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Prof.ª MARLY ROCHA


Escola Técnica Alto Médio 8áo Francisco
FUNAM



Professora Marly Rodrigues Rocha
Pirapora - MG
2010

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“Não pedimos fluência, elegância, nem limpeza, mas um respeito dos limites mesmos da
língua, além dos quais ela perde não apenas sua beleza e seu sentimento, mas sua
própria natureza. É um mínimo de decência e de dignidade, na escrita, sem o qual o
pensamento mais profundo e a idéia mais brilhante se tornam torpes e ridículas”.



Rubem Braga.








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ÍNDICE


I. LINGUAGEM, COMUNICAÇÃO E INTERAÇÃO. _______________________________ 7
1. VARIAÇÕES LINGUISTICAS ________________________________________________ 7
1.1. Variação sócio cultural _____________________________________________________ 8
1.2. Variação geográfica________________________________________________________ 8
1.3. Variação histórica__________________________________________________________ 8
2. TEXTO LITERÁRIO E TEXTO NÃO LITERÁRIO _______________________ __9
2.1. Texto literário______________________________________________________________ 9
2.2. Texto não literário _________________________________________________________ 9
2.3. Em síntese ________________________________________________________________ 9
3. REDAÇÃO COMERCIAL E EMPRESARIAL_____________________________ 10
3.1. A linguagem no universo profissional ____________________________________ 10
4. ESTILO ____________________________________________________________ 10
5. REVISÃO CUIDADOSA AJUDA A EVITAR GAFES ______________________ 11
6. INGLÊS TEM MAIS PESO NA CONTRATAÇÃO DE CANDIDATOS_________ 11
7. FUNÇÕES DA LINGUAGEM__________________________________________ 12
7.1. Função Referencial ou Denotativa ______________________________________ 12
7.2. Função Emotiva ou Expressiva _________________________________________ 12
7.3. Função Apelativa ou Conativa__________________________________________ 12
7.4. Função Fática_______________________________________________________ 13
7.5. Função Metalingüística _______________________________________________ 13
7.6. Função Poética ______________________________________________________ 13
7.7. Exercícios __________________________________________________________ 14
8. A DENOTAÇÃO E A CONOTAÇÃO NA LINGUAGEM ____________________ 16
9. TIPOLOGIA DE TEXTOS - DESCRIÇÃO, NARRAÇÃO, DISSERTAÇÃO _____ 17
9.1. Descrição ___________________________________________________________ 19
9.1.1. Descrição Técnica __________________________________________________ 19
9.1.2. Descrição objetiva __________________________________________________ 20
9.2. Narração ___________________________________________________________ 20
9.2.1. Narração comercial_________________________________________________ 21
9.3. Dissertação argumentativa _____________________________________________ 22
9.4. Linguagem dissertativa________________________________________________ 24
9.5 Dissertação Técnica___________________________________________________26
10. PRONOMES ________________________________________________________ 27
10.1. Pronomes de tratamento _____________________________________________ 27
10.2. Paticularidades ____________________________________________________ 28
10.3. Pronomes relativos _________________________________________________ 30
10.4. Valores Espercíficos: que ____________________________________________ 30
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10.5. Substitutos do relativo: que___________________________________________30
11. PALAVRAS QUE SUSCITAM DÚVIDAS QUANTO À ESCRITA ____________ 33
12. TÉCNICAS DO RESUMO DE UM TEXTO________________________________35
12.1. O resumo dos fatos___________________________________________________35
13. ELEMENTOS DE TEXTUALIDADE_____________________________________36
13.1. Pragmáticos: ______________________________________________________ 36
13.2. Linguisticos _______________________________________________________ 37
13.3. Elementos coesivos referenciais _______________________________________ 38
13.4. Os principais elementos coesivos são: __________________________________ 39
13.5. Elementos Coesivos Seqüenciadores ___________________________________ 39
14. MODELOS DE DOCUMENTOS EMPRESARIAIS/COMERCIAIS___________ 41
14.1. Memorando _______________________________________________________ 42
14.2. “Ofício- Circular”, “Carta – Circular” _________________________________ 44
14.3. Ordem de serviço___________________________________________________ 45
14.4. Ofício ____________________________________________________________ 46
14.5. Requerimento _____________________________________________________ 46
14.6. Relatório _________________________________________________________ 48
14.6.1. Relatório Administrativo_____________________________________________ 50
14.6.2. Relatório técnico-científico___________________________________________ 50
14.7. Modelo de carta comercial ___________________________________________ 54
14.8. Ata ______________________________________________________________ 55
15. ADEQUAÇÃO VOCABULAR __________________________________________ 56
15.1. Tópico Frasal _____________________________________________________ 56
15.2. Argumentação e opinião_____________________________________________ 57
15.3. Precisão Vocabular _________________________________________________ 57
15.4. Concisão _________________________________________________________ 57
16. PROBLEMAS COMUNS NA CORRESPONDÊNCIA ______________________ 58
16.1. Repetições de idéias, palavras, verbos auxiliares. _________________________ 58
16.2. Vacuidade das expressões ____________________________________________ 58
16.3. Prolixidade________________________________________________________ 59
16.4. Pleonasmo ________________________________________________________ 61
16.5. Afetações, colocações exageradas. _____________________________________ 61
16.6. Gírias ____________________________________________________________ 61
16.7. Estrangeirismo ____________________________________________________ 61
16.8. Laconismo ________________________________________________________ 61
16.9. Empolgação_______________________________________________________ 62
16.10. Expressões antiquadas (Arcaísmo)_____________________________________ 62
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16.11. Falhas gramaticais _________________________________________________ 62
17. OBSTÁCULOS À COMUNICAÇÃO_____________________________________ 62
18. HABILIDADE TÉCNICA _____________________________________________ 63
19. TIPOS DE CORRESPONDÊNCIAS_____________________________________ 63
19.1. Convite___________________________________________________________ 63
19.2. Curriculum vitae ___________________________________________________ 65
19.3. Declaração________________________________________________________ 67
19.4. Edital ____________________________________________________________ 68
19.5. Estatuto __________________________________________________________ 68
19.6. Fórmula__________________________________________________________ 69
19.7. Formulário _______________________________________________________ 69
19.8. Informações Comerciais _____________________________________________ 69
19.9. Mala Direta _______________________________________________________ 69
19.10. Ordem de Serviço __________________________________________________ 69
19.11. Procuração _______________________________________________________ 70
20. TEXTOS COMPLEMENTARES_________________________________________71
21. O QUE MUDA COM O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO__________________77
BIBLIOGRAFIA___________________________________________________________ 82








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INTRODUÇÃO

O ato de produzir textos claros e concisos, que possam levar o leitor a uma compreensão nítida do assunto,
advém-se de um processo de elaboração mental (cognitivo) e de uma prática constante de leitura e treino
da escrita.
Escrever é uma arte e, como tal, depende essencialmente do esforço, dedicação e conhecimento de
determinadas normas gramaticais que fundamentam o processo de coerência e coesão textual.
O ciclo em que ocorre este processo é a prática contínua dos atos de leitura e escrita e o universo dos
mesmos.
Ler, reler e escrever...
Escrever, reler e ler...
Tem-se a impressão de ser este um ato enfadonho e cansativo, mas a partir do momento em que se
percebe a desenvoltura em falar e a segurança em escrever, este processo se torna agradável e prazeroso.
Hoje, mais do que nunca, a produção de textos técnicos se torna uma exigência, quase que natural, para
todo jovem profissional.
O mercado de trabalho está aberto para os jovens profissionais que além do conhecimento técnico, visão
empreendedora, abertura para trabalharem em equipe, possuam domínio da linguagem formal e saibam
utilizá-la nos contextos variados.
Esta apostila contém os conteúdos básicos e essenciais para conduzir o estudante da área técnica a
elaborar redações de estrutura diversificada e especialmente a produzir textos técnicos e científicos de
maneira simples e objetiva.
A maior parte do material, aqui registrado, está na forma como é utilizado nas empresas.
Apresentamos nesta todos os conteúdos, segundo os padrões da linguagem formal -(culta), com muito
respeito ao seu uso.
O assunto foi abordado nos termos técnicos, linguísticos, estilísticos e práticos.
Desejamos que este trabalho possa contribuir com seu aprendizado e futuro sucesso profissional.


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I. LINGUAGEM, COMUNICAÇÃO E INTERAÇÃO.

Conceitos:
Interlocução – pessoas que participam do processo de interação comunicativa.
Linguagem – processo de interação comunicativa que se constitui pela construção de sentidos.
Classificação da Linguagem:
Linguagem verbal: É aquela cuja unidade é a palavra.
Linguagens não verbais: Tem unidades diferentes da palavra, tais como:
• O Gesto
• A imagem
• A nota musical, etc.
Linguagens mistas: É a combinação de unidades próprias de diferentes linguagens (Ex: combinação de
imagens e palavras em histórias de quadrinhos)
Código: é um conjunto de sinais convencionados socialmente para a transmissão de mensagens.
Ex: Sinais de Trânsito, os símbolos, o código Morse, etc.
A língua portuguesa, por exemplo, é o código mais utilizado em nosso país para as situações de
comunicação.

1. VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS
Variedades lingüísticas: são as variações que uma língua apresenta, de acordo com as condições sociais,
culturais, regionais e históricas em que é utilizada.
Todas as variedades lingüísticas são corretas, desde que cumpram com eficiência o papel fundamental de
uma língua – o de permitir a interação verbal entre as pessoas.
Entretanto, uma dessas variedades – A Variedade Padrão ou Norma Culta, também definida como
Linguagem Formal tem maior prestígio social. É a variedade lingüística ensinada na escola, utilizada na
maioria dos livros e revistas e também em textos científicos e didáticos, em alguns programas de televisão,
etc. As demais variedades como a regional, a gíria, o jargão de grupos ou profissões (a linguagem dos
policiais, dos jogadores de futebol, dos metaleiros, dos surfistas) são chamadas genericamente de
variedades não padrão ou linguagem informal.
TIPO ASPECTO AO QUAL SE RELACIONA
Variação Sóciocultural Grupo social ao qual o falante pertence
Variação Geográfica Região em que o falante vive durante certo
tempo
Variação Histórica Tempo (época) em que o falante vive.

ONDE SE FALA MELHOR O PORTUGUÊS NO BRASIL?
Você já deve ter ouvido esse tipo de pergunta. E também respostas como “no Maranhão”, “no Rio
de Janeiro”, “no Rio Grande do Sul”, justificadas por motivos históricos, sociais, culturais. Porém, de acordo
com a visão moderna de língua, não existe um modelo.
Todas as variedades lingüísticas regionais são perfeitamente adequadas à realidade de onde
surgiram. Em certos contextos, aliás, o uso de outra variedade padrão, é que pode soar estranho e até não
cumprir sua função essencial de comunicar.
Variedade padrão ou língua padrão é a variedade lingüística de maior prestígio social.
Variedades não padrão são todas as variedades lingüísticas diferentes da língua padrão.

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1.1. Variação sócio cultural
São as variações lingüísticas geradas por influências das condições sociais dos falantes.
Ex: Frase – 1.
Eles ficou por fora porque não foi nas reunião.
Frase – 2.
Eles não entenderam nada porque não foram às reuniões.

“Há uma grande diferença se fala um Deus ou um herói; se um velho amadurecido ou um jovem impetuoso
na flor da idade; se uma matrona autoritária ou um ama dedicada; se um mercador errante ou um lavrador
de pequeno campo fértil...”.
(Horácio)



1.2. Variação geográfica
De região para região do país, observam-se formas distintas de falar. Tais variações podem ser
identificadas no aspecto sonoro (pronúncia ou “sotaque”) no vocabulário, bem como em certas estruturas de
frases e nos sentidos particulares atribuídos a determinadas palavras e expressões.
Ex: Texto do escritor Guimarães Rosa, no qual recria a fala de um típico sertanejo do centro-norte de Minas
Gerais:

 Mas você tem medo dele... [de um feiticeiro chamado Mangolô]
 Há-de-o!... Agora, abusar e arrastar mala, não faço. Não faço, porque não paga a pena... de primeiro,
quando eu era moço, isso sim!... Já fui gente, gente. Para ganhar aposta, já fui, de noite, foras d’hora, em
cemitério... [...] Quando a gente é novo, gosta de fazer bonito, gosta de comparecer. Hoje, não: estou
percurando é sossego...
(Guimarães Rosa, Sagarana).
1.3. Variação histórica
As alterações ocorridas tanto na grafia quanto no sentido das palavras que se constituem no processo
contínuo de modificação de uma língua, denomina-se variação histórica.
Ex: Observe um pequeno fragmento de um texto de 1536 e compare-o na sua forma atualizada.

Texto Original (1536) Texto Atualizado
“A linguagem e figura de entendimento (...) os
bõs falão virtudes e os maliciosos maldades (...)
sabem falar os quitende as cousas: porque das
causas nace as palavras e não das cousas.”
(Fernão de Oliveira)
A linguagem é figura do entendimento (...) os
bons falam virtudes e os maliciosos, maldades
(...) sabem falar os que entendem as coisas:
porque das coisas nascem as palavras e não
das palavras as coisas.







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2. TEXTO LITERÁRIO E TEXTO NÃO LITERÁRIO
2.1. Texto literário
O texto literário é aquele em que não necessariamente deva conter rimas, versos e palavras diferentes das
que usamos no cotidiano e nem falar de um mundo imaginário, distante da realidade em que vivemos.
Para ser literário, o texto deve apresentar uma linguagem literária, ou seja, uma linguagem expressiva,
conotativa, poética e emotiva. A função de linguagem predominante é a poética.

Ex: Texto: O BICHO (MANUEL BANDEIRA)
O BICHO
Vi ontem um bicho.
Na imundície do pátio.
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem!
(Manuel Bandeira)

2.2. Texto não literário
O texto não literário ou texto utilitário é informativo, possui uma linguagem objetiva e impessoal, seu objetivo
é transmitir conteúdos e a função de linguagem predominante é a referencial.

Ex: Texto: DESCUIDAR DO LIXO É SUJEIRA
Diariamente duas horas antes da chegada do caminhão da Prefeitura, a gerência (de uma das filiais
do Mac Donald) deposita na calçada dezenas de sacos plásticos recheados de papelão, isopor, restos de
sanduíches. Isso acaba propiciando um lamentável banquete de mendigos. Dezenas deles vão ali revirar o
material e acabam deixando os restos espalhados pelo calçadão.
(Veja. São Paulo – 23/12/1992).

2.3. Em síntese
TEXTO LITERÁRIO
TEXTO NÃO LITERÁRIO (TÉCNICO
CIENTÍFICO)
Linguagem Literária
Linguagem pessoal, contaminada pelas
emoções de seu emissor, subjetivo.
Linguagem Científica
Linguagem impessoal, objetiva, informativa.
Linguagem plurissignificativa, conotativa. Linguagem denotativa
Recriação da realidade, intenção estética
sentenças irreversíveis.
Linguagem que informa sobre a realidade, real,
concreta.
Linguagem expressiva (ênfase na expressão) Linguagem referencial, técnica, seu objetivo é o
real conhecido pelos seus aumentos lógico.

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3. REDAÇÃO COMERCIAL E EMPRESARIAL
3.1. A linguagem no universo profissional
O objetivo nesta unidade é avaliar os usos que se têm feito da linguagem no universo das relações
profissionais e propor algumas modalidades de textos técnicos, como o relatório técnico – científico.
A grande quantidade de erros cometidos pelos executivos no dia-a-dia, até mesmo em multinacionais é
grande.
“Alguns parecem piada, mas definitivamente não dá par rir de uma situação assim”, afirma a consultora
Sandra Regina Gouveia Moreira, 36, da Manager.
Segundo ela, a forma como o profissional escreve e fala é avaliada nos processos de seleção. “Mas isso
ainda não e uma exigência freqüente das empresas, explica a consultora”.
Outra dica para quem quer praticar o português é não se limitar à leitura de textos técnicos. “É importante
ler de tudo, romances, contos, jornais. Isso amplia o vocabulário, e a pessoa pensa sobre outros assuntos”,
diz.
Mas ela alerta para um fator importante: o prazer da leitura. Marli diz que não adianta ler de maneira
compulsiva apenas por obrigação. “A atividade tem que ser prazerosa. Se não for, muito do conhecimento
se perde”.

4. ESTILO
Para melhorar o estilo técnico, é necessário evitar:
Os clichês – palavras “pobres” e de sentido genérico ou desgastado pelo abuso.
Expressões pleonásticas como: referência supracitada, como dissemos acima, pela presente vem através
desta, tomamos a liberdade de etc.
Expressões consideradas obsoletas como: conforme o assunto ventilado, passo as suas mãos, outrossim,
sem mais para o momento, de conformidade quanto ao solicitado, etc.
O uso de barra para separar datas abreviadas: 17/08/98 prefira 17-08-98. Embora a primeira forma não
esteja errada, tem-se optado pela segunda por facilitar a visualização.
Uso de abreviaturas internas em correspondências externas, a menos que você tenha certeza de que seu
destinatário conhece o significado.
Frases muito longas ou curtas demais.

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5. REVISÃO CUIDADOSA AJUDA A EVITAR GAFES
Colocar o conhecimento à prova pode ser a melhor maneira de evitar erros graves. Mas como fazer isso?
Basta pedir que outras pessoas leiam o que escreveu.
Se a informação for confidencial, uma dica é ler e reler, com calma, tudo o que for escrito, até mesmo
mensagens eletrônicas.
“Os e-mails oferecem muito mais risco de erros porque a linguagem é informal e as pessoas não se
preocupam em revisá-los”, diz Laurinha Grion, consultora de português do SENAC.

Texto deve ser correto e coerente
Pasquale Cipro Neto – Colunista da Folha

O candidato a um emprego certamente sabe que a língua escrita é diferente da falada. E, muitas vezes, é aí
que a roda pega. Na ânsia de mostrar refinamento, exagera no rococó e acaba usando expressões com as
quais muitas vezes não tem intimidade. E aí...
Bem ou mal, o texto é um cartão de visita. Parece recomendável, pois, tomar cuidado para não escorregar.
No aspecto gramatical, merecem atenção especial os itens básicos, com concordância (“Houveram muitos
problemas na economia do país neste ano” – o correto é “houve”; “Fazem muitos anos que desejo um
emprego como este” – o certo é “faz”), ortografia (previlégio, discreção, reinvindicar – o correto é privilégio,
discrição, reivindicar), regência (“Não me simpatizo com essa tese” – o correto é “Não simpatizo com essa
tese”) etc. É bom fugir de expressões desgastadas, como o enfadonho” a nível de”, e de modismos de gosto
e eficiência duvidosos. Exemplos não faltam. Um deles – atualíssimo – é o exagero no emprego do verbo
“estar” associado a gerúndio (“A empresa vai estar enfrentando novos tempos”; “Vou estar me preparando
para esse desafio”; “Gostaria muito de poder estar participando do processo”). Outro modismo é o uso do
pronome “você” que não se refere ao interlocutor (“Quando você vive um período de transformações como o
que está ocorrendo...”; “Hoje em dia, para você conseguir um bom emprego...”; “Você precisa se reciclar
constantemente para poder estar acompanhando a evolução do mercado de trabalho”; “Quando você fica
sem emprego, sua vida fica sem rumo”). É necessário ter em mente que um bom texto é claro, direto,
simples, correto e – sobretudo – coerente e coeso. “Tenho fluência em inglês básico” é um bom exemplo de
texto desconexo. Ter fluência em uma língua pressupõe ir muito além do básico. Não se trata de saber se a
frase está certa ou errada. O problema é que ela evidencia raciocínio torto, mal articulado, o que pode ser
decisivo para o futuro do candidato. É isso.

6. INGLÊS TEM MAIS PESO NA CONTRATAÇÃO DE CANDIDATOS
Falar e escrever corretamente o português pode parecer requisito mínimo pedido por qualquer empresa na
hora de contratar um funcionário, mas não é.
Os programas de seleção para executivos, por exemplo, exigem que os candidatos desenvolvam textos e
passem por entrevistas.
Mas nem sempre falhas gramaticais imperdoáveis desclassificam um profissional que tenha inglês fluente e
domínio técnico em sua área de atuação.
“É impressionante a quantidade de currículos e cartas de apresentação que chegam com problemas. Muito
não tem o menor sentido ou apresentam erros graves de gramática”, explica Jonathan Duran. Segundo ele,
os profissionais não conseguem escrever de maneira objetiva e, na tentativa de “enfeitar” o texto, acabam
pecando pelo exagero.
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7. FUNÇÕES DA LINGUAGEM
O lingüista russo Romam Jakobson estabelece as seis funções básicas da linguagem, entretanto afirma que
“dificilmente lograríamos (...) encontrar mensagens verbais que preenchessem uma única função. A
diversidade reside não no monopólio de estrutura verbal de uma mensagem depende basicamente da
função predominante.” Isto é, em uma mesma mensagem verbal podemos reconhecer sempre mais de uma
função. Por outro lado, em toda mensagem prevalece uma das seis funções.

7.1. Função Referencial ou Denotativa
É a que se volta para a informação, para o próprio contexto. A intenção é transmitir ao recebedor dados da
realidade de uma forma objetiva e precisa. Há o predomínio da linguagem denotativa, com verbos em
terceira pessoa, de forma impessoal e direta.

Texto: Dentes
Os vinte dentes primários (também chamados de dentes de leite) costumam nascer aos seis meses de
idade. Eles começam a ser trocados pelos dentes permanentes quando a criança está por volta dos seis
anos. Aos vintes anos, a maioria dos adultos está com a dentição completa, 32 dentes, embora os terceiros
molares (dentes de siso) possam nunca nascer.
(Texto extraído da Revista Caras)
7.2. Função Emotiva ou Expressiva
É aquela em que a intenção do emissor é posicionar-se em relação ao tema que está abordando, é
expressar seus sentimentos e emoções. Sempre resulta um texto subjetivo, escrito em primeira pessoa,
com emprego de interjeições, pontos de exclamação, reticências, etc.

Desencanto

Eu faço versos como quem chora
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorsos vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

De desalento... de desencanto
E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boa.

Eu faço versos como quem morre.

(Manuel Bandeira)


7.3. Função Apelativa ou Conativa
É a função da linguagem comumente empregada nos discursos, nos sermões, nas propagandas, com o
objetivo de convencer o recebedor. Em tom de conversa, o emissor dirige ao recebedor um apelo, um
conselho, ou uma ordem, o que se pode observar através do uso de vocativos, da segunda pessoa (tu, vós,
você, vocês) e de verbos no imperativo.

“Sabeis, cristãos, por que não faz fruto a Palavra de Deus? Por culpa dos pregadores. Sabeis, pregadores,
por que não faz fruto a Palavra de Deus? Por culpa nossa.”
(Sermão da Sexagésima –Padre Antônio Vieira)


Um trecho do horóscopo
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“Tome cuidado par não distorcer seus sentimentos, transformando-os em culpa ou depressão. Lembre-se
de que a intensificação do lado sonhador de sua personalidade é apenas momentânea. Aproveite o período
para avaliar suas verdadeiras necessidades emocionais”.

7.4. Função Fática
“É aquela em que o emissor mantém contato como o recebedor, certificando-se de que a comunicação está
sendo feita de forma satisfatória. Esta função costuma aparecer em conversas telefônicas, inicio de
encontro, etc. Há o uso de expressões vazias de conteúdo, como “alô”, “tudo bem”?”, “como vai”, ‘até logo!”,
etc.
“- Olá, tudo bem”?
-Tudo bem. E você?
-Tudo bem...
-É isso ai. ”

7.5. Função Metalingüística
Serve-se da linguagem para definir, explicar, analisar, criticar, traduzir ou trocar termos e expressões da
própria linguagem. Ocorre metalinguagem quando se dá uma definição ou quando se explica ou se pede
explicação sobre o conteúdo da mensagem. Por extensão, fala-se em metalinguagem quando um filme tem
por tema o próprio cinema, uma peça teatral tem por tema o próprio teatro, uma poesia discorre sobre o
próprio ato de escrever.
Lutar com palavras
Parece sem fruto.
Não tem carne e sangue...
Entretanto luto.

Palavra, palavra (digo exasperado),
Se me desafiar,
Aceito o combate.
(Carlos Drummond de Andrade)

7.6. Função Poética
Está voltada para a própria mensagem, quer na seleção e combinação de palavras, quer na estrutura da
mensagem. Ao selecionar e combinar de maneira particular e especial as palavras, o poeta procura obter
alguns elementos fundamentais da linguagem poética: o ritmo, a sonoridade, o belo e o inusitado das
imagens.
A estrela

Vi uma estrela tão alta
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia

Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia

Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alto luzia?

E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.

(Manuel Bandeira)
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As funções da linguagem podem ser assim sintetizadas:
Funções
Predominantes
Finalidades Recursos
1. Referencial ou
denotativa
Transmitir informações
Frase declarativa:
Comunicação impessoal, objetiva.
2. Emotiva ou
expressiva
Exprimir sentimentos e emoções
Frase exclamativa:
Comunicação pessoal e subjetiva;
uso de recursos como: interjeições,
superlativos, aumentativos,
diminutivos, figuras, entonação.
3. Apelativa ou
conotativa
Influenciar o recebedor
Frase imperativa:
Comunicação indutora, convincente,
decidida.
4. Fática
Gerar, suscitar, favorecer e facilitar
a comunicação.
Frase breve, exata, clara, de fácil
compreensão.
5. Metalingüística
Elucidar e esclarecer o código
lingüístico
Explicações, definições,
conceituações.
6. Poética Valorizar a forma de linguagem
Frases de valor artístico, com o
predomínio da conotação, figuras de
linguagem e musicalidade.

7.7. Exercícios
I - Leia os textos abaixo e identifique a função da linguagem que predomina em cada um deles (se
necessário, consulte as explicações anteriores).

1 - A luz se propaga à velocidade 300.000 km por segundo.
R - _____________________________________________________________________________
2 - Alô! Como vai? Você está me ouvindo?
R - _____________________________________________________________________________
3 - “Não me deixem só!”.
R - _____________________________________________________________________________
4 - “Beba Coca-Cola”.
R - _____________________________________________________________________________
5 - “Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo”. (Carlos Drummond de Andrade)
R - _____________________________________________________________________________
6 - “Que será fortuito? Forte e gratuito? Também lembra furto”. (Carlos Drummond de Andrade)
R - _____________________________________________________________________________
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7 - Da violência
“Do rio que tudo arrasta se diz que é violento.
Mas ninguém diz violentas
As margens que o comprimem”. (Bertolt Brecht)
R - _____________________________________________________________________________
8 - A primeira telefonista foi Ema M. Nutt, que começou o trabalho no dia primeiro de setembro de
1878. Antes disso, todos os telefonistas eram homens.
R - _____________________________________________________________________________
9 - “O que lembro, tenho. Venho vindo de velhas alegrias. A fazenda Santa Catarina era perto do céu
– um azul no repintado, com as nuvens que não se removem.”.
(Guimarães Rosa)
R - _____________________________________________________________________________
10 - Isso é cádmio, uma espécie de metal muito utilizado em ligas de outros metais.
R - _____________________________________________________________________________
11 - “Saiba como o Bond Boca colocou Cepacol na boca do povo e se tornou Bond Vendas”.
R - _____________________________________________________________________________

12 - Poeminha do contra
“Todos esses que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!”.
(Mário Quintana)
R - _____________________________________________________________________________
13. “A palavra privilégio voltou com um estalo na cabeça dele”. Privilégio, privilégio, privilégio. Não
podia esquecer o nome daquela palavra. Iria perguntar ao professor da outra fazenda o que significa o
que significa aquilo...
Privilégio que a gente perde...
Mas que isso?
Assim, favor, meia proteção.”.
(Jair Vitória)
R - _____________________________________________________________________________
14. “E água, e luz e energia
Subiam na taxação
E era salário descendo
Carestia em ascensão
Ao sabor de muitos ventos
Soprados pela inflação.”
(Literatura de Cordel).
R - _____________________________________________________________________________
15. “-Moço, oh! Moço! Moço me dá um cigarro?
Ainda com os olhos fixos na praia, resmunguei:
-Vá embora, moleque, senão chamo a polícia.
- Está bem, moço. Não se zangue. E, por favor, saia de minha frente, que eu também
gosto de ver o mar”.
(Murilo Rubião)
R - _____________________________________________________________________________
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16. “Eu não tinha um plano muito definido: mas uma coisa era certa: eu não queria Elisabeth, nem
nenhuma outra das garotas conhecidas. Eu queria uma coisa, uma coisa diferente e que fosse pra
valer. Do quarto veio a voz do meu pai... Meti rápido a cara no livro de química, antes que minha mãe
respondesse... Fiquei olhando as páginas do livro, sem ler, é claro, eu estava era pensando”.
(Rubem Fonseca)
R - _____________________________________________________________________________
17. “Como os assaltos crescem dia-a-dia, não podendo conte-los, a PM sabiamente dá conselhos aos
cidadãos para serem menos assaltados”:

Não demonstre que carrega muito dinheiro.
Jamais deixe objetos à vista, dentro do carro.
Não deixe documentos no veículo
Não leves objetos de valor nem muito dinheiro para a praia.
Se assaltado, fique calmo. Não discuta, nem reaja.
Depois de ler com extrema atenção estas instruções oficiais, acrescento as minhas, ou melhor,
resumo:

Não saia de casa.
Se possível não saia do quarto.
“De preferência, não saia do cofre”.
(Millôr Fernandes)
R - _____________________________________________________________________________


8. A DENOTAÇÃO E A CONOTAÇÃO NA LINGUAGEM
Tendo em vista as características próprias a cada das linguagens: a cientifica e a literária, podemos
avançar um pouco mais e conhecer os termos denotação e conotação.
A denotação está diretamente ligada à função representativa, isso porque é a parte da significação
lingüística que diz respeito à representação do mundo exterior objetivo e do mundo inteiro subjetivo.
Poderíamos dizer que a denotação implique, necessariamente, um significante; no entanto, se o
contexto, a situação da fala, a circunstância da comunicação nos levam a selecionar um significado
mais preciso, mais adequado, aquele que ali se encaixa melhor chamaremos a isso denotação.
A conotação está ligada mais às funções expressiva e apelativa da linguagem: isso porque é parte da
significação lingüística que nos remete a tudo aquilo que a palavra sugere, implica, evoca clara ou do
signo: em poucas palavras, diríamos que a conotação é o poder de sugestão da palavra. Desse
modo, em certas situações de fala (língua oral) ou em determinados contextos (língua escrita), apesar
de o significante nos remeter, de imediato, ao significado denotativo, primeiro universal, esse funciona
apenas como uma mola que nos lança aos significados sugeridos, evocados, às conotações.
“Aquela era a nuvem passageira do verão”.






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Exercícios
Acompanhe o seguinte poema de Paulo Leminski:

Via sem saída
Via bem

Via aqui
Via além
Não via o trem

Via sem saída
Via tudo
Não via a vida

Via tudo que havia
Não via a vida
A vida havia

LEMINSKI, Caprichos e relaxos. São Paulo, Brasiliense, 1983. P. 70.

Cite quantos significados podemos achar pra o signo “via”.
SE o sujeito desse poema “via tudo que havia”, mas “não via a vida”, e “a vida havia”, que tipo de
sujeito pode ser esse, que não enxerga o mundo em volta dele?


2) Leia o texto abaixo, transcrito de uma pichação de muro em São Paulo:
Eternamente
É ter na mente
Éter na mente
Eternamente.
Pode-se considerar este texto como artístico principalmente por que:

• Traduz, de maneira límpida, a idéia de eternidade.
• Trabalha um arranjo de signos a partir de um só vocábulo, relacionando-os entre si.
• Participa socialmente de um contexto, por estar pichado num muro.
• Evoca uma mensagem poética, a partir do dado da imortalidade.


9. TIPOLOGIA DE TEXTOS - DESCRIÇÃO, NARRAÇÃO, DISSERTAÇÃO
9.1. Descrição
Descrição: apresentar características de alguém ou de alguma coisa.
Narração: contar histórias com personagens e acontecimentos.
Dissertação: expor idéias sobre um assunto, debater um tema com ponto de vista e
argumentação.

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Textos descritivos

Somos muitos Severinos
Iguais em tudo na vida:
Na mesma cabeça grande
Que a custo é que se equilibra,
No mesmo ventre crescido
Sobre as mesmas pernas finas,
E iguais também porque o sangue
Que usamos tem pouca tinta.
João Cabral de Melo Neto. Poesias completas. Rio de Janeiro, José
Olympio, 1975.

Esse texto apresenta característica do Severino, como ele é. Como é visto: cabeça grande,
pernas finas, sangue com pouca tinta etc. Essa é a função da descrição: revelar o que foi observado
em alguém, em algum objeto, em algum lugar etc. A descrição pretende que o leitor do texto possa
perceber o que está sendo descrito, recria-lo em sua imaginação.
Veja a seguir mais um exemplo de descrição de pessoa;
[...] O major Saulo, de botas e esporas, corpulento, quase um obeso, de olhos verdes,
misterioso, que só com o olhar mandava um boi bravo se ir de castigo, e que ria, sempre ria-riso
grosso, quando irado; riso fino, quando alegre; e riso mudo, de normal.
Repare que o texto apresenta características do Major Saulo. Não apenas características
físicas, mas também “psicológicas”, seu modo de ser: misterioso, capaz de amansar boi bravo só com
os olhos, e que ri sempre, um riso para cada estado emocional.
A apresentação conjunta de traços físicos e psicológicos permite que a descrição se torne
mais concreta, mais sensível, mas capaz de fazer o leitor realizar em sua imaginação a pessoa
descrita.
A descrição e os cincos sentidos
A descrição é um processo de caracterização que requer sensibilidade de quem descreve,
para sensibilizar quem lê o texto descritivo. Por isso dizemos que este trabalho baseia-se na
percepção, nos sentidos:
Visão – Tato – Audição – paladar – Olfato
Vamos imaginar um exemplo: você vai descrever uma rua. Pode ser a rua em que você mora,
ou alguma de sua historia cotidiana.
Por meio da visão, como você vai perceber a rua? Como é a sua forma? E as cores? E as
casas, que formas e cores têm?
Você também pode perceber e caracterizar a rua utilizando outros sentidos. Por exemplo: os
sons da rua – ela é silenciosa ou ruidosa? Que tipo de ruídos a caracteriza?
Você também pode descrever a rua pelos cheiros que existem nela (e os cheiros, muitas
vezes, lembram sabores).
Você pode também pôr a mão no chão da rua, nas arvores, nas paredes (se houver) e dizer
se tais superfícies são ásperas, lisas, quentes, frias, etc. aí você estará descrevendo a rua por meio
do tato. Além disso, sua pele pode sentir a temperatura da rua, o movimento do ar, etc.
Como você vê, quando fazemos nossas descrições também quando lemos ou ouvimos
descrições feitas por outras, nossa capacidade de perceber vai, pouco a pouco, ficando mais
apurada, mais aperfeiçoada.
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Descrever é uma atividade que educa e desenvolve os nossos sentidos, a nossa
sensibilidade. Praticar a descrição faz com que nosso corpo fique mais sensível, mais “percebedor”, e
nossa expressão, mais apurada.

Exercício
Faça uma pequena descrição (mais ou menos 10 linhas), apresentando um retrato seu aos
sete anos. Enumere suas características de então, tanto físicas como psicológicas, utilizando sua
memória sensitiva. Converse com as pessoas de sua família, para que sua imagem fique bem viva,
bem representativa de como você era.
Ex.: “Descrição”
Meu retrato (escrito)
Morena, porém caracterizada como parda. Olhos castanhos escuros, cabelos bem
encaracolados, sempre trançados e finalizados com laços de fita cor de rosa.
Eu era uma garota interessante, muitos o achavam. Desinibida, extrovertida e vivaz.
Minha estatura? Mais ou menos 1,20 m aos 08 anos de idade. Peso compatível com a
estatura.
Gostava muito de brincar, ir ao rio pescar, (pegava apenas piabas) o que achava muito
divertido.
Todos me achavam muito esperta e sabida para a minha idade e já nesta época, eu gostava
de ler e lia inúmeras histórias infantis e fábulas de Esopo da enciclopédia “Tesouro da Juventude.”
(ROCHA. Marly).

9.1.1. Descrição Técnica
Descrever é representar verbalmente um objeto, uma pessoa, um lugar, mediante a indicação de
aspectos característicos, de pormenores individualizantes. Na descrição, não ocorre transformação ou
alteração temporal: o objeto ou ser descrito permanente imóvel, inalterado.

Exemplo:
“Às 7h30min da manhã, o escritório está vazio; às 8h00, recebe os primeiros funcionários; às 10h00 é
uma verdadeira feira...” (neste caso, há narrativa, pois há transformação temporal; os fatos
apresentados distribuem-se entre 7h30min e 10h00).
“Após o almoço, por volta das 13h00, nada acontece no escritório: observo a calma, a tranqüilidade, o
quadro na parede, ouço o barulho da rua!” (neste caso, não há alteração temporal, tudo ocorre ao
mesmo tempo).
A descrição requer observação cuidadosa, para tornar o que vai ser descrito um modelo
inconfundível. Não se trata de enumerar uma série de elementos, mas de captar os traços capazes de
transmitir uma impressão autêntica. Descrever é mais que apontar, é muito mais que fotografar.
Impõe-se, por isso, o uso de palavras específicas, exatas.
Processo e qualidades da descrição comercial
São as seguintes etapas da redação de um texto:
- Estabelecimento do objetivo a alcançar.
- Pesquisa e seleção dos dados que serão apresentados.
- Elaboração do rascunho.
- Correção.
- Revisão.
- redação da versão final;
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Tendo estabelecido o objetivo que se quer alcançar e realizado pesquisa rigorosa quanto aos dados
que se quer expor, passa-se à etapa da reflexão e primeira redação. É hora, pois, de optar por uma
modalidade de discurso. Se há fatos para contar, o redator optará pela narração e,
conseqüentemente, selecionará verbos de movimento, incluirá personagens, ação, tempo, espaço. Se
há idéias a apresentar, a dissertação se revelará a exigência de percepção aguçada para o incomum
e situações singulares. Não cabem aqui as generalizações, os textos apagados, incapazes de
caracterizar objetos, fatos e situações.

As regras básicas da descrição técnica são:
O estilo deve ser rápido, vivo, claro.
As descrições não serão lentas nem morosas, mas rápidas e informativas.
O estilo floreado, com muitos adjetivos, será deixado de lado; o redator comercial evita fazer literatura,
o tom eloqüente e parnasiano.
Não se empregam muitas palavras quando uma e suficiente.
A impressão deve ser direta, concisa.
Convém captar a atenção do leitor desde a primeira linha e evitar frases explicativas e débeis.
Os parágrafos serão curtos, com predominância de frases de 10 a 15 palavras. Deve-se dar
preferência às orações coordenadas.

Para que a redação empresarial obtenha um resultado positivo, o redator deve se preocupar com:
Pesquisa direta em fontes de informação: arquivo, cartas e relatórios anteriores.
Seleção de dados úteis e de valor pra o texto que vai redigir.
Originalidade, objetividade, rigor e estrutura lógica das idéias.
Fundamentação de qualquer situação.

9.1.2. Descrição objetiva
É a descrição exata, sem excessos de adjetivos, que não busca a emoção estética e trabalha,
sobretudo com a função referencial. Esta é a sua principal característica: ela deixa de lado o aspecto
artístico da frase, preocupando-se com a eficácia e exatidão da comunicação. O vocabulário será
preciso, os pormenores serão exatos e a linguagem sóbria. Seu objetivo é esclarecer, informar,
comunicar. Mais que isso: deve convencer pelos fatos que estampa. Exemplo de descrição objetiva:
folhetos que acompanham eletrodomésticos, indicando como funcionam.

9.2. Narração
Vamos identificar qual a diferença básica entre descrever e narrar, analisando alguns textos
narrativos.
A escrava pegou a filhinha nascida
Nas costas
E se atirou no Paraíba
Para que a criança não fosse judiada
Oswaldo de Andrade. Poesias reunidas. Rio de janeiro, Civilização Brasileira, 1972.

Nesse texto, o importante é o fato, a ação, o acontecimento: a escrava se mata junto com a filhinha
recém-nascida, para salva-la da escravidão.
Releia o texto e repare que não sabemos como era a escrava, nem como era sua filha, nem como era
o rio. O texto só atribui importância ao acontecimento em si.
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Narrar, portanto, consiste em construir o conjunto de ações que constituem a história – o enredo – e
relacioná-las às personagens – seres que praticam atos ou sofrem os fatos.
Vejamos mais um exemplo de narração:
O bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Manuel Bandeira. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro, José Olympio, 1973.

Toda narrativa tem um narrador: aquele que conta a história. Mas o narrador pode ser de dois
tipos, conforme a sua perspectiva em relação aos fatos narrados. 1ª ou 3ª pessoa
No texto acima, a historia é contada na 1º pessoa (eu): “vi ontem um bicho”. O narrador relata
um acontecimento que o impressionou: um bicho catando resto de comida. Note que, no
desenvolvimento de enredo, não sabemos de que animal se trata. Só no desfecho o narrador nos
revela que o bicho é um ser humano.
A narração, além de ser uma das mais importantes possibilidades da linguagem, é também
uma das práticas mais comuns de nossa vida. A narração associa observação do mundo com nossa
existência, nossa memória e nossa imaginação.

Exercício
Escolha uma das propostas abaixo:
• Continue a seguinte frase: Abriu os olhos e não conseguia entender o que estava vendo...
• Continue a seguinte frase: O que pôs tudo a perder em minha vida foram aqueles cinco
minutos...

9.2.1. Narração comercial
A narração comercial caracteriza-se como um relato organizado de acontecimentos empresariais
reais ou possíveis. Em primeiro lugar, torna-se imperioso dar movimento aos fatos, manter aceso o
interesse do leitor, expor os acontecimentos com rapidez, relatando-se apenas o que é significativo. A
narração envolve:
Quem? Personagens.
Quê? Fatos.
Quando? A época em que ocorreram os acontecimentos.
Onde? O lugar da ocorrência dos fatos.
Como? O modo como se desenvolveram os acontecimentos
Por quê? A causa dos acontecimentos.
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Onde, quando e quem pertence à introdução. O quê consta em geral do desenvolvimento e o como
aparece, sobretudo no clímax da narrativa. Reserva-se o porquê para a conclusão.
Na narração, deve-se evitar que os acontecimentos se amontoem, sem nenhum significado. É forçoso
selecionar fatos relevantes. Gramaticalmente, o excesso de adjetivos e advérbios impede a
consecução de um resultado satisfatório. Recomenda-se o uso de substantivos e cuidado especial na
escolha dos verbos.
‘Em uma noite chuvosa do mês de agosto, Paulo e o irmão caminhavam pela rua mal iluminada que
conduzia à sua residência. Subitamente foram abordados por um homem estranho. Pararam,
atemorizados, e tentaram saber o que o homem queria receosos de que se tratasse de um assalto.
Era, entretanto somente um bêbado que tentava encontrar, com dificuldade, o caminho de sua casa”.

Técnicas de narração
Existem várias técnicas que permitem captar a atenção do leitor:
Escrever parágrafos curtos e sem muitos pormenores. Frases de 10 a 15 palavras.
Utilizar orações coordenadas para ser bem claro.
Manter o leitor em suspense, apresentando os fatos de modo que se atinja o clímax apenas no final
do texto.
Discorrer somente sobre o que se conhece bem.
Dividir as ações em partes.
Juntar apenas o que é significativo.
Ter presente o objetivo da narração.
Sugerir soluções, mais do que explicar acontecimentos.

9.3. Dissertação argumentativa
Se descrever é caracterizar e se narrar é contar, o que é dissertar?
Vamos ver um exemplo:
A fim de apreender a finalidade e o sentido da vida, é preciso amar por ela mesma,
inteiramente; mergulhar, por assim dizer, no redemoinho da vida; somente então apreender-se-á os
sentido da vida, compreender-se-á para que se vive. A vida é algo que, ao contrário de tudo criado
pelo homem, não necessita de teoria, quem apreende a práaeende a pratica ouu perspctivao,
1973o.o.
vivaz.]
ços de fita cor de rosa.
.tica da vida também assimila a sua teoria.
O texto expõe um ponto de vista (a finalidade da vida). Além de apresentar o ponto de vista
do autor, o texto faz também a defesa desse ponto de vista: os porquês, os motivos que
fundamentam a opinião de que a prática intensa de viver é que revela o sentido da vida; de que a
vida não precisa de teoria e que se identifica com o próprio processo de viver intensamente.
A defesa do ponto de vista, à organização dos motivos que o justificam, à exposição dos
fundamentos em que uma posição está baseada, chamamos argumentação.
Defender uma opinião com argumentos coerentes e adequados é o aspecto mais importante
do texto dissertativo. Além da argumentação articulada, a dissertação deve apresentar também uma
linguagem clara e uma estruturação lógica (com introdução, desenvolvimento e conclusão).
Vamos ler outro texto dissertativo, procurando determinado ponto de vista, os argumentos e
também a estrutura do texto, isto é como o raciocínio se desenvolveu e como as idéias foram nele
distribuídas.
Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. (...) Hoje repito: é uma maldição, mas uma
maldição que salva.
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Não estou me referindo a escrever para jornal. Mas escrever aquilo que eventualmente pode
se transformar num conto ou num romance. É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício
penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação.
Salve a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se
entende a menos que se escreva. Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o
irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador.
Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada... Lembro-me agora com saudade da
dor de escrever livros.
Clarice Lispector. A descoberta do mundo.

Nesse texto você pode verificar nitidamente o seguinte esquema:

INTRODUÇÃO
O primeiro parágrafo apresenta o ponto de vista – escrever é uma maldição e é uma
salvação.

DESENVOLVIMENTO
O segundo parágrafo apresenta o primeiro argumento explicando a maldição que é escrever.
O terceiro parágrafo expõe outro argumento explicando por que escrever é uma salvação.

CONCLUSÃO
No final do último parágrafo, uma idéia sintetiza os dois aspectos que o ao de escrever reúne:
a “saudade da dor de escrever”.
Resumindo o que vimos até aqui a respeito de dissertação, temos:

A dissertação é uma das atividades fundamentais da nossa prática de linguagem e
da nossa condição de seres humanos.
Com as experiências dissertativas, pensamos e repensamos a vida, questionamos o
que nos é apresentado, interrogamos e criticamos a realidade, defendemos os nossos
direitos, fazemos propostas de transformação do mundo.

Exercício
Vamos ler mais um exemplo de dissertação:
A coisa mais bela que o homem pode experimentar é o mistério. É esta a emoção
fundamental que está na raiz de toda ciência e arte. O homem que desconhece esse encanto,
incapaz de sentir admiração e estupefação, esse já está, por assim dizer, morto, e tem os olhos
extintos. [...]

Saber que existe algo insondável, sentir a presença de algo profundamente racional,
radiantemente belo, algo que compreendemos apenas em forma rudimentar – esta é a experiência
que constitui a atitude genuinamente religiosa. Neste sentido, e neste sentido somente, eu pertenço
aos homens profundamente religiosos.
Albert Einstein. O pensamento vivo de Einstein. São Paulo, Martin Claret, 1984.


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1) O autor afirma que “A coisa mais bela que o homem pode experimentar é o mistério”. Transcreva
alguns argumentos utilizados pelo autor para defender seu ponto de vista.

2) Agora, você vai fazer um exercício dissertativo. Responda ás perguntas abaixo, expondo a sua
opinião a respeito do que foi perguntado. Em seguida, justifique sua resposta, explicando por que
você pensa desse modo. Procure também dar um exemplo que ajude a defender a sua opinião.
a) Viver é melhor que sonhar?
b) Somos aquilo que amamos?
c) Viver é muito perigoso?
d) Tropeçar ajuda a caminhar?

9.4. A Linguagem Dissertativa
ATENÇÃO

Enverniza-se móveis usados. Profissional á mais de trinta anos de esperiência no ramo. Se seus
móveis estão vêlhos com o verniz sem brilho manchado ou arranhado. Não se preocupe nem os
vênda barato nem os troque. Nós os deixamos como se fossem novos. Muda-se á côr de claro para
escuro ou vice-versa. Enverniza-se ou encera-se também dormitório de qualquer estilo. E tambem
porta de área. Estante. Gabinete de máquina de cóstura Faço serviço Gerál de colagém Como por
exemplo Cadeiras. Mesas. Etc. Restàura-se móveis antigos Mata-se cupím. Monta-se dormitório.
Serviços á Domicílio.

Observe que o texto acima foi redigido utilizando a linguagem oral, isto é, ele foi escrito da
forma como se fala. E consegue cumprir sua função: anunciar serviços de reforma de móveis,
fazendo, inclusive, apelos persuasivos para convencer os leitores do quanto são eficazes e
convenientes.
No entanto, percebemos nesse texto vários problemas com relação à chamada norma culta
escrita: incorreções ortográficas, repetições desnecessárias, informações desorganizadas, perda de
seqüência lógica do raciocínio, etc.
Esse texto pertence ao mundo da oralidade, não ao da escrita. Os dois mundos – o da
linguagem oral e o da escrita – interpretam-se sempre, influenciam-se mútua e profundamente, mas
apresentam diferenças importantes. As dissertações precisam, necessariamente, ser escritas de
acordo com a norma culta e utilizar os recursos da linguagem lógico-expositiva.

Características básicas da linguagem dissertativa

EXERCÍCIOS

1. ADEQUAÇÃO
A redação deve ser escrita de acordo com a norma culta escrita, evitando repetições
inexpressivas, gírias, vocabulário impreciso, etc.
Exemplo de impropriedade a ser evitada: Tem um negócio ruim que a gente sente que é uma
coisa tipo quando você sente dor no peito.
Reescreva as frases seguintes, adequando-as à norma escrita:
• O homem tem um troço que é que o separa dos animais, a liberdade.
• Com tantos problemas que tem, a televisão fica aí, como uma vaca no meio da sala.

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2. CLAREZA
O texto deve ser inteligível, evitando ambigüidade e obscuridades.
Exemplo de ambigüidade a ser evitada: Sexo? Só com os pais.

Reescreva as frases seguintes, resolvendo a ambigüidade:
• Moradores reivindicam centro de saúde com criatividade.
• Museu reúne quadros com a mulher de Picasso.
• Família muda vende tudo.
• A sociedade não percebe o mal que a televisão faz a si própria.
• Proibido entrar na loja de patins.

3. CONCISÃO
A linguagem deve ser precisa; palavras e frases, utilizadas com economia, evitando-se as
redundâncias inexpressivas. É preciso evitar também a prolixidade, o excesso de palavras
desnecessárias.
Exemplo de redundância e prolixidade a evitar: Os dois fizeram o trabalho. Seu amigo tinha
convidado para fazerem um trabalho. Os dois fariam o trabalho e dividiriam o dinheiro ganho com o
trabalho.
Reescreva as frases seguintes, dando concisão à linguagem:
• Tenho o sentimento do mundo, quero fazer um mundo só pra mim, mas ao mesmo tempo
vivo num mundo que é de todo mundo.
• Novidade inédita na área de informática agita o mercado.
• Compre uma calça e ganhe grátis um brinde.
• Um córtex grande não determina necessariamente a inteligência. Mas um córtex pequeno
também não determina falta de inteligência.

4. COESÃO
O texto deve ser organizado por nexos lógicos adequados, com a seqüência de idéias
encadeadas logicamente, evitando frases e períodos desconexos.
Exemplos de confusão a ser evitada: Deve existir uma forma de avaliar os candidatos ; e
isso não é possível apenas fazendo uma prova, onde os candidatos poderiam talvez ter ido melhor
no dia seguinte ou no anterior por questões psicológicas, mentais ou o que for.

Reescreva as frases seguintes, com linguagem organizada e coesa:
• Sabemos que o ministério gasta demais com tratamento que nós podíamos evitar as
doenças, as moléstias contagiosas exatamente pela ausência de tratamento.
• Ás vezes as idéias aparecem de repente, mas aquelas boas idéias são as planejadas
antes de se concluir algum ato ou pode surgir horas exatas a utilizá-las.

5. EXPRESSIVIDADE
Quem redige deve buscar uma elaboração própria e expressiva de linguagem, evitando os
clichês, as frases feitas e os lugares-comuns.
Exemplo de chavão ou clichê: O homem de hoje não vive, ele vegeta na selva de pedra da
cidade grande.
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Reescreva as frases abaixo, utilizando uma linguagem sem clichês:
• As crianças são a esperança, o futuro do Brasil.
• As pessoas viraram máquinas frias e insensíveis, viraram peças de engrenagem, robôs que
não sabem que só o amor constrói.
• O dinheiro não traz felicidade, pois dessa vida nada se leva.
• Não tenho tudo que amo, mas amo tudo que tenho.

6.TREINO E REESCRITA
Reescreva as frases, resolvendo os problemas que elas apresentam:
a) Essa dor é muito dolorosa, mas vamos superar isso, porque a nossa força não é fraca, é
forte.
b) Compre aqui
Frango
+
Gostoso
com TICKET

c)Ele quer que eu vejo o filme, porque insiste que se eu ver o filme, vou gostar.

d)Vendedor aluga imóvel ocupado.

e)Os alunos reclamaram que o Universidade exige a leitura de um livro que entrará no exame
inexistente no Brasil.

f) Só achei lamentável a diretoria da empresa jogar a culpa da decisão de retirar com o
patrocínio nas jogadoras.

g) A vitória de Jax no JP no G. P Brasil já era esperada no círculo íntimo do cavalo.

h) Por favor, aproximem-se um pouco para lá; separem-se juntos em um grupo. E não se juntem
muito em grupos pequenos.

i)O sonho é essencial para as vidas. Sem o sonho é impossível conseguir as coisas, é o mesmo
que não comer, não respirar. O sonho é tão necessário como qualquer outra atividade humana.

j) O homem deve ser na natureza o único, ou o animal que mais sonha. E a maior diferença
entre ele e os outros animais é que ele sempre sonha com mais e nunca com menos.

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9.5. Dissertação técnica
Dissertar é apresentar idéias, analisá-las, é expor um ponto de vista baseado em argumentos lógicos,
é estabelecer relações de causa e efeito. Não basta narrar ou descrever; é necessário explanar e
explicar. O raciocínio é que deve predominar nesse tipo de redação comercial, e quanto maior a
fundamentação argumentativa, mais consistente será o desempenho.
Para redigir de modo claro e comunicar algo, é indispensável disciplinar o pensamento e escrever as
frases com estruturas gramaticais aceitáveis. Apresenta-se a seguir alguns meios de disciplinar o
raciocínio:
As opiniões nem sempre são desejáveis, sobretudo quando revestidas de caráter moral: bom, ruim,
mau. Por isso, é recomendável evita-las nas exposições, nos textos comerciais.
As declarações, para terem validade, exigem que sejam provadas que se apresentem fatos.
Os fatos não podem ser discutidos. Daí a necessidade de reunir o maior numero possível deles.
Os fatos nem sempre bastam. É necessário que a observação deles seja meticulosa; que eles sejam
adequados, relevantes, característicos, suficientes, fidedignos. Quando, por exemplo, os dados são
insuficientes, não se pode chegar a uma certeza absoluta.

“Muitos debates tem havido sobre a eficiência do sistema educacional brasileiro. Argumentam alguns
que ele deve ter por objetivo despertar no estudante a capacidade de absorver informações dos mais
diferentes tipos e relaciona-las com a realidade circundante. Um sistema de ensino voltado para a
compreensão dos problemas sócio – econômicos e que despertasse no aluno a curiosidade cientifica
seria por demais desejável”.


10. PRONOMES

10.1. Pronomes de tratamento


EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTO -
Destinatário Tratamento Abrev. Vocativo Envelope
Reitor de
Universidade
Vossa
Magnificência
Não se usa Magnífico Reitor,
A vossa Magnificência o
Senhor Fulano de Tal
Reitor da Universidade
Presidentes e
diretores de
empresas
Vossa Senhoria V.Sa.
Senhor Fulano de
Tal ou Senhor +
cargo respectivo,
Ao Senhor Fulano de
Tal Cargo Respectivo
Cônsul Vossa Senhoria V.Sa. Senhor Cônsul,
Ao Senhor Fulano de
Tal Cônsul da
Embaixada Local
Outras autoridades Vossa Senhoria V.Sa.
Senhor + cargo
respectivo,
Ao Senhor Fulano de
Tal Cargo respectivo
Endereço
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CASOS ESPECIAIS
ABREVIATURA
FORMAS SINGULAR PLURAL
Digníssimo Senhor
Muito Digno
Excelentíssimo Senhor
Meritíssimo
Eminência Reverendíssima
Excelentíssima Senhora
Excelentíssima Senhorita
Vossa Mercê
Dom e Dona
Amigo/Amiga
Você
Sociedade Anônima
DD.Sr.
M. D.
Exmo.sr.
MM.
Em. ª Ver.
ma

Exmª. Senhora
Exmª. Srta.
V. M.
D.
Am. / Am.
V.
S.A.
DD. Srs.
M. DD.
Exmºs. Srs.
MM. MM.
Exmªs. Rev.
mas

Exmªs. Sras.
Exmªs. Srtas.
V. Mcês.
-
Amos. / Amas.
-
-


10.2. Particularidades
O pronome de tratamento Vossa Excelência só se usa no Brasil para o Presidente da República,
ministros, governadores, senadores, deputados e as mais altas patentes militares. Por polidez, porém,
pode-se usá-lo referindo-se a civis não investidos de funções públicas, mas de alta distinção.
Vossa Senhoria é tratamento adequado quando não se pode usar Vossa Excelência, ou seja, a
correspondência não é dirigida às pessoas citadas (Presidente da República, Ministros,
Governadores...).
O tratamento vós, é apropriado quando o referente é coletivo, e somente quando se usa vós é
possível empregar o possessivo vosso. Se a forma de reverência incluir vossa, o possessivo será seu,
sua:
Restituo-vos vosso requerimento.
Restituo a V. Sa. seu requerimento.
Às formas de reverência vossa e vós podem ser associados os vocativos senhor, senhores:
Vossa Excelência, Senhor Presidente, chegará à conclusão de que...
Vós, senhores senadores, sois prova de que...
Quando a correspondência é endereçada ao Presidente da República, deve-se escrever Vossa
Excelência por extenso. Também não devem ser usados os possessivos seu, sua, nem os pronomes
lhe e o:
Remeto a Vossa Excelência (e não remeto-lhe).
Envio a Vossa Excelência (e não lhe envio).
Aviso a Vossa Excelência (e não o aviso).
Restituo a V. Excelência o livro de Maquiavel (e não seu livro de Maquiavel).
Quando o redator utiliza a forma de tratamento Vossa Excelência, o invocativo interno e a forma de
tratamento do endereçamento será, por exemplo:
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Prof.ª MARLY ROCHA

Excelentíssimo Senhor Deputado.
Digníssimo Senhor Deputado.
O pronome pessoal de tratamento é usado na introdução e no fecho de uma carta:
Solicitamos a V. As. Enviar-nos...
Receba V. Sa. nossos protestos de consideração...
No desenvolvimento da carta, o redator preferirá as formas oblíquas:
Informo-o também de que não estaremos atendendo...
Estamos enviando-lhe cópia do documento que nos pediu...
Os pronomes possessivos correspondentes a vosso são seu, sua:
V. Sa. Pode estar certa e que suas observações constantes de sua última correspondência (3-9-
199X) são oportunas e serão levadas em consideração no despacho de seu pedido.
Em caso de impessoalidade do destinatário, ou seja, quando de escreve para uma repartição pública,
departamento de um jornal ou, simplesmente, caixa postal, deve-se evitar o pronome pessoal de
tratamento e empregar o pronome possessivo:
Em atenção a seu anúncio do classifolha...
Dirijo-me a esse Departamento...
Recomendo a atenção desse banco...
Segundo Odacir Beltrão (1980-68),
“Nesses casos, não cabem os adjetivos prezado, caro, etc. na invocação, nem os substantivos
apreço, consideração, etc. no encerramento, pela absoluta impessoalização do destinatário da
mensagem.”
Se a mensagem é dirigia a uma pessoa e família ou a uma empresa e a seu presidente ou diretor, a
concordância é feita no plural, de preferência.
Senhor Professor
Fulano de tal e Exmª. Família:
Os pronomes, verbos e adjetivos vão para o plural:
Fico satisfeito por poder participar-lhes...
Se o vocativo vier no singular, a concordância pronominal será feita no singular:
Prezado amigo:
Fico satisfeito por poder participar-lhe...
A recomendação, à atenção de, exige vocativo epistolar no plural:
Senhores:
Prezados Senhores:
Pode-se empregar Prezados Senhores quando se dirige a uma empresa, sociedade anônima,
sociedade limitada ou outras formas de organização?
A resposta é sim, porque se supõe que a empresa seja dirigida por um corpo de diretores. Da mesma
forma, quando se escreve a uma empresa e se coloca no envelope à atenção de, o vocativo epistolar
será no plural, porque a pessoa representa o conjunto.
Portanto, deve-se escrever:
Senhores.
30
Prof.ª MARLY ROCHA


10.3. PRONOMES RELATIVOS
O relativo é um pronome que se refere a uma palavra já antes citada no contexto, permitindo-nos unir,
por exemplo, dois enunciados em um só período composto e evitando, assim, a repetição
desnecessária daquela palavra.

Observe: Conheço o rapaz. O rapaz esteve aqui.
Conheço o rapaz que esteve aqui.

Ao empregarmos um pronome relativo, estamos atribuindo a ele:
um antecedente – um substantivo ou equivalente que aparece na oração anterior e que empresta seu
significado ao relativo;
um papel de conetivo oracional, pois sempre introduz uma oração subordinada adjetiva;
uma função sintática – sujeito, objeto direto, etc., uma vez que, sendo pronome, o relativo é o termo
da oração adjetiva.
Conheço o rapaz que esteve aqui.
Que: pronome relativo (= o rapaz) – conetivo da oração adjetiva: que esteve aqui (= sujeito de esteve
aqui).
O emprego adequado dos pronomes relativos é fundamental para a correção e clareza das frases. Tal
emprego depende do conhecimento dos valores específicos de cada relativo e do domínio das
relações de regência.

10.4. Valores específicos: que
Substitui antecedente indicativo de pessoa, assumindo função não preposicionada.
Saí com o rapaz que esteve aqui.
Substitui antecedente indicativo de coisa, assumindo função preposicionada ou não.
A preposição deve ter uma só sílaba.
Ele vai consertar o muro que está caindo.
Dei-lhes as informações de que ele precisava.

10.5. Substituto do relativo: que
Quem substitui antecedente indicativo de pessoa, assumindo função preposicionada.
Esteve aqui o rapaz de quem eu lhe falei. (preposição monossilábica)

Qual: substitui o relativo que nos casos em que se vai usar as preposições sem e sob, locução ou
preposição com mais de uma sílaba, ou nos casos em que o uso do que provoca ambigüidade.
Ele me emprestou o livro sem o qual nada teria feito.
Vi uma escada, sob a qual me escondi.
Comprei o livro sob o qual me falaram.
Falei com o pai da moça, o qual parecia triste.
Falei com o pai da moça, a qual parecia triste.

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Prof.ª MARLY ROCHA

Quanto: substitui o relativo que quando o antecedente é um dos seguintes pronomes indefinidos:
tudo, toda, todas, tantos, tantas.
Dancei com tantas quantas lá estavam.
Dancei com todos quantos lá estavam.
Comi tudo quanto havia na geladeira.

Como: substitui o relativo que quando o antecedente é a palavra modo, jeito, maneira, forma,
assumindo a função de adjunto adverbial de modo na oração adjetiva.
Não aprecio o modo como ele a trata.

Onde: Valor específico: substitui antecedente indicativo de espaço, assumindo a função de adjunto
adverbial de lugar, na oração adjetiva. Pode aparecer preposicionado ou não, conforme a regência do
verbo determinado.
Substituto de relativo onde: que substitui o relativo onde nos casos em que, assumindo a função de
adjunto adverbial de lugar, se refere a antecedente não indicativo de espaço.
Desconheço as conclusões a que chegaram.

O qual: substitui o relativo onde quando o emprego deste pode provar ambigüidade.
Vi quadros naquele museu, nos quais há figuras populares.

DEVE SER USADO:
Evitando ambigüidade de sentido que o emprego do que, quem ou onde poderia provocar.
Saí com a irmã do rapaz o qual me telefonou.
Saí com a irmã do rapaz a qual me telefonou.

Referindo-se a um antecedente afastado:
São com aquele ator bonito, rico e simpático, o qual trabalha na Globo.

Substituindo termo de valor partitivo, caso em que deve aparecer regido pela preposição de ou dentre,
entre.
Comprei alguns livros. Dois dos livros são ótimos.
Comprei alguns livros, dos quais dois são ótimos.

CUJO: refere-se a antecedente indicativo de pessoa ou coisa, assumindo valor possessivo: os
relativos cujo, cuja, cujas têm sentido semelhante ao dos pronomes possessivos seu, sua, seus, suas.
Aparece antes do conseqüente (= substantivo determinado pelo relativo cujo) com ele concordando
em gênero e número. É importante lembrar que seu emprego exige a eliminação do artigo do
conseqüente.
Estive na casa de José. A mãe de José me recebeu muito bem.
Estive na casa de José, cuja mãe me recebeu muito bem.



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Exercícios
Observe as frases abaixo:

Escreveu um livro. O livro agradou a todos.

Para evitar a repetição do substantivo livro nas frases anteriores, podemos transformá-las em um só
período composto, usando o relativo que.

Escreveu um livro, que agradou a todos.

Veja que, ao substituir o termo o livro, o relativo apareceu imediatamente após o termo antecedente:
um livro. Nos itens abaixo, subordine o segundo enunciado ao primeiro, usando o relativo que.

Ela varreu a casa. A casa estava suja.

Ela saiu com o rapaz. O rapaz lhe telefonou ontem.

Eis aqui o pedreiro. O pedreiro veio consertar o telhado.

Eis aqui o anel. O anel estava no cofre.

A professora argüiu os alunos. Os alunos fizeram bonito.

O pronome relativo o qual é obrigatoriamente empregado em substituição a termos precedidos das
preposições “sem” e “sob”, das preposições com mais de uma sílaba e locuções prepositivas.

Observe:
Sentou-se para ver o filme. Dormiu durante o filme.
Sentou-se para ver o filme, durante o qual dormiu.
Subordine o enunciado ao primeiro, empregando corretamente “o qual” ou variante.
Essa é a escada. Nós nos escondemos sob a escada.
Deu-nos notícias apaziguadoras. Não poderíamos dormir sem aquelas notícias.
Trouxe-lhes o livro. Falei-lhes sobre o livro.
Os assuntos eram interessantes. Discutiam acerca desses assuntos.
Apresentei-me aos diretores. Ante os diretores fiquei sem graça.

Reescreva os pares de frases abaixo, empregando os pronomes relativos adequados. Faça as
modificações necessárias e lembrem-se de preposicional os relativos, quando for obrigatório. Pontue
corretamente as orações adjetivas explicativas.

Há preconceitos. Devemos lutar contra os preconceitos.
Descobrir o cofre. Esconderam as jóias no cofre.
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Esqueceu-se da moça. Marcara um encontro com a moça.
Ouvimos palavras tolas. Não demos importância a essas palavras.
Foi-lhe concedido o prêmio. Ele fizera jus ao prêmio.
Gostei mais dos desenhos. As cores dos desenhos eram bem suaves.
Entrevistamos o autor. Você não gosta dos livros desse autor.
Os motivos são discutíveis. Agiram assim por esses motivos.
As pessoas ficaram aborrecidas. Ninguém dá atenção às pessoas.
Vivemos uma experiência agradável. Pudemos conhecer-nos melhor durante essa experiência.

Sem alterar o sentido do período, reescreva-o, eliminando as palavras sublinhadas e fazendo as
adaptações necessárias:
“O que é indispensável é que se conheça o princípio que se adotou para que se avaliasse a
experiência que se realizou ontem, a fim de que se compreenda a atitude que tomou o grupo que foi
encarregado do trabalho.”


11. PALAVRAS QUE SUSCITAM DÚVIDAS QUANTO À ESCRITA:

MESMO O8PI0ADO CUITE
MAS MAIS
PPÓPPIO AMEXO IMCLUSO

VEJA!!!
• Muito obrigada, disse ela.
• Muito obrigadas, disseram elas.
• Elas mesmas falaram de você.
• Seguem anexas as cartas.
• Seguem inclusos os documentos.
• Eles estão quites com esta vida.
• Ele é mais estudioso do que a irmã.
• Luiza é muito inteligente mas não é estudiosa.
• A adição de números pares têm como resultado sempre outro par, por ex: 2 mais(+) 2 é igual
(=) 4.

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MEIO / BASTANTE
• Pedi MEIA cerveja.
• Pedi MEIO litro.
Trata-se de um adjetivo, logo concorda com o substantivo.


• Ela ficou MEIO preocupada.
• A menina estava MEIO atrapalhada.
Trata-se de advérbio, podendo ser substituído por UM POUCO, logo fica invariável –
SEMPRE MEIO.


• Há BASTANTES alunos no pátio da escola.
• Comia BASTANTES laranjas no almoço.
Trata-se de um adjetivo, logo concorda com o substantivo.
___________________________________________________________________________

• Eles se amam BASTANTE.
• Todos acreditam BASTANTE em sim mesmos.
Trata-se de um advérbio, podendo ser substituído por MUITO, logo fica invariável.
SEMPRE BASTANTE.





Com a presença do artigo feminino, use NECESSÁRIA e PROIBIDA.


EMPREGO DE MAL E MAU

Para grafar corretamente essas duas palavras, basta utilizar o seguinte critério prático:

Se o antônimo for bem, usa-se a forma mal.
Se o antônimo for bom, usa-se a forma mau.


Exemplos: Ontem o time jogou mal. Você está muito mal informado.
(...jogou bem ) (...muito bem informado)

Marcelo é um mau aluno. Ele tem gênio mau.
(...bom aluno) (...gênio bom)


LIBERDADE É NECESSÁRIO A LIBERDADE É NECESSÁRIA
É PROIBIDO ENTRADA É PROIBIDA A ENTRADA
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POR QUE, PORQUE, POR QUÊ E PORQUÊ

Veja, no quadro, a grafia e o emprego dessas quatro formas.

Forma Emprego Exemplos


Por que
Em frases interrogativas
(diretas e indiretas)


Em substituição à expressão pelo
qual (e suas variações)

Por que ele sumiu? (interrogativa direta)
Digam-me por que ele sumiu.
(interrogativa indireta).

As ruas por que passamos eram sujas.
Por que = pelas quais.
Porque Em frases afirmativas e respostas

Não fui à festa porque choveu.
Por quê No final de frases Eles são revoltados por quê?
Ele não veio não sei por quê.

Porquê Como substantivo Todos sabem o porquê de seu medo.

Observações

1º) Em frases interrogativas, fica subentendido a palavra razão logo após a forma por que.
Exemplo: Por que [razão] ele sumiu?

2º) A forma porque em geral equivale a pois.
Exemplo: Ele chorou porque estava triste. (porque = pois)

3º) A forma porquê equivale à palavra motivo.
Exemplo: Todos desconhecem o porquê de sua revolta.

(= Todos desconhecem o motivo de sua revolta.)



12. TÉCNICAS DO RESUMO DE UM TEXTO

12.1 O resumo de fatos

Para você resumir qualquer texto, é fundamental que, antes de fazê-lo, observe a diferença
entre uma informação central e os detalhes referentes a ela. Para tanto, partiremos de um fato central,
ao qual acrescentaremos informações adicionais.

Observe o seguinte fato:

Os amigos de Maria fizeram uma grande festa

Nele existe uma referência a um fato específico: uma festa realizada pelos amigos de Maria.

Veja agora como é possível aumentar essa frase com dados adicionais. Inicialmente
fornecemos uma característica de Maria.

Os amigos de Maria, funcionária de uma importante firma, fizeram uma grande festa.

Agora podemos acrescentar uma referência de lugar a essa frase:

Os amigos de Maria, funcionária de uma importante firma, fizeram, na sala do gerente
de vendas, uma grande festa.


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Somamos a todas essas informações uma referência de tempo:

Os amigos de Maria, funcionária de uma importante firma, fizeram, na sala do gerente
de vendas, uma grande festa durante a tarde de ontem.


A respeito do fato acontecido (a festa), vamos agora explicar a causa:

Os amigos de Maria, funcionária de uma importante firma, fizeram, na sala do gerente de
vendas, uma grande festa durante a tarde de ontem, em comemoração a seu aniversário.


Informamos agora a freqüência com que esse fato ocorre:

Como acontece todos os anos, os amigos de Maria, funcionária de uma importante firma,
fizeram, na sala do gerente de vendas, uma grande festa.


Veja como você deve fazer para resumir esse parágrafo: basta que exclua as informações
adicionais que podem ser dadas acerca do fato e deixar apenas os elementos essenciais, para
transmitir a informação central. Entendemos por informações adicionais referências ao tempo, ao
lugar, à freqüência com que o fato ocorre, às características das pessoas envolvidas, à causa do fato,
indicações de instrumentos utilizados para sua realização, etc.
Observe também que o resumo pode ter o tamanho que você desejar. Por exemplo, no caso do
parágrafo acima, você pode resumi-lo de modo a dar somente as informações estritamente
essenciais:

Os amigos de Maria fizeram uma grande festa.


Você também pode fazer o resumo de modo a incluir somente as referências de tempo e lugar:

Os amigos de Maria fizeram uma grande festa na sala do gerente de vendas, durante
a tarde de ontem.

É bom, porém, em seu resumo, eliminar detalhes de menor significação.



EXERCÍCIOS

Transcreva, em seu caderno, a informação central dos fatos que se encontram em cada um dos
parágrafos seguintes:

1. Acompanhado por seus assistentes, o famoso cirurgião, personalidade respeitada em
todo o mundo, desembarcou, nas primeiras horas da manhã, na cidade de Santos, convidado
pelas mais altas autoridades do nosso país.

2. Os lenhadores, com seus machados em punho, derrubaram, de modo impiedoso,
árvores seculares daquela mata, importante reserva florestal da região, em uma sombria
tarde de inverno.

3. Na presença de seus secretários, o prefeito da cidade, ilustre homem público, inaugurou
hoje um importante centro cultural em um dos bairros mais movimentados de São Paulo,
metrópole das mais progressistas do país.



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13. ELEMENTOS DE TEXTUALIDADE
A palavra texto provém do latim textum: “tecido, entrelaçamento”.
Alguns fatores determinam a textualidade:

13.1. Pragmáticos:
Contextualização: servem de âncora para o texto (título, data, veiculação, timbre, etiquetas, etc.).

Situacionalidade: adequação das variantes lingüísticas a determinados contextos e/ou usos. Por
exemplo, a utilização de uma variante mais formal (norma culta), em ocasiões mais formais (uma
carta para uma pessoa hierarquicamente “superior”).

Informatividade: nível de informatividade do texto. Equilíbrio entre a suficiência dos dados; a
imprevisibilidade e a previsibilidade (redundâncias, clichês, frases feitas, estereótipos) das
informações.

Intencionalidade / aceitabilidade: diretamente relacionadas com as imagens mentais que o emissor
(enunciador) possui de seu interlocutor (e vice-versa). É um princípio cooperativo, uma espécie de
“acordo entre as partes”.

Intertextualidade: o texto mantém constante diálogo com outros textos (não há texto totalmente
original). Intertextualidade mais explícita (citação, alusão, epígrafe, referência) e menos explícita
(paráfrase, paródia).

13.2.Linguisticos
Coesão: o modo como os elementos que estão presentes no texto se relacionam entre si para formar
um todo significativo. Elementos lingüísticos que conectam os “fios” para que se forme o “tecido”. A
coesão é uma manifestação material da coerência.
Coerência: não está expressa no texto entre si, mas os fatores acima, atuando em conjunto, podem
promovê-la. A coerência é construída (pelos sujeitos) por elementos coesivos que “tecem” uma rede
de relações (pragmáticas, semânticas, formais). Sem coerência não há texto.
O texto é resultante de um trabalho de tecer, entrelaçar várias partes a fim de se obter um todo inter-
relacionado. É essa rede de relações que garantem a coesão e a unidade do texto.
A coesão de um texto podes ser avaliada a partir de quatro elementos: a continuidade, a progressão,
a não-contradição e a articulação.
Continuidade: para que um texto seja coerente, é preciso que suas idéias sejam constantemente
retomadas através de repetições, de retomadas de elementos (palavras, frases, seqüências). A
continuidade pode ser feita por pronomes (ou por terminações verbais que os indiquem), por palavras
ou expressões sinônimas.
Progressão: as idéias de um texto coerente devem progredir, isto é, deve-se sempre acrescentar
novas informações ao que já foi dito, para se garantir a continuidade do tema e a progressão do
sentido.
Não-contradição: para que um texto seja coerente, é preciso que não contenha no seu
desenvolvimento nenhum elemento que contradiga o que foi dito ou inferido. As contradições internas
de um texto podem advir do mau relacionamento dos tempos seja coerente externamente, é preciso
que o mundo textual não contradiga a realidade (real ou fantástica, imaginária) que o texto representa.
Articulação: em um texto coerente, os fatos devem estar relacionados diretamente entre si, de forma
explícita (conjunções e articulações lógicos do discurso, como “dessa forma”, “por outro lado”, etc.) ou
por meio da pontuação e do encadeamento lógico das idéias.
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Prof.ª MARLY ROCHA

Esses quatro elementos ajudam a avaliar a coesão e a coerência textuais e são indispensáveis ao
trabalho de produção de textos. Além deles, é importante observar as condições de produção dos
textos: tempo, lugar, papéis representados pelos interlocutores, imagens recíprocas, relações sociais,
interesses e objetivos visados na interlocução.




Exercícios
Texto I
O leão parece ter conquistado todas as glórias do título de rei dos animais pelos atributos físicos do
leão. O comportamento do leão não faz o leão assim tão valoroso. O leão é indolente por natureza. O
leão é econômico no dispêndio de energias e o leão é extremamente sensível ao calor. O leão passa,
na realidade, a maior parte de tempo do leão descansando.
Como pudemos notar a repetição de temos tornou a leitura do texto monótona e cansativa e o não
relacionamento entre os períodos deixou-o fragmentado, dificultando sua compreensão.

Reescreva o texto, fazendo as substituições dos termos repetidos e estabeleça relação entre as
idéias, tornando-o mais compreensível.
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________

13.3. Elementos coesivos referenciais
Um dos recursos que promove o relacionamento das idéias de um texto é o elemento coesivo
referencial. Ele é representado por termos, expressões, desinências verbais e outros recursos que, no
desenvolvimento de um texto, permitem que haja continuidade das idéias e conexão entre as partes.

Leia e compare os textos que se seguem:

Texto I
“Jantar e ir a casa. Achar uma caixa de charutos. Entender, abrir e tirar bilhete: Desconfiar, estar
perdido, esquecer para sempre. Não se ver mais. Adeus; Esquecer. Ser um golpe; não obstante,
apenas fechar a noite, correr a casa (...)”.

Texto II
“Jantei e fui a casa”. Lá achei uma caixa de charutos, que me mandara o Lobo Neves, embrulhada em
papel de seda, e ornada de fitinhas de cor de rosa. Entendi, abri-a e tirei esse bilhete:
“Meu B”...
Desconfiam de nós; tudo está perdido; esqueça-me para sempre. Não nos veremos mais. Adeus;
“esqueça-se da infeliz.”

Foi um golpe esta carta; não obstante apenas fechou a noite, corri à casa de Virgília. Era tempo;
estava arrependida. Ao vão de uma janela, contou-me o que se passara com a baronesa. A baronesa
disse-lhe francamente que se falara muito, no teatro, na noite anterior, a propósito da minha ausência
no camarote do Lobo Neves; tinham comentado as minhas relações na casa; em suam; éramos
objeto da suspeita pública.
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Prof.ª MARLY ROCHA


Conclui dizendo que não sabia que fazer.
- O melhor é fugirmos, insinuei.
- Nunca, respondeu ela abanando a cabeça.”

Comente como o autor teceu o enunciado. Destaque alguns dos recursos usados por ele para dar
unidade formal ao texto.

13.4. Os principais elementos coesivos são:
- Pronomes: Os livros já foram encapados. Por favor, leve-os.
- Verbos: Pedro e Carmem foram ao cinema, mas não gostaram do filme.
- Adjetivos: João encontrou-a aborrecida.
- Advérbios: A cidade é bem bonita. Aqui conseguiremos descansar.
- Numerais: Pedro e João passaram no vestibular. Os dois estão felizes.

Preencha as lacunas com os elementos coesivos referenciais, relacionadas abaixo:
Animal – que (pronome relativo) – o (pronome oblíquo) – nele – alguns – seus - espécime – que
(pronome relativo) – animal

Um filhote de golfinho__________________ apareceu boiando nas águas da Praia de Ondina, ontem,
chamou a atenção do público_______________ passava no local. Os banhistas retiraram o
__________________ já morto, e ________________ colocaram na balaustrada da avenida. Muitos
motoristas pararam _______________ carros atraídos pela aglomeração e lamentavam a morte do
___________________.
______________ chegaram a tocar _________________ e lembraram que é um
_________________ raro nas águas da Baia de Todos os Santos.

13.5. Elementos Coesivos Seqüenciadores
Os elementos seqüenciadores (ou articuladores) estabelecem a progressão (o desenvolvimento) do
texto, possibilitando a introdução de idéias novas, através de termos ou expressões que dão
seqüência lógica ao enunciado.
Em geral, são elementos seqüenciados de conjunções, algumas expressões adverbiais, outras
expressões como: aliás, a propósito, por exemplo, por outro lado, de fato, em conseqüência disso,
etc.

Complete as lacunas com os elementos coesivos seqüenciadores adequados.

Transitar pelo centro das grandes metrópoles está tornando-se uma situação de risco,
___________________ os pivetes têm ficado mais agressivos e ousados, _____________ as
pessoas têm preferido fazer suas compras nos shoppings.

Identifique, no texto abaixo, os elementos coesivos seqüenciadores.
Para simplificar a vida dos seus clientes, o Econômico, assim como os bancos de primeira linha, tem
vários cartões: cartão para checar o saldo, para pagar e para depositar, cartão de crédito e tem até
cartão para quando o Econômico está fechado. Mas nenhum cartão de plástico diz para você, por
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exemplo, qual a melhor aplicação para o seu dinheiro ou o melhor financiamento para sua empresa.
Nesses casos, tem que ser cartão de gente – o cartão de visita do gerente. Esse cartão está à sua
disposição em qualquer agência do Econômico, um banco feito de tecnologia e de gente.
Veja 31/10/96

Transforme os períodos simples e compostos, ligando-os pela conjunção adequada (elementos
seqüenciadores). Faça as modificações necessárias.
O menino ficou doente. O menino tomou muita chuva. O menino vinha da escola.
Fortes chuvas caíram na região. Os aviões não levantaram vôo.
Os aviões não levantaram vôo. Fortes chuvas caíram na região.
Pedro não me encontrou. Pedro me procurou em casa. Eu havia saído para o shopping. Eu fora fazer
compras de Natal.
Não houve queda nos preços dos gêneros alimentícios. Conseguimos uma safra excessiva.
Conseguimos uma safra agrícola excessiva. Não houve queda nos gêneros alimentícios.
O homem é um ser racional e orgulha-se disso. Tem capacidade de pensar, de analisar, decidir...

Estamos usando bem esta capacidade? Redija um texto, empregando elementos coesivos
seqüenciadores, completando a introdução acima e respondendo à questão proposta.


Texto I:
“Entardeceu, o azul do céu dava lugar à escuridão”:
Pessoas agitadas corriam. Ônibus lotados e uma infinidade de carros arrastavam-se pelas ruas
entupidas de gente e veículos. Buzinas, vozes, sons... semáforos quebrados, ruas imundas. Tudo
parecia morto.”

A incoerência, neste texto, vem da contradição entre a agitação descrita e a afirmação de que “tudo
parecia morto”, uma vez que o termo morto sugere a idéia de imobilidade.

Identifique os erros de coesão e coerência nos textos abaixo. Reescreva-os, fazendo as correções
necessárias.



Texto II:
O riacho que cortava a fazenda era rasinho e muito limpo. Paulo, Pedro e eu gostávamos de tirar os
sapatos e andar de lá para cá no leito do riacho, catando pedrinhas e tentando acertá-las uns nos
outros.
Certo dia, a cachorrinha de Paulo nos acompanhou até o riacho. Ela tentou saltar de uma margem
para outra. Caiu dentro do riacho. Foi levada pela forte correnteza.
Ficamos desesperados, mas nada pudemos fazer.”.



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Prof.ª MARLY ROCHA

Texto III:
Era um desses meninos de rua, baixinho e magricela.
Vivia de fazer favores para os moradores do quarteirão, em troca de um prato de comida ou de algum
dinheiro. Se havia alguma mudança, ei-lo carregando geladeira, fogão, pesadas estantes, caixotes
enormes.

Os textos abaixo necessitam de conectores para sua coesão. Empregue as partículas que
estão entre parênteses no lugar adequado.

Uma alimentação variada é fundamental ________ seu organismo funcione de maneira adequada.
Isso significa que é obrigatório comer alimentos ricos em vitaminas, proteínas, carboidratos, gorduras
e sais minerais. Esses alimentos são essenciais________________ você esteja fazendo dietas para
emagrecer, não elimine carboidratos, proteínas e gorduras de seu cardápio. Apenas reduza as
quantidade ________ você emagrece sem perder saúde.
Saúde, n. 5, maio 1993. P. 63
(assim, mesmo que, para que).


14. Modelos de Documento Comerciais
Há alguns padrões que devem ser seguidos e observados. É a chamada redação oficial.
A seguir, os documentos mais usuais.

Fluxo Hierárquico Definição Características


Carta
Documento semi-oficial que serve
para se responder a uma cortesia,
fazer uma solicitação, convite,
agradecimento. Tem caráter
impessoal (quem assina...
responde pela firma ou órgão).
Correspondência externa.
Linguagem formal usada entre
empresas privadas ou órgãos
públicos para empresas
privadas.

Memorando/CIA
Comunicação interna utilizada
para situações simples e
freqüentes da atividade
administrativa em geral.
Correspondência interna.
Linguagem simples e breve.
Usada em órgãos públicos e
empresas privadas.



Circular
Informação de circulação interna
destinada aos órgãos
interessados. Constitui um aviso,
porém com responsabilidade
quanto ao cumprimento. O
desconhecimento implica
responsabilidade.
Correspondência interna
multidirecional: mesma
mensagem, vários destinatários,
subordinados ao remetente.



Ordem de serviço
Comunicação para a transmissão
de ordens de chefe ou subchefe
dirigida a seus funcionários sobre
procedimentos, ordens,
proibições, caracterização de
atividades competentes ao órgão.
Correspondência interna, por
meio da qual um superior
hierárquico estabelece normas e
revoga ordens.
Correspondência oficial de caráter
externo, com fins de informação
Correspondência externa
utilizada entre órgãos públicos
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Oficio
diversos sobre assuntos oficiais da
competência de quem a envia.
de administração direta e
indireta.

Requerimento
Processo formal de solicitar algo
que pareça legal ao requerente.
Texto breve, que se constitui do
próprio objeto do pedido.
Documento de solicitação, de
forma padronizada.

Relatório
Histórico ou relato de assunto
específico, ocorrências ou
serviços executados.
Relatórios podem ser periódicos
ou eventuais e podem conter
anexos, contando de gráficos,
quadros, mapas.

Ata
Histórico. Relato de uma sessão
ou reunião para tomada de
decisões ou providências.
Documento de registro, com
forma padronizada e linguagem
formal utilizada por órgãos
públicos e empresas privadas.



14.1. Memorando
Na linguagem comercial, significa a nota ou comunicação ligeira entre departamentos de uma
mesma empresa, ou entre matriz e suas filiais e vice - versa, ou entre as filiais.
É conhecido também como comunicado interno (CI).
O memorando pode ainda indicar um livro de apontamentos, ou notas, coma finalidade de
registrar fatos ou lembretes.
Na terminologia jurídica, significa nota diplomática enviada por um país a outro, com a
exposição sucinta sobre determinada questão.
Dispensa o uso de formalidades exigidas em uma carta. É uma comunicação rápida e
objetiva, assemelhando-se a um bilhete.
O formato do memorando, em geral, é de 21 cm de largura por 15 cm de altura (ou 148 m.mx 210
m.m.). E ainda pode ser interno ou externo. No 1º caso é dirigido a funcionários de um mesmo órgão
ou departamento. No 2º é dirigido a pessoas alheias ao departamento.

Estrutura:
1) Timbre
2) Número
3) Remetente
4) Destinatário
5) Súmula ou Ementa
6) Local e Data
7) Texto
8) Fecho
9) Assinatura e Cargo




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Exemplo de memorando

1) ESCOLA ESTADUAL D.JOÃO

2) Memorando nº. /02 6) Belo Horizonte, 10 de julho de 2002.

3) Do: Chefe do Departamento de Compras
4) Ao: Diretor do Departamento de Ensino
5) Assunto: Comunicação

7) Comunico a V. Sa. que a partir da presente data ficam suspensas todas as compras, uma vez que
a verba destinada a esse já se esgotou.

8) Cordialmente,

9) João da silva
Chefe do Departamento de Compras

Exemplo de formulário de memorando





















MEMORANDO INTERNO Nº.______________

PARA______________________________________ ____/_____/______
DE ________________________________________

ASSUNTO: _____________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________

_ (a) Assinatura_____________________
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Circular
Circular é o meio de comunicação escrita utilizado por um órgão ou por uma empresa para se
dirigir a vários outros órgãos ou a várias pessoas, sobre o assunto de interesses geral.
A circular é uma correspondência multidirecional e, por isso, dela não consta o
destinatário. O endereçamento só aparece no envelope de encaminhamento. Quando um Ofício, uma
Carta ou um Memorando forem dirigidos a mais de uma entidade ou pessoa, serão denominados .

14.2. “Ofício- Circular”, “Carta – Circular”
A circular apresenta a seguinte estrutura ou esquema gráfico:
a) Timbre:
O timbre ou cabeçalho é a identificação do órgão ou de empresa expedidor (a) e já vem impresso na
folha de papel utilizada.
b) Numeração:
A numeração, seguida dos dois últimos algarismos do ano de exercício, separados por barra, vem
junto á margem esquerda, dois espaços duplos abaixo do timbre, após a palavra “circular”,
acompanhada do dia, mês e ano do exercício.
c) Procedência:
Em determinadas circulares costuma-se indicar a procedência (origem). Nesses casos, junto á
margem esquerda, dois espaços duplos da numeração, vem do nome completo do Setor, da Seção
ou do Órgão expedidor.

d) Assunto (Ementa):
O resumo do conteúdo da circular, em todas as circulares, vem junto á margem esquerda, dois
espaços duplos abaixo da numeração ou da procedência.
e) Contexto:
O contexto da circular é constituído pela “Introdução” que consta da titulação do signatário da circular,
seguida da expressão “no uso de suas atribuições, (ou expressões semelhantes)” e pela numeração
dos itens da Circular, cuja numeração vem rente á margem esquerda, mas os itens iniciam-se na
posição do parágrafo, bem como a “introdução”.
f) Assinatura, nome e cargo:
A assinatura do remetente da Circular sobre o seu nome e cargo vem na posição do parágrafo, dos
espaços duplos abaixo do contexto ou da localidade e data, caso essa seja utilizada no final da
Circular.
g) Iniciais do signatário e do digitador:
As iniciais do remetente e do digitador vêm, separados por barra, ao pé da folha.

Exemplo de Circular
a) Ministério da Educação e Cultura
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais
Gabinete do Diretor – Geral

b) CIRCULAR – 012/03 28 de abril de 2003.

d) Assunto: Constituição Permanente de Vestibular
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c) O Presidente da Comissão Especial, designada pela Portaria de Nº. DG – 164/03, do Diretor –
Geral, no uso de suas atribuições, baixa a presente Circular.

e) Por decisão do Diretor – Geral, a Comissão Permanente de Vestibular – COPEVE – do Centro
Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais será constituída por eleição a se realizar no dia
10 de outubro próximo, de 09 às 21 horas, na sala de professores da Unidade de Ensino de 2º
Grau, deste Centro, á Avenida Amazonas, 5253.
Os professores votarão em outro professor designado pela coordenação. Os três professores mais
votados em ordem decrescente de votação recebida, farão parte da COPEVE.
A apuração será realizada imediatamente após o encerramento da eleição, da qual será lavrada
pela Portaria nº. DG – 164/03, de 10 de abril de 2003.
O item quatro da Portaria Ministerial 330, de quatro de maio de 2002, que regulamentou o decreto
nº. 85.712, de 2002, que, em se artigo 112, prevê a criação da Comissão Permanente de Vestibular
(COPEVE).

4 – DA COMISSÃO PERMENTENTE DE VESTIBULAR

Nos estabelecimentos de ensino de 2º e 3º graus haverá uma Comissão Permanente de Vestibular,
eleitos pelos seus pares, com as seguintes atribuições:
a) elaboração do edital com indicação das obras literárias;
b) convidar professores das diversas áreas para elaboração das questões;
c) acompanhar a revisão das questões selecionadas;
d) encaminhar as provas para a gráfica;
e) acompanhar a realização das provas;
f) publicar os resultados do concurso para preenchimento de vagas para os cursos escolhidos;
g) divulgar, previamente, a relação de documentos, taxa data, horário e local da matrícula.

(f) Belo Horizonte, 28 de abril de 2003.
Prof. José dos Prazeres
Presidente


14.3. Ordem de serviço
É o texto de uma determinação mediante a qual órgão ou autoridade expede ordens aos
servidores.
É correspondência oficial de caráter interno, devendo ser numerada, datada e assinada pela
autoridade expedidora. Seu texto é sucinto, direto e não inclui formular de cortesia.






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Exemplo de ordem de serviço
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CULTURA
CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS
DIRETORIA DE ENSINO

Ordem de Serviço nº. 005/02

O Diretor de Ensino do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, no uso de suas
atribuições e atendendo à solicitação de diversas Coordenações, determina que:

1º - Todos os Setores subordinado à diretoria de Ensino deverão utilizar o livro de “protocolo” para o
encaminhamento de documentos aos demais setores deste Centro.
2º - Nenhum Setor desta Diretoria poderá receber documentos escolares sem o devido registro no
livro de protocolo, a partir desta data.

Belo Horizonte, ______________ de 200_____.

Professor
Diretor de Ensino



14.4. Ofício
O ofício é uma forma de correspondência que se utiliza no serviço público.
É por meio de ofício que:
- Uma repartição se dirige a uma pessoa ou empresa;
- Uma repartição se dirige a outra repartição.
A redação de um ofício obedece a determinadas normas. Além da correção, deve-se observar:
1. Simplicidade: uso da linguagem simples, evitando-se frases rebuscadas ou muito adjetivadas.
2. Clareza: expressão clara e lógica do pensamento, de modo que a mensagem possa ser entendida
perfeitamente.
3. Objetividade: abordagem direta do assunto, evitando-se palavras desnecessárias ou expressões
que nada acrescentam ao texto.
4. Concisão: resumo do texto ao essencial, evitando-se alongar muito o assunto.
O ofício deve ser digitado, como toda comunicação que se faz entre repartições.

14.5. Requerimento
Requerimento é o instrumento pelo qual nos dirigimos a uma autoridade pública, com o objetivo
específico de fazer um pedido, que deve ter amparo de uma lei.
O requerimento e a carta não se confundem. Muitas são as diferenças existentes entre eles.

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Inicia-se o requerimento pelo vocativo, que deve ser colocado no alto da folha. No vocativo, coloca-se
o cargo da pessoa a quem se dirige o requerimento.
Deixam-se 10 espaços para o parágrafo e inicia-se o texto do requerimento com a identificação de
quem está fazendo de quem está fazendo o pedido. Na identificação, geralmente devem constar:
nome, nacionalidade, estado civil, número da cédula de identidade, endereço, bairro e cidade.
Dependendo da finalidade, menciona-se a filiação e os números de outros documentos.

Quando o requerente for uma empresa, devem-se fornecer os dados da empresa e depois da pessoa
que a representa. Por exemplo:
A tecidos Alvorada S/A, sediada na Av. Paes de Barros, número 1071, CGC n° 33469172/0122-55,
neste ato representada por Pedro Alvorada, brasileiro, casado, RG n° _____________________,
residente na Rua _____________________________, n°___. Vem solicitar...

Após a identificação, expõe-se o pedido. Quando houver necessidade de justificativa, podem-se
colocar as razões do pedido, em itens.
Observe que não se usa a 1ª pessoa verbal, mas sim a 3ª “... vem requerer de V.Sª. concessão de...”.
O fecho do requerimento é invariável:
Nestes termos,
Pede deferimento.
O fecho deve seguir o espaçamento do parágrafo.

Após o fecho, seguindo sua localização, coloca-se a data.

O último item é a assinatura, que deve ser colocada à direita.

Não se dirige requerimento a empresas comerciais, industriais, ou a entidades particulares. Nesses
casos, usa-se a carta comercial.
PARTES DO REQUERIMENTO
Vocativo: Senhor Diretor da Faculdade de Engenharia (...).
Contexto: Pedro Ferreira, matrícula n°25-1, vem requerer
(...) atestado médico anexo.
Fecho: Nestes termos,
Pede deferimento.
Local e data: Belo horizonte, ______de agosto de 200__.
Assinatura: Pedro Ferreira

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14.6. Relatório
1. Conceito Exposição de ocorrências ou de execução de trabalhos. É o registro claro, preciso e
objetivo de informações úteis e convenientes a pessoas nelas interessadas.
2. Emprego É utilizado para Informar as atividades de uma empresa ou de um órgão durante um
exercício;
Registrar os dados de uma pesquisa desenvolvida;
Relatar os fatos de uma inspeção realizada em determinado local;
Expor os resultados de um inquérito ou sindicância;
Relatar as atividades e experiências de um estagiário;
Controlar e acompanhar tarefas e atribuições.
3. Objetivo Pode ser:
Informativo
Analítico
Apenas expõe os fatos observados, sem interpretá-los. Em geral,
responde às perguntas: O que se passou? Como? Onde? Quando? Por
quê?
Analisa, conclui e recomenda, com base nos fatos apresentados.
Contém a apreciação do relator: o que pensa a respeito do assunto?
Que ação recomenda?
4. Tipos de
texto
Utilização de:
Descrição
Narração

dissertação
Descrevem-se as características de objetos, mecanismos ou processos
num certo momento do tempo. Não há relação de anterioridade e
posterioridade.
Narram-se minuciosamente os fatos e ocorrências. Há relação de
anterioridade e posterioridade.
Analisam-se os fatos e recomendações são argumentadas. É a
apreciação que se faz do fato relatado.
5. Partes Compõem-se de:
Introdução




Objetivo




Desenvolvimento

Resultados e
Conclusões
Situa o enunciador e o destinatário ao mesmo lugar e ao mesmo
tempo. Contém os elementos de uma história: apresenta a situação que
mereceu uma análise que o relatório vai contar. Na introdução, fala-se
do objetivo e do alcance do trabalho. Deve ser clara, concisa e
interessante, levando à continuação da leitura, deve, portanto, prender
a atenção do leitor. Lembre-se de que enunciador e interlocutor
constroem o sentido do texto.
* Antes da introdução, deve haver a identificação do documento: título,
local e data.
É a delimitação do tema que será desenvolvido. Caso os objetivos
estejam bem esclarecidos na introdução, não é necessário apresentá-
los como outra seção do relatório.
É a apresentação dos fatos e sua apreciação. O que aconteceu? Como
aconteceu? Devem ser incluídas no desenvolvimento as considerações
gerais, as tarefas alcançadas e a discussão a respeito.
É a seção que representa o ponto de partida para a ação prática,
devendo, portanto, apresentar sugestões.




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Tipos de Relatórios

Nas empresas, os relatórios podem ser: de visita a clientes, de produção, de desempenho
profissional, de despesas, de viagens, contábil, de desenvolvimento da empresa, administrativos e
outros. Para a confecção de qualquer deles, é preciso ter em mente o objetivo do relatório e a quem
se destina.
Pode-se dizer, contudo, que eles são: formais, informais, para fins especiais, analíticos e
informativos. São, ainda, rotineiros e não rotineiros. Os primeiros são, em geral, impressos e
fornecidos pela empresa. É só preenchê-los. É muito importante, porém, lê-los com atenção e só
depois da leitura preenchê-los. Sua finalidade é dar informações essenciais no menor tempo possível.
Os segundos são extraordinários e tratam de problemas e ocorrências irregulares. Não devem ser
escritos para se exibir capacidade de escrever de forma complexa ou pseudoliterária. É o leitor que é
importante. Deve-se, portanto, ser breve, exato, claro.
Os mais comuns são os informais, cuja característica principal é o comprimento,
ocupando uma ou duas páginas no máximo. Os memorandos são um tipo comum desses relatórios.
Eles sempre contêm:

1. Número do memorando.
2. Destinatário.
3. Remetente.
4. Data.
5. Endereço.
6. Remetente.
7. Assunto do memorando.
8. Assinatura.
Os relatórios informais podem ou não ser digitados. Servem às necessidades de rotina.
Os semi-informais serão digitados e seu conteúdo não ocupará mais de 15 páginas. Os formais são
destinados a pessoas muito importantes. Sua composição gráfica e seu acabamento (encadernação,
uso de espiral) devem ser de boa qualidade.
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14.6.1. Relatório Administrativo
Nesse tipo de relatório, há a exposição pormenorizada de fatos ou ocorrências de ordem
administrativa. Compreende:
1. Abertura.
2. Introdução (que inclui a indicação do fato investigado, da autoridade que determinou
a investigação e do funcionário disso incumbido; enuncia, portanto, o propósito do
relatório).
3. Desenvolvimento (relato pormenorizado dos fatos apurados, com data, local, método
adotado na apuração e discussão).
4. Conclusão e recomendações de providências cabíveis.

Exemplo de relatório administrativo:
Em cumprimento ás disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de
V.Sas.as demonstrações financeiras da Caterpillar Financial S.A - Crédito, Financiamento e
Investimento relativos ao exercício findo em 31 de dezembro de 2002, acompanhados do parecer
dos auditores independentes.

Resultado do Exercício e Patrimônio Líquido
A Financial S.A - Crédito, Financiamento e Investimento realizou volume de negócios
no montante de R$ 169.997 mil, encerrando o exercício com saldo de aplicações em operações de
crédito de R$ 223.071 mil. O lucro líquido do exercício foi de R$ 2.022 mil e o patrimônio líquido, em
31 de dezembro de 2002, era de R$ 23.963 mil. Em 31 de dezembro de 2002, foram destacados juros
sobre capital próprio montante de R$ 1.300 mil.

Agradecimentos
Dando ênfase à nossa missão – “ajudar os nossos e os cliente da Caterpillar a ter êxito
através da excelência dos serviços financeiros” – agradecemos o apoio dos acionistas, a confiança
depositada pelos clientes e revendedores Caterpillar e a dedicação e empenho demonstrados por
nossos funcionários na constante melhoria de nossos produtos e serviços.
São Paulo, 31 de janeiro de 2003.

14.6.2. Relatório técnico-científico
Segundo a ABNT, relatório técnico – científico é um “documento que relata formalmente os resultados
ou progressões obtidos em investigação de pesquisa e desenvolvimento ou que descreve a situação
de uma questão técnica ou científica. O relatório técnico – científico apresenta, sistematicamente,
informação suficiente para um leitor qualificado, traça conclusões e faz recomendações. É
estabelecido em função e sob a responsabilidade de um organismo ou de uma pessoa a quem será
submetido.”.
1) Fases de um relatório
Geralmente a elaboração do relatório passa pelas seguintes fases:
a) Plano inicial:
Determinação da natureza, preparação do relatório e do programa de seu desenvolvimento. De
acordo com a natureza de seu conteúdo, o relatório técnico – científico pode ser classificado como:
sigiloso, reservado, secreto, confidencial, entre outros (decreto 79.099; de 06/01/77).
b) Coleta e organização do material:
Durante a execução do trabalho, é feita a coleta, a ordenação e o armazenamento do material
necessário ao desenvolvimento do relatório.
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c) Redação:
Desenvolvimento das etapas do relatório. Devem-se observar as características da redação técnica.
d) Revisão:
Recomenda-se uma revisão crítica do relatório, considerando-se os seguintes aspectos:
Redação (conteúdo e estilo), seqüência das informações, apresentação gráfica e física.

2) Estrutura
Os relatórios técnico – científicos constituem-se dos seguintes elementos:

• Capa
• Folha de rosto
• Prefácio ou apresentação
• Resumo
• Listas
• Ilustrações
• Símbolos, abreviaturas ou convenções.
• Sumário
• Texto
• Anexos ou Apêndices
• Agradecimentos
• Referências bibliográficas
• Glossário
• Índice (s)
• Ficha de identificação

Capa: contêm dados que identificam a publicação e deve ser padronizada para todos os números de
relatórios em série.

Folha de rosto: inclui os seguintes elementos de identificadores do relatório:
entidade e/ou repartição e departamento: o nome do órgão ou entidade responsável (autor coletivo)
vem no alto da página, centrado, seguido do respectivo departamento ou divisão (FIO. 14).

Número do relatório: o relatório técnico – científico deve ser numerado em ordem seqüencial,
indicando-se a posição do trabalho relatado em relação aos outros da mesma série. A indicação do
número deve constar no alto da folha de rosto, na extremidade superior direita. Freqüentemente,
porém, encontram-se relatórios não numerados.
Título e subtítulo: podem ser expressos através de uma palavra ou frase que determine o assunto
do relatório. Às vezes, torna-se necessário usar um subtítulo para identificar melhor o assunto tratado.

Nome do autor: deve ser localizado abaixo do título, indicando-se sempre sua qualificação e função.
Entretanto, é comum o órgão ou entidade responsabilizar-se pela autoria do relatório.

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• Número da parte e respectivo título se houver.
• Número do volume, quando houver mais de um.
• Número da edição, a partir da segunda.

Notas tipográficas: devem ser indicados na parte inferior central da folha de rosto, o local (cidade), o
mês e ano de publicação.
Eventualmente, a folha de rosto pode ser substituída pela capa ou pela ficha de.
identificação.

Texto:
O texto constitui a parte principal do relatório, devendo apresentar: introdução, metodologia e
discussão, procedimentos experimentais e resultados, conclusões e recomendações.
A linguagem deve ser clara, concisa e formal, usando frases simples e curtas, terminologia própria do
assunto e relatando o desenvolvimento da pesquisa ou trabalho com identificação cronológica de
cada etapa.
As ilustrações constituem parte integrante do texto, desempenhando papel importante para sua
compreensão. Quando se tratar de material complementar, devem ser incluídas em anexo. Como em
qualquer trabalho científico, o texto do relatório compreende:

Introdução: descreve claramente os objetivos e finalidades do trabalho relatado, bem como os
objetivos do relatório;

Discussão: é a parte do relatório que descreve a natureza e resultados do trabalho. Trata-se de um
relatório de pesquisa, a discussão descreve a conduta e processos da investigação. Descrevem-se
testes, experiências, observações, vantagens e desvantagens, métodos usados para coleta dos
dados, resultados e análises. A discussão deve ser redigida de maneira completa, com a devida
atenção para os detalhes técnicos, a fim de facilitar a compreensão e possibilitar que as técnicas
utilizadas possam ser repetidas; deve-se mencionar e listar todos os equipamentos usados,
indicando-se o nome, modelo série de cada um. Essas informações são necessárias, tendo em vista
possibilitar a verificação dos equipamentos e processos idênticos.
Conclusões e recomendações: constituem a finalização do relatório e devem ser baseadas na
evidência clara dos fatos observados, apresentando as comprovações mais importantes para um
exame crítico dos dados. Não devem constar da conclusão os dados quantitativos e resultados
passíveis de discussão.

Anexos ou apêndices: outras informações complementares podem constar de alguns relatórios, tais
como análises, cálculos e dados que, por sua natureza, devam ser incluídos em apêndices ou
anexos.

Ficha de identificação: A ficha de identificação é um item essencial. Localiza-se após o índice,
podendo também substituir a folha de rosto. Deve conter todas as informações bibliográficas do
documento, além de outros dados necessários à sua perfeita identificação e ser apresentada de forma
normalizada.



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EXEMPLO DE RELATÓRIO EM TÓPICOS
RELATÓRIO SOBRE VISITA PEDAGÓGICA À USINA SAPUCAIA S.A

1. Identificação

Relatório n°½
Data: 30 de março de 2002
Assunto: Visita à Usina Sapucaia S. A.
Relatores: Lucas Wagner de Azevedo Gomes e Mateus Pereira de Almeida

Apresentação

Atendendo à solicitação do professor de Operações Industriais do Curso de Instrumentação Industrial,
fazemos, em seguida, relatório das atividades desenvolvidas durante visita técnica à Usina Sapucaia.
Objetivos
Observar o processo de fabricação de açúcar em uma usina.
Conhecer os equipamentos usados nesse processo

Programa (Roteiro)
Saída da escola às 8 h e retorno às 17 h.
Chegada à usina às 10 h, visita aos diversos setores do processo de fabricação de açúcar.
Almoço às 12 h e lanche às 15 h.

Desenvolvimento
Dirigimos-nos à Usina e fomos recebidos pelo engenheiro responsável pela produção.
Após colocarmos os capacetes de segurança, começamos a conhecer o processo de produção de
açúcar – iniciado no corte de cana, seleção e lavagem.
Em seguida, percorremos os setores de esteiras, moagem de cana, laboratórios de análise de
sacarose e os fornos onde o açúcar é produzido.
Visitamos o setor de ensacagem de açúcar e o armazém.
Encerrada a visita, retornamos à escola.

Conclusão
Foi de muita importância a visita para nossa formação, pois pudemos verificar in loco as diversas
etapas de fabricação do açúcar e também os variados equipamentos usados.
Esperamos que outras visitas sejam realizadas.

Campos dos Goitacases, 30 de março de 2002.
Lucas W. A. Gomes Mateus P. de Almeida


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14.7. Modelo de carta comercial

Timbre
cinco espaços (5 x 1)
índice DPV/25
e numero
três espaços (3 x 1)
Local e São Paulo, 27 de julho de 1998.
Data
cinco espaços (5 x 1)
Referência Ref.: Notícia sobre o lançamento do livro
Manual da secretária.
três espaços (3 x 1)
Invocação Sr. Vieira:
três espaços (3 x 1)

Meus dois livros – Técnicas de redação e Correspondência - receberam de
sua
parte atenção ímpar e você fez publicar em sua gazeta recensão das mais
agradáveis.
Já, agora, estou enviando-lhe um exemplar do meu mais recente lançamento
– Manoel da secretária –, não para exigir-lhe elogios, mas como gratidão
pelas sugestões que você sempre me apresenta.
Dois espaços (2 x 1)
Falemos um pouquinho do livro
dois espaços (2 x 1)
Diferencia-se dos textos convencionais sobretudo porque foge à exposição de
um receituário que atenderia a situações específicas, mas deixaria a
secretária em apuros diante de situações novas. A abordagem e meu texto
valorizam a prática argumentativa, o uso do raciocínio, da reflexão.
dois espaços (2 x 1)
Cumprimento Envio-lhe abraço, na esperança de revê-lo brevemente.
Final
dois espaços (2 x 1)
Atenciosamente,
três espaços (3 x 1)
Assinatura João Bosco Medeiros
três espaços (3 x 1)
Anexos Anexos: Press-release e livro Manual da secretária.
três espaços (3 x 1)
Iniciais JBM/MS
três espaços (3 x 1)
Cópia c/c: Gerência de Comunicação Social.
Texto
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14.7. COMPONENTES DE UMA CARTA COMERCIAL
São elementos constitutivos de uma carta comercial:
1. Timbre: nome e endereço da empresa.
2. Índice e número: iniciais do departamento expedidor e número da carta.
3. Localidade e data.
4. Endereço: forma de tratamento e nome civil do receptor, nome do local e número do prédio,
sala, apartamento, bairro, Código de Endereçamento Postal. O endereço interno está caindo
de uso.
5. Referência (ou Ref.:): consiste em um resumo da carta.
6. Vocativo ou invocação: usar, de preferência, a forma personalizada: Sr. José, Sr. Antenor.
Na correspondência comercial e oficial, as formas de tratamento freqüentemente aparecem
abreviadas: V.Sa., V. Exa.
7. Texto: corpo da carta, conteúdo, desenvolvimento da mensagem.
8. Fecho: deve, de preferência, ocupar novo parágrafo. Evitem-se os chavões, utilizando os
cumprimentos mais simples: atenciosamente, respeitosamente, saudações atenciosas.
9. Anexos: atentar para a sua concordância:
Anexa: nota fiscal
Anexos: documentos relativos à remessa de materiais.
10. Iniciais: do redator e do digitador.
11. Cópia: c/c



14.8. Ata
Ata é um documento que registra por escrito e com o máximo de fidelidade o que se passou numa
reunião, sessão pública ou privada, num congresso, encontro, convenção, etc., para fins de
comprovação, inclusive legal, das discussões e resoluções havidas.
Possui uma forma fixa: não admite abertura de parágrafo senão na primeira linha e é assinada logo
após a última linha, para evitarem-se falsificações. Deve conter dados sobre data e local da reunião,
citação da ordem do dia e relato sumário dos assuntos tratados, nomeando as pessoas que se
manifestaram. É lavrada por um secretário, indicado em geral pelo plenário, e deve ser lida e
aprovada antes de ser assinada pelos presentes.
Na ata evitam-se o mais possível os números arábicos ou romanos, pois qualquer engano na sua
grafia pode invalidar o documento ou torná-lo infiel ao que ocorreu na sessão. Por isso, são
transcritos por extenso.








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Prof.ª MARLY ROCHA

EXEMPLO DE ATA
ATA Nº. 23/28

No dia vinte e cinco de outubro do ano de dois mil e dois, às quatorze horas e trinta minutos, no salão
de reuniões do Prédio Andradas, décimo andar, à Rua Lucas de Oliveira, nº. 267, na cidade de B.Hte,
realizou-se a vigésima terceira reunião de diretoria a firma Andradas, Marcos de Souza Andradas e
Tadeu Serafim de Souza Andradas Motta. Lida a ordem do dia, que constou do exame dos perfis de
produção da Destilaria Andradas no primeiro semestre do ano em curso e das encomendas
governamentais de álcool hidratado nos três últimos meses, foi aberta a sessão, tendo o Diretor-
Presidente, Sr. Serafim Andradas, expressado seu desagrado ante as curvas descendentes dos
gráficos de produção apresentados pelo Diretor Marcos de Souza Andradas. Foi-lhe explicado que a
seca no início do ano prejudicou as lavouras de cana-de-açúcar e determinou menor quantidade de
matéria-prima para a destilaria, mas o Senhor Diretor-Presidente lembrou que há outras regiões
produtoras, tendo o Sr. Marcos de Souza Andradas. Foi-lhe explicado que a seca no início do ano
prejudicou as lavouras de cana-de-açúcar e determinou menor quantidade de matéria-prima para a
destilaria, mas o Sr. Marcos havia admitido que encomendas de outros Estados não lhe havia
ocorrido. A seguir, o Diretor Tadeu Serafim de Souza Andradas Motta explanou longamente seus
contatos com o Ministério de Minas e Energia, tendo...

15. ADEQUAÇÃO VOCABULAR
15.1. Tópico Frasal
O uso do tópico frasal num parágrafo funciona com uma frase-núcleo, uma frase que
resume todo o pensamento que será desenvolvido no corpo do corpo do parágrafo. Se no
desenvolvimento surgirem idéias que não constam da frase inicial, tal fato indica que melhor será o
redator mudar de parágrafo. Como exercício, pode-se experimentar localizar o tópico frasal em uma
notícia e observar como os jornais falados ou televisados, praticamente, não vão além do tópico
frasal. Fazem uso de frases-tópicos, de manchetes, de frases de rápido entendimento. Por isso,
curtas, brevíssimas.
Veja-se a seguir um exemplo de tópico frasal:

Tópico frasal A Fábrica de Canetas Prudentina negocia
com a firma Comercial São José há 15 anos.


Desenvolvimento No decorrer desse período, vendemos-lhe faturas
no montante de milhares de reais e as contas sempre
foram pagas tão prontamente quanto as condições
comerciais permitem.

Conclusão A Comercial São José nunca fez negócios
conosco que não pudesse saldar e dela podemos afirmar
que é honesta e merecedora de crédito.


A unidade do parágrafo foi mantida; o redator tratou apenas de um assunto. A frase inicial
do parágrafo apresentado é conhecida como tópico frasal; ela mantém o parágrafo nos limites fixados,
isto é, serve de controle do pensamento, constituindo-se em hábil instrumento para disciplinar as
idéias. Esse tipo de frase geralmente abre o texto, apresentando um quadro geral do que será
desenvolvido.
57
Prof.ª MARLY ROCHA

O parágrafo deve apresentar unidade de composição, nele deve ser desenvolvida uma
idéia central, a que se juntam outras secundárias, mas relacionadas pelo sentido.
O método de traçar os limites do parágrafo logo no início, numa frase que resuma a idéia
central do que se vai expor, numa seqüência de orações, é recomendado para todos os que se
dedicam à redação de cartas comerciais e oficiais, pois esse tipo de frase controla a fidelidade ao
objetivo e garante a coerência das idéias.
O tópico frasal indica ao autor os limites das idéias que pode explanar no parágrafo. Suas
características são:

1. Não deve ser genérico a ponto de nada transmitir, e efeito melhor.
terá se for específico.
Genérico: Enviamos grande quantidade de mercadorias que somam enorme montante
de dinheiro.
Específico: Enviamos dez dúzias de sabonete X, cinco dúzias de desodorante Y,
mercadorias que somam R$ 900,00.

2. Deve ser pormenorizado.
Sem pormenores: Enviamos um cheque há muito tempo.
Com pormenores: Enviamos cheque nº......, no dia 17 de outubro, no valor de R$
200,00.

15.2. Argumentação e opinião
Se no tópico frasal se argumentou com fatos, há possibilidade de convencer o leitor e
estimulá-lo a continuar na leitura. Portanto, é preciso saber distinguir opinião de argumentação.
Opinião é modo de ver pessoal, é juízo que se faz de alguma coisa, é uma conceituação subjetiva.
Argumento é o raciocínio pelo qual se tira uma conseqüência ou dedução. Exemplos:
Não aceitamos tal mercadoria por estar muito feia. (Declaração que envolve opinião)
Não aceitamos os chuveiros elétricos e as torneiras que nos foram enviados por
apresentarem defeitos. Aqueles chegaram amassados; estas com roscas espanadas. (Argumentação;
a declaração envolve fatos.).

15.3. Precisão Vocabular
O redator experiente de cartas comerciais emprega o termo exato no lugar certo e foge ao
que é vulgar e não tem relevo. Não recorre, porém, ao dicionário para selecionar uma palavra pouco
conhecida. Busca-a no meio em que vive; aí os vocábulos e necessitam ser testadas no laboratório do
rascunho, exigem leitura em voz alta, cuidados com a sonoridade. Enfim, devem-se chamar os
objetos e os seres pelo nome pelo qual são conhecidos e evitar palavras genéricas, como: coisa,
trem, aspecto, negócio.
A eficácia delas não está na quantidade, mas na intensidade. Por isso é que se diz que a
concisão traz benefícios à redação.

15.4. Concisão
Pensamento conciso é resultado de muita reflexão. O redator comercial deve ter
consciência de que uma mensagem bem elaborada exige muito empenho: colher informações, refletir
sobre elas, rascunhar o texto, corrigir, reescrever, ler em voz alta o texto para perceber ecos e
cacofonias, verificar se o vocabulário utilizado está à altura do receptor, cortar idéias supérfluas,
substituir palavras que se repetem. Quanto aos cortes, é preciso ter cuidado para que a mensagem
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não fique destituída de conteúdo, excessivamente seca, grosseira. O que se deve evitar é o palavrório
que nada acrescenta, os adjetivos que apenas enfraquecem o conteúdo das idéias.
A concisão traz clareza à frase e igualmente correção; quem muito escreve corre maior
risco de errar.


16. PROBLEMAS COMUNS NA CORRESPONDÊNCIA
O redator profissional de comunicações administrativas, às vezes, sacrifica a forma em
prol da compreensão do texto. Sua preocupação básica é com o receptor. Respeita, portanto, seus
limites.
Como a possibilidade de ambigüidade é muito grande, exige-se do comunicador
pensamento claro, raciocínio linear, sem labirintos. Pensar antes de falar e refletir antes de escrever
são regras fundamentais para a comunicação eficaz. Refletir sobre o que se está fazendo e sobre o
que se deseja obter; refletir sobre as informações que devem ser transmitidas de modo lógico e
manifestar as relações entre os fatos com evidência. O entendimento de uma mensagem comercial
depende da seqüência ordenada das informações transmitidas. É necessário ter sempre presente:
1. refletir sobre o que se quer transmitir;
2. refletir sobre como transmitir;
3. Qual o nível de linguagem a ser utilizado?
4. Qual a função de linguagem mais adequada:

16.1. Repetições de idéias, palavras, verbos auxiliares.
Entre os problemas comuns na correspondência, um deles diz respeito à repetição de
idéias e de palavras. A de idéias é facilmente resolvida, com a leitura atenta de todas as cartas antes
de colocá-las no Correio. A repetição de palavras pode ser solucionada com a troca de uma palavra
por outra de sentido equivalente.
Há, todavia, uma forma de escrever que recorre a todo o momento aos verbos auxiliares
e torna a redação monótona, cansativa. Exemplos:

- “Estava disposta a reescrever a carta.” (evitar).
- “Resolvera reescrever a carta.” (preferir).
- “O diretor tinha proporcionado um momento de reflexão”. (evitar)
O diretor proporcionara um momento de reflexão.”(preferir)”.
- “A secretária estava com receio de que o gerente a repreendesse”. (evitar)
“A secretária receava que o gerente a repreendesse”. (preferir)

16.2. Vacuidade das expressões
Na redação, de modo geral, há entraves (determinados ruídos) que prejudicam a clareza
do texto e a eficiência da mensagem. Entre eles, destacam-se a pressa e a falta de reflexão, que
geram constantemente a busca de palavras imprecisas, que servem para tapar qualquer buraco na
mensagem, como:
- a dizer a verdade;
- além disso;
- aspecto;
- casualmente;
- certamente;
- coisa;
- conjuntura atual;
- definitivamente;
- efetivamente;
- ensejo;
59
Prof.ª MARLY ROCHA

- então;
- eventualmente;
- fatores;
- mui respeitosamente;
- na verdade;
- oportuno, oportunamente;
- por outro lado;
- por seu lado.
Todas essas são expressões que pouco ou nada acrescentam à mensagem e, por isso,
podem ser eliminadas.
Um texto bem escrito, em geral, valoriza os substantivos e verbos, e economiza em
adjetivos e advérbios, bem como em clichês, lugares-comuns, frases-feitas.

16.3. Prolixidade
Cartas comerciais não devem ser escritas com muitas palavras; devem-se evitar
principalmente palavras supérfluas. Evitem-se, por exemplo, adjetivos se eles não são necessários. O
excesso de advérbios também prejudica a eficácia de uma mensagem comercial. Além disso, evitem-
se os verbos auxiliares ser, ter, haver, sempre que puder dispensá-los. Por exemplo:
Já tratamos desse assunto muito apressadamente.
Já tratamos desse assunto apressadamente.
Tratamos desse assunto apressadamente.
Nossos notáveis produtos são belos, bonitos e bons.
Nossos produtos são bons.
Em geral, a secretária redige zelosamente cartas excessivamente longas.
Ele a tinha visto.
Ele a vira.
Ele foi repreendido pelo diretor.
O diretor o repreendeu.
Ela não o havia visto.
Ela não o vira.

No quadro, seguinte, observe-se como as expressões à esquerda são prolixas e podem
ser substituídas por expressões, mais sintéticas, como as da direita.

Segredos da Redação Comercial
Expressões
Evitáveis
Substituir
por

Acima citado
Acusamos o recebimento
Agradecemos antecipadamente
Anexo a presente
Anexo segue
Antecipadamente somos gratos
Anterior a

Citado
Recebemos
Agradecemos
Anexo
Anexo
Agradecemos
Antes de
60
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Aproveitando o ensejo anexamos
Até o presente momento
Como dissemos acima
Com referência ao
Conforme assunto em referência acima
citado
Conforme acordado
Conforme segue abaixo relacionado
Datada de
Devido ao fato de que
Durante o ano de 1991
Durante o transporte de
Encaminhamos em anexo
Estamos anexando
Estamos remetendo-lhe
Estar em posição para
Estou escrevendo-lhe
Levamos ao seu conhecimento
No futuro próximo

No Estado de Pernambuco
Ocorrido no corrente mês
Referência supracitada
Somos de opinião de que
Seguem em anexo
Temos a informar que
Segue anexo nosso cheque
Um cheque no valor de
Vimos solicitar
Anexamos
Até o momento
Mencionado
Referente ao
Mencionado

De acordo com
Relacionado a seguir
De... / ..../ ....
Por causa
Em 1991
No transporte de
Encaminhamos, ou anexamos.
Anexamos
Remetemos-lhe
Fulano pode – Use-se o verbo poder
Escrevo-lhe
Informamos
Escreva-se no tempo futuro (iremos, faremos, ou
diga-se de modo preciso quando).
Em Pernambuco
Ocorrido neste mês
Mencionada
Acreditamos, consideramos
Anexos, ou anexamos.
Informamos que
Anexamos cheque
Um cheque de R$...
Solicitamos

As expressões usadas não devem ser curtas e claras somente; devem ser precisas,
sobretudo. Suponha-se que se tenha de dizer que o inverno foi rigoroso ou que o verão foi muito
quente. Diga-se a temperatura em graus centígrados: “Alcançamos 3 graus neste inverno; ontem
tivemos uma temperatura de 29 graus...” Somente com palavras precisas é que se pode comunicar
com rapidez e evitar equívocos e dúvidas.
Usem-se palavras específicas, pertinentes ao assunto, com verbos no imperativo,
evitando-se sempre que puder a voz passiva. Exemplos:
Em vez de Prefira-se
Encontrei um erro (geral).

O Banco x naufragou (não pertinente).
Encontrei um erro de concordância verbal (específico).
O Banco x entrou em concordata (pertinente).
Ou: o Banco x foi à falência.
Redija dez linhas, pelo menos, por favor... (imperativo;
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Seria bom redigir pelo menos dez linhas...
(expressão fraca)
Foram feitas muitas alterações (passivo).
expressão forte).
Fizemos dez alterações (ativo).

16.4. Pleonasmos
Evitem-se também as expressões pleonásticas do tipo: referência supracitada; conforme
acordado; como dissemos acima; conforme assunto em referência acima citado (substituível por
mencionado); fundamentos básicos; pela presente; reiterar outra vez; servimo-nos da presente; sua
carta datada de (sua carta de...); vimos à presença; vimos através desta; vimos pela presente; vimos
por meio desta; visa a presente rogar-lhe; usamos deste meio; sua prezada ordem (querida ordem!);
tomamos a liberdade; devidamente atendida; eventualmente; decididamente; vimos solicitar
(solicitamos); até o dia 29-3-99 (até 29-3-99).
O pleonasmo transmite ao receptor idéia de desleixo com a elaboração da mensagem;
em geral, é resultado da pressa, da falta de rascunho, de ausência de correção. Nesse caso, o
emissor corre o risco de produzir uma mensagem que não atinja sem objetivo e, portanto, não haverá
comunicação.

16.5. Afetações, colocações exageradas.
As afetações e colocações exageradas, às vezes até contrárias à verdade, devem ser
evitadas. Exemplos: a seu inteiro dispor; aproveitando o ensejo para colocar-nos a seu inteiro dispor;
as considerações tecidas são realmente preocupantes; com os protestos de elevada estima e
consideração; firmamos mui cordialmente; firmamos mui atenciosamente; temos a honra de; temos a
subida honra de; temos especial prazer em renovar; temos o prazer de.
AS expressões apresentadas são muitas vezes falsas hipócritas e não se justificam em
uma mensagem comercial, que deve ser bem escrita, contundente, verdadeira.

16.6. Gírias
A gíria é outro obstáculo na redação comercial que o redator deve transpor. Em virtude de
o vocabulário das pessoas pouco escolarizadas ter sido reduzido a algumas dezenas de palavras e a
um punhado de expressões do tipo: oh, ui, hem, hum, sei, pá, pum, aí, então, sabe como é. A
tendência atual é redigir cartas com duas ou três linhas no máximo. Não é sequer falta de tempo, é
falta de reflexão para elaborar uma mensagem capaz de atingir o alvo. Cartas sem nenhuma
argumentação não levam a nenhum lugar.
Expressões da gíria podem ser admitidas entre jovens em conversas de grupos, em
momentos de descontração, mas jamais podem ser utilizadas nas relações comerciais. A linguagem
adequada às cartas que transitam entre empresas é a mais gramatical possível. Por isso, qualquer
gíria deve ser afastada.

16.7. Estrangeirismo
No passado, os puristas clamavam contra os galicismos que prejudicavam o
entendimento dos textos; hoje, são os anglicismos que pululam em toda a parte, e palavras como
handicap são usadas sem ao menos um significado preciso: às vezes, denota desvantagem, outras,
vantagem. Na linguagem técnica, contudo, quando não se dispõe em português de termo apropriado,
justifica-se o uso de palavras estrangeiras.

16.8. Laconismo
O laconismo (carência de palavras ou estilo telegráfico) tem contribuído para a perda de
tempo e ineficácia da correspondência moderna. Em muitos casos, é fonte de equívocos,
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ambigüidades, incompreensão, perplexidade: daí ordens mal executadas, discussões ociosas que
seriam evitadas com algumas palavras a mais e precisas.

16.9. Empolgação
A linguagem prolixa, repleta de pleonasmos viciosos, redundâncias, perífrases
intermináveis, abundante de figuras de linguagem, que não arrola fatos, mas apenas externas
opiniões, não correspondem à finalidade da redação comercial. A clareza no pensamento favorece a
clareza na redação. Quando o texto está obscuro, recomenda-se reflexão sobre o assunto até que se
encontre uma expressão verbal adequada.

16.10. Expressões antiquadas (Arcaísmo)
São consideradas obsoletas e de mau gosto as seguintes expressões: apraz-nos dirigir a;
aproveitamos a oportunidade; através desta; com a presente; conforme assunto ventilado; limitados
ao exposto; passo às suas mãos; por oportuno julgamos; outrossim; assunto em tela; reportando-nos
ao; rogamos; se necessário; sem mais para o momento; sem outro particular; sendo o que se nos
oferece para o momento; solicito por oportuno; tem a presente a finalidade de; tomamos a liberdade;
de conformidade quanto ao solicitado; em epígrafe (acima).

16.11. Falhas gramaticais
São repelidas pela gramática as seguintes construções: seguem em anexo (anexos ou
anexamos); e etc. (etc. significa e outras coisas; dispensa, portanto, a conjunção e antes da
abreviatura); encaminhamos em anexo (simplesmente encaminhamos ou anexamos); face à (em
face de ou diante de); pedimos para (pedimos que ou solicitamos que); a respeito (a esse
respeito).
O conhecimento gramatical é imprescindível ao redator profissional de cartas comerciais.
Incluem-se nesse conhecimento: ortografia, acentuação, concordância verbal e nominal, regência
verbal e nominal, crase, colocação pronominal.
Impossível tornar-se bom redator sem recorrer à gramática e ao dicionário continuamente.
Além disso, é preciso ler jornais, revistas, livros da literatura nacional.

17. OBSTÁCULOS À COMUNICAÇÃO
Há vários obstáculos que impedem a eficácia de uma mensagem. Da parte do emissor
podem ser considerados:
1. Uso de termos técnicos desconhecidos do receptor.
2. Imprecisão vocabular ou uso de frases longas para impressionar o leitor.
3. Ausência de espontaneidade ou manifestação evidente de linguagem afetada.
4. Acúmulo de pormenores irrelevantes.
5. Excesso de adjetivação e de expressões planas.

Da parte do receptor, são empecilhos à comunicação:

1. Falta de conhecimento do assunto do texto.
2. Falta de experiência.
3. Falta de imaginação.
4. Ausência de atenção (distração).
5. Falta de disposição para entender.
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Prof.ª MARLY ROCHA



Além desses obstáculos, o redator deve estar atento a dificuldades advinhas de:

1. Incapacidade verbal, oral ou escrita, para expor o próprio pensamento.
2. Falta de coerência entre os diversos fragmentos de frases ou de pensamento.
3. Intromissão de opiniões, juízos de valor, quando somente os fatos podem gerar
soluções.

Para aprimorar a comunicação empresarial, recomenda-se atenção às habilidades
técnicas, aos sistemas e às atitudes.

18. HABILIDADE TÉCNICA
1. Como transmitir informações?
2. Como instruir?
3. Como ser breve e claro?
4. Ter um objetivo em mente.
5. Ter informações suficientes sobre o fato.
6. Planejar a estrutura da comunicação a ser feita.
7. Dominar todas as palavras necessárias.
8. Tratar do assunto com propriedade.

Para vencer essas barreiras, é necessário exercitar-se continuamente na redação de
relatórios, cartas e memorandos.

19. TIPOS DE CORRESPONDÊNCIAS
19.1. Convite
É a ação de convidar. É um bilhete que dá direito a ingresso gratuito em um espetáculo,
coquetel de lançamento de um livro. Mensagem pela qual se formaliza uma convocação ou pede-se o
comparecimento de alguém em algum lugar.

A EDITORA ATLAS
Convida V.Sa. para o
coquetel de
lançamento do livro






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DICIONÁRIO DE ERROS CORRENTES DA
Língua Portuguesa


João Bosco Medeiros
Adilson de Souza Gobbes












Data: 31 de maio de 1999
Horário: A partir das 18 horas
Local: Livraria Atlas Ltda.
Rua Pedroso Alvarenga, 1285 (Itaim).
Informações: Fone: 280-0501

São seus elementos constitutivos:

1. Quem está convidando.
2. Finalidade do convite – para que se está convidando a pessoa.
3. Data.
4. Horário.
5. Local (endereço).
6. Informações (se considerar necessárias).

Às vezes, ao final de um convite aparecem as abreviaturas: R.S.V.P. (Respondez s’il vous
plâit), que significa responder, por favor.


Convocação
Convocação é uma forma de comunicação escrita em que se convida ou chama alguém
para uma reunião. Na elaboração do texto, é necessário especificar local, data, finalidade.
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EMPRESA GLORIA LTDA.
CGC...

Assembléia Geral Extraordinária

Ficam convocados os senhores acionistas da Empresa Glória Ltda.
Para se reunirem em Assembléia Geral Extraordinária, a realizar-se, em primeira
convocação, no dia... de ....., às 17 horas, na sede social na Rua
............................................, em .................., neste Estado, para deliberarem
sobre:
a) reestruturação da administração da Empresa, sem reforma estatutária;
b) outros assuntos de interesse social.

São Paulo,... de ....... de 19...


19.2. Curriculum vitae
Conjunto pormenorizado de informações a respeito de uma pessoa, geralmente exigido
quando da procura ou solicitação de emprego. Inclui detalhes da formação intelectual e profissional da
pessoa, especificando os cursos que tenha realizado; relaciona as atividades anteriores e experiência
adquirida, assim com dados pessoais.
Considera-se que um curriculum vitae bem elaborado seja fator preponderante na obtenção de
emprego.
Ao redigir o currículo, alguns cuidados básicos devem ser levados em consideração:
1. Objetividade: um texto interessante em geral não é longo, mas enxuto.
2. Boa apresentação: deve ser datilografado em máquina elétrica ou digitado e
impresso, de preferência, em equipamento a laser.
3. Especificidade: não se deve enviar a uma empresa xerocópia de um currículo. O
currículo deve parecer que foi escrito para aquela empresa específica,
candidatando-se a uma vaga específica. Também não se admite o currículo
escrito à mão.
4. Modernamente, pode ser enviado por e-mail.

Questões práticas
1. Incoerências entre o currículo e a carta de apresentação que deve acompanhar o currículo
são desastrosas. Por exemplo, evite-se apresentar maior competência do que realmente tem.
Assim, soa presunçoso dizer que uma jovem profissional, recentemente formada, tem grande
experiência numa atividade. Nesse caso, o currículo não sustenta tal informação.
2. O auto-elogio, como: “sou comunicativa”, “sou dedicada e dinâmica” e outros podem
prejudicar a candidata. Outras pessoas é que devem avaliar seu comportamento.
3. Linguagem excessiva técnica é um grande empecilho para se alcançar bom resultado. O
currículo vai ser selecionado por profissionais de recursos humanos! Ora, se o selecionador
do currículo não entender a linguagem dele, o emissor será prejudicado.
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Prof.ª MARLY ROCHA

4. Evitar informar que tem pouco conhecimento sobre algo. Dizer que tem conhecimentos sobre
algo. Em vez de “tenho noções de biblioteconomia”, diga-se: “tenho conhecimento de
biblioteconomia”.
5. Profissionais experientes não estendem as informações curriculares, transformando-as em
uma biografia. Evitar informações muito antigas (de 10, 20 anos atrás). Ficar em duas ou três
atividades recentes.
6. Não poluir o currículo com informações sobre documentos escolares.
7. Experiência profissional deve ser iniciada pela mais recente.
8. Dizer sempre a verdade, mesmo que tenha sido despedida do ultimo emprego. Para suavizar
uma possível informação, dizer que “a experiência, embora frustrante, trouxe alguma
aprendizagem”.
9. Informar a data da conclusão dos cursos.
10. Evitar o historio escolar desde a pré-escola e a descrição de trabalhos monográficos
desenvolvidos na faculdade.
11. Se for inexperiente, dizer que é recém-formada e tem pouca experiência. Conquistar seu
selecionador pela simplicidade e humildade.
12. Escrever qual é o objetivo, que tem em vista como emprego. Exemplo: “atuar na área de
secretariado de empresa editora” (usar verbo no infinitivo).
13. Fugir dos dados pessoais, como solteira, jovem, bonita. São informações que não
acrescentam nada a qualificações profissionais.
14. A estética do currículo deve ser cuidada. Bom visual atrai o selecionador. Separar as
informações em blocos.
15. Dispor as informações de forma clara e objetiva.
16. Não encher o espaço do currículo com excesso de informações, achando que vai cativar o
selecionador.
17. O currículo longo nunca é atraente.
18. Esquecer os cursos de datilografia; cursos sobre linguagem de computador podem interessar,
dependendo da função que ser tem em vista. Avaliar a necessidade dessa informação.
19. Não revelar salário pretendido. O assunto deve ser resolvido na entrevista.
20. Não mencionar escolas de 1°e 2°graus.
21. Evitar siglas e abreviaturas.
22. Idiomas: Informar grau de fluência.
23. Deixar fora do currículo informações sobre religiões, times para os quais torce hobby.

Estrutura do currículo
1. Dados pessoais: nome, data de nascimento, estado civil, filhos, telefone.
2. Objetivo (escrever uma frase, com verbo no infinitivo, informando o que você deseja fazer na
empresa; a que cargo se candidata).
3. Posicionamento profissional (suponha-se: “secretária executiva bilíngüe, com 15 anos de
experiência”).
4. Experiência profissional: o que sabe fazer.
5. Relação dos três últimos empregos.
6. Formação escolar. Evitar informações sobre escolas de 1°e 2°graus.
7. Idiomas: grau de fluência.
8. Local e data.
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9. Assinatura.
10. Carta de apresentação.


Currículo eletrônico
O processo eletrônico de seleção de candidatos vale-se da informática para previamente
fazer uma primeira triagem. Com o computador, já é possível escolher, em um banco eletrônico de
currículos, os que mais se encaixam no perfil profissional procurado pela empresa. O selecionador
filtra os documentos ou pela escolaridade ou um palavra-chave. Suponha-se, por exemplo, que seja
MBA (Máster in Business Administration) a expressão procurada. Resta, portanto, aos candidatos
adaptarem-se às mudanças introduzidas pelo currículo eletrônico. Uma das recomendações dos
estudiosos da nova forma de seleção é imaginar o que os selecionadores querem encontrar nos
currículos. Use-se o termo mais adequado, mais preciso; um “sinônimo” pode levar um currículo a ser
descartado. Para superar o obstáculo da palavra-chave, sugere-se examinar a descrição dos
anúncios de emprego.


Guia para preparar um currículo escaneável
1. Os corpos mais indicados são o 13 e o 14.
2. Prefira-se fonte (tipo) que proporcione maior clareza. Letras que oferecem
dificuldades de leitura são contra-indicadas. Em geral, Times New Roman, Futura,
Courrier são os tipos mais indicados.
3. Evitem-se o itálico e a sublinha.
4. Espaço interlinear: 1 ½.
5. Impressora a laser, preferencialmente.
6. Não se envia cópia de um currículo a uma empresa, mas o original.
7. Palavras a utilizar: as que têm relação com a área de atuação. Em geral, são palavras
procuradas: criar, colaborar, conduzir, coordenar, delegar, desenvolver, integrar,
gerenciar, negociar, organizar, persuadir, qualificar, selecionar, tomada de decisão,
idioma estrangeiro, liderança, falar em público, treinamento.
8. Texto: frases curtas; verbos na primeira pessoa; voz ativa.
9. Evitem-se as abreviaturas e siglas, exceto as que são de reconhecido prestígio e
conhecimento, como MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e MBA (Máster
in Business Administration).
10. Duas são as seções principais do currículo: objetivo e experiência.
11. Evitem-se dobras fortes que prejudiquem a leitura do scanner, bem como o uso de
grampos.


19.3. Declaração
É prova escrita, documento, depoimento, explicação. Ele se manifesta uma opinião,
conceito, resolução ou observação.
Esse documento pode também ser passado por órgão colegiado. Como exemplo desse
tipo, cita-se a Declaração Universal dos Direitos Humanos.


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Prof.ª MARLY ROCHA

DECLARAÇÃO À PRAÇA

Comunicamos aos Bancos Clientes, Órgão Arrecadador da
receita Federa l, Estadual e Municipal e ao público em geral,
que no dia... /...../99, nossa agência
............................................. a mão armada, no qual, além do
dinheiro, foi roubada uma máquina de caixa, marca..., sob nº...,
autenticadora de documentos nº..., sendo certo que a
ocorrência foi registrada perante o... Distrito Policial desta
Capital, no referido dia... / ...../99, conforme Boletim de
Ocorrência nº. .............

São Paulo,... de ........de 1999.
Banco XYZ


DECLARAÇÃO Á PRAÇA – HOMÔNIMO

Jaime Sereno, brasileiro, casado, aposentado, portador do
RG... E do CIC... Nascido aos... /......./19X1, filho de
............................ E ....................................., residente em
apartamento próprio na Rua................................., nesta Capital,
declara à praça e a quem possa interessar o seguinte:
Que não se referem a sua pessoa os protestos de diversos
títulos levados a efeito a partir de 19X2, até esta data, pelos
Cartórios desta Capital e de Assis, bem como a emissão de
cheques sem fundos de responsabilidade de...................,
residente ou estabelecido na Rua........................., e outros,
tratando-se de um ou mais homônimos que desconhece e com os
quais nem tem parentesco.

São Paulo,...de .......................de 1999.
(a) Jaime Sereno.


19.4. Edital
É um traslado, cópia autêntica de leis, decretos ou posturas para se publicar pela
imprensa periódica ou por meio de afixação nos lugares públicos, para que não se alegue
desconhecimento de sua mensagem. É uma comunicação que visa informar ou convocar. Pode ser
escrito em papel almaço simples ou de 148 mm x 210 mm.


19.5. Estatuto
Regulamento, cânone que determina ou estabelece a norma. Lei orgânica ou
regulamento especial de um Estado, associação, confraria, companhia, irmandade ou de qualquer
corpo coletivo em geral.

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Prof.ª MARLY ROCHA

19.6. Fórmula
Fórmula, significa um conjunto de palavras ou modelo de texto em que são redigidos
determinados documentos. É uma forma já estabelecida para declarar, certificar, atestar, requerer,
executar, resolver algo com palavras precisas e determinadas pelo uso, pelo costume ou por lei. No
casamento são fórmulas clássicas: “Se alguém tem algo a dizer que o diga agora ou se cale para
sempre” e “Eu os declaro marido e mulher”.

19.7. Formulário
É o conjunto de fórmulas adotadas para orientação de quaisquer atos. Segundo Odacir
Beltrão.
“Os formulários passaram a ser o pavor de contribuintes, associados e clientes. Há
formulários que pedem seu nome invertido, formulários com muitos brancos inúteis, formulários para
declarar sob juramento e para jurar em vão, brancos com espaços para não escrever, espaços do
tamanho de uma pulga pigméia para um resumo da história do declarante.”

19.8. Informações Comerciais
Informação freqüentemente tem o significado de notícia, comunicação ou pesquisa sobre
fatos consumados. Comercialmente, é o parecer ou opinião dada por um indivíduo sobre outro, sobre
um produto ou serviço. Com base na informação é que se formam cadastros bancários, de crédito,
banco de dados e outros.

19.9. Mala Direta
Significa em Marketing a divulgação promocional de produtos e serviços. Materiais de
propaganda, como catálogos, cartas, cartas-circulares, folhetos, são enviados pelo Correio para
clientes habituais e/ou potenciais. Geralmente, as empresas possuem uma relação desses clientes, o
que facilita a remessa periódica de material promocional. É uma forma mais direta, seletiva e
personalizada de promoção de vendas. Normalmente, inclui um cupom-resposta, com postagem
paga, que serve também para avaliar a penetração no mercado.

19.10. Ordem de Serviço
Ordem de serviço é uma comunicação feita para que seja executada determinada tarefa.
Em geral, encerra orientação precisa para a execução de serviços ou cumprimento de obrigações.

HORÁRIO DE ATIVIDADE DO ZELADOR
07h30min – Início do trabalho. Desligar a minuteria e as luzes da garagem. Ligar o elevador
desligado.
09h00min – Desligar um dos elevadores.
10h30min – Café.
11h00min – Retorno.
11h30min – Ligar o elevador.
12h30min – Receber correio.
13h30min – Desligar um dos elevadores.
14h00min – Almoço.
15h00min – Retorno do almoço.
16h15min – Supervisionar o recolhimento do lixo pelo faxineiro.
16h30min – Café.
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Prof.ª MARLY ROCHA

17h00min – Retorno.
17h30min – Ligar o elevador.
19h00min – Desligar um dos elevadores.
19h15min – Pedir ao faxineiro que transporte o lixo até a calçada da rua.
19h30min – Jantar.
20h30min – Retorno do jantar.
22h00min – Ligar a minuteria e as luzes.
Fim do trabalho.

Observações:
1. Este horário de atividades aplica-se a todos os dias, excetuando-se os domingos.
2. Em dias de entrega de gás, perguntar aos condomínios se desejam receber gás.
3. Qualquer serviço prestado pelo zelador nos apartamentos, em princípio, deve ser executado
entre as 11 e 12 horas da manhã, ou entre as 16 e 17 horas, exceto em casos de urgências.
4. O zelador deve, a qualquer momento, abrir a porta do prédio para visitantes, tomando as
devidas precauções.
a) O Síndico

19.11. Procuração
Procuração é um documento que uma pessoa passa para alguém para que possa tratar
de negócios em nome de outra. É um documento em que se estabelece legalmente essa
incumbência, em que se outorga o mandato e se explicitam os poderes conferidos.
Modelo de procuração para movimentação de conta corrente

PROCURAÇÃO

OUTORGANTE: nome do participante, número da Cédula de
Identidade e do CIC, filiação e endereço.
OUTORGADO: nome, número do documento de Identificação e
endereço.
Pelo presente instrumento particular de procuração e na melhor
forma de direito, o outorgante, acima qualificado, constitui e nomeia o
outorgado seu procurador, com poderes bastantes e expressos para o
fim específico de efetuar movimentação de conta corrente, podendo
assinar documentos, dar quitação e praticar todos os atos necessários
ao bom e fiel cumprimento do presente mandato.

...,... de....................de1999.

...................................................................
Assinatura do participante
(reconhecer firma no
cartório)
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Prof.ª MARLY ROCHA

Exemplo de texto específico de procuração

...para o fim de retirar do banco..., agência......., na cidade de
....................., Estado de............, a quantia de R$.................. (...........) de
seu saldo em conta corrente nesse banco, de uma só vez ou
parceladamente, assinando cheques, recibos, livros e o que for
necessário para esse fim,.......................

20. TEXTOS COMPLEMENTARES

1)
A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER
Ao ensaiar escrever sobre a importância de ler eu me senti levado e até gostosamente – a
“reler” momentos fundamentais de minha prática, guardados na memória, desde as experiências mais
remotas de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão
crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo.
A retomada da infância distante, buscando a compreensão do meu ato de “ler” o mundo
particular em que me movia – e até onde não sou traído pela memória -, me é absolutamente
significativa. Neste esforço a que me vou entregando, re-crio, e re-vivo, no texto que escrevo, a
experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra. Me vejo então na casa mediana em
que nasci, no Recife, rodeada de árvores, algumas delas como se fossem gente, tal a intimidade entre
nós – à sua sombra brincava e em seus galhos mais dóceis à minha altura eu me experimentava em
riscos menores que me preparavam para riscos e aventuras maiores.
A velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço – o sítio das avencas de
minha mãe -, o quintal amplo em que se achava tudo isso foi o meu primeiro mundo. Nele engatinhei,
balbuciei, me pus de pé, andei, falei. Na verdade, aquele mundo especial se dava a mim como o
mundo de minha atividade perceptiva, por isso mesmo como o mundo de minhas primeira leituras. Os
“textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto se encarnavam no canto dos pássaros – o do
sanhaçu, o do olha-pro-caminho-que-vem, o do bem-te-vi, o do sabiá; na dança das copas das
árvores sopradas por fortes ventanias que anunciavam tempestades, trovões, relâmpagos; as águas
da chuva brincando de geografia: inventando lagos, ilhas, rios, riachos. Os “textos”, as “palavras”, as
“letras” daquele contexto se encarnavam também no assobio do vento, nas nuvens do céu, nas suas
cores, nos seus movimentos; na cor das folhagens, na forma das folhas, no cheiro das flores – das
rosas, dos jasmins -, no corpo das árvores, na casca dos frutos. Na tonalidade diferente de cores de
um mesmo fruto em momentos distintos: o verde da manga-espada verde, o verde da manga-espada
inchada; o amarelo esverdeado da mesma manga amadurecendo, as pintas negras da manga mais
além de madura. A relação entre estas cores, o desenvolvimento do fruto, a sua resistência à nossa
manipulação e o seu gosto.
(FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. 22. ed. São
Paulo: Cortez / Autores Associados, 1988. p. 11 – 13)

Responda:

1. No segundo parágrafo, o autor afirma: “... no momento em que ainda não lia a palavra”.
Ora, podemos concluir que é possível “ler” algo que não está expresso em palavras? Em caso
afirmativo, dê um exemplo.
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2. Qual era o mundo das primeiras leituras do autor? Ou melhor, qual foi sua primeira “sala de aula”?
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3. Quais eram os “textos”, as “palavras” e as “letras” do mundo das primeiras leituras do autor?
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4. “Os ‘textos’, as ‘palavras’, as ‘letras’ daquele contexto... se encarnavam numa série de coisas...”
a) Qual é o significado da palavra contexto?
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b) Leia atentamente as duas frases abaixo:
O fruto resistiu à nossa manipulação.
Os operários resistiram à manipulação daquele falso líder.
Qual o significado da palavra manipulação em cada uma das frases?
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5. Imagine que você tenha um compromisso qualquer fora de casa. Antes de sair, você abre a janela
e se depara com o seguinte “texto”: um céu carregado de imensas nuvens negras.
Que “leitura” você faz desse “texto”?
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6. Podemos afirmar que o texto apresenta um tema geral, amplo, e outro mais restrito, específico.
Quais são eles?
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7. Comente alguns aspectos do texto que justificam a subjetividade da dissertação e a narração em
primeira pessoa.
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8. Em vários momentos, o autor trabalha a linguagem de forma poética, envolvendo o leitor e
mexendo com sua sensibilidade. Transcreva uma passagem que você considera poética.
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2)
O CASO

Ouço muito: um bom texto deve ser claro e conciso.
Não há dúvida de que a clareza é a principal qualidade do texto. Ser conciso, entretanto, é
uma luta muito árdua.
Ser conciso é dizer o necessário com o mínimo de palavras, sem prejudicar a clareza da
frase. É ser objetivo e direto.
E aqui está a nossa dificuldade. Nós, brasileiros, estamos habituados a falar muito e
dizer pouco, a escrever mais que o necessário, a discursar mais para impressionar do que comunicar.
Para muitos, esse hábito começa na escola. É só fazer uma “sessão nostalgia” e voltarmos
aos bons tempos de colégio, às gloriosas aulas em que o professor anunciava: “Hoje é dia de
redação.” Você se lembra da “alegria” que contagiava a turma? Você se lembra de algum coleguinha
que dizia estar “inspirado”? Você se lembra de algum tema para a redação que tenha deixado toda a
turma satisfeita? A verdade é que não aceitávamos tema algum. Pedíamos outro tema. Se o professor
apresentasse vários temas, pedíamos “tema livre”. E se fosse tema livre,exigíamos um. Era uma
insatisfação total. Depois de muita briga, o tema era “democraticamente imposto”. E aí vinha aquela
tradicional pergunta: “Quantas linhas?” A resposta era original: “No mínimo 25 linhas.” Eu costumo
dizer que 25 é um número traumático na vida do aluno. A partir daquele instante, começava um
verdadeiro drama na sua vida: “Meu reino pela 25ª linha.” Valia tudo para se chegar lá. Desde as
ridículas letras que “engordavam” repentinamente até a famosa “encheção de lingüiça.
E aqui pode estar a origem de tudo. Nós nos habituamos a “encher lingüiça”. Pelo visto, há
políticos que fizeram “pós-graduação” no assunto. São os mestres da prolixidade. Falam, falam e não
dizem nada. Em algumas situações não têm o que dizer, às vezes não sabem explicar e muitas vezes
precisam “enrolar”. O problema maior, entretanto, é que a doença atinge também outras categorias
profissionais. Vejamos três exemplos retirados de bons jornais:
1. “A largada será no Leme. A chegada acontecerá no mesmo local da partida.”
Cá entre nós, bastava ter escrito: “A largada e a chegada serão no Leme.”
2. “O procurador encaminhou ofício à área criminal da Procuradoria determinando que seja
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investigado...”
Sendo direto: “O procurador mandou investigar.”
3. “A posição do Governo brasileiro é de que esgotem todas as possibilidades de negociação
para que se alcance uma solução pacífica.”
Enxugando a frase: “O Brasil é a favor de uma solução pacífica.”
Exemplos não faltam, mas espaço sim. Por hoje é só. Prometo voltar ao assunto.
(Sérgio Nogueira)

EXERCÍCIOS

1. A partir do artigo de Sérgio Nogueira, é possível deduzir-se que:

a) A classe política e três outras categorias profissionais “enchem lingüiça”;
b) A concisão excessiva pode prejudicar o entendimento de um texto;
c) Os brasileiros são prolixos porque gostam de “enrolar”;
d) Os alunos tinham dificuldade em expressar com clareza suas idéias

2. O autor se dirige diretamente ao interlocutor, tratando-o por Você. Essa estratégia
argumentativa confere ao discurso um tom:

a) memorialístico c) problematizador
b) didático d)familiar

3. No fragmento A partir daquele instante, a expressão aquele instante diz respeito ao
momento em que:
4.
a) O professor anunciava um tema comum para todos os alunos.
b) O professor anunciava o número mínimo de linhas da redação.
c) Os alunos começavam a fazer a redação.
d) Os alunos começavam a brigar pelo tema.

5. E aqui pode estar a origem de tudo. Nessa frase, o verbo poder:

a) Sinaliza para a crítica que o autor faz aos políticos e aos mestres da prolixidade.
b) Atenua o grau de comprometimento do autor em relação ao que ele está dizendo.
c) Possibilita que o leitor construa uma imagem negativa das pessoas criticadas.
d) Permite que o leitor conheça a verdadeira causa da falta de concisão.


3) PROFISSIONAIS DO FUTURO

O mercado impõe um novo perfil para gerentes e executivos, atendendo às exigências da
globalização.

Procura-se um profissional do futuro. Nada parecido com os heróis vividos no cinema por
Stallone ou Schwarzenegger. Aqui, quem trabalha duro é o cérebro. Normalmente, os anúncios de
jornal não traduzem verdadeiramente a intenção das empresas no momento de uma contratação, ma,
caso ela fosse publicar exatamente o que procura, seria mais ou menos assim:
“Procura-se individuo com habilidades de um treinador, caráter empreendedor, sensível e
disposto a ouvir as pessoas ao seu redor, dividindo com elas seus conhecimentos e delegando-lhes
poder para decisões. Ele também precisa ter facilidade para enfrentar mudanças e se adaptar
rapidamente a novas conjunturas, além de possuir uma visão objetiva da realidade”.
Impossível? Nem tanto. É cada vez mais comum as grandes empresas correrem atrás de
profissionais que reúnam o máximo das características acima para compor o seu quadro de
funcionários.
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Prof.ª MARLY ROCHA

Não um empregado comum, mas alguém que ocupará cargos de gerência ou de empresas
com dificuldades de encontrar pessoas com esse perfil, de outro, uma legião de desempregados que
não tem perfil para exercer uma função como dessa nos dias de hoje. Segundo Heitor Moreira,
headhunter (caçador de talentos) – diretor executivo da Manager Consultoria em Recursos Humanos
em Belo Horizonte – não é fácil encontrar esses profissionais. Alguns fatores contribuem para esse
quadro. Um deles, e talvez o principal, é que o sonho de ser profissional completo tem seu preço. E
alto. Tudo começa da escolha profissional e se constrói com boa faculdade, cursos de línguas e
especializações.
Você, que é bem informado e acompanha as mudanças que ocorrem no mercado de trabalho,
observou que nesse texto a repórter, Daniela Serra, traça o perfil do profissional do futuro e afirma
não ser fácil encontrá-lo, apesar de acenarem para ele com um bom salário.
(Daniela Serra – repórter)
Conversando com o texto
a) Comente a afirmação: “Aqui quem trabalha duro é o cérebro”
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
b) Em sua opinião, por que existem tantos desempregados, se as grandes empresas
estão à procura de profissionais?
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________

4) A vida sem trabalho – Stephen Kanitz

Se você não ler ficção científica, pergunte ao seu filho como será o mundo no final do próximo
século. Ele dirá que os robôs farão praticamente tudo.
Haverá robô para limpar a casa robô para buscar comida no supermercado. Já há robô, que
chamamos de e-mail, para entregar cartas em todas as partes do mundo. Daqui a 100 anos, as
maquinas farão tudo par nós e ninguém terá de trabalhar. Estaremos todos em férias. Há quem diga
que será um horror. Já imaginou todo mundo sem nada para fazer? A maioria das pessoas já ouviu
dizer que, após seis meses, todo aposentado sobe pelas paredes e implora para voltar a trabalhar. É
uma grande mentira. Para quem se prepara corretamente, a aposentadoria é uma delícia. Não ter de
trabalhar dia nenhum, no futuro, também será.
Com os robôs suprindo nossas necessidades, poderemos nos devotar a atividades muito
interessantes do que o trabalho. São 72.000 livros publicados a cada ano para ser lidos. Mais de um
milhão de sites interessados para pesquisar, 8000 cursos diferentes em que ingressar. Isso sem falar
do edificante trabalho comunitário e voluntário que pode ocupar ás 24 horas do dia. O grande
problema da humanidade não será a vida sem trabalho. Será a transição da era atual para cada era
do robô.
Quando todo mundo trabalha não há problema. Quando todo mundo viver em férias também
não haverá. A questão do mundo atual, e poucos políticos percebem isso, é que a transição já esta
em curso. Os economistas sempre acalmaram os trabalhadores com o argumento de que as novas
tecnologias que eliminavam alguns empregos ocupariam muito mais pessoas nas indústrias
encarregadas de produzir essas tecnologias. Isso de fato aconteceu ao passado. De agora em diante,
robô fabricará robô. Ou seja, desempregados daqui para frente serão desempregados para sempre.
Hoje, 8% do trabalho no mundo já é feito por robôs. Daqui a pouco serão 25%, 30%, 50%. Em algum
momento do futuro, metade da população será trabalho. A outra metade, não. Se essa transição
ocorresse em poucos dias, tudo bem. Acontece que ela deve demorar décadas. O correto, na
verdade, seria os países que produzem esses robôs trabalharem cada vez menos. Nós, enquanto
isso, continuaríamos condenados a dar duro oito horas por dia até chegarmos ao mesmo padrão de
vida deles. Dessa maneira, o equilíbrio de manteria. Não é o que esta acontecendo. Os americanos,
ano após ano, trabalham seis horas a mais em relação ao ano anterior. Deveriam trabalhar cada vez
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Prof.ª MARLY ROCHA

menos. Como não fazem isso, os robôs e as tecnologias, em vez de reduzir o trabalho americano,
acabam desempregando brasileiros.
Alguém pode dizer que a solução para o problema seria proibir os produtos feitos por robôs
de entrar no Brasil. (Se artigos produzidos por mão – de- obra infantil no fundo desempregados
adultos americanos e, por essa razão, não podem ser exportados, por que não podem ser
exportados, por que não tomamos uma atitude semelhante contra os produtos que tiram a ocupação
dos adultos brasileiros?).
O problema do mundo não é econômico, é de estilo de vida. Precisamos encontrar um jeito de
convencer os povos dos paises desenvolvidos a relaxar, a curtir a vida. Poderíamos, por exemplo,
mandar fazer uns adesivos para os carros deles com frases como “Take it easy”, “Curta a vida”,
“Carpe diem”, enfim “Relax”. Povos como os americanos e os japoneses precisam aprender a
trabalhar menos, a cuidar mais de suas famílias e a tirar mais férias, de preferência em praias
brasileiras. Tem gente que acha o máximo tudo o que vem dos Estados Unidos, especialmente na
área de administração e de negócios. Eu acho o máximo que o brasileiro ponha a família em primeiro
lugar, que tire férias em dezembro e só retome o ritmo depois do carnaval. Que o país inteiro pare
durante a Copa do Mundo. Que toda criança brasileira saiba dançar e batucar. Estamos mil vezes
mais bem preparados para era robô do que os anglo- saxões e os orientais.

Exercícios
Palavras em Rotação
Os trabalhos propostos a seguir têm como finalidade desenvolver sua sensibilidade no manejo desse
rico e variado instrumento comunicativo que são palavras. Você também terá de utilizar dicionários
em alguns casos.
Dissemos há pouco que as palavras só adquirem sua significação plana ao saírem dos dicionários e
alcançarem os textos, o mundo. Isso, no entanto, não nos impede de explorar as incontáveis
sugestões que uma palavra isolada pode oferecer. Vamos ver o que acontece:

a) Escreva todas as palavras que, para você, têm alguma relação com cada uma das palavras abaixo.
Dedique um minuto a cada uma.
Político floresta Esporte Cinema
Amor Paz Mar asfalto
Rio Arroz Homem Chão

A seguir, compare os resultados que você obteve com os de seus colegas. Houve muitas
coincidências? O que você acha disso?

b) Relacione com cada uma das palavras abaixo ouras palavras que tenham sonoridade semelhante.
Dedique um minuto a cada uma.
Céu Carro Sussurro Assim
Nome Glutão Senso Tentação
Dente Vida Festa Constituição

Depois disso, troque experiências com seus colegas. Que acha dos resultados por eles obtidos?

c) Relacione com cada uma das palavras abaixo outras palavras que elas se liguem pelo significado:
Índio Eleição Economia Jovem
Prazer Idéia Mudança Descoberta
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Prof.ª MARLY ROCHA


Compare os resultados obtidos com os seus colegas. A seguir, escolha um grupo de palavras que
você obteve e procure redigir um pequeno texto em que a maioria delas apareça. Feito isso, mostre
aos colegas e leia ao que eles produziram.

d) O domínio do vocabulário relativo aos órgãos dos sentidos é muito importante para a tradução de
nossas sensações. Que palavras você utiliza para falar daquilo que:
- Você vê?
- Você ouve?
- Você sente pelo tato (não só o das mãos, mas o do corpo todo)?
- Você cheira?
- Você sente pelo paladar?


Dedique três minutos a cada item. A seguir, troque experiências com seus colegas. Se acharem
necessário, consultem dicionários para tirar duvidas ou ampliar ainda mais as experiências.


A LÍNGUA FALA
A linguagem que utilizamos não transmite apenas nossas ideias.
Transmite também um conjunto de informações sobre nós mesmos.
Certas palavras e construções que empregamos acabam “denunciando” quem somos
socialmente: por exemplo, em que região do país nascemos ,qual nosso nível social e escolar,
nossa formação e às vezes até nossos valores, círculo de amizades e Hobies, como skate,
rock, surfe, etc. o uso da língua também pode informar sobre nossa timidez, sobre nossa
capacidade de nos adaptarmos a situações novas, nossa insegurança.
Assim, a língua é um poderoso instrumento de ação social. Ela pode tanto facilitar quanto
dificultar o nosso relacionamento com as pessoas e com a sociedade em geral.


19. O que muda com o acordo ortográfico

Alfabeto - ganha três letras

Antes
23 letras 26 letras: entram k, w e y

Depois
Trema - desaparece em todas as palavras







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Prof.ª MARLY ROCHA

Trema - desaparece em todas as palavras

Antes
Freqüente, lingüiça, agüentar
• Fica o acento em nomes como Müller.

Depois
Frequente, linguiça, agüentar

Acentuação 1 - some o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras
paroxítonas (as que têm a penúltima sílaba mais forte)

Antes
Européia, idéia, heróico, apóio, bóia, asteróide, Coréia,
estréia, jóia, platéia, paranóia, jibóia, assembléia
• Herói, papéis, troféu mantêm o acento (porque têm a última sílaba mais forte)

Depois
Europeia, ideia, heroico, apoio, boia, asteroide, Coreia,
estreia, joia, plateia, paranoia, jiboia, assembléia

Acentuação 2 - some o acento no i e no u fortes depois de ditongos (junção de
duas vogais), em palavras paroxítonas

Antes
Baiúca, bocaiúva, feiúra
• Se o i e o u estiverem na última sílaba, o acento continua como em: tuiuiú ou Piauí

Depois
Baiuca, bocaiuva, feiúra

Acentuação 3 - some o acento circunflexo das palavras terminadas em êem e
ôo (ou ôos)

Antes
Crêem, dêem, lêem, vêem, prevêem, vôo, enjôos
Depois
Creem, deem, leem, veem, preveem, voo, enjôos

Acentuação 4 - some o acento diferencial

Antes
Pára, péla, pêlo, pólo, pêra, côa

* Não some o acento diferencial em pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito) / pode (presente).
Fôrma, para diferenciar de forma, pode receber
acento circunflexo

Depois
Para, pela, pelo, polo, pera, côa
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Prof.ª MARLY ROCHA

Acentuação 5 - some o acento agudo no u forte nos grupos gue, gui, que, qui,
de verbos como averiguar, apaziguar, arguir, redarguir, enxaguar

Antes
Averigúe, apazigúe, ele argúi, enxágüe, você
Depois
Averigue, apazigue, ele argui, enxágüe, você
Observação: as demais regras de acentuação permanecem as mesmas
Hífen - veja como ficam as principais regras do hífen com prefixos:
Prefixos
Agro, ante, anti, arqui, auto,
contra, extra, infra, intra, macro,
mega, micro, maxi, mini, semi,
sobre, supra, tele, ultra...
Hiper, inter, super
Sub
Vice
Pan, circum

Usa hífen
Quando a palavra seguinte começa
com h ou com vogal igual à última
do prefixo: auto-hipnose, auto-observação,
anti-herói, anti-imperalista,
micro-ondas, mini-hotel
Quando a palavra seguinte
começa com h ou com r:
super-homem, inter-regional
Quando a palavra seguinte
começa com b, h ou r:
sub-base, sub-reino, sub-humano
Sempre: vice-rei, vice-presidente
Quando a palavra seguinte
começa com h, m, n ou vogais:
pan-americano, circum-hospitalar

Não usa hífen
Em todos os demais casos:
autorretrato, autossustentável, autoanálise,
autocontrole, antirracista, antissocial,
antivírus, minidicionário, minissaia,
minirreforma, ultrassom
Em todos os demais casos:
hiperinflação, supersônico
Em todos os demais casos:
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subsecretário, subeditor
Em todos os demais casos:
pansexual, circuncisão


PARA EXERCITAR OS ENSINAMENTOS

1. Complete as frases a seguir utilizando a forma apropriada entre as fornecidas no parênteses:

a) Ela é muito inteligente, _______ não é muito aplicada. (mas / mais)
b) A irmã, que não é tão inteligente, é muito _______ esforçada. (mas / mais)
c) Maria José sofre de um _______ (mal / mau)
d) Eu só posso acreditar que Fábio é muito _______ (mal / mau) caráter.
e) Normalmente a opinião de Samuel vai ______________________ minha.
(ao encontro da / de encontro à)
f) A opinião dos leitores veio _______________________aspirações do senador.
(ao encontro das / de encontro às)
g) Eu saí da Bahia _______ oito anos.(a / há)
h) O lançamento foi marcado para dali _____________________ dois meses.
(a cerca de dois meses / há cerca de dois meses)

2. Complete as letras das músicas abaixo, empregando adequadamente “porque”, “por quê”, “por que” e
“por quê”:

a) “Pra que tornar as coisas tão sombrias / Na hora de partir __________ não se abrir?
(“Pedacinhos, Guilherme Arantes)

b) “Hoje sou feliz e canto só por causa de você. Hoje sou feliz, feliz, e canto
_____________ amo, amo você.”.
(“Beleza rara”, Ed Grandão e Nego John)

c) “Te devoraria a qualquer preço ______________ te ignoro ou te conheço; quando
chove ou quando faz frio.
(“Eu te devoro”, Djavan)

d) Meu coração, não sei _______________, bate feliz quando te vê.”
(“Carinhoso”, Pixinguinha e João de Barro)

e) “Não sei _______________ insisto tanto em te querer, se você sempre faz de mim o que bem
quer.”
(“Deslizes”, Michael Sullivan e Paulo Massadas)
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Prof.ª MARLY ROCHA


3. Marque a frase incorreta:
(a) Somos sempre nós quem acorda cedo.
(b) Fui eu quem montou aquelas prateleiras.
(c) Foste tu que compraste o disco?
(d) Não fui eu quem falei isso.

4. Assinale as frases corretas:
(a) Você está a ar da questão?
(b) Você está ao par da questão?
(c) As moedas fortes mantêm o câmbio praticamente ao par.
(d) As moedas fortes mantêm o câmbio praticamente a par.
(e) O time perdeu de 2 x 0.
(f) O time perdeu em 2 x 0.
(g) O time perdeu por 2 x 0.


5. Reescreva as frases a seguir, a fim de conferir-lhe clareza e coerência:
a) Um médico abriu um consultório no bairro, que atende todas às tardes.
b) Viajou para o Rio de Janeiro Joana da França, onde focará hospedada no Palácio do Governo.
c) Está fazendo sucesso com sua nova escolinha o jogador Artur, que fica no bairro da Lapa.
d) Adesivos para políticos em promoção.
e) Até a primeira quinzena de dezembro, a ideia é distribuir cem mil cestas de natal.
f) O livro que o professor recomendou já está esgotado, visto que foi publicado há menos de um
mês.
g) Desde os três anos, meu pai já me ensinava a ler.

6. Preencha as frases abaixo utilizando “onde” ou “aonde”:
a) A rua___________moro é longa.
b) A cidade___________nasci é pequena.
c) ___________você vai?
d) A escola___________estudo é rígida.
e) __________querem chegar com esse discurso?
f) __________devo dirigir-me?
g) __________você vai morar?
h) Discrimine os locais ___________ podemos estacionar os veículos.
i) Não sei ___________ começar a busca.
j) Não sei ___________ir.
k) ____________você está?

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Prof.ª MARLY ROCHA

BIBLIOGRAFIA

1- MEDEIROS, João Bosco: Técnicas de Redação. Redação Criativa – SP
2- KOCK, Ingdore, GU. & TRAVAGLIA, Luiz Carlos. A Coerência Textual – São Paulo.
3- KLEINAN, Ângela. Texto e Leitor – aspectos Cognitivos da leitura. Campinas / SP.
4- KLEIMAN, Ângela – Oficina de Leitura – Teoria e Prática. Campinas – Pontes – SP.
5- FREIRE, Paulo. A Importância do ato de ler. 21 ed. São Paulo. Cortez – 1988.
6- LÍNGUA. LINGUAGEM E REDAÇÃO. Vol. Único. Ens. Médio – Governo Minas Gerais.
7- SAVIOLI, Francisco P. FIORINI, José L. – Para entender o texto – São Paulo. Ática.
8- CEGALLA. Domingos P. – NOVISSIMA GRAMÁTICA DA LÍNGUA PORTUGUESA. S/P.
9- SOARES, Magda B. & CAMPOS, Edson N. – Técnicas de Redação.
10- MINGOTTI, Rosângela. Língua Portuguesa e Técnica de Redação – CEFET/MG.
11- VAL, Maria da Graça C.- Redação e Textualidade. São Paulo: Martins Fontes, 1994
12- NETO , Cipro, Pasquale – Português passo a passo.
13- AMARAL, Emília e FERREIRA, Lauro – Português para Ensino Médio.
14- PESQUISA- Redação Técnica – www.google.com.br




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“Não pedimos fluência, elegância, nem limpeza, mas um respeito dos limites mesmos da língua, além dos quais ela perde não apenas sua beleza e seu sentimento, mas sua própria natureza. É um mínimo de decência e de dignidade, na escrita, sem o qual o pensamento mais profundo e a idéia mais brilhante se tornam torpes e ridículas”.

Rubem Braga.

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3 ÍNDICE
I. 1. 1.1. 1.2. 1.3. LINGUAGEM, COMUNICAÇÃO E INTERAÇÃO. _______________________________ VARIAÇÕES LINGUISTICAS ________________________________________________ Variação sócio cultural _____________________________________________________ Variação geográfica ________________________________________________________ Variação histórica__________________________________________________________ 7 7 8 8 8

2.

2.1. 2.2. 2.3.

TEXTO LITERÁRIO E TEXTO NÃO LITERÁRIO _______________________ __9

Texto literário______________________________________________________________ 9 Texto não literário _________________________________________________________ 9 Em síntese ________________________________________________________________ 9

3. 3.1. 4. 5. 6. 7. 7.1. 7.2. 7.3. 7.4. 7.5. 7.6. 7.7. 8. 9. 9.1. 9.1.1. 9.1.2. 9.2. 9.2.1. 9.3. 9.4. 9.5 10. 10.1. 10.2. 10.3. 10.4.

REDAÇÃO COMERCIAL E EMPRESARIAL_____________________________ 10 A linguagem no universo profissional ____________________________________ 10 ESTILO ____________________________________________________________ 10 REVISÃO CUIDADOSA AJUDA A EVITAR GAFES ______________________ 11 INGLÊS TEM MAIS PESO NA CONTRATAÇÃO DE CANDIDATOS_________ 11 FUNÇÕES DA LINGUAGEM__________________________________________ 12 Função Referencial ou Denotativa ______________________________________ 12 Função Emotiva ou Expressiva _________________________________________ 12 Função Apelativa ou Conativa __________________________________________ 12 Função Fática _______________________________________________________ 13 Função Metalingüística _______________________________________________ 13 Função Poética ______________________________________________________ 13 Exercícios __________________________________________________________ 14 A DENOTAÇÃO E A CONOTAÇÃO NA LINGUAGEM ____________________ 16 TIPOLOGIA DE TEXTOS - DESCRIÇÃO, NARRAÇÃO, DISSERTAÇÃO _____ 17 Descrição ___________________________________________________________ 19 Descrição Técnica __________________________________________________ 19 Descrição objetiva __________________________________________________ 20 Narração ___________________________________________________________ 20 Narração comercial_________________________________________________ 21 Dissertação argumentativa _____________________________________________ 22 Linguagem dissertativa ________________________________________________ 24 Dissertação Técnica___________________________________________________26 PRONOMES ________________________________________________________ 27 Pronomes de tratamento _____________________________________________ 27 Paticularidades ____________________________________________________ 28 Pronomes relativos _________________________________________________ 30 Valores Espercíficos: que ____________________________________________ 30
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4 10.5. Substitutos do relativo: que___________________________________________30

11. PALAVRAS QUE SUSCITAM DÚVIDAS QUANTO À ESCRITA ____________ 33 12. TÉCNICAS DO RESUMO DE UM TEXTO________________________________35 12.1. O resumo dos fatos___________________________________________________35 13. ELEMENTOS DE TEXTUALIDADE_____________________________________36 13.1. 13.2. 13.3. 13.4. 13.5. 14. 14.1. 14.2. 14.3. 14.4. 14.5. 14.6. 14.6.1. 14.6.2. 14.7. 14.8. 15. 15.1. 15.2. 15.3. 15.4. 16. 16.1. 16.2. 16.3. 16.4. 16.5. 16.6. 16.7. 16.8. 16.9. 16.10. Pragmáticos: ______________________________________________________ 36 Linguisticos _______________________________________________________ 37 Elementos coesivos referenciais _______________________________________ 38 Os principais elementos coesivos são: __________________________________ 39 Elementos Coesivos Seqüenciadores ___________________________________ 39 MODELOS DE DOCUMENTOS EMPRESARIAIS/COMERCIAIS___________ 41 Memorando _______________________________________________________ 42 “Ofício- Circular”, “Carta – Circular” _________________________________ 44 Ordem de serviço ___________________________________________________ 45 Ofício ____________________________________________________________ 46 Requerimento _____________________________________________________ 46 Relatório _________________________________________________________ 48 Relatório Administrativo_____________________________________________ 50 Relatório técnico-científico___________________________________________ 50 Modelo de carta comercial ___________________________________________ 54 Ata ______________________________________________________________ 55 ADEQUAÇÃO VOCABULAR __________________________________________ 56 Tópico Frasal _____________________________________________________ 56 Argumentação e opinião _____________________________________________ 57 Precisão Vocabular _________________________________________________ 57 Concisão _________________________________________________________ 57 PROBLEMAS COMUNS NA CORRESPONDÊNCIA ______________________ 58 Repetições de idéias, palavras, verbos auxiliares. _________________________ 58 Vacuidade das expressões ____________________________________________ 58 Prolixidade________________________________________________________ 59 Pleonasmo ________________________________________________________ 61 Afetações, colocações exageradas. _____________________________________ 61 Gírias ____________________________________________________________ 61 Estrangeirismo ____________________________________________________ 61 Laconismo ________________________________________________________ 61 Empolgação _______________________________________________________ 62 Expressões antiquadas (Arcaísmo)_____________________________________ 62
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19. TEXTOS COMPLEMENTARES_________________________________________71 21. Falhas gramaticais _________________________________________________ 62 OBSTÁCULOS À COMUNICAÇÃO_____________________________________ 62 HABILIDADE TÉCNICA _____________________________________________ 63 TIPOS DE CORRESPONDÊNCIAS _____________________________________ 63 Convite ___________________________________________________________ 63 Curriculum vitae ___________________________________________________ 65 Declaração________________________________________________________ 67 Edital ____________________________________________________________ 68 Estatuto __________________________________________________________ 68 Fórmula __________________________________________________________ 69 Formulário _______________________________________________________ 69 Informações Comerciais _____________________________________________ 69 Mala Direta _______________________________________________________ 69 Ordem de Serviço __________________________________________________ 69 19. Procuração _______________________________________________________ 70 20. O QUE MUDA COM O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO__________________77 BIBLIOGRAFIA___________________________________________________________ 82 Prof.ª MARLY ROCHA .9. 19.3. 19. 19. 19.4. 19.11.8. 19.6.2.5.5 16. 18. 19.10.1. 19.7.11. 19. 17. 19.

6 INTRODUÇÃO O ato de produzir textos claros e concisos. possuam domínio da linguagem formal e saibam utilizá-la nos contextos variados. depende essencialmente do esforço. Tem-se a impressão de ser este um ato enfadonho e cansativo.. A maior parte do material. O assunto foi abordado nos termos técnicos. para todo jovem profissional. com muito respeito ao seu uso. Esta apostila contém os conteúdos básicos e essenciais para conduzir o estudante da área técnica a elaborar redações de estrutura diversificada e especialmente a produzir textos técnicos e científicos de maneira simples e objetiva. visão empreendedora. advém-se de um processo de elaboração mental (cognitivo) e de uma prática constante de leitura e treino da escrita. dedicação e conhecimento de determinadas normas gramaticais que fundamentam o processo de coerência e coesão textual. Escrever. reler e ler. Escrever é uma arte e. Desejamos que este trabalho possa contribuir com seu aprendizado e futuro sucesso profissional. Hoje. linguísticos. Profª. quase que natural. a produção de textos técnicos se torna uma exigência. segundo os padrões da linguagem formal -(culta). está na forma como é utilizado nas empresas. estilísticos e práticos. abertura para trabalharem em equipe. Ler.. O mercado de trabalho está aberto para os jovens profissionais que além do conhecimento técnico. este processo se torna agradável e prazeroso. mais do que nunca.. mas a partir do momento em que se percebe a desenvoltura em falar e a segurança em escrever.. como tal. aqui registrado. Marly Rocha Prof. O ciclo em que ocorre este processo é a prática contínua dos atos de leitura e escrita e o universo dos mesmos. que possam levar o leitor a uma compreensão nítida do assunto. Apresentamos nesta todos os conteúdos.ª MARLY ROCHA . reler e escrever.

também definida como Linguagem Formal tem maior prestígio social. regionais e históricas em que é utilizada. etc. culturais. Ex: Sinais de Trânsito. desde que cumpram com eficiência o papel fundamental de uma língua – o de permitir a interação verbal entre as pessoas. LINGUAGEM. Linguagens não verbais: Tem unidades diferentes da palavra. Todas as variedades lingüísticas regionais são perfeitamente adequadas à realidade de onde surgiram. Prof.ª MARLY ROCHA . E também respostas como “no Maranhão”. os símbolos. Linguagem – processo de interação comunicativa que se constitui pela construção de sentidos. aliás. o uso de outra variedade padrão. “no Rio de Janeiro”. tais como: • • • O Gesto A imagem A nota musical. utilizada na maioria dos livros e revistas e também em textos científicos e didáticos. Linguagens mistas: É a combinação de unidades próprias de diferentes linguagens (Ex: combinação de imagens e palavras em histórias de quadrinhos) Código: é um conjunto de sinais convencionados socialmente para a transmissão de mensagens. A língua portuguesa. Variedades não padrão são todas as variedades lingüísticas diferentes da língua padrão. ONDE SE FALA MELHOR O PORTUGUÊS NO BRASIL? Você já deve ter ouvido esse tipo de pergunta. É a variedade lingüística ensinada na escola. não existe um modelo. uma dessas variedades – A Variedade Padrão ou Norma Culta. culturais. “no Rio Grande do Sul”. é que pode soar estranho e até não cumprir sua função essencial de comunicar. sociais.7 I. é o código mais utilizado em nosso país para as situações de comunicação. de acordo com as condições sociais. justificadas por motivos históricos. de acordo com a visão moderna de língua. Entretanto. Porém. VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS Variedades lingüísticas: são as variações que uma língua apresenta. Todas as variedades lingüísticas são corretas. o código Morse. dos surfistas) são chamadas genericamente de variedades não padrão ou linguagem informal. Variedade padrão ou língua padrão é a variedade lingüística de maior prestígio social. TIPO Variação Sóciocultural Variação Geográfica Variação Histórica ASPECTO AO QUAL SE RELACIONA Grupo social ao qual o falante pertence Região em que o falante vive durante certo tempo Tempo (época) em que o falante vive. 1. o jargão de grupos ou profissões (a linguagem dos policiais. por exemplo. Conceitos: Interlocução – pessoas que participam do processo de interação comunicativa. Em certos contextos. a gíria. Classificação da Linguagem: Linguagem verbal: É aquela cuja unidade é a palavra. dos metaleiros. COMUNICAÇÃO E INTERAÇÃO. dos jogadores de futebol. etc. em alguns programas de televisão. etc. As demais variedades como a regional.

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1.1. Variação sócio cultural São as variações lingüísticas geradas por influências das condições sociais dos falantes. Ex: Frase – 1. Eles ficou por fora porque não foi nas reunião. Frase – 2. Eles não entenderam nada porque não foram às reuniões. “Há uma grande diferença se fala um Deus ou um herói; se um velho amadurecido ou um jovem impetuoso na flor da idade; se uma matrona autoritária ou um ama dedicada; se um mercador errante ou um lavrador de pequeno campo fértil...”. (Horácio)

1.2. Variação geográfica De região para região do país, observam-se formas distintas de falar. Tais variações podem ser identificadas no aspecto sonoro (pronúncia ou “sotaque”) no vocabulário, bem como em certas estruturas de frases e nos sentidos particulares atribuídos a determinadas palavras e expressões. Ex: Texto do escritor Guimarães Rosa, no qual recria a fala de um típico sertanejo do centro-norte de Minas Gerais:

 Mas você tem medo dele... [de um feiticeiro chamado Mangolô]  Há-de-o!... Agora, abusar e arrastar mala, não faço. Não faço, porque não paga a pena... de primeiro,
quando eu era moço, isso sim!... Já fui gente, gente. Para ganhar aposta, já fui, de noite, foras d’hora, em cemitério... [...] Quando a gente é novo, gosta de fazer bonito, gosta de comparecer. Hoje, não: estou percurando é sossego... (Guimarães Rosa, Sagarana). 1.3. Variação histórica As alterações ocorridas tanto na grafia quanto no sentido das palavras que se constituem no processo contínuo de modificação de uma língua, denomina-se variação histórica. Ex: Observe um pequeno fragmento de um texto de 1536 e compare-o na sua forma atualizada. Texto Original (1536) “A linguagem e figura de entendimento (...) os bõs falão virtudes e os maliciosos maldades (...) sabem falar os quitende as cousas: porque das causas nace as palavras e não das cousas.” (Fernão de Oliveira) Texto Atualizado A linguagem é figura do entendimento (...) os bons falam virtudes e os maliciosos, maldades (...) sabem falar os que entendem as coisas: porque das coisas nascem as palavras e não das palavras as coisas.

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2. TEXTO LITERÁRIO E TEXTO NÃO LITERÁRIO 2.1. Texto literário O texto literário é aquele em que não necessariamente deva conter rimas, versos e palavras diferentes das que usamos no cotidiano e nem falar de um mundo imaginário, distante da realidade em que vivemos. Para ser literário, o texto deve apresentar uma linguagem literária, ou seja, uma linguagem expressiva, conotativa, poética e emotiva. A função de linguagem predominante é a poética. Ex: Texto: O BICHO (MANUEL BANDEIRA) O BICHO Vi ontem um bicho. Na imundície do pátio. Catando comida entre os detritos. Quando achava alguma coisa, Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade. O bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem! (Manuel Bandeira) 2.2. Texto não literário O texto não literário ou texto utilitário é informativo, possui uma linguagem objetiva e impessoal, seu objetivo é transmitir conteúdos e a função de linguagem predominante é a referencial. Ex: Texto: DESCUIDAR DO LIXO É SUJEIRA Diariamente duas horas antes da chegada do caminhão da Prefeitura, a gerência (de uma das filiais do Mac Donald) deposita na calçada dezenas de sacos plásticos recheados de papelão, isopor, restos de sanduíches. Isso acaba propiciando um lamentável banquete de mendigos. Dezenas deles vão ali revirar o material e acabam deixando os restos espalhados pelo calçadão. (Veja. São Paulo – 23/12/1992). 2.3. Em síntese TEXTO LITERÁRIO Linguagem Literária Linguagem pessoal, contaminada pelas emoções de seu emissor, subjetivo. Linguagem plurissignificativa, conotativa. Recriação da realidade, intenção estética sentenças irreversíveis. Linguagem expressiva (ênfase na expressão) TEXTO NÃO LITERÁRIO (TÉCNICO CIENTÍFICO) Linguagem Científica Linguagem impessoal, objetiva, informativa. Linguagem denotativa Linguagem que informa sobre a realidade, real, concreta. Linguagem referencial, técnica, seu objetivo é o real conhecido pelos seus aumentos lógico.

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3. REDAÇÃO COMERCIAL E EMPRESARIAL 3.1. A linguagem no universo profissional O objetivo nesta unidade é avaliar os usos que se têm feito da linguagem no universo das relações profissionais e propor algumas modalidades de textos técnicos, como o relatório técnico – científico. A grande quantidade de erros cometidos pelos executivos no dia-a-dia, até mesmo em multinacionais é grande. “Alguns parecem piada, mas definitivamente não dá par rir de uma situação assim”, afirma a consultora Sandra Regina Gouveia Moreira, 36, da Manager. Segundo ela, a forma como o profissional escreve e fala é avaliada nos processos de seleção. “Mas isso ainda não e uma exigência freqüente das empresas, explica a consultora”. Outra dica para quem quer praticar o português é não se limitar à leitura de textos técnicos. “É importante ler de tudo, romances, contos, jornais. Isso amplia o vocabulário, e a pessoa pensa sobre outros assuntos”, diz. Mas ela alerta para um fator importante: o prazer da leitura. Marli diz que não adianta ler de maneira compulsiva apenas por obrigação. “A atividade tem que ser prazerosa. Se não for, muito do conhecimento se perde”. 4. ESTILO Para melhorar o estilo técnico, é necessário evitar: Os clichês – palavras “pobres” e de sentido genérico ou desgastado pelo abuso. Expressões pleonásticas como: referência supracitada, como dissemos acima, pela presente vem através desta, tomamos a liberdade de etc. Expressões consideradas obsoletas como: conforme o assunto ventilado, passo as suas mãos, outrossim, sem mais para o momento, de conformidade quanto ao solicitado, etc. O uso de barra para separar datas abreviadas: 17/08/98 prefira 17-08-98. Embora a primeira forma não esteja errada, tem-se optado pela segunda por facilitar a visualização. Uso de abreviaturas internas em correspondências externas, a menos que você tenha certeza de que seu destinatário conhece o significado. Frases muito longas ou curtas demais.

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5. REVISÃO CUIDADOSA AJUDA A EVITAR GAFES Colocar o conhecimento à prova pode ser a melhor maneira de evitar erros graves. Mas como fazer isso? Basta pedir que outras pessoas leiam o que escreveu. Se a informação for confidencial, uma dica é ler e reler, com calma, tudo o que for escrito, até mesmo mensagens eletrônicas. “Os e-mails oferecem muito mais risco de erros porque a linguagem é informal e as pessoas não se preocupam em revisá-los”, diz Laurinha Grion, consultora de português do SENAC. Texto deve ser correto e coerente Pasquale Cipro Neto – Colunista da Folha O candidato a um emprego certamente sabe que a língua escrita é diferente da falada. E, muitas vezes, é aí que a roda pega. Na ânsia de mostrar refinamento, exagera no rococó e acaba usando expressões com as quais muitas vezes não tem intimidade. E aí... Bem ou mal, o texto é um cartão de visita. Parece recomendável, pois, tomar cuidado para não escorregar. No aspecto gramatical, merecem atenção especial os itens básicos, com concordância (“Houveram muitos problemas na economia do país neste ano” – o correto é “houve”; “Fazem muitos anos que desejo um emprego como este” – o certo é “faz”), ortografia (previlégio, discreção, reinvindicar – o correto é privilégio, discrição, reivindicar), regência (“Não me simpatizo com essa tese” – o correto é “Não simpatizo com essa tese”) etc. É bom fugir de expressões desgastadas, como o enfadonho” a nível de”, e de modismos de gosto e eficiência duvidosos. Exemplos não faltam. Um deles – atualíssimo – é o exagero no emprego do verbo “estar” associado a gerúndio (“A empresa vai estar enfrentando novos tempos”; “Vou estar me preparando para esse desafio”; “Gostaria muito de poder estar participando do processo”). Outro modismo é o uso do pronome “você” que não se refere ao interlocutor (“Quando você vive um período de transformações como o que está ocorrendo...”; “Hoje em dia, para você conseguir um bom emprego...”; “Você precisa se reciclar constantemente para poder estar acompanhando a evolução do mercado de trabalho”; “Quando você fica sem emprego, sua vida fica sem rumo”). É necessário ter em mente que um bom texto é claro, direto, simples, correto e – sobretudo – coerente e coeso. “Tenho fluência em inglês básico” é um bom exemplo de texto desconexo. Ter fluência em uma língua pressupõe ir muito além do básico. Não se trata de saber se a frase está certa ou errada. O problema é que ela evidencia raciocínio torto, mal articulado, o que pode ser decisivo para o futuro do candidato. É isso. 6. INGLÊS TEM MAIS PESO NA CONTRATAÇÃO DE CANDIDATOS Falar e escrever corretamente o português pode parecer requisito mínimo pedido por qualquer empresa na hora de contratar um funcionário, mas não é. Os programas de seleção para executivos, por exemplo, exigem que os candidatos desenvolvam textos e passem por entrevistas. Mas nem sempre falhas gramaticais imperdoáveis desclassificam um profissional que tenha inglês fluente e domínio técnico em sua área de atuação. “É impressionante a quantidade de currículos e cartas de apresentação que chegam com problemas. Muito não tem o menor sentido ou apresentam erros graves de gramática”, explica Jonathan Duran. Segundo ele, os profissionais não conseguem escrever de maneira objetiva e, na tentativa de “enfeitar” o texto, acabam pecando pelo exagero.

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nas propagandas.” Isto é. Há o predomínio da linguagem denotativa. vocês) e de verbos no imperativo. embora os terceiros molares (dentes de siso) possam nunca nascer. Cai. por que não faz fruto a Palavra de Deus? Por culpa nossa. ou uma ordem. com o objetivo de convencer o recebedor. Sabeis. Dói-me nas veias. Função Referencial ou Denotativa É a que se volta para a informação. pregadores. de desencanto E nestes versos de angústia rouca.. Assim dos lábios a vida corre. Função Apelativa ou Conativa É a função da linguagem comumente empregada nos discursos. FUNÇÕES DA LINGUAGEM O lingüista russo Romam Jakobson estabelece as seis funções básicas da linguagem. o que se pode observar através do uso de vocativos.. A intenção é transmitir ao recebedor dados da realidade de uma forma objetiva e precisa.. (Texto extraído da Revista Caras) 7. nos sermões.. Desencanto Eu faço versos como quem chora Fecha o meu livro. gota a gota. Eles começam a ser trocados pelos dentes permanentes quando a criança está por volta dos seis anos.) encontrar mensagens verbais que preenchessem uma única função. Texto: Dentes Os vinte dentes primários (também chamados de dentes de leite) costumam nascer aos seis meses de idade.. vós. da segunda pessoa (tu.. A diversidade reside não no monopólio de estrutura verbal de uma mensagem depende basicamente da função predominante. Por outro lado. Função Emotiva ou Expressiva É aquela em que a intenção do emissor é posicionar-se em relação ao tema que está abordando. Volúpia ardente. Tristeza esparsa.ª MARLY ROCHA .2. por que não faz fruto a Palavra de Deus? Por culpa dos pregadores. reticências. para o próprio contexto. “Sabeis.” (Sermão da Sexagésima –Padre Antônio Vieira) Um trecho do horóscopo Prof. escrito em primeira pessoa. Aos vintes anos. em uma mesma mensagem verbal podemos reconhecer sempre mais de uma função. você. pontos de exclamação. em toda mensagem prevalece uma das seis funções.12 7. Sempre resulta um texto subjetivo. Deixando um acre sabor na boa. Amargo e quente. o emissor dirige ao recebedor um apelo.1. com emprego de interjeições. a maioria dos adultos está com a dentição completa. (Manuel Bandeira) 7. do coração. 32 dentes. 7. entretanto afirma que “dificilmente lograríamos (. com verbos em terceira pessoa. remorsos vão. etc. De desalento. se por agora Não tens motivo nenhum de pranto. Meu verso é sangue. cristãos... de forma impessoal e direta.3. um conselho.. Eu faço versos como quem morre. é expressar seus sentimentos e emoções. Em tom de conversa..

Aproveite o período para avaliar suas verdadeiras necessidades emocionais”. “. Esta função costuma aparecer em conversas telefônicas.6. Lembre-se de que a intensificação do lado sonhador de sua personalidade é apenas momentânea. Função Poética Está voltada para a própria mensagem. 7. quer na estrutura da mensagem.13 “Tome cuidado par não distorcer seus sentimentos.. ” (Carlos Drummond de Andrade) 7. o poeta procura obter alguns elementos fundamentais da linguagem poética: o ritmo. Se me desafiar. Lutar com palavras Parece sem fruto. “tudo bem”?”. E você? 7.. etc. Ao selecionar e combinar de maneira particular e especial as palavras. Não tem carne e sangue. palavra (digo exasperado). -Tudo bem.4. tudo bem”? -Tudo bem. o belo e o inusitado das imagens.5. Palavra. Há o uso de expressões vazias de conteúdo. uma poesia discorre sobre o próprio ato de escrever. Por extensão. (Manuel Bandeira) Prof. transformando-os em culpa ou depressão.ª MARLY ROCHA . como “alô”. a sonoridade. analisar. ‘até logo!”.Olá. traduzir ou trocar termos e expressões da própria linguagem. uma peça teatral tem por tema o próprio teatro. quer na seleção e combinação de palavras. -É isso ai. A estrela Vi uma estrela tão alta Vi uma estrela tão fria! Vi uma estrela luzindo Na minha vida vazia Era uma estrela tão alta! Era uma estrela tão fria Era uma estrela sozinha Luzindo no fim do dia Por que da sua distância Para a minha companhia Não baixava aquela estrela? Por que tão alto luzia? E ouvi-a na sombra funda Responder que assim fazia Para dar uma esperança Mais triste ao fim do meu dia. Função Metalingüística Serve-se da linguagem para definir. certificando-se de que a comunicação está sendo feita de forma satisfatória. inicio de encontro.. “como vai”. criticar. explicar. Função Fática “É aquela em que o emissor mantém contato como o recebedor. etc. Ocorre metalinguagem quando se dá uma definição ou quando se explica ou se pede explicação sobre o conteúdo da mensagem. fala-se em metalinguagem quando um filme tem por tema o próprio cinema. Aceito o combate. Entretanto luto..

_____________________________________________________________________________ Prof.7._____________________________________________________________________________ 6 . definições. entonação._____________________________________________________________________________ 4 . 1 . Frase breve. clara.“Não me deixem só!”. R . (Carlos Drummond de Andrade) R . Fática Gerar. diminutivos.“Eu não devia te dizer mas essa lua mas esse conhaque botam a gente comovido como o diabo”.Leia os textos abaixo e identifique a função da linguagem que predomina em cada um deles (se necessário. Referencial ou denotativa Finalidades Recursos Frase declarativa: Comunicação impessoal. Frase imperativa: Influenciar o recebedor Comunicação indutora. R . superlativos._____________________________________________________________________________ 3 . aumentativos. exata.A luz se propaga à velocidade 300. Elucidar e esclarecer o código lingüístico 5. suscitar._____________________________________________________________________________ 2 .“Que será fortuito? Forte e gratuito? Também lembra furto”. figuras. objetiva. Frases de valor artístico. Explicações. decidida.000 km por segundo. R . consulte as explicações anteriores). Exercícios I .14 As funções da linguagem podem ser assim sintetizadas: Funções Predominantes 1. de fácil compreensão. com o predomínio da conotação. figuras de linguagem e musicalidade. Emotiva ou expressiva Exprimir sentimentos e emoções Comunicação pessoal e subjetiva. Poética Valorizar a forma de linguagem 7._____________________________________________________________________________ 5 . uso de recursos como: interjeições. Metalingüística 6. conceituações.ª MARLY ROCHA . favorecer e facilitar a comunicação. Transmitir informações 3. (Carlos Drummond de Andrade) R .Alô! Como vai? Você está me ouvindo? R . Apelativa ou conotativa 4.“Beba Coca-Cola”. convincente. Frase exclamativa: 2.

R . “-Moço.ª MARLY ROCHA .15 7 . A fazenda Santa Catarina era perto do céu – um azul no repintado.”._____________________________________________________________________________ 13. Não se zangue..Isso é cádmio.._____________________________________________________________________________ 9 .“O que lembro. Nutt. Antes disso.”. tenho.. “E água. meia proteção. Venho vindo de velhas alegrias. e luz e energia Subiam na taxação E era salário descendo Carestia em ascensão Ao sabor de muitos ventos Soprados pela inflação. (Mário Quintana) R .Está bem. . R ._____________________________________________________________________________ Prof. E.. com as nuvens que não se removem. Privilégio. Eu passarinho!”.. todos os telefonistas eram homens._____________________________________________________________________________ 12 .” (Literatura de Cordel). R . favor. privilégio. que eu também gosto de ver o mar”.A primeira telefonista foi Ema M. “A palavra privilégio voltou com um estalo na cabeça dele”. saia de minha frente. senão chamo a polícia. Mas ninguém diz violentas As margens que o comprimem”.Da violência “Do rio que tudo arrasta se diz que é violento.“Saiba como o Bond Boca colocou Cepacol na boca do povo e se tornou Bond Vendas”. (Murilo Rubião) R . (Bertolt Brecht) R . oh! Moço! Moço me dá um cigarro? Ainda com os olhos fixos na praia. (Guimarães Rosa) R . resmunguei: -Vá embora. privilégio.._____________________________________________________________________________ 14. Não podia esquecer o nome daquela palavra._____________________________________________________________________________ 10 . moleque. (Jair Vitória) R ._____________________________________________________________________________ 15. moço. Privilégio que a gente perde. Mas que isso? Assim. R .Poeminha do contra “Todos esses que aí estão Atravancando o meu caminho. Iria perguntar ao professor da outra fazenda o que significa o que significa aquilo. uma espécie de metal muito utilizado em ligas de outros metais._____________________________________________________________________________ 8 . que começou o trabalho no dia primeiro de setembro de 1878. por favor. Eles passarão._____________________________________________________________________________ 11 .

(Millôr Fernandes) R . isso porque é a parte da significação lingüística que diz respeito à representação do mundo exterior objetivo e do mundo inteiro subjetivo. não saia do cofre”. nem reaja. a circunstância da comunicação nos levam a selecionar um significado mais preciso. eu estava era pensando”. evoca clara ou do signo: em poucas palavras. nem nenhuma outra das garotas conhecidas. A DENOTAÇÃO E A CONOTAÇÃO NA LINGUAGEM Tendo em vista as características próprias a cada das linguagens: a cientifica e a literária._____________________________________________________________________________ 17. se o contexto.. Se assaltado. esse funciona apenas como uma mola que nos lança aos significados sugeridos. dentro do carro. Meti rápido a cara no livro de química. aquele que ali se encaixa melhor chamaremos a isso denotação. Desse modo. “De preferência. A denotação está diretamente ligada à função representativa. “Aquela era a nuvem passageira do verão”. Se possível não saia do quarto. “Como os assaltos crescem dia-a-dia. às conotações._____________________________________________________________________________ 8.16 16. uma coisa diferente e que fosse pra valer. ao significado denotativo. Prof.ª MARLY ROCHA . evocados. Eu queria uma coisa. é claro. podemos avançar um pouco mais e conhecer os termos denotação e conotação. Jamais deixe objetos à vista. “Eu não tinha um plano muito definido: mas uma coisa era certa: eu não queria Elisabeth. de imediato. diríamos que a conotação é o poder de sugestão da palavra. apesar de o significante nos remeter. ou melhor. mais adequado. Do quarto veio a voz do meu pai. não podendo conte-los. em certas situações de fala (língua oral) ou em determinados contextos (língua escrita). a situação da fala. a PM sabiamente dá conselhos aos cidadãos para serem menos assaltados”: Não demonstre que carrega muito dinheiro. implica. A conotação está ligada mais às funções expressiva e apelativa da linguagem: isso porque é parte da significação lingüística que nos remete a tudo aquilo que a palavra sugere. acrescento as minhas. antes que minha mãe respondesse.. Fiquei olhando as páginas do livro. fique calmo. Poderíamos dizer que a denotação implique. necessariamente. Depois de ler com extrema atenção estas instruções oficiais. Não discuta. um significante. (Rubem Fonseca) R ... no entanto. Não deixe documentos no veículo Não leves objetos de valor nem muito dinheiro para a praia. resumo: Não saia de casa. primeiro universal. sem ler.

debater um tema com ponto de vista e argumentação. P. transcrito de uma pichação de muro em São Paulo: Eternamente É ter na mente Éter na mente Eternamente. relacionando-os entre si.1.ª MARLY ROCHA . 9. Descrição Descrição: apresentar características de alguém ou de alguma coisa. DISSERTAÇÃO 9. Pode-se considerar este texto como artístico principalmente por que: • • • • Traduz. a partir do dado da imortalidade. SE o sujeito desse poema “via tudo que havia”. de maneira límpida. Prof. que tipo de sujeito pode ser esse. TIPOLOGIA DE TEXTOS . Narração: contar histórias com personagens e acontecimentos. Dissertação: expor idéias sobre um assunto. NARRAÇÃO. mas “não via a vida”. Caprichos e relaxos.DESCRIÇÃO. a idéia de eternidade. Evoca uma mensagem poética. 1983.17 Exercícios Acompanhe o seguinte poema de Paulo Leminski: Via sem saída Via bem Via aqui Via além Não via o trem Via sem saída Via tudo Não via a vida Via tudo que havia Não via a vida A vida havia LEMINSKI. e “a vida havia”. Trabalha um arranjo de signos a partir de um só vocábulo. Cite quantos significados podemos achar pra o signo “via”. São Paulo. por estar pichado num muro. que não enxerga o mundo em volta dele? 2) Leia o texto abaixo. 70. Participa socialmente de um contexto. Brasiliense.

1975. nas paredes (se houver) e dizer se tais superfícies são ásperas. João Cabral de Melo Neto. quentes. Não apenas características físicas. quando fazemos nossas descrições também quando lemos ou ouvimos descrições feitas por outras. Olympio. ficando mais apurada. de botas e esporas. mas capaz de fazer o leitor realizar em sua imaginação a pessoa descrita. em algum objeto. Você pode também pôr a mão no chão da rua. quase um obeso. mais aperfeiçoada. sempre ria-riso grosso.. que formas e cores têm? Você também pode perceber e caracterizar a rua utilizando outros sentidos. de normal. e riso mudo. Rio de Janeiro.] O major Saulo. misterioso. em algum lugar etc. capaz de amansar boi bravo só com os olhos. como ele é. pouco a pouco. mas também “psicológicas”. mais sensível. para sensibilizar quem lê o texto descritivo.ª MARLY ROCHA . muitas vezes. recria-lo em sua imaginação. Essa é a função da descrição: revelar o que foi observado em alguém. A descrição pretende que o leitor do texto possa perceber o que está sendo descrito. quando alegre. Repare que o texto apresenta características do Major Saulo. um riso para cada estado emocional. nossa capacidade de perceber vai. riso fino. nas arvores. No mesmo ventre crescido Sobre as mesmas pernas finas. A apresentação conjunta de traços físicos e psicológicos permite que a descrição se torne mais concreta. aí você estará descrevendo a rua por meio do tato. o movimento do ar. pernas finas. Por exemplo: os sons da rua – ela é silenciosa ou ruidosa? Que tipo de ruídos a caracteriza? Você também pode descrever a rua pelos cheiros que existem nela (e os cheiros. Além disso. sua pele pode sentir a temperatura da rua. quando irado. [. e que ri sempre. de olhos verdes. Como você vê. lisas. frias. E iguais também porque o sangue Que usamos tem pouca tinta. A descrição e os cincos sentidos A descrição é um processo de caracterização que requer sensibilidade de quem descreve. etc. corpulento. sangue com pouca tinta etc.. etc. ou alguma de sua historia cotidiana. Poesias completas. Pode ser a rua em que você mora. nos sentidos: Visão – Tato – Audição – paladar – Olfato Vamos imaginar um exemplo: você vai descrever uma rua. seu modo de ser: misterioso. que só com o olhar mandava um boi bravo se ir de castigo. José Esse texto apresenta característica do Severino. Como é visto: cabeça grande. Por isso dizemos que este trabalho baseia-se na percepção. Veja a seguir mais um exemplo de descrição de pessoa.18 Textos descritivos Somos muitos Severinos Iguais em tudo na vida: Na mesma cabeça grande Que a custo é que se equilibra. lembram sabores). Por meio da visão. Prof. como você vai perceber a rua? Como é a sua forma? E as cores? E as casas. e que ria.

Converse com as pessoas de sua família.19 Descrever é uma atividade que educa e desenvolve os nossos sentidos. porém caracterizada como parda. há narrativa.20 m aos 08 anos de idade.1. recebe os primeiros funcionários. para que sua imagem fique bem viva. . Descrever é mais que apontar. eu gostava de ler e lia inúmeras histórias infantis e fábulas de Esopo da enciclopédia “Tesouro da Juventude. bem representativa de como você era. a tranqüilidade. o escritório está vazio. Processo e qualidades da descrição comercial São as seguintes etapas da redação de um texto: . inalterado. sempre trançados e finalizados com laços de fita cor de rosa.Elaboração do rascunho. não ocorre transformação ou alteração temporal: o objeto ou ser descrito permanente imóvel. e nossa expressão. às 8h00. não há alteração temporal.ª MARLY ROCHA . por volta das 13h00.Revisão. o uso de palavras específicas. às 10h00 é uma verdadeira feira.” (ROCHA. cabelos bem encaracolados.. Desinibida. . Peso compatível com a estatura. Exemplo: “Às 7h30min da manhã. tudo ocorre ao mesmo tempo). Praticar a descrição faz com que nosso corpo fique mais sensível. Prof. mais apurada. os fatos apresentados distribuem-se entre 7h30min e 10h00). Exercício Faça uma pequena descrição (mais ou menos 10 linhas).. pois há transformação temporal.redação da versão final. Ex. Marly). mais “percebedor”. mas de captar os traços capazes de transmitir uma impressão autêntica. tanto físicas como psicológicas. (pegava apenas piabas) o que achava muito divertido. um lugar. nada acontece no escritório: observo a calma. para tornar o que vai ser descrito um modelo inconfundível. ouço o barulho da rua!” (neste caso. uma pessoa. Descrição Técnica Descrever é representar verbalmente um objeto. o quadro na parede. Enumere suas características de então.Pesquisa e seleção dos dados que serão apresentados. . Gostava muito de brincar. 9.Estabelecimento do objetivo a alcançar. . A descrição requer observação cuidadosa. Todos me achavam muito esperta e sabida para a minha idade e já nesta época. de pormenores individualizantes. “Após o almoço. muitos o achavam. exatas.: “Descrição” Meu retrato (escrito) Morena. apresentando um retrato seu aos sete anos. a nossa sensibilidade. Na descrição.Correção.1. ir ao rio pescar. . é muito mais que fotografar. utilizando sua memória sensitiva. Impõe-se. Minha estatura? Mais ou menos 1. mediante a indicação de aspectos característicos. extrovertida e vivaz. Eu era uma garota interessante. Não se trata de enumerar uma série de elementos. Olhos castanhos escuros. por isso.” (neste caso.

incapazes de caracterizar objetos. Seu objetivo é esclarecer. Se há fatos para contar. Não se empregam muitas palavras quando uma e suficiente. rigor e estrutura lógica das idéias. Se há idéias a apresentar. comunicar. informar. As descrições não serão lentas nem morosas. Rio de janeiro. Deve-se dar preferência às orações coordenadas. espaço. de optar por uma modalidade de discurso. O texto só atribui importância ao acontecimento em si. concisa. ação. sobretudo com a função referencial.2. fatos e situações. Seleção de dados úteis e de valor pra o texto que vai redigir.ª MARLY ROCHA . será deixado de lado. o redator optará pela narração e. O estilo floreado. conseqüentemente. Poesias reunidas. Nesse texto. analisando alguns textos narrativos. o acontecimento: a escrava se mata junto com a filhinha recém-nascida. incluirá personagens. Esta é a sua principal característica: ela deixa de lado o aspecto artístico da frase. As regras básicas da descrição técnica são: O estilo deve ser rápido. o redator deve se preocupar com: Pesquisa direta em fontes de informação: arquivo. 9. que não busca a emoção estética e trabalha. cartas e relatórios anteriores.1. Narração Vamos identificar qual a diferença básica entre descrever e narrar. A impressão deve ser direta. Fundamentação de qualquer situação. Civilização Brasileira. Descrição objetiva É a descrição exata. Não cabem aqui as generalizações. O vocabulário será preciso. tempo. Convém captar a atenção do leitor desde a primeira linha e evitar frases explicativas e débeis. os pormenores serão exatos e a linguagem sóbria. pois. Originalidade. a dissertação se revelará a exigência de percepção aguçada para o incomum e situações singulares.20 Tendo estabelecido o objetivo que se quer alcançar e realizado pesquisa rigorosa quanto aos dados que se quer expor. Os parágrafos serão curtos. selecionará verbos de movimento. para salva-la da escravidão. Exemplo de descrição objetiva: folhetos que acompanham eletrodomésticos. o redator comercial evita fazer literatura. Mais que isso: deve convencer pelos fatos que estampa. Releia o texto e repare que não sabemos como era a escrava. indicando como funcionam. 1972. o tom eloqüente e parnasiano. preocupando-se com a eficácia e exatidão da comunicação. os textos apagados. nem como era sua filha. sem excessos de adjetivos. o importante é o fato.2. com predominância de frases de 10 a 15 palavras. A escrava pegou a filhinha nascida Nas costas E se atirou no Paraíba Para que a criança não fosse judiada Oswaldo de Andrade. Para que a redação empresarial obtenha um resultado positivo. passa-se à etapa da reflexão e primeira redação. claro. 9. com muitos adjetivos. nem como era o rio. vivo. a ação. objetividade. Prof. mas rápidas e informativas. É hora.

A narração envolve: Quem? Personagens. Quê? Fatos. a historia é contada na 1º pessoa (eu): “vi ontem um bicho”. era um homem. Exercício Escolha uma das propostas abaixo: • • Continue a seguinte frase: Abriu os olhos e não conseguia entender o que estava vendo. Como? O modo como se desenvolveram os acontecimentos Por quê? A causa dos acontecimentos. Note que.. além de ser uma das mais importantes possibilidades da linguagem.ª MARLY ROCHA . nossa memória e nossa imaginação. O narrador relata um acontecimento que o impressionou: um bicho catando resto de comida. no desenvolvimento de enredo. Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade. Continue a seguinte frase: O que pôs tudo a perder em minha vida foram aqueles cinco minutos. A narração. O bicho. Quando achava alguma coisa. 1ª ou 3ª pessoa No texto acima. é também uma das práticas mais comuns de nossa vida.. consiste em construir o conjunto de ações que constituem a história – o enredo – e relacioná-las às personagens – seres que praticam atos ou sofrem os fatos. relatando-se apenas o que é significativo. Quando? A época em que ocorreram os acontecimentos. Rio de Janeiro. expor os acontecimentos com rapidez. Estrela da vida inteira. Não era um rato.21 Narrar. 1973. José Olympio. A narração associa observação do mundo com nossa existência.2.. torna-se imperioso dar movimento aos fatos. meu Deus. 9. portanto. O bicho não era um cão. Prof. Manuel Bandeira. Mas o narrador pode ser de dois tipos. Não era um gato.1. Onde? O lugar da ocorrência dos fatos. Narração comercial A narração comercial caracteriza-se como um relato organizado de acontecimentos empresariais reais ou possíveis. Toda narrativa tem um narrador: aquele que conta a história. Só no desfecho o narrador nos revela que o bicho é um ser humano. não sabemos de que animal se trata. conforme a sua perspectiva em relação aos fatos narrados. Vejamos mais um exemplo de narração: O bicho Vi ontem um bicho Na imundície do pátio Catando comida entre os detritos. manter aceso o interesse do leitor.. Em primeiro lugar.

com dificuldade. Utilizar orações coordenadas para ser bem claro. Pararam. É forçoso selecionar fatos relevantes. Frases de 10 a 15 palavras. por assim dizer. mergulhar. A defesa do ponto de vista. Juntar apenas o que é significativo. Na narração. à organização dos motivos que o justificam. quem apreende a práaeende a pratica ouu perspctivao. O quê consta em geral do desenvolvimento e o como aparece.22 Onde. quando e quem pertence à introdução. no redemoinho da vida. Recomenda-se o uso de substantivos e cuidado especial na escolha dos verbos. Dissertação argumentativa Se descrever é caracterizar e se narrar é contar. mais do que explicar acontecimentos. Gramaticalmente. Sugerir soluções. tica da vida também assimila a sua teoria.. Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. apresentando os fatos de modo que se atinja o clímax apenas no final do texto. .o. a dissertação deve apresentar também uma linguagem clara e uma estruturação lógica (com introdução. mas uma maldição que salva. Técnicas de narração Existem várias técnicas que permitem captar a atenção do leitor: Escrever parágrafos curtos e sem muitos pormenores. os argumentos e também a estrutura do texto. o que é dissertar? Vamos ver um exemplo: A fim de apreender a finalidade e o sentido da vida. Era. chamamos argumentação. deve-se evitar que os acontecimentos se amontoem. Vamos ler outro texto dissertativo. Reserva-se o porquê para a conclusão. os motivos que fundamentam a opinião de que a prática intensa de viver é que revela o sentido da vida. ao contrário de tudo criado pelo homem. (. e tentaram saber o que o homem queria receosos de que se tratasse de um assalto. sem nenhum significado. compreender-se-á para que se vive. desenvolvimento e conclusão). vivaz. sobretudo no clímax da narrativa. é preciso amar por ela mesma..] ços de fita cor de rosa. o caminho de sua casa”. Discorrer somente sobre o que se conhece bem. Dividir as ações em partes. O texto expõe um ponto de vista (a finalidade da vida). entretanto somente um bêbado que tentava encontrar. Defender uma opinião com argumentos coerentes e adequados é o aspecto mais importante do texto dissertativo. atemorizados. somente então apreender-se-á os sentido da vida. procurando determinado ponto de vista. o excesso de adjetivos e advérbios impede a consecução de um resultado satisfatório. Além da argumentação articulada. Paulo e o irmão caminhavam pela rua mal iluminada que conduzia à sua residência. isto é como o raciocínio se desenvolveu e como as idéias foram nele distribuídas.) Hoje repito: é uma maldição.3. A vida é algo que. Prof. Além de apresentar o ponto de vista do autor. 1973o. o texto faz também a defesa desse ponto de vista: os porquês. à exposição dos fundamentos em que uma posição está baseada. de que a vida não precisa de teoria e que se identifica com o próprio processo de viver intensamente. inteiramente. Manter o leitor em suspense. Ter presente o objetivo da narração.ª MARLY ROCHA . Subitamente foram abordados por um homem estranho. não necessita de teoria. ‘Em uma noite chuvosa do mês de agosto. 9.

Clarice Lispector. e neste sentido somente. pois nada o substitui. Lembro-me agora com saudade da dor de escrever livros. é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. CONCLUSÃO No final do último parágrafo. salva a pessoa que se sente inútil. esse já está. Exercício Vamos ler mais um exemplo de dissertação: A coisa mais bela que o homem pode experimentar é o mistério. Nesse texto você pode verificar nitidamente o seguinte esquema: INTRODUÇÃO O primeiro parágrafo apresenta o ponto de vista – escrever é uma maldição e é uma salvação. 1984. morto.. [. Escrever é procurar entender. Neste sentido. São Paulo.] Saber que existe algo insondável.. algo que compreendemos apenas em forma rudimentar – esta é a experiência que constitui a atitude genuinamente religiosa. DESENVOLVIMENTO O segundo parágrafo apresenta o primeiro argumento explicando a maldição que é escrever. por assim dizer. eu pertenço aos homens profundamente religiosos. Prof. Com as experiências dissertativas. É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar. salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva. Salve a alma presa. sentir a presença de algo profundamente racional. incapaz de sentir admiração e estupefação. interrogamos e criticamos a realidade. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada. Albert Einstein. É esta a emoção fundamental que está na raiz de toda ciência e arte. questionamos o que nos é apresentado.. e tem os olhos extintos. pensamos e repensamos a vida.. O terceiro parágrafo expõe outro argumento explicando por que escrever é uma salvação. E é uma salvação. O homem que desconhece esse encanto. uma idéia sintetiza os dois aspectos que o ao de escrever reúne: a “saudade da dor de escrever”. temos: A dissertação é uma das atividades fundamentais da nossa prática de linguagem e da nossa condição de seres humanos. é procurar reproduzir o irreproduzível. fazemos propostas de transformação do mundo. Martin Claret. A descoberta do mundo. Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance.ª MARLY ROCHA . Resumindo o que vimos até aqui a respeito de dissertação. O pensamento vivo de Einstein.23 Não estou me referindo a escrever para jornal. radiantemente belo. defendemos os nossos direitos.

Exemplo de impropriedade a ser evitada: Tem um negócio ruim que a gente sente que é uma coisa tipo quando você sente dor no peito. Em seguida. informações desorganizadas. fazendo. Observe que o texto acima foi redigido utilizando a linguagem oral. como uma vaca no meio da sala. Se seus móveis estão vêlhos com o verniz sem brilho manchado ou arranhado. explicando por que você pensa desse modo.24 1) O autor afirma que “A coisa mais bela que o homem pode experimentar é o mistério”. percebemos nesse texto vários problemas com relação à chamada norma culta escrita: incorreções ortográficas. vocabulário impreciso. inclusive. Esse texto pertence ao mundo da oralidade.ª MARLY ROCHA . influenciam-se mútua e profundamente. necessariamente. gírias. etc. Serviços á Domicílio. Restàura-se móveis antigos Mata-se cupím. mas apresentam diferenças importantes. etc. Com tantos problemas que tem. Procure também dar um exemplo que ajude a defender a sua opinião. apelos persuasivos para convencer os leitores do quanto são eficazes e convenientes. Muda-se á côr de claro para escuro ou vice-versa. justifique sua resposta. adequando-as à norma escrita: • • O homem tem um troço que é que o separa dos animais. Etc. Transcreva alguns argumentos utilizados pelo autor para defender seu ponto de vista. ser escritas de acordo com a norma culta e utilizar os recursos da linguagem lógico-expositiva. A Linguagem Dissertativa ATENÇÃO Enverniza-se móveis usados. a) Viver é melhor que sonhar? b) Somos aquilo que amamos? c) Viver é muito perigoso? d) Tropeçar ajuda a caminhar? 9. você vai fazer um exercício dissertativo. evitando repetições inexpressivas. No entanto. Profissional á mais de trinta anos de esperiência no ramo. E tambem porta de área. Mesas. repetições desnecessárias. isto é. a televisão fica aí. ele foi escrito da forma como se fala. não ao da escrita. Enverniza-se ou encera-se também dormitório de qualquer estilo. E consegue cumprir sua função: anunciar serviços de reforma de móveis. Nós os deixamos como se fossem novos. perda de seqüência lógica do raciocínio. Monta-se dormitório. Estante. Responda ás perguntas abaixo. Reescreva as frases seguintes. As dissertações precisam. Gabinete de máquina de cóstura Faço serviço Gerál de colagém Como por exemplo Cadeiras. Prof.4. 2) Agora. Características básicas da linguagem dissertativa EXERCÍCIOS 1. a liberdade. Não se preocupe nem os vênda barato nem os troque. ADEQUAÇÃO A redação deve ser escrita de acordo com a norma culta escrita. Os dois mundos – o da linguagem oral e o da escrita – interpretam-se sempre. expondo a sua opinião a respeito do que foi perguntado.

Proibido entrar na loja de patins. EXPRESSIVIDADE Quem redige deve buscar uma elaboração própria e expressiva de linguagem. COESÃO O texto deve ser organizado por nexos lógicos adequados. 4. Exemplos de confusão a ser evitada: Deve existir uma forma de avaliar os candidatos . resolvendo a ambigüidade: • • • • • Moradores reivindicam centro de saúde com criatividade. Os dois fariam o trabalho e dividiriam o dinheiro ganho com o trabalho. o excesso de palavras desnecessárias. Exemplo de redundância e prolixidade a evitar: Os dois fizeram o trabalho. 3. Museu reúne quadros com a mulher de Picasso. quero fazer um mundo só pra mim. Ás vezes as idéias aparecem de repente. É preciso evitar também a prolixidade. Prof. evitando os clichês. Reescreva as frases seguintes. Reescreva as frases seguintes. e isso não é possível apenas fazendo uma prova. onde os candidatos poderiam talvez ter ido melhor no dia seguinte ou no anterior por questões psicológicas. Seu amigo tinha convidado para fazerem um trabalho. dando concisão à linguagem: • • • • Tenho o sentimento do mundo. CONCISÃO A linguagem deve ser precisa. mas aquelas boas idéias são as planejadas antes de se concluir algum ato ou pode surgir horas exatas a utilizá-las. com linguagem organizada e coesa: • • Sabemos que o ministério gasta demais com tratamento que nós podíamos evitar as doenças. com a seqüência de idéias encadeadas logicamente.ª MARLY ROCHA . Um córtex grande não determina necessariamente a inteligência. 5. CLAREZA O texto deve ser inteligível. evitando ambigüidade e obscuridades. Compre uma calça e ganhe grátis um brinde. ele vegeta na selva de pedra da cidade grande. Reescreva as frases seguintes. Novidade inédita na área de informática agita o mercado. Exemplo de chavão ou clichê: O homem de hoje não vive. utilizadas com economia.25 2. evitando-se as redundâncias inexpressivas. as moléstias contagiosas exatamente pela ausência de tratamento. Mas um córtex pequeno também não determina falta de inteligência. evitando frases e períodos desconexos. A sociedade não percebe o mal que a televisão faz a si própria. palavras e frases. Exemplo de ambigüidade a ser evitada: Sexo? Só com os pais. mas ao mesmo tempo vivo num mundo que é de todo mundo. as frases feitas e os lugares-comuns. mentais ou o que for. Família muda vende tudo.

resolvendo os problemas que elas apresentam: a) Essa dor é muito dolorosa. viraram peças de engrenagem. porque insiste que se eu ver o filme. mas amo tudo que tenho. j) O homem deve ser na natureza o único. pois dessa vida nada se leva. O sonho é tão necessário como qualquer outra atividade humana. f) Só achei lamentável a diretoria da empresa jogar a culpa da decisão de retirar com o patrocínio nas jogadoras.TREINO E REESCRITA Reescreva as frases. 6. g) A vitória de Jax no JP no G. E a maior diferença entre ele e os outros animais é que ele sempre sonha com mais e nunca com menos. vou gostar. O dinheiro não traz felicidade. Não tenho tudo que amo. h) Por favor. As pessoas viraram máquinas frias e insensíveis.ª MARLY ROCHA . o futuro do Brasil. aproximem-se um pouco para lá. d)Vendedor aluga imóvel ocupado. e)Os alunos reclamaram que o Universidade exige a leitura de um livro que entrará no exame inexistente no Brasil. b) Compre aqui Frango + Gostoso com TICKET c)Ele quer que eu vejo o filme. E não se juntem muito em grupos pequenos. utilizando uma linguagem sem clichês: • • • • As crianças são a esperança. é o mesmo que não comer. Prof.26 Reescreva as frases abaixo. porque a nossa força não é fraca. mas vamos superar isso. robôs que não sabem que só o amor constrói. P Brasil já era esperada no círculo íntimo do cavalo. ou o animal que mais sonha. Sem o sonho é impossível conseguir as coisas. não respirar. separem-se juntos em um grupo. é forte. i)O sonho é essencial para as vidas.

“Muitos debates tem havido sobre a eficiência do sistema educacional brasileiro. é necessário explanar e explicar. é recomendável evita-las nas exposições. para terem validade. Dissertação técnica Dissertar é apresentar idéias. É necessário que a observação deles seja meticulosa. que eles sejam adequados. Quando. PRONOMES 10.Sa. Prof. Ao Senhor Fulano de Tal Cônsul da Embaixada Local Ao Senhor Fulano de Tal Cargo respectivo Endereço Outras autoridades Vossa Senhoria V. mais consistente será o desempenho. Não basta narrar ou descrever. Senhor + cargo respectivo.ª MARLY ROCHA . Os fatos não podem ser discutidos. característicos. nos textos comerciais.1. Ao Senhor Fulano de Tal Cargo Respectivo Cônsul Vossa Senhoria V. Por isso. suficientes. Presidentes e diretores de empresas Vossa Senhoria V. por exemplo. Daí a necessidade de reunir o maior numero possível deles. e quanto maior a fundamentação argumentativa. Apresenta-se a seguir alguns meios de disciplinar o raciocínio: As opiniões nem sempre são desejáveis. Vocativo Envelope A vossa Magnificência o Senhor Fulano de Tal Reitor da Universidade Não se usa Magnífico Reitor. Pronomes de tratamento EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTO Destinatário Reitor de Universidade Tratamento Vossa Magnificência Abrev.Sa. mau. é estabelecer relações de causa e efeito. sobretudo quando revestidas de caráter moral: bom. 10. relevantes.Sa. ruim. analisá-las. fidedignos. Um sistema de ensino voltado para a compreensão dos problemas sócio – econômicos e que despertasse no aluno a curiosidade cientifica seria por demais desejável”. Senhor Cônsul. não se pode chegar a uma certeza absoluta.27 9. os dados são insuficientes. O raciocínio é que deve predominar nesse tipo de redação comercial. Senhor Fulano de Tal ou Senhor + cargo respectivo.5. Os fatos nem sempre bastam. As declarações. é expor um ponto de vista baseado em argumentos lógicos. exigem que sejam provadas que se apresentem fatos. Para redigir de modo claro e comunicar algo. é indispensável disciplinar o pensamento e escrever as frases com estruturas gramaticais aceitáveis. Argumentam alguns que ele deve ter por objetivo despertar no estudante a capacidade de absorver informações dos mais diferentes tipos e relaciona-las com a realidade circundante.

Senhora Exmª. M. ma SINGULAR DD. é apropriado quando o referente é coletivo.Sr. MM. Rev. / Amas. Em. senadores.A. pode-se usá-lo referindo-se a civis não investidos de funções públicas. S. Envio a Vossa Excelência (e não lhe envio).. por exemplo: Prof.. governadores. - 10. sua: Restituo-vos vosso requerimento. ministros. Exmªs.sr.. Quando o redator utiliza a forma de tratamento Vossa Excelência.). M. mas Exmª. o invocativo interno e a forma de tratamento do endereçamento será. D. Também não devem ser usados os possessivos seu. Sras. V. M. / Am. deve-se escrever Vossa Excelência por extenso. D. Se a forma de reverência incluir vossa. chegará à conclusão de que. O tratamento vós. MM. Exmo. Srs. ª Ver.2. senhores senadores. Aviso a Vossa Excelência (e não o aviso). Mcês. Restituo a V.. o possessivo será seu. DD.28 CASOS ESPECIAIS ABREVIATURA FORMAS Digníssimo Senhor Muito Digno Excelentíssimo Senhor Meritíssimo Eminência Reverendíssima Excelentíssima Senhora Excelentíssima Senhorita Vossa Mercê Dom e Dona Amigo/Amiga Você Sociedade Anônima DD. senhores: Vossa Excelência. Senhor Presidente. Vós. V.ª MARLY ROCHA . Exmªs. Às formas de reverência vossa e vós podem ser associados os vocativos senhor. Quando a correspondência é endereçada ao Presidente da República. Exmºs. Sa. Am. V. ou seja. Vossa Senhoria é tratamento adequado quando não se pode usar Vossa Excelência. deputados e as mais altas patentes militares. Restituo a V. mas de alta distinção. Srtas. a correspondência não é dirigida às pessoas citadas (Presidente da República. Particularidades O pronome de tratamento Vossa Excelência só se usa no Brasil para o Presidente da República. PLURAL Exmªs.. Ministros. Amos. sua. Governadores. nem os pronomes lhe e o: Remeto a Vossa Excelência (e não remeto-lhe). Srs. seu requerimento. sois prova de que. Por polidez. porém.. Srta. e somente quando se usa vós é possível empregar o possessivo vosso. MM. Excelência o livro de Maquiavel (e não seu livro de Maquiavel).

. nossos protestos de consideração. Prof. quando se escreve a uma empresa e se coloca no envelope à atenção de.. consideração.. O pronome pessoal de tratamento é usado na introdução e no fecho de uma carta: Solicitamos a V. verbos e adjetivos vão para o plural: Fico satisfeito por poder participar-lhes. Família: Os pronomes. pela absoluta impessoalização do destinatário da mensagem. Se o vocativo vier no singular. Enviar-nos. o vocativo epistolar será no plural. sociedade limitada ou outras formas de organização? A resposta é sim. no encerramento. A recomendação. sociedade anônima. Sa.. caixa postal. Em caso de impessoalidade do destinatário.... etc. Estamos enviando-lhe cópia do documento que nos pediu.. No desenvolvimento da carta.. na invocação. quando de escreve para uma repartição pública. nem os substantivos apreço. de preferência. “Nesses casos. a concordância é feita no plural.” Se a mensagem é dirigia a uma pessoa e família ou a uma empresa e a seu presidente ou diretor. sua: V. Dirijo-me a esse Departamento..... Portanto.ª MARLY ROCHA . etc. deve-se evitar o pronome pessoal de tratamento e empregar o pronome possessivo: Em atenção a seu anúncio do classifolha. a concordância pronominal será feita no singular: Prezado amigo: Fico satisfeito por poder participar-lhe. As.. ou seja.. à atenção de.. Da mesma forma. caro. não cabem os adjetivos prezado. Pode estar certa e que suas observações constantes de sua última correspondência (3-9199X) são oportunas e serão levadas em consideração no despacho de seu pedido. Senhor Professor Fulano de tal e Exmª. deve-se escrever: Senhores. Digníssimo Senhor Deputado. porque a pessoa representa o conjunto. Recomendo a atenção desse banco. Segundo Odacir Beltrão (1980-68). porque se supõe que a empresa seja dirigida por um corpo de diretores. exige vocativo epistolar no plural: Senhores: Prezados Senhores: Pode-se empregar Prezados Senhores quando se dirige a uma empresa... simplesmente. Sa. Receba V. departamento de um jornal ou.29 Excelentíssimo Senhor Deputado. Os pronomes possessivos correspondentes a vosso são seu. o redator preferirá as formas oblíquas: Informo-o também de que não estaremos atendendo.

Substituto do relativo: que Quem substitui antecedente indicativo de pessoa. Que: pronome relativo (= o rapaz) – conetivo da oração adjetiva: que esteve aqui (= sujeito de esteve aqui). (preposição monossilábica) Qual: substitui o relativo que nos casos em que se vai usar as preposições sem e sob. por exemplo. assumindo função preposicionada ou não. Esteve aqui o rapaz de quem eu lhe falei. Comprei o livro sob o qual me falaram. Conheço o rapaz que esteve aqui. Ao empregarmos um pronome relativo. Ele me emprestou o livro sem o qual nada teria feito. um papel de conetivo oracional. Falei com o pai da moça. o relativo é o termo da oração adjetiva. Prof. Conheço o rapaz que esteve aqui.30 10. Ele vai consertar o muro que está caindo. 10. Observe: Conheço o rapaz. pois sempre introduz uma oração subordinada adjetiva. Valores específicos: que Substitui antecedente indicativo de pessoa. objeto direto.4. dois enunciados em um só período composto e evitando. Dei-lhes as informações de que ele precisava. PRONOMES RELATIVOS O relativo é um pronome que se refere a uma palavra já antes citada no contexto. O emprego adequado dos pronomes relativos é fundamental para a correção e clareza das frases. 10.. a qual parecia triste. etc. o qual parecia triste.3. O rapaz esteve aqui. Vi uma escada. sendo pronome.ª MARLY ROCHA . a repetição desnecessária daquela palavra.5. Falei com o pai da moça. Saí com o rapaz que esteve aqui. uma função sintática – sujeito. A preposição deve ter uma só sílaba. locução ou preposição com mais de uma sílaba. Tal emprego depende do conhecimento dos valores específicos de cada relativo e do domínio das relações de regência. ou nos casos em que o uso do que provoca ambigüidade. assumindo função não preposicionada. estamos atribuindo a ele: um antecedente – um substantivo ou equivalente que aparece na oração anterior e que empresta seu significado ao relativo. uma vez que. assim. Substitui antecedente indicativo de coisa. permitindo-nos unir. sob a qual me escondi. assumindo função preposicionada.

entre. Estive na casa de José. rico e simpático. Saí com a irmã do rapaz a qual me telefonou. assumindo a função de adjunto adverbial de modo na oração adjetiva. dos quais dois são ótimos. tantos. sua. cuja. Substituto de relativo onde: que substitui o relativo onde nos casos em que. toda. assumindo valor possessivo: os relativos cujo. Prof. Comprei alguns livros. O qual: substitui o relativo onde quando o emprego deste pode provar ambigüidade. Desconheço as conclusões a que chegaram. Dancei com tantas quantas lá estavam. Estive na casa de José. Comi tudo quanto havia na geladeira. na oração adjetiva. Vi quadros naquele museu. Dois dos livros são ótimos. Como: substitui o relativo que quando o antecedente é a palavra modo. CUJO: refere-se a antecedente indicativo de pessoa ou coisa. Substituindo termo de valor partitivo. maneira. todas. assumindo a função de adjunto adverbial de lugar. Não aprecio o modo como ele a trata. se refere a antecedente não indicativo de espaço. seus. assumindo a função de adjunto adverbial de lugar. quem ou onde poderia provocar. cujas têm sentido semelhante ao dos pronomes possessivos seu. Dancei com todos quantos lá estavam. A mãe de José me recebeu muito bem. cuja mãe me recebeu muito bem. Onde: Valor específico: substitui antecedente indicativo de espaço. suas. forma. Comprei alguns livros. Saí com a irmã do rapaz o qual me telefonou.31 Quanto: substitui o relativo que quando o antecedente é um dos seguintes pronomes indefinidos: tudo. nos quais há figuras populares. Pode aparecer preposicionado ou não. jeito. caso em que deve aparecer regido pela preposição de ou dentre. É importante lembrar que seu emprego exige a eliminação do artigo do conseqüente. Referindo-se a um antecedente afastado: São com aquele ator bonito.ª MARLY ROCHA . o qual trabalha na Globo. Aparece antes do conseqüente (= substantivo determinado pelo relativo cujo) com ele concordando em gênero e número. conforme a regência do verbo determinado. tantas. DEVE SER USADO: Evitando ambigüidade de sentido que o emprego do que.

empregando os pronomes relativos adequados. Deu-nos notícias apaziguadoras. Sentou-se para ver o filme. podemos transformá-las em um só período composto. Dormiu durante o filme. usando o relativo que. Os assuntos eram interessantes. usando o relativo que. Ela varreu a casa. Não poderíamos dormir sem aquelas notícias. A casa estava suja. Faça as modificações necessárias e lembrem-se de preposicional os relativos. das preposições com mais de uma sílaba e locuções prepositivas. Veja que. Pontue corretamente as orações adjetivas explicativas. Descobrir o cofre. O livro agradou a todos. Há preconceitos. que agradou a todos. quando for obrigatório. Eis aqui o anel. ao substituir o termo o livro. durante o qual dormiu. empregando corretamente “o qual” ou variante. Os alunos fizeram bonito. O pedreiro veio consertar o telhado.32 Exercícios Observe as frases abaixo: Escreveu um livro. o relativo apareceu imediatamente após o termo antecedente: um livro. Falei-lhes sobre o livro.ª MARLY ROCHA . O rapaz lhe telefonou ontem. Apresentei-me aos diretores. Eis aqui o pedreiro. Subordine o enunciado ao primeiro. Nós nos escondemos sob a escada. Prof. O pronome relativo o qual é obrigatoriamente empregado em substituição a termos precedidos das preposições “sem” e “sob”. Trouxe-lhes o livro. Essa é a escada. Ante os diretores fiquei sem graça. Observe: Sentou-se para ver o filme. subordine o segundo enunciado ao primeiro. Nos itens abaixo. Escreveu um livro. Devemos lutar contra os preconceitos. Para evitar a repetição do substantivo livro nas frases anteriores. Discutiam acerca desses assuntos. Ela saiu com o rapaz. Reescreva os pares de frases abaixo. Esconderam as jóias no cofre. O anel estava no cofre. A professora argüiu os alunos.

ª MARLY ROCHA . Sem alterar o sentido do período. PALAVRAS QUE SUSCITAM DÚVIDAS QUANTO À ESCRITA: VEJA!!! • • • • • • • • • Muito obrigada. Você não gosta dos livros desse autor. Vivemos uma experiência agradável. A adição de números pares têm como resultado sempre outro par. Prof. Marcara um encontro com a moça. As pessoas ficaram aborrecidas. Não demos importância a essas palavras. Entrevistamos o autor. Os motivos são discutíveis. reescreva-o. Agiram assim por esses motivos. As cores dos desenhos eram bem suaves. Ele é mais estudioso do que a irmã. Gostei mais dos desenhos. Eles estão quites com esta vida. Seguem anexas as cartas. disse ela.” 11. Pudemos conhecer-nos melhor durante essa experiência. Elas mesmas falaram de você. por ex: 2 mais(+) 2 é igual (=) 4. Seguem inclusos os documentos. Muito obrigadas. Foi-lhe concedido o prêmio. Ele fizera jus ao prêmio. Ouvimos palavras tolas. eliminando as palavras sublinhadas e fazendo as adaptações necessárias: “O que é indispensável é que se conheça o princípio que se adotou para que se avaliasse a experiência que se realizou ontem. Ninguém dá atenção às pessoas.33 Esqueceu-se da moça. a fim de que se compreenda a atitude que tomou o grupo que foi encarregado do trabalho. disseram elas. Luiza é muito inteligente mas não é estudiosa.

Trata-se de advérbio. Trata-se de um adjetivo. Pedi MEIO litro.. (....gênio bom) Prof.. use NECESSÁRIA e PROIBIDA. (.. usa-se a forma mal..ª MARLY ROCHA . A menina estava MEIO atrapalhada. (. logo fica invariável – SEMPRE MEIO. logo fica invariável. Trata-se de um adjetivo.34 MEIO / BASTANTE • • Pedi MEIA cerveja.bom aluno) Você está muito mal informado.jogou bem ) Marcelo é um mau aluno. EMPREGO DE MAL E MAU Para grafar corretamente essas duas palavras. Todos acreditam BASTANTE em sim mesmos. • • Ela ficou MEIO preocupada. (. podendo ser substituído por MUITO. usa-se a forma mau.muito bem informado) Ele tem gênio mau. podendo ser substituído por UM POUCO. Comia BASTANTES laranjas no almoço. basta utilizar o seguinte critério prático: Se o antônimo for bem. ___________________________________________________________________________ • • Eles se amam BASTANTE. Trata-se de um advérbio. • • Há BASTANTES alunos no pátio da escola. logo concorda com o substantivo. SEMPRE BASTANTE.. LIBERDADE É NECESSÁRIO É PROIBIDO ENTRADA A LIBERDADE É NECESSÁRIA É PROIBIDA A ENTRADA Com a presença do artigo feminino. Exemplos: Ontem o time jogou mal. Se o antônimo for bom. logo concorda com o substantivo.

(porque = pois) 3º) A forma porquê equivale à palavra motivo. ao qual acrescentaremos informações adicionais. na sala do gerente de vendas. uma grande festa.) Em frases afirmativas e respostas No final de frases Como substantivo Exemplos Por que ele sumiu? (interrogativa direta) Digam-me por que ele sumiu. Agora podemos acrescentar uma referência de lugar a essa frase: Os amigos de Maria. funcionária de uma importante firma. funcionária de uma importante firma. a grafia e o emprego dessas quatro formas.1 O resumo de fatos Para você resumir qualquer texto. (= Todos desconhecem o motivo de sua revolta. Observe o seguinte fato: Os amigos de Maria fizeram uma grande festa Nele existe uma referência a um fato específico: uma festa realizada pelos amigos de Maria. Para tanto. Exemplo: Por que [razão] ele sumiu? 2º) A forma porque em geral equivale a pois. no quadro. Prof. TÉCNICAS DO RESUMO DE UM TEXTO 12. Forma Por que Emprego Em frases interrogativas (diretas e indiretas) Em substituição à expressão pelo qual (e suas variações) Porque Por quê Porquê Observações 1º) Em frases interrogativas. PORQUE. Por que = pelas quais. observe a diferença entre uma informação central e os detalhes referentes a ela. POR QUÊ E PORQUÊ Veja.ª MARLY ROCHA . Eles são revoltados por quê? Ele não veio não sei por quê. Exemplo: Todos desconhecem o porquê de sua revolta.35 POR QUE. 12. (interrogativa indireta). antes de fazê-lo. fica subentendido a palavra razão logo após a forma por que. fizeram. Todos sabem o porquê de seu medo. fizeram uma grande festa. Exemplo: Ele chorou porque estava triste. Os amigos de Maria. As ruas por que passamos eram sujas. é fundamental que. Inicialmente fornecemos uma característica de Maria. Veja agora como é possível aumentar essa frase com dados adicionais. Não fui à festa porque choveu. partiremos de um fato central.

funcionária de uma importante firma. às características das pessoas envolvidas. o prefeito da cidade. fizeram. Acompanhado por seus assistentes. importante reserva florestal da região. nas primeiras horas da manhã. o famoso cirurgião. metrópole das mais progressistas do país. porém. uma grande festa durante a tarde de ontem. árvores seculares daquela mata. desembarcou. Entendemos por informações adicionais referências ao tempo. derrubaram. inaugurou hoje um importante centro cultural em um dos bairros mais movimentados de São Paulo. eliminar detalhes de menor significação. na cidade de Santos. funcionária de uma importante firma. durante a tarde de ontem. em seu caderno. funcionária de uma importante firma. Você também pode fazer o resumo de modo a incluir somente as referências de tempo e lugar: Os amigos de Maria fizeram uma grande festa na sala do gerente de vendas. EXERCÍCIOS Transcreva. fizeram. A respeito do fato acontecido (a festa). Prof.36 Somamos a todas essas informações uma referência de tempo: Os amigos de Maria. à freqüência com que o fato ocorre. 2. Na presença de seus secretários. a informação central dos fatos que se encontram em cada um dos parágrafos seguintes: 1. no caso do parágrafo acima. personalidade respeitada em todo o mundo. uma grande festa durante a tarde de ontem. na sala do gerente de vendas.ª MARLY ROCHA . vamos agora explicar a causa: Os amigos de Maria. à causa do fato. em uma sombria tarde de inverno. com seus machados em punho. convidado pelas mais altas autoridades do nosso país. em comemoração a seu aniversário. 3. etc. Os lenhadores. na sala do gerente de vendas. Informamos agora a freqüência com que esse fato ocorre: Como acontece todos os anos. É bom. em seu resumo. ao lugar. Veja como você deve fazer para resumir esse parágrafo: basta que exclua as informações adicionais que podem ser dadas acerca do fato e deixar apenas os elementos essenciais. para transmitir a informação central. Observe também que o resumo pode ter o tamanho que você desejar. você pode resumi-lo de modo a dar somente as informações estritamente essenciais: Os amigos de Maria fizeram uma grande festa. de modo impiedoso. indicações de instrumentos utilizados para sua realização. na sala do gerente de vendas. fizeram. uma grande festa. os amigos de Maria. Por exemplo. ilustre homem público.

é preciso que suas idéias sejam constantemente retomadas através de repetições. Alguns fatores determinam a textualidade: 13. estereótipos) das informações. ELEMENTOS DE TEXTUALIDADE A palavra texto provém do latim textum: “tecido. Informatividade: nível de informatividade do texto. “por outro lado”. É um princípio cooperativo. seqüências). Prof. paródia). Articulação: em um texto coerente. etc. frases. clichês. de forma explícita (conjunções e articulações lógicos do discurso. Não-contradição: para que um texto seja coerente. data. Por exemplo. O texto é resultante de um trabalho de tecer. referência) e menos explícita (paráfrase. Elementos lingüísticos que conectam os “fios” para que se forme o “tecido”. deve-se sempre acrescentar novas informações ao que já foi dito. alusão. As contradições internas de um texto podem advir do mau relacionamento dos tempos seja coerente externamente. Equilíbrio entre a suficiência dos dados. de retomadas de elementos (palavras. frases feitas.2. Intertextualidade mais explícita (citação. Situacionalidade: adequação das variantes lingüísticas a determinados contextos e/ou usos. para se garantir a continuidade do tema e a progressão do sentido. a utilização de uma variante mais formal (norma culta). como “dessa forma”. Intencionalidade / aceitabilidade: diretamente relacionadas com as imagens mentais que o emissor (enunciador) possui de seu interlocutor (e vice-versa). os fatos devem estar relacionados diretamente entre si.). A coerência é construída (pelos sujeitos) por elementos coesivos que “tecem” uma rede de relações (pragmáticas. etiquetas. imaginária) que o texto representa.37 13. Intertextualidade: o texto mantém constante diálogo com outros textos (não há texto totalmente original). Pragmáticos: Contextualização: servem de âncora para o texto (título. formais). a não-contradição e a articulação. semânticas. é preciso que não contenha no seu desenvolvimento nenhum elemento que contradiga o que foi dito ou inferido. A coesão de um texto podes ser avaliada a partir de quatro elementos: a continuidade. etc. Continuidade: para que um texto seja coerente.1. Sem coerência não há texto. mas os fatores acima. A coesão é uma manifestação material da coerência. uma espécie de “acordo entre as partes”. 13. atuando em conjunto. é preciso que o mundo textual não contradiga a realidade (real ou fantástica. a imprevisibilidade e a previsibilidade (redundâncias. em ocasiões mais formais (uma carta para uma pessoa hierarquicamente “superior”).ª MARLY ROCHA .Linguisticos Coesão: o modo como os elementos que estão presentes no texto se relacionam entre si para formar um todo significativo. podem promovê-la. A continuidade pode ser feita por pronomes (ou por terminações verbais que os indiquem). Coerência: não está expressa no texto entre si. isto é. por palavras ou expressões sinônimas. a progressão. entrelaçamento”. timbre. veiculação. entrelaçar várias partes a fim de se obter um todo interrelacionado. Progressão: as idéias de um texto coerente devem progredir.) ou por meio da pontuação e do encadeamento lógico das idéias. epígrafe. É essa rede de relações que garantem a coesão e a unidade do texto.

papéis representados pelos interlocutores. no teatro. Ao vão de uma janela.” Foi um golpe esta carta. lugar. tinham comentado as minhas relações na casa. em suam. é importante observar as condições de produção dos textos: tempo. O comportamento do leão não faz o leão assim tão valoroso.. Ser um golpe. Além deles. abrir e tirar bilhete: Desconfiar. expressões.)”. a propósito da minha ausência no camarote do Lobo Neves. Entender. Prof. permitem que haja continuidade das idéias e conexão entre as partes. abri-a e tirei esse bilhete: “Meu B”. O leão é econômico no dispêndio de energias e o leão é extremamente sensível ao calor. estava arrependida. O leão passa.. não obstante apenas fechou a noite. Exercícios Texto I O leão parece ter conquistado todas as glórias do título de rei dos animais pelos atributos físicos do leão. Achar uma caixa de charutos.ª MARLY ROCHA . A baronesa disse-lhe francamente que se falara muito. Como pudemos notar a repetição de temos tornou a leitura do texto monótona e cansativa e o não relacionamento entre os períodos deixou-o fragmentado. Ele é representado por termos. relações sociais. corri à casa de Virgília. O leão é indolente por natureza. Não se ver mais. na realidade. “esqueça-se da infeliz. Leia e compare os textos que se seguem: Texto I “Jantar e ir a casa. fazendo as substituições dos termos repetidos e estabeleça relação entre as idéias. que me mandara o Lobo Neves. estar perdido. Desconfiam de nós. Elementos coesivos referenciais Um dos recursos que promove o relacionamento das idéias de um texto é o elemento coesivo referencial. desinências verbais e outros recursos que. correr a casa (. interesses e objetivos visados na interlocução. contou-me o que se passara com a baronesa. ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 13. éramos objeto da suspeita pública.. Era tempo. tornando-o mais compreensível. tudo está perdido. Entendi. Lá achei uma caixa de charutos. Não nos veremos mais. dificultando sua compreensão. Esquecer. Adeus. embrulhada em papel de seda. esqueça-me para sempre. apenas fechar a noite. Reescreva o texto. a maior parte de tempo do leão descansando. não obstante. e ornada de fitinhas de cor de rosa.3. Adeus. Texto II “Jantei e fui a casa”. no desenvolvimento de um texto..38 Esses quatro elementos ajudam a avaliar a coesão e a coerência textuais e são indispensáveis ao trabalho de produção de textos. imagens recíprocas. esquecer para sempre. na noite anterior.

insinuei. . a propósito. Em geral. Transitar pelo centro das grandes metrópoles está tornando-se uma situação de risco. são elementos seqüenciados de conjunções. Elementos Coesivos Seqüenciadores Os elementos seqüenciadores (ou articuladores) estabelecem a progressão (o desenvolvimento) do texto.Pronomes: Os livros já foram encapados.4.Adjetivos: João encontrou-a aborrecida. e ________________ colocaram na balaustrada da avenida. Destaque alguns dos recursos usados por ele para dar unidade formal ao texto. Identifique. o Econômico. Aqui conseguiremos descansar.” Comente como o autor teceu o enunciado. relacionadas abaixo: Animal – que (pronome relativo) – o (pronome oblíquo) – nele – alguns – seus . Por favor.5. 13. ___________________ os pivetes têm ficado mais agressivos e ousados. Para simplificar a vida dos seus clientes. leve-os. por exemplo. ontem. . respondeu ela abanando a cabeça. algumas expressões adverbiais. por outro lado. . .Verbos: Pedro e Carmem foram ao cinema. tem vários cartões: cartão para checar o saldo.Nunca.O melhor é fugirmos. para pagar e para depositar. etc.espécime – que (pronome relativo) – animal Um filhote de golfinho__________________ apareceu boiando nas águas da Praia de Ondina.Numerais: Pedro e João passaram no vestibular. outras expressões como: aliás. Muitos motoristas pararam _______________ carros atraídos pela aglomeração e lamentavam a morte do ___________________. . chamou a atenção do público_______________ passava no local. Mas nenhum cartão de plástico diz para você. possibilitando a introdução de idéias novas. Preencha as lacunas com os elementos coesivos referenciais. Os principais elementos coesivos são: . no texto abaixo. Os banhistas retiraram o __________________ já morto. _____________ as pessoas têm preferido fazer suas compras nos shoppings.39 Conclui dizendo que não sabia que fazer.Advérbios: A cidade é bem bonita. Complete as lacunas com os elementos coesivos seqüenciadores adequados. assim como os bancos de primeira linha. cartão de crédito e tem até cartão para quando o Econômico está fechado. através de termos ou expressões que dão seqüência lógica ao enunciado. 13. . Os dois estão felizes. ______________ chegaram a tocar _________________ _________________ raro nas águas da Baia de Todos os Santos. por Prof.ª MARLY ROCHA e lembraram que é um . os elementos coesivos seqüenciadores. em conseqüência disso. mas não gostaram do filme. de fato.

Reescreva-os. ligando-os pela conjunção adequada (elementos seqüenciadores).”. catando pedrinhas e tentando acertá-las uns nos outros. Tem capacidade de pensar. Eu fora fazer compras de Natal. Pedro não me encontrou. fazendo as correções necessárias. um banco feito de tecnologia e de gente. tem que ser cartão de gente – o cartão de visita do gerente.. Conseguimos uma safra agrícola excessiva. de analisar. Faça as modificações necessárias. Nesses casos. O homem é um ser racional e orgulha-se disso. Foi levada pela forte correnteza. Texto I: “Entardeceu. O menino vinha da escola. Os aviões não levantaram vôo. decidir. Fortes chuvas caíram na região. qual a melhor aplicação para o seu dinheiro ou o melhor financiamento para sua empresa.. Paulo. ruas imundas. Prof. semáforos quebrados. vem da contradição entre a agitação descrita e a afirmação de que “tudo parecia morto”. Os aviões não levantaram vôo. o azul do céu dava lugar à escuridão”: Pessoas agitadas corriam.. completando a introdução acima e respondendo à questão proposta. Ônibus lotados e uma infinidade de carros arrastavam-se pelas ruas entupidas de gente e veículos.. Não houve queda nos gêneros alimentícios. Ficamos desesperados. mas nada pudemos fazer. Eu havia saído para o shopping. Estamos usando bem esta capacidade? Redija um texto. Identifique os erros de coesão e coerência nos textos abaixo. O menino ficou doente. Conseguimos uma safra excessiva. Certo dia.40 exemplo. Ela tentou saltar de uma margem para outra. Pedro e eu gostávamos de tirar os sapatos e andar de lá para cá no leito do riacho. Texto II: O riacho que cortava a fazenda era rasinho e muito limpo. Buzinas. Tudo parecia morto. Caiu dentro do riacho. Fortes chuvas caíram na região. Pedro me procurou em casa. Não houve queda nos preços dos gêneros alimentícios. vozes. uma vez que o termo morto sugere a idéia de imobilidade. empregando elementos coesivos seqüenciadores. Esse cartão está à sua disposição em qualquer agência do Econômico. Veja 31/10/96 Transforme os períodos simples e compostos.” A incoerência. O menino tomou muita chuva. a cachorrinha de Paulo nos acompanhou até o riacho. neste texto. sons.ª MARLY ROCHA .

caracterização de atividades competentes ao órgão. Isso significa que é obrigatório comer alimentos ricos em vitaminas. Linguagem simples e breve. proibições. pesadas estantes. subordinados ao remetente. os documentos mais usuais. responde pela firma ou órgão). Constitui um aviso. ordens. não elimine carboidratos. O desconhecimento implica responsabilidade. É a chamada redação oficial. em troca de um prato de comida ou de algum dinheiro. Correspondência interna. gorduras e sais minerais. carboidratos. proteínas e gorduras de seu cardápio. Usada em órgãos públicos e empresas privadas. porém com responsabilidade quanto ao cumprimento. Correspondência oficial de caráter externo. Ordem de serviço Correspondência externa utilizada entre órgãos públicos Prof. vários destinatários. 63 (assim. agradecimento. Linguagem formal usada entre empresas privadas ou órgãos públicos para empresas privadas. Correspondência interna multidirecional: mesma mensagem. n. Os textos abaixo necessitam de conectores para sua coesão. Carta Memorando/CIA Circular Correspondência interna.. Fluxo Hierárquico Definição Documento semi-oficial que serve para se responder a uma cortesia..41 Texto III: Era um desses meninos de rua. ei-lo carregando geladeira. baixinho e magricela. por meio da qual um superior hierárquico estabelece normas e revoga ordens. A seguir. P. 5. Modelos de Documento Comerciais Há alguns padrões que devem ser seguidos e observados. Tem caráter impessoal (quem assina. fazer uma solicitação. 14. para que). caixotes enormes. Apenas reduza as quantidade ________ você emagrece sem perder saúde. Esses alimentos são essenciais________________ você esteja fazendo dietas para emagrecer. Empregue as partículas que estão entre parênteses no lugar adequado. Vivia de fazer favores para os moradores do quarteirão. Informação de circulação interna destinada aos órgãos interessados. maio 1993. Comunicação para a transmissão de ordens de chefe ou subchefe dirigida a seus funcionários sobre procedimentos. Se havia alguma mudança. Saúde. Uma alimentação variada é fundamental ________ seu organismo funcione de maneira adequada.ª MARLY ROCHA . Comunicação interna utilizada para situações simples e freqüentes da atividade administrativa em geral. proteínas. convite. mesmo que. fogão. com fins de informação Características Correspondência externa.

que se constitui do próprio objeto do pedido. com a exposição sucinta sobre determinada questão. Texto breve. é de 21 cm de largura por 15 cm de altura (ou 148 m. No 1º caso é dirigido a funcionários de um mesmo órgão ou departamento.mx 210 m.m. significa nota diplomática enviada por um país a outro. de administração direta e indireta. em geral. Histórico. É conhecido também como comunicado interno (CI). O formato do memorando. No 2º é dirigido a pessoas alheias ao departamento. Na terminologia jurídica. Oficio Requerimento Relatório Ata 14. Estrutura: 1) Timbre 2) Número 3) Remetente 4) Destinatário 5) Súmula ou Ementa 6) Local e Data 7) Texto 8) Fecho 9) Assinatura e Cargo Prof. É uma comunicação rápida e objetiva. E ainda pode ser interno ou externo. Processo formal de solicitar algo que pareça legal ao requerente. Relatórios podem ser periódicos ou eventuais e podem conter anexos.42 diversos sobre assuntos oficiais da competência de quem a envia.1.ª MARLY ROCHA . Relato de uma sessão ou reunião para tomada de decisões ou providências. significa a nota ou comunicação ligeira entre departamentos de uma mesma empresa. ou entre matriz e suas filiais e vice . assemelhando-se a um bilhete. contando de gráficos. mapas. ou entre as filiais. Histórico ou relato de assunto específico. com forma padronizada e linguagem formal utilizada por órgãos públicos e empresas privadas. Documento de solicitação. Memorando Na linguagem comercial. quadros. Dispensa o uso de formalidades exigidas em uma carta. ocorrências ou serviços executados. Documento de registro. de forma padronizada. coma finalidade de registrar fatos ou lembretes.). O memorando pode ainda indicar um livro de apontamentos. ou notas.versa.

JOÃO 2) Memorando nº. uma vez que a verba destinada a esse já se esgotou. MEMORANDO INTERNO PARA______________________________________ DE ________________________________________ Nº. Sa. 8) Cordialmente.ª MARLY ROCHA . 9) João da silva Chefe do Departamento de Compras Exemplo de formulário de memorando 6) Belo Horizonte. que a partir da presente data ficam suspensas todas as compras. 10 de julho de 2002.43 Exemplo de memorando 1) ESCOLA ESTADUAL D.______________ ____/_____/______ ASSUNTO: _____________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _ (a) Assinatura_____________________ Prof. /02 3) Do: Chefe do Departamento de Compras 4) Ao: Diretor do Departamento de Ensino 5) Assunto: Comunicação 7) Comunico a V.

“Ofício. d) Assunto (Ementa): O resumo do conteúdo da circular. separados por barra. da Seção ou do Órgão expedidor.Circular”. dois espaços duplos abaixo da numeração ou da procedência. O endereçamento só aparece no envelope de encaminhamento. acompanhada do dia. separados por barra. f) Assinatura. vem junto á margem esquerda. Exemplo de Circular a) Ministério da Educação e Cultura Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais Gabinete do Diretor – Geral b) CIRCULAR – 012/03 d) Assunto: Constituição Permanente de Vestibular 28 de abril de 2003. junto á margem esquerda. seguida dos dois últimos algarismos do ano de exercício. vem junto á margem esquerda. por isso. Nesses casos. “Carta – Circular” A circular apresenta a seguinte estrutura ou esquema gráfico: Prof. vem do nome completo do Setor. A circular é uma correspondência multidirecional e. em todas as circulares. seguida da expressão “no uso de suas atribuições.ª MARLY ROCHA . sobre o assunto de interesses geral. dois espaços duplos da numeração. cuja numeração vem rente á margem esquerda. a) Timbre: O timbre ou cabeçalho é a identificação do órgão ou de empresa expedidor (a) e já vem impresso na folha de papel utilizada. Quando um Ofício.44 Circular Circular é o meio de comunicação escrita utilizado por um órgão ou por uma empresa para se dirigir a vários outros órgãos ou a várias pessoas. c) Procedência: Em determinadas circulares costuma-se indicar a procedência (origem). mas os itens iniciam-se na posição do parágrafo. e) Contexto: O contexto da circular é constituído pela “Introdução” que consta da titulação do signatário da circular. dois espaços duplos abaixo do timbre. mês e ano do exercício.2. serão denominados . dela não consta o destinatário. b) Numeração: A numeração. dos espaços duplos abaixo do contexto ou da localidade e data. bem como a “introdução”. uma Carta ou um Memorando forem dirigidos a mais de uma entidade ou pessoa. após a palavra “circular”. caso essa seja utilizada no final da Circular. g) Iniciais do signatário e do digitador: As iniciais do remetente e do digitador vêm. ao pé da folha. 14. (ou expressões semelhantes)” e pela numeração dos itens da Circular. nome e cargo: A assinatura do remetente da Circular sobre o seu nome e cargo vem na posição do parágrafo.

3. designada pela Portaria de Nº. g) divulgar. 4 – DA COMISSÃO PERMENTENTE DE VESTIBULAR Nos estabelecimentos de ensino de 2º e 3º graus haverá uma Comissão Permanente de Vestibular. O item quatro da Portaria Ministerial 330. em se artigo 112.712. A apuração será realizada imediatamente após o encerramento da eleição. que. Prof. com as seguintes atribuições: a) elaboração do edital com indicação das obras literárias. f) publicar os resultados do concurso para preenchimento de vagas para os cursos escolhidos. É correspondência oficial de caráter interno. farão parte da COPEVE. eleitos pelos seus pares. Seu texto é sucinto. previamente. 28 de abril de 2003. da qual será lavrada pela Portaria nº. de quatro de maio de 2002. á Avenida Amazonas. Prof. baixa a presente Circular. a Comissão Permanente de Vestibular – COPEVE – do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais será constituída por eleição a se realizar no dia 10 de outubro próximo. b) convidar professores das diversas áreas para elaboração das questões. que regulamentou o decreto nº. DG – 164/03. Ordem de serviço É o texto de uma determinação mediante a qual órgão ou autoridade expede ordens aos servidores. e) Por decisão do Diretor – Geral. 85. Os três professores mais votados em ordem decrescente de votação recebida. e) acompanhar a realização das provas. direto e não inclui formular de cortesia. DG – 164/03. José dos Prazeres Presidente 14. taxa data. c) acompanhar a revisão das questões selecionadas. d) encaminhar as provas para a gráfica. na sala de professores da Unidade de Ensino de 2º Grau. Os professores votarão em outro professor designado pela coordenação. do Diretor – Geral. (f) Belo Horizonte. datada e assinada pela autoridade expedidora. de 09 às 21 horas. deste Centro.45 c) O Presidente da Comissão Especial. a relação de documentos. de 2002. devendo ser numerada. 5253. de 10 de abril de 2003. horário e local da matrícula. no uso de suas atribuições.ª MARLY ROCHA . prevê a criação da Comissão Permanente de Vestibular (COPEVE).

com o objetivo específico de fazer um pedido. evitando-se frases rebuscadas ou muito adjetivadas. deve-se observar: 1. 3. É por meio de ofício que: . como toda comunicação que se faz entre repartições.Nenhum Setor desta Diretoria poderá receber documentos escolares sem o devido registro no livro de protocolo. 14. Objetividade: abordagem direta do assunto. Prof.4. 2. ______________ de 200_____.ª MARLY ROCHA .Uma repartição se dirige a uma pessoa ou empresa. . O requerimento e a carta não se confundem. determina que: 1º . A redação de um ofício obedece a determinadas normas. Clareza: expressão clara e lógica do pensamento. Concisão: resumo do texto ao essencial. evitando-se palavras desnecessárias ou expressões que nada acrescentam ao texto. Muitas são as diferenças existentes entre eles. Professor Diretor de Ensino 14. Requerimento Requerimento é o instrumento pelo qual nos dirigimos a uma autoridade pública. 005/02 O Diretor de Ensino do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Além da correção. 2º .Uma repartição se dirige a outra repartição. de modo que a mensagem possa ser entendida perfeitamente. que deve ter amparo de uma lei.Todos os Setores subordinado à diretoria de Ensino deverão utilizar o livro de “protocolo” para o encaminhamento de documentos aos demais setores deste Centro.46 Exemplo de ordem de serviço MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CULTURA CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS DIRETORIA DE ENSINO Ordem de Serviço nº. 4. Ofício O ofício é uma forma de correspondência que se utiliza no serviço público. Simplicidade: uso da linguagem simples.5. Belo Horizonte. a partir desta data. evitando-se alongar muito o assunto. no uso de suas atribuições e atendendo à solicitação de diversas Coordenações. O ofício deve ser digitado.

usa-se a carta comercial. matrícula n° 25-1. que deve ser colocada à direita.Sª. ______de agosto de 200__. No vocativo..47 Inicia-se o requerimento pelo vocativo. bairro e cidade. brasileiro. vem requerer de V. Nesses casos. residente na Rua _____________________________. neste ato representada por Pedro Alvorada. Observe que não se usa a 1ª pessoa verbal. que deve ser colocado no alto da folha. podem-se colocar as razões do pedido. casado. Não se dirige requerimento a empresas comerciais. Dependendo da finalidade.. coloca-se o cargo da pessoa a quem se dirige o requerimento. sediada na Av. número da cédula de identidade. Pede deferimento. PARTES DO REQUERIMENTO Vocativo: Contexto: Fecho: Local e data: Assinatura: Senhor Diretor da Faculdade de Engenharia (. Deixam-se 10 espaços para o parágrafo e inicia-se o texto do requerimento com a identificação de quem está fazendo de quem está fazendo o pedido. concessão de. Pedro Ferreira. Pedro Ferreira Prof. Após o fecho. devem-se fornecer os dados da empresa e depois da pessoa que a representa.ª MARLY ROCHA . vem requerer (... número 1071..) atestado médico anexo. endereço. n° ___. Vem solicitar.. mas sim a 3ª “.”..). Por exemplo: A tecidos Alvorada S/A. ou a entidades particulares. Pede deferimento... CGC n° 33469172/0122-55. coloca-se a data. RG n° _____________________. seguindo sua localização. nacionalidade.. em itens. Na identificação. menciona-se a filiação e os números de outros documentos. Belo horizonte. Quando o requerente for uma empresa. O fecho do requerimento é invariável: Nestes termos. Nestes termos. O último item é a assinatura. Paes de Barros. estado civil. expõe-se o pedido. Quando houver necessidade de justificativa. O fecho deve seguir o espaçamento do parágrafo. Após a identificação. industriais. geralmente devem constar: nome.

local e data.48 14. prender a atenção do leitor. apresentar sugestões. 3. Contém a apreciação do relator: o que pensa a respeito do assunto? Que ação recomenda? Descrevem-se as características de objetos. deve. É a delimitação do tema que será desenvolvido. mecanismos ou processos num certo momento do tempo. Expor os resultados de um inquérito ou sindicância. Contém os elementos de uma história: apresenta a situação que mereceu uma análise que o relatório vai contar. não é necessário apresentálos como outra seção do relatório. Partes Compõem-se de: Introdução Objetivo Prof. concisa e interessante. Narram-se minuciosamente os fatos e ocorrências. Registrar os dados de uma pesquisa desenvolvida. Em geral. * Antes da introdução. Situa o enunciador e o destinatário ao mesmo lugar e ao mesmo tempo. 4. Analisam-se os fatos e recomendações são argumentadas. Emprego Relatório Exposição de ocorrências ou de execução de trabalhos. Lembre-se de que enunciador e interlocutor constroem o sentido do texto. deve haver a identificação do documento: título. preciso e objetivo de informações úteis e convenientes a pessoas nelas interessadas. Tipos de texto Utilização de: Descrição Narração dissertação 5. Na introdução. Deve ser clara. Conceito 2. Relatar os fatos de uma inspeção realizada em determinado local. Objetivo Pode ser: Informativo Analítico Apenas expõe os fatos observados. devendo. Relatar as atividades e experiências de um estagiário. fala-se do objetivo e do alcance do trabalho. Desenvolvimento Resultados e Conclusões É a seção que representa o ponto de partida para a ação prática. conclui e recomenda. 1. É utilizado para Informar as atividades de uma empresa ou de um órgão durante um exercício. Controlar e acompanhar tarefas e atribuições. O que aconteceu? Como aconteceu? Devem ser incluídas no desenvolvimento as considerações gerais. levando à continuação da leitura. Há relação de anterioridade e posterioridade. É o registro claro.6. responde às perguntas: O que se passou? Como? Onde? Quando? Por quê? Analisa. portanto. sem interpretá-los. Não há relação de anterioridade e posterioridade. as tarefas alcançadas e a discussão a respeito.ª MARLY ROCHA . Caso os objetivos estejam bem esclarecidos na introdução. com base nos fatos apresentados. É a apresentação dos fatos e sua apreciação. É a apreciação que se faz do fato relatado. portanto.

3. contudo. ocupando uma ou duas páginas no máximo.49 Tipos de Relatórios Nas empresas. porém. Para a confecção de qualquer deles. informais. Remetente. contábil. claro. Os memorandos são um tipo comum desses relatórios. Endereço. portanto. ser breve. Remetente. Assinatura. Deve-se. em geral. lê-los com atenção e só depois da leitura preenchê-los. administrativos e outros. Número do memorando. É o leitor que é importante. 8. Os relatórios informais podem ou não ser digitados. de despesas. Os semi-informais serão digitados e seu conteúdo não ocupará mais de 15 páginas. impressos e fornecidos pela empresa. para fins especiais. É muito importante. Servem às necessidades de rotina. Os formais são destinados a pessoas muito importantes. 7. Pode-se dizer. que eles são: formais. é preciso ter em mente o objetivo do relatório e a quem se destina. Sua finalidade é dar informações essenciais no menor tempo possível. de viagens. Eles sempre contêm: 1. de desempenho profissional. 2. Assunto do memorando. cuja característica principal é o comprimento. É só preenchê-los. analíticos e informativos. Os primeiros são. 6. os relatórios podem ser: de visita a clientes. 5. Sua composição gráfica e seu acabamento (encadernação. Os segundos são extraordinários e tratam de problemas e ocorrências irregulares. Os mais comuns são os informais. São. Destinatário. de desenvolvimento da empresa. exato. uso de espiral) devem ser de boa qualidade. rotineiros e não rotineiros. Prof. Data. 4. ainda. de produção. Não devem ser escritos para se exibir capacidade de escrever de forma complexa ou pseudoliterária.ª MARLY ROCHA .

Exemplo de relatório administrativo: Em cumprimento ás disposições legais e estatutárias. relatório técnico – científico é um “documento que relata formalmente os resultados ou progressões obtidos em investigação de pesquisa e desenvolvimento ou que descreve a situação de uma questão técnica ou científica. 2.300 mil. confidencial. foram destacados juros sobre capital próprio montante de R$ 1.6. em 31 de dezembro de 2002.as demonstrações financeiras da Caterpillar Financial S.2. Introdução (que inclui a indicação do fato investigado. portanto. enuncia.A .022 mil e o patrimônio líquido. entre outros (decreto 79. Prof. submetemos à apreciação de V. 1) Fases de um relatório Geralmente a elaboração do relatório passa pelas seguintes fases: a) Plano inicial: Determinação da natureza. O relatório técnico – científico apresenta. é feita a coleta. 4.Crédito. o propósito do relatório). de 06/01/77). a ordenação e o armazenamento do material necessário ao desenvolvimento do relatório. O lucro líquido do exercício foi de R$ 2. método adotado na apuração e discussão). reservado.50 14. Relatório técnico-científico Segundo a ABNT. Compreende: 1.099. o relatório técnico – científico pode ser classificado como: sigiloso. Desenvolvimento (relato pormenorizado dos fatos apurados.997 mil. local.6. Relatório Administrativo Nesse tipo de relatório. sistematicamente. De acordo com a natureza de seu conteúdo. traça conclusões e faz recomendações. 31 de janeiro de 2003.Crédito. Financiamento e Investimento realizou volume de negócios no montante de R$ 169. a confiança depositada pelos clientes e revendedores Caterpillar e a dedicação e empenho demonstrados por nossos funcionários na constante melhoria de nossos produtos e serviços. 14. Em 31 de dezembro de 2002. acompanhados do parecer dos auditores independentes. São Paulo.963 mil.Sas. encerrando o exercício com saldo de aplicações em operações de crédito de R$ 223.1. preparação do relatório e do programa de seu desenvolvimento. Agradecimentos Dando ênfase à nossa missão – “ajudar os nossos e os cliente da Caterpillar a ter êxito através da excelência dos serviços financeiros” – agradecemos o apoio dos acionistas. da autoridade que determinou a investigação e do funcionário disso incumbido.ª MARLY ROCHA . secreto. É estabelecido em função e sob a responsabilidade de um organismo ou de uma pessoa a quem será submetido.A . Abertura. há a exposição pormenorizada de fatos ou ocorrências de ordem administrativa. b) Coleta e organização do material: Durante a execução do trabalho.”. Financiamento e Investimento relativos ao exercício findo em 31 de dezembro de 2002.071 mil. era de R$ 23. 3. informação suficiente para um leitor qualificado. Conclusão e recomendações de providências cabíveis. Resultado do Exercício e Patrimônio Líquido A Financial S. com data.

Entretanto. é comum o órgão ou entidade responsabilizar-se pela autoria do relatório. Título e subtítulo: podem ser expressos através de uma palavra ou frase que determine o assunto do relatório. centrado. Folha de rosto: inclui os seguintes elementos de identificadores do relatório: entidade e/ou repartição e departamento: o nome do órgão ou entidade responsável (autor coletivo) vem no alto da página. Às vezes. considerando-se os seguintes aspectos: Redação (conteúdo e estilo). Devem-se observar as características da redação técnica. Sumário Texto Anexos ou Apêndices Agradecimentos Referências bibliográficas Glossário Índice (s) Ficha de identificação Capa: contêm dados que identificam a publicação e deve ser padronizada para todos os números de relatórios em série. Prof. apresentação gráfica e física.51 c) Redação: Desenvolvimento das etapas do relatório. 2) Estrutura Os relatórios técnico – científicos constituem-se dos seguintes elementos: • • • • • • • • • • • • • • • Capa Folha de rosto Prefácio ou apresentação Resumo Listas Ilustrações Símbolos. d) Revisão: Recomenda-se uma revisão crítica do relatório. abreviaturas ou convenções. indicando-se sempre sua qualificação e função. Número do relatório: o relatório técnico – científico deve ser numerado em ordem seqüencial. porém. 14). A indicação do número deve constar no alto da folha de rosto. Freqüentemente. seguido do respectivo departamento ou divisão (FIO. seqüência das informações. torna-se necessário usar um subtítulo para identificar melhor o assunto tratado.ª MARLY ROCHA . indicando-se a posição do trabalho relatado em relação aos outros da mesma série. na extremidade superior direita. Nome do autor: deve ser localizado abaixo do título. encontram-se relatórios não numerados.

Texto: O texto constitui a parte principal do relatório. o texto do relatório compreende: Introdução: descreve claramente os objetivos e finalidades do trabalho relatado.ª MARLY ROCHA . devem ser incluídas em anexo. Trata-se de um relatório de pesquisa. bem como os objetivos do relatório. Conclusões e recomendações: constituem a finalização do relatório e devem ser baseadas na evidência clara dos fatos observados. cálculos e dados que. Eventualmente. a discussão descreve a conduta e processos da investigação. procedimentos experimentais e resultados. Número do volume. deve-se mencionar e listar todos os equipamentos usados. quando houver mais de um. indicando-se o nome. podendo também substituir a folha de rosto. identificação. usando frases simples e curtas. métodos usados para coleta dos dados. A discussão deve ser redigida de maneira completa. Quando se tratar de material complementar. Anexos ou apêndices: outras informações complementares podem constar de alguns relatórios. A linguagem deve ser clara. a fim de facilitar a compreensão e possibilitar que as técnicas utilizadas possam ser repetidas. Discussão: é a parte do relatório que descreve a natureza e resultados do trabalho. Localiza-se após o índice. além de outros dados necessários à sua perfeita identificação e ser apresentada de forma normalizada. com a devida atenção para os detalhes técnicos. a folha de rosto pode ser substituída pela capa ou pela ficha de. conclusões e recomendações. a partir da segunda. Prof. resultados e análises. modelo série de cada um. apresentando as comprovações mais importantes para um exame crítico dos dados. Notas tipográficas: devem ser indicados na parte inferior central da folha de rosto.52 • • • Número da parte e respectivo título se houver. observações. Não devem constar da conclusão os dados quantitativos e resultados passíveis de discussão. tais como análises. metodologia e discussão. terminologia própria do assunto e relatando o desenvolvimento da pesquisa ou trabalho com identificação cronológica de cada etapa. o local (cidade). concisa e formal. Descrevem-se testes. desempenhando papel importante para sua compreensão. tendo em vista possibilitar a verificação dos equipamentos e processos idênticos. Deve conter todas as informações bibliográficas do documento. devam ser incluídos em apêndices ou anexos. devendo apresentar: introdução. Essas informações são necessárias. o mês e ano de publicação. As ilustrações constituem parte integrante do texto. experiências. Como em qualquer trabalho científico. por sua natureza. Número da edição. vantagens e desvantagens. Ficha de identificação: A ficha de identificação é um item essencial.

moagem de cana. fazemos.A 1. Almoço às 12 h e lanche às 15 h. pois pudemos verificar in loco as diversas etapas de fabricação do açúcar e também os variados equipamentos usados. Conhecer os equipamentos usados nesse processo Programa (Roteiro) Saída da escola às 8 h e retorno às 17 h. Após colocarmos os capacetes de segurança. laboratórios de análise de sacarose e os fornos onde o açúcar é produzido. em seguida. Lucas W. 30 de março de 2002. Esperamos que outras visitas sejam realizadas. Objetivos Observar o processo de fabricação de açúcar em uma usina. relatório das atividades desenvolvidas durante visita técnica à Usina Sapucaia. Em seguida. seleção e lavagem. Chegada à usina às 10 h. Relatores: Lucas Wagner de Azevedo Gomes e Mateus Pereira de Almeida Apresentação Atendendo à solicitação do professor de Operações Industriais do Curso de Instrumentação Industrial. de Almeida Prof. começamos a conhecer o processo de produção de açúcar – iniciado no corte de cana. Desenvolvimento Dirigimos-nos à Usina e fomos recebidos pelo engenheiro responsável pela produção. Encerrada a visita. Gomes Mateus P. Conclusão Foi de muita importância a visita para nossa formação. A. Campos dos Goitacases.ª MARLY ROCHA . A. Identificação Relatório n° ½ Data: 30 de março de 2002 Assunto: Visita à Usina Sapucaia S. visita aos diversos setores do processo de fabricação de açúcar. Visitamos o setor de ensacagem de açúcar e o armazém. retornamos à escola.53 EXEMPLO DE RELATÓRIO EM TÓPICOS RELATÓRIO SOBRE VISITA PEDAGÓGICA À USINA SAPUCAIA S. percorremos os setores de esteiras.

na esperança de revê-lo brevemente. Prof. não para exigir-lhe elogios. dois espaços (2 x 1) Cumprimento Final Envio-lhe abraço.ª MARLY ROCHA . o uso do raciocínio. estou enviando-lhe um exemplar do meu mais recente lançamento – Manoel da secretária –. agora. três espaços (3 x 1) Assinatura Anexos Iniciais Cópia João Bosco Medeiros três espaços (3 x 1) Anexos: Press-release e livro Manual da secretária. da reflexão. mas deixaria a secretária em apuros diante de situações novas. A abordagem e meu texto valorizam a prática argumentativa. Falemos um pouquinho do livro dois espaços (2 x 1) Diferencia-se dos textos convencionais sobretudo porque foge à exposição de um receituário que atenderia a situações específicas. Já.: Notícia sobre o lançamento do livro Manual da secretária. dois espaços (2 x 1) Atenciosamente. Vieira: três espaços (3 x 1) Meus dois livros – Técnicas de redação e Correspondência . três espaços (3 x 1) Invocação Sr.receberam de sua parte atenção ímpar e você fez publicar em sua gazeta recensão das mais agradáveis.7. Dois espaços (2 x 1) Texto Modelo de carta comercial DPV/25 São Paulo. Timbre cinco espaços (5 x 1) índice e numero três espaços (3 x 1) Local e Data cinco espaços (5 x 1) Referência Ref. mas como gratidão pelas sugestões que você sempre me apresenta. três espaços (3 x 1) JBM/MS três espaços (3 x 1) c/c: Gerência de Comunicação Social. 27 de julho de 1998.54 14.

Referência (ou Ref. utilizando os cumprimentos mais simples: atenciosamente. sala. COMPONENTES DE UMA CARTA COMERCIAL São elementos constitutivos de uma carta comercial: 1. O endereço interno está caindo de uso. ocupar novo parágrafo. 2. citação da ordem do dia e relato sumário dos assuntos tratados. saudações atenciosas. para evitarem-se falsificações. respeitosamente. Fecho: deve. indicado em geral pelo plenário. e deve ser lida e aprovada antes de ser assinada pelos presentes.. 10. sessão pública ou privada. Antenor. encontro. Evitem-se os chavões. 7. num congresso. 8. de preferência. 6.55 14. para fins de comprovação. de preferência. Deve conter dados sobre data e local da reunião. conteúdo. Endereço: forma de tratamento e nome civil do receptor. Timbre: nome e endereço da empresa. Texto: corpo da carta. são transcritos por extenso. Exa.Sa. nome do local e número do prédio. apartamento.. José. Por isso. V.:): consiste em um resumo da carta.ª MARLY ROCHA . Iniciais: do redator e do digitador. nomeando as pessoas que se manifestaram. 11. Sr. Índice e número: iniciais do departamento expedidor e número da carta. Localidade e data. 9. Possui uma forma fixa: não admite abertura de parágrafo senão na primeira linha e é assinada logo após a última linha. pois qualquer engano na sua grafia pode invalidar o documento ou torná-lo infiel ao que ocorreu na sessão. desenvolvimento da mensagem. Na ata evitam-se o mais possível os números arábicos ou romanos. Na correspondência comercial e oficial. etc. Código de Endereçamento Postal.8. 3. das discussões e resoluções havidas. bairro. É lavrada por um secretário. 4. Prof.7. Anexos: atentar para a sua concordância: Anexa: nota fiscal Anexos: documentos relativos à remessa de materiais. inclusive legal. convenção. 5. Cópia: c/c 14. a forma personalizada: Sr. Vocativo ou invocação: usar. Ata Ata é um documento que registra por escrito e com o máximo de fidelidade o que se passou numa reunião. as formas de tratamento freqüentemente aparecem abreviadas: V.

uma frase que resume todo o pensamento que será desenvolvido no corpo do corpo do parágrafo. não vão além do tópico frasal. 23/28 No dia vinte e cinco de outubro do ano de dois mil e dois. A seguir. A Comercial São José nunca fez negócios conosco que não pudesse saldar e dela podemos afirmar que é honesta e merecedora de crédito. foi aberta a sessão. brevíssimas. expressado seu desagrado ante as curvas descendentes dos gráficos de produção apresentados pelo Diretor Marcos de Souza Andradas. de frases de rápido entendimento. ela mantém o parágrafo nos limites fixados. vendemos-lhe faturas no montante de milhares de reais e as contas sempre foram pagas tão prontamente quanto as condições comerciais permitem. Lida a ordem do dia. Conclusão A unidade do parágrafo foi mantida. o Diretor Tadeu Serafim de Souza Andradas Motta explanou longamente seus contatos com o Ministério de Minas e Energia. 15. na cidade de B. Se no desenvolvimento surgirem idéias que não constam da frase inicial. constituindo-se em hábil instrumento para disciplinar as idéias. Serafim Andradas. nº. Fazem uso de frases-tópicos. Por isso.ª MARLY ROCHA . mas o Sr. curtas.1. realizou-se a vigésima terceira reunião de diretoria a firma Andradas. Foi-lhe explicado que a seca no início do ano prejudicou as lavouras de cana-de-açúcar e determinou menor quantidade de matéria-prima para a destilaria. pode-se experimentar localizar o tópico frasal em uma notícia e observar como os jornais falados ou televisados. apresentando um quadro geral do que será desenvolvido. Veja-se a seguir um exemplo de tópico frasal: Tópico frasal A Fábrica de Canetas Prudentina com a firma Comercial São José há 15 anos. Marcos havia admitido que encomendas de outros Estados não lhe havia ocorrido. tendo o DiretorPresidente. 267. tendo. no salão de reuniões do Prédio Andradas. Prof. de manchetes. Sr. isto é. Foi-lhe explicado que a seca no início do ano prejudicou as lavouras de cana-de-açúcar e determinou menor quantidade de matéria-prima para a destilaria..Hte. décimo andar. praticamente. que constou do exame dos perfis de produção da Destilaria Andradas no primeiro semestre do ano em curso e das encomendas governamentais de álcool hidratado nos três últimos meses.. ADEQUAÇÃO VOCABULAR 15. Esse tipo de frase geralmente abre o texto. tal fato indica que melhor será o redator mudar de parágrafo. negocia Desenvolvimento No decorrer desse período. Marcos de Souza Andradas. à Rua Lucas de Oliveira. A frase inicial do parágrafo apresentado é conhecida como tópico frasal. o redator tratou apenas de um assunto. às quatorze horas e trinta minutos. tendo o Sr.56 EXEMPLO DE ATA ATA Nº. Marcos de Souza Andradas e Tadeu Serafim de Souza Andradas Motta. serve de controle do pensamento. Como exercício. Tópico Frasal O uso do tópico frasal num parágrafo funciona com uma frase-núcleo. mas o Senhor Diretor-Presidente lembrou que há outras regiões produtoras.

mercadorias que somam R$ 900. O redator comercial deve ter consciência de que uma mensagem bem elaborada exige muito empenho: colher informações.. Quanto aos cortes. é juízo que se faz de alguma coisa. Por isso é que se diz que a concisão traz benefícios à redação. Exemplos: Não aceitamos tal mercadoria por estar muito feia. corrigir. Genérico: Enviamos grande quantidade de mercadorias que somam enorme montante de dinheiro.4. é uma conceituação subjetiva. numa frase que resuma a idéia central do que se vai expor. Não recorre. 2. Sem pormenores: Enviamos um cheque há muito tempo. Enfim. Concisão Pensamento conciso é resultado de muita reflexão. Opinião é modo de ver pessoal. mas na intensidade. há possibilidade de convencer o leitor e estimulá-lo a continuar na leitura. ao dicionário para selecionar uma palavra pouco conhecida. A eficácia delas não está na quantidade. devem-se chamar os objetos e os seres pelo nome pelo qual são conhecidos e evitar palavras genéricas.). Com pormenores: Enviamos cheque nº. Argumentação e opinião Se no tópico frasal se argumentou com fatos. Busca-a no meio em que vive. no dia 17 de outubro. Aqueles chegaram amassados. 15..ª MARLY ROCHA . exigem leitura em voz alta.00.. Argumento é o raciocínio pelo qual se tira uma conseqüência ou dedução. negócio. rascunhar o texto. porém. é preciso ter cuidado para que a mensagem Prof. cortar idéias supérfluas. Suas características são: 1. aí os vocábulos e necessitam ser testadas no laboratório do rascunho. ler em voz alta o texto para perceber ecos e cacofonias. aspecto. Precisão Vocabular O redator experiente de cartas comerciais emprega o termo exato no lugar certo e foge ao que é vulgar e não tem relevo. é preciso saber distinguir opinião de argumentação. a declaração envolve fatos. cinco dúzias de desodorante Y. nele deve ser desenvolvida uma idéia central. trem.00.3. pois esse tipo de frase controla a fidelidade ao objetivo e garante a coerência das idéias. e efeito melhor.. mas relacionadas pelo sentido. cuidados com a sonoridade. (Declaração que envolve opinião) Não aceitamos os chuveiros elétricos e as torneiras que nos foram enviados por apresentarem defeitos. como: coisa. Específico: Enviamos dez dúzias de sabonete X. O tópico frasal indica ao autor os limites das idéias que pode explanar no parágrafo.. O método de traçar os limites do parágrafo logo no início. é recomendado para todos os que se dedicam à redação de cartas comerciais e oficiais. reescrever. Não deve ser genérico a ponto de nada transmitir. estas com roscas espanadas. refletir sobre elas. Portanto. numa seqüência de orações..2. verificar se o vocabulário utilizado está à altura do receptor. 15. substituir palavras que se repetem. terá se for específico. (Argumentação.57 O parágrafo deve apresentar unidade de composição. Deve ser pormenorizado. no valor de R$ 200. 15. a que se juntam outras secundárias.

(preferir) 16. quem muito escreve corre maior risco de errar. O entendimento de uma mensagem comercial depende da seqüência ordenada das informações transmitidas. . de modo geral. Vacuidade das expressões reflexão”. palavras. . portanto.casualmente. refletir sobre como transmitir. com a leitura atenta de todas as cartas antes de colocá-las no Correio. Prof. Repetições de idéias. Qual o nível de linguagem a ser utilizado? 4.2. A repetição de palavras pode ser solucionada com a troca de uma palavra por outra de sentido equivalente. como: . .ª MARLY ROCHA . . PROBLEMAS COMUNS NA CORRESPONDÊNCIA O redator profissional de comunicações administrativas.efetivamente.além disso. sem labirintos. raciocínio linear.conjuntura atual. Respeita. 16.” (evitar). refletir sobre o que se quer transmitir. uma forma de escrever que recorre a todo o momento aos verbos auxiliares e torna a redação monótona.“A secretária estava com receio de que o gerente a repreendesse”.1.”(preferir)”. A de idéias é facilmente resolvida.certamente. há entraves (determinados ruídos) que prejudicam a clareza do texto e a eficiência da mensagem. Há.“Resolvera reescrever a carta. “A secretária receava que o gerente a repreendesse”.aspecto.58 não fique destituída de conteúdo. Entre eles. (evitar) . um deles diz respeito à repetição de idéias e de palavras. grosseira.ensejo. sacrifica a forma em prol da compreensão do texto. às vezes. cansativa. Qual a função de linguagem mais adequada: 16. destacam-se a pressa e a falta de reflexão. todavia. 2.a dizer a verdade. exige-se do comunicador pensamento claro. verbos auxiliares. . Como a possibilidade de ambigüidade é muito grande. . Entre os problemas comuns na correspondência. os adjetivos que apenas enfraquecem o conteúdo das idéias. Sua preocupação básica é com o receptor. . É necessário ter sempre presente: 1. 3. excessivamente seca. .coisa. . refletir sobre as informações que devem ser transmitidas de modo lógico e manifestar as relações entre os fatos com evidência. Pensar antes de falar e refletir antes de escrever são regras fundamentais para a comunicação eficaz.“Estava disposta a reescrever a carta.” (preferir).definitivamente. “O diretor tinha proporcionado um momento de O diretor proporcionara um momento de reflexão. . seus limites. O que se deve evitar é o palavrório que nada acrescenta. A concisão traz clareza à frase e igualmente correção. Refletir sobre o que se está fazendo e sobre o que se deseja obter. que geram constantemente a busca de palavras imprecisas. que servem para tapar qualquer buraco na mensagem. (evitar) Na redação. Exemplos: .

seguinte. Além disso. . como as da direita. No quadro. podem ser eliminadas. Em geral.fatores. Tratamos desse assunto apressadamente. por exemplo. devem-se evitar principalmente palavras supérfluas. . Evitem-se. Ela não o havia visto. ter.por outro lado. evitemse os verbos auxiliares ser. . sempre que puder dispensá-los.59 . adjetivos se eles não são necessários. oportunamente. Ela não o vira.eventualmente. bonitos e bons. Prolixidade Cartas comerciais não devem ser escritas com muitas palavras. mais sintéticas. Ele a tinha visto. 16.por seu lado. lugares-comuns. haver. Um texto bem escrito.mui respeitosamente. . Por exemplo: Já tratamos desse assunto muito apressadamente. Nossos produtos são bons.ª MARLY ROCHA . O excesso de advérbios também prejudica a eficácia de uma mensagem comercial. bem como em clichês. Todas essas são expressões que pouco ou nada acrescentam à mensagem e.oportuno. . por isso. Já tratamos desse assunto apressadamente. Ele foi repreendido pelo diretor. observe-se como as expressões à esquerda são prolixas e podem ser substituídas por expressões. Nossos notáveis produtos são belos. valoriza os substantivos e verbos.então. a secretária redige zelosamente cartas excessivamente longas. Ele a vira. . . em geral. O diretor o repreendeu.na verdade. frases-feitas. Segredos da Redação Comercial Expressões Evitáveis Acima citado Acusamos o recebimento Agradecemos antecipadamente Anexo a presente Anexo segue Antecipadamente somos gratos Anterior a Substituir por Citado Recebemos Agradecemos Anexo Anexo Agradecemos Antes de Prof. e economiza em adjetivos e advérbios.3.

. ontem tivemos uma temperatura de 29 graus.. com verbos no imperativo.. por favor.60 Aproveitando o ensejo anexamos Até o presente momento Como dissemos acima Com referência ao Conforme assunto em referência acima citado Conforme acordado Conforme segue abaixo relacionado Datada de Devido ao fato de que Durante o ano de 1991 Durante o transporte de Encaminhamos em anexo Estamos anexando Estamos remetendo-lhe Estar em posição para Estou escrevendo-lhe Levamos ao seu conhecimento No futuro próximo No Estado de Pernambuco Ocorrido no corrente mês Referência supracitada Somos de opinião de que Seguem em anexo Temos a informar que Segue anexo nosso cheque Um cheque no valor de Vimos solicitar Anexamos Até o momento Mencionado Referente ao Mencionado De acordo com Relacionado a seguir De. ou diga-se de modo preciso quando). Usem-se palavras específicas./ .ª MARLY ROCHA .. Prof. O Banco x entrou em concordata (pertinente).. sobretudo...” Somente com palavras precisas é que se pode comunicar com rapidez e evitar equívocos e dúvidas. Prefira-se Encontrei um erro de concordância verbal (específico). Informamos que Anexamos cheque Um cheque de R$. Suponha-se que se tenha de dizer que o inverno foi rigoroso ou que o verão foi muito quente.. devem ser precisas. Diga-se a temperatura em graus centígrados: “Alcançamos 3 graus neste inverno. consideramos Anexos.. O Banco x naufragou (não pertinente). pertinentes ao assunto. pelo menos. Anexamos Remetemos-lhe Fulano pode – Use-se o verbo poder Escrevo-lhe Informamos Escreva-se no tempo futuro (iremos.. faremos.. ou anexamos. Solicitamos As expressões usadas não devem ser curtas e claras somente. Exemplos: Em vez de Encontrei um erro (geral). ou anexamos. Em Pernambuco Ocorrido neste mês Mencionada Acreditamos.. Redija dez linhas. Por causa Em 1991 No transporte de Encaminhamos... (imperativo. / . Ou: o Banco x foi à falência. evitando-se sempre que puder a voz passiva.

Por isso. sua prezada ordem (querida ordem!). servimo-nos da presente. ui.61 expressão forte). tomamos a liberdade. vimos pela presente. justifica-se o uso de palavras estrangeiras. O pleonasmo transmite ao receptor idéia de desleixo com a elaboração da mensagem. o emissor corre o risco de produzir uma mensagem que não atinja sem objetivo e. pela presente. Não é sequer falta de tempo. firmamos mui atenciosamente. da falta de rascunho. qualquer gíria deve ser afastada. Estrangeirismo No passado. hum. AS expressões apresentadas são muitas vezes falsas hipócritas e não se justificam em uma mensagem comercial.). não haverá comunicação. aproveitando o ensejo para colocar-nos a seu inteiro dispor.ª MARLY ROCHA . As afetações e colocações exageradas.7. contudo. visa a presente rogar-lhe. conforme assunto em referência acima citado (substituível por mencionado). os puristas clamavam contra os galicismos que prejudicavam o entendimento dos textos. Seria bom redigir pelo menos dez linhas. que deve ser bem escrita. 16. usamos deste meio. Nesse caso. de ausência de correção. decididamente. em geral. temos o prazer de. como dissemos acima. devem ser evitadas. Prof.4. temos especial prazer em renovar. vimos à presença. Cartas sem nenhuma argumentação não levam a nenhum lugar. hoje. vimos através desta. reiterar outra vez. sei. eventualmente. Em muitos casos. vimos solicitar (solicitamos). Gírias A gíria é outro obstáculo na redação comercial que o redator deve transpor. aí. e palavras como handicap são usadas sem ao menos um significado preciso: às vezes. contundente. Evitem-se também as expressões pleonásticas do tipo: referência supracitada. Afetações. vantagem. 16. sabe como é. 16. Expressões da gíria podem ser admitidas entre jovens em conversas de grupos. Pleonasmos Fizemos dez alterações (ativo). pá. verdadeira. quando não se dispõe em português de termo apropriado. sua carta datada de (sua carta de. portanto.. mas jamais podem ser utilizadas nas relações comerciais. Exemplos: a seu inteiro dispor. é fonte de equívocos. Na linguagem técnica. temos a subida honra de. até o dia 29-3-99 (até 29-3-99). então. conforme acordado. devidamente atendida. as considerações tecidas são realmente preocupantes. Em virtude de o vocabulário das pessoas pouco escolarizadas ter sido reduzido a algumas dezenas de palavras e a um punhado de expressões do tipo: oh. outras. em momentos de descontração. são os anglicismos que pululam em toda a parte. 16. é resultado da pressa. 16. colocações exageradas.8. A linguagem adequada às cartas que transitam entre empresas é a mais gramatical possível. é falta de reflexão para elaborar uma mensagem capaz de atingir o alvo. fundamentos básicos. denota desvantagem. pum.5. temos a honra de. hem... vimos por meio desta. (expressão fraca) Foram feitas muitas alterações (passivo). às vezes até contrárias à verdade. com os protestos de elevada estima e consideração. Laconismo O laconismo (carência de palavras ou estilo telegráfico) tem contribuído para a perda de tempo e ineficácia da correspondência moderna. A tendência atual é redigir cartas com duas ou três linhas no máximo..6. firmamos mui cordialmente.

de conformidade quanto ao solicitado. a conjunção e antes da abreviatura). portanto. A clareza no pensamento favorece a clareza na redação. Incluem-se nesse conhecimento: ortografia. revistas. Da parte do emissor podem ser considerados: 1. outrossim. conforme assunto ventilado. (etc. Ausência de espontaneidade ou manifestação evidente de linguagem afetada. 4. livros da literatura nacional. significa e outras coisas. Ausência de atenção (distração). 3. 16.ª MARLY ROCHA .10. sendo o que se nos oferece para o momento. por oportuno julgamos. O conhecimento gramatical é imprescindível ao redator profissional de cartas comerciais. Falta de experiência. não correspondem à finalidade da redação comercial. Uso de termos técnicos desconhecidos do receptor. 5. Falta de conhecimento do assunto do texto. OBSTÁCULOS À COMUNICAÇÃO Há vários obstáculos que impedem a eficácia de uma mensagem. sem mais para o momento. 16. discussões ociosas que seriam evitadas com algumas palavras a mais e precisas. passo às suas mãos. acentuação. Além disso. regência verbal e nominal. aproveitamos a oportunidade. Acúmulo de pormenores irrelevantes. mas apenas externas opiniões. é preciso ler jornais. face à (em face de ou diante de). Quando o texto está obscuro. concordância verbal e nominal. se necessário. solicito por oportuno. Empolgação A linguagem prolixa. são empecilhos à comunicação: 1. encaminhamos em anexo (simplesmente encaminhamos ou anexamos). repleta de pleonasmos viciosos. perífrases intermináveis. Excesso de adjetivação e de expressões planas. a respeito (a esse respeito).11. redundâncias. 16. 2. incompreensão. Falta de disposição para entender. 4. assunto em tela. pedimos para (pedimos que ou solicitamos que). rogamos. tomamos a liberdade. recomenda-se reflexão sobre o assunto até que se encontre uma expressão verbal adequada. perplexidade: daí ordens mal executadas. Da parte do receptor. e etc. dispensa. sem outro particular. crase. limitados ao exposto.62 ambigüidades. que não arrola fatos. Impossível tornar-se bom redator sem recorrer à gramática e ao dicionário continuamente. em epígrafe (acima). 3. com a presente.9. Falta de imaginação. tem a presente a finalidade de. Imprecisão vocabular ou uso de frases longas para impressionar o leitor. colocação pronominal. Expressões antiquadas (Arcaísmo) São consideradas obsoletas e de mau gosto as seguintes expressões: apraz-nos dirigir a. 17. através desta. 5. abundante de figuras de linguagem. Prof. 2. reportando-nos ao. Falhas gramaticais São repelidas pela gramática as seguintes construções: seguem em anexo (anexos ou anexamos).

É um bilhete que dá direito a ingresso gratuito em um espetáculo. Ter um objetivo em mente. Mensagem pela qual se formaliza uma convocação ou pede-se o comparecimento de alguém em algum lugar. aos sistemas e às atitudes. coquetel de lançamento de um livro. 8. Dominar todas as palavras necessárias. Para vencer essas barreiras. Convite É a ação de convidar. para expor o próprio pensamento. Para aprimorar a comunicação empresarial. 5. cartas e memorandos.63 Além desses obstáculos. Falta de coerência entre os diversos fragmentos de frases ou de pensamento. 7.Sa. Como transmitir informações? 2. Como instruir? 3. Planejar a estrutura da comunicação a ser feita. A EDITORA ATLAS Convida V. é necessário exercitar-se continuamente na redação de relatórios. o redator deve estar atento a dificuldades advinhas de: 1.1. Incapacidade verbal. quando somente os fatos podem gerar soluções. para o coquetel de lançamento do livro Prof.ª MARLY ROCHA . HABILIDADE TÉCNICA 1. 2. 18. Ter informações suficientes sobre o fato. 19. Tratar do assunto com propriedade. Intromissão de opiniões. 6. Como ser breve e claro? 4. recomenda-se atenção às habilidades técnicas. oral ou escrita. juízos de valor. 3. TIPOS DE CORRESPONDÊNCIAS 19.

3. por favor. Local (endereço). 1285 (Itaim). 2.V. 5. é necessário especificar local. 4. Fone: 280-0501 São seus elementos constitutivos: 1. Às vezes. 6.64 DICIONÁRIO DE ERROS CORRENTES DA Língua Portuguesa João Bosco Medeiros Adilson de Souza Gobbes Data: Horário: Local: Informações: 31 de maio de 1999 A partir das 18 horas Livraria Atlas Ltda.ª MARLY ROCHA . Quem está convidando. Rua Pedroso Alvarenga. ao final de um convite aparecem as abreviaturas: R. data. Finalidade do convite – para que se está convidando a pessoa. Convocação Convocação é uma forma de comunicação escrita em que se convida ou chama alguém para uma reunião. Informações (se considerar necessárias). que significa responder. Na elaboração do texto. (Respondez s’il vous plâit).P. finalidade. Data. Horário.S. Prof.

. 3.. recentemente formada. de ..... neste Estado... de preferência. em equipamento a laser. Assembléia Geral Extraordinária Ficam convocados os senhores acionistas da Empresa Glória Ltda. 3. sem reforma estatutária. O currículo deve parecer que foi escrito para aquela empresa específica... soa presunçoso dizer que uma jovem profissional.... Objetividade: um texto interessante em geral não é longo.... candidatando-se a uma vaga específica. O auto-elogio. se o selecionador do currículo não entender a linguagem dele. na sede social na Rua . O currículo vai ser selecionado por profissionais de recursos humanos! Ora..... tem grande experiência numa atividade... pode ser enviado por e-mail. 19. Boa apresentação: deve ser datilografado em máquina elétrica ou digitado e impresso... Inclui detalhes da formação intelectual e profissional da pessoa.............. São Paulo. especificando os cursos que tenha realizado.. como: “sou comunicativa”.. Para se reunirem em Assembléia Geral Extraordinária.. Considera-se que um curriculum vitae bem elaborado seja fator preponderante na obtenção de emprego....ª MARLY ROCHA . em . Modernamente.. em primeira convocação. Prof. o emissor será prejudicado.. 4. às 17 horas. para deliberarem sobre: a) reestruturação da administração da Empresa....... Ao redigir o currículo... a realizar-se.... alguns cuidados básicos devem ser levados em consideração: 1.... no dia...... Assim.. de . Curriculum vitae Conjunto pormenorizado de informações a respeito de uma pessoa. Nesse caso. Questões práticas 1.......65 EMPRESA GLORIA LTDA. “sou dedicada e dinâmica” e outros podem prejudicar a candidata. Por exemplo. mas enxuto. 2. relaciona as atividades anteriores e experiência adquirida. assim com dados pessoais. de 19... Também não se admite o currículo escrito à mão.. Linguagem excessiva técnica é um grande empecilho para se alcançar bom resultado. Incoerências entre o currículo e a carta de apresentação que deve acompanhar o currículo são desastrosas. CGC... geralmente exigido quando da procura ou solicitação de emprego.... o currículo não sustenta tal informação. 2. Outras pessoas é que devem avaliar seu comportamento. Especificidade: não se deve enviar a uma empresa xerocópia de um currículo...2. evite-se apresentar maior competência do que realmente tem.. b) outros assuntos de interesse social.

transformando-as em uma biografia. Idiomas: grau de fluência. Ficar em duas ou três atividades recentes. 21. 22. times para os quais torce hobby. filhos. Dizer que tem conhecimentos sobre algo. Dizer sempre a verdade. jovem. Não encher o espaço do currículo com excesso de informações. O assunto deve ser resolvido na entrevista. Se for inexperiente. 23. data de nascimento. Evitar informar que tem pouco conhecimento sobre algo. a que cargo se candidata). Bom visual atrai o selecionador. 9. Evitar o historio escolar desde a pré-escola e a descrição de trabalhos monográficos desenvolvidos na faculdade. Prof. Posicionamento profissional (suponha-se: “secretária executiva bilíngüe. Não revelar salário pretendido. telefone. 7. Dados pessoais: nome. Relação dos três últimos empregos.ª MARLY ROCHA . Deixar fora do currículo informações sobre religiões. 20 anos atrás). Formação escolar. 6. Conquistar seu selecionador pela simplicidade e humildade. Dispor as informações de forma clara e objetiva.66 4. Evitar informações sobre escolas de 1° e 2° graus. 17. 11. 8. 18. Em vez de “tenho noções de biblioteconomia”. 7. 12. Evitar siglas e abreviaturas. Escrever qual é o objetivo. como solteira. Fugir dos dados pessoais. Idiomas: Informar grau de fluência. informando o que você deseja fazer na empresa. 15. Não poluir o currículo com informações sobre documentos escolares. São informações que não acrescentam nada a qualificações profissionais. Objetivo (escrever uma frase. mesmo que tenha sido despedida do ultimo emprego. 5. A estética do currículo deve ser cuidada. bonita. diga-se: “tenho conhecimento de biblioteconomia”. Experiência profissional deve ser iniciada pela mais recente. 6. 3. Experiência profissional: o que sabe fazer. Evitar informações muito antigas (de 10. Esquecer os cursos de datilografia. Avaliar a necessidade dessa informação. O currículo longo nunca é atraente. 4. 2. trouxe alguma aprendizagem”. estado civil. Profissionais experientes não estendem as informações curriculares. Estrutura do currículo 1. Local e data. 20. Informar a data da conclusão dos cursos. dizer que “a experiência. 8. com verbo no infinitivo. que tem em vista como emprego. 13. Não mencionar escolas de 1° e 2° graus. 5. Exemplo: “atuar na área de secretariado de empresa editora” (usar verbo no infinitivo). Separar as informações em blocos. 14. 16. embora frustrante. 19. dependendo da função que ser tem em vista. achando que vai cativar o selecionador. com 15 anos de experiência”). 10. Para suavizar uma possível informação. cursos sobre linguagem de computador podem interessar. dizer que é recém-formada e tem pouca experiência.

Duas são as seções principais do currículo: objetivo e experiência. Os corpos mais indicados são o 13 e o 14. mais preciso. falar em público. Letras que oferecem dificuldades de leitura são contra-indicadas. coordenar. 4. preferencialmente. Assinatura. como MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e MBA (Máster in Business Administration). que seja MBA (Máster in Business Administration) a expressão procurada. Times New Roman. bem como o uso de grampos. portanto. os que mais se encaixam no perfil profissional procurado pela empresa. 6. 11. Use-se o termo mais adequado. Em geral. sugere-se examinar a descrição dos anúncios de emprego. Evitem-se dobras fortes que prejudiquem a leitura do scanner. colaborar.ª MARLY ROCHA . cita-se a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Declaração É prova escrita. são palavras procuradas: criar. Prefira-se fonte (tipo) que proporcione maior clareza. mas o original. Para superar o obstáculo da palavra-chave. exceto as que são de reconhecido prestígio e conhecimento. Uma das recomendações dos estudiosos da nova forma de seleção é imaginar o que os selecionadores querem encontrar nos currículos. Courrier são os tipos mais indicados. 10. treinamento. selecionar.67 9. 9. verbos na primeira pessoa. explicação. documento. gerenciar. organizar. liderança. 10. já é possível escolher. Suponha-se. Em geral. O selecionador filtra os documentos ou pela escolaridade ou um palavra-chave. idioma estrangeiro. Impressora a laser. um “sinônimo” pode levar um currículo a ser descartado. desenvolver. resolução ou observação. Carta de apresentação. qualificar. Futura. 5. Texto: frases curtas. Espaço interlinear: 1 ½. Prof. em um banco eletrônico de currículos.3. 19. Esse documento pode também ser passado por órgão colegiado. delegar. Ele se manifesta uma opinião. aos candidatos adaptarem-se às mudanças introduzidas pelo currículo eletrônico. depoimento. 8. voz ativa. Evitem-se as abreviaturas e siglas. 2. tomada de decisão. Evitem-se o itálico e a sublinha. conduzir. Não se envia cópia de um currículo a uma empresa. Como exemplo desse tipo. Com o computador. persuadir. 3. Currículo eletrônico O processo eletrônico de seleção de candidatos vale-se da informática para previamente fazer uma primeira triagem. 7. Guia para preparar um currículo escaneável 1. negociar. por exemplo. integrar. conceito. Resta. Palavras a utilizar: as que têm relação com a área de atuação.

Órgão Arrecadador da receita Federa l.. declara à praça e a quem possa interessar o seguinte: Que não se referem a sua pessoa os protestos de diversos títulos levados a efeito a partir de 19X2. até esta data............... nossa agência ..de ...... São Paulo..../99...... a mão armada....68 DECLARAÇÃO À PRAÇA Comunicamos aos Bancos Clientes... / ....... aposentado... /........... filho de ... para que não se alegue desconhecimento de sua mensagem... no referido dia....... brasileiro. casado... Prof.. São Paulo...... É uma comunicação que visa informar ou convocar........ cânone que determina ou estabelece a norma..../99. residente em apartamento próprio na Rua......4... Distrito Policial desta Capital.. confraria. no qual............. cópia autêntica de leis. sob nº........... portador do RG... (a) Jaime Sereno............................. E ... Lei orgânica ou regulamento especial de um Estado...... companhia.. Edital É um traslado..... residente ou estabelecido na Rua......... associação....... decretos ou posturas para se publicar pela imprensa periódica ou por meio de afixação nos lugares públicos........ ..........5.. Nascido aos. nesta Capital..... Pode ser escrito em papel almaço simples ou de 148 mm x 210 mm......... sendo certo que a ocorrência foi registrada perante o....... e outros....... bem como a emissão de cheques sem fundos de responsabilidade de................ Estadual e Municipal e ao público em geral.de 1999. /... pelos Cartórios desta Capital e de Assis..... Estatuto Regulamento............. além do dinheiro../19X1. 19. autenticadora de documentos nº.... conforme Boletim de Ocorrência nº. que no dia...... foi roubada uma máquina de caixa....de 1999.. Banco XYZ DECLARAÇÃO Á PRAÇA – HOMÔNIMO Jaime Sereno... E do CIC. de .. tratando-se de um ou mais homônimos que desconhece e com os quais nem tem parentesco..... marca....... 19.. irmandade ou de qualquer corpo coletivo em geral.ª MARLY ROCHA .

É uma forma já estabelecida para declarar. 09h00min – Desligar um dos elevadores. requerer. atestar. pelo costume ou por lei. 14h00min – Almoço. encerra orientação precisa para a execução de serviços ou cumprimento de obrigações. que serve também para avaliar a penetração no mercado. banco de dados e outros. espaços do tamanho de uma pulga pigméia para um resumo da história do declarante. significa um conjunto de palavras ou modelo de texto em que são redigidos determinados documentos. inclui um cupom-resposta. com postagem paga. No casamento são fórmulas clássicas: “Se alguém tem algo a dizer que o diga agora ou se cale para sempre” e “Eu os declaro marido e mulher”. 11h30min – Ligar o elevador. 19. Mala Direta Significa em Marketing a divulgação promocional de produtos e serviços. Formulário É o conjunto de fórmulas adotadas para orientação de quaisquer atos. associados e clientes. 15h00min – Retorno do almoço.6. executar. Com base na informação é que se formam cadastros bancários. como catálogos. 13h30min – Desligar um dos elevadores. Beltrão. Informações Comerciais Informação freqüentemente tem o significado de notícia. brancos com espaços para não escrever. resolver algo com palavras precisas e determinadas pelo uso. as empresas possuem uma relação desses clientes.ª MARLY ROCHA . Em geral. comunicação ou pesquisa sobre fatos consumados. Segundo Odacir “Os formulários passaram a ser o pavor de contribuintes. Ordem de Serviço Ordem de serviço é uma comunicação feita para que seja executada determinada tarefa. 16h30min – Café. 19. 12h30min – Receber correio. 10h30min – Café. de crédito. 16h15min – Supervisionar o recolhimento do lixo pelo faxineiro. HORÁRIO DE ATIVIDADE DO ZELADOR 07h30min – Início do trabalho. É uma forma mais direta. Normalmente.8.7. folhetos. Materiais de propaganda. Fórmula Fórmula.69 19. 19.10. Geralmente. Desligar a minuteria e as luzes da garagem. cartas. sobre um produto ou serviço. 11h00min – Retorno. Prof. Ligar o elevador desligado. formulários para declarar sob juramento e para jurar em vão. é o parecer ou opinião dada por um indivíduo sobre outro. são enviados pelo Correio para clientes habituais e/ou potenciais. o que facilita a remessa periódica de material promocional.” 19. certificar. Comercialmente. seletiva e personalizada de promoção de vendas. cartas-circulares. Há formulários que pedem seu nome invertido. formulários com muitos brancos inúteis.9.

..... Em dias de entrega de gás. 22h00min – Ligar a minuteria e as luzes. Assinatura do participante (reconhecer firma no cartório) Prof.. 3.. número do documento de Identificação e endereço...11. É um documento em que se estabelece legalmente essa incumbência. Modelo de procuração para movimentação de conta corrente PROCURAÇÃO OUTORGANTE: nome do participante.. deve ser executado entre as 11 e 12 horas da manhã.. 19h00min – Desligar um dos elevadores... com poderes bastantes e expressos para o fim específico de efetuar movimentação de conta corrente. excetuando-se os domingos........ 17h30min – Ligar o elevador...de1999... a) O Síndico 19.... filiação e endereço. OUTORGADO: nome... Procuração Procuração é um documento que uma pessoa passa para alguém para que possa tratar de negócios em nome de outra. abrir a porta do prédio para visitantes... Qualquer serviço prestado pelo zelador nos apartamentos.. ou entre as 16 e 17 horas..... a qualquer momento. podendo assinar documentos. 4. exceto em casos de urgências... 19h15min – Pedir ao faxineiro que transporte o lixo até a calçada da rua..... Pelo presente instrumento particular de procuração e na melhor forma de direito..... Este horário de atividades aplica-se a todos os dias.. em que se outorga o mandato e se explicitam os poderes conferidos. 19h30min – Jantar. constitui e nomeia o outorgado seu procurador... número da Cédula de Identidade e do CIC.. 2..... Fim do trabalho.... o outorgante..ª MARLY ROCHA . em princípio. O zelador deve... dar quitação e praticar todos os atos necessários ao bom e fiel cumprimento do presente mandato.... ........ perguntar aos condomínios se desejam receber gás. de. acima qualificado....... tomando as devidas precauções...70 17h00min – Retorno..... 20h30min – Retorno do jantar. ...... Observações: 1.....

o quintal amplo em que se achava tudo isso foi o meu primeiro mundo.. e re-vivo... re-crio.. dos jasmins -. desde as experiências mais remotas de minha infância.. o do sabiá. 20... recibos... 22.. guardados na memória. Neste esforço a que me vou entregando.. rodeada de árvores. andei. _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ ____________________________ Prof. Os “textos”. ed.71 Exemplo de texto específico de procuração . as “letras” daquele contexto se encarnavam também no assobio do vento. trovões. o verde da manga-espada inchada.... algumas delas como se fossem gente.. 1988. as pintas negras da manga mais além de madura.... buscando a compreensão do meu ato de “ler” o mundo particular em que me movia – e até onde não sou traído pela memória -. tal a intimidade entre nós – à sua sombra brincava e em seus galhos mais dóceis à minha altura eu me experimentava em riscos menores que me preparavam para riscos e aventuras maiores.. Os “textos”. no momento em que ainda não lia a palavra”..) de seu saldo em conta corrente nesse banco. nos seus movimentos... Na verdade.... Nele engatinhei.. nas suas cores. Me vejo então na casa mediana em que nasci... Na tonalidade diferente de cores de um mesmo fruto em momentos distintos: o verde da manga-espada verde... p.. me pus de pé. Paulo.... A importância do ato de ler.para o fim de retirar do banco...... em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo. as “palavras”. no Recife. na forma das folhas... relâmpagos.. agência.. 11 – 13) Responda: 1.... na cidade de .. a sua resistência à nossa manipulação e o seu gosto. (. as águas da chuva brincando de geografia: inventando lagos.. a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra. livros e o que for necessário para esse fim. A retomada da infância distante. no texto que escrevo...... (FREIRE.. Ora. de minha adolescência. balbuciei.... a quantia de R$.. o autor afirma: “. na cor das folhagens. dê um exemplo. de uma só vez ou parceladamente.... seu terraço – o sítio das avencas de minha mãe -... A velha casa. nas nuvens do céu.. o desenvolvimento do fruto......ª MARLY ROCHA . A relação entre estas cores... no corpo das árvores. o do bem-te-vi. ilhas..... as “letras” daquele contexto se encarnavam no canto dos pássaros – o do sanhaçu... podemos concluir que é possível “ler” algo que não está expresso em palavras? Em caso afirmativo... aquele mundo especial se dava a mim como o mundo de minha atividade perceptiva. Estado de.. no cheiro das flores – das rosas...... de minha mocidade. rios. na dança das copas das árvores sopradas por fortes ventanias que anunciavam tempestades.. falei... São Paulo: Cortez / Autores Associados. seu sótão. me é absolutamente significativa. assinando cheques. TEXTOS COMPLEMENTARES 1) A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER Ao ensaiar escrever sobre a importância de ler eu me senti levado e até gostosamente – a “reler” momentos fundamentais de minha prática. seus quartos. o amarelo esverdeado da mesma manga amadurecendo.. No segundo parágrafo.... o do olha-pro-caminho-que-vem. por isso mesmo como o mundo de minhas primeira leituras.. riachos.. as “palavras”. seu corredor... na casca dos frutos..

” a) Qual é o significado da palavra contexto? _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ ____________________________ b) Leia atentamente as duas frases abaixo: O fruto resistiu à nossa manipulação.. se encarnavam numa série de coisas. Quais eram os “textos”. você abre a janela e se depara com o seguinte “texto”: um céu carregado de imensas nuvens negras. “Os ‘textos’.. as ‘letras’ daquele contexto. Que “leitura” você faz desse “texto”? _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ Prof.72 2.ª MARLY ROCHA . as ‘palavras’. qual foi sua primeira “sala de aula”? _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ ____________________________ 3. Qual era o mundo das primeiras leituras do autor? Ou melhor. as “palavras” e as “letras” do mundo das primeiras leituras do autor? _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ ____________________________ 4. Antes de sair. Imagine que você tenha um compromisso qualquer fora de casa. Os operários resistiram à manipulação daquele falso líder. Qual o significado da palavra manipulação em cada uma das frases? _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 5...

73 6. envolvendo o leitor e mexendo com sua sensibilidade. Desde as ridículas letras que “engordavam” repentinamente até a famosa “encheção de lingüiça. pedíamos “tema livre”. “O procurador encaminhou ofício à área criminal da Procuradoria determinando que seja Prof. específico. entretanto. Nós.” 2.” Você se lembra da “alegria” que contagiava a turma? Você se lembra de algum coleguinha que dizia estar “inspirado”? Você se lembra de algum tema para a redação que tenha deixado toda a turma satisfeita? A verdade é que não aceitávamos tema algum.” Eu costumo dizer que 25 é um número traumático na vida do aluno. Quais são eles? _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 7. há políticos que fizeram “pós-graduação” no assunto. “A largada será no Leme. Pelo visto. Se o professor apresentasse vários temas. às gloriosas aulas em que o professor anunciava: “Hoje é dia de redação. São os mestres da prolixidade. sem prejudicar a clareza da frase. começava um verdadeiro drama na sua vida: “Meu reino pela 25ª linha. brasileiros. E aqui pode estar a origem de tudo. Podemos afirmar que o texto apresenta um tema geral. A chegada acontecerá no mesmo local da partida.” Cá entre nós. E aqui está a nossa dificuldade. É ser objetivo e direto. Depois de muita briga. Ser conciso.ª MARLY ROCHA . é que a doença atinge também outras categorias profissionais. bastava ter escrito: “A largada e a chegada serão no Leme. o tema era “democraticamente imposto”. Comente alguns aspectos do texto que justificam a subjetividade da dissertação e a narração em primeira pessoa. O problema maior. Era uma insatisfação total. Transcreva uma passagem que você considera poética. a escrever mais que o necessário. Nós nos habituamos a “encher lingüiça”. estamos habituados a falar muito e dizer pouco. é uma luta muito árdua. falam e não dizem nada. e outro mais restrito.exigíamos um. amplo. Não há dúvida de que a clareza é a principal qualidade do texto. Vejamos três exemplos retirados de bons jornais: 1. Pedíamos outro tema. esse hábito começa na escola. E aí vinha aquela tradicional pergunta: “Quantas linhas?” A resposta era original: “No mínimo 25 linhas. _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 8. É só fazer uma “sessão nostalgia” e voltarmos aos bons tempos de colégio. a discursar mais para impressionar do que comunicar. Falam.” Valia tudo para se chegar lá. _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 2) O CASO Ouço muito: um bom texto deve ser claro e conciso. entretanto. Para muitos. Ser conciso é dizer o necessário com o mínimo de palavras. A partir daquele instante. o autor trabalha a linguagem de forma poética. às vezes não sabem explicar e muitas vezes precisam “enrolar”. Em vários momentos. Em algumas situações não têm o que dizer. E se fosse tema livre.

Normalmente. mas espaço sim. 5. Aqui. Impossível? Nem tanto. Os brasileiros são prolixos porque gostam de “enrolar”. Por hoje é só. seria mais ou menos assim: “Procura-se individuo com habilidades de um treinador. quem trabalha duro é o cérebro. os anúncios de jornal não traduzem verdadeiramente a intenção das empresas no momento de uma contratação. Prof.74 investigado. (Sérgio Nogueira) EXERCÍCIOS 1. Prometo voltar ao assunto.” 3.” Enxugando a frase: “O Brasil é a favor de uma solução pacífica. dividindo com elas seus conhecimentos e delegando-lhes poder para decisões. caráter empreendedor. Nessa frase. Permite que o leitor conheça a verdadeira causa da falta de concisão. Atenua o grau de comprometimento do autor em relação ao que ele está dizendo. Os alunos tinham dificuldade em expressar com clareza suas idéias 2. atendendo às exigências da globalização. é possível deduzir-se que: a) b) c) d) A classe política e três outras categorias profissionais “enchem lingüiça”. Possibilita que o leitor construa uma imagem negativa das pessoas criticadas. Ele também precisa ter facilidade para enfrentar mudanças e se adaptar rapidamente a novas conjunturas. além de possuir uma visão objetiva da realidade”.. tratando-o por Você. d) Os alunos começavam a brigar pelo tema. No fragmento A partir daquele instante. o verbo poder: a) b) c) d) Sinaliza para a crítica que o autor faz aos políticos e aos mestres da prolixidade. b) O professor anunciava o número mínimo de linhas da redação. “A posição do Governo brasileiro é de que esgotem todas as possibilidades de negociação para que se alcance uma solução pacífica. sensível e disposto a ouvir as pessoas ao seu redor. Essa estratégia argumentativa confere ao discurso um tom: a) memorialístico b) didático c) problematizador d)familiar 3. E aqui pode estar a origem de tudo. 3) PROFISSIONAIS DO FUTURO O mercado impõe um novo perfil para gerentes e executivos.” Exemplos não faltam. É cada vez mais comum as grandes empresas correrem atrás de profissionais que reúnam o máximo das características acima para compor o seu quadro de funcionários. Procura-se um profissional do futuro. a) O professor anunciava um tema comum para todos os alunos. Nada parecido com os heróis vividos no cinema por Stallone ou Schwarzenegger.. c) Os alunos começavam a fazer a redação. A concisão excessiva pode prejudicar o entendimento de um texto. A partir do artigo de Sérgio Nogueira. ma. caso ela fosse publicar exatamente o que procura. a expressão aquele instante diz respeito ao momento em que: 4.ª MARLY ROCHA . O autor se dirige diretamente ao interlocutor.” Sendo direto: “O procurador mandou investigar.

Isso sem falar do edificante trabalho comunitário e voluntário que pode ocupar ás 24 horas do dia. Tudo começa da escolha profissional e se constrói com boa faculdade. apesar de acenarem para ele com um bom salário. poderemos nos devotar a atividades muito interessantes do que o trabalho. Daqui a pouco serão 25%. Hoje. (Daniela Serra – repórter) Conversando com o texto a) Comente a afirmação: “Aqui quem trabalha duro é o cérebro” ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ b) Em sua opinião. Ele dirá que os robôs farão praticamente tudo.000 livros publicados a cada ano para ser lidos. que é bem informado e acompanha as mudanças que ocorrem no mercado de trabalho. após seis meses. Alguns fatores contribuem para esse quadro. ano após ano. e talvez o principal. Os economistas sempre acalmaram os trabalhadores com o argumento de que as novas tecnologias que eliminavam alguns empregos ocupariam muito mais pessoas nas indústrias encarregadas de produzir essas tecnologias. trabalham seis horas a mais em relação ao ano anterior. continuaríamos condenados a dar duro oito horas por dia até chegarmos ao mesmo padrão de vida deles. por que existem tantos desempregados. Deveriam trabalhar cada vez Prof. o equilíbrio de manteria. De agora em diante. Acontece que ela deve demorar décadas. traça o perfil do profissional do futuro e afirma não ser fácil encontrá-lo. Daniela Serra. Se essa transição ocorresse em poucos dias. é que o sonho de ser profissional completo tem seu preço. Há quem diga que será um horror. 30%. Já imaginou todo mundo sem nada para fazer? A maioria das pessoas já ouviu dizer que. Você. não. Não ter de trabalhar dia nenhum. de outro. Ou seja. A outra metade. as maquinas farão tudo par nós e ninguém terá de trabalhar. Os americanos. seria os países que produzem esses robôs trabalharem cada vez menos. uma legião de desempregados que não tem perfil para exercer uma função como dessa nos dias de hoje. Um deles. mas alguém que ocupará cargos de gerência ou de empresas com dificuldades de encontrar pessoas com esse perfil. A questão do mundo atual. todo aposentado sobe pelas paredes e implora para voltar a trabalhar. Já há robô. O correto. observou que nesse texto a repórter. 50%. Dessa maneira. enquanto isso. Será a transição da era atual para cada era do robô. é que a transição já esta em curso. Estaremos todos em férias. se as grandes empresas estão à procura de profissionais? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 4) A vida sem trabalho – Stephen Kanitz Se você não ler ficção científica. que chamamos de e-mail. E alto. 8000 cursos diferentes em que ingressar. Mais de um milhão de sites interessados para pesquisar. no futuro. 8% do trabalho no mundo já é feito por robôs. Com os robôs suprindo nossas necessidades. Quando todo mundo viver em férias também não haverá. a aposentadoria é uma delícia. metade da população será trabalho.ª MARLY ROCHA . Não é o que esta acontecendo. Nós. tudo bem. headhunter (caçador de talentos) – diretor executivo da Manager Consultoria em Recursos Humanos em Belo Horizonte – não é fácil encontrar esses profissionais. pergunte ao seu filho como será o mundo no final do próximo século. cursos de línguas e especializações. Quando todo mundo trabalha não há problema. É uma grande mentira. O grande problema da humanidade não será a vida sem trabalho. também será. robô fabricará robô. Isso de fato aconteceu ao passado. desempregados daqui para frente serão desempregados para sempre. Haverá robô para limpar a casa robô para buscar comida no supermercado. e poucos políticos percebem isso. para entregar cartas em todas as partes do mundo. São 72. na verdade. Daqui a 100 anos.75 Não um empregado comum. Em algum momento do futuro. Segundo Heitor Moreira. Para quem se prepara corretamente.

por que não tomamos uma atitude semelhante contra os produtos que tiram a ocupação dos adultos brasileiros?). Dissemos há pouco que as palavras só adquirem sua significação plana ao saírem dos dicionários e alcançarem os textos.saxões e os orientais. Estamos mil vezes mais bem preparados para era robô do que os anglo.ª MARLY ROCHA . por que não podem ser exportados. Político Amor Rio floresta Paz Arroz Esporte Mar Homem Cinema asfalto Chão A seguir. a curtir a vida. Dedique um minuto a cada uma. Como não fazem isso. Céu Nome Dente Carro Glutão Vida Sussurro Senso Festa Assim Tentação Constituição Depois disso. troque experiências com seus colegas. Poderíamos. Exercícios Palavras em Rotação Os trabalhos propostos a seguir têm como finalidade desenvolver sua sensibilidade no manejo desse rico e variado instrumento comunicativo que são palavras. não podem ser exportados. Alguém pode dizer que a solução para o problema seria proibir os produtos feitos por robôs de entrar no Brasil. que tire férias em dezembro e só retome o ritmo depois do carnaval. têm alguma relação com cada uma das palavras abaixo.76 menos. o mundo. para você. Que o país inteiro pare durante a Copa do Mundo. Precisamos encontrar um jeito de convencer os povos dos paises desenvolvidos a relaxar. por essa razão. Isso. por exemplo. no entanto. a cuidar mais de suas famílias e a tirar mais férias. “Carpe diem”. Que toda criança brasileira saiba dançar e batucar. Que acha dos resultados por eles obtidos? c) Relacione com cada uma das palavras abaixo outras palavras que elas se liguem pelo significado: Índio Prazer Eleição Idéia Economia Mudança Jovem Descoberta Prof. não nos impede de explorar as incontáveis sugestões que uma palavra isolada pode oferecer. em vez de reduzir o trabalho americano. O problema do mundo não é econômico. é de estilo de vida. Eu acho o máximo que o brasileiro ponha a família em primeiro lugar. de preferência em praias brasileiras.obra infantil no fundo desempregados adultos americanos e. os robôs e as tecnologias. compare os resultados que você obteve com os de seus colegas. acabam desempregando brasileiros. especialmente na área de administração e de negócios. Tem gente que acha o máximo tudo o que vem dos Estados Unidos. Vamos ver o que acontece: a) Escreva todas as palavras que. Você também terá de utilizar dicionários em alguns casos. “Curta a vida”. (Se artigos produzidos por mão – de. Dedique um minuto a cada uma. Povos como os americanos e os japoneses precisam aprender a trabalhar menos. enfim “Relax”. Houve muitas coincidências? O que você acha disso? b) Relacione com cada uma das palavras abaixo ouras palavras que tenham sonoridade semelhante. mandar fazer uns adesivos para os carros deles com frases como “Take it easy”.

Certas palavras e construções que empregamos acabam “denunciando” quem somos socialmente: por exemplo.77 Compare os resultados obtidos com os seus colegas.ª MARLY ROCHA . O que muda com o acordo ortográfico Alfabeto . troque experiências com seus colegas.ganha três letras Antes 23 letras 26 letras: entram k. mostre aos colegas e leia ao que eles produziram. 19. em que região do país nascemos . consultem dicionários para tirar duvidas ou ampliar ainda mais as experiências. círculo de amizades e Hobies. surfe. mas o do corpo todo)? . a língua é um poderoso instrumento de ação social. como skate.Você sente pelo paladar? Dedique três minutos a cada item. nossa insegurança. escolha um grupo de palavras que você obteve e procure redigir um pequeno texto em que a maioria delas apareça. A seguir. Ela pode tanto facilitar quanto dificultar o nosso relacionamento com as pessoas e com a sociedade em geral. sobre nossa capacidade de nos adaptarmos a situações novas. Transmite também um conjunto de informações sobre nós mesmos.desaparece em todas as palavras Prof.Você vê? .Você cheira? .Você sente pelo tato (não só o das mãos.qual nosso nível social e escolar. Feito isso. nossa formação e às vezes até nossos valores. w e y Depois Trema .Você ouve? . Assim. etc. o uso da língua também pode informar sobre nossa timidez. A seguir. rock. Que palavras você utiliza para falar daquilo que: . d) O domínio do vocabulário relativo aos órgãos dos sentidos é muito importante para a tradução de nossas sensações. Se acharem necessário. A LÍNGUA FALA A linguagem que utilizamos não transmite apenas nossas ideias.

apoio. dêem.78 Trema . ideia. Depois Frequente.some o acento diferencial Antes Pára. vêem. pela. asteróide. troféu mantêm o acento (porque têm a última sílaba mais forte) Depois Europeia. para diferenciar de forma. pode receber acento circunflexo Depois Para. joia. Coreia. linguiça. em palavras paroxítonas Antes Baiúca. agüentar Acentuação 1 . pera. pólo. pêra. jibóia. veem. jóia. bocaiúva. preveem. côa * Não some o acento diferencial em pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito) / pode (presente). lêem. lingüiça. paranoia. deem. enjôos Acentuação 4 . heróico.ª MARLY ROCHA . bocaiuva.some o acento circunflexo das palavras terminadas em êem e ôo (ou ôos) Antes Crêem. heroico. pêlo. estreia. platéia. apóio. jiboia. feiúra • Se o i e o u estiverem na última sílaba. assembléia Acentuação 2 . asteroide. leem. péla. Fôrma. enjôos Depois Creem.some o acento no i e no u fortes depois de ditongos (junção de duas vogais). prevêem. boia. agüentar • Fica o acento em nomes como Müller. côa Prof. plateia. o acento continua como em: tuiuiú ou Piauí Depois Baiuca. Coréia. paranóia. estréia.desaparece em todas as palavras Antes Freqüente. bóia. vôo. assembléia • Herói. feiúra Acentuação 3 . idéia. papéis. pelo. polo. voo.some o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (as que têm a penúltima sílaba mais forte) Antes Européia.

anti. h ou r: sub-base. enxágüe. tele. ante. apazigúe. circum Usa hífen Quando a palavra seguinte começa com h ou com vogal igual à última do prefixo: auto-hipnose. vice-presidente Quando a palavra seguinte começa com h. super Sub Vice Pan.79 Acentuação 5 . sub-reino. gui.some o acento agudo no u forte nos grupos gue. de verbos como averiguar. semi. macro. autocontrole. ele argúi.. você Observação: as demais regras de acentuação permanecem as mesmas Hífen . inter-regional Quando a palavra seguinte começa com b. apaziguar. minissaia. arqui. Hiper.ª MARLY ROCHA . minidicionário. mini. apazigue. anti-imperalista. maxi. auto. antirracista. arguir. extra. autoanálise. anti-herói. que. antissocial. autossustentável. supra. contra. mini-hotel Quando a palavra seguinte começa com h ou com r: super-homem. auto-observação. circum-hospitalar Não usa hífen Em todos os demais casos: autorretrato. m. micro.veja como ficam as principais regras do hífen com prefixos: Prefixos Agro. infra. ele argui. supersônico Em todos os demais casos: Prof. mega. sub-humano Sempre: vice-rei.. você Depois Averigue. redarguir. minirreforma. n ou vogais: pan-americano. inter. sobre. micro-ondas. qui. intra. enxaguar Antes Averigúe. enxágüe. ultra. antivírus. ultrassom Em todos os demais casos: hiperinflação.

_______ não é muito aplicada. não sei _______________. Pixinguinha e João de Barro) e) “Não sei _______________ insisto tanto em te querer. e) Normalmente a opinião de Samuel vai ______________________ minha. (ao encontro das / de encontro às) g) Eu saí da Bahia _______ oito anos. amo você. quando chove ou quando faz frio. é muito _______ esforçada. que não é tão inteligente. (“Beleza rara”. Ed Grandão e Nego John) c) “Te devoraria a qualquer preço ______________ te ignoro ou te conheço. “por quê”. Djavan) d) Meu coração. Michael Sullivan e Paulo Massadas) Prof. feliz. subeditor Em todos os demais casos: pansexual. circuncisão PARA EXERCITAR OS ENSINAMENTOS 1. Complete as frases a seguir utilizando a forma apropriada entre as fornecidas no parênteses: a) Ela é muito inteligente.” (“Carinhoso”.”.” (“Deslizes”. bate feliz quando te vê.80 subsecretário. empregando adequadamente “porque”. (“Eu te devoro”. Guilherme Arantes) b) “Hoje sou feliz e canto só por causa de você. (mas / mais) c) Maria José sofre de um _______ (mal / mau) d) Eu só posso acreditar que Fábio é muito _______ (mal / mau) caráter.ª MARLY ROCHA que bem . (mas / mais) b) A irmã. (ao encontro da / de encontro à) f) A opinião dos leitores veio _______________________aspirações do senador. Complete as letras das músicas abaixo. e canto _____________ amo. “por que” e “por quê”: a) “Pra que tornar as coisas tão sombrias / Na hora de partir __________ não se abrir? (“Pedacinhos. Hoje sou feliz. se você sempre faz de mim o quer. (a cerca de dois meses / há cerca de dois meses) 2.(a / há) h) O lançamento foi marcado para dali _____________________ dois meses.

i) j) Não sei ___________ começar a busca. (d) As moedas fortes mantêm o câmbio praticamente a par. onde focará hospedada no Palácio do Governo.ª MARLY ROCHA . c) ___________você vai? d) A escola___________estudo é rígida. Não sei ___________ir. que fica no bairro da Lapa. (b) Fui eu quem montou aquelas prateleiras. e) __________querem chegar com esse discurso? f) __________devo dirigir-me? g) __________você vai morar? h) Discrimine os locais ___________ podemos estacionar os veículos. meu pai já me ensinava a ler. g) Desde os três anos. Reescreva as frases a seguir. b) Viajou para o Rio de Janeiro Joana da França. c) Está fazendo sucesso com sua nova escolinha o jogador Artur. 6. Preencha as frases abaixo utilizando “onde” ou “aonde”: a) A rua___________moro é longa. 5. visto que foi publicado há menos de um mês. a fim de conferir-lhe clareza e coerência: a) Um médico abriu um consultório no bairro. b) A cidade___________nasci é pequena. (g) O time perdeu por 2 x 0. f) O livro que o professor recomendou já está esgotado. 4.81 3. e) Até a primeira quinzena de dezembro. d) Adesivos para políticos em promoção. Marque a frase incorreta: (a) Somos sempre nós quem acorda cedo. k) ____________você está? Prof. que atende todas às tardes. (f) O time perdeu em 2 x 0. (e) O time perdeu de 2 x 0. a ideia é distribuir cem mil cestas de natal. Assinale as frases corretas: (a) Você está a ar da questão? (b) Você está ao par da questão? (c) As moedas fortes mantêm o câmbio praticamente ao par. (c) Foste tu que compraste o disco? (d) Não fui eu quem falei isso.

Texto e Leitor – aspectos Cognitivos da leitura. São Paulo: Martins Fontes.PESQUISA.com.AMARAL. GU.LÍNGUA. Emília e FERREIRA. Lauro – Português para Ensino Médio. 21 ed. Campinas – Pontes – SP.SAVIOLI.Redação Técnica – www. Francisco P. Ângela – Oficina de Leitura – Teoria e Prática.KLEIMAN. São Paulo.KLEINAN. 10. 8. Língua Portuguesa e Técnica de Redação – CEFET/MG. 9. Único. Pasquale – Português passo a passo. Médio – Governo Minas Gerais.82 BIBLIOGRAFIA 1. 7. Campinas / SP.KOCK. Ingdore.MEDEIROS. Redação Criativa – SP 2. Luiz Carlos. Ângela.. LINGUAGEM E REDAÇÃO. José L. S/P.br Prof. 4. 13. 14.VAL. & CAMPOS. & TRAVAGLIA. 6. Ens.google. João Bosco: Técnicas de Redação. Cipro. A Coerência Textual – São Paulo. Edson N.Redação e Textualidade. 1994 12. Magda B. 11. A Importância do ato de ler. 5.NETO .SOARES. Cortez – 1988. – NOVISSIMA GRAMÁTICA DA LÍNGUA PORTUGUESA.CEGALLA. Rosângela. Paulo. FIORINI.MINGOTTI. Ática. Maria da Graça C.ª MARLY ROCHA .FREIRE. – Para entender o texto – São Paulo. – Técnicas de Redação. Domingos P. Vol. 3.

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