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Minerais e Oligoelementos – Dr.

João Novaes - Portugal


MINERAIS E OLIGOELEMENTOS

• Os minerais e os Oligoelementos são indispensáveis à célula pelas suas funções


de eliminação e regeneração.
• Favorecem grandemente os metabolismos, isto é, as milhares de transformações
ou as reacções químicas que se produzem em cada segundo no organismo.
• Mobilizam todas as defesas do organismo aumentando a leucocitose
(leucócitos).
• Fazem apelo às forças profundas do organismo ao nível da célula, através de
uma acção de desintoxicação e de drenagem e mesmo através de uma acção
física.
• São totalmente inofensivos e valorizam todo o tratamento energético,
particularmente o tratamento homeopático.
• Constituem, portanto, um complemento alimentar ideal, compensando as
carências da nossa alimentação.
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CÁLCIO – Ca

No esqueleto o cálcio existe em 2 formas: 1) um componente estável, o cálcio do


cristal de apatite. 2) um componente não estável, o cálcio combinado na superfície
do cristal. O Cálcio não estável está mais ou menos com o dos líquidos extra
celulares. Este último pode considerar-se como uma reserva que pode ser formada
quando a alimentação provoca uma ingestão adequada de cálcio. Esta reserva é
armazenada especialmente nas trabéculas (parte terminal dos ossos largos). Pode ser
usado em momentos de tensão para satisfazer o aumento da necessidade de cálcio
do organismo durante o crescimento, a gravidez e o aleitamento. Se não houver
reservas de cálcio no organismo este vai retira-lo dos ossos, resultando uma
deficiência na estrutura óssea depois de um prolongado défice.

FUNÇÃO:

Construir e manter os ossos e dentes, o restante 1% de cálcio orgânico encontra-


se nos líquidos orgânicos e nos tecidos suaves. Este cálcio é importante na
libertação de energia para a contração muscular.
No processo de coagulação do sangue, o cálcio tem que estar presente para
iniciar as trocas necessárias para formação do coágulo, a fibrina. O cálcio ionizado
estimula a libertação de tromboplastina através das plaquetas sanguíneas. A
tromboplastina cataliza a conversão protrombina em trombina. A trombina ajuda na
polimeraização da fibrina.
Na passagem de líquidos pelas paredes celulares, o cálcio controla a
permeabilidade da membrana celular a vários nutrientes. Regula a passagem de
nutrientes à célula. Está estreitamente unida à lecitina na membrana celular.
A transmissão nervosa normal e a regulação das batidas do coração fazem-se na
presença do cálcio. As concentrações de ião cálcio, junto com as quantidades
correctas de sódio, potássio e magnésio mantêm o tónus muscular e controlam a
irritabilidade muscular.

O cálcio é absorvido pelo duodeno num meio ácido, e a absorção pára na parte
inferior na condução intestinal quando o alimento contido se torna alcalino (70% do
cálcio não é absorvido).
Os factores que favorecem a absorção de cálcio são os seguintes:

Vitamina D – na presença da vitamina D há uma maior absorção de cálcio antes


do alimento chegar ao cólon e termine a absorção. Aumenta a permeabilidade da
membrana intestinal ao cálcio. A vitamina D activa o sistema de transporte activo e
dá origem a uma maior absorção.
Acidez dos sucos gástricos – o cálcio torna-se solúvel pelos ácidos. O ácido
clorídrico segregado no estômago proporciona o meio ácido importante para a
condução digestiva ao intestino delgado.

O cálcio é transportado pelo sangue e líquidos que banham os tecidos do corpo e


das células que o utilizam acordo com as necessidades. A maior parte do cálcio
utiliza-se nos ossos.
O cálcio nos ossos está em equilíbrio com o cálcio do sangue. A hormona
paratiroidea, paratormona e calcitonina, segregadas principalmente pela tiróide
conservam o cálcio sanguíneo numa concentração normal cerca de 10 mg por 100
ml de plasma sanguíneo.
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Quando desce abaixo deste nível, a paratormona transfere cálcio intercambiável
dos ossos para o sangue. Ao mesmo tempo as paratireóides fazem com que os rins
reabsorvam o cálcio que devia ser eliminado pela urina e estimulam uma maior
absorção de cálcio no intestino. Quando o nível de cálcio no sangue está acima do
normal a calcitonina actua para baixa-lo e o cálcio é excretado pelos rins.

FONTES:

O leite e os produtos lácteos, os legumes de folhas verdes obscuro como a


couve, nabo, sardinhas, cereais, legumes, frutas e carnes.

COBALTO – Co

FONTES:

Folhas verdes, legumes, cereais integrais, levedura de cerveja e gérmem de


cereais (gérmen de arroz e trigo), fígado, rins e carnes magras, peixes e produtos
lácteos, frutos secos, como a noz e a avelã. Sementes de sésamo.
Algumas plantas medicinais como a Sanguinária (Sanguinaria officinalis L.), dente
de leão (Taraxacum officinalis L.).
Algumas raízes e bolbos como o alho, a cebola, a raiz do Ginseng.

COBRE – Cu

FONTES:

• A alga, sobretudo do género Laminária e água do mar.


• Os cereais integrais: arroz, aveia, cevada, trigo, milho, trigo sarraceno e o pão
integral.
• As hortaliças e, sobretudo as de folhas verdes, couve, espinafres, nabo e agriões.
• As carnes magras (excluídos o porco e o coelho, gado e caça).
• As leguminosas, lentilhas, favas, feijão verde.
• A levedura de cerveja, gérmen de trigo.
• Ameixas, amêndoas, avelãs, castanhas, cenouras, cerejas, damascos, laranjas,
limões, maçãs, nozes, pêras e tangerinas.
• Mel, melaço de cana, própolis e pólen.

PROPRIEDADES:

O cobre intervém na síntese da hemoglobina. Actuando em sinergia com o ferro,


sendo fundamental a sua presença na absorção, metabolização e disponibilidade do
ferro.
Os sais de cobre têm vindo a ser utilizados como antiinflamatórios no tratamento
de processo reumático-inflamatório, porém o melhor efeito antiinflamatório e anti-
reumático obtêm com um sal de cobre catalítico. O cobre é necessário para a
formação de RNA.
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CRÓMIO OU CROMO – Cr

O crómio desempenha um importante papel co-enzimático no metabolismo da


glucose e dos lípidos (assimilação deficiente das gorduras e dos glúcidos e pré-
disposição para glicosúria).
As taxas anormalmente baixas em crómio coincidem com o aparecimento de
diabetes ou arteriosclerose com elevação dos lípidos no sangue (colesterol), sede
anormal, flatulências e depressão.

FONTES:

• Levedura de cerveja.
• Água do mar.
• As algas – sobretudo as do género laminarias, os sargaços (Laminaria
ochotensis) e sargaço bexigoso ou Bodelha (Fucus vesiculosus).
• As vísceras de animais – sobretudo o pâncreas, fígado.
• A carne animal – carne magra.
• As folhas – de oliveira (Olea europaea) e as suas azeitonas, videira (Vitis
vinifera), as folhas e frutos dos eucaliptos, algumas plantas como o fel-da-terra
(Centaurea maior) e sementes do cardo mariano (Cardus marianus) e alfafa
(Medicago sativa).
• Todas as hortaliças de folha verde e citrinos – em especial o limão e espinafres.

ENXOFRE - S

A quantidade de enxofre nos tecidos, ainda não está bem definida, sabe-se que se
encontra em todas as células sendo a maior concentração no cabelo, nas unhas e na pele,
e ainda em proporções consideráveis nos músculos.
O enxofre faz parte de estruturas protéicas fundamentais e também das
moléculas de vitaminas do grupo B, sobretudo da B1 e B2.

FONTES:

• Proteínas de origem animal – proteínas de origem vegetal.


• Legumes (soja, feijão, tremoço, grão de bico, lentilhas).
• Ovos – peixe – frutos secos – cereais integrais – pão integral.
• Glúten de trigo (proteína vegetal).
• Cebolas, alhos – hortaliças.
• Citrinos, em especial o limão.

APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS:

• Alergias – artralgias – artroses – disfunções hepatobiliases – enxaquecas.


• Reumatismo.
• Doenças da pele, como eczema, dermatites, psoríases, acne e micoses.
• Doenças do couro cabeludo, como seborreia, alopecia e cabelos frágeis.
• Unhas quebradiças e frágeis.
• Como depurativo.
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FERRO – Fe

No organismo humano a maior proporção de ferro encontra-se no fígado e na


medula óssea sendo a média cerca de 45 mg por quilo de peso.
O ferro chega com a alimentação em forma de ião férrico sendo convertido pelos
ácidos digestivos em ião ferroso, sendo desta forma absorvido passando ao sangue entre
10 a 30% do ingerido, fundamentalmente no duodeno, passando o resto para as fezes.
A absorção do ferro é regulada pelo próprio intestino e é variável segundo
determinados casos, aumentando em períodos de crescimento, aleitamento, gravidez,
hemorragias, etc.
Alguns elementos facilitam a absorção de ferro tais como a vitamina C e o
cálcio. O transporte de ferro é efectuado por uma Beta-Globulina denominada
transferrina que deixa livre 70% da combinação não produzida. O ferro restante é
eliminado pelas fezes e pela urina.
O ferro armazena-se no fígado, baço e medula óssea em forma de ferritina e
hemocidrina, sendo mobilizado pelas necessidades de hemoglobina que são
aproximadamente de 20 a 25 mg diários. O ferro que provém da hematolises (morte dos
glóbulos vermelhos) é reciclado em 90%.

FONTES:

• Água do mar.
• Vísceras de animais.
• Fígado, carnes vermelhas.
• Gema de ovo.
• Cereais integrais, sobretudo o trigo.
• Verduras, trigo sarraceno.
• Legumes, agriões, cenoura.
• Aveia, espinafres, avelãs, amêndoas, nozes.
• Centeio, tâmara, arroz e lentilhas.
• Alface, cevada, alho porro, couves.
• Batatas, espargos e milho.
• Castanhas, ervilhas, feijões e ameixas.
• Cerejas, damascos, maçã, pêra.
• Laranja, morango, framboesa e amora.
• Salsa, pólen, mel, geleia real e própolis.
• Levedura de cerveja e gérmen de cereais.

PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS:

A função essencial do ferro é o transporte de oxigénio ao organismo, intervindo


além do mais em diversos sistemas enzimáticos, como a oxidação da glucose para
produção de energia.

APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS:

• Afecções do sistema endócrino (transtornos do crescimento e debilidade geral).


• Doenças osteoligamentárias como reumatismo inflamatório.
• Doenças do metabolismo e do sangue tais como anemia e leucopenia.
• Em ginecologia (metrorragias e período de gravidez e aleitamento).
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FLÚOR – F

O flúor é um oligoelemento muito importante para o organismo humano, animal


e vegetal. Pode-se concluir que o flúor se encontra em maior quantidade no organismo
nos ossos, dentes, pele, tiróide, plasma sanguíneo, linfa, músculos, supra-renais e
vísceras em geral.

FONTES:

O principal fornecedor de flúor do organismo é a água de fontes naturais, no entanto


existem outras fontes que são também importantes:
• Fígado e rins.
• O peixe de água salgada.
• As hortaliças.
• Os cereais integrais.
• Os bolbos (cebola, alho).
• As leguminosas.
• As sementes (girassol).
• Trigo, cevada, arroz integral, os damascos, a uva, a cereja, a batata, o rábano, o
tomate, os espargos, os espinafres, as folhas de chá preto (Tea sinensis L.).
• Água do mar, algas.

PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS:

• Mantém o esmalte dos dentes em boas condições.


• Mantém em boas condições a estrutura óssea, sobretudo os ossos longos,
cartilagens articulares (as articulações de esforço).
• Evita a osteoporose aumentando a densidade óssea (fixação de cálcio)l
• O flúor intervém junto com o magnésio, fósforo, silício e cálcio na formação das
cartilagens articulares impedindo o seu desgaste (conservação e prevenção de
artroses ou degeneração articular).

O metabolismo do flúor é bloqueado pela ingestão prolongada de corticóides e


derivados benzodia-cepínicos (tranqüilizantes menores) de uso muito corrente em
medicina.

FÓSFORO - P

Faz parte da estrutura dos ossos e dentes. é importante na estrutura da membrana


celular. O fosfato é importante, principalmente nos líquidos intracelulares onde a
sua concentração é muito superior ao liquido extracelular e aos líquidos tubulares
dos rins.
Normalmente cerca de 70% do fósforo é ingerido nos alimentos que se
absorvem. A absorção mais favorável realiza-se quando o cálcio e o fósforo se
ingerem em quantidades aproximadamente iguais. No cálcio, com a presença da
vitamina D aumenta a sua absorção. Tanto o fosfato simples, como o fosfato de
cálcio, e o fosfato de sódio e potássio são absorvidos no intestino delgado.

FONTES:

• Carne, frango, e ovos, nozes, legumes e cereais integrais.


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CÁLCIO E FÓSFORO – INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS:

• Demora no desenvolvimento normal das crianças.


• Crescimento.
• Aleitamento.
• Velhice.
• Desportistas e estudantes.
• Osteoporose.
• Regime de emagrecimento.
• Stress.
• Convalescenças infecciosas.
• Doenças degenerativas.
• Doenças carenciais.
• Doenças nervosas.
• Fracturas.
• Traumatismos.

GERMÂNIO

Em experiências realizadas com gatos e cães, conclui-se que submetidos os


mesmos a uma administração de germânio, a resistência às infecções aumentou
200%.
Supõe-se que é devido a uma potente actuação sobre o sistema imunitário, mais
concretamente sobre a produção de linfócitos T-4, responsáveis por certos aspectos
de imunidade. A resistência dos animais à acção de agentes carcinogenéticos,
aumentaram durante o período em que foram submetidos à administração de
germânio numa taxa de 300% e a mortalidade de ratos no laboratório submetidas ao
tratamento com agentes carcinógenos tantos físicos como químicos, desceu
sensivelmente.
O germânio utilizado em tais experiências é germânio orgânico extraído de
matérias vegetais.
Em experiências realizadas em seres humanos, o germânio tem mostrado uma
potente actividade antidegenerativa e um aumento da oxigenação celular.
O germânio também favorece em animais e no homem, a hematopose, o
processo de formação dos eritrócitos, comportando-se também como um agente
antibiótico com uma acentuada acção anti-vírica e antimicrobiana. Possui também
uma actividade antidepressiva e anti-stress.

FONTES:

• Rebentos de bambu.
• Fígado de peixes.
• Arroz integral.
• Cereais integrais (aveia, trigo e centeio).
• Trigo sarraceno.
• Rebentos tenros.
• Hortaliças selvagens (não de horta convencional).
• Dente de leão (Taraxacum officinalis L.).
• Raiz de Ginseng.
• Raiz de Eleuterococo (gengibre).
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• Aloe (Aloe Vera L.).
• Raiz de Angélica (Angelica archangelica L.).
• Algas do tipo de laminarias e sargaços.
• Beterraba (Beta vulgaris L.).
• Rebentos de soja.
• Alfafa (Medicago sativa L.), principalmente as folhas e as sementes.
• Rábanos (sobretudo as folhas verdes).

APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS:

• Afecções sifilíticas.
• Reumatismo articular agudo.
• Artrites, artroses e descalcificações.
• Diabetes.
• Doenças degenerativas (neoplasias).
• Processos tumorais.
• Varizes, insuficiência coronária.
• Crises de aperto do peito (angina), enfarte de miocárdio (preventivo).
• Stress.
• Taxa elevada de colesterol no sangue (hiperpolesterina).
• Síndrome de Reynaud, hipertensão arterial.
• Processos asmáticos.
• Bronquites crónicas.
• Infecções virais e bacterianas.
• Herpes zoster, processos gripais e catarrais.

IODO – I

O Iodo é constituinte das hormonas tiróideas e da própria tiróide. As hormonas


tiróideas têm como funções específicas as seguintes:

• Exercem um controlo da energia metabólica a nível celular.


• Influem no crescimento global de um indivíduo.
• Influem sobre o nível mental do indivíduo e a sua carência conduz a um estado
de idiotice típica.
• Exercem um controlo das glândulas endócrinas principalmente da hipófise e das
gónadas (glândulas de reprodução: ovário no feminino; testículo masculino) e,
portanto actuam sobre o funcionamento do pâncreas.
• Actuam sobre o funcionamento neuro-muscular.
• Actuam sobre a dinâmica circulatória.
• Actuam sobre os tegumentos: pele, unhas, cabelos, etc. Que se tornam ásperos e
quebradiços em caso de carência.
• Actuam sobre o metabolismo de integração, absorção e metabolização dos
distintos elementos minerais e da água.
• Actuam directamente sobre o metabolismo das gorduras (lípidos).
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FONTES:

• As algas laminarias (têm maior quantidade em iodo que as Fucus).


• Todas as algas em geral.
• Todas as plantas aquáticas e águas correntes.
• O limão, o alho, e a cebola (sobretudo o limão).
• As hortaliças de folha verde.
• Os cereais, sobretudo os selvagens (trigo sarraceno).
• As vísceras de animais.
• A casca de arroz.
• A levedura de cerveja –os citrinos – ananás.
• Os peixes, sobretudo os do mar.

APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS:

• Distiroidismo (hiper ou hipotiroidismo).


• Dismenorreias (hipermenorreia ou hipomenorreia).
• Obesidade tipo tiróide.
• Hipertensão arterial.
• Bócio simples.
• Coadjuvante nos regimes de emagrecimento.

LITIO - Li

O lítio tem actividade sobre o metabolismo dos neurotransmissores alterando as suas


propriedades electroquímicas e a condução ao nível de Sinapse neuronal, actuando
potencionalmente sobre o sistema nervoso.
Actua nos doentes maníacos depressivos, em fase maníaca, há um aumento e uma
diminuição quando se encontram na fase depressiva.
Nas cardiopatias arterioscleróticas, parece ter-se encontrado uma relação inversa
proporcional à concentração de lítio na água consumida.
Também tem sido amplamente demonstrada a actividade de lítio em diversos
mecanismos enzimáticos relacionados com a produção de (ATP – adenosina trifosfato).

APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS:

• Cataliticamente actua sobre os transtornos eliminatórios funcionais tais como a


uremia (excesso de uréia no sangue).
• Em psiquiatria utiliza-se em alterações psicossomáticas, estados neuróticos
(fobias), psicopatias tipo psicoses cíclicas, psicose maníaco-depressivas, psicose
involutiva e psicose esquizofrênica no seu início.
• Em alterações funcionais do psiquismo: alterações funcionais do sistema
nervoso tais como ansiedade, hiper-emotividade, depressão, angústia, agitação,
pessimismo, hipocondria, irritabilidade, humor instável, astenia psicológica
(psicastenia), diminuição das faculdades intelectuais, abulia, estados pré-
psicóticos, estados melancólicos e obsessões fóbicas.
• Em alterações do sistema nervoso central, tais como: enxaqueca, epilepsia,
paralisia periódica, cefaleias de tensão emocional.
• Em alterações do sistema endócrino tais como a gota e o hipotiroidismo.
• Em alterações do aparelho genito-urinário (insuficiência renal funcional).
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• Em alterações do aparelho cardiovascular tais como arteriosclerose difusa e
leucopenia.

FONTES:

• Águas de alto teor em lítio (minerais).


• Os cereais integrais (arroz, trigo, milho).
• As leguminosas.
• Alfafa (Medicago sativa L.), as sementes e folhas.
• Os cereais germinados.
• As vísceras animais (rins, fígado).
• As hortaliças, sobretudo a batata e o nabo, o tomate, o pimento, a chicória e o agrião.
• Algumas plantas aromáticas (alecrim, tomilho, gengibre).
• Os frutos, sobretudo o morango, a framboesa, a amora e a groselha.

MAGNÉSIO - Mg

A maioria do magnésio encontra-se dentro das células e relativamente pouco


aparece no líquido extracelular.
Dentro da célula o ião magnésio tem uma importante função como um activador
de enzimas do metabolismo dos hidratos de carbono e do metabolismo de
aminoácidos. Tem um papel importante na contração muscular.

FONTES:

• Nozes.
• Leguminosas.
• Grãos de cereais e gorduras foliáceas verdes, em que é constituído
essencialmente da clorofila.
• Cacau em pó e chocolate.

MANGANÊS OU MANGANÉSIO - Mn

O manganésio existente nas plantas varia com a sua idade. As folhas verdes são
mais ricas em manganésio.
O manganésio existe no sangue, cabelos, unhas e ossos.

PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS:

• Cobre toda a sintomatologia da diátese Artrítico-alérgica.


• Corta a duração dos estados morbosos.
• Aumenta a capacidade de auto-defesa.
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APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS:

• Asma bronqueal, sobretudo predomínio nocturno e em geral de origem não


infecciosa.
• As rinites alérgicas ou coriza espasmódica ligada a um alergeno exógeno de
características não infecciosas.
• Enxaquecas espasmódicas do tipo vascular, sobretudo acompanhadas de
transtornos digestivos e dores oculares de origem hepática.
• Variações na tensão arterial, tanto do tipo hiper como do tipo hipo
acompanhadas de cefaleias, transtornos virais, vertigens e taquicardia.
• A urticária e as reacções pruriginosas periódicas. Certos eczemas tipicamente
alérgicos.
• As dores articulares do tipo artrítico (artralgias) sem modificações analíticas nos
valores.
• Os problemas hepáticos do tipo das intolerâncias digestivas variadas, de carácter
mais ou menos alérgico.
• Os transtornos da menstruação, dismenorreias com regras frequentes e
abundantes.
• Problemas tireóideos, geralmente hipertiroidismo.
• Astenia matinal com fadiga.
• O comportamento psíquico nervoso, instável e irascível, porém com fundo
optimismo (não depressivo).
• Os estados carenciais cujo sedentarismo e maus hábitos alimentares, provocam
fenómenos de auto-intoxicação. Drenagem hepática e renal (depurativo).

FONTES:

• Carne animal e vísceras.


• Cereais integrais, pão integral (sobretudo de centeio).
• Hortaliças, sobretudo de folha verde.
• Leite e lácteos.
• Frutos secos (avelãs, amêndoas e nozes).

MOLIBDÉNIO – Mo

O Molibdénio é um oligoelemento também presente no corpo humano, animal e


plantas.
O Molibdénio é uma coenzima de distintas enzimas tanto do reino animal como
vegetal. Actua como catalizador permitindo ou acelerando a reacção enzimática de
diversas enzimas tanto vegetais como animais.

APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS:

• Doenças hepáticas (coadjuvante).


• Hepatopatias, tanto de carácter infeccioso como degenerativo ou tóxico
(hepatites, cirroses, intoxicações).
• Intolerância digestiva de origem hepática, cefaleias de origem digestiva,
flatulência e intolerâncias alimentares.
• Transtornos do crescimento – atraso, raquitismo, atraso na consolidação das
fracturas, cicatrização difícil das feridas.
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• Transtornos do sistema nervoso, irritabilidade, falta de sono, fadiga matinal,
astenia.
• Coadjuvante no tratamento de doenças infecciosas, síndrome gripal, infecções
víricas em geral e bacterianas em particular (aumento de resistência inespecífica
do organismo), sobretudo associado ao Zinco, Cobalto, segundo cada caso em
particular.

FONTES:

• Os peixes de mar.
• O ovo, especialmente a clara.
• As leguminosas (lentilhas, ervilhas, soja, feijões e grão de bico).
• As plantas da família das crucíferas (rábano, nabo, couve de Bruxelas, couves,
repolho, bróculos).
• As algas marinhas, sobretudo as do género da laminária.

NÍQUEL - Ni

Este oligoelemento é pouco abundante no homem, sendo os ossos os órgãos


mais ricos.

APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS:

• Anemias.
• Estados hipotônicos e de convalescenças.
• Estados carenciais em geral.
• Doenças infecciosas.
• Atrasos na cicatrização de feridas e consolidação de fracturas (devido à sua
interferência com o Zinco e outros).
• Estados degenerativos em geral em associação com outros oligoelementos.

FONTES:

• Moluscos.

POTÁSSIO - K

O potássio constitui 5% do conteúdo total dos minerais do corpo. É o principal


catião (+) do líquido intracelular e contendo uma pequena quantidade do líquido
extracelular. O potássio e o sódio estão investidos no mantimento do equilíbrio
normal da água, o equilíbrio osmótico e o balanço ácido-base. Qualquer aumento ou
diminuição considerável de potássio no equilíbrio extracelular pode-se considerar
como sinal de um transtorno grave na bioquímica do músculo, dado que estas trocas
no líquido extracelular apresentam-se tardiamente neste processo.
O potássio é facilmente absorvido pelo intestino delgado. É excretado
principalmente na urina, muito pouco se perde nas fezes.
A hormona da casca supra-renal, a aldosterona influi na excreção do potássio.
Conserva o sódio e o potássio ionizado é excretado em lugar do sódio ionizado por
meio de mecanismos de inter-câmbio renal.
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FONTES:

• Leite.
• Carnes.
• Cereais.
• Legumes.
• Laranja, banana.

SELÉNIO – Se

O selénio é um curioso oligoelemento distribuído desigualmente no solo e é por


isso que o ser humano, os vegetais e os animais têm carência.

FONTES:

• Carne bovina e aves.


• Fígado e rins.
• Algas marinhas e fitoplâncton.
• Cereais integrais (trigo sarraceno, arroz).
• Levedura de cerveja.
• Gérmen de trigo e arroz.
• Alhos, cebolas, limões, citrinos.
• Salmão.
• Hortaliças não cultivadas em horta industrial.
• Raízes de plantas, rábano, ruibarbo, ginseng.

APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS:

O selénio é muito útil na terapêutica e prevenção das:

• Doenças cardiovasculares circulatórias associadas à vitamina E.


• Envelhecimento prematuro associado à vitamina A, E, C.
• Envelhecimento do cabelo associado à vitamina E e zinco.
• Senilidade precoce, doenças degenerativas.
• Reumatismo articular agudo e crónico.
• Arteriosclerose.
• Cirrose hepática e doenças hepáticas.
• Tratamento preventivo do câncer em todas as suas manifestações.
• Doenças da pele, quelóides, dermatites, eczemas, associado a vitamina
A+E+Zinco.
• Osteoporose.
• Bronquites crónicas associado à vitamina A+C.
• Infecções do aparelho respiratório associado à vitamina A, C, B, E+ Zinco.
• Prostatites crónicas e adenomas da próstata, associado à vitamina E+Zinco.
• Alterações da permeabilidade capilar associado à vitamina P+C.
• Deficiências imunitárias.
• Estados anêmicos associados a manganésio, Zinco, Cobre, Ferro, Cobalto,
Níquel e vitaminas A, C, E, B.
• Também na hipertensão arterial.
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SILÍCIO – Si

O Silício é muito importante para a formação do tecido conjuntivo e para o


completo desenvolvimento articular impedindo a degeneração; desempenha um
papel importante na formação dos ossos dos animais jovens e contribui para a sua
correcta conservação nos adultos e velhos.

FONTES:

• Cereais integrais.
• Cerveja.
• Cavalinha (Equisetum arvensis L.).
• Milho.
• Trigo sarraceno.
• Arroz integral.
• Levedura de cerveja.
• Gérmen de trigo.
• Alfafa (Medicago sativa L.).
• Hortaliças de folha verde.
• Melancia, abóboras.

APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS:

• Raquitismo em crianças (associado às vitaminas e outros minerais).


• Atraso na consolidação de fracturas.
• No adulto: estados degenerativos articulares e ósseos (osteoporose,
manifestações artrósicas).
• Velhice prematura.
• Arteriosclerose.
• Dores articulares de etiologia degenerativa.
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ZINCO - Zn

A maior concentração de zinco aparece nos órgãos genitais, e na próstata e nas


glândulas endócrinas em geral.

FONTES:

• Os cereais integrais.
• As leguminosas.
• Os peixes.
• As carnes magras e especialmente o fígado.
• Os frutos secos, sobretudo as nozes.
• As sementes de alfafa e, sobretudo o nabo.
• A levedura de cerveja e o gérmem de trigo.
• Sementes como a do girassol.
• As verduras de folhas verdes (quanto mais verdes melhores).

PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS:

• Indispensável para o bom funcionamento do sistema neuro-endócrino como


constituinte de uma parte na formação de determinadas hormonas como as
gonadotrofinas e da hormona gonadotropa.
• Indispensável para o bom funcionamento do aparelho urogenital e, sobretudo
para a próstata, e na formação do líquido seminal (alto conteúdo de zinco).
• Está provado que o Timo é o órgão com maior conteúdo de Zinco e que tem
uma importante relação com a formação dos linfócitos, sobretudo os linfócitos
T-4, responsáveis pela imunidade.

APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS:

• Efeito regulador nos transtornos das funções hipófisárias em geral e das funções
gonadotropas em particular, mostrando-se muito útil no tratamento dos
transtornos adiposo-genitais.
• Catalizador enzimático, sobretudo associado ao cobre, ao níquel ou ao cobalto,
deve-se prescreve-lo em todos os transtornos hipofiso-genitais, hipofiso-
suprarenais e funções do sistema hipofiso-pancreático (colites, flatulência e
diabetes).
• Situações de stress ou quando existem distúrbios hormonais relacionados com o
eixo hipofiso-renal.
• Processos prostáticos, como o adenoma.
• Ajuda também na formação de enzimas digestivas.