You are on page 1of 51

ATERRAMENTO ELÉTRICO

Dicas práticas de aterramento


elétrico segundo norma
ABNT 5410-6.4
O CENÁRIO DO ATERRAMENTO

 Encostando no painel
– recebo uma
descarga elétrica
(choque elétrico).
 O equipamento que
estou fazendo o
controle não funciona
conforme deveria,
apesar de estar
configurado
corretamente.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 2


CONCEITO

 O aterramento consiste
fundamentalmente de uma
estrutura condutora, que é
enterrada propositadamente ou
que já se encontra enterrada, e
que garante um bom contato
elétrico com a terra, chamada
eletrodo de aterramento, e a
ligação desta estrutura condutora
aos elementos condutores da
instalação elétrica que não são
destinados à condução da
corrente, afim de garantir a
segurança das pessoas e/ou bom
funcionamento do sistema.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 3


OBJETIVO

 O objetivo de nossa
apresentação é
informar sobre os
conceitos de sistema
de aterramento
industrial, afim de
inspecionar uma
instalação para
proteção e orientar e
executar um
aterramento funcional.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 4


O CAMINHO DA ELETRICIDADE

 Considerando um
circuito elétrico
conceitual que é um
caminho fechado
onde circula corrente
elétrica, onde o ponto
de início é o mesmo
de chegada,qualquer
transiente de rede
tem que “escoar”,
naturalmente sempre
para a terra,
buscando o caminho
de menos resistência.
Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 5
FUNÇÕES DO ATERRAMENTO

 Proteção contra transientes –


descargas atmosféricas por exemplo;
 Proteção contra ruídos (estáticos ou
não);
 Proteção de pessoas contra contatos
acidentais.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 6


O QUE É TERRA DE PROTEÇÃO

 O aterramento de proteção é a colocação de partes


metálicas de equipamentos eletroeletrônicos em contato
direto com a terra, através de eletrodos devidamente
instalados, afim de drenar “vazamentos” de corrente nas
massas, evitando choque elétrico.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 7


PROTEÇÃO DE PESSOAS

 A norma NR10 trata da


segurança em
eletricidade, através de
diretrizes para proteger
pessoas. Lembrando que
aterramento de proteção
é de responsabilidade do
engenheiro eletricista que
projetou e supervisionou
a instalação elétrica com
suas devidas RT
responsabilidade técnica.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 8


O QUE É TERRA FUNCIONAL

 Terra funcional é o
aterramento da malha
ou equipamento afim de
garantir o bom
funcionamento do
equipamento, exemplo
aterramento da parte
eletrônica do inversor
de freqüência,
aterramento do dreno
da rede industrial.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 9


O RUÍDO ELÉTRICO

 O ruído elétrico é um sinal puramente aleatório,


embora possa ocorrer em um espectro de
freqüência bem definido. Por exemplo, quando há a
partida de um motor de indução com inversor de
freqüência, pode ocasionar ruído na rede elétrica
local.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 10


TIPOS DE RUIDO

 SPIKE – Ruído ocasionado


por acionamento de cargas
indutivas.
 FLICKER – Ruído
ocasionado por reatores
eletrônicos.
 O maior problema do ruído:
ALTERAR A FORMAÇÃO
DA SENÓIDE.
 Sobretensão, subtensão,
baixo fator de potência,
blackout – não são ruídos.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 11


O CONDUTOR TERRA

 É o condutor que
conecta uma
massa metálica a
barra de terra.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 12


O CONDUTOR NEUTRO

 Um condutor neutro normalmente é derivado de um


circuito potencial de Σ=0. Sua principal função é
obter uma Tensão de Fase no circuito.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 13


CONDUTOR DE MALHA

 O condutor de malha,
dreno ou shield como é
conhecido, é o condutor
específico para ligar o
equipamento ao ponto de
aterramento, normalmente
são trançados em cabos
para eliminação de ruídos.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 14


TIPOS DE ATERRAMENTO

 Dependendo do tipo de aterramento da planta se projeta o sistema de


proteção e funcionamento elétrico.
 Normalmente em usinas tem-se o sistema TNC pois se une toda a
estrutura ao neutro.
 Sistemas TNS são sistema com segurança aumentada por haver
divisão local de função, porém o critério de projeto elétrico tem que ter
funções muito bem separadas, normalmente utilizados em plantas
químicas.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 15


ESQUEMA TNS

 Terra e Neutro Separado


É um cabo separado com seu circuito completo.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 16


ESQUEMA TNC

 Terra e Neutro Comum


Requer o estabelecimento de um ambiente equipotencial eficiente dentro da
instalação com eletrodos de terra espaçado tão regularmente quanto
possível.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 17


ESQUEMA TNSC

 Os equemas TNS e TNC podem ser usados na mesma


instalação. No esquema TNSC, o esquema TNC não deve
nunca ser usados na saída do sistema TNS. O ponto onde o
condutor Terra se separa é geralmente na origem.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 18


SISTEMA TT

 Sistema Terra - Terra

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 19


CONSIDERAÇÕES SOBRE OS ESQUEMAS

 Não existe o melhor esquema, existe o mais


adequado;
 Nas usinas AA o esquema utilizado é o TT e TNC;
 Ao utilizar um Terra funcional deve-se fazer uma
verificação do sistema de aterramento da planta;
 Um sistema TNS é imune ao loop-de-terra (ddp
formada entre terras distintos) com resistência <5Ω;
 O TT não apresenta este problema porém
apresenta loop-de-terra;

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 20


EQUIPOTENCIALIZAÇÃO

 Equipotencialização
de terra é a união dos
pontos de terra
formando uma malha
única, afim de evitar
ddp entre pontos.
Este tem que ter
resistência final <5 Ω
e todas as caixas de
conexão tem que
estar unidas nas
barras com solda
exotérmica.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 21


O ATERRAMENTO METÁLICO

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 22


CAUSAS DE UM MAU ATERRAMENTO

 Quebra de comunicação entre máquina e PC (CLP, CNC,


etc...) em modo on-line. Principalmente se o protocolo de
comunicação for padrão serial.
 Excesso de EMI gerado (interferências eletromagnéticas).
 Aquecimento anormal das etapas de potência (inversores,
conversores, etc...) e motorização.
 Em caso de computadores pessoais, funcionamento irregular
com constantes “travamentos”.
 Falhas intermitentes, que não seguem um padrão.
 Queima de Cls ou placas eletrônicas sem razão aparente,
mesmo sendo elas novas e confiáveis.
 Para equipamentos com monitores de video, interferências na
imagem e ondulações podem ocorrer.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 23


HASTE DE ATERRAMENTO

 HASTE TIPO COOPERWELD

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 24


ATERRAMENTO LOCAL

Quando é necessário um terra


funcional deve-se fazer com + de
20m, caso seja menor tem que
equipotencializar.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 25


MALHA DE ATERRAMENTO

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 26


NO ATERRAMENTO FUNCIONAL

 OBSERVE:
 Caso faça um aterramento funcional sem
equipotencializar observe uma distância livre de qualquer
estrutura metálica, maior que 20m e solo com resistência
<2 Ω.
 Caso não siga isso... Fatalmente terá DDP neste
aterramento, prejudicando o funcionamento dos
dispositivos.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 27


DDP EM VÁRIAS MALHAS

 A utilização de vários
pontos de
aterramento
ocasionam DDP na
malha de proteção
(loop-de-terra), a
maneira de eliminar
é equipotencializar
com resistência de
solo <5 Ω.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 28


RESISTÊNCIA DO SOLO

 A resistência do solo tem


que estar no máximo
com 5Ω para aterramento
de proteção e 2Ω para o
funcional. Para efetuar a
medição utiliza-se um
terrômetro. Caso o solo
esteja muito seco utilizar
produto químico
adequado para aumentar
a umidade.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 29


PÁRA RAIOS E ATERRAMENTO

 O sistema de
pára raios tem
ligação
equipotencial
com o sistema
de aterramento
de segurança.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 30


CABEAMENTO DO TERRA

 Cabeamento externo – cobre nú – min 16mm²


 Cabeamento interno – cabo flex verde ou
verde/amarelo – Seção ver abaixo.
 Bitola (figura)
 Sf Seção Cabo Alimentação
 St Seção Cabo Aterramento

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 31


BLINDAGEM

 Uma das maneiras de


eliminar o ruído é a
blindagem de
equipamento, funciona
como uma gaiola de
Farady.
 Porquê a blindagem é
eficiente? Porque
orienta o anel de
corrente formado
pelas altas corrente.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 32


EMI

 EMI ElectroMagnetic Interference


 A interferência eletromagnética
EMI é um distúrbio provocado
pelos circuitos internos dos
equipamentos eletro-eletrônicos
(plc´s, ihm´s, computadores,
lâmpadas, etc) e também por
eventos naturais que atingem a
rede elétrica (descargas
atmosféricas), causando uma
resposta indesejada, mau
funcionamento ou degradação de
performance de equipamentos.
Cada vez mais este fenômeno
interfere, pois os equipamentos
eletrônicos cada vez operam com
frequencias maiores.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 33


EMC

 ElectroMagnetic Compatibility
 A Compatibilidade Eletromagnética -
EMC pode ser definida como a
capacidade de um dispositivo ou sistema
para funcionar satisfatoriamente no seu
ambiente eletromagnético sem introduzir,
ele próprio, perturbações
eletromagnéticas intoleráveis naquele
ambiente. É, essencialmente, a ausência
de EMI.
Equipamento com EMC
 Não causa interferência em outros
equipamentos;
 É imune às emissões de outros
equipamentos;
 Não causa interferência em si próprio.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 34


HARMÔNICAS
 Tecnicamente, uma harmônica é a componente de uma
onda periódica cuja freqüência é um múltiplo inteiro da
freqüência fundamental (no caso da energia elétrica, de 60
Hz). A melhor maneira de explicar isto é com a ilustração ao
lado.
 Nesta figura, vemos duas curvas: uma onda senoidal
normal, representando uma corrente de energia "limpa", e
outra onda menor, representando uma harmônica.
 Esta segunda onda menor representa a harmônica de
quinta ordem, o que significa que sua freqüência é de 5 x
60 Hz, ou 300 Hz.
 Segue uma lista de conseqüências que as harmônicas podem
causar em diversos tipos de equipamentos:
 Capacitores: queima de fusíveis, e redução da vida útil.
 Motores: redução da vida útil, e impossibilidade de atingir
potência máxima.
 Fusíveis/Disjuntores: operação falsa/errônea, e componentes
danificados.
 Transformadores: aumento de perdas no ferro e no cobre, e
redução de capacidade.
 Medidores: medições errôneas e possibilidade de maiores
contas.
 Telefones: interferências.
 Acionamentos/Fontes: operações errôneas devido a múltiplas
passagens por zero, e falha na comutação de circuitos.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 35


GRADIENTE

 Um gradiente é a alteração no
valor de uma quantidade por
unidade de medida de distância em
uma direção especificada.
 O gradiente de tensão é a tensão
por unidade de comprimento ao
longo de um circuito, ou outro
percurso condutor, por unidade de
tempo, podendo ser positivo, ou
negativo.
 Os gradientes de tensão em redes
elétricas são, depois dos
transientes, os maiores causadores
de danos em circuitos eletro-
eletrônicos.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 36


ENCAMINHAMENTO DE CABOS

 Planejar o caminho
dos cabos, separar os
tipos de sinais,
acomodá-los em locais
apropriados é tão
importante como o
próprio projeto de
automação. Isto é
infra-estrutura.
 Cabo de sinais,
controle, aterramento.
Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 37
CLASSIFICAÇÃO DE ENCAMINHAMENTO

 CLASSE 1: cabos geradores de ruídos,


geralmente são cabos de alimentação
CA de alta amplitude de tensão (220V,
440V...)
 CLASSE 2: cabos geradores e “vítimas”
de ruídos esses são os cabos/fios que
conectam as interfaces dos
componentes periféricos (relés,
válvulas, sensores...)
 CLASSE 3: cabos vítimas de ruídos,
são todos aqueles de baixa amplitude
tanto analógico, digital e redes.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 38


QUAL O CENÁRIO IDEAL

 Que as classes 3 e 2
ficassem o mais longe
possível da classe 1, e,
ainda assim, também sem
proximidade entre elas.
 Como na maiorias das
vezes isso não é possível,
devemos seguir regras de
atenuação de ruidos.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 39


REGRAS DE DISTÂNCIAS

 Os cabos classe 3 de
sinais digitais, devem ficar
afastados do classe 1,
2,5cm para cada metro que
caminharem paralelos.
 Os cabos classe 3 de
sinais analógicos, devem
ficar afastados do classe 1,
25cm para cada metro que
caminharem paralelos.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 40


CÁLCULOS DE DISTÂNCIA

 Se um cabo digital percorre uma


distância de 40cm paralelo a um
cabo classe 1, então o
espaçamento deverá ser
2,5cm/m x 0,4m = 1cm.
 Se um cabo analógico percorre
uma distância de 40cm paralelo
a um cabo classe 1, então o
espaçamento deverá ser
25cm/m x 0,4m = 10cm.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 41


TRANÇADO OU BLINDADO

 O par trançado é bastante eficiente na eliminação de


ruído em modo diferencial, entretanto pouco eficiente
contra ruído comum.
 O cabo blindado é eficiente contra ruído comum, e pouco
quanto a diferencial.
 Para redes industriais, no mínimo o blindado.
 Existem cabos blindados + trançados.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 42


ATERRAMENTO ANALÓGICO

 Cabo com
malha de
blindagem
 Conexão da
malha na barra
de terra do
painel
 No campo a
malha é sem
conexão

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 43


ATERRAMENTO SERIAL

 Cabo trançado e blindado


 Conectar o Shield na massa do conector
 O conversor tem que estar aterrado

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 44


ATERRAMENTO PROFIBUS

 Segue o mesmo
critério do
aterramento serial
anterior, mesmo
porque o padrão
elétrico do Profibus
é serial RS485. Os
conectores Profibus
são preparados para
esta conexão de
malhas.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 45


ATERRAMENTO DEVICENET

 A conexão elétrica
DeviceNet exige terra
funcional. Os cabos
(5vias) correm
paralelo em todo o
circuito e somente em
um ponto
(normalmente no
painel CPU) une-se o
negativo e dreno
numa barra de terra
funcional.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 46


ATERRAMENTO ETHERNET

 Normalmente cabos
ethernet em ambientes
corporativos não tem
blindagem, porém em
ambiente industrial
exigem esta blindagem.
Porém neste ambiente
os switchs tem que estar
aterrados para que o
shield faça o papel de
blindagem de ruidos.

 Cabo UTP Sem Malha e


Cabo STP com Malha.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 47


ATERRAMENTO CITRINO

 O aterramento é feito no próprio trilho DIN no qual a


base esta em contato direto servindo para todos os
conectores (Modbus , Ethernet ,Fbus ) ou no borne.
Somente optar por um tipo.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 48


CHECK LIST BÁSICO

 Aterramento da planta local.


 Caixas de aterramento.
 Conexões exotérmicas.
 Portas aterradas.
 CCM Aterrado.
 Exigência de terra funcional.
 Resistência do solo (pode pedir laudo).
 Equipotencialização das malhas.
 Aterramento das malhas em ponto único.
 Malhas interconectadas.

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 49


ORIENTAÇÃO GERAIS

 A responsabilidade pelo aterramento da


planta é da própria usina;
 A Fertron tem que fazer um check list de
aterramento toda vez que for instalar um
sistema;
 Não ligar nenhum sistema se os itens
apresentados não estiverem em
conformidade;
 As informações contidas aqui de tópicos
resumidos, detalhes devem ser consultados
em normas;
Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 50
FIM

OBRIGADO

Aterramento Prático - V1.0 - Venturelli - Mar2008 51