Amin.: A Igreja do Brasil, a exemplo de outros países, publicou em 2004, o Diretório da Pastoral Familiar.

Ele classifica 4 tipos de amor: amor de apotência, amor de complacência, amor de benevolência, e amor ágape. Vamos agora procurar entender cada um deles: L1 – Amor de apetência: A sexualidade humana tem algo em comum com sexualidade meramente animal. Também ela pode ser ditada pelo instinto, manifestando-se de maneira predominante genital, tendo como meta apenas o alívio à libido, sem se preocupar com o sentimento. O outro (o parceiro) se torna apenas objeto de uso. É a atração física propriamente dita. Esse tipo de amor, na antiga Grécia, se chamava amor de apetência e era confiado ao amparo da Deusa Afrodite. L2 – Amor de Complacência: A manifestação do amor não é só genital, mas também afetiva. Nele se busca a realização de sonhos e se anseia pelo fim da solidão. O compromisso é transitório, o sentimento básico é egocêntrico e a sua manifestação característica é o ciúme. A escolha do parceiro se baseia na auto-satisfação. A realização pessoal é frágil porque depende dessa autosatisfação que a outra parte lhe oferece. Na cultura grega, chamava-se amor de complacência e tinha Eros como seu deus protetor. L3 – Amor de benevolência: Nele não estão envolvidas somente as dimensões física e afetiva da pessoa, mas a pessoa inteira, o seu bem integral. Sua meta é um encontro profundo. O sentimento é o de respeito mútuo, de doação e responsabilidade. A escolha e a dedicação total ao parceiro se dão pelo que ele é, e não pelo que se gostaria que ele fosse. Então, a realização mútua e pessoal que daí decorre é estável e redunda na comunhão completa da duas pesonalidades. É o chamado amor de benevolência que os gregos dedicavam à deusa Filia ( a raiz latina benevolente significa querer o bem do outro). L4 – Amor ágape (transcendência): Sua meta é a comunhão, o sentimento é o da oblação da própria vida. É o sentimento da própria vida. É o mandamento novo de Jesus: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei” (Jo 13,34). “O amar ao próximo como a si mesmo” já era conhecido no Antigo testamento (Lev 19,18), mas Jesus vem apresentar um critério objetivo para o amor cristão: É o amor com que Ele amou a humanidade. É o amor de quem é capaz de amar até os inimigos, não porque são inimigos, mas porque são filhos de Deus. A cultura grega chamava de amor ágape (transcendental). Anim.: É bom ter presente que as dimensões ou níveis mais profundos de vivência do amor e da sexualidade não anulam a dimensão biológica, hormonal ou erótica. Integram-nas numa ordem e sentidos de valores superiores. Ficar apenas no primeiro patamar, o afrodisíaco, é muito primitivo, grotesco e rudimentar. Precisa ser superado. O aspecto unitivo do ato conjugal está inseparavelmente unido ao aspecto procriativo, que é fundamental para a perpetuação da espécie. Essa dimensão da fecundidade é sublime: é a participação da própria fecundidade de Deus, autor da vida. L1 – Assim, a entrega corporal se torna símbolo de uma entrega ainda mais profunda e plena: a da própria vida compartilhada para sempre. O verdadeiro amor conjugal que une os esposos deve ser plenamente humano, exclusivo e aberto à nova vida. Existe uma conexão inseperável entre os dois significados do ato conjugal: o significado unitivoe o significado procriador, porque Deus assim o quis e o homem não pode, por sua própria iniciativa, alterar esta realidade. A paternidade não é apenas instinto, mas é uma altíssima vocação.