“ MANUAL DE PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO TÉCNICA DE VEÍCULOS” MPITV

SECRETARIA DE ESTADO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA

INTRODUÇÃO OBJECTIVO DAS INSPECÇÕES 1. OBJECTIVO É objectivo do “Manual de Procedimento de Inspecção Técnica de Veículos” (MPITV) o estabelecimento de normas de actuação durante o processo de inspecção, com a finalidade de unificar, dentro do possível, os critérios e o procedimento a seguir nos diferentes Centros de Inspecção Técnica de Veículos (CITV). 2. CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS PRÉVIAS O Decreto-Lei 554/99 de 16 de Dezembro transpõe para a ordem jurídica portuguesa a Directiva n.º 96/96/CE, do Conselho, de 20 de Dezembro de 1996, alterada pela Directiva n.º 99/52/CE, da Comissão, de 26 de Maio de 1999, relativa ao controlo técnico dos veículos e seus reboques, e regula as inspecções técnicas periódicas para atribuição de matrícula e inspecções extraordinárias de automóveis ligeiros, pesados e reboques. A Directiva n.º 96/96/CE, do Conselho, de 20 de Dezembro de 1996, alterada pela Directiva n.º 99/52/CE, da Comissão, de 26 de Maio de 1999, visa harmonizar a periodicidade das inspecções obrigatórias aos veículos matriculados nos diversos Estados membros, bem como os pontos a controlar nas referidas inspecções, garantindo, dessa forma, um maior nível de segurança da circulação rodoviária e a qualidade ecológica dos veículos. Tal como foi respeitado o disposto na directiva 96/96/CEE, foram ainda tidas em consideração a Recomendação nº 10 do CITA. Relativamente ao primeiro dos documentos, foi seguido tanto o referente à sua parte dispositiva, como o expresso nos seus fundamentos, em especial ao nº (6) que no que diz respeito à Inspecção Técnica considera que “deverá ser relativamente simples, rápida e barata” e no que respeita à Recomendação nº 10 do CITA foram tidos em consideração os pontos a inspeccionar e a qualificação dos defeitos. Dado os Centros de Inspecção Técnica Automóvel (CITV) estarem “acreditados” pela norma NP EN ISO/IEC 17020:2006 deve ter-se em conta a definição de inspecção da Norma: ”exame de um produto, serviço, processo ou instalação e a determinação da sua conformidade com requisitos específicos ou bem como os requisitos gerais, com base a uma opinião profissional”. É precisamente a introdução do conceito de opinião profissional que se permite e dá validade à possível dualidade na qualificação de um defeito, no caso em que não exista um critério objectivo de valorização (valor numérico de uma medida ou outro aspecto que se possa opor) Considerando o mencionado no parágrafo anterior, sempre que foi possível, eliminaram-se as situações de dualidade da qualificação dos defeitos, e quando não foi, a decisão será da competência do inspector. Por outro lado, pode ocorrer que, com o desenvolvimento ou com a entrada em vigor da nova legislação, se obrigue a modificar os critérios existentes neste Manual. Antes que as novas disposições legais não apareçam reflectidas em revisão extraordinária ou periódica do MPITV devem os CITV seguir e aplicar todas as disposições legais não contempladas entre as necessárias e obrigatórias revisões. Em casos excepcionais, o critério profissional e o código de boas práticas conjuntamente com a definição das distintas qualificações dos defeitos, permite que qualquer defeito detectado durante a Inspecção Técnica de Veículos Automóveis (ITVA) e não incluída na lista de qualificação dos defeitos, possa ser qualificada pelo inspector em função do seu impacto sobre requisitos que afectem a segurança rodoviária ou a protecção do meio ambiente, comunicando posteriormente à Direcção-Geral de Viação (DGV), para o seu estudo e inclusão na tipificação de defeitos neste manual.

INTRODUÇÃO OBJECTIVO DAS INSPECÇÕES

3. TIPOS DE INSPECÇÃO De acordo com o disposto no artigo 116.º do Código da Estrada, os veículos a motor e seus reboques devem ser sujeitos não só a inspecções periódicas mas também a inspecções para atribuição de matrícula e a inspecções extraordinárias, nomeadamente para identificação ou confirmação das suas características em virtude de acidente ou de outras causas. É pois com base nos requisitos legais expostos que o Decreto-Lei nº 554/99 de 16 de Dezembro estabelece os seguintes tipos de Inspecções: a) Inspecções Técnicas periódicas obrigatórias Estas inspecções visam confirmar, com regularidade, a manutenção das boas condições de funcionamento e de segurança de todo o equipamento e das condições de segurança dos veículos, de acordo com as suas características originais homologadas ou as resultantes de transformação autorizada nos termos do artigo 115.º do Código da Estrada. b) Inspecções para atribuição de nova matrícula. Os veículos, anteriormente matriculados noutros estados, são sujeitos a inspecção para atribuição de nova matrícula, tendo em vista identificar os veículos e as respectivas características e confirmar as suas condições de funcionamento e de segurança. c) Inspecções extraordinárias As inspecções extraordinárias destinam-se a confirmar as condições de segurança dos veículos e a sua identificação e ainda quando haja fundadas suspeitas sobre as mesmas, nomeadamente em consequência da alteração das características construtivas ou funcionais, ou de outras causas, designadamente, por acidente quando tenham sido gravemente afectados o quadro, os sistemas de direcção, suspensão ou travagem, não permitindo por este motivo a deslocação do veículo pelos seus próprios meios. Foram assim definidos três tipos de Inspecções extraordinárias: √ Identificação do veículo: √ Confirmação das condições de segurança do veículo √ Transformação das características técnicas homologadas. d) Outras Inspecções determinadas pela DGV. 4. VEÍCULOS SUBMETIDOS A INSPECÇÃO a) Estão sujeitos às inspecções os veículos das categorias M, N, O e L. b) Não ficam sujeitos às inspecções referidas no número anterior, à excepção das inspecções para atribuição de nova matrícula, os automóveis construídos e matriculados antes de 1 de Janeiro de 1960 e considerados de interesse histórico. c) Os automóveis referidos no número anterior são certificados por entidades de utilidade pública, cujos estatutos prevejam o exercício de actividades atinentes a veículos. d) Podem ser dispensados da realização das inspecções periódicas os veículos destinados a fins especiais, que raramente utilizam a via pública e cuja circulação esteja dependente da autorização especial prevista nos artigos 57.º e 58.º do Código da Estrada e na respectiva regulamentação, por apresentarem peso ou dimensão superior ao legalmente fixado. e) Ficam, contudo, sujeitos a inspecção extraordinária os veículos referidos nos números anteriores cujos documentos tenham sido apreendidos em qualquer das situações previstas nas alíneas b), d), e), f) e g) do n.º 1 do artigo 161.º do Código da Estrada e ainda os veículos objecto de transmissão de propriedade. 5. PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO

a) Nas inspecções obrigatórias procede-se às verificações, exames e ensaios dos elementos
de todos os sistemas, componentes, acessórios e unidades técnicas dos veículos, sem

INTRODUÇÃO OBJECTIVO DAS INSPECÇÕES desmontagem, e aos sistemas de controlo de perturbação ambiental e dos equipamentos suplementares de instalação obrigatória em veículos de transporte público, estabelecidos no Manual de Procedimentos de Inspecção Técnica de Veículos (MPITV). No acto das inspecções extraordinárias, para identificação ou confirmação das condições de segurança, procede-se às verificações, exames e ensaios referidos em a), com especial incidência nos elementos a identificar ou a verificar, sempre que possível sem desmontagem. Nas inspecções a veículos para atribuição de nova matrícula, para além das verificações, exames e ensaios referidos em a), identificam-se as respectivas características e a sua conformidade com as disposições legais e regulamentares aplicáveis estabelecidas no MPITV.

b)

c)

6. COMPETÊNCIAS

a) As inspecções são da competência da DGV, que pode recorrer, para a sua realização, a
entidades previamente autorizadas por despacho do Ministro da Administração Interna, nos termos e condições previstos em diploma próprio; b) Quando efectuadas por entidades autorizadas, as inspecções têm lugar em centros previamente aprovados CITV, e realizadas por inspectores licenciados pela DGV: c) Compete ainda à DGV realizar inspecções parciais com vista à verificação e confirmação de características técnicas específicas de veículos, designadamente quando surjam fundadas dúvidas sobre as mesmas no decurso de qualquer das inspecções previstas, podendo, para o efeito, recorrer a organismos tecnicamente reconhecidos; d) São efectuados por despacho do Director-Geral de Viação; e) A dispensa da inspecção periódica dos veículos especiais; f) A aprovação dos modelos e conteúdos do documento de substituição de documento apreendido, da ficha de inspecção, da vinheta, do certificado e do livro de reclamações; g) A aprovação deste MPITV a que devem obedecer as entidades autorizadas e os inspectores. 7. PERIODICIDADE a) Nas inspecções periódicas, os veículos devem ser apresentados à primeira inspecção e às subsequentes durante os dois meses que antecedem o dia da data da primeira matrícula do veículo ou a data de validade da ficha de inspecção de acordo com a periodicidade constante em portaria. b) As inspecções extraordinárias para identificação ou confirmação das condições técnicas dos veículos não alteram a periodicidade das inspecções obrigatórias, salvo se aquelas forem realizadas durante os quatro meses imediatamente anteriores à respectiva inspecção periódica, com excepção dos veículos já sujeitos a inspecção semestral. 8. APRESENTAÇÃO DO VEÍCULO A INSPECÇÃO

a) Compete ao proprietário, usufrutuário, adquirente com reserva de propriedade, locatário b) c)
financeiro ou a qualquer outro seu legítimo possuidor a responsabilidade pela apresentação do veículo às inspecções previstas no presente diploma. Os veículos devem ser apresentados à inspecção em normais condições de circulação e em perfeito estado de limpeza a fim de permitir a realização de todas as verificação, exames e ensaios exigidos. Para além do disposto na alínea anterior, nas inspecções extraordinárias para confirmação das condições de segurança dos veículos por transformação, por acidentes ou por outras causas devem aqueles ser apresentados à inspecção sem quaisquer dos elementos que

INTRODUÇÃO OBJECTIVO DAS INSPECÇÕES impeçam as observações previstas neste MPITV os quais devem ser repostas pelo apresentante no prazo máximo de 5 dias após a data da aprovação na inspecção. d) Nas inspecções extraordinárias por transformação ou confirmação das condições de segurança do veículo, deve o apresentante entregar ao responsável do centro documento contendo a descrição pormenorizada dos elementos sobre os quais incidiram as alterações ou reparações efectuadas, designadamente cópia da factura ou do relatório de peritagem. 9. DOCUMENTOS A APRESENTAR

a) No acto da inspecção periódica deve o apresentante do veículo exibir o livrete, o título de b) c)
registo de propriedade ou certificado de matrícula e a ficha da última inspecção realizada, sem os quais a inspecção não pode ser efectuada; Nas inspecções extraordinárias devem ser apresentados os documentos referidos na alínea a) , salvo se estiverem apreendidos, devendo, neste caso, ser substituídos pelos documentos legalmente previstos; Nas restantes inspecções devem ser apresentados os documentos respeitantes ao veículo, nos termos deste MPITV.

10. INTERPRETAÇÃO DOS DEFEITOS Os defeitos detectados nas Inspecções são classificadas em:

a) LEVE – Classificado como de grau 1 na Ficha de Inspecção, corresponde a um estado
deficiente que, por não afectar gravemente as condições de utilização do veículo nem directamente as suas condições de segurança, não implica, até ao limite de 5 defeitos, nova apresentação do veículo a inspecção para confirmação da sua eliminação. GRAVE – Classificado como de grau 2 na Ficha de Inspecção, corresponde a um estado deficiente que afecta as condições de utilização do veículo ou, directamente, as suas condições de segurança, ou ainda, que põe em dúvida a sua identificação, devendo o veículo, consoante o caso, ser apresentado:  No centro de inspecção, para confirmação da eliminação da deficiência assinalada; ou  Nos serviços competentes da Direcção-Geral de Viação, para o completo esclarecimento das dúvidas respeitantes à respectiva identificação; MUITO GRAVE – Classificado como de tipo 3 na Ficha de Inspecção, corresponde a um estado deficiente que implica a imobilização do veículo ou permite, somente, a sua deslocação até ao local de reparação e posterior regresso ao CITV, para ser confirmada a sua eliminação;

b)

c)

11. INFORMAÇÃO AO APRESENTANTE DO VEÍCULO Sempre que sejam detectados defeitos no veículo no decurso da inspecção, devem os inspectores delas dar conhecimento ao seu apresentante, anotando-os devidamente na ficha; 12. INTERPRETAÇÃO DOS DEFEITOS Na interpretação dos defeitos observados, os inspectores devem actuar de acordo com os procedimentos e instruções técnicas deste Manual. Para cada sistema, componente, acessórios e unidade técnica dos veículos, identificados por código de 3 (três) dígitos, estão identificados, de forma exaustiva, os vários defeitos que lhes podem estar associados, acrescentando-lhes 2 (dois) dígitos, que em função do defeito,

INTRODUÇÃO OBJECTIVO DAS INSPECÇÕES definirão a gravidade do estado deficiente desse sistema, componente, acessório ou unidade técnica. Para uma melhor identificação da localização do defeito detectado na Inspecção, é acrescentado um código de localização, ficando assim o defeito completamente identificado, permitindo ao reparador efectuar as devidas correcções sem quaisquer margens para dúvidas. Este sistema de codificação dos defeitos permitirá ainda, de modo detalhado e objectivo, a realização de estudos estatísticos. 13. DEFINIÇÕES 13.1.Sistema Grupo de elementos de um veículo que desempenham uma função específica. 13.2.Componente Elemento destinado a ser parte de um veículo, que pode apresentar uma homologação separada, caso exista directiva específica. 13.3.Unidade Técnica Elemento destinado a ser parte de um veículo, que pode ser homologado separadamente, para aplicação exclusiva em um ou mais modelos de veículos, caso exista directiva que o preveja expressamente. 13.4.Acessório Elemento destinado a ser parte de um veículo, como equipamento acessório e/ou obrigatório, homologado por directiva especifica, para aplicação generalizada nos veículos automóveis e/ou seus reboques e semi-reboques. 14. REPROVAÇÃO DO VEÍCULO Os veículos são reprovados sempre que:

a) Sejam considerados mais de cinco estados deficientes LEVES sobre os sistemas, b) c)
componentes, unidades técnicas e acessórios do veículo, directamente relacionados com a segurança activa e/ou passiva do veículo; Sejam assinalados estados deficientes GRAVES ou MUITOS GRAVES; Não seja efectuada a correcção dos defeitos anotados na inspecção anterior e que estejam assinalados na Ficha de Inspecção como de correcção obrigatória.

15. CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO VEÍCULO APÓS INSPECÇÃO a) Todos os defeitos assinalados nas fichas de inspecção, directamente relacionados com a segurança activa e passiva dos veículos, devem ser corrigidos, independentemente do resultado da inspecção; b) Os veículos que apresentem defeitos GRAVES nos sistemas de direcção, suspensão ou travagem não podem transportar passageiros nem carga enquanto não forem aprovados. c) Os veículos que apresentem defeitos MUITO GRAVES, aos quais não foi imposta a sua imobilização, podem circular apenas para deslocação até ao local de reparação, sendo

INTRODUÇÃO OBJECTIVO DAS INSPECÇÕES que, em qualquer dos casos, devem regressar ao centro após reparação para confirmação da eliminação das deficiências anotadas. d) Sempre que o veículo tenha sido reprovado em inspecção deve voltar ao CITV no prazo máximo de 30 dias para que seja confirmada a devida correcção; e) Sempre que o veículo tenha sido aprovado, mas possua defeitos LEVES inscritos na Ficha de Inspecção, pode o mesmo voltar ao CITV, no prazo máximo de 30 dias, para que lhe seja passada uma Ficha sem quaisquer anotações, depois de confirmadas as devidas correcções; f) No caso de o veículo não ter sido Aprovado por não terem sido atempadamente corrigidos os defeitos constatados na Inspecção precedente, o prazo, para a correcção dos defeitos não corrigidos, será reduzido para 15 dias; 16. COMPROVAÇÃO DE INSPECÇÃO Para todas as inspecções efectuadas nos CITV são emitidas Fichas e Certificados de modelos aprovados pela DGV.

a) Para comprovar a realização das inspecções periódicas é emitida pela entidade titular do b) c) d) e) f)
CITV, por cada veículo inspeccionado, uma ficha de inspecção que contém uma vinheta destacável que deve ser colocada no canto inferior direito do pára-brisas (modelo 80); Em caso de perda ou destruição involuntária da ficha de inspecção de um veículo, pode o responsável pela apresentação do veículo à inspecção solicitar a emissão de 2.ª via da referida ficha no CITV onde efectuou a Inspecção; A emissão do documento previsto no número anterior, conterá todos os dados constante na ficha de inspecção, acrescidos da indicação de que se trata de uma 2.ª via, da sua data de emissão e n.º da 1.ª ficha emitida; A aprovação nas inspecções extraordinárias é comprovada através da emissão pelo CITV de um Certificado de Aprovação (modelo 113); A aprovação em Inspecção para atribuição de nova matrícula é comprovada através da emissão de um Certificado de Aprovação (modelo 112); Os Certificados de Aprovação referidos em d) e e) não são objecto de emissão de 2ª via.

17. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA – LEGISLAÇÃO
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Decreto-Lei nº 550/99, de 15 de Dezembro – Regime jurídico da actividade de inspecção de veículos a motor e seus reboques Decreto-Lei nº 554/99, de 16 de Dezembro – Inspecções periódicas aos veículos automóveis e reboques. Periodicidade e pontos a controlar (Transpõe a Directiva 96/96/CE do Conselho de 20 de Dezembro de 1996). Portaria nº 1165/2000 de 9 de Dezembro (Requisitos dos centros de inspecção quanto a instalações, equipamentos e capacidade técnica) Portaria nº 309/2006 de 29 de Março – Tarifas a cobrar pelas inspecções periódicas, reinspecções, inspecções para matrícula, extraordinárias e facultativas. Despacho DGV nº 26433-A/2000 de30 de Dezembro – Aprova os modelos e conteúdos dos impressos e regula o preenchimento dos campos nas fichas de inspecção, certificados de aprovação em inspecção para nova matrícula e de aprovação em inspecção extraordinária. Despacho nº 26 750/2002 de 19 de Dezembro – Altera o modelo de impresso de ficha de inspecção. Despacho nº 694/2001 de 15 de Janeiro – Certificado de inspecção facultativa Despacho nº 17139/2001 de 16 de Agosto – Comprovação de inspecção periódica.

INTRODUÇÃO OBJECTIVO DAS INSPECÇÕES 1. OBJECTIVO

A inspecção técnica de veículos automóveis (ITVA) têm por objectivo comprovar se os mesmos cumprem as condições exigidas, reunidas neste manual, para a sua circulação na estrada. 2. PROCEDIMENTOS GERAIS Durante a ITVA procede-se à identificação do veículo, comprovando que a sua marca, modelo número de chassis e matrícula coincidem com os indicados nos documentos oficiais e que a sua utilização está de acordo com a sua categoria. As comprovações durante o processo de inspecção devem ser o mais possível, simples e directas. Durante o processo de inspecção não deve ser efectuada desmontagem qualquer elemento ou peças do veículo. Os equipamentos ou ferramentas utilizados na inspecção serão os necessários e adequados para a comprovação do sistema de que se pretende examinar e ensaiar. O reconhecimento das condições técnicas das instalações que constituem os Centros de Inspecção Técnica dos Veículos (CITV) é da competência da DGV sendo esta, portanto, a que em cada caso fixa os equipamentos e ferramentas de que deve estar dotado o CITV e os procedimentos previstos na legislação vigente. A inspecção de um elemento, órgão ou sistema não pressupõe que tenha que ser realizada por completo ou numa só operação parcial. Sempre que se verifique a necessidade de que alguém execute determinadas operações no veículo, para que o inspector possa observar o comportamento de certos elementos, órgãos ou sistemas do veículo, pode o inspector recorrer de pessoal do CITV em substituição do apresentante do veículo. OPERAÇÕES PARCIAIS DA INSPECÇÃO

    

3.

Todas as operações da inspecção, salvo as de identificação, têm como finalidade detectar defeitos que afectem os órgãos essenciais do veículo e a qualidade do meio ambiente, visando melhorar a sua operacionalidade, nível de segurança rodoviária e da qualidade ambiental. Estas operações parciais da inspecção estão agrupadas em capítulos e estão desenvolvidas no presente Manual para os distintos tipos de veículos, indicando em cada ponto as especificações gerais, o método de inspecção a seguir, os documentos de referência, geral e particular e por último a qualificação dos defeitos. 4. MÉTODO DE INSPECÇÃO

Os métodos utilizados na inspecção do veículo a fim de realizar as operações parciais de inspecção são as seguintes: 4.1. INSPECÇÃO VISUAL É a inspecção que se realiza mediante observação e verificação dos órgãos ou elementos tendo em consideração o funcionamento, atendendo-se a prováveis ruídos ou vibrações anormais, folgas, fontes de corrosão, soldaduras incorrectas ou não autorizadas em determinados órgãos ou elementos, furos ou quaisquer outras operações de mecânica incorrectas ou não autorizadas em determinados órgãos ou elementos, etc., que possam dar lugar a causas prováveis de redução das condições de segurança do veículo ou prejudiquem o meio ambiente. 4.2. INSPECÇÃO MECANIZADA

INTRODUÇÃO OBJECTIVO DAS INSPECÇÕES É a inspecção que se realiza com a utilização dos equipamentos de que deve estar dotado o CITV.

INTRODUÇÃO QUADRO DE CATEGORIAS DOS VEÍCULOS 1. QUADRO DE CATEGORIAS DOS VEÍCULOS

CATEGORIA POR CRITÉRIOS DE HOMOLOGAÇÃO M M1 M2 M3 N N1 N2 N3 O O1 O2 O3 O4 L L1 L2 L3 L4 L5

DISCRIÇÃO Veículos de motor destinados ao transporte de pessoas que tenham pelo menos 4 rodas (Directiva 70/156/CEE) Veículos destinados ao transporte de pessoas que tenham, além do assento do condutor, oito lugares no máximo Veículos destinados ao transporte de pessoas que tenham, além do assento do condutor, mais de oito lugares e cuja massa máxima não supere as 5 toneladas Veículos destinados ao transporte de pessoas que tenham, além do assento do condutor, mais de oito lugares e cuja massa máxima supere as 5 toneladas. Veículos de motor destinados ao transporte de mercadorias que tenham pelo menos quatro rodas. (Directiva 70/156/CEE) Veículos destinados ao transporte de mercadorias com uma massa máxima não superior a 3,5 toneladas Veículos destinados ao transporte de mercadorias e com uma massa máxima superior a 3,5 toneladas e inferior ou igual a 12 toneladas. Veículos destinados ao transporte de mercadorias e com uma massa máxima superior a 12 toneladas. Reboques (incluídos os semi-reboques). (Directiva 70/156/CEE) Reboques cuja massa máxima não exceda 0,75 toneladas. Reboques com uma massa máxima superior a 0,75 toneladas pêro inferior ou igual a 3,5 toneladas. Reboques com uma massa máxima superior a 3,5 toneladas pêro inferior o igual a 10 toneladas. Reboques com una massa máxima superior a 10 toneladas. Veículos a motor com menos de quatro rodas Veículos de duas rodas ≤ 50 cm3 de cilindrada (em caso de motor térmico) e ≤ 50 km/h de velocidade máxima Veículos de três rodas ≤ 50 cm3 de cilindrada (em caso de motor térmico) e ≤ 50 km/h de velocidade máxima Veículos de duas rodas> 50 cm3 de cilindrada (em caso de motor térmico) ou> 50 km/h de velocidade máxima Veículos de três rodas assimétricas, com respeito ao eixo médio longitudinal do veículo,> 50 cm3 de cilindrada (em caso de motor térmico) ou> 50 km/h de velocidade máxima Veículos de três rodas simétricas, com respeito ao eixo médio longitudinal do veículo,> 50 cm3 de cilindrada (em caso de motor térmico) ou> 50 km/h de velocidade máxima Veículo de motor de duas ou três rodas, iguais ou não, e Quadriciclos, destinados a circular pela estrada, assim como os seus componentes ou unidades técnicas (Directiva 2002/24/CE: data de aplicação para novos tipos de 09.11.2003 e para nova matrícula de 09.11.2004.) Ciclomotores: veículos de duas rodas com uma velocidade máxima por construção não superior a 45 km/h, de cilindrada inferior a 50 cm3 (combustão interna) ou potência continua nominal máxima inferior ou igual a 4kW (motores eléctricos)

L

L1e

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INTRODUÇÃO QUADRO DE CATEGORIAS DOS VEÍCULOS
CATEGORIA POR CRITÉRIOS DE HOMOLOGAÇÃO L2e

DISCRIÇÃO Veículos de três rodas com uma velocidade máxima por construção no superior a 45 km/h, de cilindrada inferior a igual a 50 cm3 (motores de ignição por faísca positiva) ou potencia máxima inferior ou igual a 4 kW (outros motores de combustão interna ou motores eléctricos) Motocicletas: Veículos de duas rodas sem “sidecar” com um motor de cilindrada superior a 50 cm3 e/ou com uma velocidade máxima por construção superior a 45 km/h Veículos de duas rodas com “sidecar” com um motor de cilindrada superior a 50 cm3 e/ou com uma velocidade máxima por construção superior a 45 km/h. Veículos de três rodas simetricamente dispostas, equipados com motor de cilindrada superior a 50 cm3, para os motores de combustão interna, e/ou que tenham uma velocidade máxima de projecto superior a 45 Km/h. Quadriciclo ligeiro cuja massa sem carga seja inferior ou igual a 350 Kg, excluída a massa das baterias no caso dos veículos eléctricos, e cuja velocidade máxima de projecto seja inferior ou igual a 45 Km/h, e i) cujo motor tenha cilindrada inferior ou igual a 50 cm3, no caso dos motores de ignição comandada, ou ii) cuja potência útil máxima seja inferior ou igual a 4 kW, no caso de outros tipos de motores de combustão interna, ou iii) cuja potência nominal máxima contínua seja igual ou inferior a 4kW, no caso dos motores eléctricos. Estes veículos devem satisfazer os requisitos técnicos aplicáveis aos ciclomotores de três rodas da categoria L2e, salvo especificação em contrário de algumas directivas especificas. Quadriciclos não referidos na categoria L6e, com massa sem carga não superior a 400 Kg (550 Kg para os veículos destinados ao transporte de mercadorias), excluindo a massa das baterias no caso dos veículos eléctricos, e cujos motores tenham uma potência útil máxima não superior a 15 Kw. Estes veículos serão considerados triciclos a motor e devem satisfazer os requisitos técnicos aplicáveis aos triciclos a motor da categoria L5e, salvo especificações em contrário em alguma das directivas especificas.

L3e L4e L5e

L6e

L7e

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INTRODUÇÃO Estrutura do Manual ESTRUTURA DO MANUAL

1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10.

IDENTIFICAÇÃO ACONDICIONAMENTO EXTERIOR, CARROÇARIA E CHASSIS ACONDICIONAMENTO INTERIOR ILUMINAÇÃO E SINALIZAÇÃO EMISSÕES CONTAMINANTES SISTEMA DE TRAVAGEM DIRECÇÃO EIXOS, RODAS, PNEUS E SUSPENSÃO MOTOR E TRANSMISSÃO OUTROS

APLICAÇÃO DAS SECÇÕES DO MANUAL NA INSPECÇÃO TÉCNICA

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INTRODUÇÃO Índice 1. Identificação

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Identificação do Veículo Documentos obrigatórios 1. ESPECIFICAÇÕES GERAIS O veículo a inspeccionar deve ser identificado, confrontando-se o conteúdo técnico dos documentos com o veículo. Deve estar garantido que o veículo a inspeccionar está em conformidade e respeita o Código da Estrada. 1.1. Documentos a apresentar Os documentos a apresentar são: √ √ √ Ficha da última Inspecção obrigatória (caso a possua) Certificado de Matrícula, ou Livrete e Título de Registo de Propriedade

Outros documentos poderão ser aceites para comprovar a correcta identificação do veículo, nos seguintes casos: √ √ √ Documentos na posse da Conservatória de Registo Automóvel. Documentos apreendidos pelas autoridades de Fiscalização. Veículos apreendidos e que estejam a ser utilizados pelo Estado.

√ “Print” dos dados do veículo emitido por entidade autorizada. 2. MÉTODO – Exame Visual
Mediante inspecção técnica comprova-se a conformidade dos dados de identificação constantes na documentação apresentada confrontando-a com o veículo a inspeccionar, podendo, excepcionalmente, recorrer a equipamentos auxiliares, como por exemplo fita métrica, bem como dos resultados dos pesos obtidos no ensaio de travagem. 3. CARACTERÍSTICAS DOS VEÍCULOS 3.1. Veículos automóveis

a) Classe:
• Automóvel Ligeiro; • Automóvel Pesado; • Motociclo b) Tipo: • Passageiros; • Mercadorias; c) Caixa: d) Peso bruto e) Tara f) Lotação g) Peso do quadro sem carga h) Serviço i) Identificação 1) Marca 2) Modelo MANUAL DE INSPECÇÃO TÉCNICA DE VEÍCULOS
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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Identificação do Veículo Documentos obrigatórios 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) Número do quadro Distância entre os eixos Número de eixos Número de eixos motores Número de rodas Medida dos pneumáticos. Índice de carga Motor: • Modelo; • Cilindrada; • Combustível 10) Situação da direcção 11) Dimensões da caixa 12) Data da primeira matrícula 3.2. Reboques

a) Classe:
• Reboque; • Semi-reboque. b) Tipo: • Mercadorias • Especiais c) Caixa d) Peso bruto e) Peso bruto por eixo: • Frente • Retaguarda f) Tara g) Peso bruto do quadro h) Serviço: i) Identificação 1) Marca 2) Modelo 3) Número do Quadro 4) Distância entre os eixos 5) Número de eixos 6) Número de rodas 7) Medida dos pneumáticos. Índice de carga e velocidade 8) Dimensões da caixa 9) Ano 10) Data da primeira matrícula 4. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA – LEGISLAÇÃO
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CE – art. 85º, 105º, 106º, 115º, 118º RCE – art. 13º, 14º Lei nº 13/2006, de 17 de Abril – Transporte colectivo de crianças e jovens Lei nº 17-A/2006, de 26 de Maio – Regime jurídico do transporte colectivo de crianças e jovens Decreto-Lei nº 44/2005 de 23 de Fevereiro – Aprovação de modelos Decreto-Lei nº 554/99 de 16 de Dezembro – art. 11º MANUAL DE INSPECÇÃO TÉCNICA DE VEÍCULOS
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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Identificação do Veículo Documentos obrigatórios
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Decreto-Lei nº 99/2005 de 21 de Junho – Limites de pesos e dimensões Decreto-Lei nº 72/2000 de 6 de Maio – Regulamenta a homologação de veículos Portaria nº 344/78 de 29 de Junho – Regulamenta o Transporte de alunos Portaria nº 324/83 de 25 de Março – Identificação dos veículos de transporte de alunos Despacho nº 15046/2003 – Documentos de substituição do Livrete

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Identificação do Veículo Documentos obrigatórios

4. INTERPRETAÇÃO DOS DEFEITOS
L P R X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Cód. Cód. Base Adic. 850 850 850 850 850 850 860 860 860 860 860 860 860 860 860 860 860 00 01 02 03 04 05 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 Descrição dos defeitos
L

Tipo
G MG

S C

Combustível e cilindrada do motor Cilindrada do motor divergente Modelo divergente Divergência de combustível Motor - Potência superior em mais de 20% da potência nominal (b) Motor - Binário superior em mais de 20% do binário nominal (b) Livrete Livrete - Indícios de alteração que impossibilite a leitura Livrete - Deterioração que impossibilite a leitura Livrete - Deterioração que não dificulte a leitura Livrete - Categoria de veículo divergente Livrete - Tipo de veículo divergente Livrete - Tipo de caixa divergente Livrete - Divergência do reservatório do GPL Livrete - Cor divergente Livrete - Outras divergências Livrete – Falta indicação do PBR (com dispositivo de reboque) 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Identificação do Veículos Nº do Quadro/Chassis e Chapa de Características .1 ESPECIFICAÇÕES GERAIS Todo o veículo para efeitos de identificação, deverá levar um número de identificação gravado ou inscrito de forma indelével no Quadro, estrutura autoportante ou qualquer outra estrutura análoga, que não seja susceptível de ser substituída, composto por 17 caracteres, cuja configuração tem a seguinte descrição: Descrição do VIN (ISO 3779)

WMI (World Manufacturer Identifier) Zona Geográfica País da zona Geográfica Nº. do Fabricante

VIS (Vehicle indicator section). Secção informativa do veículo Contém nº série e código de controlo

VDS (Vehicle description section) Secção descritiva do Veículo Características gerais da marca e modelo

.2 LOCALIZAÇÃO DO NÚMERO DO QUADRO O número de quadro (vulgo número de chassis ou NIV - Número de Identificação de Veículo) pode encontrar-se apenas gravado numa chapa de identificação (Chapa de Características) fixa e/ou no chassis e estar gravado no próprio chassis (gravação a frio, ou gravação com caneta eléctrica). Nos modelos mais recentes (homologados a partir de Janeiro de 1998), é obrigatório os veículos possuírem as duas gravações. O local onde se encontra gravado este importante meio de identificação dos veículos diverge consoante a marca, modelo e até o ano de fabricação de um determinado veículo. É importante que todos os proprietários de veículos tenham conhecimento do local exacto da gravação do número de quadro e que este seja mantido em bom estado de conservação, desobstruído, limpo e bem visível. Para maior facilidade, de localização do número de quadro, encontram-se, na tabela a seguir, alguns exemplos da sua localização, principalmente para os veículos mais antigos. Nota: Podem haver outras localizações do número de quadro para os modelos indicados, dependendo de determinadas séries homologadas. Só com bastante experiência é que um inspector consegue superar esta difícil tarefa.

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Identificação do Veículos Nº do Quadro/Chassis e Chapa de Características No final desta subsecção é apresentada uma tabela de algumas marcas e modelos com as respectivas localizações típicas. .3 MÉTODO DE INSPECÇÃO Mediante inspecção visual do nº do Quadro do veículo comprova-se: √ √ √ A sua existência O seu estado (ilegível, aparente manipulação, etc.) A coincidência com o número que consta na documentação

.4 NORMAS DE REFERÊNCIA
       

Directiva nº 76/114/CEE – Chapas e inscrições regulamentares ISO 3779 – Veículos a motor; Número de identificação dos veículos (VIN) Despacho nº 879/2003 – Veículos com dois números de quadro Despacho nº 17114/2003 – Número de Quadro: Procedimento de regularização. Despacho nº 3009/2004 – Chapa de Fabricante Circular ITVA nº 19/2002 de 14 de Maio – Inscrições número do Quadro: Chapa de Construtor Circular ITVA nº 26/2003 de 11 de Agosto – Identificação de veículos e Reboques: nº de quadro Circular ITVA nº 24/2004 de 29 de Dezembro – Nº de quadro: ausência de chapa de fabricante

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Identificação do Veículos Nº do Quadro/Chassis e Chapa de Características .5 INTERPRETAÇÃO DOS DEFEITOS
L P R Cód. Cód. Base Adic. 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 Descrição do defeito
L

Tipo
G MG

S C

X X X 611
X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X 611 611 611 611 611 611 611 611 611

Número do quadro (a): Número do quadro – Ausência de gravação Número do quadro – Ausência da chapa de identificação Número do quadro – Não coincidentes (Gravação a frio – chapa de características) Número do quadro – Divergência de leitura de qualquer carácter Número do quadro – Impossibilidade de leitura de qualquer dos caracteres Número do quadro – Divergência de leitura do número de série Número do quadro – Impossibilidade de leitura do número de série Número do quadro – Indícios de alteração Número do quadro – Dificuldade de leitura na gravação a frio 1 1 1 1 1 2 2 2 2

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Identificação do Veículos Nº do Quadro/Chassis e Chapa de Características TABELA DE LOCALIZAÇÕES DO NÚMERO DE QUADRO/CHASSIS
VEÍCULOS LIGEIROS MARCA Audi Audi Austin Austin Austin Bedford Bedford BMW BMW Citroen Citroen Citroen Citroen Daihatsun Daihatsun Daihatsun Daihatsun Datsun Datsun Datsun Datsun Fiat Fiat Fiat Fiat Ford Ford Sherpa 240 Van Sherpa 240 V/D MKII HAE NKR 575 1600,1602,2002 316 Ax Bx Cx 2200 Break Dyane D200 V22 LH Feroza F300 Homer QLGF A2 MODELO/OBSERV. LOCALIZAÇÃO Parte posterior do compartimento do motor. Por baixo do cinzeiro Chapa cravada no painel da grelha, junto ao fecho do capot do motor. Chapa cravada no painel esquerdo adjacente ao local dos pedais de controlo do veículo. Chapa cravada no painel adjacente, ao degrau de acesso à cabina pela porta do condutor. Chapa por cima do guarda-lamas esquerdo. Longarina esquerda, a meio do veículo Junto da fixação do amortecedor dianteiro direito. Parte posterior do compartimento do motor. Junto da fixação do amortecedor dianteiro direito. Junto da fixação do amortecedor dianteiro direito. Junto da fixação do amortecedor dianteiro esquerdo. Na parte da frente da plataforma junto à placa rebitada. Longarina esquerda, por trás do degrau. Longarina esquerda à frente. Travessa, à frente Longarina esquerda, junto ao 1º eixo

100A, 120Y, 987, 1200 Junto da fixação do amortecedor dianteiro esquerdo. 1600 Special 1500 Pick Up Sado Sedan 2200 126, 127, 128 (76), 128 (2portas, 71), 131S, Mirafiori, Uno 55s, Tipo 1.4 124 128 (1971) 600, 850 Cortina, Escort Escort 1.3 (1983) No compartimento do motor, por cima da longarina direita, à frente. Longarina esquerda à frente. Parte posterior do compartimento do motor. Junto da fixação do amortecedor dianteiro direito. Na calha de recolha da água, quando se levanta o capot, do lado direito. Junto da fixação do amortecedor dianteiro esquerdo. No compartimento do motor, no painel direito. Junto da fixação do amortecedor dianteiro direito. No pavimento do carro entre a porta dianteira direita e o banco do passageiro.
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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Identificação do Veículos Nº do Quadro/Chassis e Chapa de Características
VEÍCULOS LIGEIROS MARCA Ford Ford Honda Jaguar Jeep Kia Land Rover Mazda Mercedes Mercedes Mercedes Mercedes Mercedes MG MG Mitsubishi Mitsubishi Mitsubishi Morris Morris Morris Morris Nissan Nissan Nissan Nissan Nissan Nissan Opel Cabal URGD21 Pick-Up ALG Pick-Up Navarra Terrano WD21 Marina Van Sherpa 240 VAN Sherpa 240 V/D MKII L 200 Pajero 818 190C, 190D 230 Sedan, 240D 300 SE (1965) 124 (1992) Série C MGB 1100, 1300 S-type Xk8 Cherokee Grand Cherokee Sportage MODELO/OBSERV. Transit (modelos mais antigos) Transit (modelos mais recentes) LOCALIZAÇÃO Compartimento do motor, por cima na parte posterior da longarina esquerda. No canto anterior direito, do compartimento do motor. Parte posterior do compartimento do motor. Mala traseira lado drt, por baixo da forra e por cima cava da roda Guarda-lamas direito/ por baixo banco traseiro direito Na mala traseira Longarina direita por baixo da porta Longarina direita à frente. Junto da fixação do amortecedor dianteiro direito. Junto da fixação do amortecedor dianteiro direito. Na parte anterior direita do compartimento do motor. Em chapa na parte anterior direita do compartimento do motor. Na parte posterior direita do compartimento do motor. No pavimento do carro à frente do banco do passageiro. Chapa cravada no painel do guarda-lamas dianteiro esquerdo, no compartimento do motor. Chapa cravada no painel da grelha, lado esquerdo, junto ao fecho do “capot” do motor. Parte posterior do compartimento do motor. Longarina direita, junto ao 2º eixo Longarina direita, junto ao 2º eixo ou ao 1º eixo Chapa cravada no painel da grelha, lado esquerdo, junto ao fecho do “capot” do motor. Chapa cravada no painel do guarda-lamas dianteiro esquerdo, no compartimento do motor. Chapa cravada no painel esquerdo adjacente ao local dos pedais de controlo do veículo. Chapa cravada no painel adjacente, ao degrau de acesso à cabina pela porta do condutor. Parte posterior do compartimento do motor. Longarina esquerda à frente da roda. Longarina direita, compartimento motor Longarina direita, compartimento motor Longarina direita, a meio do veículo Longarina direita, compartimento motor

1204 Caravan, 1604S, Gravação a caneta eléctrica junto da fixação do amortecedor dianteiro Kadett direito.
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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Identificação do Veículos Nº do Quadro/Chassis e Chapa de Características
VEÍCULOS LIGEIROS MARCA Opel Opel Opel Opel Opel Peugeot Peugeot Range Rover Renault Renault Renault Renault Renault Renault 5 - Anterior a 1975 5 - Posterior a 1975 16 - Alguns modelos 16,21,25 12 12 TS (1974) Espace Renault Renault Saab S.Sayoung Seat Sinca Sinca Smart Subaru Sunbeam Taunus Toyota Toyota Toyota Carina Corolla 1200 Corolla 1200 1970, 1972 1250 Ibiza GLX, Toledo 1000 1100 12 TL (1971) Trafic MODELO/OBSERV. Ascona, Corsa, Vectra JAATFR Pick-Up TFS54HS TFR54HSY Frontera 104,204,304,404,504 205 LOCALIZAÇÃO No pavimento do carro entre a porta dianteira direita e o banco do passageiro. Longarina direita, a meio do veículo Longarina direita, a meio do veículo Longarina esquerda, cava roda 2º eixo Longarina direita, a meio do veículo ou cava roda direita do 2º eixo Junto da fixação do amortecedor dianteiro direito. Parte posterior do compartimento do motor. Atrás roda direita-frente / Atrás roda direito 2º eixo / Na aba frente junto 2º eixo Na bagageira na parte posterior esquerda. Na longarina por baixo do banco do passageiro. Na bagageira na parte posterior esquerda. Junto da fixação do amortecedor dianteiro direito. Junto da fixação do amortecedor dianteiro direito. Chapa junto à fixação do amortecedor dianteiro direito. Por baixo da calha do pára-brisas – tirar borracha Chapa junto à fixação do amortecedor dianteiro esquerdo. Junto ao degrau da porta do lado direito. Lado esquerdo do painel vertical, abaixo do banco traseiro. Atrás amortecedor 1º direito Parte posterior do compartimento do motor. Compartimento do motor, junto ao farolim esquerdo. No canto anterior direito, quando se abre o capot. Por baixo dos pés do passageiro (junto bateria) Compartimento do motor, junto banco Parte posterior do compartimento do motor, lado direito. Chapa por cima do painel da grelha, lado direito. Junto da fixação do amortecedor dianteiro direito. Parte posterior do compartimento do motor. Parte posterior do compartimento do motor, lado direito. Junto da fixação do amortecedor dianteiro direito.

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Identificação do Veículos Nº do Quadro/Chassis e Chapa de Características
VEÍCULOS LIGEIROS MARCA Toyota Toyota Toyota Toyota Toyota Toyota Triumph Vauxhal Vauxhal Volkswagen Volkswagen Volkswagen Volkswagen Volvo Viva (carocha) Golf 21 (Furgão 1975) Kastenwagen MODELO/OBSERV. Dyna Hiace Yaris Land Cruiser Dyna 250 BU84L Hilux 1300, 2000, 2500 LOCALIZAÇÃO Longarina esquerda à frente do eixo. Caixa atrás do banco do condutor. Até 2002 – frente por baixo da calha Após 2002 – Baixo banco direito Longarina direita, junto ao 1º eixo Longarina direita, junto ao 1º eixo Longarina direita, junto ao 1º eixo Chapa cravada no painel do guarda-lamas dianteiro direito, do compartimento do motor. Gravação a caneta eléctrica no painel lateral esquerdo no compartimento do motor. Chapa por cima do painel da grelha, lado direito. Ao centro (ao lado da bateria), por baixo do banco traseiro. Por cima do painel posterior do compartimento do motor. Compartimento do motor do lado esquerdo. Parte posterior do compartimento do motor, lado direito. No pilar da porta dianteira lado direito, no lado posterior esquerdo do compartimento do motor ou, para alguns modelos, apenas chapa no compartimento do motor.

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Identificação do Veículos Nº do Quadro/Chassis e Chapa de Características

VEÍCULOS PESADOS MARCA MODELO/OBSERV. LOCALIZAÇÃO

AEC Bedford Bedford Bedford Bedford Berliet Daf Deutz Ebro Fiat Ford Ford Ford Ford Ford Hanomag Iveco Isuzu Leyland Magirus Man Man Mazda Mercedes Mitsubishi Mitsubishi Mitsubishi Mitsubishi Nissan Canter Canter FE 331 E Canter TY1FE331E Fuso Cabstar SL 200/S (1979, 1980) 0910 (1975) D, Cargo (1978) Cargo (1988) Cargo 64 11H/130 FTX

Longarina direita, atrás do 1º eixo. Longarina esquerda, entre o 2º e 3º eixos. Longarina direita, parte posterior. Longarina direita, à frente do 1º eixo. Longarina esquerda, parte central. Longarina direita, junto ao 2º eixo. Longarina direita, atrás do 1º eixo. Longarina direita, parte posterior. Longarina direita ou longarina esquerda, à frente do 1º eixo. Longarina direita, à frente do 1º eixo. Longarina direita, à frente do 1º eixo. Longarina direita, parte posterior. Longarina esquerda, parte posterior. Longarina direita, parte central. Longarina direita, junto ao 2º eixo. Longarina direita, à frente do 1º eixo. Longarina direita, à frente ou atrás do 1º eixo. Longarina direita ou longarina esquerda, à frente do 1º eixo. Longarina direita, parte central. Longarina direita, junto ao 1º eixo. Longarina direita, à frente do 1º eixo. Travessa à frente. Longarina esquerda, à frente do 1º eixo. Longarina direita, atrás do 1º eixo. Longarina esquerda, atrás do 1º eixo. Longarina direita, atrás do 1º eixo Longarina direita, junto do 2º eixo Longarina esquerda, à frente do 1º eixo. Por cima da longarina direita à frente do 1º eixo.

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Identificação do Veículos Nº do Quadro/Chassis e Chapa de Características
VEÍCULOS PESADOS MARCA MODELO/OBSERV. LOCALIZAÇÃO

O.M. Pegaso Renault Scania Saviem Toyota Toyota Volvo Volvo Volvo SG2-204 Dyna Hino (1974) 82, F88 (1972), F1025 F85 (1977), FB86 (1979)

Longarina direita, à frente do 1º eixo. Longarina direita, à frente do 1º eixo. Longarina direita, parte posterior. Longarina direita, à frente do 1º eixo. Longarina direita, à frente 2º eixo Longarina esquerda, à frente do 1º eixo. Longarina direita, atrás do 1º eixo. Longarina esquerda, à frente do 1º eixo. Longarina direita, à frente do 1º eixo. Chapa na travessa à frente.

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Identificação do Veículos Chapa de Matrícula 1. ESPECIFICAÇÕES GERAIS As Chapas de matrícula devem estar de acordo com os modelos previamente homologados.

2. MÉTODO DE INSPECÇÃO
Mediante inspecção visual comprova-se: √ √ √ √ A sua existência e número segundo o regulamento O seu estado de legibilidade A coincidência com o número de matrícula que consta na documentação A fixação

3. NORMAS DE REFERÊNCIA
       

CE art. 117º – Veículos a motor e seus reboques: Chapa de matrícula, características que permitem a identificação. RCE art. 37º – Forma e dimensões das chapas de matrícula de fundo preto e caracteres brancos. Directiva nº 70/222/CEE – Localização e montagem das chapas de matrícula à retaguarda dos veículos a motor e seus reboques. Decreto-Lei nº 54/2005 de 3 de Março – Características e localização das chapas de matrícula: Decreto-Lei nº 106/2006 de 8 de Junho – Chapas de Matrícula – Altera o DL 54/2005 Portaria nº 884/91 de 28 de Agosto – Chapas de matrícula retrorreflectorizadas Portaria nº 1174-A/97 de 17 de Novembro – Chapas de Matrícula; Ano e Mês Despacho nº 14035/2003 de 18 de Julho – Matrículas da época

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Identificação do Veículos Chapa de Matrícula

4. INTERPRETAÇÃO DOS DEFEITOS
L P R X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Cód. Cód. Base Adic. 840 840 840 840 840 840 840 840 840 840 840 840 840 940 840 840 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 Descrição dos defeitos
L

Tipo
G MG

S C

Chapas de matrícula – Estado e conformidade Chapas de matrícula – Ausência Chapas de matrícula – Número não correspondente ao livrete Chapas de matrícula – Data não correspondente ao livrete Chapas de matrícula – Sem marca de homologação Chapas de matrícula – Não regulamentar Chapas de matrícula – Dimensões não regulamentares Chapas de matrícula – Caracteres não regulamentares Chapas de matrícula – Número Ilegível Chapas de Matrícula – Ano e Mês Ilegível Chapas de Matrícula – Perda significativa das cores Chapas de matrícula – Materiais deformados com arestas agressivas Chapas de matrícula – Materiais deformados sem arestas agressivas Chapas de Matrícula – Localização incorrecta Chapas de matrícula – Fixação incorrecta Chapas de matrícula – Mal fixa 1 1 2 2 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2

C C C C C C C C C

C C C C C

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Estado Geral Exterior do Veículo Quadro, Cabina e Carroçaria 1. ESPECIFICAÇÕES GERAIS Os veículos devem estar construídos e equipados por forma a que não tenham no seu exterior adornos ou outros objectos com arestas salientes que representem perigo para os seus ocupantes ou para os utilizadores da estrada. Em concreto, os órgãos mecânicos e o seu equipamento complementar devem estar construídos e protegidos de modo a que durante a seu funcionamento e utilização não constituam um perigo para as pessoas, ainda que o veículo esta parado. Portanto a carroçaria deve estar livre de defeitos que possam afectar a integridade do veículo ou a segurança das pessoas. 2. MÉTODO DE INSPECÇÃO Verificação do estado geral do veículo, através de exame visual. 3. CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS 3.1. Corrosão Dado ser a corrosão um dos aspectos mais importantes na inspecção das condições gerais da estrutura do veículo, convém ter em consideração que: O efeito da corrosão na segurança dum veículo depende:
√ √

da sua extensão na área na qual ocorre

Uma ligeira corrosão numa parte importante da estrutura dum veículo, pode tornar um veículo inseguro, quando destrói a continuidade da estrutura do suporte de carga. Por outro lado, a corrosão profunda em áreas não importantes, poderá não afectar a segurança do veículo. Tendo identificado os elementos importantes de suporte de carga, o Inspector deve verificar se elas estão excessivamente corroídas, primeiro através duma inspecção visual e depois através da pressão do dedo polegar. Se necessário, é permitido uma raspagem ou um percutimento leve das áreas afectadas com uma ferramenta que auxilie a avaliação da corrosão. O metal excessivamente corroído emite um som monótono, que o metal não afectado não faz. 3.2. Reparação de zonas afectadas pela corrosão É essencial que a reparação das áreas afectadas por corrosão seja realizada adequadamente. Devem ser usados nas reparações os materiais com características, espessura e forma apropriadas, para que: a) Qualquer revestimento ou soldadura se estenda à parte em bom estado de um determinado componente; b) A reparação permaneça tão forte como a estrutura original. Portanto, somente uma soldadura por cordão contínuo é aceitável em reparações de remendos, no entanto, as ligações soldadas por pontos são aceitáveis quando já existam originalmente.
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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Estado Geral Exterior do Veículo Quadro, Cabina e Carroçaria

As brazagens bem como outros métodos de reparação são autorizadas para os painéis de revestimento. A corrosão que ainda não reduziu suficientemente a espessura do metal a ponto de a enfraquecer, não justifica uma reprovação. No entanto, o inspector deverá informar o apresentante do veículo da existência de corrosão na sua fase inicial, para que sejam tomadas as devidas providências que permitam controlar ou mesmo eliminar o seu avanço. A corrosão poderá ser mais incidente nas áreas que circundam os orifícios de escoamento, devido à entrada de ar húmido, pó, sal da estrada, etc. Estas são pois as zonas que, por serem zonas de componentes estruturais importantes, devem ser minuciosamente observadas. 4. ESTRUTURA DO VEÍCULO – INSPECÇÃO VISUAL A Inspecção visual consiste em: √ √ Avaliar visualmente o estado da carroçaria e do chassis na proximidade dos pontos de suporte. Verificar se há sinais de acidentes e reparações.

4.1 Chassis – Carroçaria Os veículos devem estar construídos e equipados para que não tenham no seu exterior adornos ou outros objectos com arestas salientes que apresentem perigo para os seus ocupantes ou para os utentes da via pública. Em concreto, os órgãos mecânicos e os equipamentos complementares devem estar construídos e protegidos de modo a que durante o seu funcionamento e utilização não constituam perigo para as pessoas, ainda que o veículo esteja parado. Portanto a carroçaria deve estar livre de defeitos que possam afectar a integridade do veículo ou a segurança das pessoas. 4.2. Cabina e Carroçaria • Estado Geral e Fixação

4.3. Bagageira


• •

Verificar o estado de corrosão do fundo, da cobertura e eventuais indícios de acidente. A eficiência da fechadura. A existência de carga que possa eventualmente influenciar o controlo da orientação dos faróis.

4.4. Exterior do Veículo

√ Portas
 Verificar o estado de funcionamento e fixação dos montantes;

 Avaliar o estado de corrosão.
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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Estado Geral Exterior do Veículo Quadro, Cabina e Carroçaria   As portas dos veículos devem ter fechaduras e órgãos de fixação de modo que impeçam a sua abertura e permitam a evacuação dos ocupantes em caso de acidente. Os degraus ou estribos e maçanetas devem oferecer a segurança adequada para o uso a que estão destinados, devendo estar livre de arestas cortantes e fendas ou fissuras que podem por em perigo as pessoas ou dificultar a sua função. Deve ser ainda verificado:  O bom funcionamento das fechaduras que impede a abertura não desejada das portas.  O estado das dobradiças das portas  A existência de degraus


  

Que os degraus mantenham a sua qualidade anti derrapante Verificar que o degrau não seja o cubo de roda A existência e estado das maçaneta quando são obrigatórios A existência de dispositivos estabelecidos que permitam a abertura e o fecho das portas do veículo, tanto no exterior como no interior do mesmo

√ Vidros – Fixação e estanquicidade nos seus chassis, verificando se obedecem às √ √
prescrições regulamentares, verificação do estado do pára-brisas, da eventual deformação óptica e da marca de homologação. Retrovisores laterais – Quando requeridos, verificar a fixação, estado, estabilidade e possibilidade de regulação. Pára-choques e protecção lateral – Verificar a correcta posição dos pára-choques e da protecção lateral, quando requerida, estado geral, fixação, inexistência ou modelos aplicados, não regulamentares  Todos os veículos devem ser construídos e ou equipados de modo a que ofereçam em toda a sua largura uma protecção eficaz contra o encravamento de todos os veículos das categorias M1 e N1 que choquem na parte traseira.  Estão exceptuados de cumprir o anterior: a) Os tractores para semi-reboques b) Os reboques destinados ao transporte de peças de grande comprimento

c) Os veículos em que a existência deste dispositivo seja incompatível com a sua
utilização

√ Guarda-lamas – Verificar o estado geral, em particular a fixação e corrosão.
NOTA: As extremidades dos eixos dos rodados, os travões, os ganchos e suportes para fixação de carga e todos os demais acessórios, com excepção dos dispositivos retrovisores e dos indicadores de mudança de direcção, não podem formar saliências sobre as faces laterais dos veículos. √ Roda de reserva No caso da roda de reserva estar fixada no exterior da carroçaria, o seu suporte deve garantir que não exista risco de se soltar ou desprender. 4.5. Inspecção do Compartimento do Motor Com o compartimento do motor acessível, verificar:

√ Pontos de fixação da suspensão – quando do tipo MAC PHERSON.

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√ Indícios de quaisquer acidentes sofridos – pregas, ocos, falsos chassis e deformações. √ Motor – Estado geral, corrosão do compartimento e do “capot”, eventuais fugas no
dispositivo de servo-freio, reservatório de líquido de travões e do seu nível e partes do sistema de direcção. 5. NORMAS DE REFERENCIA
                       

RCE Art.15º RCE art. 21 – Características das portas e janelas dos veículos Directiva 94/20/CEE – Dispositivos mecânicos de engate Directiva 77/389/CEE – Dispositivos de reboque Directiva 74/483/CEE – Sistemas componentes e unidades técnicas Directiva 92/114/CEE – Saliências exteriores das cabinas (para veículos de categoria N) Directiva 81/333/CEE – Reservatórios de combustível e Pára-choques à retaguarda Directiva 89/297/CEE – Protecções laterais (pára-ciclistas) Directiva 2006/20/CE – (ex-70/221/CEE) – Reservatórios de combustível e Pára-choques à retaguarda (veículos de categorias M, N e O). Regulamento CEPE/ONU 58 R para veículos das categorias N2, N3, O3 e O4 Decreto-Lei nº 32/2007 de 15 de Fevereiro – Sistemas de protecção frontal Decreto-Lei nº 239/89 – Isenção pára-choques veículos mercadorias Decreto-Lei nº 40/93 – Características dos veículos mistos e de mercadorias Decreto-Lei nº 57/2000 – Homologação de portas, degraus e pegas de veículos automóveis e reboques Decreto-Lei nº 92/2002 – Regulamento relativo à protecção frontal contra encaixes dos automóveis Decreto-Lei nº 93/2002 – Regulamento de portas, degraus e pegas de veículos automóveis e reboques Decreto-Lei nº 186/2004 – Regulamento de protecção de peões em caso de colisão automóvel Portaria nº 1080/97 de 29 de Outubro – Directivas CE: componentes dos veículos Despacho nº 45/96 de 27 de Novembro – Largura máxima das caixas em função da largura dos rodados Despacho nº 877/03 – Montagem de gruas em veículos de mercadorias Despacho nº 14714/05 – Montagem de empilhadores em veículos das categorias N3 e O3 Ofício DGV nº 29/92 de 13 de Fevereiro – Pára-choques à retaguarda DSV/DAV, de 9 de Setembro – Taipais em caixas abertas Circular ITVA nº 36/2003 de 6 de Novembro – Taipais em veículos ligeiros mercadorias

6. CONCEITOS PARA A AVALIAÇÃO DOS DEFEITOS Para uma correcta avaliação e interpretação dos defeitos, convém ter em atenção que:
6.1. «Quadro» Conjunto de elementos resistentes da estrutura principal do veículo constituído fundamentalmente por duas longarinas centrais paralelas, a todo o comprimento do veículo, e por travessas (estruturas simples ou chassis); ou Estrutura resistente principal do veículo, com longarinas normalmente compostas de elementos parcelares centrais, laterais, anteriores e posteriores e constituídas, tal como as travessas, os montantes e os painéis laterais, por elementos em chapa estampada (estruturas autoportantes ou monobloco);

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Estado Geral Exterior do Veículo Quadro, Cabina e Carroçaria

6.2.«Carroçaria»
Estrutura ou equipamento, montado sobre o quadro, ou integrada com o quadro, que funcionalmente adapta a natureza do veículo ao tipo de transporte com o objectivo de proteger e bem acomodar as pessoas ou objectos transportados.

6.3.«Corrosão profunda»
A corrosão é profunda quando existe perfuração, ou é visível a redução da espessura da chapa.

6.4.«Corrosão média»
A corrosão é média quando não havendo perfuração, nem redução da espessura da chapa, é previsível a evolução rápida do processo de corrosão atendendo à alteração da pintura e dos revestimentos de protecção.

6.5.«Corrosão superficial»
A corrosão é superficial quando é apenas exterior, normalmente provocada por agressões mecânicas e está limitada a um apequena área.

6.6.«Elemento resistente»
É um elemento com função na resistência de componentes estruturais perante solicitações físicas a que o veículo é sujeito em movimento ou em eventual caso de acidente ou, ainda na resistência da fixação de outros componentes mecânicos (motor, suspensão, portas, etc.)

6.7.«Elemento não resistente»
É um elemento cuja função primordial não contribui para a resistência estrutural do veículo e que, na maioria dos casos faz parte do revestimento exterior do veículo, como sejam os painéis das portas, ilhargas, guarda-lamas e tampas, habitualmente usados em veículos ligeiros.

6.8.«Soldadura deficiente»
A soldadura é deficiente quando os pontos de soldadura por resistência estão partidos ou queimados; ou se observem: • • • Vestígios de soldaduras oxi-acetilénicas; Cordão defeituoso Largura de cordão não uniforme

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Estado Geral Exterior do Veículo Quadro, Cabina e Carroçaria 7. INTERPRETAÇÃO DOS DEFEITOS
L P R X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Cód. Cód. Base Adic 610 610 610 610 610 610 610 610 610 610 610 610 610 610 610 610 610 610 613 613 613 613 613 613 613 613 613 613 613 613 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 Descrição dos defeitos
L

Tipo
G MG

S C

Quadro ou chassis – Estado geral: Quadro ou chassis – Deformação no quadro (longarinas ou monobloco) Quadro ou chassis – Longarina fendida Quadro ou chassis – Ligação deficiente em longarina Quadro ou chassis – Ligação deficiente em travessas Quadro ou chassis – Corrosão profunda em longarina Quadro ou chassis – Corrosão profunda em travessa Quadro ou chassis – Corrosão profunda em elementos de fixação Corrosão média em quadro de estrutura simples (Longarinas) Corrosão média em quadro monobloco Corrosão superficial em quadro monobloco Palas anti projecção inexistentes, quando obrigatórias Palas anti projecção ineficientes Quadro ou chassis – Limpeza insuficiente que dificulte as observações e verificações do inspector. Quadro ou chassis – Ligação deficiente em longarina Quadro ou chassis – Ligação deficiente em travessas Quadro ou chassis – Indícios de uma montagem incorrecta de órgão mecânicos Quadro ou chassis – Reparação deficiente de componentes afectados Reservatório e canalizações de combustível Reservatório de combustível – Fugas de combustível Reservatório de combustível – Tampão inadequado Reservatório de combustível – Tampão ausente Reservatório de combustível – Reservatório danificado Reservatório de combustível – Montagem não regulamentar Reservatório de combustível – Fixação não regulamentar Reservatório de combustível – Ausência de dístico identificativo GPL Reservatório de combustível – Reservatório de GPL não regulamentar nomeadamente ausência de chapa de características Canalizações de combustível – Fugas de combustível Canalizações de combustível – Montagem não regulamentar Canalizações de combustível – Fixação deficiente 2 2 1 2 2 2 2 3 1 2 3 1 2 2 2 2 2 2 2 1 2 2 2 2 2 2 2 3

C N C C C C C C C C C C C C C C C C N C R C C C C C N C C

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Estado Geral Exterior do Veículo Quadro, Cabina e Carroçaria
Cód. Cód. Base Adic 610 613 614 614 614 614 614 614 614 614 614 614 614 614 614 614 614 614 614 614 614 615 615 615 620 620 620 620 620 00 12 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 00 01 02 00 01 02 03 04 Tipo
L G MG

L P R X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

Descrição dos defeitos Quadro ou chassis – Estado geral: Canalizações de combustível – Tubagem deformada Para choques da retaguarda e lateral Dispositivos anti-encastramento (retaguarda) – Ausência (Quando obrigatório) Dispositivos anti-encastramento (retaguarda) – Forma não regulamentar Dispositivos anti-encastramento (retaguarda) – Dimensão não regulamentar Dispositivos anti-encastramento (retaguarda) – Montagem não regulamentar Dispositivos anti-encastramento (retaguarda) – Fixação deficiente Dispositivos anti-encastramento (retaguarda) – Empeno Dispositivos anti-encastramento (retaguarda) – Soldaduras deficientes Dispositivos anti-encastramento (retaguarda) – Fendas Dispositivos anti-encastramento (retaguarda) – Arestas agressivas Dispositivos anti-encastramento (Lateral) – Ausência (Quando obrigatório) Dispositivos anti-encastramento (Lateral) – Forma não regulamentar Dispositivos anti-encastramento (Lateral) – Dimensão não regulamentar Dispositivos anti-encastramento (Lateral) – Montagem não regulamentar Dispositivos anti-encastramento (Lateral) – Fixação deficiente Dispositivos anti-encastramento (Lateral) – Empeno Dispositivos anti-encastramento (Lateral) – Soldaduras deficientes Dispositivos anti-encastramento (Lateral) – Fendas Dispositivos anti-encastramento (Lateral) – Arestas agressivas Suporte da roda de reserva Suporte da roda de reserva – Ausência (Quando obrigatório) Suporte da roda de reserva – Fixação deficiente Carroçaria/Caixa/Cabine – Estado geral Carroçaria – Corrosão média ou profunda em elemento resistente Carroçaria – Corrosão superficial em elemento resistente Carroçaria – Deformação num elemento resistente Carroçaria – Deformação com arestas vivas 1 1 1 1 1 1 1 1

S C C C

2 2 2 2 2

C C C C C C C C

2 2 2 2 2 2

R C C C C C C C C

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Estado Geral Exterior do Veículo Quadro, Cabina e Carroçaria
Cód. Cód. Base Adic 610 620 620 620 620 620 620 620 620 620 620 620 620 620 620 620 620 620 620 620 620 620 620 621 621 621 621 621 621 621 621 00 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 00 01 02 03 04 05 06 07 Tipo
L G MG

L P R X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

Descrição dos defeitos Quadro ou chassis – Estado geral: Carroçaria – Deformação sem arestas vivas Carroçaria – Saliências agressivas não regulamentares (exteriores ou interiores) Carroçaria – Protecção (pintura) deficiente Carroçaria – Protecção (pintura) incompleta Carroçaria – Colocação de acessórios não de acordo com homologação original Carroçaria – Alinhamento incorrecto Carroçaria – Fixação deficiente Carroçaria – Saliências agressivas não regulamentares (exteriores ou interiores) Caixa – Corrosão média ou profunda em elemento resistente Caixa – Corrosão superficial em elemento resistente Caixa – Deformação num elemento resistente Caixa – Deformação com arestas vivas Caixa – Deformação sem arestas vivas Caixa – Saliências agressivas não regulamentares (exteriores ou interiores) Caixa – Protecção (pintura) deficiente Caixa - Protecção (pintura) incompleta Caixa - Colocação de acessórios não de acordo com homologação original Caixa - Dimensões não de acordo com o livrete Caixa - Dimensões não regulamentares Caixa – Alinhamento incorrecto Caixa – Fixação deficiente Caixa - Saliências agressivas não regulamentares (exteriores ou interiores) Cabina - Estado Geral Cabine - Corrosão média ou profunda em elemento resistente Cabine - Corrosão superficial em elemento resistente Cabine - Deformação num elemento resistente Cabine - Deformação com arestas vivas Cabine – Deformação sem arestas vivas Cabine – Saliências agressivas não regulamentares (exteriores ou interiores) Cabine – Protecção (pintura) deficiente 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1

S C C

2

R C C

2 2 2 2 2

C C C R C C

2 2

C R C

2

R C C

2 2 2 2 2 2

C C C C C R C

2

C C

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2

R C

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Estado Geral Exterior do Veículo Quadro, Cabina e Carroçaria
Cód. Cód. Base Adic 610 621 621 621 621 621 621 621 621 621 622 622 622 622 622 622 622 623 623 623 624 624 624 624 624 624 624 624 624 624 624 624 624 624 00 08 09 10 11 12 13 15 15 16 00 01 02 03 04 05 06 00 03 04 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 Tipo
L G MG

L P R X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

Descrição dos defeitos Quadro ou chassis – Estado geral: Cabine – Protecção (pintura) incompleta Cabine – Colocação de acessórios não de acordo com homologação original Cabine – Alinhamento incorrecto Cabine – Fixação deficiente Cabine – Saliências agressivas não regulamentares (exteriores ou interiores) Antepara – Ausente Antepara – Não regulamentar Antepara – Fixação defeituosa Antepara – Defeituosa Fixações da carroçaria Carroçaria – Elementos de fixação deteriorados Carroçaria – Fixação incorrecta Carroçaria – Fixação deficiente Fixação do motor – Apoio deteriorado Fixação do motor – Apoio ineficiente Fixação do motor – Apoio ausente Pavimento Piso do compartimento de carga – Mau estado sem perigo Piso do compartimento de carga – Mau estado com perigo Portas e fechos Portas – Dificuldade de abertura Portas – Dificuldade de fecho Portas – Funcionamento defeituoso para abertura de vidros Portas – Funcionamento defeituoso para fecho de vidros Fechos – Mau funcionamento que ponha em causa a segurança Portas – Paralelismo e normalidade das folgas Portas – Dificuldade de abertura de vidros Portas – Dificuldade fecho de vidros Tampa da bagageira – Dificuldade de abertura Tampa da bagageira – Dificuldade de fecho Tampa da bagageira – Paralelismo e normalidade das folgas Tampa do motor – Dificuldade de abertura Tampa do motor – Dificuldade de fecho 1 1 1 1 1 1

S C C

2 2 2 2 2 2

C C C R C C C C C

2 2 2 2 2 2

C C C C C R R C

2

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2 2

R R C C

2 2 2 2 2 2 2 2 2
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R C C C C C C C C

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Estado Geral Exterior do Veículo Quadro, Cabina e Carroçaria
Cód. Cód. Base Adic 610 624 625 625 625 625 625 625 625 625 625 00 14 00 01 02 03 04 05 06 07 08 Tipo
L G MG

L P R X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

Descrição dos defeitos Quadro ou chassis – Estado geral: Tampa do motor – Paralelismo e normalidade das folgas Degraus, estribos e comando pneumático de portas Degraus – Danificados Degraus – Corroídos Degraus – Superfície do revestimento pouco aderente Degraus – Ausência Estribos – Danificados Estribos – Corroídos Estribos – Superfície do revestimento pouco aderente Estribos – Ausência 1 1 1 1

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2

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2

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2

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2

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2

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Estado Geral Exterior do Veículo Dispositivo mecânicos de engate 1. ESPECIFICAÇÕES GERAIS Os dispositivos de engate a instalar em veículos de categoria M1 devem estar devidamente homologados segundo a directiva 94/20/CEE. Este requisito é obrigatório desde 01/01/96 para os novos tipos e desde 1/1/98 para as novas matrículas. Os dispositivos de engate a instalar em veículos de outras categorias, devem estar devidamente homologados segundo a directiva 94/20/CEE desde 26/01/2000 para os veículos novos e desde 26/01/2001 para as novas matrículas.

1.1.Veículos da categoria M1  Veículos equipados, de origem, com dispositivos de engate:
• Se o dispositivo está homologado CE para o veículo em questão:  Anotação no LIVRETE/CERTIFICADO DE MATRÍCULA de peso bruto rebocável Nos veículos homologados a partir de 01/01/96 e nos registados a partir de 01/01/98, não é permitida a sua instalação.

 Se o dispositivo não está homologado.

 Veículos equipados, não de origem, com dispositivos de engate: • Se o dispositivo possui homologação CE para o veículo em questão:
 Anotação pertinente no LIVRETE/CERTIFICADO DE MATRÍCULA de peso bruto rebocável. Se o dispositivo não esta homologado. • Nos veículos homologados a partir de 01/01/96 e nos matriculados a partir de 01/01/98, não é permitida a sua instalação.

1.2.Outros requisitos
Os dispositivos mecânicos, pneumáticos e eléctricos de ligação entre um veículo tractor e o seu reboque devem ser compatíveis.

2. MÉTODO DE INSPECÇÃO Verificação do estado geral do dispositivo de engate, através de exame visual

2.1.Veículo tractor para Reboques √ Verificar o dispositivo de ligação, tractor-reboque, tais como engate de lança com olhal e de
√ √ esfera e cabeça de engate (verificar se correspondem às exigências regulamentares e de segurança). Análise da tensão dos elementos com molas. Verificar se existem fissuras, folgas ou rupturas sobre os eixos de articulação ou soldaduras não admissíveis. Verificar o sistema de fixação, o fecho e o estado dos órgãos que suportam o fecho

2.2.Veículo tractor para Semi-reboques √ Verificar o dispositivo de engate quanto às exigências regulamentares e de segurança,
folga nos rolamentos dos eixos horizontais (utilizando se necessário um pé-de-cabra), o estado e a fixação do prato de engate e da estrutura de apoio. MANUAL DE INSPECÇÃO TÉCNICA DE VEÍCULOS
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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Estado Geral Exterior do Veículo Dispositivo mecânicos de engate

√ Verificar a existência de eventuais fendas, pernos em falta, desapertados ou inadequados.
√ Verificar o dispositivo de fecho e funcionamento do sistema 2.3. Semi-Reboque

√ Verificar o desgaste do pivot assim como vestígios de sobreaquecimento. √ Alterar o cabeçote de engate e verificar a sua fixação.
2.4. Reboque

√ √ √ √ √ √ √

Verificar o estado da lança: fendas, pernos ou rebites em falta ou partidos e deformação. Verificar o eixo de rotação da lança: folgas exageradas nos eixos de articulação, A fixação do olhal da lança não pode apresentar soldaduras transversais. A fixação de casquilhos de substituição no olhal não pode apresentar soldadura contínua. A ovalização do olhal de tracção não pode ultrapassar 3 mm. Verificar a fixação do dispositivo de engate (eventualmente a estrutura de montagem). A moldagem por aquecimento de uma lança ou lança triangular não é admitida.

2.5. Veículo (tractor + semi-reboque)

√ Procedendo a acelerações e travagens sucessivas, analisar as diferentes folgas entre o
cabeçote de engate e a maxila do fecho aos casquilhos dos eixos horizontais dos pratos.

2.6.Veículo (tractor + reboque)
√ √ Procedendo a acelerações e travagens sucessivas, analisar as diferentes folgas existentes. Verificar se faltam pernos ou se são inadequados.

√ Controlar o estado dos eixos de articulação da lança e as seguranças. √ Verificar se a tolerância normal do cabeçote de engate está dentro dos 5 mm.
3. NORMAS DE REFERENCIA
        

CÓDIGO DA ESTRADA Directiva 94/20/CEE – Dispositivos mecânicos de engate Directiva 77/389/CEE – Dispositivos de reboque Directiva 74/483/CEE – Sistemas componentes e unidades técnicas Directiva 92/114/CEE – Saliências exteriores das cabinas (para veículos de categoria N) Directiva 81/333/CEE – Reservatórios de combustível e Pára-choques à retaguarda Directiva 89/297/CEE – Protecções laterais (pára-ciclistas) Directiva 2006/20/CE – (ex-70/221/CEE) – Reservatórios de combustível e Pára-choques à retaguarda (veículos de categorias M, N e O). Portaria nº 1080/97 de 29 de Outubro – Directivas CE: componentes dos veículos

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Estado Geral Exterior do Veículo Dispositivo mecânicos de engate 4. INTERPRETAÇÃO DOS DEFEITOS
L P R X X X X X X X X X X X X Cód. Cód. Base Adic. 616 616 616 616 00 01 02 03 Descrição dos defeitos
L

Tipo
G MG

S C

Dispositivo de engate para reboque Dispositivo de engate para reboque – Montagem não regulamentar Dispositivo de engate para reboque – Com folgas Dispositivo de engate para reboque – Ligação deficiente ao quadro 2 2 2

C C C

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Campo de Visão 1. ESPECIFICAÇÕES GERAIS Os veículos devem estar construídos e mantidos de forma que o campo de visão directa do condutor para a frente, para a direita e para a esquerda, permita uma visibilidade completa sobre o estrada em que circula. 2. CAMPO DE VISÃO Entende-se como campo mínimo de visão do condutor, a zona delimitada sobre o pára-brisas dianteiro por uma faixa de aproximadamente 60 cm de comprimento e limitada na sua altura pelo varrimento das escovas do limpa pára-brisas e na sua parte inferior pela tangente horizontal ao bordo superior do volante de direcção. Entende-se que a visibilidade é reduzida ou insuficiente sempre que o condutor não possa avistar a faixa de rodagem em toda a sua largura numa extensão de, pelo menos, 50 metros e deve poder observar a via a partir de, no mínimo, 3,5 metros da frente do veículo.

3. ESPECIFICAÇÕES REGULAMENTARES
    

As portas e as janelas dos automóveis e dos reboques devem ser perfeitamente estanques ao vento e à chuva (Nº1 art. 21º R.C.E.). Nas janelas e nas portas só podem empregar-se vidros inquebráveis, não estilhaçaveis ou material plástico (Nº2 art. 21º R.C.E.). O material plástico só poderá ser utilizado quando incolor, perfeitamente transparente e desde que não seja inflamável a uma temperatura inferior a 300ºC. Nos automóveis pesados de passageiros e mistos de caixa fechada, a cada banco deverá, sempre que possível, corresponder uma janela (Nº8 art. 21º R.C.E.). A janela da retaguarda dos automóveis pesados pode ser fixa e deve ter as dimensões mínimas de 70 cmx30cm nos destinados ao transporte de passageiros e de 50cmx25 cm nos destinados ao transporte de mercadorias (Nº9 art. 21º R.C.E.). Os pára-brisas dos automóveis ligeiros e pesados serão constituídos por vidros inquebráveis ou não estilhaçáveis, não susceptíveis de provocar deformações dos objectos vistos por transparência (Nº1 art. 22º R.C.E.). O vidro do pára-brisas dos veículos pesados terá uma altura não inferior a 40 cm, devendo permitir ao condutor ver o pavimento da via a uma distância mínima de 3,50 m, contados a partir do plano vertical que passa pela frente do veículo (Nº2 art. 22º R.C.E.). Nos veículos pesados os pilares laterais do pára-brisas conjuntamente com os caixilhos que neles se apoiam, devem ser construídos de forma a não cortarem a visibilidade do condutor numa largura superior a 11 cm medida a meia altura do pilar. Os pára-brisas deverão ter a inclinação necessária para que a iluminação interior dos veículos, neles se reflectindo, não prejudique a visibilidade do condutor (Nº3 art. 22º R.C.E.). Nota: O Decreto-Lei nº 14/90 de 24 de Maio aprova o Regulamento 43 (C.E.E.), relativo a prescrições uniformes de homologação de vidro de segurança e dos materiais para vidros aplicáveis em veículos a motor e seus reboques. Os vidros dos pára-brisas, portas e janelas dos veículos a motor têm de ter a designação comercial ou marca do fabricante e a marca de homologação (um círculo com a letra E e o número 21 para Portugal).

 Características dos Veículos de transporte escolar (Nº2 Portaria nº 344/78) actualizar
As janelas dos veículos a que se refere o número anterior deverão ser resguardadas ou os vidros travados a uma altura considerada necessária, a fim de evitar que os alunos se MANUAL DE INSPECÇÃO TÉCNICA DE VEÍCULOS
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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Campo de Visão debrucem ou que, de qualquer modo, possa haver perigo para a sua integridade física, que deve ser de um terço da abertura total (Lei 13/2006). 4. INSPECÇÃO Inspecção visual efectuada no lugar do condutor, observando todo o campo de visibilidade. √ Examinar, para os autocarros, se o campo de visão é pelo menos 180º. regulamentares; fixação e estanquicidade nos seus chassis. Verificar, para todos os vidros o estado: fendas ou estaladelas, deformação óptica, marca de homologação. Nota: Não se considera partido aquele que apresente fenda com dimensão que: 1 – Não reduza nem interfira com o campo de visão do condutor; 2 – Não reduza a resistência do vidro. Verificar que os vidros estão isentos de autocolante e o/ou objectos que interfiram com o campo de visibilidade, excepto as colocações regulamentares, nomeadamente os relativos a seguro, inspecção e impostos.

√ Verificar se todos os vidros à frente, retaguarda e laterais correspondem às prescrições

5. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA:
             

CE art. 19º,59º, 60º RCE art. 17º,21º, 22º e 30º Lei nº 13/2006, de 17 de Abril – Transporte colectivo de crianças e jovens Decreto-Lei nº 14/90 (Regulamento 43-CEE) – Homologação vidros segurança Decreto-Lei nº 40/03 – Regulamento dos vidros para automóveis Decreto-Lei nº 191/2005 – Homologação de dispositivos de visão indirecta – espelhos retrovisores Portaria nº 344/78 – Características dos veículos de transporte de alunos Despacho nº 11106/1997 – Publicidade nos veículos de Passageiros: Películas e dísticos Despacho nº 878/03 – Janela: Películas em veículos mercadorias Despacho nº 21196/03 – Painéis de separação em ligeiros de mercadorias Despacho nº 12802/04 – Publicidade em veículos pesados de passageiros (transporte público) Circular CIPO nº 9/1999 – Sinalização lateral – datas de homologação dos veículos Circular ITVA nº 10/2002 – Películas coloridas nos vidros Circular ITVA nº 01/2004 – Opacidade das películas nas janelas dos ligeiros de mercadorias

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Campo de Visão

6. INTERPRETAÇÃO DOS DEFEITOS
L P R X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Cód. Cód. Base Adic. 310 310 310 310 310 310 310 311 311 311 311 311 311 311 00 01 02 03 04 05 06 00 01 02 03 04 05 06 Tipo Descrição dos defeitos
L G MG

S C 2 2 1 2 2 1 C C C C C C C 2 2 2 2 1 1 C C C C C C

Campo de visibilidade Visibilidade – Autocolantes na área de varrimento das escovas Visibilidade – Alterações no vidro que reduzam a visibilidade do condutor Visibilidade – Autocolantes não regulamentares no pára-brisas (a) Visibilidade – Ausência de palas de sol (Quando obrigatório e H.M.M.) Visibilidade – Fixação deficiente da pala de sol, que interfira com a visibilidade do condutor Visibilidade – Funcionamento deficiente das palas de sol Estado dos vidros Vidros – Inexistentes Vidros – Partidos (b) Vidros – Não homologados Vidros – Com películas não regulamentares Vidros – Riscos que reduzam a transparência Vidros – Bolhas que reduzam a transparência

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Limpa Pára-brisas e Palas de protecção solar 1. ESPECIFICAÇÕES GERAIS Os veículos devem estar providos de sistemas de limpa pára-brisas e lava-vidros, bem como de sistemas de protecção solar, por forma a que, sejam quais forem as condições, o condutor do veículo possua condições de visibilidade que lhe permitam uma condução com segurança.

2. PALAS DE PROTECÇÃO SOLAR
2.1. Requisitos regulamentares

√ Os pára-brisas devem possuir um dispositivo destinado a impedir o encandeamento do
condutor pela luz do sol (Nº 3 art. 22º R.C.E.) . 2.2. Método de inspecção √ √ Inspecção visual Verificar a fixação e a capacidade de rotação da pala de sol.

3. LIMPA-VIDROS E LAVA-VIDROS

3.1.Requisitos regulamentares
√ Os veículos automóveis ligeiros e pesados devem possuir um limpador automático de párabrisas. Os pára-brisas devem possuir um limpador automático cuja superfície de acção seja suficiente para que o condutor possa ver, através dela, a via em que transita (Nº 3 art. 22º R.C.E.).

3.2. Método de inspecção Para o bom desempenho nas verificações e exames a efectuar pelo inspector é necessária a colaboração do condutor do veículo, que executa as instruções dadas pelo inspector.

√ Verificar o bom funcionamento do limpa-vidros e do lava-vidros.
√ Verificar o estado das escovas do limpa pára-brisas e se estas cobrem uma superfície suficiente para garantir uma boa visibilidade.

4. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA:

RCE nº 3, art. 22º – Características dos pára-brisas, limpa pára-brisas e palas de sol.

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Limpa Pára-brisas e Palas de protecção solar

5. INTERPRETAÇÃO DOS DEFEITOS
L P R X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Cód. Cód. Base Adic. 312 312 312 312 312 312 312 312 312 312 312 312 312 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 Tipo Descrição dos defeitos
L G MG

S C 2 2 1 1 2 1 1 1 1 1 1 1 C C C C C C C C C C C C

Limpa vidros e lava vidros Limpa vidros pára-brisas – Ausência de qualquer elemento Limpa vidros pára-brisas – Não funcionamento de qualquer elemento Limpa Vidros pára-brisas – Funcionamento defeituoso Limpa Vidros pára-brisas – Escovas em mau estado Limpa vidros pára-brisas – Limpa pára-brisas com dimensões não regulamentares Limpa vidros óculo traseiro – Não funcionamento de qualquer elemento Limpa Vidros óculo traseiro – Funcionamento defeituoso Limpa Vidros óculo traseiro – Escovas em mau estado Limpa vidros óculo traseiro – Limpa pára-brisas com dimensões não regulamentares Lava vidros – Funcionamento defeituoso Lava vidros – Inexistência de liquido Lava vidros – Projecção inadequada

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Espelhos Retrovisores 1. ESPECIFICAÇÕES GERAIS

Os veículos das categorias M e N devem estar equipados com espelhos retrovisores.

2. ESPECIFICAÇÕES REGULAMENTARES 2.1.Considerações legais
Os automóveis ligeiros e pesados devem possuir um espelho retrovisor interior e dois exteriores colocados, um de cada lado do veículo, de forma a permitir ao condutor a fácil observação da via numa extensão de, pelo menos, 100 m. É, todavia, dispensada: a) Em qualquer tipo de veículo, a instalação do espelho retrovisor interior, sempre que o seu campo visual se encontre permanentemente anulado; b) Nos automóveis ligeiros de passageiros, a instalação do espelho retrovisor exterior do lado oposto ao do condutor, desde que o vidro da retaguarda tenha dimensões que lhe permitam uma perfeita visibilidade e esta não seja afectada pela carga ou reboque. Os veículos de categorias M e N devem estar equipados com retrovisores:  Antes de 05-06-77, devem estar providos, ao menos, com dois espelhos retrovisores, um no lado direito e outro no lado esquerdo. Nos veículos com janela posterior de dimensões suficientes e cuja carga ou reboque não dificulte a visibilidade, o espelho exterior direito pode ser substituído por um interior. Os veículos matriculados a partir de 01/10/90 devem estar equipados com retrovisores homologados. No caso de estar equipada por uma luneta traseira com lâmina adesiva, o veículo deverá levar dois espelhos retrovisores exteriores homologados (situados à esquerda e direita do condutor).


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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Espelhos Retrovisores

2.2. Tabela resumo
Retrovisores exteriores Categoria do veículo Retrovisores interiores Classe I M1 1 Obrigatório Retrovisores principais Classe II 1 Opcional 2 Obrigatório. (esquerda e direita) 2 Obrigatório. (esquerda e direita) 2 Obrigatório (esquerda e direita) 2 Obrigatório (esquerda e direita) 2 Obrigatório (esquerda e direita) 2 Obrigatório (esquerda e direita) Classe III 1 Esquerda (obrigatório) 1 Direita (opcional) 1 Esquerda (obrigatório) 1 Direita (opcional) Retrovisores grande angular Classe IV Retrovisor de proximidade Classe V -

M3 M3

-

1 Opcional 1 Opcional

1 Opcional 1 Opcional

N1

1 Obrigatório

-

N2≤ 7,5 ton. N2> 7.5 ton N3

1 Opcional 1 Opcional 1 Opcional

1 Opcional 1 Obrigatório 1 Obrigatório

1 Opcional 1 Obrigatório 1 Obrigatório

Classe II e III: Retrovisores exteriores principais. A classe III esta destinada a veículos de categoria, M1, N1 e a classe II aos outros veículos de categoria M e N, aos tractores agrícolas e a veículos especiais. Classe IV: Classe V: solo. 3. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA:
 

Retrovisor exterior de grande angular Retrovisor exterior de proximidade.

− Os retrovisores marcados com 2m devem estar montados a mais de dois metros do

Decreto-Lei 215/04, de 25 de Agosto – Regulamento de homologação de dispositivos de visão indirecta – espelhos retrovisores Decreto-Lei 191/2005, de 7 de Novembro – Homologação de dispositivos de visão indirecta – espelhos retrovisores

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Espelhos Retrovisores

4. INTERPRETAÇÃO DOS DEFEITOS
Cód. Cód. Base Adic. 313 313 313 313 313 313 313 314 314 314 314 314 314 314 314 314 00 01 02 03 04 05 06 00 01 02 03 04 05 06 07 08 Tipo
L G MG

L P R

Descrição dos defeitos Espelhos retrovisores – Veículos pesados e Ligeiros Mercadorias Espelhos retrovisores – Ausentes quando Obrigatório Espelhos retrovisores – Não homologados Espelhos retrovisores – Montagem inadequada Espelhos retrovisores – Deteriorados que reduzam a visibilidade do condutor Espelhos retrovisores – Deteriorados que não reduzam a visibilidade do condutor Espelhos retrovisores – Sistema de regulação deficiente Espelhos retrovisores – Veículos Ligeiros Passageiros Espelhos retrovisores – Ausentes quando Obrigatório Espelhos retrovisores – Não homologados Espelhos retrovisores – Montagem inadequada Espelho retrovisor lado condutor – Deteriorado e reduz a visibilidade do condutor Espelhos retrovisores – Deteriorados e não reduzem a visibilidade do condutor Espelho retrovisor lado passageiro – Deteriorado Espelhos retrovisores – Sistema de regulação deficiente Espelhos retrovisores – sistema com mobilidade e não fixa 1 1 1 1 1

S

X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

C 2 2 2 2 C C C C C 2 C C 2 2 C C C 2 C C C C 2

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Dispositivos de Iluminação e sinalização luminosa 1. ESPECIFICAÇÕES GERAIS Todos os veículos têm de estar providos com equipamentos de iluminação e sinalização luminosa. 2. DISPOSITIVOS DE ILUMINAÇÃO OBRIGATÓRIOS E FACULTATIVOS

2.1.Dispositivos de Iluminação obrigatórios • • • • • •
Luzes de cruzamento (médios) Luzes de estrada (máximos) Luzes de presença à frente Luzes de presença à retaguarda Luzes de iluminação da chapa de matrícula à retaguarda

Luzes de travagem • Luzes de travagem, dispositivo categoria S3, (vulgo 3º stop)

• Luzes de nevoeiro à retaguarda • Luzes indicadoras de mudança de direcção e sinalizadores de perigo. • Luzes de marcha-atrás. 2.2.Outros dispositivos de iluminação regulamentares
• Luzes de longo alcance Luzes laranja intermitentes (marcha lenta) Luzes azul intermitente (marcha rápida) Dispositivos luminosos para táxis

• •

2.3.Luzes facultativos • • •
Luzes de nevoeiro à frente Luzes de estacionamento Luzes de trabalho

3. INSPECÇÃO 3.1. Método de inspecção Inspecção visual de todas as luzes, obrigatórias e facultativas, do veículo. 3.2. Sistemas de Iluminação 3.2.1. Verificações

Todo o sistema de iluminação e sinalização deve ser inspeccionado, tendo em vista:

• Estado • Fixação
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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Dispositivos de Iluminação e sinalização luminosa

• • • • • • •

Número regulamentar Posição regulamentar Intensidade, a cor e a simetria Marcas de homologação Instalação eléctrica Conformidade com os regulamentos dos agrupamentos de faróis

Estanquidade dos faróis • Todos os outros defeitos 3.2.2. Sequência das verificações

O controlo do funcionamento de todas as luzes obrigatórias e outros efectua-se na ordem seguinte:

• Luzes de presença, que devem manter-se iluminadas durante toda a inspecção referente a • • Luzes de travagem • Luzes de presença à retaguarda • Luz(es) de nevoeiro à retaguarda, que não pode(m) entrar em serviço com as luzes de • •
presença As luzes de nevoeiro à frente, que são opcionais e devem ser ligados e desligados separadamente dos máximos e médios ou combinação destas. As luzes de longo alcance, que são opcionais, só podem estar ligados aos faróis de estrada. N.B.: Mandar suprimir o funcionamento dos faróis não autorizados, quer seja fazendo retirar o equipamento que lhes diz respeito, quer seja fazendo ocultar o elemento de saída luminosa do farol considerado, se este for incorporado de origem na carroçaria. este capítulo. Luzes indicadoras de mudança de direcção

3.3.Reflectores à retaguarda, Laterais e Frente 3.3.1. Inspecção e verificação
• • • • • • • • Presença Número Homologação Estado Posição Forma Fixação Cor   Triangulares para reboques e semi-reboques Não triangulares para veículos automóveis Reflectores da frente, de cor branca e não triangulares, para reboques e semireboques.

• Reflectores à retaguarda de cor vermelha: 

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Dispositivos de Iluminação e sinalização luminosa

Sinalização lateral para veículos automóveis e seus reboques de comprimento superior a 6 metros.

3.3.Painéis de Sinalização à retaguarda
Verificação de: • • • • • Presença Homologação Estado Fixação Conformidade com os regulamentos N.B.: Mandar retirar, tapar ou trocar de acordo com o caso, os cata focos não regulamentares. Verificar a visibilidade permanente da sinalização: abrir as portas da retaguarda e os taipais do veículo. .

4. MARCAS DE HOMOLOGAÇÃO NORMALIZADAS PROJECTORES (*)
C ou C/ R ou R/ C/R HC ou HC/ HR ou HR/ HCR HC/R DC ou DC/ DR ou DR/ DC/R DCR
(*)

Luz de cruzamento + estrada, lâmpada de descarga Luz de cruzamento ou estrada, lâmpada de descarga Luz de estrada, lâmpada de descarga Luz de cruzamento, lâmpada de descarga Luz de cruzamento + estrada, lâmpada halogénea Luz de cruzamento ou estrada, lâmpada halogénea Luz de estrada, lâmpada halogénea Luz de cruzamento, lâmpada halogénea Luz de cruzamento ou estrada, lâmpada código europeu Luz de estrada, lâmpada código europeu Luz de cruzamento, lâmpada código europeu

As letras PL incluídas a seguir da marca de homologação, indicam que o projector leva una lente de material plástico

(/) Símbolo adicional que indica que não pode acender-se com qualquer outra luz com a que esta incorporada

PILOTOS DE SINALIZAÇÃO
A 1 1a 1b 3 SM1 SM2 AR F ou B I Luz de delimitadoras da frente Luz da frente indicadora de mudança de direcção (a mais de 40 mm. da zona de iluminação do projector) Luz da frente indicadora de mudança de direcção (entre 20 y 40 mm. da zona de iluminação do projector) Luz da frente indicadora de mudança de direcção (a menos de 20 mm. Da zona de iluminação do projector) Luz lateral indicadora de mudança de direcção na parte dianteira Luz de posição lateral (veículos largos> 6 m.) Luz de posição lateral (restantes veículos) Luz de marcha-atrás Luz de nevoeiro (B anteriores a 1989) Catadióptrico

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Dispositivos de Iluminação e sinalização luminosa

PILOTOS DE SINALIZAÇÃO
IA (Ia) IIIA (IIIa) IV A R S1 S2 S3 2ª 2b 4 5 6 L Catadióptrico lateral não triangular Catadióptrico triangular Catadióptrico Luzes delimitadoras posteriores Luz de stop com 1 nível de intensidade luminosa Luz de stop com 2 níveis de intensidade luminosa Terceira luz de travão Luz indicadora de direcção posterior a 1 nível de iluminação Luz indicadora de direcção posterior a 2 níveis de iluminação Luz indicadora de direcção lateral na parte posterior Luz indicadora de direcção lateral na parte posterior Luz indicadora de direcção lateral

Luz da placa de matrícula

5. INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

5.1.Luz de estrada “máximos” – Nº4 Portª 851/94 √ Alcance – Deve emitir um feixe luminoso que atinja pelo menos 100m de noite e com
√ tempo claro Número • Veículos automóveis ligeiros e pesados: 2 • Motociclos: 1 Posicionamento

√ Cor da luz emitida – Branca ou amarela

√ Em largura – Sem especificação especial. √ Em altura – Sem especificação especial. √ Avisadora de accionamento – Luz obrigatória. 5.2.Luz de cruzamento “médios” – nº5 Portª 851/94 √ Alcance – Deve emitir um feixe luminoso que, projectando-se no solo, ilumine eficazmente
√ uma distância de 30 m. Número • Veículos automóveis ligeiros e pesados: 2 Posicionamento

√ Cor da luz emitida – Branca ou amarela

• • √

Em largura – Sem especificação especial.

Em altura – Devem estar colocadas a uma altura ao solo compreendida entre 500 mm e 1200 mm Avisadora de accionamento – Luz obrigatória.

5.3.Lus de nevoeiro (Frente) – nº9 Portª 851/94
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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Dispositivos de Iluminação e sinalização luminosa

Número • Veículos automóveis ligeiros e pesados: 2 Posicionamento

√ Cor da luz emitida – Branca ou amarela

• •

Em largura – Ponto da superfície iluminante mais afastado do ponto longitudinal médio do veículo não deve encontrar-se a mais de 400 mm da extremidade da largura total do veículo. Em altura – 250 mm a mínimo ao solo.

√ Avisadora de accionamento – Facultativo, mas se existir deve ser luz de cor verde. √ Ligação funcional – Devem ser ligadas e desligadas separadamente das luzes de
máximos e das de médios ou de uma combinação destas.

5.4.Luz de presença (Mínimos) – nº2 Portª 851/94 √ Visibilidade – Visíveis a 150 m de noite com tempo claro
√ Número • Veículos automóveis ligeiros e pesados: 2 • Reboques de largura superior a 1600 mm ou superior à do veículo tractor: 2 Posicionamento

√ Cor da luz emitida – Branca

Em largura – 400 mm da largura máxima (150 mm nos reboques) e 300 mm do plano longitudinal de simetria. • Em altura – 1550 mm máximo em relação ao solo (2100 mm se a forma do veículo não permitir cumprir 1550 mm). Avisadora de accionamento – Deve existir avisador de accionamento, não intermitente, que poderá no entanto ser dispensado se estas luzes acenderem simultaneamente com as do painel de instrumentos.

5.5.Luz de presença (Retaguarda) – nº3 Portª 851/94
√ Número • Veículos automóveis ligeiros e pesados e reboques: 2 Posicionamento

√ Cor da luz emitida – Vermelha

Em largura – 400 mm da largura máxima e 300 mm do plano longitudinal de simetria. Se a largura do veículo for inferior a 1300 mm, os 300 mm passam a 200 mm. • Em altura – Entre 350 mm e 1500 mm máximo em relação ao solo (2100 mm se a forma do veículo não permitir cumprir 1500 mm). Avisadora de accionamento – Comum ao das luzes dos mínimos.

5.6.Luz de travagem (Retaguarda) – nº6 Portª 851/94 √ Intensidade – quando de cor vermelha, a sua intensidade deve ser superior à luz vermelha
√ da luz de presença, se com esta estiver agrupada ou incorporada. Número • Veículos automóveis ligeiros, pesados e reboques: 2 MANUAL DE INSPECÇÃO TÉCNICA DE VEÍCULOS
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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Dispositivos de Iluminação e sinalização luminosa

• √

Os reboques ficam dispensados sempre que forem claramente visíveis as do veículo a que vão atrelado. Cor da luz emitida – Vermelha ou alaranjada Posicionamento

Em largura – 300 mm mínimo do plano longitudinal de simetria (excepto nos motociclos e quando exista luz suplementar). Se a largura do veículo for inferior a 1300 mm, os 300 mm passam a 200 mm. • Em altura – 350 mm no mínimo e 1500 mm no máximo em relação ao solo (2100 mm se a forma do veículo não permitir cumprir 1500 mm). Devem estar orientadas para a retaguarda, acendendo sempre que seja utilizado o travão de serviço dos veículos automóveis ou motociclos.

5.7.Luzes indicadoras de mudança de direcção “Piscas” – nº7 Portª 851/94 √ Tipo de luz – Intermitente
√ Número • Veículos automóveis ligeiros e pesados: 4 • Reboques: 2 Cor da luz emitida • Para a frente: Branca ou laranja • Para a retaguarda: Vermelha ou laranja • Para o lado: Laranja Posicionamento

Em largura – 400 mm da largura máxima e 300 mm do plano longitudinal de simetria. Se a largura do veículo for inferior a 1300 mm, os 300 mm passam a 200 mm. • Em altura – 350 mm mínimo e 1900 mm máximo em relação ao solo (2100 mm se a forma do veículo não permitir cumprir 1900 mm), no caso de luzes laterais: 500 mm mínimo e 1900 mm máximo em relação ao solo (2300 mm se a forma do veículo não permitir cumprir 1900). Avisadora de accionamento – Óptico ou acústico

5.8.Luz de nevoeiro (Retaguarda) – nº8 Portª 851/94
Obrigatória para todos os veículos automóveis e reboques matriculados a partir de 27 de Maio de 1990.

√ Número – Veículos automóveis ligeiros, pesados e reboques: 1 ou 2 √ Cor da luz emitida – Vermelha
√ Posicionamento

• •

Em largura – Lado esquerdo quando única a 100 mm mínimo da luz de travagem. Em altura – De 250 mm a 1000 mm ao solo.

√ Avisadora de accionamento – Luz âmbar independente e não intermitente. √ Ligação funcional – Só deve acender quando as luzes de médios, máximos ou de
nevoeiro à frente, ou ainda uma combinação dessas luzes, estiverem em serviço, devendo poder ligar-se ao mesmo tempo que os máximos, médios ou luzes de nevoeiro à frente.

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Dispositivos de Iluminação e sinalização luminosa

5.9.Luzes delimitadoras – nº10 Portª 851/94 √ Número – Duas visíveis da frente e 2 visíveis da retaguarda.
√ Cor da luz emitida • Branca para a frente • Vermelha para a retaguarda Posicionamento

• •

Em largura – O mais próximo possível das arestas exteriores extremas dos veículos Em altura – À altura máxima que permita respeitar o estabelecido para o seu posicionamento em largura e seja compatível com a forma ou aspectos funcionais do veículo e a instalação simétrica das luzes. Contudo à frente nos veículos automóveis não deverão ser colocados a altura inferior à do ponto mais elevado da superfície transparente do pára-brisas. NOTA: A luz visível da frente e a luz visível da retaguarda, do mesmo lado, podem ser reunidas num único dispositivo.

5.10.Luz de marcha-atrás – nº12 Portª 851/94
√ Alcance – Inferior a 10 m. √ Número – Veículos automóveis ligeiros e pesados e reboques: 1 ou 2 √ Cor da luz emitida – Branca
√ Posicionamento

√ Ligação funcional – Só pode acender se a marcha-atrás estiver engatada e o dispositivo
que comanda a marcha ou paragem do motor se encontrar em posição tal que o funcionamento do motor seja possível.

• •

Em largura – Nenhuma especificação especial. Em altura – De 250 mm a 1000 mm ao solo.

5.11.Sinalização lateral – nº14 e 15 Portª 851/94
√ Obrigatória para veículos com comprimento superior a 6 metros. composto por luzes de cor âmbar podendo ser substituídos por reflectores não triangulares da mesma cor. Para os veículos matriculados depois de 30 de Setembro de 1994 a utilização dos reflectores é obrigatória podendo no entanto ter instaladas as luzes de cor âmbar. • Complementado com Circular CIPO 9/99. comprimento.

√ O dispositivo para veículos matriculados antes de 30 de Setembro de 1994 deve ser √

√ Número mínimo – Tal que seja respeitado o estabelecido para a sua localização em √ Cor da luz emitida ou reflector – Âmbar, podendo os mais recuados ser de cor vermelha
se estiverem agrupados, combinados, incorporados ou partilharem da saída de luz com a luz de travagem ou de presença, delimitadoras ou de nevoeiro à retaguarda, ou do reflector traseiro. Posicionamento – • Em comprimento: o A luz ou reflector mais à retaguarda a menos de 1 metro da retaguarda.

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Dispositivos de Iluminação e sinalização luminosa A luz ou reflector mais avançada a menos de 3 m da frente do veículo. A distância entre as luzes ou reflectores não deve exceder 3 m, podendo em situações especiais ir até 4 metros. Em altura – De 350 mm a 1500 mm ao solo (2100 mm se a forma do veículo não permitir cumprir 1500 mm). o o

5.12.Reflectores à retaguarda – nº16 e 17 Portª 851/94
√ Forma • Veículos automóveis e motociclos: Não triangulares. • Reboques e semi-reboques: Triangulares Número • Veículos automóveis ligeiros e pesados e reboques: 2 Posicionamento

√ Cor – Vermelha

• •

Em largura – 400 mm da largura máxima ao solo e 300 mm mínimo ao plano longitudinal de simetria (excepto nos motociclos). Se a largura do veículo for inferior a 1300 mm, os 300 mm passam a 200 mm. Em altura – 350 mm no mínimo e 1200 mm máximo em relação ao solo.

5.13.Reflectores para reboques e semi-reboques à frente – nº18 Portª 851/94 √ Forma – Não triangulares √ Número: 2 √ Cor: Branca ou incolor
√ Posicionamento

• •

Em largura – 400 mm da largura máxima (no caso dos reboques aquela distância máxima será de 150 mm) e 300 mm mínimo ao plano longitudinal de simetria. Se a largura do veículo for inferior a 1300 mm, os 300 mm passam a 200 mm. Em altura – 350 mm no mínimo e 1500 mm máximo em relação ao solo.

5.14.Placas retroreflectoras – nº20 Portª 851/94
√ Aplica-se a veículos com mais de 3500 kg de PB ou 12 metros de comprimento. solo. 6. INDICAÇÕES IMPORTANTES

√ Posicionamento: Em altura – O bordo inferior entre 500 mm e 1500 mm em relação ao

A coloração, quando exigida, não deverá resultar de pintura ou aplicações superficiais nos dispositivos luminosos, mas ser propriedade dos elementos transparentes ou translúcidos utilizados. Em todos os casos de obrigatoriedade de instalação de duas luzes do mesmo tipo, devem estas ser da mesma cor e de igual intensidade, devendo estar colocadas simetricamente em relação ao plano longitudinal médio do veículo.

7. TABELAS RESUMO

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Dispositivos de Iluminação e sinalização luminosa
VEÍCULOS DE CATEGORIAS M e N: DISPOSITIVOS OBRIGATÓRIOS
DISPOSITIVOS LUMINOSOS Luzes de cruzamento (Médios) Luzes de Estrada (Máximos) Luz de marcha-atrás NÚMERO COR DISPOSIÇÃO VEÍCULOS PARA OS QUAIS É OBRIGATÓRIO Disposição Regulamentar Portaria 851/94 Nº5 Nº 4 Nº 12

2 2 ou 4 1 ou 2

Branca Branca Branca

À frente, nas Todos margens exteriores. À frente nas margens exteriores Retaguarda Todos Todos


Luzes indicadoras de direcção Número par maior que 2

Branca ou laranjafrente Vermelha ou laranjarectaguar Margens exteriores laterais Todos Nº 7

Sinal de emergência Luzes Nevoeiro retaguarda Luz de travagem Luz da chapa de matrícula Luzes de posição à frente Luzes de posição à retaguarda

Laranjalateral Igual a Igual a indicadoras de indicadoras de direcção direcção 1 ou 2 Vermelha

Igual a indicadoras de direcção   1 - lado esquerdo 2- margens exteriores

Todos

Nº 11

Todos

Nº 8

2 1 2 2

Vermelha Branca Branca (visível a 150m) Vermelha

Retaguarda, nas margens exteriores A necessária para iluminar a placa Margens exteriores Margens exteriores

Todos Todos Todos Todos  Veículos de largura sup. a 2.10 m Opcional para veículos de largura entre 1.80 e 2.10 m Proibida nos restantes Veículos de largura sup. a 2.10 m Opcional para veículos de largura entre 1.80 e 2.10 m Proibida nos restantes

Nº 6 Nº 13 Nº 2 Nº 3

Luzes delimitadoras (Frente)

2

Branca

O mais alto que o veículo permita

Nº 10

 

Luzes delimitadoras (Retaguarda)

2

Vermelha

O mais alto que o veículo permita

Nº 10

 Reflectores não triangulares à retaguarda Reflectores não triangulares Retaguarda, nos bordos exteriores Frente

2

Vermelha Branca ou incolor

Todos Reboques e semireboques

Nº 16 Nº 17 Nº18

2

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Dispositivos de Iluminação e sinalização luminosa
VEÍCULOS DE CATEGORIAS M e N: DISPOSITIVOS OBRIGATÓRIOS
DISPOSITIVOS LUMINOSOS   NÚMERO Mínimo 2. Máximo em função do comprime nto do veículo Mínimo 2. Máximo em função do comprime nto do veículo COR DISPOSIÇÃO VEÍCULOS PARA OS QUAIS É OBRIGATÓRIO  Veículos de mais de 6 m de comprimento, Opcional nos restantes Veículos de mais de 6 m de comprimento, Opcional nos restantes Peso bruto> 3500 kg Comprimento> 12m Disposição Regulamentar Portaria 851/94

Luzes Sinalização lateral


Âmbar Vermelha em condições especiais

Lateralmente, uniformemente distribuídas (1m retaguarda / 3m frente)

Nº 14

Reflectores Laterais (não triangulares)

 

 Âmbar Vermelha em condições especiais

Lateralmente, uniformemente distribuídas (1m retaguarda / 3m frente) Ver disposição regulamentar

Nº 15

Luz sinal de Reboque

Ver disposição Branca regulamentar

 

Nº 20

VEÍCULOS DE CATEGORIAS M e N: DISPOSITIVOS OPCIONAIS
DISPOSITIVO Luz de nevoeiro à frente NÚMERO 2 COR Branca ou amarela  Luz de estacionamento 2 ou 4   DISPOSIÇÃO À frente  Veículos de comprimento menor de 6 m e largura menor de 2 m. Proibida nos restantes VEÍCULOS PARA OS QUAIS É OBRIGATÓRIO Disposição Regulamentar Portaria 851/94 Nº 9

Branca à frente Vermelho Nas margens atrás exteriores Amarela lateralmen te Atrás sobre elevada

Terceira luz de travagem

1

Vermelha

VEÍCULOS DE CATEGORIA O: DISPOSITIVOS OBRIGATÓRIOS
DISPOSITIVO Luzes indicadoras de direcção Sinal de emergência Luz de travagem NÚMERO COR DISPOSIÇÃO VEÍCULOS PARA OS QUAIS È OBRIGATÓRIO Todos Todos Todos Disposição Regulamentar Portaria 851/94 Nº 7 Nº 11 Nº 6

Um número par Amarela Igual a Igual a indicadoras de indicadoras de direcção direcção 2 Vermelha

Atrás Igual a indicadoras de direcção Atrás

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Dispositivos de Iluminação e sinalização luminosa
VEÍCULOS DE CATEGORIA O: DISPOSITIVOS OBRIGATÓRIOS
DISPOSITIVO Luz da placa de matrícula traseira Luzes de posição (Frente) Luzes de posição (retaguarda) NÚMERO COR DISPOSIÇÃO A necessária para iluminar a placa À frente, nas margens exteriores. VEÍCULOS PARA OS QUAIS È OBRIGATÓRIO Todos Disposição Regulamentar Portaria 851/94 Nº 13

1

Branca


2

Branca

Obrigatório para veículos de largura ≥1.60 m. Opcional para os restantes

Nº 2

2

Vermelha

nas margens exteriores.

Todos.  Veículos de largura sup. a 2.10 m Opcional para veículos de largura entre 1.80 e 2.10 m Proibida nos restantes Veículos de largura sup. a 2.10 m Opcional para veículos de largura entre 1.80 e 2.10 m Proibida nos restantes

Nº 3

Luzes delimitadoras (Frente)

2

Branca

O mais alto que o veículo permita

Nº 10

 

Luzes delimitadoras (Retaguarda)

2

Vermelha

O mais alto que o veículo permita

Nº 10

 Reflectores não triangulares à retaguarda Reflectores não triangulares   2 2 Mínimo 2. Máximo em função do comprime nto do veículo Vermelha Branca ou incolor Retaguarda, nos bordos exteriores Frente

Todos Todos

Nº 16 Nº 17 Nº18

Reflectores Laterais (não triangulares)

 Âmbar Vermelha em condições especiais

Lateralmente, uniformemente distribuídas (1m retaguarda / 3m frente) Ver disposição regulamentar Lateralmente, uniformemente distribuídas (1m retaguarda / 3m frente)

Veículos de mais de 6 m de comprimento, Opcional nos restantes Peso bruto> 3500 kg Comprimento> 12m Veículos de mais de 6 m de comprimento, Opcional nos restantes Veículos de mais de 6 m de comprimento, Opcional nos restantes

Nº 15

Luz sinal de Reboque

Ver disposição Branca regulamentar   Mínimo 2. Máximo em função do comprime nto do veículo Mínimo 2. Máximo em função do comprime nto do veículo

  

Nº 20

Luzes Sinalização lateral


Âmbar Vermelha em condições especiais

Nº 14

Reflectores Laterais (não triangulares)

 

 Âmbar Vermelha em condições especiais

Lateralmente, uniformemente distribuídas (1m retaguarda / 3m frente)

Nº 15

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Dispositivos de Iluminação e sinalização luminosa 8. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA:
            

CE art. 59º e 60º RCE art. 17º e 30º. Decreto-Lei nº 317/00 de 13 de Dezembro – Homologação dos dispositivos de iluminação Portaria 851/94 de 22 de Setembro – Características das luzes Portaria 1080/97 de 29 de Outubro – Directiva CE 97/28:Luzes Portaria 311-C de 24 de Março – Sinais sonoros e luminosos dos veículos de polícia, socorro urgente e veículos em marcha lenta Despacho 14034/03, 18 de Julho – Luzes de trabalho (tractores de mercadorias) CIPO 1/99 de 1 de Março – Luzes marcha-atrás e sinalização lateral CIPO 9/99 de 28 de Maio – Sinalização lateral – datas de homologação veículos CIPO 11/99 de 9 de Agosto – Dependência de funcionamento de luzes de nevoeiro à retaguarda DSCV/DAE 5/96 de 23 de Fevereiro – Luzes nevoeiro à retaguarda DSV/DIV, Fax nº 804/2000 de 28 de Novembro – Terceira luz travagem (obrigatória a partir de 1 de Outubro/00, para ligeiros de passageiros) ITVA nº 1/06, de 15 de Março – Avisadores Luminosos especiais de cor amarela

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Dispositivos de Iluminação e sinalização luminosa

9. INTERPRETAÇÃO DOS DEFEITOS

L P R X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

Cód. Cód. Base Adic. 420 420 420 420 420 420 420 420 420 420 420 420 421 421 422 422 422 422 422 422 422 422 422 422 422 422 422 423 423 423 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 00 01 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 00 01 02

Descrição dos defeitos
L

Tipo
G MG

S C

Funcionamento de luzes de presença Luzes de Presença – Ausência Luzes de Presença – Não funcionamento Luzes de Presença – Não funcionamento (uma luz) Luzes de Presença – Montagem não regulamentar Luzes de Presença – Mau estado Luzes de Presença – Partidos Luzes de Presença – Fissurados Luzes de Presença – Fixação defeituosa Luzes de Presença – Funcionamento defeituoso Luzes de Presença – Com películas não regulamentares Luzes de Presença – Sem marca de homologação (a) Cor e eficiência visual das luzes de presença Luzes de Presença – Cor não regulamentar Cor e eficiência visual das luzes de presença lateral Luzes de sinalização lateral – Ausência Luzes de sinalização lateral – Não funcionamento Luzes de sinalização lateral – Não funcionamento (1 Luz) Luzes de sinalização lateral – Montagem não regulamentar Luzes de sinalização lateral – Cor não regulamentar Luzes de sinalização lateral – Mau estado Luzes de sinalização lateral – Partidas Luzes de sinalização lateral – Fissuradas Luzes de sinalização lateral – Fixação defeituosa Luzes de sinalização lateral – Funcionamento defeituoso Luzes de sinalização lateral – Com películas não regulamentares Luzes de sinalização lateral – Sem marca de homologação (a) Cor e eficiência visual de luzes delimitadoras Luzes delimitadoras – Ausência Luzes delimitadoras – Não funcionamento 2 2 1 1 2 2 2 1 2 2 2 2 2 2 2 1 1 2 2 2 1 2 2 2 2 2

C C C C C C C C C C C

C
C C C C C C C C C C C C C C

C C C

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Dispositivos de Iluminação e sinalização luminosa

L P R X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

Cód. Cód. Base Adic. 420 423 423 423 423 423 423 423 423 423 423 430 430 430 430 430 430 430 430 430 430 430 430 430 431 431 440 440 440 440 440 440 440 00 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 00 01 01 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 00 01 00 01 02 03 04 05 06

Descrição dos defeitos
L

Tipo
G MG

S C

Funcionamento de luzes de presença Luzes delimitadoras – Não funcionamento (uma luz) Luzes delimitadoras – Montagem não regulamentar Luzes delimitadoras – Cor não regulamentar Luzes delimitadoras – Mau estado Luzes delimitadoras – Partidos Luzes delimitadoras – Fissuradas Luzes delimitadoras – Fixação deficiente Luzes delimitadoras – Funcionamento deficiente Luzes delimitadoras – Com películas não regulamentares Luzes delimitadoras – Sem marca de homologação (a) Funcionamento de luzes de travagem Luzes de travagem – Ausência Luzes de travagem – Não funcionamento Luzes de travagem – Não funcionamento (uma luz) Luzes de travagem – Montagem não regulamentar Luzes de travagem – Mau estado Luzes de travagem – Partidas Luzes de travagem – Fissuradas Luzes de travagem – Fixação defeituosa Luzes de travagem – Funcionamento defeituoso Luz de travagem – Terceira luz mal colocada Luzes de travagem – Com películas não regulamentares Luzes de travagem – Sem marca de homologação (a) Cor e eficiência visual de luzes de travagem Luzes de travagem – Cor não regulamentar Luzes indicadoras de direcção “Piscas” – Funcionamento Luzes de mudança de direcção – Ausência Luzes de mudança de direcção – Não funcionamento Luzes de mudança de direcção – Não funcionamento (uma luz) Luzes de mudança de direcção – Montagem não regulamentar Luzes de mudança de direcção – Mau estado Luzes de mudança de direcção – Partidas 1 2 2 2
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1 2 2 2 2 1 1 2 2 2

C C C C C C C C C C

C
2 2 1 2 2 2 1 1 2 1 2 2

C C
C C C C C C C C C C C

2

C C

2 2

C C C C C C

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Dispositivos de Iluminação e sinalização luminosa

L P R X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

Cód. Cód. Base Adic. 420 440 440 440 440 440 440 441 441 442 442 442 442 442 442 460 460 460 460 460 460 460 460 460 460 460 470 470 470 470 470 00 07 08 09 10 11 12 00 01 00 01 02 03 04 05 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 00 01 02 03 04

Descrição dos defeitos
L

Tipo
G MG

S C

Funcionamento de luzes de presença Luzes de mudança de direcção – Fissuradas Luzes de mudança de direcção – Fixação defeituosa Luzes de mudança de direcção – Funcionamento defeituoso Luzes de mudança de direcção – Intermitência não constante Luzes de mudança de direcção – Com películas não regulamentares Luzes de mudança de direcção – Sem marca de homologação (a) Luzes indicadoras de direcção “Piscas” – Cor e eficiência visual Luzes de mudança de direcção – Cor não regulamentar Interruptor/Avisador das luzes indicadoras de mudança de direcção Avisador – Luzes de mudança de direcção – Não funcionamento Interruptor – Luzes de mudança de direcção – Não funcionamento Interruptor – Luzes de mudança de direcção – Funcionamento deficiente Interruptor – Luzes de mudança de direcção – Mau estado Interruptor – Luzes de mudança de direcção – Fixação deficiente Funcionamento das luzes de marcha-atrás Luzes de marcha-atrás – Mau estado Luzes de marcha-atrás – Partidas Luzes de marcha-atrás – Fissuradas Luzes de marcha-atrás – Fixação defeituosa Luzes de marcha-atrás – Não funcionamento Luzes de marcha-atrás – Colocação não regulamentar Luzes de marcha-atrás – Cor não regulamentar Luzes de marcha-atrás – Funcionamento não dependente da marcha-atrás Luzes de marcha-atrás – Com películas não regulamentares Luzes de marcha-atrás – Sem marca de homologação (a) Luzes de chapa de matrícula – Eficiência e cor Luzes de chapa de matrícula – Ausência Luzes de chapa de matrícula – Não funcionamento Luzes de chapa de matrícula – Não Funcionamento (uma luz) Luzes de chapa de matrícula – Montagem não regulamentar 1 2 2 2 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 1 1 1 2 2 2 1 2 2 1 1 2

C C C C C C C C C C C C C C

C
C C C C C C C C C C C C C C C

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Visibilidade Dispositivos de Iluminação e sinalização luminosa

L P R X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

Cód. Cód. Base Adic. 420 470 470 470 470 470 470 470 470 480 480 480 480 480 480 480 481 481 481 481 481 490 490 490 00 05 06 07 08 09 10 11 12 00 01 02 03 04 05 06 00 01 02 03 04 00 01 02

Descrição dos defeitos
L

Tipo
G MG

S C

Funcionamento de luzes de presença Luzes de chapa de matrícula – Cor não regulamentar Luzes de chapa de matrícula – Mau estado Luzes de chapa de matrícula – Partidos Luzes de chapa de matrícula – Fissuradas Luzes de chapa de matrícula – Fixação defeituosa Luzes de chapa de matrícula – Funcionamento defeituoso Luzes de chapa de matrícula – Com películas não regulamentares Luzes de chapa de matrícula – Sem marca de homologação (a) Reflectores – Localização, estado e cor Reflectores – Ausência Reflectores – Ausência (um reflector) Reflectores – Deteriorados Reflectores – Deteriorados (um reflector) Reflectores – Colocação não regulamentar Reflectores – Sem marca de homologação (a) Placas reflectoras – Localização estado e cor Placas reflectoras – Ausência Placas reflectoras – Deterioradas Placas reflectoras – Colocação não regulamentar Placas reflectoras – Sem marca de homologação (a) Funcionamento das luzes avisadoras de perigo Luzes avisadoras de perigo – Não funcionamento Luzes avisadoras de perigo – Frequência de intermitência não regulamentar 1 2 2 2 2 2 1 2 2 1 2 2 1 1 1 1 1 1 2 2

C C C C C C C C

C
C C C C C C

C
C C

C C C C

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CONTROLO DE EMISSÕES DE GASES IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO (Ciclo Diesel)

1. ESPECIFICAÇÕES GERAIS Os veículos devem respeitar o alinhamento, intensidade luminosa e número máximo das luzes de estrada, cruzamento e nevoeiro. 2. INSPECÇÃO 2.1. Método de Inspecção   Inspecção visual Inspecção mecanizada – Regloscópio

2.2. Procedimento 2.2.1. Instruções Preliminares

√ Avaliação visual do estado do regloscópio para detecção de eventuais anomalias, em
particular da lente, do visor e do luxímetro. 2.2.2. Considerações Gerais

O veículo deve ser colocado em posição correcta para o controlo da orientação dos faróis: √ √ O veículo deve-se encontrar num plano horizontal. As rodas directrizes devem estar na posição correspondente à marcha em linha recta. lente do regloscópio. Deve assegurar-se de que os pneus se encontram cheios e com igual pressão à direita e à esquerda. Se a diferença entre 2 pneus é superior a metade da altura do pneu, deve mandar-se encher o pneu, pois de outro modo o resultado não é fiável. Deve assegurar-se que o sistema de regulação de altura dos faróis, no veículo, está na posição "0". A intensidade luminosa do foco pode ser afretada por uma deficiente montagem (lateral ou verticalmente) que afectam a interpretação da diferença de intensidades. Nestes casos deve ser dada a devida indicação do defeito. Caso se verifique que, por má montagem, existe uma diferença de intensidades luminosa significativa (mais de 60%) ou que um dos faróis possui orientação alta, devem ser assinalado os defeitos constatados (montagem deficiente, diferença de intensidades luminosas e/ou orientação alta). Verificação da Orientação dos Faróis de Médios e de Máximos

√ Os faróis do veículo devem estar aproximadamente a uma distância entre 30 e 50 cm da


√ √

2.2.3.

2.2.3.1. Controlo do estado, fixação, posição, simetria e funcionamento √ √ √ √ √ √ Os faróis devem estar convenientemente fixos ao veículo. Estado das ópticas (verificar a eventual existência de furos, fendas ou pequenas reparações). Verificar o estado dos reflectores (corrosão ou uma parte com coloração mate). Verificar o funcionamento e a ligação simétrica dos faróis (ausência de inversão). Os faróis de cada par devem ter sensivelmente a mesma intensidade. As luzes do mesmo tipo devem ser da mesma cor.

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CONTROLO DE EMISSÕES DE GASES IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO (Ciclo Diesel)

N.B.: A qualidade do foco luminoso depende em particular da lâmpada, do vidro e do reflector.

2.2.3.2.Controlo da orientação dos faróis e qualidade do foco – Regloscópio
As operações abaixo descritas, de colocação em funcionamento do regloscópio devem ser escrupulosamente seguidas.

√ Colocar o equipamento em posição, devendo este deslizar livremente durante o ensaio.

√ √

√ √

Alinhar o eixo óptico do aparelho com o eixo longitudinal do veículo, escolhendo dois pontos simétricos do veículo, utilizando a mira do equipamento. Centrar o aparelho com o farol a controlar. A centragem do aparelho em altura deve ser efectuada utilizando o “lazer”, ou estando o veículo com médios ligados através das ranhuras existentes no corpo do regloscópio. A presença do condutor no interior do veículo e/ou o estado da suspensão podem modificar a altura dos faróis. Verificar o valor de inclinação (indicador linear), dos faróis do veículo, estando esta indicação normalmente indicada na óptica do veículo, ou em chapa indicadora, colocada no compartimento do motor ou numa das portas do veículo. Nos veículos que não apresentem a indicação do valor de inclinação, devem ser utilizados os valores da seguinte tabela:  Ligeiros – 1,2%  Ligeiros de mercadorias com peso bruto superior a 2800 kg. – 2%  Veículos pesados com suspensão pneumática – 1,2%  Restantes veículos pesados – 2% Efectuar a verificação das luzes de acordo com as instruções indicadas no "display" do equipamento. Apreciar a regulação da orientação em função do tipo projector a controlar. Segundo o tipo de farol, o elemento de regulação é feito quer para os médios, quer para os máximos.

3. OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:   Se uma bagageira se encontrar fortemente carregada e os faróis estiverem muito altos, é necessário retirar a carga e controlar os faróis novamente. Presença de humidade dentro do farol em tempo húmido. Com o calor libertado pela lâmpada, a humidade desaparece. Os projectores orientáveis em altura sem ferramenta, devem ser controlados da forma como se apresentam. Em caso de impossibilidade técnica de controlo, pedir ao condutor para modificar a orientação dos faróis, quer o comando seja no habitáculo, no exterior ou sob o “capôt”. Em caso de dificuldade, por proximidade do limite de tolerâncias, abanar ligeiramente o veículo, de forma a colocar a suspensão em posição de equilíbrio. Verificar de novo o alinhamento, tendo em conta que as portas do veículo devem estar fechadas. Para a correcta interpretação dos resultados e critérios de aceitação para a altura da projecção dos feixes luminosos dos faróis do veículo automóvel, devem ser utilizados os seguintes exemplos: • Faróis com luz de cruzamento simétrica e faróis de nevoeiro

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CONTROLO DE EMISSÕES DE GASES IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO (Ciclo Diesel)

Faróis com luz de cruzamento assimétrica

Faróis para luz de estrada

Estes limites, ilustrados através dos esquemas apresentados, devem ser considerados com o veículo sem carga ou passageiros, para além do condutor.

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CONTROLO DE EMISSÕES DE GASES IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO (Ciclo Diesel)

4.

INTERPRETAÇÃO DOS DEFEITOS Cód. Cód. Base Adic. 410 410 410 410 410 410 410 410 410 410 410 410 410 410 410 410 410 410 410 410 410 410 410 410 410 410 410 410 410 410 410 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Tipo
L G MG

L P R X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

Descrição dos defeitos Funcionamento de luzes – máximos e médios Luzes de estrada (máximos) – Material reflector deteriorado Luzes de estrada (máximos) – Ausência Luzes de estrada (máximos) – Não funcionamento Luzes de estrada (máximos) – Não funcionamento (uma luz) Luzes de estrada (máximos) – Funcionamento incorrecto Luzes de estrada (máximos) – Montagem não regulamentar Luzes de estrada (máximos) – Cor não regulamentar Luzes de estrada (máximos) – Projectores sem marca de homologação (b) Luzes de estrada (máximos) – Fixação defeituosa Luzes de estrada (máximos) – Mau estado Luzes de estrada (máximos) – Partidos Luzes de estrada (máximos) – Fissuradas Luzes de estrada (máximos) – Com películas não regulamentares Luzes de cruzamento (médios) – Material reflector deteriorado Luzes de cruzamento (médios) – Ausência Luzes de cruzamento (médios) – Não funcionamento Luzes de cruzamento (médios) – Funcionamento incorrecto Luzes de cruzamento (médios) – Montagem não regulamentar Luzes de cruzamento (médios) – Cor não regulamentar Luzes de cruzamento (médios) – Faróis sem marca de homologação (b) Luzes de cruzamento (médios) – Fixação deficiente Luzes de cruzamento (médios) – Mau estado Luzes de cruzamento (médios) – Partidos Luzes de cruzamento (médios) – Fissuradas Luzes de cruzamento (médios) – Regulação defeituosa Luzes de cruzamento (médios) – Com películas não regulamentares Luzes suplementares – Material reflector deteriorado Luzes suplementares – Não funcionamento Luzes suplementares – Funcionamento incorrecto Luzes suplementares – Montagem não regulamentar 1 1 1 1 1 1 1 1 1

S C

2 2 2

C C C C

2 2 2 2

C C C C C

2 2

C C C

2 2 2 2 2 2 2 2

C C C C C C C C C

2 2

C C C C

2

C C C C

2
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C

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MPITV
CONTROLO DE EMISSÕES DE GASES IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO (Ciclo Diesel)

L P R X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

Cód. Cód. Base Adic. 410 410 410 410 410 410 410 410 410 411 411 411 411 411 411 411 412 412 412 412 412 412 412 412 412 412 414 414 414 450 00 31 32 33 34 35 36 37 38 00 01 02 03 04 05 06 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 00 01 02 00

Descrição dos defeitos
L

Tipo
G MG

S C

Funcionamento de luzes – máximos e médios Luzes suplementares – Cor não regulamentar Luzes suplementares – Projectores sem marca de homologação (b) Luzes suplementares – Fixação defeituosa Luzes suplementares – Mau estado Luzes suplementares – Partidos Luzes suplementares – Fissuradas Luzes suplementares – Dependência de funcionamento não regulamentar Luzes suplementares – Com películas não regulamentares Alinhamento de luzes – Máximos e Médios Luzes de estrada (máximos) – Alinhamento incorrecto (orientação alta) Luzes de estrada (máximos) – Alinhamento incorrecto (orientação baixa) Luzes de cruzamento (médios) – Alinhamento incorrecto (orientação alta) Luzes de cruzamento (médios) – Alinhamento incorrecto (orientação baixa) Luzes suplementares – Alinhamento incorrecto (orientação alta) Luzes suplementares – Alinhamento incorrecto (orientação baixa) Interruptor/Comutador/Avisador – Máximos e médios Avisador de máximos – Não funcionamento Comutador de máximos e médios – Ausência de comutação Comutador de máximos e médios – Comutação deficiente Comutador de máximos e médios – Fixação deficiente Interruptor de máximos e médios – Não funcionamento Interruptor de máximos e médios – Funcionamento deficiente Interruptor de máximos e médios – Mau estado Interruptor de máximos e médios – Fixação deficiente Regulação de máximos e médios – Não funcionamento Eficiência visual de luzes – Máximos e médios Luzes de estrada (máximos) – Diferença entre intensidade luminosa superior a 50% Luzes de cruzamento (médios) – Diferença entre intensidade luminosa superior a 50% Cor, eficiência visual, avisador – Luzes de nevoeiro 2 2 1 1 1 2 1 1 2 2 2 1 1 2 1 2 2 1 2 2 1 2 2 2 2

C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C

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CONTROLO DE EMISSÕES DE GASES IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO (Ciclo Diesel)

L P R X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

Cód. Cód. Base Adic. 410 450 450 450 450 450 450 450 450 450 450 450 450 450 450 450 450 450 450 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18

Descrição dos defeitos
L

Tipo
G MG

S C

Funcionamento de luzes – máximos e médios Luzes de nevoeiro – Ausência (a) Luzes de nevoeiro – Não funcionamento (a) Luzes de nevoeiro – Não funcionamento (Uma luz não obrigatória) Luzes de nevoeiro – Montagem não regulamentar Luzes de nevoeiro – Cor não regulamentar Luzes de nevoeiro – Mau estado Luzes de nevoeiro – Partidas Luzes de nevoeiro – Fissuradas Luzes de nevoeiro – Fixação deficiente Luzes de nevoeiro – Funcionamento incorrecto Luzes de nevoeiro – Eficácia nula à retaguarda Luzes de nevoeiro – Dependência de funcionamento não regulamentar Luzes de nevoeiro – Com películas não regulamentares Luzes de nevoeiro – Sem marca de homologação (a) Luzes de nevoeiro – Alinhamento incorrecto (orientação alta) Luzes de nevoeiro – Alinhamento incorrecto (orientação baixa) Avisador – Luzes de nevoeiro – Não funcionamento Avisador – Luzes de nevoeiro – Cor não regulamentar 1 2 2 1 1 2 2 2 2 2 2 1 2 2 2 2 2 2

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MPITV
SISTEMA DE TRAVAGEM

1. ESPECIFICAÇÕES GERAIS O travão de serviço deve permitir controlar o movimento do veiculo e detê-lo de uma forma segura, rápida e eficaz, quaisquer que sejam as condições de velocidade e de carga e para qualquer pendente ascendente ou descendeste, no qual que o veiculo se encontre. O dispositivo do travão de serviço, deverá actuar sobre todas as rodas do veículo Rendimento: Um dispositivo de travagem tem por função diminuir progressivamente a velocidade do veículo em andamento e fazer com que se detenha ou mantenha imóvel, caso se encontre parado. Entende-se por desequilíbrio a diferença de esforços de travagem entre as rodas de um mesmo eixo. A medida do desequilíbrio efectua-se em cada eixo, em percentagem, da roda que trava menos relacionando-a com a que trava mais, tal como se apresenta a seguir:

D=
Em que:

100( Fd − Fi ) Fd

Fd – força de travagem da roda que trava mais Fi – força de travagem da roda que trava menos Define-se como ovalização ou empeno (d) num tambor ou disco de travagem, como:

d=
Em que:

100( F max − F min) F max

Fmax – Força de travagem máxima Fmin – Força de travagem mínima Estas forças são obtidas, mantendo uma força de travagem mínima e constante sobre o pedal de travão, mas suficiente para ser observada a deformação dos discos ou tambores. Tanto o desequilíbrio como a ovalização ou empeno produzem no veículo um par de forças que tendem a desestabilizar o veículo, desviando-o da sua trajectória. O travão de estacionamento, deverá poder manter parado o veiculo carregado sobre uma pendente de 18%. Nos veículos com reboque, o de travão de estacionamento do veículo tractor, deverá poder manter parado o conjunto sobre um pendente de 12%.

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SISTEMA DE TRAVAGEM

A inspecção do travão de emergência só poderá realizar-se se estiver disponível um comando independente do comando do travão de serviço. O travão de emergência deve permitir parar o veículo numa distância razoável caso falhe o travão de serviço, mas actuando de forma gradual. 2. MÉTODO O sistema de travagem é verificado visualmente e com o auxílio dos seguintes equipamentos de medição:    Frenómetro de rolos Desacelarógrafo Equipamento de “rolos loucos”

2.1. Frenómetro de rolos O frenómetro mede em contínuo as forças de travagem (F), e simultaneamente, as forças verticais aplicadas pelo veículo sobre o frenómetro. No momento em que os eixos do veículo se apoiam sobre o frenómetro, o sistema de pesagem avalia o peso estático e, durante o ensaio, determina o peso dinâmico, registando o seu valor no momento em que as forças de travagem são máximas. No caso dos veículos pesados e ligeiros com mais de 2800 Kg, o valor das forças verticais a considerar é o valor medido no momento do ensaio, ou seja, o peso dinâmico, sendo pois de considerar para efeitos de avaliação a eficiência dinâmica. Para os veículos ligeiros, cuja tara ou peso bruto seja inferior a 2800 kg, o valor das forças verticais a considerar, é o obtido no banco de suspensão como peso estático, sendo pois, neste caso, de considerar a eficiência estática. O valor das forças de travagem pode ser influenciado por diferentes factores, tais como a velocidade, o piso, os pneus, a temperatura e outros.
A eficiência de travagem deve estar relacionada com a massa máxima autorizada ou, no caso dos semireboques com a soma das cargas máximas autorizadas, por eixo. A determinação do valor da eficiência de travagem é baseada na seguinte expressão matemática:

E (%) =

9.81   Fn ×

∑ Ft

×100(%)  

Em que: E = Valor da eficiência (em percentagem); Ft = Soma das forças máximas de travagem medidas em cada roda durante o ensaio (Newton); Fn= Massa do veículo no momento do ensaio (kg).
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2.2. Desacelerógrafo É justificado o uso do desacelerógrafo apenas nos casos em que, devido ás características dos veículos, não seja exequível o ensaio no frenómetro. A justificação e os registos devem constar do respectivo Relatório de Inspecção. Deve ser considerada a seguinte metodologia: 5.1.1. Preparação:

Proceder à autocalibração do desacelerógrafo, de acordo com o respectivo manual de instruções. Colocar o aparelho num fundo do veículo, o mais horizontalmente possível, usando, para o efeito, o parafuso de nivelamento. 5.1.2. Condições de ensaio:

O ensaio deve ser efectuado nas seguintes condições: • • • • Piso seco, regular e horizontal Travões frios Veículo em velocidade estabilizada, cerca de 40 km/h Durante a travagem não deve ocorrer patinagem das rodas Face ao exposto, torna-se necessário proceder ao ensaio numa zona com a extensão e as características adequadas para atingir a velocidade referida e suficientemente desobstruída para que o ensaio se possa fazer em segurança. 5.2. Resultados do ensaio: O manuseamento do equipamento, para a obtenção dos resultados do ensaio, deve ser conduzido de acordo com o manual de instruções. A eficiência de travagem E (%) é a relação entre a desaceleração máxima do veículo a (m/s²) e a aceleração da gravidade g ( 9,81m/s²):

E máx (%) =

a ×100 g

5.2.1.

“Rolos Loucos”

Este equipamento é utilizado como complemento ao frenómetro de rolos, permitindo efectuar neste equipamento o ensaio de travagem a veículos ligeiros de tracção integral, permanente, não desbloqueável, tipo “syncro”. 5.2.2. Preparação

Colocar o veículo perfeitamente alinhado em relação ao frenómetro. Antes da entrada do veiculo no frenómetro, colocar os “Rolos Loucos” à frente do eixo traseiro, de maneira a que, quando o 1º eixo se encontrar correctamente posicionado no frenómetro, o 2º eixo esteja em cima dos rolos e as rodas girem sem qualquer tipo de prisão. MANUAL DE INSPECÇÃO TÉCNICA DE VEÍCULOS
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Na passagem para o ensaio de 2º eixo, efectuar a mesma operação de colocação dos rolos, agora no 1º eixo. Nota: Aquando do ensaio, não devem ser efectuados movimentos bruscos no volante. 3. INSPECÇÃO 3.1. Veículos articulados (tractor/semi-reboque) Nos ensaios de travagem em veículos articulados, tractor/semi-reboque a avaliação das forças de travagem medidas numa inspecção deve fazer-se considerando o seguinte: a) Semi-reboques O ensaio para o calculo da eficiência das forças de travagem dos sistemas de travão de serviço e de estacionamento deve fazer-se com o semi-reboque atrelado ao veículo tractor, utilizando os valores indicados por eixo, em frenómetro equipado com captores e sistema de medição de forças verticais; b) Tractores Se o tractor for inspeccionado com o semi-reboque acoplado a eficiência das forças de travagem dos sistemas de travão de serviço e travão de estacionamento é indicada no frenómetro equipado com os captores com o sistema de medição de forças verticais.

3.2.Ensaio de travagem aos restantes veículo pesados e reboques
A eficiência das forças de travagem é calculada tendo por base as medições, por roda, no frenómetro equipado com captores e sistema de medição de forças verticais. 3.2.1. Ensaio de travagem aos veículos ligeiros

A eficiência das forças de travagem é calculada tendo por base: a) As medições feitas no banco de suspensão; ou b) As medições, por roda, no frenómetro equipado com captores e sistema de medição de forças verticais. 3.2.2. Ensaios com desacelarógrafo

È justificado o uso do desacelarógrafo apenas nos casos em que, devido às características dos veículos, não seja exequível o ensaio no frenómetro. A justificação e os registos dos ensaios devem constar do respectivo relatório de inspecção. 4. RESULTADOS DOS ENSAIOS No registo dos ensaios de travagem devem constar: a) b) c) d) Valor da força de travagem por eixo; Força vertical por eixo medida no momento do ensaio; Valor da eficiência de travagem Diferença das forças de travagem no mesmo eixo (em percentagem do maior valor medido); e) Data e hora do ensaio.

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5. MÉTODOS DE ENSAIO POR SISTEMA DE TRAVAGEM Travão de serviço Esta inspecção é realizada por meio de um frenómetro ou dispositivo adequado, onde se verificará cada um dos eixos do veiculo, comprovando: A travagem das rodas O desequilíbrio das forças de travagem entre as rodas de um mesmo eixo. A progressão não gradual. O atraso anormal no funcionamento dos travões em qualquer uma das rodas. A variação das forças de travagem de uma das rodas devido à ovalização dos tambores ou deformações em discos  A existência de forças de travagem sem acção sobre o pedal do travão  A eficiência      Ao utilizar o frenómetro para a realização desta inspecção, devem ter-se em conta os seguintes aspectos: • Uma incorrecta pressão dos pneus pode dar lugar a leitura erróneas, por isso é necessária uma correcta pressão dos mesmos. Assim mesmo a superfície de rodagem deverá apresentar uma profundidade de escultura suficiente. Em alguns casos os veículos dotados de sistema anti bloqueio pode acender-se a luz de aviso do sistema ao entrar em funcionamento os rolos do frenómetro. Para corrigir este problema uma vez que o veículo tenha saído do frenómetro, pára-se o motor e efectua-se um novo arranque do motor, com o qual a luz avisadora desliga na sequência da verificação ao sistema. Em alguns casos pode haver necessidade de intervenção de oficina, para que esta se apague. Nos veículos dotados de um sistema de controlo de tracção, para efectuar um ensaio no frenómetro é necessário parar o motor e com a chave de contacto na posição stop, proceder normalmente. Se o veículo possui um dispositivo que deixe fora de serviço o sistema, procede-se à sua desconexão antes de colocá-lo no frenómetro. Os veículos com sistema de tracção integral mecânico, que não possam ser desacoplados manualmente, têm que ser inspeccionados tendo em conta as características que o dito sistema apresenta. Visto geralmente o processo de provas ser mais longo que num veículo normal têm que se efectuar quatro ensaios para se conseguir avaliar correctamente o sistema de travagem. Deve considerar-se a possível presença no sistema de travagem dos eixos que sozinho se actuam e travam quando o eixo vizinho alcança a carga adequada. Em construções modernas, com eixos portantes e motor com suspensão pneumática comandada por “centralina”, quando o veículo está vazio é possível que com o sistema a funcionar correctamente, o eixo portante não trave. No caso de veículos com eixos duplos ou triplos de tracção não desacopláveis, ou naqueles que por geometria não é possível a comprovação mediante o ensaio em frenómetro, só se comprovará a eficácia da travagem com o ensaio de desacelerógrafo em local adequado.

5.2. Travão de emergência Esta inspecção realiza-se com um frenómetro ou dispositivo adequado. Verifica-se cada um dos eixos do veículo sobre os quais actua o frenómetro, comprovando-se:

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    

Travagem inoperacional O desequilíbrio das forças de travagem entre as rodas de um mesmo eixo. Progressão não gradual da travagem (ovalização). Atraso anormal no funcionamento dos travões em qualquer das rodas. No caso dos reboques, o funcionamento do dispositivo de travagem automático

Mediante o método de inspecção mecanizada por meio de um frenómetro ou dispositivo adequado, verifica-se se a relação das forças de travagem é adequada. 5.3. Travão de estacionamento Esta inspecção realiza-se no frenómetro ou dispositivo adequado. Verifica -se no mesmo cada um dos eixos do veículo sobre os quais o travão de estacionamento actua, comprovando:  A sua eficiência.  A colocação do trinque do travão de estacionamento.  Existe desgaste excessivo do eixo da alavanca ou do mecanismo de trinque.  O curso excessivo da alavanca 5.4. Travão de inércia Mediante inspecção visual verifica-se:

 Estado.
 A integridade da transmissão. 5.5. Dispositivo de Desaceleração. 5.5.1. Geral

Por sistema de desaceleração entende-se aquele que é capaz de exercer e manter o efeito de travagem durante muito tempo sem utilização dos outros sistemas de travagem do veículo. Pode ser: • • Independente: se o dispositivo de comando está separado dos do sistema de travão de serviço e dos dispositivos de travagem. Integrado: se o seu dispositivo de comando está integrado no dispositivo de travão de serviço, de tal maneira que o acelerador e o travão de serviço se aplicam simultaneamente ou a intervalos adequados como resultado do accionamento do dispositivo de comando combinado. Combinado: se o desacelerador integrado tem, alem disso, um dispositivo de corte que permite ao comando combinado aplicar unicamente o travão de serviço. Esta alínea não pressupõe a existência obrigatória deste dispositivo num circuito de travões, embora no caso de estar equipado com ele deva cumprir com o indicado. 5.5.2 Método

Esta inspecção realiza-se num frenómetro e verifica-se nele cada um dos eixos do veículo sobre os que o desacelerador actua, comprovando que ao accionar o dispositivo de comando ao dito dispositivo de travagem, se produz um aumento ou diminuição gradual da travagem. Por inspecção visual, verifica-se: MANUAL DE INSPECÇÃO TÉCNICA DE VEÍCULOS
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• • 6.

Que a sua montagem ou conexões são seguras. Que o seu estado não seja defeituoso. PEDAL DO TRAVÃO

Mediante inspecção visual e pisando várias vezes no pedal do travão, verifica-se: • • • 7. O movimento e curso do pedal. O revestimento anti deslizante. O estado. BOMBA DE VÁCUO COMPRESSOR E DEPÓSITOS

7.1. Gerais Esta inspecção realiza-se aos veículos que disponham de um circuito pneumático para o sistema de travagem. 7.2. Método Mediante inspecção visual, verifica-se: • A bomba de vácuo ou o compressor e o seu sistema de fixação. O tempo a dispor de pressão ou vácuo para o funcionamento eficaz dos travões (para realizar esta verificação é necessário descarregar total ou parcialmente o circuito de travões mediante várias pedaladas com o motor parado e rearrancar o motor). A pressão ou vácuo são suficientes para permitir ao menos duas travagens a fundo consecutivas uma vez que se põe em marcha o dispositivo de aviso (ou que o manómetro assinale um valor perigoso). Se existe fugas de ar que provoque uma descida considerável da pressão ou vácuo, ou fugas de ar audíveis.

• • •

8. INDICADOR DE BAIXA PRESSÃO 8.1. Geral Esta inspecção realiza-se nos veículos que disponham de um circuito pneumático para o sistema de travagem. 8.2. Método Descarrega-se total ou parcialmente o circuito de travões mediante várias pedaladas com o motor parado. Põe-se o motor em marcha e mediante inspecção visual verifica-se o bom funcionamento do indicador de baixa pressão. 9. VÁLVULA DE REGULAÇÃO DO TRAVÃO DE MÃO 9.1. Geral

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Esta inspecção realiza-se a veículos que disponham de um circuito pneumático para o sistema de travagem. 9.2. Método Mediante inspecção visual, verifica-se:     Se a válvula está rota ou estragada ou excessivamente gasta. Se o funcionamento é defeituoso. O comando da alavanca da válvula ou a válvula são inseguros. Existem conexões soltas ou fugas de ar no sistema.

10. VÁLVULAS DE TRAVAGEM 10.1.Geral Esta inspecção realiza-se a veículos que disponham de um circuito pneumático para o sistema de travagem. 10.2.Método Mediante inspecção visual, verifica-se as válvula de retenção, válvulas de escape rápido, reguladores ou outras, se:  Cumprem a sua função.  A sua montagem é insegura ou inadequada.  Há produção de descarga excessiva de óleo do compressor.  Há produção de descarga de fluido hidráulico no caso de travões mistos.  Existe perda de ar audível. 11. ACUMULADOR, DEPÓSITO DE PRESSÃO 11.1 - Geral Esta inspecção realiza-se a veículos que disponham de um circuito pneumático para o sistema de travagem. 11.2 - Método Mediante inspecção visual, verifica-se:

 Se acumuladores ou depósitos de pressão se estão defeituosos, corroídos ou têm perdas.  Se o dispositivo de vácuo se está operacional.  Se a montagem é insegura ou inadequada.
12. LIGAÇÃO AO TRAVÃO DE REBOQUE 12.1.Geral

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Todo o reboque ou semi-reboque com sistema de travagem contínuo deve dispor no seu circuito de válvulas de fecho automático, de forma que em caso de separação do conjunto de veículos não se veja afectada a eficácia da travagem. 12.2.Método Mediante inspecção visual, verifica-se:  As válvulas de isolamento ou válvulas de fecho automático permitem um adequado isolamento com os tubos flexíveis desligados.  Com os tubos flexíveis ligados, a montagem é insegura ou inadequada.  Com os tubos ligados, existe perda de fluído excessivo. 13. SERVOFREIO. CILINDRO DE COMANDO (SISTEMAS HIDRÁULICOS) 13.1.Método Verifica-se o funcionamento do servofreio pisando o pedal de travão e observando a sua progressividade mediante um esforço exercido sobre o pedal. Se o servofreio se encontra em mau estado ou tem falta de vácuo, o esforço sobre o pedal será muito elevado e em ocasiões descesse ou levantasse o pedal, significa um tipo de avaria no equipamento. Mediante inspecção visual, verifica-se:  A bomba de comando está avariada, ou tem perdas.  É insegura.  Existe quantidade suficiente de líquido de travões, quando é visível e/ou acessível o depósito.  Existe a tampa adequada do depósito da bomba de comando.  O indicador de aviso do nível de líquido dos travões está ligado.  Funciona correctamente o indicador do nível de líquido dos travões, quando é possível. 14. TUBOS RÍGIDOS 14.1.Método Mediante inspecção visual, se comprovará se:     Estão defeituosos, danificados ou excessivamente corroídos. Existem perdas nos tubos ou nas conexões com os manguitos. A sua fixação é correcta. Se a colocação pode afectar a sua integridade.

15. TUBOS FLEXÍVEIS 15.1.Método Mediante inspecção visual, verificar se: • Estão defeituosos, desgastados, demasiado curtos ou corroídos.

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• • • •

Existem perdas nos tubos ou nas ligações com os manguitos. Produzem deformações baixa pressão. A sua fixação é correcta Se a colocação pode afectar a sua integridade.

16. CINTAS E CALÇOS 16.1.Geral Ao não estar autorizada a desmontagem das rodas para realizar esta verificação, pode ser impossível efectuá-la mediante inspecção visual. Contudo, nos casos em que o desgaste dos ““ferodos” das maxilas não possa comprovar-se de fora ou debaixo do veículo, aceitam-se dispositivos acústicos ou ópticos que avisem o condutor quando tem de substituir o “ferodo”. 16.2.Método Mediante inspecção visual, se verifica-se (nos casos em que é possível) se:

• •

Os ““ferodos” de travão apresentam desgaste excessivo. Os ““ferodos” de travão apresentam impregnação de óleo, sujidade, etc. O sinal de aviso, ao accionar o contacto, não permanece ligado, sempre que o travão de estacionamento não está accionado.

17. TAMBORES E DISCOS 17.1.Método Mediante inspecção visual, verifica-se (nos casos em que é possível) se • • • Os discos e/ou de calços estão desgastados excessivamente na sua superfície activa, estão gretados ou partidos. Os discos e/ou tambores estão impregnados de óleo, sujidade, etc. Os suportes são seguros.

18. CABOS, ALAVANCAS E LIGAÇÕES. 18.1.Método Mediante inspecção visual, verificar se: • • • • O estado dos cabos, defeituosos, enrolados, desfeitos, desgastados ou corrosão excessiva. Se as uniões com os cabos ou alavancas estão defeituosas. Se existe qualquer restrição ao funcionamento livre do sistema de travões. O aparecimento de qualquer movimento anormal das alavancas, ou ligações que indique uma desafinação ou desgaste excessivo.

19. CILINDROS DO SISTEMA DE TRAVAGEM
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19.1.Método Mediante inspecção visual, verificar: • Estão fendidos, defeituosos ou apresentam corrosão excessiva. • A sua montagem é insegura ou inadequada. • O percurso da haste do cilindro é excessivo. • Se há danos excessivos ou percas da guarda de protecção contra o pó. 20. COMPENSADOR AUTOMÁTICO DE TRAVAGEM EM FUNÇÃO DA CARGA 20.1.Geral Esta alínea não pressupõe a existência obrigatória deste dispositivo num circuito de travões, embora em caso de estar equipado com o mesmo deve cumprir com o que se indica. 20.2.Método Mediante inspecção visual, verificar (naqueles casos em que seja possível). • • • Sua ligação. O funcionamento. Se está apertado ou inoperativo.

21. AJUSTADORES DE CARGA AUTOMÁTICO 21.1.Geral Esta alínea não pressupõe a existência obrigatória deste dispositivo num circuito de travões embora em caso de estar equipado com o mesmo deve cumprir com o que se indica. 21.2.Método Mediante inspecção visual, verificar se é possível: • • • Que não apresentem tensão ou movimento anormal. Um desgaste excessivo ou um ajuste defeituoso. Se o seu funcionamento é adequado.

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22. INTERPRETAÇÃO DOS DEFEITOS
Cód. Cód. Base Adic. 100 101 X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X 101 101 101 101 102 102 102 102 103 103 103 103 104 104 104 104 105 105 105 105 105 105 106 01 107 107 107 107 107 107 00 01 02 03 00 01 02 03 00 01 02 03 00 01 02 03 00 01 02 03 04 05 00 01 00 01 02 03 04 05 Tipo L G MG Sistema de travagem Estado mecânico de funcionamento Pivot do pedal do travão de pé: Demasiado apertado Rolamento gasto Com folga excessiva Estado do pedal do travão: Superfície anti escorregamento inexistente Superfície anti escorregamento mal fixada Superfície anti escorregamento gasta Curso do pedal do travão: Excessivo Com reserva insuficiente Travão recupera com dificuldade Bomba de vácuo: Tempo necessário p/ criar pressão p/ funcionamento eficaz excessivo Pressão insuficiente p/ assistir duas aplicações do travão Fuga de óleo Compressor: Tempo necessário p/ criar pressão p/ funcionamento eficaz excessivo Não assegura uma travagem eficaz entre duas aplicações do travão Ligações com fugas causadoras de uma queda de pressão significativa Com fugas não causadoras de perda de pressão significativas Com fuga de óleo Indicação de pressão (manómetro) Com funcionamento deficiente Válvula manual de comando do travão: Comando danificado Comando c/ desgaste excessivo Com funcionamento defeituoso Com comando inseguro na haste Unidade insegura 2 2 2 2 2 R R R R R 2 C 1 2 2 2 2 R R R C R 2 2 2 R R R 2 2 2 R R R 1 1 1 C C C 2 2 2 R R R

L X

P X

R X

Descrição dos defeitos

S

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L X X X

P X X X

R X

Cód. Cód. Base Adic. 100 107 107 108 108 108 108 06 07 00 01 02 03 00 01 02 03 04 05 00 01 02 03 04 05 06 00 01 02 03 04 05 06 00 01 02

Descrição dos defeitos Sistema de travagem Ligações mal fixadas Ligações com fugas Travão de estacionamento, alavanca de comando: A alavanca não se mantém na sua posição de fixação Desgaste excessivo no pivot da alavanca ou no mecanismo da cremalheira Curso excessivo que indicie afinação incorrecta Válvulas de travagem Danificadas Com fugas de ar causadoras de perda de pressão significativas Com fugas não causadoras de perda de pressão significativas Com fixação deficiente Com perdas de fluído Ligações dos travões dos reboques e semi-reboques: Com válvula (s) isolamento defeituosa(s) Com fixação deficiente Com fugas de ar causadoras de perda de pressão significativas Com fugas não causadoras de perda de pressão significativas Com risco de falha Com risco de rotura Reservatório de pressão: Fuga de ar causadora de uma queda de pressão significativa Fuga de ar não causadora de uma queda de pressão significativa Danificado Corroído Dispositivo de purga inoperativo Fixação deficiente Unidade de assistência á travagem (sistema hidráulico) Unidade de assistência à travagem deficiente Unidade de assistência à travagem ineficaz

Tipo L G MG

S

2 2

R R

X X
X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

2 2 1

R R C

109 109 109 109 109 109 110 110 110 110 110 110 110 111 111 111 111 111 111 111 112 112 112

2 2 1 2 3

R R C R R

X X X
X X X X X X X X X X X X X X X X X X

3 2 2 1 2 3

N R R C R N

X X X
X X X X X X X X X X X X X X X X X X

2 1 2 2 1 2

R C R R C R

X X
X X X X

2 3

R N

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L X

P X

R X

Cód. Cód. Base Adic. 100 113 113 113 113 113 113 113 113 113 00 01 02 03 04 05 06 07 08 00 01 02 03 04 05 06 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 00 01 02 00 01 02

Descrição dos defeitos Sistema de travagem Bomba central (sistema hidráulico) Bomba central com fugas Bomba central com fixação defeituosa Quantidade insuficiente de fluído de travões no reservatório Tampão do reservatório da bomba central em falta Tampão do reservatório da bomba central inadequado Luz indicadora do fluído dos travões com funcionamento defeituoso Luz indicadora do fluido dos travões não funciona (acesa) Funcionamento incorrecto do dispositivo indicador do nível de fluído dos travões Tubagem rígida dos travões: Fugas nos tubos Fugas nos acoplamentos Danificada Excessivamente corroída Fixação defeituosa Mal localizada Tubagem flexível dos travões: Danificada Demasiado curta Torcida Fugas nos tubos Fugas nas ligações Deformação dos tubos sob pressão Porosidade Fixação defeituosa Mal localizada Cintas dos travões: Desgaste excessivo Atacados por gorduras Calços dos travões: Dispositivo indicador de desgaste inoperacional Desgaste excessivo

Tipo L G MG

S

X X
X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

3 3 1 2 1 1 2 1

N N C R C C C C

114 114 114 114 114 114 114 115 115 115 115 115 115 115 115 115 115 116 116 116 117 117 117

3 3 2 2 2 2

N N R R R R

2 2 2 3 3 2 2 2 2

R R R N N R R R R

2 2

R R

1 2

C R

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L X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

P X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

R X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

Cód. Cód. Base Adic. 100 117 118 118 118 118 118 118 118 119 119 119 119 119 119 119 120 120 120 120 120 120 120 120 120 120 120 121 121 121 121 121 121 121 03 00 01 02 03 04 05 06 00 01 02 03 04 05 06 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 00 01 02 03 04 05 06

Descrição dos defeitos Sistema de travagem Atacados por gorduras Tambores dos travões: Desgaste excessivo Fissuras Fracturas Atacados por gorduras Chapa protecção mal fixada Chapa protecção ausente Discos dos travões: Desgaste excessivo Fissuras Fracturas Atacados por gorduras Chapa protecção mal fixada Chapa protecção ausente Cabos dos travões: Danificados (Fios partidos) Desgaste excessivo Corrosão excessiva Juntas mal fixadas Juntas dos tirantes mal fixadas Guias defeituosas Guias mal fixadas Entrave ao movimento do sistema de travagem Movimento anormal dos tirantes que revelem afinação incorrecta Movimento anormal das articulações que revelem desgaste excessivo Actuadores de travão Com fugas Protecção anti poeira inexistente Protecção anti poeira danificada Danificados Fissurados Corrosão excessiva

Tipo L G MG

S

2

R

3 3 3 2 1 1

N N N R C C

3 3 3 2 1 1

N N N R C C

2 2 2 2 2 2 2 3 2 2

R R R R R R R N R R

3 1 1 2 2 2

N C C R R R

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L X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

P X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

R X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

Cód. Cód. Base Adic. 100 121 121 121 122 122 122 122 122 122 123 123 123 123 124 124 124 124 125 125 125 125 126 126 126 126 126 126 126 127 00 01 02 03 04 05 06 00 07 08 09 00 01 02 03 04 05 00 01 02 03 00 01 02 03 00 01 02

Descrição dos defeitos Sistema de travagem Montagem deficiente Curso excessivo do embolo Curso excessivo do diafragma Compensador automático de travagem em função da carga: Afinação incorrecta Fugas de fluído (sistemas hidráulicos) Fugas de ar (sistemas pneumáticos) Mecanismo inoperativo Inexistente Alavancas excêntricas de afinação: Defeituosas Mecanismo gripado Movimento anormal indicando desgaste excessivo Sistemas retardadores: Ligação defeituosa Fixações defeituosas Funcionamento ineficaz Sistema ABS (sistema de travagem anti bloqueio): Ligações defeituosas Mau funcionamento do indicador luminoso Desempenho e eficiência dos travões de serviço Comportamento funcional (aumentando a força de travagem progressivamente até ao valor máximo Força de travagem inadequada de uma ou mais rodas Desequilíbrio superior a 30% em rodas do mesmo eixo Desequilibro acentuado do veículo em relação a uma linha recta Inexistência de variação gradual da força de travagem (trepidação) Tempo de resposta anormal na operação de travagem de qualquer roda Flutuação excessiva da força de travagem devida á existência de discos empenados ou tambores ovalizados Eficiência: Para reboques e semi-reboques matriculados antes de Janeiro de 1989 (1)

Tipo L G MG

S

2 2 2

R R R

2 3 2 2 2

R N R R R

3 2 2

N R R

2 2 2

C C C

2 1

2 2 2 2 2 2

R R R R R R

X

127

01

Inferior a 20%

3

N

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SISTEMA DE TRAVAGEM

L X

P X

R X X X X X

Cód. Cód. Base Adic. 100 127 02

Descrição dos defeitos Sistema de travagem Entre 20% e 40% (exclusive) Para reboques e semi-reboques matriculados a partir Janeiro de 1989 (1)

Tipo L G MG

S

2

R

127 127

03 04

Inferior a 20% Entre 20% e 43% (exclusive) Para pesados de mercadorias e tractores (2) 2

3

N R

X X X X X X 127 127 07 08 127 127 05 06

Inferior a 20% Entre 20% e 45% (exclusive) Para ligeiros e pesados de passageiros Inferior a 25% Entre 25% e 50% (exclusive) Desempenho e eficiência dos travões de emergência (se existir um sistema separado 2 2

3

N R

3

N R

X X X X X X X

X X X X X X X

X X X X X X X

128 128 128 128 128 128 129

00 01 02 03 04 05 00

Desempenho: Travão(ões) inoperativo(s) num dos lados Desequilíbrio superior a 30% em rodas do mesmo eixo Inexistência de variação gradual da força de travagem (trepidação) Progressividade irregular na travagem Sistema automático de travagem do reboque inoperativo Eficiência: Para reboques e semi-reboques: 2 2 2 2 2 R R R R R

X

129

01

Inferior a 20% Para ligeiros e pesados de passageiros:

2

R

X

X

129

02

Inferior a 25% Para os restantes veículos:

2

R

X

129

03

Inferior a 20% Desempenho e eficiência do travão de estacionamento

2

R

X X X X

X X X X X X

X X X X

130 130 133 133 133

00 01 00 01 02

Desempenho: Travão inoperativo num dos lados Eficiência: Inferior a 16% Inferior a 12 % para tractores Desempenho do retardador ou do travão de escape 2 2 R R 2 R

X

X

X

134

00

Desempenho do retardador:

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SISTEMA DE TRAVAGEM

L X X

P X X X X

R X X

Cód. Cód. Base Adic. 100 134 135 135 01 00 01

Descrição dos defeitos Sistema de travagem Não moduláveis (retardador) Desempenho do travão de escape: Ausência de reacção quando accionado

Tipo L G MG

S

2

R

2

R

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DIRECÇÃO

1. ESPECIFICAÇÕES GERAIS Todos os veículos a motor deve estar equipado de um mecanismo adequado que permita ao condutor manter a direcção do veículo e modificá-la com facilidade, rapidez e segurança. 2. MÉTODOS DE ENSAIO   Exame visual Exame mecanizado – Ripómetro

3. INSPECÇÃO 3.1. Procedimento

3.1.1
3.1.1.

Alinhamento da direcção Condições de ensaio

√ O veículo deve apresentar-se com a pressão correcta de ar nos pneumáticos.
√ √ √ √ O inspector deve providenciar para que o veículo esteja devidamente orientado no sentido longitudinal com a placa do ripómetro e o volante esteja solto ( sem nada a obstrui-lo) durante o ensaio. O veículo ao efectuar o ensaio roda lentamente sobre o prato do ripómetro (com um metro de comprimento), só uma das rodas directrizes passa sobre a placa, rolando a outra normalmente sobre o pavimento. O desalinhamento das rodas directrizes provoca um movimento lateral na placa, sendo esse movimento quantificado pelo número de milímetros de deslocação lateral. Com a simples passagem sobre a placa é possível saber quantos milímetros por metro, (ou metros por quilometro) a direcção se encontra convergente (Toe-in) ou divergente (Toeout), consoante a deslocação do prato seja respectivamente para a esquerda ou para a direita. Durante o ensaio não deverá ser efectuada qualquer correcção ao volante. Avaliação dos Resultados:

3.1.2.

Após ser efectuado o ensaio, o resultado do desalinhamento é expresso em milímetros por metro , ou metros por quilómetro. Se no decorrer do ensaio o veiculo apresentar um desvio exagerado, em qualquer dos eixos, ou pareça “andar de lado”, deve-se verificar na fossa ou elevador, os pontos de fixação da suspensão. 3.2. Estado mecânico da direcção e volante 3.2.1. √ √ Condições de Ensaio

O veículo deve apresentar-se convenientemente limpo, por baixo, permitindo uma observação eficaz de todos os órgãos mecânicos. Não são permitidas fugas de fluido lubrificante.

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DIRECÇÃO

O veículo deve estar correctamente posicionado na fossa ou elevador, com o motor desligado e o travão de mão accionado. Controlo de Volante e Coluna de Direcção

3.2.2. √ √

Rodar o volante para verificar a folga radial e a existência de resistências ao movimento, estando o inspector na posição normal de condução. Fazer ligeira pressão, quer no sentido ascendente quer no descendente da coluna, para verificar a fixação de volante e coluna de direcção. Controlo da Caixa de Direcção

3.2.3.

Com o auxílio do apresentante do veículo, provocar movimentos alternados à direcção, para a esquerda e direita, verificando visualmente: √ √ √ √ Pontos de fixação da caixa de direcção ao quadro. Fugas de lubrificante Estado de conservação da caixa Estado de conservação dos guarda-pós Controlo da Barra de Direcção, Tirantes e Rótulas

3.2.4.

Com o movimento alternado indicado no ponto anterior, o inspector deve verificar visualmente se existem anomalias nos seguintes órgãos: √ √ √ Tirantes Articulações Rótulas de direcção

Deve ainda verificar o estado de funcionamento destes órgãos procurando a existência de: √ √ √ √ Deformações Folgas Soldadura Fissuras

IMPORTANTE: Nos veículos em que o sistema de direcção integrar limitadores, o inspector deve pedir ao condutor que rode o volante de extremo a extremo para verificar a regulação dos limitadores. 3.2.5. Veículos com Direcção Assistida

Com o motor a funcionar, o inspector deve controlar visualmente se o sistema funciona accionando o volante, devendo posteriormente verificar se existem fugas no sistema e o nível de fluido hidráulico quando visível. Para efectuar o controlo dos órgãos referidos no ponto anterior, o condutor deve com o motor parado, efectuar o movimento alternado, sem forçar, para que seja possível verificar o estado mecânico da direcção e seus componentes.

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DIRECÇÃO

Mediante inspecção visual verificar: √ √ √ √ √ A existência de fugas. A fixação da bomba e tubagens. O estado da bomba. A tensão da correia que a incorpora. O nível de fluído, se é possível.

4. RESULTADO DOS ENSAIOS Do registo de resultados deve constar:

a) – O desvio medido
b) – Data e hora do ensaio.

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DIRECÇÃO

5. INTERPRETAÇÃO DOS DEFEITOS
Cód. Cód. Base Adic. 200 201 201 201 202 202 202 202 202 202 202 202 203 203 203 203 203 203 203 204 204 204 204 204 204 204
1

L

P

R

Descrição dos defeitos

Tipo L G MG

S

X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

Direcção e Volante
00 01 02 00 01 02 03 04 05 06 07 00 01 02 03 04 05 06 00 01 02 03 04 05 06 00 01 02 03 04 05

Desvio direccional
Desvio superior a 10,0 m/km (a) Desvio superior a 5,0 m/km e inferior ou igual a 10,0 m/km (a) Volante Folga angular no volante, superior a 1/8 de volta (450) Folga axial no volante com batimento Resistência ao movimento Existência de deformações Existência de fissuras Homologado Fixação deficiente Coluna de direcção Existência de deformações Existência de soldaduras Existência de fissuras Folga nos “cardans” Uniões deterioradas Fixação defeituosa Caixa de direcção Fixação deficiente Fuga de fluído com derrame Fuga de fluído sem derrame Guarda-pós ausentes Guarda-pós em mau estado Existência de fissuras Barras de direcção Deformações Soldaduras Fissuras Limitador de direcção mal regulado Limitador de direcção ausente 2 2 2 2 2
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2 1

R C

2 2 2 2 2 2 2

R R R R R R R

2 2 2 2 2 2

R R R R R R

2 2 1 2 1 2

R R C R C R

205 205 205 205 205 205

X X X X X

R R R R R

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DIRECÇÃO

L

P

R

Cód. Cód. Base Adic. 200

Descrição dos defeitos

Tipo L G MG

S

X X X X X X X X X X X X X X

X X X X X X
1

Direcção e Volante
00 01 02 03 00 01 02 03 04 00 01 02 03 Tirantes de direcção Deformações Soldaduras Fissuras Rótulas de direcção Fixação deficiente Folga Guarda-pós em mau estado Guarda-pós ausentes Direcção assistida Funcionamento incorrecto (b) Fuga de fluído com derrame Fuga de fluido sem derrame 1 2 2 R R C 1 2 2 2 R R C C 2 2 2 R R R

206 206 206 206 207 207 207 207 207 208 208 208 208

X X X
1

X X X X X X X X X X

X X X X

X1 – Para o caso de semi-reboques com eixos direccionais

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EIXOS, SUSPENSÃO, RODAS, PNEUS E TRANSMISSÃO

1. ESPECIFICAÇÕES GERAIS Os veículos a motor, reboques ou semi-reboques devem dispor de um sistema de suspensão elástica que facilite a aderência e estabilidade durante a sua marcha. Os veículos motores devem dispor de mecanismos que assegurem a transmissão do movimento do motor até às rodas, garantindo a segurança de todos os componentes. 2. EQUIPAMENTO / MÉTODOS DE ENSAIO   Banco de provas de suspensão Fossa com macaco (veículos pesados) e detector de folgas Elevador com detector de folgas (para veículos do tipo Pesados)

3. CONDIÇÕES DE ENSAIO √ √ O veículo deve apresentar-se convenientemente limpo por baixo, de forma a permitir uma observação eficaz. Não são permitidas fugas de combustível ou de óleo. detectoras de folgas. Após o posicionamento do veículo sobre a fossa ou elevador o motor deve ser desligado. O macaco de fossa deve ser utilizado sempre que o inspector tiver dúvidas sobre qualquer folga que esteja a visualizar. Os movimentos do detector de folgas são comandados pelo inspector que se encontra dentro da fossa. O apresentante do veículo deve manter firme o volante de direcção, bloquear e soltar sucessivamente o travão de serviço, de acordo com as instruções do inspector.

√ O veículo é posicionado sobre a fossa ou elevador com rodas alinhadas sobre as placas
√ √ √ √

4. INSPECÇÃO Eixos O veículo deve ser colocado na fossa ou elevador e utiliza-se um detector de folgas. Mediante inspecção visual do estado mecânico dos componentes dos diferentes eixos do veículo, verificar: √ √ √ √ √ √ As reparações mediante soldadura. As deformações, defeitos, fissuras, corrosão acusada. As fixações inadequadas ou deformadas. As fixações com desgaste excessivo. Os rolamentos das rodas, freios cavilhões e terminais de direcção. A existência de folgas transversais e axiais. Suspensão Suspensão de rodas independentes

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EIXOS, SUSPENSÃO, RODAS, PNEUS E TRANSMISSÃO

Mola apoiada no braço inferior Imprimir movimento transversal e longitudinal alternado à placa detectora de folgas e verificar:

 Rótula superior (não é admitido qualquer tipo de folga);  Rótula inferior (exame visual das folgas transversais e axiais).
Verificar: √ √ Rótulas de suspensão, e mola; Braço de suspensão, eixo de direcção, sinoblocos e cavilhas. Mola apoiada no braço superior O inspector deve movimentar os pratos no sentido transversal e longitudinal alternado e verificar:

 Rótula inferior (não é permitida nenhuma folga);  Rótula superior (exame visual das folgas transversais e axiais).
Verificar com uma alavanca se não existe um “ponto duro” quando as rodas viram para a esquerda e para a direita. Rótula de suspensão e mola; Braços de suspensão, eixo de direcção, sinoblocos, triângulos e cavilhas. NOTA: Nos casos em que a mola é apoiada quer no braço inferior quer no braço superior as rótulas suportam peso. As rótulas, nas quais uma potente mola é incorporada, asseguram por sua vez a orientação da roda. Suspensão MAC PHERSON O inspector deve movimentar os pratos detectores e folgas lateralmente para que possam avaliar as folgas transversais e axiais das rótulas inferiores. Pedir ao apresentante do veículo para movimentar vigorosamente o volante para a esquerda para a direita. • Verificar: √ Rótulas.

√ A mobilidade da mola helicoidal da suspensão MAC PHERSON.
√ √ Braços de suspensão, sinoblocos e cavilhas. A fixação superior é controlada pelo interior do compartimento do motor.

√ O estado e fixação dos semi-eixos estado dos amortecedores e fixação.
Eficiência da Suspensão A suspensão tem por fim garantir a comodidade, segurança e protecção dos passageiros e do próprio veículo, contra os impactos derivados das irregularidades do pavimento.

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EIXOS, SUSPENSÃO, RODAS, PNEUS E TRANSMISSÃO

A inspecção do sistema de suspensão tem como objectivo a detecção de deficiências que afectem a segurança, estabilidade e aderência, em particular aquelas, que pela sua gravidade ponham em risco a segurança de pessoas e bens, na via pública.

4.3.1. Nota Técnica A suspensão do veículo é constituída pelos pneumáticos, feixes de molas e amortecedores. Para o conforto dos passageiros, influem ainda, a elasticidade e bom estado dos assentos. Os pneus absorvem as pequenas asperezas do terreno um nível de 2 ou 3 centímetros. Quando as desigualdades do terreno são maiores, deformam-se os feixes de molas permitindo que as rodas subam e descem em relação ao quadro, que recebe assim, menor número de sacudidelas possível. Finalmente os amortecedores devem reduzir a amplitude e o número de oscilações dos feixes de molas, obrigando-os a voltar rapidamente à posição normal. Assim, num modelo de viatura de gama comercial baixa, pode ter-se como orientação que uma eficiência do amortecedor ≥ 50% é perfeitamente aceitável, mas num modelo de gama média alta, o valor da eficiência não é, em geral inferior a 70%. ( Ariaz Paz). A eficiência da suspensão é avaliada nos veículos ligeiros cuja tara ou peso brutos não ultrapassam 2.800 Kg, usando para o efeito o banco de suspensão. O valor relativo da eficiência do sistema de suspensão é determinado, a partir da seguinte expressão:

F A = d   100 × Fe
Em que: A = eficiência (aderência com o veículo em movimento) Fd = força variável em cada roda resultante da vibração induzida durante o ensaio Fe = força que corresponde ao peso do veículo, por roda A condução do ensaio para a determinação do valor relativo da eficiência do sistema de suspensão é levada a cabo de acordo com as instruções do Manual Técnico do Equipamento. Sempre que o valor de diferença de eficiência da suspensão seja superior a 30%, deve ser confirmada a pressão dos pneumáticos do eixo a ser ensaiado. Caso a pressão esteja adequada, deve ser aplicada a deficiência respectiva e o inspector verificar ainda a eventual existência de fugas de óleo nos amortecedores. Rodas Mediante inspecção visual, verificar a correcta fixação das jantes, em concreto:

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EIXOS, SUSPENSÃO, RODAS, PNEUS E TRANSMISSÃO

√ √ √

As porcas ou parafusos. A existência de deformações ou amolgaduras. A existência de roturas.

Pneus Geral Os veículos de motor, reboques, semi-reboques e as máquinas rebocadas, devem ter as suas rodas equipadas de pneus (novos ou recauchutados), homologados. As dimensões, características e configuração dos mesmos serão as previstas pelo fabricante na homologação do veículo ou seus equivalentes. Entende-se por pneus equivalentes àqueles que cumprem com os seguintes requisitos Índice de capacidade de carga igual ou superior aos mínimos indicados. Categoria de velocidade igual ou superior aos mínimos indicados. Diâmetro exterior igual, com uma tolerância de ± 5%. Que o perfil da jante de montagem seja o correspondente ao pneu. Está proibida a substituição dos pneus quando a mesma implique riscos de interferências com outras partes do veículo. Os pneus dos veículos, salvo casos particulares de veículos históricos, devem apresentar, durante toda a sua utilização na estrada, uma profundidade nas ranhuras principais da faixa de rodagem de ao menos 1,6 mm para os veículos compreendidos nas categorias M1, N1, O1 y O2 cujo peso não exceda 3.500 kg, devendo ter indicadores de desgaste e de 1mm para as restantes categorias. O reesculturado dos pneus não está permitido, excepto naqueles pneus que equipem veículos de mais de 3.500 kg de P.B. e que venham marcados pela palavra REGROOVABLE ou o símbolo w. Se se utilizam pneus especiais de neve, estes irão marcados com a inscrição M+S, MS ou M&S e deverão ter uma categoria de velocidade, igual ou superior à velocidade máxima prevista para o veículo, não inferior a 160km/h. Se a velocidade máxima do veículo é superior, então deve especificar-se com uma etiqueta de advertência de velocidade máxima, colocada num lugar destacado dentro do campo de visão do condutor do veículo. A categoria de velocidade de um pneu, mencionada mediante o símbolo que figura na tabela seguinte, indica: Para pneumático de veículo de turismo, a máxima velocidade que o pneu pode suportar. Para um pneumático de veículo comercial, a velocidade à qual o pneu pode suportar a massa correspondente ao índice de capacidade de carga.

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EIXOS, SUSPENSÃO, RODAS, PNEUS E TRANSMISSÃO

Símbolo de categoria de velocidade
A1 A2 A3 A4 A5 A6 A7 A8 B C D E F G J K L M N P Q R S T U H V W Y ZR (Y)

Velocidade correspondente (km/h)
5 10 15 20 25 30 35 40 50 60 65 70 80 90 100 110 120 130 140 150 160 170 180 190 200 210 240 270 300 >240 >300

O índice de capacidade de carga de um pneumático, indica a carga que pode suportar o pneu em utilização simples, ou simples e duplo (no caso em que apareçam dois números), a velocidade que corresponda à categoria e quando se utiliza em conformidade com os requisitos de funcionamento especificados pelo fabricante. A seguir se inclui uma lista dos ditos índices e massas correspondestes.

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EIXOS, SUSPENSÃO, RODAS, PNEUS E TRANSMISSÃO

ICG 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

Massa máxima (kg) 45 46.2 47.5 48.7 50 51.5 53 54.5 56 58 60 61.5 63 65 67 69 71 73 75 77.5 80 82.5 85 87.5 90 92.5 95 97.5 100 103 106 109 112 115 118 121 125 128 132 136 140 145 150 155 160 165 170 175 180 185 190

ICG 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100

Massa máxima (kg) 195 200 206 212 218 224 230 236 240 250 257 265 272 280 290 300 307 315 325 335 345 355 365 375 387 400 412 425 437 450 462 475 487 500 515 530 545 560 580 600 615 630 650 670 690 710 730 750 775 800

ICG 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147 148 149 150

Massa máxima (kg) 825 850 875 900 925 950 975 1000 1030 1060 1090 1120 1150 1180 1215 1250 1285 1320 1360 1400 1450 1500 1550 1600 1650 1700 1750 1800 1850 1900 1950 2000 2060 2120 2180 2240 2300 2360 2430 2500 2575 2650 2725 2800 2900 3000 3075 3150 3250 3350

ICG 151 152 153 154 155 156 157 158 159 160 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 171 172 173 174 175 176 177 178 179 180 181 182 183 184 185 186 187 188 189 190 191 192 193 194 195 196 197 198 199 200

Massa máxima (kg) 3450 3550 3650 3750 3875 4000 4125 4250 4375 4500 4625 4750 4875 5000 5150 5300 5450 5600 5800 6000 6150 6300 6500 6700 6900 7100 7300 7500 7750 8000 8250 8500 8750 9000 9250 9500 9750 10000 10300 10600 10900 11200 11500 11800 12150 12500 12850 13200 13600 14000

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EIXOS, SUSPENSÃO, RODAS, PNEUS E TRANSMISSÃO

Método Mediante inspecção visual, verificar: √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ Dimensões e características dos pneus: A marca da homologação. As dimensões coincidentes ou equivalentes às que aparecem no livrete ou na homologação do tipo. O índice de capacidade de carga e categoria de velocidade adequados às características do veiculo. No mesmo eixo, todos os pneumáticos serão do mesmo tipo. Que a profundidade das ranhuras principais da faixa de rodagem cumpra as prescrições regulamentadas. Se os pneumáticos foram reesculturados que venham marcados com a palavra REGROOVABLE e o símbolo w. A inexistência de desgaste irregular na faixa de rodagem. A inexistência de ampolas, deformações anormais, roturas ou outros sinais que evidenciem o descolar de alguma capa nos flancos ou da faixa de rodagem. A inexistência de cabos ao descoberto, fendas ou sintomas de rotura da carcaça. A montagem correcta de pneumáticos unidireccionais.

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EIXOS, SUSPENSÃO, RODAS, PNEUS E TRANSMISSÃO

1. INTERPRETAÇÃO DOS DEFEITOS
Cód. Cód. Base Adic. 500 501 501 501 501 501 501 00 00 01 02 03 04 04 Tipo L G MG

L

P

R

Descrição dos defeitos

S

X X X X X X X

X X X X X X X

X X X X X X X

Eixos, suspensão, rodas e pneus, transmissão
Eixos Deformações Soldaduras Fissuras Fixações defeituosas Folgas Molas (lâminas e helicoidais) e barras de torção 2 2 2 2 2 R R R R R

X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

502 502 502 502 502 502 502 502 502 502 502 502 502 502 502 502 502 502 502 502 502 502 503 503

00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 00 01

Molas de lâminas: Braçadeiras desapertadas Braçadeiras partidas Ponte de mola desapertado Ponte de mola partido Brincos partidos Brincos fissurados Brincos com fixação defeituosa Olhais partidos Olhais fissurados Olhais com fixação defeituosa Casquilhos com desgaste Casquilhos com desgaste ligeiro Cavilhas com desgaste Cavilhas com desgaste ligeiro Lâminas partidas Lâminas soldadas Lâminas fortemente oxidadas Lâminas pasmadas (com inversão de curvatura) Lâminas pasmadas (sem inversão de curvatura) Batentes em falta Batentes em mau estado Molas helicoidais Mola partida 2
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2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 1 2 1 2 2 2 2 1 2 1

R R R R R R R R R R R C R C R R R R C R C

R

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EIXOS, SUSPENSÃO, RODAS, PNEUS E TRANSMISSÃO

L

P

R

Cód. Cód. Base Adic. 500 503 503 503 503 503 503 503 504 504 504 504 504 504 504 00 02 03 04 05 06 07 08 00 01 02 03 04 05 06 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 00 01 02 03 04 05 06 07

Descrição dos defeitos

Tipo L G MG

S

X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

X

X

Eixos, suspensão, rodas e pneus, transmissão
Mola soldada Molas do mesmo eixo com diâmetro de arame diferentes Molas pasmadas Montagem incorrecta Fixação incorrecta Batentes em falta Batentes em mau estado Barras de torção Elementos de fixação partidos Elementos de fixação fissurados Elementos de fixação desapertados Barra partida Barra soldada Montagem incorrecta Amortecedores: Ausência Fuga de óleo Suporte partido Suporte fissurado Montagem incorrecta Fixação defeituosa Casquilhos ausentes Casquilhos com folga Casquilhos com folga ligeira Danos exteriores Barras estabilizadoras: Ausência quando previsto Casquilhos de fixação ausentes Casquilhos de fixação com folga Casquilhos de fixação com folga ligeira Casquilhos de fixação fissurados Soldada Fissurada 1 2 2 2
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2 2 2 2 2 2 1

R R R R R R C

2 2 2 2 2 2

R R R R R R

X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

505 505 505 505 505 505 505 505 505 505 505 506 506 506 506 506 506 506 506

2 2 2 2 2 2 2 2 1 1

R R R R R R R R C C

2 2 2

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EIXOS, SUSPENSÃO, RODAS, PNEUS E TRANSMISSÃO

L

P

R

Cód. Cód. Base Adic. 500 506 507 507 507 507 507 507 507 507 508 508 508 508 508 508 509 509 509 509 510 510 510 510 00 08 00 01 02 03 04 05 06 07 00 01 02 03 04 05 00 01 02 03 00 01 02 03 00 01 02 03 04 05 06

Descrição dos defeitos

Tipo L G MG

S

X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

Eixos, suspensão, rodas e pneus, transmissão
Montagem incorrecta Braços de suspensão: Danificados Fissurados Rotulas com folga Casquilhos com folga Casquilhos com folga ligeira Fixação à carroçaria defeituosa Esticadores defeituosos (tensores) Sistemas pneumáticos: Ligação à carroçaria defeituosa Ligação ao eixo defeituosa Fugas de ar Veículos desnivelados Componentes defeituosos Sistemas hidroelásticos: Fugas de óleo Incorrecto funcionamento do comando manual Montagem incorrecta de componentes Ensaio de eficiência para veículos ligeiros Diferença relativa de eficiência superior a 30% (rodas do mesmo eixo) Suspensão anormalmente ruidosa Valor da eficiência inferior ao admissível Jantes: Mais de um tipo Deformações localizadas que não ponham em causa o equilíbrio da roda Deformações localizadas que não ponham em causa a montagem do pneu Deformações localizadas que ponham em causa o equilíbrio da roda Deformações localizadas que ponham em causa a montagem do pneu Empeno 1 1 2 2 2 2 C C C R R C 1 2 2 R C R 2 2 2 R R R 2 2 2 2 2 R R R R R 1 2 2 2 2 2 2 R R R R C R R 2

X X X X X X X

X X X X X X X

511 511 511 511 511 511 511

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EIXOS, SUSPENSÃO, RODAS, PNEUS E TRANSMISSÃO

L

P

R

Cód. Cód. Base Adic. 500 511 511 511 511 511 511 512 512 512 512 512 512 512 512 512 512 512 512 512 512 512 00 07 08 09 10 11 12 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14

Descrição dos defeitos

Tipo L G MG

S

X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

Eixos, suspensão, rodas e pneus, transmissão
Fissuras Soldaduras de recuperação Corrosão que afecte a espessura Fixação com deficiências de carácter permanente (ex. furos ovalizados) Deslocamento (off-set) Dimensão não coincidente com pneumático contemplado no livrete Pneus: Mais de um tipo de estrutura de pneus No mesmo eixo, mais de um tipo de pneu Profundidade das ranhuras inferior aos valores mínimos legais Cortes que ponham à vista a carcaça Pisos com sinais de reabertura das ranhuras (excepto regrovable) Deformações convexas (salientes) na superfície das paredes laterais Falta das marcações regulamentares, incluindo a da homologação Capacidade de carga incorrecta Índice de velocidade incorrecta Sentido de montagem incorrecto Posição de montagem incorrecto Impossibilidade de manutenção da pressão correcta do ar Largura inferior à constante no livrete Largura que exceda os limites da carroçaria Para veículos matriculados até Dezembro de 2000 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 C C R R R R C R R R R R C C 2 2 2 2 2 2 R C C C C C

X

X

X

512

15

Dimensão não contemplada no livrete, diâmetro exterior maior que 5% Para veículos matriculados após Dezembro de 2000

2

C

X X X X X X

X X X X X X

X X X X

512 513 513 513 514 514

16 00 01 02 00 01

Dimensão não contemplada no livrete, diâmetro exterior maior que 2% Rolamentos das rodas: Folga excessiva Fuga de lubrificante Transmissão: Guarda-pós em mau estado 1 1

2

C

2

R C

C

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EIXOS, SUSPENSÃO, RODAS, PNEUS E TRANSMISSÃO

L

P

R

Cód. Cód. Base Adic. 500 514 514 514 514 514 514 00 02 03 04 05 06 07

Descrição dos defeitos

Tipo L G MG

S

X X X X X X X

X X X X X X X

X

Eixos, suspensão, rodas e pneus, transmissão
Rolamentos com folga Uniões com folga Elementos de fixação defeituosos Elementos de protecção defeituosos Fugas de fluído lubrificante com derrame Fugas de fluído lubrificante sem derrame 1 2 2 2 2 2 R R R R R C

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CONTROLO DE EMISSÕES DE GASES INTRODUÇÃO

1. ALGUNS CONCEITOS IMPORTANTES
1.1. A Combustão A Combustão não é do que um processo de oxidação, e se for fornecida a quantidade correcta de Oxigénio para um dado combustível, todo o carbono se oxida em dióxido de carbono e todo o Hidrogénio se oxida resultando água. Em condições normais de queima deveríamos pois, esperar apenas substâncias não tóxicas, como produtos da combustão completa. O que se passa realmente é que a queima do combustível nos motores dos veículos não é completa. Desta forma, como a mistura combustível possui impurezas de cerca de 1% do volume, nos motores por faísca (ciclo OTTO) e de cerca de 3% nos motores por compressão (CICLO DIESEL), dá-se origem ao aparecimento de substâncias muito tóxicas no processo de combustão. As substâncias que resultam da combustão são: NOX – Óxidos de Nitrogénio HC – Hidrocarbonetos CO – Monóxido de Carbono SO2 – Dióxido de Enxofre Material Particulado (partículas de Carbono) Dada a dificuldade de se obter uma combustão completa, a relação Ar/Combustível deve ser a mais adequada ao combustível utilizado para uma boa homogeneização da mistura. A relação Ar/combustível e a homogeneização vão garantir uma queima quase completa e, assim, permitir obter as melhores condições de funcionamento dos motores.

λ (lambda) =

Massa de Ar (kg)    Massa de Combustível     

A relação estequiométrica (relação correspondente à combustão completa) é de: 14,7:1 – Para a gasolina 14,5:1 – Para o Diesel No caso dos motores ciclo otto a gasolina, para se maximizar a eficiência do combustível é necessário que a relação da mistura esteja próximo da relação estequiométrica:
 

Excesso de Ar → Mistura pobre Excesso de Combustível → Mistura rica

Assim, temos os seguintes casos a considerar: λ>1 λ=1 Excesso de ar (mistura pobre): menor consumo de combustível, menor potência. Misturas excessivamente pobres causam super aquecimento dentro da câmara de combustão e aumentam a possibilidade de detonação. Condição ideal de queima. A massa de ar é igual à massa teórica.

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CONTROLO DE EMISSÕES DE GASES INTRODUÇÃO

λ <1

Falta de ar na mistura (mistura rica): maior potência do motor e maior consumo de combustível. Misturas excessivamente ricas podem causar aumento de consumo, velas sujas e aumento de desgaste do motor.

1.2. Composição dos gases numa mistura pobre CO CO2 HC O2 Numa mistura pobre há bastante oxigénio, de forma que, o HC que entra em ignição queima completamente (H2O;CO2). O resultado é uma leitura baixa de CO. A leitura de CO2 será baixa porque não há Hidrocarbonetos em quantidade suficiente para combinar todo o Oxigénio existente. Quando existir combustível insuficiente na câmara de combustão, a chama da vela não poderá propagar-se e incendiar a totalidade da mistura, causando uma falha de ignição. O combustível não queimado origina leituras de HC altas. A leitura de O2 será alta, devido à quantidade excessiva de ar que permanece no cilindro.

1.3. Composição dos gases numa mistura rica CO Aparecerão valores de CO elevados por não haver quantidade de Oxigénio suficiente para a quantidade de combustível no cilindro. CO2 A falta de Oxigénio significa que o Carbono no HC não pode combinar com o Oxigénio para formar Dióxido de Carbono, originando valores de CO2 mais baixos. HC As leituras de HC serão altas, dado não haver oxigénio suficiente para a quantidade de combustível da mistura. O2 Dado existir pouco Oxigénio, a quantidade disponível será consumida durante a combustão, originando uma leitura de O2 baixa. MISTURAS RICAS MISTURAS POBRES CO Alto Baixo CO2 Baixo Baixo O2 Baixo Alto HC Alto Alto

1.4. Emissões no caso de queima real 1.4.1. Resultados nas emissões

N2 O Nitrogénio faz parte do ar, não é um composto prejudicial, não sendo pois venenoso. CO2 O Dióxido de Carbono é produzido pela oxidação do Carbono com o Oxigénio do ar. O CO2 não é venenoso mas é considerado perigoso quando em altas concentrações. O resultado de altas concentrações revela-se pela falta de ar, bem como pelo aumento da temperatura do ar. H2O A água é produzida através da ligação do Hidrogénio (H2) do combustível e Oxigénio (O) do ar de admissão. O2 O Oxigénio, medido em percentagem por volume de gás de descarga, é um ingrediente necessário para qualquer combustão. O teor de Oxigénio no ar é de cerca de 20,8% do volume. Dado que nos catalizadores se reduz a zero, quase por completo, o oxigénio do ar é um dos elementos importantes na detecção de problemas de mistura, bem como, de anomalias no sistema eléctrico e mecânico. CO O monóxido de carbono é produzido principalmente quando a queima de combustível é realizada sobre uma mistura rica e à falta de homogeneização da mistura, devido à grande afinidade do oxigénio com o carbono.

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CONTROLO DE EMISSÕES DE GASES INTRODUÇÃO

vol % 10

5 CO 0 0,8 1,0 1,2 Lambda

HO

Os Hidrocarbonetos fazem parte das emissões como combustível não queimado. Os componentes HC e NOX fazem parte da névoa dos gases de escape. A concentração de HC aumenta à medida que a relação da mistura se afasta da relação estequiométrica. Outro factor relevante em altas concentrações de HC deve-se à deficiente qualidade da “faísca” das velas. As principais causas de HC elevados são: √ √ √ √ Falha de ignição de uma vela Avanço elevado Duração insuficiente da faísca Misturas excessivamente pobres ou ricas.

Os valores de HC são um bom indicador de problemas de ignição.

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CONTROLO DE EMISSÕES DE GASES INTRODUÇÃO

NOX O gráfico que se apresenta a seguir mostra a variação de concentração de óxidos de nitrogénio nos gases de escape em função da relação da mistura

A análise do gráfico mostra que as emissões de NOX são maiores quando a relação da mistura se aproxima da relação estequiométrica. Desta análise conclui-se que a oxidação do nitrogénio é favorecida, exactamente, quando há condições de máxima eficiência. Esta situação é devida, essencialmente, à existência de maiores pressões e temperaturas na câmara de combustão 1.4.2. Interpretação das condições de combustão

A análise dos gases de escape, fundamentais para a interpretação das condições de combustão, pode ser observada em conjunto no gráfico que se apresenta a seguir.

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CONTROLO DE EMISSÕES DE GASES INTRODUÇÃO

Para além destes elementos que se observam nos gases de escape, devem ainda ser considerados os seguintes: SOX São dois óxidos de Enxofre que resultam da combustão: Dióxido de Enxofre (SO2) e trióxido de Enxofre (SO3). As percentagens de óxidos de enxofre são directamente proporcionais ao teor de enxofre existente no combustível. Estas emissões são as mais críticas nos veículos com combustão por compressão (ciclo Diesel). C Material particulado: A formação de fuligem, fumos negros devido a um processo químico denominado pirólise. A fuligem é composta por partículas com núcleo de carbono: Estas partículas têm a propriedade de absorver as substâncias contidas nos gases de escape, tais como hidrocarbonetos, enxofre, aldeídos, etc.

1.5.Sonda Lambda (λ)
O sensor de oxigénio (sonda λ) tem a função de informar a unidade de comando qual a relação de mistura que está a ser queimada pelo motor através da concentração No caso de divergências, a unidade de comando decide, em fracções de segundo, em quanto a dosagem de combustível deve ser alterada, permitindo assim, que o catalisador trabalhe dentro da sua capacidade máxima de produção. O funcionamento da sonda lambda baseia-se no princípio da condução. O material cerâmico e os eléctrodos de platina começam a ser condutivos aos iões de oxigénio à temperatura de cerca de 300ºC, sendo que, nestas condições, a variação da concentração de oxigénio nos lados externos e internos da sonda gera uma tensão entre duas superfícies, que é usada como sinal para a unidade de comando. 1.6. Catalisador O catalisador é instalado no sistema de escapamento, numa posição que proporcione a temperatura ideal de funcionamento (entre 400ºC e 700ºC). O catalisador começa a reduzir poluentes a partir de uma temperatura de 250ºC.

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CONTROLO DE EMISSÕES DE GASES INTRODUÇÃO

Altas temperaturas podem, entretanto, provocar uma deterioração do catalizador. É o que acontece, especialmente quando:   Exposições prolongadas e repetidas a temperaturas próximas, ou superiores, a 1000ºC. Combustível não queimado pelo motor, que vai impregnar o catalisador, provocando super aquecimento.

A grande presença de HC no catalisador provoca intenso processo de oxidação seguida de uma perda de eficiência dos elementos. Em casos extremos podem ocorrer sérios danos ao corpo de cerâmica. As causas podem ser:         Falha das velas. Motor em precárias condições de funcionamento. Chave de ignição desligada, com o veículo em movimento e engrenado. Insuficiência na partida, devido à dificuldade do motor entrar em funcionamento. Motor iniciando o funcionamento de modo forçado (empurrão). Entrada de água pelo tudo de escape, devido aos elevados níveis de temperatura em que trabalha, provocando choques térmicos que originam fissuração. Furos na tubagem de escape, na parte anterior ao catalisador, dando origem a perda de eficiência e à sua degradação. Presença de óleo no catalisador, cobrindo a colmeia não permitindo que ocorram as reacções químicas.

1.7. Conversor catalítico para motores diesel Os catalisadores para motores ciclo Diesel são somente catalisadores de oxidação. Eles convertem o monóxido de carbono (CO) e os hidrocarbonetos (HC) em dióxido de carbono (CO2) e água (H2O). 1.8. Limitadores de fumos (LDA) Em motores com turbo-compressor, o débito máximo está ajustado à pressão do turbo. Na zona de menor rotação do motor a pressão é no entanto mais baixa, sendo consequentemente também menor o peso de ar contido nos cilindros do motor. É necessário pois uma aproximação do débito máximo ao peso reduzido do ar. Isto é conseguido pelo LDA que diminui o débito máximo na fase de menor rotação a partir de um determinado valor (ajustável) de pressão do turbo.

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CONTROLO DAS EMISSÕES DE GASES IGNIÇÃO POR FAÍSCA (OTTO)

1. ESPECIFICAÇÕES GERAIS O procedimento de inspecção aplica-se aos veículos com motores com ignição por faísca cujas emissões estão ou não reguladas por um sistema avançado de controlo de emissões (catalizador controlado por sonda lambda, por exemplo) 2. EQUIPAMENTO / MÉTODO DE ENSAIO

 Analisador de gases por infravermelhos (análise a quatro gases: CO; CO2; O2; HC; NOX e
valor de Lambda). 3. PROCEDIMENTO 3.1. Verificações preliminares no veículo antes de realizar o ensaio √ √ √ Verificar que o motor se encontra à temperatura normal de serviço. Verificar que o regime do motor é adequado ao teste de (ralenti ou moderadamente acelerado) de acordo com o legalmente estabelecido. Verificar se o veículo está equipado com sistema catalítico e sonda lambda ou com sistema de escape normal.

3.2. Procedimentos de ensaio √ Com o motor desligado, colocar a pinça conta-rotações no cabo de vela do primeiro cilindro (para motores transversais é normalmente o da direita, para motores longitudinais é normalmente o da frente). Podem ser usados outros equipamentos auxiliares de detecção da rotação do motor. Colocar o motor em marcha Colocar a sonda na saída de escape. Deve garantir-se que a sonda entra no tubo por completo e que não vai sair durante o ensaio.  O motor deve estar quente, devendo ainda serem cumpridas as prescrições do fabricante do veículo caso existam. Regular a sensibilidade na pinça se necessário e confirmar que o “display” das rotações é estável. Realizar as medições requeridas para o veículo. temperatura ideal para o ensaio, manter-se o motor a um regime de 3.000 rpm durante aproximadamente três (3) minutos para se conseguir uma boa temperatura no catalizador. Se após este procedimento de aquecimento não forem obtidos resultados positivos, o teste é dado por terminado, com os resultados obtidos. Desligar o motor, retirar a pinça e a sonda do escape.

√ √

√ √

√ Caso o veículo não apresente resultados positivos e existam fundadas dúvidas da
√ √

3.3. Notas Complementares: √ Ter em atenção os perigos associados à existência de correntes de alta tensão da bobina e cabos de velas, eventualmente em mau estado, peças em movimento, partes quentes do motor e sistema de escape. Ter sempre presente que, mesmo com o motor desligado, a ventoinha de arrefecimento pode entrar em funcionamento, por ser comandada através de uma válvula térmica por efeito da temperatura da água do motor. MANUAL DE INSPECÇÃO TÉCNICA DE VEÍCULOS
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CONTROLO DAS EMISSÕES DE GASES IGNIÇÃO POR FAÍSCA (OTTO)

√ √

De um modo geral todos os veículos matriculados a partir de Janeiro de 1993, estão equipados com catalisador.  Como primeiro princípio para confirmar se o veículo está ou não equipado com catalisador, deve ser verificado se a entrada do depósito de combustível está adequada ao fornecimento de gasolina sem chumbo (secção reduzida).  Como segundo princípio, deve ser verificada a existência da sonda lambda, normalmente aplicada à saída da curva de escape do motor. No caso existência de veículos que apresentem dois ou mais colectores de escape com condutas de saída independentes, devem-se efectuar ensaios com a retirada de valores das emissões de gases em cada saída de escape. Esta situação é comum em veículos equipados com motor em V com 6 ou mais cilindros.
Todos os veículos com motor de ignição por faísca equipados com catalisador de 3 vias controlado por sonda lambda devem ser submetidos aos ensaios para a medição de CO e valor λ (lambda). Os veículos com motor de ignição por faísca não equipados com catalisador de 3 vias controlado por sonda lambda devem confinar-se ao ensaio de medição de CO. Todos os veículo com motor de ignição por faísca matriculados a partir de 01 de Janeiro de 1993 que não tenham, à data da inspecção, o sistema de controlo de emissões poluentes (vulgo catalisador) e tal facto não esteja anotado no respectivo livrete devem apresentar justificação emitida pelo fabricante, ou pelo seu representante, devendo tal ser anotado na respectiva ficha de inspecção para que essa justificação venha a ser apresentada à Direcção de Serviços de Viação, afim de ser anotada no livrete. Tais justificações só são aceites quando fundamentadas em bases legais, nomeadamente os casos dos veículo que, por indicação do construtor estejam ao abrigo das disposições transitórias consignadas no nº 8 do anexo I da Directiva nº 91/441/CEE ou na sua modificação consignada no anexo da Directiva nº 93/59/CEE, transportas na Portaria nº 489-A/97, de 15 de Julho. São considerados justificados os casos em que a DGV certifique que as condições de matrícula do veículo cumprem com os requisitos legais relativos a emissões poluentes. Estão isentos de apresentar as justificações referidas anteriormente os veículos ligeiros de mercadorias equipados com motor de ignição comandada que embora matriculados a partir de Janeiro de 1993 foram matriculados antes de 01 de Outubro de 1995 com homologação anterior a 01 de Outubro de 1994.

Resultado dos ensaios – do registo dos resultados dos ensaios de medição de gases de escape deve constar: a) b) Teores de CO (vol.%); Número de rotações do motor (rpm); Valor λ (lambda); Data e hora do ensaio; A folha de registo de resultados deve identificar o aparelho onde foram feitas as medições.

c)
d) e)

4. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL
DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA:
     

GPL Directiva 96/96/CE. Directiva 70/220/CEE. Código da Estrada – art. 79º (Dir 91/542/CEE) Decreto-Lei nº 195/91, de 25 de Maio – Utilização de GPL como carburante
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CONTROLO DAS EMISSÕES DE GASES IGNIÇÃO POR FAÍSCA (OTTO)
                            

Decreto-Lei nº 202/00, de 1 de Setembro – Regulamento de homologações CE de veículos relativos a emissões de poluentes Decreto-Lei nº 292/00, de 14 de Novembro – Regulamento geral do ruído Decreto-Lei nº 49/01, de 13 de Fevereiro – Regulamento do nível sonoro. Dispositivo escape Decreto-Lei nº Lei 298/01, de 21 de Novembro – Utilização de GNC como Combustível Decreto-Lei nº 13/02, de 20 de Setembro – Regulamento de emissões de poluentes de motores a diesel, gás natural e GPL Decreto-Lei nº 72-D/03, de 14 de Abril – Regulamento das homologações “CE” relativas às emissões de poluentes Decreto-Lei nº 224/03, de 24 de Setembro – Regulamento das homologações “CE” relativas às emissões de poluentes Decreto-Lei nº 132/04, de 3 de Junho – Regulamento das homologações “CE” relativas às emissões de poluentes Decreto-Lei nº 136/06, de 26 de Julho – Aprova o Regulamento de utilização de GPL, como combustível. Decreto-Lei nº137/06, de 26 de Julho – Utilização de GNC, como combustível. Portaria nº 952/92, de 3 de Outubro – Controlo Metrológico Analisadores de Gases Portaria nº 1072/92, de 19 de Dezembro – Veículos fim de série 1993 Portaria nº 22/93, de 8 de Janeiro – Veículos pequenas séries Portaria nº 1112/93, de 3 de Novembro – Veículos diesel fim de série Portaria nº 768/94, de 25 de Agosto – Veículos fim de série Portaria nº 346/96, de 8 de Agosto – Regulamento relativo às condições de aprovação dos componentes inerentes à utilização de GPL Portaria nº 350/96, de 9 de Agosto – Aprova regulamento relativo às características técnicas dos veículos que utilizam GPL Despacho DGV nº 5/97, Aprova veículos com distância inferior à estabelecida entre bocal de enchimento e a porta para veículos a GPL Despacho nº 7304 /06, de 10 de Fevereiro – Inspecção extraordinária para adaptação GPL Circular CIPO nº 5/97, de 3 de Abril – Veículos sem catalisador: lista de marcas Circular CIPO nº 8/97, de 21 de Julho – Nota Técnica: Controlo gases de escape – Valor lambda Circular ITVA nº 20/2000, de 10 de Novembro – Verificação opacidade gases escape Circular ITVA nº 17/2002, de 18 de Abril – Procedimentos para verificação da opacidade Circular ITVA nº 18/2002, de 18 de Abril – Acções de Controlo de ruído Circular DSV/DIV, de 26 de Novembro de 2002 – Controle de emissões em veículos a GPL Circular ITVA nº 22/04, de 14 de Dezembro – Tubo de escape dirigido para a direita Circular ITVA nº 23/05, de 4 de Outubro – Dispositivos de escape Circular ITVB nº 2/06, de 20 de Abril – Inspecção GPL em Centros da Categoria B Circular ITVB nº 3/06, de 22 de Junho – Inspecção para atribuição de matrícula: emissão CO2

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CONTROLO DAS EMISSÕES DE GASES IGNIÇÃO POR FAÍSCA (OTTO)

5. INTERPRETAÇÃO DOS DEFEITOS
Cód. Cód. Base Adic. 820 00 Tipo
L G MG

L P R X X

Descrição dos defeitos Emissão de gases de escape Motores de ignição por faísca (Gasolina) Emissões não controladas, teor de CO Para veículos matriculados antes de 1 de Outubro de 1986

S C

X X X X
X X

820 820

01 02

Emissão de gases de escape – Teor de CO superior a vol. 7% Emissão de Gases de escape – Teor de CO superior a vol. 4,5% e inferior a vol. 7%, inclusive Para veículos matriculados a partir de 1 de Outubro de 1986: 1

2

C C

X X X X

820

03

Emissões de Gases de escape – Teor de CO superior a vol. 3.5% Emissões controladas – Teor de CO e medições λ Com motor em marcha lenta:

2

C

X X X X
X X

820 820

04 05

Emissão de gases de escape – Teor de CO superior a vol. 0,5 % Emissão de gases de escape – Teor de CO superior ao indicado pelo construtor Como o motor moderadamente acelerado (rotações> 2000):

2 2

C C C

X X X X X X X X

820 820 820 820

06 07 08 09

Emissão de gases de escape – Teor de CO superior a vol. 0,3 % Emissão de gases de escape – Teor de CO superior ao indicado pelo construtor Emissão de gases de escape – Valor de λ fora do intervalo 1±0,03 (Excepto com indicação contrária do Construtor) Emissão de gases de escape – Valor de λ fora do intervalo indicado pelo do construtor

2 2 2 2

C C C C

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO CONTROLO DE EMISSÕES DE GASES IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO (Ciclo Diesel) 1. ESPECIFICAÇÕES GERAIS O procedimento de inspecção aplicar-se-á a veículos equipados com motores com ignição por compressão (ciclo Diesel), registados a partir de 01/01/1980. Os veículos registados anteriormente a esta data estão isentos do cumprimento dos requisitos estabelecidos neste MPITV, no que respeita ao controlo de emissões de gases de escape. 2. INSPECÇÃO 2.1. Verificações preliminares no veículo antes de realizar o teste

√ Verificar que no pedal do acelerador não existe qualquer limitador de curso. √ Verificar que não há qualquer modificação do sistema original de escape (sistema
√ √ √ √ √ √ homologado). Verificar se o sistema de aquecimento está desligado. Verificar que o motor se encontra à temperatura normal de serviço. Em viaturas pesadas, com sistemas de travão designado de montanha, confirmar que se encontra desligado. Verificar a posição do descompressor (devendo manter-se em posição de todo aberto). Verificar que a ponteira de saída dos fumos é adequada e dimensionalmente compatível a ponteira a utilizar. Confirmar a acessibilidade da saída do escape, em relação à extensão do tubo de recolha de fumos (adequando para tal a melhor solução.)

2.2. Procedimentos de ensaio √ √ Comprovar que o motor está quente e em condições mecânicas adequadas. A temperatura do motor deve estar a cerca de 80ºC, ou no mínimo equivalente. Se devido à configuração do veículo, tal medição é impraticável, a temperatura normal de funcionamento do motor poderá ser determinada por outras medidas, por exemplo mediante o funcionamento do ventilador do motor. Comprovar que todos os equipamentos que consumam energia (ar condicionado, luzes, etc.) estão desligados. Efectuar 2 a 3 acelerações para limpeza do sistema de escape, da seguinte forma: acelerar rapidamente, mas de forma gradual, não violentamente, até obter o valor máximo do motor (velocidade de corte), largando de imediato o acelerador de modo que o motor regresse ao ralenti. Inserir o tubo flexível sobre o tubo de escape do veículo. Os cinco valores de opacidade obtidos nas acelerações são expressos em m-1. Para motores de ignição por compressão, com a transmissão em ponto morto além de aquecimento em marcha lenta, acelerar o motor desde o ralenti até à velocidade de corte e efectuar as medições de opacidade, de acordo coma as indicações do nº II nº 3, verificando os respectivos limites Para começar cada ciclo de aceleração, o pedal do acelerador deve ser accionado a fundo gradualmente e com rapidez (isto é, em menos de 1 segundo), embora sem violência, a fim de obter o máximo da bomba de injecção. Durante cada ciclo de aceleração, o motor deve alcançar a velocidade de corte da bomba injectora ou, nos veículos de transmissão automática, a velocidade especificada pelo fabricante.

√ √ √

√ √

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO CONTROLO DE EMISSÕES DE GASES IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO (Ciclo Diesel)

√ √

Se não estiver disponível a informação da velocidade de corte da bomba injectora, 2/3 da velocidade de corte antes de soltar o acelerador. O valor indicador do ensaio é obtido pela média dos três valores mais próximos dos cinco encontrados

2.3 Cuidados especiais para os ensaios  Nunca realizar qualquer aceleração com o aparelho desligado e com a ponteira de recolha de fumos inserida no escape. Pois uma vez os ventiladores desligados irá naturalmente sujar as lentes de fumo. Todos os testes/acelerações devem ser conduzidos e realizados integralmente pelo inspector.

2.3. Notas complementares

Resultado dos ensaios – do registo dos resultados dos ensaios de medição emissões de gases de escape deve constar: 1) Valor de opacidade (m-1); 2) Data e hora do ensaio. 3) A folha de registo de resultados deve identificar o aparelho onde foram feitas as medições.

2.4 Notas Finais  Como acção complementar do ensaio realizado, aquando da passagem do veículo pela fossa e com o motor em funcionamento, o inspector deve verificar o sistema de escape, confirmando a eventual existência de fugas ao longo de todas as condutas e panelas. Aquando da apresentação de um veículo híbrido para inspecção, deve ser efectuada a comutação para o combustível gasolina/diesel e efectuar o ensaio, como um veículo de motorização normal.

2.5 Valores limite

  

Veículos com motor diesel de aspiração natural registados pela primeira vez antes de 01/07/2008: 2,5 m-1. Veículos com motor diesel sobrealimentados registados pela primeira vez antes de 01/08/2008:3,0 m-1 Veículos registados depois de 01/07/2008: 1,5 m-1

3. NORMAS DE REFERÊNCIA
    

Código da Estrada – art. 79º Directiva 96/96/CE. Directiva 1999/52/CE. Directiva 2003/27/CE. Directiva 72/306/CEE.

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO CONTROLO DE EMISSÕES DE GASES IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO (Ciclo Diesel)

4. INTERPRETAÇÃO DOS DEFEITOS
Cód. Cód. Descrição dos defeitos Base Adic. Motores com ignição por compressão (ciclo Diesel) Para veículos matriculados antes de 1 de Janeiro de 1980: X X X X X X X X 820 820 820 820 10 11 12 13 Motores de aspiração natural – Opacidade superior a 4,5 m-1 Motores de aspiração natural – Opacidade superior a 4,0 m e inferior a 4,5 m-1, inclusive Motores sobrealimentados – Opacidade superior a 5,0 m-1 Motores sobrealimentados – Opacidade superior a 4,5 m e inferior 1 a 5,0 m-1, inclusive Para veículos matriculados a partir de 1 de Janeiro de 1980 X X X X X X X X 820 820 820 820 14 15 16 17 Motores de aspiração natural – Opacidade superior a 3,0 m-1 Motores de aspiração natural – Opacidade superior a 2,5 m-1 e inferior a 3,0 m-1, inclusive Motores sobrealimentados – Opacidade superior a 3,5 m-1 Motores sobrealimentados – Opacidade superior a 3,0 m-1 e inferior 1 a 3,5 m-1, inclusive Para veículos matriculados a partir de 1 de Janeiro de 1993 X X X X 820 820 18 19 Motores de aspiração natural – Opacidade superior a 2,5 m-1 Motores sobrealimentados – Opacidade superior a 3,0 m-1 2 2 C C 1 2 2 C C C C
-1 -1

L P R

Tipo
L G MG

S

2 1 2

C C C C

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Instalação Eléctrica Bateria, Cabos, Ligações e Protecções

1. ESPECIFICAÇÕES GERAIS A instalação eléctrica dos veículos deve ser concebida e instalada de modo a funcionar em condições de segurança e prevenir eventuais riscos eléctricos. 2. INSPECÇÃO A Inspecção da instalação eléctrica incide sobre: 2.1. Bateria √ √ √ Fixação Ligações Protecção das ligações

2.2. Cabos √ √ √ Ligações Condição de fixação e protecção da cablagem Estado dos cabos

2.3.Ligações (conexões)
√ √ √ Estado das conexões Estado das fixações Protecção contra curto-circuitos

2.4. Protecções (fusíveis) √ √ Ausência Calibre de protecção incorrecto

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PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Instalação Eléctrica Bateria, Cabos, Ligações e Protecções

3. INTERPRETAÇÃO DOS DEFEITOS
Cód. Cód. Base Adic. 491 491 491 491 491 492 492 492 492 492 492 492 492 00 01 02 03 04 00 01 02 03 04 05 06 07 Tipo
L G MG

L P R X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

Descrição dos defeitos Ligações eléctricas – Tractor/Reboque Dispositivo de ligação eléctrica – Ausente Dispositivo ligação eléctrica – Defeituoso Dispositivo ligação eléctrica – Mal colocado Dispositivo ligação eléctrica – Fixação deficiente Instalação eléctrica e fixação da bateria Instalação eléctrica – Mau estado da cablagem Instalação eléctrica – Fixação deficiente da cablagem Instalação eléctrica – Ligações em mau estado Bateria – Mau estado Bateria – Ligações em mau estado Bateria – Fixação deficiente Bateria – Suporte corroído 1 1 1 1

S C

2 2 2

C C C C

C
2 C C 2 C C C 2 2 C C

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INTERIOR DO VEÍCULO EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS

1. ESPECIFICAÇÕES GERAIS Verificar as condições técnicas dos equipamentos e acessórios que devem existir no interior do veículo. 2. INSPECÇÃO O Inspector deve verificar visualmente: √ Habitáculo o Estado de limpeza do habitáculo, em particular quando se trate de transporte público de passageiros.

o

Estado do piso do habitáculo, nomeadamente nos veículos de transporte público de passageiros.

√ √

√ √

Direcção o Estado do volante (eventuais reparações ou modelo não regulamentar) o Posições do volante quando as rodas estão direitas o Fixação do volante (um deslocamento excessivo do centro do volante para cima ou para baixo, significa fixação defeituosa) o Folga do volante (oscilando ligeiramente à esquerda e à direita num plano perpendicular à coluna de direcção sem provocar o virar das rodas directrizes) o Estado da coluna de direcção (exercer alternativamente tracção e compressão no volante). o Funcionamento do sistema de apoio à direcção (direcção assistida), desligando/ligando o motor. Pedais de manobra na condução o Estado e as condições anti-escorregamento. Sistema Anti-roubo o Bom estado de funcionamento (para o efeito deve ser tomado em consideração o tipo de sistema. No caso de actuar sobre a direcção deve ser verificado o bloqueio da mesma quando é retirada a chave de ignição). Banco do condutor o Estado de conservação, fixação, mecanismo de regulação, dimensões e espaçamento. Bancos dos passageiros o Se o número de lugares corresponde com a documentação do veículo. o Fixação dos bancos à estrutura. o Adequação à sua função. o Que não apresentem nenhum elemento deteriorado a solta que possa causar lesões aos ocupantes do veículo. o Acessibilidade a lugares posteriores. Portas o No caso dos autocarros providos de portas com comando pneumático, controlar o sistema de abertura e fecho das mesmas, verificando se o(s) reservatórios está(ão) sob pressão, através do manómetro existente no veículo. o Para todos os casos verificar a condição de abertura e fecho e o sistema de abertura e fecho das portas. Saídas de emergência (veículos de transporte público de passageiros) o A existência de saídas de emergência e as condições de sinalização e visibilidade para os passageiros bem como se são de modelo homologado o A existência de martelos de quebra de vidros nos veículos.

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INTERIOR DO VEÍCULO EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS

Sistemas de ventilação, aquecimento e cortinas (transporte público de passageiros) o A existência de cortina de protecção solar para os passageiros. o A existência e funcionamento do sistema de aquecimento ambiente. o A existência e funcionamento do sistema de desembaciador do pára-brisas. o A existência e funcionamento do sistema de ventilação ambiente. Sinalização sonora e luminosa interior o A existência e funcionamento da sinalização sonora e luminosa de aviso aos passageiros. Painéis de separação em veículos de mercadorias o Conformidade e estado de fixação do sistema. o Nos veículos ligeiros de transporte público de passageiros (TAXI) a conformidade do modelo e as condições de fixação e conservação. Velocímetro o O velocímetro ou controlador de velocidade, funcionamento e escala em quilómetros obrigatoriamente Conta-quilómetros (odómetro) o O funcionamento e a grandeza medida. Na ficha de inspecção deve ser colocado o valor lido em Kms e em observações a indicação de que também lê em Milhas. Avisador sonoro o O funcionamento do avisador sonoro. Verificar, caso exista avisador pneumático, a existência e funcionamento do comutador.

3. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA
                     

Código da Estrada – art. 82º RCE art. 21º – Características das portas e janelas dos veículos Directiva 94/20/CEE - Dispositivos mecânicos de engate Directiva 77/389/CEE – Dispositivos de reboque Directiva 74/483/CEE – Sistemas componentes e unidades técnicas Directiva 92/114/CEE – Saliências exteriores das cabinas (para veículos de categoria N) Directiva 2006/20/CE – (ex-70/221/CEE) – Reservatórios de combustível e Pára-choques à retaguarda (veículos de categorias M, N e O). Decreto-Lei nº 239/89 de 26 de Julho – Isenção pára-choques veículos mercadorias Decreto-Lei nº 40/93 de 18 de Fevereiro – Características dos veículos mistos e de mercadorias Decreto-Lei nº 115/94 de 3 de Maio – Separador no habitáculo dos táxis Decreto-Lei nº 230/99 de 23 de Junho – Separador no habitáculo dos táxis Decreto-Lei nº 57/2000 de 18 de Abril – Homologação de portas, degraus e pegas. Decreto-Lei nº 226/01 de 17 de Agosto – regulamento sobre protecção ocupantes de veículos automóveis em caso de colisão frontal Decreto-Lei nº 93/2002 de 12 de Abril – Regulamento de portas, degraus e pegas de veículos automóveis e reboques Portaria nº 311-A/2005 – Utilização de acessórios de Segurança Portaria nº 311-C/2005 – Sinais sonoros e luminosos especiais Despacho nº 21196/03 de 15 de Outubro – Painéis de separação em ligeiros de mercadorias Portaria nº 56/95 de 25 de Janeiro – Dísticos de Seguro e de IPO Portaria nº 502/96 de 25 de Setembro – Veículos com adaptações especiais ao condutor Portaria nº 1080/97 de 29 de Outubro – Directivas CE: componentes dos veículos Portaria 311-A/05, de 24 de Março – Regulamento de utilização dos acessórios de segurança: cintos de segurança Despacho nº 25759/99 de 30 de Dezembro – Homologação de separadores para táxis MANUAL DE INSPECÇÃO TÉCNICA DE VEÍCULOS
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INTERIOR DO VEÍCULO EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS
    

Despacho nº 21196/03 15 de Outubro – Painéis separação – ligeiros de mercadorias Circular CIPO nº 27/96 de 29 de Novembro – Tacógrafo dispensa de instalação Circular CIPO nº 4/98 de 22 de Janeiro – Anteparas de veículos ligeiros de mercadorias Circular ITVA nº 03/2005 de 18 de Fevereiro – Anteparas em veículos categoria N1, com caixa aberta c/s cobertura Circular ITVA nº 06/2004, 19 de Janeiro – Painéis separação: ligeiros de mercadorias

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INTERIOR DO VEÍCULO EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS

4. INTERPRETAÇÃO DOS DEFEITOS
L X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X P X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X R X X X X X X X X X X X Cód. Cód. Base Adic. 623 623 623 624 624 624 624 624 624 624 624 625 625 625 625 626 626 626 626 626 626 626 626 00 01 02 00 01 02 03 04 05 07 08 00 09 10 11 00 01 02 03 04 05 06 07 Pavimento Piso do habitáculo – Mau estado sem perigo Piso do habitáculo – Mau estado com perigo Portas e fechos Portas – Dificuldade de abertura Portas – Dificuldade de fecho Portas – Funcionamento defeituoso para abertura de vidros Portas – Funcionamento defeituoso para fecho de vidros Fechos – Mau funcionamento que ponha em causa a segurança Portas – Dificuldade de abertura de vidros Portas – Dificuldade fecho de vidros Degraus, estribos e comando pneumático de portas Comando pneumático de portas – Ausência (Quando obrigatório) Comando pneumático de portas – Não funcionamento Comando pneumático de portas – Funcionamento deficiente Lugar do condutor – Banco/Pedais/Pavimento Bancos – Mecanismo de regulação do banco do condutor não funcional Bancos – Revestimento em mau estado Bancos – Fixação deficiente Bancos – Estrutura deformada Pedais – Superfície anti escorregamento inexistente Pedais – Superfície anti escorregamento mal fixada Pedais – Superfície anti escorregamento gasta 1 1 1 1 1 2 2 1 2 2 1 1 2 2 2 2 2 1 2 Descrição do defeito
L

Tipo
G MG

S R C R C R R C C R C C C C C C C C C C C C C C

Controlo suplementar de veículos de transporte público
X X X X X X X 910 910 910 910 910 910 910 00 01 02 03 04 05 06 Saídas de emergência – Localização e indicações Saídas de emergência – Não regulamentarem Saídas de emergência – Sinalização incorrecta Saídas de emergência – Sinalização ilegível Saídas de emergência – Sinalização pouco visível Saídas de emergência – Falta de comando de emergência em portas com abertura pneumática ou hidráulica Saídas de emergência – Comando de emergência não sinalizado 1 2 2 2 2 2 C C C C C C C

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INTERIOR DO VEÍCULO EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS Tipo
L G MG

L X

P X X X X X X X X X X X X X X X X X

R X

Cód. Cód. Base Adic. 623 910 920 920 920 920 920 920 920 920 930 930 930 930 930 930 930 940 940 940 940 940 940 940 940 940 941 941 941 941 941 00 07 00 01 02 03 04 05 06 07 00 01 02 03 04 05 06 00 01 02 03 04 05 06 07 08 00 01 02 03 04 Pavimento

Descrição do defeito

S R

Saídas de emergência – Falta de martelos Aquecimento e ventilação/Ar condicionado Aquecimento – Não funcionamento Aquecimento – Funcionamento deficiente Ventilação – Falta do desembaciador do pára-brisas Ventilação – Mau funcionamento do desembaciador do pára-brisas Ventilação – Elementos do sistema deficientes Ar condicionado – Ausência (Quando obrigatório) Ar condicionado – Funcionamento deficiente do sistema (Quando obrigatório) Bancos dos passageiros e cortinas Bancos dos passageiros – Disposição não regulamentar Bancos dos passageiros – Fixação deficiente Bancos dos passageiros – Mau estado de conservação da estrutura Bancos dos passageiros – Mau estado de conservação do revestimento Cortinas – Ausência (Quando obrigatório) Cortinas – Mau estado de conservação Iluminação interior Iluminação interior – Funcionamento defeituoso Iluminação interior – Ausência de comando pelo passageiro (Quando obrigatório) Publicidade – Colocação não regulamentar de painéis publicitários Publicidade – Objectos publicitários que interfiram com a visibilidade do condutor Limpeza – Falta de asseio ou conservação de elementos no interior Limpeza – Falta de asseio ou conservação de elementos no exterior Sinalização informativa interior – Ausência de indicação da lotação Indicação em local não regulamentar da lotação Sinalização sonora e luminosa interior Sinalização de paragem acústica -Ausência Sinalização de paragem acústica -Não funcionamento Sinalização de paragem acústica -Funcionamento deficiente Sinalização de paragem luminosa -Ausência (Quando obrigatório)

1

C C

1 1 1 1 1 2 2

C C C C C C C C 2 2 2 2 C C C C C C C

1 1

X X X X X X X X X

X X X X X X X X X X X X X X

1 1 2 2 2 2 1 1

C C C C C C C C C 2 2 C C C 2 C

1

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INTERIOR DO VEÍCULO EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS Tipo
L G MG

L X

P X X X X X X

R X

Cód. Cód. Base Adic. 623 941 941 941 941 941 00 05 06 07 08 09 Pavimento

Descrição do defeito

S R

Sinalização de paragem luminosa -Não funcionamento Sinalização de paragem luminosa -Funcionamento deficiente Sinalização de paragem luminosa -Mau estado de conservação Ausência de indicação dos lugares cativos (Quando obrigatório) Indicação não regulamentar dos lugares cativos (Quando obrigatório) 1 1 1 1

2

C C C C C

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EQUIPAMENTOS OBRIGATÓRIOS

1. OBJECTIVO Verificar a existência e conformidade de equipamentos que obrigatoriamente devem equipar os veículos, face à sua utilização e tipo. 2. INSPECÇÃO 2.1. Todos os veículos

√ Triângulo de pré-sinalização.
o o Verificar a existência, modelo e estado de conservação Verificar a existência, modelo e estado de conservação

√ Colete retroreflector.
2.2. Para determinadas utilizações e tipos de veículos √ Extintor o Verificar a existência, o Modelo e marca de homologação o Validade o Estado de conservação e acessibilidade Tacógrafo o Verificar a existência o Marca de homologação o Selo de verificação periódica Limitador de Velocidade o Verificar a existência o Marca de homologação o Selo de verificação periódica Caixa de primeiros socorros o Verificar a existência o Constituição (produtos) o Localização Caixa de ferramentas o Verificar a existência o Constituição (ferramentas) o Localização

3. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA
         

Código da Estrada Portaria nº 311-A/2005 – Utilização de acessórios de Segurança Directiva 94/20/CEE- Dispositivos mecânicos de engate Directiva 77/389/CEE – Dispositivos de reboque Directiva 74/483/CEE – Sistemas componentes e unidades técnicas Directiva 92/114/CEE (para veículos de categoria N. Directiva 70/221/CEE para veículos de categorias M, N e O. Portaria nº 1080/97 de 29 de Outubro – Directivas CE: componentes dos veículos Portaria 311-A/05, de 24 de Março – Regulamento de utilização dos acessórios de segurança: cintos de segurança Circular CIPO nº 27/96 de 29 de Novembro – Tacógrafo dispensa de instalação

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EQUIPAMENTOS OBRIGATÓRIOS

4. INTERPRETAÇÃO DOS DEFEITOS
Cód. Cód. Base Adic. 720 720 720 720 720 720 720 721 721 721 721 721 721 721 722 722 722 722 722 723 723 723 723 723 723 723 724 724 724 724 724 00 01 02 03 04 05 06 00 01 02 03 04 05 06 00 01 02 03 04 00 01 02 03 04 05 06 00 01 02 03 04 Tipo
L G MG

L X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

P R X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

Descrição dos defeitos Extintor e caixa de primeiros socorros Extintor – Ausência Extintor – Prazo de validade ultrapassado Extintor – Fixação deficiente Extintor – Local de fixação inadequado (bem visível e fácil acesso) Extintor – Não homologado Caixa de primeiros socorros – Ausente (Quando regulamentado) Triângulo de pré-sinalização e calço de roda Triângulo de pré-sinalização – Ausência Triângulo de pré-sinalização – Não funcional Triângulo de pré-sinalização – Não homologado Triângulo de pré-sinalização – Não aprovado Triângulo de pré-sinalização – Mau estado geral Calço de roda – Ausência, quando obrigatório (de acordo com RPE) Avisador sonoro Avisador sonoro – Ausência Avisador sonoro – Não funcionamento Avisador sonoro – Pneumático sem comutação para avisador de utilização urbana Avisador sonoro – Funcionamento deficiente Velocímetro Velocímetro – Ausência Velocímetro – Escala em milhas Velocímetro – Não funcionamento Velocímetro – Funcionamento deficiente Conta-quilómetros – Não funcionamento Conta-quilómetros – Funcionamento deficiente Tacógrafo Tacógrafo – Ausência, quando obrigatório Tacógrafo – Ausência da chapa de instalação Tacógrafo – Ausência de selagem Tacógrafo – Controlo periódico caducado 1 1 1 1 1 1 1

S

C 2 2 C C C 2 2 2 C C C C 2 2 2 2 C C C C C C C 2 2 2 C C C C C 2 2 2 C C C C C C C 2 2 2 2 C C C C

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EQUIPAMENTOS OBRIGATÓRIOS

L X

P R X X X X X X X X

Cód. Cód. Base Adic. 720 724 724 725 725 725 725 725 00 05 06 00 01 02 03 04

Descrição dos defeitos
L

Tipo
G MG

S

Extintor e caixa de primeiros socorros Tacógrafo – Não funcionamento Tacógrafo – Funcionamento deficiente Limitador de velocidade Limitador de velocidade – Ausência quando obrigatório Limitador de velocidade – Ausência de chapa de instalação Limitador de velocidade – Chapa de instalação mal colocada Limitador de velocidade – Ausência de selagem 1 1 2 2 1 2

C C C

C C C C

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EIXOS, SUSPENSÃO, RODAS, PNEUS E TRANSMISSÃO

.1 ESPECIFICAÇÕES GERAIS Os veículos a motor estão equipados com cintos de segurança ou outros sistemas de retenção homologados (excepto em assentos transversais ao sentido da marcha), nos diferentes lugares e segundo categorias dos veículos a partir das datas que se indicam na seguinte tabela: .2 ESPECIFICAÇÕES PARTICULARES
CINTOS DE SEGURANÇA TIPO TURISMOS TODOS OS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO DATAS OBRIGATÓRIO Lugar da frente Todos os lugares sentados no sentido de marcha e no sentido inverso Lugares traseiros LEGISLAÇÃO

M1

REGISTADOS A PARTIR

15/06/1992

TRANSPORTE ESCOLAR A PARTIR

30/06/1990

TIPO

DERIVADOS DE TURISMO E MISTOS ADAPTÁVEIS HOMOLOGADOS COMO N1, DERIVADOS DE M1 MMA <=3500 kg MMA <= 2000 kg REGISTADOS A PARTIR

DATAS

CINTOS

LEGISLAÇÃO

11/11/1974

Lugares da frente Todos os lugares sentados no sentido de marcha e no sentido inverso

M1 N1

REGISTADOS A PARTIR

01/07/1994

TIPO

TRANSPORTES DE MERCADORIAS MMA <= 3500 Kg E MISTOS ADAPTÁVEIS REGISTADOS A PARTIR DE

DATAS

CINTOS

LEGISLAÇÃO

01/07/1994

Lugares da frente Todos os lugares sentados no sentido de marcha e no sentido inverso

M1 N1

REGISTADOS A PARTIR DE

01/10/1996

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EIXOS, SUSPENSÃO, RODAS, PNEUS E TRANSMISSÃO

TIPO

TRANSPORTES DE PESSOAS COM CONDUTOR E Nº LUGARES > 8 Y MMA <= 5000 kg. REGISTADOS A PARTIR DE

DATAS

CINTOS

LEGISLAÇÃO

M2

01/07/1994

Lugares da frente

Os cintos presentes no veículo devem corresponder a tipos homologados e, como tal, estarem marcados com os símbolos que a seguir se indica: .3 TIPOS E MARCAS DE CINTOS DE SEGURANÇA (cintos e retractores)
Assentos laterais Categoria do veículo Dianteiros Outros Condutor M1 Ar4m Ar4m Ar4Nm B Br3 Br4m Br4Nm Ar4m Ar4Nm Passageiro Ar4m Ar4m Ar4Nm B Br3 Br4m Br4Nm Ar4m Ar4Nm B Br3 Br4m Br4Nm ∅A Ar4m B ó A Br3 Br4m Ar4m B ó A Br3 Br4m Ar4m Br4Nm Ar4Nm B Br3 Br4m Br4Nm B ó A Br3 Br4m Ar4m Br4Nm Ar4Nm B Br3 Br4m Dianteiros Outros Assentos centrais

M2 <3,5 t

M2> 3,5 t

N1

B Br3 Br4m Br4Nm

A: Cintos de três pontos (subabdominal e diagonal) B: Cinto de dois pontos (abdominal) r: Retractor m: Retractor de bloqueio de emergência com dupla sensibilidade 3: Retracctor de bloqueio automático 4: Rectractor de bloqueio de emergência N. Umbral de elevada resposta Nota: em todos os casos podem ser utilizados cintos de tipo S no lugar dos do tipo A ou B, sempre que as suas fixações se ajustem ao disposto na Directiva 76/115/CEE Os veículos a motor registados a partir de 01/07/97 devem estar providos de fixações para os cintos de segurança no número e posição que a seguir se indica:

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EIXOS, SUSPENSÃO, RODAS, PNEUS E TRANSMISSÃO

Assentos laterais Categoria do veículo Da frente Outros Condutor Passageiro

Acentos centrais

Da frente

Outros

M1

3

3

3 nos dianteiros 2 ou 3 nos restantes

2 mínimo

2

M2 <3,5 t M2> 3,5 t N1

3 3 3

3 3 3

(1) (1) (1)

2 mínimo (2) 2minimo

(1) (1) (1)

Notas: (1) Em assentos expostos que tenham painel de protecção, 2 fixações inferiores (2) Duas fixações inferiores que permitam instalar cintos subabdominais 3) Duas fixações inferiores uma fixação superior

.4 INSPECÇÃO Mediante inspecção visual sempre que possível: √ √ √ √ Se o veículo está equipado, nos lugares obrigadas a isso, com os cintos de segurança regulamentados. A homologação dos cintos de segurança. O estado dos cintos de segurança. Que o número de pontos de fixação é o regulamentado.

.5 LEGISLAÇÃO REFERENCIA
  

Directiva 76/115/CEE Directiva 77/541/CEE Directiva 96/36/CE.

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EIXOS, SUSPENSÃO, RODAS, PNEUS E TRANSMISSÃO

.6 INTERPRETAÇÃO DOS DEFEITOS
Cód. Cód. L P R Base Adic. X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X 710 710 710 710 710 710 710 711 711 711 711 711 712 712 712 00 01 02 03 04 05 06 00 01 02 03 04 00 01 02 Tipo
L G MG

Descrição dos defeitos Cintos de segurança – Segurança da montagem Cintos de segurança – Montagem não regulamentar Cintos de segurança – Desadequado Cintos de segurança – Ausência (Quando obrigatório) Cintos de segurança – Fixações deficientes
Cintos de segurança – Pretensor ou absorvedor de energia que já tenha sido activado

S C

2 2 2 2 2 2

C C C C C C C

Cintos de segurança – Sem marca de homologação Cintos de segurança – Estado e funcionamento Cintos de segurança – Mau funcionamento dos fechos Cintos de segurança – Precintas deformadas Cintos de segurança – Precintas gastas
Cintos de segurança – Mau funcionamento do sistema de recuperação automático “Air Bag”

2 2 2 2

C C C C C

Air bag activado Air bag – Ausente (Quando obrigatório)

2 2

C C

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” INTRODUÇÃO

1. ÂMBITO E OBJECTIVOS
O Decreto-Lei n.º 554/99, de 16 de Dezembro, estabelece que as inspecções extraordinárias se destinam a identificar ou confirmar ocasionalmente as condições de segurança dos veículos, em consequência da alteração das suas características por acidente ou outras causas, cujos elementos do quadro e/ou da direcção, da suspensão ou da travagem tenham sido gravemente afectados, não permitindo, por esse motivo, que os veículos possam deslocar-se pelos seus próprios meios. O mesmo diploma estabelece ainda que para além do referido anteriormente, os automóveis e seus reboques, anteriormente matriculados, são sujeitos a inspecção para atribuição de nova matrícula, tendo em vista identificar os veículos e as respectivas características e confirmar as suas condições de funcionamento e segurança. O Decreto-Lei n.º 554/99, de 16 de Dezembro, estabelece os pontos a controlar nas referidas inspecções, a realizar nos centros da categoria B definidos na alínea b) do n.º 3 do artigo 21.º do Decreto-Lei n.º 550/99, de 15 de Dezembro. O presente manual tem como objectivo estabelecer procedimentos técnicos para a inspecção e certificação de veículos no âmbito das referidas inspecções, definindo-se conceitos, regras e metodologias gerais para a sua realização. Aplica-se às inspecções para atribuição de nova matrícula a veículos anteriormente matriculados e extraordinárias, por motivo de acidente, identificação ou verificação das condições de segurança de veículos das categorias M, N e O realizadas nos centros de inspecção técnica de veículos da categoria B.

2. INSPECÇÃO E CERTIFICAÇÃO
1. Procedimentos Gerais • Os CITVs procedem à inspecção e à correspondente certificação da identificação de um veículo e de que no âmbito da atribuição de matrícula nacional ou na sequência de acidente ou alteração de características o mesmo apresenta condições de segurança e protecção do ambiente, verificando limites admissíveis estabelecidos pelo respectivo fabricante ou determinados pela legislação em vigor. As inspecções são realizadas observando-se todas as disposições legais e regulamentares aplicáveis bem como o estabelecido pelo presente Manual. Um veículo é objecto de uma certificação de aprovação em inspecção para matrícula ou extraordinária se através da inspecção o veículo é objecto de identificação positiva e se for confirmado:

• •

2. Inspecção para nova matrícula

√ O veículo apresenta-se conforme com o modelo aprovado ou (transformado) dentro de limites √
admissíveis; O veículo não constitui risco para a segurança rodoviária nem para o ambiente.

3. Inspecções Extraordinárias por acidente √ Não foi comprometida a integridade estrutural do veículo;

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” INTRODUÇÃO

√ O veículo foi reparado utilizando-se elementos homologados (se aplicável) e materiais adequados
√ ao seu fim e foi reposta a conformidade com o modelo aprovado (ou transformado) dentro de limites admissíveis; Foi reparado de acordo com o presente manual.

√ O veículo não constitui risco para a segurança rodoviária nem para o ambiente.
2.4 Inspecções extraordinárias por motivo de adaptação ao GPL

√ O veículo apresenta-se conforme com a regulamentação específica aplicável ao GPL; √ O veículo não constitui risco para a segurança rodoviária nem para o ambiente.
Inspecções para o licenciamento de veículos para transporte de crianças; √ O veículo cumpre os requisitos da regulamentação específica;

√ O veículo não constitui risco para a segurança rodoviária nem para o ambiente. 2.5 Inspecções extraordinárias para identificação √ As características identificativas do veículo conferem com o constante da respectiva matricula; √ O veículo não constitui risco para a segurança rodoviária nem para o ambiente. 2.6.Inspecções extraordinárias para confirmação das condições de segurança √ O veículo apresenta-se conforme com o modelo aprovado ou (transformado) dentro de limites √
admissíveis; O veículo não constitui risco para a segurança rodoviária nem para o ambiente.

3. FASES DA INSPECÇÃO Na verificação da conformidade de um veículo para efeitos de certificação da sua aprovação em inspecção, são seguidas as seguintes fases: a) Verificação da documentação do veículo; b) Observação visual detalhada dos elementos de identificação; c) Observação visual do veículo, exterior e detalhada; d) Inspecção tendo em conta os procedimentos constantes do presente manual e demais regulamentação em vigor; 3.1. Observações e verificações parciais de inspecção Todas as observações e verificações de inspecção têm como finalidade fundamental a identificação do veículo e a verificação da sua conformidade dentro de limites admissíveis, com o modelo homologado ou aprovado após transformação, determinando-se as suas condições de funcionamento e segurança. A inspecção de um veículo nas suas múltiplas vertentes, integra um conjunto de observações e verificações parciais de inspecção, que no seu conjunto constituem o acto inspectivo.

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” INTRODUÇÃO

Os métodos utilizados na inspecção de um veículo a fim de realizar as observações e verificações previstas na regulamentação em vigor, são os seguintes:

3.2.Inspecção visual
Inspecção realizada através da observação dos elementos objecto de análise e se for o caso, do respectivo funcionamento, tendo em vista avaliar o seu estado, nível de funcionamento e risco para a segurança rodoviária e o meio ambiente. A observação é limitada aos elementos do veículo que possam ser facilmente acessíveis, sempre que possível sem desmontagem. Pode no entanto ser solicitado ao apresentante do veículo a inspecção a abertura de compartimentos que possuam fecho, ou a remoção de protecções do motor, painéis de acesso para inspecção, tapetes e forros amovíveis, de forma a conseguir-se aceder a pontos objecto de inspecção. O acesso a determinados pontos pode não ser suficiente para permitir ao inspector assegurar-se de que os mesmos apresentam as necessárias condições de segurança por exemplo em caso de reparação após acidente. Nestes casos pode ser solicitada a apresentação de prova de que o veículo apresenta, nesse ponto particular, as necessárias condições de segurança, através por exemplo de declaração ou relatório adequado, emitido pela entidade que efectuou a reparação do veículo. Compete ao apresentante do veículo a inspecção apresentar os referidos elementos. 3.3. Inspecção com equipamento Inspecção realizada com o apoio de qualquer dos equipamentos que os centros de inspecção técnica de veículos da categoria B, estão dotados. Apresentam-se no presente manual os procedimentos de inspecção, segundo as áreas em que devem incidir, nos termos do Decreto-Lei n.º 554/99, de 16 de Dezembro, indicando-se a que veículos se aplicam, o tipo de inspecções a considerar, bem como a natureza do procedimento de inspecção e o critério de aprovação a considerar para cada área. 4. CERTIFICAÇÃO Se o veículo não estiver conforme com as exigências em vigor, a sua certificação não será efectuada. Se se verificar a necessidade de mais informação de forma a avaliar com rigor a conformidade dos veículos com as exigências que se encontram estabelecidas, não será efectuada a certificação da aprovação, até ser obtida a informação necessária. Para os veículos aprovados na inspecção é emitido o correspondente certificado de aprovação. 5. REFERÊNCIAS
 

Decreto-Lei nº 550/99, de 15 de Dezembro (Regime jurídico da actividade de inspecção de veículos a motor e seus reboques) Decreto-Lei nº 554/99, de 16 de Dezembro (Inspecções periódicas aos veículos automóveis e reboques. Periodicidade e pontos a controlar. Transpõe a Directiva 96/96/CE do Conselho de 20 de Dezembro de 1996) Decreto-Lei nº 107/2002, de 16 de Abril (Inspecções periódicas. Transpõe a Directiva 2001/9/CE e 2001/11/CE do Conselho relativas a dispositivo de limitação de velocidade e leitura adequada do dispositivo OBD)
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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” INTRODUÇÃO
          

     

Decreto-Lei nº 109/2004, de 12 de Maio (Inspecções periódicas. Transpõe a Directiva nº 2003/27/CE, da Comissão, de 3 de Abril, relativa ao controlo das emissões de escape) Decreto-Lei nº 195/91, de 25 de Maio (Adaptação de veículos à utilização do GPL como carburante) Lei nº 13/2006, de 17 de Abril (Define o regime jurídico do transporte colectivo de crianças e jovens) Lei nº 17-A/2006, de 26 de Maio (Altera a Lei n.º 13/2006 relativa ao regime jurídico do transporte colectivo de crianças e jovens) Portaria nº 350/96, de 9 de Agosto (Regulamento relativo às características técnicas dos veículos que utilizam GPL) Portaria nº 1165/2000 de 9 de Dezembro (Requisitos dos centros de inspecção quanto a instalações, equipamentos e capacidade técnica) Portaria nº 309/2006, de 29 de Março (Tarifas a cobrar pelas inspecções periódicas, reinspecções, inspecções para matrícula, extraordinárias e facultativas) Despacho DGV nº 69/2006, de 25 de Maio de 2006 (Inspecção extraordinária a veículos de transporte de crianças) Despacho nº 7304/2006, publicado no D.R., 2ª série, de 3 de Abril de 2006 (Inspecção extraordinária por motivo de adaptação de automóveis à utilização de GPL) Despacho nº 5392/99, publicado no D.R., 2ª série, de 16 de Março de 1999 (Classificação das deficiências observadas nas inspecções de veículos) Despacho DGV nº 26433-A/2000, 2ª série, publicado no D.R. de30 de Dezembro (Aprova os modelos e conteúdos dos impressos e regula o preenchimento do campos nas fichas de inspecção, certificados de aprovação em inspecção para nova matrícula e de aprovação em inspecção extraordinária) Despacho nº 26 750/2002, 2ª série, publicado no D.R. de 19 de Dezembro (Altera o modelo de impresso de ficha de inspecção) Despacho nº 694/2001, 2ª série, publicado no D.R. de 15 de Janeiro de (Certificado de inspecção facultativa) Despacho nº 17139/2001, 2ª série, publicado no D.R. de 16 de Agosto (Comprovação de inspecção periódica) Despacho nº 15661/2003, 2ª série, publicado no D.R. de 12 de Agosto (Inspecções extraordinárias) Despacho nº 872/2005, 2ª série, publicado no D.R. de 13 de Janeiro (Inspecção para atribuição de matrícula a automóveis e seus reboques anteriormente matriculados) Despacho nº 873/2005, 2ª série, publicado no D.R. de 13 de Janeiro (Atribuição de matrícula a automóveis seus reboques e motociclos anteriormente matriculados)

6. BASES DE DADOS Os centros de inspecção devem manter em condições de funcionamento as bases de dados previstas nos pontos 7.1 e 7.2 do anexo II à Portaria nº 1165/2000, de 9 de Dezembro, contendo a informação necessária à verificação tridimensional de cotas e geometria do alinhamento e variação angular de rodas. As referidas bases de dados devem ser mantidas actualizadas, devendo o centro de inspecções dispor de registo de todas as alterações ou actualizações que sejam efectuadas nas mesmas. A integridade das bases de dados deve ser salvaguardada através de restrições que impeçam a sua alteração por elementos não autorizados.

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” IDENTIFICAÇÃO DE VEÍCULO

1. OBSERVAÇÕES E VERIFICAÇÕES Os procedimentos de inspecção para as inspecções de matricula e extraordinárias para identificação de um veículo ou confirmação das suas condições de segurança, nomeadamente por motivo de acidente, integram as observações e verificações constantes dos anexos IV e V ao Decreto-Lei n.º 554/99, de 16 de Dezembro. Tais observações/verificações dividem-se nos seguintes grupos:
A B C Comuns Específicas Complementares Correspondem a todas as observações e verificações correspondentes a uma inspecção periódica Correspondem às restantes observações e verificações previstas nos Anexo IV e V do D.L. n.º 554/99, de 16 de Dezembro Correspondem a todas as observações e verificações decorrentes da regulamentação particular aplicável
Veículos OBSERVAÇÕES E VERIFICAÇÕES Tipo de Inspecção Confirmação Atribuição Transporte das Categorias de Acidente Identificação GPL de Crianças condições de Matrícula Segurança M,N,O X X X X X X M,N,O X X X X X X M,N X X X X X X M,N,O M,N,O M,N,O M,N,O M,N M M,N,O M,N,O M,N,O M1,N1 M1,N1 M1 M2,M3 N2,N3 M,N X X X X X X X XX X X (2) X (3) X (4) X (2) --------X X X X X X X X (1) X X X X (4) X --------X X X X X X X X X --------X (4) ------------X X X X X X X X ------------X ----X ----X X X X X X X X X X --------------------X X X X X X X X (1) X X X X (4) X ---------

A 1

2 3 4 B 5 6 7 C 8 9

Travagem Direcção Visibilidade Iluminação e equipamento eléctrico Eixos, rodas e suspensão Quadro Equipamento diverso Emissões poluentes Veículos de transporte público Identificação Observação visual detalhada relativa à identificação Observação exterior detalhada Verificação tridimensional da estrutura Verificação da direcção e suspensão Verificação das características do motor e transmissão Verificação do sistema de direcção Verificação da adaptação de GPL Verificação da adaptação ao M transporte de crianças

1) 2) 3) 4)

– Aplicável apenas no caso de existirem dúvidas relacionadas com a identificação do veículo. – Aplicável apenas no caso de em inspecção visual detalhada serem recolhidos indícios que o justifiquem. – Só aplicável no caso de ser realizada a verificação tridimensional da estrutura. – Aplicável apenas no caso de existirem dúvidas relacionadas com a identificação do motor.

2. FLUXOGRAMAS
Os procedimentos de inspecção para matrícula e extraordinárias para identificação de um veículo ou confirmação das suas condições de segurança podem representar-se sumariamente através dos seguintes fluxogramas:

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” IDENTIFICAÇÃO DE VEÍCULO

2.1.Inspecção para matrícula

Apresenta documentação necessária?

Não
A Inspecção pode realizar-se

IDENTIFICAÇÃO Observação visual de Identificação

O Veículo está Identificado?

Não A Inspecção pode realizar-se Sim

OBSERVAÇÃO VISUAL EXTERIOR DETALHADA

OBSERVAÇÕES E VERIFICAÇÕES DE UMA IPO

Necessário determinar as emissões de

Sim

ENSAIO PARA A DETERMINAÇÃO DE CO2

Justifica verificação tridimensional?

Sim

Verificação TRIDIMENSIONAL do Quadro Verificação da DIRECÇÃO e SUSPENSÃO

Nãoo
Dúvidas na Identificação do motor?

Sim

VERIFICAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DO MOTOR

Nãoo Nãoo

APROVAD O
Sim

RELATÓRIO DE INSPECÇÃO

EMISSÃO DE CERTIFICADO (mod. 112) Ficha de IPO (mod. 80) (Se aplicável)
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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” IDENTIFICAÇÃO DE VEÍCULO

2.2.Inspecção para veículos acidentados

Apresenta documentação necessária?

Não
A Inspecção pode realizar-se

IDENTIFICAÇÃO Observação visual de Identificação

Dúvidas na Identificação? Não
OBSERVAÇÃO VISUAL EXTERIOR DETALHADA

Sim OBSERVAÇÃO VISUAL DETALHADA

OBSERVAÇÕES E VERIFICAÇÕES DE UMA IPO

VERIFICAÇÃO TRIDIMENSIONAL DA ESTRUTURA

VERIFICAÇÃO DA DIRECÇÃO E SUSPENSÃO

Dúvidas na Identificação do motor?

Sim

VERIFICAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DO MOTOR

Nãoo

Nãoo

APROVADO
Sim

RELATÓRIO DE INSPECÇÃO

EMISSÃO DE CERTIFICADO (mod. 113) Ficha de IPO (mod. 80) (Se aplicável)

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” IDENTIFICAÇÃO DE VEÍCULO

2.3.Inspecção extraordinária para identificação

Apresenta documentação necessária?

Não
A Inspecção pode realizar-se

IDENTIFICAÇÃO Observação visual de Identificação

OBSERVAÇÃO VISUAL DETALHADA OBSERVAÇÃO VISUAL EXTERIOR DETALHADA OBSERVAÇÕES E VERIFICAÇÕES DE UMA IPO

Dúvidas na Identificação do motor?

Sim

VERIFICAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DO MOTOR

Nãoo

Nãoo

APROVADO

RELATÓRIO DE INSPECÇÃO

Sim

EMISSÃO DE CERTIFICADO (mod. 113) Ficha de IPO (mod. 80) (Se aplicável)

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” IDENTIFICAÇÃO DE VEÍCULO

2.4.Inspecção extraordinária para veículos adaptados à utilização de GPL como carburante

Apresenta documentação necessária?

Não A Inspecção pode realizar-se

IDENTIFICAÇÃO Observação visual de Identificação

Dúvidas na Identificação? Não

Sim OBSERVAÇÃO VISUAL DETALHADA

OBSERVAÇÃO VISUAL EXTERIOR DETALHADA

OBSERVAÇÕES E VERIFICAÇÕES DE UMA IPO

VERIFICAÇÃO DA CONFORMIDADE DA MONTAGEM GPL COM A REGULAMENTAÇÃO ESPECÍFICA

Dúvidas na Identificação do motor?

Sim

VERIFICAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DO MOTOR

Nãoo

Nãoo

APROVADO
Sim

RELATÓRIO DE INSPECÇÃO

EMISSÃO DE CERTIFICADO (mod. 113) Ficha de IPO (mod. 80) (Se aplicável)

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” IDENTIFICAÇÃO DE VEÍCULO

2.5.Inspecção extraordinária para veículos de transporte de crianças

Não
Apresenta documentação necessária? A Inspecção pode realizar-se

IDENTIFICAÇÃO Observação visual de Identificação Sim Dúvidas na Identificação? Não OBSERVAÇÃO VISUAL DETALHADA

OBSERVAÇÃO VISUAL EXTERIOR DETALHADA

OBSERVAÇÕES E VERIFICAÇÕES DE UMA IPO

OBSERVAÇÕES E VERIFICAÇÕES DOS ELEMENTOS ESPECÍFICOS PARA TRANSPORTE DE CRIANÇAS

Nãoo

APROVADO
Sim

RELATÓRIO DE INSPECÇÃO

EMISSÃO DE CERTIFICADO (mod. 113) Ficha de IPO (mod. 80) (Se aplicável)

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” IDENTIFICAÇÃO DE VEÍCULO

2.6 Inspecção extraordinária para confirmação das condições de segurança

Apresenta documentação necessária?

Não
A Inspecção pode realizar-se

IDENTIFICAÇÃO Observação visual de Identificação

Dúvidas na Identificação? Não

Sim OBSERVAÇÃO VISUAL DETALHADA

OBSERVAÇÃO VISUAL EXTERIOR DETALHADA

OBSERVAÇÕES E VERIFICAÇÕES DE UMA IPO

VERIFICAÇÃO TRIDIMENSIONAL DA ESTRUTURA

VERIFICAÇÃO DA DIRECÇÃO E SUSPENSÃO

Dúvidas na Identificação do motor?

Sim

VERIFICAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DO MOTOR

Nãoo

Nãoo

APROVADO
Sim

RELATÓRIO DE INSPECÇÃO

EMISSÃO DE CERTIFICADO (mod. 113) Ficha de IPO (mod. 80) (Se aplicável)

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” IDENTIFICAÇÃO DE VEÍCULO

1. PROCEDIMENTO 1.1 Geral Igual ao de uma inspecção periódica 1.2 Específico Previamente a uma inspecção de matrícula ou extraordinária para identificação de um veículo ou confirmação das suas condições de segurança, nomeadamente por motivo de acidente, adaptação à utilização de GPL ou ao transporte de crianças deve ser confirmada a apresentação da documentação necessária. 2. DOCUMENTOS A APRESENTAR 2.1. Inspecção para atribuição de matrícula

√ Original do certificado de matrícula, livrete ou documento de matrícula equivalente em uso no
país de proveniência do veículo emitido pelas entidades oficiais; (É admitida a possibilidade de em casos pontuais serem aceites cópias dos documentos indicados no ponto anterior, desde que se apresentem claramente legíveis e autenticadas pelos serviços alfandegários); Impresso modelo 1402 devidamente preenchido e autenticado pelo fabricante do veículo ou seu representante legal ou pelos serviços da DGV; A autenticação referida no ponto anterior é dispensada no caso de veículos da categoria M1 correspondentes a uma homologação europeia de modelo. Neste caso tem de ser apresentado o original ou cópia simples do certificado de conformidade (COC) conforme previsto na directiva 70/156/CEE com a última redacção em vigor. Documento de propriedade.

√ √

2.2. Inspecção extraordinária por motivo de acidente

√ Cópia do documento de identificação do veículo (a solicitar ao serviço regional da área, da √
Direcção Geral de Viação), ou “print” do referido elemento obtido por via informática a partir das bases de dados da DGV. Documento da oficina que efectuou a reparação descrevendo a mesma, ou relatório de peritagem de companhia seguradora ou qualquer elemento oficial que permita caracterizar a forma como o veículo foi afectado bem como a natureza da reparação efectuada, indicando quais os elementos que foram reparados ou substituídos. Ficha da última inspecção periódica efectuada (se aplicável) ou cópia do respectivo registo informático.

2.3. Inspecção extraordinária por motivo de identificação

√ Documento de identificação do veículo (ou documento emitido pela DGV que legalmente o √ √ No caso dos documentos do veículo se encontrarem apreendidos na DGV a inspecção é
efectuada com cópia do documento de identificação do veículo (a solicitar ao serviço regional da substitua); Documento emitido pela DGV que justifica a apresentação do veículo a inspecção;

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” IDENTIFICAÇÃO DE VEÍCULO

área, da Direcção Geral de Viação), ou “print” do referido elemento obtido por via informática a partir das bases de dados da DGV. 2.4. Inspecção extraordinária por motivo de adaptação ao GPL

√ Documento de identificação do veículo (ou documento emitido pela DGV que legalmente o
substitua);

√ Certificado de instalação do sistema de alimentação de GPL emitido por instalador reconhecido
pela DGGE (Direcção-Geral de Geologia e Energia), original; Nota – A verificação do estatuto de instalador reconhecido pode ser efectuada através da informação disponibilizada no site da DGGE; caso se trate de um reconhecimento recente será aceite documento comprovativo emitido pela DGGE. Nota de cálculo de fixação do reservatório (original).

2.5. Inspecção extraordinária para veículos adaptados ao transporte de crianças

√ Documento de identificação do veículo (ou documento emitido pela DGV que legalmente o
substitua). 2.6. Inspecção extraordinária por motivo de segurança

√ Igual à inspecção extraordinária por motivo de identificação.

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” OBSERVAÇÃO VISUAL DETALHADA

1. PROCEDIMENTO DE INSPECÇÃO 2.1. Geral As observações e verificações de ordem geral a efectuar neste ponto aplicam-se a todas as categorias de veículos e incidem sobre todos os pontos previstos para uma inspecção periódica obrigatória. 1.2. Específico  Observação visual detalhada

Em todos os casos de inspecções realizadas por razões de identificação, ou para atribuição de matrícula ou quando no âmbito de uma inspecção de outra natureza existam dúvidas relacionadas com a identificação do veículo, é adoptado o procedimento específico de identificação que se resume no quadro seguinte:

PROCEDIMENTO ESPECÍFICO DE IDENTIFICAÇÃO TIPOS DE INSPECÇÃO Elementos a controlar Marca Modelo Nº de Quadro Distância entre eixos Categoria Tipo Motor (nº, Cilindrada, Combustível) Caixa (Tipo, Comprimento máximo) Lotação Gravação e Chapas Peso Bruto rebocável e Tara Pneus Nova Matrícula X X X X X X X X X X X X Extraordinárias Transporte Identificação GPL Crianças X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X -------------

Acidentados X X X X X X X X X X -----

Segurança X X X X X X X X X X -----

2. INSPECÇÃO Na inspecção é verificada a conformidade dos elementos controlados e a sua localização, com os elementos originais indicados pelo fabricante ou constantes da homologação. Nas inspecções para nova matrícula é efectuada a recolha dos referidos elementos para o seu registo bem como o da sua localização no veículo (se aplicável). 3. CRITÉRIO DE NÃO CERTIFICAÇÃO Um veículo não é objecto de certificação de aprovação em inspecção se se verificar, através dos procedimento geral ou específico que:

 Não existe conformidade ou é visível irregularidade dos elementos controlados no veículo.  Não existe conformidade entre os elementos controlados e os documentos de identificação do
veículo.

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” CONFORMIDADE COM O MODELO APROVADO

1. PROCEDIMENTO DE INSPECÇÃO 1.1. Geral Igual ao de uma inspecção periódica 1.2. Específico Verificação detalhada das características e estado exterior do veículo tendo em vista a verificação da sua conformidade com o modelo aprovado, procurando-se detectar indícios de anomalia no quadro, carroçaria, ou na sua ligação. Será efectuada a confirmação da não existência de transformações não autorizadas, reparações executadas de forma deficiente ou instalação de sistemas, componentes ou unidades técnicas não homologados (quando obrigatório), ou desadequados, ou a sua eliminação. 1.3. Âmbito Aplicável para todas as categorias de veículos nos seguintes casos:

 Inspecção extraordinária;  Atribuição de matrícula: todas as categorias de veículos.
2. INSPECÇÃO

A conformidade do quadro e carroçaria bem como a existência de alterações ou possíveis deformações ocultas ou práticas de reparação incorrectas, deve ser avaliada através de um conjunto de procedimentos específicos:

√ Verificação do paralelismo e normalidade (ajuste) das folgas entre os elementos do veículo,
nomeadamente em portas e em tampas da bagageira, do motor e outras. Verificar a uniformidade da folga ao longo de todo o seu comprimento. Se uma folga parece demasiado apertada (ou larga) deve ser comparada com a mesma folga no lado oposto do veículo. Verificação do funcionamento correcto dos sistemas de fecho e abertura das portas, tampas da bagageira, do motor e outras, e estado das dobradiças; Observação do alinhamento correcto dos diversos elementos do veículo, nomeadamente da carroçaria, da cabine e da caixa; Confirmação da inexistência de arestas, vincos ou rugas resultantes de deformações não reparadas convenientemente ou de montagens incorrectas; Confirmação da inexistência de empenos resultantes de deformações não reparadas convenientemente ou de montagens incorrectas, verificando-se eventuais reposicionamentos de elementos fora da posição original; Observação da correcção das ligações, nomeadamente das soldaduras e verificação da execução de eventuais cortes em elementos da estrutura do veículo; Observação da correcção dos elementos de ligação da cabine e da carroçaria à estrutura do quadro; Verificação das condições de substituição de elementos do quadro; escorrimentos); Observação do estado das massas de ligação (mástiques);
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√ √ √ √ √ √

√ √ Observação do acabamento da pintura em zonas que tenham sido reparadas (reflexos, fissuras e √

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” CONFORMIDADE COM O MODELO APROVADO

√ Verificação da eventual instalação de sistemas, componentes ou unidades técnicas não √ √ No caso dos veículos das categorias M1 e N1 que em inspecção para matrícula apresentem
indícios de anomalia, deve o veículo ser sujeito a uma verificação tridimensional do quadro com recurso a equipamento para verificação tridimensional de cotas, conforme previsto no presente manual. 3. CRITÉRIO DE NÃO CERTIFICAÇÃO homologados (quando obrigatório), ou desadequados ou a sua eliminação. Verificação das condições de protecção dos passageiros em caso de colisão frontal.

Um veículo não é objecto de certificação de aprovação em inspecção se se verificar:

 Qualquer das condições de reprovação no âmbito do procedimento geral.  Se for verificada qualquer das seguintes condições:      
Ausência de paralelismo entre elementos da carroçaria que evidencie má montagem, distorção importante do quadro, cabine ou carroçaria. Mau funcionamento de dobradiças e sistemas de fecho e abertura das portas, tampas de bagageira, do motor e outras que evidencie má montagem ou distorção importante de qualquer elemento; Não conformidade da estrutura, quadro ou cabine com o modelo homologado ou aprovado em transformação. Montagem de elementos não homologados (quando obrigatório) ou desadequados ou a sua eliminação alterando as condições de segurança do veículo ou a sua conformidade com o modelo aprovado. Reparações ou ligações mecânicas inadequadas ou incorrectas, nomeadamente quando executadas através de soldadura, sendo perceptível a existência de defeitos superficiais (fissuras, porosidades, penetração insuficiente, etc.). Protecção anticorrosiva (em elementos importantes para a segurança do veículo ou que pela sua extensão ou localização possam ter consequências para o seu estado-geral): a) Inexistente, deficiente ou desadequada, em novos elementos; b) Falta de reposição da protecção anti corrosão original, na sequência de qualquer reparação que a tenha tornado ineficaz. No caso geral de se verificar através do procedimento específico de verificação exterior e detalhada de um veículo que o mesmo apresenta indícios de anomalia, confirmados posteriormente em procedimento próprio (Exemplo: verificação tridimensional de cotas), o veículo não será objecto de certificação de aprovação com fundamento nos resultados do referido procedimento técnico.

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” REPARAÇÕES

1. PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO Geral Igual ao de uma inspecção periódica Específico No âmbito do procedimento específico de verificação exterior e detalhada de um veículo, são objecto de verificação detalhada: √ √ √ Soldaduras; Pára-choques e elementos de absorção de energia; Protecção anticorrosiva. Âmbito Aplicável nos seguintes casos:

√ Sistemas, componentes e unidades técnicas de substituição;

√ Inspecção extraordinária ou para atribuição de matrícula: todas as categorias de veículos.
2. INSPECÇÃO Soldaduras Verificação visual cuidada do estado geral das soldaduras efectuadas tendo em vista determinar o grau de segurança das mesmas, verificando nomeadamente a existência de: √ √ √ Porosidades; Fissuras; Penetração insuficiente;

√ Sobreaquecimento e consequente enfraquecimento dos elementos soldados.
Componentes de substituição Os sistemas, componentes ou unidades técnicas que já são abrangidos por homologação comunitária de modelo devem corresponder a um modelo homologado. É por exemplo o caso de espelhos retrovisores, vidros, cintos de segurança, sistemas de escape e luzes. No caso de na reparação serem utilizados elementos que não estão sujeitos a homologação, devem os mesmos estar de acordo com as especificações funcionais de origem, ser adequados ao seu fim, apresentar-se em bom estado e não constituir risco (Exemplo: travessas do quadro, molas, jantes, apoios do motor, etc.). No caso de serem utilizados elementos usados os mesmos devem apresentar características iguais às do elemento substituído, estar em bom estado e não constituir risco. Pára-choques e elementos de absorção de energia Verificação do seu estado geral e da inexistência de reparações que afectem a sua resistência e capacidade de absorver energia, comprometendo a resistência à colisão frontal, do veículo.
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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” REPARAÇÕES

Protecção anticorrosiva Após reparação as superfícies metálicas objecto de intervenção, sujeitas a corrosão, devem ser adequadamente tratadas. A protecção anti-corrosão original deve ser reposta, na sequência de qualquer reparação que a tenha tornado ineficaz. Novas superfícies devem ser adequadamente tratadas. 3. CRITÉRIO DE NÃO CERTIFICAÇÃO Um veículo não é objecto de certificação de aprovação em inspecção se se verificar:

 Qualquer das condições de reprovação no âmbito do procedimento geral.  Se for verificada qualquer das seguintes condições: 
Soldaduras de elementos importantes para a segurança do quadro, cabine e carroçaria: √ Má execução de soldaduras, não garantindo as necessárias condições de segurança; √ Soldaduras com porosidades ou fissuras;

√ Soldaduras apresentando sinais de penetração insuficiente; √ Sobreaquecimento e consequente enfraquecimento dos elementos soldados.
 Sistemas, componentes e unidades técnicas: √ Utilização de elementos não originais, sem a homologação necessária (quando obrigatória); √ Utilização de elementos de substituição que não correspondem às especificações originais do fabricante do veículo, não são adequados ao seu fim, ou constituem risco para as condições de segurança do veículo ou da circulação rodoviária; √ Utilização de elementos usados que não apresentam características iguais às do elemento substituído, não se apresentam em bom estado ou constituem risco para as condições de segurança do veículo ou da circulação rodoviária. √ Eliminação ou posicionamento incorrecto de elementos. Pára-choques e elementos de absorção de energia √ Reparação em pára-choques ou elementos de absorção de energia que altere as suas características específicas, através do aumento da sua rigidez, do seu enfraquecimento ou da alteração do seu comportamento funcional. Protecção anticorrosiva (em elementos importantes para a segurança do veículo ou que pela sua extensão ou localização possam ter consequências para o seu estado-geral): √ Inexistente, deficiente ou desadequada, em novos elementos;

√ Falta de reposição da protecção anti-corrosão original, na sequência de qualquer
reparação que a tenha tornado ineficaz.

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” IDENTIFICAÇÃO DO MOTOR

1. PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO 1.1. Geral Igual ao de uma inspecção periódica 1.2. Específico Verificação das características do motor e transmissão em veículos da categoria M1. A verificação da conformidade das características do motor em relação às indicadas pelo fabricante será feita em dinamómetro (banco de potência). 1.2. Âmbito Aplicável, sempre que existam dúvidas sobre a identificação da marca, modelo e cilindrada do motor, nos seguintes casos:  Inspecção extraordinária Atribuição de matrícula INSPECÇÃO


2.

2.1. Características do motor As características a verificar serão: √ Evolução da potência em função da rotação do motor: • Potência disponível às rodas; • Potência absorvida na transmissão; • Potência disponível no motor; • Potência corrigida. Evolução do binário em função da rotação do motor; Estado e funcionamento da transmissão; poluentes relativa à emissão de gases de escape é efectuada no âmbito do procedimento geral de inspecção relativo às emissões poluentes – procedimentos igual ao de uma inspecção periódica) Os factores que afectam os resultados de ensaio são a pressão barométrica, temperatura ambiente, e o grau de humidade, pelo que é importante a obtenção do valor corrigido (conforme previsto na directiva 80/1269/CEE com a redacção da directiva 88/195/CEE ou regulamento n.º 85 da ECE/ONU que têm em consideração estas variáveis).

√ √

√ Cumprimento dos limites poluentes da emissão de gases de escape (A verificação do nível de

2.2. Procedimento de Ensaio

√ Durante o ensaio o regime de rotação do motor é elevado de tal forma que a potência máxima √
disponível às rodas se aproxima do regime máximo de rotações (caso seja possível). Após se verificar essa situação actua-se o pedal de embraiagem simultaneamente com o corte do pedal do acelerador o que vai permitir medir a potência absorvida pela transmissão
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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” IDENTIFICAÇÃO DO MOTOR

√ Para o caso de veículos de transmissão automática o procedimento de ensaio a adoptar deverá √ √ √ √ √ √
estar descrito no manual de instruções do equipamento e ser seguido. A soma da potência absorvida na transmissão com a potência absorvida nas rodas será a potência disponível no motor. A metodologia de ensaio deve estar de acordo com o descrito no manual de equipamento existente no Centro, devendo ser tido em atenção o ajuste da distância entre eixos e a fixação (fixação) do veículo. Para a verificação das características do motor (binário e potência) de um veículo da categoria M1 utilizando o Banco de Potência, serão considerados como referência os valores indicados pelo respectivo fabricante. Na falta desta informação deve a mesma ser pedida por escrito (fax ou e-mail) à Direcção Geral de Viação. Não podendo a Direcção Geral de Viação fornecer estes elementos deverão os mesmos ser solicitados ao Fabricante/Importador do veículo Na sequência do ensaio deverá ser impresso o respectivo relatório ao qual se anexará o documento oficial com as características do veículo (fornecido pela Direcção Geral de Viação pelo Importador/Fabricante ou obtido do manual de características dos veículos). CRITÉRIO DE NÃO CERTIFICAÇÃO

3.

Um veículo não é objecto de certificação de aprovação em inspecção se se verificar:

 Qualquer das condições de reprovação no âmbito do procedimento geral.
 Se for verificado que a diferença relativa entre os valores medidos e os valores indicados pelo fabricante é superior a 20%, para as seguintes grandezas: √ √ POTÊNCIA MÁXIMA BINÁRIO MÁXIMO

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” SISTEMA DE TRAVAGEM

1. PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO 1.1. Geral Igual ao de uma inspecção periódica 1.2. Específico No caso de inspecção extraordinária por motivo de acidente em que tenha sido afectado o sistema de travagem do veículo, deve ser verificada a conformidade do sistema e seus componentes com o sistema original 2. INSPECÇÃO

Na inspecção ao sistema de travagem deve ser objecto de uma observação cuidada: √ √ √ √ A natureza das reparações efectuadas; Os componentes de substituição utilizados; A manutenção do traçado original do circuito; A reposição de elementos de fixação e de protecção. Critério de não certificação

√ Qualquer indício de soldadura ou elemento que tenha sofrido aquecimento excessivo;

3.

Um veículo não é objecto de certificação de aprovação em inspecção se se verificar:

 Qualquer das condições de reprovação no âmbito do procedimento geral.  Se for verificado que a reparação efectuada não garante a conformidade com o sistema original
ou não apresenta condições de segurança, verificando-se nomeadamente:

√ Foi alterado o traçado do circuito de travagem ou eliminado algum dos seus componentes; √ Os componentes de substituição utilizados não estão conforme o modelo aprovado; √ Verificam-se deficiências na fixação ou protecção de elementos do sistema, não sendo √
utilizados todos os pontos de fixação ou elementos de protecção originalmente previstos pelo fabricante; Componentes do sistema de travagem que tenham sido danificados, não foram substituídos.

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” DIRECÇÃO

1. PROCEDIMENTO DE INSPECÇÃO 1.1. Geral Igual ao de uma inspecção periódica 1.2. Específico No caso de inspecção extraordinária por motivo de acidente que tenha afectado o sistema de direcção do veículo deve ser verificada a conformidade do sistema e seus componentes com o sistema original. 2. INSPECÇÃO

Deve ser objecto de observação cuidada: √ √ √ A natureza das reparações efectuadas; Os componentes de substituição utilizados; A reposição de elementos de fixação e de protecção.

√ Qualquer indício de soldadura ou elemento que tenha sofrido aquecimento excessivo;
3. CRITÉRIO DE NÃO CERTIFICAÇÃO Um veículo não é objecto de certificação de aprovação em inspecção se se verificar:

 Qualquer das condições de reprovação no âmbito do procedimento geral.  Se for verificado que a reparação efectuada não garante a conformidade com o sistema original
ou não apresenta condições de segurança, verificando-se nomeadamente:

√ Salvo autorização específica e por escrito do fabricante, foram efectuadas soldaduras em √
componentes do sistema de direcção, durante a reparação; Os componentes de substituição utilizados na reparação não estão conforme o modelo aprovado; Verificam-se deficiências na fixação ou protecção de elementos do sistema;

√ √ Componentes do sistema que ficaram danificados, não foram substituídos na reparação; √ Não foram substituídos os parafusos e porcas de qualquer componente do sistema de
direcção que tenha sido substituído na reparação, por novos parafusos e porcas iguais aos originais.

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” VISIBILIDADE

1. PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO 1.1. Geral Igual ao de uma inspecção periódica 1.2. Específico Não aplicável 2. CRITÉRIO DE NÃO CERTIFICAÇÃO

Um veículo não é objecto de certificação de aprovação em inspecção se se verificar qualquer das condições de reprovação no âmbito do procedimento geral.

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” ILUMINAÇÃO E EQUIPAMENTO ELÉCTRICO

1. PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO 1.1. Geral Igual ao de uma inspecção periódica 1.2. Específico Não aplicável 2. CRITÉRIO DE NÃO CERTIFICAÇÃO Um veículo não é objecto de certificação de aprovação em inspecção se se verificar qualquer das condições de reprovação no âmbito do procedimento geral.

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” EIXOS, RODAS, PNEUS E SUSPENSÃO

1. PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO 1.1. Geral Igual ao de uma inspecção periódica 1.2. Específico Verificação dos sistemas de suspensão e direcção com recurso a equipamento para verificação da geometria do alinhamento e variação angular das rodas, em veículos ligeiros. Verificação do sistema de direcção com recurso a equipamento para verificação do alinhamento da direcção, em veículos pesados. 1.3. Âmbito Aplicável nos seguintes casos:

 Inspecção extraordinária: para confirmação da reposição ou manutenção das condições técnicas
de circulação e segurança de um veículo nomeadamente por motivo de acidente;

 Inspecção para atribuição de matrícula: quando o veículo tiver sido sujeito à verificação
tridimensional (categorias M1 e N1) ou quando em consequência de observação visual detalhada, seja detectado indício de anomalia que justifique a verificação (categorias N2, N3, M2 e M3). 2. INSPECÇÃO

2.1. Condições para ensaio Previamente à verificação dos ângulos anteriormente indicados devem ser efectuadas as seguintes verificações: √ √ √ √ Estado das rodas e pneus; Pressão dos pneus; Estado das molas da suspensão; Nivelamento transversal e longitudinal do veículo.

√ Folga dos rolamentos das rodas e articulações do sistema de direcção;

Antes da verificação com o equipamento anteriormente referido, o veículo deve ser preparado de acordo com o recomendado pelo respectivo fabricante nomeadamente no que se refere a condições de carga e altura do mesmo ao solo no momento do ensaio. 2.2. Ângulos da direcção Devem ser verificados os valores dos seguintes ângulos: √ √ √ √ √ Sopé Avanço Convergência Saída Impulso interior virada a 20 º) MANUAL DE INSPECÇÃO TÉCNICA DE VEÍCULOS
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√ Ângulo de viragem (Diferença do valor angular das rodas directrizes da frente estando a roda

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” EIXOS, RODAS, PNEUS E SUSPENSÃO

2.3. Especificações A verificação da geometria do alinhamento e variação angular das rodas tem por base as indicações do fabricante do veículo, relativamente aos ângulos admissíveis, constantes da base de dados disponível no centro. Na falta de indicação expressa daqueles ângulos, no caso dos veículos ligeiros são utilizados os valores constantes dos anexos IV e V ao D.L. n.º 554/99, de 16 de Dezembro. No caso de veículos pesados deverá recorre-se à simetria relativa ao plano longitudinal médio do veículo. Sempre que necessário é de prever que a desmontagem dos tampões das rodas ou outros componentes necessária para a realização deste procedimento seja efectuada previamente à apresentação do veículo à inspecção. A metodologia de ensaio dos veículos com recurso ao equipamento específico previsto para este procedimento deve estar de acordo com o descrito no manual do equipamento existente no centro de inspecção, sem prejuízo da aplicação de metodologias específicas de verificação recomendadas pelo fabricante do veículo. 3. CRITÉRIO DE NÃO CERTIFICAÇÃO 3.1. Geral Um veículo não é objecto de certificação de aprovação em inspecção se se verificar:

 Qualquer das condições de reprovação no âmbito do procedimento geral.  Se for verificada qualquer das seguintes condições: √ Os componentes de substituição utilizados na reparação não estão conforme o modelo √ √ Componentes do sistema que ficaram danificados nomeadamente em consequência de
acidente, não foram substituídos na reparação. 3.2. Em veículos das categorias M1, N1: aprovado; Verificam-se deficiências na fixação ou protecção de elementos dos eixos ou da suspensão;

√ Não são respeitados os valores estabelecidos pelo fabricante para os ângulos objecto de √
verificação; Na falta de expressa indicação por parte do fabricante do veículo, de valores admissíveis para a avaliação da conformidade dos ângulos, verifica-se qualquer das condições seguintes:  Diferença entre as medições do lado direito e esquerdo do veículo: superior a 30’;  Ângulo de impulso: superior a 30’;  Diferença do valor angular entre as duas rodas directrizes da frente, estando a roda interior virada a 20º: o Mínimo 30’ o Máximo 2 º e 30’

3.3. Veículos das restantes categorias:

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” EIXOS, RODAS, PNEUS E SUSPENSÃO

√ Não são respeitados os valores estabelecidos pelo fabricante para os ângulos objecto de √ √
verificação; Na falta de expressa indicação por parte do fabricante do veículo, de valores admissíveis para a avaliação da conformidade dos ângulos, verifica-se qualquer das condições seguintes: Diferença entre as rodas do lado esquerdo e do lado direito superior a:  Sopé - 1º  Avanço - 1º  Saída - 1º Diferença de convergência entre as rodas da frente: superior a 30’; Ângulo de impulso: superior a 30’; virada a 20º:  Mínimo 30’.  Máximo 2º e 30’.


√ Diferença do valor angular entre as duas rodas directrizes da frente, estando a roda interior

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” QUADRO

1. PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO 1.1. Geral Igual ao de uma inspecção periódica 1.2. Específico 1.2.1. Veículos ligeiros

Verificação tridimensional do quadro com recurso a equipamento para verificação tridimensional de cotas. 1.2.2. Veículos pesados

Verificação das cotas fundamentais da estrutura do veículo. 1.3. Âmbito Aplicável nos seguintes casos:  Inspecção extraordinária: Em todos os casos, excepto inspecções efectuadas exclusivamente por razões de identificação, adaptação ao GPL ou para transporte de crianças;  Inspecção para atribuição de matrícula: Quando em consequência de observação visual detalhada, seja detectado indício de anomalia que justifique a verificação. 2. INSPECÇÃO

2.1. Condições para ensaio De acordo com o n.º 2 do artigo 4.º do Decreto-Lei 554/99, no acto da inspecção extraordinária procede-se à verificação do veículo sempre que possível sem desmontagem dos componentes. No caso de existirem blindagens que impeçam a verificação tridimensional devem as mesmas apresentar-se desmontadas quando da apresentação do veículo à inspecção. Caso existam protecções autocolantes que tenham que ser retiradas no decorrer da inspecção, para a colocação dos sensores, o apresentante do veículo à inspecção deve ser alertado para as mandar recolocar posteriormente. Para certos modelos de veículos a montagem dos sensores na torre dos amortecedores implica a desmontagem de alguns componentes mecânicos. 2.2. Veículos ligeiros A verificação tridimensional da estrutura principal (quadro) e respectivas cotas tem por base as medidas e respectivas tolerâncias indicadas pelo fabricante do veículo, constantes da base de dados disponível no centro.

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” QUADRO

Na falta de indicação expressa das tolerâncias a considerar, considera-se um veículo em conformidade com o modelo original desde que as dimensões não excedam uma tolerância dimensional de: a) ± 3 mm em quadros monobloco ou autoportantes; b) ± 5 mm em quadros com longarinas. 2.2.1. Ausência de dados do fabricante/Base de dados

Sempre que não existam dados do fabricante (ou na base de dados do centro) ou quando o inspector possa ter dúvidas em relação aos valores que constam da mesma, pode ser utilizado como procedimento de medição, o princípio de verificação da simetria da estrutura relativamente ao seu plano longitudinal médio. Através da fixação de pares de pontos homólogos devem ser verificadas as distâncias entre eixos, distâncias homólogas de ambos os lados da estrutura e diferentes diagonais. Neste caso considerase o quadro de um veículo em conformidade com o modelo original desde que as suas dimensões homólogas não excedam as diferenças seguintes: a) 4 mm nas distâncias entre eixos e nas distâncias homólogas, medidas de um e outro lado do quadro; b) 5 mm nas distâncias medidas diagonalmente. 2.2.2. Referências para as medições

2.2.2.1. Pontos obrigatórios A verificação tridimensional da estrutura principal (quadro) é feita sem desmontagem, em 3 zonas do veículo: anterior, central (entre eixos) e posterior. Na verificação da conformidade da estrutura relativamente às cotas originais, as medições incidem sobre os pontos das 3 zonas anteriormente referidas, nos elementos fundamentais do quadro, designadamente os de fixação dos elementos da suspensão e direcção. A verificação das cotas deve ser efectuada pelo menos em 10 pontos (preferencialmente pares simétricos):


 

4 pontos na zona danificada (caso das inspecções por motivo de acidente) ou que se presume danificada. 2 pontos na fixação superior da suspensão da frente; 4 pontos nas restantes zonas (2 por zona).

2.2.2.2. Planos de referência Para realizar um correcto controlo das cotas do quadro de um veículo é necessário estabelecer um sistema de referência definido por 3 planos:


Um plano longitudinal passando pelo eixo de simetria do veículo e que servirá de origem para a verificação das medidas transversais; Um plano horizontal para o controlo das alturas; Um plano transversal para determinação das medidas longitudinais.

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” QUADRO

2.2.2.3. Pontos Base (A e B) Deve ser tomado como origem das coordenadas (pontos de referência) dois pontos A e B situados na zona não deformada do quadro e aconselhados pelo construtor. Se for verificado que esses pontos, por estarem numa zona eventualmente danificada, têm desvios superiores ao admissível, haverá que escolher outros pontos de referência. A metodologia de ensaio dos veículos das categorias M1 e N1 com recurso ao equipamento específico previsto para este procedimento deve estar de acordo com o descrito no manual do equipamento existente no centro de inspecção, sem prejuízo da aplicação de metodologias específicas de verificação recomendadas pelo fabricante do veículo. 2.3. Veículos pesados A verificação das cotas fundamentais da estrutura do veículo tem por base as medidas e respectivas tolerâncias indicadas pelo fabricante do veículo, sendo executada com recurso a dispositivo electrónico de medição ou fita métrica. 2.3.1. Ausência de dados do fabricante/Base de dados

Na falta de indicação por parte do fabricante de elementos para a realização de uma verificação completa das cotas fundamentais da estrutura do veículo, poderão ser utilizados diferentes procedimentos de medição baseados no princípio da verificação da simetria da estrutura relativamente ao seu plano longitudinal médio. 2.3.2. Pontos obrigatórios

Através da fixação de pares de pontos homólogos devem ser verificadas as distâncias entre eixos, distâncias homólogas de ambos os lados da estrutura e diferentes diagonais.

 Relativamente à distância entre eixos indicada pelo fabricante a diferença máxima admissível não
deve exceder ±0,3 %.

 Na falta de indicação expressa das tolerâncias a considerar, considera-se o quadro de um veículo
em conformidade com o modelo original desde que as suas dimensões homólogas não excedam as diferenças seguintes: a) 15 mm nas distâncias entre eixos e nas distâncias homólogas, medidas de um e outro lado do quadro; b) 20 mm nas distâncias medidas diagonalmente. 3. CRITÉRIO DE NÃO CERTIFICAÇÃO

Um veículo não é objecto de certificação de aprovação em inspecção se se verificar:

 Qualquer das condições de reprovação no âmbito do procedimento geral.  Se for verificada qualquer das seguintes condições: √ Os elementos de substituição utilizados na reparação não estão conforme o modelo
aprovado, no caso de inspecção por acidente;

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” QUADRO

√ Componentes do sistema que ficaram danificados nomeadamente em consequência de √ √ Não são respeitadas as medidas e respectivas tolerâncias indicadas pelo fabricante do
veículo; acidente, não foram substituídos na reparação; Verificam-se deficiências na fixação ou protecção de elementos;

√ Veículos das categorias M1 e N1: na falta de expressa indicação por parte do fabricante do
veículo (ou ausência na base de dados) dos valores admissíveis para as tolerâncias dimensionais, verifica-se a existência de cotas que excedem as seguintes tolerâncias:   ± 3 mm em quadros monobloco ou autoportantes ± 5 mm em quadros com longarinas.

√ Veículos das categorias M1 e N1: na falta de expressa indicação por parte do fabricante do
veículo (ou ausência na base de dados) de uma ou mais cotas, considerando o plano longitudinal médio do quadro a diferença entre cotas homólogas excede:  4 mm nas distâncias entre eixos e nas distâncias homólogas, medidas de um e outro lado do Quadro;  5 mm nas distâncias medidas diagonalmente. Veículos das restantes categorias (não M1 e N1): na falta de expressa indicação por parte do fabricante do veículo de valores admissíveis para as tolerâncias dimensionais, verifica-se:  Distância entre eixos: a diferença entre o valor medido e o valor indicado pelo fabricante excede ±0,3 %; Veículos das restantes categorias (não M1 e N1): na falta de expressa indicação por parte do fabricante do veículo (ou ausência na base de dados) de uma ou mais cotas, considerando o plano longitudinal médio do quadro a diferença entre cotas homólogas excede:  Distâncias entre eixos e outras distâncias homólogas, medidas em ambos os lados do quadro: 15 mm; Distâncias medidas diagonalmente: 20 mm.

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” EQUIPAMENTOS DIVERSOS

1. PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO 1.1. Geral Igual ao de uma inspecção periódica 1.2. Específico Não aplicável 2. CRITÉRIO DE NÃO CERTIFICAÇÃO Um veículo não é objecto de certificação de aprovação em inspecção se se verificar qualquer das condições de reprovação no âmbito do procedimento geral.

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” EMISSÕES POLUENTES

1.

PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO

1.1. Geral Igual ao de uma inspecção periódica 1.2. Específico Determinação do valor das emissões de CO2. 1.3. Âmbito Inspecção para atribuição de matrícula: categoria M1. 2. INSPECÇÃO

2.1. Condições para ensaio A determinação do valor das emissões de CO2 só será efectuada desde que este elemento não esteja disponível, nomeadamente através de:

 Documento de identificação do veículo (certificado de matrícula ou documento equivalente);

Certificado de conformidade; Registo de homologação do veículo (em Portugal ou no país de matricula).

Só é realizado o ensaio aos veículos cujas emissões de CO ou da opacidade dos gases de escape (consoante se trate de veículos alimentados a gasolina ou gasóleo) estejam em conformidade com os limites destes poluentes fixados para a inspecção. 2.2. Procedimento de Ensaio

 O valor das emissões de CO2 é determinado através de um ciclo de ensaio, no banco
dinamométrico, sem carga.

 O veículo será ensaiado utilizando a relação de caixa mais alta possível recomendada pelo   
fabricante, para cada velocidade. As acelerações devem ser executadas de forma constante procedendo-se à transição com suavidade quando se passa da aceleração à fase de velocidade estabilizada. As medições das emissões de CO2 são efectuadas a duas velocidades distintas (50 km/h e 70 km/h), após um período de estabilização da velocidade mínimo de 5 s, com o motor à temperatura normal de funcionamento. Cada fase terá uma duração não inferior a 10s, sendo medida a distância percorrida “d” e considerado o valor da concentração de CO2, “CCO2”, após estabilização em cada uma das fases.

O valor de “CCO2” num ensaio corresponderá à média aritmética dos dois valores obtidos.

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” EMISSÕES POLUENTES

Km/h

80 70 60 50 40 30 20 10 0 Ciclo

Fase I

Fase II

t

2.2. Cálculo das emissões As emissões de CO2 são calculadas através da seguinte fórmula:

MCO 2 =
em que: MCO2 V QCO2 CCO2 d

VQCO 2 .C CO 2 .10 −2 d

Emissão de CO2 em gramas por quilómetro do ensaio, arredondado à unidade Volume de gases de escape (reduzido às condições normais) Densidade do CO2 à temperatura e pressão normais Concentração de CO2 expressa em % do volume de gases de escape; Distância percorrida durante o ciclo de ensaio (Fase I + Fase II,) em quilómetros.

Devem ser realizados dois ensaios. Se a diferença entre os valores obtidos for superior a 4 %, será realizado um novo ensaio. O valor final das emissões de CO2 resulta da média aritmética dos resultados obtidos nos 3 ensaios de medição realizados sequencialmente. O valor é anotado no certificado modelo 112. 3. CRITÉRIO DE NÃO CERTIFICAÇÃO Um veículo não é objecto de certificação de aprovação em inspecção se se verificar qualquer das condições de reprovação no âmbito do procedimento geral.

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” VEÍCULOS DE TRANSPORTE PÚBLICO

1. PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO 1.1. Geral Igual ao de uma inspecção periódica 1.2. Específico Não aplicável 2. CRITÉRIO DE NÃO CERTIFICAÇÃO Um veículo não é objecto de certificação de aprovação em inspecção se se verificar qualquer das condições de reprovação no âmbito do procedimento geral.

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” VERIFICAÇÃO DA ADAPTAÇÃO A GPL

1. PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO 1.1. Geral Igual ao de uma inspecção periódica 1.2. Específico No âmbito do procedimento específico de verificação da adaptação dos veículos ao GPL como carburante, são objecto de verificação detalhada: √ √ √ Confirmação dos elementos da instalação; Verificação da nota de cálculo; Verificação do correcto funcionamento do sistema.

√ Observação e verificação da correcção da montagem;
1.3. Âmbito Inspecção extraordinária para aprovação da adaptação à utilização do GPL: categorias M e N. 2. INSPECÇÃO 2.1. Condições para inspecção

 A confirmação da conformidade dos elementos da instalação tem por base o constante no  
Certificado de Instalação, devendo ser verificada a correspondência entre os elementos identificativos dos diferentes elementos e o indicado no certificado. Os componentes do sistema GPL devem estar aprovados e constar da listagem elaborada pela DGGE. A Nota de Cálculo do sistema de fixação do reservatório deve ser verificada no sentido da confirmação da sua correcção e da demonstração da solidez da montagem.

2.2. Verificações

 Deve ser efectuada uma verificação cuidada da instalação, incidindo nomeadamente nos
seguintes pontos: √ √ √ √ √ √ √ √ Reservatório GPL e respectivos elementos; Isolamento do habitáculo (se aplicável); Ponto de enchimento; Caixa estanque; Tubagens; Vaporizador-redutor; Estanquidade da instalação; Estado geral e protecção da instalação.

√ Comutador de carburantes (caso de veículos bicombustível);

 Deve ser confirmado o regular funcionamento do motor do veículo, quando alimentado a GPL,
procedendo-se à medição das emissões de CO.

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” VERIFICAÇÃO DA ADAPTAÇÃO A GPL

3. CRITÉRIO DE NÃO CERTIFICAÇÃO Um veículo não é objecto de certificação de aprovação em inspecção se se verificar:  Qualquer das condições de reprovação no âmbito do procedimento geral.  Se for verificado o não cumprimento das especificações legais relativamente às condições de instalação de GPL como combustível.

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” VEÍCULOS DE TRANSPORTE COLECTIVO DE CRIANÇAS

1. PROCEDIMENTOS DE INSPECÇÃO 1.1. Geral Igual ao de uma inspecção periódica 1.2. Específico Verificação da adequação do veículo à utilização para o transporte de crianças. 1.3. Âmbito Inspecção extraordinária para o licenciamento de veículos para transporte de crianças: categoria M. 2. INSPECÇÃO

2.1. Itens a inspeccionar Devem ser verificados os seguintes elementos: • Cintos de segurança; • Portas e janelas; • Tacógrafo; • Extintor e caixa de primeiros socorros. 2.2. Procedimento de Inspecção A adequação do veículo para a utilização no transporte de crianças, deve ser avaliada através de um conjunto de procedimentos específicos:

√ Verificação da existência e condições de fixação dos cintos de segurança (um por passageiro), √ √
√ que devem ser de modelo homologado e apresentar adequadas condições de funcionamento. Verificação do funcionamento das portas e confirmação de que só podem ser abertas pelo exterior ou através de um sistema comandado pelo condutor e situado fora do alcance das crianças transportadas; Confirmação de que os vidros das janelas são inamovíveis ou se apresentam travados a um terço da abertura total; Verificação da instalação do tacógrafo;

√ Confirmação da existência de extintor e caixa de primeiros socorros e respectivas características.
3. CRITÉRIO DE NÃO CERTIFICAÇÃO

Um veículo não é objecto de certificação de aprovação em inspecção se se verificar:

 Qualquer das condições de reprovação no âmbito do procedimento geral  Qualquer das condições de reprovação no âmbito do procedimento específico.

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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” REINSPECÇÃO

1. REINSPECÇÃO 1.1. Procedimento Os veículos que no âmbito de uma inspecção extraordinária ou para atribuição de matrícula não sejam aprovados, quando na sequência dessa inspecção se apresentem no mesmo centro para realização de nova inspecção são objecto do seguinte procedimento:

 A reprovação foi devida apenas a deficiências correspondentes às
observações/verificações de procedimento geral (correspondem a todas as observações e verificações relativas a uma inspecção periódica): Se a nova inspecção for efectuada no prazo previsto para reinspecções de inspecções periódicas, incidirá apenas na confirmação da correcção das anomalias detectadas na inspecção anteriormente efectuada. Se o referido prazo já tiver sido ultrapassado é efectuado o procedimento de inspecção completo.

 Se a reprovação foi devida apenas a deficiências verificadas no âmbito das
observações/verificações específicas (correspondem às observações e verificações previstas nos anexo IV e V do D.L. n.º 554/99, de 16 de Dezembro, excluindo as correspondentes a uma inspecção periódica, bem como as previstas em regulamentação específica): A inspecção incidirá apenas na confirmação da correcção das anomalias detectadas na inspecção anteriormente efectuada.

 No caso do veículo ser apresentado para uma nova inspecção após a correcção de
deficiências correspondentes às observações/verificações gerais, em que pela sua natureza se possa ter verificado alteração no resultado das observações/verificações específicas efectuadas na inspecção, são estas observações/verificações realizadas de novo para confirmação da manutenção das condições de aprovação.

 No caso do veículo se apresentar a inspecção num centro diferente daquele em que
inicialmente foi inspeccionado, é efectuada uma inspecção completa. 1.2. Tarifa 1.2.1. Não Certificado devido a itens de procedimento geral (Inspecção Periódica)

A tarifa a cobrar pelo acto inspectivo a que se refere o presente número é a de uma reinspecção periódica. 1.2.2. Não Certificação devido a itens de procedimento específico com ou sem itens de procedimento geral

A tarifa a cobra é a de uma inspecção (extraodinária ou nova matrícula) 2. CERTIFICAÇÃO

2.1. Emissão de certificados A certificação da aprovação de um veículo em inspecção para matrícula ou extraordinária é efectuada através da emissão de um certificado dos modelos 112 ou 113: MANUAL DE INSPECÇÃO TÉCNICA DE VEÍCULOS
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INSPECÇÕES NOS CENTROS CATEGORIA “B” REINSPECÇÃO

Inspecção para matrícula: impresso modelo 112. Inspecção extraordinária: impresso modelo 113. Os certificados devem ser integralmente preenchidos através do sistema informático do centro, devendo ser anulados com traços (“---------------“) todos os campos a que não corresponda qualquer indicação. Sempre que um veículo seja aprovado com deficiências do tipo 1 nas verificações gerais, devem as referidas deficiências ser anotadas no certificado emitido. No caso de um veículo não ser aprovado em inspecção, não é efectuada a correspondente certificação, não sendo emitido certificado. 2.2. Emissão de ficha de inspecção Nos casos de aprovação em inspecção em que o veículo já se encontra sujeito à obrigação de ser apresentado a inspecção periódica (ou nos quatro meses anteriores), é emitida a respectiva ficha de inspecção periódica. 2.3. Emissão de relatório de Inspecção Sempre que um veículo não é aprovado em inspecção é emitido um relatório contendo, para além da identificação do veículo a indicação de todas as não conformidades verificadas.

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