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Agrupamento de Escolas de Anadia

Plano Estratégico de Desenvolvimento Europeu

Setembro de 2020

AEAnadia, 2020
Agrupamento de Escolas de Anadia

O Agrupamento de Escolas de Anadia tem a missão de,

em articulação com todos os parceiros (Câmara

Municipal, Associações de Pais, Empresas, Outras

entidades de ensino particular – e organizações de

natureza diversa) promover um ensino de elevada

qualidade, virado para a internacionalização, que


Missão potencie o multilinguismo, uma educação multicultural, o

sucesso escolar de todos os alunos e a obtenção de

elevados resultados em provas de natureza

estandardizada no quadro de uma escola promotora de

saúde, de inclusão, de respeito, de tolerância, de

pensamento crítico, empreendedor e inovador.


Agrupamento de Escolas de Anadia

Índex

Missão ..................................................................................................................................................... 2
Índex ........................................................................................................................................................ 3
Nota prévia.............................................................................................................................................. 4
I. Fundamento do projeto ........................................................................................................................ 5
II. Estratégia para a educação escolar e profissional .............................................................................. 8
1. Objetivos....................................................................................................................................................... 8
1.1. Processos pedagógicos, ensino e aprendizagem...................................................................................................... 8
1.2. Gestão e administração ........................................................................................................................................ 11

2. Prioridades pedagógicas ............................................................................................................................. 12


3. Prioridades com os recursos humanos (não alunos) ................................................................................... 14
4. Metodologia para concretizar as prioridades .............................................................................................. 15
III – Estratégia para a educação de adultos........................................................................................... 17
1. Enquadramento .......................................................................................................................................... 17
2. Eixos de intervenção ................................................................................................................................... 17
IV. Impacto e disseminação ................................................................................................................... 20
Agrupamento de Escolas de Anadia

Nota prévia

“A inteligência e o caráter é o objetivo da verdadeira educação.”

Martin Luther King

Apesar de o Agrupamento de Escolas de Anadia ter iniciado o programa Erasmus+ há apenas


3 anos, os projetos europeus têm revelado um impacto importante numa parte importante da
comunidade escolar.
Aprender a “Ler o Mundo” através da participação ativa em projetos europeus contribui,
certamente, para o desenvolvimento integral das pessoas. Foi este o sentido que levou o AEA
a envolver-se em diversos projetos europeus. Agora, perante esta nova realidade, construiu-se
um projeto educativo adequado às necessidades e objetivos desta comunidade escolar, onde
estão inscritos os princípios orientadores para a elaboração do Plano Estratégico de
Desenvolvimento Europeu do Agrupamento de Escolas de Anadia (PEDEAEA).
Este documento deve ser visto como um instrumento dinâmico, que possa incorporar alterações
a qualquer mudança de contexto organizacional, devendo ser visto como uma ferramenta ao
serviço da melhoria da qualidade do ensino e suscetível de adaptação a mudanças de política
educativa. Trata-se de um documento que tem em consideração os objetivos consignados no
documento referente ao novo quadro Erasmus+, 2021 – 2027, pelo que o PEDEAEA tem um
horizonte temporal de cumprimento até 2027.

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Agrupamento de Escolas de Anadia

I. Fundamento do projeto
A educação, a formação, a mobilidade e a cooperação transfronteiras são essenciais para dar
aos europeus os conhecimentos, as qualificações e as competências do futuro de que
necessitam para inovar e prosperar no mundo do trabalho de amanhã.
Na área do Concelho do Agrupamento de Escolas de Anadia existem 29.121 habitantes
(Censos 2011), sendo a população escolar atual de 3100 alunos/formandos.
A área de influência é de, aproximadamente, 217 km2 existindo uma grande dispersão dos
estabelecimentos de ensino (os mais distantes ficam a 25 km da sede) – o que dificulta a
articulação entre as várias escolas e, também, denota a necessidade de transportes públicos.
O Agrupamento revela sinais de mudança, percetíveis no crescente envolvimento de pais e
encarregados de educação o que está a ser acompanhado com um crescendo das expectativas
escolares em relação aos seus educandos.
O Agrupamento possui uma grande estabilidade em termos de corpo docente.
O Agrupamento beneficia de um corpo docente, não docente e de uma direção altamente
motivada no desenvolvimento de projetos de intervenção pedagógica de âmbito local, nacional
de internacional.
As infraestruturas são de boa qualidade existindo nas várias escolas do Agrupamento espaços
importantes para suportar o desenvolvimento de projetos europeus como, por exemplo,
bibliotecas escolares, uma boa rede informática com computadores disponíveis para os alunos
em salas específicas, computadores com projetor e acesso por wireless em todas as salas das
escolas.
A aposta no ensino profissional, para além de uma resposta de indiscutível pertinência no
combate ao abandono escolar precoce, ao possibilitar uma resposta mais ajustada ao perfil de
determinado tipo de alunos, tem igualmente contribuído para elevar os níveis de
empregabilidade ao dotá-los de competências promotoras de maior inserção no mercado de
trabalho.
A média dos resultados escolares dos alunos em provas estandardizadas aproxima-se, na
generalidade das situações, da média dos resultados nacionais o que pode ser considerado
positivo, o que se traduziu em excelentes resultados nas avaliações externas.
Desde sempre houve grande preocupação com a sustentabilidade ambiental, pelo que se têm
desenvolvido projetos nesta temática, o que tem sido sistematicamente reconhecido com a
atribuição da bandeira verde no âmbito do projeto Eco escolas. Também aqui é óbvia a
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preocupação dos professores em prepararem os seus alunos para estarem mais aptos a
contribuir para a concretização dos objetivos nacionais/europeus.
“Mente sã, corpo são”, tem sido outro lema que integra o projeto educativo do AEA e que tem
sido levado à prática através do Projeto de Educação para a Saúde (PES).

Colocar em prática o anteriormente elencado tem sido possível devido à análise realizada, tanto
pela direção como pelos docentes que integram o AEA, sobre o que deve ser a escola do século
XXI. Perante uma sociedade em constante mutação nas mais diversas áreas, os jovens
manifestam novos interesses, com os quais os docentes têm de lidar, usando novas
metodologias e adequando a oferta educativa. Aqui não podemos escamotear a motivação e
experiência pedagógica da equipa docente, o esforço por procurar ter infraestruturas
apropriadas bem como pela diversidade de oferta educativa, nomeadamente ao nível dos
cursos profissionais. Os novos desafios europeus e a grande diversidade de conteúdos
programáticos exigem que os docentes recorrerem a todas as ferramentas de modo a preparar,
inovar e motivar na sala de aula, facto que obriga, também, a que se faça um investimento na
sua formação.
É imperioso potenciar os recursos existentes trabalhando na ótica de um Agrupamento que
quer prestar um serviço local de educação, mas valorizando e perspetivando uma visão mais
alargada dos sentidos da educação no século XXI. No sentido de procurar alcançar, até 2027,
os desígnios da estratégia europeia, propõe-se como metas deste PEDEAEA:
META 1. Reduzir as desigualdades no acesso à educação contribuindo para a redução do
abandono escolar.
META 2. Melhorar os níveis de educação e qualificação e elevar os índices de empregabilidade
consolidando a sua aposta no ensino profissional e, assim, contribuir para minimizar situações
de pobreza e exclusão social.
META 3. Aumentar a percentagem de cidadãos sensíveis para as questões ambientais e,
nomeadamente, para as questões relacionadas com a sustentabilidade energética e com as
alterações climáticas desenvolvendo ações que envolvam diretamente a população discente
do Agrupamento.
META 4. Contribuir para a valorização da dimensão europeia da educação através do
desenvolvimento de projetos transnacionais que impliquem a promoção da cidadania europeia
assente na utilização de competências multilinguísticas e de plataformas online.

A concretização destas metas implica privilegiar, tanto a formação de professores como de


outros elementos da comunidade escolar, no sentido de permitir melhorar as suas
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competências profissionais para responder às necessidades individuais dos alunos,


considerando a sua diversidade cultural e linguística. Considerando a dimensão do PEDEAEA
assume-se como meta envolver 30% dos docentes e não docentes do agrupamento em
projetos / programas de formação europeus.
Este documento apresenta os principais objetivos e metodologia para a concretização das
metas, bem como o impacto esperado e a disseminação que se prevê realizar.
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II. Estratégia para a educação escolar e profissional


1. Objetivos

Este Agrupamento de Escolas não descura o facto de que a educação exige os maiores
cuidados, porque influi sobre toda a vida. Assim, a preparação dos nossos alunos para a vida
já não se pode fazer sem uma clara intenção de internacionalizar a educação. Colocar os
nossos alunos, desde o pré-escolar até ao secundário, a aprender em rede com discentes de
outras escolas será uma forma de promover uma educação Multilingual e multicultural. Para
que tal aconteça, temos de promover um ensino de qualidade que permita a concretização de
objetivos pedagógicos e melhoria dos resultados escolares, a autonomia, a responsabilidade
individual e participada dos discentes e a sua preparação e integração no mundo do trabalho,
de acordo com os objetivos definidos nesta secção.
1.1. Processos pedagógicos, ensino e aprendizagem

Todos sabemos que muitos dos nossos alunos vão trabalhar em empregos que ainda não foram
criados e que algumas das ocupações hoje existentes estão a desaparecer. É para esta
realidade que temos de os preparar e esse trabalho tem de ser encetado o mais cedo possível.
Porque ensinar e aprender é hoje muito diferente de ontem, propomos um conjunto de objetivos
pedagógicos que incentivem os alunos à aprendizagem, ao desenvolvimento de capacidades
para aprender ao longo da vida e à aquisição de competências que lhes permitam ser
proficientes na resolução de problemas. Assim e tendo por base as metas anteriormente
definidas bem como a importância de se desenvolver uma dimensão europeia na Educação
para facilitar a sua concretização, elegem-se como principais objetivos pedagógicos:
META 1. Reduzir as desigualdades no acesso à educação contribuindo para a redução do
abandono escolar. Para a sua concretização, será importante a colocação em prática dos
seguintes objetivos:
• Promover elevados níveis de aprendizagem e sucesso escolar estribados em processos
pedagógicos consistentes desde o ensino pré-escolar ao ensino secundário;
• Estimular os alunos a desenvolver o seu potencial de aprendizagem;
• Preparar os alunos para os seus exames nacionais;
• Incrementar a oferta de um ensino artístico que potencie o desenvolvimento da
criatividade;
• Incrementar programas de promoção do sucesso escolar que ajudem os alunos com
maiores dificuldades;
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• Garantir a frequência bem-sucedida a estudantes com necessidades educativas


especiais, criando condições favoráveis de integração académica, social, cultural,
recreativa e desportiva e de bem-estar pessoal;
• Promover práticas pedagógicas inovadoras e com qualidade e abordagens inovadoras à
aprendizagem
• Criação de ambientes de aprendizagem ricos e estimulantes em experiências
pedagógicas de natureza diversa.

META 2. Melhorar os níveis de educação e qualificação e elevar os índices de empregabilidade


consolidando a sua aposta no ensino profissional e, assim, contribuir para minimizar situações
de pobreza e exclusão social. Na consecução desta meta considera-se necessário:
• Desenvolver nos alunos competências de inovação e empreendedorismo;
• Promover um ambiente de aprendizagem rico em oportunidades alicerçado num espaço
apetrechado e apoiado por profissionais qualificados e motivados;
• Desenvolver as capacidades vocacionais dos jovens, alicerçadas num conjunto de
saberes que lhes permitam uma efetiva inserção no mundo do trabalho;
• Valorizar a formação técnica e prática da aprendizagem;
• Potenciar a ligação entre a escola e as instituições económicas, financeiras, profissionais,
associativas, sociais e culturais;
• Privilegiar a construção de respostas educativas promotoras de bem-estar e de melhoria
da qualidade de vida (Ex. promoção da prática desportiva através de iniciativas variadas).

META 3. Aumentar a percentagem de cidadãos sensíveis para as questões ambientais e,


nomeadamente, para as questões relacionadas com a sustentabilidade energética e com as
alterações climáticas desenvolvendo ações que envolvam diretamente a população discente
do Agrupamento. Para isso, contribuirá o trabalho no sentido de:
• Consciencializar os alunos para a importância da sustentabilidade ambiental no âmbito de
uma escola verde e sustentável;
• Promover boas práticas ambientais que conduzam à sustentabilidade do planeta;
• Ser capaz de aplicar o princípio “Agir localmente, pensar globalmente”;
• Construir campanhas de sensibilização ambiental com aplicação em diferentes públicos.

META 4. Contribuir para a valorização da dimensão europeia da educação através do


desenvolvimento de projetos transnacionais que impliquem a promoção da cidadania europeia
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assente na utilização de competências multilinguísticas e de plataformas online.


• Promover uma cultura de agrupamento assente na partilha e na adesão a projetos de
natureza transnacional e na celebração de eventos culturais;
• Promover a promoção da identidade e da cultura nacional como suporte à promoção de
uma cultura europeia;
• Estimular uma prática pedagógica assente nos valores da tolerância e do respeito
combatendo alguns estereótipos e preconceitos;
• Construir uma dimensão europeia de educação assente no desenvolvimento de um espírito
de abertura, interesse e respeito pela cultura e tradições de outras regiões e pela identidade
cultura do seu país ou região;
• Desenvolver projetos e atividades de natureza multilinguística;
• Aumentar a proficiência em línguas estrangeiras com particular incidência para a língua
inglesa;
• Estimular o desenvolvimento de alunos dotados de pensamento crítico e capacidade de
autoaprendizagem;
• Potenciar a aprendizagem e utilização das tecnologias da informação e comunicação como
plataformas de trabalho promotoras de inovação e criatividade;
• Continuar o trabalho colaborativo e em rede assente em plataformas online (eTwinning e
outras, onde já temos selos de qualidade atribuídos).

A concretização destes objetivos exige um corpo docente motivado e com formação adequada,
aspetos que serão referidos adiante neste documento. Obviamente que a consecução deste
PEDEAEA exige a construção de ambientes de autoavaliação, reflexão e autoaprendizagem
entre alunos e professores.
Agrupamento de Escolas de Anadia

1.2. Gestão e administração

A direção do Agrupamento de Escolas de Anadia, bem como o seu Conselho Pedagógico


através dos gestores das estruturas intermédias – coordenadores de departamento,
coordenadores de diretores de turma, coordenadores de apoio escolar e de projetos, ... – têm
um papel determinante na definição da política de trabalho na instituição. Assim, os elementos
destas estruturas contribuirão de forma determinante para consolidar uma cultura de
encorajamento de alunos e professores que possibilite a concretização dos objetivos do
agrupamento. Neste sentido, é essencial que as estruturas de gestão do AEA:
• Promovam a criação de estratégias que melhorem a comunicação no interior da escola
facilitando a construção de uma visão da função da escola partilhada por todos;
• Privilegiem a formação de professores que permita melhorar as suas competências
profissionais para responder às necessidades individuais dos alunos, considerando a sua
diversidade cultural e linguística (ex. inovação metodológica onde se poderão integrar
metodologias CLIL - Content and language integrated learning);
• Valorizem a formação europeia do pessoal docente e não docente;
• Valorizem o exercício profissional qualificado, numa perspetiva de aprendizagem ao longo
da vida.
• Contribuam para identificar as necessidades de formação do pessoal docente e não
docente.
• Promovam canais de comunicação ativos com pais e associação de pais tendo em vista a
partilha de ideias e a consecução do PEDEAEA.

A concretização de tais objetivos contribuirá para garantir e reforçar a coerência do projeto


educativo e a qualidade pedagógica. Para que tal aconteça, os elementos da direção do
Agrupamento e das estruturas intermédias de gestão deverão de ser envolvidos em atividades
de formação e atualização. A formação entre pares a nível europeu será, certamente,
importante para o intercâmbio de ideias, a partilha de boas práticas e a colocação em ação de
propostas que contribuam para melhorar a qualidade do ensino e da aprendizagem e,
consequentemente, os resultados escolares dos alunos e a sua preparação, tanto para
prosseguir estudos como para ingressar no mercado de trabalho.
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2. Prioridades pedagógicas
Como facilmente se infere do anteriormente exposto, é assumido pelo Agrupamento de Escolas
de Anadia que as crianças e jovens devem desenvolver competências que conduzam ao
multilinguismo, à autonomia e à fácil movimentação no espaço europeu, permitindo-lhes
encontrar saídas formativas e profissionais futuras, se assim o desejarem, e prepará-los para a
concretização da estratégia europeia. Para atingir tais desideratos é importante a realização de
uma análise SWOT (Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças) deste Agrupamento para
que as prioridades pedagógicas possam ser devidamente definidas. Essa análise permite-nos
chegar a alguns dados:

Forças - A experiência do corpo docente no desenvolvimento de projetos europeus, tanto


Erasmus como eTwinning, potenciando as parcerias entre escolas, alguns dos quais premiados
com selos de qualidade. O foco na importância de aumentar a proficiência em línguas
estrangeiras, com particular relevo para a língua inglesa. A importância da mobilidade de
elementos da comunidade escolar para ajudar na promoção do multiculturalismo e
multilinguismo. Recursos de infraestruturas, em particular, ao nível das TIC e bibliotecas
escolares.
Fraquezas - Baixa proficiência de um elevado número de alunos em línguas estrangeiras.
Muitos dos discentes, até então, não se apercebiam da grande importância de comunicar na
“aldeia global”. Alguma debilidade na formação dos professores, com particular relevo para
novas metodologias de trabalho, o método CLIL, trabalho de projeto colaborativo a partir de
redes online e utilização da web 2.0 como potenciadora da aprendizagem.
Oportunidades - Essencial alargar a internacionalização da educação no AEA para possibilitar
aos alunos que experimentem, saibam, sintam, conheçam o sentido de se ser europeu, bem
como a concretização da estratégia europeia. Aproveitar as oportunidades europeias de
formação do corpo docente e não docente bem como de alunos através de estágios
profissionais e parcerias entre escolas proporcionadas pelo programa Erasmus +, bem como
os momentos de formação nacional promovidos pelos embaixadores eTwinning.
Ameaças - Panóplia excessiva de conteúdos dos programas curriculares que versam
essencialmente o conhecimento e, não tanto, o desenvolvimento da proficiência para procurar
e manusear o conhecimento, no fundo o “aprender a aprender” desde há muito preconizado.

Através da análise SWOT apresentada, não restam dúvidas de que “Alargar horizontes” é uma
máxima que deve ser colocada em prática com este PEDEAEA e que pode concretizar-se
através de projetos como o Erasmus +, o eTwinning e outros que vão de encontro à filosofia
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preconizada.
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3. Prioridades com os recursos humanos (não alunos)

Bianualmente deve ser promovido o levantamento de necessidades de formação de docentes


e não docentes no sentido de se procurar que os recursos humanos tenham a formação
adequada para a concretização do Plano Educativo do Agrupamento e, ainda, do PEDEAEA.
Os recursos humanos que usufruírem de formação devem procurar colocar as suas
aprendizagens ao serviço dos pares através de sessões formais e/ou informais de trabalho.
Desta forma contribuir-se-á para a melhoria da formação de toda a comunidade escolar e,
consequentemente, para a renovação de metodologias de ensino e aprendizagem.
Cada ciclo (bianual) terminará com a avaliação da formação obtida e sua efetiva aplicabilidade
em contexto educativo bem como com a preparação do novo ciclo de formação que,
evidentemente, terá de considerar os resultados da avaliação.
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4. Metodologia para concretizar as prioridades

Este plano pretende otimizar as competências dos nossos alunos em várias áreas para que
possam ser, efetivamente, cidadãos do mundo capazes de leituras globais e não apenas
parcelares dos problemas, mas, também, das oportunidades. Queremos formar cidadãos
empreendedores, justos, promotores da inclusão e com sentido crítico. Para que tal aconteça
é indispensável a abertura à Europa e ao Mundo. Assim, a metodologia a colocar em prática
passará por:

1. Desenvolver projetos de colaboração europeia em contexto de sala de aula que visem


temas que vão de encontro ao estabelecido no projeto educativo como, por exemplo, a
promoção da saúde e desporto, de um ambiente sustentável, a educação para o consumo e
exercício de uma cidadania europeia responsável. Estes projetos devem promover a partilha
de materiais, mas, sobretudo, a produção e aprendizagens colaborativas.
2. Fomentar o ensino das línguas estrangeiras. A realização de projetos europeus deverá
incentivar ao aumento da proficiência em línguas estrangeiras. A Língua Inglesa introduzida no
Agrupamento a partir do 1º ciclo contribuirá, certamente, para alcançar tal objetivo. Poder-se-á
tentar, como projeto piloto, a lecionação de disciplinas de diferentes conteúdos em língua
inglesa ou francesa, ou seja, a implementação de uma metodologia CLIL certamente contribuirá
para um maior domínio por parte da comunidade escolar de línguas estrangeira.
3. Incentivar o aprofundamento da língua materna. A língua de cada país é uma das suas
maiores riquezas e, como tal, conhecê-la, estudá-la e aprofundá-la para melhor poder exercer
uma cidadania ativa é fundamental. Também ao nível dos intercâmbios de alunos e professores
se poderá promover a língua portuguesa através do ensino aos estrangeiros de um português
básico, mas, também, através da produção de materiais bi ou trilingues.
4. Abrir horizontes ao nível do mercado de trabalho. Estabelecer protocolos e apresentar
candidaturas no âmbito do Erasmus +, ou de outros programas europeus, para a colocação de
alunos em estágio profissional. Esta será uma forma de dar a conhecer outras realidades e de
incentivar o empreendedorismo e o aumento de competências para a procura futura de
emprego.
5. Promover a integração dos alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) nos
projetos europeus. A partir do portal eTwinning é possível encontrar professores do ensino
especial, em vários cantos da europa, que anseiam por desenvolver projetos onde possam
envolver os seus alunos com NEE. Esta é uma oportunidade para estes docentes e para estes
alunos de trabalhar em cooperação.
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6. Promover a formação do corpo docente quer ao nível da metodologia de trabalho de


projeto, metodologias específicas de cada disciplina, utilização das TIC e, particularmente, das
plataformas online e de trabalho colaborativo com recurso à web 2.0, e, ainda, ao nível da
melhoria das competências em línguas estrangeiras, em particular da língua inglesa.

Assumimos que as virtualidades do eTwinning, como metodologia de trabalho, são inegáveis


para a colocação em prática deste PEDEAEA considerando que existem no Agrupamento de
Escolas de Anadia vários professores com formação nesta área e com prática no
desenvolvimento de projetos o que, sem dúvida, é uma mais-valia pelo que aplicada à sala de
aula permitirá que os alunos aprendam de forma ativa e em colaboração com discentes de
diferentes regiões da Europa e tenha um papel importante na perceção do outro e na inclusão
da diferença como fator de identificação cultural, ajudando a alargar os horizontes dos
envolvidos, contribuindo para o aumento da proficiência em línguas estrangeiras e, entre outros
aspetos, na utilização das TIC como ferramentas efetivamente potenciadoras da aprendizagem.
Outro aspeto que não pode ser descurado é o da segurança de utilização da Internet na medida
em que o eTwinning ao disponibilizar um espaço fechado para o desenvolvimento de projetos
contribui para que alunos e professores possam navegar na web em segurança permitindo aos
educadores e professores reorganizar as suas metodologias de trabalho no sentido de tornar o
processo de ensinar e de aprender mais atrativo para os alunos o que, certamente, contribuirá
para aumentar a proficiência das aprendizagens em diferentes áreas disciplinares.

A par do eTwinning temos o Erasmus + que contribuirá para tornar real o virtual, através de
intercâmbios presenciais, estágios profissionais e formação de pessoal que em muito
enriquecerão os projetos e as aprendizagens de alunos, professores e restante comunidade
educativa. O Erasmus + permitirá também a realização de produtos mais consistentes e
transferíveis que possam servir de aplicação em outras escolas europeias.
Agrupamento de Escolas de Anadia

III – Estratégia para a educação de adultos


1. Enquadramento
Tendo por base uma política de internacionalização que pretende contribuir para legitimar o
Agrupamento de Escolas de Anadia como uma referência nacional e internacional no âmbito
da Educação Escolar e Profissional e na Educação de Adultos, o Centro Qualifica tem por
missão impulsionar o crescimento, inovação e produtividade dos cidadãos que não
encontraram possibilidade de aumentar a sua qualificação.
2. Eixos de intervenção
Um dos eixos centrais da intervenção do Centro Qualifica é o de contribuir para a qualificação
de jovens/adultos, adequando competências profissionais às necessidades da economia,
fortalecendo a sua participação e progressão no mercado de trabalho.

Ora num contexto de concorrência global sem precedentes, tecnologia em rápida mutação,
normas regulamentares globais, aumento das populações migrantes e constante criação de
novos empregos e de novos conjuntos de competências, a integração de novas formas de
oferta e qualificações já não é da exclusiva responsabilidade dos sistemas nacionais.
Vertiginosamente assistimos à entrada de novos atores neste domínio – organismos setoriais
internacionais, agências multilaterais, empresas multinacionais –, mudando a forma como as
competências são transmitidas, adquiridas e avaliadas.

No acompanhamento atento e proactivo desta realidade a ação estratégica de


internacionalização no setor de Educação de Adultos representado, no nosso Agrupamento,
pelo Centro Qualifica, assenta em cinco eixos prioritários de intervenção:

EIXO I- Valorização da dimensão europeia da educação através da internacionalização do


Centro Qualifica e do desenvolvimento de projetos transnacionais;

EIXO II- Melhoria da qualidade das metodologias de reconhecimento, validação e certificação


de aprendizagens informais, não formais e formais (que caracterizam o percurso de vida dos
nossos candidatos) através da promoção de práticas pedagógicas mais ativas e inovadoras;

EIXO III- Reforço da importância da aquisição/aperfeiçoamento de competências na promoção,


desenvolvimento e formação profissional dos elementos que constituem a equipa técnico-
pedagógica contribuindo ativamente para o envolvimento de todos de modo equitativo,
assegurando o acesso a diferentes modalidades de aprendizagem promotoras de uma
complementaridade que permite, em simultâneo, o desenvolvimento de competências digitais,
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fulcrais na realidade atual.

EIXO IV- Promoção de uma identidade europeia que se traduza em benefícios nos domínios
profissional, social e pessoal. Simultaneamente, reforçar a cooperação com
instituições/organizações que possibilitem o mapeamento de uma rede de parceiros para
intercâmbio de práticas recomendadas e desenvolvimento de futuros projetos no âmbito do
Erasmus+

EIXO V- Sensibilizar o STAFF para a importância de transformar a diversidade cultural em


oportunidades de crescimento, permitindo trabalhar a inclusão e tolerância, criar reais
oportunidades a grupos em risco de exclusão social.

3. OBJETIVOS

As prioridades definidas na Agenda Europeia para a Aprendizagem de Adultos reforçam a


importância de um maior investimento na procura de respostas eficazes que permitam a
concretização de medidas geradoras de mudança.

Considerando as necessidades do nosso público-alvo e os desafios que constitui a qualificação


de adultos, bem como os eixos de intervenção elencados, os principais objetivos a atingir são:

1. Reduzir o “dropout” dos adultos em processo de qualificação escolar e/ou profissional.

1.1. Aprofundar conhecimentos sobre diferentes abordagens a aprendizagens informais, não


formais e formais (que caracterizam o percurso de vida dos nossos candidatos);

1.2. Desenvolver conhecimento de estratégias motivacionais que permitam adquirir mais


ferramentas para envolver o adulto e (re)significar o seu percurso qualificação;

1.3. Trocar práticas que permitam um pensamento “out of the box”, estimulando o nosso staff
para a importância de promover o pensamento divergente. Esta capacitação reverte para a
construção instrumentos/ferramentas dinâmicas a serem aplicadas no Processo de
Reconhecimento e Validação de Competências (RVC), permitindo aos adultos uma maior
identificação e interesse bem como, explorar o pensamento crítico dos mesmos.

2. Aumentar as oportunidades de acesso à qualificação e sensibilizar para a sua importância a


população desfavorecida/em risco de exclusão
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2.1. Sensibilizar o STAFF para a importância de transformar a diversidade cultural em


oportunidades de crescimento, permitindo trabalhar a inclusão e tolerância, criar reais
oportunidades a grupos em risco de exclusão social;

2.2. Alargar o conhecimento de abordagens que promovam a procura e a aceitação, por meio
de estratégias eficazes de divulgação, orientação e motivação que incentivem adultos pouco
qualificados ou com baixa qualificação, a desenvolver e aprimorar competências de
alfabetização, numeracia e digitais.

2.3. Promover a partilha de estratégias e práticas de outros parceiros europeus bem como,
refletir sobre abordagens que integrem o trabalho junto de migrantes e refugiados (população
que representa grandes desafios na sua formação/educação).

3. Promover a literacia digital

3.1. Fomentar o conhecimento de diferentes ferramentas e métodos de aprendizagem digitais


criando novas oportunidades de acesso aos nossos candidatos.

A concretização destes objetivos implica privilegiar, tanto a formação de docentes como de não
docentes, no sentido de permitir melhorar as suas competências profissionais para responder
às necessidades individuais dos candidatos que nos procuram, considerando a sua diversidade
social, cultural e linguística. Pretende-se que o PEDEAEA tenha um impacto positivo sobretudo
em três dimensões diferentes: ao nível das pessoas, ao nível das estratégias e metodologias
inovadoras e ativas, e ao nível órgãos de direção/gestão do agrupamento.
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IV. Impacto e disseminação

A orientação estratégica global é a de que a missão da escola é educar, o que implica centrar
toda a atuação na educação integral dos alunos pelo que o maior impacto que pretendemos é
o de contribuir para a formação de cidadãos ativos, críticos, participativos, solidários, tolerantes
e responsáveis, procurando-se dessa forma ajudar a concretizar as prioridades definidas no
projeto educativo do agrupamento.

No ponto 1 deste plano já definimos algumas das metas quantitativas que pretendemos atingir
ao nível do desenvolvimento organizacional. Todavia, os resultados em termos da organização
resultam dos impactos que o desenvolvimento do projeto tenha em termos individuais e estes,
pela sua natureza subjetiva, tornam-se muito mais difíceis de mensurar o que não invalida que
os possamos, de alguma forma, projetar e perspetivar quer ao nível dos alunos quer ao nível
do staff (pessoal docente e não docente e direção).

Assim para os alunos, consideramos que o desenvolvimento de projetos em língua inglesa os


ajudará a compreender a importância de investirem na sua formação em línguas estrangeiras
e esta é uma vertente que pode ser trabalhada também por professores de disciplinas
científicas durante o desenvolvimento dos projetos. O desenvolvimento dos projetos implicará
que os alunos assumam uma atitude proativa (capacidade de pesquisa, de seleção e
tratamento de informação, resolução de problemas) que, acreditamos, acabará por ter impactos
ao nível dos seus resultados escolares e, consequentemente, estimulará os alunos ao
prosseguimento de estudos de nível secundário e superior, contribuindo-se, dessa forma, para
melhorar os resultados do país ao nível da conclusão do ensino secundário e superior.
Por outro lado, o desenvolvimento de projetos de parceria, para além de estimularem um
sentimento de pertença a uma cultura comum, a cultura europeia assente nos valores da
democracia, da participação, do respeito, da tolerância e da igualdade, possibilitará que os
alunos desenvolvam competências ao nível da autonomia, do espírito crítico e através do
desenvolvimento de projetos a sua capacidade de resolução de problemas.
A participação de alguns dos alunos em projetos de estágio em empresas e instituições de
outros países possibilitará que a mobilidade possa ser assumida como um importante de fator
de crescimento e de desenvolvimento profissional, de promoção da autonomia e da
empregabilidade possibilitando que os jovens possam ver o espaço europeu como espaço de
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oportunidade de trabalho e que a formação profissional não deixe de ser vista e sentida numa
perspetiva local e regional e passe a ser vista numa perspetiva europeia. Assim, acreditamos,
igualmente, que um, dos resultados da transnacionalidade será o de permitir aos jovens lidar
mais facilmente com as delimitações de território que todos os sistemas nacionais conhecem.
Um impacto certo do programa residirá no desenvolvimento da mobilidade transnacional.
Jovens em formação ao serem atingidos por este desafio da mobilidade europeia irão melhorar
a sua própria empregabilidade a fim de melhorar o respetivo acesso ao trabalho e manter a
estabilidade do emprego. Assim, a inserção dos jovens é melhorada pela mobilidade, que gera
um crescimento dos conhecimentos práticos em termos de competências, tanto do ponto de
vista linguístico como do ponto de vista da experiência profissional. Esta comportará sobretudo
uma mais-valia em termos de experiência profissional e de curriculum vitae.
Um dos impactos esperados pelos projetos de mobilidade será o de contribuir ativamente para
valorizar a imagem da formação profissional na escola, consolidando a crescente e necessária
igualdade entre, por um lado, a educação geral e a formação profissional e, por outro lado, a
aprendizagem e a especialização profissional.

Ao nível do pessoal docente e não docente, o facto dos cursos serem lecionados em inglês
ou noutra língua, ajudará a melhorar os níveis de proficiência linguística e, assim, a poder-se
desenvolver com mais à-vontade parcerias com outras escolas europeias. Por outro lado, a
possibilidade de contactar com diversas ferramentas TIC e poder discutir com professores, que
têm práticas educativas diferentes, a pertinência, vantagens e desvantagens da sua utilização
são competências importantes para um professor dos dias de hoje. O facto de criado um tempo
e um contexto para, fora da rotina doméstica e da escola, (re)pensar a prática pedagógica trará
um grande enriquecimento pessoal e profissional na medida em que o professor é um
aprendente contínuo e, por vezes, necessita de fazer uma pausa para se dedicar a essa
aprendizagem e estimular a reflexividade sobre a sua prática pedagógica pelo que a frequência
deste cursos poderá proporcionar esse crescimento profissional.
A frequência de curso de formação permitirá concentrar três vertentes – utilização pedagógica
de novas ferramentas TIC, formação em língua inglesa e o contacto com professores de
diferentes países. A participação num curso que integra professores de diferentes países
europeus ajudar-nos-á a adquirir um melhor conhecimento de diversos sistemas de ensino /
métodos de trabalho; a partilha de metodologias de ensino e de aprendizagem será, sem dúvida
uma mais-valia que poderemos vir a adaptar à nossa realidade.
É, ainda, preciso não esquecer que os alunos sairão ganhadores neste processo já que os
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docentes terão mais e melhores competências – TIC, metodológicas e linguísticas – que


poderão usar no âmbito das disciplinas científicas que lecionam. Considerando a via da
transnacionalidade ao nível da formação profissional acreditamos que este será um bom
caminho para se tentarem novas abordagens que possam dar respostas às mutações em curso
ao nível do mundo empresarial.
Relativamente à disseminação, os instrumentos da sociedade da informação serão dos
preferenciais para disseminar resultados e produtos resultantes dos projetos desenvolvidos,
assumindo-se como potencialmente interessantes todas as ferramentas disponíveis. (Youtube,
Vimeo, redes sociais, páginas de Internet, etc.). Todavia, não será de excluir a divulgação na
página e jornal da escola, a criação de produtos (Ex. Folhetos de divulgação e módulos de
formação), a divulgação nos media locais e a formação interpares.

Os resultados e produtos dos projetos, cursos e mobilidades serão partilhados com o restante
pessoal docente, pessoal não docente, alunos, direção, pais e encarregados de educação no
início do ano letivo ou no final de cada projeto/atividade, em sessão de formação e de partilha
que é habitual dinamizar na escola. É fundamental que a aprendizagem, resultados e produtos
estejam à disposição dos outros elementos da comunidade educativa sempre que tal se
proporcione.
A terminar e considerando a importância da disseminação de resultados e produtos, está a ser
equacionada a criação de uma estrutura que proceda à monitorização, avaliação e divulgação
do trabalho realizado, tendo em vista a necessidade de visibilidade deste tipo de projetos.

O Diretor
Anibal Marques