MINISTÉRIO DA DEFESA COMANDO DA AERONÁUTICA

INFORMAÇÃO AERONÁUTICA

ICA 53-2

SALA DE INFORMAÇÕES AERONÁUTICAS DE AERÓDROMO (SALA AIS)

2007

MINISTÉRIO DA DEFESA COMANDO DA AERONÁUTICA
DEPARTAMENTO DE CONTROLE DO ESPAÇO AÉREO

INFORMAÇÃO AERONÁUTICA

ICA 53-2

SALA DE INFORMAÇÕES AERONÁUTICAS DE AERÓDROMO (SALA AIS)

2007

MINISTÉRIO DA DEFESA COMANDO DA AERONÁUTICA DEPARTAMENTO DE CONTROLE DO ESPAÇO AÉREO PORTARIA DECEA No 28/SDOP, DE 19 DE JULHO DE 2007. Aprova a reedição da Instrução sobre Sala de Informações Aeronáuticas de Aeródromo (Sala AIS). O CHEFE DO SUBDEPARTAMENTO DE OPERAÇÕES DO DEPARTAMENTO DE CONTROLE DO ESPAÇO AÉREO, no uso das atribuições que lhe confere o art. 1o, alínea g, da Portaria DECEA no 34-T/DGCEA, de 15 de março de 2007, resolve: Art. 1o Aprovar a reedição da ICA 53-2 "Sala de Informações Aeronáuticas de Aeródromo (Sala AIS)", que com esta baixa. Art. 2o Esta Instrução entra em vigor em 30 de agosto de 2007. Art. 3o Revogam-se a Portaria DECEA no 21/SDOP, de 18 de outubro de 2004, publicada no Boletim do Comando da Aeronáutica no 202, de 28 de outubro de 2004, e a CIRPV 63-1 “Procedimentos para Recepção de Planos de Vôo e Mensagens Correlatas por Telefone, Telex ou Fac-Símile”, de 16 de maio de 2002, cuja aprovação foi publicada no Boletim Interno do DECEA no 043, de 6 de março de 2002.

Brig Ar JOSÉ ROBERTO MACHADO E SILVA Chefe do Subdepartamento de Operações do DECEA (Publicado no BCA no 144, de 30 de julho de 2007)

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SUMÁRIO 1 1.1 1.2 1.3 1.4 2 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 2.8 2.9 2.10 2.11 3 DISPOSIÇÕES PRELIMINARES .................................................................................. 7 FINALIDADE..................................................................................................................... 7 ÂMBITO ............................................................................................................................. 7 DEFINIÇÕES...................................................................................................................... 7 ABREVIATURAS E SIGLAS.......................................................................................... 10 SALA AIS DE AERÓDROMO ......................................................................................13 FINALIDADE ................................................................................................................ 13 LOCALIZAÇÃO ............................................................................................................ 13 ÁREA.............................................................................................................................. 13 IDENTIFICAÇÃO.......................................................................................................... 14 MATERIAL..................................................................................................................... 14 ATRIBUIÇÕES .............................................................................................................. 14 ZONA SERVIDA ........................................................................................................... 14 CATEGORIZAÇÃO....................................................................................................... 15 SUBORDINAÇÃO ......................................................................................................... 16 IMPLANTAÇÃO............................................................................................................ 16 INSPEÇÕES ................................................................................................................... 17

OBTENÇÃO DA INFORMAÇÃO ................................................................................18

3.1 FONTES DE INFORMAÇÕES ........................................................................................ 18 3.2 DOCUMENTOS DE INFORMAÇÕES AERONÁUTICAS ........................................... 18 3.3 INFORMAÇÕES DE QUE A SALA AIS DEVE DISPOR ............................................. 19 4 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 4.6 4.7 4.8 4.9 5 5.1 5.2 5.3 5.4 5.5 5.6 5.7 5.8 5.9 5.10 6 DISPOSIÇÃO DA INFORMAÇÃO ..............................................................................21 APRESENTAÇÃO ........................................................................................................... 21 DISPONIBILIDADE DE PUBLICAÇÕES...................................................................... 22 ATUALIZAÇÃO DAS PUBLICAÇÕES ......................................................................... 22 CONHECIMENTO DAS MODIFICAÇÕES PELOS OPERADORES........................... 22 VISUALIZAÇÃO ............................................................................................................. 23 CONTROLE E REGISTRO.............................................................................................. 23 INFORMAÇÃO POSTERIOR AO VÔO ......................................................................... 24 FORMULÁRIO DE REGISTRO DE INFORMAÇÃO ................................................... 25 OUTROS FORMULÁRIOS RECEBIDOS DOS USUÁRIOS ........................................ 26 PRESTAÇÃO DO SERVIÇO.........................................................................................27 ATENDIMENTO AO USUÁRIO .................................................................................. 27 INFORMAÇÃO COMPLETA ....................................................................................... 27 GRAU DE FAMILIARIZAÇÃO DO PILOTO COM A ROTA.................................... 27 INSTRUÇÃO VERBAL................................................................................................. 27 IDIOMAS DE TRABALHO .......................................................................................... 29 COMUNICAÇÃO VERBAL COM TRIPULAÇÕES ESTRANGEIRAS .................... 29 LIVRO DE REGISTRO DE OCORRÊNCIAS (LRO) .................................................. 29 LIVRO DE RECLAMAÇÕES E SUGESTÕES ............................................................ 29 BOLETIM DE INFORMAÇÃO PRÉVIA AO VÔO (PIB) ........................................... 30 SISTEMAS AUTOMATIZADOS.................................................................................. 32

PLANO DE VÔO E ATUALIZAÇÕES CORRESPONDENTES .............................. 33

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6.1 PROCEDIMENTOS ......................................................................................................... 33 6.2 AÇÕES DO OPERADOR DA SALA AIS ....................................................................... 33 6.3 RECEPÇÃO POR TELEFONE OU FAC-SÍMILE .......................................................... 37 7 7.1 7.2 7.3 7.4 7.5 8 9 INFORMAÇÕES METEOROLÓGICAS..................................................................... 40 INFORMAÇÕES EXPOSTAS ......................................................................................... 40 OUTRAS INFORMAÇÕES METEOROLÓGICAS........................................................ 40 RESPONSABILIDADE PELA EXPOSIÇÃO ................................................................. 41 SOLICITAÇÕES AO BANCO OPMET .......................................................................... 41 AERONOTIFICAÇÕES ................................................................................................... 41 COMUNICAÇÕES.......................................................................................................... 42 FAMILIARIZAÇÃO COM A ÁREA DE ATUAÇÃO ................................................43

8.1 PROCEDIMENTOS ......................................................................................................... 42 9.1 ASPECTOS PRINCIPAIS ................................................................................................ 43 10 PROCEDIMENTOS SUPLEMENTARES................................................................... 44 10.1 ACIDENTE COM AERONAVE.................................................................................... 44 10.2 REGRAS ESPECIAIS DE TRÁFEGO AÉREO PARA HELICÓPTEROS (ICA 100-4)..........44 11 DISPOSIÇÕES FINAIS..................................................................................................46 Anexo A - Área.................................................................................................................47 Anexo B - Relação do material mínimo necessário a uma sala AIS ........................... 49 Anexo C - Publicações necessárias a uma sala AIS ......................................................50 Anexo D - Informação pós-vôo sobre inoperâncias ou deficiência no funcionamento de auxílios à navegação aérea e das comunicações terra-avião................ 51 Anexo E - Formulário de registro de informação......................................................... 52 Anexo F - Formulário de boletim de informação prévia ao vôo ................................. 54 Anexo G - Painel informativo (modelo)......................................................................... 55 ÍNDICE............................................................................................................................. 56

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1 1.1

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES FINALIDADE A presente Instrução tem por finalidade estabelecer os critérios e os

procedimentos básicos para a estruturação e a operação de uma Sala AIS de Aeródromo, bem como a sua utilização pelos exploradores de aeronaves, pilotos, despachantes operacionais de vôo e demais usuários. 1.2 ÂMBITO Essa Instrução, de cumprimento obrigatório, aplica-se aos administradores, aos operadores e aos usuários de uma Sala AIS de Aeródromo. 1.3 DEFINIÇÕES Para os fins dessa Instrução, os vocábulos, siglas e expressões, que a seguir são apresentados, têm os significados abaixo: 1.3.1 AERÓDROMO Uma área definida sobre a terra ou água (incluindo quaisquer edifício, instalações e equipamento) destinada a ser usada total ou parcialmente para a chegada, partida e movimento de aeronaves na superfície. (OACI/Léxico) 1.3.2 AERÓDROMO DE ALTERNATIVA Aeródromo para o qual uma aeronave pode prosseguir, quando for impossível ou desaconselhável dirigir-se para ou efetuar o pouso no aeródromo de destino previsto (ICA 100-12). 1.3.3 AEROPORTO Aeródromo público dotado de instalações e facilidades para o apoio às operações de aeronaves e de embarque e desembarque de pessoas e cargas. (MAER/Port. 1141/GM5)

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1.3.4 AEROPORTO INTERNACIONAL Todo aeródromo designado pelo Comando da Aeronáutica para ser utilizado como aeroporto de entrada ou saída para o tráfego aéreo internacional, onde se consideram os trâmites de alfândega, imigração, saúde pública, fiscalização veterinária e fitossanitária e procedimentos similares. (OACI/Léxico) 1.3.5 AIRAC (Regulamentação e Controle de Informações Aeronáuticas) - Sistema que tem por objetivo a notificação antecipada, baseada em datas comuns de entrada em vigor, das circunstâncias que requeiram mudanças nos métodos operacionais ou nos procedimentos. (OACI/Léxico) 1.3.6 BOLETIM DE INFORMAÇÃO PRÉVIA AO VÔO (PIB) Resumo impresso das informações aeronáuticas em vigor dentro de um período especificado, preparado antes do vôo, que seja de importância para as operações aéreas. (OACI/Anexo 15) 1.3.7 CIRCULAR DE INFORMAÇÃO AERONÁUTICA (AIC) Publicação que contém informação que não requeira a expedição de um NOTAM nem a inclusão na AIP, mas que se relaciona com a segurança do vôo, com a navegação aérea, ou com assuntos de caráter técnico, administrativo ou legislativo. (OACI/Léxico) 1.3.8 DOCUMENTAÇÃO INTEGRADA DE INFORMAÇÃO AERONÁUTICA (IAIP) Conjunto de documentos que compreende os seguintes elementos: AIP, com suas emendas, SUP AIP, NOTAM, PIB, AIC, Listas de Verificação e Resumos. (OACI/Anexo 15) 1.3.9 INFORMAÇÃO AERONÁUTICA Informação necessária à segurança, regularidade e eficiência da navegação aérea. (OACI/Anexo 15)

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1.3.10 INFORMAÇÃO ANTERIOR AO VÔO Informação aeronáutica à disposição dos aeronavegantes em uma Sala AIS de Aeródromo. (OACI/Anexo 15) 1.3.11 INFORMAÇÃO ESTRANGEIRA Informação aeronáutica que o AIS recebe dos Estados com os quais mantém intercâmbio de informações. (ICA 53-2) 1.3.12 INFORMAÇÃO INTERNACIONAL Informação aeronáutica que o AIS emite aos Estados com os quais mantém intercâmbio de informações. (ICA 53-2) 1.3.13 INFORMAÇÃO POSTERIOR AO VÔO Informe apresentado por um piloto, diretamente ou através de terceiros, à Sala AIS de Aeródromo acerca de inoperâncias ou deficiências no funcionamento dos auxílios à navegação e das comunicações terra-avião. (OACI/Anexo 15) 1.3.14 MENSAGEM CONFAC Mensagem contendo dados selecionados, referentes ao controle, fiscalização e cobrança, gerados pela operação de aeronaves e destinados ao SICONFAC. (ICA 102-8) 1.3.15 ÓRGÃO DE NAVEGAÇÃO AÉREA Expressão que identifica a estrutura organizacional responsável pela atividade de Navegação Aérea de uma Superintendência Regional, de um Aeroporto ou Grupamento de Navegação Aérea - GNA. (INFRAERO) 1.3.16 PUBLICAÇÃO DE INFORMAÇÕES AERONÁUTICAS (AIP) Publicação editada por um país, ou com sua autorização, que contém informações aeronáuticas de caráter duradouro, indispensáveis à navegação aérea. (OACI/Anexo 15)

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1.3.17 SALA DE INFORMAÇÕES AERONÁUTICAS DE AERÓDROMO (SALA AIS) Órgão estabelecido em um aeródromo com objetivo de prestar serviço de informação prévia ao vôo e receber os planos de vôo que se apresentam antes da saída das aeronaves, bem como os informes referentes ao serviço de tráfego aéreo. (ICA 53-2) 1.3.18 SERVIÇO DE INFORMAÇÃO AERONÁUTICA (AIS) Serviço criado com o fim de reunir, compilar, editar e divulgar informações aeronáuticas relativas ao território de um país e às áreas fora dele em que o país seja responsável pelo serviço de tráfego aéreo por acordo internacional. (OACI/Anexo 15) 1.3.19 SUPLEMENTO AIP (SUP AIP) Modificação temporária da informação que consta na AIP e que é publicada em folhas soltas especiais. (OACI/Anexo 15) NOTA: O texto entre parênteses, após cada definição, indica a fonte original da mesma. 1.4 ABREVIATURAS E SIGLAS Para os fins dessa instrução, as abreviaturas e siglas abaixo apresentadas têm os significados que lhes seguem: AGA AIC AIP AIRAC AIS ARC ATS CAP CAT CCAM CGN CHG CIAP CINAM CINAV - Aeródromos, Rotas Aéreas e Auxílios Terrestres - Circular de Informação Aeronáutica - Publicação de Informações Aeronáuticas - Regulamentação e Controle de Informação Aeronáutica - Serviços de Informação Aeronáutica - Carta de Área - Serviços de Tráfego Aéreo - Carta Aeronáutica de Pilotagem - OACI 1:250.000 - Categoria - Centro de Comutação Automática de Mensagens - Centro Geral de NOTAM - Mensagem de Modificação - Carta Imagem Aeronáutica de Pilotagem - Carta Imagem de Navegação Aérea para Uso Militar - Carta Imagem de Navegação Aérea Visual

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CINDACTA CIRAIS CIRTRAF CMA CNAM CNAV CNL COM COMAR CONFAC CRN CTR D-AIS DAT DECEA DLA DME DOV DTCEA ECM EPTA ERC ETA FIR FCA FPC FPL GNA IAC IAIP ICA IEPV IFR ILS INFRAERO ISE LRO MET

- Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo - Circular Normativa de Informações Aeronáuticas - Circular Normativa de Tráfego Aéreo - Centro Meteorológico de Aeródromo - Carta de Navegação Aérea para Uso Militar - Carta de Navegação Aérea Visual - OACI 1:500.000 - Mensagem de Cancelamento de Plano de Vôo - Comunicações - Comando Aéreo Regional - Controle e Fiscalização da Aviação Civil - Centro Regional de NOTAM - Zona de Controle - Divisão de Informações Aeronáuticas - Documento de Arrecadação Tarifária - Departamento de Controle do Espaço Aéreo - Mensagem de Atraso - Equipamento Radiotelemétrico - Despachante Operacional de Vôo - Destacamento de Controle do Espaço Aéreo - Estação de Comunicações - Estação Permisssionária de Telecomunicações e Tráfego Aéreo - Carta de Rotas - Hora Estimada de Chegada/Estação de Telecomunicações Aeronáuticas - Região de Informação de Vôo - Folheto do Comando da Aeronáutica - Carta de Planejamento de Vôo - Plano de Vôo Apresentado - Grupamento de Navegação Aérea - Carta de Aproximação por Instrumentos - Documentação Integrada de Informações Aeronáuticas - Instituto de Cartografia Aeronáutica ou Instrução do Comando da Aeronáutica - Impresso Especial de Proteção ao Vôo - Regras de Vôo por Instrumentos - Sistema de Pouso por Instrumentos - Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária - Mensagem de Isenção de Tarifa - Livro de Registro de Ocorrências - Meteorologia

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METAR MCA MOV MSG MTE NDB NOF NOTAM NOTIF OACI ONA PIB PLN RCSV RELPER RMK SAC SICONFAC SID SIGMET SPECI TAF TCA TEND UTC VFR WAC

- Informe Meteorológico Aeronáutico Regular - Manual do Comando da Aeronáutica - Mensagem de Movimento de Aeronave - Mensagem - Mensagem de Transporte Especial - Radiofarol Não-direcional - Centro Internacional de NOTAM - Aviso para o Aeronavegante - Notificação de Vôo - Organização de Aviação Civil Internacional - Órgão de Navegação Aérea (INFRAERO) - Boletim de Informação Prévia ao Vôo - Plano de Vôo - Relatório Confidencial de Segurança de Vôo - Relatório de Perigo - Observação - Seção de Aviação Civil - Sistema Integrado de Controle e Fiscalização da Aviação Civil - Saída Padrão por Instrumento - Informação Meteorológica Significativa - Informação Meteorológica Aeronáutica Especial Selecionada - Previsão de Aeródromo - Tabela do Comando da Aeronáutica - Previsão do Tipo Tendência - Tempo Universal Coordenado - Regras de Vôo Visual - Carta Aeronáutica Mundial OACI 1:1.000.000

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2 2.1

SALA AIS DE AERÓDROMO FINALIDADE A Sala AIS de Aeródromo, ou simplesmente Sala AIS, é um órgão do Sistema

de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB), estabelecido com a finalidade de coletar, selecionar e fornecer aos aeronavegantes as informações aeronáuticas necessárias à realização segura, eficiente e regular de seus vôos, bem como receber e processar as mensagens ATS e CONFAC que lhe foram atribuídas. 2.2 LOCALIZAÇÃO Deve estar situada em local de fácil acesso para os usuários, nas proximidades do pátio de estacionamento das aeronaves e junto aos órgãos de despacho de vôo das empresas aéreas, da Seção de Aviação Civil (SAC), do Centro Meteorológico de Aeródromo (CMA), da Estação de Comunicações (ECM) e do representante da administração do aeródromo, responsável pela arrecadação de tarifas. 2.3 ÁREA

2.3.1 A área deve ser ampla bastante para comportar cartas aeronáuticas em mural, balcões para exposição de material informativo, mesas e cadeiras que possibilitem consultar publicações e planejar vôo, em ambiente de relativo conforto para seus operadores e usuários. 2.3.2 As Salas AIS de categorias A, B e C deverão ser padronizadas, no mínimo, segundo a

configuração indicada no Anexo A a esta ICA, podendo variar a localização dos órgãos (SAC, CMA, ECM, etc.) sem, contudo, permitir o afastamento excessivo das proximidades da Sala AIS. As dimensões da Sala AIS de Aeródromo de categoria A deverão perfazer, no mínimo, uma área de 60 metros quadrados, sem levar em consideração outras áreas a serem destinadas aos demais órgãos: SAC, CMA, ECM, etc. As Salas de categoria B e C poderão ser menores, mas suas dimensões não deverão ser inferiores a uma área de 30 metros quadrados. 2.3.3 As Salas de Categoria D deverão dispor de área superior a 12 metros quadrados.

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2.4

IDENTIFICAÇÃO

2.4.1 A fim de facilitar sua localização, será colocado um painel com a letra “C”, pintada em cor negra sobre fundo amarelo no pátio de estacionamento das aeronaves (100cmx100cm), no saguão do aeroporto (40cmx30cm) e junto à entrada de acesso à Sala AIS (30cmx20cm).

C
2.4.2 Se, por uma razão imperativa, a Sala AIS estiver situada em lugar de difícil localização, desenhos esquemáticos, que indiquem o seu acesso, deverão ser colocados no pátio de estacionamento, em locais apropriados. Deverão, também, ser distribuídos pequenos painéis, semelhantes ao descrito, ao longo do trajeto, desde o terminal de passageiros até a Sala AIS. 2.5 MATERIAL A Sala AIS deve possuir o material mínimo necessário para que os seus operadores possam desempenhar suas tarefas com eficiência. (ver Anexo B). 2.6 ATRIBUIÇÕES A Sala AIS tem como atribuições à prestação do serviço de informação prévia ao vôo, o recebimento dos planos de vôo, que são apresentados antes das saídas das aeronaves, bem como dos informes referentes ao serviço de tráfego aéreo. 2.7 ZONA SERVIDA

2.7.1 CONCEITO Zona Servida é a área geográfica a respeito da qual a Sala AIS deve disponibilizar as informações1 aeronáuticas.

1

Devem ser consideradas a quantidade de tráfego, a extensão e a complexidade das rotas que se originam no

aeródromo e, também, a freqüência com que as próprias empresas de transporte aéreo e os pilotos recorrem à informação prévia ao vôo, com todos os detalhes, que satisfaçam as operações de vôo.

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2.7.2 DETERMINAÇÃO 2.7.2.1 Cabe ao DTCEA, ONA, ou EPTA (Especial e CAT A), supervisionados pelo respectivo CINDACTA/SRPV, determinar a zona servida correspondente à Sala AIS que lhe é subordinada, mediante consulta prévia aos usuários que normalmente operam no aeródromo. 2.7.2.2 Ela deve abranger, em princípio, a área de jurisdição do CRN correspondente, as áreas dos CRN adjacentes e os trechos das rotas ATS cujos vôos se iniciem no aeródromo e se estendam além dessas áreas em vôo direto até os aeródromos de primeiro pouso e alternativas. NOTA 1: No caso de Sala AIS de aeroporto internacional, quando a área adjacente se referir a outro país, levar-se-á em conta a respectiva FIR. No caso das Salas AIS cujos vôos são de pequena extensão, a zona servida pode se restringir unicamente ao CRN da sua área; NOTA 2 : Deve ser considerada como parte da zona servida, as rotas pelas quais se tiver, pelo menos, um vôo quinzenal; e NOTA 3 : Quando uma Sala AIS tiver necessidade de fornecer informações que não façam parte da sua zona servida, ela deverá solicitá-las ao SISNOTAM ou ao CRN da sua área (informações nacionais) ou ao CGN (informações estrangeiras) pelo meio mais rápido disponível. 2.7.3 ATUALIZAÇÃO DA ZONA SERVIDA 2.7.3.1 A zona servida deverá ser modificada conforme se produzam mudanças no tráfego ou, depois de prévia consulta às empresas aéreas e demais usuários que operam no aeródromo, a respeito de suas necessidades presentes ou futuras. 2.8 2.8.1 CATEGORIZAÇÃO A classificação de uma Sala AIS será determinada considerando o somatório dos dados

estatísticos coletados durante os três últimos anos, relativos às mensagens ATS (FPL + NOTIF + CHG + CNL + DLA), mensagens CONFAC ( MOV + ISE ), mensagens administrativas (LOC) e mensagens de transporte especial (MTE) veiculadas nas Salas AIS. NOTA 1: Os dados serão coletados mensalmente e adicionados aos dois anos anteriores. NOTA 2: A categoria das Salas AIS será divulgada anualmente pelo DECEA aos SRPV, CINDACTA e à INFRAERO.

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2.8.2 De acordo com esses dados, as Salas AIS de Aeródromos são classificadas em: a) Categoria A: média mensal de mensagens ATS+CONFAC+LOC+MTE maior que 4.000; b) Categoria B: média mensal de mensagens ATS+CONFAC+LOC+MTE maior que 1.600 e menor ou igual a 4.000; c) Categoria C: média mensal de mensagens ATS+CONFAC+LOC+MTE maior que 600 e menor ou igual a 1.600; e d) Categoria D: as demais Salas AIS. 2.9 SUBORDINAÇÃO

2.9.1 As Salas AIS são subordinadas administrativa e operacionalmente ao respectivo DTCEA/ONA. 2.9.2 As Salas AIS Militares são subordinadas administrativamente ao Comandante da Unidade Militar onde estão localizadas. A responsabilidade operacional cabe ao DTCEA existente junto à Organização Militar. 2.9.3 As Salas AIS localizadas em aeródromos cujo serviço de proteção ao vôo está sob a responsabilidade da INFRAERO têm subordinação administrativa e operacional à citada Empresa. 2.9.4 O SRPV ou CINDACTA em cuja jurisdição estão localizadas as Salas AIS, tanto de aeródromos civis quanto de aeródromos militares, deve exercer a supervisão das operações. 2.9.5 A D-AIS é a responsável pela padronização dos procedimentos operacionais das Salas AIS de Aeródromo. 2.10 IMPLANTAÇÃO A implantação de Salas AIS deve ser efetuada mediante solicitação do interessado ao Subdepartamento de Operações do DECEA, conforme o descrito no capítulo 6 do MCA 63-4 “Homologação, Efetivação, Ativação e Desativação no Âmbito do DECEA”.

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2.11 INSPEÇÕES 2.11.1 As Salas AIS dos DTCEA/ONA deverão ser inspecionadas anualmente pelo DECEA e/ou pelos CINDACTA/SRPV em suas respectivas áreas de responsabilidade. NOTA: A INFRAERO cumprirá o seu programa de inspeções, de acordo com as normas adotadas pela empresa. 2.11.2 Durante a inspeção, deverão ser avaliados todos os aspectos tratados nessa ICA. 2.11.3 Em cada localidade, após a inspeção, o chefe da equipe deverá informar aos operadores a situação do órgão vistoriado, valorizando os aspectos positivos e mostrando as discrepâncias encontradas, bem como corrigi-las. 2.11.4 Até 30 dias após a inspeção, deverá ser elaborado um relatório, que será remetido para: a) o DECEA, quando a inspeção for realizada pelo SRPV/ CINDACTA; b) o CINDACTA/SRPV que tenha jurisdição sobre a Sala AIS, quando a inspeção for realizada pelo DECEA; e c) a INFRAERO, quando a Sala AIS for operada por essa empresa. 2.11.5 As Salas AIS das EPTA serão inspecionadas de acordo com o indicado na ICA 63-10. 2.11.6 A inspeção de uma Sala AIS de um DTCEA ou ONA será efetuada, obrigatoriamente, por um Supervisor ou Operador AIS em atividade.

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3 3.1

OBTENÇÃO DA INFORMAÇÃO FONTES DE INFORMAÇÕES As informações que devem estar disponíveis em uma Sala AIS serão

fornecidas pela Divisão de Informações Aeronáuticas, pelo CGN, pelos CRN, pelos pilotos (informação pós-vôo) e pelas autoridades e serviços locais, no que for relacionado com as deficiências operacionais do aeródromo. 3.2 3.2.1 DOCUMENTOS DE INFORMAÇÕES AERONÁUTICAS As informações aeronáuticas específicas são encontradas nas publicações editadas pelo

DECEA, referentes a tráfego aéreo, meteorologia, comunicações e busca e salvamento (ver 4.2). 3.2.2 As informações básicas, ou seja, de caráter permanente, são as contidas nos Manuais AIP-BRASIL, AIP-MAP e ROTAER e nas FPC, ERC ARC, WAC, CNAV (antigas CNAM) e CINAV (antigas CINAM). 3.2.3 As informações de caráter temporário, bem como aquelas que se publicam segundo o sistema AIRAC, ou que sejam de caráter permanente, mas necessitem ser difundidas antes que se publique uma emenda ao documento de informações básicas pertinente, são divulgadas nos NOTAM e SUP AIP. 3.2.4 As informações de caráter puramente explicativo, administrativo ou de

assessoramento, relacionadas com a proteção ao vôo, mas que não sejam próprias para publicação em AIP, NOTAM ou SUP AIP, são publicadas nas AIC. 3.2.5 As informações necessárias aos vôos que se destinam ao exterior2 estão publicadas em AIP, NOTAM, SUP AIP e AIC estrangeiros e devem estar disponíveis nos aeroportos internacionais.

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Estados com os quais o Brasil mantém intercâmbio

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3.3

INFORMAÇÕES DE QUE A SALA AIS DEVE DISPOR

3.3.1 São as seguintes as informações (e documentos onde elas são encontradas) que normalmente devem estar disponíveis em uma Sala AIS: a) rotas ATS - FPC, ERC, ARC e AIP; b) regulamentos relativos à entrada, saída e sobrevôo do país, aplicáveis às aeronaves civis em vôo internacional - AIP; c) aeródromos e serviços neles existentes - AIP e ROTAER; d) auxílios à navegação aérea e instalações de comunicação do serviço móvel aeronáutico - AIP, ROTAER, ERC e ARC; e) instalações e serviços meteorológicos - AIP e ROTAER; f) regras do ar e serviços de tráfego aéreo - AIP, CBA e ICA 100-12; g) preenchimento do plano de vôo e mensagens ATS relacionadas - AIP, ICA 100-11, ICA 100-13, ICA 100-15, MCA 53-1 e MCA 100-11; h) espaços aéreos controlados e espaços aéreos condicionados - AIP, ARC e ERC; i) perigos para a navegação aérea em caráter temporário - NOTAM e SUP AIP; j) meios de busca e salvamento - AIP; k) informações relativas à sobrevivência - MMA 64-2; l) cartas adequadas ao planejamento de vôo - IAC, SID, FPC, ERC, ARC, WAC, CNAV (antigas CNAM) e CINAV (antigas CINAM)3; m) informações4 relativas às condições operacionais do aeródromo, dos

3 4

As Salas AIS Militares disporão, também, de CAP e CIAP. Essas informações devem ser preparadas pela Sala AIS e expostas com destaque antes mesmo de publicadas por NOTAM ou SUP AIP, quando for o caso, dando-se conhecimento delas ao órgão ATS local.

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serviços, dos auxílios-rádio, dos auxílios visuais e da área de manobras como, por exemplo: − trabalhos de construção ou de manutenção da área de manobras ou contígua à mesma; − parte em desnível da área de manobras, sinalizadas ou não, tais como trechos esburacados das pistas de pouso e de táxi; − aeronaves estacionadas ou outros objetos nas pistas de táxi ou em suas laterais; e − inoperância do ILS, incluindo os marcadores e balizadores, bem como dos seguintes equipamentos: VOR, DME, NDB, canais de VHF do serviço móvel aeronáutico, sistema de observação do alcance visual da pista (RVR) e fonte secundária de energia elétrica. n) informações meteorológicas, quando não houver operador MET; o) sobrevôo do espaço aéreo sob jurisdição do Brasil por aeronaves estrangeiras - ICA 63-13 (Procedimentos dos Órgãos do SISCEAB Relativos com AVOEM e AVODAC e AIP-Brasil; p) informação referente a aeródromos – MCA 53-1; q) veículo ultraleve motorizado – ICA 100-3; r) obrigatoriedade de equipamento transponder no espaço aéreo brasileiro – AIP e CIRTRAF 100-23; s) vôos IFR fora da rota ATS, abaixo do nível mínimo da referida FIR – AIP, IMA 100-2 e MCA 53-1; e t) prorrogação, antecipação e abertura, em dias não previstos, das instalações aeronáuticas e dos auxílios-rádio à navegação e visuais – IMA 102-6.

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4 4.1

DISPOSIÇÃO DA INFORMAÇÃO APRESENTAÇÃO

4.1.1 A extensão da zona servida e a disponibilidade de espaço na Sala AIS serão os fatores determinantes da disposição que as informações aeronáuticas terão (ver 2.3.2 e 2.3.3). Entretanto, serão considerados os seguintes fatores de aplicação geral: a) o material informativo será disposto em uma ordem lógica, de maneira a facilitar a auto-informação, de modo que o usuário tenha de se locomover o mínimo possível; b) as publicações de informações básicas estarão disponíveis para consultas dos aeronavegantes de forma que estes as encontre com a menor interferência possível dos operadores da Sala (ver 4.3); c) os SUP AIP somente serão expostos se o seu conteúdo for necessário para esclarecer ou complementar o texto de algum NOTAM; d) serão colocadas em molduras, podendo possuir cobertura de vidro ou plástico, nas paredes ou em balcões apropriados, as cartas ERC dos espaços aéreos superior e inferior, FPC, WAC ou CNAV que abranjam, pelo menos, a zona servida, bem como a carta da área terminal (ARC) em que o aeródromo se localiza; NOTA 1: As WAC devem restringir-se à zona servida dos vôos VFR. NOTA 2: As CNAV devem restringir-se a um raio de 100km. e) as advertências à navegação aérea (espaços aéreos condicionados) em caráter temporário e as áreas estabelecidas em caráter permanente, ativadas por NOTAM, serão assinaladas em um painel ou mural (ver Anexo H); f) serão expostas em painéis as informações operacionais tais como: as horas do nascer e do pôr-do-sol no aeródromo, condições meteorológicas, freqüências disponíveis e outras informações que se façam necessárias (ver Anexo H); e g) os seguintes impressos deverão estar disponíveis aos aeronavegantes: IEPV 531, IEPV 53-11, IEPV 100-6, RCSV e RELPER.

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4.2

DISPONIBILIDADE DE PUBLICAÇÕES

4.2.1 As Salas AIS deverão dispor de publicações aeronáuticas atualizadas e colecionadas em pastas distintas por tema ou assunto (AIS, ATS, COM, MET, SAR, etc.). Cada pasta deve conter um índice das publicações que possui. Essas publicações estão discriminadas no Anexo C. 4.2.2 As Salas AIS devem possuir dois conjuntos de Publicações AIS (AIP, AIP-MAP e ROTAER), de forma a estarem atualizados e disponíveis um exemplar de cada publicação, no momento em que suas emendas entrarem em vigor. 4.2.3 As FPC, ERC e ARC deverão ser recebidas nas quantidades necessárias para a exposição em quadros murais e no balcão, para consulta dos usuários. 4.3 ATUALIZAÇÃO DAS PUBLICAÇÕES

4.3.1 As publicações aeronáuticas são atualizadas através de folhas substitutivas, emendas manuscritas e, eventualmente, emendas por SUP AIP e AIC. 4.3.2 A referência ao documento originador da atualização manuscrita deve estar indicada nas publicações e nas cartas. A informação deve ser anotada com tinta de cor vermelha, no momento que entra em vigor. Caso o texto da emenda manuscrita ou do SUP AIP seja muito extenso, de modo que não seja prático anotá-lo no local apropriado, o documento poderá ser colocado nas proximidades do item modificado, anotando-se esse fato no lugar onde a emenda deveria ser inserida. 4.3.3 As emendas às Publicações AIS (AIP, AIP-MAP e ROTAER) e as reedições das cartas FPC, ERC e ARC são corrigidas até uma data especificada na AIC correspondente. Para informações mais atualizadas, deve-se consultar os NOTAM e os SUP AIP posteriores a essas datas. NOTA: O especialista AIS deve observar que, ao atualizar uma publicação ou carta, além de substituir as páginas e cartas, deve, também, verificar se foram inseridas nelas todas as informações permanentes em vigor até a data da atualização. 4.4 CONHECIMENTO DAS MODIFICAÇÕES PELOS OPERADORES Os operadores de Sala AIS deverão estar aptos a informar aos usuários quaisquer modificações introduzidas nas publicações aeronáuticas, bem como os cancelamentos e a edição de novas publicações (ver capítulo 5).

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4.5

VISUALIZAÇÃO Uma das formas para permitir a visualização das informações referentes às

localidades, ao longo das rotas, deve ser, no mínimo, a de registrar os números dos NOTAM, relativos à zona servida, nas publicações e sobre a cobertura de vidro ou plástico, (mencionadas em 4.1 e). No local correspondente a cada informação, será anotado a tinta de cor vermelha, para as informações de caráter permanente, e a lápis, para as informações de caráter temporário. Isso possibilitará ao piloto verificar apenas as informações que interessem ao seu vôo. Ainda assim, o previsto em 5.2 deve ser observado. Porém, outros procedimentos poderão ser adotados, desde que apresentem a mesma eficiência e objetividade. NOTA: As cartas expostas deverão mostrar em local bem visível a data de efetivação das mesmas. 4.6 CONTROLE E REGISTRO

4.6.1 SUPLEMENTO AIP (SUP AIP) 4.6.1.1 Cada Sala AIS deverá receber duas cópias, pelo menos, de SUP AIP nacional. Eles serão destinados a: a) pasta geral de SUP AIP, arquivados em ordem crescente; e b) pasta ou fichário complementar, de onde deverão ser destacados ou recortados os textos para atualização das publicações e cartas ou para complementar a exposição dos NOTAM (ver 4.1.d). 4.6.1.2 Os SUP AIP estrangeiros serão arquivados em pastas separadas, preferencialmente uma para cada país. 4.6.1.3 Os SUP AIP faltantes, nacionais e estrangeiros, devem ser imediatamente solicitados ao ICA , através de mensagem escrita. 4.6.2 CIRCULARES DE INFORMAÇÃO AERONÁUTICA 4.6.2.1 A Sala AIS manterá as AIC devidamente catalogadas e expostas em pastas, preferencialmente uma para cada país.

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4.6.2.2 As AIC faltantes, nacionais e estrangeiras, devem ser imediatamente solicitadas ao ICA, através de mensagem escrita. 4.6.3 LISTAS DE VERIFICAÇÃO 4.6.3.1 As listas de verificação de AIP, AIP-MAP e ROTAER devem ser processadas logo após a inserção de uma emenda nesses manuais. 4.6.3.2 As listas de verificação dos SUP AIP e das AIC devem ser processadas assim que forem recebidas. NOTA: O Especialista AIS deve ter especial cuidado ao processar as listas de verificação, sejam elas de AIP, AIP-MAP, ROTAER, SUP AIP, ou de AIC. Deve sempre confrontar a lista com o controle que é efetuado na própria Sala. Com este procedimento, ele estará valorizando o trabalho da Sala e evitará jogar fora material em vigor ou efetuar solicitações desnecessárias. 4.6.4 PUBLICAÇÕES FALTANTES 4.6.4.1 As publicações (convencionais ou não) e cartas aeronáuticas nacionais e estrangeiras, bem como páginas faltantes e assinaturas novas devem ser solicitadas imediatamente, através de mensagem escrita, ao órgão (ou setor) designado pelo DECEA a prestar esse serviço. NOTA: As Salas AIS operadas pela INFRAERO solicitarão de acordo com as normas estabelecidas por aquela Empresa. 4.7 INFORMAÇÃO POSTERIOR AO VÔO A principal finalidade da informação pós-vôo é assegurar que as inoperâncias ou deficiências no funcionamento dos auxílios à navegação e das comunicações terra-avião percebidas pelas tripulações sejam comunicadas prontamente aos órgãos encarregados da manutenção desses equipamentos. 4.7.1 APRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO PÓS-VÔO 4.7.1.1 As empresas aéreas, através de seus representantes no aeródromo, as unidades aéreas da FAB, ou os pilotos, diretamente, poderão apresentar a informação na Sala AIS:

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a) por escrito em formulário apropriado - IEPV 53-11 (ver Anexo D ); ou b) verbalmente e, nesse caso, o formulário será preenchido pelo operador AIS. 4.7.2 PROVIDÊNCIAS DA SALA AIS 4.7.2.1 Recebida a informação pós vôo, o operador da Sala AIS tomará as seguintes providências: a) fará registro no livro de ocorrências (LRO) ou em livro próprio (ver 5.7); b) se o equipamento inoperante ou deficiente for de responsabilidade local, comunicará o fato imediatamente ao órgão encarregado da manutenção; c) se o equipamento não for de responsabilidade local, o fato deverá ser comunicado imediatamente para a Sala AIS correspondente, para que esta acione o órgão encarregado da manutenção; d) se a irregularidade se refere a uma instalação operada por outro país, o CGN deve ser informado, para que comunique ao NOF correspondente os detalhes da informação recebida; e e) utilizará a informação nos atendimentos pré-vôos, acrescentando que ainda não foi confirmada. 4.8 FORMULÁRIO DE REGISTRO DE INFORMAÇÃO

4.8.1 Deve ser utilizado pelos usuários do SISCEAB com as seguintes finalidades: a) remessa de sugestões, correções ou novas informações a serem divulgadas nas publicações e cartas editadas pelo DECEA; e b) registro de reclamações e sugestões dos usuários (pilotos/DOV). NOTA: O modelo do Formulário de Registro de Informação (IEPV 53-1), bem como as instruções para preenchimento estão contidos no Anexo E dessa Instrução. 4.8.2 Esse formulário comporá as páginas do Livro de Reclamações e Sugestões (LRS) e, ainda, será impresso, também, em formato reduzido e distribuído juntamente com as emendas do ROTAER.

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4.8.3 O formulário deve ser objeto de encaminhamento imediato, compatível com a informação relatada pelo usuário. 4.9 OUTROS FORMULÁRIOS RECEBIDOS DOS USUÁRIOS Ao serem recebidos os outros formulários preenchidos pelos usuários (IEPV 100-6, RCSV, RELPER etc), o operador da Sala AIS deverá tomar providências para que a cadeia de informação não sofra interrupção, encaminhando, de imediato, conforme o seguinte: a) IEPV 100-6 – ao SRPV/CINDACTA ou Centro de Negócios Aeroportuários (INFRAERO); b) RCSV – ao CENIPA; e c) RELPER – ao setor responsável pela atividade em que foi detectada a condição de risco através do elo do SIPAER.

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5 5.1

PRESTAÇÃO DO SERVIÇO ATENDIMENTO AO USUÁRIO A Sala AIS é o local adequado para o planejamento de um vôo. Esse

planejamento é realizado pelo usuário através da obtenção das informações atualizadas, necessárias à segurança e eficiência do vôo. Neste contexto, o operador da Sala AIS é um importante elo do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) com os usuários, pelo contato direto que estabelece. Assim, não só é importante a qualificação do operador para o desempenho dessa função, mas, também, a polidez no tratamento, o comedimento da linguagem, o bom uso das palavras do vernáculo e uma boa apresentação pessoal. 5.2 INFORMAÇÃO COMPLETA No momento em que o piloto se apresenta à Sala AIS, deseja obter somente as informações atualizadas para realizar seu vôo, devendo as mesmas estarem dispostas organizadamente. Nos casos em que o piloto necessite de informações mais detalhadas, o operador AIS deve completá-las se utilizando de INSTRUÇÕES VERBAIS (ver 5.4). Por isso, deve estar constantemente bem informado a respeito do conteúdo dos NOTAM. 5.3 GRAU DE FAMILIARIZAÇÃO DO PILOTO COM A ROTA As informações a serem fornecidas dependerão do vôo planejado. Uma vez conhecedor do vôo que o piloto deseja realizar, o operador as providenciará de acordo com as necessidades, o que dependerá do grau de familiarização do piloto com a rota. Os vôos nãoregulares e os de turismo, especialmente com tripulação estrangeira, são provavelmente os que mais necessitam dessas informações. 5.4 INSTRUÇÃO VERBAL As informações a serem fornecidas variam com as circunstâncias e, assim, o operador da Sala deve estar certo de que são as mais completas para as necessidades do piloto. Como isso não pode depender simplesmente da memória do operador, apresenta-se, a seguir, uma relação de informações dentre as quais algumas podem estar relacionadas com determinado vôo em particular:

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a) regulamentos e procedimentos: − publicações básicas e emendas recentes; − regulamentos aplicáveis ao controle de tráfego aéreo; e − procedimentos aplicáveis a rotas ou a procedimentos de saída por instrumento, novos ou modificados. b) informação de rota e de destino: − sugestões referentes à utilização de rotas; − rumos, distâncias, topografia geral e características, bem como níveis de segurança em rota; − disponibilidade e condições de utilização dos aeródromos de destino e alternativas e de outros em caso de emergência, especialmente as condições de utilização de suas instalações e serviços; − disponibilidade de auxílios para a navegação aérea e suas condições de utilização; − disponibilidade de meios de busca e salvamento, especialmente em rotas transoceânicas ou sobre selva; − mudança na categoria disponível para salvamento e proteção contra incêndio do aeródromo; e − procedimentos locais de circulação e controle de tráfego aéreo. c) instalações e procedimentos de comunicação: − disponibilidade e condições de uso de instalações de comunicação aeroterrestre; − procedimentos aplicáveis; e − freqüências e horários de funcionamento dos serviços. d) perigos para a navegação aérea: − espaços aéreos condicionados temporária ou permanentemente ativados ao longo da rota; e − outras atividades no espaço aéreo, ao longo da rota, que não impliquem na ativação de espaços aéreos condicionados. e) qualquer informação adicional de interesse para o vôo planejado.

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5.5

IDIOMAS DE TRABALHO

5.5.1 Os idiomas oficiais da OACI são: o inglês, o francês, o espanhol, o russo, o árabe e o chinês. Os países membros da OACI devem adotar, nos serviços aeronáuticos, um ou mais desses idiomas para o seu relacionamento com os órgãos e tripulações estrangeiras. O Brasil adota oficialmente o inglês para esse fim. 5.5.2 Os operadores das Salas AIS dos aeródromos internacionais deverão estar habilitados para atender os usuários no idioma inglês. 5.6 COMUNICAÇÃO VERBAL COM TRIPULAÇÕES ESTRANGEIRAS Ao comunicar-se verbalmente com uma tripulação estrangeira, o operador da Sala AIS deve tomar os seguintes cuidados: a) a dicção deve ser clara e pausada; e b) utilizar as palavras do léxico da OACI e de outros documentos que se encontrem em uso na aviação civil internacional, na medida do possível. 5.7 LIVRO DE REGISTRO DE OCORRÊNCIAS (LRO)

5.7.1 A Sala AIS deve possuir um Livro para Registro das Ocorrências (LRO), verificadas durante os turnos de serviço. Nele serão registrados todos os fatos importantes ou não rotineiros, tais como: a) recebimento e passagem do serviço; b) operadores em cada turno de serviço; c) inoperância de equipamentos da Sala; d) informes dos pilotos, quando não houver um livro próprio, mencionado em 4.8; e e) qualquer ocorrência que, de algum modo, tenha prejudicado o bom andamento do serviço. 5.8 LIVRO DE RECLAMAÇÕES E SUGESTÕES

5.8.1 A Sala AIS deve possuir, também, um livro para registro de reclamações e sugestões dos pilotos. O Chefe da Sala AIS encaminhará, quando não for de sua competência resolver,

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essas informações e sugestões ao escalão superior, a fim de que esse resolva ou lhes dê o destino adequado. NOTA: Sempre que possível, o chefe do órgão ao qual a Sala AIS estiver subordinada, deverá responder ao informante, relatando-lhe as providências tomadas. 5.8.2 As folhas desse livro terão a mesma formatação do Formulário de Registro de Informação (ver 4.9). 5.9 BOLETIM DE INFORMAÇÃO PRÉVIA AO VÔO (PIB)

5.9.1 É compulsório as Salas AIS colocarem à disposição das tripulações de vôo uma lista dos NOTAM em vigor na forma de boletins de informação prévia ao vôo (PIB) em linguagem clara. 5.9.1.1 Para isso os operadores deverão: a) reproduzir esse tipo de boletim e fornecer aos pilotos ou DOV cada vez que estes apresentarem seus planos de vôo, independente de solicitação; b) inserir (imediatamente após a recepção) todos os NOTAM no computador relativos ao CGN e aos CRN e NOF que fazem parte da sua zona servida, quando utilizarem o SISNOTAM local; c) fazer um Backup do programa SISNOTAM, pelo menos uma vez por turno de serviço, que será utilizado caso o sistema fique inoperante. NOTA: Esse backup deverá ser realizado através da opção “BOLETIM por FIR", disponível no SISNOTAM. 5.9.2 Quando da inoperância do SISNOTAM ou do SISNOTAM Local, a Sala AIS deverá: a) manter controle rigoroso dos NOTAM recebidos, através do uso de ficha específica, a partir do último NOTAM de cada CRN e NOF que estiver no backup; b) receber todos os NOTAM dos CRN ou NOF, que fazem parte da sua zona servida, para possibilitar o controle da numeração; c) solicitar imediatamente os NOTAM faltantes através de mensagem escrita ou oral ao CGN, quando se tratar de NOTAM estrangeiro, e ao CRN em cuja área

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está localizada a Sala AIS, quando se tratar de NOTAM nacionais; d) processar as listas de verificação de NOTAM, tanto as nacionais quanto as estrangeiras, imediatamente após o seu recebimento; e e) editar os PIB a partir do backup, considerando os NOTAM recebidos após a inoperância do SISNOTAM. 5.9.3 MANUAL OU SEMI-AUTOMATIZADO Toda Sala que não dispuser de microcomputador para acessar o SISNOTAM deverá preparar o PIB de acordo com o formulário padronizado (ver Anexo G). As instruções complementares estão contidas no MCA 53-1. 5.9.4 AUTOMATIZADO Nas Salas AIS onde estiverem à disposição os terminais do SISNOTAM as pastas de exposição de NOTAM ou o formulário padronizado de PIB poderão ser substituídos pelos relatórios obtidos nesse sistema. Para isso os operadores deverão: a) reproduzir esse tipo de boletim e fornecer aos pilotos ou DOV cada vez que estes apresentarem seus planos de vôo, independentemente de solicitação; b) extrair, diariamente, os boletins mais solicitados pelos usuários da Sala, que serão utilizados como base de informação, caso o sistema fique inoperante; c) inserir (imediatamente após a recepção) todos os NOTAM no computador relativos ao CGN e aos CRN e NOF que fazem parte da sua zona servida, para as Salas que utilizam o SISNOTAM LOCAL; d) estabelecer mecanismos específicos para gerenciar de forma adequada a base de dados de NOTAM em vigor e evitar que informações canceladas permaneçam em exposição; e) observar atentamente quando os NOTAM PERM forem inseridos nas publicações; f) comparar as listas recebidas dos centros expedidores de NOTAM e as geradas pelo computador da Sala AIS sempre que forem recebidas as Listas de Verificação de NOTAM em vigor; e

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g) analisar as divergências observadas entre essas listas e, se for o caso, efetuar contato com o CRN respectivo para obter o esclarecimento desejado ou informar a discrepância constatada. 5.10 SISTEMAS AUTOMATIZADOS 5.10.1 O DECEA disponibiliza três sistemas automatizados e um arquivo em excel, de uso obrigatório, para a prestação do Serviço, nos Órgãos AIS, a saber: a) SISNOTAM, para as atividades relativas ao Serviço de NOTAM; b) AISWEB, para as consultas inerentes às publicações de informações aeronáuticas; c) SAIS, para as atividades relativas aos planos de vôo; e d) planilha para o cálculo do nascer e pôr-do-sol. NOTA: Para a instalação de qualquer outro sistema em Órgão AIS, o DECEA deverá ser consultado. 5.10.2 Os computadores disponililizados pelo DECEA nas Salas AIS destinam-se exclusivamente à utilização dos sistemas citados em 5.10.1. 5.10.3 O suporte técnico-operacional deverá ser solicitado ao Órgão Regional da jurisdição da Sala AIS.

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6

PLANO DE VÔO E ATUALIZAÇÕES CORRESPONDENTES O local adequado para preenchimento e entrega do plano e da notificação de

vôo, assim como as suas respectivas mensagens de atualização (DLA, CHG e CNL), é a Sala AIS, onde estão disponíveis as informações sobre aeródromos e rotas. 6.1 PROCEDIMENTOS Os procedimentos para veiculação dos planos de vôo, bem como das mensagens ATS estão contidos em publicações específicas, dentre as assinaladas no Anexo C, com as quais os operadores da Sala AIS devem estar perfeitamente familiarizados. 6.2 AÇÕES DO OPERADOR DA SALA AIS

6.2.1 Ao receber o IEPV 100-7 (Notificação de Vôo), o IEPV 100-20 (Plano de Vôo Completo) e o IEPV 100-30 (Mensagem de Atualização de Plano de Vôo), o operador da Sala AIS deverá: a) observar se os campos estão preenchidos à caneta azul ou preta e sem rasura; b) exigir a observância dos prazos estabelecidos; c) verificar se os campos5 estão corretamente preenchidos; NOTA: Caso algum campo esteja indevidamente preenchido, o operador deve solicitar ao apresentador que o corrija e somente receberá o plano de vôo ou uma Mensagem ATS após essa providência. d) quando no CAMPO 18 estiverem introduzidos os códigos de "autoridade a bordo" e de "serviços solicitados", proceder conforme as instruções contidas no FMA 63-50; NOTA: O operador da Sala AIS do aeródromo de partida do vôo, tão logo receba o FPL, será o responsável pela confecção e transmissão da respectiva MTE.

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Entende-se como plano de vôo, ou mensagem ATS, corretamente preenchido, quando em seus campos forem

inseridos dados que atendam às instruções e/ou manuais vigentes publicados pelo DECEA.

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e) quando se tratar de plano de vôo de aeronaves estrangeiras militares e civis, observar o indicado na ICA 63-13 e AIP-Brasil; f) quando se tratar de plano VOCOM, observar as instruções contidas na ICA 100-13; g) verificar o preenchimento do CAMPO 13 (AD PART) e do CAMPO 16 (AD DEST e AD ALTN) do Plano de Vôo (completo ou simplificado), observando os seguintes critérios: − pelo menos um aeródromo de alternativa deve ser indicado; − existindo uma interdição ou impraticabilidade, fica vedada a utilização do aeródromo, no todo ou em parte, para pouso ou decolagem, temporária ou definitivamente, no período estabelecido pela interdição ou impraticabilidade; − os aeródromos envolvidos deverão estar registrados ou homologados e operando em condições que permitam a operação pretendida; − tratando-se de vôo VFR de helicóptero, fica dispensada a exigência do preenchimento deste campo; − é obrigatório o preenchimento deste campo com, pelo menos, um aeródromo homologado IFR, para ser utilizado nos casos de falha de comunicação bilateral, quando for inserido no ITEM 15 “ROTA” mudanças de regra de vôo, sendo o último trecho de IFR para VFR; − no caso de um plano de vôo simplificado (Notificação de Vôo), os aeródromos envolvidos (AD PART, AD DEST e AD ALTN) deverão estar situados inteiramente dentro de uma ATZ, CTR ou TMA, ou na inexistência desses espaços aéreos, num raio de 50km (27NM) do aeródromo de partida; − referente ao parágrafo anterior, no caso específico de vôo VFR no período noturno, quando o aeródromo de destino for o mesmo aeródromo de partida, mesmo que não exista um aeródromo de alternativa habilitado para operação noturna no espaço aéreo em questão, será dispensado da obrigatoriedade do piloto e da aeronave de possuir credencial para vôo IFR, sendo, entretanto, necessário o preenchimento de um Plano de Vôo Completo (IEPV 100-20). No caso deste vôo ser realizado inteiramente em ATZ, CTR ou TMA adjacentes, também será dispensado da

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obrigatoriedade do piloto e da aeronave de possuir credencial para vôo IFR, sendo, entretanto, necessário o preenchimento de um Plano de Vôo Completo; h) excepcionalmente, no caso de planos de vôo apresentados em outra Sala AIS que não aquela de partida do vôo e que o correspondente aeródromo de partida seja desprovido de Sala AIS ou que esta não esteja em funcionamento, a Sala AIS que receber o plano de vôo deverá encaminhar as mensagens ATS pertinentes (FPL, CHG, DLA e CNL) ao ACC responsável pela FIR de origem do vôo e ao órgão ATS do aeródromo de destino. Quando o local de partida estiver situado a menos de 20 minutos de vôo dos limites comuns de duas FIR e o vôo envolver essas FIR, acrescentar aos endereços citados o ACC responsável pela FIR adjacente; NOTA: Caso o recebimento do Plano de Vôo (IEPV) ocorra dentro do horário de funcionamento da Sala AIS do aeródromo de partida do vôo, independentemente da EOBT, esse Plano deve ser transmitido somente a essa Sala AIS. i) independentemente do local de partida do vôo, a Sala AIS que receber o plano de vôo (PLN) é responsável por realizar a crítica inicial em relação ao preenchimento desse plano, conforme alínea c); j) caso a sala receba um FPL referente a um vôo partindo do correspondente aeródromo e perceba que há falhas nessa mensagem que comprometam o envio da mesma ao ACC, ou se o ACC identificar essas falhas e questioná-las à Sala AIS de partida do vôo, tal Sala AIS, considerando que, provavelmente, houve falha em relação ao cumprimento do disposto em i) acima, deverá: − envidar todos os esforços possíveis para resolver as falhas detectadas em coordenação, sempre possível, com a Sala AIS que recebeu o PLN, a tripulação envolvida e ou órgão ATS pertinente; − evitar, no máximo, penalizar o vôo em questão devido aos erros que deveriam ter sido corrigidos quando da apresentação do correspondente PLN; − expedir, pelos meios adequados, o relato dessa ocorrência aos órgãos apropriados, a fim de possibilitar que tal fato seja analisado, bem como

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as medidas pertinentes para a correção e prevenção implementadas. k) para o vôo de veículo ultraleve motorizado, fora do espaço aéreo designado, deverá ser apresentado um plano de vôo (completo ou simplificado) a uma Sala AIS de aeródromo ou a um órgão ATS, no caso de plano AFIL; l) endereçá-los conforme a ICA 100-15; m) verificar se o registro da aeronave consta da listagem de aeronave inadimplente. Em sendo constatada a presença do referido registro, o operador não deverá receber o plano de vôo, orientando o piloto a comparecer ao setor de tarifa para regularização; e n) verificar se o registro da aeronave consta da listagem de Certificados de Aeronavegabilidade cancelados, vencidos ou suspenso. Em sendo constatada a presença do referido registro, o operador não deverá receber o plano de vôo, orientando o piloto a comparecer ao setor competente da ANAC para regularização. 6.2.2 Ao receber as mensagens FPL, DLA, CHG e CNL, provenientes de formulários apresentados em outras Salas AIS brasileiras, o operador da Sala AIS deverá: a) verificar se os prazos estão sendo obedecidos e se os campos estão corretamente preenchidos; e NOTA: Caso o prazo não estiver compatível e/ou algum campo esteja indevidamente preenchido, entrar imediatamente em contato com o operador da Sala AIS de onde foi recebida a mensagem e coordenar com o mesmo a ação que se fizer necessária. b) endereçá-las conforme previsto na ICA 100-15. 6.2.3 Quando se tratar de mensagem ATS recebida do exterior, o operador da Sala AIS deverá: a) endereçá-los conforme previsto na ICA 100-15; e b) expedir a mensagem MOV, ou c) informar à fiscalização do pátio quando se tratar de aeronave que exija a emissão de DAT.

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6.2.4 Quando se tratar de mensagem ATS recebida de empresas aéreas concessionárias, o operador AIS deverá endereçá-la de acordo com a ICA 100-15. 6.2.5 Caso algum campo da mensagem ATS recebida do exterior ou de empresa aérea concessionária contenha dado incorreto, a Sala AIS receptora dessa mensagem deverá proceder conforme alínea c) do item 6.2.1. Na inexistência dos meios para um processo de coordenação, poderá ser enviada uma mensagem de serviço informando a falha detectada e solicitando que seja corrigida. 6.3 RECEPÇÃO POR TELEFONE OU FAC-SÍMILE

6.3.1 CREDENCIAMENTO/DESCREDENCIAMENTO O credenciamento ou descredenciamento das Salas AIS, para receber planos de vôo e atualizações correspondentes por telefone ou fac-símile, dar-se-á mediante solicitação do SRPV ou CINDACTA respectivo e da INFRAERO ao SDOP (D-AIS), após o cumprimento das exigências previstas na AIC em vigor (linha telefônica, equipamento de fac-símile, gravação das comunicações etc.). NOTA 1: O credenciamento somente será efetivado quando for divulgado através de publicações do DECEA. NOTA 2: O descredenciamento dar-se-á quando não for possível cumprir as exigências previstas na AIC em vigor. 6.3.2 PROCEDIMENTOS 6.3.2.1 Nas Salas AIS e nos CMA onde se apresentar uma incidência reduzida dos serviços propostos na AIC em vigor, poderá ser autorizado, pelas chefias dos órgãos AIS, a utilização de linhas telefônicas compartilhadas com outras finalidades, não dispensando, entretanto, a gravação das comunicações. 6.3.2.2 É de suma importância que as ligações telefônicas, na sala AIS e no CMA, sejam atendidas com presteza e cortesia e que as informações solicitadas sejam respondidas com rapidez e eficiência, visando à prestação do melhor serviço possível no âmbito do SISCEAB. 6.3.2.3 O operador da sala AIS é o único funcionário credenciado para o recebimento do Plano de Vôo e das atualizações correspondentes.

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6.3.2.4 As mensagens deverão ser elaboradas em conformidade com os dados previstos em seu formulário. 6.3.3 ATRIBUIÇÕES DO OPERADOR AIS 6.3.3.1 Para o recebimento do plano de vôo e das atualizações correspondentes, compete ao operador AIS: a) atender com presteza ao “TELEFONE PLN”; b) antes da recepção do Plano de Vôo ou das mensagens de atualização, perguntar ao interlocutor, se aplicável, se está ciente das informações meteorológicas; caso negativo, orientá-lo para a obtenção dessas informações, através do “TELEFONE CMA” e, após, voltar a ligar para transmissão dos dados do plano de vôo; c) caso a Sala AIS disponha de fac-símile, questionar o interlocutor se o plano de vôo será transmitido por telefone ou fac-símile; d) após a conferência dos dados do formulário recebido, via fac-símile, informar ao interlocutor o recebimento do mesmo, utilizando a seguinte fraseologia: -“A MENSAGEM (CITAR MENSAGEM) FOI RECEBIDA ÀS ... (HORAS) UTC”. e)registrar, no formulário recebido, via fac-símile, a hora de recebimento do Plano de Vôo; e f)no caso de utilização de telefone,solicitar os dados na seqüência apresentada na AIC em vigor, anotando os dados no formulário da mensagem pertinente. Inserir o nome do interlocutor no campo apropriado, escrevendo “VIA TEL”, no campo assinatura, e encerrar a ligação com a seguinte fraseologia: -“A MENSAGEM (CITAR MENSAGEM) FOI RECEBIDA ÀS (HORAS) UTC” 6.3.4 GRAVAÇÃO E ARQUIVO 6.3.4.1 O TELEFONE PLN e o TELEFONE CMA terão suas comunicações gravadas, objetivando esclarecer dúvidas a respeito do Plano de Vôo, das informações meteorológicas e de outros dados transmitidos e/ou recebidos através desses telefones.

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6.3.4.2 As gravações magnéticas orais das comunicações telefônicas, relacionadas aos dados ATS (Plano de Vôo e suas atualizações), devem ser arquivadas por 30 (trinta) dias. 6.3.4.3 Os dados ATS escritos (Plano de Vôo e suas atualizações), recebidos via telefone ou fac-símile, devem ser arquivados de acordo com a legislação em vigor. 6.3.4.4 O arquivamento de todos os dados ATS escritos e gravados, relacionados com acidentes aeronáuticos e outras irregularidades, deve ser tratado de acordo com legislação em vigor.

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7 7.1

INFORMAÇÕES METEOROLÓGICAS INFORMAÇÕES EXPOSTAS

7.1.1 Na Sala AIS são expostas informações meteorológicas de interesse para os aeronavegantes. São elas: a) Mensagens de Observação: − METAR (Informe meteorológico aeronáutico regular); e − SPECI (Informe meteorológico aeronáutico especial selecionado). b) Mensagens de Vigilância: − SIGMET (Informação relativa a fenômenos meteorológicos em rota que possam afetar a segurança operacional das aeronaves); − AIRMET (Informação relativa a fenômenos meteorológicos em rota que possam afetar a segurança operacional das aeronaves em níveis baixos); − AVISO DE AERÓDROMO (Informações concisas de condições meteorológicas previstas, que possam afetar a segurança das aeronaves no solo, as instalações e os serviços do aeródromo); e − WS WRNG (Aviso de gradiente de vento em níveis baixos). c) Mensagens de previsão: − TAF (Previsão terminal de aeródromo); e − GAMET (Previsão de área para vôos em níveis baixos). d) Cartas de Previsão: − SIGWX (Previsão tempo significativo); e − VENTOS E TEMPERATURAS EM ALTITUDE (Previsão de ventos e temperaturas em altitude para vários níveis). 7.1.2 Quando necessário, o operador AIS deverá auxiliar os aeronavegantes na descodificação das mensagens citadas acima. 7.2 OUTRAS INFORMAÇÕES METEOROLÓGICAS Se o usuário necessitar de informações mais detalhadas ou outro tipo de informação, será encaminhado ao centro meteorológico local, onde será atendido por um especialista.

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7.3

RESPONSABILIDADE PELA EXPOSIÇÃO A responsabilidade pela exposição da informação meteorológica na Sala AIS é

do operador do centro meteorológico do aeródromo. Nos aeródromos onde existe apenas um CMA-3 não haverá exposição (ver 7.1.1). 7.4 SOLICITAÇÕES AO BANCO OPMET A finalidade principal do Banco OPMET é atender às necessidades do tráfego aéreo. As informações meteorológicas operacionais (OPMET), nas formas METAR, SPECI, TAF e TEND, podem ser obtidas do Banco pelos CMA que estejam conectados a um CCAM. Caso o aeródromo não esteja conectado à rede CCAM, ou os teleimpressores existentes estejam inoperantes, esquemas especiais deverão ser estabelecidos. A Sala AIS de Aeródromo não precisa solicitar tais informações para manter em exposição. A informação OPMET deve ser destinada a uso imediato. 7.5 AERONOTIFICAÇÕES As aeronotificações recebidas dos pilotos acerca das condições meteorológicas, encontradas na rota (AIREP) e que estejam dentro do prazo de validade, previsto pelo Serviço de Meteorologia, devem ser enviadas ao Centro Meteorológico de Vigilância correspondente à área à que elas se referem.

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8 8.1

COMUNICAÇÕES PROCEDIMENTOS Os procedimentos de comunicação são aqueles estipulados pelo DECEA.

8.1.1 COM OS ÓRGÃOS DE INFORMAÇÕES AERONÁUTICAS As Salas AIS deverão dispor de meios para comunicação telefônica direta com o CRN responsável pela sua área. Se o aeródromo for internacional esta comunicação direta deverá existir também com o CGN. 8.1.2 COM O SERVIÇO FIXO AERONÁUTICO As comunicações com a estação do serviço fixo aeronáutico local dependerão da localização dessa estação. Se afastada, devem ser, preferencialmente, por teletipo de linha direta, complementada por interfone ou telefone, a menos que a Sala possua teleimpressor ligado à rede AFTN. 8.1.3 COM OS ÓRGÃOS DE TRÁFEGO AÉREO E DE SALVAMENTO E CONTRAINCÊNDIO As comunicações com os órgãos de tráfego aéreo e com os serviços de salvamento e contra-incêndio serão estabelecidas, primariamente, por interfone e, como alternativa, por telefone. 8.1.4 COM OUTROS ÓRGÃOS DO AERÓDROMO As comunicações com serviços médicos, serviços aeroportuários, empresas aéreas, unidades aéreas, etc. serão efetuadas por telefone. 8.1.5 COM OS ÓRGÃOS ENVOLVIDOS COM A OPERAÇÃO DE AERONAVE PRESIDENCIAL As comunicações deverão ser mantidas com discrição, prestando informações somente a pessoas credenciadas do GABAER, COMAR, Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSIPR), Subchefia Militar, Assessoria Militar Aeronáutica e do GTE.

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9 9.1

FAMILIARIZAÇÃO COM A ÁREA DE ATUAÇÃO ASPECTOS PRINCIPAIS Os operadores da Sala AIS devem estar perfeitamente familiarizados com os

seguintes aspectos relacionados com a sua área de atuação: a) zona servida: − áreas de controle (rotas ATS e TMA); − topografia mais pronunciada da área de controle; − espaços aéreos condicionados permanentes e temporários; e − auxílios à navegação. b) serviços do aeródromo: − alfândega; − saúde; − imigração; − SAC; − administração; e − reabastecimento de combustível. c) empresas de transporte aéreo que operam regularmente no aeródromo: − nomes; − rotas e horários; − tipos de equipamentos utilizados; e − representantes no aeródromo. d) operações militares: − unidades aéreas sediadas no aeródromo; − tipos de operação e equipamentos utilizados; e − áreas de treinamento. e) outras operações: − empresas de táxi aéreo e equipamentos que utilizam; − aeroclubes e suas operações; e − empresas de pulverização.

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PROCEDIMENTOS SUPLEMENTARES

10.1 ACIDENTE COM AERONAVE Quando um acidente ocorre no aeródromo ou nas suas proximidades, a Sala AIS muitas vezes é utilizada para coordenação das medidas a serem tomadas. Isto se deve à sua localização e às facilidades de comunicações que normalmente possui. Os operadores da Sala AIS devem prestar a máxima colaboração possível para que as equipes de socorro possam exercer suas tarefas com a máxima eficiência. 10.2 REGRAS ESPECIAIS DE TRÁFEGO AÉREO PARA HELICÓPTEROS (ICA 100-4) Compete à Sala AIS, no que diz respeito ao atendimento a um helicóptero, observar o seguinte: a) tratando-se de vôo VFR, fica dispensada a exigência do elemento aeródromo de alternativa; b) é compulsória a apresentação de plano de vôo completo, quando o vôo for realizado entre o continente e as plataformas e vice-versa; c) para os vôos IFR das plataformas para o continente, o aeródromo de alternativa deverá ser um aeródromo ou heliponto situado no continente; d) caso o heliponto da plataforma marítima não seja “autorizado” para operação IFR, quando partindo do continente, o aeródromo ou heliponto de destino poderá ser o próprio aeródromo ou heliponto de partida, devendo constar, no campo 18 do plano de vôo, a intenção de pouso no heliponto da plataforma, segundo as regras de vôo visual; Ex.: RMK/LDG (NOME ou INDICATIVO da Plataforma), CASO VFR. e) não serão autorizadas as operações IFR noturnas em helipontos situados em plataformas marítimas, exceto para helicópteros envolvidos em missão SAR, de treinamento com vistas à missão SAR ou autorizadas pelo DECEA; e f) os helicópteros em operações policiais e de defesa civil poderão apresentar Plano de Vôo (completo ou simplificado), através de radiotelefonia, ao órgão ATS com jurisdição no espaço aéreo em questão. Essas mensagens

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poderão conter indicativo de chamada fictício e não serão exigidos o nome do piloto em comando nem o código da ANAC, desde que a Entidade policial ou de defesa civil tenha informado esses dados, previamente, ao órgão regional do SISCEAB (SRPV/CINDACTA).

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11 11.1

DISPOSIÇÕES FINAIS Esta Instrução foi elaborada, levando-se em conta as Normas e os Métodos

Recomendados no Anexo 15 - Serviços de Informação Aeronáutica e no Documento 8126AN/872 - Manual para os Serviços de Informação Aeronáutica - ambos da OACI, bem como a necessidade de se organizarem as Salas AIS de Aeródromo nos moldes preconizados nesses documentos. 11.2 Quando outras soluções forem requeridas para adaptá-las às necessidades locais,

poder-se-á modificar procedimentos aqui estabelecidos, desde que sejam respeitados os princípios básicos e se dêem instruções específicas por escrito. 11.3 Quando se considerar necessário um afastamento permanente do prescrito nesta

Instrução que vise aumentar a eficiência das operações, submeter-se-á o documento pertinente ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo para estudos e aprovação. 11.4 As sugestões para aperfeiçoar esta Instrução deverão ser enviadas ao seguinte endereço: DEPARTAMENTO DE CONTROLE DO ESPAÇO AÉREO DIVISÃO DE INFORMAÇÕES AERONÁUTICAS AV. GENERAL JUSTO, 160 - 2º ANDAR 20021-340 - RIO DE JANEIRO - RJ 11.5 Os casos não previstos serão submetidos ao Chefe do Subdepartamento de Operações

do DECEA.

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Anexo A - Área

LEGENDA: 1. Mesas e cadeiras para supervisores 2. Cadeiras altas para operadores 3. Mesa e cadeiras para usuários 4. Armário para material de escritório 5. Estante com escaninhos 6. Janela para a ECM 7. Balcão para atendimento (uso facultativo) 8. Balcão para publicações 9. Painel Informativo (ver Anexo H)

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Continuação do anexo A - Área
1) Ampliação do Balcão para Atendimento (Item 7)

2) Ampliação do Balcão para Publicações (Item 8)

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Anexo B - Relação do material mínimo necessário a uma sala AIS
1 - MOBILIÁRIO − − − − − − − − − − − − Armário para guarda de material de expediente Balcão para atendimento ao usuário (uso facultativo) Balcão para exposição de informação meteorológica Cadeiras altas para os operadores Escaninhos para acondicionamento de pastas com publicações Mesa e cadeira para o supervisor Mesa para utilização das tripulações em planejamento de vôo e consulta de publicações, com as respectivas cadeiras Painel para informação da hora do nascer e pôr-do-sol e da pista em uso Painel para informação de áreas condicionadas ativadas por NOTAM Painel para informação de condições meteorológicas operacionais de aeródromos selecionados, quando o aeródromo possuir CMA-1 ou CMA-2 Quadro para exposição de cartas aeronáuticas previstas Quadro para exposição de cartas de previsão meteorológicas

2 - MATERIAL DE ESCRITÓRIO − − − − − − − Cola Fita adesiva Furador (es) Grampeador Pastas para colecionar publicações diversas, AIC e SUP AIP Régua Tesoura

3 - MATERIAL DE NAVEGAÇÃO − − − − Compasso Computador de navegação tipo E6-B ou similar Régua de plotar Transferidor de 360º

4 - MATERIAL DE INFORMÁTICA − − − − Microcomputador compatível com o desenvolvimento dos programas AIS Impressora com nível de ruído e velocidade adequados às necessidades do AIS Disquetes Papel

5 - OUTROS − Relógio de parede (que indique 24 horas) − Relógio-datador − Linha Telefônica

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Anexo C - Publicações necessárias a uma Sala AIS
1.Carta Aeronáutica de Pilotagem (CAP) da Zona Servida, caso a Sala seja militar 2.Cartas Aeronáuticas (WAC, CNAV/CNAM CINAV/CNAM) da Zona Servida e após a Ocorrência de Acidente Aeronáutico ou Incidente Aeronáutico Grave 23.ICA 63-13 Procedimentos dos Órgãos do SISCEAB Relacionados com AVOEM e AVODAC 24.ICA 100-3 Operação de Veículos Ultraleves 25.ICA 100-9 Procedimentos Especiais para Aeronave Presidencial (RESERVADO) 26.ICA 100-11 Plano de Vôo 27.ICA 100-12 Regras do Ar e Serviços de Tráfego Aéreo 28.ICA 100-l3 Regras de Tráfego Aéreo para Circulação Operacional Militar (RESERVADO)
29.ICA 100-15 Mensagens ATS

3.CIRAIS 53-2 Aquisição de Publicações e Cartas Aeronáuticas editadas pelo DECEA 4.CIRPV 58-1 Procedimentos para Identificação de Exploradores de Aeronaves Cargueiras Inadimplentes quanto às Tarifas Aeronáuticas 5.CIRPV 63-5 Serviço de Gerenciamento de Fluxo de Tráfego Aéreo 6.CIRPV 63-2 Distribuição Pré-determinada de NOTAM 7.CIRTRAF 100-17 Impraticabilidade de Aeródromos e de Helipontos em Função de Obstáculos Temporários 8.CIRTRAF 100-23 Uso do Equipamento Transponder no Brasil 9.Código Brasileiro de Aeronáutica 10.DCA 63-1 Plano de Degradação, Plano Regional de Emergência e Plano de Contingência 11.Documentação Integrada de Informação Aeronáutica - AIP-BRASIL; - AIP-MAP; - Cartas: FPC, ERC e ARC (conjunto); - Circulares de Informação Aeronáutica (conjunto); - NOTAM relativos à zona servida; - SUP AIP (conjunto); e - ROTAER (somente nacional) 12.FCA 63-1 Sistema PAPI 13.FCA 105-2 Código Meteorológico TAF 14.FCA 105-3 Códigos Meteorológicos METAR e SPECI 15.FMA 63-6 Sistema de Trajetória de Aproximação Visual (VASIS) 16.FMA 63-50 Mensagens de Transporte Especial Relacionadas com Autoridades e Serviços Solicitados em um Plano de Vôo. 17.ICA 53-1 NOTAM 18.ICA 53-2 Sala de Informações Aeronáuticas de Aeródromo (Sala AIS) 19.ICA 53-3 Planejamento de Pessoal em Atividades AIS 20.ICA 53-4 PRENOTAM 21.ICA 53-5 Coleta de Dados Estatísticos AIS 22.ICA 63-7 Atribuições dos Órgãos do SISCEAB

30.ICA 102-1 Mensagem Telegráfica 31.ICA 102-10 Designadores Telefônicos e Telegráficos 32.ICA 102-8 Mensagem CONFAC 33.ICA 105-1 Divulgação de Informações Meteorológicas 34.IMA 63-10 Estações Permissionárias de Telecomunicações e Tráfego Aéreo 35.IMA 64-1 Mensagens SAR
36.IMA 100-2 Correção QNE

37.IMA 100-4 Regras Especiais de Tráfego Aéreo para Helicópteros 38.IMA 102-6 Telecomunicações Aeronáuticas 39.MCA 53-1 Manual do Especialista em Informação Aeronáutica 40.MCA 53-2 Manual de Operações dos Centros de NOTAM 41.MCA 100-11 Preenchimento dos Formulários de Planos de Vôo 42.MCA 102-2 Endereços Telegráficos 43.MMA 64-2 Sobrevivência na Terra e no Mar 44.MMA 64-3 Manual de Busca e Salvamento (SAR) 45.NS-G-117C Condições para Operações IFR Diurnas e Noturnas de Aeródromos e Rotas 46.TCA 0-12 Índice Geral de Publicações em vigor do DECEA 47.TCA 63-1 Horas do Nascer e Pôr-do-Sol 48.TCA 63-2 Indicadores de Localidades Estrangeiras 49.Manual de Operação do SAIS

ICA 53-2/2007 Anexo D - Informação pós-vôo sobre inoperâncias ou deficiência no funcionamento de ,auxílios à navegação aérea e das comunicações terra-avião
Marca de nacionalidade e matrícula da aeronave: Empresa/n.º de vôo: Aeródromo de procedência: Aeródromo de destino:

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IEPV 53-11

Instalação

Localidade

Detalhes sobre a anormalidade
(incluindo altitude/FL; distância(s) e marcação(ões) com relação ao auxílio)

Hora da observação

Data:

Assinatura do piloto

52 Anexo E - Formulário de registro de informação
30 AGO 2007

ICA 53-2/2007

IEPV 53-1

________________
Órgão

1) Ano ______

2) Mês 3) Dia _____ _____

4) Seqüência ______/______

FORMULÁRIO DE REGISTRO DE INFORMAÇÃO

5) Indique com um X o registro a ser analisado: a) - Publicações e Cartas Aeronáuticas (indicar o tipo e a data de edição). b) - Sugestões ou reclamações. c) - Outros. 6) Descrição:

........................................................................................................................................ ........................................................................................................................................ ........................................................................................................................................ ........................................................................................................................................ ........................................................................................................................................ ........................................................................................................................................ ........................................................................................................................................ ........................................................................................................................................ ........................................................................................................................................ ........................................................................................................................................ ........................................................................................................................................ ........................................................................................................................................ ........................................................................................................................................ ........................................................................................................................................ ........................................................................................................................................ ........................................................................................................................................ ........................................................................................................................................ ........................................................................................................................................ ........................................................................................................................................ ........................................................................................................................................ ........................................................................................................................................ ........................................................................................................................................
7) Nome: 10) Endereço: 12) Código ANAC: 13) Matrícula da Aeronave: 14) Empresa: 15) AD Procedência: 8) Assinatura: 9) Data: 11) TEL/FAX: 16) AD Destino:

ICA 53-2/2007 Continuação do Anexo E - Formulário de registro de informação
Instruções para Preenchimento
1) Os registros deverão ser feitos em letras de forma e uniforme, com caneta esferográfica de tinta azul ou preta. 2) O preenchimento dos campos 1, 2, 3 e 4 é de responsabilidade do operador AIS. 3) Inserir nos campos relacionados abaixo as seguintes informações: CAMPO (1) O ano em curso com 4 dígitos. CAMPO (2) O mês em curso abreviado com 3 dígitos. CAMPO (3) O dia do mês da apresentação da ficha ao órgão AIS pelo usuário, com 2 dígitos. Exemplo: 07. CAMPO (4) O número seqüencial da ficha, além do designativo da Sala AIS local. Exemplo: 001/AISFZ. CAMPO (5) O registro a ser analisado. NOTA: Quando for assinalada a letra "a" deste campo deverá ser citado no CAMPO 6 o tipo de publicação e a data. Ex. AIP, AIP-MAP, ROTAER, AIC, ERC, CARTAS VISUAIS. CAMPO (6) Toda e qualquer reclamação e/ou sugestão que se fizer necessário, bem como as citadas no item anterior. CAMPO (7) Inserir neste campo o nome completo da pessoa que estiver preenchendo a ficha. CAMPO (8) A assinatura do responsável pela informação. CAMPO (9) A data em que a pessoa estiver preenchendo a ficha. CAMPO (10) O endereço completo da pessoa que estiver preenchendo a ficha. CAMPO (11) O número do telefone e/ou fax da pessoa que estiver preenchendo a ficha. CAMPO (12) O código ANAC do piloto e/ou código do DOV quando este estiver preenchendo a ficha. Exemplo: 347564. CAMPO (13) A matrícula da aeronave, quando a descrição estiver relacionada com a referida aeronave. CAMPO (14) O nome da Empresa. CAMPO (15) O indicador de localidade do aeródromo de procedência. Exemplo: SBBR CAMPO (16) O indicador de localidade do aeródromo de destino.

53

54 Anexo F - Formulário de boletim de informação prévia ao vôo
30 AGO 2007
(1) (2) (3)

ICA 53-2/2007

IEPV 53-9
(4)

PIB ( ) ADVERTÊNCIAS À NAVEGAÇÃO ( ) GENERALIDADES
(5) (6) (7)

VALIDADE SALA AIS:___________________

ABRANGÊNCIA
( ) ROTA ( ) ÁREA ( ) SETOR (________________________ )

______/_____
(DATA/HORA)

LOCALIDADES

Ref.

NATUREZA DA INFORMAÇÃO

Anexo G - Painel informativo (modelo) ICA 53-2/2007

SALA AIS _______________________________________ COMUNICAÇÕES CLRD GNDC TWR APP ACC RECALADA TEL/FAX FPL OPERAÇÕES RÁDIO NDB VOR DME ILS NASCER/PÔR-DO-SOL DATA:______________ __________/_________ VFR IFR AUXÍLIOS À NAVEGAÇÃO RWY DIMENSÕES Anexo G - Painel informativo (modelo) PCN COND MET ____________________ CONDIÇÃO OPERACIONAL DIURNA ( ) DIURNA ( ) NOTURNA ( NOTURNA ( ) ) DADOS DA PISTA

ADVERTÊNCIAS À NAVEGAÇÃO AÉREA LOCAL PERÍODO ASSUNTO LIMITE INFERIOR SUPERIOR NOTAM/ SUP AIP

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ICA 53-2/2007

ÍNDICE Acidente com aeronave, 44 Ações do operador da sala AIS, 33 Apresentação da informação pós-vôo, 24 Área, 13 Atribuições, 14 Atualização das publicações, 22 Boletim de informação prévia ao vôo (PIB), 30 Categorização, 15 Circulares de informação aeronáutica, 23 Comunicações, 42 Controle e registro, 23 Disponibilidade de publicações, 22 Disposição da informação, 21 Formulário de registro de informação, 25 Identificação, 13 Idiomas de trabalho, 29 Implantação, 16 Informação posterior ao vôo, 24 Informações meteorológicas, 40 Inspeções, 17 Instrução verbal, 27 Livro de reclamações e sugestões, 30 Livro de registro de ocorrências (LRO), 29 Localização, 13 Material, 14 Obtenção da informação, 18 Plano de vôo e atualizações correspondentes, 33 Procedimentos, 42 Providências da sala AIS, 25 Publicações faltantes, 24 Recepção por telefone, telex ou fac-símile, 37 Regras especiais Helicópteros, 44 Responsabilidade pela exposição, 41 Sistemas automatizados, 32 Subordinação, 16 Suplemento AIP (SUP AIP), 23 Zona servida, 14

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