ORGANIZAÇÃO GERAL DO SISTEMA NERVOSO Desde sempre, sabia-se que havia algo importante na cabeça graças aos traumatismos

. O conhecimento da estrutura do cérebro data-se do século XVI, com avanços a partir do século XVIII. O funcionamento de certas estruturas é desconhecido, mas sua localização é conhecida. 1. Divisões básicas do sistema nervoso = cada uma com suas particularidades 1.1 SNC * estrutura e função intimamente ligadas ● Formado pelo encéfalo e pela medula espinal * o encéfalo é o grande centro de recepção de aferências * o cérebro é uma parte do encéfalo, não o sinônimo do mesmo. Ex: morte cerebral (pode estar vivo e interagir) é diferente de morte encefálica (órgãos vivos podem ser doados) * o cérebro não é essencial à vida, como fenômeno biológico = a pessoa pode ser mantida viva por tempos prolongados através de métodos. Ele é essencial à vida social (andar, falar). - circunvoluções do cérebro humano adulto: giros com nomes e funções próprias. O ser humano é um mamífero girencéfalo, não bisencéfalo. * o tronco encefálico (anterior ao cerebelo) é o mais importante, em associação com outras regiões, e é a região menor: freqüência respiratória, cardíaca, pulso arterial = condições vitais. * tálamo: recebe a região sensitiva antes que ela alcance o cérebro (córtex) * cerebelo: posterior * telencéfalo: vesícula embrionária que dará origem ao cérebro * medula espinal = neurônios + células da glia Obs.: substância branca = cinzenta ● Está protegido pelo líquido que o envolve (líquor no espaço subaracnóideo, líquido encéfalo-raquidiano), pelas três meninges – dura-máter, pia-máter e aracnóide -, pelo espaço existente na medula, pela pele (é mais espessa e se movimenta, nas costas é mais grossa), pelo couro cabeludo (sofre impacto e a pele absorve energia) * os órgãos são extremamente desenvolvidos, o que exige mecanismos de proteção: não apenas no homem, mas sim em todos os seres com sistema nervoso desenvolvido. Desse modo, não há regeneração, pois as lesões são dificultadas (as funções são específicas e há proteção)

- sem capacidade de regenerar: se perder a função = axônio não alcança territórios necessários ● A caixa / cavidade craniana – há proteção óssea do SNC – protege o encéfalo. ● A coluna vertebral protege a medula espinal * a pele que recobre a coluna vertebral é mais espessa e possui pêlos curtos ● Dentro do esqueleto axial 1.2 SNP ● Gânglio: conjunto de neurônios encontrados fora do SNC, no SNP * os neurônios devem estar em conexões uns com outros para que eles sobrevivam. Eles, inclusive, competem uns com os outros para sobreviver. ● Não possui proteção, por isso ocorrem mais lesões nele = há regeneração ● Sai do SNC e não está dentro do esqueleto axial 2. Definições Obs.: o plano mediano corta a pessoa, que está na posição anatômica, em dois lados simétricos (direito e esquerdo) Obs.2: ressonância e tomografia partem de cortes, normalmente no mínimo em 2 planos ◊ Aferente ● leva informações sensitivas ao SNC ou ao encéfalo ◊ Eferente ● leva informações do encéfalo ou da medula para órgãos efetores ◊ Comissura * diferente de decussação ● Conjunto de fibras nervosas que cruzam perpendicularmente o plano mediano * o plano de fibras é paralelo ao solo = estruturas cruzam os lados direito e esquerdo - ajuda a entender o motivo de se controlar o movimento da mão esquerda pelo hemisfério direito ● Com direções diametralmente opostas ◊ Decussação ● Comissura oblíqua: fibras nervosas que cruzam obliquamente o plano mediano e que têm aproximadamente a mesma direção ◊ Fascículo ou Trato ● Feixe de fibras nervosas com mesma origem, trajeto, função e destino * representam uma via de comunicação ● Nomenclatura: 2 nomes separados por hífen

* 1º: origem * 2º: terminação * 3º, se houver: posição Ex: corticoespinal = origem no cérebro e destinado à medula espinal. Com função motora e com trajeto definido.  Fascículo: trato mais compacto ◊ Fibras nervosas ● axônios ◊ Lemnisco = fita ● Feixes de fibras aferentes que levam impulsos ao tálamo = sensitivas ◊ Funículo = cordão ● Substância branca da medula espinal ● Contém vários tratos ou fascículos ◊ Gânglio ● Grupo de corpos de neurônios do SNP ◊ Núcleo ● Massa de substância cinzenta dentro de substância branca ● Grupo de corpos de neurônios do SNC: com aproximadamente mesma estrutura e função ◊ Substância cinzenta ● Tecido nervoso constituído de neuroglia, corpos de neurônios e fibras predominantemente amielínicas ◊ Substância branca ● Tecido nervoso formado de neuroglia e fibras predominantemente mielínicas ◊ Córtex ● Substância cinzenta que se dispõe em uma camada fina na superfície do cérebro e do cerebelo ◊ Fibras de projeção ● Fibras que saem dos limites da área ou do órgão ◊ Fibras de associação ● Fibras que associam pontos mais ou menos distantes da área ou do órgão sem abandoná-lo 3. Células que compõem o sistema nervoso 3.1 Células da glia ● Fornecem suporte e proteção aos neurônios * em conjunto = isolamento elétrico

que é saltatório. que se projetam da pia-máter. do aqueduto cerebral e do canal central da medula espinal  Plexos corióides: recobre tufos de tecido conjuntivo. Formam o líquor. rico em capilares sanguíneos. 3. Quando mais isolar. Maioria. ● Bainha lipídica que faz com que o impulso nervoso seja conduzido mais rapidamente. Célula com alto metabolismo = necessidade de oxigênio e metabólicos (glicose) ● Células muito especializadas. ● No SNC: oligodendrócito produz ● No SNP: célula de neurilema ou célula de Schwann produz ◊ Classificação morfológica ● Multipolar: com vários dendritos. não proliferam = perenes ◊ Corpo ● Ao final.● 1 neurônio = 10 células da glia -> mais numerosas (neurônios não realizam sua função sem elas) ◊ Astrócitos ● Intermediam a sustentação e nutrição dos neurônios (o contato com o plasma) ● Isolam os neurônios ● Controlam os níveis de potássio extraneuronal ● Principal sítio de armazenagem de glicogênio no SNC ● Após injúria: aumentam localmente por mitoses e ocupam áreas lesadas ● Função fagocítica ao nível das sinapses ● Arcabouço para migração de neurônios ◊ Oligodendrócitos ● Produzem mielina para o SNC (nos neurônios. há prolongamentos: * dendritos * terminais axônicos ◊ Bainha de mielina * apenas a célula que a produz se diferencia.2 Neurônios ● Possuem núcleo muito grande: material genético comanda a célula = alta síntese protéica. mais espesso e maior o impulso. . agilizam o impulso nervoso) ◊ Micróglias ● Defesa: destruição de células mortas ou que estão morrendo através da fagocitose ◊ Células ependimárias ● Forram as paredes dos ventrículos cerebrais.

um periférico e outro central ● Bipolar: com dois prolongamentos. que é tóxico para ele. * AVE (Acidente – algo inesperado . há barreira hematocefálica = outra célula faz despolarizar. diferente das células da glia. ● A maioria dos neurônios se conecta a milhares (a poucos apenas no sistema ocular) ● Evolução: ficarão apenas os neurônios selecionados para realizar as conexões ● O neurônio não pode ter contato com o sangue.Vascular Encefálico): isquêmico ou hemorrágico (20%).● Pseudo-unipolar: com apenas um prolongamento que se divide em dois ramos. Embriogênese . diminui as sinapses que estão ocorrendo. ● A maioria das sinapses é axo-dendríticas. um dendrito e um axônio * como os pseudo-unipolares. dependendo da extensão (tamanho) e do local (topografia). . Estas – micróglias – proliferam para ocupar o espaço = área de mesmo tamanho com células da glia = solução * cicatrização = não se movimenta ● Derrame: sai líquido do local de onde não deveria ter saído = sangue sai de um vaso. que faz outra despolarizar / repolarizar. são altamente dependentes de um meio externo constante  Observações ● O neurônio não prolifera após ter sua função. ● Influência do oxigênio: atrapalha primeiro as células de controle social. sendo que tudo é constante (concentração de eletrólitos deve ser constante) ● Álcool etílico inibe os neurônios – é globalmente inibitório –. o que difere nos outros seres. mas há axo-axônicas. ● Origem das neoplasias malignas (câncer – CA): nos locais onde as células estão proliferando = locais de renovação celular = nas células da glia ● Infarto: alteração a nível tecidual = morte de neurônios e de células da glia. no córtex frontal EMBRIOGÊNESE DO SISTEMA NERVOSO 1. deixando a pessoa alegre e desinibida * inibe as regiões responsáveis pelo controle emocional primeiro (mais complexo) = neurônios mais especializados funcionam de modo anormal.são as células mais jovens. Por isso. há células que realizam essa “ligação”.

Se a má formação. for compatível com a sobrevivência.75% dos fatores que causam anomalias * ingestão de drogas * hipotermia * altos níveis de vitamina A 2. fetoscopia e radiografia ● Potencial doador de órgãos . Ela se curva para formar um tubo. ● Coluna vertebral evidenciada no ultra-som com 10-12 semanas de gestação 2. o tubo neural.fornecida pela mãe. A futura pele e a placa neural são provenientes da ectoderme. resultará em aborto. começa a se diferenciar com 18 dias no embrião. Malformações ● Cerca de 3% dos nascimentos contêm anomalias no SNC.* a formação do SNC é precoce e se não formar direito. ● A placa neural. portanto. que a ingere na dieta. que formará o SNC e o SNP. seu excesso é liberado na urina. . o embrião começa a ter forma animal = cabeça e rabo (há ancestral comum nos cordados). nascerá doente = 3%.1 Anencefalia / Meroanencefalia . É hidrossolúvel. * é por isso que várias doenças da pele têm relação com SNC e vice-versa * perigo: no 18º dia a mulher ainda não sabe que está grávida ● No 21º dia. principalmente em folhas. mas não há cérebro. que dá suporte. .mero = parte = ausência parcial do encéfalo ● Há tronco encefálico rudimentar – parte do SNC -. Fatores ambientais e nutricionais: * vitamina B9 / ácido fólico / folato: importante para o fechamento do tubo neural tanto na cabeça quanto na cauda = má formação do encéfalo e má formação no sacro e na coluna vertebral. antes da concepção e continuada durante pelo menos 3 meses . * 21-24: cranial * 25-27: caudal ● Começam a surgir dilatações na cabeça. causada no início.Deve ser feita a suplementação de B9 antes dos 18 dias = exige planejamento pré-gestacional = antes do pré-natal. * a cabeça é micro ● Diagnóstico possível com ultra-som. e tecido nervoso funcionante * não é suficiente para viver fora do útero. O restante do tubo formará a medula espinal. que formarão o encéfalo.

com líquido e medula no interior. nutricional e/ou ambiental * pode ser causada por alterações na morfogênese e na histogênese do tecido nervoso. pode resultar em meningite. os neurônios não alcançam o território devido. mas é mais comum nas regiões lombar e sacral. nas superfícies internas dos órgãos chatos da calvária 2.2 Meningomielocele lombar = pode ocorrer em qualquer região da coluna vertebral. prejudicando o desenvolvimento das fibras nervosas ● Pode resultar em espinha bífida cística: semelhante a duas colunas vertebrais = anomalia mais grave e mais comum * nasce paraplégico (emaranhado) ● Alguns casos estão associados à craniolacunia = formação defeituosa da calvária.: limite jurídico = 14 dias ● Defeito no fechamento do neuroporo rostral durante a 4ª semana ● Envolve os tecidos sobrepostos (meninges e calvária) ● Fatores causadores: natureza genética. ● Cavidade coberta com pele ou por uma membrana delgada.Obs.3 Espinha bífida ● Hipovitaminose ◊ Oculta ● Só as vértebras lombares inferiores não se fundiram completamente (não fecharam direito): falha no crescimento normal das metades embrionárias do arco vertebral e na fusão destes no plano mediano = vértebras L5 ou S1 ● Geralmente não apresenta sintomas clínicos (não acarreta nada) porque o SNC é mais protegido . somitos. falhas no desenvolvimento em estruturas associadas (notocorda. ● Associada a um déficit neurológico acentuado da parte inferior ao nível do saco que faz protrusão: o tubo neural não se fecha na extremidade caudal * motivo = tecido nervoso incorporado à parede do saco. que se rompe com facilidade. infecção. Além disso. não-ossificadas. ao excesso de líquido amniótico. Isso leva à presença de áreas deprimidas. Por ficar exposta ao meio ambiente. desenvolvimento da calvária é defeituoso ● Pode estar associada à acrania e à raquisquise = quando o defeito de fechamento do tubo neural é extenso. a um nível elevado de alfa-fetoproteína no líquido amniótico 2. mesênquima e crânio) ● Conseqüência: primórdio do encéfalo anterior é anormal.

● Evidência: pequena depressão com um tufo de pêlos na região lombosacral ◊ Cística = saco semelhante a um cisto * visualizada como uma massa cística adjacente à área afetada na coluna vertebral ● Envolve a protrusão da medula espinal e/ou das meninges através do defeito do arco vertebral * casos graves envolvendo várias vértebras estão frequentemente associados à meroanencefalia * no útero: quando há altos níveis de alfa-fetoproteína (AFP) no líquido amniótico ou no soro sanguíneo materno (nível determinado pela amniocentese) * DTN (determinado com varredura de ultra-som) ● Com considerável variação em relação à sua incidência geográfica ● De tratamento cirúrgico ● Com graus variáveis de déficit neurológico. como o maxilar. olfato e gustação) ● Com aberturas para passagem de ar e do alimento . audição.anestesia em sela = perda da sensibilidade da região que faz contato com a sela durante o cavalgar  Com meningocele (meninge + CSF): o saco contém meninges e líquido cerebroespinal * a medula espinal e as raízes espinais estão na topografia normal  Com meningomielocele: medula espinal e/ou raízes nervosas incluídas no saco CRÂNIO ● É diferente nos humanos: a proporção e o formato. equilíbrio. mas pode ficar paraplégico * perda de sensibilidade do dermátomo correspondente. mudam ◊ Funções ● Abrigo e proteção do encéfalo ● Com cavidades para órgãos da sensibilidade específica (visão. dependendo da posição e da extensão da lesão: o nível da lesão determina a área de anestesia (área da pele sem sensibilidade) e os músculos afetados Obs.: pouca chance de ter déficit. juntamente com paralisia completa ou parcial dos músculos esqueléticos * paralisia dos esfíncteres (vesical e/ou anal): comum nas meningomielocceles lombossacrais .

● Vários ossos são pneumáticos: frontal. esfenoidal. Oferece uma contribuição mediana relativamente pequena para o neurocrânio.suturas = unem a maioria dos ossos da calvária. mas é basicamente do viscerocrânio.bebê = movimentação visível dos ossos = moela . esfenóide e etmóide = contêm espaços aéreos (células aéreas ou seios maiores) para reduzir o peso. e um assoalho ou base do crânio. Também contém partes proximais dos nervos cranianos e a rede vascular do encéfalo. temporal. que permite a movimentação discreta = sutura * base do crânio: ossos irregulares com partes planas – curvas com superfícies externas convexas e superfícies internas côncavas significativas = esfenoidal e temporal ● Em adultos. * o volume dos espaços aumenta com a idade . ● Posição anatômica em vista lateral: alinhamento do crânio = margem inferior da órbita e margem superior do poro acústico externo de ambos os lados situam-se no mesmo plano horizontal = plano orbitomeático (plano horizontal de Frankfort) Obs.osso etmóide = irregular. ● Tem um teto em forma de cúpula. proporcionalmente = humano * o maior encéfalo também é o do homem ● Superior e posterior ● Revestimento ósseo do encéfalo e seus revestimentos membranáceos.: . * calvária: com osso planos = frontal e parietal . a calvária ou calota craniana. etmoidal. occipital) e 2 conjuntos de ossos que ocorrem como pares bilaterais (temporal e parietal). São entrelaçadas e fibrosas. os ossos são unidos por cartilagem hialina. Durante a infância.● Maxilas. as meninges cranianas.: vista = norma (para o crânio) ◊ Neurocrânio = Onde se localiza o encéfalo = neurocrânio * maior. é formado por 8 ossos: 4 ímpares centralizados na linha mediana (frontal.forame magno = grande abertura na base do crânio através da qual a medula espinal é contínua com o encéfalo. . .os ossos parietais tendem a formar um só = região de juntura fibrosa. mandíbula e dentes são necessários para a mastigação 1. Características gerais ● É o osso da cabeça e possui duas partes Obs.

móvel. 2. ossos nasais e ossos lacrimais) * mandíbula e maxilas: oferecem as cavidades e o osso de sustentação para dentes maxilares e mandibulares. Não é fratura porque se parece e é uma sutura (onde não deveria existir) 2.1 Osso frontal * parte plana = sua escama ● Forma o esqueleto da fronte. formando o esqueleto da arcada dentária superior. Vista frontal (facial ou anterior) do crânio ● ossos supra-numerais (em maior número) ou suturais (em regiões de sutura) = variação anatômica (não é anomalia porque não tem prejuízos): o osso frontal está dividido.maxilas = maior parte do esqueleto facial superior. não se fundiu. e uma parte horizontal do osso – parte orbital – forma o teto da órbita e parte do assoalho da parte anterior da cavidade craniana. os vasos e os nervos do crânio) ◊ Viscerocrânio ou esqueleto facial = Onde há estruturas viscerais (olhos) e inserção de mandíbula ● Contém os ossos da face ● Forma a parte anterior e inferior do crânio e consiste nos ossos que circundam a boca (maxila e mandíbula – único móvel). etmóide e esfenóide. a díploe . palatinos. zigomáticos. que se articula com base do crânio. de substância compacta. entre os arcos supraciliares ◊ Margem supra-orbital ● Limite angular entre a escama e a parte orbital ◊ Forame ou incisura supra-orbital ● Na margem supra-orbital . conchas nasais inferiores. ◊ Glabela ● Área lisa. o nariz / cavidade nasal e a maior parte das órbitas (cavidades orbitais).pancada = rompe a externa (absorve grande parte da força) e poderá romper a interna (lesa o encéfalo. que esta fixada à base do crânio. articulando-se com os ossos nasal e zigomático ● Articula-se com lacrimal. e uma camada média esponjosa.* com lâminas externa e interna.mandíbula = forma o esqueleto da arcada dentária inferior. * sistema digestivo e respiratório ● São 15 ossos irregulares: 3 ímpares centralizados ou situados na linha mediana (mandíbula. . . etmóide e vômer – no inferior da cavidade nasal) e 6 que ocorrem como pares bilaterais (maxilas. ligeiramente deprimida.

● Para passagem do nervo e dos vasos supra-orbitais ◊ Arco superciliar ● Acima da margem supra-orbital ● Estende-se lateralmente de cada lado da glabela. ● Perfura a face lateral de cada osso ◊ Abertura piriforme = em forma de pêra ● Inferior aos ossos nasais ● Abertura nasal anterior do crânio ● Por ela se observa o septo nasal ósseo. malares ● Formam a proeminência das bochechas ● Situados nas paredes inferior e lateral das órbitas e repousam sobre as maxilas ● Quadriláteros ● Formam as margens ântero-laterais. ● É mais proeminente nos homens ● Situada profundamente aos supercílios ◊ Suturas ● Sutura metópica: remanescente de sutura presente nos adultos na linha mediana da glabela ● Sutura frontal: divide os ossos frontais do crânio fetal 2.2 Ossos zigomáticos = da bochecha. assoalho e grande parte das margens infra-orbitais das órbitas ● Articulam-se com ossos frontal. paredes. esfenóide e temporal e com maxila ◊ Forame zigomaticofacial ● Pequeno. que divide a cavidade nasal em direita e esquerda ◊ Processo frontal do osso zigomático ● Articula-se com o processo zigomático do osso frontal ● Auxilia na formação da margem lateral da órbita ● Superior ◊ Processo temporal do osso zigomático ● Articula-se com o processo zigomático do osso temporal ● Posterior ● Forma o arco zigomático 2.3 Maxilas ● Circundam a maior parte da abertura piriforme e formam as margens infra-orbitais medialmente .

: parte inferior = conchas nasais inferiores + cristas nasais 2.4 Mandíbula ● Osso em formato de U ◊ Processo alveolar ● Sustenta os dentes mandibulares ◊ Corpo ● Parte horizontal ◊ Ramo ● Parte vertical ◊ Forames mentais ● Inferiormente aos segundos dentes pré-molares.● Possuem ampla conexão com ossos zigomáticos lateralmente ◊ Processos alveolares ● Incluem as cavidades (alvéolos) dos dentes e constituem o osso que sustenta os dentes maxilares. a união óssea onde se fundem as metades da mandíbula do lactente 2.5 Osso etmóide ◊ Lâmina perpendicular do osso etmóide ◊ Conchas nasais média e superior ● Lâminas ósseas curvas na parede lateral de cada cavidade nasal . ● Passam nervos e vasos mentuais * também protegem a pele ◊ Protuberância mentual ● Forma a proeminência do queixo ● Elevação óssea triangular à sínfise da mandíbula – inferior a ela -. ◊ Forame infra-orbital ● Inferior a cada órbita ● Para passagem do nervo e dos vasos infra-orbitais ◊ Suturas ● Sutura intermaxilar: une as duas maxilas no plano mediano ◊ Processo zigomático da maxila ● Articula-se com o zigomático ◊ Processo frontal da maxila ● Articula-se com o frontal ◊ Processo palatino da maxila ● Medial e horizontalmente ● Forma parte do palato duro ◊ Espinha nasal anterior ● Término anterior do septo nasal Obs.

imediatamente posterior do corpo do esfenóide 3.menos comumente.algumas vezes. os ossos frontal e temporal se articulam . parietal e esfenóide encontram-se em um só ponto ◊ Fossa temporal ● Limitada superior e posteriormente pelas linhas temporais superior e inferior ● Limitada anteriormente pelos ossos frontal e zigomático ● Limitada inferiormente pelo arco zigomático = a margem superior desse arco corresponde ao limite inferior do hemisfério cerebral do encéfalo ◊ Arco zigomático ● União do processo temporal do osso zigomático com o processo zigomático do osso temporal ◊ Lâmina perpendicular do osso palatino 3. os ossos frontal. fossas laterais das maxilas e mandíbula. temporal. arco zigomático. poro acústico externo.● ● ● ● No osso etmóide A média é visível pela abertura piriforme A superior só é visível na secção sagital Formam o septo nasal 3. Vista lateral do crânio ● Comporta o neuro e o viscero * fossa intertemporal.1 Osso occipital ◊ Escama occipital ● Posterior ao processo mastóide ● Com crista occipital interna: estende-se caudalmente da protuberância occipital externa ao forame magno ◊ Parte basilar ● Posterior ao forame magno ● Limitada lateralmente pelos ossos temporais ● Na linha média.2 Osso temporal ◊ Meato acústico externo ● Canal que possui entrada no poro acústico externo ● Leva à membrana timpânica ● No osso temporal ◊ Processo mastóide do osso temporal ● Permite fixação muscular . processo mastóide do osso temporal . fossa temporal.

formando o arco zigomático ◊ Sulco dos ramos dos vasos meníngeos médios 3. posteriormente ● Forma a grande abertura circular para o canal carótico ◊ Parte timpânica ● abaixo da origem do processo zigomático do osso temporal ◊ Processo zigomático do osso temporal ● Projeção óssea anterior da superfície inferior da parte escamosa do osso temporal. anteriormente. com ápice ântero-medial ● Entre a asa maior do esfenóide. posterior à mandíbula ◊ Parte escamosa ● Imediatamente lateral à asa maior do esfenóide ● Participa da articulação temporomandibular ● Contém a fossa mandibular ◊ Fossa mandibular ● Concavidade onde a cabeça da mandíbula se articula com a base do crânio ◊ Parte petrosa ● Imediatamente lateral à parte basilar do osso occipital ● Em forma de cunha. e a parte basilar do osso occipital.3 Mandíbula ◊ Ângulo da mandíbula ● Junção do ramo com o corpo ◊ Incisura da mandíbula ● Borda superior côncava do ramo da mandíbula ◊ Processo coronóide ● Ponto de fixação para o músculo temporal ● Superior ao ramo ◊ Processo condilar ● Envolvido na articulação com o osso temporal ● Superior ao ramo ● Constituído pela cabeça e pelo colo da mandíbula ◊ Colo . que se projeta lateralmente e depois se curva anteriormente para se articular com o processo temporal do osso zigomático. pontiaguda.● Póstero-inferior ao pro acústico externo ◊ Processo estilóide do osso temporal ● Ântero-medial ao processo mastóide ● Projeção fina. semelhante a uma agulha ◊ Fossa infra-temporal ● Espaço irregular inferior e profundamente ao arco zigomático e à mandíbula.

● Porção mais estreita imediatamente inferior à cabeça ◊ Linha oblíqua ● Crista ● Continuando após o forame mentual ● Dirigida da região anterior do ramo para o corpo ● Ponto de fixação para músculos relacionados com cavidade oral 4. alarga-se póstero-lateralmente nas eminências parietais ● Em algumas pessoas. no osso parietal. Vista vertical (superior) do crânio Obs. Vista occipital (posterior) do crânio ● Formada pelo occipúcio (protuberância posterior convexa do osso occipital). perto da sutura sagital ● Para a veia emissária ◊ Forames emissários . parietais. ponto craniométrico ◊ Outros ● Crista occipital externa ● Linha nucal superior ● Linha nucal inferior ● Lambda ● Ossos suturais (acessórios) 5. as eminências frontais são palpáveis = calvária quase quadrada. partes dos ossos parietais. principalmente em mulheres ● Contém o ínio = extremidade. partes mastóideas dos ossos temporais ◊ Protuberância occipital externa ● Facilmente palpável no plano mediano ● Pode ser imperceptível algumas vezes. occipital) ● Um pouco oval. posterior. ◊ Sutura coronal ● Separa os ossos frontal e parietal ◊ Sutura sagital ● Separa os ossos parietais ◊ Sutura lambdóidea ● Separa os ossos parietal e temporal do osso occipital ◊ Sutura têmporo-parietal ● Separa os ossos temporal e parietais ◊ Forame parietal ● abertura pequena e inconstante.: calota craniana = abóbada palpária ou abóbada craniana = partes sobem em curva por sobre o encéfalo = 4 ossos (frontal.

processos palatinos da maxila. menos a mandíbula.1 Osso Palatino ◊ Espinha nasal posterior ● Projeção posterior no plano mediano da margem posterior livre do palato duro ◊ Forames palatinos maiores e menores ● Póstero-laterais ● Forames pelos quais nervos palatinos direito e esquerdo seguem a partir do nariz. ossos palatinos.2 Vômer ● Osso plano ímpar de formato trapezóide que forma uma porção importante da parte óssea do septo nasal . juntamente através de um número variável de canais incisivos ◊ Sutura palatina mediana ● Local onde as lâminas horizontais (pares) se unem = linha média ◊ Lâmina horizontal do osso palatino ● Posterior 6. posterior. vômer. ● Base = osso occipital.● Irregulares. articulado com esfenóide. anterior ◊ Base externa do crânio ● Forma o arco alveolar da maxila (margem livre dos processos alveolares que circundam e sustentam os dentes maxilares). Vista basilar (base externa do crânio ou basicrânio) ● Parte inferior do neurocrânio (assoalho da cavidade craniana) e viscerocrânio. ◊ Cóanos ● Aberturas nasais posteriores superiormente à margem posterior do palato ● São separadas pelo vômer ◊ Fossa incisiva ● Depressão na linha mediana do palato duro na qual se abrem os canais incisivos ● Posterior aos dentes incisivos centrais ● Na maxila 6. altamente variáveis. esfenóide. no neurocrânio ● Dão passagem às veias emissárias = unem as veias do couro cabeludo aos seios venosos da dura-máter 6. temporal e occipital ◊ Palato duro / ósseo ● Formado pelos processos palatinos da maxila – anterior – e pelas lâminas horizontais dos ossos palatinos – posterior-.

separados por um septo ● Articula-se anteriormente com vômer. etmóide e palatinos.4 Temporal ◊ Fossas mandibulares ● Depressões na parte escamosa ● Acomodam os côndilos mandibulares quando a boca está fechada ◊ Canal carótico ● Entrada da artéria carótida interna e do plexo venoso carótico interno ● Imediatamente anterior ao forame jugular ◊ Forame estilomastóideo ● Posterior à base do processo estilóide do osso temporal ● Dá passagem ao nervo facial e à artéria estilomastóidea ◊ Incisura mastóidea ● Ponto de fixação para ventre posterior do músculo gástrico ● Na margem ínfero-medial do processo mastóide 6.3 Esfenóide ● Entre os ossos frontal.5 Osso occipital ◊ Forame magno ● Por ele passam: * medula oblonga * meninges * artérias vertebrais . temporal e occipital ● Osso ímpar irregular que possui um corpo e 3 processos ◊ Asas maiores e menores ● Afastam-se lateralmente a partir das faces laterais do corpo do osso ◊ Processos pterigóides ● Com lâminas lateral e medial * Lâmina medial: estreita * Lâmina lateral: mais ampla ● Estendem-se inferiormente de cada lado do esfenóide a partir da junção do corpo com as asas maiores ◊ Corpo do esfenóide ● Central ● Cubo de osso com 2 grandes seios aéreos.6. posteriormente com occipital ◊ Hámulo pterigóideo ● Projeção em forma de gancho ● Término inferiormente na lâmina medial 6. pósterolateralmente com temporais.

até um ponto situado no nível do 3º dente molar .: a artéria do labirinto é ântero-superior a ele ● Na base da crista petrosa do osso temporal ● Grande abertura entre o osso occipital e a parte petrosa do osso temporal ● Por ele passam: * veia jugular interna * vários nervos cranianos = glossofaríngeo. acessório * seios venosos da dura-máter = petroso inferior e sigmóide * artéria meníngea posterior ◊ Canal condilar ● Póstero-lateral ao canal do nervo hipoglosso ● Transmite veia emissária ◊ Tubérculo faríngeo ● Proeminente na parte basilar ● Protuberância óssea para fixação de partes da faringe à base do crânio 6. anterior e inferiormente.* ramos meníngeos das artérias vertebrais * artérias espinais anteriores e posteriores * raízes espinais dos nervos acessórios ● Sobre ele estão dispostas as 4 partes ● Aspecto mais visível da base do crânio: grande abertura basal do osso occipital ◊ Côndilos occipitais ● Laterais ● Duas protuberâncias ● Responsáveis pela articulação do crânio à coluna vertebral ◊ Forame jugular Obs. anterior. até a fossa mandibular ● Aloja os nervos e vasos milo-hióideos ◊ Linha milo-hióidea ● Crista oblíqua ● Estende-se da fossa digástrica.6 Mandíbula ◊ Forame mandibular ● Abertura do canal da mandíbula que ocorre dentro do corpo da mandíbula ● Penetram nervo e vasos alveolares inferiores ◊ Língula da mandíbula ● Projeção óssea que limita medialmente o forame da mandíbula ◊ Sulco milo-hióideo da mandíbula ● Inicia-se posteriormente à língula e se estende. vago.

◊ Fóvea submandibular ● Depressão situada abaixo da parte média da linha milo-hióidea ● Aloja parte da glândula submandibular ◊ Fóvea sublingual ● Pequena depressão situada anteriormente à fóvea submandibular e superior à linha milo-hióidea ● Aloja a glândula sublingual ◊ Fossa digástrica ● Depressão irregular situada sobre ou posterior à borda inferior da mandíbula (base). Base interna do crânio ● Com grandes depressões em diferentes níveis: fossa anterior (nível mais alto).2 Fossa média do crânio ● semelhante a uma borboleta ● Parte central (com sela turca no corpo do esfenóide) + grandes partes laterais deprimidas de cada lado . junto da sínfise mentual ◊ Espinhas mentuais ● Projeções irregulares ● Medianas e posteriores à sínfise mentual ● Fixam músculos nos tubérculos genianos (pequenas projeções) 7. Partes inferior e anterior dos lobos frontais do encéfalo = osso frontal (anterior) + etmóide (meio) + corpo e asas menores do esfenóide (posterior) ◊ Crista etmoidal ● Crista óssea mediana e espessa. situados sobre ela (permitem que os mesmos atravessem seus forames da mucosa nasal ao bulbo olfatório) 7.1 Fossa anterior do crânio ● Mais superficial. fossa média e posterior (nível mais baixo) = formam o assoalho da cavidade craniana (semelhante a uma tigela) 7. posterior ao forame cego. que se projeta superiormente a partir do etmóide ◊ Lâmina cribiforme do etmóide ● Semelhante a uma peneira: com muitos forames pequenos ● De cada lado da crista etmoidal ◊ Forames da lâmina cribiforme ● Dão passagem às pequenas fibras do nervo olfatório a partir das áreas olfatórias das cavidades nasais até os bulbos olfatórios do encéfalo.

os dentes e a mucosa relacionada à maxila (que a reveste e ao seio maxilar)  Forame oval: grande. É uma lâmina plana e quadrada de osso projetando-se superiormente do corpo do esfenóide. Forma o limite posterior da sela turca e seus ângulos súpero-laterais proeminentes. ● Margem superior da parte petrosa do osso temporal lateralmente e dorso da sela turca do osso esfenóide medialmente formam o limite entre as fossas média e superior do crânio ◊ Processos clinóides anterior e posterior do osso esfenóide ● Duas projeções ósseas agudas onde as cristas esfenoidais terminam medialmente ● Fornecem fixação para o tentório do cerebelo  Anterior: alargamento e curvatura da asa menor  Posterior: ápice do dorso da sela com margens laterais com projeções arredondadas ◊ Sela turca do osso esfenóide ● Formação óssea semelhante a uma sela situada sobre a superfície superior do corpo do esfenóide ● Circundada pelos processos clinóides anteriores e posteriores e pela fossa hipofisária  Tubérculo da sela turca: elevação mediana variável. ◊ De cada lado do corpo do esfenóide um crescente de 4 forames perfura as raízes das asas maiores do esfenóide:  Fissura orbital superior: entre as asas maior e menor. Dá passagem ao nervo maxilar. Elas sustentam os lobos temporais do encéfalo. os processos clinóides posteriores.  Forame redondo: posterior à extremidade medial da fissura orbital superior. troclear e abducente. que forma o limite posterior do sulco pré-quiasmático e o limite anterior da fossa hipofisária  Fossa hipofisária da sela turca: depressão mediana (assento) no corpo do esfenóide que acomoda a hipófise  Dorso da sela turca: parte posterior. ramos do nervo oftálmico – lacrimal. Dá passagem aos nervos mandibular e . separada dela pelas cristas esfenoidais agudas lateralmente e pelo limbo esfenoidal no centro ● As partes laterais são formadas pelas asas maiores do esfenóide e as partes escamosas dos ossos temporais lateralmente e as partes petrosas dos ossos temporais posteriormente.● Póstero-inferior à fossa anterior. póstero-lateral ao forame redondo. frontal e nasociliar). de pequena a proeminente. que supre a pele. Posterior ao sulco quiasmático. abre-se inferiormente na fossa infratemporal. comunica-se com a órbita e dá passagem à veia oftálmica superior e a nervos que entram na órbita (oculomotor.

mas o dorso da sela do esfenóide marca seu limite anterior centralmente e as partes petrosa e mastóidea dos ossos temporais formam suas “paredes” ântero-laterais. póstero-lateral à fossa hipofisiária. artefato de um crânio seco. ◊ Crista occipital interna ● Divide a fossa posterior do crânio ● Posteriormente ao clivo ◊ Fossas cerebelares ● Grandes impressões côncavas bilaterais resultantes da divisão pela crista occipital interna ◊ Protuberância occipital interna ● Onde termina a crista occipital ● Formada em relação à confluência dos seios (fusão dos seios venosos durais) ◊ Sulco do seio sigmóide ● Longo ● Mostra o trajeto do seio sigmóide em S (sai do crânio como a VII): a partir da face lateral do forame jugular ● No osso occipital ◊ Sulco do seio transverso ● Largo ● Mostra o trajeto do seio transverso . atravessam completamente o forame. ● Fechado por uma lâmina de cartilagem = apenas alguns ramos da artéria meníngea e pequenas veias passam por ela.3 Fossa posterior do crânio ● Maior e mais profunda ● Aloja o cerebelo. ◊ Sulco carótico ◊ Sulco dos vasos meníngeos médios (ramos frontais) 7. ◊ Forame lacerado ● Irregular. ● No centro da parte anterior da fossa que leva ao forame magno. a ponte e o bulbo ● Formada principalmente pelo osso occipital. ◊ Clivo ● Inclinação acentuada a partir do dorso da sela turca.  Forame espinhoso: póstero-lateral ao forame oval.petroso menor (ocasionalmente) e a uma pequena artéria meníngea acessória. Dá passagem aos vasos meníngeos médios (artéria e veia meníngea média) e ao ramo meníngeo do nervo mandibular.

curtos e irregulares e alguns planos passam a produzir o sangue na idade adulta ● A tábua interna do osso é mais fina do que a tábua externa e em algumas áreas há apenas uma fina camada de osso compacto sem díploe (parte basilar do osso occipital. crianças e idosos * tendem a ser mais finas em áreas bem cobertas por músculos.◊ Forame jugular ◊ Meato acústico interno ● Ântero-superior ao forame jugular ● Conduzido pelo poro acústico interno para nervos facial (NC VII) e vestibulococlear (NC VIII) e para a artéria do labirinto ● No osso temporal  Poro acústico interno ● Súpero-lateral ao forame jugular ◊ Canal do nervo hipoglosso ● No osso occipital ● Superior à margem ântero-lateral do forame magno ◊ Sulco do seio occipital 8. topografia / parede do seio frontal) . como a parte escamosa do osso temporal 8. Paredes da cavidade craniana ● A espessura varia em diferentes regiões e de acordo com o sexo * mais fina em mulheres. posterior aos côndilos occipitais. ● Entre a parte compacta ou cortical externa e a parte compacta ou cortical interna. através da qual seguem canais formados por veias diplóicas. forma o teto da cavidade craniana ◊ Lâmina interna ● Côncava ● Com sulcos vasculares que alojam vasos meníngeos ◊ Lâmina externa ● Convexa ◊ Díploe ● Osso esponjoso que contém medula óssea vermelha (produz células do sangue) por toda a vida. * no preparo do crânio seco = proteína retirada = não é vermelha * no idoso: sem medula óssea vermelha = substituída pela óssea amarela (gordura) .1 Calvária = calota craniana.

que se fixam distalmente à mandíbula = grandes forças de tração ocorrem através da cavidade nasal e das órbitas entre eles. algumas áreas do crânio que não sofrem tanto estresse mecânico tornam-se pneumáticas.PARIETAIS ◊ Sulco do seio sagital superior ● Nos ossos frontal e parietal ● Começa no ponto superior da terminação da crista frontal e alarga-se e aprofunda-se posteriormente. oferecem fixação proximal para fortes músculos da mastigação.2 Substância óssea = distribuída de forma desigual ◊ Ossos planos e relativamente finos = curvos na maioria ● Resistência necessária para manter as cavidades e proteger seu conteúdo  Ossos do neurocrânio e processos que partem dele: abrigam o encéfalo. como alguns outros ossos . marcando a posição do seio sagital superior (estrutura venosa intradural) ◊ Sulcos dos vasos meníngeos (ramos dos vasos meníngeos médios) ● Menores ● Nas partes laterais do teto da cavidade do crânio ◊ Fovéolas granulares ● Pequeno número de depressões a cada lado do sulco do seio sagital superior que marcam a localização das granulações aracnóideas ● Quanto mais velho = mais calcificadas 8. Determinação sexual através do crânio ● No adulto todos os ossos têm dimorfismo sexual: 20 a 60 anos * antes de 20 = ação hormonal não determina * crânio femininaliza depois. evitando as órbitas e a cavidade nasal ◊ Suporte frontonasal ● Estende-se da região dos dentes caninos entre as cavidades nasal e orbital até a parte central do osso frontal ◊ Arco zigomático / Suporte da margem orbital lateral ● Da região dos molares até os ossos frontal e temporal lateralmente  Suportes semelhantes: transmitem forças recebidas lateralmente ao forame magno a partir da coluna vertebral  Áreas pneumáticas (“cheias de ar”): para compensar o osso mais denso necessário para esses suportes. Partes espessas dos ossos cranianos formam pilares ou suportes mais fortes que transmitem força. 9.

: frontal ainda está dividido ● Desaparecem até os 2 anos: crescimento e encontro dos ossos ◊ Anterior ● Espaço losangular ao nível do bregma ◊ Posterior ● Ao nível do lambda ● Menor e triangular .3 Fratura de base ● Causa: colisão de moto. do olho (com gordura). Fontículos ● Espaços formados no crânio fetal: ossos mais separados e com tecido conjuntivo entre eles = “moleiras” * pontos onde a proteção do encéfalo é deficiente Obs. dificuldade de equilíbrio * se não machucar outras regiões. 10. mudando a cor da pele. Lesões cranianas 10. não sentirá dor 10.2 Hematoma bipalpebral em TCE = inclinado ● Lesão “termo-confusa”: por arma de fogo ● Fossa anterior quebrada: olhos roxos = sangue difunde ao redor da área (equimose.4 Fratura de base e abóbada ● Causa: derrame hemorrágico 11. glabela e arco superciliar mais espessos 10. se fosse plano). de fossa média ou posterior = lesões encéfalo-adjacentes ● Nervo facial lesado = paralisia facial ● Perda da audição.1 Otorragia ● Sangue pelo ouvido (meato acústico externo) ● TCE: traumatismo crânio-encefálico * projétil sem energia cinética para vencer o osso temporal = parte fora e parte dentro ● Indica fratura do crânio (osso temporal).● Há relevos mais proeminentes no homem: protuberância mentual da mandíbula com formato triangular ou quadrangular. transmissão de energia * padrão de fratura circunferencial com compressão superficial ● O que é: fratura de fossa anterior ou fratura de fossa posterior 10.

maxila. palatino ◊ Margem supra-orbital . esfenóide. occipitomastóidea e lambdóide ◊ Gônio ● Parte mais proeminente do ângulo da mandíbula ● Palpável 13. Órbitas ● São duas cavidades ósseas nas quais estão situados os olhos ● Dentro delas estão as fissuras orbitais superior e inferior e os canais ópticos ● Compreende 7 ossos: frontal. suturas que formam um H e que se unem nos ossos frontal. ● Relacionada a uma área distintamente deprimida (ponta do nariz) ◊ Bregma = parte anterior da cabeça ● Ponto de referência formado pela interseção das saturas sagital e coronal ◊ Lambda = letra grega ● No centro do occipúcio ● Indica a junção das suturas sagital e lambdóidea. lacrimal.◊ Ântero-lateral ● Ao nível do ptério ◊ Póstero-lateral ● Ao nível do astério 12. etmóide. esfenóide (asa maior) e temporal ◊ Astério = formato de estrela ● Na junção de 3 suturas: parietomastóidea. parietal. zigomático. 3-4 cm acima do arco zigomático ● Área de junções ósseas. Pontos craniométricos ◊ Násio = nariz ● Interseção dos ossos frontal e nasal. ● Algumas vezes pode ser palpado como uma depressão ◊ Ínio = dorso da cabeça ● Ponto mais proeminente da protuberância occipital externa ◊ Ptério = asa ● Parte anterior da fossa temporal.

Características gerais ● Forma o esqueleto do pescoço e do dorso .◊ Incisura supra-orbital ◊ Processo zigomático do osso frontal ● Continuação lateral da margem supra-orbital ◊ Teto da órbita ● Maior parte: osso frontal ◊ Margem lateral da órbita ● Frontal + zigomático ◊ Margem inferior da órbita ● Maxila + zigomático ◊ Margem medial da órbita ● Maxila + frontal + lacrimal ◊ Forame infra-orbital ◊ Canal lacrimonasal ● No osso lacrimal ◊ Face orbital da asa maior do esfenóide ◊ Face orbital da asa menor do esfenóide ◊ Face orbital da maxila ◊ Faces orbitais do osso frontal ● Sustentam os lobos frontais do encéfalo e formam os tetos das órbitas * As órbitas mostram impressões sinuosas (encefálicas) dos giros (cristas) orbitais dos lobos frontais ● Maior parte ◊ Face orbital do osso zigomático ◊ Lâmina orbital do osso etmóide ◊ Processo orbital do osso palatino ◊ Fissura orbital inferior ● Abertura longitudinal com limite na do esfenóide e nas maxilas.: Há veias que comunicam o couro cabeludo com a parte interior do crânio COLUNA VERTEBRAL 1. palatino e zigomático ◊ Fissura orbital superior ◊ Canal óptico ● Abertura circular na asa menor através da qual a artéria oftálmica e o nervo óptico passam ao saírem da cavidade do crânio em direção à órbita Obs.

e ligamentos associados ● Estende-se do crânio ao ápice do cóccix ● Principal parte do esqueleto axial 1. no conjunto.1 Funções ● Protege a medula espinal e os nervos espinais ● Sustenta o peso do corpo superior ao nível da pelve ● Oferece um eixo parcialmente rígido e flexível para o corpo e uma base estendida sobre a qual a cabeça está posicionada e gira ● Tem um papel importante na postura e locomoção (o movimento de um plano para outro) 2. * tamanho: maior acima do sacro = transfere o peso para o cíngulo do membro inferior nas articulações sacroilíacas ● São separadas por discos elásticos e conferem flexibilidade para a coluna * O movimento entre duas adjacentes é pequeno * com cartilagem entre elas ● Em cada região.ângulo lombossacral: na junção dos e formado pelos eixos longitudinais da região lombar da coluna vertebral e do sacro Obs. após aproximadamente 30 anos de idade. 12 torácicas.: com a idade. . para a região ◊ Demarcação do canal medular ● Linha posterior em relação ao corpo vertebral ● Linha anterior ao processo espinhoso 2. correspondem a ¼ da coluna vertebral . 5 lombares. 5 sacrais e 4 coccígeas * movimento significativo apenas entre as 25 superiores * das 9 inferiores. as faces articulares estão orientadas sobre os processos articulares das vértebras em uma direção característica que determina o tipo de movimento permitido entre as vértebras adjacentes e. as 4 coccígeas se fundem para formar o cóccix.1 Estrutura e função . Vértebras ● São 33: 7 cervicais. o número de ossos tende a diminuir ● Tornam-se maiores gradualmente à medida que a coluna vertebral desce até o sacro e depois se tornam progressivamente menores em direção ao ápice do cóccix: vértebras sucessivas suportam cada vez maior peso corporal. formando o sacro.● Contém vértebras. as 5 sacrais estão fundidas em adultos. e. discos intervertebrais (IV) – separam as vértebras e as mantêm juntas.

◊ Epífise anular ● Anel de osso liso da periferia que é unido ao corpo ● Servem como zonas de crescimento ● Seus remanescentes cartilaginosos protegem os corpos vertebrais e permitem alguma difusão de líquido entre os discos e os capilares do corpo vertebral. aproximadamente cilíndrica ● Confere resistência e sustenta o peso do corpo ● Discos de cartilagem hialina (“placas terminais” vertebrais). meninges. gordura e vasos que a circundam e servem * variações regionais em seu tamanho e formato acomodam a espessura variável da medula espinal * plexo venoso vertebral: formado pelas veias no interior do canal medular ◊ Incisuras vertebrais . cobrem a maior parte das superfícies superior e inferior. maior. ◊ Centro ● Local de união das epífises superior e inferior no início da vida adulta ● Centro primário de ossificação para massa central do corpo vertebral ◊ Arco vertebral ● posterior ao corpo vertebral ● Com 2 pedículos e lâminas (direita e esquerda)  Pedículos ● Processos cilíndricos sólidos e curtos ● Projetam-se posteriormente do corpo vertebral para encontrar as lâminas  Lâminas ● Duas placas ósseas largas e achatadas ● Unem-se na linha mediana ◊ Forame vertebral ● Paredes formadas pelo arco vertebral e pela superfície posterior do corpo vertebral ● É progressivamente maior à medida que se aproxima do crânio e menor em relação à lombar. sim em todas ● Contém a medula espinal e as raízes dos nervos espinais que dela emergem.* menor variação dentro da região ◊ Corpo vertebral ● Parte anterior. remanescentes do modelo cartilaginoso a partir do qual se desenvolve o osso. quanto ao diâmetro ◊ Canal vertebral / medular ● Sucessão de forames vertebrais na coluna vertebral articulada * não existe em uma vértebra isolada.

que emergem da coluna vertebral com seus vasos associados através deles ◊ Processo espinhoso ● um. evitando o deslizamento anterior de uma vértebra sobre a vértebra abaixo ● Sustentam o peso temporariamente e unilateralmente (vértebras cervicais fletidas) 3. cada um deles sustentando uma face articular ● Formam as articulações dos processos articulares – articulações zigapofisárias -: em aposição com processos correspondentes de vértebras adjacentes (superior e inferior) a eles ● Determinam os tipos de movimentos permitidos e restritos entre as vértebras adjacentes de cada região ● Ajudam a manter alinhadas as vértebras adjacentes. entre os processos articulares superiores e inferiores posteriormente e as projeções correspondentes do corpo anteriormente. fornece fixação para músculos profundos do dorso. Localiza-se entre o crânio e as vértebras torácicas. pequena quantidade de massa corporal adjacente . ◊ Forames intervertebrais ● Formados pelos entalhes vertebrais superiores e inferiores das vértebras adjacentes e pelos discos que as unem ● Com gânglios sensitivos dos nervos espinais (raiz posterior). orientação quase horizontal das faces articulares. mediano ● Projeta-se posteriormente e inferiormente. a partir do arco vertebral na junção das lâminas.● Entalhes observados em vistas laterais das vértebras acima e abaixo de cada pedículo. superpondo-se à vértebra inferior. como uma alavanca: facilita os músculos que fixam ou mudam a posição das vértebras ◊ Processos articulares ● 2 superiores e 2 inferiores ● Originam-se das junções dos pedículos e lâminas. ◊ Processos transversos ● Projetam-se póstero-lateralmente a partir das junções dos pedículos e lâminas ● Como o processo espinhoso. Coluna cervical ● Forma o esqueleto do pescoço. ● São as menores entre as móveis: sustentam menos peso ● Os discos cervicais são mais finos ● Possui a maior amplitude e variedade de movimento: espessura relativa dos discos (em comparação com os corpos vertebrais).

traumatismos: preocupação com a medula espinal (vértebra quebra.● Local onde há mais fraturas.1 C1 ou Atlas = Atlas. sustentava o peso do mundo sobre seus ombros ● Não possui corpo nem processo espinhoso ● A mais larga = alavanca para músculos nele fixados ◊ Massas laterais (2) ● Ocupam o lugar do corpo ● Sustentam o peso do crânio em forma de globo ◊ Processos transversos ● Originam-se das massas laterais ● Mais lateralmente que o normal ◊ Faces articulares superiores das massas laterais ● Côncavas e reniformes ● Recebem os côndilos occipitais: duas grandes protuberâncias cranianas nas laterais do forame magno ◊ Faces articulares inferiores das massas laterais ● Para o Áxis ◊ Arcos anterior e posterior ● Cada um possui um tubérculo (tubérculo anterior e tubérculo posterior): no centro de sua face externa ● Estendem-se entre as massas laterais. formando um anel completo ◊ Sulco da artéria vertebral ● Na face superior do arco posterior (lâmina de uma vértebra comum) ● A artéria vertebral e o nervo C1 seguem esse sulco . entre os tubérculos ● Barra costotransversária: assoalho do sulco ● Acomodam os ramos anteriores dos nervos espinais cervicais 3. mas forame vertebral não lesa. são menores ou até ausentes ◊ Tubérculos anterior e posterior ● Terminação lateral dos processos transversos ● Projeções que dão fixação a um grupo de músculos cervicais posicionados lateralmente (levantadores da escápula e escalenos) ◊ Sulcos ● Nos processos transversos. lesões. sem machucar a medula) ◊ Forame transversário ● Oval ● No processo transverso ● Atravessado por artérias vertebrais e suas veias ● Em C7: dá passagem a pequenas veias acessórias. da mitologia grega.

◊ Ligamento transverso do Atlas ● Estende-se de uma massa lateral até a outra. passando entre o dente e a medula espinal ● Forma a parede posterior do “bocal” que recebe o dente ● Mantém o dente do Áxis em posição contra a face posterior do arco anterior ● Impede o deslocamento posterior (horizontal) do dente e o deslocamento anterior do Atlas * comprometeria a parte do forame vertebral de C1 que dá passagem à medula espinal 3. circundada pelo Atlas) ● Eixo em torno do qual ocorre a rotação ● Contra a face posterior do arco anterior do atlas: posição mantida pelo ligamento transverso do Atlas ● Ocupa um terço do volume ◊ Processo espinhoso ● Grane e bífido ● Palpado profundamente no sulco nucal (sulco vertical superficial no dorso do pescoço) 3.3 C3-C7 = Com características típicas .2 C2 ou Áxis ● A mais forte ◊ Faces articulares superiores ● Duas grandes superfícies planas de sustentação ● O Atlas gira sobre elas ◊ Faces articulares inferiores ● Para C3 ◊ Face articular anterior ● Para o arco anterior do Atlas ◊ Face articular posterior ● Para o ligamento do Atlas ◊ Dente ou processo odontóide ● Exclusividade ● Rombo ● Projeta-se do corpo vertebral para cima ● Circundado pelo Atlas ● Anterior à medula espinal (no interior de seu revestimento.

● Articulam-se de modo que permitem flexão e extensão livres e alguma flexão lateral. quase horizontais. lagoa rasa = cai e bate a cabeça no solo . que o intercepta ● Mecanismo do trauma: pular em piscina rasa ou sem água. mas a rotação é restrita: faces articulares planas. no sulco entre o tubérculo e o corpo. para controlar o sangramento desses vasos (pode continuar devido às múltiplas anastomoses de ramos distais da carótida com ramos adjacentes e contralaterais)  C7 ● Vértebra proeminente: processo espinhoso proeminente ◊ Forames vertebrais ● Grande e triangular ● Acomodam o aumento da medula espinal relacionado à inervação dos membros superiores ◊ Bordas superiores dos corpos vertebrais ● Alongadas transversalmente. elevadas posteriormente e em especial lateralmente. dos processos articulares são favoráveis ● Sem processos articulares bem definidos (4): o local é dividido em processo transverso e corpo  C6 ● Com tubérculos caróticos: local onde as artérias carótidas comuns são comprimidas. deprimidas anteriormente ● Formato recíproco da borda inferior do corpo da vértebra superior ◊ Unco do corpo ou processo uncinado ● Borda súpero-lateral elevada ◊ Processo espinhoso ● C3-C6: curtos e bífidos em brancos ● C7: longo 3.4 Lesões ● Lesões ósseas reduzidas podem se tornar medular: desloca um pedaço de osso sobre o outro = critério anatômico ◊ Lesão do canal medular = praticamente deixou de existir ● Canal medular comprimido ou interrompido ● C5-C6: destruição da comunicação com o SNC = tetraplégico permanente * cura apenas com células-tronco * é diferente dos paraplégicos porque estes possuem lesão em região definida ◊ Fraturas de C1 ● Todo o eixo de força é transmitido a C1.

● Possíveis consequências: fratura em explosão. fragmentar).se for encubado no local do trauma. evita a morte ◊ Fraturas de C2 ● Mecanismos: movimentos exacerbados de * rotação * flexão seguida de extensão e cisalhamento * tração lateral ◊ Luxação entre C1 e C2 ◊ Fratura do enforcado (fratura de C2) ◊ Fraturas de C3 a C7 ● Mecanismos diversos ◊ Luxações ● Osso sai de sua topografia habitual Ex: bancos de trás do carro sem encosto para a cabeça 4. que dificulta a entrada de algo = sem lesar a medula * Evolução: única espécie bípede (proteção de outros modos) . extensão e flexão lateral limitadas pela fixação da caixa torácica associada à orientação vertical das faces articulares e aos processos espinhosos superpostos ● Maior proteção contra traumas penetrantes por meio do processo espinhoso.os demais mamíferos são quadrúpedes = proteção contra predadores ◊ Fóveas costais ● Para articulação com as costelas ◊ Arco centralizado no disco IV ● Permite rotação e algum grau de flexão lateral da coluna vertebral: o maior grau de rotação 4. quase horizontal: pode ser proeminente como o de C7 . torcicolo traumático (não pode se mexer para não lesar o canal medular) . fraturas múltiplas (afastase do forame = sem lesar. Coluna torácica ● Na parte superior do dorso ● Fornece fixação para as costelas ● Flexão. fratura na posição alta com conseqüente morte por insuficiência respiratória / asfixia (perde a comunicação com músculo do diafragma).1 T1-T4 ● Com algumas características das vértebras cervicais  T1 ● Atípica ● Com processo espinhoso longo.

que definem um arco centralizado no disco IV 4. as faces dos processos inferiores da vértebra acima. flexão lateral permitida.3 T9-T12 ● Com algumas características de vértebras lombares: tubérculos semelhantes aos processos acessórios e mamilares  T12 ● Nela ocorre a maior parte da transição nas características: sujeita a estresses de transição = fraturada com maior freqüência ● Metade superior com caráter torácico * fóveas costais * processos articulares: permitem o movimento basicamente giratório ● Metade inferior com caráter lombar * sem fóveas costais * processos articulares permitem apenas flexão e extensão 5. L4 e L5 são mais evidentes ● A medula espinal termina em L1 e L2 * importância: fratura a partir de L3 = sem lesar a medula.2 T5-T8 = quatro vértebras torácicas médias ● Com características típicas ◊ Processos articulares ● Estendem-se verticalmente com pares de faces articulares. voltadas lateralmente. nas articulações superiores com orientação mais sagital. mas pode lesar componentes dela ◊ Corpo vertebral ● Grande: peso sustentado aumenta em direção à extremidade inferior = responsáveis pela maior parte da espessura da região inferior do tronco no plano mediano ◊ Processos articulares . serem “seguras” pelas faces voltadas medialmente dos processos superiores da vértebra abaixo ● L3.● Com fóvea costal completa na margem superior de seu corpo para a 1ª costela ● Com hemifóvea costal em sua margem inferior: contribui para a superfície articular para a 2ª costela 4. com orientação quase coronal. mas rotação impedida devido ao fato de. Coluna lombar ● Na região lombar entre o tórax e o sacro ● Flexão e extensão facilitadas.

em forma de cunha. glorioso) . poderoso. importante. como de S1 ● A maior das móveis ● Sustenta o peso de toda a parte superior do corpo. . triangular (rápida diminuição do tamanho das massas laterais das vértebras sacrais durante o desenvolvimento).1 L5 ● Faces articulares com orientação distintamente coronal. com 5 vértebras sacrais fundidas em adultos. Entre os ossos do quadril e forma o teto e a parte póstero-superior da cavidade pélvica posterior.vísceras oferecidas como iguaria especial nos sacrifícios ● Guardava os órgãos da reprodução * mais largo na mulher * corpo da vértebra S1 maior no homem ● Grande. que é transmitido para a base do sacro ◊ Corpo vertebral ● Grande ● Bem mais profundo anteriormente ● Responsável pelo ângulo lombossacral entre o eixo longitudinal da região lombar da coluna vertebral e o do sacro ◊ Processos transversos ● Grandes 6. Seu volume diminui na metade inferior (não sustenta peso). osso grande (ilustre. Sacro = sagrado.● Estendem-se verticalmente ◊ Faces articulares ● Orientadas sagitalmente no início (início abrupto com as articulações T12-L1) e com orientação mais coronal à medida que a coluna desce ◊ Processos transversos ● Projetam-se um pouco póstero-superiormente e também lateralmente ◊ Processo acessório ● Na superfície posterior da base de cada processo transverso ● Pequeno ● Permite a fixação do músculo intertransversário medial do lombo ◊ Processos mamilares ● Na superfície posterior dos processos articulares superiores ● Permitem a fixação dos músculos multífido e intertransversário medial (músculos do dorso) 5. não-profano. intocável.

◊ Canal sacral ● Continuação do canal vertebral com feixes de raízes dos nervos espinais ◊ Forames sacrais anteriores e Forames sacrais posteriores = 8 (4 pares) ● Nas faces pélvicas (maiores) e dorsal (menores). ◊ Ápice do sacro ● Extremidade inferior afilada com face oval para articulação com o cóccix ◊ Crista sacral mediana ● Central. transmite o peso do corpo ao cíngulo do membro inferior. proximais ◊ Face pélvica ● Anterior ● Lisa e côncava com 4 linhas transversas indicando onde houve fusão das vértebras sacrais (antes unidas por cartilagem hialina e separadas por discos) ◊ Promontório = pico de montanha ● Anterior ● Margem projetada anteriormente do corpo da vértebra S1 ● Ponto de referência obstetrício. ● Deles saem os ramos posterior e anterior dos nervos espinais. com processos espinhosos rudimentares fundidos das 3 ou 4 vértebras sacrais superiores (S5 não tem) ◊ Crista sacral intermédia ● Processos articulares fundidos ◊ Crista sacral lateral ● Extremidades dos processos transversos das vértebras sacrais fundidas ◊ Face auricular = semelhante a uma aurícula ● Superfície lateral ● Local da parte sinovial da articulação sacroilíaca ● Coberta por cartilagem hialina ◊ Asa do sacro ● Laterais ◊ Processo sacral anterior ◊ Tuberosidade sacral .● Oferece resistência e estabilidade à pelve. ◊ Base do sacro ● Superfície superior da vértebra S1 ● Processos articulares articulam-se com os da L5 ◊ Forames intervertebrais ● Posteriores.

● Não sustenta o peso do corpo de pé ● Pode sofrer alguma flexão anterior. indicando que está recebendo algum peso. osso da cauda ● Pequeno osso triangular ● Fusão das 4 vértebras coccígeas rudimentares (pode haver uma a menos ou a mais) ● Remanescente do esqueleto da eminência caudal embrionária (presente nos embriões humanos no fim da 4ª semana até o início da 8ª).● Lateral ◊ Face dorsal do sacro ● Rugosa. na posição sentada ● Permite a fixação de partes dos músculos glúteo máximo e isquiococcígeos e do corpo anococcígeo (inserção fibrosa mediana dos músculos pubococcígeos) ◊ Superfície pélvica ● Côncava e relativamente lisa ◊ Superfície dorsal ● Com processos articulares rudimentares ◊ Processos transversos ● Curtos ● Unidos ao sacro ◊ Cornos coccígeos ● Formados pelos processos articulares rudimentares ● Articulam-se com os cornos sacrais 7. Cóccix = cuco.1 Co1 ● Pode ser separada ● Maior e mais larga . ◊ Hiato sacral ● em forma de U ● Resultado da ausência das lâminas e do processo espinhoso de S5 e algumas vezes de S4 ● Leva ao canal sacral ● Com profundidade variável = depende da quantidade de processo espinhoso e lâminas de S4 ◊ Cornos sacrais ● Processos articulares inferiores da vértebra S5 projetam-se inferiormente de cada lado do hiato sacral 7. convexa. com 5 cristas longitudinais proeminentes.

só separa em doenças ● Sem espaço entre a leptomeninge e a paquimeninge no encéfalo ◊ Paquimeninge = meninge espessa ● Dura-máter 2. quase opaca ● Aracnóide + pia-máter * eram um só folheto durante o desenvolvimento embrionário ● Sem inervação dolorosa Obs.2 Co2-Co4 ● Geralmente se fundem no meio da vida para formar um único osso: semelhante a um bico MENINGES 1. Dura-máter encefálica ● Mais superficial: couro cabeludo  crânio  dura-máter * sem espaço entre a dura-máter e a aracnóide (espaço subdural): artefato (formaliza.● Frequentemente se funde ao sacro com o avanço da idade 7. esfenóide = da base e da abóbada) e comporta-se como periósteo . como infecções (meningites) ou tumores (meningiomas) * o acesso cirúrgico ao SNC exige contato com elas ◊ Leptomeninge = meninge fina. diminui o volume. aracnóide. Características gerais ● Membranas conjuntivas que envolvem e protegem o SNC ● Três: dura-máter. tecidos contraem = aparece espaço que não existe) ● Espessa e resistente ● Tecido conjuntivo muito rico em fibras colágenas ● Formada por dois folhetos ◊ Folheto interno ● Continua com a dura-máter espinal ● Com terminações nervosas: acionadas por variação da concentração de íons ou pela presença de sangue = dor ◊ Folheto externo ● Adere intimamente aos ossos do crânio (parte basilar do osso occipital.: geralmente. pia-máter (de externo para interno) ● Frequentemente acometidas por processos patológicos. temporais.

em relação à forma). proteção.= função de nutrição. Pode lesar o mesencéfalo e os nervos troclear e oculomotor.: o periósteo pode originar células de linhagem óssea ● Sem capacidade osteogênica = a consolidação de fraturas no crânio é dificultada. deixando apenas um pequeno orifício para a passagem da haste hipofisária (para a hipófise se assentar) ● Protege e isola a hipófise. tato – principalmente de dor) 2.1 Pregas = destaque do folheto interno do externo ● Dividem a cavidade craniana em compartimentos separados por septos mais ou menos rígidos que se comunicam amplamente ● Grandes. revestimento. crescimento em diâmetro Obs. separando os dois hemisférios cerebrais (grosseiramente) = direito e esquerdo (parcialmente) ● Crista etmoidal (fossa anterior do crânio): onde se implanta ◊ Tenda do cerebelo / Tentório do cerebelo / Tenda cerebelar ● Projeta-se adiante como um septo transversal entre os lobos occipitais (assentam-se sobre elas) e o cerebelo ● Separa a fossa posterior da fossa média do crânio (faz uma tenda para ela). de fácil visualização ◊ Foice do cérebro ● Septo vertical mediano em forma de foice ● Ocupa a fissura longitudinal do cérebro. entre os dois hemisférios cerebrais ◊ Diafragma da sela ● Pequena lâmina horizontal que fecha superiormente a sela turca (semelhante a uma sela de cavalo. que nele se originam ◊ Foice do cerebelo = cérebro pequeno ● Pequeno septo vertical mediano (“escondida”) ● Abaixo da tenda do cerebelo. mas dificulta a cirurgia da mesma . Ajusta-se ao mesencéfalo. regeneração de perdas ósseas na abóbada craniana impossível * vantagem: a formação de um calo ósseo seria um grave fator de irritação do tecido nervoso e aumentaria a PIC ● Muito vascularizado: principal artéria = artéria meníngea média.tumores): * compartimento superior ou supratentorial * compartimento inferior ou infratentorial  Incisura da tenda: borda anterior livre. ramo da artéria maxilar (ramo da artéria carótida externa) ● Ricamente inervado = sensibilidade craniana (dor. temperatura. dividindo a cavidade craniana em (divisão importante ao se estudar a patologia das afecções .

3 Seios venosos ● Canais venosos revestidos de endotélio situados entre os dois folhetos. que formam espaços ao se separarem = entre as lâminas interna e externa contendo sangue venoso * disposição principalmente ao longo da inserção das pregas .em relação com a base do crânio ● Os seios não têm musculatura lisa: sem responder ao sistema nervoso simpático e ao parassimpático ● Secção triangular ● Paredes finas e rígidas: não colabam quando seccionadas ● Lacunas sanguíneas: expansões laterais irregulares * cada lado do seio sagital superior ● Drenagem do sangue: veias do encéfalo e do bulbo ocular -> seios da duramáter -> veias jugulares internas ● Veias emissárias: estabelecem a conexão entre os seios e as veias da superfície externa do crânio * percorrem canalículos ou forames que lhes são próprios.2 Cavidades = delimitadas pela separação dos dois folhetos ◊ Cavo trigeminal ou cavo de Meckel ou loja do gânglio trigeminal ● Contém o gânglio trigeminal ◊ Seios da dura-máter ● Cavidades revestidas de endotélio e com sangue venoso ● Dispõem-se principalmente ao longo da inserção das pregas da duramáter 2.em relação com a abóbada .2. nos ossos do crânio ● Há impressões no crânio: sulcos dos seios DA ABÓBADA CRANIANA ◊ Seio sagital superior = grosseiramente inferior à sutura sagital ● Ímpar ● Mediano ● Maior ● Percorre a margem de inserção da foice do cérebro ● Termina próximo à protuberância occipital interna: na confluência dos seios ● Recebe a drenagem venosa superficial e líquor ● Com granulações aracnóideas (penetram nele) .

oculomotor (NC III) e pelo ramo oftálmico do nervo trigêmeo: separados do sangue por um revestimento endotelial * Aneurismas da carótida interna: comprimem o nervo abducente e os demais = distúrbios típicos dos movimentos do bulbo ocular * perfuração da carótida interna: fístula carótido-cavernosa = curtocircuito artério-venoso = dilatação e aumento da pressão . pelos nervos troclear (NC IV). pelo nervo abducente. terminando na confluência dos seios ● Não deixa impressões no crânio ◊ Seio transverso ● Par ● De cada lado ao longo da inserção da tenda do cerebelo no osso occipital. desde a confluência dos seios até a parte petrosa do osso temporal – seio sigmóide ◊ Seio sigmóide ● Em forma de S ● Continuação do seio transverso até o forame jugular = continua diretamente com a veia jugular interna ● Drena a quase totalidade do sangue venoso da cavidade craniana ◊ Seio occipital ● Pequeno e irregular ● Ao longo da margem de inserção da foice do cerebelo DA BASE DO CRÂNIO ◊ Seio cavernoso ● Um dos mais importantes ● Cavidade bastante grande e irregular ● De cada lado do corpo do esfenóide e da sela turca (margeia-a) ● Recebe o sangue das veias oftálmica superior e central da retina e de algumas veias do cérebro  drena através dos seios petroso superior e petroso inferior ● Comunica-se com o seio cavernoso no lado oposto pelo seio intercavernoso. ● Atravessado pela artéria carótida interna.◊ Confluência dos seios ● Sagital superior + reto + occipital + início dos seios transversos esquerdo e direito ◊ Seio sagital inferior ● Na margem livre da foice do cérebro ● Termina no seio reto ◊ Seio reto ● Ao longo da linha de união entre a foice do cérebro e a tenda do cerebelo ● Recebe em sua extremidade anterior o seio sagital inferior e a veia cerebral magna.

4 Inervação da dura-máter ● Terminações nervosas livres se prestam a detectar estímulos. que são interpretados como dor.inversão da circulação nas veias que nele desembocam Ex: veias oftálmicas = grande protrusão do bulbo ocular = pulsa simultaneamente com a carótida (exoftálmico pulsátil) * infecções superficiais da face podem se propagar nele = intracranianas .motivo: comunicações entre as veias oftálmicas. principalmente .: cefaléia = dor de cabeça (síndrome = conjunto de achados que leva a vários diagnósticos) ◊ Explicação evolutiva . que drena a região nasal ◊ Seios intercavernosos ● Unem os dois seios cavernosos ● Envolvem a hipófise ◊ Seio esfenoparietal ● Percorre a face interior da pequena asa do esfenóide ● Desemboca no seio cavernoso ◊ Seio petroso superior ● De cada lado.se variar a concentração de íons ao seu redor. e a veia jugular. dependendo do estado. também dói * Funciona como um sensor de dor que protege o SNC Obs.. ao longo da inserção da tenda do cerebelo. na porção petrosa do osso temporal ● Drena o sangue do seio cavernoso para o seio sigmóide ● Termina próximo à continuação do seio sigmóide com a veia jugular interna ◊ Seio petroso inferior ● Percorre o sulco petroso inferior entre o seio cavernoso e o forame jugular ● Termina lançando-se na veia jugular interna ◊ Plexo basilar ● Ímpar ● Na porção basilar do osso occipital ● Comunica-se com os seios petroso inferior e cavernoso ● Liga-se ao plexo do forame occipital e através deste ao plexo venoso vertebral interno 2.se for lesada = dói . tributárias do seio cavernoso.: o cérebro não possui inervação dolorosa para ele Obs2.

lesada (ou seus ramos) = hemorragia entre o crânio e a dura-máter. que cria espaço = espaço epidural / extradural: hemorragia epidural ◊ Veias cerebrais superficiais ● Drenam o sangue para o seio sagital superior * ele também recebe drenagem venosa superficial de outros seios ● Entra na dura-máter e transita . a dura-máter que recobre a abóbada craniana ● Nevralgias trigemiais: dores intensas (mesmo que pequena região ou pedaço do nervo trigêmeo esteja acometido) ◊ Ramo mandibular e ramo maxilar do nervo trigêmeo ● Inerva a dura-máter que recobre a fossa média ◊ Plexo cervical Obs. que. uma percepção ◊ Ramo oftálmico ou divisão oftálmica do nervo trigêmeo ● Nervo trigêmeo = V par de nervos cranianos (há XII pares) * possui 3 divisões .● Por ser a camada mais externa. mão na face. ela mandará a informação para o SNC (“algo está errado”) * não sente dor no corpo inteiro: cada órgão tem uma função e um tipo. a tenda. das membranas de proteção = se alguma coisa encostar ou ficar diferente em relação à concentração iônica ao seu redor. por sua vez.: ramo vago tem ramos meníngeos = também pode inervar ● Inerva a meninge que recobre a fossa posterior 2.maxilar = forame redondo .mandibular = forame oval * funções: responsável pela sensibilidade da pele da face (conduz a informação táctil – dor de dente. a dura-máter da fossa anterior.divisão oftálmica = fissura orbital inferior . morder a língua) ● Inerva a foice. já no interior do crânio.5 Vascularização da dura-máter ◊ Artéria meníngea média ● Principal suprimento arterial * há ramos que inervam outras meninges ● Passa pelo forame espinhoso ● É ramo da artéria maxilar. é ramo da artéria carótida externa ● Deixa sulcos – impressões – na abóbada craniana ● Muitas vezes transita entre a dura-máter e o crânio ou entre os dois folhetos da dura-máter ● Se for rompida.

e extravasar sangue no espaço subaracnóideo. é causado por traumas e doenças ◊ Artérias ● Qualquer uma que for para o encéfalo passará pelo espaço subaracnóideo / leptomeníngeo ● Aneurisma: dilatações anormais de artérias no ponto em que estão transitando no espaço subaracnóideo * Problema: se arrebentar. criando espaço entre a dura-máter e a aracnóide = espaço subdural = hemorragia subdural (venosa) * na maioria das vezes. fixa no ponto de entrada = na dura-máter ● Se o cérebro se movimentar (movimenta-se pouco. mas espirala quando solta) -. pois já há) = HSAE Obs. causa o AVE hemorrágico * Genético: pode ter mais de um. . Aracnóide-máter encefálica ● Delicada ● Justaposta à dura-máter. Lembram teias de aranha.ao romper. da qual se separa pelo espaço subdural na medula. 3. pois está imerso em líquido) = rompimento = sangue extravasa (sai do vaso e vai para fora).entupimento das granulações aracnóideas pelo sangue = comprometimento da drenagem do líquor (espaço subaracnóideo  circulação venosa) = maior pressão intracraniana = hidrocefalia Obs2. romper. contendo pequena quantidade de líquido = lubrificação das superfícies de contato entre as 2 membranas ● Espaço subaracnóideo: separa-a da pia-máter * contém líquido cérebro-espinal ou líquor ou líquido céfalo-raquidiano * ampla comunicação entre o do encéfalo e o da medula ● Trabéculas aracnóides: atravessam o espaço subaracnóideo para se ligar à pia-máter. que não tem sangue. o líquor.: nas primeiras 24 h = morte.* é mais presa. se for descoberto antes da manifestação (em um paciente assintomático) = seqüelas. passará a ter = Hemorragia subaracnóidea (não cria espaço diferente.1 Cisternas subaracnóideas ● Justapõem-se à dura-máter: acompanham apenas grosseiramente a superfície do encéfalo ● Profundidade do espaço subaracnóideo: variável * pequena no cume dos giros . Pode romper na cirurgia – técnica de cateterismo (clipar – causa a necrose – ou colocar “mola” – reta. Só é descoberta com a manifestação. 3.: por isso que as hemorragias na base são mais frequentes .

◊ Cisterna cerebelo-bulbar ou cisterna magna ● Entre a face inferior do cerebelo e a face dorsal do bulbo ● Continua caudalmente com o espaço subaracnóideo da medula ● Liga-se ao IV ventrículo através de sua abertura mediana ● Maior e mais importante * no interior do crânio ● Nela ocorrem punções suboccipitais: agulha introduzida entre o osso occipital e a 1ª vértebra cervical * mas não é uma boa localização anatômica = pode cutucar o cerebelo ou o bulbo ◊ Cisterna pontina ● Ventralmente à ponte ◊ Cisterna interpeduncular ● Na fossa interpeduncular ◊ Cisterna quiasmática ● Adiante do quiasma óptico ◊ Cisterna superior ou cisterna da veia cerebral magna ● Dorsalmente ao teto do mesencéfalo. Com grande quantidade de líquor.paciente discretamente inclinado para manter topografia inferior Obs.: se inclinar ao contrário.* grande nas áreas onde parte do encéfalo se afasta da parede craniana ● Cisternas subaracnóideas: dilatações do espaço subaracnóideo nas áreas acima. entre o cerebelo e o esplênio do corpo caloso ● Cisterna ambiens ◊ Cisterna da fossa lateral do cérebro ● Depressão formada pelo sulco lateral de cada hemisfério ◊ Cisterna lombar ● Grande. com agulhas calibrosas) e injeção de substâncias através de agulhas * anestésico (anestesia raquiana .local): difunde-se para o líquor = vai para o cérebro . onde o volume é maior. o bloqueio ascenderá = entuba = anestesia local torna-se geral (induzida dos pontos de vista inalatório e intravenoso) = PCR 3.2 Granulações aracnóideas ● Pequenos tufos que penetram no interior dos seios da dura-máter . mas não é do crânio ● Na cauda eqüina (inferior aos outros componentes): quando a medula espinal não existe mais = inferior a L1 e L2 = a partir de L3 ● Nela ocorrem punções (para estudo do líquor.se o líquido for mais denso que o líquor = não difunde . a maior.

Pia-máter encefálica ● Mais interna.* mais abundantes no seio sagital superior ou adjacências ● Levam pequenos prolongamentos do espaço subaracnóideo = divertículos: líquor separado do sangue apenas pelo endotélio do seio e uma delgada camada da aracnóide * adaptação à absorção de líquor. * ambos contêm líquor = intermédio entre todas as trocas metabólicas entre o sangue e os neurônios . mais discretas) * podem calcificar 4. acompanhando seus relevos e depressões. que empurra o crânio = regiões de depressão na região interna da abóbada craniana = fovéolas granulares ◊ Corpos de Pacchioni ● Granulações aracnóideas grandes nos adultos e velhos (quanto mais jovem. pequenas incisões nessa meninge podem originar hérnias de substâncias nervosas ● Dá resistência aos órgãos nervosos * a consistência do tecido nervoso é mole ◊ Membrana pio-glial ● Porção mais profunda ● Recebe numerosos prolongamentos dos astrócitos ◊ Espaços perivasculares ● A pia-máter forma a parede externa desses espaços ao acompanhar vasos que penetram no tecido nervoso a partir do espaço subaracnóideo ● Com prolongamentos do espaço subaracnóideo = com líquor: manto protetor em torno dos vasos = amortece o efeito da pulsação das artérias sobre o tecido circunvizinho ● Acompanham os vasos mais calibrosos até certa distância e terminam por fusão da pia-máter com a adventícia do vaso * pequenas arteríolas envolvidas até o nível capilar por pés-vasculares dos astrócitos do tecido nervoso ◊ Espaços pericapilares e espaços perineurais ● Não existem = artefatos devido à retração dos tecidos durante a preparação para o estudo ao MO * pericapilares = acompanhamento dos espaços perivasculares dos vasos aos capilares. descendo até o fundo dos sulcos cerebrais * em peças não fixadas. que cai no sangue ● Empurram a dura-máter. praticamente microscópica ● Adere intimamente à superfície do encéfalo e da medula. Em comunicação com os perineurais.

5. como meningites ◊ Propriedades físico-químicas . Características citológicas e físico-químicas do líquor ◊ Punções lombares. que é continuação do folheto interno da duramáter craniana * ponto onde se continua = forame magno ● Há espaço extradural / epidural: entre a vértebra (corpo e arco) e a dura-máter ● Termina por volta de S2 e S4 = saco dural * Um prolongamento / filamento vai até o cóccix = filamento terminal externo ● Movimentação do pescoço ou dos membros do quadril = movimentação da dura-máter ◊ Aracnóide ● Há espaço entre a dura-máter e a aracnóide: espaço subdural ● Há espaço entre a aracnóide e a pia-máter: espaço subaracnóideo ◊ Pia-máter CIRCULAÇÃO LIQUÓRICA 1. Introdução = segue gradiente de pressão ◊ Líquor ou líquido cérebro-espinal ● Fluido aquoso e incolor (cor de “água de rocha”) que ocupa o espaço subaracnóideo e as cavidades ventriculares: proveniente do sangue (alterações na concentração do plasma) ● Funções * proteção mecânica do SNC: forma um coxim líquido entre o SNC e o estojo ósseo = qualquer pressão ou choque é amortecido.absorve energia de outras regiões * torna a anatomia do encéfalo possível (1500g com aparência de 150g) . As meninges na medula espinal ◊ Dura-máter ● Há apenas um folheto. permitindo o diagnóstico de afecções. distribuindo-se igualmente a todos os pontos (Princípio de Pascal) . suboccipitais ou ventriculares ● Permitem a medição da pressão do líquor ou a colhida de certa quantidade para estudo = informações sobre a fisiopatologia do SNC e seus envoltórios.mais leve (Princípio de Arquimedes) = menor risco de traumatismos do encéfalo resultantes do contato com os ossos do crânio (acidentes pontiagudos) 2.

No adulto. Há direito e esquerdo ● Epêndima (protege a cavidade preenchida por líquido que contém o plexo corióide. pois drenam mais líquor. com a idade e de acordo com o sexo. é um epitélio neural ou neuroepitélio) das paredes ventriculares e dos vasos da leptomeninge = 30% ● Envolve transporte ativo de Na+ e Cl. gerando uma hidrocefalia .= Variam conforme o local de obtenção da amostra. grandes. Formação. onde mais acontece obstrução. em todos os ventrículos ● Plexos corióides (estruturas neuroepiteliais) = 70% * nos ventrículos laterais (corno inferior e parte central) e no teto do III (inferior aos ventrículos laterais) e IV ventrículos (inferior ao III ventrículo) . absorção e circulação do líquor ◊ Produção = contínua.de câmaras . na região lombar em decúbito lateral: ● Límpido e incolor ● 0 a 4 leucócitos por mm³ ● Pressão de 5 a 20 cm de água ● Com mais cloretos que o sangue ● Com menor número de proteínas que no plasma = menor viscosidade ● Volume total em uma mesma unidade de tempo = 100 a 150 cm³ * em 24 h = 3 vezes = 450 cm³ ● Renova-se completamente a cada 8 h: produção contínua * importância: para não deixar acumular e causar hidrocefalia ● Composição determinada por mecanismos de transporte específicos ● Sem plaquetas ● Com menor concentração de glicose 3.ventrículos laterais = maior contingente. tem célula ependimária em vez de célula da Glia.e certa quantidade de água (para manter o equilíbrio osmótico) ◊ Circulação * via = local percorrido por determinada informação ● Ventrículos laterais  Forames interventriculares  III ventrículo  aqueduto cerebral  IV ventrículo  aberturas medianas e laterais do IV ventrículo  espaço subaracnóideo / leptomeníngeo  granulação aracnóidea  seios venosos da dura-máter  veia jugular interna * forames interventriculares: comunicam os ventrículos laterais ao III ventrículo * aqueduto cerebral / mesencefálico (no mesencéfalo): comunicação entre o III e o IV ventrículo = ponto mais estreito que o líquor tem que atravessar.

o que permite a drenagem ● Possível trajeto nos seios venosos da dura-máter: Seio sagital superior  seio reto  confluência dos seios  seio transverso  seio sigmóide  veia jugular interna  circulação venosa ● No espaço subaracnóideo do encéfalo: de baixo para cima * atravessa o espaço entre a incisura da tenda e o mesencéfalo ● No espaço subaracnóideo da medula: desce em direção caudal ● Lenta ● Fatores que a determinam: * produção em uma extremidade e absorção em outra * pulsação das artérias intracranianas . mas os ventrículos não param de produzir. ela exala.sístole = maior pressão = empurra através das granulações aracnóideas ◊ Reabsorção ● No sangue ● No encéfalo: pelas granulações aracnóideas que se projetam no interior dos seios da dura-máter (predominam no seio sagital superior) ● Na medula (de uma parte): nas pequenas granulações aracnóideas existentes nos prolongamentos da dura-máter que acompanham as raízes dos nervos espinais ● Com derivações: DVP (ventrículo-peritonial). obstruindo o aqueduto cerebral = hidrocefalia causada adquirida * aberturas medianas e laterais: comunicação do IV com o espaço subaracnóideo * granulação aracnóidea: quando a pressão é maior que 5 mmHg.Ex de causa: neurocisticerco fica exatamente perto dos ventrículos. DVV (ventrículo-venosa) CONSIDERAÇÕES ANATÔMICAS SOBRE O LÍQUOR E AS MENINGES 1. Hidrocefalia ◊ Causas ● Durante a vida fetal: anomalias congênitas do sistema ventricular * parto dificultado: ossos do crânio ainda não estão formados = dilatação da cabeça ◊ O que é ● Aumento da quantidade e da pressão do líquor / PIC (pressão intracraniana): dilatação dos ventrículos e compressão do tecido nervoso de encontro ao estojo ósseo ◊ Tratamento . causando acúmulo .laterais e III (dilatam) -. apenas a drenagem que deixa de ser possível.

● Procedimentos cirúrgicos ● Cateter: drenagem do líquor = liga os ventrículos cerebrais à veia jugular interna.2 Hidrocefalia não-comunicante ● Mais freqüente ◊ Causa ● Obstrução no trajeto do líquor * no forame interventricular = dilatação do ventrículo lateral * no aqueduto cerebral = dilatação do III ventrículo e dos ventrículos laterais * nas aberturas medianas e laterais do IV ventrículo = dilatação de todo o sistema ventricular * na incisura da tenda = impede a passagem do líquor do compartimento infratentorial para o supratentorial. só falta um ponto para atravessar = granulação aracnóidea para seio sagital superior = entupiu) * meningite fúngica: acometeu a dura-máter. ao átrio direito ou à cavidade peritoneal 1.trata o fungo * neurocisticercos ◊ O que é ● Permite a comunicação entre os ventrículos e deles com o espaço subaracnóide ● Ventrículos laterais dilatados. semelhantes à letra C * substância no sangue -> plexo corióide e epêndima -> líquor = colore o exame de branco ◊ Tratamento ● Métodos farmacológicos ● Retirar componentes plasmáticos. diminuindo o aporte de plasma dos plexos corióides = desidrata o paciente 1. que se acumula ● Processos patológicos dos plexos corióides ou dos seios da dura-máter e granulações aracnóideas (tudo se comunica = colore tudo.1 Hidrocefalia comunicante ◊ Causa ● Aumento na produção ou deficiência na absorção (drenagem) do líquor. dilatação de todo o sistema ventricular ◊ O que é . mas principais problemas foram ocasionados porque as granulações aracnóideas não conseguiram drenar o líquor . mais arqueados.

Hipertensão craniana ◊ Causas ● A cavidade crânio-vertebral e seu revestimento de dura-máter é completamente fechada = sem expansão do conteúdo ● Aumento de volume de qualquer componente da cavidade craniana = reflete-se sobre os demais ● Tumores. hematomas ● Aumento da pressão dentro do compartimento craniano ◊ O que são ● Protrusão do tecido nervoso para o compartimento vizinho: saída de uma estrutura de sua topografia habitual.1 Hérnia do giro do cíngulo ◊ Causa ● Tumor em um dos hemisférios cerebrais ◊ O que é . hematomas e processos expansivos intracranianos: compressão de todas as estruturas da cavidade craniovertebral ◊ O que é ● Aumento da pressão intracraniana ● Sintoma: dor de cabeça ◊ Conseqüência ● Pode formar hérnia de tecido nervoso ● Estase sanguínea: compressão das veias jugulares internas que drenam o sangue do encéfalo no pescoço = maior quantidade de sangue nos vasos cerebrais = maiores pressões intracraniana e liquórica ◊ Diagnósticos ● Punção lombar: verifica se há obstrução no espaço subaracnóideo da medula = impede o aumento da pressão liquórica abaixo do nível da obstrução ● Exame de fundo de olho: ingurgitamento das veias da retina com edema da papila óptica = obliteração da veia central da retina = compressão do nervo óptico (é envolvido por um prolongamento do espaço subaracnóideo) 3. Hérnias intracranianas ◊ Causas ● Processos expansivos: tumores. sem ser de dentro de um vaso (seria embolia) ● Sintomatologia: grave 3.● Impede que um ou mais ventrículos se comunique entre eles ou com o espaço subaracnóideo 2.

3 Hérnias das Tonsilas ◊ Causas ● Processo expansivo na fossa posterior: tumor em um dos hemisférios cerebelares ● Punção lombar em pacientes com hipertensão craniana = súbita diminuição da pressão liquórica no espaço subaracnóideo espinal ◊ O que é ● “Empurrão” nas tonsilas do cerebelo através do forame magno ◊ Conseqüências ● Compressão do bulbo = morte por lesão dos centros respiratórios e vasomotor 4.2 Hérnia do Úncus ◊ Causas ● Processo expansivo cerebral ◊ O que é ● Aumento da pressão no compartimento supratentorial = empurra o úncus = protrusão através da incisura da tenda ● Sintomatologia: rápida perda da consciência.: sem hematomas no caso de hemorragias no espaço subaracnóideo = o sangue se espalha no líquor (visualizado em punção lombar) ◊ Causas ● Complicações dos traumatismos cranianos ◊ O que são ● Acúmulos de sangue nas meninges 4. coma profundo por lesão das estruturas mesencenfálicas (ativam o córtex cerebral) 3. comprime a estrutura colateral ◊ Mecanismo de trauma ● Etiologia arterial: lesões das artérias meníngeas médias * envolve fratura ● TCE Ex: paulada na cabeça ◊ O que são .: fratura de ptério = tumor de sangue = comprime o mesencéfalo (perde a consciência).1 Extradurais / epidurais Obs.● Inserção na borda da foice do cérebro ● Protrusão do corpo para o lado oposto 3. Hematomas e hemorragias Obs.

fica sonolento e morre * evento terminal: bulbo e medula espinal passam pelo forame magno = PCR ● Hérnia do Úncus (onde o mesencéfalo se articula com o córtex encefálico) = inconsciente ● Compressão do bulbo = PCR ◊ Tratamento ● Estancar ● Cirurgia: comumente * não precisa abrir a dura-máter = continua íntegra = menor chance de infecção 4.● Acúmulo de sangue entre a dura-máter e os ossos do crânio = imagem branca * o volume de sangue não é grande = sem bolsa ● Aspecto lenticular (de lente biconvexa) entre o crânio e a dura-máter = folheto se desloca + concavidade do crânio ● Característica marcante: intervalo lúcido = desmaia.2 Subdurais ◊ Mecanismo do trauma ● Ruptura de uma veia cerebral no ponto em que ela entra no seio sagital superior ● Colisão automobilística ● Pode ser relacionado a fratura ou não ◊ O que são ● Sangramentos no espaço subdural (é criado) ● Crescimento lento ● Sintomatologia: tardiamente ● Aspecto côncavo-convexo: onde encosta no crânio – ao acompanhar = formato de meia lua ◊ Complicações . devagar = lesão craniana expansiva (perde as noções aos poucos) ● Desvio da linha média ● Diminuição do volume dos ventrículos ◊ Complicações ● Não resulta em dor de cabeça ● Crescimento do hematoma = separação da dura-máter do osso = tecido nervoso empurrado para o lado oposto = morte * se o sangue não for drenado ● Aumento da PIC (pressão intracraniana): forma uma cavidade praticamente inexpansível = estruturas deixam e vão para outro local ● Vômito em jato = comprime a dura-máter ● Sangra devagar.

dói mais. colocar substância irritante ou retirar líquor. mas não prossegue no espaço subaracnóideo Obs. comunicante anterior ● HSAT: traumas (pequenos ou extremamente graves) ◊ O que são ● Difusão de sangue para o espaço subaracnóideo. * como há dura-máter nas vértebras cervicais. dói = rigidez cervical ou nucal ● Cefaléia intensa ● Sinais de meningismo ao movimentar * sinais de Kerning: movimentação do quadril (dobra o membro inferior) = joelho fletido e estendido = dor . ◊ Sintomatologia ● O corpo enrijece. que contém líquor ◊ Complicações ● Os vasos não funcionam com sangue em torno e com variação de diâmetro: faz com que regiões sejam supridas ● Hidrocefalia comunicante: entupimento das granulações aracnóideas * líquor prossegue seu trajeto ao ser produzido nos ventrículos. machucá-la. Meningite Obs. Ao mexer.: movimentação da coluna = movimentação da dura-máter (das meninges) = hemorragia. * furar a dura-máter. contrai os músculos de maneira rigorosa para proteger o local. As terminações da dura-máter que sentem.: não é hidrocefalia não-comunicante porque não há alterações nos ventrículos 5. ao tracioná-las. como a A. diminuir a pressão = irrita as terminações nervosas.5 Subaracnóideas = mais graves ◊ Mecanismo do trauma ● HSAE: ruptura de aneurisma = espontânea (sem impacto) * em artérias com angulação reta. trauma e meningite ◊ O que é ● Inflamação das meninges que resulta em dor ao movimentar as áreas inflamadas ● O acometimento é leptomeníngeo: sem terminações nervosas da dor.● Aceleração e desaceleração: órgãos se deslocam * encéfalo pode se chocar contra relevos da base (não ocorre normalmente porque seu movimento é lento) 4.

com maior atividade metabólica = atividade celular liberar CO2 = maior calibre vascular * substância cinzenta > branca * diferenças tendem a diminuir durante o sono no córtex cerebral ◊ Pressão intracraniana ● Aumento eleva a resistência cerebrovascular ◊ Condição da parede vascular ● Alterada com processos patológicos Ex: arteriosclerose = maior resistência cerebrovascular ◊ Viscosidade do sangue ◊ Calibre dos vasos cerebrais ● Regulado por fatores humorais (CO2 = ação vasodilatadora) e nervosos (fibras do SNA. alterações motoras. amolecimento do tecido nervoso. não linfática Vascularização do encéfalo 1. Fluxo sanguíneo cerebral ● Diretamente proporcional à pressão arterial e inversamente proporcional à resistência cerebrovascular. Importância da vascularização do SNC ● As células do SNC exigem suprimento permanente e elevado de glicose e oxigênio: a atividade encefálica depende de processos de oxidação de carboidratos = requer fluxo sanguíneo intenso ● Tolerância curta às quedas ou suspensão * mais de 7 segundos = perda da consciência * após 5 minutos = lesões irreversíveis (neurônios não regeneram) Ex: PCR por anestesia geral ● Áreas diferentes do SNC são lesadas em tempos diferentes: filogeneticamente mais recente = maiores alterações * neo > paleo > arquicórtex * sistema nervoso supra-segmentar > segmentar * em último lugar = centro respiratório do bulbo ● Processos patológicos: interrompem a circulação de determinadas áreas encefálicas = necrose. que depende de vários fatores ● Varia com o estado funcional da área: maior nas mais ricas em sinapse.* sinais de Brudzinsk: dobra o pescoço e flete o quadril = dor VASCULARIZAÇÃO DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL 1. sensoriais ou psíquicas características da área ou artéria lesada ● No SNC há circulação liquórica. que se distribuem na parede das arteríolas cerebrais) .

o que ajuda a bombear sangue . das artérias que saem do polígono arterial encefálico ● Seios venosos da dura-máter ● Espaço entre os capilares / vasos piais Obs. Peculiaridades ● Sem hilo para a penetração dos vasos: penetram através de vários pontos da superfície ● Polígono arterial encefálico: na base do crânio.hemorragias: mais comuns em hipertensos. Formado pelas artérias carótidas internas e vertebrais ● Artérias com paredes muito finas: propensas a hemorragias = 3 túnicas * túnica média = com menos fibras musculares * túnica elástica interna = mais espessa e tortuosa ◊ Dispositivos anatômicos que protegem o tecido nervoso e amortecem o choque da onda sistólica responsável pela pulsação das artérias: * as artérias não empurram as estruturas ao redor = sem espaços = área com neurônios. .: artérias piais = regulam o fluxo sanguíneo ◊ Há uma quase independência entre as circulações arteriais intracraniana e extracraniana ● Obstrução no território da artéria carótida interna * Anastomoses não são capazes de manter uma circulação colateral útil * Anastomose entre a artéria angular (ramo da carótida externa) e a artéria nasal – ramo da artéria oftálmica (ramo da carótida interna) -: pode manter a circulação da órbita e de parte das vias ópticas ◊ Aterosclerose ● Lesar o vaso = coagulação sanguínea = AVE 3. Sistema Carotídeo Interno ● KAROTIKÓS: grego = sono .demais = 10% * o espaço é pequeno e a variação do diâmetro é mais fácil porque há mecanismos de amortecimento ● Túnica elástica interna * artéria elástica = retrai ao receber sangue e volta ao formato original.Vascularização arterial do encéfalo 1. A onda de pressão é prejudicial.encefálico = 90% . Acontecem por serem artérias frágeis. ● Espaços perivasculares contendo líquor (comprime a parede e é comprimido = resistência por compressão) ● Tortuosidade das artérias carótidas internas e das artérias vertebrais ao penetrar no crânio.

o carotídeo esquerdo (cabeça) e o subclávio esquerdo (membros superiores e Artéria vertebral) ◊ Cada artéria carótida comum (esquerda e direita) ● Ponto de bifurcação: 3-4 cm abaixo da mandíbula. ● Com barorreceptores: receptores de pressão ◊ Corpo carotídeo ● quimiorreceptor = detecta variações da concentração de oxigênio ◊ Trajeto ascendente = canal carótico -> sifão carotídeo -> artéria no interior do seio cavernoso -> sai dele com tortuosidade dos ramos -> espaço subaracnóideo ● Penetra na cavidade craniana pelo canal carótico do osso temporal * sulco carótico = margeia o esfenóide ● Atravessa o seio cavernoso (empurra o sangue e ele próprio amortece) . com origens diferentes * direita = ramo braquioencefálico * esquerda = arco aóptico Obs.: comprimir as 2 = fluxo interrompido = perda da consciência 3. não caberá nela Obs2. há o braquioencefálico (tronco = artéria subclávia direita e carótida direita). maior a quantidade de sangue recebida = vasos mudam de diâmetro Obs.: uma hemorragia subaracnóidea gera problemas de fluxo ◊ Seio carotídeo ● ponto de origem dilatado. o primeiro ramo origina as artérias coronárias. como o cérebro (órgão essencial à vida social e controle).◊ Artérias carótidas comuns (2) ● Dividem-se em 2. pois o corpo humano não tem sangue para que todos os tecidos recebam a quantidade máxima ao mesmo tempo = trabalham com suprimento menor . ficarem sem sangue. na incisura laríngea * Artéria carótida interna * Artéria carótida externa ◊ Músculo esternocleidomastódeo ● Protege a artéria carótida comum e a carótida interna * também movimenta o pescoço Obs. Após este.regionalização de fluxo (sangue arterial): pensamentos diferentes = áreas ativadas de maneiras diferentes = quanto mais sangue disponível.1 Artéria Carótida Interna ◊ Origem ● No principal vaso que leva sangue ao encéfalo = artéria carótida comum * o encéfalo às vezes dá ordens para as demais estruturas.: no ventrículo esquerdo do coração. Em forma de C.: a caixa craniana é inexpansível = mesmo se todos os tecidos receberem a quantidade máxima.

divide-se em 2 ramos terminais ● Artéria cerebral anterior ● Artéria cerebral média 3. com outras estrutura . em S.cápsula interna = onde os axônios do córtex passam.: se obstruir = perde um hemisfério = corta a comunicação ◊ No início do sulco lateral.plexos corióides = corno anterior do ventrículo lateral e corno posterior . no seio cavernoso = tortuosidade ● Perfura a dura-máter e a aracnóide: vai para o espaço subaracnóideo = drena o líquor 3. ao longo do trato óptico * penetra no corno inferior do ventrículo lateral * irriga os plexos corióides. conjunto de conexão do que é córtex com o que não é.2 Ramos da artéria carótida interna ◊ Ramos colaterais ● Artéria oftálmica (1º) * emerge quando atravessa a dura-máter.núcleos da base = conjunto de corpos celulares do SNC Obs. abaixo do processo clinóide anterior. passa a se chamar artéria angular .3 Anastomose oftálmico-angular ● Artéria facial  Artéria angular  Artéria oftálmica ● Entre o mesmo sistema: artérias carótidas = interna + externa ● Abastece o olho mesmo com a artéria carótida interna ocluída: só supre o bulbo ocular ◊ Artéria carótida externa ● 2 ramos: * Artéria maxilar * Artéria facial ◊ Artéria maxilar ● ao passar no ângulo medial do olho. parte da cápsula interna e núcleos da base . * irriga e nutre o bulbo ocular e formações anexas ● Artéria comunicante posterior * anastomosa-se com a Artéria Cerebral Posterior (ramo da Artéria basilar) e a Artéria carótida interna = entre sistemas vértebro-basilar e corióideo * forma o Polígono Arterial Encefálico ● Artéria corióidea anterior * para atrás. com acúmulo de fibras nervosas cortico-petais (chegam) e cortico-fugal (saem).* sifão carotídeo = plano vertical com dupla curva.

: responsável pelo rubor = dilatação ● Percorre o sulco basilar da ponte ● Termina anteriormente. .4. mais especificamente na parte basilar do osso occipital. a dura-máter e a aracnóide ● Penetra no crânio pelo forame magno ou pelo canal carótico (padrão de distribuição normal) ● Percorre a face ventral do bulbo ◊ Artérias espinhais posteriores (2) ◊ Artéria espinhal anterior (1) ● Juntamente com as artérias espinhais posteriores. bifurcando-se ◊ Artérias cerebrais posteriores direita e esquerda ● Término ● Unida à artéria carótida interna pela artéria comunicante posterior ◊ Artéria cerebelar superior ● Atrás das artérias cerebrais posteriores. Sistema vértebro-basilar 4. irrigam a parte superior da medula e são originadas antes de ocorrer a formação da artéria basilar ◊ Artérias cerebelares inferiores posteriores ● irrigam a porção inferior e posterior do cerebelo e a área lateral do bulbo * no crânio e formada nele ● Na origem 4. na transição da ponte para o bulbo Obs.1 Artérias vertebrais direita e esquerda ● Destacam-se das Artérias subclávias direita e esquerda correspondentes: origem no mesmo local = vaso subclávio ● Ascendem no pescoço dentro dos 6 forames transversos das vértebras cervicais ● Perfuram a membrana atlanto-occipital (entre o atlas e o osso occipital).2 Artéria basilar ● Tronco único resultante da fusão das artérias vertebrais ao nível do sulco bulbo-pontino = na base do crânio. ● Distribui-se ao mesencéfalo e parte superior do cerebelo ◊ Artéria cerebelar inferior anterior ● Distribui-se à parte anterior da face inferior do cerebelo ● Fusão da artéria cerebelar inferior posterior com a artéria basilar ◊ Artéria do labirinto ● Vasculariza o ouvido interno.

pode permitir a manutenção de um fluxo sanguíneo favorável se for crônico. Se for abrupto.: é sede de muitas variações ● Circulação colateral adequada depende * da rapidez com que se instala o processo obstrutivo * do estado da parede arterial = depende da idade ● Artérias: cerebral posterior. comunicante anterior. cerebral anterior ◊ Substância perfurada anterior e posterior = orifícios de penetração dos ramos centrais das artérias cerebrais que permanecem quando a pia-máter é retirada ● Artérias estriadas: ramos centrais da artéria cerebral média na substância perfurada anterior. Vasculariza a maior parte do corpo estriado e da cápsula interna (por onde passam quase todas as fibras de projeção do córtex). * obstrução = queda de pressão = sangue flui Obs. formando a Placa de Ateroma ou êmbolo.1 Anastomose arterial de forma trigonal situada na base do cérebro ● Comunicação entre ramos de vasos . carótida interna. comunicante posterior. cerebral média.3 Anastomose ● Entre a artéria carótida interna e o sistema vértebro-basilar 5.● Penetra no meato acústico interno juntamente com os nervos facial e vestibulococlear. ◊ Artérias pontinas ● Finas ● Nutrem a ponte ● Partem da artéria basilar 4. O Polígono Arterial Encefálico ● Circunda o quiasma óptico e o túber cinéreo ● Relaciona-se com a fossa interpeduncular e a substância perfurada anterior ● Praticamente não há troca de sangue entre as metades direita e esquerda ● Em caso de obstrução de 1 ou mais das 4 artérias que irrigam o cérebro. não consegue. * lesões = graves: artéria mais sujeita a hemorragias ◊ Aneurismas ● No espaço subaracnóide = gera hemorragia subaracnóidea ● Com artérias dele ● Mais comuns na parte anterior: 1/3 na artéria comunicante anterior 5.

pois não há passagem significativa de sangue) ◊ Artéria comunicante anterior ● pequena ● Anastomosa as 2 artérias cerebrais anteriores adiante do quiasma óptico = mesmo sistema 6. penetram perpendicularmente na base do cérebro e vascularizam o diencéfalo – não só o cérebro como também o tronco encefálico -. os núcleos da base e a cápsula interna). diminuição da sensibilidade do membro inferior do lado oposto = lesão de partes das áreas corticais motoras e sensitivas na porção alta dos giros pré e pós-central (lóbulo paracentral) ◊ Artéria cerebral média ● Ramo principal da artéria carótida interna ● Percorre o sulco lateral . Território cortical das três artérias cerebrais ● Com anastomoses pelo menos no trajeto na superfície cerebral * algumas são incapazes de manter uma circulação colateral adequada em casos de obstrução = lesões de áreas mais ou menos extensas do córtex cerebral: síndrome das artérias cerebrais anterior. ● Porção proximal da Artéria cerebral anterior ● Porção proximal da Artéria cerebral média ● Porção proximal da Artéria cerebral posterior ◊ Artérias comunicantes posterior direita e esquerda ● Unem de cada lado as carótidas internas com as cerebrais posteriores = anastomosam o sistema carotídeo interno ao sistema vértebro-basilar (em potencial. posterior ◊ Artéria cerebral anterior ● Ramo de bifurcação da artéria carótida interna ● Dirige-se para diante e para cima ● Ganha a fissura longitudinal do cérebro ● Curva-se em torno do joelho do corpo caloso (maior estrutura interhemisférica – une os 2 hemisférios) ● Ramifica-se na face medial de cada hemisfério desde o lobo frontal até o sulco parieto-occipital ● Distribuição também na parte mais alta da face súpero-medial de cada hemisfério ● Limites: território da artéria cerebral média ● Obstrução: paralisia. média. Estes se anastomosam com escassez = artérias terminais.◊ Artérias cerebrais = Possuem ramos corticais (vascularização do córtex e substância branca subjacente) e ramos centrais (emergem da porção proximal das artérias cerebrais e das comunicantes.

com grande diferença de diâmetro ● Risco de rompimento em casos de hipertensão arterial sistêmica (HAS) não controlada cronalmente = o volume de sangue não ameaça a vida = AVE * pode ser catastrófico e deixar seqüelas dependentes ◊ Isquemia cerebral ● Desbalanço entre oferta e demanda de oxigênio para encéfalo ● Efeitos de uma PCR * 7 segundos = perda da consciência (neurônios corticais perdem a função por falta de oxigênio) * 5 minutos = lesões irreversíveis (morte em sequência) ● Lesão por ordem filogenética (de acordo com a antiguidade evolutiva) * neo > paleo > arquicórtex .: lobo parietal separado do lobo occipital pelo sulco parieto-occipital (faz ângulo agudo com sulco calcarino. Observações ◊ Artérias centrais ântero-mediais / centrais laterais / centrais inferiores ● Finas ● Saem em ângulo reto.neo = 90% (mais recente = morre primeiro) * supra-segmentar > segmentar ● Gera AVE isquêmico 7. centro da palavra falada ◊ Artéria cerebral posterior ● Ramos de bifurcação da artéria basilar ● Para trás ● Contornam o pedúnculo cerebral ● Ganham o lobo occipital percorrendo a face inferior do lobo temporal ● Irriga a área visual situada no lobo occipital ● Obstrução: cegueira em uma parte do campo visual 7.1 AVE . na vista medial) ● Obstrução: fatal ou paralisia. diminuição da sensibilidade do lado oposto do corpo exceto no membro inferior. distúrbios da linguagem * se atingir as artérias estriadas: grave * da face súpero-lateral de cada hemisfério = área motora.: face medial (reta). somestésica.* lateral à substância perfurada anterior ● Ramos vascularizam a maior parte * Supre a face súpero-lateral do telencéfalo (convexa) até o sulco parietooccipital (lobo occipital não é vascularizado por ela) Obs. face inferior (sem cerebelo) e face súpero-lateral do telencéfalo Obs2.

◊ Definição ● Déficit neurológico ◊ Tipos ● Isquêmico: 80%. Vaso entope. * AIT (ataque isquêmico transitório) = dura menos de 24h ● Hemorrágico: 20%. Vaso estoura. Ex: aneurisma rompendo Vascularização venosa do encéfalo Obs.: alguns órgãos têm parênquima = ele mesmo e as células que dão sustentação a outro = cérebro imerso em líquido = é macio  hemorragia intraparenquimatosa / intracerebral = sangue se acumula no interior do cérebro * movimentação rápida / brusca do encéfalo: rompimento das veias = sangue extravasa no espaço subaracnóideo devido à pressão subatmosférica = hemorragia subaracnóidea. É lenta (pressão venosa é menor que a arterial, demorando mais para se manifestar). 1. Generalidades ● Veias: maiores e mais calibrosas * com paredes muito finas ● Circulação lenta: maior leito, menor pressão (pouca variação devido à grande distensibilidade das veias e seios) ● Drenam para os seios da dura-máter * deles o sangue converge para as veias jugulares internas * veias emissárias: ligam os seios às veias extracranianas. Passam através de pequenos forames do crânio. ◊ Forças que ativam a circulação venosa ● Aspiração da cavidade torácica: pressões subatmosféricas da cavidade torácica ● Força da gravidade: sem válvulas = retorno sanguíneo do encéfalo ● Pulsação das artérias: em uma cavidade fechada * mais evidente no seio cavernoso = sangue recebe diretamente a força expansiva da carótida interna (atravessa-o) 2. Veias do cérebro * se o cérebro se deslocar, as veias também se deslocarão, acompanhandoo = em dois sistemas unidos por anastomoses ● Comunicam o couro cabeludo com parte interna do crânio

2.1 Sistema Venoso Superficial ● Drena o córtex e a substância branca subjacente: ao seio sagital superior, que está fixado nos ossos do crânio ● Anastomose na superfície cerebral: formação das veias cerebrais superficiais = desembocam na dura-máter * veias cerebrais superficiais superiores: provenientes da face medial e da metade superior da face súpero-lateral de cada hemisfério. Desembocam no seio sagital superior. * veias cerebrais superficiais inferiores: provenientes da metade inferior da face súpero-lateral de cada hemisfério e de sua face anterior. Termina nos seios da base (petroso superior e cavernoso) e no seio transverso. - veia cerebral média superficial: principal = percorre o sulco lateral e termina no seio cavernoso 2.2 Sistema Venoso Profundo ● Drena o sangue de regiões profundas do cérebro = corpo estriado, cápsula interna, diencéfalo, grande parte do centro branco medular do cérebro ● Veia cerebral magna ou veia de Galeno: principal. Curto tronco venoso ímpar e mediano formado pela confluência das veias cerebrais internas, logo abaixo do corpo caloso. Desemboca no seio reto. Com paredes finas = facilmente rompidas (traumatismos) Angiografia cerebral ● Visualização das artérias, veias e seios do encéfalo a partir da injeção de contraste nas artérias vertebral e carótida interna: vasos brancos + radiografia * diagnostica e localiza aneurisma, trombose, embolia, lesão traumática, processos expansivos das cavidades cranianas (desvio no trajeto dos vasos) ● Pela carótida esquerda ou direita, conforme o lado da suspeita: estudo de estruturas supratentoriais ● Pela veia vertebral: estudo de estruturas da fossa infratentorial e de parte do cérebro * contraste injetado de qualquer lado (unem-se para formar a basilar) * escolha do lado em suspeita de lesão da artéria cerebelar inferior posterior ◊ Sinugrafia direta ● Para visualizar os seios da dura-máter * contraste injetado dentro deles Vascularização da medula

1. Aspectos gerais ◊ Artéria espinhal anterior ● Ramo da artéria vertebral ● Tronco único: confluência de 2 curtos ramos que emergem das artérias vertebrais direita e esquerda ● Superficial: ao longo da fissura mediana anterior até o cone medular ● Vascularizam as colunas e os funículos anterior e lateral ● Emite Artérias sulcais: perpendiculares. Penetram no tecido nervoso pelo fundo da fissura mediana anterior. ◊ Artérias espinhais posteriores direita e esquerda ● Ramo da artéria vertebral ● Dorsalmente: contornam o bulbo ● Longitudinalmente e medialmente às raízes dorsais dos nervos espinhais ● Vascularizam a coluna o funículo posterior ◊ Artérias radiculares anterior e posterior ● Derivadas dos ramos espinhais das artérias segmentares do pescoço e do tronco ao penetrarem nos forames intervertebrais com os nervos espinhais ● Pequenas ● Vascularizam apenas as raízes sem atingir a medula * apenas 6 ou 8 de 60 contribuem para vascularização da medula  Anterior: anastomosam-se com a espinal anterior  Posterior: anastomosam-se com as espinhais posteriores

ANATOMIA MACROSCÓPICA DO TELENCÉFALO 1. Generalidades ◊ Telencéfalo ● 2 hemisférios cerebrais (direito e esquerdo) + pequena parte mediana (na porção anterior do III ventrículo) * fissura longitudinal do cérebro: separa incompletamente os 2 hemisférios cerebrais * corpo caloso: larga faixa de fibras comissurais no assoalho da fissura longitudinal do cérebro que une os hemisférios cerebrais * cavidades dos hemisférios cerebrais: ventrículos laterais (direito e esquerdo) - forame interventricular ◊ Pólos ● Cada hemisfério possui 4: frontal, temporal, parietal e occipital ◊ Faces ● Cada hemisfério tem 3

* súpero-lateral: convexa * medial: plana * inferior ou base do cérebro: irregular 2. Sulco e giros: divisão em lobos ◊ Sulcos ● Depressões que limitam giros ● Permitem considerável aumento de superfície sem grande aumento do volume cerebral ● Os constantes, com denominação, delimitam lobos e áreas cerebrais * podem variar ● Pregas anastomósicas: podem interromper os sulcos. Unem giros vizinhos, dificultando sua identificação.  Sulco lateral (de Sylvius) ● Na base do cérebro, lateralmente à substância perfurada anterior e em direção à face súpero-lateral do cérebro ● Separa o lobo frontal do lobo temporal ● com 3 ramos * ramo ascendente * ramo anterior - como o ascendente, é curto e penetra no lobo temporal * ramo posterior - longo - dirigido para trás e para cima, terminando no lobo parietal - separa o lobo temporal (inferior) dos lobos frontal e parietal (superiores)  Sulco central (de Rolando) ● Oblíquo ● Percorre a face súpero-lateral do hemisfério. Inicia-se na face medial, dirigindo-se para diante e para baixo a partir da borda dorsal, em direção ao ramo posterior do sulco lateral * prega cortical: separa o sulco central do sulco lateral ● Separa os lobos frontal e parietal ● Ladeado por dois giros paralelos * giro pré-central: anterior = motricidade * giro pós-central: posterior = sensibilidade ◊ Giros ou circunvoluções ◊ Lobos cerebrais ● Denominação de acordo com os ossos do crânio, com os quais se relacionam: não é divisão funcional  Frontal ● Superior ao sulco lateral e anterior ao sulco central

na borda superior do hemisfério. paralelamente ao ramo posterior do sulco lateral  lobo parietal . Subdividido em 3 pelos ramos anterior e ascendente do sulco lateral * parte orbital = inferior ao ramo anterior * parte triangular = entre o ramo anterior e o ramo ascendente * parte opercular = entre o ramo ascendente e o sulco pré-central ● Giro de Broca: giro frontal inferior do hemisfério esquerdo = centro cortical da palavra falada ◊ Lobo temporal ● Sulco temporal superior: início próximo ao pólo temporal  posteriormente. Morfologia das faces dos hemisférios cerebrais 3. Temporal ● Linha imaginária em direção ao ramo posterior do sulco lateral que parte do meio da outra linha imaginária: limita o lobo temporal do parietal  Parietal  Occipital ● Limite anterior na face medial do cérebro: sulco parieto-occipital * na face súpero-lateral: limite em uma linha imaginária que une sua terminação. continuando na face medial do cérebro ● Giro frontal médio: entre os sulcos frontal superior e frontal inferior ● Giro frontal inferior: inferior a sulco frontal inferior. paralelo ao sulco central ● Sulco frontal superior: início na porção superior do sulco pré-frontal. na borda ínfero-lateral  Ínsula ● Profundamente no sulco lateral ● Sem relação direta com os ossos do crânio 3. à incisura pré-occipital.1 Face súpero-lateral ou face convexa ● Maior ● Relaciona-se com os ossos do crânio que formam a abóbada craniana ● Representação dos cinco lobos cerebrais ◊ Lobo frontal ● Sulco pré-central: divido em dois segmentos. para frente e para baixo ● Giro pré-central: entre os sulcos central e pré-central = área motora principal do cérebro ● Giro frontal superior: superior ao sulco frontal superior. perpendicular a ele ● Sulco frontal inferior: início na porção inferior do sulco pré-central.

estendendo-se posteriormente para terminar no lobo occipital. parte do assoalho do sulco lateral ● Giro temporal médio: entre os sulcos temporal superior e temporal inferior ● Giro temporal inferior: inferior ao sulco temporal inferior.● Sulco temporal inferior: paralelo ao sulco temporal superior. Separa o lóbulo parietal superior do lóbulo parietal inferior. temporal e parietal ● Límen da ínsula: ápice. voltado inferior e anteriormente * tem forma cônica ● Sulco circular da ínsula ● Sulco central da ínsula ● Giro curto da ínsula ● Giro longo da ínsula 3. Dividido em 2 segmentos mais ou menos distantes um do outro ● Sulco intraparietal: perpendicular ao sulco pós-central – pode estar unido a ele. Composto por 2 ou mais partes descontínuas.2 Face medial . ● Giro pós-central: entre os sulcos central e pós-central = área somestésica (sensitiva do córtex) ● Giro supramarginal: no lóbulo parietal inferior. ● Giro temporal superior: entre os sulcos lateral e temporal superior. * giro temporal transverso anterior = mais evidente = centro cortical da audição ◊ Lobo parietal ● Sulco pós-central: paralelo ao sulco central. Variável. Limita-se com o sulco occípito-temporal (na face inferior) ● Giros temporais transversos: atravessam a porção posterior do assoalho do sulco lateral. Curvado em torno da extremidade do ramo posterior do sulco lateral ● Giro angular: curvado em torno da porção terminal e ascendente do sulco temporal superior ◊ Lobo occipital ● Pequeno ● Com pequenos sulcos e giros inconstantes e irregulares * sulco lunatus (em formato de meia-lua) ◊ Ínsula ● Situada no fundo da ampla fossa entre os lábios do sulco lateral ● Cresce menos que os demais durante o desenvolvimento: pouco a pouco recoberta pelos lobos frontal.

● Sulco parieto-occipital: profundo. Encontra o sulco calcarino em ângulo agudo.● Visualizada com o cérebro cortado no plano sagital: expõe o diencéfalo e algumas formações telencefálicas inter-hemisféricas ◊ Corpo caloso ● Maior comissura inter-hemisférica ● Composto por fibras mielínicas: cruzam o plano mediano e penetram de cada lado no centro branco medular do cérebro = unem áreas simétricas do córtex cerebral de cada hemisfério ● Tronco do corpo caloso: lâmina branca arqueada dorsalmente ● Esplênio do corpo caloso: dilatação posterior do tronco do corpo caloso ● Joelho do corpo caloso: esplênio do corpo caloso fletido anteriormente em direção à base do cérebro ● Rostro do corpo caloso: formado pelo afilamento do joelho do corpo caloso ● Lâmina rostral: continuação do rostro do corpo caloso em uma fina lâmina. Separa o lobo occipital do parietal. cruzando a parede lateral do III ventrículo ● Pernas do fórnix: extremidades posteriores que se afastam. Com trajeto arqueado em direção ao pólo occipital. Terminam no corpo mamilar correspondente. Divergem e penetram de cada lado no corno inferior do ventrículo lateral. Localiza-se o centro cortical da visão em seus lábios. . onde se ligam ao hipocampo ◊ Septo pelúcido ● Entre o corpo caloso e o fórnix ● Duas delgadas lâminas de tecido nervoso que delimitam a cavidade do septo pelúcido (estreita) ● Separa os 2 ventrículos laterais ◊ Lobo occipital ● Sulco calcarino: inferior ao esplênio do corpo caloso. Delgada e composta de substância branca. Constituído por 2 metades laterais e simétricas afastadas nas extremidades e unidas entre si no trajeto inferior ao corpo caloso ● Circuito de Papez: liga o hipocampo aos núcleos mamilares do hipotálamo ● Corpo do fórnix: intermédio. Une os hemisférios e constitui o limite anterior do III ventrículo ◊ Fórnix ● Feixe complexo de fibras que emerge inferiormente ao esplênio do corpo caloso e arqueia-se em direção à comissura anterior. até a comissura anterior ● Lâmina terminal: entre a comissura anterior e o quiasma óptico. entre as 2 metades ● Colunas do fórnix: extremidades anteriores que se afastam.

onde continua com o sulco do corpo caloso e se dirige para o pólo temporal. ● Sulco occípito-temporal ● Sulco colateral: início próximo ao pólo occipital. continua anteriormente com o giro para-hipocampal ◊ Lobos frontal e parietal * os sulcos passam do lobo frontal para o parietal ● Sulco do corpo caloso: inferior ao rostro do corpo caloso.: mais superior ao corpo caloso. Repousa sobre a fossa média do crânio e a tenda do cerebelo. face medial do giro frontal superior ● Área septal: região inferior ao rostro do corpo caloso e adiante da comissura anterior à lâmina terminal = centro de prazer 3. * continua com o sulco do hipocampo no lobo temporal ● Sulco do cíngulo: paralelo ao sulco do corpo caloso. em que termina separando o giro para-hipocampal do úncus . com o sulco do cíngulo e seu ramo marginal. lóbulo paracentral. Delimita o lóbulo paracentral (sua extremidade superior termina aproximadamente no meio do sulco central). Contorna o tronco e o esplênio do corpo caloso. superior ao corpo caloso ● Pré-cúneus: adiante do cúneus Obs. de posterior para anterior = précúneus.3 Face inferior ◊ Lobo temporal = parte maior. * pode ser contínuo com o sulco rinal: separa a parte mais anterior do giro para-hipocampal do resto do lobo temporal ● Sulco do hipocampo: início na região do esplênio do corpo caloso. * parte anterior do lóbulo paracentral = área motora relacionada com a perna e o pé * parte posterior do lóbulo paracentral = área sensitiva relacionada com a perna e o pé ● Giro do cíngulo: separa o sulco do cíngulo do sulco do corpo caloso. Divide-se em 2 ramos * ramo marginal = curva-se em direção à margem superior do hemisfério * ramo subparietal = continua posteriormente à direção do sulco do cíngulo ● Sulco paracentral: destaca-se do sulco do cíngulo em direção à margem superior do hemisfério. terminando posteriormente. dirigindo-se anteriormente.● Cúneus: giro triangular complexo entre o sulco parieto-occipital e o sulco calcarino ● Giro occípito-temporal medial: inferior ao sulco calcarino. * no lobo temporal.

Ocupam o restante da face inferior. ● Trato olfatório: continuação posterior do bulbo olfatório também alojada no sulco olfatório ● Estrias olfatórias lateral e medial: bifurcação posterior do trato olfatório ● Trígono olfatório: área triangular delimitada pelas estrias ● Substância perfurada anterior: área posterior ao trígono olfatório e anterior ao trato óptico que contém uma série de pequenos orifícios para passagem de vasos * tubérculo olfatório = na parte anterior 4. Profundo e de direção ântero-posterior. ● Giro reto: medial ao sulco olfatório. Morfologia dos ventrículos laterais ◊ Ventrículos laterais direito e esquerdo . Continua dorsalmente como giro frontal superior. Forma a borda lateral do hemisfério. ● Istmo do giro do cíngulo: giro estreito que liga o giro para-hipocampal posteriormente ao giro do cíngulo ● Úncus: formado pela curvatura da porção anterior do giro parahipocampal em torno do sulco do hipocampo ◊ Lobo frontal = repousa sobre a fossa anterior do crânio ● Sulco olfatório: na face inferior.  Rinencéfalo = formações existentes na face inferior relacionadas com a olfação ● Bulbo olfatório: dilatação ovóide e achatada de substância cinzenta alojada no sulco olfatório * recebe os filamentos que constituem o nervo olfatório (NC I). ● Giro occípito-temporal lateral ou giro fusiforme: limitado pelos sulcos occípito-temporal (medialmente) e colateral ● Giro occípito-temporal medial: delimitado pelos sulcos calcarino e do hipocampo  Lobo límbico ● Formação contínua que circunda as estruturas inter-hemisféricas = parte do sistema límbico = comportamento emocional e controle do SNA ● Giro para-hipocampal: delimitado pelos sulcos calcarino e do hipocampo. ● Sulcos e giros orbitários: irregulares.● Giro temporal inferior: limitado pelos sulcos occípito-temporal e temporal inferior. que atravessam os pequenos orifícios da lâmina cribriforme (etmóide) e geralmente se rompem quando o encéfalo é retirado.

bulbo do corno posterior: porção occipital da radiação do corpo caloso .1 Morfologia das paredes ventriculares ◊ Corno anterior ● Adiante do forame interventricular ● Parede medial (vertical): septo pelúcido = separa-o dos 2 ventrículos laterais ● Assoalho: inclinado. ● Teto + limite anterior: formados pelo corpo caloso ◊ Parte central ● Dentro do lobo parietal: posterior ao forame interventricular até o esplênio do corpo caloso * trígono colateral: onde a cavidade se bifurca em cornos inferior e posterior ● Teto: corpo caloso ● Parede medial: septo pelúcido ● Assoalho: inclinado. * fórnix * plexo corióide * parte lateral da face dorsal do tálamo * estria terminal * veia tálamo-estriada ◊ Corno posterior ● Dentro do lobo occipital ● Curva de concavidade medial ● Termina posteriormente em ponta ● Paredes: fibras do corpo caloso * parte medial = 2 elevações . * cabeça do núcleo caudado: proeminente.● Cavidades completamente fechadas (exceto pelo forame interventricular) revestidas de epêndima e contendo líquor situadas nos hemisférios cerebrais * a capacidade varia ● Comunicam-se com o III ventrículo pelo forame interventricular ● Parte central ● Cornos = 3 pólos do hemisfério * corno anterior = lobo frontal * corno posterior = lobo occipital * corno inferior = lobo temporal ● Partes com teto formado pelo corpo caloso. exceto o corno inferior * remoção = exposição da cavidade ventricular 4. Também forma a parede lateral. Une-se ao teto no ângulo lateral.

giro denteado: fita estreita e denteada de substância cinzenta ao longo da margem da fímbria. Organização interna dos hemisférios cerebrais ● Assemelha-se à do cerebelo em seus aspectos mais gerais = características do sistema nervoso supra-segmentar ◊ Córtex cerebral ● Cada hemisfério possui ◊ Centro medular do cérebro ou centro semioval ● Centro de substância branca revestido pelo córtex cerebral ◊ Núcleos da base ..subiculum: porção de córtex que liga o hipocampo ao giro para-hipocampal 4. curva-se inferiormente e a seguir anteriormente em direção ao pólo temporal ● Teto: substância branca do hemisfério * cauda do núcleo caudado e estria terminal: acompanham a curvatura. continua com o do III ventrículo ● Atinge o corno inferior do ventrículo lateral acompanhando o trajeto curvo do fórnix e da fímbria * os cornos anterior e posterior não possuem 5.indusium girisium: fina lâmina de substância cinzenta que reveste a face dorsal do corpo caloso e contém o giro fasciolar. ao longo da margem medial do teto ● Assoalho: com 2 eminências alongadas * eminência colateral = formada pelo sulco colateral * hipocampo = elevação curva e muito pronunciada medial à eminência colateral e superior ao giro para-hipocampal constituída pelo arquicórtex. Faz parte do sistema límbico = funções psíquicas relacionadas com o comportamento e a memória. .2 Plexos corióides da parte central dos ventrículos laterais ● Constituídos pelo epêndima que reveste a cavidade ventricular e pela piamáter (ocupa a fissura transversa do cérebro). Continua com o giro fasciolar. Formado por uma prega da parede determinada pelo sulco calcarino ◊ Corno inferior ● A partir do trígono lateral. que penetra entre o fórnix e o tálamo e empurra-a ● Através do forame interventricular.alveus: substância branca que recobre sua superfície ventricular e continua com a fímbria . .calcar avis: inferior ao bulbo. .fímbria do hipocampo: fibras ao longo de sua borda medial através das quais se liga às pernas do fónix .

● Massas de substância cinzenta no interior do centro medular do cérebro 5.1 Núcleos da base ◊ Núcleo caudado ● Massa alongada e volumosa de substância cinzenta relacionada com os ventrículos laterais ● Cabeça do núcleo caudado: extremidade anterior dilatada que proemina no assoalho do corno anterior do ventrículo. Funde-se com a parte anterior do núcleo lentiforme. ● Corpo do núcleo caudado: continuação gradual da cabeça do núcleo caudado no assoalho da parte centra do ventrículo lateral ● Cauda do núcleo caudado: afinamento do corpo até a extremidade anterior do corno inferior do ventrículo lateral. Longa, delgada e fortemente arqueada. * por isso que o núcleo caudado aparece seccionado em cortes ◊ Núcleo lentiforme ● Localizado profundamente no interior do hemisfério ● Relações * medialmente: cápsula interna que o separa do núcleo caudado e do tálamo * lateralmente: córtex da ínsula - substância branca e claustrum: separa-o do córtex da ínsula ● Lâmina medular lateral: fina lâmina de substância branca que o divide em * putâmen = lateral, maior * globo pálido = medial, de coloração mais clara devido às fibras mielínicas que o atravessam - lâmina medular medial: divide-o em partes externa e interna ◊ Claustrum ● Delgada calota de substância cinzenta situada entre o córtex da ínsula e o núcleo lentiforme ● Cápsula extrema: separa-o do córtex da ínsula ● Cápsula externa: entre ele e o núcleo lentiforme Obs.: da face lateral à superfície ventricular = córtex da ínsula; cápsula extrema; claustrum; cápsula externa; putâmen; lâmina medular lateral; parte externa do globo pálido; cápsula interna; tálamo; III ventrículo ◊ Corpo amigdalóide ● Massa esferóide de substância cinzenta no pólo temporal do hemisfério cerebral, em relação com a cauda do núcleo caudado, que faz uma discreta saliência no teto da parte terminal do corno inferior do ventrículo lateral ● Faz parte do sistema límbico: centro regulador do comportamento sexual e agressividade ◊ Núcleo accumbens

● Massa de substância cinzenta situada na zona de união entre o putâmen e a cabeça do núcleo caudado – corpo estriado ventral ◊ Núcleo basal de Meynert ● Na base do cérebro, entre a substância perfurada anterior e o globo pálido – substância inominata ● Com neurônios grandes, ricos em acetilcolina 5.2 Centro branco medular do cérebro ● Formado por fibras mielínicas ◊ Fibras de projeção ● Ligam o córtex cerebral a centros subcorticais ● Dispõem-se em feixes  Fórnix ● Contribui pouco  Cápsula interna ● Contém a grande maioria das fibras que entram ou saem no córtex cerebral e formam um feixe compacto: separa o núcleo lentiforme (lateral) do núcleo caudado e do tálamo (mediais). * superiormente, com a coroa radiada, ao nível dos núcleos lentiformes * inferiormente, continua com a base do pedúnculo cerebral ● Perna anterior: entre a cabeça do núcleo caudado e o núcleo lentiforme ● Perna posterior: entre o núcleo lentiforme e o tálamo. Maior. ● Joelho da cápsula interna: ângulo formado no encontro da perna anterior com a perna posterior ● Posição sublentiforme: abaixo do núcleo lentiforme ◊ Fibras de associação ● Unem áreas corticais situadas em pontos diferentes do cérebro  Comissuras telencefálicas ● Fibras que atravessam o plano mediano para unir áreas simétricas dos dois hemisférios 6. Noções de anatomia comparada e antropologia do cérebro 6.1 Aspectos gerais ● No sistema nervoso dos vertebrados podemos encontrar as mesmas partes, embora com importâncias diferentes ● À medida que se sobe a escala evolutiva, há uma diminuição do tamanho e importância do teto do mesencéfalo paralelamente ao aumento do tamanho e importância do cérebro * cérebro no homem = funções psíquicas e coordenador da sensibilidade e motricidade * teto do mesencéfalo no homem = centro relativamente sem importância

◊ Quanto ao córtex ● Arquicórtex (primitivo e mais simples): ciclóstoma e peixes ● Paleocórtex: anfíbios ● Neocórtex: répteis, aves e mamíferos 6.2 Sulcos e giros ● Primeiro sulco: sulco rinal = separa o paleocórtex do neocórtex. Existe desde os répteis. ● Distribuição é muito diferente na maioria dos animais * primatas: com sulco central e lateral * antropóides: semelhança com sulcos do cérebro humano - com diferenças, principalmente no lobo frontal ● Não existe nenhum que seja característico de uma determinada raça humana: impossível identificá-la pelo estudo de um único cérebro * a freqüência de certas disposições especiais dos sulcos e giros pode variar (ex: sulco lunatus) ◊ Classificação dos animais quanto à presença ou ausência de giros ● Lissencéfalos: cérebro liso ● Girencéfalos: cérebro com giros 6.3 Considerações sobre o peso do encéfalo ◊ Coeficiente de encefalização (K) ● Depende do peso corporal e da complexidade do encéfalo * a complexidade geralmente depende da posição filogenética do animal - mesma posição = maior encéfalo o de maior peso: mesmo K - mesmo peso = maior encéfalo o de maior K ● Aumenta à medida que se sobe na escala zoológica: 4 vezes maior no homem que no chimpanzé ● Não existe diferença entre os diversos grupos étnicos atuais * o peso não se relaciona com o estado cultural ● Homem de estatura mediana: menor encéfalo compatível com uma inteligência normal = 900g * acima: tentativas de se correlacionar o peso do encéfalo com o grau de inteligência esbarram em numerosas exceções

CENTRO BRANCO MEDULAR DO CÉREBRO 1. Generalidades ◊ Centro semi-oval ● No corte horizontal do cérebro, em cada hemisfério

intra-hemisférica: dentro de um mesmo hemisfério .2 Inter-hemisféricas = fibras comissurais: unem áreas simétricas dos dois hemisférios ● Agrupam-se para formar as 3 comissuras do encéfalo ◊ Comissura do fórnix ● Conecta os dois hipocampos: fibras dispostas entre as duas pernas do fórnix Obs.: pouco desenvolvido no homem ◊ Comissura anterior ● Porção olfatória: liga os bulbos e tratos olfatórios ● Porção não-olfatória: une os lobos parietais ◊ Corpo caloso ● Maior comissura e maior feixe de fibras ● Conecta áreas corticais simétricas dos dois hemisférios * exceção = lobo temporal: unidas pelas fibras da comissura anterior .● Constituído de fibras mielínicas * de projeção = ligam o córtex aos centros subcorticais * de associação = ligam áreas corticais situadas em pontos diferentes . passa pelo lobo parietal ● Percorre o giro do cíngulo  Fascículo longitudinal superior / fascículo arqueado ● Liga os lobos frontal. Fibras de associação 2. parietal e occipital pela face súpero-lateral de cada hemisfério ● Conecta os centros anterior (lobo frontal) e posterior (junção dos lobos temporal e parietal) da linguagem * lesões = perturbações na linguagem  Fascículo longitudinal inferior ● Une o lobo occipital ao temporal  Fascículo unciforme ● Liga o lobo frontal ao temporal.inter-hemisféricas: entre dois hemisférios 2.1 Intra-hemisféricas ◊ Curtas / arqueadas do cérebro / em U ● Associam áreas vizinhas ◊ Longas ● Unem-se em fascículos  Fascículo do cíngulo ● Une o lobo frontal ao temporal. passando pelo fundo do sulco lateral 2.

quadro clínico = “derrames cerebrais”. neuroglias. Fibras de projeção ● Formam o fórnix e a cápsula interna * lesões da cápsula interna . relacionados aos fenômenos psíquicos ● Evolução: maior extensão e complexidade = grande desenvolvimento das funções intelectuais ● Possui uma organização laminar horizontal e uma organização colunar vertical . provenientes do tálamo ● Levam a sensibilidade somática geral ● Radiações óptica e auditiva: passam na perna posterior ESTRUTURA E FUNÇÕES DO CÓRTEX CEREBRAL 1. Generalidades ◊ Córtex cerebral ● O que é: fina camada de substância cinzenta que reveste o centro branco medular do cérebro = neurônios. menor sensibilidade na metade oposta d corpo.causa = hemorragia ou obstrução de seus vasos .1 Fibras na cápsula interna ◊ Originadas no córtex (descendentes) ● Trato córtico-espinal: perna posterior ● Trato córtico-espinal: perna posterior ● Trato córtico-nuclear: joelho ● Trato córtico-pontino ● Fibras córtico-reticulares ● Fibras córtico-rubras ● Fibras córtico-estriatais ◊ Radiações talâmicas: dirigidas ao córtex.● Função: transferência de conhecimento e informação entre os hemisférios = funcionamento harmônico * ausentes em secções que objetivam melhorar quadros de epilepsia. hemiplegia 3. mas não alteram evidentemente o comportamento ou o psiquismo 3. fibras ● Local aonde chegam impulsos provenientes de todas as vias de sensibilidade = conscientes e interpretadas ● De onde saem os impulsos nervosos = iniciam e comandam os movimentos voluntários.

numeradas da superfície para o interior * I: camada molecular .camada efetuadora de projeção * VI: camada de células fusiformes ou multiforme .camada de associação ◊ Alocórtex 2.camada de associação * II: camada granular externa .2.camada receptora de projeção * V: camada piramidal interna ou ganglionar . em várias camadas * diferente do córtex cerebelar: organização estrutural mais simples e uniforme 2.1 Estrutura ◊ Isocórtex ● 6 camadas.na superfície .2 Neurônios corticais ● Classificados de acordo com o tamanho e direção do axônio ◊ Células granulares ou estreladas ● Dendritos ramificam-se próximo ao corpo celular ● Axônio pode estabelecer conexões com células das camadas vizinhas ● Evolução: número aumentou = circuitos corticais mais complexos ● Principal interneurônio cortical: estabelece conexões entre os demais neurônios e fibras do córtex ● Principais células receptoras: sinapses com fibras que chegam ao córtex ● Camadas: granular interna e externa ◊ Células piramidais ou pirâmides ● Com dois tipos de dendritos .muito desenvolvida nas áreas sensitivas do córtex .muito desenvolvida nas áreas motoras do córtex . Citoarquitetura do córtex ● Neurônios e fibras distribuem-se de vários modos.camada de associação * III: camada piramial externa .com poucos neurônios .camada de associação * IV: camada granular interna .células horizontais ou de Cajal .rica em fibras de direção horizontal .

● Axônios: direção descendente = ganha a substância branca como fibra eferente do córtex ● Camadas: todas.  Células de Betz: gigantes. Fibras e circuitos corticais ● As fibras que saem ou entram no córtex cerebral passam pelo centro branco-medular 3. Predominância na piramidal externa e interna. Curtos. onde termina * basais = distribuem-se próximo ao corpo celular.1 Fibras de projeção aferentes do córtex cerebral ◊ Talâmica  Fibras aferentes oriundas dos núcleos talâmicos inespecíficos ● Distribuição: por todo o córtex cerebral ● Terminação: camadas corticais. principalmente nas três superficiais ● Ação ativadora (para do sistema ativador reticular ascendente – SARA)  Radiações talâmicas originadas nos núcleos específicos ● Terminam na camada granular interna ◊ Extratalâmicas ● Fibras monoaminérgicas originadas na formação reticular ou fibras colinérgicas oriundas do núcleo basal de Meynert ● Distribuição: por todo o córtex cerebral ● Modo de terminação: varia com a fibra e a área cortical ● Função: aumentar ou diminuir a atividade em regiões corticais específicas durante determinadas etapas do processamento da informação = ação . Na área motora do giro pré-central ◊ Células fusiformes ● Axônio: descendente = penetra no centro branco-medular ● Células efetoras ● Camada: de células fusiformes ◊ Células de Martinotti ● Dendritos: ramificam-se nas proximidades do corpo celular ● Axônio: ascendente = ramifica-se nas camadas mais superficiais ◊ Células horizontais ou de Cajal ● Forma: fusiforme ● Dendritos: direção horizontal ● Axônio: direção horizontal ● Camada: molecular (apenas) ● Células intracorticais de associação 3.* apicais = destaca-se do ápice e dirige-se às camadas superficiais.

Agrupam-se em * raias: direção perpendicular à superfície. podendo voltar repetidas vezes à mesma célula através de circuitos reverberantes ou auto-excitaadores. vista a olho nu) ◊ Experiência com eletrodos ● Comprovação: existe mais semelhança entre os neurônios localizados dentro de uma coluna que entre colunas vizinhas * conexões entre células corticais se fazem preferencialmente em sentido vertical.2 Fibras de projeção aferentes do isocórtex ● Maioria: origem talâmica * há conexões aferentes diretas com a formação reticular 3. influenciando seu funcionamento) ● Doença de Alzheimer: degeneração dessas fibras = deterioração das funções corticais 3. antes de saírem do córtex .3 Fibras de projeção eferentes do córtex ● Conectam-se a vários centros subcorticais ● Origem: camada piramidal interna * são axônios das células piramidais internas ◊ Fibras ● córtico-espinais ● córtico-nucleares ● córtico-pontinas ● córtico-estriadas ● córtico-reticulares ● córtico-rúbricas ● córtico-talâmicas 3.moduladora (modificam as características eletrofisiológicas das células corticais. Delimitam colunas verticais formadas principalmente por células e que atingem toda a espessura do córtex * estrias: direção paralela à superfície Ex: estrias de Baillarger externa e interna Estria de Gennari (estria de Baillarger externa na área visual / estriada = muito desenvolvida.4 Fibras intracorticais ● Maioria: mielínicas ● Distribuição: heterogeneamente. mesmo com algumas conexões horizontais ● Os impulsos que chegam ao córtex passam sucessivamente das camadas superficiais às profundas e vice-versa.

3 Classificação estrutural ● Aspectos: composição e característica das diversas camadas.exceção: lobo occipital = órgãos visuais ● Importante para localização de lesões 4. Classificação das áreas corticais 4. espessura total e espessura das camadas. disposição e espessura das raias e estrias ● Em numerosas áreas citoarquiteturais = vários mapas ◊ Mapa de Brodmann = 52 áreas designadas por números ◊ Em grupos maiores de acordo com suas características comuns  Isocórtex ● 90% ● Neocórtex  Homotípico ● 6 camadas individualizadas com facilidade  Heterotípico ● 6 camadas não são claramente individualizadas: estrutura laminar típica mascarada pelas células granulares ou piramidais .● Um mesmo neurônio cortical está sujeito à influência de outros: pode ligar-se a outro através de vários botões sinápticos ● Os caminhos que os impulsos intra-corticais podem seguir variam: a existência de indivíduos com exatamente os mesmos circuitos corticais é impossível 4.2 Classificação filogenética ◊ Arquicórtex ● Hipocampo ◊ Paleocórtex ● Úncus e parte do giro para-hipocampal ● Juntamente com o arquicórtex.1 Classificação anatômica ● Divisão do cérebro em giros e lobos * em um mesmo lobo há áreas corticais de funções e estrutura muito diferentes: não é divisão funcional ou estrutural . participa do rinencéfalo e do sistema límbico = áreas corticais antigas ligadas à olfação e ao comportamento emocional ◊ Neocórtex ● Restante 4.

principalmente com o sistema ativador reticular ascendente = ação ativadora exercida sobre todo o córtex ◊ Áreas de projeção ● Recebem ou dão origem a fibras relacionadas diretamente com a sensibilidade e com a motricidade * lesões = paralisia ou alterações na sensibilidade  Áreas sensitivas ● Isocórtex heterotípico granular = funções receptoras  Áreas motoras ● Isocórtex heterotípico agranular = funções efetuadoras ◊ Áreas de associação ● Relacionadas a funções psíquicas complexas * lesões: alterações psíquicas sem qualquer conotação motora ou sensitiva = de difícil avaliação = áreas silenciosas ● Isocórtex homotípico = fácil individualização devido à ausência de predomínio de células granulares e piramidais DE ACORDO COM GRAU DE RELACIONAMENTO COM A MOTRICIDADE E SENSIBILIDADE ◊ Áreas primárias ● Áreas de projeção .4 Classificação funcional ● Somatotopia das áreas corticais: existe correspondência entre determinadas áreas corticais e certas partes do corpo * conceito introduzido com o primeiro mapeamento da área motora Obs.: todas as áreas corticais têm conexões com centros subcorticais. não compartimentos isolados e estanques ● Apoio na citoarquitetura do córtex Obs.● Granular: áreas sensitivas = células granulares invadem camadas piramidais ● Agranular: áreas motoras = células piramidais invadem camadas granulares  Alocórtex ● Arquicórtex ● Paleocórtex 4.: Broca = correlacionou lesões em áreas restritas do lobo frontal com a linguagem falada * abalo quando se conseguiu movimento em áreas tidas com sensitivas ● Importante na compreensão do funcionamento do cérebro e no diagnóstico de lesões ● São especializações funcionais de determinadas áreas.

mas mal definidas * Estímulo aos receptores exteroceptivos ou movimentos em determinadas articulações de modo a ativar receptores proprioceptivos = potenciais evocados  Homúnculo sensitivo de Penfield * de cabeça para baixo no giro pós-central ● Representação da somatotopia: a extensão da representação cortical de uma parte do corpo depende da importância funcional dessa parte para a biologia da espécie e não de seu tamanho ● Área dos órgãos genitais e do pé: superior ao giro pós-central. mas todas as formas de sensibilidade geral convergem para uma só. 1 do mapa de Brodmann * área 3 = fundo do sulco central * áreas 1 e 2 = superfície dos giro pós-central ● Aonde chegam radiações talâmicas.◊ Áreas secundárias ou unimodais ● Relacionadas com uma determinada modalidade sensorial ou com a motricidade ● Conexão com a área primária da mesma função ◊ Áreas terciárias ou supramodais ● Envolvidas com atividades psíquicas superiores ● Conexões com várias áreas unimodais ou com outras áreas supramodais: recebem as informações sensoriais já elaboradas por todas as áreas secundárias e elaboram diversas estratégias comportamentais 5. dormência em partes determinadas. 2. do tronco e do braço (pequenas): súpero-laterais ● Área da mão (grande): inferior às acima ● Área da cabeça (face e boca grandes) ● Área da língua e da faringe: próxima ao sulco lateral  Lesões ● Causa: acidentes vasculares cerebrais que comprometem as artérias cerebral média ou cerebral anterior . que trazem impulsos nervosos relacionados à temperatura. a área somestésica ◊ Área somestésica primária ou área da sensibilidade geral ● Localização: giro pós-central.1 Áreas sensitivas primárias ● Várias: a cada tipo de sensibilidade corresponde uma área. áreas 3. na parte medial do hemisfério ● Áreas das pernas. pressão. Áreas de projeção / áreas primárias 5. tato e propriocepção consciente da metade oposta do corpo ● Existe somatotopia * Estímulo na área = manifestações sensitivas – formigamento. dor.

que se originam no corpo geniculado medial ● Estimulações elétricas quando acordado: alucinações auditivas nunca muito precisas = zumbidos ● Não é totalmente cruzada: cada cóclea representa-se no córtex dos 2 hemisférios ● Existe tonotopia: sons de determinada freqüência projetam-se em partes específicas = correspondência com partes da cóclea  Lesões ● Bilaterais do giro: surdez completa ● Unilaterais do giro: déficitis auditivos pequenos ◊ Área vestibular .● Há perda da sensibilidade discriminativa do lado oposto à lesão: indivíduo distingue as diferentes modalidades de estímulo. peso e textura dos objetos tocados = perda da estereognosia (capacidade de reconhecer objetos colocados na mão) ● Sensibilidade protopática (modalidades grosseiras de sensibilidade). como o tato não discriminativo e a sensibilidade térmica e dolorosa. permanece inalterada = consciente em nível talâmico ◊ Área visual ● Localização: lábios do sulco calcarino. áreas 41 e 42 de Brodmann ● Aonde chegam as fibras da radiação auditiva. mas não localiza a parte do corpo tocada ou graus de temperatura. área 17 de Brodmann * lábio superior do sulco calcarino = projeção da metade superior da retina * lábio inferior do sulco calcarino = projeção da metade inferior da retina * parte posterior do sulco calcarino = projeção da parte posterior da retina (mácula) * parte anterior do sulco calcarino = projeção da parte anterior da retina ● Aonde chegam fibras do trato geniculo-calcarino originadas no corpo geniculado lateral ● Estimulações elétricas: alucinações visuais = círculos brilhantes ● Estímulo em pontos específicos da retina com jato de luz filiforme = potenciais evocados ● Existe correspondência perfeita entre a retina e o córtex visual  Lesão: ablação bilateral ● Cegueira completa * nos animais = sensação luminosa ◊ Área auditiva ● Localização: giro temporal transverso anterior.

2 Área motora primária =1 ● Localização: parte posterior do giro pré-central. área 43 de Brodmann ● Estimulações elétricas ou crises epilépticas com foco que se inicia nela: alucinações gustativas  Lesões ● Diminuição da gustação na metade oposta da língua 5. em uma região adjacente à parte da área somestésica correspondente à língua. área 4 de Brodmann ● Isocórtex heterotípico agranular = com células de Betz ● Estimulação elétrica: movimentos de grupos musculares do lado oposto ● Focos epilépticos: movimentos de grupos musculares isolados.● Localização: lobo parietal. podendo-se estender progressivamente a outros. em uma pequena região próxima à área somestésica correspondente à face = mais relacionada com a área de projeção da sensibilidade proprioceptiva do que com a auditiva * proprioceptores especiais = receptores do vestíbulo: informam sobre a posição e o movimento da cabeça ● Importante na apreciação consciente da orientação no espaço ◊ Área olfatória ● Localização: parte anterior do úncus e do giro para-hipocampal = pequena área  Lesões ● Epilepsia local do úncus: alucinações olfatórias = cheiros desagradáveis que não existem = crises uncinadas * pode complementar-se com crise epiléptica do tipo “grande mal” ◊ Área gustativa ● Localização: porção inferior do giro pós-central próxima à ínsula. à medida que o estímulo se propaga ● Origina a maior parte das fibras dos tratos córtico-espnal e córticonuclear = motricidade voluntária ◊ Homúnculo motor de Penfield * de cabeça para baixo ● Mapa de acordo com a representação das diversas partes do corpo: somatotopia = a extensão da representação cortical de uma parte d corpo é proporcional à delicadeza dos movimentos realizados pelos grupos musculares aí localizados ● Há convergência dos pontos sobre um mesmo grupo de neurônios motores: o mesmo músculo pode ser representado em mais de um ponto ◊ Conexões aferentes ● Com tálamo: recebe informações do cerebelo .

atrás da área somestésica primária. área 5 e parte da 7 de Brodmann  Área visual secundária ● Localização: estende-se do lobo occipital ao lobo temporal. * etapa de sensação: toma-se consciência das características sensoriais.somestésicas (geralmente tácteis)  Área somestésica secundária ● Localização: lóbulo parietal superior. áreas 18. do ponto de vista funcional: a existência de duas áreas diferentes proporciona lesões separadamente. área 22 de Brodmann ◊ Áreas de associação secundária motoras ● Adjacentes à área motora primária ● Lesões: apraxias (quadros clínicos correspondentes às agnosias) = incapacidade de executar determinados atos voluntários.1 Áreas de associação secundárias / unimodais ◊ Áreas sensitivas secundárias ou áreas sensitivas de associação ● Recebem aferências das áreas primárias correspondentes e repassam às outras áreas do córtex – supramodais. que dependem da integridade das áreas de associação secundárias / áreas gnósicas ● Não são simétricas.auditivas: surdez verbal = perda parcial ou total da capacidade de reconhecer os símbolos sonoros que constituem a linguagem falada = afasia . adiante da área visual primária. Faz-se em uma área sensitiva de projeção ou área primária * etapa de interpretação ou gnosia: comparação das características sensoriais com o conceito existente na memória = identificação. 19. sem que exista qualquer déficit motor = relacionadas com o “planejamento” dos atos voluntários . 21 e 37 de Brodmann  Área auditiva secundária ● Localização: lobo temporal. Envolve processos psíquicos mais complexos.visuais: cegueira verbal = perda parcial ou total da capacidade de reconhecer os símbolos visuais que constituem a linguagem escrita = afasia . 20.● Com a área somestésica ● Com as áreas pré-motora e motora suplementar 6. Áreas de associação do córtex ● Filogênese: o território cortical aumentou 6. circundando a área auditiva primária. de sintomatologia diferente conforme o lado lesado * lesão da área secundária: agnosia = perda da capacidade de reconhecer objetos .

especialmente os membros.: importância das conexões aferentes do corpo estriado * ativada juntamente com a área motora primária * ativada sozinha quando a sequência de movimentos é repetida mentalmente. área motora primária ● Função: concepção ou planejamento de sequências complexas de movimentos Obs. área 44 de Brodmann ● Função: programação da atividade motora relacionada com a expressão da linguagem ● Lesões: afasias 6. adiante da área motora primária.* a lesão não está na execução desses atos  Área motora suplementar ● Localização: face medial do giro frontal superior.2 Áreas de associação terciárias / supramodais ◊ Área pré-frontal . em uma postura básica preparatória para a realização de movimentos delicados. que são menos localizadas e envolvem grupos musculares maiores ● Projeções * para a formação reticular de onde se origina o trato retículo-espinal * para a área motora primária ● Recebe eferências do cerebelo (via tálamo) e de varas áreas de associação do córtex ● Funções * coloca o corpo. parte mais alta da área 6 de Brodmann ● Conexões: corpo estriado. área 6 de Brodmann. a cargo da musculatura distal dos membros. em frente à parte da área motora que controla os músculos relacionados com a vocalização. principalmente de movimentos guiados por estímulos sensoriais externos ● Lesões: paresia (menor força muscular = não consegue elevar completamente o membro)  Área de Broca ● Localização: partes opercular e triangular do giro frontal inferior. na face lateral do hemisfério ● Exige correntes elétricas intensas para se obter respostas motoras. via tálamo. através da via córtico-retículo-espinal que nela se origina * participa do processo de programação de determinadas atividades motoras. sem execução  Área pré-motora ● Localização: lobo frontal.

áreas 39 e 40 de Brodmann. ou seja. passando adiante dos cornos anteriores dos ventrículos laterais = secção das conexões da área pré-frontal com o núcleo dorsomedial do tálamo. * psicocirurgia: 1ª técnica cirúrgica para tratamento de doenças psíquicas * em desuso com o surgimento de drogas de ação antidepressiva * conseqüência indesejável: perda da capacidade de decidir sobre comportamentos mais adequados diante de cada situação ● Funções * memória para fatos recentes * escolha das opções e estratégias comportamentais mais adequadas à situação física e social e capacidade de alterá-las * aspectos mais complexos da manutenção da atenção Obs. deixam de agir a circunstâncias que normalmente determinam alegria ou tristeza. ligando-se ao sistema límbico ● Mantém extensas conexões recíprocas com o núcleo dorsomedial do tálamo ● Lesão: causa distração. visual e somestésica ● Funções * integrar informações recebidas das áreas acima * percepção espacial = relações entre os objetos no espaço extrapessoal . embora suas funções cognitivas permanecessem basicamente normais ● Lobotomia ou leucotomia pré-frontal: secção bilateral da parte anterior dos lobos frontais. que entram em um estado de “tamponamento psíquico”. estendendo-se às margens do sulco temporal superior e parte do lóbulo parietal superior. mas sua personalidade mudou dramaticamente = perdeu o senso de suas responsabilidades sociais e passou a vaguear de um emprego a outro. ou seja. entre as áreas secundárias auditiva.juntamente com o hipocampo e o sistema límbico ◊ Área temporoparietal ● Localização: lóbulo parietal inferior. Tratamento para doentes psiquiátricos com quadros de depressão e ansiedade. durante uma explosão e sobreviveu. como a formação reticular * controle do comportamento emocional .: esse fenômeno também envolve outras áreas centrais. giros supramarginal e angular. ou seja. dificuldade de concentração e fixação voluntária da atenção * caso Gage: um funcionário de uma ferrovia americana teve seu córtex pré-frontal destruído por uma barra de ferro.● Localização: parte anterior não-motora do lobo frontal = ¼ do córtex ● Recebe fibras de todas as demais áreas de associação do córtex através dos fascículos de associação.

compreensão normal da linguagem. no hemisfério mais relacionado com os processos visuo-espaciais = negligência em relação ao próprio corpo (perda da noção do esquema corporal. mas déficit de expressão Obs. localizam-se apenas no lado esquerdo = os hemisférios cerebrais não são simétricos ● Lesões (das áreas corticais de associação): afasias (distúrbios de linguagem) * motora ou de expressão = na área de Broca .: lesões no hemisfério direito causam excepcionalmente distúrbios da linguagem ◊ Área de Broca / área anterior da linguagem ● Expressão da linguagem * seu perfeito funcionamento depende de informações recebidas da área de Wernicke através do fascículo longitudinal superior . mas tem dificuldade de se expressar adequadamente. sem percepção da metade do corpo como fazendo parte do “eu” e negligência em relação à mesma ou ausência do reconhecimento da paralisia desse lado) ou ao espaço exterior (o doente passa a agir como se o lado esquerdo do mundo deixasse de existir de qualquer forma significativa para ele) – podem ser concomitantes ◊ Áreas límbicas ● Localização: giro do cíngulo. giro para-hipocampal. Também há algum déficit na expressão da linguagem * de condução = no fascículo longitudinal superior .o indivíduo compreende a linguagem falada e escrita.ligadas pelo fascículo longitudinal superior / fascículo arqueado .a compreensão da linguagem falada e escrita é deficiente. falando ou escrevendo = apenas produz poucas palavras com dificuldade e tende a encontrar as frases de maneira telegráfica * sensitiva ou de percepção = na área de Wernicke . hipocampo ● Funções: memória e comportamento emocional 7.na maioria dos indivíduos. Áreas relacionadas com a linguagem e afasias ● Áreas corticais e subcorticais * papel mais importante do córtex cerebral * 2 corticais: anterior e posterior = de associação .* imagem das partes componentes do próprio corpo = área do esquema corporal ● Lesões * desorientação espacial generalizada * síndrome da negligência ou síndrome da inatenção (quadro clínico mais comum): lesões do lado direito.

Generalidades ● Medula = miolo. Assimetria das funções corticais ● Manifesta-se apenas nas áreas de associação ● O funcionamento das áreas de projeção é igual dos dois lados ● Região do lobo temporal correspondente à área de Wernicke maior à esquerda. mas sem descrevê-lo * objeto na mão direita: impressões sensoriais chegam ao hemisfério esquerdo = descrição * objeto na mão esquerda: impressões chegam ao hemisfério direito = sem áreas da linguagem ◊ Hemisfério dominante = conceito relativo ● Para a linguagem: esquerdo * direito com papel secundário ● No desempenho de certas habilidades artísticas (música e pintura). ● Demonstra a importância do corpo caloso: transmite informações entre os hemisférios. o que está dentro ◊ Medula espinal ● Órgão mais simples do SNC . Se nele estiverem os centros de linguagem. Lesão = reconhece o objeto.vai preferencialmente ao hemisfério do mesmo lado em que foi injetada. causando um breve período de disfunção. parte mais posterior da área 22 de Brodmann ● Percepção da linguagem 8.◊ Área de Wernicke / área posterior da linguagem ● Localização: junção entre os lóbulos temporal e parietal. na percepção de relações espaciais ou no reconhecimento da fisionomia das pessoas: direito ● Em 96% dos destros: esquerdo ● Em 70% dos canhotos: direito = mais difícil prever o lado em que se localizam os centros da linguagem * para saber com segurança: injeção de um anestésico de ação muito rápida (amital sódico) nas carótidas enquanto o paciente conta em voz alta . a contagem parará e o paciente não responderá ao comando de continuar ANATOMIA MACROSCÓPICA DA MEDULA ESPINAL E SEUS ENVOLTÓRIOS 1.

● Onde o tubo neural foi menos modificado ● O que é: massa cilindróide de tecido nervoso ligeiramente achatada no sentido ântero-posterior situada dentro do canal vertebral sem completá-lo completamente * homem < mulher ● Limites * cranial: bulbo. com a medula ◊ Sulcos longitudinais na superfície da medula. aproximadamente ao nível do forame magno * caudal: L2 (importância clínica) ● Cone medular: afilamento da medula em seu término que forma um cone ● Filamento terminal: continuação do cone medular como um delgado filamento meníngeo 2. destinadas à inervação dos membros superiores. Forma e estrutura geral da medula ● Calibre não uniforme: com 2 intumescências = formadas devido à maior quantidade de neurônios e. destinadas à inervação dos membros inferiores. de fibras nervosas que entram ou saem destas áreas e são responsáveis pela inervação dos membros ◊ Intumescência cervical ● Nível cervical ● Conecta grossas raízes nervosas que formam o plexo braquial. que a percorrem em toda a extensão ● Sulco mediano posterior * ligado à substância cinzenta pelo septo mediano posterior ● Fissura mediana anterior ● Sulco lateral anterior * faz conexão com as raízes ventrais dos nervos espinais ● Sulco lateral posterior * faz conexão com as raízes dorsais dos nervos espinais  Na medula cervical ● Sulco intermédio posterior * entre o mediano posterior e o lateral posterior * continua em um septo intermédio posterior no interior do funículo posterior ◊ Substância cinzenta ● No interior da substância branca ● Forma de borboleta ou de H . com a medula ◊ Intumescência lombar ● Nível lombar ● Conecta grossas raízes nervosas que formam o plexo lombossacral. portanto.

Apenas na medula torácica e parte da medula lombar: de T1 a L2 ● Com fibras. na maioria mielínicas. de cada lado. Conexão com os nervos espinais – segmentos medulares ● Filamentos radiculares: pequenos filamentos nervosos que fazem conexão nos sulcos lateral anterior e lateral posterior ● Raízes ventral e dorsal dos nervos espinais: união dos filamentos radiculares ● Nervos espinais: união das raízes ventral e dorsal em um ponto situado distalmente ao gânglio espinal que existe na raiz dorsal ● Segmentação da medula: marcada pela conexão com os nervos espinais. entre ela e o osso occipital .mais dilatada ao nível das intumescências * Coluna posterior * Coluna lateral . * incompleta = sem septos ou sulcos transversais separando um segmento do outro ● Segmento medular de determinado nervo: parte da medula onde os filamentos radiculares que compõem o nervo fazem conexão ● Há 31 pares de nervos espinais e 31 segmentos medulares: * 8 cervicais .1º: emerge acima da vértebra C1. sempre abaixo da vértebra correspondente * 5 lombares * 5 sacrais * 1 coccígeo . que sobem e descem e são agrupadas em 3 funículos ou cordões  Funículo anterior ● Entre a fissura mediana anterior e o sulco lateral anterior  Funículo lateral ● Entre os sulcos lateral anterior e lateral posterior  Funículo posterior ● Entre os sulcos lateral posterior e mediano posterior ● É dividido pelo sulco intermédio posterior em fascículo grácil e fascículo cuneiforme na parte cervical da medula 3.● No centro: cana central da medula ou canal do epêndima = resquício da luz do tubo neural do embrião ● Com 3 colunas que parecem como cornos * Coluna anterior .emergem.8º: emerge abaixo da vértebra C7 * 12 torácicos .

Envoltórios da medula 5. lesão da vértebra L3 afeta apenas a cauda eqüina ◊ Regra prática ● Entre os níveis das vértebras C2 e T10: adicionar 2 ao número do processo espinhoso da vértebra = número do segmento medular subjacente ● Processos espinhosos das vértebras T11 e T12: 5 segmentos lombares ● Processo espinhosos de L1: 4 segmentos sacrais 5. em sentido longitudinal.há alongamento das raízes e diminuição do ângulo que elas fazem com a medula = eventos mais pronunciados na parte caudal da medula.1 Meninges ● Membranas fibrosas ◊ Dura-máter espinal ● Mais espessa e resistente: abundantes fibras colágenas ● Mais externa ● Paquimeninge ● Saco dural: envolve toda a medula como um dedo de luva ● Cranialmente: continua com a dura-máter craniana ● Caudalmente: termina em um fundo-de-saco ao nível da vértebra S2 ● Prolongamentos laterais: embainham raízes dos nervos espinais * continuam com o epineuro (tecido conjuntivo que envolve os nervos espinais) ◊ Aracnóide espinal ● Leptomeninge ● Entre a dura-máter e a pia-máter ● Folheto justaposto à dura-máter com trabéculas aracnóideas (unem-na à pia-máter) . principalmente na porção caudal . entre a medula e o canal vertebral * até o 4º mês de vida intra-uterina: mesmo ritmo .nervos passando pelos forames intervertebrais dispõem-se horizontalmente formando com a medula um ângulo aproximadamente reto * a partir do 4º mês: coluna cresce mais. levando à formação da cauda eqüina .afastamento dos segmentos medulares das vértebras correspondentes Ex: vértebras T11 e T12 relacionadas com segmentos lombares.4. Topografia vertebromedular ● A medula termina na vértebra L2 no adulto * abaixo: meninges e cauda eqüina ● Cauda eqüina: raízes nervosas dos últimos nervos espinais dispostas em torno do cone medular e do filamento terminal ● Ritmos de crescimento diferentes.

que se inserem firmemente na aracnóide e na dura-máter em pontos que se alternam com a emergência dos nervos espinais  Filamento da dura-máter espinal ● Filamento terminal + prolongamentos da dura-máter * ao atravessar o saco dural  Ligamento coccígeo ● Filamento da dura-máter espinal ao se inserir no periósteo da superfície dorsal do cóccix 5.2 Espaços ou cavidades ◊ Espaço epidural ou extradural ● Entre a dura-máter e o periósteo do canal vertebral ● Contém tecido adiposo e plexo venoso vertebral interno (grande número de veias) ◊ Espaço subdural ● Fenda estreita entre a dura-máter e a aracnóide ● Contém uma pequena quantidade de líquido = evita a aderência das paredes ◊ Espaço subaracnóideo ● Com quantidade razoavelmente grande de líquor ● Exploração clínica: maior entre S2 (término do saco dural e da aracnóide) e L2 (término da medula espinal) = com apenas filamento terminal e raízes formadoras da cauda eqüina = sem perigo de lesão ao introduzir uma agulha. Continuação caudal quando a medula termina no cone medular. Elemento de fixação da medula. Finalidades: * retirada de líquor = fins terapêuticos ou diagnóstico . Ponto de referência em certas cirurgias da mesma. * margem medial = continua com a pia-máter da face lateral da medula ao longo de uma linha contínua que se dispõe entre as raízes dorsais e ventrais * margem lateral = com 21 processos triangulares.◊ Pia-máter espinal ● Leptomeninge ● Mais delicada e mais interna ● Adere intimamente ao tecido nervoso da superfície da medula ● Penetra na fissura mediana anterior ● Filamento terminal: esbranquiçado. * perfura o fundo-do-saco dural * continua caudalmente até o hiato sacral ● Filamento denticulado: prega longitudinal formada de cada lado da medula. Dispõe-se em um plano frontal ao longo de toda a extensão da medula.

Alguns aspectos da organização macroscópica e microscópica da medula . L3-L4 ou L4-L5 * perfura sucessivamente: pele e tela subcutânea  ligamento interespinhoso  ligamento amarelo  dura-máter  aracnóide ● Certificação de que a agulha atingiu o espaço: líquor goteja em sua extremidade ● Inconvenientes: aparecimento freqüente de dores de cabeça = perfuração da dura-máter e extravasamento de líquor 6.: o ligamento interespinhoso deve ser rompido ● Certificação de que a agulha atingiu o espaço: súbita baixa de resistência = acabou de perfurar o ligamento amarelo (última estrutura a fornecer impedimento. da cavidade pélvica e em algumas cirurgias abdominais 6.1 Anestesias raquidianas ● Anestésico introduzido no espaço subaracnóideo * bloqueia a parte final da medula ● Agulha penetra o espaço entre as vértebras L2-L3. entre uma vértebra e outra) ● Exige maior habilidade técnica: menor percepção dolorosa ESTRUTURA DA MEDULA ESPINAL 1.2 Anestesias epidurais ou peridurais ● Anestésico introduzido no espaço epidural * difunde-se e atinge os forames intervertebrais. do períneo.* medida da pressão do líquor * introdução de substâncias que aumentam o contraste das mielografias (diagnóstico de processos patológicos da medula) * introdução de anestésico nas anestesias raquidianas 6. pois a anestesia geral pode entubar ● Aplicações: cirurgias das extremidades inferiores. pelos quais passam as raízes dos nervos espinais ● Agulha penetra na região lombar * não em L1 * sem medula espinal Obs. Anestesias nos espaços meníngeos ● Para bloquear as raízes dos nervos espinais que os atravessam = de tudo que estiver próximo ao local * sempre são locais.

2 Classificação dos neurônios medulares NEURÔNIOS DE AXÔNIO LONGO (TIPO I DE GOLGI) ◊ Neurônios radiculares ● Axônio: sai da medula para constituir a raiz ventral  Viscerais ● Pré-ganglionares do SNA: corpos localizados na substância cinzenta intermédia lateral. cardíacos ou glândulas  Somáticos / Motores primários / Motores inferiores / Via motora final comum de Sherrington ● Corpo localizado na coluna anterior ● Função: inervação de músculos estriados esqueléticos . de T1 a L2 (coluna lateral). ● Função: inervação de músculos lisos. rico em células neurogliais e pequenos neurônios ● Substância cinzenta intermédia: dividia em duas linhas ânteroposteriores * lateral . localização e tamanho * critérios permitem identificar aproximadamente o nível de secção de uma medula 2.a coluna lateral participa dela * central 2.substância gelatinosa: área constituída por tecido nervoso translúcido.1 Divisão da substância cinzenta da medula ◊ Considerando-se duas linhas que tangenciam os contornos anterior e posterior do ramo horizontal do H ● Coluna anterior * cabeça * base: em conexão com a substância cinzenta intermédia lateral ● Coluna posterior (de diante para trás) * base * pescoço * ápice . ou de S2 a S4.● Comissura branca: local de cruzamento de fibras entre a fissura mediana anterior e a substância cinzenta ● A quantidade de substância branca em relação à cinzenta é tanto maior quanto mais alto o nível considerado * existem diferenças entre os vários níveis de medula quanto à forma. Substância cinzenta da medula 2.

na qual as fibras nervosas formadas por eles se dispõem. Existentes nos 3 funículos. onde tomam direção ascendente ou descendente. regulação da sensibilidade dos fusos neuromusculares ● Recebem influência de vários centros supra-segmentares relacionados com a atividade motora ● Coativação alfa-gama: ativação simultânea com os motoneurônios alfa na execução de movimentos voluntários * fusos neuromusculares continuam a enviar informações proprioceptivas ao SNC mesmo durante a contração muscular desencadeada pela atividade dos neurônios alfa ◊ Neurônios cordonais ● Axônios ganham a substância branca da medula. passando a constituir as fibras que formam os funículos da medula * homolateral ou ipsilateral: passa ao funículo situado do mesmo lado onde se localiza seu corpo * heterolateral ou contralateral: passa ao funículo situado do lado oposto  De projeção ● Axônio ascendente longo: termina fora da medula ● Integra as vias ascendentes da medula  De associação ● Axônio bifurca-se em um ramo ascendente e outro descendente ao passar para a substância branca: terminam na substância cinzenta * mecanismo de integração de segmentos medulares situados em níveis diferentes * permite a realização de reflexos intersegmentares na medula ● Fascículos próprios: formados em torno da substância cinzenta. NEURÔNIOS DE AXÔNIO CURTO (TIPO II DE GOLGI) ◊ Neurônios internunciais ● Pequenos .● Os axônios. emitem um ramo colateral recorrente que volta e termina estabelecendo sinapse com uma célula de Renshaw  Alfa ● Grandes com axônio grosso ● Função: inervação de fibras musculares que contribuem efetivamente para a contração dos músculos = extrafusais (localizadas fora dos fusos neuromusculares) ● Unidade motora: neurônio alfa + fibras musculares que inerva  Gama ● Menores com axônio fino (fibras eferentes gama) ● Função: inervação motora das fibras intrafusais. antes de deixarem a medula.

Formam colunas longitudinais dentro das 3 colunas da medula.: os impulsos nervosos que saem do neurônio motor são capazes de inibir o próprio neurônio através do ramo recorrente e da célula de Renshaw 2. que penetram pelas raízes dorsais e os neurônios motores. interpondo-se em vários arcos reflexos medulares ● Aonde terminam fibras que chegam à medula trazendo impulsos do encéfalo  Célula de Rensahw ● Localização: porção medial da coluna anterior ● Função: inibir os neurônios motores * faz sinapse com o neurônio motor que emitiu o ramo colateral Obs.3 Núcleos e lâminas da substância cinzenta da medula ● Núcleos: distribuição dos neurônios medulares.● Axônio: sempre na substância cinzenta * prolongamentos ramificam-se próximo ao corpo celular e estabelecem conexão entre as fibras aferentes. mas alguns não se estendem ao longo de todo o órgão ◊ Núcleos da coluna anterior  do grupo medial ● Existentes em toda a extensão da medula ● Localização de neurônios motores: inervam a musculatura relacionada com o esqueleto axial através de fibras que emergem principalmente através dos ramos dorsais dos nervos espinais  do grupo lateral ● Originam fibras que inervam a musculatura relacionada com o esqueleto apendicular ● Apenas nas regiões das intumescências = origem dos plexos braquial e lombossacral ● Neurônios motores situados mais medialmente: inervam a musculatura proximal dos membros ● Neurônios motores situados mais lateralmente: inervam a musculatura distal dos membros = músculos extrínsecos e intrínsecos do pé e da mão ◊ Núcleos da coluna posterior  Núcleo torácico ● Na região torácica e lombar alta (L1 e L2) ● Função: propriocepção inconsciente ● Neurônios: cordonais de projeção = axônios vão ao cerebelo  Substância gelatinosa ● Recebe fibras sensitivas que entram pela raiz dorsal ● Onde funciona o portão da dor: mecanismo que regula a entrada no SN de impulsos dolorosos .

correspondendo aos núcleos da coluna anterior * não é contínua no adulto 4.2 Vias descendentes . Substância branca da medula 4.1 Identificação de tratos e fascículos ● Não existem septos que delimitem os diversos tratos: fibras da periferia de um trato dispõem-se lado a lado com as do trato vizinho ● Durante o desenvolvimento fetal e pós-natal: fibras que compõem o trato mielinizam-se em épocas diferentes. mas todas as de um mesmo trato mielinizam-se aproximadamente na mesma época = dissecação embriológica dos funículos medulares ● Secção da fibra mielínica: segmento distal sofre degeneração walleriana = acima ou abaixo da lesão = tratos cujas fibras foram lesadas * acima: trato ascendente é degenerado = o corpo de neurônio localiza-se em algum ponto abaixo da lesão e o impulso sobe pelas fibras do trato * abaixo: trato descendente é degenerado ◊ Vias ● As fibras da substância branca da medula agrupam-se em vias por onde passam impulsos nervosos que sobem e descem  Ascendentes  Descendentes  De associação ● Mistas: com fibras ascendentes e descendentes misturadas ● Formadas pelos prolongamentos dos neurônios cordonais de associação = formam os fascículos próprios da medula 4.* fibras serotoninérgicas chegam vindas do tronco encefálico e relacionamse com o funcionamento do portão da dor ◊ Lâminas de Rexed ● Distribuição dos neurônios medulares em extratos ou lâminas bastante regulares ● Numeradas de I a X. no sentido dorso-ventral  Lâminas I a IV ● Área receptora ● Onde terminam neurônios das fibras exteroceptivas que penetram pelas raízes dorsais  Lâminas V ao VI ● Recebem informações proprioceptivas  Lâmina IX ● Contém os neurônios.

lesão = paralisia do lado oposto  Trato córtico-espinal ● Do córtex ao bulbo ● Fibras do trato córtico-espinal lateral + trato córtico-espinal anterior  Trato córtico-espinal lateral / piramidal cruzado ● Ao nível da decussação das pirâmides ● Cruzamento de parte das fibras do trato córtico-espinal ● Atinge a medula sacral ● Fibras terminam pouco a pouco na substância cinzenta * quanto mais baixo = menor número ● Localização: funículo lateral da medula  Trato córtico-espinal anterior / piramidal direto ● Menor ● Continuação das fibras do trato córtico-espinal que não se cruzam * penetram na coluna anterior ● Término: ao nível da medula torácica média. próximo da fissura mediana anterior  Vias extrapiramidais ● Não passam pelas pirâmides bulbares ● Tratos terminam na medula. relacionando-se diretamente ou através de neurônios internunciais com estes * são cruzados: córtex de um hemisfério cerebral comanda os neurônios motores situados na medula do lado oposto = movimentos voluntários . através dos quais se ligam aos neurônios motores da coluna anterior e exercem sua função motora . em neurônios internunciais.● Fibras originam-se no córtex cerebral ou em várias áreas do tronco encefálico e terminam fazendo sinapse com os neurônios medulares ◊ Terminam fazendo sinapse com neurônios da coluna posterior e participam dos mecanismos que regulam a penetração dos impulsos sensoriais no SNC ◊ Viscerais ● Terminam nos neurônios pré-ganglionares do SNA ◊ Somáticas ● Terminam direta ou indiretamente nos neurônios motores somáticos  Vias piramidais ● Passam pelas pirâmides bulbares antes de penetrar na medula ● Tratos originam-se no córtex cerebral e conduzem impulsos nervosos aos neurônios da coluna anterior da medula. mas frequentemente se estende à medula sacral * cruzam o plano mediano e terminam em neurônios motores situados do lado oposto àquele no qual entraram na medula: pouco antes de terminarem ● Localização: funículo anterior.

além de ramos colaterais (mais finos) * grupo lateral .finas . cada fibra se bifurca. juntamente com os tratos vestíbulo-espinal e retículo-espinal.dirigidas à face medial da coluna posterior .dirigidas ao ápice da coluna posterior * grupo medial .3 Vias ascendentes ● Relacionam-se direta ou indiretamente com as fibras que penetram pela raiz dorsal. trazendo impulsos aferentes de várias partes do corpo ◊ Destino das fibras da raiz dorsal ● Cada filamento divide-se em 2 grupos ao ganhar o sulco lateral posterior. Trato teto-espinal ● Origem: teto mesencefálico (colículo superior) ● Liga-se.grande contingente de fibras tem ramos ascendentes muito longos. que terminam no bulbo  Sinapses entre as fibras e os colaterais da raiz dorsal ao penetrar na substância cinzenta da medula . dando um ramo ascendente e outro descendente (mais curto). mantém o equilíbrio e a postura básica  Trato rubro-espinal ● Origem: núcleo rubro ● Liga-se aos neurônios motores localizados lateralmente na coluna anterior: controlam os músculos responsáveis pela motricidade da parte distal dos membros ● Pequeno  Trato retículo-espinal ● Origem: formação reticular = no tronco encefálico * principalmente da ponte e bulbo ● Controla a motricidade da musculatura axial e proximal 3. aos neurônios motores situados na parte medial da coluna anterior: controlam os músculos responsáveis pela motricidade da parte proximal dos membros ● Funções limitadas: reflexos em que a movimentação decorre de estímulos visuais  Trato vestíbulo-espinal ● Origem: núcleos vestibulares = área vestibular do IV ventrículo ● Juntamente com o trato retículo-espinal. Antes de penetrar na coluna posterior.

● Com neurônios cordonais de associação: arcos reflexos intersegmentares ● Com neurônios pré-ganglionares: arcos reflexos viscerais ● Com neurônios cordonais de projeção: axônios constituirão as vias ascendentes = impulsos que entram pela raiz dorsal são levados ao tálamo e ao cerebelo ◊ Sistematização das vias ascendentes da medula ● As fibras são ramos ascendentes de fibras da raiz dorsal (fascículos grácil e cuneiforme) ou axônios de neurônios cordonais de projeção situados na coluna posterior ● Reúnem-se em tratos  Vias ascendentes do Funículo Posterior * fascículos separados pelo septo intermédio posterior ● Fibras = prolongamentos centrais dos neurônios sensitivos localizados nos gânglios espinais ● Quando as fibras das raízes dorsais penetram na medula para constituir os fascículos. que é percebido como se fosse 1 ponto só = discriminação de 2 pontos * sensibilidade vibratória: percepção de estímulos mecânicos repetitivos . Podem ser complexos. Mas. envolvendo um grande número de neurônios internunciais. elas ocupam inicialmente parte lateral do funículo posterior.teste = tocar a pele simultaneamente com as 2 pontas de um compasso e verificar a maior distância entre os dois pontos tocados. em seu trajeto ascendente.dependente de receptores para o tato e para a propriocepção  Fascículo grácil ● Medial * evidente em toda a extensão da medula ● Início: limite caudal da medula . . na coluna anterior: reflexos monossinápticos / simples = de estiramento ou miotáticos ● Com neurônios internunciais: arcos reflexos polissinápticos = axônio do neurônio internuncial se liga ao neurônio motor.teste = tocar a pele de encontro a uma saliência óssea com um diapasão * estereognosia: capacidade de perceber com as mãos a forma e o tamanho de um objeto. são deslocadas medialmente pouco a pouco por fibras que penetram por raízes situadas mais acima ● Funcionalmente homogêneas * propriocepção consciente ou sentido de posição e de movimento (cinestesia): situa uma parte do corpo ou percebe seu movimento sem auxílio da visão * tato discriminativo ou epicrítico: localiza e descreve as características tácteis de um objeto .● Com neurônios motores.

sacrais.● Composição: fibras que penetram na medula pelas raízes coccígea. exceto em casos de transecção do órgão  Vias ascendentes do Funículo Lateral  Trato espino-talâmico lateral * tamanho aumenta à medida que sobe = adição de novas fibras ● Neurônios cordonais de projeção situados na coluna posterior emitem axônios que cruzam o plano mediano na comissura branca. permite apenas de maneira grosseira a localização da fonte do estímulo táctil) Obs. ganham o funículo lateral onde se fletem cranialmente ● Término: tálamo ● Condução: impulsos de temperatura e dor aguda e bem localizada ao cérebro * cordotomia = secção do trato em casos de dor causada por câncer ● Junto dele seguem as fibras espino-reticulares: também conduzem impulsos dolorosos ● Via espino-retículo-talâmica: sinapses das fibras espino-reticulares na formação reticular do tronco encefálico com as fibras retículo-talâmicas * conduz impulsos relacionados à dor do tipo crônico e difuso (dor em queimação)  Trato espino-cerebelar posterior .: sensibilidade táctil nas lesões medulares é dificilmente perdida. que cruzam o plano mediano e fletem-se cranialmente ● Término: tálamo ● Condução: impulsos de pressão e tato leve (tato protopático = pouco discriminativo. lombares e torácicas baixas ● Término: núcleo grácil = tubérculo do núcleo grácil do bulbo ● Condução: impulsos provenientes dos membros inferiores e na metade inferior do tronco  Fascículo cuneiforme ● Lateral * evidente na medula torácica alta ● Composição: fibras que penetram pelas raízes cervicais e torácicas superiores ●Término: núcleo cuneiforme = tubérculo do núcleo cuneiforme do bulbo ● Condução: impulsos originados nos membros superiores e metade superior do tronco  Vias ascendentes do Funículo Anterior  Trato espino-talâmico-anterior ● Formação: axônio de neurônios cordonais de projeção situados na coluna posterior.

● Neurônios cordonais de projeção situados no núcleo torácico da coluna posterior emitem axônios que ganham o funículo lateral do mesmo lado.nervo óptico = sem neurilema . fletindo-se cranialmente ● Término: cerebelo. pelo pedúnculo cerebelar superior * o impulso nervoso termina situado do mesmo lado em que se originou porque as fibras cruzadas tornam a se cruzar no interior do cerebelo ● Veicula impulsos nervosos originados em receptores periféricos e informa eventos que ocorrem dentro da própria medula relacionados com a atividade elétrica do trato córtico-espinal * cerebelo informado de quando os impulsos chegam e qual a intensidade = controle da sensibilidade somática NERVOS EM GERAL – TERMINAÇÕES NERVOSAS – NERVOS ESPINAIS Nervos em geral 1. SNA. impulsos nervosos do SNC para a periferia (impulsos eferentes) e da periferia para o SNC (impulsos aferentes) . Caracteres gerais e estrutura dos nervoss ● Origem real: local onde se localizam os corpos dos neurônios ● Origem aparente: ponto de emergência ou entrada do nervo na superfície do SNC * pode ser no esqueleto ◊ Nervos ● Cordões esbranquiçados constituídos por feixes de fibras nervosas reforçadas por tecido conjuntivo * geralmente as fibras nervosas são mielínicas com neurilema . através de suas fibras. fletindo-se cranialmente ● Término: cerebelo.nervo olfatório. composição dos nervos periféricos (em pequeno número) = amielínicas = fibras de Remak ● Unem o SNC aos órgãos periféricos ● Função: conduzir. pelo pedúnculo cerebelar inferior ● Condução: impulsos de propriocepção inconsciente originados em fusos neuromusculares e órgãos neurotendinosos  Trato espino-cerebelar anterior ● Neurônios cordonais de projeção situados na coluna posterior e na substância cinzenta emitem axônios que ganham o funículo lateral do mesmo lado ou do lado oposto.

É um axônio morfologicamente. pois conduz o impulso nervoso centrifugamente 2.● São muito vascularizados: percorridos longitudinalmente por vasos que se anastomosam * pode-se retirar o perineuro sem haver lesão nervosa ● São quase totalmente desprovidos de sensibilidade: a sensação dolorosa é sentida no território sensitivo inervado. Condução dos impulsos nervosos 2. É um axônio morfo e funcionalmente.gânglios das raízes dorsais dos nervos espinais e nos gânglios de alguns nervos cranianos ● Pseudo-unipolares: * prolongamento periférico = liga-se ao receptor.1 Nervos sensitivos (aferentes) ● Condução: prolongamentos periféricos -> prolongamento central * não passa pelo corpo celular . mas funciona como o dendrito porque conduz o impulso nervoso centripetamente * prolongamento central = liga-se a neurônios da medula ou do tronco encefálico. não no ponto estimulado * membro amputado = cotos nervosos irritados podem originar impulsos nervosos que são interpretados no cérebro como se fossem originados do membro retirado = dor fantasma ● Podem se bifurcar ou anastomosar * não da fibra nervosa: ocorre reagrupamento de fibras que passam a constituir dois nervos ou que se destacam de um nervo para seguir outro * muita ramificação de fibras nervosas e sensitivas próximo à terminação  Cranianos ● União feita com o encéfalo  Espinais ● União feita com a medula ◊ Bainhas conjuntivas = conferem grande resistência.2 Neurônios motores ● Condução: corpo celular -> efetuador . mais espessas nos nervos superficiais (mais expostos a traumatismos) ● Epineuro: envolve todo o nervo e emite septos para seu interior ● Perineuro: envolve os feixes de fibras nervosas ● Endoneuro: trama delicada de tecido conjuntivo frouxo que envolve cada fibra nervosa 2.

Podem ser divididas quanto à velocidade * alfa * beta * gama ● B: fibras pré-ganglionares = SNA ● C: fibras pós-ganglionares do SNA e fibras responsáveis pelos impulsos dolorosos 3.quando se enxerta pedaço de nervo periférico na medula: axônios crescem por uma das extremidades do nervo enxertado.* dependendo da extremidade estimulada. Lesões dos nervos periféricos e regeneração de fibras nervosas ● Esmagamentos ou lesões = perda ou diminuição da sensibilidade e da motricidade no território inervado * degeneração Walleriana: da parte distal do axônio e sua bainha de mielina.1 Recuperação ● Crescimento das extremidades proximais e emissão de numerosos brotamentos que alcançam o nível da lesão e penetram no tecido cicatricial ● Lâminas basais com laminina. estendendo-se em direção proximal ate o nódulo de Ranvier mais próximo da lesão ● Cromólise no corpo celular: grau inversamente proporcional à distância da lesão ao corpo celular ● Alterações do corpo celular: desintegração do neurônio. mas pode haver recuperação 3. uma glicoproteína. um neurônio isolado funciona como fio elétrico nos dois sentidos * velocidade = depende do calibre da fibra (maior calibre = maior velocidade) ◊ Classificação das fibras ● A: ricamente mielinizadas dos nervos mistos. de grande calibre. sintetizadas pelas células de Schwann ● Ocorre em: * nervos periféricos * fibras nervosas da parte periférica do SNA Ex: Doença de Chagas = inervação do coração ● Não ocorre em: * fibras nervosas do SNC = inexistência no SNC de um substrato adequado que permita o crescimento = sem células de Schwann e oligodendrócitos impedem o crescimento dos axônios . mas param de crescer .

neurônio motor em tubo que continha neurônio sensitivo ou vice-versa = sem conexão funcional Nervos espinais 1. os membros e parte da cabeça ● 31 pares ● Gânglio espinal: na raiz dorsal.quando atingem a outra extremidade e entram em contato com o tecido do SNC ◊ Secção com afastamento dos 2 cotos ● Neuromas: crescimento desordenado no tecido cicatricial = tecido conjuntivo. Com corpos de neurônios sensitivos pseudo-unipolares (prolongamentos central e periférico formam a raiz) * raiz ventral formada por axônios que se originam em neurônios situados nas colunas anterior e lateral da medula ● Tronco do nervo espinal: raiz dorsal. motora = funcionalmente misto 2. células de Schwann. dispostas uma dentro da outra = formação de numerosos compartimentos ou tubos extracelulares circundados por tecido conjuntivo do endoneuro. dentro dos quais crescem distalmente as extremidades das fibras em regeneração * no início: emissão de numerosos ramos por cada axônio = maiores chances de encontrar o caminho certo no coto distal . enquanto outras fibras podem estar inativas = são isoladas. conduzindo impulsos nervosos de direções diferentes para estruturas diferentes. ou seja. emaranhado de fibras nervosas “perdidas” ● Recuperação: remoção do tecido cicatricial e ajustamento dos cotos nervosos por sutura epineural (justaposição das bainhas perineurais) = permite que as fibras nervosas em regeneração penetrem no coto distal do nervo = modificações nas células de Schwann = prolongamentos citoplasmáticos envolvidos por várias lâminas basais muito pregueadas. sensitiva + raiz ventral. de funcionamento independente ◊ Fibras aferentes  Viscerais ● Origem: interoceptores  Somáticas ● Origem: proprioceptores ou exteroceptores . Generalidades ● Inervam o tronco. Componentes funcionais das fibras dos nervos espinais ● Em um mesmo nervo em um determinado momento podem existir fibras situadas lado a lado.

* exteroceptivas: condução de impulsos originados na superfície = dor. ou o arco aórtico. cardíaco ou glândula. interligando o SNA 3.dos nervos intercostais / espinais torácicos: trajeto aproximadamente paralelo. pressão. à direita. seguindo cada um individualmente no seu espaço intercostal = guardam a distribuição metamérica do início do desenvolvimento . tato * proprioceptivas: conscientes ou inconscientes ◊ Fibras eferentes  Somáticas ● Terminam em músculos estriados esqueléticos  Viscerais ● Terminam em músculo liso. Trajeto dos nervos espinais ◊ Tronco do nervo espinal ● Sai do forame intervertebral ● Divide-se em dois ramos mistos * dorsal = menores. temperatura. pele. subclávia. distribuem-se aos músculos e à pele da região dorsal do tronco. entrecruzam e trocam fibras = formação de plexos ◊ Nervos originados dos plexos ● Plurissegmentares: com fibras originadas em mais de um segmento medular ● Unissegmentares: com fibras originadas em um segmento medular ◊ Trajeto ● Caminho mais curto ● Exceções por fatores embriológicos Ex: nervo laríngeo = contorna a A. vasos superficiais  Profundo ● Motores * mas apresenta sempre fibras aferentes que veiculam impulsos proprioceptivos originados nos fusos neuromusculares . região ântero-lateral do pescoço e do tronco .outros nervos: anastomosam-se. músculos eretores dos pêlos. ossos e vasos dos membros. à esquerda. da nuca e da região occipital * ventral = continuação do tronco nervoso espinal. antes de atingir seu destino nos músculos da laringe  Superficial ● Sensitivos * mas apresentam fibras eferentes viscerais (do SNA) Ex: nervos cutâneos = para glândulas sudoríparas. distribuem-se pela musculatura.

em faixas aproximadamente paralelas * disposição mantém-se apenas no tronco ● Nos membros: disposição irregular. Obs.1 Motora ● Conjunto constituído por um neurônio motor somático com seu axônio e todas as fibras musculares por ele inervadas (músculos estriados esqueléticos) * menor unidade funcional do sistema motor ● Suas fibras musculares se contraem aproximadamente ao mesmo tempo por ação do impulso nervoso * maior força . Unidade motora e unidade sensitiva 6.unissegmentares = cada nervo corresponde a um dermátomo que se localiza no seu território de distribuição cutânea .plurissegmentares = contribui com fibras para vários dermátomos.4.: aponeuroses podem separar 6. Territórios cutâneos de inervação radicular: dermátomos ◊ Dermátomos = cervicais. com aposição de dermátomos situados em segmentos distantes = grande crescimento dos brotos apendiculares durante o desenvolvimento ● Estudo da topografia = localização de lesões radiculares ou medulares * mapas: estudo da repercussão sobre a sensibilidade cutânea das lesões e afecções que acometem as raízes dorsais 5. Sem separação entre as partes inervadas pelas diversas raízes. torácicos. lombares e sacrais ● Território cutâneo inervado por fibras de uma única raiz dorsal * fibras radiculares: chegam a eles através de nervos . pois recebe fibras sensitivas de várias raízes ● Recebe o nome da raiz que o inerva ● No embrião: sucedem-se na mesma sequência das raízes espinais. Relação entre as raízes ventrais e os territórios de inervação motora ◊ Campo radicular motor ● Território inervado por uma única raiz ventral ◊ Músculos = conforme a inervação de uma ou mais raízes ● unirradiculares ● plurirradiculares: maioria.

mas pode haver percepção de várias formas de sensibilidade em uma mesma área cutânea porque há grande superposição de unidades sensitivas na pele 7.menor número de fibras musculares para cada fibra nervosa 6.. Generalidades ● O tronco encefálico interpõe-se entre a medula e o diencéfalo: ventralmente ao cerebelo ◊ Constituição = podem estar relacionados a relevos ou depressões de sua superfície ● Núcleos * recebem ou emitem fibras nervosas que entram na constituição dos nervos cranianos .ação de maior número de unidades motoras e de fibras musculares para cada fibra nervosa .2 Sensitiva ● Conjunto de um neurônio sensitivo com todas as suas ramificações e os seus receptores * receptores do mesmo tipo. Eletromiografia ● Permite o estudo da atividade elétrica dos músculos estriados esqueléticos durante a contração muscular: a amplitude do potencial é diretamente proporcional ao número de fibras musculares que a unidade motora contém * avaliação do número e do tamanho de unidades motoras sob controle voluntário * distinção entre afecções que afetam os músculos (miopatias) daquelas que afetam o neurônio (neuroapatia) * acompanhamento do processo de reinervação de um músculo em caso de lesão de um nervo seguida de neurorrafia * esclarecimento do modo de participação de músculos ou grupos musculares na execução de movimentos em diversas situações fisiológicas ● Método: eletrodos sobre a pele ou agulhas nos músculos a serem estudados ANATOMIA MACROSCÓPICA DO TRONCO ENCEFÁLICO 1.maior frequência com que os neurônios motores mandam impulsos às fibras musculares que eles inervam * menor força / realização de movimentos mais delicados .

ventralmente à oliva * dos nervos hipoglosso (NC IX) e vago (NC X): emergem do sulco lateral posterior * constituintes da raiz craniana ou bulbar do nervo acessório (NC XI): unese à raiz espinal..10 dos 12 pares fazem conexão com ele ● Tratos ou fascículos / Lemniscos: agrupamento de fibras nervosas ◊ Divisões ● Bulbo: caudal ● Mesencéfalo: cranial ● Ponte: entre o bulbo e o mesencéfalo 2. o núcleo olivar inferior * pregueada. que ligam as áreas motoras do cérebro aos neurônios motores da medula = trato córtico-espinal ou trato piramidal. margem inferior da ponte ● Sua superfície é percorrida longitudinalmente por sulcos paralelos. Bulbo raquídeo ou medula oblonga ● Forma de tronco de cone * extremidade menor continua caudalmente com a medula espinal ● Limite entre o bulbo e a medula espinal: em um plano horizontal que passa imediatamente acima do filamento radicular mais cranial do 1º nervo cervical. proveniente da medula ● Porção fechada do bulbo: metade caudal. que se abre para formar o IV ventrículo. lateral e posterior (dorsal) = continuação direta dos funículos da medula ● Fissura mediana anterior: termina cranialmente no forame cego (depressão) ● Pirâmide: eminência alongada existente de cada lado da fissura mediana anterior. Formada por um feixe compacto de fibras nervosas descendentes. resultantes do cruzamento oblíquo das fibras do trato no plano mediano ● Área lateral do bulbo: entre os sulcos lateral anterior e lateral posterior ● Oliva: eminência na área lateral do bulbo. ao nível do forame magno ● Limite superior do bulbo: sulco bulbo-pontino = sulco horizontal visível no contorno ventral do órgão. que continuam com os sulcos da medula = delimitam áreas anterior (ventral). Formada por uma grande massa de substância cinzenta logo abaixo da superfície. dobra-se sobre si mesma com uma abertura principal medial ● Filamentos radiculares * do nervo hipoglosso (NC XII): emergem do sulco lateral anterior. ● Decussação das pirâmides: feixes interdigitados que obliteram a fissura mediana anterior na parte caudal. . Percorrida por um estreito canal (continuação direta do canal central da medula).

na parte mais cranial. Com estriação transversal = numerosos feixes de fibras transversais que a percorrem ● Pedúnculo cerebelar médio ou braço da ponte: volumoso feixe formado pela convergência das fibras transversais. que terminam no núcleo cuneiforme (massa de substância cinzenta). na superfície. Formado por um grosso canal de fibras ascendentes que forma as bordas laterais da metade caudal do IV ventrículo.raiz motora do nervo trigêmeo = menor ● Sulco basilar: aloja a A. determinando o aparecimento do tubérculo do núcleo cuneiforme (eminência) ● Pedúnculo cerebelar inferior: continuação superior dos tubérculos. provenientes da medula. * limite entre ele e a ponte: ponto de emergência do nervo trigêmeo (NC V) . 3. basilar. Penetra no hemisfério cerebelar médio. provenientes da medula. na parte mais cranial. entre o NC VII e o NC VIII .fibras nervosas ascendentes.* assoalho constituído pela metade rostral ou porção aberta do bulbo ● Sulco mediano posterior: termina à meia altura * afastamento dos lábios contribui para a formação dos limites laterais do IV ventrículo ● Área posterior do bulbo: entre os sulcos mediano posterior e lateral posterior. determinando o aparecimento do tubérculo do núcleo grácil (eminência) * fascículo cuneiforme . mantendo relações íntimas com ele * nervo vestíbulo-coclear (NC VIII) = lateral.fibras nervosas ascendentes. Dela emergem.raiz sensitiva do nervo trigêmeo = maior . ● Sulco bulbo-pontino: separa sua parte ventral do bulbo. de cada lado da linha mediana * nervo abducente (NC VI) = entre a ponte e a pirâmide do bulbo * nervo facial (NC VII) = medial ao NC VIII. fletindo-se dorsalmente para entrar no cerebelo. que também se afastam lateralmente como dois ramos de um V. próximo ao flóculo (pequeno lóbulo do cerebelo) * nervo intermédio = raiz sensitiva do NC VII. Divide-se em (pelo sulco intermédio posterior) * fascículo grácil . Continuação do funículo posterior da medula. que terminam no núcleo grácil (massa de substância cinzenta). Longitudinal. Ponte ● Ventral ao cerebelo ● Repousa sobre a parte basilar do osso occipital e o dorso da sela turca ● Base: ventral.

● Síndrome do Ângulo ponto-cerebelar: compressão das raízes dos nervos = tumores ● Assoalho do IV ventrículo: parte dorsal da ponte.1 Situação e comunicações ● O que é: cavidade losângica do rombencéfalo ● Localização: entre o bulbo e a ponte. e o cerebelo. . que não apresenta linha de demarcação com a parte dorsal da porção aberta do bulbo 4. Nas metades cranial e caudal da fossa rombóide. ● Aberturas: por meio das quais o líquor atinge o espaço subaracnóideo * Aberturas laterais / Forames de Luschka: comunicação de cada lado entre os recessos laterais e o espaço subaracnóideo * Abertura mediana / forame de Magendie: no meio da metade caudal do teto do ventrículo 4. dorsalmente ● Continuações * caudal: canal central do bulbo * cranial: aqueduto cerebral (cavidade do mesencéfalo) = comunicação com o III ventrículo ● Recessos laterais: prolongamentos de cada lado da cavidade. Quarto ventrículo 4.2 Assoalho / fossa rombóide ● Forma: losângica ● Constituição: parte dorsal da ponte + porção aberta do bulbo ● Limites * ínfero-lateralmente: pedúnculos cerebelares inferiores e tubérculos dos núcleos grácil e cuneiforme * súpero-lateralmente: pedúnculos cerebelares superiores (braços conjuntivos) = compactos feixes de fibras nervosas que se fletem cranialmente e convergem para penetrar no mesencéfalo ao sair de cada hemisfério cerebelar ● Sulco mediano: percorre-o * perde-se cranialmente no aqueduto cerebral e caudalmente no canal central do bulbo ● Eminência medial: limitada lateralmente pelo sulco limitante. de cada lado do sulco mediano * sulco limitante = separa os núcleos motores dos sensitivos ● Fóvea superior e fóvea inferior: alargamento do sulco limitante de cada lado. ventralmente. Na superfície dorsal do pedúnculo cerebelar inferior.

Formada pela união do epitélio ependimário (interno) com a pia-máter (externa).3 Teto ◊ Metade cranial ● Véu medular superior: fina lâmina de substância branca entre os 2 pedúnculos cerebelares superiores. ◊ Metade caudal ● Pequena parte de substância branca do nódulo do cerebelo ● Véu medular inferior: fina lâmina branca presa medialmente às bordas laterais do nódulo do cerebelo. que encontram perpendicularmente com uma linha horizontal. da fóvea superior em direção ao aqueduto cerebral. ● Área vestibular: grande área triangular lateral ao sulco limitante. 4. de cada lado) e produzem líquor. Corresponde ao núcleo do nervo hipoglosso. Corresponde aos núcleos vestibulares do nervo vestíbulo-coclear. Relacionada com o mecanismo do sono.pequena porção exterioriza-se pelas aberturas laterais próximo do flóculo do cerebelo 5. dirigida aos recessos laterais. formação bilateral ● Tela corióide do IV ventrículo: une as anteriores às bordas da metade caudal do assoalho. estendendo-se de cada lado aos recessos laterais. ● Estrias medulares do IV ventrículo: finas cordas nervosas que cruzam transversalmente a área vestibular e se perdem no sulco mediano. medialmente à fóvea superior. * plexo corióide: projeções irregulares e muito vascularizadas que se invaginam na cavidade ventricular (ao longo de 2 linhas verticais situadas próximo ao plano mediano.1 Limites e divisão ● Localização: entre a ponte e o cérebro * plano que liga os corpos mamilares (diencéfalo) à comissura posterior separa-o do cérebro ● Aqueduto cerebral: atravessa-o ● Teto do mesencéfalo: dorsal ao aqueduto cerebral . . ● Trígono do nervo vago: lateral ao trígono do nervo hipoglosso e caudal à fóvea inferior. Mesencéfalo 5. Formada por fibras do nervo facial (contornam o núcleo do nervo abducente) ● Trígono do nervo hipoglosso: pequena área triangular de vértice inferior de cada lado da parte caudal da eminência medial. Corresponde ao núcleo dorsal do nervo vago.● Colículo facial: elevação arredondada constituída por dilatação da eminência medial. ● Lócus-ceruleus: lateral à eminência medial.

Dorsal * base do pedúnculo = fibras longitudinais. na parte anterior do ramo longitudinal da cruz ● Nervo troclear (NC IV): caudal a cada folículo inferior. Cada um se liga ao corpo geniculado (peuqena eminência oval do diencéfalo) através de um feixe superficial de fibras nervosas que constitui o seu braço. Ventral ● Substância negra: rica em neurônios que contêm melanina. separa o tegmento da base ● Sulcos longitudinais: margeam o limite entre a base e o tegmento * lateral do mesencéfalo * medial do pedúnculo cerebral . Dividem-se em * tegmento = parte predominantemente celular.dele emerge o nervo oculomotor (NC III) 5.2 Teto = vista dorsal ● Colículos: eminência arredondadas.: corpo pineal = diencéfalo. 5. separadas por 2 sulcos perpendiculares (≈ cruz).ligam-se ao corpo geniculado medial pelo braço do colículo inferior Obs. Único que emerge dorsalmente.● Pedúnculos cerebrais: ventrais.ligam-se ao corpo geniculado lateral (na extremidade do trato óptico) pelo braço do colículo superior (parte do trajeto é escondida entre o pulvinar do tálamo e o corpo geniculado medial) * inferiores . * superiores . Considerações sobre a estrutura do tronco encefálico . corpos quadrigêmeos. Contorna o mesencéfalo para surgir ventralmente entre ele e a ponte.3 Pedúnculos cerebrais = ventrais ● 2 grandes feixes de fibras que surgem na borda superior da ponte e divergem cranialmente ara penetrar profundamente no cérebro ● Delimitam a fossa interpeduncular = limitada pelos corpos mamilares anteriormente * substância perfurada posterior ESTRUTURA DO BULBO 1.

sensibilidade vibratória e ao tato epicrítico. Grácil. cruzam o plano mediano e infletem-se caudalmente para constituir de cada lado o lemnisco medial. que inervam a musculatura da laringe e faringe. * lemnisco medial = conduz ao tálamo os impulsos relacionados à propriocepção consciente. formado-se o IV ventrículo * seu assoalho é constituído de substância cinzenta homóloga à da medula 2.● Núcleos dos nervos cranianos: fragmentação longitudinal e transversal da substância cinzenta = grande número de fibras de direção transversal ● Substância cinzenta homóloga à da medula: núcleos ● Substância cinzenta própria do tronco encefálico: núcleos sem correspondência com nenhuma área da substância cinzenta da medula ● Formação reticular: rede de fibras e corpos de neurônios que preenche o espaço situado entre os núcleos e os tratos mais compactos. Com estrutura intermediária entre a substância branca e cinzenta. 2. . que subiram nos fascículos grácil e cuneiforme da medula do lado oposto ● Abertura do IV ventrículo: os fascículos grácil e cuneiforme e seus respectivos núcleos desaparecem em níveis progressivamente mais altos. ● Decussação dos lemniscos ou decussação sensitiva: fibras arqueadas internas (originadas dos núcleos grácil e cuneiforme) mergulham ventralmente.nível da oliva = sem semelhanças ● Aparecimento de novos núcleos próprios do bulbo: sem correspondência. para continuar como trato córtico-espinal lateral. contribuindo para separar a cabeça da base da coluna anterior. X e XI pares cranianos. cuneiforme e olivar inferior. No trajeto. elas atravessam a substância cinzenta. resultando em abertura do canal central.: organização interna das porções caudais é bastante semelhante à da medula * Diferenças aumentam à medida que se examinam secções mais altas . contribuindo para fragmentá-la. passam através da coluna posterior.1 Fatores que modificam a estrutura do bulbo em comparação com a da medula Obs. Motor para a musculatura estriada branquiométrica. Estrutura do bulbo 2.2 Substância cinzenta do bulbo ◊ Homóloga (núcleos de nervos cranianos) Ex: tomar sorvete ● Núcleo ambíguo: no interior do bulbo. ● Decussação das pirâmides ou decussação motora: das fibras do trato córtico-espinal ao percorreram as pirâmides bulbares. Dele saem as fibras eferentes viscerais especiais do IX.

* fibras olivo-cerebelares: cruzam o plano mediano e penetram no cerebelo pelo pedúnculo cerebelar inferior. IX e X – sensibilidade geral do pavilhão e conduto auditivo externo. Apenas o inferior e o medial atingem o bulbo. IX e X). Motor onde se originam fibras eferentes somáticas para a musculatura da língua. que se dirigem ventralmente para emergir no sulco lateral anterior do bulbo entre a pirâmide e a oliva ● Núcleo dorsal vago: coluna lateral da medula. ● Núcleos vestibulares: área vestibular do assoalho do IV ventrículo. terminando em níveis progressivamente mais caudais. Envolvido na aprendizagem motora = realização de tarefa com velocidade e eficiência cada vez maior quando ela se repete várias vezes. assoalho do IV ventrículo. ◊ Própria do bulbo ● Núcleos grácil e cuneiforme: formam o lemnisco medial ● Núcleo olivar inferior: recebe fibras do córtex cerebral. ● Núcleo do trato espinal do nervo trigêmeo: substância gelatinosa da medula com o qual se comunica. distribuindo-se a todo o córtex ● Núcleos olivares acessórios medial e dorsal: com basicamente a mesma estrutura. ● Núcleo do trato solitário: fibras com trajeto descendente no trato solitário (quase totalmente circundado pelo núcleo). da medula e do núcleo rubro (mesencéfalo).● Núcleo do hipoglosso: no triângulo do hipoglosso. Aonde chegam fibras eferentes somáticas gerais trazendo a sensibilidade de quase toda a cabeça pelos nervos cranianos V. VII. relacionadas à gustação. glossofaríngeo e vago (NC II. 2. * constituídas pelos axônios dos neurônios dos núcleos grácil e cuneiforme no trajeto entre eles e o lemnisco medial . no triângulo vago. Sensitivos que recebem as fibras que penetram pela porção vestibular do VIII par. onde estão situados os neurônios pré-ganglionares cujos axônios saem pelo nervo vago. ● Núcleo salivatório inferior: origina fibras pré-ganglionares que emergem pelo nervo glossofaríngeo para inervação da parótida.3 Substância branca do bulbo ◊ Fibras transversais / fibras arqueadas ● Internas: formam 2 grupos principais. Sensitivo que recebe as fibras aferentes viscerais gerais e especiais que entram pelos nervos cranianos facial. conexão e função do núcleo olivar inferior = complexo olivar inferior. assoalho do IV ventrículo. Motor ao parassimpático.

● Trato espino-talâmico medial: na área lateral do bulbo. onde terminam. Penetram no cerebelo pelo pedúnculo cerebelar inferior. penetrando no cerebelo do lado oposto do pedúnculo cerebelar inferior ● Externas: trajeto próximo à superfície do bulbo. ● Trato espino-talâmico anterior ● Trato espino-cerebelar anterior: superficialmente na área lateral do bulbo. trato vestíbulo-espinal. entre o trato espino-cerebelar anterior e o pedúnculo cerebelar inferior (confunde-se com ele) ● Pedúnculo cerebelar inferior ou corpo restiforme  Vias descendentes ● Trato córtico-espinal / trato piramidal: fibras originadas no córtex cerebral que passam no bulbo em transito para a medula. ◊ Fibras longitudinais  Vias ascendentes = tratos e fascículos ascendentes oriundos da medula. * lateral a esse núcleo * menor número à medida que vão terminando no núcleo do trato espinal ● Trato solitário  Vias de associação .* constituídas pelas fibras olivo-cerebelares: cruzam o plano mediano do complexo olivar inferior. faringe e língua ● Tratos extrapiramidais: fibras originadas em várias áreas do tronco encefálico que se dirigem à medula. ocupando as pirâmides bulbares. * trato teto-piramidal. Entra no cerebelo pelo pedúnculo cerebelar superior. continuando na ponte. trato rubro-espinal. que terminam no bulbo ou passam por ele em direção ao cerebelo ou ao tálamo + lemnisco medial ● Fascículos grácil e cuneiforme: na porção fechada do bulbo ● Lemnisco medial: ventral ao trato teto-espinal. entre o núcleo olivar e o trato espino-cerebelar posterior. medial ao trato espino-cerebelar inferior = posição correspondente à posição na medula. Forma uma fita compacta de fibras de cada lado do plano mediano. ● Trato espino-cerebelar posterior: superficialmente na área lateral do bulbo. trato retículo-espinal ● Trato espinal do nervo trigêmeo: fibras sensitivas que penetram na ponte pelo nervo trigêmeo e tomam trajeto descendente ao longo do núcleo do trato espinal do nervo trigêmeo. ● Trato córtico-nuclear: fibras originadas no córtex cerebral que terminam em núcleos motores do tronco encefálico – núcleos ambíguo e do hipoglosso = permite o controle voluntário dos músculos da laringe.

. trazendo impulsos que informam sobre a posição da cabeça.4 Formação reticular do bulbo ● Preenche todo o espaço não ocupado pelos núcleos de tratos mais compactos ● Localizam-se * centro respiratório: regula o ritmo respiratório * centro vasomotor * centro do vômito 2.● Fascículo longitudinal medial / fascículo próprio (via de associação da medula): em toda a extensão e em níveis mais altos da medula.5 Correlações anatomoclínicas ◊ Síndromes bulbares ● Lesões com sinais e sintomas variados * disfagia = dificuldade de deglutição * alterações da fonação = lesão do núcleo ambíguo * alterações do movimento da língua = lesão do núcleo hipoglosso * paralisias e perdas de sensibilidade no tronco e nos membros = lesão das vias ascendentes ou descendentes ESTRUTURA DA PONTE ● Substância branca: fibras transversais e fibras longitudinais (descendentes. 2. Sobem envolvendo o núcleo rubro. Liga todos os núcleos motores dos nervos cranianos. Relacionado com os movimentos da cabeça (núcleo de origem da raiz espinal do nervo acessório que inerva os músculos trapézio e esternocleidomastóideo) e do bulbo ocular (NC III. VI) = reflexos que os coordenam + que envolvem estruturas situadas em níveis diferentes do tronco encefálico. IV. * decussação dos pedúnculos cerebelares superiores: cruzamento das fibras eferentes do pedúnculo cerebelar superior com as do lado oposto ao se aprofundarem no tegmento e já no limite com o mesencéfalo. Recebe um importante contingente de fibras dos núcleos vestibulares. posição medial e dorsal. a nível do colículo inferior. ascendentes ou de associação) ● Lemnisco espinal: trato espino-talâmico lateral + trato espino-talâmico anterior ● Pedúnculo cerebelar superior: emerge do cerebelo constituindo inicialmente a parte dorsolateral da metade cranial do IV ventrículo.

núcleos de nervos cranianos e substância cinzenta própria * recessos laterais do IV ventrículo.1 Fibras longitudinais ◊ Trato córtico-espinal ● Fibras que se dirigem das áreas motoras do córtex cerebral aos neurônios motores da medula ● Feixes dissociados ◊ Trato córtico-nuclear ● Fibras que se dirigem das áreas motoras do córtex aos neurônios motores situados em núcleos motores de nervos cranianos * facial. Parte ventral ou base da ponte ● Sem correspondentes ● Com íntimas conexões com o neurocerebelo e o neurocórtex: apareceram juntos na filogênese ● Maior que o tegmento 1.2 Fibras transversais e núcleos pontinos ◊ Núcleos pontinos ● Pequenos aglomerados de neurônios dispersos em toda a base da ponte ● Neles terminam fazendo sinapse as fibras córtico-pontinas ● Fibras transversais da ponte / fibras pontinas / fibras pontocerebelares: axônios de direção transversal cruzam o plano mediano e penetram no cerebelo pelo pedúnculo cerebelar médio ou braço da ponte = via córtico-ponto-cerebelar 2. podendo terminar em núcleos do mesmo lado e do lado oposto ◊ Trato córtico-pontino ● Fibras que se originam em varias áreas do córtex cerebral e terminam fazendo sinapse com os neurônios dos núcleos pontinos 1. Parte dorsal ou tegmento da ponte ● Assemelha-se estruturalmente ao bulbo e ao tegmento do mesencéfalo.1 Núcleos do nervo vestíbulo-coclear ● Fibras sensitivas que constituem as partes desse nervo terminam nos núcleos cocleares e vestibulares da ponte .1. origem aparente do nervo trigêmeo 2. trigêmeo e abducente ● Destacam-se à medida que se aproximam de cada núcleo motor. descendentes e transversais. colículo facial. com os quais continua ● Com fibras ascendentes.

medial. em conjunto.◊ Núcleos cocleares. ou seja. de onde os impulsos nervosos seguem para o corpo geniculado medial ● Lemnisco medial: faixa de disposição transversal. Ela apresenta componentes cruzados e não-cruzados. de onde vão ao cótex . formam a parte vestibular do nervo vestíbulo-coclear ● Chegam fibras provenientes do cerebelo relacionadas com a manutenção do equilíbrio ● Fascículo vestíbulo-cerebelar: fibras que terminam no córtex do arquicerebelo ● Fascículo longitudinal medial: informações chegam através de suas conexões com os núcleos vestibulares ● Trato vestíbulo-espinal: fibras levam impulsos aos neurônios motores da medula. ● Núcleos cocleares: situados ao nível em que o pedúnculo cerebelar inferior se volta dorsalmente para penetrar no cerebelo. Mantém o equilíbrio. * terminam no colículo inferior. do mesmo lado ou do lado oposto (muitas sobem do mesmo lado). superior. onde são interpretados. inferior ● Recebem impulsos nervosos originados na parte vestibular do ouvido interno e que informam sobre a posição e os movimentos da cabeça = passam pelos neurônios sensitivos do gânglio vestibular e chegam aos núcleos vestibulares pelos prolongamentos centrais destes neurônios que. o hemisfério cerebral de um lado recebe informações auditivas provenientes dos 2 ouvidos. Nele também seguem impulsos nervosos de fibras dos núcleos cocleares que terminam no núcleo olivar superior. ● Fibras vestíbulo-talâmicas: levam impulsos ao tálamo. corpo trapezóide. onde ocupam a área vestibular ● Núcleos vestibulares: lateral. lemnisco lateral = partes da via da audição: impulsos oriundos da cóclea são levados ao córtex cerebral. cujas fibras cruzam perpendicularmente as fibras do corpo trapezóide ◊ Núcleos vestibulares e suas conexões = no assoalho do IV ventrículo. Neles terminam as fibras que constituem a porção coclear do nervo vestíbulo-coclear e são os prolongamentos centrais dos neurônios sensitivos do gânglio espiral * dorsal * ventral ● Corpo trapezóide: cruzamento para o lado oposto das fibras que constituem a porção coclear do nervo vestíbulo-coclear ● Lemnisco lateral: formado quando as fibras que constituem a porção coclear do nervo vestíbulo-coclear contornam o núcleo olivar superior e inflectem-se cranialmente.

2 Núcleos dos nervos facial e abducente ● Fibras emergentes do núcleo do nervo facial: direção dorso-medial = feixe compacto que se encurva em direção cranial abaixo do assoalho do IV ventrículo * encurvam-se lateralmente sobre a superfície dorsal do núcleo do nervo abducente após percorrerem certa distancia ao longo do seu lado medial = formam a elevação do assoalho do IV ventrículo = colículo facial . recebe impulsos relacionados com a sensibilidade somática geral de grande parte da cabeça. conduzindo impulsos para a inervação das glândulas submandibular. sublingual e lacrimal 2. Correlações anatomoclínicas ◊ Comprometimento dos nervos cranianos ● Alterações da sensibilidade da face: NC V ● Alterações da motricidade da musculatura mastigadora: NC V ● Alterações da motricidade mímica: NC VII ● Alterações do músculo reto lateral: NC VI ● Tonteira e alterações do equilíbrio: NC VIII ◊ Lesão das vias ascendentes e descendentes que transitam pela ponte ● Paralisia ou perda da sensibilidade no tronco e membros .curvatura = joelho interno do nervo facial * depois.4 Núcleos do nervo trigêmeo ● Núcleo sensitivo principal: lateral * continuação cranial e dilatada do núcleo do trato espinal ● Núcleo do trato mesencefálico: estende-se cranialmente em direção ao mesencéfalo a partir do núcleo sensitivo principal * acompanhado pelas fibras do trato mesencefálico do trigêmeo * como o núcleo sensitivo principal.2.3 Núcleo salivatório superior e núcleo lacrimal = parte craniana do SN parassimpático ● Originam fibras pré-ganglionares que emergem pelo nervo intermédio. tomam direção ventro-lateral e ligeiramente caudal para emergir no sulco bulbo-pontino 2. ● Núcleo motor / mastigador: medial * origina fibras para os músculos mastigadores ● Lemnisco trigeminal: reunião de fibras ascendentes que saem dos núcleos sensitivo principal e do trato mesencefálico e terminam no tálamo. 3.

● Função: controle do reflexo das pupilas 2. no limite do mesencéfalo com o diencéfalo.1 Colículo superior ● Série de camadas superpostas constituídas alternadamente por substância branca e cinzenta * camada mais profunda confunde-se com a substância cinzenta central ● Relacionado com os órgãos da visão: reflexos que orientam nos olhos no sentido vertical = fibras ligam-no ao núcleo do nervo oculomotor (ventralmente no tegmento do mesencéfalo) ◊ Conexões ● Fibras oriundas da retina: atingem-no pelo trato óptico e braço do colículo superior ● Fibras oriundas do córtex occipital: atingem-no pela radiação óptica e braço do colículo superior ● Fibras que formam o trato teto-espinal e terminam fazendo sinapse com neurônios motores da medula cervical ◊ Lesões ● Perda da capacidade voluntária ou reflexamente de mover os olhos na vertical 1. Teto * parte de suas funções foi assumida pelo córtex cerebral com a evolução ● Porção dorsal ● Constituído de 4 eminências 1. Base do pedúnculo cerebral .2 Colículo inferior ● Relacionado com a audição ● Núcleo do colículo inferior: massa bem delimitada de substância cinzenta que recebe as fibras auditivas que sobem pelo lemnisco lateral ● Braço do colículo inferior: através dele o núcleo do colículo inferior manda fibras ao corpo geniculado medial ● Comissura do colículo inferior: fibras que cruzam de um colículo para outro 1.ESTRUTURA DO MESENCÉFALO 1.3 Área pré-tetal / núcleo pré-tetal ● Com limites pouco definidos: extremidade dorsal dos colículos superiores.

cruzam com as do lado oposto e emergem do véu medular superior. Tegmento do mesencéfalo ● Continuação do tegmento da ponte ● Com formação reticular. em posição imediatamente ventral à substância cinzenta dorsal ao fascículo longitudinal medial ● Fibras saem de sua face dorsal. ventrais e separados pelo aqueduto cerebral. ◊ Lesões ● Paralisias que se manifestam do lado oposto 3. contornam a substância cinzenta central. trigeminal. caudalmente ao colículo inferior ● Peculiaridades * únicas fibras que saem da face dorsal do encéfalo * único nervo cujas fibras decussam antes de emergirem do SNC ● Inerva o músculo oblíquo superior  Núcleo do nervo oculomotor / complexo oculomotor * forma de V ● Localização: ao nível do colículo superior. que formam um conjunto compacto. substância cinzenta e substância branca ● Fibras ascendentes percorrem-no: continuação dos segmentos que sobem da ponte = 4 lemniscos e pedúnculo cerebelar superior ● Agrupamento dos 4 lemniscos em uma só faixa lateral ao nível do colículo inferior: medial.* os pedúnculos cerebrais são maiores. espinal. lateral = sequência médio-lateral * com exceção do lemnisco lateral. intimamente relacionado com o fascículo longitudinal medial .1 Substância cinzenta ◊ Substância cinzenta homóloga (núcleos de nervos cranianos)  NC V ● Núcleo do trato mesencefálico: continua na ponte e recebe informações proprioceptivas que entram pelo nervo trigêmeo  Núcleo do nervo troclear ● Localização: ao nível do colículo inferior. que percorre longitudinalmente o mesencéfalo e é circundado pela substância cinzenta central ou periaquedutal. os lemniscos sobem e aparecem a nível do colículo superior em uma faixa disposta lateralmente ao núcleo rubro ● Com fascículo longitudinal medial em toda sua extensão = feixe de associação do tronco encefálico 3. ● Parte ventral formada de fibras longitudinais descendentes dos tratos córtico-espinal e córtico-nuclear.

mas grande parte termina no tálamo. que o envolve * penetram no núcleo à medida que sobem. cujas fibras fazem sinapses no gânglio ciliar e inervam os músculos ciliar e esfíncter da pupila – pertencem ao SN parassimpático. reto medial e levantador da pálpebra = vários subnúcleos * fibras emergem na fossa interpeduncular depois de um trajeto curvo em direção ventral. ◊ Substância cinzenta própria do mesencéfalo ● Relacionada com a atividade motora simpática  Núcleo rubro / vermelho ● Forma: oblonga ● Extremidade caudal: fibras do pedúnculo cerebelar superior. constituindo o nervo oculomotor ● Parte visceral / núcleo de Edinger-Westphal: neurônios pré-ganglionares. ● Parte parvicelular: neurônios pequenos ● Parte magnocelular: neurônios grandes * pouco desenvolvida ● Função: controle da motricidade somática ● Trato rubro-espinal: influencia os neurônios motores da medula = inervação da musculatura distal dos membros ● Fibras recebidas do cerebelo e das áreas motoras do córtex cerebral. reto inferior. ● Circuito rubro-olivo-cerebelar: fibras rubro-olivares ligam-no ao complexo olivar inferior  Substância negra ● Separa o tegmento da base ● Núcleo compacto formado por neurônios que contêm inclusões de melanina (particularidade) * neurônios dopaminérgicos: neurotransmissor = dopamina ● Conexões com o corpo estriado nos dois sentidos * fibras migro-estriatais = dopaminérgicas * fibras estriato-migrais ● Síndrome de Parkson: degeneração dos neurônios dopaminérgicos = menor dopamina do corpo estriado = graves perturbações motoras 3. Controlam o reflexo do diâmetro da pupila em resposta a diferentes intensidades de luz.● Parte somática: neurônios motores responsáveis pela inervação dos músculos reto superior.2 Substância branca .

● Com importante papel na ativação do córtex cerebral ● Núcleos da formação reticular: grupos mais ou menos bem definidos de neurônios que são limitados por ela * com axônios grandes. * zona parvocelular = células pequenas. Conceito e estrutura ● O que é: agregação mais ou menos difusa de neurônios de tamanhos e tipos diferentes. fascículos e núcleos de estrutura mais compacta * estrutura = intermediária à substância branca e à cinzenta * muito antiga ● Estende-se um pouco ao diencéfalo e aos níveis mais altos da medula. Origina as vias ascendentes e descendentes longas. onde ocupa pequena área do funículo lateral. que se bifurcam = ramo ascendentes e ramo descendente = estendem-se ao longo de todo o tronco encefálico. medialmente à substância negra . 2/3 mediais. Terço lateral. separados por uma rede de fibras nervosas que ocupa a parte central do tronco encefálico = preenche todo o espaço que não é preenchido pelos tratos. ◊ Núcleos da rafe ●8 ● Nucleus raphe magnus: ao longo da linha mediana (rafe mediana) em toda a extensão. ● Ricos em serotonina ◊ Lócus ceruleus ● Localização: abaixo da área de mesmo nome no assoalho do IV ventrículo ● Com células ricas em noradrenalina ◊ Substância cinzenta periaquedutal / substância cinzenta central ● Circunda o aqueduto cerebral * estrutura compacta ● Regula a dor ◊ Área tegmentar ventral ● Localização: parte ventral do tegmento do mesencéfalo. podendo atingir a medula e o diencéfalo * com vários tipos de neurotransmissores: monoaminas ● Divisão citoarquitetural * zona magnocelular = células grandes.FORMAÇÃO RETICULAR E NEURÔNIOS MONOAMINÉRGICOS DO TRONCO ENCEFÁLICO Formação reticular 1. Zona efetuadora da formação reticular.

Bremer. Funções da formação reticular ● Influencia quase todos os setores do SNC 3. O primeiro tem apenas traçado do sono enquanto o segundo mantém o ritmo diário normal de sono e . Conexões da formação reticular ● Recebe impulsos que entram pelos NC ● Mantém relações nos 2 sentidos com o cérebro. 1936: tomou potenciais corticais em gatos após secções do neuroeixo (transição bulbo-medula ou entre os dois colículos no mesencéfalo) = encéfalo isolado ou cérebro isolado. a partir do SARA. da qual dependem os vários níveis de consciência. o cerebelo e a medula ◊ Conexões com o cérebro ● Via talâmica e extratalâmica: projeção de fibras para todo o córtex cerebral ● Projeção de fibras para outras áreas do diencéfalo ● Áreas do córtex cerebral. responsável pela regulação do sono e vigília ◊ Sistema Ativador Reticular Ascendente (SARA) * a atividade espontânea do córtex cerebral pode ser detectada colocando eletrodos em sua superfície (eletrocorticograma) ou no crânio (eletroencefalograma. pelos quais impulsos nervosos entram * conexão teto-reticular: visão * feixe prosencefálico medial: olfato 3.● Com neurônios ricos em dopamina 2. do hipotálamo e do sistema límbico: enviam fibras descendentes à formação reticular ◊ Conexões com o cerebelo ● Nos 2 sentidos ◊ Conexões com a medula espinal ● Fibras ligam-na * rafe-espinais * constituintes do trato retículo-espinal ● Fibras espino-reticulares: enviam informações da medula ◊ Conexões com núcleos dos nervos cranianos ● Fibras dirigem-se à formação reticular através dos núcleos de nervos sensitivos.1 Controle da atividade elétrica cortical: sono e vigília ● Regula a atividade elétrica do córtex cerebral. EEG): os traçados do sono (sincronizados) são muito diferentes dos traçados de vigília (dessincronizados) * experiências .

É ativamente desencadeado a partir de grupos neuronais situados na formação reticular. Concluiu que o ritmo normal de sono e vigília depende de mecanismos localizados no tronco encefálico.grande relaxamento muscular . principalmente o lócus ceruleus .movimento rápido dos olhos . . que também seguem sua via específica * por ramos colaterais * por fibras espino-reticulares * por conexões dos núcleos dos NC com a formação reticular ● Acordar com estímulos fortes: impulsos nervosos chegam à área auditiva do córtex pelo SARA. na qual existe o SARA ● É um sistema de fibras ascendentes que se projetam no córtex cerebral e sobre ele têm uma ação ativadora ● Sua ação se faz através das conexões da formação reticular com os núcleos inespecíficos do tálamo (vias extralemniscais) ● É ativado pelos impulsos sensoriais que chegam ao SNC pelos nervos espinais e cranianos. ativando a formação reticular = permite inibir “voluntariamente” o sono normal até certo ponto ◊ Regulação do sono ● O sono depende da ação de certos núcleos na formação reticular * certos estímulos em áreas específicas da formação reticular do bulbo e da ponte produzem efeito contrário = sono .sonhos . ou seja.vigília. que é ativado por fibras que se destacam da mesma * vias auditivas intactas e lesão da parte mais cranial da formação reticular: dorme mesmo submetido àqueles estímulos ● Redução de estímulos sensoriais facilita o sono: menor ação ativadora do SARA * mas o córtex é capaz de manter sua ativação através de conexões córtico-reticulares. mas seu traçado eletroencefalográfico é dessincronizado = semelhante ao do indivíduo acordado.Magoun e Moruzzi: animal sob anestesia ligeira (EEG de sono) acorda quando se estimula eletricamente a formação reticular e animal acordado dorme quando se destrói a parte mais cranial da formação reticular. não é homogêneo * estágio de sono paradoxal / MOR (movimentos oculares rápidos) / REM (rapid eye movements): o indivíduo se encontra profundamente adormecido. Concluiu que os mecanismos envolvem a formação reticular.preparação seccionada no meio da ponte não dorme nunca = secção das conexões ascendentes dos núcleos da rafe ● Lesões dos núcleos da rafe: insônia permanente ● O sono possui vários estágios.

substância cinzenta periaquedutal. eliminando ou diminuindo algumas e concentrando-se em outras = mecanismo ativo que envolve fibras eferentes ou centrífugas capazes de modular a passagem dos impulsos nervosos nas vias aferentes específicas * controle feito principalmente por fibras localizadas na formação reticular.Obs. centro respiratório e vasomotor ● Centros desencadeiam respostas motoras. somáticas ou viscerais – vômito.3 Controle da motricidade somática ● A estimulação elétrica da formação reticular resulta. fibras rafe-espinais) 3. conforme a área.6 Integração de reflexos. agindo sobre os músculos axiais e apendiculares proximais ● Trato retículo-espinal também veicula comandos motores descendentes gerados na própria formação reticular e relacionados com alguns padrões complexos e estereotipados de movimentos 3. a qual se liga aos neurônios pré-ganglionares do sistema nervoso autônomo 3. deglutição.5 Controle neuroendócrino ● + mesencéfalo: controle do ACTH e do ADH ● Mecanismos noradrenérgicos e serotoninérgicos: ação sobre o controle hipotalâmico da liberação de vários hormônios adeno-hipofisários 3. em especial as fibras que inibem a penetração no SNC de impulsos dolorosos – vias de analgesia (núcleo magno da rafe. em ativação ou inibição da atividade dos neurônios motores medulares * influência feita através do trato retículo-espinal ● Relaciona-se com as aferências recebidas das áreas motoras * do córtex cerebral: via córtico-retículo-espinal = controle da motricidade dos músculos axiais e apendiculares proximais * do cerebelo: regulação automática do equilíbrio. especialmente no hipotálamo 3.2 Controle eferente da sensibilidade ● Atenção seletiva: o sistema nervoso é capaz de selecionar as informações sensitivas que lhe chegam até certo ponto.4 Controle do sistema nervoso autônomo ● Há projeções do sistema límbico e do hipotálamo para a formação reticular. movimentos oculares – e alterações respiratórias e vasomotoras: funcionam como geradores padrões de atividade motora estereotipada (pattern generators) = iniciada ou . do tônus e da postura. locomoção. mastigação.: outras áreas também estão envolvidas.

onde se localiza o centro da deglutição . o qual recebe informações sobre o grau de distensão dos alvéolos pulmonares pelas fibras aferentes viscerais gerais do nervo vago * originados no corpo carotídeo . Fazem sinapse com neurônios motores * da porção cervical da medula = originam fibras que vão ao diafragma pelo nervo frênico * da porção torácica da medula = originam fibras que vão aos músculos intercostais pelos nervos intercostais ● Sob influência * do hipotálamo (emocional) * do teor do CO2 no sangue . Recebem fibras do trato córtico-espinal. na formação reticular do bulbo = estende-se até a parte inferior da ponte.centro do vômito. após sinapse no núcleo do trato solitário ● Fibras retículo-espinais: saem. comandos centrais (corticais ou hipotalâmicos) ou aferências sensoriais * centros integradores de reflexos: aferências sensoriais = impulsos aferentes originam sequências motoras complicadas (execução envolve vários núcleos e áreas diversas) . na formação reticular do mesencéfalo = ação conjunta com centros locomotores da medula ● Centro respiratório e centro vasomotor: controle dos ritmos respiratório e cardíaco e da pressão arterial = funcionam como osciladores = com atividade rítmica espontânea (endógena = independente das aferências sensoriais) e sincronizada respectivamente com os ritmos respiratório e cardíaco ◊ Controle da respiração: centro respiratório ● Localização: formação reticular do bulbo ● Partes * dorsal = controle da inspiração * ventral = controle da expiração ● Recebe impulsos nervosos * do núcleo do trato solitário. na formação reticular da ponte próxima ao núcleo do nervo abducente .centro locomotor.modificada por estímulos químicos. glossofaríngeo.centro controlador dos movimentos conjugados dos olhos no sentido horizontal = núcleo parabducente. que chegam através de fibras do N.quimiorreceptores sensíveis à diminuição do O2 no sangue = enviam impulsos. que permite o controle voluntário da respiração. Importantes para a manutenção reflexa ou automática dos movimentos respiratórios.

● Dele saem fibras * para neurônios pré-ganglionares do núcleo dorsal vago = impulsos parassimpáticos * retículo-espinais para os neurônios pré-ganglionares da coluna lateral = impulsos simpáticos . Generalidades ● Monoaminas são formadas pela decarboxilação de aminoácidos. Considerações anatomoclínicas ● O córtex cerebral depende de impulsos ativadores da formação reticular para funcionar * comprometimento direto e generalizado pode gerar coma ◊ Distúrbios da consciência ● Lesão da formação reticular com interrupção do SARA: processos patológicos (a maioria é infra-tentorial). do qual depende a pressão arterial = também influencia o ritmo cardíaco ● Informações levadas pelas fibras aferentes viscerais gerais do N. Elas atuam na regulação de processos mentais.vasoconstritor = maior pressão ● Sob controle do hipotálamo (emocional) 4. funcionando como neurotransmissores ● Neurônios nmonoaminérgicos: contêm monoaminas * serotoninérgicos * noradreninérgicos * dopaminérgicos . comprimindo-o Neurônios monoaminérgicos do tronco encefálico 1. que comprimem o mesencéfalo ou a transição deste com o diencéfalo quase sempre levam ao coma (perda total da consciência) ◊ Hérnia do úncus ● Causas: tumores ou hematomas que aumentam a pressão no compartimento supratentorial ● Conseqüência: coma = insinua-se sobre a incisura da tenda e o mesencéfalo. glossofaríngeo chegam ao núcleo do trato solitário a partir de barorreceptores situados principalmente no seio carotídeo. que coordena a resposta eferente.◊ Centro vasomotor ● Localização: formação reticular do bulbo ● Função: controle dos mecanismos que regulam o calibra vascular. Dele se dirigem ao centro vasomotor. mesmo localizados.

em especial na formação reticular .* adrenérgicos = território pequeno * hsitaminérgicos = território pequeno ◊ Classificação das monoaminas ● Catecolaminas * Dopamina * Adrenalina e noradrenalina: neurotransmissores simpáticos (SNP) ● Triptamina * Serotonina (5-hidroxitriptamina) Obs. nos núcleos da rafe ● Estendem do bulbo ao mesencéfalo na linha média ◊ Projeções . que metaboliza as monoaminas com ação sobre o SNC 2.exceções: neurônios histaminérgicos. Neurônios e vias serotoninérgicas ◊ Localização e distribuição ● Formação reticular. Características dos neurônios monoaminérgicos centrais ◊ Morfologia ● Rede extremamente ramificada de terminais. ◊ Ação ● Neuromoduladores: modificam a condução nervosa dos circuitos já existente nas áreas ◊ Localização e distribuição = igual em todos os mamíferos 3. adrenérgicos e dopaminérgicos do hipotálamo. principalmente interferindo no mecanismo das monoaminas ● Reserpina: tranqüilizante = libera estoques de monoaminas no SNC ● Nialamida: antidepressivo = bloqueia a atividade da enzima monoaminoxidase (MAO). que podem se estender a regiões muito distantes do pericárdio * número pequeno compensado pelos terminais * corpos localizados em áreas relativamente pequenas do tronco encefálico. neurônios dopaminérgicos da retina e do bulbo olfatório ● Parte funcionalmente ativa: dilatações ou varicosidades dos terminais que contêm vesículas sinápticas granulares.: melatonina também ● Derivado da hsitidina * Histamina ◊ Drogas que atuam no SNC. ricas em neurotransmissores.

origina-se a via nigro-estriada (término no corpo estriado) = controle da atividade motora somática ◊ Projeção e distribuição ● Mais restrita e localizada ◊ Teoria dopaminérgica da esquizofrenia ● Sintomas psíquicos resultam de alterações na transmissão dopaminérgica no sistema límbico e no córtex pré-frontal * hiperatividade na via dopaminérgica mesolímbica ● Administração de drogas que bloqueiam os receptores dopaminérgicos . Neurônios e vias dopaminérgicas ◊ Localização e distribuição ● Mesencéfalo * área tegmentar ventral = formação reticular . Neurônios e vias noradrenérgicas ◊ Localização e distribuição ● Formação reticular do bulbo e da ponte ● Distribuição mais importante no núcleo lócus ceruleus ◊ Projeções ● Praticamente todo o SNC. até mesmo o córtex cerebral.origina-se a via mesolíbica (projeta-se para o corpo estriado ventral. inclusive o córtex cerebral ◊ Função ● Mecanismos que desencadeiam o sono paradoxal 5.● Axônios originados nos núcleos situados em níveis mais altos: trajeto ascendente = projeção a quase todas as estruturas do prosencéfalo. o sistema límbico e o córtex pré-frontal) = regulação do comportamento emocional * substância negra . hipotálamo e sistema límbico * alguns para o cerebelo ● Situados no bulbo: projeção para a medula ◊ Fibras rafe-espinais = via de analgesia ● Ganham a substância gelatinosa da medula do núcleo magno da rafe: inibem a entrada de impulsos dolorosos * alguns estão envolvidos com o mecanismo do sono ◊ Lesão ou inibição da síntese de serotonina ● Insônia permanente 4.

hipotálamo.ANATOMIA MACROSCÓPICA DO DIENCÉFALO 1. Generalidades ● Juntamente com o telencéfalo. * sem ela = tênias do III ventrículo = bordas rotas aderidas às estrias medulares ● Plexos corióides: invaginações na luz ventricular dispostas em duas linhas paralelas. Visto quando o cérebro é seccionado no plano mediano. entre o quiasma óptico e a comissura anterior = telencéfalo (derivadas da parte central não evaginada da vesícula embrionária) ● Área pré-óptica: próxima à lâmina terminal. III ventrículo ● O que é: cavidade estreita ímpar e mediana ● Comunica-se com o IV ventrículo pelo aqueduto cerebral e com os ventrículos laterais pelos forames interventriculares ● Sulco hipotálamo: depressão que se estende do aqueduto cerebral ao forame interventricular. Pequena = deriva da porção central da vesícula telencefálica e não . Marcam o limite entre a face superior e a face medial do tálamo. epitálamo e subtálamo = partes relacionadas ao III ventrículo 2. visto na face inferior do cérebro ● Formado pelo tálamo. Contínuas através dos forames interventriculares com os dos ventrículos laterais ● Parede anterior: lâmina terminal = fina lâmina de tecido nervoso que une os 2 hemisférios. Insere-se posteriormente na comissura das habênulas. * tálamo = acima * hipotálamo = abaixo ● Aderência intertalâmica: trave de substância cinzenta que atravessa em ponte a cavidade ventricular ● Assoalho: quiasma óptico + infundíbulo + túber cinéreo + corpos mamilares = hipotálamo ● Parede posterior: epitálamo (pequeno) ● Estrias medulares do tálamo: feixe de fibras nervosas que percorrem a parte mais alta das paredes laterais. porção mais desenvolvida = prosencéfalo ● Encoberto quase completamente pelo telencéfalo ● Situação ímpar e mediana. ● Teto: tela corióide = sai das estrias medulares do tálamo (insere-se lateralmente nelas). forma o cérebro = 80% da cavidade craniana. saindo de cada lado do epitálamo. na parte mais anterior.

ocupada por um fundo-de-saco da pia-máter. de forma ovóide. o assoalho da fissura transversa do cérebro * fissura transversa do cérebro = teto formado pelo fórnix e pelo corpo caloso. 3.corresponde ao diencéfalo. cujo folheto inferior recobre a parte medial da face superior do tálamo e entra na constituição da tela corióide ◊ Face inferior ● Continua com o hipotálamo e o subtálamo ◊ Face medial ● Forma a maior parte das paredes laterais do III ventrículo ◊ Face lateral ● Cápsula interna: compacto feixe que fibras que liga o córtex cerebral a centros nervosos subcorticais e separa a face lateral do tálamo do telencéfalo 4. Tálamo ● O que é: 2 massas volumosas de substância cinzenta. principalmente ● Compreende: estruturas situadas nas paredes laterais do III ventrículo. juntamente com teto do III ventículo. liga-se ao hipotálamo supraóptico. inferior ao sulco talâmico (separa-o do tálamo) 4. revestido de epitélio ependimário (lâmina afixa) ● Porção medial: constitui. uma de cada lado ◊ Extremidade anterior ● Tubérculo anterior: eminência que delimita o forame interventricular ◊ Extremidade posterior = maior ● Pulvinar ◊ Corpos geniculados ● Medial ● Lateral ◊ Face superior ● Porção lateral: participa do assoalho do ventrículo lateral. dispostas na porção látero-dorsal do diencéfalo. Hipotálamo ● O que é: área relativamente pequena situada inferiormente ao tálamo ● Função: controle da atividade visceral. Funcionalmente.1 Formações do assoalho do III ventrículo que o compreendem = formações anatômicas visíveis na face inferior do cérebro ◊ Corpos mamilares (2) .

junto com a hipófise 5. Inserção posterior da tela corióide do III ventrículo. entre estes e os corpos mamilares ● Função: prender a hipófise por meio do infundíbulo ◊ Infundíbulo ● O que é: formação nervosa em forma de funil que se prende ao túber cinéreo ● Recesso do infundíbulo: pequeno prolongamento da cavidade ventricular ● Eminência mediana do túber cinéreo: dilatação da extremidade superior ● Extremidade inferior continua com o processo infundibular ou lobo nervoso da neuro-hipófise Obs. Epitálamo ● Localização: limita posteriormente o III ventrículo.● O que são: eminências arredondadas de substância cinzenta na parte anterior da fossa interpeduncular ◊ Quiasma óptico ● Recebe fibras mielínicas dos nervos ópticos (NC II): cruzam e continuam nos tratos ópticos que se dirigem aos corpos geniculados laterais. depois de contornar os pedúnculos cerebrais ◊ Túber cinéreo ● O que é: área ligeiramente cinzenta ● Localização: medial. superior ao sulco hipotalâmico. 6. já na transição com o mesencéfalo ◊ Glândula pineal / epífise = forma piriforme ● Ímpar. mediana. repousa sobre o teto do mesencéfalo ● Base do corpo pineal: prende-se anteriormente às comissuras posterior e das habênulas ● Recesso pineal: pequeno prolongamento da cavidade ventricular que penetra na glândula pineal entre as comissuras posterior e das habênulas ◊ Comissuras ● Posterior: limite entre o diencéfalo e o mesencéfalo = situada no ponto em que o aqueduto cerebral se liga ao III ventrículo ● das habênulas: entre os trígonos da habênula (2 pequenas eminências triangulares situadas entre a glândula pineal e o tálamo). de cada lado com as estrias medulares do tálamo. posterior ao quiasma óptico e aos tratos ópticos.: se o encéfalo romper = infundíbulo na sela turca. Subtálamo ● O que é: zona de transição entre o diencéfalo e o tegmento do mesencéfalo . Continua anteriormente.

◊ Área medial ● Entre o fórnix e as paredes do III ventrículo ● Com substância cinzenta e os principais núcleos do hipotálamo ◊ Área lateral ● Com fibras de projeção longitudinal ● Feixe prosencefálico medial: complexo sistema de fibras que a percorre (muitas terminam no hipotálamo). terminando no respectivo corpo mamilar.* visto em cortes frontais do cérebro = sem relações com as paredes do III ventrículo ● Localização: inferior ao tálamo. Divisões e núcleos do hipotálamo ● Núcleo = agrupamento de substância cinzenta. estabelecendo conexões nos 2 sentidos entre a área septal (sistema límbico) e a formação reticular do mesencéfalo. às vezes de difícil individualização ● Fórnix: sistema de fibras muito conspícuo que percorre súperoinferiormente cada metade do hipotálamo. ● Limites * lateral = cápsula interna * medial = hipotálamo ● Núcleo subtalâmico ESTRUTURA E FUNÇÕES DO HIPOTÁLAMO 1. ◊ Divisão em 3 planos frontais ● Hipotálamo supra-óptico: quiasma óptico + área superior a ele nas paredes do III ventrículo até o sulco hipotalâmico * núcleo supraquiasmático * núcleo supra-óptico * núcleo paraventricular ● Hipotálamo tuberal: túber cinéreo + área superior a ele nas paredes do III ventrículo até o sulco hipotalâmico * núcleo ventromedial * núcleo dorsomedial * núcleo arqueado ou infundibular ● Hipotálamo mamilar: corpos mamilares com seus núcleos + áreas superiores a ele nas paredes do III ventrículo até o sulco hipotalâmico * núcleos mamilares * núcleo posterior ◊ Outros núcleos . Divide o hipotálamo em 2 áreas.

1 Com o sistema límbico = regulamentação do comportamento emocional ◊ Hipocampo ● Liga-se aos núcleos mamilares do hipotálamo pelo fórnix. Conexões ● Por meio de fibras que se reúnem em feixes bem definidos ou mais difusos e de difícil visualização 2. * impulsos nervosos: núcleos mamilares do hipotálamo  núcleo anterior do tálamo = Circuito de Papez  = fascículo mamilo-talâmico .também chegam à formação reticular do mesencéfalo pelos núcleos mamilares. através o fascículo mamilo-tegmentar ◊ Corpo amigdalóide ● Pela estria terminal.2 Com a área pré-frontal = comportamento emocional ● Diretamente ● Através do núcleo dorsomedial do tálamo 2. as fibras de seu núcleo chegam ao hipotálamo ◊ Área septal ● Ligada ao hipotálamo através de fibras que percorrem o feixe prosencefálico medial 2.3 Viscerais = com neurônios da medula e do tronco encefálico ◊ Aferentes ● Fibras solitário-hipotalâmicas: conexões diretas com o núcleo do trato solitário = informações recebidas sobre a atividade das vísceras ◊ Eferentes = controle do SNA ● Agem diretamente sobre os neurônios pré-ganglionares dos sistemas simpático e parassimpático: fibras terminam nos núcleos da coluna eferente .● ● ● ● ● ● ● Nervo anterior Nervo lateral Nervo tuberal lateral Nervo pré-óptico medial Nevo pré-óptico mediano Nervo pré-óptico periventricular Nervo periventricular posterior 2.

como fome. sexo.trato retino-hipotalâmico = termina no núcleo supraquiasmático 2.6 Monoaminérgicas ● Neurônios noradrenérgicos da formação reticular do tronco encefálico: projetam-se ● Neurônios serotoninérgicos: estímulos oriundos do núcleo da rafe 3. Funções ● Relacionadas à homeostase = manutenção do meio interno dentro de limites compatíveis com o funcionamento adequado dos diversos órgãos ● Papel regulador sobre o SNA e o sistema endócrino ● Controle de vários processos motivacionais importantes para a sobrevivência.1 Controle do SNA Obs.visceral geral do tronco encefálico ou na coluna lateral da medula (fibras hipotálamo-espinais) ● Agem indiretamente sobre os neurônios pré-ganglionares dos SNS e SNP (formação reticular) 2.5 Sensoriais ◊ Vias indiretas Ex: recebimento de informações da área eretogênica = mamilos e órgãos sexuais (ereção) ◊ Vias diretas Ex: córtex cerebral e retina com o hipotálamo . sede. 3.: SNA = sistema nervoso simpático e parassimpático .4 Com a hipófise = eferentes ◊ Trato hipotálamo-hipofisário ● Origem das fibras: neurônios grandes (magnocelulares) dos núcleos supra-óptico e paraventricular ● Término das fibras: neuro-hipófise ● Fibras ricas em neurossecreção * principais componentes estruturais da neuro-hipófise ◊ Trato túbero-infundibular ou túbero-hipofisári ● Origem das fibras: neurônios pequenos (parvicelulares) do núcleo arqueado e áreas vizinhas do hipotálamo tuberal ● Término das fibras: eminência mediana e haste infundibular ● Fibras: neurossecretoras 2.

prazer ● Juntamente com o sistema límbico e a área pré-frontal 3.3 Regulação do comportamento emocional = raiva.= hipotálamo é seu centro supra-segmentar mais importante ● Função exercida juntamente com outras áreas cerebrais: sistema límbico ◊ Estimulações no hipotálamo anterior = controla principalmente o SNA parassimpático ● Aumento do peristaltismo gastrointestinal ● Contração da bexiga ● Diminuição do ritmo cardíaco e da pressão sanguínea ● Constrição da pupila ◊ Hipotálamo posterior = controla principalmente o SNA simpático 3. liberação do hormônio tireoidiano 3. medo.cirurgias da hipófise em que se manipula a região hipotalâmica próxima ao quiasma óptico ◊ Hipotálamo posterior ● Centro da conservação do calor: vasoconstrição periférica.2 Regulação da temperatura corporal = animais homeotérmicos ● Termostato que detecta as variações da temperatura do sangue que por ele passa e ativa os mecanismos de perda ou conservação do calor necessários à manutenção da temperatura normal ◊ Mecanismos ● Termorreceptores periféricos ● Neurônios localizados no hipotálamo anterior: funcionam como termorreceptores ◊ Hipotálamo anterior ● Centro da perda de calor: vasodilatação periférica e sudorese * lesão (TCE) = elevação incontrolável da temperatura (febre central). quase sempre fatal . tremores musculares (calafrios).4 Regulação do sono e da vigília ◊ Parte posterior do hipotálamo ● Vigília * reforça a ação do SARA (mais importante)  Encefalite letárgica ● Sono .

mesmo com água disponível 3.9 Geração e regulação de ritmos circadianos . assim.6 Regulação da ingestão de água ◊ Hipotálamo lateral: centro da sede ● Com neurônios sensíveis às variações locais de pressão osmótica: importante na regulação do seu funcionamento ● Estímulos aumentam a sede: pode morrer por excesso de ingestão de água  Lesão ● Perda da vontade de beber água: pode morrer por desidratação.5 Regulação da ingestão de alimentos * lesões = efeitos opostos aos da estimulação ● Envolve outras áreas do SNC: sistema límbico ◊ Estimulação do hipotálamo lateral: centro da fome ● Alimentação voraz  Lesão ● Ausência completa do desejo de alimentar = inanição ◊ Estimulação do núcleo ventromedial do hipotálamo: centro da saciedade ● Saciedade: recusa a comer mesmo na presença de alimentos  Lesão ● Alimentação exagerada = obesidade ● Por tumores supra-selares = obesidade + hipogonadismo (interferência com os mecanismos hipotalâmicos que regulam a secreção dos hormônios gonadotrópicos pela adeno-hipófise) = Síndrome adiposogenital de Fröhlich 3. a quantidade de água eliminada na urina ● Núcleos: supra-óptico e paraventricular do hipotálamo = sintetizam o hormônio antidiurético (ADH) / vasopressina * o ADH aumenta a absorção de água nos túbulos renais = menor eliminação de água pela urina 3.8 Regulação do sistema endócrino ● Regula a secreção de todos os hormônios da adeno-hipófise = ação controladora sobre quase todo o sistema endócrino 3.3.7 Regulação da diurese = eliminação de água pela urina ● O hipotálamo regula a quantidade de água no organismo e.

● Ritmos circadianos: oscilações dos parâmetros fisiológicos, metabólicos ou mesmo comportamentais que se repetem no período de 24 h (período de oscilação) * endógenas = ocorrem mesmo quando o animal é mantido em escuro permanente, mas o ritmo perde seu sincronismo com o ritmo externo de claro e escuro com o tempo (período de oscilação < 24 h) Obs.: nome = aproximadamente um dia ● Marcapasso ou relógios biológicos: controlam os ritmos circadianos * no núcleo supraquiasmático do hipotálamo = principal. Sua destruição abole os ritmos circadianos. Com atividade circadiana evidenciável em seu metabolismo ou em sua atividade elétrica (podem ser observados até in vitro). - recebe informações sobre a luminosidade através do trato retinohipotalâmico = sincronização dos ritmos circadianos com os ritmos de claro/escuro. Obs2.: o ritmo da temperatura corporal é preservado em caso de lesão, o que sugere a existência de um 2º marcapasso 4. Relações hipotálamo-hipofisárias 4.1 Relações do hipotálamo com a neuro-hipófise ● O hormônio antidiurético é sintetizado pelos neurônios dos núcleos supra-óptico e paraventricular do hipotálamo e é transportado pelas fibras do trato hipotálamo-hipofisário até a neuro-hipófise, onde é liberado. Ex: diabete insípido = mais urina eliminada, porém sem glicose (diabete melito). Ocorre devida à diminuição dos níveis sanguíneos do ADH. Também ocorre por certas lesões no hipotálamo, não apenas por processos patológicos da neuro-hipófise. ● Neurossecreção: neurônios são capazes de conduzir impulsos nervosos e de secretar substâncias ativas, como ADH e ocitocina (natureza polipeptídica), além de substância Gomori-positiva (neurofisina) Ex: grânulos de substância Gomori-positiva = em fibras do trato hipotálamo-hipofisário e na neuro-hipófise, onde terminam (são armazenados e liberados). Portadores dos hormônios que serão encaminhados à neuro-hipófise. - Caminho percorrido pelos hormônios = hipotálamo (síntese)  exoplasma dos axônios do trato hipotálamo-hipofisário  neuro-hipófise  corrente sanguínea (fibras do trato hipotálamo-hipofisário terminam em vasos situados em septos conjuntivos) ● Ocitocina: promove a contração da musculatura uterina (parto) e das células mioepiteliais das glândulas mamárias (ejeção do leite)

* ejeção do leite envolve reflexo neuroendócrino: impulsos sensoriais que resultam da sucção do mamilo pela criança são levados à medula e, em seguida, ao hipotálamo, onde estimulam a produção de ocitocina pelos núcleos supra-óptico e paraventricular e sua liberação na neuro-hipófise. 4.2 Relações do hipotálamo com a adeno-hipófise * sem relação: secreção mantida, mas em ritmo menor * não é a “glândula mestra” reguladora de todo o sistema endócrino, mas sim elo entre o hipotálamo e as glândulas endócrinas que ela regula ● O hipotálamo regula a secreção dos hormônios da adeno-hipófise por um mecanismo que envolve * conexão nervosa = neurônios neurossecretores situados no núcleo arqueado e áreas vizinhas do hipotálamo tuberal secretam substâncias ativas que descem por fluxo axoplasmático nas fibras do trato túberoinfundibular * conexão vascular = através do sistema porta hipofisário (veias interpostas entre rede de capilares) - substâncias ativas liberadas na eminência mediana e na haste infundibular passam através das veias à segunda rede de capilar situada na adenohipófise, onde atuam regulando a liberação dos hormônios pelas células adeno-hipofisárias. ● Há fatores de liberação para todos os hormônios ● Há fatores de inibição para alguns hormônios, como a prolactina (monoamina = dopamina) e os fatores de crescimento = peptídeos

ESTRUTURA E FUNÇÕES DO SUBTÁLAMO E DO EPITÁLAMO Subtálamo 1. Aspectos gerais ◊ Localização ● Parte posterior do diencéfalo na transição com o mesencéfalo ◊ Limites * sem se relacionar com a superfície externa do diencéfalo ou com as paredes do III ventrículo = visto apenas em secções do diencéfalo ● Superior: tálamo ● Lateral: cápsula interna ● Medial: hipotálamo ◊ Estruturas

● Algumas são extensões das estruturas mesencefálicas: núcleo rubro, substância negra, formação reticular ● Zona incerta do subtálamo: extensão da formação reticular do mesencéfalo ● Algumas formações cinzentas e brancas lhe são próprias * núcleo subtalâmico: conecta-se com o globo pálido nos 2 sentidos, através do circuido pálido-subtálamo-palidal = regulação da motricidade somática - Síndrome do hemibalismo: lesão do núcleo subtalâmico = movimentos anormais das extremidades (podem ser muito violentos e não desaparecer nem com o sono, podendo levar o doente à exaustão) ◊ Feixes de fibras que o atravessam ● Alça lenticular, fascículo lenticular ou campo H2 de Forel, fascículo talâmico ou campo H1 de Forel, fascículo subtalâmico e fibras do campo prérúbrio (campo H de Forel) ● Fibras do globo pálido: dirigem-se ao tálamo ou ao núcleo subtalâmico Epitálamo 1. Aspectos gerais ◊ Localização ● Parte superior e posterior do diencéfalo ◊ Formação endócrina ● Glândula pineal Obs.: órgão subcomissural = espessamento do epêndima; abaixo da comissura posterior; envolvido na regulação do metabolismo da água e dos sais minerais; pouco desenvolvido no adulto ◊ Formações não endócrinas * pertencentes ao sistema límbico = núcleos da habênula, comissura das habênulas, estrias medulares = relacionadas ao comportamento emocional ● Núcleos da habênula: no trígono da habênula * ligam-se ao núcleo interpeduncular do mesencéfalo através do fascículo retroflexo = circuito liga estruturas do sistema límbico ao mesencéfalo ● Comissura das habênulas ● Estrias medulares * com fibras originadas na área septal e que terminam nos núcleos da habênula do mesmo lado ou do lado oposto, cruzando-se na comissura das habênulas ● Comissura posterior * marca o limite entre o mesencéfalo e o diencéfalo * com fibras de origem variada

. obliterando a luz do divertículo.: tumores da glândula pineal que comprimem a comissura posterior podem lesá-las = sem reflexo consensual. muito variável. Constitui o terceiro olho. ímpar e mediano (entre os 2 olhos laterais) ● Em aves e mamíferos: as células ependimárias multiplicam-se. embriologia e estrutura ◊ Embriologia ● Divertículo ependimário no teto do III ventrículo. do lado oposto. cruzam para o núcleo e Edinger-Westphal. penetram no ápice da glândula e terminam em relação com os pinealócitos e com os vasos * importante na regulação da síntese do hormônio pineal 2.em alguns existe órgão parapineal: próximo à pineal. Glândula pineal / corpo pineal / epífise 2. mas o reflexo motor permanece intato 2. e diferenciam-se nas células parenquimatosas do corpo pineal ou pinealócitos = é um órgão parenquimatoso e secretor ◊ Estrutura = complexa ● Existem elementos mesodérmicos derivados * da pia-máter: células e fibras encontradas no tecido conjuntivo frouxo (com mastócito = histamina) * do epêndima / neurectodérmicos: células da glia e pinealócito ● Concreções calcárias: aumentam com a idade * opacas ao raio X = localização da pineal e identificação das mudanças causadas por processos patológicos ● Muito vascularizada: capilares com fenestrações (≠ cérebro) = sem barreira hematoencefálica ● Inervação: fibras simpáticas pós-ganglionares oriundas do gânglio cervical superior = entram no crânio pelo plexo carotídeo.da área pré-tectal.1 Filogênese.2 Aspectos funcionais . de um lado. entre as comissuras posterior e habenular ● Formação de um saco revestido de epêndima em comunicação com a cavidade ventricular ● É invadida por tecido conjuntivo derivado da pia-máter que forma a cápsula do órgão e penetra em seu interior formando septos ◊ Filogênese * em vertebrados inferiores: células ependimárias da parede do saco diferenciam-se em fotorreceptores = é um órgão sensorial que recebe estímulos luminosos que atravessam a pele o crânio . intervindo no reflexo consensual Obs.

transmitida à pineal através de sua inervação simpática. Obedece a um ritmo circadiano (não é contínuo). * dia: fibras com pouca atividade = níveis baixos de melatonina * noite: inervação simpática da pineal é ativada = liberação de noradrenalina = aumento dos níveis de melatonina circulantes (no sangue) Obs.: participa da regulação da atividade imunológica através da liberação de melatonina ◊ Secreção da melatonina e ação da Luz sobre a pineal ● O que é: indolamina sintetizada pelos pinealócitos a partir da serotonina (existente em grande quantidade) ● Processo de síntese: ativado pela noradrenalina liberada pelas fibras simpáticas. pois decorre da atividade rítmica do núcleo supraquiasmático do hipotálamo. cessando a ação frenadora que a pineal exerce sobre as gônadas * pinealectomia causa esse fato ● Injeção de melatonina: aumento da ação frenadora ● A luz também tem efeito estimulador sobre as gônadas * ação da luz = estro permanente: ação inibidora da luz sobre a pineal = menor efeito inibidor da pineal sobre as gônadas * escuro = atrofia das gônadas: estimula a pineal = maior efeito inibidor da pineal sobre as gônadas .: o ritmo circadiano não é intrínseco da pineal.= atribuídos à melatonina (hormônio pineal) Obs.: certas alterações da época de aparecimento da puberdade em meninas cegas de nascença poderiam ser explicadas desse modo ◊ Regulação dos ritmos circadianos * em répteis e aves: ritmo circadiano de atividade locomotora desaparece com a pinealectomia .também no inverno (período de hibernação): estímulo da pineal pelos períodos escuros cada vez maiores no início do inverno Obs. ● Abolição da síntese: destruição do núcleo supraquiasmático ou desnervação simpática da pineal ● Ação da luz: indireta = circuito nervoso que envolve as conexões da retina com o núcleo supraquiasmático e deste com a pineal através do sistema simpático * sob ação constante da luz: pineal mais leve e com teor diminuído de serotonina e melatonina * cegueira ou permanência na escuridação constante: pineal mais pesada e com teor aumentado de serotonina e melatonina ◊ Ação antigonadotrópica da pineal ● Tumores na pineal = puberdade precoce: destruição dos pinealócitos.

pode até mesmo corrigir alterações: aplicação clínica como cronobiótico = substância usada como agente profilático ou terapêutico em casos de desordens dos ritmos circadianos.● A liberação cíclica de melatonina faz com que a pineal aja sincronizando os vários ritmos circadianos com o ciclo externo de dia / noite. devido a sua ação sobre o próprio núcleo supraquiasmático (rico em receptores) * pinealectomia = dessincronização de vários ritmos circadianos * administração de melatonina em intervalos adequados = mudança de fase dos ritmos circadianos . * núcleos talâmicos anteriores = localizados na área delimitada anteriormente pela bifurcação em Y da extremidade anterior da lâmina medular interna * núcleos intralaminares do tálamo = pequenas massas de substância cinzenta existentes em seu interior . Percorre-o longitudinalmente. especialmente do ritmo de sono e vigília (ex: vôos internacionais) ESTRUTURA E FUNÇÕES DO TÁLAMO 1. Ponto de referência para a divisão dos núcleos do tálamo em grupos. Generalidades ◊ Localização ● Acima do sulco hipotalâmico ◊ Constituição ● 2 massas ovóides de tecido nervoso * tubérculo anterior do tálamo: extremidade anterior pontiaguda * pulvinar do tálamo: extremidade posterior proeminente que se projeta sobre os corpos geniculados medial e lateral ● Aderência intertalâmica: une as massas ovóides ● Corpos geniculados (medial e lateral) * podem ser considerados uma parte independente do diencéfalo = metatálamo ● Substância cinzenta com vários núcleos ● Extrato zonal do tálamo: superfície dorsal revestida por lâmina de substância branca ● Lâmina medular externa: extensão do extrato zonal do tálamo a sua face lateral ● Núcleo reticular do tálamo: entre a lâmina medular externa e a cápsula interna. Lateral. ● Lâmina medular interna: septo formado pela penetração do extrato zonal no tálamo.

mas sem síndrome particular ou déficit sensorial ◊ Corpo geniculado medial ● Relé das vias auditivas ● Recebe fibras provenientes do colículo inferior ou diretamente do lemnisco lateral pelo braço do colículo inferior ● Projeta fibras para a área auditiva do córtex cerebral ◊ Corpo geniculado lateral . integrando o Circuito de Papez (sistema límbico) = relacionados ao comportamento emocional 2.1 Grupo anterior ◊ Localização ● Tubérculo anterior do tálamo ◊ Limites ● Posterior: bifurcação em Y da lâmina medular interna ◊ Núcleos ● Fascículo mamilo-talâmico: envia fibras dos núcleos mamilares aos núcleos desse grupo ● Projetam fibras para o córtex do giro do cíngulo.◊ Limites dos 2 ovóides talâmicos ● Medial: III ventrículo ● Lateral: cápsula interna ● Superior: fissura cerebral transversa e ventrículos laterais ● Inferior: hipotálamo e subtálamo ◊ Partes = nem sempre levam em conta a orientação em relação aos planos de constituição do corpo ● Dorsal ou superior: voltada para o vértex do crânio ● Ventral ou inferior: oposta à dorsal ● Anterior: voltada para o pólo frontal do cérebro ● Posterior: voltada para o pólo occipital do cérebro 2. Núcleos do tálamo ● Numerosos ● Divididos em 5 grupos de acordo com a posição 2.2 Grupo posterior ◊ Pulvinar ● Conexões recíprocas com a área de associação têmporo-parietal do córtex cerebral situada nos giros angular e supramarginal ● Lesões: problemas de linguagem.

dor. núcleo lateral posterior * subgrupo ventral = núcleo ventral anterior.● Formado de camadas concêntricas de substância branca e cinzenta: não é um núcleo ● Recebe fibras provenientes da retina pelo trato óptico ● Projeta fibras para a área visual do córtex (nas bordas do sulco calcarino) pelo trato genículo-calcarino ● Participa das vias ópticas 2. pressão.3 Grupo lateral = mais importante e complicado ● Localização: lateral à lâmina medular interna * subgrupo dorsal = núcleo lateral dorsal. núcleo ventral póstero-medial. núcleo ventral póstero-lateral. núcleo ventral lateral. núcleo reticular do tálamo ◊ Núcleo ventral anterior (VA) ● Recebe a maioria das fibras que do globo pálido se dirigem ao tálamo ● Projeta-se para as áreas motoras do córtex cerebral ● Função ligada à motricidade somática ◊ Núcleo ventral lateral (VL) / ventral intermédio ● Recebe * fibras do cerebelo * parte das fibras que do globo pálido se dirigem ao tálamo ● Projeta-se para as áreas motoras do córtex cerebral ● Integra a via cerebelo-tálamo-cortical ◊ Núcleo ventral póstero-lateral ● Relé das vias sensitivas ● Recebe fibras dos lemniscos medial (tato epicrítico e propriocepção consciente) e espinal (temperatura. tato protopático) ● Projeta fibras para o córtex do giro pós-central (área somestésica) ◊ Núcleo ventral póstero-medial ● Relé das vias sensitivas ● Recebe * fibras do lemnisco trigeminal (sensibilidade somática geral de parte da cabeça) * fibras gustativas provenientes do núcleo do trato solitário (fibras solitário-talâmicas) ● Projeta fibras para as áreas somestésica e gustativa = giro pós-central ◊ Núcleo reticular do tálamo ● Fina calota de substância cinzenta disposta lateralmente entre a massa principal de núcleos que constitui o ovóide talâmico e a cápsula interna .

4 Grupo mediano ● Localização: próximo ao plano mediano. relacionadas com funções específicas Ex: núcleo ventral póstero-lateral. na aderência intertalâmica ou na substância cinzenta periventricular ● Pequenos e de difícil delimitação ● Conexões com o hipotálamo ● Relacionados com as funções viscerais 2. Relações tálamo-corticais ◊ Radiações talâmicas = fibras tálamo-corticais + fibras córtico-talâmicas ● Constituem parte da cápsula interna ● Dirigem-se às áreas sensitivas do córtex: responsáveis pelas conexões recíprocas entre o córtex e o tálamo ◊ Núcleos talâmicos específicos ● Ao serem estimulados. corpo geniculado medial ◊ Núcleos talâmicos inespecíficos ● Recebem muitas fibras da formação reticular ● O SARA exerce sua ação sobre o córtex através deles .● Atravessado pela quase totalidade das fibras talâmico-corticais ou córtico-talâmicas que passam pela cápsula interna = dão colaterais que estabelecem sinapses ● Conexões com os demais núcleos talâmicos: ação moduladora * sem projeções para o córtex cerebral 2. pode-se tomar potenciais evocados apenas em certas áreas específicas do córtex.5 Grupo medial ● Localização: dentro da lâmina medular interna (núcleos intralaminares) e entre a lâmina medular interna e os núcleos do grupo mediano (núcleo dorsomedial) ◊ Núcleos intralaminares ● Recebem muitas fibras da formação reticular ● Papel ativador sobre o córtex cerebral  Núcleo centro-mediano ◊ Núcleo dorsomedial ● Recebe fibras principalmente do corpo amigdalóide e do hipotálamo ● Com conexões recíprocas com a parte anterior do lobo frontal = área de associação pré-frontal ● Funções relacionadas às desta área 3.

com exceção dos impulsos olfatórios) às áreas específicas do córtex. como dor. desagradáveis e não facilmente caracterizadas pelos doentes = desencadeadas por estímulos térmicos ou táteis. compõem o sistema talâmico de projeção difusa 4. possui funções diversas ◊ Relacionadas à sensibilidade ● Distribui impulsos que recebe das vias lemniscas (sensitivos. Considerações funcionais e clínicas sobre o tálamo 4. como a forma e o tamanho de um objeto pelo tato (estereognosia) * Interpreta apenas alguns impulsos sensitivos. temperatura e tato protopático ◊ Relacionadas à motricidade ● Por meio dos núcleos ventral anterior e ventral lateral ◊ Relacionadas ao comportamento emocional ● Através dos núcleos do grupo anterior (integrantes do sistema límbico) e do núcleo dorsomedial (conexões com a área pré-frontal) ◊ Relacionadas à ativação do córtex ● Através dos núcleos talâmicos inespecíficos (conexões com o SARA) 4. além de integrá-los e modificá-los * o córtex só interpreta impulsos já modificados ● Sua sensibilidade não é discriminativa e não permite o reconhecimento de muitos impulsos.1 Funções * por ser um agregado de núcleos de conexões muito diferentes. mesmo com o aumento do limiar de excitabilidade .● Em relação às conexões com o córtex.2 Afecções ◊ Síndrome talâmica ● Causa: lesões de alguns vasos ● O que é: alterações da sensibilidade * crises da dor central = espontânea e pouco localizada que se irradia a toda metade do corpo situada do lado oposto ao tálamo comprometido * sensações desproporcionalmente intensas.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful