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Ad duo 16 de Fevereiro de 2011

METAS 2015
Elevar as competências básicas e os níveis de formação e qualificação dos portugueses é um
objectivo de referência da política educativa nacional. A melhoria das competências básicas e
dos níveis de formação decorrem de medidas destinadas a assegurar a eficiência do sistema
educativo que devem progressivamente traduzir-se em melhores resultados de aprendizagem
e no cumprimento efectivo da escolaridade obrigatória de 12 anos.

Com intenções convergentes, desenvolvem-se no plano internacional vários programas


destinados a reforçar a eficácia dos sistemas de educação e formação, em que os países
envolvidos assumiram compromissos e definiram metas comuns para próxima década.

Portugal optou por participar activamente no programa da União Europeia Quadro


Estratégico de Cooperação Europeia em matéria de Educação e Formação (EF2020). Este
programa define os objectivos comuns para os sistemas de edução e formação europeus no
horizonte de 2020.

Mais recentemente, Portugal decidiu envolver-se também no Projecto Metas Educativas


2021, que decorre no âmbito da Organização de Estados Ibero-americanos (OEI), da qual
Portugal faz parte. Este programa assume como objectivo central a melhoria da educação nos
países do espaço ibero-americano.

O Programa Educação 2015 (PE2015), a lançar a partir do ano lectivo 2010-2011, pretende
aprofundar o envolvimento das escolas e das comunidades educativas na concretização dos
compromissos nacionais e internacionais em matéria de política educativa. Cada escola
contribuirá, à sua medida para essa concretização visando atingir determinadas metas em
2015. Esta data é apresentada como uma etapa intermédia na concretização dos dois projetos
anteriores.

Portugal assumiu compromissos de convergência em relação aos princípios enunciados e a


algumas das metas definidas no Quadro Estratégico EF2020 da EU e no Projecto Metas
Educativas 2021da OEI.

Com a intenção de melhorar a eficiência dos sistemas de educação e formação, estes


programas prosseguem objectivos comuns e adoptam as seguintes metodologias idênticas para
a próxima década (cf. Estratégia 2015 – Diretores):

 Formulam metas a alcançar num período de 10 anos;


 Quantificam e medem os níveis de aproximação das metas, a partir de indicadores
específicos;
 Acompanham anualmente os progressos de cada país e realizam um balanço
intermédio em 2015, para reavaliar as metas, em face dos progressos verificados.

Ao nível da OEI, de acordo com o Relatório Nacional, Portugal adotou onze das vinte e sete
metas do Projeto Metas Educativas 2021, apesar do parecer em contrário do CNE (Parecer n.º
5/2010, de 20 de Setembro). Refere o parecer que ―A redução acentuada de metas em que
Portugal se propõe compartilhar deveria ser mais fundamentada de modo a evitar que seja
entendida, por outros países, como falta de disponibilidade para compartilhar
conhecimentos, práticas educativas e informação ou, até mesmo, como falta de
empenhamento neste projecto político da OEI‖.

O CNE propõe:

1 – Que sejam adotadas todas as Metas 2021;

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2 – A articulação entre o Ministério da Educação e outras entidades oficiais que


coordenam as políticas de educação e formação, nomeadamente o Ministério da
Ciência, Tecnologia e Ensino Superior;

3 – Ampla divulgação deste projeto de cooperação internacional.

São linhas básicas da cooperação no âmbito da OEI, as seguintes:

1 — Apoio à governabilidade das instituições educativas, à consecução de pactos


educativos e ao desenvolvimento de programas sociais e educacionais integrados;

2 — Atenção educativa à diversidade dos alunos e aos grupos com maior risco de
exclusão;

3 — Atenção integrada à primeira infância;

4 — Melhoria da qualidade da educação;

5 — Educação técnico-profissional;

6 — Educação para os valores e para a cidadania;

7 — Alfabetização e educação ao longo da vida;

8 — Desenvolvimento profissional dos docentes;

9 — Educação artística, cultura e cidadania;

10 — Dinamização do espaço Ibero -americano do conhecimento.

Ao nível do Programa Educação 2015 são quatro os objectivos estratégicos definidos:

1 — Tornar a aprendizagem ao longo da vida e a mobilidade uma realidade;

2 — Melhorar a qualidade e a eficácia da educação e da formação;

3 — Promover a igualdade, a coesão social e a cidadania activa;

4 — Incentivar a criatividade e a inovação, incluindo o espírito empreendedor, a todos


os níveis da educação e da formação.

No âmbito da UE e do EF2020 Portugal considera quatro domínios - competências básicas em


Leitura, Matemática e Ciências, abandono precoce da educação e formação, educação pré -
escolar e aprendizagem ao longo da vida — podendo verificar-se a distância que ainda nos
separa das metas a alcançar em 2020 (cf. Parecer nº 4/2011, de 7 de Janeiro).

No âmbito da Organização dos Estados Ibero-americanos o quadro apresenta-nos seis


domínios, três dos quais coincidentes com os do Programa EF2020 europeu e ainda, ensino
secundário, bibliotecas escolares e computadores e grau de empregabilidade das formações
profissionalizantes (cf. Parecer nº 4/2011, de 7 de Janeiro).

Segundo o mesmo parecer, até 2020 Portugal tem o compromisso de assegurar:

1 - A melhoria nos níveis de competências básicas, mensuráveis pelos resultados


obtidos pelos jovens de 15 anos nas provas de literacia, matemática e ciências do
PISA;
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2 - A redução das taxas de saída precoce do sistema de ensino.

O Programa Educação 2015 pretende atingir esses dois objectivos, desenvolvendo uma
metodologia assente em quatro linhas orientadoras: adopção de indicadores e metas
nacionais para as duas áreas nucleares — melhoria de competências básicas em Língua
Portuguesa e matemática e redução de desistência escolar -, envolvimento dos agrupamentos
e das escolas, envolvimento das famílias, da comunidade e das autarquias e monitorização e
avaliação do programa a nível nacional, concelhio, de cada agrupamento e de cada escola.

Para se desenvolver esta monitorização foram seleccionados três indicadores nacionais:

1 - Resultados em provas nacionais — provas de aferição e exames nacionais;

2 - Taxas de repetência nos vários anos de escolaridade;

3 - Taxas de desistência escolar.

O Ministério da Educação disponibilizou aos agrupamentos/ escolas não agrupadas as


informações necessárias, nomeadamente:

1 - Metas nacionais a atingir em 2015 e referentes a cada um dos indicadores;

2 - Resultados nacionais e concelhios, por ano lectivo, referentes a cada um dos


indicadores;

3 - Resultados de cada agrupamento e escola referentes a cada um dos mesmos


indicadores. Esta informação circulará on-line, de forma restrita.

Assim, os agrupamentos/ escolas não agrupadas terão que indicar até 18 de Fevereiro,
através da plataforma MISI, a projeção das suas metas, para cada um dos três indicadores
anteriores, para os anos letivos 2010/11, 2011/12, 2012/13, 2013/14 e 2014/15. Estas metas
devem ser refletidas ao nível dos grupos, departamentos com aprovação final realizada pelo
Conselho Pedagógico. No entanto, a definição das metas não deve deixar de ser acompanhada
de um plano estratégico a cinco anos, com a definição de um conjunto de projetos/atividades
com objetivos a atingir no curto prazo e/ou no médio/longo prazo. Este plano deve incorporar
também os recursos (e custos) envolvidos e a calendarização associada. O sistema permite
que, após o decurso do presente ano letivo, e perante os resultados da avaliação externa dos
4º, 6º, 9º e 12º anos entretanto obtidos, se façam os ajustamentos necessário em função dos
desvios verificados neste primeiro ano.

Ao nível dos indicadores, deve ter-se em conta a seguinte metodologia:

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1 - Indicador de resultados de provas e exames nacionais

Este indicador é calculado a partir dos resultados das provas de aferição (4º e 6º anos, Língua
Portuguesa e Matemática, todos os alunos), dos exames de 9º ano (Língua Portuguesa e
Matemática, 1ª chamada) e dos exames de 12º ano (Português e Matemática A, alunos
internos, 1ª fase, classificações antes das reapreciações de provas). Os valores do indicador
correspondem às percentagens de classificações A, B e C (provas de aferição e exames de 9º
ano) e iguais ou superiores a 100 (exames de 12º ano), relativamente ao total de alunos
considerado. Os dados de base para o cálculo deste indicador foram fornecidos pelo Júri
Nacional de Exames.

METAS PARA A UNIDADE


2009/10

META NACIONAL
ORGÂNICA

2015
ANO
CONCELHO
NACIONAL

2010/11

2011/12

2012/13

2013/14

2014/15
UO

Língua Portuguesa 4º 91,0% 95,0%

Matemática 4º 88,0% 92,0%

Língua Portuguesa 6º 88,0% 92,0%

Matemática 6º 76,0% 80,0%

Língua Portuguesa 9º 71,0% 75,0%

Matemática 9º 51,0% 55,0%

Português 12º 61,0% 65,0%

Matemática A 12º 66,0% 70,0%

Siglas: UO - Unidade Orgânica.

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2 - Indicador de taxas de repetência

Este indicador é calculado a partir dos dados exportados para o MISI pelas unidades orgânicas
relativos ao final do ano lectivo. Corresponde ao quociente em percentagem do número de
alunos que, no final do ano lectivo, são indicados nas situações de ‗Não transitou‘, ‗Não
concluiu‘, ‗Retido por faltas‘ e ‗Excluído por faltas‘, relativamente ao número de alunos nas
situações de ‗Não transitou‘, ‗Não concluiu‘, ‗Retido por faltas‘, ‗Excluído por faltas‘,
‗Transitou‘, ‗Concluiu‘, ‗Em processo de avaliação‘ e ‗CEF - Certificado Escolar‘. Para o
cálculo do indicador não são considerados os alunos dos cursos EFA e do ensino recorrente.

METAS PARA A UNIDADE

META NACIONAL 2015


2009/10
ORGÂNICA

ANOS
CONCELHO
NACIONAL

2010/11

2011/12

2012/13

2013/14

2014/15
UO

1º ano 0,0%

2º ano 7,6%

3º ano 3,3% 2,0%

4º ano 4,2%

1º Ciclo 4,1%

5º ano 7,6%

6º ano 8,6% 5,0%

2º Ciclo 8,1%

7º ano 16,7%

8º ano 11,0%
10,0%
9º ano 12,7%

13,6
3 Ciclo
%

10º ano 13,4%

11º ano 9,1%


12,0%
12º ano 32,9%

17,9
Secundário
%

Siglas: UO - Unidade Orgânica.

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3 - Indicador de desistência

Com este indicador pretende-se monitorizar o número de alunos que deixam o sistema
educativo ao passarem dos 14 para os 15 anos, dos 15 para os 16 anos e dos 16 para os 17
anos, independentemente do ano de escolaridade que frequentam.

Taxa de desistência aos 14 anos – consideram-se os alunos com 14 anos no dia 31 de


Dezembro que frequentam o agrupamento ou escola não agrupada (unidade orgânica),
independentemente do ano de escolaridade. Contabilizam-se de entre esses os alunos que
com 15 anos, a 31 de Dezembro do ano lectivo seguinte, deixaram a unidade orgânica,
retirando: i) os que se transferiram para outro estabelecimento de ensino público ou privado,
ii) os que emigraram, e iii) os que faleceram. O número resultante a dividir pelo número de
alunos de 14 anos (total de partida) é a taxa de desistência aos 14 anos.

Exemplo: considere-se o ano lectivo 2009/2010. Supondo que numa escola o número de
alunos com 14 anos a 31 de Dezembro de 2009 compreende 28 alunos no 9º ano e 25 no 10º
ano de escolaridade, totalizando 43 alunos. A 31 de Dezembro de 2010, verificou-se que dos
43 alunos, 38 continuavam a frequentar a escola, 2 foram transferidos para outra escola, e 1
emigrou. A taxa de desistência aos 14 anos em 2009/2010 foi de (43 – (38+2+1)) / 43, ou seja
4,65%.

Taxa de desistência aos 15 anos e 16 anos – calcula-se de forma semelhante, mutatis


mutandis.

Nota importante: o cálculo deste indicador não pode ser efectuado com rigor ao nível da
unidade orgânica pelo MISI. Por essa razão, solicita-se aos Senhores Directores que
determinem os valores respectivos para o ano lectivo 2009/2010.

Os valores do indicador disponibilizados pelo MISI para o nível concelhio são estimativas
aproximadas, calculadas a partir de matrizes de idades, sendo tanto menos correctas quanto
menor é o número de unidades orgânicas e o número de alunos do concelho. Caso só exista
uma unidade orgânica no concelho, e o valor concelhio difira consideravelmente do valor da
unidade orgânica, pode a direcção da unidade orgânica solicitar, por email, ao MISI a
respectiva correcção.

METAS PARA A UNIDADE


2009/10 META NACIONAL 2015
ORGÂNICA
CONCELHO
NACIONAL

2010/11

2011/12

2012/13

2013/14

2014/15
UO

Taxa de desistência aos 14


1,8% <1,0%
anos

Taxa de desistência aos 15


9,3% <2,0%
anos

Taxa de desistência aos 16


13,1% <4,0%
anos

Siglas: UO - Unidade Orgânica.

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