HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

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Higiene e Segurança do Trabalho 1. Fundamentos da Segurança no Trabalho 1.1 - Introdução 1.2 - História da Higiene, Segurança e Medicina do Trabalho 1.3 - Termos e Definições 1.4 - A Participação do Governo na Prevenção dos Acidentes 2. Acidente de Trabalho sob os Aspectos Técnico e Legal 2.1 - Classificação dos Acidentes do Trabalho 2.2 - Conseqüências dos Acidentes do Trabalho 2.3 - Causas dos Acidentes do Trabalho 2.4 - Custos dos Acidentes do Trabalho 2.5 - Estatística de Acidentes no Brasil 2.6 - FAP e NTEP 3. Condições Ambientais de Trabalho 4. Órgãos de Segurança e Medicina do Trabalho nas Empresas (SESMT e CIPA) 5. Equipamentos de Proteção Individual (EPI) 6. Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) 7. Atividades e Operações Insalubres 7.1 – Insalubridade e Periculosidade 7.2 - Aposentadoria Especial 8. Atividades e Operações Perigosas 9. Normas Regulamentadoras 10. PCMAT 11. Segurança em Canteiro de Obras 12. Programas de Prevenção 13. Fundamentos de Ergonomia 14. Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho

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LISTA DE SIGLAS ASO ABNT BSI Atestado de Saúde Ocupacional Associação Brasileira de Normas Técnicas British Standards Institution (Instituto Britâncio de Normalização - órgão inglês, responsável por segurança e saúde do trabalho naquele país) CA CAT CBO CIPA CPN CPR CIPATR CLT CNAE CPATP CTPP DORT DRT EPC EPI FAP FISPQ FUNDACENTRO GLP IBGE INSS INMETRO ISO Certificado de Aprovação Comunicação de Acidente do Trabalho Classificação Brasileira de Ocupações Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Comitê Permanente Nacional Sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção Comitê Permanente Regional Sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural

Consolidação das Leis do Trabalho Classificação Nacional de Atividades Econômicas
Comissão de Prevenção de Acidentes no Trabalho Portuário

Comissão Tripartite Paritária Permanente Doença Osteomuscular Relativa ao Trabalho Delegacia Regional do Trabalho Equipamento de Proteção Coletiva Equipamento de Proteção Individual Fator Acidentário Previdenciário
Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos
Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho

Gases Liquefeitos de Petróleo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Instituto Nacional do Seguro Social
Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial

International Organization for Standartization

responsável pela segurança e saúde no Brasil). SST Segurança e Saúde do Trabalho . Normalização e Qualidade Industrial Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Segurança e Saúde Ocupacional Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalhado (órgão do Ministério do Trabalho e Emprego.4 (Organização Internacional de Normalização) LER MTE NBR NR NRR NTEP OIT OSHA Lesão por Esforços Repetitivos Ministério do Trabalho e Emprego Normas Brasileiras (da ABNT) Norma Regulamentadora Norma Regulamentadora Rural Nexo Técnico Epidemiológico Organização Internacional do Trabalho Occupational Safety and Health Administration (órgão americano responsável por segurança e saúde do trabalho naquele país) OHSAS Occupational Health and Safety Assessment Series (Série de Avaliações de Segurança e Saúde Ocupacional) PAIR PAT PCMAT PCMSO PGR PPP PPRA SENAR SAT SESI SESMT SINMETRO SIPAT SSO SSST Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Programa de Alimentação do Trabalhador Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional Programa de Gerenciamento de Riscos Perfil Profissiográfico Previdenciário Programa de Prevenção de Riscos Ambientais Serviço Nacional de Formação Profissional Rural Seguro de Acidentes do Trabalho Serviço Social da Indústria Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho Sistema Nacional de Metrologia.

ainda se se discute se devem ou não pagar os adicionais de insalubridade ou de periculosidade. para transformar essas matérias-primas existentes na natureza em bens que satisfaçam as suas necessidades. O ser humano. bem como a Doença do Trabalho (que é equiparada ao Acidente do Trabalho). o trabalhador começa a ser o centro de atenção do processo produtivo. precisa utilizar diversos bens materiais que. em decorrência desse trabalho. em grande parte. ferramentas. No passado. equipamentos e da sua própria força de trabalho. deseja-se obter uma maior quantidade de bens materiais. o homem. No entanto. para conseguir esses bens.0 – FUNDAMENTOS DA SEGURANÇA NO TRABALHO 1. um objetivo específico desse trabalho humano é a obtenção de uma maior quantidade de produtos com uma menor quantidade de insumos num menor tempo possível. Exemplo desses eventos indesejáveis é o Acidente do Trabalho e a Doença Ocupacional. não são encontrados na natureza. Diz-se “começa”. precisa da realização de uma série de processos de trabalho. porque em pleno início de um novo milênio.INTRODUÇÃO O Acidente do Trabalho. ou seja. e mesmo antes do seu início.1 . utilizando menos matéria-prima e em menos tempo. são eventos indesejáveis que surgem no decorrer do processo produtivo. Com o passar do tempo e após muitas lutas. Assim. podem surgir eventos indesejáveis. em favor da produção e da máquina. se se gera ou não aposentadoria especial para determinados trabalhadores sujeitos a determinados agentes ambientais de riscos de acidentes. Ao realizar o processo produtivo. para satisfazer as suas necessidades.5 HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO 1. O correto é que se deveria estar discutindo a necessidade da existência desses agentes de riscos . principalmente com o advento da Revolução Industrial. através do uso de máquinas. era tratado como um aspecto secundário.

econômicos e políticos. verdadeira chaga social. apenas os acidentes urbanos (não mostrando os acidentes ocorridos em áreas rurais). que requer a mobilização de toda a sociedade brasileira em busca de sua erradicação. por razões óbvias. o que deveria ser a luta pela eliminação ou atenuação dos agentes de riscos que causam ou que podem causar acidentes e por melhores condições de trabalho. que não é tarefa fácil eliminar a exposição do trabalhador a esses agentes de riscos. à custa de muito esforço. Além disso. Isto envolve uma série de interesses sociais. bem como melhorar as condições de trabalho. A Engenharia de Segurança e a Medicina do Trabalho. ou seja. dever-se-ia estar discutindo a necessidade de eliminá–los ou atenuar os seus efeitos. . ou seja.6 que podem causar acidentes. • • praticamente. as estatísticas oficiais no Brasil que servem de ponto de partida para as políticas governamentais para a prevenção de Acidentes do Trabalho são reconhecidamente subdimensionadas. chegando ao extremo. uma vez que elas contemplam apenas: • os casos legalmente reconhecidos. sindicatos e trabalhadores. muito há o que se fazer em nosso país. de temer perder o poder de barganha existente entre patrão. os acidentes registrados (ignorando aqueles que não são notificados ao INSS). o que serve de pano de fundo para a luta de grande parte da classe trabalhadora por melhores compensações econômico–financeiras. Sabe-se. No entanto. os acidentes com vítimas (não levando em conta os acidentes com apenas perda de tempo e/ou de materiais). O que se vê no Brasil é a existência de más condições de trabalho. dado que as estatísticas apontam para uma triste e terrível realidade. por parte de alguns. vêm consolidando sua posição como fonte geradora das ações preventivas no cotidiano da produção e representa um importante avanço para a proteção da saúde e da vida dos trabalhadores.

• • o número de acidentes do trabalho no Brasil. em 1999.576 (ANUÁRIO brasileiro de proteção. 1998) • em Sobral ocorrem algo em torno de 200 Acidentes do Trabalho em média por ano. notificados ao INSS. (ANUÁRIO brasileiro de proteção. parcial ou totalmente (BRASIL. • o Brasil gasta em torno de R$ 20 bilhões por ano com acidentes do trabalho (PASTORE.7 A necessidade urgente de a sociedade e o Estado levarem a fundo a discussão desse tema pode basear-se em números alarmantes. no ano de 1997.SAT. foi de 478.º país em maior número de Acidentes do Trabalho no mundo.801 (ANUÁRIO brasileiro de proteção. que é obrigatório. ficando de fora dessas estatísticas em torno de 65% da população economicamente ativa – PEA. no ano de 2004. 2006).29 (matéria do jornal Diário do Nordeste de 17 de setembro de . • o número de óbitos motivados por acidentes do trabalho.919. foi de apenas 31. tais como: • • o Brasil é o 9. no ano de 2000. 2006). os trabalhadores que estão na chamada economia informal. 2001). • no Ceará. A maior parcela dos custos referentes aos acidentes é paga pelas empresas que pagam uma verdadeira fortuna ao Governo Federal através do Seguro de Acidente do Trabalho . o número de trabalhadores na formalidade. 2006). em média.7 milhões de pessoas que estão trabalhando.9 milhões são trabalhadores com empregos formais (PROTEÇÃO. 16. foi de 2. no Brasil. Saem os números de acidentes de trabalho do país. no ano de 2004. 2006). um acidente custou. ou seja. no ano de 2004. 2001).956 (ANUÁRIO brasileiro de proteção.407. apenas 24. Dos 71.757 trabalhadores tornaram-se incapazes permanentemente para o trabalho. 2001). R$ 7. no Brasil.

mostra que número de mortes relacionadas ao trabalho diminuiu 2. ocorrem anualmente 270 milhões de acidentes de trabalho em todo o mundo. em relação ao ano anterior. enquanto hoje está em torno de 150.428.077. Acidentes de trabalho . No Brasil. com sete óbitos entre 3. por exemplo.5%. Nos anos 1980.855 trabalhadores. os acidentes de trabalho aumentaram e ultrapassaram os 500 mil casos.. Já na década de 1990. Estados Unidos (5. segundo o relatório.000 de empregados) no Brasil. com seis óbitos entre 6. Cipa notícias – fique sabendo. que têm como principais causas o descumprimento de normas básicas de proteção aos trabalhadores e más condições nos ambientes e processos de trabalho. O Anuário Estatístico da Previdência Social de 2006. Dados dos Ministérios do Trabalho e Emprego e Previdência Social de 2005 mostram que as áreas com maior número de mortes são Transporte. Entretanto.782 trabalhadores.604 óbitos para 12.2 milhões deles resultam em mortes. que. esse coeficiente é de 5. mas ainda estão longe do ideal.503 óbitos. Já na Grã-Bretanha. Para se ter uma idéia.925 óbitos para 23..764) e Rússia (3. último publicado pelo INSS.090). era 220. Na década de 1970.8 Não se pode deixar de dizer que os índices de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais no Brasil estão melhorando. o Brasil ocupa o 4º lugar em relação ao número de mortes. o Brasil registrava uma média de 3.341 trabalhadores. Armazenagem e Comunicações. com os Estados Unidos.826 trabalhadores.648.908 trabalhadores. O país perde apenas para China (14.Brasil é o quarto em número de mortes 07/09/08 De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT). o número de trabalhadores aumentou para 21.924).000. adotou 28 de abril como Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho. houve diminuição: 3.000 de empregados (CIPA. desde 2003. são 1. Mas quando comparado.804 e as mortes chegaram a 4. como . e o Comércio e Veículos. o coeficiente é de 10 óbitos por 1. com cinco óbitos entre 24. na década de 80.672. Ranking mundial Segundo o estudo da OIT.3 milhão de casos. Aproximadamente 2. 2001). Saúde e Segurança do Trabalho cada vez mais em pauta Os custos gerados por problemas relacionados à Saúde dos funcionários estão fazendo com que os gestores de Recursos Humanos tratem como prioridade a prevenção de problemas bucais e doenças crônicas.000. o coeficiente de acidentes fatais (óbitos em 1. com 2. a Indústria da Construção.

É um longo aprendizado tecnológico. descreveriam algumas doenças a que estavam sujeitas as pessoas que trabalhavam com o enxofre. o homem está exposto a riscos. o zinco e o chumbo. como Plínio (o Velho) e Galeno. Ásia e Américas e constatou que mais da metade delas tem alguma ação voltada para a Saúde dos colaboradores. SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO Desde seu aparecimento na Terra. as máquinas a vapor. o Estado. No entanto. por outro trazem novos riscos. como principal agente de mudanças. Como se trata de um problema que afeta toda a sociedade. quando Hipócrates (considerado o Pai da Medicina) fez algumas referências aos efeitos do chumbo na saúde humana. um elevado número de empresas passou a adotar programas para prevenir doenças. seja na geração ou alteração da legislação (que no Brasil já é riquíssima. Pelo que se sabe. Como ele não tem controle sobre esses riscos. Várias empresas já entenderam que contribuir com a manutenção da Saúde do Trabalhador é um bom negócio do ponto de vista financeiro.9 hipertensão e males respiratórios. No Antigo Egito . O homem inventou a roda d’água. O estudo analisou 30 multinacionais da Europa. se por um lado o progresso científico e tecnológico facilitam o processo de trabalho e produção. De acordo com pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com o Instituto de Pesquisas em Saúde da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC). tem uma função por demais importante na prevenção dos acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. 1. como também na fiscalização e na educação preventiva. a eletricidade e até os computadores. 2001).2 – HISTÓRIA DA HIGIENE. a preocupação com os Acidentes e Doenças decorrentes do trabalho humano surgiu na Grécia Antiga. o que prova que a simples formulação jurídica não tem conseqüência nenhuma). Posteriormente. sujeitando o homem a acidentes e doenças decorrentes desse processo (CAMPOS. ocorre sobre ele todo tipo de acidente. os teares mecânicos. pois evita despesas extras com indenizações e ajuda a manter uma boa imagem. outros estudiosos.

que publicou seu trabalho De Re Metálica. por Paracelso. Este campo de conhecimento volta a progredir após a Revolução Mercantil (século XIV). 1º Livro: O primeiro livro a abordar a questão surgiu em 1556. apesar dos trabalhos consagrados de Agrícola. inclusive. onde eram estudados diversos problemas relacionados à extração e à fundição do ouro e da prata. Por esta obra. e versava sobre vários métodos de trabalho e inúmeras substâncias manuseadas. No ano de 1700.10 e no mundo greco-romano já existiam estudos realizados por leigos e médicos. George Bauer e Ysbrand Diemerbrock. relacionando saúde e ocupações. enfocando. dedicando especial atenção às intoxicações ocupacionais por mercúrio. Contudo. Paracelso (que estuda as moléstias dos mineiros). graças aos estudos de médicos. da autoria de Georgius Agrícola. como Ulrich Ellenbog (que detecta a ação tóxica do monóxido de carbono. Paracelso e Ramazinni. Ramazzini passou a ser considerado como o Pai da Medicina do Trabalho a estabelecer definitivamente a relação entre saúde e trabalho. com a descrição de 53 tipos de enfermidades profissionais. Porém. sendo que para algumas delas eram apresentadas formas de tratamento e até mesmo de prevenção. a primeira monografia a abordar especificamente a relação trabalho e doença foi publicada em 1567. o italiano Bernardino Ramazzini publica seu livro “De Morbis Artificum Diatriba” (As Doenças dos Artesãos). . os acidentes de trabalho e as doenças mais comuns entre os mineiros. do mercúrio e do ácido nítrico). o interesse pela proteção do operário no seu ambiente de trabalho só ganharia força e ênfase no século XIX com o impacto da Revolução Industrial (MIRANDA. 1998).

. As fábricas eram instaladas em galpões improvisados. A situação ficou tão grave. estábulos e velhos armazéns. que se temeu pela falta de mão–de–obra. o número de acidentes do trabalho (quando se fala em acidentes do trabalho. inclusive a escrava. constituída principalmente de mulheres e crianças. utilizando a nova tecnologia que surgia. em força de trabalho assalariado. o conhecimento acumulado até então começou a ser utilizado para formação de leis de proteção à saúde e à integridade física dos trabalhadores. tal era a quantidade de trabalhadores mortos ou mutilados (RODRIGUES. na Inglaterra. devido às péssimas condições de trabalho existentes. notadamente nas grandes cidades.11 Com o surgimento crescente de inventos mecânicos que multiplicaria consideravelmente a produtividade do trabalho. o que acabou gerando várias comissões de inquérito no Parlamento Inglês. 1993). que estabelecia o limite de 12 horas de trabalho por dia. como: • a “Lei da Saúde e Moral dos Aprendizes” (1802). provocando indignação na opinião pública. 1º Lei: Segundo RODRIGUES (1993). A situação era dramática. Com o advento da Revolução Industrial e a expansão do capitalismo industrial. A questão da força de trabalho tomava um novo enfoque. normalmente se refere também às doenças decorrentes do trabalho humano) cresceu assustadoramente. numa tentativa de preservar o novo modo de produção. proibia o trabalho noturno e tornava obrigatória a ventilação do ambiente e a lavagem das paredes das fábricas duas vezes por ano. interessada na aplicação de capitais em sistemas fabris de produção em massa. pois tornava possível e vantajosa a conversão de toda a mão-de-obra. onde a mão-de-obra era abundante. nesse ínterim. uma nova formação capitalista mercantil surgia e dava origem a uma nova classe dirigente.

que lançaram mão de técnicas de engenharia para a criação de sistemas de prevenção ou controle de infortúnios. No Brasil. na Escócia. . etc. numa fábrica de tecidos de Itu. proibia o trabalho noturno para menores de 18 anos e exigia exames médicos de todas as crianças trabalhadoras. No ano seguinte. o governo britânico nomeia o primeiro Inspetor – Médico de Fábricas. durante os primeiros três séculos de nossa história. e em 1842. inicialmente. enquanto no Brasil surgiu em 1869 na Província de São Paulo. Em 1865. as funções específicas do médico de fábrica. na Alemanha. Surgiam. sistema de ventilação industrial. 2001). as atividades industriais ficaram restritas aos engenhos de açúcar e à mineração. 84 anos depois. a preocupação com os acidentes do trabalho passou a ser incorporada pelos gestores dos estabelecimentos industriais. Já no século XX. com a regulamentação da segurança e higiene do trabalho. Na França foi em 1862. a Fábrica São Luiz. em parte decorrente do desenvolvimento da administração científica. e que fixava em 9 anos a idade mínima para o trabalho. também na Inglaterra. as leis de proteção ao trabalhador surgiram. em 1834. tais como equipamentos de proteção individual. Robert Baker. Portanto. em 1802 na Inglaterra. então. Portanto.12 • a Lei das Fábricas (1833). 1ª Fábrica: Em 1840 surgiram os primeiros estabelecimentos fabris no Brasil. A primeira máquina a vapor surgiu em 1785 na Inglaterra. a direção de uma fábrica têxtil contratou um médico que deveria submeter os menores trabalhadores a exames médicos admissionais e periódicos. considerada a primeira norma realmente eficiente no campo da proteção ao trabalhador. o Dr. e em 1921 nos Estados Unidos (CAMPOS.

o que se consolidou nos anos 50. reforçando a obrigatoriedade do SAT. Como parte das reformas conduzidas por Carlos Chagas. desde o fim do Império até o ano de 1930. quando a Fiação Maria Zélia. 1º Médico do Trabalho: Em 1920 surge o primeiro médico de empresa brasileira. 3. com 145 anos de atraso em relação ao surgimento da primeira máquina a vapor no mundo. que até então estava sob a responsabilidade de seguradoras privadas. com o Decreto Legislativo nº. junto às seguradoras da iniciativa privada. contrata um médico para dar atenção à saúde dos seus trabalhadores (MIRANDA. quando passou a ser prerrogativa da Previdência Social. quando este for de natureza a só por si causá-la”. que inclui as questões de higiene profissional e industrial no âmbito da Saúde Pública. com uma política governamental de substituição das importações.724. iniciou-se a passagem do modelo agroexportador para a industrialização. Exige reparação apenas em caso de “moléstia contraída exclusivamente pelo exercício do trabalho. que começava timidamente a legislar sobre as condições de trabalho no Brasil. na Cidade de São Paulo. de 15 de janeiro. a organização capitalista brasileira era praticamente agroexportadora. como ponto de partida da intervenção do Estado nas condições de consumo da força de trabalho industrial em nosso país. Institui o pagamento de indenização proporcional à gravidade das seqüelas. então. A partir de 1930. Abre. então. que já começavam a preocupar.13 Em 1890 é criado pelo governo o Conselho de Saúde Pública. Essa lei não considera acidente de trabalho a doença profissional atípica (mesopatia). No entanto. especialmente de café. portanto. 1ª Lei Brasileira: Em 1919 surge a primeira lei de acidentes do trabalho. criando a . a possibilidade de as empresas contratarem o SAT. situada no bairro do Tatuapé. O SAT ficaria exclusivo da iniciativa privada até 1967. promulga-se o Regulamento Sanitário Federal. em 1923. 1998).

que modificou a legislação anterior. de 10 de julho. reformou a legislação sobre o seguro de acidentes do trabalho. mais recentemente. com o Decreto – Lei 7. Amplia-se o conceito de doença profissional. de 10 de novembro.Lei n. em Divisão. novamente em Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho. de 1 º de abril de 1943.14 Inspetoria de Higiene Industrial. O Decreto n. É reconhecida como acidente do trabalho a doença profissional atípica (mesopatia). no seu artigo 82. as ações de higiene e segurança do trabalho. Em 1934 surge a segunda lei de acidentes do trabalho. em Departamento. 5. Indústria e Comércio. de 26 de novembro de 1930. Em 1944 surge a terceira lei de acidentes do trabalho no Brasil. Foi com o advento da CLT. O Decreto . até hoje. elaborada pelo Ministério do Trabalho.036. ficando sob sua subordinação. criada antes mesmo da implantação da Consolidação das Leis do Trabalho. em Secretaria e. 19. que é uma instituição não governamental. em 1943. É criada a Inspetoria de Higiene e Segurança do Trabalho.452. Foi a primeira lei a tratar especificamente do assunto. com o decreto nº. que se transformaria ao longo dos anos em Serviço. mas que passam a sê-lo.433. que no Brasil as atividades destinadas a prevenir acidentes do trabalho e doenças ocupacionais foram realmente institucionalizadas. que. criou o Ministério do Trabalho. quando obrigou as empresas a organizarem . órgão regulamentador e fiscalizador das condições de trabalho. Indústria e Comércio e que elaborou também o primeiro projeto de Consolidação das Leis da Previdência Social. Vale registrar que em 1941 já foi criada a Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes – ABPA.637. aprovou a CLT. passando as questões de saúde ocupacional para o domínio deste ministério. abrangendo um maior número de doenças até então não consideradas relacionadas ao trabalho. 24.

15 comissões internas com o objetivo de prevenir acidentes. Ainda sem grandes conhecimentos prevencionistas e quase sempre não bem orientadas. as CIPAs cometiam sérios erros administrativos. Normalmente. mas de toda a empresa. pois não havia envolvimento da alta direção das empresas. as CIPAs dedicavam-se mais a alguns tipos de treinamento que existiam na época e a divulgar o assunto entre os trabalhadores. O Serviço Social da Indústria . como o de assumir toda a responsabilidade pela prevenção de acidentes nas empresas. por exemplo. . o que era inconcebível. baixada pelo então Departamento Nacional do Trabalho. por ocasião das palestras de integração de novos empregados. Determinou que as empresas com mais de 100 funcionários constituíssem uma comissão interna para representá-los. realizando concursos. a fim de estimular o interesse pelas questões de prevenção de acidentes. pela Portaria 229.ABPA destacaram-se em colaborar com as empresas na instalação da CIPA e nos seus primeiros passos.SESI e a Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes . caixa de sugestões e outros recursos propostos pela sua regulamentação. as empresas que instalavam uma CIPA deixavam-na sob os cuidados do Departamento de Pessoal ou da Assistência Social da empresa. Como era mais difícil atuar na solução de problemas de segurança nas áreas de trabalho. inclusive do seu alto escalão. Essa Comissão foi então regulamentada. deixando gerentes e supervisores comodamente fora da responsabilidade pela solução dos problemas de segurança que existissem. de onde recebeu sua denominação utilizada até hoje: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). pela primeira vez. pois hoje se sabe que uma política de segurança séria deve ter o envolvimento não só da CIPA ou do SESMT.

Álvaro Zochio foi o grande líder em segurança no Brasil. Nos anos 50. Em 1944. as CIPAs que tiveram melhor sucesso foram aquelas cujas empresas contrataram um inspetor de segurança ou instalaram uma seção de segurança. ou seja. a CIPA tem o mérito de ter sido pioneira na integração de novos empregados no trabalho e de levar os empregados a fazerem sugestões para melhoria das condições de trabalho. Foi com a atuação da CIPA. cometendo o mesmo erro de assumir toda a responsabilidade pela segurança do trabalho. embora incipiente. com a instalação de fábricas de automóveis e o uso intenso da eletricidade. Em 1953. notadamente quando visualizavam a possibilidade de ganhos de produtividade e eliminação de perdas. quando se viu que se gastava mais com acidentes do que arrecadava. muitos desses profissionais começaram a trabalhar na esteira da CIPA. 155 regulamenta a atuação das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA) no Brasil. Porém. Em 1965. Sentiram a necessidade de ampliar as ações preventivas de acidentes. surgiu a primeira estatística de acidentes. o empregador fica obrigado a proporcionar máxima higiene e segurança no ambiente de trabalho. dando grande impulso às atividades prevencionistas. mesmo várias dessas sugestões fugindo de sua alçada pela dificuldade de acesso às decisões ocorridas na cúpula das empresas. A prevenção então passou a ser a ordem do dia. que muitas empresas perceberam a importância da prevenção de acidentes. . a Portaria nº. que foi o primeiro profissional com tempo integral nas empresas que se dedicava à segurança do trabalho.16 Por isso. criando a função do inspetor de segurança. embora cometendo alguns erros. Mesmo assim.

Teve curta duração. Em 1967. o qual até então estava sob a responsabilidade de seguradoras privadas. surgiu no Brasil a partir de 1970. 5. . A rigor. a respeito de Segurança e Saúde no Trabalho. aprovou o novo Regulamento do Seguro de Acidentes do Trabalho.17 Em 1967 surgiu a quarta lei de acidentes do trabalho no Brasil. de 11 de dezembro de 1972. o governo Médici começou a criar leis de segurança e saúde do trabalho. O Decreto–Lei n.890. 61. de 28 de novembro de 1967.784. as principais alterações na legislação acidentária brasileira foram: o SAT passou a ser prerrogativa da Previdência Social. E como exigência para concessão de novos empréstimos. pois o Brasil possuía mais de 1 milhão de acidentes por ano. estendeu a Previdência Social ao trabalhador rural. incluiu os empregados domésticos na Previdência Social. de 14 de setembro de 1967.316. 5. A Lei nº. com o Decreto-Lei nº. 69. ou seja. 564. excluindo as doenças degenerativas e as inerentes a grupos etários. Restringiu o conceito de doença do trabalho. foi a quinta lei de acidentes do trabalho no Brasil. introduziu o conceito de acidente de trajeto. 293. estruturou o Ministério do Trabalho e Previdência Social – MTPS. sob pressão do Banco Mundial. Integrou o seguro de acidentes do trabalho na Previdência Social. de 28 de fevereiro. O Decreto nº. o início das ações de Governo. 5. de 4 de agosto de 1971. porque foi totalmente revogada pela Lei nº. de 1 o de maio de 1969. de 14 de setembro do mesmo ano. reforçando a obrigatoriedade do SAT por parte das empresas. retirando-o da iniciativa privada.316. A Lei n. promoveu a prevenção de acidentes e reabilitação profissional.014. O Decreto n. passou a ser estatal.

1. destinado a financiar subsidiariamente o investimento fixo de setores sociais (BRAGA & PAULA. novos atores surgem na cena política (movimento sindical. 6. farmacêutica e social. e o Decreto n. com diversas medidas e instrumentos que ampliariam ainda mais a contratação de serviços médicos privados. in . de 19 de dezembro. coordenado e controlado pelo Ministério da Previdência e Assistência Social.). 2001). 6. e a criação do Fundo de Apoio ao desenvolvimento Social – FAS.195.18 Por volta de 1974. equiparando-as a acidente do trabalho somente quando constantes da relação organizada pelo Ministério da Previdência e Assistência Social. com o fim do período de expansão econômica e iniciada a abertura política lenta e gradual. Em 1974. instituiu o Sistema Nacional de Previdência e Assistência Social – SINPAS. A Lei. que amplia a cobertura previdenciária de acidente de trabalho. Em 1976. antes de responsabilidade da Previdência Social. que aprova o novo Regulamento do Seguro de Acidentes do Trabalho. a Lei n. de 24 de dezembro de 1976. orientado. bem como pela supervisão dos órgãos que lhe são subordinados” e das entidades a ele vinculadas.25% do FAS fica destinado à prevenção de acidentes. Surge a sexta lei de acidentes do trabalho. de 19 de outubro de 1976. Neste ano. questionando a política social e as demais políticas governamentais. profissionais e intelectuais da saúde. 79. Ficam sem proteção especial contra acidentes do trabalho o empregador doméstico e os presidiários que exercem trabalho não remunerado. 6. estendeu a cobertura especial dos acidentes do trabalho ao trabalhador rural.037. ANDRADE.367.439. duas medidas muito importantes acontecem no campo da saúde: a implementação do Plano de Pronta Ação – PPA. com a Lei n. a lei identifica a doença profissional e a doença do trabalho como expressões sinônimas. Além disso. etc. de 1o de setembro de 1977. responsável “pela proposição da política de previdência e assistência médica. n.

514. Para tanto. O artigo 163 torna obrigatória a constituição de CIPA. Embora não sendo obrigatório por lei até o início da década de 70. as seções de segurança do trabalho e seus profissionais foram adotados espontaneamente por algumas empresas. Isto veio consagrar a iniciativa de muitas empresas e valorizar os profissionais que já vinham se dedicando à prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Nessa década foram criados. por força de lei. para dar cumprimento às disposições relativas à segurança e saúde no trabalho. a lei que criou o SESMT foi o divisor de águas entre o ontem e o hoje das atividades destinadas à segurança e saúde no trabalho em nossa terra. Essa lei altera o capítulo V do título II da CLT. o Ministro de Estado do Trabalho expediu portaria com as normas regulamentadoras.19 Em 1977. relativo à segurança e medicina do trabalho. os atuais Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho–SESMT. de conformidade com instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho. Em 1978.214. Na opinião de alguns profissionais de segurança e medicina do trabalho. de 22 de dezembro. dizendo que o Ministro de Estado do Trabalho estabeleceria disposições complementares às normas consolidadas. que trata de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho–SESMT. de 8 de junho. do seu dimensionamento. a Portaria 3. Entre as NRs consta a NR-4. 6. e reconhecidos os seus profissionais. a Lei n. deu redação ao artigo 200 da CLT. e a NR-5. aprova as Normas Regulamentadoras – NR (28 ao todo) do capítulo V do título II da CLT. relativas à segurança e medicina do trabalho. . de suas atribuições e do seu funcionamento. e com o qual concordamos. que trata de CIPA.

com a apresentação da “Teoria Z” . onde a ênfase dada à segurança e saúde do trabalho é muito grande.067.213. a Lei nº. dá nova redação ao Regulamento dos Benefícios da Previdência Social. através do controle da inflação. 8. 611. relativas à segurança e higiene do trabalho rural. de 21 de julho. A empresa é responsável por medidas . 1997). o Decreto-Lei nº. Em 1991. abre suas portas a esse movimento imperioso de competição internacional. da formação dos CCQ – Círculos de Controle de Qualidade e das séries de normas para certificação ISO. Conhecendo e eliminando riscos no trabalho. o Brasil. 3. entra na era da qualidade. de 24 de junho expede o Regulamento dos Benefícios da Previdência Social. Pouco antes disso. aderissem à segurança e saúde do trabalho. introduzindo a observância dos riscos ambientais. 33 altera a NR-5. aprova as Normas Regulamentadoras Rurais – NRR (5 ao todo). pois não se sabia se se aproveitava a oportunidade ou se se tratava apenas de mais um modismo.20 Com a globalização. de acordo com a Lei nº. de 12 de abril. Em 1983. Esse momento histórico causou incertezas à prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. impulsionadas pela necessidade de diminuir seus custos. foi definitiva para que as empresas de médio e grande porte. 8. inicialmente através das empresas multinacionais e depois das empresas nacionais. A estabilização da economia brasileira. mas por não poder se omitir junto aos seus parceiros comerciais externos. não por opção própria. Em 1992. a Portaria nº. o Brasil. a Portaria nº. conscientizando-se de que isso fazia parte do processo produtivo e não era um apêndice indesejável no interior das empresas (PIZA.213. da Presidência da República. Em 1988.

pela não observância das normas de segurança. 5. Com o surgimento da Qualidade do Produto. da era da globalização e da estabilização econômica. essa alteração não chegou a se concretizar. pela Portaria nº. 2001). O governo. independentemente do percebimento de auxílioacidente (artigo 169). passou a revisar as Normas Regulamentadoras que foram editadas a partir de 1978. bem como negligenciar as normas-padrão de segurança e higiene do trabalho. Essa alteração da NR-5 resultou da primeira experiência brasileira de um trabalho tripartite. a área de segurança e saúde do trabalho passou por uma revisão das normas regulamentadoras. pois o Ministério do Trabalho optou por novas rodadas de negociações (CAMPOS. . punível com multa. sejam responsáveis por acidentes e doenças do trabalho que venham a gerar dispêndios para o INSS (artigo 176). de 8 de abril.21 individuais e coletivas de proteção. empregadores e trabalhadores se sentaram à mesa para propor alterações nas normas regulamentadoras. através do Ministério do Trabalho. O INSS tem o direito de promover ações regressivas contra empresas ou pessoas que. sendo contravenção penal. O início dessa revolução se deu com o advento da NR-7. é feita nova alteração na NR-5. e da NR-9. indicadas para a proteção individual e coletiva dos trabalhadores. a empresa deixar de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho (artigo 173). onde uma comissão formada por representantes do governo. propondo-se a revolucionar a área de segurança e saúde do trabalho com discussões de forma tripartite com representantes dos empregados. No entanto. que trata do Programa de Controle Médio de Saúde Ocupacional. Em 1994. que trata do Programa de prevenção de Riscos Ambientais. É assegurada a estabilidade no emprego ao acidentado por um período mínimo de 12 meses após a cessação do auxílio-doença acidentário. com a implantação das metodologias do mapeamento de riscos e da árvore de causas. normas estas que foram editadas em dezembro de 1994. visando atender às convenções da OIT. empregadores e governo.

com 6 representantes dos trabalhadores. Em 1997. através da Portaria nº. Mantém basicamente o texto do Decreto-Lei nº. em 1995. de 21 de julho de 1992. compreendendo a formação de uma CTPP -Comissão Tripartite Paritária Permanente. de acordo com a Lei nº. 201. estabelece metodologia para elaboração de novas Normas Regulamentadoras e revisão das existentes. No entanto. a ser atendida concorrentemente pelo regime geral de previdência social e pelo setor privado”. O princípio deste trabalho é a utilização de um sistema tripartite de discussão. mesmo antes da publicação desta norma. Todas as normas. A empresa está sujeita a penalidades. aprova o Regulamento de Benefícios da Previdência Social.213. ocorrida a partir de 10 de junho de 1994. 6 dos empregadores e 6 do governo. que trata de segurança e saúde do trabalho portuário. que se desencadeou um processo moderno de prevenção de acidentes e doenças e implantação de programas de eliminação de riscos nos ambientes de trabalho. . 8. quando da rescisão de contrato. foi criada. é aprovada a NR-29. uma comissão tripartite e paritária para conclusão da revisão da NR-18. o Decreto nº. Este fato contribuiu para a publicação da NRZero. quando da revisão da NR-18. corriqueiramente chamada de NR-Zero. a partir de então. estabelece que a lei disciplinará “a cobertura do acidente do trabalho. o parágrafo 100 do art. com redação dada pela Emenda Constitucional n0 20. caso assim não o proceda. Em 1998.22 Mas foi principalmente com a publicação da Portaria 393/96. 2. Em 1997. 53. são discutidas a partir desta CTPP. da Presidência da República. a empresa deverá fornecer ao trabalhador cópia autenticada deste documento (parágrafo 5º. Essa portaria. Estabelece que a empresa deve elaborar e manter atualizado um perfil profissiográfico das atividades desenvolvidas pelo trabalhador e. de 17 de dezembro. do artigo 66).172. 611. de 09 de abril de 1996. de 5 de março.

5. e sobre benefícios da Previdência Social. que organização notadamente custeio. ou se haverá incentivos ou mesmo isenção para as empresas que conseguirem a redução dos acidentes do trabalho.212/91 e 8. pelo menos teoricamente. respectivamente. altera os dispositivos das Leis nº. Em 1998. uma seja.23 Portanto. como uma compensação financeira. o período de responsabilidade da iniciativa privada. de 23 de fevereiro. sobre de dezembro. Independentemente se ficará com o setor privado. 8. a Portaria nº. Em 1998 estabeleceu-se um regime misto concorrencial. Em 1998. assim. da Presidência da da seguridade social.213/91. Em fevereiro de 1999.732. Assim. O primeiro período. as empresas que oferecem maior risco de exposição ao trabalhador a agentes nocivos terão de pagar um prêmio mais alto. quando a cobertura do acidente do trabalho seria atendida unicamente pelo Estado. República. uma única seguradora de acidentes do trabalho: o INSS. a Lei nº. altera a NR-5. o que até hoje não foi feito. através da Portaria nº. Outra discussão a ser feita é se continuará um SAT indenizatório tão somente. o terceiro período da Legislação Brasileira relativo ao SAT – Seguro de Acidentes do Trabalho. necessitando de regulamentação pelo Congresso Nacional. a ABNT edita a norma NBR-14. em 1998 iniciou-se. Permanece. iniciou-se em 1919 com a criação do SAT e foi até 1967. de 1 dispõem. Em 1999. 9. de 26 de fevereiro. mudando bastante a antiga redação.051. o certo é que as empresas continuarão com a obrigatoriedade do SAT. De 1967 até 1998 ocorreu o segundo período.280 – cadastro de acidentes de trabalho: procedimento e classificação. da SSST. é aprovado o novo formulário de CAT. estatal ou será um misto dos dois regimes. em substituição à NB-18 – . quando o SAT passou a ser de responsabilidade estatal. 8.

a ser seguida pelo setor de saúde. Em 2000. através da Portaria nº. através do Gabinete do Ministro. de 1975. que trata da Política Nacional De Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências. que foram concluídas em Genebra. 737/GM. através da Instrução Normativa nº. de 24 de outubro. da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Em 2000. através da Resolução nº. . 42. Em 7 de abril de 2000 é publicada no Diário Oficial da União a proposta de alteração da NR-4. é estabelecida a proibição do trabalho do menor de 18 anos nas atividades constantes do anexo dessa Portaria. de 22 de janeiro. conversão e comprovação do exercício de atividade especial. da Secretaria de Inspeção do trabalho. o Ministério da Saúde. é publicada a “Orientação Técnica sobre Padrões Referenciais de Qualidade do Ar Interior em Ambientes Climatizados Artificialmente de Uso Público e Coletivo”. 3. de 5 de fevereiro. do Ministério do Trabalho e Emprego. são disciplinados procedimentos a serem adotados quanto ao enquadramento. ou seja. são promulgadas a convenção 182 e a Recomendação 190 da OIT. edita a Portaria No. Até julho de 2001. sobre aposentadoria especial. Em 2001. na Suiça. da Presidência da República. através do Decreto nº. 6. Estabelece uma nítida diferença entre acidente e lesão e entre acidente e acidentado.597. sobre proibição das piores formas de trabalho infantil e ação imediata para sua eliminação. em 17 de junho de 1999. do INSS. Em 2001.24 cadastro de acidentes. de 12 de setembro. o grupo tripartite continua a discutir essa alteração. do Ministério da Saúde. 176. Em 16 de maio de 2001.

ela vem se desenvolvendo ao longo dos últimos cinqüenta anos e num ritmo acelerado.3 – TERMOS E DEFINIÇÕES “Acidentes ocorrem desde tempos imemoriais. que são uma verdadeira tragédia nacional. 1. e as pessoas têm se envolvido. . a terminologia relacionada ainda carece de clareza e precisão. que possuem uma trajetória de industrialização que se iniciou muito antes que no Brasil. isto é. Pode até mesmo ocorrer a morte do trabalhador. Na verdade. Lamentavelmente. Qualquer discussão sobre riscos ou análise de riscos deve ser precedida de uma explicação da terminologia. no horário regulamentar. que podem se adicionar às dificuldades. em comparação aos países mais desenvolvidos. é particularmente frustrante tal condição. ACIDENTE COM AFASTAMENTO: é o acidente em que o acidentado sofre uma incapacidade temporária ou permanente que o impossibilita de retornar ao trabalho no mesmo dia ou no dia seguinte ao acontecido. Os termos (e sua explicação) que foram considerados importantes para este trabalho são: ACIDENTE SEM AFASTAMENTO: é o acidente em que o acidentado pode exercer sua função normal. 1998). apesar de o assunto ter sido discutido continuamente. Do ponto de vista técnico. em resposta à necessidade urgente de diminuição das estatísticas. tendo em vista a sua prevenção por períodos comparavelmente extensos. que não deixe dúvidas quanto aos termos empregados. pois da mesma resultam desvios e vícios de comunicação e compreensão. na resolução de problemas. no Brasil. seu sentido preciso e inter-relacionamento” (HAMMER in PIZA. Essa colocação nos faz refletir e torna necessária a definição de uma terminologia consistente. no mesmo dia do acidente ou no dia seguinte.25 A história da proteção legal ao trabalhador contra acidentes e doenças ocupacionais no Brasil é mais recente.

(PIZA. Exemplos de atos inseguros: não seguir normas de segurança. (Equipamentos de Proteção Individual). não usar E. quando essas atitudes não são propositais. Atualmente. conforme art. não é mais utilizado. conforme a escola. possui definições diferentes. É equiparado ao acidente do trabalho. inclusive veículo de propriedade do segurado. aos invés de generalizá-lo.I. 21 da Lei 8. CAUSA: é a origem de caráter humano ou material relacionada com o evento catastrófico (acidente) pela materialização de um risco. não inspecionar máquinas e equipamentos com que vai trabalhar. ingerir bebidas alcoólicas antes ou durante o trabalho.26 ACIDENTE DE TRAJETO: é aquele que ocorre no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela. 1998). qualquer que seja o meio de locomoção. As atitudes contrárias aos procedimentos e/ou às normas de segurança que o homem assume podem ou não ser deliberadas. dependendo da exposição a agentes de riscos fora do limite de . o termo “ato inseguro”.213/91. ATO INSEGURO: é um termo técnico utilizado em prevenção de acidentes que. em investigações de acidentes.P. APOSENTADORIA tolerância. resultando danos. Normalmente. etc. Os profissionais preferem descrever o ato inseguro cometido. usar caixotes como escada. ESPECIAL: aposentadoria devida a alguns empregados. Entendem-se como atos inseguros todos os procedimentos do homem que contrariem as normas de prevenção de acidentes. porém com o mesmo significado. fazer brincadeiras ou exibição. o que facilita em muito a análise dos acidentes. o homem deve estar sendo impelido por problemas psicossociais.

mesmo no caso em que não haja afastamento do trabalho. é um documento obrigatório..T. 2) Com base nos dados fornecidos pela CAT. o INSS faz a caracterização do acidente do trabalho ou doença ocupacional ou acidente de trajeto. que é subordinada à Delegacia Regional do Trabalho – D. ou o dia em que for realizado o diagnóstico. Na falta de comunicação por parte da empresa. A CAT é composta por 6 vias (de acordo com pesquisa na INTERNET. no caso de doença profissional ou do trabalho. sendo: 1 via para o Empregado 1 via para a Empresa 1 via para o Sindicato da categoria 3 vias para o INSS. sob pena de multa.CAT: conforme a Lei 8. de imediato. bem como para fins estatísticos oficiais. a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual. que deve ser preenchido quando da ocorrência de um acidente do trabalho ou de uma doença ocupacional.: 1) Em Sobral. site: http://www.br .gov.27 COMUNICAÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO . o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública. não prevalecendo nestes casos o prazo acima previsto.R. valendo para este efeito o que ocorrer primeiro. sediada em Fortaleza – Ceará. Considera-se como dia do acidente.213/91. A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e. à autoridade competente.mpas. 1 retida para o INSS 1 enviada pelo INSS para o Ministério do Trabalho 1 enviada pelo INSS para o Ministério da Saúde OBS. a entidade sindical competente. devendo ser encaminhado à Previdência Social e se destina ao registro do tratamento médico do acidentado. . 3) Os procedimentos para emissão da CAT variam conforme as instruções de cada posto da Previdência Social. o Ministério do Trabalho é representado pela Subdelegacia do Trabalho de Sobral. podem formalizá-lo o próprio acidentado. ou o dia da segregação compulsória. em caso de morte. arquivo capturado em 06 de maio de 2001). seus dependentes.

desencadeada pelo exercício do trabalho. podemos deduzir que foram instaladas por decisão e/ou mau comportamento de pessoas que permitiram o desenvolvimento de situações de risco àqueles que lá executavam suas atividades. Exemplos: piso escorregadio. que as Condições Inseguras existentes são. que podem resultar se o controle sobre um risco é perdido. independente do seu nível hierárquico dentro da empresa” (PIZA. (PIZA. falta de ordem e limpeza. Por força da legislação. Conclui-se. DOENÇA OCUPACIONAL: doença adquirida. Pode ser uma doença profissional ou uma doença do trabalho. iluminação inadequada. circunstâncias externas de que dependem as pessoas para realizar seu trabalho são incompatíveis com ou contrárias às Normas de Segurança e Prevenção de Acidentes. ou perda física. produzida ou processos produtivos desenvolvidos. via de regra. 1997). representadas pelo meio ambiente existente. instalações elétricas precárias. Possui como característica uma ação lenta e paulatina. bem como treinamentos específicos recebidos. geradas por problemas comportamentais do homem. portanto. são equiparados. que é um infortúnio com conseqüências imediatas. Informações básicas sobre saúde e segurança no trabalho. . DANO: é a severidade da lesão. “Como essas condições estão nos locais de trabalho. diferentemente do acidente do trabalho. máquinas e equipamentos.28 CONDIÇÕES DE TRABALHO: são as circunstâncias postas à disposição dos trabalhadores para a realização de suas atividades laborais. etc. 1998). funcional ou econômica. Normalmente são classificados em: • • condições de segurança: quando as situações em que os trabalhos são condições de insegurança ou condições inseguras : quando as realizados estão livres da probabilidade da ocorrência de acidentes.

. guarda-corpos.213/91. conforme explicita o Inciso I do Artigo 20. define como sendo aquela “adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. etc. DORT (Doença Osteomuscular Relativa ao Trabalho).213/91. LER (Lesão por Esforços Repetitivos).29 DOENÇA PROFISSIONAL: equiparada ao acidente do trabalho que. Asbestose. etc. é “produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social”. Silicose. da Lei 8. quantificar os agentes existentes no ambiente de trabalho que servirá para subsidiar o estudo do risco a que se expõem os trabalhadores. E de sua competência. Bissinose. cones de advertência. detectores de gases e fumaças. barreiras e sinalizadores. da Lei 8. Exemplos: PAIR (Perda Auditiva Induzida pelo Ruído). DOENÇA DO TRABALHO: o Inciso II do artigo 20. exaustores. podendo ser representados por proteções das máquinas e equipamentos. constante da relação mencionada no inciso I”. corrimões. A sua atuação é na prevenção de acidentes do trabalho. ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO: é a ciência dedicada à preservação da integridade física e da saúde do trabalhador realizando a prevenção de acidentes através da análise de riscos dos locais de trabalho e das operações neles realizadas. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO CONTRA ACIDENTES: representam todos os dispositivos empregados com a finalidade de se evitar a ocorrência de acidentes do trabalho ou minimizar os seus efeitos. por exemplo. Dividem-se normalmente em: A – Equipamentos de Proteção Coletiva – EPC: são dispositivos utilizados no ambiente laboral destinados à proteção de grupos de trabalhadores contra a ocorrência de acidentes do trabalho ou doenças profissionais.

o avental. o trabalhador sofre redução parcial e permanente da sua capacidade laborativa. quanto mais a atividade econômica oferece riscos que podem proporcionar doença ou acidente do trabalho. etc. da capacidade de trabalho em razão de um acidente. GRAU DE RISCO: o grau de risco de uma empresa é um número que varia de 1 a 4. Significa que. os calçados de proteção contra riscos de origem mecânica. através do estudo dos agentes ambientais existentes no ambiente de trabalho. etc. HIGIENE OCUPACIONAL: é a ciência dedicada à atuação na prevenção técnica das doenças profissionais. INCAPACIDADE PARCIAL PERMANENTE: é a diminuição. depois de algum tempo afastado do serviço devido ao acidente. nunca superior a um ano. maior o seu grau de risco. o capacete de segurança. por toda a vida. dependendo da atividade da empresa. Exemplos: perda de um dos olhos. Como exemplos de EPIs podem ser citados: as luvas de raspa de couro.30 B – Equipamentos de Proteção Individual – EPI: são dispositivos utilizados pelos trabalhadores para proteção da sua saúde e de sua integridade física no ambiente laboral. volta à empresa. executando as suas funções normalmente. O Quadro I da Norma Regulamentadora NR-4 do Ministério do Trabalho e Emprego traz o Grau de Risco por tipo de atividade econômica. constante da Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE. INCAPACIDADE TEMPORÁRIA: é a perda total da capacidade de trabalho por um período limitado de tempo. É aquele em que o acidentado. os óculos contra as radiações ultravioletas. perda de um dos dedos. como fazia antes do ocorrido. Neste caso. podendo ser destinados à parte específica do corpo ou do corpo inteiro. .

estradas. casas. Portanto.: A diferença entre morbidade e mortalidade é que morbidade se refere ao número de doentes e mortalidade ao número de mortos. OBS. 1998). Portanto. INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO .É o conjunto das atividades de construção. MEDICINA DO TRABALHO: é a ciência dedicada à atuação no indivíduo através de ações predominantemente preventivas. o estudo dos produtos existentes no ambiente de trabalho. indústrias. não podendo exercê-la em nenhuma função. Relação. MORBIDADE: relação entre o número de casos de moléstias e o número de habitantes de um dado lugar e momento. reparos e manutenção de empreendimentos como: usinas. barragens. com o objetivo de avaliar o poder que estes possuem de contaminar ou provocar doenças nos trabalhadores. edifícios. Pode ser indicado pela probabilidade de um acidente multiplicada pelo dano em reais. pontes. MORTALIDADE: conjunto de mortes ocorridas num espaço de tempo.31 INCAPACIDADE TOTAL E PERMANENTE: é a invalidez incurável para o trabalho. PERIGO: é a situação em potencial que indica a possibilidade ou a probabilidade de ocorrências indesejáveis de conseqüências graves aos . demolição. entre o número de mortos e o de habitantes. em determinado agrupamento humano. é a relação entre números de mortos e de pessoas sãs. É quando o acidentado perde a capacidade total para o trabalho. vidas ou unidades operacionais (PIZA. como. NÍVEL DE RISCO: expressa a probabilidade de possíveis danos dentro de um período específico de tempo ou número de ciclos operacionais. etc. por exemplo. é a relação entre os números de doentes e sãos. para todas as moléstias em conjunto ou para cada uma delas em particular.

SAÚDE OCUPACIONAL: é a ciência do ramo da saúde pública que dedica atenção à saúde e à segurança do trabalhador no seu ambiente laboral. a Higiene Ocupacional e a Medicina do Trabalho. é uma situação potencial que pode causar danos. Entretanto. Portanto. Um risco pode estar presente. PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO: representa todos os procedimentos e comportamentos adotados no sentido de se evitar a ocorrência de acidentes do trabalho. Esses danos podem ser entendidos como lesões a pessoas. 1998). ao patrimônio ou ao meio ambiente. Havendo um risco. ao patrimônio ou ao meio ambiente. risco é uma ou mais condições de uma variável. Portanto. É o antônimo de perigo (PIZA. RISCO: é a situação em potencial que indica a possibilidade ou a probabilidade de ocorrências indesejáveis que causem danos aos trabalhadores. portanto. é a situação potencial que pode causar conseqüências graves. um compromisso acerca de uma relativa proteção da exposição a riscos. SEGURANÇA: é freqüentemente definida como “isenção de riscos”. São citadas como ciências correlatas. Segurança é. Expressa a exposição relativa a um risco que favorece a sua materialização em danos. dentre outras: a Engenharia de Segurança do Trabalho. danos a equipamentos ou estruturas. Por exemplo: risco é um transformador de energia em operação. enquanto perigo é uma subestação toda protegida. com o potencial necessário para causar danos. perdas de material em processo ou redução da capacidade de desempenho de uma função predeterminada. persistem as possibilidades de efeitos adversos.32 trabalhadores. Segundo PIZA (1998). mas pode haver baixo nível de perigo pelas precauções tomadas. . é praticamente impossível a eliminação completa de todos os riscos. através de ações predominantemente preventivas contra a ocorrência de acidentes ou doenças no trabalhador.

com a publicação da Portaria do Ministério do Trabalho.33 SÚMULAS: São manifestações interpretativas que revelam a opinião dominante nos tribunais superiores. está havendo sinais. Por exemplo. publica no Diário Oficial da União e dá um prazo de 90 dias para a sociedade se manifestar. Mas esses avanços foram acelerados. 10. Recentemente foi lançada a Portaria no. impor legislações e normas regulamentadoras. de 09 de abril de 19996. Se não houvesse consenso. revisada recentemente. de onde devem partir as diretrizes para orientar a sociedade como um todo na prevenção dos acidentes do trabalho. do Ministério do Trabalho. Hoje. quando o Ministério do Trabalho deixou de legislar somente nos gabinetes e passou a ouvir a sociedade. A CTPP (Comissão Tripartite Paritária Permanente). que ficou conhecida como Norma Regulamentadora número zero (NR-0). de que podemos ter fóruns para discussão dos problemas de segurança e saúde do trabalhador. apresentando sugestões. mesmo contrariando alguma parte.A PARTICIPAÇÃO DO GOVERNO NA PREVENÇÃO DOS ACIDENTES São incontestáveis os avanços conseguidos na área de Segurança e Saúde do Trabalhador. então criada com essa Portaria. o Estado definiria a questão. sem consulta prévia à sociedade. as normas são revisadas com divulgação prévia através de portarias e com prazo para remessa de sugestões ao Ministério do Trabalho. só trazia desgastes e pouca eficácia no combate aos acidentes.4 . A nível federal. o que é seu papel. a criação de GTT – Grupos de Trabalhos Tripartite. o Estado adotaria a seguinte atitude ao legislar sobre Segurança e Saúde no Trabalho: propõe uma norma ou texto técnico. de 6 de abril de 2000. como cultural. a NR-5 (que trata sobre CIPA). tanto no aspecto sócio-econômico. indicaria um GTT (Grupo de Trabalho Tripartite) para analisar as sugestões. Por exemplo. passou dois anos e meio para ser aprovada. 1. a nosso ver. SSST/MTb No 393/96. propondo revisão da NR-4 (SESMT). para estudo e . ou seja. A partir de 1996.

6 representantes trabalhadores (Força Sindical. Sistema Integrado de Segurança e Saúde no Trabalho”. as propostas levadas pelos representantes da classe trabalhadora muitas vezes são combatidas por governo e empregador. onde ocorre a negociação entre trabalhadores. Confederação Nacional dos Transportes – CNT e Confederação Nacional das Instituições Financeiras – CNIF). O GTT da CIPA (NR 5) foi constituído a partir da CTPP. Os projetos do PBQP são coordenados também pela CTPP. doenças e da melhoria da qualidade de vida no trabalho. Confederação Nacional do Comércio – CNC. CUT. está como gerente em 2 projetos do PBQP – Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade. Confederação Geral dos Trabalhadores – CGT e SDS) e 6 representantes do governo (Ministério do Trabalho e Emprego. por exemplo. O movimento sindical tinha como reivindicação antiga participar do processo de elaboração e revisão da regulamentação na área de segurança e saúde no trabalho. Saúde e Previdência e Assistência Social). ou seja. no jogo de interesses há uma tendência de governo e empregador votarem juntos. governo e empregadores. pelo que se sabe. A CTTP é uma comissão tripartite com organização nacional. Confederação Nacional da Agricultura – CNA. O Projeto nº 1. é “Reconstrução do Modelo de Organização do . composta por 6 representantes dos empregadores (Confederação Nacional das Indústrias – CNI. Seu funcionamento requer melhorias. por exemplo. pois. As centrais sindicais valorizam esse fórum de discussão e decisão. A CUT – Central Única dos Trabalhadores. visando atingir as metas de redução dos acidentes.34 consolidação das sugestões apresentadas pela sociedade quanto à revisão das Normas Regulamentadoras e às CTPP – Comissão Tripartite Paritária Permanente. tendo-se tornado um pólo democrático de troca de experiências e disseminação de informação. Mas de qualquer forma é um avanço.

orientar. A redação atual do capítulo da CLT que abrange a segurança e a saúde dos trabalhadores (Título II. e se estende do artigo 154 ao 201. inclusive a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regulamentares. mas relativamente novos no Brasil. Em Sobral. uma integração entre os diversos segmentos se faz necessária. O DSST – Departamento de Segurança e Saúde do Trabalhador. enquanto a legislação ordinária está contida na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT – e em legislação complementar. controlar e supervisionar as atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho. responsável por essa fiscalização. mas não utilizam prevenir. hoje. cada vez maior. essa fiscalização é executada pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Em nível estadual. principalmente a nível federal. Acreditamos que assim deva ser. pouco colaborando no que interessa. além de uma base estatística sobre acidentes e doenças do trabalho ainda muita frágil. que é .514. através do Serviço de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST). em todo território nacional. tem se tornado. 6. sendo obrigação do Estado realizar este papel. no decorrer do tempo. os mesmos mecanismos. de 22 de dezembro de 1977. pois a Segurança e Saúde do Trabalho são assuntos em pauta. quanto ao risco no trabalho. estão estabelecidos no artigo 7 º da Constituição de 1988. gerando conflitos negativos entre empregados e empregadores. No caso do Ceará. No entanto. existe a Subdelegacia do Trabalho. Os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. Ministério da Saúde e Ministério da Previdência e Assistência Social. que legislam na área de Segurança e Saúde.35 A influência do Estado na prevenção dos acidentes do trabalho. notamos que praticamente não existe integração entre as ações dos Ministérios do Trabalho e Emprego. é o órgão de âmbito nacional para coordenar. a DRT fica localizada em Fortaleza. Capítulo V) foi estabelecida pela Lei No. E assim.

onde a sociedade é diretamente afetada e onde está em questão a preservação de vidas humanas. 3. Na Constituição Brasileira de 1988. Em seguida. através da Portaria No. Normas como a obrigatoriedade do cinto de segurança tipo pára–quedista para atividades a mais de dois metros do piso.36 Em 8 de junho de 1978. Recentemente. está estampada a manchete: “Acidentes de trabalho ainda são freqüentes no Ceará”. cobrando das instituições responsáveis uma atuação mais eficaz na redução dos acidentes do trabalho. página 13. caderno A. A prova disso é o número de acidentes fatais. mas a própria reportagem. são burladas por patrões e empregados”. foram aprovadas as Normas Regulamentadoras Rurais (NRR). mesmo que esporadicamente. edição de 12 de julho de 2001. A mídia. O Estado tem uma responsabilidade muita grande na prevenção dos acidentes do trabalho.067. Diz a matéria: “Mesmo com exaustivas campanhas. no seu artigo 200. seis na construção civil e sete no setor elétrico somente este ano no Ceará. no jornal Diário do Nordeste. o Ministério do Trabalho.214. ao inquerir . a segurança no trabalho vem sendo negligenciada a todo momento. quando isso representar risco de queda para o trabalhador. através da Portaria No. vem dando sua contribuição. a matéria menciona que os construtores reclamam que os operários se recusam a utilizar os EPIs. Em 12 de abril de 1988. porque se trata de questão de interesse nacional. 3. aprovou as Normas Regulamentadoras (NR) relativas à segurança e medicina do trabalho. ficou estabelecido que compete ao SUS – Sistema Único de Saúde – executar as ações de saúde do trabalhador.

recorrer a uma advertência escrita. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda. 2. que “acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do artigo 11 desta Lei. a perda de tempo e os danos materiais ou as três coisas simultaneamente. Seção I. treinar e exigir o uso dos Equipamentos de Proteção Individual. ACIDENTE DO TRABALHO – Conceito Prevencionista: É toda ocorrência indesejável.0 .37 a DRT. em seu capítulo II. ou ainda a redução.ACIDENTE DE TRABALHO SOB OS ASPECTOS TÉCNICO E LEGAL ACIDENTE DO TRABALHO – Conceito Legal: O conceito definido pela lei 8. podendo. em caso de recusa do empregado. TAXA DE FREQUÊNCA: . suspensão e demissão por justa causa. enquanto no segundo conceito são levados em consideração. permanente ou temporária da capacidade para o trabalho”.213. Lei Básica da Previdência Social. ou as três coisas simultaneamente. inesperada ou não programada. além da lesão física. artigo 19. de 24 de julho de 1991. que interfere no desenvolvimento normal de uma tarefa e que pode causar: perda de tempo e/ou danos materiais ou ambientais e/ou lesões físicas até a morte ou doenças nos trabalhadores. A diferença entre os conceitos acima reside no fato de que no primeiro é necessário haver lesão física. determina. informa que é responsabilidade do empregador contratar.

de 27. quirodátilo (polegar) e qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda 1º.500 2. quirodátilo (polegar) Perda de qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda de dois outros quirodátilos (dedos) Perda de três outros quirodátilos (dedos) Perda de quatro outros quirodátilos (dedos) Perda 1º.500 3.400 300 600 0 600 3.800 4. de Dias Perdidos + Dias Debitados ) X 1.1983 do M T E) QUADRO 1-A TABELA DE DIAS DEBITADOS Natureza Avaliação Percentual Dias Debitados Morte Incapacidade total e permanente Perda da visão de ambos os olhos Perda da visão de um olho Perda do braço acima do cotovelo Perda do braço abaixo do cotovelo Perda da mão Perda 1º. quirodátilo (polegar) e dois outros quirodátilos (dedos) Perda 1º.38 No.000 1.000 2.000 6.000 2.000 T F = ---------------------------------------------------------Total de homens-horas trabalhadas ÍNDICE DE AVALIAÇÃO DA GRAVIDADE: (No.000 600 300 750 1.200 Perda da perna acima do joelho Perda da perna no joelho ou abaixo dele Perda do pé Perda do pododátilo (dedo grande) ou de dois outros ou mais pododátilos (dedos do pé) Perda 1º.500 3.200 1.400 4.000.000 I A G = -------------------------------------------------------------------------------------Total de homens-horas trabalhadas (Portaria No.800 1.500 3.000 .000 6.quirodátilo (polegar) e quatro outros quirodátilos (dedos) 100 100 100 30 75 60 50 10 5 12 ½ 20 30 20 6.000. pododátilo (dedo grande) de ambos os pés Perda de qualquer outro pododátilo (dedo do pé) Perda da audição de um ouvido Perda da audição de ambos os ouvidos 25 33 ½ 40 75 50 40 6 10 0 10 50 1. quirodátilo (polegar) e três outros quirodátilos (dedos) Perda 1º. 33.10. de Acidentes X 1.

. ou seja. QUANTO À INCAPACIDADE PARA O TRABALHO .1 . maremoto etc.Acidente com afastamento. .Acidente material com danos. .Acidente pessoal sem lesão. . PARCIAL = até 74% da capacidade laborativa.Acidente de trajeto.Acidente sem afastamento (retorno ao trabalho até o horário normal do início da jornada no dia seguinte). o imprevisível por exemplo. .39 2.Acidente pessoal com lesão. .Acidente com incapacidade temporária (nunca superior a 1 ano). os atores sociais sabem dessa realidade. que é o legítimo representante da nação.Acidente com incapacidade permanente: TOTAL . profissionais de segurança e saúde do trabalho.Acidente típico.Morte. Os empregados.2 . . terremoto. . por inundação.CLASSIFICAÇÃO DOS ACIDENTES DO TRABALHO QUANTO À NATUREZA . O que falta é conscientização. nenhum benefício. governo. empregadores.Doença Ocupacional QUANTO AOS DANOS E LESÕES . enfim. 2.Acidente material e pessoal.CONSEQÜÊNCIAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO Os Acidentes do Trabalho só trazem prejuízos.Acidente material sem danos. podendo ser o acidente pessoal ou o acidente impessoal. QUANTO AO AFASTAMENTO . = mais de 75% da capacidade laborativa. .

conseqüências dos acidentes do trabalho. prejuízos para a imagem da empresa perante a sociedade. problemas com o sindicato. prejuízos morais. desamparo para a família. diminuição da produtividade dos trabalhadores devido ao imposto emocional (risco psicológico).: queimaduras. seqüelas ou invalidez. lesão mediata (ex. salários pagos a outros trabalhadores.). atraso na prestação de serviços ou na produção. morte. lombalgias. As conseqüências dos acidentes podem ser: • para o Trabalhador: sofrimento físico (dor. equipamentos.: surdez. • para a Empresa: gastos com primeiros socorros e transporte do acidentado.). etc. etc. cortes.40 As perdas. redução do seu salário. reflexos negativos no ambiente de trabalho. problemas com a família. salários adicionais pagos por trabalhos de horas extras em razão do acidente. danificação ou perda de máquinas. etc. visto que o auxílio – salário. traumas psicológicos. na hora do acidente e após o mesmo. ferramentas. etc. pagamento do salário do acidentado nos primeiros 15 dais sem o funcionário produzir. diminuição da eficiência do acidentado ao retornar ao trabalho. despesas com treinamento do substituto. máquinas.). instalações. perda de lucros por serviços paralisados / interrompidos. tempo perdido para substituição do acidentado e para comentar o fato. Tempo: paralisação do processo produtivo. doenças. tempo perdido no trabalho.). matéria – prima. ferimentos. que poderá causar possível descontentamento dos clientes ou multas contratuais. Materiais: matéria-prima. mesmo após meses ou anos de ocorrido o acidente. problemas com o meio ambiente. “espantam” os . silicose. incapacidade para o trabalho. para a análise do acidente por parte da CIPA e do SESMT. contusões. doença do INSS corresponde a 91% do seu impossibilidade de realizar horas extras. podem ser: Humanas: lesão imediata (ex. etc. tendinites. distúrbios familiares. quando afastado por mais de 15 dias.

CAUSAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO Um indivíduo é lesionado ou lesiona outro durante a execução de uma tarefa com certo material em determinado ambiente (meio). ferramentas ou outro objeto. aumento do custo de vida. Assim. composto dos quatro elementos. A atividade corresponde à parte do trabalho desenvolvida por um indivíduo no sistema de produção considerado (uma fábrica. dependência do INSS. como: auxílio .doença. e a cada indivíduo corresponde uma atividade.41 consumidores. durante muito tempo as causas de acidentes eram tão somente atos inseguros ou condições inseguras. um acidente pode envolver várias atividades. possíveis aumentos das taxas de seguros e impostos para cobrir os gastos do governo. despesas com reabilitação profissional através de fisioterapia e equipamentos.3 . para que ocorra um acidente. O conjunto. No Brasil. • para a Nação: perda temporária ou permanente de elementos produtivos. produtos. hospitalares e farmacêuticas. atraem a atenção das autoridades que têm a responsabilidade de zelar pelo cumprimento dos padrões de segurança. uma oficina ou um canteiro de obras). auxílio–acidente. desde que elas estejam estreitamente ligadas. ou componentes: indivíduo-tarefa-materialmeio. peças. 1996). 2. equipamentos. máquinas. b) a tarefa (atitudes do indivíduo). Isso se dá particularmente no caso de trabalho em equipe (BINDER et al. define uma unidade de análise denominada atividade. despesas médicas. se necessários. aposentadoria por invalidez e pensão por morte. principalmente depois de estudiosos . Então. quatro coisas são necessárias: a) o indivíduo. pagamentos de benefícios ao trabalhador acidentado ou a seus dependentes. acúmulo de encargos assumidos pela Previdência Social. d) o meio (meio ambiente de trabalho). c) o material (matéria-prima.

existiam três causas de acidentes: atos inseguros. de problemas de ordem psicológica (depressão. ou seja. quando a Portaria nº 5 do Ministério do Trabalho. em que ambos são oriundos de aspectos psicossociais denominados Fatores Pessoais de Insegurança. 2001). permitindo que ele cometa atos inseguros. às condições ambientais (CAMPOS. etc). introduziu a metodologia da árvore de causas. de se achar um culpado pelo acidente (CAMPOS. neuroses. que pode levar à ocorrência do acidente ou à prática do ato inseguro). dentre outras terminologias. Em fevereiro de 1999. .42 americanos terem analisado 75. mas manteve as três causas de acidentes: fator pessoal de insegurança (causa relativa ao comportamento humano. condições inseguras e o fator pessoal de insegurança. existem vários aspectos que decorrem dessas causas. dependências químicas. social (problemas de relacionamento. a ABNT cancelou e substituiu a NB-18 pela NBR 14. pode causar ou favorecer a ocorrência do acidente) e condição ambiente de insegurança (condição ambiente do meio que causou o acidente ou contribuiu para sua ocorrência) (CAMPOS. ou fator pessoal – causa relativa ao comportamento humano. alguns autores falam em “atos inadequados”.000 acidentes industriais e concluído que 88% estavam ligados a fatores humanos e 10% a fatores materiais. etc). congênitos ou de formação cultural que alteram o comportamento do trabalhador. ato inseguro (ação ou omissão que. Hoje. que é o nome dado às falhas humanas decorrentes. excitação. A partir de 1994. contrariando preceito de segurança. relativo à CIPA. 2001). Tecnicamente. 2001).280. no Brasil. Constatar “ato inseguro” sempre foi um meio. Mas poderíamos dizer que o acidente ocorre como resultado da soma das condições inseguras e dos atos inseguros. de acordo com a Norma Brasileira NB-18 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). na maior parte das vezes. De acordo com a NB-18. já substituída. preocupações com necessidade sociais. educação. tensão. que leva à prática do ato inseguro. é que o uso do termo “ato inseguro” ficou obsoleto.

compra de equipamentos de qualidade duvidosa. quando corrigidas. portanto. verificações e programas de manutenção inadequados. Exemplos de causas básicas: falta de conhecimento ou de treinamento. principalmente. falta de reforço em práticas seguras. as causas gerenciais existem porque segurança deve ser encarada de forma sistêmica contingencial. falhas de engenharia (projeto e construção). sempre pronto para prever ou atender eventos indesejáveis.43 Por essa razão é que. uso de equipamento de proteção individual inadequado. Em outras palavras. causas básicas (ou raiz) e. se ações gerenciais que possam prever ou atender eventos indesejáveis não existem na empresa. em geral. O ato inseguro não deixou de existir. na busca das causas dos acidentes. Ou seja. os profissionais envolvidos não devem utilizar os termos atos inseguros ou condições inseguras. Informações básicas sobre saúde e segurança no trabalho. métodos ou procedimentos inadequados (CAMPOS. 1997). procurar falhas no processo de trabalho e não identificar se o acidente foi causado por um ato inseguro ou por condições inseguras. pois ela não acaba nunca. As básicas têm. então fatalmente há causas de acidentes ou doenças ocupacionais. As imediatas são o ato inseguro e as condições inseguras. mas ela faz parte do negócio da empresa. Afinal. não procurem classificá-los em atos inseguros ou condições inseguras. durante uma investigação e análise de acidentes. posto de trabalho inadequado. 2001). origem administrativa e. mas descrever o risco sem que haja essa necessidade de classificação (PIZA. Segundo CAMPOS (2001). como conjunto ordenado de meios de ação visando um resultado. causas gerenciais. segurança não é prioridade. Ele é a ponta do processo. ou seja. sistema de recompensa inadequado. . previnem por um longo período um acidente similar. Todo acidente tem causas imediatas. tais como acidentes ou doenças ocupacionais. Deve-se. e neste existem muitas variáveis.

pagamento do salário relativo aos primeiros 15 dias após o acidente. pelo falta de conhecimento ou de treinamento necessário para realização das tarefas. como transporte do acidentado. a diminuição do tempo entre a concepção do produto e a sua colocação no mercado como necessidade capitalista de competitividade. a aceleração da produção. assistência à família. ou seja. a conseqüente redução do tempo do processo produtivo. transformando-o num mero coadjuvante e. A corrida capitalista por maiores lucros direciona os esforços para o componente que a curto prazo traz maior retorno: a criação de novas tecnologias. como também o controle de perdas. em detrimento do próprio homem e do meio ambiente. outras despesas. Somem-se ao descumprimento das normas a falta de fiscalização e a pouca conscientização do empresariado (VENDRAME. enquanto não for possível eliminá-lo do processo. o custo direto é a parcela do custo cuja responsabilidade é de uma empresa . 2. mas devido ao não cumprimento das normas de segurança. não só através de atitudes individuais. o aumento da competição. são causas inequívocas dos acidentes do trabalho e doenças do trabalho.CUSTOS DOS ACIDENTES DO TRABALHO São compostos por: Custo Direto (ou Custo Segurado) : são: o SAT – Seguro de Acidentes do Trabalho. despesas ligadas diretamente ao acidente. etc. deixando-o exposto aos riscos que. A globalização. esquecendo o homem ou procurando diminuir a sua interferência no processo produtivo. a introdução de novas tecnologias traz.4 . mas também por uma solução coletiva de mudanças das regras do sistema capitalista que impera no mundo de hoje. Está nas mãos do homem a redução dos infortúnios. na maioria das vezes. 2001). as quais visam a proteção da integridade física do trabalhador no desempenho de suas atividades.44 Vale ressaltar que a maioria dos acidentes do trabalho ocorrem não por falta de legislação. Em outras palavras. hospitalares e farmacêuticas com a recuperação do acidentado. como despesas médicas.

O SAT representa uma alíquota incidente na folha de salários da empresa em valores de 1% . despesas com treinamento do substituto. HEINRICH. dependendo do tipo de empresa. Ainda nessa época. representado por contribuições e seguro de acidentes do trabalho – SAT. é baseada no fato de que a cada dólar gasto com indenização e assistência às vítimas do acidente (custo segurado). O Custo Direto é. Custo Indireto (ou Custo Não Segurado): despesas não atribuídas aos acidentes. respectivamente. enquanto o trabalhador se encontra no ambulatório da empresa. H. É de responsabilidade exclusiva do empregador. em grande parte. ou seja. mas sim como conseqüência indireta deste. em sua pesquisa publicada no livro intitulado “Prevenção de acidentes industriais”. em virtude da existência ou não de trabalhadores com direito à aposentadoria especial. Esta relação. despesas com a investigação do acidente. W. demonstrando assim que apenas pequena parcela dos prejuízos com acidentes são reembolsáveis pelas empresas. 2% ou 3%. salários pagos a outros funcionários no atendimento ao acidentado. não havendo cobertura em tal circunstância.45 seguradora (no caso do Brasil. evidenciou. custo que não se manifesta pelo acidente. dependendo do risco de acidente que a empresa oferece. o INSS) contratada por imposição legal. médio ou grave. Heinrich enunciou. Então. etc. que contra cada lesão incapacitante (com afastamento) havia 29 lesões não incapacitantes (sem afastamento) e 300 acidentes sem lesão. listado em tabela própria e que foi majorado recentemente para alguns tipos de empresas. in PIZA (1998). em 1931. caracterizado pelo importe pago ao INSS. em 1930. horas extras pagas a outros funcionários. correspondem 4 dólares de custo não segurado. ou seja. para grau leve. já estava provado ao mundo que os acidentes que geram . relativo aos pequenos acidentes. como: salário pago ao acidentado não coberto pelo INSS. a relação 4 : 1 entre os custos não segurados (indiretos) e segurados (diretos) de um acidente. danos materiais. mas com danos à propriedade. aceita pelos especialistas. perda de lucros.

Segundo CICCO (1983). formou sua teoria de Controle de Danos. FRANK BIRD JR. in PIZA (1998). como também das responsabilidades referentes às conseqüências dos acidentes.. Vários fatores dificultam a exata mensuração dos custos dos acidentes do trabalho. Será mais preciso se tiver um inventário permanente e não periódico. No entanto.se desta forma: Custo Indireto = 4 x Custo Direto Custo Total do Acidente = Custo Direto + Custo Indireto Custo Total do Acidente = Custo Direto + 4 x Custo Direto Estudos mais recentes apontam para uma relação entre custos indiretos e diretos variando de 8 : 1 até 10 : 1 (PIZA.46 lesões e afastam o trabalhador do ambiente de trabalho para tratamento médico são apenas a ponta do “iceberg” (PIZA. Essa estimativa devese ao fato de que o custo privado é sempre mensurável.000 acidentes realizada em 1966. e deve seguir a convenção da uniformidade ou da consistência dos lançamentos contábeis da empresa. 1998). o que mostra o alto custo indireto do acidente do trabalho e que não é indenizável. chegando à conclusão que contra cada lesão incapacitante ocorriam 100 lesões não incapacitantes e 500 acidentes com danos à propriedade. como a dificuldade na obtenção de todos os custos associados ao acidente pela fragmentação das informações. 1998). calcula . apoiado numa análise de 90. mas o custo social nem sempre o é. o custo do acidente é função da característica de cada empresa. uma sugestão para o cálculo dos custos dos acidentes do trabalho pode ser apresentada conforme segue: Ce = C – i Ce = custo efetivo do acidente C = custo do acidente . Na prática.

em recente estudo constatou que o Brasil gasta R$ 20 bilhões por ano com acidentes e doenças ocupacionais. C2 = custo referente ao reparo e reposição de máquinas. as indenizações e os ressarcimentos recebidos através de seguro ou de terceiros são um coeficiente de segurança econômico que pouco tem a ver com o custo efetivo dos acidentes. Para determinarmos exatamente as parcelas C2 e C3. pela “melhorias do processo” no âmbito da empresa. Vê-se que. antes de tudo. professor da Universidade de São Paulo-USP. mas a transferência de riscos de acidentes a terceiros é um caso a se pensar. é uma fortuna o que se gasta com acidentes. enquanto os investimentos na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais refletem . manutenção e lucros cessantes).47 i = indenizações e ressarcimentos recebidos através de seguro ou de terceiros (valor líquido). que deve ser subtraída das demais.5 bilhões são gastos pelas empresas. Portanto. pois a redução do número de acidentes passa. Não nos colocaremos aqui numa posição contrária ou a favor da adoção desse critério de Cicco. como paralisação. C3 = custos complementares (assistência médica e primeiros socorros) e aos danos à propriedade (outros custos. dependemos fundamentalmente da organização interna da empresa. 2. onde: C = C1 + C2 + C3 C1 = custo correspondente ao tempo de afastamento (até os primeiros quinze dias) por acidente com lesão. Destes R$20 bilhões. para Cicco (1983). A parcela “I”. mas se constitui numa parcela necessária de financiamento de risco para que a empresa não venha a arcar com o ônus de seu caixa efetivo. foi incluída apenas para que se identifique o total líquido do custo efetivo dos acidentes.5 bilhões pelas famílias e 5 bilhões pelo governo. PASTORE (2001). equipamentos ou materiais danificados (danos à propriedade). 12.

700 499.632.003.077.293 388.444.916.090 1982 1.137.304 ANO 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 TOTAL 395.443 693.Revista Proteção. desestruturação de famílias.465 ANO 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 TOTAL 1. INSS registra 653.178. Os custos econômicos com acidentes do trabalho estão crescendo aceleradamente.270. ou 9 por segundo. o mundo gasta 4% do PIB com acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.1 milhão de mortes por ano.111 1. Tais acidentes resultam em 1. No entanto.820 363.124 991. dentre outros prejuízos.696 1.868 340. (VENDRAME. ou seja.137 Fonte: Anuário Brasileiro de Proteção .322 532. 2006.890 653. 2. os quais na realidade.680 503.48 diretamente na redução do custo com acidentes.761 1. no aumento da produtividade e na melhoria da qualidade dos produtos e processos. perda de capital humano.343 414.572 632.581 888. Segundo a OIT .825 1.750 1. perda de competitividade.859 1.614. No mundo ocorrem cerca de 250 milhões de acidentes ao ano.115 961.211 1. se esvaem em indenizações.796.464.861 1.455 421.551.472 1995 424.5 – ESTATÍSTICA DE ACIDENTES NO BRASIL Tabela – Número de acidentes ocorridos no Brasil ANO 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 TOTAL 1. 475 por minuto.187 1.341 387.077 465.071 399.575 1. 2000).743.207.723 1.090 acidentes de trabalho Fonte: Agora .523 1. estamos mais preocupados em somente arrecadar recursos públicos para cobrir essas despesas.330.501 1. 685 mil por dia.504.220.251 393.514 412.627 1.

Antes. elas eram feitas apenas com base nas informações passadas pelas empresas. Os nexos foram criados no ano passado justamente para um controle mais rigoroso sobre os acidentes de trabalho e para tornar as estatísticas mais confiáveis.564 ocorridos no trajeto entre a casa e o local de trabalho e 20. Os homens representam 73.34% dos segurados que tiveram um acidente de trabalho em 2007. sendo 414.500. comunicaram ao INSS 514. ACIDENTES 2.000 1.A Previdência registrou. Os demais foram identificados pelo instituto por meio de um dos nexos (exames que relacionam as causas de doenças e acidentes do trabalho). porém.000.000. Considerando-se o número total de acidentes em 2007 (653 mil). 21.49 Brasília/DF . 653. As empresas.785 decorrentes da atividade do acidentado.500.000 0 ANO . Gráfico – Número de acidentes ocorridos no Brasil NÚMERO ACIDENTES POR ANO 2.000 No.135 desses acidentes – ou seja.000 500.000 1. 78. a estatística da Previdência aponta uma alta de 27.786 por doença profissional característica do trabalho executado.090 acidentes de trabalho.5% em relação a 2006.28% a menos. no ano passado.

50 2. que a Previdência chama de alíquota específica. As empresas que discordarem do valor só poderão contestá-lo mediante ação judicial. .FAP e NTEP FAP entra em vigor Fonte: Revista Proteção Foto: Marcus Almeida .6 . Esse valor será multiplicado pelo percentual do SAT gerado a partir do segmento econômico. a chamada alíquota nominal. O resultado é a taxa do SAT a ser paga por cada empresa. que foi recalculado após as contestações. que produzirá efeitos a partir de janeiro de 2009. Isso porque elas já puderam entre 31 de novembro e 3 de janeiro de 2008 contestar o FAP.Somafoto A Receita Federal do Brasil e o Ministério da Previdência divulgam a partir de 1° de setembro o FAP (Fator Acidentário Previdenciário) de cada empresa. Esse é mais um passo para consolidação do NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico) no país.

Paulo Rogério Albuquerque de Oliveira. Pimentel disse ainda que o adiamento por um ano da entrada em vigor do FAP ocorre também em razão do critério da anualidade . Passamos a enxergar o coletivo e que há empresas que são epidêmicas e estão produzindo doentes”. 24. a Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho) se posicionou a favor das alterações. A pergunta agora é se o ambiente é doentio.24/9/2008 Entenda sobre NTEP / FAP e SAT Perguntas e respostas dadas pelo Dr. Há falhas técnicas e jurídicas. a sua vigência só pode ocorrer no ano seguinte à sua aprovação e definição do marco legal. Sest. A pergunta deixou de ser se o trabalhador está doente. Além disso. explicou o ministro. “O NTEP é mal elaborado.51 Mas isso não significa que todos os setores estão aceitando essa nova realidade que foi regulamentada pelo Decreto 6042. Senat. ingressando como parte interessada e pedindo a improcedência da ação. Sesc. Sócio da Coelho e Morello Advogados . Com a entrada em vigor do FAP. a alíquota do seguro de acidentes varia de 1% a 3% sobre a folha de pagamento da empresa. que será publicado nos próximos dias. Consultor Trabalhista e Previdenciário. Sebrae e Sescoop) a assinatura de um protocolo até o fim deste ano para que a reabilitação e requalificação dos trabalhadores vítimas de acidente no trabalho ou de doenças ocorram dentro do espaço dessas entidades que integram o Sistema S. mas um decreto do presidente da República. essas alíquotas podem ser reduzidas à metade ou serem ampliadas em até 100%. avalia o médico do Trabalho e membro do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers). a CNI (Confederação Nacional da Indústria) ajuizou uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra o NTEP.por ser um imposto. o adiamento por um ano da entrada em vigor do Fator Acidentário de Prevenção (FAP). Esse mecanismo entraria em vigor no dia 1º de janeiro de 2009. Iseu Milman. o governo negocia com o chamado Sistema S (Senai. Segundo o ministro. Pimentel explicou que o adiamento é necessário para que uma comissão formada por governo. Senar. Ainda em 2007. A questão não foi julgada. A idéia do governo é que a alíquota do imposto seja reduzida para as empresas com pouca incidência de acidentes no trabalho e seja ampliada para aquelas com altos registros de acidentes. É um critério desigual e de caráter arrecadatório e não de proteção ao trabalhador”. “A visão da Previdência é uma visão de saúde pública. empresários e trabalhadores conclua as discussões sobre o marco legal na área de saúde e de segurança no trabalho. As empresas podem ter um acréscimo de 100% nas alíquotas enquanto a redução é de 50%. anunciou quarta-feira. Fonte: Agência Estado . Luiz Eduardo Moreira Coelho. As empresas precisam mostrar que têm um ambiente salubre e equilibrado. Segundo o Ministério da Previdência. as empresas não estão cumprindo a cota de deficientes e de trabalhadores reabilitados porque a qualificação oferecida hoje não é suficiente para garantir a inserção desses trabalhadores. adiará a implantação do FAP para 1º de janeiro de 2010. Fonte: Revista Proteção . e o NTEP está em vigor.O ministro da Previdência Social. que vem se mobilizando. O Nexo tem sido criticado por alguns profissionais de SST e pelo meio empresarial. O FAP será aplicado sobre a alíquota do imposto do seguro de acidente no trabalho pago pelas empresas. de 12/02/07.2/9/2008 Previdência adia vigência do FAP para janeiro de 2010 Fonte: Agência Estado Brasília/DF . Senac. O foco passa a ser a empresa e não mais o trabalhador. com a supervisão do Ministério da Previdência Social. rebate o Coordenador-Geral de Políticas de Saúde do Trabalhador do Ministério da Previdência Social e doutor em ciências da saúde pela UNB (Universidade de Brasília). José Pimentel. Por sua vez.

qual a importância do NTEP? Total. Como o senhor avalia as mudanças na lei de seguro de acidente de trabalho? Positiva ou negativa? Por que? É positiva a medida. pois se assim não agirem. todas deverão aprimorar a gestão de medicina e segurança. em face da conexão existente entre todos os órgãos acima citados. algo cada vez mais comum. Como o senhor avalia o seminário prova e contraprova do NETP. Por via reflexa. Ao transferir para o médico perito do INSS a missão de enquadrar ou não um caso como doença profissional de empresa empregadora e das patologias que normalmente delas resultam. como já salientado acima). ainda ficará exposta ao risco de autuações por parte da Previdência e do Ministério do Trabalho. a partir de uma lista de patologias atreladas a atividade econômica do empregador. o SAT.52 Como a previdência social tem atuado a fim de diminuir os elevados gastos com benefícios? Em diversas frentes: aperfeiçoando a legislação em vigor. Em sua opinião. que acontecerá em setembro de 2008? Qual a importância desse evento para as empresas? É uma excelente iniciativa. Ela ficará sujeita a um SAT mais elevado. torna-se importante o debate acerca da importância e da qualidade das provas para efeito de os empregadores se resguardarem diante de potenciais contingências (que não são poucas e podem ser de vulto. Isto porque o NTEP cria situação para se discutir administrativa e judicialmente o real estado de saúde de empregados que se afastam do trabalho em virtude de doenças que. reduzirá o número de acidentes e doenças ocupacionais. essa nova sistemática tende a induzir as empresas a redobrar suas atenções com medicina e segurança do trabalho. a redução poderá ser significativa. se der causa a muitos acidentes ou doenças ocupacionais (com afastamento superior a 15 dias). incremento da fiscalização. Quem o senhor avalia será mais atingido? O empregador ou o colaborador? Aquela empresa que não der atenção à segurança no trabalho. Isto. grande será a probabilidade de surgirem contingências de vulto. A empresa relapsa ainda deparará com maior volume de ações trabalhistas individuais. que regulamentou o NTEP e FAP. até porque dele não se pode esperar amplo domínio de todas as patologias. Qual a dica que o senhor dá para quem está com problemas com a previdência? . Ficará exposta a ações regressivas do INSS. por fim. além de permitir maior disponibilidade para que a estrutura do Instituto possa melhor atender aos trabalhadores em geral. Esse sistema aumenta a possibilidade de responsabilização futura das empresas pelo INSS e o incremento do seguro de acidente de trabalho que hoje recolhem. que. do que é exemplo o Decreto nº 6. presente que o médico perito do INSS está sujeito a equívocos no momento de estabelecer nexo. por sinal. de até 50%. já está se verificando nos últimos anos. a revisão de benefícios e aumento do número de altas médicas. menos doenças e menos acidentes resultam em diminuição do " déficit" da Previdência. menor será o gasto da Previdência com benefícios. Quem cuidar bem da saúde e da segurança de seus empregados (o que é um dever de todas as empresas) poderá se beneficiar de uma redução do valor do seguro de acidente de trabalho. pois o SAT incide sobre a folha de pagamentos a cada mês. tem movido ações para cobrar os valores desembolsados a título de benefício a empregados afastados por tais motivos.042. etc. Para evitar esses ônus. E. contendo pedidos de reparação por danos morais e materiais. Como conseqüência. No que as mudanças na lei auxiliarão nisso? Com a instituição do NTEP cabe ao médico perito estabelecer nexo entre doenças e trabalho. Ademais. muitas vezes não decorrem do trabalho. com maior freqüência. Ademais. Para as empresas com maior número de empregados. ou mesmo ao ajuizamento de ação por parte do Ministério Público do Trabalho. de até 100%. algo que favorece a todos nós.

Não é fácil. quando o trabalhador pede auxíliodoença. e o trabalhador que foi admitido hígido (saudável) na empresa apresenta disacusia (surdez). Considero provável a hipótese de. quem declara a sua presença é a Perícia Médica do INSS. A dica então não pode ser outra: revejam e corrijam suas posturas porque o Governo não ignora que nesse âmbito previdenciário a arrecadação poderá crescer sensivelmente. Minha participação no seminário girará em torno do "case" que será apresentado. entendimento) lógica entre uma causa e um efeito.430/06 e regulamentado pelo Decreto n. Efeito: doença ocupacional do trabalhador. Creio que poderá surgir a oportunidade também para falar de "implicações judiciais associadas a NTEP". sofrerá as ações. Logo. abordar "situações de vulnerabilidade que desencadeiam nexo entre atividades laborativas e doenças ocupacionais ou acidentes de trabalho". entende-se que ela foi adquirida nessa empresa e daí sobrevém um mundão de desdobramentos.042/07. INSS e para o MTE. fazer um bom exame admissional e saber um pouco de sua vida pessoal. fazer a contraprova. resolver os problemas. . 6. produzindo acima de 85 db(A). 11. Exemplo: se uma empresa tem uma máquina ruidosa (barulhenta). como ele bem sabe. os empregadores encontram-se vulneráveis. mas por adotar procedimentos não conformes que. Causa: ambiente laboral insalubre. igualmente convidado para esse módulo do evento. ENTENDA SOBRE NTEP Entenda sobre NTEP / FAP e SAT Perguntas e respostas dadas pelo Dr. autuado e multado. Essas mudanças beneficiarão quem? O empregador ou o empregado? As mudanças beneficiam o trabalhador e se as empresas seguirem a lei vão beneficiar o INSS.04. Quais as principais mudanças que essa norma traz? As mudanças são: a) inversão do ônus da prova. de uma forma ou de outra. antes o segurado tinha que provar que adquiriu a doença no serviço. responsabilidades e conseqüências para o trabalhador. conclusão. por exemplo.53 Para responder a indagação basta considerar dois fatores incontroversos: o INSS tem um "déficit" que precisa ser reduzido ou eliminado. de forma a atingir o interesse geral. O segurado não tem de provar que houve o NTEP. Entrou em vigor em 1º. Faça um breve histórico de como será sua palestra no seminário NTEP. se não tomar cuidados. As fontes de aumento da arrecadação do Governo. Cabe à empresa. Autor de mais de 50 Obras Previdenciárias e Comendador do Instituto dos Advogados Previdenciários de São Paulo – IAPE O que é NTEP? NTEP é uma sigla que designa o Nexo Técnico Epidemiológico. Dele procurarei extrair elementos para uma abordagem mais ampla. Não apenas por realizar uma má gestão em medicina e segurança. c) As empresas têm de tomar cuidado na admissão para apurar se o trabalhador não está sendo contratado com incapacidade adquirida preteritamente. a empresa. se for o caso. ajudá-las a encontrar o melhor caminho. Coisa muito séria. consubstanciam menor receita para o custeio do sistema previdenciário. b) Se a empresa não provar que não tem culpa. Wladimir Novaes Martinez. O empregador. Foi criado pela Lei n. quem mantiver um nível de exposição acentuado tende a ser descoberto. a partir do que for abordado pelo palestrante do "case". um tema que poderá ser melhor focalizado por Dr. Não há outro. Qual a importância de organizar e participar um evento para falar sobre o tema? Quem organiza um evento dessa natureza está tentando explicar as empresas as suas responsabilidades. Advogado Especializado em Direito Previdenciário. sob diversos aspectos. Gustavo Gomez. estão associadas as questões previdenciárias.07. Quer dizer uma relação (ilação. agora o INSS diz que foi ali que ele ficou doente. Nesse campo. arca com conseqüências seriíssimas de variada ordem.

QUER DIZER. também pode passar de 1% para 0. Vou dar um exemplo claríssimo: nos bancos existe muita digitação e muita LER (Lesão por Esforço Repetitivo). Do que fala? Meu livro "PROVA E CONTRAPROVA DO NEXO EPIDEMIOLÓGICO". se caracterizada a culpa pela doença ocupacional. Quem não tem INFORMAÇÃO pode sofrer seriíssimas conseqüências e ter muitas dores de cabeça. como é que fica? O banco não tem culpa. é o critério de concessão de benefício de acidentes de trabalho para os segurados que estão de alguma forma incapacitados de exercerem suas funções. a contribuição mensal era fixada em 1%. Alíquotas aplicadas à folha de pagamento dos salários. de 2% para 1% e de 3% para 1.NTEP? Minha palestra tratará da novidade: a substituição do nexo causal (que todo mundo conhecia relação de causa e efeito normal . poderá passar de 1% para 2%. o SAT. ou seja. E aí. Civil: podem ter de pagar uma indenização. Se o INSS entender que está presente a negligência. se ele for flexibilizado. uma mudança significativa.pelo nexo epidemiológico. mas tricoteia em casa. Podem ser multadas pelo MTE.5%. responsabilidades. Nexo Técnico Epidemiológico. olhe. que iniciará os neófitos na matéria. Trabalhista: Podem ter de garantir o emprego do trabalhador por 12 meses e recolher o FGTS enquanto perdurar o auxílio-doença. Seguro de Acidente de Trabalho pode ter valor dobrado pela nova lei O NTEP. Como será a sua palestra no Seminário Prova e Contraprova do Nexo Técnico Epidemiológico. e se a pessoa é quem faz o cafezinho e nunca digitou. orientações. Fale um pouco sobre o livro do senhor. enfim quase tudo sobre o assunto. Esse valor que as empresas pagam é referente a que? Esse valor é revertido em beneficio para o empregado? Tais contribuições do seguro de acidentes do trabalho (SAT) destinam-se a custear a previdência social e um modo geral e as prestações acidentárias em particular. as empresas podem sofrer uma ação regressiva para a autarquia recuperar o que gastou com o segurado.5% (asse diminbuirem os acidentes). A partir de setembro. Mas. desdobramentos. a Perícia Médica entenderá que foi adquirida digitando e a responsabilidade é do banco. Um livrinho bom e barato. as empresas assumem um enorme encargo. Se um bancário requerer um auxílio-doença no INSS e alegar a LER. SEM EXAGERO. De acordo com o especialista em Direito Previdenciário. Wladimir Novaes Martinez. visto que algumas empresas poderão ter seu SAT reduzido em até 50% enquanto outras terão aumento de até 100%. o SAT passa a ter nova fórmula para o cálculo e a alíquota paga pelas empresas irá variar de 0. que variava conforme o risco de cada empresa. 2% ou 3% da folha de pagamento de salários para custeio do Seguro Acidente de Trabalho. PARTICIPE DO EVENTO E VOCÊ TERÁ A RESPOSTA!!! Quais as mudanças em valores que serão modificadas com essa mudança na lei? Quando a Perícia Médica do INSS declarar a existência do NTEP. expõe o que é o NTEP. esta nova metodologia leva em conta o número de afastamentos encaminhados ao INSS gerados . Mas. Dr. seu conceito. é importante ouvir vários expositores para encadear as idéias. Anteriormente.54 Qual a importância de uma empresa participar desse evento? Como estas questões são VARIADÍSSIMAS.5% até 6%. de 2% para 4% e de 3% para 6% (se dobrarem os acidentes). o NTEP é importante e as empresas precisam conhecê-lo com profundidade. COMPLICADÍSSIMAS E DISCUTIDÍSSIMAS. o primeiro a ser publicado sobre o assunto no País. um tratamento epidemiológico das doenças ocupacionais. Quanto as empresas pagavam e quanto pagarão agora? Em termos de SAT.

as mudanças precisam estar bem explicadas. afirma o advogado 09:32 . e dos trabalhadores e empresários. Antes. O evento começa neste domingo (29). muitas delas não informavam a ocorrência de acidentes e doenças ocupacionais ao Ministério da Previdência Social. no 18º Congresso Mundial de Seguridade e Saúde no Trabalho. integrada por representantes dos Ministérios da Previdência. Com a criação do NTEP. o que é fundamental para a definição de políticas preventivas. implantado em abril de 2007. enquanto para outras pode significar ameaça”. “Vai haver inversão do ônus da prova. o registro de acidentes e doenças ocupacionais dependia de comunicação da empresa. as empresas poderão contestar esse valor do FAP. Se a empresa não provar que não tem culpa. As empresas também têm de tomar cuidado na admissão para apurar se o trabalhador não está sendo contratado com incapacidade adquirida preteritamente”. já que antes o segurado tinha que provar que adquiriu a doença no serviço. da Saúde e do Trabalho e Emprego. Remígio Todeschini. e termina no dia 2 de julho. em 11 meses de aplicação do Nexo Técnico. fará. FAP.27/06/2008 SÁUDE E SEGURANÇA: Brasil apresenta na OIT iniciativas para combater acidentes Previdência destaca importância do NTEP contra a subnotificação Da Redação (Brasília) – O diretor do Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do Ministério da Previdência Social. diz Todeschini. explica Todeschini. . uma ampla exposição sobre a ocorrência de acidentes de trabalho no Brasil e as medidas adotadas pelo governo para fortalecer a cultura da prevenção e de ambientes mais seguros para os trabalhadores. proposto pelo INSS. em Seul (Coréia). Segundo Martinez. “As empresas que afastam pouco e têm bons índices acabarão sendo beneficiadas. O NTEP. o próprio perito enquadra o caso como doença do trabalho ou decorrente de acidente do trabalho. permite ao governo ter dados mais próximos da realidade. Tanto é que. Portanto. Uma comissão tripartite. este momento é uma grande oportunidade de reduzir custos e melhorar. A aplicação do Nexo Técnico. De 1º de setembro a 31 de dezembro de 2008. vai trabalhar para aperfeiçoar a política de prevenção de doenças e acidentes do trabalho no Brasil. o que comprova a ocorrência de subnotificação. Esses benefícios eram registrados como auxílio-doença previdenciário. Embora a comunicação seja obrigatória por lei.55 por acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. para algumas empresas. agora o INSS diz que foi ali que ele ficou doente. a Previdência Social constatou um grande número de subnotificação. de cada empresa. Esse Fator deverá ser multiplicado pela atual alíquota do SAT para se saber qual a nova alíquota que a empresa deverá se submeter a partir de janeiro de 2009. possibilita que o perito médico do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) verifique se há correlação entre a doença apresentada pelo trabalhador e a atividade que ele exerce na empresa. “O Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP) é o nosso instrumento de combate à subnotificação”. Em caso positivo. fazendo a contraprova. arca com sérias conseqüências de variada ordem. houve um crescimento de 134% no número de auxíliosdoença acidentários concedidos. A partir de 1º de setembro o INSS divulgará o Fator Acidentário Previdenciário.

. cabia às empresas dizer que o afastamento tinha sido causado pelo trabalho. entrou em vigor o chamado NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico). com alíquotas diferenciadas por empresa.são estabelecidas por setor. sem consertar o que está errado. O nexo é um estímulo para que as empresas melhorem os processos. o perito pode determinar que a doença foi causada pela atividade do trabalhador. na década de 70. somando-se os acidentários e os previdenciários. O aumento dos auxílios-doença acidentários aconteceu porque. contra 11. a partir de janeiro.56 Em sua exposição. o Brasil registrava uma média de 1. Todeschini ressalta que.8% no mês de abril. Com o novo mecanismo. o perito não tem condições técnicas para avaliar se há correlação entre a doença e a atividade profissional. 2% e 3% . Com a entrada em vigor do NTEP.539 em março. manteve-se estável. socializam o prejuízo e continuam estragando a saúde de outros trabalhadores. em abril. Foram concedidos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em abril 28. que o Brasil colocará em prática. O total de benefícios concedidos no período. afirma Helmut Schwarzer. no entanto.5 milhão de acidentes do trabalho por ano. um novo sistema de cobrança do Seguro de Acidente de Trabalho (SAT). Esse tipo de afastamento dá ao empregado estabilidade de 12 meses e obriga a empresa a depositar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) do funcionário afastado. os acidentes de trabalho e as aposentadorias especiais decorrentes de trabalhos penosos e insalubres custaram. explicará. último mês em que foi feito o levantamento.7 bilhões aos cofres da Previdência Social. dependendo do grau de risco de cada uma delas. Em maio. também. Remígio Todeschini. em 2007. A média caiu para 500 mil. R$ 10. Atualmente. secretário de Políticas de Previdência Social. Segundo eles. as alíquotas de contribuição ao seguro – de 1%.594 benefícios de auxílios-doença acidentários. Já aquelas com maior incidência de doenças e acidentes de trabalho vão pagar mais. =================================================== Nova regra do INSS faz explodir afastamento por acidente São Paulo/SP . "Muitos empresários evitam assumir os afastamentos por acidente de trabalho para evitar custos com FGTS e a estabilidade do empregado". e pode ser reduzida significativamente com a adoção de medidas de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. "Eles se livram do trabalhador acidentado. Além do drama para o trabalhador acidentado e sua família. de 15%. em relação a março.O número de afastamentos por acidentes de trabalho cresceu 147. Essa listagem permite aos médicos peritos do INSS estabelecer a correlação entre a doença do trabalhador e a atividade econômica da empresa. houve novo aumento. Até então. a empresa que investir mais em prevenção terá uma alíquota menor." Alguns advogados dizem que o NTEP será mais um atravancador não só do INSS como também da Justiça trabalhista.

(Tabela I do Anexo à Portaria No. Sob o ponto de vista da Segurança e Saúde do Trabalho. que quando encontrados acima dos limites de tolerância. podem causar danos à saúde das pessoas. que são os elementos ou substâncias presentes nos diversos ambientes humanos. que envolve desde a estrutura física.0 – CONDIÇÕES AMBIENTAIS DE TRABALHO As condições ambientais de trabalho são as situações de trabalho existentes no ambiente.57 porque ele não conta com a infra-estrutura para realização de exames que determinam a causa do afastamento. ênfase maior deve ser dada aos agentes ambientais ou riscos ambientais. materiais. especializado em assuntos trabalhistas e previdenciários. Fonte: Folha de S. do Ministério do Trabalho e Emprego) GRUPO 1: VERDE Riscos Físicos Ruídos Vibrações GRUPO 2: VERMELHO Riscos Químicos Poeiras Fumos GRUPO 3: MARROM Riscos Biológicos Vírus Bactérias GRUPO 4: AMARELO Riscos GRUPO 5: AZUL Riscos de Ergonômicos Acidentes Esforço Físico Arranjo Físico Intenso Levantamento Inadequado e Máquinas Proteção de Ferramentas Inadequadas e e Transporte Manual Equipamentos sem Radiações Ionizantes Radiações Não Ionizantes Frio Gases Parasitas Neblinas Fungos Névoas de Peso Protozoários Exigência Postura Inadequada Defeituosas Controle Rígido de Iluminação Produtividade Imposição Inadequada de Eletricidade Ritmos Excessivos . Morello e Bradfield. do escritório Coelho. lay-out. até os recursos humanos disponíveis. sem fazer uma investigação mais profunda da causa da doença". DE ACORDO COM A SUA NATUREZA E A PADRONIZAÇÃO DAS CORES CORRESPONDENTES. afirma Luiz Coelho. 25. "O médico perito olha o trabalhador e faz o diagnóstico a partir da listagem. CLASSIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS RISCOS OCUPACIONAIS EM GRUPOS. de 29 de dezembro de 1994. máquinas e equipamentos. utensílios.Paulo – 26/07/07 3.

c) Riscos Ergonômicos: Esforço Físico Intenso. d) Riscos de Acidentes: Arranjo Físico Inadequado. praticamente junto com as Normas Regulamentadoras – NR. substâncias tais como cimento e cal. Imposição de Ritmos Excessivos. Máquinas e Equipamentos sem Proteção.ÓRGÃOS DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO NAS EMPRESAS (SESMT E CIPA) Criado na década de 70. Na indústria da construção. Ferramentas Inadequadas e Defeituosas.58 Calor Vapores Bacilos Trabalho em Probabilidade Incêndio Explosão de Armazenamento Inadequado de ou Turno e Noturno Pressões Anormais Substâncias.0 . Eletricidade. 4. o SESMT é um setor existente em algumas . Exigência de Postura Inadequada. Controle Rígido de Produtividade. Levantamento e Transporte Manual de Peso. Trabalho em Turno e Noturno. vibrações. os principais agentes de riscos existentes no ambiente de trabalho são: a) Riscos Físicos: ruídos. b) Riscos Químicos: poeiras. Armazenamento Inadequado. calor. Compostos ou Produtos Químicos em geral Umidade Monotonia Jornadas Trabalho Prolongadas e Animais Repetitividade Peçonhentos Outras situações Outras situações causadoras psíquico de de riscos que stress físico e/ou poderão contribuir para a ocorrência de acidentes Os riscos de acidentes são conhecidos também como riscos mecânicos.

A primeira mudança seria no nome da NR-4 que passaria de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho . Engenheiro de Segurança do Trabalho. A sua obrigatoriedade nas empresas é função do número de empregados da empresa e do seu grau de risco. É considerado um “divisor de águas” nas atividades destinadas à segurança e saúde do trabalho. continuaria regulamentando sobre SESMT.59 empresas. conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE. dependendo do seu grau de risco e o número de empregados. conforme Quadro II constante na NR-4. Sérgio Latance Júnior. Os profissionais que já trabalhavam em algumas empresas na área de segurança do trabalho passaram a ser reconhecidos oficialmente. esquecendo a melhoria das condições de trabalho do ponto de vista produtivo. consta do Quadro I da NR-4 e é função da atividade da empresa. as alterações para consulta prévia. que o SESMT tratou as normas de forma legalista. diminuiu consideravelmente o número de acidentes do trabalho. O grau de risco. através da Portaria No. organização do trabalho e programas de melhoria contínua. passaram a tê-lo. Enfermeiro do Trabalho e Auxiliar de Enfermagem do Trabalho desempenham um papel relevante na Prevenção dos Acidentes e Doenças do Trabalho. 10 de 06 de abril de 2000. não concordam que o SESMT reduziu o número de acidentes. que vai de 1 a 4.SESMT para “Sistema Integrado de Prevenção de Riscos do Trabalho – SPRT”. No entanto. os profissionais pertencentes aos SESMT: Médico do Trabalho. pois muitas empresas que não tinham seu SESMT. Acredita ele. hoje. E. Técnico de Segurança do Trabalho. Existiriam agora três tipos de SESMT: . E. matéria prima. Os SESMT são normalizados através da Norma Regulamentadora NR-4. o Ministério do Trabalho e Emprego publicou. por exigência legal. Assim é que a Norma Regulamentadora NR-4 está em fase de revisão. como o Eng. como conseqüência. Alguns profissionais de segurança. ou seja.

voltando a serem constituídas somente em 1993. A diferença. por falta de fiscalização e uma consciência prevencionista não as constituíam. poderiam formar um SESMT multiempresa. Quanto à CIPA. • SESMT Coletivo – determinado grupo de empresas. A primeira CIPA de Sobral foi constituída em 27 de março de 1978 na COSMAC. entre CIPA e SESMT é que a CIPA é composta por funcionários da empresa que realizam atividades diversas das atividades de segurança e saúde no trabalho e enquanto que os componentes do SESMT são também funcionários da empresa. A Norma Regulamentadora NR-5 é quem normatiza a constituição. dependendo do grau de risco e número de funcionários. sendo que a última foi em 1999.60 • SESMT Próprio – continua sendo contratação obrigatória de de determinadas empresas. . de acordo com a sua Classificação Nacional de Atividade Econômica. A relação de classes a qual pertence cada empresa. dependendo do número de funcionários e do grupamento de atividade econômica a qual pertence. Até 1986. credenciadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego . No entanto. Em 1987 foram constituídas mais 10 CIPA’s. SESMT Externo – empresas que não sejam obrigadas um manter um SESMT próprio deveriam contratar uma entidade jurídica prestadora de serviços na área de segurança e saúde no trabalho. embora outras empresas fossem obrigadas a tê-las. Algumas empresas são obrigadas a formar esta comissão. a formação e o funcionamento da CIPA. A NR-5 já foi revista por seis vezes. Sobral continuou com apenas uma empresa a possuir CIPA. dentre outras. 5). dependendo da situação prevista na NR-4. está descrito na NR – 5 (Norma Regulamentadora Nr.MTE. mas cujas atividades são exclusivamente voltadas para a segurança e saúde no trabalho. dependendo das situações • previstas na NR-4. uma empresa de cerâmica que fabrica tijolos e telhas. esta foi criada em 1944 e realiza papel importante até hoje.

CIPA ANO No. em 1997.61 Em 1997. Número de CIPA por ano 25 Nº de CIPA 20 15 10 5 0 1978 1 0 1979 0 1980 0 1981 0 1982 0 1983 0 1984 0 1985 0 1987 1986 10 2 1993 3 0 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 3 22 16 9 3 0 1988 0 1989 0 1990 0 1991 0 1992 Ano Em junho de 2000. houve um grande aumento nos CIPA’s. fato este ocorrido quando assume. CIPA CONSTITUÍDAS POR ANO EM SOBRAL. CIPA 0 0 0 0 0 0 16 Gráfico 1 – No. Sobral conta com 52 CIPA’s. Vejamos a evolução: Tabela 1 – Número de CIPA constituídas em Sobral. O crescente número de CIPA’s em Sobral a partir de 1997 deve-se ao maior rigor na fiscalização e exigência do cumprimento da legislação. ANO No. quando se intensificou a fiscalização. a partir de 1978. a chefia do Setor de Inspeção do Trabalho da Sub – Delegacia do trabalho de Sobral. CIPA 1978 1 1979 0 1981 0 1982 0 1984 0 1985 0 1987 10 1988 0 1990 0 1991 0 1993 2 1994 3 1996 3 1997 22 1999 9 2000 3 FONTE: Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral ANO 1980 1983 1986 1989 1992 1995 1998 No. o Engenheiro Agrônomo Francisco José Ponte Albuquerque. . pois 17 foram desativadas por motivos técnicos de não obrigatoriedade da legislação.

exatamente quando do aumento da fiscalização que propiciou a criação das CIPA’s e SESMT’s em Sobral. Sobral possui 12 SESMT.: Os dados referente ao ano de 2000 se referem até junho/2000. Até então não havia nenhum SESMT. pois 5 (cinco) foram desativados por motivos técnicos de não obrigatoriedade da legislação. . Isto deve-se ao fato de que os acidentes/doenças passaram a ser registrados devido a uma maior rigor na fiscalização do cumprimento das normas de segurança e prevenção de acidentes. Conforme levantamento feito junto à Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral. Mas a partir de 1998 está com tendência de queda. a partir de 1991. foram: Tabela 3 – Número de Acidentes Ocorridos em Sobral ANO 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 NºAC IDEN 139 144 101 130 162 105 207 286 183 56 TES FONTE: Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral Obs.62 Os SESMT’s das empresas de Sobral só vieram a ser cosntituídos a partir de 1997 quando foram criados 6 (seis) SESMT. Vejamos a evolução: Tabela 2 – Número de SESMT constituídos a partir de 1997 ANO 1997 1998 Nº de SESMT 6 2 FONTE: Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral 1999 7 2000 2 Em junho de 2000. em Sobral. o número de acidentes ocorridos ano a ano. cresceu a partir de 1997. O número de acidentes do trabalho registrados em Sobral. mostrando que há um trabalho dos profissionais no sentido de reduzir esses números.

a empresa é obrigada a fornecer aos empregados. panfletagem. Conforme dispõe a Norma Regulamentadora 6 . nas seguintes circunstâncias: a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho.SESMT. b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas. o EPI será obrigatório somente se o EPC não atenuar os riscos completamente ou se oferecer proteção parcialmente. em Sobral é criada a ACISPAT – Aliança das CIPA’s na Semana de Prevenção de Acidentes do Trabalho. Portanto.NR-6. quando as medidas de proteção coletiva não forem viáveis. Nas empresas desobrigadas de constituir CIPA. etc são realizados com a intenção de divulgar e alertar as pessoas para trabalaho.0 . mediante orientação de profissional tecnicamente habilitado. Trata-se de um evento anual realizado durante uma semana em que se reúnem todas as CIPA’s das empresas localizadas nos municípios sob a jurisdição da Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral. recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade. a preferência pela utilização deste é maior em relação à utilização do EPI. ruas.EPC são dispositivos utilizados no ambiente de trabalho com o objetivo de proteger os trabalhadores dos riscos inerentes aos processos. O uso deste tipo de equipamento só deverá ser feito quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a atividade. propagandas em rádio. de uso individual utilizado pelo trabalhador.EPI é todo dispositivo ou produto. Os equipamentos de proteção coletiva . destinado a proteção contra riscos capazes de ameaçar a sua segurança e a sua saúde. gincanas. ou a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes .63 A partir de 1993. Palestras. já que colabora no processo aumentando a produtividade e minimizando os efeitos e perdas em função da melhoria no ambiente de trabalho. gratuitamente.CIPA nas empresas desobrigadas de manter o SESMT.EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) O Equipamento de Proteção Individual . eficientes e suficientes para a atenuação dos riscos e não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho. em perfeito estado de conservação e funcionamento. Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho . a necessidade de prevenção dos acidentes e doenças no . recomendar o EPI adequado à proteção do trabalhador. Como o EPC não depende da vontade do trabalhador para atender suas finalidades. cabe ao encarregado. e c) para atender a situações de emergência. ou seja. EPI adequado ao risco. 5.

É o caso de empresas que desenvolvem atividades insalubres e que o nível de ruído. está acima dos limites de tolerância previstos na NR-15. expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. e • comunicar o MTE qualquer irregularidade observada. nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho. só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação . podendo ser de 10%. podem também proporcionam a redução de custos ao empregador. • Proteção para o cabelo: boné. já que com a utilização adequada do equipamento. botas e botinas. e • cumprir as determinações do empregador sob o uso pessoal. • Proteção de pernas e pés: sapatos. • exigir seu uso. visando a manutenção de sua saúde física e proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho. • responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica. de fabricação nacional ou importado. será eliminado. Neste caso. • responsabilizar-se pela guarda e conservação. O equipamento de proteção individual. guarda e conservação. a empresa deveria pagar o adicional de insalubridade de acordo com o grau enquadrado. Com a utilização do EPI a empresa poderá eliminar ou neutralizar o nível do ruído. • Proteção respiratória: máscaras e filtro. • Proteção de mãos e braços: luvas e mangotes. quando danificado ou extraviado.CA. • comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio ao uso. 20% ou 40%. tais como: • Proteção auditiva: abafadores de ruídos ou protetores auriculares. • Proteção da cabeça: capacetes. • Proteção para o tronco: aventais. • fornecer ao trabalhador somente o equipamento aprovado pelo órgão. cabe ao empregador as seguintes obrigações: • adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade. • orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado. PROTEÇÃO DO TRABALHADOR E REDUÇÃO DE CUSTOS AO EMPREGADOR Os Equipamentos de Proteção Individual além de essenciais à proteção do trabalhador. o dano que o ruído poderia causar à audição do empregado. OBRIGAÇÕES DO EMPREGADO O empregado também terá que observar as seguintes obrigações: • utilizar o EPI apensas para a finalidade a que se destina. capuz. gorro e rede. • substituir imediatamente o EPI.64 Os tipos de EPI´s utilizados podem variar dependendo do tipo de atividade ou de riscos que poderão ameaçar a segurança e a saúde do trabalhador e da parte do corpo que se pretende proteger. por exemplo. A eliminação do ruído ou a neutralização em . capas e jaquetas. • Proteção visual e facial: óculos e viseiras. • Proteção contra quedas: cintos de segurança e cinturões. OBRIGAÇÕES DO EMPREGADOR Dentre as atribuições exigidas pela NR-6.

6. Em locais onde isso não for possível. evitando acidentes. 12 – Lavatório com torneira com acionamento com os braços (Centro Cirúrgico) 13 – Biombos revestidos com chumbo para proteção contra radiação . Sem CA. o trabalhador deve usar cinto de segurança do tipo pára-quedista.65 nível abaixo do limite de tolerância isenta a empresa do pagamento do adicional.0 .EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC) Os equipamentos de proteção coletivas (EPC) são aparelhos usados no saneamento do meio-ambiente. Também faz parte da NR-18 as medidas de proteção coletivas contra quedas de materiais e ferramentas sobre o trabalhador. O exaustor é um exemplo de EPC. protegendo contra danos à saúde e a integridade física dos trabalhadores. 4 – Extintores de incêndio. 3 – Ar condicionado. fabricante KONEX. 5 – Corrimãos 6 – Guarda-corpos 7 – Exaustores 8 – Ventiladores 9 – Detectores de gás óxido de etileno 10 – Lava-olhos e chuveiro de emergência (Central de Óxido de Etileno) 11 – Portas revestidas de chumbo. tipo avental de chumbo. O equipamento de proteção coletiva serve para neutralizar a ação dos agentes ambientais. 2 – Paredes revestidas de argamassa baritada para proteção radiológica. Exemplos de EPC: 1 . guarda-corpo e outras) são obrigatórias e prioritárias. além de evitar quaisquer possibilidades futuras de pagamento de indenização de danos morais ou materiais em função da falta de utilização do EPI. marca Barimassa. fabricante Osmed Produtos Radiológicos Ltda. O ambiente de trabalho deve garantir a saúde e a segurança do trabalhador através de proteções coletivas.Vestimenta de segurança para proteção do tronco contra riscos de origem radioativa. As medidas de proteção coletivas contra quedas de altura (como bandejas. ABNT NBR IEC 61313/2004 (Tomografia).

: . avental impermeável. 20 – Capela de exaustão para Histologia – Laboratório de Anatomopatologia. (Radiologia). fabricante N. CRF 025. capacidade total 13. sem CA. 0. marca MAVIG. recipiente identificado para recolhimento de resíduos e descrição do procedimento. 21 – Capela de exaustão para manipulação de Quimioterápicos com cortina de ar. de Proteção Ind. Ltda. Martins Proteções Radiológicas. Martins Proteções Radiológicas. marca MAVIG. tipo avental de chumbo. Martins Proteções Radiológicas. (Radiologia). marca MAVIG.5 mm/Pb.5 mm/Pb. compressas absorventes..0 . 0. composto de: luvas de procedimento. (Radiologia). caixa tipo descartex. 18 – Protetor da tireóide contra riscos de origem radioativa. 15 . proteção respiratória. 0. fabricante N. fabricante Personal do Brasil Equip. 19 – Protetor da genitália contra riscos de origem radioativa. tamanho 100x60.Macacão de segurança para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra respingos de produtos químicos. em papelão.0 litros.0 litros. proteção ocular. 7º. no art. capacidade útil 10.66 14 – Coletor de Material Perfurocortante Safe Pack. a Periculosidade e a Penosidade estão previstas na Constituição Federal. 22 – Dispositivos de Pipetagem tipo pêra de borracha 23 – Filtro para impedir passagem de óxido de etileno 24 – “Kit” para limpeza em caso de derramamento de quimioterápicos.Cadeiras ergonômicas. 16 . sem CA.5 mm/Pb. sabão. 17 – Vestimenta de segurança para proteção do tronco contra riscos de origem radioativa. própria para descarte de material perfuro cortante. CA 4895 (Central de Óxido de Etileno). sem CA.ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES INSALUBRIDADE e PERICULOSIDADE A Insalubridade. 25 – Sinalização de Segurança 26 – Coifa 27 – Fita de Demarcação 28 – Telas de Proteção 29 – Pisos Antiderrapantes 30 – Para – Raios 31 – Carrinho de transporte para material contaminado 32 – Pia para lavagem de mãos 33 – Cones de sinalização de obstáculos 7. fabricante N. ref.

conforme NR-1 – Disposições Gerais.” O Art.NR. Em razão disso. na forma da lei. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: . O Ministério do Trabalho e Emprego – MTE regulamentou as atividades insalubres e perigosas. exponham os empregados a agentes noviços à saúde.” No entanto. 189 – CLT: “São consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que. como fica? Somente terão direito se houver lei específica. insalubres ou perigosas. por sua natureza. Não há lei regulamentando as atividades penosas. acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos. 190 da CLT delega ao Ministério do Trabalho a aprovação das atividades e operações insalubres e a adoção de normas regulamentadoras.. através de Norma Regulamentadora . somente atividades insalubres e perigosas foram regulamentadas.67 “São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. na forma da lei. INSALUBRIDADE Art. Porém a observância somente é obrigatória para empresas privadas ou públicas que possuam empregados regidos pela CLT (carteira assinada). o MTE emitiu a Norma Regulamentadora NR – 15: “Atividades e Operações Insalubres” Norma Regulamentadora NR – 15: “Atividades e Operações Insalubres” São consideradas atividades e operações insalubres as que se desenvolvem: Acima dos Limites de Tolerância: .. XXIII – adicional de remuneração para as atividades penosas. até agora. regulamentando. E os funcionários das empresas públicas que são regidos pelo Estatuto do Servidor Público. condições e métodos de trabalho.

.....incide sobre um salário mínimo Anexo No....... 20% e 40% Anexo No... 11 – Agentes Químicos.............................10% Anexo No.......... 5 – Radiações Ionizantes............... 8 – Vibrações........................ constantes no Anexo No. 10 – Umidade Obs.....................................20% Anexo No.. 12 – Poeiras Minerais Nas atividades mencionadas no Anexo No... 8 – Vibrações...........10%.............. 8...... 14 – Agentes Biológicos.....20% Anexo No.........20% Anexo No....................... ADICIONAIS DE INSABLUBRIDADE Empregados – CLT (Ver NR-15) ..40% Anexo No......: Anexo No.........40% Anexo No...........................20% Anexo No............20% e 40% ADICIONAIS DE INSABLUBRIDADE Servidor Público Federal (Ver art................................. 12 – Poeiras Minerais. 6 – Trabalho sob condições hiperbáricas Anexo No.20% Anexo No.... 3 – Calor........... 3 – Calor Anexo No....... 6 – Trabalho sob condições hiperbáricas... 14 – Agentes Biológicos Comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho...... 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente Anexo No............... 9 – Frio................................................................................... 2 – Ruído de Impacto Anexo No..10% Anexo No..10% ................................... 5 – Radiações Ionizantes............................ 2 – Ruído de Impacto.... 5 – Radiações Ionizantes Anexo No........................................ 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente....... 7 – Radiações não ionizantes...... 12 da Lei No.20% Anexo No.........68 Anexo No......... 2 – Ruído de Impacto.......................................................... 9 – Frio (só câmaras frigoríficas ou similares) Anexo No....................270 / 91) – incide sobre o vencimento do cargo efetivo.10% Anexo No.... 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente.....................................20% Anexo No........20% Anexo No....................... 13 – Agentes Químicos Anexo No................................. 8 – Vibrações Anexo No....... 20% e 40% Anexo No.. 4 – Iluminação foi revogado............ 7 – Radiações não ionizantes (microondas.......... 13 – Agentes Químicos........... ultravioletas e laser) Anexo No.......... 10 – Umidade..............10%.40% Anexo No.....10% Anexo No........................................20% Anexo No...................... 7 – Radiações não ionizantes....... Anexo No... 6 – Trabalho sob condições hiperbáricas..... 3 – Calor............ 11 – Agentes Químicos Anexo No.

........................ 11 – Agentes Químicos....... 10% e 20% Anexo No.................... 13 – Agentes Químicos...............10% Anexo No. existe a Lei No...20% Anexo No.. regulamentando... Em resumo: a Lei Municipal No...... Diz que os adicionais de insalubridade e periculosidade são devidos nos termos.. condições e limites fixados nas normas legais e regulamentares pertinentes aos trabalhadores em geral... insalubridade e periculosidade serão observadas as situações específicas na legislação municipal...10% e 20% ADICIONAIS DE INSABLUBRIDADE Servidor Público Estadual e Municipal – depende da existência de lei específica de cada Estado e de cada Município..................... 697 de 30 de junho de 2006.......... A legislação municipal que regulamenta as situações específicas é a Lei No........... 9 – Frio.......... .. 72 .........10% Anexo No..... porém incidentes sobre o vencimento básico do servidor.....69 Anexo No.......... 14 – Agentes Biológicos................... Art...... 12 – Poeiras Minerais.....5%....... SUBSEÇÃO IV Dos Adicionais de \insalubridade Periculosidade ou Penosidade Art...Os funcionários que trabalham com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com riscos de vida fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo...................... ......................... 74 – Na concessão dos adicionais de penosidade. 038/92 ( Regime Jurídico Único para Servidores do Município de Sobral): ........... No caso do Município de Sobral..... 697 / 2006 diz que os servidores terão direito aos adicionais de insalubridade e periculosidade nas mesmas condições dos trabalhadores em geral.. 10 – Umidade...... e incidirão sobre o vencimento básico do servidor.5%. PERICULOSIDADE ................. 10% e 20% Anexo No....

1 – Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente . assegura ao empregado o adicional de periculosidade de que trata o § 1º do art. de 29. prêmios ou participação nos lucros da empresa.70 A legislação brasileira confere o direito ao adicional de periculosidade nas seguintes situações: 1ª...O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações.. prêmios ou participação nos lucros da empresa. sem os acréscimos resultantes de gratificações.) Energia Elétrica – Lei No. Adicional de Periculosidade = 30% incidente sobre o salário..” NR – 16 : “Atividades e Operações Perigosas” regulamenta as atividades envolvendo inflamáveis e explosivos. Para atividades envolvendo eletricidade = 30% sobre o salário que perceber. a Lei 7. na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho. 193 -.. o Anexo No. 93. por sua natureza ou métodos de trabalho.) Art. 2º O trabalho. aquelas que.se refere o artigo 1º. radiações ionizantes ou substâncias radioativas. 2ª.. impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE Para atividades que envolvem Explosivos e Inflamáveis e Radiações Ionizantes = 30% incidente sobre o salário.. 3ª. incidindo sobre esses vencimentos 40% de risco de vida e insalubridade. sem os acréscimos resultantes de gratificações. § 1º . de 4 de abril de 2003. regulamentada pelo Decreto No. PORTARIA Nº 518. 193 – CLT: “São consideradas atividades ou operações perigosas.. 193 da Consolidação das Leis do Trabalho Art. 1º Adotar . Então. 5 da NR – 15 ficou sem uso para o caso de atividades e operações com Raios X.369/85. Art.. prêmios ou participações nos lucros da empresa. 7.CNEN... Observação Importante: Exclusivamente para Operadores de Raios X.) Radiação Ionizante – No. o "Quadro de Atividades e Operações Perigosas"...412/86. VOLTANDO À INSALUBRIDADE NR -15 – Anexo No.394. Publicada no DOU de 07/04/2003 Art. aprovado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear ...1985..10. diz que o salário mínimo dos profissionais será de 2 (dois) salários mínimos..

+ ----------. Nível de Ruído dB(A) (Nível de Pressão Sonora) 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 98 100 102 104 105 106 108 110 112 114 115 Máxima Exposição Diária Permissível (Limite de Tolerância) 8 horas 7 horas 6 horas 5 horas 4 horas e 30 minutos 4 horas 3 horas e 30 minutos 3 horas 2 horas e 40 minutos 2 horas e 15 minutos 2 horas 1 hora e 45 minutos 1 hora e 15 minutos 1 hora 45 minutos 35 minutos 30 minutos 25 minutos 20 minutos 15 minutos 10 minutos 8 minutos 7 minutos Se na jornada ocorrerem dois ou mais períodos de exposição a níveis diferentes. diga se está acima do Limite de Tolerância e se tem direito ao Adicional de Insalubridade.+ ----------T1 T2 T3 Tn C = tempo total em que o trabalhador fica exposto a um nível de pressão específico T = máxima exposição diária permissível (Limite de Tolerância) a este nível específico Exemplo 1: Um trabalhador ficou exposto a 85 dB(A) durante 5 horas e a 90 dB(A) durante 3 horas. se não houver proteção. deve ser considerado o efeito combinado. de tal forma que se a DOSE > 1 (um). .+ -----------.71 Ruído contínuo ou intermitente – é que não é de impacto. Calcule a dose. a exposição estará acima do Limite de Tolerância C1 C2 C3 Cn DOSE = ----------.

acima do Limite de Tolerância. Solução: 4 1 3 DOSE = ----------. Não tem direito ao Adicional de Insalubridade.3 tg Ambientes externos com carga solar IBUTG = 0. em cada nível de pressão sonora esteja dentro da máxima exposição diária permissível. individualmente. que o instrumento correto para medir ruído é o dosímetro e não o decibelímetro. embora que. 3 – Limites de Tolerância para Exposição ao Calor 1.7 tbn + 0. abaixo do Limite de Tolerância.= 0. 2 – Limites de Tolerância para Ruído de Impacto Ruído de Impacto é aquele que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a 1 (um) segundo.+ ----------. Tem direito ao Adicional de Insalubridade.625 + 0. a 86 dB(A) durante 1 hora e a 80 dB(A) durante 3 horas. Exemplo 2: Um trabalhador ficou exposto a 85 dB(A) durante 4 horas. 65 8 7 infinito Portanto.375 8 4 Portanto.+ ----------. Limite de Tolerância = 130 dB (LINEAR) ou 120 dB (C) NR -15 – Anexo No. diga se está acima do Limite de Tolerância e se tem direito ao Adicional de Insalubridade.1 tbs + 0. NR -15 – Anexo No.2 tg Onde: tbn = temperatura de bulbo úmido natural tg = temperatura de globo . a intervalos superiores a 1 (um) segundo.75 = 1. então. Calcule a dose. sem não houver proteção.72 Solução: 5 3 DOSE = ----------.+ ----------.15 + 0 = 0.7 tbn + 0.5 + 0. Concluímos. A exposição ao calor deve ser avaliada através do "Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo" – (IBUTG) definido pelas equações que se seguem: Ambientes internos ou externos sem carga solar IBUTG = 0.= 0.

0 25.4 29. As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador. o regime de trabalho intermitente será definido no QUADRO 1 Quadro No.5 30. A determinação do tipo de atividade (Leve.1 Pesada até 25.0 30.0 a 30. 3.8 a 28. Limites de Tolerância para exposição ao calor.1 a 25. Para os fins deste item.4 31. Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são: termômetro de bulbo úmido natural.73 tbs = temperatura de bulbo seco 2.0 28. à altura da região do corpo mais atingida.7 26.9 28. em regime de trabalho intermitente com períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço. ambiente termicamente mais ameno.2 2. considera-se como local de descanso.9 26. Os limites de tolerância são dados segundo o Quadro No.1 a 45 minutos trabalho 15 minutos descanso 30. com o trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve.0 . termômetro de globo e termômetro de mercúrio comum.0 Acima de 30 até 30. 2 M (kcal/h) 175 200 Máximo IBUTG (oC) 30. Limites de Tolerância para exposição ao calor. 3.5 a 15 minutos trabalho 45 minutos descanso 32.1 Acima de 31. anexo No.0 a 27.6 30. 2.5 a 31. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais. em regime de trabalho intermitente com período de descanso em outro local (local de descanso) 1. 1. 2 Quadro No. 3.7 a 30 minutos trabalho 30 minutos descanso 31.2 Não é permitido o trabalho sem a adoção de medidas Acima de adequadas de controle 32. Em função do índice obtido. Moderada ou Pesada) é feita consultandose o Quadro 3 da Norma Regulamentadora NR-15.1 a 29. 1 Regime de Trabalho Intermitente com Descanso no Próprio Local de Trabalho (por hora) Trabalho contínuo TIPO DE ATIVIDADE Leve Moderada até 26.

As taxas de metabolismo Mt e Md serão obtidas consultando-se o Quadro n º 3.5 26. 4. IBUTGd = valor do IBUTG no local de descanso. em que se permanece no local de trabalho.74 250 300 350 400 450 500 28.5 27. Td .0 Onde: M é a taxa de metabolismo média ponderada para uma hora. em que se permanece no local de descanso. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais. determinada pela seguinte fórmula: Mt x Tt + Md x Td M = ————————— 60 Sendo: Mt .5 25. Md . Os tempos Tt e Td devem ser tomados no período mais desfavorável do ciclo de trabalho.soma dos tempos.taxa de metabolismo no local de descanso.taxa de metabolismo no local de trabalho. sendo Tt + Td = 60 minutos corridos. em minutos.soma dos tempos.5 26. 3.0 25. determinado pela seguinte fórmula: IBUTG = IBUTGt x Tt + IBUTGd xTd —————————— 60 Sendo: IBUTGt = valor do IBUTG no local de trabalho. Quadro No. Tt e Td = como anteriormente definidos. em minutos. _____ IBUTG é o valor IBUTG médio ponderado para uma hora. Tt . 3 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE TIPO DE ATIVIDADE SENTADO EM REPOUSO TRABALHO LEVE Kcal/h 100 .

9 = 27.75 Sentado.1 + 0.2 + 0. atividade moderada) = até 26. Trabalhos submersos.2 + 0. ambiente externo com carga solar. Solução: IBUTG = 0. De pé. atividade moderada) = até 26. Os Limites de Tolerância são os especificados na Norma CNEN-NE-3. TRABALHO MODERADO Sentado. Os danos ao DNA são os mais importantes e podem levar ao mal funcionamento ou morte da célula. Em movimento.1 oC e tg = 29.2 oC. trabalho moderado de levantar. empurrar ou arrastar pesos (ex.9 = 27. trabalho moderado de levantar ou empurrar. 4 – Limites de Tolerância para Iluminação (Revogado) NR -15 – Anexo No.7 x 26. trabalho leve. NR -15 – Anexo No.43 oC Limite de Tolerância (trabalho contínuo. atividade em movimento. tbs = 31. O órgão que se deve ter mais cuidado. Sentado. movimentos vigorosos com braços e pernas.7 x 26. trabalho moderado. é o cristalino do olho humano. com alguma movimentação. Solução: IBUTG = 0. 5 – Limites de Tolerância para Radiações Ionizantes Transforma átomo em íon. trabalho leve. Exemplos de atividades: .proveniente do calor radiante de usinas siderúrgicas .01: “Diretrizes Básicas de Radioproteção” da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN NR -15 – Anexo No. De pé.1 x 31.: datilografia).31 oC Limite de Tolerância (trabalho contínuo.9 oC.7 oC Conclusão: acima do Limite de Tolerância. tem direito ao Adicional de Insalubridade. porém ambiente externo sem carga solar. em máquina ou bancada. TRABALHO PESADO Trabalho intermitente de levantar. em máquina ou bancada. 125 150 150 180 175 220 300 440 550 Exemplo1: se as medições realizadas foram tbn = 26.2 x 29. Somente vai aquecer. retirando elétron. em máquina ou bancada. 6 – Trabalhos sob Condições Hiperbáricas Trabalhos sob ar comprimido. 7 – Radiações Não Ionizantes Para efeito desta norma são radiações não ionizantes: microondas. Para uma atividade com regime de trabalho contínuo. neste caso.: dirigir). Trabalho fatigante. onde o trabalhador é obrigado a suportar pressões maiores que a atmosférica.: remoção com pá). Exemplo2: para o mesmo caso acima. NR -15 – Anexo No. ultravioletas e laser. com alguma movimentação. principalmente com os braços. De pé. tem direito ao Adicional de Insalubridade. movimentos com braços e tronco (ex.7 oC Conclusão: acima do Limite de Tolerância. movimentos com braços e pernas (ex.3 x 29.

com umidade excessiva. NR -15 – Anexo No. NR -15 – Anexo No. Substâncias Cancerígenas. Carvão Mineral. capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores. serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho.operação com solda com arco aberto (ultravioleta). NR -15 – Anexo No. Insalubridade de grau máximo . Operações Diversas. NR -15 – Anexo No. Hidrocarbonetos e outros Compostos de Carbono. sem a proteção adequada. Obs. 9 – Frio As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas. mas não é considerado insalubre. 14 – Agentes Biológicas Relação das atividades que envolvem agentes biológicos.76 . Mercúrio. Silicatos. Benzeno. Nas atividades ou operações nas quais os trabalhadores ficam expostos a agentes químicos. pois possui radar.bico do avião. serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho. Fósforo. ou em locais que apresentem condições similares. MANGANÊS e SÍLICA LIVRE CRISTALIZADA. 10 – Umidade As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados. NR -15 – Anexo No. a caracterização de insalubridade ocorrerá quando forem ultrapassados os limites de tolerância constantes do Quadro no 1 deste Anexo. Limites de Tolerância da Organização Internacional para a Normalização – ISSO em suas normas ISO2631 e ISSO/DIS 5349. 8 – Vibrações È a energia mecânica que não se dissipa em forma de ruído. . 12 – Limites de Tolerância para Poeiras Minerais ASBESTO. NR -15 – Anexo No. UHF = Ultra High Frequency (microondas). que exponham os trabalhadores ao frio. .: Campo eletromagnético é não ionizante. Deve-se ficar atrás da antena. 11 – Agentes Químicos cuja Insalubridade é caracterizada por Limite de Tolerância e Inspeção no Local de Trabalho. NR -15 – Anexo No. Chumbo. 13 – Agentes Químicos Arsênico. VHF = Very High Frequency. cuja insalubridade é caracterizada pela avaliação qualitativa.antenas. Cromo.

Insalubridade e Periculosidade estão inseridos dentro do ramo do Direito Trabalhista. tuberculose). postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes.contato em laboratórios. .lixo urbano (coleta e industrialização). vísceras.hospitais. brucelose.cemitérios (exumação de corpos). 20 ou 25 anos de contribuição. . Muitas pessoas confundem insalubridade com aposentadoria especial. glândulas. vacinas e outros produtos. postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao pessoal que tenha contato com tais animais).hospitais. . não previamente esterilizados. de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se somente ao pessoal técnico). com animais destinados ao preparo de soro. ambulatórios.048 / 99 têm direito à aposentadoria especial.laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-se tão-só ao pessoal técnico).estábulos e cavalariças. ossos. sangue. em contato permanente com: .esgotos (galerias e tanques). .resíduos de animais deteriorados.pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas.gabinetes de autópsias. couros. Atualmente somente as atividades relacionadas no Anexo IV do Decreto 3. . pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas (carbunculose. não previamente esterilizados). . benefício da Previdência Social que têm direito alguns trabalhadores a se aposentarem com 15. .77 Trabalho ou operações. em: .carnes. Acreditam que o fato de estarem recebendo adicional de insalubridade ou mesmo de periculosidade lhes garante o direito à aposentadoria especial. . APOSENTADORIA ESPECIAL Aposentadoria Especial é um tipo de aposentadoria. bem como objetos de seu uso. . Insalubridade de grau médio Trabalhos e operações em contato permanente com pacientes. serviços de emergência. . enfermarias. . ambulatórios. animais ou com material infectocontagiante. bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes.

atividades e operações em câmaras frigoríficas ou similares (frio) .112.1 . Art. § 1o O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar por um deles. Os servidores civis da União. das operações e locais previstos neste artigo.º 8. Lei Federal N. Art. 7. Atividades e operações que têm direito ao Adicional de Insalubridade.º 8.INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE A) PARA SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL Lei Federal N. das autarquias e das fundações públicas federais perceberão adicionais de insalubridade e de periculosidade. nos seguintes artigos: Subseção IV Dos Adicionais de Insalubridade. de 11 de dezembro de 1990 – Estatuto dos Servidores Públicos Federais. diz no seguinte artigo: Art. radioativas ou com risco de vida. nos termos das normas legais e . mas não têm direito à aposentadoria especial: . fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo. de insalubridade e de periculosidade. 68. exercendo suas atividades em local salubre e em serviço não penoso e não perigoso. 70. corrige e reestrutura tabelas de vencimentos. de 17 de dezembro de 1991 que dispõe sobre reajuste da remuneração dos servidores públicos. 12. A servidora gestante ou lactante será afastada. serão observadas as situações estabelecidas em legislação específica.atividades e operações com radiações não ionizantes. insalubres ou perigosos. .270. § 2o O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão. Na concessão dos adicionais de atividades penosas. enquanto durar a gestação e a lactação. e dá outras providências.atividades e operações com umidade.78 Enquanto Aposentadoria Especial está inserido dentro do ramo do Direito Previdenciário. 69. Os servidores que trabalhem com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas. Parágrafo único. Haverá permanente controle da atividade de servidores em operações ou locais considerados penosos. Periculosidade ou Atividades Penosas Art.

são regidos pelo Regime Jurídico Único para Servidores do Município de Sobral. no caso de insalubridade nos graus mínimo. dez e vinte por cento. porém faltava a regulamentação do Art.” No art. § 4° O adicional de periculosidade percebido pelo exercício de atividades nucleares é mantido a título de vantagem pessoal. insalubridade e periculosidade serão observadas as situações específicas na legislação municipal.cinco.79 regulamentares pertinentes aos trabalhadores em geral e calculados com base nos seguintes percentuais: I . II . § 1° O adicional de irradiação ionizante será concedido nos percentuais de cinco. de 15 de dezembro de 1992 – Regime Jurídico Único para Servidores do Município de Sobral. 74. ● Lei Municipal Nº 697. serão mantidos a título de vantagem pessoal. no de periculosidade.dez por cento. por tratar-se de servidores públicos municipais. 72. com percentuais diferentes. Lei Municipal nº 038/92. os funcionários tinham direito ao adicional. § 2° A gratificação por trabalhos com Raios X ou substâncias radioativas será calculada com base no percentual de dez por cento. de 30 de junho de 2006. e sujeita aos mesmos percentuais de revisão ou antecipação dos vencimentos. 72 diz que “os funcionários que trabalham com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com riscos de vida fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo. de 15 de dezembro de 1992. superiores aos aqui estabelecidos. B) PARA SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL Para cada categoria existe um decreto diferente. conforme Art. que veio com a Lei nº 697 . por exemplo. § 5° Os valores referentes a adicionais ou gratificações percebidos sob os mesmos fundamentos deste artigo. aplicando-se a esses valores os mesmos percentuais de revisão ou antecipação de vencimentos. No caso de Sobral: ● Lei Municipal Nº 038/92. conforme se dispuser em regulamento. 74 diz que “na concessão dos adicionais de penosidade. C) PARA SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL DE SOBRAL Cada município deverá possuir sua legislação própria.” Portanto. até então. nominalmente identificada. dez e vinte por cento. para os servidores que permaneçam expostos à situação de trabalho que tenha dado origem à referida vantagem. Em seu art. médio e máximo. respectivamente. Os funcionários do SAAE. nominalmente identificada. § 3° Os percentuais fixados neste artigo incidem sobre o vencimento do cargo efetivo.

80 de 30 de junho de 2006 que em seu Art. 1º diz que “os adicionais de insalubridade e de periculosidade, de que trata o art. 72 do Regime Jurídico Único do Município de Sobral (Lei nº 38 de 15 de dezembro de 1992), são devidos aos servidores do Serviço Autônomo de Água e Esgoto – SAAE, que vieram a trabalhar, com habitualidade, em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com risco de vida, nos termos, condições e limites fixados nas normas gerias e regulamentares pertinentes aos trabalhadores em geral, e incidirão sobre o vencimento básico do servidor.” O adicional de insalubridade será devido ao servidor que trabalhar, com habitualidade, em local insalubre ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com risco de vida, da mesma forma pertinente aos trabalhadores em geral. O percentual correspondente ao adicional de insalubridade incidirá, de acordo com a Lei Municipal nº 697, de 30 de junho de 2006, sobre o vencimento básico do servidor e não sobre o salário mínimo da região. D) PARA EMPREGADOS REGIDOS PELA CLT Conforme a classificação do Ministério do Trabalho e Emprego, constante no Anexo à Portaria No. 25, de 29 de dezembro de 1994, os riscos ocupacionais, estão classificados em riscos: físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. Porém, vale lembrar, que nem todo risco ocupacional gera adicional de insalubridade e/ou periculosidade. Os trabalhadores em geral são aqueles regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. Por isso, as atividades e operações insalubres serão aquelas elencadas na Norma Regulamentadora NR-15 (Atividades e Operações Insalubres), do Ministério do Trabalho e Emprego, de conformidade com o art. 7º, inciso XXII da Constituição Federal de 1998, com os artigos 193 a 197 da Consolidação das Leis do Trabalho-CLT, com a Lei N.º 6.514 de 22/12/1997 do Ministério do Trabalho e com a Portaria N.º 3.214 de 08/06/1978 do Ministério do Trabalho.

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A CLT define atividades e operações insalubres nos seguintes artigos: Art. 189: “Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos.” Art. 190: “O Ministério do Trabalho aprovará o quadro das atividades e operações insalubres e adotará normas sobre os critérios de caracterização da insalubridade, os limites de tolerância aos agentes agressores, meios de proteção e o tempo máximo de exposição do empregado a esses agentes.” O Ministério do Trabalho e Emprego publicou a Norma

Regulamentadora NR-15 (Atividades e Operações Insalubres), constante da Portaria No. 3.214, de 08 de junho de 1978, que regulamenta a Lei N o. 6.514, de 22 de dezembro de 1977, em que classifica os riscos ocupacionais que podem gerar a concessão do adicional de insalubridade, a saber: a) riscos físicos:
- ruído contínuo ou intermitente superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro constante do Anexo 1 da NR-15 e no item 6 do mesmo Anexo; - ruído de impacto superiores aos limites de tolerância fixados nos itens 2 e 3 do Anexo 2 da NR-15; - exposição ao calor com valores de IBUTG, superiores aos limites de tolerância fixados nos Quadros 1 e 2 do Anexo 3 da NR-15; - radiações ionizantes com radioatividade superior aos limites de tolerância fixados no Anexo 5 da NR-15. - condições hiperbáricas, conforme Anexo 6 da NR-15; - radiações não-ionizantes consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 7 da NR-15; - vibrações consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 8 da NR-15; - frio considerado insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 9 da NR-15;

82
- umidade considerada insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 10 da NR-15;

b) riscos químicos:
- agentes químicos cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro 1 do Anexo 11 da NR-15; - poeiras minerais cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados no Anexo 12 da NR-15; - atividades ou operações, envolvendo agentes químicos, consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada constante no local de trabalho, constantes no Anexo 13 da NR-15;

c) riscos biológicos:
- agentes biológicos, conforme Anexo 14 da NR-15.

Riscos ergonômicos e de acidentes não são considerados insalubres, segundo a legislação, para efeito de concessão do adicional de insalubridade.
ADICIONAL DE INSALUBRIDADE

No item 15.2 e subitens 15.2.1; 15.2.2 e 15.2.3 da NR-15, diz que percepção do adicional de insalubridade será de: 40% (quarenta por cento) para insalubridade grau máximo; 20% (vinte por cento) para insalubridade de grau médio; 10% (dez por cento) para insalubridade grau mínimo, incidentes sobre o valor de um salário mínimo.

Anexo 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Atividades ou operações que exponham o trabalhador Níveis de ruído contínuo ou intermitente superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro constante do Anexo 1 e no item 6 do mesmo Anexo. Níveis de ruído de impacto superiores aos limites de tolerância fixados nos itens 2 e 3 do Anexo 2. Exposição ao calor com valores de IBUTG, superiores aos limites de tolerância fixados nos Quadros 1 e 2. Níveis de iluminamento inferiores aos mínimos fixados no Quadro 1. (Revogado) Níveis de radiações ionizantes com radioatividade superior aos limites de tolerância fixados neste Anexo. Ar comprimido. Radiações não-ionizantes consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. Vibrações consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. Frio considerado insalubre em decorrência de inspeção realizada no

Percentual 20% 20% 20% 20% 40% 40% 20% 20% 20%

20% e 40% 20% e 40% TST fixa novo critério para o adicional de insalubridade Brasília/DF . dar nova redação à Súmula nº 228 para definir como base de cálculo para o adicional de insalubridade o salário básico. pelo Supremo Tribunal Federal. envolvendo agentes químicos. a alteração foi motivada pela edição. ============================================================ Súmula 228: nova redação será publicada amanhã (04) A nova redação da Súmula nº 228 do Tribunal Superior do Trabalho. A partir de 9 de maio de 2008. em 9 de maio. Por maioria de votos. por analogia. a não ser para categorias que. a redação da Súmula nº 228 passa a ser a seguinte: SÚMULA 228. prevista na Súmula nº 191. Poeiras minerais cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados neste Anexo. a base de cálculo assentada pela jurisprudência do tribunal para o adicional de periculosidade. tivesse salário profissional ou piso normativo. A alteração tornou-se necessária porque a Súmula Vinculante nº 4 do STF veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. assim. da Súmula Vinculante nº 4. Com a modificação. por força de lei. será publicada no Diário da Justiça amanhã (04). inconstitucional o artigo nº 192 da CLT.83 local de trabalho. BASE DE CALCULO. Atividades ou operações. 10 11 12 13 14 20% 10%. Umidade considerada insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. realizada na semana passada. o .O Tribunal Superior do Trabalho decidiu na quinta-feira. o TST adotou. assim. Aprovada na última sessão do Tribunal Pleno. convenção coletiva ou sentença normativa. 20% e 40% 40% 10%. A redação anterior da Súmula nº 228 do TST adotava o salário mínimo como base de cálculo. em sessão do Tribunal Pleno. a partir da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. o Pleno do TST cancelou a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 2 da SDI-1 e alterou a Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1 para adequá-la à nova redação da Súmula nº 228. que veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. a partir de agora. Agentes químicos cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro 1. 26. inconstitucional o artigo nº 192 da CLT. que trata da base de cálculo do adicional de insalubridade. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. Na mesma sessão. consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. Agentes biológicos. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal.

inconstitucional o artigo nº 192 da CLT. Fonte: TST ============================================== ======= Insalubridade . nos seguintes termos: 47. em 9 de maio. tivesse salário profissional ou piso normativo. Por maioria de votos. a não ser para categorias que. o Pleno do TST cancelou a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 2 da SDI-1 e alterou a Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1 para adequá-la à nova redação da Súmula nº 228. a partir da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. dar nova redação à Súmula nº 228 para definir como base de cálculo para o adicional de insalubridade o salário básico. A mesma resolução que altera a Súmula nº 228 ainda cancela a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 02 da Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) e confere nova redação à Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1. por analogia. Na mesma sessão. HORA EXTRA. o TST adotou. 08/07/08 TST fixa novo critério para adicional de insalubridade O Tribunal Superior do Trabalho decidiu ontem (26). prevista na Súmula nº 191. por força de lei. salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo. em sessão do Tribunal Pleno. A resolução entra em vigor na data de sua publicação Fonte: Assessoria de Comunicação Social Tribunal Superior do Trabalho. assim.Novos cálculos para o adicional. A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO. convenção coletiva ou sentença normativa. A alteração tornou-se necessária porque a Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. a base de cálculo assentada pela jurisprudência do Tribunal para o adicional de periculosidade.84 adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico. A redação anterior da Súmula nº 228 adotava o salário mínimo como base de cálculo. ================================================== ======== Insalubridade .Justiça define cálculos .

o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o adicional de insalubridade deve ser calculado sobre o salário básico. em média. Lacerda informou que a média salarial da categoria é de R$ 2 mil. isso ainda não é uma realidade".O salário mínimo não pode mais servir de base para o cálculo do adicional de insalubridade. o adicional de insalubridade passa a fazer parte da base de cálculo da hora extra. Carlos Cavalcante Lacerda.85 09/07/08 Justiça determina que insalubridade seja calculada sobre salário contratual Brasília . pedindo a mudança no cálculo do adicional de insalubridade. Cerca de 20% desses profissionais recebem o adicional de insalubridade e terão aumento no contra-cheque. A decisão consta na Súmula 228 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) publicada no Diário da Justiça de hoje (4). do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A decisão retroage ao dia 9 de maio de 2008. No entanto. salvo critério mais vantajoso fixado em acordos coletivos. De acordo com o secretário de Assuntos Parlamentares da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM).STF suspende súmula do TST sobre pagamento 20/07/08 Liminar suspende Súmula do TST sobre pagamento de insalubridade Na última terça-feira (15). sobre pagamento de adicional de insalubridade. Mendes suspendeu a parte do dispositivo que permite a utilização do salário básico no cálculo do adicional. . A decisão agradou uma das categorias mais atingidas pelas condições de trabalho insalubres: os metalúrgicos. A Súmula do TST permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade. decidiu o STF. A maioria dos metalúrgicos que recebem insalubridade são os que trabalham em fornos e auto-fornos. Na última sessão do Tribunal Pleno. concedeu liminar pedida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e suspendeu a aplicação de parte da Súmula 228. o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso. R$ 80 pelo adicional de insalubridade. salvo se houver critério mais vantajoso fixado por meio de convenção coletiva. "O ideal para nós seria que nenhum trabalhador precisasse receber o adicional de insalubridade. o adicional agora será de R$ 400. os trabalhadores vinham recebendo. considerou o secretário da CNTM. Pelos seus cálculos. "A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade". Fonte: Agência Brasil Insalubridade . ministro Gilmar Mendes. entidade que no início deste ano entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF).

As informações foram solicitadas pelo presidente do STF. Adicional de Insalubridade. segundo informa o TST. ministro Gilmar Mendes. em maio deste ano. Base de Cálculo. A confederação contesta o dispositivo em uma Reclamação (RCL 6266). o TST modificou a Súmula 228. o adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico. exceto quando houver critério mais vantajoso fixado por meio de convenção coletiva. com o objetivo de oferecer subsídios para o julgamento da matéria pelo Supremo. assim. nos seguintes termos: 47. ministro Gilmar Mendes. o STF editou a Súmula Vinculante nº 4 para impedir a utilização do salário mínimo como base de cálculo de vantagem devida a servidor público ou a empregado. ministro Rider Nogueira de Brito. o adicional de insalubridade poderia ser calculado sobre o salário básico. Em abril. que aprovou a nova redação. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. fica suspensa a aplicação da Súmula 228 até que o STF julgue o mérito da questão. a partir da vigência da Súmula Vinculante nº 4. Em seguida. A mesma resolução que altera a Súmula nº 228 ainda cancela a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 02 da Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) e confere nova redação à Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1. Veja abaixo a nova redação da Súmula 228: A partir de 9 de maio de 2008. concedeu a liminar pedida pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e suspendeu a parte do dispositivo que permite a utilização do salário básico no cálculo do adicional.O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho). Hora extra. Para Gilmar Mendes. . Para Mendes. A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade. O enunciado também impede a substituição da base de cálculo (do salário mínimo) por meio de decisão judicial. Porém. Gilmar Mendes aceitou as alegações da CNI e considerou que “a nova redação estabelecida para a Súmula 228 do TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante 4. na parte em que permite a utilização do salário básico para calcular o adicional de insalubridade. o ministro Rider de Brito tece considerações sobre o posicionamento adotado na sessão do Tribunal Pleno do dia 26 de junho.86 A CNI alegou que a súmula do TST afronta a Súmula nº 4. Fonte: STF TST suspende a aplicação da Súmula 228 Fonte: Última Instância Brasília/DF . porquanto permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa”. o presidente do STF. porquanto permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa". O entendimento foi firmado no julgamento de processo que tratava sobre o pagamento de adicional de insalubridade para policiais militares paulistas. salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo. inconstitucional o artigo 192 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Em termos práticos. instrumento jurídico próprio para preservar decisões da Suprema Corte e impedir desrespeito às súmulas vinculantes. no dia 15 de julho. encaminhou ao STF (Supremo Tribunal Federal) esclarecimentos sobre a Súmula 228 do TST. editada pelo STF no início do ano. Histórico O dispositivo foi publicado no dia 4 de julho e permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade. determinando que. que não permite a utilização de salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. A alteração foi motivada pela edição da Súmula Vinculante 4 do Supremo. Nas informações fornecidas ao STF. após conceder liminar que suspendeu a aplicação da Súmula 228. "a nova redação estabelecida para a Súmula 228/TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante nº 4. a argumentação "afigura-se plausível". salvo nos casos previstos na Constituição. salvo se houvesse critério mais vantajoso fixado por meio de convenção coletiva.

A decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que definiu. Aprovada na última sessão do Tribunal Pleno. O adicional vinha sendo pago sobre 30% do valor do salário mínimo. que julgam a alteração promovida pelo TST inconstitucional. da Rádio Nacional. inconstitucional o artigo nº 192 da CLT. o professor e engenheiro de Segurança do Trabalho. pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Fonte: Agência Brasil . mesmo depois que o STF der uma solução definitiva para a questão e se ficar aprovada a alternativa mais favorável. "Elas podem deixar de pagar esse adicional e um monte de outros tributos que vêm em forma de cascata. A polêmica se concentra em dispositivo da Constituição que veda indexação sobre o menor salário do país. a alteração foi motivada pela edição. assim. que veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. Antônio Carlos Vendrame. a redação da Súmula nº 228 passa a ser a seguinte: SÚMULA 228. Ao falar sobre o assunto.17/8/2008 Notícias do Tribunal Superior do Trabalho 04/07/2008 Súmula 228: nova redação foi publicada hoje A nova redação da Súmula nº 228 do Tribunal Superior do Trabalho. o trabalhador terá que reivindicá-la por meio de ação na Justiça. Trata-se de matéria de direito. o cálculo do adicional de insalubridade sobre o salário básico do trabalhador. está dependendo de julgamento do mérito da questão. para ser aplicado. pelo Supremo Tribunal Federal. conforme lembrou. foi publicada hoje (04) no Diário da Justiça. Com a modificação. A Suprema Corte vai atender a questionamentos de federações e grupos de empresas de diversos estados. Ele acha mais justa a forma arbitrada pelo TST. que envolve entendimento jurídico em torno da Constituição. argumentou que dar o adicional com base no salário mínimo "torna o benefício irrisório". Vendrame deu entrevista ao programa Revista Brasil. que. opinando que as empresas têm que pagar esse adicional "como penalidade por não proporcionarem ambiente adequado ao trabalhador". ADICIONAL DE INSALUBRIDADE.30/7/2008 ===================================================================================== Mudança no adicional de insalubridade depende do STF Fonte: Agência Brasil Brasília/DF . período em que foram promovidas alterações em diversas súmulas. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. Vendrame entende. BASE DE CALCULO. que trata da base de cálculo do adicional de insalubridade. completou. o . A partir de 9 de maio de 2008. A adoção do cálculo sobre o salário básico das categorias e não sobre o salário mínimo vem sendo discutida há vários anos na Justiça. realizada na semana passada. desde que invistam na segurança do trabalhador". da Súmula Vinculante nº 4.87 Fonte: Última Instância . para adequar a matéria à Constituição Federal. no dia 26 de junho.

nos seguintes termos: 47. 57 da Lei 8. biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física. 20 (vinte) ou 25(vinte e cinco) anos. (Carmem Feijó) Esta matéria tem caráter informativo. sem cunho oficial.APOSENTADORIA ESPECIAL O art. A resolução entra em vigor na data de sua publicação. conforme dispuser a lei. HORA EXTRA. do tempo de trabalho permanente. A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade. diz que a aposentadoria especial será devida. 57 da Lei 8.048/99: “A concessão da aposentadoria especial dependerá de comprovação pelo segurado.gov.br 7.INSS. BASE DE CÁLCULO. Permitida a reprodução mediante citação da fonte Assessoria de Comunicação Social Tribunal Superior do Trabalho Tel.” o do Art. (61) 3314-4404 imprensa@tst. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. 64 do Decreto 3. efetiva exposição aos agentes nocivos químicos. não ocasional nem intermitente.213/91 e com o § 1 Decreto 3. pelo período equivalente ao exigido para a concessão do benefício. ao segurado que tiver trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. durante 15 (quinze).” Também. De conformidade com o § 3 o do Art. A mesma resolução que altera a Súmula nº 228 ainda cancela a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 02 da Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI1) e confere nova redação à Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1. uma vez cumprida a carência exigida nesta Lei. além do tempo de trabalho. 64 do . de conformidade com o § 4 o do Art. salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo.048/99: “O segurado deverá comprovar. durante o período mínimo fixado.213/91.88 adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico.213/91 e com o § 2 o do Art. físicos.2 . em condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. 57 da Lei 8. perante o Instituto Nacional do Seguro Social .

Após abril/95 o INSS alterou o enquadramento: Somente teriam direito. dependendo da atividade. . As exercidas em Hospitais. Policiais. como Eletricista. A FIGURA DO EPI A PARTIR DE 14/12/98: E para amarrar de vez as normas previdenciárias. passaram a dar o direito a Aposentadoria Especial. os segurados que estivessem realmente expostos a agentes agressivos. outros produtos químicos. inclusive com informações relativas à saúde ocupacional. Desta forma. nem intermitente e sem a devida proteção. Assim. como as exercidas por Eletricistas. quando do contato direto com pacientes. temos o Soldador. o documento que atesta a exposição. o Eletricista. se o trabalho fosse em Hospitais ou Estabelecimentos de Doenças Infecto Contagiosas e a exposição permanente e não ocasional.89 Afinal de contas. OUTROS CORTES: A partir de 05/03/97 novos cortes foram introduzidos. estava ou não efetivamente protegido pelo EPI. Riscos Biológicos e até mesmo atividades tidas como perigosas. Anterior a 1995. bem como as atividades com a presença de Umidade e Frio. e acima do Limite de Tolerância determinados pela Legislação Trabalhista (NR 15). Nestes casos. gerando aposentadorias aos 15. Equipamento de Proteção Individual e se este o protegia de fato. podendo variar de 20% a 40%. uma vez que muitas empresas sempre informaram a existência do EPI muito antes desta exigência. atenuando ou neutralizando o risco de certos agentes. Policial. Respondendo afirmativamente. o INSS introduziu a obrigatoriedade da empresa em informar se o segurado que por ventura estivesse exposto a um determinado risco. o Torneiro Mecânico. somente a exposição a Ruído é que dependia de um Laudo Ambiental de comprovação. Como exemplo. A grande polêmica é que muitos segurados tiveram cortados ou não considerados. quem tem Direito a Aposentadoria Especial? O benefício da Aposentadoria Especial foi instituído na década de 60. constituindo-se de um autêntico histórico laboral do trabalhador junto à empresa. 20 ou 25 anos de trabalho. Resumindo: Precisaria então que a empresa tivesse um Laudo Ambiental com estas informações. o direito a especial deixaria de existir. independentemente de comprovação dos riscos em Laudos de Segurança do Trabalho. cada ano de exposição era convertido com o devido acréscimo. etc. Clínicas. apelando para o direito adquirido e para a inconstitucionalidade da ação regressiva da figura do EPI. Postinhos de Saúde. somente seriam enquadradas como especial. com as trabalhistas. de forma habitual e permanente. Bombeiros. etc. Bombeiro. períodos anteriores a Dez/98. poeiras minerais. pelo simples exercício da função. certos agentes agressivos à saúde e reconhecidos pelo INSS. tais como Ruído – Produtos Químicos – Poeiras Agressivas (Sílica. com o objetivo de retirar o segurado precocemente da atividade nociva à saúde ou prejudicial a sua integridade física. não ocasional. Os riscos provenientes de Atividades de Risco. a Telefonista. o Enfermeiro. Atualmente ele é chamado de DIRBEN 8030 (Antigo SB 40) e a partir de 01 de Janeiro de 2004. Ambulatórios. DIREITO ATÉ 1995 Até 28/04/1995 muitas atividades foram reconhecidas pelo INSS como especiais. tal como ruído. não mais seriam contempladas simplesmente pelo risco. os segurados estão ingressando com ações contra o INSS. etc. etc) – Chumbo – Fumos Metálicos de Solda. passará a se denominar PPP Perfil Profissiográfico Previdenciário. a empresa fornecia e ainda fornece OBRIGATORIAMENTE. Para a devida comprovação junto ao INSS. chumbo.

ou seja. CUSTEIO DA APOSENTADORIA ESPECIAL (GFIP): A partir de 1999. mas para períodos atuais. a exposição será considerada como intermitente e portanto não dará o enquadramento. Em assim agindo.DIRBEN 8030 ou PPP). exigindo muito mais em termos do cumprimento das normas de segurança. durante toda a Jornada de Trabalho do segurado. IMPORTANTE: Se o segurado anterior a 1997 ou 1995 laborou em atividades que por si só já lhe davam o direito a aposentadoria especial. ou seja. o PPP Perfil Profissiográfico Previdenciário. que a partir de agora. de forma a custear a Aposentadoria Especial.90 CONCLUSÃO: Atualmente e com o novo documento de comprovação. quem teve direito a aposentadoria especial no passado. pelo menos para empresas idôneas e que valorizam a Segurança e a Saúde de seus trabalhadores. as atividades exercidas deverão ser analisadas da seguinte forma: PERÍODO TRABALHADO ENQUADRAMENTO . será praticamente impossível obterse um enquadramento. para fins de Aposentadoria Especial (DSS 8030 . para efeito de aposentadoria especial. sem proteção individual e coletiva. que os agentes estejam acima dos Limites de Tolerância. estaria se expondo a fiscalização e enquadramento do Ministério do Trabalho e do Ministério Público. funcionários que estiverem de fato totalmente desprotegidos. as Empresas deverão dar maior atenção a Gestão da Saúde e da Segurança de seus funcionários. afim de custear a Aposentadoria Especial dos mesmos. evitando-se assim exposição aos riscos e consequentemente a preservação da saúde e uma menor incidência de aposentadorias especiais e por invalidez ocupacional. esteve e está (dependendo do caso) obrigada a recolher taxas que variam de 6 a 12% sobre a Folha de Pagamento dos funcionários expostos. além de se obrigar a contribuir com acréscimo em sua Folha de Pagamento. o que convenhamos seria difícil admitir para uma empresa que valorize a segurança. teve um acréscimo ao tempo trabalhado. somente terão direito a aposentadoria especial. junto ao INSS. Uma empresa que assim concordasse. Qualquer que seja a data do requerimento dos benefícios. acima e abaixo do Limite de Tolerância. e ainda. tal como já explicado. Se os índices da concentração variarem. toda empresa que manteve seus funcionários expostos a riscos nocivos à saúde e vem emitindo o documento que atesta tal condição. tem garantido o direito e a devida contagem do referido tempo como especial. os funcionários estarão mais bem assistidos e protegidos. Encerrando. Concluímos portanto. Seria inconcebível imaginarmos um funcionário preferindo não usar um determinado EPI e exposto a um agente agressivo à sua saúde. muito bem. somente para receber o direito a aposentadoria especial.

Anexo IV do RBPS. de 2002.080. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais. Diante das freqüentes irregularidades cometidas pelo INSS nos processos de concessão de aposentadoria especial.079.048. Anexo I do Decreto nº 83. para todos os agentes nocivos. Aposentadoria especial dos engenheiros Site: http://www. obrigatoriamente para o agente físico ruído. com redação dada pelo Decreto n. que deverão ser confrontados com as informações relativas ao CNIS para a homologação da contagem do tempo de serviço especial nos termos do art. de 1964. Código 1. Entre os beneficiários da aposentadoria especial encontram-se os engenheiros de . de 1964. de 1979.172. 68 do RBPS. de 1979. 68 do RBPS. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais.º 4.0 do Anexo ao Decreto nº 53.asp?id=68 Vinícius Vieira de Souza . de 1999.079. para todos os agentes nocivos.IEPREV . Formulário que deverá ser confrontado com as informações A partir de 01/01/2004 relativas ao CNIS para a homologação da contagem do tempo de serviço especial nos termos do art. LTCAT. Anexo IV do RBPS. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais.831.º 4.º 4. 19 e § 2º do art. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais.080.0. obrigatoriamente para o agente físico ruído. aprovado pelo Decreto nº 2. 68 do RBPS. de 1964. de 1999.crea-mt. Anexos I e II do RBPS. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais.172. de 1979. de 1997. Anexo IV do RBPS.br/palavra_profissional. Código 1. 19 e § 2º do art.048. de 1997.Instituto de Estudos Previdenciários. 19 e § 2º do art.079.831. para todos os agentes nocivos. que deverão ser confrontados com as De 06/05/99 a 31/12/03 informações relativas ao CNIS para a homologação da contagem do tempo de serviço especial nos termos do art. Anexo I do Decreto nº 83. de 2002.080. aprovado pelo Decreto nº 3.org. buscando informações que lhes permitam recorrer aos órgãos competentes na consolidação de seus direitos. de 2002. aprovado pelo Decreto nº 3.831. aprovado pelo Decreto nº 83. De 05/09/60 a 28/04/95 De 29/04/95 a 13/10/96 De 14/10/96 a 05/03/97 De 06/03/97 a 31/12/98 De 01/01/99 a 05/05/99 Anexo IV do RBPS. com redação dada pelo Decreto n. para todos os agentes nocivos. ganha a matéria relativa a este benefício interesse cada vez maior entre os próprios segurados que trabalharam sob condições insalubres.91 Quadro anexo ao Decreto nº 53. aprovado pelo Decreto nº 2.0 do Anexo ao Decreto nº 53. Formulário: CP/CTPS. com redação dada pelo Decreto n.0.

contudo. uma vez que o Decreto criava presunção absoluta de insalubridade das atividades.230/68 que revogou parte da lista das atividades especiais constante daquela norma. extremamente conveniente para os engenheiros que trabalhavam como profissionais autônomos. contendo a norma que rege a matéria diversas sutilezas em relação a cada uma das modalidades desta profissão.831/64. Regulamentando a Lei 3. A comprovação da atividade especial poderia ser feita através de todo contrato de execução de obras ou prestação de serviços de engenharia formalizado mediante Anotação de Responsabilidade Técinica (ART) junto ao CREA. minas. inexigível qualquer comprovação de efetiva exposição. em 08/11/1968 foi . devendo. mesmo os engenheiros que trabalhavam em escritórios poderiam beneficiar-se com a redução no tempo de contribuição. uma vez que não necessitavam apresentar os formulários técnicos preenchidos pelos empregadores. não se podendo falar em retroatividade da Lei. excluindo de seu rol a atividade dos engenheiros de construção civil e eletricista. A dificuldade na aplicação das normas que cuidam da aposentadoria especial é acentuada pelas inúmeras alterações sofridas. ou em direito adquirido em matéria previdenciária. Nestes casos. ainda. gerando enorme confusão ao operador do direito previdenciário. elencando em seu rol as especialidades de engenharia de construção civil. editou-se o Decreto 63. prevê a legislação previdenciária redução no tempo de contribuição exigido para a concessão da aposentadoria por tempo de serviço ou contribuição. para tais profissões. Visando compensar os efeitos danosos à saúde do trabalhador que laborou exposto a condições insalubres.807/60 que instituiu o benefício em questão. Com apenas dois meses de vigência do Decreto 63.92 várias especialidades. A presunção mostrava-se. As divergências dizem respeito à determinação das atividades e agentes considerados insalubres para fins da contagem do tempo especial. ser aplicada a norma vigente em cada período trabalhado. tanto em nível legal como infralegal. quatro anos apenas da entrada em vigor do Decreto 53. o Decreto 53. Em 10 de setembro de 1968.230/68.831/64 classificou inicialmente as atividades e agentes considerados insalubres. metalurgia e eletricistas. Neste sentido.

Apenas em 28/04/1995. assim. regulamentando o novo diploma previdenciário. A nova redação do art. não necessitando comprovar a exposição às condições especiais. através da Lei 9.032/95. O detalhe da Lei 9.032/95 constitui. restando por beneficiar os engenheiros eletricistas e da construção civil. Em 1992. 53. A substancial alteração introduzida pela Lei 9. mesmo após a entrada em vigor deste diploma. Ao substituir a expressão “conforme categoria profissional” por “conforme dispuser a lei”. trouxe. não ocasional nem intermitente” às condições especiais (§ 3º. 57 da Lei 8. manteve a aplicação do Decreto já em vigor. exigindo. permanecia em vigor a Lei 5.213/91. 57 da Lei 8. colocando novamente em vigor a totalidade do rol do Decreto 53. foi suprimida da redação do art. Lei 8.213/91. determinando sua aplicação concomitantemente com o Decreto 83.527/68. restando intocado o direito dos engenheiros à presunção absoluta de insalubridade de sua atividade.). dispondo sobre a matéria. foi editado o Decreto 611/92 que. levando a entender que. comprovação pelo segurado de sua exposição em caráter “permanente. não mais parecendo aceitar qualquer tipo de presunção neste sentido.93 editada a Lei 5.213/91.831/64. . reiterando o direito dos engenheiros eletricistas e de civis.831/64. revestindo novamente de presunção absoluta a insalubridade das atividades profissionais compreendidas no antigo Decreto. não se exigiu que uma lei posterior específica criasse novo rol de profissões insalubres. substituindo-a por “conforme dispuser a lei”.032/95 visava a concessão da aposentadoria especial apenas para os segurados que comprovassem sua exposição efetiva aos agentes insalubres. 57 da Lei 8. em brecha da lei que permitiu aos engenheiros das duas modalidades contarem seu tempo de serviço como especial mediante a simples comprovação de exercício de sua atividade.527/68 de 08/11/1968 que ressalvou o direito dos engenheiros eletricistas e de construção civil à aludida presunção.080/79. contudo. sutileza que “driblou” a intenção do legislador de excluir a presunção de insalubridade em favor dos trabalhadores de qualquer grupo profissional. ainda.213/91 a expressão “conforme atividade profissional”. não tendo sido editada nenhuma nova lei regulamentando o art.

Pela Medida Provisória 1. 58 da Lei 8.523-13. de 11/10/1996. Enquanto os engenheiros eletricistas e civis possuem a presunção de insalubridade de sua atividade até 11/10/1996. no que tange ao preenchimento dos documentos.527/68. devendo os segurados atenderem às exigências das normas previdenciárias para sua comprovação.523/96 passou a exigir. bem como conferiu novamente ao Poder Executivo a competência para definir o rol dos agentes nocivos.528/97. a exigência introduzida pela Lei 9. metalurgia e químicos gozam da presunção apenas até 28/04/1995. exigência que .523/96. O entendimento acima suplantado já possui assento em nossos Tribunais. reeditada até a de número 1.528/97. diante de liminar concedida em Ação Civil Pública julgada pela 4ª Vara Previdenciária de Porto Alegre – RS. direito já reconhecido. data da entrada em vigor da Lei 9. constatando as condições especiais da atividade. A alteração introduzida pela referida Medida Provisória 1. de 03/05/2001. conforme se vê do julgamento do Recurso Especial de nº 296562/RN.213/91. Importante ressaltar. não mais valem quaisquer tipos de presunções. a comprovação através de laudo pericial expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho. Tendo o direito pátrio excluído o direito à contagem especial do tempo de contribuição sem a comprovação da efetiva exposição às condições insalubres. sob pena de desconsideração do formulário. a comprovação poderia se dar mediante a simples apresentação dos formulários técnicos do INSS devidamente preenchidos pelos empregadores.523. além do formulário técnico.032/95. convertida na Lei 8. aqui. criando à empresa a obrigação de elaborar e manter atualizado o chamado “perfil profissiográfico previdenciário – PPP”. que revogou expressamente a Lei 5. criando enorme alvoroço entre o empresariado. já tendo inclusive sólida jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. os engenheiros de minas.94 Tal discrepância somente foi corrigida pela Medida Provisória 1.032/95 de constarem dos formulários a informação de “permanência. Até a entrada em vigor da Medida Provisória 1. não ocasionalidade nem intermitência” da exposição. de 11/10/1996.523-14 e convertida na Lei 8. de 23/10/1997. pela Instrução Normativa nº 49 do INSS. introduziu-se o § 4º no art. inclusive. diante da ausência de informações sobre o mesmo.

podendo a comprovação ser processada mediante Justificação . de metalurgia e químicos. sem qualquer objeção pelo Órgão administrativo. Deve-se observar. em que pese mencionado pelo Decreto 2. e até 28/04/1995 para os engenheiros de minas. introduzindo regras não previstas em Lei. Já no que tange aos períodos posteriores a estas datas. o § 4º no art. importante salientar que não possuem as Instruções Normativas o condão de inovar no Ordenamento Jurídico. instituído por esta como o formulário padrão para a comprovação da atividade especial desempenhada pelos segurados. criando à empresa a obrigação de elaborar e manter atualizado o chamado “perfil profissiográfico previdenciário – PPP”. Neste aspecto. Através da Lei 8. introduziu-se. podendo valer-se de meios outros que não os formulários técnicos para comprovarem sua exposição aos agentes insalubres. para os engenheiros civil e eletricistas. 58 da Lei 8. não podendo o INSS aplicar as exigências atuais para os períodos pretéritos. importante sublinhar que para os casos de empresa extinta. na impossibilidade de emissão do PPP ou formulário DIRBEN 8030. conforme inicialmente aludido. diante da ausência de informações sobre o mesmo. em função de não deter meios de comprovar sua exposição. basta a apresentação dos contratos de serviços de engenharia formalizados pelas ARTs. Carente de regulamentação.213/91. não havendo qualquer restrição ao direito destes segurados na legislação previdenciária. ilegal. que o enquadramento da atividade especial obedecerá à sistemática legal vigente no período laborado. o PPP somente foi aprovado pela Instrução Normativa nº 78. criando enorme alvoroço entre o empresariado. assim. de 16/07/2002. por exemplo. fica este dispensado. através de justificação administrativa e judicial. bem como mediante de fiscalização do Órgão competente. Sobre este aspecto. A escusa da norma do INSS de que o direito não é devido aos contribuintes individuais por impossibilidade de prova é.95 anteriormente somente existia em relação os agentes nocivos ruído e calor. Relativamente à comprovação pelo trabalhador autônomo. como. ainda.172/97.528/97. por exemplo. conforme mencionado acima. até 11/10/1996. têm considerado as Instruções Normativas 78/02 e 84/02 que o trabalhador sem vínculo empregatício não pode ter sua atividade enquadrada como especial.

412/1986. dando. são as radiações ionizantes. ou seja.2003 e da NR-16. desde a geração da energia elétrica até o medidor. aos artigos 193 a 197 da Consolidação das Leis do Trabalho e à Norma Regulamentadora NR – 16 (Atividades e Operações Perigosas).1985. de conformidade com a Portaria nº 518. ainda. o tema referente à aposentadoria especial possui diversas nuances que o torna complexo para o operador da previdência.96 Administrativa. A CLT define atividades e operações perigosas no artigo abaixo: Art. inclusive.” O terceiro agente legalmente considerado perigoso é a energia elétrica ou eletricidade.514 de 22/12/1977. novo Decreto foi editado em 1999.09. Raios X. aquelas que. que implementou a Reforma da Previdência. criando novo rol de agentes nocivos à saúde.048/99. inciso XXII da Constituição Federal. aprovada pela Portaria N. onde são consideradas atividades perigosas as que envolvem inflamáveis e explosivos. pois a partir do medidor é considerado Unidade de Consumo e não mais integrante do Sistema Elétrico de Potência.214 de 08/06/1978 do Ministério do Trabalho. Conforme acima apresentado. Porém. na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho. de 04.369. Após a promulgação da Emenda Constitucional 20/1998. Decreto 3. somente para atividades realizadas dentro do Sistema Elétrico de Potência. 7º. impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. .04. tornando-o terreno fértil para discussões que devem persistir na defesa dos direitos dos segurados.º 6. regulamentada pelo Decreto 93.ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS Quanto a periculosidade. de 20. por sua natureza ou métodos de trabalho. Um quarto agente considerado perigoso.º 3. 193: “São consideradas atividades ou operações perigosas. 8. como por exemplo. de conformidade com a Lei Nº 7. competência para a resolução de qualquer dúvida sobre o enquadramento dos agentes aos Ministérios do Trabalho e da Previdência e Assistência Social. relativa à Lei N.0 . sob o ponto de vista legal. os trabalhadores em geral são também submetidos ao art.

concessionária. 6. vem definir Sistema Elétrico de Potência como sendo. . é o conjunto de todas as instalações e equipamentos destinados à geração.412. de 22 de dezembro de 1977. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE . transmissão e distribuição da energia elétrica até o medidor. porém nas atividades e áreas de risco constante do Anexo do Decreto No. unidades de consumo. de 08 de junho de 1978. “Sistema Elétrico de Potência. em sentido restrito. após o medidor. Até o medidor são unidades de potência. 3. localização geográfica. transmissão e distribuição de energia elétrica até a medição.” Atividades com energia elétrica.atividades e operações perigosas com explosivos. 2003. que regulamenta a Lei N o. tensão etc.atividades e operações perigosas com inflamáveis. 7. tais como. em seu glossário. do Ministério do Trabalho e Emprego. pois estão fora do Sistema Elétrico de Potência. . de 20 de setembro de 1985. 93.214. ou seja. não dão direito ao trabalhador à percepção do adicional de periculosidade. “Sistema Elétrico de Potência (SEP): conjunto das instalações e equipamentos destinados à geração. cujos limites são definidos por meio de critérios apropriados. inclusive. constante na Portaria No.412/86. pág. A Lei No. 487) A Norma Regulamentadora NR-10.369. de 14 de outubro de 1986.97 De conformidade com a Norma Regulamentadora NR-16 (Atividades e Operações Perigosas). transmissão e distribuição de energia elétrica e.” (GONÇALVES.514. corresponde a um conjunto definido de linhas e subestações que assegura a transmissão e/ou a distribuição de energia elétrica. os riscos ocupacionais que podem gerar a concessão de adicional de periculosidade são: . que vai desde a geração. regulamentada pelo Decreto No. também instituiu o adicional de periculosidade para trabalhadores expostos aos riscos de contato com a energia elétrica. em sentido amplo. após o medidor. que são as áreas localizadas dentro de um chamado Sistema Elétrico de Potência. do Ministério do Trabalho e Emprego. 93.atividades e operações perigosas com radiações ionizantes ou substâncias radioativas. segundo a norma brasileira NBR 5460/81 da ABNT.

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De acordo com a NR-16, no seu item 16.2, para as seguintes atividades:
- atividades e operações perigosas com explosivos; - atividades e operações perigosas com inflamáveis; - atividades e operações perigosas com radiações ionizantes ou substâncias radioativas,

16.2. O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador a percepção de adicional de 30% (trinta por cento), incidente sobre o salário, sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participação nos lucros da empresa. No caso dos eletricitários, o adicional de periculosidade incide sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial, conforme Súmula 191 do Tribunal Superior do Trabalho: 191 – ADICIONAL. PERICULOSIDADE. INCIDÊNCIA. – O adicional de periculosidade incide apenas sobre o salário básico e não sobre este acrescido de outros adicionais. Em relação aos eletricitários, o cálculo do adicional de periculosidade deverá ser efetuado sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial. (Res. 121/2003 – DJ – 21-11-2003). 9.0 - NORMAS REGULAMENTADORAS NORMAS REGULAMENTADORAS (NR): são normas emitidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego através de portaria. Para dar cumprimento às disposições relativas à Segurança e Saúde no Trabalho, ficou determinado no art. 200 da CLT (com redação dada pela Lei nº 6.514, de 22.12.77) que o Ministro de Estado do Trabalho estabeleceria disposições complementares às normas consolidadas. Para tanto expediu-se a Portaria MTb nº 3.214, de 08.06.78 (em vigência desde 06.07.78), a qual aprovou 28 (vinte e oito) Normas Regulamentadoras (NRs) que detalham o disposto no Capítulo V do Título II da CLT.

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Posteriormente, por meio da Portaria MTb nº 3.067, de 12.04.88, foram aprovadas as Normas Regulamentadoras Rurais (NRRs), relativas à “Segurança e Higiene do Trabalho Rural”, e por meio da Portaria SSST nº 53, de 17.12.97, aprovado o texto da Norma Regulamentadora relativa à “Segurança e Saúde no Trabalho Portuário” (NR 29). Portanto, hoje existem 32 Normas Regulamentadoras (NR) destinadas às atividades urbanas e 5 Normas Regulamentadoras Rurais (NRR) destinadas à regulamentação das atividades rurais relativas à segurança e saúde do trabalho, cada uma delas tratando de um tema específico, conforme segue: NR 1 – Disposições Gerais NR 2 – Inspeção Prévia NR 3 – Embargo ou Interdição NR 4 – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT NR 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA NR 6 – Equipamento de Proteção Individual – EPI NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO NR 8 – Edificações NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA NR 10 – Instalações e Serviços em Eletricidade NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais NR 12 – Máquinas e Equipamentos NR 13 – Caldeiras e Vasos de Pressão NR 14 – Fornos NR 15 – Atividades e Operações Insalubres NR 16 – Atividades e Operações Perigosas NR 17 – Ergonomia NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção

100 NR 19 – Explosivos NR 20 – Líquidos Combustíveis e Inflamáveis NR 21 – Trabalho a Céu Aberto NR 22 – Trabalhos Subterrâneos NR 23 – Proteção Contra Incêndios NR 24 – Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho NR 25 – Resíduos Industriais NR 26 – Sinalização de Segurança NR 27 – Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério NR 28 – Fiscalização e Penalidades NR 29 – Segurança e Saúde no Trabalho Portuário NR 30 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário NR 31 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aqüicultura NR 32 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde NR 33 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados NORMAS REGULAMENTADORAS RURAIS (NRR): são normas emitidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego através de portaria, conforme preceitua o artigo 13 da Lei No. 5.889, de 08 de junho de 1973, e que regem a segurança e saúde do trabalho no Brasil no tocante ao trabalho rural. As primeiras Normas Regulamentadoras Rurais (NRR) foram aprovadas pela Portaria No. 3.067, de 12 de abril de 1988. Atualmente são 5 NRRs, a saber: NRR-1 – Disposições Gerais NRR-2 – Serviço Especializado em Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural - SEPATR NRR-3 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural - CIPATR

101 NRR-4 – Equipamentos de Proteção Individual – EPI NRR-5 – Produtos Químicos. visando à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. 5.SEPATR: Estabelece a obrigatoriedade para que as empresas rurais. Legislação . 5. organizem e mantenham em funcionamento serviços especializados em Segurança e Medicina do Trabalho. a fim de protege-los dos infortúnios laborais. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. a obrigatoriedade de organizar e manter em funcionamento uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. de 8 de junho de 1973. NRR5 .Portaria Revoga As Normas Regulamentadoras Rurais – NRR 03/06/08 MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO GABINETE DO MINISTRO PORTARIA N. visando à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais no meio rural. 5. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural .º 191. DE 15 DE ABRIL DE 2008 (DOU de 16/04/08 – Seção 1 – Pág.889. de 8 de junho de 1973. 5. 5. NRR1 . a seus empregados Equipamentos de Proteção Individual adequados ao risco e em perfeito estado de conservação. de 8 de junho de 1973.889.Serviço Especializado em Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural .Disposições Gerais: Estabelece os deveres dos empregados e empregadores rurais no tocante à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. no uso da competência que lhe .EPI: Estabelece a obrigatoriedade para que os empregadores rurais forneçam.Equipamento de Proteção Individual . de 8 de junho de 1973. gratuitamente. de 8 de junho de 1973. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº.889.889. O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO. NRR3 . A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. em função do número de empregados que possuam. NRR2 .Produtos Químicos: Estabelece os preceitos de Segurança e Medicina do Trabalho rural a serem observados no manuseio de produtos químicos.CIPATR: Estabelece para o empregador rural. NRR4 . 102) Revoga as Normas Regulamentadoras Rurais – NRR.889. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº.

NR2 .º 3. por estabelecimento. ordinária e específica. A fundamentação legal. resolve: Art. com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. publicada no DOU do dia 13 de abril de 1988. dos empregadores e dos trabalhadores no tocante a este tema específico. que possuam empregados regidos pela CLT.Embargo ou Interdição: Estabelece as situações em que as empresas se sujeitam a sofrer paralisação de seus serviços. de 14 de novembro de 1989. do parágrafo único do art. que estendeu às NRR a aplicação das penalidades constantes da Norma Regulamentadora n. Seção 1.EPI: Estabelece e define os tipos de EPI's a que as empresas estão obrigadas a fornecer a seus empregados. A fundamentação legal. bem como os procedimentos a serem observados. NR3 . Silvicultura. bem como a forma de sua realização. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. ordinária e específica. de 12 de abril de 1988. 87 da Constituição Federal e.Inspeção Prévia: Estabelece as situações em que as empresas deverão solicitar ao MTb a realização de inspeção prévia em seus estabelecimentos. uma comissão constituída exclusivamente por empregados com o objetivo de prevenir infortúnios laborais.º 3. considerando a vigência da Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura. na adoção de tais medidas punitivas no tocante à Segurança e a Medicina do Trabalho. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam . Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho . 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Pecuária. de 03 de março de 2005. são os artigos 163 a 165 da CLT. que dá embasamento jurídico à existência desta NR.CLT. pág. Art. NR5 . urbanas e rurais? NR1 . 1º Revogar a Portaria GM n. 2º Revogar a Portaria GM n. Art. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. 20. 6. Exploração Florestal e Aqüicultura. Seção 1. aprovada pela Portaria GM n. sempre que as condições de trabalho o exigirem. é o artigo 160 da CLT. NR6 .883 a 20. A fundamentação legal. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. ordinária e específica.067. NR4 . é o artigo 162 da CLT. ordinária e específica. A fundamentação legal.CIPA: Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas organizarem e manterem em funcionamento. são os artigos 166 e 167 da CLT. A fundamentação legal. a fim de resguardar a saúde e a integridade física dos trabalhadores.Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional: Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação. ordinária e específica.102 confere o inciso II. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. CARLOS LUPI Fonte: SINTESP NORMAS REGULAMENTADORAS De que trata cada Norma Regulamentadora (NR). publicada no DOU do dia 17 de novembro de 1989.º 28 (Fiscalização e Penalidades). que aprovou as Normas Regulamentadoras Rurais – NRR.303.Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho: Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas.336. NR7 .333 a 6. pág. bem como os direitos e obrigações do Governo.Equipamentos de Proteção Individual .884. eliminando as possíveis causas de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.º 86. pela fiscalização trabalhista. através da apresentação de sugestões e recomendações ao empregador para que melhore as condições de trabalho. de organizarem e manterem em funcionamento. A fundamentação legal.SESMT. é o artigo 161 da CLT. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. ordinária e específica. são os artigos 154 a 159 da Consolidação das Leis do Trabalho . máquinas ou equipamentos.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes .Disposições Gerais: Estabelece o campo de aplicação de todas as Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho do Trabalho Urbano.

assim.Atividades e Operações Insalubres: Descreve as atividades. ordinária e específica. operação.Caldeiras e Vasos de Pressão: Estabelece todos os requisitos técnicos-legais relativos à instalação. estipulando as recomendações prevencionistas correspondentes. ordinária e específica. A fundamentação legal. transmissão.Edificações: Dispõe sobre os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalham. na falta destas.103 trabalhadores como empregados. NR15 . visando à prevenção de acidentes do trabalho. são os artigos 187 e 188 da CLT.Máquinas e Equipamentos: Estabelece as medidas prevencionistas de segurança e higiene do trabalho a serem adotadas pelas empresas em relação à instalação. execução. A fundamentação legal. NR12 . A fundamentação legal. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional . é o artigo 187 da CLT. A fundamentação legal. definindo. através da antecipação. reforma e ampliação. são os artigos 175 a 178 da CLT. ordinária e específica. ordinária e específica. Especificamente no que diz respeito ao Anexo n° 01: Atividades e Operações Perigosas com Explosivos. inclusive seus limites de tolerância.Fornos: Estabelece as recomendações técnicos-legais pertinentes à construção. à movimentação. NR8 . ordinária e específica. NR13 . do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais . em suas diversas etapas. manutenção. A fundamentação legal. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. visando à preservação da saúde e da integridade física dos trabalhadores. NR9 . tem a sua existência jurídica assegurada através dos artigos 193 a 197 da CLT.Instalações e Serviços em Eletricidade: Estabelece as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. A fundamentação legal.Transporte. NR14 . NR16 . as situações que. A fundamentação legal. Armazenagem e Manuseio de Materiais: Estabelece os requisitos de segurança a serem observados nos locais de trabalho. ordinária e específica. incluindo elaboração de projetos. objetivando a prevenção de infortúnios laborais. são os artigos 184 e 186 da CLT. NR11 . que dá embasamento jurídico à existência desta NR. no que se refere ao transporte. ordinária e específica. operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão. distribuição e consumo de energia elétrica. observando-se. são os artigos 182 e 183 da CLT.369 de 22 de setembro de 1985. assim como a segurança de usuários e de terceiros. A fundamentação legal. são os artigos 179 a 181 da CLT. ensejam a caracterização do exercício insalubre. operação e manutenção de fornos industriais nos ambientes de trabalho. em quaisquer das fases de geração. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. ordinária e específica. são os artigos 189 e 192 da CLT. que dá embasamento jurídico à existência desta NR.Atividades e Operações Perigosas: Regulamenta as atividades e as operações legalmente consideradas perigosas. e também os meios de proteger os trabalhadores de tais exposições nocivas à sua saúde. que dá embasamento jurídico à caracterização da energia elétrica como sendo o 3° agente periculoso é a Lei n° 7. à armazenagem e ao manuseio de materiais.A fundamentação legal. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. quando vivenciadas nos ambientes de trabalho pelos trabalhadores. ordinária e específica. as normas técnicas internacionais. que dá embasamento jurídico à existência desta NR.Programas de Prevenção de Riscos Ambientais: Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação.PPRA. são os artigos 168 e 169 da CLT. as normas técnicas oficiais vigentes e. reconhecimento. avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. ordinária e específica. que institui o adicional de . operação e manutenção de máquinas e equipamentos. são os artigos 170 a 174 da CLT. com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. de modo a se prevenir a ocorrência de acidentes do trabalho. A fundamentação legal. Movimentação. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. operações e agentes insalubres.PCMSO. para tanto. e ao anexo n° 02: Atividades e Operações Perigosas com Inflamáveis. tanto de forma mecânica quanto manual. NR10 .

que já eram insalubres de grau máximo. de planejamento de organização. visando a higiene dos locais de trabalho e a proteção à saúde dos trabalhadores. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. NR18 . objetivando a proteção da saúde e a integridade física dos trabalhadores m seus ambientes de trabalho. A fundamentação legal. são os artigos 293 a 301 e o artigo 200 inciso III.Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho: Disciplina os preceitos de higiene e de conforto a serem observados nos locais de trabalho. NR27 .Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração: Estabelece métodos de segurança a serem observados pelas empresas que desemvolvam trabalhos subterrâneos de modo a proporcionar a seus empregados satisfatórias condições de Segurança e Medicina do Trabalho. especialmente no que se refere a: banheiros. segurança e desempenho eficiente. é o artigo 200 inciso VII da CLT. em minas ao ar livre e em pedreiras. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. A fundamentação legal.393 de 17 de dezembro de 1987. A fundamentação legal. visando à prevenção da saúde e da integridade física dos trabalhadores.Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho: . são os artigos 198 e 199 da CLT.Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção: Estabelece diretrizes de ordem administrativa. de modo a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. NR17 . de modo a proporcionar um máximo de conforto. que dá embasamento jurídico à existência desta NR.Líquidos Combustíveis e Inflamáveis: Estabelece as disposições regulamentares acerca do armazenamento. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. ordinária e específica. A fundamentação legal. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. nas condições e no meio ambiente de trabalho na industria da construção civil. é o artigo 200 inciso II da CLT. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. no destino final a ser dado aos resíduos industriais resultantes dos ambientes de trabalho de modo a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores.Ergonomia: Visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptaçào das condições de trabalho às condições psicofisiológicas dos trabalhadores. é o artigo 200 inciso IV da CLT. é o artigo 200 inciso VII da CLT.Resíduos Industriais: Estabelece as medidas preventivas a serem observadas. estabelece as medidas de proteção contra incêndio que devem dispor os locais de trabalho. tais como. pelas empresas. NR24 . alojamentos e água potável. cozinhas. na medida em que não existe lei autorizadora para tal. manuseio e transporte de líquidos combustíveis e inflamáveis.104 periculosidade para os profissionais da área de eletricidade. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. ordinária e específica. veio a enquadrar as radiações ionozantes. NR26 . ordinária e específica. refeitórios.Proteção Contra Incêndios: Estabelece as medidas de proteção contra Incêndios. ordinária e específica. numa atitude casuística e decorrente do famoso acidente com o Césio 137 em Goiânia. ordinária e específica. ordinária e específica. como o 4° agente periculoso. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. NR22 . é o artigo 200 inciso IV da CLT. é o artigo 200 inciso VIII da CLT. A fundamentação legal. ordinária e específica.Explosivos: Estabelece as disposições regulamentadoras acerca do depósito. ordinária e específica. A fundamentação legal. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. NR25 . ordinária e específica.Sinalização de Segurança: Estabelece a padronização das cores a serem utilizadas como sinalização de segurança nos ambientes de trabalho. A portaria MTb n° 3. manuseio e transporte de explosivos. objetivando a proteção da saúde e integridade física dos trabalhadores em seus ambientes de trabalho. NR21 . vestiários. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. é o artigo 200 inciso I da CLT. A fundamentação legal. NR19 . NR20 . é o artigo 200 inciso II da CLT. todos da CLT. ordinária e específica. A fundamentação legal. A fundamentação legal.Trabalho a Céu Aberto: Tipifica as medidas prevencionistas relacionadas com a prevenção de acidentes nas atividades desenvolvidas a céu aberto. sendo controvertido legalmente tal enquadramento. NR23 . A fundamentação legal. que objetivem a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos.

pelo artigo 1° da Lei n° 8. A sua existência jurídica está assegurada em nível de legislação ordinária. monitoramento e controle dos riscos existentes. o Decreto n° 99. e posteriormente. que institui o Bônus do Tesouro Nacional . no que concerne ao procedimento de autuação por infração às Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho. NR32 . As disposições contidas nesta NR aplicam-se aos trabalhadores portuários em operações tanto a bordo como em terra. bem como a falta de controle da concentração de oxigênio presente no ambiente.855 de 24 de outubro de 1989. .Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário: Tem por objetivo Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. A fundamentação legal.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário (consulta pública): Aplica-se aos trabalhadores de toda embarcação comercial utilizada no transporte de mercadorias ou de passageiros. NR30 . A fundamentação legal. quando em deslocamento. de 19/09/90 que promulga a Convenção n° 152 da OIT. NR33 . do artigo 200 da CLT. com as alterações que lhe foram dadas pelo artigo 2° da Lei n° 7. através da Medida Provisória n° 1.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Assistência à Saúde. (consulta pública): tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores em estabelecimentos de assistência à saúde. na navegação interior. bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. no serviço de reboque em alto-mar. em especial no que diz respeito ao seu registro profissional como tal. NR31 . facilitar os primeiro socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. bem como em plataformas marítimas e fluviais. ordinária e específica. situadas dentro ou fora da área do porto organizado. NR29 . acordos e contratos coletivos de trabalho. tem a sua existência jurídica assegurada. ordinária e específica. como valor monetário a ser utilizado na cobrança de multas em substituição ao BTN. através do artigo 201 da CLT.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados (consulta pública): tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados. A observância desta Norma Regulamentadora não desobriga as empresas do cumprimento de outras disposições legais com relação à matéria e outras oriundas de convenções.410 de 27 de novembro de 1985.530 de 9 de abril de 1986. de 27/11/97.Fiscalização e Penalidades: Estabelece os procedimentos a serem adotados pela fiscalização trabalhista de Segurança e Medicina do Trabalho. junto ao Ministério do Trabalho.105 Estabelece os requisitos a serem satisfeitos pelo profissional que desejar exercer as funções de técnico de segurança do trabalho.383 de 30 de dezembro de 1991. Espaço confinado é qualquer área não projetada para ocupação humana que possua ventilação deficiente para remover contaminantes. seu reconhecimento. regulamentado pelo artigo 7° do Decreto n° 92. tem seu embasamento jurídico assegurado través do artigo 3° da lei n° 7. e embarcações de apoio marítimo e portuário. tanto no que diz respeito à concessão de prazos às empresas para no que diz respeito à concessão de prazos às empresas para a correção das irregularidades técnicas. na cabotagem. como também.BTN. de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores. NR28 . como valor monetário a ser utilizado na cobrança de multas.575-6. na navegação marítima de longo curso. especificamente no tocante à instituição da Unidade Fiscal de Referência -UFIR. a nível de legislação ordinária.534.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Estpaços Confinados: tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores que realizam suas atividades em espaços confinados. assim como aos demais trabalhadores que exerçam atividades nos portos organizados e instalações portuárias de uso privativo e retroportuárias.

que a empresa deverá comunicar e solicitar a aprovação do órgão regional do MTb. antes de iniciar suas atividades. que demonstre grave e iminente risco para o trabalhador.106 9.2 . as providências que deverão ser adotadas para prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais. deverá solicitar aprovação de suas instalações ao órgão regional do MTb. com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. obrigatoriamente. com a brevidade que a ocorrência exigir. NR 3 – Embargo ou Interdição Dar autonomia ao Delegado Regional do Trabalho. ou embargar obra. Determina obrigações ao empregador e ao empregado sobre segurança e medicina do trabalho. NR 2 – Inspeção Determina que todo o estabelecimento novo. . bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativos e Judiciário. NR 4 – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho Determinar as empresas privadas e públicas. manterão. máquina ou equipamento. indicando na decisão tomada. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. e ainda. setor de serviço. e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.Objetivos das Normas Regulamentadoras NR 1 – Disposições Gerais Determina que são de observância obrigatória pelas empresas privadas. quando ocorrer modificações substanciais nas instalações e/ou nos equipamentos de seu(s) estabelecimento(s). visando assegurar que suas atividades estão livre de riscos de acidentes e/ou doenças do trabalho. Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. à vista de laudo técnico do serviço competente. É considerado grave e iminente risco toda condição ambiental de trabalho que possa causar acidente do trabalho ou doença profissional com lesão grave à integridade física do trabalhador. para interditar estabelecimento. os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário.

NR 8 – Edificações Estabelece requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. inclusive CA – Certificado de Aprovação. é todo dispositivo de uso individual. NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional .PCMSO Estabelece obrigatoriedade da elaboração e implementação. . avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. NR – 10 Instalações e Serviços em Eletricidade Fixar as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. de fabricação nacional ou estrangeira. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. NR 6 – Equipamento de Proteção Individual – EPI Estabelecer que Equipamento de Proteção Individual – EPI. visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. reconhecimento. do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA. Estabelece ainda. objetivando a promoção e preservação da saúde do conjunto dos trabalhadores. respectivamente. quanto ao CRF Certificado de Registro de Fabricante e CRI Certificado de Registro de Importação. Determina obrigações ao Fabricante Nacional ou Importador. as Obrigações do Empregador e do Empregado. de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO. tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais Estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação.107 NR 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes A prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. em suas diversas etapas. para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalhem. através da antecipação.

e fixa o adicional de periculosidade. os espaços e distância mínima. e ainda. reforma e ampliação e. elevadores de cargas. NR 11 – Transporte. oferecendo o máximo de segurança e conforto aos trabalhadores. NR 13 – Caldeiras e Vasos de Pressão Normatizar os projetos de construção. acompanhamento de operação e manutenção. Transportadores Industriais rolantes. ainda. observando-se a utilização de revestimento de materiais refratário de forma que o calor radiante não ultrapasse os limites de tolerância estabelecido na NR 15. observando-se os pisos dos locais de trabalho. guinchos. as áreas de circulação. Guindastes. operação. fixando os limites de tolerância e tempo de exposição ao agente. NR 15 – Atividades e Operações Insalubres Normatizar as atividades e operações insalubres. ascensores. radiações ionizantes ou substâncias radioativas.108 incluindo projeto. para o grau máximo. e os equipamentos para movimentação de materiais. a segurança de usuários e terceiros. e Maquinas Transportadoras. de Máquinas e Equipamentos. inflamáveis. execução. inclusive equipamentos com força motriz própria. o adicional de insalubridade. Armazenagem e Manuseio de Materiais Normatizar as operações de Elevadores. pontestalhas. Movimentação. determina as atividades perigosas com explosivos. inclusive. inclusive os meios de controle e registros. NR 16 – Atividades e Operações Perigosas Normatizar as atividades e operações perigosas. NR 14 . dispositivos de segurança de acionamento. NR 17 – Ergonomia . devendo ser instalados em locais adequados.Fornos Normatizar a construção de fornos. empilhadeiras. inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de pressão. manutenção. partida e parada dos mesmos. médio e leve. esteiras-rolantes. NR 12 – Máquinas e Equipamentos Normatizar a Instalação e área de Trabalho.

o calor. NR 23 – Proteção contra Incêndios Normatizar as exigências mínimas de proteção contra incêndios que todas as empresas devem possuir. NR 20 – Líquidos Combustíveis e Inflamáveis Definir líquido combustível. inclusive meio de controle e registros e ainda treinamento de brigada. NR 22 – Trabalhos Subterrâneos Normatizar as empresas que explorem mina. NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Estabelece as diretrizes de ordem administrativa. aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho. incluindo os aspectos relacionados ao levantamento. Manuseio e Armazenagem de Explosivos.Explosivos Normatizar os procedimentos para: Depósito. que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos. NR 24 – Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho .109 Estabelece parâmetro que permite a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. o frio. segurança e desempenho eficiente. bem como os cuidados para armazenagem. seu ponto de fulgor e classe. ao mobiliário. a umidade e os ventos inconvenientes. nas condições e no meio ambiente na Indústria da Construção. transporte e descarga de materiais. insolação excessiva. de planejamento de organização. NR 19 . objetivando proteger os trabalhadores contra intempéries. NR 21 – Trabalho a Céu Aberto Normatizar os trabalhos a céu aberto. que deverá adotar métodos e manter locais de trabalho que proporcionem a seus empregados condições satisfatórias de segurança e medicina do trabalho. de modo a proporcionar um máximo de conforto.

NR 25 – Resíduos Industriais Normatizar os procedimentos a serem adotados para os resíduos industriais (gasosos. delimitando áreas.º 7.841. e n. NR 29 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário. efetuado pela Secretária de Segurança e Saúde no Trabalho. armários etc. chuveiros. da Lei n. líquidos e sólidos) dos locais de trabalho. NR 26 – Sinalização e Segurança Fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes.855. bem como sua aplicabilidade. sendo efetuada obedecendo ao disposto nos Decretos n. que depende de prévio registro no Ministério do Trabalho. armários. .º 55. no Título VII da CLT e no § 3º. NR 27 – Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho Normatizar o exercício da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho. identificando os equipamentos de segurança. Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. lavatórios. do art.110 Normatizar as condições mínimas de instalações sanitárias. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. pisos e paredes. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases. NR 30 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquário.955. bem como os produzidos por processos e operações industriais. de 24/10/89 e nesta Norma Regulamentadora. de 26/07/89. mictórios. de acordo com as características e atividades das empresas. e advertindo contra riscos. . NR 28 – Fiscalização e Penalidades Disciplinar a fiscalização das disposições legais e/ou regulamentares sobre segurança e saúde do trabalhador.º 97. de 15/03/65. sua higienização. 6º. com processo iniciado através das Delegacias Regionais do Trabalho – DRT.

NR-18. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores dos estabelecimentos de saúde. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores que exercem suas atividades em espaços considerados confinados pela norma. Silvicultura. Pecuária. Exploração Florestal e Aqüicultura. NR 33 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em em Espaços Confinados. em julho de 1995. obrigatórios para a área de construção. Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. Em busca de melhorias na implantação de programas que controlassem os processos de trabalho e padronizassem ações de segurança e saúde visando sempre a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores. 10. bem como sua aplicabilidade. inserindo novos requisitos.Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção. Silvicultura. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores aquaviários. NR 31 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura. . bem como sua aplicabilidade. NR 32 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde. bem como sua aplicabilidade.0 – PCMAT PCMAT . Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. Pecuária.111 Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais.Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção . Exploração Florestal e Aqüicultura. sua Norma Regulamentadora . bem como sua aplicabilidade. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores da Agricultura.NR 18. o Ministério do Trabalho e Emprego revisou. Um deles foi o PCMAT .

Esse planejamento abrange o cumprimento das normas ambientais.com. equipamento de proteção individual. demolição. seu item 18. trabalho em concreto armado. http://www. 2008 Objetivos da NR-18: estabelece as diretrizes de ordem administrativa. dentre outras. carpintaria. condições sanitárias e de conforto nas obras de construção. à prevenção de danos nas edificações dentro do canteiro de obras que assegurem a segurança e a saúde dos trabalhadores. proteção contra incêndio. manuseio de materiais e transportes de pessoas e de materiais. ferramentas diversas.Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção) que dê conta da prevenção de todos os riscos da obra. através da prevenção dos diversos riscos que derivam do processo de execução de obras na indústria da construção.NR 18. que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos. alvenaria e acabamentos. fundações e desmontes de rochas. demolição e reparos. máquinas e equipamentos. determinando normas de segurança específica para: armazenagem e estocagem de materiais. de planejamento de organização. .3 contempla os requisitos a serem seguidos para a elaboração e cumprimento do PCMAT. também. os riscos provocados por agentes físicos. e especificamente nos estabelecimentos com 20 (vinte) trabalhadores ou mais. passagens. desde as fundações até sua entrega. escavação. instalações elétricas nos canteiros de obras. nas condições e no meio ambiente na Indústria da Construção.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. escadas. estrutura metálicas.112 O PCMAT deverá ser elaborado pelas empresas enquadradas no grupo das "Indústrias da Construção" conforme classificação da NR 4 (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho . andaimes e proteção contra quedas de altura.SEESMT). Quando o canteiro de obras envolver 20 trabalhadores ou mais. galerias e plataformas de proteção.torrefortesaude. rampas e aberturas. tapumes. A Norma Regulamentadora . andaimes. O PCMAT tem como objetivo básico garantir a saúde e a integridade dos trabalhadores.br Produzido em: 3 Novemb0r. o empregador deve fazer um planejamento (PCMAT . Este deve contemplar as exigências contidas na NR-09 . químicos e biológicos. pois para que as ações de melhoria das condições do ambiente de trabalho sejam implantadas é necessário conhecer. operações de soldagem e corte a quente.

o setor é quarto maior gerador de acidentes fatais em termos de freqüência e o terceiro em termos de coeficiente por cem mil trabalhadores (1997). assim como seu cumprimento são de importância fundamental. também. da mão-de-obra utilizada. Novos treinamentos devem ser feitos sempre que necessário a cada fase da obra Esse desenvolvimento motiva o trabalhador a executar suas tarefas com maior segurança contribuindo para a melhoria da qualidade e produtividade da empresa. Tendo em vista a redução desses índices. tanto no Brasil quanto em países desenvolvidos. Antes de iniciar suas tarefas o trabalhador deve ser informado sobre as condições de trabalho no canteiro. A grande dependência que a construção civil tem da mão-de-obra utilizada deveria contribuir para que este fosse um setor desenvolvido no aspecto de segurança no trabalho.SEGURANÇA EM CANTEIRO DE OBRAS Atualmente. pesquisas em diversos países têm indicado que. . sendo que uma das principais é a pouca importância das máquinas e tecnologias para a obtenção da qualidade do produto. além das proteções físicas enfatizadas pelas normas. No Brasil. A construção civil se difere dos outros setores industriais por possuir características próprias. deve ser buscada. 11. os riscos de sua função específica.113 O planejamento e elaboração do PCMAT. dentro do seu horário de trabalho. a melhoria no gerenciamento da segurança e saúde no trabalho. a construção civil continua a se destacar como um dos setores com os índices mais elevados de acidentes do trabalho. de preferência de campo. A nova NR-18 determina que todos os empregados recebam treinamentop. Os números de acidentes na construção civil são alarmantes e. porém o que se nota é que este continua sendo um dos setores industrias com maior percentual de acidentes. a legislação não contribui muito para reduzi-los. quase que exclusivamente. dependendo esta.0 . e as medidas de proteção coletivas e individuais (EPC e EPI) a serem adotadas.

o número de acidentes voltou a aumentar em 2007 e 2008.Risco de retrocesso Ritmo acelerado dos canteiros.PROGRAMAS DE PREVENÇÃO Resumo dos Programas a serem elaborados pelas Empresas A INSTRUÇÃO NORMATIVA DO INSS IN / DC 99 de 05 de Dezembro de 2003 substitui a IN / DC 95 (Instrução Normativa da Diretoria Colegiada Nº 95) O INSS emitiu novas "regras" conforme a instrução IN / DC acima citada.. a construção ocupa o 5o lugar no ranking dos setores com maior número de acidentes. embora números oficiais de 2007 não tenham sido divulgados. entre 2004 e 2006.. Quanto à taxa de mortalidade. . que ostentou por vários anos a taça de campeão. ficou em 4o lugar no período. tem aumentado os acidentes na construção Avanços na segurança dos canteiros estão ameaçados por escassez de operários qualificados e ritmo acelerado das obras Há duas constatações importantes sobre a segurança do trabalho na construção civil. com excesso de horas extras e contratação de operários pouco qualificados. algumas desconhecem que os mesmos são obrigatórios. A outra notícia serve de alerta: diante do aquecimento do setor. Segurança do trabalho . 12. Uma delas é positiva: nos últimos anos vem caindo o número de acidentes de trabalho no setor.0 .114 Um dado extremamente importante e preocupante é o de que muitas empresa não sabem quais são os EPI’s necessários para a construção civil e. Pelas últimas estatísticas. .

. e fornecer cópia autêntica desse documento.213 de 1991. quando da rescisão do contrato de trabalho. DIRBEN 8030. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo. 4. 2. João Emílio de Bruim .000.A empresa que não mantiver o LTCAT e o PPP atualizado com referência aos agentes nocivos. alguns dos Artigos deste DC.(cujas multas poderão variar de R$ 8. efetivamente implantado pela Empresa a partir de 01/01/2004.Foi instituída pelo INSS uma adequação do modelo de Perfil Profissiográfico denominado PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário). adiante. conforme Anexo XV. 5.293.Os dados constantes no PPP deverão ser corroborados com o LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho)." 3.00) 7. " A VIGÊNCIA DO PPP É A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2004.00 a R$ 80. ESTES DOCUMENTOS DEIXARÃO DE TER VALIDADE/EFICÁCIA. A saber: 1.Até 31/12/2003.A empresa deverá já ter elaborado e mantido atualizado o Perfil Profissiográfico Previdenciário abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador. DSS 8030. Segundo o Dr. o qual deve estar.000. 133 da Lei Nº 8.115 Vamos ressaltar.em reportagem à Revista CIPA Ano XXV . (Todas as empresas que possuem empregados) ou PCMAT . POIS nada foi alterado na IN-DC-99 com relação ao LTCAT citado na IN-DC-78. Entende-se portanto que o PPP deverá ser elaborado e mantido pela empresa. o fiscal solicitará os seguintes documentos: 1º) PPRA . APÓS ESTA DATA. TODOS OS FATOS GERADOS ANTERIORMENTE A ESSA DATA DEVEM CONTINUAR A SER REGISTRADOS NOS ANTIGOS FORMULÁRIOS DIRBEM OU DSS-8030.Advogado . 155 da IN-DC-78. estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. a ser emitido conforme Art.Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (para empresas de construção) ou PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos (para empresas de mineração) ou . o INSS aceitará os formulários antigos SB-40. na fiscalização das empresas com segurados que exerçam atividade que permita a concessão de aposentadoria especial.A prova de efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador passará então a ser feita pelo PPP baseado no LTCAT (que deve ser emitido preferencialmente por Engenheiro do Trabalho). (pelo menos a partir de 01/01/2004). 6.O INSS/MPAS informa que.

Por força de Lei do Ministério do Trabalho . 2. 4. Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP. APÓS A EXECUÇÃO DO PPRA E DO PCMSO. três motivos: 1ª. 178 constante na IN-DC-99 do INSS/MPAS: . LTCAT . Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP.Perfil Profissiográfico Previdenciário (a partir de 01/01/2004).NR-9 NR-9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais 2ª.048/99.Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (todas as empresas que possuem empregados). Para empresas que possuem empregados que exerçam atividades que gerem aposentadoria especial (Ver Decreto 3.Deve ser expedido por Engenheiro de Segurança do Trabalho. dois motivos: 1ª. dois motivos: 1ª.O LTCAT tem que conter as informações detalhadas. basicamente. Deve ser elabora para cada empregado.NR-18 NR-18 . basicamente. basicamente. PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais A empresa DEVE ter o PPRA por. Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP. 2º) PPP . 3º) PCMSO .É a base de informações para a emissão do PPP quando o trabalhador está exposto a agentes nocivos. PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos A empresa de mineração DEVE ter o PGR por.Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho 1. PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção A empresa DEVE ter o PCMAT por. ou Médico do Trabalho. Por força de Lei do Ministério do Trabalho . solicitadas pelo Art. Devem ser elaborados por função.Deve ser emitido QUANDO existe efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador.Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção 2ª.116 LTCAT . 3.Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho (empresas que não são obrigadas a elaborar PPRA / PCMAT /PGR). Por força de Lei do Ministério do Trabalho NR 22 – Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração 2ª.

o qual deverá ser entregue SEMPRE ao funcionário. 2º. três motivos: 1ª. (Veja observação no item acima). necessariamente nesta ordem seqüencial : 1º. quando da rescisão do contrato de trabalho. 5º. Por força de Lei do Ministério do Trabalho . mantê-los atualizados e em arquivo digital (de preferência) para emiti-los quando da rescisão de contrato de trabalho.Deve ser emitido. e mantê-los arquivados.213 de 1991. mesmo que não exista efetiva exposição à agentes nocivos. PCMSO – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional A empresa DEVE ter o PCMSO por.PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO 1. como um meio de assegurar atendimento à Legislação. Após 01/01/2004 não terá mais validade para novas emissões. PPP . 133 da Lei Nº 8. e afirmar que o trabalhador NÃO esteve exposto aos eventuais agentes nocivos existentes na empresa. com base nas informações colhidas do LTCAT . 2O LTCAT deverá ser a base técnica de sua emissão. necessariamente.S.FAZER O PPRA. mas continuam valendo para os fatos gerados anteriormente à 01/01/2004.117 RELEMBRAMOS: A empresa que não mantiver o Laudo Técnico atualizado com referência aos agentes nocivos. 2. SE existir efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador.FAZER O PCMSO.Poderá ser emitido até 31/12/2003. 3ª. . CONCLUSÃO SUGERIMOS O SEGUINTE "ROTEIRO".O. 3º. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo. (Avaliação de Saúde Ocupacional) dos funcionários.FAZER OS LTCAT. Para realizar A.NR-7 NR-7 – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional 2ª. OBS: Entende-se que é mais prudente emitir LTCAT para todas as funções existentes na empresa.EMITIR O PPP e o LTCAT quando da rescisão de contrato de trabalho. mesmo para aquelas que não têm efetiva exposição a agentes nocivos a saúde. Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP. 4ºFAZER TODOS OS PPP (PERFÍS PROFISSIOGRÁFICOS PREVIDENCIÁRIOS) por função e local. DIRBEN 8030 1. fornecendo uma cópia ao funcionário. para todas as funções.Deverá obrigatoriamente ter sido emitido em meio magnético a partir de 01/01/2004 para todos os funcionários (Conforme $2º de IV da IN-99). estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art. basicamente.

estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art. a ser emitido conforme Art. PPP . ESTES DOCUMENTOS DEIXARÃO DE TER EFICÁCIA.213 de 1991. Até 31/12/2003. na fiscalização das empresas com segurados que exerçam atividade que permita a concessão de aposentadoria especial. 133 da Lei Nº 8. quando da rescisão do contrato de trabalho. A prova de efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador.Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho. O INSS emitiu novas "regras" conforme o DC acima citado.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. DSS 8030. Entende-se portanto que o PPP deverá ser elaborado e mantido pela empresa.910. apenas alguns dos Artigos deste DC. LTCAT Deve ser expedido por Engenheiro de Segurança do Trabalho. 133 da Lei Nº 8. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo. . Após 01/01/2004 não terá mais validade. R$ 9. APÓS ESTA DATA. emissão de CAT e quaisquer outros benefícios do INSS. o fiscal solicitará todos os seguintes documentos: PPRA . e fornecer cópia autêntica desse documento. adiante. DIRBEN 8030 Poderá ser emitido somente até 31/12/2003. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo. o INSS aceitará os formulários antigos SB-40.Perfil Profissiográfico Previdenciário (a partir de 01/01/2004) e PCMSO .Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional. e vamos ressaltar.00 a 99. É a base de informações para a emissão do PPP quando o trabalhador está exposto a agentes nocivos. conforme Anexo XV. A empresa deverá elaborar e manter atualizado o Perfil Profissiográfico Previdenciário abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador. ou Médico do Trabalho. O INSS/MPAS informa que. APÓS A EXECUÇÃO DO PPRA E DO PCMSO. o qual deverá estar. determinadas pela INDC-79 do INSS/MPAS: A empresa que não mantiver o Laudo Técnico atualizado com referência aos agentes nocivos. LTCAT . podendo chegar aa multas de. conforme Art.213 de 1991. passará então a ser feita pelo PPP baseado no LTCAT (que deve ser emitido por Engenheiro ou Médico do Trabalho). Os dados constantes no PPP deverão estar de acordo com o LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho). 148. A empresa que não mantiver o LTCAT e o PPP atualizado com referência aos agentes nocivos. O LTCAT tem que conter as informações detalhadas. a saber: Foi instituído pelo INSS um modelo de Perfil Profissiográfico denominado PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário). implantado pela Empresa a partir de 01/01/2004.102. estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art.118 PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) e LTCAT (Laudo Técnico de Condições Ambientais no Trabalho) Instruções Normativas INSS / DC Nº 84/2002 e 90/2003. DIRBEN 8030. efetivamente.00. DISES BE 5235. 155 da IN-DC-78.

119 O LTCAT deverá ser a base técnica de sua emissão, SE existir efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador. PPP - PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO Deverá obrigatoriamente ser emitido a partir de 01/01/2004 e deverá ser entregue SEMPRE ao funcionário, quando da rescisão do contrato de trabalho, emissão de CAT e quaisquer outros benefícios do INSS. Deve ser emitido, necessariamente, com base nas informações colhidas do LTCAT .

PPP - PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO “A empresa deverá elaborar e manter atualizado Perfil Profissiográfico, abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão do contrato de trabalho, cópia autêntica desse documento” . Parágrafo 4º do Art.. 58 da Lei nº 9.528 de 10/12/97. • Elaboração do Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho – LTCAT, no âmbito de cada estabelecimento, por setor de trabalho, envolvendo de forma pormenorizada, a análise de projetos de novas instalações, métodos ou processos de trabalho, ou de modificação dos já existentes; Averiguação da existência de agentes nocivos no ambiente de trabalho, mediante análise quantitativa para o dimensionamento da exposição dos trabalhadores, subsidiando o equacionamento das medidas de proteção e comprovação do controle da exposição ou inexistência dos riscos identificados; Utilização de aparelhos para: Intensidade Luminosa - Luxímetro, modelo LD200, da Instrutherm; Ruído – Decibelímetro, modelo 33-2055, da Rádio Shack; Ruído – Dosímetro, modelo DOS 450, da Instrutherm; Calor – Termômetro de Globo Digital, modelo TGD-200, da Instrutherm; Elaboração do Perfil Profissiográfico Previdenciário, por funcionário, abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador, com base em Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho – LTCAT; Retratação das atividades laborativas do funcionário, na empresa, desde a sua admissão, envolvendo exposição à agentes de risco e medidas de proteção fornecidas; Manutenção do PPP por mídia magnética ou ótica, disponível através de disquete ou CD, ou meio digital, disponível através de formulário eletrônico, com acesso por meio de “nome de usuário” e “senha”, a serem fornecidos no endereço eletrônico www.centraldocumentos.com.br, na Internet.

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LTCAT – LAUDO TÉCNICO DE CONTROLE DE AMBIENTE DO TRABALHO Documento técnico que regista as condições ambientais do trabalho. Discriminando por setor ou grupo de trabalhadores, com as mesmas funções, identificando e registrando – qualitativamente e quantitativamente – os agentes nocivos à saúde do trabalhador por ventura oriundo de agentes físicos, químicos e biológicos – NR 15 e NR 16 e anexos. A emissão deste documento é de responsabilidade do Médico do Trabalho ou Engenheiro de Segurança do Trabalho por prerrogativa decorrente do Art. 5º, parágrafo XIII ca Constituição Federal que resultou na Lei 7.410/85 e Decreto 92.530/86 e também pela redação do Artigo 195 da CLT.

13.0 - FUNDAMENTOS DE ERGONOMIA Ergonomia é a ciência que trata da interação entre homem e tecnologia, visando adaptar tarefas, sistemas, produtos e ambientes às habilidades e limitações físicas e mentais das pessoas. Projeto ergonômico é a aplicação da informação ergonômica ao design de ferramentas, máquinas, objetos, tarefas, sistemas e ambientes ao uso humano seguro, confortável e efetivo. Nada mais do que o princípio do design centrado no usuário: A Ergonomia procura adaptar o trabalho ao trabalhador, o produto ao usuário. Estende-se do mobiliário de trabalho ao de casa, hoje em dia orgãos de defesa do consumidor solicitam testes de produtos de consumo e apenas são aprovados os mais eficientes e que satisfaçam as condições de consumo. A ergonomia também estuda, cores, iluminação, umidade, temperatura e ruídos, leva em consideração o local de trabalho por inteiro, as funções de cada pessoa e tempo de permanência que cada função exige, pois o conforto é diretamente proporcional à produtividade. O objetivo prático da Ergonomia é a adaptação do posto de trabalho, dos instrumentos, das máquinas, dos horários, do meio ambiente às exigências do homem. A realização de tais objetivos, ao nível industrial, propicia uma facilidade do trabalho e um rendimento do esforço humano.
A Ergonomia é considerada por alguns autores como ciência, enquanto geradora de conhecimentos.Outros autores a enquadram como tecnologia, por seu caráteer aplicativo, de transformação.Apesar das divergências conceituais, alguns aspectos são comuns as várias definições existentes:

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• • • •

a aplicação dos estudos ergonômicos; a natureza multidisciplinar, o uso de conhecimentos de várias disciplinas; o fundamento nas ciências; o objeto: a concepção do trabalho.

OBJETO E OBJETIVO DA ERGONOMIA Se, para um certo número de disciplinas, o trabalho é o campo de aplicação ou uma extensão do objeto próprio da disciplina, para a ergonomia o trabalho é o único possível de intervenção. A ergonomia tem como objetivo produzir conhecimentos específicos sobre a atividade do trabalho humano. O objetivo desejado no processo de produção de conhecimentos é o de informar sobre a carga do trabalhador, sendo a atividade do trabalho específica a cada trabalhador. O procedimento ergonômico é orientado pela perspectiva de transformação da realidade, cujos resultados obtidos irão depender em grande parte da necessidade da mudança. Mesmo que o objetivo possa ser diferente de acordo com a especialização de cada pesquisador, o objeto do estudo não pode ser definido a priori, pois sua construção depende do objetivo da transformação. Em ergonomia o objeto sobre o qual pretende-se produzir conhecimentos, deve ser construido por um processo de decomposição/ recomposição da atividade complexa do trabalho, que é analisada e que deve ser transformada. O objetivo é ocultar o mínimo possível a complexidade do trabalho real. Quanto mais ergonomia aprofunda o seu questionamento sobre a realidade, mais ela é interpelada por ela mesma.

14.0 - GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO

GESTÃO DO RISCO OCUPACIONAL
Antonio Carlos Vendrame A exemplo do denominado imposto verde, que se constitui nas exageradas exigências na esfera ambiental e, que acabam por emperrar o crescimento do país; o excessivo protecionismo estatal às relações de trabalho tem contribuído para a redução do emprego formal. A CLT - Consolidação das Leis do Trabalho, promulgada na década de 40, tutelava o trabalhador como alguém que fosse indefeso, irracional e despreparado para decidir por si só. Passados mais de 60 anos, o trabalhador evoluiu, não podendo mais ser comparado ao silvícola, mas a legislação continua com as mesmas características: tutelar, legalista e protecionista.

As empresas nunca se preocuparam em documentar suas ações em segurança e saúde no trabalho. as empresas tem terceirizado suas atividades de risco ou perigo. que deveria ser imparcial com as partes. um fiscal com formação em direito. mas. que através de vistoria. por seu valor. seu panorama ambiental e a saúde de seus trabalhadores. inobstante trazerem outros vários reflexos. fatalmente acaba sendo um fórum de privilégio ao trabalhador e condenação às empresas. seja pelo amadorismo. transferindo-a para o Ministério da Saúde. Porém. tornaram-se muito vulneráveis. Para se isentar das questões de segurança e saúde no trabalho. mas que aos olhos do leigo. via de regra. não passam de pequenos deslizes. tampouco em registrar. Pior ainda é o possível desmantelamento da área de segurança e saúde do trabalhador do Ministério do Trabalho. administração. inclusive sentenciando em seus laudos. ficando sem qualquer comprovação para rebater as alegações do trabalhador numa ação indenizatória. no âmbito trabalhista. necessitam ser avaliados por um Perito. mas evita-a. relatará ao Juiz se o trabalhador laborou. Anteriormente havia fiscais com formações distintas para fiscalizar tributos e segurança e saúde. para não correr riscos desnecessários. seja pela falta de formação. carecem de conhecimentos da área jurídica. não têm sido suficientes para estimular os investimentos pelas empresas. Estas ações são vultosas e certamente podem inviabilizar a continuidade de uma pequena ou média empresa. economia ou contabilidade poderá estar fiscalizando segurança e saúde ao invés de um profissional com formação específica em engenharia de segurança do trabalho ou medicina do trabalho. uma antiga aspiração deste setor. com algumas exceções. Assim. engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho. O que também têm trazido preocupação às empresas são as ações por danos materiais e morais pelo acidente do trabalho e. não impactam a folha de pagamento. acabando por cometer ilegalidades que comprometem o trabalho pericial. por sua própria opção. Os mecanismos governamentais criados para a defesa da saúde do trabalhador. transformando o trabalho que deveria ser técnico em discurso pela defesa da saúde irrestrita e tendenciosa do trabalhador. que está legalmente equiparada ao acidente. Estes Peritos. Os pedidos de adicionais de insalubridade e periculosidade.122 O excessivo protecionismo estatal consegue contaminar a Justiça Trabalhista. agora não. Alguns se julgam verdadeiros juízes. Ocorre que tais pedidos para serem apreciados pelo Juiz. Acabam também levados pela ideologia política. transformandose em presa fácil de um trabalhador oportunista assessorado por um bom advogado. As empresas. por envolver matéria técnica. Uma conseqüência direta desta situação é que a empresa não mais busca a justiça. . ambos estarão fiscalizando indistintamente as duas áreas. A fiscalização do trabalho também tem sido uma pedra no sapato do empresário. ou não em atividade insalubre. bem como pela doença. ao longo dos anos.

ainda há uma forte tendência dos profissionais engenheiros. Outra complicação adicional é o fato do AFPS .Perfil Profissiográfico Previdenciário . Como se não bastasse o governo causar empecilho às relações de trabalho. aquelas empresas que não cumprirem a legislação.denuncia o desencadeamento ou agravamento de perda auditiva ocupacional nos trabalhadores. Os documentos produzidos não passam por um crivo jurídico. olvidando sua função de advogado técnico e. Por outro lado. restando para a empresa toda a responsabilidade. atuar contrariamente aos interesses da empresa. que não passa de 5% do contingente de trabalhadores. mas tão somente apenar. com finalidade única de “criar renda”. com finalidade de retirada de informações desnecessárias e cujo teor podem comprometer os interesses da empresa. ou ainda.e. o PPRA .ter autonomia para confrontar os dados do PPP (um . no entanto. Liberdade de negociação não é abrir mão dos direitos do trabalhador.123 tais empresas sempre acabam sendo envolvidas nos processos solidariamente à empresa terceirizada.afirma que inexistem níveis de pressão sonora acima do limite tolerável e o PCMSO . alguns sindicados ainda não evoluíram o suficiente para entender que saúde não se vende. Milhares de empregos poderiam estar sendo gerados se houvesse liberdade de negociação entre empregador e empregado. É o caso típico do PPP .Programa de Controle Médico em Saúde Ocupacional . por carência de enfoque jurídico em sua formação.Seguro de Acidentes do Trabalho . criando provas contrárias ao interesse da organização. redundando em evidente incoerência. tornando o empregado com carteira assinada menos oneroso do que é atualmente. bem como o excessivo poder normatizante em segurança e saúde do trabalhador. quando não.instituído pela Previdência Social. de forma oportunista.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais . mas flexibilizar as relações de trabalho. a criação de inúmeras modificações na legislação de aposentadoria especial com vistas a reduzir o número de aposentáveis de forma especial. inobstante a criação da alíquota suplementar do SAT .Auditor Fiscal da Previdência Social . não existe coerência entre os diversos documentos produzidos. É retrógrado reivindicar os adicionais de risco (insalubridade e periculosidade) quando a tendência atual é lutar para melhores condições de trabalho. Tanto o governo anterior como o atual não demonstra estar preocupado em campanhas preventivas. por exemplo. O PPP possui várias armadilhas em seu bojo tornando-se uma verdadeira arma contra a empresa se as informações lançadas naquele documento forem mal administradas. é somente uma nova forma para fiscalizar à distância as empresas. cujo propalado mérito seria se tornar no mais importante instrumento na preservação da segurança e saúde do trabalhador. médicos e técnicos em segurança do trabalho. a terceirizada encerra suas atividades. por mais incrível que pareça.

ou Normas ISO. 2000). normas e funções que têm por fim ordenar os fatores de produção e controlar a sua produtividade e eficiência. o discurso da sustentabilidade deixou de ser exclusivo enfoque ambiental para abranger também questões sociais. As normas da International Organization for Standartization (Organização Internacional de Normalização). para se obter determinado resultado.124 documento previdenciário) com os documentos da alçada trabalhista. O termo gestão quer dizer “ato de gerir. Como administração é um conjunto de princípios. então. visam estabelecer critérios . administração” (MELHORAMENTOS. Segundo FATURETO (1998). 5) o diretor é o patrocinador das ações de segurança e saúde do trabalho. como ISO 9000. Nos novos tempos. meio ambiente e segurança. 6) os gerentes são os responsáveis pela alocação dos recursos nas áreas. 4) indicadores importantes. 2) as ações de segurança e saúde no trabalho como parte integrante do sistema produtivo. Neste compasso as normas ISO vêm ampliando seu horizonte abrangendo segurança e saúde no trabalho e responsabilidade social. da implementação dos documentos legais (sem produzir provas contra si mesmo) e a gestão do passivo em segurança e saúde no trabalho. a nova forma de gestão da segurança e saúde do trabalho deve possuir os seguintes princípios: 1) definição de uma política de segurança clara e compatível. o fiscal previdenciário terá acesso aos documentos trabalhistas. gestão é a prática desse princípios. 7) os empregados têm o direito de recusar trabalhos em condições de risco acentuado. ISO 14000 e OHSAS 18001. assim. A gestão de segurança e saúde do Trabalho adotada por uma empresa estabelece as diretrizes do sistema de processos para conhecimento e eliminação dos riscos de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais nos ambientes de trabalho. normas e funções. produtividade. 3) gerenciamento integrado de qualidade. gerência. além das tradicionais qualidade e meio ambiente. Estes e tantos outros assuntos estão sendo tratados em nossa recém lançada obra pela Editora Thomson/IOB intitulado Gestão do Risco Ocupacional que trata dos dez pontos nevrálgicos em segurança e saúde no trabalho e suas implicações legais.

que é uma série de normas para avaliação de segurança e saúde no trabalho. contanto que esses patrocinadores estejam dispostos a atender às condições do BSI para tais documentos. onde sistemas foram adotados por organizações privadas e independentes. 2001).125 para as questões técnicas que incidam na produção e comercialização de bens e serviços em todo o mundo. Diante disso. tipos similares de documentos. que trata do Sistema de Gestão e Prevenção de Riscos Laborais. As normas OHSAS 18001. da UNE 81.900 são normas voltadas para segurança e saúde no trabalho. existiam as normas BS 8800 e UNE 81. em 1996 e 1997. mas estas não conferiam certificação para as empresas num âmbito internacional. ou seja. sendo que a série ISO 9000 é voltada para qualidade e a série ISO 14000 para meio ambiente.001e. iniciou-se a procura por um sistema de gestão para a segurança e saúde. AENOR. A partir de 1996. foi criada em 1999 por organismos certificadores.001 por si só não lhe dá imunidade em relação às obrigações legais. BVQI. posteriormente. A OHSAS 18. O processo de desenvolvimento utilizado para a OHSAS 18. com a edição da OHSAS 18.001 em conjunto com essas instituições é aberto a outros patrocinadores que desejam produzir.900. o que acabou ocorrendo com o advento da OHSAS 18.900 (séries de normas espanholas).002: diretrizes para implementação da OHSAS 18. etc. e. tais como a DNV. em associação com o BSI – British Standards Institution. que é uma norma inglesa do BSI. O fato de uma organização estar em conformidade com a OHSAS 18.001. que queriam utilizá-las em caráter voluntário (CAMPOS. posteriormente. SGS.001. tanto quanto as normas BS 8800 e UNE 81. mesmo . Lloyds Register Quality Assurance. com o surgimento da BS 8800 – Guide to Health and Safety Management Systems (Guia para o Gerenciamento de Segurança e Saúde Ocupacional). o mercado globalizado solicitava uma norma para certificação. inclusive no Brasil.

vez que foi criada por instituições certificadoras privadas. mas uma certificação baseada na ISO 14001. que a comunidade na qual esteja inserida não sofra com os resíduos gerados e que a sociedade seja beneficiada. ISO 9004 – gerenciamento de qualidade e elementos do sistema de qualidade – diretrizes. ISO 9003 – sistemas da qualidade – modelo para garantia da qualidade para inspeção e ensaios finais. A ISO 14001 estabelece requisitos a serem seguidos pelas empresas no gerenciamento de seus produtos e processos de maneira que não agridam o meio ambiente. ISO 9001 – sistemas da qualidade – modelos para garantia da qualidade no projeto. 3. instalação. na história recente do Brasil. A empresa deve desenvolver uma sistemática que propicie o acesso contínuo às exigências legais pertinentes ao exercício de sua atividade . desenvolvimento. principalmente as da série ISO 9000 (normas para o Sistema de Gestão de Qualidade) e ISO 14000 (normas para o Sistema de Gestão Ambiental). produção e assistência técnica. 4. 5. não haverá uma certificação ISO 14000. 2. A ISO 9000 é um conjunto de cinco normas: 1. que é a única da família ISO 14000 e que permitirá ter um certificado de Sistema de Gerenciamento Ambiental (SGA). notadamente aquelas que se voltam para o mercado internacional. As normas da série ISO 9000 fixam diretrizes mínimas para os processos de gestão e devem ser prioritárias por parte das empresas. Quanto às Normas ISO. A ISO 14000 segue a mesma sistemática. ISO 9002 – sistemas da qualidade – modelo para garantia da qualidade na produção e instalação. várias delas foram ratificadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas . pois este cada vez mais exige a certificação de uma das normas da série ISO 9000 como comprovação da qualidade técnica de seus produtos e serviços. ISO 9000 – normas para gerenciamento e garantia da qualidade – diretrizes para seleção e uso.126 porque não se trata de uma certificação reconhecida pelos governos. ou seja.ABNT.

mas é um referencial de muitos profissionais de segurança e saúde no trabalho. que estabelece as diretrizes de avaliação de riscos da comunidade européia. obtendo-se. a administração e o controle dos resíduos que ela possa gerar durante a produção e uso dos produtos.Aplicação das medidas de controle 11 – Registro da avaliação 12 – Eficácia das medidas 13 – Revisão 14 – Continuidade do programa de avaliação de riscos caso haja alterações nos ambientes de trabalho. assim. A British Standard 8800 (BS 8800) é um programa de qualidade integrada. Os principais pontos da diretriz da BS 8800 são: 1 – Elaboração de programa de avaliação de riscos no local de trabalho 2 – Estruturação da avaliação 3 – Coleta de informações 4 – Determinação dos perigos 5 – Identificação das pessoas em condições de risco 6 – Determinação das normas sobre exposição a riscos 7 – Avaliação dos riscos 8 – Investigação das possibilidades de eliminação ou controle dos riscos 9 – Determinações das prioridades e seleção das medidas de controle 10 . . sejam emissões atmosféricas. cujo objetivo é uniformizar os interlocutores sociais da comunidade européia no tocante às obrigações relativas às avaliações de riscos no local de trabalho. O Brasil não aceitou sua transformação numa norma internacional. o conhecimento. A certificação das empresas pela ISO 14001 é também um fator diferenciador de mercado. efluentes líquidos ou resíduos sólidos.127 e que seja de forma clara à direção da empresa. contínua. A adoção da Norma ISO da série 14000 promoverá a melhoria das condições e do meio ambiente do trabalho. tendo em vista. melhor qualidade de vida para o trabalhador em seu ambiente laboral. principalmente. Os procedimentos devem permitir a identificação. o comércio exterior. de acordo com a Directiva Marco 89/391/CEE.

Devem ser feitas reuniões do setor. definindo condições seguras antes da execução do serviço. E assim. afina-se de forma ideal e perfeita com os critérios da qualidade. etc. 7 – Observação planejada de trabalho: ver se o padrão está sendo seguido pelo trabalhador.Uso de EPI: utilização. produtividade e controle dos custos. 4 . Informações básicas sobre segurança e saúde no trabalho. qualidade. surgiram os primeiros programas de prevenção de perdas ou programas de qualidade. integridade. validade.128 O objetivo da saúde e segurança no trabalho é a integridade da saúde do trabalhador. limpeza. 8 – Inspeção planejada de segurança: para detectar acidente potencial e condições sub–padrão. evitar perdas. que define responsabilidades e atribuições de todos os níveis hierárquicos. adequação. 3 – Registros de atos contra a segurança. No Brasil. nos anos 80 e 90. 9 – Comunicação pessoal – instrução de trabalho: instruir o empregado para trabalhar com segurança. 5 – Permissão de trabalho: é uma autorização escrita emitida pela chefia. estabelecido . o Regulamento Interno de Segurança. no local de trabalho. onde são discutidos os acidentes e quase acidentes ocorridos durante o último período. hierarquicamente tem-se em primeiro lugar a Política de Segurança. Numa gestão de segurança e saúde no trabalho. Por exemplo. sejam elas quais forem. para a estrutura da prevenção. Um Programa de Prevenção de Perdas – PPP .deve ter como principais pontos: 1 – Reunião de segurança: mensal. em segundo. em sua plenitude (PIZA. 1997). 2 – Treinamento de segurança. 10 – Auditoria: (tipo uma ISO 9000) através de pontuação de cada setor de trabalho (LATANCE Júnior. 2000). da divisão e da gerência. operar equipamento sem autorização. 6 – Análise de segurança do trabalho: elaborar padrões de atividades. sobre métodos e processos de trabalho.

se faz necessária a comprovação do seu cumprimento após um certo período. Todas as empresas que possuam empregados regidos pela CLT são obrigadas a ter PPRA e PCMSO. caso venha a ocorrer o acidente. Essa comprovação se baseia em técnicas de controle. de qualquer atividade. se tomem providências para que não mais ocorram acidentes semelhantes. para que. incluindo-se terceiros e meio ambiente. o PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (previsto na NR-7) e o PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção (previsto na NR-18). Nos estudos para a sua eliminação deve-se dar prioridade à análise da relação custo x benefício dentre as alternativas de solução possíveis e. A prevenção passa pela eliminação ou. conhecendo-se as causas. Em qualquer programa de ação. que podem ser muito . O PCMAT nada mais é do que um PPRA para as obras de construção civil. dar ênfase às causas dos acidentes e não ao acidentado. além de um PPP .Programa de Prevenção de Perdas. Obras com mais de vinte empregados são obrigadas a possuir um PCMAT e não o PPRA. caso não seja possível. onde. que engloba. sendo que as obras com até vinte empregados são obrigadas a possuir PPRA. Uma gestão de segurança e saúde do trabalho tem por objetivo a prevenção de acidentes e doenças.129 através de Ordens de Serviço emitidas pela empresa a serem seguidas pelos trabalhadores. além das necessidades de enfoque dos riscos ambientais. se enfatizem os riscos inerentes às atividades da indústria da construção. os programas obrigatórios constantes nas NR . neutralização dos riscos ambientais geradores de infortúnios laborais. o PCMSO para prevenção das doenças ocupacionais e o PCMAT para prevenção de acidentes do trabalho em um canteiro de obras. o Programa de Saúde e Segurança do Trabalho. em terceiro. A distinção entre estes programas obrigatórios é que o PPRA é direcionado para prevenção dos riscos de acidentes do trabalho. que são o PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (previsto na NR9).Normas Regulamentadoras.

. eficácia e a eficiência do sistema para atingir metas e objetivos. com um papel positivo. na verdade. ela é relativamente recente. frente à interpretação. através de análises críticas. que pode ser tanto interna como externa. mas também para prover informações que permitam à gestão com responsabilidade executiva determinar. vez que o que se fazia antes era. os consumidores ou à sociedade. as normas de referências e a efetiva implementação deste documental. A justificativa direta das auditorias é comprovar o grau de cumprimento das exigências de uma norma (ou Plano de Ação).001. UNE 81. Uma das técnicas é a auditoria. A decisão de realizar uma auditoria pode estar motivada por uma ou várias das seguintes razões: a) legais: para verificar o cumprimento obrigatório de uma legislação. A auditoria é um eficaz instrumento empresarial para a melhoria das operações. c) sociais: orientada a facilitar uma informação independente aos empregados. de um sentido fiscalizador e sancionador. Em segurança e saúde ocupacional. já superada. E os fundamentos das auditorias de SSO são comuns aos aplicados por essas áreas. As auditorias devem ser planejadas não apenas para verificarem a conformidade do documental. inspeção.130 diferentes em seus vários aspectos. Está havendo o incentivo das auditorias dos sistemas de qualidade e ambiental. A finalidade essencial é a melhoria das condições a partir da correção das anomalias detectadas.900 e OHSAS 18. As auditorias estão previstas nos sistemas de qualidade. que são BS 8800. b) econômicas ou estruturais: motivadas pelo objetivo de melhoria dos sistemas operativos e sua rentabilidade econômica. nos sistemas de gestão ambiental e nos sistemas de SSO. a propriedade.

001. sendo difícil vislumbrar vida longa para uma organização que não tenha pelo menos um sistema de gestão.000 da excelência da qualidade. Assim é que atualmente. as empresas que têm 1.000 saúde. com base na OHSAS 18. não procure a médio prazo integrá-los. Num Sistema Integrado de Gestão – SIG (qualidade. trabalho. 19 75 19 78 19 81 19 84 19 87 19 90 19 93 19 96 19 99 20 02 com base na ISO 14001. onde todos querem comprar de e vender a todos. Isso foi possível. gerando grandes benefícios.000 sucesso comercial conseguem também sucesso na gestão da segurança e 1.001. Segurança e saúde têm uma influência muito grande sobre a produção de um bem.000 2. e um sistema de gestão em segurança e saúde no . além de agora começar e terminar com o foco no cliente e ser obrigatória a satisfação deste. porque na revisão ocorrida em 2000 da ISO 9001. ela se adequou à melhoria contínua que já era prevista na ISO 14001 e OHSAS 18. onde cada um tem sua documentação Ano própria. a uniformização dos procedimentos para aquelas organizações que possuem os três sistemas de gestão. ou que.500. produto ou serviço. Essa é a tendência que se apresenta num mundo globalizado e altamente competitivo. as empresas têm procurado 500. tendo vários sistemas de gestão.000 implantar três sistemas de gestão: um sistema para a qualidade (SGQ). Consequentemente. inclusive. em geral. um sistema de gestão para o meio ambiente (SGA). facilitando.000. meio ambiente e segurança e saúde). o sistema de qualidade (ISO 9001) é a base para todos os outros sistemas. com 0 base na ISO 9001/2000.000.Número de Acidentes Ocorridos no Brasil 131 A essência de uma gestão eficaz em segurança e saúde no trabalho não Número de Acidentes deve distinguir-se das sólidas práticas de gestão defendidas pelos promotores 2.500.

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