Música – Seus Efeitos Sobre o Homem (Parte I) [*] H. Lloyd Leno (H.

Lloyd Leno recebeu o grau de doutor em Arte Musical na Universidade do Arizona, Estados Unidos) Parte I – Efeitos Físicos Os adventistas do sétimo dia baseiam sua filosofia de vida não apenas na fé na divina revelação, mas em evidências concretas. Segue-se, pois, que uma filosofia de música deveria ser desenvolvida não mediante reuniões precipitadas e pesquisas de opinião, mas por meio de informações seguras e conselho inspirado. Inclui tanto a compreensão da natureza do homem como da natureza da música. A falta de conhecimento em ambas as áreas tem ocasionado muita confusão e dissensão. A questão se a música pode afetar as emoções, as atitudes e o comportamento, é obviamente o ponto de debate. Alguns rejeitam tal idéia, por que admitem que as pessoas variam em sua maneira de reagir à música. Insistem em que determinada seleção ou tipo de música que evoque certa reação em algumas pessoas, "não me afeta de forma alguma". Concluem, pois, que a reação à música só é previsível se a reação for aprendida ou condicionada. Outros crêem que, em questões pertinentes à estética, a moral não está envolvida; a música é amoral. Embora o assunto dos efeitos da música sobre o indivíduo tenha intrigado os homens desde a antiguidade, pouquíssíma investigação científica teve lugar nesse campo, até à última parte do século dezenove. O primeiro impulso maior ocorreu após a I Grande Guerra Mundial, quando muitos estudiosos do comportamento, nos Estados Unidos, se preocuparam com a possibilidade de influenciar o comportamento humano por meio do uso terapêutico da música. A Percepção da Música Provavelmente, o mais importante progresso na investigação científica da música, foi a descoberta de que a música é percebida através daquela parte do cérebro que recebe o estímulo das emoções, sensações e sentimentos, sem ser primeiro submetida aos centros do cérebro que envolvem a razão e a inteligência. O significado deste fato com relação à terapêutica musical, é exposto por Schullian e Schoen: A música, que não depende do cérebro superior para penetrar no organismo pode estimular através do tálamo - a estação de todas as emoções, sensações e sentimentos. Uma vez que o estímulo seja capaz de atingir o tálamo, o cérebro superior é automaticamente invadido, e se o estímulo continuar por algum tempo, um mais estreito contato entre o cérebro superior e o mundo ou realidade pode ser assim estabelecido.[1] Este mecanismo possibilita atingir mentalmente os pacientes enfermos, com os quais não se pode entrar em contato. Música, Estado de Espírito e Química do Corpo Schoen, numa investigação de âmbito nacional, descobriu que a música provoca um estado de ânimo acentuadamente uniforme na grande maioria dos ouvintes.[2] Conforme Podolsky, a influência da música tem sido demonstrada experimentalmente. Ele afirma que a pesquisa demonstra "que o estímulo musical em determinadas condições bem conhecidas determina reações funcionais transitórias no organismo o que caracteriza a emoção.[3] Ele nos lembra que o estado de alma tem uma base biológica. Isto não depende apenas da atividade do cérebro e da circulação do sangue, mas também na química do corpo. Experiências demonstram que a música exerce efeito direto sobre a pulsação e a pressão sangüínea que sobem ou caem de acordo com o ritmo. Ela também afeta as glândulas de secreção interna e, por conseguinte, as emoções. Charles-Hughes, colaborador no livro "Música e Medicina ", admite uma direta relação da reação emocional do ouvinte para com a música, e salienta

Música e Reação Sensorial-Motora A música. talvez. uma forte reação emocional foi registrada nos aparelhos de teste. algumas vezes.na dança do que nas ocupações mais proveitosas e menos rítmicas. Ainda que pequenos como o tique-taque de um relógio.[5] A influência da música sobre a condutibilidade elétrica do corpo é referida por Soibelman. Van de Wall resume isso: "Muito do que denominamos de irresistível na música.que "essa reação é acompanhada pelas mesmas mudanças fisiológicas que acompanham os estados emotivos. defendeu a tese de que a música "libera a adrenalina e. Soibelman descobriu que. Não é somente a presença ou ausência de uma forma rítmica acentuada que está envolvida aqui. rápido. pelo menos por algum tempo. provou que o limite de percepção da cor abaixa mediante o estímulo tonal.[7] Numa experiência.e por um período mais longo . a atenção de um indivíduo foi desviada da música mediante um desconforto físico de tal sorte que ele não se apercebeu de que determinada música havia sido tocada. embora seja a música rítmica um auxilio na atividade. sendo isto demonstrado no aumento do número de erros". "a música não exerce efeito positivo quanto à precisão ou exatidão do movimento. se o ritmo não for adaptado ao ritmo do trabalho. assim como um reflexo psicogalvânico na pele. De modo semelhante.[4] Cannon. ele explica: Tal efeito é uma reação ao efeito total e complexo da música. Além disto. o da audição exerce maior efeito sobre o sistema nervoso autônomo do que os outros. sua reação emocional diminuiu significativamente. como estes ocorrem nas" situações da vida ".[11] Há pouca dúvida de que a música rítmica exerça forte apelo sobre praticamente todo ser humano. Gilman e Paperte demonstraram que a música pode baixar O limite da percepção sensorial. as experiências demonstraram que eles serviram para estimular a visão. quando lhe foi solicitado que ouvisse analiticamente a música. no início de 1887. quando determinada escolha de música foi associada previamente com fortes experiências emocionais pelo ouvinte. mas também por causa do efeito unificador exercido sobre eles. Isto certamente justifica o uso da música em conexão com trabalho que requer movimentos sincronizados.[8] Uma investigação feita por Urbantschitsch.[10] Entretanto. Entretanto. sua reação emocional a essa música foi intensa. afirma: Ocorre. eminente fisiologista de Harvard. Muito embora se tenha concluído que a reação depende. Não obstante. Trabalhadores em muitas culturas cantavam não somente como meio de aliviar a monotonia de seu labor. em todos os tempos. Em suas experiências. Além do mais o exame de composições musicais empregadas para testar os efeitos emocionais da música. tem-se observado que uma banda em marcha faz com que os soldados se esqueçam de sua fadiga. reconhecendo que a música vigorosa aumenta o grau de pulsação e de respiração. Harrer e Harrer demonstraram que de todos os sentidos. deve-se a nossa reação a este nível sensorial motor de atuação". moderado ou lento. foi reconhecida como um agente unificador e estimulador durante a atividade física. indicaria que o ritmo é o fator primacial ao se determinar a espécie de efeito produzido. Hughes. de certo modo. podemos obter uma compreensão adicional do uso da música no estímulo do estado de ânimo e nas mudanças deste. [6] Dado o papel do potencial elétrico e do equilíbrio eletrolítico no sistema nervoso humano. descobriu-se que. Ela reduziu a exatidão ao se escrever à máquina e a mão. Descobriram que a música e os sons rítmicos podem aumentar a visão dos ouvintes até 25%. todos os que a elas se submeteram demonstraram significativas mudanças na pulsação e no ritmo da respiração. como escrever à maquina. permitindo-lhes marchar com renovado vigor.[12] . das atitudes e presença de espírito. Verificou-se experimentalmente que a música diminui ou aumenta a energia muscular. mas também o grau de movimento seja ele. outros hormônios". que os jovens se esforçam mais .

o ritmo de movimentos do trabalhador muda com a mudança de ritmo musical. um breve relato de alguns estudos científicos sobre a música e seus efeitos sobre a mente e o corpo. os quais envolvem a razão e o discernimento.[15] Mais recentemente. [4] Schullian e Shoen. mas também a pulsação e a pressão sangüínea. Ao mesmo tempo. p. aumenta a capacidade de trabalho dos músculos. um após outro. foi o elemento essencial na dança cerimonial. 1939). Em todas as civilizações primitivas. 2) a reação à música é mensurável mesmo que o ouvinte não preste atenção consciente dela. NR. Op. provou que não somente a capacidade de trabalhar é alterada sob a influência da música. [8] Leonard Gilman e Fraces Papert.. "Therapeutic and Indultrial Use of Music" (New York: Columbia University Press. "Music for Your Health" (New York: Bernard Ackerman. e H. Cit.. Wiener Medizinnische Wonchenschrilt. Stearns segue os vestígios da música dos adoradores conhecidos por vodun (ou voodoo) de Dahomeans. com o propósito de afetar o bem-estar ou o comportamento do indivíduo ou do grupo. o campo da psicologia da música foi tema de estudo de cientistas soviéticos. e a relação entre o ritmo e o movimento do corpo foi claramente mostrada. Outros exemplos dos poderes mágicos da dança incluem o dos primitivos dançadores do nordeste do México. 45/46. " A Psychology of Music" (Cincinnati: College of Music. Gaston declara: Um frenesi igual à dança dionisíaca grega reapareceu repetidamente entre os aborígenes da América do Norte. p. . O transe estático. Emotion and Vegetativum". lnc. pp 168 e 169. Gaston diz: "Isso faz lembrar o rock and roll". 1968. pp. 26 a 27. esteve evidente a atividade rítmica. apenas. 89 [3] Edward Podolski. 1948). Harrer. [6] Doris Soilbelrnan. "Music. pp. [5] lbid. p. Benedict admitiu que durante a captura desses índios os que dançavam tinham visões de libertamento dos brancos.[16] Este é. Charles Discerens e Harry Fine. [7] G. p. 270 e 271. 229. onde ela permanece como uma "reserva do ritmo em nossa cultura". Notas e Bibliografia: [1] Dorothy Schullian e Max Schoen. 1940).Em face da relação do ritmo musical com O ritmo do corpo.. Outra série de experiências em estudantes. "Music and Medicina" (New York: Henry Schuman. p 270. É como se a música determinasse uma velocidade ideal do movimento rítmico. por volta do ano 1870. Na Dança do Espírito. da África Ocidental para Nova Orleans. lnc. A música especialmente selecionada. não é difícil compreender por que O ritmo passa facilmente de uma para outra cultura. secular ou religiosa. Entretanto. 9. [2] Max Shosn "Psychology of Music" (New York: Ronald.[14] Referindo-se aos repetidos e monótonos ritmos de dança da cultura azteca. os índios dançavam monotonamente numa formação em círculo até que. mesmo essa limitada informação traz à. 1948). 47. 28. dos antepassados dos negros americanos. O que era visto nas danças dos feiticeiros na Califórnia Ambas as danças requerem algum componente de acesso cataléptico. baila alguns dados: 1) a música é percebida e apreciada sem necessariamente ser interpretada pelos mais altos centros do cérebro. todos caíssem rígidos e prostrados no solo.. Em muitas delas uma monótona seqüência rítmica repetitiva foi empregada nas danças. "Music and Your Emotions" (New York: Liveright 1958). 1946).[13] Os índios Chippewa da América do Norte usavam música na qual havia elementos de êxtase e hipnotismo..

"repousa numa íntima afinidade entre o organismo humano e o ritmo. p. 47. mas possuem a mais imperiosa razão para investigar sua influência . aparentemente sem monta. Lloyd Leno recebeu o grau de doutor em Arte Musical na Universidade do Arizona. P. e destruirão a Inglaterra e a América". p. 1970). p. o que tem sido comprovado no laboratório da experiência da vida. 1946). Tais coisas. Op. Thayer Gaston. por certo. [13] Marshall Stearns. psiquiatras e músicos. Os Adventistas do Sétimo Dia não apenas têm tido interesse e preocupação quanto ao poder da música.[10] Schullian e Schoen. p. "The Story of Jazz" (New York: Oxford. simplificada por outros. Existe um reconhecimento difundido de que. pp. 20. fora de seu conteúdo textual.. Esta questão tem sido evitada por alguns. examinamos algumas das evidências científicas dos efeitos físicos e mentais da música sobre o indivíduo.[2] Criado à imagem de Deus. morais e espirituais. tem sido alvo de séria consideração por muitos outros. 146. Music and Medicine". 1968). Soibelman. há alguma coisa simbólica da experiência da vida humana. mas. 323. um conceito do século dezenove. Cit. Música – Seus Efeitos Sobre o Homem (Parte II) [*] H. Pp. A filósofa Susanne Langer afirma que em todas as culturas há evidência de que o homem tem sempre avaliado a atividade estética e tem procurado sempre simbolizar tais experiências de alguma forma comunicativas. capaz dos mais elevados pensamentos.a possibilidade de conseqüências eternas. Antigos filósofos e cientistas. diz Altshuler. "Music in Hospitals" (New York: Russel Sage Foundation. Em nosso último artigo. 38-50. Tem-se dito: "A música pode ser intoxicante. por outro lado. 47. Soilbelman concluiu que "o comportamento humano se relaciona com os símbolos inerentes aos sons musicais". a música parece combinar algum estado de ânimo e atividade em que alguém possa estar envolvido.R. p.. é claramente identificada por historiadores.S. sociólogos. dentro da música.. Estados Unidos) Parte II – Implicações Morais A noção de que a música possui significado moral e espiritual não é. disseminada por muitos. originando com revivalistas radicais ou místicos. [16] Lonid Melnikov. aspirações e emoções. "U. Reconhecendo que o homem cumpriu isto por meio da música. Cit. Foi criado perfeito.[1] "O princípio terapêutico da música".. [15] Ibid. Música e Moralidade Possui a música. se aperceberam de seu potencial e o temeram. Lloyd Leno (H. Op. Music Journal XXVII: 18 (Nov. [11] Soibelman. uma "mensagem"? Há mais do que a associação com a imoralidade que influência as atitudes e comportamento do participante.S. Cit. Na verdade. O poder da música tem sido uma fonte de interesse e especulação por parte de vários tipos de povos através das eras. [12] Willen Van de Wall. 11. destruíram a Grécia e Roma. [14] E. Agora vamos debater as implicações éticas. 1956). assim como sobre o simbolismo inerente aos sons musicais". . Music and Therapy" (New York: Macmilan Co. tais como Pitágoras e Platão. o homem foi dotado de muitos atributos divinos. 15. baseadas nessa informação Há outro tipo de evidência que embora não testada cientificamente em laboratório.

[3] A História corrobora a exatidão desta assertiva com uma exceção. . Digno de nota o fato de que Ellen G. O símbolo musical é uma representação da natureza pecaminosa do homem. Quanto mais difícil é explicar ou debater a verdade e o erro em sua forma mais abstrata! Muitas vezes. ela foi colorida com a má fama das pessoas das quais provinha e desde então muitas pessoas têm-se preocupado com as influências degradantes e desmoralizantes da nova música selvagem. Os shows de menestréis (teatro de variedades) também emergiram por esse tempo. difícil de ser explicado. quando o "ragtime" (espécie de música sincopada norte-americana) e o jazz começaram a expandir-se e a ser tocados fora dos limites das cidades do sul e leste. ela declarou. "a fusão de canções de ritmo sincopado com charanga e música de dança sincopada resultou na música chamada jazz".[5] De acordo com Southern. psicólogos e escritores de várias instituições educacionais. durante esses anos. a Cruz Azul encarregou um grupo de sociólogos. ter primeiro advertido a igreja a respeito da música própria para dança que poderia excitar determinados órgãos do corpo. Esta é a razão para a intima afinidade de certos tipos de música com determinadas atividades. muitas vezes. White. Grande parte pode e deve ser aprendida mediante observar a música não apenas em seu habitat. como ser caído. respostas a difíceis questões são encontradas tão facilmente que as deixamos passar por alto. estavam tão intimamente associados com a subcultura imoral da qual o jazz era uma parte. o pecado é.[7] Mais tarde. e a etimologia do nome jazz é indiscutivelmente significativa. porque estamos tratando de verdade espiritual. cerca de 1914. mais à semelhança das bestas quadrúpedes que foram entregues ao seu domínio. O Novo Dicionário Mundial de Webster (Webster's New World Dictionary) é mais explícito: "jazz (patoá crioulo. como protestos de camponeses. intitulado "Adolescence for Adults". Alguns elementos folclóricos. costumes e moral. ela contemplou em visão uma festa e uma execução ao teclado que tinham "abundância de entusiasmo e uma espécie de inspiração.Nova Orleans). ela se tornou uma expressão da gíria vulgar no comércio sexual em muitas partes dos Estados Unidos. o que devemos reconhecer como possuidor de conteúdo imoral. termo sexual aplicado a danças do Congo . Por volta do ano 1896. Isto não pode ser mera coincidência. mas não podemos ignorar o fato de que o homem tende a ser mais pragmático em seu comportamento. Muitos dos ingredientes do jazz. Esse entusiasmo. É uma manifestação musical distinta cujo estilo e desenvolvimento não comportam semelhança com nenhuma classe da literatura folclórica onde quer que seja. Recentemente a Companhia de Seguros Cruz Azul divulgou um estudo sobre o cenário da juventude. Alguns têm tentado equiparar todo o cenário popular musical do jazz-rock com música folclórica. "prepara os participantes para pensamentos e ações profanos". tem-se comportado. permitindo que Satanás tivesse acesso à mente[4] . sua filosofia. Eileen Southern. uso vigente em Chicago. que se tornou natural a escolha desse termo com tal conotação. para fazer um profundo estudo da cultura dos jovens. a época em que surgiu o "ragtime". Ora. Alguns poderiam objetar à consideração da associação como evidência do significado e influência musicais. mas o resultado não foi mais música folclórica. O jazz não tem paralelo em qualquer parte do mundo. e esta é discernida espiritualmente (I Coríntios 2:13 e 14). De acordo com o historiador da música negra.No entanto. o piano "ragtime" desenvolveu-se durante o período de 1865 a 1875. na América. naturalmente incluiu as que eram contrárias ao caráter de Cristo. mas também seus produtores e consumidores. Desde seu início.[6] Nomes descritivos para a música funcional são comuns. Ele é inventivo e capaz de selecionar. como o jazz em si mesmo. mas a alegria era daquela espécie que unicamente Satanás é capaz de criar". canções de trabalho espirituais estavam entre os elementos que colaboraram com o jazz. A análise do cenário musical intitulado "Filhos da Ética Licenciosa" começa com esta provocante afirmação: A música popular tem agitado os americanos desde a virada do século. Borroff confirma que o jazz era uma "palavra de quatro letras" comum nos bordéis de Nova Orleans. Crendo que "a educação da saúde pública I começa com a compreensão". muitas vezes e sob qualquer ângulo. Usa aquilo que mais se ajusta a seus propósitos. Quando o homem procurou simbolizar suas experiências. mas de uso semelhante anterior no cenário do vício de Nova Orleans".

[9] O jazz . Este foi dado pelo brilhante "disc Jockey" Allan Freed. ao dizer: "Durante a dança.) 'Essas danças'. Isso é completamente saudável’". tornou-se uma atração mais direta para se dançar a dança da vida. expressão própria do comércio sexual originária do ghetto. e criou uma indústria lucrativa. entretanto. que encaram seriamente este tipo de coisas.. de certo modo. O boogiewoogie (espécie de swing caracterizado por um ritmo persistente de notas baixas).também conhecido como música afro-americana . A cadência possui implicações sexuais típicas e produz meios de realização de suas sensações. e você não é capaz de . apesar dos novos que surgiram. da Harvard.. necessitava novamente. para desejos sexuais reprimidos e sublimados. estimulante para pessoas jovens ouvirem e dançarem. mais tarde.) E. Entretanto. jazz do Departamento Estadual a muitas partes do mundo. "Ela é completamente tumultuosa e desinibidora.num estilo peculiarmente afro-americano . Matterson acrescenta: A música não é apenas um meio de vazão física. be-bop (uma modificação do jazz. inclusive psiquiatras e sociólogos.que hoje espalha sua influência por todo o mundo". (. largamente financiada e divulgada pelos estabelecimentos comerciais dos brancos. é prova convincente de atração universal do jazz. são 'vazões para a impaciência. Evoluiu e sofreu variações de acordo com o clima social. diz o psiquiatra Philip Solomon. as notas e palavras são representações de suas atitudes e emoções. analisem a música de sua própria geração e as inibições que ela disfarça. também em Chicago).é muitas vezes apontada especificamente para uma possível associação com o sexo. eles rebatem: "Observem outra vez. na década dos 50. estão preocupados. a nova música abrange duas mensagens: 'Venha gingar comigo'.[11] Muitas pessoas. o colljazz (frio e calmo).[10] Assim. sendo aceito prontamente em todos os níveis econômicos da sociedade. bem como outras pessoas. Quanto àqueles que reivindicam que a música restitui as relações sexuais íntimas. mas. Diz um deles: "Ela é uma doença sexual voltada para a diversão do espectador". numa intimidade que jamais poderia ser tolerada pelos dois. mesmo que estejam despreocupadas quanto aos valores morais envolvidos "A maioria dos sociólogos. uma espécie de expressão sexual. caracterizada por muita improvisão).[13] O Dr. enquanto empenhados nisso. provendo cenas coletivas de orgasmo rítmico. O antigo estilo continuou a ser usado. concorda em que a sensualidade do rock and roll é ‘inofensiva’. Muitos pais. a seguir.[12] Outros. O eminente músico terapista Gaston reconheceu a influência da música própria para dança. o aparecimento do rock and roll. A nova forma de música.Southern afirmou: "O musicista negro criou uma música inteiramente nova . o rhythm and blues (canção de ritmo sincopado e letra melancólica). (. não se defendem a si mesmos contra tais pontos de vista.[8] O sucesso de muitas excursões dos grupos de.. ou pelo público. A atração mediante o canto sentimental para o romance. o soul e. "As grandes implicações sensuais da dança bigbeat preocupam alguns psiquiatras".continuou como parte integrante do entretenimento universal. relatou a seguinte entrevista com um jovem que explicou como a música rock o influenciou entre seus 13 a 20 anos. que batizou a nova música de rock and roll. sendo uma proposta ligeiramente mascarada. não seria surpreendente o relatório da Cruz Azul. Tal atração expressa em muitas pelo grito . conforme pensam. autor de "A Cruz e o Punhal". têm os braços um ao redor do outro. e a essência do rock and roll nos anos 50. como em Nova Orleans. que foi o suporte principal da música popular durante as décadas de 30 e 40.. Muitos que são crentes reais na nova música. que analisaria o significado do rock and roll da seguinte maneira: Tomada em sentido amplo. o funky (qualidade e estilo provenientes do blue. se preocupam com o fato de que a música deva ser bastante sugestionável. reconhecem a implicação sensual do ritmo da música rock. de um título apropriado. mas aceitável na dança enquanto a música continua". A seqüência de estilos seguida é esta: o Dixieland jazz (no sul dos EEUU. o swing (vários estilos e movimentos).[14] Como esta música afeta os jovens? Davíd Wilkerson. francamente sexual. porquanto. o homem e a mulher.

e nós? Texto Bíblico: I Coríntios 2:13 e 14 . Simons and Barry Winnograd.. Qualquer moça cederá sob circunstâncias apropriadas’".deixá-la. Em seu livro "The Day Music Died". em primeira mão.. 1. Vol. Marty. captam a mensagem que os artistas tencionam comunicar. Rapazes conduzem moças para os bastidores do teatro. A carreira de Bob Larsen como musicista do gênero rock. P. comparando coisas espirituais com espirituais. o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus. do Rolling Stones: "Você pode sentir a adrenalina caminhando através do corpo"(. evidentemente. Larson apresenta a teoria de que abaixa freqüência dos metais eletrônicos e ritmo impetuoso da música afetam a glândula pituitária e o fluido cerebrospinal e.13 as quais também falamos.[16] Como os próprios amantes do prazer analisam seus papéis? Morrison of the Doors: "Imaginem-nos como políticos eróticos"[17] . Jagger. levou-o a concluir que o indecente comportamento histérico que algumas meninas exibem é resultado de sua "submissão a um estado de sensualidade progressiva ".(voltar) Notas e Bibliografia [1] Doris Soilbelman. 86.21. Arthur Brown: "Toda música apaixonante é sexo"[20] . 306 . guinchos angustiados. p. particularmente das glândulas sexuais.. p. ou você pensa em sexo?’ Os rapazes parecem apreciar o fato de que suas amiguinhas estão sexualmente ligadas a Hendrix"[22] . 497 e 506. mas com palavras ensinadas pelo Espírito Santo. Satanás sabe[24] . porque elas se discernem espiritualmente. "A música de Hendrix é muito interessante. "Therapeutic and Induslrial Use of Music" (New York: Columbia University Press. Adolescence lor Adults (Blue Cross Association). 35. não com palavras ensinadas pela sabedoria humana. a experiência de observar os efeitos da música. O som de sua música é extremamente simbólico: grunhidos orgásticos.[23] Em face desta evidência. Muitos consumidores parecem entender seu significado. [2] Idem. para autógrafos. diz Larson: "Não é difícil notar por que essas danças (rock and roll) envolvem tais movimentos eróticos".[15] Fránk Garlock. [5] Idem. pp. Psiquiatras reconhecem-na como a maioria dos "disc jockeys". Sua experiência levou-o a investigar possíveis interpretações fisiológicas para o padrão de comportamento que observou em jovens. "Songs of lhe Hang-Loose Ethic". mergulhando na música". assim.. L. Zappa: "Negar o rock é negar o sexo"[21] . [4] Ellen G.)[19] . Ele relata: "Certo jovem que se distinguiu por conquistar garotas. While. p. Sua observação pessoal combinada com um parecer médico. estamos fazendo amor"[18] . Quando alguém está ciente desse tipo de estímulo. Hendrix freqüentemente é interrogado: 'Você pensa em determinada menina enquanto está tocando.) Por vezes eu podia dançar diante de um espelho e fazer todos os tipos de contorções e movimentos. Conselhos aos Pais. tem realizado muitas palestras em escolas e clubes. presidente do departamento de teoria musical da Universidade Bob Jones e diretor do conjunto de metais. Professores e Estudantes. e não pode entendê-las. rock. altera o equilíbrio químico da secreção hormonal. Enquanto assina seus pedaços de papel. propiciou-lhe. seria impossível negar a implicação sensual de determinada música. suas costas. Descobri-me a mim mesmo. Teslimonies. (. 14 Ora. gemidos lascivos. porque para ele são loucura. do Jefferson Airplane: "Não estamos recepcionando. bolsas e calças. contou-me que descobriu o melhor modo de 'fazer com que as meninas se acendam: é fazer amor ao ritmo do rock and roll. 1948). [3] J.

cit.. p.. 48. todo rock é revolucionário. 23 de junho de 1967. 121 e 122. 44. The Music of Black Americans: A Hislory (New York: W. 91. Life. XV. [9] E. são usados para promover o espírito de anarquia e revolução na América. 18. p.[3] Em seu livro mais recente: The Day Music Died ( "O Dia em Que Morreu a Música"). p. p..[2] A revista Time comentou: "Em certo sentido.. 6 de novembro. p. [8] Soulhern. [14] Phillis Lee Levine. [22] Idem. White. p. 53. Music in Therapy (New York: The Macmillan Company.Garlock. Com sua batida e som característicos. a saber: que o ritmo é um fator principal. [19] "Mick Jagger and the Future Rock". [16] Frank . .. [17] "This Way to lhe Egress". reconhecemos com facilidade seu poder latente para controlar a mente. "The Sound of Music?" New York Times Magazines. 47. 83.. op. p. "O Rock tem uma batida penetrante e a audiência é influenciada por ela num nível primário". "The Oracle Has It All Psyched Out". [21] Frank Zappa. [23] Bob Larson. p. Nebrasca: Bob Larsonn. Music in Europe and lhe Uniled Stales (Englewood Cliffs. 19. Tu in. Purple Violet Squish (Grand Rapids: Zondervan Books.week. p. Gitler observou o que os psicólogos têm revelado pela investigação. 21 de maio.. [11] Somons and Winnograd. 4 de janeiro de 1971. 17 de março. pp. [20] Larson. op. 1965. do Mamas and the Papas: verificou por meio de observação e experimentação que tumulto e histeria podem ser suscitados "controlando cuidadosamente a seqüência de ritmos. South Caroline: Bob Jones University Press. p. 1971). 1971). Norlon and Company. 19681. nos quais suas qualidades de som. The Devil's Diversion (McCook. p. [12] Time. 1967. p.[6] Eillen Southern. Inc. 88. pp. A Rock Blasl (Greenville. 1971). cit. [15] David Wilkerson. 129. 374. cil. Testimonies. 1969). 1972).. 1965. p. Thayer Gaston. News. Rock and Roll. Lloyd Leno Parte III – Influência Sobre a Mente (Conclusão) Visto que a mente pode ser influenciada pela música de maneira subconsciente. p. [7] Edith Borrol1. I. Bob Larson documenta numerosos exemplos do uso da música rock. [24] Ellen G. Newsweek. 497. [13] Ibid. 853. 101. op. [18] "Rock and Roll: Open Up. W. Illinois: Creation House. The Day Music Died (Carolstream. bem como seus versos líricos. Time. 72.[1] John Philips. New Jersey: Prenice-Hall. The Big Beal. Turn On". Qualquer pessoa sabe como fazê-lo". Música – Seus Efeitos Sobre o Homem (Parte III) H. p. 28 de junho de 1968. 1970). ele tem sempre rejeitado implicitamente a repressão celebrando a liberdade e a sexualidade". vol. 35-39. p. Sabemos como fazê-lo. [10] Bob Larson.

LSD. esse rapaz de dezesseis anos respondeu que os mesmos espíritos malignos com os quais estava familiarizado tinham inspirado os cânticos. Começai a influir sobre a jovem mente impressionável dos estudantes secundários e universitários. (. pouco antes de serem entoadas pelo cantor. a qual lhe foi contada por um amigo que trabalha entre os hippies: " Um dia ele pediu que meu amigo ligasse o rádio a uma estação de música rock.) Aprende-se controlar o povo pela música que se toca.[5] Jerry Rubin sintetiza a relação entre suas ambições políticas e o estilo de vida Hippie: "Fundimos a nova política esquerdista com o estilo de vida psicodélico. Podeis influenciá-los com sutil propaganda por meio de vossos agentes no âmbito da música popular. Digamos que quisésseis dominar os Estados Unidos. Poderíeis fazê-lo sem dar um só tiro. que fiquei tão elevado e com os sentidos tão amortecidos.. que qualquer outra coisa a não ser isso se a figura insípida e monótona. a qual continha um artigo satírico sobre o poder e a influência da música rock: "Suponhamos que quisésseis dominar um país. Como ministro.) Como a mente reage diante dessa mistura do bem e do mal? Ellen G. quando ouve a mesma cadência e estilo básico num ambiente religioso. denominado MC5. cabelos compridos. na gravação. Explicou. Sua primeira medida é começar a entoar cânticos de protesto. foi descrita da seguinte maneira pelo seu empresário original Jonh Senclair: "O MC5 é uma fonte livre de intensa energia. sei agora o que é sentir a unção do Espírito Santo.. Houve ocasiões.[4] Larson cita também algo da revista Hit Parader de março de 1968. Vimos que a reação humana para com a música é fundamental. além disso. roupas extravagantes. que quase não notava o que se passava ao meu redor. Bob Larson menciona o que é sentir o poder satânico através da música: "Eu estava ciente da conexão entre os demônios e dança antes mesmo de minha conversão. "Por misturar o mal com o bem. é compreendida de modo universal. e sua mensagem.Um grupo: "Country Joe and The Fish". que nas viagens de LSD ele ouvia os demônios entoarem alguns dos próprios cânticos que mais tarde ele ouviria gravados por grupos rock LSD". Isto tem resultado em algo parecido com uma obsessão entre muitos compositores e cantores de música evangélica de alguma espécie de cadência de dança. Os meios de comunicação condicionaram as massas de tal maneira com um sistema de contagiosos ritmos de dança. Quando lhe perguntamos como podia fazer isso. Eles suscitam dissensão e conquistam simpatizantes". White nos diz que foi essa precisamente a técnica usada para causar a queda do homem. há uma que. as palavras de cânticos que nunca tinha ouvido. sua mente se tornou confusa". Como músico rock. Uma apresentação do quinteto de Detroit. samba ou rock e seu ambiente natural. especialmente no âmbito da música popular. [7] Ele relata então a experiência incomum de um hippie de 16 anos de idade. esse adolescente relatava. . Tenho tocado um cântico continuamente durante quinze a vinte minutos.[8] A cadência Religiosa Em acréscimo às investidas mais diretas contra a mente que já foram consideradas. a influencia sobre a mente é mais profunda do que na moral ou na política. Fazendo uso de sua experiência pessoal. completados com palavras religiosas? (No interesse de nossas considerações suponhamos que essas palavras sejam bíblicas.é a revolução.[6] Poder Satânico na Música Infelizmente. Que acontece com uma pessoa que se mostrou sensível ao jazz (inclusive as formas mais suaves do swing). sexo . pode ser ainda mais devastadora do que todas as outras. Enquanto eles ouviam. ao tocar música rock.[9] A aceitação da mistura do bem e do mal ou atuar constantemente perto da linha divisória é transigência. eu sabia o que significava sentir a unção falsificada de Satanás'. que nos tornará selvagens nas ruas da América". Usai a música popular. é conhecido como tendo auxiliado as "Panteras Negras" e os SDS. Nossa própria existência zomba da América". devido ao seu disfarce extremamente sutil. música rock. maconha. em parte alguma isso é mais evidente do que no domínio da música religiosa. Nosso estilo de vida .

Meyer salienta aspecto da maturidade: "A diferença entre a música artística e a musica primitiva está na rapidez da tendência de satisfação.[10] Há grande diferença entre o efeito psicológico da música cujo apelo é essencialmente voltado para a sensação e a que provê genuína experiência estética.[12] Isto não significa que para ser proveitosa.[11] O cristão amadurecido não vive meramente para agradar a si mesmo. A música que agrada somente aos sentidos não acrescenta coisa alguma ao conhecimento. Isto proporciona uma experiência que é cumulativa e transmissível. cuja semelhança devemos receber. Conclusão . A experiência nos conduz para fora de nós mesmos. o sistema padrão da maioria dos grupo inclui formas híbridas levemente disfarçadas de estilos de dança. Em suas considerações sobre o valor e a grandeza da música. o cristão regenerado preocupar-se-á finalmente com dois outros aspectos: maturidade. cada atributo de que o Criador nos dotou. quer sejam biológicas ou musicais. As sensações. sendo valiosa somente no momento de sua execução. produz um indivíduo mais sensível e informado musicalmente. tanto mental como emocional. por amor à futura satisfação definitiva". particular. e para o erguimento de nossos semelhantes". vulgar ou sensacional. sem que seja trivial. baseado em sensação que muda com os estilos cambiantes. tanto do indivíduo como da cultura dentro da qual surge um estilo. Embora devamos desenvolver todas as faculdades da mente de maneira que atinjam o mais alto grau possível de perfeição. canções do oeste. Um aspecto de maturidade. É bem. alegando que ela é algo do "momento atual". como valsas. Alguns procuram disfarçar ou racionalizar seu estilo sob o pretexto de serem um "grupo folclórico". essa mistura de ritmos de dança e música evangélica não somente ocasionou um problema no começo da história da Igreja Adventista do Sétimo Dia. 12:2. mas também ao intelecto. a música precisa ser complicada. e ser ainda apreciada pelo músico adestrado. De acordo com Ellen G White. Cada faculdade. rock suave e rock popular.) Ou segundo a definição de um dicionário. americano. Seria uma sensação. "A sensação é pessoal. Isto está em contraste com o termo experiência. a música que tem valor não agrada somente aos sentidos. a sensação confirma e realça o próprio eu". sensação é a consciência de perceber ou parecer perceber algum estado ou afecção do corpo de alguém ou de suas partes. White (1913) traz-nos à lembrança o verdadeiro significado objetivo da cultura musical. Se eu não pudesse partilhála. uma mensagem que adviesse unicamente para mim. Além do risco de ser influenciado. mas ela também predisse seu reaparecimento. Por outro lado. ou os sentimentos e as emoções da mente de alguém. são íntimas e inefáveis. que pode ser aplicado à música séria. Os primitivos buscam satisfação quase imediata de suas tendências. pois o caráter de Deus. por sua própria natureza. é benevolência e amor. restrita e incomunicável. Certamente a admoestação de Paulo apropriada neste sentido: "Não vos conformeis com este século" Rom. então.Embora alguns grupos sejam mais cautelosos ou "conservadores". deve ser empregado para a Sua glória. e responsabilidade para com os outros. Ele se preocupa com os outros e se deleita em partilhar suas experiências. Ela pode ser simples e atrativa par o ouvinte não adestrado. Sensação Versus Experiência Os perigos inerentes em reagir à música somente no nível sensual devem ser evidentes nesta altura. consiste na disposição para renuncia: à satisfação imediata e talvez menor. se não o de sofrer uma "lavagem cerebral" pelos meios de comunicação. ela adverte: "Esta não pode ser uma cultura egoística e exclusiva. devido ao envolvimento da mente. não seria uma experiência. evidente que esses grupos estão usando modelos cujos alvos não são compatíveis com a teologia adventista do sétimo dia. Os defensores da música rock insistem que ela não deve ser avaliada por normas estabelecidas. Ellen G. sua repetição. swing (foxtrote). (Nossas sensações são o que recebemos. à destreza ou à percepção da beleza por parte do indivíduo.

) tenderia a afastar o ouvinte inexperiente até que ele aprendesse algumas das fundamentais relações sintáticas na música. ao que é mais funcional e de índole psicomotora. tanto maior será a necessidade de educação para torná-la significativa ao indivíduo. Para os adventistas do sétimo dia que lêem e aceitam os escritos de Ellen G. melodia e harmonia . e que não vai facilmente de encontro às culturas. Evidentemente. Por outro lado. É o privilégio de todo indivíduo formar seu próprio gosto musical. Cumpre notar que quanto mais abstrata for a música. o conhecimento sempre aumenta o interesse. Por conseguinte. conselhos inspirados e experiências da vida que nos proporcionam um meio adequado para compreender sua natureza e objetivo básicos. A isto podemos acrescentar o testemunho dos que se têm envolvido atividades musicais. também possui aptidão e tendência para mostrar-se sensível às deturpações da beleza. o significado musical se estende do que é altamente abstrato. Junto com a capacidade para amar e criar beleza. bem como suscitar ou estimular certos estados emocionais. o elemento rítmico da música é o mais influente (desde que a altura e o volume estejam abaixo do limiar da dor). o objetivo da música é claro: louvar e glorificar a Deus e edificar o homem. Consideramos algumas maneiras pelas quais a mente e o corpo pode ser influenciados pela música. Como tal.afetam os processos mentais e físicos de todas pessoas de modo notavelmente similar.A música como um dos maravilhosos dons de Deus ao homem jamais será plenamente compreendida nesta vida. Mediante audições repetidas. jovens e adultos. pode ser demonstrado que o conhecimento teórico não é um requisito prévio para a fruição. por sua vez. Visto que a música pode ser percebida pelo cérebro (tálamo) e desfrutada sem que seja avaliado o seu conteúdo moral. No entanto. a música é uma linguagem universal. Por exemplo: Grande parte do significado da música absoluta (concertos. a maneira pela qual são combinados esses elementos resulta numa representação simbólica da vida. emocional e mental do indivíduo. influencia essa mesma cultura. ou desejo de obter popularidade? Os ideais cristãos . ritmo e. a respeito de diferenças culturais e educacionais. Que nos impele a faz escolhas para o público em geral? O desejo de elevá-lo. tem-se demonstrado que a reação da disposição de. Pelo ensino. A musica tem significado devido a suas qualidades e associações intrínsecas. devido a sua natureza carnal. Deste modo ele é capaz de embotar as percepções espirituais. temos acesso a informações científicas. O homem. mesmo que o significado musical não seja compreendido pelo indivíduo não adestrado musicalmente. quanto mais funciona for a música. A combinação de evidências científicas e conselhos inspirados deveria ser mais do que suficiente para confirmar a teoria da influência moral na música. Essa influência é tão real ao ser efetuada pelos ritmos hipnóticos da dança pelo rock and roll mais recente. Entretanto. Alem disso. é fácil de ver como Satanás pode obter acesso a mente. Os elementos fundamentais da música: altura. e ela. No entanto. pode ser usada para promover a saúde física. indo com facilidade de encontro ás culturas. criado à imagem de Deus. em grande medida. tem tanto a capacidade como a necessidade de experiências estéticas. etc. o homem. por execuções ao vivo pela preparação de música gravada. creio também que as atitudes mentais e os estados emocionais suscitados por certos tipos de música promovem o desenvolvimento de pensamentos não cristãos. quer como consumidores. tanto mais universal e consistente será a reação da conduta. quer como compositores e cantores. volume. sinfonias. Assim como as culturas de bactérias vicejam em determinado ambiente. que tem estado presente por trinta e cinco ou quarenta anos. espírito é deveras universal. White. Visto que o corpo humano é rítmico por natureza. como pela cadência mais branda e sedativa do fox-trote. Ela é um meio pelo qual Deus pode comunicar-se com o homem e revelar alguns aspectos de sua natureza divina. é necessário suscitar uma questão ética e moral com respeito a todos que se empenham em fornecer ao público qualquer espécie composição musical. A música é o produto de uma cultura. qualquer adulto ou criança isento de receio ou preconceito pode desenvolver profundo e duradouro apreço por uma enorme quantidade de música "clássica". Naturalmente. em vista das evidências científicas do efeito da música sabre a mente. os que assim se acham empenhados estão moldando o gosto e as atitudes de milhares de crianças.

5:14. p. Medicina e Salvação (Santo André. 93 [11] Martin Stella " Os Mestres da Intimidação". Talvez alguns que ocupam posições de liderança e responsabilidade estejam sofrendo efeitos da mistura do bem e do mal. 30. 25. 49. [3] "Rock".. cit. certificando-se que como cristãos amadurecidos suas faculdades estejam treinadas "para provar e saber a diferença entre o que é bom e o que é mau" (Heb. White. 639. jamais pode expandir-se livremente para com a verdade. 3 de janeiro de 1969. 25 de março de 1967. É-nos declarado que "a mente da qual o erro alguma vez se apossou. a Neurastenia Revolucionária" Time. p. Educação (Santo André. SP: casa Publicadora Brasileira). p. Patriarcas e Profetas (Santo André. 1969). op. 181 e 182. " um Homem do Jazz Analisa o Rock". SP: Casa Publicadora Brasileira). p. The Day Music Died (Carol Stream. pp. fevereiro de 1972. 1972). Purple violet Squish Zondervan Books. 181. [7] Larson. levando-a a rejeitar a salvação deveria ser deveras solene. A Bíblia na linguagem de hoje). Meyer. Illinois: Creation house. p. Emotions and Meaning in Music (Phoenix Books. p. e que o fazem encarem seriamente sua responsabilidade. 3 de janeiro de 1969. The university of Chicago Press. 1956). The Instrumentalist. p. [13] Ellen G. "chamaremos Somente de Supergrupo Saturday Evening Post. SP : casa Publicadora Brasileira). (Grifo acrescentado).20. [10] Leonardo B. p. White. 161 [6] Davi wilkerson.ou comercialismo? O pensamento de que podemos ter condicionado a mente de uma só pessoa. [4] "Rock. 89. [12] Ellen G. 15. p. Bell Janeiro-fevereiro de 1970. p. [8] Idem. p. White. Notas: [1] Ira Gitler. mesmo após investigação".[13] Apelo para que todos os que podem influenciar a outros. [5] Bob Larson. Time. 41. [9] Ellen G. . [2] Guilherme Kloman.

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