PREFÁCIO O que constitui a natureza das obras de Deus, é essencialmente vida, que está sempre em contínuo estado de atividade

funcional. Para fundamentar o que acabei de falar, vamos ver o que nos diz Gênesis (1/1,2):” No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas.” Uma outra tradução diz o seguinte:” ..., e a força ativa de Deus movia-se por cima da superfície das águas.” Obviamente a primeira porção do Espírito de Deus ou força ativa de Deus, continua movendo-se e fazendo, por exemplo, a terra girar em torno de si mesma ( ocasionando o chamado movimento de rotação), gerando e transformando vida. O universo está cheio desta força ativa, e na ação do “ dar e receber”, o ser humano pode canalizá-la, para agir em seu favor.

O DAR E RECEBER ( Forma I)

Certa feita, interrogado pelos saduceus, Jesus Cristo aos mesmos respondeu:” Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus Mateus (22/29).”

Nos nossos dias isso também é uma constância. Comumente nos deparamos com pessoas que por falta de conhecimento estão perdendo muitas bençõas contidas no ato “ dar e receber”. Uma delas é o não reter aquilo que ainda serve para fins importantes, mas que os presados amigos não fazem uso. Provérbios (11/24):” A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda.” Reter coisas em condições de uso, mas que para um ou outro não mais têm utilidade, ao invés de doar a alguém que, poderia fazer bom emprego desses objetos, não constitui-se em dano parcial, mas sim total. Porque o retentor fica privado de uma maravilhosa benção, já que o fluxo do “ dar e receber”, continuará bloqueado, impedido de fluir poderosamente. Lucas (6/38):” daí, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão.” Portanto, meu amigo, minha amiga, doe aquela peça de roupa de etiqueta que não combina com as demais peças, e que está lá, jogada, abandonada no fundo do guarda-roupa. Ou aquele par de sapatos semi-novo ( que lhes causa machucaduras), e que está esquecido num cantinho qualquer. Na estante há alguns livros didáticos somente ocupando espaço. Já que não mais lhes transmitem conhecimento, doe-os. Abra a porta do porão, tire a poeira do eletrodoméstico, da peça de mobília em bom estado, mas que para você não mais tem utilidade, e faça o mesmo. Plante estas sementes, tome posição e fique na espectativa de recolher cento por um, assim como Isaque, porque o Criador o abençoará Gênesis (26/12). Não aja negligentemente, assim como o servo da parábola dos talentos de Mateus (25/14), que recebeu um talento, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor, ao invés

de sair negociar com o talento que havia ganho, sendo assim, lançado fora, nas trevas, onde há choro e ranger de dentes Mateus (25/30). Neste momento talvez você esteja pensando: “ Mas dar apenas uma peça de roupa, um par de calçados usados?...” “ Isso é tão pouco!?” Não sabes tu que assim está escrito?: “ Quem é fiel no pouco, sobre o muito será colocado Mateus (25/21!?” Colocando este mandamento em prática, ou seja, desencadeando o fluxo do “ dar e receber”, e deixando-o fluir livremente, no transcorrer do tempo os praticantes desta ação, terão condições de coisas grandes doar e coisas maiores receber.

O DAR E RECEBER ( Forma II)

Provérbios (28/27):” O que dá ao pobre não terá falta, mas o que dele esconde os olhos será cumulado de maldição.” Vamos adentrar a partir desse momento, na esfera que implica o socorrer aqueles que estão carecendo do necessário, e momentaneamente estão vivendo em estado de penúria. Se alguém está em condição de prestar socorro num caso

em que um consanguineo, um vizinho que está desempregado e já está lhe faltando provisão para o sustento da sua família, e não mostrar-se disposto a ajudá-lo, ao contrário, esconde dele os olhos, o mesmo não põe em movimento a força ativa de Deus que, está no “ dar”, e por isso não poderá entrar na posse, ficará impossibilitado de servir de receptáculo desta força, a não ser da maldição. Provérbios (28/27), fala do fingir não ver a tribulação do pobre. Já Provérbios (21/13), fala do ouvir, e assim nos diz:” O que tapa o ouvido ao clamor do pobre também clamará e não será ouvido.” Nós somos estimulados a liberar ou emitir o fluxo que consiste no “ dar e receber”, por meio da visão e do ouvir, e funcionamos como uma estação transmissora e receptora. Aquele que vê uma pessoa passando necessidade, e ao invés de socorrê-la, ignora-a, faz prisioneiro o fluxo do “ dar e receber”, assim como aquele que se recusa a atender o pedido com humildade e insistência do seu próximo que está carecendo do necessário. Por isso é que clamará e não será ouvido. Pois como pode alguém colher se não plantou?

O DÍZIMO E AS OFERTAS

Duas coisas nas igrejas que não oferecem comodidade, é o dízimo e as ofertas. Basta o responsável pela preleção fazer uma pequena alusão a isso, para causar falta de conforto e mudar visivelmente a feição de muitos. Alguns, por causa destas duas questões, passaram a alimentar o espírito de apostasia. Deus nos afirma em Ageu (2/8), que dele é a prata e o ouro. Portanto, Ele não precisaria dos dízimos e ofertas para manter a sua obra. Porém, como no início da criação, o Criador instituiu uma reciprocidade entre cada princípio regente do universo, o Mesmo fez com que estes mesmos princípios tomassem parte

na regência do universo pessoal do homem. Contudo, está em suas mãos o poder para colocar estes princípios, ou força ativa de Deus em movimento, para criar e produzir abundância no seu universo pessoal. Duas das maneiras ( que incluem-se na categoria do “ dar e receber”) do homem colocar em ação o fluxo ou força ativa de Deus, é dando o dízimo e ofertando. Na segunda carta aos Coríntios (9/6), o apóstolo Paulo declara que, o que semeia pouco, pouco também ceifará, e o que semeia em abundância em abundância ceifará. Mas o que mais nos interessa neste momento, é o verso (10), onde assim está escrito:” Ora, aquele que dá a semente a quem semeia.” Neste versículo o Espírito Santo, através do apóstolo dos gentios, nos informa de que é Deus quem dá os recursos ao homem para dar o dízimo e as ofertas. Mateus (25/14-18):” Um homem, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu. O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhor outros cinco. Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois. Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor.” Os dois servos que colocaram o dinheiro em circulação, obtiveram êxito total, e quando o senhor deles voltou, ajuntou contas com os mesmos, e sobre o muito os colocou. No entanto, qual foi a resposta do senhor ao servo que escondeu na terra o talento? “ Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Cumpria, portanto, que estregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu

Mateus (25/26,27).” Aquele que recebe a semente para semear e não semeia, está roubando a Deus Malaquias (3/8), já que esta semente, se fosse colocada em ação iria produzir muitas outras. No entanto, pela rebeldia ou falta de entendimento de quem a possui, ela está perdendo a fluidez, servindo de alimento ao caruncho, espiritualmente falando, ao devorador. Malaquias (3/10):” Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provaime nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bençaõ sem medida.” O Criador manda nos manda dar o dízimo, e para aqueles que cumprem este mandamento, afirma como certo o derramamento de benção sem medida sobre os mesmos. Resumindo: neste verso Deus nos diz: Dê, coloque a minha força ativa em ação e muito receberá. Isso fica um pouco mais claro no verso (11):” Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.”

Que benção com dimensões acima das ordinárias é o “ dar”, e isso podemos comprovar em 1 Reis (17/8-17), onde a viúva de Sarepta fizera um bolo pequeno do punhado de farinha que tinha numa panela e do pouco de azeite que havia numa botija e deu-o ao profeta Elias, para só então fazer para si e seu filho, e com este procedimento a viúva colocou em ação o fluxo de Deus contido no “ dar”, e a farinha da panela não se acabou,

e o azeite não faltou, até ao dia em que o SENHOR fez chover sobre a terra. É bom salientar de que, aqueles que recebem o dízimo, também devem apresentar uma oferta ao SENHOR, isto é, o dízimo dos dízimos Números (18/26), para que a força ativa de Deus continue fluindo.

O DAR PRESENTE

Em tempo anterior conferimos o “ dar” no formato de se plantar uma semente, e um “ receber” em forma de colheita. A partir deste instante vamos adentrar na área do “ dar presente”. Provérbios (19/6):” Ao generoso, muitos o adulam, e todos são amigos do que dá presentes.” O “ dar presentes” ocasiona o desencadeamento de um fluxo que difere um pouco da forma que já vimos, visto que atua nas pessoas feito um imã. As mesmas com boa disposição de ânimo adulam servilmente, e apreciam os praticantes desta ação. É bom salientar de que não é a força ativa de Deus que muda. Na realidade é a ação do ser humano que a coloca em movimento, e a canaliza para outra finalidade. Podemos usufruir desta benção adquirindo o hábito de presentear as pessoas, com um livro, uma revista, um CD ou DVD, uma caneta... E, se no momento tu não tiveres condições de presenteálas com coisas materiais, presenteie-os, com o já esquecido bom

dia, boa tarde, boa noite... Para prestar um pouco mais de esclarecimento, vamos nos reportar a Provérbios (18/16):” Com presentes o homem alarga o seu caminho e o eleva diante dos grandes.” O hábito de “ dar presentes”, tem o poder ou a capacidade de evitar pequenos aborecimentos que o maligno coloca em nossos caminhos, por exemplo, como aquele malestar no local de trabalho ou na vizinhança, e que parece não ter fim... Quando chega o momento de você ir para o trabalho ou quando está se aproximando de sua residência, o seu coração começa a exprimir tristeza? Alargue o seu caminho e traga a existência um novo universo pessoal que, o eleve até mesmo perante gente grande, colocando em prática a lei do “ dar presente”.

Este princípio, com efeito, também pode ser praticado em oculto, sem divulgá-lo. Provérbios (21/14):” O presente que se dá em segredo abate a ira, e a dádiva em sigilo, uma forte indignação.” Muitas vezes uma palavra colocada em tempo inadequado, sem pretensão alguma, excita à revolta de alguém do nosso convívio. Pode ser um colega de trabalho, de aula, ou até mesmo um parente chegado, que magoamos verbalmente, ou com um procedimento que aos nossos olhos era conforme à norma ou regra. Mas que no entanto causou descontentamento e cólera contra a nossa pessoa, ao ponto do ofendido recusar o nosso pedido de escusas. De que modo devemos proceder nesse caso, onde há uma aversão persistente? Em Gênesis (32), por causa de desavença estabelecida no passado com o seu consanguineo Esaú, nos deparamos com Jacó orando e temeroso quanto a reação de seu irmão, que vinha para encontrá-lo, e quatrocentos homens com ele. Gênesis (32/13):” E, tendo passado ali aquela noite, separou do que tinha um presente para seu irmão Esaú.” Obviamente Jacó separou um presente material para aplacar a ira do irmão, e vemos-o correndo-lhe ao seu encontro e o abraçar, arrojar-se-lhe ao seu pescoço e o beijar em Gênesis (33/4).

Porém, como nós estamos debaixo da graça, e embora andemos na carne, não militamos segundo a carne, porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas 2 Coríntios (10/3,4), devemos combater sempre em súplicas Colossenses (4/12), e enviar presentes em oração para aplacar a cólera daqueles que estão queixosos conosco. Só uma pequena ressalva: neste caso não é recomendável dar presentes materiais, visto que o ferido em seus sentimentos poderá ficar um tanto mais milindrado, pensando que estão tentando comprá-lo. No entanto, enviando-os em oração, seguramente atingiremos o nosso objetivo, uma vez que as Escrituras nos dizem que, Deus faz que se efetue, execute a palavra de seus servos Isaías (44/26), e como a Escritura não pode ser anulada João (10/36), podemos crer nisso.

O DAR E RECEBER PERDÃO

No dar o dízimo e as ofertas, ficamos sabendo que, no início da criação, o Criador instituíu uma reciprocidade entre cada princípio regente do universo, e que estes mesmos princípios tomam parte na regência do universo pessoal do ser humano. O ser humano, no entanto, detém a faculdade ou autoridade para colocar ou não, estes princípios ou força ativa de Deus, em movimento para agir ao seu favor. Nas páginas anteriores verificamos que o conceder presente aplaca a ira e uma forte indignação. A partir desse momento vamos percorrer o caminho inverso, e tratar diretamente com o irado, o ferido em seus sentimentos. Com impulsos instantâneos e sucessivos, as forças malignas atacam as faculdades do ser humano de receber impressões exteriores ( visão, audição, olfato, paladar e tato). Contudo, as mais visadas são a visão e a audição. Muitas vezes mal começamos o dia e Satanás, com toda a sua astúcia, nos faz assistir a certos atos que tornan-se válidos e autênticos, uma vez que nos deixam contristados o resto da manhã, da tarde e da noite, assim como aquelas pequenas chateações verbais: a má recepção do gerente do banco. A atitude um tanto grosseira da atendente daquela loja, onde havia aquele produto que muito lhe despertou o interesse... Só que estas coisas que acabei de mencionar, significam nada, diante daqueles dardos, próprios para ofender, ferir as susceptibilidade, fazer profundos sulcos, onde brotam as

sementes da magoa. Estas sementes podem brotar de um ato traiçoeiro, de uma rejeição familiar, amorosa ou coisas semelhantes a essas. Muitas e muitas complicações, seriam completamente sanadas, se o fluxo do “ conceder perdão” tivesse sido liberado. No entanto o maligno faz de tudo, para continuar alimentando a ofensa, a magoa, a cólera, e não deixar suas vítimas perdoarem os seus ofensores e serem, assim, novamente repostos em bom estado, pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo Tito (3/4-7). Ademais, ele sabe que, sem o desencadeamento do fluxo, o próprio Criador, fica impossibilitado de perdoar as nossas ofensas, visto que o conceder perdão, também faz parte do “ dar e receber”. O seu coração é um poço, onde a água parada só serve para a proliferação de um monte de imundícias espirituais? Liberte-se, agora mesmo, liberando o fluxo do “ dar e receber”, perdoando aqueles que muito lhe magoaram, lhe ofenderam e volte a florescer como a palmeira, cresça novamente como o cedro do Líbano Salmo (92/12).

Para alicerçar, fundamentar o que já foi dito, vamos nos dirigir a Mateus (6/14):” Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.” Compreendendo isso, ou melhor dizendo: tendo percepção do que se passa no ser humano, e à sua volta, quando se retém o perdão, o apóstolo Paulo, assim diz na segunda carta a Timóteo (4/14):” Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe dará a paga segundo as suas obras.” O apóstolo dos gentios, com maestria espiritual, não deixou-se surpreender pelo embuste do maligno, inutilizando completamente aquele seu feito através do latoeiro. Outro exemplo que devemos trazer para os nossos dias, e praticá-lo, é o de José, que primeiramente, foi vendido como escravo pelos próprios irmãos Gênesis (37/1-36). Depois sendo acusado injustamente pela mulher de seu senhor, de tentar agarrá-la, e por causa dessa acusação acabou no cárcere Gênesis (39/20). Se deveria existir alguém amargo como o fél, tomado de ódio e de desejo de vingança, este alguém deveria ser José. Mas, assim como Paulo, o mesmo não deixou-se levar pelas armadilhas do maligno, e mais tarde com orgulho pôde chamar o seu primeiro filho de Manassés ( Deus me fez esquecer toda a minha desgraça e toda a casa de meu pai). E o segundo ele chamou pelo nome de Efraim, porque, segundo ele: “ Deus me fez fecundo na terra da minha miséria Gênesis (41/51,52). É claro que o objetivo do diabo não era colocar José na prisão, mas sim fazê-lo magoar-se profundamente, lembrar-se continuamente das maldades que lhe haviam feito, bloqueando, paralisando, assim, a força ativa de Deus em sua vida, para em

seguida emitir a ordem as suas legiões de demônios que o carcomecem. Porém, o filho preferido de Jacó, não se ressentiu. Por isso o fluxo do “ dar e receber”, continuou fluindo normalmente, levando-o, tempo depois ao posto de primeiro Ministro do Egito.

Para dar um pouco mais de sustentáculo à nossa

explanação, vamos conferir 2 Crônicas (25/1-3):” Era Amazias da idade de vinte e cinco anos quando começou a reinar e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. Fez ele o que era reto perante o SENHOR; não, porém com inteireza de coração. Uma vez confirmado o reino nas suas mãos, matou os seus servos que tinham assassinado o rei, seu pai.” Aqui encontramos um homem reto perante Deus, mas que no entanto, recusou-se a perdoar aqueles que haviam matado intencionalmente o seu pai, fazendo com que a força ativa do Criador perdesse a fluidez em sua vida. Parasse de correr, ficasse em estado estacionário, deixando o leito livre, para que o ódio fluisse veementemente, até a consumação de sua vingança.

O EMPRESTAR E O TOMAR EMPRESTADO

Neste instante o nosso assunto passa ser o “ emprestar e o tomar emprestado”. Primeiramente vamos nos fixar no “ emprestar”. A ação ou efeito de emprestar, pode essencialmente consistir em favor divino ou praga, desgraça, calamidade... Lucas (6/35):” Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga; será grande o seu galardão, e sereis filhos do Altíssimo.” Uma outra tradução nos fala de modo um pouco mais claro:” Ao contrário, continuai a amar os vossos inimigos e a fazer o bem, e a emprestar sem juros, não esperando nada de volta; e a vossa recompensa será grande; e sereis filhos do

Altíssimo.” A humanidade, quase como um todo, tem por certo, verdadeiro, que o cumprir esta recomendação de Jesus, ou seja, de confiar algo a alguém por algum tempo, com promessa de restituição, porém, sem juros, e se possível, não esperar nada de volta, constitui-se simplesmente, num ato de piedade, filantrópico. Mas na realidade esta prática vai muito além disso. Este princípio na forma explícita por Cristo, funciona como as primeiras formas do “ dar e receber”, e na maioria das vezes, no exato momento em que temos a oportunidade de colocá-lo em prática, o diabo lança na mente do ser humano a semente da usura. Este germe, se não for desarraigado no instante que manifesta os seus primeiros sinais de existência, cresce entre um milésimo e outro de segundo, e o seu fruto ( a ânsia exagerada de ganho) leva o ser humano ao erro, faz crer o que não é, visto que pensa haver vantagem, lucro, quando o que existe efetivamente é um engano, uma vez que a pessoa que se deixa levar-se pelo canto da sereia, melhor dizendo: pela artimanha do maligno, passa a servir de receptáculo para a força ativa do Criador que ela mesma canalizou, e colocou em movimento e, ao recebê-la novamente em forma de juro, limitaa completamente a uma dança denominada “ só faz que vai, mas não vai”, deixando o campo livre para o diabo agir, e o que começou como benção acaba em maldição. Provérbios (28/8):” O que aumenta os seus bens com juros e ganância ajunta-os para o que se compadece do pobre.” É bom salientar de que o versículo não está afirmando que é o religioso o beneficiário desta benção, mas sim o que tem compaixão do pobre.

O Salmo (112/5), nos declara que o homem bom se compadece, e empresta. Coloca a disposição as suas coisas com juízo, ou seja, faz isso ciente de que receberá a recompensa. Pois o homem que planta uma semente e afirma não esperar colher o que plantou, de preferência, cento por um, é tolo ou desleixado, displicente na sua obra, e as Escrituras nos dizem que, quem é negligente na sua obra, já é irmão do desperdiçador Provérbios (18/9). Não! Nós não podemos emprestar de qualquer jeito, deixando, assim, o fluxo fluir desordenadamente, gastando-o sem proveito, sem canalizá-lo para o propósito para o qual foi determinado. É nosso dever colocá-lo em movimento e esperar o

retorno do mesmo, trazendo uma grande colheita, sem deixar o espírito da usura exercer influência sobre nós. Bem! Provavelmente, agora os amigos sabem o porquê que Deus, assim diz através de Moisés em Êxodo (22/25):” Se emprestares dinheiro ao meu povo, ao pobre que está contigo, não te haverás com ele como credor que impõe juros.” Quando emprestamos a quem nos pede, melhor dizendo: socorremos o necessitado, na verdade estamos emprestando a Deus. Por isso o fluxo canalizado nesta ação, dirigi-se diretamente ao seio do Criador, que age superabundantemente ao nosso favor, visto que, quem toma emprestado é servo do que empresta Provérbios (22/7). Mateus (5/42):” Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhes emprestes.”

O TOMAR EMPRESTADO

Nos nossos dias o espírito da usura tem movido muitas empresas de crédito e financiamentos, e gerado outras tantas. Com falsa qualidade de comôdo, vantajoso, os cartões de créditos, revestidos de taxa disso, taxa daquilo, seguro contra isso, seguro contra aquilo, são verdadeiramente uma praga alastrando-se como fogo em fios embebidos em substância explosiva, consumindo os apoucados salários de milhões e milhões de pessoas. Mas por que tudo isso está acontecendo? Oséias (4/6):” O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento.” Infelizmente sou obrigado a afirmar que hoje está ocorrendo a mesma coisa! Romanos (13/8):” A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros.” O versículo, com exceção do amor, nos proibe expressamente de contrairmos dívidas de qualquer espécie, uma vez que diz “ coisa alguma”. Para compreendermos este princípio em forma de ordenança, vamos ver o que nos afirma Provérbios (22/7):” O rico domina sobre o pobre, e o que toma emprestado é servo

do que empresta.” Servo é o que não é livre. No feudalismo, o servo da gleba, era um lavrador que em troca da proteção militar de um suserano, ficava adstrito a um lote de terra em que devia trabalhar, prestando ainda serviços e rendas ao seu senhor. No caso do tomar emprestado, espiritualmente falando, aquele que toma determinada quantia em dinheiro ou outra coisa qualquer, serve apenas de estação de reprodução e ponte para que a força ativa do Criador, canalizada e posta em movimento por aquele que praticou a ação ou efeito de emprestar, passe e continue o seu processo de criação e de abundante produção em prol do mesmo. Agora quando os amigos se depararem com Provérbios (19/17), que assim afirma:” Quem se compadece do pobre ao SENHOR empresta, e este lhe paga o seu benefício”, já têm o conhecimento, a ideia do tamanho da benção que é condoer-se do necessitado.

APÓSTOLO PAULO E O DAR E RECEBER

2 Coríntios (8/9):”...; pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos.” Cristo, sendo rico, se colocou na condição de pobre, para que, pela sua carência, nos tornássemos providos em abundância. No entanto, o sacrifício de Jesus, só resulta em benécia para nós, quando colocamos em ação o princípio do “ dar e receber”. Filipenses (4/15-17):” E sabeis também vós, o filipenses, que, no início do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja se associou comigo no tocante a dar e receber, senão unicamente vós outros; porque até para Tessalônica mandastes não somente uma vez, mas duas, o bastante para as minhas necessidades. Não que eu procure o donativo, mas o que realmente me interessa é o fruto que aumente o vosso crédito.” A primeira coisa que o apóstolo Paulo pregou aos gentios, foi o “ dar e receber”, e inicialmente, com exceção da igreja de Filipos, todas enjeitaram esta prática, crendo que ele só tinha por objetivo o donativo. Filipos recebeu o nome de Filipe II, rei da Macedônia e pai de Alexandre Magno, que reconstruiu a cidade. Depois de 42 aC foi colonizada por numerosos veteranos romanos e cumulada de privilégios por César Augusto.

Durante a segunda viagem missionária (49/50) Paulo fundou ali a primeira comunidade cristã da Europa ( At 16/1214), formada de uns poucos judeus, alguns prosélitos e sobretudo de pagãos. Esta comunidade cristã compreendeu o que o apóstolo pregou a respeito da lei do “ dar e receber”, e com abnegação a colocou em ação. Pois seus membros sabiam que, a oferta enviada ao apóstolo, significava nada, diante da benção que iriam receber, mediante este ato. Contudo, Paulo, deixando transparecer um certo constrangimento, assim diz no verso (17) de Filipenses (4):” Não que eu procure o donativo, mas o que realmente me interessa é o fruto que aumente o vosso crédito.”

Vamos retornar a 2 Coríntios. Paulo escreveu esta carta na Macedônia, provavelmente em Filipos, após sair de Éfeso, durante a viagem de despedida, no outono de (57), época em que a prática do “ dar e receber”, já estava difundida nas igrejas daquele lugar. 2 Coríntios (8/1-4):” Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia; porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade. Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram volutários, pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos.” O apóstolo declara a comunidade cristã de Corinto, que às igrejas da Macedônia, segundo suas possibilidades, e mesmo além delas, contribuíram por iniciativa própria, sem coação, e haviam pedido com insistência que lhes dessem a graça de

participarem do socorro em favor dos santos. Havia, evidentemente, uma razão para toda a persistência dos mesmos.

2 Coríntios (8/8,9):” Não vos falo na forma de mandamento, mas para provar, pela diligência de outros, a sinceridade do vosso amor; pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos.” Os mesmos haviam compreendido que, para usufruir das benécias trazidas com o sacrifício de Cristo, teriam que colocar em ação o poder contido no ato “ dar e receber”, coisa que a comunidade de Corinto, só há pouco estava praticando. 2 Coríntios (8/10):” E nisto dou minha opinião; pois a vós outros, que, desde o ano passado, principiastes não só a prática, mas também o querer...” Entre (49/50), Paulo fundou a comunidade cristã de Filipos, e desde o início os membros desta comunidade praticaram o “ dar e receber”, coisa posta em prática, somente em torno de seis anos mais tarde, pela igreja de Corinto, visto que 2 Coríntios, foi escrita pelo apóstolo em (57), e o mesmo, assim declara “ desde o ano passado, principiastes não só a prática, mas também o querer...” 2 Coríntios (8/11,12):” Completai, agora, a obra começada, para que, assim como revelastes prontidão no querer, assim a leveis a termo, segundo as vossas posses.

Porque, se há boa vontade, será aceita conforme o que o homem tem e não segundo o que ele não tem.” A igreja de Corinto havia manifestado presteza no querer, e Paulo recomenda a mesma:” Leveis a término o vosso querer, de acordo com as vossas posses”. 2 Coríntios (9/7):” Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria.”

A VIÚVA DE SAREPTA E A VIÚVA POBRE

Filipenses (4/15-17):” E sabeis vós, ó filipenses, que, no início do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja se associou comigo no tocante a dar e receber, senão unicamente vós outros; porque até para Tessalônica mandastes não somente uma vez, mas duas, o bastante para as minhas necessidades. Não que eu procure o donativo, mas o que realmente me interessa é o fruto que aumente o vosso crédito.” O apóstolo dos gentios conhecia os benefícios obtidos com a prática do “ dar e receber”. Mesmo tinha plena consciência de que quando uma pessoa praticava este ato, na verdade ela estava colocando em ação uma lei divina, para agir em seu favor, e simplificando este processo, comparou-o ao semear uma semente. 2 Coríntios (9/6):” E, isto afirmo: aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará.” Quando alguém dá uma oferta a uma entidade filantrópica, por exemplo, o poder de Deus canalizado com essa ação, retorna ao praticante desse gesto, e ele poderá recolher até mesmo cento por um, assim como Isaque na terra dos filisteus Gênesis (26/12). Por isso Paulo diz:” O que realmente me interessa é o fruto que aumente o vosso crédito”. Para se colher cento por um, o semeador não pode ser displicente. Marcos (12/41-44):” Assentado diante do gazofilácio, observava Jesus como o povo lançava ali dinheiro. Ora, muitos ricos depositavam grandes quantias. Vindo, porém, uma viúva pobre, depositou duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante.

E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta viúva pobre depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os ofertantes. Porque todos eles ofertaram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto possuía, todo o seu sustento.” Antes de continuarmos, eu deixo bem claro que esse texto não tem como finalidade o mercantilismo bíblico, e para evitar mal-entendido, vamos retornar a 2 Coríntios (9), e trazer a baila parte do verso (7):” Cada um contribua segundo tiver proposto no coração.” Se for uma ou duas moedinhas, ou um prato de comida a alguém, dê. Se for uma soma alta a uma instituição de caridade ou outra instituição qualquer, faça o mesmo, e muito colherá.

Como a viúva pobre deu do seu sustento, a mesma ficou com a sua atençaõ completamente focada na ação desencadeada por ela, não desviando-a nem para esquerda nem para direita, mantendo, assim, o fluxo bem canalizada. Por isso Jesus disse:” Esta viúva pobre deu mais do que todos”. Se ela deu mais do que todos, obviamente também colheu mais do que todos, sendo que os ricos pouco colheram, visto que de imediato esqueceram o que deram. Mas que espécie de colheita foi essa? 1 Reis (17/8,9):” Então, lhe veio a palavra do SENHOR ( no caso para o profeta Elias), dizendo: Dispõe-te, e vai a Sarepta, que pertence a Sidom, e demora-te ali, onde ordenei a uma mulher viúva que te dê comida.” Elias obedeceu a palavra de Deus e se foi a Sarepta. No entanto a viúva da qual lhe falara o SENHOR, tinha um punhado de farinha numa botija, e o mais preocupante: a mesma estava olhando as coisas com os olhos naturais, e aos olhos naturais era um absurdo Deus lhe ordenar que alimentasse o profeta, e queria que também Elias olhasse aquela situação com os olhos naturais, uma vez que diz ao mesmo:” Vê aqui, apanhei dois cavacos e vou preparar esse resto de comida para mim e para o meu filho; comê-lo-emos e morreremos 1 Reis (17/12).” Limitado ser humano, é sempre eu, eu, eu.... As igrejas estão cheias de pessoas que, pedem, pedem, pedem de contínuo uma benção financeira ao SENHOR, e no entanto não conseguém alcançá-la. E por que não conseguém alcançá-la? Porque não colocam em movimento o princípio correspondente a esfera financeira, que é desencadeada pela assistência ao necessitado ou instituições... É evidente que Deus quer sempre abençoar

financeiramente os seus amados. Contudo, para isso ocorrer, os mesmos têm que colocar em circulação uma pequena ou se o SENHOR tocar em seu coração uma soma considerável de seu dinheiro ou outras coisas em circulação. Fazendo isso nós estamos canalizando o poder de Deus, para produzir melhoras na nossa esfera financeira. Deus deu esse entendimento, tanto a viúva pobre, como a viúva de Sarepta. Só que a pobre seguiu a fé, e canalizou a força ativa de Deus para solucionar o seu problema financeira, enquanto que a viúva de Sarepta, ao invés de seguir a fé, ficou parada, totalmente voltada para si mesma, visto que assim diz:” Vou preparar esse resto de comida para mim e meu filho”, ou seja, primeiro eu, depois meu filho. Se a mesma tomasse a seguinte atitude:” Vou preparar esse resto de comida para meu filho e para mim”, isto é, primeiro meu filho, depois eu, a força ativa de Deus teria sido canalizada, e multiplicado o pouco de farinha e de azeite, uma vez que teria desencadeado o “ dar e receber”. Mas não! Com essa viúva era eu, eu, eu.... E por que ela pensava primeiramente em si, para depois pensar nos outros? Bem! No verso (13), Elias lhe disse:” Não temas.” Este era o problema dela. O espírito do medo a induzia a pensar primeiramente em si, fazendo-a reter a benção contida no “ dar e receber”. 1 João (4/18):” No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo”, e o apóstolo Paulo nos afirma em Gálatas (5/22), de que o amor é uma virtude producente pelo Espírito Santo.

Por isso hoje, no tempo da graça, o espírito do medo, deveras, tenta despertar em nós o sentimento de apreensão, de temor. Contudo, quase que de imediato esse sentimento é deletado, apagado pelo amor produzido pelo Espírito Santo, ou seja, o temor não mais tem durabilidade em nós, como tinha na época da viúva de Sarepta, onde o medo poderia durar minutos, horas,meses, e até mesmo anos. Dito isso, vamos retornar a 1 Reis (17/13-16):” Não temas; vai e faze o que disseste; mas primeiro faze dele para mim um bolo pequeno e traze-mo aqui fora; depois, farás para ti mesma e para teu filho. Porque assim diz o SENHOR, Deus de Israel: A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não faltará, até ao dia em que o SENHOR fizer chover sobre a terra. Foi ela e fez segundo a palavra de Elias; assim, comeram ele, ela e a sua casa muitos dias. Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do SENHOR, por intermédio de Elias.” A ordem do SENHOR a viúva foi: “ Alimente o profeta”. Porém, como ela estava olhando as coisas com os olhos naturais, recusou em seu coração a acatar a ordem de Deus. No entanto, depois que Elias explicou como funcionava o “ dar e receber”, ela fez segundo a palavra do mesmo, ou seja, canalizou a força ativa de Deus, e o resultado foi de imediato. De um punhado de farinha e um pouco de azeite, comeram ele, ela e sua casa muitos dias, não acabando a

farinha, nem o azeite. Que colheita, não é mesmo!? Eu creio que a viúva pobre de Lucas (21), também teve uma colheita extraordinária. Ela canalizou a força ativa de Deus, com duas moedas, que seguramente gerariam todo o sustento daquele dia, ou quem sabe, de toda a semana. Mas em compensação, baseado na “ parábola dos talentos” de Mateus (25), por ter colocado as duas moedas em circulação, a mesma recebeu outras duas, isto é, a força ativa canalizada e desencadeada por este gesto, produziu outras duas, e como ela foi fiel no pouco sobre o muito foi colocada, e entrou no gozo do SENHOR Mateus (25/23).

O DAR E RECEBER NA FORMA VERBAL

O “ dar e receber” também funciona eficazmente de modo verbal, ou seja, a força ativa de Deus, também pode ser canalizada por meio da palavra. Lucas (10/5,6):” Ao entrares numa casa, dizei antes de tudo: Paz seja nesta casa! Se houver ali um filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; se não houver, ela voltará sobre vós.” Isso é coisa séria! Quando digo a alguém “ paz seja convosco”, por exemplo, eu canalizo verbalmente a força ativa de Deus, e faço com que o fluxo canalizado para este fim, deveras, derrame paz sobre os mesmos; e uma paz que é manifesta, e faz com que eu mesmo, também desfrute dela, por meio dos outros. E como é gostoso aproximar-se de uma pessoa que tem uma paz manifesta. O lugar onde ela se encontra sempre é tomado por essa paz. É bom ressaltar de que as pessoas do mundo, na sua grande maioria, sem ter a consciência do “ dar e receber”, e da força ativa de Deus, também praticam este princípio, verbalmente e dando coisas materiais, com êxito total, uma vez que para praticá-lo não existe restrições. Por isso tanto o ímpio, como o justo, praticam-o com sucesso. Ou os amigos pensam que é a toa que as pessoas têm por hábito dar bom dia, boa tarde e boa noite?! É bem verdade que a grande maioria pensa que este hábito é apenas um ato de gentileza, ou coisa do gênero. Eles não têm a mínima noção de que na verdade estão canalizando a força ativa de Deus, que retornará em forma de colheita, trazendo a eles um bom dia, uma boa tarde e uma boa noite.

O DAR E RECEBER NA FORMA VERBAL II

Você, minha amiga, meu amigo, quando entra em oração é sempre eu, isto é, Deus eu quero isso, Deus eu quero aquilo? Ao não ver resultados você se pergunta: Por que as minhas orações não são atendidas?

Eu agora lhes faço uma pergunta: A amiga, ou o amigo, alguma vez em oração já interviu, ou seja, já pediu a Deus alguma coisa em favor de alguém? Não? É por isso que as suas oraçãoes não são atendidas. Pois você não canaliza verbalmente a força ativa de Deus, desencadeando-a para agir em favor de outras pessoas, e consequentemente em seu próprio favor, uma vez que isso também é “ dar e receber”. Em Gênesis (15), Deus anima a Abraão e lhe promete um filho. Mas para esta promessa tornar-se realidade, Ele criou uma situação, onde Abraão fora obrigado a colocar verbalmente em prática o “ dar e receber”. No capítulo (20), Abraão e Sara peregrinam em Gerar, e disse Abraão de Sara, sua mulher:” Ela é minha irmã; assim, pois, Abimeleque, rei de Gerar, mandou buscá-la Gênesis (20/2).” Vamos passar para o verso (7):” Agora, pois, restitui a mulher a seu marido, pois ele é profeta e intercederá por ti...” Traremos agora a baila o versículo (14):” Então, Abimeleque tomou ovelhas e bois, e servos e servas e os deu a Abraão; e lhe restituiu a Sara, sua mulher.” Para finalizar, vamos ver o que nos diz os versos (17 e 18):” E, orando Abraão, sarou Deus Abimeleque, sua mulher e suas servas, de sorte que elas puderam ter filhos; porque o SENHOR havia tornado estéreis todas as mulheres da casa de Abimelque, por causa de Sara, mulher de Abraão.” Está escrito que por causa de Sara, o SENHOR tornou estéreis todas as mulheres da casa de Abimeleque. Mas que relação tinham as mulheres da casa de Abimeleque, com a mulher de Abraão? Nenhuma! A grande verdade é que Deus precisava cumprir a promessa que havia feito a Abraão, que era lhe dar um filho. Porém, como cumpri-la, se Sara não podia ter filhos? Solução, o SENHOR fez com que as mulheres da casa de

Abimeleque, também tornassem estéreis, permitindo, assim, que Abraão colocasse verbalmente em prática o “ dar e receber”. Gênesis (20/17), diz que, orando Abraão, sarou Deus a Abimeleque, sua mulher e suas servas. E o que Abraão recebeu em troca? Gênesis (21/1):” Visitou o SENHOR a Sara, como lhe dissera, e o SENHOR cumpriu o que lhe havia prometido.” Ou seja, Abraão orou, as mulheres da casa de Abimeleque foram curadas, e a força ativa de Deus canalizada para efetuar a cura das mulheres da casa do rei de Gerar, retornou a Abraão e sua casa, e também curou a Sara, que concebeu e deu à luz um filho ao mesmo na sua velhice, no tempo determinado, de que Deus lhe falara Gênesis (21/2). Que benção é o “ dar e receber”! Se as suas orações, minha amiga, meu amigo, não estão conseguindo, por exemplo, libertar do vício do tabaco ou do álcool, um ente querido, experimente interceder em prol de um conhecido que tem o mesmo vício, e por que não em favor de todos que têm vício semelhante?

Pratique o “ dar e receber” verbal. Pois praticando-o, você estará canalizando a força ativa de Deus, que libertará os outros e o seu ente querido, obtendo resultado igual ao de

Abraão e de Jó. Pois é bom enfatizar de que Deus mudou a sorte de Jó, quando o mesmo orava pelos seus amigos, ou seja, Jó colocou em prática o “ dar e receber” verbal, e Deus, por meio da sua força ativa canalizada pela ação de Jó, deu-lhe o dobro de tudo o que antes possuía Jó (42/10).

PARA QUE HAJA IGUALDADE

Romanos (15/4):” Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito...” Como tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, vamos conferir Êxodo (16/17,18):” Assim o fizeram os filhos de Israel; e colheram, uns, mais, outros, menos ( referindo-se ao maná). Porém, medindo-o com o gômer, não sobejava ao que colhera muito, nem faltava ao que colhera pouco, pois colheram cada um quanto podeia comer.” Neste caso, Deus fez com que o maná se modelasse a quantia que cada um necessitava, não dando, assim, vida ao espírito da ganância. Êxodo (16/19,20):” Disse-lhes Moisés: Ninguém deixe dele para a manhã seguinte. Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés, e alguns deixaram do maná para a manhã seguinte; porém deu bichos

e cheirava mal.” No caso do Israel terreno, o próprio Deus se encarregou de estabelecer uma justa igualdade. Referindo-se a oferta para os mais pobres, o apóstolo Paulo, assim diz em 2 Coríntios (8/12-15):” Porque, se há boa vontade, será aceita conforme o que o homem tem e não segundo o que ele não tem. Porque não é para que os outros tenham alívio, e vós, sobrecarga; mas para que haja igualdade, suprindo a vossa abundância, no presente, a falta daqueles, de modo que a abundância daqueles venha a suprir a vossa falta, e, assim, haja igualdade, como está escrito: O que muito colheu não teve demais; e o que pouco, não teve falta.” Ou seja, hoje é o Israel espiritual que deve promover esta igualdade, se colocando na condição de receber quando necessita de ajuda, e se posicionar na condição de ajudar, quando está em condição de ajudar.

A FORÇA PARA ADQUIRIR RIQUEZAS

Deuteronômio (8/18):” Antes, te lembrarás do SENHOR, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirir riquezas.” Ao contrário do que muitos pensam, Deus não ajuda ninguém acertar na loteria, por exemplo... O que Ele faz é colocar à disposição do ser humano a sua força ativa, para que o mesmo possa adquirir riquezas. Resumindo: Deus nunca deu e jamais dará riquezas a alguém. O que Ele realmente dá, é a sua força para produzi-la. Não adianta, porém, canalizá-la e liberá-la, e em seguida limitá-la. Provavelmente um dia você já afirmou para consigo mesmo, para um colega de trabalho, que é impossível alguém prosperar, sendo empregado, não é mesmo!? Na era do capitalismo selvagem, voragem, que procura tragar tudo o que aparenta ser uma ameaça e que gera algum lucro, falar em ser um trabalhador autônomo é quase que uma afronta. No entanto, esta é a receita para não limitarmos o fluxo canalizado para adquirir riquezas.

É claro que uma pessoa pode viver aqui na terra, todo o tempo destinado a ela, trabalhando por salário e mesmo com essa limitação, ter completa estabilidade, assim como o povo de Israel, quando vagueou durante quarenta anos no deserto, e nos quarenta anos as suas capas não se gastaram sobre eles, nem incharam os seus pés Deuteronômio (8/4). Porém, a qualidade de estável, só tende a diminuir, nunca aumentar, mesmo que o assalariado, como um tresloucado faça horas-extras. Salmo (127/2):” Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele o dá enquanto dormem.” Isaías (40/28), nos afirma que Deus não sente cansaço, não se fatiga, nem se enfada. Por isso se a sua força ativa está canalizada e fluindo livremente, até mesmo quando estamos dormindo, ela continua o seu curso natural, que é adquirir riquezas. Este princípio, Israel ( quando ainda se chamava Jacó) conhecia, e com ciência colocou-o em prática. Gênesis (30/25-43):” Tendo Raquel dado à luz a José, disse Jacó a Labão: Permita-me que eu volte ao meu lugar e à minha terra. Dá-me Meus filhos e as minhas mulheres, pelas quais eu te servi, e partirei; pois tu sabes quanto e de que maneira te servi. Labão lhe rerspondeu: Ache eu mercê diante de ti; fica comigo. Tenho experimentado que o SENHOR me abençoou por amor de ti. E disse ainda: Fixa o teu salário, que te pagarei.” Aquele que ouve a voz de Deus, e tem cuidado de guardar todos os mandamentos, ou seja, guarda as palavras e o entendimento que o Espírito dá, entre outras coisas tremendas, o SENHOR determina que a benção esteja nos seus depósitos de sortimentos, abastecimento, e em tudo que o mesmo coloca a mão Deuteronômio (28/1-13), visto que estes requesitos são os canalizadores do fluxo do Criador, que deste modo enche-o de

força criadora e de vida. Agora, provavelmente você já sabe o porquê que o verso (14) do mesmo livro, nos ordena a não desviarmos de todas as palavras que ouvimos, nem para a direita nem para a esquerda. Porém, se você ainda não sabe, lá vai a resposta: é para não lançar para diferentes lados o fluxo, tornando-o, assim, inoperante.

Durante os quatorze anos que Jacó trabalhou em troca de Lia e Raquel, este fluxo que estava nele, foi direcionado para adquirir riquezas em prol de Labão. E no versículo (27), podemos constatar que o mesmo tinha plena consciência disso. Sabia que o seu genro a frente do seu rebanho era sinônimo de sucesso e prosperidade. Por essa razão não estava a fim de deixá-lo partir, e com a intenção de segurá-lo, mandou-o fixar um teto salarial, que lhe pagaria. Porém, Jacó não era um filhinho do papai, popularmente falando, que só aparecem diante do seu progenitor no fim de cada mês para pedir mesada. Não agia como grande parte dos cristãos de hoje, que só se colocam na presença de Deus, para pedirem bençãos. No entanto não procuram participar das coisas do Criador. Não

costumam esforçar-se por achar ou conseguir ter ideia clara dos princípios de Deus, para com entendimento colocá-los em ação ao seu favor. Aquele que mais tarde veio a chamar-se Israel, tinha pleno conhecimento e entendimento desses princípios. Gênesis (30/29-33):” Disse-lhe Jacó: Tu sabes como te venho servindo e como cuidei do teu gado. Porque o pouco que tinhas antes da minha vinda foi aumentando grandemente; e o SENHOR te abençoou, por meu trabalho. Agora, pois, hei de eu trabalhar também por minha casa? Então, Labão lhe perguntou: Que te darei? Respondeu-lhe Jacó: Nada me darás; tornarei a apascentar e a guardar o teu rebanho, se me fizeres isto: Passarei hoje por todo o teu rebanho, separando dele os salpicados e malhados, e todos os negros entre os cordeiros, e o que é malhado e salpicado entre as cabras; será isto o meu salário. Assim, responderá por mim a minha justiça, no dia de amanhã, quando vieres ver o meu salário diante de ti; o que não for salpicado e malhado entre as cabras e negro entre as ovelhas, esse, se for achado comigo, será tido por furtado.” Em primeiro lugar, Jacó tinha a persuasão íntima de que, mesmo se fixasse um teto salarial altíssimo, ele não prosperaria, uma vez que a força ativa de Deus, estaria limitada em sua vida, no tocante a adquirir riquezas, e totalmente livre para agir a favor de seu sogro. Por isso o mesmo recusou-se a fixar salário, optando por canalizar o fluxo nos salpicados e malhados, e todos os negros entre os cordeiros, e o que era malhado e salpicado entre as cabras.

O astuto Labão aceitou a proposta de seu genro. Contudo, naquele mesmo dia, separou os bodes listrados e malhados e todas as cabras salpicadas e malhadas, todos os que tinham alguma brancura e todos os negros entre os cordeiros e os passou às mãos de seus filhos. E pôs a distância de três dias de jornada entre si e o marido de suas filhas; e Jacó apascentava o restante dos rebanhos de Labão Gênesis (30/34-36). Aos olhos naturais era impossível Jacó prosperar, uma vez que não poderia nascer cordeiros salpicados, malhados e negros, assim como cabras malhadas e salpicadas, visto que o rebanho ao qual estava cuidando não tinha como gerar esse tipo de rês. Porém, tomou, então, o mesmo varas verdes de álamo, de aveleira e de plátano e lhes removeu a casca, em riscas abertas, deixando aparecer a brancura das varas, as quais, assim escorchadas, pôs ele em frente do rebanho, nos canais de água e

nos bebedouros, aonde os rebanhos vinham para dessedentase, e conceberam quando vinham a beber. E concebia o rebanho diante das varas, e as ovelhas davam crias listradas, salpicadas e malhadas Gênesis (30/3739). Durante, praticamente quatro dias, fiquei travado, porque o meu entendimento não se abria. Por isso o mistério das varas com tiras brancas descascadas continuava oculto. Eu tinha plena convicção de que Jacó havia direcionado o fluxo do Criador para as varas. No entanto não sabia de que forma ele agia no rebanho. Por essa razão resolvi passar adiante e ignorar este objeto de fé inacessível à razão. Tanto é verdade que, assim já havia escrito:” Quanto a ciência revelada a Jacó, a mim foi negada. Porém, tenho certeza absoluta de que aquelas varas recebiam a força ativa de Deus, canalizada por ele, e através da visão... Opa!” Jacó direcionava o fluxo para as varas, o rebanho ao olhálas recebiam o fluxo em duas cores e concebiam crias listradas, salpicadas e malhadas. No capítulo ( 31/7-9) de Gênesis, podemos conferir de que, Labão por dez vezes tentou enganá-lo, mudando o seu salário. Contudo, Deus não permitiu que o fizesse mal nenhum. Se ele dizia: Os salpicados serão o teu salário, então, todos os rebanhos davam salpicados; e se dizia: Os listrados serão o teu salário, então, os rebanhos todos davam listrados. Assim, Deus tomou o gado de seu sogro e deu a ele, que tornou-se mais e mais rico.

PRINCÍPIO PARA ADQUIRIR RIQUEZAS

Desde o início da criação, Deus instituiu “ leis”, para regerem o universo, e estes mesmos princípios tomam parte na regência do universo pessoal do ser humano. Grande parte dessas “ leis” são postas em ação, mediante o ato “ dar e receber”. Lucas (6/38):” ...; daí, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão...” Ou seja, quem quer receber, primeiramente tem que dar. Resumindo: quem quer colher, primeiro tem que plantar. 2 Coríntios (9/10):” Ora, aquele que dá semente ao que semeia e pão para alimento também suprirá e aumentará a vossa sementeira e multiplicará os frutos da vossa justiça...” É Deus quem nos dá a semente e o campo para semeá-la, isto é, é Deus quem nos dá condições de doar, e cria as situações para que este ato seja consumado. 2 Coríntios (9/10,11):” Ora, aquele que dá semente ao

que semeia e pão para alimento também suprirá e aumentará a vossa sementeira e multiplicará os frutos da vossa justiça, enriquecendo-vos, em tudo, para toda generosidade....” Em primeiro lugar: junto com a semente, Deus envia o pão, ou seja, não é necessário você tirar do seu sustento para dar. Em segundo lugar: Deus repõe o que foi tirado para doação, e ainda aumenta a sua condição de praticar o “ dar e receber”. Isto fica bem claro, no final do verso (11):”....e multiplicará os frutos da vossa justiça, enriquecendo-vos, em tudo, para toda a generosidade.” Incrível! Uma atitude trivial, suscetível a todas as pessoas, contudo produz resultados extraordinários. “ Enriquecendo-vos, em tudo”, isto é, em todas as áreas: financeira, profissional, familiar, social..., e vai muito além disso. Lucas (11/39-41):” O SENHOR, porém, lhe disse: Vós, fariseus, limpais o exterior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e perversidade. Insensatos! Quem fez o exterior não é o mesmo que fez o interior? Antes, daí esmola do que tiverdes, e tudo vos será limpo.” Quem coisa fantástica! O simples ato “ dar esmolas”, tem o poder para arrancar do coração do praticante dessa ação, todo o desejo de rapinagem e toda a perversidade. Diante disso tudo, a minha recomendação não poderia ser outra: ativem as “ leis” de Deus, mediante o ato “ dar e receber”, e teram abundância em todas as áreas de suas vidas.

O SEGREDO DOS VENCEDORES

Como fiz menção e enfatizei anteriormente, no início da série “ dar e receber”, a primeira porção do Espírito Santo ou força ativa de Deus, continua movendo-se e fazendo, por exemplo, a terra germinar e girar em torno de si mesma ( ocasionando o chamado movimento de rotação). O universo está cheio desta força ativa, e o ser humano pode canalizá-la para agir em seu favor. Como já conferimos, uma das formar de canalizá-la é praticando o “ dar e receber”. Outra é focar num objetivo, e dele não desviar, nem para a direita nem para a esquerda Josué (1/7). Deuteronômio (20/2-8):” Os oficiais falarão ao povo, dizendo: Qual o homem que edificou casa nova e ainda não a consagrou? Vá, para casa, para que não morra na peleja, e outrem a consagre. Qual o homem que plantou uma vinha e ainda não a desfrutou? Vá, torne-se para casa, para que não morra na peleja, e outrem a desfrute.

Qual o homem que está despojando com alguma mulher e ainda não a recebeu? Vá, torne-se para casa, para que não morra na peleja, e outro homem a recebe.” Ouvi certa feita um homem de Deus falar a respeito desses versículos:” Como Deus é bom! Não deixa seus filhos irem para a batalha, sem antes desfrutar de suas benções.” Deveras Deus é bom! Contudo, esses versos expressam uma verdade muito mais profunda. Na realidade Deus só mandava embora os soldados que incluiam-se numa dessas três categorias, porque os mesmos morreriam, assim que a batalha começasse. E por que morreriam? Porque não estariam focados na batalha. Uns, na hora de atacar ou defender-se, voltariam suas mentes para a casa nova que ainda não haviam consagrado. Outros para a vinha que ainda não tinham desfrutado. Um terceiro grupo, para a mulher que ainda não haviam recebido, e essa ligeira distração os tornariam presas fáceis aos inimigos, que os matariam sem dó nem piedade. Por isso Deus os mandava retornar, visto que seriam mortos. Esta verdade inconstante, aparece em relevo, nas mais diversas modalidades esportivas. Geralmente os atletas vencedores, são aqueles que conseguém manter o maior nível de concentração naquilo que fazem.

O PODER DA PALAVRA

Tiago (1/21):” Portanto, despojando-vos de toda a impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma.” Agora, como o poder da Palavra torna-se manifesto em nós? 2 Coríntios (12/9):” Então, ele me disse: A minha graça de basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.” João (1/1):” No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. João (1/14):” E o Verbo se fez carne e habitou entre nós...” Apocalipse (19/13):” Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus.” Ou seja, Jesus Cristo é a Palavra de Deus. Portanto, o poder da Palavra torna-se manifesto em nossas fraquezas. 2 Coríntios (12/10):” Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco,

então, é que sou forte.” É na nossa impotência que a Palavra manifesta a sua potência. Por isso eu deixo para os caros amigos, Filipenses (4/6):” Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.”

A PROVA DA NOSSA FÉ

Tiago (1/1,2):” Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a prova da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança.” Quando temos consciência de que as tentações são prova da nossa fé, e esta prova produz perseverança, noutra tradução, paciência, na maioria das vezes o gozo aflora automaticamente. Tiago (¼):” Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficiêntes.” Mas que ação é esta que deve ter a perseverança? Romanos (5/3-5):” E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.” Ou seja, da perseverança ou paciência, descendem a experiência, e a esperança, que é de vital importância para os cristãos. E por que é de vital importância? Romanos (8/24):” Porque, na esperança, fomos salvos.” Quão importante é a prova da nossa fé! 1 Pedro (1/6,7):” Em que vós grandemente vos alegreis, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações, para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo.”

Ou seja, ao invés de gozo, a prova da nossa fé, pode nos causar tristeza. 2 Coríntios (7/10):” Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte.” Evidentemente a tristeza da qual se referiu o apóstolo Pedro, é a tristeza segundo Deus, que produz arrependimento para a salvação. Por isso de um modo ou de outro, estejamos firmes durante a prova da nossa fé. Porque é deste modo que alcançaremos a perseverança ou paciência, e consequentemente a experiência e a esperança, que nos livra de toda a confusão religiosa.

O PODER E A SABEDORIA DE DEUS

Jeremias (10/12):” O SENHOR fez a terra pelo seu poder; estabeleceu o mundo por sua sabedoria e com a sua inteligência estendeu os céus.” Mas o que é o poder e a sabedoria de Deus? 1 Coríntios (1/22-24):” Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como grego, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.” Ou seja, o poder e a sabedoria de Deus é Jesus Cristo! E quem é Jesus Cristo? João (1/1):” No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” João (1/14):” E o Verbo se fez carne e habitou entre nós...” Apocalipse (19/13):” Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus...” Jesus Cristo é a Palavra de Deus! O poder e a sabedoria de Deus é Cristo, e Cristo é a Palavra de Deus. Hebreus (11/3):” Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.” Salmo (34/4):” Porque a palavra do SENHOR é reta e todo o seu trabalho é em fidelidade.” Salmo (34/6):” Pela palavra do SENHOR foram feitos os próprios céus, e pelo espírito de sua boca ( pelo sopro de sua boca) todo o exército deles.” Salmo (34/9):” Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir.” Hebreus (1/1,2):” Havendo Deus, outrora, falado,

muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ou seja, quem se dedicou à arquitetura foi Deus, e Jesus Cristo se encarregou de executar, fazer cumprir o que fora arquitetado.

A META DE DEUS PARA AS NOSSAS VIDAS

Todos, sem exceção, almejam milagres e maravilhas em suas vidas. Porém, são poucos os que se dispõem a pagar o

preço, que nada mais é do que andar de acordo com a direção de Deus, para que estas coisas venham manifestar-se. Lucas (17/11-14):” De caminho para Jerusalém, passava Jesus pelo meio de Samaria e Galiléia. Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, que ficaram de longe e lhe gritaram, dizendo: Jesus, Mestre, compadece-te de nós! Ao vê-los, disse-lhes Jesus: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. Aconteceu que, indo eles, foram purificados.” Talvez os amigos estejam se perguntando:” Jesus não poderia ter purificado-os, ali? Por que mandou-os, aos sacerdotes?” É porque na realidade, para o milagre acontecer, os mesmos tinham que andar, e para fazê-los andar, Jesus usou como meta os sacerdotes. O termo andar, neste caso, pode ser inserido no contexto desenvolver-se espiritualmente. Alguém que vai à igreja, mas não retém o conteúdo das mensagens passadas pelo preletor, ao contrário, sai do recinto Sagrado, e já está focado nas coisas do mundo, todos os dias abre a Bíblia, lê um verso apressadamente e torna a fechá-la, ou seja, não estuda um versículo a luz de outro versículo, não pode exigir que o extraordinário manifeste-se em sua vida, uma vez que está parado no campo espiritual. Estas coisas magnânimas são para aqueles que são movidos pelo entendimento e pelas instruções de Deus, obtidas diariamente garimpando as Escrituras, e que a cada dia, mais e mais nos aproxima da meta traçada por Deus para as nossas vidas. Por que o espanto? Pois como Jesus traçou uma meta para os dez leprosos, que era ir até os sacerdotes, Deus traçou antes da fundação do mundo, uma meta para cada um de nós, e o emocionante nisso, é que durante o percurso, coisas

maravilhosas, além das ordinárias, pode ocorrer conosco, como o livramento de um leve defeito físico, moral, ou o resarcimento de tudo que se havia perdido, do mesmo modo que ocorreu com os leprosos, que, quando se deram conta estavam curados. Contudo, para isso acontecer, primeiro tiveram que andar, assim como Bartimeu, cego mendigo, filho de Timeu, que estava assentado à beira do caminho, mas quando Jesus mandou chamá-lo, lançou de si a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus, tornou a ver, e continuou seguindo Cristo Marcos (10/46-52), não pàrou.

RECEITA PARA SE TER UMA MENTE CALMA

A nossa mente parece ser agitada por natureza. Em questão de minutos produz em grande escala, desordenadamente, pensamentos de toda a espécie e gênero. Na maioria das vezes eles não condizem com a realidade

de cada indivíduo. Por isso é natural nos sentirmos como que soltos no espaço, uma vez que esses pensamentos não têm poder para nos dar alicerce, sustentáculo. Muitas vezes pensamos, pensamos, fantasiamos, fantasiamos, e atingimos um esgotamento mental tão intenso que nos dá a nítida e dolorosa sensação de que a quaisquer momento a nossa cabeça irá explodir. Mas como ter uma mente calma, capaz de produzir pensamentos saudáveis? Bem! Paulo, o apóstolo dos gentios, nos dá a seguinte recomendação em Romanos (12/3):” ....pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um.” Pronto! Aí está a receita para se ter uma mente calma, capaz de produzir pensamentos saudáveis. Basta pensarmos de acordo com a medida da fé que Deus repartiu a cada um. Se Deus deu fé a determinada pessoa para fazer dela um advogado, esta pessoa deve pensar em coisas que dizem respeito a advocacia, e não em medicina, por exemplo... Agindo deste modo teremos uma mente centrada, equilibrada, tomada pela quietude e sossego.

O HUMILHAR-SE A DEUS

2 Tessalonicenses (2/16), nos diz, que Deus, nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça. Mas como a graça de Deus torna-se manifesta em nossas vidas? Tiago (4/6):” Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” 1 Pedro (5/5):” ...cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça.” Tiago (4/10):” Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará.” 1 Pedro (5/6,7):” Humilhai-vos, portanto, sob a

poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidade de vós.” Quando nos humilhamos a Deus, Ele nos exalta, ou seja, nos concede a sua graça. E como nos humilhamos a Deus? Nós nos humilhamos a Deus, lançando sobre Ele, isto é, lançando sobre o entendimento que temos da Palavra, toda a nossa ansiedade. Vamos agora reduzir os versos (6,7) de 1 Pedro (5):” Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, lançando sobre ele, toda a vossa ansiedade.” É deste modo que nos humilhamos a Deus. Lucas (14/11):” Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado.” Lucas (9/48):” ..., porque aquele que entre vós for o menor de todos, esse é que é grande.” Filipenses (2/5-9):” Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus;...pois ele..., a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz.” Filipenses (3/15,16):” Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento; e, se porventura, pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá. Todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos.” Portanto, meus amigos, submetam-se ao entendimento que já alcançaram, jogando sobre este entendimento, toda a inquietação, e ansiedade. Filipenses (4/6):” Não andeis ansiosos de coisa alguma...” Quanto ao mais, andem, em conformidade com este entendimento já alcançado, porque mesmo os amigos não se dando conta, Deus tem cuidado de vós.

AS DUAS NATUREZAS

Vez por outra a aflição vem sobre nós com intensidade, tal, que nos deixa completamente sem ação. No coração ela parece um bichinho corroendo-o, continuamente, e nem para orar temos força. Tudo o que conseguimos fazer é suspirar. A esperança e a confiança tornam-se nulas, e jogar-se num cantinho qualquer, e não mais existir, não mais sentir, não mais pensar, é o que passamos a desejar. Contudo Romanos (8/26), nos diz que o Espírito ajuda as nossas fraquezas, e que o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis, ou seja, mesmo não havendo alento em nós para clamarmos por socorro, o Espírito Santo, nos auxilia, fazendo frente diante do Pai ao nosso favor.

O apóstolo Paulo, em 2 Coríntios (12/10), afirmou que sentia prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições....Porque, quando era fraco, então é que era forte. Na teoria até acho bonita esta afirmação do apóstolo. Agora, vivê-la na prática eu não gosto nada, nada, e sei que os amigos também não gostam. Só que o ser que somos exteriormente não tem a mínima chance de fugir deste incômodo, uma vez que o ser que somos interiormente é valente, e regozija-se com a aflição. Tem momentos que a vontade é gritar, chutar as paredes. Mas quando o que somos exteriormente se dá conta, que, nem para isso tem forças, acaba se redendo, e o que prevalece é a vontade de chorar, e não importa a idade, nem o sexo, nem o dito que “ homem não chora”, as lágrimas descem em nossos rostos copiosamente, porque o homem que somos naturalmente, não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente 1 Coríntios (2/14). Como entender um intenso ataque de aflição, capaz de fazer o homem natural contorcer-se de dor, ao passo que isso resulta em alegria ao Espírito!? Isso não parece loucura?

2 Coríntios (4/16-18):” Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda a comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.” Tiago (½):” Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações...” Isso não parece loucura? Ao homem natural, não parece apologia ao masoquismo? 1 Coríntios (2/13):” Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais.” Gálatas (5/17):” Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são oposto entre si...” Romanos (8/5):” Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam

para o Espírito, das coisas do Espírito.” Nós temos duas naturezas, isto é, a carnal e a espiritual, e uma milita contra a outra, ou seja, uma tenta suplantar a outra, e em virtude desta luta, não há como vivermos o tempo todo no Espírito. Tem horas ou dias, que nos inclinamos para a carne e cogitamos coisas da carne. Também há fases em que a carne quer se engrandecer por meio das coisas do Espírito. Por exemplo, quando compreendi que o SENHOR me queria como ministro da palavra, minha carne sentiu repulsa. Contudo, quando o homem que sou espiritualmente, começou observar alguns líderes, que, começaram do nada, e hoje, vêem seus ministérios abrangendo, praticamente o mundo todo, o ser carnal que sou, se alegrou com o deslumbramento desta glória, e começou colocar pressão, no ser que sou espiritualmente, querendo obrigá-lo começar ministrar a palavra de imediato, para, assim poder vangloriar-se, coisa que não aconteceu, e jamais acontecerá. Gálatas (4/22,23):” Pois está escrito que Abraão teve dois filhos, um da mulher escrava e outro da livre. Mas o da escrava nasceu segundo a carne; o da livre, mediante a promessa.” Agora os versos (29,30):” Como, porém, outrora, o que nascera segundo a carne perseguia ao que nasceu segundo o Espírito, assim também agora. Contudo, que diz as escrituras? Lança fora a escrava e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava será herdeiro com o filho da livre.” Ou seja, de jeito algum, a carne usufruirá das coisas do Espírito. Quando as coisas do Espírito estão prestes a manifestar-se fisicamente, os intentos da carne são lançados fora, sem esforço algum. Porque não é por força nem por poder, mas sim pelo

Espírito Zacarias (4/6). Eu estava entusiasmado com a possibilidade de ter um programa de rádio. No entanto, quando isso estava prestes a se concretizar, o entusiasmo do homem que sou exteriormente foi lançado fora, e o ter um programa de rádio, passou a não mais fazer sentido, e passei a fazê-lo pela graça de Deus, e não mediante a minha vontade. Pois se desse vazão a minha vontade, eu ficaria em casa descansando, de modo que, assim vivo na prática o que o apóstolo Paulo viveu.

Romanos (7/15):” Porque nem mesmo compreendo o meu próprio agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto.” Desde então passei a entender na prática o que o apóstolo diz em 2 Coríntios (6/9,10):” ...Como desconhecidos e, entretanto, bem conhecidos; como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo.” Ou seja, o ser que sou exteriormente é desconhecido, quase inexistente, o que sou interiormente saiu do barco e deuse a conhecer. A minha carne é como se estivesse morrendo, uma vez que não vê sentido nas coisas do Espírito, que por meio da graça, vive e age, e isto é como um castigo ao homem que sou

exteriormente, que está sempre triste, ao passo que, o homem que sou interiormente está sempre alegre. O ser que sou exteriormente é pobre, o interior enriquece a muitos. O exterior nada tem, mas o interior possui tudo, e tenho inteireza de fé, que enquanto alguns estão neste estágio, a carne de outros neste momento, está em estado de soberba e altivez, ansiosa para ver as coisas que dizem respeito ao Espírito, tornarem-se manifestas, para assim poder exaltar-se por meio delas. Só que no dia da manifestação física das coisas do Espírito, cumprir-se-á, o que está escrito em Isaías (2/11):” Os olhos altivos dos homens serão abatidos, e a sua altivez será humilhada; só o SENHOR será exaltado naquele dia.” Ou seja, os sentimentos e propósitos da carne serão lançados fora, porque de modo algum as coisas da carne serão herdeiras com as coisas do Espírito, isto é, no dia do cumprimento das promessas de Deus, só as coisas que dizem respeito ao SENHOR serão glorificadas, e uma vez que não poderá jactar-se por meio delas, o ser exterior, isto é, a carne desses outros mostrará total desânimo em relação as coisas efetivadas pelo ser interior. Isaías (2/17):” A arrogância do homem será abatida, e a sua altivez será humilhada; só o SENHOR será exaltado naquele dia.” Meus amigos! Fiquem cientes de que a carne não terá vez, no dia do cumprimento das promessas de Deus em vossas vidas.

O LONGE DA OPRESSÃO, E TAMBÉM DO ESPANTO

Isaías (54/14):” Serás estabelecida em justiça ( referindo-se a Sião), longe da opressão, porque já não temerás...” Ou seja, a opressão só torna-se manifesta, quando há temor. Por exemplo, existe pessoas que têm um medo assombroso, de perder o emprego. Esse emprego torna-se o seu opressor. Primeiramente, porque temendo perdê-lo, acaba se tornando massa de manobra nas mãos de seus superiores, isto é, um “ fantoche”. Em segundo, é que a insegurança a impede de ter um minuto se quer de paz, fazendo com que o seu dia a dia, seja um contínuo pesadelo, com flexes aterradores. Um cachorrinho vira-lata, vem latindo em nossa direção. Se batermos o pé, certamente ele fugirá de nós. Contudo, se demonstrarmos medo, o mesmo nos ataca, e até ousa morder os nossos pés.

O mesmo ocorre com aquelas coisas que para nós são motivo de temor. Mas por que vez por outra entramos em temor? 1 João (4/18):” No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.” Ou seja, o tormento e a opressão são produtos fictícios, gerados pelo temor. Porém, quando nos alicerçamos no amor, não mais existe temor, e onde não há temor, não mais existe tormento, nem opressão. Mas se ainda há alguém que teme de contínuo, este alguém ainda não foi totalmente aperfeiçoado no amor. “ ....O perfeito amor lança fora o medo.” Esta parte do versículo deixa claro que o temor pode surgir, mas o perfeito amor lança-o, fora. Nós seríamos hipócritas, se afirmássemos que nunca tememos. Vez por outra surge em nosso coração, uma pontinha de medo, mas quase que de imediato, esta pontinha de medo é deletada, apagada pelo amor, produzido pelo Espírito.

Vamos conferir agora, todo o versículo (14) de Isaías (54):” Serás estabelecida em justiça, longe da opressão, porque já não temerás, e também do espanto, porque não chagará a ti.” A pessoa que tem o amor produzido pelo Espírito Santo, agindo ativamente em sua vida, não se espanta com mais nada. 1 Coríntios (13/4-7):” O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” Todas essas substâncias do amor, enfatizadas pelo apóstolo Paulo, fazem dos cristãos “ pedras que vivem” 1 Pedro (25). O mesmo nada mais sente, uma vez que passa a andar por fé, e a fé que atua pelo amor Gálatas (5/6). No início o ser “ pedra que vive” me causava estranheza, porque via pessoas, diante de uma má notícia, por exemplo, lamentar e expressar sentimentos, ás vezes de indignação,

outras vezes de tristeza, porém, eu nada sentia. Continuava imóvel e consistente interiormente. Por este motivo, seguidamente me perguntava: Será que, realmente estou servindo a Deus? Pois não há mais em mim sentimento algum? Na falta de entendimento, achava que os sentimentos deveriam tornar-se mais latentes, nos cristãos já regenerados. Contudo hoje sei, que tudo é possível ao que crê, e não ao que sente, pensa, e vê. As Escrituras não dizem: Tudo é possível ao que sente, mas sim: Tudo é possível ao que crê. Os sentimentos são produtos da carne, e a fé que atua pelo amor, que faz do cristão “ pedra que vive”, é fruto do Espírito, e quando deixamos o Espírito agir, aos poucos os sentimentos são dinamitados. Acho que fica melhor deletado, apagado. Condiz mais com o trabalho do Espírito, que é sem estardalhaço.

VIRTUDES QUE NOS ELEVAM

Provérbios (14/29):” O longânimo ( isto é, o conformado com os sofrimentos ou provações) é grande em entendimento, mas o que é de espírito impaciente mostra a sua loucura.” A pessoa que deixa esta virtude agir quando necessário, é um ser possuído pela faculdade de conceber e entender as coisas. Tem ideia clara de tudo ao seu derredor. Aliado a longanimidade, o domínio próprio, também é uma virtude de valor inestimável. Pois é ele quem modera o nosso espírito, e que não nos deixa ultrapassar a esfera divina. Provérbios (25/28):” Como a cidade derribada, sem muros, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.” O espírito de José, por exemplo, queria castigar seus irmãos, que o haviam vendido como escravo. Contudo, o mesmo conteve-o, e deu-se a conhecer aos mesmos. Gênesis (45/4,5):” Disse José a seus irmãos: Agora, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então disse: Eu sou José, vosso irmãos, a quem vendestes para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haveres vendido para a qui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós.” Gênesis (45/7,8):” Deus me enviou adiante de vós, para

conservar vossa sucessão na terra e para vos preservar a vida por um grande livramento. Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito.” O longânimo é grande em entendimento, e José mostrou ter um entendimento grandioso. No entanto, se o mesmo não tivesse força para conter o seu espírito, este entendimento seria nulo.

A FÉ E O SEU SINCRONISMO

Hebreus (1/1):” Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam...” Ou seja, em todos os lugares têm um problema esperando uma solução, e uma solução esperando um problema para solucionar, e estas coisas se atraem. O desafio de Golias, também foi uma manifestação da fé. 1 Samuel (17/15,16):” Davi, porém, ia a Saul e voltava, para apascentar as ovelhas de seu pai, em Belém. Chegava-se, pois, o filisteu pela manhã e a tarde; e apresentou-se por quarenta dias.” O gigante filisteu sabia, porque sabia que deveria duelar com alguém, pertencente a Israel. Davi sabia, porque sabia que alguém estava lhe esperando para um embate, ou seja, os dois se atraiam como imã. Só que não estava havendo sincronismo entre os mesmos. Quando Golias chegava-se pela manhã, Davi estava voltando para apascentar as ovelhas de seu pai. Quando chegava-se à tarde, Davi estava no caminho indo a Saul. Foi preciso uma ação física de Jessé, pai de Davi, para colocá-los em sincronismo. Uma pessoa tem determinado problema. Você possui habilidade para solucionar o tal problema. Embora atraindo-se espiritualmente, as circunstâncias provenientes deste sistema de coisas, faz com que vocês se mantenham afastados fisicamente, fora de sincronismo. Se num espaço de quarenta dias uma ação física, como a de Jessé, no caso de Davo e Golias, os colocar em sincronismo,

tudo bem. Mas se demorar quarenta, cinquenta anos? Misericórdia! Nós temos que ter muito cuidado com as circunstâncias. Pois elas nos fazem reféns do acaso.

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