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CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS, AMBIENTAIS E BIOLÓGICAS.

DISCIPLINA – CCA 025 – MICROBIOLOGIA GERAL

RELATÓRIO DE PRÁTICA 01:


MANOBRA ASSÉPTICA

Wallace de Aguiar Nascimento


Graduando em Engenharia Agronômica
Turma: T01

UFRB
Cruz das Almas – Bahia, Setembro de 2009.
OBJETIVO

O presente trabalho tem como objetivo relatar as atividades realizadas na


aula prática da disciplina Microbiologia Geral da Universidade Federal do
Recôncavo da Bahia, sendo a prática em questão a Manobra Asséptica de
microorganismos utilizando anti-séptico comercial Protex (sabonete). A prática foi
realizada no laboratório de microbiologia no PVL 01 do Campus da UFRB - Cruz
das Almas, sendo a mesma orientada pela professora da disciplina, Ana Cristina
Firmino.

REVISÃO BIBLIOGRAFICA
Segundo Tortora (2005), os agentes químicos usados para controlar o
crescimento de micróbios em ambos os tecidos vivos e os objetos inanimados.
Infelizmente, poucos agentes químicos obtêm a esterilidade; a maioria deles
meramente reduz as populações microbianas em níveis seguros ou removem as
formas vegetativas dos patógenos de objetos. Um problema comum na
desinfecção é a seleção de um agente. Nenhum desinfetante isolado é apropriado
para todas as circunstâncias.

Tortora (2005) afirma que,os agentes de superfície (tensoativos ou


surfactantes) podem reduzir a tensão de superfície entre moléculas de um líquido.
Esses agentes incluem os sabões e os detergentes. O sabão tem pouco valor
como anti-séptico, mas tem uma função importante na remoção mecânica de
micróbios pela esfregação. A pele normalmente contém células mortas, pó, suor
seco, micróbios e secreções oleosas das glândulas sebáceas. O sabão rompe o
filme oleoso em gotículas pequenas, um processo denominado emulsificação, e a
água e sabão juntos removem o óleo emulsificado e os resíduos e os fazem flutuar
para longe à medida que a pele é levada. Nesse sentido, os sabões são bons
agentes degerminantes

O bem estar da humanidade depende em grande parte da capacidade do


homem em controlar a população dos microrganismos, visando: Prevenir a
transmissão de doenças. Evitar a decomposição de alimentos. Evitar a
contaminação da água e do ambiente.
Esse controle de microrganismos é possível pela ação de agentes físicos e
químicos, que possuem propriedades de matar a célula microbiana, ou de impedir
a sua reprodução.
Esterilização - significa a destruição total da população microbiana e este termo
deve ser empregado sempre em caráter absoluto, não sendo jamais empregado
quando não houver a destruição total dessa população.
Desinfetante - deve ser usado para os agentes capazes de matar as formas
vegetativas dos microrganismos, não impedindo a sobrevivência de determinado
sestruturas de resistência, como os endósporos por exemplo.

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Anticéptico - termo utilizado para indicar um produto capaz de causar morte
microbiana.
Quando um determinado produto exerce uma ação específica sobre
determinado grupo de microrganismos, ele é chamado de fungicida, bactericida,
etc., se sua ação for sobre fungos ou bactérias, respectivamente.
Detergentes e Sabonetes também são utilizados como anticépticos, desta
forma são desinfetantes muito eficientes, principalmente pela sua ação mecânica,
eliminando células de microrganismos da superfície lavada. Como na sua
constituição entram sempre sais de sódio e potássio, tem uma ligeira ação
bactericida, muito seletiva, sendo eficiente apenas com respeito a alguns
microrganismos.

MATÉRIAS E MÉTODOS

Para realização da prática foram utilizados os seguintes materiais: bactéria


Serratia Marciscens, placa de Petri com meio de cultura Agar nutriente, sabonete
Protex.

Os procedimentos ocorreram da seguinte forma:


A placa de Petri foi dividida em três partes. Na 1º parte realizou-se um
esfregão com o dedo sujo, na 2º outro esfregão com o dedo contaminado com a
bactéria e por fim lavou-se a mão com o sabonete Protex e esfregou na 3º parte.
Após os esfregaços vedou-se a placa de Petri e colocou a temperatura ambiente
para se verificar o crescimento microbiano num período de 1 semana.

RESULTADOS E DISCURSSÕES
Após o período de 1 semana observou-se o crescimento microbiano nas
três partes. A quantidade de microrganismos presentes em ordem crescente se
deu o seguinte; Mão lavada com Protex, dedo sujo, dedo com bactéria.

CONCLUSÕES
Após as observações concluiu-se que o Protex não se mostrou eficiente no
controle da bactéria Serratia Marciscens. Portanto não se pode recomendar o
produto para tal especificação.

BIBLIOGRAFIA

TORTORA, Gerard J. et al. Microbiologia – 8º edição – Porto Alegre / RS: Artmed,


2005.