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Empreendedorismo

• Manuel de Campos Silvestre


• Universidade de Aveiro
1
MOTIVAÇÃO para o EMPREENDEDORISMO

• O empreendedorismo continua a ser um elemento


importante do crescimento e desenvolvimento económico
e da qualidade de vida da Humanidade

• Cremos que o espírito (atitude) empreendedor deve ser


considerado como uma obrigação social e, portanto,
fazer parte da educação cívica de todos

• Gostaríamos de tentar contribuir para o desenvolvimento de


uma sociedade mais empreendedora

• Contribuir para tentar reduzir o número


de experiências empresariais inconsequentes.
2
EMPREENDEDORISMO e CRESCIMENTO ECONÓMICO

Condições gerais de Principais empresas


enquadramento estabelecidas
Con- nacional (Economia Primária)
texto (Abertura, Governo,
Gestão, Tecnologia, I&D,
Infra-estruturas,
social, Mercados Financeiros,
Mercados de Trabalho, Cresci-
Micro, Pequenas e
cul- Instituições) mento
Médias Empresas
tural
(Economia
Econó-
Secundária)
e Condições de mico
enquadramento
polí- empreendedor Oportunidades Nacional
tico empreendedoras Dinâmicas
(Financeiras, Políticas
(Existência, Percepção) de (PNB,
Governamentais,
empregos)
Programas Negócios
Governamentais, (Empresas e
Educação e Formação, empregos -
Transferência de nascimentos,
Tecnologia e de I&D, Capacidade expansão,
Infra-estruturas mortes,
empreendedora contracções).
Comercial e Legal;
(Competências, Motivação)
Abertura do Mercado
Interno, Acesso a Infra-
estruturas físicas, Normas
Culturais/ Sociais)
Fonte: Reynolds, Hay, Bygrave, Camp & Autio (2000). GEM - The Global Entrepreneurship Monitor. 3
Principais indicadores das empresas não do
sector primário, privadas, da Europa dos 15
• PMEs Grandes Total
• Micro Pequenas Médias Total
• Nº de empresas (x1 000) 18 040 1 130 160 19 330 38 19 370
(%) 93,13 5,83 0,83 99,79 0,196
• Emprego (x1 000) 38 360 21 320 14 870 74 550 38 680 113 230
• (%) 33,88 18,83 13,13 65,84 34,16
• Turnover (volume de negócios)
• (mil milhões de EUR) 3 600 3 400 3 700 10 700 8 200 18 900
• (%) 19,1 18,0 19,6 56,6 43,4
• Dimensão média por empresa
• Pessoas por empresa 2 20 90 4 1 010 6
• Turnover por empresa
• (milhões de EUR) 0,2 3 23 0,5 215 1,0
• Percentagem do Turnover
• em exportações (%) 6 13 16 11 22 16
• Valor Acrescentado por pessoa
• (1 000 EUR) 30 50 95 45 90 6
• Quota dos custos de trabalho no
• valor acrescentado (%) 40 53 43 45 38 42
• Nota: Micro 0-9 Pequena 10-49 Média 50-249 Grande > 249 empregados
• Adaptado de The European Observatory for SMEs (6th Report, Executive Summary) (2000)
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EMPREENDEDORISMO - PRINCIPAIS FACTORES

C ontexto envolvente real e forças centrais do em preended orism o .

Riscos e in certezas Paradoxos e con tradições Excessos e escassez de recursos

IN IC IA D O R - FU N D A D O R
A titudes, M otivações, E m penh am en to.
C om petên cias de gestão
+ - O PO R TU N ID A D E
E quipa Reconh ecida, Indulgen te, D uradoira, C om pen sadora

C aos, con fusão,


turbulên cia n os m ercados,
A JU ST E versus FA LT AS NOVO
tecn ologia
e recursos EM PR EEN D I
M EN TO
R EC U R SO S N EC ESSÁ R IO S
M in im izar, Organizar, C ontrolar, N egociar.
A ssim etrias n o conh ecim en to,
con sciên cia e in form ação.

C on texto do m ercado de capitais -- Im perfeições do m ercado -- vazios e assim etrias m ais alvos
m óveis
Fon te: M odificado a partir de T im m on s (1994)
5
O PROCESSO EMPREENDEDOR
EMPREENDEDORISMO

NÍVEIS:
PESSOAL PESSOAL SOCIOLÓGICO PESSOAL ORGANIZA-
Necessidade de Assumir riscos Relacionamentos Empreendedor CIONAL
realização, com êxito Empenhamento Modelos de papéis Líder Equipa
Locus controlo interno Insatisfação emprego Equipas Gestor Estratégia
Tolerância ambiguidade Perda emprego Pais Empenhamento Estrutura
Assumir riscos Educação Família Visão Cultura
Valores pessoais Idade Produtos
Educação Género
Experiência

OPORT UNIDADE OCORRÊNCIA IMPLEMEN-


RECONHECIDA E DESENCA- TAÇÃO CRESCIMENTO
INOVAÇÃO DEADORA

ENVOLVENTE ENVOLVENTE ENVOLVENTE


Oportunidades Concorrência Concorrentes Consumidores
Papéis modelo Recursos Recursos Fornecedores
Criatividade Incubadora Investidores Banqueiros
Política governamental Política governamental Advogados

Fonte: Adaptado de Bygrave (1997) 6


TIPOS DE EMPREENDEDORES
• SOLISTA
– - Aquele que gosta de trabalhar sozinho
• PARCEIRO CHAVE
– - Indivíduos autónomos que possuem um parceiro estratégico. Que, por vezes, são unicamente um apoio para a
área financeira.
• AGRUPADOR
– - Preferem trabalhar em pequenos grupos, participando em igualdade de posições na tomada de decisão.
• PROFISSIONAL
– - Profissionais que tradicionalmente não são considerados empreendedores, como por exemplo, contabilistas,
doutores, etc. Normalmente trabalham em pequenas empresas.
• INVENTOR-PESQUISADOR
– - Inventores criativos que têm, ou não, a capacidade de transformar a criatividade em inovação.
• HIGH – TECH
– - O desenvolvimento tecnológico criou oportunidades para aqueles que possuem capacidades técnicas.
• DELEGADO
– - Gere as capacidades técnicas e de trabalho de outros.
• INICIADOR
– - Só gosta de novos desafios. Após o arranque, perde o interesse o que o leva a vender a empresa.
• MULTIPLICADOR DE CONCEITOS
– - Identifica conceitos de sucesso que podem ser copiados por outros (p.e, Franchising).
• COMPRADOR
– - Prefere comprar um negócio existente do que começar do zero.

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TIPOS DE EMPREENDEDORES (cont)
• ESPECULADOR
– - Aproveita as oportunidades para comprar e mais tarde vender com lucro. Alguns desses negociadores são proprietários/gestores
de empresas pequenas.
• ARTISTA
– - Compra pequenas empresas com problemas, com potencial de lucro.
• MANIPULADOR DE VALOR
– - Adquire bens a um preço baixo e, depois, através da manipulação da estrutura financeira, vende a um preço superior.
• ESTILO DE VIDA
– - A pequena empresa é vista como um meio para atingir uma certa qualidade de vida. A prossecução desse objectivo é feita através
de cash flows consistentes e não pelo crescimento da empresa, pois esta significa maior empenho e disponibilidade.
• COMPROMETIDO
– - Vê a empresa como um trabalho de uma vida. Satisfação pessoal é conseguida através do acompanhamento da empresa nos
vários estádios de crescimento.
• CONGLOMERADOR
– - Possui um conjunto de pequenas empresas. A aquisição pode ser feita através de recursos gerados através de recursos gerados por
uma das empresas que já possui.
• AGREGADOR DE CAPITAL
– - Possui recursos financeiros suficientes para adquirir outras pequenas empresas com potencial.
• MATRIARCA / PATRIARCA
– - Possui uma empresa, na qual emprega vários membros da família.
• TORNAR PÚBLICO
– - Funda empresas com o objectivo de colocá-las na bolsa.
• ALTERNATIVO
– - Aposta nas novas preferências e novos estilos de vida, por exemplo, maiores preocupações ambientais, para explorar novas
oportunidades de negócios que lhe estão associadas.

8
MITOS SOBRE OS EMPREENDEDORES

• Os empreendedores nascem, não são feitos


– Estes talentos empreendedores, por si, são como barro não moldado ou tela por pintar.
• Qualquer pessoa pode começar um negócio
– Reconhecem a diferença entre uma ideia e uma oportunidade e pensam em grande.
• Os empreendedores são jogadores
– Os empreendedores de sucesso são cuidadosos e assumem riscos calculados e partilhados.
• Os empreendedores querem o show todo para si
– Os empreendedores de maior potencial constróem uma equipa, uma organização.
• Os empreendedores são os seus próprios patrões
– Os empreendedores têm de servir muitos patrões, incluindo sócios, investidores, clientes,
famílias, empregados, etc.
• Os empreendedores trabalham mais que os gestores
– Alguns sim, outros não. Alguns relatam mesmo que trabalham menos.
• Os empreendedores sofrem um grande stress.
– É “stressante” e exigente, mas há numerosos outros papéis altamente exigentes de alguns
profissionais.
• Os empreendedores devem ser novos e enérgicos.
– Pode ajudar, mas relevante é possuir o know-how, experiência e contactos que facilitam

9
MITOS SOBRE OS EMPREENDEDORES
(cont)
• Iniciar um negócio é arriscado e muitas vezes, insucesso.
– Os negócios falham, mas os empreendedores não. Os empreendedores talentosos e experientes
perseguem oportunidade atractivas, são capazes de atrair as pessoas certas e os recursos
correctos.
• O dinheiro é o ingrediente mais importante no arranque.
– O dinheiro está para o empreendedor como as tintas e os pincéis para o artista, mas isso não
basta.
• Os empreendedores são motivados apenas pelo dinheiro
– Os empreendedores são mais impulsionados pela construção das suas empresas e por realizar
ganhos de capital a longo prazo, do que pela gratificação instantânea através de elevados
salários e emproamentos.
• Os empreendedores procuram poder e controlo sobre os outros
– Os empreendedores de sucesso são mais dirigidos por questões de responsabilidade,
realização (êxito) e resultados, do que poder para si próprio.
• Se um empreendedor for talentoso, o sucesso ocorrerá num ano ou dois.
– Os limões apanham-se em dois anos e meio, mas as pérolas levam sete ou oito.
• Um empreendedor com uma boa ideia pode conseguir o capital para o
empreendimento
– Apenas 1 a 3 em 100 dos empreendimentos com boas ideias são iniciados.
• Se um empreendedor tem o capital necessário para arrancar, ele não pode falhar.
– Demasiado dinheiro no início geralmente cria euforia e esbanjamento. 10
ENSINO/APRENDIZAGEM dos EMPREENDEDORES
1/3
• Assume-se que o espírito empreendedor se joga ao nível das atitudes

• Que as atitudes podem ser criadas e modificadas através da imersão


dos sujeitos em programas organizados de formação

• Estes programas devem contemplar estratégias que favoreçam o


desenvolvimento de atitudes positivas face ao empreendedorismo

• Ao mesmo tempo, devem proporcionar instrumentos expeditos de


procura, desenvolvimento e avaliação de oportunidades

• Deve, ainda, facilitar o desenvolvimento das competências “técnicas”,


necessárias para a concepção, organização e implementação de
iniciativas empreendedoras.
11
ENSINO/APRENDIZAGEM dos EMPREENDEDORES
2/3
No que respeita ao desenvolvimento dos processos formativos
em empreendedorismo, acreditamos que:

• A acumulação de experiências iniciais será um caminho possível e


pertinente para a generalidade dos actores empenhados

• Em especial, através de exercícios de implementação e reflexão de


pequenas organizações “académicas” empreendedoras

• Na experiência pessoal (casos vivos) como oposta à próxima, mas alheia;


papéis activos nas situações de aprendizagem (aprendizagem
experiencial)

• Estes exercícios interagindo com alguma formação em sala poderão


contribuir para desenvolver a auto-eficácia empreendedora
percebida pelos actores.
12
ENSINO/APRENDIZAGEM dos EMPREENDEDORES
3/3
As áreas estratégicas de formação de um verdadeiro programa de
educação em empreendedorismo deve conter os ingredientes necessários para
assegurar, com sucesso:

• identificação ou reconhecimento e desenvolvimento de uma


oportunidade no mercado e geração de uma ideia de
negócio (serviço ou bem) para satisfazer essa oportunidade;

• organização e afectação de recursos em face do risco, para


perseguir a oportunidade; e

• criação de uma organização de negócios operante para


implementar a ideia de negócio motivada pela oportunidade
(Kourilsky, 1995).

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OBJECTIVOS
do PROGRAMA
- compreender os “custos e benefícios” ligados às experiências dos
empreendedores e individuais;
- construir capacidades de auto-reflexão sobre o potencial do próprio
empreendedor;
- compreender a natureza e características do processo de formação de uma
nova empresa;
- saber aplicar um modelo para analisar a viabilidade económica de uma
ideia e oportunidade de mercado, com vista a criar uma nova
organização;
- adquirir as competências necessárias para planificar uma tentativa
empresarial com sucesso;
- realizar um plano de criação de micro-empresas “académicas” e levá-lo à
prática durante o desenvolvimento do programa de formação.

14
1 – DESENVOLVER A REDE ESTRATÉGICA
Figura 1.4.3.2 - Modelo de desenvolvimento da rede

Fase empreendedora
Rede Processo de identificação da
social oportunidade
Rede focada
no Fase de arranque do negócio
negócio Processo de formação do negócio
Rede estratégica
Continuação do negócio
Ligar a empresa a outras organizações

Fonte: Desenvolvido a partir de Butler & Hansen (1991).

15
Modelo sequencial de
reconhecimento da oportunidade empreendedora
• Empreendedor
• - Background
• - Experiência
• - Educação
• - Rede social

• Ideia de Negócio Oportunidade Criação possível


• empreendedora de organização
• Envolvente
• - Indústria
• - Condições económicas
• - Contexto social
• - Problemas de regulamentação

• Fonte: adaptado de Singh et al (1999)


16
2 - OPORTUNIDADES - CRIAR e DESENVOLVER
Figura 1.3.3.4 – Modelo e unidades para a teoria de identificação e desenvolvimento
da oportunidade.

Traços de personalidade: Processo básico (core process)


Criatividade
Optimismo (auto-eficácia)
Negócios
Subsequentes
Percepção
Redes sociais: Descoberta
Ligações fracas Vigilância Criação
“Action set” empreen-
Associados dedora
Círculo próximo reforçada Desenvolvimento

Conhecimento prévio: Avaliação


Domínio 1 (interesse especial)
Domínio 2 (conhecimento do emprego): Aborto
Conhecimento dos mercados Formação de negócio
Conhecimento problemas dos consumidores
Conhecimento dos modos de os servir
Tipo de oportunidade
Fonte : Ardichvili et al. (2003)

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3 - O EMPREENDEDOR – CARACTERIZAÇÃO
• O empreendedor é uma pessoa; não é uma equipa

• É o agente (líder) da nova iniciativa, podendo ou não ser o proprietário

• Está vigilante na procura e avaliação de oportunidades

• É inovador, criativo

• Cria uma organização ou iniciativa para explorar essa oportunidade,


tendo em vista o crescimento

• É o principal responsável pela assunção de riscos pessoais e outros,


calculados e moderados

• Vive pró-activamente, exibe um elevado locus de controlo interno,


tolera a ambiguidade e manifesta uma grande necessidade de
realização com êxito (achievement).
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SUCESSO e COMPETÊNCIA
• SUCESSO (PESSOAL)
– na ACTIVIDADE PROFISSIONAL
– nos RENDIMENTOS
– no NÍVEL (VIVÊNCIA) SOCIAL

• COMPETÊNCIA (PESSOAL)
(característica subentendida que resulta no desempenho eficaz da tarefa)
– CONHECIMENTOS BÁSICOS RELEVANTES SABER
– MESTRIAS (SKILL) RELEVANTES SABER FAZER
(prática comprovada com desempenho eficiente)
– ATITUDES e COMPORTAMENTOS RELEVANTES
SABER SER / ESTAR

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ATITUDES, COMPORTAMENTOS e
CARACTERÍSTICAS DOS EMPREENDEDORES

• INDESEJÁVEIS
– Invulnerabilidade (arriscam-se muito)
– Ser o “melhor” (macho) (lutas irracionais para vencer)
– Ser autoritário (Não me diga o que fazer.!)
– Impulsividade (fazer algo já!)
– Controlado pelo exterior (se corre bem, é por sorte)
– Perfeccionista (consome tempo e dinheiro, além do necessário)
– “Sabem tudo” (não reconhecem o que não sabem)
– Contra-dependência (tão independentes, que fazem pouco)
20
ATITUDES, COMPORTAMENTOS e
CARACTERÍSTICAS DOS EMPREENDEDORES

DESEJÁVEIS
• ADQUIRÍVEIS
– Envolvimento e determinação
– Liderança
– Obsessão pela oportunidade
– Tolerância ao risco, à ambiguidade e à incerteza
– Criatividade, auto-confiança, habilidade para se adaptar
– Motivação para se exceder

21
ATITUDES, COMPORTAMENTOS e
CARACTERÍSTICAS DOS EMPREENDEDORES

DESEJÁVEIS
• “NÃO” ADQUIRÍVEIS
– Energia, saúde, estabilidade emocional
– Criatividade e inovacidade
– Inteligência
– Capacidade para inspirar
– Valores pessoais e éticos

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CONSELHOS “PSICOLÓGICOS”
AOS CRIADORES DE EMPRESAS
• Criar uma empresa satisfaça as vossas motivações!
• Criar uma empresa que permita explorar as vossas qualidades,
sem ser prejudicada pelos vossos defeitos.
• Reorientar os vossos projectos em função do vosso temperamento!
• Fixar os vossos objectivos de carreira em relação a vós próprios
e não em relação aos outros!
• Aceitar começar em pequena dimensão.
Para aprender com menor risco. Devagar se vai ao longe!
• Aprender com os vossos erros, em casa dos outros. Dói menos!
• Prever sempre o pior para o curto prazo, para estar preparado;
mas ser optimista a longo prazo, para motivar!
• Reflectir diariamente, confrontando objectivos e resultados,
para desenvolver e alimentar a vossa vivacidade intelectual.
• Aprender a imaginar-se do outro lado. Tentar ser empáticos.
• Tentar preservar a família (partilhando os vossos problemas, mas também os vossos sonhos)!
• Reflectir longamente antes de vos associardes.
• – Não há alternativa? - É mesmo imprescindível?
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EVOLUÇÃO das COMPETÊNCIAS
• Do SABER
– Clarificar conceitos
(empreendedorismo, empreendedores, gestores, ideia, oportunidades)

• Para o SABER-FAZER
– Aprender técnicas administrativas, financeiras e de marketing e outras
em empresariado
– Ter uma primeira experiência (simulada) de empresalidade

• Para o SABER-SER
– Desenvolver atitudes mais positivas sobre o empreendedorismo.

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APRENDIZAGEM dos EMPREENDEDORES

A auto-eficácia empreendedora é um constructo que


mede a crença que uma pessoa tem nas suas capacidades
para enfrentar as várias exigências do empreendimento:

- reconhecimento e desenvolvimento de oportunidades,


- de inovação e desenvolvimento de produto,
- a competência de gestão do risco e da incerteza,
- procura e alocação de recursos críticos,
- gestão interpessoal e de redes de relacionamentos,
- desenvolvimento e manutenção de um ambiente empreendedor

Como se desenvolve a auto-eficácia empreendedora?

• Os indivíduos acumulam gradualmente a sua auto-eficácia através das


suas prévias experiências cognitivas, sociais e físicas .
25
- COMO SE DESENCADEIA
O COMPORTAMENTO EMPREENDEDOR?
• A acção empreendedora é um comportamento planeado!
F ig u r a 1 .2 .3 .5 - M o d e lo d o c o m p o r t a m e n to p la n e a d o

R e s u lt a d o s A t r a c t iv id a d e
In- s a lie n t e s ( a t it u d e )
p e r c e b id o s p e r c e b id a p e lo
f lu - co m p o rtam e nto In ten çã o
P ro b a b ilid a d e
p ara o
ên- d o s r e s u lt a d o s A cção
co m p o rta
N o r m a s s o c ia is m e nto /c o m -
c ia s s u b je c t iv a s do p o r ta
C renç as p e r c e b id a s q u e in d iv íd u o m e n to
n o r m a t iv a s g o verna m essa p erante a lv o
exó acção . esse
o b je c t o
ge- M o t iv o s /a c ç ã o
p ara actu ar C o n t ro lo p e s s o a l
nas co m p o rtam e nta l
( a u t o - e fic á c ia )
p e r c e b id o
E ve nto
d ese ncad e ad o r

F o n te : E la b o r a d o p e lo a u tor a p a r tir d e A jz en & M a d d en (1 9 8 6 ) e K r u e g er & C a r sr u d ( 1 9 9 3 ) 26


Iniciação de desempenho empreendedor

Intensidade do evento desencadeador


x
[ Motivação x Competência x Auto-eficácia
empreendedora ]
x
Contexto incubador

27
DEFICIÊNCIAS DE GESTÃO:
• Não saber identificar o mercado alvo nem os consumidores alvo.
• Não conseguir delinear uma área para negociar (trading).
• Não saber e/ou não conseguir delegar.
• Acreditar que a publicidade é cara, não um investimento.
• Ter apenas conhecimentos rudimentares da estratégia de definir os
preços (pricing).
• Entendimento imaturo dos canais de distribuição.
• Não planeiar.
• Não saber motivar.
• Acreditar que o problema é falta de outrem
e que um empréstimo resolveria tudo.

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PROBLEMAS MAIS VEZES CITADOS

PELOS PEQUENOS EMPRESÁRIOS

– taxas de juro
– tesouraria e pagamentos
– baixa facturação
– falta de empregados especializados
– sobrecarregados de taxas
– instalações, alugueres e taxas
– inflação
– regulamentos oficiais e papelada
– acesso às finanças
– competição das grandes empresas
– elevadas taxas de retribuição
29
INCERTEZA NAS PME
- FACTOR CHAVE DA SUA ENVOLVENTE

• FACTORES QUE DETERMINAM O


NÃO CONTROLO DA ENVOLVENTE
• FALTA DE RECURSOS
• INCAPACIDADE PARA CONTROLAR OS PREÇOS
(FALTA DE PODER SOBRE O MERCADO)
• DEPENDÊNCIA DE POUCOS CLIENTES

• PORTANTO
• MAIS INCERTEZA DO QUE NAS GRANDES

30
- COMO PODEM AS PME LIDAR COM
ENVOLVENTE INCERTA E EM MUTAÇÃO?

• ADAPTANDO-SE:
– desenvolvendo o mercado
• procura contínua de novas oportunidades de
mercado
• alargamento da base de clientes do negócio
– processos de produção
– processos de emprego e trabalho
– tipo de propriedade
– localização
31
BLOCOS DO
EMPREENDEDORISMO DE SUCESSO
• MESTRIAS TÉCNICAS
– Conhecer o produto / serviço
– Perceber o mercado / indústria
– Saber organizar as operações

• COMPETÊNCIAS DE GESTÃO
– Relações e recursos humanos
– Negociação
– Marketing
– Finanças

• ATRIBUTOS PESSOAIS
– Líder de equipa
– Inovativo / criativo
– Determinado / incansável
– Focado no exterior / cliente
32
UMA SEQUÊNCIA DE ABORDAGEM
• Passo 1 - CONHECER-SE A SI PRÓPRIO
• Requisitos pessoais e qualidades para o sucesso

• Passo 2 - IDENTIFICAR A SUA ÁREA DE OPORTUNIDADE


• Área de oportunidade é uma área geral de oportunidades que tenha não só o potencial para satisfazer as suas exigências, que
use os seus pontos fortes, mas que tenha espaço para novas soluções para problemas na envolvente externa ou novas
maneiras de satisfazer as necessidades do mercado. É o foco para concentrar o pensamento criativo.

• Passo 3 - INVESTIGAR A SUA OPORTUNIDADE


• Já seleccionou a oportunidade e identificou um grupo alvo de consumidores. A seguir deve refinar a oportunidade, sabendo
mais sobre os consumidores alvo, sobre a concorrência a enfrentar e as características da envolvente onde opera o mercado.
O objectivo global da pesquisa é proporcionar-lhe mais informação para avaliar a exequibilidade (viabilidade) da sua
oportunidade para vir a ser uma empresa viável. Isto pode ser estruturado à volta de duas questões:
– - Que oportunidades e ameaças existem hoje, no local do mercado, e no futuro, para a minha ideia?
– - Quanto me comprará o consumidor nos primeiros três anos de negócio?

• Passo 4 - SUMÁRIO DO ESTUDO DE EXEQUIBILIDADE


• DEFINIR O PROPÓSITO DO NEGÓCIO OU DA EMPRESA
– Escreva numa ou duas frases, simples, precisas e não vagas, cobrindo as principais características, a natureza do seu negócio ou empresa.
• TESTAR A EXEQUIBILIDADE
– As estratégias de sucesso nos pequenos negócios assentam em três factores cruciais:
» GESTÃO Objectivos Forças Fraquezas
» MERCADO (ajustar as necessidades dos consumidores às forças da empresa)
» DINHEIRO (previsão financeira para um contínuo assegurar de suficientes recursos)
• CALCULAR O RISCO

33