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No outro extremo do Quietismo encontra-se o ponto de vista defendido por queles

que o autor chama de ativistas. Eles crêem que através do exercício da fé e pelo poder
do nome de Jesus podemos acabar com todas as enfermidades e com todas as
dificuldades. A doença, a tragédia, a dor devem ser enfrentadas, pois tudo vem de
Satanás. Na verdade, a realidade de todo o mal e de todo o problema deve ser
rejeitada.
White afirma que há um relacionamento misto de amor e ódio entre os cristãos e
a ciência. Ele diz que tememos a ciência, mas também a adoramos. Se a ciência
descobre alguma coisa que ameaça as Escrituras, ou, o que é muito mais provável,
que ameaça a nossa interpretação predileta das Escrituras, então a ciência se torna o
inimigo. Esse relacionamento misto de amor e ódio entre a ciência e os santos nota-se
especialmente nas ciências humanas. As ciências humanas continuam ainda dando os
seus primeiros passos. Continuam cheias de hipóteses não comprovadas (e, às vezes,
improváveis) e teorias conflitantes. Conselheiros profissionais, psicólogos, psiquiatras e
assistentes sociais cheguem a introduzir no seu trabalho um zelo pelas suas crenças
particulares que são mais religiosas no seu caráter do que científicas.
White afirma, sobre as habilidades técnicas, afirmando que o problema é que
inventamos novo vocabulário técnico. Além de termos opiniões diferentes, também
falamos uns com os outros em línguas diferentes. A indignação se compõe de
confusão semântica. Nós Nas ciências humanas, construímos a nossa própria Torre de
Babel.
White partilha de uma versão simplificada de algumas recentes classificações das
enfermidades depressivas. As enfermidades depressivas (ou afetivas) são atuamente
divididas em categorias básicas, as quais são: depressões primarias, depressões
secundárias, depressões bipolares e depressões unipolares.
White cita a questão dos sintomas camuflados, ou seja, sintomas que mascaram
a enfermidade depressiva subjacente: fobias, obsessões e compulsões. Cita também
sobre a questão das emoções que mascaram a depressão, afirmando que a
enfermidade bipolar também pode ser confundida com instabilidade emocional.
Sobre o suicídio, White diz que o tratamento das pessoas suicidas vai depender
da natureza e da severidade de suas dificuldades. Para White, um dos melhores jeitos
de evitar o suicídio é tratar imediatamente e vigorosamente qualquer enfermidade
depressiva subjacente. Da mesma forma, para se evitar futuros suicídios deve-se
incentivar as pessoas a procurar ajuda logo no início, logo que a depressão se
manifestar, e em alguns casos fazer visitas regulares a um profissional competente.
White fala de uma vergonha da enfermidade depressiva que não deveria existir.
Segundo ele este tabu tem duas causas. Primeira, temos medo, este um tanto
desonesto e, portanto indelicado para com os pacientes psiquiátricos. Na realidade os
tratamos como se fossem leprosos sociais. Nossos temores não são justificáveis,
especialmente quando tais pacientes são companheiros cristãos. Diz White que,
apesar de alguns pacientes psiquiátricos se comportarem de maneira estranha e poder
se tornar socialmente indesejáveis. Mas, quando os pacientes depressivos saram, eles
se tornam perfeitamente normais.
White aborda também a situação dos conselheiros deprimidos. Ele diz que os
psiquiatras também ficam deprimidos. Da mesma forma psicólogos pastores. Para
White é muito trágico que, quando as pessoas que estão acostumadas ao seu papel de
auxiliares ficam deprimidas, encontram maior dificuldade do que as pessoas comuns
em buscar ajuda profissional e em aproveitá-la quando a encontram.

WHITE, John. As Máscaras da Melancolia: Um psiquiatra cristão examina a


depressão e o suicídio. 3a ed. – São Paulo: ABU Editora, 2001.
Dr. John White lecionou psiquiatria na Universidade de Manitoba, Canadá. É autor
e conferencista bastante conhecido e autor dos livros Eros e sexualidade, A Luta, Mais
que uma Obsessão, Dinheiro não é Deus e Quando o espírito Vem com Poder.

A abordagem que John White faz nestes capítulos de depressão e suicídio é


muito boa pois apresenta as causas da enfermidade mental, que são segundo ele,
originadas pelo pecado, pelos demônios ou física.
White oferece orientação e apoio a todos que lidam com as pessoas deprimidas.
Muito bom isto, visto que a depressão e o suicídio têm chegado a números alarmantes
e tem sido uma realidade saliente no mundo pós-moderno.
Este livro, recomendo sua leitura e análise, devido a tamanha importância do
assunto abordado e a competência do autor.