REGULAMENTO DE MEDIAÇÃO E CONCILIAÇÃO DA FIESP

I – A Câmara de Mediação e Conciliação da Fiesp, instituída para a solução extrajudicial de litígios ou conflitos de interesses, relativamente a bens e direitos de natureza patrimonial disponível, de caráter civil e comercial, é regida pelo presente Regulamento em conjunto com o Código de Ética dos Mediadores, a que estão sujeitos os mediadores e conciliadores, partes e todos os envolvidos no respectivo procedimento.

II – DO PROCEDIMENTO INICIAL

Artigo 1º - Qualquer pessoa jurídica, associada à sindicato filiado à Fiesp ou pessoa física ou jurídica societariamente participante da pessoa jurídica associada, reunindo as condições legais, por si ou por procurador constituído, poderá requerer a mediação ou a conciliação, para a solução extrajudicial de controvérsias acima referidas, por escrito ou por outro meio de comunicação. . Artigo 2º. A Câmara, por seu Presidente, imediatamente dará ciência à parte contrária, que será convocada para participar da mediação ou conciliação, fixando o prazo de 10 (dez) dias, para que informe, por escrito, se aceita ou não a participação no procedimento.

Parágrafo único. Não havendo resposta, comunicar-se-á o fato à parte requerente, extinguindo-se o procedimento.

Artigo 3º. Manifestado o consentimento, por escrito ou por meio eletrônico, pessoalmente ou por advogado constituído com poderes específicos, terá início o procedimento com a designação e realização de entrevista, em prazo não superior a 5 (cinco) dias, cumprindo-se as seguintes diretrizes:

a) as partes descreverão a pendência e farão exposição de seus pontos de vista, sendo esclarecidas sobre o procedimento e os benefícios e vantagens da utilização desse pacífico meio alternativo de solução de controvérsias;

da boa-fé e do sigilo. ou informante(s) em eventual ação judicial . c) lavrar-se-á termo de mediação. d) caso não seja aceito o encargo. assinado pelas partes e.b) no ato. g) compromisso de observância dos princípios da lealdade. sempre que se julgar útil e benéfica ao procedimento. examinadas as particularidades do caso concreto. segundo o critério eleito pelas partes. haverá a escolha de novo(s) Mediador(es). e seu alcance. as partes escolherão livremente o(s) Mediador(es) da lista oferecida pela Câmara. em prazo não superior a 3 (três) dias. igualmente. em reunião desde logo marcada. Artigo 4º. poder-se-á recomendar a co-mediação. b) pauta de trabalho. podendo atuar Mediador único. será firmado o compromisso relativo à atuação do(s) Mediador(es). perante o coordenador da entrevista. h) compromisso de não arrolar o(s) mediador(es). c) normas do procedimento das reuniões (tempo de duração e freqüência). como testemunha(s). por consenso dos interessados. f) indicação de representantes ou procuradores com poderes de decisão. d) extensão do sigilo. na hipótese de impedimento ou impossibilidade verificados no curso da mediação. e) consumada a escolha de Mediador único. O termo de mediação será assinado pelas partes. e) formalidades relativas aos documentos apresentados e anotações feitas pelo(s) Mediador(es). após a escolha do(s) Mediador(es). colhida a manifestação concordante do(s) Mediador(es) indicado(s). assim ocorrendo. consubstanciando as seguintes disposições: a) objetivos da mediação proposta.

na sede da Câmara. que receberão tratamento equilibrado e igualitário. consistentes em inspeções. . tendo por objeto a controvérsia a ser apreciada na mediação. III. visitas e perícia. j) custos do procedimento e deliberação sobre o pagamento da mediação (despesas administrativas. promovida a respectiva suspensão. Artigo 8º. Artigo 6º. zelo e dedicação. n. Artigo 9º. sob promessa formal de cumprimento da obrigação com imparcialidade. bem como a apresentação de documentos. No termo de compromisso a ser assinado pelo(s) Mediador(es). Artigo 7º. O Mediador. diligências e honorários do mediador). salvo disposição expressa das partes. a seu critério.c. submetendo-se às regras institucionais e às normas éticas. para o regular desenvolvimento do feito e solicitar o fornecimento de informações. independentemente do desfecho da mediação. i) abster-se de distribuir ação judicial ou iniciar procedimento extrajudicial. declarar-se-á a inexistência de impedimento ou suspeição. 134 c. de comum acordo. ou em outro local. III – DO EXERCÍCIO DA MEDIAÇÃO Artigo. de comum acordo com as partes. poderá o Mediador. que constitui obrigação de meio e não de resultado. independência. efetuar diligências necessárias. no curso da mediação. Não poderá exercer a função de Mediador aquele que estiver enquadrado nas hipóteses previstas no art. No desempenho de sua atividade. ambos do Código de Processo Civil.ou processo extrajudicial. o Mediador promoverá a realização de reuniões. e de sujeição ao sigilo. que sejam úteis para a fiel resolução do conflito. em conjunto com as partes. se for necessário. Analisadas as peculiaridades do caso pendente. ficará impedido de atuar ou se envolver em procedimentos subseqüentes de arbitragem ou de processo judicial. e dar ciência à parte contrária da existência de ações pendentes. ao assumir o encargo. aumentar ou reduzir prazos. 5º. o artigo 138.

terão eficácia como títulos executivos extrajudiciais. Incumbe ao Mediador cumprir e fazer cumprir o Código de Ética. omissões e controvérsias a respeito deste Regulamento. Artigo 16. As dúvidas.Artigo 10. as propostas cogitadas e outros esclarecimentos obtidos no procedimento. ou na Conciliação. . Em caso de êxito da mediação ou conciliação. o Mediador zelará pela guarda das informações confidenciais privilegiadas. registrar-se-á a ocorrência. por vontade das partes. os acordos poderão ser submetidos à homologação judicial. Serão devolvidos às partes. Subordinado ao sigilo. os documentos exibidos no procedimento. Artigo 15. cumprindo-se o convencionado a respeito da eventual destruição ou arquivamento dessas peças. na presença das partes e advogados. com as especificações necessárias. Artigo 18. na analogia e nos bons costumes. Por consenso das partes. por iniciativa das partes ou do Mediador. Os acordos alcançados na Mediação. Artigo 11. e oportuno registro na Câmara. quando couber. comunicando a Comissão de Ética eventual violação de preceito normativo ou regra de conduta. IV – DO ACORDO Artigo 13. não revelando a terceiros os fatos apurados. nos princípios gerais de direito. o Mediador providenciará a lavratura do Termo do Acordo. parcial ou total. Artigo 17. recomendando-se às partes a submissão da questão à arbitragem. Artigo 12. com suporte nos preceitos éticos. após análise. O procedimento da Mediação ou conciliação poderá ser suspenso ou interrompido em qualquer fase de seu curso. obtido o consenso entre as partes. Não obtido o acordo. especialmente nesse tópico. colhida a declaração do Mediador de que as tentativas resultaram infrutíferas. na forma da lei. Artigo 14. não se justificando novos esforços para buscar a composição do conflito ou litígio. serão dirimidas pela Câmara de Mediação e Conciliação.

de despesas administrativas e de honorários dos mediadores. Artigo 22. Artigo 23. indicados pelo Presidente do Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos . que constituirão parte integrante deste Regulamento. Encerrada a mediação. efetivação de depósitos. ou em decorrência do ofício. as disposições regulamentares pertinentes. Artigo 25. Artigo 21. solicitando eventual complementação de parcelas. dispondo sobre pagamentos. por prazo indeterminado. aprovados pela Diretoria da Câmara de Mediação e Conciliação. As normas de organização e funcionamento da Câmara de Mediação serão objeto de disposições internas. aos advogados e aos funcionários. às partes. em função da participação de cada qual. Observar-se-ão. Artigo 20. na sessão realizada em 13 de novembro de 2006. Artigo 24.V – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Artigo 19. Serão integrantes da lista de Mediadores os profissionais qualificados e de ilibada reputação. . no procedimento. A Câmara de Mediação e Conciliação elaborará Tabela de Custas. ou efetivando o reembolso de quantia excedente. Aprovado na forma estatutária. É vedado aos integrantes da Câmara de Mediação. devoluções e outras especificações sobre a matéria. de notória idoneidade moral e reconhecida capacidade técnica na área de competência de cada um. ouvida a Comissão de Ética. feitas as adaptações necessárias.Conjur. a Câmara prestará contas às partes das importâncias pagas. ajustadas aos preceitos normativos da Justiça Estadual (Provimento do Conselho Superior da Magistratura – TJSP 393/2004) e eventuais alterações. este Regulamento entrará em vigor na mesma data. divulgar informações ou dados relativos ao procedimento. nas conciliações. dando-se a publicidade necessária. ao Mediador.

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