HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

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Higiene e Segurança do Trabalho 1. Fundamentos da Segurança no Trabalho 1.1 - Introdução 1.2 - História da Higiene, Segurança e Medicina do Trabalho 1.3 - Termos e Definições 1.4 - A Participação do Governo na Prevenção dos Acidentes 2. Acidente de Trabalho sob os Aspectos Técnico e Legal 2.1 - Classificação dos Acidentes do Trabalho 2.2 - Conseqüências dos Acidentes do Trabalho 2.3 - Causas dos Acidentes do Trabalho 2.4 - Custos dos Acidentes do Trabalho 2.5 - Estatística de Acidentes no Brasil 2.6 - FAP e NTEP 3. Condições Ambientais de Trabalho 4. Órgãos de Segurança e Medicina do Trabalho nas Empresas (SESMT e CIPA) 5. Equipamentos de Proteção Individual (EPI) 6. Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) 7. Atividades e Operações Insalubres 7.1 – Insalubridade e Periculosidade 7.2 - Aposentadoria Especial 8. Atividades e Operações Perigosas 9. Normas Regulamentadoras 10. PCMAT 11. Segurança em Canteiro de Obras 12. Programas de Prevenção 13. Fundamentos de Ergonomia 14. Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho

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LISTA DE SIGLAS ASO ABNT BSI Atestado de Saúde Ocupacional Associação Brasileira de Normas Técnicas British Standards Institution (Instituto Britâncio de Normalização - órgão inglês, responsável por segurança e saúde do trabalho naquele país) CA CAT CBO CIPA CPN CPR CIPATR CLT CNAE CPATP CTPP DORT DRT EPC EPI FAP FISPQ FUNDACENTRO GLP IBGE INSS INMETRO ISO Certificado de Aprovação Comunicação de Acidente do Trabalho Classificação Brasileira de Ocupações Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Comitê Permanente Nacional Sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção Comitê Permanente Regional Sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural

Consolidação das Leis do Trabalho Classificação Nacional de Atividades Econômicas
Comissão de Prevenção de Acidentes no Trabalho Portuário

Comissão Tripartite Paritária Permanente Doença Osteomuscular Relativa ao Trabalho Delegacia Regional do Trabalho Equipamento de Proteção Coletiva Equipamento de Proteção Individual Fator Acidentário Previdenciário
Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos
Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho

Gases Liquefeitos de Petróleo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Instituto Nacional do Seguro Social
Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial

International Organization for Standartization

Normalização e Qualidade Industrial Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Segurança e Saúde Ocupacional Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalhado (órgão do Ministério do Trabalho e Emprego.4 (Organização Internacional de Normalização) LER MTE NBR NR NRR NTEP OIT OSHA Lesão por Esforços Repetitivos Ministério do Trabalho e Emprego Normas Brasileiras (da ABNT) Norma Regulamentadora Norma Regulamentadora Rural Nexo Técnico Epidemiológico Organização Internacional do Trabalho Occupational Safety and Health Administration (órgão americano responsável por segurança e saúde do trabalho naquele país) OHSAS Occupational Health and Safety Assessment Series (Série de Avaliações de Segurança e Saúde Ocupacional) PAIR PAT PCMAT PCMSO PGR PPP PPRA SENAR SAT SESI SESMT SINMETRO SIPAT SSO SSST Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Programa de Alimentação do Trabalhador Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional Programa de Gerenciamento de Riscos Perfil Profissiográfico Previdenciário Programa de Prevenção de Riscos Ambientais Serviço Nacional de Formação Profissional Rural Seguro de Acidentes do Trabalho Serviço Social da Indústria Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho Sistema Nacional de Metrologia. responsável pela segurança e saúde no Brasil). SST Segurança e Saúde do Trabalho .

Exemplo desses eventos indesejáveis é o Acidente do Trabalho e a Doença Ocupacional. Assim. o trabalhador começa a ser o centro de atenção do processo produtivo.5 HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO 1. era tratado como um aspecto secundário.0 – FUNDAMENTOS DA SEGURANÇA NO TRABALHO 1. em favor da produção e da máquina. principalmente com o advento da Revolução Industrial. o homem. utilizando menos matéria-prima e em menos tempo. Diz-se “começa”. equipamentos e da sua própria força de trabalho. em grande parte. precisa utilizar diversos bens materiais que. não são encontrados na natureza. ainda se se discute se devem ou não pagar os adicionais de insalubridade ou de periculosidade. bem como a Doença do Trabalho (que é equiparada ao Acidente do Trabalho). No entanto. e mesmo antes do seu início. são eventos indesejáveis que surgem no decorrer do processo produtivo. Com o passar do tempo e após muitas lutas.INTRODUÇÃO O Acidente do Trabalho. para conseguir esses bens. ferramentas. se se gera ou não aposentadoria especial para determinados trabalhadores sujeitos a determinados agentes ambientais de riscos de acidentes. O ser humano. para satisfazer as suas necessidades. O correto é que se deveria estar discutindo a necessidade da existência desses agentes de riscos . um objetivo específico desse trabalho humano é a obtenção de uma maior quantidade de produtos com uma menor quantidade de insumos num menor tempo possível. porque em pleno início de um novo milênio.1 . podem surgir eventos indesejáveis. em decorrência desse trabalho. ou seja. Ao realizar o processo produtivo. No passado. precisa da realização de uma série de processos de trabalho. deseja-se obter uma maior quantidade de bens materiais. através do uso de máquinas. para transformar essas matérias-primas existentes na natureza em bens que satisfaçam as suas necessidades.

que não é tarefa fácil eliminar a exposição do trabalhador a esses agentes de riscos. os acidentes com vítimas (não levando em conta os acidentes com apenas perda de tempo e/ou de materiais). Isto envolve uma série de interesses sociais. vêm consolidando sua posição como fonte geradora das ações preventivas no cotidiano da produção e representa um importante avanço para a proteção da saúde e da vida dos trabalhadores. uma vez que elas contemplam apenas: • os casos legalmente reconhecidos. Sabe-se. os acidentes registrados (ignorando aqueles que não são notificados ao INSS). Além disso. que requer a mobilização de toda a sociedade brasileira em busca de sua erradicação. à custa de muito esforço. chegando ao extremo. o que deveria ser a luta pela eliminação ou atenuação dos agentes de riscos que causam ou que podem causar acidentes e por melhores condições de trabalho. sindicatos e trabalhadores. No entanto. bem como melhorar as condições de trabalho. econômicos e políticos. ou seja. por razões óbvias. dado que as estatísticas apontam para uma triste e terrível realidade. por parte de alguns. . dever-se-ia estar discutindo a necessidade de eliminá–los ou atenuar os seus efeitos.6 que podem causar acidentes. apenas os acidentes urbanos (não mostrando os acidentes ocorridos em áreas rurais). • • praticamente. verdadeira chaga social. as estatísticas oficiais no Brasil que servem de ponto de partida para as políticas governamentais para a prevenção de Acidentes do Trabalho são reconhecidamente subdimensionadas. muito há o que se fazer em nosso país. O que se vê no Brasil é a existência de más condições de trabalho. de temer perder o poder de barganha existente entre patrão. o que serve de pano de fundo para a luta de grande parte da classe trabalhadora por melhores compensações econômico–financeiras. ou seja. A Engenharia de Segurança e a Medicina do Trabalho.

que é obrigatório. 2006). • o número de óbitos motivados por acidentes do trabalho. • o Brasil gasta em torno de R$ 20 bilhões por ano com acidentes do trabalho (PASTORE.956 (ANUÁRIO brasileiro de proteção. Dos 71. 2006).7 A necessidade urgente de a sociedade e o Estado levarem a fundo a discussão desse tema pode basear-se em números alarmantes. A maior parcela dos custos referentes aos acidentes é paga pelas empresas que pagam uma verdadeira fortuna ao Governo Federal através do Seguro de Acidente do Trabalho . notificados ao INSS. no ano de 2004. tais como: • • o Brasil é o 9.801 (ANUÁRIO brasileiro de proteção. 1998) • em Sobral ocorrem algo em torno de 200 Acidentes do Trabalho em média por ano. • no Ceará. • • o número de acidentes do trabalho no Brasil. apenas 24. foi de 478. o número de trabalhadores na formalidade. Saem os números de acidentes de trabalho do país.576 (ANUÁRIO brasileiro de proteção. ficando de fora dessas estatísticas em torno de 65% da população economicamente ativa – PEA. 16. foi de 2. 2001). (ANUÁRIO brasileiro de proteção. 2006). em média. os trabalhadores que estão na chamada economia informal. em 1999. 2001). no ano de 2004. um acidente custou. foi de apenas 31.29 (matéria do jornal Diário do Nordeste de 17 de setembro de . no Brasil.º país em maior número de Acidentes do Trabalho no mundo. no ano de 2000.757 trabalhadores tornaram-se incapazes permanentemente para o trabalho. 2006). R$ 7.407. ou seja. parcial ou totalmente (BRASIL. 2001).SAT.9 milhões são trabalhadores com empregos formais (PROTEÇÃO. no ano de 1997.7 milhões de pessoas que estão trabalhando.919. no ano de 2004. no Brasil.

428. Na década de 1970. com sete óbitos entre 3. mas ainda estão longe do ideal. No Brasil.604 óbitos para 12. Mas quando comparado.503 óbitos.2 milhões deles resultam em mortes. O país perde apenas para China (14. o Brasil registrava uma média de 3.764) e Rússia (3.672. o número de trabalhadores aumentou para 21.000 de empregados) no Brasil. Estados Unidos (5. com seis óbitos entre 6..3 milhão de casos. Já na década de 1990. segundo o relatório. e o Comércio e Veículos. Cipa notícias – fique sabendo. o coeficiente de acidentes fatais (óbitos em 1.924).341 trabalhadores.855 trabalhadores. com 2. 2001).077. último publicado pelo INSS.000 de empregados (CIPA. a Indústria da Construção. com os Estados Unidos. enquanto hoje está em torno de 150. que. Nos anos 1980. Já na Grã-Bretanha.000. na década de 80.5%.Brasil é o quarto em número de mortes 07/09/08 De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT). o Brasil ocupa o 4º lugar em relação ao número de mortes. era 220.782 trabalhadores.826 trabalhadores. Aproximadamente 2. Entretanto. Para se ter uma idéia. O Anuário Estatístico da Previdência Social de 2006. são 1. os acidentes de trabalho aumentaram e ultrapassaram os 500 mil casos. Dados dos Ministérios do Trabalho e Emprego e Previdência Social de 2005 mostram que as áreas com maior número de mortes são Transporte. adotou 28 de abril como Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho. com cinco óbitos entre 24.804 e as mortes chegaram a 4. em relação ao ano anterior.925 óbitos para 23. Saúde e Segurança do Trabalho cada vez mais em pauta Os custos gerados por problemas relacionados à Saúde dos funcionários estão fazendo com que os gestores de Recursos Humanos tratem como prioridade a prevenção de problemas bucais e doenças crônicas. Acidentes de trabalho .090). Armazenagem e Comunicações.8 Não se pode deixar de dizer que os índices de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais no Brasil estão melhorando. Ranking mundial Segundo o estudo da OIT.000. mostra que número de mortes relacionadas ao trabalho diminuiu 2. por exemplo.. desde 2003.908 trabalhadores. o coeficiente é de 10 óbitos por 1. esse coeficiente é de 5.648. que têm como principais causas o descumprimento de normas básicas de proteção aos trabalhadores e más condições nos ambientes e processos de trabalho. como . ocorrem anualmente 270 milhões de acidentes de trabalho em todo o mundo. houve diminuição: 3.

seja na geração ou alteração da legislação (que no Brasil já é riquíssima. Como se trata de um problema que afeta toda a sociedade. sujeitando o homem a acidentes e doenças decorrentes desse processo (CAMPOS. 1. como Plínio (o Velho) e Galeno. ocorre sobre ele todo tipo de acidente. O homem inventou a roda d’água. Pelo que se sabe. Ásia e Américas e constatou que mais da metade delas tem alguma ação voltada para a Saúde dos colaboradores. como também na fiscalização e na educação preventiva. as máquinas a vapor. o Estado.2 – HISTÓRIA DA HIGIENE. De acordo com pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com o Instituto de Pesquisas em Saúde da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC). pois evita despesas extras com indenizações e ajuda a manter uma boa imagem. os teares mecânicos. O estudo analisou 30 multinacionais da Europa. o zinco e o chumbo. Várias empresas já entenderam que contribuir com a manutenção da Saúde do Trabalhador é um bom negócio do ponto de vista financeiro. Como ele não tem controle sobre esses riscos. quando Hipócrates (considerado o Pai da Medicina) fez algumas referências aos efeitos do chumbo na saúde humana. É um longo aprendizado tecnológico. Posteriormente.9 hipertensão e males respiratórios. o homem está exposto a riscos. se por um lado o progresso científico e tecnológico facilitam o processo de trabalho e produção. por outro trazem novos riscos. o que prova que a simples formulação jurídica não tem conseqüência nenhuma). a eletricidade e até os computadores. descreveriam algumas doenças a que estavam sujeitas as pessoas que trabalhavam com o enxofre. No entanto. SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO Desde seu aparecimento na Terra. tem uma função por demais importante na prevenção dos acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. um elevado número de empresas passou a adotar programas para prevenir doenças. No Antigo Egito . 2001). como principal agente de mudanças. a preocupação com os Acidentes e Doenças decorrentes do trabalho humano surgiu na Grécia Antiga. outros estudiosos.

No ano de 1700. dedicando especial atenção às intoxicações ocupacionais por mercúrio. inclusive. Contudo. enfocando. onde eram estudados diversos problemas relacionados à extração e à fundição do ouro e da prata.10 e no mundo greco-romano já existiam estudos realizados por leigos e médicos. Paracelso e Ramazinni. os acidentes de trabalho e as doenças mais comuns entre os mineiros. com a descrição de 53 tipos de enfermidades profissionais. e versava sobre vários métodos de trabalho e inúmeras substâncias manuseadas. 1998). George Bauer e Ysbrand Diemerbrock. Paracelso (que estuda as moléstias dos mineiros). apesar dos trabalhos consagrados de Agrícola. o interesse pela proteção do operário no seu ambiente de trabalho só ganharia força e ênfase no século XIX com o impacto da Revolução Industrial (MIRANDA. Por esta obra. o italiano Bernardino Ramazzini publica seu livro “De Morbis Artificum Diatriba” (As Doenças dos Artesãos). do mercúrio e do ácido nítrico). da autoria de Georgius Agrícola. sendo que para algumas delas eram apresentadas formas de tratamento e até mesmo de prevenção. relacionando saúde e ocupações. graças aos estudos de médicos. por Paracelso. Este campo de conhecimento volta a progredir após a Revolução Mercantil (século XIV). que publicou seu trabalho De Re Metálica. Porém. . a primeira monografia a abordar especificamente a relação trabalho e doença foi publicada em 1567. Ramazzini passou a ser considerado como o Pai da Medicina do Trabalho a estabelecer definitivamente a relação entre saúde e trabalho. como Ulrich Ellenbog (que detecta a ação tóxica do monóxido de carbono. 1º Livro: O primeiro livro a abordar a questão surgiu em 1556.

que se temeu pela falta de mão–de–obra. o conhecimento acumulado até então começou a ser utilizado para formação de leis de proteção à saúde e à integridade física dos trabalhadores. Com o advento da Revolução Industrial e a expansão do capitalismo industrial. uma nova formação capitalista mercantil surgia e dava origem a uma nova classe dirigente. tal era a quantidade de trabalhadores mortos ou mutilados (RODRIGUES. notadamente nas grandes cidades. provocando indignação na opinião pública. onde a mão-de-obra era abundante. normalmente se refere também às doenças decorrentes do trabalho humano) cresceu assustadoramente. interessada na aplicação de capitais em sistemas fabris de produção em massa. devido às péssimas condições de trabalho existentes. 1993). As fábricas eram instaladas em galpões improvisados. pois tornava possível e vantajosa a conversão de toda a mão-de-obra. como: • a “Lei da Saúde e Moral dos Aprendizes” (1802). proibia o trabalho noturno e tornava obrigatória a ventilação do ambiente e a lavagem das paredes das fábricas duas vezes por ano. nesse ínterim. numa tentativa de preservar o novo modo de produção. A questão da força de trabalho tomava um novo enfoque. inclusive a escrava. estábulos e velhos armazéns. 1º Lei: Segundo RODRIGUES (1993). em força de trabalho assalariado. A situação ficou tão grave. na Inglaterra. o número de acidentes do trabalho (quando se fala em acidentes do trabalho. A situação era dramática. utilizando a nova tecnologia que surgia.11 Com o surgimento crescente de inventos mecânicos que multiplicaria consideravelmente a produtividade do trabalho. que estabelecia o limite de 12 horas de trabalho por dia. o que acabou gerando várias comissões de inquérito no Parlamento Inglês. . constituída principalmente de mulheres e crianças.

durante os primeiros três séculos de nossa história. em 1802 na Inglaterra. No ano seguinte. etc. as atividades industriais ficaram restritas aos engenhos de açúcar e à mineração. numa fábrica de tecidos de Itu.12 • a Lei das Fábricas (1833). inicialmente. . Já no século XX. Portanto. Robert Baker. Em 1865. o Dr. então. 1ª Fábrica: Em 1840 surgiram os primeiros estabelecimentos fabris no Brasil. em 1834. e em 1921 nos Estados Unidos (CAMPOS. considerada a primeira norma realmente eficiente no campo da proteção ao trabalhador. e que fixava em 9 anos a idade mínima para o trabalho. que lançaram mão de técnicas de engenharia para a criação de sistemas de prevenção ou controle de infortúnios. a preocupação com os acidentes do trabalho passou a ser incorporada pelos gestores dos estabelecimentos industriais. Na França foi em 1862. A primeira máquina a vapor surgiu em 1785 na Inglaterra. a Fábrica São Luiz. 84 anos depois. proibia o trabalho noturno para menores de 18 anos e exigia exames médicos de todas as crianças trabalhadoras. com a regulamentação da segurança e higiene do trabalho. sistema de ventilação industrial. a direção de uma fábrica têxtil contratou um médico que deveria submeter os menores trabalhadores a exames médicos admissionais e periódicos. na Escócia. na Alemanha. No Brasil. o governo britânico nomeia o primeiro Inspetor – Médico de Fábricas. também na Inglaterra. Portanto. 2001). em parte decorrente do desenvolvimento da administração científica. e em 1842. Surgiam. enquanto no Brasil surgiu em 1869 na Província de São Paulo. as leis de proteção ao trabalhador surgiram. as funções específicas do médico de fábrica. tais como equipamentos de proteção individual.

Abre. junto às seguradoras da iniciativa privada. com uma política governamental de substituição das importações. contrata um médico para dar atenção à saúde dos seus trabalhadores (MIRANDA. que já começavam a preocupar. que inclui as questões de higiene profissional e industrial no âmbito da Saúde Pública. que até então estava sob a responsabilidade de seguradoras privadas. com 145 anos de atraso em relação ao surgimento da primeira máquina a vapor no mundo. a possibilidade de as empresas contratarem o SAT. 1ª Lei Brasileira: Em 1919 surge a primeira lei de acidentes do trabalho. situada no bairro do Tatuapé. o que se consolidou nos anos 50. especialmente de café. quando a Fiação Maria Zélia. Como parte das reformas conduzidas por Carlos Chagas. reforçando a obrigatoriedade do SAT. promulga-se o Regulamento Sanitário Federal. de 15 de janeiro. desde o fim do Império até o ano de 1930. portanto. iniciou-se a passagem do modelo agroexportador para a industrialização. com o Decreto Legislativo nº. então. 1998). criando a . em 1923. A partir de 1930. Exige reparação apenas em caso de “moléstia contraída exclusivamente pelo exercício do trabalho. como ponto de partida da intervenção do Estado nas condições de consumo da força de trabalho industrial em nosso país. Institui o pagamento de indenização proporcional à gravidade das seqüelas. 3. na Cidade de São Paulo. O SAT ficaria exclusivo da iniciativa privada até 1967.724. quando passou a ser prerrogativa da Previdência Social. então. No entanto. Essa lei não considera acidente de trabalho a doença profissional atípica (mesopatia). 1º Médico do Trabalho: Em 1920 surge o primeiro médico de empresa brasileira.13 Em 1890 é criado pelo governo o Conselho de Saúde Pública. que começava timidamente a legislar sobre as condições de trabalho no Brasil. a organização capitalista brasileira era praticamente agroexportadora. quando este for de natureza a só por si causá-la”.

637. em Secretaria e. Indústria e Comércio.036. Amplia-se o conceito de doença profissional.Lei n. com o decreto nº. ficando sob sua subordinação. passando as questões de saúde ocupacional para o domínio deste ministério. Em 1944 surge a terceira lei de acidentes do trabalho no Brasil. O Decreto n. 24. de 10 de julho.14 Inspetoria de Higiene Industrial. Foi a primeira lei a tratar especificamente do assunto. criou o Ministério do Trabalho. elaborada pelo Ministério do Trabalho. 5. até hoje. Em 1934 surge a segunda lei de acidentes do trabalho. É reconhecida como acidente do trabalho a doença profissional atípica (mesopatia). as ações de higiene e segurança do trabalho. em Divisão. abrangendo um maior número de doenças até então não consideradas relacionadas ao trabalho. quando obrigou as empresas a organizarem . Vale registrar que em 1941 já foi criada a Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes – ABPA. 19. que modificou a legislação anterior. em 1943. de 1 º de abril de 1943. Foi com o advento da CLT. órgão regulamentador e fiscalizador das condições de trabalho. mas que passam a sê-lo. de 10 de novembro.433. de 26 de novembro de 1930. que. criada antes mesmo da implantação da Consolidação das Leis do Trabalho. que se transformaria ao longo dos anos em Serviço. Indústria e Comércio e que elaborou também o primeiro projeto de Consolidação das Leis da Previdência Social. que no Brasil as atividades destinadas a prevenir acidentes do trabalho e doenças ocupacionais foram realmente institucionalizadas. com o Decreto – Lei 7. O Decreto . aprovou a CLT. novamente em Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho. em Departamento. É criada a Inspetoria de Higiene e Segurança do Trabalho. mais recentemente.452. reformou a legislação sobre o seguro de acidentes do trabalho. no seu artigo 82. que é uma instituição não governamental.

caixa de sugestões e outros recursos propostos pela sua regulamentação. mas de toda a empresa. de onde recebeu sua denominação utilizada até hoje: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). Determinou que as empresas com mais de 100 funcionários constituíssem uma comissão interna para representá-los. pois hoje se sabe que uma política de segurança séria deve ter o envolvimento não só da CIPA ou do SESMT. realizando concursos. deixando gerentes e supervisores comodamente fora da responsabilidade pela solução dos problemas de segurança que existissem. baixada pelo então Departamento Nacional do Trabalho. pela Portaria 229. pela primeira vez. . Normalmente.ABPA destacaram-se em colaborar com as empresas na instalação da CIPA e nos seus primeiros passos. por exemplo. por ocasião das palestras de integração de novos empregados.SESI e a Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes . Como era mais difícil atuar na solução de problemas de segurança nas áreas de trabalho. pois não havia envolvimento da alta direção das empresas. inclusive do seu alto escalão. as empresas que instalavam uma CIPA deixavam-na sob os cuidados do Departamento de Pessoal ou da Assistência Social da empresa. as CIPAs dedicavam-se mais a alguns tipos de treinamento que existiam na época e a divulgar o assunto entre os trabalhadores. Ainda sem grandes conhecimentos prevencionistas e quase sempre não bem orientadas. a fim de estimular o interesse pelas questões de prevenção de acidentes. Essa Comissão foi então regulamentada. o que era inconcebível. como o de assumir toda a responsabilidade pela prevenção de acidentes nas empresas.15 comissões internas com o objetivo de prevenir acidentes. as CIPAs cometiam sérios erros administrativos. O Serviço Social da Indústria .

. surgiu a primeira estatística de acidentes. A prevenção então passou a ser a ordem do dia. Sentiram a necessidade de ampliar as ações preventivas de acidentes. Em 1953. embora incipiente. notadamente quando visualizavam a possibilidade de ganhos de produtividade e eliminação de perdas. que muitas empresas perceberam a importância da prevenção de acidentes. criando a função do inspetor de segurança. as CIPAs que tiveram melhor sucesso foram aquelas cujas empresas contrataram um inspetor de segurança ou instalaram uma seção de segurança. Foi com a atuação da CIPA. a Portaria nº. que foi o primeiro profissional com tempo integral nas empresas que se dedicava à segurança do trabalho.16 Por isso. Álvaro Zochio foi o grande líder em segurança no Brasil. mesmo várias dessas sugestões fugindo de sua alçada pela dificuldade de acesso às decisões ocorridas na cúpula das empresas. com a instalação de fábricas de automóveis e o uso intenso da eletricidade. embora cometendo alguns erros. Nos anos 50. 155 regulamenta a atuação das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA) no Brasil. quando se viu que se gastava mais com acidentes do que arrecadava. cometendo o mesmo erro de assumir toda a responsabilidade pela segurança do trabalho. Em 1965. muitos desses profissionais começaram a trabalhar na esteira da CIPA. Mesmo assim. dando grande impulso às atividades prevencionistas. Porém. o empregador fica obrigado a proporcionar máxima higiene e segurança no ambiente de trabalho. a CIPA tem o mérito de ter sido pioneira na integração de novos empregados no trabalho e de levar os empregados a fazerem sugestões para melhoria das condições de trabalho. Em 1944. ou seja.

5. A rigor. . O Decreto–Lei n. excluindo as doenças degenerativas e as inerentes a grupos etários. O Decreto n. estruturou o Ministério do Trabalho e Previdência Social – MTPS. pois o Brasil possuía mais de 1 milhão de acidentes por ano. 5. de 1 o de maio de 1969. o início das ações de Governo.014. porque foi totalmente revogada pela Lei nº. aprovou o novo Regulamento do Seguro de Acidentes do Trabalho. estendeu a Previdência Social ao trabalhador rural. O Decreto nº. as principais alterações na legislação acidentária brasileira foram: o SAT passou a ser prerrogativa da Previdência Social. o qual até então estava sob a responsabilidade de seguradoras privadas. passou a ser estatal. Teve curta duração.784. a respeito de Segurança e Saúde no Trabalho. incluiu os empregados domésticos na Previdência Social. Em 1967. Restringiu o conceito de doença do trabalho. 69. surgiu no Brasil a partir de 1970. de 28 de novembro de 1967. de 4 de agosto de 1971. de 11 de dezembro de 1972. Integrou o seguro de acidentes do trabalho na Previdência Social. promoveu a prevenção de acidentes e reabilitação profissional.316.316. A Lei n. o governo Médici começou a criar leis de segurança e saúde do trabalho. 293. ou seja. A Lei nº. com o Decreto-Lei nº. sob pressão do Banco Mundial. retirando-o da iniciativa privada. 5. E como exigência para concessão de novos empréstimos. de 14 de setembro do mesmo ano. introduziu o conceito de acidente de trajeto. reforçando a obrigatoriedade do SAT por parte das empresas. foi a quinta lei de acidentes do trabalho no Brasil. 564.17 Em 1967 surgiu a quarta lei de acidentes do trabalho no Brasil.890. de 14 de setembro de 1967. 61. de 28 de fevereiro.

equiparando-as a acidente do trabalho somente quando constantes da relação organizada pelo Ministério da Previdência e Assistência Social. duas medidas muito importantes acontecem no campo da saúde: a implementação do Plano de Pronta Ação – PPA. e o Decreto n.367. Em 1976. orientado. que amplia a cobertura previdenciária de acidente de trabalho. a lei identifica a doença profissional e a doença do trabalho como expressões sinônimas.037.). com o fim do período de expansão econômica e iniciada a abertura política lenta e gradual. Ficam sem proteção especial contra acidentes do trabalho o empregador doméstico e os presidiários que exercem trabalho não remunerado. ANDRADE. 6. A Lei. instituiu o Sistema Nacional de Previdência e Assistência Social – SINPAS. Em 1974.195. e a criação do Fundo de Apoio ao desenvolvimento Social – FAS.439. de 24 de dezembro de 1976. destinado a financiar subsidiariamente o investimento fixo de setores sociais (BRAGA & PAULA. com diversas medidas e instrumentos que ampliariam ainda mais a contratação de serviços médicos privados. profissionais e intelectuais da saúde. com a Lei n. bem como pela supervisão dos órgãos que lhe são subordinados” e das entidades a ele vinculadas. 1. estendeu a cobertura especial dos acidentes do trabalho ao trabalhador rural. que aprova o novo Regulamento do Seguro de Acidentes do Trabalho. 6. 6. novos atores surgem na cena política (movimento sindical. questionando a política social e as demais políticas governamentais. Neste ano. 79.18 Por volta de 1974. de 19 de outubro de 1976. coordenado e controlado pelo Ministério da Previdência e Assistência Social. Surge a sexta lei de acidentes do trabalho. antes de responsabilidade da Previdência Social. de 1o de setembro de 1977. etc. farmacêutica e social. responsável “pela proposição da política de previdência e assistência médica. n. de 19 de dezembro. a Lei n. 2001). Além disso. in .25% do FAS fica destinado à prevenção de acidentes.

514. deu redação ao artigo 200 da CLT. por força de lei. Entre as NRs consta a NR-4. de 8 de junho. a lei que criou o SESMT foi o divisor de águas entre o ontem e o hoje das atividades destinadas à segurança e saúde no trabalho em nossa terra. de suas atribuições e do seu funcionamento. 6. O artigo 163 torna obrigatória a constituição de CIPA. para dar cumprimento às disposições relativas à segurança e saúde no trabalho. a Portaria 3. de conformidade com instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho. a Lei n. dizendo que o Ministro de Estado do Trabalho estabeleceria disposições complementares às normas consolidadas. aprova as Normas Regulamentadoras – NR (28 ao todo) do capítulo V do título II da CLT. que trata de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho–SESMT. Essa lei altera o capítulo V do título II da CLT. e com o qual concordamos. relativas à segurança e medicina do trabalho.19 Em 1977. relativo à segurança e medicina do trabalho. Para tanto. Isto veio consagrar a iniciativa de muitas empresas e valorizar os profissionais que já vinham se dedicando à prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. os atuais Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho–SESMT. Na opinião de alguns profissionais de segurança e medicina do trabalho.214. as seções de segurança do trabalho e seus profissionais foram adotados espontaneamente por algumas empresas. Embora não sendo obrigatório por lei até o início da década de 70. Nessa década foram criados. e a NR-5. e reconhecidos os seus profissionais. o Ministro de Estado do Trabalho expediu portaria com as normas regulamentadoras. que trata de CIPA. de 22 de dezembro. Em 1978. . do seu dimensionamento.

a Portaria nº. Em 1992. da Presidência da República. A empresa é responsável por medidas . a Lei nº. 33 altera a NR-5. de 24 de junho expede o Regulamento dos Benefícios da Previdência Social. a Portaria nº.20 Com a globalização. de acordo com a Lei nº. com a apresentação da “Teoria Z” .213. 8. introduzindo a observância dos riscos ambientais. aderissem à segurança e saúde do trabalho. o Decreto-Lei nº. abre suas portas a esse movimento imperioso de competição internacional.067. 3. de 21 de julho. Conhecendo e eliminando riscos no trabalho. relativas à segurança e higiene do trabalho rural. dá nova redação ao Regulamento dos Benefícios da Previdência Social. Em 1983. aprova as Normas Regulamentadoras Rurais – NRR (5 ao todo). A estabilização da economia brasileira. da formação dos CCQ – Círculos de Controle de Qualidade e das séries de normas para certificação ISO. 8. mas por não poder se omitir junto aos seus parceiros comerciais externos. Pouco antes disso. 1997). 611. conscientizando-se de que isso fazia parte do processo produtivo e não era um apêndice indesejável no interior das empresas (PIZA. Em 1991. através do controle da inflação. não por opção própria. Em 1988. inicialmente através das empresas multinacionais e depois das empresas nacionais. entra na era da qualidade.213. o Brasil. impulsionadas pela necessidade de diminuir seus custos. o Brasil. de 12 de abril. onde a ênfase dada à segurança e saúde do trabalho é muito grande. Esse momento histórico causou incertezas à prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. foi definitiva para que as empresas de médio e grande porte. pois não se sabia se se aproveitava a oportunidade ou se se tratava apenas de mais um modismo.

de 8 de abril. a área de segurança e saúde do trabalho passou por uma revisão das normas regulamentadoras. O INSS tem o direito de promover ações regressivas contra empresas ou pessoas que. pois o Ministério do Trabalho optou por novas rodadas de negociações (CAMPOS. punível com multa. 5. visando atender às convenções da OIT. que trata do Programa de prevenção de Riscos Ambientais. O governo. empregadores e governo. sejam responsáveis por acidentes e doenças do trabalho que venham a gerar dispêndios para o INSS (artigo 176). a empresa deixar de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho (artigo 173). propondo-se a revolucionar a área de segurança e saúde do trabalho com discussões de forma tripartite com representantes dos empregados. pela Portaria nº. independentemente do percebimento de auxílioacidente (artigo 169). da era da globalização e da estabilização econômica. Em 1994. é feita nova alteração na NR-5. pela não observância das normas de segurança. Com o surgimento da Qualidade do Produto. essa alteração não chegou a se concretizar. normas estas que foram editadas em dezembro de 1994. indicadas para a proteção individual e coletiva dos trabalhadores. empregadores e trabalhadores se sentaram à mesa para propor alterações nas normas regulamentadoras. Essa alteração da NR-5 resultou da primeira experiência brasileira de um trabalho tripartite. que trata do Programa de Controle Médio de Saúde Ocupacional. passou a revisar as Normas Regulamentadoras que foram editadas a partir de 1978. bem como negligenciar as normas-padrão de segurança e higiene do trabalho. No entanto. com a implantação das metodologias do mapeamento de riscos e da árvore de causas. É assegurada a estabilidade no emprego ao acidentado por um período mínimo de 12 meses após a cessação do auxílio-doença acidentário.21 individuais e coletivas de proteção. e da NR-9. 2001). O início dessa revolução se deu com o advento da NR-7. sendo contravenção penal. . através do Ministério do Trabalho. onde uma comissão formada por representantes do governo.

que trata de segurança e saúde do trabalho portuário. Este fato contribuiu para a publicação da NRZero. mesmo antes da publicação desta norma. foi criada. com 6 representantes dos trabalhadores. a partir de então. a empresa deverá fornecer ao trabalhador cópia autenticada deste documento (parágrafo 5º. 8. estabelece metodologia para elaboração de novas Normas Regulamentadoras e revisão das existentes. 611. Em 1997. Essa portaria. estabelece que a lei disciplinará “a cobertura do acidente do trabalho. a ser atendida concorrentemente pelo regime geral de previdência social e pelo setor privado”. A empresa está sujeita a penalidades.213. que se desencadeou um processo moderno de prevenção de acidentes e doenças e implantação de programas de eliminação de riscos nos ambientes de trabalho. o parágrafo 100 do art. da Presidência da República. 2. Estabelece que a empresa deve elaborar e manter atualizado um perfil profissiográfico das atividades desenvolvidas pelo trabalhador e. . são discutidas a partir desta CTPP. 6 dos empregadores e 6 do governo. ocorrida a partir de 10 de junho de 1994. compreendendo a formação de uma CTPP -Comissão Tripartite Paritária Permanente. caso assim não o proceda. é aprovada a NR-29. O princípio deste trabalho é a utilização de um sistema tripartite de discussão. com redação dada pela Emenda Constitucional n0 20. de 21 de julho de 1992. No entanto. de 09 de abril de 1996. Em 1997. Em 1998. corriqueiramente chamada de NR-Zero. quando da revisão da NR-18. aprova o Regulamento de Benefícios da Previdência Social. do artigo 66). Mantém basicamente o texto do Decreto-Lei nº. 53. através da Portaria nº. o Decreto nº.22 Mas foi principalmente com a publicação da Portaria 393/96. de 17 de dezembro. Todas as normas. quando da rescisão de contrato. em 1995. de acordo com a Lei nº. de 5 de março.172. uma comissão tripartite e paritária para conclusão da revisão da NR-18. 201.

8. o que até hoje não foi feito. Em 1998 estabeleceu-se um regime misto concorrencial. as empresas que oferecem maior risco de exposição ao trabalhador a agentes nocivos terão de pagar um prêmio mais alto. e sobre benefícios da Previdência Social. uma seja. o terceiro período da Legislação Brasileira relativo ao SAT – Seguro de Acidentes do Trabalho. quando o SAT passou a ser de responsabilidade estatal.23 Portanto. Em 1998. De 1967 até 1998 ocorreu o segundo período. Em 1998. quando a cobertura do acidente do trabalho seria atendida unicamente pelo Estado. o certo é que as empresas continuarão com a obrigatoriedade do SAT. Assim. estatal ou será um misto dos dois regimes. respectivamente. República. Permanece. é aprovado o novo formulário de CAT. assim. sobre de dezembro. pelo menos teoricamente. necessitando de regulamentação pelo Congresso Nacional. Em fevereiro de 1999. altera a NR-5.732. 8. de 23 de fevereiro.051. que organização notadamente custeio. 9. através da Portaria nº. O primeiro período. da SSST. da Presidência da da seguridade social. Outra discussão a ser feita é se continuará um SAT indenizatório tão somente. o período de responsabilidade da iniciativa privada. em 1998 iniciou-se. Em 1999. a Portaria nº. uma única seguradora de acidentes do trabalho: o INSS. de 1 dispõem. ou se haverá incentivos ou mesmo isenção para as empresas que conseguirem a redução dos acidentes do trabalho. iniciou-se em 1919 com a criação do SAT e foi até 1967. Independentemente se ficará com o setor privado. a ABNT edita a norma NBR-14. em substituição à NB-18 – . a Lei nº.280 – cadastro de acidentes de trabalho: procedimento e classificação. de 26 de fevereiro. como uma compensação financeira.212/91 e 8. 5. mudando bastante a antiga redação.213/91. altera os dispositivos das Leis nº.

Em 2000. da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. através da Instrução Normativa nº. do INSS. Em 2000. que trata da Política Nacional De Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências. através do Gabinete do Ministro. que foram concluídas em Genebra. edita a Portaria No. de 24 de outubro. Em 7 de abril de 2000 é publicada no Diário Oficial da União a proposta de alteração da NR-4. é estabelecida a proibição do trabalho do menor de 18 anos nas atividades constantes do anexo dessa Portaria. o Ministério da Saúde. de 22 de janeiro. Em 2001.24 cadastro de acidentes. 176. de 12 de setembro. sobre aposentadoria especial. 6. ou seja. de 1975. Estabelece uma nítida diferença entre acidente e lesão e entre acidente e acidentado. 42. a ser seguida pelo setor de saúde. da Presidência da República. são disciplinados procedimentos a serem adotados quanto ao enquadramento. são promulgadas a convenção 182 e a Recomendação 190 da OIT. do Ministério do Trabalho e Emprego. da Secretaria de Inspeção do trabalho. Até julho de 2001. 3. Em 2001. 737/GM. através da Resolução nº.597. na Suiça. . através da Portaria nº. em 17 de junho de 1999. sobre proibição das piores formas de trabalho infantil e ação imediata para sua eliminação. conversão e comprovação do exercício de atividade especial. é publicada a “Orientação Técnica sobre Padrões Referenciais de Qualidade do Ar Interior em Ambientes Climatizados Artificialmente de Uso Público e Coletivo”. de 5 de fevereiro. o grupo tripartite continua a discutir essa alteração. através do Decreto nº. do Ministério da Saúde. Em 16 de maio de 2001.

Lamentavelmente. apesar de o assunto ter sido discutido continuamente. 1. a terminologia relacionada ainda carece de clareza e precisão. pois da mesma resultam desvios e vícios de comunicação e compreensão. Do ponto de vista técnico. 1998). no horário regulamentar. que não deixe dúvidas quanto aos termos empregados. que são uma verdadeira tragédia nacional. no mesmo dia do acidente ou no dia seguinte. que possuem uma trajetória de industrialização que se iniciou muito antes que no Brasil. Os termos (e sua explicação) que foram considerados importantes para este trabalho são: ACIDENTE SEM AFASTAMENTO: é o acidente em que o acidentado pode exercer sua função normal. Pode até mesmo ocorrer a morte do trabalhador. é particularmente frustrante tal condição. em resposta à necessidade urgente de diminuição das estatísticas. isto é. Qualquer discussão sobre riscos ou análise de riscos deve ser precedida de uma explicação da terminologia. e as pessoas têm se envolvido. na resolução de problemas. Na verdade. que podem se adicionar às dificuldades. tendo em vista a sua prevenção por períodos comparavelmente extensos. .3 – TERMOS E DEFINIÇÕES “Acidentes ocorrem desde tempos imemoriais. ela vem se desenvolvendo ao longo dos últimos cinqüenta anos e num ritmo acelerado. em comparação aos países mais desenvolvidos. seu sentido preciso e inter-relacionamento” (HAMMER in PIZA. Essa colocação nos faz refletir e torna necessária a definição de uma terminologia consistente.25 A história da proteção legal ao trabalhador contra acidentes e doenças ocupacionais no Brasil é mais recente. ACIDENTE COM AFASTAMENTO: é o acidente em que o acidentado sofre uma incapacidade temporária ou permanente que o impossibilita de retornar ao trabalho no mesmo dia ou no dia seguinte ao acontecido. no Brasil.

I. Os profissionais preferem descrever o ato inseguro cometido. conforme art. possui definições diferentes. fazer brincadeiras ou exibição. Atualmente. o termo “ato inseguro”. qualquer que seja o meio de locomoção. É equiparado ao acidente do trabalho. não inspecionar máquinas e equipamentos com que vai trabalhar. o homem deve estar sendo impelido por problemas psicossociais. Exemplos de atos inseguros: não seguir normas de segurança. (PIZA. ATO INSEGURO: é um termo técnico utilizado em prevenção de acidentes que.P. 21 da Lei 8. CAUSA: é a origem de caráter humano ou material relacionada com o evento catastrófico (acidente) pela materialização de um risco. (Equipamentos de Proteção Individual). em investigações de acidentes. não usar E. porém com o mesmo significado. inclusive veículo de propriedade do segurado. APOSENTADORIA tolerância. Normalmente. Entendem-se como atos inseguros todos os procedimentos do homem que contrariem as normas de prevenção de acidentes. resultando danos. ingerir bebidas alcoólicas antes ou durante o trabalho. dependendo da exposição a agentes de riscos fora do limite de . 1998). usar caixotes como escada. o que facilita em muito a análise dos acidentes. ESPECIAL: aposentadoria devida a alguns empregados. não é mais utilizado. As atitudes contrárias aos procedimentos e/ou às normas de segurança que o homem assume podem ou não ser deliberadas. quando essas atitudes não são propositais.213/91. conforme a escola. etc. aos invés de generalizá-lo.26 ACIDENTE DE TRAJETO: é aquele que ocorre no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela.

. no caso de doença profissional ou do trabalho.mpas. site: http://www. A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e. ou o dia em que for realizado o diagnóstico. A CAT é composta por 6 vias (de acordo com pesquisa na INTERNET. é um documento obrigatório. sob pena de multa.T. arquivo capturado em 06 de maio de 2001). bem como para fins estatísticos oficiais. valendo para este efeito o que ocorrer primeiro. 3) Os procedimentos para emissão da CAT variam conforme as instruções de cada posto da Previdência Social. podem formalizá-lo o próprio acidentado.: 1) Em Sobral. não prevalecendo nestes casos o prazo acima previsto. seus dependentes. . que é subordinada à Delegacia Regional do Trabalho – D.CAT: conforme a Lei 8. a entidade sindical competente. à autoridade competente. 1 retida para o INSS 1 enviada pelo INSS para o Ministério do Trabalho 1 enviada pelo INSS para o Ministério da Saúde OBS. sediada em Fortaleza – Ceará. mesmo no caso em que não haja afastamento do trabalho. de imediato.R. o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública.gov. o INSS faz a caracterização do acidente do trabalho ou doença ocupacional ou acidente de trajeto.213/91. que deve ser preenchido quando da ocorrência de um acidente do trabalho ou de uma doença ocupacional. Considera-se como dia do acidente. ou o dia da segregação compulsória. Na falta de comunicação por parte da empresa. 2) Com base nos dados fornecidos pela CAT. o Ministério do Trabalho é representado pela Subdelegacia do Trabalho de Sobral.27 COMUNICAÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO . em caso de morte. devendo ser encaminhado à Previdência Social e se destina ao registro do tratamento médico do acidentado. sendo: 1 via para o Empregado 1 via para a Empresa 1 via para o Sindicato da categoria 3 vias para o INSS.br . a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual.

funcional ou econômica. representadas pelo meio ambiente existente. bem como treinamentos específicos recebidos. Possui como característica uma ação lenta e paulatina. desencadeada pelo exercício do trabalho. Conclui-se. Exemplos: piso escorregadio. 1997). iluminação inadequada. Pode ser uma doença profissional ou uma doença do trabalho. que podem resultar se o controle sobre um risco é perdido. falta de ordem e limpeza. Normalmente são classificados em: • • condições de segurança: quando as situações em que os trabalhos são condições de insegurança ou condições inseguras : quando as realizados estão livres da probabilidade da ocorrência de acidentes. DOENÇA OCUPACIONAL: doença adquirida. produzida ou processos produtivos desenvolvidos. instalações elétricas precárias. geradas por problemas comportamentais do homem. Informações básicas sobre saúde e segurança no trabalho. ou perda física. Por força da legislação. são equiparados. circunstâncias externas de que dependem as pessoas para realizar seu trabalho são incompatíveis com ou contrárias às Normas de Segurança e Prevenção de Acidentes. 1998). DANO: é a severidade da lesão. via de regra. independente do seu nível hierárquico dentro da empresa” (PIZA. diferentemente do acidente do trabalho. máquinas e equipamentos. “Como essas condições estão nos locais de trabalho. (PIZA. . que é um infortúnio com conseqüências imediatas. etc.28 CONDIÇÕES DE TRABALHO: são as circunstâncias postas à disposição dos trabalhadores para a realização de suas atividades laborais. podemos deduzir que foram instaladas por decisão e/ou mau comportamento de pessoas que permitiram o desenvolvimento de situações de risco àqueles que lá executavam suas atividades. portanto. que as Condições Inseguras existentes são.

conforme explicita o Inciso I do Artigo 20. Dividem-se normalmente em: A – Equipamentos de Proteção Coletiva – EPC: são dispositivos utilizados no ambiente laboral destinados à proteção de grupos de trabalhadores contra a ocorrência de acidentes do trabalho ou doenças profissionais.213/91. Silicose. E de sua competência. barreiras e sinalizadores. etc. por exemplo. da Lei 8. da Lei 8. etc.29 DOENÇA PROFISSIONAL: equiparada ao acidente do trabalho que. ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO: é a ciência dedicada à preservação da integridade física e da saúde do trabalhador realizando a prevenção de acidentes através da análise de riscos dos locais de trabalho e das operações neles realizadas. guarda-corpos. Exemplos: PAIR (Perda Auditiva Induzida pelo Ruído). é “produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social”.213/91. podendo ser representados por proteções das máquinas e equipamentos. quantificar os agentes existentes no ambiente de trabalho que servirá para subsidiar o estudo do risco a que se expõem os trabalhadores. detectores de gases e fumaças. DORT (Doença Osteomuscular Relativa ao Trabalho). Asbestose. constante da relação mencionada no inciso I”. cones de advertência. define como sendo aquela “adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. A sua atuação é na prevenção de acidentes do trabalho. corrimões. LER (Lesão por Esforços Repetitivos). exaustores. . Bissinose. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO CONTRA ACIDENTES: representam todos os dispositivos empregados com a finalidade de se evitar a ocorrência de acidentes do trabalho ou minimizar os seus efeitos. DOENÇA DO TRABALHO: o Inciso II do artigo 20.

podendo ser destinados à parte específica do corpo ou do corpo inteiro. como fazia antes do ocorrido. O Quadro I da Norma Regulamentadora NR-4 do Ministério do Trabalho e Emprego traz o Grau de Risco por tipo de atividade econômica. quanto mais a atividade econômica oferece riscos que podem proporcionar doença ou acidente do trabalho. dependendo da atividade da empresa. INCAPACIDADE PARCIAL PERMANENTE: é a diminuição. o capacete de segurança. da capacidade de trabalho em razão de um acidente. GRAU DE RISCO: o grau de risco de uma empresa é um número que varia de 1 a 4. etc. executando as suas funções normalmente. através do estudo dos agentes ambientais existentes no ambiente de trabalho. volta à empresa. etc. o trabalhador sofre redução parcial e permanente da sua capacidade laborativa. Neste caso. os óculos contra as radiações ultravioletas. Como exemplos de EPIs podem ser citados: as luvas de raspa de couro. nunca superior a um ano. . É aquele em que o acidentado. constante da Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE. Exemplos: perda de um dos olhos. maior o seu grau de risco. o avental. HIGIENE OCUPACIONAL: é a ciência dedicada à atuação na prevenção técnica das doenças profissionais. Significa que. depois de algum tempo afastado do serviço devido ao acidente. INCAPACIDADE TEMPORÁRIA: é a perda total da capacidade de trabalho por um período limitado de tempo. perda de um dos dedos. por toda a vida.30 B – Equipamentos de Proteção Individual – EPI: são dispositivos utilizados pelos trabalhadores para proteção da sua saúde e de sua integridade física no ambiente laboral. os calçados de proteção contra riscos de origem mecânica.

INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO . não podendo exercê-la em nenhuma função. Pode ser indicado pela probabilidade de um acidente multiplicada pelo dano em reais. OBS. é a relação entre os números de doentes e sãos. casas. por exemplo. reparos e manutenção de empreendimentos como: usinas. 1998). estradas. É quando o acidentado perde a capacidade total para o trabalho. barragens. edifícios. MORBIDADE: relação entre o número de casos de moléstias e o número de habitantes de um dado lugar e momento. vidas ou unidades operacionais (PIZA. MEDICINA DO TRABALHO: é a ciência dedicada à atuação no indivíduo através de ações predominantemente preventivas. Portanto. para todas as moléstias em conjunto ou para cada uma delas em particular. em determinado agrupamento humano. NÍVEL DE RISCO: expressa a probabilidade de possíveis danos dentro de um período específico de tempo ou número de ciclos operacionais. como. PERIGO: é a situação em potencial que indica a possibilidade ou a probabilidade de ocorrências indesejáveis de conseqüências graves aos . etc. Portanto. é a relação entre números de mortos e de pessoas sãs. pontes. entre o número de mortos e o de habitantes.É o conjunto das atividades de construção. o estudo dos produtos existentes no ambiente de trabalho. com o objetivo de avaliar o poder que estes possuem de contaminar ou provocar doenças nos trabalhadores. MORTALIDADE: conjunto de mortes ocorridas num espaço de tempo. demolição.31 INCAPACIDADE TOTAL E PERMANENTE: é a invalidez incurável para o trabalho. Relação. indústrias.: A diferença entre morbidade e mortalidade é que morbidade se refere ao número de doentes e mortalidade ao número de mortos.

um compromisso acerca de uma relativa proteção da exposição a riscos. é a situação potencial que pode causar conseqüências graves. mas pode haver baixo nível de perigo pelas precauções tomadas. é praticamente impossível a eliminação completa de todos os riscos. através de ações predominantemente preventivas contra a ocorrência de acidentes ou doenças no trabalhador. São citadas como ciências correlatas. Expressa a exposição relativa a um risco que favorece a sua materialização em danos. ao patrimônio ou ao meio ambiente. Portanto. portanto. Portanto. RISCO: é a situação em potencial que indica a possibilidade ou a probabilidade de ocorrências indesejáveis que causem danos aos trabalhadores. Esses danos podem ser entendidos como lesões a pessoas. SEGURANÇA: é freqüentemente definida como “isenção de riscos”. Entretanto.32 trabalhadores. PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO: representa todos os procedimentos e comportamentos adotados no sentido de se evitar a ocorrência de acidentes do trabalho. persistem as possibilidades de efeitos adversos. Por exemplo: risco é um transformador de energia em operação. enquanto perigo é uma subestação toda protegida. é uma situação potencial que pode causar danos. a Higiene Ocupacional e a Medicina do Trabalho. É o antônimo de perigo (PIZA. com o potencial necessário para causar danos. SAÚDE OCUPACIONAL: é a ciência do ramo da saúde pública que dedica atenção à saúde e à segurança do trabalhador no seu ambiente laboral. 1998). Um risco pode estar presente. dentre outras: a Engenharia de Segurança do Trabalho. . perdas de material em processo ou redução da capacidade de desempenho de uma função predeterminada. risco é uma ou mais condições de uma variável. ao patrimônio ou ao meio ambiente. danos a equipamentos ou estruturas. Havendo um risco. Segurança é. Segundo PIZA (1998).

o Estado definiria a questão. SSST/MTb No 393/96. sem consulta prévia à sociedade. de onde devem partir as diretrizes para orientar a sociedade como um todo na prevenção dos acidentes do trabalho.A PARTICIPAÇÃO DO GOVERNO NA PREVENÇÃO DOS ACIDENTES São incontestáveis os avanços conseguidos na área de Segurança e Saúde do Trabalhador. A nível federal. 10. Recentemente foi lançada a Portaria no. de 09 de abril de 19996.33 SÚMULAS: São manifestações interpretativas que revelam a opinião dominante nos tribunais superiores. Se não houvesse consenso. as normas são revisadas com divulgação prévia através de portarias e com prazo para remessa de sugestões ao Ministério do Trabalho. ou seja. tanto no aspecto sócio-econômico. a NR-5 (que trata sobre CIPA). Por exemplo. para estudo e . está havendo sinais. mesmo contrariando alguma parte. do Ministério do Trabalho. apresentando sugestões. o que é seu papel. a nosso ver. o Estado adotaria a seguinte atitude ao legislar sobre Segurança e Saúde no Trabalho: propõe uma norma ou texto técnico.4 . só trazia desgastes e pouca eficácia no combate aos acidentes. 1. de que podemos ter fóruns para discussão dos problemas de segurança e saúde do trabalhador. com a publicação da Portaria do Ministério do Trabalho. revisada recentemente. então criada com essa Portaria. indicaria um GTT (Grupo de Trabalho Tripartite) para analisar as sugestões. A partir de 1996. propondo revisão da NR-4 (SESMT). quando o Ministério do Trabalho deixou de legislar somente nos gabinetes e passou a ouvir a sociedade. passou dois anos e meio para ser aprovada. a criação de GTT – Grupos de Trabalhos Tripartite. Por exemplo. Mas esses avanços foram acelerados. impor legislações e normas regulamentadoras. publica no Diário Oficial da União e dá um prazo de 90 dias para a sociedade se manifestar. como cultural. que ficou conhecida como Norma Regulamentadora número zero (NR-0). de 6 de abril de 2000. Hoje. A CTPP (Comissão Tripartite Paritária Permanente).

Seu funcionamento requer melhorias. composta por 6 representantes dos empregadores (Confederação Nacional das Indústrias – CNI. O Projeto nº 1. O GTT da CIPA (NR 5) foi constituído a partir da CTPP. por exemplo. visando atingir as metas de redução dos acidentes. A CUT – Central Única dos Trabalhadores. Confederação Nacional dos Transportes – CNT e Confederação Nacional das Instituições Financeiras – CNIF). 6 representantes trabalhadores (Força Sindical. no jogo de interesses há uma tendência de governo e empregador votarem juntos. As centrais sindicais valorizam esse fórum de discussão e decisão. Sistema Integrado de Segurança e Saúde no Trabalho”. A CTTP é uma comissão tripartite com organização nacional. pelo que se sabe. ou seja. é “Reconstrução do Modelo de Organização do . CUT. Confederação Nacional da Agricultura – CNA. Saúde e Previdência e Assistência Social). Confederação Nacional do Comércio – CNC. onde ocorre a negociação entre trabalhadores. doenças e da melhoria da qualidade de vida no trabalho. O movimento sindical tinha como reivindicação antiga participar do processo de elaboração e revisão da regulamentação na área de segurança e saúde no trabalho. pois. tendo-se tornado um pólo democrático de troca de experiências e disseminação de informação. Os projetos do PBQP são coordenados também pela CTPP. Confederação Geral dos Trabalhadores – CGT e SDS) e 6 representantes do governo (Ministério do Trabalho e Emprego. Mas de qualquer forma é um avanço. por exemplo. as propostas levadas pelos representantes da classe trabalhadora muitas vezes são combatidas por governo e empregador. governo e empregadores. está como gerente em 2 projetos do PBQP – Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade.34 consolidação das sugestões apresentadas pela sociedade quanto à revisão das Normas Regulamentadoras e às CTPP – Comissão Tripartite Paritária Permanente.

Em Sobral. enquanto a legislação ordinária está contida na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT – e em legislação complementar. Ministério da Saúde e Ministério da Previdência e Assistência Social. gerando conflitos negativos entre empregados e empregadores. mas não utilizam prevenir. sendo obrigação do Estado realizar este papel. os mesmos mecanismos. pouco colaborando no que interessa. E assim. essa fiscalização é executada pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT).35 A influência do Estado na prevenção dos acidentes do trabalho. existe a Subdelegacia do Trabalho. responsável por essa fiscalização. No entanto. quanto ao risco no trabalho. uma integração entre os diversos segmentos se faz necessária. notamos que praticamente não existe integração entre as ações dos Ministérios do Trabalho e Emprego. Os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. pois a Segurança e Saúde do Trabalho são assuntos em pauta. a DRT fica localizada em Fortaleza. Capítulo V) foi estabelecida pela Lei No. controlar e supervisionar as atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho. Em nível estadual. em todo território nacional. é o órgão de âmbito nacional para coordenar. No caso do Ceará. orientar. Acreditamos que assim deva ser. hoje. inclusive a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regulamentares. A redação atual do capítulo da CLT que abrange a segurança e a saúde dos trabalhadores (Título II. cada vez maior. estão estabelecidos no artigo 7 º da Constituição de 1988. 6. de 22 de dezembro de 1977. e se estende do artigo 154 ao 201. mas relativamente novos no Brasil. no decorrer do tempo. além de uma base estatística sobre acidentes e doenças do trabalho ainda muita frágil. principalmente a nível federal. através do Serviço de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST). que legislam na área de Segurança e Saúde.514. O DSST – Departamento de Segurança e Saúde do Trabalhador. tem se tornado. que é .

através da Portaria No. A prova disso é o número de acidentes fatais. vem dando sua contribuição. ao inquerir .36 Em 8 de junho de 1978. ficou estabelecido que compete ao SUS – Sistema Único de Saúde – executar as ações de saúde do trabalhador. 3. Na Constituição Brasileira de 1988. caderno A. Em 12 de abril de 1988. seis na construção civil e sete no setor elétrico somente este ano no Ceará. página 13. 3. quando isso representar risco de queda para o trabalhador. edição de 12 de julho de 2001. Em seguida. no seu artigo 200. mas a própria reportagem. A mídia. onde a sociedade é diretamente afetada e onde está em questão a preservação de vidas humanas. porque se trata de questão de interesse nacional. Normas como a obrigatoriedade do cinto de segurança tipo pára–quedista para atividades a mais de dois metros do piso. O Estado tem uma responsabilidade muita grande na prevenção dos acidentes do trabalho. o Ministério do Trabalho. mesmo que esporadicamente. a matéria menciona que os construtores reclamam que os operários se recusam a utilizar os EPIs. foram aprovadas as Normas Regulamentadoras Rurais (NRR). a segurança no trabalho vem sendo negligenciada a todo momento. cobrando das instituições responsáveis uma atuação mais eficaz na redução dos acidentes do trabalho.067. são burladas por patrões e empregados”. Recentemente. aprovou as Normas Regulamentadoras (NR) relativas à segurança e medicina do trabalho. no jornal Diário do Nordeste.214. está estampada a manchete: “Acidentes de trabalho ainda são freqüentes no Ceará”. através da Portaria No. Diz a matéria: “Mesmo com exaustivas campanhas.

ou as três coisas simultaneamente. recorrer a uma advertência escrita. Seção I. treinar e exigir o uso dos Equipamentos de Proteção Individual. permanente ou temporária da capacidade para o trabalho”. que interfere no desenvolvimento normal de uma tarefa e que pode causar: perda de tempo e/ou danos materiais ou ambientais e/ou lesões físicas até a morte ou doenças nos trabalhadores. informa que é responsabilidade do empregador contratar. TAXA DE FREQUÊNCA: . a perda de tempo e os danos materiais ou as três coisas simultaneamente.0 . em caso de recusa do empregado. A diferença entre os conceitos acima reside no fato de que no primeiro é necessário haver lesão física. inesperada ou não programada. ou ainda a redução.37 a DRT. ACIDENTE DO TRABALHO – Conceito Prevencionista: É toda ocorrência indesejável. artigo 19.213. em seu capítulo II. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda. podendo. que “acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do artigo 11 desta Lei.ACIDENTE DE TRABALHO SOB OS ASPECTOS TÉCNICO E LEGAL ACIDENTE DO TRABALHO – Conceito Legal: O conceito definido pela lei 8. determina. enquanto no segundo conceito são levados em consideração. 2. além da lesão física. suspensão e demissão por justa causa. de 24 de julho de 1991. Lei Básica da Previdência Social.

de 27.000 I A G = -------------------------------------------------------------------------------------Total de homens-horas trabalhadas (Portaria No.1983 do M T E) QUADRO 1-A TABELA DE DIAS DEBITADOS Natureza Avaliação Percentual Dias Debitados Morte Incapacidade total e permanente Perda da visão de ambos os olhos Perda da visão de um olho Perda do braço acima do cotovelo Perda do braço abaixo do cotovelo Perda da mão Perda 1º.000 6. quirodátilo (polegar) Perda de qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda de dois outros quirodátilos (dedos) Perda de três outros quirodátilos (dedos) Perda de quatro outros quirodátilos (dedos) Perda 1º. de Acidentes X 1.500 3.500 2. quirodátilo (polegar) e três outros quirodátilos (dedos) Perda 1º.quirodátilo (polegar) e quatro outros quirodátilos (dedos) 100 100 100 30 75 60 50 10 5 12 ½ 20 30 20 6. de Dias Perdidos + Dias Debitados ) X 1.10.000 6.000 .000 2.400 300 600 0 600 3.800 4.000. quirodátilo (polegar) e dois outros quirodátilos (dedos) Perda 1º.200 1.000 2.500 3. pododátilo (dedo grande) de ambos os pés Perda de qualquer outro pododátilo (dedo do pé) Perda da audição de um ouvido Perda da audição de ambos os ouvidos 25 33 ½ 40 75 50 40 6 10 0 10 50 1.200 Perda da perna acima do joelho Perda da perna no joelho ou abaixo dele Perda do pé Perda do pododátilo (dedo grande) ou de dois outros ou mais pododátilos (dedos do pé) Perda 1º.38 No.000 1.400 4.500 3.000 T F = ---------------------------------------------------------Total de homens-horas trabalhadas ÍNDICE DE AVALIAÇÃO DA GRAVIDADE: (No.000. quirodátilo (polegar) e qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda 1º.800 1.000 600 300 750 1. 33.

enfim. os atores sociais sabem dessa realidade. Os empregados.Morte. ou seja. . O que falta é conscientização.Acidente com incapacidade temporária (nunca superior a 1 ano).CONSEQÜÊNCIAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO Os Acidentes do Trabalho só trazem prejuízos. QUANTO À INCAPACIDADE PARA O TRABALHO .Acidente típico. .Acidente com incapacidade permanente: TOTAL . nenhum benefício. podendo ser o acidente pessoal ou o acidente impessoal. .Acidente material e pessoal.Acidente pessoal sem lesão.2 .1 .CLASSIFICAÇÃO DOS ACIDENTES DO TRABALHO QUANTO À NATUREZA . por inundação. = mais de 75% da capacidade laborativa. maremoto etc. terremoto. empregadores. o imprevisível por exemplo.Doença Ocupacional QUANTO AOS DANOS E LESÕES . governo.Acidente pessoal com lesão. 2. .Acidente material sem danos. . QUANTO AO AFASTAMENTO .Acidente de trajeto. .Acidente sem afastamento (retorno ao trabalho até o horário normal do início da jornada no dia seguinte).39 2. profissionais de segurança e saúde do trabalho. . PARCIAL = até 74% da capacidade laborativa.Acidente material com danos.Acidente com afastamento. . que é o legítimo representante da nação. .

quando afastado por mais de 15 dias. incapacidade para o trabalho. tempo perdido no trabalho. lesão mediata (ex.). prejuízos para a imagem da empresa perante a sociedade. mesmo após meses ou anos de ocorrido o acidente. seqüelas ou invalidez. As conseqüências dos acidentes podem ser: • para o Trabalhador: sofrimento físico (dor. conseqüências dos acidentes do trabalho. redução do seu salário. atraso na prestação de serviços ou na produção. etc. diminuição da eficiência do acidentado ao retornar ao trabalho. na hora do acidente e após o mesmo. lombalgias.: surdez. contusões. doença do INSS corresponde a 91% do seu impossibilidade de realizar horas extras.). distúrbios familiares. equipamentos. que poderá causar possível descontentamento dos clientes ou multas contratuais. “espantam” os . danificação ou perda de máquinas. etc. para a análise do acidente por parte da CIPA e do SESMT. ferramentas.). etc. matéria – prima. ferimentos. tendinites. morte. etc. diminuição da produtividade dos trabalhadores devido ao imposto emocional (risco psicológico). perda de lucros por serviços paralisados / interrompidos. instalações. despesas com treinamento do substituto. podem ser: Humanas: lesão imediata (ex. cortes. tempo perdido para substituição do acidentado e para comentar o fato. silicose. Materiais: matéria-prima. reflexos negativos no ambiente de trabalho. máquinas. desamparo para a família. problemas com o sindicato. doenças.40 As perdas. salários pagos a outros trabalhadores. problemas com o meio ambiente.: queimaduras. visto que o auxílio – salário. prejuízos morais. problemas com a família.). pagamento do salário do acidentado nos primeiros 15 dais sem o funcionário produzir. salários adicionais pagos por trabalhos de horas extras em razão do acidente. traumas psicológicos. etc. Tempo: paralisação do processo produtivo. • para a Empresa: gastos com primeiros socorros e transporte do acidentado.

A atividade corresponde à parte do trabalho desenvolvida por um indivíduo no sistema de produção considerado (uma fábrica. aumento do custo de vida. dependência do INSS. auxílio–acidente. ou componentes: indivíduo-tarefa-materialmeio. define uma unidade de análise denominada atividade. se necessários.doença. No Brasil. pagamentos de benefícios ao trabalhador acidentado ou a seus dependentes. atraem a atenção das autoridades que têm a responsabilidade de zelar pelo cumprimento dos padrões de segurança.CAUSAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO Um indivíduo é lesionado ou lesiona outro durante a execução de uma tarefa com certo material em determinado ambiente (meio). 1996). O conjunto.3 . ferramentas ou outro objeto. Isso se dá particularmente no caso de trabalho em equipe (BINDER et al. aposentadoria por invalidez e pensão por morte. e a cada indivíduo corresponde uma atividade. hospitalares e farmacêuticas.41 consumidores. quatro coisas são necessárias: a) o indivíduo. uma oficina ou um canteiro de obras). despesas com reabilitação profissional através de fisioterapia e equipamentos. para que ocorra um acidente. um acidente pode envolver várias atividades. c) o material (matéria-prima. peças. composto dos quatro elementos. desde que elas estejam estreitamente ligadas. possíveis aumentos das taxas de seguros e impostos para cobrir os gastos do governo. acúmulo de encargos assumidos pela Previdência Social. despesas médicas. como: auxílio . d) o meio (meio ambiente de trabalho). principalmente depois de estudiosos . • para a Nação: perda temporária ou permanente de elementos produtivos. b) a tarefa (atitudes do indivíduo). máquinas. 2. Então. produtos. Assim. durante muito tempo as causas de acidentes eram tão somente atos inseguros ou condições inseguras. equipamentos.

ou seja. que pode levar à ocorrência do acidente ou à prática do ato inseguro). . já substituída.42 americanos terem analisado 75. etc). às condições ambientais (CAMPOS. tensão. Tecnicamente. na maior parte das vezes. permitindo que ele cometa atos inseguros. é que o uso do termo “ato inseguro” ficou obsoleto. de se achar um culpado pelo acidente (CAMPOS. pode causar ou favorecer a ocorrência do acidente) e condição ambiente de insegurança (condição ambiente do meio que causou o acidente ou contribuiu para sua ocorrência) (CAMPOS. relativo à CIPA. alguns autores falam em “atos inadequados”. congênitos ou de formação cultural que alteram o comportamento do trabalhador. Mas poderíamos dizer que o acidente ocorre como resultado da soma das condições inseguras e dos atos inseguros. neuroses. excitação. 2001). ato inseguro (ação ou omissão que. existem vários aspectos que decorrem dessas causas. quando a Portaria nº 5 do Ministério do Trabalho. em que ambos são oriundos de aspectos psicossociais denominados Fatores Pessoais de Insegurança. 2001). de acordo com a Norma Brasileira NB-18 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).000 acidentes industriais e concluído que 88% estavam ligados a fatores humanos e 10% a fatores materiais. De acordo com a NB-18. Hoje. contrariando preceito de segurança. Em fevereiro de 1999. social (problemas de relacionamento. ou fator pessoal – causa relativa ao comportamento humano. no Brasil. A partir de 1994. etc). existiam três causas de acidentes: atos inseguros. educação.280. introduziu a metodologia da árvore de causas. mas manteve as três causas de acidentes: fator pessoal de insegurança (causa relativa ao comportamento humano. a ABNT cancelou e substituiu a NB-18 pela NBR 14. Constatar “ato inseguro” sempre foi um meio. de problemas de ordem psicológica (depressão. condições inseguras e o fator pessoal de insegurança. que leva à prática do ato inseguro. 2001). que é o nome dado às falhas humanas decorrentes. preocupações com necessidade sociais. dependências químicas. dentre outras terminologias.

As imediatas são o ato inseguro e as condições inseguras. Informações básicas sobre saúde e segurança no trabalho. mas descrever o risco sem que haja essa necessidade de classificação (PIZA. Exemplos de causas básicas: falta de conhecimento ou de treinamento. então fatalmente há causas de acidentes ou doenças ocupacionais. O ato inseguro não deixou de existir. ou seja. as causas gerenciais existem porque segurança deve ser encarada de forma sistêmica contingencial. Ou seja. segurança não é prioridade. em geral. falhas de engenharia (projeto e construção). portanto. e neste existem muitas variáveis. As básicas têm. procurar falhas no processo de trabalho e não identificar se o acidente foi causado por um ato inseguro ou por condições inseguras. não procurem classificá-los em atos inseguros ou condições inseguras. causas gerenciais. como conjunto ordenado de meios de ação visando um resultado. na busca das causas dos acidentes. quando corrigidas. previnem por um longo período um acidente similar. uso de equipamento de proteção individual inadequado. causas básicas (ou raiz) e. Segundo CAMPOS (2001).43 Por essa razão é que. os profissionais envolvidos não devem utilizar os termos atos inseguros ou condições inseguras. durante uma investigação e análise de acidentes. Afinal. verificações e programas de manutenção inadequados. . 1997). Ele é a ponta do processo. mas ela faz parte do negócio da empresa. Em outras palavras. origem administrativa e. principalmente. Deve-se. pois ela não acaba nunca. se ações gerenciais que possam prever ou atender eventos indesejáveis não existem na empresa. posto de trabalho inadequado. tais como acidentes ou doenças ocupacionais. compra de equipamentos de qualidade duvidosa. falta de reforço em práticas seguras. Todo acidente tem causas imediatas. sempre pronto para prever ou atender eventos indesejáveis. métodos ou procedimentos inadequados (CAMPOS. sistema de recompensa inadequado. 2001).

transformando-o num mero coadjuvante e. na maioria das vezes. A globalização. em detrimento do próprio homem e do meio ambiente. como transporte do acidentado. enquanto não for possível eliminá-lo do processo. outras despesas. mas devido ao não cumprimento das normas de segurança.44 Vale ressaltar que a maioria dos acidentes do trabalho ocorrem não por falta de legislação. não só através de atitudes individuais.CUSTOS DOS ACIDENTES DO TRABALHO São compostos por: Custo Direto (ou Custo Segurado) : são: o SAT – Seguro de Acidentes do Trabalho.4 . são causas inequívocas dos acidentes do trabalho e doenças do trabalho. pelo falta de conhecimento ou de treinamento necessário para realização das tarefas. despesas ligadas diretamente ao acidente. Em outras palavras. 2. esquecendo o homem ou procurando diminuir a sua interferência no processo produtivo. etc. ou seja. o custo direto é a parcela do custo cuja responsabilidade é de uma empresa . 2001). pagamento do salário relativo aos primeiros 15 dias após o acidente. hospitalares e farmacêuticas com a recuperação do acidentado. A corrida capitalista por maiores lucros direciona os esforços para o componente que a curto prazo traz maior retorno: a criação de novas tecnologias. assistência à família. como despesas médicas. as quais visam a proteção da integridade física do trabalhador no desempenho de suas atividades. mas também por uma solução coletiva de mudanças das regras do sistema capitalista que impera no mundo de hoje. a aceleração da produção. a diminuição do tempo entre a concepção do produto e a sua colocação no mercado como necessidade capitalista de competitividade. Somem-se ao descumprimento das normas a falta de fiscalização e a pouca conscientização do empresariado (VENDRAME. como também o controle de perdas. Está nas mãos do homem a redução dos infortúnios. deixando-o exposto aos riscos que. a introdução de novas tecnologias traz. a conseqüente redução do tempo do processo produtivo. o aumento da competição.

correspondem 4 dólares de custo não segurado. relativo aos pequenos acidentes. para grau leve. em virtude da existência ou não de trabalhadores com direito à aposentadoria especial. mas sim como conseqüência indireta deste. médio ou grave. despesas com a investigação do acidente. ou seja. evidenciou. já estava provado ao mundo que os acidentes que geram . o INSS) contratada por imposição legal. Ainda nessa época. danos materiais. Heinrich enunciou. Então. custo que não se manifesta pelo acidente. Esta relação. 2% ou 3%. representado por contribuições e seguro de acidentes do trabalho – SAT. in PIZA (1998). que contra cada lesão incapacitante (com afastamento) havia 29 lesões não incapacitantes (sem afastamento) e 300 acidentes sem lesão. em 1931. demonstrando assim que apenas pequena parcela dos prejuízos com acidentes são reembolsáveis pelas empresas. W. despesas com treinamento do substituto. perda de lucros. é baseada no fato de que a cada dólar gasto com indenização e assistência às vítimas do acidente (custo segurado). O Custo Direto é. em sua pesquisa publicada no livro intitulado “Prevenção de acidentes industriais”. Custo Indireto (ou Custo Não Segurado): despesas não atribuídas aos acidentes. não havendo cobertura em tal circunstância. H. horas extras pagas a outros funcionários. aceita pelos especialistas. caracterizado pelo importe pago ao INSS. como: salário pago ao acidentado não coberto pelo INSS. O SAT representa uma alíquota incidente na folha de salários da empresa em valores de 1% . a relação 4 : 1 entre os custos não segurados (indiretos) e segurados (diretos) de um acidente. em 1930.45 seguradora (no caso do Brasil. respectivamente. ou seja. HEINRICH. em grande parte. mas com danos à propriedade. listado em tabela própria e que foi majorado recentemente para alguns tipos de empresas. dependendo do tipo de empresa. É de responsabilidade exclusiva do empregador. dependendo do risco de acidente que a empresa oferece. enquanto o trabalhador se encontra no ambulatório da empresa. salários pagos a outros funcionários no atendimento ao acidentado. etc.

uma sugestão para o cálculo dos custos dos acidentes do trabalho pode ser apresentada conforme segue: Ce = C – i Ce = custo efetivo do acidente C = custo do acidente . o custo do acidente é função da característica de cada empresa. formou sua teoria de Controle de Danos. Na prática. mas o custo social nem sempre o é. No entanto. Segundo CICCO (1983). apoiado numa análise de 90.46 lesões e afastam o trabalhador do ambiente de trabalho para tratamento médico são apenas a ponta do “iceberg” (PIZA. como também das responsabilidades referentes às conseqüências dos acidentes.se desta forma: Custo Indireto = 4 x Custo Direto Custo Total do Acidente = Custo Direto + Custo Indireto Custo Total do Acidente = Custo Direto + 4 x Custo Direto Estudos mais recentes apontam para uma relação entre custos indiretos e diretos variando de 8 : 1 até 10 : 1 (PIZA. e deve seguir a convenção da uniformidade ou da consistência dos lançamentos contábeis da empresa. como a dificuldade na obtenção de todos os custos associados ao acidente pela fragmentação das informações. chegando à conclusão que contra cada lesão incapacitante ocorriam 100 lesões não incapacitantes e 500 acidentes com danos à propriedade. calcula . in PIZA (1998). 1998). Essa estimativa devese ao fato de que o custo privado é sempre mensurável.. Vários fatores dificultam a exata mensuração dos custos dos acidentes do trabalho. 1998). Será mais preciso se tiver um inventário permanente e não periódico.000 acidentes realizada em 1966. FRANK BIRD JR. o que mostra o alto custo indireto do acidente do trabalho e que não é indenizável.

onde: C = C1 + C2 + C3 C1 = custo correspondente ao tempo de afastamento (até os primeiros quinze dias) por acidente com lesão. enquanto os investimentos na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais refletem . mas se constitui numa parcela necessária de financiamento de risco para que a empresa não venha a arcar com o ônus de seu caixa efetivo. pois a redução do número de acidentes passa. C3 = custos complementares (assistência médica e primeiros socorros) e aos danos à propriedade (outros custos. as indenizações e os ressarcimentos recebidos através de seguro ou de terceiros são um coeficiente de segurança econômico que pouco tem a ver com o custo efetivo dos acidentes. é uma fortuna o que se gasta com acidentes. para Cicco (1983). PASTORE (2001). Destes R$20 bilhões. foi incluída apenas para que se identifique o total líquido do custo efetivo dos acidentes.5 bilhões são gastos pelas empresas. antes de tudo. A parcela “I”. manutenção e lucros cessantes). equipamentos ou materiais danificados (danos à propriedade). dependemos fundamentalmente da organização interna da empresa.5 bilhões pelas famílias e 5 bilhões pelo governo. professor da Universidade de São Paulo-USP. mas a transferência de riscos de acidentes a terceiros é um caso a se pensar. Para determinarmos exatamente as parcelas C2 e C3. que deve ser subtraída das demais. Vê-se que. C2 = custo referente ao reparo e reposição de máquinas. pela “melhorias do processo” no âmbito da empresa. 12.47 i = indenizações e ressarcimentos recebidos através de seguro ou de terceiros (valor líquido). como paralisação. Portanto. em recente estudo constatou que o Brasil gasta R$ 20 bilhões por ano com acidentes e doenças ocupacionais. 2. Não nos colocaremos aqui numa posição contrária ou a favor da adoção desse critério de Cicco.

504.465 ANO 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 TOTAL 1.472 1995 424. no aumento da produtividade e na melhoria da qualidade dos produtos e processos. ou seja. 2006.551.761 1.071 399.090 acidentes de trabalho Fonte: Agora .859 1. estamos mais preocupados em somente arrecadar recursos públicos para cobrir essas despesas.187 1.723 1.322 532.523 1.750 1. desestruturação de famílias. os quais na realidade.861 1.514 412. ou 9 por segundo.614.124 991.137. se esvaem em indenizações.341 387.443 693.115 961.444. No mundo ocorrem cerca de 250 milhões de acidentes ao ano.572 632.1 milhão de mortes por ano.330. o mundo gasta 4% do PIB com acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. 2000).220. Os custos econômicos com acidentes do trabalho estão crescendo aceleradamente.868 340.627 1.077 465.743.575 1.111 1. 2.003.680 503.270.5 – ESTATÍSTICA DE ACIDENTES NO BRASIL Tabela – Número de acidentes ocorridos no Brasil ANO 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 TOTAL 1. dentre outros prejuízos. Tais acidentes resultam em 1. perda de competitividade.581 888.820 363. (VENDRAME. Segundo a OIT .Revista Proteção. perda de capital humano.501 1.207.796.916.464.251 393. 475 por minuto.700 499.137 Fonte: Anuário Brasileiro de Proteção .696 1.455 421.632.304 ANO 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 TOTAL 395.343 414. No entanto.293 388.890 653. INSS registra 653.178. 685 mil por dia.48 diretamente na redução do custo com acidentes.077.090 1982 1.825 1.211 1.

Os homens representam 73.135 desses acidentes – ou seja. a estatística da Previdência aponta uma alta de 27. Gráfico – Número de acidentes ocorridos no Brasil NÚMERO ACIDENTES POR ANO 2. Antes. comunicaram ao INSS 514. ACIDENTES 2. 21.000 1. Os demais foram identificados pelo instituto por meio de um dos nexos (exames que relacionam as causas de doenças e acidentes do trabalho).000 0 ANO .000.5% em relação a 2006. elas eram feitas apenas com base nas informações passadas pelas empresas.786 por doença profissional característica do trabalho executado.000 No.785 decorrentes da atividade do acidentado.34% dos segurados que tiveram um acidente de trabalho em 2007. sendo 414. 653.564 ocorridos no trajeto entre a casa e o local de trabalho e 20.49 Brasília/DF .500. As empresas. no ano passado.090 acidentes de trabalho. porém.500.28% a menos. 78. Os nexos foram criados no ano passado justamente para um controle mais rigoroso sobre os acidentes de trabalho e para tornar as estatísticas mais confiáveis.000 1.000. Considerando-se o número total de acidentes em 2007 (653 mil).A Previdência registrou.000 500.

que produzirá efeitos a partir de janeiro de 2009.Somafoto A Receita Federal do Brasil e o Ministério da Previdência divulgam a partir de 1° de setembro o FAP (Fator Acidentário Previdenciário) de cada empresa.FAP e NTEP FAP entra em vigor Fonte: Revista Proteção Foto: Marcus Almeida . Esse valor será multiplicado pelo percentual do SAT gerado a partir do segmento econômico.6 . a chamada alíquota nominal.50 2. . que foi recalculado após as contestações. O resultado é a taxa do SAT a ser paga por cada empresa. As empresas que discordarem do valor só poderão contestá-lo mediante ação judicial. Isso porque elas já puderam entre 31 de novembro e 3 de janeiro de 2008 contestar o FAP. Esse é mais um passo para consolidação do NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico) no país. que a Previdência chama de alíquota específica.

explicou o ministro. O FAP será aplicado sobre a alíquota do imposto do seguro de acidente no trabalho pago pelas empresas. Fonte: Revista Proteção . Senat. a alíquota do seguro de acidentes varia de 1% a 3% sobre a folha de pagamento da empresa. Esse mecanismo entraria em vigor no dia 1º de janeiro de 2009. o governo negocia com o chamado Sistema S (Senai. A pergunta deixou de ser se o trabalhador está doente. avalia o médico do Trabalho e membro do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers). Além disso. Com a entrada em vigor do FAP. Pimentel disse ainda que o adiamento por um ano da entrada em vigor do FAP ocorre também em razão do critério da anualidade . José Pimentel. Segundo o ministro. a CNI (Confederação Nacional da Indústria) ajuizou uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra o NTEP.51 Mas isso não significa que todos os setores estão aceitando essa nova realidade que foi regulamentada pelo Decreto 6042. Consultor Trabalhista e Previdenciário. Sócio da Coelho e Morello Advogados . A pergunta agora é se o ambiente é doentio. Fonte: Agência Estado . Senac. Sesc. As empresas precisam mostrar que têm um ambiente salubre e equilibrado. a sua vigência só pode ocorrer no ano seguinte à sua aprovação e definição do marco legal. A idéia do governo é que a alíquota do imposto seja reduzida para as empresas com pouca incidência de acidentes no trabalho e seja ampliada para aquelas com altos registros de acidentes.por ser um imposto. a Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho) se posicionou a favor das alterações. mas um decreto do presidente da República. Há falhas técnicas e jurídicas. anunciou quarta-feira.O ministro da Previdência Social. “O NTEP é mal elaborado.2/9/2008 Previdência adia vigência do FAP para janeiro de 2010 Fonte: Agência Estado Brasília/DF . Pimentel explicou que o adiamento é necessário para que uma comissão formada por governo. A questão não foi julgada. Paulo Rogério Albuquerque de Oliveira. ingressando como parte interessada e pedindo a improcedência da ação. As empresas podem ter um acréscimo de 100% nas alíquotas enquanto a redução é de 50%. Iseu Milman. O foco passa a ser a empresa e não mais o trabalhador. Passamos a enxergar o coletivo e que há empresas que são epidêmicas e estão produzindo doentes”. de 12/02/07.24/9/2008 Entenda sobre NTEP / FAP e SAT Perguntas e respostas dadas pelo Dr. Por sua vez. as empresas não estão cumprindo a cota de deficientes e de trabalhadores reabilitados porque a qualificação oferecida hoje não é suficiente para garantir a inserção desses trabalhadores. Luiz Eduardo Moreira Coelho. Senar. empresários e trabalhadores conclua as discussões sobre o marco legal na área de saúde e de segurança no trabalho. Segundo o Ministério da Previdência. O Nexo tem sido criticado por alguns profissionais de SST e pelo meio empresarial. Sebrae e Sescoop) a assinatura de um protocolo até o fim deste ano para que a reabilitação e requalificação dos trabalhadores vítimas de acidente no trabalho ou de doenças ocorram dentro do espaço dessas entidades que integram o Sistema S. Ainda em 2007. Sest. e o NTEP está em vigor. que vem se mobilizando. “A visão da Previdência é uma visão de saúde pública. 24. adiará a implantação do FAP para 1º de janeiro de 2010. essas alíquotas podem ser reduzidas à metade ou serem ampliadas em até 100%. o adiamento por um ano da entrada em vigor do Fator Acidentário de Prevenção (FAP). que será publicado nos próximos dias. rebate o Coordenador-Geral de Políticas de Saúde do Trabalhador do Ministério da Previdência Social e doutor em ciências da saúde pela UNB (Universidade de Brasília). É um critério desigual e de caráter arrecadatório e não de proteção ao trabalhador”. com a supervisão do Ministério da Previdência Social.

se der causa a muitos acidentes ou doenças ocupacionais (com afastamento superior a 15 dias). Como o senhor avalia as mudanças na lei de seguro de acidente de trabalho? Positiva ou negativa? Por que? É positiva a medida. Como o senhor avalia o seminário prova e contraprova do NETP. o SAT. etc.52 Como a previdência social tem atuado a fim de diminuir os elevados gastos com benefícios? Em diversas frentes: aperfeiçoando a legislação em vigor. do que é exemplo o Decreto nº 6. pois se assim não agirem. de até 50%. Qual a dica que o senhor dá para quem está com problemas com a previdência? . presente que o médico perito do INSS está sujeito a equívocos no momento de estabelecer nexo. reduzirá o número de acidentes e doenças ocupacionais. Isto porque o NTEP cria situação para se discutir administrativa e judicialmente o real estado de saúde de empregados que se afastam do trabalho em virtude de doenças que. No que as mudanças na lei auxiliarão nisso? Com a instituição do NTEP cabe ao médico perito estabelecer nexo entre doenças e trabalho. menor será o gasto da Previdência com benefícios. a revisão de benefícios e aumento do número de altas médicas. ou mesmo ao ajuizamento de ação por parte do Ministério Público do Trabalho. Para as empresas com maior número de empregados. que regulamentou o NTEP e FAP. em face da conexão existente entre todos os órgãos acima citados. algo que favorece a todos nós. essa nova sistemática tende a induzir as empresas a redobrar suas atenções com medicina e segurança do trabalho. menos doenças e menos acidentes resultam em diminuição do " déficit" da Previdência. torna-se importante o debate acerca da importância e da qualidade das provas para efeito de os empregadores se resguardarem diante de potenciais contingências (que não são poucas e podem ser de vulto. por fim. algo cada vez mais comum. Quem o senhor avalia será mais atingido? O empregador ou o colaborador? Aquela empresa que não der atenção à segurança no trabalho. a redução poderá ser significativa. Para evitar esses ônus. E. já está se verificando nos últimos anos. a partir de uma lista de patologias atreladas a atividade econômica do empregador. até porque dele não se pode esperar amplo domínio de todas as patologias. Em sua opinião. por sinal. Ela ficará sujeita a um SAT mais elevado. Esse sistema aumenta a possibilidade de responsabilização futura das empresas pelo INSS e o incremento do seguro de acidente de trabalho que hoje recolhem.042. pois o SAT incide sobre a folha de pagamentos a cada mês. Como conseqüência. de até 100%. com maior freqüência. que. Isto. que acontecerá em setembro de 2008? Qual a importância desse evento para as empresas? É uma excelente iniciativa. ainda ficará exposta ao risco de autuações por parte da Previdência e do Ministério do Trabalho. incremento da fiscalização. Ficará exposta a ações regressivas do INSS. Ademais. Ademais. além de permitir maior disponibilidade para que a estrutura do Instituto possa melhor atender aos trabalhadores em geral. contendo pedidos de reparação por danos morais e materiais. como já salientado acima). tem movido ações para cobrar os valores desembolsados a título de benefício a empregados afastados por tais motivos. Quem cuidar bem da saúde e da segurança de seus empregados (o que é um dever de todas as empresas) poderá se beneficiar de uma redução do valor do seguro de acidente de trabalho. Ao transferir para o médico perito do INSS a missão de enquadrar ou não um caso como doença profissional de empresa empregadora e das patologias que normalmente delas resultam. Por via reflexa. qual a importância do NTEP? Total. muitas vezes não decorrem do trabalho. A empresa relapsa ainda deparará com maior volume de ações trabalhistas individuais. grande será a probabilidade de surgirem contingências de vulto. todas deverão aprimorar a gestão de medicina e segurança.

Creio que poderá surgir a oportunidade também para falar de "implicações judiciais associadas a NTEP". Nesse campo.042/07.07. agora o INSS diz que foi ali que ele ficou doente. Exemplo: se uma empresa tem uma máquina ruidosa (barulhenta). Não é fácil. quando o trabalhador pede auxíliodoença. Não apenas por realizar uma má gestão em medicina e segurança. b) Se a empresa não provar que não tem culpa. . entendimento) lógica entre uma causa e um efeito.430/06 e regulamentado pelo Decreto n. quem mantiver um nível de exposição acentuado tende a ser descoberto. se for o caso. Wladimir Novaes Martinez. quem declara a sua presença é a Perícia Médica do INSS. de uma forma ou de outra. produzindo acima de 85 db(A). ENTENDA SOBRE NTEP Entenda sobre NTEP / FAP e SAT Perguntas e respostas dadas pelo Dr. os empregadores encontram-se vulneráveis. resolver os problemas. responsabilidades e conseqüências para o trabalhador. Não há outro. Quais as principais mudanças que essa norma traz? As mudanças são: a) inversão do ônus da prova. ajudá-las a encontrar o melhor caminho. como ele bem sabe. Gustavo Gomez. Entrou em vigor em 1º. O segurado não tem de provar que houve o NTEP. INSS e para o MTE. Causa: ambiente laboral insalubre.53 Para responder a indagação basta considerar dois fatores incontroversos: o INSS tem um "déficit" que precisa ser reduzido ou eliminado. autuado e multado. e o trabalhador que foi admitido hígido (saudável) na empresa apresenta disacusia (surdez). 11. a partir do que for abordado pelo palestrante do "case". se não tomar cuidados. um tema que poderá ser melhor focalizado por Dr. Foi criado pela Lei n. antes o segurado tinha que provar que adquiriu a doença no serviço. Cabe à empresa. A dica então não pode ser outra: revejam e corrijam suas posturas porque o Governo não ignora que nesse âmbito previdenciário a arrecadação poderá crescer sensivelmente. Dele procurarei extrair elementos para uma abordagem mais ampla. Quer dizer uma relação (ilação. fazer um bom exame admissional e saber um pouco de sua vida pessoal. Coisa muito séria. estão associadas as questões previdenciárias. Minha participação no seminário girará em torno do "case" que será apresentado. por exemplo. abordar "situações de vulnerabilidade que desencadeiam nexo entre atividades laborativas e doenças ocupacionais ou acidentes de trabalho". Logo. conclusão. O empregador. Essas mudanças beneficiarão quem? O empregador ou o empregado? As mudanças beneficiam o trabalhador e se as empresas seguirem a lei vão beneficiar o INSS. sob diversos aspectos. c) As empresas têm de tomar cuidado na admissão para apurar se o trabalhador não está sendo contratado com incapacidade adquirida preteritamente. mas por adotar procedimentos não conformes que. As fontes de aumento da arrecadação do Governo. consubstanciam menor receita para o custeio do sistema previdenciário. Advogado Especializado em Direito Previdenciário. de forma a atingir o interesse geral. a empresa. Qual a importância de organizar e participar um evento para falar sobre o tema? Quem organiza um evento dessa natureza está tentando explicar as empresas as suas responsabilidades. arca com conseqüências seriíssimas de variada ordem. fazer a contraprova.04. 6. Faça um breve histórico de como será sua palestra no seminário NTEP. Considero provável a hipótese de. sofrerá as ações. entende-se que ela foi adquirida nessa empresa e daí sobrevém um mundão de desdobramentos. igualmente convidado para esse módulo do evento. Efeito: doença ocupacional do trabalhador. Autor de mais de 50 Obras Previdenciárias e Comendador do Instituto dos Advogados Previdenciários de São Paulo – IAPE O que é NTEP? NTEP é uma sigla que designa o Nexo Técnico Epidemiológico.

5% (asse diminbuirem os acidentes). enfim quase tudo sobre o assunto. Se o INSS entender que está presente a negligência. Alíquotas aplicadas à folha de pagamento dos salários. Nexo Técnico Epidemiológico. as empresas podem sofrer uma ação regressiva para a autarquia recuperar o que gastou com o segurado. a Perícia Médica entenderá que foi adquirida digitando e a responsabilidade é do banco. a contribuição mensal era fixada em 1%. Do que fala? Meu livro "PROVA E CONTRAPROVA DO NEXO EPIDEMIOLÓGICO". desdobramentos. uma mudança significativa. esta nova metodologia leva em conta o número de afastamentos encaminhados ao INSS gerados . Civil: podem ter de pagar uma indenização. o NTEP é importante e as empresas precisam conhecê-lo com profundidade.5%. mas tricoteia em casa. 2% ou 3% da folha de pagamento de salários para custeio do Seguro Acidente de Trabalho. Mas. Um livrinho bom e barato. E aí. seu conceito. A partir de setembro. Quanto as empresas pagavam e quanto pagarão agora? Em termos de SAT. de 2% para 1% e de 3% para 1. de 2% para 4% e de 3% para 6% (se dobrarem os acidentes). que iniciará os neófitos na matéria. se caracterizada a culpa pela doença ocupacional. Anteriormente. responsabilidades. Wladimir Novaes Martinez. poderá passar de 1% para 2%. Trabalhista: Podem ter de garantir o emprego do trabalhador por 12 meses e recolher o FGTS enquanto perdurar o auxílio-doença. Dr. como é que fica? O banco não tem culpa. De acordo com o especialista em Direito Previdenciário. é importante ouvir vários expositores para encadear as idéias. Como será a sua palestra no Seminário Prova e Contraprova do Nexo Técnico Epidemiológico. Seguro de Acidente de Trabalho pode ter valor dobrado pela nova lei O NTEP. Podem ser multadas pelo MTE. também pode passar de 1% para 0. Mas. Fale um pouco sobre o livro do senhor.54 Qual a importância de uma empresa participar desse evento? Como estas questões são VARIADÍSSIMAS. um tratamento epidemiológico das doenças ocupacionais. PARTICIPE DO EVENTO E VOCÊ TERÁ A RESPOSTA!!! Quais as mudanças em valores que serão modificadas com essa mudança na lei? Quando a Perícia Médica do INSS declarar a existência do NTEP. Vou dar um exemplo claríssimo: nos bancos existe muita digitação e muita LER (Lesão por Esforço Repetitivo).pelo nexo epidemiológico.5% até 6%. ou seja. orientações. olhe. é o critério de concessão de benefício de acidentes de trabalho para os segurados que estão de alguma forma incapacitados de exercerem suas funções. expõe o que é o NTEP. Se um bancário requerer um auxílio-doença no INSS e alegar a LER. Quem não tem INFORMAÇÃO pode sofrer seriíssimas conseqüências e ter muitas dores de cabeça. e se a pessoa é quem faz o cafezinho e nunca digitou. visto que algumas empresas poderão ter seu SAT reduzido em até 50% enquanto outras terão aumento de até 100%.NTEP? Minha palestra tratará da novidade: a substituição do nexo causal (que todo mundo conhecia relação de causa e efeito normal . o primeiro a ser publicado sobre o assunto no País. COMPLICADÍSSIMAS E DISCUTIDÍSSIMAS. QUER DIZER. que variava conforme o risco de cada empresa. o SAT passa a ter nova fórmula para o cálculo e a alíquota paga pelas empresas irá variar de 0. Esse valor que as empresas pagam é referente a que? Esse valor é revertido em beneficio para o empregado? Tais contribuições do seguro de acidentes do trabalho (SAT) destinam-se a custear a previdência social e um modo geral e as prestações acidentárias em particular. se ele for flexibilizado. o SAT. as empresas assumem um enorme encargo. SEM EXAGERO.

a Previdência Social constatou um grande número de subnotificação. O evento começa neste domingo (29). Com a criação do NTEP. as empresas poderão contestar esse valor do FAP. fará. o que comprova a ocorrência de subnotificação. proposto pelo INSS. permite ao governo ter dados mais próximos da realidade. fazendo a contraprova.55 por acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. as mudanças precisam estar bem explicadas. “Vai haver inversão do ônus da prova. Esses benefícios eram registrados como auxílio-doença previdenciário. diz Todeschini. Portanto. De 1º de setembro a 31 de dezembro de 2008. arca com sérias conseqüências de variada ordem. Embora a comunicação seja obrigatória por lei.27/06/2008 SÁUDE E SEGURANÇA: Brasil apresenta na OIT iniciativas para combater acidentes Previdência destaca importância do NTEP contra a subnotificação Da Redação (Brasília) – O diretor do Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do Ministério da Previdência Social. este momento é uma grande oportunidade de reduzir custos e melhorar. já que antes o segurado tinha que provar que adquiriu a doença no serviço. integrada por representantes dos Ministérios da Previdência. muitas delas não informavam a ocorrência de acidentes e doenças ocupacionais ao Ministério da Previdência Social. para algumas empresas. em Seul (Coréia). de cada empresa. no 18º Congresso Mundial de Seguridade e Saúde no Trabalho. e termina no dia 2 de julho. e dos trabalhadores e empresários. “As empresas que afastam pouco e têm bons índices acabarão sendo beneficiadas. uma ampla exposição sobre a ocorrência de acidentes de trabalho no Brasil e as medidas adotadas pelo governo para fortalecer a cultura da prevenção e de ambientes mais seguros para os trabalhadores. o próprio perito enquadra o caso como doença do trabalho ou decorrente de acidente do trabalho. o que é fundamental para a definição de políticas preventivas. Se a empresa não provar que não tem culpa. da Saúde e do Trabalho e Emprego. enquanto para outras pode significar ameaça”. . afirma o advogado 09:32 . As empresas também têm de tomar cuidado na admissão para apurar se o trabalhador não está sendo contratado com incapacidade adquirida preteritamente”. Remígio Todeschini. o registro de acidentes e doenças ocupacionais dependia de comunicação da empresa. agora o INSS diz que foi ali que ele ficou doente. explica Todeschini. vai trabalhar para aperfeiçoar a política de prevenção de doenças e acidentes do trabalho no Brasil. “O Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP) é o nosso instrumento de combate à subnotificação”. houve um crescimento de 134% no número de auxíliosdoença acidentários concedidos. Esse Fator deverá ser multiplicado pela atual alíquota do SAT para se saber qual a nova alíquota que a empresa deverá se submeter a partir de janeiro de 2009. implantado em abril de 2007. Uma comissão tripartite. possibilita que o perito médico do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) verifique se há correlação entre a doença apresentada pelo trabalhador e a atividade que ele exerce na empresa. Segundo Martinez. Antes. em 11 meses de aplicação do Nexo Técnico. Em caso positivo. FAP. Tanto é que. A partir de 1º de setembro o INSS divulgará o Fator Acidentário Previdenciário. O NTEP. A aplicação do Nexo Técnico.

=================================================== Nova regra do INSS faz explodir afastamento por acidente São Paulo/SP . O aumento dos auxílios-doença acidentários aconteceu porque. secretário de Políticas de Previdência Social. o Brasil registrava uma média de 1. o perito pode determinar que a doença foi causada pela atividade do trabalhador. Além do drama para o trabalhador acidentado e sua família. manteve-se estável. Todeschini ressalta que." Alguns advogados dizem que o NTEP será mais um atravancador não só do INSS como também da Justiça trabalhista. Com o novo mecanismo. em 2007. Segundo eles. Com a entrada em vigor do NTEP. também. Já aquelas com maior incidência de doenças e acidentes de trabalho vão pagar mais. "Muitos empresários evitam assumir os afastamentos por acidente de trabalho para evitar custos com FGTS e a estabilidade do empregado". somando-se os acidentários e os previdenciários. na década de 70. a empresa que investir mais em prevenção terá uma alíquota menor. Esse tipo de afastamento dá ao empregado estabilidade de 12 meses e obriga a empresa a depositar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) do funcionário afastado. O total de benefícios concedidos no período. houve novo aumento. dependendo do grau de risco de cada uma delas. . A média caiu para 500 mil. contra 11.7 bilhões aos cofres da Previdência Social. sem consertar o que está errado. entrou em vigor o chamado NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico). Em maio. afirma Helmut Schwarzer. em relação a março. de 15%. "Eles se livram do trabalhador acidentado. Essa listagem permite aos médicos peritos do INSS estabelecer a correlação entre a doença do trabalhador e a atividade econômica da empresa.são estabelecidas por setor. a partir de janeiro.56 Em sua exposição. último mês em que foi feito o levantamento. com alíquotas diferenciadas por empresa. Atualmente. explicará. socializam o prejuízo e continuam estragando a saúde de outros trabalhadores.8% no mês de abril. e pode ser reduzida significativamente com a adoção de medidas de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Remígio Todeschini. no entanto. em abril.594 benefícios de auxílios-doença acidentários. o perito não tem condições técnicas para avaliar se há correlação entre a doença e a atividade profissional.539 em março. Foram concedidos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em abril 28.O número de afastamentos por acidentes de trabalho cresceu 147. que o Brasil colocará em prática. R$ 10. as alíquotas de contribuição ao seguro – de 1%. cabia às empresas dizer que o afastamento tinha sido causado pelo trabalho. O nexo é um estímulo para que as empresas melhorem os processos. um novo sistema de cobrança do Seguro de Acidente de Trabalho (SAT). os acidentes de trabalho e as aposentadorias especiais decorrentes de trabalhos penosos e insalubres custaram. Até então.5 milhão de acidentes do trabalho por ano. 2% e 3% .

lay-out. máquinas e equipamentos. sem fazer uma investigação mais profunda da causa da doença". do Ministério do Trabalho e Emprego) GRUPO 1: VERDE Riscos Físicos Ruídos Vibrações GRUPO 2: VERMELHO Riscos Químicos Poeiras Fumos GRUPO 3: MARROM Riscos Biológicos Vírus Bactérias GRUPO 4: AMARELO Riscos GRUPO 5: AZUL Riscos de Ergonômicos Acidentes Esforço Físico Arranjo Físico Intenso Levantamento Inadequado e Máquinas Proteção de Ferramentas Inadequadas e e Transporte Manual Equipamentos sem Radiações Ionizantes Radiações Não Ionizantes Frio Gases Parasitas Neblinas Fungos Névoas de Peso Protozoários Exigência Postura Inadequada Defeituosas Controle Rígido de Iluminação Produtividade Imposição Inadequada de Eletricidade Ritmos Excessivos . 25. (Tabela I do Anexo à Portaria No. podem causar danos à saúde das pessoas. que envolve desde a estrutura física. Sob o ponto de vista da Segurança e Saúde do Trabalho. do escritório Coelho. ênfase maior deve ser dada aos agentes ambientais ou riscos ambientais. que são os elementos ou substâncias presentes nos diversos ambientes humanos. "O médico perito olha o trabalhador e faz o diagnóstico a partir da listagem. que quando encontrados acima dos limites de tolerância. especializado em assuntos trabalhistas e previdenciários.0 – CONDIÇÕES AMBIENTAIS DE TRABALHO As condições ambientais de trabalho são as situações de trabalho existentes no ambiente. utensílios. Fonte: Folha de S. DE ACORDO COM A SUA NATUREZA E A PADRONIZAÇÃO DAS CORES CORRESPONDENTES. materiais.Paulo – 26/07/07 3. afirma Luiz Coelho. Morello e Bradfield.57 porque ele não conta com a infra-estrutura para realização de exames que determinam a causa do afastamento. CLASSIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS RISCOS OCUPACIONAIS EM GRUPOS. de 29 de dezembro de 1994. até os recursos humanos disponíveis.

substâncias tais como cimento e cal. Controle Rígido de Produtividade. Trabalho em Turno e Noturno. vibrações. 4. Eletricidade. d) Riscos de Acidentes: Arranjo Físico Inadequado. Compostos ou Produtos Químicos em geral Umidade Monotonia Jornadas Trabalho Prolongadas e Animais Repetitividade Peçonhentos Outras situações Outras situações causadoras psíquico de de riscos que stress físico e/ou poderão contribuir para a ocorrência de acidentes Os riscos de acidentes são conhecidos também como riscos mecânicos. praticamente junto com as Normas Regulamentadoras – NR.ÓRGÃOS DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO NAS EMPRESAS (SESMT E CIPA) Criado na década de 70. c) Riscos Ergonômicos: Esforço Físico Intenso.0 . Imposição de Ritmos Excessivos. Ferramentas Inadequadas e Defeituosas. o SESMT é um setor existente em algumas .58 Calor Vapores Bacilos Trabalho em Probabilidade Incêndio Explosão de Armazenamento Inadequado de ou Turno e Noturno Pressões Anormais Substâncias. Na indústria da construção. b) Riscos Químicos: poeiras. Exigência de Postura Inadequada. Máquinas e Equipamentos sem Proteção. os principais agentes de riscos existentes no ambiente de trabalho são: a) Riscos Físicos: ruídos. Levantamento e Transporte Manual de Peso. calor. Armazenamento Inadequado.

continuaria regulamentando sobre SESMT. Acredita ele. como conseqüência. Técnico de Segurança do Trabalho. ou seja. Sérgio Latance Júnior. as alterações para consulta prévia. como o Eng. A sua obrigatoriedade nas empresas é função do número de empregados da empresa e do seu grau de risco. E. hoje. através da Portaria No. Alguns profissionais de segurança. Enfermeiro do Trabalho e Auxiliar de Enfermagem do Trabalho desempenham um papel relevante na Prevenção dos Acidentes e Doenças do Trabalho. Existiriam agora três tipos de SESMT: . matéria prima. 10 de 06 de abril de 2000. No entanto. que o SESMT tratou as normas de forma legalista.SESMT para “Sistema Integrado de Prevenção de Riscos do Trabalho – SPRT”. E. dependendo do seu grau de risco e o número de empregados.59 empresas. Os profissionais que já trabalhavam em algumas empresas na área de segurança do trabalho passaram a ser reconhecidos oficialmente. O grau de risco. É considerado um “divisor de águas” nas atividades destinadas à segurança e saúde do trabalho. organização do trabalho e programas de melhoria contínua. os profissionais pertencentes aos SESMT: Médico do Trabalho. não concordam que o SESMT reduziu o número de acidentes. que vai de 1 a 4. Engenheiro de Segurança do Trabalho. Assim é que a Norma Regulamentadora NR-4 está em fase de revisão. diminuiu consideravelmente o número de acidentes do trabalho. pois muitas empresas que não tinham seu SESMT. Os SESMT são normalizados através da Norma Regulamentadora NR-4. conforme Quadro II constante na NR-4. passaram a tê-lo. consta do Quadro I da NR-4 e é função da atividade da empresa. conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE. por exigência legal. o Ministério do Trabalho e Emprego publicou. A primeira mudança seria no nome da NR-4 que passaria de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho . esquecendo a melhoria das condições de trabalho do ponto de vista produtivo.

dependendo das situações • previstas na NR-4. Até 1986. A NR-5 já foi revista por seis vezes. está descrito na NR – 5 (Norma Regulamentadora Nr. Algumas empresas são obrigadas a formar esta comissão. dependendo do número de funcionários e do grupamento de atividade econômica a qual pertence. 5). A diferença. poderiam formar um SESMT multiempresa. Sobral continuou com apenas uma empresa a possuir CIPA.MTE. dentre outras. Em 1987 foram constituídas mais 10 CIPA’s. uma empresa de cerâmica que fabrica tijolos e telhas. dependendo da situação prevista na NR-4. . esta foi criada em 1944 e realiza papel importante até hoje. mas cujas atividades são exclusivamente voltadas para a segurança e saúde no trabalho. a formação e o funcionamento da CIPA.60 • SESMT Próprio – continua sendo contratação obrigatória de de determinadas empresas. por falta de fiscalização e uma consciência prevencionista não as constituíam. sendo que a última foi em 1999. • SESMT Coletivo – determinado grupo de empresas. embora outras empresas fossem obrigadas a tê-las. A relação de classes a qual pertence cada empresa. SESMT Externo – empresas que não sejam obrigadas um manter um SESMT próprio deveriam contratar uma entidade jurídica prestadora de serviços na área de segurança e saúde no trabalho. entre CIPA e SESMT é que a CIPA é composta por funcionários da empresa que realizam atividades diversas das atividades de segurança e saúde no trabalho e enquanto que os componentes do SESMT são também funcionários da empresa. credenciadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego . A Norma Regulamentadora NR-5 é quem normatiza a constituição. No entanto. voltando a serem constituídas somente em 1993. A primeira CIPA de Sobral foi constituída em 27 de março de 1978 na COSMAC. de acordo com a sua Classificação Nacional de Atividade Econômica. dependendo do grau de risco e número de funcionários. Quanto à CIPA.

CIPA ANO No. o Engenheiro Agrônomo Francisco José Ponte Albuquerque. Número de CIPA por ano 25 Nº de CIPA 20 15 10 5 0 1978 1 0 1979 0 1980 0 1981 0 1982 0 1983 0 1984 0 1985 0 1987 1986 10 2 1993 3 0 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 3 22 16 9 3 0 1988 0 1989 0 1990 0 1991 0 1992 Ano Em junho de 2000. ANO No. Vejamos a evolução: Tabela 1 – Número de CIPA constituídas em Sobral. Sobral conta com 52 CIPA’s. . pois 17 foram desativadas por motivos técnicos de não obrigatoriedade da legislação. fato este ocorrido quando assume. CIPA 0 0 0 0 0 0 16 Gráfico 1 – No.61 Em 1997. O crescente número de CIPA’s em Sobral a partir de 1997 deve-se ao maior rigor na fiscalização e exigência do cumprimento da legislação. em 1997. CIPA 1978 1 1979 0 1981 0 1982 0 1984 0 1985 0 1987 10 1988 0 1990 0 1991 0 1993 2 1994 3 1996 3 1997 22 1999 9 2000 3 FONTE: Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral ANO 1980 1983 1986 1989 1992 1995 1998 No. quando se intensificou a fiscalização. a partir de 1978. CIPA CONSTITUÍDAS POR ANO EM SOBRAL. a chefia do Setor de Inspeção do Trabalho da Sub – Delegacia do trabalho de Sobral. houve um grande aumento nos CIPA’s.

Vejamos a evolução: Tabela 2 – Número de SESMT constituídos a partir de 1997 ANO 1997 1998 Nº de SESMT 6 2 FONTE: Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral 1999 7 2000 2 Em junho de 2000. . cresceu a partir de 1997.: Os dados referente ao ano de 2000 se referem até junho/2000. Mas a partir de 1998 está com tendência de queda. O número de acidentes do trabalho registrados em Sobral. exatamente quando do aumento da fiscalização que propiciou a criação das CIPA’s e SESMT’s em Sobral. Sobral possui 12 SESMT. a partir de 1991. Isto deve-se ao fato de que os acidentes/doenças passaram a ser registrados devido a uma maior rigor na fiscalização do cumprimento das normas de segurança e prevenção de acidentes. foram: Tabela 3 – Número de Acidentes Ocorridos em Sobral ANO 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 NºAC IDEN 139 144 101 130 162 105 207 286 183 56 TES FONTE: Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral Obs. em Sobral. pois 5 (cinco) foram desativados por motivos técnicos de não obrigatoriedade da legislação. mostrando que há um trabalho dos profissionais no sentido de reduzir esses números. Conforme levantamento feito junto à Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral. Até então não havia nenhum SESMT. o número de acidentes ocorridos ano a ano.62 Os SESMT’s das empresas de Sobral só vieram a ser cosntituídos a partir de 1997 quando foram criados 6 (seis) SESMT.

O uso deste tipo de equipamento só deverá ser feito quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a atividade. cabe ao encarregado. recomendar o EPI adequado à proteção do trabalhador. ou seja. Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho .EPC são dispositivos utilizados no ambiente de trabalho com o objetivo de proteger os trabalhadores dos riscos inerentes aos processos. em Sobral é criada a ACISPAT – Aliança das CIPA’s na Semana de Prevenção de Acidentes do Trabalho. ruas. panfletagem. Os equipamentos de proteção coletiva . a preferência pela utilização deste é maior em relação à utilização do EPI. quando as medidas de proteção coletiva não forem viáveis. Palestras. gincanas. a necessidade de prevenção dos acidentes e doenças no . já que colabora no processo aumentando a produtividade e minimizando os efeitos e perdas em função da melhoria no ambiente de trabalho. eficientes e suficientes para a atenuação dos riscos e não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho. em perfeito estado de conservação e funcionamento. Conforme dispõe a Norma Regulamentadora 6 .63 A partir de 1993. ou a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . propagandas em rádio. de uso individual utilizado pelo trabalhador.EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) O Equipamento de Proteção Individual . Nas empresas desobrigadas de constituir CIPA. mediante orientação de profissional tecnicamente habilitado. b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas. Portanto. e c) para atender a situações de emergência.SESMT. gratuitamente.EPI é todo dispositivo ou produto. o EPI será obrigatório somente se o EPC não atenuar os riscos completamente ou se oferecer proteção parcialmente. etc são realizados com a intenção de divulgar e alertar as pessoas para trabalaho. nas seguintes circunstâncias: a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho. Como o EPC não depende da vontade do trabalhador para atender suas finalidades. recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade. 5. Trata-se de um evento anual realizado durante uma semana em que se reúnem todas as CIPA’s das empresas localizadas nos municípios sob a jurisdição da Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral.CIPA nas empresas desobrigadas de manter o SESMT. a empresa é obrigada a fornecer aos empregados. EPI adequado ao risco. destinado a proteção contra riscos capazes de ameaçar a sua segurança e a sua saúde.0 .NR-6.

visando a manutenção de sua saúde física e proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho. já que com a utilização adequada do equipamento. podendo ser de 10%. a empresa deveria pagar o adicional de insalubridade de acordo com o grau enquadrado. por exemplo. de fabricação nacional ou importado. expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. e • cumprir as determinações do empregador sob o uso pessoal. A eliminação do ruído ou a neutralização em . botas e botinas. • Proteção para o cabelo: boné. OBRIGAÇÕES DO EMPREGADO O empregado também terá que observar as seguintes obrigações: • utilizar o EPI apensas para a finalidade a que se destina.64 Os tipos de EPI´s utilizados podem variar dependendo do tipo de atividade ou de riscos que poderão ameaçar a segurança e a saúde do trabalhador e da parte do corpo que se pretende proteger. capas e jaquetas. só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação . OBRIGAÇÕES DO EMPREGADOR Dentre as atribuições exigidas pela NR-6. É o caso de empresas que desenvolvem atividades insalubres e que o nível de ruído. tais como: • Proteção auditiva: abafadores de ruídos ou protetores auriculares. • Proteção de pernas e pés: sapatos. • comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio ao uso. cabe ao empregador as seguintes obrigações: • adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade. Neste caso. 20% ou 40%. • responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica. nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho. • Proteção respiratória: máscaras e filtro. gorro e rede. • Proteção da cabeça: capacetes. O equipamento de proteção individual.CA. está acima dos limites de tolerância previstos na NR-15. Com a utilização do EPI a empresa poderá eliminar ou neutralizar o nível do ruído. • orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado. guarda e conservação. podem também proporcionam a redução de custos ao empregador. • Proteção visual e facial: óculos e viseiras. • substituir imediatamente o EPI. • exigir seu uso. • Proteção contra quedas: cintos de segurança e cinturões. PROTEÇÃO DO TRABALHADOR E REDUÇÃO DE CUSTOS AO EMPREGADOR Os Equipamentos de Proteção Individual além de essenciais à proteção do trabalhador. • responsabilizar-se pela guarda e conservação. • fornecer ao trabalhador somente o equipamento aprovado pelo órgão. capuz. e • comunicar o MTE qualquer irregularidade observada. • Proteção de mãos e braços: luvas e mangotes. será eliminado. • Proteção para o tronco: aventais. o dano que o ruído poderia causar à audição do empregado. quando danificado ou extraviado.

0 . marca Barimassa. 2 – Paredes revestidas de argamassa baritada para proteção radiológica. protegendo contra danos à saúde e a integridade física dos trabalhadores. 3 – Ar condicionado. As medidas de proteção coletivas contra quedas de altura (como bandejas. 12 – Lavatório com torneira com acionamento com os braços (Centro Cirúrgico) 13 – Biombos revestidos com chumbo para proteção contra radiação . Em locais onde isso não for possível. ABNT NBR IEC 61313/2004 (Tomografia). O exaustor é um exemplo de EPC. tipo avental de chumbo. Exemplos de EPC: 1 .65 nível abaixo do limite de tolerância isenta a empresa do pagamento do adicional. fabricante KONEX. Sem CA. 5 – Corrimãos 6 – Guarda-corpos 7 – Exaustores 8 – Ventiladores 9 – Detectores de gás óxido de etileno 10 – Lava-olhos e chuveiro de emergência (Central de Óxido de Etileno) 11 – Portas revestidas de chumbo. 4 – Extintores de incêndio. O ambiente de trabalho deve garantir a saúde e a segurança do trabalhador através de proteções coletivas. fabricante Osmed Produtos Radiológicos Ltda. guarda-corpo e outras) são obrigatórias e prioritárias.Vestimenta de segurança para proteção do tronco contra riscos de origem radioativa. o trabalhador deve usar cinto de segurança do tipo pára-quedista. evitando acidentes. Também faz parte da NR-18 as medidas de proteção coletivas contra quedas de materiais e ferramentas sobre o trabalhador. além de evitar quaisquer possibilidades futuras de pagamento de indenização de danos morais ou materiais em função da falta de utilização do EPI. 6. O equipamento de proteção coletiva serve para neutralizar a ação dos agentes ambientais.EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC) Os equipamentos de proteção coletivas (EPC) são aparelhos usados no saneamento do meio-ambiente.

sem CA. caixa tipo descartex. 20 – Capela de exaustão para Histologia – Laboratório de Anatomopatologia. sem CA. (Radiologia).5 mm/Pb.5 mm/Pb. Ltda. fabricante N.ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES INSALUBRIDADE e PERICULOSIDADE A Insalubridade. CRF 025. sabão. recipiente identificado para recolhimento de resíduos e descrição do procedimento.0 litros. 15 . compressas absorventes. 7º. composto de: luvas de procedimento.Cadeiras ergonômicas. marca MAVIG. 0. (Radiologia). 22 – Dispositivos de Pipetagem tipo pêra de borracha 23 – Filtro para impedir passagem de óxido de etileno 24 – “Kit” para limpeza em caso de derramamento de quimioterápicos. avental impermeável. no art. 17 – Vestimenta de segurança para proteção do tronco contra riscos de origem radioativa. tamanho 100x60. fabricante N. sem CA. Martins Proteções Radiológicas. capacidade total 13. marca MAVIG.. CA 4895 (Central de Óxido de Etileno). 16 .Macacão de segurança para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra respingos de produtos químicos. (Radiologia). Martins Proteções Radiológicas. a Periculosidade e a Penosidade estão previstas na Constituição Federal. capacidade útil 10.5 mm/Pb. própria para descarte de material perfuro cortante. 0.66 14 – Coletor de Material Perfurocortante Safe Pack.0 litros. Martins Proteções Radiológicas. em papelão. proteção ocular. 19 – Protetor da genitália contra riscos de origem radioativa. de Proteção Ind. fabricante Personal do Brasil Equip. marca MAVIG. 18 – Protetor da tireóide contra riscos de origem radioativa. 21 – Capela de exaustão para manipulação de Quimioterápicos com cortina de ar.: . 25 – Sinalização de Segurança 26 – Coifa 27 – Fita de Demarcação 28 – Telas de Proteção 29 – Pisos Antiderrapantes 30 – Para – Raios 31 – Carrinho de transporte para material contaminado 32 – Pia para lavagem de mãos 33 – Cones de sinalização de obstáculos 7. fabricante N. ref. 0. tipo avental de chumbo.0 . proteção respiratória.

” O Art. acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos.” No entanto. conforme NR-1 – Disposições Gerais. como fica? Somente terão direito se houver lei específica. na forma da lei..67 “São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. o MTE emitiu a Norma Regulamentadora NR – 15: “Atividades e Operações Insalubres” Norma Regulamentadora NR – 15: “Atividades e Operações Insalubres” São consideradas atividades e operações insalubres as que se desenvolvem: Acima dos Limites de Tolerância: .. E os funcionários das empresas públicas que são regidos pelo Estatuto do Servidor Público. por sua natureza. 190 da CLT delega ao Ministério do Trabalho a aprovação das atividades e operações insalubres e a adoção de normas regulamentadoras. regulamentando. Em razão disso. XXIII – adicional de remuneração para as atividades penosas. até agora. INSALUBRIDADE Art. condições e métodos de trabalho. Não há lei regulamentando as atividades penosas. Porém a observância somente é obrigatória para empresas privadas ou públicas que possuam empregados regidos pela CLT (carteira assinada).NR. 189 – CLT: “São consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que. somente atividades insalubres e perigosas foram regulamentadas. insalubres ou perigosas. através de Norma Regulamentadora . O Ministério do Trabalho e Emprego – MTE regulamentou as atividades insalubres e perigosas. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: . exponham os empregados a agentes noviços à saúde. na forma da lei.

.10%... 13 – Agentes Químicos..... 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente Anexo No. 14 – Agentes Biológicos................... 7 – Radiações não ionizantes....... 12 da Lei No.... 13 – Agentes Químicos Anexo No...........................................10%................... 3 – Calor.. 20% e 40% Anexo No.. 11 – Agentes Químicos Anexo No.......................40% Anexo No.........................................270 / 91) – incide sobre o vencimento do cargo efetivo... 2 – Ruído de Impacto Anexo No....20% Anexo No.................20% Anexo No....... 8 – Vibrações Anexo No................................................................... 2 – Ruído de Impacto..40% Anexo No....................... 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente.. 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente..20% Anexo No................................... 12 – Poeiras Minerais.... 9 – Frio... 6 – Trabalho sob condições hiperbáricas.....10% Anexo No..........20% Anexo No....... 6 – Trabalho sob condições hiperbáricas Anexo No.......40% Anexo No............ constantes no Anexo No. 12 – Poeiras Minerais Nas atividades mencionadas no Anexo No........................ 9 – Frio (só câmaras frigoríficas ou similares) Anexo No..................................... 11 – Agentes Químicos...................10% ...... 4 – Iluminação foi revogado... Anexo No.. 20% e 40% Anexo No............. 10 – Umidade................... 8 – Vibrações...................20% Anexo No........................... ultravioletas e laser) Anexo No......................20% e 40% ADICIONAIS DE INSABLUBRIDADE Servidor Público Federal (Ver art.......................68 Anexo No.............................. ADICIONAIS DE INSABLUBRIDADE Empregados – CLT (Ver NR-15) ..10% Anexo No...............20% Anexo No.............10% Anexo No............................ 14 – Agentes Biológicos Comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho............. 5 – Radiações Ionizantes Anexo No............ 3 – Calor Anexo No...: Anexo No..... 7 – Radiações não ionizantes...........20% Anexo No.................. 10 – Umidade Obs..... 8......20% Anexo No.............20% Anexo No................................................incide sobre um salário mínimo Anexo No........ 5 – Radiações Ionizantes............................................... 2 – Ruído de Impacto. 5 – Radiações Ionizantes...10% Anexo No........ 3 – Calor. 7 – Radiações não ionizantes (microondas. 6 – Trabalho sob condições hiperbáricas................ 8 – Vibrações...........

.........10% Anexo No.................. ......................... 10% e 20% Anexo No................ 697 / 2006 diz que os servidores terão direito aos adicionais de insalubridade e periculosidade nas mesmas condições dos trabalhadores em geral..........Os funcionários que trabalham com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com riscos de vida fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo.......... 9 – Frio.... regulamentando...... No caso do Município de Sobral.........20% Anexo No............. existe a Lei No...... 14 – Agentes Biológicos...... A legislação municipal que regulamenta as situações específicas é a Lei No...... Em resumo: a Lei Municipal No.... SUBSEÇÃO IV Dos Adicionais de \insalubridade Periculosidade ou Penosidade Art.............. insalubridade e periculosidade serão observadas as situações específicas na legislação municipal..... condições e limites fixados nas normas legais e regulamentares pertinentes aos trabalhadores em geral..... 697 de 30 de junho de 2006....... 13 – Agentes Químicos.......... 10 – Umidade........... ............ e incidirão sobre o vencimento básico do servidor...5%....................... 74 – Na concessão dos adicionais de penosidade............. 12 – Poeiras Minerais......10% e 20% ADICIONAIS DE INSABLUBRIDADE Servidor Público Estadual e Municipal – depende da existência de lei específica de cada Estado e de cada Município..... 038/92 ( Regime Jurídico Único para Servidores do Município de Sobral): ..5%....69 Anexo No.. Diz que os adicionais de insalubridade e periculosidade são devidos nos termos........... PERICULOSIDADE .. porém incidentes sobre o vencimento básico do servidor....10% Anexo No......... 11 – Agentes Químicos.......... Art..... 72 . 10% e 20% Anexo No.

. 1º Adotar ... 93. assegura ao empregado o adicional de periculosidade de que trata o § 1º do art.369/85. 5 da NR – 15 ficou sem uso para o caso de atividades e operações com Raios X. 193 -. prêmios ou participação nos lucros da empresa. prêmios ou participações nos lucros da empresa. VOLTANDO À INSALUBRIDADE NR -15 – Anexo No.” NR – 16 : “Atividades e Operações Perigosas” regulamenta as atividades envolvendo inflamáveis e explosivos. Adicional de Periculosidade = 30% incidente sobre o salário. o Anexo No.. Para atividades envolvendo eletricidade = 30% sobre o salário que perceber.412/86. Observação Importante: Exclusivamente para Operadores de Raios X. PORTARIA Nº 518.. sem os acréscimos resultantes de gratificações.O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações.. 193 da Consolidação das Leis do Trabalho Art. sem os acréscimos resultantes de gratificações. aprovado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear . regulamentada pelo Decreto No. 3ª.. 7.. 193 – CLT: “São consideradas atividades ou operações perigosas. impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado.394. radiações ionizantes ou substâncias radioativas. § 1º . de 29.70 A legislação brasileira confere o direito ao adicional de periculosidade nas seguintes situações: 1ª. de 4 de abril de 2003. aquelas que. 2ª. Publicada no DOU de 07/04/2003 Art.) Art.. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE Para atividades que envolvem Explosivos e Inflamáveis e Radiações Ionizantes = 30% incidente sobre o salário.1985.. o "Quadro de Atividades e Operações Perigosas".. por sua natureza ou métodos de trabalho.. prêmios ou participação nos lucros da empresa.. a Lei 7. diz que o salário mínimo dos profissionais será de 2 (dois) salários mínimos. incidindo sobre esses vencimentos 40% de risco de vida e insalubridade. 2º O trabalho.) Radiação Ionizante – No.se refere o artigo 1º.) Energia Elétrica – Lei No.CNEN..10. Art. na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho... 1 – Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente . Então..

+ ----------. Calcule a dose. a exposição estará acima do Limite de Tolerância C1 C2 C3 Cn DOSE = ----------.+ -----------. Nível de Ruído dB(A) (Nível de Pressão Sonora) 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 98 100 102 104 105 106 108 110 112 114 115 Máxima Exposição Diária Permissível (Limite de Tolerância) 8 horas 7 horas 6 horas 5 horas 4 horas e 30 minutos 4 horas 3 horas e 30 minutos 3 horas 2 horas e 40 minutos 2 horas e 15 minutos 2 horas 1 hora e 45 minutos 1 hora e 15 minutos 1 hora 45 minutos 35 minutos 30 minutos 25 minutos 20 minutos 15 minutos 10 minutos 8 minutos 7 minutos Se na jornada ocorrerem dois ou mais períodos de exposição a níveis diferentes.+ ----------T1 T2 T3 Tn C = tempo total em que o trabalhador fica exposto a um nível de pressão específico T = máxima exposição diária permissível (Limite de Tolerância) a este nível específico Exemplo 1: Um trabalhador ficou exposto a 85 dB(A) durante 5 horas e a 90 dB(A) durante 3 horas. diga se está acima do Limite de Tolerância e se tem direito ao Adicional de Insalubridade. deve ser considerado o efeito combinado. se não houver proteção. .71 Ruído contínuo ou intermitente – é que não é de impacto. de tal forma que se a DOSE > 1 (um).

= 0. abaixo do Limite de Tolerância.+ ----------.7 tbn + 0.+ ----------.2 tg Onde: tbn = temperatura de bulbo úmido natural tg = temperatura de globo . embora que. 2 – Limites de Tolerância para Ruído de Impacto Ruído de Impacto é aquele que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a 1 (um) segundo. NR -15 – Anexo No. acima do Limite de Tolerância.= 0. a intervalos superiores a 1 (um) segundo. 65 8 7 infinito Portanto.5 + 0. Calcule a dose. Limite de Tolerância = 130 dB (LINEAR) ou 120 dB (C) NR -15 – Anexo No.3 tg Ambientes externos com carga solar IBUTG = 0. Exemplo 2: Um trabalhador ficou exposto a 85 dB(A) durante 4 horas. Concluímos.+ ----------. a 86 dB(A) durante 1 hora e a 80 dB(A) durante 3 horas.1 tbs + 0.7 tbn + 0. Não tem direito ao Adicional de Insalubridade. que o instrumento correto para medir ruído é o dosímetro e não o decibelímetro.15 + 0 = 0. em cada nível de pressão sonora esteja dentro da máxima exposição diária permissível. Tem direito ao Adicional de Insalubridade. 3 – Limites de Tolerância para Exposição ao Calor 1.75 = 1. A exposição ao calor deve ser avaliada através do "Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo" – (IBUTG) definido pelas equações que se seguem: Ambientes internos ou externos sem carga solar IBUTG = 0. diga se está acima do Limite de Tolerância e se tem direito ao Adicional de Insalubridade. sem não houver proteção.375 8 4 Portanto. Solução: 4 1 3 DOSE = ----------. então.72 Solução: 5 3 DOSE = ----------. individualmente.625 + 0.

5 a 31. Para os fins deste item. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais.0 30. em regime de trabalho intermitente com período de descanso em outro local (local de descanso) 1.1 a 45 minutos trabalho 15 minutos descanso 30.2 Não é permitido o trabalho sem a adoção de medidas Acima de adequadas de controle 32. em regime de trabalho intermitente com períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço. 1 Regime de Trabalho Intermitente com Descanso no Próprio Local de Trabalho (por hora) Trabalho contínuo TIPO DE ATIVIDADE Leve Moderada até 26. Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são: termômetro de bulbo úmido natural. à altura da região do corpo mais atingida.1 Acima de 31.7 a 30 minutos trabalho 30 minutos descanso 31.73 tbs = temperatura de bulbo seco 2.0 28.4 29. termômetro de globo e termômetro de mercúrio comum. 2 Quadro No. 3. 2. Limites de Tolerância para exposição ao calor. o regime de trabalho intermitente será definido no QUADRO 1 Quadro No.0 Acima de 30 até 30. As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador.1 Pesada até 25.6 30. 1. 3. Limites de Tolerância para exposição ao calor. Em função do índice obtido. A determinação do tipo de atividade (Leve.9 28.1 a 25. anexo No.2 2. Moderada ou Pesada) é feita consultandose o Quadro 3 da Norma Regulamentadora NR-15. 2 M (kcal/h) 175 200 Máximo IBUTG (oC) 30. com o trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve.5 30.8 a 28.0 25.4 31. ambiente termicamente mais ameno.0 a 30. 3. Os limites de tolerância são dados segundo o Quadro No. considera-se como local de descanso.9 26.5 a 15 minutos trabalho 45 minutos descanso 32.1 a 29.0 .7 26.0 a 27.

determinada pela seguinte fórmula: Mt x Tt + Md x Td M = ————————— 60 Sendo: Mt . 3.0 Onde: M é a taxa de metabolismo média ponderada para uma hora.taxa de metabolismo no local de descanso. 4. Tt .5 25.5 27. em minutos. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais. em que se permanece no local de trabalho.soma dos tempos.0 25. determinado pela seguinte fórmula: IBUTG = IBUTGt x Tt + IBUTGd xTd —————————— 60 Sendo: IBUTGt = valor do IBUTG no local de trabalho. Os tempos Tt e Td devem ser tomados no período mais desfavorável do ciclo de trabalho. em que se permanece no local de descanso. Td . 3 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE TIPO DE ATIVIDADE SENTADO EM REPOUSO TRABALHO LEVE Kcal/h 100 .5 26. Md . IBUTGd = valor do IBUTG no local de descanso. _____ IBUTG é o valor IBUTG médio ponderado para uma hora. sendo Tt + Td = 60 minutos corridos. em minutos. Tt e Td = como anteriormente definidos. Quadro No.5 26.taxa de metabolismo no local de trabalho. As taxas de metabolismo Mt e Md serão obtidas consultando-se o Quadro n º 3.soma dos tempos.74 250 300 350 400 450 500 28.

porém ambiente externo sem carga solar. tem direito ao Adicional de Insalubridade.7 x 26. empurrar ou arrastar pesos (ex. em máquina ou bancada. De pé. em máquina ou bancada.7 oC Conclusão: acima do Limite de Tolerância.7 x 26.1 x 31.2 x 29. tem direito ao Adicional de Insalubridade.: datilografia). com alguma movimentação. ambiente externo com carga solar. Os Limites de Tolerância são os especificados na Norma CNEN-NE-3. atividade em movimento. com alguma movimentação.: remoção com pá). trabalho leve. movimentos com braços e pernas (ex. movimentos vigorosos com braços e pernas.1 + 0. De pé. Solução: IBUTG = 0. NR -15 – Anexo No. retirando elétron.2 + 0. 7 – Radiações Não Ionizantes Para efeito desta norma são radiações não ionizantes: microondas. Os danos ao DNA são os mais importantes e podem levar ao mal funcionamento ou morte da célula. atividade moderada) = até 26.1 oC e tg = 29.43 oC Limite de Tolerância (trabalho contínuo. neste caso. movimentos com braços e tronco (ex.7 oC Conclusão: acima do Limite de Tolerância. TRABALHO MODERADO Sentado. trabalho moderado. é o cristalino do olho humano.3 x 29. 5 – Limites de Tolerância para Radiações Ionizantes Transforma átomo em íon. em máquina ou bancada. tbs = 31.2 oC. Somente vai aquecer. trabalho leve. Em movimento.2 + 0. Exemplos de atividades: . Trabalhos submersos. Sentado.proveniente do calor radiante de usinas siderúrgicas . Para uma atividade com regime de trabalho contínuo. NR -15 – Anexo No. principalmente com os braços.9 oC. 4 – Limites de Tolerância para Iluminação (Revogado) NR -15 – Anexo No.9 = 27. onde o trabalhador é obrigado a suportar pressões maiores que a atmosférica. O órgão que se deve ter mais cuidado.9 = 27. Trabalho fatigante. 125 150 150 180 175 220 300 440 550 Exemplo1: se as medições realizadas foram tbn = 26.31 oC Limite de Tolerância (trabalho contínuo. atividade moderada) = até 26. De pé.01: “Diretrizes Básicas de Radioproteção” da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN NR -15 – Anexo No. trabalho moderado de levantar. Solução: IBUTG = 0. 6 – Trabalhos sob Condições Hiperbáricas Trabalhos sob ar comprimido.75 Sentado. Exemplo2: para o mesmo caso acima. ultravioletas e laser. TRABALHO PESADO Trabalho intermitente de levantar. trabalho moderado de levantar ou empurrar.: dirigir).

Insalubridade de grau máximo . NR -15 – Anexo No. Deve-se ficar atrás da antena. NR -15 – Anexo No. serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho. . Fósforo. Benzeno. 10 – Umidade As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados. com umidade excessiva. Cromo. que exponham os trabalhadores ao frio. VHF = Very High Frequency. NR -15 – Anexo No. 8 – Vibrações È a energia mecânica que não se dissipa em forma de ruído. Carvão Mineral. UHF = Ultra High Frequency (microondas). 13 – Agentes Químicos Arsênico. pois possui radar. capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores. 14 – Agentes Biológicas Relação das atividades que envolvem agentes biológicos. cuja insalubridade é caracterizada pela avaliação qualitativa. 9 – Frio As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas. NR -15 – Anexo No.: Campo eletromagnético é não ionizante. 11 – Agentes Químicos cuja Insalubridade é caracterizada por Limite de Tolerância e Inspeção no Local de Trabalho. Substâncias Cancerígenas. NR -15 – Anexo No.76 . Silicatos. Obs. Mercúrio. NR -15 – Anexo No. serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho. MANGANÊS e SÍLICA LIVRE CRISTALIZADA. Hidrocarbonetos e outros Compostos de Carbono. a caracterização de insalubridade ocorrerá quando forem ultrapassados os limites de tolerância constantes do Quadro no 1 deste Anexo.bico do avião. . NR -15 – Anexo No. sem a proteção adequada. ou em locais que apresentem condições similares. Nas atividades ou operações nas quais os trabalhadores ficam expostos a agentes químicos.operação com solda com arco aberto (ultravioleta). Operações Diversas.antenas. Chumbo. Limites de Tolerância da Organização Internacional para a Normalização – ISSO em suas normas ISO2631 e ISSO/DIS 5349. 12 – Limites de Tolerância para Poeiras Minerais ASBESTO. mas não é considerado insalubre.

postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes. . ambulatórios. postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao pessoal que tenha contato com tais animais).laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-se tão-só ao pessoal técnico). em: . animais ou com material infectocontagiante. vísceras.cemitérios (exumação de corpos). não previamente esterilizados. Muitas pessoas confundem insalubridade com aposentadoria especial. Insalubridade e Periculosidade estão inseridos dentro do ramo do Direito Trabalhista. .048 / 99 têm direito à aposentadoria especial. vacinas e outros produtos. .esgotos (galerias e tanques). serviços de emergência. APOSENTADORIA ESPECIAL Aposentadoria Especial é um tipo de aposentadoria. sangue. enfermarias. glândulas. . . . bem como objetos de seu uso.carnes. 20 ou 25 anos de contribuição. . brucelose. couros. de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se somente ao pessoal técnico).gabinetes de autópsias.77 Trabalho ou operações.lixo urbano (coleta e industrialização). Acreditam que o fato de estarem recebendo adicional de insalubridade ou mesmo de periculosidade lhes garante o direito à aposentadoria especial.hospitais. pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas (carbunculose. benefício da Previdência Social que têm direito alguns trabalhadores a se aposentarem com 15. Atualmente somente as atividades relacionadas no Anexo IV do Decreto 3.hospitais. .pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas.resíduos de animais deteriorados. com animais destinados ao preparo de soro.estábulos e cavalariças. . ossos. em contato permanente com: . . ambulatórios. não previamente esterilizados). Insalubridade de grau médio Trabalhos e operações em contato permanente com pacientes. . bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes. tuberculose).contato em laboratórios.

atividades e operações em câmaras frigoríficas ou similares (frio) .270.atividades e operações com umidade.112. e dá outras providências. Os servidores civis da União. nos seguintes artigos: Subseção IV Dos Adicionais de Insalubridade. 12. enquanto durar a gestação e a lactação. Art. diz no seguinte artigo: Art. 69.1 . exercendo suas atividades em local salubre e em serviço não penoso e não perigoso.INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE A) PARA SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL Lei Federal N. das operações e locais previstos neste artigo. § 1o O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar por um deles. . de 11 de dezembro de 1990 – Estatuto dos Servidores Públicos Federais. 68. A servidora gestante ou lactante será afastada. Os servidores que trabalhem com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas.º 8. Art. Lei Federal N. de 17 de dezembro de 1991 que dispõe sobre reajuste da remuneração dos servidores públicos. de insalubridade e de periculosidade. Na concessão dos adicionais de atividades penosas. Periculosidade ou Atividades Penosas Art. insalubres ou perigosos. nos termos das normas legais e .atividades e operações com radiações não ionizantes. das autarquias e das fundações públicas federais perceberão adicionais de insalubridade e de periculosidade. radioativas ou com risco de vida.78 Enquanto Aposentadoria Especial está inserido dentro do ramo do Direito Previdenciário.º 8. Atividades e operações que têm direito ao Adicional de Insalubridade. 7. § 2o O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão. fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo. mas não têm direito à aposentadoria especial: . Parágrafo único. serão observadas as situações estabelecidas em legislação específica. corrige e reestrutura tabelas de vencimentos. Haverá permanente controle da atividade de servidores em operações ou locais considerados penosos. 70.

dez por cento. no de periculosidade.79 regulamentares pertinentes aos trabalhadores em geral e calculados com base nos seguintes percentuais: I . dez e vinte por cento. No caso de Sobral: ● Lei Municipal Nº 038/92. os funcionários tinham direito ao adicional. de 15 de dezembro de 1992. por tratar-se de servidores públicos municipais. § 4° O adicional de periculosidade percebido pelo exercício de atividades nucleares é mantido a título de vantagem pessoal. Em seu art.” Portanto. nominalmente identificada. de 15 de dezembro de 1992 – Regime Jurídico Único para Servidores do Município de Sobral. 74 diz que “na concessão dos adicionais de penosidade. no caso de insalubridade nos graus mínimo. § 1° O adicional de irradiação ionizante será concedido nos percentuais de cinco. § 2° A gratificação por trabalhos com Raios X ou substâncias radioativas será calculada com base no percentual de dez por cento. ● Lei Municipal Nº 697. C) PARA SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL DE SOBRAL Cada município deverá possuir sua legislação própria. 72. § 3° Os percentuais fixados neste artigo incidem sobre o vencimento do cargo efetivo. médio e máximo. § 5° Os valores referentes a adicionais ou gratificações percebidos sob os mesmos fundamentos deste artigo. B) PARA SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL Para cada categoria existe um decreto diferente. conforme Art. respectivamente. Os funcionários do SAAE. Lei Municipal nº 038/92.” No art. porém faltava a regulamentação do Art. e sujeita aos mesmos percentuais de revisão ou antecipação dos vencimentos. II . por exemplo. conforme se dispuser em regulamento. para os servidores que permaneçam expostos à situação de trabalho que tenha dado origem à referida vantagem. insalubridade e periculosidade serão observadas as situações específicas na legislação municipal. serão mantidos a título de vantagem pessoal. são regidos pelo Regime Jurídico Único para Servidores do Município de Sobral. 74. que veio com a Lei nº 697 . até então. aplicando-se a esses valores os mesmos percentuais de revisão ou antecipação de vencimentos. dez e vinte por cento. 72 diz que “os funcionários que trabalham com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com riscos de vida fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo. nominalmente identificada. de 30 de junho de 2006. com percentuais diferentes. superiores aos aqui estabelecidos.cinco.

80 de 30 de junho de 2006 que em seu Art. 1º diz que “os adicionais de insalubridade e de periculosidade, de que trata o art. 72 do Regime Jurídico Único do Município de Sobral (Lei nº 38 de 15 de dezembro de 1992), são devidos aos servidores do Serviço Autônomo de Água e Esgoto – SAAE, que vieram a trabalhar, com habitualidade, em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com risco de vida, nos termos, condições e limites fixados nas normas gerias e regulamentares pertinentes aos trabalhadores em geral, e incidirão sobre o vencimento básico do servidor.” O adicional de insalubridade será devido ao servidor que trabalhar, com habitualidade, em local insalubre ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com risco de vida, da mesma forma pertinente aos trabalhadores em geral. O percentual correspondente ao adicional de insalubridade incidirá, de acordo com a Lei Municipal nº 697, de 30 de junho de 2006, sobre o vencimento básico do servidor e não sobre o salário mínimo da região. D) PARA EMPREGADOS REGIDOS PELA CLT Conforme a classificação do Ministério do Trabalho e Emprego, constante no Anexo à Portaria No. 25, de 29 de dezembro de 1994, os riscos ocupacionais, estão classificados em riscos: físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. Porém, vale lembrar, que nem todo risco ocupacional gera adicional de insalubridade e/ou periculosidade. Os trabalhadores em geral são aqueles regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. Por isso, as atividades e operações insalubres serão aquelas elencadas na Norma Regulamentadora NR-15 (Atividades e Operações Insalubres), do Ministério do Trabalho e Emprego, de conformidade com o art. 7º, inciso XXII da Constituição Federal de 1998, com os artigos 193 a 197 da Consolidação das Leis do Trabalho-CLT, com a Lei N.º 6.514 de 22/12/1997 do Ministério do Trabalho e com a Portaria N.º 3.214 de 08/06/1978 do Ministério do Trabalho.

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A CLT define atividades e operações insalubres nos seguintes artigos: Art. 189: “Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos.” Art. 190: “O Ministério do Trabalho aprovará o quadro das atividades e operações insalubres e adotará normas sobre os critérios de caracterização da insalubridade, os limites de tolerância aos agentes agressores, meios de proteção e o tempo máximo de exposição do empregado a esses agentes.” O Ministério do Trabalho e Emprego publicou a Norma

Regulamentadora NR-15 (Atividades e Operações Insalubres), constante da Portaria No. 3.214, de 08 de junho de 1978, que regulamenta a Lei N o. 6.514, de 22 de dezembro de 1977, em que classifica os riscos ocupacionais que podem gerar a concessão do adicional de insalubridade, a saber: a) riscos físicos:
- ruído contínuo ou intermitente superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro constante do Anexo 1 da NR-15 e no item 6 do mesmo Anexo; - ruído de impacto superiores aos limites de tolerância fixados nos itens 2 e 3 do Anexo 2 da NR-15; - exposição ao calor com valores de IBUTG, superiores aos limites de tolerância fixados nos Quadros 1 e 2 do Anexo 3 da NR-15; - radiações ionizantes com radioatividade superior aos limites de tolerância fixados no Anexo 5 da NR-15. - condições hiperbáricas, conforme Anexo 6 da NR-15; - radiações não-ionizantes consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 7 da NR-15; - vibrações consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 8 da NR-15; - frio considerado insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 9 da NR-15;

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- umidade considerada insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 10 da NR-15;

b) riscos químicos:
- agentes químicos cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro 1 do Anexo 11 da NR-15; - poeiras minerais cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados no Anexo 12 da NR-15; - atividades ou operações, envolvendo agentes químicos, consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada constante no local de trabalho, constantes no Anexo 13 da NR-15;

c) riscos biológicos:
- agentes biológicos, conforme Anexo 14 da NR-15.

Riscos ergonômicos e de acidentes não são considerados insalubres, segundo a legislação, para efeito de concessão do adicional de insalubridade.
ADICIONAL DE INSALUBRIDADE

No item 15.2 e subitens 15.2.1; 15.2.2 e 15.2.3 da NR-15, diz que percepção do adicional de insalubridade será de: 40% (quarenta por cento) para insalubridade grau máximo; 20% (vinte por cento) para insalubridade de grau médio; 10% (dez por cento) para insalubridade grau mínimo, incidentes sobre o valor de um salário mínimo.

Anexo 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Atividades ou operações que exponham o trabalhador Níveis de ruído contínuo ou intermitente superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro constante do Anexo 1 e no item 6 do mesmo Anexo. Níveis de ruído de impacto superiores aos limites de tolerância fixados nos itens 2 e 3 do Anexo 2. Exposição ao calor com valores de IBUTG, superiores aos limites de tolerância fixados nos Quadros 1 e 2. Níveis de iluminamento inferiores aos mínimos fixados no Quadro 1. (Revogado) Níveis de radiações ionizantes com radioatividade superior aos limites de tolerância fixados neste Anexo. Ar comprimido. Radiações não-ionizantes consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. Vibrações consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. Frio considerado insalubre em decorrência de inspeção realizada no

Percentual 20% 20% 20% 20% 40% 40% 20% 20% 20%

10 11 12 13 14 20% 10%. assim. Poeiras minerais cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados neste Anexo. da Súmula Vinculante nº 4. inconstitucional o artigo nº 192 da CLT.O Tribunal Superior do Trabalho decidiu na quinta-feira. A partir de 9 de maio de 2008. a partir de agora.83 local de trabalho. em sessão do Tribunal Pleno. envolvendo agentes químicos. Aprovada na última sessão do Tribunal Pleno. BASE DE CALCULO. Agentes biológicos. por força de lei. 20% e 40% 20% e 40% TST fixa novo critério para o adicional de insalubridade Brasília/DF . convenção coletiva ou sentença normativa. será publicada no Diário da Justiça amanhã (04). Agentes químicos cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro 1. Com a modificação. a base de cálculo assentada pela jurisprudência do tribunal para o adicional de periculosidade. ============================================================ Súmula 228: nova redação será publicada amanhã (04) A nova redação da Súmula nº 228 do Tribunal Superior do Trabalho. o TST adotou. em 9 de maio. por analogia. A redação anterior da Súmula nº 228 do TST adotava o salário mínimo como base de cálculo. Umidade considerada insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. tivesse salário profissional ou piso normativo. a não ser para categorias que. pelo Supremo Tribunal Federal. prevista na Súmula nº 191. assim. Na mesma sessão. dar nova redação à Súmula nº 228 para definir como base de cálculo para o adicional de insalubridade o salário básico. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. a partir da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. 20% e 40% 40% 10%. A alteração tornou-se necessária porque a Súmula Vinculante nº 4 do STF veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. que trata da base de cálculo do adicional de insalubridade. a redação da Súmula nº 228 passa a ser a seguinte: SÚMULA 228. consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. Por maioria de votos. inconstitucional o artigo nº 192 da CLT. Atividades ou operações. o Pleno do TST cancelou a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 2 da SDI-1 e alterou a Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1 para adequá-la à nova redação da Súmula nº 228. que veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. a alteração foi motivada pela edição. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. o . 26. realizada na semana passada.

prevista na Súmula nº 191. HORA EXTRA. inconstitucional o artigo nº 192 da CLT. Na mesma sessão. Fonte: TST ============================================== ======= Insalubridade . por analogia. a base de cálculo assentada pela jurisprudência do Tribunal para o adicional de periculosidade.Novos cálculos para o adicional. convenção coletiva ou sentença normativa. Por maioria de votos. em 9 de maio. assim. A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade. A mesma resolução que altera a Súmula nº 228 ainda cancela a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 02 da Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) e confere nova redação à Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1. tivesse salário profissional ou piso normativo. o TST adotou. BASE DE CÁLCULO.Justiça define cálculos . A redação anterior da Súmula nº 228 adotava o salário mínimo como base de cálculo. dar nova redação à Súmula nº 228 para definir como base de cálculo para o adicional de insalubridade o salário básico. A resolução entra em vigor na data de sua publicação Fonte: Assessoria de Comunicação Social Tribunal Superior do Trabalho. em sessão do Tribunal Pleno. A alteração tornou-se necessária porque a Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. ================================================== ======== Insalubridade . ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. a partir da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. nos seguintes termos: 47. a não ser para categorias que.84 adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico. o Pleno do TST cancelou a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 2 da SDI-1 e alterou a Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1 para adequá-la à nova redação da Súmula nº 228. salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo. por força de lei. 08/07/08 TST fixa novo critério para adicional de insalubridade O Tribunal Superior do Trabalho decidiu ontem (26).

Pelos seus cálculos. pedindo a mudança no cálculo do adicional de insalubridade. ministro Gilmar Mendes. A Súmula do TST permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade. .O salário mínimo não pode mais servir de base para o cálculo do adicional de insalubridade. o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o adicional de insalubridade deve ser calculado sobre o salário básico. Lacerda informou que a média salarial da categoria é de R$ 2 mil. decidiu o STF. A decisão retroage ao dia 9 de maio de 2008. do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Carlos Cavalcante Lacerda. o adicional de insalubridade passa a fazer parte da base de cálculo da hora extra. isso ainda não é uma realidade". concedeu liminar pedida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e suspendeu a aplicação de parte da Súmula 228. "A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade". sobre pagamento de adicional de insalubridade.STF suspende súmula do TST sobre pagamento 20/07/08 Liminar suspende Súmula do TST sobre pagamento de insalubridade Na última terça-feira (15). em média. De acordo com o secretário de Assuntos Parlamentares da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM). A decisão agradou uma das categorias mais atingidas pelas condições de trabalho insalubres: os metalúrgicos. Fonte: Agência Brasil Insalubridade . Mendes suspendeu a parte do dispositivo que permite a utilização do salário básico no cálculo do adicional. salvo critério mais vantajoso fixado em acordos coletivos. A maioria dos metalúrgicos que recebem insalubridade são os que trabalham em fornos e auto-fornos. Além disso. Na última sessão do Tribunal Pleno. o adicional agora será de R$ 400. considerou o secretário da CNTM. o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). entidade que no início deste ano entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF). salvo se houver critério mais vantajoso fixado por meio de convenção coletiva. os trabalhadores vinham recebendo. No entanto. "O ideal para nós seria que nenhum trabalhador precisasse receber o adicional de insalubridade.85 09/07/08 Justiça determina que insalubridade seja calculada sobre salário contratual Brasília . Cerca de 20% desses profissionais recebem o adicional de insalubridade e terão aumento no contra-cheque. A decisão consta na Súmula 228 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) publicada no Diário da Justiça de hoje (4). R$ 80 pelo adicional de insalubridade.

no dia 15 de julho. exceto quando houver critério mais vantajoso fixado por meio de convenção coletiva. nos seguintes termos: 47. . Em abril. instrumento jurídico próprio para preservar decisões da Suprema Corte e impedir desrespeito às súmulas vinculantes. após conceder liminar que suspendeu a aplicação da Súmula 228. Base de Cálculo. a partir da vigência da Súmula Vinculante nº 4. editada pelo STF no início do ano. Em seguida. o adicional de insalubridade poderia ser calculado sobre o salário básico. Gilmar Mendes aceitou as alegações da CNI e considerou que “a nova redação estabelecida para a Súmula 228 do TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante 4. Para Gilmar Mendes. a argumentação "afigura-se plausível". que aprovou a nova redação. assim. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. Porém. em maio deste ano. concedeu a liminar pedida pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e suspendeu a parte do dispositivo que permite a utilização do salário básico no cálculo do adicional. o STF editou a Súmula Vinculante nº 4 para impedir a utilização do salário mínimo como base de cálculo de vantagem devida a servidor público ou a empregado. na parte em que permite a utilização do salário básico para calcular o adicional de insalubridade. determinando que. Para Mendes. Em termos práticos. o adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico. ministro Gilmar Mendes. inconstitucional o artigo 192 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). salvo se houvesse critério mais vantajoso fixado por meio de convenção coletiva. ministro Rider Nogueira de Brito. salvo nos casos previstos na Constituição. segundo informa o TST. Adicional de Insalubridade. As informações foram solicitadas pelo presidente do STF. O enunciado também impede a substituição da base de cálculo (do salário mínimo) por meio de decisão judicial. "a nova redação estabelecida para a Súmula 228/TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante nº 4.O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho). o TST modificou a Súmula 228. fica suspensa a aplicação da Súmula 228 até que o STF julgue o mérito da questão. A confederação contesta o dispositivo em uma Reclamação (RCL 6266). salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo. o ministro Rider de Brito tece considerações sobre o posicionamento adotado na sessão do Tribunal Pleno do dia 26 de junho. A alteração foi motivada pela edição da Súmula Vinculante 4 do Supremo. Histórico O dispositivo foi publicado no dia 4 de julho e permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade. Hora extra. Nas informações fornecidas ao STF. porquanto permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa”. o presidente do STF. Fonte: STF TST suspende a aplicação da Súmula 228 Fonte: Última Instância Brasília/DF . A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade.86 A CNI alegou que a súmula do TST afronta a Súmula nº 4. encaminhou ao STF (Supremo Tribunal Federal) esclarecimentos sobre a Súmula 228 do TST. A mesma resolução que altera a Súmula nº 228 ainda cancela a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 02 da Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) e confere nova redação à Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1. com o objetivo de oferecer subsídios para o julgamento da matéria pelo Supremo. Veja abaixo a nova redação da Súmula 228: A partir de 9 de maio de 2008. que não permite a utilização de salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. O entendimento foi firmado no julgamento de processo que tratava sobre o pagamento de adicional de insalubridade para policiais militares paulistas. ministro Gilmar Mendes. porquanto permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa".

A partir de 9 de maio de 2008. Trata-se de matéria de direito. o cálculo do adicional de insalubridade sobre o salário básico do trabalhador. mesmo depois que o STF der uma solução definitiva para a questão e se ficar aprovada a alternativa mais favorável. "Elas podem deixar de pagar esse adicional e um monte de outros tributos que vêm em forma de cascata.87 Fonte: Última Instância . da Rádio Nacional. que veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. da Súmula Vinculante nº 4. para ser aplicado. para adequar a matéria à Constituição Federal. inconstitucional o artigo nº 192 da CLT. realizada na semana passada. a redação da Súmula nº 228 passa a ser a seguinte: SÚMULA 228. que. período em que foram promovidas alterações em diversas súmulas. que trata da base de cálculo do adicional de insalubridade. Ele acha mais justa a forma arbitrada pelo TST. Antônio Carlos Vendrame. opinando que as empresas têm que pagar esse adicional "como penalidade por não proporcionarem ambiente adequado ao trabalhador". Ao falar sobre o assunto. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. Aprovada na última sessão do Tribunal Pleno. o professor e engenheiro de Segurança do Trabalho. argumentou que dar o adicional com base no salário mínimo "torna o benefício irrisório". A Suprema Corte vai atender a questionamentos de federações e grupos de empresas de diversos estados.30/7/2008 ===================================================================================== Mudança no adicional de insalubridade depende do STF Fonte: Agência Brasil Brasília/DF . a alteração foi motivada pela edição. A polêmica se concentra em dispositivo da Constituição que veda indexação sobre o menor salário do país. que envolve entendimento jurídico em torno da Constituição. foi publicada hoje (04) no Diário da Justiça.A decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que definiu.17/8/2008 Notícias do Tribunal Superior do Trabalho 04/07/2008 Súmula 228: nova redação foi publicada hoje A nova redação da Súmula nº 228 do Tribunal Superior do Trabalho. pelo Supremo Tribunal Federal. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O adicional vinha sendo pago sobre 30% do valor do salário mínimo. conforme lembrou. o trabalhador terá que reivindicá-la por meio de ação na Justiça. no dia 26 de junho. Fonte: Agência Brasil . completou. assim. Vendrame entende. está dependendo de julgamento do mérito da questão. o . desde que invistam na segurança do trabalhador". Vendrame deu entrevista ao programa Revista Brasil. A adoção do cálculo sobre o salário básico das categorias e não sobre o salário mínimo vem sendo discutida há vários anos na Justiça. BASE DE CALCULO. que julgam a alteração promovida pelo TST inconstitucional. Com a modificação.

sem cunho oficial. durante 15 (quinze). 64 do .” Também. durante o período mínimo fixado.213/91. salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo. 57 da Lei 8.” o do Art. perante o Instituto Nacional do Seguro Social .APOSENTADORIA ESPECIAL O art.88 adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico.gov. nos seguintes termos: 47. conforme dispuser a lei.048/99: “O segurado deverá comprovar. HORA EXTRA. A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade. A mesma resolução que altera a Súmula nº 228 ainda cancela a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 02 da Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI1) e confere nova redação à Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1. de conformidade com o § 4 o do Art. BASE DE CÁLCULO. pelo período equivalente ao exigido para a concessão do benefício. uma vez cumprida a carência exigida nesta Lei. (Carmem Feijó) Esta matéria tem caráter informativo.br 7.INSS. ao segurado que tiver trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física.213/91 e com o § 1 Decreto 3. 20 (vinte) ou 25(vinte e cinco) anos. 57 da Lei 8. 57 da Lei 8.213/91 e com o § 2 o do Art. 64 do Decreto 3. físicos. biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física. efetiva exposição aos agentes nocivos químicos. (61) 3314-4404 imprensa@tst. Permitida a reprodução mediante citação da fonte Assessoria de Comunicação Social Tribunal Superior do Trabalho Tel. A resolução entra em vigor na data de sua publicação. De conformidade com o § 3 o do Art. não ocasional nem intermitente. além do tempo de trabalho. em condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. do tempo de trabalho permanente. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE.048/99: “A concessão da aposentadoria especial dependerá de comprovação pelo segurado. diz que a aposentadoria especial será devida.2 .

temos o Soldador. outros produtos químicos. A FIGURA DO EPI A PARTIR DE 14/12/98: E para amarrar de vez as normas previdenciárias. Os riscos provenientes de Atividades de Risco. Policiais. Clínicas. o INSS introduziu a obrigatoriedade da empresa em informar se o segurado que por ventura estivesse exposto a um determinado risco. gerando aposentadorias aos 15. Desta forma. Como exemplo. independentemente de comprovação dos riscos em Laudos de Segurança do Trabalho. o Enfermeiro. se o trabalho fosse em Hospitais ou Estabelecimentos de Doenças Infecto Contagiosas e a exposição permanente e não ocasional. os segurados estão ingressando com ações contra o INSS. não ocasional. etc. não mais seriam contempladas simplesmente pelo risco. e acima do Limite de Tolerância determinados pela Legislação Trabalhista (NR 15). o Eletricista. podendo variar de 20% a 40%. As exercidas em Hospitais. Respondendo afirmativamente. nem intermitente e sem a devida proteção. a empresa fornecia e ainda fornece OBRIGATORIAMENTE. o documento que atesta a exposição. com as trabalhistas. de forma habitual e permanente. dependendo da atividade. os segurados que estivessem realmente expostos a agentes agressivos. o direito a especial deixaria de existir. quem tem Direito a Aposentadoria Especial? O benefício da Aposentadoria Especial foi instituído na década de 60. somente seriam enquadradas como especial. tais como Ruído – Produtos Químicos – Poeiras Agressivas (Sílica. Bombeiros. Anterior a 1995. estava ou não efetivamente protegido pelo EPI. como Eletricista. constituindo-se de um autêntico histórico laboral do trabalhador junto à empresa. chumbo. a Telefonista.89 Afinal de contas. o Torneiro Mecânico. OUTROS CORTES: A partir de 05/03/97 novos cortes foram introduzidos. Ambulatórios. uma vez que muitas empresas sempre informaram a existência do EPI muito antes desta exigência. A grande polêmica é que muitos segurados tiveram cortados ou não considerados. etc. cada ano de exposição era convertido com o devido acréscimo. apelando para o direito adquirido e para a inconstitucionalidade da ação regressiva da figura do EPI. DIREITO ATÉ 1995 Até 28/04/1995 muitas atividades foram reconhecidas pelo INSS como especiais. Atualmente ele é chamado de DIRBEN 8030 (Antigo SB 40) e a partir de 01 de Janeiro de 2004. tal como ruído. como as exercidas por Eletricistas. Policial. somente a exposição a Ruído é que dependia de um Laudo Ambiental de comprovação. com o objetivo de retirar o segurado precocemente da atividade nociva à saúde ou prejudicial a sua integridade física. Assim. etc) – Chumbo – Fumos Metálicos de Solda. atenuando ou neutralizando o risco de certos agentes. 20 ou 25 anos de trabalho. Bombeiro. Resumindo: Precisaria então que a empresa tivesse um Laudo Ambiental com estas informações. passaram a dar o direito a Aposentadoria Especial. períodos anteriores a Dez/98. etc. passará a se denominar PPP Perfil Profissiográfico Previdenciário. . inclusive com informações relativas à saúde ocupacional. Postinhos de Saúde. pelo simples exercício da função. certos agentes agressivos à saúde e reconhecidos pelo INSS. poeiras minerais. quando do contato direto com pacientes. Nestes casos. Após abril/95 o INSS alterou o enquadramento: Somente teriam direito. Para a devida comprovação junto ao INSS. Equipamento de Proteção Individual e se este o protegia de fato. bem como as atividades com a presença de Umidade e Frio. Riscos Biológicos e até mesmo atividades tidas como perigosas.

somente para receber o direito a aposentadoria especial. Qualquer que seja a data do requerimento dos benefícios. as Empresas deverão dar maior atenção a Gestão da Saúde e da Segurança de seus funcionários.90 CONCLUSÃO: Atualmente e com o novo documento de comprovação. sem proteção individual e coletiva. tem garantido o direito e a devida contagem do referido tempo como especial. CUSTEIO DA APOSENTADORIA ESPECIAL (GFIP): A partir de 1999. o PPP Perfil Profissiográfico Previdenciário. funcionários que estiverem de fato totalmente desprotegidos. Encerrando. ou seja. exigindo muito mais em termos do cumprimento das normas de segurança. que a partir de agora. muito bem. Se os índices da concentração variarem. mas para períodos atuais. os funcionários estarão mais bem assistidos e protegidos. acima e abaixo do Limite de Tolerância. evitando-se assim exposição aos riscos e consequentemente a preservação da saúde e uma menor incidência de aposentadorias especiais e por invalidez ocupacional. Concluímos portanto. Em assim agindo. tal como já explicado. somente terão direito a aposentadoria especial. pelo menos para empresas idôneas e que valorizam a Segurança e a Saúde de seus trabalhadores. teve um acréscimo ao tempo trabalhado. será praticamente impossível obterse um enquadramento. para fins de Aposentadoria Especial (DSS 8030 . durante toda a Jornada de Trabalho do segurado. Seria inconcebível imaginarmos um funcionário preferindo não usar um determinado EPI e exposto a um agente agressivo à sua saúde.DIRBEN 8030 ou PPP). que os agentes estejam acima dos Limites de Tolerância. além de se obrigar a contribuir com acréscimo em sua Folha de Pagamento. de forma a custear a Aposentadoria Especial. as atividades exercidas deverão ser analisadas da seguinte forma: PERÍODO TRABALHADO ENQUADRAMENTO . a exposição será considerada como intermitente e portanto não dará o enquadramento. para efeito de aposentadoria especial. esteve e está (dependendo do caso) obrigada a recolher taxas que variam de 6 a 12% sobre a Folha de Pagamento dos funcionários expostos. toda empresa que manteve seus funcionários expostos a riscos nocivos à saúde e vem emitindo o documento que atesta tal condição. ou seja. estaria se expondo a fiscalização e enquadramento do Ministério do Trabalho e do Ministério Público. quem teve direito a aposentadoria especial no passado. IMPORTANTE: Se o segurado anterior a 1997 ou 1995 laborou em atividades que por si só já lhe davam o direito a aposentadoria especial. Uma empresa que assim concordasse. junto ao INSS. afim de custear a Aposentadoria Especial dos mesmos. o que convenhamos seria difícil admitir para uma empresa que valorize a segurança. e ainda.

para todos os agentes nocivos. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais. que deverão ser confrontados com as informações relativas ao CNIS para a homologação da contagem do tempo de serviço especial nos termos do art. 19 e § 2º do art. Formulário que deverá ser confrontado com as informações A partir de 01/01/2004 relativas ao CNIS para a homologação da contagem do tempo de serviço especial nos termos do art. Aposentadoria especial dos engenheiros Site: http://www. Entre os beneficiários da aposentadoria especial encontram-se os engenheiros de .831. de 1964.172. Anexo IV do RBPS. ganha a matéria relativa a este benefício interesse cada vez maior entre os próprios segurados que trabalharam sob condições insalubres.crea-mt. de 1964.º 4. de 1997. obrigatoriamente para o agente físico ruído. obrigatoriamente para o agente físico ruído. de 2002. que deverão ser confrontados com as De 06/05/99 a 31/12/03 informações relativas ao CNIS para a homologação da contagem do tempo de serviço especial nos termos do art. de 2002. para todos os agentes nocivos.br/palavra_profissional. de 2002. 19 e § 2º do art. 68 do RBPS.831. aprovado pelo Decreto nº 2.079. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais.080. Anexo I do Decreto nº 83.079. de 1979. Código 1.048. Anexos I e II do RBPS.080. de 1979. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais. aprovado pelo Decreto nº 2. com redação dada pelo Decreto n. de 1979.079.0 do Anexo ao Decreto nº 53. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais. Anexo I do Decreto nº 83. Anexo IV do RBPS. aprovado pelo Decreto nº 3. De 05/09/60 a 28/04/95 De 29/04/95 a 13/10/96 De 14/10/96 a 05/03/97 De 06/03/97 a 31/12/98 De 01/01/99 a 05/05/99 Anexo IV do RBPS. Anexo IV do RBPS.0 do Anexo ao Decreto nº 53. com redação dada pelo Decreto n.0. Formulário: CP/CTPS. LTCAT. para todos os agentes nocivos.172. de 1997.org. de 1999. de 1964.831. buscando informações que lhes permitam recorrer aos órgãos competentes na consolidação de seus direitos.0. 19 e § 2º do art. Código 1.º 4. Diante das freqüentes irregularidades cometidas pelo INSS nos processos de concessão de aposentadoria especial.Instituto de Estudos Previdenciários.asp?id=68 Vinícius Vieira de Souza . com redação dada pelo Decreto n. 68 do RBPS.080.048.IEPREV . aprovado pelo Decreto nº 3. para todos os agentes nocivos. de 1999.º 4. aprovado pelo Decreto nº 83.91 Quadro anexo ao Decreto nº 53. 68 do RBPS.

tanto em nível legal como infralegal. Nestes casos. uma vez que não necessitavam apresentar os formulários técnicos preenchidos pelos empregadores. ou em direito adquirido em matéria previdenciária.807/60 que instituiu o benefício em questão. ainda. o Decreto 53. contudo. inexigível qualquer comprovação de efetiva exposição. prevê a legislação previdenciária redução no tempo de contribuição exigido para a concessão da aposentadoria por tempo de serviço ou contribuição. Regulamentando a Lei 3. extremamente conveniente para os engenheiros que trabalhavam como profissionais autônomos.92 várias especialidades.831/64. A dificuldade na aplicação das normas que cuidam da aposentadoria especial é acentuada pelas inúmeras alterações sofridas. contendo a norma que rege a matéria diversas sutilezas em relação a cada uma das modalidades desta profissão. para tais profissões. Em 10 de setembro de 1968. editou-se o Decreto 63. Visando compensar os efeitos danosos à saúde do trabalhador que laborou exposto a condições insalubres. uma vez que o Decreto criava presunção absoluta de insalubridade das atividades. devendo. A presunção mostrava-se. metalurgia e eletricistas. quatro anos apenas da entrada em vigor do Decreto 53. Com apenas dois meses de vigência do Decreto 63. ser aplicada a norma vigente em cada período trabalhado.230/68. excluindo de seu rol a atividade dos engenheiros de construção civil e eletricista. minas.230/68 que revogou parte da lista das atividades especiais constante daquela norma. elencando em seu rol as especialidades de engenharia de construção civil. não se podendo falar em retroatividade da Lei. Neste sentido.831/64 classificou inicialmente as atividades e agentes considerados insalubres. As divergências dizem respeito à determinação das atividades e agentes considerados insalubres para fins da contagem do tempo especial. mesmo os engenheiros que trabalhavam em escritórios poderiam beneficiar-se com a redução no tempo de contribuição. em 08/11/1968 foi . A comprovação da atividade especial poderia ser feita através de todo contrato de execução de obras ou prestação de serviços de engenharia formalizado mediante Anotação de Responsabilidade Técinica (ART) junto ao CREA. gerando enorme confusão ao operador do direito previdenciário.

não tendo sido editada nenhuma nova lei regulamentando o art. não mais parecendo aceitar qualquer tipo de presunção neste sentido. em brecha da lei que permitiu aos engenheiros das duas modalidades contarem seu tempo de serviço como especial mediante a simples comprovação de exercício de sua atividade. reiterando o direito dos engenheiros eletricistas e de civis. através da Lei 9.032/95. colocando novamente em vigor a totalidade do rol do Decreto 53. manteve a aplicação do Decreto já em vigor. não necessitando comprovar a exposição às condições especiais.).213/91. . permanecia em vigor a Lei 5.080/79.213/91.213/91. levando a entender que. substituindo-a por “conforme dispuser a lei”. 57 da Lei 8. Em 1992. trouxe. O detalhe da Lei 9. 57 da Lei 8. restando por beneficiar os engenheiros eletricistas e da construção civil.032/95 constitui. mesmo após a entrada em vigor deste diploma. comprovação pelo segurado de sua exposição em caráter “permanente.831/64. 53. revestindo novamente de presunção absoluta a insalubridade das atividades profissionais compreendidas no antigo Decreto. Apenas em 28/04/1995. assim. 57 da Lei 8. Lei 8. sutileza que “driblou” a intenção do legislador de excluir a presunção de insalubridade em favor dos trabalhadores de qualquer grupo profissional. ainda.93 editada a Lei 5. não se exigiu que uma lei posterior específica criasse novo rol de profissões insalubres. A nova redação do art. dispondo sobre a matéria. determinando sua aplicação concomitantemente com o Decreto 83.213/91 a expressão “conforme atividade profissional”. não ocasional nem intermitente” às condições especiais (§ 3º.527/68 de 08/11/1968 que ressalvou o direito dos engenheiros eletricistas e de construção civil à aludida presunção.831/64. exigindo. contudo. foi editado o Decreto 611/92 que. Ao substituir a expressão “conforme categoria profissional” por “conforme dispuser a lei”. regulamentando o novo diploma previdenciário. foi suprimida da redação do art. restando intocado o direito dos engenheiros à presunção absoluta de insalubridade de sua atividade. A substancial alteração introduzida pela Lei 9.032/95 visava a concessão da aposentadoria especial apenas para os segurados que comprovassem sua exposição efetiva aos agentes insalubres.527/68.

Enquanto os engenheiros eletricistas e civis possuem a presunção de insalubridade de sua atividade até 11/10/1996. a comprovação através de laudo pericial expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho. Tendo o direito pátrio excluído o direito à contagem especial do tempo de contribuição sem a comprovação da efetiva exposição às condições insalubres. Importante ressaltar. de 11/10/1996. constatando as condições especiais da atividade.528/97.528/97. de 03/05/2001. no que tange ao preenchimento dos documentos. reeditada até a de número 1. que revogou expressamente a Lei 5. Pela Medida Provisória 1. criando à empresa a obrigação de elaborar e manter atualizado o chamado “perfil profissiográfico previdenciário – PPP”. diante da ausência de informações sobre o mesmo. introduziu-se o § 4º no art.032/95. convertida na Lei 8. a exigência introduzida pela Lei 9. a comprovação poderia se dar mediante a simples apresentação dos formulários técnicos do INSS devidamente preenchidos pelos empregadores. A alteração introduzida pela referida Medida Provisória 1. direito já reconhecido. criando enorme alvoroço entre o empresariado.94 Tal discrepância somente foi corrigida pela Medida Provisória 1. Até a entrada em vigor da Medida Provisória 1. exigência que . data da entrada em vigor da Lei 9.523-13. sob pena de desconsideração do formulário. 58 da Lei 8. os engenheiros de minas.523. de 11/10/1996. conforme se vê do julgamento do Recurso Especial de nº 296562/RN.523/96 passou a exigir.213/91. além do formulário técnico. não mais valem quaisquer tipos de presunções. pela Instrução Normativa nº 49 do INSS. devendo os segurados atenderem às exigências das normas previdenciárias para sua comprovação. diante de liminar concedida em Ação Civil Pública julgada pela 4ª Vara Previdenciária de Porto Alegre – RS. já tendo inclusive sólida jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. aqui. O entendimento acima suplantado já possui assento em nossos Tribunais.527/68. bem como conferiu novamente ao Poder Executivo a competência para definir o rol dos agentes nocivos. não ocasionalidade nem intermitência” da exposição. metalurgia e químicos gozam da presunção apenas até 28/04/1995. inclusive.032/95 de constarem dos formulários a informação de “permanência.523/96.523-14 e convertida na Lei 8. de 23/10/1997.

até 11/10/1996. Carente de regulamentação. introduziu-se. Já no que tange aos períodos posteriores a estas datas. basta a apresentação dos contratos de serviços de engenharia formalizados pelas ARTs. podendo valer-se de meios outros que não os formulários técnicos para comprovarem sua exposição aos agentes insalubres. instituído por esta como o formulário padrão para a comprovação da atividade especial desempenhada pelos segurados. através de justificação administrativa e judicial. Deve-se observar. não havendo qualquer restrição ao direito destes segurados na legislação previdenciária. diante da ausência de informações sobre o mesmo. Sobre este aspecto.528/97. criando enorme alvoroço entre o empresariado. conforme inicialmente aludido. podendo a comprovação ser processada mediante Justificação . o § 4º no art. Neste aspecto. para os engenheiros civil e eletricistas. por exemplo. na impossibilidade de emissão do PPP ou formulário DIRBEN 8030.213/91. criando à empresa a obrigação de elaborar e manter atualizado o chamado “perfil profissiográfico previdenciário – PPP”.172/97. importante salientar que não possuem as Instruções Normativas o condão de inovar no Ordenamento Jurídico. assim. por exemplo. têm considerado as Instruções Normativas 78/02 e 84/02 que o trabalhador sem vínculo empregatício não pode ter sua atividade enquadrada como especial. 58 da Lei 8. de 16/07/2002. Através da Lei 8. introduzindo regras não previstas em Lei. ainda. que o enquadramento da atividade especial obedecerá à sistemática legal vigente no período laborado. A escusa da norma do INSS de que o direito não é devido aos contribuintes individuais por impossibilidade de prova é. bem como mediante de fiscalização do Órgão competente. em função de não deter meios de comprovar sua exposição. não podendo o INSS aplicar as exigências atuais para os períodos pretéritos. importante sublinhar que para os casos de empresa extinta.95 anteriormente somente existia em relação os agentes nocivos ruído e calor. Relativamente à comprovação pelo trabalhador autônomo. de metalurgia e químicos. fica este dispensado. o PPP somente foi aprovado pela Instrução Normativa nº 78. como. e até 28/04/1995 para os engenheiros de minas. sem qualquer objeção pelo Órgão administrativo. em que pese mencionado pelo Decreto 2. ilegal. conforme mencionado acima.

” O terceiro agente legalmente considerado perigoso é a energia elétrica ou eletricidade. Decreto 3.514 de 22/12/1977. aprovada pela Portaria N. inclusive. que implementou a Reforma da Previdência. aquelas que.0 . como por exemplo.412/1986.048/99. regulamentada pelo Decreto 93. tornando-o terreno fértil para discussões que devem persistir na defesa dos direitos dos segurados.214 de 08/06/1978 do Ministério do Trabalho.º 3. de 04. Após a promulgação da Emenda Constitucional 20/1998. onde são consideradas atividades perigosas as que envolvem inflamáveis e explosivos.369. impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. A CLT define atividades e operações perigosas no artigo abaixo: Art. aos artigos 193 a 197 da Consolidação das Leis do Trabalho e à Norma Regulamentadora NR – 16 (Atividades e Operações Perigosas). de conformidade com a Lei Nº 7. relativa à Lei N. ou seja.ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS Quanto a periculosidade. pois a partir do medidor é considerado Unidade de Consumo e não mais integrante do Sistema Elétrico de Potência.09. na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho. dando. por sua natureza ou métodos de trabalho.2003 e da NR-16. de conformidade com a Portaria nº 518. o tema referente à aposentadoria especial possui diversas nuances que o torna complexo para o operador da previdência. somente para atividades realizadas dentro do Sistema Elétrico de Potência.04. Um quarto agente considerado perigoso. . 7º. ainda. Porém. de 20. 193: “São consideradas atividades ou operações perigosas. inciso XXII da Constituição Federal. 8. competência para a resolução de qualquer dúvida sobre o enquadramento dos agentes aos Ministérios do Trabalho e da Previdência e Assistência Social. sob o ponto de vista legal. Raios X.º 6. Conforme acima apresentado. novo Decreto foi editado em 1999. são as radiações ionizantes.1985. os trabalhadores em geral são também submetidos ao art. criando novo rol de agentes nocivos à saúde.96 Administrativa. desde a geração da energia elétrica até o medidor.

concessionária.atividades e operações perigosas com radiações ionizantes ou substâncias radioativas. de 20 de setembro de 1985. que vai desde a geração. pág. segundo a norma brasileira NBR 5460/81 da ABNT. 487) A Norma Regulamentadora NR-10.214. unidades de consumo. após o medidor. do Ministério do Trabalho e Emprego. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE . de 08 de junho de 1978. constante na Portaria No. que regulamenta a Lei N o.369. em seu glossário. após o medidor. A Lei No. tais como. transmissão e distribuição da energia elétrica até o medidor. “Sistema Elétrico de Potência. 3. Até o medidor são unidades de potência. os riscos ocupacionais que podem gerar a concessão de adicional de periculosidade são: . não dão direito ao trabalhador à percepção do adicional de periculosidade. 7. do Ministério do Trabalho e Emprego. transmissão e distribuição de energia elétrica até a medição. de 14 de outubro de 1986. transmissão e distribuição de energia elétrica e. em sentido amplo. 2003. inclusive. vem definir Sistema Elétrico de Potência como sendo. . .atividades e operações perigosas com explosivos. é o conjunto de todas as instalações e equipamentos destinados à geração. 6. de 22 de dezembro de 1977. que são as áreas localizadas dentro de um chamado Sistema Elétrico de Potência. 93. tensão etc. também instituiu o adicional de periculosidade para trabalhadores expostos aos riscos de contato com a energia elétrica.97 De conformidade com a Norma Regulamentadora NR-16 (Atividades e Operações Perigosas). ou seja.514.” (GONÇALVES. porém nas atividades e áreas de risco constante do Anexo do Decreto No. 93. “Sistema Elétrico de Potência (SEP): conjunto das instalações e equipamentos destinados à geração.” Atividades com energia elétrica. corresponde a um conjunto definido de linhas e subestações que assegura a transmissão e/ou a distribuição de energia elétrica. em sentido restrito.atividades e operações perigosas com inflamáveis.412. regulamentada pelo Decreto No. localização geográfica. cujos limites são definidos por meio de critérios apropriados. pois estão fora do Sistema Elétrico de Potência.412/86.

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De acordo com a NR-16, no seu item 16.2, para as seguintes atividades:
- atividades e operações perigosas com explosivos; - atividades e operações perigosas com inflamáveis; - atividades e operações perigosas com radiações ionizantes ou substâncias radioativas,

16.2. O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador a percepção de adicional de 30% (trinta por cento), incidente sobre o salário, sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participação nos lucros da empresa. No caso dos eletricitários, o adicional de periculosidade incide sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial, conforme Súmula 191 do Tribunal Superior do Trabalho: 191 – ADICIONAL. PERICULOSIDADE. INCIDÊNCIA. – O adicional de periculosidade incide apenas sobre o salário básico e não sobre este acrescido de outros adicionais. Em relação aos eletricitários, o cálculo do adicional de periculosidade deverá ser efetuado sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial. (Res. 121/2003 – DJ – 21-11-2003). 9.0 - NORMAS REGULAMENTADORAS NORMAS REGULAMENTADORAS (NR): são normas emitidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego através de portaria. Para dar cumprimento às disposições relativas à Segurança e Saúde no Trabalho, ficou determinado no art. 200 da CLT (com redação dada pela Lei nº 6.514, de 22.12.77) que o Ministro de Estado do Trabalho estabeleceria disposições complementares às normas consolidadas. Para tanto expediu-se a Portaria MTb nº 3.214, de 08.06.78 (em vigência desde 06.07.78), a qual aprovou 28 (vinte e oito) Normas Regulamentadoras (NRs) que detalham o disposto no Capítulo V do Título II da CLT.

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Posteriormente, por meio da Portaria MTb nº 3.067, de 12.04.88, foram aprovadas as Normas Regulamentadoras Rurais (NRRs), relativas à “Segurança e Higiene do Trabalho Rural”, e por meio da Portaria SSST nº 53, de 17.12.97, aprovado o texto da Norma Regulamentadora relativa à “Segurança e Saúde no Trabalho Portuário” (NR 29). Portanto, hoje existem 32 Normas Regulamentadoras (NR) destinadas às atividades urbanas e 5 Normas Regulamentadoras Rurais (NRR) destinadas à regulamentação das atividades rurais relativas à segurança e saúde do trabalho, cada uma delas tratando de um tema específico, conforme segue: NR 1 – Disposições Gerais NR 2 – Inspeção Prévia NR 3 – Embargo ou Interdição NR 4 – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT NR 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA NR 6 – Equipamento de Proteção Individual – EPI NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO NR 8 – Edificações NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA NR 10 – Instalações e Serviços em Eletricidade NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais NR 12 – Máquinas e Equipamentos NR 13 – Caldeiras e Vasos de Pressão NR 14 – Fornos NR 15 – Atividades e Operações Insalubres NR 16 – Atividades e Operações Perigosas NR 17 – Ergonomia NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção

100 NR 19 – Explosivos NR 20 – Líquidos Combustíveis e Inflamáveis NR 21 – Trabalho a Céu Aberto NR 22 – Trabalhos Subterrâneos NR 23 – Proteção Contra Incêndios NR 24 – Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho NR 25 – Resíduos Industriais NR 26 – Sinalização de Segurança NR 27 – Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério NR 28 – Fiscalização e Penalidades NR 29 – Segurança e Saúde no Trabalho Portuário NR 30 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário NR 31 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aqüicultura NR 32 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde NR 33 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados NORMAS REGULAMENTADORAS RURAIS (NRR): são normas emitidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego através de portaria, conforme preceitua o artigo 13 da Lei No. 5.889, de 08 de junho de 1973, e que regem a segurança e saúde do trabalho no Brasil no tocante ao trabalho rural. As primeiras Normas Regulamentadoras Rurais (NRR) foram aprovadas pela Portaria No. 3.067, de 12 de abril de 1988. Atualmente são 5 NRRs, a saber: NRR-1 – Disposições Gerais NRR-2 – Serviço Especializado em Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural - SEPATR NRR-3 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural - CIPATR

A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. a fim de protege-los dos infortúnios laborais.Disposições Gerais: Estabelece os deveres dos empregados e empregadores rurais no tocante à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. de 8 de junho de 1973. Legislação . a seus empregados Equipamentos de Proteção Individual adequados ao risco e em perfeito estado de conservação. no uso da competência que lhe .889.889. 5. organizem e mantenham em funcionamento serviços especializados em Segurança e Medicina do Trabalho. de 8 de junho de 1973. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural . 102) Revoga as Normas Regulamentadoras Rurais – NRR.EPI: Estabelece a obrigatoriedade para que os empregadores rurais forneçam.SEPATR: Estabelece a obrigatoriedade para que as empresas rurais.Serviço Especializado em Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural .889.889. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº.Equipamento de Proteção Individual .Portaria Revoga As Normas Regulamentadoras Rurais – NRR 03/06/08 MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO GABINETE DO MINISTRO PORTARIA N. visando à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais no meio rural. NRR2 .Produtos Químicos: Estabelece os preceitos de Segurança e Medicina do Trabalho rural a serem observados no manuseio de produtos químicos. 5. NRR5 . 5. NRR4 . A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. gratuitamente.101 NRR-4 – Equipamentos de Proteção Individual – EPI NRR-5 – Produtos Químicos. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. de 8 de junho de 1973.º 191. em função do número de empregados que possuam. O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO. de 8 de junho de 1973. visando à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. de 8 de junho de 1973. 5. NRR3 . DE 15 DE ABRIL DE 2008 (DOU de 16/04/08 – Seção 1 – Pág. 5. a obrigatoriedade de organizar e manter em funcionamento uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.CIPATR: Estabelece para o empregador rural. NRR1 .889.

uma comissão constituída exclusivamente por empregados com o objetivo de prevenir infortúnios laborais. que dá embasamento jurídico à existência desta NR.303. são os artigos 163 a 165 da CLT.883 a 20. são os artigos 154 a 159 da Consolidação das Leis do Trabalho . urbanas e rurais? NR1 . Pecuária.Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional: Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. por estabelecimento. bem como os direitos e obrigações do Governo. NR3 .º 3. pág. são os artigos 166 e 167 da CLT. A fundamentação legal. ordinária e específica. A fundamentação legal. CARLOS LUPI Fonte: SINTESP NORMAS REGULAMENTADORAS De que trata cada Norma Regulamentadora (NR). aprovada pela Portaria GM n. 87 da Constituição Federal e. A fundamentação legal. Seção 1. 6. na adoção de tais medidas punitivas no tocante à Segurança e a Medicina do Trabalho. máquinas ou equipamentos. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. considerando a vigência da Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura. A fundamentação legal. sempre que as condições de trabalho o exigirem. publicada no DOU do dia 13 de abril de 1988. ordinária e específica.Embargo ou Interdição: Estabelece as situações em que as empresas se sujeitam a sofrer paralisação de seus serviços. publicada no DOU do dia 17 de novembro de 1989. que dá embasamento jurídico à existência desta NR.º 86. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam .SESMT. é o artigo 162 da CLT. é o artigo 160 da CLT. pág.333 a 6.336. NR2 . com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho.Equipamentos de Proteção Individual . 2º Revogar a Portaria GM n.º 3.067. A fundamentação legal. NR6 . ordinária e específica. NR7 . Art. de 12 de abril de 1988. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.Inspeção Prévia: Estabelece as situações em que as empresas deverão solicitar ao MTb a realização de inspeção prévia em seus estabelecimentos.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . NR5 .Disposições Gerais: Estabelece o campo de aplicação de todas as Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho do Trabalho Urbano. de 03 de março de 2005. ordinária e específica. pela fiscalização trabalhista.102 confere o inciso II. ordinária e específica. NR4 . Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho . A fundamentação legal. Art. 20.Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho: Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas. de 14 de novembro de 1989. que possuam empregados regidos pela CLT. eliminando as possíveis causas de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.CIPA: Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas organizarem e manterem em funcionamento.884.CLT. de organizarem e manterem em funcionamento. do parágrafo único do art.EPI: Estabelece e define os tipos de EPI's a que as empresas estão obrigadas a fornecer a seus empregados.º 28 (Fiscalização e Penalidades). dos empregadores e dos trabalhadores no tocante a este tema específico. resolve: Art. bem como a forma de sua realização. que estendeu às NRR a aplicação das penalidades constantes da Norma Regulamentadora n. ordinária e específica. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. Exploração Florestal e Aqüicultura. bem como os procedimentos a serem observados. Seção 1. a fim de resguardar a saúde e a integridade física dos trabalhadores. é o artigo 161 da CLT. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. 1º Revogar a Portaria GM n. que aprovou as Normas Regulamentadoras Rurais – NRR. Silvicultura. através da apresentação de sugestões e recomendações ao empregador para que melhore as condições de trabalho.

ordinária e específica. A fundamentação legal. reforma e ampliação.Atividades e Operações Insalubres: Descreve as atividades. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. visando à prevenção de acidentes do trabalho. que institui o adicional de . avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. A fundamentação legal. Armazenagem e Manuseio de Materiais: Estabelece os requisitos de segurança a serem observados nos locais de trabalho. em quaisquer das fases de geração. e também os meios de proteger os trabalhadores de tais exposições nocivas à sua saúde. NR14 . objetivando a prevenção de infortúnios laborais. as situações que. observando-se. NR9 .369 de 22 de setembro de 1985. incluindo elaboração de projetos. A fundamentação legal. à armazenagem e ao manuseio de materiais. NR12 . NR10 .Programas de Prevenção de Riscos Ambientais: Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação.A fundamentação legal. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional . A fundamentação legal. ordinária e específica. operação. em suas diversas etapas. operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão. são os artigos 182 e 183 da CLT. para tanto. ordinária e específica.Caldeiras e Vasos de Pressão: Estabelece todos os requisitos técnicos-legais relativos à instalação. execução. A fundamentação legal. ordinária e específica. à movimentação. quando vivenciadas nos ambientes de trabalho pelos trabalhadores. são os artigos 170 a 174 da CLT. são os artigos 184 e 186 da CLT. do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais . operação e manutenção de fornos industriais nos ambientes de trabalho. tanto de forma mecânica quanto manual. A fundamentação legal.Máquinas e Equipamentos: Estabelece as medidas prevencionistas de segurança e higiene do trabalho a serem adotadas pelas empresas em relação à instalação. manutenção. são os artigos 168 e 169 da CLT. NR13 . distribuição e consumo de energia elétrica. de modo a se prevenir a ocorrência de acidentes do trabalho. é o artigo 187 da CLT. reconhecimento. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. ordinária e específica. Movimentação.Instalações e Serviços em Eletricidade: Estabelece as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. NR11 . A fundamentação legal. assim. A fundamentação legal. ordinária e específica. visando à preservação da saúde e da integridade física dos trabalhadores. definindo. são os artigos 187 e 188 da CLT. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. tem a sua existência jurídica assegurada através dos artigos 193 a 197 da CLT. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. inclusive seus limites de tolerância. que dá embasamento jurídico à caracterização da energia elétrica como sendo o 3° agente periculoso é a Lei n° 7. ordinária e específica.Edificações: Dispõe sobre os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalham. ordinária e específica. Especificamente no que diz respeito ao Anexo n° 01: Atividades e Operações Perigosas com Explosivos. NR8 .Fornos: Estabelece as recomendações técnicos-legais pertinentes à construção. as normas técnicas internacionais. estipulando as recomendações prevencionistas correspondentes. operações e agentes insalubres. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. através da antecipação. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. são os artigos 175 a 178 da CLT.103 trabalhadores como empregados. ordinária e específica.PPRA. ordinária e específica.PCMSO. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. NR16 . assim como a segurança de usuários e de terceiros. NR15 . que dá embasamento jurídico à existência desta NR. no que se refere ao transporte. que dá embasamento jurídico à existência desta NR.Atividades e Operações Perigosas: Regulamenta as atividades e as operações legalmente consideradas perigosas.Transporte. e ao anexo n° 02: Atividades e Operações Perigosas com Inflamáveis. A fundamentação legal. ensejam a caracterização do exercício insalubre. são os artigos 179 a 181 da CLT. tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. na falta destas. operação e manutenção de máquinas e equipamentos. são os artigos 189 e 192 da CLT. transmissão. as normas técnicas oficiais vigentes e.

ordinária e específica. NR25 . NR19 .Proteção Contra Incêndios: Estabelece as medidas de proteção contra Incêndios. alojamentos e água potável. A fundamentação legal. vestiários. A fundamentação legal. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. de modo a proporcionar um máximo de conforto. ordinária e específica. ordinária e específica. no destino final a ser dado aos resíduos industriais resultantes dos ambientes de trabalho de modo a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. NR18 . são os artigos 198 e 199 da CLT. segurança e desempenho eficiente. NR26 .Ergonomia: Visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptaçào das condições de trabalho às condições psicofisiológicas dos trabalhadores. ordinária e específica.Resíduos Industriais: Estabelece as medidas preventivas a serem observadas. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. na medida em que não existe lei autorizadora para tal. manuseio e transporte de líquidos combustíveis e inflamáveis. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. de modo a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. especialmente no que se refere a: banheiros. objetivando a proteção da saúde e integridade física dos trabalhadores em seus ambientes de trabalho. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. é o artigo 200 inciso II da CLT. ordinária e específica. que já eram insalubres de grau máximo. visando a higiene dos locais de trabalho e a proteção à saúde dos trabalhadores. manuseio e transporte de explosivos. é o artigo 200 inciso VII da CLT.Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção: Estabelece diretrizes de ordem administrativa. A fundamentação legal. estabelece as medidas de proteção contra incêndio que devem dispor os locais de trabalho. A portaria MTb n° 3. A fundamentação legal.Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho: . NR27 . A fundamentação legal. como o 4° agente periculoso. NR21 . são os artigos 293 a 301 e o artigo 200 inciso III. A fundamentação legal. tais como. que dá embasamento jurídico à existência desta NR.393 de 17 de dezembro de 1987. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. veio a enquadrar as radiações ionozantes.Explosivos: Estabelece as disposições regulamentadoras acerca do depósito. NR23 . é o artigo 200 inciso IV da CLT. refeitórios. pelas empresas. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. de planejamento de organização. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. em minas ao ar livre e em pedreiras. A fundamentação legal. que objetivem a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos. visando à prevenção da saúde e da integridade física dos trabalhadores. objetivando a proteção da saúde e a integridade física dos trabalhadores m seus ambientes de trabalho.104 periculosidade para os profissionais da área de eletricidade.Trabalho a Céu Aberto: Tipifica as medidas prevencionistas relacionadas com a prevenção de acidentes nas atividades desenvolvidas a céu aberto. ordinária e específica. NR20 . é o artigo 200 inciso I da CLT. todos da CLT. NR24 . numa atitude casuística e decorrente do famoso acidente com o Césio 137 em Goiânia.Líquidos Combustíveis e Inflamáveis: Estabelece as disposições regulamentares acerca do armazenamento. ordinária e específica. A fundamentação legal.Sinalização de Segurança: Estabelece a padronização das cores a serem utilizadas como sinalização de segurança nos ambientes de trabalho. NR17 .Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho: Disciplina os preceitos de higiene e de conforto a serem observados nos locais de trabalho. A fundamentação legal. nas condições e no meio ambiente de trabalho na industria da construção civil. ordinária e específica. cozinhas. é o artigo 200 inciso VII da CLT. ordinária e específica. NR22 . é o artigo 200 inciso VIII da CLT.Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração: Estabelece métodos de segurança a serem observados pelas empresas que desemvolvam trabalhos subterrâneos de modo a proporcionar a seus empregados satisfatórias condições de Segurança e Medicina do Trabalho. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. é o artigo 200 inciso II da CLT. A fundamentação legal. é o artigo 200 inciso IV da CLT. sendo controvertido legalmente tal enquadramento. ordinária e específica.

NR32 . monitoramento e controle dos riscos existentes. em especial no que diz respeito ao seu registro profissional como tal. A sua existência jurídica está assegurada em nível de legislação ordinária. regulamentado pelo artigo 7° do Decreto n° 92. NR31 . especificamente no tocante à instituição da Unidade Fiscal de Referência -UFIR. na cabotagem.BTN. acordos e contratos coletivos de trabalho. NR29 . na navegação interior. junto ao Ministério do Trabalho. que institui o Bônus do Tesouro Nacional .575-6.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados (consulta pública): tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados. tanto no que diz respeito à concessão de prazos às empresas para no que diz respeito à concessão de prazos às empresas para a correção das irregularidades técnicas.383 de 30 de dezembro de 1991. As disposições contidas nesta NR aplicam-se aos trabalhadores portuários em operações tanto a bordo como em terra.105 Estabelece os requisitos a serem satisfeitos pelo profissional que desejar exercer as funções de técnico de segurança do trabalho. tem a sua existência jurídica assegurada. como valor monetário a ser utilizado na cobrança de multas. através da Medida Provisória n° 1. através do artigo 201 da CLT.410 de 27 de novembro de 1985. e posteriormente.855 de 24 de outubro de 1989. bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. bem como a falta de controle da concentração de oxigênio presente no ambiente.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário (consulta pública): Aplica-se aos trabalhadores de toda embarcação comercial utilizada no transporte de mercadorias ou de passageiros. ordinária e específica. . seu reconhecimento.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Estpaços Confinados: tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores que realizam suas atividades em espaços confinados.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Assistência à Saúde.534. do artigo 200 da CLT. com as alterações que lhe foram dadas pelo artigo 2° da Lei n° 7. o Decreto n° 99. como também.530 de 9 de abril de 1986. no que concerne ao procedimento de autuação por infração às Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho. pelo artigo 1° da Lei n° 8. ordinária e específica. quando em deslocamento. tem seu embasamento jurídico assegurado través do artigo 3° da lei n° 7. na navegação marítima de longo curso. de 19/09/90 que promulga a Convenção n° 152 da OIT. e embarcações de apoio marítimo e portuário. assim como aos demais trabalhadores que exerçam atividades nos portos organizados e instalações portuárias de uso privativo e retroportuárias.Fiscalização e Penalidades: Estabelece os procedimentos a serem adotados pela fiscalização trabalhista de Segurança e Medicina do Trabalho. A fundamentação legal. NR30 . facilitar os primeiro socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. a nível de legislação ordinária. NR28 . no serviço de reboque em alto-mar. situadas dentro ou fora da área do porto organizado. A fundamentação legal. (consulta pública): tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores em estabelecimentos de assistência à saúde. como valor monetário a ser utilizado na cobrança de multas em substituição ao BTN. Espaço confinado é qualquer área não projetada para ocupação humana que possua ventilação deficiente para remover contaminantes. A observância desta Norma Regulamentadora não desobriga as empresas do cumprimento de outras disposições legais com relação à matéria e outras oriundas de convenções. bem como em plataformas marítimas e fluviais.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário: Tem por objetivo Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. NR33 . de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores. de 27/11/97.

bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativos e Judiciário. e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta. É considerado grave e iminente risco toda condição ambiental de trabalho que possa causar acidente do trabalho ou doença profissional com lesão grave à integridade física do trabalhador. NR 3 – Embargo ou Interdição Dar autonomia ao Delegado Regional do Trabalho. manterão. para interditar estabelecimento. os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário. NR 2 – Inspeção Determina que todo o estabelecimento novo. com a brevidade que a ocorrência exigir. as providências que deverão ser adotadas para prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais.Objetivos das Normas Regulamentadoras NR 1 – Disposições Gerais Determina que são de observância obrigatória pelas empresas privadas. deverá solicitar aprovação de suas instalações ao órgão regional do MTb. Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. Determina obrigações ao empregador e ao empregado sobre segurança e medicina do trabalho. à vista de laudo técnico do serviço competente.2 . NR 4 – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho Determinar as empresas privadas e públicas. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. setor de serviço. obrigatoriamente. ou embargar obra. que a empresa deverá comunicar e solicitar a aprovação do órgão regional do MTb. antes de iniciar suas atividades. quando ocorrer modificações substanciais nas instalações e/ou nos equipamentos de seu(s) estabelecimento(s). e ainda. com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho.106 9. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. . máquina ou equipamento. que demonstre grave e iminente risco para o trabalhador. indicando na decisão tomada. visando assegurar que suas atividades estão livre de riscos de acidentes e/ou doenças do trabalho.

do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO.PCMSO Estabelece obrigatoriedade da elaboração e implementação.107 NR 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes A prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. quanto ao CRF Certificado de Registro de Fabricante e CRI Certificado de Registro de Importação. de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais Estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação. do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA. avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. reconhecimento. através da antecipação. de fabricação nacional ou estrangeira. para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalhem. é todo dispositivo de uso individual. NR 6 – Equipamento de Proteção Individual – EPI Estabelecer que Equipamento de Proteção Individual – EPI. as Obrigações do Empregador e do Empregado. inclusive CA – Certificado de Aprovação. NR 8 – Edificações Estabelece requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações. visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. objetivando a promoção e preservação da saúde do conjunto dos trabalhadores. Determina obrigações ao Fabricante Nacional ou Importador. tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional . em suas diversas etapas. Estabelece ainda. . destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. NR – 10 Instalações e Serviços em Eletricidade Fixar as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. respectivamente. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados.

Fornos Normatizar a construção de fornos. dispositivos de segurança de acionamento. e fixa o adicional de periculosidade. inclusive os meios de controle e registros. radiações ionizantes ou substâncias radioativas. acompanhamento de operação e manutenção. Movimentação. NR 17 – Ergonomia . e Maquinas Transportadoras. manutenção. NR 15 – Atividades e Operações Insalubres Normatizar as atividades e operações insalubres. de Máquinas e Equipamentos. empilhadeiras. Guindastes. ainda. observando-se os pisos dos locais de trabalho. inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de pressão. as áreas de circulação. e ainda. e os equipamentos para movimentação de materiais. guinchos. partida e parada dos mesmos.108 incluindo projeto. esteiras-rolantes. os espaços e distância mínima. ascensores. inclusive equipamentos com força motriz própria. operação. NR 11 – Transporte. determina as atividades perigosas com explosivos. inflamáveis. NR 13 – Caldeiras e Vasos de Pressão Normatizar os projetos de construção. fixando os limites de tolerância e tempo de exposição ao agente. para o grau máximo. Transportadores Industriais rolantes. NR 12 – Máquinas e Equipamentos Normatizar a Instalação e área de Trabalho. a segurança de usuários e terceiros. médio e leve. inclusive. observando-se a utilização de revestimento de materiais refratário de forma que o calor radiante não ultrapasse os limites de tolerância estabelecido na NR 15. elevadores de cargas. NR 14 . NR 16 – Atividades e Operações Perigosas Normatizar as atividades e operações perigosas. o adicional de insalubridade. pontestalhas. reforma e ampliação e. oferecendo o máximo de segurança e conforto aos trabalhadores. Armazenagem e Manuseio de Materiais Normatizar as operações de Elevadores. execução. devendo ser instalados em locais adequados.

que deverá adotar métodos e manter locais de trabalho que proporcionem a seus empregados condições satisfatórias de segurança e medicina do trabalho. o frio. ao mobiliário. inclusive meio de controle e registros e ainda treinamento de brigada. NR 19 . transporte e descarga de materiais. NR 24 – Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho .Explosivos Normatizar os procedimentos para: Depósito. objetivando proteger os trabalhadores contra intempéries.109 Estabelece parâmetro que permite a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho. insolação excessiva. bem como os cuidados para armazenagem. seu ponto de fulgor e classe. a umidade e os ventos inconvenientes. NR 23 – Proteção contra Incêndios Normatizar as exigências mínimas de proteção contra incêndios que todas as empresas devem possuir. de planejamento de organização. NR 21 – Trabalho a Céu Aberto Normatizar os trabalhos a céu aberto. NR 20 – Líquidos Combustíveis e Inflamáveis Definir líquido combustível. NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Estabelece as diretrizes de ordem administrativa. segurança e desempenho eficiente. que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos. nas condições e no meio ambiente na Indústria da Construção. Manuseio e Armazenagem de Explosivos. NR 22 – Trabalhos Subterrâneos Normatizar as empresas que explorem mina. de modo a proporcionar um máximo de conforto. incluindo os aspectos relacionados ao levantamento. o calor.

NR 29 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário. armários.º 97.º 55. bem como os produzidos por processos e operações industriais.110 Normatizar as condições mínimas de instalações sanitárias. da Lei n.955. de 24/10/89 e nesta Norma Regulamentadora. identificando os equipamentos de segurança. de acordo com as características e atividades das empresas. NR 30 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquário. NR 25 – Resíduos Industriais Normatizar os procedimentos a serem adotados para os resíduos industriais (gasosos. 6º. de 15/03/65.841. com processo iniciado através das Delegacias Regionais do Trabalho – DRT.855. . Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. pisos e paredes. sendo efetuada obedecendo ao disposto nos Decretos n. mictórios. lavatórios. bem como sua aplicabilidade. líquidos e sólidos) dos locais de trabalho. chuveiros. NR 28 – Fiscalização e Penalidades Disciplinar a fiscalização das disposições legais e/ou regulamentares sobre segurança e saúde do trabalhador. do art. NR 26 – Sinalização e Segurança Fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes. NR 27 – Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho Normatizar o exercício da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho. delimitando áreas. armários etc. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases. e n. efetuado pela Secretária de Segurança e Saúde no Trabalho. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. no Título VII da CLT e no § 3º. de 26/07/89.º 7. e advertindo contra riscos. que depende de prévio registro no Ministério do Trabalho. . sua higienização.

10. Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. inserindo novos requisitos.111 Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. sua Norma Regulamentadora . bem como sua aplicabilidade.NR 18. Um deles foi o PCMAT . facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores dos estabelecimentos de saúde. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores que exercem suas atividades em espaços considerados confinados pela norma.Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção .NR-18. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores aquaviários. Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. NR 32 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde. bem como sua aplicabilidade. Silvicultura. NR 31 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura. Exploração Florestal e Aqüicultura. . NR 33 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em em Espaços Confinados. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores da Agricultura. o Ministério do Trabalho e Emprego revisou. em julho de 1995. Pecuária. bem como sua aplicabilidade. Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. Exploração Florestal e Aqüicultura. obrigatórios para a área de construção. Pecuária.Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção. Em busca de melhorias na implantação de programas que controlassem os processos de trabalho e padronizassem ações de segurança e saúde visando sempre a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores.0 – PCMAT PCMAT . bem como sua aplicabilidade. Silvicultura.

demolição. Esse planejamento abrange o cumprimento das normas ambientais. operações de soldagem e corte a quente. trabalho em concreto armado.torrefortesaude. ferramentas diversas. andaimes e proteção contra quedas de altura.Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção) que dê conta da prevenção de todos os riscos da obra. químicos e biológicos. pois para que as ações de melhoria das condições do ambiente de trabalho sejam implantadas é necessário conhecer. O PCMAT tem como objetivo básico garantir a saúde e a integridade dos trabalhadores. escavação. carpintaria. Este deve contemplar as exigências contidas na NR-09 . manuseio de materiais e transportes de pessoas e de materiais.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais.br Produzido em: 3 Novemb0r. passagens. seu item 18. instalações elétricas nos canteiros de obras. o empregador deve fazer um planejamento (PCMAT . nas condições e no meio ambiente na Indústria da Construção. fundações e desmontes de rochas. tapumes. Quando o canteiro de obras envolver 20 trabalhadores ou mais. rampas e aberturas. 2008 Objetivos da NR-18: estabelece as diretrizes de ordem administrativa. proteção contra incêndio.NR 18. à prevenção de danos nas edificações dentro do canteiro de obras que assegurem a segurança e a saúde dos trabalhadores. galerias e plataformas de proteção.112 O PCMAT deverá ser elaborado pelas empresas enquadradas no grupo das "Indústrias da Construção" conforme classificação da NR 4 (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho . que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos. http://www. condições sanitárias e de conforto nas obras de construção. andaimes. equipamento de proteção individual. através da prevenção dos diversos riscos que derivam do processo de execução de obras na indústria da construção. determinando normas de segurança específica para: armazenagem e estocagem de materiais. os riscos provocados por agentes físicos. A Norma Regulamentadora . estrutura metálicas. desde as fundações até sua entrega. máquinas e equipamentos. escadas.com. também. demolição e reparos. . alvenaria e acabamentos. e especificamente nos estabelecimentos com 20 (vinte) trabalhadores ou mais. de planejamento de organização.3 contempla os requisitos a serem seguidos para a elaboração e cumprimento do PCMAT. dentre outras.SEESMT).

e as medidas de proteção coletivas e individuais (EPC e EPI) a serem adotadas. Os números de acidentes na construção civil são alarmantes e.0 . a construção civil continua a se destacar como um dos setores com os índices mais elevados de acidentes do trabalho. A construção civil se difere dos outros setores industriais por possuir características próprias. Novos treinamentos devem ser feitos sempre que necessário a cada fase da obra Esse desenvolvimento motiva o trabalhador a executar suas tarefas com maior segurança contribuindo para a melhoria da qualidade e produtividade da empresa.113 O planejamento e elaboração do PCMAT. Antes de iniciar suas tarefas o trabalhador deve ser informado sobre as condições de trabalho no canteiro. assim como seu cumprimento são de importância fundamental. os riscos de sua função específica. a legislação não contribui muito para reduzi-los. porém o que se nota é que este continua sendo um dos setores industrias com maior percentual de acidentes. sendo que uma das principais é a pouca importância das máquinas e tecnologias para a obtenção da qualidade do produto. a melhoria no gerenciamento da segurança e saúde no trabalho. A nova NR-18 determina que todos os empregados recebam treinamentop. de preferência de campo. dentro do seu horário de trabalho.SEGURANÇA EM CANTEIRO DE OBRAS Atualmente. quase que exclusivamente. tanto no Brasil quanto em países desenvolvidos. 11. deve ser buscada. também. No Brasil. A grande dependência que a construção civil tem da mão-de-obra utilizada deveria contribuir para que este fosse um setor desenvolvido no aspecto de segurança no trabalho. . Tendo em vista a redução desses índices. o setor é quarto maior gerador de acidentes fatais em termos de freqüência e o terceiro em termos de coeficiente por cem mil trabalhadores (1997). da mão-de-obra utilizada. pesquisas em diversos países têm indicado que. além das proteções físicas enfatizadas pelas normas. dependendo esta.

Pelas últimas estatísticas.. .0 . Uma delas é positiva: nos últimos anos vem caindo o número de acidentes de trabalho no setor. ficou em 4o lugar no período. algumas desconhecem que os mesmos são obrigatórios.PROGRAMAS DE PREVENÇÃO Resumo dos Programas a serem elaborados pelas Empresas A INSTRUÇÃO NORMATIVA DO INSS IN / DC 99 de 05 de Dezembro de 2003 substitui a IN / DC 95 (Instrução Normativa da Diretoria Colegiada Nº 95) O INSS emitiu novas "regras" conforme a instrução IN / DC acima citada. a construção ocupa o 5o lugar no ranking dos setores com maior número de acidentes. com excesso de horas extras e contratação de operários pouco qualificados. 12..Risco de retrocesso Ritmo acelerado dos canteiros. embora números oficiais de 2007 não tenham sido divulgados. entre 2004 e 2006. . o número de acidentes voltou a aumentar em 2007 e 2008. tem aumentado os acidentes na construção Avanços na segurança dos canteiros estão ameaçados por escassez de operários qualificados e ritmo acelerado das obras Há duas constatações importantes sobre a segurança do trabalho na construção civil. Quanto à taxa de mortalidade. A outra notícia serve de alerta: diante do aquecimento do setor.114 Um dado extremamente importante e preocupante é o de que muitas empresa não sabem quais são os EPI’s necessários para a construção civil e. Segurança do trabalho . que ostentou por vários anos a taça de campeão.

o INSS aceitará os formulários antigos SB-40.A empresa deverá já ter elaborado e mantido atualizado o Perfil Profissiográfico Previdenciário abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador. A saber: 1. adiante.O INSS/MPAS informa que. e fornecer cópia autêntica desse documento. TODOS OS FATOS GERADOS ANTERIORMENTE A ESSA DATA DEVEM CONTINUAR A SER REGISTRADOS NOS ANTIGOS FORMULÁRIOS DIRBEM OU DSS-8030. a ser emitido conforme Art. Segundo o Dr. " A VIGÊNCIA DO PPP É A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2004. o qual deve estar. 155 da IN-DC-78. DSS 8030." 3.000. (Todas as empresas que possuem empregados) ou PCMAT .Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (para empresas de construção) ou PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos (para empresas de mineração) ou . 5. .Advogado .Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. POIS nada foi alterado na IN-DC-99 com relação ao LTCAT citado na IN-DC-78.Foi instituída pelo INSS uma adequação do modelo de Perfil Profissiográfico denominado PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário). Entende-se portanto que o PPP deverá ser elaborado e mantido pela empresa.A prova de efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador passará então a ser feita pelo PPP baseado no LTCAT (que deve ser emitido preferencialmente por Engenheiro do Trabalho). alguns dos Artigos deste DC.00 a R$ 80.213 de 1991.em reportagem à Revista CIPA Ano XXV . 133 da Lei Nº 8.Os dados constantes no PPP deverão ser corroborados com o LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho). João Emílio de Bruim . 4. quando da rescisão do contrato de trabalho. 2. na fiscalização das empresas com segurados que exerçam atividade que permita a concessão de aposentadoria especial. efetivamente implantado pela Empresa a partir de 01/01/2004.000. conforme Anexo XV.(cujas multas poderão variar de R$ 8. DIRBEN 8030.A empresa que não mantiver o LTCAT e o PPP atualizado com referência aos agentes nocivos. ESTES DOCUMENTOS DEIXARÃO DE TER VALIDADE/EFICÁCIA.Até 31/12/2003.115 Vamos ressaltar.00) 7. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo. estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art. 6. o fiscal solicitará os seguintes documentos: 1º) PPRA .293. APÓS ESTA DATA. (pelo menos a partir de 01/01/2004).

Por força de Lei do Ministério do Trabalho . Devem ser elaborados por função. Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP. 3. Deve ser elabora para cada empregado.Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção 2ª.Deve ser expedido por Engenheiro de Segurança do Trabalho. Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP.NR-18 NR-18 . PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais A empresa DEVE ter o PPRA por. 2. 3º) PCMSO . Por força de Lei do Ministério do Trabalho . basicamente.Perfil Profissiográfico Previdenciário (a partir de 01/01/2004).Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (todas as empresas que possuem empregados). PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção A empresa DEVE ter o PCMAT por.048/99. dois motivos: 1ª. basicamente.Deve ser emitido QUANDO existe efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador.116 LTCAT . dois motivos: 1ª. basicamente. três motivos: 1ª. LTCAT . solicitadas pelo Art. 4. APÓS A EXECUÇÃO DO PPRA E DO PCMSO. PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos A empresa de mineração DEVE ter o PGR por.NR-9 NR-9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais 2ª.Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho 1. ou Médico do Trabalho. Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP. Por força de Lei do Ministério do Trabalho NR 22 – Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração 2ª. 2º) PPP .Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho (empresas que não são obrigadas a elaborar PPRA / PCMAT /PGR). 178 constante na IN-DC-99 do INSS/MPAS: . Para empresas que possuem empregados que exerçam atividades que gerem aposentadoria especial (Ver Decreto 3.É a base de informações para a emissão do PPP quando o trabalhador está exposto a agentes nocivos.O LTCAT tem que conter as informações detalhadas.

PCMSO – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional A empresa DEVE ter o PCMSO por. . Após 01/01/2004 não terá mais validade para novas emissões. o qual deverá ser entregue SEMPRE ao funcionário. Para realizar A. mesmo para aquelas que não têm efetiva exposição a agentes nocivos a saúde. 2O LTCAT deverá ser a base técnica de sua emissão.213 de 1991. 133 da Lei Nº 8. quando da rescisão do contrato de trabalho. 2.NR-7 NR-7 – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional 2ª. e afirmar que o trabalhador NÃO esteve exposto aos eventuais agentes nocivos existentes na empresa.S. 3ª. mantê-los atualizados e em arquivo digital (de preferência) para emiti-los quando da rescisão de contrato de trabalho. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo. SE existir efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador. (Avaliação de Saúde Ocupacional) dos funcionários. como um meio de assegurar atendimento à Legislação. OBS: Entende-se que é mais prudente emitir LTCAT para todas as funções existentes na empresa.FAZER O PCMSO. necessariamente. e mantê-los arquivados.Deverá obrigatoriamente ter sido emitido em meio magnético a partir de 01/01/2004 para todos os funcionários (Conforme $2º de IV da IN-99).O. (Veja observação no item acima). CONCLUSÃO SUGERIMOS O SEGUINTE "ROTEIRO". Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP. necessariamente nesta ordem seqüencial : 1º.EMITIR O PPP e o LTCAT quando da rescisão de contrato de trabalho. com base nas informações colhidas do LTCAT . para todas as funções. 5º.FAZER OS LTCAT. Por força de Lei do Ministério do Trabalho . estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art. mesmo que não exista efetiva exposição à agentes nocivos. mas continuam valendo para os fatos gerados anteriormente à 01/01/2004.Deve ser emitido.117 RELEMBRAMOS: A empresa que não mantiver o Laudo Técnico atualizado com referência aos agentes nocivos. PPP . três motivos: 1ª. DIRBEN 8030 1. 2º. 3º. 4ºFAZER TODOS OS PPP (PERFÍS PROFISSIOGRÁFICOS PREVIDENCIÁRIOS) por função e local.PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO 1. fornecendo uma cópia ao funcionário. basicamente.Poderá ser emitido até 31/12/2003.FAZER O PPRA.

Os dados constantes no PPP deverão estar de acordo com o LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho). implantado pela Empresa a partir de 01/01/2004. o qual deverá estar. podendo chegar aa multas de. R$ 9. o fiscal solicitará todos os seguintes documentos: PPRA .Perfil Profissiográfico Previdenciário (a partir de 01/01/2004) e PCMSO .Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional. Após 01/01/2004 não terá mais validade. APÓS A EXECUÇÃO DO PPRA E DO PCMSO. APÓS ESTA DATA.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. e fornecer cópia autêntica desse documento. 133 da Lei Nº 8. A prova de efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador. estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art. conforme Anexo XV. É a base de informações para a emissão do PPP quando o trabalhador está exposto a agentes nocivos. O INSS emitiu novas "regras" conforme o DC acima citado. passará então a ser feita pelo PPP baseado no LTCAT (que deve ser emitido por Engenheiro ou Médico do Trabalho).102. emissão de CAT e quaisquer outros benefícios do INSS. a ser emitido conforme Art.213 de 1991.Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho. 155 da IN-DC-78.213 de 1991. LTCAT Deve ser expedido por Engenheiro de Segurança do Trabalho. adiante. quando da rescisão do contrato de trabalho. O LTCAT tem que conter as informações detalhadas. ESTES DOCUMENTOS DEIXARÃO DE TER EFICÁCIA. 133 da Lei Nº 8. DIRBEN 8030 Poderá ser emitido somente até 31/12/2003. PPP . O INSS/MPAS informa que.00 a 99. DIRBEN 8030. e vamos ressaltar. a saber: Foi instituído pelo INSS um modelo de Perfil Profissiográfico denominado PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário). 148. Até 31/12/2003. efetivamente. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo. LTCAT . A empresa que não mantiver o LTCAT e o PPP atualizado com referência aos agentes nocivos.00. DSS 8030.118 PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) e LTCAT (Laudo Técnico de Condições Ambientais no Trabalho) Instruções Normativas INSS / DC Nº 84/2002 e 90/2003. A empresa deverá elaborar e manter atualizado o Perfil Profissiográfico Previdenciário abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador. apenas alguns dos Artigos deste DC. na fiscalização das empresas com segurados que exerçam atividade que permita a concessão de aposentadoria especial. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo. . ou Médico do Trabalho. conforme Art. DISES BE 5235.910. determinadas pela INDC-79 do INSS/MPAS: A empresa que não mantiver o Laudo Técnico atualizado com referência aos agentes nocivos. o INSS aceitará os formulários antigos SB-40. Entende-se portanto que o PPP deverá ser elaborado e mantido pela empresa. estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art.

119 O LTCAT deverá ser a base técnica de sua emissão, SE existir efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador. PPP - PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO Deverá obrigatoriamente ser emitido a partir de 01/01/2004 e deverá ser entregue SEMPRE ao funcionário, quando da rescisão do contrato de trabalho, emissão de CAT e quaisquer outros benefícios do INSS. Deve ser emitido, necessariamente, com base nas informações colhidas do LTCAT .

PPP - PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO “A empresa deverá elaborar e manter atualizado Perfil Profissiográfico, abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão do contrato de trabalho, cópia autêntica desse documento” . Parágrafo 4º do Art.. 58 da Lei nº 9.528 de 10/12/97. • Elaboração do Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho – LTCAT, no âmbito de cada estabelecimento, por setor de trabalho, envolvendo de forma pormenorizada, a análise de projetos de novas instalações, métodos ou processos de trabalho, ou de modificação dos já existentes; Averiguação da existência de agentes nocivos no ambiente de trabalho, mediante análise quantitativa para o dimensionamento da exposição dos trabalhadores, subsidiando o equacionamento das medidas de proteção e comprovação do controle da exposição ou inexistência dos riscos identificados; Utilização de aparelhos para: Intensidade Luminosa - Luxímetro, modelo LD200, da Instrutherm; Ruído – Decibelímetro, modelo 33-2055, da Rádio Shack; Ruído – Dosímetro, modelo DOS 450, da Instrutherm; Calor – Termômetro de Globo Digital, modelo TGD-200, da Instrutherm; Elaboração do Perfil Profissiográfico Previdenciário, por funcionário, abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador, com base em Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho – LTCAT; Retratação das atividades laborativas do funcionário, na empresa, desde a sua admissão, envolvendo exposição à agentes de risco e medidas de proteção fornecidas; Manutenção do PPP por mídia magnética ou ótica, disponível através de disquete ou CD, ou meio digital, disponível através de formulário eletrônico, com acesso por meio de “nome de usuário” e “senha”, a serem fornecidos no endereço eletrônico www.centraldocumentos.com.br, na Internet.

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LTCAT – LAUDO TÉCNICO DE CONTROLE DE AMBIENTE DO TRABALHO Documento técnico que regista as condições ambientais do trabalho. Discriminando por setor ou grupo de trabalhadores, com as mesmas funções, identificando e registrando – qualitativamente e quantitativamente – os agentes nocivos à saúde do trabalhador por ventura oriundo de agentes físicos, químicos e biológicos – NR 15 e NR 16 e anexos. A emissão deste documento é de responsabilidade do Médico do Trabalho ou Engenheiro de Segurança do Trabalho por prerrogativa decorrente do Art. 5º, parágrafo XIII ca Constituição Federal que resultou na Lei 7.410/85 e Decreto 92.530/86 e também pela redação do Artigo 195 da CLT.

13.0 - FUNDAMENTOS DE ERGONOMIA Ergonomia é a ciência que trata da interação entre homem e tecnologia, visando adaptar tarefas, sistemas, produtos e ambientes às habilidades e limitações físicas e mentais das pessoas. Projeto ergonômico é a aplicação da informação ergonômica ao design de ferramentas, máquinas, objetos, tarefas, sistemas e ambientes ao uso humano seguro, confortável e efetivo. Nada mais do que o princípio do design centrado no usuário: A Ergonomia procura adaptar o trabalho ao trabalhador, o produto ao usuário. Estende-se do mobiliário de trabalho ao de casa, hoje em dia orgãos de defesa do consumidor solicitam testes de produtos de consumo e apenas são aprovados os mais eficientes e que satisfaçam as condições de consumo. A ergonomia também estuda, cores, iluminação, umidade, temperatura e ruídos, leva em consideração o local de trabalho por inteiro, as funções de cada pessoa e tempo de permanência que cada função exige, pois o conforto é diretamente proporcional à produtividade. O objetivo prático da Ergonomia é a adaptação do posto de trabalho, dos instrumentos, das máquinas, dos horários, do meio ambiente às exigências do homem. A realização de tais objetivos, ao nível industrial, propicia uma facilidade do trabalho e um rendimento do esforço humano.
A Ergonomia é considerada por alguns autores como ciência, enquanto geradora de conhecimentos.Outros autores a enquadram como tecnologia, por seu caráteer aplicativo, de transformação.Apesar das divergências conceituais, alguns aspectos são comuns as várias definições existentes:

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• • • •

a aplicação dos estudos ergonômicos; a natureza multidisciplinar, o uso de conhecimentos de várias disciplinas; o fundamento nas ciências; o objeto: a concepção do trabalho.

OBJETO E OBJETIVO DA ERGONOMIA Se, para um certo número de disciplinas, o trabalho é o campo de aplicação ou uma extensão do objeto próprio da disciplina, para a ergonomia o trabalho é o único possível de intervenção. A ergonomia tem como objetivo produzir conhecimentos específicos sobre a atividade do trabalho humano. O objetivo desejado no processo de produção de conhecimentos é o de informar sobre a carga do trabalhador, sendo a atividade do trabalho específica a cada trabalhador. O procedimento ergonômico é orientado pela perspectiva de transformação da realidade, cujos resultados obtidos irão depender em grande parte da necessidade da mudança. Mesmo que o objetivo possa ser diferente de acordo com a especialização de cada pesquisador, o objeto do estudo não pode ser definido a priori, pois sua construção depende do objetivo da transformação. Em ergonomia o objeto sobre o qual pretende-se produzir conhecimentos, deve ser construido por um processo de decomposição/ recomposição da atividade complexa do trabalho, que é analisada e que deve ser transformada. O objetivo é ocultar o mínimo possível a complexidade do trabalho real. Quanto mais ergonomia aprofunda o seu questionamento sobre a realidade, mais ela é interpelada por ela mesma.

14.0 - GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO

GESTÃO DO RISCO OCUPACIONAL
Antonio Carlos Vendrame A exemplo do denominado imposto verde, que se constitui nas exageradas exigências na esfera ambiental e, que acabam por emperrar o crescimento do país; o excessivo protecionismo estatal às relações de trabalho tem contribuído para a redução do emprego formal. A CLT - Consolidação das Leis do Trabalho, promulgada na década de 40, tutelava o trabalhador como alguém que fosse indefeso, irracional e despreparado para decidir por si só. Passados mais de 60 anos, o trabalhador evoluiu, não podendo mais ser comparado ao silvícola, mas a legislação continua com as mesmas características: tutelar, legalista e protecionista.

agora não. As empresas nunca se preocuparam em documentar suas ações em segurança e saúde no trabalho. não impactam a folha de pagamento. as empresas tem terceirizado suas atividades de risco ou perigo. Para se isentar das questões de segurança e saúde no trabalho. por envolver matéria técnica. que através de vistoria. bem como pela doença. Acabam também levados pela ideologia política. Estes Peritos. administração. carecem de conhecimentos da área jurídica. Estas ações são vultosas e certamente podem inviabilizar a continuidade de uma pequena ou média empresa. tampouco em registrar. não passam de pequenos deslizes. por sua própria opção. engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho. seja pelo amadorismo. ou não em atividade insalubre. Uma conseqüência direta desta situação é que a empresa não mais busca a justiça.122 O excessivo protecionismo estatal consegue contaminar a Justiça Trabalhista. ficando sem qualquer comprovação para rebater as alegações do trabalhador numa ação indenizatória. mas evita-a. inobstante trazerem outros vários reflexos. transformando o trabalho que deveria ser técnico em discurso pela defesa da saúde irrestrita e tendenciosa do trabalhador. A fiscalização do trabalho também tem sido uma pedra no sapato do empresário. no âmbito trabalhista. As empresas. ao longo dos anos. Porém. Pior ainda é o possível desmantelamento da área de segurança e saúde do trabalhador do Ministério do Trabalho. não têm sido suficientes para estimular os investimentos pelas empresas. economia ou contabilidade poderá estar fiscalizando segurança e saúde ao invés de um profissional com formação específica em engenharia de segurança do trabalho ou medicina do trabalho. . Os mecanismos governamentais criados para a defesa da saúde do trabalhador. Assim. via de regra. um fiscal com formação em direito. por seu valor. mas. para não correr riscos desnecessários. Alguns se julgam verdadeiros juízes. inclusive sentenciando em seus laudos. O que também têm trazido preocupação às empresas são as ações por danos materiais e morais pelo acidente do trabalho e. acabando por cometer ilegalidades que comprometem o trabalho pericial. transformandose em presa fácil de um trabalhador oportunista assessorado por um bom advogado. seu panorama ambiental e a saúde de seus trabalhadores. necessitam ser avaliados por um Perito. ambos estarão fiscalizando indistintamente as duas áreas. com algumas exceções. mas que aos olhos do leigo. que está legalmente equiparada ao acidente. seja pela falta de formação. Ocorre que tais pedidos para serem apreciados pelo Juiz. uma antiga aspiração deste setor. tornaram-se muito vulneráveis. relatará ao Juiz se o trabalhador laborou. transferindo-a para o Ministério da Saúde. fatalmente acaba sendo um fórum de privilégio ao trabalhador e condenação às empresas. Anteriormente havia fiscais com formações distintas para fiscalizar tributos e segurança e saúde. que deveria ser imparcial com as partes. Os pedidos de adicionais de insalubridade e periculosidade.

criando provas contrárias ao interesse da organização.123 tais empresas sempre acabam sendo envolvidas nos processos solidariamente à empresa terceirizada. por carência de enfoque jurídico em sua formação. mas tão somente apenar. por exemplo. Tanto o governo anterior como o atual não demonstra estar preocupado em campanhas preventivas.afirma que inexistem níveis de pressão sonora acima do limite tolerável e o PCMSO .Seguro de Acidentes do Trabalho . Por outro lado. mas flexibilizar as relações de trabalho.Programa de Controle Médico em Saúde Ocupacional . atuar contrariamente aos interesses da empresa. ainda há uma forte tendência dos profissionais engenheiros. cujo propalado mérito seria se tornar no mais importante instrumento na preservação da segurança e saúde do trabalhador. com finalidade de retirada de informações desnecessárias e cujo teor podem comprometer os interesses da empresa.Auditor Fiscal da Previdência Social . tornando o empregado com carteira assinada menos oneroso do que é atualmente. médicos e técnicos em segurança do trabalho. inobstante a criação da alíquota suplementar do SAT . Liberdade de negociação não é abrir mão dos direitos do trabalhador. bem como o excessivo poder normatizante em segurança e saúde do trabalhador. o PPRA . com finalidade única de “criar renda”. de forma oportunista. aquelas empresas que não cumprirem a legislação. Milhares de empregos poderiam estar sendo gerados se houvesse liberdade de negociação entre empregador e empregado.e. olvidando sua função de advogado técnico e. Os documentos produzidos não passam por um crivo jurídico. alguns sindicados ainda não evoluíram o suficiente para entender que saúde não se vende. Outra complicação adicional é o fato do AFPS .ter autonomia para confrontar os dados do PPP (um . É o caso típico do PPP .Perfil Profissiográfico Previdenciário . não existe coerência entre os diversos documentos produzidos. Como se não bastasse o governo causar empecilho às relações de trabalho. quando não. O PPP possui várias armadilhas em seu bojo tornando-se uma verdadeira arma contra a empresa se as informações lançadas naquele documento forem mal administradas. a terceirizada encerra suas atividades.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais .denuncia o desencadeamento ou agravamento de perda auditiva ocupacional nos trabalhadores. é somente uma nova forma para fiscalizar à distância as empresas. no entanto. restando para a empresa toda a responsabilidade. que não passa de 5% do contingente de trabalhadores.instituído pela Previdência Social. É retrógrado reivindicar os adicionais de risco (insalubridade e periculosidade) quando a tendência atual é lutar para melhores condições de trabalho. ou ainda. a criação de inúmeras modificações na legislação de aposentadoria especial com vistas a reduzir o número de aposentáveis de forma especial. por mais incrível que pareça. redundando em evidente incoerência.

então. Segundo FATURETO (1998). o discurso da sustentabilidade deixou de ser exclusivo enfoque ambiental para abranger também questões sociais. gestão é a prática desse princípios. normas e funções que têm por fim ordenar os fatores de produção e controlar a sua produtividade e eficiência. Nos novos tempos. As normas da International Organization for Standartization (Organização Internacional de Normalização). Neste compasso as normas ISO vêm ampliando seu horizonte abrangendo segurança e saúde no trabalho e responsabilidade social. 3) gerenciamento integrado de qualidade. para se obter determinado resultado. além das tradicionais qualidade e meio ambiente. Como administração é um conjunto de princípios. administração” (MELHORAMENTOS. ISO 14000 e OHSAS 18001. O termo gestão quer dizer “ato de gerir. meio ambiente e segurança. 2000). a nova forma de gestão da segurança e saúde do trabalho deve possuir os seguintes princípios: 1) definição de uma política de segurança clara e compatível. ou Normas ISO. produtividade. da implementação dos documentos legais (sem produzir provas contra si mesmo) e a gestão do passivo em segurança e saúde no trabalho. 6) os gerentes são os responsáveis pela alocação dos recursos nas áreas. assim.124 documento previdenciário) com os documentos da alçada trabalhista. gerência. 5) o diretor é o patrocinador das ações de segurança e saúde do trabalho. visam estabelecer critérios . normas e funções. o fiscal previdenciário terá acesso aos documentos trabalhistas. Estes e tantos outros assuntos estão sendo tratados em nossa recém lançada obra pela Editora Thomson/IOB intitulado Gestão do Risco Ocupacional que trata dos dez pontos nevrálgicos em segurança e saúde no trabalho e suas implicações legais. 7) os empregados têm o direito de recusar trabalhos em condições de risco acentuado. A gestão de segurança e saúde do Trabalho adotada por uma empresa estabelece as diretrizes do sistema de processos para conhecimento e eliminação dos riscos de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais nos ambientes de trabalho. 4) indicadores importantes. 2) as ações de segurança e saúde no trabalho como parte integrante do sistema produtivo. como ISO 9000.

em associação com o BSI – British Standards Institution. em 1996 e 1997. tais como a DNV. com a edição da OHSAS 18. inclusive no Brasil. posteriormente.001 por si só não lhe dá imunidade em relação às obrigações legais.001. que é uma norma inglesa do BSI.900 são normas voltadas para segurança e saúde no trabalho. que queriam utilizá-las em caráter voluntário (CAMPOS. Diante disso.001. etc.001e.002: diretrizes para implementação da OHSAS 18. que é uma série de normas para avaliação de segurança e saúde no trabalho. onde sistemas foram adotados por organizações privadas e independentes. com o surgimento da BS 8800 – Guide to Health and Safety Management Systems (Guia para o Gerenciamento de Segurança e Saúde Ocupacional).125 para as questões técnicas que incidam na produção e comercialização de bens e serviços em todo o mundo.001 em conjunto com essas instituições é aberto a outros patrocinadores que desejam produzir. o mercado globalizado solicitava uma norma para certificação. BVQI. foi criada em 1999 por organismos certificadores. A OHSAS 18. que trata do Sistema de Gestão e Prevenção de Riscos Laborais. posteriormente. 2001). A partir de 1996.900. mas estas não conferiam certificação para as empresas num âmbito internacional. Lloyds Register Quality Assurance. ou seja. mesmo . As normas OHSAS 18001. tanto quanto as normas BS 8800 e UNE 81. e. sendo que a série ISO 9000 é voltada para qualidade e a série ISO 14000 para meio ambiente. O processo de desenvolvimento utilizado para a OHSAS 18. tipos similares de documentos.900 (séries de normas espanholas). o que acabou ocorrendo com o advento da OHSAS 18. SGS. AENOR. contanto que esses patrocinadores estejam dispostos a atender às condições do BSI para tais documentos. da UNE 81. existiam as normas BS 8800 e UNE 81. O fato de uma organização estar em conformidade com a OHSAS 18. iniciou-se a procura por um sistema de gestão para a segurança e saúde.

A empresa deve desenvolver uma sistemática que propicie o acesso contínuo às exigências legais pertinentes ao exercício de sua atividade . mas uma certificação baseada na ISO 14001. ISO 9002 – sistemas da qualidade – modelo para garantia da qualidade na produção e instalação. As normas da série ISO 9000 fixam diretrizes mínimas para os processos de gestão e devem ser prioritárias por parte das empresas. desenvolvimento. 4. ou seja. A ISO 14000 segue a mesma sistemática. ISO 9004 – gerenciamento de qualidade e elementos do sistema de qualidade – diretrizes. ISO 9001 – sistemas da qualidade – modelos para garantia da qualidade no projeto. Quanto às Normas ISO. que a comunidade na qual esteja inserida não sofra com os resíduos gerados e que a sociedade seja beneficiada. que é a única da família ISO 14000 e que permitirá ter um certificado de Sistema de Gerenciamento Ambiental (SGA). vez que foi criada por instituições certificadoras privadas. na história recente do Brasil. produção e assistência técnica. ISO 9003 – sistemas da qualidade – modelo para garantia da qualidade para inspeção e ensaios finais.ABNT. várias delas foram ratificadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas .126 porque não se trata de uma certificação reconhecida pelos governos. 3. ISO 9000 – normas para gerenciamento e garantia da qualidade – diretrizes para seleção e uso. A ISO 9000 é um conjunto de cinco normas: 1. A ISO 14001 estabelece requisitos a serem seguidos pelas empresas no gerenciamento de seus produtos e processos de maneira que não agridam o meio ambiente. pois este cada vez mais exige a certificação de uma das normas da série ISO 9000 como comprovação da qualidade técnica de seus produtos e serviços. instalação. principalmente as da série ISO 9000 (normas para o Sistema de Gestão de Qualidade) e ISO 14000 (normas para o Sistema de Gestão Ambiental). 5. 2. notadamente aquelas que se voltam para o mercado internacional. não haverá uma certificação ISO 14000.

principalmente.Aplicação das medidas de controle 11 – Registro da avaliação 12 – Eficácia das medidas 13 – Revisão 14 – Continuidade do programa de avaliação de riscos caso haja alterações nos ambientes de trabalho. A British Standard 8800 (BS 8800) é um programa de qualidade integrada.127 e que seja de forma clara à direção da empresa. O Brasil não aceitou sua transformação numa norma internacional. mas é um referencial de muitos profissionais de segurança e saúde no trabalho. cujo objetivo é uniformizar os interlocutores sociais da comunidade européia no tocante às obrigações relativas às avaliações de riscos no local de trabalho. A certificação das empresas pela ISO 14001 é também um fator diferenciador de mercado. assim. sejam emissões atmosféricas. que estabelece as diretrizes de avaliação de riscos da comunidade européia. Os procedimentos devem permitir a identificação. . obtendo-se. a administração e o controle dos resíduos que ela possa gerar durante a produção e uso dos produtos. de acordo com a Directiva Marco 89/391/CEE. o conhecimento. efluentes líquidos ou resíduos sólidos. A adoção da Norma ISO da série 14000 promoverá a melhoria das condições e do meio ambiente do trabalho. o comércio exterior. melhor qualidade de vida para o trabalhador em seu ambiente laboral. Os principais pontos da diretriz da BS 8800 são: 1 – Elaboração de programa de avaliação de riscos no local de trabalho 2 – Estruturação da avaliação 3 – Coleta de informações 4 – Determinação dos perigos 5 – Identificação das pessoas em condições de risco 6 – Determinação das normas sobre exposição a riscos 7 – Avaliação dos riscos 8 – Investigação das possibilidades de eliminação ou controle dos riscos 9 – Determinações das prioridades e seleção das medidas de controle 10 . tendo em vista. contínua.

evitar perdas. surgiram os primeiros programas de prevenção de perdas ou programas de qualidade. 5 – Permissão de trabalho: é uma autorização escrita emitida pela chefia. adequação. 8 – Inspeção planejada de segurança: para detectar acidente potencial e condições sub–padrão. 3 – Registros de atos contra a segurança. 2000). no local de trabalho. estabelecido . hierarquicamente tem-se em primeiro lugar a Política de Segurança. sobre métodos e processos de trabalho. definindo condições seguras antes da execução do serviço. 2 – Treinamento de segurança. da divisão e da gerência. Numa gestão de segurança e saúde no trabalho. validade. No Brasil.128 O objetivo da saúde e segurança no trabalho é a integridade da saúde do trabalhador. 9 – Comunicação pessoal – instrução de trabalho: instruir o empregado para trabalhar com segurança.Uso de EPI: utilização. sejam elas quais forem.deve ter como principais pontos: 1 – Reunião de segurança: mensal. produtividade e controle dos custos. 7 – Observação planejada de trabalho: ver se o padrão está sendo seguido pelo trabalhador. E assim. nos anos 80 e 90. qualidade. etc. 1997). que define responsabilidades e atribuições de todos os níveis hierárquicos. Informações básicas sobre segurança e saúde no trabalho. limpeza. onde são discutidos os acidentes e quase acidentes ocorridos durante o último período. Devem ser feitas reuniões do setor. o Regulamento Interno de Segurança. 4 . integridade. 10 – Auditoria: (tipo uma ISO 9000) através de pontuação de cada setor de trabalho (LATANCE Júnior. Um Programa de Prevenção de Perdas – PPP . 6 – Análise de segurança do trabalho: elaborar padrões de atividades. para a estrutura da prevenção. em sua plenitude (PIZA. afina-se de forma ideal e perfeita com os critérios da qualidade. operar equipamento sem autorização. Por exemplo. em segundo.

o Programa de Saúde e Segurança do Trabalho. que podem ser muito . conhecendo-se as causas.129 através de Ordens de Serviço emitidas pela empresa a serem seguidas pelos trabalhadores. o PCMSO para prevenção das doenças ocupacionais e o PCMAT para prevenção de acidentes do trabalho em um canteiro de obras. de qualquer atividade. para que. Todas as empresas que possuam empregados regidos pela CLT são obrigadas a ter PPRA e PCMSO.Normas Regulamentadoras. O PCMAT nada mais é do que um PPRA para as obras de construção civil. Uma gestão de segurança e saúde do trabalho tem por objetivo a prevenção de acidentes e doenças. Nos estudos para a sua eliminação deve-se dar prioridade à análise da relação custo x benefício dentre as alternativas de solução possíveis e. que engloba. se enfatizem os riscos inerentes às atividades da indústria da construção. incluindo-se terceiros e meio ambiente. Essa comprovação se baseia em técnicas de controle. A distinção entre estes programas obrigatórios é que o PPRA é direcionado para prevenção dos riscos de acidentes do trabalho.Programa de Prevenção de Perdas. além das necessidades de enfoque dos riscos ambientais. o PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (previsto na NR-7) e o PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção (previsto na NR-18). caso venha a ocorrer o acidente. se faz necessária a comprovação do seu cumprimento após um certo período. caso não seja possível. Obras com mais de vinte empregados são obrigadas a possuir um PCMAT e não o PPRA. sendo que as obras com até vinte empregados são obrigadas a possuir PPRA. Em qualquer programa de ação. A prevenção passa pela eliminação ou. dar ênfase às causas dos acidentes e não ao acidentado. onde. em terceiro. neutralização dos riscos ambientais geradores de infortúnios laborais. os programas obrigatórios constantes nas NR . que são o PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (previsto na NR9). se tomem providências para que não mais ocorram acidentes semelhantes. além de um PPP .

A justificativa direta das auditorias é comprovar o grau de cumprimento das exigências de uma norma (ou Plano de Ação). c) sociais: orientada a facilitar uma informação independente aos empregados. a propriedade. ela é relativamente recente. através de análises críticas. UNE 81. b) econômicas ou estruturais: motivadas pelo objetivo de melhoria dos sistemas operativos e sua rentabilidade econômica. frente à interpretação. inspeção. Em segurança e saúde ocupacional. Uma das técnicas é a auditoria. as normas de referências e a efetiva implementação deste documental. Está havendo o incentivo das auditorias dos sistemas de qualidade e ambiental. A decisão de realizar uma auditoria pode estar motivada por uma ou várias das seguintes razões: a) legais: para verificar o cumprimento obrigatório de uma legislação. . mas também para prover informações que permitam à gestão com responsabilidade executiva determinar. A finalidade essencial é a melhoria das condições a partir da correção das anomalias detectadas. nos sistemas de gestão ambiental e nos sistemas de SSO.130 diferentes em seus vários aspectos.001. vez que o que se fazia antes era. que são BS 8800. eficácia e a eficiência do sistema para atingir metas e objetivos. As auditorias devem ser planejadas não apenas para verificarem a conformidade do documental. que pode ser tanto interna como externa. As auditorias estão previstas nos sistemas de qualidade. com um papel positivo. A auditoria é um eficaz instrumento empresarial para a melhoria das operações. os consumidores ou à sociedade. na verdade. já superada.900 e OHSAS 18. de um sentido fiscalizador e sancionador. E os fundamentos das auditorias de SSO são comuns aos aplicados por essas áreas.

500.000. porque na revisão ocorrida em 2000 da ISO 9001. onde todos querem comprar de e vender a todos. Consequentemente. um sistema de gestão para o meio ambiente (SGA). facilitando.000 sucesso comercial conseguem também sucesso na gestão da segurança e 1.001. Essa é a tendência que se apresenta num mundo globalizado e altamente competitivo.500.000 da excelência da qualidade. a uniformização dos procedimentos para aquelas organizações que possuem os três sistemas de gestão. produto ou serviço. além de agora começar e terminar com o foco no cliente e ser obrigatória a satisfação deste. as empresas têm procurado 500. com 0 base na ISO 9001/2000. sendo difícil vislumbrar vida longa para uma organização que não tenha pelo menos um sistema de gestão. o sistema de qualidade (ISO 9001) é a base para todos os outros sistemas. Num Sistema Integrado de Gestão – SIG (qualidade.000 2. em geral. 19 75 19 78 19 81 19 84 19 87 19 90 19 93 19 96 19 99 20 02 com base na ISO 14001. com base na OHSAS 18.000 saúde. ou que. onde cada um tem sua documentação Ano própria. Isso foi possível.000.001. Assim é que atualmente.Número de Acidentes Ocorridos no Brasil 131 A essência de uma gestão eficaz em segurança e saúde no trabalho não Número de Acidentes deve distinguir-se das sólidas práticas de gestão defendidas pelos promotores 2. ela se adequou à melhoria contínua que já era prevista na ISO 14001 e OHSAS 18. meio ambiente e segurança e saúde). as empresas que têm 1. e um sistema de gestão em segurança e saúde no . não procure a médio prazo integrá-los.000 implantar três sistemas de gestão: um sistema para a qualidade (SGQ). tendo vários sistemas de gestão. Segurança e saúde têm uma influência muito grande sobre a produção de um bem. trabalho. inclusive. gerando grandes benefícios.