Benefícios da atividade física na melhor idade

Faculdades Integradas Toledo de Araçatuba Curso de Educação Física (Brasil)

Sandra Regina da Silva Takahashi Prof. Ms. Sérgio Tumelero (Orientador)
tumelero.prof@toledo.br

http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 10 - N° 74 - Julio de 2004 1/1

Introdução
Conforme atesta (SILVA & BARROS, 1998; BARBOSA, 2001), a expectativa média de vida vem sofrendo um acréscimo. Isto se dá, devido à melhora da qualidade de vida, que "e a satisfação harmoniosa dos objetivos e desejos de alguém, além de implicar numa idéia de felicidade, ou seja, a ausência de aspectos negativos", afirma BERGER & MCINMAN apud BORGUETTI et al. (2000). Assim, para se obter essa qualidade de vida é necessária que haja um equilíbrio e um bem-estar entre o homem como ser humano, a sociedade em que vive e as culturas existentes. Devemos sempre estar cientes de que, "uma velhice tranqüila é o somatório de tudo quanto beneficie o organismo, como por exemplo, exercícios físicos, alimentação saudável, espaço para o lazer, bom relacionamento familiar, enfim, é preciso investir numa melhor qualidade de vida" PIRES et al. (2000, p. 2). Com isso, este estudo vem buscar a qualidade de vida e a longevidade, pela atividade física na água - "hidroginástica". Esta modalidade aquática que traz grandes benefícios, devido ao meio, para uma população muito especial que é a 3ª idade. Por outro lado, sabe-se que o processo de envelhecimento é acompanhado por uma série de alterações fisiológicas ocorridas no organismo (LEITE, 1990; WEINECK, 1991; SKINNER, 1991; FEDERIGHIL, 1995; FARO JR., LOURENÇO & BARROS NETO, 1996a; ZOGAIB, BITTAR & BICARRELO, 1996), bem como pelo surgimento de doenças crônico - degenerativas advindas de hábitos de vida inadequados (tabagismo, ingestão alimentar incorreta, tipo de atividades laboral, ausência de atividade física regular, etc.). Em virtude desses aspectos, acredita-se que a participação do idoso em programas de exercício físico regular poderá influenciar no processo de envelhecimento, com impacto sobre a qualidade e expectativa de vida, melhoria das funções orgânicas, garantia de maior independência pessoal e um efeito benéfico no controle, tratamento e prevenção de doenças como diabetes, enfermidades cardíacas, hipertensão, arteriosclerose, varizes, enfermidades respiratórias, artrose, distúrbios mentais, artrite e dor crônica (MATSUDO & MATSUDO, 1992; SHEPHARD, 1991). Afirmam (BARBOSA, 2001; SILVA & BARROS, 1996 e BONACHELA, 1994) que, a hidroginástica protelará o processo de envelhecimento e trará benefícios anatomofisiológicos, cognitivos e sócio-afetivos aos idosos, tornando-os mais sadios (ausência de doenças), independentes, sociáveis e eficientes, proporcionando-lhes uma melhor qualidade de vida. Por esses motivos, diversos estudos nessa área têm procurado descrever os benefícios, dificuldades e peculiaridades do condicionamento físico, visando prevenir e atenuar o declínio funcional decorrente do processo de envelhecimento

não dando valor ou criando espaços adequados para as necessidades de nossos velhos. de reação e de coordenação.) (SKINNER. Função Cognitiva .. com melhores condições de vida. em nosso país. entre outras. resistência cardio-pulmonar. pois muitos cidadãos que chegam aos 65 anos. são regredidas ao decorrer do processo de envelhecimento. cresce a cada dia e com ela as . freqüência cardíaca máxima. valorizando-se e sendo valorizado. 1993). Acreditamos na decadência sim. mudanças no controle emocional. ou os critérios mínimos de aptidão cardiorrespiratória e motora para sustentar o programa sem risco à saúde (LEITE. PIRES et al. a diminuição da sociabilidade. mais aptos. 1991. BONACHELA. essas alterações podem ocasionar várias patologias físicas e psíquicas. POWERS & HOWLEY. Podem acarretar numa redução no desempenho sérios. • • Além do mais. desvios de coluna. isolamento social e baixa auto-estima. sedentários.ocorre. diminuição da elasticidade vascular e muscular. esquema corporal. com o declínio gradual das aptidões físicas. equilíbrio. Assim. Modificações Anatomo-fisiológicas . Os efeitos associados à inatividade e a má adaptabilidade são muito sérios. segundo (PIRES et al. o impacto do envelhecimento e das doenças. Cabe a nós. A população idosa. bem como: • Capacidades Físicas . na capacidade de concentração. BARBOSA. KRASEVEC & GRIMES.(LEITE. WEINECK. 1995. redução da mobilidade articular. concentração de tecido adiposo. ocasionadas pela aposentadoria. 1991). as modificações anatomo-fisiológicas. educador físico. gerando processos de auto-desvalorização. insegurança. FEDERIGHI.hipotrofia cerebral e muscular. débito cardíaco. 1996) as capacidades físicas. ainda são completamente independentes e produtivos. 1994. reintegrados. perda da motivação. isolamento social e a solidão. visual e motora. a velhice sempre é vista como um período de decadência física e mental. tendência à perda de cálcio pelos ossos. termorreguladores. pela síndrome do ninho vazio (saída dos filhos. na habilidade motora. a depressão. usarmos da nossa profissão. já que esta é a idade oficializada pela Organização das Nações Unidas. as alterações psicossociais e cognitivas. (2002). independentes.há uma diminuição de: coordenação motora grossa e fina. insuficiência cardíaca. de casa). MATSUDO & MATSUDO. tornando-os indivíduos/idosos mais saudáveis. bem dispostos. (2002) consideram que. altura. não como campo de realização de altas performances. 1990). SILVA & BARROS. O treinamento esportivo para os idosos. habilidades. como um dos meios de minimizar e prevenir estas. assim influenciadas pela quantidade de motivação e estimulação. outros trabalhos analisaram o risco à saúde decorrente da participação do idoso em programas de exercícios (WEINECK. 2002.imunitários e hidratação). apatia. como limite entre fase adulta e velhice. YAZBEK & BATIATELLA. 1994. o idosos tende a ir alterando seus hábitos de vida e rotinas diárias por atividades e formas de ocupação pouco ativas. mas da sociedade que perde. 1994. É um conceito equivocado. volume respiratório. ACSM. pela dificuldade auditiva.é expressa pela velocidade de processamento das informações. 2001. densidade óssea. 2000. só sofrerá negativas se não for estimulada. etc. De acordo com PIRES et al. 1991). outros trabalhos procuraram enfocar a capacidade de desempenho ou treinamento do idoso verificando os declínios funcionais e comparando-os aos de outros indivíduos (atletas. tem sido estudada por APELL & MOTA (1991). consumo máximo de oxigênio e mecanismos de adaptação (hermodinâmicos. pessoas jovens. • Alterações Psicossociais . visão e audição. pela impotência sexual. mas como meio para manutenção e alcance da saúde. 1990. Com isso.

pressão hidrostática e viscosidade. redução da força. Neste sentido. velocidade e dos níveis de VO2 máximo. devem ser também considerados (MATSUDO & MATSUDO. 1991). realçando alguns benefícios.dificuldades e as necessidades de adequar soluções eficientes. no sistema nervoso central e periférico. este processo surge acompanhado por uma série de modificações nos diferentes sistemas do organismo. do ponto de vista fisiológico. além de considerar também as peculiaridades individuais. onde a reação se torna mais lenta e a velocidade de condução nervosa declina e. cardiovascular. flutuação. no sistema respiratório com a diminuição da capacidade vital. 1996). mais lento e menos potente. pulmonar. Na elaboração de um programa de exercícios físicos é importante ter o conhecimento específico sobre a faixa etária em que o indivíduo está inserido e sobre as modificações que ocorrem neste período. além do declínio das capacidades funcionais e modificações no funcionamento fisiológico (FARO JR. constando preferencialmente de um teste de esforço para prescrição do programa. para ilustrar algumas das importantes restrições impostas pelo envelhecimento quanto à realização de exercícios: a diminuição de VO2 máximo pode requerer que se opte por um teste de baixa e moderada intensidade e maior duração. dificultando a realização das atividades diárias e a manutenção de um estilo de vida saudável (MARQUES. verificando-se com o avanço da idade uma redução no desempenho que requer regulação do sistema nervoso. usar maior período de aquecimento e pequenos incrementos nas cargas ou incremento em intervalos de tempo maior. junto aos órgãos públicos.stead. muscular. MATSUDO & MATSUDO. com o objetivo de tornar digna a vida de nossos idosos. 1996b. outros fatores como o uso de dentaduras. a diminuição dos níveis de equilíbrio e força indica o uso prioritário da bicicleta (ergômetro). A partir do reconhecimento desses fatores é possível compreender que o idoso é relativamente mais fraco. isso se deve também a um maior tempo requerido para que se alcance o stead . a realização de mais de um teste que se chegue a um resultado confiável. MCARDLE. não ocorre necessariamente em paralelo ao avanço da idade cronológica. da freqüência e do volume respiratório. muitas vezes. KARTCH & KARTCH. no sistema músculoesuqelético pelo declínio da potência muscular. apresentando considerável variação individual. 1992. Hidroginástica na terceira idade Como diz o nome. O envelhecimento é marcado por um decréscimo das capacidades motoras. neural ou de outras funções orgânicas que sofrem efeitos deletérios. 1993). quanto a essa recomendação é importante levar em conta alguns critérios que deverão influenciar a seleção do protocolo e servem. 1991). . 1996a. a redução na coordenação muscular exige. a diminuição da acuidade visual e auditiva. também.. O envelhecimento é um processo que. Essas alterações acontecem: ao nível do sistema cardiovascular. 1991. SKINNER. comprometendo a saúde e qualidade de vida do idoso. flexibilidade. 1996c. a qual se diferencia das outras atividades. 1993.. seja a nível antropométrico. MATSUDO & MATSUDO. LOURENÇO & BARROS NETO. Antes de iniciar qualquer tipo de exercício.. não só pelo avanço da idade mas pela falta de uso e diminuição da taxa metabólica basal (FARO JR. em função da maior fadigabilidade deve ser diminuída a duração total do teste. 1986). considera-se importante que o idoso seja submetido a uma avaliação médica cuidadosa. YAZBEK & BATISTELLA. 1994. como no caso do equilíbrio e do tempo de reação (SKINNER. devido às propriedades físicas que o meio oferece. hidroginástica é a ginástica na água. Ocorrem alterações fisiológicas durante o envelhecimento que podem diminuir a capacidade funcional. LOURENÇO & BARROS NETO. diversos autores têm procurado apontar alterações decorrentes do processo de envelhecimento. bem como as implicações dessas alterações na elaboração e supervisão desses programas. SKINNER. BONACHELLA (1994) classifica as propriedades físicas da água em densidade.

MARQUES. c. FARO JR. Atividades de resistência (com vista a redução das restrições no rendimento pessoal). Desse modo. na eliminação das tensões mentais. um programa de exercícios para idoso deve estar direcionado: a) ao melhoramento da flexibilidade. assim colhendo bons resultados. nos sistemas cardiovascular e respiratório. água bem tratada. Promover atividades recreativas (para a produção de endorfina e andrógeno responsável pela sensação de bem-estar e recuperação da auto-estima). 1998. na flexibilidade. Segundo HARRIS apud KRASEVEC & GRIMES "o exercício adequado pode adiar ou menos retardar as alterações associadas à idade nos sistemas músculo-esquelético. ACSM. MARQUES & PEREIRA. a fim de verificar a real capacidade funcional do aluno e de possível existência de problemas físicos. 1996). LOURENÇO & BARROS NETO. com vistas a redução das restrições no rendimento pessoal para realização de atividades cotidianas. para uma maior segurança do programa da atividade e do idoso. profundidade crescente (não ocorrendo quedas bruscas) e variação da temperatura entre 28° a 30° C. na diminuição da tensão articular (baixo impacto). degraus. para a terceira idade. ainda mais os idosos. c) manutenção da gordura corporal em proporções aceitáveis. como hidroginástica. O programa de exercícios para idosos deve proporcionar benefícios em relação às capacidades motoras que apóiam a realização das atividades da vida diária. 1994. b. 1994. È importante considerarmos que. e. 1999).1990). Atividades moderadas e progressivas (preparando gradativamente o organismo para suportar estímulos cada vez mais fortes). Afirmam (MATSUDO & MATSUDO apud SILVA & BARROS. coordenação e velocidade: b) elevação dos níveis de resistência. RAUCHBACH. BARBOSA. melhorando a capacidade de trabalho e lazer e alterando a taxa de declínio do estado funcional (MARQUES. na movimentação das articulações. Atividades de sociabilização (em grupo. deve obter diferente plano de acesso como. 1996. respiratório. que os objetivos de um programam de atividade física. 2002.. com caráter lúdico). . 1996) e poderá atenuar os efeitos da diminuição do nível de aptidão física na realização de atividades diárias e na manutenção de um maior grau de independência (MARQUES. antes de incluirmos o idoso nas aulas de hidroginástica. com carga (principalmente para os músculos responsáveis por sustentação/postura. o idoso). Atividade de força. a piscina para o trabalho com a terceira idade. BONACHELA. APELL & MOTA. d. para a terceira idade. Objetivos do programa de exercícios dirigidos a idosos Existe um consenso. 1992. para podermos prescrever os exercícios adequados atendendo as necessidades morfológicas. 1996c. preferencialmente um piso antiderrapante. cardiovascular e nervoso central". na resistência. orgânicas e emocionais do grupo.Relatam (ROCHA. PIRES et al. considera-se importante o conhecimento da população em que iremos desenvolver nosso trabalho (no nosso caso. que as propriedades físicas da água irão auxiliar. 1994). Com isso. força. KRASEVEC & GRIMES). deve obter exercícios diretamente relacionados com as modificações mais importantes e que são decorrentes do processo de envelhecimento. Em suma. entre outros. 2001. tenha em mãos uma avaliação médica. que os objetivos de um programa de exercícios devem estar diretamente relacionados com as modificações mais importantes e que são decorrentes do processo de envelhecimento. barras de apoio ao redor das paredes das bordas. Esses aspectos irão influenciar na melhoria da qualidade de vida (MATSUDO & MATSUDO. é necessário que o educador físico. na força. BONACHELA.. 1991. 1994. no relaxamento. Tais como: a. tornando a atividade mais produtiva e lúdica. rampas. evitando cargas muito fortes e contrações isométricas).

Atividades de relaxamento (diminuindo tensões musculares e mentais). O programa deverá conter basicamente um período de aquecimento e esfriamento. LEITE. Também (KRASEVEC & GRIMES. sua idade atual. 1996c) Solicitação do sistema anaeróbico deve ser evitada (MARQUES. Desse modo. BONACHELA. que este perda e maior quando os indivíduos não fazem qualquer atividade física. do mesmo modo. porém. 1991. da mobilidade articular e da resistência. mesmo que se verifique uma redução da capacidade de trabalho com o avanço da idade. 1996.. equipamentos e instalação disponíveis. agilizar os reflexos e adequar os gestos a diferentes situações (SKINNER. 1990.. atesta BONACHELA (1994) que a prática da hidroginástica. Segundo WEINECK (1991 e ACSM (1994) devem estar incluídos em um programa de exercícios para idosos o treino da força muscular. sociais fisiológicas. 1994). LEITE. pode recuperar o ritmo e a expressividade do corpo. FARO JR. MATSUDO & MATSUDO. a atividade física e o treino podem contrabalançar estas alterações já mencionadas (MARQUES.f. estado de saúde e condicionamento do indivíduo. São recomendados exercícios que estimulem a melhora cardiovascular (exercícios de endurance). Para YAZBECK & BATISTELLA (1994) o programa de exercícios para idosos deve ser composto basicamente por exercícios dinâmicos (predominantemente isotônicos) para gerar benefícios ao sistema cardiovascular e respiratório. LOURENÇO & BARROS NETO. 1993. A composição do programa deverá observar os resultados obtidos em testes e medidas da aptidão física e dependerá dos objetivos. uma atividade de predominância aeróbia e outra de predominância neuro muscular. FARO JR. o período de ausência das atividades físicas. LOURENÇO & BARROS NETO. para e por uma avaliação. LOURENÇO & BARROS NETO. Exercícios de alongamento (ganho de flexibilidade e de mobilidade) e g. aconselham aos educadores físicos. 1992). metódica e freqüente na terceira idade. A atividade física bem estruturada e elaborada para os idosos. a flexibilidade e a resistência diminuem com a idade. Em síntese o programa de exercícios deverá ser constituído por partes que estão relacionadas a objetivos específicos e. a freqüência cardíaca máxima. seus objetivos. conseqüentemente. a obterem de cada aluno idoso um exame médico. 1996. melhorando as funções orgânicas e psíquicas. No aquecimento devem ser realizados alongamentos e movimentos articulares para evitar lesões e contribuir para a manutenção da mobilidade articular. 1996)). 1990. sabese. 1992) Cuidados . devendo ser incluídos nos programas exercícios de aquecimento e volta à calma além de um trabalho de força muscular. necessidades. o nível de aptidão. Por conseguinte. LEITE. FARO JR. é capaz de promover modificações morfológicas. entre outras. 1996).. visando promover melhorias quanto à sensação de bem estar e nível de saúde. a preocupação quanto a essas variáveis se deve a notável diminuição da força muscular após os 60 anos de idade (PHILLIPS & HASKEL apud MARQUES. MATSUDO. Cuidados e restrições A participação do idoso em programas de exercícios físicos deve observar os cuidados e restrições indicadas abaixo: Restrições • • Altas intensidades de exercícios (MARQUES. assim como do tempo. 1996. assim podendo aplicar a aula respeitando a individualidade de cada aluno e as capacidades do grupo. 1996c) Movimentos rápidos e bruscos (MATSUDO & MATSUDO. 1990. suas insatisfações e satisfações emocionais. 1996c) • • Exercícios isométricos (MARQUES.

1996. além de produzirem efeitos sobre o VO2 máximo. resposta dessa natureza. Utilizamos nestas avaliações uma balança para controle do peso corporal e a pista de atletismo do estádio Municipal de Guararapes . 1996) • • Uso de medicamentos (YAZBECK & BATISTELLA. recomendam a interrupção da sessão de exercícios e a necessidade de redimensionamento da prescrição (MARQUES. uma em março de 2003 e outra em setembrode2003. Os exercícios nunca devem ser realizados até a exaustão. caracterizando as avaliações iniciais e finais. 1992). Estes voluntários foram avaliados sem duas ocasiões.3% acima de 81anos. 1996c). Quando observamos o peso corporal apresentado pelos voluntários observamos que: 10% delas aumentaram o peso corporal. 1996) Não prolongar exercício na presença de dor (MARQUES. 1994) Não levar a exaustão (MATSUDO & MATSUDO. movimentos abruptos. 1996) e utilização da manobra de valsalva (MATSUDO & MATSUDO. fadiga e na presença de dor. FARO JR.6% entre 71 e 80 anos e 3. limiar anaeróbio e respostas cardiorrespiratórias. Oportunizar melhor qualidade de vida para pessoas com idades mais avançadas. transições entre altas e baixas intensidades. 1996. MATSUDO & MATSUDO. por conduzirem a um maior desgaste muscular e aumentarem o risco de lesões nessas estruturas. Resultados O gráfico 1 mostra a faixa etária dos indivíduos participantes das atividades. mudanças bruscas de posição e movimentos rápidos da cabeça são atividades que podem representar um risco desnecessário em programas destinados a esse tipo de público. Os movimentos podem se realizados com extensão completa. 60% mantiveram o peso corporal durante este período e que 30% reduziram o peso corporal quando comparamos a avaliação inicial e final. . Metodologia Participaram destas avaliações 30 pessoas com faixa etária superior a 60 anos. devido as suas implicações sobre a elevação da pressão arterial.SP. 1992) Exercícios de elevada intensidade e a conseqüente solicitação do sistema anaeróbio devem ser evitados. pois os movimentos de hiper extensão afetam a estabilidade das articulações e podem ter como conseqüência. Estes valores estão representados no gráfico 2. danos e dores mais ou menos permanentes (MARQUES. 1996). Existem indicações de que os exercícios estáticos (MARQUES.• • Não ultrapassar a amplitude máxima dos movimentos (MARQUES. pois esses são fatores que podem indicar a realização de atividades intensas. LOURENÇO & BARROS NETO. onde 70% dos mesmos tem idades entre 60 e 70 anos. Objetivos • • Quantificar alguns efeitos da atividade física para pessoas com faixa etária superior a 60 anos. MATSUDO & MATSUDO. que são muito similares àqueles obtidos através de exercícios de baixa e moderada intensidade (MARQUES. mas a amplitude máxima de uma articulação não deve ser ultrapassada. Da mesma maneira.. 1993. 1992) são contra indicados em programas dirigidos para idosos. 26.

No grupo 4 (pessoas que não apresentavam dificuldades para a atividade) na primeira avaliação era de 23.3% na primeira avaliação e 0% na segunda avaliação. Para as pessoas que apresentavam alguma dificuldade. passando para 26.3%. Grupo 2 (pessoas que apresentavam muita dificuldade em fazer atividades de sentar e levantar do chão. utilizamos a técnica de sentar e levantar e ainda separamos os indivíduos por grupos: Pessoas que não conseguiam fazer atividades de sentar e levantar (grupo 1).Gráfico 1: Representa a idade dos voluntários participantes. 13. Todos estes valores estão representados no gráfico 3. Para avaliação da flexibilidade. passando. . mas conseguiam realizá-las sem ajuda (grupo 3) o percentual da primeira avaliação era de 40%. na segunda avaliação para um percentual de 73. precisavam de ajuda) 23.3% na primeira avaliação e 0% na segunda avaliação.6% na segunda avaliação. Gráfico 2: Representa o peso corporal dos avaliados.3%.

Conclusões O declínio das capacidades físicas e as modificações fisiológicas decorrentes do envelhecimento são aspectos fundamentais para a elaboração de programas de exercícios para idosos. na segunda avaliação estes valores foram de 26. quando no início nenhuma pessoa atingiu esta distância. 5 pessoas (16. Viu-se que os objetivos desses programas deverão estar diretamente relacionados com as alterações decorrentes do processo de . Duas pessoas (5%) deram 6voltas na primeira avaliação. Gráfico 4: Representa a resistência nas atividades de caminhada num tempo de 30 minutos.6% (8 pessoas). Para 18 pessoas (60%) a distância percorrida na primeira avaliação foi de 3 voltas.6%) caminharam mais de 6 voltas. Além disso. diminuição da taxa de colesterol e trigicéris no nível do diabetes. Após este período nenhuma pessoa foi classificada com duas voltas de percurso. já na segunda avaliação apenas 3 pessoas (10. comparados com 14 pessoas (46.Gráfico 3: Representa a flexibilidade no teste de sentar e levantar. 20% delas (6 pessoas) deram 4 voltas na pista em 30 minutos na primeira avaliação.6%) na segunda avaliação. No gráfico 4 representamos a resistência através da caminhada com duração de 30 minutos. ainda. todos os avaliados relataram que houve uma diminuição no uso de medicamentos.2%) deram somente 3 voltas na pista. Na segunda avaliação. numa pista com 405 metros. onde encontramos no início 4 pessoas (15%) dando apenas 2 voltas na pista. Todos estes valores estão representados no gráfico 4.

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