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Ensaios Não Destrutivos (END). Ultrasons.
ULTRASONS
Frequência acima do audível (i.e. f >20 kHz)
Frequências utlizadas em testes não destrutivos ultrasónicos : 300 kHz - 15 MHz
Relação frequência – comprimento de onda
Tipos de ondas existentes em sólidos
Ondas longitudinais (ou primárias, ondas P)
Ondas transversais (ou secundárias, ondas S)
Ondas acústicas superficiais (ondas de Rayleigh, Lamb, Love, Stoneley ..)
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Exemplo de um ensaio ultrasónico
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Velocidade do som em alguns materiais
( )
( )( ) ν ν ρ
ν
2 1 1
1
− +

=
E
v
c
( ) ν ρ +
=
1 2
E
v
t
Velocidade longitudinal
Velocidade transversal
E é o módulo de Young
ν é o módulo de Poisson
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Ondas numa interface
Impedância acústica específica:
Aço 46.3 MRayl
Aluminio 17.0 MRayl
Perspex 3.19 MRayl
Água 1.49 MRayl
Ar ?
v Z ρ =
Nota: Em cristais existe
anisotropia na velocidade
Energia transmitida,
Energia reflectida,
( )
2
2 1
2 1
4
Z Z
Z Z
E
T
+
=
2
2 1
2 1
|
|
.
|

\
|
+

=
Z Z
Z Z
E
R
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Ondas numa interface (cont.)
Energia transmitida,
Energia reflectida,
( )
2
2 1
2 1
4
Z Z
Z Z
E
T
+
=
2
2 1
2 1
|
|
.
|

\
|
+

=
Z Z
Z Z
E
r
Pode-se concluir que a máxima
transmissão (ou minima reflexão) ocorre
quando Z
1
=Z
2
.
Quando as impedâncias acústicas diferem
muito existe uma fraca eficiência de
transmissão acústica.
Quando há três camadas A, B e C, qual deverá ser a impedância da camada
intermédia (B) para que a transferência de energia seja máxima.
Nessas condições qual o valor da energia transferida?
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Camada de acoplamento
Casos importantes de interfaces
Interface ponta de prova - peça a inspeccionar:
Ponta de prova–ar – aço
Água (gel ou óleo)–aço Et=88%. Deve portanto existir uma camada de acoplamento
entre a ponta de prova e a peça.
Fissura no interior do material. Uma gap de 1 mm no aço reflecte aproximadamente
cerca de 70% da energia. Esta é pois e aproximadamente, a resolução desta técnica.
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Ondas com incidência obliqua
B
A
V
V
=
β
α
sin
sin
Lei de Snell
Quando V
B
>V
A
existe um ângulo crítico de reflexão total
Para o caso água-aço é 15º
B
A
c
V
V
= α sin
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Caso Geral
Quando a incidência é obliqua pode haver uma
conversão do modo de vibração da onda.
Assim uma onda longitudinal incidente dará
origem a duas ondas reflectidas (uma longitudinal
e outra transversal) e duas ondas transmitidas
(uma longitudinal e outra transversal)
A lei de Snell passa a ser:
( ) ( ) ( ) ( )
sb
s
cb
c
ca
c
ca
V
t
V
t
V
r
V
i sin sin sin sin
= = =
As amplitudes das ondas reflectidas e transmitidas dependem do ângulo de incidência de
uma forma complexa.
a
b
i
s
r
c
t
s
t
c
r
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Ondas de incidência obliqua (exemplo)
Para a interface perspex-aluminio
obtém-se para as várias amplitudes
das ondas reflectidas e transmitidas:
Se se pretender inspeccionar uma peça
usando ondas longitudinais deve-se
utilizar um ângulo de incidência que
seja menor do que 25º
Para ondas transversais é conveniente
utilizar ângulos entre 25 e 58º quando a
amplitude da onda transversal
transmitida é maior.
Perspex
Aluminio
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Atenuação e espalhamento
A diminuição na amplitude da onda ultrasonora num material tem duas causas:
•Atenuação verdadeira
•Dispersão ou espalhamento da onda
A atenuação verdadeira segue
uma lei exponencial
O espalhamento depende dos
detalhes geométricos da onda.
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Configuração para uma sonda longitudinal
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Efeito piezoeléctrico
O efeito piezoeléctrico consiste na deformação elástica de um material pela aplicação
de um campo eléctrico.
v f mas d
o o
o
= = λ
λ
,
2
d
v
f
o
2
=
d
Materiais piezoeléctricos: quartzo, PZT, PVDF...
A frequência fundamental de vibração
longitudinal, corresponde a haver exactamente
meio comprimento de onda na espessura da
amostra.
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Sondas longitudinais (cont.)
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Campo ultrasónico á frente de uma sonda
|
|
|
.
|

\
|


|
|
.
|

\
|
+ = R R
D
P P
o R
2 1
2
2
4
sin 2
λ
π
Pressão acústica ao longo do eixo da sonda
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Pulso ultrasónico
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Exemplos de sondas longitudinais
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Sonda transversal
Ângulos de lançamento de sondas transversais: 45º, 70º e 80º.
O ângulo de lançamento depende do material.
O material usado no sapato é normalmente o Perspex e ocasionalmente o Nylon.
É necessário que a onda longitudinal ultrasónica tenha uma velocidade inferior á
velocidade de uma onda transversal na peça a analisar. Porquê?
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Modos de varrimento
A-scan
Quando se representa uma grandeza eléctrica em função
do tempo. Essa grandeza pode ser o sinal de rf tal como é
gerado pelo receptor piezoeléctrico (2) o sinal de rf
rectificado ou (3) só a parte negativa ou só a parte positiva.
B-scan
Quando após se varrer a peça ao longo de uma linha com a
sonda se assinala no ecran a profundidade para as quais o
eco ultrapassou um determinado nível.
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Varrimento C-scan
Quando após se efectuar um varrimento bi-
dimensional se assinala no ecran a amplitude do sinal
recebido para um intervalo de tempo fixo.
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Análise de defeitos com uma sonda transversal
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Blocos de calibração A3 e A5
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Bloco de calibração A2
Calibração do índice
Calibração do ângulo
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Blocos de calibração
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Análise de uma soldadura por ultrasons
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Alteração do conteúdo espectral
A onda ultrasónica quando é
dispersa por uma colisão com um
defeito pode alterar o seu
conteúdo espectral dependendo
das interacções que tiveram
lugar.