HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

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Higiene e Segurança do Trabalho 1. Fundamentos da Segurança no Trabalho 1.1 - Introdução 1.2 - História da Higiene, Segurança e Medicina do Trabalho 1.3 - Termos e Definições 1.4 - A Participação do Governo na Prevenção dos Acidentes 2. Acidente de Trabalho sob os Aspectos Técnico e Legal 2.1 - Classificação dos Acidentes do Trabalho 2.2 - Conseqüências dos Acidentes do Trabalho 2.3 - Causas dos Acidentes do Trabalho 2.4 - Custos dos Acidentes do Trabalho 2.5 - Estatística de Acidentes no Brasil 2.6 - FAP e NTEP 3. Condições Ambientais de Trabalho 4. Órgãos de Segurança e Medicina do Trabalho nas Empresas (SESMT e CIPA) 5. Equipamentos de Proteção Individual (EPI) 6. Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) 7. Atividades e Operações Insalubres 7.1 – Insalubridade e Periculosidade 7.2 - Aposentadoria Especial 8. Atividades e Operações Perigosas 9. Normas Regulamentadoras 10. PCMAT 11. Segurança em Canteiro de Obras 12. Programas de Prevenção 13. Fundamentos de Ergonomia 14. Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho

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LISTA DE SIGLAS ASO ABNT BSI Atestado de Saúde Ocupacional Associação Brasileira de Normas Técnicas British Standards Institution (Instituto Britâncio de Normalização - órgão inglês, responsável por segurança e saúde do trabalho naquele país) CA CAT CBO CIPA CPN CPR CIPATR CLT CNAE CPATP CTPP DORT DRT EPC EPI FAP FISPQ FUNDACENTRO GLP IBGE INSS INMETRO ISO Certificado de Aprovação Comunicação de Acidente do Trabalho Classificação Brasileira de Ocupações Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Comitê Permanente Nacional Sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção Comitê Permanente Regional Sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural

Consolidação das Leis do Trabalho Classificação Nacional de Atividades Econômicas
Comissão de Prevenção de Acidentes no Trabalho Portuário

Comissão Tripartite Paritária Permanente Doença Osteomuscular Relativa ao Trabalho Delegacia Regional do Trabalho Equipamento de Proteção Coletiva Equipamento de Proteção Individual Fator Acidentário Previdenciário
Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos
Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho

Gases Liquefeitos de Petróleo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Instituto Nacional do Seguro Social
Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial

International Organization for Standartization

SST Segurança e Saúde do Trabalho .4 (Organização Internacional de Normalização) LER MTE NBR NR NRR NTEP OIT OSHA Lesão por Esforços Repetitivos Ministério do Trabalho e Emprego Normas Brasileiras (da ABNT) Norma Regulamentadora Norma Regulamentadora Rural Nexo Técnico Epidemiológico Organização Internacional do Trabalho Occupational Safety and Health Administration (órgão americano responsável por segurança e saúde do trabalho naquele país) OHSAS Occupational Health and Safety Assessment Series (Série de Avaliações de Segurança e Saúde Ocupacional) PAIR PAT PCMAT PCMSO PGR PPP PPRA SENAR SAT SESI SESMT SINMETRO SIPAT SSO SSST Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Programa de Alimentação do Trabalhador Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional Programa de Gerenciamento de Riscos Perfil Profissiográfico Previdenciário Programa de Prevenção de Riscos Ambientais Serviço Nacional de Formação Profissional Rural Seguro de Acidentes do Trabalho Serviço Social da Indústria Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho Sistema Nacional de Metrologia. Normalização e Qualidade Industrial Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Segurança e Saúde Ocupacional Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalhado (órgão do Ministério do Trabalho e Emprego. responsável pela segurança e saúde no Brasil).

ou seja. para satisfazer as suas necessidades. o trabalhador começa a ser o centro de atenção do processo produtivo. ferramentas. o homem. era tratado como um aspecto secundário. Ao realizar o processo produtivo. porque em pleno início de um novo milênio. precisa utilizar diversos bens materiais que.1 . O correto é que se deveria estar discutindo a necessidade da existência desses agentes de riscos .5 HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO 1. em favor da produção e da máquina. precisa da realização de uma série de processos de trabalho.INTRODUÇÃO O Acidente do Trabalho. em grande parte. utilizando menos matéria-prima e em menos tempo. para transformar essas matérias-primas existentes na natureza em bens que satisfaçam as suas necessidades. para conseguir esses bens. equipamentos e da sua própria força de trabalho. não são encontrados na natureza. se se gera ou não aposentadoria especial para determinados trabalhadores sujeitos a determinados agentes ambientais de riscos de acidentes. principalmente com o advento da Revolução Industrial. Exemplo desses eventos indesejáveis é o Acidente do Trabalho e a Doença Ocupacional. e mesmo antes do seu início. em decorrência desse trabalho. No passado. O ser humano. deseja-se obter uma maior quantidade de bens materiais. Diz-se “começa”. bem como a Doença do Trabalho (que é equiparada ao Acidente do Trabalho). ainda se se discute se devem ou não pagar os adicionais de insalubridade ou de periculosidade. Com o passar do tempo e após muitas lutas. podem surgir eventos indesejáveis.0 – FUNDAMENTOS DA SEGURANÇA NO TRABALHO 1. um objetivo específico desse trabalho humano é a obtenção de uma maior quantidade de produtos com uma menor quantidade de insumos num menor tempo possível. através do uso de máquinas. No entanto. são eventos indesejáveis que surgem no decorrer do processo produtivo. Assim.

ou seja. A Engenharia de Segurança e a Medicina do Trabalho. por parte de alguns. as estatísticas oficiais no Brasil que servem de ponto de partida para as políticas governamentais para a prevenção de Acidentes do Trabalho são reconhecidamente subdimensionadas. que não é tarefa fácil eliminar a exposição do trabalhador a esses agentes de riscos. dado que as estatísticas apontam para uma triste e terrível realidade. O que se vê no Brasil é a existência de más condições de trabalho. • • praticamente.6 que podem causar acidentes. Isto envolve uma série de interesses sociais. chegando ao extremo. bem como melhorar as condições de trabalho. . dever-se-ia estar discutindo a necessidade de eliminá–los ou atenuar os seus efeitos. os acidentes registrados (ignorando aqueles que não são notificados ao INSS). ou seja. sindicatos e trabalhadores. por razões óbvias. o que serve de pano de fundo para a luta de grande parte da classe trabalhadora por melhores compensações econômico–financeiras. à custa de muito esforço. que requer a mobilização de toda a sociedade brasileira em busca de sua erradicação. verdadeira chaga social. No entanto. de temer perder o poder de barganha existente entre patrão. Sabe-se. apenas os acidentes urbanos (não mostrando os acidentes ocorridos em áreas rurais). os acidentes com vítimas (não levando em conta os acidentes com apenas perda de tempo e/ou de materiais). uma vez que elas contemplam apenas: • os casos legalmente reconhecidos. econômicos e políticos. o que deveria ser a luta pela eliminação ou atenuação dos agentes de riscos que causam ou que podem causar acidentes e por melhores condições de trabalho. vêm consolidando sua posição como fonte geradora das ações preventivas no cotidiano da produção e representa um importante avanço para a proteção da saúde e da vida dos trabalhadores. muito há o que se fazer em nosso país. Além disso.

no ano de 2004. os trabalhadores que estão na chamada economia informal. 2006). • no Ceará.407. em média. apenas 24. foi de 478. 16.29 (matéria do jornal Diário do Nordeste de 17 de setembro de . 2006). • o Brasil gasta em torno de R$ 20 bilhões por ano com acidentes do trabalho (PASTORE. em 1999. no ano de 2000. 2006).7 A necessidade urgente de a sociedade e o Estado levarem a fundo a discussão desse tema pode basear-se em números alarmantes. no ano de 2004.º país em maior número de Acidentes do Trabalho no mundo. Dos 71. 2001). 2006). • • o número de acidentes do trabalho no Brasil. parcial ou totalmente (BRASIL. notificados ao INSS. 2001). um acidente custou. no Brasil.801 (ANUÁRIO brasileiro de proteção.7 milhões de pessoas que estão trabalhando.576 (ANUÁRIO brasileiro de proteção.956 (ANUÁRIO brasileiro de proteção. no ano de 2004. A maior parcela dos custos referentes aos acidentes é paga pelas empresas que pagam uma verdadeira fortuna ao Governo Federal através do Seguro de Acidente do Trabalho . 2001).SAT. no Brasil. 1998) • em Sobral ocorrem algo em torno de 200 Acidentes do Trabalho em média por ano. (ANUÁRIO brasileiro de proteção. foi de 2. o número de trabalhadores na formalidade.9 milhões são trabalhadores com empregos formais (PROTEÇÃO. que é obrigatório. Saem os números de acidentes de trabalho do país. foi de apenas 31. no ano de 1997.919.757 trabalhadores tornaram-se incapazes permanentemente para o trabalho. • o número de óbitos motivados por acidentes do trabalho. ou seja. tais como: • • o Brasil é o 9. R$ 7. ficando de fora dessas estatísticas em torno de 65% da população economicamente ativa – PEA.

.5%. houve diminuição: 3. Já na Grã-Bretanha. mostra que número de mortes relacionadas ao trabalho diminuiu 2. com seis óbitos entre 6. com os Estados Unidos. mas ainda estão longe do ideal.925 óbitos para 23. Ranking mundial Segundo o estudo da OIT. Mas quando comparado. o Brasil ocupa o 4º lugar em relação ao número de mortes.077. na década de 80. e o Comércio e Veículos.804 e as mortes chegaram a 4. Na década de 1970.000. Entretanto. Estados Unidos (5. Acidentes de trabalho .764) e Rússia (3.000 de empregados) no Brasil. por exemplo. que têm como principais causas o descumprimento de normas básicas de proteção aos trabalhadores e más condições nos ambientes e processos de trabalho.000 de empregados (CIPA.2 milhões deles resultam em mortes.341 trabalhadores.8 Não se pode deixar de dizer que os índices de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais no Brasil estão melhorando. 2001). esse coeficiente é de 5.672. O Anuário Estatístico da Previdência Social de 2006.090). Para se ter uma idéia.908 trabalhadores.924). que. Dados dos Ministérios do Trabalho e Emprego e Previdência Social de 2005 mostram que as áreas com maior número de mortes são Transporte. o número de trabalhadores aumentou para 21. com 2. Saúde e Segurança do Trabalho cada vez mais em pauta Os custos gerados por problemas relacionados à Saúde dos funcionários estão fazendo com que os gestores de Recursos Humanos tratem como prioridade a prevenção de problemas bucais e doenças crônicas. a Indústria da Construção. com sete óbitos entre 3.648. enquanto hoje está em torno de 150. Armazenagem e Comunicações. último publicado pelo INSS.428.503 óbitos.Brasil é o quarto em número de mortes 07/09/08 De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT). era 220.826 trabalhadores. com cinco óbitos entre 24.. ocorrem anualmente 270 milhões de acidentes de trabalho em todo o mundo.000.782 trabalhadores. O país perde apenas para China (14. o Brasil registrava uma média de 3.3 milhão de casos.604 óbitos para 12. são 1. o coeficiente de acidentes fatais (óbitos em 1. Cipa notícias – fique sabendo. Aproximadamente 2. como . o coeficiente é de 10 óbitos por 1. No Brasil. em relação ao ano anterior. adotou 28 de abril como Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho. Nos anos 1980.855 trabalhadores. segundo o relatório. Já na década de 1990. os acidentes de trabalho aumentaram e ultrapassaram os 500 mil casos. desde 2003.

os teares mecânicos. como principal agente de mudanças. seja na geração ou alteração da legislação (que no Brasil já é riquíssima. De acordo com pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com o Instituto de Pesquisas em Saúde da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC). Como se trata de um problema que afeta toda a sociedade. a preocupação com os Acidentes e Doenças decorrentes do trabalho humano surgiu na Grécia Antiga. 1.2 – HISTÓRIA DA HIGIENE. No entanto. No Antigo Egito . como Plínio (o Velho) e Galeno. O homem inventou a roda d’água. descreveriam algumas doenças a que estavam sujeitas as pessoas que trabalhavam com o enxofre. SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO Desde seu aparecimento na Terra. como também na fiscalização e na educação preventiva. o que prova que a simples formulação jurídica não tem conseqüência nenhuma). Ásia e Américas e constatou que mais da metade delas tem alguma ação voltada para a Saúde dos colaboradores. tem uma função por demais importante na prevenção dos acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. se por um lado o progresso científico e tecnológico facilitam o processo de trabalho e produção. Pelo que se sabe. o homem está exposto a riscos. por outro trazem novos riscos. as máquinas a vapor. 2001). sujeitando o homem a acidentes e doenças decorrentes desse processo (CAMPOS. ocorre sobre ele todo tipo de acidente. o zinco e o chumbo. a eletricidade e até os computadores. o Estado. Várias empresas já entenderam que contribuir com a manutenção da Saúde do Trabalhador é um bom negócio do ponto de vista financeiro. um elevado número de empresas passou a adotar programas para prevenir doenças. Posteriormente. quando Hipócrates (considerado o Pai da Medicina) fez algumas referências aos efeitos do chumbo na saúde humana. Como ele não tem controle sobre esses riscos. outros estudiosos. É um longo aprendizado tecnológico. O estudo analisou 30 multinacionais da Europa.9 hipertensão e males respiratórios. pois evita despesas extras com indenizações e ajuda a manter uma boa imagem.

No ano de 1700. a primeira monografia a abordar especificamente a relação trabalho e doença foi publicada em 1567. enfocando. o interesse pela proteção do operário no seu ambiente de trabalho só ganharia força e ênfase no século XIX com o impacto da Revolução Industrial (MIRANDA. Este campo de conhecimento volta a progredir após a Revolução Mercantil (século XIV). onde eram estudados diversos problemas relacionados à extração e à fundição do ouro e da prata. inclusive. do mercúrio e do ácido nítrico). com a descrição de 53 tipos de enfermidades profissionais. Paracelso (que estuda as moléstias dos mineiros). o italiano Bernardino Ramazzini publica seu livro “De Morbis Artificum Diatriba” (As Doenças dos Artesãos).10 e no mundo greco-romano já existiam estudos realizados por leigos e médicos. . como Ulrich Ellenbog (que detecta a ação tóxica do monóxido de carbono. Paracelso e Ramazinni. da autoria de Georgius Agrícola. apesar dos trabalhos consagrados de Agrícola. Contudo. sendo que para algumas delas eram apresentadas formas de tratamento e até mesmo de prevenção. que publicou seu trabalho De Re Metálica. Porém. 1º Livro: O primeiro livro a abordar a questão surgiu em 1556. 1998). os acidentes de trabalho e as doenças mais comuns entre os mineiros. graças aos estudos de médicos. e versava sobre vários métodos de trabalho e inúmeras substâncias manuseadas. por Paracelso. dedicando especial atenção às intoxicações ocupacionais por mercúrio. Ramazzini passou a ser considerado como o Pai da Medicina do Trabalho a estabelecer definitivamente a relação entre saúde e trabalho. Por esta obra. George Bauer e Ysbrand Diemerbrock. relacionando saúde e ocupações.

o que acabou gerando várias comissões de inquérito no Parlamento Inglês. uma nova formação capitalista mercantil surgia e dava origem a uma nova classe dirigente. onde a mão-de-obra era abundante. A questão da força de trabalho tomava um novo enfoque. devido às péssimas condições de trabalho existentes. 1993). pois tornava possível e vantajosa a conversão de toda a mão-de-obra. normalmente se refere também às doenças decorrentes do trabalho humano) cresceu assustadoramente. tal era a quantidade de trabalhadores mortos ou mutilados (RODRIGUES. A situação ficou tão grave. As fábricas eram instaladas em galpões improvisados. o número de acidentes do trabalho (quando se fala em acidentes do trabalho. o conhecimento acumulado até então começou a ser utilizado para formação de leis de proteção à saúde e à integridade física dos trabalhadores. Com o advento da Revolução Industrial e a expansão do capitalismo industrial. na Inglaterra. que estabelecia o limite de 12 horas de trabalho por dia. notadamente nas grandes cidades. como: • a “Lei da Saúde e Moral dos Aprendizes” (1802). . estábulos e velhos armazéns. em força de trabalho assalariado. 1º Lei: Segundo RODRIGUES (1993). interessada na aplicação de capitais em sistemas fabris de produção em massa.11 Com o surgimento crescente de inventos mecânicos que multiplicaria consideravelmente a produtividade do trabalho. nesse ínterim. inclusive a escrava. constituída principalmente de mulheres e crianças. utilizando a nova tecnologia que surgia. numa tentativa de preservar o novo modo de produção. que se temeu pela falta de mão–de–obra. A situação era dramática. proibia o trabalho noturno e tornava obrigatória a ventilação do ambiente e a lavagem das paredes das fábricas duas vezes por ano. provocando indignação na opinião pública.

com a regulamentação da segurança e higiene do trabalho. então. o governo britânico nomeia o primeiro Inspetor – Médico de Fábricas. a preocupação com os acidentes do trabalho passou a ser incorporada pelos gestores dos estabelecimentos industriais. Portanto. o Dr. em parte decorrente do desenvolvimento da administração científica. etc. proibia o trabalho noturno para menores de 18 anos e exigia exames médicos de todas as crianças trabalhadoras. numa fábrica de tecidos de Itu. No Brasil. as funções específicas do médico de fábrica. em 1834. Robert Baker. inicialmente. Em 1865. No ano seguinte. que lançaram mão de técnicas de engenharia para a criação de sistemas de prevenção ou controle de infortúnios. as atividades industriais ficaram restritas aos engenhos de açúcar e à mineração. também na Inglaterra. a direção de uma fábrica têxtil contratou um médico que deveria submeter os menores trabalhadores a exames médicos admissionais e periódicos. e em 1921 nos Estados Unidos (CAMPOS. 2001). Portanto. durante os primeiros três séculos de nossa história.12 • a Lei das Fábricas (1833). em 1802 na Inglaterra. tais como equipamentos de proteção individual. e que fixava em 9 anos a idade mínima para o trabalho. 84 anos depois. Já no século XX. 1ª Fábrica: Em 1840 surgiram os primeiros estabelecimentos fabris no Brasil. A primeira máquina a vapor surgiu em 1785 na Inglaterra. Surgiam. a Fábrica São Luiz. e em 1842. enquanto no Brasil surgiu em 1869 na Província de São Paulo. na Alemanha. considerada a primeira norma realmente eficiente no campo da proteção ao trabalhador. sistema de ventilação industrial. Na França foi em 1862. as leis de proteção ao trabalhador surgiram. . na Escócia.

reforçando a obrigatoriedade do SAT. Abre. que inclui as questões de higiene profissional e industrial no âmbito da Saúde Pública. Exige reparação apenas em caso de “moléstia contraída exclusivamente pelo exercício do trabalho. desde o fim do Império até o ano de 1930. junto às seguradoras da iniciativa privada. A partir de 1930. O SAT ficaria exclusivo da iniciativa privada até 1967. com o Decreto Legislativo nº.724. iniciou-se a passagem do modelo agroexportador para a industrialização. Essa lei não considera acidente de trabalho a doença profissional atípica (mesopatia). que até então estava sob a responsabilidade de seguradoras privadas. a organização capitalista brasileira era praticamente agroexportadora. de 15 de janeiro. com 145 anos de atraso em relação ao surgimento da primeira máquina a vapor no mundo. 1998). 3. Institui o pagamento de indenização proporcional à gravidade das seqüelas. em 1923. que começava timidamente a legislar sobre as condições de trabalho no Brasil. promulga-se o Regulamento Sanitário Federal. situada no bairro do Tatuapé. contrata um médico para dar atenção à saúde dos seus trabalhadores (MIRANDA. a possibilidade de as empresas contratarem o SAT. No entanto. quando este for de natureza a só por si causá-la”. com uma política governamental de substituição das importações. especialmente de café. então. 1ª Lei Brasileira: Em 1919 surge a primeira lei de acidentes do trabalho. 1º Médico do Trabalho: Em 1920 surge o primeiro médico de empresa brasileira. como ponto de partida da intervenção do Estado nas condições de consumo da força de trabalho industrial em nosso país. quando a Fiação Maria Zélia. então. Como parte das reformas conduzidas por Carlos Chagas. quando passou a ser prerrogativa da Previdência Social. criando a . que já começavam a preocupar. portanto. o que se consolidou nos anos 50.13 Em 1890 é criado pelo governo o Conselho de Saúde Pública. na Cidade de São Paulo.

Foi a primeira lei a tratar especificamente do assunto. em Secretaria e. abrangendo um maior número de doenças até então não consideradas relacionadas ao trabalho. de 26 de novembro de 1930.Lei n. 19. mas que passam a sê-lo. no seu artigo 82. quando obrigou as empresas a organizarem . Vale registrar que em 1941 já foi criada a Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes – ABPA. de 1 º de abril de 1943. 5. O Decreto . Indústria e Comércio e que elaborou também o primeiro projeto de Consolidação das Leis da Previdência Social.14 Inspetoria de Higiene Industrial. Foi com o advento da CLT. O Decreto n. ficando sob sua subordinação.452. criou o Ministério do Trabalho. Indústria e Comércio. que modificou a legislação anterior. Em 1934 surge a segunda lei de acidentes do trabalho. elaborada pelo Ministério do Trabalho. em Divisão. que. que é uma instituição não governamental.036. É reconhecida como acidente do trabalho a doença profissional atípica (mesopatia). passando as questões de saúde ocupacional para o domínio deste ministério. em 1943. 24.433. até hoje. reformou a legislação sobre o seguro de acidentes do trabalho. que no Brasil as atividades destinadas a prevenir acidentes do trabalho e doenças ocupacionais foram realmente institucionalizadas. criada antes mesmo da implantação da Consolidação das Leis do Trabalho. É criada a Inspetoria de Higiene e Segurança do Trabalho. Amplia-se o conceito de doença profissional. órgão regulamentador e fiscalizador das condições de trabalho. de 10 de novembro. em Departamento. as ações de higiene e segurança do trabalho.637. com o Decreto – Lei 7. mais recentemente. Em 1944 surge a terceira lei de acidentes do trabalho no Brasil. novamente em Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho. de 10 de julho. que se transformaria ao longo dos anos em Serviço. aprovou a CLT. com o decreto nº.

15 comissões internas com o objetivo de prevenir acidentes. pois não havia envolvimento da alta direção das empresas. a fim de estimular o interesse pelas questões de prevenção de acidentes. por exemplo. pois hoje se sabe que uma política de segurança séria deve ter o envolvimento não só da CIPA ou do SESMT. deixando gerentes e supervisores comodamente fora da responsabilidade pela solução dos problemas de segurança que existissem.ABPA destacaram-se em colaborar com as empresas na instalação da CIPA e nos seus primeiros passos. Ainda sem grandes conhecimentos prevencionistas e quase sempre não bem orientadas. Como era mais difícil atuar na solução de problemas de segurança nas áreas de trabalho. inclusive do seu alto escalão. o que era inconcebível. mas de toda a empresa. pela Portaria 229. Determinou que as empresas com mais de 100 funcionários constituíssem uma comissão interna para representá-los. de onde recebeu sua denominação utilizada até hoje: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). Normalmente. . as empresas que instalavam uma CIPA deixavam-na sob os cuidados do Departamento de Pessoal ou da Assistência Social da empresa. pela primeira vez. O Serviço Social da Indústria . por ocasião das palestras de integração de novos empregados. realizando concursos.SESI e a Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes . como o de assumir toda a responsabilidade pela prevenção de acidentes nas empresas. caixa de sugestões e outros recursos propostos pela sua regulamentação. Essa Comissão foi então regulamentada. baixada pelo então Departamento Nacional do Trabalho. as CIPAs cometiam sérios erros administrativos. as CIPAs dedicavam-se mais a alguns tipos de treinamento que existiam na época e a divulgar o assunto entre os trabalhadores.

com a instalação de fábricas de automóveis e o uso intenso da eletricidade. embora incipiente. dando grande impulso às atividades prevencionistas. surgiu a primeira estatística de acidentes. Sentiram a necessidade de ampliar as ações preventivas de acidentes. a Portaria nº. muitos desses profissionais começaram a trabalhar na esteira da CIPA. notadamente quando visualizavam a possibilidade de ganhos de produtividade e eliminação de perdas. Nos anos 50. embora cometendo alguns erros. mesmo várias dessas sugestões fugindo de sua alçada pela dificuldade de acesso às decisões ocorridas na cúpula das empresas. Foi com a atuação da CIPA. o empregador fica obrigado a proporcionar máxima higiene e segurança no ambiente de trabalho. Mesmo assim. 155 regulamenta a atuação das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA) no Brasil. Em 1965. quando se viu que se gastava mais com acidentes do que arrecadava.16 Por isso. criando a função do inspetor de segurança. Álvaro Zochio foi o grande líder em segurança no Brasil. a CIPA tem o mérito de ter sido pioneira na integração de novos empregados no trabalho e de levar os empregados a fazerem sugestões para melhoria das condições de trabalho. ou seja. Em 1944. cometendo o mesmo erro de assumir toda a responsabilidade pela segurança do trabalho. A prevenção então passou a ser a ordem do dia. que muitas empresas perceberam a importância da prevenção de acidentes. que foi o primeiro profissional com tempo integral nas empresas que se dedicava à segurança do trabalho. . Em 1953. Porém. as CIPAs que tiveram melhor sucesso foram aquelas cujas empresas contrataram um inspetor de segurança ou instalaram uma seção de segurança.

316. as principais alterações na legislação acidentária brasileira foram: o SAT passou a ser prerrogativa da Previdência Social. 293. 69. A Lei nº. Restringiu o conceito de doença do trabalho. de 11 de dezembro de 1972. de 14 de setembro de 1967. promoveu a prevenção de acidentes e reabilitação profissional. estruturou o Ministério do Trabalho e Previdência Social – MTPS.784. o qual até então estava sob a responsabilidade de seguradoras privadas. introduziu o conceito de acidente de trajeto. foi a quinta lei de acidentes do trabalho no Brasil. aprovou o novo Regulamento do Seguro de Acidentes do Trabalho. O Decreto–Lei n. de 4 de agosto de 1971. O Decreto n. O Decreto nº. de 28 de novembro de 1967. Teve curta duração. Integrou o seguro de acidentes do trabalho na Previdência Social.17 Em 1967 surgiu a quarta lei de acidentes do trabalho no Brasil. sob pressão do Banco Mundial. de 1 o de maio de 1969. pois o Brasil possuía mais de 1 milhão de acidentes por ano. A Lei n. surgiu no Brasil a partir de 1970. o governo Médici começou a criar leis de segurança e saúde do trabalho. A rigor. 5. Em 1967. de 14 de setembro do mesmo ano. com o Decreto-Lei nº. . incluiu os empregados domésticos na Previdência Social. 564. a respeito de Segurança e Saúde no Trabalho.890. 61. passou a ser estatal. porque foi totalmente revogada pela Lei nº. reforçando a obrigatoriedade do SAT por parte das empresas. E como exigência para concessão de novos empréstimos. ou seja.014. excluindo as doenças degenerativas e as inerentes a grupos etários. estendeu a Previdência Social ao trabalhador rural. de 28 de fevereiro. 5.316. o início das ações de Governo. retirando-o da iniciativa privada. 5.

Em 1974. orientado. bem como pela supervisão dos órgãos que lhe são subordinados” e das entidades a ele vinculadas. duas medidas muito importantes acontecem no campo da saúde: a implementação do Plano de Pronta Ação – PPA. que aprova o novo Regulamento do Seguro de Acidentes do Trabalho. que amplia a cobertura previdenciária de acidente de trabalho. equiparando-as a acidente do trabalho somente quando constantes da relação organizada pelo Ministério da Previdência e Assistência Social. Surge a sexta lei de acidentes do trabalho. n.25% do FAS fica destinado à prevenção de acidentes. de 1o de setembro de 1977. instituiu o Sistema Nacional de Previdência e Assistência Social – SINPAS. 79. ANDRADE. etc. farmacêutica e social. com diversas medidas e instrumentos que ampliariam ainda mais a contratação de serviços médicos privados. 1. a lei identifica a doença profissional e a doença do trabalho como expressões sinônimas. Além disso.18 Por volta de 1974. destinado a financiar subsidiariamente o investimento fixo de setores sociais (BRAGA & PAULA. de 19 de outubro de 1976. e a criação do Fundo de Apoio ao desenvolvimento Social – FAS. novos atores surgem na cena política (movimento sindical. 2001). questionando a política social e as demais políticas governamentais. Em 1976. 6. coordenado e controlado pelo Ministério da Previdência e Assistência Social. de 19 de dezembro. A Lei. antes de responsabilidade da Previdência Social. e o Decreto n. de 24 de dezembro de 1976. 6. responsável “pela proposição da política de previdência e assistência médica. com o fim do período de expansão econômica e iniciada a abertura política lenta e gradual.037. Neste ano. 6.439. estendeu a cobertura especial dos acidentes do trabalho ao trabalhador rural.367.195. in . a Lei n. Ficam sem proteção especial contra acidentes do trabalho o empregador doméstico e os presidiários que exercem trabalho não remunerado. com a Lei n.). profissionais e intelectuais da saúde.

que trata de CIPA. de conformidade com instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho. aprova as Normas Regulamentadoras – NR (28 ao todo) do capítulo V do título II da CLT. as seções de segurança do trabalho e seus profissionais foram adotados espontaneamente por algumas empresas.19 Em 1977. Para tanto. de 22 de dezembro. a lei que criou o SESMT foi o divisor de águas entre o ontem e o hoje das atividades destinadas à segurança e saúde no trabalho em nossa terra. a Lei n. Nessa década foram criados. Essa lei altera o capítulo V do título II da CLT. O artigo 163 torna obrigatória a constituição de CIPA. a Portaria 3. e a NR-5. de 8 de junho. Embora não sendo obrigatório por lei até o início da década de 70. Em 1978. relativas à segurança e medicina do trabalho. e com o qual concordamos. os atuais Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho–SESMT. o Ministro de Estado do Trabalho expediu portaria com as normas regulamentadoras. . dizendo que o Ministro de Estado do Trabalho estabeleceria disposições complementares às normas consolidadas.514. deu redação ao artigo 200 da CLT. do seu dimensionamento. e reconhecidos os seus profissionais. relativo à segurança e medicina do trabalho. Na opinião de alguns profissionais de segurança e medicina do trabalho. de suas atribuições e do seu funcionamento. para dar cumprimento às disposições relativas à segurança e saúde no trabalho. 6. Entre as NRs consta a NR-4. que trata de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho–SESMT. por força de lei. Isto veio consagrar a iniciativa de muitas empresas e valorizar os profissionais que já vinham se dedicando à prevenção de acidentes e doenças ocupacionais.214.

de 21 de julho. abre suas portas a esse movimento imperioso de competição internacional. o Brasil. de 24 de junho expede o Regulamento dos Benefícios da Previdência Social. Esse momento histórico causou incertezas à prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. não por opção própria. entra na era da qualidade. a Portaria nº. da formação dos CCQ – Círculos de Controle de Qualidade e das séries de normas para certificação ISO. o Brasil. 8. Em 1983. de acordo com a Lei nº. conscientizando-se de que isso fazia parte do processo produtivo e não era um apêndice indesejável no interior das empresas (PIZA. relativas à segurança e higiene do trabalho rural. 3. Pouco antes disso. com a apresentação da “Teoria Z” . de 12 de abril. inicialmente através das empresas multinacionais e depois das empresas nacionais. o Decreto-Lei nº. 611. Conhecendo e eliminando riscos no trabalho. onde a ênfase dada à segurança e saúde do trabalho é muito grande.213. 33 altera a NR-5. A empresa é responsável por medidas . impulsionadas pela necessidade de diminuir seus custos. Em 1992.20 Com a globalização. A estabilização da economia brasileira. através do controle da inflação. Em 1988. Em 1991.067. 1997). introduzindo a observância dos riscos ambientais. da Presidência da República. aprova as Normas Regulamentadoras Rurais – NRR (5 ao todo). 8. dá nova redação ao Regulamento dos Benefícios da Previdência Social. aderissem à segurança e saúde do trabalho. foi definitiva para que as empresas de médio e grande porte. mas por não poder se omitir junto aos seus parceiros comerciais externos. pois não se sabia se se aproveitava a oportunidade ou se se tratava apenas de mais um modismo.213. a Lei nº. a Portaria nº.

pela Portaria nº. Em 1994.21 individuais e coletivas de proteção. Com o surgimento da Qualidade do Produto. onde uma comissão formada por representantes do governo. de 8 de abril. é feita nova alteração na NR-5. . É assegurada a estabilidade no emprego ao acidentado por um período mínimo de 12 meses após a cessação do auxílio-doença acidentário. com a implantação das metodologias do mapeamento de riscos e da árvore de causas. independentemente do percebimento de auxílioacidente (artigo 169). empregadores e trabalhadores se sentaram à mesa para propor alterações nas normas regulamentadoras. Essa alteração da NR-5 resultou da primeira experiência brasileira de um trabalho tripartite. punível com multa. passou a revisar as Normas Regulamentadoras que foram editadas a partir de 1978. através do Ministério do Trabalho. a área de segurança e saúde do trabalho passou por uma revisão das normas regulamentadoras. indicadas para a proteção individual e coletiva dos trabalhadores. normas estas que foram editadas em dezembro de 1994. propondo-se a revolucionar a área de segurança e saúde do trabalho com discussões de forma tripartite com representantes dos empregados. e da NR-9. pela não observância das normas de segurança. 2001). sendo contravenção penal. O governo. empregadores e governo. O início dessa revolução se deu com o advento da NR-7. que trata do Programa de Controle Médio de Saúde Ocupacional. visando atender às convenções da OIT. pois o Ministério do Trabalho optou por novas rodadas de negociações (CAMPOS. sejam responsáveis por acidentes e doenças do trabalho que venham a gerar dispêndios para o INSS (artigo 176). essa alteração não chegou a se concretizar. da era da globalização e da estabilização econômica. a empresa deixar de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho (artigo 173). 5. bem como negligenciar as normas-padrão de segurança e higiene do trabalho. que trata do Programa de prevenção de Riscos Ambientais. No entanto. O INSS tem o direito de promover ações regressivas contra empresas ou pessoas que.

Em 1998. aprova o Regulamento de Benefícios da Previdência Social. Essa portaria. compreendendo a formação de uma CTPP -Comissão Tripartite Paritária Permanente. de acordo com a Lei nº. de 21 de julho de 1992. 8. Este fato contribuiu para a publicação da NRZero.22 Mas foi principalmente com a publicação da Portaria 393/96. 6 dos empregadores e 6 do governo. 2. . A empresa está sujeita a penalidades. da Presidência da República. a partir de então. de 09 de abril de 1996. estabelece que a lei disciplinará “a cobertura do acidente do trabalho. Mantém basicamente o texto do Decreto-Lei nº. do artigo 66). o Decreto nº. em 1995. Em 1997. Todas as normas. mesmo antes da publicação desta norma. com redação dada pela Emenda Constitucional n0 20. são discutidas a partir desta CTPP. estabelece metodologia para elaboração de novas Normas Regulamentadoras e revisão das existentes. Em 1997. quando da rescisão de contrato. ocorrida a partir de 10 de junho de 1994. com 6 representantes dos trabalhadores. 611. Estabelece que a empresa deve elaborar e manter atualizado um perfil profissiográfico das atividades desenvolvidas pelo trabalhador e. é aprovada a NR-29. de 17 de dezembro. que se desencadeou um processo moderno de prevenção de acidentes e doenças e implantação de programas de eliminação de riscos nos ambientes de trabalho. a empresa deverá fornecer ao trabalhador cópia autenticada deste documento (parágrafo 5º. a ser atendida concorrentemente pelo regime geral de previdência social e pelo setor privado”. de 5 de março. corriqueiramente chamada de NR-Zero. o parágrafo 100 do art. 201. uma comissão tripartite e paritária para conclusão da revisão da NR-18. que trata de segurança e saúde do trabalho portuário.213. 53.172. foi criada. quando da revisão da NR-18. O princípio deste trabalho é a utilização de um sistema tripartite de discussão. No entanto. através da Portaria nº. caso assim não o proceda.

Em 1999. como uma compensação financeira. o período de responsabilidade da iniciativa privada. uma seja. em 1998 iniciou-se. o que até hoje não foi feito. de 23 de fevereiro. O primeiro período. a Portaria nº. República. a ABNT edita a norma NBR-14. em substituição à NB-18 – . necessitando de regulamentação pelo Congresso Nacional. da Presidência da da seguridade social. através da Portaria nº. sobre de dezembro. ou se haverá incentivos ou mesmo isenção para as empresas que conseguirem a redução dos acidentes do trabalho. e sobre benefícios da Previdência Social. iniciou-se em 1919 com a criação do SAT e foi até 1967. quando o SAT passou a ser de responsabilidade estatal. Independentemente se ficará com o setor privado. a Lei nº.212/91 e 8. De 1967 até 1998 ocorreu o segundo período. o terceiro período da Legislação Brasileira relativo ao SAT – Seguro de Acidentes do Trabalho.280 – cadastro de acidentes de trabalho: procedimento e classificação. assim. 8.051. 8. Assim.23 Portanto. da SSST. altera os dispositivos das Leis nº. altera a NR-5. uma única seguradora de acidentes do trabalho: o INSS. Em 1998 estabeleceu-se um regime misto concorrencial. Outra discussão a ser feita é se continuará um SAT indenizatório tão somente. respectivamente. 5.213/91. Em 1998. quando a cobertura do acidente do trabalho seria atendida unicamente pelo Estado. de 1 dispõem. Em 1998. Permanece. o certo é que as empresas continuarão com a obrigatoriedade do SAT. de 26 de fevereiro. as empresas que oferecem maior risco de exposição ao trabalhador a agentes nocivos terão de pagar um prêmio mais alto. estatal ou será um misto dos dois regimes. pelo menos teoricamente.732. que organização notadamente custeio. é aprovado o novo formulário de CAT. mudando bastante a antiga redação. 9. Em fevereiro de 1999.

conversão e comprovação do exercício de atividade especial. do Ministério do Trabalho e Emprego. Em 2001. o grupo tripartite continua a discutir essa alteração. através da Instrução Normativa nº. 737/GM. 42. Estabelece uma nítida diferença entre acidente e lesão e entre acidente e acidentado. 6. . edita a Portaria No. sobre proibição das piores formas de trabalho infantil e ação imediata para sua eliminação. do Ministério da Saúde. que trata da Política Nacional De Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências. na Suiça. ou seja. da Secretaria de Inspeção do trabalho. é estabelecida a proibição do trabalho do menor de 18 anos nas atividades constantes do anexo dessa Portaria. através da Resolução nº. da Presidência da República. de 24 de outubro. 176. que foram concluídas em Genebra. o Ministério da Saúde. Em 2000. sobre aposentadoria especial. de 5 de fevereiro. através da Portaria nº. através do Gabinete do Ministro. Até julho de 2001. do INSS.24 cadastro de acidentes. de 22 de janeiro. são disciplinados procedimentos a serem adotados quanto ao enquadramento. de 1975.597. em 17 de junho de 1999. da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Em 16 de maio de 2001. de 12 de setembro. são promulgadas a convenção 182 e a Recomendação 190 da OIT. é publicada a “Orientação Técnica sobre Padrões Referenciais de Qualidade do Ar Interior em Ambientes Climatizados Artificialmente de Uso Público e Coletivo”. Em 7 de abril de 2000 é publicada no Diário Oficial da União a proposta de alteração da NR-4. a ser seguida pelo setor de saúde. através do Decreto nº. Em 2001. 3. Em 2000.

Essa colocação nos faz refletir e torna necessária a definição de uma terminologia consistente. ACIDENTE COM AFASTAMENTO: é o acidente em que o acidentado sofre uma incapacidade temporária ou permanente que o impossibilita de retornar ao trabalho no mesmo dia ou no dia seguinte ao acontecido. em comparação aos países mais desenvolvidos. no mesmo dia do acidente ou no dia seguinte. Do ponto de vista técnico. que não deixe dúvidas quanto aos termos empregados.25 A história da proteção legal ao trabalhador contra acidentes e doenças ocupacionais no Brasil é mais recente.3 – TERMOS E DEFINIÇÕES “Acidentes ocorrem desde tempos imemoriais. Pode até mesmo ocorrer a morte do trabalhador. Os termos (e sua explicação) que foram considerados importantes para este trabalho são: ACIDENTE SEM AFASTAMENTO: é o acidente em que o acidentado pode exercer sua função normal. isto é. pois da mesma resultam desvios e vícios de comunicação e compreensão. é particularmente frustrante tal condição. que são uma verdadeira tragédia nacional. no horário regulamentar. tendo em vista a sua prevenção por períodos comparavelmente extensos. 1998). no Brasil. que possuem uma trajetória de industrialização que se iniciou muito antes que no Brasil. que podem se adicionar às dificuldades. a terminologia relacionada ainda carece de clareza e precisão. Qualquer discussão sobre riscos ou análise de riscos deve ser precedida de uma explicação da terminologia. em resposta à necessidade urgente de diminuição das estatísticas. Lamentavelmente. apesar de o assunto ter sido discutido continuamente. . ela vem se desenvolvendo ao longo dos últimos cinqüenta anos e num ritmo acelerado. e as pessoas têm se envolvido. 1. na resolução de problemas. seu sentido preciso e inter-relacionamento” (HAMMER in PIZA. Na verdade.

ATO INSEGURO: é um termo técnico utilizado em prevenção de acidentes que. aos invés de generalizá-lo. não inspecionar máquinas e equipamentos com que vai trabalhar. quando essas atitudes não são propositais. 21 da Lei 8. etc. ESPECIAL: aposentadoria devida a alguns empregados.213/91.P. APOSENTADORIA tolerância. o homem deve estar sendo impelido por problemas psicossociais. Entendem-se como atos inseguros todos os procedimentos do homem que contrariem as normas de prevenção de acidentes. em investigações de acidentes. Normalmente. (Equipamentos de Proteção Individual). conforme a escola. (PIZA. 1998). fazer brincadeiras ou exibição. inclusive veículo de propriedade do segurado.I. ingerir bebidas alcoólicas antes ou durante o trabalho. qualquer que seja o meio de locomoção.26 ACIDENTE DE TRAJETO: é aquele que ocorre no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela. resultando danos. não é mais utilizado. dependendo da exposição a agentes de riscos fora do limite de . usar caixotes como escada. conforme art. Exemplos de atos inseguros: não seguir normas de segurança. CAUSA: é a origem de caráter humano ou material relacionada com o evento catastrófico (acidente) pela materialização de um risco. As atitudes contrárias aos procedimentos e/ou às normas de segurança que o homem assume podem ou não ser deliberadas. o termo “ato inseguro”. não usar E. possui definições diferentes. Atualmente. porém com o mesmo significado. o que facilita em muito a análise dos acidentes. É equiparado ao acidente do trabalho. Os profissionais preferem descrever o ato inseguro cometido.

mpas.R. que é subordinada à Delegacia Regional do Trabalho – D. sendo: 1 via para o Empregado 1 via para a Empresa 1 via para o Sindicato da categoria 3 vias para o INSS. A CAT é composta por 6 vias (de acordo com pesquisa na INTERNET. podem formalizá-lo o próprio acidentado. o Ministério do Trabalho é representado pela Subdelegacia do Trabalho de Sobral. não prevalecendo nestes casos o prazo acima previsto. ou o dia em que for realizado o diagnóstico.gov.br .: 1) Em Sobral. no caso de doença profissional ou do trabalho.T. A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e. que deve ser preenchido quando da ocorrência de um acidente do trabalho ou de uma doença ocupacional. 3) Os procedimentos para emissão da CAT variam conforme as instruções de cada posto da Previdência Social. ou o dia da segregação compulsória. o INSS faz a caracterização do acidente do trabalho ou doença ocupacional ou acidente de trajeto. seus dependentes. sob pena de multa. a entidade sindical competente..213/91. Na falta de comunicação por parte da empresa. sediada em Fortaleza – Ceará. site: http://www. Considera-se como dia do acidente. 1 retida para o INSS 1 enviada pelo INSS para o Ministério do Trabalho 1 enviada pelo INSS para o Ministério da Saúde OBS. de imediato. . à autoridade competente. bem como para fins estatísticos oficiais.27 COMUNICAÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO . mesmo no caso em que não haja afastamento do trabalho.CAT: conforme a Lei 8. em caso de morte. o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública. a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual. arquivo capturado em 06 de maio de 2001). é um documento obrigatório. valendo para este efeito o que ocorrer primeiro. 2) Com base nos dados fornecidos pela CAT. devendo ser encaminhado à Previdência Social e se destina ao registro do tratamento médico do acidentado.

DANO: é a severidade da lesão. Conclui-se. diferentemente do acidente do trabalho. 1997). via de regra. geradas por problemas comportamentais do homem. que é um infortúnio com conseqüências imediatas. Informações básicas sobre saúde e segurança no trabalho. são equiparados. representadas pelo meio ambiente existente. funcional ou econômica. bem como treinamentos específicos recebidos.28 CONDIÇÕES DE TRABALHO: são as circunstâncias postas à disposição dos trabalhadores para a realização de suas atividades laborais. desencadeada pelo exercício do trabalho. ou perda física. falta de ordem e limpeza. 1998). Possui como característica uma ação lenta e paulatina. podemos deduzir que foram instaladas por decisão e/ou mau comportamento de pessoas que permitiram o desenvolvimento de situações de risco àqueles que lá executavam suas atividades. que podem resultar se o controle sobre um risco é perdido. “Como essas condições estão nos locais de trabalho. iluminação inadequada. portanto. etc. Normalmente são classificados em: • • condições de segurança: quando as situações em que os trabalhos são condições de insegurança ou condições inseguras : quando as realizados estão livres da probabilidade da ocorrência de acidentes. . produzida ou processos produtivos desenvolvidos. circunstâncias externas de que dependem as pessoas para realizar seu trabalho são incompatíveis com ou contrárias às Normas de Segurança e Prevenção de Acidentes. (PIZA. instalações elétricas precárias. independente do seu nível hierárquico dentro da empresa” (PIZA. que as Condições Inseguras existentes são. Pode ser uma doença profissional ou uma doença do trabalho. máquinas e equipamentos. Por força da legislação. DOENÇA OCUPACIONAL: doença adquirida. Exemplos: piso escorregadio.

cones de advertência. da Lei 8. quantificar os agentes existentes no ambiente de trabalho que servirá para subsidiar o estudo do risco a que se expõem os trabalhadores. etc. A sua atuação é na prevenção de acidentes do trabalho. exaustores. Exemplos: PAIR (Perda Auditiva Induzida pelo Ruído). define como sendo aquela “adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. podendo ser representados por proteções das máquinas e equipamentos. da Lei 8.29 DOENÇA PROFISSIONAL: equiparada ao acidente do trabalho que. DOENÇA DO TRABALHO: o Inciso II do artigo 20. Bissinose. corrimões. Asbestose. guarda-corpos. DORT (Doença Osteomuscular Relativa ao Trabalho). EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO CONTRA ACIDENTES: representam todos os dispositivos empregados com a finalidade de se evitar a ocorrência de acidentes do trabalho ou minimizar os seus efeitos. Silicose.213/91. é “produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social”. Dividem-se normalmente em: A – Equipamentos de Proteção Coletiva – EPC: são dispositivos utilizados no ambiente laboral destinados à proteção de grupos de trabalhadores contra a ocorrência de acidentes do trabalho ou doenças profissionais. conforme explicita o Inciso I do Artigo 20. detectores de gases e fumaças. LER (Lesão por Esforços Repetitivos). barreiras e sinalizadores. constante da relação mencionada no inciso I”. por exemplo. ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO: é a ciência dedicada à preservação da integridade física e da saúde do trabalhador realizando a prevenção de acidentes através da análise de riscos dos locais de trabalho e das operações neles realizadas. E de sua competência.213/91. etc. .

. INCAPACIDADE TEMPORÁRIA: é a perda total da capacidade de trabalho por um período limitado de tempo. os óculos contra as radiações ultravioletas. etc. o avental. da capacidade de trabalho em razão de um acidente. os calçados de proteção contra riscos de origem mecânica. como fazia antes do ocorrido. Neste caso. nunca superior a um ano. através do estudo dos agentes ambientais existentes no ambiente de trabalho. o trabalhador sofre redução parcial e permanente da sua capacidade laborativa. quanto mais a atividade econômica oferece riscos que podem proporcionar doença ou acidente do trabalho. volta à empresa. executando as suas funções normalmente.30 B – Equipamentos de Proteção Individual – EPI: são dispositivos utilizados pelos trabalhadores para proteção da sua saúde e de sua integridade física no ambiente laboral. perda de um dos dedos. maior o seu grau de risco. por toda a vida. Como exemplos de EPIs podem ser citados: as luvas de raspa de couro. Significa que. dependendo da atividade da empresa. O Quadro I da Norma Regulamentadora NR-4 do Ministério do Trabalho e Emprego traz o Grau de Risco por tipo de atividade econômica. GRAU DE RISCO: o grau de risco de uma empresa é um número que varia de 1 a 4. Exemplos: perda de um dos olhos. podendo ser destinados à parte específica do corpo ou do corpo inteiro. constante da Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE. etc. depois de algum tempo afastado do serviço devido ao acidente. É aquele em que o acidentado. o capacete de segurança. INCAPACIDADE PARCIAL PERMANENTE: é a diminuição. HIGIENE OCUPACIONAL: é a ciência dedicada à atuação na prevenção técnica das doenças profissionais.

casas. MEDICINA DO TRABALHO: é a ciência dedicada à atuação no indivíduo através de ações predominantemente preventivas. estradas. Portanto. PERIGO: é a situação em potencial que indica a possibilidade ou a probabilidade de ocorrências indesejáveis de conseqüências graves aos . não podendo exercê-la em nenhuma função. demolição. é a relação entre os números de doentes e sãos. vidas ou unidades operacionais (PIZA. pontes. em determinado agrupamento humano. entre o número de mortos e o de habitantes. NÍVEL DE RISCO: expressa a probabilidade de possíveis danos dentro de um período específico de tempo ou número de ciclos operacionais. edifícios. OBS.31 INCAPACIDADE TOTAL E PERMANENTE: é a invalidez incurável para o trabalho. 1998). Pode ser indicado pela probabilidade de um acidente multiplicada pelo dano em reais. por exemplo. indústrias. reparos e manutenção de empreendimentos como: usinas. etc. barragens. o estudo dos produtos existentes no ambiente de trabalho. Portanto. É quando o acidentado perde a capacidade total para o trabalho. para todas as moléstias em conjunto ou para cada uma delas em particular.: A diferença entre morbidade e mortalidade é que morbidade se refere ao número de doentes e mortalidade ao número de mortos. como. Relação. MORTALIDADE: conjunto de mortes ocorridas num espaço de tempo. INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO . é a relação entre números de mortos e de pessoas sãs. com o objetivo de avaliar o poder que estes possuem de contaminar ou provocar doenças nos trabalhadores. MORBIDADE: relação entre o número de casos de moléstias e o número de habitantes de um dado lugar e momento.É o conjunto das atividades de construção.

persistem as possibilidades de efeitos adversos. Segundo PIZA (1998). Por exemplo: risco é um transformador de energia em operação. SEGURANÇA: é freqüentemente definida como “isenção de riscos”. é uma situação potencial que pode causar danos. é a situação potencial que pode causar conseqüências graves.32 trabalhadores. PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO: representa todos os procedimentos e comportamentos adotados no sentido de se evitar a ocorrência de acidentes do trabalho. São citadas como ciências correlatas. é praticamente impossível a eliminação completa de todos os riscos. Um risco pode estar presente. um compromisso acerca de uma relativa proteção da exposição a riscos. Entretanto. É o antônimo de perigo (PIZA. ao patrimônio ou ao meio ambiente. Havendo um risco. dentre outras: a Engenharia de Segurança do Trabalho. SAÚDE OCUPACIONAL: é a ciência do ramo da saúde pública que dedica atenção à saúde e à segurança do trabalhador no seu ambiente laboral. . Portanto. Esses danos podem ser entendidos como lesões a pessoas. a Higiene Ocupacional e a Medicina do Trabalho. risco é uma ou mais condições de uma variável. com o potencial necessário para causar danos. ao patrimônio ou ao meio ambiente. Segurança é. enquanto perigo é uma subestação toda protegida. perdas de material em processo ou redução da capacidade de desempenho de uma função predeterminada. através de ações predominantemente preventivas contra a ocorrência de acidentes ou doenças no trabalhador. RISCO: é a situação em potencial que indica a possibilidade ou a probabilidade de ocorrências indesejáveis que causem danos aos trabalhadores. mas pode haver baixo nível de perigo pelas precauções tomadas. Portanto. danos a equipamentos ou estruturas. Expressa a exposição relativa a um risco que favorece a sua materialização em danos. portanto. 1998).

tanto no aspecto sócio-econômico.4 . a nosso ver. de 09 de abril de 19996.33 SÚMULAS: São manifestações interpretativas que revelam a opinião dominante nos tribunais superiores. como cultural. quando o Ministério do Trabalho deixou de legislar somente nos gabinetes e passou a ouvir a sociedade. de que podemos ter fóruns para discussão dos problemas de segurança e saúde do trabalhador. então criada com essa Portaria. publica no Diário Oficial da União e dá um prazo de 90 dias para a sociedade se manifestar. SSST/MTb No 393/96. mesmo contrariando alguma parte. só trazia desgastes e pouca eficácia no combate aos acidentes. propondo revisão da NR-4 (SESMT). a criação de GTT – Grupos de Trabalhos Tripartite. as normas são revisadas com divulgação prévia através de portarias e com prazo para remessa de sugestões ao Ministério do Trabalho. o Estado adotaria a seguinte atitude ao legislar sobre Segurança e Saúde no Trabalho: propõe uma norma ou texto técnico. apresentando sugestões. A nível federal.A PARTICIPAÇÃO DO GOVERNO NA PREVENÇÃO DOS ACIDENTES São incontestáveis os avanços conseguidos na área de Segurança e Saúde do Trabalhador. impor legislações e normas regulamentadoras. Por exemplo. indicaria um GTT (Grupo de Trabalho Tripartite) para analisar as sugestões. 1. sem consulta prévia à sociedade. com a publicação da Portaria do Ministério do Trabalho. Mas esses avanços foram acelerados. o que é seu papel. o Estado definiria a questão. passou dois anos e meio para ser aprovada. do Ministério do Trabalho. a NR-5 (que trata sobre CIPA). que ficou conhecida como Norma Regulamentadora número zero (NR-0). A CTPP (Comissão Tripartite Paritária Permanente). de onde devem partir as diretrizes para orientar a sociedade como um todo na prevenção dos acidentes do trabalho. Recentemente foi lançada a Portaria no. Se não houvesse consenso. para estudo e . Hoje. está havendo sinais. Por exemplo. A partir de 1996. de 6 de abril de 2000. 10. ou seja. revisada recentemente.

34 consolidação das sugestões apresentadas pela sociedade quanto à revisão das Normas Regulamentadoras e às CTPP – Comissão Tripartite Paritária Permanente. O Projeto nº 1. no jogo de interesses há uma tendência de governo e empregador votarem juntos. Os projetos do PBQP são coordenados também pela CTPP. pelo que se sabe. Confederação Nacional do Comércio – CNC. O movimento sindical tinha como reivindicação antiga participar do processo de elaboração e revisão da regulamentação na área de segurança e saúde no trabalho. por exemplo. A CTTP é uma comissão tripartite com organização nacional. Confederação Nacional dos Transportes – CNT e Confederação Nacional das Instituições Financeiras – CNIF). Confederação Geral dos Trabalhadores – CGT e SDS) e 6 representantes do governo (Ministério do Trabalho e Emprego. Mas de qualquer forma é um avanço. Confederação Nacional da Agricultura – CNA. ou seja. doenças e da melhoria da qualidade de vida no trabalho. Seu funcionamento requer melhorias. composta por 6 representantes dos empregadores (Confederação Nacional das Indústrias – CNI. tendo-se tornado um pólo democrático de troca de experiências e disseminação de informação. por exemplo. A CUT – Central Única dos Trabalhadores. As centrais sindicais valorizam esse fórum de discussão e decisão. pois. governo e empregadores. é “Reconstrução do Modelo de Organização do . 6 representantes trabalhadores (Força Sindical. O GTT da CIPA (NR 5) foi constituído a partir da CTPP. Saúde e Previdência e Assistência Social). Sistema Integrado de Segurança e Saúde no Trabalho”. onde ocorre a negociação entre trabalhadores. visando atingir as metas de redução dos acidentes. as propostas levadas pelos representantes da classe trabalhadora muitas vezes são combatidas por governo e empregador. está como gerente em 2 projetos do PBQP – Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade. CUT.

35 A influência do Estado na prevenção dos acidentes do trabalho. Os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. E assim. que é . através do Serviço de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST). A redação atual do capítulo da CLT que abrange a segurança e a saúde dos trabalhadores (Título II. gerando conflitos negativos entre empregados e empregadores. essa fiscalização é executada pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT). é o órgão de âmbito nacional para coordenar. mas relativamente novos no Brasil. de 22 de dezembro de 1977. que legislam na área de Segurança e Saúde. controlar e supervisionar as atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho. quanto ao risco no trabalho. Em Sobral. e se estende do artigo 154 ao 201. No caso do Ceará. mas não utilizam prevenir. orientar. tem se tornado. Em nível estadual. em todo território nacional. No entanto. pois a Segurança e Saúde do Trabalho são assuntos em pauta. Acreditamos que assim deva ser. Capítulo V) foi estabelecida pela Lei No. O DSST – Departamento de Segurança e Saúde do Trabalhador. a DRT fica localizada em Fortaleza.514. enquanto a legislação ordinária está contida na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT – e em legislação complementar. uma integração entre os diversos segmentos se faz necessária. hoje. cada vez maior. principalmente a nível federal. 6. existe a Subdelegacia do Trabalho. Ministério da Saúde e Ministério da Previdência e Assistência Social. estão estabelecidos no artigo 7 º da Constituição de 1988. os mesmos mecanismos. no decorrer do tempo. inclusive a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regulamentares. pouco colaborando no que interessa. sendo obrigação do Estado realizar este papel. notamos que praticamente não existe integração entre as ações dos Ministérios do Trabalho e Emprego. além de uma base estatística sobre acidentes e doenças do trabalho ainda muita frágil. responsável por essa fiscalização.

através da Portaria No. 3. porque se trata de questão de interesse nacional. caderno A. no seu artigo 200. Diz a matéria: “Mesmo com exaustivas campanhas. cobrando das instituições responsáveis uma atuação mais eficaz na redução dos acidentes do trabalho. a matéria menciona que os construtores reclamam que os operários se recusam a utilizar os EPIs. onde a sociedade é diretamente afetada e onde está em questão a preservação de vidas humanas. Em 12 de abril de 1988.067. seis na construção civil e sete no setor elétrico somente este ano no Ceará. Normas como a obrigatoriedade do cinto de segurança tipo pára–quedista para atividades a mais de dois metros do piso. quando isso representar risco de queda para o trabalhador. mas a própria reportagem. o Ministério do Trabalho. a segurança no trabalho vem sendo negligenciada a todo momento. são burladas por patrões e empregados”.214. foram aprovadas as Normas Regulamentadoras Rurais (NRR). A prova disso é o número de acidentes fatais. através da Portaria No. Na Constituição Brasileira de 1988. aprovou as Normas Regulamentadoras (NR) relativas à segurança e medicina do trabalho. ao inquerir . ficou estabelecido que compete ao SUS – Sistema Único de Saúde – executar as ações de saúde do trabalhador. 3. está estampada a manchete: “Acidentes de trabalho ainda são freqüentes no Ceará”.36 Em 8 de junho de 1978. Em seguida. Recentemente. no jornal Diário do Nordeste. O Estado tem uma responsabilidade muita grande na prevenção dos acidentes do trabalho. edição de 12 de julho de 2001. A mídia. página 13. vem dando sua contribuição. mesmo que esporadicamente.

ACIDENTE DE TRABALHO SOB OS ASPECTOS TÉCNICO E LEGAL ACIDENTE DO TRABALHO – Conceito Legal: O conceito definido pela lei 8. ou as três coisas simultaneamente. TAXA DE FREQUÊNCA: . além da lesão física. em seu capítulo II.0 . Lei Básica da Previdência Social. podendo. em caso de recusa do empregado. artigo 19.213.37 a DRT. de 24 de julho de 1991. 2. ou ainda a redução. determina. a perda de tempo e os danos materiais ou as três coisas simultaneamente. A diferença entre os conceitos acima reside no fato de que no primeiro é necessário haver lesão física. Seção I. permanente ou temporária da capacidade para o trabalho”. que interfere no desenvolvimento normal de uma tarefa e que pode causar: perda de tempo e/ou danos materiais ou ambientais e/ou lesões físicas até a morte ou doenças nos trabalhadores. enquanto no segundo conceito são levados em consideração. que “acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do artigo 11 desta Lei. recorrer a uma advertência escrita. inesperada ou não programada. suspensão e demissão por justa causa. treinar e exigir o uso dos Equipamentos de Proteção Individual. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda. ACIDENTE DO TRABALHO – Conceito Prevencionista: É toda ocorrência indesejável. informa que é responsabilidade do empregador contratar.

000 .000 600 300 750 1.38 No.200 1.800 1. quirodátilo (polegar) e dois outros quirodátilos (dedos) Perda 1º.1983 do M T E) QUADRO 1-A TABELA DE DIAS DEBITADOS Natureza Avaliação Percentual Dias Debitados Morte Incapacidade total e permanente Perda da visão de ambos os olhos Perda da visão de um olho Perda do braço acima do cotovelo Perda do braço abaixo do cotovelo Perda da mão Perda 1º.200 Perda da perna acima do joelho Perda da perna no joelho ou abaixo dele Perda do pé Perda do pododátilo (dedo grande) ou de dois outros ou mais pododátilos (dedos do pé) Perda 1º. de Acidentes X 1.000 6.10. de Dias Perdidos + Dias Debitados ) X 1.quirodátilo (polegar) e quatro outros quirodátilos (dedos) 100 100 100 30 75 60 50 10 5 12 ½ 20 30 20 6. quirodátilo (polegar) e qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda 1º.800 4.500 3.500 3.000 I A G = -------------------------------------------------------------------------------------Total de homens-horas trabalhadas (Portaria No.000 2.000 2.400 300 600 0 600 3.000. quirodátilo (polegar) e três outros quirodátilos (dedos) Perda 1º.500 2.000 6. 33.400 4.000 1.000. pododátilo (dedo grande) de ambos os pés Perda de qualquer outro pododátilo (dedo do pé) Perda da audição de um ouvido Perda da audição de ambos os ouvidos 25 33 ½ 40 75 50 40 6 10 0 10 50 1.000 T F = ---------------------------------------------------------Total de homens-horas trabalhadas ÍNDICE DE AVALIAÇÃO DA GRAVIDADE: (No. de 27.500 3. quirodátilo (polegar) Perda de qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda de dois outros quirodátilos (dedos) Perda de três outros quirodátilos (dedos) Perda de quatro outros quirodátilos (dedos) Perda 1º.

. profissionais de segurança e saúde do trabalho. que é o legítimo representante da nação. 2.2 .Acidente pessoal sem lesão.Acidente material sem danos.Doença Ocupacional QUANTO AOS DANOS E LESÕES . Os empregados.39 2.CONSEQÜÊNCIAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO Os Acidentes do Trabalho só trazem prejuízos. .Acidente material com danos.Acidente com incapacidade permanente: TOTAL . podendo ser o acidente pessoal ou o acidente impessoal. . O que falta é conscientização.Acidente sem afastamento (retorno ao trabalho até o horário normal do início da jornada no dia seguinte). QUANTO AO AFASTAMENTO . terremoto.Acidente de trajeto. ou seja. = mais de 75% da capacidade laborativa.Acidente típico. QUANTO À INCAPACIDADE PARA O TRABALHO . os atores sociais sabem dessa realidade. o imprevisível por exemplo.Acidente com afastamento. maremoto etc. governo.Morte. nenhum benefício.Acidente material e pessoal. . empregadores.CLASSIFICAÇÃO DOS ACIDENTES DO TRABALHO QUANTO À NATUREZA . .Acidente com incapacidade temporária (nunca superior a 1 ano). enfim. . .Acidente pessoal com lesão. . por inundação.1 . . PARCIAL = até 74% da capacidade laborativa.

Materiais: matéria-prima. lesão mediata (ex. contusões. despesas com treinamento do substituto.: queimaduras. silicose. matéria – prima. traumas psicológicos. Tempo: paralisação do processo produtivo. seqüelas ou invalidez.). equipamentos. problemas com o sindicato. danificação ou perda de máquinas. perda de lucros por serviços paralisados / interrompidos. visto que o auxílio – salário. tendinites. problemas com a família. desamparo para a família.). mesmo após meses ou anos de ocorrido o acidente. doenças. diminuição da eficiência do acidentado ao retornar ao trabalho.: surdez. etc. quando afastado por mais de 15 dias. diminuição da produtividade dos trabalhadores devido ao imposto emocional (risco psicológico).). prejuízos para a imagem da empresa perante a sociedade. conseqüências dos acidentes do trabalho. tempo perdido para substituição do acidentado e para comentar o fato. incapacidade para o trabalho. doença do INSS corresponde a 91% do seu impossibilidade de realizar horas extras. na hora do acidente e após o mesmo. salários adicionais pagos por trabalhos de horas extras em razão do acidente. que poderá causar possível descontentamento dos clientes ou multas contratuais. para a análise do acidente por parte da CIPA e do SESMT. distúrbios familiares. etc. ferramentas. prejuízos morais. pagamento do salário do acidentado nos primeiros 15 dais sem o funcionário produzir.). instalações. cortes. atraso na prestação de serviços ou na produção. • para a Empresa: gastos com primeiros socorros e transporte do acidentado. reflexos negativos no ambiente de trabalho. etc. “espantam” os . lombalgias. tempo perdido no trabalho. etc.40 As perdas. máquinas. As conseqüências dos acidentes podem ser: • para o Trabalhador: sofrimento físico (dor. salários pagos a outros trabalhadores. etc. problemas com o meio ambiente. ferimentos. podem ser: Humanas: lesão imediata (ex. redução do seu salário. morte.

1996). O conjunto. A atividade corresponde à parte do trabalho desenvolvida por um indivíduo no sistema de produção considerado (uma fábrica. dependência do INSS. para que ocorra um acidente. b) a tarefa (atitudes do indivíduo). define uma unidade de análise denominada atividade. peças. equipamentos. auxílio–acidente. quatro coisas são necessárias: a) o indivíduo. despesas médicas. No Brasil. um acidente pode envolver várias atividades. • para a Nação: perda temporária ou permanente de elementos produtivos. composto dos quatro elementos. uma oficina ou um canteiro de obras). ou componentes: indivíduo-tarefa-materialmeio. como: auxílio .CAUSAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO Um indivíduo é lesionado ou lesiona outro durante a execução de uma tarefa com certo material em determinado ambiente (meio). acúmulo de encargos assumidos pela Previdência Social. máquinas. aposentadoria por invalidez e pensão por morte.3 .doença. produtos. e a cada indivíduo corresponde uma atividade. Isso se dá particularmente no caso de trabalho em equipe (BINDER et al. se necessários. desde que elas estejam estreitamente ligadas. Então. possíveis aumentos das taxas de seguros e impostos para cobrir os gastos do governo. pagamentos de benefícios ao trabalhador acidentado ou a seus dependentes. d) o meio (meio ambiente de trabalho). ferramentas ou outro objeto. hospitalares e farmacêuticas. principalmente depois de estudiosos . aumento do custo de vida. 2.41 consumidores. atraem a atenção das autoridades que têm a responsabilidade de zelar pelo cumprimento dos padrões de segurança. despesas com reabilitação profissional através de fisioterapia e equipamentos. Assim. durante muito tempo as causas de acidentes eram tão somente atos inseguros ou condições inseguras. c) o material (matéria-prima.

que leva à prática do ato inseguro. mas manteve as três causas de acidentes: fator pessoal de insegurança (causa relativa ao comportamento humano. 2001). Mas poderíamos dizer que o acidente ocorre como resultado da soma das condições inseguras e dos atos inseguros. permitindo que ele cometa atos inseguros.000 acidentes industriais e concluído que 88% estavam ligados a fatores humanos e 10% a fatores materiais. A partir de 1994.42 americanos terem analisado 75. Constatar “ato inseguro” sempre foi um meio. contrariando preceito de segurança. já substituída. que é o nome dado às falhas humanas decorrentes. ou fator pessoal – causa relativa ao comportamento humano. dentre outras terminologias. pode causar ou favorecer a ocorrência do acidente) e condição ambiente de insegurança (condição ambiente do meio que causou o acidente ou contribuiu para sua ocorrência) (CAMPOS. excitação. condições inseguras e o fator pessoal de insegurança. educação. a ABNT cancelou e substituiu a NB-18 pela NBR 14. é que o uso do termo “ato inseguro” ficou obsoleto. que pode levar à ocorrência do acidente ou à prática do ato inseguro). Hoje. quando a Portaria nº 5 do Ministério do Trabalho. às condições ambientais (CAMPOS. neuroses. Em fevereiro de 1999. 2001). 2001). Tecnicamente. no Brasil. em que ambos são oriundos de aspectos psicossociais denominados Fatores Pessoais de Insegurança. de problemas de ordem psicológica (depressão. na maior parte das vezes. tensão. existem vários aspectos que decorrem dessas causas. dependências químicas. ato inseguro (ação ou omissão que. De acordo com a NB-18. relativo à CIPA.280. alguns autores falam em “atos inadequados”. . congênitos ou de formação cultural que alteram o comportamento do trabalhador. de acordo com a Norma Brasileira NB-18 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). social (problemas de relacionamento. introduziu a metodologia da árvore de causas. etc). ou seja. de se achar um culpado pelo acidente (CAMPOS. preocupações com necessidade sociais. etc). existiam três causas de acidentes: atos inseguros.

Exemplos de causas básicas: falta de conhecimento ou de treinamento. posto de trabalho inadequado. falhas de engenharia (projeto e construção). principalmente. então fatalmente há causas de acidentes ou doenças ocupacionais. compra de equipamentos de qualidade duvidosa. verificações e programas de manutenção inadequados. . em geral. Todo acidente tem causas imediatas. quando corrigidas. 1997). como conjunto ordenado de meios de ação visando um resultado. não procurem classificá-los em atos inseguros ou condições inseguras. pois ela não acaba nunca. sistema de recompensa inadequado. falta de reforço em práticas seguras. os profissionais envolvidos não devem utilizar os termos atos inseguros ou condições inseguras. se ações gerenciais que possam prever ou atender eventos indesejáveis não existem na empresa. Ele é a ponta do processo. portanto. Ou seja. As imediatas são o ato inseguro e as condições inseguras. origem administrativa e. segurança não é prioridade. causas básicas (ou raiz) e. Informações básicas sobre saúde e segurança no trabalho. e neste existem muitas variáveis. Afinal. Em outras palavras. ou seja. O ato inseguro não deixou de existir. sempre pronto para prever ou atender eventos indesejáveis. uso de equipamento de proteção individual inadequado. causas gerenciais. Deve-se. na busca das causas dos acidentes. durante uma investigação e análise de acidentes. previnem por um longo período um acidente similar. procurar falhas no processo de trabalho e não identificar se o acidente foi causado por um ato inseguro ou por condições inseguras. 2001). tais como acidentes ou doenças ocupacionais. métodos ou procedimentos inadequados (CAMPOS. mas ela faz parte do negócio da empresa. Segundo CAMPOS (2001). mas descrever o risco sem que haja essa necessidade de classificação (PIZA. As básicas têm.43 Por essa razão é que. as causas gerenciais existem porque segurança deve ser encarada de forma sistêmica contingencial.

o custo direto é a parcela do custo cuja responsabilidade é de uma empresa . despesas ligadas diretamente ao acidente. ou seja. 2. as quais visam a proteção da integridade física do trabalhador no desempenho de suas atividades. hospitalares e farmacêuticas com a recuperação do acidentado. A globalização. na maioria das vezes. não só através de atitudes individuais. como transporte do acidentado. A corrida capitalista por maiores lucros direciona os esforços para o componente que a curto prazo traz maior retorno: a criação de novas tecnologias. a introdução de novas tecnologias traz. etc. esquecendo o homem ou procurando diminuir a sua interferência no processo produtivo. pagamento do salário relativo aos primeiros 15 dias após o acidente. o aumento da competição. deixando-o exposto aos riscos que. a conseqüente redução do tempo do processo produtivo. a aceleração da produção. em detrimento do próprio homem e do meio ambiente.CUSTOS DOS ACIDENTES DO TRABALHO São compostos por: Custo Direto (ou Custo Segurado) : são: o SAT – Seguro de Acidentes do Trabalho. como despesas médicas. como também o controle de perdas. enquanto não for possível eliminá-lo do processo. a diminuição do tempo entre a concepção do produto e a sua colocação no mercado como necessidade capitalista de competitividade. pelo falta de conhecimento ou de treinamento necessário para realização das tarefas.44 Vale ressaltar que a maioria dos acidentes do trabalho ocorrem não por falta de legislação. Está nas mãos do homem a redução dos infortúnios. mas devido ao não cumprimento das normas de segurança. outras despesas. mas também por uma solução coletiva de mudanças das regras do sistema capitalista que impera no mundo de hoje. assistência à família.4 . Somem-se ao descumprimento das normas a falta de fiscalização e a pouca conscientização do empresariado (VENDRAME. transformando-o num mero coadjuvante e. são causas inequívocas dos acidentes do trabalho e doenças do trabalho. Em outras palavras. 2001).

Esta relação. mas com danos à propriedade.45 seguradora (no caso do Brasil. enquanto o trabalhador se encontra no ambulatório da empresa. Custo Indireto (ou Custo Não Segurado): despesas não atribuídas aos acidentes. É de responsabilidade exclusiva do empregador. para grau leve. dependendo do risco de acidente que a empresa oferece. relativo aos pequenos acidentes. a relação 4 : 1 entre os custos não segurados (indiretos) e segurados (diretos) de um acidente. danos materiais. em sua pesquisa publicada no livro intitulado “Prevenção de acidentes industriais”. demonstrando assim que apenas pequena parcela dos prejuízos com acidentes são reembolsáveis pelas empresas. perda de lucros. evidenciou. já estava provado ao mundo que os acidentes que geram . Ainda nessa época. salários pagos a outros funcionários no atendimento ao acidentado. custo que não se manifesta pelo acidente. em 1931. O SAT representa uma alíquota incidente na folha de salários da empresa em valores de 1% . despesas com a investigação do acidente. Então. horas extras pagas a outros funcionários. em grande parte. aceita pelos especialistas. como: salário pago ao acidentado não coberto pelo INSS. 2% ou 3%. H. caracterizado pelo importe pago ao INSS. correspondem 4 dólares de custo não segurado. não havendo cobertura em tal circunstância. despesas com treinamento do substituto. em virtude da existência ou não de trabalhadores com direito à aposentadoria especial. listado em tabela própria e que foi majorado recentemente para alguns tipos de empresas. etc. em 1930. médio ou grave. dependendo do tipo de empresa. W. O Custo Direto é. o INSS) contratada por imposição legal. representado por contribuições e seguro de acidentes do trabalho – SAT. é baseada no fato de que a cada dólar gasto com indenização e assistência às vítimas do acidente (custo segurado). ou seja. in PIZA (1998). Heinrich enunciou. mas sim como conseqüência indireta deste. HEINRICH. ou seja. respectivamente. que contra cada lesão incapacitante (com afastamento) havia 29 lesões não incapacitantes (sem afastamento) e 300 acidentes sem lesão.

46 lesões e afastam o trabalhador do ambiente de trabalho para tratamento médico são apenas a ponta do “iceberg” (PIZA. o custo do acidente é função da característica de cada empresa. No entanto. 1998). como também das responsabilidades referentes às conseqüências dos acidentes.000 acidentes realizada em 1966. e deve seguir a convenção da uniformidade ou da consistência dos lançamentos contábeis da empresa. o que mostra o alto custo indireto do acidente do trabalho e que não é indenizável. uma sugestão para o cálculo dos custos dos acidentes do trabalho pode ser apresentada conforme segue: Ce = C – i Ce = custo efetivo do acidente C = custo do acidente . formou sua teoria de Controle de Danos. in PIZA (1998). Essa estimativa devese ao fato de que o custo privado é sempre mensurável. como a dificuldade na obtenção de todos os custos associados ao acidente pela fragmentação das informações. apoiado numa análise de 90. Segundo CICCO (1983). FRANK BIRD JR. Na prática. 1998). Será mais preciso se tiver um inventário permanente e não periódico. mas o custo social nem sempre o é. chegando à conclusão que contra cada lesão incapacitante ocorriam 100 lesões não incapacitantes e 500 acidentes com danos à propriedade. Vários fatores dificultam a exata mensuração dos custos dos acidentes do trabalho. calcula ..se desta forma: Custo Indireto = 4 x Custo Direto Custo Total do Acidente = Custo Direto + Custo Indireto Custo Total do Acidente = Custo Direto + 4 x Custo Direto Estudos mais recentes apontam para uma relação entre custos indiretos e diretos variando de 8 : 1 até 10 : 1 (PIZA.

dependemos fundamentalmente da organização interna da empresa. é uma fortuna o que se gasta com acidentes. equipamentos ou materiais danificados (danos à propriedade). antes de tudo. em recente estudo constatou que o Brasil gasta R$ 20 bilhões por ano com acidentes e doenças ocupacionais. Não nos colocaremos aqui numa posição contrária ou a favor da adoção desse critério de Cicco. como paralisação. 12. PASTORE (2001). Para determinarmos exatamente as parcelas C2 e C3. Vê-se que. mas se constitui numa parcela necessária de financiamento de risco para que a empresa não venha a arcar com o ônus de seu caixa efetivo. Portanto. as indenizações e os ressarcimentos recebidos através de seguro ou de terceiros são um coeficiente de segurança econômico que pouco tem a ver com o custo efetivo dos acidentes. professor da Universidade de São Paulo-USP. manutenção e lucros cessantes). C2 = custo referente ao reparo e reposição de máquinas.47 i = indenizações e ressarcimentos recebidos através de seguro ou de terceiros (valor líquido). 2. onde: C = C1 + C2 + C3 C1 = custo correspondente ao tempo de afastamento (até os primeiros quinze dias) por acidente com lesão. A parcela “I”. pela “melhorias do processo” no âmbito da empresa. enquanto os investimentos na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais refletem . C3 = custos complementares (assistência médica e primeiros socorros) e aos danos à propriedade (outros custos. que deve ser subtraída das demais.5 bilhões pelas famílias e 5 bilhões pelo governo. mas a transferência de riscos de acidentes a terceiros é um caso a se pensar.5 bilhões são gastos pelas empresas. para Cicco (1983). pois a redução do número de acidentes passa. foi incluída apenas para que se identifique o total líquido do custo efetivo dos acidentes. Destes R$20 bilhões.

perda de capital humano.472 1995 424.330. Segundo a OIT .465 ANO 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 TOTAL 1.137 Fonte: Anuário Brasileiro de Proteção .861 1. 2.575 1.501 1.551.796.627 1.523 1.207. No entanto.5 – ESTATÍSTICA DE ACIDENTES NO BRASIL Tabela – Número de acidentes ocorridos no Brasil ANO 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 TOTAL 1. INSS registra 653. ou seja.115 961.890 653.761 1.455 421.003.443 693.077 465.614.322 532. 685 mil por dia. no aumento da produtividade e na melhoria da qualidade dos produtos e processos.859 1.572 632. (VENDRAME.581 888. 475 por minuto. o mundo gasta 4% do PIB com acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.187 1.304 ANO 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 TOTAL 395. dentre outros prejuízos. 2000).071 399. estamos mais preocupados em somente arrecadar recursos públicos para cobrir essas despesas.1 milhão de mortes por ano.341 387.723 1. 2006. os quais na realidade.293 388. ou 9 por segundo.077.700 499.090 1982 1. se esvaem em indenizações.124 991. perda de competitividade.916.514 412.137.Revista Proteção.820 363.251 393.343 414. Os custos econômicos com acidentes do trabalho estão crescendo aceleradamente. Tais acidentes resultam em 1.111 1.743.504. desestruturação de famílias.680 503.868 340.444.464.211 1.270.632. No mundo ocorrem cerca de 250 milhões de acidentes ao ano.750 1.090 acidentes de trabalho Fonte: Agora .220.48 diretamente na redução do custo com acidentes.696 1.178.825 1.

comunicaram ao INSS 514.49 Brasília/DF .000. porém.500.000 1.135 desses acidentes – ou seja. Os nexos foram criados no ano passado justamente para um controle mais rigoroso sobre os acidentes de trabalho e para tornar as estatísticas mais confiáveis.000 0 ANO . 653. sendo 414.500. elas eram feitas apenas com base nas informações passadas pelas empresas.000.000 No. ACIDENTES 2. Os demais foram identificados pelo instituto por meio de um dos nexos (exames que relacionam as causas de doenças e acidentes do trabalho). no ano passado.786 por doença profissional característica do trabalho executado.28% a menos. Gráfico – Número de acidentes ocorridos no Brasil NÚMERO ACIDENTES POR ANO 2.785 decorrentes da atividade do acidentado.000 1. Os homens representam 73.A Previdência registrou.5% em relação a 2006. 78.564 ocorridos no trajeto entre a casa e o local de trabalho e 20. 21.090 acidentes de trabalho. As empresas.000 500. a estatística da Previdência aponta uma alta de 27.34% dos segurados que tiveram um acidente de trabalho em 2007. Considerando-se o número total de acidentes em 2007 (653 mil). Antes.

Somafoto A Receita Federal do Brasil e o Ministério da Previdência divulgam a partir de 1° de setembro o FAP (Fator Acidentário Previdenciário) de cada empresa.6 . . Esse valor será multiplicado pelo percentual do SAT gerado a partir do segmento econômico. As empresas que discordarem do valor só poderão contestá-lo mediante ação judicial. que a Previdência chama de alíquota específica. a chamada alíquota nominal. Isso porque elas já puderam entre 31 de novembro e 3 de janeiro de 2008 contestar o FAP.FAP e NTEP FAP entra em vigor Fonte: Revista Proteção Foto: Marcus Almeida . que foi recalculado após as contestações. O resultado é a taxa do SAT a ser paga por cada empresa. que produzirá efeitos a partir de janeiro de 2009. Esse é mais um passo para consolidação do NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico) no país.50 2.

Sesc. As empresas precisam mostrar que têm um ambiente salubre e equilibrado. José Pimentel.O ministro da Previdência Social. a CNI (Confederação Nacional da Indústria) ajuizou uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra o NTEP. de 12/02/07. anunciou quarta-feira. A pergunta deixou de ser se o trabalhador está doente. Passamos a enxergar o coletivo e que há empresas que são epidêmicas e estão produzindo doentes”. É um critério desigual e de caráter arrecadatório e não de proteção ao trabalhador”. Segundo o ministro. as empresas não estão cumprindo a cota de deficientes e de trabalhadores reabilitados porque a qualificação oferecida hoje não é suficiente para garantir a inserção desses trabalhadores. Além disso. Senac.51 Mas isso não significa que todos os setores estão aceitando essa nova realidade que foi regulamentada pelo Decreto 6042. o adiamento por um ano da entrada em vigor do Fator Acidentário de Prevenção (FAP). que será publicado nos próximos dias. e o NTEP está em vigor. Segundo o Ministério da Previdência. Iseu Milman. o governo negocia com o chamado Sistema S (Senai. com a supervisão do Ministério da Previdência Social. explicou o ministro. “A visão da Previdência é uma visão de saúde pública. ingressando como parte interessada e pedindo a improcedência da ação. Pimentel disse ainda que o adiamento por um ano da entrada em vigor do FAP ocorre também em razão do critério da anualidade . adiará a implantação do FAP para 1º de janeiro de 2010. a alíquota do seguro de acidentes varia de 1% a 3% sobre a folha de pagamento da empresa. Fonte: Revista Proteção . Fonte: Agência Estado . A questão não foi julgada. Sest.2/9/2008 Previdência adia vigência do FAP para janeiro de 2010 Fonte: Agência Estado Brasília/DF . A idéia do governo é que a alíquota do imposto seja reduzida para as empresas com pouca incidência de acidentes no trabalho e seja ampliada para aquelas com altos registros de acidentes. Senar. 24. Consultor Trabalhista e Previdenciário. rebate o Coordenador-Geral de Políticas de Saúde do Trabalhador do Ministério da Previdência Social e doutor em ciências da saúde pela UNB (Universidade de Brasília). a sua vigência só pode ocorrer no ano seguinte à sua aprovação e definição do marco legal. essas alíquotas podem ser reduzidas à metade ou serem ampliadas em até 100%. “O NTEP é mal elaborado. Pimentel explicou que o adiamento é necessário para que uma comissão formada por governo. O Nexo tem sido criticado por alguns profissionais de SST e pelo meio empresarial. Há falhas técnicas e jurídicas. Ainda em 2007. que vem se mobilizando. Paulo Rogério Albuquerque de Oliveira. Esse mecanismo entraria em vigor no dia 1º de janeiro de 2009. Sebrae e Sescoop) a assinatura de um protocolo até o fim deste ano para que a reabilitação e requalificação dos trabalhadores vítimas de acidente no trabalho ou de doenças ocorram dentro do espaço dessas entidades que integram o Sistema S. Por sua vez. O FAP será aplicado sobre a alíquota do imposto do seguro de acidente no trabalho pago pelas empresas. O foco passa a ser a empresa e não mais o trabalhador. A pergunta agora é se o ambiente é doentio. a Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho) se posicionou a favor das alterações. As empresas podem ter um acréscimo de 100% nas alíquotas enquanto a redução é de 50%. Sócio da Coelho e Morello Advogados . empresários e trabalhadores conclua as discussões sobre o marco legal na área de saúde e de segurança no trabalho. Senat.24/9/2008 Entenda sobre NTEP / FAP e SAT Perguntas e respostas dadas pelo Dr. avalia o médico do Trabalho e membro do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers).por ser um imposto. Luiz Eduardo Moreira Coelho. Com a entrada em vigor do FAP. mas um decreto do presidente da República.

ainda ficará exposta ao risco de autuações por parte da Previdência e do Ministério do Trabalho. Ela ficará sujeita a um SAT mais elevado. Qual a dica que o senhor dá para quem está com problemas com a previdência? . Ademais. algo que favorece a todos nós. torna-se importante o debate acerca da importância e da qualidade das provas para efeito de os empregadores se resguardarem diante de potenciais contingências (que não são poucas e podem ser de vulto. por fim. tem movido ações para cobrar os valores desembolsados a título de benefício a empregados afastados por tais motivos. Ao transferir para o médico perito do INSS a missão de enquadrar ou não um caso como doença profissional de empresa empregadora e das patologias que normalmente delas resultam. algo cada vez mais comum.042. Para evitar esses ônus. contendo pedidos de reparação por danos morais e materiais. todas deverão aprimorar a gestão de medicina e segurança. Como o senhor avalia as mudanças na lei de seguro de acidente de trabalho? Positiva ou negativa? Por que? É positiva a medida. o SAT. reduzirá o número de acidentes e doenças ocupacionais. E.52 Como a previdência social tem atuado a fim de diminuir os elevados gastos com benefícios? Em diversas frentes: aperfeiçoando a legislação em vigor. ou mesmo ao ajuizamento de ação por parte do Ministério Público do Trabalho. de até 100%. No que as mudanças na lei auxiliarão nisso? Com a instituição do NTEP cabe ao médico perito estabelecer nexo entre doenças e trabalho. que regulamentou o NTEP e FAP. Isto. Como o senhor avalia o seminário prova e contraprova do NETP. que acontecerá em setembro de 2008? Qual a importância desse evento para as empresas? É uma excelente iniciativa. essa nova sistemática tende a induzir as empresas a redobrar suas atenções com medicina e segurança do trabalho. menos doenças e menos acidentes resultam em diminuição do " déficit" da Previdência. como já salientado acima). se der causa a muitos acidentes ou doenças ocupacionais (com afastamento superior a 15 dias). Ficará exposta a ações regressivas do INSS. Quem o senhor avalia será mais atingido? O empregador ou o colaborador? Aquela empresa que não der atenção à segurança no trabalho. por sinal. além de permitir maior disponibilidade para que a estrutura do Instituto possa melhor atender aos trabalhadores em geral. qual a importância do NTEP? Total. pois se assim não agirem. a revisão de benefícios e aumento do número de altas médicas. Como conseqüência. Em sua opinião. Quem cuidar bem da saúde e da segurança de seus empregados (o que é um dever de todas as empresas) poderá se beneficiar de uma redução do valor do seguro de acidente de trabalho. A empresa relapsa ainda deparará com maior volume de ações trabalhistas individuais. que. a partir de uma lista de patologias atreladas a atividade econômica do empregador. presente que o médico perito do INSS está sujeito a equívocos no momento de estabelecer nexo. muitas vezes não decorrem do trabalho. Esse sistema aumenta a possibilidade de responsabilização futura das empresas pelo INSS e o incremento do seguro de acidente de trabalho que hoje recolhem. etc. pois o SAT incide sobre a folha de pagamentos a cada mês. incremento da fiscalização. até porque dele não se pode esperar amplo domínio de todas as patologias. com maior freqüência. grande será a probabilidade de surgirem contingências de vulto. menor será o gasto da Previdência com benefícios. Isto porque o NTEP cria situação para se discutir administrativa e judicialmente o real estado de saúde de empregados que se afastam do trabalho em virtude de doenças que. Ademais. de até 50%. em face da conexão existente entre todos os órgãos acima citados. já está se verificando nos últimos anos. Por via reflexa. a redução poderá ser significativa. do que é exemplo o Decreto nº 6. Para as empresas com maior número de empregados.

resolver os problemas. arca com conseqüências seriíssimas de variada ordem. entende-se que ela foi adquirida nessa empresa e daí sobrevém um mundão de desdobramentos. Qual a importância de organizar e participar um evento para falar sobre o tema? Quem organiza um evento dessa natureza está tentando explicar as empresas as suas responsabilidades. Causa: ambiente laboral insalubre. e o trabalhador que foi admitido hígido (saudável) na empresa apresenta disacusia (surdez). se não tomar cuidados. ENTENDA SOBRE NTEP Entenda sobre NTEP / FAP e SAT Perguntas e respostas dadas pelo Dr. antes o segurado tinha que provar que adquiriu a doença no serviço.042/07. O empregador. um tema que poderá ser melhor focalizado por Dr. de forma a atingir o interesse geral. Quer dizer uma relação (ilação. consubstanciam menor receita para o custeio do sistema previdenciário. Entrou em vigor em 1º. autuado e multado. agora o INSS diz que foi ali que ele ficou doente. A dica então não pode ser outra: revejam e corrijam suas posturas porque o Governo não ignora que nesse âmbito previdenciário a arrecadação poderá crescer sensivelmente. sofrerá as ações. se for o caso. Minha participação no seminário girará em torno do "case" que será apresentado. INSS e para o MTE. fazer a contraprova. Creio que poderá surgir a oportunidade também para falar de "implicações judiciais associadas a NTEP". Autor de mais de 50 Obras Previdenciárias e Comendador do Instituto dos Advogados Previdenciários de São Paulo – IAPE O que é NTEP? NTEP é uma sigla que designa o Nexo Técnico Epidemiológico.53 Para responder a indagação basta considerar dois fatores incontroversos: o INSS tem um "déficit" que precisa ser reduzido ou eliminado. conclusão. a partir do que for abordado pelo palestrante do "case". por exemplo. As fontes de aumento da arrecadação do Governo. quando o trabalhador pede auxíliodoença. responsabilidades e conseqüências para o trabalhador. b) Se a empresa não provar que não tem culpa. sob diversos aspectos. Logo. abordar "situações de vulnerabilidade que desencadeiam nexo entre atividades laborativas e doenças ocupacionais ou acidentes de trabalho". igualmente convidado para esse módulo do evento. Cabe à empresa. Efeito: doença ocupacional do trabalhador. produzindo acima de 85 db(A). estão associadas as questões previdenciárias. c) As empresas têm de tomar cuidado na admissão para apurar se o trabalhador não está sendo contratado com incapacidade adquirida preteritamente.07. Não é fácil. . O segurado não tem de provar que houve o NTEP. fazer um bom exame admissional e saber um pouco de sua vida pessoal. Wladimir Novaes Martinez.04. Coisa muito séria. ajudá-las a encontrar o melhor caminho. quem mantiver um nível de exposição acentuado tende a ser descoberto. a empresa. Nesse campo. 11.430/06 e regulamentado pelo Decreto n. 6. os empregadores encontram-se vulneráveis. Essas mudanças beneficiarão quem? O empregador ou o empregado? As mudanças beneficiam o trabalhador e se as empresas seguirem a lei vão beneficiar o INSS. Não apenas por realizar uma má gestão em medicina e segurança. Advogado Especializado em Direito Previdenciário. mas por adotar procedimentos não conformes que. de uma forma ou de outra. Não há outro. entendimento) lógica entre uma causa e um efeito. Exemplo: se uma empresa tem uma máquina ruidosa (barulhenta). Dele procurarei extrair elementos para uma abordagem mais ampla. Gustavo Gomez. como ele bem sabe. quem declara a sua presença é a Perícia Médica do INSS. Faça um breve histórico de como será sua palestra no seminário NTEP. Foi criado pela Lei n. Quais as principais mudanças que essa norma traz? As mudanças são: a) inversão do ônus da prova. Considero provável a hipótese de.

Mas. que variava conforme o risco de cada empresa. olhe. Vou dar um exemplo claríssimo: nos bancos existe muita digitação e muita LER (Lesão por Esforço Repetitivo). Civil: podem ter de pagar uma indenização. a Perícia Médica entenderá que foi adquirida digitando e a responsabilidade é do banco. Anteriormente. Trabalhista: Podem ter de garantir o emprego do trabalhador por 12 meses e recolher o FGTS enquanto perdurar o auxílio-doença. responsabilidades. ou seja. Como será a sua palestra no Seminário Prova e Contraprova do Nexo Técnico Epidemiológico. Nexo Técnico Epidemiológico. o SAT. esta nova metodologia leva em conta o número de afastamentos encaminhados ao INSS gerados . Seguro de Acidente de Trabalho pode ter valor dobrado pela nova lei O NTEP. e se a pessoa é quem faz o cafezinho e nunca digitou. enfim quase tudo sobre o assunto. poderá passar de 1% para 2%. é o critério de concessão de benefício de acidentes de trabalho para os segurados que estão de alguma forma incapacitados de exercerem suas funções. Dr. Podem ser multadas pelo MTE. a contribuição mensal era fixada em 1%. Quanto as empresas pagavam e quanto pagarão agora? Em termos de SAT. um tratamento epidemiológico das doenças ocupacionais. Fale um pouco sobre o livro do senhor. orientações. visto que algumas empresas poderão ter seu SAT reduzido em até 50% enquanto outras terão aumento de até 100%. uma mudança significativa.NTEP? Minha palestra tratará da novidade: a substituição do nexo causal (que todo mundo conhecia relação de causa e efeito normal . se ele for flexibilizado. Esse valor que as empresas pagam é referente a que? Esse valor é revertido em beneficio para o empregado? Tais contribuições do seguro de acidentes do trabalho (SAT) destinam-se a custear a previdência social e um modo geral e as prestações acidentárias em particular.5% até 6%. Alíquotas aplicadas à folha de pagamento dos salários. as empresas assumem um enorme encargo. o NTEP é importante e as empresas precisam conhecê-lo com profundidade. de 2% para 1% e de 3% para 1. como é que fica? O banco não tem culpa. QUER DIZER.5% (asse diminbuirem os acidentes). De acordo com o especialista em Direito Previdenciário.5%. 2% ou 3% da folha de pagamento de salários para custeio do Seguro Acidente de Trabalho. Do que fala? Meu livro "PROVA E CONTRAPROVA DO NEXO EPIDEMIOLÓGICO". Wladimir Novaes Martinez. é importante ouvir vários expositores para encadear as idéias.54 Qual a importância de uma empresa participar desse evento? Como estas questões são VARIADÍSSIMAS. Um livrinho bom e barato. se caracterizada a culpa pela doença ocupacional. desdobramentos. Se um bancário requerer um auxílio-doença no INSS e alegar a LER. Se o INSS entender que está presente a negligência. o SAT passa a ter nova fórmula para o cálculo e a alíquota paga pelas empresas irá variar de 0. A partir de setembro. de 2% para 4% e de 3% para 6% (se dobrarem os acidentes). Mas. COMPLICADÍSSIMAS E DISCUTIDÍSSIMAS. também pode passar de 1% para 0. expõe o que é o NTEP. PARTICIPE DO EVENTO E VOCÊ TERÁ A RESPOSTA!!! Quais as mudanças em valores que serão modificadas com essa mudança na lei? Quando a Perícia Médica do INSS declarar a existência do NTEP. que iniciará os neófitos na matéria. mas tricoteia em casa. o primeiro a ser publicado sobre o assunto no País. as empresas podem sofrer uma ação regressiva para a autarquia recuperar o que gastou com o segurado. E aí.pelo nexo epidemiológico. seu conceito. SEM EXAGERO. Quem não tem INFORMAÇÃO pode sofrer seriíssimas conseqüências e ter muitas dores de cabeça.

Embora a comunicação seja obrigatória por lei. em 11 meses de aplicação do Nexo Técnico. afirma o advogado 09:32 . muitas delas não informavam a ocorrência de acidentes e doenças ocupacionais ao Ministério da Previdência Social. diz Todeschini.55 por acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. arca com sérias conseqüências de variada ordem. o que comprova a ocorrência de subnotificação. possibilita que o perito médico do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) verifique se há correlação entre a doença apresentada pelo trabalhador e a atividade que ele exerce na empresa. no 18º Congresso Mundial de Seguridade e Saúde no Trabalho. Esses benefícios eram registrados como auxílio-doença previdenciário. o registro de acidentes e doenças ocupacionais dependia de comunicação da empresa. Tanto é que. da Saúde e do Trabalho e Emprego. Com a criação do NTEP. em Seul (Coréia). “Vai haver inversão do ônus da prova. vai trabalhar para aperfeiçoar a política de prevenção de doenças e acidentes do trabalho no Brasil. A aplicação do Nexo Técnico. e termina no dia 2 de julho. já que antes o segurado tinha que provar que adquiriu a doença no serviço. O NTEP. Segundo Martinez. A partir de 1º de setembro o INSS divulgará o Fator Acidentário Previdenciário. Em caso positivo. O evento começa neste domingo (29). permite ao governo ter dados mais próximos da realidade. . a Previdência Social constatou um grande número de subnotificação. Antes. e dos trabalhadores e empresários. De 1º de setembro a 31 de dezembro de 2008. enquanto para outras pode significar ameaça”. “O Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP) é o nosso instrumento de combate à subnotificação”. Remígio Todeschini. este momento é uma grande oportunidade de reduzir custos e melhorar. houve um crescimento de 134% no número de auxíliosdoença acidentários concedidos. fará. para algumas empresas. agora o INSS diz que foi ali que ele ficou doente. As empresas também têm de tomar cuidado na admissão para apurar se o trabalhador não está sendo contratado com incapacidade adquirida preteritamente”. Uma comissão tripartite. implantado em abril de 2007. FAP. Se a empresa não provar que não tem culpa. Portanto. fazendo a contraprova. as empresas poderão contestar esse valor do FAP. as mudanças precisam estar bem explicadas. uma ampla exposição sobre a ocorrência de acidentes de trabalho no Brasil e as medidas adotadas pelo governo para fortalecer a cultura da prevenção e de ambientes mais seguros para os trabalhadores.27/06/2008 SÁUDE E SEGURANÇA: Brasil apresenta na OIT iniciativas para combater acidentes Previdência destaca importância do NTEP contra a subnotificação Da Redação (Brasília) – O diretor do Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do Ministério da Previdência Social. “As empresas que afastam pouco e têm bons índices acabarão sendo beneficiadas. de cada empresa. Esse Fator deverá ser multiplicado pela atual alíquota do SAT para se saber qual a nova alíquota que a empresa deverá se submeter a partir de janeiro de 2009. o que é fundamental para a definição de políticas preventivas. integrada por representantes dos Ministérios da Previdência. o próprio perito enquadra o caso como doença do trabalho ou decorrente de acidente do trabalho. explica Todeschini. proposto pelo INSS.

a empresa que investir mais em prevenção terá uma alíquota menor. Já aquelas com maior incidência de doenças e acidentes de trabalho vão pagar mais. A média caiu para 500 mil. socializam o prejuízo e continuam estragando a saúde de outros trabalhadores.539 em março. de 15%. =================================================== Nova regra do INSS faz explodir afastamento por acidente São Paulo/SP . somando-se os acidentários e os previdenciários. no entanto. em relação a março.8% no mês de abril. . explicará. Esse tipo de afastamento dá ao empregado estabilidade de 12 meses e obriga a empresa a depositar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) do funcionário afastado. o perito não tem condições técnicas para avaliar se há correlação entre a doença e a atividade profissional. Com a entrada em vigor do NTEP. Todeschini ressalta que. O nexo é um estímulo para que as empresas melhorem os processos. "Muitos empresários evitam assumir os afastamentos por acidente de trabalho para evitar custos com FGTS e a estabilidade do empregado". Segundo eles. a partir de janeiro.7 bilhões aos cofres da Previdência Social. e pode ser reduzida significativamente com a adoção de medidas de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. "Eles se livram do trabalhador acidentado. em 2007. em abril. com alíquotas diferenciadas por empresa. na década de 70.são estabelecidas por setor. Remígio Todeschini. entrou em vigor o chamado NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico). secretário de Políticas de Previdência Social. dependendo do grau de risco de cada uma delas. contra 11. houve novo aumento. Além do drama para o trabalhador acidentado e sua família. Até então. sem consertar o que está errado.O número de afastamentos por acidentes de trabalho cresceu 147. afirma Helmut Schwarzer. o Brasil registrava uma média de 1. último mês em que foi feito o levantamento. Foram concedidos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em abril 28. que o Brasil colocará em prática. os acidentes de trabalho e as aposentadorias especiais decorrentes de trabalhos penosos e insalubres custaram. Atualmente. manteve-se estável. o perito pode determinar que a doença foi causada pela atividade do trabalhador.56 Em sua exposição.594 benefícios de auxílios-doença acidentários." Alguns advogados dizem que o NTEP será mais um atravancador não só do INSS como também da Justiça trabalhista. as alíquotas de contribuição ao seguro – de 1%. R$ 10. O aumento dos auxílios-doença acidentários aconteceu porque. 2% e 3% . Essa listagem permite aos médicos peritos do INSS estabelecer a correlação entre a doença do trabalhador e a atividade econômica da empresa. um novo sistema de cobrança do Seguro de Acidente de Trabalho (SAT).5 milhão de acidentes do trabalho por ano. cabia às empresas dizer que o afastamento tinha sido causado pelo trabalho. Com o novo mecanismo. também. O total de benefícios concedidos no período. Em maio.

lay-out. CLASSIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS RISCOS OCUPACIONAIS EM GRUPOS.0 – CONDIÇÕES AMBIENTAIS DE TRABALHO As condições ambientais de trabalho são as situações de trabalho existentes no ambiente. que quando encontrados acima dos limites de tolerância. "O médico perito olha o trabalhador e faz o diagnóstico a partir da listagem. até os recursos humanos disponíveis. Morello e Bradfield. do escritório Coelho. especializado em assuntos trabalhistas e previdenciários. Fonte: Folha de S.Paulo – 26/07/07 3. materiais. utensílios. podem causar danos à saúde das pessoas. ênfase maior deve ser dada aos agentes ambientais ou riscos ambientais. afirma Luiz Coelho.57 porque ele não conta com a infra-estrutura para realização de exames que determinam a causa do afastamento. 25. de 29 de dezembro de 1994. Sob o ponto de vista da Segurança e Saúde do Trabalho. (Tabela I do Anexo à Portaria No. sem fazer uma investigação mais profunda da causa da doença". DE ACORDO COM A SUA NATUREZA E A PADRONIZAÇÃO DAS CORES CORRESPONDENTES. que são os elementos ou substâncias presentes nos diversos ambientes humanos. que envolve desde a estrutura física. do Ministério do Trabalho e Emprego) GRUPO 1: VERDE Riscos Físicos Ruídos Vibrações GRUPO 2: VERMELHO Riscos Químicos Poeiras Fumos GRUPO 3: MARROM Riscos Biológicos Vírus Bactérias GRUPO 4: AMARELO Riscos GRUPO 5: AZUL Riscos de Ergonômicos Acidentes Esforço Físico Arranjo Físico Intenso Levantamento Inadequado e Máquinas Proteção de Ferramentas Inadequadas e e Transporte Manual Equipamentos sem Radiações Ionizantes Radiações Não Ionizantes Frio Gases Parasitas Neblinas Fungos Névoas de Peso Protozoários Exigência Postura Inadequada Defeituosas Controle Rígido de Iluminação Produtividade Imposição Inadequada de Eletricidade Ritmos Excessivos . máquinas e equipamentos.

Exigência de Postura Inadequada. c) Riscos Ergonômicos: Esforço Físico Intenso. praticamente junto com as Normas Regulamentadoras – NR. Compostos ou Produtos Químicos em geral Umidade Monotonia Jornadas Trabalho Prolongadas e Animais Repetitividade Peçonhentos Outras situações Outras situações causadoras psíquico de de riscos que stress físico e/ou poderão contribuir para a ocorrência de acidentes Os riscos de acidentes são conhecidos também como riscos mecânicos.0 . Armazenamento Inadequado. Controle Rígido de Produtividade. substâncias tais como cimento e cal.58 Calor Vapores Bacilos Trabalho em Probabilidade Incêndio Explosão de Armazenamento Inadequado de ou Turno e Noturno Pressões Anormais Substâncias. o SESMT é um setor existente em algumas . Ferramentas Inadequadas e Defeituosas. calor. vibrações. Na indústria da construção. b) Riscos Químicos: poeiras.ÓRGÃOS DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO NAS EMPRESAS (SESMT E CIPA) Criado na década de 70. Eletricidade. Levantamento e Transporte Manual de Peso. 4. d) Riscos de Acidentes: Arranjo Físico Inadequado. Imposição de Ritmos Excessivos. Máquinas e Equipamentos sem Proteção. Trabalho em Turno e Noturno. os principais agentes de riscos existentes no ambiente de trabalho são: a) Riscos Físicos: ruídos.

Acredita ele. dependendo do seu grau de risco e o número de empregados. É considerado um “divisor de águas” nas atividades destinadas à segurança e saúde do trabalho. pois muitas empresas que não tinham seu SESMT. Os profissionais que já trabalhavam em algumas empresas na área de segurança do trabalho passaram a ser reconhecidos oficialmente. que vai de 1 a 4. passaram a tê-lo. Assim é que a Norma Regulamentadora NR-4 está em fase de revisão. Enfermeiro do Trabalho e Auxiliar de Enfermagem do Trabalho desempenham um papel relevante na Prevenção dos Acidentes e Doenças do Trabalho. Alguns profissionais de segurança. o Ministério do Trabalho e Emprego publicou.SESMT para “Sistema Integrado de Prevenção de Riscos do Trabalho – SPRT”. os profissionais pertencentes aos SESMT: Médico do Trabalho. através da Portaria No. por exigência legal. organização do trabalho e programas de melhoria contínua. A sua obrigatoriedade nas empresas é função do número de empregados da empresa e do seu grau de risco. esquecendo a melhoria das condições de trabalho do ponto de vista produtivo. Os SESMT são normalizados através da Norma Regulamentadora NR-4. E. hoje.59 empresas. não concordam que o SESMT reduziu o número de acidentes. continuaria regulamentando sobre SESMT. Técnico de Segurança do Trabalho. Sérgio Latance Júnior. as alterações para consulta prévia. 10 de 06 de abril de 2000. como o Eng. No entanto. Engenheiro de Segurança do Trabalho. como conseqüência. E. conforme Quadro II constante na NR-4. ou seja. conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE. Existiriam agora três tipos de SESMT: . A primeira mudança seria no nome da NR-4 que passaria de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho . matéria prima. O grau de risco. consta do Quadro I da NR-4 e é função da atividade da empresa. diminuiu consideravelmente o número de acidentes do trabalho. que o SESMT tratou as normas de forma legalista.

Em 1987 foram constituídas mais 10 CIPA’s. A NR-5 já foi revista por seis vezes. No entanto. Sobral continuou com apenas uma empresa a possuir CIPA. A diferença. dependendo das situações • previstas na NR-4. A relação de classes a qual pertence cada empresa.MTE. Algumas empresas são obrigadas a formar esta comissão. voltando a serem constituídas somente em 1993. credenciadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego . a formação e o funcionamento da CIPA. dentre outras. dependendo da situação prevista na NR-4. sendo que a última foi em 1999. SESMT Externo – empresas que não sejam obrigadas um manter um SESMT próprio deveriam contratar uma entidade jurídica prestadora de serviços na área de segurança e saúde no trabalho. dependendo do número de funcionários e do grupamento de atividade econômica a qual pertence. . Até 1986. mas cujas atividades são exclusivamente voltadas para a segurança e saúde no trabalho. está descrito na NR – 5 (Norma Regulamentadora Nr. A Norma Regulamentadora NR-5 é quem normatiza a constituição. esta foi criada em 1944 e realiza papel importante até hoje. poderiam formar um SESMT multiempresa. uma empresa de cerâmica que fabrica tijolos e telhas. de acordo com a sua Classificação Nacional de Atividade Econômica. A primeira CIPA de Sobral foi constituída em 27 de março de 1978 na COSMAC. entre CIPA e SESMT é que a CIPA é composta por funcionários da empresa que realizam atividades diversas das atividades de segurança e saúde no trabalho e enquanto que os componentes do SESMT são também funcionários da empresa. Quanto à CIPA. embora outras empresas fossem obrigadas a tê-las. por falta de fiscalização e uma consciência prevencionista não as constituíam. 5).60 • SESMT Próprio – continua sendo contratação obrigatória de de determinadas empresas. dependendo do grau de risco e número de funcionários. • SESMT Coletivo – determinado grupo de empresas.

CIPA CONSTITUÍDAS POR ANO EM SOBRAL. a partir de 1978. houve um grande aumento nos CIPA’s. Sobral conta com 52 CIPA’s. Número de CIPA por ano 25 Nº de CIPA 20 15 10 5 0 1978 1 0 1979 0 1980 0 1981 0 1982 0 1983 0 1984 0 1985 0 1987 1986 10 2 1993 3 0 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 3 22 16 9 3 0 1988 0 1989 0 1990 0 1991 0 1992 Ano Em junho de 2000. a chefia do Setor de Inspeção do Trabalho da Sub – Delegacia do trabalho de Sobral. quando se intensificou a fiscalização. CIPA ANO No.61 Em 1997. CIPA 0 0 0 0 0 0 16 Gráfico 1 – No. O crescente número de CIPA’s em Sobral a partir de 1997 deve-se ao maior rigor na fiscalização e exigência do cumprimento da legislação. ANO No. em 1997. o Engenheiro Agrônomo Francisco José Ponte Albuquerque. fato este ocorrido quando assume. Vejamos a evolução: Tabela 1 – Número de CIPA constituídas em Sobral. . CIPA 1978 1 1979 0 1981 0 1982 0 1984 0 1985 0 1987 10 1988 0 1990 0 1991 0 1993 2 1994 3 1996 3 1997 22 1999 9 2000 3 FONTE: Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral ANO 1980 1983 1986 1989 1992 1995 1998 No. pois 17 foram desativadas por motivos técnicos de não obrigatoriedade da legislação.

exatamente quando do aumento da fiscalização que propiciou a criação das CIPA’s e SESMT’s em Sobral.: Os dados referente ao ano de 2000 se referem até junho/2000. Isto deve-se ao fato de que os acidentes/doenças passaram a ser registrados devido a uma maior rigor na fiscalização do cumprimento das normas de segurança e prevenção de acidentes. .62 Os SESMT’s das empresas de Sobral só vieram a ser cosntituídos a partir de 1997 quando foram criados 6 (seis) SESMT. cresceu a partir de 1997. mostrando que há um trabalho dos profissionais no sentido de reduzir esses números. Conforme levantamento feito junto à Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral. Mas a partir de 1998 está com tendência de queda. foram: Tabela 3 – Número de Acidentes Ocorridos em Sobral ANO 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 NºAC IDEN 139 144 101 130 162 105 207 286 183 56 TES FONTE: Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral Obs. Vejamos a evolução: Tabela 2 – Número de SESMT constituídos a partir de 1997 ANO 1997 1998 Nº de SESMT 6 2 FONTE: Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral 1999 7 2000 2 Em junho de 2000. pois 5 (cinco) foram desativados por motivos técnicos de não obrigatoriedade da legislação. Até então não havia nenhum SESMT. a partir de 1991. o número de acidentes ocorridos ano a ano. Sobral possui 12 SESMT. em Sobral. O número de acidentes do trabalho registrados em Sobral.

recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade. Como o EPC não depende da vontade do trabalhador para atender suas finalidades.SESMT. Nas empresas desobrigadas de constituir CIPA. eficientes e suficientes para a atenuação dos riscos e não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho. Trata-se de um evento anual realizado durante uma semana em que se reúnem todas as CIPA’s das empresas localizadas nos municípios sob a jurisdição da Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral. destinado a proteção contra riscos capazes de ameaçar a sua segurança e a sua saúde. a necessidade de prevenção dos acidentes e doenças no . de uso individual utilizado pelo trabalhador.CIPA nas empresas desobrigadas de manter o SESMT. Portanto. b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas. ou seja. o EPI será obrigatório somente se o EPC não atenuar os riscos completamente ou se oferecer proteção parcialmente. a preferência pela utilização deste é maior em relação à utilização do EPI. EPI adequado ao risco. Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho . recomendar o EPI adequado à proteção do trabalhador. propagandas em rádio. gincanas. Conforme dispõe a Norma Regulamentadora 6 . nas seguintes circunstâncias: a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho. ruas. já que colabora no processo aumentando a produtividade e minimizando os efeitos e perdas em função da melhoria no ambiente de trabalho. ou a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . em Sobral é criada a ACISPAT – Aliança das CIPA’s na Semana de Prevenção de Acidentes do Trabalho. Palestras. 5. O uso deste tipo de equipamento só deverá ser feito quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a atividade. e c) para atender a situações de emergência. etc são realizados com a intenção de divulgar e alertar as pessoas para trabalaho.EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) O Equipamento de Proteção Individual . quando as medidas de proteção coletiva não forem viáveis. Os equipamentos de proteção coletiva .NR-6. em perfeito estado de conservação e funcionamento.0 .EPI é todo dispositivo ou produto.EPC são dispositivos utilizados no ambiente de trabalho com o objetivo de proteger os trabalhadores dos riscos inerentes aos processos. a empresa é obrigada a fornecer aos empregados. gratuitamente. mediante orientação de profissional tecnicamente habilitado.63 A partir de 1993. cabe ao encarregado. panfletagem.

20% ou 40%. quando danificado ou extraviado. Neste caso. está acima dos limites de tolerância previstos na NR-15. será eliminado. • Proteção para o tronco: aventais. • responsabilizar-se pela guarda e conservação. podendo ser de 10%. • responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica. • orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado. capas e jaquetas. e • comunicar o MTE qualquer irregularidade observada. gorro e rede. • fornecer ao trabalhador somente o equipamento aprovado pelo órgão. • Proteção contra quedas: cintos de segurança e cinturões. de fabricação nacional ou importado. • Proteção de mãos e braços: luvas e mangotes. podem também proporcionam a redução de custos ao empregador. botas e botinas. e • cumprir as determinações do empregador sob o uso pessoal. • exigir seu uso. a empresa deveria pagar o adicional de insalubridade de acordo com o grau enquadrado. • Proteção da cabeça: capacetes. já que com a utilização adequada do equipamento. É o caso de empresas que desenvolvem atividades insalubres e que o nível de ruído. cabe ao empregador as seguintes obrigações: • adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade. OBRIGAÇÕES DO EMPREGADO O empregado também terá que observar as seguintes obrigações: • utilizar o EPI apensas para a finalidade a que se destina. • comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio ao uso. expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. O equipamento de proteção individual. o dano que o ruído poderia causar à audição do empregado. guarda e conservação. Com a utilização do EPI a empresa poderá eliminar ou neutralizar o nível do ruído.64 Os tipos de EPI´s utilizados podem variar dependendo do tipo de atividade ou de riscos que poderão ameaçar a segurança e a saúde do trabalhador e da parte do corpo que se pretende proteger. tais como: • Proteção auditiva: abafadores de ruídos ou protetores auriculares. • substituir imediatamente o EPI.CA. • Proteção de pernas e pés: sapatos. • Proteção para o cabelo: boné. • Proteção visual e facial: óculos e viseiras. capuz. PROTEÇÃO DO TRABALHADOR E REDUÇÃO DE CUSTOS AO EMPREGADOR Os Equipamentos de Proteção Individual além de essenciais à proteção do trabalhador. só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação . visando a manutenção de sua saúde física e proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho. • Proteção respiratória: máscaras e filtro. OBRIGAÇÕES DO EMPREGADOR Dentre as atribuições exigidas pela NR-6. A eliminação do ruído ou a neutralização em . por exemplo. nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho.

marca Barimassa. O exaustor é um exemplo de EPC. o trabalhador deve usar cinto de segurança do tipo pára-quedista. Em locais onde isso não for possível. 4 – Extintores de incêndio. O equipamento de proteção coletiva serve para neutralizar a ação dos agentes ambientais.0 . Sem CA. O ambiente de trabalho deve garantir a saúde e a segurança do trabalhador através de proteções coletivas. fabricante KONEX. Também faz parte da NR-18 as medidas de proteção coletivas contra quedas de materiais e ferramentas sobre o trabalhador.65 nível abaixo do limite de tolerância isenta a empresa do pagamento do adicional. 5 – Corrimãos 6 – Guarda-corpos 7 – Exaustores 8 – Ventiladores 9 – Detectores de gás óxido de etileno 10 – Lava-olhos e chuveiro de emergência (Central de Óxido de Etileno) 11 – Portas revestidas de chumbo. ABNT NBR IEC 61313/2004 (Tomografia).EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC) Os equipamentos de proteção coletivas (EPC) são aparelhos usados no saneamento do meio-ambiente. fabricante Osmed Produtos Radiológicos Ltda. guarda-corpo e outras) são obrigatórias e prioritárias. 6. protegendo contra danos à saúde e a integridade física dos trabalhadores. As medidas de proteção coletivas contra quedas de altura (como bandejas. evitando acidentes. 3 – Ar condicionado. além de evitar quaisquer possibilidades futuras de pagamento de indenização de danos morais ou materiais em função da falta de utilização do EPI.Vestimenta de segurança para proteção do tronco contra riscos de origem radioativa. Exemplos de EPC: 1 . tipo avental de chumbo. 2 – Paredes revestidas de argamassa baritada para proteção radiológica. 12 – Lavatório com torneira com acionamento com os braços (Centro Cirúrgico) 13 – Biombos revestidos com chumbo para proteção contra radiação .

: . proteção respiratória. 19 – Protetor da genitália contra riscos de origem radioativa. Ltda. sem CA.66 14 – Coletor de Material Perfurocortante Safe Pack. sabão. 21 – Capela de exaustão para manipulação de Quimioterápicos com cortina de ar. no art.ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES INSALUBRIDADE e PERICULOSIDADE A Insalubridade..0 litros. marca MAVIG. composto de: luvas de procedimento. sem CA. ref. fabricante N. (Radiologia). tamanho 100x60. 16 . 15 . 17 – Vestimenta de segurança para proteção do tronco contra riscos de origem radioativa. fabricante N. própria para descarte de material perfuro cortante. capacidade útil 10. 0. Martins Proteções Radiológicas. sem CA.Macacão de segurança para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra respingos de produtos químicos. avental impermeável. 25 – Sinalização de Segurança 26 – Coifa 27 – Fita de Demarcação 28 – Telas de Proteção 29 – Pisos Antiderrapantes 30 – Para – Raios 31 – Carrinho de transporte para material contaminado 32 – Pia para lavagem de mãos 33 – Cones de sinalização de obstáculos 7.Cadeiras ergonômicas. 0. 7º. fabricante N. capacidade total 13. marca MAVIG. marca MAVIG.0 litros. Martins Proteções Radiológicas. de Proteção Ind.5 mm/Pb. compressas absorventes. 18 – Protetor da tireóide contra riscos de origem radioativa. 20 – Capela de exaustão para Histologia – Laboratório de Anatomopatologia. fabricante Personal do Brasil Equip. (Radiologia). recipiente identificado para recolhimento de resíduos e descrição do procedimento. 22 – Dispositivos de Pipetagem tipo pêra de borracha 23 – Filtro para impedir passagem de óxido de etileno 24 – “Kit” para limpeza em caso de derramamento de quimioterápicos. tipo avental de chumbo. CRF 025. em papelão. 0.0 . a Periculosidade e a Penosidade estão previstas na Constituição Federal.5 mm/Pb. Martins Proteções Radiológicas. proteção ocular.5 mm/Pb. caixa tipo descartex. CA 4895 (Central de Óxido de Etileno). (Radiologia).

na forma da lei. 190 da CLT delega ao Ministério do Trabalho a aprovação das atividades e operações insalubres e a adoção de normas regulamentadoras. Em razão disso.. Porém a observância somente é obrigatória para empresas privadas ou públicas que possuam empregados regidos pela CLT (carteira assinada). INSALUBRIDADE Art.. o MTE emitiu a Norma Regulamentadora NR – 15: “Atividades e Operações Insalubres” Norma Regulamentadora NR – 15: “Atividades e Operações Insalubres” São consideradas atividades e operações insalubres as que se desenvolvem: Acima dos Limites de Tolerância: . além de outros que visem à melhoria de sua condição social: . na forma da lei. Não há lei regulamentando as atividades penosas. E os funcionários das empresas públicas que são regidos pelo Estatuto do Servidor Público. O Ministério do Trabalho e Emprego – MTE regulamentou as atividades insalubres e perigosas.” O Art. conforme NR-1 – Disposições Gerais. insalubres ou perigosas. até agora. através de Norma Regulamentadora . por sua natureza. acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos. 189 – CLT: “São consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que. como fica? Somente terão direito se houver lei específica. XXIII – adicional de remuneração para as atividades penosas. somente atividades insalubres e perigosas foram regulamentadas. condições e métodos de trabalho. exponham os empregados a agentes noviços à saúde.67 “São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. regulamentando.NR.” No entanto.

..... 2 – Ruído de Impacto Anexo No..................................20% Anexo No. 9 – Frio................ 7 – Radiações não ionizantes (microondas.......... 8 – Vibrações............40% Anexo No..10%........ 13 – Agentes Químicos.. 8 – Vibrações................ 3 – Calor...................... 7 – Radiações não ionizantes.....10% .........270 / 91) – incide sobre o vencimento do cargo efetivo..................20% Anexo No........ ultravioletas e laser) Anexo No...... 12 da Lei No......................... 8 – Vibrações Anexo No..................................20% Anexo No........... 10 – Umidade.......20% Anexo No.......... 11 – Agentes Químicos Anexo No.. 14 – Agentes Biológicos..........68 Anexo No.20% e 40% ADICIONAIS DE INSABLUBRIDADE Servidor Público Federal (Ver art.... 13 – Agentes Químicos Anexo No.................... Anexo No................... 10 – Umidade Obs..........................10%.10% Anexo No.............. 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente........................... constantes no Anexo No...10% Anexo No............................ 3 – Calor..... ADICIONAIS DE INSABLUBRIDADE Empregados – CLT (Ver NR-15) ......... 2 – Ruído de Impacto.............................20% Anexo No....... 5 – Radiações Ionizantes Anexo No.. 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente Anexo No.......................................... 12 – Poeiras Minerais Nas atividades mencionadas no Anexo No......... 9 – Frio (só câmaras frigoríficas ou similares) Anexo No.......: Anexo No... 20% e 40% Anexo No........... 2 – Ruído de Impacto.................................... 7 – Radiações não ionizantes............... 6 – Trabalho sob condições hiperbáricas................................................... 11 – Agentes Químicos....................40% Anexo No............. 20% e 40% Anexo No................ 6 – Trabalho sob condições hiperbáricas. 8......................... 5 – Radiações Ionizantes.......... 4 – Iluminação foi revogado........ 14 – Agentes Biológicos Comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho........................10% Anexo No.................................. 6 – Trabalho sob condições hiperbáricas Anexo No........40% Anexo No.......................20% Anexo No........................20% Anexo No........incide sobre um salário mínimo Anexo No......20% Anexo No..... 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente........ 5 – Radiações Ionizantes..20% Anexo No................ 12 – Poeiras Minerais.10% Anexo No............. 3 – Calor Anexo No......

.................. SUBSEÇÃO IV Dos Adicionais de \insalubridade Periculosidade ou Penosidade Art.........5%.... 13 – Agentes Químicos... 9 – Frio... Art........20% Anexo No. Diz que os adicionais de insalubridade e periculosidade são devidos nos termos.. PERICULOSIDADE ................. existe a Lei No........... No caso do Município de Sobral. 697 de 30 de junho de 2006..10% Anexo No.. regulamentando...5%.... 74 – Na concessão dos adicionais de penosidade.... 10 – Umidade........ 72 ....................................................... 12 – Poeiras Minerais................. porém incidentes sobre o vencimento básico do servidor..... A legislação municipal que regulamenta as situações específicas é a Lei No...69 Anexo No..... 697 / 2006 diz que os servidores terão direito aos adicionais de insalubridade e periculosidade nas mesmas condições dos trabalhadores em geral. . Em resumo: a Lei Municipal No........ e incidirão sobre o vencimento básico do servidor............. insalubridade e periculosidade serão observadas as situações específicas na legislação municipal. 038/92 ( Regime Jurídico Único para Servidores do Município de Sobral): ............................10% Anexo No. 14 – Agentes Biológicos.....Os funcionários que trabalham com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com riscos de vida fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo....... condições e limites fixados nas normas legais e regulamentares pertinentes aos trabalhadores em geral... 10% e 20% Anexo No...........10% e 20% ADICIONAIS DE INSABLUBRIDADE Servidor Público Estadual e Municipal – depende da existência de lei específica de cada Estado e de cada Município............. 11 – Agentes Químicos........................ 10% e 20% Anexo No. .....

Observação Importante: Exclusivamente para Operadores de Raios X. Publicada no DOU de 07/04/2003 Art.. assegura ao empregado o adicional de periculosidade de que trata o § 1º do art.. incidindo sobre esses vencimentos 40% de risco de vida e insalubridade. de 4 de abril de 2003. aquelas que.se refere o artigo 1º. Adicional de Periculosidade = 30% incidente sobre o salário... de 29.369/85.) Radiação Ionizante – No. regulamentada pelo Decreto No..) Art. 193 -. 93. o Anexo No.CNEN. Para atividades envolvendo eletricidade = 30% sobre o salário que perceber. na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho. PORTARIA Nº 518. sem os acréscimos resultantes de gratificações. § 1º ... prêmios ou participações nos lucros da empresa. por sua natureza ou métodos de trabalho. o "Quadro de Atividades e Operações Perigosas".. Então.. 5 da NR – 15 ficou sem uso para o caso de atividades e operações com Raios X. Art.394. 3ª... impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado.. sem os acréscimos resultantes de gratificações. 193 da Consolidação das Leis do Trabalho Art. VOLTANDO À INSALUBRIDADE NR -15 – Anexo No.1985. 193 – CLT: “São consideradas atividades ou operações perigosas. 1 – Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente . 7. 2ª... aprovado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear . ADICIONAL DE PERICULOSIDADE Para atividades que envolvem Explosivos e Inflamáveis e Radiações Ionizantes = 30% incidente sobre o salário. 1º Adotar . a Lei 7. diz que o salário mínimo dos profissionais será de 2 (dois) salários mínimos. 2º O trabalho.70 A legislação brasileira confere o direito ao adicional de periculosidade nas seguintes situações: 1ª.) Energia Elétrica – Lei No..412/86.O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações... radiações ionizantes ou substâncias radioativas. prêmios ou participação nos lucros da empresa.” NR – 16 : “Atividades e Operações Perigosas” regulamenta as atividades envolvendo inflamáveis e explosivos.10. prêmios ou participação nos lucros da empresa.

de tal forma que se a DOSE > 1 (um).71 Ruído contínuo ou intermitente – é que não é de impacto. . Calcule a dose. Nível de Ruído dB(A) (Nível de Pressão Sonora) 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 98 100 102 104 105 106 108 110 112 114 115 Máxima Exposição Diária Permissível (Limite de Tolerância) 8 horas 7 horas 6 horas 5 horas 4 horas e 30 minutos 4 horas 3 horas e 30 minutos 3 horas 2 horas e 40 minutos 2 horas e 15 minutos 2 horas 1 hora e 45 minutos 1 hora e 15 minutos 1 hora 45 minutos 35 minutos 30 minutos 25 minutos 20 minutos 15 minutos 10 minutos 8 minutos 7 minutos Se na jornada ocorrerem dois ou mais períodos de exposição a níveis diferentes.+ ----------. diga se está acima do Limite de Tolerância e se tem direito ao Adicional de Insalubridade. se não houver proteção.+ ----------T1 T2 T3 Tn C = tempo total em que o trabalhador fica exposto a um nível de pressão específico T = máxima exposição diária permissível (Limite de Tolerância) a este nível específico Exemplo 1: Um trabalhador ficou exposto a 85 dB(A) durante 5 horas e a 90 dB(A) durante 3 horas. a exposição estará acima do Limite de Tolerância C1 C2 C3 Cn DOSE = ----------. deve ser considerado o efeito combinado.+ -----------.

7 tbn + 0.15 + 0 = 0. Concluímos.+ ----------.= 0. a 86 dB(A) durante 1 hora e a 80 dB(A) durante 3 horas. sem não houver proteção.+ ----------.3 tg Ambientes externos com carga solar IBUTG = 0. acima do Limite de Tolerância.625 + 0. Exemplo 2: Um trabalhador ficou exposto a 85 dB(A) durante 4 horas.5 + 0. então. embora que. 65 8 7 infinito Portanto. individualmente. em cada nível de pressão sonora esteja dentro da máxima exposição diária permissível.1 tbs + 0. a intervalos superiores a 1 (um) segundo. abaixo do Limite de Tolerância.+ ----------.= 0.375 8 4 Portanto. que o instrumento correto para medir ruído é o dosímetro e não o decibelímetro. A exposição ao calor deve ser avaliada através do "Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo" – (IBUTG) definido pelas equações que se seguem: Ambientes internos ou externos sem carga solar IBUTG = 0.75 = 1. Calcule a dose.7 tbn + 0. 3 – Limites de Tolerância para Exposição ao Calor 1.2 tg Onde: tbn = temperatura de bulbo úmido natural tg = temperatura de globo . NR -15 – Anexo No. Solução: 4 1 3 DOSE = ----------.72 Solução: 5 3 DOSE = ----------. Não tem direito ao Adicional de Insalubridade. Tem direito ao Adicional de Insalubridade. 2 – Limites de Tolerância para Ruído de Impacto Ruído de Impacto é aquele que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a 1 (um) segundo. diga se está acima do Limite de Tolerância e se tem direito ao Adicional de Insalubridade. Limite de Tolerância = 130 dB (LINEAR) ou 120 dB (C) NR -15 – Anexo No.

Moderada ou Pesada) é feita consultandose o Quadro 3 da Norma Regulamentadora NR-15.0 . à altura da região do corpo mais atingida.1 a 29. ambiente termicamente mais ameno.73 tbs = temperatura de bulbo seco 2.6 30.0 a 30.4 31. 3.8 a 28. Limites de Tolerância para exposição ao calor.5 a 31. Os limites de tolerância são dados segundo o Quadro No.7 a 30 minutos trabalho 30 minutos descanso 31. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais.1 Acima de 31.7 26.5 a 15 minutos trabalho 45 minutos descanso 32. 3.0 30.2 2. As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador. 3.0 28.0 25. Para os fins deste item. 2 M (kcal/h) 175 200 Máximo IBUTG (oC) 30. anexo No. 1. 1 Regime de Trabalho Intermitente com Descanso no Próprio Local de Trabalho (por hora) Trabalho contínuo TIPO DE ATIVIDADE Leve Moderada até 26. 2 Quadro No.1 a 25. considera-se como local de descanso.9 28.0 Acima de 30 até 30. em regime de trabalho intermitente com período de descanso em outro local (local de descanso) 1. A determinação do tipo de atividade (Leve. termômetro de globo e termômetro de mercúrio comum.2 Não é permitido o trabalho sem a adoção de medidas Acima de adequadas de controle 32.9 26. Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são: termômetro de bulbo úmido natural.4 29.5 30. com o trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve.0 a 27. 2.1 Pesada até 25. em regime de trabalho intermitente com períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço. o regime de trabalho intermitente será definido no QUADRO 1 Quadro No.1 a 45 minutos trabalho 15 minutos descanso 30. Limites de Tolerância para exposição ao calor. Em função do índice obtido.

em minutos. _____ IBUTG é o valor IBUTG médio ponderado para uma hora. em que se permanece no local de descanso. As taxas de metabolismo Mt e Md serão obtidas consultando-se o Quadro n º 3.soma dos tempos. Os tempos Tt e Td devem ser tomados no período mais desfavorável do ciclo de trabalho. 4. Quadro No. determinado pela seguinte fórmula: IBUTG = IBUTGt x Tt + IBUTGd xTd —————————— 60 Sendo: IBUTGt = valor do IBUTG no local de trabalho. 3. sendo Tt + Td = 60 minutos corridos.taxa de metabolismo no local de trabalho. em minutos. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais. em que se permanece no local de trabalho. 3 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE TIPO DE ATIVIDADE SENTADO EM REPOUSO TRABALHO LEVE Kcal/h 100 .5 25.soma dos tempos.5 26.taxa de metabolismo no local de descanso.0 25. Td . determinada pela seguinte fórmula: Mt x Tt + Md x Td M = ————————— 60 Sendo: Mt . Tt e Td = como anteriormente definidos. Md . Tt .5 26.0 Onde: M é a taxa de metabolismo média ponderada para uma hora.74 250 300 350 400 450 500 28. IBUTGd = valor do IBUTG no local de descanso.5 27.

onde o trabalhador é obrigado a suportar pressões maiores que a atmosférica. De pé. Sentado. em máquina ou bancada. ambiente externo com carga solar. trabalho leve. ultravioletas e laser. 6 – Trabalhos sob Condições Hiperbáricas Trabalhos sob ar comprimido.7 x 26.1 oC e tg = 29.2 x 29. Os Limites de Tolerância são os especificados na Norma CNEN-NE-3.: datilografia).: dirigir). movimentos vigorosos com braços e pernas. em máquina ou bancada. Exemplos de atividades: .: remoção com pá). em máquina ou bancada. tem direito ao Adicional de Insalubridade. trabalho leve.75 Sentado. retirando elétron. TRABALHO PESADO Trabalho intermitente de levantar. Exemplo2: para o mesmo caso acima. atividade moderada) = até 26. tbs = 31. 5 – Limites de Tolerância para Radiações Ionizantes Transforma átomo em íon.2 + 0.43 oC Limite de Tolerância (trabalho contínuo.2 oC.9 oC. Para uma atividade com regime de trabalho contínuo. Trabalho fatigante. empurrar ou arrastar pesos (ex. principalmente com os braços. Os danos ao DNA são os mais importantes e podem levar ao mal funcionamento ou morte da célula. neste caso. Em movimento. trabalho moderado. trabalho moderado de levantar ou empurrar. Trabalhos submersos. trabalho moderado de levantar. Solução: IBUTG = 0. NR -15 – Anexo No.3 x 29.1 + 0.01: “Diretrizes Básicas de Radioproteção” da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN NR -15 – Anexo No. com alguma movimentação. 4 – Limites de Tolerância para Iluminação (Revogado) NR -15 – Anexo No.9 = 27. atividade moderada) = até 26. NR -15 – Anexo No. O órgão que se deve ter mais cuidado. tem direito ao Adicional de Insalubridade. Solução: IBUTG = 0. é o cristalino do olho humano. 125 150 150 180 175 220 300 440 550 Exemplo1: se as medições realizadas foram tbn = 26. movimentos com braços e pernas (ex.2 + 0.31 oC Limite de Tolerância (trabalho contínuo.7 oC Conclusão: acima do Limite de Tolerância. atividade em movimento.1 x 31.9 = 27. porém ambiente externo sem carga solar. De pé. De pé.7 x 26. 7 – Radiações Não Ionizantes Para efeito desta norma são radiações não ionizantes: microondas. movimentos com braços e tronco (ex. com alguma movimentação.proveniente do calor radiante de usinas siderúrgicas . Somente vai aquecer.7 oC Conclusão: acima do Limite de Tolerância. TRABALHO MODERADO Sentado.

sem a proteção adequada. Chumbo. Operações Diversas. mas não é considerado insalubre. serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho. NR -15 – Anexo No. NR -15 – Anexo No. a caracterização de insalubridade ocorrerá quando forem ultrapassados os limites de tolerância constantes do Quadro no 1 deste Anexo. NR -15 – Anexo No.antenas. NR -15 – Anexo No. . Fósforo. . 10 – Umidade As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados. Substâncias Cancerígenas. MANGANÊS e SÍLICA LIVRE CRISTALIZADA. 14 – Agentes Biológicas Relação das atividades que envolvem agentes biológicos. 8 – Vibrações È a energia mecânica que não se dissipa em forma de ruído. que exponham os trabalhadores ao frio. NR -15 – Anexo No. Silicatos. Mercúrio. 12 – Limites de Tolerância para Poeiras Minerais ASBESTO.: Campo eletromagnético é não ionizante. NR -15 – Anexo No. Obs. 13 – Agentes Químicos Arsênico. VHF = Very High Frequency. 11 – Agentes Químicos cuja Insalubridade é caracterizada por Limite de Tolerância e Inspeção no Local de Trabalho. UHF = Ultra High Frequency (microondas).bico do avião. Insalubridade de grau máximo . com umidade excessiva. Nas atividades ou operações nas quais os trabalhadores ficam expostos a agentes químicos. Hidrocarbonetos e outros Compostos de Carbono.operação com solda com arco aberto (ultravioleta). Deve-se ficar atrás da antena. pois possui radar. NR -15 – Anexo No. ou em locais que apresentem condições similares. Limites de Tolerância da Organização Internacional para a Normalização – ISSO em suas normas ISO2631 e ISSO/DIS 5349. capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores. Cromo.76 . cuja insalubridade é caracterizada pela avaliação qualitativa. 9 – Frio As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas. serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho. Benzeno. Carvão Mineral.

hospitais. . enfermarias.contato em laboratórios. vísceras. . ossos.048 / 99 têm direito à aposentadoria especial. couros.resíduos de animais deteriorados.estábulos e cavalariças.esgotos (galerias e tanques). . bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes. .lixo urbano (coleta e industrialização). postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes. .gabinetes de autópsias. 20 ou 25 anos de contribuição. brucelose. de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se somente ao pessoal técnico). . não previamente esterilizados). glândulas. . .pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas. em contato permanente com: . APOSENTADORIA ESPECIAL Aposentadoria Especial é um tipo de aposentadoria.hospitais.laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-se tão-só ao pessoal técnico). postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao pessoal que tenha contato com tais animais).77 Trabalho ou operações. Insalubridade de grau médio Trabalhos e operações em contato permanente com pacientes. tuberculose).carnes. sangue. Acreditam que o fato de estarem recebendo adicional de insalubridade ou mesmo de periculosidade lhes garante o direito à aposentadoria especial. Atualmente somente as atividades relacionadas no Anexo IV do Decreto 3. pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas (carbunculose. bem como objetos de seu uso. não previamente esterilizados. ambulatórios. Insalubridade e Periculosidade estão inseridos dentro do ramo do Direito Trabalhista. benefício da Previdência Social que têm direito alguns trabalhadores a se aposentarem com 15.cemitérios (exumação de corpos). Muitas pessoas confundem insalubridade com aposentadoria especial. . . vacinas e outros produtos. em: . . com animais destinados ao preparo de soro. ambulatórios. animais ou com material infectocontagiante. serviços de emergência.

Haverá permanente controle da atividade de servidores em operações ou locais considerados penosos. mas não têm direito à aposentadoria especial: . Na concessão dos adicionais de atividades penosas.º 8.º 8. enquanto durar a gestação e a lactação. corrige e reestrutura tabelas de vencimentos. . das autarquias e das fundações públicas federais perceberão adicionais de insalubridade e de periculosidade.270. exercendo suas atividades em local salubre e em serviço não penoso e não perigoso. A servidora gestante ou lactante será afastada. § 2o O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão. fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo. radioativas ou com risco de vida. Parágrafo único. Art. Os servidores que trabalhem com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas. Periculosidade ou Atividades Penosas Art. 69.1 . § 1o O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar por um deles. nos seguintes artigos: Subseção IV Dos Adicionais de Insalubridade. serão observadas as situações estabelecidas em legislação específica. 70.112. diz no seguinte artigo: Art. Os servidores civis da União. 7. das operações e locais previstos neste artigo. nos termos das normas legais e . Art. insalubres ou perigosos. 68. Atividades e operações que têm direito ao Adicional de Insalubridade. e dá outras providências. 12.78 Enquanto Aposentadoria Especial está inserido dentro do ramo do Direito Previdenciário. de 11 de dezembro de 1990 – Estatuto dos Servidores Públicos Federais.atividades e operações com umidade.atividades e operações com radiações não ionizantes.INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE A) PARA SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL Lei Federal N. de 17 de dezembro de 1991 que dispõe sobre reajuste da remuneração dos servidores públicos. de insalubridade e de periculosidade. Lei Federal N.atividades e operações em câmaras frigoríficas ou similares (frio) .

por exemplo. respectivamente. os funcionários tinham direito ao adicional. de 30 de junho de 2006. Os funcionários do SAAE. de 15 de dezembro de 1992. 74 diz que “na concessão dos adicionais de penosidade. § 2° A gratificação por trabalhos com Raios X ou substâncias radioativas será calculada com base no percentual de dez por cento. II . § 1° O adicional de irradiação ionizante será concedido nos percentuais de cinco. no de periculosidade. serão mantidos a título de vantagem pessoal. Lei Municipal nº 038/92.” Portanto. nominalmente identificada. B) PARA SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL Para cada categoria existe um decreto diferente. superiores aos aqui estabelecidos. ● Lei Municipal Nº 697. 72.79 regulamentares pertinentes aos trabalhadores em geral e calculados com base nos seguintes percentuais: I . por tratar-se de servidores públicos municipais. § 5° Os valores referentes a adicionais ou gratificações percebidos sob os mesmos fundamentos deste artigo. até então. § 3° Os percentuais fixados neste artigo incidem sobre o vencimento do cargo efetivo. dez e vinte por cento.” No art.dez por cento. aplicando-se a esses valores os mesmos percentuais de revisão ou antecipação de vencimentos. que veio com a Lei nº 697 . no caso de insalubridade nos graus mínimo. conforme Art. de 15 de dezembro de 1992 – Regime Jurídico Único para Servidores do Município de Sobral. Em seu art. com percentuais diferentes. nominalmente identificada. e sujeita aos mesmos percentuais de revisão ou antecipação dos vencimentos. são regidos pelo Regime Jurídico Único para Servidores do Município de Sobral. dez e vinte por cento. § 4° O adicional de periculosidade percebido pelo exercício de atividades nucleares é mantido a título de vantagem pessoal. 74.cinco. C) PARA SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL DE SOBRAL Cada município deverá possuir sua legislação própria. conforme se dispuser em regulamento. insalubridade e periculosidade serão observadas as situações específicas na legislação municipal. No caso de Sobral: ● Lei Municipal Nº 038/92. 72 diz que “os funcionários que trabalham com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com riscos de vida fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo. porém faltava a regulamentação do Art. médio e máximo. para os servidores que permaneçam expostos à situação de trabalho que tenha dado origem à referida vantagem.

80 de 30 de junho de 2006 que em seu Art. 1º diz que “os adicionais de insalubridade e de periculosidade, de que trata o art. 72 do Regime Jurídico Único do Município de Sobral (Lei nº 38 de 15 de dezembro de 1992), são devidos aos servidores do Serviço Autônomo de Água e Esgoto – SAAE, que vieram a trabalhar, com habitualidade, em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com risco de vida, nos termos, condições e limites fixados nas normas gerias e regulamentares pertinentes aos trabalhadores em geral, e incidirão sobre o vencimento básico do servidor.” O adicional de insalubridade será devido ao servidor que trabalhar, com habitualidade, em local insalubre ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com risco de vida, da mesma forma pertinente aos trabalhadores em geral. O percentual correspondente ao adicional de insalubridade incidirá, de acordo com a Lei Municipal nº 697, de 30 de junho de 2006, sobre o vencimento básico do servidor e não sobre o salário mínimo da região. D) PARA EMPREGADOS REGIDOS PELA CLT Conforme a classificação do Ministério do Trabalho e Emprego, constante no Anexo à Portaria No. 25, de 29 de dezembro de 1994, os riscos ocupacionais, estão classificados em riscos: físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. Porém, vale lembrar, que nem todo risco ocupacional gera adicional de insalubridade e/ou periculosidade. Os trabalhadores em geral são aqueles regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. Por isso, as atividades e operações insalubres serão aquelas elencadas na Norma Regulamentadora NR-15 (Atividades e Operações Insalubres), do Ministério do Trabalho e Emprego, de conformidade com o art. 7º, inciso XXII da Constituição Federal de 1998, com os artigos 193 a 197 da Consolidação das Leis do Trabalho-CLT, com a Lei N.º 6.514 de 22/12/1997 do Ministério do Trabalho e com a Portaria N.º 3.214 de 08/06/1978 do Ministério do Trabalho.

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A CLT define atividades e operações insalubres nos seguintes artigos: Art. 189: “Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos.” Art. 190: “O Ministério do Trabalho aprovará o quadro das atividades e operações insalubres e adotará normas sobre os critérios de caracterização da insalubridade, os limites de tolerância aos agentes agressores, meios de proteção e o tempo máximo de exposição do empregado a esses agentes.” O Ministério do Trabalho e Emprego publicou a Norma

Regulamentadora NR-15 (Atividades e Operações Insalubres), constante da Portaria No. 3.214, de 08 de junho de 1978, que regulamenta a Lei N o. 6.514, de 22 de dezembro de 1977, em que classifica os riscos ocupacionais que podem gerar a concessão do adicional de insalubridade, a saber: a) riscos físicos:
- ruído contínuo ou intermitente superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro constante do Anexo 1 da NR-15 e no item 6 do mesmo Anexo; - ruído de impacto superiores aos limites de tolerância fixados nos itens 2 e 3 do Anexo 2 da NR-15; - exposição ao calor com valores de IBUTG, superiores aos limites de tolerância fixados nos Quadros 1 e 2 do Anexo 3 da NR-15; - radiações ionizantes com radioatividade superior aos limites de tolerância fixados no Anexo 5 da NR-15. - condições hiperbáricas, conforme Anexo 6 da NR-15; - radiações não-ionizantes consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 7 da NR-15; - vibrações consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 8 da NR-15; - frio considerado insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 9 da NR-15;

82
- umidade considerada insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 10 da NR-15;

b) riscos químicos:
- agentes químicos cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro 1 do Anexo 11 da NR-15; - poeiras minerais cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados no Anexo 12 da NR-15; - atividades ou operações, envolvendo agentes químicos, consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada constante no local de trabalho, constantes no Anexo 13 da NR-15;

c) riscos biológicos:
- agentes biológicos, conforme Anexo 14 da NR-15.

Riscos ergonômicos e de acidentes não são considerados insalubres, segundo a legislação, para efeito de concessão do adicional de insalubridade.
ADICIONAL DE INSALUBRIDADE

No item 15.2 e subitens 15.2.1; 15.2.2 e 15.2.3 da NR-15, diz que percepção do adicional de insalubridade será de: 40% (quarenta por cento) para insalubridade grau máximo; 20% (vinte por cento) para insalubridade de grau médio; 10% (dez por cento) para insalubridade grau mínimo, incidentes sobre o valor de um salário mínimo.

Anexo 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Atividades ou operações que exponham o trabalhador Níveis de ruído contínuo ou intermitente superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro constante do Anexo 1 e no item 6 do mesmo Anexo. Níveis de ruído de impacto superiores aos limites de tolerância fixados nos itens 2 e 3 do Anexo 2. Exposição ao calor com valores de IBUTG, superiores aos limites de tolerância fixados nos Quadros 1 e 2. Níveis de iluminamento inferiores aos mínimos fixados no Quadro 1. (Revogado) Níveis de radiações ionizantes com radioatividade superior aos limites de tolerância fixados neste Anexo. Ar comprimido. Radiações não-ionizantes consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. Vibrações consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. Frio considerado insalubre em decorrência de inspeção realizada no

Percentual 20% 20% 20% 20% 40% 40% 20% 20% 20%

Umidade considerada insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. envolvendo agentes químicos. em sessão do Tribunal Pleno.83 local de trabalho. Agentes químicos cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro 1. assim. o TST adotou. inconstitucional o artigo nº 192 da CLT. realizada na semana passada. o Pleno do TST cancelou a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 2 da SDI-1 e alterou a Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1 para adequá-la à nova redação da Súmula nº 228. Aprovada na última sessão do Tribunal Pleno. Agentes biológicos. por analogia. a partir de agora. prevista na Súmula nº 191. A partir de 9 de maio de 2008. o .O Tribunal Superior do Trabalho decidiu na quinta-feira. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. Com a modificação. 20% e 40% 20% e 40% TST fixa novo critério para o adicional de insalubridade Brasília/DF . dar nova redação à Súmula nº 228 para definir como base de cálculo para o adicional de insalubridade o salário básico. convenção coletiva ou sentença normativa. será publicada no Diário da Justiça amanhã (04). que trata da base de cálculo do adicional de insalubridade. da Súmula Vinculante nº 4. assim. consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. a base de cálculo assentada pela jurisprudência do tribunal para o adicional de periculosidade. 20% e 40% 40% 10%. em 9 de maio. Atividades ou operações. 10 11 12 13 14 20% 10%. a não ser para categorias que. a redação da Súmula nº 228 passa a ser a seguinte: SÚMULA 228. Poeiras minerais cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados neste Anexo. BASE DE CALCULO. a partir da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. A alteração tornou-se necessária porque a Súmula Vinculante nº 4 do STF veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. tivesse salário profissional ou piso normativo. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. 26. inconstitucional o artigo nº 192 da CLT. A redação anterior da Súmula nº 228 do TST adotava o salário mínimo como base de cálculo. a alteração foi motivada pela edição. que veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. por força de lei. pelo Supremo Tribunal Federal. Na mesma sessão. Por maioria de votos. ============================================================ Súmula 228: nova redação será publicada amanhã (04) A nova redação da Súmula nº 228 do Tribunal Superior do Trabalho.

A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade. prevista na Súmula nº 191. por força de lei. o TST adotou. HORA EXTRA.Novos cálculos para o adicional. Fonte: TST ============================================== ======= Insalubridade . Por maioria de votos. 08/07/08 TST fixa novo critério para adicional de insalubridade O Tribunal Superior do Trabalho decidiu ontem (26). em sessão do Tribunal Pleno. inconstitucional o artigo nº 192 da CLT. salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo. a não ser para categorias que. a base de cálculo assentada pela jurisprudência do Tribunal para o adicional de periculosidade. convenção coletiva ou sentença normativa. a partir da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. nos seguintes termos: 47. ================================================== ======== Insalubridade . A redação anterior da Súmula nº 228 adotava o salário mínimo como base de cálculo. por analogia.84 adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico.Justiça define cálculos . assim. o Pleno do TST cancelou a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 2 da SDI-1 e alterou a Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1 para adequá-la à nova redação da Súmula nº 228. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO. tivesse salário profissional ou piso normativo. dar nova redação à Súmula nº 228 para definir como base de cálculo para o adicional de insalubridade o salário básico. em 9 de maio. A resolução entra em vigor na data de sua publicação Fonte: Assessoria de Comunicação Social Tribunal Superior do Trabalho. A alteração tornou-se necessária porque a Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. A mesma resolução que altera a Súmula nº 228 ainda cancela a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 02 da Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) e confere nova redação à Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1. Na mesma sessão.

Cerca de 20% desses profissionais recebem o adicional de insalubridade e terão aumento no contra-cheque. decidiu o STF. os trabalhadores vinham recebendo. isso ainda não é uma realidade". em média. o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o adicional de insalubridade deve ser calculado sobre o salário básico. salvo se houver critério mais vantajoso fixado por meio de convenção coletiva. Carlos Cavalcante Lacerda. "A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade". sobre pagamento de adicional de insalubridade. Pelos seus cálculos. A decisão retroage ao dia 9 de maio de 2008. A decisão consta na Súmula 228 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) publicada no Diário da Justiça de hoje (4). A maioria dos metalúrgicos que recebem insalubridade são os que trabalham em fornos e auto-fornos. o adicional agora será de R$ 400. do Tribunal Superior do Trabalho (TST). pedindo a mudança no cálculo do adicional de insalubridade. A decisão agradou uma das categorias mais atingidas pelas condições de trabalho insalubres: os metalúrgicos. Na última sessão do Tribunal Pleno. Além disso. entidade que no início deste ano entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto. o adicional de insalubridade passa a fazer parte da base de cálculo da hora extra. Lacerda informou que a média salarial da categoria é de R$ 2 mil. o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). A Súmula do TST permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade. concedeu liminar pedida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e suspendeu a aplicação de parte da Súmula 228. ministro Gilmar Mendes.O salário mínimo não pode mais servir de base para o cálculo do adicional de insalubridade. . "O ideal para nós seria que nenhum trabalhador precisasse receber o adicional de insalubridade. Mendes suspendeu a parte do dispositivo que permite a utilização do salário básico no cálculo do adicional. R$ 80 pelo adicional de insalubridade. considerou o secretário da CNTM.85 09/07/08 Justiça determina que insalubridade seja calculada sobre salário contratual Brasília . salvo critério mais vantajoso fixado em acordos coletivos. De acordo com o secretário de Assuntos Parlamentares da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM). Fonte: Agência Brasil Insalubridade .STF suspende súmula do TST sobre pagamento 20/07/08 Liminar suspende Súmula do TST sobre pagamento de insalubridade Na última terça-feira (15).

editada pelo STF no início do ano. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. em maio deste ano. ministro Rider Nogueira de Brito. concedeu a liminar pedida pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e suspendeu a parte do dispositivo que permite a utilização do salário básico no cálculo do adicional. fica suspensa a aplicação da Súmula 228 até que o STF julgue o mérito da questão. assim. salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo. porquanto permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa". ministro Gilmar Mendes. "a nova redação estabelecida para a Súmula 228/TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante nº 4. segundo informa o TST. Histórico O dispositivo foi publicado no dia 4 de julho e permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade. ministro Gilmar Mendes. a partir da vigência da Súmula Vinculante nº 4. exceto quando houver critério mais vantajoso fixado por meio de convenção coletiva. O enunciado também impede a substituição da base de cálculo (do salário mínimo) por meio de decisão judicial. o presidente do STF.86 A CNI alegou que a súmula do TST afronta a Súmula nº 4. a argumentação "afigura-se plausível". que não permite a utilização de salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. A confederação contesta o dispositivo em uma Reclamação (RCL 6266). o adicional de insalubridade poderia ser calculado sobre o salário básico. Base de Cálculo. As informações foram solicitadas pelo presidente do STF. Em termos práticos. que aprovou a nova redação. determinando que. o TST modificou a Súmula 228. Para Mendes. Para Gilmar Mendes.O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho). na parte em que permite a utilização do salário básico para calcular o adicional de insalubridade. salvo se houvesse critério mais vantajoso fixado por meio de convenção coletiva. Em abril. Hora extra. o ministro Rider de Brito tece considerações sobre o posicionamento adotado na sessão do Tribunal Pleno do dia 26 de junho. encaminhou ao STF (Supremo Tribunal Federal) esclarecimentos sobre a Súmula 228 do TST. inconstitucional o artigo 192 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). O entendimento foi firmado no julgamento de processo que tratava sobre o pagamento de adicional de insalubridade para policiais militares paulistas. instrumento jurídico próprio para preservar decisões da Suprema Corte e impedir desrespeito às súmulas vinculantes. Adicional de Insalubridade. A mesma resolução que altera a Súmula nº 228 ainda cancela a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 02 da Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) e confere nova redação à Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1. salvo nos casos previstos na Constituição. após conceder liminar que suspendeu a aplicação da Súmula 228. o STF editou a Súmula Vinculante nº 4 para impedir a utilização do salário mínimo como base de cálculo de vantagem devida a servidor público ou a empregado. Veja abaixo a nova redação da Súmula 228: A partir de 9 de maio de 2008. o adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico. A alteração foi motivada pela edição da Súmula Vinculante 4 do Supremo. Em seguida. Gilmar Mendes aceitou as alegações da CNI e considerou que “a nova redação estabelecida para a Súmula 228 do TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante 4. no dia 15 de julho. Fonte: STF TST suspende a aplicação da Súmula 228 Fonte: Última Instância Brasília/DF . nos seguintes termos: 47. Porém. com o objetivo de oferecer subsídios para o julgamento da matéria pelo Supremo. Nas informações fornecidas ao STF. porquanto permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa”. . A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade.

o trabalhador terá que reivindicá-la por meio de ação na Justiça. que veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. no dia 26 de junho. Trata-se de matéria de direito.17/8/2008 Notícias do Tribunal Superior do Trabalho 04/07/2008 Súmula 228: nova redação foi publicada hoje A nova redação da Súmula nº 228 do Tribunal Superior do Trabalho. que julgam a alteração promovida pelo TST inconstitucional. o cálculo do adicional de insalubridade sobre o salário básico do trabalhador. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. O adicional vinha sendo pago sobre 30% do valor do salário mínimo. o professor e engenheiro de Segurança do Trabalho. argumentou que dar o adicional com base no salário mínimo "torna o benefício irrisório". A partir de 9 de maio de 2008. da Súmula Vinculante nº 4. período em que foram promovidas alterações em diversas súmulas. da Rádio Nacional.87 Fonte: Última Instância . Ao falar sobre o assunto. o . data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. que. a alteração foi motivada pela edição. está dependendo de julgamento do mérito da questão. para ser aplicado. completou. pelo Supremo Tribunal Federal. para adequar a matéria à Constituição Federal. a redação da Súmula nº 228 passa a ser a seguinte: SÚMULA 228. BASE DE CALCULO. que trata da base de cálculo do adicional de insalubridade. Vendrame entende. Com a modificação. realizada na semana passada. Aprovada na última sessão do Tribunal Pleno. conforme lembrou. A adoção do cálculo sobre o salário básico das categorias e não sobre o salário mínimo vem sendo discutida há vários anos na Justiça. pelo Supremo Tribunal Federal (STF).30/7/2008 ===================================================================================== Mudança no adicional de insalubridade depende do STF Fonte: Agência Brasil Brasília/DF . desde que invistam na segurança do trabalhador". Antônio Carlos Vendrame. opinando que as empresas têm que pagar esse adicional "como penalidade por não proporcionarem ambiente adequado ao trabalhador". A polêmica se concentra em dispositivo da Constituição que veda indexação sobre o menor salário do país. Fonte: Agência Brasil . inconstitucional o artigo nº 192 da CLT. Ele acha mais justa a forma arbitrada pelo TST. mesmo depois que o STF der uma solução definitiva para a questão e se ficar aprovada a alternativa mais favorável. Vendrame deu entrevista ao programa Revista Brasil.A decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que definiu. foi publicada hoje (04) no Diário da Justiça. "Elas podem deixar de pagar esse adicional e um monte de outros tributos que vêm em forma de cascata. A Suprema Corte vai atender a questionamentos de federações e grupos de empresas de diversos estados. assim. que envolve entendimento jurídico em torno da Constituição.

88 adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico. durante o período mínimo fixado. em condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. do tempo de trabalho permanente. ao segurado que tiver trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. A resolução entra em vigor na data de sua publicação. salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo. pelo período equivalente ao exigido para a concessão do benefício. diz que a aposentadoria especial será devida. efetiva exposição aos agentes nocivos químicos.2 . HORA EXTRA.APOSENTADORIA ESPECIAL O art.213/91 e com o § 2 o do Art. biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física. (Carmem Feijó) Esta matéria tem caráter informativo.” o do Art.213/91. físicos. 57 da Lei 8. (61) 3314-4404 imprensa@tst. nos seguintes termos: 47. durante 15 (quinze). perante o Instituto Nacional do Seguro Social . De conformidade com o § 3 o do Art. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. 57 da Lei 8. 64 do .213/91 e com o § 1 Decreto 3. 64 do Decreto 3. BASE DE CÁLCULO. 57 da Lei 8.048/99: “A concessão da aposentadoria especial dependerá de comprovação pelo segurado. sem cunho oficial.048/99: “O segurado deverá comprovar. uma vez cumprida a carência exigida nesta Lei. 20 (vinte) ou 25(vinte e cinco) anos. além do tempo de trabalho.gov. não ocasional nem intermitente. de conformidade com o § 4 o do Art.” Também. conforme dispuser a lei. A mesma resolução que altera a Súmula nº 228 ainda cancela a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 02 da Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI1) e confere nova redação à Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1. A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade.br 7. Permitida a reprodução mediante citação da fonte Assessoria de Comunicação Social Tribunal Superior do Trabalho Tel.INSS.

o Torneiro Mecânico. a empresa fornecia e ainda fornece OBRIGATORIAMENTE. Respondendo afirmativamente. com as trabalhistas. como as exercidas por Eletricistas. não mais seriam contempladas simplesmente pelo risco. constituindo-se de um autêntico histórico laboral do trabalhador junto à empresa. quem tem Direito a Aposentadoria Especial? O benefício da Aposentadoria Especial foi instituído na década de 60. A grande polêmica é que muitos segurados tiveram cortados ou não considerados. etc. apelando para o direito adquirido e para a inconstitucionalidade da ação regressiva da figura do EPI. Riscos Biológicos e até mesmo atividades tidas como perigosas. Anterior a 1995. o Enfermeiro. . o Eletricista. Bombeiro. nem intermitente e sem a devida proteção. DIREITO ATÉ 1995 Até 28/04/1995 muitas atividades foram reconhecidas pelo INSS como especiais. Como exemplo. atenuando ou neutralizando o risco de certos agentes. somente seriam enquadradas como especial. temos o Soldador. Policial. pelo simples exercício da função. bem como as atividades com a presença de Umidade e Frio. Bombeiros. períodos anteriores a Dez/98. certos agentes agressivos à saúde e reconhecidos pelo INSS. quando do contato direto com pacientes. Atualmente ele é chamado de DIRBEN 8030 (Antigo SB 40) e a partir de 01 de Janeiro de 2004. os segurados estão ingressando com ações contra o INSS. o documento que atesta a exposição. As exercidas em Hospitais. se o trabalho fosse em Hospitais ou Estabelecimentos de Doenças Infecto Contagiosas e a exposição permanente e não ocasional. de forma habitual e permanente. Nestes casos. Clínicas. uma vez que muitas empresas sempre informaram a existência do EPI muito antes desta exigência. como Eletricista. Assim. Os riscos provenientes de Atividades de Risco. Desta forma. dependendo da atividade. a Telefonista. etc. o direito a especial deixaria de existir. tais como Ruído – Produtos Químicos – Poeiras Agressivas (Sílica. Ambulatórios. chumbo. Equipamento de Proteção Individual e se este o protegia de fato. Postinhos de Saúde. A FIGURA DO EPI A PARTIR DE 14/12/98: E para amarrar de vez as normas previdenciárias. outros produtos químicos. poeiras minerais. 20 ou 25 anos de trabalho. os segurados que estivessem realmente expostos a agentes agressivos. etc. com o objetivo de retirar o segurado precocemente da atividade nociva à saúde ou prejudicial a sua integridade física. etc) – Chumbo – Fumos Metálicos de Solda. Após abril/95 o INSS alterou o enquadramento: Somente teriam direito. estava ou não efetivamente protegido pelo EPI. e acima do Limite de Tolerância determinados pela Legislação Trabalhista (NR 15). Para a devida comprovação junto ao INSS. não ocasional. passaram a dar o direito a Aposentadoria Especial. tal como ruído. cada ano de exposição era convertido com o devido acréscimo. o INSS introduziu a obrigatoriedade da empresa em informar se o segurado que por ventura estivesse exposto a um determinado risco. inclusive com informações relativas à saúde ocupacional. independentemente de comprovação dos riscos em Laudos de Segurança do Trabalho. Policiais. podendo variar de 20% a 40%. gerando aposentadorias aos 15. Resumindo: Precisaria então que a empresa tivesse um Laudo Ambiental com estas informações. OUTROS CORTES: A partir de 05/03/97 novos cortes foram introduzidos.89 Afinal de contas. passará a se denominar PPP Perfil Profissiográfico Previdenciário. somente a exposição a Ruído é que dependia de um Laudo Ambiental de comprovação.

DIRBEN 8030 ou PPP). tem garantido o direito e a devida contagem do referido tempo como especial. esteve e está (dependendo do caso) obrigada a recolher taxas que variam de 6 a 12% sobre a Folha de Pagamento dos funcionários expostos. para efeito de aposentadoria especial. que os agentes estejam acima dos Limites de Tolerância. muito bem. CUSTEIO DA APOSENTADORIA ESPECIAL (GFIP): A partir de 1999. os funcionários estarão mais bem assistidos e protegidos. Concluímos portanto. Qualquer que seja a data do requerimento dos benefícios. será praticamente impossível obterse um enquadramento. as Empresas deverão dar maior atenção a Gestão da Saúde e da Segurança de seus funcionários. afim de custear a Aposentadoria Especial dos mesmos. ou seja. sem proteção individual e coletiva. tal como já explicado. e ainda. o que convenhamos seria difícil admitir para uma empresa que valorize a segurança. Seria inconcebível imaginarmos um funcionário preferindo não usar um determinado EPI e exposto a um agente agressivo à sua saúde. ou seja. toda empresa que manteve seus funcionários expostos a riscos nocivos à saúde e vem emitindo o documento que atesta tal condição. que a partir de agora.90 CONCLUSÃO: Atualmente e com o novo documento de comprovação. somente para receber o direito a aposentadoria especial. junto ao INSS. acima e abaixo do Limite de Tolerância. evitando-se assim exposição aos riscos e consequentemente a preservação da saúde e uma menor incidência de aposentadorias especiais e por invalidez ocupacional. funcionários que estiverem de fato totalmente desprotegidos. mas para períodos atuais. de forma a custear a Aposentadoria Especial. Uma empresa que assim concordasse. o PPP Perfil Profissiográfico Previdenciário. quem teve direito a aposentadoria especial no passado. Se os índices da concentração variarem. a exposição será considerada como intermitente e portanto não dará o enquadramento. Em assim agindo. além de se obrigar a contribuir com acréscimo em sua Folha de Pagamento. durante toda a Jornada de Trabalho do segurado. somente terão direito a aposentadoria especial. Encerrando. estaria se expondo a fiscalização e enquadramento do Ministério do Trabalho e do Ministério Público. teve um acréscimo ao tempo trabalhado. pelo menos para empresas idôneas e que valorizam a Segurança e a Saúde de seus trabalhadores. IMPORTANTE: Se o segurado anterior a 1997 ou 1995 laborou em atividades que por si só já lhe davam o direito a aposentadoria especial. para fins de Aposentadoria Especial (DSS 8030 . as atividades exercidas deverão ser analisadas da seguinte forma: PERÍODO TRABALHADO ENQUADRAMENTO . exigindo muito mais em termos do cumprimento das normas de segurança.

Formulário: CP/CTPS. Anexo I do Decreto nº 83. 19 e § 2º do art. 68 do RBPS. de 1979. que deverão ser confrontados com as informações relativas ao CNIS para a homologação da contagem do tempo de serviço especial nos termos do art. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais.º 4. com redação dada pelo Decreto n.0 do Anexo ao Decreto nº 53.IEPREV . Anexo IV do RBPS. Anexo IV do RBPS. com redação dada pelo Decreto n. aprovado pelo Decreto nº 3.080. ganha a matéria relativa a este benefício interesse cada vez maior entre os próprios segurados que trabalharam sob condições insalubres.048. LTCAT. Aposentadoria especial dos engenheiros Site: http://www. Anexo IV do RBPS. para todos os agentes nocivos. Anexos I e II do RBPS. 19 e § 2º do art. Código 1.831. de 1979.Instituto de Estudos Previdenciários. para todos os agentes nocivos. Entre os beneficiários da aposentadoria especial encontram-se os engenheiros de . de 2002. de 1979. para todos os agentes nocivos. Código 1. aprovado pelo Decreto nº 83.asp?id=68 Vinícius Vieira de Souza . aprovado pelo Decreto nº 2.0. obrigatoriamente para o agente físico ruído.º 4.org. obrigatoriamente para o agente físico ruído.º 4.0.831.br/palavra_profissional.crea-mt. de 1964.080. de 1999. aprovado pelo Decreto nº 2. Diante das freqüentes irregularidades cometidas pelo INSS nos processos de concessão de aposentadoria especial.172. Anexo I do Decreto nº 83. que deverão ser confrontados com as De 06/05/99 a 31/12/03 informações relativas ao CNIS para a homologação da contagem do tempo de serviço especial nos termos do art.048.079.91 Quadro anexo ao Decreto nº 53. com redação dada pelo Decreto n. 68 do RBPS. de 2002.079. Formulário que deverá ser confrontado com as informações A partir de 01/01/2004 relativas ao CNIS para a homologação da contagem do tempo de serviço especial nos termos do art.831. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais. para todos os agentes nocivos. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais.0 do Anexo ao Decreto nº 53. de 1964. buscando informações que lhes permitam recorrer aos órgãos competentes na consolidação de seus direitos. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais. de 1997. De 05/09/60 a 28/04/95 De 29/04/95 a 13/10/96 De 14/10/96 a 05/03/97 De 06/03/97 a 31/12/98 De 01/01/99 a 05/05/99 Anexo IV do RBPS. 68 do RBPS. 19 e § 2º do art.172.080. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais. de 1997. de 1999. aprovado pelo Decreto nº 3. de 2002. de 1964.079.

831/64. metalurgia e eletricistas. o Decreto 53. excluindo de seu rol a atividade dos engenheiros de construção civil e eletricista.831/64 classificou inicialmente as atividades e agentes considerados insalubres. ou em direito adquirido em matéria previdenciária. quatro anos apenas da entrada em vigor do Decreto 53. Com apenas dois meses de vigência do Decreto 63. Nestes casos. extremamente conveniente para os engenheiros que trabalhavam como profissionais autônomos. tanto em nível legal como infralegal. em 08/11/1968 foi . gerando enorme confusão ao operador do direito previdenciário. mesmo os engenheiros que trabalhavam em escritórios poderiam beneficiar-se com a redução no tempo de contribuição. editou-se o Decreto 63. ainda. inexigível qualquer comprovação de efetiva exposição. A comprovação da atividade especial poderia ser feita através de todo contrato de execução de obras ou prestação de serviços de engenharia formalizado mediante Anotação de Responsabilidade Técinica (ART) junto ao CREA. A presunção mostrava-se. não se podendo falar em retroatividade da Lei. Em 10 de setembro de 1968. elencando em seu rol as especialidades de engenharia de construção civil. para tais profissões. ser aplicada a norma vigente em cada período trabalhado. contendo a norma que rege a matéria diversas sutilezas em relação a cada uma das modalidades desta profissão. Regulamentando a Lei 3. uma vez que não necessitavam apresentar os formulários técnicos preenchidos pelos empregadores. As divergências dizem respeito à determinação das atividades e agentes considerados insalubres para fins da contagem do tempo especial. uma vez que o Decreto criava presunção absoluta de insalubridade das atividades. Visando compensar os efeitos danosos à saúde do trabalhador que laborou exposto a condições insalubres. contudo.92 várias especialidades.230/68 que revogou parte da lista das atividades especiais constante daquela norma. minas. prevê a legislação previdenciária redução no tempo de contribuição exigido para a concessão da aposentadoria por tempo de serviço ou contribuição.230/68.807/60 que instituiu o benefício em questão. devendo. A dificuldade na aplicação das normas que cuidam da aposentadoria especial é acentuada pelas inúmeras alterações sofridas. Neste sentido.

sutileza que “driblou” a intenção do legislador de excluir a presunção de insalubridade em favor dos trabalhadores de qualquer grupo profissional. assim. trouxe. contudo.527/68.213/91. Ao substituir a expressão “conforme categoria profissional” por “conforme dispuser a lei”. não necessitando comprovar a exposição às condições especiais. regulamentando o novo diploma previdenciário. revestindo novamente de presunção absoluta a insalubridade das atividades profissionais compreendidas no antigo Decreto.213/91. . colocando novamente em vigor a totalidade do rol do Decreto 53. mesmo após a entrada em vigor deste diploma. A nova redação do art. restando intocado o direito dos engenheiros à presunção absoluta de insalubridade de sua atividade. A substancial alteração introduzida pela Lei 9. não ocasional nem intermitente” às condições especiais (§ 3º. exigindo. Em 1992.213/91 a expressão “conforme atividade profissional”. através da Lei 9. não se exigiu que uma lei posterior específica criasse novo rol de profissões insalubres. foi suprimida da redação do art. 57 da Lei 8. 53. reiterando o direito dos engenheiros eletricistas e de civis. dispondo sobre a matéria. Lei 8. em brecha da lei que permitiu aos engenheiros das duas modalidades contarem seu tempo de serviço como especial mediante a simples comprovação de exercício de sua atividade. 57 da Lei 8. substituindo-a por “conforme dispuser a lei”. não tendo sido editada nenhuma nova lei regulamentando o art. determinando sua aplicação concomitantemente com o Decreto 83. O detalhe da Lei 9.032/95.213/91. manteve a aplicação do Decreto já em vigor. 57 da Lei 8. foi editado o Decreto 611/92 que.527/68 de 08/11/1968 que ressalvou o direito dos engenheiros eletricistas e de construção civil à aludida presunção.032/95 constitui.831/64. comprovação pelo segurado de sua exposição em caráter “permanente. permanecia em vigor a Lei 5. levando a entender que.831/64.080/79.93 editada a Lei 5. Apenas em 28/04/1995.032/95 visava a concessão da aposentadoria especial apenas para os segurados que comprovassem sua exposição efetiva aos agentes insalubres. não mais parecendo aceitar qualquer tipo de presunção neste sentido. ainda. restando por beneficiar os engenheiros eletricistas e da construção civil.).

032/95. a exigência introduzida pela Lei 9. bem como conferiu novamente ao Poder Executivo a competência para definir o rol dos agentes nocivos.94 Tal discrepância somente foi corrigida pela Medida Provisória 1. de 23/10/1997. conforme se vê do julgamento do Recurso Especial de nº 296562/RN. de 03/05/2001. a comprovação poderia se dar mediante a simples apresentação dos formulários técnicos do INSS devidamente preenchidos pelos empregadores. diante de liminar concedida em Ação Civil Pública julgada pela 4ª Vara Previdenciária de Porto Alegre – RS. os engenheiros de minas. exigência que . além do formulário técnico. O entendimento acima suplantado já possui assento em nossos Tribunais. introduziu-se o § 4º no art. criando à empresa a obrigação de elaborar e manter atualizado o chamado “perfil profissiográfico previdenciário – PPP”. Enquanto os engenheiros eletricistas e civis possuem a presunção de insalubridade de sua atividade até 11/10/1996. data da entrada em vigor da Lei 9. Tendo o direito pátrio excluído o direito à contagem especial do tempo de contribuição sem a comprovação da efetiva exposição às condições insalubres.528/97.523-13.523. metalurgia e químicos gozam da presunção apenas até 28/04/1995. pela Instrução Normativa nº 49 do INSS. convertida na Lei 8. não ocasionalidade nem intermitência” da exposição. de 11/10/1996. constatando as condições especiais da atividade. reeditada até a de número 1. no que tange ao preenchimento dos documentos. aqui. diante da ausência de informações sobre o mesmo.527/68.523-14 e convertida na Lei 8. criando enorme alvoroço entre o empresariado. Importante ressaltar. Pela Medida Provisória 1. direito já reconhecido. já tendo inclusive sólida jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Até a entrada em vigor da Medida Provisória 1. a comprovação através de laudo pericial expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho.213/91. de 11/10/1996. devendo os segurados atenderem às exigências das normas previdenciárias para sua comprovação.523/96. 58 da Lei 8. inclusive.528/97. que revogou expressamente a Lei 5. A alteração introduzida pela referida Medida Provisória 1.523/96 passou a exigir. não mais valem quaisquer tipos de presunções. sob pena de desconsideração do formulário.032/95 de constarem dos formulários a informação de “permanência.

213/91. têm considerado as Instruções Normativas 78/02 e 84/02 que o trabalhador sem vínculo empregatício não pode ter sua atividade enquadrada como especial. diante da ausência de informações sobre o mesmo. Sobre este aspecto. sem qualquer objeção pelo Órgão administrativo. o § 4º no art. Neste aspecto. fica este dispensado. em função de não deter meios de comprovar sua exposição. importante sublinhar que para os casos de empresa extinta. importante salientar que não possuem as Instruções Normativas o condão de inovar no Ordenamento Jurídico. o PPP somente foi aprovado pela Instrução Normativa nº 78. por exemplo. por exemplo. bem como mediante de fiscalização do Órgão competente. de metalurgia e químicos. instituído por esta como o formulário padrão para a comprovação da atividade especial desempenhada pelos segurados. conforme mencionado acima. basta a apresentação dos contratos de serviços de engenharia formalizados pelas ARTs. que o enquadramento da atividade especial obedecerá à sistemática legal vigente no período laborado. introduzindo regras não previstas em Lei. podendo valer-se de meios outros que não os formulários técnicos para comprovarem sua exposição aos agentes insalubres. Através da Lei 8. até 11/10/1996. como. de 16/07/2002. não podendo o INSS aplicar as exigências atuais para os períodos pretéritos. podendo a comprovação ser processada mediante Justificação . na impossibilidade de emissão do PPP ou formulário DIRBEN 8030. introduziu-se. A escusa da norma do INSS de que o direito não é devido aos contribuintes individuais por impossibilidade de prova é. Relativamente à comprovação pelo trabalhador autônomo. 58 da Lei 8. criando enorme alvoroço entre o empresariado. Deve-se observar. assim. ainda. em que pese mencionado pelo Decreto 2.172/97.95 anteriormente somente existia em relação os agentes nocivos ruído e calor. não havendo qualquer restrição ao direito destes segurados na legislação previdenciária.528/97. e até 28/04/1995 para os engenheiros de minas. conforme inicialmente aludido. Carente de regulamentação. Já no que tange aos períodos posteriores a estas datas. para os engenheiros civil e eletricistas. através de justificação administrativa e judicial. ilegal. criando à empresa a obrigação de elaborar e manter atualizado o chamado “perfil profissiográfico previdenciário – PPP”.

na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho.2003 e da NR-16. novo Decreto foi editado em 1999. 7º.1985.º 3. dando.048/99.214 de 08/06/1978 do Ministério do Trabalho. Conforme acima apresentado.369. relativa à Lei N. aprovada pela Portaria N. A CLT define atividades e operações perigosas no artigo abaixo: Art.” O terceiro agente legalmente considerado perigoso é a energia elétrica ou eletricidade.09. Decreto 3. pois a partir do medidor é considerado Unidade de Consumo e não mais integrante do Sistema Elétrico de Potência.412/1986. desde a geração da energia elétrica até o medidor. inciso XXII da Constituição Federal. de 04. tornando-o terreno fértil para discussões que devem persistir na defesa dos direitos dos segurados. de conformidade com a Lei Nº 7. . sob o ponto de vista legal. ainda. Após a promulgação da Emenda Constitucional 20/1998. por sua natureza ou métodos de trabalho. são as radiações ionizantes.0 . de 20.04. inclusive. somente para atividades realizadas dentro do Sistema Elétrico de Potência.514 de 22/12/1977. 8. que implementou a Reforma da Previdência. ou seja. regulamentada pelo Decreto 93. os trabalhadores em geral são também submetidos ao art. Raios X. Um quarto agente considerado perigoso. aquelas que. aos artigos 193 a 197 da Consolidação das Leis do Trabalho e à Norma Regulamentadora NR – 16 (Atividades e Operações Perigosas). onde são consideradas atividades perigosas as que envolvem inflamáveis e explosivos. Porém.96 Administrativa. o tema referente à aposentadoria especial possui diversas nuances que o torna complexo para o operador da previdência. como por exemplo. competência para a resolução de qualquer dúvida sobre o enquadramento dos agentes aos Ministérios do Trabalho e da Previdência e Assistência Social.º 6. 193: “São consideradas atividades ou operações perigosas. impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado.ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS Quanto a periculosidade. de conformidade com a Portaria nº 518. criando novo rol de agentes nocivos à saúde.

A Lei No.214. do Ministério do Trabalho e Emprego. de 14 de outubro de 1986. transmissão e distribuição de energia elétrica até a medição.412.atividades e operações perigosas com explosivos. transmissão e distribuição de energia elétrica e. de 22 de dezembro de 1977. em sentido restrito. 93.97 De conformidade com a Norma Regulamentadora NR-16 (Atividades e Operações Perigosas). é o conjunto de todas as instalações e equipamentos destinados à geração. concessionária. os riscos ocupacionais que podem gerar a concessão de adicional de periculosidade são: .atividades e operações perigosas com radiações ionizantes ou substâncias radioativas. também instituiu o adicional de periculosidade para trabalhadores expostos aos riscos de contato com a energia elétrica. pois estão fora do Sistema Elétrico de Potência. 7. 6. cujos limites são definidos por meio de critérios apropriados. ou seja. após o medidor. inclusive.514. 3. localização geográfica. porém nas atividades e áreas de risco constante do Anexo do Decreto No. Até o medidor são unidades de potência. .369. corresponde a um conjunto definido de linhas e subestações que assegura a transmissão e/ou a distribuição de energia elétrica. . não dão direito ao trabalhador à percepção do adicional de periculosidade. transmissão e distribuição da energia elétrica até o medidor. constante na Portaria No.atividades e operações perigosas com inflamáveis. segundo a norma brasileira NBR 5460/81 da ABNT. após o medidor.412/86. regulamentada pelo Decreto No. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE . “Sistema Elétrico de Potência. “Sistema Elétrico de Potência (SEP): conjunto das instalações e equipamentos destinados à geração. 487) A Norma Regulamentadora NR-10. 2003. 93. em seu glossário. vem definir Sistema Elétrico de Potência como sendo. que vai desde a geração. de 20 de setembro de 1985. tensão etc. que são as áreas localizadas dentro de um chamado Sistema Elétrico de Potência. de 08 de junho de 1978. pág. que regulamenta a Lei N o. tais como.” Atividades com energia elétrica. unidades de consumo. do Ministério do Trabalho e Emprego. em sentido amplo.” (GONÇALVES.

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De acordo com a NR-16, no seu item 16.2, para as seguintes atividades:
- atividades e operações perigosas com explosivos; - atividades e operações perigosas com inflamáveis; - atividades e operações perigosas com radiações ionizantes ou substâncias radioativas,

16.2. O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador a percepção de adicional de 30% (trinta por cento), incidente sobre o salário, sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participação nos lucros da empresa. No caso dos eletricitários, o adicional de periculosidade incide sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial, conforme Súmula 191 do Tribunal Superior do Trabalho: 191 – ADICIONAL. PERICULOSIDADE. INCIDÊNCIA. – O adicional de periculosidade incide apenas sobre o salário básico e não sobre este acrescido de outros adicionais. Em relação aos eletricitários, o cálculo do adicional de periculosidade deverá ser efetuado sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial. (Res. 121/2003 – DJ – 21-11-2003). 9.0 - NORMAS REGULAMENTADORAS NORMAS REGULAMENTADORAS (NR): são normas emitidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego através de portaria. Para dar cumprimento às disposições relativas à Segurança e Saúde no Trabalho, ficou determinado no art. 200 da CLT (com redação dada pela Lei nº 6.514, de 22.12.77) que o Ministro de Estado do Trabalho estabeleceria disposições complementares às normas consolidadas. Para tanto expediu-se a Portaria MTb nº 3.214, de 08.06.78 (em vigência desde 06.07.78), a qual aprovou 28 (vinte e oito) Normas Regulamentadoras (NRs) que detalham o disposto no Capítulo V do Título II da CLT.

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Posteriormente, por meio da Portaria MTb nº 3.067, de 12.04.88, foram aprovadas as Normas Regulamentadoras Rurais (NRRs), relativas à “Segurança e Higiene do Trabalho Rural”, e por meio da Portaria SSST nº 53, de 17.12.97, aprovado o texto da Norma Regulamentadora relativa à “Segurança e Saúde no Trabalho Portuário” (NR 29). Portanto, hoje existem 32 Normas Regulamentadoras (NR) destinadas às atividades urbanas e 5 Normas Regulamentadoras Rurais (NRR) destinadas à regulamentação das atividades rurais relativas à segurança e saúde do trabalho, cada uma delas tratando de um tema específico, conforme segue: NR 1 – Disposições Gerais NR 2 – Inspeção Prévia NR 3 – Embargo ou Interdição NR 4 – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT NR 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA NR 6 – Equipamento de Proteção Individual – EPI NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO NR 8 – Edificações NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA NR 10 – Instalações e Serviços em Eletricidade NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais NR 12 – Máquinas e Equipamentos NR 13 – Caldeiras e Vasos de Pressão NR 14 – Fornos NR 15 – Atividades e Operações Insalubres NR 16 – Atividades e Operações Perigosas NR 17 – Ergonomia NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção

100 NR 19 – Explosivos NR 20 – Líquidos Combustíveis e Inflamáveis NR 21 – Trabalho a Céu Aberto NR 22 – Trabalhos Subterrâneos NR 23 – Proteção Contra Incêndios NR 24 – Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho NR 25 – Resíduos Industriais NR 26 – Sinalização de Segurança NR 27 – Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério NR 28 – Fiscalização e Penalidades NR 29 – Segurança e Saúde no Trabalho Portuário NR 30 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário NR 31 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aqüicultura NR 32 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde NR 33 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados NORMAS REGULAMENTADORAS RURAIS (NRR): são normas emitidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego através de portaria, conforme preceitua o artigo 13 da Lei No. 5.889, de 08 de junho de 1973, e que regem a segurança e saúde do trabalho no Brasil no tocante ao trabalho rural. As primeiras Normas Regulamentadoras Rurais (NRR) foram aprovadas pela Portaria No. 3.067, de 12 de abril de 1988. Atualmente são 5 NRRs, a saber: NRR-1 – Disposições Gerais NRR-2 – Serviço Especializado em Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural - SEPATR NRR-3 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural - CIPATR

de 8 de junho de 1973. gratuitamente.889. em função do número de empregados que possuam. 5. NRR2 .Equipamento de Proteção Individual . a obrigatoriedade de organizar e manter em funcionamento uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. a seus empregados Equipamentos de Proteção Individual adequados ao risco e em perfeito estado de conservação. organizem e mantenham em funcionamento serviços especializados em Segurança e Medicina do Trabalho. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. 5. DE 15 DE ABRIL DE 2008 (DOU de 16/04/08 – Seção 1 – Pág. a fim de protege-los dos infortúnios laborais. NRR4 . de 8 de junho de 1973. Legislação . de 8 de junho de 1973. NRR1 . 5. NRR3 .CIPATR: Estabelece para o empregador rural. 102) Revoga as Normas Regulamentadoras Rurais – NRR.101 NRR-4 – Equipamentos de Proteção Individual – EPI NRR-5 – Produtos Químicos. de 8 de junho de 1973. de 8 de junho de 1973. O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. NRR5 . visando à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais no meio rural.889.889. no uso da competência que lhe .º 191.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural .Produtos Químicos: Estabelece os preceitos de Segurança e Medicina do Trabalho rural a serem observados no manuseio de produtos químicos.EPI: Estabelece a obrigatoriedade para que os empregadores rurais forneçam.SEPATR: Estabelece a obrigatoriedade para que as empresas rurais.889. visando à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. 5.Serviço Especializado em Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural . A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº.Disposições Gerais: Estabelece os deveres dos empregados e empregadores rurais no tocante à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.Portaria Revoga As Normas Regulamentadoras Rurais – NRR 03/06/08 MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO GABINETE DO MINISTRO PORTARIA N.889. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. 5.

são os artigos 154 a 159 da Consolidação das Leis do Trabalho . que dá embasamento jurídico à existência desta NR.CLT. CARLOS LUPI Fonte: SINTESP NORMAS REGULAMENTADORAS De que trata cada Norma Regulamentadora (NR). com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. ordinária e específica. Art. que estendeu às NRR a aplicação das penalidades constantes da Norma Regulamentadora n. do parágrafo único do art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. são os artigos 163 a 165 da CLT.333 a 6. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam . ordinária e específica.CIPA: Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas organizarem e manterem em funcionamento. 87 da Constituição Federal e.336. NR4 . Silvicultura.Embargo ou Interdição: Estabelece as situações em que as empresas se sujeitam a sofrer paralisação de seus serviços. NR5 .102 confere o inciso II.º 86. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. são os artigos 166 e 167 da CLT. A fundamentação legal. bem como os direitos e obrigações do Governo. NR6 .º 3. Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho . a fim de resguardar a saúde e a integridade física dos trabalhadores.303. aprovada pela Portaria GM n. de 14 de novembro de 1989. de 03 de março de 2005.Equipamentos de Proteção Individual .Disposições Gerais: Estabelece o campo de aplicação de todas as Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho do Trabalho Urbano. A fundamentação legal. sempre que as condições de trabalho o exigirem.067. Exploração Florestal e Aqüicultura. Seção 1.883 a 20. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. pela fiscalização trabalhista. é o artigo 161 da CLT. na adoção de tais medidas punitivas no tocante à Segurança e a Medicina do Trabalho.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . A fundamentação legal. considerando a vigência da Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura. uma comissão constituída exclusivamente por empregados com o objetivo de prevenir infortúnios laborais. é o artigo 162 da CLT. pág. pág. urbanas e rurais? NR1 . ordinária e específica. ordinária e específica. NR7 . é o artigo 160 da CLT. A fundamentação legal. A fundamentação legal. máquinas ou equipamentos. que possuam empregados regidos pela CLT. 2º Revogar a Portaria GM n. Seção 1. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. de 12 de abril de 1988. NR3 . 20.Inspeção Prévia: Estabelece as situações em que as empresas deverão solicitar ao MTb a realização de inspeção prévia em seus estabelecimentos.º 3. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. A fundamentação legal. ordinária e específica. bem como a forma de sua realização. dos empregadores e dos trabalhadores no tocante a este tema específico. através da apresentação de sugestões e recomendações ao empregador para que melhore as condições de trabalho. bem como os procedimentos a serem observados. 6. por estabelecimento.º 28 (Fiscalização e Penalidades).Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional: Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação. eliminando as possíveis causas de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. de organizarem e manterem em funcionamento. 1º Revogar a Portaria GM n.Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho: Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas. resolve: Art.EPI: Estabelece e define os tipos de EPI's a que as empresas estão obrigadas a fornecer a seus empregados.SESMT. Art.884. Pecuária. publicada no DOU do dia 17 de novembro de 1989. que aprovou as Normas Regulamentadoras Rurais – NRR. publicada no DOU do dia 13 de abril de 1988. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. ordinária e específica. NR2 .

que dá embasamento jurídico à existência desta NR. operação. ordinária e específica. A fundamentação legal. são os artigos 189 e 192 da CLT.Atividades e Operações Perigosas: Regulamenta as atividades e as operações legalmente consideradas perigosas. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. assim. são os artigos 168 e 169 da CLT. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. ordinária e específica.PPRA. as situações que. do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional . distribuição e consumo de energia elétrica. são os artigos 179 a 181 da CLT. observando-se.A fundamentação legal. que institui o adicional de . que dá embasamento jurídico à existência desta NR. avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho.Caldeiras e Vasos de Pressão: Estabelece todos os requisitos técnicos-legais relativos à instalação. visando à preservação da saúde e da integridade física dos trabalhadores. inclusive seus limites de tolerância. do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais . A fundamentação legal. são os artigos 184 e 186 da CLT. operação e manutenção de fornos industriais nos ambientes de trabalho. as normas técnicas oficiais vigentes e.Máquinas e Equipamentos: Estabelece as medidas prevencionistas de segurança e higiene do trabalho a serem adotadas pelas empresas em relação à instalação. definindo. objetivando a prevenção de infortúnios laborais.103 trabalhadores como empregados. NR11 . A fundamentação legal. no que se refere ao transporte. operação e manutenção de máquinas e equipamentos. ordinária e específica. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. ordinária e específica.PCMSO. NR15 . A fundamentação legal. A fundamentação legal. NR9 . visando à prevenção de acidentes do trabalho.369 de 22 de setembro de 1985. A fundamentação legal. é o artigo 187 da CLT. ordinária e específica. operações e agentes insalubres. à movimentação. tem a sua existência jurídica assegurada através dos artigos 193 a 197 da CLT. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. execução. Especificamente no que diz respeito ao Anexo n° 01: Atividades e Operações Perigosas com Explosivos. ordinária e específica. ordinária e específica. na falta destas.Edificações: Dispõe sobre os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalham.Transporte. ensejam a caracterização do exercício insalubre.Instalações e Serviços em Eletricidade: Estabelece as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. são os artigos 182 e 183 da CLT. NR13 . que dá embasamento jurídico à existência desta NR. e também os meios de proteger os trabalhadores de tais exposições nocivas à sua saúde. de modo a se prevenir a ocorrência de acidentes do trabalho. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. A fundamentação legal.Fornos: Estabelece as recomendações técnicos-legais pertinentes à construção. estipulando as recomendações prevencionistas correspondentes. manutenção. as normas técnicas internacionais. com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. NR12 . que dá embasamento jurídico à existência desta NR. reconhecimento. Movimentação. são os artigos 170 a 174 da CLT. e ao anexo n° 02: Atividades e Operações Perigosas com Inflamáveis. à armazenagem e ao manuseio de materiais. ordinária e específica. em suas diversas etapas. assim como a segurança de usuários e de terceiros. A fundamentação legal. em quaisquer das fases de geração. A fundamentação legal. ordinária e específica.Atividades e Operações Insalubres: Descreve as atividades. para tanto. quando vivenciadas nos ambientes de trabalho pelos trabalhadores. NR16 . reforma e ampliação. através da antecipação. que dá embasamento jurídico à caracterização da energia elétrica como sendo o 3° agente periculoso é a Lei n° 7. incluindo elaboração de projetos. ordinária e específica.Programas de Prevenção de Riscos Ambientais: Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação. são os artigos 175 a 178 da CLT. NR10 . que dá embasamento jurídico à existência desta NR. tanto de forma mecânica quanto manual. são os artigos 187 e 188 da CLT. operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão. Armazenagem e Manuseio de Materiais: Estabelece os requisitos de segurança a serem observados nos locais de trabalho. NR14 . tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. NR8 . transmissão.

A fundamentação legal. ordinária e específica. ordinária e específica. que dá embasamento jurídico à existência desta NR.Explosivos: Estabelece as disposições regulamentadoras acerca do depósito.Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho: Disciplina os preceitos de higiene e de conforto a serem observados nos locais de trabalho.Ergonomia: Visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptaçào das condições de trabalho às condições psicofisiológicas dos trabalhadores. manuseio e transporte de explosivos. que já eram insalubres de grau máximo. que objetivem a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos. como o 4° agente periculoso. ordinária e específica. visando a higiene dos locais de trabalho e a proteção à saúde dos trabalhadores. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. NR25 .Proteção Contra Incêndios: Estabelece as medidas de proteção contra Incêndios. A fundamentação legal. alojamentos e água potável. objetivando a proteção da saúde e integridade física dos trabalhadores em seus ambientes de trabalho. são os artigos 293 a 301 e o artigo 200 inciso III. NR17 . NR24 . A fundamentação legal. pelas empresas. ordinária e específica.Trabalho a Céu Aberto: Tipifica as medidas prevencionistas relacionadas com a prevenção de acidentes nas atividades desenvolvidas a céu aberto. A fundamentação legal. A fundamentação legal. NR21 . ordinária e específica. é o artigo 200 inciso IV da CLT. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. A fundamentação legal. segurança e desempenho eficiente. A portaria MTb n° 3. A fundamentação legal. veio a enquadrar as radiações ionozantes. manuseio e transporte de líquidos combustíveis e inflamáveis. NR19 . é o artigo 200 inciso II da CLT. cozinhas. é o artigo 200 inciso IV da CLT.393 de 17 de dezembro de 1987. ordinária e específica.Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho: . NR23 .Líquidos Combustíveis e Inflamáveis: Estabelece as disposições regulamentares acerca do armazenamento. NR22 . NR20 .104 periculosidade para os profissionais da área de eletricidade. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. refeitórios. são os artigos 198 e 199 da CLT. ordinária e específica. ordinária e específica. NR26 .Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção: Estabelece diretrizes de ordem administrativa. tais como. no destino final a ser dado aos resíduos industriais resultantes dos ambientes de trabalho de modo a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. A fundamentação legal. vestiários. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. sendo controvertido legalmente tal enquadramento. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. é o artigo 200 inciso VII da CLT. A fundamentação legal. todos da CLT. de planejamento de organização. ordinária e específica. NR18 . NR27 . de modo a proporcionar um máximo de conforto.Sinalização de Segurança: Estabelece a padronização das cores a serem utilizadas como sinalização de segurança nos ambientes de trabalho. em minas ao ar livre e em pedreiras. visando à prevenção da saúde e da integridade física dos trabalhadores. A fundamentação legal. ordinária e específica.Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração: Estabelece métodos de segurança a serem observados pelas empresas que desemvolvam trabalhos subterrâneos de modo a proporcionar a seus empregados satisfatórias condições de Segurança e Medicina do Trabalho. numa atitude casuística e decorrente do famoso acidente com o Césio 137 em Goiânia. é o artigo 200 inciso I da CLT. nas condições e no meio ambiente de trabalho na industria da construção civil. é o artigo 200 inciso II da CLT. é o artigo 200 inciso VII da CLT.Resíduos Industriais: Estabelece as medidas preventivas a serem observadas. estabelece as medidas de proteção contra incêndio que devem dispor os locais de trabalho. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. especialmente no que se refere a: banheiros. na medida em que não existe lei autorizadora para tal. é o artigo 200 inciso VIII da CLT. objetivando a proteção da saúde e a integridade física dos trabalhadores m seus ambientes de trabalho. de modo a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. que dá embasamento jurídico à existência desta NR.

de 19/09/90 que promulga a Convenção n° 152 da OIT. no serviço de reboque em alto-mar.855 de 24 de outubro de 1989. A fundamentação legal. no que concerne ao procedimento de autuação por infração às Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho. que institui o Bônus do Tesouro Nacional . junto ao Ministério do Trabalho. monitoramento e controle dos riscos existentes. de 27/11/97. A observância desta Norma Regulamentadora não desobriga as empresas do cumprimento de outras disposições legais com relação à matéria e outras oriundas de convenções. As disposições contidas nesta NR aplicam-se aos trabalhadores portuários em operações tanto a bordo como em terra.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Assistência à Saúde. assim como aos demais trabalhadores que exerçam atividades nos portos organizados e instalações portuárias de uso privativo e retroportuárias. seu reconhecimento. e posteriormente. na cabotagem.Fiscalização e Penalidades: Estabelece os procedimentos a serem adotados pela fiscalização trabalhista de Segurança e Medicina do Trabalho. na navegação marítima de longo curso. ordinária e específica. tem seu embasamento jurídico assegurado través do artigo 3° da lei n° 7. acordos e contratos coletivos de trabalho. A fundamentação legal. bem como em plataformas marítimas e fluviais.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário: Tem por objetivo Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. com as alterações que lhe foram dadas pelo artigo 2° da Lei n° 7. facilitar os primeiro socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. (consulta pública): tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores em estabelecimentos de assistência à saúde. a nível de legislação ordinária. NR31 . como valor monetário a ser utilizado na cobrança de multas. bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. do artigo 200 da CLT.410 de 27 de novembro de 1985.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados (consulta pública): tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados. como também. NR32 . situadas dentro ou fora da área do porto organizado. especificamente no tocante à instituição da Unidade Fiscal de Referência -UFIR.BTN. NR28 . como valor monetário a ser utilizado na cobrança de multas em substituição ao BTN. NR33 . em especial no que diz respeito ao seu registro profissional como tal.383 de 30 de dezembro de 1991. . o Decreto n° 99.534. Espaço confinado é qualquer área não projetada para ocupação humana que possua ventilação deficiente para remover contaminantes. bem como a falta de controle da concentração de oxigênio presente no ambiente.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Estpaços Confinados: tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores que realizam suas atividades em espaços confinados.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário (consulta pública): Aplica-se aos trabalhadores de toda embarcação comercial utilizada no transporte de mercadorias ou de passageiros. regulamentado pelo artigo 7° do Decreto n° 92. através da Medida Provisória n° 1. de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores. através do artigo 201 da CLT. NR30 . tanto no que diz respeito à concessão de prazos às empresas para no que diz respeito à concessão de prazos às empresas para a correção das irregularidades técnicas. pelo artigo 1° da Lei n° 8. quando em deslocamento. A sua existência jurídica está assegurada em nível de legislação ordinária.575-6. ordinária e específica. e embarcações de apoio marítimo e portuário. tem a sua existência jurídica assegurada.105 Estabelece os requisitos a serem satisfeitos pelo profissional que desejar exercer as funções de técnico de segurança do trabalho. na navegação interior.530 de 9 de abril de 1986. NR29 .

Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. com a brevidade que a ocorrência exigir. as providências que deverão ser adotadas para prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais. NR 3 – Embargo ou Interdição Dar autonomia ao Delegado Regional do Trabalho. obrigatoriamente. ou embargar obra. quando ocorrer modificações substanciais nas instalações e/ou nos equipamentos de seu(s) estabelecimento(s). antes de iniciar suas atividades.Objetivos das Normas Regulamentadoras NR 1 – Disposições Gerais Determina que são de observância obrigatória pelas empresas privadas. e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta. manterão.106 9. máquina ou equipamento. . setor de serviço. NR 4 – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho Determinar as empresas privadas e públicas. que a empresa deverá comunicar e solicitar a aprovação do órgão regional do MTb. visando assegurar que suas atividades estão livre de riscos de acidentes e/ou doenças do trabalho. Determina obrigações ao empregador e ao empregado sobre segurança e medicina do trabalho.2 . que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. que demonstre grave e iminente risco para o trabalhador. para interditar estabelecimento. deverá solicitar aprovação de suas instalações ao órgão regional do MTb. com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. e ainda. NR 2 – Inspeção Determina que todo o estabelecimento novo. É considerado grave e iminente risco toda condição ambiental de trabalho que possa causar acidente do trabalho ou doença profissional com lesão grave à integridade física do trabalhador. à vista de laudo técnico do serviço competente. indicando na decisão tomada. bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativos e Judiciário.

em suas diversas etapas. . objetivando a promoção e preservação da saúde do conjunto dos trabalhadores. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalhem. NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais Estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação. NR 8 – Edificações Estabelece requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações. destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. de fabricação nacional ou estrangeira. tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. as Obrigações do Empregador e do Empregado. quanto ao CRF Certificado de Registro de Fabricante e CRI Certificado de Registro de Importação. inclusive CA – Certificado de Aprovação. de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional . do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO. NR 6 – Equipamento de Proteção Individual – EPI Estabelecer que Equipamento de Proteção Individual – EPI. do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA.PCMSO Estabelece obrigatoriedade da elaboração e implementação. respectivamente.107 NR 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes A prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. reconhecimento. Determina obrigações ao Fabricante Nacional ou Importador. Estabelece ainda. avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. é todo dispositivo de uso individual. NR – 10 Instalações e Serviços em Eletricidade Fixar as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. através da antecipação.

e fixa o adicional de periculosidade. para o grau máximo. guinchos. observando-se os pisos dos locais de trabalho. manutenção. os espaços e distância mínima. determina as atividades perigosas com explosivos. NR 17 – Ergonomia .Fornos Normatizar a construção de fornos. oferecendo o máximo de segurança e conforto aos trabalhadores. observando-se a utilização de revestimento de materiais refratário de forma que o calor radiante não ultrapasse os limites de tolerância estabelecido na NR 15. esteiras-rolantes. inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de pressão. radiações ionizantes ou substâncias radioativas. NR 12 – Máquinas e Equipamentos Normatizar a Instalação e área de Trabalho. inflamáveis. pontestalhas. Transportadores Industriais rolantes. Guindastes. dispositivos de segurança de acionamento. empilhadeiras. acompanhamento de operação e manutenção. partida e parada dos mesmos. NR 15 – Atividades e Operações Insalubres Normatizar as atividades e operações insalubres. NR 16 – Atividades e Operações Perigosas Normatizar as atividades e operações perigosas. a segurança de usuários e terceiros. fixando os limites de tolerância e tempo de exposição ao agente. de Máquinas e Equipamentos. ascensores. e ainda. reforma e ampliação e. elevadores de cargas. NR 13 – Caldeiras e Vasos de Pressão Normatizar os projetos de construção. as áreas de circulação. devendo ser instalados em locais adequados. médio e leve. e Maquinas Transportadoras. o adicional de insalubridade. inclusive. Movimentação. NR 14 . Armazenagem e Manuseio de Materiais Normatizar as operações de Elevadores. e os equipamentos para movimentação de materiais. inclusive os meios de controle e registros.108 incluindo projeto. NR 11 – Transporte. ainda. execução. operação. inclusive equipamentos com força motriz própria.

de planejamento de organização. transporte e descarga de materiais. que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos. objetivando proteger os trabalhadores contra intempéries. a umidade e os ventos inconvenientes. ao mobiliário. inclusive meio de controle e registros e ainda treinamento de brigada.Explosivos Normatizar os procedimentos para: Depósito. NR 19 . segurança e desempenho eficiente. seu ponto de fulgor e classe. NR 21 – Trabalho a Céu Aberto Normatizar os trabalhos a céu aberto. NR 20 – Líquidos Combustíveis e Inflamáveis Definir líquido combustível. bem como os cuidados para armazenagem. o frio. incluindo os aspectos relacionados ao levantamento.109 Estabelece parâmetro que permite a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Estabelece as diretrizes de ordem administrativa. NR 24 – Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho . de modo a proporcionar um máximo de conforto. NR 22 – Trabalhos Subterrâneos Normatizar as empresas que explorem mina. NR 23 – Proteção contra Incêndios Normatizar as exigências mínimas de proteção contra incêndios que todas as empresas devem possuir. nas condições e no meio ambiente na Indústria da Construção. que deverá adotar métodos e manter locais de trabalho que proporcionem a seus empregados condições satisfatórias de segurança e medicina do trabalho. aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho. o calor. Manuseio e Armazenagem de Explosivos. insolação excessiva.

de 24/10/89 e nesta Norma Regulamentadora. delimitando áreas. 6º. líquidos e sólidos) dos locais de trabalho.955. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. armários. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases. de acordo com as características e atividades das empresas. NR 30 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquário. lavatórios. do art. sua higienização.º 97. mictórios.º 7. e n. NR 28 – Fiscalização e Penalidades Disciplinar a fiscalização das disposições legais e/ou regulamentares sobre segurança e saúde do trabalhador. efetuado pela Secretária de Segurança e Saúde no Trabalho.841. de 15/03/65.º 55. e advertindo contra riscos. pisos e paredes. . de 26/07/89. bem como os produzidos por processos e operações industriais. NR 25 – Resíduos Industriais Normatizar os procedimentos a serem adotados para os resíduos industriais (gasosos. NR 26 – Sinalização e Segurança Fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes. Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. NR 27 – Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho Normatizar o exercício da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho. armários etc. com processo iniciado através das Delegacias Regionais do Trabalho – DRT. NR 29 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário. no Título VII da CLT e no § 3º. bem como sua aplicabilidade.110 Normatizar as condições mínimas de instalações sanitárias. que depende de prévio registro no Ministério do Trabalho. identificando os equipamentos de segurança. chuveiros. da Lei n. .855. sendo efetuada obedecendo ao disposto nos Decretos n.

. bem como sua aplicabilidade. bem como sua aplicabilidade.NR 18. bem como sua aplicabilidade. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores que exercem suas atividades em espaços considerados confinados pela norma. NR 32 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde. Pecuária. Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. sua Norma Regulamentadora .111 Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores aquaviários. Exploração Florestal e Aqüicultura. em julho de 1995. 10. NR 31 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura. inserindo novos requisitos. o Ministério do Trabalho e Emprego revisou. Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. Em busca de melhorias na implantação de programas que controlassem os processos de trabalho e padronizassem ações de segurança e saúde visando sempre a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores dos estabelecimentos de saúde.0 – PCMAT PCMAT .Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção .Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores da Agricultura. Silvicultura. Um deles foi o PCMAT . Exploração Florestal e Aqüicultura. Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. bem como sua aplicabilidade. Silvicultura.NR-18. NR 33 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em em Espaços Confinados. obrigatórios para a área de construção. Pecuária.

Quando o canteiro de obras envolver 20 trabalhadores ou mais. trabalho em concreto armado. que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos. instalações elétricas nos canteiros de obras. nas condições e no meio ambiente na Indústria da Construção. fundações e desmontes de rochas.com. determinando normas de segurança específica para: armazenagem e estocagem de materiais. demolição e reparos. escavação. seu item 18. à prevenção de danos nas edificações dentro do canteiro de obras que assegurem a segurança e a saúde dos trabalhadores. operações de soldagem e corte a quente. demolição. estrutura metálicas.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. A Norma Regulamentadora . desde as fundações até sua entrega.NR 18. o empregador deve fazer um planejamento (PCMAT . os riscos provocados por agentes físicos. condições sanitárias e de conforto nas obras de construção. Esse planejamento abrange o cumprimento das normas ambientais. proteção contra incêndio. andaimes e proteção contra quedas de altura. e especificamente nos estabelecimentos com 20 (vinte) trabalhadores ou mais. escadas. O PCMAT tem como objetivo básico garantir a saúde e a integridade dos trabalhadores. através da prevenção dos diversos riscos que derivam do processo de execução de obras na indústria da construção. galerias e plataformas de proteção. 2008 Objetivos da NR-18: estabelece as diretrizes de ordem administrativa.Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção) que dê conta da prevenção de todos os riscos da obra. tapumes. Este deve contemplar as exigências contidas na NR-09 .torrefortesaude. andaimes. pois para que as ações de melhoria das condições do ambiente de trabalho sejam implantadas é necessário conhecer.SEESMT). de planejamento de organização.112 O PCMAT deverá ser elaborado pelas empresas enquadradas no grupo das "Indústrias da Construção" conforme classificação da NR 4 (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho . ferramentas diversas. carpintaria. rampas e aberturas. dentre outras.3 contempla os requisitos a serem seguidos para a elaboração e cumprimento do PCMAT. manuseio de materiais e transportes de pessoas e de materiais. também. químicos e biológicos. equipamento de proteção individual. . passagens. alvenaria e acabamentos. http://www. máquinas e equipamentos.br Produzido em: 3 Novemb0r.

de preferência de campo. também. . além das proteções físicas enfatizadas pelas normas. e as medidas de proteção coletivas e individuais (EPC e EPI) a serem adotadas. sendo que uma das principais é a pouca importância das máquinas e tecnologias para a obtenção da qualidade do produto. a melhoria no gerenciamento da segurança e saúde no trabalho. Novos treinamentos devem ser feitos sempre que necessário a cada fase da obra Esse desenvolvimento motiva o trabalhador a executar suas tarefas com maior segurança contribuindo para a melhoria da qualidade e produtividade da empresa. assim como seu cumprimento são de importância fundamental. A construção civil se difere dos outros setores industriais por possuir características próprias. a legislação não contribui muito para reduzi-los. 11. dentro do seu horário de trabalho. pesquisas em diversos países têm indicado que. quase que exclusivamente.113 O planejamento e elaboração do PCMAT.0 . da mão-de-obra utilizada. a construção civil continua a se destacar como um dos setores com os índices mais elevados de acidentes do trabalho. os riscos de sua função específica. tanto no Brasil quanto em países desenvolvidos. A grande dependência que a construção civil tem da mão-de-obra utilizada deveria contribuir para que este fosse um setor desenvolvido no aspecto de segurança no trabalho. Os números de acidentes na construção civil são alarmantes e. porém o que se nota é que este continua sendo um dos setores industrias com maior percentual de acidentes. deve ser buscada. Tendo em vista a redução desses índices.SEGURANÇA EM CANTEIRO DE OBRAS Atualmente. Antes de iniciar suas tarefas o trabalhador deve ser informado sobre as condições de trabalho no canteiro. A nova NR-18 determina que todos os empregados recebam treinamentop. dependendo esta. o setor é quarto maior gerador de acidentes fatais em termos de freqüência e o terceiro em termos de coeficiente por cem mil trabalhadores (1997). No Brasil.

Uma delas é positiva: nos últimos anos vem caindo o número de acidentes de trabalho no setor.Risco de retrocesso Ritmo acelerado dos canteiros. algumas desconhecem que os mesmos são obrigatórios. ficou em 4o lugar no período.114 Um dado extremamente importante e preocupante é o de que muitas empresa não sabem quais são os EPI’s necessários para a construção civil e. A outra notícia serve de alerta: diante do aquecimento do setor. com excesso de horas extras e contratação de operários pouco qualificados. ..PROGRAMAS DE PREVENÇÃO Resumo dos Programas a serem elaborados pelas Empresas A INSTRUÇÃO NORMATIVA DO INSS IN / DC 99 de 05 de Dezembro de 2003 substitui a IN / DC 95 (Instrução Normativa da Diretoria Colegiada Nº 95) O INSS emitiu novas "regras" conforme a instrução IN / DC acima citada. a construção ocupa o 5o lugar no ranking dos setores com maior número de acidentes. Segurança do trabalho .0 . 12. tem aumentado os acidentes na construção Avanços na segurança dos canteiros estão ameaçados por escassez de operários qualificados e ritmo acelerado das obras Há duas constatações importantes sobre a segurança do trabalho na construção civil. Pelas últimas estatísticas.. embora números oficiais de 2007 não tenham sido divulgados. entre 2004 e 2006. Quanto à taxa de mortalidade. que ostentou por vários anos a taça de campeão. . o número de acidentes voltou a aumentar em 2007 e 2008.

João Emílio de Bruim . 155 da IN-DC-78. Entende-se portanto que o PPP deverá ser elaborado e mantido pela empresa.em reportagem à Revista CIPA Ano XXV .A empresa que não mantiver o LTCAT e o PPP atualizado com referência aos agentes nocivos. DIRBEN 8030. e fornecer cópia autêntica desse documento. POIS nada foi alterado na IN-DC-99 com relação ao LTCAT citado na IN-DC-78.00) 7.Até 31/12/2003. 5.Os dados constantes no PPP deverão ser corroborados com o LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho). o qual deve estar. quando da rescisão do contrato de trabalho. DSS 8030. conforme Anexo XV. adiante.213 de 1991.Foi instituída pelo INSS uma adequação do modelo de Perfil Profissiográfico denominado PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário).00 a R$ 80. alguns dos Artigos deste DC. APÓS ESTA DATA. Segundo o Dr." 3. 2. (pelo menos a partir de 01/01/2004). ESTES DOCUMENTOS DEIXARÃO DE TER VALIDADE/EFICÁCIA. TODOS OS FATOS GERADOS ANTERIORMENTE A ESSA DATA DEVEM CONTINUAR A SER REGISTRADOS NOS ANTIGOS FORMULÁRIOS DIRBEM OU DSS-8030. (Todas as empresas que possuem empregados) ou PCMAT . 6. o INSS aceitará os formulários antigos SB-40. estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo. a ser emitido conforme Art.Advogado . na fiscalização das empresas com segurados que exerçam atividade que permita a concessão de aposentadoria especial. 133 da Lei Nº 8. A saber: 1.000. . 4.A prova de efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador passará então a ser feita pelo PPP baseado no LTCAT (que deve ser emitido preferencialmente por Engenheiro do Trabalho).293.(cujas multas poderão variar de R$ 8. efetivamente implantado pela Empresa a partir de 01/01/2004.A empresa deverá já ter elaborado e mantido atualizado o Perfil Profissiográfico Previdenciário abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador. " A VIGÊNCIA DO PPP É A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2004.Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (para empresas de construção) ou PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos (para empresas de mineração) ou .115 Vamos ressaltar.000.O INSS/MPAS informa que. o fiscal solicitará os seguintes documentos: 1º) PPRA .Programa de Prevenção de Riscos Ambientais.

três motivos: 1ª. basicamente.Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção 2ª. Devem ser elaborados por função. Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP. 4. solicitadas pelo Art. Por força de Lei do Ministério do Trabalho NR 22 – Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração 2ª. Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP.Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (todas as empresas que possuem empregados).Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho 1. Por força de Lei do Ministério do Trabalho . dois motivos: 1ª.Deve ser emitido QUANDO existe efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador. Por força de Lei do Ministério do Trabalho .Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho (empresas que não são obrigadas a elaborar PPRA / PCMAT /PGR).116 LTCAT . LTCAT . PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos A empresa de mineração DEVE ter o PGR por. basicamente. dois motivos: 1ª. 3. PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção A empresa DEVE ter o PCMAT por. 3º) PCMSO . basicamente.NR-9 NR-9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais 2ª. 2º) PPP .Perfil Profissiográfico Previdenciário (a partir de 01/01/2004). Deve ser elabora para cada empregado. 2. PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais A empresa DEVE ter o PPRA por.O LTCAT tem que conter as informações detalhadas. Para empresas que possuem empregados que exerçam atividades que gerem aposentadoria especial (Ver Decreto 3. APÓS A EXECUÇÃO DO PPRA E DO PCMSO.É a base de informações para a emissão do PPP quando o trabalhador está exposto a agentes nocivos.NR-18 NR-18 . 178 constante na IN-DC-99 do INSS/MPAS: .048/99. ou Médico do Trabalho. Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP.Deve ser expedido por Engenheiro de Segurança do Trabalho.

CONCLUSÃO SUGERIMOS O SEGUINTE "ROTEIRO". basicamente. 3ª. para todas as funções. necessariamente nesta ordem seqüencial : 1º. PCMSO – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional A empresa DEVE ter o PCMSO por.FAZER OS LTCAT. 2. e mantê-los arquivados. . 2O LTCAT deverá ser a base técnica de sua emissão. fornecendo uma cópia ao funcionário. Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP. necessariamente.Deve ser emitido.Deverá obrigatoriamente ter sido emitido em meio magnético a partir de 01/01/2004 para todos os funcionários (Conforme $2º de IV da IN-99). o qual deverá ser entregue SEMPRE ao funcionário. 4ºFAZER TODOS OS PPP (PERFÍS PROFISSIOGRÁFICOS PREVIDENCIÁRIOS) por função e local. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo. como um meio de assegurar atendimento à Legislação. SE existir efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador. (Veja observação no item acima). e afirmar que o trabalhador NÃO esteve exposto aos eventuais agentes nocivos existentes na empresa.213 de 1991. Por força de Lei do Ministério do Trabalho . mantê-los atualizados e em arquivo digital (de preferência) para emiti-los quando da rescisão de contrato de trabalho. 5º. 2º.FAZER O PCMSO.FAZER O PPRA. Para realizar A. três motivos: 1ª. mesmo para aquelas que não têm efetiva exposição a agentes nocivos a saúde. mesmo que não exista efetiva exposição à agentes nocivos.PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO 1. estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art. OBS: Entende-se que é mais prudente emitir LTCAT para todas as funções existentes na empresa.117 RELEMBRAMOS: A empresa que não mantiver o Laudo Técnico atualizado com referência aos agentes nocivos. quando da rescisão do contrato de trabalho.Poderá ser emitido até 31/12/2003. com base nas informações colhidas do LTCAT . (Avaliação de Saúde Ocupacional) dos funcionários. 133 da Lei Nº 8.EMITIR O PPP e o LTCAT quando da rescisão de contrato de trabalho.S.O. PPP . 3º. DIRBEN 8030 1. Após 01/01/2004 não terá mais validade para novas emissões.NR-7 NR-7 – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional 2ª. mas continuam valendo para os fatos gerados anteriormente à 01/01/2004.

O INSS emitiu novas "regras" conforme o DC acima citado. o INSS aceitará os formulários antigos SB-40. 155 da IN-DC-78.Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional. DISES BE 5235. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo. a saber: Foi instituído pelo INSS um modelo de Perfil Profissiográfico denominado PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário). 133 da Lei Nº 8.00 a 99. DIRBEN 8030.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. DIRBEN 8030 Poderá ser emitido somente até 31/12/2003. a ser emitido conforme Art.Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho. DSS 8030. o qual deverá estar. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo. O INSS/MPAS informa que. A prova de efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador. Até 31/12/2003. ou Médico do Trabalho. podendo chegar aa multas de. . A empresa que não mantiver o LTCAT e o PPP atualizado com referência aos agentes nocivos. conforme Art. APÓS ESTA DATA.910. apenas alguns dos Artigos deste DC. R$ 9. ESTES DOCUMENTOS DEIXARÃO DE TER EFICÁCIA. quando da rescisão do contrato de trabalho. estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art. 133 da Lei Nº 8. estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art. adiante. APÓS A EXECUÇÃO DO PPRA E DO PCMSO. É a base de informações para a emissão do PPP quando o trabalhador está exposto a agentes nocivos. o fiscal solicitará todos os seguintes documentos: PPRA .Perfil Profissiográfico Previdenciário (a partir de 01/01/2004) e PCMSO . Os dados constantes no PPP deverão estar de acordo com o LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho). PPP . efetivamente. e vamos ressaltar. determinadas pela INDC-79 do INSS/MPAS: A empresa que não mantiver o Laudo Técnico atualizado com referência aos agentes nocivos.00. passará então a ser feita pelo PPP baseado no LTCAT (que deve ser emitido por Engenheiro ou Médico do Trabalho). LTCAT Deve ser expedido por Engenheiro de Segurança do Trabalho. A empresa deverá elaborar e manter atualizado o Perfil Profissiográfico Previdenciário abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador. 148. conforme Anexo XV.102. LTCAT . O LTCAT tem que conter as informações detalhadas. implantado pela Empresa a partir de 01/01/2004. na fiscalização das empresas com segurados que exerçam atividade que permita a concessão de aposentadoria especial. e fornecer cópia autêntica desse documento.213 de 1991.213 de 1991. Entende-se portanto que o PPP deverá ser elaborado e mantido pela empresa.118 PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) e LTCAT (Laudo Técnico de Condições Ambientais no Trabalho) Instruções Normativas INSS / DC Nº 84/2002 e 90/2003. Após 01/01/2004 não terá mais validade. emissão de CAT e quaisquer outros benefícios do INSS.

119 O LTCAT deverá ser a base técnica de sua emissão, SE existir efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador. PPP - PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO Deverá obrigatoriamente ser emitido a partir de 01/01/2004 e deverá ser entregue SEMPRE ao funcionário, quando da rescisão do contrato de trabalho, emissão de CAT e quaisquer outros benefícios do INSS. Deve ser emitido, necessariamente, com base nas informações colhidas do LTCAT .

PPP - PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO “A empresa deverá elaborar e manter atualizado Perfil Profissiográfico, abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão do contrato de trabalho, cópia autêntica desse documento” . Parágrafo 4º do Art.. 58 da Lei nº 9.528 de 10/12/97. • Elaboração do Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho – LTCAT, no âmbito de cada estabelecimento, por setor de trabalho, envolvendo de forma pormenorizada, a análise de projetos de novas instalações, métodos ou processos de trabalho, ou de modificação dos já existentes; Averiguação da existência de agentes nocivos no ambiente de trabalho, mediante análise quantitativa para o dimensionamento da exposição dos trabalhadores, subsidiando o equacionamento das medidas de proteção e comprovação do controle da exposição ou inexistência dos riscos identificados; Utilização de aparelhos para: Intensidade Luminosa - Luxímetro, modelo LD200, da Instrutherm; Ruído – Decibelímetro, modelo 33-2055, da Rádio Shack; Ruído – Dosímetro, modelo DOS 450, da Instrutherm; Calor – Termômetro de Globo Digital, modelo TGD-200, da Instrutherm; Elaboração do Perfil Profissiográfico Previdenciário, por funcionário, abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador, com base em Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho – LTCAT; Retratação das atividades laborativas do funcionário, na empresa, desde a sua admissão, envolvendo exposição à agentes de risco e medidas de proteção fornecidas; Manutenção do PPP por mídia magnética ou ótica, disponível através de disquete ou CD, ou meio digital, disponível através de formulário eletrônico, com acesso por meio de “nome de usuário” e “senha”, a serem fornecidos no endereço eletrônico www.centraldocumentos.com.br, na Internet.

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LTCAT – LAUDO TÉCNICO DE CONTROLE DE AMBIENTE DO TRABALHO Documento técnico que regista as condições ambientais do trabalho. Discriminando por setor ou grupo de trabalhadores, com as mesmas funções, identificando e registrando – qualitativamente e quantitativamente – os agentes nocivos à saúde do trabalhador por ventura oriundo de agentes físicos, químicos e biológicos – NR 15 e NR 16 e anexos. A emissão deste documento é de responsabilidade do Médico do Trabalho ou Engenheiro de Segurança do Trabalho por prerrogativa decorrente do Art. 5º, parágrafo XIII ca Constituição Federal que resultou na Lei 7.410/85 e Decreto 92.530/86 e também pela redação do Artigo 195 da CLT.

13.0 - FUNDAMENTOS DE ERGONOMIA Ergonomia é a ciência que trata da interação entre homem e tecnologia, visando adaptar tarefas, sistemas, produtos e ambientes às habilidades e limitações físicas e mentais das pessoas. Projeto ergonômico é a aplicação da informação ergonômica ao design de ferramentas, máquinas, objetos, tarefas, sistemas e ambientes ao uso humano seguro, confortável e efetivo. Nada mais do que o princípio do design centrado no usuário: A Ergonomia procura adaptar o trabalho ao trabalhador, o produto ao usuário. Estende-se do mobiliário de trabalho ao de casa, hoje em dia orgãos de defesa do consumidor solicitam testes de produtos de consumo e apenas são aprovados os mais eficientes e que satisfaçam as condições de consumo. A ergonomia também estuda, cores, iluminação, umidade, temperatura e ruídos, leva em consideração o local de trabalho por inteiro, as funções de cada pessoa e tempo de permanência que cada função exige, pois o conforto é diretamente proporcional à produtividade. O objetivo prático da Ergonomia é a adaptação do posto de trabalho, dos instrumentos, das máquinas, dos horários, do meio ambiente às exigências do homem. A realização de tais objetivos, ao nível industrial, propicia uma facilidade do trabalho e um rendimento do esforço humano.
A Ergonomia é considerada por alguns autores como ciência, enquanto geradora de conhecimentos.Outros autores a enquadram como tecnologia, por seu caráteer aplicativo, de transformação.Apesar das divergências conceituais, alguns aspectos são comuns as várias definições existentes:

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• • • •

a aplicação dos estudos ergonômicos; a natureza multidisciplinar, o uso de conhecimentos de várias disciplinas; o fundamento nas ciências; o objeto: a concepção do trabalho.

OBJETO E OBJETIVO DA ERGONOMIA Se, para um certo número de disciplinas, o trabalho é o campo de aplicação ou uma extensão do objeto próprio da disciplina, para a ergonomia o trabalho é o único possível de intervenção. A ergonomia tem como objetivo produzir conhecimentos específicos sobre a atividade do trabalho humano. O objetivo desejado no processo de produção de conhecimentos é o de informar sobre a carga do trabalhador, sendo a atividade do trabalho específica a cada trabalhador. O procedimento ergonômico é orientado pela perspectiva de transformação da realidade, cujos resultados obtidos irão depender em grande parte da necessidade da mudança. Mesmo que o objetivo possa ser diferente de acordo com a especialização de cada pesquisador, o objeto do estudo não pode ser definido a priori, pois sua construção depende do objetivo da transformação. Em ergonomia o objeto sobre o qual pretende-se produzir conhecimentos, deve ser construido por um processo de decomposição/ recomposição da atividade complexa do trabalho, que é analisada e que deve ser transformada. O objetivo é ocultar o mínimo possível a complexidade do trabalho real. Quanto mais ergonomia aprofunda o seu questionamento sobre a realidade, mais ela é interpelada por ela mesma.

14.0 - GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO

GESTÃO DO RISCO OCUPACIONAL
Antonio Carlos Vendrame A exemplo do denominado imposto verde, que se constitui nas exageradas exigências na esfera ambiental e, que acabam por emperrar o crescimento do país; o excessivo protecionismo estatal às relações de trabalho tem contribuído para a redução do emprego formal. A CLT - Consolidação das Leis do Trabalho, promulgada na década de 40, tutelava o trabalhador como alguém que fosse indefeso, irracional e despreparado para decidir por si só. Passados mais de 60 anos, o trabalhador evoluiu, não podendo mais ser comparado ao silvícola, mas a legislação continua com as mesmas características: tutelar, legalista e protecionista.

carecem de conhecimentos da área jurídica. transformandose em presa fácil de um trabalhador oportunista assessorado por um bom advogado. ambos estarão fiscalizando indistintamente as duas áreas. Ocorre que tais pedidos para serem apreciados pelo Juiz. por sua própria opção. transformando o trabalho que deveria ser técnico em discurso pela defesa da saúde irrestrita e tendenciosa do trabalhador. com algumas exceções. As empresas. tampouco em registrar. via de regra. Estas ações são vultosas e certamente podem inviabilizar a continuidade de uma pequena ou média empresa. Anteriormente havia fiscais com formações distintas para fiscalizar tributos e segurança e saúde. engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho. que através de vistoria. tornaram-se muito vulneráveis. mas que aos olhos do leigo. por envolver matéria técnica. as empresas tem terceirizado suas atividades de risco ou perigo. agora não. relatará ao Juiz se o trabalhador laborou. transferindo-a para o Ministério da Saúde.122 O excessivo protecionismo estatal consegue contaminar a Justiça Trabalhista. Para se isentar das questões de segurança e saúde no trabalho. que deveria ser imparcial com as partes. seu panorama ambiental e a saúde de seus trabalhadores. ou não em atividade insalubre. inobstante trazerem outros vários reflexos. As empresas nunca se preocuparam em documentar suas ações em segurança e saúde no trabalho. inclusive sentenciando em seus laudos. para não correr riscos desnecessários. economia ou contabilidade poderá estar fiscalizando segurança e saúde ao invés de um profissional com formação específica em engenharia de segurança do trabalho ou medicina do trabalho. não passam de pequenos deslizes. acabando por cometer ilegalidades que comprometem o trabalho pericial. Alguns se julgam verdadeiros juízes. . Acabam também levados pela ideologia política. mas evita-a. Uma conseqüência direta desta situação é que a empresa não mais busca a justiça. por seu valor. ficando sem qualquer comprovação para rebater as alegações do trabalhador numa ação indenizatória. Assim. Porém. uma antiga aspiração deste setor. bem como pela doença. Os mecanismos governamentais criados para a defesa da saúde do trabalhador. Estes Peritos. no âmbito trabalhista. A fiscalização do trabalho também tem sido uma pedra no sapato do empresário. não impactam a folha de pagamento. um fiscal com formação em direito. Pior ainda é o possível desmantelamento da área de segurança e saúde do trabalhador do Ministério do Trabalho. necessitam ser avaliados por um Perito. seja pela falta de formação. seja pelo amadorismo. Os pedidos de adicionais de insalubridade e periculosidade. O que também têm trazido preocupação às empresas são as ações por danos materiais e morais pelo acidente do trabalho e. ao longo dos anos. fatalmente acaba sendo um fórum de privilégio ao trabalhador e condenação às empresas. mas. administração. que está legalmente equiparada ao acidente. não têm sido suficientes para estimular os investimentos pelas empresas.

Tanto o governo anterior como o atual não demonstra estar preocupado em campanhas preventivas. olvidando sua função de advogado técnico e. atuar contrariamente aos interesses da empresa. Liberdade de negociação não é abrir mão dos direitos do trabalhador. Por outro lado. tornando o empregado com carteira assinada menos oneroso do que é atualmente.Perfil Profissiográfico Previdenciário . restando para a empresa toda a responsabilidade. É retrógrado reivindicar os adicionais de risco (insalubridade e periculosidade) quando a tendência atual é lutar para melhores condições de trabalho. Como se não bastasse o governo causar empecilho às relações de trabalho. médicos e técnicos em segurança do trabalho. Outra complicação adicional é o fato do AFPS . bem como o excessivo poder normatizante em segurança e saúde do trabalhador.instituído pela Previdência Social. criando provas contrárias ao interesse da organização. inobstante a criação da alíquota suplementar do SAT . com finalidade de retirada de informações desnecessárias e cujo teor podem comprometer os interesses da empresa. ou ainda. ainda há uma forte tendência dos profissionais engenheiros. aquelas empresas que não cumprirem a legislação. por exemplo. É o caso típico do PPP . mas flexibilizar as relações de trabalho.Seguro de Acidentes do Trabalho .Auditor Fiscal da Previdência Social .ter autonomia para confrontar os dados do PPP (um . o PPRA . quando não.denuncia o desencadeamento ou agravamento de perda auditiva ocupacional nos trabalhadores. a criação de inúmeras modificações na legislação de aposentadoria especial com vistas a reduzir o número de aposentáveis de forma especial.e.afirma que inexistem níveis de pressão sonora acima do limite tolerável e o PCMSO . que não passa de 5% do contingente de trabalhadores. alguns sindicados ainda não evoluíram o suficiente para entender que saúde não se vende. mas tão somente apenar. Milhares de empregos poderiam estar sendo gerados se houvesse liberdade de negociação entre empregador e empregado. não existe coerência entre os diversos documentos produzidos. redundando em evidente incoerência.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais . cujo propalado mérito seria se tornar no mais importante instrumento na preservação da segurança e saúde do trabalhador. O PPP possui várias armadilhas em seu bojo tornando-se uma verdadeira arma contra a empresa se as informações lançadas naquele documento forem mal administradas.123 tais empresas sempre acabam sendo envolvidas nos processos solidariamente à empresa terceirizada. com finalidade única de “criar renda”. no entanto. é somente uma nova forma para fiscalizar à distância as empresas. a terceirizada encerra suas atividades. de forma oportunista. por mais incrível que pareça. por carência de enfoque jurídico em sua formação.Programa de Controle Médico em Saúde Ocupacional . Os documentos produzidos não passam por um crivo jurídico.

normas e funções que têm por fim ordenar os fatores de produção e controlar a sua produtividade e eficiência. Estes e tantos outros assuntos estão sendo tratados em nossa recém lançada obra pela Editora Thomson/IOB intitulado Gestão do Risco Ocupacional que trata dos dez pontos nevrálgicos em segurança e saúde no trabalho e suas implicações legais. A gestão de segurança e saúde do Trabalho adotada por uma empresa estabelece as diretrizes do sistema de processos para conhecimento e eliminação dos riscos de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais nos ambientes de trabalho. Neste compasso as normas ISO vêm ampliando seu horizonte abrangendo segurança e saúde no trabalho e responsabilidade social. da implementação dos documentos legais (sem produzir provas contra si mesmo) e a gestão do passivo em segurança e saúde no trabalho. 2000). então. para se obter determinado resultado. gerência. 2) as ações de segurança e saúde no trabalho como parte integrante do sistema produtivo. 4) indicadores importantes. Segundo FATURETO (1998). 6) os gerentes são os responsáveis pela alocação dos recursos nas áreas. gestão é a prática desse princípios. 3) gerenciamento integrado de qualidade. meio ambiente e segurança. As normas da International Organization for Standartization (Organização Internacional de Normalização). 7) os empregados têm o direito de recusar trabalhos em condições de risco acentuado. o discurso da sustentabilidade deixou de ser exclusivo enfoque ambiental para abranger também questões sociais. além das tradicionais qualidade e meio ambiente. ou Normas ISO. normas e funções. produtividade. ISO 14000 e OHSAS 18001. 5) o diretor é o patrocinador das ações de segurança e saúde do trabalho. Como administração é um conjunto de princípios. visam estabelecer critérios . assim. Nos novos tempos. a nova forma de gestão da segurança e saúde do trabalho deve possuir os seguintes princípios: 1) definição de uma política de segurança clara e compatível. o fiscal previdenciário terá acesso aos documentos trabalhistas. como ISO 9000. O termo gestão quer dizer “ato de gerir. administração” (MELHORAMENTOS.124 documento previdenciário) com os documentos da alçada trabalhista.

001e. posteriormente.900 (séries de normas espanholas). O fato de uma organização estar em conformidade com a OHSAS 18. A partir de 1996. SGS. foi criada em 1999 por organismos certificadores. iniciou-se a procura por um sistema de gestão para a segurança e saúde.001. em associação com o BSI – British Standards Institution. contanto que esses patrocinadores estejam dispostos a atender às condições do BSI para tais documentos. que é uma série de normas para avaliação de segurança e saúde no trabalho. tipos similares de documentos. tais como a DNV.125 para as questões técnicas que incidam na produção e comercialização de bens e serviços em todo o mundo. AENOR. mesmo . mas estas não conferiam certificação para as empresas num âmbito internacional. que queriam utilizá-las em caráter voluntário (CAMPOS. 2001). e. posteriormente. o que acabou ocorrendo com o advento da OHSAS 18. As normas OHSAS 18001. sendo que a série ISO 9000 é voltada para qualidade e a série ISO 14000 para meio ambiente.001 em conjunto com essas instituições é aberto a outros patrocinadores que desejam produzir. inclusive no Brasil. com o surgimento da BS 8800 – Guide to Health and Safety Management Systems (Guia para o Gerenciamento de Segurança e Saúde Ocupacional). em 1996 e 1997. com a edição da OHSAS 18. onde sistemas foram adotados por organizações privadas e independentes.900 são normas voltadas para segurança e saúde no trabalho. da UNE 81. tanto quanto as normas BS 8800 e UNE 81.900. que é uma norma inglesa do BSI. A OHSAS 18.001 por si só não lhe dá imunidade em relação às obrigações legais.002: diretrizes para implementação da OHSAS 18. Diante disso. Lloyds Register Quality Assurance. que trata do Sistema de Gestão e Prevenção de Riscos Laborais. o mercado globalizado solicitava uma norma para certificação. O processo de desenvolvimento utilizado para a OHSAS 18. etc. ou seja. BVQI.001. existiam as normas BS 8800 e UNE 81.

ou seja. que é a única da família ISO 14000 e que permitirá ter um certificado de Sistema de Gerenciamento Ambiental (SGA). ISO 9003 – sistemas da qualidade – modelo para garantia da qualidade para inspeção e ensaios finais. várias delas foram ratificadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas .ABNT. ISO 9001 – sistemas da qualidade – modelos para garantia da qualidade no projeto. 5. produção e assistência técnica. pois este cada vez mais exige a certificação de uma das normas da série ISO 9000 como comprovação da qualidade técnica de seus produtos e serviços. ISO 9002 – sistemas da qualidade – modelo para garantia da qualidade na produção e instalação. não haverá uma certificação ISO 14000.126 porque não se trata de uma certificação reconhecida pelos governos. A ISO 14000 segue a mesma sistemática. 3. principalmente as da série ISO 9000 (normas para o Sistema de Gestão de Qualidade) e ISO 14000 (normas para o Sistema de Gestão Ambiental). ISO 9000 – normas para gerenciamento e garantia da qualidade – diretrizes para seleção e uso. Quanto às Normas ISO. 2. na história recente do Brasil. A empresa deve desenvolver uma sistemática que propicie o acesso contínuo às exigências legais pertinentes ao exercício de sua atividade . 4. desenvolvimento. vez que foi criada por instituições certificadoras privadas. notadamente aquelas que se voltam para o mercado internacional. A ISO 14001 estabelece requisitos a serem seguidos pelas empresas no gerenciamento de seus produtos e processos de maneira que não agridam o meio ambiente. ISO 9004 – gerenciamento de qualidade e elementos do sistema de qualidade – diretrizes. instalação. As normas da série ISO 9000 fixam diretrizes mínimas para os processos de gestão e devem ser prioritárias por parte das empresas. que a comunidade na qual esteja inserida não sofra com os resíduos gerados e que a sociedade seja beneficiada. A ISO 9000 é um conjunto de cinco normas: 1. mas uma certificação baseada na ISO 14001.

tendo em vista. sejam emissões atmosféricas. cujo objetivo é uniformizar os interlocutores sociais da comunidade européia no tocante às obrigações relativas às avaliações de riscos no local de trabalho. o conhecimento. de acordo com a Directiva Marco 89/391/CEE. Os procedimentos devem permitir a identificação. que estabelece as diretrizes de avaliação de riscos da comunidade européia. efluentes líquidos ou resíduos sólidos. A British Standard 8800 (BS 8800) é um programa de qualidade integrada. a administração e o controle dos resíduos que ela possa gerar durante a produção e uso dos produtos. . Os principais pontos da diretriz da BS 8800 são: 1 – Elaboração de programa de avaliação de riscos no local de trabalho 2 – Estruturação da avaliação 3 – Coleta de informações 4 – Determinação dos perigos 5 – Identificação das pessoas em condições de risco 6 – Determinação das normas sobre exposição a riscos 7 – Avaliação dos riscos 8 – Investigação das possibilidades de eliminação ou controle dos riscos 9 – Determinações das prioridades e seleção das medidas de controle 10 . obtendo-se. o comércio exterior. assim. O Brasil não aceitou sua transformação numa norma internacional. melhor qualidade de vida para o trabalhador em seu ambiente laboral. mas é um referencial de muitos profissionais de segurança e saúde no trabalho. principalmente.127 e que seja de forma clara à direção da empresa. A adoção da Norma ISO da série 14000 promoverá a melhoria das condições e do meio ambiente do trabalho.Aplicação das medidas de controle 11 – Registro da avaliação 12 – Eficácia das medidas 13 – Revisão 14 – Continuidade do programa de avaliação de riscos caso haja alterações nos ambientes de trabalho. A certificação das empresas pela ISO 14001 é também um fator diferenciador de mercado. contínua.

onde são discutidos os acidentes e quase acidentes ocorridos durante o último período. 3 – Registros de atos contra a segurança. surgiram os primeiros programas de prevenção de perdas ou programas de qualidade. E assim. 5 – Permissão de trabalho: é uma autorização escrita emitida pela chefia. sobre métodos e processos de trabalho. para a estrutura da prevenção. 2000). sejam elas quais forem.Uso de EPI: utilização. operar equipamento sem autorização. Informações básicas sobre segurança e saúde no trabalho.128 O objetivo da saúde e segurança no trabalho é a integridade da saúde do trabalhador. limpeza. 6 – Análise de segurança do trabalho: elaborar padrões de atividades. integridade. Numa gestão de segurança e saúde no trabalho. 9 – Comunicação pessoal – instrução de trabalho: instruir o empregado para trabalhar com segurança. o Regulamento Interno de Segurança. 2 – Treinamento de segurança. qualidade. etc. Um Programa de Prevenção de Perdas – PPP . definindo condições seguras antes da execução do serviço. validade. adequação. no local de trabalho. 4 . 10 – Auditoria: (tipo uma ISO 9000) através de pontuação de cada setor de trabalho (LATANCE Júnior. afina-se de forma ideal e perfeita com os critérios da qualidade. da divisão e da gerência. nos anos 80 e 90. estabelecido . No Brasil.deve ter como principais pontos: 1 – Reunião de segurança: mensal. que define responsabilidades e atribuições de todos os níveis hierárquicos. produtividade e controle dos custos. 7 – Observação planejada de trabalho: ver se o padrão está sendo seguido pelo trabalhador. Por exemplo. 1997). Devem ser feitas reuniões do setor. evitar perdas. em sua plenitude (PIZA. em segundo. hierarquicamente tem-se em primeiro lugar a Política de Segurança. 8 – Inspeção planejada de segurança: para detectar acidente potencial e condições sub–padrão.

caso não seja possível. caso venha a ocorrer o acidente. além de um PPP . em terceiro. o Programa de Saúde e Segurança do Trabalho. para que. que engloba. O PCMAT nada mais é do que um PPRA para as obras de construção civil. Em qualquer programa de ação. neutralização dos riscos ambientais geradores de infortúnios laborais. Essa comprovação se baseia em técnicas de controle. Obras com mais de vinte empregados são obrigadas a possuir um PCMAT e não o PPRA. o PCMSO para prevenção das doenças ocupacionais e o PCMAT para prevenção de acidentes do trabalho em um canteiro de obras. conhecendo-se as causas. sendo que as obras com até vinte empregados são obrigadas a possuir PPRA. Uma gestão de segurança e saúde do trabalho tem por objetivo a prevenção de acidentes e doenças. de qualquer atividade. que são o PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (previsto na NR9). A distinção entre estes programas obrigatórios é que o PPRA é direcionado para prevenção dos riscos de acidentes do trabalho. se enfatizem os riscos inerentes às atividades da indústria da construção. o PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (previsto na NR-7) e o PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção (previsto na NR-18). os programas obrigatórios constantes nas NR .Normas Regulamentadoras. se faz necessária a comprovação do seu cumprimento após um certo período. Nos estudos para a sua eliminação deve-se dar prioridade à análise da relação custo x benefício dentre as alternativas de solução possíveis e. A prevenção passa pela eliminação ou. incluindo-se terceiros e meio ambiente. onde.Programa de Prevenção de Perdas.129 através de Ordens de Serviço emitidas pela empresa a serem seguidas pelos trabalhadores. dar ênfase às causas dos acidentes e não ao acidentado. que podem ser muito . Todas as empresas que possuam empregados regidos pela CLT são obrigadas a ter PPRA e PCMSO. se tomem providências para que não mais ocorram acidentes semelhantes. além das necessidades de enfoque dos riscos ambientais.

900 e OHSAS 18. Em segurança e saúde ocupacional. nos sistemas de gestão ambiental e nos sistemas de SSO. A justificativa direta das auditorias é comprovar o grau de cumprimento das exigências de uma norma (ou Plano de Ação). através de análises críticas. As auditorias devem ser planejadas não apenas para verificarem a conformidade do documental. b) econômicas ou estruturais: motivadas pelo objetivo de melhoria dos sistemas operativos e sua rentabilidade econômica. eficácia e a eficiência do sistema para atingir metas e objetivos. c) sociais: orientada a facilitar uma informação independente aos empregados. mas também para prover informações que permitam à gestão com responsabilidade executiva determinar. Está havendo o incentivo das auditorias dos sistemas de qualidade e ambiental. A finalidade essencial é a melhoria das condições a partir da correção das anomalias detectadas. Uma das técnicas é a auditoria. .001. com um papel positivo. As auditorias estão previstas nos sistemas de qualidade. E os fundamentos das auditorias de SSO são comuns aos aplicados por essas áreas. que pode ser tanto interna como externa. as normas de referências e a efetiva implementação deste documental. vez que o que se fazia antes era. na verdade. já superada. A decisão de realizar uma auditoria pode estar motivada por uma ou várias das seguintes razões: a) legais: para verificar o cumprimento obrigatório de uma legislação. A auditoria é um eficaz instrumento empresarial para a melhoria das operações. UNE 81.130 diferentes em seus vários aspectos. de um sentido fiscalizador e sancionador. frente à interpretação. que são BS 8800. os consumidores ou à sociedade. a propriedade. ela é relativamente recente. inspeção.

um sistema de gestão para o meio ambiente (SGA).000 implantar três sistemas de gestão: um sistema para a qualidade (SGQ). trabalho. Consequentemente. 19 75 19 78 19 81 19 84 19 87 19 90 19 93 19 96 19 99 20 02 com base na ISO 14001. ou que. Isso foi possível. com 0 base na ISO 9001/2000. ela se adequou à melhoria contínua que já era prevista na ISO 14001 e OHSAS 18. meio ambiente e segurança e saúde). porque na revisão ocorrida em 2000 da ISO 9001. em geral. produto ou serviço. além de agora começar e terminar com o foco no cliente e ser obrigatória a satisfação deste. sendo difícil vislumbrar vida longa para uma organização que não tenha pelo menos um sistema de gestão.000 saúde. inclusive. o sistema de qualidade (ISO 9001) é a base para todos os outros sistemas. tendo vários sistemas de gestão. Essa é a tendência que se apresenta num mundo globalizado e altamente competitivo.000 2. e um sistema de gestão em segurança e saúde no . Num Sistema Integrado de Gestão – SIG (qualidade. as empresas têm procurado 500.001.500. Assim é que atualmente.000 sucesso comercial conseguem também sucesso na gestão da segurança e 1. com base na OHSAS 18. gerando grandes benefícios. facilitando.000. onde cada um tem sua documentação Ano própria.500. Segurança e saúde têm uma influência muito grande sobre a produção de um bem. onde todos querem comprar de e vender a todos. as empresas que têm 1.000. não procure a médio prazo integrá-los. a uniformização dos procedimentos para aquelas organizações que possuem os três sistemas de gestão.Número de Acidentes Ocorridos no Brasil 131 A essência de uma gestão eficaz em segurança e saúde no trabalho não Número de Acidentes deve distinguir-se das sólidas práticas de gestão defendidas pelos promotores 2.000 da excelência da qualidade.001.