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Rede de Ensino LFG – Curso Preparatório para Agente da Polícia Federal - Noções de Administração 1

Noções de Administração

Módulo II

2. Administração Financeira e Orçamentária

2.1. Orçamento Público

O Orçamento Público se constitui num instrumento do Governo, no sentido do mesmo elaborar seu plano de trabalho, anunciar à
sociedade as ações que serão realizadas, controlar a execução dessas ações e avaliar o grau de sucesso nas suas operações.

Portanto, o orçamento é um plano de trabalho do Governo. É um documento que contém propostas, para o período de um ano. É um
documento produzido pelo Poder Executivo e apreciado pelo Poder Legislativo, que pode inclusive alterá-lo em alguns aspectos.

Vejamos algumas definições já consagradas sobre o Orçamento Público:

“É uma lei de iniciativa do poder executivo, e aprovada pelo poder legislativo, que estima a receita e fixa a despesa da
administração governamental. Essa lei deve ser elaborada por todas as esferas de governo em um exercício para, depois
de devidamente aprovada, vigorar no exercício seguinte” (ABOP – Associação Brasileira de Orçamento Público, Glossário
de termos orçamentários e afins).

“A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política econômica financeira e
o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de unidade, universalidade e anualidade”(Art. 2o. da Lei no
4.320/64).

“É o ato pelo qual o Poder Executivo prevê e o Poder Legislativo lhe autoriza, por certo período, e em pormenor, a
execução das despesas destinadas ao funcionamento dos serviços públicos e outros fins adotados pela política econômica
ou geral do país, assim com a arrecadação das receitas já criadas em lei” (Aliomar Baleeiro).

Assim, observe as características fundamentais do orçamento público:

Documento legal, elaborado pelo Poder Executivo e autorizado pelo Poder Legislativo, que pode fazer alterações no mesmo
(emendas ao orçamento);

Compreende um determinado período de tempo (doze meses, o chamado ano fiscal) e tem sua vigência limitada a este
período;

Constitui-se num plano de trabalho do Governo nesse mesmo período de tempo, descrevendo as ações que serão executadas;

Contém uma previsão das diversas receitas a serem arrecadadas pelo Poder Público;

Contém uma autorização para as diversas despesas a serem realizadas, na realização das ações previstas.

Atenção para este ponto: no tocante às despesas, o orçamento apenas fixa seu limite máximo. Assim, diz-se que o orçamento é
autorizativo.

Por exemplo, se a despesa orçada para um determinado município for igual a R$ 4 milhões no ano de 2006, isso não quer dizer que o
prefeito vai gastar exatamente essa valor, pois esta cifra é somente um limite. O poder executivo está autorizado, pela lei orçamentária
(aprovada pelo Poder Legislativo), a gastar no máximo R$ 4 milhões, mas pode gastar menos que isso.

Se o prefeito fosse obrigado, pela lei orçamentária, a realizar todas as despesas previstas, estaríamos diante do chamado orçamento
impositivo.

No Brasil o orçamento público é eminentemente autorizativo, pois estima as receitas e fixa limites máximos para as despesas.

Tipos de Orçamento

Como instrumento legal do Estado, o Orçamento Público vem passando por transformações ao longo da história. Sua evolução no tempo
pode ser descrita em dois momentos bem marcantes: o do orçamento tradicional e o do orçamento moderno.

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a) Orçamento Tradicional

Enquanto instrumento formal, o orçamento surgiu na Inglaterra, por volta do ano de 1822, em pleno desenvolvimento do Liberalismo
Econômico. Sua principal função era a de controle político, na medida em que foi uma forma pela qual o Parlamento pôde limitar os
poderes do Rei, no tocante à criação de novos impostos.

Assim, o Estado Liberal que surgia naquela época passava a contar com um mecanismo de disciplina e controle das ações do poder
executivo, visando manter o equilíbrio financeiro nas contas públicas, limitando o crescimento exagerado dos gastos e reduzindo a
possibilidade de aumentos excessivos da carga tributária.

No orçamento tradicional, o aspecto econômico tinha posição menos importante do que o aspecto político. O orçamento não era visto
como um plano de trabalho do Governo, mas, sobretudo, como um limitador à sua ação. As finanças públicas tinham um caráter “neutro”
sobre a vida econômica. Era preciso somente mantê-las sobre controle, para evitar que o Estado afetasse a economia de modo indesejável.

Nesse contexto, o orçamento se resumia a uma relação de valores previstos discriminados pelas diversas unidades administrativas que
compunham o Estado, e identificados também de acordo com os diversos itens de receita e de despesa.

b) Orçamento Moderno

No final do século XIX, o Estado abandonou a posição “neutra” da época do Liberalismo, passando a atuar cada vez mais na vida
econômica, inclusive como provedor de bens e serviços. As finanças públicas perderam seu caráter “neutro”, uma vez que passaram a ser
usadas para corrigir as distorções no sistema econômico.

Tal tendência veio a se consolidar principalmente após a grande crise de 1929, em que o Estado passou a ter um papel muito mais ativo na
condução da economia, como forma de combate às crises cíclicas do capitalismo. Nos anos 30 as idéias do economista inglês John Maynard
Keynes passaram a predominar, defendendo a necessidade da intervenção estatal no panorama econômico.

O orçamento público até então era concebido como um mero demonstrativo de autorizações legislativas, e dessa forma não mais atendia
às necessidades dos executivos governamentais, cujas atribuições e encargos eram cada vez maiores. Nesse sentido o orçamento moderno
se tornou um instrumento de administração das finanças governamentais.

Assim, o orçamento público passou a ser uma ferramenta de gestão, auxiliando o Governo nas diversas atividades do processo
administrativo: programação, execução e controle. Notadamente a partir da segunda guerra mundial o orçamento público passou a
apresentar uma feição de plano de trabalho, com cronogramas de execução e previsão dos meios de financiamento das ações.
Nos anos 50, nos Estados Unidos, surgiu o Orçamento de Desempenho, sendo aquele que representava os propósitos e objetivos para os
quais os valores orçamentários eram fixados, os custos dos programas propostos para atingir tais objetivos, e os dados quantitativos que
permitissem a mensuração das realizações e o trabalho realizado em cada programa.

Nos anos 60 a governo americano criou o PPBS – Planning, Programming and Budgeting System, traduzido no Brasil como SPPO – Sistema
de Planejamento, Programação e Orçamento. Trata-se de nova concepção do orçamento, integrando o mesmo ao planejamento e à gestão
governamental, dando origem posteriormente ao orçamento-programa.

No orçamento-Programa, as despesas são relacionadas não apenas de acordo com as unidades administrativas que as realizarão e de
acordo com os diversos itens de gastos (tais como pessoal, material de consumo, combustíveis, etc). As despesas passam a ser relacionadas
também aos diversos programas que compõem a agenda do Governo para o exercício orçamentário. Não interessa mais saber somente
“quem” gasta e “em que” se gasta, mas, sobretudo, “como” e “para que” se gasta.

Assim, podemos concluir que os elementos essenciais do orçamento-programa são os seguintes:

a) Objetivos e propósitos perseguidos pelo ente público, e para cuja consecução são empregados os recursos orçamentários;

b) Programas, isto é, instrumentos de integração dos esforços governamentais no sentido da concretização dos objetivos
pretendidos;

c) Custos dos programas, mensurados através da identificação dos meios ou insumos (pessoal, material de consumo,
equipamentos, serviços de terceiros, etc) necessários para a obtenção dos resultados;

d) Medidas de desempenho com a finalidade de permitir a avaliação das realizações (produto final obtido) e os esforços
despendidos na execução dos diversos programas de governo;

e) A integração com o planejamento das atividades, na medida em que o orçamento deixa de ser apenas um controle contábil e
passa a funcionar também como instrumento de gestão.

O quadro a seguir ilustra as diferenças entre dois modelos bem distintos: o Orçamento Tradicional e o Orçamento-Programa:

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Orçamento Tradicional Orçamento-Programa

1. O processo orçamentário é dissociado dos processos de 1. O orçamento se torna o elo entre o planejamento e a gestão das
planejamento e de gestão. várias funções da organização.

2. A definição das dotações orçamentárias dá prioridade aos custos


2. A definição das dotações orçamentárias de cada órgão tem por
de realização dos programas, visando o alcance de metas e de
objetivo viabilizar a aquisição de recursos.
resultados.

3. A estrutura do orçamento está voltada para os aspectos


3. A estrutura do orçamento dá ênfase aos aspectos contábeis da
administrativos e de planejamento – “como se gasta” e “para que se
gestão – “quem gasta” e “o que se gasta”.
gasta”.

4. Os principais critérios para classificação de receitas e despesas


4. Os principais critérios de classificação enfatizam a estrutura dos
são determinados em função das unidades administrativas e da
programas e as diversas funções desempenhadas pelo Governo.
natureza de cada item de receita e despesa.

5. Não há uma preocupação com sistemas de acompanhamento e 5. Ocorre uma utilização sistemática de indicadores e padrões de
medição do trabalho, bem como dos resultados. medição do trabalho e dos resultados alcançados.

6. O controle é feito para verificar sobretudo a legalidade no


6. O controle enfatiza a avaliação da eficiência, da eficácia e da
cumprimento do orçamento, ou seja, a adequação da aplicação dos
efetividade das ações governamentais.
recursos às normas vigentes.

Um comentário adicional precisa ser feito acerca do chamado Orçamento Base Zero ou Orçamento por Estratégia. Trata-se de uma técnica
que pode ser usada para a elaboração do orçamento, e que consiste basicamente no seguinte:

A cada exercício, ao invés do gestor ou administrador de um determinado órgão se basear no seu histórico de despesas, para
apurar as necessidades do próximo ano, ele deverá justificar detalhamente todos os recursos solicitados ao órgão central de
planjamento e orçamento.

Assim, a cada novo exercício, o gestor deve sempre justificar os recursos solicitados, sem se basear na execução orçamentária
de períodos anteriores – daí o nome “base zero”; o gestor não pode argumentar que necessita de certo montante de recursos
apenas porque no ano passado foi este o montante gasto.

Todos os gastos efetuados no passado devem passar por um processo crítico de revisão, dando origem a uma nova estimativa
de gastos, os quais serão alocados numa escala de prioridades, de acordo com os objetivos e dos programas a serem
implementados no exercício seguinte.

Em suma, a técnica do Orçamento Base Zero pretende eliminar uma “memória de gastos” trazida do passado, uma vez que é muito comum
os gestores formularem suas necessidades de recursos através de métodos simplistas, tais como apenas repetir o montante gasto no ano
anterior, acrescentado de certa expectativa de inflação, aumento de tarifas, reajustes contratuais, etc.

2.2. Princípios Orçamentários

Alguns princípios orçamentários são usados como referência, orientando o gestor público nos processos de elaboração, execução e
controle dos orçamentos. Trata-se de diretrizes para facilitar o processo orçamentário, não se constituindo em dogmas rígidos. São
contribuições doutrinárias, resultantes da experiência internacional acumulada no âmbito do Direito Financeiro, no qual se inserem as
matérias relativas às Finanças Públicas. No entanto, no caso brasileiro, a própria legislação citada anteriormente tornou obrigatória a
observância de alguns desses princípios, como veremos a seguir.

a) Princípio da Anualidade ou Periodicidade

Refere-se à necessidade da limitação temporal, em geral, de um ano, para a estimativa das receitas e autorização das despesas. Esse
período limitado de tempo relativo à vigência do orçamento é denominado de exercício financeiro.

Portanto, o orçamento tem sua vigência limitada no tempo, durante um ano. No Brasil o exercício financeiro se inicia em 1o de janeiro e
termina em 31 de dezembro, coincidindo com o ano civil. Assim, o orçamento só é válido para aquele ano específico para o qual o mesmo

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foi elaborado e aprovado.

A periodicidade do orçamento apresenta interesse sob os seguintes aspectos:

Aspecto Político: dá a oportunidade ao Poder Legislativo de exercer uma de suas principais funções, intervindo periodicamente
na atividade financeira do Estado;

Aspecto Econômico: permite ajustar as finanças públicas às variações cíclicas da conjuntura econômica, levando o Governo a
atuar em situações de recessão ou de expansão da renda nacional, ou seja, serve como um instrumento de gerenciamento
macroeconômico.

b) Princípio da Universalidade

De acordo com este princípio, o orçamento deve conter a totalidade das receitas do Estado, sejam elas provenientes de tributos, rendas
diversas, etc. Igualmente deve conter a totalidade das despesas a cargo da administração pública.

O princípio da universalidade recomenda, portanto, que todas as receitas e despesas dos três Poderes, seus órgãos, fundos e entidades da
Administração Indireta, devem constar no Orçamento uno. Essa regra é considerada, pelos estudiosos das finanças públicas, como
indispensável para o controle parlamentar sobre as finanças públicas, uma vez que:

Permite ao Poder Legislativo conhecer todas as receitas e despesas, dando previamente a autorização para a respectiva
realização; assim como o total das despesas e a correspondente necessidade de tributos para atendê-las;

Impede o Poder Executivo de executar despesa sem a prévia autorização do Poder Legislativo.

A base legal é o art. 165, § 5°, da Constituição Federal e os artigos 2º, 3º e 4º da Lei 4.320/64.

c) Princípio do Orçamento Bruto

Junto ao princípio da universalidade surgiu o do orçamento bruto, com o mesmo objetivo de facilitar o controle financeiro pelo Legislativo.
A Lei 4.320/64, em seu art. 6°, dispõe sobre este princípio nos seguintes termos "todas as receitas e despesas constarão da Lei de
Orçamento pelos seus totais, vedadas quaisquer deduções".

No § 1° do mesmo artigo temos um esclarecimento sobre a aplicação do princípio: "as cotas de receita que uma entidade pública deva
transferir a outra incluir-se-ão, como despesa, no orçamento da entidade obrigada à transferência e, como receita, no orçamento da que
as deva receber".

d) Princípio da Unidade

O orçamento público é uno, pois engloba todas as instituições e atividades de cada um dos três poderes: Executivo, Legislativo e
Judiciário. Para cada entidade da federação (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) deve existir um único orçamento para o
exercício financeiro correspondente.

Este princípio preconiza a existência de um só documento orçamentário, englobando todas as receitas e despesas do ente político, o que
permite o confronto dos totais globais das receitas e despesas, para determinar a existência de equilíbrio, déficit ou superávit
orçamentário.

Além disso, ao Poder Legislativo, permite uma visão global, possibilitando-lhe um melhor controle das operações financeiras do Governo
como um todo.

e) Princípio da Exclusividade

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As normas constantes da lei orçamentária não devem conter matéria estranha ao próprio orçamento, ou seja, outros assuntos que
extrapolem a esfera da execução orçamentária: a previsão das receitas e autorização das despesas.

Segundo Giacomoni, a adoção desse princípio, na reforma constitucional de 1926, teve por objetivo acabar com as "caudas orçamentárias"
ou, segundo Rui Barbosa chamava, "orçamentos rabilongos", que eram inclusões, na lei orçamentária, de dispositivos estranhos à matéria
ou a questões financeiras.

Na Constituição Federal de 1988, tal princípio encontra-se estabelecido no art. 165, § 8°: "a lei orçamentária anual não conterá dispositivo
estranho à previsão da receita e à fixação da despesa", excetuando-se da proibição, nos termos da lei, a autorização para:

Abertura de créditos suplementares;

Contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita orçamentária (ARO).

O assunto é, também, tratado no art. 7o da Lei 4.320/64. A abertura de créditos suplementares deverá estar autorizada previamente na Lei
Orçamentária Anual, bem como a autorização para o ente público contratar operações de ARO junto ao sistema bancário, para atender a
eventuais situações de insuficiência de caixa, frente aos seus compromissos financeiros.

f) Princípio da Especificação, Discriminação ou Especialização

As despesas devem ser classificadas de forma detalhada, para facilitar sua análise e compreensão. A especificação se refere não somente à
identificação dos recursos e dos gastos, mas também à localização desses dentro dos órgãos da administração pública, nos programas,
subprogramas, atividades ou projetos, e setorizados de acordo com a situação geográfica ou regional. Indicam-se as fontes de receita, os
elementos de despesa e os bens e serviços que serão adquiridos e colocados à disposição da coletividade.

Assim, este princípio determina que as receitas e despesas sejam apresentadas de forma detalhada nos orçamentos, possibilitando o
conhecimento das origens dos recursos e de sua correspondente aplicação. A finalidade, além da clareza e compreensão do orçamento, é
facilitar a análise e a ação fiscalizadora do Legislativo sobre as finanças públicas.

A especificação das contas das receitas e despesas na atualidade deve considerar as exigências do controle externo e interno, do
planejamento administrativo, da avaliação econômica do impacto do gasto público sobre a economia, dos critérios dos registros contábeis,
etc.

A Lei 4.320/64, no seu art. 5°, dispõe que "a lei orçamentária não consignará dotações globais destinadas a atender indiferentemente a
despesas de pessoal, material, serviços de terceiros, transferências ou quaisquer outras".

No seu art. 15, estabelece que "na lei orçamentária a discriminação da despesa far-se-á, no mínimo, por elementos", entendidos estes,
como "pessoal, material, serviços e obras e outros meios que se serve a administração pública para a consecução de seus fins".

E no seu art. 20 e parágrafo único, determina que os investimentos serão discriminados segundo os projetos de obras e outras aplicações,
fazendo exceção para os programas especiais de trabalho cujas despesas poderão ser custeadas por dotações globais.

g) Princípio da Flexibilização

Não seria possível operacionalizar o orçamento sem a flexibilização da sua execução, mediante ajustes que se façam necessários para
atender aos objetivos do Governo. É aconselhável que o orçamento, sempre quando necessário, possa ser modificado quanto à sua
despesa e orientado pela vontade de quem o aprovou.

O próprio mecanismo dos créditos adicionais (suplementares, especiais e extraordinários) cumpre a finalidade de adequar o nível de
despesas às necessidades imprevistas ou subdimensionadas, além de permitir a adaptação do orçamento a situações supervenientes, tais
como calamidade pública, guerra, etc.

h) Princípio da Clareza

O documento orçamentário deve ser elaborado de maneira bem ordenada e completa em todas as suas etapas, assegurando resultados
positivos na execução das metas estabelecidas, para que seja um instrumento eficiente e adequado ao ato de governar, administrar e
executar programas e planos de desenvolvimento sócio-econômico.

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Esse princípio complementa o da publicidade, uma vez que dita que o orçamento deve ter uma linguagem clara e compreensível, não só
aos técnicos, mas a todas as pessoas que precisam consultá-lo.

Nos tempos atuais, ganha cada vez mais força a idéia da Transparência nas contas públicas, no sentido de que o poder público deve buscar
cada vez mais dar acesso à população às informações pertinentes ao montante de receitas arrecadadas e a sua respectiva aplicação nas
despesas públicas distribuídas nos diversos programas do orçamento.

A Transparência está fortemente ligada à idéia da Prestação de Contas, mecanismo pelo qual a sociedade tem como cobrar resultados dos
seus governantes, na gestão dos recursos públicos. Sendo assim, o princípio da clareza nas expressões constantes da Lei Orçamentária e
nos seus diversos demonstrativos se coaduna com as novas exigências da sociedade contemporânea.

i) Princípio do Equilíbrio Financeiro

O orçamento deve manter um equilíbrio do ponto de vista financeiro – o montante da despesa autorizada não deve ultrapassar a receita
prevista para o período. Procura-se consolidar uma política econômico-financeira que produza a igualdade entre os valores de receita e
despesa, evitando dessa forma eventuais déficits que obriguem a constituição de dívidas.

Busca-se impedir o ciclo vicioso do endividamento público:

Sucessivos déficits exigem um aumento contínuo da dívida pública para o seu financiamento;

O aumento da dívida acarreta maiores gastos com juros e demais encargos;

O que, por sua vez, gera pressões deficitárias ainda maiores, e assim por diante.

A Lei Complementar no. 101/2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) prevê uma série de mecanismos que objetivam trazer para a
própria elaboração e execução do orçamento a busca pelo equilíbrio nas contas públicas, impondo limites para as despesas diante das
receitas, e sanções para os entes públicos que desrespeitarem tais limites.

j) Princípio da Publicidade

Esse princípio determina que o conteúdo do orçamento deve ser divulgado por veículos oficiais de comunicação para conhecimento da
sociedade e para eficácia de sua validade. No caso específico do Governo Federal, a divulgação é feita através do Diário Oficial da União.
Note-se que este princípio é extensivo a todos os atos oficiais da administração pública.
Sendo assim, o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual devem ser divulgadas por veículos oficiais de
comunicação, como o Diário Oficial. O mesmo princípio vale também para Estados e Municípios, através de veículos próprios.

Atualmente, a publicidade do orçamento envolve também as suas fases de elaboração, discussão legislativa, execução e controle,
utilizando meios e linguagem que facilitem a participação da sociedade.

Diversos entes públicos têm procurado implantar o chamado orçamento participativo, no qual o processo de elaboração da proposta
orçamentária, ou seja, dos valores previstos para receita e despesa, pode contar com a participação popular. Os cidadãos são chamados a
opinar sobre programas e ações que gostariam que constassem da Lei Orçamentária Anual, propondo sugestões e manifestando as
demandas de sua comunidade.

l) Princípio da Legalidade (ou da Reserva Legal)

Esse princípio tem fundamento no princípio da legalidade geral, segundo o qual a Administração Pública se subordina aos ditames da lei,
bem como de assegurar o exame e aprovação do Poder Legislativo de todos os atos relacionados ao interesse da sociedade.

A Constituição Federal contém vários dispositivos que mencionam a obrigatoriedade do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e
dos orçamentos serem estabelecidos por lei, bem como da prévia autorização legislativa para que sejam modificados.

A Constituição estabelece ainda que são da exclusiva iniciativa do Poder Executivo as leis que estabelecerão o plano plurianual, as
diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais (art. 165).

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m) Princípio da Não-afetação das Receitas

Esse princípio postula que as receitas públicas, em geral, não poderão ser reservadas ou comprometidas para atender a determinados
órgãos, objetivos ou gastos.

A exigência de que as receitas não sofram vinculações é mais uma questão de bom-senso administrativo, pois a princípio elas sempre são
destinadas a atender às despesas conforme as necessidades e prioridades da coletividade. Na prática a sua observância foi sempre
complicada, quer pela sua relação direta com a prestação de certos serviços, a exemplo das taxas, quer devido a pressões de determinados
grupos de interesse.

A Constituição Federal de 1988 estabelece, em seu art. 167, IV, que são vedados "a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou
despesa, ressalvadas:

A repartição da arrecadação dos impostos (arts. 158 e 159);

A destinação de recursos para ações e serviços públicos de saúde (art. 198, § 2°); EC 29/00;

A destinação de recursos para a manutenção e o desenvolvimento do ensino (art. 212);

Os recursos para realização de atividades da administração tributária (art. 37, III) EC 42/03;

A prestação de garantias às operações de ARO (art. 165, § 8°);

A prestação de garantias ou contragarantia à União e para pagamento de débitos com esta (art. 167, §4°);

n) Princípio da Programação

Esse princípio é decorrente da evolução das funções do orçamento público: de instrumento de autorização e controle parlamentar para o
de auxiliar às funções de administração, planejamento e gerência da ação governamental.

O orçamento tradicional, com ênfase nos "meios", tinha como papel principal servir para a autorização e fiscalização legislativa. Na
atualidade, ele vai além, na medida em que expressa os objetivos, programas, metas e respectivos custos.

Uma vez que o orçamento-programa se concentra no atendimento de demandas da coletividade, as restrições fiscais, decorrentes de
limites socialmente aceitos para o crescimento da carga tributária, leva a administração pública a procurar se tornar cada vez mais eficiente
no uso dos recursos escassos de que dispõe, frente às crescentes demandas sociais.

2.3. Diretrizes Orçamentárias

No Brasil, as principais normas jurídicas relativas ao Orçamento Público encontram-se contidas nos seguintes dispositivos legais:

Constituição Federal da República, de 1988, nos seus artigos 163 a 169 (Capítulo II – Das Finanças Públicas);

Lei Federal no 4.320/64 – Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da
União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal;

Lei Complementar no 101/2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF – Estabelece Normas de Finanças Públicas voltadas para a
responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências;

Portaria no 42/99 do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – Atualiza a discriminação da despesa por funções de
que trata a Lei 4.320/64, estabelece os conceitos de função, subfunção, programa, projeto, atividade, operações especiais, e dá
outras providências;

Portaria Interministerial no 163/2001 da Secretaria do Tesouro Nacional – STN e Secretaria de Orçamento Federal – SOF,
consolidada com as Portarias 212/2001, 325/2001 e 519/2001.

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A Constituição Federal de 1988 trata das funções de planejamento e orçamento em vários dos seus dispositivos, mais especificamente nos
arts. 165 a 169, instituindo três instrumentos básicos a serem estabelecidos por leis de iniciativa do Poder Executivo da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios.

Art 165 - Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:


I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais.

Ao instituir estes três instrumentos, a CF/88 prevê claramente a necessidade de integração entre as funções de planejamento e orçamento,
exigindo a compatibilização e a consonância com o plano plurianual dos planos gerais, setoriais e regionais de desenvolvimento econômico
e social. A novidade, na norma constitucional, é a criação da LDO, com a finalidade, dentre outras, de destacar, da programação plurianual,
as prioridades e metas a serem contempladas nos orçamentos anuais, e orientar a sua elaboração.

Quanto aos planos, a Constituição Federal concebe duas modalidades: o plano plurianual que estabelece as diretrizes, objetivos e
programas governamentais para o período de quatro anos, orientando as programações orçamentárias anuais, e os planos nacionais,
regionais e setoriais de desenvolvimento cujo conteúdo deve está sempre em consonância com o plano plurianual.

O Plano Plurianual – PPA

O Plano Plurianual é o instrumento da ação governamental que estabelece, de forma regionalizada, as diretrizes, os objetivos e as metas da
administração pública e as despesas de capital e outras delas decorrentes e relativas aos programas de duração continuada.

Disposições Constitucionais:

Os orçamentos fiscal e de investimentos das empresas devem ser compatibilizados com o PPA;

O início de qualquer investimento, cuja execução ultrapasse um exercício financeiro, dependerá de sua prévia inclusão no PPA,
sob pena de crime de responsabilidade;

Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais serão elaborados em consonância com o PPA e aprovados pelo Congresso
Nacional ou Assembléia Legislativa.

O prazo para envio do projeto de Lei do PPA ao Poder Legislativo é o dia 31 de agosto do primeiro exercício do mandato do Chefe do Poder
Executivo.

Aprovado, o PPA vigora do segundo exercício do mandato governamental até o primeiro exercício do mandato subseqüente.

O Decreto Federal nº 2.829/98 estabelece normas para a elaboração e execução do PPA e dos Orçamentos da União, a partir do exercício
de 2000, tendo como pressuposto básico a produção de mudanças na Administração Pública pelo planejamento, com foco em aspectos tais
como: visão estratégica, programas, gerenciamento, informação, avaliação e integração.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO

A LDO, devidamente compatibilizada com o PPA, deverá conter:

As metas e prioridades da Administração Pública, incluindo as despesas de capital, para o exercício seguinte;

Orientações para a elaboração da Lei Orçamentária Anual;

Disposições sobre alterações na Legislação Tributária;

A política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento;

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Autorização específica para a concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, criação de cargos ou alteração de
estrutura de carreiras, bem como admissão de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou
indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de
economia mista;

Os limites para elaboração da proposta orçamentária dos Poderes Judiciário e Legislativo.

Na União, o prazo para envio do projeto de Lei da LDO pelo Executivo ao Legislativo é até o dia 15 de abril do exercício anterior ao da Lei
Orçamentária Anual. A sessão legislativa ordinária não será interrompida até que o projeto de Lei da LDO seja aprovado. Vale lembrar que,
conforme a Emenda Constitucional nº 50, de 14/02/2006, a sessão legislativa vai do período de 02 de fevereiro a 17 de julho, e de 1º. de
agosto a 22 de dezembro.

A Lei Orçamentária Anual - LOA

A composição da Lei Orçamentária Anual está prevista na CF/88, art. 165, § 5°:

Orçamento fiscal, incluindo todas as receitas e despesas, referentes aos Poderes do Estado, seus fundos, órgãos da
administração direta, autarquias, fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;

Orçamento de investimento das empresas em que o Estado, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital com direito
a voto;

Orçamento da seguridade social, abrangendo todos os órgãos e entidades da administração direta ou autárquica, bem como os
fundos e fundações instituídas pelo Poder Público, vinculados à saúde, previdência e assistência social.

Constitui matéria exclusiva da lei orçamentária a previsão da receita e a fixação da despesa, podendo conter, ainda segundo a norma
constitucional:

Autorização para abertura de créditos suplementares;

Autorização para contratação de operações de crédito, inclusive por antecipação de receita orçamentária (ARO) na forma da lei.

Os orçamentos fiscal e de investimentos serão compatibilizados com o PPA; terão a função de reduzir as desigualdades inter-regionais,
segundo critérios de população e renda per capita.

As emendas ao projeto de LOA ou aos projetos que o modifiquem terão que ser compatíveis com o PPA e com a LDO, para serem
aprovadas. O prazo para envio do projeto da LOA ao Poder Legislativo é até 31 de agosto.

No prazo de trinta dias após o encerramento de cada bimestre, o Poder Executivo publicará relatório resumido da execução orçamentária.

Ciclo do Orçamento Anual

Uma vez que a cada exercício será preciso uma nova Lei Orçamentária Anual, verifica-se que o processo orçamentário se dá na forma de
um verdadeiro ciclo, com quatro fases bem distintas:

a) Elaboração da Proposta Orçamentária

Trata-se do momento em que cada um dos diversos órgãos e entidades que compõem a Administração Pública fazem o levantamento das
suas necessidades de recursos para o exercício seguinte, levando em consideração os programas do Governo e os objetivos de
desenvolvimento econômico e social do país.

O órgão central de planejamento recebe todas estas demandas e as consolida num único documento, compatibilizando-o com a estimativa
das receitas esperadas para o próximo ano. Em seguida, redistribui a previsão de gastos de acordo com os parâmetros macroeconômicos,
estabelecendo as quotas finais de recursos para cada órgão.

Finalmente, é produzido o texto do projeto da Lei Orçamentária Anual, juntamente com os diversos anexos que irão detalhar todas as
receitas e despesas, de acordo com classificação orçamentária própria. O projeto da LOA é então remetido ao Poder Legislativo, junto com
mensagem do chefe do Poder Executivo, para aprovação.

b) Discussão e Aprovação da Lei Orçamentária

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Ao chegar no Poder Legislativo, o projeto da LOA será apreciado pelos congressistas, que poderão propor emendas ao texto inicial, dando
origem a um texto substitutivo. O projeto da LOA cumprirá um rito semelhante ao das demais leis que tramitam pelo Congresso Nacional,
sendo exigido apenas maioria simples para sua aprovação.

Após a devida aprovação da LOA, com ou sem emendas, o Poder Legislativo devolve para o Poder Executivo, para sanção ou veto. Sendo
sancionada pelo Presidente da República, a LOA agora será promulgada, e com sua publicação no Diário Oficial da União, estará produzindo
os seus devidos efeitos legais.

c) Execução Orçamentária

Esta fase transcorre durante todo o exercício financeiro, pois consiste na efetiva arrecadação, por parte do Governo, das diversas receitas
previstas, bem como a realização das despesas programadas para o período. Veremos mais adiante as diversas fases que as receitas e as
despesas públicas irão atravessar durante sua execução.

d) Controle e Avaliação.

O controle se inicia junto com a execução do orçamento, uma vez que o próprio Governo, através dos seus órgãos de controle interno ou
de controle externo, iniciam a fiscalização sobre os gestores públicos, com relação à legalidade dos procedimentos executados.

No tocante à avaliação, trata-se de preocupação específica com os resultados efetivos dos programas realizados durante o ano, em termos
de benefícios gerados para a população.

Créditos Orçamentários

Expressão utilizada para designar o montante de recursos disponíveis numa dotação orçamentária seja ela consignada na Lei Orçamentária
ou num crédito adicional, para aplicação por uma unidade orçamentária na finalidade e natureza das despesas indicadas através das
respectivas classificações.

Créditos Adicionais: Conceito, Classificação e Vigência

Créditos Adicionais são as autorizações para despesas não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei Orçamentária Anual, visando
atender:

Insuficiência de dotações ou recursos alocados nos orçamentos;

Necessidade de atender a situações que não foram previstas, inclusive por serem imprevisíveis, nos orçamentos.

Os créditos adicionais, portanto, constituem-se em procedimentos previstos na Constituição e na Lei 4.320/64 para corrigir ou amenizar
situações que surgem, durante a execução orçamentária, por razões de fatos de ordem econômica ou imprevisíveis. Os créditos adicionais
são incorporados aos orçamentos em execução.

Modalidades de Créditos Adicionais

a) Créditos Suplementares

São destinados ao reforço de dotações orçamentárias existentes, dessa forma, eles aumentam as despesas fixadas no orçamento. Quanto à
forma processual, eles são autorizados previamente por lei, podendo essa autorização legislativa constar da própria lei orçamentária, e
abertos por decreto do Poder Executivo. A vigência do crédito suplementar é restrita ao exercício financeiro referente ao orçamento em
execução.

b) Créditos Especiais

São destinados a autorização de despesas não previstas ou fixadas nos orçamentos aprovados. Sendo assim, o crédito especial cria um

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novo projeto ou atividade, o uma categoria econômica ou grupo de despesa inexistente em projeto ou atividade integrante do orçamento
vigente.

Os créditos especiais são sempre autorizados por lei específica e abertos por decreto do Executivo. A sua vigência é no exercício em que
forem autorizados, salvo se o ato autorizativo for promulgado nos últimos quatro meses (setembro a dezembro) do referido exercício, caso
em que, é facultada sua reabertura no exercício subseqüente, nos limites dos respectivos saldos, sendo incorporados ao orçamento do
exercício financeiro subseqüente (CF, art. 167, § 2°).

c) Créditos Extraordinários

São destinados para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública
(CF. art. 167, § 3).

Os créditos extraordinários, quanto à forma procedimental, são abertos por Decreto do Poder Executivo, que encaminha para
conhecimento do Poder Legislativo, devendo ser convertido em lei no prazo de trinta dias.
Com relação à vigência, os créditos extraordinários vigoram dentro do exercício financeiro em que foram abertos, salvo se o ato da
autorização ocorrer nos últimos quatro meses (setembro a dezembro) daquele exercício, hipótese pela qual poderão ser reabertos, nos
limites dos seus saldos, incorporando-se ao orçamento do exercício seguinte.

Recursos para financiamento dos Créditos Adicionais

Os recursos financeiros disponíveis para abertura de créditos suplementares e especiais estão listados no art. 43 da Lei n° 4.320/64, no art.
91 do Decreto-Lei n° 200/67 e no § 8° do art. 166 da Constituição Federal:

O superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior, sendo a diferença positiva entre o ativo financeiro
e o passivo financeiro, conjugando-se, ainda, os saldos dos créditos adicionais reabertos ou transferidos, no exercício da
apuração, e as operações de créditos a eles vinculadas.

O excesso de arrecadação, constituído pelo saldo positivo das diferenças, acumuladas mês a mês, entre a arrecadação prevista
e a realizada, considerando-se, ainda, a tendência do exercício. Do referido saldo será deduzida a importância dos créditos
extraordinários abertos no exercício.

A anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou de créditos adicionais autorizados em lei, adicionando àquelas
consideradas insuficientes. Neste tipo, inclui-se a anulação da reserva de contingência, conceituada como a dotação global não
destinada especificamente a órgão, unidade orçamentária ou categoria econômica e natureza da despesa;

O produto das operações de crédito, desde que haja condições jurídicas para sua realização pelo Poder Executivo.

Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas
correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e
específica autorização legislativa. (CF, art. 166, § 8°).

O ato que abrir crédito adicional indicará a importância, a sua espécie e a classificação da despesa.

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3. Receita pública: categorias, fontes, estágios e dívida ativa.

Receita Pública, em sentido amplo, compreende todos os ingressos financeiros ao patrimônio público. Portanto, abrange o fluxo de
recebimentos auferidos pelo Estado.

Em sentido estrito, a Receita Pública equivale a todos os ingressos de caráter não devolutivo auferidos pelo Poder Público,
compreendendo qualquer ente da Federação ou suas entidades, para atender as despesas públicas. Nesse conceito, equivale à Receita
Pública Orçamentária.

Essa distinção é importante pelo fato de que alguns ingressos financeiros no caixa do Poder Público têm um caráter transitório,
extemporâneo, não podendo ser utilizadas pelo Estado na sua programação normal de despesas. Exemplos são cauções, depósitos, etc...
Equivalem esses ingressos à chamada Receita Pública Extra-orçamentária.

Vejamos a seguir as diversas classificações doutrinárias e legais das Receitas Públicas.

a) Classificação quanto à Origem: Originárias X Derivadas

Receitas Originárias (Patrimoniais, de Economia Privada, de Direito Privado)

São aquelas provenientes da exploração do patrimônio da pessoa jurídica de direito público, ou seja, o Estado coloca parte do seu
patrimônio a disposição de pessoas físicas ou jurídicas, que poderão se beneficiar de bens ou de serviços, mediante pagamento de um
preço estipulado.

Elas independem de autorização legal e podem ocorrer a qualquer momento, e são oriundas da exploração do patrimônio mobiliário ou
imobiliário, ou do exercício de atividade econômica, industrial, comercial ou de serviços, pelo Estado ou suas entidades. Exemplos:

Rendas provenientes da venda de bens e de empresas comerciais ou industriais;

Rendas obtidas sobre os bens sujeitos à sua propriedade (aluguéis, dividendos, aplicações financeiras);

Rendas do exercício de atividades econômicas, ou seja, industriais, comerciais ou de serviços.

Receitas Derivadas (Não-patrimoniais, de Economia Pública, de Direito Público)

São aquelas cobradas pelo Estado, por força do seu poder de império, sobre as relações econômicas praticadas pelos particulares, pessoas
físicas ou jurídicas, ou sobre seus bens.

Na atualidade, constitui-se na instituição de tributos, que serão exigidos da população, para financiar os gastos da administração pública
em geral, ou para o custeio de serviços públicos específicos prestados ou colocados a disposição da comunidade.

São exemplos mais significativos das receitas derivadas os tributos que se encontram estabelecidos na Constituição Federal nos termos do
art. 145:

Art. 145 - A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos:
I - impostos;
II - taxas, em razão do exercício de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos
específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição;
III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas"

Quanto ao poder de tributar, seus limites são estabelecidos na Norma Constitucional nos seguintes termos:

Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:


I - importação de produtos estrangeiros:

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II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados;


III - renda e proventos de qualquer natureza;
IV - produtos industrializados;
V - operações de créditos, câmbio e seguro, ou relativas a titulos ou valores mobiliários;
VI - propriedade territorial rural;
VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar;

§ 10o. É facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas dos
impostos enumerados nos incisos I, lI, IV e V.

Art. 154. A União poderá instituir:


I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que sejam não-cumulativos e
não tenham fato gerador ou base de cálculo próprio dos discriminados nesta Constituição;
II - na iminência ou no caso de guerra externa impostos extraordinários, compreendidos ou não em sua
competência tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente, cessadas as causas de sua criação.

Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:
I - transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos;
II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte
interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no
exterior;
III - propriedade de veiculos automotores;

Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre:


I - propriedade predial e territorial urbana;
II - transmissão inter vivos, a qualquer titulo, por ato oneroso, de bens imóveis, exceto os de garantia, bem
como cessão de direitos à sua aquisição;
III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, lI, definidos em lei complementar;

b) Quanto à Natureza: Receitas Orçamentárias X Receitas Extra-Orçamentárias

Receitas Orçamentárias

São todos os ingressos financeiros de caráter não transitório auferidos pelo Poder Público. Se subdivide ainda nas seguintes categorias
econômicas: receitas correntes e receitas de capital.

Receitas Extra-Orcamentárias
Correspondem aos valores provenientes de toda e qualquer arrecadação que não figuram no orçamento público, por não pertencerem de
fato ao Governo. São os recebimentos transitórios de recursos, a exemplo de cauções, depósitos, retenções, etc.

c) Quanto à Repercussão Patrimonial: Efetivas X Não-efetivas

Efetivas
São aquelas em que os ingressos de disponibilidades de recursos não foram precedidos de registro de reconhecimento do direito e não
constituem obrigações correspondentes. Por isso, aumentam a situação líquida patrimonial. Exemplos: Receita Tributária, Receita
Patrimonial, Receita de Serviços, etc.

Não-Efetivas
São aquelas em que os ingressos de disponibilidades de recursos foram precedidos de registro de reconhecimento do direito. Por isso, não
alteram a situação líquida patrimonial. Exemplos: alienação de bens, operações de crédito, amortização de empréstimo concedido no
passado, cobrança de dívida ativa, etc.

d) Quanto à Regularidade: Ordinárias X Extraordinárias

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Receitas Ordinárias

Apresentam certa regularidade na sua arrecadação, sendo normatizadas pela Constituição ou por leis específicas. Exemplos: arrecadação
de impostos, transferências recebidas do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal, etc.

Receitas Extraordinárias

São aquelas que representam ingressos acidentais, transitórios e, as vezes, até de caráter excepcional, como os impostos por motivo de
guerra, heranças, etc.

e) Quanto à forma de sua realização: Receitas Próprias, de Transferências e de Financiamentos

Próprias

Quando seu ingresso é promovido pela própria entidade, diretamente, ou através de agentes arrecadadores autorizados. Exemplo:
tributos, aluguéis, rendimentos de aplicações financeiras, multas e juros de mora, alienação de bens, etc.

De Transferências

Quando a sua arrecadação se processa através de outras entidades, em virtude de dispositivos constitucionais ou legais, ou ainda,
mediante celebração de acordos ou convênios. Exemplo: cota-parte de Tributos Federais aos Estados e Municípios (FPE e FPM ), Cota-Parte
de Tributos Estaduais aos Municípios (ICMS e IPV A), convênios, etc.

Financiamentos

São as operações de crédito realizadas com destinação específica, vinculadas à comprovação da aplicação dos recursos. São exemplos os
financiamentos para implantação de parques industriais, aquisição de bens de consumo durável, obras de saneamento básico, etc.

f) Segundo a Categoria Econômica: Receitas Correntes X Receitas de Capital

Receitas Correntes

São destinadas a financiar as Despesas Correntes. Classificam-se em:

Receitas Tributárias - as provenientes da cobrança de impostos, taxas e contribuições de melhoria.

Receitas de Contribuições - as provenientes da arrecadação de contribuições sociais e econômicas; por exemplo: contribuições
para o PIS/PASEP, contribuições para fundo de saúde de servidores públicos, etc.

Receita Patrimonial - proveniente do resultado financeiro da fruição do patrimônio, decorrente da propriedade de bens
mobiliários ou imobiliários; por exemplo: aluguéis, dividendos, receita oriunda de aplicação financeira, etc.

Receita Agropecuária - proveniente da exploração das atividades agropecuárias; por exemplo: receita da produção vegetal,
receita da produção animal e derivados.

Receita Industrial é proveniente das atividades ligadas à indústria de transformação. Exemplos: indústria editorial e gráfica,
reciclagem de lixo, etc.

Receitas de Serviços - provenientes de atividades caracterizadas pela prestação se serviços por órgãos do Estado; por exemplo:
serviços comerciais (compra e venda de mercadorias ), etc.

Transferencias Correntes - recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, destinados ao atendimento de
despesas correntes.

Outras Receitas Correntes - grupo que compreende as Receitas de Multas e Juros de Mora, Indenizações e Restituições, Receita
da Dívida Ativa, etc.

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Receitas de Capital

São destinadas ao atendimento das Despesas de Capital. Dividem-se em:

Operações de Crédito - financiamentos obtidos dentro e fora do País; recursos captados de terceiros para financiar obras e
serviços públicos. Exemplos: colocação de títulos públicos, contratação de empréstimos e financiamentos, etc;

Alienação de Bens - provenientes da venda de bens móveis e imóveis;

Amortização de Empréstimos - provenientes do recebimento do principal mais correção monetária, de empréstimos efetuados
a terceiros;

Transferência de Capital - recursos recebidos de outras entidades para aplicação em despesas de capital. O recebimento desses
recursos não gera nenhuma contraprestação direta em bens e serviços;

Outras Receitas de Capital - envolvem as receitas de capital não classificáveis nas anteriores.

Codificação e Detalhamento da Receita Orçamentária


Os códigos utilizados pela União, extensivo aos demais entes (Estados, DF e Municípios) podem ser vistos na relação a seguir:

SECRETARIA DE ORÇAMENTO FEDERAL – SOF


RESUMO DA CLASSIFICAÇÃO DA RECEITA PÚBLICA
DISCRIMINAÇÃO DA RECEITA DA UNIÃO

1000.00.00 RECEITAS CORRENTES


1100.00.00 RECEITA TRIBUTÁRIA
1110.00.00 Impostos
1111.00.00 Impostos sobre o Comércio Exterior
1111.01.00 Imposto sobre a Importação
1111.02.00 Imposto sobre a Exportação
1112.00.00 Impostos sobre o Patrimônio e a Renda
1112.01.00 Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural
1112.02.00 Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana
1112.04.00 Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza
1112.05.00 Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores
1112.07.00 Imposto sobre Transmissão "Causa Mortis" e Doação de Bens e Direitos
1112.08.00 Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis e de Direitos Reais sobre Imóveis
1113.00.00 Impostos sobre a Produção e a Circulação
1113.01.00 Imposto sobre Produtos Industrializados
1113.02.00 Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte
Interestadual e Intermuncipal e de Comunicações
1113.03.00 Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários
1113.05.00 Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza
1115.00.00 Impostos Extraordinários
1120.00.00 Taxas
1121.00.00 Taxas pelo Exercício do Poder de Polícia
1122.00.00 Taxas pela Prestação de Serviços Públicos
1130.00.00 Contribuições de Melhoria

1200.00.00 RECEITA DE CONTRIBUIÇÕES


1210.00.00 Contribuições Sociais
1210.01.00 Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social
1210.02.00 Contribuição para o Salário-Educação
1210.07.00 Contribuição para o Fundo de Saúde
1210.13.00 Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza
Financeira
1210.16.00 Renda Liquida da Loteria Federal Instantânea

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1210.17.00 Contribuição sobre a Receita de Concursos de Prognósticos para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos
1210.29.00 Contribuição para o Plano de Seguridade Social do Servidor
1210.30.00 Contribuições dos Empregadores e dos Trabalhadores para a Seguridade Social
1210.30.99 Outras Contribuições Previdenciárias
1220.00.00 Contribuições Econômicas
1220.22.31 Royalties pela Produção de Petróleo ou Gás Natural em Terra
1220.22.32 Royalties pela Produção de Petróleo ou Gás Natural em Plataforma

1300.00.00 RECEITA PATRlMONIAL


1310.00.00 Receitas Imobiliárias
1311.00.00 Aluguéis
1312.00.00 Arrendamentos
1313.00.00 Foros
13 14.00.00 Laudêmios
1319.00.00 Outras Receitas Imobiliárias
1320.00.00 Receitas de Valores Mobiliários
1321.00.00 Juros de Títulos de Renda
1322.00.00 Dividendos
1323.00.00 Participações

1400.00.00 RECEITA AGROPECUÁRiA


1410.00.00 Receita da Produção Vegetal
1420.00.00 Receita da Produção Animal e Derivados
1490.00.00 Outras Receitas Agropecuárias

1500.00.00 RECEITA INDUSTRIAL


1510.00.00 Receita da Indústria Extrativa Mineral
1520.00.00 Receita da Indústria de Transformação
1520.12.00 Receita da Indústria Mecânica
1520.14.00 Receita da Indústria de Material de Transporte
1520.20.00 Receita da Indústria Quimica
1530.00.00 Receita da Indústria de Construção

1600.00.00 RECEITA DE SERVIÇOS


1600.01.00 Serviços Comerciais
1600.02.00 Serviços Financeiros
1600.02.01 Juros de Empréstimos
1600.02.02 Taxa pela Concessão de Aval do Tesouro Nacional
1600.03.00 Serviços de Transporte
1600.04.00 Serviços de Comunicação
1600.05.00 Serviços de Saúde
1600.06.00 Serviços Portuários
1600.07.00 Serviços de Armazenagem
1600.08.00 Serviços de Processamento de Dados
1600.30.00 Tarifa de Utilização de Faróis
1600.31.00 Tarifa e Adicional sobre Tarifa Aeroportuária
1600.99.00 Outros Serviços

1700.00.00 TRANSFERÊNClAS CORRENTES


1720.00.00 Transferências Intergovernamentais
1721.00.00 Transferências da União
1721.01.00 Participação na Receita da União
1721.09.00 Outras Transferências do União
1722.00.00 Transferências dos Estados
1723.00.00 Transferências dos Municípios
1730.00.00 Transferências de Instituições Privadas
1740.00.00 Transferências do Exterior

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1750.00.00 Transferências de Pessoas


1760.00.00 Transferências de Convênios

1900.00.00 0UTRAS RECEITAS CORRENTES


1910.00.00 MuItas e Juros de Mora
1911.00.00 MuItas e Juros de Mora dos Tributos
1912.00.00 MuItas e Juros de Mora das Contribuições
1918.00.00 Multas e Juros de Mora de Outras Receitas
1919.00.00 Multas de Outras Origens
1920.00.00 Indenizações e Restituições
1921.00.00 Indenizações
1922.00.00 Restituições
1930.00.00 Receita da Dívida Ativa
1931.00.00 Receita da Divida Ativa Tributária
1932.00.00 Receita da Divida Ativa Não-Tributária
1990.00.00 Receitas Diversas
1990.99.00 Outras Receitas

2000.00.00 RECEITAS DE CAPITAL


2100.00.00 0PERAÇÕES DE CRÉDITO
2110.00.00 Operações de Crédito Internas
2111.00.00 Titulos de Responsabilidade do Tesouro Nacional
2111.01.00 Títulos de Responsabilidade do Tesouro Nacional - Refinanciamento da Divida Pública Federal 2113.00.00
Empréstimos Compulsórios
2120.00.00 Operações de Crédito Externas
2129.00.00 Outras Operações de Crédito Externas

2200.00.00 ALIENAÇÃO DE BENS


2210.00.00 Alienação de Bens Móveis
2211.00.00 Alienação de Titulos Mobiliários
2212.00.00 Alienação de Estoques
2219.00.00 Alienação de Outros Bens Móveis
2220.00.00 Alienação de Bens Imóveis
2221.00.00 Alienação de Imóveis Rurais para Colonização e Reforma Agrária
2223.00.00 Alienação de Embarcações
2224.00.00 Alienação de Imóveis Rurais
2229.00.00 Alienação de Outros Bens Imóveis

2300.00.00 AMORTIZAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS


2300.30.00 Amortização de Empréstimos - Estados e Municípios
2300.40.00 Amortização de Empréstimos - Refinanciamento de Dividas de Médio e Longo Prazo
2300.70.00 Outras Amortizações de Empréstimos
2300.80.00 Amortização de Financiamentos

2400.00.00 TRANSFERÊNCIAS DE CAPITAL


2420.00.00 Transferências Intergovernamentais
2421.00.00 Transferências da União
2422.00.00 Transferências dos Estados
2423.00.00 Transferências dos Municípios
2430.00.00 Transferências de Instituições Privadas
2440.00.00 Transferências do Exterior
2450.00.00 Transferências de Pessoas
2470.00.00 Transferências de Convênios

2500.00.00 OUTRAS RECEITAS DE CAPITAL


2520.00.00 Integralização do Capital Social

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2530.00.00 Resultado do Banco Central do Brasil


2540.00.00 Remuneração das Disponibilidades do Tesouro Nacional
2580.00.00 Saldos de Exercícios Anteriores
2590.00.00 Outras Receitas

Estágios ou Fases da Receita Pública


A realização da receita pública se dá mediante uma seqüência de atividades, cujo resultado é o recebimento de recursos financeiros pelos
cofres públicos. Os estágios são os seguintes:

a) Previsão

Compreende a estimativa das receitas para compor a proposta orçamentária e aprovação do orçamento público pelo legislativo,
transformando-o em Lei Orçamentária.

Na previsão de receita devem ser observadas as normas técnicas e legais, considerados os efeitos das alterações na legislação, da variação
do índice de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante, sendo acompanhada de demonstrativo de sua
evolução nos três últimos anos, da projeção para os dois seguintes àquele a que se referir a estimativa, e da metodologia de cálculo e
premissas utilizadas, segundo dispõe o art. 12 da LRF.

b) Lançamento (aplicável às receitas tributárias)


É o ato da repartição competente que verifica a procedência do crédito fiscal, identifica a pessoa que é devedora e inscreve o débito desta.
Compreende os procedimentos determinação da matéria tributável, cálculo do imposto, identificação do sujeito passivo e notificação.

As importâncias relativas a tributos, multas e outros créditos da Fazenda Pública, lançadas mas não cobradas ou não recolhidas no
exercício de origem, constituem Dívida Ativa a partir da sua inscrição pela repartição competente.

c) Arrecadação
É o ato pelo qual o Estado recebe os tributos, multas e demais créditos, sendo distinguida em;

Direta, a que é realizada pelo próprio Estado ou seus servidores e;

Indireta, a que é efetuada sob a responsabilidade de terceiros credenciados pelo Estado.

Os agentes da arrecadação são devidamente autorizados para receberem os recursos e entregarem ao Tesouro Público, sendo divididos
em dois grupos:

Agentes públicos (coletorias, tesourarias, delegacias, postos fiscais, etc);

Agentes privados (bancos autorizados).

d) Recolhimento
Consiste na entrega do numerário, pelos agentes arrecadadores, públicos ou privados, diretamente ao Tesouro Público ou ao banco oficial.
O recolhimento de todas as receitas deve ser feito com a observância da princípio de unidade de tesouraria, vedada qualquer
fragmentação para a criação de caixas especiais. (art. 56 da Lei 4.320/64).

Os recursos de caixa do Tesouro Nacional serão mantidos no Banco do Brasil S/A, somente sendo permitidos saques para o pagamento de
despesas formalmente processadas e dentro dos limites estabelecidos na programação financeira;

A conta única do Tesouro Nacional é mantida no Banco Central, mas o agente financeiro é o Banco do Brasil, que deve receber as
importâncias provenientes da arrecadação de tributos ou rendas federais e realizar os pagamentos e suprimentos necessários à execução
do Orçamento Geral da União.

Dívida Ativa ou Receitas a Receber


A Dívida Ativa constitui-se nos créditos da Fazenda Pública, tributários ou não, que, não pagos no vencimento, são inscritos em registro

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próprio, após apurada a sua liquidez e certeza, de acordo com a legislação especifica. A Dívida Ativa da União deve ser apurada e inscrita na
Procuradoria da Fazenda Nacional, e as Dividas dos Estados, DF e Municípios nos seus órgãos correspondentes.

A Dívida Ativa compõe Ativo Permanente, no Balanço Patrimonial da União, Estados, DF, Municípios, são créditos a receber de terceiros. A
Dívida Passiva constitui o Passivo, sendo obrigações com terceiros.

A inscrição, perante o Tesouro, na Procuradoria, é condição necessária para seu encaminhamento à cobrança judicial, à execução. É
comum, ser concedidos trinta dias ao devedor, a partir do vencimento da obrigação, (cobrança amigável); daí, seriam concedidos mais
trinta dias para à cobrança judicial.

Uma observação adicional: segundo a Lei 4.320/64:

pertencem ao exercício financeiro as receitas nele arrecadadas, portanto vale para as Receitas Públicas o Regime de Caixa;

pertencem ao exercício financeiro as despesas nele legalmente empenhadas, ou seja, para as Despesas Pública vale o Regime
de Competência.

Por isto se diz que a Contabilidade Pública adota o Regime Misto: de caixa para as receitas e de competências para as despesas.

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Questões de Concursos

01. (Analista de Finanças e Controle - SFC) As metas e prioridades da Administração Pública Federal e a orientação sobre a elaboração
orçamentária constarão:
a) Do orçamento fiscal
b) Do orçamento de investimento das empresas estatais
c) Do plano plurianual
d) Da lei de diretrizes orçamentárias
e) Do orçamento da seguridade social

02. (Analista de Finanças e Controle-SFC) Assinale a opção correta:


a) Os planos plurianuais são leis de iniciativa do Poder Legislativo.
b) Na lei de diretrizes orçamentárias incluem-se as despesas correntes e de capital para o exercício financeiro subseqüente.
c) Uma lei orçamentária anual não contém dispositivo estranho à fixação da receita e à previsão da despesa.
d) As condições necessárias à instituição e ao funcionamento de fundos são estabelecidas em lei complementar.
e) Os créditos especiais são abertos para o atendimento de despesas imprevisíveis e urgentes, tais como as decorrentes de
calamidade pública.

03. (Analista de Finanças e Controle-SFC) As despesas e receitas dos três Poderes da União, as dotações relativas aos investimentos das
empresas federais e o orçamento das entidades e órgãos do sistema de seguridade social fazem parte do (a):
a) Plano plurianual
b) Lei de diretrizes orçamentárias
c) Lei orçamentária anual
d) Orçamento fiscal da União
e) Plano nacional de investimentos

04. (PFN / ESAF) Sob pena de crime de responsabilidade, nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá
ser iniciado sem prévia inclusão:
a) Na lei de diretrizes orçamentárias
b) No plano plurianual
c) Na lei orçamentária anual
d) Em crédito especial para a época do pagamento
e) No Caixa Único da União

05. (TCU-ESAF) O Poder Legislativo não poderá aprovar emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias, senão quando:
a) Aprovadas por maioria absoluta dos congressistas.
b) Compatíveis com a programação plurianual.
c) Tiverem parecer favorável da Comissão Técnica competente.
d) Indicarem recursos provenientes da anulação de despesas.
e) Tiverem parecer favorável emitido pela Comissão Mista do Congresso.

06. (AGU-ESAF) A prescrição legal de que a lei orçamentária deve conter todas as receitas, inclusive as de operações de crédito
autorizadas, em lei, consubstancia o princípio orçamentário da:
a) Universalidade
b) Unidade
c) Especialização
d) Uniformidade
e) Anualidade

07. (AFCE/TCU-93) Quando se diz que as receitas e despesas devem constar na lei de orçamento, sem quaisquer deduções, isto decorre da
aplicação do princípio:
a) Da universalidade;
b) Da exclusividade;
c) Do orçamento bruto;
d) Da exatidão;

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e) Da totalidade.

08. (ESAF-DF) São princípios gerais da Lei de Orçamento:


a) Especificação, evidenciação e uniformidade.
b) Abrangência, centralização e anuidade.
c) Autorização, universalidade e controle.
d) Discriminação, uniformidade e centralização.
e) Unidade, universalidade e anualidade.

09. (AFC-ESAF) As alterações na legislação tributária, a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento e as despesas de
capital para o exercício financeiro subseqüente constarão, a cada ano:
a) Da lei de diretrizes orçamentárias
b) Da lei orçamentária anual
c) Do orçamento fiscal da União
d) Do orçamento de investimento das empresas estatais
e) Da lei sobre gestão financeira e patrimonial da União

10. (Analista Orçamento/MARE/1999) - Independem geralmente de autorização legislativa específica, os créditos.


a) suplementares, apenas.
b) especiais, apenas.
c) extraordinários, apenas.
d) suplementares e especiais
e) suplementares e extraordinários

11. As previsões de receitas e fixação das despesas sempre se referem a um período limitado de tempo. Esse enunciado é definido pelo
princípio da:
a) Universalidade
b) Anualidade
c) Especificação
d) Exclusividade
e) n.d.a.

12. As despesas são classificadas, como um nível de desdobramento tal que facilite a análise por parte das pessoas. Esse enunciado é
relativo ao princípio da:
a) Universalidade
b) Anualidade
c) Especificação
d) Exclusividade
e) n.d.a.

13. O Orçamento aprovado deve conter todas as receitas e despesas relativas aos Poderes da União, Estados e Municípios, seus fundos,
Órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. Esse enunciado é
defendido pelo princípio da:

a) Universalidade
b) Anualidade
c) Especificação
d) Exclusividade
e) n.d.a.

14. O Princípio do equilíbrio é aquele em que:


a) Todas as receitas e despesas devem estar previstas no Orçamento
b) Todas as receitas e despesas devem ser detalhadas para que as pessoas possam entender o Orçamento
c) Todas as receitas e despesas sejam previstas para um determinado período de tempo e que esse período seja igual ao ano civil
d) O montante da despesa fixada não pode ultrapassar ao montante da receita prevista
e) n.d.a.

15. (Analista de Finanças e Controle-SFC) - As despesas e receitas dos três Poderes da União e as dotações relativas aos investimentos das

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empresas federais e o orçamento das entidades e órgãos do sistema de seguridade social fazem parte do(a):
a) PPA
b) LDO
c) LOA
d) Orçamento fiscal da União
e) Plano nacional de investimentos

16. (Auditor-TCE-ES/ESAF/2001) - Os créditos adicionais destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária são chamados
de:
a) Suplementares
b) Especiais
c) Extraordinários
d) Complementares
e) Ilimitados

17. (Auditor-TCE-ES/ESAF/2001)- Compreenderá as metas e prioridades da administração pública, disporá sobre as alterações da legislação
tributária, e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento:
a) plano plurianual
b) orçamento fiscal
c) lei de diretrizes orçamentárias
d) orçamento de investimento das empresas estatais
e) orçamento da seguridade social

18. (Fiscal – SEFAZ / DF / 2001- FCC) - A Lei n° 4.320/64, ao estabelecer que em caso de déficit, a Lei do Orçamento indicará as fontes de
recursos que o Poder Executivo fica autorizado a utilizar para atender a sua cobertura, teve em conta o princípio:
a) da anualidade
b) do orçamento bruto
c) do equilíbrio
d) da união
e) da discriminação ou especialização

19. (Contador – UNEB / BA) Um órgão governamental foi criado e como suas despesas não estavam previstas foi preciso usar mão de:
a) Créditos adicionais de complementação
b) Créditos adicionais especiais
c) Créditos adicionais do tesouro nacional
d) Créditos adicionais extraordinários
e) Créditos adicionais suplementares

20. (Contador – UNEB / BA) São abertos por decreto do Executivo, com remessa ao Legislativo os:
a) Créditos adicionais suplementares
b) Créditos adicionais do tesouro nacional
c) Créditos adicionais de complementação
d) Créditos adicionais extraordinários
e) Créditos adicionais especiais

21. (Contador – UNEB / BA) Por causa de uma calamidade pública, houve necessidade de despesas urgentes e imprevistas, que podem ser
solucionadas através de:
a) Créditos especiais do tesouro nacional.
b) Créditos especiais
c) Créditos adicionais extraordinários
d) Créditos adicionais suplementares
e) Créditos adicionais de complementação

22. (ESAF - DF) Os créditos adicionais classificam-se em:


a) ordinários, orçamentários e especiais.
b) extraordinários, especiais e essenciais.
c) disponíveis, extra-orçamentários e complementares.
d) simples, essenciais e suplementares.

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e) suplementares, especiais e extraordinários.

23. (ESAF-DF) São Receitas de Capital, entre outras, as:


a) receitas tributária e patrimonial
b) receitas patrimonial e industrial
c) operações de crédito e amortização de empréstimos
d) receitas tributária e industrial
e) nenhuma das anteriores

24. (ESAF-DF) A importância recebida em dinheiro pelo Estado, relativa ao valor de caução ou garantia recolhida por empresa, em virtude
de exigência contratual, proporciona receita denominada
a) Orçamentária
b) Extra-Orçamentária
c) Complementar
d) Contratual
e) Empresarial

25. (ESAF-DF) A receita orçamentária compreende os recursos auferidos na gestão a serem computados na apuração do resultado do
exercido e desdobrados em receitas correntes e de capital. Assinale a opção em que todos os itens correspondam a receitas de capital.
a) tributária, alienação de bens, patrimonial
b) imobiliária, valores mobiliários, agropecuária
c) serviços, patrimonial, industrial
d) contribuições rural, industrial, operação de crédito, alienação de bens
e) operação de crédito, alienação de bens, transferências de capital

26. (AGU-ESAF) As receitas de multas e de indenizações são:


a) Receitas patrimoniais
b) Receitas tributárias
c) Receitas industriais
d) Receitas correntes
e) Receitas de capital

27. (ESAF-DF) A receita orçamentária classifica-se nas categorias econômicas:


a) receita pública e receita privada
b) receitas correntes e receitas de capital
c) receitas de impostos e receitas de taxas
d) receitas patrimoniais e receitas tributárias
e) receitas diversas e receitas derivadas

28. (PFN-ESAF) Conforme classificação legalmente estabelecida, figuram entre as receitas correntes as provenientes de:
a) Conversão, em espécie, de bens e direitos
b) Tributos
c) Operações de crédito
d) Amortização de empréstimos
e) Alienação de bens

29. (Analista Judiciário/TRF 4a Região/2001/Fundação Carlos Chagas) - É receita extra-orçamentária:


a) doação recebida em dinheiro
b) impostos arrecadados relativos a exercícios anteriores
c) empréstimo tomado para atender insuficiência de tesouraria
d) receita de serviços não prevista no orçamento
e) venda de sucata

30. (Perito/PF) - Assinale a alternativa que indique uma receita de capital:


a) Receita patrimonial
b) Receita industrial

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c) Superávit do orçamento corrente


d) Transferências intergovernamentais para despesas correntes
e) Receita de dívida ativa

31. (Perito/PF) - Quanto à categoria econômica, a receita pública orçamentária pode ser classificada em receitas correntes e de capital. A
respeito dessas receitas, julgue os itens seguintes.
a) São exemplos de receitas correntes: impostos, aluguéis de máquinas, equipamentos ou veículos, dividendos, serviços de
comercialização de produtos agropecuários e receitas da dívida ativa não-tributária.
b) A receita corrente tributária é composta de impostos, taxas, contribuições sociais, contribuições econômicas e contribuições de
melhoria.
c) Juros de empréstimos é uma receita corrente de serviço resultante das taxas de juros aplicadas a empréstimos concedidos,
diíerenciando-se dos juros classificados na receita corrente patrimonial, por se tratar de receita operacional das instituições
financeiras.
d) A venda de bens móveis é uma receita pública orçamentária, representando uma característica das receitas de capital, mas
também pode ser encontrada entre as receitas correntes.
e) As operações de créditos e a amortização de empréstimos são itens da receita pública orçamentária de capital, e em ambas as
transações o governo assume a posição de devedor

32. (Analista de Finanças e Controle/2000) São consideradas receitas extra-orçamentárias:


a) alugueis
b) empréstimos obtidos
c) recebimento da dívida ativa
d) cauções em dinheiro efetuadas por prestadores de serviços
e) as decorrentes da alienação de bens inservíveis

33. (Analista-Contador/RF/2001) - É receita extra-orçamentária:


a) doação recebida em dinheiro
b) impostos arrecadados relativos a exercícios anteriores
c) empréstimo tomado para atender insuficiência de tesouraria
d) receita de serviços não prevista no orçamento
e) venda de sucata

34. No título receitas de capital são classificados os seguintes tipos de receitas:


a) Investimento, material de consumo, alienação de bens, operações de crédito e outras
b) Investimentos, outros serviços de terceiros, operações de crédito, alienação de bens, amortizações, transferências de capital e
outras
c) Operações de crédito, alienações de bens, amortizações, transferência de capital e outras
d) Operações de Créditos, alienações de bens, transferências de capital e gênero alimentícios
e) n.d.a

35. (AFC/STN/2001) - A Lei n° 4.320, de 17/03/1964, que estatui as normas gerais do Direito Financeiro, classifica as receitas públicas em
receitas correntes e receitas de capital. Indique, entre as opções abaixo, aquela que representa corretamente as receitas de capital.
a) Receitas tributárias, receitas dos contribuintes, receitas patrimoniais, transferências de capital e outras receitas de capital.
b) Operações de crédito, alienação de bens, amortização de empréstimos, transferências de capital e outras receitas de capital
c) Operações de crédito, alienação de bens, receitas patrimoniais, receitas agropecuárias e receitas industriais. Receitas
tributárias, receitas de serviços, amortizações de empréstimos, transferências de capital e outras receitas de capital
d) Operações de crédito, receitas tributárias, receitas patrimoniais, transferências de capital e outras receitas de capital

36. (TCE/RN) - No que diz respeito à receita pública, pode-se afirmar que:
a) as multas integram tanto a receita tributária quanto a de contribuições
b) os recursos provenientes de endividamento e da privatização de estatais constituem receitas de capital
c) receitas originárias são as que provém da capacidade impositiva do Estado
d) as receitas extra-orçamentárias constituem excesso de arrecadação, a ser utilizado na programação das despesas
e) as dotações orçamentárias podem ser utilizadas independentemente da existentes de recursos nas respectivas fontes

37. (PFN) - Conforme classificação legalmente estabelecida, figuram entre as receitas correntes.
a) conversão, em espécie, de bens e direito
b) tributos

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c) operações de crédito
d) amortização de empréstimos
e) alienação de bens

38. (AGU) - A vinculação da receita de impostos, a órgão, fundo ou despesa:


a) é absolutamente vedada, sem qualquer ressalva
b) é permitida nos casos expressamente previstos em lei complementar.
c) pode ser excepcionalmente na lei orçamentária anual
d) é vedada, salvo as hipóteses incluídas na CF
e) depende de previsão na LDO

39. (Auditor CE/ES/ESAF/2001) - Acerca da classificação orçamentária da receita pública, é incorreto afirmar que:
a) os ingressos oriundos de concessões e privatizações constituem receita orçamentária
b) superávit do orçamento corrente constitui receita orçamentária
c) as contribuições de melhoria destinadas a obras constituem receitas de capital
d) as cauções e fianças não executadas constituem receitas extra-orçamentárias
e) as rendas auferidas pela Imprensa Nacional constituem receita corrente industrial

40. (TRT- 4ªR) - No direito financeiro pátrio, a estimativa da receita orçamentária se baseia na:
a) Arrecadação havida no exercício anterior.
b) Receita executada nos dois últimos exercícios.
c) Arrecadação dos três últimos exercícios.
d) Projeção de receita para o exercício em que se executará a lei de orçamento.
e) Receita corrente apenas, pois a de capital é imprevisível.

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Gabarito

01 – D 02 – D 03 – C 04 – B

05 – B 06 – A 07 – C 08 – E

09 – A 10 – E 11 – B 12 – C

13 – A 14 – D 15 – C 16 – B

17 – C 18 – C 19 – B 20 – D

21 – C 22 – E 23 – C 24 – B

25 – E 26 – D 27 – B 28 – B

29 – C 30 – C 31 – V, F, V, V, F 32 – D

33 – C 34 – C 35 – B 36 – B

37 – B 38 – D 39 – C 40 – C

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Bibliografia Complementar

BEZERRA FILHO, João Eudes. Contabilidade Pública. Ed. Campus.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil.

BRASIL. Lei nº. 4.320, de 17 de março de 1964. Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e
balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal.

BRASIL. Lei Complementar nº. 101, de 4 de maio de 2000. Estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na
gestão fiscal e dá outras providencias.

BRASIL. Portaria Interministerial STN/SOF nº. 163, de 4 de maio de 2001. Dispõe sobre as normas gerais de consolidação das Contas
Públicas no âmbito da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, e dá outras providências.

BRASIL. Decreto nº. 93.872, de 23 de dezembro de 1986. Dispõe sobre a unificação dos recursos de caixa do Tesouro Nacional, atualiza e
consolida a legislação pertinente e dá outras providências.

CARVALHO, Deusvaldo. Orçamento e Contabilidade Pública. Ed. Campus.

CRUZ, Flávio. Comentários à Lei no. 4.320. Ed. Atlas.

GIACOMONI, James. Orçamento Público. Ed. Atlas

JUND, Sérgio. Administração Financeira e Orçamentária. Ed. Campus.

SOUZA, Lino Martins. Contabilidade Pública: Um enfoque governamental. Ed. Atlas.

PISCITELLI, Roberto B. Contabilidade Pública: Uma abordagem da Administração Financeira Pública. Ed. Atlas.

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