabricados para potências inferiores a 1 HP.girar (Aplicação da Lei de Lenz). . Figura 16. duas outras bobinas 3 e 4. com um condensador e alimentadas em paralelo com as bobinas 1 e 2. de fase auxiliar. Constatamos que o motor parte e sempre em um sentido. Na prática estes motores se chamam motores assíncronos monofásicos.1 – Motor Assíncrono Monofásico com Condensador Retomemos nosso pequeno motor e disponhamos em cruz com as bobinas 1 e 2.1 B. Podemos interromper o circuito das bobinas 3 e 4 e o motor continua a girar. Podemos concluir que o motor monofásico não parte sozinho mas gira no sentido em que se dá a primeira rotação do rotor. de baixo rendimento. e não suportam sobrecargas. São robustos.

As bobinas 3 e 4 se chamam fase auxiliar. por conseguinte. As bobinas 1 e 2 se chamam fase principal. ou por um interruptor centrífugo.3 . Figura 16. os campos magnéticos das bobinas 1 e 2 e as duas bobinas 3 e 4 ficam defasados de 1/4 de período. B. elas são eliminadas por um interruptor normal. a capacidade de condensador é de 130 microfarads aproximadamente. um em relação ao outro.2 – Na prática o estator é bobinado como o de um motor trifásico Duas bobinas são ligadas em série com o circuito da fase auxiliar e. No rotor aparecem correntes induzidas e este passa a ser arrastado pelo campo do estator.Figura 16. para um motor de 1/2 HP – 110 volts.2 Porque o motor parte sozinho ? O condensador defasa a corrente adiantando-o sobre a tensão no circuito das bobinas 3 e 4. quando o motor atinge sua velocidade normal. Estes dois campos magnéticos se compõem e sua resultante produz um campo girante.

Eles são construídos para pequenas potências..3 – Os motores monofásicos de potência compreendida entre 10 a 15 HP. são munidos de 2 condensadores.000 rotações por minuto). C – MOTORES MONOFÁSICOS – PARTIDA .4 B.B. secadores de cabelos. (Frações de HP). O sentido de rotação pode ser invertido. por que funcionam igualmente sob corrente alternada ou corrente contínua. Figura 16. mas seu rendimento é péssimo.000 a 7. Podem atingir grande velocidade (de 3. São utilizados para equipar aparelhos eletrodomésticos. trocando-se as conexões da bobina auxiliar com as bobinas de trabalho. aspiradores de pó. durante o funcionamento normal.4 – Motor Monofásico com Coletor Estes são também chamados universais. pequemos ventiladores. desde que a tensão de alimentação seja a mesma. Um serve para a partida e o outro permanece no circuito da fase auxiliar.. etc.

Quando as correntes nas duas bobinas A e B estão em fase. e o outro com fio (fio A enrolamento auxiliar ou de partida). Um dos métodos usados para se obter um campo girante. de resistência e reatância. Ia pode ser decomposta em duas componentes. Na prática.Como já foi dito os motores monofásicos não partem por si só.5 O motor é enrolado em forma bifásica sendo que os dois enrolamentos apresentam características diferentes. Portanto o conjugado de partida é devido a I a senM e Ib atuando conjuntamente. portanto não produz nenhum conjugado de partida.6. É necessário portanto um dispositivo auxiliar para a partida. as correntes que nele circulam estarão defasadas de um ângulo M. não produz conjugado. Figura 16. . Ia sem M em avanço de 90o sobre Ib e Ia cosM em fase com Ib. figura 16. com uma só fase.5. Devido às diferentes relações de resistência e reatância dos enrolamentos. uma vez que o campo produzido por uma só fase não é girante. faz-se um enrolamento com fio grosso (fio B enrolamento principal). a combinação de Ia. acha-se representado na figura 16. elas produzem um campo resultante alternativo que não gira e. Em conseqüência.cosM e Ib.

produz-se um fluxo alternativo que equivale a dois campos magnéticos girantes ϕx e ϕy que têm a mesma intensidade e giram em sentidos opostos com a mesma velocidade. . ( Teorema de Maurice Leblanc).6 Depois do rotor ter atingido a velocidade de regime podemos desligar o campo auxiliar.s n Como o valor de s é muito pequeno. que o motor continuará em funcionamento. Então. Suponhamos o motor girando no sentido de ϕx com a velocidade n = (1 – s)ns. que tem um valor baixo devido ao baixo valor de f’.Figura 16. devido a seguinte razão: Quando uma corrente alternada circula no enrolamento B. A freqüência da corrente induzida por ϕx será então: f' = p(ns – n) onde: ns – n é velocidade com que as barras cortam o campo nx. a freqüência é muito pequena e a reatância oferecida a essa corrente será x’ = 2π f’L. f ′ = p( n s − n ) = n s p (n s − n ) = f .

que tem um valor elevado. freqüência da corrente induzida por ϕy será: f" = p(ns + n) A Como n é muito pouco menor que ns podemos tomar n = ns o que dá: f" = 2Pns = 2f. Portanto. pois com condensador pode-se obter maior defasamento que com resistência ou reatância. Sendo a freqüência dessa corrente igual ao dobro da freqüência f. o motor ficaria sujeito a dois torques: um Tx devido a corrente Ix e outro Tg. reatância ou capacitância em série com o enrolamento auxiliar. ao que corresponde um aumento do conjugado de partida. atuando em sentido contrário. Como a reatância X’ é muito pequena e a reatância X” muito grande. Nestas condições o rotor gira no sentido do torque Tx. a reatância oferecida será: X” = 2∏ f” L = 4∏ fL. Então. devido ao campo hx. .As barras cortarão o campo hy com a velocidade ns + n. o torque Tx terá um valor apreciável e o torque Ty um valor desprezível. C. Obtém-se assim um ângulo de defasamento maior entre as correntes I b e Ia. C. o fator de potência da corrente Tx será grande e o fator de potência de Ty será muito pequeno.1 – Aumento do Conjugado de Partida Pode-se obter melhores condições de partida intercalando-se uma resistência.2 – Motores de Indução com Condensador de Partida Na prática prefere-se usar um condensador em série com o enrolamento de partida.

necessita de um capacitor de 230-280 µF para um elevado conjugado de partida. entretanto.5 vezes o conjugado de plena carga. . O mesmo motor. para velocidades entre 0 e 70% da velocidade de sincronismo. Figura 16. visto que com um capacitor adequado consegue-se conjugado igual a cerca de 3. variam as correntes no rotor e no estator e o ângulo M. Quando o motor aumenta de velocidade. não é necessário. um motor de 1/2 HP. 1.7 Há duas razões para se desligar o condensador quando o motor adquire velocidade.O ângulo de fase entre Ia e Ib depende do valor da capacitância e pode ser feito praticamente igual a 90o na partida. O motor passa então a trabalhar como foi explicado anteriormente. Quando o rotor atinge aproximadamente 75% desta velocidade um dispositivo centrifugo desliga o enrolamento auxiliar. A capacitância que permite conjugado máximo na partida é muitas vezes maior do que a que permite máximo conjugado em carga: como exemplo. Para se manter M igual a 90o seria necessário diminuir continuamente a capacitância. Isto. 110 volts.

3 – Motores de Indução com Compensador de Partida e Condensador de Macha Neste tipo de motor. é possível evitar a despesa com o interruptor centrífugo e um dos condensadores do motor anteriormente ligado em série com o enrolamento auxiliar. necessita de um capacitor de apenas 15 µF. Assim. ele se aquece exageradamente.4 – Motores com Condensadores Permanente Nas aplicações em que o motor parte com uma carga praticamente nula. e no outro semi-ciclo invertese o processo. O motor com condensador de marcha tem um rendimento e um conjugado motor crítico mais elevados que o motor que utiliza a fase dividida somente para a partida. um de grande capacitância e o outro de pequena. . a capacitância do enrolamento auxiliar é proporcionada por dois condensadores em paralelo. caso fique ligado muito tempo. A característica principal do condensador eletrolítico é que para uma polaridade da corrente ele funciona como condensador e para a outra polaridade funciona como resistência. só serve para funcionamento intermitente durante pequenos espaços de tempo. Devido a essa característica de funcionamento o condensador eletrolítico tem altas perdas. Ao atingir a velocidade que é aproximadamente 75% da de sincronismo. é desligado da linha. 2. Para o funcionamento ideal seria necessário uma redução contínua da capacitância. o enrolamento auxiliar nunca. e o motor funciona sempre como bifásico. C. C. e seu fator de potência é aproximadamente 100%. quando a velocidade varia de zero à de plena carga porém uma variação da capacitância em duas etapas dá bons resultados. O condensador eletrolítico portanto.para funcionamento normal como bifásico. Desligando-se o condensador logo depois da partida pode-se usar dois condensadores eletrolíticos ligados em oposição o que é mais econômico do que usar outro tipo de condensador. um dispositivo centrífugo desliga o condensador maior. pelas razões anteriormente explicadas. os dois condensadores ligados em oposição funcionam de maneira que num semi-ciclo da corrente um deles é condensador e o outro resistência. produzindo gases e destruindo-se. Então. e tem uma capacitância pequena. Porém. normalmente de um minuto.

porém as ligações da bobina B foram invertidas.D – INVERSÃO DO SENTIDO DE ROTAÇÃO Para se inverter o sentido de rotação dos motores monofásicos invertem-se as ligações do enrolamento auxiliar ou do principal. e um .10.8 Na figura 16. Os pólos norte da figura 16. e seus campos se somam. Analogamente. um motor de quatro pólos pode ser religado. de modo a produzir oito pólos.9 são comumente chamados pólos conseqüentes. daí resultando a produção de quatro pólos e a redução da velocidade para a metade. uma dupla da outra. figura 16. resultando um motor bipolar. Figura 16. de modo que os campos das duas bobinas se acham em oposição. Na figura 16.9 as duas bobinas ainda se acham ligadas em série.8 as duas bobinas A e B se acham ligadas em série. O enrolamento do estator de um motor de indução monofásico pode ser facilmente disposto para dar duas velocidades. A mudança de uma velocidade para a outra é fácil e rapidamente realizada por meio de uma chave bipolar de duas direções. pois o sentido da rotação depende do sentido do campo girante produzido na partida. E – VARIAÇÃO DA VELOCIDADE A variação de velocidade só pode ser obtida variando-se o número de pólos do motor.

9 Figura 16.11.10 Para o motor trifásico existem também dispositivos que permitem variar a velocidade por meio de religações.. Nota: Tais motores só têm um sentido de rotação. etc. consiste em montar num canto de cada peça polar uma bobina ou um anel de cobre fechado em curto-circuito. variando-se o número de pólos da máquina.. o fluxo através do anel de cobre fica sempre sem atraso em relação ao fluxo principal φ. Portanto. Figura 16. Deste modo é produzido um campo girante que arrasta o rotor e cujo sentido de movimento é do núcleo principal para o anel. F – MOTORES DE PÓLOS SOMBRADOS Outro processo de partir os pequenos motores monofásicos de indução. figura 16. como os quais que se usam em ventiladores. pois a troca dos fios de alimentação acarreta a inversão simultânea dos fluxos principal e auxiliar. A corrente induzida neste anel produz um fluxo que pela Lei de Lenz tende a contrariar aquele que lhe deu origem.motor de duas velocidades que obtém sua velocidade mais baixa mediante a produção de pólos conseqüentes se diz que possui um enrolamento de pólos conseqüentes. toca-discos. das bobinas. .

não só pela constituição. no caso de uma máquina bipolar. dos motores de indução. mas também porque tanto o estator como o rotor são alimentados pela corrente da rede.12 ou em derivação. .Figura 16. Os enrolamentos do estator e do rotor podem ser ligados em série figura 16. pois. Os motores trifásicos de comutador diferem. Sobre o comutador se assentam três escovas montadas a 120o umas das outras.11 G – MOTORES DE COMUTADOR MOTORES TRIFÁSICOS DE COMUTADOR: Estes motores são constituídos por um estator igual ao dos motores trifásicos de indução e por um rotor como o induzido de uma máquina de corrente contínua.

Hugo Luiz – Máquinas Elétricas. SEPULVEDA. Brasil. New Jersey. partida e operação de um motor de indução monofásico (MIM) de fase dividida REFERÊNCIAS: Kosow – Capítulo 10. A. KINGSLEY. Prof. ítens 11.19 I – CONSTRUÇÃO: . Editora da Universidade de São Paulo.1 e 11.E.Figura 16. Irving. 1969.8 Fitzgerald – Capítulo 11. ítens 10. – Máquinas Elétricas.2 Falcone – ítem 6. São Paulo. Prentice Hall. São Paulo. UFMG – BH – MG – Editora Engenharia.1 a 10.12 BIBLIOGRAFIA FITZGERALD. – Electric Machinery and Transformers. – Conversão Eltromecânica de Energia. Jr. McGraw-Hill do Brasil. 17 – FUNCIONAMENTO DOS MOTORES DE INDUÇÃO MONOFÁSICOS ASSUNTO: Estudos práticos relativos à ligação. BOFFI LUIZ V. 1975 KOSOW. L. INC.

cada uma delas deslocadas no espaço e no tempo. São os seguintes os dois enrolamentos do estator: 1. Nos motores de fase dividida. Enrolamento auxiliar ou de partida (“auxiliary” = a) É também distribuído uniformemente na periferia do estator. Enrolamento principal ou de funcionamento (“main” = m) É formado por bobinas distribuído em ranhuras. principal (m) e auxiliar (a). Figura 17.Qualquer motor de indução monofásico possui o rotor semelhante ao usado nos motores de indução polifásicos de rotor em gaiola de esquilo (ou em curto-circuito). uniformemente espaçadas em volta do estator.1 – Posições relativas no estator entre os enrolamentos. Possui normalmente impedância apreciável para manter baixa a corrente de funcionamento. como será visto posteriormente. para um MIM de 2 pólos. ligadas em paralelo. A finalidade deste procedimento é a de produzir um campo magnético girante no estator e também o torque de partida (figura 17. 2. mas começando em ranhuras defasadas de 90 graus elétricos do início do .1). nosso objetivo. o estator é constituído de ranhuras uniformemente distribuídas onde é inserido o enrolamento de estator que é dividido em duas partes.

Como um MIM e um MIT possuem enrolamentos de rotores idênticos (enrolamento em gaiola). FUNCIONAMENTO: Na 10a aula de laboratório. mas estatores diferentes (um é trifásico e o outro monofásico). Sua finalidade essencial é produzir a rotação do rotor. mais o suficiente que haja um defasamento no tempo. (a) ligação paralelo 110 V. foi mostrado que os motores de indução trifásicos (MIT). uma vez que já há no espaço. não necessariamente de 90 graus. sendo ligado em paralelo com este enrolamento.enrolamento principal. precisam de um campo magnético girante no estator para dar origem à rotação e à operação do motor.2 – Ligações de um MIM de fase dividida e capacitor permanente para 2 tensões. Sua corrente e impedância são normalmente ajustados em relação à tensão de linha de modo que sua corrente esteja adiantada em relação à corrente do enrolamento principal. fazse necessário à formação de um campo magnético no estator que se desloca . Figura 17. (b) ligação série 220 V.

de fase dividida). MIM de fase dividida de partida à resistência (ou. Uma das maneiras de conseguir um campo girante de estator equivalente a. 2 pólos. (a) Diagrama de ligações .de posição no tempo para produção de um conjugado no rotor e assim girálo. Os MIM’s que usam dois enrolamentos no estator alimentados por uma única fonte CA. são chamados de “motores de indução monofásicos de fase dividida” e. por exemplo. no mínimo. o suficiente para originar o movimento do rotor (partida). é utilizar dois enrolamentos no estator deslocados de 90 graus elétricos um de outro (figura 17. ligados em paralelo. de acordo com o artifício utilizado para partir o motor (defasando as correntes) são ainda subdivididos em vários tipos que são: 1. simplesmente.3) e fazer com que as correntes que devem circular nos dois enrolamentos fiquem com uma defasagem no tempo de.

por uma chave centrífuga.(b) Diagrama fasorial na partida Figura 17. as perdas são reduzidas com a eliminação do enrolamento auxiliar e por causa disto este é também chamado de enrolamento de partida e o outro de enrolamento de funcionamento. b) Como vantagem adicional.3a mostra uma maneira de conseguir isto. O enrolamento auxiliar é desligado após a partida. R alta e X a baixa → Z a  Assim obtemos (na partida)  a  Zm < Za R m baixa e X m alta → Z m  OBS. a cerca de 75% da velocidade síncrona. basta termos: Ra Rm > Xa Xm A figura 17. ou seja: • Enrolamento auxiliar → menos espiras com condutor de menor seção • Enrolamento principal → mais espiras com condutor de maior seção.: Uma maneira de reduzir um pouco o valor de Xa é colocá-lo no topo da ranhura do estator. .3 Neste caso.4). Razões: a) O torque desenvolvido pelo enrolamento principal na condição nominal é superior ao que seria desenvolvido por ambos os enrolamentos (figura 17.

0 vezes Tnom) Em cargas pesadas o escorregamento aumenta (reduz N).5 a 2.4 – Características torque x velocidade • Vantagens : custo baixo • Desvantagens : Tp baixo (de 1. resultando um torque elíptico e pulsante e maiores vibrações. bombas centrífugas e cargas barulhentas tais como esmeris. máquinas de lavar. • Potências típicas: 1/20 a ½ HP 2. • Aplicações: Ventiladores. etc.Figura 17. MIM de fase dividida com partida a capacitor (a) Diagrama de ligação (b) Diagrama fasorial na partida .

5b.Tp elevado (de 3. (sendo 82 graus um bom compromisso entre vários fatores como conjugado de partida. figura 17.Pode ser usado como “motor reversível” • Desvantagens: .5 a 4.. corrente de partida e custo).5 Neste tipo de motor. unidade de refrigeração e condicionamento de ar e outras cargas de partida difícil ou que requeriam a inversão de rotação do motor.. Aplicações: bombas. figura 17. compressores.Ip reduzido . o torque de partida é melhorado com a inclusão de um capacitor em série com o enrolamento auxiliar. Vantagens: .(c) Característica torque x velocidade Figura 17. O aumento do Tp pode ser entendido pela relação: Tp = K Ia Im senα Onde α = ângulo (defasamento) entre Ia e Im Novamente o enrolamento auxiliar é desligado após o motor ter partido.5c. dimensionado de tal maneira a produzir um defasamento entre Im e Ia de quase 90 graus. figura 17..5 vezes Tmon) . e consequentemente este e o capacitor são projetados a mínimo custo para serviço intermitente.Aumento do custo • • Maiores danos pela falha nas chaves de partida em abrir o circuito do enrolamento auxiliar devido ao capacitor.5a. - .

3. MIM de fase dividida com capacitor permanente (a) Diagrama de ligações (b) Diagrama fasorial em funcionamento .

MIM de fase dividida a duplo capacitor .Tnom mais baixo Aplicações: ventiladores. o capacitor e o enrolamento auxiliar não são desligados após a partida e a construção pode ser simplificada pela omissão da chave centrífuga.6 Neste tipo. A capacitância C deve ser bem menor que Cp do caso anterior para não sobrecarregar o enrolamento auxiliar durante o funcionamento. Potências típicas: Vantagens: - • • • 4. exaustores.(c) Característica torque x velocidade Figura 17. • melhoria no fator de potência .possibilidade de corrente de velocidade pela variação da tensão aplicada.não requer chave centrífuga .melhoria no rendimento .inversão de velocidade mais fácil .melhoria nas pulsações de conjugado (se bem projetado teremos um motor sem vibração) .Redução de Tp para C < Cp . máquinas de escritório e unidades de aquecimento. Desvantagens: .

.A.7 Este tipo de motor combina as vantagens do MIM a capacitor (tais como operação silenciosa e controle limitado da velocidade) com as vantagens do MIM com partida a capacitor (torque de partida elevado e corrente de partida reduzida). seco. Os diagramas fasoriais para as condições de partida e funcionamento são iguais à figura 17. isto é. . para C.6b respectivamente. compacto especial de forma cilíndrica. O capacitor empregado para a partida de MIM (Cp) é do tipo eletrolítico.(a) Diagrama de ligações (b) Característica torque x velocidade Figura 17. para uso intermitente. Notas sobre os capacitores usados no motores: 1. feito especialmente para partida de motores. • Aplicações: em compressores de unidade domésticas de ar condicionado.5b e figura 17.

Amar. sem quaisquer ligações ou identificações. Cp >> C. Verde 3. 5. III – PRÁTICA É dividida em 3 partes. com os terminais disponíveis. 4. 6. O capacitor utilizado permanentemente ligado (C) é do tipo a óleo. Verm. 5.A. devendo-se efetuá-las na seqüência apresentada. se possível) 1 chave interruptora monopolar 2. 1. Ambos são encontrados nas tensões de 110 e 220 volts.1 2.2. (Preencher apenas o triângulo superior ou o inferior). Ex. Marr. Identificação dos enrolamentos de um MIM Material: . 4. 2. 3. Verm. 4. Roxo Verd. Roxo 1. Em geral. aproximadamente.1 MIM. Azul Amar.1 ohmímetro Com auxílio do ohmímetro.: Num motor de ½ HP seria utilizado um capacitor de partida de 250 µF e/ou um capacitor permanente de 25 µF. . para C. os terminais de mesma polaridade de duas bobinas são aqueles por onde se deve entrar corrente para que os fluxos produzidos por elas se somem ou tenham o mesmo sentido. 3.. 1. Uma vez identificado e separado os terminais dos enrolamentos é necessário conhecer as polaridades dos mesmos. para uso contínuo. Determinação das polaridades dos enrolamentos Método do Golpe Indutivo (com CC) Material: Motor anterior 1 fonte CC (baixa tensão) 1 amperímetro CC 1 voltímetro CC (escala central. Azul 6. fase dividida. Marr. Relembrando. determinar para cada 2 terminais quais constituem enrolamento e anotar o valor ôhmico medido na tabela abaixo. Tabela 17. .

8). d) Marca-se os terminais de mesma polaridade (com ponto. asterisco. • Se o ponteiro do voltímetro defletir no sentido negativo ou inverso estes terminais possuem polaridades opostas. se possível. 1. liga-se a uma fonte CC de tensão E em série com uma resistência R para limitar a corrente na bobina (caso seja necessário). ou outro artifício qualquer).Figura 17.: enrol. c) Fecha-se a chave S e observa-se a deflexão do ponteiro do voltímetro CC ligado ao segundo enrolamento.8 Importante: I= Procedimento: E ≤ I max do enrol. . figura 17. b) Toma-se outro enrolamento e conecta-se um voltímetro CC de escala central. Caso haja mais enrolamentos. repete-se o procedimento descrito acima. os terminais dos enrolamentos ligados aos bornes positivos da fonte e do voltímetro possuem a mesma polaridade. sinal +. 1 R + R1 a) Toma-se um enrolamento qualquer (Ex. Daí conclui-se: • Se o ponteiro do voltímetro defletir no sentido positivo.8. um amperímetro e uma chave S conforme figura 17.

OBS.A.A. que um esteja submetido ao fluxo do outro. tem-se: . isto é. .A. a figura 16. (a) I1 = ___________ A (b) I2 _____________ A Figura 17. 3a) Se I1 = I2. 2a) Se I2 < I1.10 Pode ocorrer uma das seguintes situações: 1a) Se I1 < I2.1 fonte C. não existe acoplamento magnético entre as duas bobinas (M = 0) ou seja. os eixos magnéticos das duas bobinas forma um ângulo de 90 graus elétricos.OBS.: Na 1a situação.10b representa uma ligação aditiva.10a representa uma ligação aditiva. Material: Motor com terminais das bobinas identificadas .1 chave interruptora monopolar Proceder as seguintes ligações anotando o valor de I1 e I2. Figura 17.1 amperímetro C. a figura 16.9 Método com C.: É necessário que os dois enrolamentos estejam acoplados magneticamente. .

. É possível aumentar o conjugado de partida deste motor ? Como ? No laboratório existe meios para isto ? Se for afirmativa sua resposta tente comprovar suas conclusões ligando novamente o motor com as modificações necessárias.............. É possível ? Por que ? 4.............. abaixo: Motor de Indução Monofásico Marca: No Potência: Tensão: Corrente: Velocidade: Capacitor permanente do tipo .. Retirar o capacitor e o enrolamento auxiliar após a partida..... µF Tabela 17... O motor parte ? Por que ? 3..... fase dividida Material: Motor anterior capacitores necessários para partida e funcionamento 2 chaves interruptoras monopolar 1 voltímetro CA 1 amperímetro CA O motor a ser utilizado nesta experiência possui dois enrolamentos principais que serão ligados em série para 220 volts e em paralelo para linhas de 110 volts.... tem-se: I2 = V (R 1 + R 2 ) + [ 2πf ( L1 + L 2 − M ) ] 2 2 3......de . Partir com o capacitor inserido e observado seu desempenho na partida e no funcionamento.... Anote as características nominais do motor na tabela 17. O que acontece ? 2......2 Procedimento: 1.....de ........ ... Tentar partir somente com o(s) enrolamento(s) de funcionamento (m)...........................I1 = V (R 1 + R 2 ) + [ 2πf ( L1 + L 2 + M ) ] 2 2 Na 2a situação...........2..... Ligar o motor monofásico para operação em linhas de 220 volts.........µF Capacitor de partida do tipo ... mas com todos os enrolamentos do motor... Ligação e operação de um MIM................ Ligar o motor sem o capacitor.

Por que o capacitor de partida (Cp) deve ser muito maior do que o capacitor permanente (C) para uma mesma potência e tensão (ordem de 10 a 15 vezes) ? 3. o capacitor de um MIM de partida a capacitor ? 4. Ao rodarem em torno de si. mas também em torno de sí mesmos (translação). elétrons e prótons. após a partida. Quais as vantagens e as desvantagens de um MIM. Porém nos materiais imantados (ferromagnéticos) há regiões. que atrai corpos. os elétrons da camada mais externa produzem um campo magnético mínimo. é desligado após a partida. o cobalto. o níquel e ligas como o alnico). e corpos metálicos magnetizáveis (materiais ferromagnéticos. isto é semelhante ao que ocorre com os planetas e o sol. regiões onde executam a rotação. cancelando este campo. como o ferro. o peso. chamadas domínios. Ex. que aproveitam o efeito magnético da corrente elétrica. O campo pode ser produzido pôr imãs e eletroímãs. O que é de fato um campo magnético? A palavra campo significa. na Física. uma tendência de influenciar corpos ou partículas no espaço que rodeia uma fonte. Assim.: O campo gravitacional. os elétrons se distribuem em orbitais. . 2. e em cada uma. e um campo magnético resultante da soma de todos os pares e domínios é exercido em volta do material: são os imãs. mas dentro do orbital. partida a capacitor. o campo magnético é a tendência de atrair partículas carregadas. Qual o problema de se manter energizado. em sentido oposto.Questões 1. o outro elétron do par gira também. produzindo uma força proporcional à massa destes. Se o enrolamento auxiliar de um MIM. Há diversas camadas de elétrons. a duplo capacitor ? Campos magnéticos: Os elétrons giram em torno do núcleo dos átomos. na maioria dos materiais. próximo à superfície de um planeta. onde alguns dos pares de elétrons giram no mesmo sentido. distribuídos aos pares. ainda continuaremos a ter um campo magnético girante de estator ? Justificar sua resposta.

r a distância ao centro do condutor e B é a densidade de fluxo. • Os paramagnéticos se comportam quase como o ar. e N o número de espiras. válida para núcleo de ar. Permeabilidade Os materiais se comportam de várias maneiras. ou indução magnética.Correntes e eletromagnetismo: A corrente elétrica num condutor produz campo magnético em torno dele. e tanto maior quanto mais espiras e mais juntas estiverem B = 4p10-7NI / L L é o comprimento do enrolamento. afastando as linhas de campo. que é a quantidade de campo que atravessa o material. I é a corrente. os repelem. • A permeabilidade é a propriedade dos materiais de permitir a passagem do fluxo magnético. f = BA . • Os diamagnéticos. que representa o campo magnético. como o alumínio e o cobre. formando um indutor ou bobina. atuando como condutores magnéticos. sob campos magnéticos. o campo magnético no interior deste será a soma dos produzidos em cada espira. É medida em Tesla. • Os ferromagnéticos concentram o campo. T. Se enrolarmos um condutor. com intensidade proporcional à corrente e inversamente à distância. em torno de uma forma. válida para um condutor muito longo. B = 4p10-7 I / r Nesta equação.

é o fato do campo resultante da corrente induzir uma tensão no indutor que se opõe à corrente. mo = 4p10-7 Tm/A • Indutância: Vimos que os indutores produzem campo magnético ao conduzirem correntes. em m2 . reduzindo-a. . motores e geradores elétricos. mo. induzindo uma tensão proporcional à freqüência. L= f / I Uma propriedade importante da indutância. E é a tensão induzida. possibilitando grandes campos (e indutâncias).A é a área transversal ao campo do material. e f a freqüência da corrente. em Hz. esta é a explicação da reatância. A indutância é a relação entre o fluxo magnético e a corrente que o produz. Quando usadas para produzir campos magnéticos. É interessante observar como isto se relaciona ao conceito de reatância indutiva. Os diamagnéticos são usados como blindagem magnética (ou às ondas eletromagnéticas). e são usados como núcleos de indutores. a oposição à passagem de corrente pelo indutor. A corrente alternada produz no indutor um campo. e df / dt é a velocidade de variação do fluxo. O fluxo é medido em Webers. Já dentro de máquinas elétricas (motores e geradores). XL = 2 pfL L é a indutância. que se opõe à corrente. chamam-se eletroímãs ou solenóides. E = N df / dt N é o número de espiras do indutor. Eles tem permeabilidades centenas a vários milhares de vezes a do ar. em V. As bobinas nos circuitos elétricos são chamadas indutores. Wb. esta é chamada a Lei de Faraday. pela permeabilidade menor que a do ar. fala-se em enrolamentos. e da qual deriva o nome. que no caso de CA é proporcional à freqüência. sempre concentrando o fluxo. É medida em Henry. Os materiais mais permeáveis são os ferromagnéticos. H. transformadores.

com mínima folga. para que o campo seja mais intenso. parte rotativa central. Quando estas cargas deslocam-se em um condutor. e envolve o rotor. que age orientando os domínios (e os “spins”). em m/s. E=BLv E é a tensão em V. É esta força que permite a construção dos motores elétricos. B é produzido pelos enrolamentos. e q o ângulo entre o condutor e as linhas do campo. e ao campo. este sofre a ação de uma força perpendicular ao plano que contém o condutor e o campo. como aqueles usados em toca discos e gravadores. é bobinado). F = B I L senq F é a força em Newtons. nos relés e contatores (relés de potência usados em painéis de comando de motores). é o princípio do gerador elétrico e do microfone dinâmico. para máximo rendimento. em m. . microfones e pequenos motores C. L o comprimento do condutor. há a de atração exercida pôr um campo num material ferromagnético. que tende a fazê-las girar. (campo). movendo-o de modo a “cortar” as linhas de um campo magnético (perpendicularmente). Nestes o ângulo é de 90o. podendo imantá-los (conforme a intensidade e a duração). e há N espiras (nos casos em que o rotor. conforme a Lei de Faraday. proporcional à velocidade e ao comprimento do condutor. em m. O processo é reversível: uma força aplicada a um condutor. formando um circuito magnético. etc.Campos e forças Um campo magnético produz uma força sobre cargas elétricas em movimento. somando-se as forças produzidas em cada uma.C. usados entre outras aplicações nos autofalantes. Esta é usada nos eletroímãs. o entreferro. Além desta força. e v a velocidade do condutor. O núcleo é de material ferromagnético. É também usada na fabricação de imãs. L o comprimento. induz uma tensão neste.

E1/E2 = N1/N2 A relação de correntes é oposta à de tensões. e dois. onde não se requer grandes indutâncias. que elimina esta perda. sofrendo sucessivas imantações num sentido e noutro.Transformadores O campo magnético pode induzir uma tensão noutro indutor. como a ferrite e chapas de aço-silício. o material geralmente mantém uma magnetização. os transformadores e bobinas apresentam perdas magnéticas no núcleo. Ao se interromper o campo. uma separação ou abertura no caminho do núcleo. o material tenta acompanhar este. e ao número de espiras deste indutor. Em vários casos. o primário. àquele que sofre indução. a tensão induzida será proporcional à velocidade de variação do fluxo. se aquecendo. e isola circuitos. Histerese: Os materiais ferromagnéticos são passíveis de magnetização. o núcleo contém um entreferro. e ao se aplicar um campo variável. a lei permite deduzir a relação básica do transformador. Perdas por correntes parasitas ou de Foucault: São devidas à condutividade do núcleo. o secundário. no caminho fechado do núcleo. que forma. Perdas Além das perdas no cobre dos enrolamentos (devidas à resistência). através do realinhamento dos domínios. E2 = N2 df/dt Aplicando aos dois enrolamentos. usam-se materiais de baixa condutividade. que altera tensões e correntes. uma espira em curto. . isoladas uma das outras por verniz. I1/I2 = N2/N1 O índice um se refere ao indutor ao qual se aplica tensão. Para minimizá-las. de alta eficiência (podendo ultrapassar 99%). Pela Lei de Faraday. O transformador é um conversor de energia elétrica. se este for enrolado sobre uma mesma forma ou núcleo. chamada campo remanente. Este processo consome energia. o que ocorre ao se aplicar um campo (como o gerado por um indutor ou o primário do transformador). que consome energia do campo.

cobalto e magnésio em pó. invólucros metálicos. e os enrolamentos têm poucas espiras. que tem baixas perdas. zinco. níquel. de alimentação em forma e no núcleo de aço-silício. O núcleo é de ferrite. 20 a 20000 Hz. • Transformador de RF: Empregam-se em circuitos de radiofreqüência (RF. de modo a minimizar o desperdício de energia e o calor gerado. acima de 30 kHz). em geral. variando apenas a escala de leitura e o número de espiras do TC. fornecendo a tensão secundária de 220V.8Kv ou maior. iluminação e medição. este atua como o primário. em baixas freqüências. para alimentar os dispositivos de controle da cabine . • Transformador de áudio: Usado em aparelhos de som a válvula e certas configurações a transistor. embora também se use a ferrite. Seu núcleo é feito com chapas de aço-silício. com núcleo de chapas de aço-sílicio e enrolamento com poucas espiras. com a do medidor sendo padronizada em 5A. no acoplamento entre etapas dos circuitos de rádio e TV. por isto é muito eficiente. com terminais de alta tensão afastados por cones salientes. o que limita seu uso. Consiste num anel circular ou quadrado. são de alta potência e projetados para ter alta eficiência (da ordem de 99%). e pode ser monofásico ou trifásico (três pares de enrolamentos). É especificado pela relação de transformação de corrente. 13. • Transformador de distribuição: Encontrado nos postes e entradas de força em alta tensão (industriais). aglutinados por um plastificante. • Transformadores de potencial: Encontra-se nas cabines de entrada de energia. Esta se caracteriza por ter alta permeabilidade. envolvido por blindagem metálica. Possui refrigeração a óleo. A corrente é medida por um amperímetro ligado ao secundário (terminais do TC). que se instala passando o cabo dentro do furo. Sua potência em geral é baixa. Sua resposta de freqüência dentro da faixa de áudio.reles de mínima e máxima tensão (que desarmam o disjuntor fora destes limites). Seu núcleo também é com chapas de aço-silício. Podem ser mono ou trifásicos. não é perfeitamente plana. A tensão de primário é alta. • Transformador de corrente: Usado na medição de corrente. mesmo usando materiais de alta qualidade no núcleo.Tipos de transformadores: • Transformador de alimentação: É usado em fontes. convertendo a tensão da rede na necessária aos circuitos eletrônicos. em cabines e painéis de controle de máquinas e motores. no acoplamento entre etapas amplificadoras e saída ao auto-falante. adaptados a ligação às cabines. Geralmente é semelhante ao t. material sintético composto de óxido de ferro. que circula pelo núcleo dentro de uma carapaça metálica com grande área de contato com o ar exterior. O núcleo é de chapas de açosílicio. que se mantém em altas . Às vezes possuem blindagens.

A desvantagem é não ter isolação entre entrada e saída. . que um transformador. o que reduz este. Uma característica importante dele é o menor tamanho.taps -. Autotransformadores Se aplicarmos uma tensão a uma parte de um enrolamento (uma derivação). isolando o circuito de controle. para motores (circuitos que alimentam motores com tensão reduzida fornecida pelo autotransformador. chaves semicondutores. limitando as aplicações.freqüências (o que não acontece com chapas de aço-sílicio). • Transformadores de pulso: São usados no acoplamento. São muito usados em chaves de partida compensadoras. além de isolarem um tiristor de outro (vários secundários). o circuito de controle seleciona uma delas como saída. conforme a entrada). reduzindo o pico de corrente durante a aceleração) e em estabilizadores de tensão (autotransformador com várias derivações . Têm núcleo de ferrite e invólucro plástico. elevando ou reduzindo a tensão. para certa potência. mais leve e mais barato. Este é o princípio do autotransformador. permitindo um núcleo menor. o campo induzirá uma tensão maior nos extremos do enrolamento. mas ao fato da corrente de saída ser parte fornecida pelo lado alimentada. inclusive de outras partes do circuito. parte induzida pelo campo. Isto não se deve apenas ao uso de uma só bobina. para dispersar interferências. Costumam ter blindagem de alumínio. acima e abaixo do ponto de entrada. dos tiristores. em geral. de baixa tensão e potência. por alguns segundos.

Definições
Corrente alternada: Se caracteriza pelo fato de que a tensão, em vez de permanecer fixa, como em pólos de bateria, varia com o tempo, mudando de sentido alternadamente, donde o seu nome. O número de vezes por segundo que a tensão muda de sentido e volta à condição inicial é a freqüência do sistema expressa em “ciclos por segundo” ou “Hertz”, simbolizada por Hz. No sistema monofásico uma tensão alternada V (volts) é gerada e aplicada entre dois fios, ao que se ligam a carga que absorve uma corrente (Ampéres).

Dimensionamento e normas Os condutores são o elo de ligação entre a fonte geradora e o aparelho consumidor, servindo de meio de transporte para a corrente elétrica. O dimensionamento de um condutor tem como finalidade garantir o funcionamento adequado das instalações,a segurança de pessoas, animais domésticos inclusive a conservação dos bens. A seção é dimensionada com base no máxima corrente permitida (limitada pela classe de temperatura da isolação). Queda de tensão máxima 4% Ex. 220v – 211,2 ; 127 = 121,92.

Seções mínimas dos condutores, segundo estabelece a NB-3
Iluminação Tomadas de corrente em quarto, salas e similares Aquecedores de água (depende da potência) Chuveiros elétricos (depende da potência) Aparelhos de ar condicionados Fogões elétricos 1,5 mm². 2,5 mm². 2,5 mm². 4,0 mm². 2,5 mm². 6,0 mm².

Nos circuitos de controle e sinalização (campainhas) a bitola pode ser reduzida até 0,5 mm². Os circuitos deverão partir do quadro de distribuição onde serão instalados os dispositivos de proteção (independente para cada circuito). Cores de fios e cabos Neutro Terra Verde Fases Azul claro verde amarelo Demais cores

Cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6 m – No mínimo uma tomada Cômodos ou dependências com mais de 6 m² - No mínimo 1tomada para cada 5 m ou fração de perímetro espaçadas tão uniformes quanto possível. Cozinhas, copas,e copas cozinha – 1 tomada para cada 3,5m ou fração de perímetro, independente da área Subsolos, varandas, garagens e sótãos – pelo menos uma tomada. Banheiro – no mínimo 1 tomada junto ao lavatório com uma distância mínima de 60 cm do limite do Box.

Em função de queda de tensão:
A queda de tensão máxima do circuito deverá ser calculada através da formula: QT = Fct x d x In x 100 Un Onde: QT = Queda de tensão em % d = Distância em Km I = Corrente nominal em A Um = tensão nominal em V Fct = Fator de correção de tensão

Secção nominal em mm
1,5 2,5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 300 500

Eletroduto e calha fechada (material magnético) Fios e cabos Circuito monofásico e trifásico
27,4 16,8 10,5 7 4,2 2,7 1,72 1,25 0,95 0,67 0,51 4,42 1,35 0,30 0,25 0,22 0,20 0,19

Eletroduto e calha fechada, bloco alveolado (material não magnético) Fios e cabos Circuito monofásico
27,6 16,9 10,6 7,07 4,23 2,68 1,71 1,25 0,94 0,67 0,50 0,41 0,34 0,29 0,24 0,20 0,17 0,16

Circuito trifásico
23,9 14,7 9,15 6,14 3,67 2,33 1,49 1,09 0,82 0,59 0,44 0,36 0,30 0,25 0,21 0,18 0,15 0,14

Em função de condução de corrente
Para que não haja superaquecimento na isolação 1ª etapa - calcular a corrente do circuito

I=P=A U
2ª etapa - verificar e determinar o condutor

Tabela 1
Equivalência prática AWG/MCM x série métrica
AWG/MCM 14 12 10 8 6 4 2 1 MM² APROX 2,1 3,3 5,3 8,4 13 21 34 42 Série métrica mm² 1,5 2,5 4 6 10 16 25 35 Àmperes 15,5 21 28 36 50 68 89 110

Tabela 02
Diferentes maneiras de instalar diferentes tipos de cabos
Maneiras de instalar Eletroduto em instalação aparente, embutido em teto, parede ou piso, em canaleta aberta ou ventilada, molduras rodapés e alisares, calha. Fixação direta à parede ou teto Poço espaço de construção bloco alveolado Eletroduto em canaleta fechada Canaleta fechada Canaleta aberta ou ventilada Diretamente instalada Eletroduto diretamente enterrados Sobre isoladores linha aérea Bandejas ou prateleiras, EXTINFLAN 2 3 condutores condutores carregados carregados Braschumbo 2 3 condutores condutores carregados carregados Braxnax 2 3 condutores condutores carregados carregados

A

B

-

-

A

B

E Ver tabela 4

F -

C A

D B

C A E

D B F B D H H

A C G -

B D H -

A C G G

Ver

suportes tabela 4 .

m/W 54 445 17 294 40 336 36 297 31 258 27 230 24 203 21 179 18 151 14 122 12 103 38 47 63 81 10 31 39 52 67 86 d 1 4. o tipo de cabo e o número de condutores são indicadas na tabela 1.5 21 28 36 50 68 89 110 134 171 207 239 275 314 370 426 510 587 b 1 9.5 24 9.5 27 36 46 63 85 112 138 168 213 258 299 344 392 461 530 634 729 c 1 7.5 2.5 18 29 24 f 1 g 22 H 18 . Temperatura do condutor:70º Temperatura ambiente: 30º Para cabos enterrados ou em eletrodutos diretamente enterrados: Resistividade térmica do solo: 2.5 7.5 K.5 1 e 1 3.Tabela 03 Seção Nominal mm² 1.5 32 41 57 76 96 119 144 184 223 259 299 341 403 464 557 642 26 34 46 61 80 99 119 151 182 210 240 273 321 367 438 502 24 31 42 56 73 4 89 5 108 8 136 3 164 6 188 6 216 8 245 2 286 1 328 8 390 8 447 0 As colunas a utilizar de acordo com a maneira de instalar.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 24 32 41 57 76 101 125 151 192 232 269 309 353 415 477 571 656 a 1 5.

70m .Profundidade da instalação: 0.

u unipolare nipolares s em trifólio contínuos (3) (4) 22 17 31 24 41 33 53 43 73 60 99 82 131 110 162 137 196 167 251 216 304 264 352 308 406 356 463 409 546 185 629 561 754 656 868 749 Fios e cabos unipolas Espaç amento horizontal (6) 24 34 45 59 81 110 146 181 219 281 341 396 456 521 615 709 852 982 Espaç amento vertical (6) 21 29 39 51 71 97 130 162 197 254 311 362 419 480 569 659 795 920 3 condutor.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 Instalação ao ar livre Temperatura do condutor: 70º Temperatura do ambiente: 30º 3ª etapa .45 .8 .Tabela 04 Capacidade de condução de corrente (em ampéres) para cabos Extinfane Brasnax Tipos de cabos e instalações Seção nominal (mm²) 2 condutor.7 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 .55 .5 .4 1 1 2 0 .65 .5 2.55 .45 .5 .5 25 34 43 60 80 101 126 153 196 238 276 319 364 430 497 - Contí nuos (5) 18 25 34 45 63 85 114 143 174 225 275 321 372 427 507 587 689 789 1.5 . (1) 22 30 40 51 70 94 119 148 180 232 282 328 379 434 514 593 Cabos Fios e cabos 2 3 condutor. condutor.6 .Corrigir o valor da capacidade de condução de corrente do condutor encontrado pelo fator de agrupamento Disposição dos cabos Agrupamento sobre uma superfície ou contidos em calha ou bloco alveolado Fatores de correção Número de circuitos ou cabos multipolares 1 1 1 1 3 4 5 6 7 8 9 0 2 4 6 0 . (2) 18.

15 Estrela triangulo = K1.15 K3 = (0.15 K3 = (0. em eletroduto de pvc embutido na parede a uma distância de 54 metros.15 Compensadora = K1 = In x 1.71 x 0.25x In) x 1. Para 25mm² temos: QT = 1.86% 220 Logo o cabo a ser utilizado deve ser 25mm².15 K4 = (0.58 x In ) x 1. K2.000 = 68.15 K2 = (0.18ª Um 220 Maneira de instalar nº 2 De acordo com a tabela 1 para dois condutores carregados Imax + 76A cabo de 16mm² Onde QT: Queda de tensão em % D: Distância em km In: corrente nominal em A Calculamos a queda de tensão para o cabo 16 mm² obtidos no item 1 QT = 2.18 x 100 = 4. K3 = (0.2 X In Dimensionamento de contatores de força Partida direta = K1 = In x 1.68 x 0.5 x In ) x 1.054 x 68. 220 volts monofásico.64 x In) x 1.5 x In .Exemplo de dimensionamento Instalar um aquecedor 15.15 Série paralelo = K1.48% 220 Logo para o cabo de 16mm² temos uma queda de tensão superior ao limite de 4% devemos recalcular para uma cabo superior.58 x In Compensadora = FT1 = In Série paralelo = FT1 = 0.18 x 100 = 2. 1ª Capacidade de corrente In= P = 15.000W. 2ª Queda de tensão QT = fct x d x In x 100 Um Dimensionamento de fusíveis de força IF≥1.054 x 68.15 Relé térmico de sobre carga Partida direta = FT1 = In Estrela triangulo = FT1 = 0.5 x In Ft2 = 0. K2 = (0.23 x In) x 1. definido pelo fator de queda de tensão.33 x In) x 1.

.

Se a instalação possuir mais de 20% de “cargas não lineares” (ex. Não bloquear a entrada e saída de ar dos gabinetes Os locais devem ser protegidos contra materiais sólidos e líquidos em suspensão.Capacitores Local de Instalação Evitar a exposição ao sol ou proximidade de equipamentos com temperaturas elevadas. Instalar a uma distância mínima de 50 cm em relação ao barramento principal. soft-tarters) medir os níveis de harmônicas. Em bancos automáticos. Manter a corrente de surto sempre no máximo 100 vezes a corrente nominal. em carga e a vazio. Não fazer interligações entre os terminais dos capacitores em banco. Medir (monitorar) efetivamente a tensão no secundário do transformador antes de especificar a tensão dos capacitores. a freqüência de ressonância não deverá coincidir com a freqüência de nenhuma harmônica significativa na instalação. Localização dos cabos de comando (Banco Automático) Deverão ser utilizados cabos coaxiais ou dentro de tubulações independentes e aterrados nas extremidades do controlador. No caso de ventilação forçada. Fazer aterramento individual para as unidades banco capacitivo (as) e não aterrar o neutro. a circulação do ar deverá ser de baixo para cima. Não instalar os capacitores próximos ao teto. . respeitando as correntes máximas dos terminais dos capacitores. Utilizar contatos com resistores de pré-carga para manobra de capacitores. Recomendação para dimensionamento e instalação de capacitores Utilizar resistor de descarga e respeitar tempo mínimo de descarga (de um a três minutos). Utilizar contatores com resistor de pré-carga ou indutores anti-surto. Evitar soldar cabos nos terminais dos capacitores. Utilizar fusíveis de proteção para os capacitores. Inversores. A secção dos cabos deve atender as condições de corrente do sistema.

Verifique o funcionamento adequado das contatores. os capacitores deverão ser substituídos. Medir a tensão e a corrente em cada unidade com instrumento “TRUE RMS” na primeira energização. Se atingirem ao longo do tempo valores menores do que 10% da nominal. Manutenção preventiva Verifique visualmente em todos os capacitores se houve atuação do dispositivo de segurança interno. Harmônicas na rede.e fazer o acompanhamento das mesmas. Retirado do manual da weg . Aplicar tensões em capacitores já carregados. Fatores que podem ocasionar sobretensão nos terminais dos capacitores Tap do trafo com valor de tensão superior ao do capacitor. Nos bancos com ventilação forçada. Verificar se os terminais dos capacitores estão em perfeita condições de contato. Verifique se à fusíveis queimados. a fim de evitar danos por sobretensão nos terminais dos capacitores. Manter os parafusos dos contatos elétricos e mecânicos sempre “apertados”. Fator de potência capacitivo. simular o funcionamento adequado do termostato e do ventilador. A temperatura externa do capacitor deverá ser menor de 45ºC. Descargas atmosféricas. indicado pela expansão da caneca de alumínio no sentido vertical. Manter o painel sempre limpo. Manter a vedação em perfeitas condições evitando assim a entrada de insetos e outros objetos.Cuidados com a instalação localizada Cargas com alta inércia Instalar contator para comutação dos capacitores instalados junto com motores que operem com alto momento de inércia.

É o mais usado em todos os tipos de motor. precisam de uma fonte de corrente contínua. Podem funcionar em velocidades ajustáveis em amplos limites e se prestam ao controle de grandes flexibilidade e precisão. Por isso. sendo adequado a quase todas as máquinas acionadas. utilizadas somente para grandes potências (devido ao seu alto custo em tamanhos menores) ou quando se necessita de velocidade invariável. Os tipos de motores mais comuns são: Motores de corrente alternada: São os mais utilizados porque a distribuição de energia elétrica é feia normalmente em corrente alternada. limpeza e simplicidade de comando. devido a sua grande simplicidade. além disso. baixo custo. Motor de indução: Funciona normalmente com uma velocidade constante. Motor síncrono: Funciona em velocidade fixa. robustez e baixo custo. é o mais utilizado de todos. que varia ligeiramente com a carga mecânica aplicada ao eixo. . facilidade de transporte.Motores Noções fundamentais Mor é a máquina destinada a transformar energia elétrica em energia mecânica. ou de um dispositivo que converta corrente alternada para corrente contínua. encontrados na prática. pois combina as vantagens de utilização de energia elétrica. Motores de corrente contínua: São motores de custo mais elevados e. seu uso é restrito a casos especiais em que estas exigências compensam o custo mais alto na instalação.

Graus de Proteção em motores WEG Motor Classe de proteção IP00 IP02 IP11 IP12 IP13 IP21 IP22 IP23 1º Algarismo Proteção contra contato Não tem Não tem Toque acidental com a mão 2 º Algarismo Proteção contra água Não tem Pingos de água te a inclinação vertical de 15º Pingos de água na vertical Pingos de água até uma inclinação de 15º na vertical Água da chuva até uma inclinação de 60º na vertical Pingos de água na vertical Pingos de água até uma inclinação de 15º com a vertical Águas da chuva ate uma inclinação de 60ºcom a vertical Respingos em todas as direções Respingos em todas as direções Jatos de água em todas as direções Chuva maresia Proteção contra corpos estranhos Não tem Não tem Corpos estranhos sólidos de dimensões acima de 50mm Motores abertos Toque com Corpos estranhos sólidos os dedos de dimensões acima de 12mm Motores fechados IP44 IP54 IP55 IP(W)55 Toque com Corpos estranhos e ferramentas sólidos acima de 1mm Proteção Proteção contra acúmulo completa de poeiras nocivas contra toques Proteção completa contra toques Proteção contra acúmulo de poeiras nocivas .

Gordon R. Vincent. – Máquinas Elétricas KOSOW. A. – Equipamentos Magnetelétricos DEL TORO.5mm Corpos estranhos de dimensões acima de 1mm Proteção contra o acúmulo de poeiras prejudiciais ao motor Totalmente protegido contra a poeira 2º Algarismo: Indica o grau de proteção contra penetração de água no interior do motor.E. – Eletromagnetismo SLEMON. Algarismo 0 1 2 3 4 5 6 1º algarismo Indicação Sem proteção Corpos estranhos de dimensões acima de 50mm Corpos estranhos de dimensões acima de 12mm Corpos estranhos de dimensões acima de 2. – Equipamentos Magnetelétricos.1º Algarismo: Indica o grau de proteção contra a penetração de corpos sólidos estranhos e contato acidental. Irving L. Algarismo 0 1 2 3 4 5 6 7 8 2º algarismo Indicação Sem proteção Pingos de água vertical Pingos de água até inclinação de 15º com a vertical Água da chuva até a inclinação de 60º na vertical Respingos de todas a s direções Jatos de água de todas as direções Água de vagalhões Imersão temporária Imersão permanente C – BIBLIOGRAFIA: FITZGERALD. Joseph A. Gordon R. BIBLIOGRAFIA: EDMINISTER. – Máquinas Elétricas e Transformadores SLEMON. – Electromechanical Devices for Energy Conversion and Control Systems. BIBLIOGRAFIA: .

2 Wb em um núcleo não magnético qual será a corrente necessária ? Repetir. Para estabelecer um fluxo magnético total de 0. para um núcleo de ferro com uma permeabilidade relativa de 2000. com os quais já teve contato. KOSOW.DEL TORO. A. 6) Um transformador é um conversor eletromecânico ? Por que ? 7) Uma bobina consiste de 1000 espiras enroladas em um núcleo toroidal de R = 6 cm e r = 1 cm. Irving L. – Electric Machinery and Transformers FITZGERALD. E. Vincent. . – Electromechanical Devices for Energy Conversion and Control Systems. L – QUESTIONÁRIO 1) a – O que é campo magnético ? Quais são suas propriedades ? b – Por que o ferro é magnético e o alumínio não ? c – A permeabilidade relativa varia com a densidade de fluxo ? Por que ? 2) O que se entende por fluxo de dispersão ? 3) Qual a diferença entre um campo produzido por corrente contínua e um produzido por corrente alternada ? 4) Determinar o análogo entre circuitos elétricos e magnéticos ELÉTRICO MAGNÉTICO Intensidade de Campo Magnético – H Densidade de corrente j Corrente I Força Magnetomotriz – F Condutividade σ Resistência R Permeância – P 5) Descrever 5 (cinco) conversores eletromecânicos. – Máquinas Elétricas.

Desprezar o espraiamento e a dispersão. Figura 1.94. O entreferro tem comprimento 1e = 2 mm e o enrolamento contém 400 espiras. bitola 29. A . quando o relé está aberto. com 2500 espiras.QUESTIONÁRIO: 1) Suponha que em um determinado processo de conversão de energia houve uma melhoria dos meios de refrigeração.8) Um solenoíde com núcleo de ar.3 é constituído de aço M-19.02 x 0.3 C . 1 cm2 de seção reta. 9) O circuito magnético da figura 1. 2) Um relé eletromagnético pode ser considerado como equivalente a um elemento de ferro de 10 cm de comprimento. tem comprimento de 1.141 mWb no entreferro. com fator de empilhamento 0. Calcule a indutância L. em série com um entreferro de 3 mm de comprimento.5 m e raio de 2 x 10-2 m. com espaçamento uniforme. Considere a área do entreferro igual a 1 cm2.22 m. µR = 1500. Isto implica em maior parcela de elétrica convertida em mecânica ? Por que ? Faça uma análise completa.44 m e seção reta quadrada de 0. com comprimento médio 1n = 0. Calcule a corrente necessária para gerar um fluxo de 0.

com núcleo de material magnético. Sabe-se que β 2S a força mecânica é dada por F = . entre fluxo e F.73 φ1/2 A. b – É introduzido um núcleo ferromagnético na bobina. quando o entreferro for igual a 1 mm. a – A bobina é ligada a fonte. d – A bobina é desligada. apresentou a seguinte relação. Determine a energia armazenada no transdutor quando o fluxo atingir o valor de 2. 4) Um transdutor eletromecânico. mecânica Newtoniana e o princípio da conservação de energia. com a parte móvel bloqueada. c – O núcleo é retirado. conhecendo-se apenas a energia elétrica fornecida ? Por que ? 2o) A introdução do núcleo altera o estado energético do campo ? E a energia elétrica absorvida ? Por que ? o 3 ) E a retirada do núcleo ? 4o) O que acontece com a energia do campo quando a bobina é desligada ? . dizendo da sua importância. Tem-se uma bobina de resistência R. 5) Considere a equação dWelet.bobina tem 3000 espiras e conduz uma corrente de 25 mA. F = 5.3 Wb. Calcular a força mecânica da 2µ o armadura.m. com núcleo de ar e uma fonte de tensão constante V.E. 1o) Na primeira fase é possível determinar a energia armazenada no campo. magnéticos.m. uma excitação. 3) Em um processo de conversão eletromecânica de energia são envolvidos fenômenos elétricos. = dWcpo + dWmec e aplique-a no seguinte caso. Enuncie quais são esses fenômenos.

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