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Universidade do Vale do Itajaí - Univali

Empreendedorismo

Ciências Contábeis 6º período Profa. Suzete Antonieta Lizote Fone: 3046.0720 9114.6748 Email: lizote@univali.br

2 1 EMPREENDEDORISMO E EMPREENDEDOR

Apesar de dificuldades enfrentadas por empresas no mundo atual, devido às constantes mudanças que se processam por meio da globalização, é impressionante essa representação de ideal da liberdade que se evidencia nos Estados Unidos. Um dos motivos decisivos, que explica esse cenário, é assim arrolado por De Mori (1998, p. 5), “a velocidade em que estão se processando as mudanças tecnológicas e sócio-culturais na atualidade, talvez seja mais preocupante do que as próprias mudanças em si, pois traz, a cada instante, novos desafios para as empresas”. De modo geral, os desafios se apresentem às empresas basicamente pela ocorrência de alguns fatores, tais como: alto grau de competição entre as empresas; uso intensivo de informação, possibilitando inclusive o surgimento de novos produtos, impossíveis sem o uso da informática, e a abertura do mercado para novos participantes e para novos produtos. Além desses fatores, na opinião de Birley e Muzyka (2001), a globalização da economia e a própria estabilização da moeda deram origem a um novo perfil de empresas, que buscam adequar-se à nova realidade econômica. Empresas mais flexíveis para se adaptarem com rapidez as novas realidades. O porte destas influencia na rapidez das respostas das mesmas. Nesse ambiente de turbulências, desafios e incertezas, de acordo com Amorim (2000), a criação e a manutenção de negócios de sucesso depende, primordialmente, de quatro fatores: a) talento – pessoas; b) tecnologia – idéias; c) capital – recursos e d) know-how – conhecimento. Dessa forma, o empreendedor precisa ter competências e habilidades que possibilitem não somente inserir uma empresa no mundo dos negócios, como também, manter sua sobrevivência em um ambiente altamente competitivo. “A presença e a influência do empreendedor líder é crucial. Tudo depende dele [...]” (DOLABELA, 1999, p. 60). Filion e Dolabela (2000, p. 30), aduzem que “descobrir oportunidades de negócio é o cerne da atividade do empreendedor. Felizmente, quanto mais o mundo muda e evolui, mais oportunidades aparecem. E é quando você percebe uma delas que o processo empreendedor tem início”.

3 1.1 EMPREENDEDORISMO O empreendedorismo é fundamental para o crescimento da economia do país. Segundo Dolabela (1999, p. 43), “o termo empreendedorismo é uma livre tradução da palavra entrepreneurship, utilizado para designar os estudos relativos ao empreendedor, seu perfil, suas origens, seu sistema de atividades e o seu universo de atuação”. A partir do momento em que o empreendedorismo tornou-se o centro de novas pesquisas e conquistou espaço em periódicos e livros, tornou-se necessária uma definição geral do termo. Gerber (1998) descreve o empreendedorismo como o processo de descobrir ou desenvolver uma oportunidade para, então, gerar valores através da inovação e, agarrando tal oportunidade sem levar em conta um ou outro recurso (humano e capital), como também, sem levar em consideração a posição do empreendedor, dentro da nova ou já existente empresa. O empreendedorismo, nas colocações de Dornelas (2001, p. 19), é “representado por um processo em que as pessoas são diferenciadas, possuem motivação singular, são apaixonadas pelo que fazem, não se contentam em ser mais um na multidão, querem ser reconhecidas e admiradas, referenciadas e imitadas, querem deixar um legado”. Constata-se que o fenômeno empreendedorismo traz como agente o empreendedor, que é alguém capaz de desenvolver uma visão sobre negócios, é capaz de persuadir pessoas e identificar uma oportunidade de mercado, em que os outros nada ou quase nada enxergam, além de ter energia, esperança e paixão pelo que faz. No Brasil, o empreendedorismo começou a ganhar força na década de 1990, durante a abertura da economia. A entrada de produtos importados ajudou a controlar os preços, uma condição importante para o país voltar a crescer, mas trouxe problemas para alguns setores que não conseguiam competir com os importados, como foi o caso dos setores de brinquedos e de confecções, por exemplo. Para ajustar o passo com o resto do mundo, o país precisou mudar. Empresas de todos os tamanhos e setores tiveram que se modernizar para poder competir e voltar a crescer. O governo deu início a uma série de reformas, controlando a inflação e ajustando a economia, em poucos anos o País ganhou estabilidade, planejamento e respeito. A economia voltou a crescer. Só no ano 2000, surgiu um milhão de novos postos de trabalho. Investidores de outros países voltaram a aplicar seu dinheiro no Brasil e as exportações aumentaram. Juntas essas empresas empregam cerca de 40 milhões de trabalhadores.

4 As habilidades requeridas de um empreendedor podem ser classificadas em 3 áreas: a) técnicas: envolve saber escrever, ouvir as pessoas e captar informações, ser organizado, saber liderar e trabalhar em equipe. b) gerenciais: incluem as áreas envolvidas na criação e gerenciamento da empresa (marketing, administração, finanças, operacional, produção, tomada de decisão, planejamento e controle). c) características pessoais: ser disciplinado, assumir riscos, ser inovador, ter ousadia, persistente, visionário, ter iniciativa, coragem, humildade e principalmente ter paixão pelo que faz. Pesquisas recentes realizadas nos Estados Unidos mostram que o sucesso nos negócios depende principalmente de nossos próprios comportamentos, características e atitudes, e não tanto do conhecimento técnico de gestão quanto se imaginava até pouco tempo atrás. No Brasil, apenas 14% dos empreendedores têm formação superior e 30% sequer concluíram o ensino fundamental, enquanto que nos países desenvolvidos, 58% dos empreendedores possuem formação superior. Quanto mais alto for o nível de escolaridade de um país, maior será a proporção de empreendedorismo por oportunidade. 1.2 EMPREENDEDOR Para Drucker (1974, p. 31), “os administradores deverão se tornar empreendedores, terão que aprender a montar e administrar organizações inovadoras”. São empreendedores aqueles que criam um negócio novo, diferente, mudando ou transformando valores. O espírito empreendedor é uma característica distinta de uma instituição ou de um indivíduo. Drucker (1987, p. 36), ressalta que “[...] o empreendedor sempre está buscando mudança, reage a ela, e a explora como sendo uma oportunidade”. Drucker (1998) afirma que os empreendedores têm em comum não um certo tipo de personalidade, mas o compromisso com a prática sistemática da inovação. A inovação é função específica de espírito empreendedor e é o meio pelo qual o empreendedor cria novos recursos produtores de riqueza ou investe recursos existentes com maior potencial para a criação de riqueza.

identifica o empreendedor como um proprietário capitalista. Stoner e Freeman (1985. o empreendedor realizará trabalhos para desenvolver o perfil adequado. “empreendedores são aqueles que tomam iniciativas. p. Entre eles. destacam-se: a) caminho 1: auto-conhecimento. capacitam-nos a transformar o que. estando na qualidade de principal tomador das decisões envolvidas. inventando novos produtos e processos. percebem e criam oportunidades de negócios. p. definem empreendedor como “o criador de uma nova empresa ou o administrador que tenta melhorar uma unidade organizacional pela introdução de mudanças produtivas”. Nas colocações de Oliveira (1995). 815). freqüentemente.1 Caminhos do empreendedor Existem vários caminhos a serem percorridos pelo empreendedor para atingir os objetivos propostos.5 Para Schumpeter (1978. que combinados com a disposição para correr riscos moderados. conseguiu formar um novo negócio ou desenvolver negócios já existentes. Smith (1985). O empreendedor. Esses caminhos. (2001). se considerava o empreendedor como alguém que visava apenas o fazer dinheiro. conforme Gimenez et al. começa como uma idéia (visão) simples e mal definida em algo concreto. identificando novos mercados de exportação ou fontes de suprimento.2. reunindo e coordenando combinações de novas pesquisas”. 114). que refletem o percurso percorrido. um administrador que se situa entre o trabalhador e o consumidor. criar e aprimorar sua visão e elaborar o planejamento da sua empresa. simultâneos e interdependentes. tendo granjeado com isso alto prestígio perante a maioria das pessoas que conhecem essa empresa ou têm relacionamento com ela. De acordo com Dolabela (1999) durante o percurso. 21). várias vezes acima da média esperada das empresas congêneres do mesmo contexto sócio-político-econômico. o empreendedor é quem “faz novas combinações de elementos. empreendedor é todo indivíduo que. pois na década de 1980. p. na busca do desenvolvimento regional”. é aquele que possui alto nível de energia e alto grau de perseverança e imaginação. elevando substancialmente seu valor patrimonial. caracterizam-se como permanentes. 1. criando novos tipos de organização. . No ponto de vista de Amit (1993. utilizando o plano de negócios.

revisão de metas. flexibilidade no plano. antes de desenvolver uma visão. h) caminho 8: capacidade de negociar e apresentar uma idéia: ooperação entre pessoas. e) caminho 5: rede de relações: estabelecer relações que possam servir de suporte ao desenvolvimento e aprimoramento da idéia do negócio e sua sustentação. f) caminho 6: avaliação das condições para iniciar um plano: reunir e avaliar todas as condições para elaborar um plano.6 b) caminho 2: perfil do empreendedor: comparação das características do empreendedor e da pessoa. d) caminho 4: processo visionário: desenvolver uma visão e aprender a identificar oportunidades. c) caminho 3: aumento da criatividade: dominar os processos internos para gerar inovação e criatividade. aprender com a experiência. Na Figura 1 encontra-se a apresentação dos caminhos que o empreendedor deve percorrer em direção à formação empreendedora. Uma vez que . g) caminho 7: plano de negócio: metas mensuráveis. O segredo de Luísa Há uma seqüência dos caminhos. indicadores de evolução. compromisso coletivo. parceiros ou empresas para alcançar objetivos de tal forma que todos saiam ganhando. na medida em que se deseja obter conhecimento profundo sobre si mesmo. Permanentes. simultâneos PNS interdependentes Tem idéia? Teste sua idéia? MakeMoney.

reconhecimento.. comunicação. o empreendedor não deve apenas saber criar seu próprio empreendimento. Necessidade de poder Plamer Pickle Davids Ambição. Nas colocações de Birley e Muzyka (2001. Dessa forma. técnico. 66).. responsabilidade. Data 1 848 1 917 1 934 1 954 1 959 1 961 1 963 1 964 1 971 1 971 1973 Hornaday e Aboud Winter Necessidade de realização. Avaliador de riscos conhecimento Mcclelland Corredor de risco e necessidade de realização Hartman Busca de autoridade formal Sutton Busca de responsabilidade Schumpeter Inovação.7 o empreendedor está sempre desenvolvendo novas visões.]”. No Quadro 1 apresenta-se um apanhado de alguns autores e as suas respectivas abordagens sobre as características empreendedor. poder. p. entende-se que os caminhos são percorridos por ele durante toda a sua vida de empreendedor. O empreendedor vencedor é aquele indivíduo cuja personalidade. estabelecendo relações e aumentando seu potencial. os caminhos são permanentes. autonomia. Deve também saber gerir seu negócio para mantê-lo e sustentá-lo em um ciclo de vida prolongado e obter retornos significativos de seus investimentos [. simultâneos e interdependentes. talento e forma de agir o fazem chegar ao sucesso e ao alcance de seus objetivos e sonhos. iniciativa Weber Origem da autoridade formal Autor Mill Características Tolerância ao risco consideradas mais importantes em um Data 1 974 1 974 Autor Borland Liles Características Controle interno Necessidade de realização . confiança Relacionamento humano. “para ser bem-sucedido. desejo de independência.

1. de correr riscos e de trabalhar muito para ver a sua idéia se tornar realidade. Welsh e White Necessidade de controle. . ter flexibilidade e facilidade nas negociações. assume riscos. revés perverso Timmons Auto confiança. tolerar erros.2 Características Uma pessoa empreendedora precisa ter características diferenciadas como originalidade. não basta ter a idéia de um negócio. ambicioso. A partir desse raciocínio de Lacombe. também. que nas diversas conceituações de empreendedor. Observa-se. profissionalização e independência. ter uma política para a empresa.) diz que a essência do trabalho do administrador é obter resultados por meio das pessoas que ele coordena. orientado por metas. Um empreendedor é um administrador. ter diligência. criatividade. prudência e comprometimento.2. eficaz e com responsabilidade social e ambiental. consegue obeter os resultados esperados. ser otimista. necessita ter conhecimentos administrativos.8 1 977 1 978 1 980 1 981 1 982 Dunkelberg e Cooper Orientado ao crescimento. evidencia-se a inovação. o empreendedor precisa possuir algumas características que o diferencie de seus concorrentes. acima de tudo. os empreendedores devem ser pessoas que gostam de enfrentar desafios. No entanto. pode-se inferir que o empreendedor é uma pessoa oportunista para criar o seu negócio. a mudança e a iniciativa. temos o papel do "Gestor Administrativo" que com sua capacidade de gestão com as pessoas. visa à responsabilidade Sexton Enérgico. Dessa forma. a busca de oportunidades. Lacombe (2003. Administrar é dirigir uma organização utilizando técnicas de gestão para que alcance seus objetivos de forma eficiente. que usa também a inovação e que. para que seu negócio tenha sucesso. inovação Gasse Orientado por valores pessoais Apesar da simplicidade de alguns conceitos. ter auto-confiança e ter intuição e ser visionário para negócios futuros. ter iniciativa.

traduzem-se em ciência. Em primeira estância e. Momentos de necessidade demandam grandes soluções. e) comunicar. que por sua vez é utilizada para fins evolutivos. Ele compreende que não será nada fácil traduzir esta frase em resultados e por isso. isto não vai dar certo". Empreendedores são antes de tudo. . intitúlase a famosa máxima: Empreendedores possuem visão. “A arte de ver mais longe e evoluir com erros": através de mudanças. se obtém experiências e estas. “Quando há evolução. Para qualquer solução necessária. A isso. Em resumo. c) solucionar problemas. alguém precisa ter "estrutura" profissional e emocional para ir em direção contrária do fluxo praticado. que por sua vez. exigi-se riscos e tentativas. empreendedores são pessoas que não apreciam situações de normalidade ou mediocridade. quando observamos elevado know how de empreendedores em ambientes de negócios. Riscos e tentativas costumam estar presentes em ambientes dinâmicos e hostis. é a primeira pessoa a aceitar o desafio de mudar. “As coisas podem ficar melhores": um empreendedor deve acreditar que o modelo atual pode ser melhorado. há melhora”: definitivamente. demandam grandes idealizadores. f) negociar. em 99% das vezes. dirigir e motivar as pessoas (liderar). Empreendedores gostam de mudanças. d) organizar e alocar recursos (recursos financeiros e tecnológicos e as pessoas). pessoas que tem a capacidade de enxergar o invisível. g) tomar as decisões. Logo não parece ser apenas um golpe de sorte.9 Drucker (1998.) diz que administrar é manter as organizações coesas. em momentos de necessidade. b) analisar: conhecer os problemas. As principais funções administrativas são: a) fixar objetivos (planejar). fazendo-as funcionar. h) mensurar e avaliar (controlar). o primeiro feedback solicitado trará péssimos incentivos. "Empreendedores adoram não como resposta": inovações em corporações e corporações com inovações. É a primeira pessoa a se responsabilizar caso algo falhe em toda a trajetória do empreendimento. "Não. surgem em sua maioria das vezes.

o processo empreendedor se constitui de quatro fases principais. Ph. d) capital. o empreendedor. d) têm larga experiência em produtos/mercados em áreas funcionais. descreve seu empreendimento e o modelo de . o empreendedor utiliza sua intuição. com a finalidade de se situar no seu ambiente de negócios. e) fundam empresas quando tem entre 30 e 40 anos f) têm alto grau de satisfação. encontradas entre todos os empreendedores de sucesso: a) "prisma de visão" de mundo cristalino. 1. D. da Universidade de Quebec à Trois Rivières). tecnologia e ramo que eles trabalhavam. b) excepcional capacidade na canalização de energia para alcançar metas. Segundo pesquisas do professor canadense Louis Jacques Filion. capaz de "enxergar o ovo de Colombo”. sem levar em consideração os recursos disponíveis. b) fundadores têm 8 a 10 anos de experiência. De acordo com alguns estudos sobre as características dos empreendedores. Na segunda fase. b) competência. conclue-se que: a) 90% ou mais dos fundadores começaram suas empresas no mesmo mercado.3 PROCESSO EMPREENDEDOR Após falar do empreendedor. existem qualidades que são essenciais. torna-se importante entender o processo empreendedor. que é a identificação de oportunidades.. eles seguem adiante exaurindo possibilidades e visionando o por vir. O mesmo autor coloca os 4 C’s para sucesso de uma empresa: a) conceitos. Na primeira fase.1 Empreendedores adoram não como resposta. De acordo com Dornelas (2001). com o objetivo de identificar oportunidades. c) têm boa formação. criatividade e experiência de vida. c) qualidade dos relacionamentos. a elaboração do plano de negócios. c) conexões. d) liderança.

definir as necessidades de recursos e suas fontes e a operacionalização das atividades. identificar os riscos. pelo empreendedor. o sucesso na criação de um negócio próprio depende basicamente do desenvolvimento. c) implementar o empreendimento .iniciar pela elaboração do plano de negócios. é a fase em que o empreendedor tem a responsabilidade de manter a empresa viva e garantir seu desenvolvimento num processo de evolução. Na terceira etapa. . procurar experiências similares para avaliá-los.a partir das informações coletadas. avaliar o potencial de lucro e crescimento e definir a estratégia competitiva a ser adotada.coletar informações sobre o mesmo. o gerenciamento do negócio. o empreendedor busca recursos (financeiros. físicos e humanos) para a implantação do negócio e para o início das atividades. adotar medidas para reduzi-los. Nas colocações de Degen (1989).1 negócios que sustenta a empresa. Na última. b) desenvolver o conceito do negócio . de três etapas: a) identificar a oportunidade de negócio . Na Figura 2 encontra-se a apresentação seqüencial das etapas e suas fases no ciclo de criação de um negócio próprio.

Empreendedores são os seus próprios chefes e completamente independentes. Realidade . É o fenômeno pelo qual o negócio fica claro e sua implementação se torna mais fácil.Empreendedores de sucesso assumem riscos calculados. família). É difícil ter um negócio de alto potencial sozinho. .O empreendedor individual geralmente ganha a vida. justifica-se o fato de muitos negócios fracassarem ou terem pouco êxito (DEGEN. clientes. Realidade . know-how. Mito 4 .4 MITOS SOBRE EMPREENDEDORES Mito 1 . na criação de um negócio próprio. ao invés de tirar a maior parte dele. Os empreendedores de sucesso constróem uma equipe. Mito 3 .A capacidade criativa de identificar e aproveitar uma oportunidade vem depois de 10 anos de experiência que conduz a um reconhecimento de padrões. Porém. empregados. tem a finalidade de ordenar as idéias dos empreendedores potenciais. nascem.1 A seqüência das etapas. investidores. 1989).Empreendedores trabalham mais tempo e mais duro do que gerentes em grandes empresas. Eles trabalham para aumentar o bolo. A parte mais fácil é começar. credores. Difícil é sobreviver. muitos empreendedores desenvolvem fases paralelas ou até deixam algumas de fora. têm maiores chances de sucesso. 1. conseguem obter ganhos de capital. Mito 5 .Os empreendedores que reconhecem a diferença entre idéia e oportunidade e pensam grande o suficiente. Não atendendo a esses pressupostos. O empreendedor é feito através da acumulação das habilidades.Qualquer um pode começar um negócio Realidade . experiência e contatos em um período de anos Mito 2 .Empreendedores querem o espetáculo só para si Realidade .Empreendedores são jogadores Realidade .Empreendedores não são feitos. Mito 6 . Esse processo é denominado de curto-circuito-criativo.Está longe de ser independente e serve muitos senhores (sócios. Talvez somente 1 entre 10 a 20 novas empresas que sobrevivem 5 anos ou mais. fornecedores. tentam influenciar a sorte. minimizam riscos. Acham que 100% de nada é nada.

a empresa entra em falência. controle dos seus próprios destinos e realização dos seus sonhos. às vezes que não. Mito 9 .Começar um negócio é arriscado e freqüentemente acaba em falência.Se as outras partes e talentos existirem. Mesmo depois de ter feito alguns milhões de dólares.O poder é antes um subproduto do que uma força motivadora. A falência é. Não quer dizer que se o empreendedor tem dinheiro vá ter sucesso.O dinheiro é o mais importante ingrediente para começar-se o negócio. Mito 7 . mas não mais que em outras profissões.Não há evidências nas pesquisas. Realidade . um empreendedor irá trabalhar incessantemente em uma nova visão para construir outra empresa.Empreendedores de sucesso buscam construir empresas onde possam realizar ganhos de capital a longo prazo. o que o pincel e a tinta são para o pintor: ferramenta inerte que. Mito 10 . . Realidade . podem criar maravilhas. São mais ricos e não querem aposentar-se ( Os empreendedores preferem não aposentar-se em uma razão de 3 por 1 com os empregados) Mito 8 . Realidade .Os empreendedores talentosos e experientes (que sabem identificar e agarrar oportunidades e atrair os recursos financeiros e outros) freqüentemente alcançam o sucesso. muitas vezes. É. O dinheiro é um dos ingredientes menos importantes. O que é importante: know-how. o dinheiro virá.Idade não é barreira. Mito 12 . Além disso. o fogo que tempera o aço da experiência de aprendizado do empreendedor.Empreendedores devem ser novos e com energia Realidade . mas o empreendedor não.Empreendedores experimentam grande stress e pagam alto preço Realidade . Dinheiro é visto como uma ferramenta. mas há numerosos exemplos de empreendedores de 60 anos de idade. O empreendedor busca responsabilidade. Buscam realização pessoal.É verdade. cujos resultados às vezes dizem que sim. A idade média de empreendedores de sucesso (Higher potential business) é perto dos 35. Não procuram satisfação imediata de grandes salários e aparência.1 Realidade .Empreendedores são motivados pela busca do todo poderoso dólar. Mito 11 . Mas eles acham o seu trabalho mais gratificante.Empreendedores buscam poder e controle sobre terceiros. nas mãos certas. realização e resultados. experiência e relações. para o empreendedor. Realidade .

Realidade . as oportunidades que o mercado oferece e Arriscar conscientemente é ter coragem de reunir as condições propícias para a enfrentar desafios. a desorganização . isto é.Raramente um negócio tem solidez em menos de 3 ou 4 anos. não pode perder a chance.de forma racional. Mito 15 . materiais .O oposto é freqüentemente verdade. Tomar decisões 6. Organização Quanto maior for o domínio de um Ter capacidade de utilizar recursos empresário sobre um ramo de negócio. muito dinheiro no princípio cria euforia e a “síndrome de criança estragada”. chances melhoram quando seu conhecimento aumenta. Mito 14 . Conhecimento 4. de buscar. humanos.5 anos. sucedido. de tentar um novo realização de um bom negócio é outra empreedimento.financeiros e maior é sua chance de êxito. Identificar oportunidades Esta é a primeira e uma das maiores Ficar atento e perceber. ou mesmo de "dicas" de pessoas que início do empreendimento . Dez itens que revelam a personalidade de homens e mulheres que foram a luta e obtiveram seu lugar no mercado. Assumir riscos 2.principalmente no ensino. os marca importante do empresário bemmelhores caminhos. que na maioria das publicações especializadas . conhecimento pode vir da experiência Resumindo: ter senso de organização. é ter autodeterminação. o sucesso vai acontecer em um ou dois anos. 3. 5.Se o empreendedor é talentoso. Realidade . de informações obtidas em bom não esquecer. seu funcionamento e desempenho. no momento certo. Máxima entre os capitalistas de risco: “o limão amadurece em 2.5 DEZ MANDAMENTOS DOS EMPREENDEDORES BEM-SUCEDIDOS Pesquisas feitas com empresários bem-sucedidos identificaram qualidades comuns a todos eles. mas as pérolas levam 7 ou 8”. Ele é um indivíduo curioso e Os riscos fazem parte de qualquer atividade atento a informações. por si só. É prática. qualidades do verdadeiro empreendedor.1 Mito 13 .compromete montaram empreendimentos semelhantes. 1. pois sabe que suas e é preciso saber lidar com eles. 1.Se um empreendedor tem capital inicial suficiente.Nos USA somente 1 a 3 em cada 100 conseguem capital.Qualquer empreendedor com uma boa idéia pode levantar capital. Esse tecnológicos . em centros de vezes. Realidade . Liderança . Aproveitando essa "receita" montou-se um decágolo do empreendedor de sucesso.

Seja verdadeiro empreendedor é capaz de tomar com clientes. típicos fracasso. c) mudança nas relações familiares. Otimismo 10. . ser seu próprio patrão. Capaz de enfrentar obstáculos. todas as qualidades descritas aqui. para não perder a capacidade de próprios caminhos. decisões corretas. na conquista do mercado externo. em torno do da situação. Assim. possam se seus lemas preferidos. empregados. O o homem de negócios faz contatos. muitas Liderar é saber definir objetivos. Dinamismo 8. alçar vôos mais altos. 7. Quem quer se estabelecer por conta própria no mercado brasileiro e. Dentro e fora da empresa. escolha da solução mais adequada. na empresário de sucesso sabe olhar além e verdade. 9. principalmente. a liderança tem que ser uma qualidade sempre presente.6 O QUE MUDA NA VIDA DE QUEM PASSA DE EMPREGADO PARA EMPREENDEDOR? a) horas trabalhadas. b) insegurança quanto à renda mensal. Manter-se sempre importante na busca do sucesso. fornecedores e mesmo concorrentes só respeitam os que se mostram à altura do desafio. fazer com que simples idéias se concretizem enfim. a soma de acima das dificuldades.1 O sucesso de um empreendimento. evitando inconformismo diante da rotina é um de protecionismos que. em vez de imaginar o sentido". Tino empresarial Esta é uma característica das pessoas que O que muita gente acredita ser um "sexto enxergam o sucesso. d) maior responsabilidade. Independência Um empreendedor de sucesso nunca se Determinar seus próprios passos. análise fria equipe de trabalho. Se o empreendedor reúne a maior parte dessas características terá grandes chances de ter êxito. O dinâmico e cultivar um certo empreendedor deve ser livre. buscar a independência é meta em negócios efetivos. Tomar decisões pessoas no rumo das metas traçadas e acertadas é um processo que exige o favorecer relações equilibradas dentro da levantamento de informações. fornecedores. na hora certa. intuição. orientar vezes. e) as coisas param em mim. mais tarde. tornar obstáculos aos negócios. abrir seus acomoda. 1. na minoria das vezes. está relacionado com a capacidade de tarefas. combinar métodos. avaliação das alternativas e empreendimento. tenho que tomar uma decisão. faro empresarial. o de gente bem sucedida nos negócios é. Só assim surge a força necessária para fazer valer seus direitos de cidadão-empresário. estimular as decidir corretamente. deve saber que clientes.

2 PLANO DE NEGÓCIOS 2. 2001).. p.1 IMPORTÂNCIA E OBJETIVOS DE UM PLANO DE NEGÓCIOS Empreendedores. 127). 42). 2. cada vez mais. h) gerenciar interdependência com fornecedores. k) ego está vinculado ao negócio.. Na concepção de Mosimann e Fisch (1999. g) lidar com ampla rede de pessoas. (1987). etc.. j) novo estilo de vida. p. De acordo Bruno et al. De acordo com Chiavenato (2004.1 Importância de um plano de negócios O plano de negócios está. pode-se conceituar o planejamento “como sendo a determinação dos objetivos a serem atingidos e dos meios pelos quais esses objetivos devem ser alcançados. clientes. seguindo um caminho lógico e racional. tornando-se a principal arma de gestão que um empresário pode utilizar objetivando o sucesso de seu empreendimento (DORNELAS. Essa ferramenta de gestão deve ser usada por todo e qualquer empreendedor que queira transformar seu sonho em realidade. desconsideram uma das etapas fundamentais do processo: o planejamento. muitos problemas e falhas são . l) o status social está vinculado ao negócio. desejosos de ver seu negócio em plena atividade. “planejar significa estudar antecipadamente a ação que será estipulada ou colocada em prática e quais os objetivos que se pretende alcançar. É a ponte que serve de elo entre o estágio onde estamos e o estágio para onde vamos”. i) lidar com a incerteza diária.1.1 f) dirigir pessoas.] Planejar consiste em simular o futuro desejado e estabelecer previamente os cursos de ação necessários e os meios adequados para atingi-los”. [.

etc. Esta descrição. existem outras informações tão ou mais importantes que estas. uma chance de crescimento. de mercado ou interno à empresa devem estar permanentemente refletidas nele. único e vivo que deve refletir a realidade. (2000. o que aumenta. O momento é de constantes mudanças e se os empreendedores não conhecerem o mercado e sua própria empresa de forma minuciosa. b) sobre a oportunidade de negócio e sua exploração. todo plano de negócios deveria conter quatro tipos interdependentes de informações: a) sobre quem vai criar a nova empresa. conforme Dolabela (1999) contém: a) a forma de pensar sobre o futuro do negócio. que o mesmo possui somente informações financeiras e de marketing. imaginam. Segundo De Mori (1998). ser flexível a ponto de receber as modificações consideradas necessárias. se as circunstâncias assim aconselharem. as perspectivas e a estratégia da empresa. portanto. Entretanto. O mesmo deve. particularmente sua experiência no ramo. suas habilidades. em grande proporção. terão pouquíssimas chances de sucesso ou até mesmo de sobrevivência. segundo Dornelas (2004) é considerada um requisito básico para o desempenho das empresas. capacidade gerencial. para criar e manter vantagem sobre concorrência e. e os empreendedores não podem estar dissociados da importância que ele pode fornecer em termos de informações sobre o ambiente interno e externo em que a empresa atua. aonde ir. respondendo ao leitor as perguntas: Quem sou? O que faço? Como faço? Por que faço? O que quero. p. p. Quando as pessoas falam de plano de negócios.1 identificados e tratados através da elaboração do plano de negócios. como ir mais . a probabilidade de sucesso do negócio. “o plano de negócios é uma linguagem para descrever de forma completa o que é ou pretende ser uma empresa”. d) sobre os riscos e os lucros decorrentes da iniciativa. normalmente. criatividade. c) sobre o contexto ou a situação na qual a oportunidade de negócio é percebida e será explorada. Com um plano bem delineado. do leitor? Para onde vou?” O termo vivo é utilizado para indicar que as mudanças no ambiente econômico. “o plano de negócios é um documento especial. a empresa diminui significativamente os riscos de seus negócios. em particular. Nas colocações de Lopes et al.11). 80). portanto. Para Dolabela (1999. A elaboração do plano de negócios. por conhecê-los de antemão e por possuir soluções previamente pensadas. tecnológico.

O fato de ser um documento único que reflete na íntegra a empresa garante um instrumento de comunicação eficiente entre os envolvidos na operação. principais gerentes. pela existência de obstáculos jurídicos ou legais intransponíveis. . os motivos da existência da oportunidade de negócio. empréstimos. vivo.. (2001).1 rapidamente. empregados. ou até evidenciar de que é mesmo irreal. clientes. investidores e parceiros em geral. Podendo. fornecedores. f) informações que o tornam instrumento para a obtenção de financiamentos. devendo estar sempre atualizado. financiadores. sugerir o adiamento do empreendimento. e) a existência de um instrumento de controle gerencial para acompanhamento. um plano de negócios deve proporcionar: a) a organização das idéias e propostas do conjunto das pessoas-chave envolvidas na condução da empresa (ou que iniciarão um novo empreendimento) para a visão da empresa. b) a organização da própria empresa. e) informações que o tornam instrumento de negociação interna e externa para administrar a interdependência com os sócios. integração da equipe e envolvimento dos empregados e colaboradores. seja das funções exercidas pelas pessoas. e não das pessoas que individualmente a compõem. controle interno. fornecedores. avaliação e controle das fases dos projetos da empresa. c) a descrição de um processo e não de um produto. incubadoras. Na concepção de Lopes et al. c) a comunicação entre os sócios. inclusive. persuasão de novos sócios. riscos incontroláveis ou rentabilidade aleatória ou insuficiente para garantir a sobrevivência da empresa ou do novo negócio. d) a indicação de que o empreendimento tem grande potencial de sucesso. d) comprometimento de todas as pessoas-chave da empresa no caminho para ela delineado. deve ser dinâmico. como o empreendedor pretende agarrá-la e como buscar e gerenciar os recursos para aproveitá-la. b) descrição de um negócio. bancos etc. o que fazer durante o caminho para diminuir incertezas e riscos. clientes. seja dos números que a refletem.

pois cada entidade. humanos e de parcerias.1. conforme se demonstra no Quadro 2 os possíveis públicos para os planos de negócios. que além de ser essencial em negociações. 2. investidor. 1991). dando maior ênfase àquela área que irá justificar o negócio (MAKRIDAKIS. identificam. Atualmente. o gestor terá um documento. As conseqüências disso . fornecedor. que possibilitará planejar seus passos e corrigir eventuais equívocos cometidos até então. com estas informações nas mãos. Sabe-se que quando as informações são bem trabalhadas. assim como os objetivos desejados. Um erro comum que ocorre é achar que após a sua elaboração o plano deve ser esquecido. O empreendedor deve ter em mente que essa ferramenta de gestão deve ser elaborada de maneira primorosa e cuidadosamente revisada. será uma importante ferramenta de análise empresarial. órgão de fomento parceiro. pessoas jurídicas e outros interessados Para estabelecer estratégias conjuntas Para estabelecer acordos e direção O uso das informações contidas no plano de negócios deve ser feito de forma discriminatória e orientado ao tipo de público com o qual se deseja comunicar. seja banco. sejam financeiros. De acordo com o SEBRAE (2004).1 f) a existência de um instrumento eficiente para a captação de recursos.2 Objetivos de um plano de negócios Os planos de negócios devem ser elaborados com a finalidade de atender a quem se destina. a informação é a mais pura e importante fonte de riqueza. entre outros. O desafio de utilizar a informação e o conhecimento por ela gerado cria vantagens competitivas apropriadas e oportunas para a empresa. Interessados A própria empresa Bancos Clientes potenciais Executivos de alto nível Fornecedores Gente talentosa Gerentes Intermediários Investidores Parceiros Sócios potenciais Objetivos Para comunicação interna com os empregados Para conseguir financiamentos Para vender o produto/serviço Para aprovar e alocar recursos Para outorgar crédito para compra de produtos Que a empresa deseja contratar para fazer parte do Staff Para obter comprometimento Pessoas que ajudam a vender seu negócio Empresas de capital de risco. Lopes et al (2001). pode solicitar informações distintas. tornam-se conhecimento e buscar tais conhecimentos é estar investindo no negócio.

Muitas companhias de sucesso foram construídas com a ajuda de investidores de risco. p. Observa-se. . pois nem sempre os empreendedores sabem como escrever adequadamente um eficiente plano de negócios. observa-se que iniciar um negócio com base numa pesquisa séria . projeções de faturamento etc. 2001). antes de tudo. conforme Rue e Ibrahim (1998).. uma lição é: redija um bom plano de negócios (RUE e IBRAHIM. 97). de se transformar em uma empresa incubada e sensibilizar parceiros e investidores” (DOLABELA. que o plano de negócios é.] Para ter validade. Este planejamento prévio nem sempre é efetuado. .identificar oportunidades e transformá-las em diferencial competitivo para a empresa. lições úteis possam ser aprendidas. etc). O plano de negócios deve estar dentro da realidade da empresa. Quando entendem o conceito. incrementando ou escondendo informações. vendas.2 serão mostradas pelo mercado. investidores. p. E o plano de negócios. 1998). estudandose o universo dos investidores independentes. A concorrência muda. o plano de negócios é importante para: .entender e estabelecer diretrizes para o seu negócio. 1999. bancos. “[. 206). as pessoas mudam. é uma ferramenta dinâmica e que deve ser atualizado constantemente. parceiros. Nas colocações de Dornelas (2001. clientes. . geralmente não conseguem colocá-lo objetivamente em um plano de negócios (DORNELAS. Várias oportunidades destacadas poderiam ter sido exploradas por grandes companhias. marketing. etc. pode ser prejudicial para o próprio empreendedor.conseguir financiamentos e recursos junto a bancos. pois todo empreendimento precisa de um planejamento prévio das suas atividades para poder gerenciá-lo e obter sucesso.. pois o ato de planejar é dinâmico e corresponde a um processo cíclico. investidores.monitorar o dia-a-dia da empresa e tomar ações corretivas quando necessário. Porque não foram? Talvez. de acordo com as colocações de Birley e Muzika (2001). fluxo de caixa. . A maioria destes são micro e pequenos empresários que não têm conceitos básicos de planejamento.estabelecer uma comunicação interna eficaz na empresa e convencer o público-alvo externo (fornecedores.gerenciar de forma mais eficaz a empresa e tomar decisões acertadas. ponto de equilíbrio. Desta forma. deve ser desenvolvido em bases realísticas: um PN bem feito deverá estar em condições de ser implantado. . governo. que está em constante mutação. pois o ato de forjá-lo. o mercado muda. o processo de validação de uma idéia.

financeiro. de acordo com Cruz (2002).uma empresa em geral. Entre eles. técnico. ao empreendedor. 2. isto nem sempre é verdade. alguns tópicos preliminares relevantes para sua elaboração necessitam ser considerados. apesar de parecer que todos têm os mesmos objetivos e estratégia para a empresa. jurídico e organizacional. c) ferramenta de financiamento . a obtenção de capital de terceiros (sócios ou agentes financeiros) quando o seu capital próprio não é suficiente para cobrir os investimentos iniciais. b) instrumento de mediação . passa a ter três funções principais: a) documento de planejamento . pois as informações contidas devem passar a idéia de encadeamento e coerência entre os diferentes elementos do plano. A elaboração do plano de negócios da empresa é um processo conjunto das principais pessoas envolvidas na operação do .avaliar o novo empreendimento do ponto de vista mercadológico. sob pena de não o sendo prejudicar toda a sua redação. O plano de negócios.avaliar. destacam-se: a) chegar a um consenso entre os principais envolvidos na condução da empresa .2 ASPECTOS PRELIMINARES NA PREPARAÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS Na redação do plano de negócios alguns aspectos devem ser levados em conta. retrospectivamente.facilitar. sob a ótica de Pereira (1998). Para cada um dos aspectos avaliados e comparados. A par da importância e dos objetivos de um plano de negócios. é um fator fundamental para vencer no mundo altamente competitivo em que o empreendedor se vai integrar e dará ao investidor mais confiança para pôr em marcha a sua idéia e realizar com sucesso o seu sonho. com pressupostos realistas.2 de informação. possui vários sócios e. o empreendedor poderá comparar o “previsto” com o “realizado”. o empreendedor terá uma noção prévia do funcionamento da sua empresa em cada um dos aspectos. o empreendedor verifica se e quando o empreendimento desviou-se ou foi prejudicado e como deve rever suas metas para o futuro em função do ajuste necessário. Assim. a evolução do empreendimento ao longo da sua implantação para cada um dos aspectos definidos no plano de negócios.

é de fundamental importância revisar junto a pessoas de confiança que façam parte da empresa. Investir tempo nesta fase. é fundamental que se eleja a pessoa que irá elaborá-lo e coordenar os trabalhos envolvidos.antes de escrever o plano de negócios. e) revisar o rascunho . ajudar o empreendedor a decidir com menor risco se deve ou não investir na idéia que pretende implementar. portanto é necessário ter cuidado na atualização. As necessidades de informações do seu público devem estar relacionadas com a mensagem que se deseja comunicar. o que precisam saber e de que maneira irão usar a informação ali contida.corrigir. fica mais fácil identificar quais áreas enfatizar. eliminá-las novamente e repetir o ciclo. profundas. g) revisar o plano de negócios .a partir do momento em que já se tem conhecimento de que irá ler o plano. lógica. atualizadas. Um dos objetivos principais do plano de negócios.apesar de o documento ser resultado de um consenso entre os principais envolvidos. clareza. Antes do início da sua elaboração é importante que todos tenham concordado com as principais linhas de ação e do caminho a ser trilhado. A finalidade é que seja feito como instrumento de comunicação. de maneira a manter as mesmas características do anterior. O que garante que o plano tenha todas essas características é a seleção dos dados a serem utilizados através do estabelecimento de critérios que avaliem o tipo de informação a ser gerada. confiáveis e objetivas. c) identificar o público alvo de audiência . delineando as idéias principais .o plano de negócios deve ser tão dinâmico quanto a empresa. As informações devem ser atualizadas para evitar a obsolescência do mesmo. o que eles sabem sobre a sua empresa. . d) fazer um rascunho do que será o plano de negócios. h) atualizar o plano de negócios . conteúdo e objetividade. pois é a mais importante. f) pesquisar antes de gerar informações para o plano de negócios . de maneira a verificar sua apresentação. eliminar informações não relevantes.uma vez que o plano esteja pronto.2 empreendimento. é importante determinar quem irá lê-lo.as informações contidas devem ser relevantes. coerentes. b) definir o responsável pela elaboração do documento e interface com os demais envolvidos . adicionar novas informações.

planejamento da produção. características do mercado. previsão de despesas gerais e fluxo de caixa. ser. relação de todos os custos. O plano de negócios. preços. previsão de vendas. previsões e despesas que compõem o plano para verificar sua viabilidade e confiabilidade. balancete simulado. Na Figura abaixo demonstra-se o passo-a-passo para a preparação de um plano de negócios. previsão de vendas. características da concorrência. definição do negócio. planejamento da produção. “Todo novo empreendimento deve ser visualizado do ponto de vista de um plano de negócios completo e que contenha todos os elementos importantes para caracterizá-lo adequadamente” (CHIAVENATO. cenário econômico. . cenário econômico. formatação jurídica do empreendimento. 2004. além de instrumento de decisão sobre a implementação do negócio. perfil do cliente. definição da missão. formatação jurídica do empreendimento. condensação e resumo de todas as informações acima relatadas. compõem o plano para verificar sua viabilidade e confiabilidade. p. preço e condições de venda. balancete simulado Elabore um plano Elabore um plano operacional para o novo operacional para o novo empreendimento: empreendimento: Faça um resumo executivo Faça um resumo executivo das informações: das informações: Revise cuidadosamente Revise cuidadosamente todo o conjunto para obter todo o conjunto para obter consonância: consonância: condensação e resumo de todas as informações acima relatadas. da visão e dos valores. um instrumento para preparar o arranque do negócio e antever as dificuldades que poderão surgir no início das atividades.131). características do produto/serviço a ser ofertado. Elabore um plano Elabore um plano estratégico para o novo estratégico para o novo empreendimento: empreendimento: definição da missão. estabelecimento da estratégia do negócio. permitindo ao empreendedor prepara-se para elas. Faça uma análise completa Faça uma análise completa do setor em que a nova do setor em que a nova empresa irá funcionar: empresa irá funcionar: Faça um levantamento Faça um levantamento completo sobre as completo sobre as características do novo características do novo empreendimento:: empreendimento perfil do cliente. determinação dos objetivos estratégicos de longo prazo. social e tecnológico. igualmente. determinação dos objetivos estratégicos de longo prazo. da visão e dos valores. preço e condições de venda. pode e deve. previsão de despesas gerais e fluxo de caixa. características do mercado. preços. social e tecnológico.2 deve ser elaborado objetividade e segurança. características do produto/serviço a ser ofertado. características da concorrência. estabelecimento da estratégia do negócio. definição do negócio.. previsões e despesas que relação de todos os custos.

não inclua números apenas porque você os possui. Geralmente os planos de negócios são elaborados a partir de textos prontos sobre um modelo pré-determinado e que não convencem nem mesmo ao próprio empreendedor. Lembre-se que o propósito de cada tarefa é auxiliá-lo a escrever seu Plano de Negócios. siglas etc). Na redação do plano de negócios.2 2. termos técnicos. Ao elaborar o plano de negócios. Isto é. como por exemplo.]”. 182) coloca que “o plano deve ser o mais conciso possível. bastante claro. nas colocações de Geranegócio (2004. procure o máximo possível de suas informações com números e fontes de informações documentadas. e) o tom deve ser sempre afirmativo. p. p. Por outro lado. e instruções de como fazer o trabalho envolvido. você estará totalmente familiarizado com o que se espera que obtenha antes de fazer qualquer pesquisa ou relatório de sua tarefa. os riscos e medidas para reduzi-los. b) deve ser sintético. sem elementos supérfluos. solicitação de bolsas ou recursos financeiros de órgãos do governo. jamais deixar dúvidas. 2) Conteúdo de alguns passos sugerirá onde e como obter as informações necessárias para completar a tarefa. São elaborados apenas para esse . 3). deve-se ficar atento para as seguintes orientações: 1) Cada um dos passos terá o seguinte formato: Uma introdução ou uma breve definição do conteúdo e objetivo da tarefa. Degen (1989.. 3) Procure registrar o máximo de informações possíveis após ler as instruções de cada passo. não se deve usar o tempo de verbo condicional. d) nenhuma informação deve ser dada sem citação da fonte. sempre que possível. na orientação de Dolabela (1999). Portanto.3 ESTRUTURA DE UM PLANO DE NEGÓCIOS Ao expor sobre o que fazer e o que não fazer na elaboração de um plano de negócios. 4) Procure obter um equilíbrio entre as declarações qualitativas e quantitativas ao redigir suas tarefas. ter linguagem simples (evitar. Desta forma.. Na maioria das vezes são escritos como parte dos requisitos de aprovação de um empréstimo. assegure-se de que estes são realmente úteis. você saberá o que ainda falta ser feito. c) sumário executivo deve ser excelente e não ultrapassar duas páginas: ele indicará se o plano de negócios merece ser analisado ou abandonado. ingresso em uma incubadora de empresas. [. é importante lembrar que: a) deve ser completo. sem comprometer a clareza da exposição e sem omitir os detalhes importantes. sem redundância.

a taxa de crescimento do negócio (DOLABELA.2 fim. ele dará mais ênfase para a parte financeira do plano e as pessoas que estão nos negócios. Se for um fornecedor. Se o leitor for um gerente de banco ou um investidor. c) plano de negócios operacional . gerentes e funcionários. De acordo com Bolson (2003). produtos e serviços. Oliveira (1995) descreve: a) plano de negócios completo . ou se necessita apresentar uma visão completa do seu negócio. . p.. p. Estas devem ser organizadas de maneira lógica e seqüencial com o objetivo de permitir a qualquer leitor o entendimento dos objetivos. Deve mostrar os objetivos macros do negócio. O plano de negócios. 97).é utilizado quando se pleiteia uma grande quantidade de dinheiro. às pressas. 1998). mercado. O plano de negócios deve ser escrito de acordo com as necessidades do públicoalvo que o lerá.é para ser utilizado internamente na empresa pelos diretores. 1999). È excelente para alinhar os esforços internos em direção aos objetivos estratégicos da organização. Geralmente varia de 10 a 15 páginas. por exemplo. cada uma das seções do plano tem um propósito específico. mercado e retorno sobre o investimento. Nas orientações de Birley e Muzika (2001.. sua carteira de clientes. organização. por exemplo. Seções curtas de dois ou três parágrafos com títulos informativos são fáceis de ler e avaliar”. 1). estratégia de marketing e a situação financeira do empreendimento.é utilizado quando se necessita apresentar algumas informações resumidas a um investidor. “é composto por várias seções que se relacionam e permitem um entendimento global do negócio de forma escrita e em poucas páginas [. investimentos. Pode variar de 15 a 40 páginas mais material anexo. com o objetivo de chamar sua atenção para que lhe requisite um plano de negócios completo.]”. Seu tamanho pode ser variável e depende das necessidades específicas de cada empresa em termos de divulgação junto aos funcionários. de acordo com Dolabela (2004. “organize a informação em seções lógicas e claras. devendo dar ênfase nas informações específicas requisitadas. Para melhor entendimento sobre o tamanho de um plano de negócios e sua utilização. b) plano de negócios resumido . sem muita fundamentação ou cheios de números mágicos (RUE e IBRAHIM. este atentará para a saúde financeira da empresa. não existindo um tamanho ideal ou quantidade exata de páginas.

Bolson (2003). com ações corretamente definidas e com as projeções de resultados viáveis de se obter. Desta forma. você de fato tem um negócio? A partir da análise das estruturas de planos de negócios propostas por Dolabela (1999) Lopes et. procurou-se elaborar. De acordo com Filion e Dolabela (2000). fotografias.2 Na estrutura do plano de negócios. Filion e Dolabela (2000). desenhos. ilustrações. com algumas modificações. material editado na imprensa ou outra documentação) sobre seu produto/serviço? g) qual é a aplicação do seu produto? h) o que levou você a desenvolver seu produto? i) seu produto ou serviço é usado como complemento de outros produtos? j) qual é o prazo de entrega do seu produto? k) quem é sua concorrência? l) como seu produto se diferencia do que é oferecido pela concorrência? m) qual é o preço do seu produto versus da concorrência? n) como o seu produto chega a seu cliente? o) quais são os planos para publicidade e promoções? p) você dispõe dos recursos necessários para sustentar o crescimento da sua empresa (recursos humanos. Chiavenato (2004). al (2000). com o objetivo de completar o ciclo do planejamento do negócio. em particular gerenciais e financeiros)? Como você irá financiar o crescimento de sua empresa? q) por fim. Dornelas (2001). com base em uma análise criteriosa de mercado e da situação atual da empresa. as seções devem ser apresentadas não isoladamente e sim com estreito relacionamento. sugere-se a análise das seguintes questões: a) qual a natureza do seu negócio? b) qual o propósito do seu negócio? c) qual foi a razão para começar seu próprio negócio? d) qual o seu produto ou serviço? e) você é capaz de listar três benefícios oferecidos por seu negócio/serviço? f) você dispõe de material informativo (brochura. diagramas. conforme demonstrado no quadro aaixo: Estrutura Elementos . é necessário conhecer o empreendimento a ser constituído. SEBRAE (2004). um modelo básico de plano de negócios. antes de elaborar o plano de negócios.

Para melhor entendimento.3.1 Capa A capa. é uma das partes mais importantes do plano de . serviços e tecnologia Previsão de lançamento de novos produtos e serviços Análise do setor Definição do nicho de mercado Elementos Análise do mercado fornecedor Análise da concorrência Propaganda Canais de venda e distribuição Projeções de vendas Análise das instalações Equipamentos e máquinas necessárias Processo de produção Responsáveis pelos diferentes setores Qualificação e experiência profissional Equipe de gestão Descrição do negócio da empresa Produtos e serviços e a tecnologia Análise do mercado Estrutura Análise de mercado Plano de marketing Plano operacional Recursos humanos Plano financeiro Plano de investimentos Projeção dos resultados Política de captação de financiamentos Projeção de fluxo de caixa Ponto de equilíbrio Análise de investimentos Projeção de balanço Anexos A estrutura proposta pode ser analisada como um check list das informações que devem ser tratadas para alcançar os objetivos propostos para o plano de negócios. os itens dessa estrutura serão a seguir detalhados e comentados. metas e objetivos Estratégia de marketing Processo de produção Equipe gerencial Análise da concorrência Investimentos e retornos financeiros Políticas Identificação e definição do negócio Planejamento estratégico Estrutura organizacional e legal Síntese das responsabilidades dos dirigentes Plano de operações Parcerias Descrição dos produtos. 2.2 Capa Sumário Sumário executivo Enunciado do projeto Propósitos gerais e específicos do negócio. apesar de não parecer.

Através dele é que o leitor continuará ou não a leitura. [. p. f) projeções financeiras realistas. assim como os principais assuntos relacionados por seção. sua inserção no mercado e o planejamento financeiro. portanto. (2000). d) mercado bem definido com base em pesquisa de mercado. 103). 2003. 2. p. 2. com a maior objetividade e clareza possível.2 Sumário O sumário deve conter o título de cada seção do plano de negócios e a respectiva página onde se encontra.. Desta forma. Deve. (2002. as funções do sumário executivo são: 1ª) Conduzir o entendimento do Plano de Negócios ao apresentar brevemente os principais tópicos.. endereço da empresa. data de elaboração.. “[. 2003. o leitor entenda.. cenários. 103). os pontos abaixo apresentados. o sumário deve ser elaborado após a conclusão do plano e transmitir. p. empresa e negócios.3. “Deve ser atrativa e trazer somente informações principais: o logotipo. o nome da empresa.]” (BOLSON. documento: a) conceito do negócio. (BOLSON.3. e) as vantagens competitivas da empresa. deve ser escrito com atenção. bem como discutir brevemente os itens que compõem o . ser feita de forma limpa e com informações pertinentes. 118). De acordo com Lopes et al. c) a competência da equipe gerencial e técnica. b) planejamento da empresa. avalie e acompanhe os planos da empresa.2 negócios.. em poucos minutos. 2ª) Permitir que. pois nas colocações de Doctor Sys.. indicando o retorno do investimento. os produtos e ou serviços. nome e cargo do dirigente que elaborou o PN ou dele participou. pois é a primeira parte visualizada por quem o lê. o título Plano de Negócio.] mostra a seqüência lógica dos assuntos e facilita a localização de tema ou seção específica de interesse imediato aos leitores”.3 Sumário executivo O sumário executivo sintetiza os diversos módulos do plano de negócios. telefones para contato e endereços eletrônicos.

apresente uma visão resumida e geral do setor ou ramo de negócios. visão. 105).. informe como o empreendimento se insere nesse ambiente geral. crescimento.169). bem como sua estrutura de funcionamento legal e operacional” (FILION E DOLABELA. forneça uma idéia geral dos produtos/serviços atuais e futuros. relacione a missão e os principais objetivos da empresa.] são apresentadas as idéias que dão vida a empresa. Deve-se descrever a empresa. [...] Conceitos como missão. p. valores e objetivos globais são fundamentais para nortear os rumos do negócio”. De acordo com Chiavenato (2004. a forma jurídica. faturamento dos últimos anos. faça um breve histórico do empreendimento. suas características e localização. Na figura abaixo apresenta-se a missão da empresa e seus desdobramentos: Tecnologia: modo de fazer (como fazer) Qual é o negócio da empresa? Missão da empresa Qual é o cliente e o que tem valor para ele? Produtos/serviços (o que fazer) Mercado (para quem fazer) . sua razão social. seu histórico. “[. A seguir. destaque os projetos de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. demonstre. localização. pois essa é a melhor forma de se conseguir destacar os pontos principais do empreendimento. apresente a equipe de dirigentes. demonstre as principais vantagens e desafios a serem vencidos no negócio. 2000.2 O sumário executivo é um resumo de todo o plano de negócios. auxiliam na descrição do negócio: Identifique a empresa. acordos. “todo negócio deve ter uma missão para cumprir. segundo Bolson (2003. parcerias. algumas recomendações que. estrutura organizacional e legal. 137). impostos. certificações de qualidade. serviços terceirizados etc. contratos e parcerias. p.3. contábeis..4 Descrição do negócio e empresa Este tópico destina-se à apresentação da empresa. p. Deve ter uma visão do futuro que o norteie. deixar este item para ser escrito ao final (quando o plano já estiver concluído) é uma boa estratégia. resumidamente. Portanto. 2. informe os aspectos legais. o potencial de mercado.

Qualquer empreendimento possui uma missão. p. . e. consiste na linha de atividades que ela pretende seguir. pesquisa e desenvolvimento.análise da etapa ou estágio do ciclo de vida em que se encontra cada produto no mercado. A missão estabelece os limites e atuação da empresa e o campo dentro do qual ela pretende crescer e competir”. 138 ) explica que “a missão da empresa está voltada para a definição do negócio e do cliente. o ciclo de vida. . p. Bolson (2003.fluxo da produção. a fim de saber o que fazer (produto/serviço).breve histórico sobre o desenvolvimento dos principais produtos e serviços.direitos autorais. Ao descrever os itens que devem compor esta seção. recursos utilizados. . como são produzidos. p. . . .descrição das máquinas. 169). equipamentos. “a empresa deve estabelecer seus objetivos de curto. 19). Mosimann e Fisch (1999. 108) sugere: . da matéria-prima ao produto acabado. patentes e marcas registradas. como fazer (tecnologia a ser utilizada) e para quem fazer (mercado)”.vantagens dos novos produtos de alta tecnologia e de serviços inovadores. ente outros itens. 2. Seu propósito é comunicar isto para qualquer um que tenha relações com a companhia. se detém marca e/ou patente de algum produto.5 Produtos e serviços e a tecnologia Esta seção do plano de negócios é destinada aos produtos e serviços da empresa. fatores tecnológicos envolvidos. exclusividade. . franquias. no caso da empresa. p.). seja internamente (empregados) ou externamente (fornecedores. qual o seu propósito e o que a empresa faz. Segundo Filion e Dolabela (2000. veículos e instalações utilizadas na produção e/ou nos serviços.3 A declaração de missão da empresa deve refletir a razão de ser da empresa. Chiavenato (2004. clientes. esclarecem que “a missão constitui-se na verdadeira razão de uma existência.3. médio e longo prazo e a forma como irá alcança-los em função do foco principal de seu negócio”.descrição dos principais produtos e serviços e suas principais vantagens em relação aos concorrentes.

é necessário saber quais são as pessoas que estão dispostas a comprar seu produto ou serviço. . É ele quem define se o negócio será bem-sucedido ou não e também determina o grau de sucesso de qualquer negócio” (CHIAVENATO.combinações exclusivas entre produtos e serviços da empresa ou com produtos e serviços de outra empresa. . 2. 167).controle e administração de estoques de matéria-prima e produtos acabados. 2004.. análise da concorrência. [. o crescimento desse mercado. o plano de negócio deve evidenciar que se conhece bem o mercado consumidor do seu produto ou serviço. p. metas e projeções. Todo esse conjunto de informações será a base para a definição de métodos. . Nas observações de Doctor Sys.principais fornecedores. como está segmentado. a sua participação de mercado e a dos principais concorrentes. “A principal razão de ser de qualquer empreendimento é o cliente.3 . Nas colocações de Filion e Dolabela (2000. os riscos do negócio. 69).]”. critérios de seleção.controle de qualidade utilizado na produção e serviços. As vantagens competitivas são favoráveis em qualquer tipo de atividade.6 Análise de mercado Na seção de análise de mercado. p.. p.. 2002. É o que faz ele ser único no mercado” (DOCTOR SYS…. ou seja.alianças estratégicas para produzir ou distribuir os produtos ou serviços.3. Para dimensionar este mercado é preciso identificar o perfil do consumidor e quantificar o nicho de mercado. .. as características do consumidor e sua localização.produtos e serviços em desenvolvimento e prazo para entrarem em utilização.parcerias para desenvolvimento tecnológico de produtos e serviços. qual será seu mercado consumidor. antes de tudo da capacidade que tem o produto de cumprir duas promessas – satisfazer vantajosamente à necessidade do cliente e garantir que a atividade seja rentável para você”. 68) “O sucesso do projeto de empresa depende. (2002. . “Vantagem competitiva é aquilo que o seu produto tem que os produtos dos concorrentes não têm.análise comparada de custos e rentabilidade entre produtos e serviços. Para analisar se o empreendimento é viável. estratégias. . “a análise de mercado é de fundamental importância na busca do sucesso do negócio. ou seja. grau de dependência e alternativas de fornecimento para matéria-prima ou serviços. se há sazonalidade e como agir neste caso. p. . .

2.venda: comercialização do produto/serviço com o usuário final. 196). . utiliza-se o marketing mix que envolve: .3. exige que o empreendedor avalie qual a situação do mercado – se de monopólio (uma única empresa domina). Os gestores dos empreendimentos precisam tomar conhecimento sobre quem são seus fornecedores de materiais para iniciar e manter suas atividades. 86). quais as vantagens que oferecem. o concorrente. o empreendedor precisa observar e analisar os concorrentes até mesmo para aprender com os erros e acertos. e o fornecedor. como conseguirá ser melhor que o concorrente e como o seu produto começará a entrar no mercado” (DOCTOR SYS.7 Plano de marketing O plano de marketing apresenta como a empresa pretende vender seu produto ou serviço e conquistar seus clientes. . A concorrência é um aspecto bastante relevante no mercado competitivo. como um todo. prazo de entrega. O ambiente competitivo. 62) mencionam que: Enfrentar a concorrência deve ser uma preocupação central para as empresas na atualidade. .marca: identificação e caracterização do produto/serviço. preços dos seus produtos.produto/serviço: criação. desenvolvimento e adequação tanto às necessidades do mercado como para efeito logístico (armazenamento e transporte). p. manter o interesse dos mesmos e aumentar a demanda.pesquisa de mercado: conhecimento do mercado consumidor e da concorrência. colher informações sobre os diversos fornecedores do ramo existentes no mercado.3 198). p. de oligopólio (um grupo limitado de empresas dominam) ou de livre concorrência (um número ilimitado de empresas participa do mercado). desenvolvimento e adequação às necessidades do mercado. . desta forma. a qualidade. 2002. . de acordo com Chiavento (2004. Filion e Dolabela (2000. .embalagem: criação. encantando o cliente e deixando-o fiel. . O mercado é complexo e as maneiras de satisfazer as necessidades dos consumidores são inúmeras. p.promoção: planejamento e desenvolvimento de eventos promocionais. “Depois de analisar quem é o cliente. É importante para alcançar o êxito nos negócios. Ao reportar-se sobre o mercado competitivo.preço: estabelecimento do preço de acordo com o mercado e a concorrência.propaganda: divulgação por meio de campanhas e propaganda. chegou a hora de você dizer como a empresa conquistará o consumidor. . Para alcançar este objetivo.

Ao detalhar o processo operacional. efetuar vendas e manter a clientela. fornecedores. também conhecido como assistência técnica ou assistência ao cliente.8 Plano operacional Esta seção deve apresentar as ações que a empresa está planejando em seu sistema produtivo.. com informações.3. Se a tecnologia é própria ou licenciada. p. com métodos e processos de trabalho [. levar em consideração alguns itens.distribuição: colocação do produto/serviço nos pontos-de-venda adequados. Ao descrever as características da operação da empresa. mão-de-obra qualificada etc. “no caso de uma . O grau de domínio da tecnologia e o que falta para atingir um nível ideal. 192). .atendimento ao cliente: realização do pós-venda. de acordo com Dornelas (2001). c) fases do empreendimento . . 2003) 2. indicando o impacto que estas ações terão em seus parâmetros de avaliação de produção. p. O plano operacional. a saber: a) tecnologia e métodos . Justificar a localização do empreendimento com base no mercado consumidor. com máquinas e equipamentos. De acordo com Chiavenato (2004. produzir com materiais. dimensionamento geral do empreendimento. conforme de Chiavenato (2004. A estratégia de marketing tem como objetivo estabelecer comunicação com os clientes potenciais.]”. realizar.merchandising: apresentação e disposição da mercadoria no ponto-devenda.. infra-estrutura identificar instalações. ”refere-se ao fazer. Procura promover e divulgar o conceito de que os produtos ou serviços do empreendimento são superiores aos dos concorrentes (BOLSON.identificar que tecnologia e métodos serão empregados na elaboração do produto ou serviço.3 . é importante. com base nas informações obtidas nas análises de mercado e projeção de vendas. 192). é importante observar o ramo de atividade do empreendimento.estabelecer um cronograma de atividades a serem exercidas pela empresa para atingir seus objetivos. Isto também permitirá identificar os b) tipos de máquinas e equipamentos o tamanho necessários das ao empreendimento.

nas colocações de Filion e Dolabela (2000. Para formar uma competente equipe. os equipamentos envolvidos e os demais insumos [. Qualquer empreendimento pode dispor de excelentes instalações. máquinas. p. suas habilidades etc. 158). Mais do que isso. sua personalidade. são as pessoas que proporcionam a excelência. “Gerenciar equipes é uma das tarefas mais importantes para o empreendedor. 72) destaca as seguintes ações: Escolha da equipe: implica recrutar e selecionar os candidatos que farão parte de sua equipe. p. Além disso.3 indústria. suas história e suas experiências. a produtividade e a competitividade da empresa. 170). a qualidade.9 Recursos humanos A área de recursos humanos desempenha um papel preponderante na sobrevivência. principalmente porque cada pessoa é única. consolidação e desenvolvimento das empresas. Chiavenato (2002.. O plano operacional. equipamentos. O plano de negócios deve demonstrar as ações planejadas para desenvolver e treinar o pessoal. Treinamento: significa treinar e capacitar as pessoas para que elas possam .3. produtos inovadores. o processo operacional deve descrever o processo produtivo desde a chegada da matéria-prima até o produto acabado. nenhuma empresa consegue funcionar sem as pessoas. porém isto não significa garantia de sucesso se não estiver movido por equipes de trabalhos competentes e motivados. Esteja sempre atento às pessoas que podem ajuda-lo à alcançar o sucesso no seu empreendimento. com sua individualidade. indicando que o empreendedor preocupa-se com o longo prazo e prepara uma base sólida para enfrentar a concorrência e crescer.]”.” (CHIAVENATO. “trata da forma como a empresa se organiza internamente para executar as tarefas rotineiras e atender os clientes de maneira satisfatória e diferenciada”. 2004. As empresas que planejam seu desenvolvimento e crescimento necessitam de recursos humanos aptos e capacitados. Nas colocações de Filion e Dolabela (2000). p.. Daí a sua importância vital para o sucesso do negócio. convém não esquecer que o cliente avalia a sua empresa e o seu produto pelas pessoas que o servem e o atendem. 2. assim como seus objetos pessoais.

Através destes itens. “Os empregados de um novo empreendimento são colaboradores importantes para seu sucesso ou fracasso. dando sugestões e orientações são passos fundamentais para o desempenho satisfatório das atividades desenvolvidas por cada um dos colaboradores. PESSOAS Observa-se como é importante a parceira entre a empresa e os seus colaboradores. impulsionar e motivar a equipe. Incentivos. benefícios EMPRESA Trabalho. orientar. ou seja. elogios. monitorar o trabalho delas. prêmios. etc. Um empregado motivado e bem-treinado pode atrair clientes.10 Plano financeiro O plano financeiro é a seção do plano de negócios onde os dados das outras seções são transformados em números e analisados sob a ótica econômica e financeira.prêmios. É necessário definir um sistema de recompensas com base no desempenho individual e grupal. Motivação: a motivação pode ser por meios financeiros . sem as habilidades necessárias para um bom atendimento. definir rumos e metas. remuneração. o empreendedor estará fornecendo roteiros para atingir os objetivos da empresa. Elas serão sempre o diferencial entre o sucesso e/ou insucesso de um empreendimento. mas continuamente. participação nos resultados .3 exercer suas atividades na empresa. Na figura abaixo apresenta-se as relações de reciprocidade entre o investimento e o retorno. Definindo o plano financeiro. não de vez em quando. dedicação. Avaliação de desempenho: Avaliar o desempenho. esse instrumento oferece uma estrutura para coordenar as diversas atividades da empresa e atua como mecanismo de controle. verifica-se que as pessoas são fundamentais para as empresas obter o retorno de seus investimentos. produtividade. . pode afugenta-los” (DEGEN. 2. Remuneração: é um importante motivador.e meios não financeiros reconhecimento público pelo excelente desempenho. p. 1989. recompensas. ajudar as pessoas a ultrapassar suas dificuldades e desafios.131). Liderança: condução da equipe. Além disso. O dinheiro compra a satisfação de muitas necessidades humanas. O importante é manter sempre a equipe motivada para atingir os objetivos propostos.3. enquanto um empregado desmotivado. trocando idéias com as pessoas a respeito do seu trabalho.

Cruz Júnior (1998. financiamento ou condições de pagamento aos fornecedores.imaginar que a captação de recursos constitui a etapa mais difícil na implantação do negócio. pela prática do planejamento a longo prazo. . na maioria das vezes. Normalmente. . a obtenção ou captação de recursos financeiros pode ser feita no mercado de capitais. 90) evidencia que: Modelos gerenciais mais adequados aos dias de hoje já vêm sendo utilizados por grandes empresas e caracterizam-se. Com o objetivo de alcançar a rentabilidade e a liquidez desejada no desenvolvimento das suas atividades.não se preparar para possíveis sobressaltos da conjuntura econômica.iniciar o negócio sem recursos suficientes para o bom andamento da empresa. empréstimos . .não prever os efeitos de desembolsos regulares. como pagamento de impostos. deve evitar os seguintes erros fatais: . custos. ainda. 2003). 66).subestimar o valor necessário para as despesas pessoais. . As previsões financeiras. p. É necessário evitar o excesso de otimismo para que não seja prejudicada a tarefa de quem fará a análise da viabilidade econômica do negócio.contar com vendas maiores ou mais rápidas do que o provável. p.obter recursos financeiros para que a empresa possa funcionar ou para expandir suas atividades. de fluxo de caixa e balanços dos últimos cinco anos”. . o gerenciamento financeiro possui três atribuições principais: . Como não existem dados históricos ou balanços.não prever uma opção ou alternativas para possíveis emergências financeiras.3 estabelecendo um padrão de desempenho contra o qual é possível avaliar os eventos reais (BOLSON. 98). os planos de negócios projetam dados financeiros para períodos de três a cinco anos. segundo Birley e Muzyka (2001. . ou seja. Na elaboração do plano de negócios. . . De acordo com Chiavenato (2004.não contar cm recursos financeiros para poder expandir a empresa. traçar as grandes linhas da estratégia que conduzirá ao alcance de tais objetivos. . É importante utilizar projeções realistas. todos os números são projetados com base em pressupostos. segundo Hingston (2001.colocar os ativos sob riscos desnecessários por não considerar outras alternativas. “devem incluir demonstrações de resultados. 214). quem inicia o seu negócio. principalmente para a capacidade de produção. que permite fixar realisticamente os objetivos da empresa e. Ao reportar-se sobre o assunto. os novos empreendimentos são apresentados de uma maneira diferente das empresas em funcionamento. vendas e preços de vendas. por aumento de capital. p.tomar empréstimos elevados e ficar refém dos juros e do pagamento da dívida. p.

. pagamento de salários. como compra de matérias-primas. Entrada de recursos do mercado Contas a receber Recursos próprios. (2004. mas são os ativos permanentes que definem o negócio da empresa.aplicar recursos financeiros excedentes. 215) Saída de recursos para o mercado        Contas a pagar (fornecedores) Pagamento de dividendos a acionistas Pagamento de pessoal Pagamento de impostos Pagamento de empréstimos e financiamentos Pagamento de ativos imobilizados Aplicações no mercado de capitais O plano financeiro é uma tentativa de quantificar os resultados financeiros prováveis da agregação de objetivos.3 bancários.etc Processo de gerenciamento financeiro   Fonte: CHIAVENATO. . como aplicações no mercado de capitais ou no mercado monetário. integralização e aumento Caixa de capital Empréstimos e  financiamentos  Recebimento da venda de ativos imobilizados Bancos  Desinvestimento do mercado de capitais. tais como estoques. A expressão capital de giro diz respeito aos ativos a curto prazo da empresa. aquisição de máquinas e equipamentos. estratégias. planos e políticas da administração para um período específico. impostos etc. como . afirma que se as previsões e estimativas indicarem que os níveis de desempenhos considerados desejáveis não poderão ser alcançados devido a limitação de recursos. então será preciso examinar a possibilidade de apelar para outras fontes de recursos ou rever os planos e orçamentos de desempenho para refletir o que poderá ser conseguido com os meios disponíveis. A figura a seguir possibilita uma visão simplificada do tripé mencionado. fundo Figura 7 . de um planejamento orçamentário. p. Como se observa as principais atribuições do planejamento financeiro se constituem em áreas de decisões. que devem merecer especial cuidado por parte dos responsáveis por sua elaboração. aquisição de imóveis ou terrenos etc.utilizar recursos financeiros para suprir as operações comuns da empresa. em vários setores e áreas de atividade. o modo pelo qual uma empresa decide financiar suas operações e administra suas atividades operacionais de curto prazo (administração do capital de giro) certamente é questão fundamental. portanto. duplicatas a receber. etc. já que a aplicações de excedentes estão consideradas nas saídas. partindo. Segundo Ross et. bem como a seus passivos de curto prazo. al (1995). Meyer (1972). resumindo em entradas e saídas de recursos.

organizar. quando ligado ao horizonte mais restrito. quando suporta tomada de decisão. A freqüência de emissão de relatórios de fluxo de caixa. dependendo do tipo de negócio e das evoluções pode ser diária. semestrais. concessão de descontos especiais para vendas à vista e outras formas de prevenir contra surpresas e repentina falta de caixa. como pode ser verificado no quadro abaixo: O que aumenta a necessidade de capital de giro Vendas com prazos longos de pagamentos Cobrança ineficiente dos clientes em atraso Compras à vista Prazos menores p/ pagamento de fornecedores Investimento elevado em estoques Giro lento dos estoques Compra de ativos não operacionais Retiradas excessivas O que diminui a necessidade de capital de giro Vendas à vista Cobrança eficiente dos clientes Prazos longos p/ pagamento de fornecedores Maior lucratividade do negócio Giro mais rápido dos estoques Venda de ativos desnecessários ao negócio Aumento de capital com recursos próprios Reinvestimento dos lucros Um instrumento utilizado para gerenciar o capital de giro é o fluxo de caixa. levando em conta alguns fatores de aumento ou de diminuição de suas necessidade.3 quantias devidas a fornecedores. O acompanhamento do fluxo de caixa permite que o empreendedor tenha a parte financeira sob controle e antecipe ações. Assaf Neto e Silva (1997. 21). p. Para Iudícibus (1993). consoante sua composição e os prazos de realização das contas. p. como agilidade na cobrança. 35) ressaltam que. em função dos balanços mensais. etc”. dirigir e controlar os recursos financeiros de sua empresa para um determinado período”. Verifica-se. diz que “seu nível de precisão está ligado ao horizonte de repetitividade da avaliação dos resultados: mensal. que o capital de giro representa a quantidade de dinheiro que a empresa utiliza para movimentar seus negócios. semestral. A administração do capital de giro é uma atividade que visa assegurar que a empresa tenha recursos suficientes para continuar suas operações e evitar interrupções muito caras. O capital de giro alavanca ou impede o crescimento do empreendimento. coordenar. “o fluxo de caixa é o instrumento que permite ao administrador financeiro: planejar. . p. tanto estrategicamente. quanto taticamente. a demonstração do fluxo de caixa é o melhor indicador sobre a saúde financeira das empresas. De acordo com Zdanowicz (1988. evidenciando de forma mais concreta os pontos relacionados com a liquidez das entidades. semanal ou mensal. portanto. anual. etc. anuais. Frezati (1997. 80).

determinando-se medidas saneadoras a serem tomadas. é um conjunto de informações estratégicas. a fim de evitar faltas ou sobras demasiadas. como já foi visto. de acordo com Bangs Jr. Cabe ao administrador financeiro encontrar o equilíbrio financeiro. A figura ilustra de forma sintética o fluxo de numerários de uma empresa. A projeção do fluxo de caixa. considerando o impacto de vários fatores. p. tanto no presente como para o futuro. Para uma empresa em funcionamento. pode fazer a diferença entre sucesso e fracasso. A partir da elaboração do fluxo de caixa é possível prognosticar eventuais excedentes ou escassez de caixa. Diversas são também as possibilidades de desembolsos necessários ao andamento normal das operações empresariais. (1999. pode fazer a diferença entre crescimento e estagnação”. A demonstração do fluxo de caixa é de fácil compreensão para todos os interessados e dá condições para tomada de decisões com relação a recursos a fim de se tornarem competitivos e proporcionarem um ambiente adequado para a atração de investimentos e também para a obtenção de financiamentos. mercadológicas e financeiras que possui como objetivo .3 O fluxo de caixa é um instrumento que relaciona os ingressos e saídas (desembolsos) de recursos monetários no âmbito de uma empresa em determinado intervalo de tempo. Considerando que o plano de negócios. Como se verifica diversas são as possibilidades de entradas de recursos considerados normais em uma empresa. 107) “para uma empresa nova ou em crescimento.

“no balanço.404/76 encontra-se apresentada no quadro xx. valores a receber e valores a pagar em determinada data”.4 principal a comunicação da empresa com colaboradores internos. instituições de crédito. normalmente no fim do ano ou de um período prefixado. Para Marion (2003.404/76. Conforme o art. O principal demonstrativo contábil é o balanço patrimonial que. 178 da Lei no. e. portanto. A estrutura do balanço patrimonial. p. É como se tirássemos uma foto da empresa e víssemos de uma só vez todos os bens. c) PATRIMÔNIO LÍQUIDO – Representa a diferença entre o ativo e passivo. ou seja. as demonstrações contábeis. de acordo com a Lei 6. “reflete a Posição Financeira em determinado momento. em bens e direitos. com informações que mostrem a posição financeira da empresa. De acordo com a mesma lei o balanço patrimonial é composto por três elementos básicos que são: a) ATIVO – Compreende as aplicações de recursos.] tem por finalidade apresentar a posição financeira e patrimonial da empresa em determinada data... clientes. agente de fomentos e bancos. representando. fornecedores. “[. o valor líquido da empresa. 29). b) PASSIVO – Compreende as exigibilidades para com terceiros. 42). uma posição estática”. ou seja. as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem. Martins e Gelbcke (2003. 6. FUTUROS PATRIMÔNIO LÍQUIDO Como se observa no ativo são apresentados os bens e direitos em ordem decrescente de grau de liquidez e no passivo as obrigações obedecem ordem crescente de grau de desembolso. BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO ATIVO CIRCULANTE ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO ATIVO PERMANENTE PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO PASSIVO CIRCULANTE PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO RESULTADOS DE EXERC. deve ser complementado. e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e análise da situação financeira da companhia”. de acordo com Iudícibus. p. . A demonstração do resultado do exercício é um demonstrativo financeiro que serve para exprimir o resultado que a empresa obteve no exercício social: lucro ou prejuízo.

correspondentes a essas receitas e rendimentos. nessa demonstração. O art. 326). c) fontes e usos: é uma ferramenta que ajuda o empreendedor a controlar e a prever a disponibilidade de recursos para investimentos.4 De acordo com a Iudícibus. Tais informações podem ser obtidas no ambiente interno da empresa ou colhidas externamente. e b) os custos. Martins e Gelbcke (2003. b) projeção dos resultados: é o documento financeiro utilizado para planejar e acompanhar o resultado do empreendimento. fazendo com que a empresa não apresente nem lucro nem prejuízo. o artigo 187 do mencionado diploma legal. despesas. estabelece a ordem de apresentação das receitas. para fins de publicação. preceitua: § 1º. 187 da Lei 6404/76. “a Demonstração do Resultado do Exercício é a apresentação em forma resumida das operações realizadas pela empresa durante o exercício social. e) análise de investimentos: apresenta as técnicas de análise e os indicadores contábeis mais utilizados no estudo da viabilidade de um empreendimento. Na determinação do resultado do exercício serão computados: a) as receitas e os rendimentos ganhos no período. 2. Como se observa. custos e despesas.3. Em seu parágrafo primeiro.11 Anexos Esta seção deve conter todas as informações julgadas relevantes para o melhor entendimento do plano de negócios. encargos e perdas. Além dos demonstrativos contábeis. o plano financeiro. p. pagos ou incorridos. segundo Casarotto (2002) deve conter: a) investimentos: que são os gastos de capital que o empreendedor necessitara para viabilizar materialmente o seu negócio. d) ponto de equilíbrio: é a igualdade entre a receita obtida pela empresa e os custos gerados na fabricação dos produtos. independentemente da sua realização em moeda. não tem um limite de páginas ou . muitas são as fontes de informações para a elaboração do plano financeiro. demonstradas de forma a destacar o resultado líquido do período”. Por isso.

b) previsão das necessidades de recursos humanos. e) análise da concorrência. essa projeção será mais realista e terá maior probabilidade de ocorrer conforme o planejado. descrição de tecnologias inovadoras. pois serão trabalhados os clientes e as oportunidades com maior potencial de faturamento/lucratividade para a empresa. 5 aspectos são imprescindíveis serem considerados. análise dos competidores. c) previsão das necessidades de capital de giro para 12 meses.A empresa não vai desperdiçar recursos e estará sempre bem preparada para atender a demanda correta do mercado. folders e outras peças de marketing (BOLSON. resultados de pesquisa de mercado.4 exigências a serem seguidas.4 ASPECTOS CONSIDERADOS RELEVANTES PARA AVALIAÇÃO DE UM PLANO DE NEGÓCIOS O plano de negócios. O plano de vendas com base em informações do plano mercadológico envolve a previsão de receitas e deve ser usado como alimentador do plano financeiro. de acordo com o que já foi relatado. fotos de máquinas e instalações. acordos comerciais. 2003).A equipe de vendas atua de maneira organizada e com metas definidas. Uma previsão de vendas corretas. fluxos de produção. . Uma forma de se efetuar projeções de vendas é através de projeções mensais em termos de volumes de vendas e os preços praticados (DORNELAS. nas colocações Barbi (2004. d) previsão de investimento de capital. 2001). quais sejam: a) previsão de vendas. p. fotos de produtos essenciais.Os fornecedores oferecem mais benefícios para as revendas que “acertam” o forecast. notícias importantes sobre o negócio. . .Ações de marketing mais eficientes. além de ser um instrumento de minimização de riscos é um meio de comunicação que descreve a empresa e revela a concepção do empreendedor para o futuro.Maior controle e acompanhamento das ações de vendas.Maior foco. ampliando as chances de obter os resultados pretendidos. traz como principais vantagens: . 2). . . As informações de apoio podem conter: contratos de exclusividade. . 2. A projeção de vendas deve ser feita com base na análise de mercado e na estratégia de marketing da empresa. Dessa forma. Para a avaliação do plano de negócios. currículo resumido de dirigentes.

alterando o fluxo de informação de unidirecional para bidirecional. Contemplaria também aspectos como: escolha da equipe.4 O plano de recursos humanos envolve não apenas a previsão do quantitativo de pessoal necessário. 01). mas também a análise da qualificação que será exigida em termos de conhecimentos. habilidades e atitudes.Dotar a empresa de planejamento estratégico em Recursos humanos que lhe permita enfrentar épocas de crises sem traumas. . p. motivação. .Preparar as chefias e gerências de empresas capacitando-as para aspectos de liderança e trabalho em equipe. . Parceiro no Risco de qualquer negócio. De acordo com Souza e Clemente (2001). remuneração e avaliação de desempenho.. . dentro da organização. é hoje. através da abertura de novos canais de comunicação entre a base e o topo da pirâmide organizacional. sugerem que o plano financeiro seja subdividido em: a) necessidades de caixa para o giro normal do negócio sem problemas de .Necessidade de maior produtividade onde as pessoas saibam fazer mais e melhor as tarefas a elas confiadas.. liderança.Ter um sistema estruturado de informações que permita avaliar constantemente o clima interno da organização. apresenta alguns pontos que devem ser analisados sobre a importância estratégica que a atividade de recursos humanos representa para atingir os resultados propostos: . .Oferecer atendimento ao crescente desejo de participação dos trabalhadores.Desenvolver. a constante redução das margens de rentabilidade forçada pelas novas características do mercado fez com que a gestão dos recursos financeiros assumisse um papel cada vez mais importante nos resultados das organizações. definido-lhe objetivos e sua contribuição para o Resultado da Empresa. desenho das atividades.Exigir da área de RH que a mesma tenha informações atualizadas sobre diversos indicadores do desempenho que administra a fim de contribuir para as decisões estratégicas da empresa. enfatizando a idéia de cooperação e não de competição. . a idéia de que o trabalhador mais do que nunca. O processo de seleção é essencial para o sucesso de uma empresa. Visando uma administração financeira mais eficiente e eficaz. treinamento. pois é através dele que as organizações podem identificar talentos com potencial para fazer a diferença em mercados tão competitivos.Incluir a área de Recursos Humanos nas reuniões de planejamento estratégico da empresa. É fundamental que Recursos Humanos desenvolvam ações estruturadas para criar e gerar resultados dentro desta parceria.Transparência na atividade de Recursos Humanos visando a abertura de um canal efetivo entre esta área e as outras. . de corrigir eventuais distorções que possam comprometer os Resultados. . Kassai et al (2000). Ely (2004.

[. maiores investimentos em imobilizações. abertura de filiais. O conceito de administração de capital de giro é algo que está diretamente relacionado às decisões estratégicas de uma empresa.] Uma empresa precisa manter um nível satisfatório de capital de giro e os ativos circulantes da empresa devem ser suficientemente consideráveis. aquisições de maior volume de matérias primas. As decisões relativas ao lançamento de novos produtos. . incluindo ativos e passivos circulantes.4 continuidade (capital de giro) por um período mínimo de 12 meses. b) necessidades de caixa para investimentos ou gastos de capital. 2000). oportunidades e ameaças. distribuição. participação no mercado. muitas vezes em conjunturas de instabilidade que pressupõem acentuado grau de risco (KASSAI. flexibilização da política de crédito. 2000). de modo a cobrir os seus respectivos passivos circulantes.. O plano mercadológico enfoca todo o conjunto de estratégias e prazos para sua implementação.. características e perfil dos consumidores. análise da concorrência. segmentação do mercado. Este plano deve ser elaborado para um prazo mínimo de 3 anos (FILION e DOLABELA. razoável margem de segurança. A administração de capital de giro é um instrumento de planejamento importante para a manutenção e continuidade dos empreendimentos. Gitman (1987. assim. fazem parte da demanda de recursos para satisfazer o cumprimento das obrigações decorrentes dessas operações (SOUZA E CLEMENTE. garantindo-se. porque envolve tomada de decisões em cenários de curto prazo. 279) diz que. 2001). contratação de pessoal especializado. tais como. tais como: publicidade e promoção. e uma extensa gama variada de outras operações. A administração de capital de giro abrande a administração das contas circulantes da empresa. A administração de capital de giro é um dos aspectos mais importantes da administração financeira. p. atendimento ao cliente etc. preço.